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ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS 
PARASITOLOGIA II
Medicina veterinária
Itapeva, 2018
ROTEIRO DE AULA (AULA Nº1)
	CURSO: Medicina Veterinária 
SEMESTRE: 4°
DISCIPLINA: Parasitologia II 
DOCENTE: Claudia de Mello Ribeiro
	Conteúdo: Diagnóstico Coproparasitológico.
	Objetivo geral
Conhecer os principais exames coproparasitológicos utilizados para diagnosticar as parasitoses intestinais dos animais de companhia.
	Objetivo(s) específico(s):
Realizar técnicas coproparasitológicas.
Identificar os principais helmintos e protozoários intestinais de cães e gatos.
	Estruturas a serem identificadas:
Ovos, cistos e oocistos de parasitos intestinais.
	Sumário da aula (roteiro):
O exame coproparasitológico ou exame parasitológico de fezes consiste na observação macro e microscópica do material fecal em busca de parasitos. O exame pode ser quantitativo ou qualitativo. As técnicas microscópicas que apenas revelam a presença de parasitos são as chamadas técnicas qualitativas, e as que permitem a contagem de ovos para avaliação da carga parasitária são as chamadas técnicas quantitativas.
Coleta da amostra de fezes – cães e gatos
As fezes deverão de preferência ser coletadas a partir de um superfície limpa (jornal, azulejo) sobre a qual o animal tenha defecado. Alternativamente, colher as fezes da porção mais superior que não tenha entrado em contato com o solo devido à grande possibilidade de contaminação do material por nematoides de vida livre. Utilizar saco plástico ou coletor universal. Quantidade: 5 a 10 gramas. Identificar a amostra: colocar etiqueta no coletor e anotar nome, espécie, raça, sexo e idade do animal. Se as fezes coletadas não puderem ser examinadas dentro de algumas horas, a amostra deve ser refrigerada por 24-48 hs. As fezes não devem ser congeladas, porque o congelamento pode distorcer os ovos dos parasitos. Os parasitos também podem ser preservados com formol a 10%.
Formol a 10%
10 mL de formaldeído 37 a 40%
90 mL de água
O formol comercial é vendido na concentração de 37 a 40%. Para diluição ele é considerado como 100%. Misturar uma parte de fezes com cinco partes de formol a 10%.
Exame Macroscópico
Observar a consistência da amostra, bem como a cor e a presença de sangue ou muco que podem ser indicativos de infecções parasitárias. Examinar a superfície da amostra para pesquisa de proglotes de cestódeos ou outros helmintos adultos.
Exame Microscópio - Técnicas coproparasitológicas qualitativas 
(animais de companhia)
Exame direto de fezes
O exame direto de fezes é utilizado para demonstrar a presença de ovos e larvas de helmintos, além de formas evolutivas de protozoários.
Método
a) Coloque uma pequena quantidade de fezes em uma lâmina de microscopia.
b) Coloque uma gota de água nas fezes e misture bem com uma espátula ou bastão.
c) Cubra com uma lamínula. A suspensão deve ter espessura fina o suficiente para permitir a passagem da luz. Procure não deixar uma porção não misturada de fezes no centro. A suspensão deverá ser homogênea.
Errado
Certo
�
d) Examine a lâmina com uma objetiva de 10X e, posteriormente, mude para a objetiva de 40X.
e) A inspeção da lâmina deverá ser feita escolhendo-se um canto e então movendo a lâmina para o canto oposto, em um movimento de ida e volta.
Técnicas de flutuação
Princípio
A técnica de flutuação é um teste qualitativo para a detecção de ovos de nematódeos e cisto ou oocistos de protozoários. Os ovos e/ou cistos são separados do material fecal e concentrados por uma solução de flutuação em uma gravidade específica apropriada. Ovos leves, por terem densidade menor que a da solução de flutuação tendem a subir e permanecer no topo da coluna de líquido.
Técnica de Willis-Mollay
Método
Misture em um béquer uma pequena quantidade de fezes (cerca de 2 grama) com 10 ml de solução de flutuação e homogeneíze bem com um bastão de vidro ou palito.
Filtre a suspensão com o auxílio de uma peneira de chá com gaze (tamisar).
Transfira a suspensão para o tubo de ensaio. Adicione a suspensão até a mesma formar um menisco convexo na extremidade superior do tudo.
 Coloque uma lamínula sobre a superfície convexa da suspensão.
Deixe por 15 minutos para que os ovos e oocistos possam flutuar.
Remova com cuidado a lamínula e coloque-a sobre uma lâmina de microscopia.
Observe a lâmina ao microscópio com uma objetiva de 10X e, posteriormente, mude para a objetiva de 40X.
Método de Faust (centrífugo-flutuação em sulfato de zinco)
Método
Dissolver 2g de fezes em 10mL de água destilada.
Filtrar (tamisar) com uma gaze e colocar a solução em um tubo de ensaio.
Centrifugar a 2.500rpm por 1 a 3 min.
Retirar o sobrenadante, deixando o sedimento.
Ressuspender o sedimento com água destilada e centrifugar novamente. Repetir até que o sobrenadante fique claro.
Ressuspender o último sedimento e colocar a solução de sulfato de zinco a 33%.
Centrifugar novamente
Os ovos e cistos leves estarão presentes na película superficial, que pode ser colhida com alça de platina ou conta-gotas e confeccinada a lâmina, tratada com lugol, para observação ao microscópio.
Técnicas de sedimentação
Princípio 
A técnica de sedimentação é um teste qualitativo para a detecção de ovos e larvas de helmintos. Apresenta a vantagem de recuperar ovos e larvas das fezes, sobretudo ovos pesados de trematóides, os quais se sedimentam mesmo quando se emprega a técnica de flutuação em sal. Por serem pesados, ovos e larvas são sedimentados espontaneamente.
3.1 Método de concentração por sedimentação espontânea – Método de Hoffmann
Método
Misture no copo plástico uma pequena quantidade de fezes (2 a 3 gramas) com 20 a 30 ml de água e homogeneíze bem com um bastão de vidro ou palito.
Transfira a suspensão para o cálice cônico filtrando-a com o auxílio de uma peneira de chá recoberta com gaze (tamisar).
Despreze o material presente no coador em seguida adicione água no cálice cônico onde ocorrerá a sedimentação espontânea dos ovos e larvas. 
Após 30 minutos recolha o sedimento com uma pipeta Pasteur, coloca-se o líquido entre lâmina e lamínula. 
Observe a lâmina ao microscópio com uma objetiva de 10X e, posteriormente, mude para a objetiva de 40X. 
A inspeção da lâmina deverá ser feita escolhendo-se um canto e então movendo-se a lâmina para ao canto oposto, em um movimento de ida e volta, procurando sobrepor parcialmente os campos microscópicos. 
Alternativamente, se o sobrenadante estiver muito sujo, este pode ser desprezado com cuidado, para não perder o sedimento. Em seguida, adiciona-se água novamente aguardando-se mais 30 minutos. Este processo de lavagem facilita o exame microscópico e pode ser repetido de 30 em 30 minutos ou mais. 
Cuidados de segurança
 USE AVENTAL E LUVAS DURANTE A EXECUÇÃO DAS TÉCNICAS.
Soluções
SOLUÇÃO SATURADA DE CLORETO DE SÓDIO
Cloreto de sódio...................350 g
Água destilada......................1000 mL
Dissolver o sal na água destilada morna. Filtrar.
SOLUÇÃO DE SULFATO DE ZINCO
Sulfato de zinco .......33 g
Água destilada..........100 mL
Adicionar água destilada quente no sulfato de zinco, filtrar.
Forma evolutivas de parasitos de cães e gatos
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Figura 1. Fezes de cão. Oocistos de Cystoisospora (1), ovos de Toxocara (2), ovos de Ancylostoma (3) (40X).
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Figura 2. Sarcocystis esporula no intestino e a parede do oocisto geralmente se rompe antes de sair do corpo, de modo que apenas os esporocistos são vistos. Raramente, oocistos de Sarcocystis intactos estão presentes (seta) (40X).
Figura 3. Cistos de Giardia corados com lugol (40X e 100X). São elípticos com uma parede fina e lisa, contêm dois a quatro núcleos, dois flagelos intracitoplásmicos delgados e lineares, e dois corpos medianos grossos em forma de vírgula.
	
Referência(s) utilizada(s)e Indicações bibliográficas para estudo.
SLOSS, M. W., ZAJAC, A. M., KEMP, R. L. Parasitologia Clínica Veterinária 6 ed. São Paulo: Manole. 1999.

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