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*
Curso de
BIOGEOGRAFIA
Prof. Nicolas Floriani
Dinâmica Espacial
*
Dinâmica das Geobiocenoses
B) Variação no Tempo	
...num mesmo biótopo, diferentes biocenoses
Estágios Pioneiros 
Estágios Intermediários
Estágios Finais (Clímax)
Clímax
Quando flora, fauna e ambiente atingem equilíbrio. No momento do clímax a influência para uma situação de equilíbrio pode ser maior por parte do solo (pedoclímax), ou do clima (clímax climático) (Troppmair, 2006).
Estágios Sucessionais
Equilíbrio é atingido quando uma formação vegetal expressa seu maior desenvolvimento em uma condição ambiental determinada: “é a expressão última do desenvolvimento comunitário” (Ricklefs, 2003).
Amplitude Ecológica: Intervalo de tolerância entre os parâmetros ambientais Máximo e Mínimo. 
*
VELOSO et al (1992)
*
CLEMENTS (1936) acreditava que uma série de eventos de sucessão vegetal faria com que as comunidades atingissem um estádio único, final, complexo e previsível de desenvolvimento, o assim chamado “super-organismo” autorregulável. A sucessão inicial seria determinada pela vegetação, que modificaria o meio de modo a preparar o ambiente para o estabelecimento de espécies características de estádios mais maduros da sucessão (ISERGHAGEN, 2001).
Corroborando a teoria clássica de Clements → Odun (1969) define sucessão com base em três parâmetros:
	1. processo ordenado de desenvolvimento da comunidade razoavelmente direcional e previsível;
	2. resultante da modificação do ambiente pela comunidade (a reação a Clements);
	3. culminando em um ecossistema estabilizado 
							(MARTINS et al, 2009).
*
Por considerar os sistemas naturais como unidades fechadas e autorreguláveis e praticamente excluir a influência de distúrbios naturais e antrópicos na organização da diversidade e estrutura das comunidades, o paradigma clássico gerou um consenso de que o simples isolamento de ecossistemas de fatores de perturbação possibilitaria sua permanente conservação, uma vez que este naturalmente caminhava para um clímax estável.
Três premissas básicas da teoria clássica de sucessão (Clements,1916):
O clímax potencial é o mesmo em todos os locais que têm ambientes semelhantes em uma região;
O estágio clímax da sucessão reflete maior produtividade inerente de um sítio que outro estágio;
Após um distúrbio, o sub-bosque se estabiliza mais rápido e independente do dossel.
					(COOK apud MARTINS et al, 2009)
*
WHITTAKER (1975) reconheceu algumas tendências genéricas progressivas que podem ser esperadas durante os processos de sucessão: melhoria das condições do solo para a instalação de espécies vegetais, com aumento de profundidade e conteúdo de matéria orgânica e nutrientes e a diferenciação de horizontes; aumento na altura e diferenciação dos estratos vegetais; alterações microclimáticas; aumento da diversidade de espécies e da estabilidade relativa da comunidade (ISERGHAGEN, 2001).
*
Fonte: Ricklefs (2003)
Campo cultivado abandonado no Piemonte da Carolina do Norte.
Estágios de sucessão numa floresta de Carvalho no sul da Polônia: a) imediatamente após o desmatamento; b)7, c)15, d)30, e) 95 e f) 150 anos depois.
Pergunta-se:
Como se caracterizam os estágios sucessionais de ZB 1 (Equatorial úmido,sempre verde), como é o caso do Bioma Floresta Amazônica?
Uma perturbação antrópica como a atividade agropecuária (binômio soja-gado convencional) leva a comunidade que tipo de desenvolvimento?
Principais mudanças no processo sucessional:
- o aumento de biomassa
- volume, área basal
- diâmetro e altura
*
“Os sistemas Vivos oscilam em torno de um ponto central; nunca são constantes, Estando ora mais longe, ora mais perto do ponto de equilíbrio”. A este fenômeno podemos dar o nome de Equilíbrio Dinâmico ou Metaestabilidade”.
 (FORMAN e GODRON, 1986).
A estabilidade do sistema ecológico nunca é absoluta...
t1
t2
t3
Liviviação +
Liviviação +++
t2
Paisagem B
Paisagem A
Cenário 1
Substituição:
Desenvolvimento policíclico: clímax alternativo (pedoclímax )
Paisagem A
Paisagem A
t1
t2
t3
Liviviação +
Liviviação +
t2
Cenário 2
Resiliência: desenvolvimento original e monocíclico
*
Efeitos dos distúrbios (forças) em um sistema ambiental.
*
Dinâmica das Geobiocenoses
A) Variação no Espaço
a.1) Progressiva
	Expansão da área (território) → devido à melhoria das condições ambientais (causas naturias ou antrópicas).
a.2) Estática
	Estacionário → associação está em equilíbrio com o meio, não ocorrendo nem expansão nem retração.
a.3) Regressiva
	Retração da área → devido à degradação das condições ambientais (causas naturias ou antrópicas).
Análise temporal e espacial do desmatamento
Teoria (re)sistasia da paisagem → Erhart
Teoria Hemerobia da paisagem → Jalas
*
*
Crítica de Cook (1996):
	1. A maioria dos sítios nunca irá suportar um estágio de climax,como defnido por Clements;
	2. Distúrbios, histórico de uso do solo e eventos estocásticos podem levar a múltiplos caminhos sucessionais em um único tipo de local;
	3. O dossel exerce significante efeito sobre o sub-bosque.
*
Projetos baseados na teoria clássica não atingiram seus objetivos de restauração:
A restauração raramente é possível → comumente as condições ambientais após a degradação não permitem mais o retorno para a condição idêntica à original;
Como a restauração florestal basicamente cria ilhas de vegetação em paisagens altamente antropizadas e estas tendem a sofrer efeitos de borda semelhantes àqueles amplamente descritos para fragmentos florestais remanescentes, ocorreram,em muitos casos, alta mortalidade de mudas e invasão de espécies herbáceas e lianas agressivas: o simples abandono e o retorno à degradação ou à manutenção da vegetação plantada,com alto custo financeiro, representado pela constante necessidades de replantios de mudas, combate a pragas e eliminação periódica de plantas competidoras. (MARTINS et al,2009)
O paradigma clássico e a restauração ecológica:
Qual dos ecossistemas se vê ameaçado?
*
Pickett (1976) introduziu uma interpretação evolucionária da sucessão:
 “os regimes de distúrbios começam a ser considerados fatores essenciais para a manutenção de regeneração interna e minimização da extinção de espécies em reservas naturais”
Três modelos alternativos de sucessão foram propostos por Connell e Slatyer (1977);
FACILITAÇÃO;
TOLERÂNCIA;
INIBIÇÃO.
COMPETIÇÃO (habilidade das espécies de) por recursos: teoria dos recursos limitantes e sinergéticos: luz + recursos Minerais + Água do SOLO...
*
Pickett et al (1987) propuseram uma teoria baseada na hierarquia de Causas e Mecanismos de sucessão:
 Disponibilidade de sítios abertos (determinada por distúrbios);
 Disponibiliade de espécies diferencialmente adaptadas aos sítios abertos,deinida por processos de dispersão e pela dinâmica do estoque de propágulos; 
 Performance diferencial das espécies no sítio, resultante da disponibilidade de recursos, ecofisiologia das espécies, competição, alelopatia, predação e herbivoria.
 
*
A diferença fundamental entre esses modelos refere-se ao papel ecológico das espécies pioneiras no decorrer da sucessão:
 	“Na facilitação, elas melhorariam as condições ecológicas da área perturbada, favorecendo o estabelecimento de espécies tardias. Na inibição, elas monopolizariam os recursos, reduzindo o avanço da sucessão e, na tolerância, praticamente não interfeririam no recrutamento e crescimento das espécies de estádios mais avançados da sucessão” (Martins et al, 2009)
	
*
O modelo da inibição desvia-se, portanto, da teoria de Clements, uma vez que a sucessãopode ser freada ou seguir qualquer direção (COOK, 1996 apud MARTINS et al, 2009).
Esse tem sido o modelo mais comumente evidenciado, principalmente em situações de forte degradação antrópica. Gramíneas agressivas tem sido relatadas como inibidoras da regeneração de espécies arbóreas em áreas degradadas:em pastagens degradadas e abandonadas da Amazônia Central, a sucessão florestal pode ser inibida pela regeneração agressiva de espécies do tipo Vismia
que tende a persistir nos primeiros 10 a 20 anos, quando a redução de sua densidade no sub-bosque favorece a entrada de novas espécies tolerantes à sombra.
	
*
O Ciclo de vida do bambuzóide Merostachis riedeliana numa Floresta Estacional Semidecidual no Sudoeste do Brasil é um, exemplo do que vem a ser um único modelo de sucessão sensu Connell e Slatyer (1977):
Quando vivo obambu M. riedeliana formam grandes touceiras que ocupam grandes espaços no solo e dossel da floresta, inibindo a regeneração de espécies arbóreas durante um período de 30 anos. Contudo, após a frutificação e seguida morte, as touceiras deixam espaços abertos o dossel, alterando os níveis de luz e facilitando a colonização não apenas por espécies pionieras, mas também por espécies tardias (MARTIN et al, 2004).
*
Hipótese de Grubb e Tilman
 “A intensidade da competição é maior onde os recursos são menos abundantes, ou seja, quando os níveis de nutrientes são altos estes têm menos probabilidades de serem limitantes para as populações de plantas, e portanto, a competição interespecífica deve ser mais fraca” ....→
	
“considera a trajetória da sucessão condicionada pela disponibilidade de recursos limitantes (mais especificamente os recursos sinergéticos: a luz e os nutrientes do solo e a umidade) e a habilidade das espécies em ompetir por tais recursos... →
“De acordo com a teoria, uma vegetação estável pode ser atingida somente seas taxas de suprimento de recursos são equilibradas em níveis fixos...
*
Paradigma Contemporâneo
Paradigma contemporâneo ou do Não equilibrio ou do Fluxo da Natureza:
“Algumas considerações:
Os sistemas são considerados abertos e, portanto, sujeirtos a entradas de luz, nutrientes e poluentes e à migração de genótipos e de espécies;
A sucessão raramente é determinística, mas predominatemente estocástica, podendo seguir múltiplas trajetórias, afetadas por eventos históricos, oferta de sementes e propágulos, herbivoria e doenças;
Muitos sistemas naturais não atingem um estado estável ou um clímax único sensu Clements e, assim, em muitos casos o termo comunidade clímax tem sido substituído por comunidade relativamente estável ou madura.
*
Paradigma Contemporâneo
A establidade de um ecossistema, vista como equilíbrio dinâmico, é influenciada peloo regime de distúrbios;
Paisagens são mosaid=cos dinâmicos de unidades ou manchas definidas por estádios de sucessão e variações ambientais. Dessa forma uma paisagem pode estar em equilíbrio em termos de composição (totalidade), ainda que suas unidades estejam em variados estágios sucessionais e essas unidades mudem com o tempo.
É reconhecida a influência antrópica nos ecossistemas, tanto como fonte de perturbação e degradação quanto agente de manejo.
*
Balée (1992a; 1992b) demonstra que a floresta secundária tende a alcançar a floresta primária em termos de diversidade ao longo do tempo, o que pode ocorrer em menos de 80 anos. A diversidade em número de e spécies entre as duas florestas é semelhante: 360 na secundária e 341 na primária.
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Quais os atributos de ecossistema RESTAURADO:
Recuperação da integridade, da resiliência e da sustentabilidade do ecossistema e sua integração dentro da matriz ecológica (PAISAGEM), com a qual ele interage através de fluxos bióticos e abióticos. Não é exigido o retorno do ecossistema ao seu estado original e tampouco e definido um estado clímax a ser atingido (SER, 2004 apud MARTINS et al, 2009).
RECUPERAÇÃO DA INTERIDADE ECOSSISTÊMICA
*
Reconhecimento da importância dos fatores:
Distúrbio;
Vizinhança (vegetação do entorno);
Potencial florístico inicial;
Resiliência e diversidade na sucessão vegetal;
Resiliência na restauração de ecoss. Degradados;
Utilização de ferramentas como:
Semeadura de spp arbóreas;
Resgate e transplante de plântulas arbóreas;
Implantação de florestas catalizadoras da egeneração natural;
Poda e deposição de galhada no solo;
Incremento da Matéria Orgânica do solo.
RECUPERAÇÃO DA INTERIDADE ECOSSISTÊMICA
*
RECUPERAÇÃO DA INTERIDADE ECOSSISTÊMICA
A seleção da metodologia de restauração mais adequada depende, entre outros fatores, do tipo e da intensidade de degradação a que foi submetido o ecossistema: 
Fonte: MARTINS et al (2009)
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Mobilização de subsolo para restauração de topografia (Siderópolis-SC, setembro de 2011)
Medidas de restauração do ecossistema florestal degradado: fechamento de “boca de mina” com mobilização de subsolo para restauração de topografia (Siderópolis-SC, setembro de 2011)
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O PROCESSO DE COLONIZAÇÃO DAS ÁREAS DE DISTÚRBIO: O PAPEL DAS CLAREIRAS
Classificação de grupos de espécies (ecológicos) tolerantes à sombreamento, segundo BUDOWSKI (1965)
Fonte: MARTINS et al (2009)
Espécies Pioneiras
Espécies Clímax
Secundárias Iniciais
Secundárias Tardias
Tolerância ao Sombreamento
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Áreas em estádios iniciais de sucessão secundária freqüentemente apresentam baixa riqueza e são compostas por espécies generalistas e de distribuição geográfica ampla
As árvores de uma floresta são bons exemplos de espécies K seletivas. Elas competem por luz na copa, sendo os sobreviventes aqueles indivíduos que alocam seus recursos para o crescimento, ultrapassando seus vizinhos. De maneira contrária, em hábitats perturbados, abertos, as plantas tenderão a mostrar características mais r estrategistas: uma maior alocação na reprodução, com sementes pequenas em tamanho, porém numerosas.
*
*
WHITMORE, T. C. Tropical Rain Forest dynamics and its implications for management. In: GOMESPOMPA, A.; WHITMORE,T. C.; HADLEY, M. Rain forest regeneration and management. Paris, UNESCO and The Part Eenon Publishing Group, 1990. p.67-89.
TABELA 1 – Características contrastantes de dois grupos ecológicos de espécies tropicais
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Estratégias de Regeneração Florestal 
 O modelo dicatômico Pioneras-Tolerantes só cabe dentrodo paradigma clássico da sucessão, aplicando-se principalmente a remanescentes florestais bem preservados e com pouco efeito de borda.
 Conhecimento do continuum de nichos de regeneração entre espécies pioneiras e tolerantes à sombra; nas últimas décadas diferentes modelos de restauração florestal tem sido propostos baseados na combinação de spp arbóreas de grupos sucessionais (ou ecológicos) distintos, com variados arranjos e espaçamentos de plantio em campo.
 Para tanto, sugere-se o manejo dos grupos ecológicos em área degradada levando-se me conta os seguintes aspectos: regeneração das spp em diferentes nichos como clareiras grandes ou pequenas, sub-bosque, bordas de fragmentos.
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Swaine eWhitmore (1988) sugeriram que no processo de sucessão vegetal em clareiras, as sementes de spp pioneiras germinam somente em clareiras nas quais há incidência de luz direta sobre o solo pelo menos parte do dia. As sementes de spp clímax podem germinar na sombra sob o dossel e as plântulas conseguem sobreviver nesse ambiente por vários anos. Cnsiderando essas classificações, pode-se esperar que a colonização inicial de clareiras naturais se dê, principalmente por spp pioneiras intelerantes à sombra.
Contudo: Estudos realizados em florestas brasileiras têm mostrado que a sucessão secundária clássica ocorre apenas nas grandes clareiras, sendo as pequenas clareiras mais frequentemente ocupadas por espécies tolerantes à sombra (MARTIN et al, 2009).
Nesse sentido, além das características de cada espécie, deve-se alertar para o comportamento da sp na comunidade. Assim, uma mesma sp pode apresentar respostas ecológicas distintas em diferentes comunidades, isto é,considerando a variação ou amplitude ecológica das espécies (MARTINS et al, 2009)
*
Espécies pioneiras na sucessão secundária em grandes clareiras,como a Trema micrantha e Cercopia, são indicadas para plantio em grandes áreas abertas sem vegetação arbustivo-arbórea e, ou solo exposto. Porem spp secundárias tardias e clímaces, que são as últimas a ocupar as clareiras grandes ou que sobrevivem em pequenas clareiras e no sub-bosque sombreado, são recomendadas para plantios de enriquecimentos de capoeiras, visando o aumento da diversidade e o avanço sucessional nessas comunidades (MARTINS et al, 2009, p. 32)
Candiúba: Trema micrantha (Cannabaceae)
http://www.arvores.brasil.nom.br/new/grandiuva/index.htm 
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Embaúba :Cecropia pachystachya (Moraceae)
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Pau-de-balsa: Ochroma pyramidale (Bombacaceae), distribuição pantropical
http://www.hear.org/starr/images/species/?q=ochroma+pyramidale&o=plants
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Modelo de diferentes mecanismos de regeneração comumente observados em clareiras naturais ou antrópicas pequenas e grandes
Fonte: MARTINS et al (2009)
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A topografia influencia pode influenciar o processo de colonização
Em determinadas situações ambientais como a exposição do terreno e posição topográfica, clareira pequena pode ter microclima (luz, temperatura e umidade) e ser ocupada por guildas de regeneração similares à de uma clareira grande e vice-versa.
Guildas: grupos de espécies que ocupa posições ecológicas semelhantes dentro de um mesmo habitat.
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*
CONAMA (59/1994)
*
FOM: Estrutura e Diversidade
Abaixo dos indivíduos emergentes de pinheiro podem ainda ser observados outros estratos: 
1 arbóreo superior; 
2 arbóreo inferior e;
3 arbustivo-herbáceo (KLEIN,1979)
1. A araucária está associada com a imbuia (Ocotea porosa) e a Sapopema (Sloneana monosperma) que domianm no estrato superior, imediatamente abaixo das copas das araucárias. No dossel as famílias predominantes são LAURACEAS, AQUIFOLEACEAS, SAPINDACEAS; enquanto que no sub-bosque (arvoretas com até 15 m de altura) há predominancia de MYRTACEAS, FLACOURTIACEAS E EUPHORBIACEAS (KELIN, 1975; CARMO et al, 2010)
*
Floresta Ombrófila Mista Montana (FOMM)
Formação Florestal adaptada a condições de clima temperado úmido de altitude, onde a árvore emergente é a Araucaria angunstifolia (cerca de 30m em formações maduras).
Elementos arbóreos predominantes:
A) Dossel (> 15 m)
- Lauraceae
- Aquifoliaceae
- Sapindaceae
B) Sub-bosque (< 15m)
- Myrtaceae
- Flacourtiaceae
- Euphorbiaceae
*
Estudo da vegetação: observação e descrição
O perfil da vegetação representa uma espécie de fotografia desse arranjo estrutural vertical. Ele pode ser desenhado artisticamente ou de forma esquemática, com a ilustração de símbolos.
*
LAURÁCEAS
Composta por árvores de regiões tropicais e subtropicais, compreendendo mais de 2000 espécies. Pertencem à família: a canela-verdadeira, louro, abacate.
Lauraceae are prominent in Mid to Late Cretaceous floras. Labandeira et al. (2002b) assigned many fossil leaves from the earliest Tertiary of North America to extant genera of Lauraceae, while wood very similar to that of sassafras is known the Late Cretaceous of Antarctica ca 83 m.y.a. (Poole et al. 2000).
Distribuição Pantropical (subtropical)
*
LAURÁCEAS
Uma das famílias de maior destaque no sul do Brasil. Entre as espécies nativas estão: imbuia (Ocotea porosa), o sassafrás (O. odorifera) e diversas outras espécies dos gêneros Cinnamomum. Cryptocaria, Nectandra e Ocotea, cujos nomes comuns são louro ou canela.
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Nectandra angustifolia
Descrição: Árvore perenifólia com até 22m de altura, fuste tortuoso, casca castanho-acinzentada. Folhas simples, alternas, lanceoladas, com até 15 cm de cmprimento e 4 cm de largura. Flores hermafroditas alvo-amareladas de ate 6 mm diâmetro dispostas em panículas axilares. Frutos roxo-escuros, ovoides, com cúpula pequena. 
Fenologia: floresce de abril a outubro, frutifica de outubro a janeiro.
Ecologia: espécie típica de floresta com Araucária em estágio climácico, onde apresenta regeneração natural continuamente. Além disso, pode regenerar naturalmente em áreas secundárias, como capoeiras. Prefere ambiente sombreado para o estabelecimento. O plantio com o objetivo de enriquecimento da diversidade em áreas degradadas é preferível em locais onde o subosque já se encontre bem constituído, caso a spp não tenha regenerado naturalmente.
*
Nectandra angustifolia (canela-imbuia)
*
Ocotea porosa
Descrição: arvores com até 30 m de altura e fuste com até 3,2m diâmetro, casca cinzenta com fissuras frofundas. Folhas simples, alternas, elíptico-lanceoladas, medindo até 10 cm comprimento e 2cm de largura. Flores pequenas, amareladas, hermafroditas e dispostas em panículas curtas terminais. Fruto é uma baga elíptica de cor vermelho-arroxeada a quase negra.
Fenologia: floresce entre agosto a dezembro, frutifica de fevereiro a maio.
Ecologia: ocorre em florestas primárias e climácicas de araucária, apresentando regeneração natural nesses ambiente. Embora a regeneração em vegetação secundária também possa ocorrer, a raridade de plantas que atuem como fontes de sementes dificulta o processo. 
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LAURACEAE: Imbuia (Ocotea porosa)
*
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Lauraceae: 
Ocotea puberula (canela-guaicá)
*
Ocotea puberula (canela-guaicá)
Árvores perenifolias, dióicas, com até 25 m de altura, fuste alto e ereto e casca castanha a parda. Folhas simples, alternas, lanceoladas, medindo até 12 cm de comprimento e 4cm de largura, Flores unissexuais, coloração creme (masc. e femininas em indivíduos diferentes), dispostas em inflorescencia paniculiforme com até 10 cm de comprimento. Fruto tipo drupa, esférico, de coloração escura, medindo até 6cm.
 Fenologia: floresce em abril a setembro, frutifica entre setembro e março.
*
Ocotea puberula (canela-guaicá)
Abundante Floração e frutificação. Os frutos disseminados pela avifauna e pequenos animais atuam na regeneração de áreas antropizadas. É uma espécie tipicamente pioneira, que cresce sob pleno sol e pode dominar em vegetação secundária, como capoeirões, sendo por isso um espécie útil para recuperação de áreas degradadas. É um dos elementos que auxilia na expansão natural das florestas sobre os campos, pois oferece sombreamento adequado para o estabelecimento de outras espécies florestais mais exigentes.
*
Ocotea odorifera 
(canela-sassafrás, sassafrás)
Descrição: planta hermafrodita, arvoreta a árvore perenifólia, com 4 a 28 m de altura e 15 a 120 cm de DAP, na idade adulta (CARVALHO et al., 2000; RODRIGUES, 2001). Folhas: alternas, simples, inteiras, oblongo-lanceoladas, com 5 a 15 cm de comprimento, por 1,5 a 5 cm de largura; quando esmagadas, apresentam cheiro inconfundível. A superfície da casca externa é castanho-acinzentada a castanhopardacenta, rígida, com cicatrizes típicas provenientes da descamação e lenticelas salientes. A casca interna é bege a salmão, com forte odor característico. 
Distribuição da espécie no Brasil
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*
ECOLOGIA:
	Grupo sucessional ou grupo ecológico: espécie secundária tardia (SILVA et al., 2003) a clímax (FERRETTI et al., 1995) ou clímax tolerante a sombra. A canela-sassafrás é uma espécie esciófila, que exige sombreamento de baixa a média intensidade quando jovem. Ela é medianamente tolerante a baixas temperaturas, nos primeiros 5 anos de implantação, sofrendo intensamente com temperaturas negativas.Não se constata regeneração na vegetação secundária. A dispersão é irregular e descontínua, chegando, em determinadas áreas, a constituir densos povoamentos. Em outras áreas, é rara e até inexistente. é exigente em solos, sendo considerada espécie indicadora de elevada fertilidade química. Em plantios experimentais, tem crescido melhor em solos com propriedades físicas adequadas, como férteis, profundos, com drenagem boa e com textura argilosa.
 Fenologia: floração de dezembro a abril, frutificação de 			dezembro a abril, no Paraná.
*
Métodos de regeneração: as tentativas de plantio puro a pleno sol decanela-sassafrás não tiveram êxito. Todavia, em plantio misto a pleno sol, em solo fértil, a espécie mostra crescimento, forma e sobrevivência satisfatórias. Recomenda-se plantio em em linhas ou em grupos vegetação matricial em faixas abertas em capoeirões e matas semidevastadas.
Conservação de recursos genéticos:
	Ocotea odorifera está presente na lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, na categoria de espécie em perigo (BRASIL, 1992), necessitando urgentemente de um programa de preservação (RIZZINI & MATTOS FILHO, 1986). Soma-se a esse problema o fato que A canela-sassafrás possui fatores de reprodução e dispersão que dificultam sua regeneração natural: produção irregular de sementes, grande distaciamento entre árvoresisoladas, diminuição cada vez maior, dos agentes polinizadores, predação dos frutos e sementes por pássaros e insetos, podridão de sementes por fungos e baixo vigor das sementes (AUER & GRAÇA, 1995).
*
AQUIFOLIACEAE
Evolution. Divergence & Distribution. Pollen of Ilex is known from Cretaceous Turonian deposits ca 80 m.y. before present in S.E. Australia, and there are perhaps older records, although without photographs of the distinctive pollen (Martin 1977; Loizeau et al. 2005); Manen et al. (2010) use a date of ca 69 m.y. for the oldest fossils. In any event, crown group Ilex, or at least its plastome, may be a mere 15 m.y. old (Miocene), which suggests that there has been much extinction in the clade, and there is also evidence of extensive hybridization within the crown group (Manen et al. 2010). Ilex has become extinct in New Zealand in the Tertiary (Lee et al. 2001).
*
AQUIFOLEACEAS: Ilex paraguariensis (erva-mate)
*
A erva-mate é uma das nove espécies arbóreas mais características da Mata com Araucária. Está presente em florestas climax, mas a regeneração da espécie mais comumente em clareiras. È uma espécie propícia para o plantio em área em recuperação, por causa de sua rusticidade e da atração sobre a avifauna. Ocorre mais frequentemente no subosque da floresta.
Descrição: árvores perenifólias com até 15m de altura, fuste geralmente curto, com casca de coloração cinzenta. Folhas coriáceas, alternas, oblongas, com até 8 cm de comprimento e 4cm de largura, margem denteada. 
Fenologia: floresce de setembro a dezembro, frutos maduros são encontrados em abril a maio.
*
SAPINDACEAE
Cupania Vernalis (cuvatã ou camboatá-vermelho)
 Descrição: árvores perenífólias com até 25 m de altura, fuste curto e tortuoso e casca de cor cinza-pardo. Folhas alyternas, compostas pinadas, medindo até 30 cm de comprimento e até 18 cm de largura, com folíolos oblongos e margem serreadas, medindo até 15 cm de comprimento e até 5cm de largura. nFlores hermafroditas, branco-amareladas, dispostas em panículas axilares. Fruto do tipo cápsula, com até 2cm de diâmetro.
 Fenologia: floressce de fevereiro a setembro, com frutos de outubro a dezembro.
 Ecologia: Reconhecido pelas folhas compostas com folíolos mais ou menos rugosos e de margens serreadas, com coloração castanha quando jovens, e verde-escura quando maduras. Além disso, apresenta um folíolo terminal reduzido no ápice da folha composta. Ocorre preferencialmente no interior da mata, constituindo desde o subosque, com inúmeros exemplares no banco de plântulas, até os estratos superiores com indivíduos adultos. A regeneração ocorre espontaneamente em áreas antropizadas, desde que haja fontes próximas de sementes. 
*
SAPINDACEAS: Cupania vernalis (cuvatã ou camboatá-vermelho)
*
*
Matayba elaeagnoides
(miguel-pintado ou camboatá-branco)
Descrição: Distingue-se do Cupania vernalis (camboatá-vermelho) pelos folíolos lisos e de margem inteira, com coloração clara. São árvores perenifólias com até 25 m, fuste curto e casca cinza. Folhas alternas, compostas, pinadas, medindo até 20 cm, com folíolos de bordo liso, oblongos a lanceolados, medindo até 10 cm comprim. e 3cm de larg. Flores hermafroditas pequenas e alvas. Fruto do tipo cápsula, com até 1,5 cm.
Ecologia: árvore pioneira comum em capões, bordas e clareiras, ou em formações florestais maduras – preferindo porém solos úmidos. Em formações florestais maduras é um dos elementos mais presentes. 
Fenologia: floresce de outubro a dezembro, com frutos em dezembro e janeiro.
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FLACOURTIACEA (SALICACEAE)
Distribuição Pantropical e Temperada
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Casearia decandra 
(guaçatunga)
Espécie secundária inicial, heliófita, seletiva higrófita. Árvore decídua de locais ensolarados e umidos, caracter´sitica de ambientes secundários, como beira deestradas, de matas ciliares.
Descrição: Árvores decíduas com até 18 m de altura e casca marrom. Folhas alternas dísticas, simples, assimétricas, margem serreada, com até 11 cm de comprimento e 6 cm de largura. Flores hermafroditas, pequenas brasnco-esverdeadas dispostas em fascículos axilares.
Fenologia: floresce ente setembro e novembro, frutos maduros são encontrados de deembro a fevereiro.
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FLACOURTIACEA (SALICACEA): Casearia decandra (guaçatunga)
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Casearia sylvestris
(cafezeiro, erva-de-lagarto, chá-de-bugre)
Espécie pioneira por excelencia, sendo extremamente comum em ambientes alterados, como beira de estradas e terrenos baldios. A germinação ocorree em pleno sol e o crescimento é rápido. Pela sua rusticidade, geralmente regenera espontaeamente em áreas degradadas.
Descrição: árevore perenifólia com até 20 m de latura, fuste curto e casca cinza-escuro. As folhas são simples, assimétricas, alternas, dísticas, com margem serreada e limbo com até 14 cm comprim e té 7 cm larg. Flores herm, branco-amareladas, dispostas em fascículos axilares. Fruto tipo cápsula, esférico, com 3,5 c, de diâmetro e coloração avermelhada.
Fenologia: floresce julho a novembro.
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FLACOURTIACEAS (SALICACEA): Casearia sylvestris (cafezeiro)
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Sapopema
Sloanea monosperma
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SAPINDACEAS: Allophylus edulis (vacum)
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MYRTACEAE: Myrcia guianensis (guamirin)
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Myrtaceae: Campomanesia xanthocarpa (guabiroba),
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EUPHORBIACEAS: Sebastiania commersoniana (branquilho) 
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EUPHORBIACEA: Sapium glandolusum (leiteiro)
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Estágios de Regeneração das Florestas Secundárias
Sucessão Secundária: 1ª Fase
Inicia-se com a ocupação do solo erodido ou da rocha-viva. È o caso do Pteridium aquilum (de distribuição mundial) que povoa os solos degradados das áreas serranas submontanas e montanas das serras costeiras e da Imperata brasiliensis (de distribuição neotropical) nos solos degradados das áreas baixas costerias, desde os latossolos de origem do Arqueano [Mioceno], nos estados do Centro Sul, até os Agrissolos de origem Pliopleistocênica no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Nesta fase A colonização por essas plantas possibilitam o reinicio do processo de formação da MOS (VELOSO, 1991)
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Sucessão Secundária: 1ª Fase
A chegada das espécies colonizadoras se dá pelo vento que transporta sementes e esporos anemocóricos ou zoocóricos. Em geral as espécies que colonizam áreas degradadas são gramíneas (Poaceae), samambaias (Pteridium) e as tiriricas (Cyperaceae). Dentre as espécies pioneiras mais comuns em solos mais secos destacam-se: Andropogum bicornis (capim-rabo-de-burro), Pteridium aquilinium, Melinis minutiflora (capim-melado), Phylanthus repens (quebra-pedra), Gleichenia sp (samambaia-de-barranco) e nos solos mais úmidos ocorrem Cyperus spp e Bidens pilosa (picão) (COPIABANCO, 1995)
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Melinis minutifolia
Cyperus spp.
Imperata brasiliensis.
Phylantus sp.
Bidens pilosa
Sucessão Secundária: 1ª Fase
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Sucessão Secundária: 2ª Fase ou “Capoeirinha”
Nesta fase aparecem as Poaceae do gênero Paspalum, Solanaceae do gênero Solanum, Compositae dos gêneros Mikania e Vernonia, e muitas outras. Aparecem após plantas lenhosas do gênero Baccharis, Melastomataceae dos Gêneros Leandra, Miconia e Tibouchina (este domina na maioria das comunidadessubmontanas costeiras)
Este estágio vai geralmente até 6 anos (em alguns casos até 10 anos em função do grau de degradação do solo e da escassez do banco de sementes). Nas capoeirinhas geralmete existem grandes quantidades de capins e samambaias. Predominam também quantidades relativam. grandes de árvores pioneiras, mas com poucas espécies (baixa diversidade) como a presença de vassouras e vassourinhas. A altura médiadasárvores e arbustos é de 4 a 6 metros e diâmetro médio de 8 cm.
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Sucessão Secundária: Capoeirinha 
Mikania sp
Solanum lycocarpum
Poaceae
Paspalum dilatatum
Vernonia sp
Compositaea
Solanaceae
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Sucessão Secundária: Capoeirinha “as vassouras”
Baccharis semiserrata
Baccharis trimera.
Baccharis dracunculifolia
Asteraceae:
Baccharis halimilifolia
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Sucessão Secundária: Capoeirinha
Miconia sp.
Tibouchina sp (quaresmeira)
Melastomataceae:
Leandra australis (Pixirica)
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Solanum mauritianum Solanaceae ( Fumo bravo)
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Inga uruguensis
Fabáceas: subf. Mimosaceae
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Anacardiaceae Schinus terebinthifolius
Mimosaceae Mimosa scabrella
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Anacardiaceae Lithraea brasiliensis
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Myrsinaceae (Primulaceae)
Myrsine coriacea
(capororoca)
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Sucessão Secundária: 3ª Fase ou “Capoeira”
A vegetação em regeneração natural geralmente alcança o estágio médio depois dos seis anos de idade, durante até os 15 anos. Nesse estágio, as árvores atingem altura média de 12 metros e diâmetro de 15 centímetros. 
Nas capoeiras a diversidade biológica aumenta, mas ainda há predominância de espécies de árvores pioneiras, como as capororocas (Myrsinaceae), ingás (Fabaceae) e aroeiras (Anacardiaceae). A presença de capins e samambaias diminui, mas em muitos casos resta grande presença de cipós e taquaras. Nas regiões com altitude inferior a 600 metros do nível do mar os palmiteiros começam a aparecer.
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Sucessão Secundária: 3ª Fase ou “Capoeira”
Myrsinaceae (Primulaceae)
Myrsine coriacea
(capororoca)
O estágio sucessional no qual dominam as capororocas é denominado de Floresta Secundária em estágio médio de regeneração ou “Capoeira”
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Myrsine umbellata - Capororocão
Myrsinaceae
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Sucessão Secundária: 3ª (Capoeira Rala) e 4ª Fase (Capoeira Propriamente dita)
Quando as vassouras passam a dar sinais de perda de vitalidade, no final do seu ciclo de vida, podem ser observados na parea indivíduos jovens de Myrsine coriacea (capororoca), arvoreta com 5 a 6m de altura, de arquitetura e copa pouco densa permite a chegada de inúmeras espécies abustivas, herbáceas e lianas. A capororoca tem um ciclo de vida de 5 a 10 anos.
Entremeados com Myrsine coriaceae (capororoca) estão indivíduos jovens de Piptocarpha angustifolia (vassorão-branco), que podem constituir o componente dominante da área, além da vernônia discolor (vassourão-preto)
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 Asteraceae
Vassorão-branco
Pipthocarpha angustifolia
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Asteraceae
Vernonia discolor 
(vassourão-preto)
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Sucessão Secundária: 4ª Fase ou “Capoeira ppdita”
Ocotea puberula (canela-guaicá), Prunus sellowii (pessegueiro-do-mato), Casearia sylvestris (cafezeiro-de-bugre), Casearia decandra (guaçatonga), Allophylus edulis (baga-de-pombo), Jacaranda puberula (caroba), Zanthoxylum rhoifolium (mamica-de-cadela), Cedrela fissilis (cedro), Campomanesia xanthocarpa (guabirobeira), entre outras.
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Lauraceae: 
Ocotea puberula (canela-guaicá)
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ROSACEAE
Prunus sellowii 
(pessegueiro-do-mato)
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FLACOURTIACEAS (SALICACEA): Casearia sylvestris (cafezeiro)
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FLACOURTIACEA (SALICACEA): Casearia decandra (guaçatunga)
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SAPINDACEAS: Allophylus edulis (vacum)
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BIGNONEACEAE:
Jacaranda puberula
(caroba)
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 RUTACEAE: 
Zanthoxylum rhoifolium (mamica-de-cadela)
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MELIACEAE: Cedrela fissilis (cedro)
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Myrtaceae: Campomanesia xanthocarpa (guabiroba),
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Sucessão Secundária: 5ª Fase ou “Capoeirão” ou estágio Avançado de sucessão
Ocotea porosa (imbuia), Ocotea odorífera (sassafrás), Eugenia uniflora (pitanga), Psidium cattleianum (araçá), Rollinia (ariticum), Sapium glandulatum (pau-leiteiro), Mollinedia schottiana (pimenteira), Rudgea parquioides (pimenteirinha), Blepharocalix salicifolius (guamirin), Eugenia pyriformis (uvaia), Brunfelsia uniflora (manacá), Ilex (erva-mate, caúna), Maytenus ilicifolia (Espinheira-santa), Nectandra lanceolata (canela-amerela) 
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FOMA: aspectos fitofisionômicos
	OLIVEIRA (2001), em levantamento na floresta aluvial do rio Quebra-Perna, região dos Campos Gerais do Paraná, onde mediu 10 parcelas de 50 m² cada, posicionadas em paralelo ao sentido do curso d’água, encontrou 6 famílias, 12 gêneros e 14 espécies, sendo a mais representativa em densidade, dominância e freqüência, Sebastiania commersoniana. Cerca de 75% do valor de importância corresponde a apenas 4 espécies: Sebastiania commersoniana (branquilho), Calyptranthes concinna (guamirim-de-facho), Lithraea molleoides (falso-bugreiro) e Myrcia rostrata (guamirim de folha miúda), dos quais as duas primeiras correspondem a 66,5% do valor de importância da comunidade. As famílias botânicas que mais se destacaram foram Euphorbiaceae, Myrtaceae, Anacardiaceae e Lauraceae, sendo as duas primeiras responsáveis por 87,1% do valor de importância total. As árvores mortas totalizaram o terceiro maior valor de importância da comunidade.
	GALVÃO et al. (1989), em pesquisa realizada ao longo dos rios Imbituva e das Antas, na Floresta Nacional de Irati, Segundo Planalto paranaense, sob domínio da Floresta Ombrófila Mista, constataram a predominância do branquilho (Sebastiania klotzchiana), seguido do timbó (Lonchoparpus sp.), vacum (Allophyllus edulis), pitanga (Eugenia uniflora), guabiroba (Campomanesia xanthocarpa) e miguel-pintado (Matayba elaeagnoides), que juntos representam 85% da densidade total da comunidade.
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atividade
4 grupos:
RESOLUÇÃO CONAMA nº 2, de 18 de março de 1994: Define formações vegetais primárias e estágios sucessionais de vegetação secundária
RESOLUÇÃO CONAMA nº 10, de 1 de outubro de 1993: Estabelece os parâmetros básicos para análise dos estágios de sucessão de Mata Atlântica.
Código Florestal, Lei nº 4.771, de 1965.
Novo Código Florestal (tramite no Senado): SOS Florestas, wwf (2011)
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Textos
1) Estrutura de Populações de Araucaria angustifolia (Cap. 6)
2) Produtividade primária e fluxo de nutrientes na Floresta com Araucária (Cap.9)
3) Padrões florísiticos e análise estrutural de remanescentes de Florstas com Araucária no BR (Cap. 10)
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TRABALHO DE CAMPO EM FITOGEOGRAFIA
ESTUDO DA COBERTURA VEGETAL
	
	Para a caracterização da comunidade vegetal devem ser obtidas informações sobre:
	a. Composição florística;
	b. Características fisionômicas (estruturais)
	c. Características funcionais (estágio sucessional)
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TRABALHO DE CAMPO EM FITOGEOGRAFIA
Procedimentos para levantamentos florísticos e fitossociológicos:
Método das Parcelas Fixas
	Vários estudos sugerem que uma área de 10 mil m2 (1ha) seria suficiente para amostrar a diversidade de uma formação florestal. No entanto, existem métodos amostrais para medir a densidade e a frequencia de espécies numa determinada formação florestal. O quadrado e o retângulo são ideais para análises estatísticas e designa a menor área da comunidade que contém uma adequada representação. A forma geométrica escolhida pode varias, mas o quadrado tem sido a forma geométrica usada com maior frequencia. A escolha dos pontos aonde se vai traçar os quadrados no campo pode ser definida por meio de linhas (transectos).
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TRABALHO DE CAMPO EM FITOGEOGRAFIA
Procedimentos para levantamentos florísticos e fitossociológicos:
Método das Parcelas Fixas
A delimitação da parcela é feita utilizando-se estacas e barbantes ou as próprias árvores. O observador deverá classificar e anotar o número de vezes que uma mesma planta ocorreu no interiro do quadrado. Para oestudo de elementos arbóreos, deverá determinar o diâmetro mínimo que será considerado (DAP). Para facilitar, utiliza-se o PAP.
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Modelo de Ficha de Campo para Levantamentos Fitossociológicos (método de Parcelas)
Observações: anotar com * as plantas exóticas
Local:....................................Data: ___/__/___ . Parcela n°:........
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Tabulação e interpretação de dados
npi: número de parcelas onde ocorreu a espécie i
ni: número de indivíduos da mesma espécie
ABim2: soma das áreas basais da espécie i
FR%: frequencia relativa: npi/npi – total)*100
DR%: densidade relativa:(ni/ni-total)*100
DoR%: Dominância relativa: (ABi/Abi-total)*100
IVI: índice do valor de Importância: FR+DR+Dor
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Métodos de Herborização
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Sugestões de bibliografia complementar:
1. CARMO, M.R.B.; MORO, R.S.; NOGUEIRA, M.K. F.S. A VEGETAÇÃO FLORESTAL NOS CAMPOS GERAIS. In: Patrimonio Natural dos Campos Gerais. Ponta Grossa: Editora da UEPG, 2008. 99-104p
2. Programa Mata Ciliar no Estado do Paraná: comportamento de espécies florestais plantadas / Rosana Maria Renner ... [et al.]. - Colombo : Embrapa Florestas, 2010.
3. Schäffer, W.; Prochnow, M. A mata atlântica e você: Como preservar, recuperar e se benficiar da mais ameaçada floresta brasileira. Rio do Sul: APREMAVI, 2002, 156p.
Tabela de árvores nativas: projeto condomínio da biodiversidade
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Regeneração Espontânea ou Recuperação?
Uma análise comparativa do crescimento das árvores plantadas e da biodiversidade das áeas recuperadas em relaçao a áreas em regeneração natural espontânea indica que através do reflorestamento com espécies nativas pode-se adiantar o período de regeneração em pelo menos 30 anos (RUSSO, 2001).
Área basal (m2/há)
44 anos de idade
14 anos de idade
A área basal (m2/ha) é maior ou igual do que a área basal de duas áreas de floresta secundária em regeneração espontânea com 44 anos de idade.
Gráf1
		28		55		área florestada 1
		27		64		área florestada 2
		25		118		Área de regeneração espont. 1
		22		87		Área de regeneração espont. 2
n° spp
n° árvores
Colunas2
Plan1
		Colunas3		n° spp		n° árvores		Colunas2
		área florestada 1		28		55
		área florestada 2		27		64
		Área de regeneração espont. 1		25		118
		Área de regeneração espont. 2		22		87
		
		
				Para redimensionar o intervalo de dados do gráfico, arraste o canto inferior direito do intervalo.
		
		área florestada 1
		área florestada 1
Plan1
		
n° spp
n° árvores
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Regeneração Espontânea ou Recuperação?
Nas áreas florestadas pode existir também maior n° de spp do que em áreas em regeneração natural. Já o n° de árvores pode ser significativamente maior nas áreas em regeneração, embora a maior parte dessa árvores sejam de espécies de grupos pioneiros (que produzem mais sementes , r-estrategistas) , em parcela de 100m2.
44 anos de idade
14 anos de idade
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Métodos de Enriquecimento de Secundárias
Plantio de novas espécies sem corte seletivo das já existentes
Plantio após corte seletivo de espécies não arbóreas
Plantio após corte seletivo de espécies arbóreas e não arbóreas
Plantio de novas espécies sem corte seletivo das já existentes
Método + fácil e barato de implantação
Introdução de spp mediante semeadura ou plantio de mudas
O desenvolvimento das árvores já existentes e plantadas é lento.
Recomendado para áreas de preservação ou o proprietário não tenha intenção de fazer uso no futuro próximo.
2. Plantio após corte seletivo de espécies não arbóreas
Manejo por meio de corte seletivo de spp não-arboreas (capim, samambaias de chão, cípós e bambus): evitando concorrencia
Todas spp arbóreas mantidas, independentemente do tamanho e quantidade
Recomendado para áreas com pouca presença de árvores pioneiras.
O simples corte da spp concorrentes já permite um melhor crescimento das árvores existentes e das plantadas. Neste método não são obtidos subprodutos para uso na propriedade.
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Métodos de Enriquecimento de Secundárias
Plantio de novas espécies sem corte seletivo das já existentes
Plantio após corte seletivo de espécies não arbóreas
Plantio após corte seletivo de espécies arbóreas e não arbóreas
3. Plantio após corte seletivo de espécies arbóreas e não arbóreas
Método + fácil e barato de implantação
Manejo completo da área a ser enriquecida, com cortes seletivos despp não-arbóreas como capins, samambaias, taquaras e cipós e também de spp arbóreas pioneiras que existem em grande quantidade. Este manejo diminui a concorrência por nutrientes e abre espaços para a entrada de luz, favorecendo o crescimento das plantas mantidas e implantadas.
É o método que exige mais mão-de-obra e eleva os custos. Por outro lado é o que proporciona maior desenvolvimento do conjunto florestal e é recomendado sempre que o proprietário tem como objetivo fazer o uso sustentável da floresta no futuro.
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SELEÇÃO DE ESPÉCIES – Critérios:
Ocorrência natural na região;
Alta capacidade para fixar nitrogênio;
Apresentar comportamento pioneiro e rápido crescimento;
Densa cadeia de raízes finas;
Atração da fauna regional (frutífera);
Elevado armazenamento e reciclagem de nutrientes nas folhas;
Relevada capacidade de produção de biomassa;
Ausência de substâncias tóxicas;
Rusticidade quando para solos pobres;
Raízes profundas.
Apresentar bom formato de copa;
Apresentar grande densidade foliar;
Facilidade de propagação.
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MÉTODOS BIOLÓGICOS DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS
Plantio de mudas - analisar grupos de espécies a serem introduzidas - herbáceas, arbustivas, arbóreas;
Plantio de Estacas (material vegetativo);
Semeadura direta;
Hidrossemeadura (mistura de spp de gramíneas) em meio nutritivo gel
Leguminosas e outras espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas);
Semeadura aérea;
Semeadura à lanço;
Uso da manta orgânica florestal (serrapilheira);
Uso de telas naturais;
Uso de leguminosas;
Poleiros artificiais;
Tapete verde;
Regeneração natural.
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1) Plantio de mudas, manutenção e replantio
Objetivo principal de proteger rapidamente o solo contra a erosão e garantir o sucesso de recuperação; A grande vantagem deste método é termos o controle da densidade de plantio (próxima da original); Podemos plantar espécies herbáceas, arbustivas ou arbóreas, visando fornecer uma cobertura imediata e proteger melhor o solo. Em média são introduzidas de 800 a 2.000 mudas/ha. O plantio pode ser feio aleatoriamente (ocupando espaços vazios na floresta) ou em linhas. É importante fazer um trabalho de manutenção aos 6, 18 e 30 meses após o enriquecimento, realizadondo-se a poda das árvores.
*
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Floresta Atlântica 
Extremamente fragmentada, a Floresta Atlântica está reduzida a manchas disjuntas, concentradas nas regiões sudeste e sul do Brasil, a maioria das quais constituindo formações secundárias em diferentes estádios sucessionais.
As florestas secundárias apresentam modificações ao longo da sucessão, determinadas por fatores como:
- a intensidade e freqüência de distúrbios;
- a distância dessas áreas a uma fonte de propágulos;
- a forma de regeneração;
- a presença de espécies exóticas; 
- além de características do solo.
Áreas em estádios iniciais de sucessão freqüentemente apresentam baixa riqueza e são compostas por espécies generalistas e de distribuição geográfica ampla
Há mudanças florísticas e na diversidade a partir da floresta mais jovem até a mais antiga? Existem diferenças de abundância, riqueza e volume entre as três florestas? Há diferenças de densidade e volume entre as populações das espécies em comum nas três florestas?
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três sítios ao longo de um continuum de Floresta Ombrófila Densa Submontana (IBGE 1992), com até 800 m de distância entre si. Aspecto da vegetação (fisionomia): aerofotos seqüenciais (1952, 1980 e 2002), entrevistas com antigos moradores: histórico de perturbaçãotrês sítios com as idades aproximadas de 20, 80 e 120 anos desde o último distúrbio.
O sítio com 20 anos encontrava-se sobre Cambissolo desenvolveu-se em área de pastagem. O Sítio com 80 anos desenvolveu-se em Argissolos onde anteriormente havia plantio de mandioca. O terceiro sítio, também sobre Cambissolo, sofreu a retirada de madeira com valor comercial há aproximadamente 120 anos.
Coleta de dados – Foram estabelecidas parcelas de 10×10 m, com aproximadamente dois metros de distância entre si, onde foram amostrados todos os indivíduos com diâmetro à altura do peito ³ 4,8 cm.
Florística e estrutura de comunidades vegetais em uma cronoseqüência de Floresta Atlântica no Estado do Paraná, Brasil
Antonina - Paraná
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Atividade
Como tipificar paisagens envolvendo indicadores Diversidade, Estratificação e transformação do componente vegetacional, explique com base no texto:
In: Complexidade das Paisagens do Projeto de assentamento Benfica, sudoeste paraense.In: Revista Geografia (Rio Claro), v.35, n.3, 2010. p. 605 a 622
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*
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Com base na tabela das árvores da FOM:
1.Identifique e caracterize a(s) etapa(s) de sucessão ecológica para a vegetação do Campus
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ECOLOGIA DA PAISAGE
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Quais os atributos para ecossistema RESTAURADO:
Recuperação da integridade, da resiliência e da sustentabilidade do ecossistema e sua integração dentro da matriz ecológica (PAISAGEM), com a qual ele interage através de fluxos bióticos e abióticos. Não é exigido o retorno do ecossistema ao seu estado original e tampouco e definido um estado clímax a ser atingido (SER, 2004 apud MARTINS et al, 2009).

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