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Material Completo 
Interpretação de Texto 
 Profª. Luciane Sartori 
 
 
www.lfg.com.br/ www.cursoparaconcursos.com.br 
 
 
 1
ROTEIRO DE INTERPRETAÇÃO 
APRESENTAÇÃO 
Para se ler um texto plenamente, é preciso, enquanto se lê, 
• reconhecer o tipo de texto que se está lendo: narração (fato), descrição (imagem) ou dissertação 
(idéia, tese); 
• identificar o tipo de linguagem empregada pelo autor do texto: denotativa (emprego das palavras 
em seu sentido real) ou conotativa (emprego das palavras em sentido figurado); 
• analisar os principais aspectos gramaticais da elaboração textual: pronomes, tempos e modos 
verbais, sintaxe, conectivos; 
• situar todas as informações textuais naquele determinado contexto; 
• entender o texto como unidade, já que todos transmitem apenas uma mensagem - é para isso 
que estudamos coesão e coerência, palavras e idéias-chave; 
• e, enfim, chegar à intenção do autor. 
 
I. ERROS CLÁSSICOS DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
 
EXTRAPOLAÇÃO 
• Apresenta informação que não pode ser comprovada pelo texto; nem por dedução lógica, coe-
rente. 
 
REDUÇÃO 
• A informação, neste caso, está no texto, mas o item não apresentará a idéia solicitada na sua 
totalidade, como aparece no texto ou na questão. 
 
CONTRADIÇÃO 
• O item apresentará informação contrária à do texto. 
 
EXERCÍCIO 
 
Já sobre a fronte vã se me acinzenta 
 
O cabelo do jovem que perdi. 
 
Meus olhos brilham menos. 
 
Já não tem jus a beijos minha boca. 
 
Se me ainda amas por amor, não ames: 
 
Trairias-me comigo. 
 
 (Ricardo Reis/ Fernando Pessoa) 
 
Responda à questão, assinalando: 
(RC) resposta totalmente certa 
(E) erro de extrapolação 
(R) erro de redução 
(C) erro de contradição 
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Interpretação de Texto 
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 2
 
1. O texto nos mostra: 
a) ( ) um amante que encontra uma antiga paixão, dos seus tempos de mocidade. 
b) ( ) um amante que fica lembrando as emoções no papel e confessa que nunca a esqueceu. 
c) ( ) um amante que já está com os cabelos grisalhos em sua fronte. 
d) ( ) um amante pedindo que o amor continue, como antes, senão ele vai ser traído. 
e) ( ) a auto-descrição do amante, revelando o seu envelhecimento e sua perda de vitalidade. 
II. MODALIDADES DE TEXTO 
DESCRIÇÃO 
 FUNÇÃO CARACTERÍSTICAS 
TEXTO 
DESCRI-
TIVO 
• Produz uma ima-
gem que o leitor não 
vê: 
 a) espaços (paisagens, 
objetos); 
 b) seres reais ou ima-
ginários, estáticos ou 
dinâmicos; 
 c) perfil psicológico dos 
seres. 
 
• Insistência sobre as localizações; 
• Pode ser: 
 a) psicológica (traça o perfil do ser descrito) ou física (traça ape-
nas a aparência); 
 b) objetiva (sem ponto de vista do autor) ou subjetiva ( com ponto 
de vista do autor); 
 c) dinâmica (apresenta movimento) ou estática (não apresenta 
movimento). 
• Não revela mudança das informações dadas, mas a sua elabo-
ração imaginária do ser descrito; 
• O autor concentra-se na imagem. 
• Nesse tipo de texto prevalece o emprego do adjetivo. 
 
 
Eis São Paulo às sete da noite. O trânsito caminha lento e nervoso. Nas ruas, pedestres apressa-
dos se atropelam. Nos bares, bocas cansadas conversam, mastigam e bebem em volta das mesas. 
Luzes de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios. 
NARRAÇÃO 
 FUNÇÃO CARACTERÍSTICAS 
TEXTO 
NARRA-
TIVO 
• Conta fatos e aconteci-
mentos situados no 
tempo, reais (diário, au-
tobiografia) ou imaginá-
rios (romance, conto...); 
• Revelar um fato inusita-
do. 
• Presença de uma ou mais personagens, ações e cenários; 
• Insistência nas indicações temporais (antes disso, hoje...) ; 
• Revela uma mudança, por isso apresenta progressão tem-
poral: uma sucessão de fatos; 
• Elementos: narrador, personagem, tempo, espaço e ação 
(fato); 
• O narrador concentra-se no fato. 
• Nesse tipo de texto prevalece o emprego do verbo. 
 
 
Eram sete horas da noite em São Paulo e a cidade toda se agitava naquele clima de quase tumulto 
típico dessa hora. De repente, uma escuridão total caiu sobre todos como uma espessa lona opaca de 
um grande circo. Os veículos acenderam os faróis altos, insuficientes para substituir a iluminação ante-
rior. 
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 3
DISSERTAÇÃO 
 FUNÇÃO CARACTERÍSTICAS 
TEXTO 
DISSER- 
TATIVO 
• Trata-se de análise; 
• Apresenta uma te-
se, um ponto de vis-
ta; 
• Pode ser polêmico, 
tomar partido contra 
ou a favor de uma 
pessoa, grupo ou 
instituições e suas 
idéias. 
 
• Desenvolve idéias; 
• Desenvolve também argumentos; 
• Uso de oposições, antíteses, frases de tom categórico; 
• O autor pode intervir em seu discurso com os pronomes eu ou 
nós; 
• Pode ser argumentativo (defende um ponto de vista seu, é 
polêmico) ou expositivo (apenas expõe informações acerca de 
um assunto); 
• Apresenta progressão discursiva – seu posicionamento vai 
tornando-se gradativamente forte ao longo do texto; 
• Sua estrutura é composta de introdução, desenvolvimento e 
conclusão; 
• O autor concentra-se na tese – a ideia principal; 
• Nesse tipo de texto prevalece o emprego do substantivo. 
 
 
As condições de bem-estar e de comodidade nos grandes centros urbanos como São Paulo são 
reconhecidamente precárias por causa, sobretudo, da densa concentração de habitantes num espaço 
que não foi planejado para alojá-los. Com isso, praticamente todos os pólos da estrutura urbana ficam 
afetados: o trânsito é lento; os transportes coletivos, insuficientes; os estabelecimentos de prestação de 
serviço, ineficazes. 
2. Classifique os textos quanto à sua tipologia: ( 1 ) Descrição,( 2 ) Narração, ( 3 ) Dissertação. 
 
a) Era uma noite muito bonita: parecia com o mundo. O espaço escuro estava todo estrelado, o céu 
em eterna e muda vigília. E a terra embaixo com suas montanhas e seus mares. ( 1 ) 
 
b) No esforço de se ajustarem ao novo perfil de mulher que emerge da ruptura de sua antiga identida-
de, as mulheres se vêem obrigadas a compatibilizar dois estilos de vida, dois registros intelectuais e 
afetivos, dois modelos de conduta cotidiana. ( 3 ) 
 
c) "Após a reunião, o Presidente da República dirigiu-se para a Esplanada dos Ministérios. No percur-
so, parou para cumprimentar algumas pessoas que lhe acenavam. Neste momento, escorregou e foi 
auxiliado por alguns seguranças da comitiva. " ( 2 ) 
 
d) No mundo medieval, o homem era capaz de administrar com competência quase todo o espaço 
que o rodeava e não tinha necessidade da especialização. Ele era capaz de plantar o trigo e de moer o 
grão, de fabricar o azeite e a lamparina 
Hoje, um homem da cidade morre de fome se o agricultor não lhe fornece o grão já moído e fica na 
escuridão se o eletricista não o socorre com sua assistência. ( 3 ) 
 
e) E um belo dia vai seguindo com o chefe pela Rua México. Já distraído de seus passados tropeços, 
mas, tropeçando obstinadamente no inglês com que se entendiam - quando vê do outro lado da rua um 
preto agitar a mão para ele. Era o sambista seu amigo. ( 2 ) 
 
f) Vejam-se as roupas dos velhinhos interioranos: aquele chapéu de feltro manchado, aquelas largas 
calças de brim cáqui, incontavelmente lavadas, aquele puído dos punhos de camisas já sem cor tudo 
combina admiravelmente com a enorme jaqueira do quintal, com a generosa figueira da praça, comas 
teias do campanário da igreja. ( ) 
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g) “...o velhinho, no cruzamento perigoso, decide-se, enfim, a atravessar a avenida, e o faz com afli-
ção, um braço estendido em sinal de pare aos motoristas apressados, enquanto amiúda o que pode o 
próprio passo.” 
( ) 
 
h) “Na medida que (sic) a caça é proibida no Brasil, não se pode admitir a existência de uma Associa-
ção Brasileira de Caça nem de lojas de caça e pesca. Um novo capítulo da Constituição Brasileira proí-
be essas atividades”. ( ) 
 
 
3 - (CESPE/ Advogado/ FUNDAC/ 2010) 
Uma nova economia surgiu em escala global no último quartel do século XX. Denominada informacio-
nal, global, em rede, para identificar suas características fundamentais e diferenciadas e enfatizar sua 
interligação. É informacional porque a produtividade e a competitividade de unidades ou agentes dessa 
economia — sejam empresas, sejam regiões, sejam nações — dependem basicamente de sua capaci-
dade de gerar, processar e aplicar de forma eficiente a informação baseada em conhecimentos. É glo-
bal porque as principais atividades produtivas, o consumo e a circulação, assim como seus componen-
tes — capital, trabalho, matéria-prima, administração, informação, tecnologia e mercados — estão or-
ganizados em escala global, diretamente ou mediante uma rede de conexões entre agentes econômi-
cos. É em rede porque, nas novas condições históricas, a produtividade é gerada, e a concorrência é 
feita em uma rede global de interação entre redes empresariais. Essa nova economia surgiu no último 
quartel do século XX porque a revolução da tecnologia da informação forneceu a base material indis-
pensável para sua criação. Manuel Castells. A sociedade em rede, p. 119 (com adapta-
ções). 
 
Quanto à tipologia, o texto acima classifica-se como um 
(A) fragmento narrativo, em que o autor apresenta as fases da economia global. 
(B) texto dissertativo, cuja idéia principal, apresentada nos dois primeiros períodos sintáticos, é explica-
da nos períodos subseqüentes. 
(C) texto descritivo, pois enumera as características fundamentais e diferenciadas da globalização. 
(D) relato de experiência pessoal do autor em face da nova economia que surgiu nos últimos vinte e 
cinco anos do século XX. 
 
III. A UNIDADE TEXTUAL 
A. ESTRUTURA DO TEXTO DISSERTATIVO PADRÃO 
 
Introdução (1º§): tese + 3 argumentos (+comentário); 
 
Desenvolvimento (2º§): retomada do primeiro argumento + justificativa da ideia principal; 
 (3º§): retomada do segundo argumento + justificativa da ideia principal; 
 (4º§): retomada do terceiro argumento + justificativa da ideia principal; 
 
Conclusão (5º§): Retomada da tese � resumo do texto; 
 � apresentação de solução(ões); (+comentário final) 
 � questionamento. 
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 A técnica que muito auxilia na elaboração dos parágrafos para a concretização da progressão do 
discurso e da coerência é o paralelismo: elaborar o parágrafo com a mesma estrutura da dissertação – 
introdução, argumentação e conclusão - , de modo que o seu encerramento reitere o início, confirman-
do-o. 
 Estudaremos, então, esses aspectos para melhor compreender os textos, principalmente, o disser-
tativo. E para começarmos, vejamos como se reconhece palavra e idéia-chave. 
 
 PALAVRA-CHAVE: são as palavras de maior destaque de cada parágrafo de um texto e estabele-
cem referência central à idéia desenvolvida nesse momento. 
 
 IDEIA-CHAVE: é uma síntese do parágrafo em que se concentram as idéias dominantes nele expres-
sas. 
 
Observe o texto de Bertrand Russel, "Minha Vida", a fim de compreender a forma como ele está cons-
truído: 
 
Três paixões, simples mas irresistivelmente fortes, governaram minha vida: o desejo imenso do 
amor, a procura do conhecimento e a insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade. Essas 
paixões, como os fortes ventos, levaram-me de um lado para outro, em caminhos caprichosos, para 
além de um profundo oceano de angústias, chegando à beira do verdadeiro desespero. 
Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase - êxtase tão grande que sacrificaria o resto de minha 
vida por umas poucas horas dessa alegria. Procurei-o, também, porque abranda a solidão - aquela ter-
rível solidão em que uma consciência horrorizada observa, da margem do mundo, o insondável e frio 
abismo sem vida. Procurei-o, finalmente, porque na união do amor vi, em mística miniatura, a visão pre-
figurada do paraíso que santos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e, embora pudesse parecer 
bom demais para a vida humana, foi o que encontrei. 
Com igual paixão busquei o conhecimento. Desejei compreender os corações dos homens. Dese-
jei saber por que as estrelas brilham. E tentei apreender a força pitagórica pela qual o número se man-
tém acima do fluxo. Um pouco disso, não muito, encontrei. 
Amor e conhecimento, até onde foram possíveis, conduziram-me aos caminhos do paraíso. Mas a 
compaixão sempre me trouxe de volta à Terra. Ecos de gritos de dor reverberam em meu coração. Cri-
anças famintas, vítimas torturadas por opressores, velhos desprotegidos - odiosa carga para seus filhos 
- e o mundo inteiro de solidão, pobreza e dor transformaram em arremedo o que a vida humana poderia 
ser. Anseio ardentemente aliviar o mal, mas não posso, e também sofro. 
 Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivida e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se a o-
portunidade me fosse oferecida. 
 (RUSSEL, Bertrand, Revista Mensal de Cultu-
ra,Enciclopédia Bloch, n. 53, set.1971,p.83) 
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B. COESÃO 
Coesão. Sf 1. União íntima das partes de um todo. 2. Fig. Harmonia, concordância, união. 
Coesão pode ser considerada a "costura" textual, a "amarração" na estrutura das frases, dos perí-
odos e dos parágrafos que fazemos com palavras. Para garantir uma boa coesão no seu texto, você 
deve prestar atenção em alguns mecanismos. Abaixo, em negrito, há exemplos de períodos que podem 
ser melhorados utilizando os mecanismos de coesão: 
 
1. Elementos Anafóricos 
• Esse, essa, isso, aquilo, isso, ele... 
São palavras referentes a outras que apareceram no texto, a fim de retomá-las: 
Dolores era beleza única. Ela sabia do seu poder de seduzir e o usava. 
 
2. Elementos Catafóricos 
• Este, esta, isto, tal como, a saber... 
São palavras referentes a outras que irão aparecer no texto: Este novo produto a deixará maravilhosa, 
é o xampu Ela. Use-o e você não vai se arrepender. 
 
3. Coesão lexical 
• Palavras ou expressões equivalentes 
A repetição de palavras compromete a qualidade do texto, mostrando falta de vocabulário do redator. 
Assim, é aconselhável a utilização de sinônimos: 
 Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase - êxtase tão grande que sacrificaria o resto de minha 
vida por umas poucas horasdessa alegria. 
 
 4. Coesão por elipse ou zeugma (omissão) 
• É a omissão de um termo, facilmente identificável. 
Podemos ocultar o sujeito da frase e fazer o leitor procurar no contexto quem é o agente, fazendo 
correlações entre as partes: 
O marechal marchava rumo ao leste. O marechal, não tinha medo,( ) sabia que ao seu lado a sorte 
também galopava. 
 
5. Conectivos principais 
• Preposições e suas locuções: em, para, de, por, sem, com... 
• Conjunções e suas locuções: e, que, quando, para que, mas... 
• Pronomes relativos, demonstrativos, possessivos, pessoais: onde, que, cujo, seu, este, esse, e-
le... 
 
Os programas de TV, em que nós podemos ver muitas mulheres nuas, são imorais. Desde seu iní-
cio, a televisão foi usada para facilitar o domínio da sociedade. Como exemplo, podemos citar a che-
gada do homem à Lua, onde os E.U.A. conseguiram com sua propaganda capitalista frente a uma 
Guerra Fria, a simpatia de grande parte da população do planeta. 
C. COERÊNCIA 
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 Coerência: qualidade, estado ou atitude de coerente; 2.ligação ou harmonia entre situações, acon-
tecimentos ou idéias; relação harmônica; conexão, nexo, lógica. 
 Coerência textual é uma relação harmônica que se estabelece entre as partes de um texto, em um 
contexto específico, e que é responsável pela percepção de uma unidade de sentido. Sendo assim, os 
principais aspectos envolvidos nessa questão são: 
 
1 – Coerência semântica 
• Refere-se à relação entre significados dos elementos da frase (local) ou entre os elementos 
do texto como um todo: “Felicidade é basear-se na simplicidade do caráter ao resolver pro-
blemas complexos...” - não caberia aqui pensar em executar problemas. 
 É nesse caso que entra o estudo da coesão por meio do vocabulário. 
 
2 – Coerência sintática 
• Refere-se aos meios sintáticos que o autor utiliza para expressar a coerência semântica: “A 
felicidade, para cuja obtenção não existem técnicas científicas, faz-se de pequenos fragmen-
tos...” - como leitor do texto, você deve entender que o pronome cuja foi empregado para esta-
belecer posse entre obtenção e felicidade. É nesse caso que entra o estudo da coesão com o 
emprego dos conectivos. 
3 – Coerência estilística 
• Refere-se ao estilo do autor, a linguagem que ele emprega para redigir. O leitor atento a isso, 
consegue facilmente entender a estrutura do texto e relacionar bem as informações textuais. 
Além disso, percebendo se a linguagem do texto é figurada ou não, seu raciocínio interpreta-
tivo deverá funcionar de uma determinada maneira, como vimos no início do curso com o 
texto de Fernando Pessoa. 
 
 
D. ELEMENTOS IMPORTANTES DE COESÃO E COERÊNCIA 
 Para continuarmos o estudo de coesão e coerência, devemos relembrar alguns elementos gramati-
cais importantes, como veremos a seguir. 
 
D.1) Pronome demonstrativo 
 Indicam posição dos seres em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço 
(função dêitica destes pronomes). Podem também ser empregados fazendo referência aos elementos 
do texto (função anafórica ou catafórica). São eles: 
 
• este (a/s), esse (a/s), aquele (a/s): 
• isso, isto, aquilo, o (a/s): 
• mesmo, próprio, semelhante, tal (e flexões): 
têm função de pronome adjetivo; 
têm função de pronome substantivo; 
quando são demonstrativos, são pronomes adjeti-
vos. 
 
Empregos 
1) Indicando localização no espaço (função dêitica do pronome): 
 este (aqui) – pronome de 1ª pessoa: o falante o emprega para referir-se ao ser que está junto dele: 
 - Este é meu casaco! – a moça avisou, enquanto o segurava. 
 
 esse (aí) – pronome de 2ª pessoa: o falante o emprega para referir-se ao ser que está junto do seu 
ouvinte: 
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 - Passe-me essa jarra de suco, por favor. – pediu ela ao rapaz que sentara à sua frente. 
 
 aquele (lá) - pronome de 3ª pessoa: a referência será ao ser que está distante do falante e do ouvinte: 
 As duas no portão não agüentavam de curiosidade, quem seria aquele moço na esquina? 
 
2) Indicando localização temporal (função dêitica do pronome): 
este � presente: Neste ano não há Copa do Mundo. 
esse � passado ou futuro próximos: Nesse ano que passou, houve Copa do Mundo. 
 Nesse ano de 2012, não haverá Copa do Mundo. 
aquele � passado remoto ou bastante vago: Naquela época, não havia iluminação elétrica. 
 
3) Fazendo referências contextuais (funções anafórica e catafórica): 
A. este � refere-se a um elemento sobre o qual ainda se vai falar no texto (referência catafórica): 
 Este é o problema: estou dura. 
 
 � pode também fazer uma referência de especificação a um elemento já expresso (ref. anafóri-
ca): 
 Ana e Bia saíram, esta foi ao cinema. 
 esse � refere-se a um elemento já mencionado no texto (referência anafórica): 
 Comprei aspirina. Esse remédio é ótimo. 
 
B. esse � refere-se a qualquer informação antecedente a ele no texto; 
 este � refere-se à última informação antecedente a ele no texto; 
 aquele � refere-se à informação mais distante dele no texto: 
 
 Ana, João e Cris são irmãos; esta é quieta, esse fala pouco e aquela fala muito. 
EXERCÍCIOS 
4. Nos textos a seguir, os termos em destaque foram substituídos para evitar repetição de palavras. 
Sublinhe os termos substitutos e numere cada texto segundo o tipo de substituição realizada, conforme 
o código: 
 
(1) pronominalização 
(2) vocábulo geral (hiperônimo) 
(3) sinônimo ou quase sinônimo 
(4) caracterização ou qualificação 
(5) símbolo 
 
a) Eu fiz o trabalho em duas horas, mas trabalhei anos para poder fazê-lo nesse tempo. ( ) 
b) No Japão, vários anos antes da guerra e durante o conflito, o uso do inglês foi suprimido. ( ) 
c) A polícia não tem pista dos culpados, mas vai empenhar-se para chegar aos criminosos.( ) 
d) Os Beatles estão voltando à moda, é o que se deduz da enorme venda de discos do antigo conjunto 
inglês nos Estados Unidos. ( ) 
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e) O candidato a prefeito e o deputado devem apreciar bastante a culinária árabe, pois, nos últimos 
dias, os dois foram vistos almoçando juntos num restaurante árabe do centro da cidade. ( ) 
f) As regras do debate foram estabelecidas a fim de evitar bate-boca, uma preocupação saudável, já 
que discussões entre políticos normalmente vira gritaria. ( ) 
g) Nem sempre a nova Constituição brasileira pode ser considerada progressista, pois, em todo o capí-
tulo da Ordem Econômica, o documento é retrógrado. ( ) 
h) O congresso decide esta semana o “impeachment” do presidente. Espera-se que a maturidade polí-
tica tenha chegado às cúpulas do palácio. ( ) 
i) O mais novo esporte nacional é denegrir e desmoralizar o país. De nação do futuro, passamos a não 
ter muitas perspectivas. ( ) 
j) O líder ruralista diz que nas eleições municipais é que a União Democrática Ruralista vai mostrar 
sua força política,pois a entidade já tem numerosos acordos fechados em mais de três mil municípios. ( 
) 
 
 
5. Numere o conjunto de sentenças de acordo com o primeiro, de modo que cada par forme uma se-
qüência coesa e lógica. Identifique, em seguida, a letra da seqüência numérica correta. 
 
(1) Cumpre, inicialmente, distinguir a higiene do trabalho da segurança do trabalho. 
(2) Na evolução por que passou a teoria do risco profissional, abandonou-se o trabalho profissional co-
mo ponto de referência para colocar-se, em seu lugar, a atividade empresarial. 
(3) Há que se fazer a distinção entre acidentes do trabalho e doença do trabalho. 
(4) O Direito do Trabalho reconhece a importância da função da mulher no lar. 
(5) Motivos de ordem biológica, moral, social e econômica encontram-se na base da regulamentação 
legal do trabalho do menor. 
 
( ) A culminação desse processo evolutivo encontra-se no conceito de risco social e na idéia correlata 
de responsabilidade social. 
( ) Daí as restrições da jornada normal e ao trabalho noturno. 
( ) A necessidade de trabalhar não deve prejudicar o normal desenvolvimento de seu organismo. 
( ) Enquanto esta é inerente a determinados ramos de atividade, os primeiros são aqueles que ocor-
rem pelo exercício do trabalho, provocando lesão corporal. 
( ) Constitui aquela o conjunto de princípios e regras destinados a preservar a saúde do trabalhador. 
 
A seqüência numérica correta é: 
a) 1, 3, 4, 5, 2 
b) 3, 2, 1, 5, 4 
c) 2, 5, 3, 1, 4 
d) 5, 1, 4, 3, 2 
e) 2, 4, 5, 3, 1 
6. Reconheça as palavras-chave do texto abaixo: 
 
A) A qualidade de vida na cidade e no campo 
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É de conhecimento geral que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns aspectos, supe-
rior à da zona urbana, porque no campo inexiste a agitação das grandes metrópoles, há maiores possi-
bilidades de se obterem alimentos adequados, além do mais, as pessoas dispõem de maior tempo para 
estabelecer relações humanas mais profundas e duradouras. 
Ninguém desconhece que o ritmo de trabalho de uma metrópole é intenso. O espírito de concor-
rência, a busca de se obter uma melhor colocação profissional, enfim, a conquista de novos espaços 
lança o habitante urbano em meio a um turbilhão de constantes solicitações. Esse ritmo excessivamen-
te intenso torna a vida bastante agitada, ao contrário do que se poderia dizer sobre os moradores da 
zona rural. 
Por outro lado, nas áreas campestres há maior quantidade de alimentos saudáveis. Em contrapar-
tida, o homem da cidade costuma receber gêneros alimentícios colhidos antes do tempo de maturação, 
para garantir maior durabilidade durante o período de transporte e comercialização. 
Ainda convém lembrar a maneira como as pessoas se relacionam nas zonas rurais. Ela difere da 
convivência habitual estabelecida pelos habitantes metropolitanos. Os moradores das grandes cidades, 
pelos fatores já expostos, de pouco tempo dispõem para alimentar relações humanas mais profundas. 
Por isso tudo, entendemos que a zona rural propicia a seus habitantes maiores possibilidades de 
viver com tranqüilidade. Só nos resta esperar que as dificuldades que afligem os habitantes metropoli-
tanos não venham a se agravar com o passar do tempo. 
 
B - Os velhos das cidadezinhas do interior parecem muito mais plenamente velhos que os das metró-
poles. Não se trata da idade real de uns e outros, que pode até ser a mesma, mas dos tempos distintos 
que eles parecem habitar. Na agitação dos grandes centros, até mesmo a velhice parece estar integra-
da na correria; os velhos guardam alguma ansiedade no olhar, nos modos, na lentidão aflita de quem se 
sente fora do compasso. Na calmaria das cidades pequeninas, é como se a velhice de cada um reafir-
masse a que vem das montanhas e dos horizontes, velhice quase eterna, pousada no tempo. 
 Vejam-se as roupas dos velhinhos interioranos: aquele chapéu de feltro manchado, aquelas largas 
calças de brim cáqui, incontavelmente lavadas, aquele puído dos punhos de camisas já sem cor tudo 
combina admiravelmente com a enorme jaqueira do quintal, com a generosa figueira da praça, com as 
teias do campanário da igreja. E os hábitos? Pica-se o fumo de corda, lentamente, com um canivete 
herdado do século passado, enquanto a conversa mole se desenrola sem pressa e sem destino. 
 Na cidade grande, há um quadro que se repete mil vezes ao dia, e que talvez já diga tudo: o velhi-
nho, no cruzamento perigoso, decide-se, enfim, a atravessar a avenida, e o faz com aflição, um braço 
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estendido em sinal de pare aos motoristas apressados, enquanto amiúda o que pode o próprio passo. 
Parece suplicar ao tempo que diminua seu ritmo, que lhe dê a oportunidade de contemplar mais demo-
radamente os ponteiros invisíveis dos dias passados, e de sondar com calma, nas nuvens mais altas, o 
sentido de sua própria história. 
 Há, pois, velhices e velhices - até que chegue o dia em que ninguém mais tenha tempo para de fa-
to envelhecer. (Celso de 
Oliveira) 
 
 
7. Destaque dos textos abaixo as idéias-chave e observe que suas estruturas são diferentes da do texto 
padrão: 
A - Mais uma prova da superioridade feminina. Por que elas falam tanto? 
Essa é para quem, como você, está convencido de que as mulheres são realmente muito supe-
riores aos homens (e alguém ainda tem alguma dúvida quanto a isso?). A psicóloga Constanze Fakih 
apenas encontrou mais uma prova cabal desse fato. Segundo ela, as mulheres (alemãs, pelo menos) 
conhecem cerca de 23 mil palavras. Os homens, coitados, não conseguem ir além de metade desse 
valor. 
Conclusão: é por isso que elas gostam tanto de falar - e falam tanto. Ou seja, esse fato não tem 
nada a ver com características psicológicas, sociais ou culturais. É tudo uma questão de vocabulário 
mais rico. A fascinante revelação animou a comunidade científica. Barbara Peans, outra psicóloga ale-
mã, fez novas investigações sobre o tema e descobriu que a porção do cérebro masculino responsável 
pela conversação desliga após um dia de trabalho... 
Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, a antropóloga americana Nicole Hess encontrou res-
posta incontestável para uma das acusações mais torpes que se costumam fazer contra as mulheres: a 
de que elas gostam de fofocar. Sim, concluiu Nicole, isso não só é verdade como, para a maioria das 
mulheres, a fofoca é uma arma de sobrevivência. Depois de muitas leituras e análises, a pesquisadora 
mostrou que as humanas vêm aperfeiçoando essa ferramenta há milhares de anos - tudo para difamar 
as rivais, mantendo os machos ao seu lado e, assim, assegurar mais comida e recursos para os filhos. 
Nos dias de hoje, há até quem considere a fofoca uma ameaça maior do que um ato de violência. Mais 
uma prova da superioridade feminina. 
 ( Revista Super In-
teressante, abril 2004) 
 
B) Representatividade ética 
 
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Costuma-se repetir à exaustão, e com as conseqüências características do abuso de frases fei-
tas e lugares-comuns, que as esferas do poder público são o reflexo direto das melhores qualidades e 
dos piores defeitos do povo do país. Na esteira dessa convicção geral, afirma-se que as casas legislati-
vas brasileiras espelham fielmente os temperamentos e os interesses dos eleitores brasileiros. É o caso 
de se perguntar: mesmo que seja assim, deve ser assim? Pois uma vez aceita essa correspondência 
mecânica, ela acaba se tornando um oportuno álibi para quem deseja inocentar de plano a classe políti-
ca, atribuindo seus deslizes a vocações disseminadas pela nação inteira... Perguntariam o cínicos se 
não seria o caso, então, de não mais delegar o poder apenas a uns poucos, mas buscar reparti-lo entre 
todos, numa grande e festiva anarquia, eliminando-se os intermediários. O velho e divertido Barão de 
Itararé já reivindicava, com a acidez típica de seu humor: “Restaure-se a moralidade, ou então nos lo-
cupletemos todos!”. 
As casas legislativas, cujos membros são todos eleitos pelo voto direto, não podem ser vistas 
como uma síntese cristalizada da índole de toda uma sociedade, incluindo-se aí as perversões, os inte-
resses escusos, as distorções de valor. A chancela da representatividade, que legitima os legisladores, 
não os autoriza em hipótese alguma a duplicar os vícios sociais; de fato, tal representação deve ser 
considerada, entre outras coisas, como um compromisso firmado para a eliminação dessas mazelas. O 
poder conferido aos legisladores deriva, obviamente, das postulações positivas e construtivas de uma 
determinada ordem social, que se pretende cada vez mais justa e equilibrada. 
Combater a circulação dessas frases feitas e lugares-comuns que pretendem abonar situações 
injuriosas é uma forma de combater a estagnação crítica − essa oportunista aliada dos que maliciosa-
mente se agarram ao fatalismo das “fraquezas humanas” para tentar justificar os desvios de conduta do 
homem público. Entre as tarefas do legislador, está a de fazer acreditar que nenhuma sociedade está 
condenada a ser uma comprovação de teses derrotistas. (Demétrio Saraiva, iné-
dito- FCC/ cargo de nível superior/ALESP-2010) 
D.2) Período composto 
 
Pronomes Relativos 
que, o/a (s) qual (s) - referem-se à coisa ou pes-
soa � 
quem – refere-se à pessoa / sempre preposicio-
nado � 
cujo (parecido com o possessivo) – estabelece 
posse � 
onde (= em que) – refere-se a lugar 
� 
O livro que li é ótimo. / O livro o qual li é ótimo. 
Esta é a aluna de quem falei. 
Este é o autor com cujas idéias concordo. 
A rua onde (em que) moro é movimentada. 
Atenção: 
1- Observar a palavra a que se refere o pronome relativo para evitar erros de concordância verbal: 
 Lemos os livros que foram indicados pelo professo (que = os quais → livros) 
2 - Respeitar a regência do verbo ou do nome, usando a preposição exigida quando necessário: 
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a - Este é o livro a que me refiro. 
 O verbo referir-se pede a preposição a; por isso, ela aparece antes do que. 
b - Esta á a obra por que tenho admiração. 
 A preposição por foi exigida pelo substantivo admiração. 
3 - Os pronomes como, quando e quanto também podem ser relativos. 
4 - Os relativos compõem as orações subordinadas adjetivas 
5 – As orações adjetivas podem ser explicativas – cujo conteúdo é explicativo, genérico, uma in-
formação a mais - ou restritivas – cujo conteúdo é de restrição, especificação, informação impor-
tante no contexto. 
 
As Orações Subordinadas Adjetivas e a Semântica 
 As orações adjetivas são iniciadas sempre por pronomes relativos e podem ser de dois tipos: 
• explicativa: O homem, que é racional, mata. � A oração adjetiva deste caso não tem sentido restritivo, 
pois todos os homens são racionais. 
• restritiva: O homem que fuma morre mais cedo. � A oração adjetiva deste caso reporta-se apenas 
ao homem fumante. 
8. Normalmente, esta diferença é apontada pela pontuação, façamos a comparação entre os pares: 
a) Os alunos que estudam saem-se bem nas pro-
vas.__________________________________________________ 
 Os alunos, que estudam, saem-se bem nas provas. 
________________________________________________ 
 
b) Serão colhidas as frutas que estão maduras. 
______________________________________________________ 
 Serão colhidas as frutas, que estão maduras. 
______________________________________________________ 
 
c) Minha namorada que está em Brasília chega amanhã. 
_______________________________________________ 
 Minha namorada, que está em Brasília, chega amanhã. 
_____________________________________________ 
 
Emprego do CUJO e do ONDE 
9. Assinale a alternativa em que o pronome relativo "onde" obedece aos princípios da língua culta escri-
ta. 
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a) Os fonemas de uma língua costumam ser representados por uma série de sinais gráficos denomina-
dos letras, onde o conjunto delas forma a palavra. 
b) Todos ficam aflitos no momento da apuração, onde será conhecida a escola campeã. 
c) Foi discutida a pequena carga horária de aulas de Cálculo e Física, onde todos concordaram e dese-
jam mais aulas. 
d) Não se pode ferir um direito constitucional onde visa a garantir a educação pública e gratuita para 
todos. . 
e) Não se descobriu o esconderijo onde os seqüestradores o deixaram durante esses meses todos. 
10. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais. Ao transformar os dois períodos 
simples um único período composto, a alternativa correta é: 
 
(A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis. 
(B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis. 
(C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais. 
(D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais. 
(E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis. 
 
Conjunções e outras importantes conexões 
 
I – CONJUNÇÕES COORDENATIVAS 
( também locuções conjuntivas, preposições e locuções prepositivas) 
1- adição e, nem, (não só...) mas também, 
mas ainda, tampouco, (não só...) 
como também 
A água cristalina brota da terra e 
busca seu caminho por entre as 
pedras. 
2- adversidade/oposição mas, porém, contudo, todavia, 
entretanto, no entanto, não obs-
tante 
Este candidato não estudou 
muito, mas foi aprovado. 
3- alternância ou...ou, ora...ora, quer...quer, 
seja... seja 
Ou estude, ou aguente a repro-
va. 
4-conclusão logo, portanto, pois (depois de 
verbo), por isso, então 
Bebida alcoólica pode causar 
vício, portanto sua venda deve 
ser considerada ilícita. 
5- explicação que, porque, pois (antes do ver-
bo), porquanto 
Não se preocupe, que eu arru-
marei toda esta bagunça. 
II – CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS 
( também locuções conjuntivas, preposições e locuções prepositivas) 
1- causa porque, como (somente no início 
do período), que, já que, visto 
que, por (+ infinitivo), graças a, 
na medida em que, em virtude de 
(+ infinitivo), em face de, desde 
que, uma vez que 
Como estava muito doente, foi 
ao médico. 
 
2- comparação mais... que, menos... que, 
tão/tanto... como, assim como, 
como 
Elesempre se posicionou como 
um líder. 
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3- concessão embora, conquanto, ainda que, 
mesmo que, se bem que, apesar 
de (+ infinitivo), em que pese a (+ 
infinitivo), posto que 
Embora não esteja me sentindo 
bem, assistirei à aula até o final. 
 
4- condição se (às vezes prevalece a ideia de 
causa, outras vezes de tempo), 
caso, desde que, a não ser que, a 
menos que (a ideia pode ser des-
dobrada em de concessão), con-
tanto que, uma vez que 
Eles não conseguirão vaga para 
esse ano letivo, a menos que 
haja alguma desistência. 
5- conformidade conforme, como, segundo, con-
soante 
Tudo aconteceu como eles ima-
ginaram. 
6- conseqüência (tão/tanto...) que, de modo que, 
de maneira que, de sorte que 
Tanto lutou, que progrediu muito 
na vida. 
7- finalidade a fim de que, a fim de (+ infiniti-
vo), que, porque, para que, para 
(+ infinitivo), 
Faça bem a sua parte do projeto 
para que não haja reclamações. 
8- proporcionalidade à proporção que, à medida que, 
na medida em que, quanto mais, 
quanto menos, conforme 
À medida que o progresso a-
vança, o romantismo diminui. 
9- tempo quando (a ideia pode ser desdo-
brada em ideia de condição), en-
quanto, mal, logo que, assim que, 
sempre que, desde que, confor-
me 
Mal chegou à presidência, já 
passou a ver conspirações. 
 
Para a prova, duas providências são necessárias: 
 
- MEMORIZAR ESSES CONECTIVOS E SEU EMPREGO; 
- ANALISAR OS CONTEXTOS PARA RECONHECER A POSSIBILIDADE DE EMPREGO DELES. 
 
 Análise estrutural e interpretativa do período composto 
 
 Os pronomes relativos iniciam as orações subordinadas adjetivas. 
As conjunções subordinativas integrantes (que, se) introduzem as orações subordinadas subs-
tantivas. As conjunções subordinativas adverbiais logicamente iniciam orações subordinadas 
adverbiais. 
 
Obs.: 1) Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas. 
 2) E toda oração subordinada está sempre relacionada a uma oração principal. 
 
As conjunções coordenativas e suas locuções são empregadas nas orações coordenadas sin-
déticas; as orações coordenadas que não têm conjunção ou sua locução são coordenadas assindéti-
cas. 
 
11. Identifique o sentido expresso pelas conjunções coordenativas, analisando as orações coordenadas 
grifadas: 
a) Levantei-me e fui trabalhar. 
___________________________________________________________________ 
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b) Esforçou-se muito, mas não obteve o resultado deseja-
do.____________________________________________ 
b) Não só compareci à reunião, mas também manifestei minhas opiniões. 
________________________________ 
c) Ou a crise termina, ou todos estaremos falidos. 
___________________________________________________ 
d) Preste atenção, que estou falan-
do!______________________________________________________________ 
e) É um comprovado malandro; deve, pois, ser processado. 
___________________________________________ 
f) Fale baixo, pois as crianças estão dormindo. 
______________________________________________________ 
 
12. Identifique a conjunção subordinativa e indique qual é a relação de sentido por ela estabelecida en-
tre as orações, com base no entendimento da oração subordinada: causa, consequência, condição ou 
tempo. 
 
a) Mal ele chegou, todas o rodearam. 
______________________________________________________________ 
b) Não nos recebeu, porque estava deprimida com a perda. 
____________________________________________ 
c) Não irei à praia com você, a menos que faça 
sol.___________________________________________________ 
d) Choveu tanto que o rio transbordou. 
_____________________________________________________________ 
e) A escola é interessante quando alimenta sonhos e esperanças. 
________________________________________ 
f) Caso não os encontre, eu lhes telefono. 
__________________________________________________________ 
g) Desde que é impossível, não insistirei. (Cegal-
la)____________________________________________________ 
h) A economia de Brasília é a mesma, desde que cheguei aqui. 
__________________________________________ 
i) Farei o serviço, desde que seja bem remunerado. 
___________________________________________________ 
j) Como estava em férias, resolveu viajar. 
___________________________________________________________ 
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13. Analise as orações, identifique o conectivo subordinativo e indique qual é a relação de sentido por 
ele estabelecida: conformidade, comparação, proporção. 
 
a) Faça o serviço contratado, como eu o orientei. 
_____________________________________________________ 
b) Ele vive como um cidadão honesto. 
______________________________________________________________ 
c) Quanto mais os centros urbanos se desenvolvem, mais problemas vão surgin-
do.__________________________ 
d) Normalmente, os políticos realizam menos do que prometem em suas campanhas. 
_______________________ 
e) Consoante foi estabelecido pelo Conselho, está proibida a participação de adventícios às reuni-
ões.___________ 
f) Ontem o vento andava mais devagar que o rio. 
____________________________________________________ 
g) À medida que o tempo passa, envelhecemos. 
_____________________________________________________ 
 
14. Analise as orações e indique qual é a relação de sentido por estabelecida pelo conectivo subordina-
tivo: concessão ou finalidade. 
 
a) Pegou-me pelo braço para que eu o seguisse. 
_____________________________________________________ 
c) Conquanto estivesse cansado, terminei o trabalho solicitado. 
_________________________________________ 
d) Mesmo que este serviço fosse fácil, eu não o realizaria para esta empre-
sa._______________________________ 
e) Rezou muito porque fosse curado daquela doença terrível. 
___________________________________________ 
 
“As aparências enganam” - e, também, a polissemia de alguns conectivos 
15. Vamos analisar a diferença entre os pares de períodos abaixo: 
a) Ganhará um automóvel se for aprovado no vestibular. 
______________________________________________ 
 
 Os alunos me perguntaram se o horário do curso seria mantido. 
______________________________________ 
 
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b) Este é o motivo por que intercedi neste processo por você. 
__________________________________________ 
 
 Não sei por que você está tão chatea-
do.__________________________________________________________ 
 
c) A reunião foi tumultuada, porque as alterações administrativas foram muitas. 
____________________________ 
 
 Joana foi ao médico, porque eu vi uma receita médica com o nome dela sobre a mesa. 
____________________ 
 
d) Desde que cheguei a Brasília, sua estrutura econômica é a mesma. 
____________________________________ 
 
 Desde queela vá comigo ao cartório, poderei resolver tudo. 
__________________________________________ 
 
 Desde que está confuso, precisa procurar um terapeuta. 
_____________________________________________ 
 
 e) Ele vive como um cidadão honesto. 
_________________________________________________________ 
 
 Como estava preocupado, resolveu telefonar-me. 
_______________________________________________ 
 
 Como diz o regulamento, aqui é proibido fumar. 
________________________________________________ 
 
 
Orações reduzidas – Ordem direta e ordem indireta / inversa do período composto 
As orações subordinadas podem ser reduzidas de infinitivo(falar), particípio (falado) ou gerúndio 
(falando), ou seja, não apresentam conjunção nem pronome relativo e o verbo não é conjugado em 
tempo ou modo; aparece, portanto, em uma das formas nominais. 
 
16. Vejamos os pares: 
a) Era considerado antipático porque não revelava seus sentimentos. 
________________________________ 
 
 Era considerado antipático por não revelar seus sentimen-
tos._____________________________________ 
 
 
b) Se fizer assim, consegui-
rá._______________________________________________________________ 
 Fazendo assim, conseguirá.
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 19
 ______________________________________________________________ 
 
 
c) Foi condenado, embora não fosse culpa-
do.__________________________________________________ 
 
 Apesar de não ser culpado, foi condenado. 
__________________________________________________ 
 
 
Conclusões: 
 
a) uma oração é desenvolvida quando apresenta pronome relativo ou conjunção e o verbo conjugado. 
b) uma oração é reduzida quando não apresenta pronome relativo nem conjunção e o verbo se apre-
senta em forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio) 
c) Um período composto está na ordem direta quando se inicia pela oração principal. 
d) um período composto está na ordem indireta / inversa quando se inicia pela oração subordinada. 
 
 
17. Análise textual do período composto: 
 
 
A infância é generosa e tem sentimentos de dignidade que os interesses da vida adulta muitas vezes 
 
 
 
 
obscurecem. A infância aprende por símbolos. Colombo não era só um grande navegador, mas um 
símbolo. 
 
 
 
Não aprendemos com ele a arte de navegar: mas a de cumprir um destino grandioso e amargo. E isso 
ainda é 
 
 
 
 
maior que descobrir a América. 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO - Período composto / Coesão e Coerência 
18. Observe o sentido do período e a conjunção nele destacada. A seguir, reescreva a frase com o co-
nectivo entre parênteses, de tal maneira que se mantenha o sentido do período inicial: 
a) Muitos foram embora, assim que os problemas começaram. (logo que) 
 Muitos foram embora logo que os problemas começaram. 
 
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 20
b) Caso você falte, receberá um castigo. (se) 
___________________________________________________________________________________
_ 
 
 
c) Fizemos uma promessa para que alcançássemos nosso objetivo. (para) 
 
___________________________________________________________________________________
_ 
 
 
d) Fiquei preocupado porque percebi a gravidade do problema. (por) 
 
___________________________________________________________________________________
_ 
 
 
(CESPE / ANTAQ / 2009) Leia o texto abaixo para responder as questões que seguem: 
 
 (...) No estado de repouso e de movimento dos objetos — esta casa parada, aquela pedra atirada 
que cai, o movimento do sol, da lua, no céu — estão intima mente associados os conceitos de 
lugar que ocupam sucessivamente os corpos, de espaço e de tempo. Tempo, espaço e matéria 
são, pois, ideias que penetram o nosso conhecimento das coisas, desde o mais primitivo, e 
que evoluíram por meio das especulações filosóficas até as modernas investigações científicas, que 
as integraram em um nível mais profundo de síntese, uma unificação que levou milênios para ser 
atingida. 
 
19. Na linha 3, caso se deslocasse a conjunção “pois” para o início da oração, a coerência da 
argumentação seria preservada, desde que fossem retiradas as duas vírgulas que isolam essa palavra e 
que se fizessem os necessários ajustes nas letras maiúsculas e minúsculas. 
 
20. Na organização das ideias no texto, o pronome “que” (l.4) retoma “nosso conhecimento das coisas” 
(l.4). 
 
21. “Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos investidores, os locais das futuras 
lojas de franquia serão divulgados.” A alternativa correta para substituir Assim que as empresas conclu-
írem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzida, sem alterar o sentido da frase, é: 
 
(A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores... 
(B) Concluído o processo de seleção dos investidores ... 
(C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores... 
(D) Se concluído do processo de seleção dos investidores ... 
(E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ... 
 
 22. "Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça." Neste período, o pronome ele é usado 
antes do nome a que se refere, Bento. Denomina-se catáfora esse processo. Sublinhe os termos cata-
fóricos das frases: 
 
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 21
1. Nós o chamamos rei das selvas e Tarzan merece bem o nome. 
____________________________________ 
2. Maria compreendeu tudo: ela poderia sair quando quisesse. 
_______________________________________ 
3. Aproximei do meu, seu rosto coberto de luz. 
___________________________________________________ 
4. O senhor sabe muito bem disso: a verdade sempre aparece. 
_____________________________________ 
5. Convidei estas pessoas: Pedro, Maria e Cecí-
lia._________________________________________________ 
23. Os princípios da coerência e da coesão não foram violados em: 
a) O Santos foi o time que fez a melhor campanha do campeonato. Teria, no entanto, que ser o campe-
ão este ano. 
b) Apesar da Sabesp estar tratando a água da Represa de Guarapiranga, portanto o gosto da água nas 
regiões sul e oeste da cidade melhorou. 
c) Mesmo que os deputados que deponham na CPI e ajudem a elucidar os episódios obscuros do caso 
dos precatórios, a confiança na instituição não foi abalada. 
d) O ministro reafirmou que é preciso manter a todo custo o plano de estabilização econômica, sob pe-
na de termos a volta da inflação. 
e) Antes de fazer ilações irresponsáveis acerca das medidas econômicas, deve-se procurar conhecer 
as razões que, por isso as motivaram. 
 
 
Na questão 24, numere os períodos de modo a constituírem um texto coeso e coerente e, de-
pois, indique a seqüência numérica correta. 
 
24- ( ) Por isso era desprezado por amplos setores, visto como resquício da era do capitalismo desal-
mado. 
( ) Durante décadas, Friedman - que hoje tem 85 anos e há muito aposentou-se da Universidade de 
Chicago - foi visto como uma espécie de pária brilhante. 
( ) Mas isso mudou; o impacto de Friedmanfoi tão grande que ele já se aproxima do status de John 
Maynard Keynes (1883-1945) como o economista mais importante do século. 
( ) Foi apenas nos últimos 10 a 15 anos que Milton Friedman começou a ser visto como realmente é: o 
mais influente economista vivo desde a Segunda Guerra Mundial. 
( ) Ele exaltava a ‘liberdade’, louvava os ‘livres mercados’ e criticava o 'excesso de intervenção gover-
namental.' (Baseado em Robert J. Samuel-
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 22
son, Exame, 1/7/98) 
a) 4, 2, 5, 1, 3 
b) 1, 2, 5, 3, 4 
c) 3, 5, 1, 2, 4 
d) 5, 2, 4, 1, 3 
e) 2, 5, 4, 3, 1
IV. INTELECÇÃO DE TEXTO – A semântica e os aspectos lingüísticos 
 
A. SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS - SEMÂNTICA 
 
Semântica é o estudo do significado das palavras de uma língua. Estuda basicamente os seguin-
tes aspectos: sinonímia, antonímia, conotação, denotação, homonímia, paronímia e polissemia. 
 
• SINONÍMIA 
Caso de sinônimos, quando duas ou mais palavras têm sentido semelhante ou igual, como ocor-
re com certo e correto. 
 
• ANTONÍMIA 
Caso de antônimos, quando duas ou mais palavras têm sentido diferente, contrário, como ocorre 
em triste e feliz. 
 
 
• ORTOGRAFIA e SEMÂNTICA 
Homônimos: São palavras que apresentam a mesma pronúncia ou grafia, mas significados diferentes. 
 Exemplo: Eles foram caçar, mas ainda não retornaram. (caçar – prender, matar) 
 Vão cassar o mandato daquele deputado. (cassar – ato ou efeito de anular) 
 
Os homônimos podem ser: 
Homônimos homógrafos; 
Homônimos homófonos; 
Homônimos perfeitos. 
 Homônimos homógrafos: São palavras iguais na grafia e diferentes na pronúncia Ex.: 
Almoço (ô) – substantivo 
Almoço (ó) – verbo 
Jogo (ô) – substantivo 
Jogo (ó) – verbo 
 
Homônimos homófonos: São palavras que possuem o mesmo som e grafia diferente. Ex.: 
Cela – quarto de prisão 
Sela – arreio 
Coser – costurar 
Cozer – cozinhar 
Concerto – espetáculo musical 
Conserto – ato ou efeito de consertar 
 
Homônimos perfeitos: São palavras que possuem a mesma pronúncia e mesma grafia. Ex.: 
Cedo – verbo 
Cedo – advérbio de tempo 
Sela – verbo selar 
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 23
Sela – arreio 
Leve – verbo levar 
Leve – pouco peso 
 
Parônimos: São palavras que possuem significados diferentes e apresentam pronúncia e escrita pare-
cidas. Ex.: Emergir – vir à tona 
Imergir – afundar 
Infringir – desobedecer 
Infligir – aplicar 
 
25. (FCC / CASA CIVIL / Executivo Público / 2010) - adaptada 
A frase em que a grafia respeita totalmente o padrão culto escrito é: 
(A) O espaço era exiguo, à exceção da cozinha, mas nada impedia que os vizinhos tentassem grangear 
a simpatia do padre inflingindo-lhe pratos que excitavam sua gula. 
(B) Muitas eram as reminiscências, algumas esdrúxulas, outras comuns, repetindo-se iguaizinhas de 
tempo em tempo, em circuito que não exorbitava os limites da fazenda. 
 
• POLISSEMIA 
 
 A polissemia ocorre quando uma palavra ou expressão assume ou revela mais de um significa-
do. 
 
As mulheres estavam cansadas, mas não parariam o serviço, enquanto não o terminassem. 
 
“Nem uma (educação) nem outra (formação) nasceram do acaso, mas são antes produto de uma disci-
plina consciente.” (FCC / SEFAZ / 2006) 
 
 
 
• DENOTAÇÃO , CONOTAÇÃO E METÁFORA 
 
A denotação consiste em utilizar o signo no seu sentido próprio e único, que não permite mais de 
uma interpretação. 
Faça uma fogueira com o máximo cuidado. 
 (significa lenha ou outra matéria combustível empilhada, à qual se lança fogo) 
 
A conotação consiste em atribuir novos significados ao valor denotativo do signo. 
Seu rosto foi consumido pela fogueira das minhas recordações. 
(significa ardor, exaltação, entusiasmo) 
 
26. A linguagem do texto é predominantemente denotativa, empregando-se as palavras em sentido pró-
prio, na alternativa: 
a) Editores, escritores, professores e alunos têm opiniões divididas. A maioria, no entanto, concorda: o 
acordo é inoportuno e, não raro, contraditório. 
b) Poluído por denúncias de corrupção, (...) Luiz Antonio de Medeiros é considerado fósforo riscado. 
 
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 24
 
27. (CESPE / PERITO CRIMINAL ESPECIAL / 2006) 
“Os direitos humanos estão no cerne desta tensão: enquanto a primeira geração de direitos humanos (os 
direitos cívicos e políticos) foi concebida como uma luta da (...)”. 
 
• A palavra “cerne” está sendo empregada em sentido figurado, com o significado de a parte 
essencial, o âmago. 
 
 
• Significação contextual 
 
 Este é o raciocínio mais cobrado em prova. Além de as bancas cobrarem conhecimento prévio 
de vocabulário, na maioria das vezes, o que as questões pedem é que você consiga enxergar uma pos-
sibilidade de significação para uma palavra pelo entendimento do texto. Esse processo de relação entre 
as palavras chama-se sinonímia contextual, que é a significação da palavra em um determinado con-
texto e sua possível relação com uma outra de significado semelhante. 
 
Vamos ver isso na prática: 
 
(FCC / TRT / 19ª região/ analista / 2008) 
 
Fim de feira 
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as barracas, começam a chegar os que querem 
pagar pouco pelo que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça estragar. Chegam com 
suas sacolas cheias de esperança. Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo 
chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve amarelas, a metade de um abacaxi, que serviu 
de chamariz para os fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo nas cercanias da 
barraca de pescados, onde pode haver alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de 
cação obviamente desprezada. 
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas: oferecem-lhes o que, de qualquer modo, 
eles iriam jogar fora. Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refugos, e chegam 
a recolhê-los para não os verem coletados. Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princí-
pio mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada sem que alguém pague por isso. E 
não admitem ser acusados de egoístas: somos comerciantes, não assistentes sociais, alegam. 
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da limpeza e os funcionários da prefeitura var-
rem e lavam tudo, entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam a rua e, não fosse o 
persistente cheiro de peixe, a ninguém ocorreria que ali houve uma feira, freqüentada por tão diversas 
espécies de seres humanos. (Joel 
Rubinato, inédito) 
 
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 25
28. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um segmento do texto em: 
(A) serviu de chamariz = respondeuao chamado. 
(B) alguma suspeita sardinha = possivelmente uma sardinha. 
(C) teimoso aproveitamento = persistente utilização. 
(D) o princípio mesmo do comércio = preâmbulo da operação comercial. 
(E) Agem para salvaguardar = relutam em admitir. 
 
 
B. AS INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS 
 
Um dos aspectos mais intrigantes da leitura de um texto é a verificação de que ele pode dizer 
coisas que parece não estar dizendo: além das informações explicitamente enunciadas, existem outras 
que ficam subentendidas ou pressupostas. 
Alguns tipos de texto exploram, com malícia e com intenções falaciosas, esses aspectos suben-
tendidos e pressupostos. 
 
• PRESSUPOSTOS 
São idéias não expressas de maneira explícita, mas que o leitor pode perceber a partir de certas 
palavras ou expressões contidas na frase. 
 Ex.: “O tempo continua chuvoso” 
 
Informação explícita : no momento , o tempo é de chuva. 
Informação implícita : o verbo "continuar" deixa perceber que antes o tempo já estava chuvoso. 
 
Os pressupostos são marcados, nas frases, por meio de vários indicadores lingüísticos: 
 
a) Advérbios : Os resultados da pesquisa ainda não chegaram até nós. 
 Pressuposto: Os resultados já deviam ter chegado. 
 
b) Verbos : O caso do contrabando tornou-se público. 
 Pressuposto: O caso não era público antes. 
 
c) Adjetivos : Os partidos radicais acabarão com a democracia no Brasil. 
 Pressuposto: Existem partidos radicais no Brasil. 
 
d) Orações adjetivas: Os candidatos a prefeito que só querem defender seus interesses não pen-
sam no povo. 
 Pressuposto: Existem candidatos a prefeito que não querem defender apenas seus interesses, por-
que pensam no povo. 
 
(CESPE / FISCAL ESTADUAL/ ADAGRICE/ CEARÁ – 2009) 
 Nosso primeiro contato com os índios juruna falhou. Descíamos o Xingu e, abaixo do rio Marit-
sauá, vimos um acampamento na praia, muito bonito. Fomos até lá e os índios fugiram em canoas. Saí-
mos com nossos barcos a motor atrás de uma canoa com dois índios. Quando perceberam que 
estavam sendo seguidos, encostaram a canoa na margem e fugiram para a mata. 
Com base no texto, julgue os próximos itens. 
 
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 26
29 Pressupõe-se que houve mais de uma tentativa de contato com os índios juruna. 
30 O parágrafo acima é predominantemente argumentativo. 
 
 
• SUBENTENDIDOS 
 São as insinuações escondidas por trás de uma afirmação. 
Ex.: Se uma pessoa pergunta : 
 Você tem fogo?, 
 subentende-se: 
 Acenda-me o cigarro. 
 
 O subentendido, muitas vezes, serve para o falante proteger-se diante de uma informação que 
quer transmitir para o ouvinte sem se comprometer com ela. 
 
31. CESPE – com adaptações 
 
TEXTO: As ações de respeito para com os pedestres. 
> Motorista, ao primeiro sinal do entardecer, acenda os faróis. 
>Procure não usar a meia-luz. Não use faróis auxiliares na cidade. 
> Nas rodovias, use sempre os faróis ligados. Isso evita 50% dos atropelamentos. Seu carro fica mais 
visível aos pedestres. 
> Sempre, sob chuva ou neblina, use os faróis acesos. 
> Ao se aproximar de uma faixa de pedestres, reduza a velocidade e preste atenção. O pedestre tem a 
preferência na passagem. 
> Motorista, atrás de uma bola vem sempre uma criança. 
> Nas rodovias, não dê sinal de luz quando verificar um trabalho de radar da polícia. Você estará aju-
dando um motorista irresponsável, que trafega em alta velocidade, a não ser punido. Esse motorista, 
não sendo punido hoje, poderá causar uma tragédia no futuro. 
> Não estacione nas faixas de pedestres. 
 
Com base no texto acima, julgue o item abaixo 
 
• O sexto tópico, diferentemente dos outros, não explicita a ação do motorista, apenas fornece 
uma condição para que seja subentendida cautela. { C - E } 
 
 
V. ARGUMENTAÇÃO 
 
 A argumentação, obviamente, é composta de argumentos, que são constituídos de um jogo de 
ideias relacionadas de forma lógica, para que esse jogo possa nos levar a uma conclusão a respeito do 
que foi dito. 
 Como se pode notar, se a constituição do argumento é baseada em um jogo de ideias, toda a 
base da argumentação é abstrata. Por esse motivo, precisamos conhecer as formas lógicas, os raciocí-
nios, que existem para alcançarmos a conclusão correta a respeito do que foi expresso no texto argu-
mentativo. 
 
 
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 27
 
 
A ESTRUTURA DA ARGUMENTAÇÃO 
 
Assim, a argumentação é formada por duas partes básicas: 
 
a premissa (o fato, o concreto, a causa) + a conclusão (resultado lógico, o abstrato, a consequência). 
 SE ENTÃO 
 
 Dica: O raciocínio das palavras-chave auxilia na formação da linha do raciocínio discursivo, ou seja, da 
linha dissertativa do texto. 
 
Exercícios: 
32. Indique, para cada par de frases a seguir, qual é premissa (P) e qual é conclusão (C). 
 
a) ( ) É possível que Carlos seja aprovado este ano. 
 ( ) Carlos apresentou notas boas em todos os bimestres. 
b) ( ) É muito raro alguém saber escrever todas as palavras corretamente. 
 ( ) As palavras em Português são grafadas com base no som e na etimologia. 
c) ( ) Ele já namorou muitas louras. 
 ( ) Ele tem certa queda pelas louras. 
d) ( ) É muito difícil aprender a escrita japonesa. 
 ( ) O alfabeto japonês tem mais de três mil símbolos. 
e) ( ) Pedro é mau motorista. 
 ( ) Pedro bateu com o carro muitas vezes este ano. 
 
33. Explique por que o raciocínio explicitado no silogismo a seguir deve ser considerado falacioso. 
 “(Se) Deus é amor 
 (Se) O amor é cego. 
 (Se) Steve Wonder é cego. 
 
� (Então) Logo, Steve Wonder é Deus. 
 
____________________________________________________________________________________
__ 
 
 
 (ESAF/ Auditor Fiscal da Receita Fed./ RF – 2002) Leia o texto abaixo para responder à questão 
seguinte. 
 Em artigo publicado na década de noventa, o professor Paul Krugman explicava que todos aqueles paí-
ses que falavam inglês haviam tido um desempenho econômico acima da média de seus vizinhos e que o inglês 
estava se tornando rapidamente a língua franca dos negócios, do turismo e da internet. Assim, os processos 
de fusão de empresas, tão comuns naquele tempo, só teriam sucesso se utilizassem o inglês como língua de 
integração das corporações. 
Essa visão nos preocupou quando resolvemos integrar todas as áreas de consultoria espalhadas pela 
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 28
América Latina em uma única divisão de consultoria. Mas ficou uma pergunta no ar: “que língua oficial ado-
tar”? O espanhol ou o português acirraria a rivalidade que já era bastante grande no campo dos esportes. Adotar 
o inglês teria a vantagem da neutralidade e da facilidade de interação com nossos colegas de outras regiões, 
mas com perda significativa na agilidade da comunicação e no andamento das reuniões. Foi adotada então uma 
postura única:haveria três línguas oficiais. Essa pequena sutileza significava, na verdade, que todos eram o-
brigados a entender as três línguas, mas poderiam se expressar no idioma em que se sentissem mais à vonta-
de. Hoje, cinco anos depois, sentimos que essa decisão foi fundamental para o nosso processo de integração, 
e a lição aprendida é que muitas vezes a criatividade local pode ser mais efetiva que verdades importadas. (José Luiz 
Rossi, Integração cultural na América Latina, CLASSE ESPECIAL, 89/2001, com adaptações) 
 
34. Marque a opção em que, de acordo com as idéias do texto, existe uma relação de condição 
do tipo 
 Se X então Y 
 
a) X = falássemos inglês 
 Y = teríamos desempenho econômico acima da média 
b) X = adotássemos inglês como língua oficial 
 Y = agilizaríamos a comunicação 
c) X = empregássemos espanhol ou português 
 Y = exacerbaríamos a rivalidade 
 d) X = houvesse três línguas oficiais 
 Y = teríamos facilidade de interação com outras regiões 
e) X = entendêssemos as três línguas 
 Y = deveríamos nos expressar nas três 
 
 
VI. INFERÊNCIA 
 
 Inferência pode ser definida como um processo de raciocínio conclusivo, ou seja, pode-se con-
cluir alguma coisa a partir de outra já conhecida: SE � ENTÃO. 
 
Atenção! Este processo de raciocínio deve ser feito com base na lógica, ou seja, na coerência, senão 
haverá uma extrapolação. 
 
35. Para compreender o humor de Luís Fernando Veríssimo, é necessário inferir (deduzir) algo que não 
está explícito no texto. 
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 29
 
a) Explicite o que deve ser entendido nas entrelinhas:_____________________ 
b) Identifique, no diálogo, a fala que exige essa inferência:___________________ 
 
36. (ESAF) 
 Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi 
forçar o uso de sua língua. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. 
 No caso do Brasil, nestes tempos neoliberais, vemos esse bem ser atingido em seu âmago, com 
a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. 
 
Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: 
a) que é imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. 
b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. 
c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. 
d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. 
VII. PARÁFRASE 
 
A paráfrase consiste em refazer um texto com outras palavras, ou seja, substituir o vocabulário 
e/ou modificar as construções frásicas; sem, entretanto, alterar o conteúdo original (omitir idéias básicas 
ou modificá-las indevidamente, ou ainda acrescentar ideias que não pertençam ao conteúdo parafrase-
ado). É importante manter também a seqüência das idéias, com coesão, para que o texto parafraseado 
mantenha a unidade. 
A paráfrase não se confunde, portanto, com o resumo. Exemplo: 
 
Texto original: O cão mordeu o menino. 
 
Texto parafraseado: O menino foi mordido pelo cão. 
 
 
37. “Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios.” Dando uma nova redação a essa frase, 
sem alterar as relações sintáticas e semânticas nela presentes, obtém-se: 
 
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 30
a) Quando me afastei dos grupos, fingi ler os epitáfios e então saí. 
b) Enquanto me afastava dos grupos e fingia ler os epitáfios, fui saindo. 
c) Fingi ler os epitáfios, afastei-me dos grupos e saí. 
d) Ao afastar-me dos grupos, fingi ler os epitáfios, antes de sair. 
e) Ao sair, fingia ler os epitáfios e afastei-me do grupo. 
 
 
EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO 
38. (CESPE / Analista técnico administrativo / DPU / 2010) (adaptado) Assinale a correta: 
 
Um governo que se propõe como democrático busca estabelecer mecanismos para que sejam garanti-
das ao máximo as possibilidades de os cidadãos participarem das decisões políticas, mas há um “lado 
sombrio”, identificado por Robert Dahl nos seguintes termos: “sob um governo representativo, muitas 
vezes os cidadãos delegam imensa autoridade arbitrária para decisões de importância extraordinária.”. 
Segundo o autor, as eleições periódicas garantem certo compromisso dos representantes com os re-
presentados, obrigam as elites a “manter um olho na opinião do povo”. Apesar do “lado sombrio”, a de-
mocracia alicerçada sobre o pilar da eleição periódica de representantes é a única viável nos Estados 
contemporâneos. 
 
a) Da argumentação do texto, conclui-se que a realização de eleições periódicas garante que os 
representantes escolhidos cumpram os compromissos assumidos com os seus representados. 
 
b) A escolha de representantes no sistema de governo democrático garante o atendimento às ne-
cessidades de toda a população. 
 
c) O “lado sombrio” do governo democrático é assim denominado porque, nesse regime, os inte-
resses dos cidadãos podem estar sob a responsabilidade de indivíduos detentores de poder ex-
cepcional. 
 
 39. (ESAF - Advogado - 2007/2008)
 
Quando surgiu a preocupação ética no homem? Em que momento da sua história sentiu o ser humano 
necessidade de estabelecer regras definindo o certo e o errado? Essas indagações, possivelmente 
existentes desde que o homem começou a pensar, têm ocupado o tempo e o esforço de reflexão dos 
filósofos ao longo dos séculos. O fato é que, desde seus primórdios, as coletividades humanas não 
apenas pactuaram normas de convivência social, mas também foram corporificando um conjunto de 
conceitos e princípios orientadores da conduta no que tange ao campo ético-moral. Esta necessi-
dade ética, sinalizando parâmetros de comportamento em todas as esferas da atividade 
humana, naturalmente tinha que alcançar o exercício das profissões. (Adaptado de Ivan de Araújo Mou-
ra Fé, Desafios éticos - prefácio) 
 
Analise as seguintes inferências: 
 
I. O homem tem preocupação ética desde o início da história e, possivelmente, desde que 
começa a pensar. 
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 31
II. Filósofos têm se dedicado a refletir sobre as regras que definem o certo e o errado ao longo dos sécu-
los. 
III. Profissões são resultados de conjuntos de conceitos e princípios norteadores de conduta. 
A argumentação do texto permite 
a) todas as inferências. 
b) apenas a inferência I. 
c) apenas a inferência II. 
d) apenas as inferências I e II. 
e) apenas as inferências II e III. 
 
 
VOLTEMOS, ENTÃO, AO INÍCIO DE NOSSO CURSO, PARA VERMOS COMO VOCÊ ESTÁ. 
 
Este texto refere-se às questões de números 40 e 41. 
 
Nem a educação pode ser superestimada como causa do desenvolvimento econômico – já que há 
outros fatores igualmente importantes que, em igual ou menor medida, contribuem para tal desenvolvi-
mento –, nem podem seus objetivos ser reduzidos à promoção do desenvolvimento econômico, já que o 
fim da educação deve ser a formaçãointegral do homem. Nem por isso, entretanto, deixa de ser rele-
vante a contribuição que a educação pode prestar à economia de um país. Durante o processo de de-
senvolvimento econômico, essa contribuição está diretamente relacionada com as transformações qua-
litativas que costumam ocorrer em todos os setores da atividade econômica e social. 
Responda à questão, assinalando: 
(RC) resposta totalmente certa 
(E) erro de extrapolação 
(R) erro de redução 
(C) erro de contradição 
 
 
40. 0 texto desenvolve-se, prioritariamente, em torno 
a) da relação entre educação e desenvolvimento econômico. ( ) 
b) do processo de desenvolvimento da economia de uma nação. ( ) 
c) da evolução do sistema educacional. ( ) 
d) do caráter tecnocrático da educação.( ) 
e) das modificações educacionais exigidas pelo avanço tecnológico e industrial.( ) 
 
41. Segundo o texto, 
a) os progressos em educação dependem de épocas em que haja grande desenvolvimento econômico. 
( C ) 
b) embora existam outros fatores influentes, a educação é o elemento mais decisivo para o desenvolvi-
mento econômico de um país. ( C ) 
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 32
c) os objetivos da educação não devem visar à promoção do desenvolvimento econômico e social. ( C 
) 
d) a educação deve ter como fim a formação integral do homem e, portanto, não se deve ocupar com a 
formação de recursos humanos exigidos pela sociedade. ( R ) 
e) A educação gera transformações de qualidade nos setores de atividades econômicos e sociais ( A 
) 
 
 
 
GABARITO 
 
1. 
a) ( E ) 
b) ( E ) 
c) ( R ) 
d) ( C ) 
e) ( RC ) 
 
2. 
a) ( 1 ) 
b) ( 3 ) 
c) ( 2 ) 
d) ( 3 ) 
e) ( 2 ) 
f) ( 1 ) 
g) ( 2 ) 
h) ( 3 ) 
 
3. B 
 
4. 
a) ( 1 ) 
b) ( 2 ) 
c) ( 3 ) 
d) ( 4 ) 
e) ( 5 ) 
f) ( 3 ) 
g) ( 2 ) 
h) ( 4 ) 
i) ( 4 ) 
j) ( 2 ) 
 
 
5. e 
 
6. Reconheça as palavras-chave do texto abaixo: 
 
A) A qualidade de vida na cidade e no campo 
É de conhecimento geral que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns aspectos, superior à da zona urbana, 
porque no campo inexiste a agitação das grandes metrópoles, há maiores possibilidades de se obterem alimentos adequados, 
além do mais, as pessoas dispõem de maior tempo para estabelecer relações humanas mais profundas e duradouras. 
Ninguém desconhece que o ritmo de trabalho de uma metrópole é intenso. O espírito de concorrência, a busca de se ob-
ter uma melhor colocação profissional, enfim, a conquista de novos espaços lança o habitante urbano em meio a um turbilhão 
de constantes solicitações. Esse ritmo excessivamente intenso torna a vida bastante agitada, ao contrário do que se poderia 
dizer sobre os moradores da zona rural. 
Por outro lado, nas áreas campestres há maior quantidade de alimentos saudáveis. Em contrapartida, o homem da cida-
de costuma receber gêneros alimentícios colhidos antes do tempo de maturação, para garantir maior durabilidade durante o 
período de transporte e comercialização. 
Ainda convém lembrar a maneira como as pessoas se relacionam nas zonas rurais. Ela difere da convivência habitual es-
tabelecida pelos habitantes metropolitanos. Os moradores das grandes cidades, pelos fatores já expostos, de pouco tempo 
dispõem para alimentar relações humanas mais profundas. 
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Por isso tudo, entendemos que a zona rural propicia a seus habitantes maiores possibilidades de viver com tranqüilidade. 
Só nos resta esperar que as dificuldades que afligem os habitantes metropolitanos não venham a se agravar com o passar do 
tempo. 
 
B - Os velhos das cidadezinhas do interior parecem muito mais plenamente velhos que os das metrópoles. Não se trata da 
idade real de uns e outros, que pode até ser a mesma, mas dos tempos distintos que eles parecem habitar. Na agitação dos 
grandes centros, até mesmo a velhice parece estar integrada na correria; os velhos guardam alguma ansiedade no olhar, nos 
modos, na lentidão aflita de quem se sente fora do compasso. Na calmaria das cidades pequeninas, é como se a velhice de 
cada um reafirmasse a que vem das montanhas e dos horizontes, velhice quase eterna, pousada no tempo. 
 Vejam-se as roupas dos velhinhos interioranos: aquele chapéu de feltro manchado, aquelas largas calças de brim cáqui, 
incontavelmente lavadas, aquele puído dos punhos de camisas já sem cor tudo combina admiravelmente com a enorme jaquei-
ra do quintal, com a generosa figueira da praça, com as teias do campanário da igreja. E os hábitos? Pica-se o fumo de corda, 
lentamente, com um canivete herdado do século passado, enquanto a conversa mole se desenrola sem pressa e sem destino. 
 Na cidade grande, há um quadro que se repete mil vezes ao dia, e que talvez já diga tudo: o velhinho, no cruzamento pe-
rigoso, decide-se, enfim, a atravessar a avenida, e o faz com aflição, um braço estendido em sinal de pare aos motoristas a-
pressados, enquanto amiúda o que pode o próprio passo. Parece suplicar ao tempo que diminua seu ritmo, que lhe dê a opor-
tunidade de contemplar mais demoradamente os ponteiros invisíveis dos dias passados, e de sondar com calma, nas nuvens 
mais altas, o sentido de sua própria história. 
 Há, pois, velhices e velhices - até que chegue o dia em que ninguém mais tenha tempo para de fato envelhecer. 
(Celso de Oliveira) 
 
7. Destaque dos textos abaixo as idéias-chave e observe que suas estruturas são diferentes da do texto padrão: 
A - Mais uma prova da superioridade feminina. Por que elas falam tanto? 
Essa é para quem, como você, está convencido de que as mulheres são realmente muito superiores aos homens (e 
alguém ainda tem alguma dúvida quanto a isso?). A psicóloga Constanze Fakih apenas encontrou mais uma prova cabal desse 
fato. Segundo ela, as mulheres (alemãs, pelo menos) conhecem cerca de 23 mil palavras. Os homens, coitados, não conse-
guem ir além de metade desse valor. 
Conclusão: é por isso que elas gostam tanto de falar - e falam tanto. Ou seja, esse fato não tem nada a ver com ca-
racterísticas psicológicas, sociais ou culturais. É tudo uma questão de vocabulário mais rico. A fascinante revelação animou a 
comunidade científica. Barbara Peans, outra psicóloga alemã, fez novas investigações sobre o tema e descobriu que a porção 
do cérebro masculino responsável pela conversação desliga após um dia de trabalho... 
Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, a antropóloga americana Nicole Hess encontrou resposta incontestável pa-
ra uma das acusações mais torpes que se costumam fazer contra as mulheres: a de que elas gostam de fofocar. Sim, concluiu 
Nicole, isso não só é verdade como, para a maioria das mulheres, a fofoca é uma arma de sobrevivência. Depois de muitas 
leituras e análises, a pesquisadora mostrou que as humanas vêm aperfeiçoando essa ferramenta há milhares de anos - tudo 
para difamar as rivais, mantendo os machos ao seu lado e, assim, assegurar mais comida e recursos para os filhos. Nos dias 
de hoje, há até quem considere a fofocauma ameaça maior do que um ato de violência. Mais uma prova da superioridade 
feminina. 
 ( Revista Super Interessante, abril 
2004) 
 
B) Representatividade ética 
 
Costuma-se repetir à exaustão, e com as conseqüências características do abuso de frases feitas e lugares-comuns, 
que as esferas do poder público são o reflexo direto das melhores qualidades e dos piores defeitos do povo do país. Na esteira 
dessa convicção geral, afirma-se que as casas legislativas brasileiras espelham fielmente os temperamentos e os interesses 
dos eleitores brasileiros. É o caso de se perguntar: mesmo que seja assim, deve ser assim? Pois uma vez aceita essa corres-
pondência mecânica, ela acaba se tornando um oportuno álibi para quem deseja inocentar de plano a classe política, atribuin-
do seus deslizes a vocações disseminadas pela nação inteira... Perguntariam o cínicos se não seria o caso, então, de não mais 
delegar o poder apenas a uns poucos, mas buscar reparti-lo entre todos, numa grande e festiva anarquia, eliminando-se os 
intermediários. O velho e divertido Barão de Itararé já reivindicava, com a acidez típica de seu humor: “Restaure-se a moralida-
de, ou então nos locupletemos todos!”. 
As casas legislativas, cujos membros são todos eleitos pelo voto direto, não podem ser vistas como uma síntese cris-
talizada da índole de toda uma sociedade, incluindo-se aí as perversões, os interesses escusos, as distorções de valor. A 
chancela da representatividade, que legitima os legisladores, não os autoriza em hipótese alguma a duplicar os vícios sociais; 
de fato, tal representação deve ser considerada, entre outras coisas, como um compromisso firmado para a eliminação dessas 
mazelas. O poder conferido aos legisladores deriva, obviamente, das postulações positivas e construtivas de uma determinada 
ordem social, que se pretende cada vez mais justa e equilibrada. 
Combater a circulação dessas frases feitas e lugares-comuns que pretendem abonar situações injuriosas é uma forma 
de combater a estagnação crítica − essa oportunista aliada dos que maliciosamente se agarram ao fatalismo das “fraquezas 
humanas” para tentar justificar os desvios de conduta do homem público. Entre as tarefas do legislador, está a de fazer acredi-
tar que nenhuma sociedade está condenada a ser uma comprovação de teses derrotistas. (Demétrio 
Saraiva, inédito- in FCC/ cargo de nível superior/ALESP-2010) 
 
8. a) Só os alunos que estudam, saem-se bem na prova. 
 Todos os alunos estudam e se saem bem. 
b) Só as frutas maduras serão colhidas. 
 Todas as frutas estão maduras e serão colhidas. 
c) Só a namorada que está em Brasília chega amanhã. 
 A namorada dele mora em Brasília e chega amanhã. 
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Emprego do CUJO e do ONDE 
9. e 
10. (A) 
 
 Análise estrutural e interpretativa do período composto 
 
11. a) adição 
b) adversidade, oposição. 
b) adição 
c) alternância 
d) explicação. 
e) conclusão 
f) conclusão 
 
12. 
a) tempo 
b) causa 
c) condição 
d) consequência 
e) tempo 
f) condição 
g) causa 
h) tempo 
i) condição 
j) causa 
 
13. 
 
a) conformidade 
b) comparação 
c) alternância 
d) comparação 
e) conformidade 
f) comparação 
g) proporção 
 
14. 
 
a) finalidade 
c) concessão 
d) concessão 
e) finalidade 
 
“As aparências enganam” - e, também, a polissemia de alguns conectivos 
15. a) conjunção subordinativa adverbial condicional 
 conjunção subordinativa integrante 
 
b) pelo qual – preposição + pronome relativo 
 por que (motivo) = advérbio interrogativo 
 
c) causa 
 explicação 
 
d) tempo 
 condição 
 causa 
 
 e) comparação 
 causa 
 conformidade 
 
 
Orações reduzidas – Ordem direta e ordem indireta/inversa do período composto 
16. a) desenvolvida / causa - ordem direta 
 reduzida / causa – ordem direta 
 
b) desenvolvida / condição – ordem inversa /indireta 
 reduzida / condição – ordem inversa / indireta 
 
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c) desenvolvida / concessiva – ordem direta 
 reduzida / concessiva – ordem inversa / indireta 
 
 
Conclusões: 
a) apresenta conjunção (ou suas locuções) ou pronome relativo + verbo conjugado. 
b) não apresenta conjunção (ou suas locuções) ou pronome relativo + verbo não conjugado. 
c) se inicia pela oração principal. 
d) se inicia pela oração subordinada. 
 
 
17. Análise textual do período composto: 
 
 
A infância é generosa /e tem sentimentos de dignidade /que os interesses da vida adulta muitas vezes 
 coord. assind. coord. sindética aditiva sub. adjetiva restritiva 
 
 
 
obscurecem./ A infância aprende por símbolos. / Colombo não era só um grande navegador,/ mas (sim)um 
 oração absoluta- período simples coord. assind. coord. sind. 
 
 
 
 
símbolo. Não aprendemos com ele a arte de navegar: /mas (sim)a de cumprir um destino grandioso e amargo. 
 advers. coord. assind. coord. sind. advers. 
 
 
 
E isso ainda é maior / que descobrir a América. 
coord. sind. aditiva sub. adverbial comparativa 
 
 
EXERCÍCIOS - Período composto / Coesão e Coerência 
18. b) Se você faltar, receberá um castigo. 
c) Fizemos uma promessa para alcançarmos nosso objetivo. 
d) Fiquei preocupado por perceber a gravidade do problema. 
 
19 E 
20 E 
 
21. (B) 
 
 22. 
1. o = Tarzan 
2. tudo = ela poderia sair quando quisesse 
3. meu = rosto 
4. disso = a verdade sempre aparece 
5. estas pessoas= Pedro, Maria e Cecília 
 
23. d 
24. a
 25. B 
 26. a 
27. ERRADO 
28. C 
 
29 C 
30 E 
31. Certo 
 
32. 
a) ( C ) 
 ( P ) 
b) ( C ) 
 ( P ) 
c) ( P ) 
 ( C ) 
d) ( C ) 
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 ( P ) 
e) ( C ) 
 ( P ) 
 
33. Não é um silogismo verdadeiro, porque ele não tem lógica. Comprova-se isso pelos termos que se repetem durante o ra-
ciocínio, pois não foram empregados de forma equivalente: tanto AMOR quanto CEGO foram empregados com valores semân-
ticos diferentes, logo não podem ser relacionados. 
 
34. c 
 
35. 
a) Uma relação sexual. 
b) “Antes ou depois?” 
 
36. b 
 
Paráfrase 
 
37. b 
 
38. c 
 
39. d 
 
40. 
a) ( RC ) 
b) ( R ) 
c) ( R ) 
d) ( E ) 
e) ( E ) 
 
41. Segundo o texto, 
a) ( E ) 
b) ( C ) 
c) ( C ) 
d) ( C ) 
e) ( RC ) 
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