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TRICOMONÍASE 
Referência: Neves e rey
É a DST não viral mais comum no mundo. A prevalência é alta entre os grupos de nível socioeconômico baixo, entre as pacientas de clinicas ginecológicas e pré-natais
A perpetuação do protozoário parasito depende da sobrevivência no hospedeiro humano pois o organismo não apresenta forma cística, e sim trofozoitica (homem como hospedeiro definitivo).
Cisto: deixa mais resistente, porte metabólico menor, resiste mais tempo no ambiente.
Infecta o trato geniturinário. Transmissão não ocorre devido a não possuir forma cística. Embora seja transmitida por relação sexual, teoricamente, uma via não-venérea pode existir, explicando a doença em meninas, incluindo recém-nascidos. 
No recém-nascido, a tricomoníase pode ocorrer durante a passagem de parto, em consequência da infecção materna. Isso ocorre devido a não medidas profiláticas contra a parasitose durante a gestação ou assintomática. Para infecção do trato geniturinário, é necessárias modificações hormonais, que irá alterar no Ph. 
Meninas são infectadas: epitélio é influenciado pelos hormônios maternos, por isso recém-nascidos femininos adquirem. Assim, o epitélio escamoso da vagina da recém-nascida sofre ação de estrógenos maternos e pode permitir a colonização do parasito. Esse efeito hormonal desaparece em poucas semanas.
A tricomoniase é rara na infância, já que o ph vaginal não favorece o desenvolvimento da parasitose. Portanto, quando encontrada na criança, deve ser cuidadosamente pesquisada, averiguando-se a possibilidade de abuso sexual.
Na adolescência, é caracterizada pela alta atividade estrogênica, que acompanha mudanças anatômicas fisiológicas em órgãos genitais.
Ela é autolimitada em homens, sendo assintomáticos, sendo vetores biológicos da doença. Isso se deve a secreções prostáticas ou a eliminação mecânica dos protozoários, durante a micção. Uma correlação da presença do parasito no trato urogenital é a infertilidade. Caso sintomático é uretrite inespecífica (dor ao urinar).
 Se tratar com antibiótico e não funcionar para caso suspeito de infecção urinaria, deve-se pedir exame de tricomoníase.
Agente etiológico 
Espécie Trichomonas vaginalis, patogênica. Trichomonas tenax, Trichomonas hominis em humanos.
T.vaginalis é anaeróbio facultativo, crece em ph 5-7,5. Fontes de alimento: glicose, frutose e maltose. Ele é desprovido de mitocôndrias, mas possui grandulos densos, portadores de PFOR, enzima que transforma piruvato em acetato e libera ATP com hidrogênio.
Estruturas de identificação: Flagelos anteriores, membranas ondulantes, membrana e em alguns casos, núcleo.
Morfologia 
Os espécimes são vivos elipsoides ou ovais. Tem capacidade de formar pseudopodes, usado para capturar alimentos e se fixar em partes solidas. Não possui forma cística.
Reprodução feita por divisão binaria longitudinal. A doença é venérea e o homem é vetor biológico (assintomáticos), eles são levados da uretra pelo esperma para a vagina.
Atualmente, transmissão não sexual é rara e pode ocorrer durante o parto 
Patologia
A resposta inflamatória gerada pela T. vaginalis pode conduzir direta ou indireta alterações como parto prematuro, baixo peso em recém-nascidos, natimortos ou morte neonatal.
O risco de infertilidade é duas vezes maior em quem não tem. Ela causa uma doença inflamatória pélvica pois infecta o trato geniturinário superior, causando resposta inflamatória que destrói a estrutura da tuba urinaria.
T. aumenta a chance de adquirir HIV. Ela provoca resposta agressiva inflamatória, causando pontos hemorrágicos. Essa resposta inflamatória induz infiltração de leucócitos, incluindo células alvo-HIV como linfócitos cd4+ e macrófagos. Os pontos hemorrágicos então são pontos diretos para o vírus. Já a migração das células de defesas para um local faz com que os vírus fiquem livres. Ela também degrada o inibidor de protease leucocitária secretória, que tem como função bloquear o ataque do HIV. 
Quando tem HIV e com T: Pode passar com mais facilidade o HIV, pois ele libera um liquido que possui células de transmissão. Por isso, tratar também ira reduzir o HIV. A causa inicialmente é de quem tem T. mas não HIV, como no caso acima.
Mecanismo de patogênese: Inicialmente temos um aumento do ph, onde o organismo cresce em ph maior que 5, com redução de Lactobacillus acidophiluse com aumento de bactérias anaeróbicas. Após, ocorre formação de pseudopodes, fazendo internalização e degradação de células imunes do hospedeiro. Por fim, ocorre aderência e citotoxidade exercida com adesinas e integrinas pelo parasita sobre células do hospedeiro. Esses pontos são os fatores de virulência. As moléculas de cisteina-proteinases, que tem capacidade de degradar IgM, IgG e IgA também estão presentes na vagina após infecção.
CDF: epitélio fica mais frouxo, onde o T. se prende. Ela ainda possui adesinas e integrinas
Transmissão 
Por relação sexual, onde o protozoário pode ficar por uma semana no prepúcio do homem após relação com a mulher.
Sinais e sintomas
Mulheres: vaginite com corrimento vaginal, fluido abundante de cor amarelo-esverdeada, bolhoso, de odor fétido, frequente período pos- menstrual. Processo infeccioso . Mulher tem dores nas relações sexuais devido ao processo inflamatório, poliúria e disúria. Vagina com edema e eritematosa, com erosão e postos hemorrágicos na parede cervical com ‘’aspecto de morango’ ’. É mais sintomática durante a gravidez devido a ação hormonal. Na mulher adulta, o exocervice é susceptível, enquanto o endocervice é raramente.
Homem: É assintomático, e em alguns casos sintomáticos, tem uretrite; de manhã, fluxo leitoso ou purulento com leve sensação de prurido na uretra. Parasitas podem subir a próstata (prostatite) e uretra, podendo causar infertilidade. O protozoário pode se localizar na próstata, uretra, bexiga ou vesícula seminal.
Diagnostico
O diagnóstico não pode ter como base somente a apresentação clinica, pois só 2% apresente aspecto de morango e 20% com corrimento espumoso. Por isso, é necessário diagnostico laboratorial.
Coleta em homens; coletado pela manhã, onde o paciente não pode ter urinado. O material é colhido com swab de algodão. Deve ser examinado o sedimento centrifugado da primeira urina matinal. O material subprepucial são coletados com swab de algodão molhado em solução salina para determinado grupo de infectados.
Em mulheres: Não deve realizar higiene vaginal durante 24h, sem uso de medicamentos tricononiacos. 
Exames: não coradas para identificação do flagelo, onde o protozoário perde sua motilidade. A preparação fixada e corada é devida as limitações do exame microscópico direto, com variedade nos métodos da coloração indicado para T. vaginalis.
Presença em exame de urina ou em preventivo =, além do exame especifico para Tricomonas.
Tratamento
Promove cura em mais de 90% dos casos com metronidazol. Feita com 2 gramas em dose única. Quando a infecção não é curada ou é recorrente, deve-se administrar em intervalo de 4-6 semanas, sem aumento da dose. O tratamento tem de ser feito com o paciente e de seu parceiro sexual. 
 Em cepas resistentes = Tinidazol: 2 gramas em dose única, ou metronidazol com 2 gramas em dose única e, após 24 horas, mais dois gramas também em dose única, também terá que tratar parceiro e paciente.
Tratamento em gestantes= com metronidazol não aconselhável via oral no primeiro trimestre de gestação. É usado gel de metronidazol a 0,75% em 12/12 horas. O parceiro sexual é tratado pela via oral em dose de 2 gramas. Após o 1 trimestre, pode usar via oral em dose de 500mg em 12/12 h por 7 dias. Deve-se tratar o parceiro sexual.
Profilaxia 
É uma DST, sendo a prevenção igual a todas DST, como uso de preservativo, além de abstinência de contatos sexuais com pessoas infectadas. 
A administração de um tratamento imediato, tanto para os casos sintomáticos como para os assintomáticos, ou seja, tratamento simultâneo para parceiros sexuais, mesmo que a doença tenha sido diagnosticada em apenas um dos membros do casal.

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