Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UDESC – CCT – DEM 
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO – CONFORMAÇÃO MECÂNICA 
ANDRÉ OLAH NETO 
 
214 
CAPÍTULO XIII 
 
CURVAMENTO 
 
 
1) INTRODUÇÃO: 
 
O processo de curvamento consiste em operações que conferem à peça uma deformação 
permanente em raios previamente especificados. Por ser levado a efeito no regime plástico 
também se observa o fenômeno de retorno elástico. Basicamente este processo é adequado para o 
curvamento de: 
 Chapas; 
 Placas; 
 Barras 
 Perfis; 
 Tubos; 
 
O processo de dobramento também é designado de “calandragem” que consiste em obter peças 
aproximadamente cilíndricas ou curvas, como exemplo barris, a partir de chapas planas. 
 
 
Figura 13.1 – Curvamento de rolos através do processo de calandragem. 
 
2) CURVAMENTO DE CHAPAS E PLACAS: 
 
O curvamento de chapas e placas são realizados em calandras, a partir do qual podem ser obtidas 
chapas curvas com raio de curvamento pré-determinados, como: 
 Cilindros 
 Cones; 
 Tronco de cone 
 Qualquer outra superfície de revolução. 
 
Dois tipos de calandras estão disponíveis no mercado, quais sejam: 
 
 CALANDRA DE PASSO = neste caso a folga entre os rolos alinhados é ajustável para 
várias espessuras e o rolo de trabalho pode se deslocar para a obtenção de diferentes 
UDESC – CCT – DEM 
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO – CONFORMAÇÃO MECÂNICA 
ANDRÉ OLAH NETO 
 
215 
diâmetros. O diâmetro mínimo que pode ser obtido é o rolo superior acrescido de 50 mm. 
Este tipo de calandra é adequado para grandes volumes de produção de peças de 
diâmetros (raios) menores. São mais precisas que as calandras piramidais; 
 CALANDRA PIRAMIDAL = neste caso o rolo superior pode ser ajustado para exercer 
maior ou menor pressão, obtendo-se peças de diâmetros e/ou raios menores e maiores. O 
diâmetro/raio mínimo obtido é de cerca de duas vezes o diâmetro do rolo superior para os 
aços inoxidáveis e de duas vezes e meia para aços ao carbono. O diâmetro máximo da 
peça é limitado pela estabilidade da peça dobrada. 
 
 
 
 
Figura 13.2 – Calandra tipo passo. 
 
 
 
Figura 13.3 – Calandra tipo piramidal. 
 
Tabela 13.I – Descrição das calandras. 
 
TIPO DESCRIÇÃO CAPACIDADE 
PIRAMIDAL Composta de três rolos em forma de 
pirâmide 
Conforma chapas de até 50mm de 
espessura por até 3000 m de 
comprimento. 
PASSO Composta de três rolos, sendo dois 
sobrepostos no mesmo 
alinhamento vertical e do 
trabalho. 
Conforma chapa de até 50 m de 
espessura por até 3000 m de 
comprimento. 
UDESC – CCT – DEM 
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO – CONFORMAÇÃO MECÂNICA 
ANDRÉ OLAH NETO 
 
216 
 
3) CURVAMENTO DE TUBOS: 
 
O curvamento de tubos está relacionado à deformação por flexão quer produz tensões de 
compressão na camada interna e de tração na camada externa de curvamento. O diferencial de 
tensão entre as partes tracionada e comprimida é responsável por uma redução na seção do tubo 
conformado. Essa deformação depende do diâmetro do tubo, da espessura da parede e do raio de 
curvatura. 
 
A relação diâmetro do tubo e a espessura da parede (D/t) é conhecida como “estabilidade 
estrutural do tubo”. À medida que D/t cresce, menor é a estabilidade do tubo e maior é a 
tendência de achatamento na região da dobra e de enrugamento na região côncava. 
 
Os equipamentos utilizados para deformação de tubos podem ser de três tipos: 
 Por compressão; 
 Por rolos; 
 Por matriz rotativa. 
 
3.1) CURVAMENTO POR COMPRESSÃO: 
 
É obtido através de uma prensa cuja punção exerce uma força que flete o tubo contra dois 
cossinetes móveis e ajustáveis. 
 
 
 
Figura 13.4 – Prensa típica de dobramento de tubos. 
 
3.2) CURVAMENTO POR ROLOS: 
 
Neste tipo de equipamento a flexão é obtida pela ação de três rolos, dois fixos e um móvel, 
regulável, destinado à ajustagem do raio de curvatura. A direção de rotação é reversível. 
 
UDESC – CCT – DEM 
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO – CONFORMAÇÃO MECÂNICA 
ANDRÉ OLAH NETO 
 
217 
 
 
Figura 13.5 – Curvamento de tubos por rolos. 
 
3.3) CURVAMENTO POR MATRIZ ROTATIVA: 
 
É conseguido fazendo com que o tubo seja dobrado em torno de uma matriz que pode assumir 
duas configurações: 
 
 O MORDENTE SOLIDÁRIO À MATRIZ FIXA O TUBO = neste caso o conjunto 
mordente-matriz gira em torno do seu eixo, conformando o tubo; 
 O MORDENTE E A MATRIZ FICAM ESTÁTICOS = neste caso o guia conforma o 
tubo em volta da matriz. Neste processo, se necessário, utiliza-se um mandril interno ao 
tubo para evitar sua deformação durante a operação de curvamento. 
 
 
 
Figura 13.6 – Processo de conformação de tubos, com a utilização de mandril interno. 
 
3.4) UTILIZAÇÃO DO MANDRIL: 
 
Nos dois processos discutidos anteriormente, decisão da necessidade ou não de utilização do 
mandril interno é feita com o auxílio do ábaco a seguir. 
 
UDESC – CCT – DEM 
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO – CONFORMAÇÃO MECÂNICA 
ANDRÉ OLAH NETO 
 
218 
 
 
Figura 13.7 – Normógrafos para determinar onde o mandril é necessário e o tipo correto a usar. 
 
 
 
Figura 13.8 – Tipos de mandris. 
 
UDESC – CCT – DEM 
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO – CONFORMAÇÃO MECÂNICA 
ANDRÉ OLAH NETO 
 
219 
 
 
Figura 13.9 – Máquina de curvamento de tubo por matriz rotativa. 
 
 
 
Figura 13.10 – Máquina de curvamento de tubos por rolos. 
 
4) VARIÁVEIS DO PROCESSO: 
 
As variáveis que devem ser consideradas no processo de curvamento de tubos são: 
 
 RELAÇÃO D/t = independente do equipamento utilizado a relação D/t vai determinar a 
estabilidade e a conseqüente tendência ao achatamento; 
 PREENCHIMENTO = para minimizar este fenômeno, utiliza-se o artifício de encher os 
tubos com material suporte com areia, madeira ou resinas. Para que promova o efeito 
adequado o material suporte deve ser compactado dentro do tubo e este ser tampado nas 
extremidades para evitar fuga durante a operação de curvamento; 
 RAIO DE CURVAMENTO = recomenda-se um raio mínimo de cerca de seis vezes p 
diâmetro para curvamento sem material de enchimento e de quatro vezes com 
enchimento; 
 ÂNGULO DE DOBRAMENTO = o ângulo mínimo de dobra é de 120º. 
 
 
 
 
 
UDESC – CCT – DEM 
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO – CONFORMAÇÃO MECÂNICA 
ANDRÉ OLAH NETO 
 
220 
5) QUESTIONÁRIO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UDESC – CCT – DEM 
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO – CONFORMAÇÃO MECÂNICA 
ANDRÉ OLAH NETO 
 
221

Mais conteúdos dessa disciplina