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DOZE AÇÕES MOTORAS DE JACQUES LEGUET
A figura mostra os diferentes “tipos de ações gímnicas” encontradas na Ginástica Artística. Essas ações podem ser realizadas isoladamente ou combinadas entre si.
Fonte: Jacques Leguet. As Ações Motoras em Ginástica Esportiva. Manole. 1987.
Correr para saltar, passar pelo apoio invertido, aterrissar e rolar.
A zona hachurada representa o momento da coordenação, durante a qual muda-se progressivamente de ação. Ela expressa a intencionalidade do indivíduo, que modifica seu comportamento para empenhar-se na ação seguinte. (JACQUES LEGUET. As Ações Motoras em Ginástica Esportiva. Manole. 1987).
	Mortal para frente:
	Reversão mortal para frente na mesa de salto
	São estas passagens de uma ação para outra que constituem o essencial da Ginástica Artística. Todo exercício é um caso particular de execução de uma ação ou da superposição de várias delas. As zonas de ligação entre as ações representam o momento da coordenação, durante o qual se muda progressivamente de ação. Se uma ação é pouco eficiente, é certo que a coordenação com outras não progredirá.
MUDANÇAS PROGRESSIVAS
De quadrupedar para passar pelo apoio invertido:
Fonte: Jacques Leguet. As Ações Motoras em Ginástica Esportiva. Manole. 1987.
Do rolamento para girar sobre si mesmo:
Fonte: Jacques Leguet. As Ações Motoras em Ginástica Esportiva. Manole. 1987.
Do apoiar-se ligeiramente para balancear em apoio:
Fonte: Jacques Leguet. As Ações Motoras em Ginástica Esportiva. Manole. 1987.
Se utilizarmos a ação “rolar sobre si mesmo para frente na posição grupada” (rolo de frente grupado), podemos analisar três momento diferentes:
Rolo de frente grupado;
Rolo para frente na barra;
Mortal de frente.
Podemos observar que um comportamento inadequado tecnicamente, realizado no início da aprendizagem, tende a provocar comportamentos inadequados em exercícios aprendidos com base no movimento inicial.
	Execução com técnica deficiente e/ou inadequada
Costas retas; cabeça voltada para trás; sem controle para finalizar o movimento (queda pesada na barra fixa e chegada de costas no colchão após o mortal).
	
	Execução com boa técnica (eficiente e adequada)
Movimento organizado (boa definição de início, meio e fim); corpo bem grupado; dorso flexionado; queixo próximo ao peito; leve aceleração no final para levantar-se após o rolamento e ação controlado nos demais movimentos.
	
TABELA DE INDICADORES COMPORTAMENTAIS
	
	Execução com técnica
deficiente e/ou inadequada
	Execução com técnica
eficiente e/ou adequada
Fonte: Jacques Leguet. As Ações Motoras em Ginástica Esportiva. Manole. 1987.
TABELA DE INDICADORES COMPORTAMENTAIS (continuação)
	
	Execução com técnica
deficiente e/ou inadequada
	Execução com técnica
eficiente e/ou adequada
Fonte: Jacques Leguet. As Ações Motoras em Ginástica Esportiva. Manole. 1987.
HIERARQUIA DOS COMPORTAMENTOS FRENTE ÀS AÇÕES MOTORAS NA GINÁSTICA ARTÍSTICA
	
	
	Passar pelo apoio invertido
	Rolar para frente
	Saltar
	Coordenação saltar para girar
	Situação de ajuda ou parada
	6 - VIRTUOSISMO
	■ Amplitude máxima.
■ Sem esforço aparente.
■ Leveza.
■ Harmonia na execução dos elementos e da ação.
■ Total segurança.
■ Ótima postura.
	
Parede é acessório
	
Amplitude e Velocidade
	
Grande facilidade
	
Total segurança
	
Onipresente
	5 - NATURALIDADE
	■ Movimentos coordenados à ação.
■ Cada ação se destaca ao mesmo tempo em que está coordenada com as outras.
■ As mudanças de velocidade e ritmo são marcadas.
■ Amplitude.
	
Colocação direta
	
Aceleração
	
Aéreo
	
Aceleração e retorno
	
Conduz, faz sentir
	4 – ADEQUAÇÃO
	■ A tarefa é realizada segundo os critérios mínimos de eficácia.
■ Os movimentos segmentares atuam independentes, porém, correções ou reajustamentos acontecem a posteriori.
■ Amplitude limitada.
	
Alinha-se
	
Rola sem Choques
	
Eleva-se
	
Salta e rola
	
Muito perto e freia
	3 – REALIZAÇÃO
	■ O empenho na ação aproxima-se da resposta motora esperada, porém, o efeito buscado grosseiramente obtido.
■ Movimentos não dissociados.
■ Reequilíbrio a posteriori.
	
Desalinha-se
	
Dorso na Horizontal
	
Pouca elevação
	
Dorso Reto
	
Aproxima-se. tomada
	2 – TENTATIVA
	■ O aluno se empenha na ação e produz uma resposta totalmente inadequada.
■ Resistência de realizar a atividade prejudica a ação.
	
Desmoronamento
	
Cai
	
Desequilíbrio, cai
	
Encontro de obstáculos
	
Veleidades
	1 – EVITAR
	■ Nenhuma realização.
■ Fuga.
■ Desculpas.
■ Aluno apresenta medo.
■ Não tenta realizar a atividade.
	
Resiste
	
Retorna
	
Evita o Desequilíbrio
	
Retorna
	
Mantém distância
Níveis de execução dos elementos na ginástica artística. O Virtuosismo é o movimento perfeito.
	
		
	
	
	
	
	 
 VIRTUOSISMO
	
	
	
	
	 
 NATURALIDADE
	
	
	
	 
ADEQUAÇÃO
	
	
	 
REALIZAÇÃO
	
	 
TENTATIVA
	 
EVITAR
	
GINÁSTICA ARTÍSTICA – várias possibilidades de aprendizado
Segundo Jacques Leguet através da atividade gímnica um indivíduo pode:
Mesmo não tendo experiência em ginástica artística, podemos:
	AGIR
	
- Entrar em ação, abordar o risco, procurar fazer cada vez mais difícil e cada vez melhor.
- Experimentar as dimensões – alturas – distâncias.
- Agir sozinho ou ser ajudado nos seus esforços pelos integrantes do grupo.
	CRIAR
	
- Com liberdade em suas ações, ele pode escolher os movimentos, organizar, procurar soluções diferentes.
- Buscar novas possibilidades de ação; fazer de outra forma, personalizar, ser original.
- O aluno pode criar ou recriar.
- Poderá procurar soluções além daquelas de seus colegas.
- Usar sua espontaneidade.
	MOSTRAR
	
- Realizar os exercícios em série.
- Produzir uma obra original.
- A série de exercícios é a obra do ginasta.
- Estimular o aluno a realizar o seu mais alto nível de dificuldade.
- Estimular a dominar suas ações.
- Estimular a personalizar, inventar, criar, buscar a originalidade das suas ações (da simples a complexa).
	AJUDAR
	
- Contribuir para o sucesso dos outros: proteger, dar confiança, cooperar.
- Ajudar seu colega (integrando todos os seus conhecimentos).
- É fundamental para o crescimento do grupo.
- O progresso pessoal depende da contribuição, cooperação, ajuda coletiva.
	AVALIAR
	
- Apreciar como observador, conhecer os critérios.
- Avaliar também é colocar em prática seus conhecimentos.
- Perceber os elementos, a execução, a segurança.
- Aprender pela observação.
- Julgar esteticamente.
- Propor critérios de performance.
	ORGANIZAR
	
- Ser responsável, se preocupar com a segurança.
- Conhecer opções para ensinar.
- Conhecer o objetivo e as formas de chegar até a execução satisfatória de um elemento.
- Organizar uma aula ou sessão de treinamento.

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