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FISIOLOGIA DO SISTEMA 
DIGESTIVO/ DIGESTÓRIO
Subdivisõe: 
Boca,
Faringe, 
Esôfago, 
Estômago, 
Intestino Delgado e 
Intestino Grosso
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Introdução
◦ Decompõe os alimentos para disponibilizar os 
nutrientes em potencial
◦ Os nutrientes são convertidos em moléculas simples 
para absorção pelo intestino
Músculo liso do TGI
 Funciona como sincício
 Camada muscular longitudinal e Circular
Movimentos
 Propulsão: Sentido unidirecional 
 Mistura
Controle Neural
 Neurônios Sensoriais
 Sistema Nervoso autônomo
 Reflexos
Controle Hormonal
 Gastrina
 Colecistocinina
 Secretina
 Peptídeo inibidor gástrico
 Motilina
Circulação
 Controle do fluxo: SNA e metabólicos
 Vilo
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Subdivisões – Boca, Faringe, Esôfago, Estômago, Intestino 
Delgado e Intestino Grosso
 Boca 
◦ Dentes: Estruturas calcificadas, presas ao maxilar 
superior e mandíbula. 
◦ Mastigação – ruptura mecânica e mistura de partículas 
alimentares com secreções das glândulas salivares
◦ Saliva – lubrifica as partículas alimentares e contém -
amilase (ptialina) – inicia digestão de amido, ajuda a limpar 
os dentes. Lipase salivar.
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Boca – Glândulas Salivares
◦ Submandibulares
◦ Parótidas
◦ Sublinguais
CONTROLE DO FLUXO SALIVAR:
◦ SNA Parassimpático – promove a secreção salivar;
◦ Alça reflexa intrínseca – alimento na boca; 
◦ Controles extrínsecos – estímulos visuais, olfativos ou 
mentais
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Boca – Glândulas Salivares 
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Deglutição – fases 
◦ Oral – voluntária – o material é empurrado para o 
fundo da boca pela língua. 
◦ Faríngea – reflexa (duração de 1s) – estímulos 
desencadeiam contrações musculares ordenadas 
empurrando o alimento em direção ao esôfago.
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Deglutição – fases 
◦ Esofágica – reflexa
– abertura do esfíncter esofágico superior 
fechamento da epiglote (cobre a traquéia)  onda
peristáltica leva o bolo alimentar até o estômago 
ao aproximar do estômago ocorre relaxamento do
esfíncter esofágico inferior (esfíncter cardíaco) 
relaxamento receptivo gástrico.
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Deglutição
Fases:
 Oral
 Faríngea
 Esofágica 
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Deglutição – Alterações 
◦ Lesões do tronco cerebral e anestésicos gerais –
deprimem a fase faríngea (aspiração pulmonar) 
◦ Cafeína e álcool – inibem a contração do músculo liso 
do esfíncter esofágico inferior (podendo haver 
refluxo e causar irritação ácida no esôfago – azia)
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Esôfago
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Hiato esofágico
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Estômago 
◦ Apresenta várias camadas de músculo liso, possui 
função de mistura, armazenamento e início da 
digestão de proteínas. 
◦ Corpo e Fundo – especializados em armazenamento 
(relaxamento muscular permite expansão à entrada 
de alimentos).
◦ Antro – especializado em misturar o alimento às 
secreções gástricas, formando material semi-sólido 
denominado “Quimo”.
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Estômago: Fundo, Corpo e Antro 
–Piloro – região de 
músculo liso, entre 
o antro e o intestino 
delgado
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Estômago – Secreção
 Funções: 
◦ Facilitar a redução de partículas a quimo
◦ Digestão de proteínas e ácidos nucléicos
◦ Transformar a forma inativa das enzimas proteolíticas 
gástricas (pespinogênio) em formas ativas (pepsinas)
◦ Destruir bactérias ingeridas 
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Estômago – Secreção 
◦ Principais ou Pépticas – secretam pepsinogênio;
◦ Parietais ou Oxínticas – secretam HCl e fator intrínseco 
necessário a absorção de vitamina B12; 
◦ Células G – secretam gastrina – estimula a secreção 
ácida, de pepsinogênio e da motilidade gástrica 
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Secreção gástrica
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção Gástrica – Ácida
A
Cl- Cl-
HCO3
- HCO3
-
CÉLULA PARIETAL
C
P
Cl-
K+ K+
H+ H+
CO2 + H2O
AC
H2CO3
PLASMA LUZ
A - Antiporte
C - Simporte
P - Bomba de
Prótons
HCl
ATPADP
Maré
alcalina
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Estômago – Motilidade 
◦ Funções – mistura de alimentos às secreções gástricas 
para formar o quimo.
◦ Nas primeiras horas após as refeições, contrações 
lentas e fracas do corpo de estômago forçam o 
conteúdo gástrico em direção ao antro
◦ A mistura do alimento com HCl, muco e enzimas 
ocorre na parte inferior do Corpo e no Antro
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Estômago – Motilidade 
◦ Propulsão – os alimentos passam pelo antro em 
direção ao piloro
◦ Retropulsão – Ao chegar ao piloro, este se contrai, 
porém alguns mililitros do conteúdo gástrico escapa e 
o restante é forçado a voltar para o antro.
◦ O esvaziamento gástrico acelera-se gradualmente, mas 
o esvaziamento total requer algumas horas (6 a 8h)
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Estômago: 
Motilidade
◦ Propulsão 
e 
Retropulsão 
Secreção de HCl
 ESTIMULA
 Vago (R. Muscarínico)
 Gastrina (CCK)
 Histamina (R H2)
 INIBE
 Somatostatina
 Prostaglandinas
Hormônios Parácrinos
 Somatostatina
 Secretado na mucosa 
gastointestinal em resposta 
ao pH baixo.
 Função: Inibe secreção de 
H+
 Hipotálamo e pâncreas 
também secretam.
 Histamina
 Secretado na mucosa 
gastrointestinal, na região 
secretora de H+, onde 
estimula a esta secreção.
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino Delgado 
◦ Principal local de digestão e absorção dos alimentos 
◦ É dividido em três partes com base em sua função:
◦ Duodeno – segmento de 20 cm de comprimento, 
imediatamente distal ao piloro, onde as secreções do 
fígado e do pâncreas são lançadas
◦ Jejuno – segmento de 250 cm logo após o duodeno
◦ Íleo – segmento de 400 cm logo após o jejuno
Hormônios Intestinais
Colecistocinina (CCK):
 Promove digestão e absorção de gorduras
 Estímulo para produção: 
 Monoglicerídeos e ácidos graxos; 
 Pequenos peptídeos e aminoácidos
CCK – funções:
 Contração da vesícula biliar
 Secreção de enzimas pancreáticas
 Secreção de bicarbonato pelo pâncreas
 Crescimento pancreático exógeno e da 
vesícula biliar
 Inibição do esvaziamento gástrico
Secretina - Funções
 Promove secreção pancreática e biliar de 
bicarbonato, que neutraliza pH do lúmen 
do intestino delgado.
 Inibe secreção de H+ no estômago.
Peptídeo Insulinotrópico
dependente de Glicose (GIP)
 Produzem a maioria das funções da secretina.
 Secretado em resposta a todos os 
macronutrientes.
 Estimula secreção de insulina.
 Carga oral de glicose estimula GIP.
 Inibe secreção de H+.
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino Grosso 
◦ Dividido em Cólon (ascendente, transverso, 
descendente e sigmóide) e reto, com 1/3 da extensão 
do delgado.
◦ Possui função de armazenamento de fezes e absorção 
de água 
◦ Ânus – abertura da parte mais distal do intestino 
grosso (reto) regulado por dois esfíncteres (esfíncter 
anal interno e externo) 
Visão Geral do 
Sistema Digestório
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino – Histologia: Composto por 4 tipos de 
tecidos:
◦ Tecido conjuntivo (serosa);
◦ Muscular longitudinal e Muscular circular
◦ Plexo mioentérico (Auerbach) e Plexo submucoso 
(Meissner)
◦ Submucosa (tecido conjuntivo, vasos sangüíneos, linfáticos e 
glândulas), 
◦ Mucosa (muscular da mucosa, lâmina própria e epitélio)
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino – Histologia (camadas) 
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino – Histologia 
◦ Epitélio – composto por vilosidades onde se 
encontram aberturas (Criptas de Lieberkühn)
◦ Muscular da mucosa – enruga o epitélio em sulcos 
denominados pregas circulares (Pregas de Kerckring) 
◦ Plexos de Auerbach e Meissner – constituem o sistema 
nervoso entérico, responsável pelas funções muscular 
e glandular com reflexos locais ou longos 
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino – Histologia 
 Pregas de Kerckring
Cripta de Lieberkühn
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino – Histologia 
 Cripta de Lieberkühn 
e vilosidades
vilosidades
Cripta de 
Lieberkühn
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino – Área de Superfície 
◦ As pregas circulares e as vilosidades  de 10 a 30 
vezes a área da luz intestinal e  adicional ocorre por 
microvilosidades nas células epiteliais (borda em 
escova).
◦ O intestino grosso tem diâmetro 50% maior e 
comprimento 33% menor que o delgado, porém por 
ser desprovido de vilosidades corresponde a apenas 3 
ou 4% da área de superfície gastrintestinal total
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Intestino – Renovação 
Celular Epitelial 
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Funções Motoras – Intestino delgado
◦ Peristaltismo – ondas de contração e relaxamento e só 
ocorre com sistema nervoso entérico intacto 
◦ Reflexo Gastrentérico – distensão gástrica  plexo 
mientérico  o peristaltismo 
◦ Hormônios – secretina e glucagon (inibem) e
gastrina, colecistocinina, insulina (estimulam); 
◦ Também possuem Contrações Segmentares (de mistura)
Potencial de ação
 Músculo liso, tipo unitário
 Junções comunicantes
 Células marcapasso (Células de Cajal)
 Abertura cíclica de canais de Ca++
 Contrações tônicas (basais)
 Contrações fásicas (quanto maior nº de 
potenciais de ação, maior a contração)
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Funções Motoras – Intestino delgado
Peristaltismo
Segmentação
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Sistema Nervoso Entérico
◦ Funciona como um “cérebro visceral” para o TGI 
◦ Quimiorreceptores e mecanorreceptores – recebem 
estímulos para neurônios efetores dar origem a 
respostas secretoras ou contráteis
◦ Sofre influências do Parassimpático (contrações ou 
secreções) e SNA Simpático (relaxamento muscular e 
contração esfincteriana)
 Intestino 
 Sistema 
Nervoso 
Entérico
Quimio e 
mecanoceptores
Lúmen do tubo gastrintestinal
Mucosa
Submucosa
Plexo submucoso
Plexo mioentérico
Efetor – músculo 
longitudinal
Fibra nervosa pré-
ganglionar do PSP
Controle 
hormonal
Capilar
Efetor 
Músculo circular
Corpo celular dos Quimio 
e mecanoceptores
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Funções Motoras – Cólon 
 Haustrações
◦ Protrusões saculares do intestino grosso oriundas de 
contrações do músculo circular e longitudinal 
(provocam pequeno movimento do conteúdo do 
cólon) – facilitam absorção
 Movimentos Propulsivos ou de massa
◦ Movimentos com duração de 10 a 30 minutos que 
ocorrem na 1ª h após o desjejum 1 ou 2 vezes ao dia
◦ Distensão do estômago e duodeno estimulam Mov.
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Defecação - Funções Motoras 
 Esfíncter anal interno 
◦ Espessamento muscular liso circular no interior do 
ânus
 Esfíncter anal externo 
◦ Músculo voluntário estriado que circunda o esfíncter 
interno (se estende distalmente a este)
 Reflexo intrínseco de defecação 
◦ Distensão da parede retal  plexo mientérico 
ondas peristálticas no cólon descendente, sigmóide e 
reto e relaxamento do esfíncter anal interno
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Reflexo Parassimpático da Defecação 
◦ Terminações nervosas retais  medula espinhal 
parassimpático  nervos pélvicos – peristaltismo no 
cólon descendente, sigmóide, reto e relaxamento do 
esfíncter anal interno com possível relaxamento do 
esfíncter anal externo (voluntário)
◦ Obs: sinais aferentes na medula espinhal podem causar 
inspiração profunda, fechamento da glote, contração 
dos músculos da parede abdominal e abaixamento do 
assoalho pélvico
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Fluxo Sangüíneo intestinal
 Circulação Esplâncnica 
◦ Regulação do fluxo sangüíneo 
1: a)  O2  liberação de adenosina  vasodilatação 
b) liberação de peptídeos hormonais (colecistocinina, 
gastrina e secretina  vasodilatação) 
2: SNP  vasodilatação; SNS  vasoconstrição 
Funções Secretoras do TGI
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Funções Secretoras do TGI
 Secreção Salivar
◦ Estimulação tátil (provenientes da língua e outras 
áreas da boca); Sabores (principalmente ácidos); 
Odores (favoritos)  SNA Parassimpático 
Secreção Salivar
◦ Obs: irritantes gástricos e intestinais estimulam a 
secreção salivar
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Funções Secretoras do TGI
 Secreção Esofágica 
◦ Caráter mucóide – proporciona lubrificação para a 
deglutição
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
 Funções Secretoras do TGI
 Secreção Gástrica – (pH – 1,0 a 3,5)
◦ Glândulas Oxínticas ou Parietais – localizadas no 
corpo do estômago (produtoras de ácido clorídrico) 
◦ Glândulas Pépticas ou Principais –localizadas no antro 
são produtoras de pepsinogênio em resposta a ACh 
liberada pelo Vago ou à presença de ácido no local.
◦ Muco
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção Gástrica Oxíntica – Ácido
 Estímulos
◦ 50% –SNA Parassimpático  nervos vagos 
sistema nervoso entérico  glândulas gástricas
◦ 50% – distensão do estômago, estímulos táteis e 
químicos (aminoácidos) na mucosa
◦ O estímulo vagal ou reflexos locais  secreção de 
Gastrina, colecistocinina e secretina (incrementa a 
secreção de HCl em até 8 vezes)
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção Gástrica Péptica – Pepsinogênio
 Secreção: Pepsinogênio
◦ Pepsinas – catalisam a hidrólise de proteínas em 
triptofano, tirosina e leucina para absorção 
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção Pancreática –1.000 ml/dia (pH = 8,0 a 8,3) 
 Suco Pancreático
◦ Secretado em resposta a presença de quimo no 
duodeno com características de acordo com o 
constituinte do Quimo
◦ Composição – enzimas para digestão de proteínas 
(tripsina e quimiotripsina e carboxipeptidase), de 
carboidratos (amilase pancreática) e gorduras (lipase
pancreática) ativadas após secreção no intestino
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção Pancreática 
 Suco Pancreático
◦ Inibidor da Tripsina – impede a ativação da tripsina 
tanto no interior das células, como nos ácinos e 
ductos do pâncreas
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção Pancreática 
 Íons Bicarbonato e H2O
◦ Secretados pelas células epiteliais dos ductos para 
neutralizar o ácido que passa do estômago para o 
duodeno evitando lesões
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção Pancreática– Regulação 
◦ Acetilcolina – liberada pelo Vago e outros nervos 
colinérgicos locais
◦ Colecistocinina – secretada pela mucosa duodenal e 
porção superior do jejuno em resposta a presença 
de quimo (chega ao pâncreas através do sangue)
◦ Obs: ambas ativam mais as células acinares (suco 
pancreático) que as células ductais (HCO3
- e H2O)
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção Pancreática – Regulação
◦ Secretina – secretada pela mucosa duodenal e 
porção superior do jejuno em resposta a presença 
de quimo altamente ácido.
◦ Induz células acinares a secretar grande quantidade 
de líquido com alta concentração de íons HCO3
-
proporcionando pH adequado para ação das enzimas 
pancreáticas e protegendo a mucosa da ação ácida. 
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção de Bile - 1000 ml/dia (pH = 7,8) 
 Sais Biliares
◦ a) Emulsificam grandes partículas de gordura em 
pequenas para serem atacadas pela lipase pancreática
◦ b) Auxiliam no transporte e absorção dos produtos 
finais da digestão de gorduras
◦ Meio de excreção – produtos e substâncias 
presentes no sangue
 Secreção de Bile 
Hepatócitos
Ducto hepático
Ducto cístico
Vesícula
biliar
Ducto 
colédoco
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Bile – Armazenamento e Concentração
◦ Armazenamento: vesícula biliar 
◦ Esvaziamento:
◦ a) Alimentos gordurosos no duodeno (liberação de 
colecistocinina)  contração da vesícula. 
◦ b) Colecistocinina + peristaltismo do colédoco e do 
duodeno  abertura do esfíncter de ODDI
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreção de Colesterol e Formação de Cálculos
◦ Sais biliares são formados a partir de colesterol 
secretado na bile (1 a 2 g por dia) 
◦ Colesterol – é insolúvel em água, porém nos sais 
biliares forma micelas ultramicroscópicas solúveis
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreções do Intestino Delgado – 1.800 ml/dia 
 Secreção Muco pelas Glândulas de Brunner
◦ Localizadas no início do duodeno 
◦ Secreção – muco alcalino em resposta a: 
1) estímulos táteis ou irritantes na mucosa adjacente; 
2) estimulo vagal e 
3) secretina 
◦ Função – proteger a parede duodenal da digestão 
pelo suco gástrico
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreções do Intestino Delgado
 Secreção Digestiva:
 Estímulo – presença de quimo no intestino 
◦ Peptidases – decompõe peptídeos em aminoácidos 
◦ Sacarase, maltase, isomaltase e lactase – decompõe 
dissacarídeos em monossacarídeos
◦ Lipase Intestinal – decompõe gorduras neutras em 
glicerol e ácidos graxos 
Fígado
 Secretar a bile, líquido que atua no emulsionamento 
das gorduras ingeridas;
 Formar glicogênio, que é armazenado; 
 Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células;
 Metabolizar lipídeos;
 Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue;
 Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, 
 Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou 
anormais, transformando sua hemoglobina em 
bilirrubina.
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Secreções do Intestino Grosso – 200 ml/dia 
 Muco 
◦ Criptas de Lieberkühn – secretam muco por estímulos 
táteis locais e pelo Parassimpático (proteção contra 
escoriações e ação de bactérias). 
◦ Estimulação Parassimpática Intensa – secreção intensa 
de muco  da motilidade (defecação de muco com 
pouca ou nenhuma matéria fecal – diarréia).
◦ Obs: irritação intensa (enterite)  secreção intensa de 
água e eletrólitos (diarréia e desidratação). 
Outros hormônios
Grelina:
 Fome
 Produzidos pelo 
estômago.
Leptina:
 Inibe apetite e 
aumenta gasto de 
energia
 Produzidos pelos 
adipócitos
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Digestão e Absorção dos Vários Alimentos 
 Digestão de Carboidratos 
Amidos
Maltose Lactose Sacarose
Glicose Galactose Frutose
Absorção
Hidrolisados na boca (pela ptialina), no estômago (pelo 
ácido clorídrico) e no intestino (amilase pancreática)
Maltase Lactase Sacarase
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Digestão e Absorção dos Vários Alimentos 
 Digestão das Gorduras 
◦ Triglicerídios (1 núcleo glicerol e 3 ácidos graxos)
◦ Glóbulos de menor tamanho
◦ Monoglicérideos e ácidos graxos (dissolvem nas 
micelas)  absorção 
Hidrolisados no delgado pela 
lipase pancreática (95 a 99%) 
Emulsificação pelos 
sais biliares
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Digestão e Absorção dos Vários Alimentos 
 Absorção das Gorduras 
◦ Monoglicérides e ácidos graxos  agregam-se no 
RSP e no complexo de golgi  formação de 
glóbulos de colesterol (quilomicrons)  exocitose 
 linfa  ducto torácico  grandes veias cervicais
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Digestão e Absorção dos Vários Alimentos 
 Digestão das Proteínas (98%)
◦ Proteínas (carnes e vegetais)
◦ Proteoses, Peptonas e Polipeptídeos
◦ Polipeptídeos + Aminoácidos
◦ Aminoácidos  absorção 
Tripsina, quimiotripsina, carboxipeptidase
Pepsina
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Absorção de líquidos 
◦ Absorção diária – (1,5 litros ingeridos) + (7,0 litros 
secretados)
◦ Estômago – pouca absorção (apenas substâncias 
muito lipossolúveis – ex: álcool)
◦ Mucosa Intestinal – Pregas circulares das vilosidades 
 10 a 30 vezes área do lúmen intestinal e  adicional 
pelas microvilosidades nas células epiteliais (borda em 
escova – 2 bilhões/cm2)
◦ Obs: área total de absorção cerca de 200 m2.
Absorção de Nutrientes:
 Íons Na+, Cl-, etc.: 
Transporte ativo
 Ferro: Ver figura
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Absorção no I. Grosso – Formação das Fezes 
◦ Cólon – recebe 1.500 ml diários de quimo e a maior 
parte da água e eletrólitos são absorvidos, restando 
nas fezes 50 a 200 ml de líquido
◦ Eletrólitos – Na+ (transporte ativo) e Cl- (gradiente 
elétrico) causando gradiente osmótico (absorve água) 
◦ Bactérias – numerosas estão presentes no cólon 
absortivo e formam: vitamina K, vitamina B12, tiamina 
(vit. B1), riboflavina (vit. B2) e gases (flatos)
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Absorção no I. Grosso – Composição das Fezes 
◦ 3/4 – Água 
◦ 1/4 – Matéria Sólida (30% – bactérias mortas; 10 a 
20% – gordura, 10 a 20% – matéria inorgânica; 2 a 3% 
– proteínas e 30% – resíduos alimentares não 
digeridos, pigmentos biliares e células descamativas) 
◦ Coloração – determinada por derivados da bilirrubina
◦ Odor – determinado pelos produtos da ação 
bacteriana (depende da flora e do alimento ingerido) 
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Constipação 
◦ Movimento vagaroso de fezes ao longo do intestino 
grosso
◦ Causas – hábitos irregulares (inibição dos reflexos 
normais de defecação)
◦ Obs: abuso de laxativos – substitui função intestinal 
natural e o cólon torna-se atônico, daí a importância 
de hábitos intestinais regulares desde o início da vida
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Diarréia 
◦ Rápido deslocamento de matéria fecal ao longo do 
intestino grosso 
◦ Causas – infecções do trato gastrintestinal (enterites)
◦ Diarréia Infecciosa – mais comum no íleo distal e no 
cólon com a mucosa se tornando irritada e atividade 
secretora aumentada. Ex: cólera – pode causar perda 
excessiva de líquidos e morte em 24 h
◦ Tratamento – se faz principalmente por hidratação
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Vômito 
◦ Meio pelo qual a porção superior do trato digestivo 
se livra de seu conteúdo (irritação, distensão ou 
excitação excessiva)◦ Origem dos estímulos – qualquer parte do tubo 
digestivo (Obs: duodeno causa estímulo mais intenso)
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Vômito – Ato 
◦ 1) Inspiração profunda  Elevação do osso hióide e 
da laringe (manter o esfíncter esofágico superior 
aberto)  Fechamento da glote  Elevação do 
palato mole (fechamento das coanas)  contração 
do diafragma e dos músculos abdominais 
compressão do estômago ( pressão intragástrica) 
 relaxamento do esfíncter esofágico inferior 
(permitindo que o conteúdo gástrico seja expelido)
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Gases no Trato Digestivo – Flatulência
◦ Fontes – ar deglutido, gases liberados da ação 
bacteriana, difusão de gases do sangue para o TGI
◦ Estômago – são constituídos por N2 e O2 derivados 
do ar deglutido 
◦ Intestino Delgado – pouco gás (apenas o que passou 
pelo estômago)
◦ Intestino Grosso (CO2, metano e hidrogênio) – deriva 
da ação bacteriana, principalmente sobre alguns tipos 
de alimentos (feijão, repolho, cebola, couve-flor, etc) 
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Distúrbios Gastrintestinais – Gastrite 
◦ Inflamação na mucosa gástrica, comum na população 
podendo ser aguda e grave com escoriação da 
mucosa pelas secreções pépticas do estômago 
◦ Etiologia – sugestiva de infecção bacteriana 
(Helicobacter pylori)
◦ Fatores agravantes – fatores que lesem a barreira 
mucosa (Álcool – destrói a camada de muco e AINEs –
inibem a liberação de prostaglandina, causando  na 
camada de muco)
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
 Distúrbios Gastrintestinais – Úlcera Péptica 
◦ Área da mucosa escoriada por ação do suco gástrico, 
principalmente nos primeiros centímetros do 
duodeno, pequena curvatura, antro gástrico e mais 
raramente na extremidade inferior do esôfago 
◦ Etiologia geral – secreção excessiva de suco gástrico 
em relação à proteção assegurada
Distúrbios Gastrointestinais
Aterosclerose
Síntese de colesterol
Fármacos inibem HMG Co A redutase; Ex. Lovastatina
Dieta rica em fibras
VITAMINA USO NO CORPO
AVITAMINOSE 
(DEFICIÊNCIA)
PRINCIPAIS FONTES
A
(retinol)
Componente de pigmentos visuais, importante 
na manutenção e integridade dos 
epitélios; combate os radicais livres; evita a 
“cegueira noturna”.
cegueira noturna, xeroftalmia 
(olhos secos); espessamento 
da córnea, lesões de pele.
vegetais amarelos (cenoura, 
abóbora, batata doce, milho), 
pêssego, nectarina, ovo, leite e 
derivados.
B1
(tiamina)
Auxilia na oxidação dos carboidratos 
(coenzima da respiração celular); estimula o 
apetite, mantém o tônus muscular e o bom 
funcionamento do sistema nervoso, previne o 
beribéri (enfraquecimento dos músculos que 
pode levar a uma total paralisia).
perda de apetite, fadiga 
muscular, nervosismo, 
beribéri (deficiência 
cardíaca, neurite)
cereais integrais, feijão, fígado, 
carnes, ovos, fermento de 
padaria, vegetais folhosos.
B2
(riboflavina)
Auxilia a oxidação dos alimentos (componente 
do FAD e de outras coenzimas do 
metabolismo energético). Essencial à 
respiração celular; mantém a tonalidade 
saudável da pele. Atua na coordenação 
motora.
lesões de epitélios: ruptura 
da mucosa da boca, dos 
lábios, da língua e das 
bochechas.
vegetais folhosos (couve, 
repolho, espinafre etc), carnes 
magras, ovos, fermento de 
padaria, fígado, leite.
B3
(niacina ou ácido 
nicotínico)
Mantém o tônus nervoso e muscular e o bom 
funcionamento do aparelho digestivo. 
Componente do NAD e do NADP, importantes 
na respiração celular e fotossíntese, 
respectivamente.
inércia e falta de energia, 
nervosismo extremo, 
distúrbios digestivos, pelagra 
(diarréia crônica, dermatite e 
alterações neurológicas).
fermento de padaria, carnes 
magras, ovos fígado, leite, 
cereais integrais, legumes.
B6
(piridoxina)
Auxilia a oxidação dos alimentos, mantém a 
pele saudável; coenzima do metabolismo dos 
aminoácidos.
doenças de pele, distúrbios 
nervosos, inércia e extrema 
apatia, cálculos renais.
fermento de padaria, cereais 
integrais, fígado, carnes magras, 
leite, peixe, cereais integrais e 
verduras.
Fonte: Ana Luiza Vilela
B12
(cianocobalamina)
Importante na fabricação dos glóbulos vermelhos 
do sangue e no bom funcionamento das células do 
corpo (coenzima do metabolismo dos ácidos 
nucléicos; importante na divisão celular).
anemia perniciosa, hemácias 
malformadas, alterações 
neurológicas.
fígado, peixe, carne, ovos.
Ácido fólico (*)
Coenzima do metabolismo dos ácidos nucléicos e 
dos aminoácidos.
anemia, diarréia
folhas verdes, cerais integrais, 
fígado.
Ácido pantotênico
Componente da coenzima A, sendo importante na 
respiração celular.
fadiga, distúrbios do sono, 
incoordenação motora.
amplamente distribuído na dieta.
Biotina Coenzima do metabolismo dos aminoácidos.
fadiga, depressão, náusea, 
dermatite, dor muscular.
verduras, legumes e carnes.
C (*)
(ácido ascórbico)
Mantém a integridade dos vasos sanguíneos e a 
saúde dos dentes. Importante na cicatrização de 
feridas e queimaduras, na absorção de ferro e no 
combate aos radicais livres. Previne infecções e o 
escorbuto (hemorragias espontâneas nas 
mucosas, redução na ossificação e deficiência nos 
processos de cicatrização)
inércia e fadiga em adultos, 
insônia e nervosismo em 
crianças, sangramento das 
gengivas, dores nas juntas, 
dentes alterados, escorbuto
frutas cítricas (limão, lima, laranja), 
tomate, couve, repolho e outros 
vegetais folhosos, pimentão.
D (**)
(calciferol)
Atua no metabolismo do cálcio e do fósforo; 
mantém os ossos e os dentes em bom estado; 
previne o raquitismo (alterações e deformidades do 
esqueleto) em crianças e a osteomalácia 
(amolecimento dos ossos) nos adultos.
problemas nos dentes, ossos 
fracos, contribui para os 
sintomas de artrite, raquitismo
óleo de fígado de bacalhau, fígado, 
ovos, leite e derivados, cereais.
E
(tocoferol)
Promove a fertilidade, previne o aborto; atua no 
sistema nervoso involuntário, no sistema muscular 
e nos músculos involuntários; previne danos à 
membrana celular; ajuda a combater os radicais 
livres.
esterilidade em homens, aborto
óleo de germe de trigo, carnes 
magras, laticínios, alface, óleo de 
amendoim, peixes, folhas verdes.
K
(naftoquinona)
Atua na coagulação do sangue (produção de 
fatores de coagulação pelo fígado), previne 
hemorragias
hemorragias graves, 
sangramentos internos
vegetais verdes, tomates, castanha, 
sementes oleaginosas.
Obesidade
 Prevalência ~10%
 Sobrepeso + Obeso= 40%
 Causas: Genética e fatores ambientais
Fatores causadores
Hipotálamo
 Centro da fome
 Centro da saciedade, se destruído gera 
obesidade
 Teoria Glicostática: Metabolismo da 
glicose diminui, estimula centro da fome
 Teoria Lipostática:Tecido adiposos modula 
ingestão alimentar
Peptídeos que modula a ingestão 
alimentar
 AUMENTA
 Neuropeptídeo Y
 Orexinas
 Grelina
 DIMINUI
 CCK
 Leptina
 CRH
 CART (transcrito 
regulado por cocaína 
e anfetamina)
Correlações
 Privação do sono e obesidade
Tratamento
 Atividade física
 Dieta hipocalórica
 Psicoterapia
 Cirurgias bariátricas
Anorexia
 A rejeição à comida (anorexia, com incidência de 1%) é 
classificada como um transtorno alimentar e suas 
vítimas são quase sempre (95% dos casos) mulheres 
jovens, de 15 a 20 anos.
 Um dos primeiros sintomas é a perda da noção que a 
pessoa tem da sua imagem corporal.
 Normalmente,essas pessoas só são levadas à 
tratamento quando a anorexia já está em nível elevado, 
ou seja, quando os sinais já são perceptíveis.
Sem tratamento:
 Desgasta emocionalmente.
 Debilita os órgãos.
 Provoca distúrbios associados à desnutrição.
 Lesa o aparelho digestivo quando há vômitos 
constantes.
 Provoca arritmias cardíacas.
 Amenorréia. 
 Recomeçando a alimentação à base de soros e 
líquidos
 Introduzir gradualmente alimentos pastosos até 
chegar aos sólidos.
 A pessoa também vai precisar reaprender a 
conviver com os outros durante as refeições
 A psicoterapia é muito importante
Bulimia nervosa
 Ingerem grandes quantidades de alimentos e 
depois eliminam o excesso de calorias através 
de jejuns prolongados, vômitos auto induzidos, 
laxantes, diuréticos ou na prática exagerada e 
obsessiva de exercícios físicos.
 Conseguem muitas vezes esconder seu 
problema das outras pessoas por anos.
Sintomas
 Interrupção da menstruação.
 Interesse exagerado por alimentos e desenvolvimento de 
estranhos rituais alimentares.
 Comer em segredo.
 Obsessão por exercício físico.
 Depressão.
Sintomas - Continuação
 Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
 Vômitos ou uso de drogas para indução de vômito, 
evacuação ou diurese.
 Alimentação excessiva sem nítido ganho de peso.
 Longos períodos de tempo no banheiro para induzir o 
vômito.
 Abuso de drogas e álcool.
 Consomem enormes quantidades de alimentos, 
geralmente sem valor nutritivo, para diminuir o 
estresse e aliviar a ansiedade.
 Pessoas com profissões ou atividades que 
valorizam a magreza, como modelos, bailarinos 
e atletas, são mais suscetíveis ao problema. 
Compulsão por alimento
 Comer em segredo.
 Depressão.
 Ingestão compulsiva e exagerada de 
alimentos.
 Abuso de drogas e álcool.
Segure a compulsão
 Faça um diário alimentar.
 Obedeça rigorosamente ao horário das refeições, comendo 
com intervalos de 4 a 5 horas.
 Jamais pule refeições.
 Quando, fora dos horários, surgir a vontade de comer, 
busque uma alternativa (caminhada, exercícios físicos etc.) 
que reduza a ansiedade.
 Antes de cada refeição, planeje o que você vai comer e 
prepare cuidadosamente a mesa e o prato.
 Preste a máxima atenção ao ato de comer. Não coma 
enquanto lê ou assiste televisão.
Distúrbios da deglutição
 Lesão do 9º e 10º par craniano.
 Lesão no centro da deglutição: Ex. 
encefalite.
 Paralisia muscular: Ex. Botulismo, 
miastenia grave.
Anormalidades da deglutição
 1- Abolição completa
 2- Falha no fechamento da glote
 3- Falha no palato mole e úvula fecharem 
as narinas
 Anestesia: Vômito na mesa cirúrgica e 
aspiração do conteúdo estomacal
Acalasia
 Lesão plexo mioentérico inferior no esôfago: ausência 
do relaxamento receptivo
Distúrbios do estômago
 Gastrite: Inflamação pode ser superficial 
ou profunda (atrofia da mucosa).
 Causa associada a Helicobacter pylori
Barreira Gástrica
 Muco
 Junções entre células epiteliais são de baixa 
permeabilidade
 Resultado: Suco gástrico não é absorvido normalmente.
 Na gastrite, aumenta a absorção podendo desenvolver 
úlcera gástrica.
Evolução da gastrite
 Úlcera
 Atrofia
 Anemia perniciosa
Úlcera Péptica
Suco gástrico
Proteção
(muco + suco 
pancreático)
Causas
 Conteúdo ácido e péptico alto
 Irritação
 Baixo suprimento sanguíneo
 Pouca secreção de muco
 Infecção H. pylore
Outros fatores
Tratamento
 Antibióticos
 Supressor ácido, antihistamínico
 Cirurgia (casos graves)
Distúrbios do intestino delgado
Insuficiência pancreática:
 1) Pancreatite
 2) Bloqueio do ducto pancreático por um 
cálculo na papila de Vater
 3) Remoção do pâncreas por doença
Pancreatite
 Inflamação do Pâncreas
 Causas: Álcool e bloqueio da papila de 
Vater (juntos causam 90 % dos casos)
 Acumula enzimas que superam a ação do 
inibidor da tripsina, tripsinogênio torna-se 
ativa= ativam enzimas e digerem o 
pâncreas.
Espru- má absorção pela mucosa
 Espru não-tropical: doença celíaca 
caracteriza pela ação destrutiva do glúten 
sobre os enterócitos.
 Nas formas mais leves, atingem apenas as 
microvilosidades, nas graves atingem a 
vilosidades.
 Tratamento: dieta livre de glúten.
Espru tropical
 Causada por agentes bacterianos na 
mucosa intestinal por agentes não-
identificados.
 Tratamento: Antibióticos
Má- absorção no espru
 Inicialmente, o comprometimento é maior 
na absorção de gorduras (esteatorréia).
 Comprometimento da vitamina K, B12, 
ácido fólico, cálcio, proteínas, 
carboidratos.
 Deficiência nutricional, condromalácia, 
anemia, alteração de coagulação.
Intestino Grosso
 Constipação. Ex. Espasmo do cólon 
sigmóide.
 Megacólon: constipação intensa causando 
distensão do cólon.
 Traumatismo na medula.

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