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Higiene 
ocupacional II 
Beatriz Colodel
2018
Curitiba-PR
Higiene 
ocupacional II
Beatriz Colodel
Catalogação na fonte pela Biblioteca do Instituto Federal do Paraná
Atribuição - Não Comercial - Compartilha Igual
INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Este Caderno foi elaborado pelo Instituto Federal do Paraná para a rede e-Tec Brasil.
Presidência da República Federativa do Brasil
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica
Odacir Antonio Zanatta
Reitor pro tempore
Marcos Paulo Rosa
Chefe de Gabinete
Amarildo Pinheiro Magalhães
Pró-Reitor de Ensino 
Carlos Eduardo Fonini Zanatta
Pró-Reitor de Administração
Marcelo Estevam
Pró-Reitor de Extensão, Pesquisa e Inovação 
Eliane Aparecida Mesquita
Pró-Reitora de Gestão de Pessoas 
Marcos Antonio Barbosa
Diretor Geral de Educação a Distância
Kriscie Kriscianne Venturi
Diretora de Ensino e Desenvolvimento de 
Recursos Educacionais
Gisleine Bovolim
Diretora de Planejamento e Administração
Vania Carla Camargo
Coordenadora de Ensino dos Cursos 
Técnicos
Heliomar Ribeiro Machado 
Coordenador do Curso
Lucilene Fátima Baldissera
Coordenadora de Design Educacional
Marlon do Valle
Designer Instrucional
Tatiane Bortolan
Diagramação
Linda de Marchi
Revisão
Melissa Anze
Madrine Perussi
Iconografia
Alessandra Zilli
Adrian Nunes da Silva
Ilustração
Ester dos Santos Oliveira
Lídia Emi Ogura Fujikawa
Projeto Instrucional
Diego Windmoller
Projeto Gráfico
Apresentação e-Tec Brasil
Prezado estudante,
Bem-vindo à Rede e-Tec Brasil!
Você faz parte de uma rede nacional de ensino, que por sua vez constitui uma das ações 
do Pronatec - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. O Pronatec, 
instituído pela Lei nº 12.513/2011, tem como objetivo principal expandir, interiorizar e 
democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a po-
pulação brasileira, propiciando um caminho de acesso mais rápido ao emprego.
É neste âmbito que as ações da Rede e-Tec Brasil promovem a parceria entre a Secretaria de 
Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) e as instâncias promotoras de ensino técnico 
como os Institutos Federais, as Secretarias de Educação dos Estados, as Universidades, as 
Escolas e Colégios Tecnológicos e o Sistema S.
Assim, a Educação a Distância no nosso país, de dimensões continentais e grande 
diversidade regional e cultural, longe de distanciar, aproxima as pessoas ao garantir 
acesso à educação de qualidade, e promover o fortalecimento da formação de jovens 
moradores de regiões distantes, geograficamente ou economicamente, dos grandes 
centros.
A Rede e-Tec Brasil leva diversos cursos técnicos a todas as regiões do país, incentivando 
os estudantes a concluir o Ensino Médio e realizar uma formação e atualização contínuas. 
Os cursos são ofertados pelas instituições de educação profissional e o atendimento ao 
estudante é realizado tanto nas sedes das instituições quanto em suas unidades remotas, 
os polos. 
Os parceiros da Rede e-Tec Brasil acreditam em uma educação profissional qualificada – 
integradora do ensino médio e educação técnica, sendo capaz de promover o cidadão 
com capacidades para produzir, mas também com autonomia diante das diferentes 
dimensões da realidade: cultural, social, familiar, esportiva, política e ética.
Nós acreditamos em você!
Desejamos sucesso na sua formação profissional!
Ministério da Educação
Março de 2016
Nosso contato
etecbrasil@mec.gov.br
Indicação de ícones
Os ícones são elementos gráficos utilizados para ampliar as formas de 
linguagem e facilitar a organização e a leitura hipertextual.
Fique atento!
Indica o ponto de maior relevância no texto.
Pesquise!
Orienta ao estudante que desenvolva atividades de pesquisa, 
que complementem seus estudos em diferentes mídias: vídeos, 
filmes, jornais, livros e outras.
Glossário
Indica a definição de um termo, palavra ou expressão utilizada 
no texto.
Você sabia? 
Oferece novas informações que enriquecem o assunto ou “curio-
sidades” e notícias recentes relacionadas ao tema estudado.
Pratique!
Apresenta atividades em diferentes níveis de aprendizagem para 
que o estudante possa realizá-las e conferir o seu domínio do 
tema estudado. 
Design do componente
Unidade
Unidade
Unidade
1
5
4
Conceituando o ruído
O Som
Tipos de som
Características dos sons
Faixas de audibilidade
Nível de pressão sonora
Ruído
Equipamentos para avaliação do ruído
Tempo de resposta para os sonômetros
Curvas de compensação(circuitos de compensação, 
curvas de ponderação)
Equipamentos para avaliação do nível de pressão sonora
Calibradores
Avaliando o ruído
Avaliação do ruído contínuo ou intermitente
Avaliaçao do ruído de impacto
Efeitos da exposição ao ruído
Medidas de controle na exposição ao ruído
Programa de Conservação Auditiva (PCA)
Protetores auditivos para a exposição ao ruído
Avaliação do ruído ambiental
Adição e subtração de decibels
Adição de decibels
Solução utilizando-se o ábaco
Subtração de decibels
Parâmetros para avaliação 
do ruído ocupacional
Limite de tolerância
Dose equivalente de ruído
Nível de critério (Criterion Level - CL)
Fator de duplicação da dose ou incremento de dose
Limiar de integração (Threshold Level - TL)
Nível equivalente de ruído (Leq)
Nível médio (Level Average - Lavg)
TWA - Time Weighted Average
13
14
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56
56
Unidade
2
Unidade
3
Unidade
Unidade
Unidade
Unidade
8
10
7
9
Aspectos básicos de vibrações
Introdução sobre vibrações mecânicas
Efeitos sobre a saúde
Medidas de controle
Critério legal
Avaliação da exposição ocupacional ao calor
Efeitos do calor no organismo
Anexo 3 da Norma Regulamentadora nº 15
Norma de Higiene Ocupacional 06 (NHO 06)
Medidas de controle para exposição ao calor
Avaliação da vibração
Parâmetros para medição das vibrações
Critérios de avaliação para exposição 
ocupacional a vibração do corpo inteiro (VCI)
Critérios de avaliação da exposição 
ocupacional a vibração em mão e braços (VMB)
Aceleração equivalente ponderada
Avaliação da exposição 
ocupacional ao frio
Efeitos no organismo
Critérios de avaliação
Parâmetros para avaliação do frio
Medidas de controle para o frio
Conforto térmico
Temperaturas extremas
A termoregulação humana
Os mecanismos de troca térmica
Fatores influentes nos mecanismos de trocas térmicas
113
114
117
118
119
89
90
91
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125
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130
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105
106
108
108
79
80
81
83
Unidade
6
Palavra da autora
A segurança do trabalho tem como finalidade a minimização dos acidentes do trabalho 
e a prevenção de doenças ocupacionais. Uma das metodologias utilizadas é a identifica-
ção dos riscos ambientais no ambiente de trabalho, visando reconhecer e caracterizar a 
exposição do trabalhador a tais riscos.
A Higiene Ocupacional é a disciplina que vai auxiliar o Técnico em Segurança do Traba-
lho, pois fornecerá os conhecimentos necessários para pautar suas ações tanto qualitati-
vas como quantitativas com relação aos riscos ambientais.
Em Higiene Ocupacional II, estudaremos três riscos físicos: o ruído, as temperaturas ex-
tremas (calor e frio) e as vibrações. Nesse estudo, veremos como identificar os riscos no 
ambiente de trabalho, o equipamento para a medição e avaliação quantitativa, assim 
como utilizar e interpretar a legislação corretamente.
Caro estudante, a partir de agora, você começará aprender sobre uma das áreas funda-
mentais do exercício profissional e, portanto, é necessário muito empenho e dedicação.Não se esqueça de fazer as atividades propostas e desenvolver seus conhecimentos com 
leituras e pesquisas nos diversos sites da área.
Estaremos ao seu lado colaborando com seu desenvolvimento.
Bom estudo!
Beatriz Colodel
Apresentação do 
componente curricular
Caro estudante!
Este livro está dividido em 10 unidades, as quais abordam conteúdos referentes aos três 
dos principais riscos físicos presentes nos ambientes de trabalho: o ruído, as temperatu-
ras extremas (calor e frio) e as vibrações. 
Na primeira unidade apresentaremos os conceitos de som e ruído e as principais carac-
terísticas como frequência, amplitude e timbre. Já na segunda unidade, aprenderemos a 
somar e subtrair decibel, além de compreender a importância dessas operações.
Na terceira unidade apresentaremos os equipamentos para a medição do ruído e as ca-
racterísticas importantes no estudo dos parâmetros para avaliação do ruído no ambiente 
de trabalho. Na quarta unidade aprenderemos sobre os limites de tolerância do ruído, a 
legislação aplicável, o nível equivalente, a dose e outros parâmetros que aparecem nos 
instrumentos de medição.
Na quinta unidade, finalizando o assunto sobre o ruído, aprenderemos a realizar os cál-
culos de dose e nível equivalente de ruído, os ajustes dos parâmetros normatizados e a 
elaboração de exercícios práticos sobre exposição do ruído, além de estudar as principais 
medidas de controle do ruído no ambiente ocupacional.
Na sexta unidade aprenderemos sobre as temperaturas extremas e os mecanismos envol-
vidos nas trocas térmicas: condução, convecção, radiação e evaporação. Na sétima uni-
dade serão abordados os efeitos do calor no organismo, além da avaliação ocupacional 
considerando a NR 15 Anexo 3 e a NHO 06.
Para finalizar o assunto de temperaturas extremas, na oitava unidade aprenderemos as 
condições em que ocorrem a exposição ocupacional ao frio e os procedimentos para ava-
liação da exposição, além de estudar os efeitos no organismo, as formas para controle da 
exposição e o conforto térmico no ambiente de trabalho.
Na nona e décima unidade aprenderemos sobre as vibrações. Primeiramente, serão apre-
sentados a exposição ocupacional a vibrações mecânicas, as legislações vigentes e os 
danos à saúde causados por esse agente físico. Para finalizar os estudos, abordaremos os 
parâmetros para avaliação da exposição ocupacional de corpo inteiro e mãos e braços.
Desejo a você um ótimo curso!
A autora.
Conceituando 
o ruído 
Unidade
1
Fonte: CC0 Pixabay/MikesPhoto
14 Higiene ocupacional II
Caro estudante, 
Nesta aula aprenderemos algumas definições básicas sobre ruído, os tipos de sons e 
suas características básicas. 
O ruído é um agente físico que pode ser gerado em diversas atividades do cotidiano 
e nos processos industriais, sendo no ambiente de trabalho o grande vilão, principal-
mente por possuir potencial de causar danos à saúde e incômodo aos trabalhadores.
Som
O som é uma onda mecânica produzida por um sistema oscilante e se propaga com as 
deformações provocadas pela diferença de pressão em um meio material elástico qual-
quer. Essa diferença de pressão gera vibrações que estimulam nosso aparelho auditivo e 
a denominamos de vibração auditiva. 
O som é definido fisicamente como uma onda que produz uma variação muito pequena 
e rápida na pressão atmosférica, acima e abaixo (compressão e descompressão) de um 
valor fixo adotado como padrão.
Para entendermos como ocorre o movimento ondulatório, temos que lembrar que as 
moléculas de ar que transmitem o som se movem para frente, comprimindo a camada 
de ar, e para trás, zona descomprimida que acompanha com a mesma velocidade a zona 
comprimida. 
Esses movimentos ou vibrações transmitem-se de molécula a molécula gerando o movi-
mento ondulatório, fazendo com que uma molécula que esteja afastada da fonte sonora 
também seja atingida pela pressão originada.
Como exemplo, podemos citar a vibração gerada pelo diapasão. Quando em movimento, o 
instrumento produz uma variação de pressão que pode ser representada sob a forma de 
ondas, conforme mostra a figura 1.1. 
Diapasão
É um instrumento metálico em forma de forquilha, que serve para afinar instrumentos 
e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura.
15Unidade 1 – Conceituando o ruído 
Mas qual a diferença entre som e ruído?
O som se torna ruído quando é considerado incômodo, gera desconforto, é indesejável 
e perturbador. Segundo Toginho (2009, p.24), “o ruído é um conjunto de tons não coor-
denado, as frequências componentes não guardam relação harmônica entre si, são sons 
“não gratos”, que nos causam incômodo, desconforto”.
Tipos de sons 
Para Peixoto (p. 19, 2013), os sons podem ser de três tipos:
• Tons puros – é o caso mais simples, pois são compostos por uma única frequência, 
por isso não existem na natureza. 
• Sons musicais – compostos por uma frequência fundamental (que dá a tonalidade) 
e várias frequências múltiplas da fundamental (harmônicas), dependendo do timbre.
Saiba mais sobre a propagação do som, assista ao seguinte vídeo:
<https://www.youtube.com/watch?v=yaeJc7G7MBI>, acesso Julho de 2017.
Figura 1.1: Representação da variação da pressão atmosférica.
Fonte: LACASEMIN, 2015.
16 Higiene ocupacional II
• Ruído – é um som complexo, composto por inúmeras frequências e intensidades, sem 
que exista um padrão fixo. Tem um comportamento imprevisível e aleatório sendo, 
portanto, difícil de caracterizar com exatidão. É o principal tipo de som encontrado 
nos ambientes de trabalho, objetivo do nosso estudo.
Características dos sons
Para estudar o som ou o ruído, precisamos entender algumas características fundamen-
tais, tais como o tom, a intensidade e o timbre. Respectivamente correspondem a: frequ-
ência, amplitude e a forma da onda.
Frequência 
A frequência é definida em função do número 
de oscilações ou ciclos produzidos em função do 
tempo. A unidade de frequência é ciclos por se-
gundo ou hertz (Hz), em homenagem a Heinrich 
Rudolf Hertz (1857-1894)¹.
Figura 1.2: Características das ondas sonoras.
Fonte: LACASEMIN, 2015.
¹ Heinrich Rudolf Hertz foi um físico 
alemão que provou que a eletricidade 
podia ser transmitida por meio de ondas 
eletromagnéticas, propagando-se à 
velocidade da luz, e apresentando muitas 
das propriedades desta (BISTAFA, 2011).
17Unidade 1 – Conceituando o ruído 
As frequências audíveis são divididas em três faixas (PEIXOTO, 2013):
a) Baixas frequências ou sons graves – as quatro oitavas de menor frequência, ou seja, 
31,25; 62,5; 125 e 250 Hz.
b) Médias frequências ou sons médios – as três oitavas centrais, ou seja, 500, 1000 e 
2000 Hz.
c) Altas frequências ou sons agudos – as três oitavas de maior frequência, ou seja, 4000, 
8000 e 16000 Hz.
As frequências baixas são representadas por sons graves, enquanto que as frequências 
altas são representadas por sons agudos.
Quanto mais rápida a vibração sonora, maior a frequência e, para ser captada pelos ou-
vidos humanos, o som deve ter no mínimo 20 Hz e no máximo 20000 HZ, chamados de 
limiar de audição, como veremos a seguir com mais detalhes. 
Amplitude
Amplitude é o valor máximo atingido pela pressão sonora (crista da onda), considerado 
a partir de um ponto de equilíbrio. Pode-se dizer que é a intensidade sonora, qualidade 
que permite distinguir um som forte de um som fraco. A intensidade da pressão sonora 
é a determinante do “volume” que se ouve.
Figura 1.3: Som grave e som agudo.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR - Adaptado de Loja do Som Automotivo.
18 Higiene ocupacional II
Na prática, quanto mais próximo da fonte geradora de som, mais alto o volume, ou seja, 
amplitude maior e grande potênciasonora. Conforme nos afastamos da fonte gerado-
ra, o som fica cada vez mais baixo devido à perda de amplitude e potência das ondas 
sonoras. 
Timbre 
O timbre nada mais é do que o formato da onda sonora, a característica que permite 
distinguir sons de mesma frequência e mesma intensidade, mas com formato de ondas 
diferentes.
Por exemplo: quando tocamos um instrumento, uma mesma nota musical tocada no 
violão tem um som muito diferente da mesma nota tocada no teclado ou na flauta. Isso 
significa que esses instrumentos possuem timbres diferentes.
Ao identificar o timbre, percebemos mesmo de olhos fechados, o som da chuva, do ven-
to, da batida de uma porta, dos animais, etc (PEIXOTO, 2013).
Figura 1.4: Amplitude dos sons agudos e sons graves.
Fonte: PEIXOTO, 2013.
19Unidade 1 – Conceituando o ruído 
Faixas de audibilidade
A intensidade dos sons é percebida de acordo com as suas frequências e variação de 
pressão. O limiar de audibilidade humana, ou seja, a menor variação que o aparelho au-
ditivo humano pode detectar corresponde a pressão de 2 × 10-5 N/m2 (20 micropascals 
(μPa)) e, acima desse valor, tudo que percebemos é na forma sonora. O limiar da dor, 
ou seja, a pressão sonora em que uma pessoa exposta começa a sentir dor no ouvido 
corresponde à pressão de 20 N/m2 (N/m2 = Pascal).
Além da variação de pressão gerada, para que o som seja audível a frequência precisa 
possuir valores entre 20 e 20000 Hz. Os sons com frequência inferior a 20 Hz são co-
nhecidos como infrassons, e os com frequência 
superior a 20 kHz são denominados ultrassons. 
Tais frequências não são percebidas pelo sistema 
auditivo humano, embora sejam utilizados em 
diversos procedimentos clínicos, devem ser 
controlados, pois causam sintomas como dor de 
cabeça e efeito ressonância. Os seres humanos 
Figura 1.5: Diferentes timbres sonoros (*fazer uma ilustração 
parecida comparando os diferentes timbres).
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR - Adaptado de Biosom.
Efeito ressonância
É o fenômeno que acontece quando um 
sistema físico recebe energia por meio 
de excitações de frequência igual a uma 
de suas frequências naturais de vibração. 
Assim, o sistema físico passa a vibrar com 
amplitudes cada vez maiores.
20 Higiene ocupacional II
Os seres humanos são mais sensíveis às frequências entre 1000 Hz e 4000 Hz, enquanto 
animais como os cães e morcegos, por exemplo, escutam sons bem acima dos 20.000 
Hz.
Para o estudo do ruído ocupacional nos limitaremos aos sons audíveis pelos seres huma-
nos.
Nível de pressão sonora 
Como o ouvido humano pode detectar uma ampla faixa de pressão sonora, que vai de 
20 μPa até 200 Pa, ficou inviável a construção de instrumentos para a medição da pres-
são sonora. Para resolver esse problema, tornou-se mais viável utilizar o conceito de nível 
de pressão sonora, dado em escala logarítmica, o decibel (dB). Sendo assim, o nível de 
pressão sonora (em dB) é dado por:
NPS = 20 x log (1)
Sendo: 
Figura 1.6: Capacidade auditiva humana.
Fonte: PAULO, 2014. 
21Unidade 1 – Conceituando o ruído 
NPS = nível de pressão sonora (dB) 
Po = pressão sonora de referência por convenção de 20 μPa (micropascals) 
P = pressão sonora medida (N/m2)
O decibel é uma relação entre duas grandezas físicas da mesma espécie numa relação 
logarítmica. A intensidade física do som e a altura subjetiva com que o ouvimos é esta-
belecida através das diferenças medidas em decibels (PEIXOTO,2013). 
Desse modo, convencionou-se o valor de 0 (zero) dB como o nível de referência para o 
limiar de audibilidade (2 × 10-5 N/m2 - 20 μPa) , e 140 dB pra o limiar da dor (quando 
a pessoa exposta começa a sentir dor no ouvido – 200 Pa) . Verifique a resolução da 
fórmula a seguir:
• Nível de pressão sonora (em dB) para o limiar de audibilidade P= 20 μPa ou 0, 00002 N/m²
NPS = 20 x log 
NPS = 20 x log 
NPS = 20 x log 1 
NPS = 20 x 0
NPS = 0 dB
• Nível de pressão sonora (em dB) para o limiar da dor P= 200 Pa ou 200 N/m²
NPS = 20 x log 
NPS = 20 x log 
NPS = 20 x log 10.000.000 
NPS = 20 x 7
NPS = 140 dB
A figura 1.7 apresenta uma ilustração comparativa entre situações práticas de ruído e os 
níveis em dB:
22 Higiene ocupacional II
Ruído
Para a higiene ocupacional o ruído é considerado um som complexo, por possuir uma 
mistura de diferentes frequências, com características indefinidas de variações de 
pressão que podem ou não, dependendo de sua intensidade, provocar danos à saúde do 
trabalhador durante sua vida laboral.
Para saber a diferença essencial entre ruído e som, é importante perceber que o ruído 
possui muitas amplitudes e frequências simultâneas, com tons não harmônicos. Já o som 
possui poucas amplitudes e frequências, mas geralmente harmônicas.
Fisicamente não há diferença entre ruído, som ou barulho porém, o ruído, assim como 
o barulho, sempre será considerado um som desagradável ou indesejável que gera 
desconforto. 
Figura 1.7: Situações práticas de ruído e os níveis em dB.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR - Adaptado de SESI, 2007.
23Unidade 1 – Conceituando o ruído 
Tipos de ruído
O ruído pode ser classificado basicamente em três tipos:
a) Ruído contínuo: Emissão de energia acústica sem intervalos em sua 
emissão, cuja variação de nível de intensidade sonora varia + ou - 3 dB 
durante um período longo de observação maior que 15 minutos. São ruídos 
característicos de condicionadores de ar, motores elétricos, compressores, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Ruído intermitente (ou flutuante): Apresenta interrupções ou suspensões, 
não é contínuo. São geradores desse tipo de ruído os trabalhos manuais, 
afiação de ferramentas, o trânsito de veículos, conversação, etc. São os 
ruídos mais comuns, característicos da maioria das exposições ocupacionais. 
Figura 1.8: Gerador elétrico – exemplo de ruído contínuo.
Fonte: CC0 Pixabay/Klimkin
Figura 1.9: Gerador elétrico – exemplo de ruído contínuo.
Fonte: CC0 Pixabay/Oliver Peters 
24 Higiene ocupacional II
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
c) Ruído de impacto (ou impulsivo): ruídos que apresentam picos de energia 
acústica de duração inferior a um segundo, a intervalos superiores a um segundo. 
São exemplos de ruído de impacto as ferramentas como os bate estacas ou processo 
de explosão.
Para Ribeiro (2015, p. 20), “o ruído contínuo é o que permanece estável com 
variações máximas de 3 a 5 dB (A) durante um longo período. O ruído intermitente é um 
ruído com variações, maiores ou menores intensidades”. Ambos são ruídos que não são 
classificados como sendo de impacto ou impulsivo.
Figura 1.10: Trânsito – exemplo de ruído intermitente
Fonte: CC0 Pixabay/TeroVesalainen
Figura 1.11: Bate estacas – exemplo de 
ruído de impacto.
Fonte: CC0 Pixabay/tschoenemeyer.
25Unidade 1 – Conceituando o ruído 
A classificação dos diferentes tipos de ruído facilita na hora de sua medição e avaliação, 
o que veremos nos próximos capítulos. 
Conclusão da aula
Caro estudante, nessa aula você conheceu um pouco sobre o som, sua conceituação, 
seus tipos e características, bem como estudou sobre suas propriedades e a diferença 
entre o som e o ruído. 
 Pratique
1. Com relação as propriedades do som, marque a alternativa que nos permite distin-
guir sons graves de sons agudos:
a) Amplitude.
b) Comprimento de onda.
c) Frequência.
d) Timbre.
2. A leitura decibel correspondendo a uma pressão de amplitude P = 0,2 N/m2 corres-
ponde a:
a) 80 dB.
b) 82 dB.
c) 84 dB.
d) 86 dB.
Adição e subtração de decibels
Unidade
2
Fonte: WikimediaCommons/Julo.
28 Higiene ocupacional II
Caro estudante, 
Nesta unidade aprenderemos a somar e subtrair decibel, além de compreender as 
utilidades dessas operações.
Conforme já estudamos, o decibel é representado como uma unidade logarítmica, 
ou seja, suas operações não podem ser consideradas lineares. Portanto, não é corre-
to adicionar dois níveis sonoros de forma aritmética, simplesmente somando os seus 
valores numéricos. Veremos como fazer essas operações de forma correta. 
Adição de decibels 
É muito comum nas empresas, a necessidade de adicionar algum novo equipamento na 
linha de produção. Ao conhecer o nível de pressão sonora produzido pelo equipamento 
e o nível de pressão sonora existente no ambiente, é possível prever qual o nível de pres-
são sonora no ambiente após a inserção do novo equipamento na linha de produção. 
Isso possibilita à empresa estabelecer previamente as medidas de controle necessárias 
naquele ambiente para minimizar os efeitos do ruído. Lembramos que essa solução é 
apenas uma estimativa, pois só podemos afirmar o valor com exatidão após a medição 
do nível de pressão sonora.
Para realizar a soma de duas ou mais fontes sonoras, utilizamos a seguinte fórmula:
Onde:
NPSt = nível de pressão sonora total 
NPS1 = nível de pressão sonora da fonte 1 em dB. 
NPS2 = nível de pressão sonora da fonte 2 em dB. 
NPSn = nível de pressão sonora de outras fontes em dB.
Observe o que acontece quando somamos duas fontes de igual nível sonoro de 90 + 90 dB.
(2)
29Unidade 2 – Adição e subtração de decibels
Agora outro exemplo, adição de três níveis sonoros 84 + 86 + 88 dB:
Solução utilizando-se o ábaco
Outra forma para resolver a adição de decibels é utilizar um gráfi-
co chamado de ábaco, sem a necessidade de fazer os cálculos anteriores.
Fique atento: quando somamos duas fontes 
de igual nível sonoro o resultado é um 
acréscimo de 3 dB.
30 Higiene ocupacional II
Nesse gráfico o eixo y representa os dB adicionados ao maior nível sonoro, e o eixo x a 
diferença em dB entre os dois níveis a adicionar. 
Para começar a adição, o primeiro passo é identificar os níveis de pressão sonora a adi-
cionar. Logo após, fazemos um cálculo simples para saber a diferença entre os dois níveis 
(NPS1 – NPS2), lembrando que o NPS1 deve ser maior que o NPS2.
Com a diferença em dB entre os níveis de pressão sonora, utilizamos o ábaco encon-
trando o valor no eixo X, seguindo perpendicularmente pelo ábaco até encontrar a linha 
vermelha e achar o valor no eixo y correspondente em dB a ser adicionado ao maior 
nível sonoro.
O exemplo apresentado a seguir demonstra a utilização do método simplificado.
Exemplo 2.1
Duas fontes produzem, individualmente, um nível de pressão sonora de 86 dB e 90 dB 
num determinado ambiente. Calcule o resultado para quando as duas fontes estiverem 
Figura 2.1: Ábaco para adição de decibels.
Fonte: CTISM, 2013.
31Unidade 2 – Adição e subtração de decibels
operando simultaneamente.
NPS1 = 90 dB
NPS2 = 86 dB
Fazendo a diferença entre os dois níveis:
NPS1 – NPS2 = 90 – 86 = 4 dB (encontrar esse valor no eixo X)
Seguindo o ábaco, encontramos o valor no eixo y de 1,4 a ser adicionado ao maior nível 
de pressão sonora:
Resolução:
NPSt = 90 + 1,4 = 91,4 dB
Quando as duas fontes sonoras estiverem operando simultaneamente o nível de pressão 
sonora total (NPSt) será de 91,4 dB.
Figura Figura 2.2: Ábaco para adição de decibels.
Fonte: CTISM, 2013.
32 Higiene ocupacional II
Solução utilizando-se a tabela
Os exercícios anteriores podem ser novamente resolvidos utilizando-se uma tabela nu-
mérica, proporcionando um pouco mais de precisão. Para a realização da tabela foi uti-
lizada a seguinte fórmula:
+ = +
−
dB A
x
( ) log( )10 1 1010
Onde: X = é a diferença entre os dois níveis a adicionar
Na elaboração da Tabela 2.1 os valores foram arredondados para apenas uma casa deci-
mal, com o objetivo de facilitar os cálculos. Diante disso, alguns pequenos erros podem 
aparecer no resultado final.
Tabela 2.1. Adição de decibels
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
cionado 
ao maior 
NS
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
c ionado 
ao maior 
NS
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
c ionado 
ao maior 
NS
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
c ionado 
ao maior 
NS
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
c ionado 
ao maior 
NS
0,0 3,0
0,1 3,0 4,1 1,4 8,1 0,6 12,1 0,3 16,1 0,1
0,2 2,9 4,2 1,4 8,2 0,6 12,2 0,3 16,2 0,1
0,3 2,9 4,3 1,4 8,3 0,6 12,3 0,2 16,3 0,1
0,4 2,8 4,4 1,3 8,4 0,6 12,4 0,2 16,4 0,1
0,5 2,8 4,5 1,3 8,5 0,6 12,5 0,2 16,5 0,1
0,6 2,7 4,6 1,3 8,6 0,6 12,6 0,2 16,6 0,1
0,7 2,7 4,7 1,3 8,7 0,5 12,7 0,2 16,7 0,1
0,8 2,6 4,8 1,2 8,8 0,5 12,8 0,2 16,8 0,1
0,9 2,6 4,9 1,2 8,9 0,5 12,9 0,2 16,9 0,1
1,0 2,5 5,0 1,2 9,0 0,5 13,0 0,2 17,0 0,1
1,1 2,5 5,1 1,2 9,1 0,5 13,1 0,2 17,1 0,1
1,2 2,5 5,2 1,1 9,2 0,5 13,2 0,2 17,2 0,1
1,3 2,4 5,3 1,1 9,3 0,5 13,3 0,2 17,3 0,1
1.4 2,4 5,4 1,1 9,4 0,5 13,4 0,2 17,4 0,1
1,5 2,3 5,5 1,1 9,5 0,5 13,5 0,2 17,5 0,1
1,6 2,3 5,6 1,1 9,6 0,5 13,6 0,2 17,6 0,1
1,7 2,2 5,7 1,0 9,7 0,4 13,7 0,2 17,7 0,1
1,8 2,2 5,8 1,0 9,8 0,4 13,8 0,2 17,8 0,1
1,9 2,2 5,9 1,0 9,9 0,4 13,9 0,2 17,9 0,1
2,0 2,1 6,0 1,0 10,0 0,4 14,0 0,2 18,0 0,1
2,1 2,1 6,1 1,0 10,1 0,4 14,1 0,2 18,1 0,1
2,2 2,0 6,2 0,9 10,2 0,4 14,2 0,2 18,2 0,1
2,3 2,0 6,3 0,9 10,3 0,4 14,3 0,2 18,3 0,1
33Unidade 2 – Adição e subtração de decibels
Exemplo 2.2
Utilizando a tabela 2.1, faça uma previsão do nível de pressão sonora a ser produzido por 
seis equipamentos em determinado posto de trabalho se eles produzem, nesse ponto, 
os seguintes valores:
Fonte NPS em dB(A)
1 88
2 89
3 88
4 88
5 89
6 87
• Primeiro colocamos em ordem decrescente para facilitar o cálculo.
Tabela 2.1. Adição de decibels
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
cionado 
ao maior 
NS
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
c ionado 
ao maior 
NS
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
c ionado 
ao maior 
NS
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
c ionado 
ao maior 
NS
Diferença 
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser adi-
c ionado 
ao maior 
NS
2,4 2,0 6,4 0,9 10,4 0,4 14,4 0,2 18,4 0,1
2,5 1,9 6,5 0,9 10,5 0,4 14,5 0,2 18,5 0,1
2,6 1,9 6,6 0,9 10,6 0,4 14,6 0,1 18,6 0,1
2,7 1,9 6,7 0,8 10,7 0,4 14,7 0,1 18,7 0,1
2,8 1,8 6,8 0,8 10,8 0,3 14,8 0,1 18,8 0,1
2,9 1,8 6,9 0,8 10,9 0,3 14,9 0,1 18,9 0,1
3,0 1,8 7,0 0,8 11,0 0,3 15,0 0,1 19,0 0,1
3,1 1,7 7,1 0,8 11,1 0,3 15,1 0,1 19,1 0,1
3,2 1,7 7,2 0,8 11,2 0,3 15,2 0,1 19,2 0,1
3,3 1,7 7,3 0,7 11,3 0,3 15,3 0,1 19,3 0,1
3,4 1,6 7,4 0,7 11,4 0,3 15,4 0,1 19,4 0,0
3,5 1,6 7,5 0,7 11,5 0,3 15,5 0,1 19,5 0,0
3,6 1,6 7,6 0,7 11,6 0,3 15,6 0,1 19,6 0,0
3,7 1,5 7,7 0,7 11,7 0,3 15,7 0,1 19,7 0,0
3,8 1,5 7,8 0,7 11,8 0,3 15,8 0,1 19,8 0,0
3,9 1,5 7,9 0,7 11,9 0,3 15,9 0,1 19,9 0,0
4,0 1,5 8,0 0,6 12,0 0,3 16,0 0,1 > = 20 0,0
Fonte: PEIXOTO, 2013.
34 Higiene ocupacional II
89 89 88 88 88 87
 92 91 
 
 94,5 90,5
 
 96 dB 
Resposta: 96 dB é o nível de pressão sonora total produzido por esses seis equi-
pamentos.
Subtração de decibels 
A subtração de decibelsé uma ferramenta importante na avaliação do ruído de fun-
do e, principalmente, quando se quer estimar os possíveis resultados da retirada ou 
isolamento de um equipamento. O ruído de fundo pode ser considerado o ruído 
ambiental, urbano ou outra máquina que não pode ser desligada na linha de 
produção.
O método utilizado para subtrair decibel é similar ao da adição, mudando apenas o sím-
bolo de adição por subtração na fórmula a seguir:
− = −
−
dB A
x
( ) log( )10 1 1010
Onde: X = é a diferença entre os dois níveis a subtrair 
Assim como na adição, uma tabela deve ser usada para facilitar o cálculo e garantir 
melhor precisão na subtração de decibels. Na elaboração da Tabela 2.2 os valores foram 
arredondados para apenas uma casa decimal, com o objetivo de facilitar os cálculos. 
Diante disso, alguns pequenos erros podem aparecer no resultado final.
* diferença de 1 dB 
adicionar 2,5 ao NPS 
de maior valor
*Fontes iguais 
adicionamos 3 dB 
* diferença de 1 dB adicionar 
2,5 ao NPS de maior valor
 * diferença de 4 dB adicionar 
1,5 ao NPS de maior valor
35Unidade 2 – Adição e subtração de decibels
Tabela 2.2. Subtração de decibels
Diferença
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser
subtraído 
do nível 
total
Diferença
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser
subtraído 
do nível 
total
Diferença
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser
subtraído 
do nível 
total
Diferença
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser
subtraído 
do nível 
total
Diferença
entre os 
níveis em 
dB
Valor a 
ser
subtraído 
do nível 
total
0,1 16,4 4,1 2,1 8,1 0,7 12,1 0,3 16,1 0,1
0,2 13,5 4,2 2,1 8,2 0,7 12,2 0,3 16,2 0,1
0,3 11,8 4,3 2,0 8,3 0,7 12,3 0,3 16,3 0,1
0,4 10,6 4,4 2,0 8,4 0,7 12,4 0,3 16,4 0,1
0,5 9,6 4,5 1,9 8,5 0,7 12,5 0,3 16,5 0,1
0,6 8,9 4,6 1,8 8,6 0,6 12,6 0,2 16,6 0,1
0,7 8,3 4,7 1,8 8,7 0,6 12,7 0,2 16,7 0,1
0,8 7,7 4,8 1,7 8,8 0,6 12,8 0,2 16,8 0,1
0,9 7,3 4,9 1,7 8,9 0,6 12,9 0,2 16,9 0,1
1,0 6,9 5,0 1,7 9,0 0,6 13,0 0,2 17,0 0,1
1,1 6,5 5,1 1,6 9,1 0,6 13,1 0,2 17,1 0,1
1,2 6,2 5,2 1,6 9,2 0,6 13,2 0,2 17,2 0,1
1,3 5,9 5,3 1,5 9,3 0,5 13,3 0,2 17,3 0,1
1.4 5,6 5,4 1,5 9,4 0,5 13,4 0,2 17,4 0,1
1,5 5,3 5,5 1,4 9,5 0,5 13,5 0,2 17,5 0,1
1,6 5,1 5,6 1,4 9,6 0,5 13,6 0,2 17,6 0,1
1,7 4,9 5,7 1,4 9,7 0,5 13,7 0,2 17,7 0,1
1,8 4,7 5,8 1,3 9,8 0,5 13,8 0,2 17,8 0,1
1,9 4,5 5,9 1,3 9,9 0,5 13,9 0,2 17,9 0,1
2,0 4,3 6,0 1,3 10,0 0,5 14,0 0,2 18,0 0,1
2,1 4,2 6,1 1,2 10,1 0,4 14,1 0,2 18,1 0,1
2,2 4,0 6,2 1,2 10,2 0,4 14,2 0,2 18,2 0,1
2,3 3,9 6,3 1,2 10,3 0,4 14,3 0,2 18,3 0,1
2,4 3,7 6,4 1,1 10,4 0,4 14,4 0,2 18,4 0,1
2,5 3,6 6,5 1,1 10,5 0,4 14,5 0,2 18,5 0,1
2,6 3,5 6,6 1,1 10,6 0,4 14,6 0,2 18,6 0,1
2,7 3,3 6,7 1,0 10,7 0,4 14,7 0,1 18,7 0,1
2,8 3,2 6,8 1,0 10,8 0,4 14,8 0,1 18,8 0,1
2,9 3,1 6,9 1,0 10,9 0,4 14,9 0,1 18,9 0,1
3,0 3,0 7,0 1,0 11,0 0,4 15,0 0,1 19,0 0,1
3,1 2,9 7,1 0,9 11,1 0,4 15,1 0,1 19,1 0,1
3,2 2,8 7,2 0,9 11,2 0,3 15,2 0,1 19,2 0,1
3,3 2,7 7,3 0,9 11,3 0,3 15,3 0,1 19,3 0,1
3,4 2,7 7,4 0,9 11,4 0,3 15,4 0,1 19,4 0,0
3,5 2,6 7,5 0,9 11,5 0,3 15,5 0,1 19,5 0,0
3,6 2,5 7,6 0,8 11,6 0,3 15,6 0,1 19,6 0,0
3,7 2,4 7,7 0,8 11,7 0,3 15,7 0,1 19,7 0,0
3,8 2,3 7,8 0,8 11,8 0,3 15,8 0,1 19,8 0,0
3,9 2,3 7,9 0,8 11,9 0,3 15,9 0,1 19,9 0,0
4,0 2,2 8,0 0,7 12,0 0,3 16,0 0,1 > = 20 0,0
Fonte: PEIXOTO, 2013.
36 Higiene ocupacional II
Exemplo 2.3
Observe a seguinte operação com subtração de ruído: 
90,0 dB – 85,0 dB = diferença de 5 dB, valor a ser subtraído no maior NPS segundo a 
tabela 2.2 é de 1,7.
90,0 – 1,7 = 88,30 dB. (resultado da subtração)
Exemplo 2.4 
Uma lixadeira pneumática está colocada no meio de outras máquinas. O NPS, quando 
todas estão funcionando, é de 100 dB. Desligando-se a lixadeira (o restante das máqui-
nas permanecem funcionando), o NPS é de 96 dB. Determine o NPS produzido no ponto 
de medição pela lixadeira isoladamente.
Identificando as variáveis:
NPSt = 100dB (nível de pressão sonoro total com todas as máquinas ligadas e a lixeira) 
NPSd = 96 dB (nível de pressão sonora desligando a lixeira) 
NPSl = ? (nível de pressão sonora somente da lixeira)
Resolução
NPSt – NPSd = 100 – 96 = 4 dB (diferença entre os níveis sonoros, que deve ser olhado 
na tabela para achar o valor a ser subtraído). ≠ de 4 dB na tabela, valor a ser subtraído 
do maior NPS (NPSt) é de 2,2 dB
NPSl = 100 – 2,2 = 97,8 dB (nível de pressão sonora da lixeira)
Resposta: a lixeira produz 97,8 dB isoladamente.
Segundo Peixoto (2013), quando a diferença de leituras com e sem uma fonte em fun-
cionamento for maior que 15 dB, é porque o ruído da fonte predomina sobre o ruído de 
fundo, então, seu controle reduzirá o ruído do ambiente. 
Mas, se ao desligarmos a fonte o nível de pressão sonora se mantiver quase inalterado, 
com até 2 dB de diferença, significa que o ruído de fundo possui um nível de pressão so-
nora tão intenso que não justificaria o isolamento acústico de uma única fonte. Portanto, 
é necessário investir no controle das várias fontes responsáveis pelo ruído.
37Unidade 2 – Adição e subtração de decibels
Conclusão da aula
Caro estudante, nesta aula você pode conhecer um pouco sobre a adição e subtração de 
decibels. Observou a aplicação dessas operações na previsão de novos níveis de pressão 
sonora e do efeito do acréscimo de novas fontes de ruído em um ambiente de trabalho.
 Pratique
Em uma determinada empresa, um técnico de segurança foi fazer avaliação do 
ruído e constatou a interferência de um ruído de fundo ambiental (trânsito na rodovia). 
Sabendo que com a máquina ligada obteve 89 dB e, logo após, com a maquina desliga-
da obteve 83 dB, calcule a supressão do ruído de fundo neste local. 
a) 88 dB
b) 85 dB
c) 86 dB
d) 87,70 dB
Equipamentos para avaliação 
do ruído
Unidade
3
Fonte: CC BY 2.0 Agência Brasília/ Flickr.com
40 Higiene ocupacional II
Nesta aula aprenderemos sobre os equipamentos para medição da pressão sonora, 
seus tipos, características e parâmetros de avaliação.
Na avaliação do ruído, além de se estudar as rotinas de trabalho para determinação 
do ciclo de exposição, uma série de parâmetros precisam ser estudados e compreen-
didos para que a avaliação tenha sucesso. A seguir, apresentaremos de uma maneira 
resumida, para garantir na execução prática, a qualidade da avaliação.
Tempo de resposta para os 
sonômetros 
Os equipamentos de avaliação do ruído são denominados sonômetros ou medidores 
de nível de pressão sonora. Como o ruído pode ter variações rápidas, foram criados os 
“tempos de resposta”, que representam o modo como o equipamento acompanha as 
velocidades ou flutuações do som medido. A diferença entre tais posições está no tempo 
de integração do sinal, ou constante de tempo. O quadro 3.1 apresenta os tempos de 
respostas dos sonômetros.
Ressalta-se que o tempo de resposta 
menor possui maior velocidade de 
detecção, ou seja, detecta valores 
mais elevados de ruído.
Quadro 3.1: Tempo de resposta dos equipamentos de medição de ruído.
Resposta Período Observações
Slow (lento) 1 segundo
Para situações de grande flutuação no ruído, expressa 
valores quetendem para a média.
Fast (rápido) 125 milisegundos Para determinar valores extremos de ruídos intermitentes.
Impulse (impulso) 35 milisegundos
Para ruído de impacto em virtude da maior velocidade de 
detecção.
Peak (pico) < 50 microsegundos Para pico absoluto do som.
Fonte: http://www.noisemeters.com/help/faq/time-weighting.asp
Para saber mais da NR15 e da NHO 01, consulte os seguintes 
sites:
NR 15 = Norma Regulamentadora nº 15 – Atividades e 
Operações Insalubres (Anexo I).
<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR15/NR15-ANEXO1.pdf>
NHO 01 = Norma de Higiene Ocupacional nº 01 – Avaliação de 
Exposição Ocupacional ao Ruído. 
<http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/normas-de-
higiene-ocupacional/publicacao/detalhe/2012/9/nho-01-
procedimento-tecnico-avaliacao-da-exposicao-ocupacional-
ao-ruido>
Na NR15 e na NHO 01 para a avaliação do 
ruído contínuo ou intermitente a resposta 
padrão é a slow (lenta).
41Unidade 3 – Equipamentos para avaliação do ruído
Curvas de compensação (circuitos de 
compensação, curvas de ponderação) 
Como já estudado anteriormente, o som possui diversos níveis de pressão sonora, 
dependendo da faixa de frequência em que ele é captado. O ouvido humano 
consegue captar frequências sonoras entre 20 Hz a 20000 Hz, apresentando uma sensação 
auditiva diferente para cada frequência. 
Desse modo, estudos referentes ao nível de audibilidade desenvolveram curvas 
padronizadas internacionalmente, que procuram corrigir as leituras dos instrumentos de 
medição simulando, o mais real possível, o comportamento da audição humana.
A curva A é utilizada como padrão para avaliação de ruídos contínuos ou 
intermitentes; a curva C para ruídos de impacto e a curva B é utilizada conforme as 
necessidades de aplicação de normas de controle de exposição ao ruído (aeroportos, 
áreas urbanas, inspeção veicular, laboratórios, etc). 
Os instrumentos de medição possuem circuitos que fazem a compensação 
automaticamente, alguns também fazem a medição sem compensação, chamada de 
Compensação Linear ou Plana (SALIBA, 2017).
Figura 3.1: Gráfico das curvas de compensação.
Fonte: Adaptado de SALIBA, 2017.
42 Higiene ocupacional II
Das curvas apresentadas, aquela que mais se aproxima à resposta humana é a 
curva A, portanto, os valores de medição devem ser indicados como dB(A).
Equipamentos para avaliação do nível de 
pressão sonora 
Para realizar a medição do ruído podem ser utilizados equipamentos de medição de 
pressão sonora, popularmente chamados de decibelímetros, os instrumentos 
analisadores de frequência e também os audiodosímetros ou dosímetro de ruído. A 
seguir, veremos a diferença entre os equipamentos e quando utilizá-los em uma 
avaliação ocupacional do ruído.
Medidor de nível de pressão sonora 
O medidor de nível de pressão sonora ou decibelímetro determina o nível instantâneo 
de ruído, sendo que os equipamentos mais modernos possuem analisador de frequência 
integrado. A figura 3.2 demostra o equipamento.
Observa-se que na frequência de 1000 Hz a correção em todas as curvas 
é zero. Devido a isso, os equipamentos de calibração dos sonômetros 
são construídos para emitir um valor em decibels nessa frequência, 
permitindo que o ruído emitido e o valor lido pelo equipamento sejam 
idênticos em quaisquer das curvas de compensação, evitando erros de 
ajuste durante a calibração.
Figura 3.2: Medidor de nível de pressão sonora 
Fonte: CC0 Wikimedia Commons/Harke
43Unidade 3 – Equipamentos para avaliação do ruído
Esses equipamentos são compostos por microfone, atenuador, circuitos de 
equalização, circuitos integradores e mostrador graduado em dB. Normalmente, 
equipamentos de menor custo, possuem duas curvas de ponderação (A e C) e não cal-
culam o nível equivalente de ruído, só indicam 
os valores instantâneos. Equipamentos modernos 
e de maior custo possuem até quatro curvas de 
ponderação (A,B,C e D), podem calcular o nível 
equivalente de ruído, além de outros parâmetros 
que veremos na próxima unidade. 
Todos os medidores de nível de pressão sonora devem possuir no mínimo 2 constantes 
de tempo: lenta (slow) e rápida (fast), sendo que alguns podem apresentar as constantes 
impulso (impulse) e pico (peak). A faixa de operação destes equipamentos está entre 30 
e 140 dB. 
Segundo Saliba (2017), os aparelhos de boa qualidade atendem aos padrões da IEC 
(International Electrotechnical Commission) e ANSI (American National Standards 
Institute). Portanto, ao comprar ou usar um equipamento de medida de som, verifique 
se ele atende as seguintes normas:
• IEC 61672 (2003) – Electroacoustics – sound level meters (padrão para sonômetros).
• IEC 60942 (1998) – Electroacoustics – sound calibrators (padrão para calibradores de 
nível sonoro).
• IEC 61260 (1996) – Octave and fractional octave filters (padrão para filtros de 
frequência).
• IEC 61094 (2000) – Measurement microphones (microfones).
• ANSI 1.25 1991 (R 2002) – Specification for Personal Dosimeters (especificação para 
dosímetro).
• ANSI 1.4 1983 (R 2001) – Specification for Sound Level Meters (especificação para 
medidor de nível sonoro).
Segundo o IEC 61672 (2003) os equipamentos são classificados em duas classes: 
classe 1 - uso em laboratório ou campo em condições controladas; classe 2 - uso 
geral em campo. A precisão do equipamento varia de acordo com a frequência do som 
Nível equivalente de ruído
É o valor único médio que contém a mesma 
energia acústica de um ruído variável no 
tempo.
44 Higiene ocupacional II
medido. Na classe 1 os instrumentos tem uma gama mais ampla de frequências e uma 
incerteza menor na medida, já um equipamento da classe 2 possui menor custo. Essas 
considerações aplicam-se tanto aos sonômetros quanto aos calibradores.
A Norma de Higiene Ocupacional 01 especifica que os equipamentos utilizados na 
avaliação da exposição ocupacional do ruído devem ter classificação mínima do tipo 2. A 
NR 15 não especifica essa característica, fornece apenas os limites de tolerância. Para os 
profissionais da área de higiene ocupacional, fica implícito o uso de medidores de nível 
de pressão sonora classe 2 (tipo 2), no mínimo (SALIBA, 2017).
Analisadores de frequência
Este instrumento é utilizado para determinar as frequências do ruído, verificando se o 
nível de pressão sonora encontra-se entre as frequências de 2000 a 5000 Hz, no qual a 
resposta subjetiva do ruído é maior. 
Além disso, a análise da frequência permite a especificação mais adequada do 
equipamento de proteção individual, o projeto de medidas de controle de ruído em 
máquinas, seleção de isolamento acústico ou amortecedores de vibrações, e a avaliação 
do ruído para fins de conforto e incômodo. 
Os analisadores de frequência podem vir separados ou integrados ao medidor de nível 
de pressão sonora. 
Audiodosímetro 
Em uma avaliação ocupacional observará frequentemente uma exposição a níveis de 
ruído que oscilam muito rapidamente, com difícil obtenção de dados relativos aos 
tempos de exposição correspondentes, não sendo possível fazer uma medição 
instantânea de forma pontual. Quando isso ocorre é necessário fazer uma avaliação, 
considerando os efeitos combinados do ruído, ou seja, uma análise da exposição ao 
longo de um período.
Para isso, utiliza-se o audiodosímetro, o medidor integrador de uso pessoal conhecido 
como dosímetro de ruído. É um equipamento que pode ser afixado na zona auditiva do 
trabalhador durante o período de medição que acumula a energia total do som e calcula 
uma média (nível equivalente) e a dose.
Os dosímetros são integradores de uso pessoal, portados pelo trabalhador, que 
acumulam os níveis de pressão sonora e o tempo ao longo da jornada, fornecendo a dose 
45Unidade 3 – Equipamentos para avaliação do ruído
em porcentagem (%) acumulada durante o tempo em que o equipamento encontra-se 
em funcionamento. Como os níveis de pressão sonora ocupacional tem característica 
muito variável, a realização da avaliação de ruído com a utilização do dosímetro é a mais 
indicada. 
Existem vários tipos de dosímetros, desde os mais modernos com microfone sem fio, 
até os mais simples, com microfone e cabo extensor acoplado no equipamento. O 
importante é que o equipamento seja, no mínimo,IEC classe 2 (ANSI tipo 2), possua as 2 
curvas de ponderação (A ou C) e as 2 constantes de tempo (lenta -slow ou rápida – fast). 
Se o objetivo for avaliar ruído de impacto com mais precisão, deve-se ainda acrescentar 
as respostas impulse e peak.
Calibradores 
Segundo a NHO 01, os sonômetros devem ser calibrados antes e depois da medição. 
Para isso, utiliza-se uma fonte padrão que emite um sinal conhecido ente 94 ou 114 dB 
na frequência de 1000 Hz, que tem como objetivo conferir a resposta dos equipamentos 
de avaliação do nível de pressão sonora. 
Além da calibração de campo, os equipamentos de medição sonora e os 
calibradores devem ser certificados (analisados) em 
laboratório da Rede Brasileira de Calibração ou do 
INMETRO, renovado no mínimo a cada dois anos 
(NBR 10.151/2000) ou conforme orientação do 
fabricante (SALIBA, 2017). 
Figura 3.3: Medidor integrado de ruído.
Fonte: CC0 Pixabay/Goran Horvat
Para saber mais sobre a RBC ou o INMETRO, 
consulte o site <http://www.inmetro.gov.br/
laboratorios/rbc/lista_laboratorios.asp.> 
Acesso em jul de 2017.
46 Higiene ocupacional II
Conclusão da aula
Nesta aula você conheceu um pouco mais sobre os equipamentos utilizados na avaliação 
do ruído ocupacional, as curvas de ponderação, os tempos de resposta, os tipos, a legis-
lação internacional e quando utilizar cada equipamento.
Figura 3.4: Calibrador acústico.
Fonte: CTISM, 2013.
47Unidade 3 – Equipamentos para avaliação do ruído
 Pratique
1. Para realizar a avaliação do ruído contínuo ou intermitente, o medidor de nível de 
pressão sonora deve ser programado da seguinte maneira (resposta e curva de pon-
deração):
a) Slow; A.
b) A; slow.
c) A; fast.
d) Fast; A.
e) Fast; C. 
2. Explique por que os medidores de nível sonoro devem ser calibrados em uma frequên-
cia de 1000 Hz? 
Parâmetros para avaliação do 
ruído ocupacional
Unidade
4
Fonte: CC BY 3.0/ Portal da Copa/ Tomás Faquini / Wikimedia Commons
50 Higiene ocupacional II
Nesta aula aprenderemos sobre os limites de tolerância do ruído, a legislação 
aplicável, o nível equivalente, a dose e outros parâmetros que aparecem nos 
instrumentos de medição.
Na avaliação do ruído ocupacional é importante analisar alguns parâmetros 
aplicados na legislação que nos auxiliará na hora de definir as medidas de controle 
para minimizar os efeitos do ruído à saúde do trabalhador. 
Limite de tolerância
Em higiene ocupacional consideramos limite de tolerância como o valor abaixo do qual a 
maioria dos trabalhadores possa estar exposta aos agentes ambientais, em seu ambiente 
de trabalho, sem sofrer efeitos adversos à saúde (ACGIH).
Para o ruído devemos considerar, além do nível de pressão sonora, o tempo em que o 
trabalhador fica exposto, ou seja, ao aumentar o tempo de exposição necessariamente 
reduzirá o valor do nível de pressão sonora permitido. No Brasil, a NR 15 estabelece os 
limites de tolerância, e em seu anexo 1 afirma que para oito horas de trabalho diárias, o 
máximo que o trabalhador deve ficar exposto é 85 dB(A).
O quadro 4.1 apresenta os limites de tolerância definidos pela NR 15 Anexo 1 – Limites 
de tolerância para ruído contínuo ou intermitente.
Quadro 4.1: Limite de tolerância para o ruído.
Nível de ruído em dB (A) Máxima exposição diária permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos 
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
51Unidade 4 – Parâmetros para avaliação do ruído ocupacional
Dose equivalente de ruído
Quando ocorrerem dois ou mais períodos de exposição ao ruído de diferentes níveis 
sonoros, devem ser considerados os seus efeitos combinados, em vez dos efeitos 
individuais (NR 15, anexo 1). Esse efeito combinado ou dose equivalente é calculado com 
base na seguinte fórmula:
(5) 
Onde: 
D = dose de ruído da exposição em decimais (para transformar em % basta 
multiplicar por 100) 
Cn = tempo de exposição a determinado nível de pressão sonora (em horas ou minutos)
Tn = tempo máximo de exposição a esse mesmo nível de pressão sonora, normalizado 
segundo a NR15 ou NHO 01 (em horas ou minutos).
A dose é o valor em porcentagem de um nível equivalente em dB. Uma dose de valor 1,0 
(ou 100 %) corresponde ao valor máximo que um trabalhador pode ficar exposto, ao 
O ideal é sempre trabalhar com o limite 
baseado no nível de ação (NR09-PPRA), ou 
seja, 80 dB(A).
Quadro 4.1: Limite de tolerância para o ruído.
Nível de ruído em dB (A) Máxima exposição diária permissível
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos 
108 20 minutos 
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
Fonte: NR 15 – Anexo 1
52 Higiene ocupacional II
qual se acredita que não produzirá danos auditivos.
Conforme foi visto na unidade 3, a dose de ruído é calculada pelo equipamento de me-
dição audiodosímetro, indicando o valor em porcentagem.
Exemplo 4.1
Um trabalhador ficou exposto durante 8 horas a um ruído de 85 dB(A). Consultando a 
NR 15 veremos que o tempo máximo que esse trabalhador pode ficar exposto a esse NSP 
é de 8 horas. 
Identificando as variáveis:
C1 = 8 horas (tempo exposto)
T1= 8 horas (tempo máximo permitido pela norma)
Substituindo na equação 4.1:
ou x 100 = 100% 
Então ficar exposto oito horas a 85 dB(A) é o mesmo que estar exposto a uma dose de 
100 %, ou seja, é o limite de tolerância.
Uma avaliação da dose utilizando os decibelímetros mais comuns, no qual o avaliador 
anota os valores instantâneos medidos, é permitida pelas normas (NR 15 e NHO 01). 
Porém, sabe-se que erros nesse tipo de avaliação são muito grandes, portanto, recomen-
da-se realizar a avaliação da exposição de trabalhadores ao ruído ocupacional apenas 
com os audiodosímetros.
Nível de critério (Criterion Level – CL)
Segundo a legislação brasileira (NR 15 e NHO 01), para uma exposição de oito horas o ní-
vel de critério estabelecido é de 85 dB(A). O nível de critério é a exposição máxima ao ru-
ído permitida para a jornada de oito horas diárias, esse valor resulta em 100 % de dose.
53Unidade 4 – Parâmetros para avaliação do ruído ocupacional
Fator de duplicação da dose ou 
incremento de dose 
Segundo a NHO 01 (FUNDACENTRO), duplicação da dose é o incremento em decibéis 
que, quando adicionado a um determinado nível de ruído, implica a duplicação da dose 
de exposição ou redução pela metade do tempo máximo de exposição permitido. É 
também conhecido como incremento de duplicação de dose (q – símbolo utilizado nos 
equipamentos de medição).
Na NR15 Anexo 1, o fator de duplicação da dose é de 5 dB(A). A NHO 01 e a ACGHI 
adotam o incremento de 3 dB(A). O quadro 4.2 apresenta a duplicação de 5 dB(B) utili-
zada na NR 15 Anexo 1.
Quadro 4.2: Incremento de duplicação da dose – NR 15 Anexo1.
dB(A) 8 horas 4 horas 2 horas 1 hora 30 minutos 15 minutos 7,5 minutos
85 100% 50% 25% 12,5% 6,25% 3,125% 1,56%
90 200% 100% 50% 25% 12,5% 6,25% 3,125%
95 400% 200% 100% 50% 25% 12,5% 6,25%
100 800% 400% 200% 100% 50% 25% 12,5%
105 1600% 800% 400% 200% 100% 50% 25%
110 3200% 1600% 800% 400% 200% 100% 50%
115 6400% 3200% 1600% 800% 400% 200% 100%
Fonte: A autora (2017).
Podemos observar que se mantivermos o tempo de 8 horas cada vez que aumentarmos 
5 dB(A) a dose duplica, isso devido ao fator duplicativo de dose. Percebemos ainda, que 
se mantivermos o nível de pressão sonora cada vez que reduzirmos o tempo à metade a 
dose reduz pela metade.
Repare no quadro 4.3, que para a NHO 01, se mantivermos o tempo de 8 horas cada vez 
que aumentarmos 3 dB(A), oureduzirmos, a dose duplica ou fica a metade, devido ao 
fator de duplicação, assim como, se mantivermos o nível de pressão sonora cada vez que 
reduzirmos o tempo a metade, a dose reduz pela metade.
54 Higiene ocupacional II
Com esses dois quadros, podemos perceber que os limites de tolerância da NR15 (Ane-
xo 1) e da NHO 01 são diferentes devido ao fator de duplicação da dose. A legislação 
trabalhista segue os limites de tolerância da NR 15, por isso, para avaliação do ruído 
ocupacional utilizaremos o incremento da dose de 5 dB(A).
Limiar de integração (Threshold Level – TL) 
Durante a dosimetria de ruído é necessário estabelecer um valor para qual todos os sons 
que se situem abaixo não serão considerados, quando da integração para obtenção dos 
valores médios (Leq, Lavg, TWA e Dose). Em alguns equipamentos de medição podem 
ser conhecidos como “cut off” ou TL (threshold level). 
O valor normatizado é de 80 dB(A), ou seja, na realização de uma dosimetria de ruído 
nenhum valor abaixo de 80 dB(A) será considerado para cálculo.
Nível equivalente de ruído (Leq)
Esse nível representa a exposição ocupacional do ruído durante o tempo de medição, 
considerando a integração dos diversos níveis instantâneos de ruídos ocorridos neste 
mesmo período de medição. Obtêm-se o nível equivalente de ruído com base na dose 
de exposição.
Quadro 4.3: Incremento de duplicação da dose – NHO 01.
dB(A) 8 horas 4 horas 2 horas 1 hora 30 min 15 min 7,5 min
3,75 
min
1,87 
min
0,93 
min
0,46 
min
85 100% 50% 25% 12,5% 6,25% 3,125% 1,56% 0,78% 0,39% 0,19% 0,09%
88 200% 100% 50% 25% 12,5% 6,25% 3,12% 1,56% 0,78% 0,39% 0,19%
91 400% 200% 100% 50% 25% 12,5% 6,25% 3,12% 1,56% 0,78% 0,39%
94 800% 400% 200% 100% 50% 25% 12,5% 6,25% 3,12% 1,56% 0,78%
97 1600% 800% 400% 200% 100% 50% 25% 12,5% 6,25% 3,12% 1,56%
100 3200% 1600% 800% 400% 200% 100% 50% 25% 12,5% 6,25% 3,12%
103 6400% 3200% 1600% 800% 400% 200% 100% 50% 25% 12,5% 6,25%
106 12800% 6400% 3200% 1600% 800% 400% 200% 100% 50% 25% 12,5%
109 25668% 12834% 6417% 3208% 1604% 802% 401% 200% 100% 50% 25%
112 51612% 25806% 12903% 6451% 3225% 1612% 806% 403% 201% 100% 50%
115 104347% 52173% 27906% 13043% 6521% 3260% 1630% 815% 406% 202% 100%
Fonte: A autora (2017).
55Unidade 4 – Parâmetros para avaliação do ruído ocupacional
A figura 4.1 apresenta a variação do ruído ao longo do tempo de exposição (em amare-
lo), e em roxo, o nível de ruído equivalente, produzindo o mesmo efeito sobre o ouvido 
humano que o ruído variável apresentado, ou seja, um valor constante que caracterizaria 
a exposição do trabalhador ao ruído. 
O nível equivalente é utilizado quando o fator de duplicação da dose for igual a 3, ou 
seja, considerando os limites de tolerância da NHO01. A fórmula utilizada para encontrar 
o nível equivalente é:
dB(A) (6)
Onde:
Leq = nível equivalente de ruído 
D = dose de exposição ao ruído (em decimais) 
T = tempo de exposição (em horas)
Figura 4.1: Ruído variável ao longo do tempo e seu respectivo nível 
equivalente..
Fonte: PEIXOTO, 2013.
56 Higiene ocupacional II
Nível médio (Level Average – Lavg)
É o nível de pressão sonora contínuo equivalente durante um período de tempo, em dB.
O termo nível médio (Lavg) tem o mesmo significado que o nível equivalente (Leq), só 
que o Lavg é assim apresentado quando utilizado o fator de duplicação da dose igual a 5 
dB. No caso dos limites de tolerância NR-15, a fórmula simplificada de cálculo é:
dB(A) (7)
Lavg = nível médio de ruído 
D = dose de exposição ao ruído (em decimais) 
T = tempo de exposição (em horas)
TWA - Time Weighted Average
Outra nomenclatura utilizada pelos equipamentos de medição do ruído é o TWA. Segun-
do a OSHA (Occupacional Safety and Health Administration), o TWA é o nível de ruído da 
média ponderada no tempo para oito horas de exposição. O importante é entender que 
se fizermos uma avaliação de ruído menor que oito horas, o TWA considera a média do 
tempo avaliado e considera o restante que faltam para oito horas como exposição zero.
O TWA é calculado por meio da seguinte equação:
(8)
Onde:
D: é a dose projetada para oitos horas.
Muitos equipamentos de medição utilizam 
as duas nomenclaturas Leq e Lavg, mas 
lembre-se: o Leq estaremos considerando 
fator duplicativo de dose igual a 3 (NHO 
01), e o Lavg quando utilizarmos fator 
duplicativo de dose igual a 5 (NR15).
57Unidade 4 – Parâmetros para avaliação do ruído ocupacional
Conclusão da aula
Caro estudante, nesta aula você aprendeu sobre alguns parâmetros importantes utiliza-
dos na avaliação do ruído ocupacional, bem como as nomenclaturas técnicas emprega-
das nos equipamentos de medição de ruído (audiodosímetros e decibelímetros).
 Pratique
1. Se o trabalhador ficar exposto durante 4 horas a um nível sonoro de 85 dB(A) a dose 
será equivalente a:
a) 50%.
b) 100%.
c) 20%.
d) 200%.
2. Dadas as afirmativas:
I - O fator duplicativo de dose tem o mesmo valor, tanto para a NR 15 quanto para a 
NHO 01.
II - Sabendo-se que o fator duplicativo de dose da NR 15 é igual a 5 dB(A) e que o nível 
de critério é igual a 85 dB(A) para 8 horas de exposição, o tempo máximo permitido para 
uma exposição a um nível sonoro de 95 dB(A) será de 2 horas.
Dose projetada é a dose de ruído calculada para um tempo determinado a partir de uma 
amostragem de qualquer período. Em casos de avaliação de doses em tempos inferiores 
aos da jornada (8 horas), o valor da dose pode ser obtido através de extrapolação linear 
simples (regra de três). Por exemplo, se fizermos uma avaliação de 2 horas e a dose for 
igual a 25 % e projetarmos a dose para 8 horas, veremos que o equipamento indicará 
100%, isso se deve ao fato da amostragem ser assumida como uma repetição da mesma 
exposição para as outras 6 horas.
Ressaltamos que essa extrapolação pressupõe que a amostra feita foi representativa.
58 Higiene ocupacional II
III - Quando nos referimos a um limiar de integração de 80 dB(A) podemos concluir que, 
durante uma avaliação ocupacional de um trabalhador ao ruído, nenhum valor inferior a 
80 dB(A) será considerado para fins de exposição.
Qual das alternativas é/são falsa(s):
a) I somente.
b) II somente.
c) I e II.
d) III somente.
Avaliando o ruído
Unidade
5
Fonte: CC0 Pixabay/Yerson Retamal.
60 Higiene ocupacional II
Nesta aula você irá aprender como se avalia o ruído ocupacional, como são 
elaborados os cálculos de dose e nível equivalente, ajuste dos parâmetros 
normatizados e exercícios práticos sobre exposição do ruído.
Como já vimos nas aulas anteriores, o ruído pode ser avaliado através dos 
medidores de nível de pressão sonora ou sonômetros (decibelímetros e 
audiodosímetros). Para fazer a avaliação ocupacional, devemos utilizar os limites de 
tolerância da NR 15 Anexo 1 e a metodologia da NHO 01. Quando tratar-se da avaliação 
ambiental do nível de ruído para fins de conforto e incômodo em ambientes de trabalho 
utilizaremos a NBR 10152, e para avaliação do conforto da comunidade e 
perturbação do sossego público a NBR 10151 ou legislações municipais mais 
rigorosas específicas.
Avaliação do ruído contínuo ou 
intermitente 
De acordo com a legislação brasileira, Portaria nº 3.214/1978 do Ministério do 
Trabalho — NR15 Anexo 1, os limites de Tolerância para exposição ao ruído contínuo ou 
intermitente são representados por níveis máximos permitidos, segundo o tempo diário 
de exposição, ou, alternativamente, por tempos máximos de exposição diária em função 
dos níveis de ruído existentes (ver Quadro 4.1). 
Esses níveis serão medidos em decibéis compensados, conforme a curva de 
ponderação A, de forma a aproximar-se da resposta do ouvido humano (resposta lenta 
-slow).
A caracterização da exposição ocupacional ao ruído contínuo e intermitente é 
realizada comparando-se o nível de ruído que o trabalhador está exposto, com o tempo 
máximo permitido segundo o Quadro 1 da NR 15 (Anexo1).
A seguir serão apresentados alguns exemplos práticos para melhor interpretação da ava-
liação ocupacional do ruído.
Exemplo 5.1 
Em determinada empresa metalúrgica, o técnico de segurança do trabalho realizou a 
medição do ruído em um operador de extrusora, e verificou que esse trabalhador se 
expõe a um nível único de 90 dB(A) por toda sua jornada de 8 horas. 
61Unidade 5 – Avaliando o ruído
Verifique se o limite de tolerância foi ultrapassado e calcule a dose equivalente de 
exposição desse trabalhador.
Resolução
• Como a exposição desse trabalhador caracteriza-se por apenas um único nível de 
ruído (90 dB(A)), apenas comparamos com o quadro 1 da NR 15 Anexo 1:
Nível de ruído em dB 
(A)
Máxima exposição 
diária permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos 
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos 
108 20 minutos 
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
 Fonte: Informação da fonte de dados.
Para 90 dB(A) o tempo de exposição máximo permitido é 4 horas, ou seja, o 
limite de tolerância foi ultrapassado. Se esse operador estiver sem proteção (EPA 
– equipamento de proteção auditiva) o ruído causará danos a sua saúde. 
• Cálculo da dose equivalente
Para o cálculo da dose, utilizaremos a equação 5 da página 51:
62 Higiene ocupacional II
(5) 
Neste caso só tem uma exposição, então: C1 = 8 horas e T1 = 4 horas
Dose equivalente igual a 2 ou 200%, ou seja, o trabalhador está exposto ao 
dobro do tempo que poderia ficar.
Quando o nível de ruído é variável durante a jornada de trabalho e o trabalhador 
realiza suas atividades em diversos locais, é preciso calcular a dose equivalente ou o efeito 
combinado, conforme anexo 1, item 6 da NR15.
Exemplo 5.2
Em uma avaliação ao ruído contínuo e intermitente com um decibelímetro, verificou-se 
que a exposição do trabalhador era da seguinte forma:
Nível de ruído Tempo de exposição
100 dB(A) 1 hora
90 dB(A) 2 horas
60 dB(A) 5 horas
O limite de tolerância foi ultrapassado? Qual a dose equivalente de exposição? Qual o 
nível médio de ruído?
Resolução: 
• Como a exposição desse trabalhador caracteriza-se por vários níveis de ruído durante 
a jornada de trabalho, calculamos a dose equivalente de exposição:
 
C
T
C
T
Cn
Tn
1
1
2
2
+ +
 
( )5
63Unidade 5 – Avaliando o ruído
Neste caso temos: C1= 1 hora, C2= 2 horas, C3 = não consideramos níveis abaixo de 
80 dB(A), T1 = 1 hora, T2 = 4 horas, T3 = desconsiderar níveis abaixo de 80 dB(A).
1
4
2
4
1 0 5 1 5+ = + =, ,
Dose equivalente igual a 1,5 ou 150%. 
• Cálculo do nível médio (equação 7 página 52), considerando a dose calculada:
Esse valor significa que o trabalhador ficou exposto a 87,92 dB(A) durante as 8 horas de 
trabalho.
A dose foi superior a 1,0 (ou 100%) e o Lavg maior que 85 dB(A) (para oito 
horas de trabalho), sendo assim o limite de tolerância estabelecido pela NR15 foi ultra-
passado.
Conforme visto nas aulas anteriores e nos exemplos, para avaliação do ruído 
ocupacional devemos considerar níveis de pressão sonora a partir de 80 dB(A) 
(limiar de integração). Mas como saber o máximo permitido para os valores 
abaixo de 85 dB(A), se a NR 15 determina os limites de tolerância a partir de 85 dB(A)?
Para isso devemos utilizar a fórmula para encontrar o tempo máximo permitido:
dB(A) 
dB(A)
dB(A)
dB(A)
dB(A)
dB(A)
dB(A)
(9) 
64 Higiene ocupacional II
Onde: 
Tp = tempo máximo permitido (em horas). 
L = valor do NPS para o qual se quer determinar o tempo máximo (em dB(A)).
Exemplo 5.3. Calcule o tempo máximo permitido para os seguintes níveis de 
pressão sonora: 
• Para um NPS de 80 dB(A)
• Para um NPS de 81 dB(A)
 
Para um NPS de 82 dB(A)
Para um NPS de 83 dB(A)
Para um NPS de 84 dB(A)
Para transformar as horas decimais em 
minutos, multiplicar por 60.
65Unidade 5 – Avaliando o ruído
No Exemplo 5.4 vamos aprender a calcular o Lavg (projetado para 8 horas) em função de 
uma dosimetria realizada por um período menor que 8 horas de trabalho. 
Exemplo 5.4. 
O técnico de segurança do trabalho realizou a avaliação do ruído ocupacional no 
trabalhador utilizando um audiodosímetro. Primeiramente configurou o equipamento 
conforme orientação da NHO01 e da NR 15 Anexo 1:
Após configurar os parâmetros, instalou o equipamento no trabalhador e iniciou a 
dosimetria. Como a exposição ao ruído era pouco variável, realizou uma dosimetria em 
menor tempo, 4 horas. Seguem os dados obtidos:
Parâmetro NR15 Anexo 1
Nível limiar de integração 
(Threshold Level – TH)
80 dB
Critério de referência 
(Criterion Level – CL)
85 dB
Incremento de duplicação 
de dose (Exchange Rate 
– ER)
5 dB
Limite superior (Upper 
Lmit – UL)
115 dB
Curva de compensação A
Resposta Lenta (slow)
Fonte: A autora (2017)
Avaliação Dose% Tempo de dosimetria
Dosimetria 70% 4 horas
Os tempos de dosimetria foram menores, mas o trabalhador 
permanecerá às oito horas na mesma situação acústica. Recomenda-
se realizar a dosimetria durante toda a jornada de trabalho (mais 
representativa), porém quando o ruído é pouco variável pode-se 
realizar em menor tempo, mas é necessário analisar a exposição.
66 Higiene ocupacional II
Com base nos dados obtidos, calcule a dose projetada e o Lavg para oito horas de 
trabalho.
• Cálculo da dose projetada para 8 horas de trabalho:
4 horas dose 70%
8 horas X
X = 140% ou 1,4 
A dose projetada para 8 horas é 140% ou 1,4.
• Cálculo do nível médio Lavg para 8 horas de trabalho:
Nível médio de ruído para 8 horas é 87,42 
dB(A), ou seja, o trabalhador está exposto 
acima do permitido segundo a NR15.
Avaliação do ruído de impacto 
Segundo a Portaria nº 3.214/1978 do Ministério do Trabalho — NR15 Anexo 2, o ruído 
de impacto é aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) 
segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo.
A determinação da exposição ao ruído de impacto deve ser feita por meio de 
medidor de nível de pressão sonora operando em “Linear” e circuito de resposta para 
medição de nível de pico. Caso o equipamento não possua circuito para resposta para 
dB(A)
dB(A)
dB(A)
dB(A)
dB(A)
Muitos audiodosímetros já fornecem a dose 
projetada e o Lavg (ou o Lavgtwa) para oito 
horas de trabalho. É preciso verificar na 
configuração do equipamento.
67Unidade 5 – Avaliando o ruído
impacto, a avaliação será feita no circuito de resposta rápida (Fast) e na curva de ponde-
ração “C”.
O período de medição deve ser representativo da exposição. O microfone do medidor 
deve ser mantido dentro da zona auditiva do trabalhador e posicionado de forma a mi-
nimizar a interferência na medição. As medições devem ser feitas em número suficiente 
para determinar os níveis de impacto.
A NHO 01 adota o critério do nível de ação para o ruído de impacto e altera o limite de 
tolerância em dB linear e não cita as alternativas na utilização de parâmetros com leitura 
em dB(C) e circuito de resposta rápida. Ainda adota o critério Np (nível de pico) que con-
sidera o número de impactos ou impulsos durante a jornada de trabalho. Neste critério 
o limite de exposição diária ao ruído de impacto é determinado pela expressãoa seguir:
Np n dB= −160 10log( )
 
( )10
Onde: 
Np = nível de pico, em dB(Lin), máximo admissível 
n = número de impactos ou impulsos ocorridos durante a jornada diária de trabalho 
acima do nível sonoro.
O limite de exposição segundo a NHO01 é de 140 dB(linear). Já na NR 15, será de 130 dB 
(linear), ou 120 dB(C), para medição feita em resposta rápida (Fast) e curva de pondera-
ção “C”. As duas normas consideram que nos intervalos entre os picos, o ruído existente 
deverá ser avaliado como ruído contínuo.
Efeitos da exposição ao ruído 
O ruído pode causar alguns efeitos sobre o sistema auditivo como, por exemplo, a Perda 
Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). Conhecida como a diminuição gradual da acuidade 
auditiva, decorrente da exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora, além 
disso, sua ocorrência depende de características ligadas ao homem, ao meio e ao agente 
agressor (RIBEIRO, 2015).
Segundo Saliba (2017), os efeitos do ruído na audição podem ser divididos em três cate-
gorias: trauma acústico, mudança temporária do limiar e mudança permanente do limiar 
ou Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR).
68 Higiene ocupacional II
O trauma acústico é uma perda de audição súbita após exposição a um ruído de forte 
intensidade, caracteriza-se por uma perda permanente. A Mudança Temporária de 
Limiar ou TTS (Temporary Threshold Shift), é uma alteração dos limiares auditivos que 
pode ser recuperada após cessada a exposição ao ruído. 
A mudança permanente de limiar ou PTS (Permanent Threshold Shift) ou Perda Auditiva 
Induzida por Ruído (PAIR), é uma alteração dos limiares auditivos em caráter definitivo. 
Segundo Saliba (2015, p. 30) “pode ocorrer a ruptura do tímpano por deslocamento 
de ar muito forte, como o resultante de uma explosão ou de outros ruídos de impacto 
violento”. A ruptura é devido a variação brusca e acentuada de pressão, e é geralmente 
reversível, pois o tímpano pode cicatrizar normalmente.
Níveis de ruído a partir de 120 dB já causam a sensação de desconforto; níveis a 130 
dB já causam o início da dor, daí em diante pode ocorrer a ruptura do tímpano muito 
provável entre 150 a 160 dB. A perda de audição a níveis elevados de ruído, ou seja, por 
trauma sonoro, pode ser temporária ou permanente. 
Segundo Saliba (2015), a surdez permanente por trauma sonoro é devida a destruição 
das células sensoriais do órgão de Corti. É irreversível e pode atingir proporções tais a 
incapacitar o indivíduo para a comunicação oral.
Os efeitos do ruído sobre as pessoas, no entanto, não se limitam aos efeitos auditivos 
como a perda auditiva, zumbido, recrutamento, alterações da discriminação da fala. O 
ruído contribui para distúrbios gastrointestinais e distúrbios relacionados com o sistema 
nervoso, como exemplo, irritabilidade, nervosismo, vertigens, insônia, etc (SESI, 2007). 
Em relação ao sistema gastrointestinal, há redução de secreção gástrica e salivar, o que 
causa certa diminuição da velocidade de digestão. A exposição mais prolongada pode 
levar a alterações da função intestinal e cardiovascular e mesmo a lesões teciduais dos 
rins e do fígado. (ASTETE; KITAMURA, 1978). 
O comprometimento do rendimento no trabalho por diminuição da capacidade de 
concentração mental e interferência na comunicação oral é frequentemente relatado por 
alguns trabalhadores que são expostos a níveis elevados de ruído. 
69Unidade 5 – Avaliando o ruído
Medidas de controle na exposição ao ruído 
As medidas de controle com relação ao ruído podem ser consideradas basicamente de 
três formas: na fonte (origem do ruído), na trajetória (ambiente de propagação) e no 
trabalhador (o receptor).
Controle na fonte
É a principal medida de controle e que garante maior viabilidade técnica, pois as ações 
concentram-se na fonte de geração do risco, neste caso o ruído. Podemos citar a 
eliminação ou substituição da fonte de ruído, manutenção adequada de máquinas 
e equipamentos, eliminação de fontes de ruído provocadas por desalinhamentos, 
desgastes, falta de lubrificação, etc, ou organização do ambiente de trabalho evitando 
concentração de máquinas ruidosas ou processos de trabalho com excesso de ruído.
Controle na trajetória 
Quando o controle na fonte não for possível ou for insuficiente, recomenda-se a 
utilização de técnicas que possibilitem a absorção do som ou que evitem a transmissão 
pra outro ambiente. Para a absorção são utilizados materiais porosos como lã de vidro e 
cortiça, que podem ser inseridos no teto, paredes e piso ou barreiras na propagação do 
som.
Já para o isolamento acústico, recomenda-se utilizar materiais que possuam alto 
índice de redução acústica ou perda de transmissão. Como exemplo, montagem de 
barreiras isolantes com material denso e compacto, as paredes duplas ou triplas revestidas 
internamente com material absorvente, aumentam o índice de redução. 
Controle no trabalhador
Deve ser utilizada como última alternativa, quando as medidas de controle na 
fonte ou na trajetória não forem suficientes para corrigir o problema. Podemos 
citar como medida de controle no trabalhador a limitação do tempo de exposi-
ção, o uso de equipamento de proteção auditiva (protetores auriculares), controle 
médico (através do exame audiométrico periódico), entre outras medidas cabíveis. Essas 
medidas devem fazer parte do Programa de Conservação Auditiva (PCA).
70 Higiene ocupacional II
Programa de Conservação Auditiva (PCA) 
O PCA é um conjunto de ações integradas que têm por objetivo impedir que determi-
nadas condições de trabalho provoquem a deterioração auditiva nos trabalhadores que 
estão expostos a níveis de ruído elevado. 
O programa de conservação auditiva da empresa deve se adequar às exigências legais 
da Portaria 19 de 1998 do Ministério do Trabalho e Ordem de Serviço 608 do Instituto 
Nacional de Seguridade Social (INSS), que visam à avaliação e ao acompanhamento da 
saúde auditiva dos trabalhadores, bem como a sua conservação. 
O programa deve contemplar as seguintes etapas:
Avaliação dos níveis de ruído 
no ambiente ocupacional
Medidas administrativas e de 
engenharia para minimizar ou 
neutralizar a exposição
Exames audiométricos periódicos
Utilização de equipamentos de proteção 
individual (protetores auriculares) e 
divulgação, através de treinamento 
dos efeitos prejudiciais do ruído
Compromisso da administração 
em implementar o PCA
Documentação de todas as 
atividades para respaldo legal
Auditoria interna do PCA, de 
modo a garantir o cumprimento 
de seus objetivos
71Unidade 5 – Avaliando o ruído
Protetores auditivos para a exposição ao 
ruído 
Quando não for possível a adoção de medidas de controle na fonte ou trajetória, ou 
quando tais medidas forem insuficientes para o controle do ruído, recomenda-se a 
utilização dos protetores auditivos. Existem dois tipos de protetores: de inserção ou 
circum-auricular (tipo concha). 
O protetor auditivo de inserção ou pré-moldado é constituído de três flanges, 
geralmente em silicone para a inserção no canal auditivo. É indicado quando há 
necessidade do uso de outros EPIs simultaneamente (óculos, capacetes e/ou 
respiradores). São pequenos, fáceis de serem guardados e transportados, e 
relativamente confortáveis, mas é necessária a higienização constante do protetor.
O protetor de inserção moldável é fabricado em espuma, o que permite a adaptação 
em qualquer tamanho de canal auditivo. É indicado para uso concomitante com outros 
EPIs, proporciona excelente vedação do canal auditivo. São pequenos, fáceis de serem 
guardados e transportados, e relativamente confortáveis. Dispensam a higienização e 
manutenção, pois são descartáveis.
Figura 5.1:Protetor auditivo de inserção moldáveis.
Fonte: CTISM, 2013.
72 Higiene ocupacional II
O protetor circum-auricular é constituído de duas conchas de material plástico 
com bordas almofadadas. Possui atenuação uniforme, é de fácil utilização e possui 
tamanho único. São eficientes e fáceis de higienizar.
Figura 5.2. Protetor auditivo de inserção moldável.
Fonte: CC BY-SA 3.0 Bill Ebbesen/ Wikimedia Commons.
Figura 5.3: Protetor circum-auricular (tipo concha).
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
73Unidade 5 – Avaliando o ruído
Atenuação dos protetores auditivos 
Os protetores auditivos devem ser capazes de reduzir a intensidade do ruído abaixo do 
limite de tolerância. Quando adquirimos um protetor auditivo observamos em sua em-
balagem a informação da atenuação em dB, chamado de NRRsf (Nível de Redução do 
Ruído - Subject Fit - colocação pelo usuário), conhecido como método do ouvido real 
(ANSI S12.6 – 1997).
Nesse método, a redução do ruído é obtida em laboratório por meio de um teste feito 
com usuários sem treinamento, os quais colocam o protetor considerando apenas as ins-
truções do fabricante (embalagem), e logo após é feito o teste de atenuação. Os dados 
obtidos neste teste se aproximariam do desempenho real de campo. 
Para saber o valor mínimo do NRRsf que o protetor auditivo deve possuir, consideramos 
o nível médio de ruído (Lavg) que o trabalhador está exposto e o nível máximo (NPS – 
limite de tolerância) que pode ficar, considerando o tempo de exposição. Para o cálculo 
do NRRsf mínimo necessário, utilizamos a seguinte fórmula: 
Onde:
NRRsf = Nível de Redução do Ruído 
Lavg = Nível médio de ruído 
NPS = Limite de tolerância em dB com relação ao tempo de exposição
Exemplo 5.5 
Na avaliação de um ambiente de trabalho encontrou-se um ruído médio de 94 dB(A). Sa-
bendo que a jornada de trabalho é de 8 horas, qual o valor mínimo do NRRsf do protetor 
auditivo que o técnico em segurança deve escolher ?
• Identificando os dados:
Lavg = 94 dB(A)
NPS = 85 dB(A) para 8 horas de exposição 
NRRsf = ? (é o que queremos saber)
(11) 
74 Higiene ocupacional II
• Calculando o NRRsf:
Para controlar o ruído neste trabalhador, o técnico de segurança deverá escolher um 
protetor com, no mínimo, NRRsf = 9 dB de atenuação.
É importante ressaltar que se protetor não for utilizado em 100% do tempo, a 
atenuação não será eficaz. O simples fato de 
retirar o protetor por alguns minutos degrada 
imediatamente o NRRsf previsto. Por isso, o téc-
nico de segurança do trabalho deve estar aten-
to às ações de educação, conscientização e 
treinamento e a escolha de protetores adequados 
e confortáveis, tendo em vista obter um uso cons-
ciente, voluntário e constante.
Avaliação do ruído ambiental
O ruído além de provocar danos à saúde do trabalhador, também pode interferir 
na comunidade entorno da empresa. A esse tipo de ruído, chamamos de poluição 
sonora. 
A poluição sonora é ocasionada pelo excesso de ruído gerado pela 
circulação de veículos, comércio, indústrias, aeroportos, etc. O governo federal criou o 
Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora - Silêncio, instituído pelo 
CONAMA por meio das Resoluções 01/90 e 02/90, sob a coordenação do 
IBAMA. Esse programa estabelece normas, métodos e ações para controlar o ruído 
excessivo e seus reflexos sobre a saúde e bem-estar da população em geral 
(MACHADO, 2004).
Em relação às Legislações Federais destacam-se três tópicos contidos na 
RESOLUÇÃO CONAMA nº 001, de 08 de março de 1990: 
I - A emissão de ruídos, em decorrência de quaisquer atividades industriais, 
comerciais, sociais ou recreativas, inclusive as de propaganda política, obedecerá no inte-
resse da saúde, do sossego público, aos padrões, critérios e diretrizes estabelecidos nesta 
Resolução. 
Dupla proteção, o uso de dois protetores 
simultâneos (concha mais o de inserção) 
vai atenuar apenas mais 5 decibels e não a 
soma das atenuações. Deve-se adicionar 5 
dB no protetor de maior NRRsf.
75Unidade 5 – Avaliando o ruído
II - São prejudiciais à saúde e ao sossego público, para os fins do item anterior os ruídos 
com níveis superiores aos considerados aceitáveis pela norma NBR 10151 - Avaliação do 
Ruído em Áreas Habitadas visando o conforto da comunidade. 
III - Na execução dos projetos de construção ou de reformas de edificações para ativida-
des heterogêneas, o nível de som produzido por uma delas não poderá ultrapassar os 
níveis estabelecidos pela NBR 10152 – Níveis de ruído para conforto acústico.
A NBR 10.151 dispõe sobre a avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto 
da comunidade. Essa norma fixa as condições exigíveis para a avaliação da aceitabilidade 
do ruído em comunidades, independentemente da existência de reclamações. 
Além da NBR 10.151, tem-se a NBR 10.152, que trata dos níveis de ruídos para conforto 
acústico, estabelecendo os limites máximos em decibéis a serem adotados em determi-
nados locais. 
O método de avaliação envolve as medições do nível de pressão sonora equivalente 
(LAeq) em decibéis ponderados segundo a curva “A”. Essa curva tem por objetivo ade-
quar a resposta do medidor em relação à resposta em frequência do ouvido humano. Se-
gundo NBR 10.151, nível de pressão sonora equivalente (LAeq), em decibels ponderados 
em “A” dB (A), nível obtido a partir do valor médio quadrático da pressão sonora (com 
a ponderação A) referente a todo o intervalo de medição.
Caso o equipamento não forneça o LAeq automaticamente, como é o caso do medidor 
de leitura instantânea, o mesmo deve ser determinado considerando a seguinte fórmula: 
(12)
Onde:
Li = é o nível de pressão sonora, em dB(A), lido em resposta rápida (fast) a cada 5 s, du-
rante o tempo de medição do ruído;
n = é o número total de leituras.
O instrumento de medição utilizado é o medidor de nível de pressão sonora (mínimo tipo 
2) com certificado de calibração pela Rede Brasileira de Calibração (RBC) ou INMETRO. 
O limite máximo para o conforto é o Nível Critério de Avaliação (NCA), apresentado no 
quadro 5.2 e 5.3. 
76 Higiene ocupacional II
Quadro 5.2: Nível de critério de avaliação NCA para ambientes externos, em dB(A).
Tipos de áreas Diurno Noturno
Áreas de sítios e fazendas 40 35
Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas 50 45
Área mista, predominantemente residencial 55 50
Área mista, com vocação comercial e administrativa 60 55
Área mista, com vocação recreacional 65 55
Área mista, predominantemente industrial 70 60
Fonte: A autora (2017)
Quadro 5.3: Valores de níveis de ruído para conforto acústico em dB(A).
Locais dB (A) NC
Hospitais, Apartamentos, Enfermarias, Berçários, Centros 
Cirúrgicos Laboratórios, Áreas para uso do público, Serviços
35 – 45
30 – 40
45 – 55
30 – 40
35 – 45
40 – 50
Escolas, Bibliotecas, Salas de música, Salas de desenho, Salas de aula, Laboratórios, Circulação 
35 – 45
40 – 50
45 – 55
30 – 40
35 – 45
40 – 50
Hotéis, Apartamentos, Restaurantes, Salas de estar, Portaria, Recepção, Circulação 
35 – 45
40 – 50
45 – 55
30 – 40
35 – 45
40 – 50
Residências, Dormitórios, Salas de estar 
35 – 45
40 – 50
30 – 40
35 – 45
Auditórios, Salas de concerto, Teatros, Salas de Conferências, Cinemas, Salas de uso múltiplo 30 – 40
35 – 45
25 – 30
30 – 35
Restaurantes 40 – 50 35 – 45
Escritórios, Salas de reunião, Salas de gerência, Salas de projetos e de administração, 
Salas de computadores, Salas de mecanografia 
30 – 40
35 – 45
45 – 65
50 – 60
25 – 35
30 – 40
40 – 60
45 – 55
Igrejas e Templos 40 – 50 35 – 45
Locais para esportes, Pavilhões fechados para espetáculos e atividades esportivas 45 – 60 40 – 55
Fonte: NBR 10.152,1987.
Segundo a NBR 10151, para avaliação do ruído ambiental no exterior das edificações, 
devem-se seguir os seguintes procedimentos de medição: 
Deve-se tomar as precauções técnicas para evitar a influência do vento e demais condi-
ções climáticas, quando relevantes; 
As medições devem ser efetuadas em pontos afastados aproximadamente 1,2 m do piso 
e a pelo menos 2 m do limite da propriedade e de superfícies refletoras, como muros, 
77Unidade 5 – Avaliando o ruído
paredes etc (edificação que contém a fonte);
No exterior da habitação do reclamante, as medições devem ser efetuadas em pontos 
afastados aproximadamente 1,2 m do piso e pelo menos 2 m de quaisquer outras super-
fícies refletoras, como muros, paredes etc; 
Na ocorrência de reclamações, as medições devem ser efetuadas nas condições e locais 
indicados pelo reclamante; 
Caso o reclamante indique algum ponto de medição que não atenda às condições ante-
riores, o valor medido neste ponto também deve constar no relatório. 
Segundo NBR 10152, para avaliação do ruído ambiental no interior das edificações, de-
vem-se seguir os seguintes procedimentos de medição: 
As medições devem ser efetuadas a uma distância de, no mínimo, 1 m de quaisquer 
superfícies (parede, teto, piso e móveis) – mínimo 3 medições (média aritmética) em 3 
posições distintas, sempre que possível afastadas entre si em pelo menos 0,5 m; 
As medições devem ser efetuadas nas condições normais de utilização do ambiente (ja-
nelas abertas ou fechadas conforme indicação do reclamante). 
Caso o reclamante indique algum ponto de medição que não atenda às condições ante-
riores, o valor medido neste ponto também deve constar no relatório.
Conclusão da aula
Caro estudante, nesta aula você aprendeu como avaliar o ruído ocupacional e efetuar 
os cálculos para a determinação da dose e do nível médio de ruído. Além de apreender 
como realizar a avaliação do ruído de impacto, identificar atenuação do ruído pelos 
protetores auditivos, estudou sobre a avaliação do ruído ambiental com as normas NBR 
10151 e a NBR 10152.
78 Higiene ocupacional II
 Pratique
1. Em uma avaliação do ruído ocupacional, o TST encontrou uma dose de 170 % para 
uma dosimetria de 8 horas. O valor correspondente em dB(A) para essa dose é, res-
pectivamente:
a) 88,8 dB(A)
b) 86,8 dB(A)
c) 85,0 dB(A)
d) 86,8 dB(A)
e) 89,8 dB(A)
2. Qual o NRRsf de um protetor auditivo para uma exposição, no qual a dose obtida 
(dB(A), 8 horas) foi de 300% (ou 3,0)? 
Temperaturas extremas
Unidade
6
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
80 Higiene ocupacional II
Nesta aula aprenderemos sobre as temperaturas extremas e os mecanismos envolvi-
dos nas trocas térmicas.
O excesso de calor e de frio são fatores que causam desconforto para o trabalhador, 
aumentando o risco de acidente, podendo provocar danos consideráveis à saúde. 
Por isso, é preciso identificar esses riscos no ambiente de trabalho para controlá-los 
corretamente. 
A termorregulação humana 
O homem possui capacidade de manter a temperatura do corpo constante 
(aproximadamente 37ºC), mesmo com a variação da temperatura ambiente, isso 
porque somos considerados seres homeo-
térmicos. Um dos fatores que possibilita o 
corpo manter a temperatura adequada é a 
termorregulação, que tem como objetivo 
impedir grandes variações na temperatura 
interna do corpo de maneira que os sistemas vitais 
possam operar adequadamente.
Segundo Braz (2005), a termorregulação é 
realizada por um sistema de controle fisiológico, formado por ter-
morreceptores (centrais e periféricos) e o controle central onde 
localiza-se o hipotálamo. Além do controle da temperatura do corpo, o hipotálamo é 
responsável por outras funções corporais, tais como: a regulagem do nosso sono, do 
apetite e do balanço de água no nosso organismo. 
O hipotálamo recebe impulsos elétricos, originados de células existentes na pele 
que apresentam sensibilidade a perda e ao ganho de calor, assim como dos 
músculos e de outras partes do organismo, e manda através dos nervos, comandos que 
acionam mecanismos de compensação, como a vasodilatação periférica, a sudorese e 
vasoconstrição, que interferem nas trocas térmicas do corpo com o ambiente de 
forma a manter a temperatura interna (PEIXOTO, 2013).
A vasodilatação periférica permite o aumento de circulação de sangue na superfície do 
corpo, aumentando a quantidade de calor, permitindo uma troca mais rápida para o 
meio ambiente. O fluxo sanguíneo transporta calor do núcleo do corpo para a periferia 
e, em certas circunstâncias, pode haver dano em alguns órgãos internos por deficiência 
Homeotérmicos
São aqueles que possuem a característica de 
manter a temperatura do corpo constante, 
ou seja, sem variação. Os mamíferos e as 
aves possuem essa característica.
81Unidade 6 – Temperaturas extremas
de irrigação sanguínea (SESI, 2007).
A sudorese permite a perda de calor através da evaporação do suor. A quantidade de 
suor produzido pode, em alguns instantes, atingir o valor de dois litros por hora (SESI, 
2007). 
Quando nosso corpo se depara com a perda de calor (exposição a ambientes 
combaixas temperaturas), a termorregulação humana inicia o processo de 
vasoconstrição, cuja finalidade é restringir a passagem de sangue na superfície da pele. O fluxo 
sanguíneo concentra-se em regiões internas do corpo como o cérebro e órgãos de fun-
ções vitais, não alterando o funcionamento do organismo (PEIXOTO, 2013).
Esses mecanismos de compensação que o organismo desenvolve é uma maneira de 
reagir às condições de exposição ambiental ao excesso de calor ou frio, mantendo o 
equilíbrio térmico do corpo.
Os mecanismos de troca térmica 
Os mecanismos de termorregulamentação do organismo têm como finalidade manter a 
temperatura interna do corpo constante, é preciso que haja equilíbrio entre a quantidade 
de calor gerada pelo corpo e a sua perda para o meio ambiente. Para isso, utilizamos 
uma equação determinada de equilíbrio térmico:
M ± C ± R – E = Q
Onde:
M: Calor produzido pelo metabolismo, sendo um calor sempre ganho (+) 
C: Calor ganho ou perdido por condução/convecção 
R: Calor ganho ou perdido por radiação (+/-) 
E: Calor sempre perdido por evaporação (-) 
Q: Calor acumulado no organismo (sobrecarga)
Para manter o equilíbrio térmico do corpo, o calor acumulado pelo organismo (Q) deve 
ser igual à zero (Q=0), ou seja, o calor ganho pelo organismo é igual ao perdido para 
o ambiente. Quando há o acúmulo de calor no organismo (Q>0), dizemos que está 
em estado de hipertermia ou sobrecarga térmica. Já quando há perda de calor (Q<0), 
consideramos estado de hipotermia.
82 Higiene ocupacional II
A sobrecarga térmica no organismo humano é resultante de duas parcelas de 
carga térmica: uma carga externa (ambiental) e outra interna (metabólica). A carga 
externa é resultante das trocas térmicas (condução, convecção, radiação e 
evaporação) com o ambiente e a carga metabólica é resultante da atividade física que exerce 
(metabolismo).
O calor metabólico é o calor gerado pelo organismo em função da atividade física exerci-
da pelo indivíduo. Quanto mais intensa for a atividade, maior será o calor produzido pelo 
metabolismo, influenciando no total de calor adquirido pelo organismo (SALIBA, 2017).
Trocas térmicas
a) Condução: é o processo de transferência de calor entre dois corpos em contato 
(sólidos ou fluídos), com temperaturas diferentes. O calor do corpo de maior 
temperatura se transfere para o de menor até que haja equilíbrio térmico, quando as 
temperaturas se igualam. Exemplo: elevação da temperatura das mãos ao encostar 
no capô de um carro que estavano sol; transmissão de calor pelo contato de placa 
de metal quente, etc. 
b) Convecção: é a troca térmica realizada geralmente entre um corpo e um fluido, 
ocorrendo movimentação do último por diferença de densidade provocada pelo 
aumento da temperatura. A troca acontece por um corpo aquecido que perde calor 
para o próximo. Este ao receber calor, aumenta sua temperatura tornando o flui-
Figura 6.1: Condução do calor, onde a temperatura Ta (objeto “a”) 
é maior do que Tb (objeto “b”) e Q representa o sentido do fluxo.
Fonte: CTISM, 2013
83Unidade 6 – Temperaturas extremas
do (ar) mais leve (menos denso). Com isso, surge um movimento, deslocando-se e 
recebendo um novo volume de ar frio que o substitui. Exemplo: aquecimento de um 
Becker com água.
c) Radiação: é o processo de troca térmica sem suporte material algum, é o chamado 
“calor radiante”, no qual é emitida a radiação infravermelha. Essa energia passa atra-
vés do vácuo ou de outros meios, aquecendo uma determinada superfície. Exemplo: 
radiação do sol aquecendo a terra, radiação emitida por um forno elétrico. 
d) Evaporação: é a mudança de fase de um líquido para vapor, ao receber calor. É a troca 
de calor produzida pela evaporação do suor, por meio da pele. O suor recebe calor da 
pele, evaporando e diminuindo a temperatura superficial da pele. É o único meio de 
perda de calor para o ambiente.
Fatores influentes nos mecanismos de trocas 
térmicas
Os fatores mais comuns de se estudar nas avaliações de sobrecarga térmica e que 
interferem nas trocas térmicas são: a temperatura do ar, a velocidade do ar, a umidade 
relativa do ar, o calor radiante e o tipo de atividade. 
a) Temperatura do ar: a temperatura do ar vai mostrar a influência da troca de calor do 
corpo humano com o ambiente. Se a temperatura do ar for maior que a da pele, o 
organismo ganhará calor por condução ou convecção. Caso a temperatura do ar for 
Figura Figura 6.2: Convecção do calor, a setas vermelhas 
representam o fluido quente e as azuis o fluido frio. 
Fonte: CTISM, 2013.
84 Higiene ocupacional II
menor que a da pele, o organismo perderá calor. Utilizamos um termômetro de bulbo 
seco (tbs) para medir a temperatura do ar.
b) Velocidade do ar: a velocidade do ar ambiente pode aumentar as trocas térmicas 
entre o organismo e o ambiente. Se há um aumento na velocidade do ar, a troca de 
camadas de ar mais próximas do corpo acontecerá de forma mais rápida (ar quente 
substituindo o ar frio), favorecendo a evaporação. O equipamento utilizado para me-
dir a velocidade do ar é o anemômetro. 
c) Umidade relativa do ar: a umidade relativa do ar é a relação em porcentagem da 
quantidade real de vapor de água que o ar contém e a quantidade que o ar poderia 
conter se estivesse saturado à mesma temperatura. Quanto maior a umidade relativa 
(maior saturação de água no ar), mais difícil será a perda de calor por evaporação. A 
umidade relativa do ar é medida através de um psicrômetro, que é constituído por 
dois termômetros, um de bulbo seco (tbs) e outro de bulbo úmido (tbu).
Após a leitura das duas temperaturas, usamos uma tabela para encontrar a umidade 
relativa. Entramos com a temperatura de bulbo seco na vertical, e com a diferença entre 
ela (tbs) e a de bulbo úmido (tbu) na horizontal, obtendo a umidade relativa do ar.
Figura 6.3: Psicrômetro: o instrumento do lado esquerdo é termômetro de 
bulbo seco e o da direita é o de bulbo úmido.
Fonte: CTISM, 2013.
85Unidade 6 – Temperaturas extremas
Exemplo 6.1.
Em um ambiente de trabalho obtivemos os seguintes valores: 
 
Temp. de bulbo seco (tbs) = 30ºC 
Temp. de bulbo úmido (tbu) = 22ºC 
Qual a umidade relativa do ar? 
TBS – TBU = 30 – 22 = 8
Umidade relativa igual a 47%. (ver quadro abaixo)
Tabela 6.1: Cálculo da umidade relativa do ar a partir da temperatura do bulbo seco e 
bulbo úmido.
 Fonte: A autora (2017).
86 Higiene ocupacional II
a) Calor radiante: é a energia emitida pelos corpos aquecidos procedente de fontes de 
radiação infravermelha (sem contato material). É medido através do termômetro de 
globo (tg), equipado por uma esfera oca de cobre com diâmetro de 15 cm e 1 mm 
de espessura, pintada no lado externo de preto fosco.
Figura 6.4: Termômetro de globo.
Fonte: CTISM (2013)
87Unidade 6 – Temperaturas extremas
b) Tipo de atividade: o tipo de atividade realizada pelo trabalhador vai influenciar no 
calor metabólico gerado (metabolismo), lembrando que quanto mais intensa a 
atividade, maior o metabolismo, como consequência maior o calor ganho pelo 
organismo. Para estimar a taxa metabólica do trabalhador, utilizamos tabelas 
disponíveis na literatura e na legislação (NR 15 Anexo 3, e NHO 06). Veremos com 
mais detalhes na próxima unidade. 
Conclusão da aula
Nesta aula você aprendeu sobre as temperaturas extremas (excesso de calor e frio), os 
mecanismos e os fatores que influenciam as trocas térmicas.
Para saber mais sobre o a NR 15 Anexo 3, consulte o site:
<http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR15/NR15-
ANEXO3.pdf>
Para saber mais sobre a NHO 06, consulte o site:
<http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/normas-de-higiene-
ocupacional/publicacao/detalhe/2013/3/nho-06-avaliacao-da-
exposicao-ocupacional-ao-calor>
88 Higiene ocupacional II
 Pratique
1. Qual desses mecanismos de trocas térmicas corresponde a maior parte das trocas 
totais? 
a) Radiação. 
b) Convecção. 
c) Condução. 
d) Evaporação. 
e) Nenhuma das alternativas.
2. Qual desses sintomas não aparecem quando há exposição aos ambientes frios? 
a) Vasoconstrição. 
b) Aumento da pressão arterial. 
c) Diminuição do metabolismo interno. 
d) Diminuição do fluxo sanguíneo. 
e) Nenhuma das alternativas.
Avaliação da exposição 
ocupacional ao calor
Unidade
7
Fonte: CC0 Pixabay/Kevin’s Dream Gir
90 Higiene ocupacional II
Nesta aula aprenderemos sobre os efeitos do calor no organismo, além de realizar a 
avaliação ocupacional considerando a NR 15 Anexo 3 e a NHO 06.
A exposição ao calor ocorre em diversos ambientes de trabalho, tais como: siderur-
gia, fundições, indústrias têxteis, entre outras. Uma das principais consequências da 
exposição ao calor é a sobrecarga térmica no organismo do trabalhador. Para evitar 
esse problema é preciso avaliar corretamente o agente físico calor, identificando os 
principais parâmetros de medição e as medidas de controle.
Efeitos do calor no organismo 
Conforme visto na unidade 6, o organismo realiza mecanismos de defesa (vasodilatação 
e sudorese) para manter a temperatura do corpo em torno de 37ºC. Mas quando esses 
mecanismos não são eficazes, podem ocorrer algumas reações e consequências no or-
ganismo. 
Segundo Saliba (2017), as principais consequências são:
a) Exaustão do calor: com a dilatação dos vasos sanguíneos em resposta ao calor, há in-
suficiência do suprimento de sangue do córtex cerebral, resultando em baixa pressão 
artéria. Os principais sintomas são: enjoo, palidez, pele coberta pelo suor e dores de 
cabeça.
b) Desidratação: a desidratação ocorre quando a quantidade de água ingerida é insu-
ficiente para compensar a perda pela urina, sudorese ou pelo ar exalado. Provoca 
principalmente a redução do volume de sangue.
c) Câimbras de calor: apresentam-se na forma de dores agudas nos músculos, em par-
ticular os abdominais, coxas e aqueles sobre os quais a demanda física foi intensa. 
Elas ocorrem por falta de cloreto de sódio (NaCl) perdido pela sudorese intensa, sem 
a devida reposição e/ou aclimatização.
d) Choque térmico: ocorre quando a temperatura do núcleo do corpo atinge deter-
minado nível, que coloca em risco algum tecido vital que permanece em contínuo 
funcionamento.
e) Enfermidades das glândulas sudoríparas:a exposição ao calor por um período pro-
longado e, particularmente, em clima muito úmido pode produzir alterações das 
glândulas sudoríparas que deixam de produzir o suor, agravando o sistema de trocas 
térmicas, podendo levar os trabalhadores à intolerância ao calor. 
91Unidade 7 – Avaliação da exposição ocupacional ao calor
f) Edema pelo calor: consiste no inchaço das extremidades, em particular os pés e tor-
nozelos. Ocorre comumente em pessoas não aclimatizadas, sendo muito importante 
a manutenção do equilíbrio hídrico-salino.
Anexo 3 da Norma Regulamentadora n° 15 
O anexo 3 da NR 15, determina os limites de tolerância para a exposição ocupacional 
ao calor e adota um índice chamado de IBUTG, Índice de Bulbo Úmido Termômetro de 
Globo para realizar a avaliação do calor. 
O IBUTG é definido como um índice de sobrecarga térmica obtido por uma equação 
matemática, onde se estabelece uma relação entre as temperaturas de bulbo úmido 
natural (tbn), temperatura de bulbo seco (tbs) e a temperatura de globo (tg) e sua 
dependência com a existência de carga solar. Suas equações são:
• Para ambientes internos ou externos sem carga solar
(13)
• Para ambientes externos com carga solar
(14)
Onde: 
tbn = temperatura de bulbo úmido natural 
tg = temperatura de globo 
tbs = temperatura de bulbo seco
O equipamento de medição deve possuir os três termômetros (tbn, tg, tbs) para a de-
terminação do IBUTG. A figura 7.1, apresenta o equipamento eletrônico utilizado na 
avaliação.
92 Higiene ocupacional II
Cada termômetro é responsável por determinar uma temperatura diferente. O termôme-
tro de bulbo úmido natural (tbn) mede a temperatura do ambiente com relação a umi-
dade, por isso possui um pavio no qual deve ser 
mergulhado em água destilada. O termômetro de 
globo (tg) mede a temperatura do calor radiante 
(verificar unidade 6, página 83). E o termômetro 
de bulbo seco (tbs) mede a temperatura do ar 
ambiente (ver página 80).
Parâmetros para a avaliação do calor
Além de efetuar as medições das temperaturas para o cálculo do IBUTG, é preciso verifi-
car outros itens que influenciam na exposição ocupacional do calor. Um deles é o regime 
de trabalho, considerando os intervalos (ou contínuo) e o descanso, que pode ser no 
local de trabalho ou em outro local.
Além disso, precisamos identificar o tipo de atividade (metabolismo) realizada pelo tra-
balhador. A NR 15 Anexo 3, trás um quadro para identificarmos o tipo de atividade rea-
lizada e o gasto energético (Kcal/h).
Figura 7.1: Monitor de estresse térmico (IBUTG).
Fonte: CTISM,2012.
As medições devem ser efetuadas no local 
onde permanece o trabalhador, na altura da 
região do corpo mais atingida.
93Unidade 7 – Avaliação da exposição ocupacional ao calor
Quadro 7.1: Taxas de metabolismo por tipo de ativodade.
TIPO DE ATIVIDADE KCAL/H
Sentado em repouso 100
TRABALHO LEVE 
Sentado, movimentos moderados com braços e tronco 
(ex.: datilografia). 
Sentado, movimentos moderados com braços e pernas 
(ex.: dirigir). 
De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, princi-
palmente com os braços.
125 
150 
150
TRABALHO MODERADO 
Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas. 
De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com 
alguma movimentação. 
De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada, 
com alguma movimentação. 
Em movimento, trabalho moderado de levantar ou 
empurrar.
180 
175
 220 
300
TRABALHO PESADO 
Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar 
pesos (ex.: remoção com pá). 
Trabalho fatigante
440 
550
Fonte: NR15 Anexo 3.
A seguir veremos alguns exemplos para avaliação do calor no ambiente de trabalho con-
siderando os parâmetros da NR 15 Anexo 3.
Caso 01: Limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermi-
tente com períodos de descanso no próprio local de trabalho.
Exemplo 7.1
Um trabalhador ao produzir travessas de vidro fica exposto constantemente (trabalho 
contínuo) a seguinte situação: tbn= 22ºC e tg= 43ºC. Esse trabalhador executa ativida-
des moderadas de limpeza da matriz. A exposição é insalubre? Em caso afirmativo, qual 
a jornada que deve ser recomendada pelo técnico em segurança do trabalho?
• Primeiramente realizamos o cálculo do IBUTG (com as medições das temperaturas 
realizadas em campos):
Ambiente interno sem carga solar
ºC
94 Higiene ocupacional II
• Logo após, identificamos o regime de trabalho e o tipo de atividade realizada:
O trabalhador fica exposto continuamente sem intervalos.
Atividade moderada.
Neste caso, utilizamos o quadro 1 da NR 15 Anexo 3:
Quadro 1: Título da tabela
REGIME DE TRABALHO TIPO DE ATIVIDADE 
INTERMITENTE COM DESCANSO NO PRÓPRIO 
LOCAL DE TRABALHO (por hora)
TIPO DE ATIVIDADE
LEVE MODERADA PESADA
Trabalho contínuo até 30,0 até 26,7 até 25,0
45 minutos trabalho 
15 minutos descanso
30,1 a 30,5 26,8 a 28,0 25,1 a 25,9
30 minutos trabalho 
30 minutos descanso
30,7 a 31,4 28,1 a 29,4 26,0 a 27,9
15 minutos trabalho 
45 minutos descanso
31,5 a 32,2 29,5 a 31,1 28,0 a 30,0
Não é permitido o trabalho sem a adoção de medi-
das adequadas de controle
acima de 32,2 acima de 31,1 acima de 30,0
Fonte: NR15 Anexo 3.
Para uma atividade moderada de modo contínuo, o limite de tolerância do IBUTG é até 
26,7ºC (em amarelo no quadro). O IBUTG do trabalhador no exemplo foi de 28,3ºC, por-
tanto acima do permitido. Essa exposição é insalubre, está acima do limite de tolerância.
A resposta foi afirmativa. Agora, para sabermos o tempo de trabalho mais adequado, 
basta conferir no Quadro 7.2, em qual jornada o valor de 28,3°C se enquadra para as 
faixas de IBUTG fornecidas para a atividade moderada. 
Como este valor está entre 28,1 e 29,4 (em azul no quadro), o regime de trabalho ne-
cessário para não acarretar em insalubridade é de 30 minutos de trabalho e 30 minutos 
de descanso.
Caso 02: Limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermi-
tente com períodos de descanso em outro local (local de descanso).
Neste caso, devemos considerar como local de descanso aquele ambiente termicamente 
mais ameno, com o trabalhador em repouso ou exercendo uma atividade leve. Para fins 
legais, esse tempo de descanso é considerado exercício do trabalho.
95Unidade 7 – Avaliação da exposição ocupacional ao calor
A diferença para este caso com relação ao anterior está no fato de considerar o descanso 
como uma situação térmica na qual devem ser aferidas as temperaturas no ambiente e 
classificar o metabolismo identificando suas taxas. Depois, calcular uma média pondera-
da para o IBUTG e o metabolismo.
Exemplo 7.2
Um operador de forno demora 4 minutos para carregar o forno, a seguir aguarda o 
aquecimento por 5 minutos, fazendo anotações em um local distante do forno, para 
depois descarregá-lo durante 6 minutos. Sabendo que esse ciclo se repete até o fim da 
jornada de trabalho, verifique se há insalubridade. Na avaliação da exposição, tivemos a 
informação de que as temperaturas são:
Local de trabalho: tbn=24ºC, tg= 55ºC. Atividade moderada.
Local de descanso: tbn=22ºC, tg=27ºC. Atividade leve.
Solução
• Primeiramente definimos o ciclo de trabalho e descanso:
Note que para este exercício o somatório dos tempos das atividades é de 15 minutos. 
Como na avaliação do calor o estudo deve ser feito com base em 60 minutos, e ainda 
temos a informação de que o ciclo se repete, devemos considerar dois ciclos para resultar 
em 60 minutos de jornada. Ou seja, teremos para a avaliação os tempos:
 – 40 minutos carregando o forno e descarregando (atividade moderada).
 – 20 minutos aguardando, fazendo anotações em um ambiente mais ameno (ati-
vidade leve).
• Depois, identificamos o tipo de atividadee o gasto metabólico considerando as 
informações da NR 15 Anexo 3.
A atividade moderada classifica-se no Quadro 7.1 como “em movimento, trabalho 
moderado de levantar ou empurrar”, com taxa metabólica de 300 kcal/h (Mt = 
metabolismo de trabalho) e na atividade leve como “sentado, movimentos modera-
dos com braços e tronco” com taxa metabólica de 125 kcal/h (Md = metabolismo de 
descanso). 
96 Higiene ocupacional II
• Com isso, podemos calcular a taxa metabólica media (M) ponderada para 60 
minutos.
(15)
Onde: 
= metabolismo médio
= metabolismo de trabalho
= metabolismo de descanso
= tempo de trabalho
= tempo de descanso
- Metabolismo médio do ciclo de 
trabalho 
• Agora, parte-se para os cálculos do IBUTG (do local de descanso e do trabalho) e 
depois, para a estimativa da média ponderada para 60 minutos.
ºC (IBUTG do ambiente de descanso)
16,8 + 16,5
ºC (IBUTG do ambiente de trabalho)
É preciso achar a média ponderada do IBUTG:
IBUTG=IBUTGt.Tt+IBUTGd.TdTt+Td (16)
= metabolismo médio
= metabolismo de trabalho
= metabolismo de descanso
= tempo de trabalho
= tempo de descanso
- Metabolismo médio do ciclo de 
trabalho
97Unidade 7 – Avaliação da exposição ocupacional ao calor
Onde:
= IBUTG médio 
= IBUTG de trabalho
= IBUTG de descanso
= tempo de trabalho
= tempo de descanso
I𝐵UTG = 33,3.40+23,5.2040+20
IBUTG = 1332+47060
IBUTG = 180260IBUTG = 30,0º C
Com os valores das médias ponderas calculado, entramos com o valor médio do metabo-
lismo (). No quadro 7.3, veremos que está na faixa entre 200-250 kcal/h. Então, adota-se 
o valor de 250 kcal/h por ser o valor maior para a obtenção do máximo IBUTG admissível. 
Para esse gasto metabólico, o valor máximo do IBUTG (limite de tolerância) é de 28,5°C. 
Quadro 7.3: Máximos IBUTG para regime de trabalho 
intermitente para períodos de descanso em outro local 
(Quadro 2 do Anexo 3 da NR 15).
M (kcal/h) Máximo IBUTG
175 30,5
200 30,0
250 28,5
300 27,5
350 26,5
400 26,0
450 25,5
500 25,0
1970 5.02
Fonte: NR 15 Anexo 3.
98 Higiene ocupacional II
Comparando o valor médio do IBUTG calculado para esta exposição ( = 30,0º C), com o 
máximo permitido pela NR 15 (28,5° C), verificamos que está acima do permitido, por-
tanto a atividade é insalubre.
Vale ressaltar que o anexo 3 da NR15 deixa algumas lacunas devido a falta de atualiza-
ções. Para preencher essas lacunas, podemos utilizar alguns dados fornecidos pela NHO 
06, que auxiliam na avaliação do calor.
Norma de Higiene Ocupacional 06 (NHO 06) 
A FUNDACENTRO, com sua norma de higiene ocupacional 6 (NHO 06), definiu os proce-
dimentos para a avaliação ocupacional ao calor. Além de preencher as lacunas do anexo 
3 da NR15, auxilia os profissionais da área de higiene ocupacional na avaliação do índice 
IBUTG adotado pelo Ministério do Trabalho. 
Uma das principais vantagens do uso da NHO 06 é o detalhamento da classificação da 
atividade e dos valores da taxa metabólica, facilitando o enquadramento das atividades 
na hora da avaliação.
Quadro 7.4: Taxa metabólica por tipo de atividade NHO 06.
ATIVIDADE TAXA METABÓLICA
Sentado
Em repouso 90
Trabalho leve com as mãos (ex: escrever, digitar) 105
Trabalho moderado de mãos e braços (ex: desenhar, trabalho leve de 
montagem)
125
Trabalho leve de braços e pernas (ex: dirigir em rodovia, trabalho em máqui-
na de costura não motorizada)
170
Trabalho pesado de mãos e braços (ex: bater pregos, limar) 210
Trabalho moderado de braços e pernas (ex: dirigir ônibus ou caminhão em 
trânsito urbano)
215
Em pé
Em repouso 115
Trabalho leve em máquina ou bancada, principalmente com os braços 150
Trabalho leve em máquina ou bancada, principalmente com alguma movi-
mentação
175
Trabalho moderado de braços e troncos (ex: limar, passar a ferro, bater 
pregos)
225
Trabalho pesado de braços e troncos (ex: corte manual com serrote ou serra) 365
Andando no plano
2 Km/h 170
99Unidade 7 – Avaliação da exposição ocupacional ao calor
Quadro 7.4: Taxa metabólica por tipo de atividade NHO 06.
ATIVIDADE TAXA METABÓLICA
3 Km/h 217
4 Km/h 255
5 Km/h 309
Em pé, em movimento
Subindo rampa (3 Km/h)
A 5º de inclinação 302
A10º de inclinação 425
A 15º de inclinação 603
Descendo rampa (5 Km/h)
A 5º de inclinação 201
A 10º de inclinação 178
A 15º de inclinação 186
Subindo escada (80 degraus por minuto – altura do degrau de 0,17m) 681
Subindo escada com carga moderada 725
Descendo escada (80 degraus por minuto – altura do degrau de 0,17m) 240
Trabalho moderado de braços (ex: varrer, trabalho em almoxarifado) 275
Trabalho moderado de levantar e empurrar 300
Trabalho de empurrar carrinho de mão, em nível, com carga 335
Trabalho de carregar pesos ou movimentos vigorosos com braços (ex: 
trabalho com foice)
425
Trabalho pesado de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex: remoção com 
pá, abertura de valas)
450
Transportando carga, no plano (4 Km/h)
Peso de 10 kg 286,1
Peso de 30 kg 386,6
Peso de 50 kg 556,7
Correndo
9 Km/h 675
12 Km/h 750
15 km/h 850
Fonte: FUNDACENTRO, 2002.
Outra dificuldade encontrada pelos profissionais na hora de realizar a avaliação do calor 
ocupacional é o correto enquadramento do metabolismo médio e do IBUTG médio (IBU-
TG), obtidos no quadro 7.3 (quadro 2 do anexo 3 – NR15). Percebe-se que o intervalo 
entre os limites de tolerância é grande, e muitas vezes ocorrem erros ao arredondar os 
valores para chegar ao aproximado.
Para resolver esse problema, a NHO 06 fornece uma tabela com os valores de menor 
intervalo, facilitando a verificação de conformidade com dados obtidos com maior exati-
dão. O quadro 7.5 apresenta esses valores:
100 Higiene ocupacional II
Quadro 7.5 Limite de exposição ocupacional ao calor – NHO 06
M (Kcal/h)
IBUTG ºC
(máximo permitido)
M (KCal/h)
IBUTG ºC
(máximo permitido)
125 32,0 268 28,4
128 31,9 272 28,3
132 31,8 277 28,2
136 31,7 282 28,1
139 31,6 286 28,0
143 31,5 290 27,9
146 31,4 295 27,8
150 31,3 299 27,7
154 31,2 303 27,6
157 31,1 307 27,5
162 31,0 311 27,4
165 30,9 316 27,3
169 30,8 321 27,2
173 30,7 327 27,1
176 30,6 333 27,0
181 30,5 338 26,9
184 30,4 344 26,8
188 30,3 350 26,7
192 30,2 356 26,6
196 30,1 361 26,5
200 30,0 367 26,4
204 29,9 373 26,3
209 29,8 379 26,2
213 29,7 385 26,1
218 29,6 391 26,0
222 29,5 397 25,9
227 29,4 400 25,8
231 29,3 406 25,7
236 29,2 416 25,6
240 29,1 425 25,5
244 29,0 434 25,4
247 28,9 443 25,3
250 28,8 454 25,2
254 28,7 470 25,1
259 28,6 500 25,0
263 28,5 - -
Fonte: FUNDACENTRO, 2002.
No exemplo 7.2 encontramos um metabolismo médio de 241,67 Kcal/h. Segundo o 
Anexo 3 da NR 15, o limite de tolerância pra esse gasto metabólico (250 Kcal/) é de 
101Unidade 7 – Avaliação da exposição ocupacional ao calor
28,5ºC. Se usarmos a tabela da NHO 06, encontramos para o mesmo gasto energético, o 
enquadramento em 244 Kcal/ h (mais próximo do valor real), obtendo um valor máximo 
de IBUTG de 29,0º C, uma diferença de 6 Kcal/h obtendo mais precisão na avaliação da 
sobrecarga térmica.
Medidas de controle para exposição ao calor
O controle do calor deve ser feito primeiramente na fonte e, em seguida, na sua trajetó-
ria, deixando por último às medidas de controle no trabalhador.
Como medidas de controle na fonte podemos citar: a blindagem das fontes radiantes, a 
redução da área de exposição ao calor (quanto menor a área exposta da fonte radiante, 
menor a emissão para o ambiente), a redução das temperaturas de trabalho (quanto me-
nor a temperatura da fonte, menor a emissão), e a eliminação de toda perda ou geração 
desnecessária de calor para o ambiente.
Asmedidas de controle na trajetória podem ser feitas com barreiras refletivas entre a 
fonte e o trabalhador, maximizando a distância entre a fonte e o trabalhador (diminui-
ção da irradiação infravermelha) e aumentando a velocidade do ar sobre o trabalhador. 
Outra solução é afastar todas as rotinas possíveis das fontes mais intensas, pois muitas 
tarefas são feitas próximas às fontes de calor, desnecessariamente.
Com relação ao trabalhador, as medidas devem priorizar a aclimatação, o controle mé-
dico (com exames admissionais e periódicos), a reposição hidroeletrolítica (reposição de 
água e sal), a limitação do tempo de exposição (limitar a exposição ao calor, aumentando a 
frequência e a duração dos intervalos), o revezamento de pessoal e o uso de equipamento 
de proteção individual (EPI) adequado. 
Conclusão da aula
Caro estudante, nesta aula você estudou sobre 
os efeitos do calor no organismo, os parâmetros 
utilizados nos procedimentos técnicos para a avaliação do calor ocupacional, utilizando 
os critérios legais do Anexo 3 da Norma Regulamentadora nº 15 e da NHO 06, além de 
conhecer algumas medidas de controle para o calor.
Aclimatação
É a adaptação do organismo a um ambiente 
quente.
102 Higiene ocupacional II
 Pratique
1. Em um ambiente de trabalho interno, com regime de trabalho e descanso no próprio 
local, com uma atividade pesada, obtivemos os seguintes valores de temperaturas: 
tbs = 26º C 
tbn = 25º C 
tg = 30º C 
Qual deve ser o regime de trabalho?
Um processo de trabalho interno utiliza um ciclo de 60 minutos, sendo 30 minutos de 
trabalho e 30 minutos de descanso. A seguir os dados coletados em campo:
ÁREA DE TRABALHO ÁREA DE DESCANSO
Tbn = 25º C Tbn = 20º C 
Tbs = 30º C Tbs = 25º C 
Tg = 45º C Tg = 28º C 
Metabolismo da tarefa = 300 kcal/h Metabolismo da tarefa = 150 kcal/h 
Tempo de exposição = 30 minutos Tempo de exposição = 30 minutos 
Verifique se a atividade será insalubre.
Avaliação da exposição 
ocupacional ao frio
Unidade
8
Fonte: CC BY-SA 2.5 Leslie Mateus/ Wikimedia Commons 
104 Higiene ocupacional II
Nesta aula aprenderemos as condições em que ocorre a exposição ocupacional ao 
frio, os procedimentos para avaliação da exposição, os efeitos no organismo, as 
formas para controle da exposição e o conforto térmico no ambiente de trabalho.
A exposição ocupacional ao frio representa um importante risco nos 
ambientes de trabalho, observa-se em regiões de grandes altitudes e de climas frios. No 
Brasil, a exposição ocupacional ao frio dá-se principalmente em ambientes onde se 
realizam atividades em câmaras frias, câmaras frigoríficas e processos industriais que 
envolvam a fabricação de gelos e de sorvetes. 
Efeitos no organismo 
Na exposição ao frio, assim como na exposição ao calor, deve-se tomar o cuidado de 
manter a temperatura do corpo em torno de 37° C para garantir as funções vitais 
do organismo. Quando isso não ocorre, em razão da exposição ao frio excessivo, o 
organismo resfria-se, perdendo calor para o meio externo que depende da 
temperatura e da velocidade do ar (vento), resultando em uma hipotermia (ver 
unidade 6). 
A seguir, apresentamos o Quadro 8.1, que mostra as consequências para o 
organismo à medida que a temperatura do núcleo do corpo diminui, desenvolvido pela 
ACGIH.
Quadro 8.1: Consequências para o organismo à medida que a temperatura do 
núcleo do corpo diminui.
Temperatura Interna (ºC) Consequências à saúde
37,6 – 35
Indicação inicial de temperaturas retal e oral “normais”. Ocorre aumento de taxa metabólica como 
um modo de compensação da perda de calor e surgem tremores, quando próximo dos 35°C.
34 – 31
Ao sair da faixa anterior, a pressão arterial ainda pode manter-se normal, com a vítima consciente. 
Possibilidade severa de hipotermia, redução da consciência, as pupilas dilatam-se, porém, apresen-
tam ainda uma reação à luz. Coleta da pressão arterial torna-se dificultosa e os tremores cessam.
30 – 26
A partir desta faixa, ocorre uma perda progressiva do nível de consciência, juntamente com 
enrijecimento muscular com possível fibrilação ventricular e frequência da respiração diminuída. 
Os movimentos voluntários do corpo são paralisados com reflexos de tendões ausentes. A vítima 
raramente está consciente.
25 – 21
Probabilidade máxima de ocorrência de fibrilação ventricular, podendo ser de modo espontâneo. 
Presença de edema pulmonar.
20 – 9
No início desta faixa ocorre a parada cardíaca. Nestes casos a hipotermia pode ser acidental ou 
induzida de maneira artificial.
Fonte: ACGIH, 2014.
105Unidade 8 – Avaliação da exposição ocupacional ao frio
Além da hipotermia, vários outros efeitos podem afetar os trabalhadores, tais como: en-
regelamento dos membros, levando a gangrena e à ampu-
tação; pés de imersão, que é ausência de oxigênio nos tecidos 
dos pés, causando paralisação de pés e pernas; ulcerações do 
frio, feridas, bolhas e necrose que ocorrem devido à exposi-
ção ao frio intenso.
Para a avaliação da exposição ocupacional ao frio, a NR 15 em seu anexo 9, não estabe-
lece limites de tolerância para o frio, no entanto determina a avaliação qualitativa para a 
caracterização de insalubridade.
Critérios de avaliação 
O anexo 9 da NR15, estabelece que “as atividades ou operações executadas no 
interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições 
similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão 
consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local 
de trabalho”. Entende-se como proteção adequada os equipamentos de proteção 
individual (EPI) ou vestimentas adequados ao frio.
Além da NR 15, outro dispositivo legal relativo à exposição ao frio é estabelecido no Art. 
253 da CLT, que diz respeito a jornada de trabalho, conforme a transcrição a seguir:
Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que 
movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, 
depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegura-
do um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de 
trabalho efetivo. 
Parágrafo único. Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o 
que for inferior na primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa* oficial do 
Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 
12º (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus). (CLT, 1945).
Ressalta-se que a CLT equipara os ambientes artificialmente frios à câmara frigorífica, 
em função da temperatura das zonas climáticas das regiões. Mas a temperatura das 
câmaras e os ambientes climatizados independem das temperaturas externas, portanto, 
essa definição de ambiente frio em função de região, não tem fundamento técnico para 
fins de avaliação ocupacional ao frio (SALIBA, 2017).
Enregelamento
Congelamento, resfriamento 
excessivo.
106 Higiene ocupacional II
Outro critério legal que trata de exposição ao frio é a NR 29, que regulamenta o trabalho 
portuário. Em seu subitem 29.3.16.2, apresenta um quadro com o regime de trabalho 
em locais frigorificados, obedecendo a um tempo máximo de exposição ao ambiente 
frio e o tempo de repouso fora desse ambiente. O quadro 8.2, apresenta o regime de 
trabalho.
Quadro 8.2: Regime de trabalho em ambientes frigorificados .
Faixa de Temperatura de Bulbo Seco 
(ºC) 
Máxima Exposição Diária Permissível para Pessoas Adequadamente Vestidas 
para Exposição ao Frio
+15,0 a -17,9 * 
+12,0 a -17,9 ** 
+10,0 a -17,9 ***
-18,0 a -33,9
Tempo total de trabalho no ambiente frio de 6 horas e 40 minutos, sendo quatro períodosde 1 hora e 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica fora 
do ambiente de trabalho.
Tempo total de trabalho no ambiente frio de 4 horas alternando-se 1 hora de trabalho com 
1 hora para recuperação térmica fora do ambiente frio.
-34,0 a -56,9
Tempo total de trabalho no ambiente frio de 1 hora, sendo dois períodos de 30 minutos com 
separação mínima de 4 horas para recuperação térmica fora do ambiente frio.
-57,0 a -73,0
Tempo total de trabalho no ambiente frio de 5 minutos sendo o restante da jornada cumpri-
da, obrigatoriamente, fora de ambiente frio.
Abaixo de -73,0 Não é permitida a exposição ao ambiente frio, seja qual for a vestimenta utilizada.
(*) faixa de temperatura válida para trabalhos em zona climática quente, de acordo com o mapa oficial do IBGE. (**) faixa de tempera-
tura válida para trabalhos em zona climática sub-quente, de acordo com o mapa oficial do IBGE. (***) faixa de temperatura válida para 
trabalhos em zona climática mesotérmica, de acordo com o mapa oficial do IBGE.
FONTE: NR29, 2014.
De acordo com o Quadro 8.2, em temperaturas mais baixas o tempo de pausa é maior. 
Porém, nas temperaturas até -17º C a pausa é a mesma do art. 253 da CLT. Devemos 
considerar que o risco de exposição ocupacional a -17º C é maior que, por exemplo, a 
uma temperatura de 15º C.
Parâmetros para avaliação do frio 
Os métodos para avaliação da exposição ao frio são usados para evitar as condições 
críticas, o risco de efeitos agudos ou crônicos sobre a saúde, o desempenho, a 
produtividade e a manutenção do conforto. O objetivo principal é evitar que a 
temperatura interna do corpo caia abaixo de 36ºC, prevenindo a ocorrência da 
hipotermia e das lesões congelantes nas extremidades.
As principais variáveis avaliadas na exposição ao frio são: a temperatura do ar, a 
velocidade do ar, a umidade do ar e a atividade física. A temperatura do ar é medida por 
meio de termômetro de bulbo seco, a velocidade do ar por meio de um anemômetro 
calibrado em m/s (metros por segundo) e a umidade do ar com higrômetro. 
Já a atividade física é um pouco mais difícil de ser medida em campo, porém pode ser 
107Unidade 8 – Avaliação da exposição ocupacional ao frio
estimada a partir de tabelas de atividade metabólica (NR 15 Anexo 3 ou NHO 06, ver 
unidade 7). É a atividade física que irá determinar o ganho de calor internamente, 
por meio de processos metabólicos. O tipo de atividade realizada em determinadas 
condições de temperatura, velocidade e umidade do ar definirão os procedimentos a 
serem adotados e o tipo de roupa a ser usada na sua execução.
A ACGIH determina que a avaliação ocupacional ao frio seja feita com base na Tempe-
ratura Equivalente de Resfriamento (TER). Este parâmetro é disponibilizado como uma 
tolerância que estima a temperatura na qual tem a combinação da velocidade do ar e da 
temperatura de bulbo seco, fornecendo como resultado um valor semelhante ao resfria-
mento provocado por baixas temperaturas e pela circulação do ar interno.
Por exemplo, se no interior de uma câmara fria a temperatura de bulbo seco é de 4°C, e 
o técnico em segurança efetuou a medição da velocidade do vento (ar) com o anemôme-
tro indicando uma velocidade do vento de 16 Km/h. Para este caso, consultando a Figura 
8.1, teríamos uma temperatura equivalente de resfriamento de -2°C.
A ACGIH também fornece informações com relação ao período máximo do trabalho no 
ambiente frio, e o número de pausas adequado para cada situação térmica. O quadro 
8.3, apresenta essas informações.
Figura 8.1: Temperatura equivalente de resfriamento. 
FONTE: ACGIH, 2014.
108 Higiene ocupacional II
Quadro 8.3: Limite de exposição para regime de trabalho. 
Tempe-
ratura 
do ar 
(ºC)
Sem vento signifi-
cativo
Vento de 8 KM/h Vento de 16 km/h Vento de 24 Km/h Vento de 32 Km/h
Período 
máximo 
de tra-
balho
Número 
de pau-
sas
Período 
máximo 
de tra-
balho
Número 
de pau-
sas
Período 
máximo 
de tra-
balho
Número 
de pau-
sas
Período 
máximo 
de tra-
balho
Número 
de pau-
sas
Período 
máximo 
de tra-
balho
Número 
de pau-
sas
-26º a 
-28º
120 min 1 120 min 1 75 min 2 55 min 3 40 min 4
-29º a 
-31º
120 min 1 75 min 2 55 min 3 40 min 4 30 min 5
-32º a 
-34º
75 min 2 55 min 3 40 min 4 30 min 5
-35º a 
-37º
55 min 3 40 min 4 30 min 5
-38º a 
-39º
40 min 4 30 min 5
-40º a 
-42º
30 min 5
<= -43º APENAS TRABALHO DE EMERGÊNCIA
FONTE: ACGIH, 2014.
O período máximo de trabalho refere-se ao tempo máximo de exposição contínua ao 
frio, e cada pausa corresponde ao período de 10 minutos.
Medidas de controle para o frio
Para o controle do frio recomenda-se o uso de EPI’s adequados a temperatura 
equivalente de resfriamento (função da temperatura de bulbo seco e da velocidade do 
ar, conforme ACGIH); limitação do tempo de exposição, com revezamento adequado 
conforme CLT e ACGIH; aclimatação por meio de exposição gradativa ao frio; atividade física 
programada e alimentação balanceada do trabalhador que está exposto às temperaturas 
baixas. 
Conforto térmico
Muitas vezes, o calor e o frio não constituem um risco nos ambientes de trabalho 
(hipertermia e hipotermia), no entanto, podem gerar desconforto especialmente em 
ambientes onde desenvolvem-se trabalhos intelectuais como escritórios, laboratórios, 
entre outros. 
109Unidade 8 – Avaliação da exposição ocupacional ao frio
Para isso, a NR 17 (ERGONOMIA) estabelece os parâmetros de condições de trabalho 
com as características psicofisiológicas, de modo a proporcionar o máximo de conforto e 
segurança no ambiente de trabalho. Os parâmetros para avaliação do conforto térmico 
são: índice de temperatura efetiva (TE) entre 20 e 23ºC, velocidade do ar não superior a 
0,75 m/s (metros por segundo) e umidade relativa do ar não inferior a 40%. 
O índice de temperatura efetiva combina em um único valor a influência dos fatores cli-
máticos, tais como: velocidade do ar, temperatura de bulbo seco e umidade relativa do ar 
na sensação térmica humana. Para estimar esse índice, é necessário medir a temperatura 
do ar ambiente (termômetro de bulbo seco), medir a temperatura de bulbo úmido e a 
velocidade do ar (vento), inserirmos esses valores em um ábaco que nos fornece a Tem-
peratura Efetiva (ver Figura 8.2). 
Esse ábaco é constituído de uma escala vertical à esquerda, onde encontramos a tem-
peratura de bulbo seco (tbs). Na direita do ábaco, temos uma escala vertical com as 
temperaturas de bulbo úmido (tbu). Unindo esses dois valores, obtemos uma reta e, na 
interseção desta reta com a curva de velocidade do ar, obtemos a Temperatura Efetiva. 
Figura 8.2: Ábaco do índice de temperatura efetiva.
FONTE: SILVA, 2014.
110 Higiene ocupacional II
Exemplo 8.1.
Em um ambiente de trabalho obtivemos os seguintes valores: temperatura de bulbo seco 
= 30ºC (tbs); temperatura de bulbo úmido = 22ºC (tbu); velocidade do ar = 1,5 m/s
Qual a temperatura efetiva?
Solução: 
a) Marque no ábaco a temperatura de bulbo úmido (22ºC ponto no lado direito do 
ábaco).
b) Marque no mesmo o valor da temperatura de bulbo seco (30ºC ponto no lado es-
querdo).
c) Construa uma reta que una os pontos mencionados acima e localize a curva referente 
a velocidade do ar de 1,5 m/s.
d) Com a interceptação da reta traçada e da curva de 1,5 m/s, temos a localização do 
ponto sobre a reta que define a temperatura efetiva.
Figura 8.3: Ábaco do índice de temperatura efetiva.
FONTE: SILVA, 2014.
111Unidade 8 – Avaliação da exposição ocupacional ao frio
Unindo o valor 30ºC da escala da esquerda (tbs) com o 22ºC da escala vertical da esquer-
da (tbu), obtemos uma reta que passa sobre uma figura central que fornecea tempera-
tura efetiva em função da velocidade do ar, portanto onde a reta encontrar a curva de 
veloc. 1,5 m/s, obtemos a TE = 24ºC.
Para o exemplo, podemos concluir que o ambiente não está termicamente confortável, 
pois seu índice de temperatura efetiva está acima da faixa indicada pela NR 17 (20 e 
23°C).
Conclusão da aula
Caro estudante, nesta aula você aprendeu sobre a avaliação ocupacional do frio, os pa-
râmetros a serem considerados, as medidas de controle, além de ter estudado sobre o 
conforto térmico no ambiente de trabalho.
 Pratique
1. Quais desses fatores não dificultam a aclimatização? 
a) Desnutrição. 
b) Obesidade. 
c) Força aeróbica baixa. 
d) Uso de drogas.
e) Todas alternativas acima dificultam.
f) Qual desses índices é chamado de Índice de Conforto Térmico? 
g) TE. 
h) TGU. 
i) IBUTG. 
Aspectos básicos de vibrações
Unidade
9
Fonte: CC0 Pixabay/Deutsch.
114 Higiene ocupacional II
Nesta aula apreenderemos sobre a exposição ocupacional a vibrações mecânicas, as 
legislações vigentes e os danos à saúde causados por esse agente físico.
A exposição ocupacional às vibrações não era tão estudada quanto os outros 
agentes físicos (ruído e calor), devido à dificuldade de avaliação no ambiente de tra-
balho com critérios legais, que consideravam apenas as normas internacionais (ISO 
5.349 e ISO 2.631). A partir de 2014, houve alteração no anexo 8 da NR 15, que 
passou a exigir a avaliação quantitativa das vibrações, considerando a metodologia 
das normas de higiene ocupacional da FUNDACENTRO (NHO09 e a NHO10), possi-
bilitando melhor avaliação e controle desse agente no ambiente de trabalho.
Introdução sobre vibrações 
mecânicas 
A vibração pode ser definida como um movimento oscilatório de um corpo devido a 
forças desequilibradas de componentes rotativos e movimentos alternados de uma 
máquina ou equipamento. Um corpo que vibra descreve um movimento periódico, que 
envolve em deslocamento, um certo tempo, o que resulta uma velocidade, bem como uma 
aceleração desse movimento. Dessa forma, o movimento pode ser descrito por qualquer 
um desses parâmetros: deslocamento, velocidade ou aceleração (SALIBA, 2017; SESI, 
2007).
Em higiene ocupacional, o risco caracterizado por vibrações depende de fato-
res como intensidade, frequência, direção da vibração e o tempo de exposição. A 
intensidade da vibração é avaliada na forma de aceleração do movimento de oscilação da 
superfície ou peça, com unidades em m/s² ou dB (decibel). Para aceleração de 
vibração, o decibel é assim obtido:
Onde: 
a = aceleração avaliada 
ao = aceleração de referência (10-6 m/s²)
A medição da vibração é possível por meio da utilização de um acelerômetro, um 
transdutor que transforma o movimento oscilatório num sinal elétrico, enviado a um 
medidor integrador.
(17)
115Unidade 9 – Aspectos básicos de vibrações
Um ponto importante na avaliação das vibrações é que se trata de uma grandeza 
vetorial, isto é, não é apenas a intensidade que conta, mas também a direção. É 
importante atentar-se para o particular eixo de orientação medido, sua magnitude, 
e, ainda, fazer a avaliação no ponto de transmissão (ou o mais próximo possível) da 
vibração ao corpo. 
A exposição às vibrações é estudada de duas formas, isto é, vibrações de corpo inteiro 
(VCI) e vibrações localizadas ou mãos e braços (VMB).
As vibrações de corpo inteiro são aquelas em que todo o corpo ou grande parte dele 
está exposto a movimentos vibratórios, e ocorre mais intensamente em veículos e 
equipamentos móveis, em que há um posto de operação (em geral um assento) e a 
vibração do rolamento do veículo ou equipamento é transmitida ao operador/motorista 
(SESI, 2007). Observam-se ainda em superfícies, pisos, plataformas industriais etc, que 
podem transmitir vibração ao homem, na maior parte dos casos, têm menor importância 
ocupacional. A Figura 9.1, apresenta as direções ou eixos de medição das vibrações de 
corpo inteiro.
Todos estes eixos, em cada posição, indicam sempre para a mesma direção, sendo atri-
buídos os seguintes sentidos: o eixo “z” aponta no sentido dos pés a cabeça; o eixo “x” 
aponta das costas para o peito; e o eixo “y” aponta da direita para a esquerda.
Figura 9.1: Eixos de medição de vibrações.
Fonte: NHO 09, 2013.
116 Higiene ocupacional II
Figura 9.2: Sistema de coordenadas para avaliação de vibrações de mãos e braços.
Fonte: CTISM, 2013.
As vibrações localizadas são transmitidas às mãos e aos braços, em geral, 
presentes nas atividades com ferramentas manuais vibratórias: marteletes, britadores, 
rebitadeiras, compactadores, politrizes, motosserras, lixadeiras e outras. Ainda podem ser 
transmitidas por equipamentos conduzidos manualmente como, por exemplo, 
manipulando-se compactadores de solo ou segurando-se peças contra equipamentos 
abrasivos ou de polimento fixos. A figura 9.2, apresenta a direção dos eixos na vibração 
de mãos e braços.
Percebe-se que o sistema de coordenadas para análise em mãos e braços é 
diferente, se comparado ao de corpo inteiro. O eixo de medição “z” é considerado 
a sua direção, horizontal, a partir das mãos para frente. O eixo “y” é considerado a 
direção horizontal, assim como o “z”, porém, apontando do lado direito para o 
esquerdo. Já o eixo “x” tem direção vertical, apontando de cima para baixo 
(PEIXOTO, 2013).
O medidor de vibração, o acelerômetro, deve possuir os acessórios específicos para a 
medição da vibração de corpo inteiro e de mãos e braços. Na vibração de corpo inteiro, 
deve-se montar um adaptador de assento, conforme Figura 9.3, posicionado no ponto 
de transmissão de superfície do corpo. Já na avaliação de mãos e braços, o equipamento 
deve ser montado na superfície vibrante, utilizando-se um adaptador que ficará entre os 
dedos do trabalhador.
Figura 9.3: Instalação do equipamento para VCI.
Fonte: CTISM, 2013.
117Unidade 9 – Aspectos básicos de vibrações
Efeitos sobre a saúde
Estudos indicam risco elevado para a coluna vertebral dos trabalhadores expostos por 
vários anos a intensas vibrações de corpo inteiro. Podem produzir danos permanentes na 
região espinhal, com alteração degenerativa das vértebras e dos discos intervertebrais. 
Existem relatos de pessoas com sintomas na forma de distúrbios frequentes como fadiga, 
dores de cabeça, tremores e insônia (SALIBA, 2017). 
Já para exposição ocupacional a vibrações de mãos e braços, o principal efeito ocorre 
no sistema vascular, neurológico, osteoarticular e muscular. A evolução da doença vai 
depender da exposição diária e de como o trabalho é realizado. 
A doença característica deste tipo de exposição é chamada de síndrome dos “dedos 
brancos”. Esta doença, em seu primeiro estágio, começa com sensações de formigamen-
to, sendo ignorado pelo trabalhador. Mais tarde, iniciam-se leves branqueamentos nas 
extremidades dos dedos, por curtos períodos. Posteriormente, o branqueamento começa 
se tornar frequente e se prolonga, podendo se estender a todo o dedo. Em estágios mais 
avançados, o branqueamento se reduz havendo ataque isquêmico tornando a aparência 
cinza-escuro, chegando a necrose (PEIXOTO, 2013). A figura 9.4 apresenta esta doença.
Medidas de Controle
As principais formas de controle para a exposição à vibração de corpo inteiro e mãos e 
braços são:
• Melhoria nos equipamentos, com manutenção periódica reduzindo-se a vibração 
transmitida ao trabalhador;
Figura 9.4: Doenças dos dedos brancos.
Fonte: CC BY-SA 3.0 Intermedichbo/ Wikimedia Commons
118 Higiene ocupacional II
• Melhoria nos assentos, incluindo projetos de suspensão hidropneumática regulável;
• Redução do tempo diário de exposição;
• O controle médico dostrabalhadores expostos a vibrações, atentando-se a sintomas 
nas mãos como formigamentos, dormências intensas ou dor;
• Cuidados e procedimentos necessários para redução da exposição à vibração como, 
por exemplo, adotar velocidades adequadas no uso de veículos, evitar, dentro do 
possível, superfícies irregulares, ajustar o assento do veículo em relação ao posiciona-
mento e ao peso do usuário.
Critério Legal 
Para avaliação ocupacional de vibrações de corpo inteiro e de mãos e braços, é preciso 
considerar os critérios do Anexo 8 da NR 15, alterado pela Portaria MTE n.º 1.297, de 
13 de agosto de 2014. Que estabeleceu limites de exposição ocupacional diária para 
VCI e VMB, e determinou que os procedimentos de avaliação quantitativa seja feita de 
acordo com as normas da FUNDACENTRO, ou seja, a NHO09 - Avaliação da exposição 
ocupacional a vibrações de corpo inteiro, e a NHO 10 - Avaliação da exposição 
ocupacional a vibrações em mãos e braços.
O limite de exposição ocupacional diária para vibração de corpo inteiro é determinado 
pelo: valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 1,1 m/s2; e do 
valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 21,0 m/s1,75. Já para vibração de mãos e 
braços, correspondente a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada 
(aren) de 5 m/s2 (NR15, Anexo 8).
A norma estabelece também os itens que devem conter no laudo técnico para a 
caracterização da insalubridade, incluindo a avaliação preliminar de acordo com o anexo 
I da NR 09. Segue trecho do Anexo 8 da NR 15: 
2.5 A caracterização da exposição deve ser objeto de laudo técnico que contemple, 
no mínimo, os seguintes itens: 
a) Objetivo e datas em que foram desenvolvidos os procedimentos; 
b) Descrição e resultado da avaliação preliminar da exposição, realizada de acordo 
com o item 3 do Anexo 1 da NR-9 do MTE; 
c) Metodologia e critérios empregados, inclusas a caracterização da exposição e repre-
119Unidade 9 – Aspectos básicos de vibrações
sentatividade da amostragem; 
d) Instrumentos utilizados, bem como o registro dos certificados de calibração; 
e) Dados obtidos e respectiva interpretação; 
f) Circunstâncias específicas que envolveram a avaliação; 
g) Descrição das medidas preventivas e corretivas eventualmente existentes e 
indicação das necessárias, bem como a comprovação de sua eficácia; 
h) Conclusão
Os procedimentos para a avaliação quantitativa serão estudados na próxima 
unidade.
Conclusão da aula
Caro estudante, nesta aula você estudou sobre o agente físico vibração, os tipos de 
vibração, os danos à saúde, as medidas de controle e o critério legal para a avaliação de 
vibrações de corpo inteiro e de mãos e braços.
120 Higiene ocupacional II
 Pratique
1. Quanto às vibrações de corpo inteiro, quando a exposição é severa, qual desses efei-
tos não é causado pela vibração? 
a) Sistema reprodutivo. 
b) Problemas renais. 
c) Problemas gastrointestinais. 
d) Problemas nos discos intervertebrais. 
2. Considere as afirmações abaixo sobre vibração: 
I – As vibrações podem causar problemas de ordem vascular e neurológica, dentre outras. 
II – Os primeiros sintomas da síndrome são o branqueamento dos dedos. 
III – A exposição por tempos elevados pode causar a necrose da pele, chamada de acro-
cianose. 
IV – Os efeitos da vibração no homem dependem apenas da frequência que a compõe. 
Qual a alternativa correta? 
a) Apenas I e II são verdadeiras. 
b) Apenas IV é falsa. 
c) Apenas I e III são verdadeiras. 
d) Apenas II e IV são verdadeiras. 
3. Quanto às vibrações de corpo inteiro, quando a exposição é severa, qual desses efei-
tos não é causado pela vibração? 
a) Sistema reprodutivo. 
121Unidade 9 – Aspectos básicos de vibrações
b) Problemas renais. 
c) Problemas gastrointestinais. 
d) Problemas nos discos intervertebrais. 
4. Considere as afirmações abaixo sobre vibração: 
I – As vibrações podem causar problemas de ordem vascular e neurológica, dentre outras. 
II – Os primeiros sintomas da síndrome são o branqueamento dos dedos. 
III – A exposição por tempos elevados pode causar a necrose da pele, chamada de acro-
cianose. 
IV – Os efeitos da vibração no homem dependem apenas da frequência que a compõe. 
Qual a alternativa correta? 
a) Apenas I e II são verdadeiras. 
b) Apenas IV é falsa. 
c) Apenas I e III são verdadeiras. 
d) d) Apenas II e IV são verdadeiras. 
Avaliação da Vibração 
Unidade
10
Fonte: CC0 Pixabay/Dimitris Vetsikas
124 Higiene ocupacional II
Caro estudante, nesta aula aprenderemos sobre os parâmetros para avaliação da 
exposição ocupacional de corpo inteiro e de mãos e braços.
Na avaliação da vibração ocupacional é preciso lembrar que estamos lidando com 
uma grandeza vetorial, ou seja, não é só a intensidade que importa, mas também a 
direção. É preciso identificar a vibração em cada direção ou eixo, para achar o valor 
resultante da exposição à vibração e comparar com o limite de exposição ocupacio-
nal determinado pela legislação.
Parâmetros para medição das 
Vibrações
Antes de realizar a avaliação quantitativa das vibrações, a NR 09 – Programa de 
Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA) em seu anexo 1, determina a análise preliminar 
da exposição ocupacional, a vibração ocupacional de corpo inteiro e de mãos e braços. 
Nesta análise devem-se observar os seguintes itens:
a) Identificação e descrição dos ambientes de trabalho, processos, operações e 
condições de exposição, incluindo-se características das máquinas, veículos, 
ferramentas ou equipamentos de trabalho e as informações fornecidas por 
fabricantes sobre os níveis de vibração gerados pelos mesmos, quando disponíveis; 
b) Condições de uso e estado de conservação de veículos, máquinas, equipamentos e 
ferramentas, incluindo componentes ou dispositivos de isolamento e amortecimento 
que interfiram na exposição de operadores ou condutores; 
c) Características das superfícies de circulação, cargas transportadas, velocidades e 
condições de operação, no caso de vibração de corpo inteiro;
d) Estimativa de tempo efetivo de exposição diária, identificação de pausas existentes ao 
longo da jornada e de condições específicas de trabalho que possam contribuir para 
o agravamento dos efeitos decorrentes da exposição; 
e) Esforços físicos e aspectos posturais; 
f) Dados de exposição ocupacional existentes, informações ou registros relacionados a 
queixas e antecedentes médicos dos trabalhadores expostos. 
A análise preliminar serve para fazer um reconhecimento do risco de exposição 
ocupacional à vibração. Se mesmo após essa análise permanecer a incerteza da 
125Unidade 10 – Avaliação da Vibração 
aceitabilidade da condição de exposição analisada ou quando houver a necessidade de 
se dispor do valor da vibração, deve-se efetuar a avaliação quantitativa.
A avaliação quantitativa deve ser representativa da exposição, abrangendo aspectos 
organizacionais e ambientais que envolvam o trabalhador no exercício de suas funções. 
Os procedimentos da avaliação quantitativa são estabelecidos nas Normas de Higiene 
Ocupacional publicadas pela FUNDACENTRO, a NHO 09 para vibração de corpo inteiro e 
a NHO 10 para vibração de mãos e braços.
Critérios de avaliação para exposição 
ocupacional a vibração de corpo inteiro (VCI)
Os parâmetros utilizados para quantificação da vibração de corpo inteiro são a 
Aceleração Resultante de Exposição Normalizada (aren) e o Valor de Dose de Vibração 
Resultante (VDVR). Este último parâmetro é importante quando ocorrem choques ou 
solavancos significativos durante a exposição do trabalhador, ocasionados por 
vias de circulação ou pavimentos irregulares, apresentando buracos, saliências oudesnivelamentos. 
Importante ressaltar que o equipamento de medição fornece os valores das acelerações 
e das doses de vibração para cada um dos eixos ortogonais “x, y e z” (ver unidade 9). É 
preciso apenas calcular as resultantes utilizando as seguintes equações:
m/s² (18)
Onde:
are= aceleração resultante da exposição, quando a jornada for 8 horas are = aren 
ax = aceleração ponderada para o eixo ortogonal “x”. 
ay = aceleração ponderada para o eixo ortogonal “y”. 
az = aceleração ponderada para o eixo ortogonal “z”.
m/s1,75 (19)
Onde:
126 Higiene ocupacional II
VDVR = valor da dose de vibração resultante. 
VDVex = valor da dose de vibração no eixo “x”. 
VDVey = valor da dose de vibração no eixo “y”. 
VDVez = valor da dose de vibração no eixo “z”.
A seguir, um exemplo de avaliação quantitativa de VCI para melhor compreensão.
Exemplo 10.1
Em uma avaliação ocupacional de VCI realizada em um operador de empilhadeira foram 
encontradas as seguintes vibrações nos eixos ortogonais: ax= 0,14 m/s² ay= 0,16 m/s² 
az= 0,21 m/s². Sabendo que a exposição dura 4 horas, determine a Aceleração Resultan-
te de Exposição Normalizada (aren).
Solução: 
• Primeiramente calculamos a Aceleração Resultante de Exposição (are)
*Observação: foram considerados valores até a segunda casa decimal.
Como a exposição é diferente de 8 horas, segundo a NHO 09, devemos calcular a Acele-
ração resultante de exposição normali-
zada (aren*).
Aceleração resultante de exposição 
normalizada (aren):
Corresponde à aceleração resultante de exposição 
(are) convertida para uma jornada diária padrão de 8 
horas, determinada pela seguinte expressão:
aren=are√(T/) m/s²
Onde: 
are = aceleração resultante de exposição;
T = tempo de duração da jornada diária de trabalho 
expresso em horas ou minutos;
To = 8 horas ou 480 minutos.
127Unidade 10 – Avaliação da Vibração 
Aceleração Resultante de Exposição Normalizada (aren) é igual a 0,25 m/s².
Exemplo 10.2
Para a mesma avaliação ocupacional do exemplo 10.1, foram encontrados os seguintes 
valores para VDV (Valor de dose da Vibração) para cada eixo ortogonal: VDVex = 3,0 m/
s² ; VDVey = 4,0 m/s²; VDVez = 7,0 m/s² . Calcule o Valor de Dose de Vibração Resultante 
(VDVR).
Solução:
• Substituindo os valores temos:
O Valor de Dose de Vibração Resultante (VDVR) é igual a 7,8 m/s².
Exemplo 10.3
Verifique se a exposição ocupacional a vibração de corpo inteiro, demonstrada no exem-
plo 10.1 e 10.2, atende os critério legais do Anexo 8 da NR15 e da NHO 09.
• Solução:
Para atender os critérios do Anexo 8 da NR15, a Aceleração Resultante de Exposição Nor-
malizada (aren) deve estar abaixo de 1,1 m/s², e o Valor de Dose de Vibração Resultante 
(VDVR) abaixo de 21 m/s1,75 .
Para essa exposição temos: aren = 0,25 m/s² e VDVR = 7,8 m/s². 
Os dois valores estão abaixo do limite de exposição ocupacional definido, ou 
seja, a atividade não é insalubre.
128 Higiene ocupacional II
Quando a jornada for diferente de 
8 horas, devemos calcular o aren.
• A NHO 09 estabelece um critério de julgamento conforme apresenta o Quadro 10.1:
Quadro 10.1: Critério de julgamento e tomada de decisão.
aren (m/s²) VDVR (m/s 1,75) Consideração Técnica Atuação recomendada
0 a 0,5 0 a 9,1 Aceitável 
No mínimo, manutenção da condi-
ção existente.
> 0,5 a < 0,9 > 9,1 a < 16,4 Acima do nível de ação
No mínimo, adoção de medidas 
preventivas.
0,9 a 1,1 16,4 a 21 Região de incerteza
Adoção de medidas preventivas 
e corretivas visando à redução da 
exposição diária.
Acima de 1,1 Acima de 21
Acima do limite de 
exposição
Adoção imediata de medidas 
corretivas.
Fonte: NHO 09, 2013.
Por mais que os dois valores (aren e VDVR) estejam abaixo do limite de exposição ocupa-
cional, ou seja, é aceitável. Recomenda-se no mínimo manutenção da condição existen-
te, para evitar o aumento da vibração gerada pelo equipamento (empilhadeira).
Critérios de avaliação da exposição 
ocupacional a vibração em mão e braços 
(VMB)
O parâmetro para a quantificação da vibração de mãos e braços é a Aceleração Resultan-
te de Exposição Normalizada (aren). Assim como na vibração de corpo inteiro, o equipa-
mento de medição fornece os valores das acelerações para cada um dos eixos ortogonais 
“x, y e z” (ver unidade 9). É preciso apenas calcular a aceleração resultante de acordo 
com a seguinte equação:
m/s² (20)
Onde:
are = aceleração resultante da exposição, quando a jornada for 8 horas are = aren 
ax = aceleração ponderada para o eixo ortogonal “x”. 
ay = aceleração ponderada para o eixo ortogonal “y”. 
az = aceleração ponderada para o eixo ortogonal “z”.
129Unidade 10 – Avaliação da Vibração 
Exemplo 10.4
Em uma avaliação ocupacional de VMB em um operador de motosserra, foram encon-
tradas as seguintes acelerações: ax= 6,8 m/s², ay= 4,5 m/s², az= 7,5m/s². Sabendo que o 
trabalhador fica exposto durante 7 horas, calcule a Aceleração Resultante de Exposição 
Normalizada (aren).
Solução: 
 Como a jornada é de 7 horas, calculamos o aren:
Aceleração Resultante de Exposição Normalizada para essa exposição é de 9,7 
m/s².
Exemplo 10.5
Verifique se a exposição ocupacional a vibração de mãos e braços, demonstrada no 
exemplo 10.4, atende os critério legais do Anexo 8 da NR15 e da NHO 10.
• Solução:
Para atender os critérios do Anexo 8 da NR15, a Aceleração Resultante de Exposição 
Normalizada (aren) deve estar abaixo de 5,0 m/s².
Para essa exposição temos aren = 9,7 m/s² acima do limite de exposição ocupa-
cional. Portanto, essa exposição é insalubre.
• A NHO 10 estabelece um critério de julgamento conforme apresenta o Quadro 10.2:
130 Higiene ocupacional II
Quadro 10.2: Critério de julgamento e tomada de decisão para VBM.
aren (m/s²) Consideração Técnica Atuação recomendada
0 a 2,5 Aceitável No mínimo, manutenção da condição existente.
> 2,5 a < 3,5 Acima do nível de ação No mínimo, adoção de medidas preventivas.
3,5 a 5,0 Região de incerteza
Adoção de medidas preventivas e corretivas visando à 
redução da exposição diária.
acima de 5,0 Acima do limite Adoção imediata de medidas corretivas.
Fonte: NHO10, 2013.
Neste caso o valor da aren (9,7m/s²) encontra-se acima do limite de exposição ocupacio-
nal. Recomenda-se adoção imediata de medidas corretivas.
Aceleração equivalente ponderada 
Segundo Saliba (2017), quando a exposição à vibração é diferente em dois ou mais pe-
ríodos da jornada, deve ser considerada a aceleração equivalente, conforme a equação 
a seguir:
m/s² (21)
Onde: 
AEQ ou are = aceleração equivalente 
an = valor da vibração obtida 
tn = tempo de exposição a aceleração obtida em an.
A aceleração equivalente pode ocorrer tanto na exposição de corpo inteiro, quanto em 
vibrações de mãos e braços. Mas não podemos calcular a equivalência entre as duas vi-
brações (VCI e VMB), apenas com vibrações de mesma característica (VCI + VCI ou VMB 
+ VMB), devido à diferença entre os limites de exposição ocupacional. Caso a soma dos 
tempos de exposição seja diferente de 8 horas, devemos calcular a aceleração resultante 
de exposição normalizada (aren).
A seguir, um exemplo para melhor compreensão.
Exemplo 10.6
Um operador de equipamento fica exposto à vibração de corpo inteiro conforme a se-
guinte situação:
131Unidade 10 – Avaliação da Vibração 
a(m/s²) Tempo Situação
0,14 1 hora Marcha lenta
0,99 6 horas Velocidade de 80 Km/h
- - Não exposto à vibração
Calcule a aceleração resultante de exposição normalizada (aren), e verifique se a exposi-
ção é insalubre.
Solução:
• Cálculo do aren:
Esta exposição é insalubre, pois a aceleração resultante de exposição normaliza-
da (0,80m/s²) está acima do limite de exposição (1,1 m/s²).Conclusão da aula
Caro estudante, nesta aula você aprendeu a realizar a avaliação ocupacional para vibra-
ção de corpo inteiro e mãos e braços, além de identificar os parâmetros legais do anexo 
8 da NR15 , da NHO 09 e da NHO 10.
132 Higiene ocupacional II
 Pratique
1. Qual o limite de exposição ocupacional para vibração de corpo inteiro?
2. Em uma avaliação ocupacional de vibração de mãos e braços, obteve-se aceleração 
resultante de exposição normalizada igual a 4,5 m/s². Qual o critério de julgamento 
segundo a NHO 10?
133
Referências
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agentes químicos & Índices Biológicos de Exposição (BEIs®). Tradução: ABHO – 
Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais. São Paulo: ABHO, 2014.
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industrial. São Paulo: Fundacentro, 1978. 119p.
BRAZ, José Reinaldo Cerqueira.Fisiologia da termorregulação normal. Revista Neurociências 
V13 N3 (supl-versão eletrônica) – jul/set, 2005. Disponível em: <https://www.revistaneurociencias.com.
br/edicoes/2005/RN%2013%20SUPLEMENTO/Pages%20from%20RN%2013%20SUPLEMENTO-2.
pdf> Acesso em jul. 2017.
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habitadas, visando o conforto da comunidade – Procedimento. Rio de Janeiro, 2000.
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as leis do trabalho, relativas à segurança e medicina do trabalho. Norma Regulamentadora nº 
15 (NR 15): Atividades e operações insalubres. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder 
Executivo, Brasília, 1978e. Disponível em: <http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C816A33EF4599013
4335E790F6C84/NR-15%20(atualizada%202011)%20II.pdf>. Acesso em jul. 2017. 
__________. Portaria n° 3214, de 08 de junho de 1978: Aprova as normas regulamentadoras que 
consolidam as leis do trabalho, relativas à segurança e medicina do trabalho. Norma 
Regulamentadora nº 09 (NR09): Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais. Diário Oficial 
da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, 1978g. Disponível em: <http://trabalho.gov.
br/images/Documentos/SST/NR/NR09/NR-09-2016.pdf >. Acesso em jul. 2017.
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ruído (procedimento técnico). Ministério do Trabalho e Emprego: FUNDACENTRO, 2001. Disponível em: 
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Física, 2009.
135
Currículo da autora
Beatriz Colodel
Beatriz Colodel é Engenheira Ambiental formada pela Universidade Católica do Paraná 
(PUCPR), especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Tecno-
lógica Federal do Paraná (UTFPR), com Mestrado em Gestão Urbana (PUCPR). Atualmen-
te, trabalha como professora de ensino médio profissionalizante no estado do Paraná, 
onde ministra disciplinas de Higiene Ocupacional, Segurança do Trabalho, Técnica de 
Utilização de Equipamentos de Medição, e atua também na coordenação de estágio do 
curso técnico em segurança do trabalho. Além de atuar com consultora na elaboração 
de laudos e avaliações ambientais na área de segurança do trabalho e meio ambiente.

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