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Aula 4- PT- Zonas de Suporte em Prótese Total 26/02/2018 -Área chapeável: Área Chapeável é definida por toda a área tecidual que será recoberta pela base da dentadura, ou seja, toda área de resina acrílica que vai estar em contato com a fibromucosa. • Partes constituintes da área chapeável superior: 1-Freio Labial superior 2-Sulco vestíbulo- labial anterior 3-Freio lateral 4-Processo zigomático da maxila 5-Espaço retro-zigomático 6-Túber da maxila 7- Linha do Ah! (limite entre palato duro e palato mole) -obs.: é importante ter uma adaptação e vedamento completo dessa região, para que não entre ar entre a PT e a mucosa e a prótese caia. Existem 3 tipos de relação entre palato mole e palato duro: Tipo 1- Tenho palato duro e palato mole contidos Tipo 2- Pequena angulação entre palato mole e palato duro Tipo 3-Angulação quase de 90° entre palato duro e palato mole *A importância de saber isso é que se eu tiver uma relação tipo 1, por exemplo, eu posso sobre estender um pouco o limite posterior dessa PT pra aumentar a área que vai ser recoberta, para que no final a prótese tenha uma estabilidade um pouco maior. Se eu tenho uma relação do tipo 3, ou seja, uma angulação de 90° (mais ou menos) entre palatos duro e mole, não consigo sobre estender a PT além desse limite, e provavelmente vou ter uma prótese que não tem retenção tão boa quanto uma prótese feita em cima de uma relação tipo 1 de palato duro e palato mole. • Partes constituintes da área chapeável inferior 1-Sulco vestíbulo- anterior 2-Freio lateral 3-Linha oblíqua externa (inserção do masseter) 4-Região disto lingual 5-Linha milo-hioidea 6-Sulco alvéolo-lingual 7-Freio lingual 8- Papila piriforme 9-Fossa retro-milo-hioidea (entrada do nervo alveolar inferior na mandíbula) • Subdivisões da área chapeável 1. Zona de suporte primário: Inclui o rebordo residual desde o ponto de inserção dos músculos por vestibular, até os tecidos compressíveis da face lingual ou palatina. *A crista é considerada uma área de suporte primário porque toda vez que o paciente mastigar, a transmissão de esforço vai correr de forma perpendicular, então toda região plana da área chapeável vai ser uma área de suporte primário, pois ela é responsável por receber forças mastigatórias no sentido perpendicular. Área plana: área de rebordo, crista de rebordo, tanto na maxila quanto mandíbula e principalmente as áreas posteriores, porque é um osso mais compacto e além disso tem a região de rafe palatina, que são áreas planas. Isso é o que define uma zona de suporte primário, é a que vai receber os esforços mastigatórios de forma perpendicular. 2. Zona de suporte secundário: Na maxila, inclui todo o palato duro, com exceção da área de alívio, estando limitada posteriormente pelos tecidos moles do palato mole, e a vertente vestibular do rebordo alveolar. Na mandíbula, compreende as vertentes vestibulares e linguais dos rebordos, até próximo ao fundo de sulco e do soalho da boca. Engloba a linha oblíqua externa e as linhas horizontais do músculo bucinador que suportam a prótese. *É toda área mais arredondada, que não é plana, ou seja, que tem da parte da crista até a rafe palatina, essa região de fundo de sulco até crista não é uma área plana. Então toda vez que um paciente fizer algum esforço mastigatório, a força vai incidir na PT, a PT faz o movimento único e na hora que esse esforço nessa região for transmitido pro osso alveolar, vai haver uma angulação e essa angulação não é mais um esforço perpendicular, tem um aumento de força nessa região e então é considerada uma área de suporte secundário. Envolve toda região vestibular e toda região lingual dos rebordos. Essa região vai ser importante para estabilizar a prótese no sentido látero-lateral. Toda área de vertente de rebordo vestibular e lingual é uma área que é paralela e ela vai ser responsável por estabilizar a prótese nesse sentido (látero-lateral), ela não vai receber forças no sentido perpendicular. Então dessa forma se diferencia uma área de suporte primário de uma de suporte secundário. 3. Zona do selado periférico: Tanto para a maxila quanto para a mandíbula, compreende a faixa de 2 a 3 mm da mucosa móvel que contorna toda a volta da área chapeável. *Regiões que vão ser importantes para que haja vedamento da PT. Quando se chega nessa região de fundo de sulco há a transição: termina o tecido ósseo e a região de fundo de sulco tem as inserções musculares. Então toda essa região que termina o rebordo e começa essas inserções musculares de lábios e bochechas são chamadas de zona de selado periférico. Nessa zona é feito um tipo de moldagem para que se consiga obter uma pressão seletiva dessa região e aí finalmente entramos na moldagem final da PT que deve ser feita através de uma pressão seletiva. Toda a parte anterior de fundo de sulco vestibular é considerada zona de selado periférico e na mandíbula é toda parte vestibular de fundo de sulco e além disso, a parte interna onde tem o assoalho da cavidade oral. 4. Zona do selado posterior: Para a maxila, é a zona que fica na parte posterior da área chapeável, limitada pela divisa entre os palatos duro e mole. Para a mandíbula, se localiza até 2/3 da papila piriforme ou englobando-a. Nessa zona não há mais a transição de fundo de sulco (tecido ósseo e depois musculatura). Na maxila temos a linha do Ah! E nessa zona é feita uma moldagem específica para que possa haver um travamento dessa região e que não tenha nenhum espaço para penetração de ar, para que não haja a quebra do vedamento entre a saliva e a mucosa. Na mandíbula temos a região onde se localiza a papila piriforme. 5. Zona de alívio: Compreendem as áreas que deverão ficar livre dos esforços oriundos das próteses. Áreas retentivas: Papila Incisiva; Forames; Rafe do palato; Fóveas palatinas; Fossa retro-milo-hioidea; papila piriforme; Rugosidades palatina. *Quando penso em zona de alívio, devo pensar já na confecção da moldeira individual para fazer a moldagem de pressão seletiva. As áreas citadas acima são zonas de alívio porque uma PT confeccionada de forma compressiva nessas áreas pode causar desconforto no paciente durante a mastigação, porque essas regiões vão estar sendo constantemente traumatizadas e pressionadas. Além disso a rugosidade palatina, por exemplo, é um pouco mais mole, tem o tecido um pouco mais fibroso, então é feito um alívio nessa região justamente porque esse tecido não está muito perto do osso, não é uma fibromucosa muito compacta; então essa região se não for feito nenhum alívio o paciente pode ter traumas durante a mastigação. A fossa (entrada do nervo alveolar inferior), se não for aliviada vai haver compressão de tecido nervoso durante a mastigação. Outro caso é na região de forame mentoniano, paciente acaba tendo uma reabsorção muito grande naquela região e acaba havendo exposição desses forames mentonianos; se não for feito alívio dessa região vai haver compressão de estruturas nervosas. Então deve-se sempre lembrar que essas zonas de alívio estão sempre ligadas a áreas que não devem ser comprimidas porque tem uma estrutura importante ali “embaixo”. MUCOSA DA ÁREA CHAPEÁVEL Classifica-se: Quanto à sua histofisiologia e quanto à mobilidade; • Histologia da Mucosa Oral 1- Mucosa mastigatória: É a mucosa que recebe os atritos dos alimentos durante a mastigação e as pressões oriundas da base da dentadura; cobre os rebordos alveolares superiores e inferiores e o palato duro; é uma mucosa rica em tecido conjuntivo fibroso. *É a mucosa da área chapeável; éa região onde a prótese vai cobrir porque nela tem um tecido conjuntivo fibroso que pode receber forças de atritos sem causar danos ao paciente. Áreas de suporte primário e áreas de suporte secundário, toda região recoberta pela PT. 2-Mucosa de revestimento: Embora relacionada com a movimentação do bolo alimentar na mastigação, não está sujeita às pressões e atritos com a mesma intensidade que a anterior; cobre os lábios, bochechas, fórnix, palato mole e soalho da boca; seu epitélio é delgado, pouco queratinizado e a submucosa é rica em tecido conjuntivo frouxo. Graças à sua rica vascularização, tem coloração vermelho vivo, com exceção do palato mole (mais suave). *É a mucosa jugal. A prótese termina em fundo de sulco, do fundo de sulco pra “frente” e pelas laterais tenho a mucosa jugal, mucosa de lábio... ela é responsável por fazer a formação do bolo alimentar. Não é uma mucosa que está pronta para receber atritos como a mucosa mastigatória. 3-Mucosa Especializada: Desempenha importante papel na função gustativa; localiza-se em todo dorso da língua. • Mobilidade da mucosa oral 1- Zona estacionária: Compreende a mucosa que recobre o palato duro e os rebordos até próximo ao fundo do fórnix. Na mandíbula, recobre os rebordos até próximo ao fundo do fórnix. Não apresenta movimentos e sua resistência é variável. *É toda aquela região de mucosa mastigatória. Não tem uma movimentação. É uma região onde a musculatura não vai se movimentar. 2- Zona móvel: Abrange a mucosa que, partindo do limite da zona estacionária, recobre o fórnix, o palato mole e se continua com a mucosa de revestimento da face interna dos lábios, região geniana e assoalho da boca. *Essa zona seria o restante... a mucosa especializada e a mucosa de revestimento, justamente onde se tem uma musculatura onde se consegue exercer movimentos de fala, mastigação...