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Escultura dental Tema: Enceramento Progressivo em Pré-molares FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA CURSO DE BACHARELADO EM ODONTOLOGIA Bruna, C. T. 1 INTRODUÇÃO O enceramento progressivo, bem como a escultura, constituem-se em indispensáveis exercícios para a reconstrução da morfologia dental, pelo acréscimo gradativo de cera em sequencia ordenada, passo a passo. É realizado sobre manequins articulados ou modelos de gesso montados em articulador semi-ajustável. Bruna, C. T. ANATOMIA DENTAL Face vestibular: Forma pentagonal do coroa; segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide, mais longo que o segmento distal. Presença de crista bucal ou crista vestibular; Face palatina: Mais estreita que a vestibular, mais lisa e mais convexa. Face oclusal: Forma pentagonal, borda vestibular é dividida em mesiovestibular e distovestibular. Crista marginal mesial e distal (é convexa), vertentes triturantes mesiais e distais; Raiz: 2 raízes cônicas de inclinação distal. Primeiro pré-molar superior Bruna, C. T. ANATOMIA DENTAL Coroa: Maior e mais angulosa Sulcos de desenvolvimento, lobos e cristas marginais: Mais acentuados Contorno da face oclusal: Pentagonal Sulco principal: Longo e bem marcado, levemente deslocado para lingual Sulcos secundários: Raros Sulco oclusomesial: Presente; cruza a crista marginal Cúspides: Vestibular mais volumosa e mais alta que a palatina Depressão mesial ao nível do colo: Presente Posição do ápice da cúspide lingual: Nitidamente deslocado para a mesial Raiz: Duas Acidentes anatômicos do primeiro pré-molar Bruna, C. T. ANATOMIA DENTAL Face vestibular: Semelhante á do primeiro pré-molar superior, é menor e menos convexa Face palatina: Pouco convexa Face oclusal: Forma pentagonal, duas cúspides(vestibular e lingual) separadas por um sulco principal ou mesiodistal retilíneo e central, cúspide vestibular e palatina de mesmo volume e altura, arestas longitudinais iguais Raiz: Geralmente é única e achatada mesiodistalmente Segundo pré-molar superior Bruna, C. T. ANATOMIA DENTAL Coroa: Menor e menos angulosa Sulcos de desenvolvimento, lobos e cristas marginais: Menos acentuados Contorno da face oclusal: Ovoide Sulco principal: Mais curto e menos profundo Sulcos secundários: Vários Sulco oclusomesial: Quase sempre ausente Cúspides: Vestibular e palatina quase do mesmo volume e altura Depressão mesial ao nível do colo: Quase sempre ausente Posição do ápice da cúspide lingual: Ligeiramente deslocado para mesial Raiz: Uma Acidentes anatômicos do segundo pré-molar Bruna, C. T. Técnica de Enceramento progressivo Materiais utilizados: · Lápis · Lecron e Hollenback · Instrumental Peter Thomas · Lamparina, álcool e fósforo · Ceras coloridas · Cera pegajosa · Talco e pincel · Escova macia · Peça reta · Fresa e peça de mão · Tiras de carbono Bruna, C. T. Técnica de Enceramento progressivo Com um lápis, dividir as faces vestibular e palatina em terços cervical, vestibular/palatina e oclusal. Traçar com lápis uma linha da ponta de cúspide de cada elemento até a cervical. Desgastar a face oclusal com a peça de mão e fresa. Após o desgaste trazer a linha vertical demarcada na vestibular e na lingual para dentro da superfície desgastada marcando um ponto a 2mm da borda, este ponto será o local onde os cones serão levantados. Bruna, C. T. Técnica de Enceramento progressivo Antes de iniciar o levantamento dos cones é necessário aplicar uma fina camada de cera pegajosa sobre toda a superfície que foi desgastada para evitar que se soltem. O levantamento dos cones é feito com instrumento PKT 1 ou 2 (gotejador), procurando apoio nos dentes próximos. O gotejador é aquecido na chama da lamparina e colocado em contato a cera tornando-a líquida e em seguida gotejada no ponto demarcado e direcionado ao seu contato oclusal. São feitos movimentos de lateralidade e protrusão para verificar a presença de contatos prematuros e interferências. Bruna, C. T. Técnica de Enceramento progressivo Perímetro oclusal consiste na colocação das arestas longitudinais. É iniciada pela ponta do cone em direção as proximais, reconstituindo as cristas marginais e o contato proximal. Avalia-se o conjunto cone-aresta em látero-protrusão. Confecção da aresta transversal deposita-se cera nas pontas de cúspide ao sulco principal. Nos dentes que apresentam ponte de esmalte as arestas se ligam e são mais elevadas. A confecção das vertentes lisas das cúspides é feita depositando cera na vestibular do cone. Marcação do ponto de contato Marcação das arestas longitudinais Bruna, C. T. Técnica de Enceramento progressivo Confecção da vertente triturante deposita-se cera na face oclusal do cone. As bases dessas vertentes se encontram, deixando delimitado o sulco principal mésio-distal. Faz-se o preenchimento dos espaços oclusais com adição de cera e acabamento das fossas. Sempre verificando se há excessos, se houver, deve ser removido com PKT 4. Ao término desta etapa consegue-se uma superfície oclusal com cúspides e fossas harmoniosamente relacionadas de acordo com a dinâmica do sistema mastigatório. Bruna, C. T. CONSIDERAÇÕES FINAIS Verificar as características finais do enceramento: As pontas de cúspide são os pontos mais altos; As pontas de cúspide funcionais são projetadas para o seu contato com dente antagonista; As cúspides palatinas são menores que as vestibulares; Todas as estruturas posteriores devem desocluir nos movimentos excursivos da mandíbula Os contatos cêntricos devem estar sempre em ambos os lados do arco dentário. Bruna, C. T. Referências Anatomia dental e escultura/ Leonardo de Oliveira Fonseca – EDUFPA, 2006. Fernandes Neto, AJ & Silva, MR - Univ. Fed. Uberlândia – 2006 Miguel Carlos Madeira & Roelf Cruz Rizzolo, 2014, 7 ª edição http://agradentistica.blogspot.com.br/ http://enceramentoprogressivo.blogspot.com.br/2009/09/passo-passo.html Bruna, C. T. OBRIGADO!!! Bruna, C. T.