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Prática 07- Cavidades Abdominal e pélvica, e bolsas peritoneais
1) Cavidade abdominal:
 Origem a partir do celoma embrionário;
 Paredes: Dorsal, ventral, laterais (direita e esquerda), caudal*(imaginária), 
cranial; 
1.1) Dorsal:
 Cranial: Inserção lombar do diafragma
 Caudal: Promotório sacral
 Lateral: Borda lateral dos músculos sublombares
*Encontra-se os músculos epaxiais (Longo do dorso) e os hipoaxiais 
(Quadrado lombar, Psoas maior e Psoas menor). Os epaxiais são 
considerados extensores da coluna, enquanto os hipoaxiais são flexores;
1.2) Ventral: Músculo Reto do abdome (linha alba ao meio)
* Dividida em porção xifóide (aos lados a região paracondríacas), 
umbilical (com as regiões dos flancos aos lados) e pré-púbica (regiões 
inguinais aos lados);
 Cranial: Inserção xifóidea do diafragma
 Caudal: Borda cranial do pubis (com a eminência ílio-púbica)
 Lateral: Aponeuroses dos músculos oblíquos e transverso do abdome
1.3) Cranial: Marcada pelo diafragma
 Dorsal: Inserção lombar do diafragma
 Ventral: Inserção xifóidea do diafragma
 Lateral: Inserção costal do diafragma
1.4) Caudal: Linha terminal – linha imaginária que divide as cavidades 
abdominal e pélvica
 Ventral: Borda cranial do pubis (e eminência ilio-púbica)
 Lateral: Linhas arqueadas
 Dorsal: Promotório sacral
1.5) Lateral:
M. oblíquo externo do abdome
M. oblíquo interno do abdome
M. transverso do abdome
M. ílio-psoas
M. retrator das costelas
Fáscia tranversa do abdome – Mais interna. Formada pelo peritônio parietal
Últimas costelas
 Dorsal: Borda lateral dos músculos sublombares
 Ventral: Aponeuroses dos músculos oblíquos e transverso do abdome
 Cranial: Inserção costal do diafragma
 Caudal: Linhas arqueadas
2) Cavidade pélvica: 
* A menor das cavidades;
* Em seu interior, apresenta a bexiga, o reto, as glândulas anexas (macho) e vagina
(fêmeas); 
2.1) Dorsal: Osso sacro e as 3 primeiras vértebras coccígenas 
 Cranial: Promotório do osso sacral
Fo
rm
ad
as
 p
or
 Caudal: Corpo da 3 vértebra coccígena
2.2) Ventral: Pubis e ísquio
 Cranial: Borda cranial do pubis
 Caudal: Arco isquiádico
 Laterais: Ísquio, ílio e púbis em cofluência para formar o acetábulo
2.3) Laterais: Lig. Sacrotuberal largo (equino) e lig. Sacrotuberal (carnívoros)
 Cranial: Linhas arqueadas
 Caudal: Borda caudal do lig. Sacroturberal
3) Bolsas peritoneais: 
* Peritônio – Camada simples que reveste uma parede (PARIETAL) ou um órgão 
(VISCERAL); 
* O intestino e o rim esquerdo são totalemente revestidos por peritônio, 
enquanto o pâncreas e os ureteres não são revestidos por 
peritônio(retroperitoniais). O rim direito é parcialmente revestido;
 Bolsa Sacroretal – Dividida pelo mesoreto;
 Bolsa Retogenital
 Bolsa Vesicogenital
 Bolsa Vesicopúbica 
OBS: A bexiga é também chamada de vesícula urinária
 Sistema Respiratório – Nariz, narinas e cavidade nasal 
* O sistema respiratório participa do processo de obtenção de energia através da 
degradação de moléculas; 
** Em organismos eucariotos, esse processo ocorre no interior das mitocôndrias; 
1) Funções: 
• Trocas gasosas – ocorrem entre o ambiente (ar) e o sangue; 
• Proteção/filtração – os cílios e o muco, principalmente, atuam como um 
filtro que barra a entrada de micro-organismos e partículas sólidas; 
• Umidificação – regiões ricas em glândulas serosas, que participam da 
evapotranspiração e auxiliam na manutenção da temperatura corporal; 
• Regulação do equilíbrio ácido-básico – as trocas gasosas permitem que 
a concentração de CO2 e O2 se mantenham constantes, de modo a 
estabelecer o equilíbrio no pH sanguíneo. Presença de tampão; 
• Vocalização (produção de sons) – Laringe; 
 
2) Respiração pulmonar: 
• Realizada por anfíbios, répteis e mamíferos; 
• Os anfíbios apresentam pulmões saculares e sem lobos, enquanto 
os répteis já apresentam maior desenvolvimento mas também não 
possuem lobos. Os mamíferos apresentam divisão em lobos; 
• Pneumonias costumam ser mais agressivas portanto em répteis e 
anfíbios, pois não há compartimentalização e assim maior facilidade 
de desenvolvimento da doença; 
 
3) Divisão geral: 
• Porção condutora: Não realiza trocas gasosas, apenas encaminha o ar 
absorvido. Formada pela cavidade nasal, nasofaringe, laringe, traqueia 
(bronquio traquial – suínos e ruminantes), brônquios (traquial,lobares e 
segmentares) e bronquíolos (1,2 e 3 ordens. Histólogico, ausência de 
cartilagens); 
• Porção respiratória: Responsável pelas trocas gasosas. Formada pelos 
bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos alveolares e 
alvéolos pulmonares; 
 
4) Nariz: 
* Corresponde à entrada da cavidade nasal (região mais externa); 
* Contínuo com a face do animal, indo da parte mais rostral à órbita ocular. 
* Composto por uma base óssea (ossos nasais, vômer, incisivos e processos 
palatinos do incisivo e da maxila) e por cartilagem; 
* Em seu assoalho está o palato duro (base óssea); 
* Cartilagens nasais laterais e ventrais; 
* Planos – nasal (carnívoros), nasolabial(bovinos), disco rostral(suínos); 
 
5) Narinas: 
* Aberturas (óstios) – Entrada do canal respiratório; 
* Possuem formato de vírgula (bovinos, equinos e carnívoros); 
* Nos bovinos, a comissura ventral é arredondada e a dorsal é mais fina. O 
contrário ocorre nos cães; 
* Nos suínos, as narinas são arredondadas; 
* Os equinos possuem grande mobilidade/controle desta região, devido a 
presença dos músculos dilatador apical das narinas (puxa para o centro) e 
levantador nasolabial (abre as narinas); 
 
5.1) Estruturas: 
• Comissuras ventrais e dorsais da narina; 
• Asas medial e lateral da narina; 
 
 
 
6) Cavidade nasal: 
*Do plano mais rostral até a órbita ocular; 
• *Separada pelo septo nasal - cartiloginoso e ósseo (parte final – porção 
perpendicular do etmóide)  incompleto nos bovinos; 
* Apresenta como limites: dorsal (teto), ventral (assoalho – palato duro), rostral 
(narinas) e caudal (coanas); 
• Funções - filtração do ar através dos pelos e cilios (barreiras físicas), 
aquecimento do ar (troca de calor entre o ar e os capilares sanguíneos), 
umidificação do ar (glândulas serosas da túnica mucosa); 
Com. dorsal 
Com. ventral 
Asa lateral 
Asa medial 
 
6.1) Estruturas: 
• Divertículo nasal – fundo cego encontrado na comissura dorsal 
(formato triangular); 
• Óstio do ducto nasolacrimal – encontrado na comissura ventral 
(drena as lágrimas para a cavidade nasal – evapotranspiração). 
Apresenta localização variada de acordo a espécie: equino (mais 
rostral), bovino e canino (metade da cavidade nasal) e felinos (mais 
caudal); 
6.2) Septo: 
• Mucosa nasal – epitélio olfativo de revestimento; 
• Cartilagem – Rostral e médio; 
• Ósseo – Etmóide; 
 
 6.3) Conchas – 
• Projeções ósseas finas e delgadas envoltas por mucosa(nem sempre 
mucosa olfativa). Mucosa rica em glândulas produtoras de muco; 
 – Dorsal (com a prega reta) 
 – Média (lâmina crivosa – atravessada pelas radículas do nervo olfatório) 
 – Ventral (com as pregas alar e basal) 
* Etmoturbinais (“voltinhas” do etmóide) 
 
• 6.4) Meatos: Meatos - Espaços entre conchas, e entre concha e septo nasal; 
• Meato nasal dorsal – (fundo cego) Entre o teto e a concha nasal dorsal; 
• Meato nasal médio – Entre a concha nasal dorsal e média (encaminha o ar 
para os seios paranasais e etmóide); 
• Meato nasal ventral – Entre a concha nasal média e ventral; 
• Meato nasal comum – Entre o septo e as conchas; 
 
 
7) Seios paranasais: 
• Seio Frontal – Encontrado abaixo do osso frontal. Faz 
comunicaçãocom outros dois seios. Utilizado para a 
sensibilização/atordoamento do animal, pois altera a pressão interna; 
• Seio Maxilar – À altura da crista facial da maxila. Nos equinos, é 
dividido em rostral e caudal; 
* Septo oblíquo – Separa os seios maxilares rostral e caudal; 
• Seio esfeno-palatino – Encontrado na base do crânio; 
• Canal orbitário – Separa o seio maxilar da cavidade nasal; 
 
Sistema Respiratório – Laringe, árvore traquiobrônquica e pulmões 
0) Nasofaringe – 
 Comunicação com o óstio faríngeo da tuba auditiva – iguala a pressão entre a 
nasofaringe e as estruturas da orelha média do animal (tímpano) – meio interno com 
meio externo; 
 Laringofaringe – ladeia a entrada da laringe; 
 
1) LARINGE 
 Responsável por emanar/modular o som; 
 Fonação (emitir sons não articulados). Fala (som articulado – depende da mobilidade 
da língua); 
 
1.1) CARTILAGENS – Hialinas/fibroelásticas 
Epiglote – mais arredondada nos bovinos (FB) 
Tireóide (H) 
Cricóide (H) 
Aritenóide (H) 
 
1.1.1) Epiglote: 
 Formato de folha; 
 Nos bovinos, ao longo do tempo pode ir sendo substituída por tecido 
adiposo devido a distúrbios metabólicos; 
 Pecíolo – Fixa a epiglote à laringe. A base da epiglote corresponde ao 
início do pecíolo. 
 Processos cuneiformes – São encontrados ao lado do pecíolo em cães 
e equinos APENAS, sendo que nos cães eles estão fixados à epiglote; 
 Prega ariepiglótica – Une a aritenóide à epiglote (todos possuem); 
 
FACES: Face lingual (voltada a base da língua) 
 Face laríngea (entrada da laringe) 
 
 
 
1.1.2) Tireóide: 
 Hialina; 
 Formada por 1 corpo ventral e 2 lâminas laterais; 
 Corpo - Curto nos equinos e longo nos bovinos. 
 - Proeminência laríngea (mais desenvolvida nos bovinos e quase 
inexistente nos equinos); 
 - Incisura tireóidea – ROSTRAL (maior nos bovinos) 
 – CAUDAL (maior nos equinos) 
 *Nos suínos não há incisura, há proeminência 
 Lâminas (bordas) 
 - Rostral – forame tireóide (por onde passa o N. laríngeo 
recorrente) e ligamento tireóide; Ausente nos suínos 
 - Dorsal – Corno rostral da c. tireóide da laringe 
 – Corno caudal da c. tireóide da laringe 
 - Caudal 
 ** Suíno- ausencia do corno tireoide rostral 
 
 
1.1.3) Cricóide: 
 Formatos de anel; 
 Lâmina – Dorsal: Processo muscular e crista 
mediana 
 – Rostral: 2 facetas articulares aritenóides 
 – Caudal: 2 facetas articulares tireóideas 
 Arco – Sulco lateral  inserção do músculo 
cricoaritenóide lateral; 
 
1.1.4) Aritenóide: 
 Faces: Dorsal 
 Lateral 
 Medial 
 Processos: Muscular (dorsolateral) 
 Articular (dorsomedial) 
 Vocal (ventromedial) 
 Processo corniculado – Projeções cartilaginosas fibroelásticas fixadas 
à aritenóide. Apresentam no meio um ligamento interaritenóide e nos 
suínos há também os processos interaritenóides; 
 
1.2) Músculos intrínsecos (produção de sons): 
 Origem e inserção na própria laringe; 
 Movimentação de uma cartilagem sobre a outra. Ao mover as cartilagens, estes 
músculos ajustam as tensões sobre as pregas vocais – aproxima ou afasta as 
cartilagens; 
 Tosse – o ar a ser expirado encontra uma barreira formada pelo “fechamento” 
das pregas vocais. Quando essas pregas se abrem, o ar sai a grandes 
quantidades, desencadeando reflexos de tosse. 
 Aritenóide transverso – De um aritenóide a outro. Abrem a rima da glote; 
 Crico-tireóide – De cricóide para tireóide (externo); 
 Crico-aritenóide dorsal– De cricóide para aritenóide parte da lâmina da 
cartilagemcrióide; 
 Crico-aritenóide lateral – De cricóide para aritenóide parte do arco da 
cartilagem cricóide; 
 Tireo-aritenóide (ventricular/vocal) – interno; 
OBS: Invervação feita pelo nervo laringeo recorrente, exceto o cricotireoideo que 
receb inervação do nervo laringeo cranial; 
 
1.3) Músculos extrinsecos (deglutição): 
 Esterno-tireóideo: fixado na cartilagem tireóide. Ao contrair, faz a retração a 
laringe para traz; TRAQUEIA 
 Tireoióideo: quando contrai, faz a protração da laringe; 
 Ceratoióideo: parte do osso ceratoióide até a cartilagem tireóide; 
 
1.4) Cavidades da laringe: 
 Vestíbulo – Entrada da laringe.Ventriculos mediano e laterais (este último está 
presente nos cães, equinos e felinos de grande porte) 
 Rima da glote/Fenda glótica – Espaço entre as pregas vocais; 
 Infraglótica – Depois da glote; 
** Prega ventricular (e musc. ventricular) \ prega vocal( e musc. vocal); 
 
1.5) Meios de fixação da laringe: 
 Prega glossoepiglotica – Base da lingua a face lingual da epiglote 
 Prega ariepiglotica – une a aritenoide a epiglote 
 Ligamento interaritenoide 
 Ligamento Cricotireoide 
 Cricotraqueal –cricoide mais um anel traqueal 
 
1.6) Articulações: 
 Art tireoidea 
 Art. Cricoaritenoide 
 Art. Interaritenoidea 
 Art. Cricotireoidea 
 
 
 
2) TRAQUEIA (ÁRVORE TRAQUIOBRÔNQUICA) – 
 Traqueia – cartilaginosa e membranosa. Anel incompleto (dorsalmente) nos 
mamíferos. Completada por músculo liso (traqueal) e membrana traqueal. 
Este músculo é comandado pelo sistema nervoso autônomo; 
Broncoespasmo: Contração dos bronquios diminuindo o influxo de ar; 
 Brônquio traqueal – brônquios encontrados antes da bifurcação (RUMINANTES 
E SUÍNOS). Aera só a porção cranial do lobo cranial; 
 Brônquios principais 
 Brônquios lobares – aeram lobos 
 Brônquios segmentares – aeram segmentos de um mesmo lobo 
 Brônquios terminais - 
 Bronquíolos terminais – não possuem mais cartilagem (histológicos) 
 Bronquíolos respiratórios – histológicos 
 Ducto alveolar - histológico 
 Saco alveolar - histológico 
 Alvéolos pulmonares - histológicos 
 
** A bifurcação traqueal é chamada de Carina 
*** Ligamento traqueal (fora)  Musc. Traqueal(meio)  mucosa traqueal 
(dentro) 
 
2.1) Relações – 
 Lateral: 
 Nervo laríngeo recorrente esquerdo (relação direta) e direito (relação 
indireta); 
 Artéria carótida comum direita ou esquerda; 
 Tronco vagossimpático; 
Dorsal: 
 Esôfago 
Cavidade torácica: 
 Antes da bifurcação traqueal: Divisão do tronco bicarotídeo –carótidas 
comuns direita e esquerda (derivado do tronco braquiocefálico) 
 Na bifurcação: vasos da base do coração e linfonodos traquiobrônquicos 
 
3) PULMÕES: 
 Cavidade torácica nos mamíferos; 
 Consistência macia; 
 Coloração geralmente vermelho claro. Se houver hepatização vermelha, pode 
se tornar mais castanho; 
 Conformação externa – convexo 
 Presenca de incisura cardiaca; 
 3.1) Limites: 
 Face lateral – impressões costais 
 Face mediastinal – entre os pulmoes 
 Borda Dorsal 
 Borda Ventral 
 Face Diafragmatica 
** Incisura cardíaca 
 
 3.2) Lobação: 
EQUINO: 
 Lobo cranial(D e E) 
 Lobo caudal (D e E) 
 Lobo Acessorio (Face mediastinal) 
 
 
RUMINANTE: (Asseptação evidente) 
 Lobo cranial: Porção cranial e 
porção caudal (D e E) 
 Lobo médio (DIREITO) 
 Lobo caudal (D e E) 
 Lobo acessório 
** Não tem lobo médio 
esquerdo 
 
 
 
 
 
CÃO: 
 Lobo cranial: Esquerdo (cranial e caudal) 
 Direito (não dividido) 
 Lobo médio (DIREITO) 
 Lobo caudal (D e E) 
 Loboacessório 
 
 SUÍNO: 
 Lobo cranial: Esquerdo (cranial e caudal) 
 Direito (Não dividido) 
 Lobo médio (DIREITO) 
 Lobo caudal (D e E) 
 Lobo acessório 
 
3.4) Vascularização: 
 Hilo pulmonar – veia cava caudal; 
 - Artéria aorta; 
 
4) Diafragma: 
* Tem controle voluntário (somático), feito pelo nervo frênico, e controle involuntário 
(autônomo); 
* Apresenta um centro tendíneo constituído de aponeurose que serve para a inserção 
muscular. 
** Periferia muscular 
4.1) Faces e inserções: 
Face torácica – é convexo. 
Face abdominal – é côncavo. 
Inserção lombar – são dois pilares que se inserem na l1. 
Inserção costal – insere nas costelas 
Inserção ventral – insere na cartilagem xifoide 
 
4.2) Aberturas (na sequência): 
Hiato aórtico – entre os pilares do diafragma. passagem da aorta 
Hiato esofágico – abaixo do aórtico. passagem do esôfago 
Óstio da veia cava caudal – mais ventral. Passagem da veia cava caudal 
 
Órgãos dos sentidos – Visão, audição e olfação 
TATO- 
** Órgãos terminais de nervos aferentes; 
** Receptores sensoriais na superfície; 
• Exteroceptores – acontecem em pele. São externos e promovem a 
interação com o meio; 
• Interoceptores – são mais profundos, estando associados a órgãos 
(mucosas ou submucosas). Podem estar associados a sabor, fluxo 
sanguíneo (vasoconstrição profunda e vasodilatação periférica); 
 
GUSTAÇÃO – capacidade de discriminar substâncias sadias de perigosas 
*Botões gustativos – são células gustativas presentes na língua, palato, faringe 
laringe 
* Língua – presença de papilas gustativas (valadas, fungiformes e folhadas) e 
mecânicas(filiformes, cônicas e lenticulares) 
• Alotriofagia – hábitos alimentares depravados (ingerir compostos não 
comestíveis) 
• Hiposmia – baixa capacidade olfativa 
• Anosmia – incapacidade de sentir cheiros 
 
OLFAÇÃO - 
• Macrosmáticos – capacidade olfatória bem desenvolvida (cães e gatos) 
• Microsmáticos – menor desenvolvimento da olfação (humanos, animais 
aquáticos) 
• Feromônios – substâncias químicas secretadas por um indivíduo, que 
interfere o comportamento de outro. (Marcar território) 
* Concha nasal média – parte do etmóide associada a olfação -> Aumentar o 
epitélio olfativo (etmoturbinais); 
 
AUDIÇÃO - 
Dividido em orelha externa, média e interna 
 
 
Orelha externa – 
• Cartilagem auricular (maior cartilagem e responsável pelo formato 
variado das orelhas dos indivíduos) -> Auxilia na captação das ondas 
sonoras e as encaminha para o conduto auditivo. 
• Cartilagem escutiforme – base da orelha -> protege a entrada dos 
condutos; 
• Cartilagem anular - Meato acústico (interno cartilaginoso e ósseo 
externo); 
• Forma os condutos vertical (alcançável com pinça) e horizontal 
(direciona ao meato acústico externo); 
 
• Pavilhão auditivo – antihelice, trago, antitrago (interno nos equinos), 
incisura intertrágica, hélices (base hialina e revestimento fibroelástico) 
* Formas do pavilhão variáveis de acordo a espécie; 
➢ Escafa – região central 
➢ Hélices – presentes na escafa 
➢ Incisura intertágica 
➢ Trago 
➢ Antitrago 
Orelha Média – 
• Cavidade timpânica 
• Membrana timpânica – está interposta entre a orelha média e externa. 
Possui forma elíptica, delgada, transparente e o martelo está adaptado a 
esta. É responsável pela transformação do estímulo mecânico em 
sensorial transformando as vibrações em estímulo de condução. Os 
ossículos transmitem as ondas sonoras, sendo estribo o transmissor 
destas a endolinfa (substância fluida). O movimento dos cílios então, em 
conjunto com a endolinfa, inicia o processo de transmissão dos impulsos 
que ocorre por meio do influxo de sódio e efluxo de potássio nos canais 
de sódio/potássio na membrana do axônio; Ossículos – maiores em 
peixes; 
• Ossículos: martelo(preso ao tímpano); bigorna, e estribo (preso ao 
martelo); 
 
• Músculos intrínsecos – Estapédio – ajusta tensão do estribo 
 - Tensor do tímpano – ajusta tensão do tímpano 
• Músculos extrínsecos - escutular anterior, posterior, superior 
e inferior; 
 
 
• Tuba auditiva – bolsa gutural (extensão da tuba auditiva nos equinos) – 
comunica a cavidade timpânica com a faringe, fazendo com que o ar 
inspirado faça contraposição ao tímpano na orelha média, para igualar a 
pressão na membrana. 
• Meato acústico interno – por onde passa o nervo vestíbulococlear 
• Bula/bolha timpânica 
 
Orelha interna – Sistemas fechados de labirintos membranáceos e ósseos; 
• Janela oval (fixação do estribo) e janela redonda (mais dorsal) 
 Labirinto Ósseo: 
• Cóclea (dentro o ducto coclear) 
• Vestíbulo 
• Canais semicirculares (dentro ductos semicirculares) 
Labirinto Membranáceo: 
• Ducto coclear (audição) 
• Aparelho vestíbular (equilíbrio) 
 
 
VISÃO – 
✓ Globo ocular- Envolvido pela periórbita (fibrosa – cavidade; face orbitária – 
globo ocular) 
✓ Órbita – Formada pela união dos ossos lacrimal, zigomático, frontal, asa do 
esfenóide, pterigóide e temporal. (Arco zigomático incompleto em cães e 
gatos) 
 - Apresenta formato cônico (ápice-base) -> no ápice há a fissura 
orbitária, que serve de inserção para os músculos; 
✓ Pálpebras – 2 dobras músculo-membranosas que protegem os olhos, fazem 
a distribuição do filme lacrimal (lubrificação do globo ocular) e o controle da 
pressão intraocular (projetam os olhos para trás). 
• Alguns animais apresentam uma 3ª pálpebra, que é mais 
desenvolvida em aves e répteis; Distribui o filme lacrimal e ainda 
mantem o campo de visão do animal; 
Músculos Extrínsecos – 
➢ Orbicular do olho (origem e inserção na comissura medial). 
Fecha as pálpebras e controla a pressão; 
➢ Levantador da pálpebra superior; 
➢ Depressor da pálpebra inferior (menos desenvolvido) 
Bordas: 
➢ Borda inserida – rente à base óssea da órbita (estrutura 
adjacente) 
➢ Borda livre -> dividida em margem társica (+ glândulas társicas 
– inflamadas causam o hordéolo ou terçol) e ciliar (implantação 
dos cílios); 
Estruturas: 
 Divisão – Superior (cílios + desenvolvidos) 
 - Inferior (- cílios ou ausentes) 
• Comissura palpebral medial 
• Comissura palpebral lateral 
• Rima palpebral: espaço entre as 2 bordas livres 
• Ângulos mediais e laterais – interno às comissuras 
• Carúncula lacrimal – contém glândulas sebáceas. Produz substâncias 
serosas que compõem a lágrima (No ângulo medial) 
• Saco conjuntival – Espaço entre o globo ocular e as pálpebras; 
• Conjuntivas – palpebral (encontrada na parte interna da pálpebra) 
 - bulbar (reveste o bulbo) 
• Fórnix palpebral– Fundo do saco conjuntival 
 
 
Pontos lacrimais: 
Dois orifícios que drenam as lágrimas. 
Lágrimas distribuídas pelo globo -> pontos lacrimais -> canalículos -> sacos 
lacrimais -> ducto nasolacrimal. 
- Ponto lacrimal superior – ao lado da carúncula lacrimal 
- Ponto lacrimal inferior – ao lado da carúncula lacrimal 
 
Aparelho lacrimal: 
 – Glândula lacrimal Principal (delgada). Dorsolateral. Drena para o fórnix 
superior (ponto lacrimal) 
 - Glândula lacrimal Acessória (envolve uma cartilagem em forma de T – 
cartilagem da 3ª pálpebra). Ventromedial. Drena para o fórnix inferior 
 
Músculos intrínsecos: 
 - Retos (lateralização); Oblíquos (rotação dos olhos) 
 – Reto dorsal (levanta os olhos) 
 - Reto ventral (abaixa os olhos) 
 - Reto lateral (abdução do globo ocular – afastar do meio) *Nervo abduzente- Reto Medial (adução do globo ocular – trazer ao centro) 
 - Oblíquo dorsal (eleva dorsolateralmente) 
 - Oblíquo ventral (abaixa ventromedialmente) 
 - Retrator do bulbo (“abraça” o nervo óptico) – ausente em humanos 
 
Túnicas do olho: 
• Fibrosa (externa) – Esclera (branca), córnea (transparente) e limbo 
(linha que faz a transição entre córnea e esclera); 
 
 
• Vascular (média/úvea) – Composta pela íris, coróide(fundo do olho), 
corpo ciliar; pupila no centro; 
➢ Tapete lúcido: os raios penetram e são refletidos nesta área, 
estimulando outras regiões da retina. Melhora a visão noturna. 
Ausente nos SUÍNOS; 
➢ Íris: fixada ao corpo ciliar (com processos ciliares em volta, que 
fixam os ligamentos zonulares do cristalino). Apresenta dois 
músculos: Dilatador da íris (face anterior da íris/ fibras radiais) 
e Constrictor da íris (face posterior da iris/ fibras circulares) 
 
 
• Nervosa (interna) – Retina (formada pelos cones e bastonetes). 
Captação, inversão e transformação do sinal luminoso em impulso 
elétrico). 
➢ Mácula – ponto de maior habilidade visual; 
➢ Disco óptico – Ponto cego 
➢ Ora serrata – parte posterior da íris 
Câmaras do olho: 
• Câmara anterior – Entre a córnea e a íris do animal (Apresenta o humor 
aquoso); 
• Câmara posterior – Entre a íris e o cristalino 
• Câmara vítrea – Entre o cristalino e a retina (com o humor vítreo – 
substância gelatinosa) 
 
Tapete lúcido 
Coróide 
Retina 
Pupila 
Íris Corpo ciliar 
 
Meios de refração: 
• A córnea -> o humor aquoso -> cristalino -> corpo vítreo -> retina 
(conversão do estímulo luminoso em elétrico) 
Vascularização e inervação: 
• Nervos: Troclear, abduzente, oculomotor (globo). Ramo oftalmico do 
nervo trigêmio (pálpebras); A inervação das glândulas lacrimais é feita 
pelo sistema nervoso central parassimpático; 
• Vasos: Artéria oftalmica externa e maxilar (campo externo - pálpebras).

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