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Prática 07- Cavidades Abdominal e pélvica, e bolsas peritoneais 1) Cavidade abdominal: Origem a partir do celoma embrionário; Paredes: Dorsal, ventral, laterais (direita e esquerda), caudal*(imaginária), cranial; 1.1) Dorsal: Cranial: Inserção lombar do diafragma Caudal: Promotório sacral Lateral: Borda lateral dos músculos sublombares *Encontra-se os músculos epaxiais (Longo do dorso) e os hipoaxiais (Quadrado lombar, Psoas maior e Psoas menor). Os epaxiais são considerados extensores da coluna, enquanto os hipoaxiais são flexores; 1.2) Ventral: Músculo Reto do abdome (linha alba ao meio) * Dividida em porção xifóide (aos lados a região paracondríacas), umbilical (com as regiões dos flancos aos lados) e pré-púbica (regiões inguinais aos lados); Cranial: Inserção xifóidea do diafragma Caudal: Borda cranial do pubis (com a eminência ílio-púbica) Lateral: Aponeuroses dos músculos oblíquos e transverso do abdome 1.3) Cranial: Marcada pelo diafragma Dorsal: Inserção lombar do diafragma Ventral: Inserção xifóidea do diafragma Lateral: Inserção costal do diafragma 1.4) Caudal: Linha terminal – linha imaginária que divide as cavidades abdominal e pélvica Ventral: Borda cranial do pubis (e eminência ilio-púbica) Lateral: Linhas arqueadas Dorsal: Promotório sacral 1.5) Lateral: M. oblíquo externo do abdome M. oblíquo interno do abdome M. transverso do abdome M. ílio-psoas M. retrator das costelas Fáscia tranversa do abdome – Mais interna. Formada pelo peritônio parietal Últimas costelas Dorsal: Borda lateral dos músculos sublombares Ventral: Aponeuroses dos músculos oblíquos e transverso do abdome Cranial: Inserção costal do diafragma Caudal: Linhas arqueadas 2) Cavidade pélvica: * A menor das cavidades; * Em seu interior, apresenta a bexiga, o reto, as glândulas anexas (macho) e vagina (fêmeas); 2.1) Dorsal: Osso sacro e as 3 primeiras vértebras coccígenas Cranial: Promotório do osso sacral Fo rm ad as p or Caudal: Corpo da 3 vértebra coccígena 2.2) Ventral: Pubis e ísquio Cranial: Borda cranial do pubis Caudal: Arco isquiádico Laterais: Ísquio, ílio e púbis em cofluência para formar o acetábulo 2.3) Laterais: Lig. Sacrotuberal largo (equino) e lig. Sacrotuberal (carnívoros) Cranial: Linhas arqueadas Caudal: Borda caudal do lig. Sacroturberal 3) Bolsas peritoneais: * Peritônio – Camada simples que reveste uma parede (PARIETAL) ou um órgão (VISCERAL); * O intestino e o rim esquerdo são totalemente revestidos por peritônio, enquanto o pâncreas e os ureteres não são revestidos por peritônio(retroperitoniais). O rim direito é parcialmente revestido; Bolsa Sacroretal – Dividida pelo mesoreto; Bolsa Retogenital Bolsa Vesicogenital Bolsa Vesicopúbica OBS: A bexiga é também chamada de vesícula urinária Sistema Respiratório – Nariz, narinas e cavidade nasal * O sistema respiratório participa do processo de obtenção de energia através da degradação de moléculas; ** Em organismos eucariotos, esse processo ocorre no interior das mitocôndrias; 1) Funções: • Trocas gasosas – ocorrem entre o ambiente (ar) e o sangue; • Proteção/filtração – os cílios e o muco, principalmente, atuam como um filtro que barra a entrada de micro-organismos e partículas sólidas; • Umidificação – regiões ricas em glândulas serosas, que participam da evapotranspiração e auxiliam na manutenção da temperatura corporal; • Regulação do equilíbrio ácido-básico – as trocas gasosas permitem que a concentração de CO2 e O2 se mantenham constantes, de modo a estabelecer o equilíbrio no pH sanguíneo. Presença de tampão; • Vocalização (produção de sons) – Laringe; 2) Respiração pulmonar: • Realizada por anfíbios, répteis e mamíferos; • Os anfíbios apresentam pulmões saculares e sem lobos, enquanto os répteis já apresentam maior desenvolvimento mas também não possuem lobos. Os mamíferos apresentam divisão em lobos; • Pneumonias costumam ser mais agressivas portanto em répteis e anfíbios, pois não há compartimentalização e assim maior facilidade de desenvolvimento da doença; 3) Divisão geral: • Porção condutora: Não realiza trocas gasosas, apenas encaminha o ar absorvido. Formada pela cavidade nasal, nasofaringe, laringe, traqueia (bronquio traquial – suínos e ruminantes), brônquios (traquial,lobares e segmentares) e bronquíolos (1,2 e 3 ordens. Histólogico, ausência de cartilagens); • Porção respiratória: Responsável pelas trocas gasosas. Formada pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos pulmonares; 4) Nariz: * Corresponde à entrada da cavidade nasal (região mais externa); * Contínuo com a face do animal, indo da parte mais rostral à órbita ocular. * Composto por uma base óssea (ossos nasais, vômer, incisivos e processos palatinos do incisivo e da maxila) e por cartilagem; * Em seu assoalho está o palato duro (base óssea); * Cartilagens nasais laterais e ventrais; * Planos – nasal (carnívoros), nasolabial(bovinos), disco rostral(suínos); 5) Narinas: * Aberturas (óstios) – Entrada do canal respiratório; * Possuem formato de vírgula (bovinos, equinos e carnívoros); * Nos bovinos, a comissura ventral é arredondada e a dorsal é mais fina. O contrário ocorre nos cães; * Nos suínos, as narinas são arredondadas; * Os equinos possuem grande mobilidade/controle desta região, devido a presença dos músculos dilatador apical das narinas (puxa para o centro) e levantador nasolabial (abre as narinas); 5.1) Estruturas: • Comissuras ventrais e dorsais da narina; • Asas medial e lateral da narina; 6) Cavidade nasal: *Do plano mais rostral até a órbita ocular; • *Separada pelo septo nasal - cartiloginoso e ósseo (parte final – porção perpendicular do etmóide) incompleto nos bovinos; * Apresenta como limites: dorsal (teto), ventral (assoalho – palato duro), rostral (narinas) e caudal (coanas); • Funções - filtração do ar através dos pelos e cilios (barreiras físicas), aquecimento do ar (troca de calor entre o ar e os capilares sanguíneos), umidificação do ar (glândulas serosas da túnica mucosa); Com. dorsal Com. ventral Asa lateral Asa medial 6.1) Estruturas: • Divertículo nasal – fundo cego encontrado na comissura dorsal (formato triangular); • Óstio do ducto nasolacrimal – encontrado na comissura ventral (drena as lágrimas para a cavidade nasal – evapotranspiração). Apresenta localização variada de acordo a espécie: equino (mais rostral), bovino e canino (metade da cavidade nasal) e felinos (mais caudal); 6.2) Septo: • Mucosa nasal – epitélio olfativo de revestimento; • Cartilagem – Rostral e médio; • Ósseo – Etmóide; 6.3) Conchas – • Projeções ósseas finas e delgadas envoltas por mucosa(nem sempre mucosa olfativa). Mucosa rica em glândulas produtoras de muco; – Dorsal (com a prega reta) – Média (lâmina crivosa – atravessada pelas radículas do nervo olfatório) – Ventral (com as pregas alar e basal) * Etmoturbinais (“voltinhas” do etmóide) • 6.4) Meatos: Meatos - Espaços entre conchas, e entre concha e septo nasal; • Meato nasal dorsal – (fundo cego) Entre o teto e a concha nasal dorsal; • Meato nasal médio – Entre a concha nasal dorsal e média (encaminha o ar para os seios paranasais e etmóide); • Meato nasal ventral – Entre a concha nasal média e ventral; • Meato nasal comum – Entre o septo e as conchas; 7) Seios paranasais: • Seio Frontal – Encontrado abaixo do osso frontal. Faz comunicaçãocom outros dois seios. Utilizado para a sensibilização/atordoamento do animal, pois altera a pressão interna; • Seio Maxilar – À altura da crista facial da maxila. Nos equinos, é dividido em rostral e caudal; * Septo oblíquo – Separa os seios maxilares rostral e caudal; • Seio esfeno-palatino – Encontrado na base do crânio; • Canal orbitário – Separa o seio maxilar da cavidade nasal; Sistema Respiratório – Laringe, árvore traquiobrônquica e pulmões 0) Nasofaringe – Comunicação com o óstio faríngeo da tuba auditiva – iguala a pressão entre a nasofaringe e as estruturas da orelha média do animal (tímpano) – meio interno com meio externo; Laringofaringe – ladeia a entrada da laringe; 1) LARINGE Responsável por emanar/modular o som; Fonação (emitir sons não articulados). Fala (som articulado – depende da mobilidade da língua); 1.1) CARTILAGENS – Hialinas/fibroelásticas Epiglote – mais arredondada nos bovinos (FB) Tireóide (H) Cricóide (H) Aritenóide (H) 1.1.1) Epiglote: Formato de folha; Nos bovinos, ao longo do tempo pode ir sendo substituída por tecido adiposo devido a distúrbios metabólicos; Pecíolo – Fixa a epiglote à laringe. A base da epiglote corresponde ao início do pecíolo. Processos cuneiformes – São encontrados ao lado do pecíolo em cães e equinos APENAS, sendo que nos cães eles estão fixados à epiglote; Prega ariepiglótica – Une a aritenóide à epiglote (todos possuem); FACES: Face lingual (voltada a base da língua) Face laríngea (entrada da laringe) 1.1.2) Tireóide: Hialina; Formada por 1 corpo ventral e 2 lâminas laterais; Corpo - Curto nos equinos e longo nos bovinos. - Proeminência laríngea (mais desenvolvida nos bovinos e quase inexistente nos equinos); - Incisura tireóidea – ROSTRAL (maior nos bovinos) – CAUDAL (maior nos equinos) *Nos suínos não há incisura, há proeminência Lâminas (bordas) - Rostral – forame tireóide (por onde passa o N. laríngeo recorrente) e ligamento tireóide; Ausente nos suínos - Dorsal – Corno rostral da c. tireóide da laringe – Corno caudal da c. tireóide da laringe - Caudal ** Suíno- ausencia do corno tireoide rostral 1.1.3) Cricóide: Formatos de anel; Lâmina – Dorsal: Processo muscular e crista mediana – Rostral: 2 facetas articulares aritenóides – Caudal: 2 facetas articulares tireóideas Arco – Sulco lateral inserção do músculo cricoaritenóide lateral; 1.1.4) Aritenóide: Faces: Dorsal Lateral Medial Processos: Muscular (dorsolateral) Articular (dorsomedial) Vocal (ventromedial) Processo corniculado – Projeções cartilaginosas fibroelásticas fixadas à aritenóide. Apresentam no meio um ligamento interaritenóide e nos suínos há também os processos interaritenóides; 1.2) Músculos intrínsecos (produção de sons): Origem e inserção na própria laringe; Movimentação de uma cartilagem sobre a outra. Ao mover as cartilagens, estes músculos ajustam as tensões sobre as pregas vocais – aproxima ou afasta as cartilagens; Tosse – o ar a ser expirado encontra uma barreira formada pelo “fechamento” das pregas vocais. Quando essas pregas se abrem, o ar sai a grandes quantidades, desencadeando reflexos de tosse. Aritenóide transverso – De um aritenóide a outro. Abrem a rima da glote; Crico-tireóide – De cricóide para tireóide (externo); Crico-aritenóide dorsal– De cricóide para aritenóide parte da lâmina da cartilagemcrióide; Crico-aritenóide lateral – De cricóide para aritenóide parte do arco da cartilagem cricóide; Tireo-aritenóide (ventricular/vocal) – interno; OBS: Invervação feita pelo nervo laringeo recorrente, exceto o cricotireoideo que receb inervação do nervo laringeo cranial; 1.3) Músculos extrinsecos (deglutição): Esterno-tireóideo: fixado na cartilagem tireóide. Ao contrair, faz a retração a laringe para traz; TRAQUEIA Tireoióideo: quando contrai, faz a protração da laringe; Ceratoióideo: parte do osso ceratoióide até a cartilagem tireóide; 1.4) Cavidades da laringe: Vestíbulo – Entrada da laringe.Ventriculos mediano e laterais (este último está presente nos cães, equinos e felinos de grande porte) Rima da glote/Fenda glótica – Espaço entre as pregas vocais; Infraglótica – Depois da glote; ** Prega ventricular (e musc. ventricular) \ prega vocal( e musc. vocal); 1.5) Meios de fixação da laringe: Prega glossoepiglotica – Base da lingua a face lingual da epiglote Prega ariepiglotica – une a aritenoide a epiglote Ligamento interaritenoide Ligamento Cricotireoide Cricotraqueal –cricoide mais um anel traqueal 1.6) Articulações: Art tireoidea Art. Cricoaritenoide Art. Interaritenoidea Art. Cricotireoidea 2) TRAQUEIA (ÁRVORE TRAQUIOBRÔNQUICA) – Traqueia – cartilaginosa e membranosa. Anel incompleto (dorsalmente) nos mamíferos. Completada por músculo liso (traqueal) e membrana traqueal. Este músculo é comandado pelo sistema nervoso autônomo; Broncoespasmo: Contração dos bronquios diminuindo o influxo de ar; Brônquio traqueal – brônquios encontrados antes da bifurcação (RUMINANTES E SUÍNOS). Aera só a porção cranial do lobo cranial; Brônquios principais Brônquios lobares – aeram lobos Brônquios segmentares – aeram segmentos de um mesmo lobo Brônquios terminais - Bronquíolos terminais – não possuem mais cartilagem (histológicos) Bronquíolos respiratórios – histológicos Ducto alveolar - histológico Saco alveolar - histológico Alvéolos pulmonares - histológicos ** A bifurcação traqueal é chamada de Carina *** Ligamento traqueal (fora) Musc. Traqueal(meio) mucosa traqueal (dentro) 2.1) Relações – Lateral: Nervo laríngeo recorrente esquerdo (relação direta) e direito (relação indireta); Artéria carótida comum direita ou esquerda; Tronco vagossimpático; Dorsal: Esôfago Cavidade torácica: Antes da bifurcação traqueal: Divisão do tronco bicarotídeo –carótidas comuns direita e esquerda (derivado do tronco braquiocefálico) Na bifurcação: vasos da base do coração e linfonodos traquiobrônquicos 3) PULMÕES: Cavidade torácica nos mamíferos; Consistência macia; Coloração geralmente vermelho claro. Se houver hepatização vermelha, pode se tornar mais castanho; Conformação externa – convexo Presenca de incisura cardiaca; 3.1) Limites: Face lateral – impressões costais Face mediastinal – entre os pulmoes Borda Dorsal Borda Ventral Face Diafragmatica ** Incisura cardíaca 3.2) Lobação: EQUINO: Lobo cranial(D e E) Lobo caudal (D e E) Lobo Acessorio (Face mediastinal) RUMINANTE: (Asseptação evidente) Lobo cranial: Porção cranial e porção caudal (D e E) Lobo médio (DIREITO) Lobo caudal (D e E) Lobo acessório ** Não tem lobo médio esquerdo CÃO: Lobo cranial: Esquerdo (cranial e caudal) Direito (não dividido) Lobo médio (DIREITO) Lobo caudal (D e E) Loboacessório SUÍNO: Lobo cranial: Esquerdo (cranial e caudal) Direito (Não dividido) Lobo médio (DIREITO) Lobo caudal (D e E) Lobo acessório 3.4) Vascularização: Hilo pulmonar – veia cava caudal; - Artéria aorta; 4) Diafragma: * Tem controle voluntário (somático), feito pelo nervo frênico, e controle involuntário (autônomo); * Apresenta um centro tendíneo constituído de aponeurose que serve para a inserção muscular. ** Periferia muscular 4.1) Faces e inserções: Face torácica – é convexo. Face abdominal – é côncavo. Inserção lombar – são dois pilares que se inserem na l1. Inserção costal – insere nas costelas Inserção ventral – insere na cartilagem xifoide 4.2) Aberturas (na sequência): Hiato aórtico – entre os pilares do diafragma. passagem da aorta Hiato esofágico – abaixo do aórtico. passagem do esôfago Óstio da veia cava caudal – mais ventral. Passagem da veia cava caudal Órgãos dos sentidos – Visão, audição e olfação TATO- ** Órgãos terminais de nervos aferentes; ** Receptores sensoriais na superfície; • Exteroceptores – acontecem em pele. São externos e promovem a interação com o meio; • Interoceptores – são mais profundos, estando associados a órgãos (mucosas ou submucosas). Podem estar associados a sabor, fluxo sanguíneo (vasoconstrição profunda e vasodilatação periférica); GUSTAÇÃO – capacidade de discriminar substâncias sadias de perigosas *Botões gustativos – são células gustativas presentes na língua, palato, faringe laringe * Língua – presença de papilas gustativas (valadas, fungiformes e folhadas) e mecânicas(filiformes, cônicas e lenticulares) • Alotriofagia – hábitos alimentares depravados (ingerir compostos não comestíveis) • Hiposmia – baixa capacidade olfativa • Anosmia – incapacidade de sentir cheiros OLFAÇÃO - • Macrosmáticos – capacidade olfatória bem desenvolvida (cães e gatos) • Microsmáticos – menor desenvolvimento da olfação (humanos, animais aquáticos) • Feromônios – substâncias químicas secretadas por um indivíduo, que interfere o comportamento de outro. (Marcar território) * Concha nasal média – parte do etmóide associada a olfação -> Aumentar o epitélio olfativo (etmoturbinais); AUDIÇÃO - Dividido em orelha externa, média e interna Orelha externa – • Cartilagem auricular (maior cartilagem e responsável pelo formato variado das orelhas dos indivíduos) -> Auxilia na captação das ondas sonoras e as encaminha para o conduto auditivo. • Cartilagem escutiforme – base da orelha -> protege a entrada dos condutos; • Cartilagem anular - Meato acústico (interno cartilaginoso e ósseo externo); • Forma os condutos vertical (alcançável com pinça) e horizontal (direciona ao meato acústico externo); • Pavilhão auditivo – antihelice, trago, antitrago (interno nos equinos), incisura intertrágica, hélices (base hialina e revestimento fibroelástico) * Formas do pavilhão variáveis de acordo a espécie; ➢ Escafa – região central ➢ Hélices – presentes na escafa ➢ Incisura intertágica ➢ Trago ➢ Antitrago Orelha Média – • Cavidade timpânica • Membrana timpânica – está interposta entre a orelha média e externa. Possui forma elíptica, delgada, transparente e o martelo está adaptado a esta. É responsável pela transformação do estímulo mecânico em sensorial transformando as vibrações em estímulo de condução. Os ossículos transmitem as ondas sonoras, sendo estribo o transmissor destas a endolinfa (substância fluida). O movimento dos cílios então, em conjunto com a endolinfa, inicia o processo de transmissão dos impulsos que ocorre por meio do influxo de sódio e efluxo de potássio nos canais de sódio/potássio na membrana do axônio; Ossículos – maiores em peixes; • Ossículos: martelo(preso ao tímpano); bigorna, e estribo (preso ao martelo); • Músculos intrínsecos – Estapédio – ajusta tensão do estribo - Tensor do tímpano – ajusta tensão do tímpano • Músculos extrínsecos - escutular anterior, posterior, superior e inferior; • Tuba auditiva – bolsa gutural (extensão da tuba auditiva nos equinos) – comunica a cavidade timpânica com a faringe, fazendo com que o ar inspirado faça contraposição ao tímpano na orelha média, para igualar a pressão na membrana. • Meato acústico interno – por onde passa o nervo vestíbulococlear • Bula/bolha timpânica Orelha interna – Sistemas fechados de labirintos membranáceos e ósseos; • Janela oval (fixação do estribo) e janela redonda (mais dorsal) Labirinto Ósseo: • Cóclea (dentro o ducto coclear) • Vestíbulo • Canais semicirculares (dentro ductos semicirculares) Labirinto Membranáceo: • Ducto coclear (audição) • Aparelho vestíbular (equilíbrio) VISÃO – ✓ Globo ocular- Envolvido pela periórbita (fibrosa – cavidade; face orbitária – globo ocular) ✓ Órbita – Formada pela união dos ossos lacrimal, zigomático, frontal, asa do esfenóide, pterigóide e temporal. (Arco zigomático incompleto em cães e gatos) - Apresenta formato cônico (ápice-base) -> no ápice há a fissura orbitária, que serve de inserção para os músculos; ✓ Pálpebras – 2 dobras músculo-membranosas que protegem os olhos, fazem a distribuição do filme lacrimal (lubrificação do globo ocular) e o controle da pressão intraocular (projetam os olhos para trás). • Alguns animais apresentam uma 3ª pálpebra, que é mais desenvolvida em aves e répteis; Distribui o filme lacrimal e ainda mantem o campo de visão do animal; Músculos Extrínsecos – ➢ Orbicular do olho (origem e inserção na comissura medial). Fecha as pálpebras e controla a pressão; ➢ Levantador da pálpebra superior; ➢ Depressor da pálpebra inferior (menos desenvolvido) Bordas: ➢ Borda inserida – rente à base óssea da órbita (estrutura adjacente) ➢ Borda livre -> dividida em margem társica (+ glândulas társicas – inflamadas causam o hordéolo ou terçol) e ciliar (implantação dos cílios); Estruturas: Divisão – Superior (cílios + desenvolvidos) - Inferior (- cílios ou ausentes) • Comissura palpebral medial • Comissura palpebral lateral • Rima palpebral: espaço entre as 2 bordas livres • Ângulos mediais e laterais – interno às comissuras • Carúncula lacrimal – contém glândulas sebáceas. Produz substâncias serosas que compõem a lágrima (No ângulo medial) • Saco conjuntival – Espaço entre o globo ocular e as pálpebras; • Conjuntivas – palpebral (encontrada na parte interna da pálpebra) - bulbar (reveste o bulbo) • Fórnix palpebral– Fundo do saco conjuntival Pontos lacrimais: Dois orifícios que drenam as lágrimas. Lágrimas distribuídas pelo globo -> pontos lacrimais -> canalículos -> sacos lacrimais -> ducto nasolacrimal. - Ponto lacrimal superior – ao lado da carúncula lacrimal - Ponto lacrimal inferior – ao lado da carúncula lacrimal Aparelho lacrimal: – Glândula lacrimal Principal (delgada). Dorsolateral. Drena para o fórnix superior (ponto lacrimal) - Glândula lacrimal Acessória (envolve uma cartilagem em forma de T – cartilagem da 3ª pálpebra). Ventromedial. Drena para o fórnix inferior Músculos intrínsecos: - Retos (lateralização); Oblíquos (rotação dos olhos) – Reto dorsal (levanta os olhos) - Reto ventral (abaixa os olhos) - Reto lateral (abdução do globo ocular – afastar do meio) *Nervo abduzente- Reto Medial (adução do globo ocular – trazer ao centro) - Oblíquo dorsal (eleva dorsolateralmente) - Oblíquo ventral (abaixa ventromedialmente) - Retrator do bulbo (“abraça” o nervo óptico) – ausente em humanos Túnicas do olho: • Fibrosa (externa) – Esclera (branca), córnea (transparente) e limbo (linha que faz a transição entre córnea e esclera); • Vascular (média/úvea) – Composta pela íris, coróide(fundo do olho), corpo ciliar; pupila no centro; ➢ Tapete lúcido: os raios penetram e são refletidos nesta área, estimulando outras regiões da retina. Melhora a visão noturna. Ausente nos SUÍNOS; ➢ Íris: fixada ao corpo ciliar (com processos ciliares em volta, que fixam os ligamentos zonulares do cristalino). Apresenta dois músculos: Dilatador da íris (face anterior da íris/ fibras radiais) e Constrictor da íris (face posterior da iris/ fibras circulares) • Nervosa (interna) – Retina (formada pelos cones e bastonetes). Captação, inversão e transformação do sinal luminoso em impulso elétrico). ➢ Mácula – ponto de maior habilidade visual; ➢ Disco óptico – Ponto cego ➢ Ora serrata – parte posterior da íris Câmaras do olho: • Câmara anterior – Entre a córnea e a íris do animal (Apresenta o humor aquoso); • Câmara posterior – Entre a íris e o cristalino • Câmara vítrea – Entre o cristalino e a retina (com o humor vítreo – substância gelatinosa) Tapete lúcido Coróide Retina Pupila Íris Corpo ciliar Meios de refração: • A córnea -> o humor aquoso -> cristalino -> corpo vítreo -> retina (conversão do estímulo luminoso em elétrico) Vascularização e inervação: • Nervos: Troclear, abduzente, oculomotor (globo). Ramo oftalmico do nervo trigêmio (pálpebras); A inervação das glândulas lacrimais é feita pelo sistema nervoso central parassimpático; • Vasos: Artéria oftalmica externa e maxilar (campo externo - pálpebras).