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3001 Questões Comentadas de 
D. Constitucional/ESAF 
Profa. Nádia Carolina – Aula 00 
Prof. Nádia Carolina www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 90 
AULA 00: Constituição: Conceito. Classificação. 
Aplicabilidade e Interpretação das Normas 
Constitucionais. Poder Constituinte: Conceito. 
Finalidade. Titularidade e Espécies. 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1-Apresentação Inicial e Cronograma 1-2 
2-Questões Comentadas 3-66 
3-Lista de Questões 67-85 
4-Gabarito 86-90 
Olá, meu amigo (a) concurseiro(a)! 
 Meu nome é Nádia Carolina. Fui aprovada em vários concursos, dentre 
os quais se destacam os de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (2010), 
tendo obtido o 14o lugar nacional e de Analista-Tributário da Receita Federal do 
Brasil (2010), em que obtive o 16o lugar nacional. Atualmente ocupo o cargo 
de Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil e sou professora do Estratégia 
(das 18 horas às 8 da manhã). Também publico artigos regularmente no site 
Eu Vou Passar. 
 Chega de falar de mim! Tratemos do principal: nosso curso. 
 Este curso visa a preparar você para resolver todas as provas objetivas 
de Direito Constitucional da ESAF. Com o objetivo de facilitar a compreensão 
dos temas, a maior parte das questões de múltipla escolha será utilizada no 
formato certo/errado. Isso porque as bancas muitas vezes cobram diversos 
assuntos em uma questão só, e a manutenção do modelo inicial da questão 
dificultaria a organização deste curso. 
 Trata-se de material indispensável para as provas de ATRFB, 
AFRFB e AFT! Com a publicação do edital da Receita Federal, reorganizamos 
nosso cronograma, adiantando a entrega de todas as aulas. Confira: 
Aulas Tópicos abordados Data 
Aula 00 Constituição. Conceito. Classificação. Aplicabilidade 
e Interpretação das Normas Constitucionais. Poder 
Constituinte. Conceito, Finalidade, Titularidade e 
Espécies. 
- 
Aula 01 Princípios Fundamentais. Direitos e Garantias 
Fundamentais (Parte I) 
17/07 
Aula 02 Direitos e Garantias Fundamentais (Parte II). 31/07 
Aula 03 Direitos Sociais. Nacionalidade. Direitos Políticos. 
Organização Nacional (União, Estados, Distrito 
06/08 
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D. Constitucional/ESAF 
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Federal e Municípios). Competências. 
Aula 04 Poder Legislativo. Processo Legislativo. Reforma da 
Constituição. Controles Interno e Externo. Tribunais 
de Contas. Poder Executivo. Poder Judiciário. 
20/08 
Aula 05 Administração Pública. Da Ordem Social. Da Ordem 
Econômica. 
27/08 
Aula 06 Supremacia da Constituição. Controle de 
Constitucionalidade. 
10/09 
 As questões utilizadas em cada aula serão colocadas ao final do arquivo, 
de modo que você possa tentar resolvê-las antes de ler o comentário a elas 
referente ou utilizá-las como ferramentas de revisão rápida na “reta final” de 
preparação para o concurso. 
 Finalmente, gostaria de convidá-lo, caro (a) aluno(a) a participar 
ativamente do curso. Sinta-se à vontade para enviar suas dúvidas no e-mail 
nadia@estrategiaconcursos.com.br 
 Após esta breve explicação sobre o curso, vamos à aula 00... 
 
3001 Questões Comentadas de 
D. Constitucional/ESAF 
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Conceito de Constituição 
1. (ESAF/2007/PGFN) Para Ferdinand Lassalle, a constituição é 
dimensionada como decisão global e fundamental proveniente da 
unidade política, a qual, por isso mesmo, pode constantemente 
interferir no texto formal, pelo que se torna inconcebível, nesta 
perspectiva materializante, a ideia de rigidez de todas as regras. 
Comentários: 
 Para Lassalle, a Constituição é fruto da soma dos fatores reais de poder. 
Segundo o autor, em um país existem duas Constituições: uma real, efetiva, 
correspondente à soma dos fatores reais de poder que regem este país e 
outra, escrita, que consiste apenas numa “folha de papel”. No caso de conflito 
entre as duas, prevaleceria a primeira. Questão incorreta. 
2. (ESAF/2006/ENAP) Na concepção sociológica, defendida por 
Ferdinand Lassale, a Constituição seria o resultado de uma lenta 
formação histórica, do lento evoluir das tradições, dos fatos sócio-
políticos, que se cristalizam como normas fundamentais da 
organização de determinado Estado. 
Comentários: 
 Na concepção sociológica de Constituição, defendida por Ferdinand 
Lassalle, a Constituição é resultado dos fatores reais de poder que regem uma 
sociedade. Esses fatores constituem uma força ativa e eficaz que, por força de 
uma necessidade, informa todas as leis e instituições jurídicas vigentes no 
país, determinando que elas sejam o que realmente são. 
 Na época de Lassalle, esses fatores foram enumerados por ele como 
sendo a monarquia, a aristocracia, a grande burguesia, os banqueiros, a 
pequena burguesia e a classe operária, que compunham parte de Constituição, 
por ele denominada Constituição real e efetiva. Esta se distinguiria da 
Constituição jurídica porque, enquanto a real e efetiva representaria as 
relações de poder efetivamente existentes em uma sociedade (verdadeira 
Constituição), as normas constitucionais vigentes (Constituição escrita) seria 
mera folha de papel, que deveria corresponder à Constituição real, sob pena 
de ilegitimidade. Existindo o divórcio entre essas duas formas de Constituição, 
a escrita estaria liquidada, sucumbindo, necessariamente, às verdadeiras 
forças reais do país. 
 Questão incorreta. 
3. (ESAF/2005/STN) Na concepção de constituição em seu sentido 
político, formulada por Carl Schmmitt, há uma identidade entre o 
conceito de constituição e o conceito de leis constitucionais, uma vez 
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que é nas leis constitucionais que se materializa a decisão política 
fundamental do Estado. 
Comentários: 
 Pelo contrário! Schmitt estabelece uma distinção entre constituição e leis 
constitucionais. A primeira, segundo ele, dispõe apenas sobre matérias de 
grande relevância jurídica (decisões políticas fundamentais), como é o caso da 
organização do Estado, por exemplo. As segundas, por sua vez, seriam normas 
que fazem parte formalmente do texto constitucional, mas que tratam de 
assuntos de menor importância. Desse modo, é na constituição que se 
materializa a decisão política fundamental do Estado. Questão incorreta. 
4. (ESAF/2007/PGFN) Carl Schmitt, principal protagonista da 
corrente doutrinária conhecida como decisionista, advertia que não há 
Estado sem Constituição, isso porque toda sociedade politicamente 
organizada contém uma estrutura mínima, por rudimentar que seja; 
por isso, o legado da Modernidade não é a Constituição real e efetiva, 
mas as Constituições escritas. 
Comentários: 
 De fato, Schmitt faz parte da corrente decisionista, que busca entender o 
sentido político da Constituição, por ele considerada decisão política 
fundamental. Entretanto, diferentemente do que diz o enunciado, o autor tinha 
como preocupação o conteúdo das normas constitucionais, não a sua forma. 
Questão incorreta. 
5. (ESAF/2005/Estado RN/Auditor Fiscal) A constituição em 
sentido político pode ser entendida como a fundamentação lógico-
política de validade das normas constitucionais positivas. 
Comentários: 
 Importante concepção de Constituição foi a preconizada por Hans Kelsen, 
criador da Teoria Pura doDireito. Para ele, a Constituição deve ser considerada 
apenas como norma, sem qualquer consideração de cunho sociológico, político 
ou filosófico. Kelsen avalia a Constituição a partir de dois sentidos: o lógico-
jurídico e o jurídico-positivo. 
 No sentido lógico-jurídico, a Constituição é a norma fundamental 
hipotética (não real, mas sim imaginada, pressuposta) que serve como 
fundamento lógico transcendental da validade da Constituição em sentido 
jurídico-positivo. Esta norma não possui um enunciado explícito, consistindo 
apenas numa ordem, dirigida a todos, de obediência à Constituição positiva. 
Assim, no sistema proposto por Kelsen, o fundamento de validade das normas 
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está na hierarquia entre elas. Todas as normas legais teriam, portanto, 
fundamento na Constituição positiva, que, por sua vez, se apoiaria na norma 
fundamental. 
 Já no sentido jurídico-positivo a Constituição é a norma positiva 
suprema, que serve para regular a criação de todas as outras. É documento 
solene, cujo texto só pode ser alterado mediante procedimento especial. No 
Brasil, esta Constituição é, atualmente, a de 1988 (CF/88). 
 Desse modo, é no sentido lógico-jurídico de Constituição, preconizado 
por Kelsen, que esta é entendida como fundamento de validade de todas as 
demais normas do ordenamento jurídico. O examinador “fez a maior bagunça” 
no enunciado para confundir você! Questão incorreta. 
6. (ESAF/2003/AFT) Para Hans Kelsen, a norma fundamental, fato 
imaterial instaurador do processo de criação das normas positivas, 
seria a constituição em seu sentido lógico-jurídico. 
Comentários: 
 O enunciado sintetiza o sentido lógico-jurídico de Constituição. Questão 
correta. 
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A Pirâmide de Kelsen 
7. (ESAF/2005/STN) Em razão da superioridade hierárquica da lei 
complementar sobre a lei ordinária, a disciplina de uma matéria, por 
lei complementar, ainda que ela não esteja reservada a essa espécie 
de instrumento normativo, impede que ela venha a ser disciplinada de 
forma distinta em lei ordinária. 
Comentários: 
 A pirâmide de Kelsen tem a Constituição e as emendas constitucionais 
como seu vértice (topo), por serem fundamento de validade de todas as 
demais normas do sistema. Assim, nenhuma norma do ordenamento jurídico 
pode se opor à Constituição: ela é superior a todas as demais normas 
jurídicas, que são, por isso mesmo, denominadas infraconstitucionais. 
 As normas imediatamente abaixo da Constituição (infraconstitucionais) 
são as leis (complementares, ordinárias e delegadas), as medidas provisórias, 
os decretos legislativos, as resoluções legislativas, os tratados internacionais 
em geral incorporados ao ordenamento jurídico e os decretos autônomos. 
Todas essas normas serão estudadas em detalhes em aula futura, não se 
preocupe! Neste momento, quero apenas que você guarde quais são as 
normas infraconstitucionais e que elas não possuem hierarquia entre si, 
segundo doutrina majoritária. Essas normas são primárias, sendo capazes de 
gerar direitos e criar obrigações, desde que não contrariem a Constituição. 
 Nesse sentido, tem-se o entendimento do Supremo de que a lei 
complementar não é hierarquicamente superior à lei ordinária. Ambas têm 
campos de atuação diversos, a matéria (conteúdo) é diferente. No caso de 
matéria disciplinada por lei formalmente complementar, mas não submetida à 
reserva constitucional de lei complementar, eventuais alterações desse 
diploma legislativo podem ocorrer mediante simples lei ordinária. Isso porque 
a lei complementar será, materialmente, ordinária, subsumindo-se ao regime 
constitucional dessa lei 1. 
 Finalmente, abaixo das leis encontram-se as normas infralegais. Elas são 
normas secundárias, não tendo poder de gerar direitos, nem, tampouco, de 
impor obrigações. Não podem contrariar as normas primárias, sob pena de 
invalidade. É o caso das portarias, das instruções normativas, dentre outras. 
 Questão incorreta. 
8. (ESAF/2002/STN) As emendas à Constituição têm status 
hierárquico inferior às normas da Constituição elaboradas pelo próprio 
 
1
 AI 467822 RS, 04.04.11. 
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poder constituinte originário. 
Comentários: 
 Tanto as emendas à Constituição quanto as normas constitucionais 
originárias apresentam o mesmo “status”, situando-se no topo da Pirâmide de 
Kelsen. Questão incorreta. 
9. (ESAF/2006/MTE) Aos tratados sobre direitos humanos, em 
vigor no plano internacional e interno, a Constituição Federal 
assegura hierarquia de norma constitucional. 
Comentários: 
 A partir da Emenda Constitucional no 45 de 2004, os tratados e 
convenções internacionais aprovados em cada Casa do Congresso Nacional 
(Câmara dos Deputados e Senado Federal), em dois turnos, por três quintos 
dos votos dos respectivos membros, passaram a ser equivalentes às emendas 
constitucionais. Situam-se, portanto, no topo da pirâmide de Kelsen, tendo 
“status” de emenda constitucional. Questão incorreta. 
10. (ESAF/2005/STN) Os tratados internacionais, dentro da 
hierarquia das normas, serão sempre equiparados à lei ordinária. 
Comentários: 
 Alguns tratados sobre direitos humanos têm, segundo o STF, hierarquia 
supralegal, por terem sido internalizados pelo rito comum2. Outros, 
internalizados com o rito próprio de emendas constitucionais, se equiparam às 
emendas constitucionais. Por fim, os demais tratados internacionais, que não 
tratam de direitos humanos, são equiparados à lei ordinária. Questão 
incorreta. 
11. (ESAF/2004/CGU) Segundo a jurisprudência do STF, se uma lei 
complementar disciplinar uma matéria não reservada a esse tipo de 
instrumento normativo, pelo princípio da hierarquia das leis, não 
poderá uma lei ordinária disciplinar tal matéria. 
Comentário 
 Nesse caso, a lei complementar será tida como materialmente ordinária, 
podendo esta última revogá-la. Questão incorreta. 
 
2 Súmula vinculante no 25, STF; RE 627217 SC, j. 10.05.2012, Rel. Min. Dias Toffoli. 
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12. (ESAF/2007/PGFN) É válida a revogação por lei ordinária de 
dispositivo formalmente inserido em lei complementar, cuja matéria 
disciplinada não estava constitucionalmente reservada a esta última. 
Comentários: 
 De fato, no caso de dispositivo formalmente inserido em lei 
complementar, cuja matéria não foi reservada a esse instrumento normativo 
pela Constituição, é possível sua revogação por lei ordinária. Isso porque essa 
lei, embora formalmente complementar, será tida como materialmente 
ordinária. Questão correta. 
13. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Lei ordinária que regulamentou matéria 
atribuída pela Constituição à lei complementar é formal e 
materialmente inconstitucional, independentemente de apreciação e 
julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. 
Comentários: 
 De fato, como a lei complementar apresenta processo legislativo mais 
dificultoso que o da lei ordinária, se a última disciplinar matériareservada à 
primeira, será considerada inválida (inconstitucional). Entretanto, 
diferentemente do que diz o enunciado, essa inconstitucionalidade, entretanto, 
depende de apreciação e julgamento pelo STF, devido ao princípio da 
presunção de legitimidade das leis. Questão incorreta. 
14. (ESAF/2003/Ministério do Trabalho/AFT) Segundo a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a distinção entre a 
lei complementar e a lei ordinária não se situa no plano da hierarquia, 
mas no da reserva de matéria. 
Comentários: 
 De fato, esse é o entendimento do STF3. Questão correta. 
15. (ESAF/2003/Prefeitura de Recife) Por força do princípio da 
hierarquia das leis, sempre que uma lei municipal estiver em conflito 
com uma lei votada na Assembleia Legislativa do Estado em que o 
Município se situa, a lei municipal deverá ser tida como 
inconstitucional. 
 
 
3
 AI 467822 RS, 04.04.11. 
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Comentários: 
 Não há hierarquia entre as leis dos diferentes entes federativos, mas sim 
uma divisão de competências pela Constituição. Questão incorreta. 
16. (ESAF/2003/TCE-PR) Por força do princípio da hierarquia das 
leis, sempre que uma lei municipal estiver em conflito com uma lei 
votada na Assembleia Legislativa do Estado em que o Município se 
situa, a lei municipal deverá ser tida como inconstitucional. 
Comentários: 
 Não há hierarquia entre lei estadual e municipal, mas mera divisão de 
competências. Se o Município tiver competência para dispor a respeito da 
matéria, a lei municipal será considerada válida. Questão incorreta. 
17. (ESAF/2003/MPOG) A lei federal, qualquer que seja o seu 
conteúdo, há de prevalecer sobre a lei estadual ou municipal que lhe 
seja contrária. 
Comentários: 
 Não há tal relação de hierarquia. A lei estadual ou a municipal 
prevalecerão sobre a federal, se a competência para tratar do assunto a que se 
referirem tiver sido atribuída, respectivamente, aos Estados ou aos Municípios. 
Questão incorreta. 
18. (ESAF/2002/MRE) As normas da Constituição Federal 
produzidas pelo Poder Constituinte originário têm o mesmo nível 
hierárquico das leis complementares. 
Comentários: 
 A Constituição é hierarquicamente superior a todas as leis, situando-se 
no topo da Pirâmide de Kelsen. Questão incorreta. 
19. (ESAF/2003/MPOG) Na Federação brasileira, a Constituição do 
Estado-membro tem o mesmo status hierárquico da Constituição 
Federal. 
Comentários: 
 A Constituição Federal é fundamento de validade de todo o ordenamento 
jurídico, sendo superior a todas as demais normas, inclusive às Constituições 
estaduais. Questão incorreta. 
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20. (ESAF/2002/MRE) As normas da Constituição resultantes do 
Poder Constituinte originário são hierarquicamente superiores às 
normas da Constituição resultantes de emenda à Constituição. 
Comentários: 
 As normas constitucionais originárias têm o mesmo “status” das 
emendas constitucionais. Questão incorreta. 
21. (ESAF/2003/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Os princípios da 
Constituição que se classificam como cláusulas pétreas são 
hierarquicamente superiores às demais normas concebidas pelo poder 
constituinte originário. 
Comentários: 
 Todas as normas constitucionais apresentam o mesmo “status”, 
independentemente do seu conteúdo. Assim, as cláusulas pétreas são iguais a 
todas as demais normas do texto constitucional. Questão incorreta. 
22. (ESAF/2002/STN) As normas que constituem cláusulas pétreas 
são hierarquicamente superiores aos demais dispositivos 
constitucionais. 
Comentários: 
 As cláusulas pétreas apresentam a mesma hierarquia das demais normas 
constitucionais. Questão incorreta. 
23. (ESAF/2002/MPOG) No texto da Constituição Federal de 1988, 
há diferença hierárquica entre normas definidas como cláusulas 
pétreas e as demais normas do Estatuto Político. 
Comentários: 
 Não há diferença hierárquica entre as normas constantes da 
Constituição. Questão incorreta. 
24. (ESAF/2002/STN) Normas que constituem cláusulas pétreas têm 
status hierárquico superior ao das demais normas constantes do texto 
constitucional. 
 
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Comentários: 
 Todas as normas constitucionais apresentam o mesmo “status”, 
independentemente de seu conteúdo. Questão incorreta. 
25. (ESAF/2002/MRE) Uma medida provisória tem menor status 
hierárquico do que uma lei ordinária. 
Comentários: 
 Ambas têm o mesmo “status”, situando-se logo abaixo da Constituição. 
Questão incorreta. 
26. (ESAF/2002/MRE) A lei complementar tem o mesmo status 
hierárquico da emenda à Constituição. 
Comentários: 
 A emenda à Constituição se situa no topo da pirâmide de Kelsen, tendo 
hierarquia superior à da lei complementar. Questão incorreta. 
27. (ESAF/2002/MRE) O tratado internacional não tem o mesmo 
status hierárquico de uma emenda à Constituição. 
Comentários: 
 De fato, em regra o tratado internacional tem “status” de lei ordinária. 
Somente excepcionalmente adquirirá “status” de emenda à Constituição 
(tratados sobre direitos humanos internalizados com rito próprio de emenda). 
Questão correta. 
28. (ESAF/2002/MPOG) Segundo a visão pacificada da doutrina e da 
jurisprudência, os tratados de que o Brasil faz parte, versando 
direitos individuais, têm a mesma estatura hierárquica das normas 
constitucionais. 
Comentários: 
 Os tratados sobre direitos humanos, em regra, têm “status” supralegal, 
segundo entendimento do STF. Somente aqueles internalizados com rito 
próprio de emendas constitucional terão “status” de norma constitucional. 
Questão incorreta. 
29. (ESAF/2002/MPOG) No texto da Constituição Federal de 1988, 
há diferença hierárquica entre normas estatuídas pelo poder 
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constituinte originário e normas acrescentadas ao texto original por 
meio de emenda constitucional. 
Comentários: 
 Não há diferença hierárquica entre as normas constitucionais, sejam elas 
editadas pelo Poder Constituinte Originário ou pelo Derivado. Questão 
incorreta. 
30. (ESAF/2002/MPOG) Leis ordinárias, leis delegadas, decretos 
legislativos e medidas provisórias situam-se no mesmo patamar no 
que tange à hierarquia das normas jurídicas. 
Comentários: 
 De fato, todas elas têm o mesmo “status”. Questão correta. 
31. (ESAF/2002/MPOG) O legislador é livre para tratar por meio de 
lei complementar de qualquer assunto que entenda que, pela sua 
importância, mereça ser protegido contra mudanças decorrentes do 
processo legislativo mais simplificado, próprio das leis ordinárias. 
Comentários: 
 Cabe ao legislador constituinte determinar as matérias de competência 
da lei complementar; Questão incorreta. 
32. (ESAF/2001/SFC) As leis federais são, por definição, superiores 
hierarquicamente às leis estaduais. 
Comentários: 
 Não há diferença hierárquica entre leis federais e estaduais. Questão 
incorreta. 
33. (ESAF/2001/SFC) Não existe hierarquia entre as normas do Atodas Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988 
e as normas que compõem o corpo principal da mesma Constituição. 
Comentários: 
 As normas do ADCT têm, de fato, o mesmo “status” das demais normas 
constitucionais. Questão correta. 
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34. (ESAF/2001/SFC) As emendas à Constituição são 
hierarquicamente inferiores às normas da Constituição editadas pelo 
Poder Constituinte originário. 
Comentários: 
 Não há diferença hierárquica entre as normas constitucionais originárias 
e as emendas à Constituição. Questão incorreta. 
35. (ESAF/2000/TCU) A Constituição estabelece uma hierarquia 
entre as normas, em que as emendas à Constituição estão em 
patamar mais elevado, vindo em seguida as leis complementares, que 
são hierarquicamente superiores às leis ordinárias, que, por seu 
turno, são hierarquicamente superiores aos decretos legislativos. 
Comentários: 
 De fato, as emendas constitucionais são hierarquicamente superiores às 
leis complementares. Entretanto, leis complementares, leis ordinárias e 
decretos legislativos têm a mesma hierarquia, ocupando o mesmo patamar na 
pirâmide de Kelsen. Questão incorreta. 
36. (ESAF/2012/ATA) Há hierarquia entre as normas constitucionais 
originárias e as normas constitucionais inseridas na Constituição por 
meio de emenda constitucional. 
Comentários: 
 Não existe tal hierarquia. Tanto as normas constitucionais originárias 
quanto as emendas constitucionais se encontram no topo da Pirâmide de 
Kelsen. Questão incorreta. 
37. (ESAF/2012/ATA) Diante de um conflito entre uma lei federal e 
uma lei estadual, aquela deve prevalecer. 
Comentários: 
 Não há hierarquia entre lei federal e estadual, mas mera divisão de 
competências. Uma ou outra poderá prevalecer: depende de qual ente 
federado (União ou Estado) tem competência para dispor a respeito da 
matéria. Questão incorreta. 
38. (ESAF/2012/ATA) A lei ordinária é hierarquicamente inferior à 
lei complementar. 
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Comentários: 
 Não há hierarquia entre elas. Nesse sentido, tem-se o entendimento do 
STF de que a lei complementar não é hierarquicamente superior à lei ordinária. 
Ambas têm campos de atuação diversos, a matéria (conteúdo) é diferente. No 
caso de matéria disciplinada por lei formalmente complementar, mas não 
submetida à reserva constitucional de lei complementar, eventuais alterações 
desse diploma legislativo podem ocorrer mediante simples lei ordinária. Isso 
porque a lei complementar será, materialmente, ordinária, subsumindo-se ao 
regime constitucional dessa lei (AI 467822 RS,04-10-2011). Questão incorreta. 
39. (ESAF/2012/ATA) Os tratados e convenções internacionais 
sobre direitos humanos que forem aprovados em cada Casa do 
Congresso Nacional, em dois turnos, por maioria dos votos dos 
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. 
Comentários: 
 O erro está no quórum. Dispõe a Constituição (art. 5o, § 3o, CF) que os 
tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem 
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três 
quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas 
constitucionais. Questão incorreta. 
40. (ESAF/2012/ATA) As constituições estaduais devem observar 
os princípios encartados na Constituição Federal. 
Comentários: 
 De fato, a Constituição Federal se situa no topo da Pirâmide de Kelsen, 
servindo de parâmetro de validade para todas as demais normas do 
ordenamento jurídico, inclusive para as Constituições Estaduais. Alternativa 
correta. 
 
 
 
 
 
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Classificação das Constituições 
41. (ESAF/2007/PGFN) As constituições outorgadas não são 
precedidas de atos de manifestação livre da representatividade 
popular e assim podem ser consideradas as Constituições brasileiras 
de 1824, 1937 e a de 1967, com a Emenda Constitucional n. 01 de 
1969. 
Comentários: 
 Quanto à origem, as Constituições se classificam em: 
 Outorgadas: são aquelas impostas, que surgem sem participação 
popular. Resultam de ato unilateral de vontade da classe ou pessoa dominante 
no sentido de limitar seu próprio poder, por meio da outorga de um texto 
constitucional. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824, 1937 e 1967. 
 Democráticas (populares ou promulgadas): nascem com participação 
popular, por processo democrático. Exemplos: Constituições brasileiras de 
1891, 1934, 1946 e 1988. 
 Cesaristas: são outorgadas, mas necessitam de referendo popular. 
Objetivam apenas a legitimação do detentor do poder. 
 Questão correta. 
42. (ESAF/2009/MPOG) São classificadas como dogmáticas, escritas 
e outorgadas as constituições que se originam de um órgão 
constituinte composto por representantes do povo eleitos para o fim 
de as elaborar e estabelecer, das quais são exemplos as Constituições 
brasileiras de 1891, 1934, 1946 e 1988. 
Comentários: 
 Essas constituições são classificadas como democráticas, por se 
originarem de um órgão constituinte composto por representantes do povo 
eleitos para o fim de as elaborar e estabelecer. Questão incorreta. 
43. (ESAF/2006/IRB) Uma constituição é classificada como popular, 
quanto à origem, quando se origina de um órgão constituinte 
composto de representantes do povo. 
Comentários: 
 Trata-se da também chamada constituição democrática. Questão 
correta. 
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44. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Chama-se Constituição outorgada 
aquela que é votada pelos representantes do povo especialmente 
convocados para elaborar o novo Estatuto Político. 
Comentários: 
 É a constituição democrática ou popular que se caracteriza por ser 
votada por representantes do povo especialmente convocados para elaborá-la. 
Questão incorreta. 
45. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) No que se refere à origem, a 
Constituição Federal de 1988 é considerada outorgada, haja vista ser 
proveniente de um órgão constituinte composto de representantes 
eleitos pelo povo. 
Comentários: 
 A CF/88, quanto à origem, é democrática, uma vez que provém de um 
órgão constituinte composto de representantes do povo. Questão incorreta. 
46. (ESAF/2004/CGU) As constituições outorgadas, sob a ótica 
jurídica, decorrem de um ato unilateral de uma vontade política 
soberana e, em sentido político, encerram uma limitação ao poder 
absoluto que esta vontade detinha antes de promover a outorga de 
um texto constitucional. 
Comentários: 
 De fato, as constituições outorgadas, juridicamente, decorrem de ato 
unilateral do detentor do poder político e, no sentido político, encerram uma 
limitação do poder por seu próprio detentor. Questão correta. 
47. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor-Fiscal) A constituição 
escrita, também denominada de constituição instrumental, aponta 
efeito racionalizador, estabilizante, de segurança jurídica e de 
calculabilidade e publicidade. 
Comentários: 
 No que concerne à forma, as Constituições podem ser escritas ou não 
escritas: 
 Escritas ou instrumentais:conjunto de normas sistematizadas em 
documentos solenes, elaborados pelo órgão constituinte, com o propósito de 
fixar a organização fundamental do Estado. Subdividem-se em codificadas ou 
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unitárias (quando suas normas se encontram em um único texto) ou legais, 
variadas ou pluritextuais (quando suas normas se encontram em documentos 
diversos). A Constituição de 1988 é escrita e codificada. 
 Não escritas, costumeiras ou consuetudinárias: as normas 
constitucionais encontram-se em leis esparsas, costumes, jurisprudência e 
convenções. Exemplo: A Constituição inglesa. 
 De fato, a Constituição escrita é estabilizante, favorecendo a 
calculabilidade e a publicidade. Questão correta. 
48. (ESAF/2007/PGFN) Considera-se constituição não-escrita a que 
se sustenta, sobretudo, em costumes, jurisprudências, convenções e 
em textos esparsos, formalmente constitucionais. 
Comentários: 
 De fato, a constituição não escrita se sustenta, sobretudo, em costumes, 
jurisprudência, convenções e textos esparsos. Esses últimos, entretanto, são 
apenas materialmente (e não formalmente!) constitucionais, uma vez que não 
foram elaborados por um órgão constituinte constituído para esse fim. Questão 
incorreta. 
49. (ESAF/2006/ENAP) As constituições classificadas quanto à 
forma como legais são aquelas sistematizadas e apresentadas em um 
texto único. 
Comentários: 
 As constituições legais são espécies do gênero constituições escritas. 
Suas normas estão dispersas por vários documentos solenemente escritos. O 
enunciado traz o conceito de constituições codificadas. Questão incorreta. 
50. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A constituição escrita apresenta-se 
como um conjunto de regras sistematizadas em um único documento. 
A existência de outras normas com status constitucional, “per se”, 
não é capaz de descaracterizar essa condição. 
Comentários: 
 A Constituição escrita não apresenta, necessariamente, todas as regras 
sistematizadas em um único documento. Isso porque essas regras podem se 
encontrar em textos esparsos, desde que solenes. Questão incorreta. 
51. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) Uma constituição não escrita é 
aquela cujas normas decorrem de costumes e convenções, não 
havendo documentos escritos aos quais seja reconhecida a condição 
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de textos constitucionais. 
Comentários: 
 A constituição não escrita também decorre de documentos escritos, além 
de costumes, jurisprudência e convenções. Questão incorreta. 
52. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor-Fiscal) A constituição 
dogmática se apresenta como produto escrito e sistematizado por um 
órgão constituinte, a partir de princípios e ideias fundamentais da 
teoria política e do direito dominante. 
Comentários: 
 No que se refere ao modo de elaboração, as Constituições podem ser 
dogmáticas ou históricas. 
 Dogmáticas (sistemáticas): são escritas, tendo sido elaboradas por um 
órgão constituído para esta finalidade em um determinado momento, segundo 
os dogmas então em voga. Subdividem-se em heterodoxas ou ecléticas 
(quando suas normas se originam de ideologias distintas) ou ortodoxas 
(quando refletem uma só ideologia). A Constituição de 1988 é dogmática 
eclética, uma vez que adotou, como fundamento do Estado, o pluralismo 
político (art. 1º, CF). 
 Históricas: também chamadas costumeiras, são do tipo não escritas. São 
criadas lentamente com as tradições, sendo uma síntese dos valores históricos 
consolidados pela sociedade. São, por isso, mais estáveis que as dogmáticas. É 
o caso da Constituição inglesa. 
 Questão correta. 
53. (ESAF/2006/CGU) Nem toda constituição classificada como 
dogmática foi elaborada por um órgão constituinte. 
Comentários: 
 Todas as constituições dogmáticas são elaboradas por um órgão 
constituinte, segundo os dogmas então em voga. Questão incorreta. 
54. (ESAF/2002/STN) As constituições ditas históricas são 
invariavelmente constituições escritas. 
Comentários: 
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 As constituições históricas são necessariamente não escritas. Questão 
incorreta. 
55. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As constituições dogmáticas, como é o 
caso da Constituição Federal de 1988, são sempre escritas, e 
apresentam, de forma sistematizada, os princípios e ideias 
fundamentais da teoria política e do direito dominante à época. 
Comentários: 
 As constituições dogmáticas, de fato, são sempre escritas, e apresentam 
as ideias vigentes à época de sua elaboração. Questão correta. 
56. (ESAF/2009/MPOG) A constituição material é o peculiar modo 
de existir do Estado, reduzido, sob a forma escrita, a um documento 
solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente 
modificável por processos e formalidades especiais nela própria 
estabelecidos. 
Comentários: 
 Quanto ao conteúdo, a Constituição pode ser material ou formal. 
 Concepção material: somente são consideradas constitucionais as normas 
que tratam de assuntos de grande relevância jurídica (assuntos essenciais à 
organização do Estado, bem como direitos fundamentais). Esses assuntos não 
estão contidos em um rol taxativo: não há unanimidade doutrinária sobre quais 
deles seriam de presença obrigatória em uma Constituição no sentido material. 
É importante ressaltar que na concepção material, analisa-se apenas o 
conteúdo da norma, que pode tanto estar contida em uma Constituição escrita 
como em uma não escrita. Um exemplo é a Carta do Império de 1824, que 
considerava constitucionais apenas matérias referentes aos limites e 
atribuições dos poderes e direitos políticos, inclusive os individuais dos 
cidadãos. 
 Concepção formal ou procedimental: consideram-se constitucionais normas 
que, independentemente do conteúdo, estejam contidas em documento 
elaborado solenemente pelo órgão constituinte (Constituição escrita). Avalia-se 
apenas o processo de elaboração da norma: o conteúdo não importa. A CF/88 
é do tipo formal. Caso uma questão afirme que nossa Constituição tem uma 
parte formal e outra material, isso é incorreto! 
 A constituição material consiste no conjunto de normas, escritas ou 
costumeiras, consideradas substancialmente constitucionais. Questão 
incorreta. 
57. (ESAF/2006/CGU) O conceito formal de constituição e o conceito 
material de constituição, atualmente, se confundem, uma vez que a 
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moderna teoria constitucional não mais distingue as normas que as 
compõem. 
 Comentários: 
 Esses conceitos não se confundem. Enquanto a constituição material é 
aquela em que se consideram constitucionais apenas as normas que tratam de 
assuntos de grande relevância jurídica, independentemente de estarem ou não 
contidas em um documento solenemente elaborado por uma Assembleia 
Constituinte, na Constituição formal, apenas as normas contidas nesse tipo de 
documento são consideradas constitucionais, não importando seu conteúdo. 
Questão incorreta. 
58. (ESAF/2004/CGU) Em sua concepção materialista ou 
substancial, a Constituição se confundiria com o conteúdo de suasnormas, sendo pacífico na doutrina quais seriam as matérias 
consideradas como de conteúdo constitucional e que deveriam 
integrar obrigatoriamente o texto positivado. 
Comentários: 
 De fato, em sua concepção materialista ou substancial, a Constituição é 
determinada pelo conteúdo das suas normas. Entretanto, diferentemente do 
que diz o enunciado, não é pacífico na doutrina quais matérias seriam de 
conteúdo constitucional, devendo necessariamente integrar a Constituição. 
Questão incorreta. 
59. (ESAF/2009/MPOG) A constituição formal designa as normas 
escritas ou costumeiras, inseridas ou não num documento escrito, que 
regulam a estrutura do Estado, a organização dos seus órgãos e os 
direitos fundamentais. 
Comentários: 
 A Constituição formal é composta necessariamente por normas escritas. 
Podem tratar de qualquer matéria, desde que obedeçam, em sua feitura, os 
procedimentos especiais nelas mesmas estabelecidas. Questão incorreta. 
60. (ESAF/2003/AFT) A constituição, na sua concepção formal, seria 
um conjunto de normas legislativas que se distinguem das não 
constitucionais em razão de serem produzidas por processo legislativo 
mais dificultoso, o qual pode se materializar sob a forma da 
necessidade de um órgão legislativo especial para elaborar a 
Constituição - Assembleia Constituinte - ou sob a forma de um quorum 
superior ao exigido para a aprovação, no Congresso Nacional das leis 
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ordinárias. 
Comentários: 
 Esse é o conceito de constituição formal. Questão correta. 
61. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Nas constituições materiais, como é o 
caso da Constituição Federal de 1988, as matérias inseridas no 
documento escrito, mesmo aquelas não consideradas "essencialmente 
constitucionais", possuem status constitucional. 
Comentários: 
 A Constituição de 1988 é do tipo formal. Todas as matérias nela 
inseridas, mesmo as que tratem de matérias não “essencialmente 
constitucionais”, possuem “status” constitucional. Questão incorreta. 
62. (ESAF/2006/MTE-AFT) Na concepção materialista de 
Constituição, é dada relevância ao processo de formação das normas 
constitucionais, que, além de ser intencional, deve produzir um 
conjunto sistemático com unidade, coerência e força jurídica próprias, 
dentro do sistema jurídico do Estado. 
Comentários: 
 Nessa concepção, o processo de formação das normas constitucionais é 
irrelevante. Importa, tão-somente, seu conteúdo. Questão incorreta. 
63. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 é 
considerada, em relação à estabilidade, como semirrígida, na medida 
em que a sua alteração exige um processo legislativo especial. 
Comentários: 
 Na classificação das constituições quanto à estabilidade, leva-se em 
conta o grau de dificuldade para a modificação do texto constitucional. As 
Constituições são, segundo este critério, divididas em imutáveis, flexíveis, 
rígidas e semirrígidas. 
 Imutável: é aquela Constituição cujo texto não pode ser modificado 
jamais. Tem a pretensão de ser eterna. Alguns autores não admitem sua 
existência. 
 Super-rígida: é a Constituição em que há um núcleo intangível (cláusulas 
pétreas), sendo as demais normas alteráveis por processo legislativo 
diferenciado, mais dificultoso que o ordinário. Trata-se de uma classificação 
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adotada apenas por Alexandre de Moraes, para quem a CF/88 é do tipo super-
rígida. Só para recordar: as cláusulas pétreas são dispositivos que não podem 
sofrer emendas (alterações) tendentes a aboli-las. Estão arroladas no § 4º d o 
art. 60 da Constituição. Na maior parte das questões essa classificação não é 
cobrada. 
 Rígida: é aquela modificada por procedimento mais dificultoso do que 
aqueles pelos quais se modificam as demais leis. É sempre escrita, mas vale 
lembrar que a recíproca não é verdadeira: nem toda Constituição escrita é 
rígida. A CF/88 é rígida, pois exige procedimento especial para sua modificação 
por meio de emendas constitucionais: votação em dois turnos, nas duas Casas 
do Congresso Nacional e aprovação de pelo menos três quintos dos integrantes 
das Casas Legislativas (art. 60, §2º, CF/88). Exemplos: Constituições de 1891, 
1934, 1937, 1946, 1967 e 1988. 
 Semirrígida ou semiflexível: para algumas normas o processo legislativo 
de alteração é mais dificultoso que o ordinário, para outras não. Um exemplo é 
a Carta Imperial do Brasil (1824), que exigia procedimento especial para 
modificação de artigos que tratassem de direitos políticos e individuais, bem 
como dos limites e atribuições respectivas dos Poderes. As normas referentes a 
todas as demais matérias poderiam ser alteradas por procedimento usado para 
modificar as leis ordinárias. 
 Flexível: pode ser modificada pelo procedimento legislativo ordinário, ou 
seja, pelo mesmo processo legislativo usado para modificar as leis comuns. 
 A CF/88 é rígida, uma vez que todas as suas normas só podem ser 
alteradas por processo legislativo especial. Questão incorreta. 
64. (ESAF/2004/CGU) Na história do Direito Constitucional 
brasileiro, apenas a Constituição de 1824 pode ser classificada, 
quanto à estabilidade, como uma constituição semirrígida. 
Comentários: 
 De fato, a Constituição de 1824 foi a única do tipo semirrígida já 
existente no Brasil. Essa Carta exigia procedimento especial para modificação 
de artigos que tratassem de direitos políticos e individuais, bem como dos 
limites e atribuições respectivas dos Poderes. As normas referentes a todas as 
demais matérias poderiam ser alteradas por procedimento usado para 
modificar as leis ordinárias. Questão correta. 
65. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Quando uma Constituição 
prevê processo legislativo de emenda do seu texto mais complexo e 
difícil do que o processo de elaboração da legislação ordinária, é 
correto dizer que esta Constituição é: 
a) rígida 
b) flexível 
c) toda ela composta de cláusulas pétreas 
d) histórica 
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e) costumeira 
Comentários: 
 Nesse caso, a Constituição será rígida. A letra A é o gabarito da questão. 
66. (ESAF/2006/ENAP) Constituições rígidas são as que possuem 
cláusulas pétreas, que não podem ser modificadas pelo poder 
constituinte derivado. 
Comentários: 
 De acordo com a maior parte da doutrina, as constituições rígidas são 
aquelas modificadas por processo legislativo mais dificultoso que aqueles pelos 
quais se modificam as demais leis, podendo ou não apresentar cláusulas 
pétreas. Já para Alexandre de Moraes, as constituições que possuem cláusulas 
pétreas apresentam classificação própria, sendo denominadas superrígidas. 
Independentemente da classificação adotada (maior parte da doutrina ou 
Alexandre de Moraes), a questão está incorreta. 
67. (ESAF/2006/CGU) Uma constituição rígida não pode ser objeto 
de emenda. 
Comentários: 
 As constituições imutáveis não podem ser objeto de emenda. Já as 
rígidas podem, sim, sofrer alterações, por meio de um procedimento mais 
dificultoso que o exigido para modificação das demais leis. Questão incorreta. 
68. (ESAF/2009/MPOG) São constitucionais as normas que dizem 
respeito aos limites, e atribuições respectivasdos poderes políticos, e 
aos direitos fundamentais. As demais disposições que estejam na 
Constituição podem ser alteradas pelo quórum exigido para a 
aprovação das leis ordinárias. 
Comentários: 
 A CF/88 é do tipo formal, por isso todas as normas nela inseridas 
apresentam “status constitucional”. Além disso, é rígida, só podendo ser 
alterada por processo legislativo mais dificultoso que o exigido para a 
aprovação das leis ordinárias. Questão incorreta. 
69. (ESAF/2004/MRE) Nenhuma norma da Constituição, mesmo que 
não seja materialmente constitucional, pode ser alterada por maioria 
simples ou mesmo absoluta. 
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Comentários: 
 De fato. Como a CF/88 é do tipo formal, todas as suas normas 
apresentam “status” constitucional, independentemente do seu conteúdo. Além 
disso, como a Constituição é rígida, só pode ser alterada por quórum especial, 
mais dificultoso que o das leis. Esse quórum, como veremos mais 
detalhadamente em aula futura, é de três quintos dos membros de cada Casa 
do Congresso Nacional (art. 60, § 2º, CF). Questão correta. 
70. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) Assinale a opção correta relativa à 
classificação da Constituição Federal de 1988. 
a) É costumeira, rígida, analítica. 
b) É flexível, promulgada, analítica. 
c) É rígida, outorgada, analítica. 
d) É parcialmente inalterável, outorgada, sintética. 
e) É rígida, parcialmente inalterável, promulgada 
Comentários: 
 A CF/88 é rígida, parcialmente inalterável (cláusulas pétreas) e 
promulgada. A letra E é o gabarito. 
71. (ESAF/2003/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Da Constituição 
em vigor pode ser dito que corresponde ao modelo de Constituição 
escrita, dogmática, promulgada e rígida. 
Comentários: 
 De fato, a CF/88 pode ser classificada como escrita, dogmática, 
promulgada e rígida. É, ainda, analítica e formal. Questão correta. 
72. (ESAF/2002/MRE) A Constituição que é votada por uma 
Assembleia composta de representantes do povo e que admite ser 
modificada, exigindo, porém um processo legislativo mais solene e 
dificultoso do que aquele seguido para a edição de leis ordinárias é 
chamada de: 
a) Constituição promulgada e rígida. 
b) Constituição flexível e dogmática. 
c) Constituição dogmática e semi-rígida. 
d) Constituição promulgada e semi-rígida. 
e) Constituição outorgada e rígida. 
Comentários: 
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 Trata-se dos conceitos de Constituição promulgada e rígida, 
respectivamente. A letra A é o gabarito. 
73. (ESAF/2004/CGU) Segundo a melhor doutrina, a tendência 
constitucional moderna de elaboração de Constituições sintéticas se 
deve, entre outras causas, à preocupação de dotar certos institutos de 
uma proteção eficaz contra o exercício discricionário da autoridade 
governamental. 
Comentários: 
 Quanto à extensão, as Constituições podem ser analíticas ou sintéticas. 
 Analíticas, prolixas, expansivas ou longas: têm conteúdo extenso, 
tratando de matérias que não a organização básica do Estado. Contêm normas 
apenas formalmente constitucionais. A CF/88 é analítica, pois trata 
minuciosamente de certos assuntos, não materialmente constitucionais. Esta 
espécie de Constituição é uma tendência contemporânea. 
 Sintéticas, concisas, sumárias ou curtas: restringem-se aos elementos 
substancialmente constitucionais. É o caso da Constituição norte-americana, 
que possui apenas sete artigos. O detalhamento dos direitos e deveres é 
deixado a cargo das leis infraconstitucionais. 
A “desconfiança” em relação ao legislador ordinário é própria das 
Constituições analíticas, não das sintéticas. Questão incorreta. 
74. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A constituição 
sintética, que é constituição negativa, caracteriza-se por ser 
construtora apenas de liberdade- negativa ou liberdade-impedimento, 
oposta à autoridade. 
Comentários: 
 A constituição sintética é, de fato, constituição negativa, limitando-se a 
resguardar os direitos fundamentais de primeira geração, relacionados à 
liberdade. Esses direitos visam a resguardar o indivíduo contra o arbítrio 
estatal. Questão correta. 
75. (ESAF/2004/CGU) Segundo a classificação das Constituições, 
adotada por Karl Lowenstein, uma constituição nominativa é um mero 
instrumento de formalização legal da intervenção dos dominadores de 
fato sobre a comunidade, não tendo a função ou a pretensão de servir 
como instrumento limitador do poder real. 
Comentários: 
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 Quanto à correspondência com a realidade política e social, as 
constituições se dividem em normativas, nominativas e semânticas: 
 Normativas: regulam efetivamente o processo político do Estado, por 
corresponderem à realidade política e social, ou seja, limitam, de fato, o poder. 
Em suma: têm valor jurídico. Exemplos: Cartas de 1891, 1934 e 1946. 
 Nominativas: buscam regular o processo político do Estado, mas não 
conseguem realizar este objetivo, por não atenderem à realidade social. São 
constituições prospectivas, que visam, um dia, a sua concretização, mas que 
não possuem aplicabilidade. Isso se deve, segundo Loewenstein, 
provavelmente ao fato de que a decisão que levou à sua promulgação foi 
prematura, persistindo, contudo, a esperança de que, um dia, a vida política 
corresponda ao modelo nelas fixado. Não possuem valor jurídico: são 
Constituições “de fachada”. 
 Semânticas: não têm por objetivo regular a política estatal. Visam 
apenas a formalizar a situação existente do poder político, em benefício dos 
seus detentores. Exemplos: Constituições de 1937, 1967 e 1969. 
 O enunciado traz o conceito de constituição semântica, não o de 
nominativa. Questão incorreta. 
76. (ESAF/2006/CGU) Quanto ao sistema da Constituição, as 
constituições se classificam em constituição principiológica - na qual 
predominam os princípios - e constituição preceitual - na qual 
prevalecem as regras. 
Comentários: 
 Quanto ao sistema, as Constituições podem ser classificadas em 
principiológicas e preceituais. 
 Constituição principiológica ou aberta: é aquela em que há 
predominância dos princípios, normas caracterizadas por elevado grau de 
abstração, que demandam regulamentação pela legislação para adquirirem 
concretude. É o caso da CF/88. 
 Constituição preceitual: é aquela em que prevalecem as regras, que se 
caracterizam por baixo grau de abstração, sendo concretizadoras de princípios. 
 Questão correta. 
77. (ESAF/2012 /MDIC) Sabe-se que a doutrina constitucionalista 
classifica as constituições. Quanto às classificações existentes, é 
correto afirmar que: 
I. Quanto ao modo de elaboração, pode ser escrita e não escrita. 
II. Quanto à forma, pode ser dogmática e histórica. 
III. Quanto à origem, pode ser promulgada e outorgada. 
IV. Quanto ao conteúdo, pode ser analítica e sintética. 
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Assinale a opção verdadeira. 
 
a) II, III e IVestão corretas. 
b) I, II e IV estão incorretas. 
c) I, III e IV estão corretas. 
d) I, II e III estão corretas. 
e) II e III estão incorretas. 
 
Comentários: 
 O item I está incorreto. As constituições classificam-se, quanto ao modo 
de elaboração, em dogmáticas ou históricas. 
 O item II também está incorreto. As constituições classificam-se, quanto 
à forma, em escritas ou não escritas. 
 O item III está correto. Apesar de alguns autores ainda classificarem 
algumas constituições como cesaristas, quanto à origem, a omissão dessa 
classificação não torna o item incorreto. Para parta da doutrina, as 
constituições cesaristas são espécie do gênero outorgadas. 
 O item IV está errado. As constituições classificam-se, quanto ao 
conteúdo, em formais ou materiais. 
 A letra B é o gabarito da questão. 
Enunciado comum às questões seguintes 
O Estudo da Teoria Geral da Constituição revela que a Constituição dos 
Estados Unidos se ocupa da definição da estrutura do Estado, 
funcionamento e relação entre os Poderes, entre outros dispositivos. 
Por sua vez, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 
é detalhista e minuciosa. Ambas, entretanto, se submetem a processo 
mais dificultoso de emenda constitucional. Considerando a 
classificação das constituições e tomando-se como verdadeiras essas 
observações, sobre uma e outra Constituição, é possível afirmar que: 
78. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988 é escrita, analítica e rígida, a dos Estados Unidos, 
rígida, sintética e negativa. 
 
Comentários: 
 Não era preciso ser um conhecedor da Constituição dos EUA para acertar 
essa questão: bastava relacionar as características arroladas no enunciado 
com as respectivas classificações. Vejamos: 
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 “a Constituição dos Estados Unidos se ocupa da definição da estrutura do 
Estado, funcionamento e relação entre os Poderes, entre outros dispositivos”: 
percebe-se que se trata de uma Constituição que se restringe aos elementos 
substancialmente constitucionais, sendo, por isso, sintética. Destaca-se que 
os textos constitucionais sintéticos são qualificados como constituições 
negativas, uma vez que constroem a chamada liberdade-impedimento, que 
serve para delimitar o arbítrio do Estado sobre os indivíduos. 
 “ por sua vez, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é 
detalhista e minuciosa”: trata-se de uma Constituição prolixa ou analítica, 
conteúdo extenso, tratando de matérias que não a organização básica do 
Estado. 
 “ambas, entretanto, se submetem a processo mais dificultoso de emenda 
constitucional”: isso significa que ambas são rígidas. 
Questão correta. 
79. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988 é do tipo histórica, rígida, outorgada e a dos Estados 
Unidos rígida, sintética. 
Comentários: 
 A CF/88 é dogmática (e não histórica!), rígida e promulgada (e não 
outorgada!) enquanto a dos EUA é rígida e sintética. Questão incorreta. 
80. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição dos Estados Unidos é do tipo 
consuetudinária, flexível e a da República Federativa do Brasil de 
1988 é escrita, rígida e detalhista. 
Comentários: 
 A Constituição dos Estados Unidos é dogmática (e não consuetudinária!) 
e rígida, enquanto a da RFB é escrita, rígida e detalhista (ou analítica). 
Questão incorreta. 
81. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição dos Estados Unidos é 
analítica, rígida e a da República Federativa do Brasil de 1988 é 
histórica e consuetudinária. 
Comentários: 
 A Constituição dos Estados Unidos é sintética e rígida, enquanto a da 
RFB é dogmática e escrita. Questão incorreta. 
82. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988 é democrática, promulgada e flexível, a dos Estados 
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Unidos, rígida, sintética e democrática. 
Comentários: 
 A Constituição da RFB é democrática, promulgada e rígida, enquanto a 
dos Estados Unidos é rígida, sintética e democrática. Questão incorreta. 
 
 
 
 
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Classificação das normas constitucionais 
83. (ESAF/2007/PGFN) No caso das normas constitucionais de pgfn, 
a atividade integradora do legislador infraconstitucional é vinculada e 
não discricionária, ante a necessidade, para fins de auto execução, de 
delimitar o ambiente da sua atuação restritiva. 
Comentários: 
 A partir da aplicabilidade das normas constitucionais, José Afonso da 
Silva classifica as normas constitucionais em normas de eficácia plena, normas 
de eficácia contida e normas de eficácia limitada. 
 Normas de eficácia plena 
 São aquelas que, desde a entrada em vigor da Constituição, produzem, 
ou têm possibilidade de produzir, todos os efeitos que o legislador constituinte 
quis regular. É o caso do art 2º da CF/88, que diz: “são Poderes da União, 
independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. 
São normas de aplicabilidade direta, imediata e integral: produzem todos os 
efeitos de imediato, independentemente de lei posterior que lhes complete o 
alcance e o sentido. 
 Normas constitucionais de eficácia contida 
 São aquelas em que a Constituição regulou suficientemente os interesses 
relativos a determinada matéria, mas permitiu a atuação restritiva por parte 
do Poder Público. Um exemplo é o art. 5º, LVIII, que estabelece que “o 
civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas 
hipóteses previstas em lei”. O dispositivo é de aplicabilidade imediata, 
produzindo todos os efeitos imediatamente. Entretanto, pode ter sua eficácia 
restringida por lei ordinária. É importante ressaltar que, enquanto tal lei 
ordinária não for criada, sua eficácia é plena. 
 A aplicabilidade das normas de eficácia contida é direta e imediata, mas 
não é integral, já que podem ter sua eficácia restringida por lei, por outras 
normas constitucionais ou por conceitos jurídicos indeterminados nelas 
presentes (ao fixar esses conceitos, o Poder Público poderá limitar seu alcance, 
como é o caso do art. 5º, XXIV e XXV, que restringem o direito de propriedade 
estabelecido no art. 5º, XXII da CF/88). 
 Normas constitucionais de eficácia limitada 
 São aquelas que dependem de regulamentação futura para produzirem 
todos os seus efeitos. Sua aplicabilidade é indireta, mediata e reduzida, pois 
somente produzem integralmente seus efeitos quando regulamentadas por lei 
posterior que lhes amplia a eficácia. 
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 José Afonso da Silva as subdivide em normas declaratórias de princípios 
institutivos ou organizativos e normas declaratórias de princípios 
programáticos. As primeiras são aquelas que dependem de lei para estruturar 
e organizar as atribuições de instituições, pessoas e órgãos previstos na 
Constituição. É o caso do art. 18, §3º, CF/88 (“ os Estados podem incorporar-
se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou 
formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da 
populaçãodiretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso 
Nacional, por lei complementar”). Já as segundas estabelecem programas a 
serem desenvolvidos pelo legislador infraconstitucional. Um exemplo é o art. 
196 da Carta Magna (“a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido 
mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de 
doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e 
serviços para sua promoção, proteção e recuperação”). 
 É importante destacar que, embora as normas de eficácia limitada não 
produzam todos os efeitos tão-somente com sua promulgação, não é verdade 
que estas sejam completamente desprovidas de eficácia jurídica. Sua eficácia é 
limitada, não inexistente! Isso porque, independentemente de regulação pelo 
legislador infraconstitucional, produzem alguns efeitos: revogam disposições 
anteriores em sentido contrário e impedem a validade de leis posteriores que 
se oponham a seus comandos. 
 De volta ao enunciado, no caso de normas de eficácia contida, pode ou 
não haver restrição por parte do legislador infraconstitucional, uma vez que 
essas normas produzem ou estão aptas a produzir, desde sua entrada em 
vigor, todos os efeitos. Diz-se, por isso, que sua atividade integradora é 
discricionária. Questão incorreta. 
84. (ESAF/PGFN/2012) Sobre as classificações atribuídas às normas 
constitucionais, pode-se afirmar que “norma de eficácia contida”, ou 
“norma de eficácia restringível”, é aquela que independe de regulação 
infraconstitucional para a sua plena eficácia, porém pode vir a ter a 
sua eficácia ou o seu alcance restringido por legislação 
infraconstitucional. 
Comentários: 
 A questão cobra não só o conhecimento da classificação das normas 
constitucionais segundo José Afonso da Silva (que vimos na questão anterior), 
mas também a classificação segundo Maria Helena Diniz, que explicaremos a 
seguir. Segundo a autora, as normas constitucionais podem ser: 
 Normas com eficácia absoluta 
 São aquelas que não podem ser suprimidas por meio de emenda 
constitucional. Na CF/88, são exemplos aquelas enumeradas no art. 60, §4º, 
que determina que “não será objeto de deliberação a proposta de emenda 
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tendente a abolir a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, 
universal e periódico; a separação dos Poderes e, finalmente, os direitos e 
garantias individuais. São as denominadas cláusulas pétreas expressas. 
 Normas com eficácia plena 
 O conceito utilizado pela autora é o mesmo aplicado por José Afonso da 
Silva para normas de eficácia plena. Destaca-se que essas normas se 
assemelham às de eficácia absoluta por possuírem, como estas, aplicabilidade 
imediata, independendo de regulamentação para produzirem todos os seus 
efeitos. A distinção entre elas se dá pelo fato de as normas com eficácia plena 
poderem sofrer emendas tendentes a suprimi-las. 
 Normas com eficácia relativa restringível 
 Correspondem às normas de eficácia contida de José Afonso da Silva, 
referidas anteriormente. Essas normas possuem cláusula de redutibilidade, 
possibilitando que atos infraconstitucionais lhes componham o significado. 
Além disso, sua eficácia poderá ser restringida ou suspensa pela própria 
Constituição. 
 Normas com eficácia relativa complementável ou dependentes de 
complementação 
 São equivalentes às normas de eficácia limitada de José Afonso da Silva, 
ou seja, dependem de legislação infraconstitucional para produzirem todos os 
seus efeitos. 
 Questão correta. 
85. (ESAF/2002/INSS) Todas as normas da Constituição relativas a 
direito fundamental são classificadas como de eficácia plena. 
Comentários: 
 As normas de eficácia plena são aquelas que, desde a entrada em vigor 
da Constituição, produzem, ou têm possibilidade de produzir, todos os efeitos 
que o legislador constituinte quis regular. Não há relação entre eficácia e 
matéria. As normas relativas a direito fundamental podem ser tanto de eficácia 
plena quanto de eficácia contida ou, ainda, de eficácia limitada. Questão 
incorreta. 
86. (ESAF/2007/PGFN) As normas programáticas não são 
autoaplicáveis porque retratam apenas diretrizes políticas que devem 
ser alcançadas pelo Estado Brasileiro, não possuindo caráter 
vinculante imediato. 
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Comentários: 
 As normas programáticas possuem, sim, caráter vinculante. Produzem, 
desde logo, os seguintes efeitos: revogam disposições anteriores em sentido 
contrário e impedem a validade de leis posteriores que se oponham a seus 
comandos. Questão incorreta. 
87. (ESAF/2012/PGFN) Na tradição da doutrina norte-americana, 
incorporada por diversos autores brasileiros, as normas não 
autoaplicáveis são aquelas que independem de regulação 
infraconstitucional para a sua plena eficácia. 
Comentários: 
 Segundo essa classificação, as normas não autoaplicáveis dependem de 
regulamentação infraconstitucional para a sua plena eficácia. Essa classificação 
equipara-se à de normas constitucionais de eficácia limitada de José Afonso da 
Silva. Questão incorreta. 
88. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As normas constitucionais de eficácia 
contida são aquelas que apresentam aplicabilidade reduzida, haja 
vista necessitarem de norma ulterior para que sejam aplicadas. 
Comentários: 
 O enunciado traz o conceito de normas constitucionais de eficácia 
limitada, não o de normas de eficácia contida. Questão incorreta. 
89. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As normas constitucionais de eficácia 
limitada estreitam-se com o princípio da reserva legal, haja vista 
regularem interesses relativos à determinada matéria, possibilitando 
a restrição por parte do legislador derivado. 
Comentários: 
 São as normas de eficácia contida que possibilitam restrição por parte do 
legislador derivado. Questão incorreta. 
90. (ESAF/2006/IRB) Uma norma constitucional classificada quanto 
à sua aplicabilidade como uma norma constitucional de eficácia 
contida não possui como característica a aplicabilidade imediata. 
 
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Comentários: 
 A norma de eficácia contida possui, sim, a característica de aplicabilidade 
imediata, pois produz ou esta apta a produzir, desde logo, todos os seus 
efeitos. Questão incorreta. 
91. (ESAF/2005/STN) Uma norma constitucional de eficácia limitada 
não produz seus efeitos essenciais com a sua simples entrada em 
vigor, porque o legislador constituinte não estabeleceu sobre a 
matéria, objeto de seu conteúdo, uma normatividade suficiente, 
deixando essa tarefa para o legislador ordinário ou para outro órgão 
do Estado. 
Comentários: 
 O enunciado está perfeito. Para a produção de todos os seus efeitos, a 
norma constitucional de eficácia limitada necessita de regulamentação pelo 
legislador ordinário ou outro órgão do Estado. Questão correta. 
92. (ESAF/2003/AFT) Segundo a melhor doutrina, as normas de 
eficácia contida são de aplicabilidade direta e imediata, no entanto, 
podem ter seu âmbito de aplicação restringido por uma legislação 
futura, por outras normas constitucionais ou por conceitos ético-
jurídicos. 
Comentários: 
 Novamente, o enunciado está perfeito. As normas constitucionais de 
eficácia contida, apesar de produzirem todosos seus efeitos desde a sua 
edição, podem ter seu âmbito de aplicação restringido tanto por legislação 
posterior quanto por outras normas constitucionais ou por conceitos ético-
jurídicos. Questão correta. 
93. (ESAF/2003/AFT) Segundo a melhor doutrina, as normas 
constitucionais de eficácia limitada são do tipo normas declaratórias 
de princípios institutivos quando: determinam ao legislador, em 
termos peremptórios, a emissão de uma legislação integrativa; ou 
facultam ao legislador a possibilidade de elaborar uma lei, na forma, 
condições e para os fins previstos; ou possuem esquemas gerais, que 
dão a estrutura básica da instituição, órgão ou entidade a que se 
referem, deixando para o legislador ordinário a tarefa de estruturá-
los, em definitivo, mediante lei. 
Comentários: 
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 O examinador fez um belíssimo resumo desse ponto da matéria. Questão 
correta. 
94. (ESAF/2003/SRF/Auditor-Fiscal) A norma constitucional 
programática, porque somente delineia programa de ação para os 
poderes públicos, não é considerada norma jurídica. 
Comentários: 
 A norma constitucional programática é, sim, considerada norma jurídica, 
pois possui eficácia mínima e efeito vinculante desde a sua edição, produzindo, 
desde logo, os seguintes efeitos: revogação das disposições anteriores em 
sentido contrário e impedimento da validade de leis posteriores que se 
opuserem a seus comandos. Questão incorreta. 
95. (ESAF/2003/SRF/Auditor-Fiscal) Chama-se norma 
constitucional de eficácia limitada aquela emenda à Constituição que 
já foi votada e aprovada no Congresso Nacional, mas ainda não entrou 
em vigor, por não ter sido promulgada. 
Comentários: 
 Chama-se norma constitucional de eficácia limitada aquela que necessita 
de regulamentação posterior para produzir todos os seus efeitos. O 
examinador foi criativo, na invenção do conceito que trouxe no enunciado, mas 
não enganou você! Questão incorreta. 
96. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) As normas constitucionais 
programáticas, por se destinarem, por sua própria natureza, a uma 
duração limitada no tempo, estão todas situadas na parte da 
Constituição relativa às disposições constitucionais transitórias. 
Comentários: 
 As normas constitucionais programáticas estão espalhadas por todo o 
corpo da Constituição. Questão incorreta. 
97. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) As normas constitucionais 
programáticas não produzem efeito jurídico algum, a não ser depois 
de desenvolvidas pelo legislador ordinário. 
Comentários: 
 As normas programáticas possuem, sim, efeito jurídico. Produzem, desde 
sua edição, os seguintes efeitos: revogação das disposições anteriores em 
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sentido contrário e impedimento da validade de leis posteriores que se 
opuserem a seus comandos. Questão incorreta. 
98. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) Nenhuma norma da 
Constituição Federal possui eficácia plena, porque todas elas 
dependem, em maior ou menor grau, de desenvolvimento do seu 
conteúdo pelo legislador ordinário. 
Comentários: 
 A Carta Magna apresenta várias normas de eficácia plena, como é o caso 
dos arts. 19, 20, 21 e 22, por exemplo. Questão incorreta. 
99. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) A Constituição que não adota 
normas programáticas é conhecida pela doutrina como Constituição 
dirigente. 
Comentários: 
 Quanto à finalidade, a Constituição pode ser do tipo garantia, dirigente 
ou balanço. 
 Liberal (negativa ou garantia): protege a liberdade, sendo marcadas pela 
limitação da ação estatal. É chamadas negativa porque impõe a omissão ou 
negativa de atuação do Estado, protegendo os indivíduos contra a ingerência 
abusiva dos Poderes Públicos. Seu principal objetivo é proteger as liberdades 
públicas contra a arbitrariedade do Estado. Corresponde ao primeiro período 
de surgimento dos direitos humanos (direitos de primeira geração, ou seja, 
direitos civis e políticos), a partir do final do século XVIII. 
 Social (dirigente): busca a atuação positiva do Estado, que deve 
proporcionar a igualdade de todos. Traça as diretrizes que devem nortear a 
ação estatal. Segundo Canotilho, as Constituições dirigentes voltam-se à 
garantia do existente, aliada à instituição de um programa ou linha de direção 
para o futuro, sendo estas as suas duas principais finalidades. 
 Essas constituições surgem mais recentemente no constitucionalismo 
(início do século XX), juntamente com os direitos fundamentais de segunda 
geração (direitos econômicos, sociais e culturais). Os direitos de segunda 
geração, em regra, exigem do Estado prestações sociais, como saúde, 
educação, trabalho, previdência social, entre outras. 
 Destaca-se que a Constituição garantia, por se limitar a estabelecer 
direitos de primeira geração, relacionados à proteção do indivíduo contra o 
arbítrio estatal, é sempre sintética. Já a dirigente, é sempre analítica, devido à 
marcante presença de normas programáticas em seu texto. 
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 Constituição balanço: é aquela que visa a reger o ordenamento jurídico 
do Estado durante um certo tempo, nela estabelecido. Transcorrido esse prazo, 
é elaborada uma nova Constituição ou seu texto é adaptado. 
 Com base no exposto, pode-se afirmar que a Constituição dirigente é 
aquela cujo texto é marcado pela presença de normas programáticas. Isso é o 
oposto do que diz o enunciado. Questão incorreta. 
100. (ESAF/2002/STN) As constituições dirigentes caracterizam-se 
por conterem princípios básicos de limitação de poder, direitos 
fundamentais e garantias institucionais, não contendo, porém, normas 
programáticas. 
Comentários: 
 Pelo contrário! A presença de normas programáticas é uma característica 
das constituições dirigentes. Questão incorreta. 
101. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) Um direito previsto numa 
norma constitucional de eficácia contida pode ser restringido por meio 
de lei ordinária. 
 Comentários: 
 Isso mesmo! Essas normas permitem a atuação restritiva pelo legislador 
ordinário. Questão correta. 
102. (ESAF/2006/PGFN) Normas constitucionais de eficácia 
restringida não apresentam eficácia jurídica alguma senão depois de 
desenvolvidas pelo legislador ordinário. 
 Comentários: 
 Maria Helena Diniz classifica as normas constitucionais, quanto à 
aplicabilidade, em: 
 Normas com eficácia absoluta 
 São aquelas que não podem ser suprimidas por meio de emenda 
constitucional. Na CF/88, são exemplos aquelas enumeradas no art. 60, §4º, 
que determina que “não será objeto de deliberação a proposta de emenda 
tendente a abolir a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, 
universal e periódico; a separação dos Poderes e, finalmente, os direitos e 
garantias individuais. São as denominadas cláusulas pétreas expressas. 
 Normas com eficácia plena 
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 O conceito utilizado pela autora é o mesmo aplicado por José Afonso da 
Silva para normas de eficácia plena. Destaca-se que essas normas se 
assemelham às de eficácia absoluta por possuírem, comoestas, aplicabilidade 
imediata, independendo de regulamentação para produzirem todos os seus 
efeitos. A distinção entre elas se dá pelo fato de as normas com eficácia plena 
poderem sofrer emendas tendentes a suprimi-las. 
 Normas com eficácia relativa restringível 
 Correspondem às normas de eficácia contida de José Afonso da Silva, 
referidas anteriormente. Essas normas possuem cláusula de redutibilidade, 
possibilitando que atos infraconstitucionais lhes componham o significado. 
Além disso, sua eficácia poderá ser restringida ou suspensa pela própria 
Constituição. 
 Normas com eficácia relativa complementável ou dependentes de 
complementação 
 São equivalentes às normas de eficácia limitada de José Afonso da Silva, 
ou seja, dependem de legislação infraconstitucional para produzirem todos os 
seus efeitos. 
 Alguns autores consideram, ainda, a existência de normas constitucionais 
de eficácia exaurida e aplicabilidade esgotada. São normas cujos efeitos 
cessaram, não mais apresentando eficácia jurídica. É o caso de vários preceitos 
do ADCT da CF/88. 
 Questão incorreta. 
103. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia limitada 
são de aplicabilidade mediata e reduzida, também conhecida como de 
aplicabilidade diferida. 
Comentários: 
 As normas constitucionais de eficácia limitada são aquelas que 
dependem de regulamentação futura para produzirem todos os seus efeitos. 
Sua aplicabilidade é indireta, mediata e reduzida (ou diferida), pois 
somente produzem integralmente seus efeitos quando regulamentadas por lei 
posterior que lhes amplia a eficácia. Questão correta. 
104. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia plena e 
aplicabilidade direta, imediata e integral, são também conhecidas 
como normas autoaplicáveis. 
 
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Comentários: 
 As normas de eficácia plena são aquelas que, desde a entrada em vigor 
da Constituição, produzem, ou têm possibilidade de produzir, todos os efeitos 
que o legislador constituinte quis regular. É o caso do art 2º da CF/88, que diz: 
“são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o 
Executivo e o Judiciário”. São normas de aplicabilidade direta, imediata e 
integral: produzem todos os efeitos de imediato, independentemente de lei 
posterior que lhes complete o alcance e o sentido. São, por isso, chamadas de 
autoaplicáveis. Questão correta. 
105. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia contida 
ou prospectiva têm aplicabilidade direta e imediata, mas 
possivelmente não integral, e são também conhecidas como de 
eficácia redutível ou restringível, apesar de sua aplicabilidade plena. 
Comentários: 
 As normas constitucionais de eficácia contida ou prospectiva são aquelas 
em que a Constituição regulou suficientemente os interesses relativos a 
determinada matéria, mas permitiu a atuação restritiva por parte do Poder 
Público. Um exemplo é o art. 5º, LVIII, que estabelece que “o civilmente 
identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses 
previstas em lei”. O dispositivo é de aplicabilidade imediata, produzindo todos 
os efeitos imediatamente. Entretanto, pode ter sua eficácia restringida por lei 
ordinária. É importante ressaltar que, enquanto tal lei ordinária não for criada, 
sua eficácia é plena. Sua aplicabilidade das normas de eficácia contida é 
direta e imediata, mas não é integral, já que podem ter sua eficácia 
restringida por lei, por outras normas constitucionais ou por conceitos jurídicos 
indeterminados nelas presentes (ao fixar esses conceitos, o Poder Público 
poderá limitar seu alcance, como é o caso do art. 5º, XXIV e XXV, que 
restringem o direito de propriedade estabelecido no art. 5º, XXII da CF/88). 
Questão correta. 
 
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Aplicação das normas constitucionais no tempo 
106. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária 
regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a 
qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser 
disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode-
se dizer que tal lei foi revogada por incompatibilidade formal com a 
Constituição de 1988. 
Comentários: 
 Com o advento de uma nova Constituição, continuam válidos todos os 
atos normativos com ela compatíveis, sendo eles por ela recepcionados no 
“status” previsto para o instrumento normativo que tratará daquela matéria. 
Trata-se do chamado princípio da recepção. É o caso do Código Tributário 
Nacional, por exemplo, que, embora tenha sido criado como lei ordinária, foi 
recepcionado como lei complementar. 
 Destaca-se que no caso de lei editada por ente federativo diverso 
daquele ao qual a nova Constituição atribuiu competência para dispor sobre a 
matéria, esta também será recepcionada, se houver compatibilidade material 
com o novo texto constitucional. Nesse caso, a lei será recebida como se 
tivesse sido editada pelo ente competente para tratar da matéria. Exemplo: 
uma lei federal vigente sob a égide da Constituição pregressa poderá ser 
recepcionada como estadual pela nova Carta, se esta estabelecer que os 
Estados são competentes para disciplinar a matéria. 
 Outra possibilidade de recepção se dá quando a nova Constituição 
determina, expressamente, a continuidade de dispositivos daquela que lhe 
precedeu. Como exemplo, a CF/88 estabeleceu que o sistema tributário 
nacional entraria em vigor a partir do primeiro dia do quinto mês seguinte ao 
da sua promulgação, mantendo-se, até essa data, a vigência dos dispositivos 
da Constituição de 1967. 
 Destaca-se, ainda, que o princípio da recepção não ocorre no caso de 
emenda constitucional. Isso porque o poder de reforma encontra limites na 
própria Constituição. Assim, o que se dá, no caso de edição de emenda 
constitucional, é a revogação do direito ordinário anterior, se desconforme com 
ela, ou a manutenção de sua validade, caso ele seja com ela compatível. 
 De volta ao enunciado, não é a compatibilidade formal, nesse caso, que 
determina a recepção ou não da lei, mas sim a material. Como a lei é 
materialmente compatível com a nova Constituição, foi recepcionada, com 
“status” de lei complementar. Questão incorreta. 
107. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Normas de lei ordinária anteriores à 
nova Constituição que sejam com essa materialmente compatíveis são 
tidas como recebidas, mesmo que se revistam de forma legislativa que 
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já não mais é prevista na nova Carta. 
Comentários: 
 Com o advento de uma nova Constituição, continuam válidos todos os 
atos normativos com ela compatíveis, sendo eles por ela recepcionados no 
“status” previsto para o instrumento normativo que tratará daquela matéria. 
Isso acontece mesmo no caso de esses atos normativos se revestirem de 
forma legislativa não mais prevista na nova Carta. É o caso do Decreto-Lei no 
195/67, recepcionado pela CF/88 como lei complementar. Questão correta. 
108. (ESAF/2004/IRB) Os decretos-leis editados antes da vigência da 
Constituição de 1988 perderam eficácia com a promulgação desta, 
uma vez que a ordem constitucional em vigor não previu tal 
instrumento normativo. 
Comentários: 
 Os decretos-leis editados antesda entrada em vigor da CF/88 que são 
com elas compatíveis foram recepcionados por ela, adquirindo o “status” 
previsto pela Constituição para o instrumento normativo que trate de sua 
matéria. Questão incorreta. 
109. (ESAF/2004/IRB) Lei ordinária anterior à Constituição de 1988, 
com ela materialmente compatível, é tida como recebida pela nova 
ordem constitucional, mesmo que esta exija lei complementar para 
regular o assunto. 
Comentários: 
 Nesse caso, a lei será recebida com “status” de lei complementar. A 
título de exemplo, foi o que aconteceu com o Código Tributário Nacional, 
editado como lei ordinária (Lei no 5.172/1966) antes do advento da CF/88. 
Questão correta. 
110. (ESAF/2002/STN) Sabendo que o Código Tributário Nacional 
(CTN) foi editado antes da Constituição de 1988, sob a forma de lei 
ordinária, é possível afirmar que as normas do CTN que regulam 
limitações constitucionais ao poder de tributar continuam em vigor, 
desde que o seu conteúdo seja concordante com as normas da 
Constituição de 1988. 
Comentários: 
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 É isso mesmo. As normas do CTN materialmente compatíveis com a 
CF/88 foram por ela recepcionadas, adquirindo “status” de lei complementar. 
Questão correta. 
111. (ESAF/2002/PM Fortaleza) Lei ordinária anterior à Constituição 
de 1988, com ela materialmente compatível, é tida como recebida pela 
nova ordem constitucional, mesmo que esta exija lei complementar 
para regular o assunto. 
Comentários: 
 Enunciado idêntico ao anterior. Veja como é importante resolver provas 
anteriores: nada impede que o examinador copie uma ou mais questões deste 
curso em sua prova, não é mesmo? Questão correta. 
112. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária 
regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a 
qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser 
disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode-
se dizer que pode ser revogada por outra lei ordinária. 
Comentários: 
 A lei não pode ser revogada por outra, ordinária, já que adquiriu “status” 
de lei complementar. Questão incorreta. 
113. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária 
regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a 
qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser 
disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode-
se dizer que tal lei pode ser revogada por emenda à Constituição 
Federal. 
Comentários: 
 De fato, a lei pode ser revogada por emenda à Constituição, já que esta 
é hierarquicamente superior à lei complementar. Os jogadores de “truco” (é o 
meu caso, adoro baralho!) podem memorizar que a emenda constitucional 
equivale ao “zap” (quatro de paus). Questão correta. 
114. (ESAF/2004/PGE-DF) A legislação federal anterior à 
Constituição de 1988 e regularmente aprovada com base na 
competência da União definida no texto constitucional pretérito é 
considerada recebida como estadual ou municipal se a matéria por ela 
disciplinada passou segundo a nova Constituição para o âmbito de 
competência dos Estados ou dos Municípios, conforme o caso, não se 
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podendo falar em revogação daquela legislação em virtude dessa 
mudança de competência promovida pelo novo texto constitucional. 
Comentários: 
 É isso mesmo! A mudança de competência não é capaz de, por si só, 
resultar em revogação da legislação anterior à promulgação da nova 
Constituição. Questão correta. 
115. (ESAF/2004/PGE-DF) Leis anteriores à Constituição em vigor 
somente continuam a produzir efeitos na vigência da nova ordem se 
forem expressamente recepcionadas pelo legislador da nova ordem. 
Comentários: 
 A recepção também pode se dar de forma tácita. Isso ocorre quando, 
apesar de a Constituição não dizer, expressamente, que uma determinada Lei 
X foi por ela recepcionada, a referida lei tiver conteúdo materialmente 
compatível com a nova Carta. Questão incorreta. 
116. (ESAF/2001/SRF/Auditor-Fiscal) Sabe-se que a Constituição em 
vigor não prevê a figura do Decreto-Lei. Sobre um Decreto-Lei, 
editado antes da Constituição em vigor, cujo conteúdo é compatível 
com esta, é possível afirmar que este deve ser considerado revogado 
com o advento da nova Constituição. 
Comentários: 
 O Decreto-Lei será recepcionado, uma vez que há compatibilidade 
material com a nova Constituição. Questão incorreta. 
117. (ESAF/2002/PM Fortaleza) Todo Decreto-Lei editado antes da 
Constituição de 1988 perdeu eficácia depois da promulgação desta, 
uma vez que a ordem constitucional em vigor não previu tal 
instrumento normativo. 
Comentários: 
 Os Decretos-Leis compatíveis materialmente com a nova Constituição 
foram por ela recepcionados, tendo adquirido o “status” do instrumento 
normativo previsto pela CF/88 como competente para tratar dos assuntos 
neles previstos. Na recepção, avalia-se a compatibilidade material da lei com a 
nova Constituição, não a formal. Por isso, mesmo instrumentos normativos 
não previstos pela nova Carta podem ser por ela recepcionados. Questão 
incorreta. 
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118. (ESAF/2002/INSS) Uma vez que a Constituição de 1988 não 
previu a figura do Decreto-Lei, todos os decretos- leis editados antes 
dela ficaram revogados com o advento da Constituição em vigor. 
Comentários: 
 Apenas os decretos-leis materialmente incompatíveis com a Constituição 
foram revogados. Os demais,foram por ela recepcionados. Questão incorreta. 
119. (ESAF/2006/PGFN) Uma lei federal sobre assunto que a nova 
Constituição entrega à competência privativa dos Municípios fica 
imediatamente revogada com o advento da nova Carta. 
Comentários: 
 Essa lei poderá ser recebida como municipal, se houver compatibilidade 
material de seu texto com a nova Carta. Questão incorreta. 
120. (ESAF/2006/PGFN) Para que a lei anterior à Constituição seja 
recebida pelo novo Texto Magno, é mister que seja compatível com 
este, tanto do ponto de vista da forma legislativa como do conteúdo 
dos seus preceitos. 
Comentários: 
 Não há necessidade de compatibilidade formal para que haja a recepção 
da lei. Basta a compatibilidade material, ou seja, de seu conteúdo. Questão 
incorreta. 
121. (ESAF/2006/PGFN) A Doutrina majoritária e a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal convergem para afirmar que normas da 
Constituição anterior ao novo diploma constitucional, que com este 
não sejam materialmente incompatíveis, são recebidas como normas 
infraconstitucionais. 
Comentários: 
 Algumas constituições preveem a possibilidade de que uma ou mais 
normas constitucionais por elas revogadas (Constituição pretérita) adquiram 
“status” de lei com sua promulgação. Tem-se, aí, o princípio da 
desconstitucionalização, em que a nova Constituição recepciona as normas da 
pretérita, conferindo-lhes “status” legal. Embora não houvesse óbice para que 
a CF/88 adotasse a desconstitucionalização, ela não o fez, nem de forma 
genérica nem quanto a algum dispositivo específico. Questão incorreta. 
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122. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Com o advento de uma nova 
Constituição, normas da Constituição anterior que sejam compatíveis 
com o novo diploma continuam a vigorar, embora com força de lei 
complementar. 
Comentários: 
 A Constituição Federal de 1988 não adotou a desconstitucionalização. Por 
isso, todas as normas da Constituição anterior foram por ela revogadas, 
independentemente de sua compatibilidade material com o novo diploma. 
Questão incorreta. 
123. (ESAF/2004/IRB) As normas da Constituição de 1967/1969 que 
não destoam, no seu conteúdo, da Constituição de 1988, são 
consideradas como recebidas pela nova ordem, com status de lei 
complementar. 
Comentários: 
 A Constituição Federal de 1988 não adotou a desconstitucionalização. Por 
isso, todas as normas da Constituição de 1967/1969 foram por ela revogadas, 
independentemente de sua compatibilidade material com o novo diploma. 
Questão incorreta. 
124. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) As normas da Constituição de 
1967/1969, que não entram, quanto ao seu conteúdo, em linha 
colidente com a Constituição de 1988, são consideradas como 
recebidas pela nova ordem, com status de lei complementar. 
Comentários: 
 Todas as normas da Constituição de 1967/1969 foram revogadas pela 
CF/88, independentemente de seu conteúdo. Isso porque a Constituição 
Federal não adotou a desconstitucionalização. Questão incorreta. 
125. (ESAF/2006/PGFN) Normas não recebidas pela nova Constituição são 
consideradas, ordinariamente, como sofrendo de inconstitucionalidade 
superveniente. 
Comentários: 
 Alguns autores entendem que, no caso de entrada em vigor de uma nova 
Constituição, as normas legais com ela incompatíveis se tornam 
inconstitucionais, pelo fenômeno da inconstitucionalidade superveniente. Essa 
não é a posição do STF. Para a Corte, trata-se de simples conflito de normas 
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no tempo, em que a norma posterior revoga a anterior. Nesse caso, portanto, 
haveria simples revogação, e não inconstitucionalidade. Questão incorreta. 
126. (ESAF/2002/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A lei anterior à 
Constituição em vigor, que com ela não se compatibiliza 
materialmente, é considerada revogada por esta. 
Comentários: 
 É isso mesmo. Nesse caso, há revogação da lei, uma vez que o STF não 
admite a inconstitucionalidade superveniente em nosso ordenamento jurídico. 
Questão correta. 
127. (ESAF/2006/CGU) Segundo a doutrina majoritária e o Supremo 
Tribunal Federal, no caso brasileiro, como efeito do exercício do 
poder constituinte derivado sobre a legislação infraconstitucional 
existente, no caso da incompatibilidade material da norma com o 
novo texto constitucional, temos uma inconstitucionalidade 
superveniente. 
Comentários: 
 Para o Supremo, a norma incompatível com a nova Constituição é por ela 
revogada. A Corte não admite o fenômeno da inconstitucionalidade 
superveniente. Questão incorreta. 
128. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Assentou-se a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal no sentido de que as normas anteriores à 
Constituição com essa materialmente incompatíveis são consideradas 
inconstitucionais e, não, meramente revogadas. 
Comentários: 
Para o STF, as normas materialmente incompatíveis com a nova 
Constituição são por ela revogadas. A Corte Suprema não admite o fenômeno 
da inconstitucionalidade superveniente. Questão incorreta. 
129. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária 
regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a 
qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser 
disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode-
se dizer que tal lei incorreu no vício de inconstitucionalidade 
superveniente em face da nova Constituição. 
 
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Comentários: 
O STF não admite a inconstitucionalidade superveniente em nosso 
ordenamento jurídico. Questão incorreta. 
130. (ESAF/2004/IRB) A lei anterior a uma emenda à Constituição 
incompatível, no seu conteúdo, com a nova redação da Carta da 
República, deve ser declarada, por meio de ação direta de 
inconstitucionalidade, supervenientemente inconstitucional. 
Comentários: 
 A emenda constitucional, por ser posterior a lei e a ela hierarquicamente 
superior, revogá-la-á. Questão incorreta. 
131. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) A lei anterior à Constituição Federal 
incompatível, no seu conteúdo, com a nova Carta da República, deve 
ser declarada, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, 
supervenientemente inconstitucional. 
Comentários: 
 A lei anterior à Constituição Federal, com ela incompatível quanto ao 
conteúdo, é considerada revogada por esta. O STF não admite a 
inconstitucionalidade superveniente. Questão incorreta. 
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Interpretação da Constituição 
132. (ESAF/2006/CGU) No método de interpretação constitucional 
tópico-problemático, há prevalência da norma sobre o problema 
concreto a ser resolvido. 
Comentários: 
 A interpretação da Constituição envolve um conjunto de métodos, 
desenvolvidos pela doutrina e pela jurisprudência. No método tópico-
problemático, há prevalência do problema sobre a norma, ou seja, busca-se 
solucionar determinado problema por meio da interpretação de norma 
constitucional. Este método parte das premissas seguintes: a interpretação 
constitucional tem caráter prático, pois busca resolver problemas concretos e a 
norma constitucional é aberta, de significado indeterminado (por isso, deve-se 
dar preferência à discussão do problema). Questão incorreta. 
133. (ESAF/2006/CGU) O método de interpretação hermenêutico-
concretizador prescinde de uma pré-compreensão da norma a ser 
interpretada. 
Comentários: 
 O método hermenêutico-concretizador foi criado por Konrad Hesse, 
segundo o qual a leitura da Constituição inicia-se pela pré-compreensão do seu 
sentido pelo intérprete, a quem cabe aplicar a norma para a resolução de uma 
situação concreta. Valoriza a atividade interpretativa e as circunstâncias nas 
quais esta se desenvolve, promovendo uma relação entre texto e contexto, 
transformando a interpretação em “movimento de ir e vir” (círculo 
hermenêutico). O método hermenêutico-concretizador diferencia-se do método 
tópico-problemático porque enquanto este pressupõe a primazia do problema 
sobre a norma, aquele se baseia na prevalência do texto constitucional sobre o 
problema. Questão incorreta. 
134. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal do RN) O método de interpretação 
constitucional, denominado hermenêutico-concretizador, pressupõe a 
pré-compreensão do conteúdo da norma a concretizar e a 
compreensão do problema concreto a resolver. 
Comentários: 
 O método pressupõe a compreensão da norma e do problema, sendo que 
a daquela precede a deste. Questão correta. 
135. (ESAF/2010/MTE-AFT) Praticamente toda a doutrina 
constitucionalista cita os princípios e regras de interpretações 
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enumeradas por Canotilho. Entre os princípios e as regras de 
interpretação abaixo, assinaleaquele (a) que não foi elencado por 
Canotilho. 
a) Unidade da constituição. 
b) Da máxima efetividade ou da eficiência. 
c) Da supremacia eficaz. 
d) Do efeito integrador. 
e) Da concordância prática ou da harmonização. 
Comentários: 
 Segundo Canotilho4, os princípios de interpretação constitucional foram 
desenvolvidos a partir do método hermenêutico-concretizador, tendo como 
função auxiliar a tarefa do intérprete. O autor elencou os seguintes princípios 
de interpretação em suas obras: 
 Princípio da unidade da constituição; 
 Princípio do efeito integrador; 
 Princípio da concordância prática ou harmonização; 
 Princípio da justeza ou conformidade funcional; 
 Princípio da força normativa da Constituição; 
 Princípio da eficiência ou da máxima efetividade. 
 A letra C é o gabarito da questão. 
136. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) De acordo com o princípio da 
máxima efetividade ou da eficiência, princípio de interpretação 
constitucional, a interpretação de uma norma constitucional exige a 
coordenação e combinação dos bens jurídicos em conflito, de forma a 
evitar o sacrifício total de uns em relação a outros. 
Comentários: 
 O princípio da máxima efetividade estabelece que o intérprete deve 
atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior efetividade social. 
Visa, portanto, a maximizar a norma, a fim de extrair dela todas as suas 
potencialidades. Sua utilização se dá principalmente na aplicação dos direitos 
fundamentais, embora possa ser usado na interpretação de todas as normas 
constitucionais. O conceito trazido pelo enunciado se refere ao princípio da 
harmonização, não ao da máxima efetividade. Questão incorreta. 
137. (ESAF/2004/IRB) O princípio de interpretação constitucional do 
"efeito integrador" estabelece uma nítida hierarquia entre as normas 
da parte dogmática da Constituição e as normas da parte meramente 
 
4
 Canotilho, J. J.. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 
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organizatória. 
Comentários: 
 Não há tal hierarquia. O princípio do efeito integrador determina que, na 
interpretação da Constituição, seja dada preferência às determinações que 
favoreçam a integração política e social e o reforço da unidade política. 
Questão incorreta. 
138. (ESAF/2004/IRB) Mesmo que, num caso concreto, se verifique a 
colisão entre princípios constitucionais, um princípio não invalida o 
outro, já que podem e devem ser aplicados na medida do possível e 
com diferentes graus de efetivação. 
Comentários: 
 O princípio da concordância prática ou da harmonização impõe a 
harmonização dos bens jurídicos em caso de conflito entre eles, de modo a 
evitar o sacrifício total de uns em relação aos outros. É geralmente usado na 
solução de problemas referentes à colisão de direitos fundamentais. Assim, 
apesar de a Constituição, por exemplo, garantir a livre manifestação do 
pensamento (art. 5º, IV, CF/88), este direito não é absoluto. Ele encontra 
limites na proteção à vida privada (art. 5º, X, CF/88), outro direito protegido 
constitucionalmente. Desse modo, ainda que, num caso concreto se verifique a 
colisão entre princípios constitucionais, esse conflito é apenas aparente. Cada 
princípio “cede um pouco” quando da solução do caso, evitando-se o sacrifício 
total de qualquer um deles. Questão correta. 
139. (ESAF/2001/Promotor-CE) O princípio da concordância prática 
ou da harmonização, numa sociedade democrática, determina que se 
dê sempre prevalência aos bens protegidos como direitos 
fundamentais em caso de conflito com outros bens também 
constitucionalmente protegidos. 
Comentários: 
 Esse princípio determina que, no caso de conflito aparente entre direitos 
fundamentais, haja uma redução proporcional dos mesmos, de modo que 
nenhum deles sofra sacrifício total. Não há prevalência de uns sobre os outros. 
Questão incorreta. 
140. (ESAF/2004/IRB) Segundo o princípio da unidade da 
Constituição, as normas constitucionais devem ser consideradas, não 
isoladamente, mas como preceitos integrados num sistema interno 
unitário de regras e princípios. 
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Comentários: 
 O princípio da unidade da Constituição determina que o texto da 
Constituição deve ser interpretado de forma a evitar contradições entre suas 
normas ou entre os princípios constitucionais. Assim, não há contradição 
verdadeira entre as normas constitucionais: o conflito entre estas é apenas 
aparente. 
 Segundo esse princípio, na interpretação deve-se considerar a 
Constituição como um todo, e não se interpretarem as normas de maneira 
isolada. Um exemplo de sua aplicação é a interpretação do aparente conflito 
entre o art. 61, §1º, II, “d” e o art. 128, §5º, da Constituição. Utilizando-se o 
princípio da unidade da Constituição, percebe-se que não se trata de um 
conflito real (antinomia) entre as normas, mas de uma iniciativa legislativa 
concorrente do Procurador Geral da República e do Presidente da República 
para dispor sobre a organização do Ministério Público da União, do Distrito 
Federal e dos Territórios. 
 O STF aplica, em vários de seus julgados, o princípio da unidade da 
Constituição. Segundo a Corte, “os postulados que informam a teoria do 
ordenamento jurídico e lhe dão o substrato doutrinário assentam-se na 
premissa fundamental de que o sistema de direito positivo, além de 
caracterizar uma unidade institucional, constitui um complexo de normas que 
devem manter entre si um vínculo de essencial coerência (STF, RE 159.103-
0/SP, DJU de 4.8.1995) 
 Questão correta. 
141. (ESAF/2004/IRB) O princípio da unidade da Constituição postula 
que, na interpretação das normas constitucionais, seja-lhes atribuído 
o sentido que lhes empreste maior eficácia ou efetividade. 
Comentários: 
 O princípio da unidade da Constituição determina que, na interpretação 
das normas constitucionais, seja-lhes dado o sentido que evite contradições 
entre o texto constitucional, que deve ser considerado como um todo. O 
conceito trazido pelo examinador se refere ao princípio da máxima efetividade. 
Questão incorreta. 
142. (ESAF/2008/STN) E preciso, pois, dizer o óbvio: a Constituição 
constitui (no sentido fenomenológico-hermenêutico); a Constituição 
vincula (não metafisicamente); a Constituição estabelece as condições 
do agir político-estatal. Afinal, como bem assinala Miguel Angel 
Pérez, uma Constituição democrática é, antes de tudo, normativa, de 
onde se extrai duas conclusões: que a Constituição contém mandatos 
jurídicos obrigatórios, e que estes mandatos jurídicos não somente 
são obrigatórios senão que, muito mais do que isso, possuem uma 
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especial força de obrigar, uma vez que a Constituição é a forma 
suprema de todo o ordenamento jurídico." (STRECK, Lenio Luiz, 
Jurisdição constitucional e hermenêutica: uma crítica do direito. 2. ed. 
Rio de Janeiro: Forense, 2004, p.287). 
Assinale a opção que indica com exatidão os princípios de 
hermenêutica constitucional utilizados no texto para sustentar a 
aplicabilidade das normas constitucionais. 
 
a) Unidade da Constituiçãoe razoabilidade. 
b) Eficácia integradora e lógica do razoável. 
c) Harmonização e proporcionalidade. 
d) Reserva do possível e conformidade funcional. 
e) Máxima efetividade e força normativa da Constituição. 
Comentários: 
 No texto, são utilizados dois princípios de hermenêutica (interpretação) 
constitucional: 
 Princípio da máxima efetividade: estabelece que o intérprete deve 
atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior efetividade social. 
Visa, portanto, a maximizar a norma, a fim de extrair dela todas as suas 
potencialidades. Sua utilização se dá principalmente na aplicação dos direitos 
fundamentais, embora possa ser usado na interpretação de todas as normas 
constitucionais. 
 Princípio da força normativa da Constituição: Esse princípio determina 
que toda norma jurídica precisa de um mínimo de eficácia, sob pena de não 
ser aplicada. Estabelece, portanto, que, na interpretação constitucional, deve-
se dar preferência às soluções que possibilitem a atualização de suas normas, 
garantindo-lhes eficácia e permanência. Para Konrad Hesse, seu idealizador, 
as normas jurídicas e a realidade devem ser consideradas em seu 
condicionamento recíproco. A norma constitucional não tem existência 
autônoma em face da realidade. Desse modo, a Constituição, para ser 
aplicável, deve ser conexa à realidade jurídica, social e política. 
 A letra E é o gabarito da questão. 
 
 
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Interpretação conforme a Constituição 
143. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) O princípio de interpretação 
conforme a constituição não pode ser aplicado na avaliação da 
constitucionalidade de artigo de uma Emenda à Constituição 
promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal. 
Comentários: 
 O princípio da interpretação conforme a constituição foi criado pela 
jurisprudência alemã, tendo como objetivo preservar as normas. Em vez de se 
declarar a norma inconstitucional, o Tribunal busca dar-lhe uma interpretação 
que a conduza à constitucionalidade. 
 Assim, no caso de normas com várias interpretações possíveis, deve-se 
priorizar aquela que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo 
constitucional. A partir deste princípio, tem-se que a regra é a manutenção da 
validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade. Isso desde 
que, obviamente, a interpretação dada à norma não contrarie sua literalidade 
ou sentido a fim de harmonizá-la com a Constituição. 
 Por seu caráter extremamente didático, reproduzimos julgado do STF em 
que se discorre sobre a técnica de interpretação conforme a Constituição: 
 “A interpretação conforme é uma técnica de eliminação de uma 
interpretação desconforme. O saque desse modo especial da interpretação não 
é feito para conformar um dispositivo subconstitucional aos termos da 
Constituição Positiva. Absolutamente! Ele é feito para descartar aquela 
particularizada interpretação que, incidindo sobre um dado texto normativo de 
menor hierarquia impositiva, torna esse texto desconforme à Constituição. 
Logo, trata-se de uma técnica de controle de constitucionalidade que só pode 
começar ali onde a interpretação do texto normativo inferior termina.” (STF, 
ADPF 54-QO, 27.04.2005). 
 Destaca-se que quando a norma só tem um sentido possível (sentido 
unívoco), não é possível a aplicação da interpretação conforme. Nesse caso, ou 
a norma será declarada totalmente constitucional ou totalmente 
inconstitucional (STF, ADI 1.344-1/ES, DJ de 19.04.1996). 
 Outro ponto importante é que a interpretação conforme não pode 
deturpar o sentido originário das leis ou atos normativos. Não é possível ao 
intérprete “salvar” uma lei inconstitucional, dando-lhe uma significação “contra 
legem”. A interpretação conforme a Constituição tem como limite a 
razoabilidade, não podendo ser usada como ferramenta para tornar o juiz um 
legislador, ferindo o princípio da separação dos Poderes. Veja o que o Supremo 
decidiu a respeito: 
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 “Por isso, se a única interpretação possível contrariar o sentido 
inequívoco que o Poder Legislativo lhe pretendeu dar, não se pode aplicar o 
princípio da interpretação conforme a Constituição, que implicaria, em 
verdade, criação de norma jurídica, o que é privativo do legislador positivo” 
(STF, Repr. 1.417-7, em 09.12.1987). 
 A interpretação conforme pode ser de dois tipos: com ou sem redução do 
texto. 
 Interpretação conforme com redução do texto: 
 Nesse caso, a parte viciada é considerada inconstitucional, tendo sua 
eficácia suspensa. Como exemplo, tem-se que na ADI 1.127-8, o STF 
suspendeu liminarmente a expressão “ou desacato”, presente no art. 7o, § 7o, 
do Estatuto da OAB. 
 Interpretação conforme sem redução do texto: 
 Nesse caso, exclui-se ou se atribui à norma um sentido, de modo a 
torná-la compatível com a Constituição. Pode ser concessiva (quando se 
concede à noma uma interpretação que lhe preserve a constitucionalidade) ou 
excludente (quando se exclua uma interpretação que poderia torná-la 
inconstitucional). 
 De volta ao enunciado, o princípio da interpretação conforme a 
constituição pode ser aplicado, sim, às emendas constitucionais, fruto do poder 
constituinte derivado (que estudaremos a seguir). Questão incorreta. 
144. (ESAF/2001/Promotor-CE) Pelo princípio da interpretação 
conforme a Constituição, o aplicador evita declarar inconstitucional 
uma norma, buscando um sentido teleológico do preceito que o 
compatibilize com a Constituição, sendo irrelevante para esse esforço 
o sentido literal da norma. 
Comentários: 
 De fato, Pelo princípio da interpretação conforme a Constituição, o 
aplicador evita declarar inconstitucional uma norma, buscando um sentido 
teleológico do preceito que o compatibilize com a Constituição. Entretanto, o 
sentido literal da norma não pode ser desprezado. Questão incorreta. 
145. (ESAF/2006/PFN) A interpretação conforme a Constituição 
consiste em procurar extrair o significado de uma norma da Lei Maior 
a partir do que dispõem as leis ordinárias que preexistiam a ela. 
Comentários: 
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 O princípio da interpretação busca extrair o significado de uma norma 
infraconstitucional priorizando o sentido que a compatibilize com a 
Constituição. Questão incorreta. 
146. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A técnica 
denominada interpretação conforme não é utilizável quando a norma 
impugnada admite sentido unívoco. 
Comentários: 
 A interpretação conforme é técnica utilizável quando a norma admite 
vários sentidos, para que se busque, dentre eles, o que mais se compatibilize 
com a Constituição. Não é aplicável quando a norma só admite um sentido. 
Questão correta. 
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Constituição Ideal 
147. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) O conceito ideal 
de constituição, o qual surgiu no movimento constitucional do século 
XIX, considera como um de seus elementos materiais 
caracterizadores que a constituição não deve ser escrita. 
Comentários: 
Aconcepção de constituição ideal foi preconizada por J. J. Canotilho. 
Trata-se de constituição de caráter liberal, que apresenta os seguintes 
elementos: 
 Deve ser escrita; 
 Deve conter um sistema de direitos fundamentais individuais (liberdades 
negativas); 
 Deve conter a definição e o reconhecimento do princípio da separação 
dos poderes; 
 Deve adotar um sistema democrático formal. 
 
Note que todos esses elementos estão intrinsecamente relacionados à 
limitação do poder coercitivo do Estado. 
 A constituição ideal, preconizada por Canotilho, deve, necessariamente, 
ser escrita. Questão incorreta. 
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Poder Constituinte 
148. (ESAF/2006/TCU) Para o positivismo jurídico, o poder 
constituinte originário tem natureza jurídica, sendo um poder de 
direito, uma vez que traz em si o gérmen da ordem jurídica. 
Comentários: 
 A teoria do poder constituinte foi criada por Sieyès, abade francês, no 
século XVIII. Esta teoria, que se aplica somente aos Estados com Constituição 
escrita e rígida, distingue poder constituinte de poderes constituídos. 
 Poder constituinte é aquele que cria a Constituição, enquanto os 
constituídos são aqueles estabelecidos por ela, ou seja, são aqueles que 
resultam de sua criação (Legislativo, Executivo e Judiciário). O titular do poder 
constituinte, para Sieyès, era a nação. Rompeu, portanto, com teorias 
anteriores ao Iluminismo, que determinavam que a origem do poder era 
divina. Quanta coragem para um clérigo, não é mesmo? 
 Hodiernamente, considera-se que o titular do poder constituinte é o 
povo. Segundo Canotilho, o “problema do titular do poder constituinte só pode 
ter hoje uma resposta democrática. Só o povo entendido como um sujeito 
constituído por pessoas – mulheres e homens – pode ‘decidir’ ou deliberar 
sobre a conformação da sua ordem político-social. Poder constituinte significa, 
assim, poder constituinte do povo”5. 
 O poder constituinte pode ser de dois tipos: originário ou derivado. 
 Poder constituinte originário (poder constituinte de primeiro grau ou 
genuíno) é o poder de criar uma nova Constituição. Apresenta cinco 
características que o distinguem do derivado: é político, inicial, incondicionado, 
permanente e ilimitado. 
 Político: dá origem ao ordenamento jurídico (é extrajurídico), não se 
deriva dele. 
 Inicial: dá início a uma nova ordem jurídica, rompendo com a anterior. 
 Incondicionado: não se sujeita a qualquer forma ou procedimento 
predeterminado em sua manifestação 
 Permanente: pode se manifestar a qualquer tempo, mesmo depois de 
elaborada uma Constituição. 
 Ilimitado ou autônomo: não se submete a limites determinados pelo 
direito anterior ou pelo direito suprapositivo (natural). Pode mudar 
completamente a estrutura do Estado ou os direitos dos cidadãos, por 
exemplo, sem ter sua validade contestada com base no ordenamento jurídico 
anterior. 
 
5Canotilho, J. J. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 
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 Embora o povo seja o titular do poder constituinte, seu exercício nem 
sempre é democrático. Muitas vezes, a Constituição é criada por ditadores ou 
grupos que conquistam o poder autocraticamente. 
 Assim, diz-se que a forma do exercício do poder constituinte pode ser 
democrática ou por convenção (quando se dá pelo povo, direta ou 
indiretamente) ou, ainda, autocrática ou por outorga (quando se dá pela ação 
de usurpadores do poder). Note que em ambas as formas a titularidade do 
poder constituinte é do povo, o que muda é a forma de exercício deste poder! 
 A forma democrática de exercício pode se dar tanto diretamente quanto 
indiretamente. Na primeira, o povo participa diretamente do processo de 
elaboração da Constituição, por meio de plebiscito, referendo ou proposta de 
criação de determinados dispositivos constitucionais. Na segunda, mais 
frequente, a participação popular se dá indiretamente, por meio de assembleia 
constituinte, composta por representantes eleitos pelo povo. 
 No que se refere à Assembleia Constituinte, esta é considerada soberana 
quando tem o poder de elaborar e promulgar, sem consulta ou ratificação 
popular, uma constituição. Isso se dá por ela representar a vontade do povo. 
Por isso mesmo, seu poder independe de consulta ou ratificação popular. 
Diz-se, ainda, que ela é exclusiva quando é composta por pessoas que 
não pertençam a qualquer partido político. Seus representantes seriam 
professores, cientistas políticos e estudiosos do Direito, que representariam a 
nação. 
A Assembleia Constituinte de 1988 era soberana, mas não exclusiva. 
Guarde isso! 
 Questão incorreta. 
149. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte originário é inicial, 
ilimitado e incondicionado. 
Comentários: 
 De fato, o poder constituinte originário é inicial, uma vez que dá início a 
uma nova ordem jurídica, rompendo com a anterior; incondicionado, 
considerando-se que não se sujeita a qualquer forma ou procedimento 
predeterminado em sua manifestação e ilimitado ou autônomo, por não não se 
submeter a limites determinados pelo direito anterior ou pelo direito 
suprapositivo (natural). Questão correta. 
150. (ESAF/PGFN/2012) A soberania é atributo inerente ao poder 
constituinte originário. 
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Comentários: 
 A soberania é, sim, atributo do poder constituinte originário, uma vez 
que ele não encontra limites no Direito anterior ou suprapositivo. Questão 
correta. 
151. (ESAF/2012/MDIC) O Poder Constituinte Originário não é 
totalmente autônomo, tendo em vista ser necessária a observância do 
procedimento imposto pelo ordenamento então vigente para sua 
implantação. 
Comentários: 
 O Poder Constituinte Originário é, sim, ilimitado ou autônomo, uma vez 
que não se submete a limites determinados pelo direito anterior ou pelo direito 
suprapositivo (natural). Pode mudar completamente a estrutura do Estado ou 
os direitos dos cidadãos, por exemplo, sem ter sua validade contestada com 
base no ordenamento jurídico anterior. Questão incorreta. 
152. (ESAF/2012/MDIC) As formas básicas de expressão do Poder 
Constituinte são outorga e convenção. 
Comentários: 
A forma do exercício do poder constituinte pode ser democrática ou por 
convenção (quando se dá pelo povo, direta ou indiretamente) ou, ainda, 
autocrática ou por outorga (quando se dá pela ação de usurpadores do poder). 
Questão correta. 
153. (ESAF/2012/MDIC) O Poder Constituinte Originário é 
condicionado à forma prefixada para manifestar sua vontade, tendo 
que seguir procedimento determinado para realizar sua 
constitucionalização. 
Comentários: 
O Poder Constituinte Originário é incondicionado. Isso significa que ele 
não se sujeita a qualquer forma ou procedimento predeterminado em sua 
manifestação. Questão incorreta. 
154. (ESAF/2004/CGU) Segundo precedente do STF, no caso 
brasileiro, não é admitida a posição doutrinária que sustenta ser o 
poder constituinte originário limitado por princípios de direito 
suprapositivo. 
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Comentários: 
 De fato, é essa a posição do STF. O poder constituinte originário é 
ilimitado, não se submetendo a princípios de direito suprapositivo ou direito 
natural. Entende-se por direito suprapositivo aquele não positivado, ou seja, 
não escrito, que decorre do conceito de justiça. Questão correta. 
155. (ESAF/2006/PGFN) Consolidou-se o entendimento de que é 
possível invocar direito adquirido em face de decisão do poder 
constituinte originário. 
Comentários: 
 O poder constituinte originário é ilimitado, não se submetendo a limites 
determinados pelo direito anterior. Pode mudar completamente a estrutura do 
Estado ou os direitos dos cidadãos, por exemplo, sem ter sua validade 
contestada com base no ordenamento jurídico anterior. Por esse motivo, o STF 
entende que não há possibilidade de se invocar direito adquirido contra normas 
constitucionais originárias6. Questão incorreta. 
156. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Admite-se pacificamente entre nós 
a invocação do direito adquirido contra norma provinda do poder 
constituinte originário. 
Comentários: 
 O STF não admite a invocação do direito adquirido contra norma 
provinda do poder constituinte originário. Questão incorreta. 
157. (ESAF/2002/STN) A garantia constitucional do direito adquirido 
não pode ser invocada para se obstar a incidência de norma 
constitucional editada pelo Poder Constituinte Originário. 
Comentários: 
 É esse o entendimento do STF. Questão correta. 
158. (ESAF/2002/STN) Sabendo que o Código Tributário Nacional 
(CTN) foi editado antes da Constituição de 1988, sob a forma de lei 
ordinária, é possível afirmar que as normas do CTN que regulam 
limitações constitucionais ao poder de tributar são consideradas 
revogadas pela nova Constituição, uma vez que esta exige para o 
tratamento da matéria o instrumento normativo da lei complementar. 
 
6 AI 777399 CE, Min. Ellen Gracie, j. 22.12.2009, DJe-027, public. 12.02.2010. 
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Resguardam-se, porém, direitos adquiridos. 
Comentários: 
 O fato de a Constituição prever que as limitações constitucionais ao 
poder de tributar sejam tratadas por meio de lei complementar não impediu 
que as normas do CTN que regulam essa matéria fossem recepcionadas. Na 
recepção, o que importa é a compatibilidade material, não a formal. Essas 
normas foram recepcionadas com “status” de lei complementar. Outro erro do 
enunciado diz respeito aos direitos adquiridos. O STF entende que não há 
possibilidade de se invocar direito adquirido contra normas constitucionais 
originárias. Questão incorreta. 
159. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte 
Originário é ilimitado e autônomo, pois é a base da ordem jurídica. 
Comentários: 
 O Poder Constituinte Originário é inicial, por ser base da ordem jurídica. 
Questão incorreta. 
160. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte 
Derivado decorrente consiste na possibilidade de alterar-se o texto 
constitucional, respeitando-se a regulamentação especial prevista na 
própria Constituição Federal e será exercitado por determinados 
órgãos com caráter representativo. 
Comentários: 
 O Poder constituinte derivado (poder constituinte de segundo grau) é o 
poder de modificar a Constituição Federal bem como de elaborar as 
Constituições Estaduais. É fruto do poder constituinte originário, estando 
previsto na própria Constituição. Tem como características ser jurídico, 
derivado, limitado (ou subordinado) e condicionado. 
 Jurídico: é regulado pela Constituição, estando, portanto, previsto no 
ordenamento jurídico vigente. 
 Derivado: é fruto do poder constituinte originário 
 Limitado ou subordinado: é limitado pela Constituição, não podendo 
desrespeitá-la, sob pena de inconstitucionalidade. 
 Condicionado: a forma de seu exercício é determinada pela Constituição. 
Assim, a aprovação de emendas constitucionais, por exemplo, deve obedecer 
ao procedimento estabelecido no artigo 60 da Constituição Federal (CF/88). 
 O poder constituinte derivado subdivide-se em poder constituinte 
reformador e poder constituinte decorrente. O primeiro consiste no poder de 
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modificar a Constituição. Já o segundo é aquele que a CF/88 confere aos 
Estados de se auto-organizarem, por meio da elaboração de suas próprias 
Constituições. Ambos devem respeitar as limitações e condições impostas pela 
Constituição Federal. 
 Uma informação adicional faz-se necessária para sua prova. Em nosso 
mundo globalizado, fala-se hoje em um poder constituinte supranacional. 
Atualmente, tal modalidade de poder constituinte existe na União Europeia, 
onde vários Estados abriram mão de parte de sua soberania em prol de um 
poder central. É a manifestação máxima daquilo que se chama direito 
comunitário, reconhecido como hierarquicamente superior aos direitos internos 
de cada Estado. 
 Questão incorreta. 
161. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte derivado é limitado e 
condicionado. 
Comentários: 
 De fato, o poder constituinte derivado é limitado, uma vez que não pode 
desrespeitar a Constituição, sob pena de inconstitucionalidade, e condicionado, 
por ser a forma de seu exercício determinada pela Constituição. Questão 
correta. 
162. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte decorrente, típico aos 
Estados Nacionais unitários, é limitado, porém incondicionado. 
Comentários: 
 O poder constituinte decorrente é típico dos estados federados, sendo 
limitado e condicionado. Questão incorreta. 
163. (ESAF/2012/MDIC) No Poder Constituinte Derivado Decorrente, 
há a possibilidade de alteração do texto constitucional, respeitando-se 
a regulamentação especial prevista na própria Constituição. No Brasil 
é exercitado pelo Congresso Nacional. 
Comentários: 
É no Poder Constituinte Derivado Reformador, exercido pelo Congresso 
Nacional, que se tem a possibilidade de alteração do texto constitucional, 
respeitando-se a regulamentação prevista na própria Carta. O Poder 
Constituinte Derivado Decorrente é aquele que a CF/88 confere aos Estados de 
se auto-organizarem, por meio da elaboração de suas próprias Constituições. 
Questão incorreta. 
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164. (ESAF/2012/MDIC) No Poder Constituinte Derivado Reformador, 
não há observação a regulamentações especiais estabelecidas na 
própria Constituição, vez que com essas limitações não seria possível 
atingir o objetivo de reformar. 
Comentários: 
 Mesmo que você não conheça as limitações ao poder de reforma trazidas 
pela Constituição (tema de aula futura), poderá resolver essa questão com as 
informações que trouxemos nesta aula. O Poder Constituinte Derivado 
Reformador é limitado pela Constituição, não podendo desrespeitá-la, sob pena 
de inconstitucionalidade. Além disso, é condicionado, o que significa que a 
forma de seu exercício é determinada pela Constituição. Questão incorreta. 
165. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O poder constituinte derivado 
decorrente é aquele atribuído aos parlamentares no processo 
legiferante, em que são discutidas e aprovadas leis, observadas as 
limitações formais e materiais impostas pela Constituição. 
Comentários:O poder constituinte derivado decorrente é aquele atribuído pela CF/88 
aos Estados-membros para que eles elaborem suas Constituições. Questão 
incorreta. 
166. (ESAF/2006/PGFN) Do poder constituinte dos Estados-membros 
é possível dizer que é inicial, limitado e condicionado. 
Comentários: 
 Do poder constituinte dos Estados-membros (poder constituinte derivado 
decorrente), pode-se dizer que é derivado, limitado (ou subordinado) e 
condicionado. Não é inicial. Questão incorreta. 
167. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) O Poder 
Constituinte Derivado decorre de uma regra jurídica de autenticidade 
constitucional. 
Comentários: 
 O poder constituinte derivado é regulado pela própria constituição, sendo 
fruto do poder constituinte originário. Por isso, pode-se afirmar que decorre de 
uma regra jurídica de autenticidade constitucional. Questão correta. 
168. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) A outorga, forma de 
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expressão do Poder Constituinte Originário, nasce da deliberação da 
representação popular, devidamente convocada pelo agente 
revolucionário. 
Comentários: 
 Na outorga não há representação popular. O exercício do poder se dá 
pela ação do agente revolucionário. Questão incorreta. 
169. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte 
Derivado decorre de uma regra jurídica de autenticidade 
constitucional. 
Comentários: 
 De fato, o Poder Constituinte Derivado decorre de previsão da própria 
Constituição. Questão correta. 
170. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Entre as características do poder 
constituinte originário destaca-se a possibilidade incondicional de 
atuação, ou seja, a Assembleia Nacional Constituinte não está sujeita 
a forma ou procedimento pré-determinado. 
Comentários: 
 O enunciado está perfeito. O poder constituinte originário é 
incondicionado, não estando sujeito a nenhum procedimento preexistente. 
Questão correta. 
171. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O titular do poder constituinte é aquele 
que, em nome do povo, promove a instituição de um novo regime 
constitucional ou promove a sua alteração. 
Comentários: 
 No que se refere ao poder constituinte, titularidade e exercício são 
aspectos distintos. O povo é o titular do poder constituinte. Aquele que, em 
seu nome, promove a instituição de um novo regime constitucional ou 
promove a sua alteração é o seu exercente. Questão incorreta. 
172. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Como a 
titularidade da soberania se confunde com a titularidade do poder 
constituinte, no caso brasileiro, a titularidade do poder constituinte 
originário é do Estado, uma vez que a soberania é um dos 
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fundamentos da República Federativa do Brasil. 
Comentários: 
 A titularidade do poder constituinte é do povo, enquanto a da soberania 
é da República Federativa do Brasil, como veremos na próxima aula. Portanto, 
não se confundem. Questão incorreta. 
173. (ESAF/2006/CGU) A titularidade do poder constituinte 
originário, segundo a teoria da soberania estatal, é da nação, 
entendida como entidade abstrata que se confunde com as pessoas 
que a integram. 
Comentários: 
 Embora a titularidade do poder constituinte originário seja, segundo 
Sieyès, da nação, esta não se confunde com as pessoas que a integram, num 
determinado momento histórico. Na verdade, a nação encarna a permanência 
de uma comunidade compreendendo os interesses permanentes dela. O Poder 
Constituinte, assim, pertence à nação, enquanto comunidade, e manifesta a 
vontade dela.7 Questão incorreta. 
174. (ESAF/2006/CGU) A existência de um poder constituinte 
derivado decorrente não pressupõe a existência de um Estado federal. 
Comentários: 
 A existência de um poder constituinte derivado decorrente, por ser este 
o poder atribuído aos Estados federados de elaborarem suas próprias 
constituições, pressupõe a existência de um Estado federal. Questão incorreta. 
175. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal) O poder constituinte originário é 
inicial porque não sofre restrição de nenhuma limitação imposta por 
norma de direito positivo anterior. 
Comentários: 
 O poder constituinte originário é ilimitado, por não sofrer limitação de 
norma de direito positivo anterior. Questão incorreta. 
176. (ESAF/2004/MRE) Uma das características do poder constituinte 
derivado é ser um poder inicial, uma vez que ele, alterando a 
 
7 Dirley da Cunha Jr, Curso de Direito Constitucional, 6ª edição, p. 246. 
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constituição, dá início a uma nova ordem constitucional. 
Comentários: 
 É o poder constituinte originário que se caracteriza por ser inicial, por dar 
início a um novo ordenamento jurídico. Questão incorreta. 
177. (ESAF/2004/CGU) Segundo a melhor doutrina, a característica 
de subordinado do poder constituinte derivado refere- se 
exclusivamente à sua sujeição às regras atinentes à forma 
procedimental pela qual ele irá promover as alterações no texto 
constitucional. 
Comentários: 
 É a característica de condicionado (não a de subordinado) que obriga 
poder constituinte derivado a se sujeitar às regras referentes à forma 
estabelecidas pelo ordinário. Questão incorreta. 
178. (ESAF/2002/STN) Da constituição que resulta do trabalho de 
uma Assembleia Nacional Constituinte, composta por representantes 
do povo, eleitos com a finalidade de elaborar o texto constitucional, 
diz-se que se trata de uma constituição: 
a) Outorgada 
b) Histórica 
c) Imutável 
d) Promulgada 
e) Dirigente 
Comentários: 
 O enunciado traz o conceito de Constituição promulgada ou democrática. 
A letra D é o gabarito. 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (ESAF/2007/PGFN) Para Ferdinand Lassalle, a constituição é 
dimensionada como decisão global e fundamental proveniente da 
unidade política, a qual, por isso mesmo, pode constantemente 
interferir no texto formal, pelo que se torna inconcebível, nesta 
perspectiva materializante, a ideia de rigidez de todas as regras. 
2. (ESAF/2006/ENAP) Na concepção sociológica, defendida por 
Ferdinand Lassale, a Constituição seria o resultado de uma lenta 
formação histórica, do lento evoluir das tradições, dos fatos sócio-
políticos, que se cristalizam como normas fundamentais da 
organização de determinado Estado. 
3. (ESAF/2005/STN) Na concepção de constituição em seu sentido 
político, formulada por Carl Schmmitt, há uma identidade entre o 
conceito de constituição e o conceito de leis constitucionais, uma vez 
que é nas leis constitucionais que se materializa a decisão política 
fundamental do Estado. 
4. (ESAF/2007/PGFN) Carl Schmitt, principal protagonista da 
corrente doutrinária conhecida como decisionista, advertia que não há 
Estado sem Constituição, isso porque toda sociedade politicamente 
organizada contém uma estrutura mínima, por rudimentar que seja; 
por isso, o legado da Modernidade não é aConstituição real e efetiva, 
mas as Constituições escritas. 
5. (ESAF/2005/Estado RN/Auditor Fiscal) A constituição em 
sentido político pode ser entendida como a fundamentação lógico-
política de validade das normas constitucionais positivas. 
6. (ESAF/2003/AFT) Para Hans Kelsen, a norma fundamental, fato 
imaterial instaurador do processo de criação das normas positivas, 
seria a constituição em seu sentido lógico-jurídico. 
7. (ESAF/2005/STN) Em razão da superioridade hierárquica da lei 
complementar sobre a lei ordinária, a disciplina de uma matéria, por 
lei complementar, ainda que ela não esteja reservada a essa espécie 
de instrumento normativo, impede que ela venha a ser disciplinada de 
forma distinta em lei ordinária. 
8. (ESAF/2002/STN) As emendas à Constituição têm status 
hierárquico inferior às normas da Constituição elaboradas pelo próprio 
poder constituinte originário. 
9. (ESAF/2006/MTE) Aos tratados sobre direitos humanos, em vigor 
no plano internacional e interno, a Constituição Federal assegura 
hierarquia de norma constitucional. 
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10. (ESAF/2005/STN) Os tratados internacionais, dentro da 
hierarquia das normas, serão sempre equiparados à lei ordinária. 
11. (ESAF/2004/CGU) Segundo a jurisprudência do STF, se uma lei 
complementar disciplinar uma matéria não reservada a esse tipo de 
instrumento normativo, pelo princípio da hierarquia das leis, não 
poderá uma lei ordinária disciplinar tal matéria. 
12. (ESAF/2007/PGFN) É válida a revogação por lei ordinária de 
dispositivo formalmente inserido em lei complementar, cuja matéria 
disciplinada não estava constitucionalmente reservada a esta última. 
13. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Lei ordinária que regulamentou matéria 
atribuída pela Constituição à lei complementar é formal e 
materialmente inconstitucional, independentemente de apreciação e 
julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. 
14. (ESAF/2003/Ministério do Trabalho/AFT) Segundo a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a distinção entre a 
lei complementar e a lei ordinária não se situa no plano da hierarquia, 
mas no da reserva de matéria. 
15. (ESAF/2003/Prefeitura de Recife) Por força do princípio da 
hierarquia das leis, sempre que uma lei municipal estiver em conflito 
com uma lei votada na Assembleia Legislativa do Estado em que o 
Município se situa, a lei municipal deverá ser tida como 
inconstitucional. 
16. (ESAF/2003/TCE-PR) Por força do princípio da hierarquia das 
leis, sempre que uma lei municipal estiver em conflito com uma lei 
votada na Assembleia Legislativa do Estado em que o Município se 
situa, a lei municipal deverá ser tida como inconstitucional. 
17. (ESAF/2003/MPOG) A lei federal, qualquer que seja o seu 
conteúdo, há de prevalecer sobre a lei estadual ou municipal que lhe 
seja contrária. 
18. (ESAF/2002/MRE) As normas da Constituição Federal produzidas 
pelo Poder Constituinte originário têm o mesmo nível hierárquico das 
leis complementares. 
19. (ESAF/2003/MPOG) Na Federação brasileira, a Constituição do 
Estado-membro tem o mesmo status hierárquico da Constituição 
Federal. 
20. (ESAF/2002/MRE) As normas da Constituição resultantes do 
Poder Constituinte originário são hierarquicamente superiores às 
normas da Constituição resultantes de emenda à Constituição. 
21. (ESAF/2003/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Os princípios da 
Constituição que se classificam como cláusulas pétreas são 
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hierarquicamente superiores às demais normas concebidas pelo poder 
constituinte originário. 
22. (ESAF/2002/STN) As normas que constituem cláusulas pétreas 
são hierarquicamente superiores aos demais dispositivos 
constitucionais. 
23. (ESAF/2002/MPOG) No texto da Constituição Federal de 1988, 
há diferença hierárquica entre normas definidas como cláusulas 
pétreas e as demais normas do Estatuto Político. 
24. (ESAF/2002/STN) Normas que constituem cláusulas pétreas têm 
status hierárquico superior ao das demais normas constantes do texto 
constitucional. 
25. (ESAF/2002/MRE) Uma medida provisória tem menor status 
hierárquico do que uma lei ordinária. 
26. (ESAF/2002/MRE) A lei complementar tem o mesmo status 
hierárquico da emenda à Constituição. 
27. (ESAF/2002/MRE) O tratado internacional não tem o mesmo 
status hierárquico de uma emenda à Constituição. 
28. (ESAF/2002/MPOG) Segundo a visão pacificada da doutrina e da 
jurisprudência, os tratados de que o Brasil faz parte, versando direitos 
individuais, têm a mesma estatura hierárquica das normas 
constitucionais. 
29. (ESAF/2002/MPOG) No texto da Constituição Federal de 1988, há 
diferença hierárquica entre normas estatuídas pelo poder constituinte 
originário e normas acrescentadas ao texto original por meio de 
emenda constitucional.. 
30. (ESAF/2002/MPOG) Leis ordinárias, leis delegadas, decretos 
legislativos e medidas provisórias situam-se no mesmo patamar no 
que tange à hierarquia das normas jurídicas. 
31. (ESAF/2002/MPOG) O legislador é livre para tratar por meio de 
lei complementar de qualquer assunto que entenda que, pela sua 
importância, mereça ser protegido contra mudanças decorrentes do 
processo legislativo mais simplificado, próprio das leis ordinárias. 
32. (ESAF/2001/SFC) As leis federais são, por definição, superiores 
hierarquicamente às leis estaduais. 
33. (ESAF/2001/SFC) Não existe hierarquia entre as normas do Ato 
das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988 e 
as normas que compõem o corpo principal da mesma Constituição. 
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34. (ESAF/2001/SFC) As emendas à Constituição são 
hierarquicamente inferiores às normas da Constituição editadas pelo 
Poder Constituinte originário. 
35. (ESAF/2000/TCU) A Constituição estabelece uma hierarquia 
entre as normas, em que as emendas à Constituição estão em patamar 
mais elevado, vindo em seguida as leis complementares, que são 
hierarquicamente superiores às leis ordinárias, que, por seu turno, são 
hierarquicamente superiores aos decretos legislativos. 
36. (ESAF/2012/ATA) Há hierarquia entre as normas constitucionais 
originárias e as normas constitucionais inseridas na Constituição por 
meio de emenda constitucional. 
37. (ESAF/2012/ATA) Diante de um conflito entre uma lei federal e 
uma lei estadual, aquela deve prevalecer. 
38. (ESAF/2012/ATA) A lei ordinária é hierarquicamente inferior à lei 
complementar. 
39. (ESAF/2012/ATA) Os tratados e convenções internacionais 
sobre direitos humanos que forem aprovados em cada Casa do 
Congresso Nacional, em dois turnos, por maioria dos votos dos 
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. 
40. (ESAF/2012/ATA) As constituições estaduais devem observar os 
princípios encartados na Constituição Federal. 
41. (ESAF/2007/PGFN) As constituições outorgadas não são 
precedidas de atos de manifestação livre da representatividade 
popular e assim podem ser consideradas as Constituições brasileiras 
de 1824, 1937 e a de 1967, com a Emenda Constitucional n. 01 de 
1969. 
42. (ESAF/2009/MPOG) São classificadas como dogmáticas, escritas 
e outorgadasas constituições que se originam de um órgão 
constituinte composto por representantes do povo eleitos para o fim 
de as elaborar e estabelecer, das quais são exemplos as Constituições 
brasileiras de 1891, 1934, 1946 e 1988. 
43. (ESAF/2006/IRB) Uma constituição é classificada como popular, 
quanto à origem, quando se origina de um órgão constituinte 
composto de representantes do povo. 
44. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Chama-se Constituição outorgada 
aquela que é votada pelos representantes do povo especialmente 
convocados para elaborar o novo Estatuto Político. 
45. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) No que se refere à origem, a 
Constituição Federal de 1988 é considerada outorgada, haja vista ser 
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proveniente de um órgão constituinte composto de representantes 
eleitos pelo povo. 
46. (ESAF/2004/CGU) As constituições outorgadas, sob a ótica 
jurídica, decorrem de um ato unilateral de uma vontade política 
soberana e, em sentido político, encerram uma limitação ao poder 
absoluto que esta vontade detinha antes de promover a outorga de um 
texto constitucional. 
47. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor-Fiscal) A constituição 
escrita, também denominada de constituição instrumental, aponta 
efeito racionalizador, estabilizante, de segurança jurídica e de 
calculabilidade e publicidade. 
48. (ESAF/2007/PGFN) Considera-se constituição não-escrita a que 
se sustenta, sobretudo, em costumes, jurisprudências, convenções e 
em textos esparsos, formalmente constitucionais. 
49. (ESAF/2006/ENAP) As constituições classificadas quanto à 
forma como legais são aquelas sistematizadas e apresentadas em um 
texto único. 
50. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A constituição escrita apresenta-se 
como um conjunto de regras sistematizadas em um único documento. 
A existência de outras normas com status constitucional, “per se”, não 
é capaz de descaracterizar essa condição. 
51. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) Uma constituição não escrita é 
aquela cujas normas decorrem de costumes e convenções, não 
havendo documentos escritos aos quais seja reconhecida a condição 
de textos constitucionais. 
52. (ESAF/2009/Receita Federal/Auditor-Fiscal) A constituição 
dogmática se apresenta como produto escrito e sistematizado por um 
órgão constituinte, a partir de princípios e ideias fundamentais da 
teoria política e do direito dominante. 
53. (ESAF/2006/CGU) Nem toda constituição classificada como 
dogmática foi elaborada por um órgão constituinte. 
54. (ESAF/2002/STN) As constituições ditas históricas são 
invariavelmente constituições escritas. 
55. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As constituições dogmáticas, como é o 
caso da Constituição Federal de 1988, são sempre escritas, e 
apresentam, de forma sistematizada, os princípios e ideias 
fundamentais da teoria política e do direito dominante à época. 
56. (ESAF/2009/MPOG) A constituição material é o peculiar modo 
de existir do Estado, reduzido, sob a forma escrita, a um documento 
solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente 
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modificável por processos e formalidades especiais nela própria 
estabelecidos. 
57. (ESAF/2006/CGU) O conceito formal de constituição e o conceito 
material de constituição, atualmente, se confundem, uma vez que a 
moderna teoria constitucional não mais distingue as normas que as 
compõem. 
58. (ESAF/2004/CGU) Em sua concepção materialista ou 
substancial, a Constituição se confundiria com o conteúdo de suas 
normas, sendo pacífico na doutrina quais seriam as matérias 
consideradas como de conteúdo constitucional e que deveriam integrar 
obrigatoriamente o texto positivado. 
59. (ESAF/2009/MPOG) A constituição formal designa as normas 
escritas ou costumeiras, inseridas ou não num documento escrito, que 
regulam a estrutura do Estado, a organização dos seus órgãos e os 
direitos fundamentais. 
60. (ESAF/2003/AFT) A constituição, na sua concepção formal, seria 
um conjunto de normas legislativas que se distinguem das não 
constitucionais em razão de serem produzidas por processo legislativo 
mais dificultoso, o qual pode se materializar sob a forma da 
necessidade de um órgão legislativo especial para elaborar a 
Constituição - Assembleia Constituinte - ou sob a forma de um quorum 
superior ao exigido para a aprovação, no Congresso Nacional das leis 
ordinárias. 
61. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Nas constituições materiais, como é o 
caso da Constituição Federal de 1988, as matérias inseridas no 
documento escrito, mesmo aquelas não consideradas "essencialmente 
constitucionais", possuem status constitucional. 
62. (ESAF/2006/MTE-AFT) Na concepção materialista de 
Constituição, é dada relevância ao processo de formação das normas 
constitucionais, que, além de ser intencional, deve produzir um 
conjunto sistemático com unidade, coerência e força jurídica próprias, 
dentro do sistema jurídico do Estado. 
63. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 é 
considerada, em relação à estabilidade, como semirrígida, na medida 
em que a sua alteração exige um processo legislativo especial. 
64. (ESAF/2004/CGU) Na história do Direito Constitucional 
brasileiro, apenas a Constituição de 1824 pode ser classificada, quanto 
à estabilidade, como uma constituição semirrígida. 
65. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Quando uma Constituição 
prevê processo legislativo de emenda do seu texto mais complexo e 
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difícil do que o processo de elaboração da legislação ordinária, é 
correto dizer que esta Constituição é: 
a) rígida 
b) flexível 
c) toda ela composta de cláusulas pétreas 
d) histórica 
e) costumeira 
66. (ESAF/2006/ENAP) Constituições rígidas são as que possuem 
cláusulas pétreas, que não podem ser modificadas pelo poder 
constituinte derivado. 
67. (ESAF/2006/CGU) Uma constituição rígida não pode ser objeto 
de emenda. 
68. (ESAF/2009/MPOG) São constitucionais as normas que dizem 
respeito aos limites, e atribuições respectivas dos poderes políticos, e 
aos direitos fundamentais. As demais disposições que estejam na 
Constituição podem ser alteradas pelo quórum exigido para a 
aprovação das leis ordinárias. 
69. (ESAF/2004/MRE) Nenhuma norma da Constituição, mesmo que 
não seja materialmente constitucional, pode ser alterada por maioria 
simples ou mesmo absoluta. 
70. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) Assinale a opção correta relativa à 
classificação da Constituição Federal de 1988. 
a) É costumeira, rígida, analítica. 
b) É flexível, promulgada, analítica. 
c) É rígida, outorgada, analítica. 
d) É parcialmente inalterável, outorgada, sintética. 
e) É rígida, parcialmente inalterável, promulgada 
71. (ESAF/2003/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Da Constituição 
em vigor pode ser dito que corresponde ao modelo de Constituição 
escrita, dogmática, promulgada e rígida. 
72. (ESAF/2002/MRE) A Constituição que é votada por uma 
Assembleia composta de representantes do povo e que admite ser 
modificada, exigindo, porém um processo legislativo mais solene e 
dificultoso do que aquele seguido para a ediçãode leis ordinárias é 
chamada de: 
a) Constituição promulgada e rígida. 
b) Constituição flexível e dogmática. 
c) Constituição dogmática e semi-rígida. 
d) Constituição promulgada e semi-rígida. 
e) Constituição outorgada e rígida. 
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73. (ESAF/2004/CGU) Segundo a melhor doutrina, a tendência 
constitucional moderna de elaboração de Constituições sintéticas se 
deve, entre outras causas, à preocupação de dotar certos institutos de 
uma proteção eficaz contra o exercício discricionário da autoridade 
governamental. 
74. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A constituição 
sintética, que é constituição negativa, caracteriza-se por ser 
construtora apenas de liberdade- negativa ou liberdade-impedimento, 
oposta à autoridade. 
75. (ESAF/2004/CGU) Segundo a classificação das Constituições, 
adotada por Karl Lowenstein, uma constituição nominativa é um mero 
instrumento de formalização legal da intervenção dos dominadores de 
fato sobre a comunidade, não tendo a função ou a pretensão de servir 
como instrumento limitador do poder real. 
76. (ESAF/2006/CGU) Quanto ao sistema da Constituição, as 
constituições se classificam em constituição principiológica - na qual 
predominam os princípios - e constituição preceitual - na qual 
prevalecem as regras. 
77. (ESAF/2012 /MDIC) Sabe-se que a doutrina constitucionalista 
classifica as constituições. Quanto às classificações existentes, é 
correto afirmar que: 
I. Quanto ao modo de elaboração, pode ser escrita e não escrita. 
II. Quanto à forma, pode ser dogmática e histórica. 
III. Quanto à origem, pode ser promulgada e outorgada. 
IV. Quanto ao conteúdo, pode ser analítica e sintética. 
 
Assinale a opção verdadeira. 
 
a) II, III e IV estão corretas. 
b) I, II e IV estão incorretas. 
c) I, III e IV estão corretas. 
d) I, II e III estão corretas. 
e) II e III estão incorretas. 
 
Enunciado comum às questões seguintes 
O Estudo da Teoria Geral da Constituição revela que a Constituição dos 
Estados Unidos se ocupa da definição da estrutura do Estado, 
funcionamento e relação entre os Poderes, entre outros dispositivos. 
Por sua vez, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 
é detalhista e minuciosa. Ambas, entretanto, se submetem a processo 
mais dificultoso de emenda constitucional. Considerando a 
classificação das constituições e tomando-se como verdadeiras essas 
observações, sobre uma e outra Constituição, é possível afirmar que: 
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78. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988 é escrita, analítica e rígida, a dos Estados Unidos, 
rígida, sintética e negativa. 
79. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988 é do tipo histórica, rígida, outorgada e a dos Estados 
Unidos rígida, sintética. 
80. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição dos Estados Unidos é do tipo 
consuetudinária, flexível e a da República Federativa do Brasil de 1988 
é escrita, rígida e detalhista. 
81. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição dos Estados Unidos é 
analítica, rígida e a da República Federativa do Brasil de 1988 é 
histórica e consuetudinária. 
82. (ESAF/2012/AFRFB) A Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988 é democrática, promulgada e flexível, a dos Estados 
Unidos, rígida, sintética e democrática. 
83. (ESAF/2007/PGFN) No caso das normas constitucionais de 
eficácia contida, a atividade integradora do legislador 
infraconstitucional é vinculada e não discricionária, ante a 
necessidade, para fins de auto execução, de delimitar o ambiente da 
sua atuação restritiva. 
84. (ESAF/PGFN/2012) Sobre as classificações atribuídas às normas 
constitucionais, pode-se afirmar que “norma de eficácia contida”, ou 
“norma de eficácia restringível”, é aquela que independe de regulação 
infraconstitucional para a sua plena eficácia, porém pode vir a ter a 
sua eficácia ou o seu alcance restringido por legislação 
infraconstitucional. 
85. (ESAF/2002/INSS) Todas as normas da Constituição relativas a 
direito fundamental são classificadas como de eficácia plena. 
86. (ESAF/2007/PGFN) As normas programáticas não são 
autoaplicáveis porque retratam apenas diretrizes políticas que devem 
ser alcançadas pelo Estado Brasileiro, não possuindo caráter 
vinculante imediato. 
87. (ESAF/2012/PGFN) Na tradição da doutrina norte-americana, 
incorporada por diversos autores brasileiros, as normas não 
autoaplicáveis são aquelas que independem de regulação 
infraconstitucional para a sua plena eficácia. 
88. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As normas constitucionais de eficácia 
contida são aquelas que apresentam aplicabilidade reduzida, haja vista 
necessitarem de norma ulterior para que sejam aplicadas. 
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89. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) As normas constitucionais de eficácia 
limitada estreitam-se com o princípio da reserva legal, haja vista 
regularem interesses relativos à determinada matéria, possibilitando a 
restrição por parte do legislador derivado. 
90. (ESAF/2006/IRB) Uma norma constitucional classificada quanto 
à sua aplicabilidade como uma norma constitucional de eficácia 
contida não possui como característica a aplicabilidade imediata. 
91. (ESAF/2005/STN) Uma norma constitucional de eficácia limitada 
não produz seus efeitos essenciais com a sua simples entrada em 
vigor, porque o legislador constituinte não estabeleceu sobre a 
matéria, objeto de seu conteúdo, uma normatividade suficiente, 
deixando essa tarefa para o legislador ordinário ou para outro órgão 
do Estado. 
92. (ESAF/2003/AFT) Segundo a melhor doutrina, as normas de 
eficácia contida são de aplicabilidade direta e imediata, no entanto, 
podem ter seu âmbito de aplicação restringido por uma legislação 
futura, por outras normas constitucionais ou por conceitos ético-
jurídicos. 
93. (ESAF/2003/AFT) Segundo a melhor doutrina, as normas 
constitucionais de eficácia limitada são do tipo normas declaratórias 
de princípios institutivos quando: determinam ao legislador, em 
termos peremptórios, a emissão de uma legislação integrativa; ou 
facultam ao legislador a possibilidade de elaborar uma lei, na forma, 
condições e para os fins previstos; ou possuem esquemas gerais, que 
dão a estrutura básica da instituição, órgão ou entidade a que se 
referem, deixando para o legislador ordinário a tarefa de estruturá-los, 
em definitivo, mediante lei. 
94. (ESAF/2003/SRF/Auditor-Fiscal) A norma constitucional 
programática, porque somente delineia programa de ação para os 
poderes públicos, não é considerada norma jurídica. 
95. (ESAF/2003/SRF/Auditor-Fiscal) Chama-se norma 
constitucional de eficácia limitada aquela emenda à Constituição que 
já foi votada e aprovada no Congresso Nacional, mas ainda não entrou 
em vigor, por não ter sido promulgada. 
96. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) As normas constitucionais 
programáticas, por se destinarem, por sua própria natureza, a uma 
duração limitada no tempo, estão todas situadas na parte da 
Constituição relativa às disposições constitucionais transitórias. 
97. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) As normas constitucionaisprogramáticas não produzem efeito jurídico algum, a não ser depois de 
desenvolvidas pelo legislador ordinário. 
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98. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) Nenhuma norma da 
Constituição Federal possui eficácia plena, porque todas elas 
dependem, em maior ou menor grau, de desenvolvimento do seu 
conteúdo pelo legislador ordinário. 
99. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) A Constituição que não adota 
normas programáticas é conhecida pela doutrina como Constituição 
dirigente. 
100. (ESAF/2002/STN) As constituições dirigentes caracterizam-se 
por conterem princípios básicos de limitação de poder, direitos 
fundamentais e garantias institucionais, não contendo, porém, normas 
programáticas. 
101. (ESAF/2002/SRF/Auditor-Fiscal) Um direito previsto numa 
norma constitucional de eficácia contida pode ser restringido por meio 
de lei ordinária. 
102. (ESAF/2006/PGFN) Normas constitucionais de eficácia 
restringida não apresentam eficácia jurídica alguma senão depois de 
desenvolvidas pelo legislador ordinário. 
103. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia limitada 
são de aplicabilidade mediata e reduzida, também conhecida como de 
aplicabilidade diferida. 
104. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia plena e 
aplicabilidade direta, imediata e integral, são também conhecidas 
como normas autoaplicáveis. 
105. (ESAF/2012/ATPS) Normas constitucionais de eficácia contida 
ou prospectiva têm aplicabilidade direta e imediata, mas 
possivelmente não integral, e são também conhecidas como de eficácia 
redutível ou restringível, apesar de sua aplicabilidade plena. 
106. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária 
regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a 
qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser 
disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode-
se dizer que tal lei foi revogada por incompatibilidade formal com a 
Constituição de 1988. 
107. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Normas de lei ordinária anteriores à 
nova Constituição que sejam com essa materialmente compatíveis são 
tidas como recebidas, mesmo que se revistam de forma legislativa que 
já não mais é prevista na nova Carta. 
108. (ESAF/2004/IRB) Os decretos-leis editados antes da vigência da 
Constituição de 1988 perderam eficácia com a promulgação desta, 
uma vez que a ordem constitucional em vigor não previu tal 
instrumento normativo. 
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109. (ESAF/2004/IRB) Lei ordinária anterior à Constituição de 1988, 
com ela materialmente compatível, é tida como recebida pela nova 
ordem constitucional, mesmo que esta exija lei complementar para 
regular o assunto. 
110. (ESAF/2002/STN) Sabendo que o Código Tributário Nacional 
(CTN) foi editado antes da Constituição de 1988, sob a forma de lei 
ordinária, é possível afirmar que as normas do CTN que regulam 
limitações constitucionais ao poder de tributar continuam em vigor, 
desde que o seu conteúdo seja concordante com as normas da 
Constituição de 1988. 
111. (ESAF/2002/PM Fortaleza) Lei ordinária anterior à Constituição 
de 1988, com ela materialmente compatível, é tida como recebida pela 
nova ordem constitucional, mesmo que esta exija lei complementar 
para regular o assunto. 
112. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária 
regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a 
qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser 
disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode-
se dizer que pode ser revogada por outra lei ordinária. 
113. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária 
regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a 
qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser 
disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode-
se dizer que tal lei pode ser revogada por emenda à Constituição 
Federal. 
114. (ESAF/2004/PGE-DF) A legislação federal anterior à 
Constituição de 1988 e regularmente aprovada com base na 
competência da União definida no texto constitucional pretérito é 
considerada recebida como estadual ou municipal se a matéria por ela 
disciplinada passou segundo a nova Constituição para o âmbito de 
competência dos Estados ou dos Municípios, conforme o caso, não se 
podendo falar em revogação daquela legislação em virtude dessa 
mudança de competência promovida pelo novo texto constitucional. 
115. (ESAF/2004/PGE-DF) Leis anteriores à Constituição em vigor 
somente continuam a produzir efeitos na vigência da nova ordem se 
forem expressamente recepcionadas pelo legislador da nova ordem. 
116. (ESAF/2001/SRF/Auditor-Fiscal) Sabe-se que a Constituição em 
vigor não prevê a figura do Decreto-Lei. Sobre um Decreto-Lei, editado 
antes da Constituição em vigor, cujo conteúdo é compatível com esta, 
é possível afirmar que este deve ser considerado revogado com o 
advento da nova Constituição. 
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117. (ESAF/2002/PM Fortaleza) Todo Decreto-Lei editado antes da 
Constituição de 1988 perdeu eficácia depois da promulgação desta, 
uma vez que a ordem constitucional em vigor não previu tal 
instrumento normativo. 
118. (ESAF/2002/INSS) Uma vez que a Constituição de 1988 não 
previu a figura do Decreto-Lei, todos os decretos- leis editados antes 
dela ficaram revogados com o advento da Constituição em vigor. 
119. (ESAF/2006/PGFN) Uma lei federal sobre assunto que a nova 
Constituição entrega à competência privativa dos Municípios fica 
imediatamente revogada com o advento da nova Carta. 
120. (ESAF/2006/PGFN) Para que a lei anterior à Constituição seja 
recebida pelo novo Texto Magno, é mister que seja compatível com 
este, tanto do ponto de vista da forma legislativa como do conteúdo 
dos seus preceitos. 
121. (ESAF/2006/PGFN) A Doutrina majoritária e a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal convergem para afirmar que normas da 
Constituição anterior ao novo diploma constitucional, que com este 
não sejam materialmente incompatíveis, são recebidas como normas 
infraconstitucionais. 
122. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Com o advento de uma nova 
Constituição, normas da Constituição anterior que sejam compatíveis 
com o novo diploma continuam a vigorar, embora com força de lei 
complementar. 
123. (ESAF/2004/IRB) As normas da Constituição de 1967/1969 que 
não destoam, no seu conteúdo, da Constituição de 1988, são 
consideradas como recebidas pela nova ordem, com status de lei 
complementar. 
124. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) As normas da Constituição de 
1967/1969, que não entram, quanto ao seu conteúdo, em linha 
colidente com a Constituição de 1988, são consideradas como 
recebidas pela nova ordem, com status de lei complementar. 
125. (ESAF/2006/PGFN) Normas não recebidas pela nova 
Constituição são consideradas, ordinariamente, como sofrendo de 
inconstitucionalidade superveniente. 
126. (ESAF/2002/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A lei anterior à 
Constituição em vigor, que com ela não se compatibiliza 
materialmente, é considerada revogada por esta. 
127. (ESAF/2006/CGU) Segundo a doutrina majoritária e o Supremo 
Tribunal Federal,no caso brasileiro, como efeito do exercício do poder 
constituinte derivado sobre a legislação infraconstitucional 
existente, no caso da incompatibilidade material da norma com o 
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novo texto constitucional, temos uma inconstitucionalidade 
superveniente. 
128. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Assentou-se a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal no sentido de que as normas anteriores à 
Constituição com essa materialmente incompatíveis são consideradas 
inconstitucionais e, não, meramente revogadas. 
129. (ESAF/2004/PGE-DF) Suponha a existência de uma lei ordinária 
regularmente aprovada com base no texto constitucional de 1969, a 
qual veicula matéria que, pela Constituição de 1988, deve ser 
disciplinada por lei complementar. Com base nesses elementos, pode-
se dizer que tal lei incorreu no vício de inconstitucionalidade 
superveniente em face da nova Constituição. 
130. (ESAF/2004/IRB) A lei anterior a uma emenda à Constituição 
incompatível, no seu conteúdo, com a nova redação da Carta da 
República, deve ser declarada, por meio de ação direta de 
inconstitucionalidade, supervenientemente inconstitucional. 
131. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) A lei anterior à Constituição Federal 
incompatível, no seu conteúdo, com a nova Carta da República, deve 
ser declarada, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, 
supervenientemente inconstitucional. 
132. (ESAF/2006/CGU) No método de interpretação constitucional 
tópico-problemático, há prevalência da norma sobre o problema 
concreto a ser resolvido. 
133. (ESAF/2006/CGU) O método de interpretação hermenêutico-
concretizador prescinde de uma pré-compreensão da norma a ser 
interpretada. 
134. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal do RN) O método de interpretação 
constitucional, denominado hermenêutico-concretizador, pressupõe a 
pré-compreensão do conteúdo da norma a concretizar e a 
compreensão do problema concreto a resolver. 
135. (ESAF/2010/MTE-AFT) Praticamente toda a doutrina 
constitucionalista cita os princípios e regras de interpretações 
enumeradas por Canotilho. Entre os princípios e as regras de 
interpretação abaixo, assinale aquele (a) que não foi elencado por 
Canotilho. 
a) Unidade da constituição. 
b) Da máxima efetividade ou da eficiência. 
c) Da supremacia eficaz. 
d) Do efeito integrador. 
e) Da concordância prática ou da harmonização. 
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136. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) De acordo com o princípio da 
máxima efetividade ou da eficiência, princípio de interpretação 
constitucional, a interpretação de uma norma constitucional exige a 
coordenação e combinação dos bens jurídicos em conflito, de forma a 
evitar o sacrifício total de uns em relação a outros. 
137. (ESAF/2004/IRB) O princípio de interpretação constitucional do 
"efeito integrador" estabelece uma nítida hierarquia entre as normas 
da parte dogmática da Constituição e as normas da parte meramente 
organizatória. 
138. (ESAF/2004/IRB) Mesmo que, num caso concreto, se verifique a 
colisão entre princípios constitucionais, um princípio não invalida o 
outro, já que podem e devem ser aplicados na medida do possível e 
com diferentes graus de efetivação. 
139. (ESAF/2001/Promotor-CE) O princípio da concordância prática 
ou da harmonização, numa sociedade democrática, determina que se 
dê sempre prevalência aos bens protegidos como direitos 
fundamentais em caso de conflito com outros bens também 
constitucionalmente protegidos. 
140. (ESAF/2004/IRB) Segundo o princípio da unidade da 
Constituição, as normas constitucionais devem ser consideradas, não 
isoladamente, mas como preceitos integrados num sistema interno 
unitário de regras e princípios. 
141. (ESAF/2004/IRB) O princípio da unidade da Constituição postula 
que, na interpretação das normas constitucionais, seja-lhes atribuído o 
sentido que lhes empreste maior eficácia ou efetividade. 
142. (ESAF/2008/STN) E preciso, pois, dizer o óbvio: a Constituição 
constitui (no sentido fenomenológico-hermenêutico); a Constituição 
vincula (não metafisicamente); a Constituição estabelece as condições 
do agir político-estatal. Afinal, como bem assinala Miguel Angel 
Pérez, uma Constituição democrática é, antes de tudo, normativa, de 
onde se extrai duas conclusões: que a Constituição contém mandatos 
jurídicos obrigatórios, e que estes mandatos jurídicos não somente são 
obrigatórios senão que, muito mais do que isso, possuem uma especial 
força de obrigar, uma vez que a Constituição é a forma suprema de 
todo o ordenamento jurídico." (STRECK, Lenio Luiz, Jurisdição 
constitucional e hermenêutica: uma crítica do direito. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Forense, 2004, p.287). 
Assinale a opção que indica com exatidão os princípios de 
hermenêutica constitucional utilizados no texto para sustentar a 
aplicabilidade das normas constitucionais. 
a) Unidade da Constituição e razoabilidade. 
b) Eficácia integradora e lógica do razoável. 
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c) Harmonização e proporcionalidade. 
d) Reserva do possível e conformidade funcional. 
e) Máxima efetividade e força normativa da Constituição. 
143. (ESAF/2005/SRF/Auditor-Fiscal) O princípio de interpretação 
conforme a constituição não pode ser aplicado na avaliação da 
constitucionalidade de artigo de uma Emenda à Constituição 
promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal. 
144. (ESAF/2001/Promotor-CE) Pelo princípio da interpretação 
conforme a Constituição, o aplicador evita declarar inconstitucional 
uma norma, buscando um sentido teleológico do preceito que o 
compatibilize com a Constituição, sendo irrelevante para esse esforço 
o sentido literal da norma. 
145. A interpretação conforme a Constituição consiste em procurar 
extrair o significado de uma norma da Lei Maior a partir do que 
dispõem as leis ordinárias que preexistiam a ela. 
146. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A técnica 
denominada interpretação conforme não é utilizável quando a norma 
impugnada admite sentido unívoco. 
147. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) O conceito ideal 
de constituição, o qual surgiu no movimento constitucional do século 
XIX, considera como um de seus elementos materiais caracterizadores 
que a constituição não deve ser escrita. 
148. (ESAF/2006/TCU) Para o positivismo jurídico, o poder 
constituinte originário tem natureza jurídica, sendo um poder de 
direito, uma vez que traz em si o gérmen da ordem jurídica. 
149. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte originário é inicial, 
ilimitado e incondicionado. 
150. (ESAF/PGFN/2012) A soberania é atributo inerente ao poder 
constituinte originário. 
151. (ESAF/2012/MDIC) O Poder Constituinte Originário não é 
totalmente autônomo, tendo em vista ser necessária a observância do 
procedimento imposto pelo ordenamento então vigente para sua 
implantação. 
152. (ESAF/2012/MDIC) As formas básicas de expressão do Poder 
Constituinte são outorga e convenção. 
153. (ESAF/2012/MDIC) O Poder Constituinte Originário é 
condicionado à forma prefixada para manifestar sua vontade, tendo 
que seguir procedimento determinado para realizarsua 
constitucionalização. 
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154. (ESAF/2004/CGU) Segundo precedente do STF, no caso 
brasileiro, não é admitida a posição doutrinária que sustenta ser o 
poder constituinte originário limitado por princípios de direito 
suprapositivo. 
155. (ESAF/2006/PGFN) Consolidou-se o entendimento de que é 
possível invocar direito adquirido em face de decisão do poder 
constituinte originário. 
156. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Admite-se pacificamente entre nós 
a invocação do direito adquirido contra norma provinda do poder 
constituinte originário. 
157. (ESAF/2002/STN) A garantia constitucional do direito adquirido 
não pode ser invocada para se obstar a incidência de norma 
constitucional editada pelo Poder Constituinte Originário. 
158. (ESAF/2002/STN) Sabendo que o Código Tributário Nacional 
(CTN) foi editado antes da Constituição de 1988, sob a forma de lei 
ordinária, é possível afirmar que as normas do CTN que regulam 
limitações constitucionais ao poder de tributar são consideradas 
revogadas pela nova Constituição, uma vez que esta exige para o 
tratamento da matéria o instrumento normativo da lei complementar. 
Resguardam-se, porém, direitos adquiridos. 
159. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte 
Originário é ilimitado e autônomo, pois é a base da ordem jurídica. 
160. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte 
Derivado decorrente consiste na possibilidade de alterar-se o texto 
constitucional, respeitando-se a regulamentação especial prevista na 
própria Constituição Federal e será exercitado por determinados 
órgãos com caráter representativo. 
161. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte derivado é limitado e 
condicionado. 
162. (ESAF/PGFN/2012) O poder constituinte decorrente, típico aos 
Estados Nacionais unitários, é limitado, porém incondicionado. 
163. (ESAF/2012/MDIC) No Poder Constituinte Derivado Decorrente, 
há a possibilidade de alteração do texto constitucional, respeitando-se 
a regulamentação especial prevista na própria Constituição. No Brasil é 
exercitado pelo Congresso Nacional. 
164. (ESAF/2012/MDIC) No Poder Constituinte Derivado Reformador, 
não há observação a regulamentações especiais estabelecidas na 
própria Constituição, vez que com essas limitações não seria possível 
atingir o objetivo de reformar. 
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165. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O poder constituinte derivado 
decorrente é aquele atribuído aos parlamentares no processo 
legiferante, em que são discutidas e aprovadas leis, observadas as 
limitações formais e materiais impostas pela Constituição. 
166. (ESAF/2006/PGFN) Do poder constituinte dos Estados-membros 
é possível dizer que é inicial, limitado e condicionado. 
167. (ESAF/2009/Auditor-Fiscal da Receita Federal) O Poder 
Constituinte Derivado decorre de uma regra jurídica de autenticidade 
constitucional. 
168. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) A outorga, forma de 
expressão do Poder Constituinte Originário, nasce da deliberação da 
representação popular, devidamente convocada pelo agente 
revolucionário. 
169. (ESAF/2009/Auditor da Receita Federal) O Poder Constituinte 
Derivado decorre de uma regra jurídica de autenticidade 
constitucional. 
170. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Entre as características do poder 
constituinte originário destaca-se a possibilidade incondicional de 
atuação, ou seja, a Assembleia Nacional Constituinte não está sujeita a 
forma ou procedimento pré-determinado. 
171. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O titular do poder constituinte é aquele 
que, em nome do povo, promove a instituição de um novo regime 
constitucional ou promove a sua alteração. 
172. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Como a 
titularidade da soberania se confunde com a titularidade do poder 
constituinte, no caso brasileiro, a titularidade do poder constituinte 
originário é do Estado, uma vez que a soberania é um dos 
fundamentos da República Federativa do Brasil. 
173. (ESAF/2006/CGU) A titularidade do poder constituinte 
originário, segundo a teoria da soberania estatal, é da nação, 
entendida como entidade abstrata que se confunde com as 
pessoas que a integram. 
174. (ESAF/2006/CGU) A existência de um poder constituinte 
derivado decorrente não pressupõe a existência de um Estado federal. 
175. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal) O poder constituinte originário é 
inicial porque não sofre restrição de nenhuma limitação imposta por 
norma de direito positivo anterior. 
176. (ESAF/2004/MRE) Uma das características do poder constituinte 
derivado é ser um poder inicial, uma vez que ele, alterando a 
constituição, dá início a uma nova ordem constitucional. 
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177. (ESAF/2004/CGU) Segundo a melhor doutrina, a característica 
de subordinado do poder constituinte derivado refere- se 
exclusivamente à sua sujeição às regras atinentes à forma 
procedimental pela qual ele irá promover as alterações no texto 
constitucional. 
178. (ESAF/2002/STN) Da constituição que resulta do trabalho de 
uma Assembleia Nacional Constituinte, composta por representantes 
do povo, eleitos com a finalidade de elaborar o texto constitucional, 
diz-se que se trata de uma constituição: 
a) Outorgada 
b) Histórica 
c) Imutável 
d) Promulgada 
e) Dirigente 
 
 
 
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1. INCORRETA 
2. INCORRETA 
3. INCORRETA 
4. INCORRETA 
5. INCORRETA 
6. CORRETA 
7. INCORRETA 
8. INCORRETA 
9. INCORRETA 
10. INCORRETA 
11. INCORRETA 
12. CORRETA 
13. INCORRETA 
14. CORRETA 
15. INCORRETA 
16. INCORRETA 
17. INCORRETA 
18. INCORRETA 
19. INCORRETA 
20. INCORRETA 
21. INCORRETA 
22. INCORRETA 
23. INCORRETA 
24. INCORRETA 
25. INCORRETA 
26. INCORRETA 
27. CORRETA 
28. INCORRETA 
29. INCORRETA 
30. CORRETA 
31. INCORRETA 
32. INCORRETA 
33. CORRETA 
34. INCORRETA 
35. INCORRETA 
36. INCORRETA 
37. INCORRETA 
38. INCORRETA 
39. INCORRETA 
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40. CORRETA 
41. CORRETA 
42. INCORRETA 
43. CORRETA 
44. INCORRETA 
45. INCORRETA 
46. CORRETA 
47. CORRETA 
48. INCORRETA 
49. INCORRETA 
50. INCORRETA 
51. INCORRETA 
52. CORRETA 
53. INCORRETA 
54. INCORRETA 
55. CORRETA 
56. INCORRETA 
57. INCORRETA 
58. INCORRETA 
59. INCORRETA 
60. CORRETA 
61. INCORRETA 
62. INCORRETA 
63. INCORRETA 
64. CORRETA 
65. A 
66. INCORRETA 
67. INCORRETA 
68. INCORRETA 
69. CORRETA 
70. E 
71. CORRETA 
72. A 
73. INCORRETA 
74. CORRETA 
75. INCORRETA 
76. CORRETA 
77. B 
78. CORRETA 
79. INCORRETA 
80.INCORRETA 
81. INCORRETA 
82. INCORRETA 
83. INCORRETA 
84. CORRETA 
85. INCORRETA 
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86. INCORRETA 
87. INCORRETA 
88. INCORRETA 
89. INCORRETA 
90. INCORRETA 
91. CORRETA 
92. CORRETA 
93. CORRETA 
94. INCORRETA 
95. INCORRETA 
96. INCORRETA 
97. INCORRETA 
98. INCORRETA 
99. INCORRETA 
100. INCORRETA 
101. CORRETA 
102. INCORRETA 
103. CORRETA 
104. CORRETA 
105. CORRETA 
106. INCORRETA 
107. CORRETA 
108. INCORRETA 
109. CORRETA 
110. CORRETA 
111. CORRETA 
112. INCORRETA 
113. CORRETA 
114. CORRETA 
115. INCORRETA 
116. INCORRETA 
117. INCORRETA 
118. INCORRETA 
119. INCORRETA 
120. INCORRETA 
121. INCORRETA 
122. INCORRETA 
123. INCORRETA 
124. INCORRETA 
125. INCORRETA 
126. CORRETA 
127. INCORRETA 
128. INCORRETA 
129. INCORRETA 
130. INCORRETA 
131. INCORRETA 
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132. INCORRETA 
133. INCORRETA 
134. CORRETA 
135. C 
136. INCORRETA 
137. INCORRETA 
138. CORRETA 
139. INCORRETA 
140. CORRETA 
141. INCORRETA 
142. E 
143. INCORRETA 
144. INCORRETA 
145. INCORRETA 
146. CORRETA 
147. INCORRETA 
148. INCORRETA 
149. CORRETA 
150. CORRETA 
151. INCORRETA 
152. CORRETA 
153. INCORRETA 
154. CORRETA 
155. INCORRETA 
156. INCORRETA 
157. CORRETA 
158. INCORRETA 
159. INCORRETA 
160. INCORRETA 
161. CORRETA 
162. INCORRETA 
163. INCORRETA 
164. INCORRETA 
165. INCORRETA 
166. INCORRETA 
167. CORRETA 
168. INCORRETA 
169. CORRETA 
170. CORRETA 
171. INCORRETA 
172. INCORRETA 
173. INCORRETA 
174. INCORRETA 
175. INCORRETA 
176. INCORRETA 
177. INCORRETA 
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178. D 
 
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AULA 01: Princípios Fundamentais. Direitos e 
Garantias Fundamentais (Parte I) 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1-Preâmbulo 1 
2-Princípios Fundamentais da RFB 1-6 
3-Objetivos Fundamentais da RFB 7-9 
4-Princípios que Regem a RFB nas suas Relações Internacionais 10-12 
5-Os Direitos Fundamentais 13-17 
6-O Art. 5º da Constituição 18-75 
7-Lista de Questões 76-105 
8-Gabarito 106-113 
I. Preâmbulo 
166. (ESAF/2012/PGFN) O preâmbulo da Constituição Federal de 1988 
não referencia a igualdade dentre os valores supremos cujo exercício o 
Estado Democrático configurado na República Federativa do Brasil se 
destina a assegurar. 
Comentários: 
 Segundo o texto do preâmbulo, “nós, representantes do povo brasileiro, 
reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado 
Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e 
individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a 
igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, 
pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na 
ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, 
promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”. Questão incorreta. 
II. Princípios Fundamentais da República Federativa do Brasil 
167. (ESAF/2007/SEFAZ-SE) A República é a forma de organização do 
Estado adotada pela Constituição Federal de 1988. Caracteriza-se pela 
temporariedade do mandato dos governantes e pelo processo eleitoral 
periódico. 
Comentários: 
 São características da República: caráter eletivo, representativo e 
transitório dos detentores do poder político e responsabilidade dos 
governantes. Os governantes, na República, são eleitos pelo povo, o que 
vincula essa forma de governo à democracia. Além disso, na República, o 
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governo é limitado e responsável, surgindo a ideia de responsabilidade da 
Administração Pública. Finalmente, o caráter transitório dos detentores do 
poder político é inerente ao governo republicano, sendo ressaltada, por 
exemplo, no art. 60, §4º da CF/88, que impede que seja objeto de deliberação 
a proposta de emenda constitucional tendente a abolir o “voto direto, secreto, 
universal e periódico”. Outra importante característica da República é que ela 
é fundada na igualdade formal das pessoas. Nessa forma de governo é 
intolerável a discriminação, sendo todos formalmente iguais, ou seja, iguais 
perante o Direito. O erro do enunciado é que a República não é forma de 
organização do Estado, mas sim forma de governo. Questão incorreta. 
168. (ESAF/2006/MTE-AFT) A forma republicana não implica a 
necessidade de legitimidade popular do presidente da República, razão 
pela qual a periodicidade das eleições não é elemento essencial desse 
princípio. 
Comentários: 
 A república implica, sim, a necessidade de legitimidade popular do 
presidente da República, que deverá ser eleito pelo povo. Além disso, a 
periodicidade das eleições é elemento essencial do princípio republicano. Na 
CF/88, isso se observa, por exemplo, no art. 60, §4º da CF/88, que impede 
que seja objeto de deliberação a proposta de emenda constitucional tendente a 
abolir o “voto direto, secreto, universal e periódico”. Questão incorreta. 
169. (ESAF/2006/CGU) O princípio republicano tem como 
características essenciais: a eletividade, a temporariedade e a 
necessidade de prestação de contas pela administração pública. 
Comentários: 
 Todas essas características são, de fato, próprias do princípio 
republicano. Questão correta. 
170. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Em função da forma de 
governo adotada na Constituição de 1988, existe a obrigação de 
prestação de contas por parte da administração pública. 
Comentários: 
 De fato. Em função da adoção da forma de governo republicana pela 
CF/88, há obrigatoriedade de prestação de contas pela administração pública. 
Questão correta. 
171. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A forma federativa, adotada pelo Sistema 
Constitucional Brasileiro, confere aos Estados federados autonomia 
para governar, administrar e legislar, sendo que uma de suas 
principais características é a indissolubilidade. 
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Comentários: 
 Dá-se o nome de Federação ou Estado federal a um Estado composto por 
diversas entidades territoriais autônomas, dotadas de governo próprio. Por 
autonomia compreende-se um conjunto de competências ou prerrogativas 
garantidas pela Constituição que não podem ser abolidas ou alteradas de modo 
unilateral pelo governo central. Do ”caput” do art. 1º da Constituição, 
depreende-se, ainda, que a Federação brasileira é composta por União, 
Estados-membros,Distrito Federal e Municípios. Todos são pessoas jurídicas 
de direito público, autônomas e com vínculo indissolúvel (não há direito de 
secessão em nosso ordenamento jurídico). Questão correta. 
172. (ESAF/2006/MTE) A concretização do Estado Democrático de 
Direito como um Estado de Justiça material contempla a efetiva 
implementação de um processo de incorporação de todo o povo 
brasileiro nos mecanismos de controle das decisões. 
Comentários: 
 No art. 1º, “caput”, CF/88, determina-se ainda que o regime político do 
Brasil é o democrático. A expressão “Estado Democrático de Direito” não 
implica uma mera reunião dos princípios do Estado de Direito e do Estado 
Democrático, uma vez que os supera, trazendo em si um conceito novo. 
Trata-se, na verdade, da garantia de uma sociedade pluralista, em que todas 
as pessoas se submetem às leis e ao Direito, que, por sua vez, são criados 
pelo povo, por meio de seus representantes. A lei e o Direito, nesse Estado, 
visam a garantir o respeito aos direitos fundamentais, assegurando a todos 
uma igualdade material, ou seja, condições materiais mínimas a uma 
existência digna. Nos dizeres de Dirley da Cunha Jr, “o Estado Democrático de 
Direito, portanto, é o Estado Constitucional submetido à Constituição e aos 
valores humanos nela consagrados1”. Questão correta. 
173. (ESAF/2006/ENAP) Como consequência direta da adoção do 
princípio republicano como um dos princípios fundamentais do Estado 
brasileiro, a Constituição estabelece que a República Federativa do 
Brasil é composta pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do 
Distrito Federal. 
Comentários: 
 Essa previsão decorre da adoção da federação como forma de estado. 
Questão incorreta. 
174. (ESAF/2012/PGFN) A República Federativa do Brasil é formada 
pela união dissolúvel dos Estados, Municípios e Distrito Federal. 
Comentários: 
 
1
 Dirley da Cunha Jr. Curso de Direito Constitucional, 6ª edição, p. 543. 
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 Segundo o art. 1º, “caput”, da Constituição Federal, a República 
Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal. Questão incorreta. 
175. (ESAF/2012/PGFN) São entes da Federação, dentre outros, as 
Regiões Metropolitanas. 
Comentários: 
 Com base no art. 1º, “caput”, da Constituição, podemos afirmar que são 
entes da Federação a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
Questão incorreta. 
176. (ESAF/2012/PGFN) A União é pessoa jurídica de direito público 
externo. 
Comentários: 
 A União é pessoa jurídica de direito público interno; a República 
Federativa do Brasil é pessoa jurídica de direito público externo. A primeira é 
autônoma; a segunda, soberana. Questão incorreta. 
177. (ESAF/2006/CGU) Não é elemento essencial do princípio 
federativo a existência de dois tipos de entidade - a União e as 
coletividades regionais autônomas. 
Comentários: 
 O princípio federativo pressupõe a existência de uma entidade central e 
de várias parciais, dotadas de capacidade política concedida diretamente pela 
Constituição. Essa capacidade implica a possibilidade de produção de normas 
de sua competência. Questão incorreta. 
178. (ESAF/2006/MTE) Na República Federativa do Brasil, a União 
exerce a soberania do Estado brasileiro e se constitui em pessoa 
jurídica de Direito Público Internacional, a fim de que possa exercer o 
direito de celebrar tratados, no plano internacional. 
Comentários: 
 É a República Federativa do Brasil que detém a soberania, não a União. 
Esta é pessoa jurídica de direito público interno. Questão incorreta. 
179. (ESAF/2008/MPOG) A Constituição acolhe uma sociedade 
conflitiva, de interesses contraditórios e antagônicos, na qual as 
opiniões não ortodoxas podem ser publicamente sustentadas, o que 
conduz à poliarquia, um regime onde a dispersão do Poder numa 
multiplicidade de grupos é tal que o sistema político não pode 
funcionar senão por uma negociação constante entre os líderes desses 
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grupos (SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional 
Positivo, 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2005, pp. 143-145, com 
adaptações ). Assinale a opção que indica com exatidão o fundamento 
do Estado brasileiro expressamente previsto na Constituição, a que faz 
menção o texto transcrito. 
a) Soberania. 
b) Pluralismo político. 
c) Dignidade da pessoa humana. 
d) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
e) Cidadania. 
Comentários: 
 O Estado brasileiro tem como fundamento o pluralismo político. Esse 
princípio visa a garantir a inclusão dos diferentes grupos sociais no processo 
político nacional. É sobre esse princípio que trata o enunciado da questão, 
quando fala em “dispersão do poder em uma multiplicidade de grupos”. A letra 
B é o gabarito. 
180. (ESAF/2007/TCE-GO) A República Federativa do Brasil não tem 
como um dos seus fundamentos: 
a) A soberania. 
b) A cidadania. 
c) Monismo político. 
d) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
e) A dignidade da pessoa humana. 
Comentários: 
 São fundamentos da RFB (art. 1º, CF): 
 A soberania 
 A cidadania 
 A dignidade da pessoa humana 
 Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
 O pluralismo político 
A letra C é o gabarito. 
181. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) As opções desta questão contêm 
fundamentos e objetivos fundamentais da República Federativa do 
Brasil, nos termos da Constituição Federal de 1988. Assinale a opção 
que contempla apenas fundamentos. 
a) Liberdade, justiça, pluralismo político. 
b) Cidadania, justiça, dignidade da pessoa humana. 
c) Soberania, solidariedade, valor social do trabalho. 
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d) Cidadania, soberania, valor social da livre iniciativa. 
e) Garantia do desenvolvimento nacional, solidariedade, dignidade da 
pessoa humana. 
Comentários: 
 São fundamentos da RFB: 
 A soberania 
 A cidadania 
 A dignidade da pessoa humana 
 Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
 O pluralismo político 
 A letra D é o gabarito da questão. 
182. (ESAF/2006/ENAP) Embora seja objetivo do Estado brasileiro, a 
dignidade da pessoa humana não se inclui entre os fundamentos da 
República Federativa do Brasil. 
Comentários: 
 A dignidade da pessoa humana não se situa entre os objetivos da RFB, 
mas entre os fundamentos do Estado brasileiro. Questão incorreta. 
183. (ESAF/2012/PGFN) Constituem objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil, dentre outros, os valores sociais do 
trabalho e da livre iniciativa. 
Comentários: 
 Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são fundamentos, e 
não objetivos da RFB. Questão incorreta. 
184. (ESAF/2006/AFT) Na condição de fundamento da República 
Federativa do Brasil, a dignidade da pessoa humana tem seu sentido 
restrito à defesa e à garantia dos direitos pessoais ou individuais de 
primeira geração ou dimensão. 
Comentários: 
 A dignidade da pessoa humana eleva o ser humano a uma preocupação 
centralpara o Estado brasileiro. Esse princípio determina que a pessoa 
humana deve ser tratada como um fim em si mesma, e não como meio para 
se obter um resultado. Trata-se de uma limitação ao poder do Estado, que não 
tem a possibilidade de impor restrições à consciência humana. Mas não é, por 
isso, apenas uma liberdade negativa (ausência de constrangimento pelo 
Estado), ou seja, não se limita à defesa dos direitos de primeira geração. É, 
também, liberdade positiva, em que se exige do Estado uma ação perante os 
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indivíduos. Desse modo, a dignidade da pessoa humana tem implicações sobre 
direitos de todas as gerações. Exemplo: o direito a uma jornada de trabalho 
digna (de segunda geração) é consequência da dignidade da pessoa humana. 
Questão incorreta. 
185. (ESAF/2006/CGU) O pluralismo político, embora desdobramento 
do princípio do estado Democrático de Direito, não é um dos 
fundamentos da República Federativa do Brasil. 
Comentários: 
 São fundamentos da RFB (art. 1º, CF): soberania, cidadania, dignidade 
da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo 
político. Questão incorreta. 
III. Os Objetivos Fundamentais da RFB 
186. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Constitui-se como objetivo fundamental 
da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem 
qualquer tipo de preconceito ou formas de discriminação. A reserva de 
vagas nas Universidades Federais, a serem ocupadas exclusivamente 
por alunos egressos de escolas públicas, contraria a orientação 
constitucional. 
Comentários: 
 Esse objetivo consagra a igualdade formal como um dos objetivos da 
República Federativa do Brasil. A reserva de vagas nas Universidades Federais, 
a serem ocupadas exclusivamente por alunos egressos de escolas públicas, 
busca tornar o sistema educacional mais justo, mais igual. Não se trata de 
preconceito, mas de uma ação afirmativa do Estado. Elucidando esse conceito, 
o STF dispôs que “ações afirmativas são medidas especiais tomadas com o 
objetivo de assegurar progresso adequado de certos grupos raciais, sociais ou 
étnicos ou indivíduos que necessitem de proteção, e que possam ser 
necessárias e úteis para proporcionar a tais grupos ou indivíduos igual gozo ou 
exercício de direitos humanos e liberdades fundamentais, contanto que, tais 
medidas não conduzam, em consequência, à manutenção de direitos 
separados para diferentes grupos raciais, e não prossigam após terem sido 
alcançados os seus objetivos” 2. Questão incorreta. 
187. (ESAF/2012/PGFN) Dentre os objetivos da República Federativa 
do Brasil, fixados na Constituição Federal de 1988, encontra-se a 
redução das desigualdades sociais e regionais com consequente 
discriminação de origem ou de outras formas correlatas entre 
brasileiros. 
 
2
 REsp 1132476/PR, Rel.Min. Humberto Martins, Segunda Turma, j. 
13.10.2009, DJe 21.10.2009. 
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Comentários: 
 De fato, reduzir as desigualdades sociais e regionais é um dos objetivos 
fundamentais da RFB (art. 3º, III, CF). Entretanto, diferentemente do que diz 
o enunciado, a consequência desse objetivo é a vedação da discriminação 
entre brasileiros. Questão incorreta. 
188. (ESAF/2008/Prefeitura de Natal) Assinale a opção que indica um 
dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil 
expressamente previsto na Constituição Federal que confere amparo 
constitucional a importantes programas do governo federal que se 
concretizam por meio da política nacional de assistência social 
integrando as esferas federal, estadual e municipal. 
a) Garantir a prevalência dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
b) Promover o desenvolvimento internacional. 
c) Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais 
e regionais. 
d) Erradicar o terrorismo e o racismo. 
e) Promover a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. 
Comentários: 
 São objetivos fundamentais da RFB (art. 3º, CF): 
 Construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
 Garantir o desenvolvimento nacional; 
 Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais 
e regionais; 
 Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
 Dentre esses objetivos, o que se concretiza por meio da assistência 
social é aquele referente à erradicação da pobreza e da marginalização e 
redução das desigualdades sociais e regionais. A letra C é o gabarito da 
questão. 
189. (ESAF/2008/CGU) Assinale a opção que indica um dos objetivos 
fundamentais da República Federativa do Brasil. 
a) Valorizar a cidadania. 
b) Valorizar a dignidade da pessoa humana. 
c) Observar os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
d) Constituir uma sociedade livre, justa e solidária. 
e) Garantir a soberania. 
Comentários: 
São objetivos fundamentais da RFB (art. 3º, CF): 
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 Construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
 Garantir o desenvolvimento nacional; 
 Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais 
e regionais; 
 Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
A letra D é o gabarito da questão. 
190. (ESAF/2006/CGU) É um dos objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil, expresso no texto constitucional, a 
garantia do desenvolvimento nacional e a busca da autossuficiência 
econômica. 
Comentários: 
São objetivos fundamentais da RFB (art. 3º, CF): 
 Construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
 Garantir o desenvolvimento nacional; 
 Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais 
e regionais; 
 Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
 A autossuficiência econômica não é um desses objetivos. Questão 
incorreta. 
IV. A Harmonia e a Independência entre os Poderes 
191. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Em razão da 
independência funcional, um dos elementos essenciais do princípio de 
separação dos poderes, o exercício das funções que integram o poder 
político da União é exclusivo. 
Comentários: 
 De acordo com o art. 2º da Constituição, são Poderes da União, 
independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
Veja que ele fala em harmonia e independência entre os Poderes. A primeira 
significa cooperação, colaboração entre os Poderes. Visa a garantir que estes 
expressem uniformemente a vontade da União. Já a segunda traduz-se na 
ausência de subordinação de um Poder a outro. Todos eles têm, portanto, a 
mesma hierarquia. Nossa Constituição adotou a separação de Poderes flexível. 
Isso significa que eles não exercem exclusivamente suas funções típicas, mas 
também outras, denominadas atípicas. Um exemplo disso é o exercício da 
função administrativa – típica do Executivo – pelo Judiciário e pelo Legislativo, 
quando dispõem sobre sua organização interna e sobre seus servidores,nomeando-os ou exonerando-os. Questão incorreta. 
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192. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A especialização 
funcional, elemento essencial do princípio de divisão de poderes, 
implica o exercício exclusivo das funções do poder político - legislativa, 
executiva e judiciária - pelo órgão ao qual elas foram cometidas no 
texto constitucional. 
Comentários: 
 Não há exercício exclusivo das funções do Poder: a CF/88 adotou a 
separação de poderes flexível. Questão incorreta. 
V. Princípios que Regem a República Federativa do Brasil em suas 
Relações Internacionais 
193. (ESAF 2009/Ministério da Fazenda) A cooperação entre os povos 
para o progresso da humanidade constitui objetivo fundamental da 
República Federativa do Brasil. 
Comentários: 
 São princípios que regem a RFB em suas relações internacionais (art. 
4º, CF): 
 Independência nacional; 
 Prevalência dos direitos humanos; 
 Autodeterminação dos povos; 
 Não-intervenção; 
 Igualdade entre os Estados; 
 Defesa da paz; 
 Solução pacífica dos conflitos; 
 Repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
 Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
 Concessão de asilo político. 
 A cooperação entre os povos para o progresso da humanidade é um 
princípio que rege a RFB em suas relações internacionais, não um objetivo 
fundamental da RFB. 
 Questão incorreta. 
194. (ESAF/2012/PGFN) A República Federativa do Brasil rege-se nas 
suas relações internacionais, dentre outros, pelo princípio de repúdio 
ao terrorismo e ao racismo. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 4º, inciso VIII, da Constituição Federal. Questão 
correta. 
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195. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) A República Federativa do 
Brasil buscará a integração econômica, geográfica, política e 
educacional dos povos da América Latina. 
Comentários: 
 O texto constitucional determina que a RFB buscará a integração 
econômica, política, social e cultural com os povos da América Latina, visando 
à formação de uma comunidade latino-americana de nações (art. 4º, parágrafo 
único, CF). Não há qualquer referência à busca de uma integração educacional. 
Questão incorreta. 
196. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Promover o bem de todos, 
sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação é princípio que rege a República Federativa do 
Brasil nas suas relações internacionais. 
Comentários: 
 Trata-se de um objetivo fundamental da RFB, não de um princípio que 
rege suas relações internacionais. Questão incorreta. 
197. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) O repúdio ao terrorismo e ao 
racismo é princípio que rege a República Federativa do Brasil nas suas 
relações internacionais. 
Comentários: 
 São princípios que regem a RFB em suas relações internacionais (art. 4º, 
CF): 
 Independência nacional; 
 Prevalência dos direitos humanos; 
 Autodeterminação dos povos; 
 Não-intervenção; 
 Igualdade entre os Estados; 
 Defesa da paz; 
 Solução pacífica dos conflitos; 
 Repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
 Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
 Concessão de asilo político. 
 Questão correta. 
198. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) As opções desta questão contêm 
fundamentos e objetivos fundamentais da República Federativa do 
Brasil, nos termos da Constituição Federal de 1988. Assinale a opção 
que contempla apenas fundamentos. 
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a) Liberdade, justiça, pluralismo político. 
b) Cidadania, justiça, dignidade da pessoa humana. 
c) Soberania, solidariedade, valor social do trabalho. 
d) Cidadania, soberania, valor social da livre iniciativa. 
e) Garantia do desenvolvimento nacional, solidariedade, dignidade da 
pessoa humana. 
Comentários: 
 A liberdade e a justiça não são nem objetivos nem fundamentos da 
República Federativa do Brasil. A letra A está incorreta. Pelo mesmo motivo, a 
B está incorreta. 
 Também a solidariedade não é objetivo nem fundamento da RFB. 
Alternativa incorreta. 
 A letra E está incorreta porque garantir o desenvolvimento nacional é 
objetivo da RFB e a solidariedade não é objetivo nem fundamento da RFB. 
 A letra D é o gabarito da questão. 
199. (ESAF/2008/CGU) A República Federativa do Brasil possui 
fundamentos e as relações internacionais do País devem ser regidas 
por princípios. Assinale a única opção que contempla um fundamento 
da República e um princípio que deve reger as relações internacionais 
do Brasil. 
a) Soberania e dignidade da pessoa humana. 
b) Prevalência dos direitos humanos e independência nacional. 
c) Cidadania e valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
d) Pluralismo político e repúdio ao terrorismo e ao racismo. 
e) Defesa da paz e solução pacífica dos conflitos. 
Comentários: 
 A letra A está errada porque apresenta dois fundamentos da RFB, o que 
também se aplica à letra C. A letra B e a letra E, porque apresentam dois 
princípios que regem a RFB em suas relações internacionais. A letra D é o 
gabarito. 
200. (ESAF/2004/MPU) A Constituição Federal de 1988 traz a 
determinação de que o Brasil deverá buscar a integração econômica na 
América do Sul por meio da formação de um mercado comum de 
nações sul-americanas. 
Comentários: 
 Determina a CF/88, em seu art. 4º, parágrafo único, que a República 
Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural 
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dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações. Questão incorreta. 
201. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) A concessão de asilo 
diplomático é um dos princípios que rege o Brasil nas suas relações 
internacionais, conforme expressa previsão no texto da Constituição 
Federal de 1988. 
Comentários: 
 Os termos asilo político e asilo diplomático não se confundem. O asilo 
diplomático é solicitado por um agente político a uma embaixada do Brasil no 
exterior, recebendo um salvo-conduto para sair do seu país de forma segura. É 
costume regional, só existindo na América Latina. Já o asilo político é 
concedido quando o estrangeiro já está no Brasil, com o objetivo de se 
resguardar de uma perseguição política. O que a Carta Magna eleva como 
princípio que rege a RFB em suas relações internacionais é a concessão de 
asilo político, não de asilo diplomático (art. 4º, X, CF). Questão incorreta. 
VI. Os Direitos Fundamentais 
202. (ESAF/2008/CGU) O Estado brasileiro também é regido por 
um princípio de estatura constitucional que visa a impedir que sejam 
frustrados os direitos políticos, sociais, culturais e econômicos já 
concretizados, tanto na ordem constitucional como na 
infraconstitucional, em atenção aos objetivos da República Federativa 
do Brasil, que são os de promover o bem de todos, sem quaisquer 
formasde discriminação, constituir uma sociedade livre, justa e 
solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as 
desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação. Assinale a opção que denomina com exatidão 
o princípio constitucional descrito. 
a) Proibição do retrocesso no domínio dos direitos fundamentais e sociais. 
b) Proibição de juízo ou tribunal de exceção. 
c) Proibição de privação da liberdade ou de bens patrimoniais sem o devido 
processo legal. 
d) Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 
dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição 
de aprendiz, a partir de quatorze anos. 
e) Proibição de privação de direitos por motivo de crença religiosa ou de 
convicção filosófica ou política. 
Comentários: 
 Por serem os direitos fundamentais o resultado de um processo 
evolutivo, de conquistas graduais da Humanidade, não podem ser 
enfraquecidos ou suprimidos. Isso significa que as normas que os instituem 
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não podem ser revogadas ou substituídas por outras que os diminuam, 
restrinjam ou suprimam. Nesse sentido, para Canotilho, existe o princípio do 
não retrocesso social, com base no qual, os direitos sociais, uma vez tendo 
sido previstos, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um 
direito subjetivo. Isso limita o legislador e exige a realização de uma política 
condizente com esses direitos, sendo inconstitucionais quaisquer medidas 
estatais que, sem a criação de outros esquemas alternativos ou 
compensatórios, anulem, revoguem ou aniquilem o núcleo essencial desses 
direitos. A letra A é o gabarito da questão. 
203. (ESAF/2010/SEFAZ-APO) Os direitos fundamentais assegurados 
pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes 
públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em 
face dos poderes privados. 
Comentários: 
 Os direitos fundamentais podem tanto proteger os particulares em face 
do poder público como de outros particulares. É o caso do “habeas corpus”, 
por exemplo, que pode ser impetrado para proteger o direito de locomoção 
tanto contra ato do poder público (prisão ilegal) como quanto ato de um 
particular (um hospital privado que não dá “alta” ao paciente que não pagou a 
conta). Questão correta. 
204. (ESAF/2002/Banco Central) O princípio constitucional da 
autonomia da vontade impede que os direitos fundamentais tenham 
incidência nas relações entre particulares. 
Comentários: 
 Os direitos fundamentais não só protegem os particulares em face do 
poder público como também incidem nas relações entre particulares. Questão 
incorreta. 
205. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal) As violações 
a direitos fundamentais não ocorrem somente no âmbito das relações 
entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas 
entre pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Assim, os direitos 
fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente 
não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à 
proteção dos particulares em face dos poderes privados. 
Comentários: 
 De fato, os direitos fundamentais também protegem os particulares em 
face dos poderes privados. É o caso do “habeas corpus”, por exemplo, que 
pode ser impetrado para proteger o direito de locomoção tanto contra ato do 
poder público (prisão ilegal) como quanto ato de um particular (um hospital 
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privado que não dá “alta” ao paciente que não pagou a conta). Questão 
correta. 
206. (ESAF/2002/TCU) No sistema constitucional brasileiro, os 
direitos fundamentais apenas podem ser arguidos em face dos poderes 
públicos, não podendo ser invocados nas relações entre particulares. 
Comentários: 
 Os direitos fundamentais não só protegem os particulares em face do 
poder público como também incidem nas relações entre particulares. É o caso 
do “habeas corpus”, por exemplo, que pode ser impetrado para proteger o 
direito de locomoção de um particular contra ato outro (um hospital privado 
que não dá “alta” ao paciente que não pagou a conta). Questão incorreta. 
207. (ESAF/2001/Banco Central) Os direitos fundamentais têm por 
sujeito passivo o Estado, não podendo ser opostos a particulares. 
Comentários: 
 Os direitos fundamentais também podem, como vimos nos comentários 
das questões anteriores, ser opostos a particulares (exemplo: “habeas corpus” 
impetrado contra hospital privado). Questão incorreta. 
208. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Normas de direitos 
fundamentais podem criar deveres e obrigações não somente para o 
Estado como também para o particular. 
Comentários: 
 De fato. O art. 7º, XXIII, da Constituição, por exemplo, cria para as 
empresas particulares a obrigação de pagar um adicional de remuneração para 
as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei. Questão 
correta. 
209. (ESAF/2004/MRE) Menores de 18 anos não podem ser titulares 
de direitos fundamentais. 
Comentários: 
 Todas as pessoas físicas ou jurídicas podem ser titulares de direitos 
fundamentais. Questão incorreta. 
210. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) O menor de idade pode ser titular de 
direitos fundamentais, na ordem constitucional em vigor. 
Comentários: 
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 Todas as pessoas físicas podem ser titulares de direitos fundamentais, 
independentemente de sua idade. A própria Constituição dedica um Capítulo 
(VII) à proteção da criança, do adolescente, do jovem e do idoso. Questão 
correta. 
211. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Somente pessoas físicas podem ser 
titulares de direitos fundamentais. 
Comentários: 
 As pessoas jurídicas também podem ser titulares de direitos 
fundamentais. Questão incorreta. 
212. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Pessoas jurídicas não podem 
ser titulares de direitos fundamentais. 
Comentários: 
 Essa questão é recorrente, embora bastante “bobinha”. Não custa 
repetir: pessoas jurídicas também podem ser titulares de direitos 
fundamentais. Questão incorreta. 
213. (ESAF/2001/Promotor de Justiça/CE) Pessoas jurídicas, 
inclusive de direito público, podem ser titulares de direitos 
fundamentais. 
Comentários: 
 Certamente que sim! Uma autarquia (pessoa jurídica de direito público) é 
titular do direito de resposta (art. 5º, V, CF), por exemplo. Questão correta. 
214. (ESAF/2007/PGFN) Entre as características funcionais dos 
direitos fundamentais encontra-se a legitimidade que conferem à 
ordem constitucional e o seu caráter irrenunciável e absoluto, que 
converge para o sentido da imutabilidade. 
Comentários: 
 De acordo com a doutrina, os direitos fundamentais apresentam as 
seguintes características: 
 Historicidade: os direitos fundamentais não resultam de um 
acontecimento histórico determinado, mas de todo um processo de afirmação. 
Surgem a partir das lutas do homem, em que há conquistas progressivas. Por 
isso mesmo, são mutáveis e sujeitos a ampliações, o que explica as diferentes 
gerações de direitos fundamentais que estudamos. 
 Universalidade: os direitos fundamentaissão comuns a todos os seres 
humanos, respeitadas suas particularidades. Isso porque existem direitos 
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comuns a todos (como o direito à vida, por exemplo) e direitos próprios de um 
grupo (como os direitos dos trabalhadores). 
 Inalienabilidade: os direitos fundamentais são intransferíveis e 
inegociáveis, não podendo ser abolidos por vontade de seu titular. Além disso, 
não possuem conteúdo econômico-patrimonial. 
 Imprescritibilidade: os direitos fundamentais não se perdem com o 
tempo, sendo sempre exigíveis. 
 Irrenunciabilidade: o titular dos direitos fundamentais não pode deles 
dispor, embora possa deixar de exercê-los. É admissível, entretanto, em 
algumas situações, a autolimitação voluntária de seu exercício, num caso 
concreto. 
 Limitabilidade: não há direitos fundamentais absolutos. Trata-se de 
direitos relativos, limitáveis, no caso concreto, por outros direitos 
fundamentais. No caso de conflito entre eles, há uma concordância prática ou 
harmonização: nenhum deles é sacrificado definitivamente. 
 Concorrência: os direitos fundamentais podem ser exercidos 
cumulativamente, podendo um mesmo titular possuir vários direitos ao mesmo 
tempo. 
 Proibição do retrocesso: por serem os direitos fundamentais o resultado 
de um processo evolutivo, de conquistas graduais da Humanidade, não podem 
ser enfraquecidos ou suprimidos. Isso significa que as normas que os instituem 
não podem ser revogadas ou substituídas por outras que os diminuam, 
restrinjam ou suprimam. 
 Questão incorreta. 
215. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Os direitos 
fundamentais são irrenunciáveis, o que significa dizer que é 
inadmissível a autolimitação, mesmo que temporária e para 
finalidades específicas, do exercício de um direito fundamental. 
Comentários: 
 Embora os direitos fundamentais sejam irrenunciáveis, admite-se, em 
algumas situações, a autolimitação voluntária de seu exercício, num caso 
concreto. É o caso dos participantes de um “reality show”, por exemplo, que 
abrem mão temporariamente de seu direito à privacidade. Questão incorreta. 
216. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) O direito à incolumidade física 
expressa caso de direito fundamental absoluto. 
Comentários: 
 Os direitos fundamentais têm como característica a limitabilidade: 
nenhum deles é absoluto. Questão incorreta. 
217. (ESAF/2002/MRE) O direito fundamental à vida é tido pelo 
constituinte como direito absoluto, insuscetível de qualquer restrição 
por parte do Estado. 
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Comentários: 
 Os direitos fundamentais têm como característica a limitabilidade. 
Nenhum deles é absoluto, nem mesmo o direito à vida. Nesse sentido, admite-
se a pena de morte em tempo de guerra declarada, por exemplo (art. 5º, 
XLVII, “a”, CF). Questão incorreta. 
218. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) Pode-se afirmar que, no direito 
brasileiro, o direito à vida e à incolumidade física são direitos 
absolutos, no sentido de que nenhum outro previsto na Constituição 
pode sobre eles prevalecer, nem mesmo em um caso concreto isolado. 
Comentários: 
 Nenhum direito fundamental é absoluto. Questão incorreta. 
219. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 
estabeleceu cinco espécies de direitos e garantias fundamentais: 
direitos e garantias individuais e coletivos; direitos sociais; direitos de 
nacionalidade; direitos políticos; e direitos relativos à existência e 
funcionamento dos partidos políticos. 
Comentários: 
 De fato, são essas as espécies de direitos e garantias fundamentais. O 
Título II da Constituição Federal, denominado “Dos Direitos e Garantias 
Fundamentais”, apresenta cinco capítulos, para tratar desses direitos: direitos 
e garantias individuais e coletivos (Capítulo I); direitos sociais (Capítulo II); 
direitos de nacionalidade (Capítulo III); direitos políticos (Capítulo IV); e 
direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos (Capítulo 
V). Questão correta. 
VII. Art. 5o da Constituição 
220. (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário) Apesar de o 
art. 5o, caput, da Constituição Federal de 1988 fazer menção apenas 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes, pode-se afirmar que os 
estrangeiros não residentes também podem invocar a proteção de 
direitos fundamentais. 
Comentários: 
 Determina a CF/88 que todos são iguais perante a lei, sem distinções de 
qualquer natureza. Apesar de o “caput” do art. 5º da CF/88 fazer referência 
expressa somente aos estrangeiros residentes no país, a doutrina entende que 
os direitos fundamentais são assegurados a qualquer pessoa que se encontre 
em território nacional, inclusive a estrangeiros residentes no exterior. Questão 
correta. 
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221. (ESAF/2012/CGU) A Constituição assegura aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no país, em igualdade de condições, os direitos 
e garantias individuais tais como: a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, mas aos 
estrangeiros não se estende os direitos sociais destinados aos 
brasileiros. 
Comentários: 
 Tanto os brasileiros quanto os estrangeiros localizados em território 
nacional são titulares de direitos fundamentais, dentre os quais se incluem os 
direitos sociais. Questão incorreta. 
222. (ESAF/2006/PFN) Os estrangeiros não residentes estão alijados 
da titularidade dos direitos fundamentais entre nós. 
Comentários: 
 Os direitos fundamentais estendem-se também aos estrangeiros não 
residentes que se encontrem em território brasileiro. Questão incorreta. 
223. (ESAF/2001/Banco Central) Os direitos fundamentais previstos 
na Constituição Federal somente podem ter por titulares brasileiros - 
natos ou naturalizados. 
Comentários: 
 Os estrangeiros também são titulares de direitos fundamentais. Assim, o 
estrangeiro que trabalha no Brasil tem assegurados os direitos trabalhistas, 
por exemplo. Questão incorreta. 
224. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Somente podem ser 
considerados titulares de direito fundamental os brasileiros ou os 
estrangeiros aqui residentes que tenham atingido a maioridade. 
Comentários: 
 Todos os brasileiros e estrangeiros que se encontrem no Brasil, 
independentemente de aqui residirem ou de sua idade, são titulares de direitos 
fundamentais. Questão incorreta. 
225. (ESAF/2002/MRE) Em nenhum caso os brasileiros não residentes 
no Brasil são alcançados pela declaração de direitos fundamentais 
inscrita na Constituição Federal. 
Comentários: 
 Todos os brasileiros, independentemente de aqui residirem ou de sua 
idade, são titulares de direitos fundamentais. Questão incorreta. 
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226. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) Os direitos fundamentais são garantidos 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país. Os demais 
estrangeiros não podem invocar direitos fundamentais no Brasil. 
Comentários: 
 Os direitos fundamentais estendem-se também aos estrangeiros não 
residentes que se encontrem no Brasil. Questãoincorreta. 
227. (ESAF/2010/SUSEP) Os direitos configurados nos incisos do art. 
5o da Constituição não são, em verdade, concretização e 
desdobramento dos direitos genericamente previstos no “caput”. 
Comentários: 
 Os incisos do art. 5º nada mais são do que desdobramentos dos direitos 
previstos em seu “caput”: direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança 
e à propriedade. Questão incorreta. 
228. (ESAF/2009/Analista-Tributário) O direito fundamental à vida, 
por ser mais importante que os outros direitos fundamentais, tem 
caráter absoluto, não se admitindo qualquer restrição. 
Comentários: 
 Nenhum direito fundamental tem caráter absoluto, nem mesmo o direito 
à vida. Nesse sentido, o ordenamento jurídico não considera crime, por 
exemplo, o aborto em casos de estupro. Questão incorreta. 
229. (ESAF/2006/PFN) Os estrangeiros não residentes estão alijados 
da titularidade dos direitos fundamentais entre nós. 
Comentários: 
 Nada disso! Como vimos, os estrangeiros não residentes não estão 
alijados (afastados) da titularidade dos direitos fundamentais no Estado 
brasileiro. Questão incorreta. 
230. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) O estrangeiro, no Brasil, não é 
titular de direitos fundamentais. 
Comentários: 
 Tanto o estrangeiro residente quanto o não residente no Brasil são 
titulares de direitos fundamentais. Questão incorreta. 
231. (TRT 8ª Região/Juiz Federal) O princípio de que todos são iguais 
perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, é a norma de 
garantia prevista no caput do artigo 5° da CF. Seu conteúdo material 
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admite a diferenciação entre os desiguais para aplicação da norma 
jurídica, pois é na busca da isonomia que se faz necessário tratamento 
diferenciado, em decorrência de situações que exigem tratamento 
distinto, como forma de realização da igualdade. Assim, é 
constitucionalmente possível o estabelecimento pontual de critério de 
promoção diferenciada para homens e mulheres. 
Comentários: 
 De acordo com o inciso II, do art. 5º da CF/88, homens e mulheres são 
iguais em direitos e obrigações, nos termos da Constituição. A lei não pode 
criar discriminação entre pessoas que estão em posição equivalente, exceto 
quando há razoabilidade para tal. Há, portanto, exceções, casos em que a lei 
pode criar distinções. É o caso, por exemplo, do estabelecimento pontual de 
critério de promoção diferenciada para homens e mulheres13. Questão correta. 
232. (ESAF/2012/PGFN) Homens e mulheres não são iguais em 
direitos e obrigações quando assim fixado nos termos da própria 
Constituição Federal de 1988. 
Comentários: 
 De acordo com o inciso II, do art. 5º da CF/88, homens e mulheres são 
iguais em direitos e obrigações, nos termos da Constituição. Questão 
incorreta. 
233. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Nenhuma distinção de direitos 
entre homens e mulheres além daquelas especificadas pelo 
constituinte pode ser estabelecida pelo legislador ordinário. 
Comentários: 
 De fato, a lei não pode criar discriminação entre pessoas que estão em 
posição equivalente, exceto quando há razoabilidade para tal. Há, portanto, 
exceções, ou seja, situações em que a lei pode criar distinções. É o caso de lei 
que proibisse que as mulheres fossem menos remuneradas que os homens 
para o desempenho de uma mesma função, punindo as empresas que o 
fizessem, por exemplo. Questão incorreta. 
234. (ESAF/2002/MRE) O princípio da igualdade entre homens e 
mulheres fulmina de inconstitucionalidade todo o tratamento 
legislativo diferenciado em razão do sexo do destinatário da norma. 
Comentários: 
 Admite-se o tratamento legislativo diferenciado nos casos em que haja 
razoabilidade para tal. Nesse sentido, o STF considerou constitucional lei que 
 
3
 RE-AgR 483449 RJ, Rel. Min. Celso de Mello, j. 24.03.2009, p. 23.04.2009. 
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estabelece pontualmente critério de promoção diferenciada entre homens e 
mulheres4. Questão incorreta. 
235. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) O princípio constitucional da igualdade 
entre homens e mulheres impede que se confira qualquer direito a 
pessoas do sexo feminino que não seja extensível também às do sexo 
masculino. 
Comentários: 
 É admissível que se confiram direitos a mulheres não extensíveis aos 
homens, desde que haja razoabilidade para tal. Questão incorreta. 
236. (ESAF/2006/SRF) A doutrina e a jurisprudência reconhecem que 
a igualdade de homens e mulheres em direitos e obrigações, prevista 
no texto constitucional brasileiro, é absoluta, não admitindo exceções 
destinadas a compensar juridicamente os desníveis materiais 
existentes ou atendimento de questões socioculturais. 
Comentários: 
 Essa igualdade não é absoluta. Ela admite, sim, exceções destinadas a 
diminuir os desníveis materiais ou socioculturais entre homens e mulheres. 
Questão incorreta. 
237. (ESAF/2010/Susep) A igualdade de todos perante a lei foi 
suficiente, não tendo havido necessidade de a Constituição reforçar o 
princípio com outras normas sobre a igualdade. 
Comentários: 
 Apesar de o “caput” do art. 5º da Constituição prever que “todos são 
iguais perante a lei”, o legislador constituinte verificou a necessidade de que o 
princípio da igualdade fosse reforçado em diversos outros dispositivos da 
Constituição. Um deles é o inciso I do art. 5º, segundo o qual “homens e 
mulheres são iguais em direitos e obrigações”, nos termos da Constituição. 
Questão incorreta. 
238. (ESAF/2002/Banco Central) Suponha que um projeto de lei, 
encaminhado ao Legislativo pelo Chefe do Poder Executivo, conceda 
vantagem financeira a uma dada categoria de servidores públicos, 
deixando, porém, de concedê-la a outra categoria, em desacordo com 
as exigências do princípio da isonomia. No âmbito do Judiciário, o 
tratamento diferenciado poderá ser tido como inconstitucional, mas a 
vantagem não poderá ser estendida ao segmento do funcionalismo 
discriminado. 
 
4
 RE-AgR 483449 RJ, Rel. Min. Celso de Mello, j. 24.03.2009, p. 23.04.2009. 
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Comentários: 
 O enunciado está perfeito! Para maior aprofundamento no tema, 
reproduzo a Súmula 339 do STF: “não cabe ao Poder Judiciário, que não tem 
função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob 
fundamento de isonomia”. Questão correta. 
239. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Dada a igualdade entre homens e 
mulheres, em nenhum caso a lei pode conferir vantagem às mulheres, 
sem estendê-las também aos homens. 
Comentários: 
 De acordo com o inciso II, do art. 5º da CF/88, homens e mulheres são 
iguais em direitos e obrigações, nos termos da Constituição. A lei não pode 
criar discriminação entre pessoas que estão em posição equivalente, exceto 
quando há razoabilidade para tal. Há, portanto, exceções, casos em que a lei 
pode criar distinções, conferindo vantagens a mulheres em detrimento dos 
homens. Questão incorreta. 
240. (TRT 8ª Região/Juiz Federal) A correta interpretação do 
princípio da igualdade torna inaceitável discriminar uma pessoa em 
função do sexo, sempre que o mesmo seja eleito com o propósitode 
desnivelar materialmente o homem da mulher; aceitando-o, porém, 
quando a finalidade pretendida for atenuar os desníveis de tratamento, 
não permitindo, porém, que normas infraconstitucionais tenham essa 
finalidade, ainda que em benefício da parte discriminada. 
Comentários: 
 A questão começa correta e termina errada... De fato, a correta 
interpretação do princípio da igualdade torna inaceitável discriminar uma 
pessoa em função do sexo, sempre que o mesmo seja eleito com o propósito 
de desnivelar materialmente o homem da mulher; aceitando-o, porém, quando 
a finalidade pretendida for atenuar os desníveis de tratamento. Por isso 
mesmo, pode a lei infraconstitucional ter a finalidade de atuar em prol de 
suavizar os desníveis de tratamento entre homens e mulheres, em benefício da 
parte discriminada. Questão incorreta. 
241. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) A Constituição veda todo tratamento 
diferenciado entre brasileiros que tome como critério o sexo, a etnia 
ou a idade dos indivíduos. 
Comentários: 
 O princípio da igualdade impede que se discrimine uma pessoa em 
função de seu sexo, etnia ou idade, dentre outras características. Entretanto, 
sempre que o tratamento seja diferenciado para atenuar desníveis de 
tratamento injustos ou para favorecer os hipossuficientes, será considerado 
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válido. Nesse sentido, em vários de seus dispositivos a Constituição faz tal 
diferenciação, ou prevê a validade de leis que o façam. É o caso do art. XX, por 
exemplo. Questão incorreta. 
242. (TRT 8ª Região/Juiz Substituto) Ninguém será obrigado a fazer 
ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, exceto se a 
exigência, ainda que contrária à lei, decorra de previsão constante de 
contrato privado. 
Comentários: 
 Qualquer exigência só é possível se condizente com a lei. Contrato 
privado contrário a lei é inválido, não podendo, portanto, gerar a obrigação de 
fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Questão incorreta. 
243. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O princípio da legalidade, consagrado na 
Constituição Federal de 1988, estabelece que ninguém será obrigado a 
fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Logo, no 
Sistema Constitucional pátrio, não é possível a edição, pelo Chefe do 
Poder Executivo, de decreto autônomo. 
Comentários: 
 Nada disso! O decreto autônomo é previsto no art. 84, VI, da CF, e tem 
“status” de lei. Questão incorreta. 
244. (ESAF/2012/PGFN) Como direito fundamental geral, o princípio 
da legalidade se configura em que os indivíduos são livres em suas 
ações privadas, salvo se a lei impuser que ele e abstenha de alguma 
iniciativa ou lhe determinar a realização de alguma iniciativa. 
Comentários: 
 De fato, o princípio da legalidade, para os particulares, pressupõe que a 
regra é a liberdade em suas ações, que só pode ser cerceada por lei. Questão 
correta. 
245. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Com relação ao direito, 
a todos assegurado, de não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer 
alguma coisa, senão em virtude de lei, o sentido do termo "lei" é 
restrito, não contemplando nenhuma outra espécie de ato normativo 
primário. 
Comentários: 
 O vocábulo “lei” estende-se, sim, a todos os atos normativos primários, 
ou seja, a todos aqueles que se subordinam diretamente à Constituição. 
Questão incorreta. 
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246. (ESAF/2004/MRE) Em face do princípio da legalidade, uma 
resolução ou um decreto legislativo provenientes de Casas do 
Congresso Nacional não podem criar direitos nem obrigações. 
Comentários: 
 Todos os atos com “status” de lei (atos normativos primários) podem 
criar direitos e obrigações. É o caso das resoluções e dos decretos legislativos. 
Questão incorreta. 
247. (ESAF/2006/SRF) Com relação ao direito, a todos assegurado, de 
não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em 
virtude de lei, o sentido do termo "lei" é restrito, não contemplando 
nenhuma outra espécie de ato normativo primário. 
Comentários: 
 A palavra lei, nesse caso, é usada em seu sentido material, abrangendo 
todas as normas editadas pelo Poder Público (inclusive atos normativos 
infralegais). Tem-se, portanto, um sentido amplo de lei. Questão incorreta. 
248. (ESAF/2001/SRF) Segundo o princípio da legalidade, tanto os 
poderes públicos como os particulares somente podem fazer o que a 
lei os autoriza. 
Comentários: 
 O princípio da legalidade (art. 5º, II) apresenta acepções diferentes para 
os particulares e para a Administração Pública. Enquanto para os primeiros é 
uma garantia, a de que só podem ser obrigados a agirem ou a se omitirem por 
lei, para os últimos é uma limitação. Questão incorreta. 
249. (ESAF/2006/RFB) A liberdade de manifestação do pensamento, 
nos termos em que foi definida no texto constitucional, só sofre 
restrições em razão de eventual colisão com o direito à intimidade, 
vida privada, honra e imagem. 
Comentários: 
 A liberdade de manifestação do pensamento (art. 5º, IV, CF) sofre várias 
outras restrições. Como exemplo, não se pode manifestar pensamento a favor 
do racismo. Questão incorreta. 
250. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) A Constituição proclama a liberdade de 
expressão, assegurando o direito ao anonimato e o sigilo de fonte. 
Comentários: 
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 O anonimato é vedado pela CF/88 (art. 5º, IV). Já o sigilo da fonte (art. 
5º, XIV, CF) é assegurado aos jornalistas, no exercício da profissão. Questão 
incorreta. 
251. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Nos termos da Constituição em 
vigor, é livre a manifestação de pensamento, inclusive anonimamente. 
Comentários: 
 Nos termos da Constituição (art. 5º, IV) é livre a manifestação do 
pensamento, sendo vedado o anonimato. Questão incorreta. 
252. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Faz parte da liberdade de 
expressão divulgar opiniões e críticas anonimamente. 
Comentários: 
 Nos termos da Constituição (art. 5º, IV) é livre a manifestação do 
pensamento, sendo vedado o anonimato. Questão incorreta. 
253. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Inclui-se no âmbito da 
liberdade de expressão a manifestação de opiniões anonimamente. 
Comentários: 
 Reza a Constituição (art. 5º, IV) que é livre a manifestação do 
pensamento, sendo, entretanto, vedado o anonimato. Questão incorreta. 
254. (ESAF/2004/ANEEL) A liberdade de manifestação de pensamento 
pode ser exercida de modo anônimo, se assim o preferir o indivíduo. 
Comentários: 
 Nada disso! O anonimato é vedado (art. 5º, IV, CF). Questão incorreta. 
255. (ESAF/2004/MPU) O anonimato não é empecilho ao exercício da 
liberdade de manifestação. 
Comentários: 
 A CF/88 veda o anonimato (art. 5º, IV, CF). Questão incorreta. 
256. (ESAF/2004/MRE) O indivíduo ofendido na sua honra por meio 
de órgão da imprensa, mas que tenha obtido o direito de resposta, não 
fará jus à indenização por danos morais. 
Comentários: 
 O inciso V do art. 5º da Constituição determina que “é assegurado o 
direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano 
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material, moral ou à imagem”. O direito à indenização é, portanto, cumulável 
com o direito de resposta (art. 5º, V, CF). Questão incorreta. 
257. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) O servidor público, injustamente 
agredido por uma reportagem jornalística da imprensa escrita, além 
de direito à indenização, tanto por danos morais como por danos 
materiais, tem o direito de resposta, proporcional ao agravo sofrido. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, V, da Constituição, segundo o qual é 
assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização 
por dano material, moral ou à imagem. Questão correta. 
258. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) O abuso na 
manifestação de pensamento não está protegido pela liberdade de 
expressão, e pode ensejar indenização por danos morais e materiais. 
Comentários: 
 De fato, o art. 5º, V, da Constituição limita o abuso na manifestação do 
pensamento, que pode ensejar indenização pelo dano material, moral ou à 
imagem. Questão correta. 
259. (ESAF/2004/Aneel) Pela ofensa à sua honra, a vítima pode 
receber indenização por dano moral, mas não por danos materiais. 
Comentários: 
 A vítima, nesse caso, pode receber tanto a indenização por dano moral 
quanto apor danos materiais, uma vez que elas são cumuláveis5. Questão 
incorreta. 
260. (ESAF/2002/INSS) O comportamento do rapaz é ilegítimo do 
ponto de vista constitucional, porquanto a liberdade de comunicação 
somente protege a manifestação de ideias e pensamentos expressos 
por meio verbal - não protegendo a divulgação de fotografias. 
Comentários: 
 A liberdade de comunicação abrange todas as formas de manifestação do 
pensamento, inclusive as não verbais. Entretanto, caso haja violação do direito 
de outrem, este terá direito à indenização, com base no art. 5º, V, CF. Questão 
incorreta. 
261. (ESAF/2002/INSS) Demonstrado que o constituinte de 1988, ao 
elaborar o texto constitucional, não tinha em mente a internet como 
 
5 RE 286204 DF, Min. Ayres Britto, j. 07.05.2004. 
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meio de comunicação, não se pode dizer que a garantia da liberdade de 
expressão possa ser invocada em casos de manifestações feitas em tal 
meio eletrônico. 
Comentários: 
 A liberdade de expressão se estende, inclusive, a manifestações em meio 
eletrônico. Questão incorreta. 
262. (ESAF/2002/INSS) Invocando o direito de resposta, será 
legítimo que a moça crie também um sítio na internet, em que divulgue 
segredos íntimos do antigo namorado, mantendo-o à disposição do 
público, enquanto o seu antigo namorado não desativar o sítio que 
desenvolveu. 
Comentários: 
 O direito à resposta deverá ser proporcional ao agravo, não servindo de 
manto de proteção a práticas ilícitas. A moça poderá se pronunciar a respeito 
do caso, mas jamais poderá responder ao ilícito com outro. Questão incorreta. 
263. (ESAF/2006/SRF) A proteção da honra, prevista no texto 
constitucional brasileiro, que se materializa no direito a indenização 
por danos morais, aplica-se apenas à pessoa física, uma vez que a 
honra, como conjunto de qualidades que caracterizam a dignidade da 
pessoa, é qualidade humana. 
Comentários: 
 Segundo a jurisprudência, o direito à honra se estende às pessoas 
jurídicas, que podem, inclusive, sofrer dano moral. É o que determina a 
Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça: “a pessoa jurídica pode sofrer 
dano moral”. Questão incorreta. 
264. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal) Pessoas 
jurídicas de direito público não podem ser titulares de direitos 
fundamentais. 
Comentários: 
 Tanto as pessoas jurídicas quanto as físicas podem ser titulares de 
direitos fundamentais. Prova disso é que o direito à honra, segundo a Súmula 
227 do STJ, estende-se também às pessoas jurídicas. Questão incorreta. 
265. (ESAF/2004/CGU) Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal 
de Justiça, o direito à inviolabilidade da honra, pela natureza subjetiva 
desse atributo, não se aplica à pessoa jurídica. 
Comentários: 
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 Segundo a jurisprudência do STJ, o direito à honra se estende às 
pessoas jurídicas, que podem, inclusive, sofrer dano moral. É o que determina 
a Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça: “a pessoa jurídica pode sofrer 
dano moral”. Questão incorreta. 
266. (ESAF/2006/PFN) Pessoa jurídica de direito público pode ser 
titular de direitos fundamentais invocáveis contra interesses de 
indivíduos. 
Comentários: 
 De fato, as pessoas jurídicas de direito público também são titulares de 
direitos fundamentais invocáveis contra interesses de particulares. Assim, 
pode uma autarquia exigir direito de resposta em um jornal que veicula 
informação errônea que lhe cause dano à imagem, por exemplo. Questão 
correta. 
267. (ESAF/2001/Banco Central) Pessoas jurídicas de direito público 
podem invocar certos direitos fundamentais previstos no capítulo da 
Constituição relativo aos direitos e deveres individuais e coletivos. 
Comentários: 
 De fato. Assim, pode uma autarquia exigir direito de resposta em um 
jornal que veicula informação errônea que lhe cause dano à imagem, por 
exemplo. Questão correta. 
268. (ESAF/2004/MRE) Pessoas jurídicas podem ser titulares de 
direitos fundamentais. 
Comentários: 
 Certamente que sim! Prova disso é que o direito à honra, segundo a 
Súmula 227 do STJ, estende-se também às pessoas jurídicas. Questão correta. 
269. (ESAF/2007/PGDF) Pessoas jurídicas de direito público podem 
ser titulares de direitos fundamentais. 
Comentários: 
 De fato, as pessoas jurídicas, assim como as físicas, podem ser titulares 
de direitos fundamentais. Prova disso é que o direito à honra, segundo a 
Súmula 227 do STJ, estende-se também às pessoas jurídicas. Questão correta. 
270. (ESAF/2002/Banco Central) Pessoas jurídicas de direito público 
podem ser titulares de direitos fundamentais. 
Comentários: 
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 Questão idêntica à anterior. Gabarito: correta. 
271. (ESAF/2007/PGDF) Os direitos fundamentais, na ordem 
constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas 
físicas. 
Comentários: 
 As pessoas físicas podem, sim, em nossa ordem constitucional, ser 
sujeitos passivos de direitos fundamentais. Assim, na ação popular (art. 5º, 
LXXIII, CF), por exemplo, são sujeitos passivos todas as autoridades, os 
administradores e os servidores e empregados públicos que participaram do 
ato ou contrato lesivo, ou que se omitiram, permitindo a lesão. Questão 
incorreta. 
272. (ESAF/2004/MPU) Os direitos fundamentais, na ordem 
constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas 
físicas. 
Comentários: 
 As pessoas físicas podem, sim, em nossa ordem constitucional, ser 
sujeitos passivos de direitos fundamentais. Questão incorreta. 
273. (ESAF/2001/Promotor-CE) Os direitos fundamentais, na ordem 
constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas 
físicas. 
Comentários: 
 Podem sim! Na ação popular (art. 5º, LXXIII, CF), por exemplo, são 
sujeitos passivostodas as autoridades, os administradores e os servidores e 
empregados públicos que participaram do ato ou contrato lesivo, ou que se 
omitiram, permitindo a lesão. Questão incorreta. 
274. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) A Constituição protege 
a liberdade de exercício de culto religioso apenas quando este 
acontece em lugar fechado ao público em geral. 
Comentários: 
 De acordo com o art. 5º, VI, da Constituição Federal, “é inviolável a 
liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos 
cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a 
suas liturgias”. Não se exige, para a proteção à liberdade de culto, que este 
ocorra em lugar fechado. Questão incorreta. 
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275. (ESAF/2009/MPOG) É inviolável a liberdade de consciência e de 
crença, assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida 
de forma absoluta a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. 
Comentários: 
 Nenhum direito fundamental é absoluto. A proteção aos locais de culto e 
a suas liturgias ocorrerá na forma da lei, comportando exceções. Questão 
incorreta. 
276. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) De acordo com a Constituição Federal de 
1988, deve o Poder Público proporcionar a prestação de assistência 
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, 
contribuindo, inclusive, com recursos materiais e financeiros. 
Comentários: 
 A assistência religiosa não se confunde com a obrigação de oferecer 
recursos materiais e financeiros a essas entidades. Não se trata de uma 
obrigação positiva, mas sim negativa, no sentido de não oferecer óbice à 
assistência, de caráter privado, oferecida pelos representantes de cada culto 
ou crença a seus fiéis. Questão incorreta. 
277. (ESAF/2004/PGE-DF) É assegurada a prestação de assistência 
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, não 
podendo a lei, em virtude do livre exercício dos cultos religiosos e da 
inviolabilidade da liberdade de crença, estabelecer restrições àquela 
prestação. 
Comentários: 
 Note que a Carta Magna assegura a prestação de assistência religiosa 
nas entidades civis e militares de internação coletiva nos termos da lei. Trata-
se de norma de eficácia contida, que poderá sofrer restrições por ato legal. 
Questão incorreta. 
278. (ESAF/2009/MPOG) Poderá ser privado de direitos quem invocar 
motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política para 
eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir 
prestação alternativa, fixada em lei. 
Comentários: 
 A questão cobra a literalidade do art. 5O, VIII, da Carta Magna, segundo 
o qual ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de 
convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação 
legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em 
lei. Questão correta. 
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279. (ESAF/2002/STN) O indivíduo que invoca motivo de crença 
religiosa para se eximir de obrigação legal a todos imposta e que se 
recusa a cumprir prestação alternativa fixada em lei pode ser privado 
de direitos. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, VIII, da Constituição. Questão correta. 
280. (ESAF/2008/MPOG) Ninguém será privado de direitos por motivo 
de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as 
invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se 
a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. Assinale a opção que 
indica com exatidão a objeção que legitimamente pode ser oposta ao 
Estado para eximir-se de obrigação legal a todos imposta. 
a) Escusa de obrigação legal. 
b) Escusa de direitos. 
c) Escusa de consciência. 
d) Escusa de prestação alternativa. 
e) Escusa de liberdade. 
Comentários: 
 Trata-se da chamada “escusa de consciência”. A letra C é o gabarito. 
281. (ESAF/2006/SRF) Nos termos definidos na Constituição Federal, 
a objeção de consciência, que pode ser entendida como impedimento 
para o cumprimento de qualquer obrigação que conflite com crenças 
religiosas e convicções filosóficas ou políticas, não poderá ser objeto 
de nenhuma espécie de sanção sob a forma de privação de direitos. 
Comentários: 
 De fato, a regra é que a objeção de consciência não gere sanções, sob a 
forma de privação de direitos. Entretanto, prevê a Carta Magna uma exceção: 
caso o indivíduo se recuse a cumprir obrigação legal alegando escusa de 
consciência, bem como a prestação alternativa fixada pela lei. Questão 
incorreta. 
282. (ESAF/2002/STN) O indivíduo que invoca motivo de crença 
religiosa para se eximir de obrigação legal a todos imposta e que se 
recusa a cumprir prestação alternativa fixada em lei pode ser privado 
de direitos. 
Comentários: 
 O inciso VIII do art. 5º da Constituição consagra a denominada “escusa 
de consciência”. Isso significa que, em regra, ninguém será privado de direitos 
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por não cumprir obrigação legal imposta a todos devido a suas crenças 
religiosas ou convicções filosóficas ou políticas. Nesse caso, será imposta uma 
prestação alternativa à pessoa que alegou o imperativo de consciência. E o que 
acontecerá se essa pessoa recusar-se, também, a cumprir a prestação 
alternativa? Ela poderá, então, excepcionalmente sofrer restrição de direitos. 
Veja que para isso, são necessárias, cumulativamente, duas condições: 
recusar-se a cumprir obrigação legal alegando escusa de consciência e, ainda, 
a cumprir a prestação alternativa fixada pela lei. Questão correta. 
283. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O indivíduo poderá se negar à prestação 
do serviço militar obrigatório, mesmo em tempo de guerra, alegando 
escusa de consciência (convicção filosófica). Todavia, não poderá se 
negar à prestação de atividade alternativa legalmente definida. 
Comentários: 
 A escusa de consciência poderá ser alegada para se negar à prestação do 
serviço militar obrigatório apenas em tempo de paz (art. 143, § 1º, CF). Além 
disso, o indivíduo poderá se negar à prestação da atividade alternativa 
legalmente definida. Entretanto, nesse caso, poderá sofrer restrição de 
direitos. Questão incorreta. 
284. (ESAF/2006/Aneel) O indivíduo não pode, em caso algum, 
invocar suas convicções políticas para se escusar a cumprir uma 
obrigação legal a todos imposta, mas pode, para o mesmo fim, invocar 
crença religiosa bem demonstrada, sem perder os seus direitos de 
cidadão. 
Comentários: 
 Tanto as convicções políticas quanto a crença religiosa podem ser 
invocadas na escusa de consciência. Questão incorreta. 
285. (ESAF/2009/MPOG) É livre a expressão da atividade intelectual, 
artística, científica e de comunicação, independentemente de censura 
ou licença, assim como a manifestação do pensamento, sendo vedado 
o anonimato. 
Comentários: 
 A questão cobra o conhecimento dos incisos IV e IX do art. 5º da Carta 
Magna. Questão correta. 
286. (ESAF/2006/CGU) Nos termos definidos no texto constitucional, 
o exercício da liberdade de expressão da atividade intelectual, artística 
e de comunicação,depende de licença, nos termos da lei. 
Comentários: 
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 Reza a Carta Magna (art. 5º, IX) que “é livre a expressão da atividade 
intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de 
censura ou licença”. Questão incorreta. 
287. (ESAF/2001/CVM) A expressão pública de opiniões sobre outras 
pessoas, mesmo que ofensiva e degradante, nunca constitui ato ilícito, 
uma vez que a Constituição proíbe a censura. 
Comentários: 
 A liberdade de expressão (art. 5º, IX, CF), como qualquer direito 
fundamental, é relativa, ou seja, limitada por outros direitos protegidos pela 
Carta Magna. Assim, a manifestação de opinião racista sobre uma pessoa, por 
exemplo, é ato ilícito (art. 5º, XLII, CF), apesar da vedação constitucional à 
censura. Questão incorreta. 
288. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) A liberdade de 
expressão artística somente protege o artista que cria obras 
consideradas de superior valor estético. 
Comentários: 
 Reza a Carta Magna (art. 5º, IX) que “é livre a expressão da atividade 
intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de 
censura ou licença”. Isso significa que é ampla a liberdade artística, 
independentemente do valor estético das obras. Questão incorreta. 
289. (ESAF/2006/Aneel) Por ser a liberdade de expressão livre de 
censura, pacificou-se o entendimento de que não se pode punir a 
opinião divulgada que seja agressiva à honra de terceiros. 
Comentários: 
 Assim como os demais direitos fundamentais, a liberdade de expressão 
(art. 5º, IX, CF) não é absoluta. Assim, pode-se punir a opinião agressiva à 
honra de terceiros, com base no art. 5º, X, da CF/88. Questão incorreta. 
290. (ESAF/2006/Aneel) Para a reparação do dano moral por ofensa à 
intimidade e à privacidade exige-se a ocorrência de ofensa à reputação 
do indivíduo. 
Comentários: 
 O STF considera que, para que haja condenação por dano moral, não é 
necessário ofensa à reputação do indivíduo. Assim, a dor de se perder um 
membro da família, por exemplo, pode ensejar indenização por danos morais. 
Questão incorreta. 
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291. (ESAF/2003/Procurador da Fazenda Nacional) Não há reparação 
por danos morais sem prova de dano à reputação do autor da 
demanda. 
Comentários: 
 Segundo o STF, para que haja condenação por dano moral, não é 
necessário ofensa à reputação do indivíduo. Questão incorreta. 
292. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) O agente político do Estado não pode 
invocar o direito à privacidade, enquanto estiver no exercício do cargo. 
Comentários: 
 Não se pode afirmar que o agente político não tenha direito à 
privacidade. O STF entende que esta é relativa, uma vez que ele deve à 
sociedade as contas da atuação desenvolvida6. Questão incorreta. 
293. (ESAF/2003/Procurador da Fazenda) As pessoas que se dedicam 
à vida pública abrem mão, implicitamente, da pretensão ao direito à 
privacidade. 
Comentários: 
 Mesmo quem se dedica à vida pública tem direito à privacidade. Esta se 
mantém no que diz respeito a fatos íntimos e da vida familiar, embora nunca 
naquilo que se refira à sua atividade pública7. Questão incorreta. 
294. (ESAF/2008/CGU) É livre a expressão da atividade intelectual, 
artística, científica e de comunicação, observados os limites 
estabelecidos pela censura e obtenção de licença nos termos da lei. 
Comentários: 
 A atividade intelectual, artística, científica e de comunicação é livre, 
independendo de censura ou licença (art. 5º, IX, CF). Questão incorreta. 
295. (ESAF/2008/CGU) livre a expressão da atividade intelectual, 
artística, científica e de comunicação, independente de censura, 
observada a necessidade de licença. 
Comentários: 
 A atividade intelectual, artística, científica e de comunicação é livre, 
independe de censura e também de licença (art. 5º, IX). Destaca-se, porém, 
 
6 Inq 2589 MS, Min. Marco Aurélio, j. 02.11.2009, p. 20.11.2009. 
7 RE 577785 RJ, Min. Ricardo Lewandowski, j. 20.05.2008, p. 30.05.2008. 
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que a liberdade de expressão, como qualquer direito fundamental, é relativa. 
Isso porque é limitada por outros direitos protegidos pela Carta Magna, como a 
inviolabilidade da privacidade e da intimidade do indivíduo, por exemplo. 
Questão incorreta. 
296. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) A publicação da fotografia de 
alguém, que causa constrangimento e aborrecimento, pode ensejar 
indenização por danos morais. 
Comentários: 
 De fato, a publicação da fotografia de alguém, de caráter vexatório, pode 
ensejar indenização por danos morais, com base no art. 5º, X, da CF. Destaca-
se, ainda, que segundo o STF, se determinada pessoa tomar ciência de que 
será publicada matéria jornalística que ofenda sua privacidade ou honra, ser-
lhe-á assegurado o direito de requerer, na via judicial, que a respectiva 
matéria não seja divulgada, com base no direito à privacidade. Para isso, 
utilizará ação inibitória. Caso não queira agir preventivamente, poderá o 
indivíduo, após a publicação e consequente violação de seus direitos, utilizar-
se da via repressiva, por meio da indenização por danos morais. Questão 
correta. 
297. (ESAF/2002/INSS) Suponha que um rapaz, inconformado com o 
término de um longo namoro, queira vingar-se da antiga namorada, 
criando um sítio (site) na internet, em que divulga fotografias da 
moça, expondo-a ao público de modo vexatório. O rapaz, no sítio que 
criou, invoca a liberdade de expressão como fundamento do seu 
comportamento. A moça retratada poderá pedir indenização pelos 
danos materiais que a divulgação das fotografias lhe tenha causado, 
mas, por conta da garantia da liberdade de expressão, não poderá 
exigir que as fotos sejam retiradas do site. 
Comentários: 
 A moça poderá, sim, exigir que as fotos sejam retiradas do site, com o 
objetivo de evitar a perpetuação do dano. Questão incorreta. 
298. (ESAF/2009/MPOG) São invioláveis a intimidade, a vida privada, 
a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito de resposta, 
proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral 
ou à imagem decorrente de sua violação. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, X, da Constituição. Questão correta. 
299. (ESAF/2008/CGU – Adaptada) Está em consonância com os 
direitos e deveres individuais e coletivos assegurados pela 
Constituição a afirmação a seguir: são invioláveis a intimidade, a vida 
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privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a 
pagamento pela utilização devidamente autorizada e o direito a 
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. 
Comentários: 
 A Constituição não assegura expressamente o direito a pagamento pela 
utilização devidamente autorizada da imagem das pessoas (art. 5º, X, CF). 
Questão incorreta. 
300. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) A liberdade de expressão é 
incompatível com pedido de reparação por danos morais formulado por 
pessoa atingidaem sua honra pelas palavras proferidas. 
Comentários: 
 A liberdade de manifestação do pensamento (art. 5º, IV, CF) é, sim, 
compatível com pedido de reparação por danos morais formulado por pessoa 
atingida em sua honra pelas palavras proferidas. O inciso X do art. 5º da 
Constituição determina que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a 
honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano 
material ou moral decorrente de sua violação. Questão incorreta. 
301. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) A ofensa ao direito à honra ou à 
imagem de alguém gera para a vítima o direito de exigir reparação 
financeira por danos morais e materiais cumulativamente. 
Comentários: 
 São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das 
pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação (art. 5º, X, CF). Questão correta. 
302. (ESAF/2010/MTE) Já está pacificado pelo Supremo Tribunal 
Federal que locais onde se exerce a profissão como escritório 
profissional não é domicílio para fins de aplicação do direito à 
inviolabilidade domiciliar, pois apesar de fechado tem livre acesso ao 
público. 
Comentários: 
 Para o STF, o conceito de “casa” revela-se abrangente, estendendo-se a 
qualquer compartimento privado não aberto ao público, onde alguém exerce 
profissão ou atividade (Código Penal, art. 150, § 4º, III). É o caso dos 
escritórios profissionais, por exemplo (HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, 
julgamento em 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008). Questão 
incorreta. 
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303. (ESAF/2001/PM-Natal) No exercício de atividade de fiscalização 
tributária, o servidor público está legitimado a ingressar em escritório 
profissional de investigado, independentemente de sua autorização ou 
de autorização judicial, desde que o faça durante o dia. 
Comentários: 
 O escritório profissional, segundo o STF, está sujeito à inviolabilidade 
domiciliar. Assim, o servidor público só pode adentrá-lo, no exercício da atividade de 
fiscalização tributária, com o consentimento do investigado ou, na falta deste, por 
determinação judicial, durante o dia. Questão incorreta. 
304. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) O compartimento privado onde alguém 
exerce a sua profissão está abrangido pela proteção que o constituinte 
confere à casa do indivíduo. 
Comentários: 
 É esse o entendimento do STF (HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, 
julgamento em 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008). Questão 
correta. 
305. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) Estende-se ao escritório profissional 
do indivíduo a garantia constitucional da inviolabilidade da sua casa. 
Comentários: 
 Para o STF, o conceito de “casa” se estende a qualquer compartimento 
privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade 
(Código Penal, art. 150, § 4º, III). É o caso dos escritórios profissionais, por 
exemplo (HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 10-6-2008, 
Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008). Questão correta. 
306. (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário) A garantia 
constitucional da inviolabilidade de domicílio não inclui escritórios de 
advocacia. 
Comentários: 
 Para o STF, os escritórios de advocacia estão compreendidos no conceito 
de “casa”, sendo-lhes assegurada a proteção constitucional8. Questão 
incorreta. 
307. (ESAF/2001/Banco Central) A garantia constitucional da 
inviolabilidade de domicílio não alcança o escritório profissional 
particular do indivíduo. 
 
8 HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, j. 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008. 
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Comentários: 
 Entende o STF que os escritórios de advocacia estão compreendidos no 
conceito de “casa”, sendo-lhes assegurada a proteção constitucional9. Questão 
incorreta. 
308. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicílio 
na seguinte situação: um agente público, munido de determinação 
judicial, força a sua entrada, à noite, na casa de um cidadão, para 
realizar uma busca e apreensão. 
Comentários: 
 Nesse caso, haverá sim invasão ilícita de domicílio. No caso da 
penetração na casa de um indivíduo sem seu consentimento por determinação 
judicial, esta só poderá se dar durante a noite (art. 5º, XI, CF). Questão 
correta. 
309. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicílio 
na seguinte situação: um agente público ingressa na casa de um 
cidadão, à noite, em seguida a consentimento oral do morador. 
Comentários: 
 Havendo consentimento do morador, não há qualquer restrição à entrada 
em seu domicílio. Se não fosse assim, nós, agentes públicos, não poderíamos 
visitar ninguém, não é mesmo? Questão incorreta. 
310. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicílio 
na seguinte situação: um transeunte, que é médico, força a entrada na 
casa de um cidadão, depois que vizinhos desse lhe narram que o 
morador está passando mal e não tem como solicitar socorro por si 
mesmo. 
Comentários: 
 A Constituição permite que se penetre na casa de qualquer pessoa para 
prestar socorro, sem o seu consentimento, em qualquer hora do dia (art. 5º, 
XI, CF). Questão incorreta. 
311. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Depende necessariamente do 
consentimento do morador o ingresso na sua casa para prestar-lhe 
socorro. 
Comentários: 
 
9 HC 93.050, Rel. Min. Celso de Mello, j. 10-6-2008, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2008. 
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 A Constituição permite que se penetre na casa de qualquer pessoa para 
prestar socorro, sem o seu consentimento, em qualquer hora do dia (art. 5º, 
XI, CF). Nem sempre o consentimento é possível num socorro, o indivíduo 
pode estar desmaiado, por exemplo! Isso justifica a previsão constitucional, 
que visa à proteção da vida e da incolumidade física das pessoas. Questão 
incorreta. 
312. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Depende necessariamente de mandado 
judicial o ingresso de um agente público na casa de um particular em 
caso de desastre, sem o consentimento deste. 
Comentários: 
 A Constituição permite que se penetre na casa de qualquer pessoa no 
caso de desastre, sem o seu consentimento e sem ordem judicial, em qualquer 
hora do dia (art. 5º, XI, CF). Novamente, o objetivo é a proteção da vida e da 
incolumidade física dos indivíduos. Questão incorreta. 
313. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicílio 
na seguinte situação: um particular, para libertar pessoas 
sequestradas, que se encontram cativas em uma residência, nela força 
a sua entrada, mesmo com a oposição do morador e sem mandado 
judicial. 
Comentários: 
 Nesse caso, o flagrante delito permite que se penetre na casa do 
indivíduo, mesmo sem o seu consentimento e sem ordem judicial (art. 5º, XI, 
CF). Questão incorreta. 
314. (ESAF/2002/MPOG) Em caso de flagrante delito, agente público 
pode ingressar na casa de particular, independentemente de 
autorização judicial, de dia ou de noite. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, XI, da Constituição Federal. Questão 
correta. 
315. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) Haverá invasão ilícita de domicíliona seguinte situação: em seguida a uma enchente, que causa 
destruição e mortes, particulares ingressam, à noite, numa das casas 
atingidas pela calamidade, em busca de feridos, mesmo sem 
autorização judicial. 
Comentários: 
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 A ocorrência de desastre (enchente) permite a entrada na casa do 
indivíduo, mesmo sem o seu consentimento e sem ordem judicial (art. 5º, XI, 
CF). Questão incorreta. 
316. (ESAF/2004/MPU) Suponha que se saiba que Tício esteja 
fabricando em sua casa substância entorpecente proibida. A conduta 
constitui crime. Nessas circunstâncias, a polícia pode ingressar na casa 
de Tício, mesmo sem o seu consentimento, independentemente de 
autorização de quem quer que seja, a qualquer hora do dia ou da noite. 
Comentários: 
 Nesse caso, por haver flagrante delito, a polícia poderá, sim, entrar na 
casa de Tício a qualquer hora do dia, mesmo sem o seu consentimento e sem 
ordem judicial (art. 5º, XI, CF). Questão correta. 
317. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Diante de evidência de que esteja sendo 
cometido um crime no interior de uma casa, um policial pode forçar a 
sua entrada no local, mesmo que não disponha de um mandado 
judicial, nem esteja autorizado pelo morador. 
Comentários: 
 De fato, no caso de flagrante delito, a Constituição (art. 5º, XI, CF) 
permite que se adentre a casa de uma pessoa, a qualquer hora do dia, mesmo 
sem o seu consentimento e sem autorização judicial. Questão correta. 
318. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) A casa é asilo inviolável do 
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo, por determinação judicial após as 18 horas e durante o 
dia para prestar socorro, em caso de flagrante delito ou desastre. 
Comentários: 
 A determinação judicial só permite a entrada na casa, sem 
consentimento do morador, durante o dia. Já o flagrante delito, o desastre ou 
a prestação de socorro permitem a entrada a qualquer hora. Questão 
incorreta. 
319. (ESAF/2001/Auditor-Fiscal) Para cumprir um mandado judicial, o 
agente público pode entrar em casa de terceiro, sem o consentimento 
do morador, a qualquer hora do dia ou da noite. 
Comentários: 
 A determinação judicial só permite a entrada na casa, sem 
consentimento do morador, durante o dia (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 
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320. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Com um mandado judicial, o policial pode 
entrar na residência de um particular, na hora do dia ou da noite mais 
apropriada para o êxito da sua missão. 
Comentários: 
 No caso de mandado judicial, só se pode penetrar na casa do indivíduo 
sem o seu consentimento durante o dia (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 
321. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) O ingresso na casa, sem 
consentimento do proprietário, só poderá ocorrer em caso de flagrante 
delito ou desastre ou, durante o dia, para a prestação de socorro. 
Comentários: 
 O ingresso na casa, sem consentimento do proprietário, poderá se dar 
em caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda para prestar socorro, em 
qualquer horário. Outra possibilidade é mediante determinação judicial, nesse 
caso, apenas durante o dia (art. 5º, XI, CF). Questão incorreta. 
322. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil) A 
casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar 
sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou 
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação 
judicial ou da autoridade policial competente. 
Comentários: 
 A autoridade policial não pode determinar a invasão do domicílio sem 
ordem judicial, a não ser no caso de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro. Equipara-se, portanto, a qualquer pessoa. A Constituição não 
confere nenhuma prerrogativa específica às autoridades policiais em seu art. 
5º, XI. Questão incorreta. 
323. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) A Constituição estabelece que "a 
casa é asilo inviolável do indivíduo". Diz, também, que ninguém pode 
nela entrar sem o consentimento do morador, salvo em certas 
circunstâncias. Assinale a opção em que não consta hipótese prevista 
constitucionalmente para que alguém ingresse, sem o consentimento 
do morador, em casa alheia. 
a) Em caso de investigação policial de crime hediondo, mediante 
autorização por escrito da autoridade policial, e sempre durante o dia. 
b) Estando em curso o cometimento de um crime na casa, 
independentemente de autorização judicial ou policial. 
c) Em caso de desastre. 
d) Quando o ingresso na casa for necessário para prestar socorro. 
e) Por determinação judicial, durante o dia. 
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Comentários: 
 Determina o art. 5º, XI, da Constituição que “a casa é asilo inviolável do 
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, 
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, 
durante o dia, por determinação judicial”. A partir da leitura do artigo, em 
quais hipóteses se pode penetrar na casa de um indivíduo? 
 Com seu consentimento; 
 Sem seu consentimento, sob ordem judicial, apenas durante o dia; 
 A qualquer hora, sem consentimento do indivíduo, em caso de flagrante 
delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro. 
 A letra A é o gabarito da questão. 
324. (ESAF/2001/CVM) Contra a vontade do morador, pode-se entrar 
na sua casa, por determinação judicial mas, nesse caso, 
exclusivamente durante o dia. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, XI, da Constituição Federal. Questão 
correta. 
325. (ESAF/2002/MRE) A não ser durante o dia, e por determinação 
judicial, ninguém pode entrar na casa de outrem sem o seu 
consentimento expresso. 
Comentários: 
 Além dessa situação, é possível penetrar na casa do indivíduo, sem o seu 
consentimento, a qualquer hora, sem consentimento do indivíduo, em caso de 
flagrante delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro (art. 5º, XI, CF). 
Questão incorreta. 
326. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Não agride a garantia 
constitucional da inviolabilidade de domicílio entrar na casa de 
alguém, sem o consentimento do morador, quando: 
a) ingresso se dá por agente público munido de autorização policial. 
b) está caracterizada situação de flagrante delito. 
c) agente público vai efetuar leitura de medidores de consumo de água e de 
luz, independentemente de autorização judicial. 
d) se trata de cumprir mandado judicial, podendo o ingresso na residência 
alheia ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite. 
e) agente público estiver cumprindo diligência determinada pelo 
representante do Ministério Público no Estado. 
Comentários: 
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 Existem duas situações em que não agride a garantia constitucional da 
inviolabilidade de domicílio entrar na casa de alguém, sem o seu 
consentimento (art. 5º, XI, CF): 
 Sob ordem judicial, apenas durante o dia; 
 A qualquer hora, independentemente de ordem judicial, em caso de 
flagrante delito ou desastre, ou, ainda,para prestar socorro. 
 A letra B é o gabarito da questão. 
327. (ESAF/2001/CVM) Em caso nenhum a polícia pode entrar na casa 
de alguém sem o seu consentimento ou sem mandado judicial. 
Comentários: 
 Existem duas situações em que se pode entrar na casa de alguém sem o 
seu consentimento (art. 5º, XI, CF): 
 Sob ordem judicial, apenas durante o dia; 
 A qualquer hora, mesmo sem mandado judicial, em caso de flagrante 
delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro. 
 Questão incorreta. 
328. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Em nenhum caso 
alguém pode ingressar, à noite, na casa de outrem, sem a permissão 
expressa do morador. 
Comentários: 
 Isso é possível em duas situações (art. 5º, XI, CF): 
 Sob ordem judicial, apenas durante o dia; 
 A qualquer hora do dia, em caso de flagrante delito ou desastre, ou, 
ainda, para prestar socorro. 
 Questão incorreta. 
329. (ESAF/2001/PM-Natal) Munido de autorização judicial, o agente 
público pode ingressar, a qualquer hora, no domicílio de um particular. 
Comentários: 
 No caso de ingresso na casa de um indivíduo, sem o seu consentimento, 
por determinação judicial, este só poderá ser realizado durante o dia (art. 5º, 
XI, CF). Questão incorreta. 
330. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) Juiz de direito determinou a expedição 
de mandado de busca e apreensão de um automóvel de propriedade de 
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pessoa tida como devedora do Estado de São Paulo. Os agentes 
executores do mandado tiveram dificuldade para localizar o endereço 
do executado, que era muito distante do fórum, e lá chegaram apenas 
à noite. Conversaram com o morador, mas ele não entregou o 
automóvel e nem autorizou a entrada dos agentes. Os agentes 
perceberam que o automóvel se encontrava na garagem anexa à casa, 
arrombaram a garagem, apreenderam o automóvel e o levaram ao 
fórum para posterior avaliação. O juiz era competente e os agentes 
executores do mandado estavam investidos na função que exerciam. 
Os executores do mandado agiram ilegalmente, porque ninguém pode 
entrar na casa sem consentimento do morador, salvo em caso de 
flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, 
por determinação judicial, e a garagem está compreendida no conceito 
de casa e, em razão da ilegalidade, geraram, para o Estado de São 
Paulo, o dever de indenizar o morador. 
Comentários: 
 A garagem não é local aberto ao público, estando, portanto, abrangida 
no conceito de “casa”. Os agentes públicos agiram ilegalmente. Questão 
correta. 
331. (ESAF/2008/Prefeitura de Natal) A casa é asilo inviolável do 
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo por determinação judicial, ou, durante o dia, em caso 
de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro. 
Comentários: 
 A entrada na casa sem o consentimento do morador só pode se dar, por 
determinação judicial, durante o dia. No caso de flagrante delito ou desastre, 
ou para prestar socorro, pode se dar a qualquer hora. Questão incorreta. 
332. (ESAF/2006/Aneel) A casa é o asilo inviolável do indivíduo, não 
se podendo em nenhum caso nela penetrar, durante a noite, sem o 
consentimento do proprietário, nem mesmo com mandado judicial. 
Comentários: 
 No caso de flagrante delito ou desastre, ou, ainda, para prestar socorro, 
pode-se penetrar na casa do indivíduo sem o seu consentimento, inclusive à 
noite. Questão incorreta. 
333. (ESAF/2006/Aneel) A sala alugada, mas não aberta ao público, 
em que o indivíduo exerce a sua profissão, mesmo que ali não resida, 
recebe a proteção do direito constitucional da inviolabilidade de 
domicílio. 
Comentários: 
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 Para o STF, o conceito de “casa”, para proteção constitucional, revela-se 
abrangente, estendendo-se a qualquer compartimento privado não aberto ao 
público, onde alguém exerce profissão ou atividade. Portanto, abrange, 
também, a sala alugada, não aberta ao público, onde o indivíduo exerce sua 
profissão. Questão correta. 
334. (ESAF/2010/MTE) O Supremo Tribunal Federal decidiu que é 
impossível a interceptação de carta de presidiário pela administração 
penitenciária, por violar o direito ao sigilo de correspondência e de 
comunicação garantido pela Constituição Federal. 
Comentários: 
 O STF deliberou que “a administração penitenciária, com fundamento em 
razões de segurança pública, de disciplina prisional ou de preservação da 
ordem jurídica, pode, sempre excepcionalmente (...) proceder à interceptação 
da correspondência remetida pelos sentenciados, eis que a cláusula tutelar da 
inviolabilidade do sigilo epistolar não pode constituir instrumento de 
salvaguarda de práticas ilícitas” (STF, HC 70.814-5/SP, DJ 24.06.1994). 
Questão incorreta. 
335. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Inviolável o sigilo da 
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo o sigilo da correspondência, por 
ordem judicial. 
Comentários: 
 De acordo com o inciso XII do art. 5º da Constituição, "é inviolável o 
sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas 
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou 
instrução processual penal”. Desse modo, a exceção prevista expressamente 
pela Constituição se refere ao sigilo das comunicações telefônicas, que pode 
ser violado por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer 
para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Questão 
incorreta. 
336. (ESAF/2003/AFT) Segundo a jurisprudência do STF, a 
inviolabilidade do sigilo das correspondências, das comunicações 
telegráficas e dos dados não é absoluta, sendo possível sua 
interceptação, sempre excepcionalmente, com fundamento em razões 
de segurança pública, de disciplina prisional ou de preservação da 
ordem jurídica, quando este direito estiver sendo exercido para 
acobertar práticas ilícitas. 
Comentários: 
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 De fato, é esse o entendimento do STF (HC 70.814. Primeira Turma, DJ 
de 24/06/1994). Questão correta. 
337. (ESAF/2007/PGDF) Toda gravação de conversa telefônica 
realizada sem autorização da autoridade judicial competente constitui 
prova ilícita. 
Comentários: 
 É lícita a gravação telefônica por um dos interlocutores sem a 
autorização judicial, caso haja investida criminosa daquele que desconhece que 
a gravação está sendo feita. De acordo com o STF, é “inconsistente e fere o 
senso comum falar-se em violação do direito à privacidade quando interlocutor 
grava diálogo com sequestradores, estelionatários ou qualquer tipo de 
chantagista”.10 Questão incorreta. 
338. (ESAF/2001/Banco Central) Constitui prova ilícita a gravação de 
conversa telefônica não autorizada judicialmente, mesmo que feita por 
um dos interlocutores, vítima de investida criminosa levada a cabo por 
meio da mesma ligação telefônica. 
Comentários: 
 É lícita a gravação telefônica por um dos interlocutores sem a 
autorização judicial, caso haja investida criminosa daquele que desconhece que 
a gravação está sendo feita.11 Questão incorreta.339. (ESAF/2002/MPOG) A gravação de conversa telefônica pode ser 
autorizada por autoridade judicial, para fins de instrução de processo 
administrativo disciplinar. 
Comentários: 
 A autoridade judicial só pode autorizar a gravação de conversa telefônica 
nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação 
criminal ou instrução processual penal (art. 5º, XII, CF). Destaca-se, porém, 
que o STF entende que, uma vez obtidas provas mediante quebra do sigilo das 
comunicações telefônicas com base no dispositivo constitucional acima, estas 
podem ser usadas, também, em processos de natureza administrativa. Trata-
se da denominada “prova emprestada”. Questão incorreta. 
340. (ESAF/2006/Aneel) Constitui prova ilícita a gravação, por um dos 
interlocutores, sem autorização judicial, de conversa telefônica, em 
que esteja sendo vítima de crime de extorsão. 
 
10 HC 75.338/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, j. 11.03.98, DJ de 25.09.98. 
11 HC 75.338/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, j. 11.03.98, DJ de 25.09.98. 
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Comentários: 
 O STF entende que, nesse caso, a prova é lícita, em face da legítima 
defesa. Questão incorreta. 
341. (ESAF/2004/MPU) Toda gravação de conversa telefônica sem 
autorização de autoridade judicial constitui prova ilícita. 
Comentários: 
 Nem sempre. O STF considera lícita a gravação de conversa telefônica, 
mesmo sem autorização judicial, em face da legítima defesa. Questão 
incorreta. 
342. (ESAF/2006/Aneel) É válida a prova de um crime descoberta 
acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente 
para apuração de crime diverso. 
Comentários: 
 De fato, o STF entende que “é válida a prova de um crime descoberta 
acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para 
apuração de crime diverso”12. Assim, se o juiz havia autorizado uma escuta 
telefônica para apurar um crime de homicídio e descobre-se que um dos 
interlocutores cometeu o crime de sequestro, a prova será válida no processo 
referente a este crime (sequestro). Questão correta. 
343. (ESAF/2007/PGDF) Conquanto as interceptações de conversas 
telefônicas estejam, em princípio, vedadas, não há restrição 
constitucional à interceptação ambiental, por agentes públicos, de 
conversas entre particulares. 
Comentários: 
 Os agentes públicos, assim como os particulares, só podem realizar 
gravações ambientais quando agem em legítima defesa. 13 Questão incorreta. 
344. (ESAF/2007/PGDF) A recuperação, por agentes públicos, de 
dados constantes de computador de particular, objeto de busca e 
apreensão autorizada judicialmente, figura violação à proteção de 
comunicação de dados, não podendo instruir nenhum processo, cível 
ou penal. 
Comentários: 
 
12 HC 78098/SC, Rel. Min. Moreira Alves, j. 01.12.98. 
13 RE 212.081/RO, Min. Octavio Galloti; precedentes: HC 74.678, DJ de 15.08.97 e HC 75.261, 
sessão de 24.06.97. 
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 O STF entende que a proteção constitucional se limita à comunicação de 
dados, não se referindo aos dados em si mesmos, ainda que armazenados em 
computador14. Questão incorreta. 
345. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) A garantia do sigilo bancário somente 
pode ser quebrada por decisão fundamentada de membro do Judiciário 
ou de membro do Ministério Público. 
Comentários: 
 Segundo a jurisprudência, podem determinar a quebra do sigilo bancário 
os juízes e as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Entretanto, isso 
se dará em situações excepcionais, sendo fundamental demonstrar a 
necessidade das informações solicitadas e cumprir as condições legais. Não 
pode o Ministério Público determinar a quebra do sigilo bancário. Questão 
incorreta. 
346. (ESAF/2002/STN) Porque a vida privada é inviolável, repugna ao 
sistema constitucional brasileiro a quebra de sigilo bancário. 
Comentários: 
 Não se trata de uma inviolabilidade absoluta. Segundo a jurisprudência, 
podem determinar a quebra do sigilo bancário os juízes e as Comissões 
Parlamentares de Inquérito (CPIs). Entretanto, isso se dará em situações 
excepcionais, sendo fundamental demonstrar a necessidade das informações 
solicitadas e cumprir as condições legais. Questão incorreta. 
347. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Sobre o sigilo bancário 
e fiscal, trata-se de garantia fundamental absoluta. 
Comentários: 
 Nenhum direito fundamental é absoluto. Questão incorreta. 
348. (ESAF/2006/ANEEL) A quebra de sigilo bancário de indivíduo que 
é objeto de investigações por crime pode ser determinada diretamente 
pela autoridade policial, no inquérito policial, ou pela autoridade 
judicial, depois de proposta a ação penal. 
Comentários: 
 Somente os juízes e as Comissões Parlamentares de Inquérito podem 
determinar a quebra de sigilo bancário. As autoridades policiais não têm essa 
prerrogativa. Questão incorreta. 
 
14
 STF, RE 418416/SC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 10.05.2006, DJ em 19.12.2006, p. 37. 
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349. (ESAF/2006/ANEEL) As comissões parlamentares de inquérito no 
âmbito federal podem quebrar sigilo bancário de investigado 
independentemente de prévia autorização judicial. 
Comentários: 
 De fato, as CPIs possuem competência para determinar a quebra de 
sigilo bancário, segundo o STF. Questão correta. 
350. (ESAF/2009/Receita Federal) É cabível a interceptação de 
comunicações telefônicas por ordem judicial a fim de instruir processo 
administrativo disciplinar. 
Comentários: 
 A interceptação telefônica (art. 5º, XII, CF) só pode ser usada para fins 
de investigação criminal ou instrução processual penal, não podendo, portanto, 
ser determinada para instruir processo administrativo disciplinar. Questão 
incorreta. 
351. (ESAF/2012/MDIC) A interceptação telefônica tem exceção 
criada pela Constituição para a violação das comunicações telefônicas, 
quais sejam, ordem judicial, finalidade de investigação criminal e 
instrução processual penal ou nas hipóteses e na forma que a lei 
complementar estabelecer. 
Comentários: 
 De acordo com o inciso XII do art. 5º da Constituição, é inviolável o 
sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas 
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal 
ou instrução processual penal. Note que é a lei ordinária, e não a 
complementar, que estabelecerá as hipóteses e a forma em que poderá a 
interceptação telefônica ocorrer, obedecidos os requisitos constitucionais. 
Outro detalhe importante é que a finalidade da interceptação se restringe à 
investigação criminal ou instrução processual penal. Questão incorreta. 
352. (ESAF/2009/Analista-Tributário) As Comissões Parlamentares de 
Inquérito podem determinar a interceptação de comunicações 
telefônicas de indivíduos envolvidos em crimes graves. 
Comentários: 
 Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica (art. 5º, 
XII, CF). Trata-se de uma reserva de jurisdição. Questão incorreta. 
353.(ESAF/2001/Auditor-Fiscal) A pedido da autoridade fazendária, o 
Ministério Público pode determinar a interceptação das ligações 
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telefônicas do suspeito, desde que haja indícios fortes da prática do 
delito. 
Comentários: 
 Somente a autoridade judiciária pode determinar a interceptação 
telefônica: não pode a autoridade fazendária e nem mesmo o Ministério Público 
fazê-lo (art. 5º, XII, CF). Questão incorreta. 
354. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) O sigilo de comunicações 
telefônicas não pode ser quebrado por decisão de autoridade policial, 
mesmo que para fins de investigação criminal. 
Comentários: 
 De fato, somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica 
(art. 5º, XII, CF). Questão correta. 
355. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) O Ministério Público não 
está autorizado pela Constituição para quebrar o sigilo das 
comunicações telefônicas de indivíduo que esteja sob investigação 
criminal. 
Comentários: 
 De fato, segundo a Constituição (art. 5º, XII, CF), somente os juízes 
podem determinar a quebra do sigilo das comunicações telefônicas, nas 
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal 
ou instrução processual penal. Não pode o Ministério Público fazê-lo. Questão 
correta. 
356. (ESAF/2004/MRE) O ministro da Justiça pode, para a prevenção 
ou repressão de crimes contra a segurança nacional, autorizar a escuta 
telefônica de pessoa comprovadamente envolvida na subversão da 
ordem constitucional. 
Comentários: 
 Diante da necessidade de se proteger os indivíduos face ao poder do 
Estado, a Constituição permitiu apenas aos juízes a determinação da 
interceptação telefônica (art. 5º, XII, CF). Questão incorreta. 
357. (ESAF/2001/Agente Tributário – MT) Independe de autorização 
judicial a escuta telefônica de indivíduo suspeito de sonegação fiscal, 
desde que a escuta se faça por determinação de autoridade fazendária, 
em processo administrativo regularmente aberto. 
Comentários: 
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 Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica. Esse 
poder não foi conferido às autoridades fazendárias (art. 5º, XII, CF). Questão 
incorreta. 
358. (ESAF/2006/Aneel) A escuta telefônica determinada por membro 
do Ministério Público para apuração de crime hediondo não constitui 
prova ilícita. 
Comentários: 
 Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica (art. 5º, 
XII, CF). Nesse caso, portanto, a prova é ilícita. Questão incorreta. 
359. (ESAF/2001/CVM) Uma Comissão Parlamentar de Inquérito pode 
determinar a quebra do sigilo de comunicações telefônicas de alguém 
que esteja sob a sua investigação. 
Comentários: 
 Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica. Esse 
poder não foi conferido às Comissões Parlamentares de Inquérito. Questão 
incorreta. 
360. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) A escuta telefônica feita sem o 
conhecimento dos interlocutores é permitida por ordem judicial ou do 
Ministério Público, desde que para instruir um processo civil ou 
criminal. 
Comentários: 
 Somente os juízes podem determinar a interceptação telefônica (art. 5º, 
XII, CF), para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. 
Questão incorreta. 
361. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Inviolável o sigilo da 
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo o sigilo da correspondência, por 
ordem judicial. 
Comentários: 
 Determina a Constituição, em seu art. 5º, XII, que é inviolável o sigilo da 
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas 
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal 
ou instrução processual penal. A exceção prevista constitucionalmente se 
refere às comunicações telefônicas, não à correspondência. Questão incorreta. 
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362. (ESAF/2009/Receita Federal) O disposto no artigo 5º, inciso XIII 
da Constituição Federal - "é livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei 
estabelecer", cuida-se de uma norma de eficácia limitada. 
Comentários: 
 Trata-se de norma constitucional de eficácia contida que trata da 
liberdade de atividade profissional. Esta dispõe que, na inexistência de lei que 
exija qualificações para o exercício de determinada profissão, qualquer pessoa 
poderá exercê-la. Entretanto, existente a lei, a profissão só poderá ser 
exercida por quem atender às qualificações legais. Questão incorreta. 
363. (ESAF/2004/MPU) Somente se pode exercer um trabalho ou 
profissão depois de a atividade ser regulada por lei específica. 
Comentários: 
 Pelo contrário! Até que a lei regulamentadora seja editada, todos podem 
exercer qualquer trabalho ou profissão. Uma vez editada a lei, porém, o 
trabalho ou a profissão só poderão ser exercidos por quem atender às 
exigências legais. Questão incorreta. 
364. (ESAF/2001/MPOG) Qualquer trabalho ou profissão somente 
pode ser exercido depois de regulado por lei. 
Comentários: 
 O exercício de qualquer trabalho ou profissão é livre, até a 
regulamentação por lei, quando passa a ser necessário o atendimento dos 
requisitos legais. Questão incorreta. 
365. (ESAF/2002/MRE) Como regra, uma profissão somente pode ser 
exercida pelos indivíduos depois de a lei tê-la regulamentado, fixando 
qualificações profissionais que devem ser necessariamente atendidas. 
Comentários: 
 É o oposto disso. Até que a lei regulamentadora seja editada, todos 
podem exercer uma profissão livremente. Uma vez editada a lei, porém, esta 
só poderá ser exercida por quem atender às exigências legais. Questão 
incorreta. 
366. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Nos termos da Constituição 
Federal, uma profissão somente pode ser exercida depois de regulada 
pelo legislador ordinário. 
Comentários: 
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 É o oposto disso: até que a lei regulamentadora seja editada, todos 
podem exercer qualquer profissão. Uma vez editada a lei, porém, esta só 
poderá ser exercida por quem atender às exigências legais. Questão incorreta. 
367. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Um trabalho, ofício ou 
profissão somente pode ser exercido depois de regulado por lei. 
Comentários: 
 Pelo contrário, até que a lei regulamentadora seja editada, todos podem 
exercer qualquer trabalho, ofício ou profissão. Uma vez editada a lei, porém, 
estes só poderão ser exercidos por quem atender às exigências legais. Questão 
incorreta. 
368. (ESAF/2002/MPOG) O exercício de qualquer profissão depende 
da respectiva regulamentação por lei. 
Comentários: 
 Até que haja a regulamentação, o exercício da profissão é livre (art. 5º, 
XIII, CF). Questão incorreta. 
369. (ESAF/2006/CGU) A Constituição Federal veda a restrição legal 
ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão. 
Comentários: 
 O art. 5º, XIII, daCarta Magna, é norma constitucional de eficácia 
contida. Desse modo, o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão 
pode, sim, sofrer restrições legais. Exemplificando, a Lei 5.517/68 regulamenta 
a profissão de médico-veterinário, que só pode ser exercida, dentre outras 
condições, por profissionais diplomados e portadores de carteira profissional 
expedida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária ou pelos Conselhos 
Regionais de Medicina Veterinária. Questão incorreta. 
370. (ESAF/2006/SRF/Técnico da Receita Federal) A competência da 
União para legislar sobre as condições para o exercício de profissões é 
uma restrição à liberdade de ação profissional. 
Comentários: 
 De fato, a previsão de tal competência na Constituição (art. 22, XVI) 
demonstra o caráter de norma constitucional de eficácia contida da liberdade 
de ação profissional, que está sujeita a restrições legais. Questão correta. 
371. (ESAF/2002/SRF) Um trabalho, ofício ou profissão somente pode 
ser exercido depois de regulado por lei. 
Comentários: 
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 A regra é a liberdade de exercício de ofício ou profissão, 
independentemente de lei (art. 5º, XIII, CF). A exceção é a regulamentação 
legal, nos casos em que o legislador entende necessário. Questão incorreta. 
372. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Uma profissão somente pode ser 
exercida, no Brasil, depois de regulamentada por lei. 
Comentários: 
 Até a regulamentação em lei, o exercício de qualquer profissão é livre 
(art. 5º, XIII, CF). Questão incorreta. 
373. (ESAF/2001/MPOG) Qualquer trabalho ou profissão somente 
pode ser exercido depois de regulado por lei. 
Comentários: 
 A regra é a liberdade de exercício de ofício ou profissão, até a 
regulamentação por lei (art. 5º, XIII, CF). Questão incorreta. 
374. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) O jornalista está constitucionalmente 
obrigado a revelar a fonte das informações que divulga, sempre que 
concitado a tanto, por qualquer autoridade pública. 
Comentários: 
 Pelo contrário! É resguardado o sigilo da fonte, não estando o jornalista 
obrigado a revela-la (art. 5º, XIV, CF). Questão incorreta. 
375. (ESAF/2004/MRE) O jornalista pode invocar a garantia do sigilo 
de fonte mesmo em processos judiciais, cíveis ou criminais. 
Comentários: 
 De fato, a Constituição garante ao jornalista o sigilo da fonte em 
qualquer processo. Questão correta. 
376. (ESAF/2012/PGFN – Adaptada) Sobre o direito fundamental à 
informação previsto na Constituição, pode-se afirmar que é assegurado 
a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando 
necessário ao exercício profissional. 
Comentários: 
 É o que dispõe o art. 5º, inciso XIV, da Constituição. Questão correta. 
377. (ESAF/2009/Receita Federal) Todos podem reunir-se 
pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, desde que 
não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo 
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local, sendo exigida, no entanto, autorização prévia da autoridade 
competente. 
Comentários: 
 Reza o inciso XVI do art. 5º da Constituição que todos podem reunir-se 
pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente 
de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à 
autoridade competente. Dele se depreende que são características do direito 
de reunião: 
 Esta deverá ter fins pacíficos, e apresentar ausência de armas; 
 Deverá ser realizada em locais abertos ao público; 
 Não poderá haver frustração de outra reunião convocada anteriormente 
para o mesmo local; 
 Desnecessidade de autorização; 
 Necessidade de prévio aviso à autoridade competente. 
 Desse modo, o exercício do direito de reunião independe de autorização. 
Entretanto, é necessário o prévio aviso à autoridade competente. Questão 
incorreta. 
378. (ESAF/2012/CGU) liberdade de reunião não está plena e 
eficazmente assegurada, pois depende de lei que preveja os casos em 
que será necessária a comunicação prévia à autoridade bem como a 
designação, por esta, do local da reunião. 
Comentários: 
 O direito à reunião é norma de eficácia plena. Outro erro do enunciado é 
que, embora se exija o prévio aviso à autoridade competente (art. 5º, XVI, 
CF), esta não designa o local da reunião. Essa escolha é livre, cabe àqueles 
que a organizarem. Questão incorreta. 
379. (ESAF/2001/SFC) Para o exercício do direito de reunião pacífica, 
sem armas e em lugar aberto ao público, não se exige prévia 
autorização da autoridade administrativa, mas se exige que a ela seja 
dirigido prévio aviso. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, XVI, da Constituição Federal. Questão 
correta. 
380. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) O direito de reunião em lugares 
públicos depende de prévia autorização judicial para ser exercido. 
Comentários: 
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 O direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, 
XVI, CF). Questão incorreta. 
381. (ESAF/2001/MPOG) Para o exercício da liberdade de reunião 
pacífica e sem armas, e em local aberto ao público, não é necessário 
pedir permissão ao poder público. 
Comentários: 
 De fato, o direito de reunião independe de autorização para ser exercido 
(art. 5º, XVI, CF). Questão correta. 
382. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) O direito de um grupo de pessoas de se 
reunir em lugar aberto ao público, para realizar manifestação de 
cunho político subordina-se à prévia autorização de autoridade 
policial. 
Comentários: 
 O direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, 
XVI, CF), embora se exija o prévio aviso à autoridade competente. Questão 
incorreta. 
383. (ESAF/2001/CVM) O direito de reunião somente pode ser 
exercido depois de obtida autorização da autoridade administrativa 
competente. 
Comentários: 
 O direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, 
XVI, CF), embora se exija o prévio aviso à autoridade competente. Não 
confunda aviso com autorização: aqui em casa, eu aviso quando ao Ricardo 
quando vou ao shopping (ou seja, ele só toma ciência do fato), enquanto ele 
pede autorização para usar o meu carro (só pode usar se eu deixar)!  
Questão incorreta. 
384. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) Todos podem reunir-se pacificamente, 
sem armas, em locais abertos ao público, desde que não frustrem 
outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo 
apenas exigida prévia autorização da autoridade competente. 
Comentários: 
 O direito de reunião independe de autorização para ser exercido (art. 5º, 
XVI, CF), exigindo-se o prévio aviso da autoridade competente. Questão 
incorreta. 
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385. (ESAF/2002/MRE) O exercício legítimo do direito de reunião em 
locais abertos ao público depende de prévia autorização da autoridade 
pública competente em matéria de segurança pública. 
Comentários: 
 O direito de reunião independe de autorização para ser exercido(art. 5º, 
XVI, CF). Questão incorreta. 
386. (ESAF/2004/MPU) O direito de reunião em lugares abertos ao 
público não depende de prévia autorização de autoridade pública. 
Comentários: 
 De fato, determina o art. 5º, XVI, da Constituição, que esse direito pode 
ser exercido independentemente de autorização. Questão correta. 
387. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) É irrelevante, para o exercício da 
liberdade de reunião em local aberto ao público, que os participantes 
do evento estejam armados, desde que a reunião esteja autorizada 
pela autoridade policial competente. 
Comentários: 
 O exercício do direito de reunião pressupõe a ausência de armas, 
conforme o art. 5º, XVI, da Constituição. Questão incorreta. 
388. (ESAF/2006/PFN) O direito constitucional de reunião não 
protege pretensão do indivíduo de não se reunir a outros. 
Comentários: 
 A proteção constitucional refere-se tanto ao direito de se reunir quanto 
de não se reunir a outros. Questão incorreta. 
389. (ESAF/2008/CGU) Todos podem reunir-se pacificamente, sem 
armas, em locais abertos ao público, desde que haja autorização da 
autoridade pública competente e que não frustrem outra reunião 
anteriormente convocada para o mesmo local. 
Comentários: 
 É dispensada a autorização da autoridade competente. O que se exige é 
apenas que ela seja avisada previamente. Questão incorreta. 
390. (ESAF/2009/ATA-MF) Todos podem reunir-se pacificamente, sem 
armas, em locais abertos ao público, entretanto, exige-se prévio aviso 
à autoridade competente. 
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Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, XVI, da Constituição. Questão correta. 
391. (ESAF/2010/AFT) A tutela jurídica do direito de reunião se 
efetiva pelo habeas corpus, vez que o bem jurídico a ser tutelado é a 
liberdade de locomoção. 
Comentários: 
 O direito de reunião é tutelado por mandado de segurança, não por 
“habeas corpus”. Questão incorreta. 
392. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 assegura 
o direito de reunião pacífica em locais públicos, independentemente de 
autorização, condicionado, entretanto, ao aviso prévio à autoridade 
competente e desde que não frustre outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, XVI, da Constituição. Questão correta. 
393. (ESAF/2006/SRF) No texto constitucional brasileiro, o direito de 
reunião pacífica, sem armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, não sofre qualquer tipo de 
restrição. 
Comentários: 
 Existem, sim, restrições a esse direito: deve haver prévio aviso à 
autoridade competente e não pode haver frustração de reunião anteriormente 
convocada para aquele local (art. 5º, XVI, CF). Questão incorreta. 
394. (ESAF/2005/MPOG) O direito de reunião pacífica e sem armas é 
assegurado pela Constituição, que o condiciona, porém, à prévia 
autorização escrita da autoridade policial. 
Comentários: 
 Não há necessidade de autorização, somente de prévio aviso à 
autoridade competente (art. 5º, XVI, CF). Questão incorreta. 
395. (ESAF/2001/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Não se exige 
prévia autorização de autoridade administrativa para o exercício do 
direito de reunião pacífica e sem armas, em local aberto ao público. 
Comentários: 
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 É o que determina o art. 5º, XVI, da Constituição. Questão correta. 
396. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais 
e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que é plena a 
liberdade de associação para fins lícitos, inclusive a de caráter 
paramilitar. 
Comentários: 
 É vedada a associação de caráter paramilitar (art. 5º, XVII, CF). Questão 
incorreta. 
397. (ESAF/2012/MDIC) A finalidade lícita de que trata o direito à 
associação está ligada somente às normas de direito penal. 
Comentários: 
 A finalidade lícita se estende ao Direito como um todo, não se restringe à 
obediência às normas do direito penal. A Constituição não faz tal ressalva (art. 
5º, XVII, CF). Questão incorreta. 
398. (ESAF/2006/CGU) A liberdade de associação para fins lícitos é 
plena, não tendo nenhuma restrição no texto constitucional. 
Comentários: 
 Há sim uma restrição: veda-se a associação de caráter paramilitar (art. 
5º, XVII, CF). Questão incorreta. 
399. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais 
e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que as entidades 
associativas, quando expressamente autorizadas pelo Poder Executivo 
municipal, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou 
extrajudicialmente. 
Comentários: 
 Nada disso! O que a Constituição determina é que as entidades 
associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para 
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente (art. 5º, XXI, CF). Essa 
autorização deverá ser feita pelos próprios associados. Questão incorreta. 
400. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Nos termos da 
Constituição Federal, as entidades associativas têm legitimidade para 
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente, apenas 
quando expressa mente autorizadas. 
Comentários: 
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 É o que determina o art. 5º, XXI, da Constituição Federal. Questão 
correta. 
401. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais 
e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que as associações 
só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades 
suspensas por decisão judicial ou administrativa, exigindo- se, no 
primeiro caso, o trânsito em julgado. 
Comentários: 
 As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas 
atividades suspensas por decisão judicial, jamais por decisão administrativa 
(art. 5º, XIX, CF). No caso de dissolução, é necessário o trânsito em julgado. 
Questão incorreta. 
402. (ESAF/2001/Promotor-MP/CE) O Ministério Público tem o poder 
de, em procedimento de ordem administrativa, determinar a 
dissolução compulsória de associação que esteja sendo usada para a 
prática de atos nocivos ao interesse público. 
Comentários: 
 As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas 
atividades suspensas por decisão judicial, jamais por decisão (art. 5º, XIX, 
CF). No caso de dissolução, é necessário o trânsito em julgado. Questão 
incorreta. 
403. (ESAF/2001/Agente Tributário – MT) Um agente da 
Administração fazendária tem o poder de dissolver uma associação ou 
sociedade civil cujos atos sejam contrários aos interesses do fisco. 
Comentários: 
 As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas 
atividades suspensas por decisão judicial, jamais por decisão administrativa 
(art. 5º, XIX, CF). Eu, como agente do fisco, bem que gostaria de ter esse 
poder, mas não tenho não!  Questão incorreta. 
404. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Somente por decisão 
judicial uma associação pode ser compulsoriamente dissolvida. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, XIX, da Constituição Federal. Destaca-se 
que, nesse caso, faz-se necessário o trânsito em julgado. Questão correta. 
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405. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) A autoridade policial pode 
suspender as atividades de associação, quando elas ferirem o interesse 
público. 
Comentários: 
 As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas 
atividades suspensas por decisão judicial, jamais por decisão da autoridade 
policial (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 
406. (ESAF/2002/MPOG) Autoridade policial pode dissolver 
compulsoriamente associação nefasta ao interesse público. 
Comentários: 
 As associações só podem ser compulsoriamente dissolvidas por decisão 
judicial, jamais por decisão da autoridade policial (art. 5º, XIX, CF). Questão 
incorreta. 
407. (ESAF/2004/MPU) As associações só poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas por sentença judicial com trânsito em 
julgado. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, XIX, da Constituição. Questão correta. 
408. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Em face da 
liberdade de associação para fins lícitos, as associações só poderão ter 
suas atividades suspensas por decisão judicial transitada em julgado. 
Comentários: 
 Segundo o art. 5º, XIX, da Carta Magna, “as associações só poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão 
judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado”. Desse modo, 
não se exige trânsito em julgado da sentença judicial para a suspensão das 
atividades de associação. Essa exigência se restringe à dissolução das 
associações. Questão incorreta. 
409. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente 
constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se 
desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em 
estádios. A polícia tem legitimidade para dissolver compulsoriamente a 
atividade, independentemente de ordem judicial, embora o ato possa 
ser discutido, posteriormente, quanto ao seu mérito, em juízo. 
Comentários: 
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 Somente a autoridade judicial poderá dissolver compulsoriamente uma 
associação, após decisão transitada em julgado (art. 5º, XIX, CF). Questão 
incorreta. 
410. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente 
constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se 
desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em 
estádios. O Ministério da Justiça pode expedir ato de dissolução 
compulsória da associação, desde que garantido o direito de defesa 
dos seus integrantes. 
Comentários: 
Somente a autoridade judicial poderá dissolver compulsoriamente uma 
associação, após decisão transitada em julgado (art. 5º, XIX, CF). Questão 
incorreta. 
411. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente 
constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se 
desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em 
estádios. O Ministério Público pode expedir determinação de 
suspensão das atividades da associação, embora não possa, ele 
próprio, determinar a sua extinção. 
Comentários: 
Tanto a dissolução quanto a suspensão compulsórias das associações só 
podem ser determinadas pela autoridade judicial (art. 5º, XIX, CF). Questão 
incorreta. 
412. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) Demonstrado, num processo 
administrativo, que uma associação vem reiteradamente 
descumprindo obrigações legais de ordem tributária e praticando atos 
nocivos ao interesse público, pode ser decretada, no mesmo 
processo, a suspensão das suas atividades ou a sua dissolução 
compulsória. 
Comentários: 
A suspensão das atividades da associação ou sua dissolução compulsória 
dependem de decisão judicial, não podendo ocorrer no âmbito de um processo 
administrativo (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 
413. (ESAF/2007/PGDF) O Ministério Público tem o poder de, em 
procedimento de ordem administrativa, determinar a dissolução 
compulsória de associação que esteja sendo usada para a prática de 
atos nocivos ao interesse público. 
Comentários: 
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Somente a autoridade judicial pode determinar a dissolução compulsória 
de uma associação (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 
414. (ESAF/2004/MPU) Suponha que uma associação regularmente 
criada, reunindo torcedores de certo time de futebol, esteja 
estimulando violência e a prática de atos reprováveis em estádios onde 
o time disputa partidas. Nessas circunstâncias, membro do Ministério 
Público pode expedir ordem suspendendo as atividades da associação. 
Comentários: 
Somente o juiz poderá fazê-lo (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 
415. (ESAF/2004/MPU) Suponha que uma associação regularmente 
criada, reunindo torcedores de certo time de futebol, esteja 
estimulando violência e a prática de atos reprováveis em estádios onde 
o time disputa partidas. Nessas circunstâncias, autoridade judiciária 
pode dissolver a associação, por decisão que deverá ser cumprida, 
antes mesmo de transitar em julgado. 
Comentários: 
De fato, a autoridade judiciária poderá dissolver compulsoriamente a 
associação. Entretanto, para tal, é necessário que a decisão tenha transitado 
em julgado (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 
416. (ESAF/2004/MPU) Suponha que uma associação regularmente 
criada, reunindo torcedores de certo time de futebol, esteja 
estimulando violência e a prática de atos reprováveis em estádios onde 
o time disputa partidas. Nessas circunstâncias, somente por decisão 
judicial podem-se suspender as atividades da associação. 
Comentários: 
É o que determina o art. 5º, XIX, da Constituição Federal. Questão 
correta. 
417. (ESAF/2002/PM-Fortaleza) Uma vez criada, uma associação 
somente poderá ser dissolvida por ato de vontade dos seus integrantes 
nesse sentido. 
Comentários: 
A associação também poderá ser compulsoriamente dissolvida por 
decisão judicial transitada em julgado (art. 5º, XIX, CF), Questão incorreta. 
418. (ESAF/2004/MPU) Suponha que uma associação regularmente 
criada, reunindo torcedores de certo time de futebol, esteja 
estimulando violência e a prática de atos reprováveis em estádios onde 
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o time disputa partidas. Nessas circunstâncias, em nenhum caso as 
atividades de uma associação podem ser suspensas, embora seja 
cabível a dissolução da mesma, por sentença judicial transitada em 
julgado. 
Comentários: 
Nessas circunstâncias, poderá haver tanto a suspensão quanto a 
dissolução da associação por decisão judicial, sendo que, no último caso, é 
necessário o trânsito em julgado (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 
419. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente 
constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se 
desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em 
estádios. Se a associação é legalmente constituída, não há como ser 
compulsoriamente suspensa nem dissolvida, mas os seus membros 
podem ser responsabilizados pelos excessos que praticarem. 
Comentários: 
A associação poderá ser suspensa ou dissolvida, por ordem judicial (art. 
5º, XIX, CF). Questão incorreta.420. (ESAF/2004/Aneel) Suponha que uma associação legalmente 
constituída, reunindo torcedores de futebol de um certo time, se 
desvirtue e passe a patrocinar e a estimular atos de violência em 
estádios. A associação somente pode ser compulsoriamente dissolvida 
por decisão judicial transitada em julgado. 
Comentários: 
 A dissolução das associações é reserva jurisdicional, conforme o art. 5º, 
XIX, da Constituição Federal. Além disso, só pode se dar mediante decisão 
judicial transitada em julgado. Questão correta. 
421. (ESAF/2007/PGDF) O Ministério Público tem o poder de, em 
procedimento de ordem administrativa, determinar a dissolução 
compulsória de associação que esteja sendo usada para a prática de 
atos nocivos ao interesse público. 
Comentários: 
 Somente a autoridade judicial pode determinar a dissolução de 
associação (art. 5º, XIX, CF), sendo, ainda, necessário o trânsito em julgado. 
Questão incorreta. 
422. (ESAF/2009/MPOG) As associações só poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial transitada em 
julgado. 
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Comentários: 
 O enunciado está perfeito, conforme o inciso XIX do art. 5º da 
Constituição. Questão correta. 
423. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Exige-se o trânsito em 
julgado da decisão judicial para que as associações tenham suas 
atividades suspensas. 
Comentários: 
 Exige-se p trânsito em julgado da decisão judicial apenas para a 
dissolução compulsória das associações (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 
424. (ESAF/2005/STN) As associações não poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas, havendo a necessidade de decisão 
judicial, transitada em julgado, para a simples suspensão de suas 
atividades. 
Comentários: 
 As associações podem, sim, ser compulsoriamente dissolvidas, desde 
que haja decisão judicial transitada em julgado nesse sentido. Para a 
suspensão de suas atividades, não é necessário o trânsito em julgado da 
decisão judicial (art. 5º, XIX, CF). Questão incorreta. 
425. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) As associações podem ter as suas 
atividades suspensas por determinação de autoridade administrativa, 
quando essas atividades forem consideradas nocivas ao interesse 
público. 
Comentários: 
 Nem pensar! As associações só podem ter suas atividades 
compulsoriamente suspensas por decisão judicial (Art. 5º, XIX, CF). Questão 
incorreta. 
426. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais 
e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que os civilmente 
incapazes poderão ser compelidos a associar-se ou a permanecer 
associados. 
Comentários: 
 Nada disso! Determina a Constituição, em seu art. 5º, XX, que ninguém 
poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. Questão 
incorreta. 
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427. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais 
e coletivos referidos à associação, é correto afirmar que a criação de 
associações independe de autorização, sendo vedada a interferência 
estatal em seu funcionamento. 
Comentários: 
 É o que determina o inciso XVIII do art. 5º da Constituição. Questão 
correta. 
428. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Segundo o texto constitucional, a criação 
de associações, na forma prescrita em lei, independe de autorização. 
Por outro lado, a dissolução de associações imprescinde de autorização 
legal, mesmo que seja a vontade de seus associados, haja vista a 
necessidade de se resguardar interesses públicos decorrentes da 
atividade. 
Comentários: 
 A maior dificuldade do enunciado é a língua portuguesa. A primeira parte 
da questão está errada porque não há prescrição em lei da forma como deverá 
se dar a criação de associações. Isso só vale para as cooperativas. A segunda 
parte gera confusão pelo verbo “imprescinde”, que significa “necessita”. Ela 
também está errada, pois a dissolução das associações independe de 
autorização, já que ninguém é obrigado a permanecer associado. Questão 
incorreta. 
429. (ESAF/2004/MPU) A criação de cooperativas independe de 
regulação legal e de autorização, sendo vedada a interferência estatal 
em seu funcionamento. 
Comentários: 
 De acordo com o art. 5º, XVIII, da Constituição, “a criação de 
associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, 
sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento”. Depreende-se, 
do texto constitucional, que a criação de cooperativas poderá depender de 
autorização, na forma da lei. A de associações, por outro lado, é livre. Questão 
incorreta. 
430. (ESAF/2001/SFC) O exercício do direito de criar associação 
depende de autorização da autoridade pública competente, nos termos 
da lei. 
Comentários: 
 A criação de associações independe de autorização (art. 5º, XVIII, CF). 
Questão incorreta. 
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431. (ESAF/2010/SMF-RJ – adaptada) O direito de propriedade é 
garantido sempre que a propriedade atenda a sua função de valor 
imobiliário. 
Comentários: 
 O direito à propriedade (art. 5º, XXII, CF) é uma norma de eficácia 
contida, sendo passível de sofrer restrições. A própria CF/88 estabelece 
algumas restrições, no que se refere, por exemplo, à possibilidade de 
desapropriação no caso de descumprimento da função social (art. 5º, XXIII, 
CF). Questão incorreta. 
432. (ESAF/2012/PGFN – Adaptada) Sobre o regime constitucional da 
propriedade, é correto afirmar que, no bojo dos direitos fundamentais 
contemplados na Constituição Federal de 1988, é, concomitantemente, 
garantido o direito de propriedade e exigido que a propriedade atenda 
à sua função social. 
Comentários: 
 É o que dispõe o art. 5º, XXII e XXIII, da Constituição Federal. Questão 
correta. 
433. (ESAF/2004/Aneel) A propriedade é considerada um direito 
fundamental absoluto pela Constituição de 1988. 
Comentários: 
 Nenhum direito fundamental é absoluto. No caso da propriedade, a 
própria Constituição estabelece algumas restrições a esse direito, como, por 
exemplo, no caso de descumprimento de sua função social. Questão incorreta. 
434. (ESAF/2010/SMF-RJ) A lei estabelecerá o procedimento para 
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse 
social, mediante posterior compensação tributária do valor devido ao 
proprietário. 
Comentários: 
 Determina a Carta Magna (art. 5º, XXIV) que a lei estabelecerá o 
procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por 
interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro. Questão 
incorreta. 
435. (ESAF/2009/ANA) A propriedade urbana cumpre sua função 
social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da 
cidade expressas no plano diretor, por isso, o poder público municipal 
pode exigir do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado 
ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena 
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de imediata desapropriação com prévia e justa indenização em 
dinheiro, vencido o prazo assinalado para o adequadoaproveitamento. 
Comentários: 
 Nesse caso, tem-se a desapropriação por utilidade pública, em que é 
necessário o descumprimento do plano diretor do município em que a 
indenização se dá mediante títulos da dívida pública (art. 182, § 4º, III, CF). 
Questão incorreta. 
436. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) Nos termos da 
Constituição Federal, toda desapropriação por necessidade ou utilidade 
pública, ou por interesse social, dar-se-á mediante justa e prévia 
indenização em dinheiro. 
Comentários: 
 Reza o art. 5º, XXIV, da Carta Magna que “a lei estabelecerá o 
procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por 
interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados 
os casos previstos nesta Constituição”. Há, portanto, exceções a essa regra, 
previstas constitucionalmente. Uma delas se refere à desapropriação de imóvel 
urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, ou seja, que descumpriu 
sua função social. determina a CF/88 (art. 182, § 4o), III, que esta se dará 
mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo 
Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, 
iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais. 
Questão incorreta. 
437. (ESAF/2012/PGFN – Adaptada) Sobre o regime constitucional da 
propriedade, é correto afirmar que a lei estabelecerá o procedimento 
para desapropriação por utilidade pública, mediante justa e prévia 
indenização em dinheiro ou bens da União. 
Comentários: 
 A Constituição não prevê a possibilidade de indenização de 
desapropriação por meio de bens da União. Questão incorreta. 
438. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Toda desapropriação 
deve ser precedida de justa indenização. 
Comentários: 
 Há exceções a essa regra, de acordo com o art. 5º, XXIV, da CF/88. 
Questão incorreta. 
439. (ESAF/2004/MPU) Por força de disposição constitucional, a 
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse 
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social, dar-se-á sempre mediante justa e prévia indenização em 
dinheiro. 
Comentários: 
 A Constituição permite algumas ressalvas a essa regra (art. 5º, XXIV). O 
erro do enunciado está na palavra “sempre”, pois há exceções. Questão 
incorreta. 
440. (ESAF/ 2007/SEFAZ-CE) A função social da propriedade constitui 
um dos princípios informadores da atividade econômica, imprimindo a 
ideia de que a propriedade privada deve servir aos interesses da 
coletividade. Todavia, a inobservância a esse princípio não é capaz de 
promover limitação de caráter perpétuo à propriedade urbana ou rural. 
Comentários: 
 A primeira parte do enunciado está correta. De fato, a função social da 
propriedade constitui um dos princípios informadores da atividade econômica, 
imprimindo a ideia de que a propriedade privada deve servir aos interesses da 
coletividade. Entretanto, diferentemente do que diz o enunciado, o 
descumprimento da função social pode, sim, promover limitação de caráter 
perpétuo à propriedade, por meio da desapropriação. Questão incorreta. 
441. (ESAF/2010/SMF-RJ – adaptada) No caso de iminente perigo 
público, a autoridade competente poderá usar de propriedade 
particular, dispensada indenização posterior. 
Comentários: 
 No caso de requisição de propriedade particular devido a iminente perigo 
público, é assegurada ao proprietário indenização posterior, se houver dano 
(art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 
442. (ESAF/2012/PGFN – Adaptada) Sobre o regime constitucional da 
propriedade, é correto afirmar que, no caso de iminente perigo público, 
a autoridade competente poderá usar de propriedade privada 
independentemente de prévia disciplina legal ou ato de 
desapropriação, assegurado ao proprietário apenas indenização 
ulterior se houver dano. 
Comentários: 
 De fato, a norma constitucional que dispõe sobre a requisição 
administrativa é de eficácia plena, não havendo necessidade de disciplina legal 
para a produção de todos os seus efeitos. Além disso, a requisição 
administrativa diz respeito apenas ao uso temporário do bem, não há 
desapropriação nesse caso. Questão correta. 
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443. (ESAF/2001/Auditor-Fiscal) O uso da propriedade particular por 
autoridade competente, em caso de iminente perigo público, deve ser 
precedido de indenização ao proprietário. 
Comentários: 
 Pelo contrário! A indenização é posterior ao uso, sendo cabível apenas se 
houver dano (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 
444. (ESAF/2006/SRF) No caso de iminente perigo público, a 
autoridade competente poderá usar de propriedade particular, sendo 
assegurada ao proprietário, nos termos da Constituição Federal, a 
indenização pelo uso, independentemente de dano. 
Comentários: 
 A indenização, na requisição administrativa, só se dá na ocorrência de 
dano (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 
445. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) O proprietário de um 
bem requisitado pelo Poder Público para enfrentar perigo iminente 
será indenizado posteriormente, se houver dano. 
Comentários: 
 É o que determina o art. 5º, XXV, da Constituição Federal, que trata da 
chamada requisição administrativa. Questão correta. 
446. (ESAF/2007/PGDF) A requisição, diferentemente da 
desapropriação, não supõe prévio pagamento de indenização - a 
indenização, ainda, no caso da requisição, subordina-se à ocorrência 
de dano. Além disso, em hipótese de requisição, a imissão na posse do 
bem independe de intervenção judicial. 
Comentários: 
 De fato, essas são importantes diferenças entre os institutos da 
requisição e da desapropriação. Questão correta. 
447. (ESAF/2005/MPOG) Nos termos da Constituição, o direito de uso 
da propriedade privada pode sofrer restrições no caso de iminente 
perigo público, assegurando-se ao proprietário indenização ulterior, 
ainda que do uso não decorra dano. 
Comentários: 
 O direito à propriedade sofre limitações no caso de iminente perigo 
público, em que pode haver requisição administrativa. Nesse caso, assegura-se 
ao proprietário indenização ulterior, no caso de dano (art. 5º, XXV, CF). 
Questão incorreta. 
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448. (ESAF/2009/Analista-Tributário/Receita Federal) No caso de 
iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de 
propriedade particular. No entanto, se houver dano, não será cabível 
indenização ao proprietário. 
Comentários: 
 Caso haja dano, a Constituição assegura indenização ulterior ao 
proprietário (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 
449. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais 
e coletivos referidos ao direito de propriedade, é correto afirmar que 
no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá 
usar de propriedade particular, dispensada indenização posterior. 
Comentários: 
 Na requisição administrativa, caso haja dano à propriedade, deverá 
haver indenização posterior (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 
450. (ESAF/2005/MPOG) A autoridade pública pode usar da 
propriedade particular para enfrentar iminente perigo público, fazendo 
jus o proprietário do bem à indenizaçãopelo próprio uso da coisa e 
pelos danos que o bem vier a sofrer. 
Comentários: 
 Não há direito à indenização pelo próprio uso da coisa, mas apenas pelos 
danos que o bem vier a sofrer (art. 5º, XXV, CF). Questão incorreta. 
451. (ESAF/2004/MPU) Suponha que, em situação de urgência, para 
isolar pessoas portadoras de grave doença altamente contagiosa, 
autoridade administrativa tenha ocupado, por dois meses, um prédio 
particular que há anos achava-se fechado e sem uso. Nessas 
circunstâncias, assinale a opção correta. 
a) O poder público deverá pagar quantia mensal ao proprietário, pelo 
período que perdurou o uso do prédio, à guisa de aluguel. 
b) O poder público não precisará pagar indenização alguma ao proprietário 
do prédio, a não ser que, do uso, tenha decorrido dano para o particular. 
c) Pelo uso do bem, o proprietário do prédio fará jus a indenização, cujo 
quantitativo deverá ser apurado em juízo, se as partes não chegarem a 
acordo. 
d) O poder público deverá indenizar o proprietário do prédio, devendo-se 
entender que houve, aí, caso de desapropriação. 
e) Dado a finalidade social que deve nortear o uso da propriedade, a 
ocupação do prédio vazio não deverá ensejar espécie alguma de indenização. 
Comentários: 
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 O enunciado traz um caso de requisição administrativa, em que o perigo 
público iminente é a transmissão de doença extremamente contagiosa. Nesse 
caso, caberá ao proprietário do prédio requisitado apenas a indenização 
posterior ao uso, em caso de dano. A letra B é o gabarito. 
452. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Suponha que, para proteger 
uma certa parcela da população de uma iminente catástrofe natural, o 
Poder Público necessite abrigar, por um certo tempo, essas pessoas 
em um prédio, de propriedade particular. Em caso assim, é correto 
afirmar que: 
a) O imóvel somente poderá ser usado para proteger a população se o seu 
proprietário concordar com a requisição. 
b) A autoridade competente pode arbitrar e pagar previamente um valor 
pelo uso do imóvel e, independentemente da anuência do seu proprietário, 
ocupá-lo. 
c) A autoridade pode ocupar o imóvel, independentemente da anuência do 
proprietário, que somente receberá indenização ulterior se houver dano. 
d) A autoridade pode ocupar o imóvel, independentemente da anuência do 
proprietário, devendo pagar a quantia que arbitrar como justa pelo uso do 
bem, quando deixar de usá-lo. 
e) A autoridade pode ocupar o imóvel, independentemente da anuência do 
proprietário e sem que ele, em qualquer hipótese, faça jus a compensação 
financeira ou a indenização. 
Comentários: 
 De acordo com o art. 5º, XXV, da Constituição, no caso de iminente 
perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade 
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano. No 
enunciado, o iminente perigo público permite que a autoridade ocupe o imóvel 
independentemente da anuência do proprietário, que só poderá receber a 
indenização posteriormente, em caso de dano. A letra C é o gabarito da 
questão. 
453. (ESAF/2002/MPOG) O particular não pode se opor a que um bem 
seu seja requisitado para o enfrentamento de iminente perigo público, 
devendo o uso do bem ser necessariamente indenizado ao ser 
restituído ao proprietário. 
Comentários: 
 De fato, não pode o particular se opor à requisição administrativa de seu 
bem no caso de iminente perigo público (art. 5º, XXV, CF). Trata-se de 
situação em que o interesse público se sobrepõe ao particular. Contudo, a 
indenização só se dá em caso de dano e posteriormente ao uso. Não é a regra. 
Questão incorreta. 
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454. (ESAF/2002/MRE) O proprietário de um bem cujo uso foi 
requisitado pela autoridade competente em caso de perigo público não 
tem direito a ser indenizado pelo uso do bem, sendo apenas ressarcido 
se houver dano. 
Comentários: 
 É o que determina o art. art. 5º, XXV, da Constituição Federal. Questão 
correta. 
455. (ESAF/2010/SMF-RJ/Adaptada) A pequena propriedade rural, 
assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será 
objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua 
atividade produtiva. 
Comentários: 
 A questão cobra a literalidade do art. 5o, XXVI, da Constituição, segundo 
o qual “a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que 
trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de 
débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios 
de financiar o seu desenvolvimento”. Questão correta. 
456. (ESAF/2006/CGU) A lei assegurará aos autores de inventos 
industriais privilégio apenas temporário para sua utilização. 
Comentários: 
 Cobra-se a literalidade do art. 5O, XXIX, da Carta da República, segundo 
o qual “a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio 
temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à 
propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, 
tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico 
do País”. Nesse inciso, a Constituição enumera expressamente a propriedade 
industrial como direito fundamental. Chamo sua atenção para o fato de que, 
diferentemente dos direitos autorais, que pertencem ao autor até sua morte, o 
criador de inventos industriais têm, sobre estes, privilégio apenas temporário 
sobre sua utilização. Questão correta. 
457. (ESAF/2006/SRF) Segundo a Constituição Federal de 1988, a lei 
assegurará aos autores de inventos industriais privilégio permanente 
para sua utilização, bem como proteção às criações industriais e à 
propriedade das marcas. 
Comentários: 
 O privilégio de utilização das obras pelos autores de inventos industriais 
é apenas temporário (art. 5º, XXIX, CF). Questão incorreta. 
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458. (ESAF/2009/Receita Federal) A sucessão de bens de estrangeiros 
situados no País será regulada pela lei do país do de cujus, ainda que a 
lei brasileira seja mais benéfica ao cônjuge ou aos filhos brasileiros. 
Comentários: 
 A sucessão de bens de estrangeiros situados no Brasil, em regra, será 
regulada pela lei brasileira. A lei do “de cujus” só será aplicada caso seja mais 
benéfica ao cônjuge ou aos filhos brasileiros (art. 5º, XXXI, CF). Questão 
incorreta. 
459. (ESAF/2005/Receita Federal) Havendo cônjuge ou filhos 
brasileiros, a sucessão de bens de estrangeiros situados no Brasil será 
sempre regulada pela lei brasileira. 
Comentários: 
 Embora essa seja a regra, há uma exceção. Aplicar-se-á a lei do “de 
cujus” (estrangeira) caso esta seja mais benéfica ao cônjuge ou aos filhos 
brasileiros (art. 5º, XXXI, CF). Questão incorreta. 
460. (ESAF/2004/MRE) A sucessão de bens estrangeiros situados no 
Brasil será sempre regulada pela lei brasileira, em benefício do 
cônjuge ou dos filhos brasileiros. 
Comentários: 
 Nem sempre. Aplicar-se-á a lei do “de cujus” (estrangeira) caso esta seja 
mais benéfica ao cônjuge ou aos filhos brasileiros (art. 5º, XXXI, CF). Questão 
incorreta. 
461. (ESAF/2003/MPOG)No Brasil não existe proteção constitucional 
ao direito de herança, que, por isso, pode ser extinto por decisão do 
legislador ordinário. 
Comentários: 
 Há sim, proteção constitucional ao direito de herança (art. 5º, XXX). 
Questão incorreta. 
462. (ESAF/2010/SMF-RJ) Sobre os direitos fundamentais individuais 
e coletivos referidos ao direito de propriedade, é correto afirmar que 
é garantido o direito de legado e, nos limites da lei, o direito de 
herança. 
Comentários: 
 A Constituição não garante o direito de legado, mas apenas o direito de 
herança (art. 5º, XXX, CF). Questão incorreta. 
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LISTA DE QUESTÕES 
166. (ESAF/2012/PGFN) O preâmbulo da Constituição Federal de 1988 
não referencia a igualdade dentre os valores supremos cujo exercício o 
Estado Democrático configurado na República Federativa do Brasil se 
destina a assegurar. 
167. (ESAF/2007/SEFAZ-SE) A República é a forma de organização do 
Estado adotada pela Constituição Federal de 1988. Caracteriza-se pela 
temporariedade do mandato dos governantes e pelo processo eleitoral 
periódico. 
168. (ESAF/2006/MTE-AFT) A forma republicana não implica a 
necessidade de legitimidade popular do presidente da República, razão 
pela qual a periodicidade das eleições não é elemento essencial desse 
princípio. 
169. (ESAF/2006/CGU) O princípio republicano tem como 
características essenciais: a eletividade, a temporariedade e a 
necessidade de prestação de contas pela administração pública. 
170. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Em função da forma de 
governo adotada na Constituição de 1988, existe a obrigação de 
prestação de contas por parte da administração pública. 
171. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A forma federativa, adotada pelo 
Sistema Constitucional Brasileiro, confere aos Estados federados 
autonomia para governar, administrar e legislar, sendo que uma de 
suas principais características é a indissolubilidade. 
172. (ESAF/2006/MTE) A concretização do Estado Democrático de 
Direito como um Estado de Justiça material contempla a efetiva 
implementação de um processo de incorporação de todo o povo 
brasileiro nos mecanismos de controle das decisões. 
173. (ESAF/2006/ENAP) Como consequência direta da adoção do 
princípio republicano como um dos princípios fundamentais do Estado 
brasileiro, a Constituição estabelece que a República Federativa do 
Brasil é composta pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do 
Distrito Federal. 
174. (ESAF/2012/PGFN) A República Federativa do Brasil é formada 
pela união dissolúvel dos Estados, Municípios e Distrito Federal. 
175. (ESAF/2012/PGFN) São entes da Federação, dentre outros, as 
Regiões Metropolitanas. 
176. (ESAF/2012/PGFN) A União é pessoa jurídica de direito público 
externo. 
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177. (ESAF/2006/CGU) Não é elemento essencial do princípio 
federativo a existência de dois tipos de entidade - a União e as 
coletividades regionais autônomas. 
178. (ESAF/2006/MTE) Na República Federativa do Brasil, a União 
exerce a soberania do Estado brasileiro e se constitui em pessoa 
jurídica de Direito Público Internacional, a fim de que possa exercer o 
direito de celebrar tratados, no plano internacional. 
179. (ESAF/2008/MPOG) A Constituição acolhe uma sociedade 
conflitiva, de interesses contraditórios e antagônicos, na qual as 
opiniões não ortodoxas podem ser publicamente sustentadas, o que 
conduz à poliarquia, um regime onde a dispersão do Poder numa 
multiplicidade de grupos é tal que o sistema político não pode 
funcionar senão por uma negociação constante entre os líderes desses 
grupos (SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional 
Positivo, 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2005, pp. 143-145, com 
adaptações ). Assinale a opção que indica com exatidão o fundamento 
do Estado brasileiro expressamente previsto na Constituição, a que faz 
menção o texto transcrito. 
a) Soberania. 
b) Pluralismo político. 
c) Dignidade da pessoa humana. 
d) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
e) Cidadania. 
180. (ESAF/2007/TCE-GO) A República Federativa do Brasil não tem 
como um dos seus fundamentos: 
a) A soberania. 
b) A cidadania. 
c) Monismo político. 
d) Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
e) A dignidade da pessoa humana. 
181. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) As opções desta questão contêm 
fundamentos e objetivos fundamentais da República Federativa do 
Brasil, nos termos da Constituição Federal de 1988. Assinale a opção 
que contempla apenas fundamentos. 
a) Liberdade, justiça, pluralismo político. 
b) Cidadania, justiça, dignidade da pessoa humana. 
c) Soberania, solidariedade, valor social do trabalho. 
d) Cidadania, soberania, valor social da livre iniciativa. 
e) Garantia do desenvolvimento nacional, solidariedade, dignidade da 
pessoa humana. 
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182. (ESAF/2006/ENAP) Embora seja objetivo do Estado brasileiro, a 
dignidade da pessoa humana não se inclui entre os fundamentos da 
República Federativa do Brasil. 
183. (ESAF/2012/PGFN) Constituem objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil, dentre outros, os valores sociais do 
trabalho e da livre iniciativa. 
184. (ESAF/2006/AFT) Na condição de fundamento da República 
Federativa do Brasil, a dignidade da pessoa humana tem seu sentido 
restrito à defesa e à garantia dos direitos pessoais ou individuais de 
primeira geração ou dimensão. 
185. (ESAF/2006/CGU) O pluralismo político, embora desdobramento 
do princípio do estado Democrático de Direito, não é um dos 
fundamentos da República Federativa do Brasil. 
186. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) Constitui-se como objetivo fundamental 
da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem 
qualquer tipo de preconceito ou formas de discriminação. A reserva de 
vagas nas Universidades Federais, a serem ocupadas exclusivamente 
por alunos egressos de escolas públicas, contraria a orientação 
constitucional. 
187. (ESAF/2012/PGFN) Dentre os objetivos da República Federativa 
do Brasil, fixados na Constituição Federal de 1988, encontra-se a 
redução das desigualdades sociais e regionais com consequente 
discriminação de origem ou de outras formas correlatas entre 
brasileiros. 
188. (ESAF/2008/Prefeitura de Natal) Assinale a opção que indica um 
dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil 
expressamente previsto na Constituição Federal que confere amparo 
constitucional a importantes programas do governo federal que se 
concretizam por meio da política nacional de assistência social 
integrando as esferas federal, estadual e municipal. 
a) Garantir a prevalência dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
b) Promover o desenvolvimento internacional. 
c) Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais 
e regionais. 
d) Erradicar o terrorismo e o racismo. 
e) Promover a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. 
189. (ESAF/2008/CGU) Assinale a opção que indica um dos objetivos 
fundamentaisda República Federativa do Brasil. 
a) Valorizar a cidadania. 
b) Valorizar a dignidade da pessoa humana. 
c) Observar os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
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d) Constituir uma sociedade livre, justa e solidária. 
e) Garantir a soberania. 
190. (ESAF/2006/CGU) É um dos objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil, expresso no texto constitucional, a 
garantia do desenvolvimento nacional e a busca da autossuficiência 
econômica. 
191. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Em razão da 
independência funcional, um dos elementos essenciais do princípio de 
separação dos poderes, o exercício das funções que integram o poder 
político da União é exclusivo. 
192. (ESAF/2005/Auditor-Fiscal da Receita Federal) A especialização 
funcional, elemento essencial do princípio de divisão de poderes, 
implica o exercício exclusivo das funções do poder político - legislativa, 
executiva e judiciária - pelo órgão ao qual elas foram cometidas no 
texto constitucional. 
193. (ESAF 2009/Ministério da Fazenda) A cooperação entre os povos 
para o progresso da humanidade constitui objetivo fundamental da 
República Federativa do Brasil. 
194. (ESAF/2012/PGFN) A República Federativa do Brasil rege-se nas 
suas relações internacionais, dentre outros, pelo princípio de repúdio 
ao terrorismo e ao racismo. 
195. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) A República Federativa do 
Brasil buscará a integração econômica, geográfica, política e 
educacional dos povos da América Latina. 
196. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) Promover o bem de todos, 
sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação é princípio que rege a República Federativa 
do Brasil nas suas relações internacionais. 
197. (ESAF/2009/Ministério da Fazenda) O repúdio ao terrorismo e ao 
racismo é princípio que rege a República Federativa do Brasil nas suas 
relações internacionais. 
198. (ESAF/2009/SEFAZ-SP) As opções desta questão contêm 
fundamentos e objetivos fundamentais da República Federativa do 
Brasil, nos termos da Constituição Federal de 1988. Assinale a opção 
que contempla apenas fundamentos. 
a) Liberdade, justiça, pluralismo político. 
b) Cidadania, justiça, dignidade da pessoa humana. 
c) Soberania, solidariedade, valor social do trabalho. 
d) Cidadania, soberania, valor social da livre iniciativa. 
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e) Garantia do desenvolvimento nacional, solidariedade, dignidade da 
pessoa humana. 
199. (ESAF/2008/CGU) A República Federativa do Brasil possui 
fundamentos e as relações internacionais do País devem ser regidas 
por princípios. Assinale a única opção que contempla um fundamento 
da República e um princípio que deve reger as relações internacionais 
do Brasil. 
a) Soberania e dignidade da pessoa humana. 
b) Prevalência dos direitos humanos e independência nacional. 
c) Cidadania e valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
d) Pluralismo político e repúdio ao terrorismo e ao racismo. 
e) Defesa da paz e solução pacífica dos conflitos. 
200. (ESAF/2004/MPU) A Constituição Federal de 1988 traz a 
determinação de que o Brasil deverá buscar a integração econômica na 
América do Sul por meio da formação de um mercado comum de 
nações sul-americanas. 
201. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) A concessão de asilo 
diplomático é um dos princípios que rege o Brasil nas suas relações 
internacionais, conforme expressa previsão no texto da Constituição 
Federal de 1988. 
202. (ESAF/2008/CGU) O Estado brasileiro também é regido por um 
princípio de estatura constitucional que visa a impedir que sejam 
frustrados os direitos políticos, sociais, culturais e econômicos já 
concretizados, tanto na ordem constitucional como na 
infraconstitucional, em atenção aos objetivos da República Federativa 
do Brasil, que são os de promover o bem de todos, sem quaisquer 
formas de discriminação, constituir uma sociedade livre, justa e 
solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as 
desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação. Assinale a opção que denomina com exatidão 
o princípio constitucional descrito. 
a) Proibição do retrocesso no domínio dos direitos fundamentais e sociais. 
b) Proibição de juízo ou tribunal de exceção. 
c) Proibição de privação da liberdade ou de bens patrimoniais sem o devido 
processo legal. 
d) Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 
dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição 
de aprendiz, a partir de quatorze anos. 
e) Proibição de privação de direitos por motivo de crença religiosa ou de 
convicção filosófica ou política. 
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203. (ESAF/2010/SEFAZ-APO) Os direitos fundamentais assegurados 
pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes 
públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em 
face dos poderes privados. 
204. (ESAF/2002/Banco Central) O princípio constitucional da 
autonomia da vontade impede que os direitos fundamentais tenham 
incidência nas relações entre particulares. 
205. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal) As violações 
a direitos fundamentais não ocorrem somente no âmbito das relações 
entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas 
entre pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Assim, os direitos 
fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente 
não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à 
proteção dos particulares em face dos poderes privados. 
206. (ESAF/2002/TCU) No sistema constitucional brasileiro, os 
direitos fundamentais apenas podem ser arguidos em face dos poderes 
públicos, não podendo ser invocados nas relações entre particulares. 
207. (ESAF/2001/Banco Central) Os direitos fundamentais têm por 
sujeito passivo o Estado, não podendo ser opostos a particulares. 
208. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Normas de direitos 
fundamentais podem criar deveres e obrigações não somente para o 
Estado como também para o particular. 
209. (ESAF/2004/MRE) Menores de 18 anos não podem ser titulares 
de direitos fundamentais. 
210. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) O menor de idade pode ser titular de 
direitos fundamentais, na ordem constitucional em vigor. 
211. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Somente pessoas físicas podem ser 
titulares de direitos fundamentais. 
212. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Pessoas jurídicas não podem 
ser titulares de direitos fundamentais. 
213. (ESAF/2001/Promotor de Justiça/CE) Pessoas jurídicas, inclusive 
de direito público, podem ser titulares de direitos fundamentais. 
214. (ESAF/2007/PGFN) Entre as características funcionais dos 
direitos fundamentais encontra-se a legitimidade que conferem à 
ordem constitucional e o seu caráter irrenunciável e absoluto, que 
converge para o sentido da imutabilidade.215. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Os direitos 
fundamentais são irrenunciáveis, o que significa dizer que é 
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inadmissível a autolimitação, mesmo que temporária e para 
finalidades específicas, do exercício de um direito fundamental. 
216. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) O direito à incolumidade física 
expressa caso de direito fundamental absoluto. 
217. (ESAF/2002/MRE) O direito fundamental à vida é tido pelo 
constituinte como direito absoluto, insuscetível de qualquer restrição 
por parte do Estado. 
218. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) Pode-se afirmar que, no direito 
brasileiro, o direito à vida e à incolumidade física são direitos 
absolutos, no sentido de que nenhum outro previsto na Constituição 
pode sobre eles prevalecer, nem mesmo em um caso concreto isolado. 
219. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) A Constituição Federal de 1988 
estabeleceu cinco espécies de direitos e garantias fundamentais: 
direitos e garantias individuais e coletivos; direitos sociais; direitos de 
nacionalidade; direitos políticos; e direitos relativos à existência e 
funcionamento dos partidos políticos. 
220. (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário) Apesar de o 
art. 5o, caput, da Constituição Federal de 1988 fazer menção apenas 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes, pode-se afirmar que os 
estrangeiros não residentes também podem invocar a proteção de 
direitos fundamentais. 
221. (ESAF/2012/CGU) A Constituição assegura aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no país, em igualdade de condições, os direitos 
e garantias individuais tais como: a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, mas aos 
estrangeiros não se estende os direitos sociais destinados aos 
brasileiros. 
222. (ESAF/2006/PFN) Os estrangeiros não residentes estão alijados 
da titularidade dos direitos fundamentais entre nós. 
223. (ESAF/2001/Banco Central) Os direitos fundamentais previstos 
na Constituição Federal somente podem ter por titulares brasileiros - 
natos ou naturalizados. 
224. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Somente podem ser 
considerados titulares de direito fundamental os brasileiros ou os 
estrangeiros aqui residentes que tenham atingido a maioridade. 
225. (ESAF/2002/MRE) Em nenhum caso os brasileiros não residentes 
no Brasil são alcançados pela declaração de direitos fundamentais 
inscrita na Constituição Federal. 
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226. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) Os direitos fundamentais são garantidos 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país. Os demais 
estrangeiros não podem invocar direitos fundamentais no Brasil. 
227. (ESAF/2010/SUSEP) Os direitos configurados nos incisos do art. 
5o da Constituição não são, em verdade, concretização e 
desdobramento dos direitos genericamente previstos no “caput”. 
228. (ESAF/2009/Analista-Tributário) O direito fundamental à vida, 
por ser mais importante que os outros direitos fundamentais, tem 
caráter absoluto, não se admitindo qualquer restrição. 
229. (ESAF/2006/PFN) Os estrangeiros não residentes estão alijados 
da titularidade dos direitos fundamentais entre nós. 
230. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) O estrangeiro, no Brasil, não é 
titular de direitos fundamentais. 
231. (TRT 8ª Região/Juiz Federal) O princípio de que todos são iguais 
perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, é a norma de 
garantia prevista no caput do artigo 5° da CF. Seu conteúdo material 
admite a diferenciação entre os desiguais para aplicação da norma 
jurídica, pois é na busca da isonomia que se faz necessário tratamento 
diferenciado, em decorrência de situações que exigem tratamento 
distinto, como forma de realização da igualdade. Assim, é 
constitucionalmente possível o estabelecimento pontual de critério de 
promoção diferenciada para homens e mulheres. 
232. (ESAF/2012/PGFN) Homens e mulheres não são iguais em 
direitos e obrigações quando assim fixado nos termos da própria 
Constituição Federal de 1988. 
233. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Nenhuma distinção de direitos 
entre homens e mulheres além daquelas especificadas pelo 
constituinte pode ser estabelecida pelo legislador ordinário. 
234. (ESAF/2002/MRE) O princípio da igualdade entre homens e 
mulheres fulmina de inconstitucionalidade todo o tratamento 
legislativo diferenciado em razão do sexo do destinatário da norma. 
235. (ESAF/2002/SEFAZ-PA) O princípio constitucional da igualdade 
entre homens e mulheres impede que se confira qualquer direito a 
pessoas do sexo feminino que não seja extensível também às do sexo 
masculino. 
236. (ESAF/2006/SRF) A doutrina e a jurisprudência reconhecem que 
a igualdade de homens e mulheres em direitos e obrigações, prevista 
no texto constitucional brasileiro, é absoluta, não admitindo exceções 
destinadas a compensar juridicamente os desníveis materiais 
existentes ou atendimento de questões socioculturais. 
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237. (ESAF/2010/Susep) A igualdade de todos perante a lei foi 
suficiente, não tendo havido necessidade de a Constituição reforçar o 
princípio com outras normas sobre a igualdade. 
238. (ESAF/2002/Banco Central) Suponha que um projeto de lei, 
encaminhado ao Legislativo pelo Chefe do Poder Executivo, conceda 
vantagem financeira a uma dada categoria de servidores públicos, 
deixando, porém, de concedê-la a outra categoria, em desacordo com 
as exigências do princípio da isonomia. No âmbito do Judiciário, o 
tratamento diferenciado poderá ser tido como inconstitucional, mas a 
vantagem não poderá ser estendida ao segmento do funcionalismo 
discriminado. 
239. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Dada a igualdade entre homens e 
mulheres, em nenhum caso a lei pode conferir vantagem às mulheres, 
sem estendê-las também aos homens. 
240. (TRT 8ª Região/Juiz Federal) A correta interpretação do princípio 
da igualdade torna inaceitável discriminar uma pessoa em função do 
sexo, sempre que o mesmo seja eleito com o propósito de desnivelar 
materialmente o homem da mulher; aceitando-o, porém, quando a 
finalidade pretendida for atenuar os desníveis de tratamento, não 
permitindo, porém, que normas infraconstitucionais tenham essa 
finalidade, ainda que em benefício da parte discriminada. 
241. (ESAF/2005/TRT 7ª Região) A Constituição veda todo tratamento 
diferenciado entre brasileiros que tome como critério o sexo, a etnia 
ou a idade dos indivíduos. 
242. (TRT 8ª Região/Juiz Substituto) Ninguém será obrigado a fazer 
ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, exceto se a 
exigência, ainda que contrária à lei, decorra de previsão constante de 
contrato privado. 
243. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) O princípio da legalidade, consagrado na 
Constituição Federal de 1988, estabelece que ninguém será obrigado a 
fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Logo, no 
Sistema Constitucional pátrio, não é possível a edição, pelo Chefe do 
Poder Executivo, de decreto autônomo. 
244. (ESAF/2012/PGFN) Como direito fundamental geral, o princípio 
da legalidade se configura em que os indivíduos são livres em suas 
ações privadas, salvo se a lei impuser que ele e abstenha de alguma 
iniciativa ou lhe determinar a realização de algumainiciativa. 
245. (ESAF/2006/Técnico da Receita Federal) Com relação ao direito, 
a todos assegurado, de não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer 
alguma coisa, senão em virtude de lei, o sentido do termo "lei" é 
restrito, não contemplando nenhuma outra espécie de ato normativo 
primário. 
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246. (ESAF/2004/MRE) Em face do princípio da legalidade, uma 
resolução ou um decreto legislativo provenientes de Casas do 
Congresso Nacional não podem criar direitos nem obrigações. 
247. (ESAF/2006/SRF) Com relação ao direito, a todos assegurado, de 
não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em 
virtude de lei, o sentido do termo "lei" é restrito, não contemplando 
nenhuma outra espécie de ato normativo primário. 
248. (ESAF/2001/SRF) Segundo o princípio da legalidade, tanto os 
poderes públicos como os particulares somente podem fazer o que a 
lei os autoriza. 
249. (ESAF/2006/RFB) A liberdade de manifestação do pensamento, 
nos termos em que foi definida no texto constitucional, só sofre 
restrições em razão de eventual colisão com o direito à intimidade, 
vida privada, honra e imagem. 
250. (ESAF/2005/SEFAZ-MG) A Constituição proclama a liberdade de 
expressão, assegurando o direito ao anonimato e o sigilo de fonte. 
251. (ESAF/2003/TRT 7ª Região) Nos termos da Constituição em 
vigor, é livre a manifestação de pensamento, inclusive anonimamente. 
252. (ESAF/2003/Prefeitura do Recife) Faz parte da liberdade de 
expressão divulgar opiniões e críticas anonimamente. 
253. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) Inclui-se no âmbito da 
liberdade de expressão a manifestação de opiniões anonimamente. 
254. (ESAF/2004/ANEEL) A liberdade de manifestação de pensamento 
pode ser exercida de modo anônimo, se assim o preferir o indivíduo. 
255. (ESAF/2004/MPU) O anonimato não é empecilho ao exercício da 
liberdade de manifestação. 
256. (ESAF/2004/MRE) O indivíduo ofendido na sua honra por meio de 
órgão da imprensa, mas que tenha obtido o direito de resposta, não 
fará jus à indenização por danos morais. 
257. (ESAF/2001/SEFAZ-PI) O servidor público, injustamente 
agredido por uma reportagem jornalística da imprensa escrita, além 
de direito à indenização, tanto por danos morais como por danos 
materiais, tem o direito de resposta, proporcional ao agravo sofrido. 
258. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) O abuso na 
manifestação de pensamento não está protegido pela liberdade de 
expressão, e pode ensejar indenização por danos morais e materiais. 
259. (ESAF/2004/Aneel) Pela ofensa à sua honra, a vítima pode 
receber indenização por dano moral, mas não por danos materiais. 
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260. (ESAF/2002/INSS) O comportamento do rapaz é ilegítimo do 
ponto de vista constitucional, porquanto a liberdade de comunicação 
somente protege a manifestação de ideias e pensamentos expressos 
por meio verbal - não protegendo a divulgação de fotografias. 
261. (ESAF/2002/INSS) Demonstrado que o constituinte de 1988, ao 
elaborar o texto constitucional, não tinha em mente a internet como 
meio de comunicação, não se pode dizer que a garantia da liberdade 
de expressão possa ser invocada em casos de manifestações feitas em 
tal meio eletrônico. 
262. (ESAF/2002/INSS) Invocando o direito de resposta, será 
legítimo que a moça crie também um sítio na internet, em que 
divulgue segredos íntimos do antigo namorado, mantendo-o à 
disposição do público, enquanto o seu antigo namorado não desativar 
o sítio que desenvolveu. 
263. (ESAF/2006/SRF) A proteção da honra, prevista no texto 
constitucional brasileiro, que se materializa no direito a indenização 
por danos morais, aplica-se apenas à pessoa física, uma vez que a 
honra, como conjunto de qualidades que caracterizam a dignidade da 
pessoa, é qualidade humana. 
264. (ESAF/2009/Analista-Tributário da Receita Federal) Pessoas 
jurídicas de direito público não podem ser titulares de direitos 
fundamentais. 
265. (ESAF/2004/CGU) Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal 
de Justiça, o direito à inviolabilidade da honra, pela natureza subjetiva 
desse atributo, não se aplica à pessoa jurídica. 
266. (ESAF/2006/PFN) Pessoa jurídica de direito público pode ser 
titular de direitos fundamentais invocáveis contra interesses de 
indivíduos. 
267. (ESAF/2001/Banco Central) Pessoas jurídicas de direito público 
podem invocar certos direitos fundamentais previstos no capítulo da 
Constituição relativo aos direitos e deveres individuais e coletivos. 
268. (ESAF/2004/MRE) Pessoas jurídicas podem ser titulares de 
direitos fundamentais. 
269. (ESAF/2007/PGDF) Pessoas jurídicas de direito público podem 
ser titulares de direitos fundamentais. 
270. (ESAF/2002/Banco Central) Pessoas jurídicas de direito público 
podem ser titulares de direitos fundamentais. 
271. (ESAF/2007/PGDF) Os direitos fundamentais, na ordem 
constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas 
físicas. 
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272. (ESAF/2004/MPU) Os direitos fundamentais, na ordem 
constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas 
físicas. 
273. (ESAF/2001/Promotor-CE) Os direitos fundamentais, na ordem 
constitucional brasileira, não podem ter por sujeitos passivos pessoas 
físicas. 
274. (ESAF/2002/Técnico da Receita Federal) A Constituição protege 
a liberdade de exercício de culto religioso apenas quando este 
acontece em lugar fechado ao público em geral. 
275. (ESAF/2009/MPOG) É inviolável a liberdade de consciência e de 
crença, assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida 
de forma absoluta a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. 
276. (ESAF/2007/SEFAZ-CE) De acordo com a Constituição Federal de 
1988, deve o Poder Público proporcionar a prestação de assistência 
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, 
contribuindo, inclusive, com recursos materiais e financeiros. 
277. (ESAF/2004/PGE-DF) É assegurada a prestação de assistência 
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, não 
podendo a lei, em virtude do livre exercício dos cultos religiosos e da 
inviolabilidade da liberdade de crença, estabelecer restrições àquela 
prestação. 
278. (ESAF/2009/MPOG) Poderá ser privado de direitos quem invocar 
motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política para 
eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir 
prestação alternativa, fixada em lei. 
279. (ESAF/2002/STN) O indivíduo que invoca motivo de crença 
religiosa para se eximir de obrigação legal a todos imposta e que se 
recusa a cumprir prestação alternativa fixada em lei pode ser privado 
de direitos. 
280. (ESAF/2008/MPOG) Ninguém será privado de direitos por motivo 
de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as 
invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se 
a cumprir prestação alternativa, fixada em lei. Assinale a opção que 
indica com exatidão a objeção que legitimamente pode ser oposta ao 
Estado para eximir-se de obrigação legal a todos imposta. 
a) Escusa de obrigação legal.

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