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Análise do Vídeo 
De onde vem? 
O VIDRO 
Personagens: Guto, Dª Gumercinda e Kika. 
Nome do Vídeo: De onde vem o VIDRO? 
Tempo Minimo: 4’:35’’ 
Classificação: adequado. 
Análise 
Sinopse 
A história começa quando Kika e Guto estão brincando de futebol, Guto 
chuta para o alto, perdendo o controle da bola que acaba quebrando a janela 
da Dona Gumercinda. Após este acontecimento há vários cacos de vidro no 
chão, vem a pergunta DE ONDE VEM O VIDRO? Que onde começa nossa 
aventura pela historia da formação do vidro. Quem responde esta pergunta 
intrigante de Kika e um menino chamado Kako, Kako de vidro. 
Conceitual: 
Aspectos positivos: é abordado um breve histórico do vidro e sua 
formação na natureza e industrial, explica os tipos de vidros e a função de cada 
um (temperado, normal e laminado) e de caráter ecológico (reciclagem). 
Pedagógico: 
Aspectos positivos: o autor tenta demonstrar a formação do vidro, a 
partir de conceitos básicos das crianças, e que antes do homem ter dominio 
sobre o vidro a natureza já era “dotada” deste conhecimento. 
 Aspectos negativo: os elementos que fazem parte da formação do vidro, 
somente são mostrados, mais não diz o porque das atribuições deles, e nem 
onde podem ser usados ou encontrados, atribuindo somente essa função aos 
mesmos. 
 
 
Referencial Bibliográfico. 
O vidro 
O vidro é uma substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida 
através do resfriamento de uma massa líquida a base de sílica. 
Em sua forma pura, vidro é um óxido metálico superesfriado 
transparente, de elevada dureza, essencialmente inerte e biologicamente 
inativo, que pode ser fabricado com superfícies muito lisas e impermeáveis. 
Estas propriedades desejáveis conduzem a um grande número de aplicações. 
No entanto, o vidro é frágil, quebrando-se com facilidade. 
Certos autores consideram o vidro um sólido amorfo (fig. 1), ou seja, 
sem estrutura cristalina, porém, o vidro apresenta características de um líquido 
em sua ordenação atômica, mesmo em temperatura ambiente, ou seja, quando 
tem a aparência de sólido, por se tratar de uma substância de alta viscosidade. 
O vidro comum se obtém por fusão em torno de 1.250 ºC de dióxido de silício, 
(SiO2), carbonato de sódio (Na2CO3) e carbonato de cálcio (CaCO3). Sua 
manipulação só é possível enquanto fundido, quente e maleável. 
 
Figura 1 
Composição 
As matérias primas que compõem o vidro são os vitrificantes, fundentes 
e estabilizantes. Os vitrifiantes são usados para dar maior característica à 
massa vidrosa e são compostos de anidrido sílico, anidrido bórico e anidrido 
fosfórico. Os fundentes possuem a finalidade de facilitar a fusão da massa 
silícea, e são compostos de óxido de sódio e óxido de potássio. 
Os estabilizantes têm a função de impedir que o vidro composto de 
silício e álcalis seja solúvel, e são: óxido de cálcio, óxido de magnésio e óxido 
de zinco. A sílica, matéria prima essencial, apresenta-se sob a forma de areia; 
de pedra cinzenta; e encontra-se no leito dos rios e das pedreiras. Depois da 
extração das pedras, da areia e moenda do quartzo, procede-se a lavagem a 
fim de eliminar-se as substâncias argilosas e orgânicas; depois o material é 
posto em panelões de matéria refratária, para ser fundido. A mistura vitrificável 
alcança o estado líquido a uma temperatura de cerca de 1.300°C e, quando 
fundem as substâncias não solúveis surgem à tona e são retiradas. Depois da 
afinação, a massa é deixada para o processo de repouso, de assentamento, 
até baixar a 800°C, para ser talhada. 
Processos de formação do vidro industrial 
1. O processo de produção do vidro lembra um pouco a preparação de 
um bolo. O primeiro passo é juntar os ingredientes: 70% de areia (retirada de 
locais como fundo de lagos), 14% de sódio, 14% de cálcio e outros 2% de 
componentes químicos 
2. Os ingredientes são misturados e seguem para um forno industrial, 
que atinge temperaturas de até 1 500 ºC. A mistura passa algumas horas no 
forno até se fundir, virando um material meio líquido 
3. Ao sair do forno, a mistura que dá origem ao vidro é uma gosma 
viscosa e dourada, que lembra muito o mel. Ela escorre por canaletas em 
direção a um conjunto de moldes. A dosagem para cada molde é controlada 
conforme o tamanho do vidro a ser criado 
4. O primeiro molde serve apenas para dar o contorno inicial do objeto. A 
esta altura, o tal "mel" está com a temperatura de cerca de 1 200 ºC. O formato 
do molde primário deixa uma bolha de ar dentro da mistura incandescente 
5. O objeto segue então para um molde final e uma espécie de canudo é 
inserido na bolha. Pelo canudo, uma máquina injeta ar, moldando o líquido até 
ele ganhar o contorno definitivo - como o de uma garrafa de vidro 
6. Ao final da etapa 5, a temperatura do vidro já caiu para uns 600 ºC e o 
objeto começa a ficar rígido, podendo ser retirado do molde. Só resta agora o 
chamado recozimento: o vidro é deixado para resfriar. No caso de uma garrafa, 
isso só dura uma hora. Depois disso, ele está pronto para ser usado 
 
Tipos de vidros 
Vidro formado naturalmente 
 Vidro para embalagens - garrafas, potes, frascos e outros vasilhames 
fabricados em vidro comum nas cores branca, âmbar e verde; 
 
 Vidros para a construção civil - Vidro plano - vidros planos lisos, vidros 
cristais, vidros impressos,vidros refletivos, vidros anti-reflexo, vidros 
temperados, vidros laminados, vidros aramados, vidros coloridos, vidros 
serigrafados, vidros curvos e espelhos fabricados a partir do vidro 
comum; 
 
 
 Vidros domésticos - tigelas, travessas, copos, pratos, panelas e 
produtos domésticos fabricados em diversos tipos de vidro; 
 
 Fibras de vidro - mantas, tecidos, fios e outros produtos para 
aplicações de reforço ou de isolamento; 
 
 Vidros técnicos - lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, tubos de 
TV, vidros para laboratório (principalmente o vidro borossilicato), para 
ampolas, para garrafas térmicas, vidros oftálmicos e isoladores elétricos; 
 
 
 Vidro temperado - aquecimento entre 700° e 750° através de um 
forno e resfriamento com choque térmico, normalmente a ar, causando 
aumento da resistência por compactação das camadas superficiais. O 
aumento da resistência mecânica chega a 87%. O vidro após o processo 
de têmpera não poderá ser submetido a lapidação de suas bordas, 
recortes e furos. 
 
 Vidro laminado - composto por lâminas plásticas e de vidro. É utilizado 
em pára-brisas de automóveis, clarabóias e vitrines. 
 
 
 Vidros comuns - decorados ou beneficiados - São os vidros 
lapidados, bizotados, jateados, tonalizados, acidados, laqueados e 
pintados, utilizados na fabricação de tampos de mesas, prateleiras, 
aparadores, bases e porta-retratos. Nas espessuras de 2 mm a 25 mm 
(já se fabricam vidros planos de até 50 mm, para fins especiais em 
construção civil). 
Reciclagem do vidro 
 
• A indústria vidreira tem um impacto negativo no meio ambiente 
devido aos gases libertados durante a produção e aos subprodutos 
descartados como lixo. 
• A reciclagem do vidro destina-se a recipientes em geral: copos, 
garrafas, etc. 
• A produção de 1kg de vidro reciclado necessita de 500kj, enquanto 
que para produzir 1kg de vidro novo são necessários 4500kj, há por isso 
redução 32% de energia em relação à produção de vidro novo. 
• A reciclagem do vidro é das primeiras em Portugal, e situa-se nos 
42% em relação a outros países. 
• O vidro é reciclável sem perda de qualidade, por isso pode ser reciclado 
enumeras vezes. 
Etapas da reciclagem 
 Separação:• Nem todos os tipos de vidro são recicláveis. 
Vidro reciclável Vidro não reciclável 
• Garrafas de bebida 
alcoólica e não alcoólica 
(refrigerantes, cerveja, 
sumo, água, vinho, etc.) 
• Espelhos, vidro os de 
janela, cabines de 
banheira, lâmpadas e 
cristais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referencias Bibliográficas: 
Processo de produção do Vidro, disponível em: 
mundoestranho.abril.com.br/ciencia/pergunta acessado: 03 de maio de 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Frascos em geral 
(molhos, condimentos, 
remédios, perfumes e 
produtos de limpeza) 
• Ampolas de remédios, 
formas, travessas e 
utensílios de mesa de vidro 
temperado. 
• Potes de produtos 
alimentícios 
• Vidros de automóveis 
• Cacos de embalagens • Tubos de televisão e 
válvulas 
 
Universidade do estado do Pará 
Centro de Ciências Sociais e Educação -CCSE 
Curso de Licenciatura Plena em ciências naturais- Química 
Bruno José Louzada Viégas 
Roger Leomar da Silva Ferreira. 
 
 
 
 
 
Temas complementares de formação profissional I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belém-Pa 
Maio-2009 
 
 
Universidade do estado do Pará 
Centro de Ciências Sociais e Educação -CCSE 
Curso de Licenciatura Plena em ciências naturais- Química 
Bruno José Louzada Viégas 
Roger Leomar da Silva Ferreira. 
 
 
 
 
 
Análise de um vídeo didático: de onde vem o Vidro ? 
 
 
Trabalho entregue e apresentado com 
requisito parcial, referente à 1°avaliação da 
disciplina Temas complementares de formação 
profissional I, do curso de Licenciatura em 
ciências Naturais, orientado e ministrado pela 
professora Ionara Terra. 
 
 
 
 
 
 
 
Belém-Pa 
Maio-2009

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