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Direitos humanos Estudar O ser humano é a fonte de todo o Direito e esse não depende de poderes absolutos e centralizadores. Trata-se do direito de ter Direitos, conforme defendia Hannah Arendt. Neste sentido, assinale a alternativa correta, que reúne características pertinentes aos Direitos Humanos: R: Irrevogáveis, Universais, Históricos e Naturais Benevides (2005, p. 5), em seu texto “Democracia e Direitos Humanos: reflexões para os jovens”, afirma que “Direitos humanos e direitos do cidadão não são sinônimos”. A seguir, relacione as alternativas e marque a alternativa correta: 1 – Direitos humanos 2 – Direitos do cidadão ( 2 ) A Constituição estabelece os controles sobre os poderes e define quem é cidadão, que direitos e deveres ele terá em razão de uma série de variáveis. ( 2 ) Os direitos não são universais. ( 1 ) São direitos mais abrangentes e universais. ( 2 ) Podem estabelecer deveres por um determinado período, como àqueles relativosà prestação do serviço militar. ( 1 ) São aqueles que decorrem do reconhecimento da dignidade intrínseca de todo ser humano. Se referem à pessoa humana na sua universalidade. R: 2, 2, 1, 2, 1. A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 foi de extrema importância para a afirmação e o reconhecimento dos Direitos Humanos. Sobre esse documento, é INCORRETO afirmar que: R: INCORRETA Apesar de afirmar que esta vontade do povo será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto, não reconheceu às mulheres o direito de participação na vida política dos Estados-Membros. O texto Cidadania e Democracia (Benevides, 1994) aponta para um conjunto de obstáculos à extensão da cidadania. Quais são eles? Tradição oligárquica, tradição populista e tradição autoritária; Acesso à cultura e programas de renda mínima; O sistema eleitoral ultrapassado, bem como o sistema de representação; Tradição populista e tradição corporativa. R: I, III e IV; Com relação ao texto Cidadania e Democracia (BENEVIDES, 1994) é incorreto afirmar, que: R: incorreta Direitos Humanos existem quando referendados pela Estado e referem-se à titularidade de direitos, ligado a individualidade. Diante do que foi apresentado no livro “Educação também é direito humano”, organizado por Mariângela Graciano, sobre a justiciabilidade do direito à educação, assinale quais são as alternativas abaixo que correspondem aos meios processuais jurídicos que possuímos para alcançar esse direito: 1. ( ) Ação individual (Lei 5869/73 – Código de Processo Civil) – sempre que uma pessoa tem seu direito à educação violado, ela pode procurar garanti-lo na Justiça, movendo uma ação individual contra o Poder Público – União, Estado ou município, dependendo de quem é o(a) responsável pelo serviço. Para mover essa ação, é preciso procurar um(a) advogado(a) – particular ou do Estado – ou o Ministério Público. 2. ( ) Ação civil pública (Lei 7347/85) – assim, é possível defender direitos sociais por meio dessa ação coletiva. O objetivo é que muitas pessoas que se encontram na mesma situação jurídica, possam recorrer ao Poder Judiciário com apenas uma ação, que defenderá o direito de todas. 3. ( ) Termo de ajustamento de conduta (TAC) – antes de entrar com uma ação civil pública contra o Estado, pode o Ministério Público procurar o ente público, ouvir seus argumentos, fazendo com que assuma o compromisso que irá proceder de modo a garantir que o direito não seja desrespeitado. 4. ( ) Direito midiático – confere em divulgação, via veículos midiáticos, a precariedade da situação educacional do país. Assinale a alternativa correta R: Somente as alternativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. O direito à educação, em todas as formas e em todos os níveis, deve apresentar quatro características. Assinale abaixo a característica incorreta: R: Incorreta, Discutível: é a garantia da qualidade da educação ser cumprida após a exposição dos interesses dos pais. O direito à educação nas normas nacionais: O direito à educação no Brasil está assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pelos tratados internacionais. Logo em seu artigo 6º, a CF88 prevê que a educação, juntamente com o trabalho, o lazer, a saúde, entre outros, é um direito social. Assinale a alternativa que não condiz com a educação como um direito: R: Não condiz Deve-se educar para a cidadania e o trabalho, levando-se em conta preparar o aluno a qualificar-se adequadamente visando prioritariamente o mercado de trabalho, pois é por meio do trabalho, a humanização pelo trabalho, que o ser humano pode se tornar um cidadão pleno. Diz-se atualmente que o projeto educacional neoliberal atingiu seu limite ao universalizar o acesso à educação, mesmo assim dados correspondentes ao período de 2000 a 2004, por exemplo, mostravam que 2,8% da população de 7 a 14 ainda estava fora da escola. Não é de outra forma que a questão da qualidade é a grande preocupação da administração e das políticas públicas em educação, uma verdadeira meta do século XXI para o Brasil. Em relação aos indicadores educacionais, conforme se pode observar na obra Educação também é direito humano, organizada por Mariângela Graciano (UNIFESP), assinale a alternativa correta: R: correta Os dados relativos a qualidade da educação, por exemplo, mostram que questões sociais e econômicas produzem impactos nos indicadores; Para os direitos da infância e da adolescência, o corpo legal universal mais relevante é ela. No seu primeiro artigo define a sua área de atuação: “... todo o ser humano menor de 18 anos de idade, salvo se, nos termos da lei que lhe for aplicável, atingir a maioridade mais cedo”. O único texto de carácter universal anterior a ela foi a Declaração dos Direitos da Criança adotada no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959. No entanto, ao ser uma declaração não tem carácter vinculativo, ou seja, não é de cumprimento obrigatório por parte dos Estados. (MORLACHETTI A. A). R: Da Convenção sobre os Direitos da Criança. A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Assim, é correto afirmar que, em seu preâmbulo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê: R: que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos consta que: R: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Vale à pena observar que as Nações Unidas nos apontam que todas as crianças têm direito a uma infância gratificante e saudável. Em outras palavras: poder brincar e se divertir, e também ter uma condição de vida que atenda as necessidades básicas. No que diz respeito à infância como uma condição e direito das crianças, é correto afirmar que: R: A criança é um sujeito de direitos. Como a Constituição garante direitos, mas não prevê detalhadamente como estes se efetivam na realidade, possibilitando que a lei saia do papel, outras leis, inferiores – hierarquicamente – à Constituição são elaboradas. Estas leis são chamadas inferiores porque todo o seu conteúdo deve estar de acordo com o que prevê a Constituição, que é a Lei máxima. Por sua vez, a Constituição deve servir de base para a elaboração de todas as leis vigentes no país. No Brasil, duas leis que tratam da educação são muito importantes e mais uma terceira: R: LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação, PNE – Plano Nacional de Educação e ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente No capítuloIV, da Constituição Federal de 1988, do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer, a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes: I – acesso à escola pública e gratuita ou do setor privado próxima de sua residência. II– Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; III – direito de ser respeitado por seus educadores; IV – direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; V – direito de organização e participação em entidades estudantis; Assinale a alternativa CORRETA: R: II, III, IV e V O direito à educação nas normas nacionais: O direito à educação no Brasil está assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pelos tratados internacionais. Logo em seu artigo 6º, a CF88 prevê que a educação, juntamente com o trabalho, o lazer, a saúde, entre outros, é um direito social. Assinale a alternativa que não condiz com a educação como um direito: R: Deve-se educar para a cidadania e o trabalho, levando-se em conta preparar o aluno a qualificar-se adequadamente visando prioritariamente o mercado de trabalho, pois é por meio do trabalho, a humanização pelo trabalho, que o ser humano pode se tornar um cidadão pleno. No capítulo III da seção I (Da Educação), no artigo 206 da Constituição Federal de 1988, são enumerados os princípios a partir dos quais o ensino deverá ser ministrado no Brasil. Analise os seguintes princípios I. igualdade de condições para o acesso, mas não para a permanência na escola. II. liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. III. pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. IV. gratuidade do ensino público em estabelecimentos privados. V. gestão democrática do ensino público, na forma da lei. VI. garantia de padrão de qualidade. Em conformidade com o artigo 206 da Constituição Federal de 1988, estão corretos apenas os princípios? R: II, III, V, VI O livro “Educação também é direito humano”, organizado por Mariângela Graciano (2005, p.41), apresentam dimensões formuladas na publicação “Indicadores de Qualidade na Educação”, com o objetivo de garantir que a qualidade educativa seja considerada de forma ampla e de acordo com as diferentes realidades avaliadas. São elas: Assinale abaixo a alternativa incorreta: R: incorreta Acesso, classificação e sucesso na escola. No Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), está previsto em seu Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: Assinale a alternativa incorreta: R: direito de matrícula em entidades estudantis, em condições de substituição escolar. A Lei 12.852/13 institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude - SINAJUVE. Para os efeitos dessa Lei, são considerados jovens: R: Pessoas com idade entre 15 e 29 anos e, em caráter excepcional, aquelas de idade compreendida entre 15 e 18 anos, desde que não conflitem com as normas de proteção integral previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A Lei 12.852/13 institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude - SINAJUVE. Para os efeitos dessa Lei, são considerados jovens: R: Pessoas com idade entre 15 e 29 anos e, em caráter excepcional, aquelas de idade compreendida entre 15 e 18 anos, desde que não conflitem com as normas de proteção integral previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os dirigentes de escola de ensino fundamental devem comunicar ao Conselho Tutelar da Região os casos de: I – maus-tratos envolvendo seus alunos; II – embriaguez dos pais; III – reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; IV – elevados níveis de repetência. R: Somente a alternativa II está incorreta. São atribuições do Conselho Tutelar: I. Delegar à família, nos casos de ato infracional, a execução das medidas cabíveis. II. Promover a execução de suas decisões, podendo para tanto, requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança; III. Promover e incentivar, na comunidade e nos grupos profissionais, ações de divulgação e treinamento para o reconhecimento de sintomas de maus-tratos em crianças e adolescentes. (Incluído pela Lei nº 13.046, de 2014). IV. Encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente. R: Somente as alternativas II, III e IV estão corretas. Da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento das diferenças e na participação dos sujeitos, decorre uma identificação dos mecanismos que operam na regulação e produção de desigualdades em razão de características intelectuais, físicas, culturais, sociais e linguísticas, estruturantes do modelo tradicional de educação escolar. Brasil, MEC (adaptado). As questões suscitadas no texto, ratificam a necessidade de novas posturas docentes, de modo a atender a diversidade humana presente na escola. Nesse sentido, no que diz respeito a seu fazer docente frente aos alunos, o professor deve, I) - desenvolver atividades que valorizem o conhecimento historicamente elaborado pela humanidade e aplicar avaliações criteriosas a fim de avaliar o desempenho dos alunos; II) -instigar e compartilhar as informações e a busca pelo conhecimento de forma coletiva, por meio de relações respeitosas acerca dos diversos posicionamentos dos alunos, promovendo o acesso às inovações tecnológicas; III) - planejar atividades extra escolares, visando o convívio com a diversidade, evitando os conflitos; IV) - planejar atividades internas iguais a todos os alunos independente de sua cultura, etnia, cor, pois diferenciar os grupos é promover o separatismo e as desigualdades. V) - utilizar recursos didáticos diversificados, que busquem atender a necessidade de todos e de cada um dos alunos, valorizando o respeito individual e coletivo. É correto apenas o que se afirmar em: R: I,II,III e V Candau e Sacavino (2013), em seu texto “Educação em direitos humanos e formação de educadores”, apresentam a teoria de Fritzsche que defende que a educação em Direitos Humanos é indispensável para o desenvolvimento dos Direitos Humanos e, propõe que se trabalhe para que ela ocupe um lugar central no ensino e na educação, planejando-a como uma temática interdisciplinar e transversal. Além de assinalar que a educação em Direitos Humanos se assenta num tripé, são eles: I - conhecer e defender seus direitos; II - respeitar a igualdade de direitos dos outros; III - garantir os seus direitos; IV - reconhecer que os seus direitos estão bem fundamentados nas leis e isso é o suficiente. V- estar tão comprometido quanto possível com a defesa da educação em Direitos Humanos dos outros. A partir disso, assinale a alternativa correta: R: Somente as alternativas III e IV estão incorretas. Candau e Sacavino (2013), em seu texto “Educação em direitos humanos e formação de educadores”, apresentam alguns dos desafios a enfrentar para que a educação em Direitos Humanos penetre nos diferentes sistemas de ensino, na formação de educadores e na sociedade em geral. Eles estão dispostos abaixo, mas um deles está incorreto, assinale-o: R: Incorreto Articular ações de formação junto com os veículos de comunicação. Fritzsche desenvolve quinze teses sobre o que significa a educação em DireitosHumanos. Assinalaremos alguns aspectos que consideramos que caracterizam sua posição. Para o autor, a educação em Direitos Humanos é indispensável para o desenvolvimento dos Direitos Humanos. Ela não é um adendo pedagógico, mas um componente genuíno dos Direitos Humanos. Hoje a educação em Direitos Humanos constitui um dos Direitos Humanos. Objetivando tornar realidade a educação em Direitos Humanos, propõe que se trabalhe para que ela ocupe um lugar central no ensino e na educação, planejando-a como uma temática interdisciplinar e transversal. O autor assinala que a educação em Direitos Humanos se assenta num tripé: I. Conhecer e defender seus direitos. II. Respeitar a igualdade de direitos dos outros. III. Estar tão comprometido quanto possível com a defesa da educação em Direitos Humanos dos outros. IV. A educação em Direitos Humanos está orientada à mudança social. É correto apenas o que se afirma em: R: I, II, III A partir da análise do livro Cidadão de Papel, há setores sociais que estão mais vulneráveis as engrenagens sociais do Brasil. Pode-se concluir que: I) a população carente e com menos acesso à instrução é a mais atingida pelo desemprego II) as crianças são as mais vulneráveis em virtude da falta de políticas públicas pelo Estado. III) os setores sociais mais marginalizados, tais como os negros e os moradores de rua estão sendo atingidos pela repressão policial em virtude da sua cor, etnia e condição econômica. IV) os trabalhadores negros são os menos atingidos pela desatenção do governo quanto à política de incentivos ao seu crescimento intelectual. Está correto as afirmações: R: apenas as I, II e III. Leia o texto abaixo e responda. Nossa história é marcada pela violência dos poderosos contra os mais fracos. Ela se inicia com o massacre dos índios, que até o descobrimento não sabiam o que era fome e desigualdade social. Para o colonizador português, os índios eram preguiçosos. E o Brasil entrou na rota da escravidão negra. O escravo não era, juridicamente, considerado ser humano. Escravo era coisa e não gente. O Brasil foi a última nação independente a acabar com a escravidão. Isso deixou marcas profunda na cultura nacional, na forma de as pessoas encararem o mundo. Gilberto Dimenstein. O Cidadão de Papel. O trecho acima propõe uma hipótese do autor, R: Historicamente, a questão do menino de rua aparece como consequência direta da escravidão. Prezado(a) aluno(a)! Começaremos nossa discussão nessa disciplina entendendo alguns conceitos importantes, ou seja, o que significa e qual a importante dos Direitos Humanos, Cidadania e Democracia. Buscaremos compreender que a Educação é um direito fundamental do homem e deve ser compreendida enquanto tal para que a cidadania seja alcançada e vivenciada em sua plenitude. Para tanto, estudaremos a história dos direitos humanos e suas implicações para o campo educacional, buscando conhecer os vários documentos nacionais e internacionais sobre educação e direitos humanos. Abordaremos o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto da Juventude, os direitos humanos e o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Dessa forma, os objetivos dessa disciplina podem ser resumidos nas seguintes competências e habilidades: Competências: Espera-se que ao final desta disciplina o aluno seja capaz de: Conhecer e analisar os fundamentos e concepções de direitos humanos, cidadania e democracia, oportunizando o conhecimento e o debate sobre a relação entre Direitos Humanos e Educação, bem como, conhecer a Declaração Universal dos Direitos Humanos, seus princípios e valores. Reconhecer e ser capaz de identificar violações e atuar em defesa dos Direitos Humanos. Habilidades: Compreender a relação entre direitos humanos e cidadania. Assimilar os direitos humanos como processo de evolução social. Conhecer e interpretar o significado dos direitos humanos enquanto direitos fundamentais e invioláveis para todo e qualquer ser humano. Evidenciar os direitos humanos como sucessivas conquistas históricas e, ao mesmo tempo, como um conjunto de direitos que atuam em âmbitos diferentes, mas são interdependentes. Refletir o papel da escola na construção de uma cultura dos direitos humanos. Pensar e defender uma educação para a cidadania, na perspectiva do fortalecimento de uma democracia inclusiva, participativa de afirmação e reconhecimento das diferenças culturais. Conhecer e refletir o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. O programa dessa disciplina encontra-se distribuído em 8 módulos (descritos a seguir), que devem ser estudados ao longo do semestre letivo. Alguns tópicos serão objeto de avaliação na NP1 (Módulos 1 a 4) e outros serão avaliados na NP2 (Módulos 5 a 8). Módulo 1 – Conceitos: Direitos Humanos, Cidadania e Democracia Módulo 2 – Características dos Direitos Humanos e sua relação com o espaço escolar Módulo 3 – Documentos internacionais de proteção Módulo 4 – Educação como um direito Módulo 5 – A justiciabilidade do direito à educação Módulo 6 – Direito à educação: acesso, qualidade, condições materiais e controle social Módulo 7 – Educação em Direitos Humanos e Formação de Educadores Módulo 8 – Direitos Humanos: desafios para o século XXI Para tanto, utilizem este material como um guia de orientação para seu estudo e como complemento das atividades realizadas nas aulas presenciais. Sugerimos que a cada semana vocês acompanhem as atividades e leituras referentes ao módulo que aborde a questão estudada. A ordem dos módulos mantém entre si uma relação lógica e de total sintonia com as discussões abordadas pelos professores em sala de aula. Assim, o sistema será alimentado de acordo com as discussões realizadas em aula. Em cada um dos módulos, haverá uma breve apresentação do assunto, indicação de material para leitura, atividades de estudo e exercícios de verificação da aprendizagem. Lembre-se que a mera realização dos exercícios não permitirá a aprendizagem dos temas. É imprescindível que vocês realizem todas as atividades descritas em cada módulo. Bibliografia A Bibliografia apresentada a seguir relaciona as obras consideradas importantes para o estudo dos temas. Básica: BRASIL. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos; Ministério da Educação, 2003. BRASIL. Lei Nº 12.852/2013: Institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes; cria o Conselho Nacional da Juventude – CNJ e a Secretaria Nacional de Juventude; altera as Leis nos 10.683, de 28 de maio de 2003, e 10.429, de 24 de abril de 2002; e dá outras providências. 2013. CANDAU, Vera Maria; ANDRADE, Marcelo; SACAVINO, Susana et al. Educação em direitos humanos e formação de professores/as. São Paulo: Cortez, 2013. CANDAU, Vera Maria; SACAVINO, Susana. Educação em direitos humanos e formação de educadores. Educação (Porto Alegre, impresso), v. 36, n. 1, p. 59-66, jan./abr. 2013. CERQUEIRA, Daniel. Atlas da violência no Brasil 2017. Rio de Janeiro: IPEA/FBSP, 2017. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/170609_atlas_da_violencia_2017.pdf>. Acesso em: 09 ago. 2017 COMPARATO, F. K. A afirmação histórica dos direitos humanos. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2015. GRACIANO. Mariângela. Educação também é direito humano. São Paulo: Ação Educativa, Plataforma Interamericana de Direitos Humanos, Democracia e Desenvolvimento - PIDHDD, 2005. UNESCO. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: <http://www.ohchr.org/EN/UDHR/Documents/UDHR_Translations/por.pdf>. Acesso em: 30 jun. 2017. SILVEIRA, Rosa Maria Godoy et al. Educação em direitos humanos: fundamentos teórico- metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2008. Complementar: CANDAU, Vera Maria; SACAVINO,Susana (org.). Educar em direitos humanos: construir democracia. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. CHOUKR, F H. A Convenção Americana dos Direitos Humanos e o direito interno brasileiro: bases para sua compreensão. Bauru-SP: Edipro, 2001. SPINK, M J P. A Cidadania em construção: uma reflexão transdisciplinar. São Paulo: Cortez, 1994. BRASIL. Lei Federal n. 8069, de 13 de julho de 1990. ECA _ Estatuto da Criança e do Adolescente. DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. Disponível em: <http://www.aticascipione.com.br/produto/o-cidadao-de-papel-a-infancia-a-adolescencia-e-os-direitos-humanos-no-brasil-246>. Acesso em: 30 jul. 2017. Módulo 1 – Conceitos: Direitos Humanos, Cidadania e Democracia A problemática dos Direitos Humanos é um dos componentes fundamentais das sociedades atuais. Para se compreender esse assunto que diz respeito a todos nós, é importante, primeiramente, compreender esse conceito e perceber a sua relação com a cidadania e a vivência plena de uma democracia. Assim, podemos dizer que, a cidadania é a tomada de consciência de seus direitos, tendo como contrapartida a realização dos deveres. Isso implica no efetivo exercício dos direitos civis, políticos e sócio-econômicos, bem como na participação e contribuição para o bem-estar da sociedade. A cidadania deve ser entendida como processo contínuo, uma construção coletiva, significando a concretização dos direitos humanos. Cidadão é todo aquele que participa, colabora e argumenta sobre as bases do direito, ou seja, é um agente atuante que exerce seus direitos e deveres. Ser cidadão implica em não se deixar oprimir nem subjugar, mas enfrentar o desafio para defender e exercer seus direitos. Direitos Humanos são valores, princípios e normas que se referem ao respeito à vida e à dignidade. A expressão refere-se a organizações, grupos e pessoas que atuam na defesa desse ideário. Os direitos humanos estão consagrados em declarações, convenções e pactos internacionais, sendo a referência maior a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Constituição do Brasil se compromete no artigo 1º, à prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais e, no art. 5º e os seguintes, definem os direitos e garantias fundamentais. Democracia significa governo do povo, assegurada pelo gozo dos direitos de cidadania. Assim, quando há isonomia, ou seja, igualdade diante da lei, há democracia. A visão clássica de democracia é assentada nos princípios da participação coletiva e igualdade de todos, frente ao sistema de representação política e de igualdade perante a lei. O art. 1º da Constituição do Brasil afirma a democracia formalmente, definindo como seus fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, da livre iniciativa e o pluralismo político. Referência: Cartilha da Cidadania – A Cidadania ao alcance de todos –Governo do estado do Paraná. http://www.codic.pr.gov.br/arquivos/File/cartilha_da_cidadania.pdf Leitura Obrigatória: BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita. Democracia e direitos humanos: reflexões para os jovens. Disponível em: < http://www.cchla.ufpb.br/redhbrasil/wp-content/uploads/2014/04/DEMOCRACIA-E-DIREITOS-HUMANOS.pdf> ONU, Declaração dos Direitos Humanos. Disponível em: http://www.ohchr.org/EN/UDHR/Documents/UDHR_Translations/por.pdf Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma que a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante do coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei. Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII, a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Em 1948, surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra as forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração, solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar. Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel. 5.ª ed. São Paulo: Ática, 1994, p. 20-1 (com adaptações) Com base no texto, julgue os itens a seguir, assinalando (V) para os verdadeiros e (F) para os falsos. ( ) A ideia de cidadania corresponde especificamente aos direitos adquiridos pelos homens ao longo da história. ( ) O cidadão é aquele que conhece o sabor da liberdade expressa na Revolução Francesa e que impõe respeito as normas construídas pelos europeus. ( ) Direitos são valores que nascem e crescem com os homens de forma natural e progressiva. ( ) Dignidade e bem-estar são fatores relativos atribuídos às pessoas com maior nível de escolaridade ( ) Os bens construídos para a coletividade constituem o bem público e devem ser respeitados e zelados R: V, F, V, F, V Dimenstein (1998, p. 20), apresenta o que é cidadania, como segue: “Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder ___________ em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser ________________ sem ser discriminado, de praticar uma ____________ sem ser perseguido.” Observe a definição apresentada e, selecione, dentre as afirmativas abaixo, aquela que completa, de maneira correta, as lacunas presentes no artigo citado: R: votar / negro / religião De acordo com Gilberto Dimenstein, “Nem todo mundo consegue entender o que está escrito nos jornais. Sua linguagem está cheia de conceitos como inflação, estagflação, dívida social, imposto progressivo, sonegação, PIB, crescimento populacional, renda per capita, CPI, Procuradoria-Geral da República, Estado de Direito Democrático, entre muitos outros. Sem entender o que significam essas palavras, impossível saber o que é cidadania. Quando não entende o que está lendo, qualquer pessoa perde o interesse e para de ler. Raramente os jornais falam claro e explicam as coisas como deveriam. Se isso acontecesse, mais gente leria as notícias e teria maior consciência dos seus deveres e direitos”. O principal objetivo do livro “Cidadão de Papel” foi: R: Fazer as pessoas entenderem que a situação da infância é um fiel espelho de nosso estágio de desenvolvimento econômico, político e social. Ao analisar as causas da violência é preciso refletir sobre: R: Sobre toda a organização social, porque a violência só gera violência. Um círculo vicioso, em que todos somos vítimas. Sobre a relação entre Atividade Policial e Direitos Humanos, assinale a resposta INCORRETA: R: O policial deve respeitar a integridade física, podendo em casos excepcionais aplicar técnicas de tortura em conformidade com a lei. HOMICÍDIOS DE NEGROS: De cada 100 pessoas que sofrem homicídio no Brasil, 71 são negras. Jovens e negros do sexo masculino continuam sendo assassinados todos os anos como se vivessem em situação de guerra. Cerqueira e Coelho (2017), a partir de análises econométricas com base nos microdados do Censo Demográfico do IBGE e do SIM/MS, mostraram que a tragédia que aflige a população negra não se restringe às causassocioeconômicas. Estes autores estimaram que o cidadão negro possui chances 23,5% maiores de sofrer assassinato em relação a cidadãos de outras raças/cores, já descontado o efeito da idade, sexo, escolaridade, estado civil e bairro de residência. (CERQUEIRA, Daniel. Atlas da Violência 2017). Art. 17. O jovem tem direito à diversidade e à igualdade de direitos e de oportunidades e não será discriminado por motivo de: I - etnia, raça, cor da pele, cultura, origem, idade e sexo; II - orientação sexual, idioma ou religião; III - opinião, deficiência e condição social ou econômica. A discriminação racial é fator preponderante de acordo com o fragmento de texto. A. A frase a tragédia que aflige a população negra não se restringe às causas B. Socioeconômicas, reafirma o racismo inerente ao assassinato de jovens negros. C. Os homicídios de jovens negros mostra que eles não são sujeitos com igualdade de direitos, sendo discriminados, principalmente em seu direito fundamental que é a vida. É correto apenas o que se afirma em: R: A, B, C Módulo 1 – Conceitos: Direitos Humanos, Cidadania e Democracia A problemática dos Direitos Humanos é um dos componentes fundamentais das sociedades atuais. Para se compreender esse assunto que diz respeito a todos nós, é importante, primeiramente, compreender esse conceito e perceber a sua relação com a cidadania e a vivência plena de uma democracia. Assim, podemos dizer que, a cidadania é a tomada de consciência de seus direitos, tendo como contrapartida a realização dos deveres. Isso implica no efetivo exercício dos direitos civis, políticos e sócio-econômicos, bem como na participação e contribuição para o bem-estar da sociedade. A cidadania deve ser entendida como processo contínuo, uma construção coletiva, significando a concretização dos direitos humanos. Cidadão é todo aquele que participa, colabora e argumenta sobre as bases do direito, ou seja, é um agente atuante que exerce seus direitos e deveres. Ser cidadão implica em não se deixar oprimir nem subjugar, mas enfrentar o desafio para defender e exercer seus direitos. Direitos Humanos são valores, princípios e normas que se referem ao respeito à vida e à dignidade. A expressão refere-se a organizações, grupos e pessoas que atuam na defesa desse ideário. Os direitos humanos estão consagrados em declarações, convenções e pactos internacionais, sendo a referência maior a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Constituição do Brasil se compromete no artigo 1º, à prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais e, no art. 5º e os seguintes, definem os direitos e garantias fundamentais. Democracia significa governo do povo, assegurada pelo gozo dos direitos de cidadania. Assim, quando há isonomia, ou seja, igualdade diante da lei, há democracia. A visão clássica de democracia é assentada nos princípios da participação coletiva e igualdade de todos, frente ao sistema de representação política e de igualdade perante a lei. O art. 1º da Constituição do Brasil afirma a democracia formalmente, definindo como seus fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, da livre iniciativa e o pluralismo político. Referência: Cartilha da Cidadania – A Cidadania ao alcance de todos –Governo do estado do Paraná. http://www.codic.pr.gov.br/arquivos/File/cartilha_da_cidadania.pdf Módulo 2 – Características dos Direitos Humanos e sua relação com o espaço escolar O Estado brasileiro tem como princípio a afirmação dos direitos humanos como universais, indivisíveis e interdependentes e, para sua efetivação, todas as políticas públicas devem considerá-los na perspectiva da construção de uma sociedade baseada na promoção da igualdade de oportunidades e da equidade, no respeito à diversidade e na consolidação de uma cultura democrática e cidadã. O direito à educação no nosso país está assegurado na Constituição Federal de 1988, no artigo 227, quando declara que: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente com absoluta prioridade o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência e exploração, violência, crueldade e opressão" (BRASIL, 1988, p. 53). Daí a importância de valorizar a educação como um meio privilegiado na vivência dos direitos humanos, promovendo aprendizagens e a garantia desses. A escola, espaço de convivência com a diversidade, é um espaço privilegiado para a discussão de questões referentes aos direitos humanos, devendo assumir o compromisso de educar o olhar dos estudantes quanto a seus direitos legais. A escola, espaço social privilegiado onde se definem a ação institucional pedagógica, necessita de prática e vivência dos direitos humanos. Leitura obrigatória: GRACIANO. Mariângela. Educação também é direito humano. São Paulo: Ação Educativa, Plataforma Interamericana de Direitos Humanos, Democracia e Desenvolvimento - PIDHDD, 2005. Disponível em: http://www.dhnet.org.br/dados/livros/edh/a_pdf/livro_acao_educativa_direito_educacao.pdf Módulo 3 – Documentos internacionais de proteção Os direitos humanos são universais, inalienáveis e indivisíveis e, portanto, as crianças e os adolescentes são reconhecidos como pessoas titulares de direitos e obrigações sem distinção da sua condição socioeconômica, étnica, de religião, sexo, idioma, opinião política ou de outro tipo, origem nacional ou social, nascimento, idade ou qualquer outra condição social própria ou dos seus pais. Os direitos fundamentais consagrados nos instrumentos internacionais de direitos humanos, como a Declaração Universal dos Direitos do Homem; o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos; o Pacto de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais; a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial; a Convenção contra a Tortura e Outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes; a Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e Membros das suas Famílias; e a mais recente Convenção sobre os direitos das Pessoas com Deficiência, enumeram um grande número de direitos que também são relevantes e totalmente aplicáveis à proteção dos direitos das pessoas menores de 18 anos. Leituras obrigatórias: MORLACHETTI, Alejandro (UNICEF). A convenção sobre os direitos da criança e a proteção da infância no regulamento internacional dos direitos humanos. In.: BELTÃO, Jane Felipe et. all. (org.). Direitos humanos dos grupos vulneráveis. Rede Direitos Humanos e Educação Superior, Barcelona-ES. 2014, p. 21.41. Disponível em: https://www.upf.edu/dhes-alfa/materials/DDGV_PORT_Manual_v4.pdf ONU. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: < http://www.ohchr.org/EN/UDHR/Documents/UDHR_Translations/por.pdf> Nações Unidas. Direitos humanos na prática. Acessar o site das Nações Unidades e selecionar ações realizadas em prol dos direitos humanos no mundo. https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/acao/; https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/ Módulo 4 – Educação como um direito A educação, enquanto dever do Estado e realidade social, não foge ao controle do Direito. A Constituição Federal a enuncia como direito de todos, dever do Estado e da família, com a tríplice função de garantir a realização plena do ser humano, inseri-lo no contexto do Estado Democrático e qualificá-lo para o mundo do trabalho. A um só tempo a educação representa tanto um mecanismo de desenvolvimento pessoal do indivíduo como da própria sociedade em que ele se insere. Se faz necessário o entendimento das normas que regulam a educação, pois a existência de direitos subjetivos relacionados ao tema, coloca-se como importante elemento de afirmação dos direitos do cidadão frente ao Estado, garantindo, um meio de conferir efetividadedos preceitos constitucionais. O direito à educação está inserido no contexto dos direitos sociais, econômicos e culturais, os chamados direitos de segunda dimensão, no âmbito dos direitos fundamentais. Esses direitos determinam a proteção à dignidade da pessoa humana, enquanto os de primeira dimensão tem como preocupação a liberdade em contrapartida ao poder de imperium do Estado, ou seja, a segunda dimensão visa não uma abstenção estatal, mas uma atuação positiva (ação) do Estado. O direito à educação previsto na Constituição Federal de 1988, está ligado ao reconhecimento da dignidade da pessoa humana, bem como seus objetivos: construção de uma sociedade livre, justa, solidária, erradicação da pobreza, da marginalidade e redução das desigualdades sociais. Referência: MONTEIRO, Raquel Motta Calegari. A educação no Brasil: direito social e bem público. UNISO. Seminário Internacional de Educação Superior, 2014. Disponível em: https://uniso.br/publicacoes/anais_eletronicos/2014/3_es_mercado_e_sociedade/04.pdf Módulo 5 – Estatuto da Criança e do Adolescente e Estatuto da Juventude Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é a legislação que explicita a implementação da proteção integral constitucionalmente estabelecida no artigo 227. Assim, estabelece medidas concretas para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Responsabiliza nominalmente a família, a comunidade, a sociedade e o Estado pelo bem-estar e saudável desenvolvimento da infância e da juventude. Este documento legal alterou fundamentalmente a legislação de proteção à infância e à juventude no país, revogando o antigo Código de Menores e adequando a legislação infra-constitucional às disposições constitucionais e aos parâmetros internacionais de proteção. Fundamentalmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece como a proteção integral deve ser garantida no país, indicando as medidas sociais, protetivas e sócio-educativas que devem ser utilizadas para assegurar o bem estar de crianças e adolescentes. Seu texto contém importantes disposições sobre os direitos fundamentais da infância e adolescência, dentre eles: a garantia da vida, saúde, integridade, liberdade, convivência familiar e comunitária, proteção contra violência e exploração, dentre outros. Leitura obrigatória: