Prévia do material em texto
BACIA DO PARANÁ Disciplina: Estratigrafia LOCALIZAÇÃO Abrange porções territoriais do Brasil meridional, Paraguai oriental, nordeste da Argentina e norte do Uruguai; Aproximadamente, 1,5 milhão de Km² de extensão; Forma oval com eixo maior na porção norte-sul; Seu contorno atual apresenta limites erosivos em virtude da geotectônica meso-cenozoica do continente. 2 ESTRATIGRAFIA O registro estratigráfico da Bacia do Paraná compreende um pacote sedimentar-magmático com espessura total em torno de 7km coincidindo geograficamente o depocentro estrutural da sinéclise com a região da calha do rio que lhe empresta o nome (Milani e Ramos, 1998). 3 SUPERSEQUÊNCIAS Milani (1997) descreveu seis Supersequências (Vail et al. 1977), no registro estratigráfico da Bacia do Paraná; Envelopados por superfícies de discordância de caráter interregional. 4 SUPERSEQUÊNCIAS 5 Rio Ivaí (Ordoviciano-Siluriano), Paraná (Devoniano), Gondwana I (Carbonífero-Eotriássico), Gondwana II (Meso a Neotriássico), Gondwana III (Neojurássico-Eocretáceo) e Bauru (Neocretáceo). SUPERSEQUÊNCIA RIO IVAÍ RIO IVAÍ Ordoviciano-Siluriano; Supersequência da base da Bacia do Paraná; Formação Alto Garças: arenitos quartzosos finos a grossos, pouco feldspáticos, com espessura máxima da ordem de 300 m. Formação Iapó: depósitos relacionados à glaciação Ordoviciana, sendo formada basicamente por diamicitos. Formação Vila Maria: uma espessa camada argilosa com conteúdo fóssil abundante de graptólitos, trilobitas, braquiópodas e quitinozoários. 8 SUPERSEQUÊNCIA PARANÁ Devoniano; Ciclo transgressivo-regressivo; Espessura máxima de 800m; Formação Furnas: arenitos quartzosos brancos, cauliníticos, de granulometria média à grossa, geometria tabular, com estratificação cruzada; Formação Ponta Grossa: predominantemente argilosa, rica em macrofósseis e é um dos potenciais geradores de petróleo da Bacia. PARANÁ 11 AFLORAMENTOS 12 Vista panorâmica da Ponto 1, local em que os arenitos e conglomerados basais da Formação Furnas assentam sobre o embasamento metassedimentar. Estratificação sigmoidal em grande escala, porção basal da Formação Furnas. SUPERSEQUÊNCIA GONDWANA I GONDWANA I Neocarbonífero e Eotriássico; Maior volume sedimentar da Bacia; Grupo Itararé, Formação Aquidauana, Grupo Guatá, Grupo Passa Dois, formações Pirambóia e Sanga do Cabral; Lacuna: presença de geleiras inibiu a efetiva organização de sistemas deposicionais e a acumulação sedimentar expressiva. Ciclo transgressivo-regressivo completo; Início: base do pacote glacial pensilvaniano; máxima inundação marinha: Formação Palermo no Artinskiano; encerra no mesozoico. 14 SUPERSEQUÊNCIA GONDWANA II GONDWANA II 18 Anisiano-Noriano; Inicio do Triássico: distensão generalizada na porção sul do Paleocontinente Gondwana (Uliana e Biddle, 1988); Representa uma sedimentação acumulada em bacias do tipo gráben; Contato basal nítido: depósitos pelíticos sobrepõem-se abruptamente aos arenosos da unidade anterior; Reflete uma rápida “transgressão lacustre” sobre a superfície de discordância que marca o topo da Supersequência Gondwana I, indicando um episódio de inundação do substrato e desenvolvimento de uma bacia faminta. SUPERSEQUÊNCIA GONDWANA III GONDWANA III Jurássico-Eocretáceo; Predominância de fácies eólicas nos sedimentos continentais; Ao norte ocorrem elementos sedimentares ligados a fluxos aquosos, na forma de arenitos médios a grossos, em corpos lenticulares exibindo ciclos gradacionais, com arenitos conglomeráticos associados, produzidos por episódios torrenciais (Almeida e Melo, 1981); Contexto aluvio-fluvial; 21 MAGMATISMO SERRA GERAL Espessa cobertura de lavas; Rede de diques que cortama inteira seção sedimentar e múltiplos níveis de soleiras intrudidas segundo os planos de estratificação dos sedimentitos paleozoicos; Atualmente: 3/4 da área total da bacia são recobertos pelas rochas ígneas da Formação Serra Geral; basaltos toleíticos e andesitos basálticos, ocorrendo subordinadas quantidades de riolitos e riodacitos (Peate et al. 1992; Idade: entre 137 e 127 Ma. 21 SUPERSEQUÊNCIA BAURU BAURU Cobertura pós-basáltica, sendo uma unidade siliciclástica psamítica acumulada em condições semiáridas a desérticas; Grupos Caiuá e Bauru (passagem lateral gradual e interdigitada). O primeiro compreende as formações Rio Paraná, Goio Erê e Santo Anastácio. O segundo é composto pelas formações Uberaba, Vale do Rio do Peixe, Araçatuba, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Marília, além de intercalações com rochas vulcânicas alcalinas, os Analcimitos Taiúva. (Fernandes e Coimbra 2000; CPRM 2004, 2006). 25 CONSIDERAÇÕES FINAIS 2 sistemas petrolíferos comprovados: o Ponta Grossa – Itararé (PG-It) e Irati – Rio Bonito/Pirambóia (I-RB/P). PG-It: Geração nos folhelhos devonianos da Formação Ponta Grossa e acumulação nos arenitos carboníferos do Grupo Itararé. I-RB/P: Geração nos folhelhos permianos da Formação Irati com acumulação nos arenitos da Formação Rio Bonito e/ou Pirambóia (ANP, 2017). 26 Seção inferior da Formação Rio Bonito, exibindo arenitos e leitos de carvão, da Formação Rio Bonito. 27 Vista panorâmica da pedreira da Unidade de Negócio da Industrialização do Xisto-SIX, em São Mateus do Sul-PR, da Formação Irati. CONSIDERAÇÕES FINAIS A Bacia possui 124 poços exploratórios distribuídos de forma irregular que estão concentrados predominantemente no Estado do Paraná. 16 poços com indícios de gás, 5 de óleo, 2 de gás e condensado, e 87 classificados como secos, sem indicação de óleo ou gás. 28 REFERÊNCIAS ANP. BACIA DO PARANÁ: Sumário Geológico e Setores em Oferta. Paraná: SDB, 2017. Disponível em: <http://rodadas.anp.gov.br/arquivos/Round14/Mapas/sumarios/Sumario_Geologico_R14_Parana.pdf>. Acesso em: 02 jun. 2018. B. Geoci. Petrobras, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, p. 135-162, nov. 2006/maio 2007 Milani E. J. (Coord.), Rangel H. D., Bueno G. V., Stica J. M., Winter W. R., Caixeta J. M. Pessoa Neto O. C. 2007. Bacias Sedimentares Brasileiras – Cartas Estratigráficas - Introdução. Boletim de Geociências da Petrobras, 15(1): 183-205. 29