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Farmácia Verde 
 
 
1ª Edição 
 
 
 
 
 
 
 
Marcelo Rigotti 
 
 
 
 
 
 
 
 
Farmácia Verde 
 
 
1ª Edição 
 
 
 
 
 
 
 
 
Botucatu SP 
Edição do autor 
2011 
Sumário Página 
 
1. Introdução 05 
1.1. O que todos deveriam saber para a correta utilização 
das plantas 
06 
1.2. As plantas e seus usos 08 
1.3. O princípio da fitoterapia 11 
1.4. A origem das plantas medicinais 13 
1.5. Etnobotânica ligação entre o empírico e 
farmacológico 
19 
 
2. Identificação de plantas medicinais 21 
2.1. Identificação dos principais grupos vegetais 22 
2.2. Nomenclatura binomial 35 
2.3. Classificação pelo ciclo de vida 39 
2.4. Herbário de plantas medicinais 41 
 
3. Implantação da Farmácia Verde 45 
3.1. Como montar uma Farmácia Verde 46 
3.2. Casos de sucesso da Farmácia Verde 51 
 
4. Manipulação de remédios caseiros 65 
4.1. Preparação de remédios caseiros com plantas 
medicinais 
66 
4.2. Fitocosmeticos 109 
 
5. Ações terapêuticas das plantas medicinais 115 
5.1. Principais doenças e as plantas para seu tratamento 116 
5.2. Utilização indevida das plantas medicinais 124 
5.3. Plantas invasoras e ruderais com potencial medicinal 127 
 
6. Plantas medicinais condimentares e aromáticas 144 
 
Fotos de plantas medicinais 212 
 
Referências Bibliográficas 223 
 
 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
5 
 
 
 
 
 
Introdução 
1.1. O que todos deveriam saber para a correta utilização 
das plantas 
06 
1.2. As plantas e seus usos 08 
1.3. O princípio da fitoterapia 11 
1.4. A origem das plantas medicinais 13 
1.5. Etnobotânica ligação entre o empírico e 
farmacológico 
19 
 
 
1 
Marcelo Rigotti 
 
6 
 
 
 
1.1. O que todos deveriam saber 
para a correta utilização das 
plantas 
O uso das plantas medicinais na cura de doenças e melhoria da 
qualidade de vida tem sido utilizado desde o inicio da humanidade, 
hoje muitas das receitas que eram apenas do conhecimento 
popular tem sua eficácia comprovada pela ciência. Na Índia e na 
China o uso das plantas já faz parte da medicina por pelo menos 
2000 anos. No Brasil ainda não se tem um conhecimento razoável 
sobre a forma de utilização dessas plantas, a maioria dos usuários 
utilizam as ervas de forma incorreta ou ineficaz, o modismo ainda 
é uma forma de se conhecer as plantas de uso medicinal, 
entretanto passageira. As matérias em revistas não científicas 
tornam o uso das plantas medicinais de certa forma até perigoso, 
entretanto as reportagens na televisão têm seguido um formato 
que deveria ser utilizado pelas revistas, como a consulta a 
especialista da área. 
O local e o estado onde a maioria das pessoas adquire as ervas é 
outro problema que pode até se tornar um risco a saúde, muitas 
ervas são vendidas na rua ou expostas ao ar livre em feiras e 
mercados populares, quando o correto seriam essas plantas serem 
vendidas embaladas e beneficiadas de forma adequada. Tive a 
oportunidade de presenciar plantas secas ao sol embaladas e serem 
vendidas nas ruas das cidades. Essas plantas não possuem 
princípio ativo algum, podendo ainda sofrer contaminação por 
microorganismos. 
Farmácia Verde 
 
 
 
7 
 
 
 
Outro problema da falta de conhecimento sobre a utilização das 
ervas medicinais esta na forma e dosagem de uso, pois 
dependendo da forma a planta pode ser eficaz ou não, assim como 
a dosagem se for baixa pode não ter o efeito procurado se for alta 
pode causar intoxicações e efeitos adversos. Conheci um caso em 
que a pessoa usou ervas compradas em raizeiro para emagrecer, 
tomou um litro de garrafada com os três tipos de ervas em apenas 
um dia, ou seja, tomou em torno de 10 vezes a dosagem 
recomendada. A conseqüência foi provavelmente uma alteração 
hormonal que causou efeito contrário que foi um aumento de 
peso, mais que o triplo do que tinha antes em pouco tempo. 
Ainda é muito comum seguir receitas indicadas por parentes ou 
vizinhos sem conhecimento das ervas, mas é outro grande risco 
que pode até agravar a saúde. Foi o caso da utilização do suco de 
carambola para pacientes crônicos renais, indicada provavelmente 
pela mídia, esse suco piora a situação desses pacientes, pois a 
carambola é rica em potássio que não é filtrado pelo rim e se torna 
tóxico para o organismo. 
O conhecimento através dos nomes populares das plantas pode 
gerar duvidas e enganos na sua utilização, como o caso da 
espinheira-santa, existem várias espécies sendo comercializadas 
com este nome, algumas delas sem o efeito comprovado para a 
Maytenus ilicifolia. 
A educação para as Plantas Medicinais deve ser incentivada na 
sociedade, já que é e sempre vai ser utilizada pelas pessoas na 
busca da cura das doenças e melhoria da qualidade de vida. 
 
Marcelo Rigotti 
 
8 
 
 
 
1.2. As plantas e seus usos 
A humanidade utiliza os vegetais para proteção da saúde e alívio de 
seus males desde o princípio de sua existência na Terra, há muito 
tempo, as plantas medicinais têm sido usadas como forma 
alternativa ou complementar aos medicamentos da medicina 
tradicional. O seu uso na medicina popular e a literatura 
etnobotânica têm descrito o uso dos extratos, infusões e pós de 
plantas medicinais por vários séculos contra todos os tipos de 
doenças. 
A utilização de plantas medicinais tornou-se um recurso 
terapêutico alternativo de grande aceitação pela população e vem 
crescendo junto à comunidade médica, desde que sejam utilizadas 
plantas cujas atividades biológicas tenham sido investigadas 
cientificamente, comprovando sua eficácia e segurança. 
É notável o crescente número de pessoas interessadas no 
conhecimento de plantas medicinais, inclusive pela consciência dos 
males causados pelo excesso de quimioterápicos causados no 
combate as doenças. Remédios à base de ervas que se destinam as 
doenças pouco entendidas pela medicina moderna – tais como: 
câncer, viroses, doenças que comprometam o sistema 
imunológico, entre outras – tornaram-se atrativos para o 
consumidor. 
O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido 
muito significativo nos últimos tempos. Dados da Organização 
Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da 
população mundial fez o uso de algum tipo de erva na busca de 
alívio de alguma sintomatologia dolorosa ou desagradável. Desse 
total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica. 
Farmácia Verde 
 
 
 
9 
 
 
 
Estas são amplamente comercializadas em farmácias e 
supermercados em geral, por razões sociais ou econômicas. A crise 
econômica, o alto custo dos medicamentos industrializados, o 
difícil acesso da população à assistência médica e farmacêutica são 
possíveis fatores que levaram as pessoas a utilizar produtos de 
origem natural. 
O uso das plantas medicinais tem que ser feito cuidadosamente, 
com muito critério, pois as mesmas não fazem milagres e podem 
levar à intoxicação daqueles indivíduos que desconhecem 
precauções e contra-indicações destas plantas. Às vezes se imagina 
que o produto, por ser natural, faz bem à saúde, mas a ignorância 
do conhecimento sobre os efeitos desejados ou não, pode ser 
desastrosa. 
Outro fator de destaque na crescente procura da fitoterapia é a 
vigente carência de recursos dos órgãos públicos de saúde e os 
incessantes aumentos de preços dos medicamentos 
industrializados. No entanto, pela facilidade de obtenção e 
despreparo de quem as utiliza são também observados casos de 
intoxicação de plantas tidas como medicinais. 
O Brasil é um dos quatro países que apresentam maior 
biodiversidade em todo o mundo, sendo o primeiro em número 
total de espécies. Em nossos três milhões e quinhentos mil 
quilômetros quadrados de florestas, existem a mais diversificada 
reserva de plantas doplaneta. 
Nos últimos anos tem-se verificado um grande avanço científico 
envolvendo os estudos químicos e farmacológicos de plantas 
medicinais que visam obter novos compostos com propriedades 
terapêuticas. Isto pode ser claramente observado pelo aumento de 
Marcelo Rigotti 
 
10 
 
 
 
trabalhos publicados nesta área, tanto em congressos como em 
periódicos nacionais e internacionais. 
O conhecimento da medicina tradicional constitui uma valiosa 
fonte de informação para realizar pesquisas fitoquímicas e 
farmacológicas. Este, entre outros motivos, tem gerado um 
aumento nos últimos anos em seu estudo. Por isto numerosos 
países têm empreendido a prática destas pesquisas, que alem do 
mais, constitui um meio de recuperação de seu acervo cultural em 
perigo de desaparecer perante o avanço da "medicina moderna". 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
11 
 
 
 
1.3. O princípio da fitoterapia 
Desde a pré-história as plantas eram utilizadas na cura de 
problemas de saúde, era a única forma de cura conhecida pelos 
povos e civilizações antigas, até os animais se utilizavam das 
plantas. Através de experimentos, a sabedoria popular que passou 
para os descendentes e o cultivo, as plantas conseguiram passar 
por várias gerações sem perder as suas características. 
 A sabedoria popular no uso das plantas impulsionou o seu 
consumo por todos os grupos sociais durante séculos. Foram 
encontrados indícios da utilização das plantas em todas as 
civilizações estudadas. O princípio de todo conhecimento está 
espalhado pelos vários berços da civilização tais como europeu de 
onde surgiu a melissa (Melissa officinalis), da África apareceu a 
arruda (Ruta graveolens), dos índios brasileiros surgiu a caapeba 
(Piper umbellatum) e da Ásia o gengibre (Zingiber officinale). 
O mundo vegetal inclui três grupos principais de plantas: superior, 
intermediário e inferior. Entre estes grupos estão bactérias, algas 
microscópicas, cogumelos, samambaias, musgos e árvores, entre 
outros. A identificação é uma tarefa para especialistas e o limite 
entre o mundo vegetal e o animal não está tão claro quanto se 
imagina. Para simplificar o assunto, vamos considerar nós os 
humanos e as plantas que tanto bem nos fazem. Livros sobre 
propriedades medicinais de plantas regularmente parecem tratar as 
ervas e as plantas medicinais diferentemente. Porém, ervas são 
plantas anuais, bienais ou perenes que não desenvolvem um tecido 
lenhoso. 
Talvez pelo fato das ervas apresentarem um papel importante 
histórico e tradição de cura, às vezes elas são tratadas como uma 
Marcelo Rigotti 
 
12 
 
 
 
categoria especial de plantas, ou seja, são avaliadas particularmente 
pelas suas qualidades medicinais, saborosas ou aromáticas. 
Como os nomes tradicionais ou populares das plantas medicinais 
variam muito de acordo com aspectos regionais e culturais, a 
melhor maneira de se agrupar as plantas é através do seu nome 
científico e seguido dos seus nomes populares. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
13 
 
 
 
1.4. A origem das plantas 
medicinais 
Embora seja difícil a determinação da origem exata das principais 
plantas medicinais em uso no Brasil, algumas que já têm seu uso 
comprovado por testes farmacológicos tem o seu centro de origem 
bem definido, são principalmente de origem européia. Uma grande 
parte das plantas com origem no Brasil foi testada e patenteada. 
Hoje no país existem duas ou três plantas em estudos para 
comprovar sua eficácia farmacêutica. 
Plantas de origem européia 
Veio juntamente com a colonização portuguesa e de outras 
civilizações da Europa, estas plantas se difundiram mais 
fortemente na região Sul do país. Estas plantas são de uso mais 
difundido e se adaptam melhor nos climas mais frios. É o caso da 
melissa (Melissa officinalis), da erva doce (Foeniculum vulgare), dos 
vários tipos de manjericão (Ocimum sp.), das mentas (Mentha sp), a 
camomila (Matricaria chamomila), a alcachofra (Cynara scolymus). 
Plantas de origem africana 
Apareceu junto com o tráfico de escravos para o Brasil, nos 
séculos XVI e XVII. As plantas eram de uso em rituais religiosos. 
São mais encontradas na Bahia. Pelo intenso uso pelos escravos, 
conhecemos e começamos a utilizar plantas como a arruda (Ruta 
graveolens), o jambolão (Syzigium jambolanum), a insulina (Cissus 
cyssioides) a caferana (Vernonia condensata), a babosa (Aloe vera), os 
vários tipos de boldo do gênero Plectranthus. 
Marcelo Rigotti 
 
14 
 
 
 
Plantas de origem indígena 
O conhecimento dessas plantas provém do seu extenso uso pelos 
indígenas brasileiros. Essas plantas são conhecidas em todas as 
regiões do Brasil. Dentre as plantas mais utilizadas pelos índios 
estão a caapeba (Piper umbellatum), o abajerú (Chrisobalanus icaco) e o 
urucum (Bixa orellana). 
Plantas de origem oriental 
Foram trazidas pelos imigrantes chineses e japoneses para o Brasil, 
mas é mais comum no estado de São Paulo. Os orientais 
trouxeram para o Brasil espécies como o gengibre (Zingiber 
officinale), a lichia (Litchi chinensis) e a raiz forte (Wassabia japonica). 
Outras plantas medicinais de origem oriental foram trazidas pelos 
portugueses durante suas navegações até a Ásia, e são mais 
utilizadas pelo seu valor culinário, como a canela (Cinnamomum 
cassia) e o cravo (Eugenia caryophyllata). Algumas foram introduzidas 
recentemente, provenientes da Índia como o neem (Azadirachta 
indica), a calêndula tem origem desde o Mediterrâneo ate o Irã 
(Calendula officinalis), a soja é nativa do leste da Ásia e é utilizada 
pelos chineses a pelo menos 5.000 anos como alimento e 
medicinal (Glycine max (L.) Merr.), a romã vem da região do 
Paquistão, Irã e Afeganistão (Punica granatum L.). 
Plantas com origem na Amazônia 
Estas plantas provêm do conhecimento pelos indígenas e caboclos 
da região. São encontradas plantas como o guaraná (Paulinia 
cupana), a copaíba (Copaifera officinalis) e a fava de tonca (Dipteryx 
odorata). 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
15 
 
 
 
Plantas com origem no Nordeste 
As suas plantas possuem grande influência dos índios e dos 
escravos africanos que por ali aportaram na época colonial. Devido 
ao seu clima peculiar e os aspectos de condições sociais e 
econômicas desfavoráveis da região o uso das plantas medicinais 
se tornou corriqueiro e necessário. Dentre as plantas mais 
conhecidas estão a aroeira (Schinus molle), a catinga de mulata 
(Tanacetum vulgare) e a hortelã-do-mato (Hyptis suaveolens). 
Plantas de origem diversa 
Várias espécies vegetais são comercializadas como fitoterápicos em 
todo mundo, através de testes farmacológicos em vários paises, as 
plantas medicinais tornaram-se conhecidas, mas mesmo assim não 
se sabe a sua origem, essas mesmas plantas foram difundidas pelos 
seus efeitos medicinais. Entre estas temos o ginco biloba (Ginkgo 
biloba), o hipérico (Hipericum perforatum) e a equinácea (Echinacea 
purpurea). 
Ervas mencionadas na Bíblia 
Muitas ervas foram mencionadas na Bíblia, desde aquela época as 
pessoas usavam as ervas não somente como o alimento, mas 
também como aromatizante e para uso medicinal. O hissopo era 
utilizado frequentemente como uma erva para a purificação 
(PSALMS 51:7), foi usada também para impedir que o sangue 
coagulasse (EXODUS 12:22). O uso medicinal do hissopo pode 
ser encontrado em JOÃO (19:29 – 30). 
O hissopo bíblico - a planta que é chamada Hyssopus officinalis é 
nativa do sul da Europa, mas não ao Oriente Médio antigo ou ao 
Egito, conseqüentemente o hissopo que nós conhecemos não é o 
Marcelo Rigotti 
 
16 
 
 
 
mesmo da Bíblia. Esse poderia ter sido confundido com a 
manjerona pelos estudiosos da Bíblia, ou a planta alcaparra, ao 
sorgo, ao broto da samambaia, ouao asplênio. A menta era bem 
conhecida sendo usada como alimento ou aromatizante, assim 
como ainda é hoje. 
Alguns peritos da Bíblia dizem que a menta estava entre “as ervas 
amargas” mencionadas no Exodus 12:8, Números 9:11, junto com 
as folhas da endivia, da chicória, da alface, do agrião da água, do 
espinafre, e do dente-de-leão. Todas essas ervas eram comidas 
como salada. A menta era ingerida após as refeições para ajudar o 
sistema digestivo. A salsinha embora não mencionado na Bíblia era 
abundante e foi usado no passado como um símbolo de uma nova 
era porque era uma das primeiras ervas a surgir acima do solo. Os 
romanos serviam-lhe em banquetes como um refrescante da 
respiração. 
Uma outra passagem que refere às ervas amargas é EXODUS 
12:8. O anis é mencionado na versão da Bíblia do Rei James em 
MATTHEW 23:23. A palavra anis é considerada um erro na 
tradução para a maioria das citações modernas dos tradutores que 
o traduziram como “menta, o dill e o cominho”. O alho ainda é o 
mesmo que nós usamos hoje, era a erva favorita pelos reis. A 
cabaça de JONAH 4:6 foi confundida pelos estudiosos com sendo 
a mamona. A malva era cortada inteira e usada como alimento. 
Outra planta é a salsola, que é uma planta salina parecida com o 
espinafre e comido pelos pobres. A mandrágora é mencionado no 
GÊNESIS 30:14 – 16, a história diz de Raquel convoca os poderes 
das mandrágoras de Rueben, mas não diz se acreditava em suas 
qualidades mágicas, naquela época era conhecida a como a maçã 
do amor. 
Farmácia Verde 
 
 
 
17 
 
 
 
O espinho de Cristo se originou do espinho de Jerusalém Paliurus 
spina-christi. Outras plantas, usados em perfumes e banhos e as 
madeiras nobres, mencionadas são, bálsamo, incenso, cânfora, 
canela, cássia e açafrão. Os cereais, o milho, trigo, lentilha, milheto, 
feijão e cevada. 
As flores mencionadas na Bíblia são salgueiro, lírio da água, 
violeta, tulipa, sálvia, rosa, ranúnculo, peoni, nigela, narciso, 
açafrão da pradaria, malva, lupina, litrium, lírio, consolida, narciso, 
hiacinto, galium, açafrão, mostarda, menta, melancia, mandrágora, 
malva, hissopo, alho, alho porró, cebola, coriandro, anis, cominho, 
linho, abóbora e cerefólio. 
Árvores, canela, salgueiro, pinho, bálsamo, carvalho, amora, mirto, 
junipero, elmo, castanha, cipestre e cedro. Frutas mencionadas, 
pomegranate, palma, castanha, maçã e azeitonas. 
Duas ervas estão entre as favoritas, o incenso chamado também 
olibanum foi usado em rituais religiosos por séculos. Mencionado 
frequentemente nos primeiros 5 livros. Foi usado para tratar dores 
internas e externas. É usada uma resina gomosa encontrada nas 
árvores espinhosas pequenas chamadas Boswellia thurifera, 
crescendo na África, no Yêmen, e nos países do mar vermelho. 
Mirra era usada para fazer lavagem para infecções, foi usada pelos 
egípcios e pelos hebreus como incenso, em cosméticos, em 
perfume e como medicinal, muito usado também naquele tempo 
para embalsamar os corpos. O incenso era considerado um 
tesouro raro e foi dado como um grande presente para o bebê 
Jesus! 
Commiphora é encontrada na Arábia e na Abissínia, hoje em dia, é 
usado para tratar as dores de gargantas, infecções e pé-de-atleta. 
Marcelo Rigotti 
 
18 
 
 
 
Contem substancias que limpam o organismo e estimula o sistema 
circulatório e é expectorante. 
As dores e as feridas eram tratadas com cataplasma feitos da 
culatra do urso, ou mel ou gordura de porco, também utilizavam a 
resina da hera, o óleo de agrimonia, sementes de linhaça e a casca 
do mamão. As torceduras eram envolvidas com uma cataplasma 
feito das folhas esmagadas da planta consolida. O reumatismo era 
tratado embebendo o balsamo no óleo verde de oliva e aplicado na 
parte afetada como linimento. Fazendo massagem com sal seguido 
por um xampu por todo o corpo, fazia as pessoas sentirem como 
se estivesse saído de um spa, isto ajudava na circulação do sangue. 
Os problemas de estômago eram curados com água de alecrim. A 
raiz do gengibre também era usada mastigada. As dores de cabeça 
também eram curadas com o chá do alecrim, ou as folhas da 
hortelã que eram colocadas na testa. O óleo de manjerona era 
friccionado em cima da região que sofria a dor de cabeça. Os 
galhos de alecrim eram fervidos em água e usados para lavar o 
corpo contra as febres. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
19 
 
 
 
1.5. Etnobotânica ligação entre o 
empírico e farmacológico 
 
A Etnobotânica é a ciência que investiga as relações intrínsecas 
entre as culturas e usos de plantas incidindo, essencialmente, sobre 
a forma como as plantas são utilizadas em todas as sociedades 
humanas (como alimentos, medicamentos, cosméticos; usos 
religiosos; como tinturaria, têxteis; em construção, como 
ferramentas, moeda, vestuário; na literatura, em rituais e na vida 
social). As plantas medicinais ajudam no alivio do sofrimento 
humano e são usadas como subsistência, remédios caseiros e como 
comercio (Kunwar et al., 2006). 
O uso da sabedoria popular na medicina ocorre em todas as 
comunidades por todo o mundo (Smitherman et al. 2005). Como 
resultado da busca continua para achar um tratamento para as 
doenças, que são especificas em cada comunidade, tem sido 
desenvolvido uma extensa farmacopéia de plantas medicinais 
(Kiringe 2006). De acordo com a Organização Mundial de Saúde 
(O.M.S.) em torno de 80% das pessoas em todo mundo usam a 
medicina tradicional nos primeiros cuidados na saúde (WHO 
2002). A medicina tradicional tem atingido importância econômica 
rapidamente, em países em desenvolvimento é certamente um dos 
meios de tratamento mais acessíveis e até mesmo o único 
tratamento encontrado (Revene et al., 2008). 
A natureza tem sido fonte de recursos medicinais por milhares de 
anos e um grande numero de compostos medicinais tem sido 
isolados das plantas. As plantas produzem uma variedade de 
moléculas bioativas sendo assim uma fonte importante de cura, as 
Marcelo Rigotti 
 
20 
 
 
 
plantas superiores continuam a ser utilizadas na manutenção da 
saúde na maioria das comunidades, mesmo com o advento da 
moderna medicina (Farombi, 2003). 
A demanda mundial por ervas medicinais esta crescendo e o 
mercado de fitoterápicos em 1999 foi de 19,4 bilhões de dólares. 
Muitas drogas têm entrado no mercado internacional através da 
exploração da medicina popular. Estima-se que 25% das drogas 
prescritas contenham princípios ativos derivados de plantas 
(Tiwari & Joshi 1990). É estimado a existência de 
aproximadamente 400.000 espécies de plantas vasculares em uso e 
em torno de um terço é utilizado com propósitos medicinais 
(Raven & Crane 2007). 
Em torno de 122 compostos, 80% dos quais são usados com os 
mesmos propósitos etnobotânicos, são derivados de 94 espécies de 
plantas (Ajibesin et al., 2008). Muitos ingredientes ativos têm sido 
descobertos de plantas baseadas em informações 
etnofarmacológicas e patenteados como drogas. Maprouneacina 
isolado da planta Maprounnea africana é utilizada como anti-
diabética (Carney et al., 1999), o taxol, obtido do Taxus breviflora, 
é usado como droga anti-tumoral (Samuelsson 1992) e a 
artemisinina, descoberta da Artemisia annua, é usada como um 
potente composto anti-malarial. 
Os métodos etnobotânicos incluem entrevistas com a comunidade 
em questão sobre as plantas, partes das plantas utilizadas, formas 
de uso, etc. Uma seleção é feita com as plantas de maior interesse 
para a farmacobotânica, as plantas utilizadas na medicina 
tradicional são selecionadas pela população porque são efetivas 
contra uma determinada doença. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
21 
 
 
 
 
 
Identificação de 
Plantas Medicinais 
2.1. Identificação dos principais grupos vegetais 22 
2.2. Nomenclatura binomial 352.3. Classificação pelo ciclo de vida 39 
2.4. Herbário de plantas medicinais 41 
 
 
2 
Marcelo Rigotti 
 
22 
 
 
 
2.1. Identificação dos principais 
grupos vegetais 
Taxonomia é a ciência que observa, descreve, classifica, identifica, 
e nomeia as plantas. A taxonomia vegetal está intimamente ligada à 
sistemática vegetal, e não há uma distinção nítida entre as duas. Na 
prática, a "sistemática vegetal" está envolvida com as relações entre 
as plantas e sua evolução, especialmente nos níveis mais elevados, 
enquanto que "taxonomia vegetal" lida com a mudança real de 
espécimes vegetais. A relação precisa entre taxonomia e 
sistemática, no entanto, muda conforme os objetivos e métodos 
empregados. 
Dois objetivos da taxonomia vegetal são a identificação e a 
classificação das plantas. A diferença entre estes dois objetivos é 
importante e muitas vezes esquecido. 
Identificação da planta é a determinação da identidade de uma 
planta desconhecida, por comparação com amostras previamente 
recolhidas ou com a ajuda de livros ou manuais de identificação. O 
processo de identificação liga a planta estudada com um nome 
publicado. Uma vez que uma amostra de planta foi identificada, 
seu nome e as suas características podem ser conhecidos. 
Classificação da planta é a colocação de plantas conhecidas em 
grupos ou categorias que mostram alguma relação. A classificação 
científica segue um sistema de regras que padroniza os resultados, 
e grupos de categorias sucessivas em uma hierarquia. Por exemplo, 
a família a que os lírios pertencem é classificada como se segue: 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
23 
 
 
 
• Reino: Plantae 
• Divisão: Magnoliophyta 
• Classe: Liliopsida 
• Ordem: Liliales 
• Família: Liliaceae 
• Gêneros: Lilium 
A classificação das plantas resulta em um sistema organizado para 
a nomeação e catalogação de espécimes futuro e, idealmente, 
reflete as idéias científicas sobre as inter-relações entre plantas. 
Classificação das plantas 
As plantas são classificadas em diversas maneiras diferentes, e o 
seu nome é o que distingue uma planta das outras, essa informação 
é o que caracteriza a sua forma e seu habitat. Geralmente, somente 
a família, o gênero e a espécie são do interesse do pesquisador, 
mas devemos atentar também para a subespécie, a variedade ou o 
cultivar para identificar com coerência uma planta em particular. 
Sistemas de classificação das plantas 
Junto com o avanço dos conhecimentos de sistemática de plantas, 
apareceu também a necessidade de modificar a descrição dos 
táxons existentes e de agregar alguns táxons novos, com o objetivo 
de expressar os novos conhecimentos de diversidade e filogenia. 
A partir do sistema de classificação de Carl Linnaeus (1707-1778), 
através da publicação de Systema naturae (1735) – base da 
classificação de plantas, animais e minerais – seguida de Critica 
botanica (1737), Flora lapponica (1737), Hortis cliffortianus 
(1737), Genera plantarum (1737) – com uma revisão final de um 
Marcelo Rigotti 
 
24 
 
 
 
total de 1336 gêneros e Species plantarum (1753) – com 1000 
gêneros, 7300 espécies arranjadas de acordo com o sistema de 
classificação sexual e o use da nomenclatura binomial para nomear 
as plantas, foram aparecendo diferentes sistemas de classificação, 
que em geral tomavam como base o sistema de classificação 
anterior. Cabe enfatizar que posteriormente a Darwin, muitos 
sistemas de classificação tentaram organizar a filogenia das plantas, 
com os entraves e o pouco conhecimento que tinham em cada 
época. 
Sistema de classificação de Engler 
Publicado por primeira vez por Gustav Heinrich Adolf Engler 
(1844-1930), famoso botânico alemão, no final do século passado 
foi adaptado varias vezes por outros pesquisadores. Engler e Karl 
Prantl (1849-1893) publicaram uma classificação modificada do 
sistema de Eichler, Die natürlichen Pflanzenfamilien (1887-1899). 
Propunha uma chave de identificação de todos os grupos de 
plantas, de Monocotiledôneas a Dicotiledôneas. 
Sistema de classificação de Bessey 
Charles E. Bessey (1845-1915), propôs na obra The Phylogenetic 
Taxonomy of Flowering Plants, um sistema baseado em 28 regras 
de classificação, ou “dicta” para determinar o nível de 
conhecimento, simples ou avançado de um grupo de plantas. 
Sistema de classificação de Cronquist 
Publicado pela primeira vez por Arthur Cronquist em 1981 e 
concluído em 1988, focaliza as angiospermas, foi possivelmente o 
mais utilizado nos últimos anos até a chegada do sistema APG. 
Baseado na morfologia teve acertos e erros. Este sistema foi 
Farmácia Verde 
 
 
 
25 
 
 
 
desenvolvido em seus textos um Sistema Integrado de 
Classificação de Angiospermas (1981) e A Evolução e 
Classificação de Angiospermas (1968, 2 ª edição, 1988). 
O Sistema de Cronquist classifica as plantas pela floração em duas 
grandes classes, Magnoliopsida (dicotiledôneas) e Liliopsida 
(monocotiledôneas). Dentro destas classes, as ordens relacionadas 
estão colocadas em subclasses. 
O sistema ainda é largamente utilizado, tanto na sua forma original 
ou em versões adaptadas, mas muitos botânicos estão adotando o 
Sistema de Classificação de Angiospermas para as ordens e famílias 
de plantas com flor: APG II. 
O sistema é integrado ao de Classificação de Angiospermas (1981) 
com uma contagem de 321 famílias e 64 ordens: 
Classificação das plantas 
As plantas são classificadas de várias maneiras diferentes, e quanto 
mais próximas estiverem às características morfológicas, mais o 
nome indica relação de uma planta para outras plantas, e sugere o 
seu lugar no mundo vegetal. Normalmente, apenas a família, 
gênero e espécie são motivos de preocupação para o botânico, mas 
às vezes são necessárias subespécie, variedade ou cultivar para 
identificar uma determinada planta. 
A partir do topo, a categoria mais elevada, as plantas são 
classificadas como se segue. Cada grupo tem as características do 
nível acima, mas tem algumas características distintivas. Quanto 
maior for o aprofundamento menor serão as diferenças, até acabar 
com uma classificação que se aplica a apenas uma planta. 
Marcelo Rigotti 
 
26 
 
 
 
CLASSE 
Angiospermae (Angiospermas). 
Plantas que produzem flores 
Gymnospermae (Gimnospermas) 
Plantas que não produzem flores 
SUBCLASSE 
Dicotyledonae (Dicotiledoneas) 
Plantas com duas folhas a partir da semente 
Monocotyledonae (Monocotiledoneas) 
Plantas com uma folha a partir da semente 
SUPERORDEM 
Grupo de famílias de plantas relacionadas, classificados na ordem 
em que as suas diferenças são desenvolvidas a partir de um 
ancestral comum. 
Há seis superordens na Dicotyledonae (Magnoliidae, 
Hamamelidae, Caryophyllidae, Dilleniidae, Rosidae, Asteridae), e 
quatro superordens na Monocotyledonae (Alismatidae, 
Commelinidae, Arecidae, Liliidae) 
Os nomes da superordem terminam em -idae 
Farmácia Verde 
 
 
 
27 
 
 
 
ORDEM 
Cada Superordem é subdividido em várias ordens. 
Os nomes das ordens terminam em -ales 
FAMÍLIA 
Cada Ordem é dividida em famílias. Estas são as plantas com 
muitas características botânicas em comum e é a mais alta 
classificação utilizada normalmente. A este nível, a semelhança 
entre as plantas muitas vezes é facilmente reconhecível. 
A moderna classificação botânica atribui um tipo de planta para 
cada família, que tem características especiais que separa este grupo 
de plantas de outros e os nomes da família depois desta planta. 
O número de famílias de plantas varia de acordo com o botânico, 
cuja classificação lhe seguem. Alguns botânicos reconhecem cerca 
de 150 ou mais famílias, preferindo classificar outras plantas 
semelhantes como sub-famílias,enquanto outros reconhecem 
cerca de 500 famílias de plantas. Um sistema amplamente aceito é 
que o esquematizado por Cronquist em 1968. 
Os nomes das famílias terminam em -aceae 
SUBFAMILIA 
A família pode ser dividida em um número de sub-famílias, que 
agrupam plantas dentro da família que têm algumas diferenças 
significativas botânicas. 
Os nomes das subfamílias terminam em -oideae 
Marcelo Rigotti 
 
28 
 
 
 
TRIBO 
Uma outra divisão de plantas dentro de uma família, baseada em 
pequenas diferenças botânicas, mas geralmente composto por 
muitas plantas diferentes. 
Os nomes das tribos terminam em -eae 
SUBTRIBO 
Uma outra divisão, com base em diferença botânica menores, 
muitas vezes é só reconhecível por os botânicos. 
Os nomes das subtribos terminam em -inae 
GÊNERO 
Esta é a parte do nome da planta que é mais familiar, o nome 
normal que você dê uma planta - Papaver (Ópio), Aquilegia 
(Columbina), e assim por diante. As plantas de um gênero são 
muitas vezes facilmente identificáveis como pertencentes ao 
mesmo grupo. 
O nome do gênero deve ser escrito com letra inicial maiúscula. 
ESPÉCIES 
Este é o nível que define uma planta individual. Muitas vezes, o 
nome irá descrever alguns aspectos da planta - a cor das flores, 
tamanho ou forma das folhas, ou pode ser o nome do local onde 
foi encontrado. Juntos, o gênero e o nome da espécie referem-se 
apenas uma planta, e são usados para identificar uma determinada 
planta. Às vezes, a espécie é dividida em sub-espécies de plantas 
Farmácia Verde 
 
 
 
29 
 
 
 
que contêm características não tão distintas, que são classificadas 
como castas. 
O nome da espécie deve ser escrito depois do nome do gênero, em 
letras pequenas, sem letra maiúscula, grifado ou em itálico. 
VARIEDADES 
A Variedade é uma planta que é apenas levemente diferente das 
espécies de plantas, mas as diferenças são significativas nas 
diferenças na forma. O latim é varietas, que geralmente é 
abreviado para var. 
O nome segue o gênero e nome da espécie, com var. antes do 
nome da variedade individual. 
FORMA 
Forma é uma planta dentro de uma espécie que tem pequenas 
diferenças botânicas, tais como a cor da flor ou a forma das folhas. 
O nome segue o gênero e nome da espécie, com a forma (ou f) 
antes do nome da variedade individual. 
CULTIVAR 
A Cultivar é a variedade cultivada, uma planta especial, que tenha 
surgido naturalmente ou através de hibridação deliberado, e pode 
ser reproduzida (vegetativa ou por sementes) para produzir mais 
da mesma planta. 
Marcelo Rigotti 
 
30 
 
 
 
O nome segue o gênero e nome da espécie. Está escrito na língua 
da pessoa que descreveu, e não deve ser traduzido. Ou é escrito 
entre aspas simples ou tenha cv. escrito na frente do nome. 
AFF. 
É uma abreviação do latim affinis, que significa “parecido com”. 
No reino vegetal é o mesmo que dizer que esta planta é parecida 
com aquela, mas não é aquela espécie. 
Por exemplo Rosa aff. rubiginosa, (rosa mosqueta) significa que ela é 
apenas parecida com a Rosa rubiginosa (rosa comum). 
Sistema de classificação de angiospermas de APG e APG II 
Publicado pela primeira vez pelo grupo de otânicos 
autodenominado "Angiosperm Phylogeny Group" (APG) em 1998 
e pela segunda vez ("Angiosperm Phylogeny Group II", ou APG 
II) em 2003, é um sistema de classificação das angiospermas. Foi 
criado devido aos avanços da filogenia derivados das análises 
moleculares de DNA, refletidos em um sistema de classificação 
das plantas com flores. 
Sistema de classificação de angiospermas de APW 
O sistema Angiosperm Phylogeny Website (APW), foi criado e 
atualizado por um dos membros da APG II (P. F. Stevens), que 
partiu da classificação APG II de 2003 e foi atualizando a 
classificação com cada publicação que apareceu desde então. 
 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
31 
 
 
 
Sistema de classificação de Smith 2006 
Publicado pela primeira vez em agosto de 2006, igual ao sistema 
APG II, é um sistema de classificação criada pela necessidade de 
ser colocado em prática os avanços em filogenia de traqueófitas, 
em um sistema de classificação de plantas. 
Quimiotaxonomia e Biologia molecular 
Os organismos vivos produzem muitos tipos de produtos naturais 
em quantidades variadas, e muitas vezes as vias biossintéticas 
responsáveis por estes compostos também diferem de um grupo 
taxonômico para outro. A distribuição desses compostos e suas 
vias de biossíntese correspondem com a convenção taxonômica 
baseados em critérios mais clássicos como a morfologia. Em 
alguns casos, os dados químicos têm contestado as hipóteses 
existentes, o que exige um reexame do problema ou da informação 
de forma mais positiva, os dados químicos apresentaram 
informações mais claras em situações em que outras formas de 
dados são insuficientes para classificar uma determinada espécie. 
Os quimiotaxonomistas modernos muitas vezes dividem os 
produtos naturais em duas classes principais: (1) micromoléculas, 
ou seja, aqueles compostos com peso molecular de 1.000 ou 
menos, como alcalóides, terpenóides, aminoácidos, ácidos graxos, 
pigmentos flavonóides e outros compostos fenólicos, óleos e 
carboidratos simples; e (2) macromoléculas, aqueles compostos 
(geralmente polímeros) com um peso molecular superior a 1000, 
incluindo polissacarídeos complexos, proteínas e o ácido 
desoxirribonucléico (DNA). 
O extrato de uma planta pode ter os seus componentes separados 
individualmente, especialmente no caso de micromoléculas, 
Marcelo Rigotti 
 
32 
 
 
 
usando uma ou mais técnicas de cromatografia, incluindo papel, 
camada fina, gás, ou cromatografia líquida de alta pressão. O 
cromatograma resultante fornece uma exibição visual ou 
"impressão digital" característica de uma espécie vegetal para a 
classe especial de compostos em estudo. 
O indivíduo, os pontos separados podem ser mais purificados e 
submetidos a um ou mais tipos de espectroscopia, tais como 
ultravioleta, infravermelho, ou ressonância nuclear magnética ou 
espectroscopia de massa (ou ambos), que pode fornecer 
informações sobre a estrutura do composto. Assim, para fins 
taxonômicos, ambos os padrões visuais e conhecimento estrutural 
dos compostos podem ser comparados de espécie para espécie. 
Devido à sua natureza geral, poliméricos, e muitas vezes cristalina, 
de macromoléculas (por exemplo, proteínas, hidratos de carbono, 
DNA) pode ser submetido à cristalografia de raios-x, o que dá uma 
idéia da sua estrutura tridimensional. Estas grandes moléculas 
podem ser divididas em pequenos componentes individuais e 
analisadas por meio de técnicas empregadas para micromoléculas. 
A seqüência de aminoácidos específicos de partes ou todos de uma 
enzima celular respiratória, citocromo C, foi elucidada e usado 
com sucesso para comparações quimiotaxonômicas em plantas e 
principalmente animais. 
O citocromo C é uma pequena proteína ou cadeia polipeptídica 
composta por cerca de 103-112 aminoácidos, dependendo do 
animal ou planta em estudo. Cerca de 35 dos aminoácidos não 
variam em tipo ou posição dentro da cadeia, e provavelmente são 
necessários para manter a estrutura e a função da enzima. Várias 
outras posições de aminoácidos podem variar ocasionalmente, e 
sempre com a substituição do mesmo aminoácido em uma posição 
particular. Entre os restantes 50 lugares espalhados por toda a 
Farmácia Verde 
 
 
 
33 
 
 
 
cadeia, a substituição ocorre consideravelmente, o número de tais 
diferenças entre os organismos indica o quanto eles estão 
relacionados uns aos outros. Quando tais padrões de substituição 
foram submetidos à análise de computador, uma árvore evolutiva 
foi obtida mostrando o grau de parentesco entre asplantas e 36 
animais examinados. Esta árvore evolutiva é muito semelhante às 
árvores evolutivas ou filogenias construídas com base no registro 
fóssil para estes organismos. Assim, a bioquímica dos organismos 
vivos reflete uma medida das mudanças evolutivas que ocorreram 
ao longo do tempo com essas plantas e animais. Uma vez que cada 
aminoácido em uma proteína é o produto final de uma parte 
específica do código do DNA, as diferenças substituídas nesta e 
outras proteínas em vários organismos também refletem uma 
mudança na seqüência de nucleotídeos do DNA propriamente 
dito. 
No caso das proteínas, muitas vezes não é necessário saber a 
seqüência do aminoácido específico, mas é usada para observar 
como muitas proteínas diferentes, ou formas de uma única 
proteína, estão presentes em diferentes de plantas ou espécies 
animais. A técnica de eletroforese é usada para obter um padrão 
de bandas de proteínas como a impressão digital química de 
micromoléculas. Pois cada aminoácido em uma proteína carrega 
uma carga iônica positiva, negativa ou neutra, a soma total das 
cargas dos aminoácidos que constituem a proteína vai dar a 
proteína de uma carga positiva, negativa ou neutra. 
Enquanto o DNA da organela não contém o número de 
mensagens genéticas do organismo que o DNA nuclear tem, a sua 
transmissão de pais para filhos pode variar, dependendo do 
organismo, o tamanho do DNA da organela e seu potencial para a 
análise direta do código genético sugerem que é uma abordagem 
potente para quimiossistemática. 
Marcelo Rigotti 
 
34 
 
 
 
Um exemplo de quimiotaxonomia é a família Asteraceae que tem a 
capacidade de armazenar energia, geralmente sob a forma de 
inulina, ainda produzem ácido clorogênico, lactonas 
sesquiterpênicas, álcoois triterpenos pentacíclicos, alcalóides 
diferentes, Acetilenos (cíclica, aromática, com os grupos finais de 
vinilo), taninos. Essa família têm terpenóides, óleos essenciais que 
não contêm iridóides. 
As solanáceas são conhecidas por possuir uma gama diversificada 
de alcalóides, esses alcalóides pode ser saudáveis ou tóxicos. Um 
dos grupos mais importantes destes compostos é chamada de 
alcalóides tropânicos. Os alcalóides tropânicos também são 
encontrados nos gêneros Datura, Mandragora e Brugmansia, assim 
como muitos outros da família Solanaceae. As moléculas destes 
compostos têm uma estrutura característica bicíclica e incluem 
atropina, escopolamina e hiosciamina. Farmacologicamente são os 
anticolinérgicos mais poderosos conhecidas na existência, eles 
inibem os sinais neurológicos transmitida pelo neurotransmissor 
endógeno, a acetilcolina. Sintomas de overdose têm como 
características secura da boca, pupilas dilatadas, ataxia, retenção 
urinária, alucinações, convulsões, coma e morte. 
Apesar da extrema toxicidade do tropanos, são drogas importantes 
quando administrada em doses adequadas. Mais comumente, 
podem deter muitos tipos de reações alérgicas. Escopolamina, um 
agente comumente usado em oftalmologia, dilata as pupilas e 
facilita o exame do interior do olho. A atropina tem um efeito 
estimulante sobre o sistema nervoso central e cardíaco, enquanto a 
escopolamina tem um efeito sedativo. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
35 
 
 
 
2.2. Nomenclatura binomial 
A moderna classificação biológica teve início com Carl Von Linné 
ou ainda Carolus Linnaeus ou Lineu (séc. XVII), cujos trabalhos 
produziram uma classificação, pelo menos em nível dos animais, 
não muito diferente da de Aristóteles. 
Lineu classificou todos os organismos conhecidos na época em 
categorias que designou por espécies. Agrupou as espécies em 
gêneros, estes em famílias, ordens e classes. Posteriormente foram 
criadas mais duas categorias, divisão (plantas) ou filo (animais), que 
englobam as classes. Lineu foi, também, o criador da chamada 
nomenclatura binomial latina, ainda hoje utilizada. 
A classificação de Lineu, o Systema Naturae, é racional, mas artificial, 
pois por vezes usava apenas um caractere, como no caso de 
plantas em que apenas considerava peculiar o número e localização 
dos estames na flor. 
A nomenclatura binomial ou binominal é a forma de nomear 
cientificamente as espécies de seres vivos. Chama-se binominal 
porque o nome de cada espécie é formado por duas palavras, o 
nome do gênero e o específico, normalmente um adjetivo que 
qualifica o gênero. Foi primeiramente proposta pelo naturalista 
suíço Gaspar Bauhin no século XVII, e formalizada por Lineu no 
século seguinte. 
Regras de nomenclatura: 
1ª regra: o nome do gênero e da espécie deve ser escrito em latim e 
destacados no texto (ou grifado ou escrito em negrito ou em 
itálico). 
Marcelo Rigotti 
 
36 
 
 
 
2ª regra: o nome da espécie deve ser formado por duas palavras 
por, onde o primeiro termo indica o seu nome genérico e o 
segundo, o seu nome específico. Ex: Bidens pilosa (picão-preto); 
Maytenus ilicifolia (espinheira-santa). 
O nome científico da espécie deve vir acompanhado do nome 
(abreviado) do autor que a descreveu. Ex.: Rosa alba L. Quando 
ocorre dois nomes de autores, sendo o primeiro entre parênteses, 
significa que o segundo modificou a posição sistemática. Ex.: 
Bulbostylis capillaris (L.) Clarke. 
Dentro de uma espécie podem, ainda, ocorrer variações nas 
características ou seleção de híbridos pelo homem, criando 
subníveis como: subespécie, variedade, forma, raça, clone. Nos 
demais taxa podem também ocorrer subdivisões, nas quais pode 
ser acrescentado o prefixo sub ao táxon, indicando que este é 
inferior e o táxon tribo abaixo de família. Assim teremos: 
• Divisão 
• Sub-divisão 
• Classe 
• Sub-classe 
• Ordem 
• Sub-ordem 
• Família 
• Sub-família 
• Tribo 
• Gênero 
• Sub-gênero 
• Espécie 
• Sub-espécie, variedade, forma 
Farmácia Verde 
 
 
 
37 
 
 
 
Cada nível de classificação (táxon) possui um sufixo específico. 
Exemplo: Rosa alba 
• Táxon, sufixo, exemplo. 
• Espécie: Rosa alba 
• Gênero: Rosa 
• Tribo (eae): roseae 
• Família (aceae): rosaceae 
• Ordem (ales): rosales 
• Classe (eae): dicotiledoneae 
• Ou opsida: magnoliopsida 
• Sub-divisão (ae): angiospermae 
• Divisão (ae) ou (phyta): magnoliophyta 
3ª regra: o nome relativo ao gênero deve ser escrito com inicial 
maiúscula e o do nome específico, com letras minúsculas. Ex: 
Homo sapiens (homem); obs: nos casos em que o nome específico se 
refere a uma pessoa, a inicial pode ser maiúscula ou minúscula. Ex: 
Trypanosoma cruzi (ou T. cruzi) — nome dado por carlos chagas ao 
organismo causador da doença de chagas, em homenagem a 
Oswaldo Cruz; 
4ª regra: quando se trata de subespécies, o nome indicativo deve 
ser escrito sempre com inicial minúscula (mesmo quando se refere 
a pessoas), depois do nome da espécie. Ex: Rhea americana alba 
(ema branca); Rhea americana grisea (ema cinza); 
5ª regra: nos caso de subgênero, o nome deve ser escrito com 
inicial maiúscula, entre parenteses e depois do nome do gênero. 
Ex: Anopheles (nyssurhynchus) darlingi (um tipo de mosquito 
transmissor da malária). As abreviaturas sp (espécie) ou spp 
(espécies) são utilizadas quando o material só foi determinado até 
o nível genérico. Ex: Pyrgo sp 
Marcelo Rigotti 
 
38 
 
 
 
Exemplo de Classificação 
A classificação botânica de uma planta (Ranunculus) com folhas 
estreitas é: 
Categoria Nome Científico 
CLASSE Angiospermae 
Subclasse Dicotyledonae 
Superorder Magnoliidae 
Ordem Ranunculares 
Família Ranunculaceae 
Subfamília Ranunculoideae 
Tribo Ranunculeae 
Gênero Ranunculus 
Espécie (Ranunculus) flammula 
Subespécie (Ranunculus flammula) subsp. 
flammula 
Variedade (Ranunculus flammula subsp. 
flammula) var. tenuifolius 
 
O significado dos nomes latinizados das plantas (epípetos) 
A finalidade do nomelatin ou botânico das plantas é fornecer 
alguma informação sobre uma característica particular que a 
diferencie de outras plantas. Estes são alguns dos nomes 
específicos latinizados aplicados frequentemente às plantas. 
Obs.: todos os epítetos vão depender do gênero do nome 
apropriado sobre o gênero da planta, isto é, abbreviatus, abbreviata 
e abbreviatum. 
Farmácia Verde 
 
 
 
39 
 
 
 
2.3. Classificação pelo ciclo de 
vida. 
Há três agrupamentos das plantas herbáceas baseadas no ciclo de 
vida. 
Anuais: são plantas que podem atravessar seu ciclo de vida inteiro, 
da germinação da semente à produção e à morte da semente, em 
uma estação de crescimento. Os exemplos comuns das anuis são: 
milho, camomila, zínias, feijões e a soja. 
Bianuais: são plantas com ciclo de dois anos. O primeiro ano 
envolve a germinação, o aparecimento das folhas, a raiz, hastes 
horizontais e a produção armazenada de alimento. A planta 
sobrevive no inverno. O segundo ano dá forma a uma haste 
vertical, a flores, a frutos e a sementes. Os exemplos das bienais 
são: cenoura, beterraba, cebola e framboesa. 
Perenes: são plantas não lenhosas que podem viver durante três ou 
mais anos num determinado local. A parte aérea destas plantas 
geralmente morre todos os anos, mas as raízes, ou outras partes 
subterrâneas da planta, sobrevivem durante o inverno. Assim, em 
geral na primavera, o crescimento retoma e o ciclo recomeça. Os 
exemplos de perenes são: bálsamo, aspargos e morango. 
 
Marcelo Rigotti 
 
40 
 
 
 
2.4. Herbário de plantas 
medicinais 
Prensa de Secagem de Plantas 
 
 
Herbário é uma coleção de plantas prensadas e secas, arranjadas 
seguindo determinada ordem de classificação botânica e 
disponíveis para serem usadas como referência ou estudo e 
permitir identificar facilmente as plantas. 
O herbário pode conter centenas de espécies colhidas num 
determinado local, ou, acumulados ao longo de muitos anos e que 
documentam a flora de uma ou mais regiões. A finalidade principal 
Farmácia Verde 
 
 
 
41 
 
 
 
de um herbário é a colheita e conservação de exemplares de 
plantas com as respectivas etiquetas de identificação. 
 
A identificação é feita com base em livros, que contêm chaves e 
descrições que permitem distinguir as várias famílias, gêneros, 
espécies, entre outras categorias taxonômicas. 
As plantas têm um nome científico (composto por duas palavras 
em latim, a 1ª referente ao gênero e a 2ª à espécie, seguidas do 
nome do classificador), que é o mesmo em qualquer parte do 
mundo. As designações vulgares variam regionalmente e podem 
não corresponder a uma única planta. 
 
 
Material necessário (para a prensa) 
 
 
- 2 placas de madeira (dimensões sugeridas – 40x30 cm), com um 
furo a 2,5 cm de cada um dos quatros cantos, 
- 4 parafusos compridos com porcas de orelhas e jornais. 
Metodologia 
 
Sobre uma das placas de madeira colocar vários jornais, depois um 
exemplar completo da espécie a herborizar (com caule, folhas e 
Marcelo Rigotti 
 
42 
 
 
 
flores/frutos, eventualmente raízes) dentro de um jornal e, 
novamente, jornais vazios. 
 
Não esquecer de colocar junto a cada planta colhida uma etiqueta 
com os seguintes elementos: nome da planta (científico, se 
conhecido, ou vulgar), local da colheita (o mais pormenorizado 
possível, com distrito, lugar, ecologia, se é seco/húmido, próximo 
de estradas, altitude, etc.) data da colheita, nome do coletor. 
 
É importante haver jornais sem plantas entre exemplares 
herborizados, para a humidade que sai das plantas e que é 
absorvida pelos jornais não passar dum exemplar para outro. 
Assim, evita-se o crescimento de fungos (bolores) nas plantas e 
fermentações, que as danificavam, não permitindo a sua 
conservação. 
Depois de prensadas todas as plantas colhidas coloca-se a outra 
placa de madeira e apertam-se as porcas de orelhas dos parafusos, 
até sentir alguma pressão, de modo que as plantas fiquem 
espalmadas, mas não esborrachadas. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
43 
 
 
 
Têm que se mudar os jornais com frequência, de início todos os 
dias e, posteriormente, à medida que a planta vai secando, vai-se 
diminuindo a frequência de substituição dos mesmos. 
 
 
 
FONTE: http://www.cienciaviva.pt/cienciaviva/ 
 
 
 
 
Marcelo Rigotti 
 
44 
 
 
 
 
 
Implantação da 
Farmácia Verde 
3.1. Como montar uma Farmácia Verde 46 
3.2. Casos de sucesso da Farmácia Verde 51 
 
 
3 
Farmácia Verde 
 
 
 
45 
 
 
 
3.1. Como montar a Farmácia 
Viva 
O programa FARMÁCIA VIVA começou a ser desenvolvido pelo 
Prof. Francisco de Abreu Matos da Universidade Federal do Ceará 
(UFC). Este programa tem despertado muito interesse em 
organizações governamentais e não governamentais de medicina 
tradicional, e tem sido adotado em vários municípios brasileiros. 
Neste artigo vamos denominar o projeto de Farmácia Verde. 
O Projeto Farmácia Verde leva aos participantes, que em geral são 
voluntários da comunidade a aprender a identificar, cultivar, 
coletar, secar, manipular e usar as plantas medicinais. Atividades 
como palestras sobre formação de cooperativas, preservação do 
meio ambiente e um curso de artesanato com produtos retirados 
das plantas medicinais como sabonetes, saches, velas perfumadas e 
outros também devem ser incentivadas. A proposta é vender esses 
produtos em exposições e feiras gerando renda para os 
beneficiados pelo projeto. 
As plantas são selecionadas por sua eficácia terapêutica e baixa 
toxicidade. O objetivo do projeto Farmácia Verde é oferecer 
alternativas terapêuticas eficazes e de baixo custo. 
A implantação deste projeto em pequenas comunidades deve 
começar pela conscientização das pessoas do local e em seguida 
reunir um grupo de voluntários interessados em trabalhar no 
projeto. Cada pessoa terá uma função no projeto seja na horta, 
manipulação dos remédios ou em serviços como limpeza e 
administrativos, todos devem desempenhar suas funções de forma 
simples, mas com obstinação. 
Marcelo Rigotti 
 
46 
 
 
 
O segundo passo é selecionar um espaço físico para implantação 
da horta e para a manipulação dos remédios que devem estar 
preferencialmente juntos. Os equipamentos necessários são os 
mesmos encontrados em qualquer cozinha: fogão, geladeira, pias, 
bancadas ou mesas, liquidificador, armários e utensílios como 
panelas, colheres, facas, etc. 
Em instituições mais avançadas até sala para recepção pode existir 
desde que haja espaço e não seja necessário investimento. 
As plantas devem ser provenientes da horta própria ou de coleta 
dos voluntários, devendo-se evitar coletas em lugares poluídos ou 
plantas com aspecto duvidoso. É necessário um espaço para a 
produção de mudas e um “matrizeiro” para produção de sementes 
ou estacas e ainda um viveiro para propagação das plantas. 
 
Fig. 1 – Plantas matrizes. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
47 
 
 
 
O local da horta medicinal deve ter: água disponível em 
abundância e de boa qualidade deve estar afastada de esgotos, 
fossas e chiqueiros, devem estar expostos ao sol, especialmente 
pela manhã. 
O cultivo em canteiros deve obedecer ao espaçamento de 1m de 
largura e comprimento variável, tendo uma distância de 50 cm 
entre eles, com a finalidade de possibilitar a circulação das pessoas. 
O espaçamento utilizado normalmente é de 20 cm entre as plantas 
de espécies de porte baixo e de 30 cm entre sulcos. Para plantas 
mais altas, que atinjam 1m de altura, deve-se usar 35 cm entre as 
plantas e 50 cm entre as linhas. Para as plantas que chegam a 2m 
de altura, usar 50 cm entre as mesmas e 70cm entre sulcos. Deve-
seevitar o sombreamento das plantas, pois algumas espécies 
precisam de insolação direta o dia todo para produzir seus 
princípios ativos. 
 
Fig. 2 – Área a pleno sol. 
 
Marcelo Rigotti 
 
48 
 
 
 
Cada parte da planta deve obedecer a época de colheita: as raízes 
podem ser colhidas quando as partes que estão sobre o solo 
estiverem secas; hastes, caules e ramos, quando estiverem bem 
desenvolvidos, antes da formação dos botões florais; as flores, um 
pouco antes da formação das sementes; as cascas, quando a planta 
estiver adulta. 
Após o florescimento e frutificação, os frutos carnosos devem ser 
colhidos pouco antes de o fruto estar completamente maduro; as 
sementes, quando estiverem bem maduras e secas e as plantas 
inteiras, quando já começar a formação e a abertura dos botões, 
antes das flores abrirem. 
Alguns cuidados devem ser observados na coleta de plantas 
medicinais: não coletar plantas próximas a rodovias e plantações, 
pois estas podem apresentar contaminações com materiais 
poluentes; separar as impurezas que podem vir junto com as 
plantas; escolher apenas plantas sem aparência de doenças ou de 
ataque por insetos; coleta nas primeiras horas da manhã, logo após 
a total secagem do orvalho, ou no final da tarde em dias 
ensolarados. Para as plantas aromáticas recomenda-se a colheita do 
final da tarde, especialmente nas das muito quentes, para evitar a 
evaporação de substâncias facilmente voláteis sob ação do sol. 
Várias literaturas não indicam a desinfecção das plantas antes da 
secagem, mas a principio esta afirmação não tem fundamento, pois 
a desinfecção vai combater fungos e bactérias que podem estar nas 
plantas. A desinfecção das plantas utiliza o mesmo método 
indicado para as hortaliças no combate a microrganismos, ou seja, 
uma colher de hipoclorito de sódio para cada meio litro de água 
por pelo menos 5 minutos seguido de enxágüe. 
Farmácia Verde 
 
 
 
49 
 
 
 
Para melhor secagem das plantas devem-se separar as plantas de 
espécies diferentes, pois a essência de uma planta pode interferir 
em outra, as plantas colhidas e transportadas ao local de secagem, 
devem ficar protegidas dos raios solares. Deve-se espalhar sobre 
uma superfície, em camadas de no máximo 5 cm; revirar as plantas 
a cada 2 ou 3 dias; o ponto de secagem é quando a planta 
apresentar aspecto quebradiço. 
As plantas secas devem ser armazenadas em recipientes 
esterilizados e desinfetados para evitar contaminação por 
microrganismos, pode ainda ocorrer contaminação por insetos, 
neste caso o produto deve ser descartado. Os recipientes devem 
ficar armazenados em locais longe da radiação solar, arejados e 
secos e etiquetados. O período de armazenagem deve ser o menor 
possível, para reduzir as perdas de princípios ativos. 
As dosagens dos fitoterápicos caseiros variam de acordo com a 
idade e metabolismo de cada indivíduo. Para os chás (decocção, 
infusão e maceração) recomenda-se: 
Menor de 1 ano de idade: 1 colher de café do preparado 3 
vezes ao dia 
De 1 a 2 anos: 1/2 xícara de chá 2 vezes ao dia 
De 2 a 5 anos: 1/2 xícara de chá 3 vezes ao dia 
De 5 a 10 anos: 1/2 xícara de chá 4 vezes ao dia 
De 10 a 15 anos: 1 xícara de chá 3 vezes ao dia 
Adultos: 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia 
 
 
Marcelo Rigotti 
 
50 
 
 
 
3.2. Casos de sucesso da 
Farmácia Viva 
Farmácia Viva em Sobral 
 
Banco de Mudas 
O tratamento ou prevenção de doenças através do uso de plantas 
já é uma rotina no sistema de saúde de Sobral. A fitoterapia foi 
implantada na cidade através da parceria: Universidade Vale do 
Acaraú (UVA), Secretaria de Saúde e Ação Social e Banco de 
Mudas. O Projeto Farmácia Viva, planejado para atuar como um 
programa de assistência social farmacêutica a comunidades e 
ONG's, atualmente está dando suporte aos novos residentes em 
saúde da família, que estão recebendo orientações sobre 
fitoterapia, com o intuito de fortalecer a atuação do farmacêutico 
na comunidade. 
O projeto resgata a cultura popular local, com a utilização dos 
medicamentos fitoterápicos. Como relata a coordenadora do 
Projeto, a farmacêutica Olindina Melo, tudo começou com um 
grupo de mães no distrito de Aprazível, e logo o trabalho se 
estendeu para os PSFs Coelce, Caic, Caracará, Taperuaba, Patos, e 
Farmácia Verde 
 
 
 
51 
 
 
 
agora, Dom Expedito. Hoje, participam da oficina, além das mães, 
grupos de idosos, associações, que aprendem a montar o horto, 
cuidados com o uso das plantas e preparações caseiras, como: 
lambedor, tinturas, sabonetes e chás. 
A farmacêutica bioquímica Olindina, responsável pelo laboratório 
fitoterápico, que fica no PSF-Alto da Brasília/Uva, orienta os 
interessados sobre os cuidados com as plantas e as preparações 
caseiras: "O direcionamento do trabalho é para a educação 
popular. A população se interessa, fazemos a sensibilização, 
orientação e capacitamos sobre o uso correto, através das 
apostilas". Olindina ainda acrescenta que: "temos uma 
biodiversidade imensa e o medicamento fitoterápico tem ausência 
de efeitos colaterais, dá autonomia ao paciente para fazê-lo em 
casa, e a feitura é mais barata do que o medicamento comprado na 
farmácia. A tecnologia é simplificada e valoriza o conhecimento da 
comunidade.” 
Fonte: Hígia 121 (Núcleo de Comunicação e Arte da Escola de Formação em 
Saúde da Família) 
Comunidade do Jangurussu ganha Farmácia Viva 
 
Marcelo Rigotti 
 
52 
 
 
 
Cerca de 20 mil moradores serão beneficiados. A inauguração 
realizou o sonho do professor Francisco José de Abreu Matos, 
falecido no fim do ano passado. 
Cerca de 20 mil moradores do bairro Jangurussu, na periferia de 
Fortaleza, ganharam uma Farmácia Viva nesta quarta-feira, 13. 
Além de mudas, os beneficiados receberão orientações sobre 
como fazer bom uso de plantas medicinais. A inauguração realizou 
o sonho do professor Francisco José de Abreu Matos, falecido no 
fim do ano passado. Em sua homenagem, a Farmácia Viva leva 
seu nome. 
A horta foi plantada no Fundo de Apoio Comunitário (FAC) do 
Jangurussu. A farmácia já conta com exemplares de hortelã, malva, 
babosa, chambá e malvarisco, entre outras. Os usuários também 
vão receber extratos frescos para preparar os remédios na própria 
residência. 
Farmácia oferecerá tratamento com plantas medicinais. 
A comunidade do Jangurussu já tem sua própria Farmácia Viva. O 
serviço vai orientar a população para o uso seguro de plantas 
medicinais, como era o sonho do professor Francisco José de 
Abreu Matos, falecido em dezembro do ano passado, cujo nome 
batiza a unidade. Inaugurada ontem, a horta medicinal é 
padronizada com base em normas técnicas e científicas do projeto 
da Universidade Federal do Ceará (UFC). Até 20 mil pessoas 
podem ser beneficiadas com o uso das 16 variedades de plantas já 
presentes na horta. 
As pessoas da comunidade receberão mudas e serão ensinadas 
sobre as propriedades curativas e o preparo adequado de cada 
planta, e poderão receber também extratos frescos para preparar o 
Farmácia Verde 
 
 
 
53 
 
 
 
remédio em casa. “Melhora a saúde das pessoas, mas também a 
educação, os hábitos de higiene e o cuidado que elas vão ter 
consigo mesmas”, diz a coordenadora Mary Anne Bandeira. 
Conforme pesquisa de Abreu Matos, há 25 espécies de plantas que 
dão conta de tratar quase 100% das doenças que mais levam as 
pessoas aos postos de saúde, aquelas que atingem os sistemas 
respiratório e digestivo e a pele. A farmácia foi plantada no Fundo 
de Apoio Comunitário (FAC) do Jangurussu, potencializando a 
integração do local com a comunidade. Na horta, já estão 
crescendo mudas de hortelã, malva, babosa, chambá e malvarisco. 
Fonte: http://www.opovo.com.br/ 
Farmácia Viva (ABC) - Trabalhoe Renda. 
Após a conclusão do Curso de FARMÁCIA VIVA, na 
comunidade de Serra do Félix, alguns dos participantes deram 
continuidade a este trabalho produtivo, fazendo a plantação de 
sementes e mudas, adubação e aguação. 
 
Marcelo Rigotti 
 
54 
 
 
 
Nas imagens o Sr. Edilson Pereira mostra como está 
a plantação. 
 
 
 
Dentre so que continuam neste trabalho vale ressaltar o esforço e 
a dedicação destas pessoas: Sr. Edilson, Marli do Zé, Dona Regina, 
Cadito, Maninho e Eliade. 
Fonte: http://abcserradofelix.blogspot.com/2009/05/farmacia-viva-abc-
trabalho-e-renda.html 
Saber popular é resgatado em tratamento com plantas 
Mais de 70 espécies de plantas medicianis são cultivadas no 
Nuplam 
Farmácia Verde 
 
 
 
55 
 
 
 
 
 
Insulina vegetal é uma das espécies cultivadas no 
núcleo de pesquisas da UFPI 
O saber popular relativo às ervas usadas em chás, garrafadas e 
outros tipos de preparos pouco a pouco vem sendo resgatado por 
instâncias científicas e reutilizado junto a comunidades para tratar 
problemas de saúde como verminose, pressão alta, aftas, diabetes, 
dentre outras. 
Marcelo Rigotti 
 
56 
 
 
 
Em Teresina, o Núcleo de Pesquisas com Plantas Aromáticas e 
Medicinais, NUPLAM, instalado no setor de Ciências Agrárias da 
Universidade Federal do Piauí (UFPI), por exemplo, desenvolve 
pesquisas que servem não só para o aprendizado dos alunos de 
Agronomia, Farmácia e Enfermagem, mas também reverbera esse 
conhecimento junto a comunidades carentes e às pessoas que 
procuram o núcleo em busca de mudas dessa plantas ou mesmo 
remédios saídos da “Farmácia Viva”. 
 
Professor Leal mostra alguns produtos da 
Farmácia Viva 
O coordenador do NUPLAM, professor e agrônomo Francisco 
Rodrigues Leal disse ao Acessepiauí que atualmente existem mais 
de 70 espécies de plantas medicinais e aromáticas - entre nativas e 
exóticas - em cultivo no campo do núcleo. 
“Fazemos pesquisas sobre as propriedades dessas plantas, além do 
local servir para outros tipos de estudos dos alunos. Uma das 
pesquisas que estamos realizando no momento é com o Noni 
Farmácia Verde 
 
 
 
57 
 
 
 
(Morinda Citrifolia), planta de origem asiática com a qual já 
existem pesquisas que indicam que ela serve para tratar diversas 
doenças, entre elas o câncer. Nossa pesquisa é relativa à 
estabilização das propriedades de seus ativos após o preparo do 
suco, ou seja, para que estas substâncias permaneçam ativas 
mesmo após muito tempo do suco feito”, observa o agrônomo. 
Ele admite que o projeto de “Farmácia Viva” realizada no 
NUPLAM é baseado sim no conhecimento popular. “Nós 
pegamos esse conhecimento que diz que tais e tais plantas servem 
para determinado problema de saúde e confrontamos isso com a 
literatura científica quanto ao uso e resultados obtidos”, confirma 
Leal. 
 
Muitas das espécies de plantas mediciais podem 
ser produzidas no quintal de casa 
 
Como resultado dessa linha de pesquisa, o professor conta que já 
ministrou dois cursos de produtos naturais, orientou três 
monografias, além de trabalhos para apresentação em congressos, 
bem como a produção de matéria prima para remédios, como 
Marcelo Rigotti 
 
58 
 
 
 
chás, tinturas, compressas, cataplasmas, extra e decocção. “O 
núcleo recebe também alunos dos cursos de Farmácia e 
Enfermagem”, diz. 
“Se temos bons resultados com o projeto? Respondo que sim e 
isso com depoimentos das próprias pessoas que usam os produtos 
da Farmácia Viva. Semana passada vieram quatro pessoas de 
Floriano em buscas de remédios feitos no núcleo. Eles tomaram 
conhecimento do trabalho por meio de outros que já passaram por 
aqui”, conta o professor. 
Francisco Leal diz ainda que há casos de melhora de sintomas e ate 
remissão de problemas de saúde na própria família. “Minha irmã 
estava com cirurgia marcada para retirada de miomas e após tomar 
um preparado a base de uxi-amarelo (planta amazônica) e unha de 
gato (ação antiinflamatória) os miomas desapareceram”, fala. 
Ele acrescentou que o projeto da Farmácia Viva já foi 
desenvolvido em várias comunidades de Teresina e no entorno da 
capital e cita que em três, mesmo após o termino do projeto, a 
farmácia com base nas plantas medicinais continua. “São em 
postos de saúde no povoado Santa Luz, no residencial Geovane 
Prado e no posto do bairro Alto da Ressurreição”. 
As vantagens do uso das plantas, de acordo com o pesquisador, 
está no fácil cultivo, baixo valor em dinheiro investido nas ervas e 
na eficácia comprovada. “Para saber da eficácia dos ativos das 
plantas basta lembrar que a primeira fórmula química sintetizada, o 
ASS, foi a partir de planta. Isso aconteceu após a 2ª grande guerra, 
quando se precisava de substância analgésica em grande escala”, 
relembra. 
Farmácia Verde 
 
 
 
59 
 
 
 
Com relação aos custos de produção de remédios fitoterápicos em 
relação aos tradicionais, ele cita um comparativo de valores entre a 
substância metoclopramida e malva santa. A primeira tem custo 
unitário de R$ 36 enquanto a malva o custo é de R$ 0,83. “Com a 
produção de 400 unidades/mês de ambas, a primeira sairia por R$ 
14.440, enquanto a produção da segunda por R$ 330, uma 
economia de R$ 14.110”. 
 
As plantas são multiplicadas para a produção de 
matéria prima para os remédios 
 
O professor encerra dizendo que já há recomendação da OMS e 
autorização para as secretarias de saúde comprar alguns remédios 
fitoterápicos. “São dois fitoterápicos aprovados pela ANVISA e 
SUS e podem ser comprados para distribuição por este último nos 
postos de saúde. Tratam-se da espinheira santa – que serve para 
gastrite – e o Guaco, receitado para gripe”, finaliza. 
Fonte: http://www.acessepiaui.com.br/ geral/saber-popular-regatado-em-
tratamento-com-plantas/3211/imprimir.html. Adriana Cláutenes Lemos 
Repórter. 
Marcelo Rigotti 
 
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Farmácia Viva Comunitária em Alagoas 
O Projeto Amanhã em Arapiraca (AL) inaugurou a primeira 
Farmácia Viva Comunitária na Escola Municipal de Ensino 
Fundamental Benjamin Felisberto da Silva, na Zona Rural do 
município. A iniciativa faz parte do programa desenvolvido pelo 
Projeto Amanhã em parceria com a prefeitura e a Secretaria de 
Saúde com o objetivo de implantar farmácias em diversas escolas 
das comunidades rurais circunvizinhas ao município. 
 
As ervas medicinais utilizadas nessa e nas outras Farmácias Vivas 
Comunitárias são todas cultivadas no Horto de Plantas Medicinais 
por jovens do Projeto Amanhã das escolas que receberão a 
farmácia. O projeto garante às populações menos favorecidas o 
acesso aos produtos fitoterápicos, resgatando a cultura milenar do 
uso das plantas medicinais. Além disso, de acordo com a 
coordenadora executiva do Projeto Amanhã, Marisa Cordeiro, a 
implantação das farmácias proporcionará aos jovens envolvidos no 
programa oportunidade profissional. 
Farmácia Verde 
 
 
 
61 
 
 
 
O gerenciamento das farmácias e a manipulação dos 
medicamentos, com supervisão e apoio de especialistas 
fitoterápicos da prefeitura, garantirá a qualidade dos serviços que 
serão realizados pelos próprios jovens do Projeto Amanhã. Eles 
receberam capacitação específica para gerenciar e manipular as 
ervas medicinais de forma correta e eficaz. 
A primeira Farmácia Viva Comunitária vai trabalhar com a 
produção de cerca de 18 produtos fitoterápicos abrangendo a linha 
de xaropes, cápsulas, elixir, pomadas, cremes, tinturas e sabonetes 
líquidos. Entre as ervas medicinais utilizadas estão: confrei 
(symphitum oficinalles), aroeira (myracroduon urundeuva), malva 
santa (plectanthus ambinoicos), agrião (eclipta alba) e alecrim 
pimenta (lippia sidoides). 
Fonte:http://www.codevasf.gov.br/ 
Projeto Farmácia Viva na 7º Sepex 
O Projeto Farmácia Viva, um dos parceiros da Sala Verde UFSC 
nas oficinas de plantas bioativas na Ecofeira também está na 7º 
Sepex expondo suas plantas de uso medicinal. 
 
Marcelo Rigotti 
 
62 
 
 
 
No estande do Projeto Farmácia Viva estão várias plantas 
bioativas, algumas das quais já foram trabalhadas nas oficinas da 
Sala Verde UFSC, com a colaboração da farmacêutica Ana 
Magalhães (foto), na Ecofeira. 
Fonte: http://salaverdeufsc.blogspot.com/2008/10/projeto-farmcia-viva-na-7-
sepex.html 
Projeto Social Farmácia Viva Comunitária 
Iniciativa de voluntários da Subestação de Campos (RJ) é 
certificada pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia 
Social 2005. 
O projeto social Farmácia Viva Comunitária de horta de plantas 
medicinais, implantado por voluntários da Subestação de Campos 
e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos, no 
Norte do estado do Rio de Janeiro conquistou, em setembro, mais 
uma certificação por sua qualidade. Dessa vez, o projeto foi 
reconhecido pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia 
Social 2005, que visa destacar as instituições que trabalham para a 
transformação social do país utilizando técnicas ou metodologias 
desenvolvidas em interação com a comunidade. 
O prêmio recebeu 658 inscrições, das quais 105 foram certificadas 
e 40 classificadas como finalistas de tecnologia social. Farmácia 
Viva Comuntária está entre os projetos certificados ao lado de 
iniciativas que usam abelhas nativas no Maranhão; andiroba, no 
Acre; camarão de água doce, da região da Ilha de Marajó; 
barragens com sacos de polipropileno, em Minas Gerais; extração 
de óleos vegetais, no Ceará; aquecimento solar, em São Paulo; 
manejo de açaizais, na Amazônia; e construções com bambu, no 
Paraná. 
Farmácia Verde 
 
 
 
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Na primeira fase do Farmácia Viva, em 2004, os participantes do 
projeto, moradores do Parque da Aldeia, comunidade vizinha à 
subestação, aprenderam a identificar, cultivar, coletar, secar, 
manipular e usar as plantas medicinais.Em 2005, foram 
incorporadas novas atividades como palestras sobre formação de 
cooperativas, preservação do meio ambiente e um curso de 
artesanato com produtos retirados das plantas medicinais como 
sabonetes, sachês, velas perfumadas e outros. A proposta é vender 
esses produtos em exposições e feiras gerando renda para os 
beneficiados pelo projeto. 
Fonte:http://www.furnas.com.br/arqtrab/ddppg/revistaonline/linhadireta/rf3
26_farmac.pdf 
 
Marcelo Rigotti 
 
64 
 
 
 
 
 
Manipulação de 
remédios caseiros 
 
4.1. Preparação de remédios caseiros com plantas 
medicinais 
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4.2. Fitocosmeticos, usos cosméticos das plantas 
medicinais 
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4 
Farmácia Verde 
 
 
 
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4.1. Preparação de remédios 
caseiros com plantas medicinais 
Infusão 
Folhas, flores e caules finos, colocar as plantas em um recipiente e 
sobre elas derramar água quando começar a ferver, abafar e deixar 
em descanso por 10 minutos e coar antes do uso. Deve-se abafar, 
quando se utiliza folhas e flores, para evitar a perca de suas 
propriedades. Os chás podem ser bebidos quentes para problemas 
respiratórios (gripes, resfriados, bronquites e febre), podendo ser 
adoçados com mel, açúcar mascavo ou ainda com a estevia (Stevia); 
também podem ser bebidos mornos para probemas de insônia e 
como calmante; pode ser usado ainda fresco ou gelado, como se 
fosse um suco. Tisana ou chá composto: combinar plantas com a 
mesma finalidade medicinal e preparar abafado ou por decocção. 
Chás aromáticos 
Várias plantas possuem essências agradáveis que podem ser usadas 
para fazer chás em infusão. O cidró (Alloysia), erva cidreira 
(Lippia), melhoral (Justicia), erva-doce (Pimpinella), anis estrelado 
(Illicium), hortelã (Mentha), poejo (Mentha pullegium), camomila 
(Matricaria), alfazema (Lavandula), malva (Malva), manjericão 
(Ocimum), gengibre (Zingiber), sálvia (Salvia), são algumas das 
plantas aromáticas usadas principalmente para problemas 
respiratórios. A água fervente deve ser colocada sobre as plantas 
em um recipiente e em seguida tampadas para evitar a perda de 
princípios ativos por evaporação. Pode se adicionar mel a gosto ou 
a estevia (Stevia). 
Marcelo Rigotti 
 
66 
 
 
 
Decocção 
Usada para partes duras das plantas como sementes e raízes. 
Colocar as plantas (1 a 2 colheres de chá da planta seca em 1 xícara 
de água) em um recipiente esmaltado ou de vidro com água e 
deixar ferver por 10 a 15 minutos. Aguardar 10 minutos e coar. 
Garrafada de ipê roxo: 
Para esta receita usa-se 2 litros de água para 100g da casca seca. 
Coloca-se a casca em 1 litro de água mineral deixando ferver por 
15 minutos, após desligar o fogo tampar o recipiente com a 
solução e esperar esfriar, em seguida deve-se peneirar e filtar a 
solução e adicionar um litro de água. Manter em geladeira dentro 
de garrafas de vidro de cor escura. Esta planta é muito usada 
contra câncer e leucemia, não pode ser usado por mulheres 
grávidas. 
Maceração 
Folhas e flores deixar descansando em líquido (que pode ser água, 
vinho, álcool de cereais, cachaça, vinagre ou óleo), por 12 horas, 
sementes devem descansar por 18 horas. 
Suco 
Colher parte de plantas frescas, bater no liquidificador, coar e usar 
após o preparo, pois perde suas propriedades medicinais. As folhas 
além de fornecerem os princípios ativo de cada planta ainda são 
ricos em clorofila que tem ação anti-oxidante. Varias plantas 
batidas no liquidificador resultam em um saboroso suco. 
Farmácia Verde 
 
 
 
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Suco de folha-da-fortuna (Kalanchoe): Usa-se cinco folhas grandes 
batidas com 700 ml de água adoçado com mel, este suco tem ação 
bactericida. 
Suco de hortelã (Menta sp): Usa-se 15 folhas para um litro de água, 
combate vermes e doenças do sistema respiratório. 
Suco de capim limão (Cymbopogon): Picar 10 folhas folhas da planta 
e bater com um litro de água, é utilizado para baixar a pressão. 
Suco de guaco (Mikania): para 1 litro de água bater 8 folhas da 
planta, adoçar com mel, serve para problemas do sistema 
respiratório e males do estomago. 
Suco de folha e flor de laranjeira (Citrus sp): Bater no liquidificador 
10 folhas de laranjeira e 5 floresem 1 litro de água e adicionar mel, 
este suco atua como calmante e ajuda o sistema respiratório. 
Suco de folha de limão (Citrus): Usar 10 folhas para 1 litro de água 
e adicionar mel a gosto, rico em vitamina C é usado para 
problemas respiratórios. 
Suco de folhas de manga (Mangifera): Bater 5 folhas sem a nervura 
central ou a folha picada para 700ml de água e adoçar a gosto, este 
suco combate vermes e ajuda o sistema respiratório. 
 
 
 
 
Marcelo Rigotti 
 
68 
 
 
 
Como fazer: 
1. Lavar bem as ervas que serão utilizadas. 
 
 
 
2. Picar as ervas. 
Farmácia Verde 
 
 
 
69 
 
 
 
 
3. Bater em liquidificador por pelo menos cinco minutos, adicionar 
algum tipo de adoçante. 
 
 
4. Passar em peneira fina. 
Marcelo Rigotti 
 
70 
 
 
 
 
 
Sumo 
Triturar a planta fresca, acrescentar um pouco de água e usar. 
Saladas 
Podem ser usados agrião, capuchinha ou rúcula. 
Pó 
A planta seca pode ser batida no liquidificador, depois deve-se 
passar por peneira. Pode ser utilizado misturado ao leite, em sucos 
ou mel. 
 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
71 
 
 
 
Inalação 
Fazer o chá (1 colher de sopa para 0,5 litro de água), fazer um tubo 
com papel e aspirar o vapor lentamente por 15 minutos. 
Banho 
Colocar as ervas secas em sacos e amarrardebaixo do chuveiro. 
Tintura/Alcoolatrura. 
É a maneira mais simples de conservar os princípios ativos da 
planta por muito tempo, é obtida por extração dos princípios 
ativos das ervas por meio de uma solução alcoólica (álcool de 
cereais, álcool absoluto, pinga). 
- tintura é preparada com a planta seca = 100g da erva 
- alcoolatrura com a planta fresca = 200g da erva 
Como fazer: 
Para 700 ml de álcool de cereais (ou vodka) + 300 ml de água 
destilada. 
Quando for utilizada planta desidratada, devem-se triturar as ervas 
em liquidificador, passando por peneira em seguida mistura-se 
com álcool de cereais e deixar descansar no escuro, normalmente 
por 5 a 10 dias, devendo ser agitada a cada dois dias. Depois coar, 
envasar, tampar e etiquetar. Dose adulta: 25 gotas, 3 vezes ao dia. 
Validade: +1 ano. Quando a erva for fresca, deve-se bater no 
liquidificador com o álcool, passar por papel filtro. 
Marcelo Rigotti 
 
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700 ml de álcool + 200 ml de água destilada, adicionar planta seca 
(100g) ou fresca (250g), deixar curtir por duas semanas agitando 
diariamente, colocar rótulo com identificação, validade e indicação. 
Colocar em vidros, esterilizados, deixar curtir de 8 a 15 dias, 
agitando uma a duas vezes ao dia. Após curtir, retirar dos vidros 
maiores, peneirar e filtrar e colocar em vidros menores (conta-
gotas). Tintura para combater ácido úrico artrite e reumatismo: 
As plantas que podem ser usadas para este fim são: bardana 
(Arctium), sabugueiro (Sambucus), insulina (Cissus), pariparoba 
(Potomorphe), rubim (Leonurus), cana-de-macaco (Costus), mimosa 
(Mimosa), tanchagem (Plantago), calêndula (Calendula). Colocar em 
700 ml de álcool de cereais, 100g da planta seca ou 250g da planta 
fresca, deixar curtir por duas semanas agitando diariamente em 
frasco âmbar ou escuro, após curtir, retirar dos vidros maiores, 
peneirar e filtrar, acrescentar 300 ml de água destilada ou mineral e 
colocar em vidros menores (conta-gotas) esterilizados com rótulo 
de identificação, validade e indicação. A solução deve ser tomada 
três vezes ao dia colocando 15 gotas em uma xícara de água. 
Xarope 
Preparar com chá de plantas e engrossar com açúcar ou mel. 
Utiliza-se 280g de mel + 20ml de tintura ou chá, agitar até misturar 
bem, adicionar 10 gotas de própolis, validade 2 anos. 2 partes de 
açúcar mascavo + 1 parte de água, levar ao fogo, adicionar as 
plantas, se for folhas ou flores ferver por 2 minutos se forem 
partes duras deixar ferver por 5 minutos, adicionar 10 gotas de 
própolis, dura até 10 dias, se guardado em frasco bem limpo e 
escuro e conservado na geladeira. 
 
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Xarope de ervas frescas 
Indicado para problemas do sistema respiratório, podem ser 
usadas: hortelã (Mentha), canela (Cinnamomum), malva (Malva), sálvia 
(Salvia), erva-doce (Pimpinella), poejo (Mentha pullegium), sabugueiro 
(Sambucus), melão-de-são-caetano (Momordica), rubim (Leonurus), 
assa-peixe (Vernonia) ou guaco (Mikania). As plantas frescas (250g) 
devem ser batidas no liquidificador com 500ml de água mineral, 
após peneirar e filtrar a solução adicionar 100ml de mel e bater 
novamente no liquidificador. Esta solução pode durar até dois 
meses em geladeira. 
Xarope composto para gripe e bronquite 
Sugestão de ervas: alfavaca, guaco, hortelã gorda, poléo, tansagem, 
vick, ramos com flores de sabugueiro, pulmonária, anis, assa peixe, 
pariparoba, embaúba, terramicina, erva cidreira. 
Água – 1 litro. 
Açúcar cristal – ½ kg. Ervas picadas – 200g. 
- Ferver a água com o açúcar até ficar no ponto de xarope. Colocar 
as ervas frescas, ferver por mais 5 minutos, repousar por mais 10 
minutos. Deixar esfriar pode acrescentar mel. Coar e guardar na 
geladeira. Validade: 3 meses dentro da geladeira e 1 mês fora da 
geladeira. 
 
 
 
Marcelo Rigotti 
 
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Como fazer: 
1. Separar o açúcar. 
 
2. Deixar a água ferver até dissolver. 
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3. Separar as ervas. 
 
4. Despejar as ervas na solução. 
Marcelo Rigotti 
 
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5. Misturar as ervas, mexendo com uma colher. 
 
6. Separar a solução das ervas com peneiras. 
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7. Envasar o xarope em frascos com tampa. 
 
8. Após esfriar fechar o lacre da tampa e etiquetar. 
Marcelo Rigotti 
 
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Vinho 
Pode ser tinto ou branco (seco), 11 de graduação alcoólica. 
Misturar 100g da planta seca com 1 litro de vinho, deixar curtir por 
10 a 15 dias agitando 1 a 2 vezes ao dia, depois de pronto coar, 
armazenar em vidro de cor escura, tomar uma colher de sopa antes 
e após as refeições. Garrafada de carqueja 
Indicada contra vermes, diabetes e má circulação. Deve-se colocar 
250g da planta fresca em 1 litro de cachaça de boa qualidade, 
deixar curtir por 15 dias. Tomar uma colher de sopa 3 vezes ao dia. 
Vinho medicinal 
O vinho usado com plantas medicinais, em maceração deve ser 
puro seco (sem açúcar) podendo ser tinto (funções: adstringentes, 
tônicas) ou branco (funções: diuréticas, digestivas). 
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Usar 100g da planta seca ou 200g da planta fresca para cada litro 
de vinho. Pode-se usar só uma erva ou mais que uma, mas 
mantendo-se a proporção. Tampar e deixar em local fresco e 
escuro, por um período de 10 a 15 dias. Nesse período, deve ser 
agitado uma ou duas vezes por dia. Filtrar o preparado e guardá-lo 
num frasco de vidro de preferência de cor escura. Normalmente, o 
tratamento com vinho é feito tomando-se uma colher de sopa 
antes ou depois das refeições, ou conforme indicações específicas. 
Validade: +1 ano 
Algumas sugestões: 
Digestivo - camomila, boldo, carqueja, hortelã, bardana, 
margaridão, alcachofra. 
Calmante - maracujá, capim cidreira, sálvia, melissa. 
Diurético – quebra pedra, bardana, cavalinha, cana do brejo. 
Composto para diabete - alcachofra, graviola, insulina, carqueja, 
pata de vaca, bardana. 
 
Como fazer: 
1. Selecionar as ervas que serão utilizadas no vinho. 
Marcelo Rigotti 
 
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2. Misturar as ervas até ficarem homogêneas. 
 
 
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3. Separar os frascos onde serão colocadas as ervas. 
 
 
4. Introduzir as ervas dentro dos frascos. 
 
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5. Acrescentar o vinho até cobrir as ervas. 
 
6. Arrumar as ervas para que fiquem ao nível do vinho. 
 
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7. Tampar e colocar o frasco em sacos de pão. 
 
8. Etiquetar e armazenar longe da luz. 
 
Marcelo Rigotti 
 
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Óleo 
Deve ser usado para plantas aromáticas, o óleo pode ser de 
girassol, milho, canola ou azeite de boa qualidade. Colocar 100g de 
planta para 1 litro de óleo, deixar curtir por 2 a 2 semanas agitando 
diariamente. Óleo para massagem (contusões): 
São simples de se fazer e com resultados excelentes, pode se usar 
uma planta ou combinação de até três plantas. Podem ser usadas a 
erva-de-santa-maria (Chenopodium), catinga-de-mulata (Tanacetum), 
mentrasto (Ageratum), arnica brasileira (Solidago), arnica-do-mato 
(Wedelia), arnica-do-campo (Porophylum), deve-se usar 500g da 
planta fresca para 500ml de solução. Os ingredientes utilizados 
são: o álcool comum (graduação 92 ou 94%) e óleo de cozinha 
(soja ou milho). Modo de fazer: 500g da planta fresca deve ser 
batida no liquidificador com 250ml de álcool, em seguida peneira-
se o bagaço da planta e volta a solução para o liquidificador,acrescenta-se 250ml de óleo e bate novamente para homogeneizar 
a mistura. A solução pronta deve ser armazenada em frasco 
escuros ou protegidas da luz, o seu uso não deve ultrapassar os seis 
meses. 
Óleo para massagem (artrite e reumatismo): 
Podem ser usadas até três plantas: bardana (Arctium), cavalinha 
(Equisetum), alecrim (Rosmarinus), mentrasto (Ageratum), rubim 
(Leonurus), arnica-do-mato (Wedelia), pariparoba (Potomorphe). Deve-
se usar 500g da planta fresca para 500ml de solução. Pode se usar 
glicerina liquida (250ml) e álcool (250ml), batendo a planta fresca 
no liquidificador com o álcool, em seguida peneirando-se para 
retirar o bagaço e batendo novamente a solução com a glicerina 
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para homogeneizar a mistura. A solução pronta deve ser 
armazenada em frasco escuros ou protegidas da luz, pode durar até 
um ano. 
Óleo para massagem (contusões). 
São simples de se fazer e com resultados excelentes, pode se usar 
uma planta ou combinação de até três plantas. 
Sugestão de ervas: erva-de-santa-maria (Chenopodium), catinga-de-
mulata (Tanacetum), mentrasto (Ageratum), arnica brasileira 
(Solidago), arnica-do-mato (Wedelia), arnica-do-campo (Porophylum). 
Os ingredientes utilizados são: o álcool comum (graduação 92 ou 
94%) e óleo de cozinha (soja ou milho). Proporção: Ervas frescas - 
500g. Álcool – 250ml; Óleo de cozinha – 250ml. 
Modo de fazer: a planta fresca deve ser batida no liquidificador 
com o álcool, em seguida peneira- se o bagaço da planta e volta a 
solução para o liquidificador, acrescenta-se 250ml de óleo e bate 
novamente para homogeneizar a mistura. A solução pronta deve 
ser armazenada em frascos escuros ou protegidas da luz, o seu uso 
não deve ultrapassar os seis meses. 
 
 
 
 
 
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Como fazer: 
1. Separar as ervas. 
 
2. Bater no liquidificador com álcool. 
 
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3. Passar a solução em papel filtro. 
 
 
4. Massa vegetal que sobrou da solução. 
 
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5. Pode ser usada como uma cataplasma com pano ou gaze. 
 
6. Separar o óleo e misturar com a solução. 
 
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7. Bater a mistura no liquidificador até ficar homogênea. 
 
8. Armazenar em vidro escuro e etiquetar. 
 
Compressa 
Pode ser usado um pano. Chá ou tintura, 2 colheres para 250ml de 
água, embeber o pano e aplicar na parte afetada quente ou frio. 
Marcelo Rigotti 
 
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Cataplasma 
Pode ser usada argila, fubá ou farinha de mandioca misturada com 
chá da planta, colocar sobre o pano e usar na parte afetada. 
Cataplasma de babosa contra queimaduras: 
Para esta receita usa-se o gel do interior da folha da babosa e fubá. 
Para o gel ficar homogêneo deve-se bater no liquidificador em 
seguida mistura-se o gel com o fubá ate formar uma massa 
consistente, esta massa deve ser colocada na parte afetada e 
envolvida por faixa ou pano. 
Cataplasma contra dor: 
Podem-se usar plantas como o gervão (Starchytarpheta), a arnica 
brasileira (Solidago) ou catinga-de-mulata (Tanacetum). As folhas 
devem ser socadas até liberar o sumo e misturadas com o fubá. A 
cataplasma então é aplicada sobre a parte afetada. 
Pomada. 
Cicatrizante, pancada, contusão, reumatismo, torcicolo, artrite, 
fricção após a retirada do gesso. 
Sugestão de ervas: melão-de-são-caetano, confrei, barbatimão, mil 
folhas, arnica brasileira, serralha, alecrim, sabugueiro, melhoral, 
mentrasto, tanchagem, urucum, bardana, beldroega, arnica- do-
campo, babosa, calendula, fortuna, guaco, algodão. 
Óleo vegetal - 750 ml. Parafina (velas) - 180 g. Ervas - 500g. 
Obs. A parafina serve para dar consistência adequada. 
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- Para pomada com tintura deve-se fazer uma mistura na 
proporção de 700ml de álcool de cereais com 100g de ervas secas, 
deixar descansar por 5 dias. Após este período pode ser utilizada 
para a produção da pomada, sendo 100ml da tintura + 200ml de 
óleo de cozinha + 50ml de parafina. O óleo é colocado em fogo 
médio para esquentar e derreter a parafina, em seguida é retirado 
do fogo, a tintura pode ser acrescentada antes da mistura 
óleo/parafina solidificar (não pode ser adicionada quando o óleo 
estiver ainda muito quente). 
 
 
 
Como fazer: 
1. Derreter a parafina no óleo de cozinha. 
 
Marcelo Rigotti 
 
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2. Retirar os pavios das velas. 
 
3. Deixar esfriando por 15 minutos. 
 
 
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4. Selecionar as ervas. 
 
5. Bater as ervas no liquidificador com álcool. 
 
 
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6. Peneirar a solução do liquidificador. 
 
7. Misturar a solução com a parafina e o óleo derretidos. 
 
 
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8. Despejar a solução em potes. 
 
9. Fechar os potes com tampas. 
 
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10. Colocar etiquetas nos potes. 
 
 
Pomada cicatrizante: 
Várias plantas podem ser utilizadas como cicatrizante, podendo-se 
misturar até três plantas: melão-de-são-caetano (Momordica), confrei 
(Symphitum), barbatimão (Stryphnodendron), mil folhas (Achillea), 
arnica brasileira (Solidago), serralha (Sonchus), alecrim (Rosmarinus), 
sabugueiro (Sambucus), melhoral (Justicia), mentrasto (Ageratum), 
tanchagem (Plantago), urucum (Bixa), bardana (Arctium), beldroega 
(Portulaca), arnica-do-campo (Porophylum), babosa (Aloe), calendula 
(Calendula), fortuna (Kalanche), guaco (Mikania), algodão 
(Gossypium). Os ingredientes podem ser de vários tipos: 
a) Mistura-se 30g de cera de abelha + 30g de vaselina líquida + 
30ml de tintura + 10 gotas de própolis; levar ao fogo em “banho 
maria” até derreter, retirar do fogo e esperar esfriar. 
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b) Uma receita mais simples é misturar 100g de sebo bovino + 
40ml de tintura. Derreter o sebo em “banho maria” e acrescentar a 
tintura. 
c) Essa receita leva produtos farmacêuticos como 100g de vaselina 
sólida + 20g de cera de abelha + 30ml de tintura. Levar ao fogo 
até derreter e em seguida acrescentar a tintura (pode colocar 
essência). 
Pomada com óleo de cozinha: 
Ferver 500ml de óleo de cozinha, colocar 200g de plantas frescas 
ou 100g de plantas secas, fritar as ervas por 15 minutos, esperar 
esfriar, peneirar as ervas, acrescentar 50g de cera de abelha e voltar 
ao fogo até derreter. 
 
Existem várias receitas para se fazer pomadas: 
30 g de cera de abelha + 30 g de vaselina líquida + 30 ml de tintura 
+ 10 gotas de própolis; ferver tudo até derreter em banho maria, 
retirar dofogo e esperar esfriar. 
100 g de sebo bovino + 40 ml de tintura. 
100 g de vaselina sólida + 20 g de lanolina + 30 ml de tintura. 
Pode acrescentar essência. 
Pomada rachadura, ferida 
• Acido esteárico = 1copo 
• Glicerina = 2 copos 
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• Agua fervida = 2 copos 
• Sal amoníaco = 1 colher 
Solução p/ massagem 
Uma parte da tintura da planta desejada + uma parte de glicerina 
líquida (ou óleo de cozinha) + óleo essencial de plantas. 
Sabonete 
Para 100g de base glicerinada para sabonete, acrescentar uma 
colher de café com o pó da planta ou uma colher de tintura. Outra 
receita: utilizado para problemas de pele e couro cabeludo; sabão 
de coco (uma barra = 200g) + pó da planta ou tintura (uma colher 
de café); pode acrescentar essência Sabonete de enxofre: 
Combate doenças fúngicas que atacam a pele, “pano-branco”, 
caspa, doenças do couro cabeludo,além de cravos e espinhas. Os 
ingredientes são o sabão de côco glicerinado (bem macio para 
poder derreter) e o enxofre em pó. O sabão de côco é picado e 
colocado para derreter em “banho maria”. Após o derretimento do 
sabão, desliga-se o fogo e acrescenta-se uma colher de café do pó 
do enxofre para cada 100g do sabão derretido, mistura-se bem, 
coloca-se em formas e deixe esfriar. Após desenformar deve-se 
embalar o sabonete em papel filme para evitar o ressecamento. 
Sabonete glicerinado. 
Dos sabonetes comerciais é retirada a licerina natural, proveniente 
do próprio processo de fabricação de sabões, retirando, assim, do 
sabonete todos os seus benefícios. A glicerina é um derivado de 
componentes graxos que elimina a agressividade causada à pele 
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presente nos sabonetes comuns e proporciona uma profunda 
ação hidratante. 
Sabonete de própolis: 
Tem ação antimicrobiana e desinfetante, usado no tratamento de 
doenças de pele. Adicionar 10 gotas de solução de própolis para 
cada 100g de sabão de côco derretido colocar nas formas, após 
esfriar desenformar e enrolar em papel filme. 
- Base glicerinada para sabonetes - 1 kg. Tintura - 20 ml. 
- Fôrmas e papel-filme para embalar. 
- Coloque uma panela de ágata ou vidro em banho-maria e 
acrescente a glicerina em pedaços em temperatura em torno de 60 
a 70º C até a dissolução total; 
- Espere derreter. Não há a necessidade de mexer a base enquanto 
estiver no banho-maria. 
- Desligar o aquecimento, gotejar o corante e homogeneizar até 
obter a cor desejada; 
- Adicionar o extrato e a essência misturando lentamente até 
homogeneização completa; 
 - Acrescente o álcool de cereais e aguarde 1 minuto. 
- Coloque a mistura na fôrma que você desejar e espere solidificar. 
- Se der espuma nas formas borrifar com álcool de cereais. 
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- O tempo para endurecer vai variar de acordo com a fôrma que 
você estiver utilizando. 
Como fazer: 
1. Deixar um caldeirão com água no fogo até ferver, em seguida 
colocar uma panela esmaltada na água fervente. 
 
2. Colocar a base glicerinada picada aos poucos na panela 
esmaltada. 
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3. Mexer a base até derreter. 
 
 
 
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4. Preparar a tintura para adicionar a base glicerinada derretida 
 
5. Acrescentar a tintura, neste caso de própolis. 
 
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6. Em seguida despejar a base derretida nas fôrmas. 
 
 
7. Após esfriar (pelo menos três horas fora da geladeira), retirar das 
fôrmas. 
 
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8. Embalar com papel filme e etiquetar. 
 
 
Spray cicatrizante 
A tintura pronta não deve ser misturada com água destilada, 
envasar em vidro com spray. 
Bala 
Para a produção de balas, pode-se usar esta receita com 50 ml de 
tintura + 50 g de manteiga + uma lata de leite condensado + uma 
xícara de açúcar mascavo + uma xícara de mel, misturar (sem a 
tintura), colocar no fogo e deixar ferver até o ponto de bala, deixar 
esfriar, adicionar a tintura quente, misturar, untar óleo na bancada, 
despejar a mistura na bancada e cortar em forma de bala. 
Bala de guaco 
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Uma receita mais simples leva um quilo de açúcar mascavo, duas 
xícaras de açúcar cristal, 200 ml de chá de guaco (50g da planta 
seca em 200ml de água), misturar bem, colocar no fogo até ferver, 
deixar em ponto de bala (colocar em um copo de água fria, se 
endurecer já esta no ponto), untar a bancada com óleo, despejara 
mistura na bancada e cortar em forma de bala. 
Cristais de gengibre 
Esta receita pode ser usada para problemas de garganta e sistema 
respiratório além de melhorar o hálito. Deve-se picar 400g de 
gengibre em uma panela de inox, adicionar o suco de quatro 
limões e quatro colheres de sopa de sal marinho, misturar bem. 
Para secar pode ser colocado em forno baixo de 30 minutos a uma 
hora. 
 
Xampu 
Ferva 200 ml de água. Deixe em infusão com as ervas medicinais, 
derreter no fogo 20 gramas de sabão de côco em 200 ml de água. 
Esfriar e misturar com a infusão de ervas. Consumir em uma 
semana. 
Comprimido para vermes 
Pode-se utilizar 3 folhas de erva santa maria, 4 folhas de erva de 
bicho, 1 folha de couve, 1 raminho de hortelã e uma pequena parte 
da folha de alcachofra. Bater tudo no liquidificador com meio 
copo de água, coar e acrescentar duas partes de maizena e uma 
parte de farinha de trigo, amassar até ficar no ponto. Formar os 
comprimidos, com um modelador pode ser a tampa de uma caneta 
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devidamente limpa.) Modo de tomar adulto 2 comprimidos em 
jejum durante 8 dias. Crianças 1 comprimido em jejum durante 8 a 
10 dias. 
Comprimido de ervas para diabete 
Colocar 4 folhas de insulina, 4 folhas de pata de vaca, 4 folhas de 
maracujá, 8 folhas de jambolão e 4 folhas de melão-de-são-
caetano. Bater tudo no liquidificador, coar e fazer os comprimidos 
com 2 partes de maizena e 1 parte de farinha de trigo. Secar na 
sombra. Modo de tomar: 1 comprimido 3 vezes ao dia. 
Comprimido para colesterol 
Coloque em partes folhas de guanxuma, folhas de arnica, folhas de 
alcachofra. Bata tudo no liquidificador com 1/2 copo de suco de 
limão prepare os comprimidos e tome 1 comprimido 2 vezes ao 
dia. 
Travesseiro 
Ervas desidratadas ou na forma de sachê, colocar junto com a 
espuma. As partes das plantas devem ser secas à sombra até o 
ponto em que ficarem quebradiças. Devem ser colocadas dentro 
dos travesseiros e deixadas ao sol pelo menos uma vez por semana 
para as plantas ficarem sempre secas. As ervas devem ser trocadas 
em três meses ou quando já não tiverem mais aroma. 
Travesseiro calmante: 
Utilizar plantas calmantes como a flor da macela (Achorycline), a 
folha e flor de arnica (Solidago), a camomila (Matricaria), folhas de 
capim limão (Cymbopogon), melissa (Melissa), erva-doce 
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(Pimpinella), flores de assa-peixe (Vernonia), flores de mimosa 
(Mimosa) ou flores de sabugueiro (Sambucus). 
Multimistura 
• Fubá: 0,456g = 4 copos de 100 ml 
• Farelo de trigo integral: 0,361g = 4 copos 
• Farelo de arroz: 0,055g = 1 copo 
• Farelo de trigo: 0,04g = 1 copo 
• Farelo de soja: 0,083g = 1 copo 
• Pó da folha da mandioca: 0,005g = 5 colheres 
• Outras folhas: abóbora, batata doce, caruru e guandu = 
3 colheres cada planta. 
Ingredientes auxiliares 
• Argila: tem ação tensora e mineralizante quando 
aplicada em máscaras. É obtida em regiões onde a terra 
mostra-se rica em minerais. 
• Cera de abelha: usada para engrossar e dar consistência 
aos cremes. 
• Glicerina: tem ação emoliente e umectante quando 
usada em máscaras faciais. É obtida de fontes animais e 
vegetais. 
• Iogurte: tem ação emoliente e levemente adstringente 
quando usado em máscaras. 
• Lanolina: tem ação emoliente quando usada na 
preparação de cremes de beleza. É obtida da gordura 
da lã dos carneiros. 
• Leite: tem ação emoliente quando usado em banhos. 
• Mel: promove o amaciamento e nutrição da pele 
quando usado em máscaras. 
• Ovos: ajudam a dar brilho aos cabelos. 
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• Própolis: tem ação antimicrobiana e desinfetante 
quando usado no tratamento de afecções da pele. 
• Vaselina: tem ação umectante e é usada em cremes para 
peles ressecadas. É um tipo de parafina. 
 
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4.2. Fitocosméticos 
Os Fitocosméticos são utilizados desde a antiguidade com mais de 
quatro mil anos de uso.No antigo Egito, foram encontrados 
dados do uso ervas na cosmética. Um exemplo foi a mumificação 
dos faraós, que eram enterrados com seus pertences entre as quais 
estão perfumes, bálsamos, cosméticos para sombrear os olhos e 
ceras de origem mineral, o pó de hena, utilizado para colorir o 
cabelo, a unhas e as palmas dos pés e das mãos. Também o barro 
do Nilo era muito utilizado medicinalmente e para mascaras 
faciais. Os perfumes eram produzidos a base de sésamo ou vinho. 
O kyphi era um perfume sagrado usado para o embalsamento de 
corpos e na sua composição havia componentes como a mirra, o 
cipreste, a canela, o mel e as passas maceradas no vinho. 
Os azeites aromáticos eram utilizados para suavizar a pele e como 
componente do banho e entre seus principais ingredientes se 
encontravam resinas oleosas, raiz de lírio, diversas madeiras como 
o cedro, sândalo, etc. Muitos destes ingredientes eram importados 
de fora do Egito e se misturavam com as ervas do próprio lugar. 
Os mesopotâmicos utilizavam na cosmética e para limpeza do 
corpo sumos de plantas, pinhas e o tamarindo. Galeno descubriu 
que o azeite vegetal se poderia misturar com agua e cera de abelhas 
obtendo-se um creme fácil de aplicar no corpo dando elasticidade 
e frescor a pele. Posteriormente a este descobrimento se chamou 
"cold cream". 
Plantas para a boca 
• Afta: calêndula, cavalinha e tanchagem. 
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• Inflamação das mucosas: cravo-da-índia, limão, malva, 
mil-folhas, sálvia e tanchagem. 
• Limpeza: cravo-da-índia, malva, mil-folhas, mirra, 
ratânia, sálvia e tanchagem. 
• Mau hálito alecrim, alfazema, bergamota, cravo-da-
índia, eucalipto, hortelã-pimenta e tomilho. 
Plantas para os cabelos e couro cabeludo 
• Cabelos brancos e grisalhos: (tingimento) hena e 
índigo. 
• Cabelos castanhos: (tratamento) alecrim, cravo-da-índia 
e sálvia. 
• Cabelos claros: (tratamento) calêndula, camomila e 
macela. 
• Cabelos escuros: (tratamento) alecrim, bardana, hera, 
sálvia e urtiga. 
• Cabelos normais: (tratamento) camomila, cavalinha, 
jojoba, dente-de-leão e macela. 
• Cabelos oleosos: (tratamento) alecrim, alfazema, 
capim-limão, hamamélis, limão, sálvia, urtiga e zimbro. 
• Cabelos opacos: abacate, alecrim, amêndoa-doce, 
calêndula, camomila, macela e urtiga. 
• Cabelos quebradiços: abacate, alfazema, amêndoa-
doce, arnica, babosa, jaborandi e jojoba. 
• Cabelos secos: abacate, amêndoa-doce, babosa, 
camomila, confrei, gerânio e laranja-azeda. 
• Calvície: alecrim, alfazema, bétula, cajepute, jaborandi, 
jojoba e sálvia esclaréia. 
• Caspa: arnica, babosa, bardana, bétula, cavalinha, 
hamamélis, hena, jojoba, milho, noz, sálvia e urtiga. 
• Cuidados gerais e limpeza: alecrim, jaborandi, jojoba, 
karitê, limão, maçã, mil - folhas e salsa. 
Farmácia Verde 
 
 
 
111 
 
 
 
• Estimular o crescimento: alecrim, arnica, bétula e 
urtiga. 
• Pontas fracas: amêndoa-doce e jojoba. 
• Queda de cabelos: arnica, babosa, bardana, bétula, 
jaborandi e urtiga. 
• Resíduos: limão e maçã. 
Plantas para o corpo 
• Banho aromático: alecrim, alfazema, anis, bergamota, 
bétula, cipreste, citronela, erva-cidreira, ilangue- 
ilangue, jasmim, laranja-azeda, mirra, palma-rosa, 
patchouli, pinho, rosa-mosqueta, sálvia, sálvia esclaréia, 
sândalo, vetiver e zimbro. 
• Celulite: alga-marinha, cânfora, centelha, fucos, hera e 
hortelã-pimenta. 
• Circulação periférica deficiente: alecrim, alfazema, 
bétula, cipreste, gengibre, hamamélis, hissopo, hortelã-
pimenta, pinho, segurelha e tomilho. 
• Drenagem linfática: alfazema, bétula, cânfora, centelha, 
cipreste, ginseng, ginseng-brasileiro, guaraná, limão e 
zimbro. 
• Estrias: amêndoa-doce e rosa-mosqueta 
• Gordura localizada: abacaxi, alga-marinha, bétula, 
cânfora, centelha, hera e hortelã-pimenta. 
• Massagem relaxante: alfazema, arnica, erva-cidreira, 
laranja-azeda, mil - folhas e zimbro. 
 
 
 
Marcelo Rigotti 
 
112 
 
 
 
Plantas para os dentes 
• Fortalecimento da gengiva: mirra, ratânia, sálvia e 
tanchagem. 
• Placa bacteriana: mirra, ratânia e sálvia. 
Plantas para os lábios 
• Desidratação: babosa, cacau e camomila. 
Plantas para as mãos 
• Ressecamento: abacate, aveia, laranja-azeda e oliva. 
• Unhas quebradiças: cacau, cavalinha e oliva. 
Plantas para os músculos 
• Aquecimento: alecrim, alfazema, gengibre e zimbro. 
• Contusão: arnica, cânfora e confrei. 
• Dor: alecrim, arnica, bergamota, bétula, confrei, 
ilangue-ilangue, jasmim, laranja-azeda, louro, pinho e 
sálvia. 
• Pancada: arnica, cânfora e confrei. 
• Tensão: arnica e bétula. 
• Torção: arnica. 
Plantas para os olhos 
• Cansaço: alfazema, camomila, macela e sálvia esclaréia. 
• Inchaço e olheiras: alecrim, camomila, cavalinha, 
hamamélis, macela e pepino. 
• Irritação: alecrim, calêndula, camomila, macela, malva e 
sabugueiro 
Farmácia Verde 
 
 
 
113 
 
 
 
• Vermelhidão: camomila e macela. 
Plantas para a pele 
• Acne: alfazema, artemísia, babosa, calêndula, camomila, 
cânfora, cavalinha, confrei, dente-de-leão, erva- 
cidreira, limão, melaleuca, rosa-mosqueta, urtiga. 
• Alergia: alfazema, camomila, erva-cidreira, macela, rosa 
e uva. 
• Assadura: amêndoa-doce, calêndula e hamamélis. 
• Dermatite: babosa, camomila, limão, sabugueiro e 
violeta. 
• Eczema: bétula, calêndula, camomila, cenoura, dente-
de-leão 
• Feridas: amêndoa-doce, artemísia, batata, cânfora, 
cenoura, centelha, copaíba, hamamélis, limão, mil-
folhas, pepino, segurelha e tanchagem. 
• Inflamação: alfazema, camomila, cânfora, copaíba, 
macela, malva, mil-folhas, pepino, sabugueiro, 
tanchagem, tussilagem e verbasco. 
• Limpeza: alfazema, babosa, bergamota, calêndula, 
camomila, dente-de-leão, erva-cidreira, hamamélis, 
limão, mil-folhas, patchouli, salsa, tanchagem e 
tomilho. 
• Manchas e sardas: limão, morango e pepino. 
• Pós-barba: babosa, calêndula, camomila, cânfora, 
hamamélis e hortelã pimenta. 
• Pós-depilação: aveia, babosa e camomila. 
• Pós-sol: aveia, babosa, calêndula e camomila. 
• Proteção solar: abacate, gergelim e urucum. 
• Psoríase: bétula, calêndula, centelha e confrei. 
• Queimadura: amêndoa-doce, batata, cânfora, oliva e 
rosa-mosqueta. 
Marcelo Rigotti 
 
114 
 
 
 
• Queimadura de sol: babosa, sálvia e tanchagem. 
• Rachadura: batata, bétula, calêndula, camomila e mil-
folhas. 
• Rejuvenescimento: alecrim, babosa, ginseng, ginseng-
brasileiro, hamamélis e laranja-azeda. 
• Verrugas: alho, calêndula, cipreste e limão. 
Plantas para pernas e pés 
• Frieiras: calêndula, limão e verbasco. 
• Inchaço: alfazema, cânfora, castanha-da-índia e 
hamamélis. 
• Mau cheiro dos pés: pinho e sálvia 
• Ressecamento dos joelhos e cotovelos: abacate, coco, 
macela e oliva. 
• Ressecamento dos pés: laranja-azeda e oliva. 
• Varizes: calêndula, castanha-da-índia e hamamélis. 
Plantas para usos gerais 
• Agente bactericida: bálsamo-do-peru, benjoim, maçã, 
pau-rosa, rosa e ruibarbo. 
• Agente fungicida: benjoim, cajepute, cânfora, cedro, 
citronela, mirra e segurelha. 
• Agente virótico: alho, bergamota, eucalipto, rosa e 
tomilho. 
• Picada de insetos: alfazema, hamamélis, limão, sálvia e 
segurelha. 
• Repelente de insetos: citronela, erva-cidreira, eucalipto 
e hortelã-pimenta. 
• Sauna: citronela e eucalipto. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
115 
 
 
 
 
 
Ações terapêuticas 
das plantas 
medicinais 
5.1. Principais doenças e as plantas para seu tratamento 116 
5.2. Utilização indevida das plantas medicinais 124 
5.3. Plantas invasoras e ruderais com potencial medicinal 127 
 
 
5 
Marcelo Rigotti 
 
116 
 
 
 
5.1. Principaisdoenças e as 
plantas para seu tratamento 
Acidez do estômago: bardana, boldo, melissa ou capim limão, 
endro, poejo, funcho, fortelã, losna, pariparoba, picão (folha e 
flor), quebra pedra, tanchagem e mamica de cadela. (a casca é 
muito eficaz) 
Ácido úrico: chapéu de couro, couro, manjerona, sabugueiro, 
cascas de maçã secas ao sal, bardana. 
Acne, cravos e espinhas: altéia, arnica, parietária, tília, bardana, mil-
folhas, calendula, maria-preta, tanchagem, melão-de-são-caetano. 
Aerofagia: quássia, funcho, anis-estrelado, erva-doce, cominho, 
tília, hortelã. 
Afecções de garganta: flor de laranjeira, alho, limão. 
Afta: cavalinha, cenoura, limão, tanchagem, babosa, malva. 
Alergia: tomar chá de calêndula, lavar a parte afetada com chá de 
camomila. 
Amidalite: sálvia, rosa-branca, malva, alfavaca, cebola, tanchagem, 
eucalipto. 
Anemia: couve, espinafre, rabanete, tomate, morango, amora, 
urtiga, repolho, limão, funcho, carqueja, quina, alfafa, bucha, 
abóbora. 
Farmácia Verde 
 
 
 
117 
 
 
 
Angina: altéia, malva, tomilho, guaco. 
Ansiedade: melissa, tília, capim-limão, maracujá. 
Arteriosclerose: limão, malva, raiz de salsa, alho, cebola, 
alcachofra, repolho, tomate, acelga, cana-de-macaco, guaco, 
gengibre, fortuna, fedegoso. 
Artrite e reumatismo: bardana, cebola, alho, sabugueiro, genciana, 
malva, tília, limão, dente-de-leão, cavalinha, melancia, banana, 
mamão, uva, alecrim, camomila, insulina, ipê-roxo, poejo, lágrima-
de-nossa-senhora, lírio-do-brejo, melhoral, mentrasto, pariparoba, 
rubim, sabugueiro, arnica-do-campo, erva-cidreira, mimosa, 
tanchagem, urtiga, arnica-do-mato, boldo, calêndula, cana-de-
macaco, capim-cidreira, arnica, esqueleto. 
Asma e bronquite: alecrim, guaco, anis-estrelado, orégano, sálvia, 
maria-preta, rubim, sabugueiro, assa-peixe, erva-botão, urucum, 
esqueleto, boldo-cidreira, gervão, melhoral, pariparoba, desmódio, 
rubim, erva-botão. 
Berne: paina-de-sapo, rubim. 
Boca - afta e estomatite: cavalinha, cenoura, limão, tanchagem, 
babosa, malva, casca de carvalho, romã, sálvia. 
Cabelo: mentrasto, capuchinha (caspa), urtiga (queda), babosa, 
bardana e calendula (seborréia). 
Calmante: capim-limão, tília, folhas de maracujá, melissa, anis-
estrelado. 
Marcelo Rigotti 
 
118 
 
 
 
Catarro: broto de pinheiro, tomilho, orégano, eucalipto, limão, 
alho. 
Cicatrizante: melão-de-são-caetano, confrei, barbatimão, mil 
folhas, arnica brasileira, serralha, alecrim, sabugueiro, melhoral, 
mentrasto, tanchagem, urucum, bardana, beldroega, arnica-do-
campo, babosa, calendula, fortuna, guaco, algodão. 
Cistite: pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, serralha, 
altéia, cabelo de milho. 
Colesterol: gervão, folha de limeira, erva-de-bugre, guaçatonga, 
cafezeiro do mato, cavalhinha, folha de batata doce, picão-preto, 
melão-de-são-caetano, urucum. 
Cólica de rim: quebra-pedra, cabelo de milho, cavalinha, pata-de-
vaca, raiz de salsa, manjerona, melão-de-são-caetano, mentrasto 
(menstruais), picão-preto, rubin, erva-cidreira. 
Contusões: mentrasto, arnica, pariparoba, quebra-pedra, arnica-do-
mato, arnica-do-campo, canfrinho, fortuna, gengibre, erva-de-
santa-maria, catinga-de-mulata. 
Coração – palpitações: sete-sangrias, tília, valeriana. 
Coriza: tomar chá e pingar narinas: alcaçuz, sabugueiro, malva, 
poejo, limão. 
Descalcificação: repolho, berinjela, cenoura. 
Diabete: picão preto, dente de leão, bardana, pata-de-vaca, quebra-
pedra, urtiga, urucum, arnica-do-campo, cana-de-macaco, fortuna. 
Farmácia Verde 
 
 
 
119 
 
 
 
Diarréia: broto de goiabeira, casca de carvalho, casca de romã, tília, 
carvão vegetal, camomila, cenoura, abóbora, maçã, banana-maçã. 
Dor de cabeça: alfazema, alecrim, girassol, tília, melissa, hipérico, 
limão, pulsátila. 
Enjôo: hortelã, alecrim, camomila, boldo, erva doce, salsa, canela. 
Escabiose: melão-de-são-caetano, urucum, arruda. 
Esgotamento e stress: salvia, tomilho, alecrim. 
Estimulantes: salsinha, rabanete, tomilho, sálvia. 
Estômago: sálvia, artemísia, camomila, capim limão, losna, macela, 
poejo, flor do amazonas. 
Estomatite: romã, rosa-branca, sálvia. 
Falta de apetite: alecrim, anis-estrelado, angélica, genciana, erva-
doce, hortelã. 
Feridas e úlceras: alecrim, rubim, guaçatonga, mentruz, agrião, 
tanchagem, tomilho, quebra-pedra, maria-preta, mentrasto, 
manjerona, tanchagem, calêndula. 
Fígado: losna, boldo, alecrim, caferana, pariparoba, desmódio, 
quebra-pedra, picão-preto, arnica-do-campo, jambu, flor-do-
amazonas, melão-de-são-caetano, melhoral. 
Frieira: calêndula, casca de carvalho, cebola, alho, arruda, alecrim, 
rubim, guaçatonga, mentruz, óleo de rícino. 
Marcelo Rigotti 
 
120 
 
 
 
Garganta: chá de folha de mamomeiro, camomila, canela, hortelã, 
malva e sálvia. 
Gases: sálvia, erva-doce, cominho, hortelã. 
Gastrite: pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, 
serralha, altéia, cabelo de milho. 
Gengivite: sálvia, erva-doce, cominho, hortelã. 
Gripes e resfriados: raiz de erva-doce, anis-estrelado, camomila, 
eucalipto, menta, limão, poejo, tomilho, sabugueiro, melão-de-são-
caetano, rubim, assa-peixe. 
Hemorróida: tanchagem, arruda, urtiga, assa-peixe, babosa, 
bardana, beldroega, gervão, insulina, mastruço, melão-de-são-
caetano, sabugueiro, erva-cidreira. 
Incontinência urinária: hipérico, saleriana, camomila, menta, tília. 
Insônia: maracujá, lúpulo, valeriana, cidreira, meliss, tília, 
manjerona, alho, tanaceto, capuchinha, poejo, melhoral, hibisco. 
Laringite e faringite: malva, tanchagem, limão, eucalipto, broto de 
pinheiro, malva, tomilho, alho, cebola. 
Máscara para beleza da pele: hipérico, saleriana, camomila, menta, 
tília. 
Mau hálito: alfavaca, hortelã, melissa, tomilho, sálvia, anis-
estrelado. 
Menstruação excessiva: cavalinha, casca de carvalho, tília. 
Farmácia Verde 
 
 
 
121 
 
 
 
Narinas congestionadas: sálvia, hortelã vique. 
Náuseas: quássia, dente-de-leão. 
Nevralgias: camomila, tília, maracujá, limoeiro, orégano, pulsátila, 
alfazema. 
Nervosismo, irritabilidade: valeriana, tília, melissa, folhas de 
laranjeiras, rosa-branca, gatária, maracujá, manjerona, maria-preta, 
melhoral, arnica-do-campo, arruda, boldo, calêndula, capim-
cidreira, erva-tostão, esqueleto. 
Obesidade: malva, sabugueiro, alcachofra, agrião, guaco, brócoli, 
caferana, carqueja. 
Otite: cebola, picão, rubim, alecrim, camomila, malva. 
Pressão alta: limão, laranja, pêra, alho, sabugueiro, maracujá, 
quebra-pedra, rubin, gervão, urucum, capim-cidreira, guaco, capim 
limão. 
Pressão baixa: urtiga, alecrim, manjericão, rabanete, uva, salsa, chá 
de agrião, alfavaca, aveia, canela. 
Prisão de ventre: sene, malva, dente-de-leão, chicória, brócoli, 
quiabo, laranja, mamão, milho verde cru em salada, tamarindo, 
cáscara-sagrada, beldroega, esqueleto, gervão, mimosa, urucum, 
babosa, melão-de-são-caetano, sabugueiro. 
Próstata: quebra-pedra, figo-da-índia (opuntia). 
Psoríase, micose, erisipela, eczema, pano-branco: arnica-do-campo, 
babosa, bardana, maria-preta, rubin, sabugueiro, erva-botão, 
Marcelo Rigotti 
 
122 
 
 
 
tanchagem, urtiga, urucum, capuchinha, fedegoso, fortuna, gervão 
(vitiligo), melão-de-são-caetano. 
Queimaduras: babosa, aboboreira, esqueleto, pariparoba. 
Rins/pedra: alfavaca, quebra-pedra, cabelo de milho, sálvia, 
insulina, lágrima-de-nossa-senhora, desmódio, picão-preto, assa-
peixe, sabugueiro, bardana. 
Rouquidão: couve, cenoura, limão, broto de pinheiro, guaco, 
tomilho, tília, mel, gengibre, boldo-cidreira. 
Sarampo, catapora, rubéola: sabugueiro, rosa-branca, malva, 
camomila, tília, cavalinha, raiz de salsa. 
Sarna: melão-de-são-caetano, urucum,arruda, bardana. 
Sinusite: hipérico, valeriana, camomila, menta, tília. 
Sistema urinário: ipê-roxo, jambu (cálculos bexiga), mastruço, 
pariparoba, pata-de-vaca, desmódio, quebra-pedra, sabugueiro, 
tanchagem, beldroega, cana-de-macaco, capim-cidreira. 
Transtornos da menopausa: valeriana, menta, camomila, tília, 
folhas de amora, salsinha. 
Tosses: tília, alho, cebola, agrião, tomilho, orégano, guaco, 
eucalipto, broto de pinheiro, hortelã, poejo. 
Ulceras do estômago: couve, banana, maçã, sálvia, tília, mamão, 
alecrim, casca de carvalho, espinheira-santa, calêndula, fortuna, 
guaco, ipê-roxo, maria-preta, pariparoba, desmódio, picão-preto. 
Farmácia Verde 
 
 
 
123 
 
 
 
Urticárias, brotoejas, alergias: rosa-branca, alface, pepino, mamão, 
rubim, tanchagem. 
Varizes: broto de pinheiro, rosa-branca, carqueja, tanchagem, 
arruda, arnica. 
Vesícula biliar: erva-tostão, figo-da-índia. 
Verminoses: alho, hortelã, cebola, mentruz, losna, tomilho, 
semente de abóbora, quássia, abacaxi, ameixa, manga, poejo, coco, 
broto de samambaia, romã (casca), tomilho, beldroega, gervão, 
babosa, mastruço, melão-de-são-caetano, rubin, arruda. 
 
Marcelo Rigotti 
 
124 
 
 
 
5.2. Utilização indevida de 
plantas medicinais 
Apesar de ser muito comentado os efeitos colaterais dos remédios 
farmacêuticos, deve-se ter o cuidado em relação ao uso das plantas 
medicinais pois apesar da mídia propagar o seu uso como um 
método de cura seguro e sem efeitos colaterais o uso indevido das 
planta medicinais podem causar efeitos tóxicos ao organismo. 
Plantas que podem causar danos ao fígado: 
• Confrei (Symphytum officinale L.) 
• Cambará (Lantana camara L.) 
• Sassafrás (Ocotea pretiosa (Nees) Mez.) 
• Flor-das-almas (Senecio brasiliensis (Spreng.) Less.). 
 
Plantas que podem causar irritação gastrointestinal: 
• Jurubeba (Solanum paniculatum L.) 
• Arnica (Arnica montana L.) 
• Ipeca (Cephaelis ipecacuanha (Brot.) A. Rich.) 
• Umbu (Phytolacca dioica L.) 
Plantas que podem afetar o sistema nervoso central: 
• Cavalinha (Equisetum spp.) 
• Losna (Artemisia absinthium L.) 
• Erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides L.) 
Farmácia Verde 
 
 
 
125 
 
 
 
• Trombeteira (Datura suaveolens Humb. & Bonpl. Ex 
Willd.) 
Plantas que podem provocar danos na pele: 
• Arnica (Arnica montana L.) Em doses altas (uso 
externo) - vesicante 
• Folhas de figo (Ficus carica L.) E figueirilha (Dorstenia 
brasiliensis Lam.) – queimaduras sérias 
• Mamica-de-cadela (Brosimum gaudichaudii Trecul) – 
dermatites de contato 
Plantas que podem causar diarréias graves, quando usadas 
de modo incorreto: 
• Babosa (Aloe spp.) 
• Taiuiá (Cayaponia spp.) 
• Sene (Cassia acutifolia Del., C. angustifolia Yahl.) 
• Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana dc.) 
• Ruibarbo (Rheum palmatum L.) 
Plantas que podem causar morte: 
• Mamona (Ricinus communis L.) 
• Espirradeira (Nerium oleander L.) 
• Flor-das-almas (Senecio brasiliensis (Spreng.) Less.) 
Recomendações úteis para a utilização 
• Utilizar plantas conhecidas e não de identidade 
duvidosa. 
• Não coletar plantas medicinais junto a locais que 
possam ter recebido agrotóxicos em geral. 
Marcelo Rigotti 
 
126 
 
 
 
• Não coletar plantas medicinais que crescem à beira de 
lagos, lagoas e rios poluídos. 
• Não coletar plantas medicinais à beira de estradas, pois 
os gases que saem dos canos de descarga dos veículos 
podem conter substâncias tóxicas que se depositam na 
vegetação. 
• As plantas medicinais devem ser secas à sombra, em 
ambiente arejado, por alguns dias (até tornarem-se 
quebradiças), antes de serem utilizadas. 
• Após a secagem, guardar em vidro fechado, ao abrigo 
da luz. Colocar o nome da planta e a data de coleta em 
um rótulo, para evitar problemas. Plantas armazenadas 
por longos períodos perdem seus efeitos terapêuticos. 
• Verificar o estado de conservação (umidade, mofo, 
insetos, etc.) da planta medicinal a ser adquirida. 
Habituar-se a adquirir plantas medicinais de 
fornecedores confiáveis. 
• Evitar o uso de misturas de plantas medicinais. Nem 
sempre o processo de preparação mais indicado é o 
mesmo para plantas diferentes e a combinação pode 
resultar em efeitos imprevisíveis. 
• Não utilizar plantas medicinais durante a gravidez, a 
não ser sob orientação médica. Existem plantas que 
podem causar sérios problemas ao bebê e à mãe. 
• Evitar a utilização de chás laxantes e/ou diuréticos para 
emagrecer. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
127 
 
 
 
5.3. Plantas invasoras e ruderais 
com potencial medicinal 
O uso de plantas medicinais é um recurso terapêutico difundido 
intensamente no meio urbano e rural, como forma alternativa ou 
complementar aos medicamentos alopáticos e tem sido utilizada 
tradicionalmente em regiões onde o acesso aos cuidados 
primordiais com a saúde é limitado. Embora o cerrado seja um 
bioma rico em biodiversidade vegetal, é pouco explorado quanto 
ao seu potencial medicinal pelas comunidades que ali estão 
situadas. O conhecimento popular sobre as plantas de uso 
medicinal é mais voltado às plantas de origem européia ou as 
nativas da região. Entretanto as plantas chamadas de invasoras, 
daninhas ou espontâneas, apesar de todo o seu potencial medicinal 
ainda é pouco explorado com essa finalidade. 
A utilização das plantas medicinais teve inicio há milhares de anos 
por populações em todo o mundo com o intuito de tratar diversas 
doenças. Eram utilizados como forma alternativa ou 
complementar aos medicamentos sintéticos, sendo em muitos 
casos a única forma de tratamento (Veiga-Junior & Mello, 2008). 
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) 65 a 80% 
da população mundial, principalmente nos países em 
desenvolvimento, ainda confiam nos produtos à base de plantas 
medicinais no tratamento de suas doenças (Rahman & Singhal, 
2002). 
O Brasil, que é um dos países de maior diversidade genética 
vegetal, conta com mais de 55.000 espécies catalogadas (Nodari & 
Guerra 1999), entretanto, como conseqüência da revalorização 
mundial do uso de plantas medicinais, a pressão ecológica exercida 
Marcelo Rigotti 
 
128 
 
 
 
sobre alguns desses recursos naturais tem sido grande nos últimos 
anos colocando em perigo a sobrevivência de muitas espécies 
medicinais nativas (Montanari Junior 2002). De acordo com 
Sánchez e Valverde (2000) o comércio local de plantas medicinais 
leva à deterioração de populações naturais, tanto quanto a pressão 
extrativista da indústria farmacêutica. 
Em conseqüência da extração predatória, muitas espécies estão 
desaparecendo e o mercado sente a falta da matéria-prima de 
qualidade. Por outro lado, resta muito a se descobrir, são inúmeras 
as espécies desconhecidas ou que ainda não foram analisadas pelos 
cientistas (Galvani, 1994). 
Entretanto se existe uma forte pressão sobre as plantas nativas em 
todos os biomas, existem poucos artigos citando a utilização das 
plantas invasoras como medicinais. Plantas consideradas invasoras 
são empregadas, popularmente, para o tratamento de doenças 
infecciosas (Gavilanes et al., 1982). Muitas espécies podem ser 
consideradas promissoras e devem ser submetidas à avaliação 
fitoquímica, com o objetivo de se determinar o seu potencial uso 
como medicinal. 
Frequentemente chamadas de “plantas daninhas”, as plantas 
consideradas como tal podem ter outras denominações dependo 
do seu nível de interferência no ambiente. Uma planta pode ser 
considerada daninha a partir do momento que não é desejada 
naquele determinado ambiente ou em determinada época. Uma 
planta cultivada desde que não seja adequadamente manejada pode 
se tornar uma “planta daninha” ou “invasora”. Por isso existem 
outras denominaçõescomo “espontâneas”, para aquelas que 
crescem onde não são desejadas ou “ruderais” que crescem à beira 
de estradas e dentro das cidades. As plantas invasoras surgiram 
quando a agricultura foi implantada pelo homem, a partir dessa 
Farmácia Verde 
 
 
 
129 
 
 
 
pressão exercida pelas técnicas de cultivo, elas passaram a ser 
selecionadas tornando-se cada vez mais adaptadas à sobrevivência 
nos mais variados ambientes. Hoje elas estão espalhadas por todo 
mundo. 
Na agricultura atual a pressão exercida pelos herbicidas tem 
selecionado plantas cada vez mais resistentes, tornando as 
invasoras, em muitos casos, impossível de serem eliminadas em 
determinados ambientes. Por essa pressão sofrida por centenas de 
anos elas se tornaram agressivas em relação à competitividade no 
domínio do ambiente onde se estabelecem. Apresentam 
características próprias de sobrevivência que as tornam mais 
eficientes que as plantas cultivadas, tais como, grande numero de 
sementes viáveis produzidas, os mecanismos de dispersão 
altamente eficientes e a longevidade de suas sementes. São mais 
eficientes na utilização dos nutrientes disponíveis no solo, e 
quando crescem em solos adubados seu desenvolvimento é muito 
mais rápido e vigoroso que as plantas cultivadas. 
Apesar de todos esses aspectos apresentados como “negativos” 
para a agricultura, os mesmos, podem ser “positivos” quando se 
pensa em plantas de uso medicinal. Pois, grande parte das plantas 
daninhas tem também grande potencial para uso no tratamento de 
doenças. Algumas espécies são muito conhecidas como o picão-
preto (Bidens pilosa) outras são muito estudadas pelos seus efeitos 
benéficos como o melão-de-são-caetano (Momordica charantia). A 
característica de invasora dessas espécies de plantas medicinais 
pode ser útil e deve ser aproveitada como um grande potencial 
para a produção de produtos fitoterápicos e sua utilização em 
comunidades mais afastadas de grandes centros urbanos. Outra 
grande vantagem da utilização destas espécies esta na diminuição 
da pressão exercida sobre o extrativismo de plantas nativas da 
região. 
Marcelo Rigotti 
 
130 
 
 
 
Família, espécie, nome popular e propriedades medicinais. 
Amaranthaceae 
• Alternanthera brasiliana. Terramicina. Analgésica, anti-
inflamatória, analgésica, antiviral, relaxante, depressora 
do SNC. 
• Alternanthera pungens. Purgativa, estimulante do 
sistema grastointestinal. 
• Alternanthera philoxeroides. Antiviral, 
• Alternanthera repens. Antidiarréica, 
• Amaranthus hybridus L. Caruru. - Adstringente 
(Tanaka, 1976). - Problemas intestinais, diarréia, 
menstruação excessiva (Foster & Duke, 1990). 
• Amaranthus spinosus. Caruru-de-espinho. - 
Cataplasma para ossos fraturados (Duke & Ayensu, 
1985). - Adstringente, diaforetico, diurético, emoliente, 
febrífugo e galactogogo (Grieve, 1984). - Diarréia e 
menstruação excessiva (Bown, 1995). 
Asteracea 
• Acanthospermum hispidum, A. australe (DC). 
Carrapicho-de-carneiro, chifre-de-garrote, cabeça de-
garotinho. É uma planta anual frequentemente citada 
como uma erva daninha, adaptada a uma ampla 
variação de solos e condições climáticas. É encontrada 
em culturas cultivadas, nas estradas, em pastagens e em 
áreas abandonadas. As sementes e folhas contêm 
ácidos fenólicos que possuem efeito alelopático para 
outras plantas (Holm et al., 1997). Esta planta se 
propaga quando adere ao vestuário, à pele, etc, ou 
como um contaminante de outras culturas. As 
Farmácia Verde 
 
 
 
131 
 
 
 
sementes flutuam e também pode ser carregadas por 
enxurradas, possuem um tempo de vida relativamente 
curto, aproximadamente, três anos (Smith, 2002). - 
Antimalárica contra Plasmodium falciparum (Sanon et 
al., 2003). - Tratamento da diarréia (Agunu et al., 2005). 
- Doenças da pele e febre, lepra e blenorragia. 
Atividade antiviral, inibição da alphaherpesvirus 
(Summerfield et al., 1997). - Antimalárica (Carvalho et 
al., 1991). - Atividades antibacterianas e antifúngicas 
(Hoffman et al., 2004). 
• Ageratum conyzoides L. Erva-de-são joão, mentrasto, 
mentraste. Pressão alta, tratamento de má digestão, 
tosse, analgésica, anti-inflamatória, diarréia, analgésico, 
tratamento de pressão alta. - Antibacteriana: 
Staphylococcus aureus, Yersinia enterocolitica, 
Salmonella gallinarum e Escherichia coli (Okwori et al., 
2007). - Proteção do sistema gástrico (Shirwaikar et al., 
2003). - Inibe as reações inflamatórias (Magalhães et al., 
1998). - Atividade contra Staphylococcus aureus, 
Aspergillus fumigatus e Candida sp. - Cicatrizante 
(Oladejo et al., 2003). - Antiinflamatória (Moura et al., 
2005). - Anti espasmódica (Margort e Silva et al., 2000). 
• Baccharis dracunculifolia. Alecrim-do-campo, 
vassourinha. Problemas hepáticos, disfunções 
estomacais e como antiinflamatório, para feridas 
(Freise, 1933), antifebril (Rodrigues & Carvalho, 2001). 
- Potencial efeito anti-mutagênico (Resende, 2007). - 
Atividade antiinflamatória do (Menezes, 2005). - 
Atividade anti leucemia (Fukuda, et al., 2006). - Úlceras 
gástricas (Lemos et al. 2007). - Atividade anti-cáries 
(Leitão et al. 2004). - Atividade tripanomicida (Silva 
Filho et al., 2004). 
Marcelo Rigotti 
 
132 
 
 
 
• Bidens pilosa L. Picão, carrapicho-agulha,picão-branco, 
picão-da-praia, picão-preto, picão-roxo. - Antibiótico, 
antiinflamatório, congestão, garganta, infecção de 
ovários, inflamação nos ovários, medicinal, hepatite, 
inchaço, ferida, picada de inseto, anemia, hepatite, 
cicatrizante de umbigo de bebê, depurativo, diabete, 
icterícia, hemorróida, hepatite, vulnerário, cicatrizante e 
em gargarejos nas anginas simples e amigdalites, 
glândulas ingurgitadas, icterícia, lesões de pele, 
inflamação, problemas de pressão e renais. - Anti 
alergênica, antihistaminica (Li et al., 2006). - Anti 
febrifuga (Sundararajan et al., 2006). - Anti úlcera, anti 
diarréia (Lans, 2007; Atta et al., 2005; Tan et al., 2000). 
- Anticancerígena (Kviecinski et al., 2008). - 
Anticancerígena e antileucêmica (Sundararajan et al., 
2006; Wu et al., 2004; Chang et al., 2001; Wang et al., 
1997; Alvarez et al., 1996; Wat et al., 1979). - 
Antidiabetica, hipoglicemica (Lans, 2006; Chang et al., 
2007; Chiang et al., 2007; Chang et al., 2005; Chang et 
al., 2004; Alarcon et al., 2002; Ubillas et al., 2000). - 
Anti-inflamatoria, relaxante muscular e analgesica 
(Yoshida et al., 2006; Nguelefack et al., 2005; Chang et 
al., 2005). - Antimalárica (Oliveira et al., 2004; 
Andrade-Neto et al., 2004; Sarker et al., 2004; Brandao 
et al., 1997). - Antimicrobiana (Rojas et al., 2006; Khan 
et al., 2001; Chariandy et al., 1999). - Atividade antiviral 
contra a infecção do HSV-2 (Chai et al., 2003). - 
Hipotensiva (Dimo et al., 2003; Dimo et al., 2001; 
Dimo et al., 1999). - Imunoprotetora e antioxidante 
(Chang et al., 2005; Chiang et al., 2007; Yang et al., 
2006; Abajo et al., 2004; Chang et al., 2004). 
• Chaptalia nutans (L.) Pol. Língua-de-vaca. Diurética, 
emenagoga, béquica, tônica, desobstruente, anti-
Farmácia Verde 
 
 
 
133 
 
 
 
herpética, antiblenorrágica, antigripal e sedativa. A 
decocção das folhas é utilizada como vulnerária. É 
usada no tratamento de catarro pulmonar, dermatoses 
e cefalalgia, erupções cutâneas de origem sifilítica, 
insônia, afecções das vias urinárias, tumores linfáticos e 
obstipação intestinal. Indicada para dores musculares, 
golpes e torceduras. As raízes são usadas para combater 
lombrigas intestinais. As raízes e as folhas são úteis 
contra úlceras. 
• Eclipta alba. Erva-botão. Planta comum na medicina 
Ayurvedica, é reportado seu uso principalmente como 
imunomoduladora, também é utilizada contra tosse, 
bronquite e diarreia. Utilizada como protetora do 
fígado e contra venenosde jararaca e cascavel. 
• Elephantopus mollis Kunth. Fumo-bravo. As raízes em 
decocção são utilizadas como tonica, diuretica, 
febrífuga, emenagoga e antiseptica. São utilizadas ainda 
para tratar herpes, cálculos renais. As folhas são 
emlientes, resolutivas, sudorificas, anti-sifilitica e anti-
reumática. Externamente as folhas são utilizadas como 
cicatrizante em ulceras e feridas. 
• Emilia sonchifolia (L.) DC. Falsa-serralha, serralhinha, 
serralha-vermelha, herbácea. - O chá feito das folhas é 
utilizado no tratamento da disenteria (Duke & Ayensu, 
1985). - O sumo das folhas é utilizado no tratamento 
de inflamações oculares, cegueira noturna, cortes e 
feridas e ferida orelhas (Chopra et al., 1986). - A planta 
é adstringente, depurativa, diurética, expectorante, 
febrifuga e sudorifica, o sumo da raiz é utilizado no 
tratamento da diarréia, as flores são mastigadas e 
mantidas na boca por cerca de 10 minutos para 
proteger a decadência dos dentes (Manandhar, 2002). - 
Atividades antioxidante e anti-inflamatorias (Shylesh & 
Marcelo Rigotti 
 
134 
 
 
 
Padikkala, 1999). - Atividade anti tumoral (Shylesh & 
Padikkala, 2000). - Propriedade anti-inflamatoria 
(Muko & Ohiri, 2000). 
• Galinsoga parviflora Cav. Botão-de-ouro. As folhas em 
infusão são utilizadas para problemas no sistema 
respiratório. Possui propriedades vulneraria, 
antiescorbútica e digestiva. 
• Porophyllum ruderale. Picão, picão-branco. - Anti-
inflamatória (Souza et al., 2003). - Leishmanicida 
(Leishmania amazonensis) (Jorge et al., 1999). 
• Sonchus oleraceus L. serralha herbácea. - A planta é 
emenagoga e hepática, uma perfusão é usada para levar 
a uma menstruação tardia e para tratar a diarréia, o 
látex é usado como uma cura para o vicio do ópio 
(Moerman, 1998). - O látex na seiva é usado no 
tratamento de verrugas, possui atividade 
anticancerígenas, (Duke & Ayensu, 1985). - As folhas 
são aplicadas como um cataplasma para inchaços 
inflamatórios (Grieve, 1984). - A infusão das folhas e 
raízes é febrifuga e tônica (Chopra et al., 1986). 
• Wedelia paludosa (Acmella brasiliensis). Mal-me-quer, 
arnica-do-mato. Machucado. - Antinociceptivo (Block 
et al., 1998a). - Analgésica, antimicrobiana e 
antidiabética, tripanosomicida, relaxante muscular 
(Bürger et al., 2005). - Hepatoprotetiva (Meotti et al., 
2006). - Antifúngica (Sartori et al., 2003). - 
Hipoglicemiante (Novaes et al., 2001). 
• Vernonia polyanthes. Assa-peixe. Febre de dentição. - 
Antiulcerogênica (Barbastefano et al., 2007). - 
Analgésica, antimutagênica (Benfatti et al., 2002). - 
Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Braga et al., 
2007). 
Farmácia Verde 
 
 
 
135 
 
 
 
Bignoniaceae 
• Pyrostegia venusta. Cipó-de-são-joão. Usada 
popularmente contra disenterias e diarréias (folhas 
maceradas em água fria), as folhas são tônicas. 
Brassicaceae/Cruciferaceae 
• Coronopus didymus. Mastruço. Estimulante da 
digestão, vermífuga, expectorante, anti-hemorróidas, 
usada no tratamento de febres intermitentes e 
palustres, é estomáquica e estimulante das glândulas 
salivares, vesicatória dérmica, anti-hidrópica, diurética, 
excitante, peitoral e antiescorbútica. É indicada par 
afecções respiratórias, dores musculares, bronquite, 
afecções renais e do estômago, raquitismo, contusões, 
hipertrofia do coração e ciática. 
• Lepidium ruderale. Mastruço-bravo. Antisséptica, 
depurativa, estomáquica e diurética. É indicada contra 
impigem, bronquite, tosse, afecções das vias 
respiratórias, fraqueza pulmonar, laringite, escrófula, 
escorbuto, dermatose, engorgitamento ganglionar e 
sífilis. 
 
Boraginaceae 
• Heliotropium indicum. Borragem brava. Antitumoral 
contra carcinoma de Ehrlich, cicatrizante. Planta 
altamente tóxica. 
 
Marcelo Rigotti 
 
136 
 
 
 
Cactaceae 
• Cereus jamacaru. Mandacaru. O caule da planta é 
utilizado para tratar problemas no pulmão, tosse, 
bronquite, ulcera e febrifugo. Externamente é utilizada 
contra ulceras e infecções de pele. 
Caesalpinaceae 
• Cassia occidentalis. Fedegoso subarbustiva. Folhas tem 
atividade antiinflamatória, hepatoprotetora, 
hipotensiva, vasoconstritora, inibidora da hemólise, 
estimulante uterino, antiviral contra hepatite B. As 
sementes são tóxicas. 
Chenopodiaceae 
• Chenopodium ambrosioides L. Sin. Chenopodium L. 
var anthelminthicum A. Gray. Mastruz, erva-de-santa-
maria, mastruço. Vermes e gripe, tosse, tratamento de 
dor de urina e dor de bexiga, vermes, calmante, 
lombriga, dor de barriga, vermífugo, antibiótico, 
inflamação de dente, cicatrizante, machucadura, 
vermífuga, antibiótico, expectorante, machucado, 
vermífugo, estômago, baque, tuberculose pneumonia, 
carminativa, diaforética, emenagoga, tônica, vermífuga, 
inseticida e empregada nos casos de bronquite e 
amenorréia, segundo Martius (citado em D'Ávila) 
auxilia também na expulsão do feto morto. - 
Antihelmintica (Cavalli et al., 2004). - Antimicótica 
(Trychophyton mentagrophytes e Microsporum 
audouinii), tripanossomicida (Kishore et al., 1996). - 
Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Monzote et 
Farmácia Verde 
 
 
 
137 
 
 
 
al., 2006). - Pode causar dano genético, possivelmente 
pelo seu efeito genotóxico (Gadano et al.,2002). - 
Vermífuga (MacDonald et al., 2004). 
Curcubitaceae 
• Mormodica charantia L. melão-de-são-caetano 
herbácea/ trepadeira. - Tratamento de feridas, 
eliminação de parasitas, emenagogo, antiviral, sarampo 
e a hepatite. Na medicina popular turca, os frutos 
maduros são usados externamente para cicatrização 
rápida das feridas e internamente para o tratamento de 
ulceras pépticas (Grover, 2004). - Antibiótico, 
antimutagênico, antioxidante, antileucêmico, antiviral, 
anti-diabético, antitumor, aperitivo, afrodisíaco, 
adstringente, carminativo, citotoxico, depurativo, 
hipotensivo, hipoglicêmico, imuno-modulador, 
inseticida, lactagogo, laxativo, purgativo, refrigerante, 
estomáquico, tônico, vermífugo (Assubaie, 2004). - 
Hipoglicêmica, anti-tumoral, abortifaciente (Ahmed, 
1998). 
Cyperaceae 
• Cyperus rotundus. Tiririca. As raízes e rizomas da 
planta possuem propriedades: alterativa, analgesica, 
antibacteriana, anti-inflamatoria, antimalarial, 
antimicrobiana, anti-piretica, adstringente, carminativa, 
demulcente, diaforetica, diuretica, emenagoga, 
emoliente, febrifuga, hipoglicemica, hipotensiva, 
imunoestimulante, estimulante, estomaquica, tonica e 
vermífuga. 
Marcelo Rigotti 
 
138 
 
 
 
Euphorbiaceae 
• Phyllanthus niruri. Quebra-pedras. Analgesico, redução 
de cálculos renais, contra hepatite do tipo B, 
imunoprotetor, anti-hepatotoxica, diurética, 
hipotensiva e hipoglicemiante. 
• Phyllanthus tenellus. Quebra-pedras. Analgesico, 
diurético, analgésico. 
Fabaceae 
• Desmodium canum. Carrapichinho. Hepatite do tipo 
B, antimicrobiana. 
• Desmodium adscendens. Carrapichinho. Usada contra 
asma. 
Laminaceae 
• Hyptis mutabilis. Cheirosa. Antiulcerogenica, 
citoprotetora do miocardio, analgésica. 
• Hyptis pectinata. Hortelã gigante. Analgésica, 
antiedemalogênico. 
• Hyptis suaveolens. Bamburral. Antiparacoccidiose, 
analgésica, antiedemalogênico, antibacteriano, 
antifungico. 
• Leonurus sibiricus. Rubim. É anti-desentérica, 
expectorante, cicatrizante, emenagogo, eupéptico, 
diurético e vermífugo. Usada em forma de chá para 
lavar "feridas brabas", e emplastos socados das folhas 
cruas para cicatrização. Auxilia no tratamento de 
distúrbios cardíacos. 
Farmácia Verde 
 
 
 
139 
 
 
 
• Leonotis nepetaefolia. Cordão-de-são-francisco. 
Broncodilatadora, anti-hipertensiva, espasmolitica, 
relaxamento uterino, anticonvulsivante. 
• Leucas martinicensis. Falsa-menta. Usada 
popularmente para problemasdigestivos e dores do 
estomago, garganta inflamada, gripe e tosse, 
externamente contra dores musculares e reumatismo. 
Tônica, antiespasmodica, nevralgias, antireumatico. 
Malvaceae 
• Sida rhombifolia L. Guanxuma. Antibiótica, prevenção 
contra caries. 
Mimosoideae 
• Mimosa pudica. Sensitiva. Antibiótica, antimicrobiana, 
anti-neurastênica, antiespasmódica, diurética e sedativa. 
As sementes e outras partes da planta contem 
mimonsina, um amino acido conhecido por causar 
queda de cabelo e depressão sobre o crescimento em 
mamíferos (Arora 1983). Entretanto uma dose alta, 
ainda desconhecida, é necessária para causar estes 
problemas. Extratos da planta tem demonstrado 
moderado efeito diurético, depressão duodenal, 
contrações similares a atropina sulfona, promove 
regeneração dos nervos e redução da menorragia 
(Modern-natural 2001). Atividade antidepressiva tem 
sido demonstrada em humanos (Martínez et al., 1996). 
O extrato das raízes tem sido reportados com um 
poderoso emético (Guzmán 1975)." 
Nictaginaceae 
Marcelo Rigotti 
 
140 
 
 
 
• Boerhavia diffusa, Erva-tostão, amarra-pinto. - As 
raízes são diuréticas, emética, expectorante, laxante e 
estomaquica, usados no tratamento da asma, edema, 
anemia, icterícia, inflamações do aparelho urinario 
(Chopra et al., 1986). - Anti-diabetica (Amarnath & 
Pari, 2003). 
Scrophulariacea 
• Scoparia dulcis. Vassourinha. Analgésica, 
antiinflamatória, anti-herpetica, antifúngica, 
hipertensiva, expectorante, depressora do SNC, 
sedativa, diurética, antitumoral, antimalarial, citotóxica. 
Solanaceae 
• Solanum americanum Mill maria-preta, erva-moura. 
herbácea. - Protozoários, bactericida e fungicida, 
tripanomicida (Cáceres et al., 1998). - Ativa contra 
Epidermophyton floccosum, e Cryptococcus 
neoformans (Cáceres et al., 1991; Muñoz et al., 2000). 
Seus frutos verdes são tóxicos. 
• Physalis angulata. Camapu. Hipotensora, 
anticolinérgica, moluscida, tripanossomicida, 
antibacteriana, imunomoduladora, antiviral, 
antiespasmodica, anticoagulante, antiasmática. 
 
Plantaginaceae 
• Plantago major L. Transage, tansagem, transagem, 
tanchagem, tansagem-da-horta, tranchagem. 
Farmácia Verde 
 
 
 
141 
 
 
 
Antiinflamatório, azia, expectorante, garganta, gastrite, 
gripe, queimação no estômago, tosse, tosse seca, afta, 
inflamação de dente, gengiva e garganta, medicinal, 
tratamento de dor de urina e dor de bexiga, controlar 
pressão, inflamação e problemas de garganta. - 
Antinociceptivo (Atta & El-Sooud, 2004). - Pedras 
renais (Aziz et al., 2005). - Doenças da pele, eczema 
(Duckett, 1980; Aliev, 1950). - Bronquite crônica 
(Koichev, 1983; Matev et al., 1982). - Anti-
inflamatórios (Vigo et al., 2005; Herold et al., 2004). - 
Diminui níveis de óxido nítrico (Vigo et al., 2005). - 
Anti-câncer (Galvez et al., 2003). - Anti-viral (Chiang et 
al., 2002; Gomez-Flores et al., 2001). - Não tem efeitos 
diurético (Doan et al., 1992). 
Poaceae 
• Coix lacryma-jobi L. Lágrima-de-nossa-senhora. Possui 
efeito antitérmico, antiespasmódico sobre o músculo 
estriado, é sedativo, é analgésico e antiinflamatório, 
possui atividade hipoglicemiante, é broncodilatador, 
diurético, anti-reumático em artrites e em edemas 
inflamatórios. 
• Eleusine indica Gaertn. Capim-pé-de-galinha. Pedra 
nos rins e bexiga e urina presa. 
• Imperata brasiliensis Trin. Capim-sapé. A folha ou raiz 
na forma de infusão e decocto é usada para nascer 
dente forte, coceira e diarréia. 
• Melinis minutiflora Beauv. Capim-gordura. Planta 
usada popularmente para tratar osteoporose. 
• Rynchelytrum repens. Capim-favorito. Planta 
pesquisada para o combate a diabetes, possui 
Marcelo Rigotti 
 
142 
 
 
 
betaglucano e o arabinoxilano, moléculas isoladas pelos 
cientistas, são formas mais complexas de açúcar. 
Portulacaceae 
• Portulaca oleraceae. Beldroega. Atividade relaxante 
múscular, hipoglicemiante, analgésica. 
• Talinum paniculatum Jacq. Gaertn. Beldroega grande. 
As folhas são mucilaginosas, emolientes e vulnerarias. 
Usadas como cicatrizante, inflamações e afecções de 
pele, internamente é usada para tratar disenteria, 
diurética, infeccções intestinais, fadiga, cansaço físico e 
mental. 
• Talinum triangulare (Jacq.) Willd. Beldroega. As folhas 
são mucilaginosas, emolientes e vulnerária. Usada para 
amolecer calos, favorecer a regressão e cicatrização de 
feridas. 
Phytolacaceae 
• Petiveria alliaceae. Guiné. Raizes anticonvulsivante, 
depressora do SNC, analgésica, atividade tópica e oral 
antiinflamatória, hipoglicemiante. Folhas apresentaram 
inseticida, acaricida, vermífugo, moluscida antiviral, 
gastroprotetora e antitumoral. Em doses altas (90 g) é 
toxica para uma pessoa de 70kg. 
 
Verbenaceae 
• Lippia alba.(Mill.) N. E. Br. Erva cidreira brasileira. As 
folhas da planta são usadas calmante, digestiva e contra 
Farmácia Verde 
 
 
 
143 
 
 
 
cólicas. Utilizada para tratar dor de barriga, má 
digestão, diarréia, para nascer dente, calmante, cólica 
intestinal, tosse, insônia, falta de ar, dor de estômago, 
dor de cabeça, tratamento de pressão alta, flatulência, 
dores em geral, mal-estar, gripe e infecções. 
• Lippia gracilis Schauer. Alecrim-da-chapada. Possui 
atividade antimicrobiana, é usada para limpeza íntima. 
Possui ação para tratar acne, sarna, pano-brnaco, 
impingens, caspa e mau cheiro nos pés, axilas e virilhas. 
• Lippia microphylla Cham. Alecrim-da-chapada. As 
folhas são usadas no tratamento de gripe, bronquite e 
sinusite. 
• Lippia sidoides Cham. Alecrim-pimenta. Usada contra 
rinite alérgica, infecções na garganta, cáries, mau cheiro 
nas axilas e nos pés, aftas e corrimento vaginal. 
• Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl.: Gervão. 
Cicatrizante, béquico, diurético, vermífugo, digestivo, 
combate úlcera péptica, afecções hepáticas e biliares, 
parasitas intestinais, febres, bronquite crônica e dores 
de origem reumática. 
 
Marcelo Rigotti 
 
144 
 
 
 
 
 
 
Plantas medicinais 
condimentares e 
aromáticas 
A 
ABACATEIRO Persea americana Mill (LAURACEAE): É diurético, 
anti-anêmico, digestivo, colagogo e anti-helmíntico. É utilizado, 
também, para eliminar a caspa, detém a progressão da calvície, 
fortalecendo e suavizando o cabelo. Hepatite, Infecção renal, 
Infecções da Bexiga, Cefaléia, Diurético, combate o reumatismo, o 
colesterol, a diarréia, abcessos e o ácido úrico. 
ABACAXI Ananas comosus (L.) Merril (BROMELIACEAE): O 
fruto é delicioso, estomáquico, carminativo, contra azia e litíase, 
solvente do catarro mucoso das vias respiratórias e 
antiinflamatório. O suco em jejum é indicado contra a neurastenia. 
6 
Farmácia Verde 
 
 
 
145 
 
 
 
ABETO Abeto alba Abies alba Miller /Sin.: Abies pectinata 
(Lank.) DC. (PINACEAE) miller.: Revulsiva, balsâmicas, 
expectorantes, analgésica e antissépticas, especialmente das vias 
respiratórias. Inalação ou ingestão de doses excessivas de 
terenbintina pode produzir irritação do sistema nervoso, sobretudo 
em crianças. 
ABIU Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk. (SAPOTACEAE): Os 
frutos, ao natural, agem contra afecções pulmonares. A casca da 
planta é antidisentérica e baixa a febre. O azeite extraído das 
sementes abranda inflamações na pele. 
ABRICÓ-DO-PARÁ Couroupita guianensis Aubl. 
(LECYTHIDACEAE): As sementes são indicadas contra vermes 
intestinais. 
ABÓBORA Cucurbita pepo L. (CUCURBITACEAE): Adstringente, 
laxante, diurética, alcalinizante. A decocção da polpa é indicada 
nos casos de diarréia e gases; o sumo da polpa para prisão de 
ventre. O cataplasma das folhas são indicadas em casos de 
queimaduras, inflamações e dores de ouvido. É um excelente 
vermífugo, principalmentepara crianças. É tônico para o cérebro, 
fígado, rins e intestinos. Folhas e flores podem ser friccionadas na 
pele para combater a erispela. Um preparado ajuda a combater a 
bronquite. A polpa, crua ou cozida, serve para preparar 
cataplasmas antiinflamatórios. 
ABRÓTANO Artemisia abrotanum (ASTERACEAE): estimulante, 
tônica, anti-helmíntica e carminativa, é recomendado em casos de 
enfermidades nervosas, indicada para estomatites, como loção 
capilar e para menstruação difícil e dolorosa. 
Marcelo Rigotti 
 
146 
 
 
 
ACARIÇOBA Hidrocotyle bonariensis L. (UMBELLIFERARE): anti-
reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, 
purgativa, aperiente, anti-hidrópica. O suco da planta combate 
sardas e manchas dérmicas, erisipelas, escrófulas, sífilis e afecções 
tuberculosas. Toxicologia: não deve ser usada por gestantes, as 
folhas em altas doses são tóxicas. 
ACELGA Beta vulgaris var. cicla (CHENOPODIACEAE): Laxante, 
emoliente, tônico estomacal, expectorante, anti-reumática, 
estimulante das funções cerebrais. São usadas contra cálculos da 
vesícula e suas folhas como cataplasma em furúnculos e feridas, as 
folhas em cataplasma apressam cicatrização de feridas. Quando 
misturada em partes iguais com o suco do agrião, combate os 
cálculos biliares. O suco é diurético, adstringente e vermífugo, 
usados também nas dermatites e para combater a má digestão. 
Fricção diária das folhas evita queda de cabelo. O suco das folhas é 
usado nos casos de nefrite, gota, reumatismo, febres debilidade 
geral, icterícia. As folhas amassadas e misturadas com sal e vinagre 
combatem a sarna. 
ACEROLA Malpighia glabra DC. (MALPIGHIACEAE): Também 
chamada de cereja-das-antilhas, os frutos, frescos, agem contra 
disenteria, sobre o teor de ácido ascórbico (vitamina C) em cada 
frutinha da árvore da acerola excede 1000 mg ou 1g (um 
grama),valor este equivalente a quaisquer efervescentes vendidos 
no mercado mundial no padrão efervescente 1g (um grama). 
AÇAFRÃO Crocus sativus L. (IRIDACEAE): é usado como um 
preventivo para doença de coração, e previne a formação de 
colesterol. Também é usado para acalmar as membranas do 
estômago e cólon. Não deve ser tomado em doses grandes, nem 
deve ser tomado por mulheres grávidas, pois é planta venenosa e 
Farmácia Verde 
 
 
 
147 
 
 
 
sempre deve ser tomado sob consulta. Sedativo e antiespasmódico, 
estimulante difusivo, emenagogo, antiespasmódico. 
AGAVE Agave americana L. (AGAVACEAE): É depurativa e 
estomáquica, o suco é empregado em feridas e inchaços das 
pernas, na forma de pó é usada contra doenças do fígado e rins, 
icterícia e anemia. As folhas em decocção são utilizadas para 
doenças dos olhos em geral. As flores em infusão combatem a 
sífilis e lepra. 
AGONIADA Plumeria lancifolia Muller Arg. (APOCYNACEAE): 
Febrífuga, balsâmica. Combate cólicas menstruais, febre, asma 
brônquica e ansiedade. A sua casca é utilizada contra asma e sífilis. 
Toxicologia: Em doses elevadas pode causar até a morte por ser 
venenoso. 
AGRIÃO Nasturtium officinalis (CRUCUFERAE): Estimulante, 
depurativo, tonificante, vermífugo, cicatrizante e balsâmico. 
Combate o escorbuto, cálculos renais, gota, artrite, reumatismo e 
gases intestinais. O chá das folhas é diurético e indicado como 
emplasto no pescoço, junto com a argila, para curar a glândula 
tireóide. Toxicologia: Quando usado em excesso provoca irritação 
no estômago e vias urinárias. 
AGUAPÉ Eichornia cassipes (Martius) Solms-Laubach. 
(PONTEDERIACEAE): é sedante e anafrodisíaca; combate a 
hepatite e é refrescante, a mucilagem é usada contra furúnculos e 
abcessos e a infusão das flores é febrífuga e diurética. 
AIPO Apium graveolens L. (APIACEAE - UMBELLIFERAE): uso 
no tratamento para reumatismo, artrite e gota, as sementes são 
também utilizadas como um anti-séptico urinário. É bom para a 
limpeza do intestino, é diurético, e as sementes são utilizadas 
Marcelo Rigotti 
 
148 
 
 
 
especificamente para problemas de artrite. As sementes também 
têm uma reputação como um carminativo e como um 
tranqüilizante de efeito moderado. Os talos são menos 
significantes medicinalmente. Anti-reumático, antiespasmódico, 
diurético, anti-séptico das vias urinárias. 
ALCACHOFRA Cynara scolymus L. (ASTERACEAE): Em forma 
de decocção, 80g/litro de água pode ser usado contra cálculos 
biliares, 20g/l de água fervido durante 5 min é ótimo como 
diurético. Estimula as funções hepáticas e da vesícula biliar, abaixa 
o nível de colesterol, é laxante e auxilia nos regimes de 
emagrecimento. Tenra e crua faz bem nos casos de anemia 
debilidade geral e raquitismo. É também um antidiarréico eficaz. 
ALFACE Lactuca sativa. (COMPOSITAE): Laxante, eupéptica, 
mineralizante, desintoxicante, diurético, anti-ácido, anti-reumático 
e sonífero. É utilizada como calmante e como base para produtos 
de beleza (rejuvenescedores). É útil também contra a insônia, 
excitação nervosa, palpitações, reumatismo, hipocondria e 
conjuntivites. O suco dos talos e folhas frescos é bom para os 
nervos. Cataplasmas quentes funcionam contra inchaços e 
inflamações. O chá ajuda curar azias, dores intestinais, tosse e 
bronquite. 
ALFACE D’AGUA Pistia stratiotes L. (ARACEAE): diurética, 
antiartrítica, anti-herpética, anti-diabética, emoliente, anti-
hemorróidas, antiasmática, anti-disentérica, expectorante e 
desinflamatória de erisipela. Ë usada contra diabetes insípida, 
urinas sanguineas, tumores de erisipela, hérnias infantis, 
enfermidades da bexiga e rins. 
ALFAFA Medicago sativa. (LEGUMINOSAE): Analgésico, 
diurético (frutos) e antiespasmódico. É uma das plantas mais 
Farmácia Verde 
 
 
 
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usadas pela indústria para a obtenção da vitamina K e clorofila. É 
indicada nos casos de anemia e deficiência em vitamina K e cálcio. 
Nesses casos, usa-se o chá e o suco das folhas.Toxicologia: 
Quando consumida fresca causa distúrbios tais como inchações e 
inflamações internas. 
ALFAVACA ANISADA Ocimum basilicum var. anisatum. 
(LABIATAE): aromática, estimulante, sudorífica, diurética, 
antiespasmódica, carminativa e béquica; utilizada no tratamento de 
vertigens, desmaios e enxaquecas nervosas. 
ALHO Allium sativum. (LILIACEAE): O alho é uma erva 
medicinal poderosa para o tratamento em uma infinidade de 
problemas de saúde. É uma das mais efetivas plantas com poder 
antibiótica, agem em bactérias, vírus e parasitas. Também ataca 
muitas infecções, incluindo aquelas do nariz, garganta e tórax. 
Alho é também conhecido por reduzir colesterol, ajuda desordens 
do sistema circulatório, tal como pressão alta, e abaixa níveis de 
açúcar no sangue, é muito útil em casos de diabetes. Antibiótico, 
expectorante, diaforético, hipotensivo, antiespasmódico, expele 
vermes. 
ALECRIM Rosmarinus officinalis. (LAMIACEAE): Foi usado desde 
a antigüidade para melhorar e fortalecer a memória. Alecrim 
aumenta a circulação, reduz dores de cabeça, antibacteriana e anti-
fúngica. Alecrim melhora a absorção de alimentos estimulando a 
digestão, o fígado e a área intestinal. Também é usado em 
gargarejos como anti-séptico para gargantas doloridas e úlceras 
bucais. Alecrim tem uma reputação como tônico. Tônico, 
estimulante, adstringente, anti-inflamatório, carminativo. 
ALGODOEIRO Gossypium herbaceum. (MALVACEAE): 
Emoliente, emenagogo e anti-inflamatório. Combate o catarro 
Marcelo Rigotti 
 
150 
 
 
 
brônquico, disenteria, provoca e ajuda a menstruação e reduz o 
colesterol. Protege a pele e desinflama os brônquios. 
ALTÉIA Althaea officinalis L. (MALVACEAE): Emoliente, 
calmante, anti-inflamatória, laxante e expectorante. Suas folhas e 
raízes fornecem um chá emoliente e calmante, muito útil em casos 
de inflamação. Pode-se fazer emplastos com as folhas e raízespara 
debelar inflamações de pele. 
AMEIXA Prunus domestica (ROSACEAE): Os frutos maduros, 
frescos ou secos, assim como as folhas novas, são laxativas. O 
licor é digestivo. A infusão dos frutos secos ao forno e adoçados 
com mel combate o resfriado e a tosse. A cataplasma de folhas 
secas e uma pequena porção de fuligem, aplicadas sobre o ventre 
das crianças, ajudam a expelir vermes. 
AMORA-DO-MATO Rubus rosaefolius Smith (ROSACEAE) – Os 
frutos frescos e crus agem contra anemia, falta de apetite e úlceras 
no estômago. 
AMORA NEGRA Morus alba L. (MORACEAEA) – A casca da 
raiz age como vermífugo e purgante. Gargarejos com xarope do 
fruto são indicados nas inflamações da garganta e da boca, O fruto 
também é antidiarréico. 
AMOR-PERFEITO Viola tricolor. (VIOLACEAE): Diurética, 
cicatrizante, anti-inflamatória, depurativa, laxante, febrífugo, 
fluidificante do sangue. Usa-se como cosmético, contra o 
ressecamento, rugas e estrias. É empregada também em todos os 
casos de eczemas. 
ANGELICA Angelica archangelica L. (APIACEAE): Angélica tem 
sido utilizada para reduzir espasmos musculares, asma e bronquite. 
Farmácia Verde 
 
 
 
151 
 
 
 
Também tem sido utilizado com muita eficiência para inflamações 
reumáticas, para regular fluxo menstrual e como um estimulante 
do apetite. Os talos são adoçados para uso culinário. 
Antiespasmódico promove fluxo menstrual. 
ANIL Indigofera suffruticosa Mill. (PAPILIONACEAE): é utilizada 
em tratamento das infecções urinárias, cólicas, intoxicações 
exógenas, hepatite, afecções do sistema nervoso e uretrite 
blenorrágica. A raiz é usada para epilepsia e icterícia. É reputada 
como antídoto do mercúrio e do arsênio. 
ANIS Pimpinella anisum L. (APIACEAE): Desde a antigüidade ela 
tem sido utilizada como um tempero saboreado em receitas e 
como diurética, para tratar problemas digestivos e para aliviar dor 
de dente. Sementes do anis são conhecidas pela sua capacidade de 
reduzir flatulência e cólica, e para melhorar a digestão. Eles são 
comumente dados aos bebês e crianças para aliviar a cólica, e para 
pessoas de todas as idades que sentem náuseas com facilidade e 
sofrem de indigestão. Também é usada como um expectorante e 
possui ação antiespasmódica e é prestativa em dores que persistem 
em longos períodos, asma, chiados, tosse e bronquite. A ação 
moderada sobre os hormônios que produzem leite, das sementes 
podem explicar sua capacidade para aumentar a produção de leite e 
sua reputação ao aliviar dores do parto e tratamento contra 
impotência e frigidez. O óleo essencial do anis é utilizado 
externamente para tratar piolhos e sarna. Reduz cólica e 
flatulência, promove digestão e é antiespasmódico. 
ANIS-ESTRELADO Ilicium verum Hook. f. (MAGNOLIACEAE): 
É eupéptico e carminativo (elimina os gases intestinais), digestões 
difíceis, fermentação intestinal e flatulência. 
Marcelo Rigotti 
 
152 
 
 
 
AROEIRA Schinus molle L. (ANACARDIACEAE): Estimulante e 
diurética. Depurativa e febrífuga (casca), é anti-inflamatória, 
combate alergias, bronquite e reumatismo. Sua casca é usada 
contra feridas, tumores e inflamações em geral. Toxicologia: É 
espécie altamente tóxica, podendo seu óleo produzir edema e 
eritrema em contato com a pele. 
ASPARGO Asparagus officinalis L. (LILIACEAE): Pode ser usado 
na forma de decocção contra problemas do coração e é diurético, 
usando-se 50g de raiz para 1 litro de água, sem açúcar e entre as 
refeições. Contra a obesidade pode ser fervida 50 g de raiz em 3/4 
de água e bebida durante o dia. 
ASSA-PEIXE Vernonia polyanthes Less. (ASTERACEAE): Possui 
ação analgésica, anti-hemorrágica, expectorante, é eficiente contra 
gripes, resfriados, bronquites e tosses. Deve ser tomada na forma 
de infusão. 
ARAÇA Psidium cattleianum Sabine (MYRTACEAE): As folhas são 
anti-hemorrágicas e antidisentéricas. 
ARATICUM DO CERRADO Annoma crassiflora 
(ANONACEAE): As sementes raladas, em infusão ou decocção, 
antireumática, antiinflamatória, adstringente e antiespamódica, 
diarréia e ferimentos. 
ARNICA Arnica montana L. (ASTERACEAE): O uso de extratos 
de arnica e ungüento reduz inflamação e dor de contusões, 
torções, tendões, deslocações e áreas inchadas. Arnica melhora a 
circulação do sangue e acelera o restabelecimento. É anti-
inflamatório e aumenta a reconstituição de sangramento interno. 
O uso interno de arnica é restringido a dosagens homeopáticas 
Farmácia Verde 
 
 
 
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pois é potencialmente tóxico. Anti-inflamatório, germicida, 
inflamação muscular e dores musculares. 
ARNICA BRASILEIRA Solidago microglossa DC. (COMPOSITAE): 
amarga, vulnerária, estomáquica, antiespasmódica, anti-
hemorrágica, anti-reumática, béquica e odontálgica. É usada em 
contusões, traumatismos, feridas, varizes, frieiras, pruridos, 
paralisia e fraqueza das articulações. 
ARNICA DO CAMPO Porophylum ruderale. (Jacq.) Cass. 
(ASTERACEAE): antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, 
antiartrítica, antimicótica, antidiabética, diaforética, emenagoga e 
calmante. É usada para tratamento de corrimentos, afecções do 
fígado, hepatite, inflamações da garganta, amigdalite e má digestão. 
ARNICA DO MATO Wedelia paludosa DC. (ASTERACEAE): 
anti-reumática, antiinflamatória, febrífuga, antidisúrica, 
antinevrálgica e antianemica. Indicada para traumatismos, golpes, 
ferimentos, machucaduras, coqueluche, trombose e hematomas, 
também é tripanossomicida, antioceptiva e antiálgica. 
ARRUDA Ruta graveolens L. (RUTACEAE): É utilizada para 
estimular a hemorragia menstrual, induzir aborto e fortalecer a 
vista. O rutin contido na planta ajuda fortalecer vasos sangüíneos 
frágeis e alivia veias varicosas. Antiespasmódica, especialmente no 
sistema digestivo onde alivia a tensão do intestino. É usado contra 
histeria, epilepsia, vertigem, cólica, lombrigas intestinais, 
envenenamento e problemas nos olhos. O uso como uma infusão 
como um colírio traz alívio rápido a olhos cansados, e 
supostamente melhora a vista. antiespasmódico, aumenta a 
circulação periférica do sangue , alivia tensão nos olhos. 
Marcelo Rigotti 
 
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ARTEMÍSIA Artemísia vulgaris L. (ASTERACEAE): Emenagoga, 
aperitiva, colagoga, vermífuga, analgésica, antiespasmódica e anti-
convulsivante. É muito conhecida e usada nos problemas 
menstruais, em casos de dispepsia, astenia, epilepsia. Toxicologia: 
Não recomendável a lactantes e gestantes. Não ultrapassar as 
doses indicadas. 
ARTEMÍSIA ROMANA Tanacetum parthenium L. Schulz-Bip. 
(ASTERACEAE): estomáquica, antileucorréica, emenagoga, 
antiespasmodica e febrífuga. Atua contra cefalalgia, enxaqueca, 
pertubações gástricas, insônia, males do coração e dos nervos. 
Toxicologia: pode causar o aborto. 
AVELÃ Corylus avellana L. (BETULACEAE): Tanto as folhas 
secas quanto o óleo são usados nas inflamações do intestino e 
detergente nas feridas. 
AVELOZ Euphorbia tirucalli L. (EUPHORBIACEAE): usa-se o 
látex que é cáustico, é resolutivo no tratamento de carcinomas e 
epiteliomas benignos, purgativo, antiescorpiônico e ofídico 
(interno), anti-reumático, rubefaciente, cauterizante de verrugas, 
antiasmático, antiespasmódico, antibiótico, anibacteriano, 
antivirótico, fungicida, expectorante, expectorante e 
antisifilítico.Toxicologia: deve-se usar com cuidado, para uso 
interno toma-se até 3 gotas por dia, distribuídas em três copos 
d’água. Doses tóxicas coagulam o sangue, o látex é cáustico e 
irritante para a pele, destrói as córneas dos olhos e provoca 
hemorragia . 
AVEIA Avena sativa L. (POACEAE): Aveia é um alimento 
indicado para quem está se recuperando de uma doença. Também 
provê fibra necessária na dieta. Podem combater acne como 
Farmácia Verde 
 
 
 
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pomada, em infusão trata do ácido úrico, em decocção édiurético 
e ajuda o intestino. 
AVENCA Adiantum capillus-veneris L. (PTERIDACEAE): peitoral, 
antiasmática, expectorante, béquica, emenagoga, aperiente, 
digestiva, emoliente, sudorífica, estimulante, antidiarréica, 
antidisentérica e antiinflamatória. Indicado contra infecções 
catarrais, bronquite, caspa, queda de cabelo, reouquidão, dores 
reumáticas, ressecamento da garganta dismenorréia, debilidade das 
parturientes, verrugas, laringite, distúrbios do ovário e da bexiga. 
AZEDINHA DA HORTA Rumex acetosa L. 
(POLYGONACEAE): laxante, antiescorbútica, diurética, 
catamenial, antiasmática, antinevrálgica, febrífuga e acídula. É 
indicada para icterícia, afecções do fígado, afta e inflamações da 
vesícula biliar. Toxicologia: os pacientes com artrite, gota, litíase e 
reumatismo não devem ingerir a planta. Não deve ser preparada 
ou servida em recipientes de cobre. 
B 
BABOSA Aloe vera , A. barbadensis. (LILIACEAE): O gel 
encontrado no interior da folha da planta e a parte cristalina 
encontrada na lâmina da folha, que contem aloína, são utilizadas 
para propósitos cosméticos e medicinais. O gel claro é 
notavelmente efetivo contra feridas e queimaduras, acelerando o 
valor de restabelecimento e reduzindo o risco de infeção. A parte 
gelatinosa da folha que contem aloína é um laxativo forte, útil para 
constipações. Babosa é apresentada em fórmulas de muitos 
cosméticos porque o seu emoliente tem a propriedade de prevenir 
cicatrizes. Cura feridas, é emoliente e laxativo. 
 
Marcelo Rigotti 
 
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BACURI Scheelea phalerata (Mart. Ex Spreng.) Burret - PALMAE 
(ARECACEAE) – O óleo da amêndoa é útil no tratamento de 
eczemas, herpes e outras doenças da pele. 
BÁLSAMO ALEMÃO Kalanchoe tubiflora R. Hamet. 
(CRASSULACEAE): Cicatrizante e balsamica. 
BÁLSAMO AMENDOIM Pterogyne nitens Tull. (FABACEAE – 
CAESALPINIOIDEAE): árvore, possui ação cicatrizante, a casca 
é amarga e contém tanino. 
BÁLSAMO BRANCO Sedum dendroideum Moc. & Sessé ex DC. 
(CRASSULACEAE): Emoliente, cicatrizante e vulnerária. Usada 
para contusões, torções, machucaduras, feridas gangrenosas, 
úlceras, epilepsia, inflamações gastrintestinais e da pele e nas 
cefaléias. Toxicologia: o suco da planta tem um ingrediente acre 
tóxico. 
BASILICÃO Ocimum sanctum, O.basilicum. (LABIATAE): reduz 
níveis de açúcar do sangue. Também previne úlceras do estômago 
e outros estresses relacionados a condições de hipertensão, colites 
e asma. Basilicão é também utilizado para tratar calafrios e reduzir 
a febre, congestão e dores associadas. Possui propriedade 
bactericida e ação fungicida, folhas do basilcão são utilizadas em 
coceiras da pele, mordida de inseto e afecções de pele. Abaixa 
níveis de açúcar no sangue, antiespasmódico, analgésico, abaixa 
pressão sangüínea, reduz febre, fungicida, anti-inflamatório. 
BARBATIMÃO Stryphnodendron barbatiman: (LEGUMINOSAE-
MIMOSACEAE) Rica em tanino. Usa-se externamente reduzindo 
a pó e aplicado sobre úlceras, impingens e hérnias (20 gramas 
cozidas em meio litro da água, em banhos e lavagens). 
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157 
 
 
 
Internamente como tônico, cozinhando a casca para 
combater hemorragias uterinas, catarro vaginal e diarreias. 
BARDANA Arctium lapa L. (ASTERACEAE): Na forma de 
cataplasma contra a artrite, em decocção e depois a raíz amassada é 
friccionada no couro cabeludo é ótimo contra queda de cabelos, 
cozidas com um pouco de leite combate hemorróidas, é diurética, 
depurativa, em forma de cataplasma cura furúnculos e úlceras. 
BARU Dypterix alata (LEGUMINOSEA – PAPILIONOIDEAE - 
FABACEAE ): o óleo é aromatizante e anti-reumático. 
BAUNILHA Vanilla planifolia Andr. (ORCHIDACEAE): 
estimulante, afrodisíaca e emenagoga. Em homeopatia, sozinha ou 
em mistura com outras ervas, é empregada nas afecções nervosas e 
uterinas, convulsões e hipocondria. Recomendada ainda na 
melancolia histérica, no reumatismo crônico e nas febres 
adinâmicas. É utilizada também em farmacopéia, visando a 
amenizar o sabor desagradável de alguns alimentos. 
BELDROEGA Portulaca oleracea. (PORTULACACEAE): É 
utilizada como diurética, colocando-se em infusão por 15 min um 
pouco de folhas de beldroega, depois deve ser filtrado e adoçado e 
tomado duas vezes ao dia. Elimina toxinas nos intestinos e na pele, 
age contra diarréia, hemorróida, é usada interna e externamente 
para curar abcessos, úlceras úmidas e erisipela. 
BELLADONA Atropa belladonna L. (SOLANACEAE): é 
conhecida pelos seus efeitos venenosos (belladonna aumenta as 
batidas do coração e pode conduzir a morte). Belladonna contem 
atropina utilizada na medicina convencional para dilatar as pupilas 
para exames dos olhos e como um anestésico. Na medicina 
alternativa, é principalmente prescrita para aliviar a cólica 
Marcelo Rigotti 
 
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intestinal, para tratar úlceras do estômago e para relaxar órgãos 
dilatados, especialmente o estômago e o intestino, é também 
utilizado como um anestético na medicina convencional. 
Relaxamento muscular, antiespasmódico, narcótico, reduz 
suadouro, sedativo. 
BERINJELA Solanum melongena. (SOLANACEAE): Oxidante, 
remineralizante, alcalinizante, calmante, resolutiva, diurética, 
emoliente (folhas),digestiva. Reduz a ação de gorduras no fígado e 
diminuir o colesterol. Diminui o colesterol, combate a inflamação 
dos rins e uretra, as enfermidades do fígado e estômago. Suas 
folhas servem para o preparo de cataplasmas para queimaduras, 
abcessos e herpes. O suco do fruto é bom diurético. 
BETERRABA Beta vulgaris. (CHENOPODIACEAE): anti-
anêmico, tônico cardíaco, diurético e anti-reumático. Combate 
inflamações, estresse, a anemia, facilita a digestão, regula os 
intestinos e controla a cor do sangue. O chá das folhas é ótimo 
para anemia. O tubérculo é alimentício. 
BOLDO Plectranthus barbatus Andr. (LAMIACEAE): Ativa a 
secreção de saliva e sucos gástricos. Boldina, um de seus 
componentes, induzem o fluxo de bílis assim como a quantia total 
de sólidos que ela excreta. Sua ação de proteção das células 
hepáticas têm sido demonstradas "in vitro" e "in vivo". Boldo 
estimula atividades do fígado e bílis e é principalmente utilizado 
como um remédio para cálculos biliares e fígado ou dor de vesícula 
biliar. Deve ser normalmente tomado uma ou duas vezes por 
semana, uma ou outra como tintura ou infusão. Boldo também 
tem indicações antissépticas que ajudam a combater a cistite. Bílis 
e estimulante de atividade do fígado, digestivo. Toxicologia: o uso 
em doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do 
estômago. 
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BOLDO CIDREIRA Coleus amboinicus Lour. (Spreng.) 
(LAMIACEAE): Antisséptica bucal e da garganta, antifebril, 
antitussígena, balsâmica, béquica, antibacteriana, peitoral, e 
antiinflamatória da boca e garganta. É usada contra rouquidão, 
bronquite, asma, coriza, influenza, hipertemia, pirexia diaforética, 
hemoptises e epistaxes. 
BORRAGEM Borrago officinalis. (BORAGINACEAE): As folhas 
podem usadas como saladas, é depurativa do sangue na forma de 
infusão e tomado duas a quatro vezes ao dia, contra gota na forma 
de cataplasma, em decocção contra o reumatismo e a tosse 
adoçado com mel. Toxicologia: todas as formas de preparo do chá 
devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. 
BRÓCOLIS Brassica oleracea (BRASSICACEAE): Anti-anêmico. 
Flores e folhas tem efeito laxativo. As folhas são também 
calmantes. O caldo das flores combate as inflamações do tubo 
digestivo. 
BUCHA Luffa cylindrica Roem. (CUCURBITACEAE): a polpa do 
fruto é purgativa, hidragogas e antiapopléticas; as sementes são 
eméticas, purgativas e vermífugas; as folhas são antianêmicas. O 
caule e as folhas são indicados para o fígado, prisão de ventre, 
amenorréia, clorose e ascite. 
BUVA Erigeron bonariensisL. (ASTERACEAE): diurética, 
vermífuga, vulnerária, anti-hemorróida, antidiarréica e anti-sifilítica. 
Afecções urinárias, feridas, úlceras, inflamação da próstata e 
testículos, corrimento, hidropisia e distúrbios hepáticos. 
 
 
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C 
CABAÇA Lagenaria vulgaris Ser. (CUCURBITACEAE): a polpa 
dos frutos é amarga, purgativa, drástica, emoliente, e maturativa; as 
sementes são antinefríticas e purgativas. As folhas aquecidas 
apressam partos e curam frieiras, e cataplasma para pernas 
inchadas. Toxicologia: doses abusivas podem causar hemorragias 
mortais. 
CAJÁ-MANGA Spondias mombin L. (ANACARDIACEAE): As 
raízes e a casca da planta são calmantes e antidiarréica. As flores, 
em infusão, são usadas contra afecções da laringe. 
CAJU Anacardium occidentale L. (ANACARDIACEAE) – A casca, 
em decocção, age contra frieiras e alivia o cansaço dos pés, a casca 
e as folhas são adstringentes, tônicas e antidiabeticas. É também 
anti-hemorrágica e antiulcerosa. 
CALENDULA Calendula officinalis L. (ASTERACEAE): Calêndula 
é uma das melhores ervas para tratar problemas locais de pele. 
Infusão ou decocção de pétalas de calêndula diminui a inflamação 
de torções, picadas, varicose, veias e outras inchações e também 
acalma queimaduras do sol, erupções cutâneas e irritações da pele. 
Essa planta é excelente para inflamações da pele causadas por 
contusão, seu poder anti-séptico e de restabelecimento ajudam a 
prevenir o alastramento de infecções e acelera o restabelecimento. 
Serve também na limpeza e desintoxicação, e a infusão e tintura 
são utilizadas para tratar infecções crônicas. Tomado 
internamente, tem sido utilizado tradicionalmente para promover o 
drenagem de glândulas linfáticas inchadas tal como amigdalite. 
Anti-inflamatório, adstringente, cura feridas, anti-séptico, 
desintoxicante. 
Farmácia Verde 
 
 
 
161 
 
 
 
 
CAGAITA Eugenia dysenterica (MYRTACEAE): Indicações – 
antidiarréica (folhas), soltam intestino (frutos). 
CAMOMILA Matricaria chamomilla L. (ASTERACEAE): Suas 
flores ajudam na indigestão, nervosismo, depressões e dores de 
cabeça, sendo ideal para problemas relacionados às emoções tais 
como úlceras do estômago, colite, espasmos e indigestão nervosa. 
O óleo essencial da camomila tem poder anti-inflamatório, 
antiespasmódica e atividade anti-microbiana. É uma erva excelente 
para muitas desordens digestivas e para tensão nervosa e 
irritabilidade. Externamente, é utilizada para pele dolorida e 
eczema. 
CAMBARÁ FALSO Eupatorium squalidum DC (ASTERACEAE): a 
planta é usada como emoliente, contra febres malignas, febres 
intermitentes e infecciosas. 
CANA-DE-MACACO Costus spiralis. (Jacq.) Roscoe 
(ZINGIBERACEAE): diurética, diaforética, tônica, emenagoga, 
febrífuga, resolvente de tumores, estomáquica, aperitiva, 
antiinflamatória dos rins e bexiga, calmante das excitações 
nervosas e do coração, antitilítica, antidiabética, anti-reumática e 
depurativa. Os caules são usados contra leucorréia e afecções 
renais, disúria, hidrpisia, aterosclerose, albuminúria, insuficiência 
cardíaca, dores nefríticas, sífilis e gonorréia.Toxicologia: deve ser 
evitado o seu uso continuado pois é rica em oxalato de cálcio e 
pode causar pedras nos rins e bexiga. 
CANA-DE-MACACO Dichorysandra thyrsiflora J.C. Mikan 
(COMELINACEAE): a planta é emoliente, diurética e anti-
reumática. 
Marcelo Rigotti 
 
162 
 
 
 
 
CANA-DO-BREJO Costus spicatus Jacq (S.W.) 
(ZINGIBERACEAE): o rizoma é diurético, diaforético, 
emoliente, tônico e emenagogo, anti-sifilítica, antitilítica; o suco 
das hastes é depurativo, tônico, diaforético, febrífugo e menagogo. 
É usada para o tratamento de leucorréia, gonorréia, mucosidade da 
bexiga, nefrites, inflamações da uretra, amenorréia e 
arteriosclerose. 
CANELA Cinnamomum zeylanicum Nees. (LAURACEAE): A 
infusão ou pó é utilizada para dores de estômago e câimbras. 
Tradicionalmente, a erva foi tomada para calafrios, gripe e 
problemas digestivos, e ainda está sendo utilizada para os mesmos 
problemas. Contra calafrios, estimulante, carminativo, 
antiespasmódico, anti-séptico, anti-viral. Antiespasmódico, 
afrodisíaco, analgésico, carminativo, estimulante, tônico, 
antidepressivo, antiespasmódico, analgésico, antipirético, 
estimulante do cérebro, gastroprotetor e hipotensor (ROGER, 
1998). 
CÂNFORA Cinnamomum cânforaa syn. Laurus cânforaa 
(LAURACEAE): Cristais de cânfora têm ação antisséptica forte, 
estimulante e antiespasmódica e são aplicadas externamente como 
ungüento ou bálsamo para cortes ou irritações da pele e linimento 
como analgésico para aliviar dores artríticas e reumáticas, neuralgia 
e dores lombares. Serve para problemas de pele, tal como suores 
frios e frieiras, pode ser utilizado como um esfregaço no tórax para 
a bronquite e outras infecções do tórax. Anti-séptico, 
antiespasmódico, analgésico, expectorante. 
CANFRINHO Artemisia camphorata Vill. (ASTERACEAE): anti-
reumática, antiepilética, calmante e antinevrálgica. Utilizada no 
Farmácia Verde 
 
 
 
163 
 
 
 
álcool para dores musculares, picadas de insetos, distúrios 
neurológicos e cardíacos, feridas, contusões e hemorragia uterina. 
CAPIM LIMÃO Cymbopogon citratus (DC) Stapf. (POACEAE): 
Seu óleo é utilizado na culinária, como incenso e na medicina. 
Capim Limão é principalmente tomado como um chá para curar 
diarréia, problemas digestivos e dor de estômago. Relaxa os 
músculos do estômago e intestino, dores do intestino, alívios e 
flatulência e é particularmente conveniente para crianças. No 
Caribe, capim limão é considerada ótima erva para reduzir a febre. 
É aplicado externamente como um cataplasma ou como óleo 
essencial para alívio da dor e artrite. Digestivo, antiespasmódico, 
analgésico. 
CAPUCHINHA Tropaeolum majus L. (TROPAEOLACEAE): É 
excelente fonte de caroteno, ferro, cálcio, enxofre e vitamina C. É 
indicada no tratamento do Escorbuto e escrofulose. Combate as 
infecções das vias respiratórias e urinárias. É afrodisíaca, 
reguladora menstrual, tonificante e revigorante. 
CAQUI Diospyros kaki (EBENACEAE): O fruto maduro é 
laxativo. A infusão das folhas agem contra a gastroenterite nas 
crianças. Com mel e gengibre, a infusão reduz a excitação e 
combate a insônia. 
CARAMBOLA Averrhoa carambola (OXALIDACEAE): Abre o 
apetite, é antidisentérica e antitérmica. O fruto também é diurética 
e, consumido diariamente, faz bem para a pele. Os pacientes com 
insuficiência renal em tratamento conservador ou dialítico devem 
ser alertados para não ingerir essa fruta em qualquer estágio da 
progressão da doença renal. 
Marcelo Rigotti 
 
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CARDO-CORREDOR Eryngium campestre L. (UMBELIFERAE).: 
Diurético. É útil em casos de edemas, e excesso de ácido úrico no 
organismo. Toxicologia: É desaconsélhável seu uso por mais de 3 
dias consecutivos. 
CARDO-SANTO Cnicus benedictus. L (COMPOSITAE): É tônico 
estomacal, digestivo e aperitivo. Antisséptica, muito usado para 
uso externo, para lavar feridas e inflamações da pele. Favorece as 
funções do fígado e do pâncreas. Toxicologia: Doses altas podem 
provocar queimaduras na boca e esôfago e diarréias violentas. 
CARRAPICHINHO Acanthospermum australe (Loefl.) Kuntze 
(ASTERACEAE): a planta é tônica, diaforética, antu-blenorrágica, 
anti-diarréica, mucilaginosa e aromática. É usada também contra 
febre palustre e erisipela. 
CARRAPICHO BRAVO Xanthium cavanillesii Schouw 
(COMPOSITAE): adstringente, emoliente, anti-escrófula, 
resolutiva, amarga, doença de pele, tumores, gangrena, câncer. 
Toxicologia: A planta é tóxica em quantidades muito elevadas. 
CARRAPICHO-DE-CARNEIRO Acanthospermum hispidum DC 
(ASTERACEAE): a planta é béquica, anti-febril, aromática, 
amargotônica, diaforética, peitoral, e mucilaginosa.As raízes são 
usadas contra tosse, bronquite, problemas do fígado e diarréia. 
CARQUEJA Bacharis trimera (Less.) DC. (ASTERACEAE): Age 
em casos de gastrite, azia, má digestão, doenças da bexiga, rins e 
fígado, cálculos biliares, prisão de ventre, diarréia, gota, 
reumatismo. É indicado contra vermes, diabetes e má circulação. 
CARURU Amaranthus deflexus L. (AMARANTHACEAE): é o tipo 
mais comum, desenvolve-se prostrado; é rico em proteínas ferro, 
Farmácia Verde 
 
 
 
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potássio, fósforo e cálcio; é preciso cozinhá-lo para eliminar o 
ácido nítrico. 
CARURU HÍBRIDO Amaranthus hybridus var. paniculatus L. 
(AMARANTHACEAE): as folhas são béquicas, as raízes são 
emolientes e é laxativa. 
CARURU PIGMENTADO Amaranthus viridis L. 
(AMARANTHACEAE): a planta é diurética, mucilaginosa, 
emoliente, anti-blenorragica, desobstruente. É indicada contra 
hidropisia e catarro da bexiga. 
CARURU ESPINHOSO Amaranthus spinosus L. 
(AMARANTHACEAE): as folhas são diuréticas. A planta é 
indicada contra catarro da bexiga hidropisia e retenção da urina. 
CÁSCARA-SAGRADA Rhamnus purshiana DC 
(RHAMNACEAE): Purgante, colagogo e eupéptico. É muito útil 
em casos de prisão de ventre crônica. Facilita o funcionamento da 
vesícula e a digestão. Toxicologia: Usar com prudência na gravidez, 
lactação, menstruação e crise hemorroidal. Não deve ser usada 
fresca, énecessário que fique secando após a colheita durante 1 
ano. 
CAVALINHA Equisetum arvense L. (EQUISETACEAE): 
Cavalinha é usada no tratamento de infecções das vias urinárias. 
Ajuda na coagulação do sangue e diminuição de hemorragias. 
Também ajuda na cicatrização mais rápida de ossos quebrados, e 
ajuda unhas frágeis e cabelos, devido a seu conteúdo de sílica alto. 
Também foi usado como parte de um tratamento para artrites 
reumáticas. A planta só, fervida em água, é efetiva para pés 
cansados, ou para o tratamento do pé de atleta. Não use se estiver 
grávida ou em amamentação. 
Marcelo Rigotti 
 
166 
 
 
 
CEBOLA Allium sepa L. (LILIACEAE): Cebola é externamente 
usada como um anti-séptico, combate calosidades na forma de 
infusão e compressa, hemorróidas e frieiras como ungüento, 
picadas de abelha com esfregaço no local. Interiormente, pode 
aliviar prisão de ventre, reduzir hipertensão, reduzir colesterol, 
diurético, digestão, resfriado e tosse na forma de infusão e xarope, 
vermes em infusão. 
CEBOLINHA-DE-CHEIRO Allium schoenoprasum L. (cebolinha-
francesa); Allium fistulosum L.(cebolinha-verde). (LILIACEAE). A 
cebolinha é digestiva e diurética, auxiliando no tratamento da 
hipertensão. É ótima para ser utilizada em dieta de emagrecimento, 
porque cada 100 g de cebolinha contêm apenas 31 calorias . 
CENOURA Daucus carota L. (UMBELIFERAE): Os frutos servem 
para eliminar parasitas das vísceras e problemas de dores causadas 
por parasitas, tais como dor abdominal, tiques nervosos, 
convulsões. Possui efeito hipoglicemiante, anti-bacteriano, anti-
fúngico, hepatoprotetor e anti-inflamatório. 
CEREFÓLIO Anthriscus cerefolium . (L.) Hoffm 
(UMBELIFERAE): Fervido e tomado pela manhã em jejum é 
depurativo e diurético, e na forma de compressa pode ser usado 
em olhos cansados. 
CHÁ VERDE Camelia sinensis (THEACEAE): Originária da China, 
acompanha a cultura a milênios como digestiva de fino paladar, 
diurética e levemente tônica, tem propriedades comprovadas no 
combate aos radicais livres assim como o colesterol e é usada em 
regimes de emagrecimento. 
CHAPÉU-DE-COURO Echinodorus macrophyllus. (Kunth) Micheli 
(ALISMATACEAE): Atua no intestino delgado produzindo um 
Farmácia Verde 
 
 
 
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efeito laxativo, que está na dependência de sua ação como 
estimulante da bílis. Por sua ação sobre os rins e fígado age 
melhorando os quadros reumáticos. Pelo aumento no fluxo 
urinário e sua ação na filtração glomerular estimula a eliminação de 
ácido úrico. Possui ainda ação energética, diurética, depurativa, 
anti-reumática, laxativa, hepática, colagoga, anti-inflamatória e 
adstringente. É indicado para reumatismo, afecções cutâneas, 
doenças renais e das vias urinárias e problemas do fígado. 
CHICORIA Chicorium intybus (COMPOSITAE): Como chá ou 
extrato, a raiz da chicória é tônica, digestiva, amarga que também 
aumenta o fluxo da bílis e diminui inflamação. Sua raiz torrada é 
comumente utilizada como um substituto do café. Chicória é um 
excelente tônico amargo para o fígado e trato digestivo. A raiz é 
terapeuticamente parecida com a raiz do dente-de-leão agindo 
sobre o estômago e fígado e limpando o trato urinário. Chicória é 
também tomada para reumatismo e gota, e como um laxante 
moderado, é particularmente apropriado às crianças. Infusão das 
folhas é utilizado para melhorar a digestão. Digestivo, fígado anti-
reumático, tônico, laxativo. 
CHUCHU Sechium edule Sw. (CUCURBITACEAE): Diurético, 
cardiotônico, hipotensor e anti-diabético. É importante para o 
bom funcionamento para os intestinos. Indicado para quem tem a 
pressão arterial alta. 
CIDRÓ Aloysia triphylla (L'Hér.) Britton (VERBENACEAE): 
adstringente, sedativo, reduz febre e alivia espasmos do sistema 
digestivo, o óleo é inseticida e bactericida. As folhas são usadas 
contra resfriados febris, digestivo, estimulante e tônico. 
Marcelo Rigotti 
 
168 
 
 
 
CIPÓ-DE-SÃO-JOÃO Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers. 
(BIGNONIACEAE): as folhas possuem um glicosídeo a 
pyrustegina que é tônica e antidiarréica. 
CIPÓ-MIL-HOMEM Aristolochia cymbifera Mart. & Zucc. 
(ARISTOLOCHIACEAE): a raiz triturada é cicatrizante para 
eczemas e para feridas. Toxicologia: não deve ser usada 
internamente, pode causar câncer de fígado. 
COENTRO Coriandrum sativum L (UMBELIFERAE): Possui ação 
antioxidante, coloca em ordem as funções gástricas e hepáticas. 
Para o fígado e o estômago pode ser feita uma infusão com 5 g do 
fruto descascado em uma xícara de água quente. Filtrado e 
adoçado deve ser bebido logo após as refeições. 
COMINHO Cuminum cyminum L. (UMBELIFERAE): Aperitivo, 
digestivo e carminativo, gastrite, digestão difícil, flatulência e 
inapetência. Toxicologia: A essência pode provocar convulsões. 
CONFREI Symphytum officinalis (BORAGINACEAE): Folhas do 
confrei e raízes contêm alantoína, um agente de multiplicação de 
célula que aumenta o restabelecimento de feridas. Externamente é 
utilizado para erupções cutâneas, feridas, inflamações e problemas 
de pele. Toxicologia: Internamente não é indicado pois pode 
provocar úlceras gástricas e na garganta. 
COPAÍBA Copaifera officinalis L (LEGUMINOSA – 
CAESALPINIACEAE): Anti-séptico e anti-inflamatório e tem 
ação balsâmica. É eficaz contra a blenorragia e também em casos 
de bronquite. Toxicologia: Não ultrapassar as doses indicadas e 
nem utilizar por mais de 10 dias seguidos. 
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CORDA-DE-VIOLA ESQUELETO Ipomoea quamoclit.L. 
(CONVOLVULACEAE): o pó da raiz é esternutatório e 
anticefalálgico; as folhas são anti-reumáticas, laxativas, detergentes, 
antiofídicas, antiespasmódica, depurativa do sangue, analgésica e 
calmante. As folhas combatem a ecrófula, cefalalgia, pneumonia, 
gota, tosse espasmódica, pedra na bexiga e nos rins, inchação, 
contusão; as sementes são usadas no tratamento de bronquites e 
tuberculose. 
CORDA-DE-VIOLA VERMELHA Ipomoea coccinea. 
(CONVOLVULACEAE): a planta é aromática, anti-reumática e é 
usada contra dermatoses. 
CORDÃO-DE-SÃO-FRANCISCO Leonotis nepetaefolia (R. Br.) 
WT Aiton. (LAMIACEAE): a planta é tônica, béquica, peitoral, 
balsâmica, anti-reumática, febrífuga, vulnerária. Diurética, 
estomacal, anti-asmática, sudorífica, carminativa, antiespasmódica. 
É usada contra nevralgia, úlcera, asma, tosse e ácido úrico. 
COUVE Brassica oleracea var. acephala. 
(CRUCIFERAE/BRASSICACEAE):diurética, depurativa, 
vermífuga, anti-anêmica, anti-ulcerosa, anti-cancerígena, vulnerária 
e cicatrizante. É usada contra anemia, úlcera gástrica, bronquite e 
reumatismo, sendo para isso, ingerida em forma de suco. É 
também desinfetante do intestino, vermífugo e bom para acidez e 
úlceras gástricas. O decocto e o xarope fazem bem contra a tosse, 
rouquidão e asma. Toxicologia: O uso prolongado pode exercer 
efeito anti-tireóideo. 
COUVE-FLOR Brassica oleracea, grupo Botrytis 
(CRUCIFERAE/BRASSICACEAE): Rico em cálcio e fortalece os 
ossos. 
Marcelo Rigotti 
 
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CRAVO-DA-ÍNDIA Eugenia caryophyllata syn. Syzgium aromaticum 
(MYRTACEAE): Os brotos secos da flor são extensamente 
utilizados como tempero. Os brotos, folhas e talos são utilizados 
para extração do óleo do cravo. Ambos o óleo e os brotos da flor 
tem sido utilizados na medicina alternativa por um longo período 
de tempo. O óleo contém eugenol, um anestético forte e 
substância antisséptica. Também são conhecidos como 
antiespasmódicas e estimulantes. Anti-séptico, estimulante da 
mente e do corpo, analgésico, anti-bacteria, carminativo. 
CRAVO-DE-DEFUNTO Tagetes minuta L. (ASTERACEAE): a 
planta é anti-helmíntica, emenagoga, aperiente, laxativa e 
sudorífica. É usada contra tosse, reumatismo articular, cólica 
intestinal,dispepsia, resfriado, defluxo, bronquite e afecções 
uterinas. 
CRISÂNTEMO Chrysathemum morifolium. (ASTERACEAE): É 
utilizado contra febre alta, face vermelha, sudorese e cefaléia 
pulsátil. Alivia problemas no fígado, e é indicado para glaucoma, 
conjuntivite aguda e alérgica. Possui efeito bactericida e anti-viral e 
apresenta bons resultados no tratamento da hipertensão. 
CRISTA DE GALO Celosia argentea; C. cristata. 
(AMARANTHACEAE): As sementes possuem efeito anti-
hipertensivo, anti-bacteriano, regula o fígado, regula o intestino 
combatendo diarréia, doença nos olhos, e as flores possuem efeito 
hemostático em sangramento digestivo. 
 
 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
171 
 
 
 
D 
DENTE-DE-LEÃO Taraxacum officinalis Weber (ASTERACEAE): 
Folhas: As folhas maduras e secas podem ser usadas para se fazer 
um chá contra a indigestão. Ajuda a combater problemas do fígado 
incluindo icterícia. O seu alto teor de vitamina e minerais é 
excelente contra anemia. A seiva reduz verrugas. Pode ser utilizado 
como um café alternativo que é menos danoso ao fígado e aos 
nervos, por causa dos seus óleos, que não possuem cafeína. Raízes: 
O chá das raízes pode ser utilizado como laxante mediano, 
estimulante do apetite, e para resolver problemas do estômago. 
Ativa o fígado na produção da bile e ajuda a eliminar toxinas do 
corpo e auxilia na digestão. Deve ser usado após ingerir carne ou 
comidas gordurosas. Por auxiliar o fígado a eliminar compostos 
inflamatórios como as histaminas, é utilizada para ajudar a reduzir 
reações alérgicas causadas por alimentos. Para fazer um chá 
amargo, use uma colher de sopa de raiz seca por xícara de água 
quente. Flores: As flores têm uma maior concentração de lecitina 
que os grãos de soja e reduz cegueira noturna se usado como 
vitamina A. As raízes são ricas em minerais e contêm Lecitina que 
emulsiona a gordura e abaixa o nível de colesterol e protege o 
sistema cardiovascular. O maior efeito das folhas e raízes é manter 
um fígado saudável e ajudar a desintoxicar qualquer toxina e 
substâncias estranhas no corpo. Também benéfico em ameaça de 
pressão sangüínea e ajuda na digestão. 
E 
EMBAÚBA Cecropia pachystachya Trécul (CECROPIACEAE): as 
folhas são adstringentes, as folhas cozidas atuam contra asma, 
hidropisia, tosse nervosa, Mal de Parkinson, serve para aumentar a 
energia de contração do músculo cardíaco e o látex é usado para 
cauterizar verrugas. É forrageira, possui alta concentração de cálcio 
Marcelo Rigotti 
 
172 
 
 
 
(1,33%), alta concentração de magnésio (0,38%), média 
concentração de fósforo (0,22%), é composto ainda de cobre (10 
ppm), zinco (19 ppm) e proteína bruta ( 14%). Possui também 
alcalóides, resinas e ácido gálico. As folhas são usadas para 
combater males do coração; a flor serve contra bronquite; o broto 
contra tosse; a folha e a casca são utilizadas contra tosse e asma; o 
fruto e a folha e o broto serve para feridas, erisipela, doenças dos 
olhos, diabetes, diarréia e corrimento. 
ESPINAFRE Tetragonia expansa (TETRAGONIACEAE): Tônico, 
diurético, laxante, oxidante, cardiotônico, remineralizante, 
calmante e emoliente. Indicada para casos de anemias e pressão 
arterial alta. Decocto é bom fortificante para os convalescentes, 
também auxilia bastante a digestão. 
ESPINHEIRA-SANTA Maytenus ilicifolia Reissek 
(CELASTRACEAE): Possui propriedade tonificante devido à 
reintegração das funções estomacais, é potente contra úlceras 
gástricas e cicatriza lesões ulcerosas. Possui ação antisséptica o que 
impede fermentações gastrintestinais. Corrige hepatopatias 
causadas pelo mal funcionamento intestinal. Possui ação 
tonificante, anti-úlcera, carminativa, cicatrizante, antisséptica, 
diurética e laxativa. 
ESTÉVIA Stevia rebaudiana.(Bertoni) Bertoni (ASTERACEAE): é 
antidiabética, antiobésica, tônico estimulante das funções cerebrais, 
anticárie, regulador da pressão aretrial nos hipertensos, 
contraceptiva, cardiotônica, atenuadora da fadiga e da depressão, 
estomáquica, calmante, diurética e refrigerante. Indicada para a 
insônia. 
ESTRAGÃO Artemísia dracunculus L. (ASTERACEAE): É aperitiva 
digestiva, carminativa, antisséptica do tubo digestivo, vermífuga e 
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emenagoga. É indicada em casos de inapetência, digestão lenta ou 
difícil, flatulência, fermentação e parasitas intestinais. É tempero 
muito usado na culinária. Toxicologia: O uso da essência em 
demasia, produz forte excitação do sistema nervoso. 
ERVA-BALEEIRA Cordia verbenácea DC (BORAGINACEAE): 
Possui ação anti-reumática, anti-iflamatória, agindo como 
tonificante geral do organismo. Deve ser tomada na forma de 
infusão. 
ERVA BOTÃO Eclipta alba.L. Hassk (ASTERACEAE): 
adstringente, cicatrizante, antiofídica, anti-asmática, depurativa do 
sangue, laxativa, pilogênica, eczemas, litíase, e icterícia. É usada 
para ferimentos cortantes. 
ERVA CIDREIRA BRASILEIRA Lippia alba.(Mill.) N. E. Br 
(VERBENACEAE): As folhas da planta são usadas calmante, 
digestiva e contra cólicas. 
ERVA-DE-BICHO Polygonum hydropiperoides Michx 
(POLYGONACEAE): anti-disentérica, adstringente, estimulante, 
diurético, vermífuga, detersiva, antisseptica, anti-hemoróida e 
sedativo. É usada para úlceras, erisipela, artritismo e diarréias 
sanguíneas. 
ERVA-DE-SANTA-LUZIA Euphorbia hirta L 
(EUPHORBIACEAE): antisséptica, anti-sifilítica, diurética, anti-
estamínica, vulnerária, oftálmica; a goma é purgativo drástico e 
externamente é um resolutivo intenso. 
ERVA-DE-SANTA-MARIA Chenopodium ambrosioides L. 
(CHENOPODIACEAE): 
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Planta muito comum em casas e campos podem ser usadas como 
tônica, diurética, calmante e vermífuga. Para os brônquios e 
catarros bronquiais pode ser usada como infusão. No combate a 
vermes 8 g de pó podem ser diluídos em uma xícara de água 
quente. 
ERVA-DOCE Pimpinella anisum L. APIACEAE 
(UMBELLIFERAE): Ajuda na digestão, antiespasmódico e no 
alívio de chiados (LORENZI e MATOS, 2002). 
ERVA-MATE Ilex paraguaiensis (AQUIFOLIACEAE): É tomado 
como uma bebida fortificante e até mesmo como chá. Tem . 
parecidas com a do café (Coffea arabica). Estimula o sistema 
nervoso, é analgésico suave e diurético. Como uma erva medicinal, 
é utilizado para tratar dores de cabeça, enxaqueca e dores 
reumáticas, fadiga e depressão moderada. Tem também sido 
utilizado no tratamento de diabetes. Estimulante, diurético, 
analgésico. 
ERVA-MOURASolanum americanum Mill (SOLANACEAE): 
Sedativo e emoliente. Utilizado para aliviar o prurido da vulva ou 
do ânus e para acalmar a coceira no caso de sarna, herpes ou outro 
tipo de erupções.Toxicologia: De sabor doce, as bagas são tóxicas, 
embora não causem a morte. 
ERVA SANTA Aloysia gratissima ( Gill. et Hook) Tronc. 
(VERBENACEAE): estomáquica, balsâmica, anticancerosa, 
antigripal, anti-reumática, béquica e anticancerígena. É indicada 
para o tratamento de resfriados, gastralgias e para lavagem de 
feridas e úlceras. 
ERVA TOSTÃO Boerhavia diffusa.L. (NYCTAGINACEAE): A 
raiz é peitoral, desobstruente, diurética, antiblenorrágica, 
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antileucorréica, antidispéptica, antinefrítica e anti0hidrópica. A raiz 
é indicada no tratamento da vesícula biliar, hemoptise, retenção de 
urina, béri-béri, afecções hepáticas, dispepsia, albuminúria, cálculo 
biliar, engorgitamento do baço, nervosismo, anúria, cistite, 
congestão hepática, hepatite, uretrite e icterícia. É usada contra 
picadas de cobras. 
EUCALIPTO Eucaliptus globulus (MYRTACEAE): Um remédio 
tradicional, eucalipto é um utilizado como anti-séptico poderoso 
por toda a parte o mundo para aliviar tosses e calafrios, dores de 
gargantas e outras infecções. As folhas frescas sobre o corpo 
baixam a febre. Inalando os vapores dos óleos essenciais 
esquentados em água, limpa a sinusite e congestões bronquiais. 
Eucaliptol, uma das substâncias encontradas no óleo essencial, é 
um dos componentes principais das muitas fórmulas comerciais 
existentes em pomadas para o tórax e calafrios. O óleo essencial 
tem também ação antibiótica, anti-viral e anti-fúngica. Eucalipto é 
um ingrediente comum em muitos remédios. Anti-séptico, 
expectorante, estimula fluxo de sangue local, anti-fúngica. 
F 
FÁFIA Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen. 
(AMARANTHACEAE): antitumoral, afrodisíaca, antidiabética, 
tônica geral, aperiente, antiinflamatória, imunoestimulante, 
leucocitogênica, cicatrizante interno e externo, tranquilizante, anti-
reumática, hipocolesterolêmica, vulnerária, miorrelaxante, 
ansiolítica e anticancerígena. Estimula a oxigenação celular e a 
circulação coronaria, favorece a produção do estrogênio, estimula 
a força muscular, ativa a memória, atua sobre moléstias do 
aparelho digestivo, estrias, flacidez da pele, leucemia, labirintite, 
artrite e artrose e diminui os tremores em pessoas idosas. 
Marcelo Rigotti 
 
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FEL-DE-ÍNDIO Vernonia condensata Baker (ASTERACEAE): 
antidiarréica, aperiente, diurética, desintoxicante hepática, 
colagoga, coletérica e analgésica. Utilizada par ergimes de 
emagrecimento, fastio, afecções hepáticas, do estômago e do baço 
e para a ressaca alcoólica.Toxicologia: não se aconselha o uso 
prolongado da planta. 
FEL-DA-TERRA Centaurium umbellatum Gilib. 
(GENTIANACEAE): Tônico estomacal, colerético, 
hipoglicemiante, laxante, febrífuga e cicatrizante. Combate úlceras, 
feridas, eczemas e chagas. Reduz o nível de glicose no sangue. 
FEDEGOSO Cassia ocidentalis.L (LEGUMINOSAE – 
FABACEAE): Combate problemas do fígado, rim e intestino 
grosso. Para problemas do fígado com sintomas de febre, 
sudorese, cefaléia, olhos vermelhos, fotofobia, boca seca e amarga, 
constipação. Decoctos de sementes diminuem a pressão arterial e 
reduzem o colesterol. Possuem efeito anti-parasitário 
principalmente contra a amebíase intestinal e a malária. Podem ser 
usados contra dermatoses causados por fungos. Em animais 
previne viroses. Externamente são usadas contra abcessos, 
furúnculos e erisipelas. 
FETO-MACHO (broto de samambaia) Polipodium filix-mas.L. 
(POLIPODIACEAE): O rizoma ou broto é muito usado para 
combater a tênia. O broto deve ser colhido quando ainda possui 
bastante suco e usado assim fresco em doses pequenas. 
Vermífuga.Toxicologia: Desaconselhável para quem sofre de 
anemia, gastrite, úlcera duodenal ou cardiopatias. 
FIGO Ficus carica L. (MORACEAE): Fruto e folhas são usados 
nas inflamações da boca, garganta, prisão de ventre, picadas de 
Farmácia Verde 
 
 
 
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abelhas. A decocção, adoçada com mel, combate resfriados, gripes 
e tosse. 
FIGO DA ÍNDIA Opuntia ficus-indica.L. (Mill) (CACTACEAE): 
cardiotônico, estimulante medular e anti-reumático. O fruto é 
digestivo, diurético e antiescorbútico. Os cladódios, na forma de 
cataplasma, são maturativos, emolientes e hidratantes. As flores 
são adstringentes, mucilaginosas a antidiarréicas. A planta é 
utilizada em outros países para o tratamento prventivo de 
prostatite ou de tumores benignos da próstata. Os frutos são 
indicados para o tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de 
mau caráter. As flores são utilizadas no tratamento de doenças 
cardíacas, angina e má circulação, também é utilizada como tônica 
para pele seca e para a limpeza de pele. 
FRUTA-PÃO Artocarpus incisa (MORACEAE): a raiz é usada 
como antidiarréica; seu cozimento torna-a útil contra reumatismo, 
beribéri e entorpecimento de pernas dos humanos; flores novas 
(frescas) são emolientes e base de conserva acídula e comestível; 
polpa do fruto reduzida a pasta quente é supurativo para tumores e 
furúnculos; sementes são tônico para estômago e rins e o látex 
usado como cicatrizante de feridas. 
FUNCHO Foeniculum vulgare Mill (APIACEAE).: Tem sido 
utilizado como comida, tempero e na medicina. O uso de 
sementes do funcho serve para aliviar flatulência, cólica, estimula o 
apetite e a digestão. Funcho é também anti-inflamatório e 
diurético. É muito parecido com o anis (Pimpinella anisum), tem um 
poder calmante na bronquite e tosses. Em infusão as sementes 
podem ser tomadas como um gargarejo para dores de garganta e 
como um expectorante moderado. Funcho aumenta a produção de 
leite no peito e a erva é ainda utilizada para lavar os olhos contra 
dor e conjuntivite. O óleo essencial da variedade doce é utilizada 
Marcelo Rigotti 
 
178 
 
 
 
por suas . digestivas e relaxante. Digestivo, antiespasmódico, anti-
inflamatório. 
FOLHA-DA-FORTUNA Kalanchoe brasiliensis Camb. 
(CRASSULACEAE): Combate parasitas internos e também é uma 
ótima planta com função de impedir a proliferação de células 
cancerígenas. As folhas devem ser batidas com água, peneiradas e 
tomadas três vezes ao dia 
FORTUNA Kalanchoe pinnata. (Lam.) Pers. (CRASSULACEAE): 
Bactericida, antisséptica, refrigerante intestinal, diurética,emoliente, 
cicatrizante, vulnerária, resolutiva, tônica pulmonar, antiartritica, 
antidiabética, antilítica, calmante para erisipela, hemostática, 
depurativa, antiinflamatória externa tópica e diurética. Usada para 
febre, estomatite, coqueluche, afecções respiratórias (xarope), 
gastrites, úlceras digestivas, afta, calo, frieira, picada de inseto, 
verruga, tuberculose pulmonar, furúnculos, feridas, queimadura, 
abcesso, ingurgitamento linfático, edemas erisipelosos das pernas, 
cálculo renal, cefalalgias, enxaqueca, contusões, impetigo, flegmão 
e oftalmia congestiva. 
G 
GELOL Poligala paniculata L. (POLIGALACEAE): as raízes são 
aromáticas, anti-reumática, antinevrálgica, emética e diurética. A 
planta é antiblenorrágica. O dectôto da parte aérea é diurético, 
expectorante e emético. 
GENCIANA Gentiana lutea.L (GENTIANACEAE): É muito 
eficaz nos problemas digestivos, combatendo os vermes do 
intestino. Combate quadros febrís e dores de origem 
reumáticas.Toxicologia: Desaconselhável para quem sofre de 
úlcera gastroduodenal. 
Farmácia Verde 
 
 
 
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GENGIBRE Zingiber officinale Roscoe (ZINGIBERACEAE): 
Utilizado como um tempero, gengibre é também uma das 
melhores ervas medicinas. O Chinês considera gengibre como um 
droga importante para tratar calafrio e provocar o suor. Gengibre 
traz alívio para digestão, estimula circulação, reduzdores de cabeça 
e matam parasitas do intestino. Diaforético, carminativo, 
estimulante do sistema circulatório, inibe a tosse, anti-inflamatório, 
anti-séptico. 
GERGELIM Sesamum indicum L. (PEDALIACEAE): Combate 
esgotamento nervoso ou mental. Combate o stress, perda de 
memória, depressão nervosa, irritabilidade ou desequilíbrio 
nervoso. É um excelente complemento nutritivo Previne o enfarto 
do miocárdio e a trombose arterial. Emulsivante e laxante. 
 
GERVÃO Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl. 
(VERBENACEAE): Cicatrizante, béquico, diurético, vermífugo, 
digestivo, combate úlcera péptica, afecções hepáticas e biliares, 
parasitas intestinais, febres, bronquite crônica e dores de origem 
reumática. 
GINKGO Ginkgo biloba L. (GINGKOACEAE): Tradicionalmente 
conhecido como um anti-microbial, tem agora sido comprovada a 
sua atividade de profunda ação sobre a e circulação cerebral. Esta 
ação é útil para prevenir tontura, perda de memória, depressão e 
outros sintomas relacionados com a falta de circulação no cérebro. 
Além do seu efeito sobre a circulação no cérebro também é 
utilizada para tratar outros sintomas relacionados a diabetes, 
hemorróidas e varizes. Ginkgo é também valioso contra asma. 
Estimulante do sistema circulatório e anti-asmático, tônico, 
antiespasmódico, anti-alérgico, anti-inflamatório. 
Marcelo Rigotti 
 
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GINSENG Panax ginseng L.(ARALIACEAE): Ginseng aumenta 
eficiência física e mental e resistência para combater as doenças. 
Pode ser utilizado tanto como um sedativo quanto um estimulante 
do sistema nervoso central segundo a condição da pessoa. Tônico, 
estimulante, revitalizador mental e físico. 
GIRASSOL Helianthus annuus L. (ASTERACEAE): Está somente 
agora sendo introduzida como cultura no Brasil, mas já é 
conhecida a muito tempo, é eficaz contra hemigrânia, distúrbios 
nervosos, doenças do estômago e resfriado. Em infusão coloca-se 
as sementes de girassol. torradas e moídas e coa-se como o café. 
GOIABEIRA VERMELHA Psidium guayava L (MYRTACEAE): 
anti-escorbúticas, remineralizantes, tonificantes e laxante.Seus 
brotos (até a 6a. folha a partir do ápice) são ricos em tanino é 
excelente anti-séptico bucal e intestinal. É um ótimo remédio para 
a diarréia e a disenteria. É uma das plantas mais ricas em vitamina 
GRAMA Agropyrum repens (L) (GRAMINACEAE): Combate 
cálculos urinários, gota, artritismo, celulite, febre, cistite, uretrite, 
celulite, resfriados, gripes, escarlatina. 
GRAVIOLEIRA Annona muricata L. (ANONACEAE): 
Adstringente, colagoga, digestiva e vermífuga, anti-diarréicas e 
anti-inflamatórias. Em cataplasma são anti-inflamatórias. Suas 
flores são peitorais e febrífugas. É recomendada aos hipertensos, 
obesos, cardíacos e diabéticos. Os frutos moídos com óleo de 
oliva, servem para fricções contra nevralgia e reumatismo. 
GUAÇATONGA Casearia sylvestris SW (FLACOURTIACEAE): 
Febrífugo, depurativo, anti-diarréico, cardiotônico, diurético, É 
usada em forma de chá forte, concentrado, para cicatrizar feridas e 
Farmácia Verde 
 
 
 
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como emplasto nas lesões por picada de cobra. Tem efeito 
anestesiante e cicatrizante nas feridas da pele e da mucosa. 
GUACO Mikania glomerata Spreng (ASTERACEAE): Possui . anti-
inflamatórias e age contra afecções do aparelho respiratório, 
tosses, bronquites, asma, rouquidão, febre, e inflamação na 
garganta. Tomar na forma e infusão ou xarope misturado com 
mel. 
GUANXUMA Sida carpinifolia L. F. (MALVACEAE): emoliente, 
tônica, febrífuga, calmante, anti-hemorrídas, estomáquica; as folhas 
usadas em banho atuam como emoliente e calmante, também 
contra picadas de insetos, tosse e bronquite. 
GUARANÁ Paulinia cupana L. Var. sorbilis Mart. 
(SAPINDACEAE): Contém substâncias com efeito vasodilatador, 
bronco-dilatador e digestivo. Acredita-se que seja um estimulante 
cardiovascular e excitante do sistema nervoso central. É usado 
também como desinfetante dos intestinos e indicado como 
diurético e febrífugo. 
GUINE Petiveria aliacea L. (PHYTOLACCACEAE): Analgésica, 
anti-microbiana e anti-reumática. Combate enxaqueca, paralisia, 
reumatismo, artrite e hidropisia.Toxicologia: É abortiva. 
H 
HELIOTRÓPIO Heliotropium europaeum L. (BORAGINACEAE): 
Anti-séptico, cicatrizante, febrífugo e emenagogo. Desinfeta e 
cicatriza as feridas. Ativa a menstruação e estimula o 
funcionamento da vesícula biliar. A planta possui . inseticidas, é 
usado como laxante, diurético, contra tosse, hemorróidas, feridas, 
úlceras, queimaduras e aftas. 
Marcelo Rigotti 
 
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HERA Hedera spp (ARALIACEAE): É eficaz contra furúnculos, 
menstruação difícil e calosidades. Na forma de cataplasma pode 
ser aplicado sobre calosidades e furúnculos, também pode ser 
aplicada sobre queimaduras após resfriamento. 
HIPÉRICUM Hypericum perforatum.L. (CLUSIACEAE): é útil para 
bronquites, hemorragia interna, feridas, e para feridas sujas, 
sépticas. É usado para aliviar depressão, dores de cabeça, histeria, 
neuralgia, herpes, como também sintomas que acontecem durante 
a menopausa. É útil em inchações, abcessos, e picadas de insetos. 
Estudos estão mostrando que pode ser efetivo no combate a 
AIDS aumentando as funções imunes do corpo. Não se deve 
ENTRAR NO SOL se usando esta erva externamente, pode 
causar queimaduras graves, especialmente em pessoas de pele 
clara. 
HISSOPO Hyssopus officinalis L. Lamiaceae (LABIATAE): 
Atualmente subestimado como erva medicinal é potencialmente 
útil como calmante e tônico. Tem um espectro grande de uso que 
são devidos a sua ação antiespasmódica. Pode ser utilizado em 
tosses, bronquites, dores no peito, catarros respiratórios e dores de 
garganta. Como um sedativo, hissopo é um remédio útil contra 
asma em crianças e adultos, especialmente onde a condição do 
doente é agravada pelo muco. Antiespasmódica, expectorante, 
diaforético, anti-inflamatório, hepático. 
HORTELÃ Menta piperita L. (LABIATAE): Anti-fungica, anti-
inflamatória, analgésica, anestésica e antiespasmódica. Calmante e 
digestivo. Seu suco, puro ou com um dentinho de alho, ajuda a 
combater os vermes intestinais. 
HORTELÃ BRANCA Mentha rotundifolia (L.) Huds. 
(LABIATAE): carminativa, aromática, estimulante, tônica, 
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vermífuga, anti-reumática, calmante e antiemética. Indicada para 
prisão de ventre e feridas. 
HORTELÃ BRAVA Hyptis crenata (LABIATAE): usada contra 
vermes, para doenças do pulmão, como repelentes de insetos, o 
óleo é aromático. 
HORTELÃ CAMPESTRE Mentha campestris (LABIATAE): idem 
hortelã comum. 
HORTELÃ COMUM Mentha x villosa (LABIATAE): Carminativa, 
ansiolítica, amebicida, giardicida, triconomicida, digestiva, 
estimulante, tônica geral, antiespasmódica, estomáquica, 
expectorante, antisséptica, coletérica, colagoga, vermífuga, anti-
reumática e galactogoga. Indicada para o tratamento de diarréia 
sanguínea, triconomíase urogenital, atonia digestiva, timpanite, 
cáculos biliares, icterícia, palpitação tremedeiras, vômitos, cólica 
uterina, dismenorréia e odontalgias. 
HORTELÃ-DO-MATO Hyptis brevipes (LABIATAE): antisséptica 
das vias respiratórias, balsâmica e vermífuga. 
HORTELÃ SILVESTRE Mentha sylvestris (LABIATAE): anti-
helmíntica, o óleo essencial é utilizado contra bactérias e fungos. 
HORTELÃ VERDE Mentha spicata (LABIATAE): anti-helmíntica, 
antiespasmódica, calmante, béquica, antiasmática e antigripal. 
Utilizada para bronquite, cólica, tétano, gastralgias, otalgias e dores 
de garganta. 
HORTELÃ VIQUE Mentha arvensis (LABIATAE): Carminativa, 
revulsiva, antisséptica, antiemética, descongestionante nasal, 
antiespasmódica, resolutiva, perspirante, coletéric, anestésica e 
Marcelo Rigotti 
 
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analgésica tópica suave. Indicada contra febre, resfriado,faringite, 
tosse, afecções da garganta, prurido, erupções do sarampo, 
dispepsia, coriza, inchaços, dor-de-cabeça, rinite, conjuntivite, 
edema de beribéri, astralgia, cólicas e diarréia. Toxicologia: não 
deve ser usada por crianças e lactentes pois pode provocar 
dispnéia e afixia. 
I 
INCENSO Tetradenia riparia (Hochst.) N. E. Br. (LABIATAE): 
antidiarréica, vermífuga, antiblenorrágica, analgésica, febrífuga, 
antisséptica e estomáquica. Utilizada externamente contra malária, 
angina, gastroenterite, abcessos dentais, dor de cabeça e dores em 
geral. 
INSULINA Cissus sicyoides (VITACEAE): sudorífica, hipotensora, 
preventiva de derrame, antidiabética, antiinflamatória, anti-
reumática, estomáquica e anti-hemorróida. Indicada para 
problemas respiratótios, hepáticos, renais e de ovários e para 
epilepsia. As folhas amassadas servem para furúnculos, e as folhas 
aquecidas são usadas em abcessos e gânglios inflamados. 
IPÊ AMARELO Tabebuia aure (BIGNONIACEAE): possui a 
carobina, a casca é utilizada para males do fígado, estômago, 
amrelão, vermes, diabetes, febre, malária; a aseiva é usada contra 
frieira; a folha tostada é estimulante e substitui o mate, além disso 
pode ser usada contra anemia, hepatite, é diurético e combate a 
gripe. 
IPÊ AMARELO Tabebuia ochracea (BIGNONIACEAE): Possui o 
lapachol e ipeína, é utilizado para combater doenças venéreas e 
problemas nos rins. 
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IPÊ BRANCO-ROSEADO Tabebuia insignis (BIGNONIACEAE): 
É indicado para problemas estomacais, do fígado, contra diarréia e 
vermes. 
IPÊ ROSA Tabebuia heptaphylla (BIGNONIACEAE): também 
possui o lapachol, combate o câncer, é depurativo do sangue, 
controla males estomacais e é bactericida. 
IPÊ ROXO Tabebuia impetiginosa (BIGNONIACEAE): Possui o 
lapachol e ipeína, indicado para o combate do câncer, adstringente, 
mucilaginosa, inflamação, possui tanino (5%), em forma de chá ou 
pomada pode ser utilizada contra impetigo, é abortiva e pode 
deformar o feto.. Ipê é uma erva poderosa como antibiótico e 
possui . anti-virais. Dá ao corpo a energia precisa para se defender 
e ajuda a resistir a doenças. É usado na América do Sul contra o 
câncer e a leucemia. É útil auxiliando a recuperação em doenças 
crônicas. 
IPECACUANHA Cephaelis ipecacuanha. (RUBIACEAE): É emética, 
expectorante e amebicida. Emprega-se para esvaziar o estômago 
em caso de intoxicação, quando não é possível fazer lavagem 
gástrica.Toxicologia: O pó é irritante para a pele. Usar nas doses 
indicadas. 
J 
JABUTICABA Myrcia cauliflora Berg. (MYRTACEAE): A casca ou 
as sementes, em decocção, age contra asma, desinteria e erispela. 
JACA Artocarpus heterophillus (MORACEAE): A resina da planta 
lenhada é cicatrizante. As sementes combatem desarranjos 
intestinais, também podem ser consumidas depois de assadas ou 
Marcelo Rigotti 
 
186 
 
 
 
cozidas, possuindo sabor semelhante a castanha européia e sendo 
inclusive consideradas ligeiramente afrodisíacas. 
JAMBOLÃO Sizigium jambolanus DC (MYRTACEAE): casca ou as 
sementes, em decocção, agem contra diabetes, hemorragia e 
disenteria. As cinzas da casca, com óleo, podem ser usadas contra 
queimaduras. 
JATOBÁ Hymenaea courbaril L. (LEGUMINOSAE – 
CAESALPINACEAE): A casca ou a resina do tronco, em 
decocção, combatem vermes e são adstringentes. 
JALAPA Mirabilis jalapa L. (NYCTAGINACEAE): a raiz é 
drástica, emeto-catárquica, antidiarréica, antidisentérica, anti-
sifilítica, anti-hidrópica, antileucorréica e anti-herpética. As flores 
quentes e untadas com óleo são maturativas. Flores e raízes são 
diuréticas. Toxicologia: a raiz é tóxica e as sementes são venenosas. 
JAMBUAÇÚ Spilanthes acmella L. (COMPOSITAE – 
ASTERACEAE): analgésica tópica, sialogoga, estomáquica, 
béquica, excitante, carminativa, emenagoga, digestiva, febrífuga, 
cicatrizante, antigripal, antiespasmódica, narcótica, antiasmática, 
desinfetantes, antianêmica, antidispéptica, antiinflamatória, 
odontálgica, estimulante e antiescorbútica. Indicada para 
problemas hepáticos, afecções bucais e da garganta e cálculos da 
bexiga, coqueluche, bronquite e tuberculoseToxicologia: o uso em 
grande quantidade é tóxico. 
JASMIM Jasminum grandiflorum (OLEACEAE): Pode ser utilizado 
para tosses e chá de folhas para enxaguar o feridas. Flores de 
Jasmim servem para fazer uma infusão calmante e sedativa, e para 
aliviar a tensão. O óleo é considerado anti-depressivo e relaxante. 
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É utilizado externamente para hidratar pele seca e sensível. 
Antiespasmódico, aromático, expectorante. 
JENIPAPO Genipa americana L. (RUBIACEAE): O chá da raiz 
tem efeito purgativo. A casca, em decocção, é útil contra úlceras. 
As sementes, moídas, provocam vômito. O suco da fruta é 
diurético. 
JOÁ-DE-CAPOTE Nicandra physaloides (SOLANACEAE): a seiva 
é calmante, em doses mínimas, é diaforética, estupefaciente, 
diurética e midriática.Toxicologia: os frutos são tóxicos. São 
usados para matar moscas. 
JURUBEBA Solanum paniculatum (SOLANACEAE): as raízes e os 
frutos são antidiabéticos, aperientes, desobstruentes, colagogos, 
antiaN6emicos, diuréticos, febrífugos, anti-hidr’opicos, 
antidispépticos, amargos e tônicos. Indicada para o tratamento de 
hepatite, tumores abdominais e uterinos, abcessos internos, 
engurgitamento do fígado e do baço, icterícia, febres intermitentes, 
inapetência, atonia gástrica, dispepsia atônica, úlceras, feridas, 
cistite, debilidade orgânica, catarro na bexiga e 
impaludismo.Toxicologia: o uso da planta não deve ser 
prolongado. 
L 
LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA Coix lacrima-jobi L. 
(POACEAE): Possui efeito antitérmico, antiespasmódico sobre o 
músculo estriado, é sedativo, é analgésico e anti-inflamatório, 
atividade hipoglicemiante, é broncodilatador, diurético, anti-
reumático em artrites e em edemas inflamatórios. 
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LAVANDA Lavandula officinalis syn. L. angustifolia (LAMIACEAE): 
Tem sido utilizado para propósitos aromáticos em água de 
lavagem e banhos. Esta erva tem uso na culinária, cosméticos e 
medicina. É efetivo para curar dores de cabeça e depressão. 
Externamente, óleo de lavanda tem sido utilizado como um 
linimento para aliviar as dores de reumatismo. Carminativo, 
espasmos musculares, anti-depressivo, anti-séptico e bactericida, 
estimula o fluxo de sangue. 
LARANJA Citrus aurantium (RUTACEAE): Ë utilizada como 
calmante dos nervos, estomáquico é febrífugo. É indicada para o 
estômago, para excitação nervosa e insônia. 
LEITERINHO Euphorbia hyssopifolia (EUPHORBIACEAE): o seu 
látex é caustico, usado contra doenças dos olhos, endurecimento 
da córnea, úlceras crônicas. 
LIMÃO Citrus limon (RUTACEAE): É um dos remédios 
medicinas naturais mais versáteis e mais importante para uso 
caseiro. Utilizado na comida assim como remédio, tem um alto 
conteúdo vitamina C, que ajuda a melhorar a resistência contra 
infecção, tornando-o valioso contra gripes e resfriados. É tomado 
como preventivo para muitos problemas, incluindo infecções de 
estômago, problemas do sistema circulatório e arteriosclerose. 
Suco e óleo são efetivo contra germes. Diminui a inflamação e 
melhora a digestão. Anti-séptico, anti-reumático, bactericida, anti-
oxidante, reduz febre. 
LÍNGUA-DE-VACA Chaptalia nutans (ASTERACEAE): diurética, 
emenagoga, béquica, tônica, desobstruente, anti-herpética, 
antiblenorrágica, antigripal e sedativa. A decocção das folhas é 
utilizada como vulnerária. É usada no tratamento de catarro 
pulmonar, dermatoses e cefalalgia, erupções cutâneas de origem 
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sifilítica, insônia, afecções das vias urinárias, tumores linfáticos e 
obstipação intestinal. Indicada para dores musculares, golpes e 
torceduras.As raízes são usadas para combater lombrigas 
intestinais. As raízes e as folhas são úteis contra úlceras. 
LINHO Linum usitatisium L. (LINACEAE): Em forma de 
cataplasma é usado contra abcessos, a infusão pode ser usado 
contra inflamações da bexiga, catarro e inflamações dos brônquios, 
colite e enterite. Contra queimaduras deve-se usar na forma de 
linimento. 
LÍRIO-DO-BREJO Hedychium coronarianum Koenig 
(ZINGIBERACEAE): O rizoma é béquico, excitante, tônico e 
anti-reumático e as flores cardiotônicas. O rizoma apresenta 
atividade contra bactérias. Os rizomas fornecem fécula comestível. 
LOSNA Artemisia absinthium L. (ASTERACEAE): Erva dos 
vermes tem um efeito tônico marcante para o estômago, a vesícula 
biliar e em ajustar problemas digestivos fracos. É utilizado para 
expelir lombrigas e outros vermes. Por melhorar as funções do 
sistema digestivo ajuda em muitas condições, incluindo a anemia. 
Também serve para relaxar os músculos e é ocasionalmente 
utilizado para tratar o reumatismo. As folhas tem . antissépticas 
que derivam dos alcalóides que a planta contém. Amargo, 
carminatio, relaxante dos músculos, anti-séptico. 
LOBEIRA Solanum lycocapum (SOLANANCEAE): Indicações - 
úlcera, bronquite, diabete, asma. Frutos e folhas. As folhas são 
calmantes. 
LOURO Laurus nobilis (LAURACEAE): A infusão das folhas é 
utilizada por seu efeito tônico para o estômago e bexiga, e um 
emplasto pode ser feito das folhas para aliviar picada de vespa e 
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abelha. Louro é utilizado principalmente para tratar desordens do 
trato digestivo superior e dores provocados pela artrite. Para o 
estômago e possui um efeito tônico, estimulando o apetite e a 
secreção de sucos digestivos. Adstringente, digestivo. 
LÚPULO Humulus lupulus L. (CANNABACEAE): Sedativa, 
digestiva e aperitiva. Muito conhecido o chá de lúpulo para 
favorecer o sono. É útil(uso interno) em casos de enxaqueca. 
Aplica-setambém em casos de digestão difíceis, infusão e/ou 
compressas. As flores femininas da plantas são utilizadas na 
fabricação dacerveja.Toxicologia: Seu 
M 
MAÇÃ Pyrus malus L.(Rosaceae): Anti-diarréica, laxante, diurética 
e depurativa. Reguladora das funções intestinais, combate artrite, 
reumatismo, cálculos urinários, diminui o colesterol. O s 
preparados à base do fruto e da casca da macieira agem contra o 
resfriado e a febre e são desintoxicantes. 
MACELA Achyrocline satureioides Lam (DC) (Asteraceae): 
Reguladora das funções intestinais, anti-inflamatório, anti-séptico, 
anti-microbiana, antiespasmódica, analgésica e sedativa. Acalma e 
favorece o sono. A sua inflorescência na forma de infusão é 
utilizada como digestivo, antiespasmódico, carminativo, colagogo, 
eupéptico, anti-diarréico, anti-séptico, anti-inflamatório, 
emenagogo e externamente é usado como anti-séptico. 
MALVA Malva sylvestris (MALVACEAE): Emoliente, laxante e 
expectorante. É indicada para casos de prisão de ventre crônica, 
afecções respiratórias, das mucosas e da pele. Usada em casos de 
inflamações, principalmente no combate às afecções do aparelho 
genital feminino. É empregada em casos de bronquite crônica, 
Farmácia Verde 
 
 
 
191 
 
 
 
constipação intestinal, colites, ansiedade, insônia, coqueluche, 
afecções das vias aéreas superiores. Para uso externo é indicada 
nos casos de contusões e hemorróidas. 
MALVA DO CERRADO Hyptis ovalifolia Benth. (Lamiaceae): 
Indicação para reumatismo. Usa-se folhas e raízes contra fungos. 
MALVAÍSCO Malvaviscus arboreus (MALVACEAE): as raízes e 
flores são adstringentes e antiflogísticas. 
MAMOEIRO Carica papaya L. (CARICACEAE): Vermífugo. É 
recomendado para quem sofre de insuficiência de sucos digestivos. 
Indicado também para colite, cólon irritável e prisão de ventre 
crônica. O fruto, ativador cardíaco, é recomendado contra as 
doenças da velhice. 
MAMONA Ricinus communis L (EUPHORBIACEAE): Vermífugo, 
purgante (uso interno), emoliente e cicatrizante (uso externo). 
Combate a parasitas intestinais e externamente é usado para 
combater eczemas, herpes, erupções, feridas, queimaduras e 
calvície. Loção contra caspa: misturar 100 g de suco de urtiga com 
40 g de óleo de rícino, friccionar contra o couro cabeludo 3 vezes 
ao dia. Friccionar contra frieiras o óleo de rícino 3 vezes ao dia. O 
óleo de rícino é excelente purgante e pode ser usado 8 g para 
crianças, e 20 a 50 g para adultos.Toxicologia: A ingestão de suas 
sementes pode ser mortal, tanto para crianças (3 sementes) como 
para adultos (15 sementes). 
MANGA – Mangifera indica L. (Anacardiaceae): O caule produz 
uma resina empregada contra disenteria. 
MANGOSTÃO Garcinia mangostana L. (Clusiaceae): O suco e o 
infuso das folhas têm propriedades adstringentes. 
Marcelo Rigotti 
 
192 
 
 
 
MANJERONA Origanum majorana (LABIATAE): Antiespasmódica 
(essência e infusão), carminativa, digestiva, sedativa (essência e 
infusão), hipotensora (essência e infusão), expectorante e anti-
reumática (fricções). Também usada como tempero, combate à 
insônia, gripes, resfriados, flatulência, cólicas 
menstruais.Toxicologia: É contra-indicada para diabéticos. 
MARACUJÁ Passiflora incarnata ou quadrangularis 
(PASSIFLORACEAE): Sedativa, antiespasmódica, sonífera, 
tonificante, refrescante.Indicações: Combate ansiedade, 
nervosismo, stress, insônia, dores e espasmos diversos. As folhas, 
em decocção, têm ação diurética e são úteis contra febres, 
inflamações na pele e erispelas. Tumores e hemorróidas podem ser 
aliviados com compressas de folhas maceradas. 
MARGARIDÃO-AMARELO Tithonia diversifolia (HEMSL) Gray 
(Asteracea): As folhas são utilizadas no tratamento de distúrbios 
hepáticos e gástricos. 
MARIA-PRETA Solanum americanum (SOLANANACEAE): 
antiespasmódica, sedativa, expectorante,a anlgésica, diurética, 
depurativa, emliente, vulnerária, anti-reumática, diaforética, 
antiartrítica, anti-hipertensiva, aperiente, calmante, antiinflmatória, 
febrífuga, mineralizante, reconstituinte, narcótica, calmamante, 
afrodisíaca e analgésica. A fruta fresca é usada como 
antiparasitória. Indicada para uso externo no tratamento de ptiríase 
versicolor ou pano branco, feridas e úlceras, inflamações, áreas 
intumecidas, irritadas e dolorosas, dartros, furúnculo, panarício, 
queimaduras, psoríase, eczema, escrófulas, adcesso, acne, 
dermatite, erisipela, exantema, leucorréia, pústulas, tinha e vaginite. 
Internamente para o tratamento de asma, amigdalite, anemia, 
cirrose, cólicas, diarréias, escorbuto, gastrite, meningite, paludismo, 
úlcera gástrica, terror noturno, excitação nervosa, cólica e afecções 
Farmácia Verde 
 
 
 
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urinárias, gastralgia, crises hepáticas, espasmos vesicais, distúrbios 
dgestivos e ginecológicos e hemorróidas. Toxicologia: os frutos 
verdes são tóxicos. 
MARMELO Cydonia oblonga (ROSACEAE): Em decocção, frutos, 
folhas, e sementes possuem efeito calmante e emoliente. 
MASTRUÇO Coronopus didymus:(CRUCIFERAE): Estimulante da 
digestão, vermífuga, expectorante, anti-hemorróidas, usada no 
tratamento de febres intermitentes e palustres, é estomáquica e 
estimulante das glândulas salivares, vesicatória dérmica, anti-
hidrópica, diurética, excitante, peitoral e antiescorbútica. É 
indicada par afecções respiratórias, dores musculares, bronquite, 
afecções renais e do estômago, raquitismo, contusões, hipertrofia 
do coração e ciática. 
MASTRUÇO-BRAVO Lepidium ruderale (BRASSICACEAE): 
Antisséptica, depurativa, estomáquica e diurética. É indicada 
contra impigem, bronquite, tosse, afecções das vias respiratórias, 
fraqueza pulmonar, laringite, escrófula, escorbuto, dermatose, 
engorgitamento ganglionar e sífilis. 
MATA PASTO Senna alata (L.) Irw. Et. Barn.(LEGUMINOSAE – 
FABACEAE): a folha e a casca possuem ação inseticida,nematicida e carrapaticida. Na medicina caseira é usada para 
combater piolho, doenças venéreas, a raíz é purgante, usada contra 
menstruação e para o fígado, possui tanino e ácido crisofânico que 
é usado para problemas de pele. 
MELANCIA Citrullus lanatus (Thunb.) Matsum. & Nakai 
(CUCURBITACEAE): A melancia é uma fruta altamente 
refrescante, ideal para ser consumida nas épocas de muito calor. 
Tem propriedades hidratantes (contém cerca de 90% de água), 
Marcelo Rigotti 
 
194 
 
 
 
além disso, possui também açúcar, vitaminas do complexo B e sais 
minerais, como cálcio, fósforo e ferro. É diurética. 
MELHORAL Justicia pectoralis var. stenophylla (ACANTHACEAE): 
Analgésica, antiinflamatória, broncodilatadora, sedante nervoso, 
peitoral, expectorante, febrífuga, béquica, cicatrizante, afrodisíaca, 
anti-reumática, catamenial, adstringente, anti-hemorrágica das vias 
urinárias e tranquilizante. Relaxante da musculatura lisa e atividade 
antibacteriana. Indicada para gastralgias, cortes e catarros 
brônquicos, gota, enfermidades do fígado, infecções das vias 
respiratórias, dermatites, feridas, aftas, insônia e afecções 
nervosas.Toxicologia: em altas doses é alucinógeno. 
MELISSA Melissa officinalis L. (LABIATAE): A melissa é 
recomendada para problemas de coração. Sua ação principal é 
como um tranqüilizador. Isto acalma espasmos nervosos e cólicas. 
O chá quente é bom para calafrios, gripes e febres. Sua ação 
sedativa têm sido utilizada para ajudar no tratamento de problemas 
psiquiátricos, incluindo distonia. A sua ação é útil para tratar 
eczema e dores de cabeça. Hoje, esta erva é ainda amplamente 
usada por suas propriedades calmantes, e novas pesquisas 
mostram que pode ajudar significativamente no tratamento de 
resfriado. Relaxante, antiespasmódico, resfriado, carminativo, anti-
viral e tônico dos nervos. 
MELÃO-DE-SÃO-CAETANO Momordica charanthia L. 
(CUCURBITACEAE): É uma trepadeira muito comum no Brasil, 
e as suas folhas são usadas internamente contra diabetes e 
externamente contra frieiras, eczemas, problemas de pele e câncer 
de pele. 
MENTRASTO Ageratum conyzoides L. (ASTERACEAE): Ocorre 
em quase todo o mundo, possui alcalóides e pode ser usado contra 
Farmácia Verde 
 
 
 
195 
 
 
 
a artrite ou artrose (alivia a dor). Também é usado em contusões e 
inchaços.Toxicologia: o seu uso interno não é recomendado pois 
possui um alcalóide a pilirrizodina que pode causar câncer no 
fígado. 
MIL FOLHAS Achillea millefolium L. (ASTERACEAE): É usada a 
muito tempo como um fortalecedor ou tônica. Ajuda na 
recuperação de resfriados e influenza e é benéfico contra febre. 
Também é útil para problemas menstruais e desordens 
circulatórias. Antiespasmódica, tônica adstringente, amarga, 
aumenta o suor, abaixa pressão sangüínea, reduz febre, diurético 
moderado e urinário anti-séptico. 
MILHO Zea mays (GRAMINEAE): Emoliente e protetor da 
mucosa intestinal, refreador do metabolismo. É diurético 
edepurativo. excelente fonte de caroteno, ferro, cálcio, enxofre e 
vitamina C. Combate o hipertireóidismo, anemia, desnutrição, 
reduz o colesterol, hipertensão arterial, nefrites, gota, 
etc.Toxicologia: Os cabelos do milho são desaconselhados para 
quem sofre de hipertrofia da próstata. 
MIRRA Commiphora molmol syn. C. myrrha: (BURSERACEAE) 
Mirra tem sido utilizada em perfumes, incenso e embalsamento. 
Suas propriedades como adstringente, anti-microbial e 
antissépticas têm sido utilizadas para tratar acne assim como 
condições inflamatórias. Tem uso específico no tratamento de 
infecções na boca tal como úlceras, gengivite, assim como 
problemas de catarro associados com faringite e sinusite. 
Estimulante, anti-séptico, anti-inflamatório, adstringente, 
expectorante, antiespasmódico, carminativo. 
MIRTILO Vaccinium myrtillus L. (ERICACEAE): Tônicas e 
adstringentes Melhora a visão das pessoas que lêem muito. Protege 
Marcelo Rigotti 
 
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os olhos dos diabéticos e dos hipertensos. Melhora a circulação 
sangüínea nas artérias, nas veias e nos capilares. Combate (baixa) o 
açúcar do sangue 
MORANGUEIRO Fragaria vesca: depurativa, alcalinizantes, 
laxante, tonificantes, remineralizantes, emolientes. É indicado nos 
casos de artritismo, gota, prisão de ventre, estomatites, gengivite, 
faringite e outras afecções da boca. É adstringente, usado para 
cicatrizar feridas na pele. Toxicologia: Em algumas pessoas, a 
ingestão de morangos produz urticária por reação alérgica, uso 
excessivo pode provocar náuseas. 
MUSSAMBÊ Cleome spinosa: as folhas e flores são tônicas e a raiz é 
béquica. As folhas são estimualntes, antiblenorrágicas e 
antileucorréicas. As folhas aplicadas sobre a pele são rubefacientes, 
a planta imteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária. A 
raiz é indicada contra bronquite e o sumo das folhas serve para 
otites supuradas e lavagem de feridas. 
MOSTARDA Brassica hirta Moench (mostarda-branca); Brassica 
nigra Kock (mostarda-negra). BRASSICACEAE (Cruciferae). Na 
medicina popular suas sementes ativam a circulação e eliminam os 
inchaços das pernas (LORENZI e MATOS, 2002). 
N 
NABO Brassica rapa L. (CRUCIFERAE): A raiz tem . tônicas e faz 
bem para os pulmões. Cozida, é boa para curar frieiras e feridas na 
pele. 
NEEM Azadirachta indica A. Juss. (MELIACEAE): O creme 
quando colocado sobre as lesões de herpes, obtém-se alívio 
imediato do coçar e sensação de queimadura. O tempo de cura 
Farmácia Verde 
 
 
 
197 
 
 
 
pode levar de dois a quatro semanas. Na forma de cápsulas ou 
tintura pode ser utilizado em vários tipos de problemas. O pé de 
atleta pode ser curado através da nata colocada na ferida. Contra a 
pressão alta pode ser utilizado em forma de cápsulas. No combate 
a acne na forma de creme antes de ir dormir, antes deve-se lavar o 
rosto com um sabão de neem. Pode ser usado contra queimadura 
de sol na forma de loção, eczema, verruga, erupção cutânea 
causada pelo calor. 
NÊSPERA Eriobotrya japonica Lindl. (ROSACEAE): A decocção 
das folhas é usada contra estomatite e inflamações na boca. 
Sementes maceradas em vinho branco são úteis contra gota. 
NÓ-DE-CACHORRO Heteropterys aphrodisiaca O. 
Mach.(MALPIGHIACEAE): Problemas de visão e disenteria, 
debilidades nervosas, doenças venérias, e como afrodisíaco, 
NOGUEIRA Juglans regia L (JUGLANDACEAE): É adstringente, 
antisséptica, cicatrizante, tonificante, vermífuga e hipoglicemiante. 
É indicada também para combater parasitas intestinais, quando se 
usa as cascas dos frutos verdes. É recomendável aos que sofrem de 
esgotamento, astenia ou transtornos do sistema nervoso. 
O 
ORA-PRO-NOBIS Peireskia grandiflora: (Cactaceae) é mucilaginosa, 
hidratante, cicatrizante e nutritiva. Utilizada no tratamento de 
queimaduras, ferimentos e úlceras internas e externas. 
ORÉGANO Origanum vulgare L. (LAMIACEAE): Orégano é 
usado para promover transpiração como um tratamento para 
resfriados, influenza, e febres. É usado freqüentemente um chá 
Marcelo Rigotti 
 
198 
 
 
 
para aliviar desconforto menstrual. Também é usado em banhos e 
inalações para limpar os pulmões e passagens bronquiais. 
OLIVEIRA Olea europaea L. (OLEACEAE): Anti-inflamatória, 
eupéptica. O óleo é eficaz em inflamações do estômago e 
intestinos. 
P 
PARIETÁRIA Parietaria officinalis L. (URTICACEAE): Diurética, 
anti-inflamatória, adstringente e emoliente. Afecções das vias 
urinárias e para uso externo é usado para curar feridas, 
queimaduras, fissuras anais e labiais. 
PARIPAROBA Potomorphe umbellatum: (PIPERACEAE): Planta 
comum em matas fechadas perto de córregos, é utilizada para 
combater problemas do fígado e baço. Apresenta bons resultados 
contra epilepsia e outros problemas neurológicos. Deve ser 
tomado como infusão. Podeser colocado junto da erva-mate no 
tereré ou chimarrão 
PATA DE VACA Bauhinia forficata L. (LEGUMINOSAE – 
CAESALPINOIDEAE): É diurética e expectorante. É empregada 
nos tratamentos da diabetes. A casca é indicada para diabetes e as 
folhas como diurético. 
PEGA-PEGA Desmodium canum (Gmel.) Schinz. & Thell. 
(LEGUMINOSAE – FABACEAE): Antiblenorrágica: diurética, 
estomáquica, hepática, laxante, tônica, febrífuga e béquica. É 
indicada contra afecções renais, cistite, disfunções gástricas e 
hepáticas, uretrite, dores estomacais e dos membros, bronquite, 
feridas e úlceras. 
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PEIXINHO Stachys lanata L. (LAMIACEAE): Béquica, emoliente, 
o seu uso é semelhante a Salvia officinalis. 
PENICILINA Alternanthera brasiliana: (L.) O. Kunt. 
(AMARANTHACEAE): As flores são béquicas é utilizada no 
tratamento de diversas doenças, incluindo inflamações, dor e 
processos infecciosos e, tendo também efeito analgésico e anti-
viral. 
PEPINO Cucumis sativus L. (CUCURBITACEAE): É diurético, 
sedativo, anti-reumático e sonífero, usado contra erupções 
cutâneas, cólicas intestinais e em tratamentos de beleza. Valioso 
para ajudar o tratamento de pressão arterial alta ou baixa. 
PEQUI Caryocar brasiliense (CARYOCARACEAE): A casca , em 
infusão, é diurética e age contra a febre, xarope peitoral. Usa-se o 
fruto, flores e folhas. Fruta rica em vitamina A e E. 
PERIQUITINHO Alternathera pungens: a planta é indicada para 
problemas gástricos, hepáticos e intestinais, é diurética e emoliente, 
o suco fresco é tônico, a infusão é eupépticas, descongestionantes, 
diuréticas, antiflogísticas, hepáticas e indicadas para distúrbios 
renais, diarréia infantil e problemas de dentição em crianças. 
PERPÉTUA Gomphrena globosa: expectotante, febrífuga, béquica, 
antiespasmódica, tranquilizante, oftálmica, diurética, adstringente, 
emenagoga, tônica, amarga, aromática e eupéptica. Usada para 
ifecções do sistema respiratório, distúrbios gastrointestinais e 
hepáticos, otites e estados nervosos do coração. 
Marcelo Rigotti 
 
200 
 
 
 
PÊSSEGO – Erupções da pele podem ser tratadas com a 
cataplasma das folhas novas. As folhas, em infusão, ajudam a 
curar úlceras intestinais. 
PICÃO-BRANCO Galinsoga parviflora: vulnerária e antiescorbútica. 
PICÃO-PRETO Bidens pilosa; B. bipinnatus: É conhecida como 
planta daninha e muito comum no Brasil. É utilizado contra 
hepatite e malária, e possui efeito anti-cancerígeno. É tomado na 
forma de infusão. 
PICÃO VERMELHO Bidens gardeni: é diurético, usado contra 
icterícia, úlceras crônicas, é acre e mucilaginosa. 
PIMENTA-DO-REINO Piper nigrum: Utilizados em doses 
pequenas , possui ação excitante sobre os órgãos digestivos, mas o 
seu uso prolongado pode causar problemas do fígado, inflamações 
intestinais, hemorróidas e fissuras anais. É muito utilizada contra 
insetos. 
PIMENTA-MALAGUETA Capsicum frutescens L. SOLANACEAE 
Estimula a circulação do sangue e atua no cérebro favoravelmente 
nos casos de encefalite, meningites, congestão cerebral e ameaças 
de derrame. Deve-se ressaltar que seus efeitos são mais sensíveis 
nas mulheres do que nos homens (LORENZI e MATOS, 2002). 
PIMENTA-LONGA Piper tuberculatum Jacq. PIPERACEAE: 
Comprovada atividade carcinogênica in vitro, além de ter grande 
importância científico-tecnológica como precursora de vários 
compostos notadamente fármacos, bioinseticidas biodegradáveis, 
fixadores de aroma e, mais recentemente, de drogas 
antitrombóticas e auxinas endólicas. 
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PIMENTÃO Capsicum anuum: Contra o alcoolismo pode se fazer 
uma decocção com 5 g de pimentão em pó fervidos por 2 min e 
em descanso por 4 horas, tomar duas xícaras ao dia. Artrite e 
reumatismo podem ser aliviadas com uma solução de álcool e 
pimentas que devem ficar em descanso por três dias, filtrar e 
passar o líquido nas regiões doloridas 
PITANGA Eugenia pitanga, Stenocalix pitanga: Adstringente, Anti-
reumática, anti-desintérica, Calmante, febrífuga e vermífuga. É 
usada em forma de chá (decocção) para combater reumatismos, 
febres e diabetes. Combate também bronquite infantil, gota, 
hipertensão, ansiedade. O fruto, em decocção ou infusão, é 
estimulante , antitérmico, antidiarréico, e anti reumático. A folha é 
usada contra a diarréia, é aromática, balsâmica, garganta inflamada, 
tosse, sistema respiratório, esclerose, febre, possui a pitangina que é 
sucedâneo da quinina, controla gases, bactérias, repele insetos, o 
fruto é estomacal e calmante. 
PITEIRA Agave americana L: Diurética, depurativa, vulnerário e 
cicatrizante. Edemas, retenção de líquidos, icterícia, hepatite e 
externamente é usado como cicatrizante (usa-se em compressas 
sobre lesões e feridas da pele). 
POEJO Mentha pulegium: Digestivo, tônico estomacal, 
expectorante, emenagogo, antiespasmódico, anti-séptico e 
carminativo. Mau hálito, combate as fermentações intestinais, é 
muito utilizado nos resfriados e na tosse convulsa. Toxicologia: O 
uso da essência em doses elevadas pode ser perigoso. 
PULSÁTILA Pulsatila vulgaris: antiespasmódicas, emenagoga, 
antibióticas, antimitóticas. Combate a insônia, cólicas digestivas, 
regula o ciclo menstrual, estimula a atividade ovariana. É indicada, 
Marcelo Rigotti 
 
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também, para combater as dores nevrálgicas, é expectorante, 
emética e sudorípara. 
Q 
QUÁSSIA Quassia amara L: Tônico estomacal, febrífugo, 
vermífugo, digestivo e aperitivo. A casca dessa árvore é útil 
principalmente para os que sofrem de problemas digestivos. Muito 
útil também em casos de debilidade digestivas por problemas 
nervosos. É um fortificante do estômago, muito eficaz. Combate 
os oxiúros. Toxicologia: Produz vômitos se usada em doses altas. 
É desaconselhável seu uso por mulheres durante a menstruação e 
portadores de úlcera gastroduodenal. 
QUEBRA-PEDRA Phyllanthus niruri: Planta muito comum em 
qualquer parte do mundo, é tida como praga. Possui excelente 
efeito diurético, auxiliando a eliminação de cálculos renais e 
afecções do fígado. Possui efeito hipoglicemiante. Deve ser 
tomado em infusão duas a três vezes ao dia. 
QUEBRA PEDRAS RASTEIRO VERDE Euphorbia thymifolia: 
possui ação diurética e vermífuga. 
QUINA Cinchona calysaia ou Cinchona officinalis: Febrífugas, anti-
maláricas, tonificante, adstringente e cicatrizante. Suas . 
terapêuticas estimulam as funções intestinais, gástricas e 
hepáticas.Toxicologia: Não exceder as doses indicadas para uso 
interno, já que podem causar náuseas e vômitos. 
QUITOCO Pterocaulon virgatum: as raízes são carminativas, 
resolutivas e digestivas. Em banho atua como estimulante, a 
infusão das raízes é diurética. A planta é anti-reumática e béquica. 
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Indicada para bronquite, afecções hepáticas, metrite, resfriado e 
dores no corpo. 
R 
RABANETE Raphanus sativus: Rabanete estimula o apetite e a 
digestão. É bebido como suco para controlar indigestão gasosa e 
constipação. Suco de rabanete preto tem uma ação tônica e 
laxativa nos intestinos, e indiretamente estimula o fluxo de bílis. 
Rabanete consumindo geralmente resulta em digestão melhorada, 
mas algumas pessoas são sensíveis a seu sabor e ação forte. Pode 
ser comido para aliviar distensão abdominal. Laxante digestivo, 
moderado. 
ROMÃ Punica granatum (PUNNICACEAE): A casca do fruto é a 
parte mais utilizada para eliminar parasitas internos, possui efeito 
anti-bacteriano, anti-diarréico, anticoncepcional, hemostático e 
apresenta bons resultados contra amebíase intestinal. A infusão das 
folhas é indicada para inflamações da boca e da garganta. O xarope 
da polpa é diurético. 
ROSA Rosa spp.: Água de rosas são ótimas para nutrir a pele, e 
também contem vitamina C.é usado como um purificador do 
sangue, e para tratamento de infecções, resfriados, e influenza. As 
pétalas são usadas em incenso e sachê, e queimado promove o 
sono de uma noite tranqüila. O óleo essencial é usado em banhos e 
rituais para promover a paz, amor, e harmonia. 
RUBIM Leonurus sibiricus: É anti-desentérica, expectorante, 
cicatrizante, emenagogo, eupéptico, diurético e vermífugo. Usada 
em forma de chá para lavar "feridas brabas", e emplastos socados 
das folhas cruas para cicatrização. Auxilia no tratamento de 
distúrbios cardíacos. 
Marcelo Rigotti 
 
204 
 
 
 
RUIBARBO Rheum palmatum: É estimulante, hepático.Indicações: 
Usado em casos de astenia, afecções hepáticas, biliares, e no para 
regular as funções intestinais.Toxicologia: Não pode ser 
administrado a gestantes. 
S 
SABUGUEIRO Sambucus nigra: Sudoríficas, diuréticas, depurativas, 
anti-inflamatórias, tonificante e laxante. Utilizado em resfriados e 
gripes para provocar sudação abundante e uma ação depurativa e 
descongestionante. É muito utilizada em casos de sarampo, 
rubéola e escarlatina. Combate também afecções da garganta e 
conjuntivites.Toxicologia: Não comer grandes quantidades de 
bagas (frutos) de sabugueiro, pois podem provocar náuseas e 
intolerância digestiva. 
SAIÃO Kalanchoe gastonis-bonieri: Vulnerária, resolutiva, cicatrizante, 
refrigerante e tônico pulmonar. As folhas secas e tostadas são úteis 
para cefaléias, engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das 
pernas. O suco da planta é útil para calos, frieiras e queimaduras. 
SALSA Petroselinum crispum: É conhecida como uma erva diurética, 
tônica digestiva e estimulante do fluxo menstrual e também muito 
utilizada na salada. Folhas de salsa, sementes e caldo da raíz 
combatem infecções das vias urinárias e ajuda a eliminar pedras do 
rim. Também estimula o apetite e o fluxo de sangue de órgãos 
digestivos, e também reduz febres. Salsa tem a habilidade 
incomum de mascarar odores fortes como o alho em particular. 
Raíz de salsa é mais comumente prescrita do que as sementes ou 
folhas em medicamentos herbários. É usada no tratamento para 
flatulência, cistites e problemas reumáticos. Também é usada 
como um promotor de menstruação, enquanto é útil em estimular 
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um período atrasado e alivio da dor menstrual. Digestivo, 
diurético. 
SALSAPARRILHA Smilax áspera: Diurética, sudoríficas, 
depurativa, aperitiva e tonificante. Sua raiz é muito indicada para 
combater o reumatismo e a artrite. É usada tanto para uso interno 
como para lavar eczemas.Toxicologia: Produz náuseas em doses 
elevadas. 
SALVIA Salvia officinalis: Suas folhas são usadas contra gripes e 
resfriados e é um remédio excelente para gargantas doloridas e 
digestão ruim. Também é usado como uma erva tônica 
suavemente estimulante. Tem um gosto ligeiramente amargo e 
adstringente. Adstringente, anti-séptico, aromático, carminativo, 
estrogênico, reduz suor, tônico. 
SÁLVIA VERMELHA Salvia miltiorrhiza: A raíz e o rizoma 
possuem efeito na microcirculação causando aumento do fluxo 
capilar, efeito cardiovascular, possui efeito sedativo, bactericida, 
anti-inflamatório, anti-ulceroso, anti-coagulante, efeito 
hipoglicemiante. 
SANTÔNICO Artemisia maritima L: Vermífugo, combate os 
Ascaris lumbricoides (lombriga).Toxicologia: Seu uso excessivo 
provoca excitação nervosa. 
SAPOTI – O chá da casca é adstringente e antitérmico. 
SEGURELHA Satureja montana L.: Estimulante, carminativa, 
antiespasmódica, vermífuga, diuréticas e peitorais. É afrodisíaca 
(infusão e essência), depurativa, balsâmica e expectorante. 
Combate as ventosidades do estômago e intestinos. É 
recomendada aos que sofrem de gastrite e indicada para casos de 
Marcelo Rigotti 
 
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fadiga crônica, bronquite aguda, debilidade, hipotensão e astenia. É 
utilizada em culinária na forma de condimento. 
SENE Cassia angustifolia; C. acutifólia: Possui efeito fortemente 
laxativo, é a principal planta utilizada para este fim. 
SENSITIVA Mimosa pudica: a casca é vermífuga e as raízes são 
purgativas, eméticas e antidiftéricas. As folhas são utilizadas 
externamente como antitumorais e antileucorréicas. Internamente 
são amargo-tônicas, purgativas, antiblenorrágicas, colagogas, 
emolientes, resolutivas, depurativas anti-reumáticas, odontálgicas e 
desobstruente do fígado, externamente é usada em banhos para 
curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas. Em 
gargarejos, serve para o tratamento de inflamações da boca e 
garganta. Indicada para afecções hepáticas, reumáticas e articulares, 
prisão de ventre, afecções reumáticas articulares, granulações da 
faringe, úlceras cancerosas, moléstias do útero, angina e para 
desinchar as pernas. Toxicologia: a casca em altas doses é tóxica. 
SERPILHO Thymus serpyllum: antiespasmódica, cicatrizante, 
vulnerária, vermífuga, estimulante, parasiticida, antibiótica, 
digestiva, antisséptica, carminativa, diurética, expectorante, 
hemostática e tônica. É indicada para o tratamento dos distúrbios 
do sistema nervoso simpático, coqueluche, dores reumáticas, 
constipação de crianças de colo, bronquite, diarréia, feridas 
supuradas, astenia, sarna, artrite, asma, queda de cabelo, 
convalescença, epistaxe, distúrbios gástricos, fadiga, meteorismo, 
obstipação e tosse. 
SERRALHA Sochus oleraceus: anti-inflamatório e diurético. 
Combate dores de origem reumática, anemia carencial, afecções 
hepáticas, astenia e também tem ação cicatrizante. 
Farmácia Verde 
 
 
 
207 
 
 
 
SETE-SANGRIAS Cuphea balsamina: Depurativa, digestiva, 
diurética. Combate a arteriosclerose, hipertensão arterial e 
palpitações. Limpa o estômago e intestinos. Combate também 
doenças venéreas e afecções da pele. 
T 
TABOA Typha dominguensis: adstringente, diurética, antidiarréica, 
antidisentérica, antiinflmatória, antianêmica, emoliente e tônica. 
Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas 
(externo), dismenorréia, dores abdominais durante o puerpério, 
dores estomacais, contusões eluxações, hemoptises, sangramento 
nasal, hematúria, hemorragia uterina funcional, afecções das vias 
urinárias e debilidades em geral. 
TAIOBA Colocasia antiquorum: Depurativa, emoliente e cicatrizante. 
Promove cicatrização de úlceras. Sua raiz é, conforme alguns 
autores e pesquisadores, serve para atenuar casos de lepra. 
TAIUIÁ Cayaponia tayuia Silmatra brasiliensis: raiz fresca é drástica, 
quando seca é anti-reumática, anti-sifilítica, depurativa, 
antinevralgica, calmante das dores, desintoxicante, desobstruente 
do fígado e do baço, emenagoga, emética, anti-hidrópica e 
purgativa. Utilizada em dermatoses, ciática, erisipelas, ulceras, 
feridas, linfagites crônicas, furúnculos, eczemas, dartros, pregas, 
manchas do rosto, dispepsias, atonia gastrointestinal, dilatação do 
estômago e paralisia. É usada contra dor de dente, como 
depurativa do sangue, antissifilítica, purgativa, possui a caiaponina e 
saponina. Toxicologia: em altas doses é tóxica. 
TAMARINDO Tamarindus indica: Laxante , colerético e colagogo 
suave. Refrescante e tonificante. Anti-helmíntico e vermífugo. 
Indicado nas funções biliares e hepáticas. O chá da polpa é 
Marcelo Rigotti 
 
208 
 
 
 
calmante e age contra a febre. Em decocção, a polpa é boa para 
prisão de ventre. 
TANACETO Tanacetum vulgare L: Vermífuga e emenagoga. 
Indicado no combate a lombrigas e oxiúros. Provoca e regulariza a 
menstruação. 
TANCHAGEM Plantago lanceolata; P. major(Foto): É usada como 
anti-inflamatório, e para neutralizar toxinas. Como um chá 
moderado é usado para tratar problemas pulmonares em crianças, 
e como um chá mais forte é usado para tratar úlceras de estômago. 
Também é usado para diarréia, infecções de bexiga, e paratratar 
feridas. 
TÍLIA Tilia europaea L: Sedativa, diurética, sudoríficas, anti-
inflamatórias, antiespasmódica e vasodilatadora. Usada em casos 
de nervosismo e ansiedade, pois é excelente sedativo e calmante 
para os nervos. É antiespasmódica e diaforética por excelência. É 
indicada nos catarros brônquicos, bronquites, asma, gripe e tosse 
rebelde das crianças. A flor e a casca tem o efeito vasodilatador e 
suavemente hipotensor. 
TIRIRICA Cyperus rotundus: Regula o fígado e o baço, regula as 
irregularidades menstruais e dismenorréia, provoca relaxamento da 
musculatura uterina, possui efeito analgésico, inibe convulsões, 
possui efeito anti-microbiano, efeito anti-hipertensivo inibe a 
reprodução do Plasmodium falciparum causador da malária. 
TOMATE Solanum lycopersicum: Folhas em decocção pode ser 
tomado contra problemas de bexiga e rins. Para o fígado pode ser 
feita uma infusão com as folhas. Ungüento dos frutos do 
tomateiro contra hemorróidas e o suco pode ser usado para o 
Farmácia Verde 
 
 
 
209 
 
 
 
intestino. Por possuir os flavonóides combate o câncer de 
próstata e de mama. 
TOMILHO Timo vulgaris: Sua aplicação principal está no 
tratamento de tosses e problemas de congestão. Muitas fórmulas 
atuais para lavagens de boca e esfregas de vapor contêm timol, um 
dos componentes achados no tomilho. Também melhora digestão, 
destrói parasitas intestinais e é um excelente anti-séptico e tônico. 
Anti-séptico, tônico, alivia espasmo do músculo, expectorante. 
TRAPOERABA ERETA Commelina benghalensis: a planta é 
diurética e emoliente. 
TRAPOERABA RASTEIRA Commelina cf nudiflora: a planta é 
diurética, desobstruente, anti-blenorrágica, anti-reumática. É 
indicada para hidropisia, angina, hemorróidas, afecções herpéticas, 
verruga, tinha, uretrite, retenção espasmódica da urina. É utilizada 
como forrageira (pastada), bom para leite (15%) de PB. Na 
medicina caseira é utilizada como colírio, é diurética, serve para 
reumatismo, angina, hemorróidas, herpes, verruga e hemorragia. 
TREVO PEQUENO Oxalis corniculata: anti-térmico, é usado 
contra hepatites, vesícula biliar, disenteria, timpanismo, prolapso 
do reto; a raiz é anti-escorbútica e o suco é usado contra verrugas. 
TREVÃO Oxalis latifólia: é usado no tratamento de clisteres e 
febres perniciosas. 
U 
URTIGA Urtica dioica: Folhas de urtiga contêm ferro e vitamina C, 
podem ser usadas para tratar anemia e pouca circulação. Chá ou 
cataplasma feito de folhas de urtiga é usado para tratar eczema e 
Marcelo Rigotti 
 
210 
 
 
 
problemas de pele. Suas . adstringentes são usadas para evitar 
sangramento. Hoje, a urtiga é usada para febre, artrites, anemia, e, 
surpreendentemente, até mesmo para erupção cutânea causada 
pela urtiga. Diurético, tônico, adstringente, previne hemorragia, 
anti-alergenico, reduz amplificação de próstata (raiz). 
URUCUM Bixa orellana: fonte de beta-caroteno, previne o 
aparecimento de lesões cutâneas causadas pelo Sol, também é 
utilizada para doenças do coração. 
UVA Vitis sp: folhas e gavinhas, em infusão, auxiliam nas 
infecções externas e dos olhos. 
UVA URSINA Arctostaphylos uva-ursi: adstringente, diurética, 
antisséptica e anti-inflamatória. Afecções das vias urinárias: cistite, 
uretrite, prostatite, cálculos renais.Toxicologia: Seu uso não deve 
prolongar-se por mais de 10 dias, 15 no máximo. 
V 
VALERIANA Valeriana officinalis: é uma planta relaxante, e é 
muito efetivo para insônia. É freqüentemente usado como um 
tranqüilizante, mas não deixa nenhum efeito lento no usuário. É 
usado para tensão nervosa, alivio da dor, e para espasmos 
musculares. Não deve ser tomado por um período longo de 
tempo, pode causar depressão mental em algumas pessoas depois 
de uso fixo a longo prazo. 
VASSOURINHA-DE-BOTÃO Borreria verticillata: é emética, 
antidisentérica e anti-hemorroidal. Utilizada no tratamento de 
dermatoses, erisipela e varizes. 
Farmácia Verde 
 
 
 
211 
 
 
 
VELAME DO CAMPO Croton campestris: Um dos melhores 
depurativos do sangue, combate doenças nos ossos e o 
reumatismo. 
VERBASCO Buddleya brasiliensis: emoliente, sudorífica, anti-
reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, 
antiofídica, depurativa, adstringente, diurética, expectorante 
peitoral, sedativa, béquica, antigripal, anódina, antiálgica, 
antiasmática e calmante. Útil no tratamento de bronquite, doenças 
pulmonares, hemoptises, catarro e contusões.Toxicologia: o uso 
em excesso é tóxica. 
VERBENA Verbena officinalis: é usada para tratar o fígado e 
doenças relacionadas ao fígado, como também menstruações 
dolorosas ou irregulares. Também ajuda no aumento do fluxo do 
leite de uma mãe. Verbena é usada em incensos e banhos. 
VETIVER Vetivera zizanioides: estimulante, antisséptica, diaforética, 
febrífuga, tônica, calmante das enxaquecas, das nevralgias, 
carminativa e anti-histérica. Indicada para enxaqueca. 
VIOLETA Viola odorata: é efetiva curando úlceras internas. É 
interiormente e externamente usado para abscessos, tumores, e 
glândulas inchadas. É útil tratando tumores malignos ou benignos. 
VOADEIRA Conyza bonariensis: é diurética, contra vermes, diarréia 
e hemorróidas. 
X 
XIMBUVA Enterobium contortisiliquum: do fruto se faz sabão, é 
abortivo possui saponina, tanino e a casca é usada contra infecções 
renais. 
Marcelo Rigotti 
 
212 
 
 
 
Z 
ZEDOÁRIA Curcuma zedoaria: estimulante aromático, regulador 
das funções hepáticas, digestiva e renal, antiasmática, febrífuga, 
vermífuga, anti-reumática, antidispeptica, estomáquica, emenagoga, 
restauradora e antiflatulência. Indicada para prevenção de úlcera 
gástrica, útil no tratmento de distúrbios hepáticos, hepatite, 
resfriados, afecções urinárias, cólicas, vômitos, tosse, distúrbios 
menstruais e gastrinntestinais, problemas pulmonares e 
dermatoses. Toxicologia: mulheres nos três primeiros meses de 
gravidez não devem ingerir. 
 
 
 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
213 
 
 
 
 
 
Fotos de plantas 
medicinais 
 
 
Figura 1. Melissa (Melissa officinalis). 
F 
Marcelo Rigotti 
 
214 
 
 
 
 
Figura 2. Arruda (Ruta graveolens). 
 
Figura 3. Arruda (Ruta graveolens). 
Farmácia Verde 
 
 
 
215 
 
 
 
 
Figura 4. Pariparoba (Piper umbellatum). 
Marcelo Rigotti 
 
216 
 
 
 
 
Figura 5. Gengibre (Zingiber officinale). 
Farmácia Verde 
 
 
 
217 
 
 
 
 
 
Figura 6. Funcho (Foeniculum vulgare). 
 
Figura 7. Funcho (Foeniculum vulgare). 
Marcelo Rigotti 
 
218 
 
 
 
 
Figura 8. Funcho (Foeniculum vulgare). 
 
Figura 9. Manjericão (Ocimum basilicum). 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
219 
 
 
 
 
 
Figura 10. Jambolão (Syzigium jambolanum). 
 
Figura 11. Insulina (Cissus cyssioides). 
Marcelo Rigotti 
 
220 
 
 
 
 
Figura 12. Caferana (Vernonia condensata). 
 
 
Figura 13. Urucum (Bixa orellana). 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
221 
 
 
 
Fotos da Farmácia 
Verde 
 
 
Figura 1. Plantas desidratadas embaladas. 
 
Marcelo Rigotti 
 
222 
 
 
 
 
Figura 2. Extratos alcoolicos. 
 
 
Figura 3. Plantas desidratadas armazenadas. 
 
Farmácia Verde 
 
 
 
223 
 
 
 
 
Figura 4. Visão geral da Farmácia Verde. 
 
 
 
 
Marcelo Rigotti 
 
224 
 
 
 
 
 
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 Marcelo Rigotti, MEI 
Engenheiro Agrônomo e Fitoterapeuta (filiado ao Sinte) 
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