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3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 90 AULA 00: Constituição: Conceito. Classificação. Aplicabilidade e Interpretação das Normas Constitucionais. Poder Constituinte: Conceito. Finalidade. Titularidade e Espécies. SUMÁRIO PÁGINA 1-Apresentação Inicial e Cronograma 1-2 2-Questões Comentadas 3-66 3-Lista de Questões 67-85 4-Gabarito 86-90 Olá, meu amigo (a) concurseiro(a)! Meu nome é Nádia Carolina. Fui aprovada em vários concursos, dentre os quais se destacam os de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (2010), tendo obtido o 14o lugar nacional e de Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil (2010), em que obtive o 16o lugar nacional. Atualmente ocupo o cargo de Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil e sou professora do Estratégia (das 18 horas às 8 da manhã). Também publico artigos regularmente no site Eu Vou Passar. Chega de falar de mim! Tratemos do principal: nosso curso. Este curso visa a preparar você para resolver todas as provas objetivas de Direito Constitucional da ESAF. Com o objetivo de facilitar a compreensão dos temas, a maior parte das questões de múltipla escolha será utilizada no formato certo/errado. Isso porque as bancas muitas vezes cobram diversos assuntos em uma questão só, e a manutenção do modelo inicial da questão dificultaria a organização deste curso. Trata-se de material indispensável para as provas de ATRFB, AFRFB e AFT! Com a publicação do edital da Receita Federal, reorganizamos nosso cronograma, adiantando a entrega de todas as aulas. Confira: Aulas Tópicos abordados Data Aula 00 Constituição. Conceito. Classificação. Aplicabilidade e Interpretação das Normas Constitucionais. Poder Constituinte. Conceito, Finalidade, Titularidade e Espécies. - Aula 01 Princípios Fundamentais. Direitos e Garantias Fundamentais (Parte I) 17/07 Aula 02 Direitos e Garantias Fundamentais (Parte II). 31/07 Aula 03 Direitos Sociais. Nacionalidade. Direitos Políticos. Organização Nacional (União, Estados, Distrito 06/08 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 90 Federal e Municípios). Competências. Aula 04 Poder Legislativo. Processo Legislativo. Reforma da Constituição. Controles Interno e Externo. Tribunais de Contas. Poder Executivo. Poder Judiciário. 20/08 Aula 05 Administração Pública. Da Ordem Social. Da Ordem Econômica. 27/08 Aula 06 Supremacia da Constituição. Controle de Constitucionalidade. 10/09 As questões utilizadas em cada aula serão colocadas ao final do arquivo, de modo que você possa tentar resolvê-las antes de ler o comentário a elas referente ou utilizá-las como ferramentas de revisão rápida na “reta final” de preparação para o concurso. Finalmente, gostaria de convidá-lo, caro (a) aluno(a) a participar ativamente do curso. Sinta-se à vontade para enviar suas dúvidas no e-mail nadia@estrategiaconcursos.com.br Após esta breve explicação sobre o curso, vamos à aula 00... 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 90 Conceito de Constituição 1. (ESAF/2007/PGFN) Para Ferdinand Lassalle, a constituição é dimensionada como decisão global e fundamental proveniente da unidade política, a qual, por isso mesmo, pode constantemente interferir no texto formal, pelo que se torna inconcebível, nesta perspectiva materializante, a ideia de rigidez de todas as regras. Comentários: Para Lassalle, a Constituição é fruto da soma dos fatores reais de poder. Segundo o autor, em um país existem duas Constituições: uma real, efetiva, correspondente à soma dos fatores reais de poder que regem este país e outra, escrita, que consiste apenas numa “folha de papel”. No caso de conflito entre as duas, prevaleceria a primeira. Questão incorreta. 2. (ESAF/2006/ENAP) Na concepção sociológica, defendida por Ferdinand Lassale, a Constituição seria o resultado de uma lenta formação histórica, do lento evoluir das tradições, dos fatos sócio- políticos, que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado. Comentários: Na concepção sociológica de Constituição, defendida por Ferdinand Lassalle, a Constituição é resultado dos fatores reais de poder que regem uma sociedade. Esses fatores constituem uma força ativa e eficaz que, por força de uma necessidade, informa todas as leis e instituições jurídicas vigentes no país, determinando que elas sejam o que realmente são. Na época de Lassalle, esses fatores foram enumerados por ele como sendo a monarquia, a aristocracia, a grande burguesia, os banqueiros, a pequena burguesia e a classe operária, que compunham parte de Constituição, por ele denominada Constituição real e efetiva. Esta se distinguiria da Constituição jurídica porque, enquanto a real e efetiva representaria as relações de poder efetivamente existentes em uma sociedade (verdadeira Constituição), as normas constitucionais vigentes (Constituição escrita) seria mera folha de papel, que deveria corresponder à Constituição real, sob pena de ilegitimidade. Existindo o divórcio entre essas duas formas de Constituição, a escrita estaria liquidada, sucumbindo, necessariamente, às verdadeiras forças reais do país. Questão incorreta. 3. (ESAF/2005/STN) Na concepção de constituição em seu sentido político, formulada por Carl Schmmitt, há uma identidade entre o conceito de constituição e o conceito de leis constitucionais, uma vez 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 90 que é nas leis constitucionais que se materializa a decisão política fundamental do Estado. Comentários: Pelo contrário! Schmitt estabelece uma distinção entre constituição e leis constitucionais. A primeira, segundo ele, dispõe apenas sobre matérias de grande relevância jurídica (decisões políticas fundamentais), como é o caso da organização do Estado, por exemplo. As segundas, por sua vez, seriam normas que fazem parte formalmente do texto constitucional, mas que tratam de assuntos de menor importância. Desse modo, é na constituição que se materializa a decisão política fundamental do Estado. Questão incorreta. 4. (ESAF/2007/PGFN) Carl Schmitt, principal protagonista da corrente doutrinária conhecida como decisionista, advertia que não há Estado sem Constituição, isso porque toda sociedade politicamente organizada contém uma estrutura mínima, por rudimentar que seja; por isso, o legado da Modernidade não é a Constituição real e efetiva, mas as Constituições escritas. Comentários: De fato, Schmitt faz parte da corrente decisionista, que busca entender o sentido político da Constituição, por ele considerada decisão política fundamental. Entretanto, diferentemente do que diz o enunciado, o autor tinha como preocupação o conteúdo das normas constitucionais, não a sua forma. Questão incorreta. 5. (ESAF/2005/Estado RN/Auditor Fiscal) A constituição em sentido político pode ser entendida como a fundamentação lógico- política de validade das normas constitucionais positivas. Comentários: Importante concepção de Constituição foi a preconizada por Hans Kelsen, criador da Teoria Pura doDireito. Para ele, a Constituição deve ser considerada apenas como norma, sem qualquer consideração de cunho sociológico, político ou filosófico. Kelsen avalia a Constituição a partir de dois sentidos: o lógico- jurídico e o jurídico-positivo. No sentido lógico-jurídico, a Constituição é a norma fundamental hipotética (não real, mas sim imaginada, pressuposta) que serve como fundamento lógico transcendental da validade da Constituição em sentido jurídico-positivo. Esta norma não possui um enunciado explícito, consistindo apenas numa ordem, dirigida a todos, de obediência à Constituição positiva. Assim, no sistema proposto por Kelsen, o fundamento de validade das normas 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 90 está na hierarquia entre elas. Todas as normas legais teriam, portanto, fundamento na Constituição positiva, que, por sua vez, se apoiaria na norma fundamental. Já no sentido jurídico-positivo a Constituição é a norma positiva suprema, que serve para regular a criação de todas as outras. É documento solene, cujo texto só pode ser alterado mediante procedimento especial. No Brasil, esta Constituição é, atualmente, a de 1988 (CF/88). Desse modo, é no sentido lógico-jurídico de Constituição, preconizado por Kelsen, que esta é entendida como fundamento de validade de todas as demais normas do ordenamento jurídico. O examinador “fez a maior bagunça” no enunciado para confundir você! Questão incorreta. 6. (ESAF/2003/AFT) Para Hans Kelsen, a norma fundamental, fato imaterial instaurador do processo de criação das normas positivas, seria a constituição em seu sentido lógico-jurídico. Comentários: O enunciado sintetiza o sentido lógico-jurídico de Constituição. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 90 A Pirâmide de Kelsen 7. (ESAF/2005/STN) Em razão da superioridade hierárquica da lei complementar sobre a lei ordinária, a disciplina de uma matéria, por lei complementar, ainda que ela não esteja reservada a essa espécie de instrumento normativo, impede que ela venha a ser disciplinada de forma distinta em lei ordinária. Comentários: A pirâmide de Kelsen tem a Constituição e as emendas constitucionais como seu vértice (topo), por serem fundamento de validade de todas as demais normas do sistema. Assim, nenhuma norma do ordenamento jurídico pode se opor à Constituição: ela é superior a todas as demais normas jurídicas, que são, por isso mesmo, denominadas infraconstitucionais. As normas imediatamente abaixo da Constituição (infraconstitucionais) são as leis (complementares, ordinárias e delegadas), as medidas provisórias, os decretos legislativos, as resoluções legislativas, os tratados internacionais em geral incorporados ao ordenamento jurídico e os decretos autônomos. Todas essas normas serão estudadas em detalhes em aula futura, não se preocupe! Neste momento, quero apenas que você guarde quais são as normas infraconstitucionais e que elas não possuem hierarquia entre si, segundo doutrina majoritária. Essas normas são primárias, sendo capazes de gerar direitos e criar obrigações, desde que não contrariem a Constituição. Nesse sentido, tem-se o entendimento do Supremo de que a lei complementar não é hierarquicamente superior à lei ordinária. Ambas têm campos de atuação diversos, a matéria (conteúdo) é diferente. No caso de matéria disciplinada por lei formalmente complementar, mas não submetida à reserva constitucional de lei complementar, eventuais alterações desse diploma legislativo podem ocorrer mediante simples lei ordinária. Isso porque a lei complementar será, materialmente, ordinária, subsumindo-se ao regime constitucional dessa lei 1. Finalmente, abaixo das leis encontram-se as normas infralegais. Elas são normas secundárias, não tendo poder de gerar direitos, nem, tampouco, de impor obrigações. Não podem contrariar as normas primárias, sob pena de invalidade. É o caso das portarias, das instruções normativas, dentre outras. Questão incorreta. 8. (ESAF/2002/STN) As emendas à Constituição têm status hierárquico inferior às normas da Constituição elaboradas pelo próprio 1 AI 467822 RS, 04.04.11. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 90 poder constituinte originário. Comentários: Tanto as emendas à Constituição quanto as normas constitucionais originárias apresentam o mesmo “status”, situando-se no topo da Pirâmide de Kelsen. Questão incorreta. 9. (ESAF/2006/MTE) Aos tratados sobre direitos humanos, em vigor no plano internacional e interno, a Constituição Federal assegura hierarquia de norma constitucional. Comentários: A partir da Emenda Constitucional no 45 de 2004, os tratados e convenções internacionais aprovados em cada Casa do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, passaram a ser equivalentes às emendas constitucionais. Situam-se, portanto, no topo da pirâmide de Kelsen, tendo “status” de emenda constitucional. Questão incorreta. 10. (ESAF/2005/STN) Os tratados internacionais, dentro da hierarquia das normas, serão sempre equiparados à lei ordinária. Comentários: Alguns tratados sobre direitos humanos têm, segundo o STF, hierarquia supralegal, por terem sido internalizados pelo rito comum2. Outros, internalizados com o rito próprio de emendas constitucionais, se equiparam às emendas constitucionais. Por fim, os demais tratados internacionais, que não tratam de direitos humanos, são equiparados à lei ordinária. Questão incorreta. 11. (ESAF/2004/CGU) Segundo a jurisprudência do STF, se uma lei complementar disciplinar uma matéria não reservada a esse tipo de instrumento normativo, pelo princípio da hierarquia das leis, não poderá uma lei ordinária disciplinar tal matéria. Comentário Nesse caso, a lei complementar será tida como materialmente ordinária, podendo esta última revogá-la. Questão incorreta. 2 Súmula vinculante no 25, STF; RE 627217 SC, j. 10.05.2012, Rel. Min. Dias Toffoli. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 90 12. (ESAF/2007/PGFN) É válida a revogação por lei ordinária de dispositivo formalmente inserido em lei complementar, cuja matéria disciplinada não estava constitucionalmente reservada a esta última. Comentários: De fato, no caso de dispositivo formalmente inserido em lei complementar, cuja matéria não foi reservada a esse instrumento normativo pela Constituição, é possível sua revogação por lei ordinária. Isso porque essa lei, embora formalmente complementar, será tida como materialmente ordinária. Questão correta. 13. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Lei ordinária que regulamentou matéria atribuída pela Constituição à lei complementar é formal e materialmente inconstitucional, independentemente de apreciação e julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Comentários: De fato, como a lei complementar apresenta processo legislativo mais dificultoso que o da lei ordinária, se a última disciplinar matériareservada à primeira, será considerada inválida (inconstitucional). Entretanto, diferentemente do que diz o enunciado, essa inconstitucionalidade, entretanto, depende de apreciação e julgamento pelo STF, devido ao princípio da presunção de legitimidade das leis. Questão incorreta. 14. (ESAF/2003/Ministério do Trabalho/AFT) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a distinção entre a lei complementar e a lei ordinária não se situa no plano da hierarquia, mas no da reserva de matéria. Comentários: De fato, esse é o entendimento do STF3. Questão correta. 15. (ESAF/2003/Prefeitura de Recife) Por força do princípio da hierarquia das leis, sempre que uma lei municipal estiver em conflito com uma lei votada na Assembleia Legislativa do Estado em que o Município se situa, a lei municipal deverá ser tida como inconstitucional. 3 AI 467822 RS, 04.04.11. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 90 Comentários: Não há hierarquia entre as leis dos diferentes entes federativos, mas sim uma divisão de competências pela Constituição. Questão incorreta. 16. (ESAF/2003/TCE-PR) Por força do princípio da hierarquia das leis, sempre que uma lei municipal estiver em conflito com uma lei votada na Assembleia Legislativa do Estado em que o Município se situa, a lei municipal deverá ser tida como inconstitucional. Comentários: Não há hierarquia entre lei estadual e municipal, mas mera divisão de competências. Se o Município tiver competência para dispor a respeito da matéria, a lei municipal será considerada válida. Questão incorreta. 17. (ESAF/2003/MPOG) A lei federal, qualquer que seja o seu conteúdo, há de prevalecer sobre a lei estadual ou municipal que lhe seja contrária. Comentários: Não há tal relação de hierarquia. A lei estadual ou a municipal prevalecerão sobre a federal, se a competência para tratar do assunto a que se referirem tiver sido atribuída, respectivamente, aos Estados ou aos Municípios. Questão incorreta. 18. (ESAF/2002/MRE) As normas da Constituição Federal produzidas pelo Poder Constituinte originário têm o mesmo nível hierárquico das leis complementares. Comentários: A Constituição é hierarquicamente superior a todas as leis, situando-se no topo da Pirâmide de Kelsen. Questão incorreta. 19. (ESAF/2003/MPOG) Na Federação brasileira, a Constituição do Estado-membro tem o mesmo status hierárquico da Constituição Federal. Comentários: A Constituição Federal é fundamento de validade de todo o ordenamento jurídico, sendo superior a todas as demais normas, inclusive às Constituições estaduais. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 90 20. (ESAF/2002/MRE) As normas da Constituição resultantes do Poder Constituinte originário são hierarquicamente superiores às normas da Constituição resultantes de emenda à Constituição. Comentários: As normas constitucionais originárias têm o mesmo “status” das emendas constitucionais. Questão incorreta. 21. (ESAF/2003/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Os princípios da Constituição que se classificam como cláusulas pétreas são hierarquicamente superiores às demais normas concebidas pelo poder constituinte originário. Comentários: Todas as normas constitucionais apresentam o mesmo “status”, independentemente do seu conteúdo. Assim, as cláusulas pétreas são iguais a todas as demais normas do texto constitucional. Questão incorreta. 22. (ESAF/2002/STN) As normas que constituem cláusulas pétreas são hierarquicamente superiores aos demais dispositivos constitucionais. Comentários: As cláusulas pétreas apresentam a mesma hierarquia das demais normas constitucionais. Questão incorreta. 23. (ESAF/2002/MPOG) No texto da Constituição Federal de 1988, há diferença hierárquica entre normas definidas como cláusulas pétreas e as demais normas do Estatuto Político. Comentários: Não há diferença hierárquica entre as normas constantes da Constituição. Questão incorreta. 24. (ESAF/2002/STN) Normas que constituem cláusulas pétreas têm status hierárquico superior ao das demais normas constantes do texto constitucional. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 90 Comentários: Todas as normas constitucionais apresentam o mesmo “status”, independentemente de seu conteúdo. Questão incorreta. 25. (ESAF/2002/MRE) Uma medida provisória tem menor status hierárquico do que uma lei ordinária. Comentários: Ambas têm o mesmo “status”, situando-se logo abaixo da Constituição. Questão incorreta. 26. (ESAF/2002/MRE) A lei complementar tem o mesmo status hierárquico da emenda à Constituição. Comentários: A emenda à Constituição se situa no topo da pirâmide de Kelsen, tendo hierarquia superior à da lei complementar. Questão incorreta. 27. (ESAF/2002/MRE) O tratado internacional não tem o mesmo status hierárquico de uma emenda à Constituição. Comentários: De fato, em regra o tratado internacional tem “status” de lei ordinária. Somente excepcionalmente adquirirá “status” de emenda à Constituição (tratados sobre direitos humanos internalizados com rito próprio de emenda). Questão correta. 28. (ESAF/2002/MPOG) Segundo a visão pacificada da doutrina e da jurisprudência, os tratados de que o Brasil faz parte, versando direitos individuais, têm a mesma estatura hierárquica das normas constitucionais. Comentários: Os tratados sobre direitos humanos, em regra, têm “status” supralegal, segundo entendimento do STF. Somente aqueles internalizados com rito próprio de emendas constitucional terão “status” de norma constitucional. Questão incorreta. 29. (ESAF/2002/MPOG) No texto da Constituição Federal de 1988, há diferença hierárquica entre normas estatuídas pelo poder 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 90 constituinte originário e normas acrescentadas ao texto original por meio de emenda constitucional. Comentários: Não há diferença hierárquica entre as normas constitucionais, sejam elas editadas pelo Poder Constituinte Originário ou pelo Derivado. Questão incorreta. 30. (ESAF/2002/MPOG) Leis ordinárias, leis delegadas, decretos legislativos e medidas provisórias situam-se no mesmo patamar no que tange à hierarquia das normas jurídicas. Comentários: De fato, todas elas têm o mesmo “status”. Questão correta. 31. (ESAF/2002/MPOG) O legislador é livre para tratar por meio de lei complementar de qualquer assunto que entenda que, pela sua importância, mereça ser protegido contra mudanças decorrentes do processo legislativo mais simplificado, próprio das leis ordinárias. Comentários: Cabe ao legislador constituinte determinar as matérias de competência da lei complementar; Questão incorreta. 32. (ESAF/2001/SFC) As leis federais são, por definição, superiores hierarquicamente às leis estaduais. Comentários: Não há diferença hierárquica entre leis federais e estaduais. Questão incorreta. 33. (ESAF/2001/SFC) Não existe hierarquia entre as normas do Atodas Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988 e as normas que compõem o corpo principal da mesma Constituição. Comentários: As normas do ADCT têm, de fato, o mesmo “status” das demais normas constitucionais. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 90 34. (ESAF/2001/SFC) As emendas à Constituição são hierarquicamente inferiores às normas da Constituição editadas pelo Poder Constituinte originário. Comentários: Não há diferença hierárquica entre as normas constitucionais originárias e as emendas à Constituição. Questão incorreta. 35. (ESAF/2000/TCU) A Constituição estabelece uma hierarquia entre as normas, em que as emendas à Constituição estão em patamar mais elevado, vindo em seguida as leis complementares, que são hierarquicamente superiores às leis ordinárias, que, por seu turno, são hierarquicamente superiores aos decretos legislativos. Comentários: De fato, as emendas constitucionais são hierarquicamente superiores às leis complementares. Entretanto, leis complementares, leis ordinárias e decretos legislativos têm a mesma hierarquia, ocupando o mesmo patamar na pirâmide de Kelsen. Questão incorreta. 36. (ESAF/2012/ATA) Há hierarquia entre as normas constitucionais originárias e as normas constitucionais inseridas na Constituição por meio de emenda constitucional. Comentários: Não existe tal hierarquia. Tanto as normas constitucionais originárias quanto as emendas constitucionais se encontram no topo da Pirâmide de Kelsen. Questão incorreta. 37. (ESAF/2012/ATA) Diante de um conflito entre uma lei federal e uma lei estadual, aquela deve prevalecer. Comentários: Não há hierarquia entre lei federal e estadual, mas mera divisão de competências. Uma ou outra poderá prevalecer: depende de qual ente federado (União ou Estado) tem competência para dispor a respeito da matéria. Questão incorreta. 38. (ESAF/2012/ATA) A lei ordinária é hierarquicamente inferior à lei complementar. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 90 Comentários: Não há hierarquia entre elas. Nesse sentido, tem-se o entendimento do STF de que a lei complementar não é hierarquicamente superior à lei ordinária. Ambas têm campos de atuação diversos, a matéria (conteúdo) é diferente. No caso de matéria disciplinada por lei formalmente complementar, mas não submetida à reserva constitucional de lei complementar, eventuais alterações desse diploma legislativo podem ocorrer mediante simples lei ordinária. Isso porque a lei complementar será, materialmente, ordinária, subsumindo-se ao regime constitucional dessa lei (AI 467822 RS,04-10-2011). Questão incorreta. 39. (ESAF/2012/ATA) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por maioria dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Comentários: O erro está no quórum. Dispõe a Constituição (art. 5o, § 3o, CF) que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Questão incorreta. 40. (ESAF/2012/ATA) As constituições estaduais devem observar os princípios encartados na Constituição Federal. Comentários: De fato, a Constituição Federal se situa no topo da Pirâmide de Kelsen, servindo de parâmetro de validade para todas as demais normas do ordenamento jurídico, inclusive para as Constituições Estaduais. Alternativa correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 90 Classificação das Constituições 41. (ESAF/2007/PGFN) As constituições outorgadas não são precedidas de atos de manifestação livre da representatividade popular e assim podem ser consideradas as Constituições brasileiras de 1824, 1937 e a de 1967, com a Emenda Constitucional n. 01 de 1969. Comentários: Quanto à origem, as Constituições se classificam em: Outorgadas: são aquelas impostas, que surgem sem participação popular. Resultam de ato unilateral de vontade da classe ou pessoa dominante no sentido de limitar seu próprio poder, por meio da outorga de um texto constitucional. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824, 1937 e 1967. Democráticas (populares ou promulgadas): nascem com participação popular, por processo democrático. Exemplos: Constituições brasileiras de 1891, 1934, 1946 e 1988. Cesaristas: são outorgadas, mas necessitam de referendo popular. Objetivam apenas a legitimação do detentor do poder. Questão correta. 42. (ESAF/2009/MPOG) São classificadas como dogmáticas, escritas e outorgadas as constituições que se originam de um órgão constituinte composto por representantes do povo eleitos para o fim de as elaborar e estabelecer, das quais são exemplos as Constituições brasileiras de 1891, 1934, 1946 e 1988. Comentários: Essas constituições são classificadas como democráticas, por se originarem de um órgão constituinte composto por representantes do povo eleitos para o fim de as elaborar e estabelecer. Questão incorreta. 43. (ESAF/2006/IRB) Uma constituição é classificada como popular, quanto à origem, quando se origina de um órgão constituinte composto de representantes do povo. Comentários: Trata-se da também chamada constituição democrática. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 90 44. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Chama-se Constituição outorgada aquela que é votada pelos representantes do povo especialmente convocados para elaborar o novo Estatuto Político. Comentários: É a constituição democrática ou popular que se caracteriza por ser votada por representantes do povo especialmente convocados para elaborá-la. Questão incorreta. 45. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) No que se refere à origem, a Constituição Federal de 1988 é considerada outorgada, haja vista ser proveniente de um órgão constituinte composto de representantes eleitos pelo povo. Comentários: A CF/88, quanto à origem, é democrática, uma vez que provém de um órgão constituinte composto de representantes do povo. Questão incorreta. 46. (ESAF/2004/CGU) As constituições outorgadas, sob a ótica jurídica, decorrem de um ato unilateral de uma vontade política soberana e, em sentido político, encerram uma limitação ao poder absoluto que esta vontade detinha antes de promover a outorga de um texto constitucional. Comentários: De fato, as constituições outorgadas, juridicamente, decorrem de ato unilateral do detentor do poder político e, no sentido político, encerram uma limitação do poder por seu próprio detentor. Questão correta. 47. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor-Fiscal) A constituição escrita, também denominada de constituição instrumental, aponta efeito racionalizador, estabilizante, de segurança jurídica e de calculabilidade e publicidade. Comentários: No que concerne à forma, as Constituições podem ser escritas ou não escritas: Escritas ou instrumentais:conjunto de normas sistematizadas em documentos solenes, elaborados pelo órgão constituinte, com o propósito de fixar a organização fundamental do Estado. Subdividem-se em codificadas ou 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 90 unitárias (quando suas normas se encontram em um único texto) ou legais, variadas ou pluritextuais (quando suas normas se encontram em documentos diversos). A Constituição de 1988 é escrita e codificada. Não escritas, costumeiras ou consuetudinárias: as normas constitucionais encontram-se em leis esparsas, costumes, jurisprudência e convenções. Exemplo: A Constituição inglesa. De fato, a Constituição escrita é estabilizante, favorecendo a calculabilidade e a publicidade. Questão correta. 48. (ESAF/2007/PGFN) Considera-se constituição não-escrita a que se sustenta, sobretudo, em costumes, jurisprudências, convenções e em textos esparsos, formalmente constitucionais. Comentários: De fato, a constituição não escrita se sustenta, sobretudo, em costumes, jurisprudência, convenções e textos esparsos. Esses últimos, entretanto, são apenas materialmente (e não formalmente!) constitucionais, uma vez que não foram elaborados por um órgão constituinte constituído para esse fim. Questão incorreta. 49. (ESAF/2006/ENAP) As constituições classificadas quanto à forma como legais são aquelas sistematizadas e apresentadas em um texto único. Comentários: As constituições legais são espécies do gênero constituições escritas. Suas normas estão dispersas por vários documentos solenemente escritos. O enunciado traz o conceito de constituições codificadas. Questão incorreta. 50. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A constituição escrita apresenta-se como um conjunto de regras sistematizadas em um único documento. A existência de outras normas com status constitucional, “per se”, não é capaz de descaracterizar essa condição. Comentários: A Constituição escrita não apresenta, necessariamente, todas as regras sistematizadas em um único documento. Isso porque essas regras podem se encontrar em textos esparsos, desde que solenes. Questão incorreta. 51. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) Uma constituição não escrita é aquela cujas normas decorrem de costumes e convenções, não havendo documentos escritos aos quais seja reconhecida a condição 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 90 de textos constitucionais. Comentários: A constituição não escrita também decorre de documentos escritos, além de costumes, jurisprudência e convenções. Questão incorreta. 52. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor-Fiscal) A constituição dogmática se apresenta como produto escrito e sistematizado por um órgão constituinte, a partir de princípios e ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante. Comentários: No que se refere ao modo de elaboração, as Constituições podem ser dogmáticas ou históricas. Dogmáticas (sistemáticas): são escritas, tendo sido elaboradas por um órgão constituído para esta finalidade em um determinado momento, segundo os dogmas então em voga. Subdividem-se em heterodoxas ou ecléticas (quando suas normas se originam de ideologias distintas) ou ortodoxas (quando refletem uma só ideologia). A Constituição de 1988 é dogmática eclética, uma vez que adotou, como fundamento do Estado, o pluralismo político (art. 1º, CF). Históricas: também chamadas costumeiras, são do tipo não escritas. São criadas lentamente com as tradições, sendo uma síntese dos valores históricos consolidados pela sociedade. São, por isso, mais estáveis que as dogmáticas. É o caso da Constituição inglesa. Questão correta. 53. (ESAF/2006/CGU) Nem toda constituição classificada como dogmática foi elaborada por um órgão constituinte. Comentários: Todas as constituições dogmáticas são elaboradas por um órgão constituinte, segundo os dogmas então em voga. Questão incorreta. 54. (ESAF/2002/STN) As constituições ditas históricas são invariavelmente constituições escritas. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 90 As constituições históricas são necessariamente não escritas. Questão incorreta. 55. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As constituições dogmáticas, como é o caso da Constituição Federal de 1988, são sempre escritas, e apresentam, de forma sistematizada, os princípios e ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante à época. Comentários: As constituições dogmáticas, de fato, são sempre escritas, e apresentam as ideias vigentes à época de sua elaboração. Questão correta. 56. (ESAF/2009/MPOG) A constituição material é o peculiar modo de existir do Estado, reduzido, sob a forma escrita, a um documento solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente modificável por processos e formalidades especiais nela própria estabelecidos. Comentários: Quanto ao conteúdo, a Constituição pode ser material ou formal. Concepção material: somente são consideradas constitucionais as normas que tratam de assuntos de grande relevância jurídica (assuntos essenciais à organização do Estado, bem como direitos fundamentais). Esses assuntos não estão contidos em um rol taxativo: não há unanimidade doutrinária sobre quais deles seriam de presença obrigatória em uma Constituição no sentido material. É importante ressaltar que na concepção material, analisa-se apenas o conteúdo da norma, que pode tanto estar contida em uma Constituição escrita como em uma não escrita. Um exemplo é a Carta do Império de 1824, que considerava constitucionais apenas matérias referentes aos limites e atribuições dos poderes e direitos políticos, inclusive os individuais dos cidadãos. Concepção formal ou procedimental: consideram-se constitucionais normas que, independentemente do conteúdo, estejam contidas em documento elaborado solenemente pelo órgão constituinte (Constituição escrita). Avalia-se apenas o processo de elaboração da norma: o conteúdo não importa. A CF/88 é do tipo formal. Caso uma questão afirme que nossa Constituição tem uma parte formal e outra material, isso é incorreto! A constituição material consiste no conjunto de normas, escritas ou costumeiras, consideradas substancialmente constitucionais. Questão incorreta. 57. (ESAF/2006/CGU) O conceito formal de constituição e o conceito material de constituição, atualmente, se confundem, uma vez que a 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 90 moderna teoria constitucional não mais distingue as normas que as compõem. Comentários: Esses conceitos não se confundem. Enquanto a constituição material é aquela em que se consideram constitucionais apenas as normas que tratam de assuntos de grande relevância jurídica, independentemente de estarem ou não contidas em um documento solenemente elaborado por uma Assembleia Constituinte, na Constituição formal, apenas as normas contidas nesse tipo de documento são consideradas constitucionais, não importando seu conteúdo. Questão incorreta. 58. (ESAF/2004/CGU) Em sua concepção materialista ou substancial, a Constituição se confundiria com o conteúdo de suasnormas, sendo pacífico na doutrina quais seriam as matérias consideradas como de conteúdo constitucional e que deveriam integrar obrigatoriamente o texto positivado. Comentários: De fato, em sua concepção materialista ou substancial, a Constituição é determinada pelo conteúdo das suas normas. Entretanto, diferentemente do que diz o enunciado, não é pacífico na doutrina quais matérias seriam de conteúdo constitucional, devendo necessariamente integrar a Constituição. Questão incorreta. 59. (ESAF/2009/MPOG) A constituição formal designa as normas escritas ou costumeiras, inseridas ou não num documento escrito, que regulam a estrutura do Estado, a organização dos seus órgãos e os direitos fundamentais. Comentários: A Constituição formal é composta necessariamente por normas escritas. Podem tratar de qualquer matéria, desde que obedeçam, em sua feitura, os procedimentos especiais nelas mesmas estabelecidas. Questão incorreta. 60. (ESAF/2003/AFT) A constituição, na sua concepção formal, seria um conjunto de normas legislativas que se distinguem das não constitucionais em razão de serem produzidas por processo legislativo mais dificultoso, o qual pode se materializar sob a forma da necessidade de um órgão legislativo especial para elaborar a Constituição - Assembleia Constituinte - ou sob a forma de um quorum superior ao exigido para a aprovação, no Congresso Nacional das leis 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 90 ordinárias. Comentários: Esse é o conceito de constituição formal. Questão correta. 61. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Nas constituições materiais, como é o caso da Constituição Federal de 1988, as matérias inseridas no documento escrito, mesmo aquelas não consideradas "essencialmente constitucionais", possuem status constitucional. Comentários: A Constituição de 1988 é do tipo formal. Todas as matérias nela inseridas, mesmo as que tratem de matérias não “essencialmente constitucionais”, possuem “status” constitucional. Questão incorreta. 62. (ESAF/2006/MTE-AFT) Na concepção materialista de Constituição, é dada relevância ao processo de formação das normas constitucionais, que, além de ser intencional, deve produzir um conjunto sistemático com unidade, coerência e força jurídica próprias, dentro do sistema jurídico do Estado. Comentários: Nessa concepção, o processo de formação das normas constitucionais é irrelevante. Importa, tão-somente, seu conteúdo. Questão incorreta. 63. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 é considerada, em relação à estabilidade, como semirrígida, na medida em que a sua alteração exige um processo legislativo especial. Comentários: Na classificação das constituições quanto à estabilidade, leva-se em conta o grau de dificuldade para a modificação do texto constitucional. As Constituições são, segundo este critério, divididas em imutáveis, flexíveis, rígidas e semirrígidas. Imutável: é aquela Constituição cujo texto não pode ser modificado jamais. Tem a pretensão de ser eterna. Alguns autores não admitem sua existência. Super-rígida: é a Constituição em que há um núcleo intangível (cláusulas pétreas), sendo as demais normas alteráveis por processo legislativo diferenciado, mais dificultoso que o ordinário. Trata-se de uma classificação 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 90 adotada apenas por Alexandre de Moraes, para quem a CF/88 é do tipo super- rígida. Só para recordar: as cláusulas pétreas são dispositivos que não podem sofrer emendas (alterações) tendentes a aboli-las. Estão arroladas no § 4º d o art. 60 da Constituição. Na maior parte das questões essa classificação não é cobrada. Rígida: é aquela modificada por procedimento mais dificultoso do que aqueles pelos quais se modificam as demais leis. É sempre escrita, mas vale lembrar que a recíproca não é verdadeira: nem toda Constituição escrita é rígida. A CF/88 é rígida, pois exige procedimento especial para sua modificação por meio de emendas constitucionais: votação em dois turnos, nas duas Casas do Congresso Nacional e aprovação de pelo menos três quintos dos integrantes das Casas Legislativas (art. 60, §2º, CF/88). Exemplos: Constituições de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988. Semirrígida ou semiflexível: para algumas normas o processo legislativo de alteração é mais dificultoso que o ordinário, para outras não. Um exemplo é a Carta Imperial do Brasil (1824), que exigia procedimento especial para modificação de artigos que tratassem de direitos políticos e individuais, bem como dos limites e atribuições respectivas dos Poderes. As normas referentes a todas as demais matérias poderiam ser alteradas por procedimento usado para modificar as leis ordinárias. Flexível: pode ser modificada pelo procedimento legislativo ordinário, ou seja, pelo mesmo processo legislativo usado para modificar as leis comuns. A CF/88 é rígida, uma vez que todas as suas normas só podem ser alteradas por processo legislativo especial. Questão incorreta. 64. (ESAF/2004/CGU) Na história do Direito Constitucional brasileiro, apenas a Constituição de 1824 pode ser classificada, quanto à estabilidade, como uma constituição semirrígida. Comentários: De fato, a Constituição de 1824 foi a única do tipo semirrígida já existente no Brasil. Essa Carta exigia procedimento especial para modificação de artigos que tratassem de direitos políticos e individuais, bem como dos limites e atribuições respectivas dos Poderes. As normas referentes a todas as demais matérias poderiam ser alteradas por procedimento usado para modificar as leis ordinárias. Questão correta. 65. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Quando uma Constituição prevê processo legislativo de emenda do seu texto mais complexo e difícil do que o processo de elaboração da legislação ordinária, é correto dizer que esta Constituição é: a) rígida b) flexível c) toda ela composta de cláusulas pétreas d) histórica 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 90 e) costumeira Comentários: Nesse caso, a Constituição será rígida. A letra A é o gabarito da questão. 66. (ESAF/2006/ENAP) Constituições rígidas são as que possuem cláusulas pétreas, que não podem ser modificadas pelo poder constituinte derivado. Comentários: De acordo com a maior parte da doutrina, as constituições rígidas são aquelas modificadas por processo legislativo mais dificultoso que aqueles pelos quais se modificam as demais leis, podendo ou não apresentar cláusulas pétreas. Já para Alexandre de Moraes, as constituições que possuem cláusulas pétreas apresentam classificação própria, sendo denominadas superrígidas. Independentemente da classificação adotada (maior parte da doutrina ou Alexandre de Moraes), a questão está incorreta. 67. (ESAF/2006/CGU) Uma constituição rígida não pode ser objeto de emenda. Comentários: As constituições imutáveis não podem ser objeto de emenda. Já as rígidas podem, sim, sofrer alterações, por meio de um procedimento mais dificultoso que o exigido para modificação das demais leis. Questão incorreta. 68. (ESAF/2009/MPOG) São constitucionais as normas que dizem respeito aos limites, e atribuições respectivasdos poderes políticos, e aos direitos fundamentais. As demais disposições que estejam na Constituição podem ser alteradas pelo quórum exigido para a aprovação das leis ordinárias. Comentários: A CF/88 é do tipo formal, por isso todas as normas nela inseridas apresentam “status constitucional”. Além disso, é rígida, só podendo ser alterada por processo legislativo mais dificultoso que o exigido para a aprovação das leis ordinárias. Questão incorreta. 69. (ESAF/2004/MRE) Nenhuma norma da Constituição, mesmo que não seja materialmente constitucional, pode ser alterada por maioria simples ou mesmo absoluta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 90 Comentários: De fato. Como a CF/88 é do tipo formal, todas as suas normas apresentam “status” constitucional, independentemente do seu conteúdo. Além disso, como a Constituição é rígida, só pode ser alterada por quórum especial, mais dificultoso que o das leis. Esse quórum, como veremos mais detalhadamente em aula futura, é de três quintos dos membros de cada Casa do Congresso Nacional (art. 60, § 2º, CF). Questão correta. 70. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) Assinale a opção correta relativa à classificação da Constituição Federal de 1988. a) É costumeira, rígida, analítica. b) É flexível, promulgada, analítica. c) É rígida, outorgada, analítica. d) É parcialmente inalterável, outorgada, sintética. e) É rígida, parcialmente inalterável, promulgada Comentários: A CF/88 é rígida, parcialmente inalterável (cláusulas pétreas) e promulgada. A letra E é o gabarito. 71. (ESAF/2003/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Da Constituição em vigor pode ser dito que corresponde ao modelo de Constituição escrita, dogmática, promulgada e rígida. Comentários: De fato, a CF/88 pode ser classificada como escrita, dogmática, promulgada e rígida. É, ainda, analítica e formal. Questão correta. 72. (ESAF/2002/MRE) A Constituição que é votada por uma Assembleia composta de representantes do povo e que admite ser modificada, exigindo, porém um processo legislativo mais solene e dificultoso do que aquele seguido para a edição de leis ordinárias é chamada de: a) Constituição promulgada e rígida. b) Constituição flexível e dogmática. c) Constituição dogmática e semi-rígida. d) Constituição promulgada e semi-rígida. e) Constituição outorgada e rígida. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 90 Trata-se dos conceitos de Constituição promulgada e rígida, respectivamente. A letra A é o gabarito. 73. (ESAF/2004/CGU) Segundo a melhor doutrina, a tendência constitucional moderna de elaboração de Constituições sintéticas se deve, entre outras causas, à preocupação de dotar certos institutos de uma proteção eficaz contra o exercício discricionário da autoridade governamental. Comentários: Quanto à extensão, as Constituições podem ser analíticas ou sintéticas. Analíticas, prolixas, expansivas ou longas: têm conteúdo extenso, tratando de matérias que não a organização básica do Estado. Contêm normas apenas formalmente constitucionais. A CF/88 é analítica, pois trata minuciosamente de certos assuntos, não materialmente constitucionais. Esta espécie de Constituição é uma tendência contemporânea. Sintéticas, concisas, sumárias ou curtas: restringem-se aos elementos substancialmente constitucionais. É o caso da Constituição norte-americana, que possui apenas sete artigos. O detalhamento dos direitos e deveres é deixado a cargo das leis infraconstitucionais. A “desconfiança” em relação ao legislador ordinário é própria das Constituições analíticas, não das sintéticas. Questão incorreta. 74. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A constituição sintética, que é constituição negativa, caracteriza-se por ser construtora apenas de liberdade- negativa ou liberdade-impedimento, oposta à autoridade. Comentários: A constituição sintética é, de fato, constituição negativa, limitando-se a resguardar os direitos fundamentais de primeira geração, relacionados à liberdade. Esses direitos visam a resguardar o indivíduo contra o arbítrio estatal. Questão correta. 75. (ESAF/2004/CGU) Segundo a classificação das Constituições, adotada por Karl Lowenstein, uma constituição nominativa é um mero instrumento de formalização legal da intervenção dos dominadores de fato sobre a comunidade, não tendo a função ou a pretensão de servir como instrumento limitador do poder real. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 90 Quanto à correspondência com a realidade política e social, as constituições se dividem em normativas, nominativas e semânticas: Normativas: regulam efetivamente o processo político do Estado, por corresponderem à realidade política e social, ou seja, limitam, de fato, o poder. Em suma: têm valor jurídico. Exemplos: Cartas de 1891, 1934 e 1946. Nominativas: buscam regular o processo político do Estado, mas não conseguem realizar este objetivo, por não atenderem à realidade social. São constituições prospectivas, que visam, um dia, a sua concretização, mas que não possuem aplicabilidade. Isso se deve, segundo Loewenstein, provavelmente ao fato de que a decisão que levou à sua promulgação foi prematura, persistindo, contudo, a esperança de que, um dia, a vida política corresponda ao modelo nelas fixado. Não possuem valor jurídico: são Constituições “de fachada”. Semânticas: não têm por objetivo regular a política estatal. Visam apenas a formalizar a situação existente do poder político, em benefício dos seus detentores. Exemplos: Constituições de 1937, 1967 e 1969. O enunciado traz o conceito de constituição semântica, não o de nominativa. Questão incorreta. 76. (ESAF/2006/CGU) Quanto ao sistema da Constituição, as constituições se classificam em constituição principiológica - na qual predominam os princípios - e constituição preceitual - na qual prevalecem as regras. Comentários: Quanto ao sistema, as Constituições podem ser classificadas em principiológicas e preceituais. Constituição principiológica ou aberta: é aquela em que há predominância dos princípios, normas caracterizadas por elevado grau de abstração, que demandam regulamentação pela legislação para adquirirem concretude. É o caso da CF/88. Constituição preceitual: é aquela em que prevalecem as regras, que se caracterizam por baixo grau de abstração, sendo concretizadoras de princípios. Questão correta. 77. (ESAF/2012 /MDIC) Sabe-se que a doutrina constitucionalista classifica as constituições. Quanto às classificações existentes, é correto afirmar que: I. Quanto ao modo de elaboração, pode ser escrita e não escrita. II. Quanto à forma, pode ser dogmática e histórica. III. Quanto à origem, pode ser promulgada e outorgada. IV. Quanto ao conteúdo, pode ser analítica e sintética. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 90 Assinale a opção verdadeira. a) II, III e IVestão corretas. b) I, II e IV estão incorretas. c) I, III e IV estão corretas. d) I, II e III estão corretas. e) II e III estão incorretas. Comentários: O item I está incorreto. As constituições classificam-se, quanto ao modo de elaboração, em dogmáticas ou históricas. O item II também está incorreto. As constituições classificam-se, quanto à forma, em escritas ou não escritas. O item III está correto. Apesar de alguns autores ainda classificarem algumas constituições como cesaristas, quanto à origem, a omissão dessa classificação não torna o item incorreto. Para parta da doutrina, as constituições cesaristas são espécie do gênero outorgadas. O item IV está errado. As constituições classificam-se, quanto ao conteúdo, em formais ou materiais. A letra B é o gabarito da questão. Enunciado comum às questões seguintes O Estudo da Teoria Geral da Constituição revela que a Constituição dos Estados Unidos se ocupa da definição da estrutura do Estado, funcionamento e relação entre os Poderes, entre outros dispositivos. Por sua vez, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é detalhista e minuciosa. Ambas, entretanto, se submetem a processo mais dificultoso de emenda constitucional. Considerando a classificação das constituições e tomando-se como verdadeiras essas observações, sobre uma e outra Constituição, é possível afirmar que: 78. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é escrita, analítica e rígida, a dos Estados Unidos, rígida, sintética e negativa. Comentários: Não era preciso ser um conhecedor da Constituição dos EUA para acertar essa questão: bastava relacionar as características arroladas no enunciado com as respectivas classificações. Vejamos: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 90 “a Constituição dos Estados Unidos se ocupa da definição da estrutura do Estado, funcionamento e relação entre os Poderes, entre outros dispositivos”: percebe-se que se trata de uma Constituição que se restringe aos elementos substancialmente constitucionais, sendo, por isso, sintética. Destaca-se que os textos constitucionais sintéticos são qualificados como constituições negativas, uma vez que constroem a chamada liberdade-impedimento, que serve para delimitar o arbítrio do Estado sobre os indivíduos. “ por sua vez, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é detalhista e minuciosa”: trata-se de uma Constituição prolixa ou analítica, conteúdo extenso, tratando de matérias que não a organização básica do Estado. “ambas, entretanto, se submetem a processo mais dificultoso de emenda constitucional”: isso significa que ambas são rígidas. Questão correta. 79. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é do tipo histórica, rígida, outorgada e a dos Estados Unidos rígida, sintética. Comentários: A CF/88 é dogmática (e não histórica!), rígida e promulgada (e não outorgada!) enquanto a dos EUA é rígida e sintética. Questão incorreta. 80. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição dos Estados Unidos é do tipo consuetudinária, flexível e a da República Federativa do Brasil de 1988 é escrita, rígida e detalhista. Comentários: A Constituição dos Estados Unidos é dogmática (e não consuetudinária!) e rígida, enquanto a da RFB é escrita, rígida e detalhista (ou analítica). Questão incorreta. 81. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição dos Estados Unidos é analítica, rígida e a da República Federativa do Brasil de 1988 é histórica e consuetudinária. Comentários: A Constituição dos Estados Unidos é sintética e rígida, enquanto a da RFB é dogmática e escrita. Questão incorreta. 82. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é democrática, promulgada e flexível, a dos Estados 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 90 Unidos, rígida, sintética e democrática. Comentários: A Constituição da RFB é democrática, promulgada e rígida, enquanto a dos Estados Unidos é rígida, sintética e democrática. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 90 Classificação das normas constitucionais 83. (ESAF/2007/PGFN) No caso das normas constitucionais de pgfn, a atividade integradora do legislador infraconstitucional é vinculada e não discricionária, ante a necessidade, para fins de auto execução, de delimitar o ambiente da sua atuação restritiva. Comentários: A partir da aplicabilidade das normas constitucionais, José Afonso da Silva classifica as normas constitucionais em normas de eficácia plena, normas de eficácia contida e normas de eficácia limitada. Normas de eficácia plena São aquelas que, desde a entrada em vigor da Constituição, produzem, ou têm possibilidade de produzir, todos os efeitos que o legislador constituinte quis regular. É o caso do art 2º da CF/88, que diz: “são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. São normas de aplicabilidade direta, imediata e integral: produzem todos os efeitos de imediato, independentemente de lei posterior que lhes complete o alcance e o sentido. Normas constitucionais de eficácia contida São aquelas em que a Constituição regulou suficientemente os interesses relativos a determinada matéria, mas permitiu a atuação restritiva por parte do Poder Público. Um exemplo é o art. 5º, LVIII, que estabelece que “o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei”. O dispositivo é de aplicabilidade imediata, produzindo todos os efeitos imediatamente. Entretanto, pode ter sua eficácia restringida por lei ordinária. É importante ressaltar que, enquanto tal lei ordinária não for criada, sua eficácia é plena. A aplicabilidade das normas de eficácia contida é direta e imediata, mas não é integral, já que podem ter sua eficácia restringida por lei, por outras normas constitucionais ou por conceitos jurídicos indeterminados nelas presentes (ao fixar esses conceitos, o Poder Público poderá limitar seu alcance, como é o caso do art. 5º, XXIV e XXV, que restringem o direito de propriedade estabelecido no art. 5º, XXII da CF/88). Normas constitucionais de eficácia limitada São aquelas que dependem de regulamentação futura para produzirem todos os seus efeitos. Sua aplicabilidade é indireta, mediata e reduzida, pois somente produzem integralmente seus efeitos quando regulamentadas por lei posterior que lhes amplia a eficácia. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 90 José Afonso da Silva as subdivide em normas declaratórias de princípios institutivos ou organizativos e normas declaratórias de princípios programáticos. As primeiras são aquelas que dependem de lei para estruturar e organizar as atribuições de instituições, pessoas e órgãos previstos na Constituição. É o caso do art. 18, §3º, CF/88 (“ os Estados podem incorporar- se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da populaçãodiretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar”). Já as segundas estabelecem programas a serem desenvolvidos pelo legislador infraconstitucional. Um exemplo é o art. 196 da Carta Magna (“a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”). É importante destacar que, embora as normas de eficácia limitada não produzam todos os efeitos tão-somente com sua promulgação, não é verdade que estas sejam completamente desprovidas de eficácia jurídica. Sua eficácia é limitada, não inexistente! Isso porque, independentemente de regulação pelo legislador infraconstitucional, produzem alguns efeitos: revogam disposições anteriores em sentido contrário e impedem a validade de leis posteriores que se oponham a seus comandos. De volta ao enunciado, no caso de normas de eficácia contida, pode ou não haver restrição por parte do legislador infraconstitucional, uma vez que essas normas produzem ou estão aptas a produzir, desde sua entrada em vigor, todos os efeitos. Diz-se, por isso, que sua atividade integradora é discricionária. Questão incorreta. 84. (ESAF/PGFN/2012) Sobre as classificações atribuídas às normas constitucionais, pode-se afirmar que “norma de eficácia contida”, ou “norma de eficácia restringível”, é aquela que independe de regulação infraconstitucional para a sua plena eficácia, porém pode vir a ter a sua eficácia ou o seu alcance restringido por legislação infraconstitucional. Comentários: A questão cobra não só o conhecimento da classificação das normas constitucionais segundo José Afonso da Silva (que vimos na questão anterior), mas também a classificação segundo Maria Helena Diniz, que explicaremos a seguir. Segundo a autora, as normas constitucionais podem ser: Normas com eficácia absoluta São aquelas que não podem ser suprimidas por meio de emenda constitucional. Na CF/88, são exemplos aquelas enumeradas no art. 60, §4º, que determina que “não será objeto de deliberação a proposta de emenda 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 90 tendente a abolir a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes e, finalmente, os direitos e garantias individuais. São as denominadas cláusulas pétreas expressas. Normas com eficácia plena O conceito utilizado pela autora é o mesmo aplicado por José Afonso da Silva para normas de eficácia plena. Destaca-se que essas normas se assemelham às de eficácia absoluta por possuírem, como estas, aplicabilidade imediata, independendo de regulamentação para produzirem todos os seus efeitos. A distinção entre elas se dá pelo fato de as normas com eficácia plena poderem sofrer emendas tendentes a suprimi-las. Normas com eficácia relativa restringível Correspondem às normas de eficácia contida de José Afonso da Silva, referidas anteriormente. Essas normas possuem cláusula de redutibilidade, possibilitando que atos infraconstitucionais lhes componham o significado. Além disso, sua eficácia poderá ser restringida ou suspensa pela própria Constituição. Normas com eficácia relativa complementável ou dependentes de complementação São equivalentes às normas de eficácia limitada de José Afonso da Silva, ou seja, dependem de legislação infraconstitucional para produzirem todos os seus efeitos. Questão correta. 85. (ESAF/2002/INSS) Todas as normas da Constituição relativas a direito fundamental são classificadas como de eficácia plena. Comentários: As normas de eficácia plena são aquelas que, desde a entrada em vigor da Constituição, produzem, ou têm possibilidade de produzir, todos os efeitos que o legislador constituinte quis regular. Não há relação entre eficácia e matéria. As normas relativas a direito fundamental podem ser tanto de eficácia plena quanto de eficácia contida ou, ainda, de eficácia limitada. Questão incorreta. 86. (ESAF/2007/PGFN) As normas programáticas não são autoaplicáveis porque retratam apenas diretrizes políticas que devem ser alcançadas pelo Estado Brasileiro, não possuindo caráter vinculante imediato. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 90 Comentários: As normas programáticas possuem, sim, caráter vinculante. Produzem, desde logo, os seguintes efeitos: revogam disposições anteriores em sentido contrário e impedem a validade de leis posteriores que se oponham a seus comandos. Questão incorreta. 87. (ESAF/2012/PGFN) Na tradição da doutrina norte-americana, incorporada por diversos autores brasileiros, as normas não autoaplicáveis são aquelas que independem de regulação infraconstitucional para a sua plena eficácia. Comentários: Segundo essa classificação, as normas não autoaplicáveis dependem de regulamentação infraconstitucional para a sua plena eficácia. Essa classificação equipara-se à de normas constitucionais de eficácia limitada de José Afonso da Silva. Questão incorreta. 88. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As normas constitucionais de eficácia contida são aquelas que apresentam aplicabilidade reduzida, haja vista necessitarem de norma ulterior para que sejam aplicadas. Comentários: O enunciado traz o conceito de normas constitucionais de eficácia limitada, não o de normas de eficácia contida. Questão incorreta. 89. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As normas constitucionais de eficácia limitada estreitam-se com o princípio da reserva legal, haja vista regularem interesses relativos à determinada matéria, possibilitando a restrição por parte do legislador derivado. Comentários: São as normas de eficácia contida que possibilitam restrição por parte do legislador derivado. Questão incorreta. 90. (ESAF/2006/IRB) Uma norma constitucional classificada quanto à sua aplicabilidade como uma norma constitucional de eficácia contida não possui como característica a aplicabilidade imediata. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 90 Comentários: A norma de eficácia contida possui, sim, a característica de aplicabilidade imediata, pois produz ou esta apta a produzir, desde logo, todos os seus efeitos. Questão incorreta. 91. (ESAF/2005/STN) Uma norma constitucional de eficácia limitada não produz seus efeitos essenciais com a sua simples entrada em vigor, porque o legislador constituinte não estabeleceu sobre a matéria, objeto de seu conteúdo, uma normatividade suficiente, deixando essa tarefa para o legislador ordinário ou para outro órgão do Estado. Comentários: O enunciado está perfeito. Para a produção de todos os seus efeitos, a norma constitucional de eficácia limitada necessita de regulamentação pelo legislador ordinário ou outro órgão do Estado. Questão correta. 92. (ESAF/2003/AFT) Segundo a melhor doutrina, as normas de eficácia contida são de aplicabilidade direta e imediata, no entanto, podem ter seu âmbito de aplicação restringido por uma legislação futura, por outras normas constitucionais ou por conceitos ético- jurídicos. Comentários: Novamente, o enunciado está perfeito. As normas constitucionais de eficácia contida, apesar de produzirem todosos seus efeitos desde a sua edição, podem ter seu âmbito de aplicação restringido tanto por legislação posterior quanto por outras normas constitucionais ou por conceitos ético- jurídicos. Questão correta. 93. (ESAF/2003/AFT) Segundo a melhor doutrina, as normas constitucionais de eficácia limitada são do tipo normas declaratórias de princípios institutivos quando: determinam ao legislador, em termos peremptórios, a emissão de uma legislação integrativa; ou facultam ao legislador a possibilidade de elaborar uma lei, na forma, condições e para os fins previstos; ou possuem esquemas gerais, que dão a estrutura básica da instituição, órgão ou entidade a que se referem, deixando para o legislador ordinário a tarefa de estruturá- los, em definitivo, mediante lei. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 90 O examinador fez um belíssimo resumo desse ponto da matéria. Questão correta. 94. (ESAF/2003/SRF/Auditor-Fiscal) A norma constitucional programática, porque somente delineia programa de ação para os poderes públicos, não é considerada norma jurídica. Comentários: A norma constitucional programática é, sim, considerada norma jurídica, pois possui eficácia mínima e efeito vinculante desde a sua edição, produzindo, desde logo, os seguintes efeitos: revogação das disposições anteriores em sentido contrário e impedimento da validade de leis posteriores que se opuserem a seus comandos. Questão incorreta. 95. (ESAF/2003/SRF/Auditor-Fiscal) Chama-se norma constitucional de eficácia limitada aquela emenda à Constituição que já foi votada e aprovada no Congresso Nacional, mas ainda não entrou em vigor, por não ter sido promulgada. Comentários: Chama-se norma constitucional de eficácia limitada aquela que necessita de regulamentação posterior para produzir todos os seus efeitos. O examinador foi criativo, na invenção do conceito que trouxe no enunciado, mas não enganou você! Questão incorreta. 96. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) As normas constitucionais programáticas, por se destinarem, por sua própria natureza, a uma duração limitada no tempo, estão todas situadas na parte da Constituição relativa às disposições constitucionais transitórias. Comentários: As normas constitucionais programáticas estão espalhadas por todo o corpo da Constituição. Questão incorreta. 97. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) As normas constitucionais programáticas não produzem efeito jurídico algum, a não ser depois de desenvolvidas pelo legislador ordinário. Comentários: As normas programáticas possuem, sim, efeito jurídico. Produzem, desde sua edição, os seguintes efeitos: revogação das disposições anteriores em 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 90 sentido contrário e impedimento da validade de leis posteriores que se opuserem a seus comandos. Questão incorreta. 98. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) Nenhuma norma da Constituição Federal possui eficácia plena, porque todas elas dependem, em maior ou menor grau, de desenvolvimento do seu conteúdo pelo legislador ordinário. Comentários: A Carta Magna apresenta várias normas de eficácia plena, como é o caso dos arts. 19, 20, 21 e 22, por exemplo. Questão incorreta. 99. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) A Constituição que não adota normas programáticas é conhecida pela doutrina como Constituição dirigente. Comentários: Quanto à finalidade, a Constituição pode ser do tipo garantia, dirigente ou balanço. Liberal (negativa ou garantia): protege a liberdade, sendo marcadas pela limitação da ação estatal. É chamadas negativa porque impõe a omissão ou negativa de atuação do Estado, protegendo os indivíduos contra a ingerência abusiva dos Poderes Públicos. Seu principal objetivo é proteger as liberdades públicas contra a arbitrariedade do Estado. Corresponde ao primeiro período de surgimento dos direitos humanos (direitos de primeira geração, ou seja, direitos civis e políticos), a partir do final do século XVIII. Social (dirigente): busca a atuação positiva do Estado, que deve proporcionar a igualdade de todos. Traça as diretrizes que devem nortear a ação estatal. Segundo Canotilho, as Constituições dirigentes voltam-se à garantia do existente, aliada à instituição de um programa ou linha de direção para o futuro, sendo estas as suas duas principais finalidades. Essas constituições surgem mais recentemente no constitucionalismo (início do século XX), juntamente com os direitos fundamentais de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais). Os direitos de segunda geração, em regra, exigem do Estado prestações sociais, como saúde, educação, trabalho, previdência social, entre outras. Destaca-se que a Constituição garantia, por se limitar a estabelecer direitos de primeira geração, relacionados à proteção do indivíduo contra o arbítrio estatal, é sempre sintética. Já a dirigente, é sempre analítica, devido à marcante presença de normas programáticas em seu texto. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 90 Constituição balanço: é aquela que visa a reger o ordenamento jurídico do Estado durante um certo tempo, nela estabelecido. Transcorrido esse prazo, é elaborada uma nova Constituição ou seu texto é adaptado. Com base no exposto, pode-se afirmar que a Constituição dirigente é aquela cujo texto é marcado pela presença de normas programáticas. Isso é o oposto do que diz o enunciado. Questão incorreta. 100. (ESAF/2002/STN) As constituições dirigentes caracterizam-se por conterem princípios básicos de limitação de poder, direitos fundamentais e garantias institucionais, não contendo, porém, normas programáticas. Comentários: Pelo contrário! A presença de normas programáticas é uma característica das constituições dirigentes. Questão incorreta. 101. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) Um direito previsto numa norma constitucional de eficácia contida pode ser restringido por meio de lei ordinária. Comentários: Isso mesmo! Essas normas permitem a atuação restritiva pelo legislador ordinário. Questão correta. 102. (ESAF/2006/PGFN) Normas constitucionais de eficácia restringida não apresentam eficácia jurídica alguma senão depois de desenvolvidas pelo legislador ordinário. Comentários: Maria Helena Diniz classifica as normas constitucionais, quanto à aplicabilidade, em: Normas com eficácia absoluta São aquelas que não podem ser suprimidas por meio de emenda constitucional. Na CF/88, são exemplos aquelas enumeradas no art. 60, §4º, que determina que “não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes e, finalmente, os direitos e garantias individuais. São as denominadas cláusulas pétreas expressas. Normas com eficácia plena 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 90 O conceito utilizado pela autora é o mesmo aplicado por José Afonso da Silva para normas de eficácia plena. Destaca-se que essas normas se assemelham às de eficácia absoluta por possuírem, comoestas, aplicabilidade imediata, independendo de regulamentação para produzirem todos os seus efeitos. A distinção entre elas se dá pelo fato de as normas com eficácia plena poderem sofrer emendas tendentes a suprimi-las. Normas com eficácia relativa restringível Correspondem às normas de eficácia contida de José Afonso da Silva, referidas anteriormente. Essas normas possuem cláusula de redutibilidade, possibilitando que atos infraconstitucionais lhes componham o significado. Além disso, sua eficácia poderá ser restringida ou suspensa pela própria Constituição. Normas com eficácia relativa complementável ou dependentes de complementação São equivalentes às normas de eficácia limitada de José Afonso da Silva, ou seja, dependem de legislação infraconstitucional para produzirem todos os seus efeitos. Alguns autores consideram, ainda, a existência de normas constitucionais de eficácia exaurida e aplicabilidade esgotada. São normas cujos efeitos cessaram, não mais apresentando eficácia jurídica. É o caso de vários preceitos do ADCT da CF/88. Questão incorreta. 103. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia limitada são de aplicabilidade mediata e reduzida, também conhecida como de aplicabilidade diferida. Comentários: As normas constitucionais de eficácia limitada são aquelas que dependem de regulamentação futura para produzirem todos os seus efeitos. Sua aplicabilidade é indireta, mediata e reduzida (ou diferida), pois somente produzem integralmente seus efeitos quando regulamentadas por lei posterior que lhes amplia a eficácia. Questão correta. 104. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade direta, imediata e integral, são também conhecidas como normas autoaplicáveis. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 90 Comentários: As normas de eficácia plena são aquelas que, desde a entrada em vigor da Constituição, produzem, ou têm possibilidade de produzir, todos os efeitos que o legislador constituinte quis regular. É o caso do art 2º da CF/88, que diz: “são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. São normas de aplicabilidade direta, imediata e integral: produzem todos os efeitos de imediato, independentemente de lei posterior que lhes complete o alcance e o sentido. São, por isso, chamadas de autoaplicáveis. Questão correta. 105. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia contida ou prospectiva têm aplicabilidade direta e imediata, mas possivelmente não integral, e são também conhecidas como de eficácia redutível ou restringível, apesar de sua aplicabilidade plena. Comentários: As normas constitucionais de eficácia contida ou prospectiva são aquelas em que a Constituição regulou suficientemente os interesses relativos a determinada matéria, mas permitiu a atuação restritiva por parte do Poder Público. Um exemplo é o art. 5º, LVIII, que estabelece que “o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei”. O dispositivo é de aplicabilidade imediata, produzindo todos os efeitos imediatamente. Entretanto, pode ter sua eficácia restringida por lei ordinária. É importante ressaltar que, enquanto tal lei ordinária não for criada, sua eficácia é plena. Sua aplicabilidade das normas de eficácia contida é direta e imediata, mas não é integral, já que podem ter sua eficácia restringida por lei, por outras normas constitucionais ou por conceitos jurídicos indeterminados nelas presentes (ao fixar esses conceitos, o Poder Público poderá limitar seu alcance, como é o caso do art. 5º, XXIV e XXV, que restringem o direito de propriedade estabelecido no art. 5º, XXII da CF/88). Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 90 Aplicação das normas constitucionais no tempo 106. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode- se dizer que tal lei foi revogada por incompatibilidade formal com a Constituição de 1988. Comentários: Com o advento de uma nova Constituição, continuam válidos todos os atos normativos com ela compatíveis, sendo eles por ela recepcionados no “status” previsto para o instrumento normativo que tratará daquela matéria. Trata-se do chamado princípio da recepção. É o caso do Código Tributário Nacional, por exemplo, que, embora tenha sido criado como lei ordinária, foi recepcionado como lei complementar. Destaca-se que no caso de lei editada por ente federativo diverso daquele ao qual a nova Constituição atribuiu competência para dispor sobre a matéria, esta também será recepcionada, se houver compatibilidade material com o novo texto constitucional. Nesse caso, a lei será recebida como se tivesse sido editada pelo ente competente para tratar da matéria. Exemplo: uma lei federal vigente sob a égide da Constituição pregressa poderá ser recepcionada como estadual pela nova Carta, se esta estabelecer que os Estados são competentes para disciplinar a matéria. Outra possibilidade de recepção se dá quando a nova Constituição determina, expressamente, a continuidade de dispositivos daquela que lhe precedeu. Como exemplo, a CF/88 estabeleceu que o sistema tributário nacional entraria em vigor a partir do primeiro dia do quinto mês seguinte ao da sua promulgação, mantendo-se, até essa data, a vigência dos dispositivos da Constituição de 1967. Destaca-se, ainda, que o princípio da recepção não ocorre no caso de emenda constitucional. Isso porque o poder de reforma encontra limites na própria Constituição. Assim, o que se dá, no caso de edição de emenda constitucional, é a revogação do direito ordinário anterior, se desconforme com ela, ou a manutenção de sua validade, caso ele seja com ela compatível. De volta ao enunciado, não é a compatibilidade formal, nesse caso, que determina a recepção ou não da lei, mas sim a material. Como a lei é materialmente compatível com a nova Constituição, foi recepcionada, com “status” de lei complementar. Questão incorreta. 107. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Normas de lei ordinária anteriores à nova Constituição que sejam com essa materialmente compatíveis são tidas como recebidas, mesmo que se revistam de forma legislativa que 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 90 já não mais é prevista na nova Carta. Comentários: Com o advento de uma nova Constituição, continuam válidos todos os atos normativos com ela compatíveis, sendo eles por ela recepcionados no “status” previsto para o instrumento normativo que tratará daquela matéria. Isso acontece mesmo no caso de esses atos normativos se revestirem de forma legislativa não mais prevista na nova Carta. É o caso do Decreto-Lei no 195/67, recepcionado pela CF/88 como lei complementar. Questão correta. 108. (ESAF/2004/IRB) Os decretos-leis editados antes da vigência da Constituição de 1988 perderam eficácia com a promulgação desta, uma vez que a ordem constitucional em vigor não previu tal instrumento normativo. Comentários: Os decretos-leis editados antesda entrada em vigor da CF/88 que são com elas compatíveis foram recepcionados por ela, adquirindo o “status” previsto pela Constituição para o instrumento normativo que trate de sua matéria. Questão incorreta. 109. (ESAF/2004/IRB) Lei ordinária anterior à Constituição de 1988, com ela materialmente compatível, é tida como recebida pela nova ordem constitucional, mesmo que esta exija lei complementar para regular o assunto. Comentários: Nesse caso, a lei será recebida com “status” de lei complementar. A título de exemplo, foi o que aconteceu com o Código Tributário Nacional, editado como lei ordinária (Lei no 5.172/1966) antes do advento da CF/88. Questão correta. 110. (ESAF/2002/STN) Sabendo que o Código Tributário Nacional (CTN) foi editado antes da Constituição de 1988, sob a forma de lei ordinária, é possível afirmar que as normas do CTN que regulam limitações constitucionais ao poder de tributar continuam em vigor, desde que o seu conteúdo seja concordante com as normas da Constituição de 1988. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 90 É isso mesmo. As normas do CTN materialmente compatíveis com a CF/88 foram por ela recepcionadas, adquirindo “status” de lei complementar. Questão correta. 111. (ESAF/2002/PM Fortaleza) Lei ordinária anterior à Constituição de 1988, com ela materialmente compatível, é tida como recebida pela nova ordem constitucional, mesmo que esta exija lei complementar para regular o assunto. Comentários: Enunciado idêntico ao anterior. Veja como é importante resolver provas anteriores: nada impede que o examinador copie uma ou mais questões deste curso em sua prova, não é mesmo? Questão correta. 112. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode- se dizer que pode ser revogada por outra lei ordinária. Comentários: A lei não pode ser revogada por outra, ordinária, já que adquiriu “status” de lei complementar. Questão incorreta. 113. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode- se dizer que tal lei pode ser revogada por emenda à Constituição Federal. Comentários: De fato, a lei pode ser revogada por emenda à Constituição, já que esta é hierarquicamente superior à lei complementar. Os jogadores de “truco” (é o meu caso, adoro baralho!) podem memorizar que a emenda constitucional equivale ao “zap” (quatro de paus). Questão correta. 114. (ESAF/2004/PGE-DF) A legislação federal anterior à Constituição de 1988 e regularmente aprovada com base na competência da União definida no texto constitucional pretérito é considerada recebida como estadual ou municipal se a matéria por ela disciplinada passou segundo a nova Constituição para o âmbito de competência dos Estados ou dos Municípios, conforme o caso, não se 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 90 podendo falar em revogação daquela legislação em virtude dessa mudança de competência promovida pelo novo texto constitucional. Comentários: É isso mesmo! A mudança de competência não é capaz de, por si só, resultar em revogação da legislação anterior à promulgação da nova Constituição. Questão correta. 115. (ESAF/2004/PGE-DF) Leis anteriores à Constituição em vigor somente continuam a produzir efeitos na vigência da nova ordem se forem expressamente recepcionadas pelo legislador da nova ordem. Comentários: A recepção também pode se dar de forma tácita. Isso ocorre quando, apesar de a Constituição não dizer, expressamente, que uma determinada Lei X foi por ela recepcionada, a referida lei tiver conteúdo materialmente compatível com a nova Carta. Questão incorreta. 116. (ESAF/2001/SRF/Auditor-Fiscal) Sabe-se que a Constituição em vigor não prevê a figura do Decreto-Lei. Sobre um Decreto-Lei, editado antes da Constituição em vigor, cujo conteúdo é compatível com esta, é possível afirmar que este deve ser considerado revogado com o advento da nova Constituição. Comentários: O Decreto-Lei será recepcionado, uma vez que há compatibilidade material com a nova Constituição. Questão incorreta. 117. (ESAF/2002/PM Fortaleza) Todo Decreto-Lei editado antes da Constituição de 1988 perdeu eficácia depois da promulgação desta, uma vez que a ordem constitucional em vigor não previu tal instrumento normativo. Comentários: Os Decretos-Leis compatíveis materialmente com a nova Constituição foram por ela recepcionados, tendo adquirido o “status” do instrumento normativo previsto pela CF/88 como competente para tratar dos assuntos neles previstos. Na recepção, avalia-se a compatibilidade material da lei com a nova Constituição, não a formal. Por isso, mesmo instrumentos normativos não previstos pela nova Carta podem ser por ela recepcionados. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 90 118. (ESAF/2002/INSS) Uma vez que a Constituição de 1988 não previu a figura do Decreto-Lei, todos os decretos- leis editados antes dela ficaram revogados com o advento da Constituição em vigor. Comentários: Apenas os decretos-leis materialmente incompatíveis com a Constituição foram revogados. Os demais,foram por ela recepcionados. Questão incorreta. 119. (ESAF/2006/PGFN) Uma lei federal sobre assunto que a nova Constituição entrega à competência privativa dos Municípios fica imediatamente revogada com o advento da nova Carta. Comentários: Essa lei poderá ser recebida como municipal, se houver compatibilidade material de seu texto com a nova Carta. Questão incorreta. 120. (ESAF/2006/PGFN) Para que a lei anterior à Constituição seja recebida pelo novo Texto Magno, é mister que seja compatível com este, tanto do ponto de vista da forma legislativa como do conteúdo dos seus preceitos. Comentários: Não há necessidade de compatibilidade formal para que haja a recepção da lei. Basta a compatibilidade material, ou seja, de seu conteúdo. Questão incorreta. 121. (ESAF/2006/PGFN) A Doutrina majoritária e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal convergem para afirmar que normas da Constituição anterior ao novo diploma constitucional, que com este não sejam materialmente incompatíveis, são recebidas como normas infraconstitucionais. Comentários: Algumas constituições preveem a possibilidade de que uma ou mais normas constitucionais por elas revogadas (Constituição pretérita) adquiram “status” de lei com sua promulgação. Tem-se, aí, o princípio da desconstitucionalização, em que a nova Constituição recepciona as normas da pretérita, conferindo-lhes “status” legal. Embora não houvesse óbice para que a CF/88 adotasse a desconstitucionalização, ela não o fez, nem de forma genérica nem quanto a algum dispositivo específico. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br45 de 90 122. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Com o advento de uma nova Constituição, normas da Constituição anterior que sejam compatíveis com o novo diploma continuam a vigorar, embora com força de lei complementar. Comentários: A Constituição Federal de 1988 não adotou a desconstitucionalização. Por isso, todas as normas da Constituição anterior foram por ela revogadas, independentemente de sua compatibilidade material com o novo diploma. Questão incorreta. 123. (ESAF/2004/IRB) As normas da Constituição de 1967/1969 que não destoam, no seu conteúdo, da Constituição de 1988, são consideradas como recebidas pela nova ordem, com status de lei complementar. Comentários: A Constituição Federal de 1988 não adotou a desconstitucionalização. Por isso, todas as normas da Constituição de 1967/1969 foram por ela revogadas, independentemente de sua compatibilidade material com o novo diploma. Questão incorreta. 124. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) As normas da Constituição de 1967/1969, que não entram, quanto ao seu conteúdo, em linha colidente com a Constituição de 1988, são consideradas como recebidas pela nova ordem, com status de lei complementar. Comentários: Todas as normas da Constituição de 1967/1969 foram revogadas pela CF/88, independentemente de seu conteúdo. Isso porque a Constituição Federal não adotou a desconstitucionalização. Questão incorreta. 125. (ESAF/2006/PGFN) Normas não recebidas pela nova Constituição são consideradas, ordinariamente, como sofrendo de inconstitucionalidade superveniente. Comentários: Alguns autores entendem que, no caso de entrada em vigor de uma nova Constituição, as normas legais com ela incompatíveis se tornam inconstitucionais, pelo fenômeno da inconstitucionalidade superveniente. Essa não é a posição do STF. Para a Corte, trata-se de simples conflito de normas 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 90 no tempo, em que a norma posterior revoga a anterior. Nesse caso, portanto, haveria simples revogação, e não inconstitucionalidade. Questão incorreta. 126. (ESAF/2002/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A lei anterior à Constituição em vigor, que com ela não se compatibiliza materialmente, é considerada revogada por esta. Comentários: É isso mesmo. Nesse caso, há revogação da lei, uma vez que o STF não admite a inconstitucionalidade superveniente em nosso ordenamento jurídico. Questão correta. 127. (ESAF/2006/CGU) Segundo a doutrina majoritária e o Supremo Tribunal Federal, no caso brasileiro, como efeito do exercício do poder constituinte derivado sobre a legislação infraconstitucional existente, no caso da incompatibilidade material da norma com o novo texto constitucional, temos uma inconstitucionalidade superveniente. Comentários: Para o Supremo, a norma incompatível com a nova Constituição é por ela revogada. A Corte não admite o fenômeno da inconstitucionalidade superveniente. Questão incorreta. 128. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Assentou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que as normas anteriores à Constituição com essa materialmente incompatíveis são consideradas inconstitucionais e, não, meramente revogadas. Comentários: Para o STF, as normas materialmente incompatíveis com a nova Constituição são por ela revogadas. A Corte Suprema não admite o fenômeno da inconstitucionalidade superveniente. Questão incorreta. 129. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode- se dizer que tal lei incorreu no vício de inconstitucionalidade superveniente em face da nova Constituição. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 90 Comentários: O STF não admite a inconstitucionalidade superveniente em nosso ordenamento jurídico. Questão incorreta. 130. (ESAF/2004/IRB) A lei anterior a uma emenda à Constituição incompatível, no seu conteúdo, com a nova redação da Carta da República, deve ser declarada, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, supervenientemente inconstitucional. Comentários: A emenda constitucional, por ser posterior a lei e a ela hierarquicamente superior, revogá-la-á. Questão incorreta. 131. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) A lei anterior à Constituição Federal incompatível, no seu conteúdo, com a nova Carta da República, deve ser declarada, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, supervenientemente inconstitucional. Comentários: A lei anterior à Constituição Federal, com ela incompatível quanto ao conteúdo, é considerada revogada por esta. O STF não admite a inconstitucionalidade superveniente. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 90 Interpretação da Constituição 132. (ESAF/2006/CGU) No método de interpretação constitucional tópico-problemático, há prevalência da norma sobre o problema concreto a ser resolvido. Comentários: A interpretação da Constituição envolve um conjunto de métodos, desenvolvidos pela doutrina e pela jurisprudência. No método tópico- problemático, há prevalência do problema sobre a norma, ou seja, busca-se solucionar determinado problema por meio da interpretação de norma constitucional. Este método parte das premissas seguintes: a interpretação constitucional tem caráter prático, pois busca resolver problemas concretos e a norma constitucional é aberta, de significado indeterminado (por isso, deve-se dar preferência à discussão do problema). Questão incorreta. 133. (ESAF/2006/CGU) O método de interpretação hermenêutico- concretizador prescinde de uma pré-compreensão da norma a ser interpretada. Comentários: O método hermenêutico-concretizador foi criado por Konrad Hesse, segundo o qual a leitura da Constituição inicia-se pela pré-compreensão do seu sentido pelo intérprete, a quem cabe aplicar a norma para a resolução de uma situação concreta. Valoriza a atividade interpretativa e as circunstâncias nas quais esta se desenvolve, promovendo uma relação entre texto e contexto, transformando a interpretação em “movimento de ir e vir” (círculo hermenêutico). O método hermenêutico-concretizador diferencia-se do método tópico-problemático porque enquanto este pressupõe a primazia do problema sobre a norma, aquele se baseia na prevalência do texto constitucional sobre o problema. Questão incorreta. 134. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal do RN) O método de interpretação constitucional, denominado hermenêutico-concretizador, pressupõe a pré-compreensão do conteúdo da norma a concretizar e a compreensão do problema concreto a resolver. Comentários: O método pressupõe a compreensão da norma e do problema, sendo que a daquela precede a deste. Questão correta. 135. (ESAF/2010/MTE-AFT) Praticamente toda a doutrina constitucionalista cita os princípios e regras de interpretações 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 90 enumeradas por Canotilho. Entre os princípios e as regras de interpretação abaixo, assinaleaquele (a) que não foi elencado por Canotilho. a) Unidade da constituição. b) Da máxima efetividade ou da eficiência. c) Da supremacia eficaz. d) Do efeito integrador. e) Da concordância prática ou da harmonização. Comentários: Segundo Canotilho4, os princípios de interpretação constitucional foram desenvolvidos a partir do método hermenêutico-concretizador, tendo como função auxiliar a tarefa do intérprete. O autor elencou os seguintes princípios de interpretação em suas obras: Princípio da unidade da constituição; Princípio do efeito integrador; Princípio da concordância prática ou harmonização; Princípio da justeza ou conformidade funcional; Princípio da força normativa da Constituição; Princípio da eficiência ou da máxima efetividade. A letra C é o gabarito da questão. 136. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) De acordo com o princípio da máxima efetividade ou da eficiência, princípio de interpretação constitucional, a interpretação de uma norma constitucional exige a coordenação e combinação dos bens jurídicos em conflito, de forma a evitar o sacrifício total de uns em relação a outros. Comentários: O princípio da máxima efetividade estabelece que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior efetividade social. Visa, portanto, a maximizar a norma, a fim de extrair dela todas as suas potencialidades. Sua utilização se dá principalmente na aplicação dos direitos fundamentais, embora possa ser usado na interpretação de todas as normas constitucionais. O conceito trazido pelo enunciado se refere ao princípio da harmonização, não ao da máxima efetividade. Questão incorreta. 137. (ESAF/2004/IRB) O princípio de interpretação constitucional do "efeito integrador" estabelece uma nítida hierarquia entre as normas da parte dogmática da Constituição e as normas da parte meramente 4 Canotilho, J. J.. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 90 organizatória. Comentários: Não há tal hierarquia. O princípio do efeito integrador determina que, na interpretação da Constituição, seja dada preferência às determinações que favoreçam a integração política e social e o reforço da unidade política. Questão incorreta. 138. (ESAF/2004/IRB) Mesmo que, num caso concreto, se verifique a colisão entre princípios constitucionais, um princípio não invalida o outro, já que podem e devem ser aplicados na medida do possível e com diferentes graus de efetivação. Comentários: O princípio da concordância prática ou da harmonização impõe a harmonização dos bens jurídicos em caso de conflito entre eles, de modo a evitar o sacrifício total de uns em relação aos outros. É geralmente usado na solução de problemas referentes à colisão de direitos fundamentais. Assim, apesar de a Constituição, por exemplo, garantir a livre manifestação do pensamento (art. 5º, IV, CF/88), este direito não é absoluto. Ele encontra limites na proteção à vida privada (art. 5º, X, CF/88), outro direito protegido constitucionalmente. Desse modo, ainda que, num caso concreto se verifique a colisão entre princípios constitucionais, esse conflito é apenas aparente. Cada princípio “cede um pouco” quando da solução do caso, evitando-se o sacrifício total de qualquer um deles. Questão correta. 139. (ESAF/2001/Promotor-CE) O princípio da concordância prática ou da harmonização, numa sociedade democrática, determina que se dê sempre prevalência aos bens protegidos como direitos fundamentais em caso de conflito com outros bens também constitucionalmente protegidos. Comentários: Esse princípio determina que, no caso de conflito aparente entre direitos fundamentais, haja uma redução proporcional dos mesmos, de modo que nenhum deles sofra sacrifício total. Não há prevalência de uns sobre os outros. Questão incorreta. 140. (ESAF/2004/IRB) Segundo o princípio da unidade da Constituição, as normas constitucionais devem ser consideradas, não isoladamente, mas como preceitos integrados num sistema interno unitário de regras e princípios. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 90 Comentários: O princípio da unidade da Constituição determina que o texto da Constituição deve ser interpretado de forma a evitar contradições entre suas normas ou entre os princípios constitucionais. Assim, não há contradição verdadeira entre as normas constitucionais: o conflito entre estas é apenas aparente. Segundo esse princípio, na interpretação deve-se considerar a Constituição como um todo, e não se interpretarem as normas de maneira isolada. Um exemplo de sua aplicação é a interpretação do aparente conflito entre o art. 61, §1º, II, “d” e o art. 128, §5º, da Constituição. Utilizando-se o princípio da unidade da Constituição, percebe-se que não se trata de um conflito real (antinomia) entre as normas, mas de uma iniciativa legislativa concorrente do Procurador Geral da República e do Presidente da República para dispor sobre a organização do Ministério Público da União, do Distrito Federal e dos Territórios. O STF aplica, em vários de seus julgados, o princípio da unidade da Constituição. Segundo a Corte, “os postulados que informam a teoria do ordenamento jurídico e lhe dão o substrato doutrinário assentam-se na premissa fundamental de que o sistema de direito positivo, além de caracterizar uma unidade institucional, constitui um complexo de normas que devem manter entre si um vínculo de essencial coerência (STF, RE 159.103- 0/SP, DJU de 4.8.1995) Questão correta. 141. (ESAF/2004/IRB) O princípio da unidade da Constituição postula que, na interpretação das normas constitucionais, seja-lhes atribuído o sentido que lhes empreste maior eficácia ou efetividade. Comentários: O princípio da unidade da Constituição determina que, na interpretação das normas constitucionais, seja-lhes dado o sentido que evite contradições entre o texto constitucional, que deve ser considerado como um todo. O conceito trazido pelo examinador se refere ao princípio da máxima efetividade. Questão incorreta. 142. (ESAF/2008/STN) E preciso, pois, dizer o óbvio: a Constituição constitui (no sentido fenomenológico-hermenêutico); a Constituição vincula (não metafisicamente); a Constituição estabelece as condições do agir político-estatal. Afinal, como bem assinala Miguel Angel Pérez, uma Constituição democrática é, antes de tudo, normativa, de onde se extrai duas conclusões: que a Constituição contém mandatos jurídicos obrigatórios, e que estes mandatos jurídicos não somente são obrigatórios senão que, muito mais do que isso, possuem uma 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 90 especial força de obrigar, uma vez que a Constituição é a forma suprema de todo o ordenamento jurídico." (STRECK, Lenio Luiz, Jurisdição constitucional e hermenêutica: uma crítica do direito. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2004, p.287). Assinale a opção que indica com exatidão os princípios de hermenêutica constitucional utilizados no texto para sustentar a aplicabilidade das normas constitucionais. a) Unidade da Constituiçãoe razoabilidade. b) Eficácia integradora e lógica do razoável. c) Harmonização e proporcionalidade. d) Reserva do possível e conformidade funcional. e) Máxima efetividade e força normativa da Constituição. Comentários: No texto, são utilizados dois princípios de hermenêutica (interpretação) constitucional: Princípio da máxima efetividade: estabelece que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior efetividade social. Visa, portanto, a maximizar a norma, a fim de extrair dela todas as suas potencialidades. Sua utilização se dá principalmente na aplicação dos direitos fundamentais, embora possa ser usado na interpretação de todas as normas constitucionais. Princípio da força normativa da Constituição: Esse princípio determina que toda norma jurídica precisa de um mínimo de eficácia, sob pena de não ser aplicada. Estabelece, portanto, que, na interpretação constitucional, deve- se dar preferência às soluções que possibilitem a atualização de suas normas, garantindo-lhes eficácia e permanência. Para Konrad Hesse, seu idealizador, as normas jurídicas e a realidade devem ser consideradas em seu condicionamento recíproco. A norma constitucional não tem existência autônoma em face da realidade. Desse modo, a Constituição, para ser aplicável, deve ser conexa à realidade jurídica, social e política. A letra E é o gabarito da questão. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 90 Interpretação conforme a Constituição 143. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) O princípio de interpretação conforme a constituição não pode ser aplicado na avaliação da constitucionalidade de artigo de uma Emenda à Constituição promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Comentários: O princípio da interpretação conforme a constituição foi criado pela jurisprudência alemã, tendo como objetivo preservar as normas. Em vez de se declarar a norma inconstitucional, o Tribunal busca dar-lhe uma interpretação que a conduza à constitucionalidade. Assim, no caso de normas com várias interpretações possíveis, deve-se priorizar aquela que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo constitucional. A partir deste princípio, tem-se que a regra é a manutenção da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade. Isso desde que, obviamente, a interpretação dada à norma não contrarie sua literalidade ou sentido a fim de harmonizá-la com a Constituição. Por seu caráter extremamente didático, reproduzimos julgado do STF em que se discorre sobre a técnica de interpretação conforme a Constituição: “A interpretação conforme é uma técnica de eliminação de uma interpretação desconforme. O saque desse modo especial da interpretação não é feito para conformar um dispositivo subconstitucional aos termos da Constituição Positiva. Absolutamente! Ele é feito para descartar aquela particularizada interpretação que, incidindo sobre um dado texto normativo de menor hierarquia impositiva, torna esse texto desconforme à Constituição. Logo, trata-se de uma técnica de controle de constitucionalidade que só pode começar ali onde a interpretação do texto normativo inferior termina.” (STF, ADPF 54-QO, 27.04.2005). Destaca-se que quando a norma só tem um sentido possível (sentido unívoco), não é possível a aplicação da interpretação conforme. Nesse caso, ou a norma será declarada totalmente constitucional ou totalmente inconstitucional (STF, ADI 1.344-1/ES, DJ de 19.04.1996). Outro ponto importante é que a interpretação conforme não pode deturpar o sentido originário das leis ou atos normativos. Não é possível ao intérprete “salvar” uma lei inconstitucional, dando-lhe uma significação “contra legem”. A interpretação conforme a Constituição tem como limite a razoabilidade, não podendo ser usada como ferramenta para tornar o juiz um legislador, ferindo o princípio da separação dos Poderes. Veja o que o Supremo decidiu a respeito: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 90 “Por isso, se a única interpretação possível contrariar o sentido inequívoco que o Poder Legislativo lhe pretendeu dar, não se pode aplicar o princípio da interpretação conforme a Constituição, que implicaria, em verdade, criação de norma jurídica, o que é privativo do legislador positivo” (STF, Repr. 1.417-7, em 09.12.1987). A interpretação conforme pode ser de dois tipos: com ou sem redução do texto. Interpretação conforme com redução do texto: Nesse caso, a parte viciada é considerada inconstitucional, tendo sua eficácia suspensa. Como exemplo, tem-se que na ADI 1.127-8, o STF suspendeu liminarmente a expressão “ou desacato”, presente no art. 7o, § 7o, do Estatuto da OAB. Interpretação conforme sem redução do texto: Nesse caso, exclui-se ou se atribui à norma um sentido, de modo a torná-la compatível com a Constituição. Pode ser concessiva (quando se concede à noma uma interpretação que lhe preserve a constitucionalidade) ou excludente (quando se exclua uma interpretação que poderia torná-la inconstitucional). De volta ao enunciado, o princípio da interpretação conforme a constituição pode ser aplicado, sim, às emendas constitucionais, fruto do poder constituinte derivado (que estudaremos a seguir). Questão incorreta. 144. (ESAF/2001/Promotor-CE) Pelo princípio da interpretação conforme a Constituição, o aplicador evita declarar inconstitucional uma norma, buscando um sentido teleológico do preceito que o compatibilize com a Constituição, sendo irrelevante para esse esforço o sentido literal da norma. Comentários: De fato, Pelo princípio da interpretação conforme a Constituição, o aplicador evita declarar inconstitucional uma norma, buscando um sentido teleológico do preceito que o compatibilize com a Constituição. Entretanto, o sentido literal da norma não pode ser desprezado. Questão incorreta. 145. (ESAF/2006/PFN) A interpretação conforme a Constituição consiste em procurar extrair o significado de uma norma da Lei Maior a partir do que dispõem as leis ordinárias que preexistiam a ela. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 90 O princípio da interpretação busca extrair o significado de uma norma infraconstitucional priorizando o sentido que a compatibilize com a Constituição. Questão incorreta. 146. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A técnica denominada interpretação conforme não é utilizável quando a norma impugnada admite sentido unívoco. Comentários: A interpretação conforme é técnica utilizável quando a norma admite vários sentidos, para que se busque, dentre eles, o que mais se compatibilize com a Constituição. Não é aplicável quando a norma só admite um sentido. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 90 Constituição Ideal 147. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) O conceito ideal de constituição, o qual surgiu no movimento constitucional do século XIX, considera como um de seus elementos materiais caracterizadores que a constituição não deve ser escrita. Comentários: Aconcepção de constituição ideal foi preconizada por J. J. Canotilho. Trata-se de constituição de caráter liberal, que apresenta os seguintes elementos: Deve ser escrita; Deve conter um sistema de direitos fundamentais individuais (liberdades negativas); Deve conter a definição e o reconhecimento do princípio da separação dos poderes; Deve adotar um sistema democrático formal. Note que todos esses elementos estão intrinsecamente relacionados à limitação do poder coercitivo do Estado. A constituição ideal, preconizada por Canotilho, deve, necessariamente, ser escrita. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 90 Poder Constituinte 148. (ESAF/2006/TCU) Para o positivismo jurídico, o poder constituinte originário tem natureza jurídica, sendo um poder de direito, uma vez que traz em si o gérmen da ordem jurídica. Comentários: A teoria do poder constituinte foi criada por Sieyès, abade francês, no século XVIII. Esta teoria, que se aplica somente aos Estados com Constituição escrita e rígida, distingue poder constituinte de poderes constituídos. Poder constituinte é aquele que cria a Constituição, enquanto os constituídos são aqueles estabelecidos por ela, ou seja, são aqueles que resultam de sua criação (Legislativo, Executivo e Judiciário). O titular do poder constituinte, para Sieyès, era a nação. Rompeu, portanto, com teorias anteriores ao Iluminismo, que determinavam que a origem do poder era divina. Quanta coragem para um clérigo, não é mesmo? Hodiernamente, considera-se que o titular do poder constituinte é o povo. Segundo Canotilho, o “problema do titular do poder constituinte só pode ter hoje uma resposta democrática. Só o povo entendido como um sujeito constituído por pessoas – mulheres e homens – pode ‘decidir’ ou deliberar sobre a conformação da sua ordem político-social. Poder constituinte significa, assim, poder constituinte do povo”5. O poder constituinte pode ser de dois tipos: originário ou derivado. Poder constituinte originário (poder constituinte de primeiro grau ou genuíno) é o poder de criar uma nova Constituição. Apresenta cinco características que o distinguem do derivado: é político, inicial, incondicionado, permanente e ilimitado. Político: dá origem ao ordenamento jurídico (é extrajurídico), não se deriva dele. Inicial: dá início a uma nova ordem jurídica, rompendo com a anterior. Incondicionado: não se sujeita a qualquer forma ou procedimento predeterminado em sua manifestação Permanente: pode se manifestar a qualquer tempo, mesmo depois de elaborada uma Constituição. Ilimitado ou autônomo: não se submete a limites determinados pelo direito anterior ou pelo direito suprapositivo (natural). Pode mudar completamente a estrutura do Estado ou os direitos dos cidadãos, por exemplo, sem ter sua validade contestada com base no ordenamento jurídico anterior. 5Canotilho, J. J. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 90 Embora o povo seja o titular do poder constituinte, seu exercício nem sempre é democrático. Muitas vezes, a Constituição é criada por ditadores ou grupos que conquistam o poder autocraticamente. Assim, diz-se que a forma do exercício do poder constituinte pode ser democrática ou por convenção (quando se dá pelo povo, direta ou indiretamente) ou, ainda, autocrática ou por outorga (quando se dá pela ação de usurpadores do poder). Note que em ambas as formas a titularidade do poder constituinte é do povo, o que muda é a forma de exercício deste poder! A forma democrática de exercício pode se dar tanto diretamente quanto indiretamente. Na primeira, o povo participa diretamente do processo de elaboração da Constituição, por meio de plebiscito, referendo ou proposta de criação de determinados dispositivos constitucionais. Na segunda, mais frequente, a participação popular se dá indiretamente, por meio de assembleia constituinte, composta por representantes eleitos pelo povo. No que se refere à Assembleia Constituinte, esta é considerada soberana quando tem o poder de elaborar e promulgar, sem consulta ou ratificação popular, uma constituição. Isso se dá por ela representar a vontade do povo. Por isso mesmo, seu poder independe de consulta ou ratificação popular. Diz-se, ainda, que ela é exclusiva quando é composta por pessoas que não pertençam a qualquer partido político. Seus representantes seriam professores, cientistas políticos e estudiosos do Direito, que representariam a nação. A Assembleia Constituinte de 1988 era soberana, mas não exclusiva. Guarde isso! Questão incorreta. 149. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte originário é inicial, ilimitado e incondicionado. Comentários: De fato, o poder constituinte originário é inicial, uma vez que dá início a uma nova ordem jurídica, rompendo com a anterior; incondicionado, considerando-se que não se sujeita a qualquer forma ou procedimento predeterminado em sua manifestação e ilimitado ou autônomo, por não não se submeter a limites determinados pelo direito anterior ou pelo direito suprapositivo (natural). Questão correta. 150. (ESAF/PGFN/2012) A soberania é atributo inerente ao poder constituinte originário. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 90 Comentários: A soberania é, sim, atributo do poder constituinte originário, uma vez que ele não encontra limites no Direito anterior ou suprapositivo. Questão correta. 151. (ESAF/2012/MDIC) O Poder Constituinte Originário não é totalmente autônomo, tendo em vista ser necessária a observância do procedimento imposto pelo ordenamento então vigente para sua implantação. Comentários: O Poder Constituinte Originário é, sim, ilimitado ou autônomo, uma vez que não se submete a limites determinados pelo direito anterior ou pelo direito suprapositivo (natural). Pode mudar completamente a estrutura do Estado ou os direitos dos cidadãos, por exemplo, sem ter sua validade contestada com base no ordenamento jurídico anterior. Questão incorreta. 152. (ESAF/2012/MDIC) As formas básicas de expressão do Poder Constituinte são outorga e convenção. Comentários: A forma do exercício do poder constituinte pode ser democrática ou por convenção (quando se dá pelo povo, direta ou indiretamente) ou, ainda, autocrática ou por outorga (quando se dá pela ação de usurpadores do poder). Questão correta. 153. (ESAF/2012/MDIC) O Poder Constituinte Originário é condicionado à forma prefixada para manifestar sua vontade, tendo que seguir procedimento determinado para realizar sua constitucionalização. Comentários: O Poder Constituinte Originário é incondicionado. Isso significa que ele não se sujeita a qualquer forma ou procedimento predeterminado em sua manifestação. Questão incorreta. 154. (ESAF/2004/CGU) Segundo precedente do STF, no caso brasileiro, não é admitida a posição doutrinária que sustenta ser o poder constituinte originário limitado por princípios de direito suprapositivo. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br60 de 90 Comentários: De fato, é essa a posição do STF. O poder constituinte originário é ilimitado, não se submetendo a princípios de direito suprapositivo ou direito natural. Entende-se por direito suprapositivo aquele não positivado, ou seja, não escrito, que decorre do conceito de justiça. Questão correta. 155. (ESAF/2006/PGFN) Consolidou-se o entendimento de que é possível invocar direito adquirido em face de decisão do poder constituinte originário. Comentários: O poder constituinte originário é ilimitado, não se submetendo a limites determinados pelo direito anterior. Pode mudar completamente a estrutura do Estado ou os direitos dos cidadãos, por exemplo, sem ter sua validade contestada com base no ordenamento jurídico anterior. Por esse motivo, o STF entende que não há possibilidade de se invocar direito adquirido contra normas constitucionais originárias6. Questão incorreta. 156. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Admite-se pacificamente entre nós a invocação do direito adquirido contra norma provinda do poder constituinte originário. Comentários: O STF não admite a invocação do direito adquirido contra norma provinda do poder constituinte originário. Questão incorreta. 157. (ESAF/2002/STN) A garantia constitucional do direito adquirido não pode ser invocada para se obstar a incidência de norma constitucional editada pelo Poder Constituinte Originário. Comentários: É esse o entendimento do STF. Questão correta. 158. (ESAF/2002/STN) Sabendo que o Código Tributário Nacional (CTN) foi editado antes da Constituição de 1988, sob a forma de lei ordinária, é possível afirmar que as normas do CTN que regulam limitações constitucionais ao poder de tributar são consideradas revogadas pela nova Constituição, uma vez que esta exige para o tratamento da matéria o instrumento normativo da lei complementar. 6 AI 777399 CE, Min. Ellen Gracie, j. 22.12.2009, DJe-027, public. 12.02.2010. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 61 de 90 Resguardam-se, porém, direitos adquiridos. Comentários: O fato de a Constituição prever que as limitações constitucionais ao poder de tributar sejam tratadas por meio de lei complementar não impediu que as normas do CTN que regulam essa matéria fossem recepcionadas. Na recepção, o que importa é a compatibilidade material, não a formal. Essas normas foram recepcionadas com “status” de lei complementar. Outro erro do enunciado diz respeito aos direitos adquiridos. O STF entende que não há possibilidade de se invocar direito adquirido contra normas constitucionais originárias. Questão incorreta. 159. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte Originário é ilimitado e autônomo, pois é a base da ordem jurídica. Comentários: O Poder Constituinte Originário é inicial, por ser base da ordem jurídica. Questão incorreta. 160. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte Derivado decorrente consiste na possibilidade de alterar-se o texto constitucional, respeitando-se a regulamentação especial prevista na própria Constituição Federal e será exercitado por determinados órgãos com caráter representativo. Comentários: O Poder constituinte derivado (poder constituinte de segundo grau) é o poder de modificar a Constituição Federal bem como de elaborar as Constituições Estaduais. É fruto do poder constituinte originário, estando previsto na própria Constituição. Tem como características ser jurídico, derivado, limitado (ou subordinado) e condicionado. Jurídico: é regulado pela Constituição, estando, portanto, previsto no ordenamento jurídico vigente. Derivado: é fruto do poder constituinte originário Limitado ou subordinado: é limitado pela Constituição, não podendo desrespeitá-la, sob pena de inconstitucionalidade. Condicionado: a forma de seu exercício é determinada pela Constituição. Assim, a aprovação de emendas constitucionais, por exemplo, deve obedecer ao procedimento estabelecido no artigo 60 da Constituição Federal (CF/88). O poder constituinte derivado subdivide-se em poder constituinte reformador e poder constituinte decorrente. O primeiro consiste no poder de 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 90 modificar a Constituição. Já o segundo é aquele que a CF/88 confere aos Estados de se auto-organizarem, por meio da elaboração de suas próprias Constituições. Ambos devem respeitar as limitações e condições impostas pela Constituição Federal. Uma informação adicional faz-se necessária para sua prova. Em nosso mundo globalizado, fala-se hoje em um poder constituinte supranacional. Atualmente, tal modalidade de poder constituinte existe na União Europeia, onde vários Estados abriram mão de parte de sua soberania em prol de um poder central. É a manifestação máxima daquilo que se chama direito comunitário, reconhecido como hierarquicamente superior aos direitos internos de cada Estado. Questão incorreta. 161. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte derivado é limitado e condicionado. Comentários: De fato, o poder constituinte derivado é limitado, uma vez que não pode desrespeitar a Constituição, sob pena de inconstitucionalidade, e condicionado, por ser a forma de seu exercício determinada pela Constituição. Questão correta. 162. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte decorrente, típico aos Estados Nacionais unitários, é limitado, porém incondicionado. Comentários: O poder constituinte decorrente é típico dos estados federados, sendo limitado e condicionado. Questão incorreta. 163. (ESAF/2012/MDIC) No Poder Constituinte Derivado Decorrente, há a possibilidade de alteração do texto constitucional, respeitando-se a regulamentação especial prevista na própria Constituição. No Brasil é exercitado pelo Congresso Nacional. Comentários: É no Poder Constituinte Derivado Reformador, exercido pelo Congresso Nacional, que se tem a possibilidade de alteração do texto constitucional, respeitando-se a regulamentação prevista na própria Carta. O Poder Constituinte Derivado Decorrente é aquele que a CF/88 confere aos Estados de se auto-organizarem, por meio da elaboração de suas próprias Constituições. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 90 164. (ESAF/2012/MDIC) No Poder Constituinte Derivado Reformador, não há observação a regulamentações especiais estabelecidas na própria Constituição, vez que com essas limitações não seria possível atingir o objetivo de reformar. Comentários: Mesmo que você não conheça as limitações ao poder de reforma trazidas pela Constituição (tema de aula futura), poderá resolver essa questão com as informações que trouxemos nesta aula. O Poder Constituinte Derivado Reformador é limitado pela Constituição, não podendo desrespeitá-la, sob pena de inconstitucionalidade. Além disso, é condicionado, o que significa que a forma de seu exercício é determinada pela Constituição. Questão incorreta. 165. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O poder constituinte derivado decorrente é aquele atribuído aos parlamentares no processo legiferante, em que são discutidas e aprovadas leis, observadas as limitações formais e materiais impostas pela Constituição. Comentários:O poder constituinte derivado decorrente é aquele atribuído pela CF/88 aos Estados-membros para que eles elaborem suas Constituições. Questão incorreta. 166. (ESAF/2006/PGFN) Do poder constituinte dos Estados-membros é possível dizer que é inicial, limitado e condicionado. Comentários: Do poder constituinte dos Estados-membros (poder constituinte derivado decorrente), pode-se dizer que é derivado, limitado (ou subordinado) e condicionado. Não é inicial. Questão incorreta. 167. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) O Poder Constituinte Derivado decorre de uma regra jurídica de autenticidade constitucional. Comentários: O poder constituinte derivado é regulado pela própria constituição, sendo fruto do poder constituinte originário. Por isso, pode-se afirmar que decorre de uma regra jurídica de autenticidade constitucional. Questão correta. 168. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) A outorga, forma de 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 90 expressão do Poder Constituinte Originário, nasce da deliberação da representação popular, devidamente convocada pelo agente revolucionário. Comentários: Na outorga não há representação popular. O exercício do poder se dá pela ação do agente revolucionário. Questão incorreta. 169. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte Derivado decorre de uma regra jurídica de autenticidade constitucional. Comentários: De fato, o Poder Constituinte Derivado decorre de previsão da própria Constituição. Questão correta. 170. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Entre as características do poder constituinte originário destaca-se a possibilidade incondicional de atuação, ou seja, a Assembleia Nacional Constituinte não está sujeita a forma ou procedimento pré-determinado. Comentários: O enunciado está perfeito. O poder constituinte originário é incondicionado, não estando sujeito a nenhum procedimento preexistente. Questão correta. 171. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O titular do poder constituinte é aquele que, em nome do povo, promove a instituição de um novo regime constitucional ou promove a sua alteração. Comentários: No que se refere ao poder constituinte, titularidade e exercício são aspectos distintos. O povo é o titular do poder constituinte. Aquele que, em seu nome, promove a instituição de um novo regime constitucional ou promove a sua alteração é o seu exercente. Questão incorreta. 172. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Como a titularidade da soberania se confunde com a titularidade do poder constituinte, no caso brasileiro, a titularidade do poder constituinte originário é do Estado, uma vez que a soberania é um dos 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 90 fundamentos da República Federativa do Brasil. Comentários: A titularidade do poder constituinte é do povo, enquanto a da soberania é da República Federativa do Brasil, como veremos na próxima aula. Portanto, não se confundem. Questão incorreta. 173. (ESAF/2006/CGU) A titularidade do poder constituinte originário, segundo a teoria da soberania estatal, é da nação, entendida como entidade abstrata que se confunde com as pessoas que a integram. Comentários: Embora a titularidade do poder constituinte originário seja, segundo Sieyès, da nação, esta não se confunde com as pessoas que a integram, num determinado momento histórico. Na verdade, a nação encarna a permanência de uma comunidade compreendendo os interesses permanentes dela. O Poder Constituinte, assim, pertence à nação, enquanto comunidade, e manifesta a vontade dela.7 Questão incorreta. 174. (ESAF/2006/CGU) A existência de um poder constituinte derivado decorrente não pressupõe a existência de um Estado federal. Comentários: A existência de um poder constituinte derivado decorrente, por ser este o poder atribuído aos Estados federados de elaborarem suas próprias constituições, pressupõe a existência de um Estado federal. Questão incorreta. 175. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal) O poder constituinte originário é inicial porque não sofre restrição de nenhuma limitação imposta por norma de direito positivo anterior. Comentários: O poder constituinte originário é ilimitado, por não sofrer limitação de norma de direito positivo anterior. Questão incorreta. 176. (ESAF/2004/MRE) Uma das características do poder constituinte derivado é ser um poder inicial, uma vez que ele, alterando a 7 Dirley da Cunha Jr, Curso de Direito Constitucional, 6ª edição, p. 246. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 90 constituição, dá início a uma nova ordem constitucional. Comentários: É o poder constituinte originário que se caracteriza por ser inicial, por dar início a um novo ordenamento jurídico. Questão incorreta. 177. (ESAF/2004/CGU) Segundo a melhor doutrina, a característica de subordinado do poder constituinte derivado refere- se exclusivamente à sua sujeição às regras atinentes à forma procedimental pela qual ele irá promover as alterações no texto constitucional. Comentários: É a característica de condicionado (não a de subordinado) que obriga poder constituinte derivado a se sujeitar às regras referentes à forma estabelecidas pelo ordinário. Questão incorreta. 178. (ESAF/2002/STN) Da constituição que resulta do trabalho de uma Assembleia Nacional Constituinte, composta por representantes do povo, eleitos com a finalidade de elaborar o texto constitucional, diz-se que se trata de uma constituição: a) Outorgada b) Histórica c) Imutável d) Promulgada e) Dirigente Comentários: O enunciado traz o conceito de Constituição promulgada ou democrática. A letra D é o gabarito. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 90 LISTA DE QUESTÕES 1. (ESAF/2007/PGFN) Para Ferdinand Lassalle, a constituição é dimensionada como decisão global e fundamental proveniente da unidade política, a qual, por isso mesmo, pode constantemente interferir no texto formal, pelo que se torna inconcebível, nesta perspectiva materializante, a ideia de rigidez de todas as regras. 2. (ESAF/2006/ENAP) Na concepção sociológica, defendida por Ferdinand Lassale, a Constituição seria o resultado de uma lenta formação histórica, do lento evoluir das tradições, dos fatos sócio- políticos, que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado. 3. (ESAF/2005/STN) Na concepção de constituição em seu sentido político, formulada por Carl Schmmitt, há uma identidade entre o conceito de constituição e o conceito de leis constitucionais, uma vez que é nas leis constitucionais que se materializa a decisão política fundamental do Estado. 4. (ESAF/2007/PGFN) Carl Schmitt, principal protagonista da corrente doutrinária conhecida como decisionista, advertia que não há Estado sem Constituição, isso porque toda sociedade politicamente organizada contém uma estrutura mínima, por rudimentar que seja; por isso, o legado da Modernidade não é aConstituição real e efetiva, mas as Constituições escritas. 5. (ESAF/2005/Estado RN/Auditor Fiscal) A constituição em sentido político pode ser entendida como a fundamentação lógico- política de validade das normas constitucionais positivas. 6. (ESAF/2003/AFT) Para Hans Kelsen, a norma fundamental, fato imaterial instaurador do processo de criação das normas positivas, seria a constituição em seu sentido lógico-jurídico. 7. (ESAF/2005/STN) Em razão da superioridade hierárquica da lei complementar sobre a lei ordinária, a disciplina de uma matéria, por lei complementar, ainda que ela não esteja reservada a essa espécie de instrumento normativo, impede que ela venha a ser disciplinada de forma distinta em lei ordinária. 8. (ESAF/2002/STN) As emendas à Constituição têm status hierárquico inferior às normas da Constituição elaboradas pelo próprio poder constituinte originário. 9. (ESAF/2006/MTE) Aos tratados sobre direitos humanos, em vigor no plano internacional e interno, a Constituição Federal assegura hierarquia de norma constitucional. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 90 10. (ESAF/2005/STN) Os tratados internacionais, dentro da hierarquia das normas, serão sempre equiparados à lei ordinária. 11. (ESAF/2004/CGU) Segundo a jurisprudência do STF, se uma lei complementar disciplinar uma matéria não reservada a esse tipo de instrumento normativo, pelo princípio da hierarquia das leis, não poderá uma lei ordinária disciplinar tal matéria. 12. (ESAF/2007/PGFN) É válida a revogação por lei ordinária de dispositivo formalmente inserido em lei complementar, cuja matéria disciplinada não estava constitucionalmente reservada a esta última. 13. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Lei ordinária que regulamentou matéria atribuída pela Constituição à lei complementar é formal e materialmente inconstitucional, independentemente de apreciação e julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. 14. (ESAF/2003/Ministério do Trabalho/AFT) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a distinção entre a lei complementar e a lei ordinária não se situa no plano da hierarquia, mas no da reserva de matéria. 15. (ESAF/2003/Prefeitura de Recife) Por força do princípio da hierarquia das leis, sempre que uma lei municipal estiver em conflito com uma lei votada na Assembleia Legislativa do Estado em que o Município se situa, a lei municipal deverá ser tida como inconstitucional. 16. (ESAF/2003/TCE-PR) Por força do princípio da hierarquia das leis, sempre que uma lei municipal estiver em conflito com uma lei votada na Assembleia Legislativa do Estado em que o Município se situa, a lei municipal deverá ser tida como inconstitucional. 17. (ESAF/2003/MPOG) A lei federal, qualquer que seja o seu conteúdo, há de prevalecer sobre a lei estadual ou municipal que lhe seja contrária. 18. (ESAF/2002/MRE) As normas da Constituição Federal produzidas pelo Poder Constituinte originário têm o mesmo nível hierárquico das leis complementares. 19. (ESAF/2003/MPOG) Na Federação brasileira, a Constituição do Estado-membro tem o mesmo status hierárquico da Constituição Federal. 20. (ESAF/2002/MRE) As normas da Constituição resultantes do Poder Constituinte originário são hierarquicamente superiores às normas da Constituição resultantes de emenda à Constituição. 21. (ESAF/2003/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Os princípios da Constituição que se classificam como cláusulas pétreas são 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 69 de 90 hierarquicamente superiores às demais normas concebidas pelo poder constituinte originário. 22. (ESAF/2002/STN) As normas que constituem cláusulas pétreas são hierarquicamente superiores aos demais dispositivos constitucionais. 23. (ESAF/2002/MPOG) No texto da Constituição Federal de 1988, há diferença hierárquica entre normas definidas como cláusulas pétreas e as demais normas do Estatuto Político. 24. (ESAF/2002/STN) Normas que constituem cláusulas pétreas têm status hierárquico superior ao das demais normas constantes do texto constitucional. 25. (ESAF/2002/MRE) Uma medida provisória tem menor status hierárquico do que uma lei ordinária. 26. (ESAF/2002/MRE) A lei complementar tem o mesmo status hierárquico da emenda à Constituição. 27. (ESAF/2002/MRE) O tratado internacional não tem o mesmo status hierárquico de uma emenda à Constituição. 28. (ESAF/2002/MPOG) Segundo a visão pacificada da doutrina e da jurisprudência, os tratados de que o Brasil faz parte, versando direitos individuais, têm a mesma estatura hierárquica das normas constitucionais. 29. (ESAF/2002/MPOG) No texto da Constituição Federal de 1988, há diferença hierárquica entre normas estatuídas pelo poder constituinte originário e normas acrescentadas ao texto original por meio de emenda constitucional.. 30. (ESAF/2002/MPOG) Leis ordinárias, leis delegadas, decretos legislativos e medidas provisórias situam-se no mesmo patamar no que tange à hierarquia das normas jurídicas. 31. (ESAF/2002/MPOG) O legislador é livre para tratar por meio de lei complementar de qualquer assunto que entenda que, pela sua importância, mereça ser protegido contra mudanças decorrentes do processo legislativo mais simplificado, próprio das leis ordinárias. 32. (ESAF/2001/SFC) As leis federais são, por definição, superiores hierarquicamente às leis estaduais. 33. (ESAF/2001/SFC) Não existe hierarquia entre as normas do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988 e as normas que compõem o corpo principal da mesma Constituição. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 90 34. (ESAF/2001/SFC) As emendas à Constituição são hierarquicamente inferiores às normas da Constituição editadas pelo Poder Constituinte originário. 35. (ESAF/2000/TCU) A Constituição estabelece uma hierarquia entre as normas, em que as emendas à Constituição estão em patamar mais elevado, vindo em seguida as leis complementares, que são hierarquicamente superiores às leis ordinárias, que, por seu turno, são hierarquicamente superiores aos decretos legislativos. 36. (ESAF/2012/ATA) Há hierarquia entre as normas constitucionais originárias e as normas constitucionais inseridas na Constituição por meio de emenda constitucional. 37. (ESAF/2012/ATA) Diante de um conflito entre uma lei federal e uma lei estadual, aquela deve prevalecer. 38. (ESAF/2012/ATA) A lei ordinária é hierarquicamente inferior à lei complementar. 39. (ESAF/2012/ATA) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por maioria dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. 40. (ESAF/2012/ATA) As constituições estaduais devem observar os princípios encartados na Constituição Federal. 41. (ESAF/2007/PGFN) As constituições outorgadas não são precedidas de atos de manifestação livre da representatividade popular e assim podem ser consideradas as Constituições brasileiras de 1824, 1937 e a de 1967, com a Emenda Constitucional n. 01 de 1969. 42. (ESAF/2009/MPOG) São classificadas como dogmáticas, escritas e outorgadasas constituições que se originam de um órgão constituinte composto por representantes do povo eleitos para o fim de as elaborar e estabelecer, das quais são exemplos as Constituições brasileiras de 1891, 1934, 1946 e 1988. 43. (ESAF/2006/IRB) Uma constituição é classificada como popular, quanto à origem, quando se origina de um órgão constituinte composto de representantes do povo. 44. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Chama-se Constituição outorgada aquela que é votada pelos representantes do povo especialmente convocados para elaborar o novo Estatuto Político. 45. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) No que se refere à origem, a Constituição Federal de 1988 é considerada outorgada, haja vista ser 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 71 de 90 proveniente de um órgão constituinte composto de representantes eleitos pelo povo. 46. (ESAF/2004/CGU) As constituições outorgadas, sob a ótica jurídica, decorrem de um ato unilateral de uma vontade política soberana e, em sentido político, encerram uma limitação ao poder absoluto que esta vontade detinha antes de promover a outorga de um texto constitucional. 47. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor-Fiscal) A constituição escrita, também denominada de constituição instrumental, aponta efeito racionalizador, estabilizante, de segurança jurídica e de calculabilidade e publicidade. 48. (ESAF/2007/PGFN) Considera-se constituição não-escrita a que se sustenta, sobretudo, em costumes, jurisprudências, convenções e em textos esparsos, formalmente constitucionais. 49. (ESAF/2006/ENAP) As constituições classificadas quanto à forma como legais são aquelas sistematizadas e apresentadas em um texto único. 50. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A constituição escrita apresenta-se como um conjunto de regras sistematizadas em um único documento. A existência de outras normas com status constitucional, “per se”, não é capaz de descaracterizar essa condição. 51. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) Uma constituição não escrita é aquela cujas normas decorrem de costumes e convenções, não havendo documentos escritos aos quais seja reconhecida a condição de textos constitucionais. 52. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor-Fiscal) A constituição dogmática se apresenta como produto escrito e sistematizado por um órgão constituinte, a partir de princípios e ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante. 53. (ESAF/2006/CGU) Nem toda constituição classificada como dogmática foi elaborada por um órgão constituinte. 54. (ESAF/2002/STN) As constituições ditas históricas são invariavelmente constituições escritas. 55. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As constituições dogmáticas, como é o caso da Constituição Federal de 1988, são sempre escritas, e apresentam, de forma sistematizada, os princípios e ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante à época. 56. (ESAF/2009/MPOG) A constituição material é o peculiar modo de existir do Estado, reduzido, sob a forma escrita, a um documento solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 72 de 90 modificável por processos e formalidades especiais nela própria estabelecidos. 57. (ESAF/2006/CGU) O conceito formal de constituição e o conceito material de constituição, atualmente, se confundem, uma vez que a moderna teoria constitucional não mais distingue as normas que as compõem. 58. (ESAF/2004/CGU) Em sua concepção materialista ou substancial, a Constituição se confundiria com o conteúdo de suas normas, sendo pacífico na doutrina quais seriam as matérias consideradas como de conteúdo constitucional e que deveriam integrar obrigatoriamente o texto positivado. 59. (ESAF/2009/MPOG) A constituição formal designa as normas escritas ou costumeiras, inseridas ou não num documento escrito, que regulam a estrutura do Estado, a organização dos seus órgãos e os direitos fundamentais. 60. (ESAF/2003/AFT) A constituição, na sua concepção formal, seria um conjunto de normas legislativas que se distinguem das não constitucionais em razão de serem produzidas por processo legislativo mais dificultoso, o qual pode se materializar sob a forma da necessidade de um órgão legislativo especial para elaborar a Constituição - Assembleia Constituinte - ou sob a forma de um quorum superior ao exigido para a aprovação, no Congresso Nacional das leis ordinárias. 61. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Nas constituições materiais, como é o caso da Constituição Federal de 1988, as matérias inseridas no documento escrito, mesmo aquelas não consideradas "essencialmente constitucionais", possuem status constitucional. 62. (ESAF/2006/MTE-AFT) Na concepção materialista de Constituição, é dada relevância ao processo de formação das normas constitucionais, que, além de ser intencional, deve produzir um conjunto sistemático com unidade, coerência e força jurídica próprias, dentro do sistema jurídico do Estado. 63. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 é considerada, em relação à estabilidade, como semirrígida, na medida em que a sua alteração exige um processo legislativo especial. 64. (ESAF/2004/CGU) Na história do Direito Constitucional brasileiro, apenas a Constituição de 1824 pode ser classificada, quanto à estabilidade, como uma constituição semirrígida. 65. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Quando uma Constituição prevê processo legislativo de emenda do seu texto mais complexo e 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 73 de 90 difícil do que o processo de elaboração da legislação ordinária, é correto dizer que esta Constituição é: a) rígida b) flexível c) toda ela composta de cláusulas pétreas d) histórica e) costumeira 66. (ESAF/2006/ENAP) Constituições rígidas são as que possuem cláusulas pétreas, que não podem ser modificadas pelo poder constituinte derivado. 67. (ESAF/2006/CGU) Uma constituição rígida não pode ser objeto de emenda. 68. (ESAF/2009/MPOG) São constitucionais as normas que dizem respeito aos limites, e atribuições respectivas dos poderes políticos, e aos direitos fundamentais. As demais disposições que estejam na Constituição podem ser alteradas pelo quórum exigido para a aprovação das leis ordinárias. 69. (ESAF/2004/MRE) Nenhuma norma da Constituição, mesmo que não seja materialmente constitucional, pode ser alterada por maioria simples ou mesmo absoluta. 70. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) Assinale a opção correta relativa à classificação da Constituição Federal de 1988. a) É costumeira, rígida, analítica. b) É flexível, promulgada, analítica. c) É rígida, outorgada, analítica. d) É parcialmente inalterável, outorgada, sintética. e) É rígida, parcialmente inalterável, promulgada 71. (ESAF/2003/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Da Constituição em vigor pode ser dito que corresponde ao modelo de Constituição escrita, dogmática, promulgada e rígida. 72. (ESAF/2002/MRE) A Constituição que é votada por uma Assembleia composta de representantes do povo e que admite ser modificada, exigindo, porém um processo legislativo mais solene e dificultoso do que aquele seguido para a ediçãode leis ordinárias é chamada de: a) Constituição promulgada e rígida. b) Constituição flexível e dogmática. c) Constituição dogmática e semi-rígida. d) Constituição promulgada e semi-rígida. e) Constituição outorgada e rígida. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 74 de 90 73. (ESAF/2004/CGU) Segundo a melhor doutrina, a tendência constitucional moderna de elaboração de Constituições sintéticas se deve, entre outras causas, à preocupação de dotar certos institutos de uma proteção eficaz contra o exercício discricionário da autoridade governamental. 74. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A constituição sintética, que é constituição negativa, caracteriza-se por ser construtora apenas de liberdade- negativa ou liberdade-impedimento, oposta à autoridade. 75. (ESAF/2004/CGU) Segundo a classificação das Constituições, adotada por Karl Lowenstein, uma constituição nominativa é um mero instrumento de formalização legal da intervenção dos dominadores de fato sobre a comunidade, não tendo a função ou a pretensão de servir como instrumento limitador do poder real. 76. (ESAF/2006/CGU) Quanto ao sistema da Constituição, as constituições se classificam em constituição principiológica - na qual predominam os princípios - e constituição preceitual - na qual prevalecem as regras. 77. (ESAF/2012 /MDIC) Sabe-se que a doutrina constitucionalista classifica as constituições. Quanto às classificações existentes, é correto afirmar que: I. Quanto ao modo de elaboração, pode ser escrita e não escrita. II. Quanto à forma, pode ser dogmática e histórica. III. Quanto à origem, pode ser promulgada e outorgada. IV. Quanto ao conteúdo, pode ser analítica e sintética. Assinale a opção verdadeira. a) II, III e IV estão corretas. b) I, II e IV estão incorretas. c) I, III e IV estão corretas. d) I, II e III estão corretas. e) II e III estão incorretas. Enunciado comum às questões seguintes O Estudo da Teoria Geral da Constituição revela que a Constituição dos Estados Unidos se ocupa da definição da estrutura do Estado, funcionamento e relação entre os Poderes, entre outros dispositivos. Por sua vez, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é detalhista e minuciosa. Ambas, entretanto, se submetem a processo mais dificultoso de emenda constitucional. Considerando a classificação das constituições e tomando-se como verdadeiras essas observações, sobre uma e outra Constituição, é possível afirmar que: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 75 de 90 78. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é escrita, analítica e rígida, a dos Estados Unidos, rígida, sintética e negativa. 79. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é do tipo histórica, rígida, outorgada e a dos Estados Unidos rígida, sintética. 80. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição dos Estados Unidos é do tipo consuetudinária, flexível e a da República Federativa do Brasil de 1988 é escrita, rígida e detalhista. 81. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição dos Estados Unidos é analítica, rígida e a da República Federativa do Brasil de 1988 é histórica e consuetudinária. 82. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é democrática, promulgada e flexível, a dos Estados Unidos, rígida, sintética e democrática. 83. (ESAF/2007/PGFN) No caso das normas constitucionais de eficácia contida, a atividade integradora do legislador infraconstitucional é vinculada e não discricionária, ante a necessidade, para fins de auto execução, de delimitar o ambiente da sua atuação restritiva. 84. (ESAF/PGFN/2012) Sobre as classificações atribuídas às normas constitucionais, pode-se afirmar que “norma de eficácia contida”, ou “norma de eficácia restringível”, é aquela que independe de regulação infraconstitucional para a sua plena eficácia, porém pode vir a ter a sua eficácia ou o seu alcance restringido por legislação infraconstitucional. 85. (ESAF/2002/INSS) Todas as normas da Constituição relativas a direito fundamental são classificadas como de eficácia plena. 86. (ESAF/2007/PGFN) As normas programáticas não são autoaplicáveis porque retratam apenas diretrizes políticas que devem ser alcançadas pelo Estado Brasileiro, não possuindo caráter vinculante imediato. 87. (ESAF/2012/PGFN) Na tradição da doutrina norte-americana, incorporada por diversos autores brasileiros, as normas não autoaplicáveis são aquelas que independem de regulação infraconstitucional para a sua plena eficácia. 88. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As normas constitucionais de eficácia contida são aquelas que apresentam aplicabilidade reduzida, haja vista necessitarem de norma ulterior para que sejam aplicadas. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 76 de 90 89. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As normas constitucionais de eficácia limitada estreitam-se com o princípio da reserva legal, haja vista regularem interesses relativos à determinada matéria, possibilitando a restrição por parte do legislador derivado. 90. (ESAF/2006/IRB) Uma norma constitucional classificada quanto à sua aplicabilidade como uma norma constitucional de eficácia contida não possui como característica a aplicabilidade imediata. 91. (ESAF/2005/STN) Uma norma constitucional de eficácia limitada não produz seus efeitos essenciais com a sua simples entrada em vigor, porque o legislador constituinte não estabeleceu sobre a matéria, objeto de seu conteúdo, uma normatividade suficiente, deixando essa tarefa para o legislador ordinário ou para outro órgão do Estado. 92. (ESAF/2003/AFT) Segundo a melhor doutrina, as normas de eficácia contida são de aplicabilidade direta e imediata, no entanto, podem ter seu âmbito de aplicação restringido por uma legislação futura, por outras normas constitucionais ou por conceitos ético- jurídicos. 93. (ESAF/2003/AFT) Segundo a melhor doutrina, as normas constitucionais de eficácia limitada são do tipo normas declaratórias de princípios institutivos quando: determinam ao legislador, em termos peremptórios, a emissão de uma legislação integrativa; ou facultam ao legislador a possibilidade de elaborar uma lei, na forma, condições e para os fins previstos; ou possuem esquemas gerais, que dão a estrutura básica da instituição, órgão ou entidade a que se referem, deixando para o legislador ordinário a tarefa de estruturá-los, em definitivo, mediante lei. 94. (ESAF/2003/SRF/Auditor-Fiscal) A norma constitucional programática, porque somente delineia programa de ação para os poderes públicos, não é considerada norma jurídica. 95. (ESAF/2003/SRF/Auditor-Fiscal) Chama-se norma constitucional de eficácia limitada aquela emenda à Constituição que já foi votada e aprovada no Congresso Nacional, mas ainda não entrou em vigor, por não ter sido promulgada. 96. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) As normas constitucionais programáticas, por se destinarem, por sua própria natureza, a uma duração limitada no tempo, estão todas situadas na parte da Constituição relativa às disposições constitucionais transitórias. 97. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) As normas constitucionaisprogramáticas não produzem efeito jurídico algum, a não ser depois de desenvolvidas pelo legislador ordinário. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 77 de 90 98. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) Nenhuma norma da Constituição Federal possui eficácia plena, porque todas elas dependem, em maior ou menor grau, de desenvolvimento do seu conteúdo pelo legislador ordinário. 99. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) A Constituição que não adota normas programáticas é conhecida pela doutrina como Constituição dirigente. 100. (ESAF/2002/STN) As constituições dirigentes caracterizam-se por conterem princípios básicos de limitação de poder, direitos fundamentais e garantias institucionais, não contendo, porém, normas programáticas. 101. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) Um direito previsto numa norma constitucional de eficácia contida pode ser restringido por meio de lei ordinária. 102. (ESAF/2006/PGFN) Normas constitucionais de eficácia restringida não apresentam eficácia jurídica alguma senão depois de desenvolvidas pelo legislador ordinário. 103. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia limitada são de aplicabilidade mediata e reduzida, também conhecida como de aplicabilidade diferida. 104. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade direta, imediata e integral, são também conhecidas como normas autoaplicáveis. 105. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia contida ou prospectiva têm aplicabilidade direta e imediata, mas possivelmente não integral, e são também conhecidas como de eficácia redutível ou restringível, apesar de sua aplicabilidade plena. 106. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode- se dizer que tal lei foi revogada por incompatibilidade formal com a Constituição de 1988. 107. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Normas de lei ordinária anteriores à nova Constituição que sejam com essa materialmente compatíveis são tidas como recebidas, mesmo que se revistam de forma legislativa que já não mais é prevista na nova Carta. 108. (ESAF/2004/IRB) Os decretos-leis editados antes da vigência da Constituição de 1988 perderam eficácia com a promulgação desta, uma vez que a ordem constitucional em vigor não previu tal instrumento normativo. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 78 de 90 109. (ESAF/2004/IRB) Lei ordinária anterior à Constituição de 1988, com ela materialmente compatível, é tida como recebida pela nova ordem constitucional, mesmo que esta exija lei complementar para regular o assunto. 110. (ESAF/2002/STN) Sabendo que o Código Tributário Nacional (CTN) foi editado antes da Constituição de 1988, sob a forma de lei ordinária, é possível afirmar que as normas do CTN que regulam limitações constitucionais ao poder de tributar continuam em vigor, desde que o seu conteúdo seja concordante com as normas da Constituição de 1988. 111. (ESAF/2002/PM Fortaleza) Lei ordinária anterior à Constituição de 1988, com ela materialmente compatível, é tida como recebida pela nova ordem constitucional, mesmo que esta exija lei complementar para regular o assunto. 112. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode- se dizer que pode ser revogada por outra lei ordinária. 113. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode- se dizer que tal lei pode ser revogada por emenda à Constituição Federal. 114. (ESAF/2004/PGE-DF) A legislação federal anterior à Constituição de 1988 e regularmente aprovada com base na competência da União definida no texto constitucional pretérito é considerada recebida como estadual ou municipal se a matéria por ela disciplinada passou segundo a nova Constituição para o âmbito de competência dos Estados ou dos Municípios, conforme o caso, não se podendo falar em revogação daquela legislação em virtude dessa mudança de competência promovida pelo novo texto constitucional. 115. (ESAF/2004/PGE-DF) Leis anteriores à Constituição em vigor somente continuam a produzir efeitos na vigência da nova ordem se forem expressamente recepcionadas pelo legislador da nova ordem. 116. (ESAF/2001/SRF/Auditor-Fiscal) Sabe-se que a Constituição em vigor não prevê a figura do Decreto-Lei. Sobre um Decreto-Lei, editado antes da Constituição em vigor, cujo conteúdo é compatível com esta, é possível afirmar que este deve ser considerado revogado com o advento da nova Constituição. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 79 de 90 117. (ESAF/2002/PM Fortaleza) Todo Decreto-Lei editado antes da Constituição de 1988 perdeu eficácia depois da promulgação desta, uma vez que a ordem constitucional em vigor não previu tal instrumento normativo. 118. (ESAF/2002/INSS) Uma vez que a Constituição de 1988 não previu a figura do Decreto-Lei, todos os decretos- leis editados antes dela ficaram revogados com o advento da Constituição em vigor. 119. (ESAF/2006/PGFN) Uma lei federal sobre assunto que a nova Constituição entrega à competência privativa dos Municípios fica imediatamente revogada com o advento da nova Carta. 120. (ESAF/2006/PGFN) Para que a lei anterior à Constituição seja recebida pelo novo Texto Magno, é mister que seja compatível com este, tanto do ponto de vista da forma legislativa como do conteúdo dos seus preceitos. 121. (ESAF/2006/PGFN) A Doutrina majoritária e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal convergem para afirmar que normas da Constituição anterior ao novo diploma constitucional, que com este não sejam materialmente incompatíveis, são recebidas como normas infraconstitucionais. 122. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Com o advento de uma nova Constituição, normas da Constituição anterior que sejam compatíveis com o novo diploma continuam a vigorar, embora com força de lei complementar. 123. (ESAF/2004/IRB) As normas da Constituição de 1967/1969 que não destoam, no seu conteúdo, da Constituição de 1988, são consideradas como recebidas pela nova ordem, com status de lei complementar. 124. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) As normas da Constituição de 1967/1969, que não entram, quanto ao seu conteúdo, em linha colidente com a Constituição de 1988, são consideradas como recebidas pela nova ordem, com status de lei complementar. 125. (ESAF/2006/PGFN) Normas não recebidas pela nova Constituição são consideradas, ordinariamente, como sofrendo de inconstitucionalidade superveniente. 126. (ESAF/2002/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A lei anterior à Constituição em vigor, que com ela não se compatibiliza materialmente, é considerada revogada por esta. 127. (ESAF/2006/CGU) Segundo a doutrina majoritária e o Supremo Tribunal Federal,no caso brasileiro, como efeito do exercício do poder constituinte derivado sobre a legislação infraconstitucional existente, no caso da incompatibilidade material da norma com o 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 80 de 90 novo texto constitucional, temos uma inconstitucionalidade superveniente. 128. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Assentou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que as normas anteriores à Constituição com essa materialmente incompatíveis são consideradas inconstitucionais e, não, meramente revogadas. 129. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode- se dizer que tal lei incorreu no vício de inconstitucionalidade superveniente em face da nova Constituição. 130. (ESAF/2004/IRB) A lei anterior a uma emenda à Constituição incompatível, no seu conteúdo, com a nova redação da Carta da República, deve ser declarada, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, supervenientemente inconstitucional. 131. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) A lei anterior à Constituição Federal incompatível, no seu conteúdo, com a nova Carta da República, deve ser declarada, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, supervenientemente inconstitucional. 132. (ESAF/2006/CGU) No método de interpretação constitucional tópico-problemático, há prevalência da norma sobre o problema concreto a ser resolvido. 133. (ESAF/2006/CGU) O método de interpretação hermenêutico- concretizador prescinde de uma pré-compreensão da norma a ser interpretada. 134. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal do RN) O método de interpretação constitucional, denominado hermenêutico-concretizador, pressupõe a pré-compreensão do conteúdo da norma a concretizar e a compreensão do problema concreto a resolver. 135. (ESAF/2010/MTE-AFT) Praticamente toda a doutrina constitucionalista cita os princípios e regras de interpretações enumeradas por Canotilho. Entre os princípios e as regras de interpretação abaixo, assinale aquele (a) que não foi elencado por Canotilho. a) Unidade da constituição. b) Da máxima efetividade ou da eficiência. c) Da supremacia eficaz. d) Do efeito integrador. e) Da concordância prática ou da harmonização. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 81 de 90 136. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) De acordo com o princípio da máxima efetividade ou da eficiência, princípio de interpretação constitucional, a interpretação de uma norma constitucional exige a coordenação e combinação dos bens jurídicos em conflito, de forma a evitar o sacrifício total de uns em relação a outros. 137. (ESAF/2004/IRB) O princípio de interpretação constitucional do "efeito integrador" estabelece uma nítida hierarquia entre as normas da parte dogmática da Constituição e as normas da parte meramente organizatória. 138. (ESAF/2004/IRB) Mesmo que, num caso concreto, se verifique a colisão entre princípios constitucionais, um princípio não invalida o outro, já que podem e devem ser aplicados na medida do possível e com diferentes graus de efetivação. 139. (ESAF/2001/Promotor-CE) O princípio da concordância prática ou da harmonização, numa sociedade democrática, determina que se dê sempre prevalência aos bens protegidos como direitos fundamentais em caso de conflito com outros bens também constitucionalmente protegidos. 140. (ESAF/2004/IRB) Segundo o princípio da unidade da Constituição, as normas constitucionais devem ser consideradas, não isoladamente, mas como preceitos integrados num sistema interno unitário de regras e princípios. 141. (ESAF/2004/IRB) O princípio da unidade da Constituição postula que, na interpretação das normas constitucionais, seja-lhes atribuído o sentido que lhes empreste maior eficácia ou efetividade. 142. (ESAF/2008/STN) E preciso, pois, dizer o óbvio: a Constituição constitui (no sentido fenomenológico-hermenêutico); a Constituição vincula (não metafisicamente); a Constituição estabelece as condições do agir político-estatal. Afinal, como bem assinala Miguel Angel Pérez, uma Constituição democrática é, antes de tudo, normativa, de onde se extrai duas conclusões: que a Constituição contém mandatos jurídicos obrigatórios, e que estes mandatos jurídicos não somente são obrigatórios senão que, muito mais do que isso, possuem uma especial força de obrigar, uma vez que a Constituição é a forma suprema de todo o ordenamento jurídico." (STRECK, Lenio Luiz, Jurisdição constitucional e hermenêutica: uma crítica do direito. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2004, p.287). Assinale a opção que indica com exatidão os princípios de hermenêutica constitucional utilizados no texto para sustentar a aplicabilidade das normas constitucionais. a) Unidade da Constituição e razoabilidade. b) Eficácia integradora e lógica do razoável. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 82 de 90 c) Harmonização e proporcionalidade. d) Reserva do possível e conformidade funcional. e) Máxima efetividade e força normativa da Constituição. 143. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) O princípio de interpretação conforme a constituição não pode ser aplicado na avaliação da constitucionalidade de artigo de uma Emenda à Constituição promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 144. (ESAF/2001/Promotor-CE) Pelo princípio da interpretação conforme a Constituição, o aplicador evita declarar inconstitucional uma norma, buscando um sentido teleológico do preceito que o compatibilize com a Constituição, sendo irrelevante para esse esforço o sentido literal da norma. 145. A interpretação conforme a Constituição consiste em procurar extrair o significado de uma norma da Lei Maior a partir do que dispõem as leis ordinárias que preexistiam a ela. 146. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A técnica denominada interpretação conforme não é utilizável quando a norma impugnada admite sentido unívoco. 147. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) O conceito ideal de constituição, o qual surgiu no movimento constitucional do século XIX, considera como um de seus elementos materiais caracterizadores que a constituição não deve ser escrita. 148. (ESAF/2006/TCU) Para o positivismo jurídico, o poder constituinte originário tem natureza jurídica, sendo um poder de direito, uma vez que traz em si o gérmen da ordem jurídica. 149. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte originário é inicial, ilimitado e incondicionado. 150. (ESAF/PGFN/2012) A soberania é atributo inerente ao poder constituinte originário. 151. (ESAF/2012/MDIC) O Poder Constituinte Originário não é totalmente autônomo, tendo em vista ser necessária a observância do procedimento imposto pelo ordenamento então vigente para sua implantação. 152. (ESAF/2012/MDIC) As formas básicas de expressão do Poder Constituinte são outorga e convenção. 153. (ESAF/2012/MDIC) O Poder Constituinte Originário é condicionado à forma prefixada para manifestar sua vontade, tendo que seguir procedimento determinado para realizarsua constitucionalização. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 83 de 90 154. (ESAF/2004/CGU) Segundo precedente do STF, no caso brasileiro, não é admitida a posição doutrinária que sustenta ser o poder constituinte originário limitado por princípios de direito suprapositivo. 155. (ESAF/2006/PGFN) Consolidou-se o entendimento de que é possível invocar direito adquirido em face de decisão do poder constituinte originário. 156. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Admite-se pacificamente entre nós a invocação do direito adquirido contra norma provinda do poder constituinte originário. 157. (ESAF/2002/STN) A garantia constitucional do direito adquirido não pode ser invocada para se obstar a incidência de norma constitucional editada pelo Poder Constituinte Originário. 158. (ESAF/2002/STN) Sabendo que o Código Tributário Nacional (CTN) foi editado antes da Constituição de 1988, sob a forma de lei ordinária, é possível afirmar que as normas do CTN que regulam limitações constitucionais ao poder de tributar são consideradas revogadas pela nova Constituição, uma vez que esta exige para o tratamento da matéria o instrumento normativo da lei complementar. Resguardam-se, porém, direitos adquiridos. 159. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte Originário é ilimitado e autônomo, pois é a base da ordem jurídica. 160. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte Derivado decorrente consiste na possibilidade de alterar-se o texto constitucional, respeitando-se a regulamentação especial prevista na própria Constituição Federal e será exercitado por determinados órgãos com caráter representativo. 161. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte derivado é limitado e condicionado. 162. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte decorrente, típico aos Estados Nacionais unitários, é limitado, porém incondicionado. 163. (ESAF/2012/MDIC) No Poder Constituinte Derivado Decorrente, há a possibilidade de alteração do texto constitucional, respeitando-se a regulamentação especial prevista na própria Constituição. No Brasil é exercitado pelo Congresso Nacional. 164. (ESAF/2012/MDIC) No Poder Constituinte Derivado Reformador, não há observação a regulamentações especiais estabelecidas na própria Constituição, vez que com essas limitações não seria possível atingir o objetivo de reformar. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 84 de 90 165. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O poder constituinte derivado decorrente é aquele atribuído aos parlamentares no processo legiferante, em que são discutidas e aprovadas leis, observadas as limitações formais e materiais impostas pela Constituição. 166. (ESAF/2006/PGFN) Do poder constituinte dos Estados-membros é possível dizer que é inicial, limitado e condicionado. 167. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) O Poder Constituinte Derivado decorre de uma regra jurídica de autenticidade constitucional. 168. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) A outorga, forma de expressão do Poder Constituinte Originário, nasce da deliberação da representação popular, devidamente convocada pelo agente revolucionário. 169. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte Derivado decorre de uma regra jurídica de autenticidade constitucional. 170. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Entre as características do poder constituinte originário destaca-se a possibilidade incondicional de atuação, ou seja, a Assembleia Nacional Constituinte não está sujeita a forma ou procedimento pré-determinado. 171. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O titular do poder constituinte é aquele que, em nome do povo, promove a instituição de um novo regime constitucional ou promove a sua alteração. 172. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Como a titularidade da soberania se confunde com a titularidade do poder constituinte, no caso brasileiro, a titularidade do poder constituinte originário é do Estado, uma vez que a soberania é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 173. (ESAF/2006/CGU) A titularidade do poder constituinte originário, segundo a teoria da soberania estatal, é da nação, entendida como entidade abstrata que se confunde com as pessoas que a integram. 174. (ESAF/2006/CGU) A existência de um poder constituinte derivado decorrente não pressupõe a existência de um Estado federal. 175. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal) O poder constituinte originário é inicial porque não sofre restrição de nenhuma limitação imposta por norma de direito positivo anterior. 176. (ESAF/2004/MRE) Uma das características do poder constituinte derivado é ser um poder inicial, uma vez que ele, alterando a constituição, dá início a uma nova ordem constitucional. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 85 de 90 177. (ESAF/2004/CGU) Segundo a melhor doutrina, a característica de subordinado do poder constituinte derivado refere- se exclusivamente à sua sujeição às regras atinentes à forma procedimental pela qual ele irá promover as alterações no texto constitucional. 178. (ESAF/2002/STN) Da constituição que resulta do trabalho de uma Assembleia Nacional Constituinte, composta por representantes do povo, eleitos com a finalidade de elaborar o texto constitucional, diz-se que se trata de uma constituição: a) Outorgada b) Histórica c) Imutável d) Promulgada e) Dirigente 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 86 de 90 1. INCORRETA 2. INCORRETA 3. INCORRETA 4. INCORRETA 5. INCORRETA 6. CORRETA 7. INCORRETA 8. INCORRETA 9. INCORRETA 10. INCORRETA 11. INCORRETA 12. CORRETA 13. INCORRETA 14. CORRETA 15. INCORRETA 16. INCORRETA 17. INCORRETA 18. INCORRETA 19. INCORRETA 20. INCORRETA 21. INCORRETA 22. INCORRETA 23. INCORRETA 24. INCORRETA 25. INCORRETA 26. INCORRETA 27. CORRETA 28. INCORRETA 29. INCORRETA 30. CORRETA 31. INCORRETA 32. INCORRETA 33. CORRETA 34. INCORRETA 35. INCORRETA 36. INCORRETA 37. INCORRETA 38. INCORRETA 39. INCORRETA 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 87 de 90 40. CORRETA 41. CORRETA 42. INCORRETA 43. CORRETA 44. INCORRETA 45. INCORRETA 46. CORRETA 47. CORRETA 48. INCORRETA 49. INCORRETA 50. INCORRETA 51. INCORRETA 52. CORRETA 53. INCORRETA 54. INCORRETA 55. CORRETA 56. INCORRETA 57. INCORRETA 58. INCORRETA 59. INCORRETA 60. CORRETA 61. INCORRETA 62. INCORRETA 63. INCORRETA 64. CORRETA 65. A 66. INCORRETA 67. INCORRETA 68. INCORRETA 69. CORRETA 70. E 71. CORRETA 72. A 73. INCORRETA 74. CORRETA 75. INCORRETA 76. CORRETA 77. B 78. CORRETA 79. INCORRETA 80.INCORRETA 81. INCORRETA 82. INCORRETA 83. INCORRETA 84. CORRETA 85. INCORRETA 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 88 de 90 86. INCORRETA 87. INCORRETA 88. INCORRETA 89. INCORRETA 90. INCORRETA 91. CORRETA 92. CORRETA 93. CORRETA 94. INCORRETA 95. INCORRETA 96. INCORRETA 97. INCORRETA 98. INCORRETA 99. INCORRETA 100. INCORRETA 101. CORRETA 102. INCORRETA 103. CORRETA 104. CORRETA 105. CORRETA 106. INCORRETA 107. CORRETA 108. INCORRETA 109. CORRETA 110. CORRETA 111. CORRETA 112. INCORRETA 113. CORRETA 114. CORRETA 115. INCORRETA 116. INCORRETA 117. INCORRETA 118. INCORRETA 119. INCORRETA 120. INCORRETA 121. INCORRETA 122. INCORRETA 123. INCORRETA 124. INCORRETA 125. INCORRETA 126. CORRETA 127. INCORRETA 128. INCORRETA 129. INCORRETA 130. INCORRETA 131. INCORRETA 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 89 de 90 132. INCORRETA 133. INCORRETA 134. CORRETA 135. C 136. INCORRETA 137. INCORRETA 138. CORRETA 139. INCORRETA 140. CORRETA 141. INCORRETA 142. E 143. INCORRETA 144. INCORRETA 145. INCORRETA 146. CORRETA 147. INCORRETA 148. INCORRETA 149. CORRETA 150. CORRETA 151. INCORRETA 152. CORRETA 153. INCORRETA 154. CORRETA 155. INCORRETA 156. INCORRETA 157. CORRETA 158. INCORRETA 159. INCORRETA 160. INCORRETA 161. CORRETA 162. INCORRETA 163. INCORRETA 164. INCORRETA 165. INCORRETA 166. INCORRETA 167. CORRETA 168. INCORRETA 169. CORRETA 170. CORRETA 171. INCORRETA 172. INCORRETA 173. INCORRETA 174. INCORRETA 175. INCORRETA 176. INCORRETA 177. INCORRETA 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 00 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 90 de 90 178. D 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 113 AULA 01: Princípios Fundamentais. Direitos e Garantias Fundamentais (Parte I) SUMÁRIO PÁGINA 1-Preâmbulo 1 2-Princípios Fundamentais da RFB 1-6 3-Objetivos Fundamentais da RFB 7-9 4-Princípios que Regem a RFB nas suas Relações Internacionais 10-12 5-Os Direitos Fundamentais 13-17 6-O Art. 5º da Constituição 18-75 7-Lista de Questões 76-105 8-Gabarito 106-113 I. Preâmbulo 166. (ESAF/2012/PGFN) O preâmbulo da Constituição Federal de 1988 não referencia a igualdade dentre os valores supremos cujo exercício o Estado Democrático configurado na República Federativa do Brasil se destina a assegurar. Comentários: Segundo o texto do preâmbulo, “nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”. Questão incorreta. II. Princípios Fundamentais da República Federativa do Brasil 167. (ESAF/2007/SEFAZ-SE) A República é a forma de organização do Estado adotada pela Constituição Federal de 1988. Caracteriza-se pela temporariedade do mandato dos governantes e pelo processo eleitoral periódico. Comentários: São características da República: caráter eletivo, representativo e transitório dos detentores do poder político e responsabilidade dos governantes. Os governantes, na República, são eleitos pelo povo, o que vincula essa forma de governo à democracia. Além disso, na República, o 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 113 governo é limitado e responsável, surgindo a ideia de responsabilidade da Administração Pública. Finalmente, o caráter transitório dos detentores do poder político é inerente ao governo republicano, sendo ressaltada, por exemplo, no art. 60, §4º da CF/88, que impede que seja objeto de deliberação a proposta de emenda constitucional tendente a abolir o “voto direto, secreto, universal e periódico”. Outra importante característica da República é que ela é fundada na igualdade formal das pessoas. Nessa forma de governo é intolerável a discriminação, sendo todos formalmente iguais, ou seja, iguais perante o Direito. O erro do enunciado é que a República não é forma de organização do Estado, mas sim forma de governo. Questão incorreta. 168. (ESAF/2006/MTE-AFT) A forma republicana não implica a necessidade de legitimidade popular do presidente da República, razão pela qual a periodicidade das eleições não é elemento essencial desse princípio. Comentários: A república implica, sim, a necessidade de legitimidade popular do presidente da República, que deverá ser eleito pelo povo. Além disso, a periodicidade das eleições é elemento essencial do princípio republicano. Na CF/88, isso se observa, por exemplo, no art. 60, §4º da CF/88, que impede que seja objeto de deliberação a proposta de emenda constitucional tendente a abolir o “voto direto, secreto, universal e periódico”. Questão incorreta. 169. (ESAF/2006/CGU) O princípio republicano tem como características essenciais: a eletividade, a temporariedade e a necessidade de prestação de contas pela administração pública. Comentários: Todas essas características são, de fato, próprias do princípio republicano. Questão correta. 170. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Em função da forma de governo adotada na Constituição de 1988, existe a obrigação de prestação de contas por parte da administração pública. Comentários: De fato. Em função da adoção da forma de governo republicana pela CF/88, há obrigatoriedade de prestação de contas pela administração pública. Questão correta. 171. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A forma federativa, adotada pelo Sistema Constitucional Brasileiro, confere aos Estados federados autonomia para governar, administrar e legislar, sendo que uma de suas principais características é a indissolubilidade. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 113 Comentários: Dá-se o nome de Federação ou Estado federal a um Estado composto por diversas entidades territoriais autônomas, dotadas de governo próprio. Por autonomia compreende-se um conjunto de competências ou prerrogativas garantidas pela Constituição que não podem ser abolidas ou alteradas de modo unilateral pelo governo central. Do ”caput” do art. 1º da Constituição, depreende-se, ainda, que a Federação brasileira é composta por União, Estados-membros,Distrito Federal e Municípios. Todos são pessoas jurídicas de direito público, autônomas e com vínculo indissolúvel (não há direito de secessão em nosso ordenamento jurídico). Questão correta. 172. (ESAF/2006/MTE) A concretização do Estado Democrático de Direito como um Estado de Justiça material contempla a efetiva implementação de um processo de incorporação de todo o povo brasileiro nos mecanismos de controle das decisões. Comentários: No art. 1º, “caput”, CF/88, determina-se ainda que o regime político do Brasil é o democrático. A expressão “Estado Democrático de Direito” não implica uma mera reunião dos princípios do Estado de Direito e do Estado Democrático, uma vez que os supera, trazendo em si um conceito novo. Trata-se, na verdade, da garantia de uma sociedade pluralista, em que todas as pessoas se submetem às leis e ao Direito, que, por sua vez, são criados pelo povo, por meio de seus representantes. A lei e o Direito, nesse Estado, visam a garantir o respeito aos direitos fundamentais, assegurando a todos uma igualdade material, ou seja, condições materiais mínimas a uma existência digna. Nos dizeres de Dirley da Cunha Jr, “o Estado Democrático de Direito, portanto, é o Estado Constitucional submetido à Constituição e aos valores humanos nela consagrados1”. Questão correta. 173. (ESAF/2006/ENAP) Como consequência direta da adoção do princípio republicano como um dos princípios fundamentais do Estado brasileiro, a Constituição estabelece que a República Federativa do Brasil é composta pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. Comentários: Essa previsão decorre da adoção da federação como forma de estado. Questão incorreta. 174. (ESAF/2012/PGFN) A República Federativa do Brasil é formada pela união dissolúvel dos Estados, Municípios e Distrito Federal. Comentários: 1 Dirley da Cunha Jr. Curso de Direito Constitucional, 6ª edição, p. 543. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 113 Segundo o art. 1º, “caput”, da Constituição Federal, a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. Questão incorreta. 175. (ESAF/2012/PGFN) São entes da Federação, dentre outros, as Regiões Metropolitanas. Comentários: Com base no art. 1º, “caput”, da Constituição, podemos afirmar que são entes da Federação a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Questão incorreta. 176. (ESAF/2012/PGFN) A União é pessoa jurídica de direito público externo. Comentários: A União é pessoa jurídica de direito público interno; a República Federativa do Brasil é pessoa jurídica de direito público externo. A primeira é autônoma; a segunda, soberana. Questão incorreta. 177. (ESAF/2006/CGU) Não é elemento essencial do princípio federativo a existência de dois tipos de entidade - a União e as coletividades regionais autônomas. Comentários: O princípio federativo pressupõe a existência de uma entidade central e de várias parciais, dotadas de capacidade política concedida diretamente pela Constituição. Essa capacidade implica a possibilidade de produção de normas de sua competência. Questão incorreta. 178. (ESAF/2006/MTE) Na República Federativa do Brasil, a União exerce a soberania do Estado brasileiro e se constitui em pessoa jurídica de Direito Público Internacional, a fim de que possa exercer o direito de celebrar tratados, no plano internacional. Comentários: É a República Federativa do Brasil que detém a soberania, não a União. Esta é pessoa jurídica de direito público interno. Questão incorreta. 179. (ESAF/2008/MPOG) A Constituição acolhe uma sociedade conflitiva, de interesses contraditórios e antagônicos, na qual as opiniões não ortodoxas podem ser publicamente sustentadas, o que conduz à poliarquia, um regime onde a dispersão do Poder numa multiplicidade de grupos é tal que o sistema político não pode funcionar senão por uma negociação constante entre os líderes desses 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 113 grupos (SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo, 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2005, pp. 143-145, com adaptações ). Assinale a opção que indica com exatidão o fundamento do Estado brasileiro expressamente previsto na Constituição, a que faz menção o texto transcrito. a) Soberania. b) Pluralismo político. c) Dignidade da pessoa humana. d) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. e) Cidadania. Comentários: O Estado brasileiro tem como fundamento o pluralismo político. Esse princípio visa a garantir a inclusão dos diferentes grupos sociais no processo político nacional. É sobre esse princípio que trata o enunciado da questão, quando fala em “dispersão do poder em uma multiplicidade de grupos”. A letra B é o gabarito. 180. (ESAF/2007/TCE-GO) A República Federativa do Brasil não tem como um dos seus fundamentos: a) A soberania. b) A cidadania. c) Monismo político. d) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. e) A dignidade da pessoa humana. Comentários: São fundamentos da RFB (art. 1º, CF): A soberania A cidadania A dignidade da pessoa humana Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa O pluralismo político A letra C é o gabarito. 181. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) As opções desta questão contêm fundamentos e objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, nos termos da Constituição Federal de 1988. Assinale a opção que contempla apenas fundamentos. a) Liberdade, justiça, pluralismo político. b) Cidadania, justiça, dignidade da pessoa humana. c) Soberania, solidariedade, valor social do trabalho. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 113 d) Cidadania, soberania, valor social da livre iniciativa. e) Garantia do desenvolvimento nacional, solidariedade, dignidade da pessoa humana. Comentários: São fundamentos da RFB: A soberania A cidadania A dignidade da pessoa humana Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa O pluralismo político A letra D é o gabarito da questão. 182. (ESAF/2006/ENAP) Embora seja objetivo do Estado brasileiro, a dignidade da pessoa humana não se inclui entre os fundamentos da República Federativa do Brasil. Comentários: A dignidade da pessoa humana não se situa entre os objetivos da RFB, mas entre os fundamentos do Estado brasileiro. Questão incorreta. 183. (ESAF/2012/PGFN) Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, dentre outros, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Comentários: Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são fundamentos, e não objetivos da RFB. Questão incorreta. 184. (ESAF/2006/AFT) Na condição de fundamento da República Federativa do Brasil, a dignidade da pessoa humana tem seu sentido restrito à defesa e à garantia dos direitos pessoais ou individuais de primeira geração ou dimensão. Comentários: A dignidade da pessoa humana eleva o ser humano a uma preocupação centralpara o Estado brasileiro. Esse princípio determina que a pessoa humana deve ser tratada como um fim em si mesma, e não como meio para se obter um resultado. Trata-se de uma limitação ao poder do Estado, que não tem a possibilidade de impor restrições à consciência humana. Mas não é, por isso, apenas uma liberdade negativa (ausência de constrangimento pelo Estado), ou seja, não se limita à defesa dos direitos de primeira geração. É, também, liberdade positiva, em que se exige do Estado uma ação perante os 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 113 indivíduos. Desse modo, a dignidade da pessoa humana tem implicações sobre direitos de todas as gerações. Exemplo: o direito a uma jornada de trabalho digna (de segunda geração) é consequência da dignidade da pessoa humana. Questão incorreta. 185. (ESAF/2006/CGU) O pluralismo político, embora desdobramento do princípio do estado Democrático de Direito, não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. Comentários: São fundamentos da RFB (art. 1º, CF): soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político. Questão incorreta. III. Os Objetivos Fundamentais da RFB 186. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Constitui-se como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem qualquer tipo de preconceito ou formas de discriminação. A reserva de vagas nas Universidades Federais, a serem ocupadas exclusivamente por alunos egressos de escolas públicas, contraria a orientação constitucional. Comentários: Esse objetivo consagra a igualdade formal como um dos objetivos da República Federativa do Brasil. A reserva de vagas nas Universidades Federais, a serem ocupadas exclusivamente por alunos egressos de escolas públicas, busca tornar o sistema educacional mais justo, mais igual. Não se trata de preconceito, mas de uma ação afirmativa do Estado. Elucidando esse conceito, o STF dispôs que “ações afirmativas são medidas especiais tomadas com o objetivo de assegurar progresso adequado de certos grupos raciais, sociais ou étnicos ou indivíduos que necessitem de proteção, e que possam ser necessárias e úteis para proporcionar a tais grupos ou indivíduos igual gozo ou exercício de direitos humanos e liberdades fundamentais, contanto que, tais medidas não conduzam, em consequência, à manutenção de direitos separados para diferentes grupos raciais, e não prossigam após terem sido alcançados os seus objetivos” 2. Questão incorreta. 187. (ESAF/2012/PGFN) Dentre os objetivos da República Federativa do Brasil, fixados na Constituição Federal de 1988, encontra-se a redução das desigualdades sociais e regionais com consequente discriminação de origem ou de outras formas correlatas entre brasileiros. 2 REsp 1132476/PR, Rel.Min. Humberto Martins, Segunda Turma, j. 13.10.2009, DJe 21.10.2009. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 113 Comentários: De fato, reduzir as desigualdades sociais e regionais é um dos objetivos fundamentais da RFB (art. 3º, III, CF). Entretanto, diferentemente do que diz o enunciado, a consequência desse objetivo é a vedação da discriminação entre brasileiros. Questão incorreta. 188. (ESAF/2008/Prefeitura de Natal) Assinale a opção que indica um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil expressamente previsto na Constituição Federal que confere amparo constitucional a importantes programas do governo federal que se concretizam por meio da política nacional de assistência social integrando as esferas federal, estadual e municipal. a) Garantir a prevalência dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. b) Promover o desenvolvimento internacional. c) Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. d) Erradicar o terrorismo e o racismo. e) Promover a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. Comentários: São objetivos fundamentais da RFB (art. 3º, CF): Construir uma sociedade livre, justa e solidária; Garantir o desenvolvimento nacional; Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Dentre esses objetivos, o que se concretiza por meio da assistência social é aquele referente à erradicação da pobreza e da marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais. A letra C é o gabarito da questão. 189. (ESAF/2008/CGU) Assinale a opção que indica um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. a) Valorizar a cidadania. b) Valorizar a dignidade da pessoa humana. c) Observar os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. d) Constituir uma sociedade livre, justa e solidária. e) Garantir a soberania. Comentários: São objetivos fundamentais da RFB (art. 3º, CF): 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 113 Construir uma sociedade livre, justa e solidária; Garantir o desenvolvimento nacional; Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A letra D é o gabarito da questão. 190. (ESAF/2006/CGU) É um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, expresso no texto constitucional, a garantia do desenvolvimento nacional e a busca da autossuficiência econômica. Comentários: São objetivos fundamentais da RFB (art. 3º, CF): Construir uma sociedade livre, justa e solidária; Garantir o desenvolvimento nacional; Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A autossuficiência econômica não é um desses objetivos. Questão incorreta. IV. A Harmonia e a Independência entre os Poderes 191. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Em razão da independência funcional, um dos elementos essenciais do princípio de separação dos poderes, o exercício das funções que integram o poder político da União é exclusivo. Comentários: De acordo com o art. 2º da Constituição, são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Veja que ele fala em harmonia e independência entre os Poderes. A primeira significa cooperação, colaboração entre os Poderes. Visa a garantir que estes expressem uniformemente a vontade da União. Já a segunda traduz-se na ausência de subordinação de um Poder a outro. Todos eles têm, portanto, a mesma hierarquia. Nossa Constituição adotou a separação de Poderes flexível. Isso significa que eles não exercem exclusivamente suas funções típicas, mas também outras, denominadas atípicas. Um exemplo disso é o exercício da função administrativa – típica do Executivo – pelo Judiciário e pelo Legislativo, quando dispõem sobre sua organização interna e sobre seus servidores,nomeando-os ou exonerando-os. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 113 192. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A especialização funcional, elemento essencial do princípio de divisão de poderes, implica o exercício exclusivo das funções do poder político - legislativa, executiva e judiciária - pelo órgão ao qual elas foram cometidas no texto constitucional. Comentários: Não há exercício exclusivo das funções do Poder: a CF/88 adotou a separação de poderes flexível. Questão incorreta. V. Princípios que Regem a República Federativa do Brasil em suas Relações Internacionais 193. (ESAF 2009/Ministério da Fazenda) A cooperação entre os povos para o progresso da humanidade constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil. Comentários: São princípios que regem a RFB em suas relações internacionais (art. 4º, CF): Independência nacional; Prevalência dos direitos humanos; Autodeterminação dos povos; Não-intervenção; Igualdade entre os Estados; Defesa da paz; Solução pacífica dos conflitos; Repúdio ao terrorismo e ao racismo; Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; Concessão de asilo político. A cooperação entre os povos para o progresso da humanidade é um princípio que rege a RFB em suas relações internacionais, não um objetivo fundamental da RFB. Questão incorreta. 194. (ESAF/2012/PGFN) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais, dentre outros, pelo princípio de repúdio ao terrorismo e ao racismo. Comentários: É o que determina o art. 4º, inciso VIII, da Constituição Federal. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 113 195. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, geográfica, política e educacional dos povos da América Latina. Comentários: O texto constitucional determina que a RFB buscará a integração econômica, política, social e cultural com os povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações (art. 4º, parágrafo único, CF). Não há qualquer referência à busca de uma integração educacional. Questão incorreta. 196. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação é princípio que rege a República Federativa do Brasil nas suas relações internacionais. Comentários: Trata-se de um objetivo fundamental da RFB, não de um princípio que rege suas relações internacionais. Questão incorreta. 197. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) O repúdio ao terrorismo e ao racismo é princípio que rege a República Federativa do Brasil nas suas relações internacionais. Comentários: São princípios que regem a RFB em suas relações internacionais (art. 4º, CF): Independência nacional; Prevalência dos direitos humanos; Autodeterminação dos povos; Não-intervenção; Igualdade entre os Estados; Defesa da paz; Solução pacífica dos conflitos; Repúdio ao terrorismo e ao racismo; Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; Concessão de asilo político. Questão correta. 198. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) As opções desta questão contêm fundamentos e objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, nos termos da Constituição Federal de 1988. Assinale a opção que contempla apenas fundamentos. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 113 a) Liberdade, justiça, pluralismo político. b) Cidadania, justiça, dignidade da pessoa humana. c) Soberania, solidariedade, valor social do trabalho. d) Cidadania, soberania, valor social da livre iniciativa. e) Garantia do desenvolvimento nacional, solidariedade, dignidade da pessoa humana. Comentários: A liberdade e a justiça não são nem objetivos nem fundamentos da República Federativa do Brasil. A letra A está incorreta. Pelo mesmo motivo, a B está incorreta. Também a solidariedade não é objetivo nem fundamento da RFB. Alternativa incorreta. A letra E está incorreta porque garantir o desenvolvimento nacional é objetivo da RFB e a solidariedade não é objetivo nem fundamento da RFB. A letra D é o gabarito da questão. 199. (ESAF/2008/CGU) A República Federativa do Brasil possui fundamentos e as relações internacionais do País devem ser regidas por princípios. Assinale a única opção que contempla um fundamento da República e um princípio que deve reger as relações internacionais do Brasil. a) Soberania e dignidade da pessoa humana. b) Prevalência dos direitos humanos e independência nacional. c) Cidadania e valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. d) Pluralismo político e repúdio ao terrorismo e ao racismo. e) Defesa da paz e solução pacífica dos conflitos. Comentários: A letra A está errada porque apresenta dois fundamentos da RFB, o que também se aplica à letra C. A letra B e a letra E, porque apresentam dois princípios que regem a RFB em suas relações internacionais. A letra D é o gabarito. 200. (ESAF/2004/MPU) A Constituição Federal de 1988 traz a determinação de que o Brasil deverá buscar a integração econômica na América do Sul por meio da formação de um mercado comum de nações sul-americanas. Comentários: Determina a CF/88, em seu art. 4º, parágrafo único, que a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 113 dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino- americana de nações. Questão incorreta. 201. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) A concessão de asilo diplomático é um dos princípios que rege o Brasil nas suas relações internacionais, conforme expressa previsão no texto da Constituição Federal de 1988. Comentários: Os termos asilo político e asilo diplomático não se confundem. O asilo diplomático é solicitado por um agente político a uma embaixada do Brasil no exterior, recebendo um salvo-conduto para sair do seu país de forma segura. É costume regional, só existindo na América Latina. Já o asilo político é concedido quando o estrangeiro já está no Brasil, com o objetivo de se resguardar de uma perseguição política. O que a Carta Magna eleva como princípio que rege a RFB em suas relações internacionais é a concessão de asilo político, não de asilo diplomático (art. 4º, X, CF). Questão incorreta. VI. Os Direitos Fundamentais 202. (ESAF/2008/CGU) O Estado brasileiro também é regido por um princípio de estatura constitucional que visa a impedir que sejam frustrados os direitos políticos, sociais, culturais e econômicos já concretizados, tanto na ordem constitucional como na infraconstitucional, em atenção aos objetivos da República Federativa do Brasil, que são os de promover o bem de todos, sem quaisquer formasde discriminação, constituir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Assinale a opção que denomina com exatidão o princípio constitucional descrito. a) Proibição do retrocesso no domínio dos direitos fundamentais e sociais. b) Proibição de juízo ou tribunal de exceção. c) Proibição de privação da liberdade ou de bens patrimoniais sem o devido processo legal. d) Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. e) Proibição de privação de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. Comentários: Por serem os direitos fundamentais o resultado de um processo evolutivo, de conquistas graduais da Humanidade, não podem ser enfraquecidos ou suprimidos. Isso significa que as normas que os instituem 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 113 não podem ser revogadas ou substituídas por outras que os diminuam, restrinjam ou suprimam. Nesse sentido, para Canotilho, existe o princípio do não retrocesso social, com base no qual, os direitos sociais, uma vez tendo sido previstos, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo. Isso limita o legislador e exige a realização de uma política condizente com esses direitos, sendo inconstitucionais quaisquer medidas estatais que, sem a criação de outros esquemas alternativos ou compensatórios, anulem, revoguem ou aniquilem o núcleo essencial desses direitos. A letra A é o gabarito da questão. 203. (ESAF/2010/SEFAZ-APO) Os direitos fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em face dos poderes privados. Comentários: Os direitos fundamentais podem tanto proteger os particulares em face do poder público como de outros particulares. É o caso do “habeas corpus”, por exemplo, que pode ser impetrado para proteger o direito de locomoção tanto contra ato do poder público (prisão ilegal) como quanto ato de um particular (um hospital privado que não dá “alta” ao paciente que não pagou a conta). Questão correta. 204. (ESAF/2002/Banco Central) O princípio constitucional da autonomia da vontade impede que os direitos fundamentais tenham incidência nas relações entre particulares. Comentários: Os direitos fundamentais não só protegem os particulares em face do poder público como também incidem nas relações entre particulares. Questão incorreta. 205. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal) As violações a direitos fundamentais não ocorrem somente no âmbito das relações entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Assim, os direitos fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em face dos poderes privados. Comentários: De fato, os direitos fundamentais também protegem os particulares em face dos poderes privados. É o caso do “habeas corpus”, por exemplo, que pode ser impetrado para proteger o direito de locomoção tanto contra ato do poder público (prisão ilegal) como quanto ato de um particular (um hospital 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 113 privado que não dá “alta” ao paciente que não pagou a conta). Questão correta. 206. (ESAF/2002/TCU) No sistema constitucional brasileiro, os direitos fundamentais apenas podem ser arguidos em face dos poderes públicos, não podendo ser invocados nas relações entre particulares. Comentários: Os direitos fundamentais não só protegem os particulares em face do poder público como também incidem nas relações entre particulares. É o caso do “habeas corpus”, por exemplo, que pode ser impetrado para proteger o direito de locomoção de um particular contra ato outro (um hospital privado que não dá “alta” ao paciente que não pagou a conta). Questão incorreta. 207. (ESAF/2001/Banco Central) Os direitos fundamentais têm por sujeito passivo o Estado, não podendo ser opostos a particulares. Comentários: Os direitos fundamentais também podem, como vimos nos comentários das questões anteriores, ser opostos a particulares (exemplo: “habeas corpus” impetrado contra hospital privado). Questão incorreta. 208. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Normas de direitos fundamentais podem criar deveres e obrigações não somente para o Estado como também para o particular. Comentários: De fato. O art. 7º, XXIII, da Constituição, por exemplo, cria para as empresas particulares a obrigação de pagar um adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei. Questão correta. 209. (ESAF/2004/MRE) Menores de 18 anos não podem ser titulares de direitos fundamentais. Comentários: Todas as pessoas físicas ou jurídicas podem ser titulares de direitos fundamentais. Questão incorreta. 210. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) O menor de idade pode ser titular de direitos fundamentais, na ordem constitucional em vigor. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 113 Todas as pessoas físicas podem ser titulares de direitos fundamentais, independentemente de sua idade. A própria Constituição dedica um Capítulo (VII) à proteção da criança, do adolescente, do jovem e do idoso. Questão correta. 211. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Somente pessoas físicas podem ser titulares de direitos fundamentais. Comentários: As pessoas jurídicas também podem ser titulares de direitos fundamentais. Questão incorreta. 212. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Pessoas jurídicas não podem ser titulares de direitos fundamentais. Comentários: Essa questão é recorrente, embora bastante “bobinha”. Não custa repetir: pessoas jurídicas também podem ser titulares de direitos fundamentais. Questão incorreta. 213. (ESAF/2001/Promotor de Justiça/CE) Pessoas jurídicas, inclusive de direito público, podem ser titulares de direitos fundamentais. Comentários: Certamente que sim! Uma autarquia (pessoa jurídica de direito público) é titular do direito de resposta (art. 5º, V, CF), por exemplo. Questão correta. 214. (ESAF/2007/PGFN) Entre as características funcionais dos direitos fundamentais encontra-se a legitimidade que conferem à ordem constitucional e o seu caráter irrenunciável e absoluto, que converge para o sentido da imutabilidade. Comentários: De acordo com a doutrina, os direitos fundamentais apresentam as seguintes características: Historicidade: os direitos fundamentais não resultam de um acontecimento histórico determinado, mas de todo um processo de afirmação. Surgem a partir das lutas do homem, em que há conquistas progressivas. Por isso mesmo, são mutáveis e sujeitos a ampliações, o que explica as diferentes gerações de direitos fundamentais que estudamos. Universalidade: os direitos fundamentaissão comuns a todos os seres humanos, respeitadas suas particularidades. Isso porque existem direitos 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 113 comuns a todos (como o direito à vida, por exemplo) e direitos próprios de um grupo (como os direitos dos trabalhadores). Inalienabilidade: os direitos fundamentais são intransferíveis e inegociáveis, não podendo ser abolidos por vontade de seu titular. Além disso, não possuem conteúdo econômico-patrimonial. Imprescritibilidade: os direitos fundamentais não se perdem com o tempo, sendo sempre exigíveis. Irrenunciabilidade: o titular dos direitos fundamentais não pode deles dispor, embora possa deixar de exercê-los. É admissível, entretanto, em algumas situações, a autolimitação voluntária de seu exercício, num caso concreto. Limitabilidade: não há direitos fundamentais absolutos. Trata-se de direitos relativos, limitáveis, no caso concreto, por outros direitos fundamentais. No caso de conflito entre eles, há uma concordância prática ou harmonização: nenhum deles é sacrificado definitivamente. Concorrência: os direitos fundamentais podem ser exercidos cumulativamente, podendo um mesmo titular possuir vários direitos ao mesmo tempo. Proibição do retrocesso: por serem os direitos fundamentais o resultado de um processo evolutivo, de conquistas graduais da Humanidade, não podem ser enfraquecidos ou suprimidos. Isso significa que as normas que os instituem não podem ser revogadas ou substituídas por outras que os diminuam, restrinjam ou suprimam. Questão incorreta. 215. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Os direitos fundamentais são irrenunciáveis, o que significa dizer que é inadmissível a autolimitação, mesmo que temporária e para finalidades específicas, do exercício de um direito fundamental. Comentários: Embora os direitos fundamentais sejam irrenunciáveis, admite-se, em algumas situações, a autolimitação voluntária de seu exercício, num caso concreto. É o caso dos participantes de um “reality show”, por exemplo, que abrem mão temporariamente de seu direito à privacidade. Questão incorreta. 216. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) O direito à incolumidade física expressa caso de direito fundamental absoluto. Comentários: Os direitos fundamentais têm como característica a limitabilidade: nenhum deles é absoluto. Questão incorreta. 217. (ESAF/2002/MRE) O direito fundamental à vida é tido pelo constituinte como direito absoluto, insuscetível de qualquer restrição por parte do Estado. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 113 Comentários: Os direitos fundamentais têm como característica a limitabilidade. Nenhum deles é absoluto, nem mesmo o direito à vida. Nesse sentido, admite- se a pena de morte em tempo de guerra declarada, por exemplo (art. 5º, XLVII, “a”, CF). Questão incorreta. 218. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) Pode-se afirmar que, no direito brasileiro, o direito à vida e à incolumidade física são direitos absolutos, no sentido de que nenhum outro previsto na Constituição pode sobre eles prevalecer, nem mesmo em um caso concreto isolado. Comentários: Nenhum direito fundamental é absoluto. Questão incorreta. 219. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 estabeleceu cinco espécies de direitos e garantias fundamentais: direitos e garantias individuais e coletivos; direitos sociais; direitos de nacionalidade; direitos políticos; e direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos. Comentários: De fato, são essas as espécies de direitos e garantias fundamentais. O Título II da Constituição Federal, denominado “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”, apresenta cinco capítulos, para tratar desses direitos: direitos e garantias individuais e coletivos (Capítulo I); direitos sociais (Capítulo II); direitos de nacionalidade (Capítulo III); direitos políticos (Capítulo IV); e direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos (Capítulo V). Questão correta. VII. Art. 5o da Constituição 220. (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário) Apesar de o art. 5o, caput, da Constituição Federal de 1988 fazer menção apenas aos brasileiros e aos estrangeiros residentes, pode-se afirmar que os estrangeiros não residentes também podem invocar a proteção de direitos fundamentais. Comentários: Determina a CF/88 que todos são iguais perante a lei, sem distinções de qualquer natureza. Apesar de o “caput” do art. 5º da CF/88 fazer referência expressa somente aos estrangeiros residentes no país, a doutrina entende que os direitos fundamentais são assegurados a qualquer pessoa que se encontre em território nacional, inclusive a estrangeiros residentes no exterior. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 113 221. (ESAF/2012/CGU) A Constituição assegura aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, em igualdade de condições, os direitos e garantias individuais tais como: a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, mas aos estrangeiros não se estende os direitos sociais destinados aos brasileiros. Comentários: Tanto os brasileiros quanto os estrangeiros localizados em território nacional são titulares de direitos fundamentais, dentre os quais se incluem os direitos sociais. Questão incorreta. 222. (ESAF/2006/PFN) Os estrangeiros não residentes estão alijados da titularidade dos direitos fundamentais entre nós. Comentários: Os direitos fundamentais estendem-se também aos estrangeiros não residentes que se encontrem em território brasileiro. Questão incorreta. 223. (ESAF/2001/Banco Central) Os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal somente podem ter por titulares brasileiros - natos ou naturalizados. Comentários: Os estrangeiros também são titulares de direitos fundamentais. Assim, o estrangeiro que trabalha no Brasil tem assegurados os direitos trabalhistas, por exemplo. Questão incorreta. 224. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Somente podem ser considerados titulares de direito fundamental os brasileiros ou os estrangeiros aqui residentes que tenham atingido a maioridade. Comentários: Todos os brasileiros e estrangeiros que se encontrem no Brasil, independentemente de aqui residirem ou de sua idade, são titulares de direitos fundamentais. Questão incorreta. 225. (ESAF/2002/MRE) Em nenhum caso os brasileiros não residentes no Brasil são alcançados pela declaração de direitos fundamentais inscrita na Constituição Federal. Comentários: Todos os brasileiros, independentemente de aqui residirem ou de sua idade, são titulares de direitos fundamentais. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 113 226. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) Os direitos fundamentais são garantidos aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país. Os demais estrangeiros não podem invocar direitos fundamentais no Brasil. Comentários: Os direitos fundamentais estendem-se também aos estrangeiros não residentes que se encontrem no Brasil. Questãoincorreta. 227. (ESAF/2010/SUSEP) Os direitos configurados nos incisos do art. 5o da Constituição não são, em verdade, concretização e desdobramento dos direitos genericamente previstos no “caput”. Comentários: Os incisos do art. 5º nada mais são do que desdobramentos dos direitos previstos em seu “caput”: direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Questão incorreta. 228. (ESAF/2009/Analista-Tributário) O direito fundamental à vida, por ser mais importante que os outros direitos fundamentais, tem caráter absoluto, não se admitindo qualquer restrição. Comentários: Nenhum direito fundamental tem caráter absoluto, nem mesmo o direito à vida. Nesse sentido, o ordenamento jurídico não considera crime, por exemplo, o aborto em casos de estupro. Questão incorreta. 229. (ESAF/2006/PFN) Os estrangeiros não residentes estão alijados da titularidade dos direitos fundamentais entre nós. Comentários: Nada disso! Como vimos, os estrangeiros não residentes não estão alijados (afastados) da titularidade dos direitos fundamentais no Estado brasileiro. Questão incorreta. 230. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) O estrangeiro, no Brasil, não é titular de direitos fundamentais. Comentários: Tanto o estrangeiro residente quanto o não residente no Brasil são titulares de direitos fundamentais. Questão incorreta. 231. (TRT 8ª Região/Juiz Federal) O princípio de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, é a norma de garantia prevista no caput do artigo 5° da CF. Seu conteúdo material 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 113 admite a diferenciação entre os desiguais para aplicação da norma jurídica, pois é na busca da isonomia que se faz necessário tratamento diferenciado, em decorrência de situações que exigem tratamento distinto, como forma de realização da igualdade. Assim, é constitucionalmente possível o estabelecimento pontual de critério de promoção diferenciada para homens e mulheres. Comentários: De acordo com o inciso II, do art. 5º da CF/88, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos da Constituição. A lei não pode criar discriminação entre pessoas que estão em posição equivalente, exceto quando há razoabilidade para tal. Há, portanto, exceções, casos em que a lei pode criar distinções. É o caso, por exemplo, do estabelecimento pontual de critério de promoção diferenciada para homens e mulheres13. Questão correta. 232. (ESAF/2012/PGFN) Homens e mulheres não são iguais em direitos e obrigações quando assim fixado nos termos da própria Constituição Federal de 1988. Comentários: De acordo com o inciso II, do art. 5º da CF/88, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos da Constituição. Questão incorreta. 233. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Nenhuma distinção de direitos entre homens e mulheres além daquelas especificadas pelo constituinte pode ser estabelecida pelo legislador ordinário. Comentários: De fato, a lei não pode criar discriminação entre pessoas que estão em posição equivalente, exceto quando há razoabilidade para tal. Há, portanto, exceções, ou seja, situações em que a lei pode criar distinções. É o caso de lei que proibisse que as mulheres fossem menos remuneradas que os homens para o desempenho de uma mesma função, punindo as empresas que o fizessem, por exemplo. Questão incorreta. 234. (ESAF/2002/MRE) O princípio da igualdade entre homens e mulheres fulmina de inconstitucionalidade todo o tratamento legislativo diferenciado em razão do sexo do destinatário da norma. Comentários: Admite-se o tratamento legislativo diferenciado nos casos em que haja razoabilidade para tal. Nesse sentido, o STF considerou constitucional lei que 3 RE-AgR 483449 RJ, Rel. Min. Celso de Mello, j. 24.03.2009, p. 23.04.2009. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 113 estabelece pontualmente critério de promoção diferenciada entre homens e mulheres4. Questão incorreta. 235. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) O princípio constitucional da igualdade entre homens e mulheres impede que se confira qualquer direito a pessoas do sexo feminino que não seja extensível também às do sexo masculino. Comentários: É admissível que se confiram direitos a mulheres não extensíveis aos homens, desde que haja razoabilidade para tal. Questão incorreta. 236. (ESAF/2006/SRF) A doutrina e a jurisprudência reconhecem que a igualdade de homens e mulheres em direitos e obrigações, prevista no texto constitucional brasileiro, é absoluta, não admitindo exceções destinadas a compensar juridicamente os desníveis materiais existentes ou atendimento de questões socioculturais. Comentários: Essa igualdade não é absoluta. Ela admite, sim, exceções destinadas a diminuir os desníveis materiais ou socioculturais entre homens e mulheres. Questão incorreta. 237. (ESAF/2010/Susep) A igualdade de todos perante a lei foi suficiente, não tendo havido necessidade de a Constituição reforçar o princípio com outras normas sobre a igualdade. Comentários: Apesar de o “caput” do art. 5º da Constituição prever que “todos são iguais perante a lei”, o legislador constituinte verificou a necessidade de que o princípio da igualdade fosse reforçado em diversos outros dispositivos da Constituição. Um deles é o inciso I do art. 5º, segundo o qual “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”, nos termos da Constituição. Questão incorreta. 238. (ESAF/2002/Banco Central) Suponha que um projeto de lei, encaminhado ao Legislativo pelo Chefe do Poder Executivo, conceda vantagem financeira a uma dada categoria de servidores públicos, deixando, porém, de concedê-la a outra categoria, em desacordo com as exigências do princípio da isonomia. No âmbito do Judiciário, o tratamento diferenciado poderá ser tido como inconstitucional, mas a vantagem não poderá ser estendida ao segmento do funcionalismo discriminado. 4 RE-AgR 483449 RJ, Rel. Min. Celso de Mello, j. 24.03.2009, p. 23.04.2009. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 113 Comentários: O enunciado está perfeito! Para maior aprofundamento no tema, reproduzo a Súmula 339 do STF: “não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia”. Questão correta. 239. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Dada a igualdade entre homens e mulheres, em nenhum caso a lei pode conferir vantagem às mulheres, sem estendê-las também aos homens. Comentários: De acordo com o inciso II, do art. 5º da CF/88, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos da Constituição. A lei não pode criar discriminação entre pessoas que estão em posição equivalente, exceto quando há razoabilidade para tal. Há, portanto, exceções, casos em que a lei pode criar distinções, conferindo vantagens a mulheres em detrimento dos homens. Questão incorreta. 240. (TRT 8ª Região/Juiz Federal) A correta interpretação do princípio da igualdade torna inaceitável discriminar uma pessoa em função do sexo, sempre que o mesmo seja eleito com o propósitode desnivelar materialmente o homem da mulher; aceitando-o, porém, quando a finalidade pretendida for atenuar os desníveis de tratamento, não permitindo, porém, que normas infraconstitucionais tenham essa finalidade, ainda que em benefício da parte discriminada. Comentários: A questão começa correta e termina errada... De fato, a correta interpretação do princípio da igualdade torna inaceitável discriminar uma pessoa em função do sexo, sempre que o mesmo seja eleito com o propósito de desnivelar materialmente o homem da mulher; aceitando-o, porém, quando a finalidade pretendida for atenuar os desníveis de tratamento. Por isso mesmo, pode a lei infraconstitucional ter a finalidade de atuar em prol de suavizar os desníveis de tratamento entre homens e mulheres, em benefício da parte discriminada. Questão incorreta. 241. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) A Constituição veda todo tratamento diferenciado entre brasileiros que tome como critério o sexo, a etnia ou a idade dos indivíduos. Comentários: O princípio da igualdade impede que se discrimine uma pessoa em função de seu sexo, etnia ou idade, dentre outras características. Entretanto, sempre que o tratamento seja diferenciado para atenuar desníveis de tratamento injustos ou para favorecer os hipossuficientes, será considerado 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 113 válido. Nesse sentido, em vários de seus dispositivos a Constituição faz tal diferenciação, ou prevê a validade de leis que o façam. É o caso do art. XX, por exemplo. Questão incorreta. 242. (TRT 8ª Região/Juiz Substituto) Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, exceto se a exigência, ainda que contrária à lei, decorra de previsão constante de contrato privado. Comentários: Qualquer exigência só é possível se condizente com a lei. Contrato privado contrário a lei é inválido, não podendo, portanto, gerar a obrigação de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Questão incorreta. 243. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O princípio da legalidade, consagrado na Constituição Federal de 1988, estabelece que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Logo, no Sistema Constitucional pátrio, não é possível a edição, pelo Chefe do Poder Executivo, de decreto autônomo. Comentários: Nada disso! O decreto autônomo é previsto no art. 84, VI, da CF, e tem “status” de lei. Questão incorreta. 244. (ESAF/2012/PGFN) Como direito fundamental geral, o princípio da legalidade se configura em que os indivíduos são livres em suas ações privadas, salvo se a lei impuser que ele e abstenha de alguma iniciativa ou lhe determinar a realização de alguma iniciativa. Comentários: De fato, o princípio da legalidade, para os particulares, pressupõe que a regra é a liberdade em suas ações, que só pode ser cerceada por lei. Questão correta. 245. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Com relação ao direito, a todos assegurado, de não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei, o sentido do termo "lei" é restrito, não contemplando nenhuma outra espécie de ato normativo primário. Comentários: O vocábulo “lei” estende-se, sim, a todos os atos normativos primários, ou seja, a todos aqueles que se subordinam diretamente à Constituição. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 113 246. (ESAF/2004/MRE) Em face do princípio da legalidade, uma resolução ou um decreto legislativo provenientes de Casas do Congresso Nacional não podem criar direitos nem obrigações. Comentários: Todos os atos com “status” de lei (atos normativos primários) podem criar direitos e obrigações. É o caso das resoluções e dos decretos legislativos. Questão incorreta. 247. (ESAF/2006/SRF) Com relação ao direito, a todos assegurado, de não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei, o sentido do termo "lei" é restrito, não contemplando nenhuma outra espécie de ato normativo primário. Comentários: A palavra lei, nesse caso, é usada em seu sentido material, abrangendo todas as normas editadas pelo Poder Público (inclusive atos normativos infralegais). Tem-se, portanto, um sentido amplo de lei. Questão incorreta. 248. (ESAF/2001/SRF) Segundo o princípio da legalidade, tanto os poderes públicos como os particulares somente podem fazer o que a lei os autoriza. Comentários: O princípio da legalidade (art. 5º, II) apresenta acepções diferentes para os particulares e para a Administração Pública. Enquanto para os primeiros é uma garantia, a de que só podem ser obrigados a agirem ou a se omitirem por lei, para os últimos é uma limitação. Questão incorreta. 249. (ESAF/2006/RFB) A liberdade de manifestação do pensamento, nos termos em que foi definida no texto constitucional, só sofre restrições em razão de eventual colisão com o direito à intimidade, vida privada, honra e imagem. Comentários: A liberdade de manifestação do pensamento (art. 5º, IV, CF) sofre várias outras restrições. Como exemplo, não se pode manifestar pensamento a favor do racismo. Questão incorreta. 250. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) A Constituição proclama a liberdade de expressão, assegurando o direito ao anonimato e o sigilo de fonte. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 113 O anonimato é vedado pela CF/88 (art. 5º, IV). Já o sigilo da fonte (art. 5º, XIV, CF) é assegurado aos jornalistas, no exercício da profissão. Questão incorreta. 251. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Nos termos da Constituição em vigor, é livre a manifestação de pensamento, inclusive anonimamente. Comentários: Nos termos da Constituição (art. 5º, IV) é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Questão incorreta. 252. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Faz parte da liberdade de expressão divulgar opiniões e críticas anonimamente. Comentários: Nos termos da Constituição (art. 5º, IV) é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Questão incorreta. 253. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Inclui-se no âmbito da liberdade de expressão a manifestação de opiniões anonimamente. Comentários: Reza a Constituição (art. 5º, IV) que é livre a manifestação do pensamento, sendo, entretanto, vedado o anonimato. Questão incorreta. 254. (ESAF/2004/ANEEL) A liberdade de manifestação de pensamento pode ser exercida de modo anônimo, se assim o preferir o indivíduo. Comentários: Nada disso! O anonimato é vedado (art. 5º, IV, CF). Questão incorreta. 255. (ESAF/2004/MPU) O anonimato não é empecilho ao exercício da liberdade de manifestação. Comentários: A CF/88 veda o anonimato (art. 5º, IV, CF). Questão incorreta. 256. (ESAF/2004/MRE) O indivíduo ofendido na sua honra por meio de órgão da imprensa, mas que tenha obtido o direito de resposta, não fará jus à indenização por danos morais. Comentários: O inciso V do art. 5º da Constituição determina que “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolinawww.estrategiaconcursos.com.br 27 de 113 material, moral ou à imagem”. O direito à indenização é, portanto, cumulável com o direito de resposta (art. 5º, V, CF). Questão incorreta. 257. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) O servidor público, injustamente agredido por uma reportagem jornalística da imprensa escrita, além de direito à indenização, tanto por danos morais como por danos materiais, tem o direito de resposta, proporcional ao agravo sofrido. Comentários: É o que determina o art. 5º, V, da Constituição, segundo o qual é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem. Questão correta. 258. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) O abuso na manifestação de pensamento não está protegido pela liberdade de expressão, e pode ensejar indenização por danos morais e materiais. Comentários: De fato, o art. 5º, V, da Constituição limita o abuso na manifestação do pensamento, que pode ensejar indenização pelo dano material, moral ou à imagem. Questão correta. 259. (ESAF/2004/Aneel) Pela ofensa à sua honra, a vítima pode receber indenização por dano moral, mas não por danos materiais. Comentários: A vítima, nesse caso, pode receber tanto a indenização por dano moral quanto apor danos materiais, uma vez que elas são cumuláveis5. Questão incorreta. 260. (ESAF/2002/INSS) O comportamento do rapaz é ilegítimo do ponto de vista constitucional, porquanto a liberdade de comunicação somente protege a manifestação de ideias e pensamentos expressos por meio verbal - não protegendo a divulgação de fotografias. Comentários: A liberdade de comunicação abrange todas as formas de manifestação do pensamento, inclusive as não verbais. Entretanto, caso haja violação do direito de outrem, este terá direito à indenização, com base no art. 5º, V, CF. Questão incorreta. 261. (ESAF/2002/INSS) Demonstrado que o constituinte de 1988, ao elaborar o texto constitucional, não tinha em mente a internet como 5 RE 286204 DF, Min. Ayres Britto, j. 07.05.2004. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 113 meio de comunicação, não se pode dizer que a garantia da liberdade de expressão possa ser invocada em casos de manifestações feitas em tal meio eletrônico. Comentários: A liberdade de expressão se estende, inclusive, a manifestações em meio eletrônico. Questão incorreta. 262. (ESAF/2002/INSS) Invocando o direito de resposta, será legítimo que a moça crie também um sítio na internet, em que divulgue segredos íntimos do antigo namorado, mantendo-o à disposição do público, enquanto o seu antigo namorado não desativar o sítio que desenvolveu. Comentários: O direito à resposta deverá ser proporcional ao agravo, não servindo de manto de proteção a práticas ilícitas. A moça poderá se pronunciar a respeito do caso, mas jamais poderá responder ao ilícito com outro. Questão incorreta. 263. (ESAF/2006/SRF) A proteção da honra, prevista no texto constitucional brasileiro, que se materializa no direito a indenização por danos morais, aplica-se apenas à pessoa física, uma vez que a honra, como conjunto de qualidades que caracterizam a dignidade da pessoa, é qualidade humana. Comentários: Segundo a jurisprudência, o direito à honra se estende às pessoas jurídicas, que podem, inclusive, sofrer dano moral. É o que determina a Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça: “a pessoa jurídica pode sofrer dano moral”. Questão incorreta. 264. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal) Pessoas jurídicas de direito público não podem ser titulares de direitos fundamentais. Comentários: Tanto as pessoas jurídicas quanto as físicas podem ser titulares de direitos fundamentais. Prova disso é que o direito à honra, segundo a Súmula 227 do STJ, estende-se também às pessoas jurídicas. Questão incorreta. 265. (ESAF/2004/CGU) Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o direito à inviolabilidade da honra, pela natureza subjetiva desse atributo, não se aplica à pessoa jurídica. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 113 Segundo a jurisprudência do STJ, o direito à honra se estende às pessoas jurídicas, que podem, inclusive, sofrer dano moral. É o que determina a Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça: “a pessoa jurídica pode sofrer dano moral”. Questão incorreta. 266. (ESAF/2006/PFN) Pessoa jurídica de direito público pode ser titular de direitos fundamentais invocáveis contra interesses de indivíduos. Comentários: De fato, as pessoas jurídicas de direito público também são titulares de direitos fundamentais invocáveis contra interesses de particulares. Assim, pode uma autarquia exigir direito de resposta em um jornal que veicula informação errônea que lhe cause dano à imagem, por exemplo. Questão correta. 267. (ESAF/2001/Banco Central) Pessoas jurídicas de direito público podem invocar certos direitos fundamentais previstos no capítulo da Constituição relativo aos direitos e deveres individuais e coletivos. Comentários: De fato. Assim, pode uma autarquia exigir direito de resposta em um jornal que veicula informação errônea que lhe cause dano à imagem, por exemplo. Questão correta. 268. (ESAF/2004/MRE) Pessoas jurídicas podem ser titulares de direitos fundamentais. Comentários: Certamente que sim! Prova disso é que o direito à honra, segundo a Súmula 227 do STJ, estende-se também às pessoas jurídicas. Questão correta. 269. (ESAF/2007/PGDF) Pessoas jurídicas de direito público podem ser titulares de direitos fundamentais. Comentários: De fato, as pessoas jurídicas, assim como as físicas, podem ser titulares de direitos fundamentais. Prova disso é que o direito à honra, segundo a Súmula 227 do STJ, estende-se também às pessoas jurídicas. Questão correta. 270. (ESAF/2002/Banco Central) Pessoas jurídicas de direito público podem ser titulares de direitos fundamentais. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 113 Questão idêntica à anterior. Gabarito: correta. 271. (ESAF/2007/PGDF) Os direitos fundamentais, na ordem constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas físicas. Comentários: As pessoas físicas podem, sim, em nossa ordem constitucional, ser sujeitos passivos de direitos fundamentais. Assim, na ação popular (art. 5º, LXXIII, CF), por exemplo, são sujeitos passivos todas as autoridades, os administradores e os servidores e empregados públicos que participaram do ato ou contrato lesivo, ou que se omitiram, permitindo a lesão. Questão incorreta. 272. (ESAF/2004/MPU) Os direitos fundamentais, na ordem constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas físicas. Comentários: As pessoas físicas podem, sim, em nossa ordem constitucional, ser sujeitos passivos de direitos fundamentais. Questão incorreta. 273. (ESAF/2001/Promotor-CE) Os direitos fundamentais, na ordem constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas físicas. Comentários: Podem sim! Na ação popular (art. 5º, LXXIII, CF), por exemplo, são sujeitos passivostodas as autoridades, os administradores e os servidores e empregados públicos que participaram do ato ou contrato lesivo, ou que se omitiram, permitindo a lesão. Questão incorreta. 274. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) A Constituição protege a liberdade de exercício de culto religioso apenas quando este acontece em lugar fechado ao público em geral. Comentários: De acordo com o art. 5º, VI, da Constituição Federal, “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. Não se exige, para a proteção à liberdade de culto, que este ocorra em lugar fechado. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 113 275. (ESAF/2009/MPOG) É inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida de forma absoluta a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. Comentários: Nenhum direito fundamental é absoluto. A proteção aos locais de culto e a suas liturgias ocorrerá na forma da lei, comportando exceções. Questão incorreta. 276. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) De acordo com a Constituição Federal de 1988, deve o Poder Público proporcionar a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, contribuindo, inclusive, com recursos materiais e financeiros. Comentários: A assistência religiosa não se confunde com a obrigação de oferecer recursos materiais e financeiros a essas entidades. Não se trata de uma obrigação positiva, mas sim negativa, no sentido de não oferecer óbice à assistência, de caráter privado, oferecida pelos representantes de cada culto ou crença a seus fiéis. Questão incorreta. 277. (ESAF/2004/PGE-DF) É assegurada a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, não podendo a lei, em virtude do livre exercício dos cultos religiosos e da inviolabilidade da liberdade de crença, estabelecer restrições àquela prestação. Comentários: Note que a Carta Magna assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva nos termos da lei. Trata- se de norma de eficácia contida, que poderá sofrer restrições por ato legal. Questão incorreta. 278. (ESAF/2009/MPOG) Poderá ser privado de direitos quem invocar motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. Comentários: A questão cobra a literalidade do art. 5O, VIII, da Carta Magna, segundo o qual ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 113 279. (ESAF/2002/STN) O indivíduo que invoca motivo de crença religiosa para se eximir de obrigação legal a todos imposta e que se recusa a cumprir prestação alternativa fixada em lei pode ser privado de direitos. Comentários: É o que determina o art. 5º, VIII, da Constituição. Questão correta. 280. (ESAF/2008/MPOG) Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. Assinale a opção que indica com exatidão a objeção que legitimamente pode ser oposta ao Estado para eximir-se de obrigação legal a todos imposta. a) Escusa de obrigação legal. b) Escusa de direitos. c) Escusa de consciência. d) Escusa de prestação alternativa. e) Escusa de liberdade. Comentários: Trata-se da chamada “escusa de consciência”. A letra C é o gabarito. 281. (ESAF/2006/SRF) Nos termos definidos na Constituição Federal, a objeção de consciência, que pode ser entendida como impedimento para o cumprimento de qualquer obrigação que conflite com crenças religiosas e convicções filosóficas ou políticas, não poderá ser objeto de nenhuma espécie de sanção sob a forma de privação de direitos. Comentários: De fato, a regra é que a objeção de consciência não gere sanções, sob a forma de privação de direitos. Entretanto, prevê a Carta Magna uma exceção: caso o indivíduo se recuse a cumprir obrigação legal alegando escusa de consciência, bem como a prestação alternativa fixada pela lei. Questão incorreta. 282. (ESAF/2002/STN) O indivíduo que invoca motivo de crença religiosa para se eximir de obrigação legal a todos imposta e que se recusa a cumprir prestação alternativa fixada em lei pode ser privado de direitos. Comentários: O inciso VIII do art. 5º da Constituição consagra a denominada “escusa de consciência”. Isso significa que, em regra, ninguém será privado de direitos 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 113 por não cumprir obrigação legal imposta a todos devido a suas crenças religiosas ou convicções filosóficas ou políticas. Nesse caso, será imposta uma prestação alternativa à pessoa que alegou o imperativo de consciência. E o que acontecerá se essa pessoa recusar-se, também, a cumprir a prestação alternativa? Ela poderá, então, excepcionalmente sofrer restrição de direitos. Veja que para isso, são necessárias, cumulativamente, duas condições: recusar-se a cumprir obrigação legal alegando escusa de consciência e, ainda, a cumprir a prestação alternativa fixada pela lei. Questão correta. 283. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O indivíduo poderá se negar à prestação do serviço militar obrigatório, mesmo em tempo de guerra, alegando escusa de consciência (convicção filosófica). Todavia, não poderá se negar à prestação de atividade alternativa legalmente definida. Comentários: A escusa de consciência poderá ser alegada para se negar à prestação do serviço militar obrigatório apenas em tempo de paz (art. 143, § 1º, CF). Além disso, o indivíduo poderá se negar à prestação da atividade alternativa legalmente definida. Entretanto, nesse caso, poderá sofrer restrição de direitos. Questão incorreta. 284. (ESAF/2006/Aneel) O indivíduo não pode, em caso algum, invocar suas convicções políticas para se escusar a cumprir uma obrigação legal a todos imposta, mas pode, para o mesmo fim, invocar crença religiosa bem demonstrada, sem perder os seus direitos de cidadão. Comentários: Tanto as convicções políticas quanto a crença religiosa podem ser invocadas na escusa de consciência. Questão incorreta. 285. (ESAF/2009/MPOG) É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença, assim como a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Comentários: A questão cobra o conhecimento dos incisos IV e IX do art. 5º da Carta Magna. Questão correta. 286. (ESAF/2006/CGU) Nos termos definidos no texto constitucional, o exercício da liberdade de expressão da atividade intelectual, artística e de comunicação,depende de licença, nos termos da lei. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 113 Reza a Carta Magna (art. 5º, IX) que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Questão incorreta. 287. (ESAF/2001/CVM) A expressão pública de opiniões sobre outras pessoas, mesmo que ofensiva e degradante, nunca constitui ato ilícito, uma vez que a Constituição proíbe a censura. Comentários: A liberdade de expressão (art. 5º, IX, CF), como qualquer direito fundamental, é relativa, ou seja, limitada por outros direitos protegidos pela Carta Magna. Assim, a manifestação de opinião racista sobre uma pessoa, por exemplo, é ato ilícito (art. 5º, XLII, CF), apesar da vedação constitucional à censura. Questão incorreta. 288. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) A liberdade de expressão artística somente protege o artista que cria obras consideradas de superior valor estético. Comentários: Reza a Carta Magna (art. 5º, IX) que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Isso significa que é ampla a liberdade artística, independentemente do valor estético das obras. Questão incorreta. 289. (ESAF/2006/Aneel) Por ser a liberdade de expressão livre de censura, pacificou-se o entendimento de que não se pode punir a opinião divulgada que seja agressiva à honra de terceiros. Comentários: Assim como os demais direitos fundamentais, a liberdade de expressão (art. 5º, IX, CF) não é absoluta. Assim, pode-se punir a opinião agressiva à honra de terceiros, com base no art. 5º, X, da CF/88. Questão incorreta. 290. (ESAF/2006/Aneel) Para a reparação do dano moral por ofensa à intimidade e à privacidade exige-se a ocorrência de ofensa à reputação do indivíduo. Comentários: O STF considera que, para que haja condenação por dano moral, não é necessário ofensa à reputação do indivíduo. Assim, a dor de se perder um membro da família, por exemplo, pode ensejar indenização por danos morais. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 113 291. (ESAF/2003/Procurador da Fazenda Nacional) Não há reparação por danos morais sem prova de dano à reputação do autor da demanda. Comentários: Segundo o STF, para que haja condenação por dano moral, não é necessário ofensa à reputação do indivíduo. Questão incorreta. 292. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) O agente político do Estado não pode invocar o direito à privacidade, enquanto estiver no exercício do cargo. Comentários: Não se pode afirmar que o agente político não tenha direito à privacidade. O STF entende que esta é relativa, uma vez que ele deve à sociedade as contas da atuação desenvolvida6. Questão incorreta. 293. (ESAF/2003/Procurador da Fazenda) As pessoas que se dedicam à vida pública abrem mão, implicitamente, da pretensão ao direito à privacidade. Comentários: Mesmo quem se dedica à vida pública tem direito à privacidade. Esta se mantém no que diz respeito a fatos íntimos e da vida familiar, embora nunca naquilo que se refira à sua atividade pública7. Questão incorreta. 294. (ESAF/2008/CGU) É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, observados os limites estabelecidos pela censura e obtenção de licença nos termos da lei. Comentários: A atividade intelectual, artística, científica e de comunicação é livre, independendo de censura ou licença (art. 5º, IX, CF). Questão incorreta. 295. (ESAF/2008/CGU) livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura, observada a necessidade de licença. Comentários: A atividade intelectual, artística, científica e de comunicação é livre, independe de censura e também de licença (art. 5º, IX). Destaca-se, porém, 6 Inq 2589 MS, Min. Marco Aurélio, j. 02.11.2009, p. 20.11.2009. 7 RE 577785 RJ, Min. Ricardo Lewandowski, j. 20.05.2008, p. 30.05.2008. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 113 que a liberdade de expressão, como qualquer direito fundamental, é relativa. Isso porque é limitada por outros direitos protegidos pela Carta Magna, como a inviolabilidade da privacidade e da intimidade do indivíduo, por exemplo. Questão incorreta. 296. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) A publicação da fotografia de alguém, que causa constrangimento e aborrecimento, pode ensejar indenização por danos morais. Comentários: De fato, a publicação da fotografia de alguém, de caráter vexatório, pode ensejar indenização por danos morais, com base no art. 5º, X, da CF. Destaca- se, ainda, que segundo o STF, se determinada pessoa tomar ciência de que será publicada matéria jornalística que ofenda sua privacidade ou honra, ser- lhe-á assegurado o direito de requerer, na via judicial, que a respectiva matéria não seja divulgada, com base no direito à privacidade. Para isso, utilizará ação inibitória. Caso não queira agir preventivamente, poderá o indivíduo, após a publicação e consequente violação de seus direitos, utilizar- se da via repressiva, por meio da indenização por danos morais. Questão correta. 297. (ESAF/2002/INSS) Suponha que um rapaz, inconformado com o término de um longo namoro, queira vingar-se da antiga namorada, criando um sítio (site) na internet, em que divulga fotografias da moça, expondo-a ao público de modo vexatório. O rapaz, no sítio que criou, invoca a liberdade de expressão como fundamento do seu comportamento. A moça retratada poderá pedir indenização pelos danos materiais que a divulgação das fotografias lhe tenha causado, mas, por conta da garantia da liberdade de expressão, não poderá exigir que as fotos sejam retiradas do site. Comentários: A moça poderá, sim, exigir que as fotos sejam retiradas do site, com o objetivo de evitar a perpetuação do dano. Questão incorreta. 298. (ESAF/2009/MPOG) São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem decorrente de sua violação. Comentários: É o que determina o art. 5º, X, da Constituição. Questão correta. 299. (ESAF/2008/CGU – Adaptada) Está em consonância com os direitos e deveres individuais e coletivos assegurados pela Constituição a afirmação a seguir: são invioláveis a intimidade, a vida 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 113 privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a pagamento pela utilização devidamente autorizada e o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Comentários: A Constituição não assegura expressamente o direito a pagamento pela utilização devidamente autorizada da imagem das pessoas (art. 5º, X, CF). Questão incorreta. 300. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) A liberdade de expressão é incompatível com pedido de reparação por danos morais formulado por pessoa atingidaem sua honra pelas palavras proferidas. Comentários: A liberdade de manifestação do pensamento (art. 5º, IV, CF) é, sim, compatível com pedido de reparação por danos morais formulado por pessoa atingida em sua honra pelas palavras proferidas. O inciso X do art. 5º da Constituição determina que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Questão incorreta. 301. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) A ofensa ao direito à honra ou à imagem de alguém gera para a vítima o direito de exigir reparação financeira por danos morais e materiais cumulativamente. Comentários: São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (art. 5º, X, CF). Questão correta. 302. (ESAF/2010/MTE) Já está pacificado pelo Supremo Tribunal Federal que locais onde se exerce a profissão como escritório profissional não é domicílio para fins de aplicação do direito à inviolabilidade domiciliar, pois apesar de fechado tem livre acesso ao público. Comentários: Para o STF, o conceito de “casa” revela-se abrangente, estendendo-se a qualquer compartimento privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade (Código Penal, art. 150, § 4º, III). É o caso dos escritórios profissionais, por exemplo (HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008). Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 113 303. (ESAF/2001/PM-Natal) No exercício de atividade de fiscalização tributária, o servidor público está legitimado a ingressar em escritório profissional de investigado, independentemente de sua autorização ou de autorização judicial, desde que o faça durante o dia. Comentários: O escritório profissional, segundo o STF, está sujeito à inviolabilidade domiciliar. Assim, o servidor público só pode adentrá-lo, no exercício da atividade de fiscalização tributária, com o consentimento do investigado ou, na falta deste, por determinação judicial, durante o dia. Questão incorreta. 304. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) O compartimento privado onde alguém exerce a sua profissão está abrangido pela proteção que o constituinte confere à casa do indivíduo. Comentários: É esse o entendimento do STF (HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008). Questão correta. 305. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) Estende-se ao escritório profissional do indivíduo a garantia constitucional da inviolabilidade da sua casa. Comentários: Para o STF, o conceito de “casa” se estende a qualquer compartimento privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade (Código Penal, art. 150, § 4º, III). É o caso dos escritórios profissionais, por exemplo (HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008). Questão correta. 306. (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário) A garantia constitucional da inviolabilidade de domicílio não inclui escritórios de advocacia. Comentários: Para o STF, os escritórios de advocacia estão compreendidos no conceito de “casa”, sendo-lhes assegurada a proteção constitucional8. Questão incorreta. 307. (ESAF/2001/Banco Central) A garantia constitucional da inviolabilidade de domicílio não alcança o escritório profissional particular do indivíduo. 8 HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, j. 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 113 Comentários: Entende o STF que os escritórios de advocacia estão compreendidos no conceito de “casa”, sendo-lhes assegurada a proteção constitucional9. Questão incorreta. 308. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicílio na seguinte situação: um agente público, munido de determinação judicial, força a sua entrada, à noite, na casa de um cidadão, para realizar uma busca e apreensão. Comentários: Nesse caso, haverá sim invasão ilícita de domicílio. No caso da penetração na casa de um indivíduo sem seu consentimento por determinação judicial, esta só poderá se dar durante a noite (art. 5º, XI, CF). Questão correta. 309. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicílio na seguinte situação: um agente público ingressa na casa de um cidadão, à noite, em seguida a consentimento oral do morador. Comentários: Havendo consentimento do morador, não há qualquer restrição à entrada em seu domicílio. Se não fosse assim, nós, agentes públicos, não poderíamos visitar ninguém, não é mesmo? Questão incorreta. 310. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicílio na seguinte situação: um transeunte, que é médico, força a entrada na casa de um cidadão, depois que vizinhos desse lhe narram que o morador está passando mal e não tem como solicitar socorro por si mesmo. Comentários: A Constituição permite que se penetre na casa de qualquer pessoa para prestar socorro, sem o seu consentimento, em qualquer hora do dia (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 311. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Depende necessariamente do consentimento do morador o ingresso na sua casa para prestar-lhe socorro. Comentários: 9 HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, j. 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 113 A Constituição permite que se penetre na casa de qualquer pessoa para prestar socorro, sem o seu consentimento, em qualquer hora do dia (art. 5º, XI, CF). Nem sempre o consentimento é possível num socorro, o indivíduo pode estar desmaiado, por exemplo! Isso justifica a previsão constitucional, que visa à proteção da vida e da incolumidade física das pessoas. Questão incorreta. 312. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Depende necessariamente de mandado judicial o ingresso de um agente público na casa de um particular em caso de desastre, sem o consentimento deste. Comentários: A Constituição permite que se penetre na casa de qualquer pessoa no caso de desastre, sem o seu consentimento e sem ordem judicial, em qualquer hora do dia (art. 5º, XI, CF). Novamente, o objetivo é a proteção da vida e da incolumidade física dos indivíduos. Questão incorreta. 313. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicílio na seguinte situação: um particular, para libertar pessoas sequestradas, que se encontram cativas em uma residência, nela força a sua entrada, mesmo com a oposição do morador e sem mandado judicial. Comentários: Nesse caso, o flagrante delito permite que se penetre na casa do indivíduo, mesmo sem o seu consentimento e sem ordem judicial (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 314. (ESAF/2002/MPOG) Em caso de flagrante delito, agente público pode ingressar na casa de particular, independentemente de autorização judicial, de dia ou de noite. Comentários: É o que determina o art. 5º, XI, da Constituição Federal. Questão correta. 315. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicíliona seguinte situação: em seguida a uma enchente, que causa destruição e mortes, particulares ingressam, à noite, numa das casas atingidas pela calamidade, em busca de feridos, mesmo sem autorização judicial. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 113 A ocorrência de desastre (enchente) permite a entrada na casa do indivíduo, mesmo sem o seu consentimento e sem ordem judicial (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 316. (ESAF/2004/MPU) Suponha que se saiba que Tício esteja fabricando em sua casa substância entorpecente proibida. A conduta constitui crime. Nessas circunstâncias, a polícia pode ingressar na casa de Tício, mesmo sem o seu consentimento, independentemente de autorização de quem quer que seja, a qualquer hora do dia ou da noite. Comentários: Nesse caso, por haver flagrante delito, a polícia poderá, sim, entrar na casa de Tício a qualquer hora do dia, mesmo sem o seu consentimento e sem ordem judicial (art. 5º, XI, CF). Questão correta. 317. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Diante de evidência de que esteja sendo cometido um crime no interior de uma casa, um policial pode forçar a sua entrada no local, mesmo que não disponha de um mandado judicial, nem esteja autorizado pelo morador. Comentários: De fato, no caso de flagrante delito, a Constituição (art. 5º, XI, CF) permite que se adentre a casa de uma pessoa, a qualquer hora do dia, mesmo sem o seu consentimento e sem autorização judicial. Questão correta. 318. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo, por determinação judicial após as 18 horas e durante o dia para prestar socorro, em caso de flagrante delito ou desastre. Comentários: A determinação judicial só permite a entrada na casa, sem consentimento do morador, durante o dia. Já o flagrante delito, o desastre ou a prestação de socorro permitem a entrada a qualquer hora. Questão incorreta. 319. (ESAF/2001/Auditor-Fiscal) Para cumprir um mandado judicial, o agente público pode entrar em casa de terceiro, sem o consentimento do morador, a qualquer hora do dia ou da noite. Comentários: A determinação judicial só permite a entrada na casa, sem consentimento do morador, durante o dia (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 113 320. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Com um mandado judicial, o policial pode entrar na residência de um particular, na hora do dia ou da noite mais apropriada para o êxito da sua missão. Comentários: No caso de mandado judicial, só se pode penetrar na casa do indivíduo sem o seu consentimento durante o dia (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 321. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) O ingresso na casa, sem consentimento do proprietário, só poderá ocorrer em caso de flagrante delito ou desastre ou, durante o dia, para a prestação de socorro. Comentários: O ingresso na casa, sem consentimento do proprietário, poderá se dar em caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda para prestar socorro, em qualquer horário. Outra possibilidade é mediante determinação judicial, nesse caso, apenas durante o dia (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 322. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil) A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial ou da autoridade policial competente. Comentários: A autoridade policial não pode determinar a invasão do domicílio sem ordem judicial, a não ser no caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro. Equipara-se, portanto, a qualquer pessoa. A Constituição não confere nenhuma prerrogativa específica às autoridades policiais em seu art. 5º, XI. Questão incorreta. 323. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) A Constituição estabelece que "a casa é asilo inviolável do indivíduo". Diz, também, que ninguém pode nela entrar sem o consentimento do morador, salvo em certas circunstâncias. Assinale a opção em que não consta hipótese prevista constitucionalmente para que alguém ingresse, sem o consentimento do morador, em casa alheia. a) Em caso de investigação policial de crime hediondo, mediante autorização por escrito da autoridade policial, e sempre durante o dia. b) Estando em curso o cometimento de um crime na casa, independentemente de autorização judicial ou policial. c) Em caso de desastre. d) Quando o ingresso na casa for necessário para prestar socorro. e) Por determinação judicial, durante o dia. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 113 Comentários: Determina o art. 5º, XI, da Constituição que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”. A partir da leitura do artigo, em quais hipóteses se pode penetrar na casa de um indivíduo? Com seu consentimento; Sem seu consentimento, sob ordem judicial, apenas durante o dia; A qualquer hora, sem consentimento do indivíduo, em caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro. A letra A é o gabarito da questão. 324. (ESAF/2001/CVM) Contra a vontade do morador, pode-se entrar na sua casa, por determinação judicial mas, nesse caso, exclusivamente durante o dia. Comentários: É o que determina o art. 5º, XI, da Constituição Federal. Questão correta. 325. (ESAF/2002/MRE) A não ser durante o dia, e por determinação judicial, ninguém pode entrar na casa de outrem sem o seu consentimento expresso. Comentários: Além dessa situação, é possível penetrar na casa do indivíduo, sem o seu consentimento, a qualquer hora, sem consentimento do indivíduo, em caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 326. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Não agride a garantia constitucional da inviolabilidade de domicílio entrar na casa de alguém, sem o consentimento do morador, quando: a) ingresso se dá por agente público munido de autorização policial. b) está caracterizada situação de flagrante delito. c) agente público vai efetuar leitura de medidores de consumo de água e de luz, independentemente de autorização judicial. d) se trata de cumprir mandado judicial, podendo o ingresso na residência alheia ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite. e) agente público estiver cumprindo diligência determinada pelo representante do Ministério Público no Estado. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 113 Existem duas situações em que não agride a garantia constitucional da inviolabilidade de domicílio entrar na casa de alguém, sem o seu consentimento (art. 5º, XI, CF): Sob ordem judicial, apenas durante o dia; A qualquer hora, independentemente de ordem judicial, em caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda,para prestar socorro. A letra B é o gabarito da questão. 327. (ESAF/2001/CVM) Em caso nenhum a polícia pode entrar na casa de alguém sem o seu consentimento ou sem mandado judicial. Comentários: Existem duas situações em que se pode entrar na casa de alguém sem o seu consentimento (art. 5º, XI, CF): Sob ordem judicial, apenas durante o dia; A qualquer hora, mesmo sem mandado judicial, em caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro. Questão incorreta. 328. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Em nenhum caso alguém pode ingressar, à noite, na casa de outrem, sem a permissão expressa do morador. Comentários: Isso é possível em duas situações (art. 5º, XI, CF): Sob ordem judicial, apenas durante o dia; A qualquer hora do dia, em caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro. Questão incorreta. 329. (ESAF/2001/PM-Natal) Munido de autorização judicial, o agente público pode ingressar, a qualquer hora, no domicílio de um particular. Comentários: No caso de ingresso na casa de um indivíduo, sem o seu consentimento, por determinação judicial, este só poderá ser realizado durante o dia (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 330. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) Juiz de direito determinou a expedição de mandado de busca e apreensão de um automóvel de propriedade de 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 113 pessoa tida como devedora do Estado de São Paulo. Os agentes executores do mandado tiveram dificuldade para localizar o endereço do executado, que era muito distante do fórum, e lá chegaram apenas à noite. Conversaram com o morador, mas ele não entregou o automóvel e nem autorizou a entrada dos agentes. Os agentes perceberam que o automóvel se encontrava na garagem anexa à casa, arrombaram a garagem, apreenderam o automóvel e o levaram ao fórum para posterior avaliação. O juiz era competente e os agentes executores do mandado estavam investidos na função que exerciam. Os executores do mandado agiram ilegalmente, porque ninguém pode entrar na casa sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial, e a garagem está compreendida no conceito de casa e, em razão da ilegalidade, geraram, para o Estado de São Paulo, o dever de indenizar o morador. Comentários: A garagem não é local aberto ao público, estando, portanto, abrangida no conceito de “casa”. Os agentes públicos agiram ilegalmente. Questão correta. 331. (ESAF/2008/Prefeitura de Natal) A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo por determinação judicial, ou, durante o dia, em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro. Comentários: A entrada na casa sem o consentimento do morador só pode se dar, por determinação judicial, durante o dia. No caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, pode se dar a qualquer hora. Questão incorreta. 332. (ESAF/2006/Aneel) A casa é o asilo inviolável do indivíduo, não se podendo em nenhum caso nela penetrar, durante a noite, sem o consentimento do proprietário, nem mesmo com mandado judicial. Comentários: No caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro, pode-se penetrar na casa do indivíduo sem o seu consentimento, inclusive à noite. Questão incorreta. 333. (ESAF/2006/Aneel) A sala alugada, mas não aberta ao público, em que o indivíduo exerce a sua profissão, mesmo que ali não resida, recebe a proteção do direito constitucional da inviolabilidade de domicílio. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 113 Para o STF, o conceito de “casa”, para proteção constitucional, revela-se abrangente, estendendo-se a qualquer compartimento privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade. Portanto, abrange, também, a sala alugada, não aberta ao público, onde o indivíduo exerce sua profissão. Questão correta. 334. (ESAF/2010/MTE) O Supremo Tribunal Federal decidiu que é impossível a interceptação de carta de presidiário pela administração penitenciária, por violar o direito ao sigilo de correspondência e de comunicação garantido pela Constituição Federal. Comentários: O STF deliberou que “a administração penitenciária, com fundamento em razões de segurança pública, de disciplina prisional ou de preservação da ordem jurídica, pode, sempre excepcionalmente (...) proceder à interceptação da correspondência remetida pelos sentenciados, eis que a cláusula tutelar da inviolabilidade do sigilo epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas” (STF, HC 70.814-5/SP, DJ 24.06.1994). Questão incorreta. 335. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo o sigilo da correspondência, por ordem judicial. Comentários: De acordo com o inciso XII do art. 5º da Constituição, "é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. Desse modo, a exceção prevista expressamente pela Constituição se refere ao sigilo das comunicações telefônicas, que pode ser violado por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Questão incorreta. 336. (ESAF/2003/AFT) Segundo a jurisprudência do STF, a inviolabilidade do sigilo das correspondências, das comunicações telegráficas e dos dados não é absoluta, sendo possível sua interceptação, sempre excepcionalmente, com fundamento em razões de segurança pública, de disciplina prisional ou de preservação da ordem jurídica, quando este direito estiver sendo exercido para acobertar práticas ilícitas. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 113 De fato, é esse o entendimento do STF (HC 70.814. Primeira Turma, DJ de 24/06/1994). Questão correta. 337. (ESAF/2007/PGDF) Toda gravação de conversa telefônica realizada sem autorização da autoridade judicial competente constitui prova ilícita. Comentários: É lícita a gravação telefônica por um dos interlocutores sem a autorização judicial, caso haja investida criminosa daquele que desconhece que a gravação está sendo feita. De acordo com o STF, é “inconsistente e fere o senso comum falar-se em violação do direito à privacidade quando interlocutor grava diálogo com sequestradores, estelionatários ou qualquer tipo de chantagista”.10 Questão incorreta. 338. (ESAF/2001/Banco Central) Constitui prova ilícita a gravação de conversa telefônica não autorizada judicialmente, mesmo que feita por um dos interlocutores, vítima de investida criminosa levada a cabo por meio da mesma ligação telefônica. Comentários: É lícita a gravação telefônica por um dos interlocutores sem a autorização judicial, caso haja investida criminosa daquele que desconhece que a gravação está sendo feita.11 Questão incorreta.339. (ESAF/2002/MPOG) A gravação de conversa telefônica pode ser autorizada por autoridade judicial, para fins de instrução de processo administrativo disciplinar. Comentários: A autoridade judicial só pode autorizar a gravação de conversa telefônica nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal (art. 5º, XII, CF). Destaca-se, porém, que o STF entende que, uma vez obtidas provas mediante quebra do sigilo das comunicações telefônicas com base no dispositivo constitucional acima, estas podem ser usadas, também, em processos de natureza administrativa. Trata- se da denominada “prova emprestada”. Questão incorreta. 340. (ESAF/2006/Aneel) Constitui prova ilícita a gravação, por um dos interlocutores, sem autorização judicial, de conversa telefônica, em que esteja sendo vítima de crime de extorsão. 10 HC 75.338/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, j. 11.03.98, DJ de 25.09.98. 11 HC 75.338/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, j. 11.03.98, DJ de 25.09.98. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 113 Comentários: O STF entende que, nesse caso, a prova é lícita, em face da legítima defesa. Questão incorreta. 341. (ESAF/2004/MPU) Toda gravação de conversa telefônica sem autorização de autoridade judicial constitui prova ilícita. Comentários: Nem sempre. O STF considera lícita a gravação de conversa telefônica, mesmo sem autorização judicial, em face da legítima defesa. Questão incorreta. 342. (ESAF/2006/Aneel) É válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para apuração de crime diverso. Comentários: De fato, o STF entende que “é válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para apuração de crime diverso”12. Assim, se o juiz havia autorizado uma escuta telefônica para apurar um crime de homicídio e descobre-se que um dos interlocutores cometeu o crime de sequestro, a prova será válida no processo referente a este crime (sequestro). Questão correta. 343. (ESAF/2007/PGDF) Conquanto as interceptações de conversas telefônicas estejam, em princípio, vedadas, não há restrição constitucional à interceptação ambiental, por agentes públicos, de conversas entre particulares. Comentários: Os agentes públicos, assim como os particulares, só podem realizar gravações ambientais quando agem em legítima defesa. 13 Questão incorreta. 344. (ESAF/2007/PGDF) A recuperação, por agentes públicos, de dados constantes de computador de particular, objeto de busca e apreensão autorizada judicialmente, figura violação à proteção de comunicação de dados, não podendo instruir nenhum processo, cível ou penal. Comentários: 12 HC 78098/SC, Rel. Min. Moreira Alves, j. 01.12.98. 13 RE 212.081/RO, Min. Octavio Galloti; precedentes: HC 74.678, DJ de 15.08.97 e HC 75.261, sessão de 24.06.97. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 113 O STF entende que a proteção constitucional se limita à comunicação de dados, não se referindo aos dados em si mesmos, ainda que armazenados em computador14. Questão incorreta. 345. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) A garantia do sigilo bancário somente pode ser quebrada por decisão fundamentada de membro do Judiciário ou de membro do Ministério Público. Comentários: Segundo a jurisprudência, podem determinar a quebra do sigilo bancário os juízes e as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Entretanto, isso se dará em situações excepcionais, sendo fundamental demonstrar a necessidade das informações solicitadas e cumprir as condições legais. Não pode o Ministério Público determinar a quebra do sigilo bancário. Questão incorreta. 346. (ESAF/2002/STN) Porque a vida privada é inviolável, repugna ao sistema constitucional brasileiro a quebra de sigilo bancário. Comentários: Não se trata de uma inviolabilidade absoluta. Segundo a jurisprudência, podem determinar a quebra do sigilo bancário os juízes e as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Entretanto, isso se dará em situações excepcionais, sendo fundamental demonstrar a necessidade das informações solicitadas e cumprir as condições legais. Questão incorreta. 347. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Sobre o sigilo bancário e fiscal, trata-se de garantia fundamental absoluta. Comentários: Nenhum direito fundamental é absoluto. Questão incorreta. 348. (ESAF/2006/ANEEL) A quebra de sigilo bancário de indivíduo que é objeto de investigações por crime pode ser determinada diretamente pela autoridade policial, no inquérito policial, ou pela autoridade judicial, depois de proposta a ação penal. Comentários: Somente os juízes e as Comissões Parlamentares de Inquérito podem determinar a quebra de sigilo bancário. As autoridades policiais não têm essa prerrogativa. Questão incorreta. 14 STF, RE 418416/SC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 10.05.2006, DJ em 19.12.2006, p. 37. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 113 349. (ESAF/2006/ANEEL) As comissões parlamentares de inquérito no âmbito federal podem quebrar sigilo bancário de investigado independentemente de prévia autorização judicial. Comentários: De fato, as CPIs possuem competência para determinar a quebra de sigilo bancário, segundo o STF. Questão correta. 350. (ESAF/2009/Receita Federal) É cabível a interceptação de comunicações telefônicas por ordem judicial a fim de instruir processo administrativo disciplinar. Comentários: A interceptação telefônica (art. 5º, XII, CF) só pode ser usada para fins de investigação criminal ou instrução processual penal, não podendo, portanto, ser determinada para instruir processo administrativo disciplinar. Questão incorreta. 351. (ESAF/2012/MDIC) A interceptação telefônica tem exceção criada pela Constituição para a violação das comunicações telefônicas, quais sejam, ordem judicial, finalidade de investigação criminal e instrução processual penal ou nas hipóteses e na forma que a lei complementar estabelecer. Comentários: De acordo com o inciso XII do art. 5º da Constituição, é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Note que é a lei ordinária, e não a complementar, que estabelecerá as hipóteses e a forma em que poderá a interceptação telefônica ocorrer, obedecidos os requisitos constitucionais. Outro detalhe importante é que a finalidade da interceptação se restringe à investigação criminal ou instrução processual penal. Questão incorreta. 352. (ESAF/2009/Analista-Tributário) As Comissões Parlamentares de Inquérito podem determinar a interceptação de comunicações telefônicas de indivíduos envolvidos em crimes graves. Comentários: Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica (art. 5º, XII, CF). Trata-se de uma reserva de jurisdição. Questão incorreta. 353.(ESAF/2001/Auditor-Fiscal) A pedido da autoridade fazendária, o Ministério Público pode determinar a interceptação das ligações 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 113 telefônicas do suspeito, desde que haja indícios fortes da prática do delito. Comentários: Somente a autoridade judiciária pode determinar a interceptação telefônica: não pode a autoridade fazendária e nem mesmo o Ministério Público fazê-lo (art. 5º, XII, CF). Questão incorreta. 354. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) O sigilo de comunicações telefônicas não pode ser quebrado por decisão de autoridade policial, mesmo que para fins de investigação criminal. Comentários: De fato, somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica (art. 5º, XII, CF). Questão correta. 355. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) O Ministério Público não está autorizado pela Constituição para quebrar o sigilo das comunicações telefônicas de indivíduo que esteja sob investigação criminal. Comentários: De fato, segundo a Constituição (art. 5º, XII, CF), somente os juízes podem determinar a quebra do sigilo das comunicações telefônicas, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Não pode o Ministério Público fazê-lo. Questão correta. 356. (ESAF/2004/MRE) O ministro da Justiça pode, para a prevenção ou repressão de crimes contra a segurança nacional, autorizar a escuta telefônica de pessoa comprovadamente envolvida na subversão da ordem constitucional. Comentários: Diante da necessidade de se proteger os indivíduos face ao poder do Estado, a Constituição permitiu apenas aos juízes a determinação da interceptação telefônica (art. 5º, XII, CF). Questão incorreta. 357. (ESAF/2001/Agente Tributário – MT) Independe de autorização judicial a escuta telefônica de indivíduo suspeito de sonegação fiscal, desde que a escuta se faça por determinação de autoridade fazendária, em processo administrativo regularmente aberto. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 113 Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica. Esse poder não foi conferido às autoridades fazendárias (art. 5º, XII, CF). Questão incorreta. 358. (ESAF/2006/Aneel) A escuta telefônica determinada por membro do Ministério Público para apuração de crime hediondo não constitui prova ilícita. Comentários: Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica (art. 5º, XII, CF). Nesse caso, portanto, a prova é ilícita. Questão incorreta. 359. (ESAF/2001/CVM) Uma Comissão Parlamentar de Inquérito pode determinar a quebra do sigilo de comunicações telefônicas de alguém que esteja sob a sua investigação. Comentários: Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica. Esse poder não foi conferido às Comissões Parlamentares de Inquérito. Questão incorreta. 360. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) A escuta telefônica feita sem o conhecimento dos interlocutores é permitida por ordem judicial ou do Ministério Público, desde que para instruir um processo civil ou criminal. Comentários: Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica (art. 5º, XII, CF), para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Questão incorreta. 361. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo o sigilo da correspondência, por ordem judicial. Comentários: Determina a Constituição, em seu art. 5º, XII, que é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. A exceção prevista constitucionalmente se refere às comunicações telefônicas, não à correspondência. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 113 362. (ESAF/2009/Receita Federal) O disposto no artigo 5º, inciso XIII da Constituição Federal - "é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer", cuida-se de uma norma de eficácia limitada. Comentários: Trata-se de norma constitucional de eficácia contida que trata da liberdade de atividade profissional. Esta dispõe que, na inexistência de lei que exija qualificações para o exercício de determinada profissão, qualquer pessoa poderá exercê-la. Entretanto, existente a lei, a profissão só poderá ser exercida por quem atender às qualificações legais. Questão incorreta. 363. (ESAF/2004/MPU) Somente se pode exercer um trabalho ou profissão depois de a atividade ser regulada por lei específica. Comentários: Pelo contrário! Até que a lei regulamentadora seja editada, todos podem exercer qualquer trabalho ou profissão. Uma vez editada a lei, porém, o trabalho ou a profissão só poderão ser exercidos por quem atender às exigências legais. Questão incorreta. 364. (ESAF/2001/MPOG) Qualquer trabalho ou profissão somente pode ser exercido depois de regulado por lei. Comentários: O exercício de qualquer trabalho ou profissão é livre, até a regulamentação por lei, quando passa a ser necessário o atendimento dos requisitos legais. Questão incorreta. 365. (ESAF/2002/MRE) Como regra, uma profissão somente pode ser exercida pelos indivíduos depois de a lei tê-la regulamentado, fixando qualificações profissionais que devem ser necessariamente atendidas. Comentários: É o oposto disso. Até que a lei regulamentadora seja editada, todos podem exercer uma profissão livremente. Uma vez editada a lei, porém, esta só poderá ser exercida por quem atender às exigências legais. Questão incorreta. 366. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Nos termos da Constituição Federal, uma profissão somente pode ser exercida depois de regulada pelo legislador ordinário. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 113 É o oposto disso: até que a lei regulamentadora seja editada, todos podem exercer qualquer profissão. Uma vez editada a lei, porém, esta só poderá ser exercida por quem atender às exigências legais. Questão incorreta. 367. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Um trabalho, ofício ou profissão somente pode ser exercido depois de regulado por lei. Comentários: Pelo contrário, até que a lei regulamentadora seja editada, todos podem exercer qualquer trabalho, ofício ou profissão. Uma vez editada a lei, porém, estes só poderão ser exercidos por quem atender às exigências legais. Questão incorreta. 368. (ESAF/2002/MPOG) O exercício de qualquer profissão depende da respectiva regulamentação por lei. Comentários: Até que haja a regulamentação, o exercício da profissão é livre (art. 5º, XIII, CF). Questão incorreta. 369. (ESAF/2006/CGU) A Constituição Federal veda a restrição legal ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão. Comentários: O art. 5º, XIII, daCarta Magna, é norma constitucional de eficácia contida. Desse modo, o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão pode, sim, sofrer restrições legais. Exemplificando, a Lei 5.517/68 regulamenta a profissão de médico-veterinário, que só pode ser exercida, dentre outras condições, por profissionais diplomados e portadores de carteira profissional expedida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária ou pelos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária. Questão incorreta. 370. (ESAF/2006/SRF/Técnico da Receita Federal) A competência da União para legislar sobre as condições para o exercício de profissões é uma restrição à liberdade de ação profissional. Comentários: De fato, a previsão de tal competência na Constituição (art. 22, XVI) demonstra o caráter de norma constitucional de eficácia contida da liberdade de ação profissional, que está sujeita a restrições legais. Questão correta. 371. (ESAF/2002/SRF) Um trabalho, ofício ou profissão somente pode ser exercido depois de regulado por lei. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 113 A regra é a liberdade de exercício de ofício ou profissão, independentemente de lei (art. 5º, XIII, CF). A exceção é a regulamentação legal, nos casos em que o legislador entende necessário. Questão incorreta. 372. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Uma profissão somente pode ser exercida, no Brasil, depois de regulamentada por lei. Comentários: Até a regulamentação em lei, o exercício de qualquer profissão é livre (art. 5º, XIII, CF). Questão incorreta. 373. (ESAF/2001/MPOG) Qualquer trabalho ou profissão somente pode ser exercido depois de regulado por lei. Comentários: A regra é a liberdade de exercício de ofício ou profissão, até a regulamentação por lei (art. 5º, XIII, CF). Questão incorreta. 374. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) O jornalista está constitucionalmente obrigado a revelar a fonte das informações que divulga, sempre que concitado a tanto, por qualquer autoridade pública. Comentários: Pelo contrário! É resguardado o sigilo da fonte, não estando o jornalista obrigado a revela-la (art. 5º, XIV, CF). Questão incorreta. 375. (ESAF/2004/MRE) O jornalista pode invocar a garantia do sigilo de fonte mesmo em processos judiciais, cíveis ou criminais. Comentários: De fato, a Constituição garante ao jornalista o sigilo da fonte em qualquer processo. Questão correta. 376. (ESAF/2012/PGFN – Adaptada) Sobre o direito fundamental à informação previsto na Constituição, pode-se afirmar que é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional. Comentários: É o que dispõe o art. 5º, inciso XIV, da Constituição. Questão correta. 377. (ESAF/2009/Receita Federal) Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 113 local, sendo exigida, no entanto, autorização prévia da autoridade competente. Comentários: Reza o inciso XVI do art. 5º da Constituição que todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. Dele se depreende que são características do direito de reunião: Esta deverá ter fins pacíficos, e apresentar ausência de armas; Deverá ser realizada em locais abertos ao público; Não poderá haver frustração de outra reunião convocada anteriormente para o mesmo local; Desnecessidade de autorização; Necessidade de prévio aviso à autoridade competente. Desse modo, o exercício do direito de reunião independe de autorização. Entretanto, é necessário o prévio aviso à autoridade competente. Questão incorreta. 378. (ESAF/2012/CGU) liberdade de reunião não está plena e eficazmente assegurada, pois depende de lei que preveja os casos em que será necessária a comunicação prévia à autoridade bem como a designação, por esta, do local da reunião. Comentários: O direito à reunião é norma de eficácia plena. Outro erro do enunciado é que, embora se exija o prévio aviso à autoridade competente (art. 5º, XVI, CF), esta não designa o local da reunião. Essa escolha é livre, cabe àqueles que a organizarem. Questão incorreta. 379. (ESAF/2001/SFC) Para o exercício do direito de reunião pacífica, sem armas e em lugar aberto ao público, não se exige prévia autorização da autoridade administrativa, mas se exige que a ela seja dirigido prévio aviso. Comentários: É o que determina o art. 5º, XVI, da Constituição Federal. Questão correta. 380. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) O direito de reunião em lugares públicos depende de prévia autorização judicial para ser exercido. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 113 O direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, XVI, CF). Questão incorreta. 381. (ESAF/2001/MPOG) Para o exercício da liberdade de reunião pacífica e sem armas, e em local aberto ao público, não é necessário pedir permissão ao poder público. Comentários: De fato, o direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, XVI, CF). Questão correta. 382. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) O direito de um grupo de pessoas de se reunir em lugar aberto ao público, para realizar manifestação de cunho político subordina-se à prévia autorização de autoridade policial. Comentários: O direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, XVI, CF), embora se exija o prévio aviso à autoridade competente. Questão incorreta. 383. (ESAF/2001/CVM) O direito de reunião somente pode ser exercido depois de obtida autorização da autoridade administrativa competente. Comentários: O direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, XVI, CF), embora se exija o prévio aviso à autoridade competente. Não confunda aviso com autorização: aqui em casa, eu aviso quando ao Ricardo quando vou ao shopping (ou seja, ele só toma ciência do fato), enquanto ele pede autorização para usar o meu carro (só pode usar se eu deixar)! Questão incorreta. 384. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigida prévia autorização da autoridade competente. Comentários: O direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, XVI, CF), exigindo-se o prévio aviso da autoridade competente. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 113 385. (ESAF/2002/MRE) O exercício legítimo do direito de reunião em locais abertos ao público depende de prévia autorização da autoridade pública competente em matéria de segurança pública. Comentários: O direito de reunião independe de autorização para ser exercido(art. 5º, XVI, CF). Questão incorreta. 386. (ESAF/2004/MPU) O direito de reunião em lugares abertos ao público não depende de prévia autorização de autoridade pública. Comentários: De fato, determina o art. 5º, XVI, da Constituição, que esse direito pode ser exercido independentemente de autorização. Questão correta. 387. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) É irrelevante, para o exercício da liberdade de reunião em local aberto ao público, que os participantes do evento estejam armados, desde que a reunião esteja autorizada pela autoridade policial competente. Comentários: O exercício do direito de reunião pressupõe a ausência de armas, conforme o art. 5º, XVI, da Constituição. Questão incorreta. 388. (ESAF/2006/PFN) O direito constitucional de reunião não protege pretensão do indivíduo de não se reunir a outros. Comentários: A proteção constitucional refere-se tanto ao direito de se reunir quanto de não se reunir a outros. Questão incorreta. 389. (ESAF/2008/CGU) Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, desde que haja autorização da autoridade pública competente e que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. Comentários: É dispensada a autorização da autoridade competente. O que se exige é apenas que ela seja avisada previamente. Questão incorreta. 390. (ESAF/2009/ATA-MF) Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, entretanto, exige-se prévio aviso à autoridade competente. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 113 Comentários: É o que determina o art. 5º, XVI, da Constituição. Questão correta. 391. (ESAF/2010/AFT) A tutela jurídica do direito de reunião se efetiva pelo habeas corpus, vez que o bem jurídico a ser tutelado é a liberdade de locomoção. Comentários: O direito de reunião é tutelado por mandado de segurança, não por “habeas corpus”. Questão incorreta. 392. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 assegura o direito de reunião pacífica em locais públicos, independentemente de autorização, condicionado, entretanto, ao aviso prévio à autoridade competente e desde que não frustre outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. Comentários: É o que determina o art. 5º, XVI, da Constituição. Questão correta. 393. (ESAF/2006/SRF) No texto constitucional brasileiro, o direito de reunião pacífica, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, não sofre qualquer tipo de restrição. Comentários: Existem, sim, restrições a esse direito: deve haver prévio aviso à autoridade competente e não pode haver frustração de reunião anteriormente convocada para aquele local (art. 5º, XVI, CF). Questão incorreta. 394. (ESAF/2005/MPOG) O direito de reunião pacífica e sem armas é assegurado pela Constituição, que o condiciona, porém, à prévia autorização escrita da autoridade policial. Comentários: Não há necessidade de autorização, somente de prévio aviso à autoridade competente (art. 5º, XVI, CF). Questão incorreta. 395. (ESAF/2001/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Não se exige prévia autorização de autoridade administrativa para o exercício do direito de reunião pacífica e sem armas, em local aberto ao público. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 113 É o que determina o art. 5º, XVI, da Constituição. Questão correta. 396. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que é plena a liberdade de associação para fins lícitos, inclusive a de caráter paramilitar. Comentários: É vedada a associação de caráter paramilitar (art. 5º, XVII, CF). Questão incorreta. 397. (ESAF/2012/MDIC) A finalidade lícita de que trata o direito à associação está ligada somente às normas de direito penal. Comentários: A finalidade lícita se estende ao Direito como um todo, não se restringe à obediência às normas do direito penal. A Constituição não faz tal ressalva (art. 5º, XVII, CF). Questão incorreta. 398. (ESAF/2006/CGU) A liberdade de associação para fins lícitos é plena, não tendo nenhuma restrição no texto constitucional. Comentários: Há sim uma restrição: veda-se a associação de caráter paramilitar (art. 5º, XVII, CF). Questão incorreta. 399. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que as entidades associativas, quando expressamente autorizadas pelo Poder Executivo municipal, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. Comentários: Nada disso! O que a Constituição determina é que as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente (art. 5º, XXI, CF). Essa autorização deverá ser feita pelos próprios associados. Questão incorreta. 400. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Nos termos da Constituição Federal, as entidades associativas têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente, apenas quando expressa mente autorizadas. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 61 de 113 É o que determina o art. 5º, XXI, da Constituição Federal. Questão correta. 401. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial ou administrativa, exigindo- se, no primeiro caso, o trânsito em julgado. Comentários: As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, jamais por decisão administrativa (art. 5º, XIX, CF). No caso de dissolução, é necessário o trânsito em julgado. Questão incorreta. 402. (ESAF/2001/Promotor-MP/CE) O Ministério Público tem o poder de, em procedimento de ordem administrativa, determinar a dissolução compulsória de associação que esteja sendo usada para a prática de atos nocivos ao interesse público. Comentários: As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, jamais por decisão (art. 5º, XIX, CF). No caso de dissolução, é necessário o trânsito em julgado. Questão incorreta. 403. (ESAF/2001/Agente Tributário – MT) Um agente da Administração fazendária tem o poder de dissolver uma associação ou sociedade civil cujos atos sejam contrários aos interesses do fisco. Comentários: As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, jamais por decisão administrativa (art. 5º, XIX, CF). Eu, como agente do fisco, bem que gostaria de ter esse poder, mas não tenho não! Questão incorreta. 404. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Somente por decisão judicial uma associação pode ser compulsoriamente dissolvida. Comentários: É o que determina o art. 5º, XIX, da Constituição Federal. Destaca-se que, nesse caso, faz-se necessário o trânsito em julgado. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAFProfa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 113 405. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) A autoridade policial pode suspender as atividades de associação, quando elas ferirem o interesse público. Comentários: As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, jamais por decisão da autoridade policial (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 406. (ESAF/2002/MPOG) Autoridade policial pode dissolver compulsoriamente associação nefasta ao interesse público. Comentários: As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial, jamais por decisão da autoridade policial (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 407. (ESAF/2004/MPU) As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por sentença judicial com trânsito em julgado. Comentários: É o que determina o art. 5º, XIX, da Constituição. Questão correta. 408. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Em face da liberdade de associação para fins lícitos, as associações só poderão ter suas atividades suspensas por decisão judicial transitada em julgado. Comentários: Segundo o art. 5º, XIX, da Carta Magna, “as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado”. Desse modo, não se exige trânsito em julgado da sentença judicial para a suspensão das atividades de associação. Essa exigência se restringe à dissolução das associações. Questão incorreta. 409. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em estádios. A polícia tem legitimidade para dissolver compulsoriamente a atividade, independentemente de ordem judicial, embora o ato possa ser discutido, posteriormente, quanto ao seu mérito, em juízo. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 113 Somente a autoridade judicial poderá dissolver compulsoriamente uma associação, após decisão transitada em julgado (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 410. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em estádios. O Ministério da Justiça pode expedir ato de dissolução compulsória da associação, desde que garantido o direito de defesa dos seus integrantes. Comentários: Somente a autoridade judicial poderá dissolver compulsoriamente uma associação, após decisão transitada em julgado (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 411. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em estádios. O Ministério Público pode expedir determinação de suspensão das atividades da associação, embora não possa, ele próprio, determinar a sua extinção. Comentários: Tanto a dissolução quanto a suspensão compulsórias das associações só podem ser determinadas pela autoridade judicial (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 412. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Demonstrado, num processo administrativo, que uma associação vem reiteradamente descumprindo obrigações legais de ordem tributária e praticando atos nocivos ao interesse público, pode ser decretada, no mesmo processo, a suspensão das suas atividades ou a sua dissolução compulsória. Comentários: A suspensão das atividades da associação ou sua dissolução compulsória dependem de decisão judicial, não podendo ocorrer no âmbito de um processo administrativo (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 413. (ESAF/2007/PGDF) O Ministério Público tem o poder de, em procedimento de ordem administrativa, determinar a dissolução compulsória de associação que esteja sendo usada para a prática de atos nocivos ao interesse público. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 113 Somente a autoridade judicial pode determinar a dissolução compulsória de uma associação (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 414. (ESAF/2004/MPU) Suponha que uma associação regularmente criada, reunindo torcedores de certo time de futebol, esteja estimulando violência e a prática de atos reprováveis em estádios onde o time disputa partidas. Nessas circunstâncias, membro do Ministério Público pode expedir ordem suspendendo as atividades da associação. Comentários: Somente o juiz poderá fazê-lo (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 415. (ESAF/2004/MPU) Suponha que uma associação regularmente criada, reunindo torcedores de certo time de futebol, esteja estimulando violência e a prática de atos reprováveis em estádios onde o time disputa partidas. Nessas circunstâncias, autoridade judiciária pode dissolver a associação, por decisão que deverá ser cumprida, antes mesmo de transitar em julgado. Comentários: De fato, a autoridade judiciária poderá dissolver compulsoriamente a associação. Entretanto, para tal, é necessário que a decisão tenha transitado em julgado (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 416. (ESAF/2004/MPU) Suponha que uma associação regularmente criada, reunindo torcedores de certo time de futebol, esteja estimulando violência e a prática de atos reprováveis em estádios onde o time disputa partidas. Nessas circunstâncias, somente por decisão judicial podem-se suspender as atividades da associação. Comentários: É o que determina o art. 5º, XIX, da Constituição Federal. Questão correta. 417. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) Uma vez criada, uma associação somente poderá ser dissolvida por ato de vontade dos seus integrantes nesse sentido. Comentários: A associação também poderá ser compulsoriamente dissolvida por decisão judicial transitada em julgado (art. 5º, XIX, CF), Questão incorreta. 418. (ESAF/2004/MPU) Suponha que uma associação regularmente criada, reunindo torcedores de certo time de futebol, esteja estimulando violência e a prática de atos reprováveis em estádios onde 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 113 o time disputa partidas. Nessas circunstâncias, em nenhum caso as atividades de uma associação podem ser suspensas, embora seja cabível a dissolução da mesma, por sentença judicial transitada em julgado. Comentários: Nessas circunstâncias, poderá haver tanto a suspensão quanto a dissolução da associação por decisão judicial, sendo que, no último caso, é necessário o trânsito em julgado (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 419. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em estádios. Se a associação é legalmente constituída, não há como ser compulsoriamente suspensa nem dissolvida, mas os seus membros podem ser responsabilizados pelos excessos que praticarem. Comentários: A associação poderá ser suspensa ou dissolvida, por ordem judicial (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta.420. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em estádios. A associação somente pode ser compulsoriamente dissolvida por decisão judicial transitada em julgado. Comentários: A dissolução das associações é reserva jurisdicional, conforme o art. 5º, XIX, da Constituição Federal. Além disso, só pode se dar mediante decisão judicial transitada em julgado. Questão correta. 421. (ESAF/2007/PGDF) O Ministério Público tem o poder de, em procedimento de ordem administrativa, determinar a dissolução compulsória de associação que esteja sendo usada para a prática de atos nocivos ao interesse público. Comentários: Somente a autoridade judicial pode determinar a dissolução de associação (art. 5º, XIX, CF), sendo, ainda, necessário o trânsito em julgado. Questão incorreta. 422. (ESAF/2009/MPOG) As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial transitada em julgado. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 113 Comentários: O enunciado está perfeito, conforme o inciso XIX do art. 5º da Constituição. Questão correta. 423. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Exige-se o trânsito em julgado da decisão judicial para que as associações tenham suas atividades suspensas. Comentários: Exige-se p trânsito em julgado da decisão judicial apenas para a dissolução compulsória das associações (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 424. (ESAF/2005/STN) As associações não poderão ser compulsoriamente dissolvidas, havendo a necessidade de decisão judicial, transitada em julgado, para a simples suspensão de suas atividades. Comentários: As associações podem, sim, ser compulsoriamente dissolvidas, desde que haja decisão judicial transitada em julgado nesse sentido. Para a suspensão de suas atividades, não é necessário o trânsito em julgado da decisão judicial (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 425. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) As associações podem ter as suas atividades suspensas por determinação de autoridade administrativa, quando essas atividades forem consideradas nocivas ao interesse público. Comentários: Nem pensar! As associações só podem ter suas atividades compulsoriamente suspensas por decisão judicial (Art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 426. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que os civilmente incapazes poderão ser compelidos a associar-se ou a permanecer associados. Comentários: Nada disso! Determina a Constituição, em seu art. 5º, XX, que ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 113 427. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que a criação de associações independe de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. Comentários: É o que determina o inciso XVIII do art. 5º da Constituição. Questão correta. 428. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Segundo o texto constitucional, a criação de associações, na forma prescrita em lei, independe de autorização. Por outro lado, a dissolução de associações imprescinde de autorização legal, mesmo que seja a vontade de seus associados, haja vista a necessidade de se resguardar interesses públicos decorrentes da atividade. Comentários: A maior dificuldade do enunciado é a língua portuguesa. A primeira parte da questão está errada porque não há prescrição em lei da forma como deverá se dar a criação de associações. Isso só vale para as cooperativas. A segunda parte gera confusão pelo verbo “imprescinde”, que significa “necessita”. Ela também está errada, pois a dissolução das associações independe de autorização, já que ninguém é obrigado a permanecer associado. Questão incorreta. 429. (ESAF/2004/MPU) A criação de cooperativas independe de regulação legal e de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. Comentários: De acordo com o art. 5º, XVIII, da Constituição, “a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento”. Depreende-se, do texto constitucional, que a criação de cooperativas poderá depender de autorização, na forma da lei. A de associações, por outro lado, é livre. Questão incorreta. 430. (ESAF/2001/SFC) O exercício do direito de criar associação depende de autorização da autoridade pública competente, nos termos da lei. Comentários: A criação de associações independe de autorização (art. 5º, XVIII, CF). Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 113 431. (ESAF/2010/SMF-RJ – adaptada) O direito de propriedade é garantido sempre que a propriedade atenda a sua função de valor imobiliário. Comentários: O direito à propriedade (art. 5º, XXII, CF) é uma norma de eficácia contida, sendo passível de sofrer restrições. A própria CF/88 estabelece algumas restrições, no que se refere, por exemplo, à possibilidade de desapropriação no caso de descumprimento da função social (art. 5º, XXIII, CF). Questão incorreta. 432. (ESAF/2012/PGFN – Adaptada) Sobre o regime constitucional da propriedade, é correto afirmar que, no bojo dos direitos fundamentais contemplados na Constituição Federal de 1988, é, concomitantemente, garantido o direito de propriedade e exigido que a propriedade atenda à sua função social. Comentários: É o que dispõe o art. 5º, XXII e XXIII, da Constituição Federal. Questão correta. 433. (ESAF/2004/Aneel) A propriedade é considerada um direito fundamental absoluto pela Constituição de 1988. Comentários: Nenhum direito fundamental é absoluto. No caso da propriedade, a própria Constituição estabelece algumas restrições a esse direito, como, por exemplo, no caso de descumprimento de sua função social. Questão incorreta. 434. (ESAF/2010/SMF-RJ) A lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante posterior compensação tributária do valor devido ao proprietário. Comentários: Determina a Carta Magna (art. 5º, XXIV) que a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro. Questão incorreta. 435. (ESAF/2009/ANA) A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor, por isso, o poder público municipal pode exigir do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 69 de 113 de imediata desapropriação com prévia e justa indenização em dinheiro, vencido o prazo assinalado para o adequadoaproveitamento. Comentários: Nesse caso, tem-se a desapropriação por utilidade pública, em que é necessário o descumprimento do plano diretor do município em que a indenização se dá mediante títulos da dívida pública (art. 182, § 4º, III, CF). Questão incorreta. 436. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Nos termos da Constituição Federal, toda desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, dar-se-á mediante justa e prévia indenização em dinheiro. Comentários: Reza o art. 5º, XXIV, da Carta Magna que “a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição”. Há, portanto, exceções a essa regra, previstas constitucionalmente. Uma delas se refere à desapropriação de imóvel urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, ou seja, que descumpriu sua função social. determina a CF/88 (art. 182, § 4o), III, que esta se dará mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais. Questão incorreta. 437. (ESAF/2012/PGFN – Adaptada) Sobre o regime constitucional da propriedade, é correto afirmar que a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por utilidade pública, mediante justa e prévia indenização em dinheiro ou bens da União. Comentários: A Constituição não prevê a possibilidade de indenização de desapropriação por meio de bens da União. Questão incorreta. 438. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Toda desapropriação deve ser precedida de justa indenização. Comentários: Há exceções a essa regra, de acordo com o art. 5º, XXIV, da CF/88. Questão incorreta. 439. (ESAF/2004/MPU) Por força de disposição constitucional, a desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 113 social, dar-se-á sempre mediante justa e prévia indenização em dinheiro. Comentários: A Constituição permite algumas ressalvas a essa regra (art. 5º, XXIV). O erro do enunciado está na palavra “sempre”, pois há exceções. Questão incorreta. 440. (ESAF/ 2007/SEFAZ-CE) A função social da propriedade constitui um dos princípios informadores da atividade econômica, imprimindo a ideia de que a propriedade privada deve servir aos interesses da coletividade. Todavia, a inobservância a esse princípio não é capaz de promover limitação de caráter perpétuo à propriedade urbana ou rural. Comentários: A primeira parte do enunciado está correta. De fato, a função social da propriedade constitui um dos princípios informadores da atividade econômica, imprimindo a ideia de que a propriedade privada deve servir aos interesses da coletividade. Entretanto, diferentemente do que diz o enunciado, o descumprimento da função social pode, sim, promover limitação de caráter perpétuo à propriedade, por meio da desapropriação. Questão incorreta. 441. (ESAF/2010/SMF-RJ – adaptada) No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, dispensada indenização posterior. Comentários: No caso de requisição de propriedade particular devido a iminente perigo público, é assegurada ao proprietário indenização posterior, se houver dano (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 442. (ESAF/2012/PGFN – Adaptada) Sobre o regime constitucional da propriedade, é correto afirmar que, no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade privada independentemente de prévia disciplina legal ou ato de desapropriação, assegurado ao proprietário apenas indenização ulterior se houver dano. Comentários: De fato, a norma constitucional que dispõe sobre a requisição administrativa é de eficácia plena, não havendo necessidade de disciplina legal para a produção de todos os seus efeitos. Além disso, a requisição administrativa diz respeito apenas ao uso temporário do bem, não há desapropriação nesse caso. Questão correta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 71 de 113 443. (ESAF/2001/Auditor-Fiscal) O uso da propriedade particular por autoridade competente, em caso de iminente perigo público, deve ser precedido de indenização ao proprietário. Comentários: Pelo contrário! A indenização é posterior ao uso, sendo cabível apenas se houver dano (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 444. (ESAF/2006/SRF) No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, sendo assegurada ao proprietário, nos termos da Constituição Federal, a indenização pelo uso, independentemente de dano. Comentários: A indenização, na requisição administrativa, só se dá na ocorrência de dano (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 445. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) O proprietário de um bem requisitado pelo Poder Público para enfrentar perigo iminente será indenizado posteriormente, se houver dano. Comentários: É o que determina o art. 5º, XXV, da Constituição Federal, que trata da chamada requisição administrativa. Questão correta. 446. (ESAF/2007/PGDF) A requisição, diferentemente da desapropriação, não supõe prévio pagamento de indenização - a indenização, ainda, no caso da requisição, subordina-se à ocorrência de dano. Além disso, em hipótese de requisição, a imissão na posse do bem independe de intervenção judicial. Comentários: De fato, essas são importantes diferenças entre os institutos da requisição e da desapropriação. Questão correta. 447. (ESAF/2005/MPOG) Nos termos da Constituição, o direito de uso da propriedade privada pode sofrer restrições no caso de iminente perigo público, assegurando-se ao proprietário indenização ulterior, ainda que do uso não decorra dano. Comentários: O direito à propriedade sofre limitações no caso de iminente perigo público, em que pode haver requisição administrativa. Nesse caso, assegura-se ao proprietário indenização ulterior, no caso de dano (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 72 de 113 448. (ESAF/2009/Analista-Tributário/Receita Federal) No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. No entanto, se houver dano, não será cabível indenização ao proprietário. Comentários: Caso haja dano, a Constituição assegura indenização ulterior ao proprietário (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 449. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais e coletivos referidos ao direito de propriedade, é correto afirmar que no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, dispensada indenização posterior. Comentários: Na requisição administrativa, caso haja dano à propriedade, deverá haver indenização posterior (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 450. (ESAF/2005/MPOG) A autoridade pública pode usar da propriedade particular para enfrentar iminente perigo público, fazendo jus o proprietário do bem à indenizaçãopelo próprio uso da coisa e pelos danos que o bem vier a sofrer. Comentários: Não há direito à indenização pelo próprio uso da coisa, mas apenas pelos danos que o bem vier a sofrer (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 451. (ESAF/2004/MPU) Suponha que, em situação de urgência, para isolar pessoas portadoras de grave doença altamente contagiosa, autoridade administrativa tenha ocupado, por dois meses, um prédio particular que há anos achava-se fechado e sem uso. Nessas circunstâncias, assinale a opção correta. a) O poder público deverá pagar quantia mensal ao proprietário, pelo período que perdurou o uso do prédio, à guisa de aluguel. b) O poder público não precisará pagar indenização alguma ao proprietário do prédio, a não ser que, do uso, tenha decorrido dano para o particular. c) Pelo uso do bem, o proprietário do prédio fará jus a indenização, cujo quantitativo deverá ser apurado em juízo, se as partes não chegarem a acordo. d) O poder público deverá indenizar o proprietário do prédio, devendo-se entender que houve, aí, caso de desapropriação. e) Dado a finalidade social que deve nortear o uso da propriedade, a ocupação do prédio vazio não deverá ensejar espécie alguma de indenização. Comentários: 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 73 de 113 O enunciado traz um caso de requisição administrativa, em que o perigo público iminente é a transmissão de doença extremamente contagiosa. Nesse caso, caberá ao proprietário do prédio requisitado apenas a indenização posterior ao uso, em caso de dano. A letra B é o gabarito. 452. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Suponha que, para proteger uma certa parcela da população de uma iminente catástrofe natural, o Poder Público necessite abrigar, por um certo tempo, essas pessoas em um prédio, de propriedade particular. Em caso assim, é correto afirmar que: a) O imóvel somente poderá ser usado para proteger a população se o seu proprietário concordar com a requisição. b) A autoridade competente pode arbitrar e pagar previamente um valor pelo uso do imóvel e, independentemente da anuência do seu proprietário, ocupá-lo. c) A autoridade pode ocupar o imóvel, independentemente da anuência do proprietário, que somente receberá indenização ulterior se houver dano. d) A autoridade pode ocupar o imóvel, independentemente da anuência do proprietário, devendo pagar a quantia que arbitrar como justa pelo uso do bem, quando deixar de usá-lo. e) A autoridade pode ocupar o imóvel, independentemente da anuência do proprietário e sem que ele, em qualquer hipótese, faça jus a compensação financeira ou a indenização. Comentários: De acordo com o art. 5º, XXV, da Constituição, no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano. No enunciado, o iminente perigo público permite que a autoridade ocupe o imóvel independentemente da anuência do proprietário, que só poderá receber a indenização posteriormente, em caso de dano. A letra C é o gabarito da questão. 453. (ESAF/2002/MPOG) O particular não pode se opor a que um bem seu seja requisitado para o enfrentamento de iminente perigo público, devendo o uso do bem ser necessariamente indenizado ao ser restituído ao proprietário. Comentários: De fato, não pode o particular se opor à requisição administrativa de seu bem no caso de iminente perigo público (art. 5º, XXV, CF). Trata-se de situação em que o interesse público se sobrepõe ao particular. Contudo, a indenização só se dá em caso de dano e posteriormente ao uso. Não é a regra. Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 74 de 113 454. (ESAF/2002/MRE) O proprietário de um bem cujo uso foi requisitado pela autoridade competente em caso de perigo público não tem direito a ser indenizado pelo uso do bem, sendo apenas ressarcido se houver dano. Comentários: É o que determina o art. art. 5º, XXV, da Constituição Federal. Questão correta. 455. (ESAF/2010/SMF-RJ/Adaptada) A pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. Comentários: A questão cobra a literalidade do art. 5o, XXVI, da Constituição, segundo o qual “a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento”. Questão correta. 456. (ESAF/2006/CGU) A lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio apenas temporário para sua utilização. Comentários: Cobra-se a literalidade do art. 5O, XXIX, da Carta da República, segundo o qual “a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País”. Nesse inciso, a Constituição enumera expressamente a propriedade industrial como direito fundamental. Chamo sua atenção para o fato de que, diferentemente dos direitos autorais, que pertencem ao autor até sua morte, o criador de inventos industriais têm, sobre estes, privilégio apenas temporário sobre sua utilização. Questão correta. 457. (ESAF/2006/SRF) Segundo a Constituição Federal de 1988, a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio permanente para sua utilização, bem como proteção às criações industriais e à propriedade das marcas. Comentários: O privilégio de utilização das obras pelos autores de inventos industriais é apenas temporário (art. 5º, XXIX, CF). Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 75 de 113 458. (ESAF/2009/Receita Federal) A sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei do país do de cujus, ainda que a lei brasileira seja mais benéfica ao cônjuge ou aos filhos brasileiros. Comentários: A sucessão de bens de estrangeiros situados no Brasil, em regra, será regulada pela lei brasileira. A lei do “de cujus” só será aplicada caso seja mais benéfica ao cônjuge ou aos filhos brasileiros (art. 5º, XXXI, CF). Questão incorreta. 459. (ESAF/2005/Receita Federal) Havendo cônjuge ou filhos brasileiros, a sucessão de bens de estrangeiros situados no Brasil será sempre regulada pela lei brasileira. Comentários: Embora essa seja a regra, há uma exceção. Aplicar-se-á a lei do “de cujus” (estrangeira) caso esta seja mais benéfica ao cônjuge ou aos filhos brasileiros (art. 5º, XXXI, CF). Questão incorreta. 460. (ESAF/2004/MRE) A sucessão de bens estrangeiros situados no Brasil será sempre regulada pela lei brasileira, em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. Comentários: Nem sempre. Aplicar-se-á a lei do “de cujus” (estrangeira) caso esta seja mais benéfica ao cônjuge ou aos filhos brasileiros (art. 5º, XXXI, CF). Questão incorreta. 461. (ESAF/2003/MPOG)No Brasil não existe proteção constitucional ao direito de herança, que, por isso, pode ser extinto por decisão do legislador ordinário. Comentários: Há sim, proteção constitucional ao direito de herança (art. 5º, XXX). Questão incorreta. 462. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais e coletivos referidos ao direito de propriedade, é correto afirmar que é garantido o direito de legado e, nos limites da lei, o direito de herança. Comentários: A Constituição não garante o direito de legado, mas apenas o direito de herança (art. 5º, XXX, CF). Questão incorreta. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 76 de 113 LISTA DE QUESTÕES 166. (ESAF/2012/PGFN) O preâmbulo da Constituição Federal de 1988 não referencia a igualdade dentre os valores supremos cujo exercício o Estado Democrático configurado na República Federativa do Brasil se destina a assegurar. 167. (ESAF/2007/SEFAZ-SE) A República é a forma de organização do Estado adotada pela Constituição Federal de 1988. Caracteriza-se pela temporariedade do mandato dos governantes e pelo processo eleitoral periódico. 168. (ESAF/2006/MTE-AFT) A forma republicana não implica a necessidade de legitimidade popular do presidente da República, razão pela qual a periodicidade das eleições não é elemento essencial desse princípio. 169. (ESAF/2006/CGU) O princípio republicano tem como características essenciais: a eletividade, a temporariedade e a necessidade de prestação de contas pela administração pública. 170. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Em função da forma de governo adotada na Constituição de 1988, existe a obrigação de prestação de contas por parte da administração pública. 171. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A forma federativa, adotada pelo Sistema Constitucional Brasileiro, confere aos Estados federados autonomia para governar, administrar e legislar, sendo que uma de suas principais características é a indissolubilidade. 172. (ESAF/2006/MTE) A concretização do Estado Democrático de Direito como um Estado de Justiça material contempla a efetiva implementação de um processo de incorporação de todo o povo brasileiro nos mecanismos de controle das decisões. 173. (ESAF/2006/ENAP) Como consequência direta da adoção do princípio republicano como um dos princípios fundamentais do Estado brasileiro, a Constituição estabelece que a República Federativa do Brasil é composta pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. 174. (ESAF/2012/PGFN) A República Federativa do Brasil é formada pela união dissolúvel dos Estados, Municípios e Distrito Federal. 175. (ESAF/2012/PGFN) São entes da Federação, dentre outros, as Regiões Metropolitanas. 176. (ESAF/2012/PGFN) A União é pessoa jurídica de direito público externo. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 77 de 113 177. (ESAF/2006/CGU) Não é elemento essencial do princípio federativo a existência de dois tipos de entidade - a União e as coletividades regionais autônomas. 178. (ESAF/2006/MTE) Na República Federativa do Brasil, a União exerce a soberania do Estado brasileiro e se constitui em pessoa jurídica de Direito Público Internacional, a fim de que possa exercer o direito de celebrar tratados, no plano internacional. 179. (ESAF/2008/MPOG) A Constituição acolhe uma sociedade conflitiva, de interesses contraditórios e antagônicos, na qual as opiniões não ortodoxas podem ser publicamente sustentadas, o que conduz à poliarquia, um regime onde a dispersão do Poder numa multiplicidade de grupos é tal que o sistema político não pode funcionar senão por uma negociação constante entre os líderes desses grupos (SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo, 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2005, pp. 143-145, com adaptações ). Assinale a opção que indica com exatidão o fundamento do Estado brasileiro expressamente previsto na Constituição, a que faz menção o texto transcrito. a) Soberania. b) Pluralismo político. c) Dignidade da pessoa humana. d) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. e) Cidadania. 180. (ESAF/2007/TCE-GO) A República Federativa do Brasil não tem como um dos seus fundamentos: a) A soberania. b) A cidadania. c) Monismo político. d) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. e) A dignidade da pessoa humana. 181. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) As opções desta questão contêm fundamentos e objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, nos termos da Constituição Federal de 1988. Assinale a opção que contempla apenas fundamentos. a) Liberdade, justiça, pluralismo político. b) Cidadania, justiça, dignidade da pessoa humana. c) Soberania, solidariedade, valor social do trabalho. d) Cidadania, soberania, valor social da livre iniciativa. e) Garantia do desenvolvimento nacional, solidariedade, dignidade da pessoa humana. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 78 de 113 182. (ESAF/2006/ENAP) Embora seja objetivo do Estado brasileiro, a dignidade da pessoa humana não se inclui entre os fundamentos da República Federativa do Brasil. 183. (ESAF/2012/PGFN) Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, dentre outros, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 184. (ESAF/2006/AFT) Na condição de fundamento da República Federativa do Brasil, a dignidade da pessoa humana tem seu sentido restrito à defesa e à garantia dos direitos pessoais ou individuais de primeira geração ou dimensão. 185. (ESAF/2006/CGU) O pluralismo político, embora desdobramento do princípio do estado Democrático de Direito, não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 186. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Constitui-se como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem qualquer tipo de preconceito ou formas de discriminação. A reserva de vagas nas Universidades Federais, a serem ocupadas exclusivamente por alunos egressos de escolas públicas, contraria a orientação constitucional. 187. (ESAF/2012/PGFN) Dentre os objetivos da República Federativa do Brasil, fixados na Constituição Federal de 1988, encontra-se a redução das desigualdades sociais e regionais com consequente discriminação de origem ou de outras formas correlatas entre brasileiros. 188. (ESAF/2008/Prefeitura de Natal) Assinale a opção que indica um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil expressamente previsto na Constituição Federal que confere amparo constitucional a importantes programas do governo federal que se concretizam por meio da política nacional de assistência social integrando as esferas federal, estadual e municipal. a) Garantir a prevalência dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. b) Promover o desenvolvimento internacional. c) Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. d) Erradicar o terrorismo e o racismo. e) Promover a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. 189. (ESAF/2008/CGU) Assinale a opção que indica um dos objetivos fundamentaisda República Federativa do Brasil. a) Valorizar a cidadania. b) Valorizar a dignidade da pessoa humana. c) Observar os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 79 de 113 d) Constituir uma sociedade livre, justa e solidária. e) Garantir a soberania. 190. (ESAF/2006/CGU) É um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, expresso no texto constitucional, a garantia do desenvolvimento nacional e a busca da autossuficiência econômica. 191. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Em razão da independência funcional, um dos elementos essenciais do princípio de separação dos poderes, o exercício das funções que integram o poder político da União é exclusivo. 192. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A especialização funcional, elemento essencial do princípio de divisão de poderes, implica o exercício exclusivo das funções do poder político - legislativa, executiva e judiciária - pelo órgão ao qual elas foram cometidas no texto constitucional. 193. (ESAF 2009/Ministério da Fazenda) A cooperação entre os povos para o progresso da humanidade constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil. 194. (ESAF/2012/PGFN) A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais, dentre outros, pelo princípio de repúdio ao terrorismo e ao racismo. 195. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, geográfica, política e educacional dos povos da América Latina. 196. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação é princípio que rege a República Federativa do Brasil nas suas relações internacionais. 197. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) O repúdio ao terrorismo e ao racismo é princípio que rege a República Federativa do Brasil nas suas relações internacionais. 198. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) As opções desta questão contêm fundamentos e objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, nos termos da Constituição Federal de 1988. Assinale a opção que contempla apenas fundamentos. a) Liberdade, justiça, pluralismo político. b) Cidadania, justiça, dignidade da pessoa humana. c) Soberania, solidariedade, valor social do trabalho. d) Cidadania, soberania, valor social da livre iniciativa. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 80 de 113 e) Garantia do desenvolvimento nacional, solidariedade, dignidade da pessoa humana. 199. (ESAF/2008/CGU) A República Federativa do Brasil possui fundamentos e as relações internacionais do País devem ser regidas por princípios. Assinale a única opção que contempla um fundamento da República e um princípio que deve reger as relações internacionais do Brasil. a) Soberania e dignidade da pessoa humana. b) Prevalência dos direitos humanos e independência nacional. c) Cidadania e valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. d) Pluralismo político e repúdio ao terrorismo e ao racismo. e) Defesa da paz e solução pacífica dos conflitos. 200. (ESAF/2004/MPU) A Constituição Federal de 1988 traz a determinação de que o Brasil deverá buscar a integração econômica na América do Sul por meio da formação de um mercado comum de nações sul-americanas. 201. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) A concessão de asilo diplomático é um dos princípios que rege o Brasil nas suas relações internacionais, conforme expressa previsão no texto da Constituição Federal de 1988. 202. (ESAF/2008/CGU) O Estado brasileiro também é regido por um princípio de estatura constitucional que visa a impedir que sejam frustrados os direitos políticos, sociais, culturais e econômicos já concretizados, tanto na ordem constitucional como na infraconstitucional, em atenção aos objetivos da República Federativa do Brasil, que são os de promover o bem de todos, sem quaisquer formas de discriminação, constituir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Assinale a opção que denomina com exatidão o princípio constitucional descrito. a) Proibição do retrocesso no domínio dos direitos fundamentais e sociais. b) Proibição de juízo ou tribunal de exceção. c) Proibição de privação da liberdade ou de bens patrimoniais sem o devido processo legal. d) Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. e) Proibição de privação de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 81 de 113 203. (ESAF/2010/SEFAZ-APO) Os direitos fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em face dos poderes privados. 204. (ESAF/2002/Banco Central) O princípio constitucional da autonomia da vontade impede que os direitos fundamentais tenham incidência nas relações entre particulares. 205. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal) As violações a direitos fundamentais não ocorrem somente no âmbito das relações entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Assim, os direitos fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em face dos poderes privados. 206. (ESAF/2002/TCU) No sistema constitucional brasileiro, os direitos fundamentais apenas podem ser arguidos em face dos poderes públicos, não podendo ser invocados nas relações entre particulares. 207. (ESAF/2001/Banco Central) Os direitos fundamentais têm por sujeito passivo o Estado, não podendo ser opostos a particulares. 208. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Normas de direitos fundamentais podem criar deveres e obrigações não somente para o Estado como também para o particular. 209. (ESAF/2004/MRE) Menores de 18 anos não podem ser titulares de direitos fundamentais. 210. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) O menor de idade pode ser titular de direitos fundamentais, na ordem constitucional em vigor. 211. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Somente pessoas físicas podem ser titulares de direitos fundamentais. 212. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Pessoas jurídicas não podem ser titulares de direitos fundamentais. 213. (ESAF/2001/Promotor de Justiça/CE) Pessoas jurídicas, inclusive de direito público, podem ser titulares de direitos fundamentais. 214. (ESAF/2007/PGFN) Entre as características funcionais dos direitos fundamentais encontra-se a legitimidade que conferem à ordem constitucional e o seu caráter irrenunciável e absoluto, que converge para o sentido da imutabilidade.215. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Os direitos fundamentais são irrenunciáveis, o que significa dizer que é 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 82 de 113 inadmissível a autolimitação, mesmo que temporária e para finalidades específicas, do exercício de um direito fundamental. 216. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) O direito à incolumidade física expressa caso de direito fundamental absoluto. 217. (ESAF/2002/MRE) O direito fundamental à vida é tido pelo constituinte como direito absoluto, insuscetível de qualquer restrição por parte do Estado. 218. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) Pode-se afirmar que, no direito brasileiro, o direito à vida e à incolumidade física são direitos absolutos, no sentido de que nenhum outro previsto na Constituição pode sobre eles prevalecer, nem mesmo em um caso concreto isolado. 219. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 estabeleceu cinco espécies de direitos e garantias fundamentais: direitos e garantias individuais e coletivos; direitos sociais; direitos de nacionalidade; direitos políticos; e direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos. 220. (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário) Apesar de o art. 5o, caput, da Constituição Federal de 1988 fazer menção apenas aos brasileiros e aos estrangeiros residentes, pode-se afirmar que os estrangeiros não residentes também podem invocar a proteção de direitos fundamentais. 221. (ESAF/2012/CGU) A Constituição assegura aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, em igualdade de condições, os direitos e garantias individuais tais como: a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, mas aos estrangeiros não se estende os direitos sociais destinados aos brasileiros. 222. (ESAF/2006/PFN) Os estrangeiros não residentes estão alijados da titularidade dos direitos fundamentais entre nós. 223. (ESAF/2001/Banco Central) Os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal somente podem ter por titulares brasileiros - natos ou naturalizados. 224. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Somente podem ser considerados titulares de direito fundamental os brasileiros ou os estrangeiros aqui residentes que tenham atingido a maioridade. 225. (ESAF/2002/MRE) Em nenhum caso os brasileiros não residentes no Brasil são alcançados pela declaração de direitos fundamentais inscrita na Constituição Federal. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 83 de 113 226. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) Os direitos fundamentais são garantidos aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país. Os demais estrangeiros não podem invocar direitos fundamentais no Brasil. 227. (ESAF/2010/SUSEP) Os direitos configurados nos incisos do art. 5o da Constituição não são, em verdade, concretização e desdobramento dos direitos genericamente previstos no “caput”. 228. (ESAF/2009/Analista-Tributário) O direito fundamental à vida, por ser mais importante que os outros direitos fundamentais, tem caráter absoluto, não se admitindo qualquer restrição. 229. (ESAF/2006/PFN) Os estrangeiros não residentes estão alijados da titularidade dos direitos fundamentais entre nós. 230. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) O estrangeiro, no Brasil, não é titular de direitos fundamentais. 231. (TRT 8ª Região/Juiz Federal) O princípio de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, é a norma de garantia prevista no caput do artigo 5° da CF. Seu conteúdo material admite a diferenciação entre os desiguais para aplicação da norma jurídica, pois é na busca da isonomia que se faz necessário tratamento diferenciado, em decorrência de situações que exigem tratamento distinto, como forma de realização da igualdade. Assim, é constitucionalmente possível o estabelecimento pontual de critério de promoção diferenciada para homens e mulheres. 232. (ESAF/2012/PGFN) Homens e mulheres não são iguais em direitos e obrigações quando assim fixado nos termos da própria Constituição Federal de 1988. 233. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Nenhuma distinção de direitos entre homens e mulheres além daquelas especificadas pelo constituinte pode ser estabelecida pelo legislador ordinário. 234. (ESAF/2002/MRE) O princípio da igualdade entre homens e mulheres fulmina de inconstitucionalidade todo o tratamento legislativo diferenciado em razão do sexo do destinatário da norma. 235. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) O princípio constitucional da igualdade entre homens e mulheres impede que se confira qualquer direito a pessoas do sexo feminino que não seja extensível também às do sexo masculino. 236. (ESAF/2006/SRF) A doutrina e a jurisprudência reconhecem que a igualdade de homens e mulheres em direitos e obrigações, prevista no texto constitucional brasileiro, é absoluta, não admitindo exceções destinadas a compensar juridicamente os desníveis materiais existentes ou atendimento de questões socioculturais. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 84 de 113 237. (ESAF/2010/Susep) A igualdade de todos perante a lei foi suficiente, não tendo havido necessidade de a Constituição reforçar o princípio com outras normas sobre a igualdade. 238. (ESAF/2002/Banco Central) Suponha que um projeto de lei, encaminhado ao Legislativo pelo Chefe do Poder Executivo, conceda vantagem financeira a uma dada categoria de servidores públicos, deixando, porém, de concedê-la a outra categoria, em desacordo com as exigências do princípio da isonomia. No âmbito do Judiciário, o tratamento diferenciado poderá ser tido como inconstitucional, mas a vantagem não poderá ser estendida ao segmento do funcionalismo discriminado. 239. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Dada a igualdade entre homens e mulheres, em nenhum caso a lei pode conferir vantagem às mulheres, sem estendê-las também aos homens. 240. (TRT 8ª Região/Juiz Federal) A correta interpretação do princípio da igualdade torna inaceitável discriminar uma pessoa em função do sexo, sempre que o mesmo seja eleito com o propósito de desnivelar materialmente o homem da mulher; aceitando-o, porém, quando a finalidade pretendida for atenuar os desníveis de tratamento, não permitindo, porém, que normas infraconstitucionais tenham essa finalidade, ainda que em benefício da parte discriminada. 241. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) A Constituição veda todo tratamento diferenciado entre brasileiros que tome como critério o sexo, a etnia ou a idade dos indivíduos. 242. (TRT 8ª Região/Juiz Substituto) Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, exceto se a exigência, ainda que contrária à lei, decorra de previsão constante de contrato privado. 243. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O princípio da legalidade, consagrado na Constituição Federal de 1988, estabelece que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Logo, no Sistema Constitucional pátrio, não é possível a edição, pelo Chefe do Poder Executivo, de decreto autônomo. 244. (ESAF/2012/PGFN) Como direito fundamental geral, o princípio da legalidade se configura em que os indivíduos são livres em suas ações privadas, salvo se a lei impuser que ele e abstenha de alguma iniciativa ou lhe determinar a realização de algumainiciativa. 245. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Com relação ao direito, a todos assegurado, de não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei, o sentido do termo "lei" é restrito, não contemplando nenhuma outra espécie de ato normativo primário. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 85 de 113 246. (ESAF/2004/MRE) Em face do princípio da legalidade, uma resolução ou um decreto legislativo provenientes de Casas do Congresso Nacional não podem criar direitos nem obrigações. 247. (ESAF/2006/SRF) Com relação ao direito, a todos assegurado, de não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei, o sentido do termo "lei" é restrito, não contemplando nenhuma outra espécie de ato normativo primário. 248. (ESAF/2001/SRF) Segundo o princípio da legalidade, tanto os poderes públicos como os particulares somente podem fazer o que a lei os autoriza. 249. (ESAF/2006/RFB) A liberdade de manifestação do pensamento, nos termos em que foi definida no texto constitucional, só sofre restrições em razão de eventual colisão com o direito à intimidade, vida privada, honra e imagem. 250. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) A Constituição proclama a liberdade de expressão, assegurando o direito ao anonimato e o sigilo de fonte. 251. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Nos termos da Constituição em vigor, é livre a manifestação de pensamento, inclusive anonimamente. 252. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Faz parte da liberdade de expressão divulgar opiniões e críticas anonimamente. 253. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Inclui-se no âmbito da liberdade de expressão a manifestação de opiniões anonimamente. 254. (ESAF/2004/ANEEL) A liberdade de manifestação de pensamento pode ser exercida de modo anônimo, se assim o preferir o indivíduo. 255. (ESAF/2004/MPU) O anonimato não é empecilho ao exercício da liberdade de manifestação. 256. (ESAF/2004/MRE) O indivíduo ofendido na sua honra por meio de órgão da imprensa, mas que tenha obtido o direito de resposta, não fará jus à indenização por danos morais. 257. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) O servidor público, injustamente agredido por uma reportagem jornalística da imprensa escrita, além de direito à indenização, tanto por danos morais como por danos materiais, tem o direito de resposta, proporcional ao agravo sofrido. 258. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) O abuso na manifestação de pensamento não está protegido pela liberdade de expressão, e pode ensejar indenização por danos morais e materiais. 259. (ESAF/2004/Aneel) Pela ofensa à sua honra, a vítima pode receber indenização por dano moral, mas não por danos materiais. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 86 de 113 260. (ESAF/2002/INSS) O comportamento do rapaz é ilegítimo do ponto de vista constitucional, porquanto a liberdade de comunicação somente protege a manifestação de ideias e pensamentos expressos por meio verbal - não protegendo a divulgação de fotografias. 261. (ESAF/2002/INSS) Demonstrado que o constituinte de 1988, ao elaborar o texto constitucional, não tinha em mente a internet como meio de comunicação, não se pode dizer que a garantia da liberdade de expressão possa ser invocada em casos de manifestações feitas em tal meio eletrônico. 262. (ESAF/2002/INSS) Invocando o direito de resposta, será legítimo que a moça crie também um sítio na internet, em que divulgue segredos íntimos do antigo namorado, mantendo-o à disposição do público, enquanto o seu antigo namorado não desativar o sítio que desenvolveu. 263. (ESAF/2006/SRF) A proteção da honra, prevista no texto constitucional brasileiro, que se materializa no direito a indenização por danos morais, aplica-se apenas à pessoa física, uma vez que a honra, como conjunto de qualidades que caracterizam a dignidade da pessoa, é qualidade humana. 264. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal) Pessoas jurídicas de direito público não podem ser titulares de direitos fundamentais. 265. (ESAF/2004/CGU) Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o direito à inviolabilidade da honra, pela natureza subjetiva desse atributo, não se aplica à pessoa jurídica. 266. (ESAF/2006/PFN) Pessoa jurídica de direito público pode ser titular de direitos fundamentais invocáveis contra interesses de indivíduos. 267. (ESAF/2001/Banco Central) Pessoas jurídicas de direito público podem invocar certos direitos fundamentais previstos no capítulo da Constituição relativo aos direitos e deveres individuais e coletivos. 268. (ESAF/2004/MRE) Pessoas jurídicas podem ser titulares de direitos fundamentais. 269. (ESAF/2007/PGDF) Pessoas jurídicas de direito público podem ser titulares de direitos fundamentais. 270. (ESAF/2002/Banco Central) Pessoas jurídicas de direito público podem ser titulares de direitos fundamentais. 271. (ESAF/2007/PGDF) Os direitos fundamentais, na ordem constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas físicas. 3001 Questões Comentadas de D. Constitucional/ESAF Profa. Nádia Carolina – Aula 01 Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 87 de 113 272. (ESAF/2004/MPU) Os direitos fundamentais, na ordem constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas físicas. 273. (ESAF/2001/Promotor-CE) Os direitos fundamentais, na ordem constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas físicas. 274. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) A Constituição protege a liberdade de exercício de culto religioso apenas quando este acontece em lugar fechado ao público em geral. 275. (ESAF/2009/MPOG) É inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida de forma absoluta a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. 276. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) De acordo com a Constituição Federal de 1988, deve o Poder Público proporcionar a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, contribuindo, inclusive, com recursos materiais e financeiros. 277. (ESAF/2004/PGE-DF) É assegurada a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, não podendo a lei, em virtude do livre exercício dos cultos religiosos e da inviolabilidade da liberdade de crença, estabelecer restrições àquela prestação. 278. (ESAF/2009/MPOG) Poderá ser privado de direitos quem invocar motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. 279. (ESAF/2002/STN) O indivíduo que invoca motivo de crença religiosa para se eximir de obrigação legal a todos imposta e que se recusa a cumprir prestação alternativa fixada em lei pode ser privado de direitos. 280. (ESAF/2008/MPOG) Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. Assinale a opção que indica com exatidão a objeção que legitimamente pode ser oposta ao Estado para eximir-se de obrigação legal a todos imposta. a) Escusa de obrigação legal.