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AGREGADO MIÚDO – DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA E MASSA 
ESPECÍFICA APARENTE. 
 
 
 
1. OBJETIVO 
 
Estabelecer o método de determinação da massa específica e da massa 
específica aparente dos agregados miúdos destinados a serem usados em 
concreto. 
 
2. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 
 
NBR NM 52/2009: Agregado miúdo - Determinação de massa específica e 
massa específica aparente 
 
NBR NM 26/2009 - Amostragem de agregados 
 
NBR NM 27/2001 - Redução da amostra de campo para ensaios de laboratório 
 
NBR 7211/2009 - Agregados para concreto 
 
 
3. DEFINIÇÕES 
 
3.1 Agregado Miúdo 
 
Agregado que passa na peneira com abertura de malha de 9,5 mm, que 
passa quase que totalmente na peneira 4,75 mm e fica retido, em sua 
maior parte na peneira 75 µm; ou se define como a porção que passa na 
peneira de 4,75 mm e fica retida quase totalmente na peneira de 75 µm. 
 
3.2 Massa Específica 
 
É a relação entre a massa do agregado seco e seu volume, excluindo os 
poros permeáveis. 
 
3.3 Massa Específica Aparente 
 
É a relação entre a massa do agregado seco e seu volume, incluindo os 
poros permeáveis e impermeáveis. 
 
3.4 Massa Específica relativa 
 
É a relação entre a massa da unidade de volume de um material, 
incluindo os poros permeáveis e impermeáveis, a uma temperatura 
determinada, e a massa de um volume igual de água destilada, livre de 
ar, a uma temperatura estabelecida. 
O conceito de massa específica relativa pode ser aplicado tanto à massa 
específica, quanto à massa específica aparente, dividindo-se os 
AGREGADO MIÚDO – DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA E MASSA 
ESPECÍFICA APARENTE. 
 
 
resultados obtidos em 7.1, 7.2 e 7.3 pela massa específica da água a 
uma determinada temperatura. 
A massa específica relativa é uma grandeza adimensional, devendo ser 
expressa sempre em função da temperatura. Quando determinada de 
acordo com este procedimento, deve ser expressa com duas casas 
decimais. 
 
3.5 Agregado condição saturada superfície seca 
 
São as partículas de agregado que culminaram suas possibilidades de 
absorver água e mantém a superfície seca. 
 
 
4. APARELHAGEM 
 
4.1 Balança com capacidade mínima para 1 kg e resolução de 0,1 g. 
 
4.2 Frasco aferido de 500 cm³ de capacidade, com erro inferior a 0,15 cm3 a 
20ºC, conforme mostra a figura 1. 
 
Figura 1 – Frasco e tampa – Medidas em milímetros 
 
4.3 Molde tronco-cônico metálico de (40 ± 3)mm de diâmetro superior, (90 ± 
3)mm de diâmetro inferior e (75 ± 3)mm de altura, com espessura mínima 
de 1,00mm. 
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4.4 Haste de compactação metálica, com (340 ± 15)g de massa, tendo 
superfície de compactação circular plana de (25 ± 3) mm de diâmetro. 
4.5 Estufa capaz de manter a temperatura no intervalo de (105 ± 5)ºC. 
4.6 Bandeja metálica para secar a amostra. 
4.7 Espátula de aço. 
4.8 Circulador de ar regulável. 
4.9 Dessecador. 
 
 
5. PREPARAÇÃO DA AMOSTRA PARA ENSAIO 
 
5.1 Obter a amostra a ser ensaiado por quarteamento, constituída por 1kg de 
agregado miúdo; 
 
5.2 Colocar a amostra em um recipiente, cobri-la com água e deixar em 
repouso por 24 horas; 
 
5.3 Retirar a amostra de água em estendê-la sobre uma superfície plana, 
submetendo-a à ação de uma suave corrente de ar, revolvendo a amostra 
com freqüência para assegurar uma secagem uniforme; 
 
5.4 Prosseguir a secagem até que os grãos de agregado miúdo não fiquem 
fortemente aderidos entre si. 
 
5.5 Colocar o agregado miúdo no molde, sem comprimí-lo; 
 
5.6 Compactar sua superfície suavemente com 25 golpes de haste de 
socamento (conforme figura) e então levantar verticalmente o molde. Se 
ainda houver umidade superficial, o agregado conserva a forma do 
molde. 
 
 
 
 
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5.7 Nesse caso, continuar a secagem, revolvendo a amostra constantemente 
e fazer ensaios a intervalos freqüentes de tempo até o cone de agregado 
miúdo desmorone ao retirar o molde. Neste momento o agregado terá 
chegado à condição saturado superfície seca. 
 
5.8 O método descrito de 5.2 a 5.4 tem por fim assegurar que no primeiro 
ensaio o agregado tenha alguma umidade superficial. Se o cone 
desmoronar na primeira tentativa, o agregado miúdo terá sido seco além 
do ponto de saturado superfície seca. Nesse caso, adicionar uma 
pequena quantidade de água (alguns centímetros cúbicos), misturar 
intimamente e deixar a amostra em um recipiente tampado durante 30 
min, iniciando novamente o processo de secagem e ensaio. 
 
6. EXECUÇÃO DO ENSAIO 
 
6.1 Pesar (500,0 ± 0,1)g de amostra (ms), colocar no frasco (4.2) e registrar a 
massa do conjunto (m1); 
 
6.2 Encher o frasco com água até próximo da marca de 500 ml; 
 
6.3 Movê-lo de forma a eliminar as bolhas de ar; 
 
6.4 Colocar em um banho mantido a temperatura constante de (21 ± 2)ºC; 
 
NOTA: As temperaturas do ar da sala, da água de ensaio e do banho definido em 6.1, 
podem ser mantidas no intervalo de (23 ± 2)ºC, (25 ± 2)ºC ou (27 ± 2)ºC, em países ou 
regiões de clima quente, porém devem ser registradas no relatório de ensaio. 
 
6.5 Após 1 h, aproximadamente, completar com água até a marca de 500 ml; 
 
6.6 Determinar a massa total com precisão de 0,1 g (m2); 
 
6.6 Retirar o agregado miúdo do frasco; 
 
6.7 Secar o agregado à temperatura de (105 ± 5)ºC até massa constante (± 
0,1g); 
 
6.8 Esfriar à temperatura ambiente em dessecador; 
 
6.9 Pesar com precisão de 0,1 g (m). 
 
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7. CÁLCULOS 
 
7.1 Massa específica aparente do agregado seco 
 
aVV
md
−
=1 
 
Onde: 
d1, é a massa específica aparente do agregado seco, em gramas por 
centímetro cúbico; 
m, é a massa da amostra seca em estufa, determinada segundo 6.3, em 
gramas; 
V, é o volume do frasco, em centímetros cúbicos; 
Va, é o volume de água adicionado ao frasco, de acordo com a seguinte 
fórmula, em centímetros cúbicos: 
 
a
a
mmV
ρ
12 −
= 
 
Onde: 
 
m1, é a massa do conjunto (frasco + agregado), em gramas; 
m2 = é a massa total (frasco + agregado + água), em gramas; 
ρa, é a massa específica da água, em gramas por centímetro cúbico. 
 
7.2 Massa específica aparente do agregado saturado superfície seca 
 
a
s
VV
md
−
=2 
 
Onde: 
 
d2, é a massa específica do agregado saturado superfície seca, em 
gramas por centímetro cúbico; 
ms = é a massa da amostra na condição saturada superfície seca, em 
gramas; 
V = é o volume do frasco, em centímetros cúbicos; 
Va = é o volume de água adicionado ao frasco, determinada segundo 7.1, 
em centímetros cúbicos. 
 
 
7.3 Massa Específica. 
 
Calcular utilizando a fórmula seguinte: 
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a
s
a
mm
VV
md
ρ
−
−−
=
)(
3 
 Onde: 
 
d3, é a massa específica do agregado, em gramas por centímetro cúbico; 
m, é a massa da amostra seca em estufa, em gramas; 
V, é o volume do frasco, em centímetros cúbicos; 
Va,é o volume de água adicionado ao frasco, determinada segundo 7.1, 
em centímetros cúbico. 
Ms, é a massa da amostra na condição saturada superfície seca, em 
gramas; 
ρa, é a massa específica da água, em gramas por centímetro cúbico. 
 
 
8. CONCORDÂNCIA DE RESULTADOS E RELATÓRIO 
 
Os ensaios realizados com a mesma amostra não devem diferir em mais de 
0,02 g/cm3, para a massa específica. Tomar como valor definitivo à média dos 
valores correspondentesobtidos e registrar com aproximação de 0,01 g/cm3. 
 
 
 
 
 
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