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Conteúdo teórico da segunda prova – Zoologia Médica e Parasitologia
Phthiraptera
Amblycera
Família Menoponidae - parasito de aves
Menacanthus stramineus
 - piolho do corpo
M. cornutus
M. pallidulus
Menopon gallinae
 - piolho da haste (asas e ânus)
Colpocephalum turbinatum
Família Boopidae
Heterodoxus spiniger
 - parasito de cães
Ischnocera
Família Trichodectidae
Trichodectes canis
 - parasito de cães
Felicola subrostratus
 - parasito de gatos
Damalinia spp.
 - parasito de bovinos, ovelhas, caprinos e cavalos.
Família Philopteridae
Lipeurus caponis
 - piolho da asa
Goniodes dissimilis, G. gigas
 - galinhas
Cuclotogaster heterographus
Goniocotes gallinae
 - piolho da asa
Struthiolipeurus rheae
Chelopistes meleagridis
Columbicola columbae
Anoplura
Família Haematopinidae
Haematopinus suis
 - parasito de suinos
H. asini
 - parasito de equídeos
H. tuberculatus
 - parasito de búfalo
H. quadripertusus
 - parasito de bovinos
H. eurysternus
 - parasito de bovinos
Família Linognathidae
Linognathus setosus
 - parasito de cães
L. pedalis
 - parasito de ovinos
L. vituli
 - parasito de bovinos
L. stenopsis
 - parasito de caprinos
L. africanus
 - parasito de ovinos e caprinos
Solenopotes capillatus
 - parasito de bovinos
Família Pediculidae
Pediculus humanus
 - parasito de humanos
P. captitis
 - parasito de primatas
Família Pthiridae
Pthirus púbis
- parasito de humanos
Biologia
Parasitam aves e mamíferos
Podem ser mastigadores ou sugadores
Maior atividade a noite
Hemimetábolos
Postura: 50 a 100 ovos
Alimentação: descamações de tecido epitelial,
partes de penas, secreções sebáceas e sangue
Longevidade: ± 1 mês
Importância
Piolhos hematófagos:
- prurido
- espoliação sanguínea
- quadros de anemia
- escarificação com infecção secundária
- redução da produção
Importância
Piolhos mastigadores:
- prurido
- ação irritativa
- escarificações com infecções bacterianas secundárias
Transmissão de patógenos:
- Trichodectes canis: cestóide Dipylidium caninum
- Heterodoxus spiniger: hospedeiro intermediário do
cestóide D. caninum e do nematóide Acanthocheilonema reconditum.
- Pediculus: Rickettsia quintana (febre das trincheiras), R. prowazeki (tifo exantemático) e Borrelia recurrentis (febre recorrente)
Profilaxia:
 Higienização;
Escovação e tosquia frequente;
Evitar aglomeração em ambientes confinados;
Uso de parasiticidas.
Siphonaptera
Biologia
Parasitam aves e mamíferos
larvas mastigadoras e adultos hematófagos
48 horas – ♀: 140% ♂: 19%
14 μL /dia
proporção M:F
1:1 – Pulex , Xenopsylla
1:4 – Ctenocepahlides felis
longevidade
acasalamento
Pulgas como agentes infestantes:
- ação irritativa: prurido
- ação espoliadora: hematofagia
- ação inflamatória: TUNGÍASE
Pulgas como transmissoras de patógenos:
Xenopsylla - Yersinia pestis (peste bubônica) e Rickettsia typhi (tifo murino ou endêmico)
Polygenis sp. - Yersinia pestis (peste silvestre)
Ctenocephalides spp. - Dipylidium caninum, Acanthocheilonema reconditum, Hymenolepis diminuta, H. nana Rickettsia felis
Pulex irritans - Hymenolepis diminuta, H. nana
Spilopsyllus cuniculi - Poxvirus - Vírus da Mixomatose
Hemiptera
Biologia
 São ovíparos
 Habitats naturais: áreas pedregosas, árvores, palmeiras
 Tocas de animais
 Homem: invasão – hábitos domiciliares e peridomiciliares: camas, armários, frestas...
 Picada indolor e longa (5 a 8 minutos)
 Ninfas: 2 alimentações completas para fazer a muda; são resistentes ao jejum
 CO2 x predileção
Importância
Picada: ação irritativa, prurido e edema local (sinal de Romanã);
Vetores de Trypanosoma cruzi:
Doença de Chagas, Mal de Chagas, Tripanossomíase americana
Ninfas e adultos são capazes de transmitir;
Reservatórios peridomiciliares: fonte de infecção constante.
Clínico e epidemiológico: distribuição do vetor!
Exames laboratoriais: gota espessa, esfregaço sanguíneo, testes imunológicos e moleculares
Xenodiagnóstico - Consiste em alimentar-se barbeiros normais em supótos portadores da infecção e determinar-se, depois, si eles adquirem ou não o parasitismo. Em cada região deve ser empregada, de preferência, o transmissor local mais importante. Três a seis ninfas famintas são geralmente empregadas em cada prova, devendo ficar em contacto com o doador até encherem-se completamente (15-30 minutos). Se o exame de fezes – espontaneamente eliminadas ou obtidas por punção anal – não revelar a presença de flagelados, os insetos devem ser dissecados 40 a 60 dias depois da sucção, para exame do conteúdo duodenal.
Profilaxia
Melhoria das condições de moradia
Uso de telas para mosquitos
Uso de drogas repelentes e inseticidas
Cimicidae – percevejos da cama (colchões de palha)
Cimex lectularis
Cimex hemipterus
Percevejos hematófagos;
Morcegos, aves e inclusive podem espoliar o homem;
São cosmopolitas.
Gênero Ornithocoris
Ornithocoris toledoi
O. pallidus (andorinha)
O. furnari (joão de barro)
Percevejos hematófagos de aves;
Órgão de Ribaga: na linha mediana do abdômen;
Inseminação traumática;
Probóscida é mais longa que em Cimicinae e alcança a
base das coxas medianas;
São nidícolas.
Importância
Ação irritativa
Incomodo durante o sono
Prurido intenso
Queda de desempenho produtivo nas aves
Diptera
Tabanidae – mutucas ou mosca de cavalo
Vivem próximos de cursos d’ água, açude, fossos a beira de estradas, bordas de matas de locais úmidos
Substratos próximos a lugares úmidos (lama ou lodo) ou em água acumulada em tronco de árvores.
LARVAS
• 5 a 7 dias eclodem
• Carnívoras
• Desenvolvimento de 7 a 9 instares larvares podendo chegar de 1 a 3 anos.
PUPA
• Desenvolvimento em 1 ou 2 semanas
• São semelhantes a crisálida de Lepdóptera, com cápsula dura e quitinosa.
Orientação: visão, dióxido de carbono
• Atividade: entre 22 ºC e 32 ºC
• Diurna (3h), pico= 2h antes do pôr do sol
• Raio de voo > 1 Km
• Raramente invadem ambientes fechados
• Tempo longo de ingurgitamento - 20 minutos a 1:30h
Tabanidae
♀ hematófagas.
• ♂ e ♀ virgens fitófagas
• Longevidade > 2 meses
• Atração por animais de pele escura e movimento
IMPORTÂNCIA
• Incômodas pela voracidade com que atacam seus hospedeiros,
• Picada muito dolorosa
• Interrupções de sua alimentação, e como conseqüência podem nutrir-se numa sucessão de hospedeiros .
• Transmissão mecânica de patógenos. Vírus da Anemia Infecciosa Equina, Trypanosoma evansi (Mal das Cadeiras) e T. vivax
CONTROLE
• Não há controle biológico
• Armadilhas em pequenas áreas (piscina, jardins, gado confinado...)
• Inseticida é antieconômico – Brinco inseticida
• Anos 50 – Inseticidas granulares – Contaminação ambiental
• Vaporização de óleo combustível e querosene
Muscidae
Musca domestica
▪ Postura em MO, fezes, lixo
▪ Incubação: 14-24 h
▪ Larvas em MO, em palha e restos de ração embaixo dos cochos, fezes de vários animais, com palha ou feno com alto teor de fermentação (3-7 dias)
▪ Ciclo: 8-12 dias
IMPORTÂNCIA
• Musca domestica veiculadora:
• Ovos e larvas de helmintos (Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiuris, Enterobius vermiculares, Taenia solium e
ancilostomídeos)
• Protozoários (Entamoeba histolytica, Giardia intestinalis e Cryptosporidium parvum)
• Ovos de Dermatobia hominis
Stomoxys calcitrans
• ♂ e ♀ hematófagos
• Incubação: 1-4 d
• Larvas em MO, em palha e restos de ração embaixo dos cochos, fezes de vários animais, com palha ou feno com alto teor de fermentação (12 dias)
• Ciclo: 13-18 dias
Habronema - A habronemose (cutânea) equina, também conhecida como “esponja” ou “feridas de verão”, é uma verminose causada pelo ciclo errático de larvas dos nematódeos Habronema spp e Drashia megastoma. No geral, é uma doença que não levaà morte, mas causa prejuízos estéticos e queda de rendimento do animal.
Haematobia irritans – fezes frescas – besouro
Retira 2,5 L sangue/dia e -40kg/PV/ano
• Reduz até 15% a produção de leite
• Diminui a libido do touro e cio da vaca
• Reduz a taxa de prenhez até 15%
• Perdas de R$ 1,6 bilhões/ano
• Não transmitem patógenos!!
Miíase é toda infestação de vertebrados vivos com larvas de dípteros que, pelo menos por um certo período, se alimentam
dos tecidos vivos ou mortos do hospedeiro, de suas substâncias corporais, ou do alimento por ele ingerido.
Miiase primária – as larvas do díptero iniciam o quadro patológico
Miiase secundária – as larvas do díptero só colonizam a partir de lesões patológicas existentes e podem se desenvolver em outro substrato
QUANTO AO HÁBITO ALIMENTAR DAS LARVAS:
Biontófagas – se alimentam de tecido vivo.
Necrófagas - se alimentam de matéria orgânica em decomposição.
Necrobiontófagas – se alimentam de tecidos necrosados de animal vivo.
Oestrus ovis – bicho de cabeça – oestrose em ovinos
Respiração ruídos e dificultosa – rinite catarral com espirros e/ou corrimento nasal purulento
Dermatobia hominis – mamíferos – mosca do berne – pele intacta, entrada pelo folículo piloso
Sarcopromusca pruna (principal veiculador, preferencia por equinos e bovinos)
Gasterophilinae – parasita de estômago e duodeno de equinos e asininos
G. nasalis e haemorrhoidalis ficam nos pelos do lábio inferior e quando a larva eclode penetra na mucosa bucal. Já G. intestinalis fica nos membros anteriores e necessita da lambida do cavalo p eclosão
Cochliomyia hominivorax – borda de ferimentos recentes
Cochiomyia macellaria – miiase secundária - tecidos necrosados e cadáveres 
C. albiceps e ruffacies atacam larvas de outras espécies
C. albiceps – indicador forense rj e sp (atinge carcaças em estágios iniciais de decomposição)
Lucilia cuprina - ovinos 
Lucilia sericata – UTILIZADA NA MEDICINA
Saprófagas – se alimentam de restos orgânicos, por isso miiase facultativa
Hippobosca equina – hematófago de equinos e as vezes bovinos, fica direto no animal
Cabeça inserida fortemente no tórax 
Transmissão de protozoários
Pseudolynchia canariensis – parasita pombos e aves silvestres - transmite Haemoproteus columbae – estresse e anemia em aves
Lipoptena cervi – cervídeos – perdem as asas ao se fixarem no hospedeiro - transmite trypanossoma spp.
Melophagus ovinus – falso carrapato/piolho das ovelhas – perda do valor comercial da lã
Transmite trypanossoma mellophagiume orbivirus (vírus da língua azul)
Entomologia forense: Caliphoridae e Lucilia estão corpos frescos.
Sarcophagidae e Muscidae no copo de 3-15 dias.

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