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NATAÇÃO ADAPTADA GABRIEL DO NASCIMENTO JOSÉ RODRIGUES LUÍS FELIPE RAFAEL PEREIRA RONDENY ARAÚJO A natação é um dos esportes mais completos e proporciona uma variedade de benefícios tanto para indivíduos em geral como para os portadores de algum tipo de deficiência física Para indivíduos com algum tipo de deficiência física, a natação é um dos esportes mais apropriados devido aos benefícios e às facilidades proporcionados pela execução de movimentos com o corpo imerso na água BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO ADAPTADA A natação desenvolve: - Coordenação; - Condicionamento aeróbio; - Fortalecimento muscular; - Reduz a espasticidade, e resulta em menos fadiga que outras atividades. Para pessoas com deficiência, a natação tem valor terapêutico, recreativo e também social. HISTÓRICO DA NATAÇÃO ADAPTADA Pouco se tem na literatura sobre a história da natação adaptada. Sabe-se, entretanto, que o uso de exercícios terapêuticos na água é mencionado em obras tão antigas como a de Aureliano, do final do século V , na qual recomenda natação no mar ou em nascentes quente. A do médico Jacques Delpech (1777-1838), que escreveu sobre a correção postural com aparelhos e enfatizou o valor da natação para a coluna vertebral. No final do século XIX e início do século XX, os exercícios aquáticos começaram a ser utilizados como meios corretivos eficientes, e as doenças reumáticas e do aparelho locomotor recebem o tratamento pioneiro nas estâncias termais europeias. Em 1924, Lowman organiza uma hidroginástica terapêutica, dentro de tanques ou piscinas, para portadores de poliomielite paraplégicos e portadores de outros problemas ortopédicos HISTÓRIA DA NATAÇÃO PARAOLÍMPICA A natação está presente no programa oficial de competições desde a primeira Paraolimpíada, em Roma, 1960. A primeira participação brasileira no quadro de medalhas ocorreu em Stoke Mandeville, 1984 com a conquista de uma medalha de ouro, cinco de prata e uma de bronze. Nos Jogos Paraolímpicos de Seul/1988, o país ganhou um ouro, uma prata e sete bronzes. Na Paraolimpíada de Barcelona, o esporte obteve para o Brasil três bronzes. O Brasil conquistou ouro nos Jogos Paraolímpicos de Atlanta, em 1996, através do atleta brasileiro José Afonso Medeiros, nos 50 metros borboleta na classe S7. Além de uma prata e sete bronzes. Em Sydney, a melhora no desempenho foi significativa, rendendo aos brasileiros seis ouros, dez pratas e seis bronzes. O melhor desempenho ocorreu mesmo em Atenas, onde o país conquistou 33 medalhas 14 de ouro, 12 de prata e sete de bronze. COMPETIÇÕES A entidade que controla a natação paraolímpica é o IPC – International Paralympic Committee, com atribuições semelhantes à FINA. Coordena as principais entidades esportivas internacionais que estabelecem as adaptações específicas para seus atletas: CP-ISRA (paralisados cerebrais), IBSA (deficientes visuais), INAS-FID (deficientes mentais), IWAS (cadeirantes e amputados). No brasil e quem coordena é a CPB – Comitê Paraolimpico Brasileiro. COMPETIÇÕES São oferecidos atualmente, no Brasil, campeonatos regionais, estaduais e brasileiros, todos esses gerenciados pelas confederações/associações nacionais por área de deficiência ou pelo CPB. Internacionalmente, são oferecidos, a cada quatro anos, os Jogos Paraolímpicos, campeonatos mundiais e jogos Parapan-americanos pelo IPC. As federações internacionais por área de deficiência (IBSA, IWAS, INAS-FID) também oferecem os mundiais que, assim como os outros eventos internacionais, se realizam de quatro em quatro anos, da seguinte forma: 1º ano: campeonatos regionais 2º ano: campeonatos mundiais 3º ano: campeonatos regionais 4º ano: Jogos Paraolímpico COMPETIÇÕES As competições são divididas em categorias masculinas e femininas. As baterias podem ser no individual ou por revezamento. Existem disputas nos quatro estilos oficiais: peito, costas, livre e borboleta. As distâncias vão de 50 a 800 metros. Participam atletas com vários tipos de deficiência. As regras são as mesmas da Federação Internacional de Natação Amadora - FINA, com adaptações em especial, com relação às largadas, viradas e chegadas. PROVA GÊNERO CLASSE 50m livre (M e F) De S1 a S10, de S11 a S13 e S14 100m livre (M e F) De S1 a S10, de S11 a S13 e S14 200m livre (M e F) De S1a S5 400m livre (M e F) De S6 a S10, de S11 a 13 e S14 50m costas (M e F) De S1 a S5 100m costas (M e F) De S6 a S10, de S11 a 13 e S14 50m peito (M e F) De SB1 a SB3 100m peito (M e F) De SB4 a SB9, de SB11 a SB13 e SB14 50m borboleta (M e F) De S1 a S7 100m borboleta (M e F) De S8 a S10, de S11 a S13 e S14 150m medley (M e F) De SM1 a SM5 200m medley (M e F) De SM6 a SM10, de SM11 a SM13 e SM14 PROVAS PARAOLÍMPICAS CLASSIFICAÇÃO A nomenclatura das classes sofre diferença entre os nados. A letra S significa que o nadador competirá nas provas de nados livre, costas ou borboleta. O nado peito utiliza o SB, de breaststroke (nado peito); No medley é utilizado o termo SM (medley). Na classificação do peito, não existe a classe SB10, ou seja, só existem nove classes oferecidas para deficientes físicos neste estilo (de SB1 a SB9). As classes são dividas em: S1 / SB1 / SM1 a S10 / SB9 / SM10 (deficiente físico / motor) S11 / SB11 / SM11 a S13 / SB13 / SM13 (deficiente visual) S14 / SB14 / SM14 (deficiente mental) Quanto menor o número dentro da classe, mais alto é o nível de comprometimento físico ou sensorial (visual) causado pela deficiência Exemplos de padrões motores da classificação funcional da natação (Penafort, 2001,p.41): S1 Lesão medular completa abaixo de C4/5, ou pólio comparado, ou paralisia cerebral quadriplégico severo e muito complicado; S2 Lesão medular completa abaixo de C6, ou pólio comparado, ou PC quadriplégico grave com grande limitação dos membros superiores; ... S9 Lesão medular na altura de S1-2, ou pólio com uma perna não funcional, ou amputação simples acima do joelho, ou amputação abaixo do cotovelo; S10 Pólio com prejuízo mínimo de membros inferiores, ou amputação dos dois pés, ou amputação simples de uma mão, ou restrição severa de uma das articulações coxofemoral. As classes S1, S2 e S3 têm autorização para manter seu(s) pé(s) encostado(s) à parede até que seja dado o sinal de largada. Não é permitido dar impulso ao nadador no momento da largada, pois isso resultará em largada falsa; No nado peito e borboleta, os nadadores com deficiência visual (S11 e S12) podem ter dificuldade de fazer o toque simultaneamente na virada e na chegada se estiverem muito próximos à raia. Desde ‘ o nadador não ganhe vantagem injusta, o toque não simultâneo será permitido. O nadador não deve apoiar-se na raia para ganhar vantagem. O nadador irá mover-se, normalmente, para longe da raia com uma ou duas braçadas; Atletas da classe S11 são obrigados a utilizar óculos opacos para que não passe a luz, assim como o auxílio dos tappers (batedores que tocam o atleta com um bastão para informar a proximidade da parede), um em cada extremidade da piscina. AS PRINCIPAIS ADAPTAÇÕES DA REGRA PARA A NATAÇÃO PARAOLÍMPICA A iniciação da natação para pessoas com deficiência física normalmente se dá através do Método Halliwick, que ensina desde o controle respiratório até os movimentos básicos de um nado. A partir daí, são utilizadas técnicas de aprendizagem dos nados como na natação normal, claro que respeitando a individualidade e a capacidade de cada pessoa. O método Halliwick foi criado por James McMillan em 1949, na Halliwick School, em Londres. Esse método baseia-se nos princípios científicos da hidrostática, da hidrodinâmica e da mecânica dos corpos, e seu objetivo é de promover todos os aspectos da natação para pessoas com deficiência INICIAÇÃO AOTREINAMENTO INICIAÇÃO AO ESPORTE Para deficientes físicos, normalmente a iniciação na natação se dá pelo trabalho de reabilitação feito geralmente em hospitais, clínicas ou faculdades de educação física. Para aqueles que desejam iniciar na natação adaptada, eis os seguintes passos: -Desenvolvimento da habilidade de entrar e sair da piscina, de preferência sem ajuda de outra pessoa (mesmo que seja com auxílio da escada ou raia), porém com classes baixas o importante é colocar o nadador da forma mais confortável possível; -Capacitação quanto à locomoção na piscina em diferentes profundidades (andando, pulando, boiando), até fazê-lo com água na altura do peito. Inicialmente o aluno pode dispor de boias; -Desenvolvimento da habilidade de manter-se equilibrado dentro D'Água na melhor forma que a deficiência permita; -Trabalho de controle da respiração; -Trabalho de equilíbrio em posição de nado com mudança de decúbito (de barriga para baixo, para cima, lateral), podendo variar de acordo com a deficiência de cada aluno. O importante é encontrar uma posição em que o nado possa ser executado sem que ocorra a sua descaracterização; -Movimentação dos membros exigidos pelo esporte (braços e pernas). Os alunos amputados, ou sem movimentos nos membros, podem nessa fase desenvolver outras técnicas de nado; -Deslocamento em posição de flutuação (nado) ou com a movimentação dos membros ou do tronco seguido dos saltos, se possível. Na fase de iniciação do esporte, dá-se muita importância ao ensino por meio do lúdico (jogos aquáticos). Estes jogos estimulam o deslocamento dos alunos, bem como sua flutuação e superação, para atingirem as metas, assegurando que todos participem com as mesmas condições de sucesso, proporcionando meios (tapetes, boias, espaguetes) para que cada um possa jogar adaptando suas condições funcionais. REFERENCIAS Olívia, Tsutsumi. Os Benefícios da Natação Adaptada em Indivíduos com Lesões Neurológicas. Revista Neurociências. V12 N2 - ABR/JUN, 2004 www.informacao.srv.br/www.natacao.hdfree.com.br Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16