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SEXOLOGIA FORENSE Rita de Cassia Bomfim Leitão Higa Alguns conceitos... Sexologia criminal/ Forense - é a parte da Medicina Legal que trata das questões médico-biológicas e periciais ligadas aos delitos contra a dignidade e a liberdade sexual. Sexologia Forense Código de Processo Penal Atos sexuais Conjunção carnal Atos de libidinagem Conjunção carnal Também chamada de cópula / coito Relação entre homem e mulher caracterizada pela penetração do pênis na vagina, com ou sem ejaculação Atos de libidinagem ou atos libidinosos Além da conjunção carnal, também chamada de “ato libidinoso por excelência”, a libido pode ser satisfeita por outros atos sexuais denominados atos libidinosos diversos da conjunção carnal ou atos de libidinagem que são:coito ectópico, masturbação, toques e apalpadelas de mamas, coxas e vagina, na palpação de nádegas, na contemplação lasciva, nos contatos voluptuosos de forma constrangedora. Atos de libidinagem ou atos libidinosos Cópulas ectópica /cópulas fora da vagina cópula anal, retal e vulvar cópula oral ou felação, entre as coxas, etc. Atos orais felação sexo oral na genitália feminina (cunilíngua) beijos e sucções nas mamas, coxas ou outras regiões de conotação sexual Atos manuais masturbação e manipulações eróticas de todos os tipos LEI 12.015/2009 Visou: Proteger a dignidade humana Conceito - Crimes contra dignidade sexual / antes crimes contra os costumes Proteção: a dignidade sexual a liberdade de autodeterminação do indivíduo de manter uma vida sexual conforme seus desígnios e livre de qualquer coação LEI 12.015/2009 Punição com maior rigor quando há envolvimento de menores de idade A modificação da tipificação penal Revogação do crime de atentado violento ao pudor/ passando ser disciplinada juntamente com o delito de estupro Homem/Mulher podem ser vítimas ou autores detima de estupro Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos § 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos § 2o Se da conduta resulta morte Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos ESTUPRO Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa VIOLÊNCIA SEXUAL MEDIANTE FRAUDE Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.“ Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos § 2o A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos ASSÉDIO SEXUAL Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos. Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. § 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência ESTUPRO DE VULNERÁVEL § 3o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos § 4º Se da conduta resulta morte Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos Subjetivo - identificação e histórico Objetivo - exame físico completo Mulher virgem – rotura himenal EXAME DE CONJUNÇÃO CARNAL Mulher com vida sexual pregressa: A Perícia deve buscar provas de ejaculação -sêmen na vagina Exames complementares Pesquisa de espermatozóides Exame de DNA Beta HCG (gravidez) Outros Fosfatase ácida ou glicoproteína P30 – líquido prostátIco DST EXAME DE CONJUNÇÃO CARNAL QUESITOS - SEXOLOGIA FORENSE Primeiro: Houve conjunção carnal ou prática de outro ato libidinoso? Segundo: Qual a data provável da conjunção carnal ou do ato libidinoso? Terceiro: Sendo positivo o 1º quesito, em que consistiu? Quarto: Apresenta, a vítima, lesão corporal? Quinto: Qual o agente ou meio que a produziu? Sexto: Da violência resultou: incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias; perigo de vida; debilidade permanente de membro, sentido ou função; aceleração do parto; incapacidade permanente para o trabalho; enfermidade incurável; perda ou inutilização de membro, sentido ou função; deformidade permanente ou aborto? Sétimo: É a examinada enferma ou deficiente mental? Houve qualquer outra causa que tivesse impossibilitado a periciada de reagir? Hímen É uma estrutura mucosa que separa a vulva da vagina. Exame do Hímen Íntegro Com rotura completa Com rotura incompleta Com agenesia Complacente Reduzido a carúnculas mitriformes Hímen Hímen carnoso (adultas) / Hímen membranoso fino (crianças) Orla alta /Orla baixa Fonte: Complexo Jurídico Damásio de Jesus Hímen complacente Orla baixa Óstio de grande amplitude Exame do Hímen Hímens rotos quanto à cicatrização: Rotura de data recente - até cerca de 20 dias Rotura não recente ou cicatrizada – mais de 20 dias FRANÇA (2015) FRANÇA (2015) CIRCULAR OVALAR TETRALABIADO CORDIFORME SEPTADO COMPLASCENTE FRANÇA (2015) SEPTADO OBLÍQUO SEPTADO LONGITUDINAL SEPTADO TRANSVERSO CRIBIFORME EM BOLSA ROTO RECENTES Fonte: Complexo Jurídico Damásio de Jesus Carúnculas mirtiformes O matrimônio implica a união moral de duas pessoas de sexo diferente, na regulamentação moral e social do instinto de reprodução e no intuito social e moral da criação da prole. Os impedimentos matrimoniais são, portanto, “circunstâncias ou ausência de requisitos essenciais exigidos pela lei, que impossibilitam a realização de determinado casamento. Casamento Resolução n. 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - obrigou os cartórios a realizarem casamento entre casais do mesmo sexo - 15 mil casamentos homoafetivos no Brasil Ao proibir que autoridades competentes se recusem a habilitar ou celebrar casamento civil ou, até mesmo, a converter união estável em casamento, a norma contribuiu para derrubar barreiras administrativas e jurídicas que dificultavam as uniões homoafetivas no país. Casamento Impedimentos Matrimoniais absolutos Parentesco (CC, art. 1.521, I a VII) – ascendentes com os descendentes, seja parentesco natural ou civil; Os afins de linha reta; O adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem foi do adotante; Os irmãos uni ou bilaterais e demais colaterais até terceiro grau; O adotado com o filho do adotante; As pessoas casadas; O cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra seu consorte. Casamento Impedimentos Matrimoniais absolutos Bigamia – crime art. 235 CP Crime – dita anteriormente Impedimentos Proibitivos Art. 1523 (I ao IV)- Ex. viúvo ou viúva que tiver filho do cônjuge falecido enquanto não fizer o inventário e partilha dos bens; Casamento Insuficiência de idade Erro essencial Art. 1.557. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge: I - o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado; II - a ignorância de crime, anterior ao casamento, que, por sua natureza, torne insuportável a vida conjugal; III - a ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável que não caracterize deficiência ou de moléstia grave e transmissível, por contágio ou por herança, capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou desua descendência; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015 Casamento Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges: I - fidelidade recíproca; II - vida em comum, no domicílio conjugal; III - mútua assistência; IV - sustento, guarda e educação dos filhos; V - respeito e consideração mútuos. Casamento Dissolução da Sociedade e do vínculo conjugal Art. 1.572. Qualquer dos cônjuges poderá propor a ação de separação judicial, imputando ao outro qualquer ato que importe grave violação dos deveres do casamento e torne insuportável a vida em comum. § 1o A separação judicial pode também ser pedida se um dos cônjuges provar ruptura da vida em comum há mais de um ano e a impossibilidade de sua reconstituição. § 2o O cônjuge pode ainda pedir a separação judicial quando o outro estiver acometido de doença mental grave, manifestada após o casamento, que torne impossível a continuação da vida em comum, desde que, após uma duração de dois anos, a enfermidade tenha sido reconhecida de cura improvável. § 3o No caso do parágrafo 2o, reverterão ao cônjuge enfermo, que não houver pedido a separação judicial, os remanescentes dos bens que levou para o casamento, e se o regime dos bens adotado o permitir, a meação dos adquiridos na constância da sociedade conjugal. Casamento Art. 1.573. Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida a ocorrência de algum dos seguintes motivos: I - adultério; II - tentativa de morte; III - sevícia ou injúria grave; IV - abandono voluntário do lar conjugal, durante um ano contínuo; V - condenação por crime infamante; VI - conduta desonrosa. Parágrafo único. O juiz poderá considerar outros fatos que tornem evidente a impossibilidade da vida em comum. Casamento Art. 1.574. Dar-se-á a separação judicial por mútuo consentimento dos cônjuges se forem casados por mais de um ano e o manifestarem perante o juiz, sendo por ele devidamente homologada a convenção. Parágrafo único. O juiz pode recusar a homologação e não decretar a separação judicial se apurar que a convenção não preserva suficientemente os interesses dos filhos ou de um dos cônjuges. Casamento CROCE, Delton; CROCE JUNIOR, Delton. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal. 10. ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. GALVÃO, Malthus Fonseca. Medicina Legal. Rede UnB, 2016. Disponível em: <http://http://www.malthus.com.br> . Acesso em: 21 agosto 2016. ONESTI, Adriana. Apostila de medicina Legal. 2012. Disponível em: <http://docplayer.com.br/1712492-Faculdade-de-direito-apostila-medicina-legal-elaboracao-prof-a-dra-adriana-onesti.html>. Acesso em: 10 jun. 2016. PEREIRA, Gerson Odilon. Medicina Legal. Maceió, AL: UFAL, c2001. Disponível em: <http://www.malthus.com.br/rw/forense/Medicina_Legal_2004_gerson.pdf>. Acesso em: 2 jun. 2016. Referências Muito Obrigada A Medicina Legal é ciência e arte!