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Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Elétrica Prof. Sergio Escalante, Dr. slescalante@ieee.org Sala: 5017-D Conversão Eletromecânica de Energia II Máquinas Síncronas 1 – CONCEITOS 1.1- Lei de Faraday- Condutor em um campo magnético uniforme - princípio gerador, regra da mão direita. 1.2- Condutor em um campo magnético conduzindo uma corrente, princípio motor, regra da mão esquerda. 2 - MÁQUINAS DE CORRENTE CONTÍNUA 2.1 Circuitos magnético, enrolamento do campo, enrolamento do induzido, passos, enrolamento imbricado simples e múltiplo, enrolamento ondulado. 2.2 Escovas - tipo de material, teoria dos arcos voltaicos, teoria da comutação, posição correta das escovas. interpolos. 2.3 Características do gerador - Curva de saturação, variação de velocidade. Reação do induzido, condutores desmagnetizantes e transmagnetizantes. 2.4 Gerador paralelo- Resistência de campo, elevação da tensão, resistência crítica de campo. Equações, característica externa, regulação de tensão, influência da velocidade na regulação de tensão. Relação da característica externa x característica interna. 2.5 Gerador série - característica externa, equações, comportamento de acordo com o tipo de operação. 2.6 Gerador composto- paralelo longo e curto. Variação da resistência de campo paralela, composto super, plano e baixo. Relação da característica externa x característica interna. 3- INTRODUÇÃO AO TRANSFORMADOR. 3.1 Construção, circuito magnético, tipos de núcleos, enrolamentos. 3.2 Circuito equivalente, diagrama fasorial. Determinação dos parâmetros, ensaios em curto e vazio, circuitos equivalentes simplificados. 3.3 Força eletromotriz induzida, regulação de tensão. Pré-requisito: CEME - I REVISAR MATERIAL DE CEME-1 MAQUINA SÍNCRONA Máquinas Síncronas - MS • As máquinas síncronas são as mais importantes fontes de geração de energia elétrica e produzem a maior parte da energia consumida no mundo. • Aproximadamente 95 % de toda a potência é gerada por máquinas síncronas. • Os geradores síncronos são construídos com rotores de pólos lisos ou de pólos salientes. • Possuem uma velocidade garantida (conhecida) em função da frequência • Tem um fator de potência regulável. • MS com muitos pólos e baixa velocidade, em geral tem o rotor de pólos salientes; diâmetro grande; comprimento pequeno; eixo vertical • MS com poucos pólos e alta velocidade, em geral tem o rotor cilíndrico ou de pólos lisos; diâmetro pequeno; comprimento grande; eixo horizontal • PÓLOS LISOS: rotores com entreferro constante ao longo de toda a periferia do núcleo de ferro. • PÓLOS SALIENTES: rotores com descontinuidade no entreferro ao longo da periferia do núcleo. – regiões interpolares entreferro muito grande, tornando visível a saliência dos pólos. • A velocidade nas máquinas de pólos lisos é maior que nas máquinas de pólos salientes: – por exigências mecânicas: o espaçamento entreferro é maior nas de pólos lisos. • A relutância nas MS de pólos lisos é maior que nas de pólo salientes. • Para uma mesma fem gerada a corrente de excitação na de p. lisos > a de p. salientes. • A saturação nas MS é mais acentuadamente nas máquinas de pólos salientes. gR Aµ = ⋅ N i H g⋅ = ⋅ B Hµ= ⋅ Máquinas Síncronas • MS a imãs permanentes vem tendo uma utilização cada vez maior (em baixas e médias potências) – especialmente quando se necessita de velocidade variável, – alto rendimento e respostas dinâmicas rápidas. • Para operarem como motor com velocidade variável – As MS tradicionais de rotor bobinado ou de imãs permanentes necessitam, em geral, um conversor para o seu acionamento e controle. • O princípio de funcionamento de um gerador síncrono é muito semelhante ao de uma máquina de corrente contínua (visto já em CEME-1). • Os pólos de uma MS é a parte girante (rotor) e a armadura forma a parte externa (estator). Partes do gerado WEG Linha AG10 (modelo AG10 280) Maquina Síncrona • Nas máquinas de pólos lisos os condutores estão montados em cavas e distribuídos ao longo da periferia. • O número de pólos é reduzido (velocidade elevada) sendo o diâmetro destas máquinas relativamente pequenos. • Apesar de, normalmente, esta máquina ter um comprimento bastante grande o seu momento de inercia é muito menor do que o de uma máquina de pólos salientes equivalente que é mais curta mas tem um diâmetro muito maior. Rotor de turbo-gerador (rotor liso) Rotor de pólos saliéntes Maquina síncrona • Os geradores de polo saliente são usualmente utilizados para geração hidráulica, onde a velocidade de rotação do rotor é baixa. • Os geradores de polo não saliente ou lisos geralmente são utilizados em geração térmica onde a velocidade de rotação do rotor é elevada. Maquina síncronas – imãs permanente • Em máquinas de pequena potência é possível substituir os enrolamentos de excitação por ímãs permanentes. • Com isso não se pode controlar a corrente de campo, mas ganhasse em espaço (mais compacto) e simplicidade. • Tornam-se desnecessários os sistemas de excitação que encarecem bastante estas máquinas. • Este tipo de máquinas encontra-se em fase de grande desenvolvimento devido aos contínuos melhoramentos nos ímanes permanentes. • podem funcionar como motores ou geradores, mas tem maior aplicação como motor. – O número de aplicações tem crescido rapidamente, mas está-se impor nos sistemas de automatismos industriais e robótica. Maquina síncrona especiais • As máquinas com enrolamentos de excitação supercondutores • Encontram-se numa fase de estudo e desenvolvimento. • Alguns autores geradores do futuro. • Comparados com os geradores tradicionais, permitem: – 1) Uma redução de cerca de 50% no tamanho e peso – 2) Cerca de 0.5% de melhoria no rendimento – 3) Melhorias muito significativas na estabilidade • Infelizmente os geradores supercondutores, também designados por máquinas criogénicas, têm estruturas complexas e requerem materiais diferentes dos usados nas máquinas tradicionais. Máquinas síncronas supercondutoras • São projetadas com enrolamentos de campo supercondutores que podem suportar elevadas densidades de corrente e criar altas densidades de fluxo. • Como as densidades de fluxo, típicas de funcionamento, excedem as densidades de fluxo de saturação do ferro, geralmente essas máquinas são projetadas para operar com circuitos magnéticos desprovidos de ferro. • As diferenças mais marcantes é o uso de um rotor com um enrolamento de campo supercondutor e do uso de um entreferro maior. • Como resultado, elas não exibem nenhum efeito de saturação e têm baixas reatâncias síncronas. Maquina CC Motor CC Gerador CC REGRAS DE FLEMING: Físico britânico Sir John Ambrose Fleming (29/11/1849, - 18/04/1945). • Espira simples girando • Máquina mais simples que pode produzir uma tensão CA senoidal • Maquina de CA real, o campo magnético não é constante. • Parte rotativa ROTOR • Parte estacionária ESTATOR Uma espira em campo magnético REVISAR CAPÍTULO 1 DO LIVRO CHAPMAN Força e Tensão induzida FORÇA INDUZIDA: • i = valor da corrente no fio condutor • l = comprimento do fio, com sentido de l definido como ogual ao sentido do fluxo de corrente. • B = vetor densidade de fluxo magnético. – θ: ângulo entre o fio e o vetor densidade de fluxo B. TENSÃO INDUZIDA • v = velocidade do condutor • l = comprimento do condutor dentro do campo magnético. • B = vetor densidade de fluxo magnético.• • Espira retangular – Lado ab e cd perpendicular ao plano da pagina. – Lado bc e da paralelos ao plano da página. Tensão induzida . a b c d Tensão induzida: eind = (v × B)⋅l eba = vBlsenθab (+ p/dentro da página) edc = vBl senθcd (+ p/fora da página) i B v i v B B ecb = 0 ( (v × B) ⏊ a l ) ead = 0 ( (v × B) ⏊ a l ) eind = eba + ecb + edc + ead V Bθ → →→ 〈 ( )inde = × ⋅v B l Tensão induzida: eind = (v × B)⋅l eind = 0 fora dos pólos 180ab cdθ θ= − θ2 seninde vBl= 2 senθ sobre os pólosinde vBl= → senθ senθab cdvBl vBl= +ind ba cb dc ade e e e e= + + + θ Para: θ=ωt=0° Para: θ=ωt=90° Para: θ=ωt=180° Para: θ=ωt=270° Fem induzida num ciclo Tensão induzida: eind = (v × B)⋅l • Se a espira estiver girando com velocidade angular ω, o ângulo θ da espira aumentara linearmente com o tempo: θ = ω.t • Velocidade tangencial: • r: rádio de rotação da espira sen( t)inde BA ω ω= θ v r ω= ⋅ θ2 seninde vBl= 2 sen( t 2)= sen( t)inde r Bl Brlω ω ω ω= Área da espira: A Tensão induzida: eind = (v × B)⋅l • O fluxo máximo através do laço da espira ocorre quando o laço é perpendicular às linhas de densidade de fluxo magnético B (fora dos pólos): max sen( t)inde φ ω ω= max ABφ = A tensão gerada no laço é uma função senoidal cuja amplitude é igual ao produto do fluxo presente no interior da máquina × a velocidade de rotação da máquina sen( t)inde BA ω ω= Tensão induzida • A tensão em qualquer máquina real depende de 3 fatores: – 1. o fluxo na máquina – 2. a velocidade de rotação – 3. uma constante que representa a construção da máquina • Número de espiras, número de pólos, etc max sen( t)inde φ ω ω= Conjugado induzido Find=i(l×B) • Supondo que a espira do rotor faz um ângulo θ em relação ao campo magnético B e que uma corrente i circula na espira. • Existira um conjugado ou torque induzida na espira. • onde: – i: corrente no segmento – l: comprimento do segmento sentido de l será o sentido do fluxo de corrente ( i ) – B: vetor densidade de fluxo magnético l indF (l B)i= × Conjugado induzido: • O conjugado ou torque (τ) em um segmento é a força aplicada ao segmento vezes a distância perpendicular. – Exemplo: sen(θ)F rτ = ⋅ ⋅ Conjugado induzido F = i (l ×B) i F B Fbc = 0 (l // B) τbc = 0 Fab = ilB; τab = rFsenθab τab = rilBsenθab Fcd = ilB; τcd = rFsenθcd τcd = rilBsenθcd, i B F Fda = 0 (l // B) τda = 0 Conjugado induzido ab cdθ θ= 2ind rilBsenτ θ= abnd di crilBsen rilBsenτ θ θ= +ind bc dab cdaττ ττ τ= + + + • Conjugado é máximo quando θ = 90° – quando o plano da espira ou laço está em paralelo ao campo BS. • O conjugado é zero quando o θ = 0° – o laço está perpendicular ao campo magnético BS. • A corrente no condutor ou laço gerará uma densidade de fluxo magnético Blaço: • G é um fator que depende da geometria do laço. • µ é a permeabilidade do material onde o fluxo Blaço terá influência. – Para a espira ou laço, a área: A=2rl Conjugado induzido 2 senind Sr i l Bτ θ= laçoB SB a b d c θ SB a bd c r r laço i G µ ⋅ =B laçoB Gi µ ⋅ = ( )( ) senind SA i Bτ θ= Conjugado induzido • Onde: – k: fator que depende da construção da máquina – BS: Campo magnético do estator – θ: ângulo entre Blaço e BS que é igual ao ângulo θab = θcd. • laço laço( )( ) senind S S AGB s BA B G en Bτ µ θ θ µ = = ⋅ laço senind SkB Bτ θ= laçoB SB a b d c θ SB SB 90° θ θ laçoind Skτ = ⋅ ×B B O produto vetorial indica um vetor de conjugado para dentro da pagina o conjugado é horário ( )( ) senind SA i Bτ θ= 2A rl= laçoB Gi µ ⋅= Conjugado induzido para máquinas real • O conjugado em qualquer máquina real depende de 4 fatores: – 1. a intensidade do campo magnético do rotor (Blaço) – 2. a intensidade do campo magnético externo (BS) – 3. o seno do ângulo entre eles (θ) – 4. Uma constante que representa a construção da máquina (k) • Geometria, etc. laço senind SkB Bτ θ= laçoind Skτ = ×B B Máquina síncrona de 2 pólos • Rotor é girado a velocidade constante • Enrolamentos de armadura em circuito aberto – Bobina de N espiras entre ‘a’ e ‘–a’ – ‘a’ e ‘–a’ em ranhuras estreitas e paralelas • Fluxo magnético produzido pelo enrolamento de campo • Distribuição do fluxo magnético no entreferro senoidal – Distribuição radial resultante da densidade de fluxo B em função do ângulo espacial θa – θa ângulo espacial medido do eixo magnético do enrolamento de armadura Máquina síncrona de 2 pólos • A medida que o rotor gira o fluxo concatenado do enrolamento da armadura varia com o tempo • A tensão resultante na bobina será senoidal no tempo. • A tensão passa por um ciclo completo a cada revolução da máquina de dois pólos. • A frequência em ciclos por segundos (Hz) é a mesma que a velocidade do rotor em rotações por segundos. • O nome de máquina síncrona vem de que: a frequência elétrica da tensão gerada está sincronizada com a velocidade mecânica de rotação. • O enrolamento de campo é distribuído em múltiplas ranhuras ao longo da periferia do rotor • A distribuição das bobinas é aproximadamente senoidal de fluxo radial. • Máquina de 2 pólos Maquina síncrona de pólos lisos Maquina síncrona de 2 pólos lisos • As bobinas de campo estão ligadas de modo que os pólos tenham polaridade alternadas • Há dois comprimentos de onda completos na distribuição de fluxo ao longo da periferia (θa=2π) • Enrolamento de armadura tem 2 bobinas: ‘a1’, ‘-a1’ e ‘a2’, ‘-a2’ ligadas em série. • A tensão passa por 2 ciclos a cada revolução do rotor • Frequência será o dobro da velocidade • em rotações por segundos. Máquina síncrona de 4 pólos 1a 1a− 2a 2a− NN S S • Máquina de polos salientes • Maquina de polos lisos Máquina síncrona de 4 polos Máquina Síncrono de pólos salientes SISTEMA TRIFÁSICO Sistema trifásico • Bobinas com posições diferentes no estator sofrem tensão induzida cujos máximos ocorrem em tempos diferentes DEFASAGEM • 0 cos( c s( t ) t) oB A M M E E E E ω θ ω = − = ω Tensão induzida da espira A Tensão induzida da espira B A espira B está desfasada θ0° com relação à espira A Sistema trifásico – de 2 pólos Máquinas Síncronas Trifásicas • Para se produzir um conjunto de tensões defasadas de 120 graus utiliza-se um conjunto de 3 bobinas (a, b e c) defasadas de 120 graus, no caso de máquina de 2 polos. • No caso de máquinas de mais de 2 polos multiplica-se o número de bobinas e a defasagem entre elas por: (numero de polos\2) • As bobinas da mesma fase são ligadas em série e as de fases diferentes podem ser ligadas em delta( ∆ ) ou estrela ( Υ ). Sistema trifásico de 4 pólos FMM em Enrolamentos Distribuidos • Bobina de passo pleno. – É uma bobina que se estende por 180 graus elétricos. – Bobina do estator • A intensidade do campo (Hg) de entreferro na posição θa e na posição θa+π são opostos – θa: o campo sai do rotor para o estator – θa+π : o campo entra do estator para orotor FMM em Enrolamentos Distribuídos aθ Hg na posição θa Hg na posição θa+π Bobina de N espiras conduzindo corrente i Linhas de fluxo Eixo magnético da bobina de estator • Ao longo dos caminhos fechados (linhas de fluxo fechado) a FMM = N⋅i – De circuitos magnéticos: • g: espaço entre rotor e estator, • 2 é por que o fluxo cruza 2 vezes o entreferro. • Logo, a queda de FMM no entreferro é: FMM em Enrolamentos Distribuídos 2 gN i H g⋅ = × aθ Hg na posição θa Hg na posição θa+π 2g N iH g ⋅× = cada linha de fluxo cruza o entreferro 2 vezes (= Pólos) 2P = Máquina de forma plana g1 Fundamental Disposição da Bobina de passo pleno (180°elétricos) FMM no entreferro aθ Superfície do rotor Superfície do estator aθ2g N iH g ⋅× = FMM em Enrolamentos Distribuídos • A onda retangular da FMM do entreferro, pode ser decomposta em uma série de Fourier: o fator 4/π é devido a constante a1 (função par da análise de Fourier) – g1 : componente fundamental – g3, g5, g7, ... : série de harmônicas impares • θa: medido a partir do eixo magnético – Onda senoidal • 1 ( )cos 4 2g a Ni θ π = Superfície do rotor Superfície do estator aθ Monofásica Construindo a função • Quanto mais é o número de termos, de uma série de Fourier, a serem somados. • O resultado dessa soma se aproximará à função original, que gerou os termos. • Exemplo: numa função quadrada • 0 0 0 1 ( ) ( cos sen )n n n f t a a n t b n tω ω ∞ = = + +∑ Freq. Fundamental (f0 ou w0) 3ra harmónica (3f0 ou 3w0) 5ta harmónica (5f0 ou 5w0) 7ma harmónica (7f0 ou 7w0) max 0 ( ) sen4( ) pan ím r n tt n Ff ω π ∞ = ∑ max 0 ( ) cos4( ) pan ím r n tt n Ff ω π ∞ = ∑ T 2T2T 32T 52T0 t ( )f t maxF− 3T maxF 13 4 T T 2T2T 32T 52T ( )f t 0 maxF maxF− 3T 134T max 0 1 sen4( 1) 1 F tf t ω π = max1 02 4( ) sen P P Ff t tω π = max 0 1 cos4( 1) 1 F tf t ω π = max1 02 4( ) cos P P Ff t tω π = 2T π= 2T π= 2 2 T Pπ= 1 max 0 4( ) cosf t F tω π = 1 max 0 4( ) senf t F tω π = 2 2 T Pπ= FMM com enrolamentos de 2 camadas faseenr 1 e4 ( ) cos( ) 2g aa k P P iN θ π = Bobina de passo pleno de Nb espiras kenr : fator ou constante de enrolamento Nefase : número efetivo de espiras por fase em série aθ Eixo da fase b Eixo da fase c aθ fase b fase b fase c Exemplo • O enrolamento da fase a da armadura de uma máquina de de 2 pólos (Fig. Ao lado) pode ser considerado como consistindo de 8 bobinas, de passo pleno (180° elétricos) e Nb espiras, ligadas em série, observe que cada ranhura contem duas bobinas. • Há um total de 24 (3fases×8) bobinas de armadura (Nbob_arm= 3fases×8), e assim cada ranhura está separada por um ângulo γranhura = 360°/Nbob_arm = 15°. • Suponha que o ângulo θa seja medido a partir do eixo magnético da fase a de modo que as quatro ranhuras contendo os lados indicados por a das boninas estejam em θa = 67,5°, 82,5°, 97,5° e 112,5°. • Os lados opostos (-a) das bobinas estão localizadas nas quatro ranhuras em: -112,5°, -97,5°, -82,5° e -67,5°. a Eixo magnético da bobina de estator da fase a Exemplo • Assuma que esse enrolamento está conduzindo uma corrente ia. – (a) Escreva uma expressão para FMM espacial fundamental produzida pelas bobinas cujos lados estão nas ranhuras em θa =112,5° e -67,5° – (b) FMM para bobinas em θa =67,5° e -112,5° – (c) FMM para o enrolamento completo da armadura (somas de cada bobinas em série) – (d) Determine o fator de enrolamento kenr. a =15°rγ Eixo magnético da bobina de estator da fase a • (a) FMM produzida pelas bobinas cujos lados estão nas ranhuras em θa=112,5° e -67,5°. • Identificando as ranhuras de θa=112,5° e -67,5°; e logo encontramos o eixo magnético desse par de bobinas: • Total de ampère-espiras na ranhura • FMM de 1 espira: • FMM para as bobinas em θa = 112,5° e -67,5°. γ = 22,5°. Solução 5 b 1_ 22, 4 ( )cos2 ( 22 5 2 , )ag a N i π θ° = − ° 1 4 ( )cos( ) 2g a Ni θ π γ= − -67,5° =22,5°γ 112,5° Eixo magnético γ: ângulo desde o eixo magnético da fase a até o eixo magnético do par de bobinas (2 bobinas na ranhura) 2 b aN i 67,51 22,55 2,( 12 )γ − °= =° ° • (b) FMM para bobinas em θa = 67,5° e -112,5° • Similar do caso anterior, identificamos as ranhuras para θa = 67,5° e -112,5° e encontramos o eixo magnético dessa bobina: • Total de ampère-espiras na ranhura: • FMM de 1 espira: • FMM para as bobinas em θa = - 112,5° e 67,5°. γ = -22,5° Solução 67,5° -112,5° -22,5γ = ° 112, 22,67,5 2 55( )γ − ° −= =° ° 1_ ,5 b 22 22 4 ( )cos2 )5( 2 ,g a a N i θ π− ° = + ° 1 4 ( )cos( ) 2g a Ni θ π γ= − (2 bobinas na ranhura) 2 b aN i Eixo magnético γ: ângulo desde o eixo magnético da fase a até o eixo magnético do par de bobinas Solução • (c) FMM para o enrolamento completo da armadura da fase a: • Identificamos todos os eixos magnéticos de cada bobina e encontramos o ângulo γ: • FMM espacial fundamental total: – Usando: • 1_total 1_ 1_ 1_ 1_1 2 3 4g g g g gγ γ γ γ= + + + 1_total b4 ( ) [cos( 22,5 ) cos( 7,5 ) 2 2 g a a ai N π θ θ= + ° + + ° + 1 22,5γ = − ° 2 7,5γ = − ° 4 22,5γ = °3 7,5γ = ° cos( 7,5 ) cos( 22,5 )]a aθ θ+ − ° + − ° cos( ) cos cos sen sena b a b a b+ = ⋅ − ⋅ 112,5 1 2 67,5 22,5γ − °° −= = ° 97,582,5 22 7,5γ − °° −= = ° 82,97,5 5 23 7,5γ − °°= = ° 67,112,5 5 24 22,5γ − °°= = ° 1 3 2 4 [ ]b1_total 4 2( ) 2cos( ) cos(22,5) cos(7,5) 2g a a N i θ π = + Solução • (c) FMM para o enrolamento completo da armadura da fase a: • (d) fator de enrolamento: – Da equação geral: • p=2 e Nefase = 8Nb • [ ]b1_total 4 2( ) 2cos( ) cos(22,5) cos(7,5) 2g a a N i θ π = + 1_to b tal 4 7,6613( ) cos 2 ag a N i θ π = 1_to btal 4,8773 cos ag aiN θ= faseenr 1 e4 ( ) cos( ) 2g aa k p p iN θ π = : Nro. de pólosp enr enr1 4 2( ) cos( ) cos 2 2 8 5,093b ba ag aa k Nk Ni iθ θ π = = enr093 s5, cob aaiNk θ=1_to btal 4,8773 cos ag aiN θ= enr 5,093 4,8773 0,9577k = = Exemplo • Calcule o fator de enrolamento da fase a da figura se o número de espiras nas quatro bobinas dos dois pares externos de ranhuras for igual a seis ao passo que o número de espiras nas quatro bobinas das ranhuras internas for igual a oito. • a Eixo magnético da bobina de estator da fase a Solução • Calcule o Kenr. • De acordo com a informação sobre o número de espiras, tem-se a seguinte figura: • De acordo com a solução do problema anterior, tem-se – Total de ampère-espiras na ranhura: • FMM de 1 espira: • FMM para o problema: a Eixo magnético da bobina de estator da fase a Bobina de 6 espiras Bobina de 8 espiras 1 4 ( )cos( ) 2g a Ni θ π γ= − 1 bobina interna mais 1 externa na ranhura ( )int ext aNN i+ γ: ângulo desde o eixo magnético da fase a até o eixo magnético do par de bobinas exint t 1 4 ( ) cos( ) 2 2g a N iN π γθ= + − 2 bobinas em série Solução• Do problema anterior: • faseenr 1 e4 ( ) cos( ) 2g aa k p p iN θ π = e inf tase ext 64 ( ) 4( ) 568N NN= × + = + = enr 1 54 ( ) cos 2 6 g aai k θ π = enr56 53,6291k = enr 0,9577k = 1_total extint4 ( ) [cos( 22,5 ) cos( 7,5 ) 2 2g a a a NN i π θ θ= + + ° + + ° + cos( 7,5 ) cos( 22,5 )]a aθ θ+ − ° + − ° [ ]ext1_ inttotal 4 ( ) 2cos( ) cos(22,5) cos(7,5) 2 2g a a N iN θ π = + + exint t 1 4 ( ) cos( ) 2 2g a N iN π γθ= + − cos( ) cos cos sen sena b a b a b+ = ⋅ − ⋅ [ ]1_total 4 ( ) cos( ) 1,9156 38g a ai θπ = + 1_total 4 53,6291( ) cos 2g a a i θ π = fase e 56N = FMM: Enrolamentos distribuídos no rotor • Frequentemente os enrolamentos do rotor são distribuídos para reduzir os efeitos das harmônicas espaciais. • Enrolamentos simétrico em relação ao eixo do rotor: (N1=N10 ; N8=N3 ; N5=N6 ;....). • FMM em Enrolamentos Distribuídos • O número de espiras por ranhuras pode ser variado para controlar as harmônicas A distribuição reduz os efeitos dos harmônicos espaciais • Número de espiras (ner) nas ranhuras próximas aos pólos são menores • FMM: • 1 4 ( ) cos( ) 2 r r g r r k N Pi P θ π = sener C rn N θ= NC=número de condutores no ângulo de θr =90°. FMM em Enrolamentos Distribuídos • O número de espiras por ranhuras (ner) é uma representação teórica para obter uma onda senoidal a partir da distribuição de condutores em cada ranhura. – Na prática, não é possível distribuir os enrolamentos exatamente com a equação: – Número finita de ranhuras e de condutores nas ranhura das maquinas reais. – FMM, não é totalmente senoidal, devido à presencia de componentes harmônicas de ordem mais elevadas. • Para suprimir ditas harmônicas, é usado enrolamentos de passo encurtado ou fracionário. sener C rn N θ= NC=número de condutores no ângulo de θr =90°. FMM em Enrolamentos Distribuídos faseenr 1 e4 ( ) cos( ) 2g aa k P P iN θ π = aθ Eixo da fase b Eixo da fase c ai Eixo da fase a 1 4 ( ) cos( ) 2r r r g r k N P I Pθ π = Eixo do rotor ri Nr: número total de espiras ligadas em série Kr : Fator de enrolamento Nefase: número total de espiras por fase ligadas em série Kenr : Fator de enrolamento Campo magnético Campo magnético 4 pólos lisos • Bobina de N espiras de passo pleno (180°elét) • Permeabilidade µ → ∞ • O campo magnético Hg no entreferro é radial e constante Campo Magnético no entreferro 2 Ni g 2 Ni 2 Ni − 2 Ni g − 2 Ni Campo no entreferro uniforme • O campo magnético Hg no entreferro é radial e constante – g : FMM no entreferro • Componente fundamental: • g gH g= 2 Ni g 2 Ni 2 Ni − 2 Ni g − 1 1 4 ( ) cos g2 g g a Ni g H θ π = = 0g gB gµ= µ0:Permeabilidade do entreferro 0 01 1 4 ( ) cos g2 g g a N g iB µ π µ θ= = 2P = Campo no entreferro uniforme g gH g= 2 Ni g 2 Ni 2 Ni − 2 Ni g − enr efase 1 4 ( ) cos( ) 2g a a k N Pi P θ π = enr efase 1 4 ( ) cos( ) 2g a a k N PH g i P θ π = ⋅ 0g gB gµ= µ0:Permeabilidade do entreferro enr efase 1 04 ( ) cos( ) 2g a a k N Pi Pg B µ θ π = ⋅ Exemplo • Um gerador CA síncrono de quatro pólos com um entreferro uniforme tem um enrolamento de rotor distribuído com 263 espiras em série, um fator de enrolamento de 0,935 e um entreferro de comprimento 0,7 mm. • Supondo que a queda de FMM no aço elétrico seja desprezível, encontre a corrente de enrolamento de rotor necessária para produzir uma densidade de fluxo fundamental espacial de pico de 1,6 T no entreferro da máquina. • Campo magnético no entreferro: • Densidade de fluxo • • Rotor de 4 pólos Solução Valor pico BH B Hµ µ = ⇒ = ,H B g g µ= ⇒ = r r 1 4 ( ) cos( ) 2g rr k N I P P π θ= max r r0 0 max r 4 ( )k N g g B I P µ µ π = = g 1 2( )FMM i N N= + • Corrente: Ir • Solução r 11, 4AI = mr ax r r0 ( ) 4 P k N I g B µ π = 7r 4 4 4( ) 10 0,0 1,6 0,935 263 007I π π − × ×× × = × × r max r r04 ( ) g k NB I P µ π = Exemplo • Uma máquina síncrona de dois pólos tem um comprimento de entreferro de 2,2 cm e um enrolamento de campo com um total de 830 espiras em série. Quando excitada por uma corrente de campo de 47 A, a densidade de fluxo magnético fundamental espacial de pico no entre ferro da máquina é medida como sendo 1,35 T. • Com base na densidade de fluxo medida, calcule o fator de enrolamento kr do enrolamento de campo. Solução • Similarmente como no exemplo anterior • 0 max r r r4 ( ) g k NB I Pπ µ = BH B Hµ µ = ⇒ = ,H B g g µ= ⇒ = 1 max cos( ) 2g r P θ= 0 r max r r 1( ) 4 P B N I k g µ π = 7r 2 1( ) (1,0, 35) 4 830 4 22 10 0 4 7 k π π −× × × = r 0,9517k = r r max 4 ( ) r k N I Pπ =F 0 m ax ax mB g µ = Campo Magnético Girante • Se dois campos magnéticos estiverem presentes numa máquina, um conjugado será criado que tenderá a alinhar os dois campos magnéticos • Se um campo magnético for produzido pelo estator e outro produzido pelo rotor da máquina, então um conjugado será induzido no rotor que fará o rotor girar e se alinhar com o campo magnético do estator. aθ rθ • Sejam as correntes que entram por a, b e c: • Campo B em enrolamento 3φ ' ' ' ( ) sen A ( ) sen( 120 ) A ( ) sen( 120 ) A aa M bb M cc M i t I t i t I t i t I t ω ω ω = = − ° = + ° ' ' ' ( ) sen T ( ) sen( 120) 240 1 T ( ) sen( 12 2 0 0) 0 T aa c Mb Mc b Mt B t t B t t B t ω ω ω ∠ ° ∠ = = − = ∠ + ° °B B B =M MB Hµ B g µ⇒ = B Hµ= Hg= ' ' ' ( ) sen A.e/m ( ) sen( 120) A.e/m ( ) sen( 12 120 0) A.e m240 / 0aa M bb M cc M t H t t H t t H t ω ω ω ∠= ∠ ° = ∠ °− = + °H H H ' ( )aa tH ' ( )bb tH ' ( )cc tH ' ( )aa tB ' ( )bb tB ' ( )cc tB • No instante ωt=0° Campo B em enrolamento 3φ ' 3 ' 2 3 ' 2 ( ) sen =0 ( ) sen( 120) = ( ) sen( 120) aa M bb M M cc M M i t I t i t I t I i t I t I ω ω ω = = − − = + = 3 2' ' 2 ' 3 24 ( ) (0) T ( ) T ( 0 ) T 2 0 1 0cc bb a M M a M t B t B t B = = ∠ ∠ − ∠ ° = ° ° B B B 'liq ' 'aa b ccb= + + BBB B liq 120 3 [ 1 4 ]21 0 2 M B ∠ ° ∠= + =°−B 'bbB'ccB liqB liq 90 3 3 2 M B ∠ − °=B liq 3 3(0) ( ) ( ) 2400 2 2 120M MB B∠ ° ∠= ° °+∠ + −B liq 1,5 90MB ∠ −= °B • No instante ωt=90° Campo B em enrolamento 3φ ' 1 ' 2 1 ' 2 ( ) sen = ( ) sen( 120) = ( ) sen( 120) aa M M bb M M cc M M i t I t I i t I t I i t I t I ω ω ω = = − − = + = − ' 1 1 ' ' 2 2 ( ) T ( ) T ( ) 120 4 0 2 0 T M M M aa b c b c t B t B tB = = ∠ − = ∠ ° ∠ − ° °B B B [ ]liq 241 1 2 1 2 020 1 0MB ∠∠ ° − =∠°= − °B 'liq ' 'aa b ccb= + + BBB B liq 1,5 0MB= ∠ °B 'aaB 'bbB 'ccB liqB liq 1 1( ) ( ) 2 2 00 12 40 2M M MB B B∠= + ∠ °− −°∠ ° +B Campo B em enrolamento 3φ liq 1,5 0MB= ∠ °Bliq 1,5 90MB ∠ −= °B ωt=0° ωt=90° 'bbB'ccB liqB 'aaB 'bbB 'ccB liqB Campo B em enrolamento 3φ • A densidade de fluxo magnético líquido (Bliq) sempre apresentará o mesmo valor de (1,5 BM) e estará girando com a velocidade angular ω • 'liq ' '( ) ( ) ( ) ( )b caa b ct t t t= + + BBB B liq ( ) sen + sen( 1 12020) + sen( 240) 2400 TM M Mt B t B t B tω ω ω∠− ∠= −∠B liq ( ) 1,5 se 0 90n 1,5 cosM Mt B t B tω ω∠ −° ∠ °=B liq ( ) (1,5 sen ) xˆ (1,5 cos ˆ) yM Mt B t B tω ω= −B se: =1 0 e ˆˆ 0x 9y=1∠ ° ∠ ° xˆ e yˆOnde: são vetores unitários na direção “x” e “y” ' ' ' ( ) ( 12 ) ( ) 12 sen A sen( ) A sen ) A0 0 ( aa M M cc M bb i t I t I t I ti t i t ω ω ω + = = − ° ° = FMM com inversão de campo • Sempre: • Inicialmente: Seq. ABC Invertendo: Seq. ACB • Campo líquido inicial, sequência ABC ou positivo. • Invertendo o sentido de rotação do campo: Seq. ACB liq 0 120sen + sen( ) 120 120+ sen 240)( ) (M M MB t B t B tt ω ω ω∠ ° += ∠ °∠ ° −B liq 120sen + sen( ) 120 +0 12 240( ) sen( )0M M MB tt B t B tω ω ω+ ∠ °° °∠ −= ∠B ' ' ' ( ) ( 12 ) ( ) 12 sen A sen( ) A sen ) A0 0 ( aa M M cc M bb i t I t I t I ti t i t ω ω ω + = = − ° ° = 'liq ' '( ) ( ) ( ) ( )b caa b ct t t t= + + BBB B ' ' ' ( ) ( 12 ) ( ) 12 sen A sen( ) A sen ) A0 0 ( aa M M cc M bb i t I t I t I ti t i t ω ω ω − = = + ° ° = a b c FMM com inversão de campo • Invertendo o sentido de rotação do campo: Seq. ACB • liq ( ) 1,5 se 0 90n 1,5 cosM Mt B t B tω ω∠ +° ∠ °=B liq ( ) (1,5 sen ) xˆ (1,5 cos ˆ) yM Mt B t B tω ω= +B liq 120( ) sen + sen( )0 1212 240+ sen( )0 0M M Mt B t B t B tω ω ω+ ∠ °° − ∠= °∠B se: =1 0 e ˆˆ 0x 9y=1∠ ° ∠ ° xˆ e yˆOnde: são vetores unitários na direção “x” e “y” ' ' ' ( ) ( 12 ) ( ) 12 sen A sen( ) A sen ) A0 0 ( aa M M cc M bb i t I t I t I ti t i t ω ω ω − = = + ° ° = ' ( )aai t ' ( )bbi t ' ( )cci t FREQUÊNCIA E TENSÃO GERADA • Para máquinas de 2 pólos: • Ângulo em graus em ângulos elétricos (ae) ou radianos elétricos e não em unidades mecânicas ou geométricas. – θae: ângulo em unidades elétricas – θa: ângulo espacial ou geométrico • Frequência elétrica: • n: velocidade mecânica em rotações por minuto (rpm) = n/60 rps • ωm é velocidade mecânica em radianos por segundos Máquina Síncronas ( ) 2ae a Pθ θ= ⋅ ( ) [Hz] 2 60e P nf = ⋅ ( 2)e Pω ω= ⋅ m 120 [rpm]efn P = Frequência da tensão gerada • 120 p nf ×= 8 pólos 2 pólos ae aθ θ= 4ae aθ θ= • O campo magnético girante desse estator pode ser representado como dois polos: – Norte (fluxo deixa o estator) e – Sul (fluxo entra no estator) • A cada ciclo elétrico de corrente aplicada, os polos dão uma volta mecânica completa ao redor do estator. Então: • • 2 pólos • Frequência e velocidade de rotação Hzse smf f= rad/sse smω ω= fsm e ωsm: velocidade mecânica dos campos magnéticos do estator em rotações por segundo e em radianos por segundo • A cada ciclo elétrico de corrente aplicada, os polos dão duas voltas mecânica completas ao redor do estator. • • 4 pólos Frequência e velocidade de rotação 2se smθ θ= 2 rad/sse smω ω= 2 Hzse smf f= fse e ωse: frequência elétrica das correntes do estator em hertz e em radianos por segundo 2se sm pθ θ= 2 Hzse smf f p = rad/ 2 sse sm pω ω= Máquinas síncronas • Para uma máquina de um par de pólos, a cada giro das espiras teremos um ciclo completo da tensão gerada. • Os enrolamentos podem ser construídos com um número maior de pares de pólos, que se distribuirão alternadamente (um norte e um sul). – Neste caso, teremos um ciclo a cada par de pólos. • Os geradores da usina hidrelétrica de Itaipu possuem 78 pólos e giram a uma velocidade de 92,3 rpm. Velocidades síncronas • Velocidades síncronas correspondentes para as frequências e polaridades mais utilizadas: Frequência da tensão gerada • O valor da tensão gerada por um gerador CA depende da intensidade do campo e da velocidade do rotor. • Como a maioria dos geradores funciona com velocidade constante (geradores síncronos), o valor da fem induzida (ou tensão gerada) é controlado através da excitação do campo. • A frequência da FEM gerada depende do número de pólos do campo e da velocidade do rotor: • rpm Hz 120 n f p× = • θse : Ângulo elétrico (θae ) • θsm : Ângulo mecânico • fse : frequência elétrica das correntes do estator em hertz (Hz) • fsm : frequência mecânica do campo magnético do estator em hertz (Hz) • ωse : frequência elétrica das correntes do estator em radianos por segundo (rps) • ωsm : velocidade mecânica do campo magnético do estator em radianos por segundo (rps) • nsm : velocidade mecânica do campo magnético do estator em radianos por minuto (rpm) Frequência e velocidade de rotação 2se sm Pθ θ= [Hz] 2se sm Pf f= [rps] 2se sm Pω ω= _ 60 sm rpm sm n f = 120 s se mn pf = Exemplo • Considere um estator trifásico excitado com correntes equilibradas de 60 Hz. – Obtenha a velocidade angular síncrona em rad/s e a velocidade em rpm para um estator com dois pólos, com quatro e com seis pólos: • θse : Ângulo elétrico (θae ) • θsm : Ângulo mecânico • fse : frequência elétrica das correntes do estator em hertz (Hz) • fsm : frequência mecânica do campo magnético do estator em hertz (Hz) • ωse : frequência elétrica das correntes do estator em radianos por segundo (rps) • ωsm : velocidade mecânica do campo magnético do estator em radianos por segundo (rps) • nsm : velocidade mecânica do campo magnético do estator em radianos por minuto (rpm) Frequência e velocidade de rotação 2se sm Pθ θ= [Hz] 2se sm Pf f= [rps] 2se sm Pω ω= _ 60 sm rpm sm n f = 120 s se mn pf = Solução • Para uma frequência de fse = 60 Hz, a frequência angular elétrica é igual a: • Usando as seguintes equações: • [rad] [Hz]2 120 377 rad/sse sefω π π= = ≈ rad[ ]s2se ms Pω ω= [rpm] [Hz] [s]60 2 m se n Pf = ×rad rad[ ] [ ]s s 2 ms seP ω ω= [rpm] 120 m sen f p = Pólos nm (rpm) ωms (rad/s) 2 3600 120π ≈ 377 4 1800 60π 6 1200 40π [volta] [s]rad[rpm] [ ]s [rad] [min] 1 60 2 1m ms n ω π = × × [s]rad[ ] [rpm] [rad] 60 2sm sm n ω π = × [elet ] [mec] 2 Pθ θ° = ° rad[ ]s 1[ ]s [rad]2 2 ms se Pf ω π = × Exercício • Repetir o exemplo anterior, para um estator trifásico excitado por correntes equilibradas de 50 Hz. • Rpta.: Pólos ns (rpm) ωs (rad/s) 2 3000 100π 4 1500 50π 6 1000 100π/3 Exemplo [rpm] 120 m sen f P = TENSÃO INDUZIDA – MAQ. SÍNCRONATensão induzida em máquinas CA cos( )M mB B tω α= − Tensão induzida: eind = (v × B)⋅l • Se a espira estiver girando com velocidade angular ω, o ângulo θ da espira aumentara linearmente com o tempo: θ = ω.t • Velocidade tangencial: • r: rádio de rotação da espira • 2 sen( t)ind rl Be ω ω= θ v r ω= ⋅ θ2 seninde vBl= 2= sen( t)ind rle Bω ω Área da espira: A sen( 0 )M mBB tω −= ° 2 sen( t)inde r Blω ω= • Aqui a espira está fixa e o campo B é girante. – B varia senoidalmente com o ângulo mecânico – B é sempre radial α: ângulo medido desde a direção do valor pico de B. ωm é a velocidade angular do rotor Tensão induzida em máquinas CA cos( )M mB B tω α= − Tensão induzida em máquinas CA ind 2 cosM me vB l tω= mv rω= ind 2( ) cosm M me r B l tω ω= ind c s2 oM m mre lB tω ω= φ , m eω ω ω= = ind cose tφω ω= Para um estator de 2 pólos Para uma bobina de 1 espira ind coscNe tφω ω= Para uma bobina do estator de Nc espiras Tensão eficaz: ef 2 cE fNπ φ= rms max 2V V= 2 fω π= θ2 seninde vBl= ( )e = ×v B l • Se 3 bobinas com Nc espiras; desfasadas 120° entre si), foram dispostas ao redor do campo magnético do rotor (BM): • As tensões induzidas em cada bobina: – Estará também desfasadas 120° entre si. • Então: um conjunto de correntes trifásicas pode gerar um campo magnético girante uniforme no estator • E um campo magnético girante uniforme pode gerar um conjunto de tensões trifásicas em um estator. Tensão induzida em máquinas CA 3ph ' ' ' ( ) sen ( ) sen( 12 ) ( ) sen 0 1 0( )2 aa bb c cc c c e t t e t t N N Ne t t φω ω φω ω φω ω − ° + = = ° = Tensão eficaz em um estator trifásico • Tensão eficaz (rms) – OBS: a tensão eficaz nos terminais da máquina dependerá da ligação do estator: • ∆ (Eef_∆ = EA) ou Υ (Eef_Υ = √3 EA) max cE N φω= 2 fω π= max 2 cE fNπ φ= max 2A EE = 2 cAE fNπ φ= fase ee nrc N kN = fase e re n2AE N k fπ φ= ' ' ' ( ) sen ( ) sen( 12 ) ( ) sen 0 1 0( )2 aa bb c cc c c e t t e t t N N Ne t t φω ω φω ω φω ω − ° + = = ° = Exemplo • A densidade de fluxo de pico do campo magnético do rotor é 0,2 T e a velocidade de rotação mecânica do eixo é 3600 rpm. O diâmetro do estator da máquina tem 0,5 m, o comprimento de sua bobina é 0,3 m e há 15 espiras por bobina. A máquina esta ligada em Y. – (a) quais são as três tensões de fase do gerador em função do tempo – (b) qual é a tensão de fase eficaz desse gerador – (c) qual é a tensão eficaz nos terminais desse gerador Solução • (a) ou – O fluxo é dada: – Velocidade do rotor: • As tensões de fase: • 2 lBrφ = (2 ) (0,5) (0,3) (0,2) 0,03Wbr lBφ = = × × = (3600 rpm)(2 rad)(1min/60s) 377 rad/ sω π= = max 2 cE fNπ φ= max cE N ωφ= max 0,03( )( )(377 r15espi ad/ s)ras 1W ,7 Vb 69E = = ' ' ' ( ) 169,7sen 377 ( ) 169,7sen(377 120 ) ( ) 169,7sen(377 240 ) aa bb cc e t t e t t e t t = = − ° = − ° Solução • (b) Tensão de fase eficaz: • (c) Por estar ligado em Y: max 2A EE = 169,7 120V 2A E = = 3T AV E= 3(120V) 208VTV = = CONJUGADO INDUZIDO Conjugado induzido em uma máquina CA • A máquina operando em condições normais, há 2 campos magnéticos presentes – Do circuito do rotor – Do circuito do estator Produz o conjugado ou torque da máquina Conjugado induzido • Onde: – k: fator que depende da construção da máquina – BS: Campo magnético do estator – θ: ângulo entre Blaço e BS que é igual ao ângulo θab = θcd. • laço laço( )( ) senind S S AGB s BA B G en Bτ µ θ θ µ = = ⋅ laço senind SkB Bτ θ= laçoB SB a b d c θ SB SB 90° θ θ laçoind Skτ = ⋅ ×B B O produto vetorial indica um vetor de conjugado para dentro da pagina o conjugado é horário ( )( ) senind SA i Bτ θ= 2A rl= laçoB Gi µ ⋅= Conjugado induzido em uma máquina CA • A distribuição do fluxo no estator: – BS(α) é positiva quando aponta radialmente para fora. (do rotor para estator) • Da força induzida: ind ( )i= ×F l B se( n) SS BB αα = ( ) senSS BB α α= Conjugado induzido em uma máquina CA • Da força induzida 1: • Da força induzida 2: • ind ind,1F (l B) F senSi ilB α= × ⇒ = ( ) senSS BB α α= ind, i ,1 1 nd (r F) sen , anti-horárioSrilB τ ατ = × = ind,2 ind (r F) sen , anti-horárioSrilB τ ατ = × = ind ind,2F (l B) F senSi ilB α= × ⇒ = ind,1 ind,2indτ τ τ= + ind,1τ ind,2τ ind 2 sen , anti-horárioSr Bilτ α= Conjugado induzido em uma máquina CA • A corrente i que flui na bobina do rotor produz nela própria um campo magnético (intensidade HR) – Cte: é uma constante de proporcionalidade • O ângulo entre BS e HR é γ • – K é uma constante que depende da construção da máquina. iN= ⋅ , NH H Cte g g i i⋅= ⇒ = = ⋅ RH iCte= ⋅ ind sen , anti-horárioR SBHK ατ = 180γ α= − ind senR SHK Bτ γ= ⋅ ⋅ ⋅ αi i ind 2 senSir lBτ α⋅= ⋅ R RH Bµ= Conjugado induzido em uma máquina CA – k não será constante porque a permeabilidade µ varia com a saturação magnética da máquina. • equação para estudos qualitativos /k K µ=R RB Hµ= ind sen , anti-horárioR SBHK ατ = ×K=i d Sn RH Bτ ×k=i d Sn RB Bτ Conjugado induzido em uma máquina CA • O campo magnético líquida dessa máquina será: • = Rliq SB +BB )R Rkτ = × −ind liq( BBB RS = −liqB BB ( )R R Rkτ = × − ×liqind BB B B Rkτ = ×d iin l qB B senRk BB δτ = × liqind liqBδ RB SB Conjugado induzido em uma máquina CA • O campo magnético líquida dessa máquina será: • = Rliq SB +BB )R Rkτ = × −ind liq( BBB RS = −liqB BB ( )R R Rkτ = × − ×liqind BB B B Rkτ = ×d iin l qB B senRk BB δτ = × liqind aθ rθ RB liqB SB δ γ δ liqB SB γ RB PASO DE UMA BOBINA fases r Pn = sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ ⋅ ⋅ = sen( ) 2p k ρ= enr d pk k k= ×360 [ mec]p Pρ ° = ° θm: ângulo mecânico coberto pela bobina ρp: passo polar da máquina [ ele]2 m Pθρ = × ° soma da induzida nas bobinas por f aritmetica fem fem ase soma da induzida nas bobinas por fasorial fased E k nE φ φ = = cos 2p k β= 1 soma da nos lados da bob aritmetic ina 2 soma tensão tensãoda nos dois dois fasorial lados da bina bo a C p Ek E = = sen( ) 2p k hρ= sen( 2) sen( 2)d k n n h h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ 180 elet. r P γ °=180β ρ+ = ° Passo de uma bobina • As tensões de saída das bobinas do estator são senoidais porque a distribuição da densidade de fluxo no entreferro é senoidal. • Se a distribuição não é senoidal, então as tensões de saída do estator também serão não senoidal. – Em geral a distribuição da densidade de fluxo (B) no entreferro de uma máquina não é senoidal. • Uma técnica importante para reduzir as harmônicas é o uso de enrolamentos de passo encurtado ou fracionário. Encurtamento de passo Passo completo Passo encurtado Bobina de passo encurtado Bobina de passo pleno Bobina de passo encurtadopasso encurtado 5/6 passo pleno 6/6 Passo encurtado Passo completo Passo encurtado 2 β 2 β β Paso polar • Determinado pela distância em ranhuras entre o início de duas bobinas interligadas da mesma fase. • O passo polar define a região onde será concentrado um pólo magnético formado por esta bobina. • O enrolamento de passo fracionário requer o uso de menos cobre que o de passo inteiro (cabeças de bobinas frontais e posteriores mais curtas), – têm, aproximadamente, as mesmas características do passo inteiro as cabeças de bobinas frontais e posteriores são inativas. Fator de passo kp ( ) cos( )MB tBα ω α= − A rotação do rotor é anti-horária A tensão é para dentro da página, (B é negativa) 2 β 180β ρ= ° − Enrolamento encurtado de passo ρ βρ ρ Fator de passo kp. – β : é 180° - ângulo elétrico abrangido pela bobina (ρ) – ρ : ângulo em graus elétrico abrangido pela bobina. 12 cos 2c E E β= cos 2p k β= 180β ρ= ° − sen 2p k ρ= 1 1 2 cos 2 cos 2 2p Ek E β β = = 1 soma da nos lados da bob aritmetic ina 2 soma tensão tensãoda nos dois dois fasorial lados da bina bo a C p Ek E = = βρ Fator de passo kp • O passo polar é a distância angular entre dois pólos: ρp. • Enrolamento de passo encurtado ou ângulo elétrico coberto pela bobina: ρ • Ângulo que abrange a bobina em graus mecânicos: θm, • ele180 p mθρ ρ = × ° θm: ângulo mecânico coberto pela bobina ρp: passo polar da máquina 180 2360 m mP P ρ θ θ = × ° = ° 2 mPρ θ= mec360 [ ]p P ρ °= ° 90 mec.(4pólos) 180 elét .(sempre) p p ρ ρ = ° = ° sen 2p k ρ= sen 4p mk Pθ= • Calcule o fator de passo kp, se o passo polar da bobina é 5/6. para uma máquina de 2 pólos. • SOLUÇÃO: – Este passo polar abarca 5/6 da distância entre dois pólos adjacentes. ( θm = (5/6)ρp ) – Pólos adjacentes em graus elétricos sempre é 180°. • Exemplo θm: ângulo mecânico coberto pela bobina ρp: passo polar da máquina 180 mec. 180 elé p p ρ ρ = ° = ° 360 p P ρ °= 180 p m ρ ρ θ = × ° 180 15 5 0 6 ρ = × ° = ° sen 2p k ρ= 150sen 0,9659 2p k °= = Exemplo • Uma armadura com 72 ranhuras, tendo quatro pólos, é enrolada com bobinas abrangendo 14 ranhuras (ranhura 1 até ranhura 15). Calcule: – a. O ângulo abrangido por uma bobina de passo inteiro (espaço ocupado por pólo). – b. O espaço ocupado por bobina em graus elétricos. – c. O fator de passo. Solução • a. O ângulo abrangido por uma bobina de passo inteiro (espaço ocupado por pólo). – São r = 72 ranhuras para 4 pólos espaço ocupado por pólo: • b. O espaço ocupado por bobina em graus elétricos. • c. O fator de passo. • 18ranhura7 s p o 4 2 / ól P r = = ou 18 ranhuras ocupam 180° elét. 180 140[ ele4 ]1 18 ρ = × ° = ° Número de ranhuras que ocupa a bobina Número de ranhuras ocupada por pólo Ângulo mecânico entre ranhuras: γ = 360/72=5°mec sen 2p k ρ= 140sen 0,9397 2p k = = θm: ângulo mecânico coberto pela bobina ρp: passo polar da máquina 180 p m ρ ρ θ = × ° Fator de Passo kp • Muitas vezes é conveniente falar que uma bobina da armadura tem o passo fracionário, expresso como uma fração, ou seja, 5/6 de passo, ou 11/12 de passo, etc. • Em tal caso, os graus elétricos abrangidos, ρ , valem: – (5/6) x 180°, ou 150°ele; – (11/12) x 180°, ou 165°ele, etc.; • EXEMPLO: Uma armadura com 6 pólos, 96 ranhuras, é enrolada com bobinas tendo um passo fracionário 13/16. Calcule o fator de passo. • SOLUÇÃO: • 180 146,1 6 253 1 ρ = × ° = ° 73,2sen 0,9569pk = = 6P = 96r = Tensão induzida – passo encurtado Passo completo Passo encurtado efase2 cos( )A p mE N k f tπ φ ω= • Para um passo polar: Tensão induzida do passo encurtado 360 360 180 2p P ρ ° °= = = ° ( ) cos( t )MB Bα ω α= − ind (v B) le = × ⋅ ρ ba (v B) le = × ⋅ ba (90 )2 = cos[ ]M mve t lB ω ρ ° +− − ba = cos( t 90 2 )M mvB le ρω − ° −− ba apontando para forae Bv l= → a b • Tensão induzida do passo encurtado ( ) cos( t )MB Bα ω α= − ind (v B) le = × ρ dc (v B) le = × dc (= co 2 t ])s[ 90M me Bv l ρω − ° −+ dc = cos( t 90 2 )M mvB le ρω − ° ++ dc apontando para forae vBl= → cb (v B) l 0e = × = ad (v B) l 0e = × = O produto: v×B é perpendicular a l d c Tensão induzida do passo encurtado ind ba dce e e= + ind cos( t 90 2) cos( t 90 2)m mM Ml vBe vB lω ρ ω ρ= − − ° − + − ° + cos( ) cos( )λ λ− =cos(90 ) sen( )λ λ° − = sen( ) sen( )cos( ) cos( )sen( )α β α β α β+ = + ind sen( )2 cos t)2 (M mlBve ω ρ = φω ind cos( t)p me kω ωφ= numa bobina de uma espira simples: Fator de passo da bobina kp=sen(ρ/2) mv rω= MBAφ = ⋅ 2A rl= ind [cos( t 90 2)mMB lve ω ρ= − − ° − − d c b a cos( t 90 2)]mω ρ− − ° + Tensão induzida do passo encurtado • Tensão induzida para uma bobina de 1 espira: • Para uma bobina de Nc espiras: – Tensão máxima: – Tensão eficaz: • Para máquinas de mais de dois pólos: ind cos( t)p me k φω ω= ind cos( t)C p mke N φω ω= maxE max (2 )pC C pN NE k k fφω φ π= = max 2 2A pC E E kN fπ φ= = 1sen( ) 22p mk Pθ = ⋅ Exemplo • Um gerador de 60 Hz síncrono 3φ de 2 pólos ligado em Y e rotor cilíndrico tem um enrolamento de campo (rotor) com Nf=68 espiras em série distribuídas e um fator de enrolamento kf=0,945. O enrolamento de armadura (estator) tem Na=18 espiras em série por fase e fator de enrolamento ka=0,933. O comprimento do entreferro é g=4,5 cm, e o raio médio do entreferro é r=0,53 m. O comprimento ativo do enrolamento de armadura é l=3,8 m. • O rotor é acionado por uma turbina a vapor a uma velocidade de 3600 rpm. Para uma corrente contínua de campo de If=720 A. Calcule: • (a) a FMM fundamental de pico (Fmax) produzida pelo enrolamento de campo. • (b) a densidade de fluxo fundamental de pico (Bg1)pico • (c) o fluxo fundamental por pólo • (d) valor eficaz da tensão gerada em circuito aberto na armadura Solução • FMM pico: • Densidade de fluxo pico: – 0 max maxB g µ = r r 1 4 ( ) cos( ) 2rg r INk P P θ π = Valor pico ( rotor) f max f4 ( ) P f k N I π = max 0,9454 68( )720 2π × = 4 max 2,94 10 A×esp./pólo= × 47 max 2 2,94 14 10B 0,821T 4,5 0 10 π − −= =× ×× × θr: Ângulo medido a partir do eixo magnético do rotor r: rádio até o entreferro l : comprimento axial do ferro do estator Solução • Fluxo no pólo: • Integrando a densidade do campo B para encontrar o fluxo fundamental de entreferro por pólo: • 2( )2 ( ) 3,8( )(0, 0,821 ) [Wb]53 2P Φ = × 3,31 [Wb]PΦ = max2 [Wb]P B AΦ = x rma Pcos( ) 2 P P P r Bl r d π π θ θ + − Φ = ∫ max 2( )2 [Wb]P B l rP Φ = 0 max maxB g µ = 1 max cos( )2g r P θ= m x1 a cos( )2g r PB B θ= 2P = max 2( ) sen( ) 2 rP P P PB P l r π π θ − Φ = Solução • Tensão eficaz de circuito aberto: (ligado em Y ) • max m ae re f en s22ef P k E E f Nπ= = Φ _ 0,9332 (60)( )(18)(3,31)ef aE π= 14,8kVefE = ,linha 3(14,8) kV 25,7 kVefE = = 3,31 [Wb]PΦ = max_ me fase22ef a Pa f k E E Nπ= = Φ Fator de Distribuição kd • Todos os lados de bobina de uma dada fase são encaixados em ranhuras adjacentes e são conhecidos como agrupamentos de fase. • 6 agrupamentos de fase nesse estator de dois polos. • Em geral, há 3P agrupamentos de fase em um estator de P polos, P em cada fase. Enr. Distribuído de passo pleno • 4 bobinas por cada fase; 2 pólos Fator de Distribuição • Esse enrolamento ainda tem agrupamentos de fase, mas dentro de uma ranhura individual as fases das bobinas podem estar misturadas. • Na fig. o passo das bobinas é 5/6 ou 150°ele. Enr. Distribuído de passo encurtado • 4 bobinas por cada fase; 2 pólos • 12 ranhuras do estator 150ρ = ° 5ρ γ= × 12 80 30 2 1γ °= = ° 0 P 18 r γ °= Fator de Distribuição kd • A divisão do número total de espiras necessárias em bobinas separadas permite um uso mais eficiente da superfície interna do estator e propicia uma resistência estrutural mais elevada, porque as ranhuras abertas na estrutura do estator podem ser menores (menos profundas). • Entretanto, o fato de que as espiras que compõem uma dada fase estão em ângulos diferentes significa que suas tensões serão menores do que poderia ser esperado se fosse de enrolamento concentrado. Fator de Distribuição kd • Para a figura, a máquina tem um enrolamento de camada única, com o enrolamento de estator de cada fase (cada agrupamento de fase) distribuído entre três ranhuras distanciadas γ = 20° entre si. • Se a bobina central da fase a tiver inicialmente uma tensão dada por: • Nas outra bobinas da fase a: • A tensão total da fase a: 2 0 VaE E= ∠ ° 1 20 VaE E= ∠ − ° 3 20 VaE E= ∠ ° 1 2 3 Va aa aE EE E= + + Fator de Distribuição kd • fase a : • Essa tensão na fase a não é bem o que seria esperado se todas as bobinas de uma dada fase tivessem sido concentradas na mesma ranhura. Ea teria sido 3E. • O fator de distribuição kd: é a razão entre a tensão real em uma fase de um enrolamento distribuído e o valor esperado no caso de um enrolamento concentrado, para o mesmo número de espiras. 1 2 3 Va aa aE EE E= + + 20 0 20 Va E E EE = ∠ − ° + ∠ ° + ∠ ° [cos( 20 ) sen( 20 ) 1a E jE = − ° + − ° + + cos(20 ) sen(20 )]Vj+ ° + ° 2 cos(20 ) 2,879 VaE E E= ° = γ = 20°. Fator de Distribuição kd • Para um enrolamento de n ranhuras por agrupamento de fase, distanciadas de γ graus, é dada por: • γ γ nγ2 γ 2 γ γ γ γ real esperada sem distribuiçãod V V k φ φ = 2,879 0,960 3d Ek E = = sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ = soma da induzida nas bobinas por f aritmetica fem fem ase soma da induzida nas bobinas por fasorial fased E k nE φ φ = = 180 r Pγ °= fases r Pn = n : número de bobinas por fase Exemplo • Uma máquina trifásica, armadura com 6 pólos, 96 ranhuras, é enrolada com bobinas tendo um passo fraccionário 13/16 (utiliza 13 ranhuras –> passo encurtado, de 16 ranhuras –> passo completo). • Calcule o fator de passo (kp) • Calcule o fator de distribuição (kd) Solução • Calcule o fator de passo (kp) • sen( ) 2p k ρ= 180 p m ρ ρ θ = × ° 360 [ mec]p P ρ °= ° θm: ângulo mecânico coberto pela bobina ρp: passo polar da máquina (13 / 16 60) 48,75mθ = × =° °66 360 0pρ ° = = °(13 / 16)m pθ ρ= × 146,25 2 48,75 6ρ ×= = ° 146,25sen( ) 0,95694 2p k °= = [ elét] 2 m Pρ θ = × ° 2 m Pρ θ = × sen( ) 2p k ρ= Exemplo • Calcule o fator de distribuição; kd para uma armadura trifásica de quatro pólos, tendo: – a) 12 ranhuras – b) 24 ranhuras – c) 48 ranhuras – d) 84 ranhuras • a) r = 12 ranhuras – Solução 4 180 60 elét 12 .γ °= = ° fases q Pn = ranhuras pólo×fase 12 4 3 1n = = sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ = sen( 2) 1 sen( 60 60 2) 1 1d k ×= = 180 q P γ °= • b) r = 24 ranhuras • c) r = 48 ranhuras • d) r = 84ranhuras • Solução 4 180 30 elét 24 .γ °= = ° fases q Pn = ranhuras pólo×fase 24 4 3 2n = = sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ = sen( 2) 0,96593 sen( 2) 30 30 2 2d k ×= = × 4 180 15 elét 48 .γ °= = ° ranh pólo×fase3 48 44n = = sen( 2) 0,9558 s 8,5714 8,5en( 2)714 7 7d k ×= = × sen( 2) 0,95766 sen( 2) 15 15 4 4d k ×= = × 60 74 180 8,571 84 4γ °= = = 3 784 4n = = Exemplo • Uma armadura com 72 ranhuras, tendo quatro pólos, é enrolada com bobinas abrangendo 14 ranhuras (ranhura 1 até ranhura 15). Calcule: – (a) o ângulo abrangido por uma bobina de passo inteiro (espaço ocupado por pólo) – (b) o espaço ocupado por bobina em graus elétricos. – (c) o fator de passo. Solução • (a) 72 ranhuras para 4 pólos: – Espaço ocupado por pólo: 72/4 = 18 ranhuras por pólo – 18 ranhuras será ocupado por 180 graus elétricos • 18 ranhuras será ocupado por 90 graus mecânicos • (b) espaço ocupado por bobina: – 18 ranhuras 180 graus elétricos – 14 ranhuras ρ graus elétricos • (c) fator de passo: • 14 180 140 18 ρ = × ° = ° 1sen( ) sen( ) 2 22 m pk Pθ ρ = = 70mθ = ° sen( ) sen1 740 0 0,94 2p k = = ° =° 14 1490 4 1 3 0 8 18 6 mθ ×= ×= Exemplo • Da figura ao lado, calcule os fatores de distribuição, de passo e de enrolamento. 150° 2 pólos • Observa-se que há duas bobinas por cinto de fase, separados por um ângulo elétrico de 30°, então: • Bobinas de passo encurtado: • Fator de enrolamento: Solução sen( ) 2p k ρ= 150° 150ρ = ° 150sen( ) 0,966 2p k = = enr d pk k k= × sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ ⋅ ⋅ = 2 pólos fases r Pn = 3 212 2n = = sen( 2) 0,966 sen( 2) 2 30 302d k ⋅= = enr (0,966)(0,966) 0,933k = = • Enrolamento de camada única; Enrolamento de estator de cada fase distribuído entre três ranhuras distanciadas 20° entre si. • Seja a tensão inicial, na fase a (bobina a2) • Calcule a tensão nas outras fases • Calcule o fator de distribuição kd. Exemplo 2 0aE E= ∠ ° • γ = 20°. • Nas outras bobinas: • Tensão na fase a: – Fasorial: – Aritmética: • Solução a 1 2 3= a a a+ +E E E E a = 20 0 20E E E∠ − ° + ∠ ° + ∠ °E a = 2 cos 20 2,879E E E+ ° =E arit = 3E E 2,879 0,960 3d Ek E = = 2 0aE E= ∠ ° 1 20aE E= ∠ − ° 3 20aE E= ∠ ° Exemplo • O estator de uma máquina síncrona trifásica, de dois pólos é ligada em Y, é usado para construir um gerador. • As bobinas são de camada dupla, com 4 bobinas de estator por fase, distribuídas como na figura. • Cada bobina consiste em 10 espiras. Os enrolamentos têm um passo elétrico de 150°. • O rotor (e o campo magnético) está girando a 3000 rpm e o fluxo por polo nesta máquina é 0,019 Wb. – (a) qual é o passo de ranhura em graus mecânicos; em graus elétricos – (b) Quantas ranhuras são ocupadas pelas bobinas do estator – (c) qual é a tensão de fase em uma das fases do estator dessa máquina – (d) qual é a tensão de terminal da máquina Solução • (a) O estator tem 6 agrupamentos de fase (bobinas associadas a cada fase) com 2 ranhuras por agrupamento 12 ranhuras, passo de ranhura:– ∠ elétrico = ∠ mecânico = 30° (P=2) • (b) Há 6 ranhuras por pólo (12 ranhuras e 2 pólos) • Passo de bobina é de ρ=150° elét.: • 150°/180° = 5/6 – 180 18 1 0 2 30 2r P γ ° °= = = ° 150° Bobina ocupam 5 ranhuras do estator rpm 3000 rpmn = 0,019Wbφ = Solução • (c) tensão em uma única fase: – Frequência f : – Fator de passo: – Fator de distribuição: • (3000 rpm)( pólos) 50Hz 1 0 2 2 f = = 150° sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ ⋅ ⋅ = 150sen( ) 0,966 2p k =°= 150ρ = ° fase e re n2AE N k fπ φ= sen( ) 2p k ρ= fases r Pn = 120 mnf P= 2P = 30γ = ° 3 212 2n = = rpm 3000 rpmn = 0,019Wbφ = Solução • (c) tensão em uma única fase: – Fator de distribuição: • Logo: • (d) tensão terminal da máquina: • 0,966 0,9662 (40esp)( x )(0,019 Wb)(50Hz)AE π= 157 VAE = 150° sen( 2) 0,966 sen( 30 3 2 2 0 2)d k ⋅= = ⋅ 2n = fase e re n2AE N k fπ φ= 50Hzf = 0,966pk = sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ ⋅ ⋅ = 30γ = ° 3t AV E= 3(157 V) 272VtV = = 0,019Wbφ = fases r Pn = sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ ⋅ ⋅ = sen( ) 2p k ρ= enr d pk k k= ×360 [ mec]p Pρ ° = ° θm: ângulo mecânico coberto pela bobina ρp: passo polar da máquina 2 m Pρ θ= × soma da induzida nas bobinas por f aritmetica fem fem ase soma da induzida nas bobinas por fasorial fased E k nE φ φ = = cos 2p k β= 1 soma da nos lados da bob aritmetic ina 2 soma tensão tensãoda nos dois dois fasorial lados da bina bo a C p Ek E = = sen( ) 2p k hρ= sen( 2) sen( 2)d k n n h h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ 180 elet. r P γ °= Harmônicos em Enrolamentos Em dois pólos Polifásicos: exemplo trifásico Harmônicas Freq. Fundamental (f0 ou w0) 3ra harmônica (3f0 ou 3w0) 5ta harmônica (5f0 ou 5w0) 7ma harmônica (7f0 ou 7w0) • Produção de Campos Magnéticos em Enrolamentos Distribuídos Polifásicos (P=2) • O uso de enrolamentos distribuídos introduz problemas adicionais. • A presença de ranhuras uniformes na periferia interna do estator causa variações regulares na relutância e no fluxo ao longo da superfície do estator. • Essas variações regulares produzem harmônicas nas ranhuras. Harmônicas nas ranhuras Para dois pólos Harmônicas nas ranhuras • Harmônicas de ranhura ocorrem em frequências determinadas pelo espaçamento entre ranhuras adjacentes: – hranhura: índice o número da componente harmônica – ranhuras: número de ranhuras do estator – M: um número inteiro – P: Pólos da máquina ranhura 1 ranhuras2 P h M ×= × ± M=1 para harmônicas de frequências mais baixas que causam mais problemas. Exemplo • Seja um estator de 6 pólos e 72 ranhuras • Nessa máquina duas harmônicas de frequência mais baixas são mais problemáticos (difíceis de manipular): • Para frequência de 60 Hz: – harmônicas de 60x23 = 1380 Hz – harmônicas de 60x25 = 1500 Hz ranhura ( ) 6 ( )2 172 2 23e1 5h = × ± = ranhura 1 ranhuras2 P h M ×× ±= Efeitos dos Harmónicos de Ranhura • Os principais efeitos dos harmónicos de ranhura são: – Indução de harmónicos de tensão no sistema eléctrico, deformando a onda em tensão. – Aumento da taxa de distorção em tensão THDU(%) – Maior facilidade de apresentar ressonância com baterias de condensadores – Diminuição do rendimento de motores (menor par, vibrações, etc) – Actuação inadequada de dispositivos electrónicos sensíveis. • Suprimimos os harmónicos de ranhura se inclinar-mos as ranhuras em relação ao cilindro que constitui a face interior do estator, ou inclinando as arestas das peças polares em relação às mesmas geratrizes. Exemplo • Para uma máquina de 50Hz, de armadura trifásica de quatro pólos; calcule o índice de harmônica que são difíceis de manipular, tendo: – a) 12 ranhuras – b) 24 ranhuras – c) 48 ranhuras – d) 96 ranhuras • a) 12 ranhuras – Para frequência de 60 Hz: – h5 = 60x5 = 300 Hz – h7 = 60x7 = 420 Hz • b) 24 ranhuras – Para frequência de 60 Hz: – h11 = 60x11 = 660 Hz – h13 = 60x13 = 780 Hz – M=1; P=4 • c) 48 ranhuras – Para frequência de 60 Hz: – h23 = 60x23 = 1380 Hz – h25 = 60x25 = 1500 Hz • d) 96 ranhuras – Para frequência de 60 Hz: – h47 = 60x47 = 2820Hz – h49 = 60x49 = 2940Hz Solução ranhura 1 12( )( ) 4 2 75 e1h = × ± = ranhura ( ) 4 ( )2 124 1 13e1 1h = × ± = ranhura ( ) 4 ( )2 148 2 25e1 3h = × ± = ranhura ( ) 4 ( )2 196 4 49e1 7h = × ± = Tensão induzida - harmônicos • A maquina síncrona ligada em Υ: – Tensão de terceira harmônica entre 2 terminais quaisquer será zero • A máquina síncrona ligada em ∆: – As três componentes somam-se e produzem uma corrente de terceira harmônica nos enrolamentos (circulação de corrente no circuito fechado em ∆) influência desprezível na tensão dos terminais da máquina • kp para frequência harmônica: • Kd para frequência harmônicas: • sen( ) 2p k hρ= 1 1 1 sen sen( 120 ) sen( 240 ) a M b M c M e E t e E t e E t ω ω ω = = − ° = − ° , , 3 3 3 3 , 3 3 sen se 3 3 360 3 n 720 ( ) sen( ) h h a M b M c Mh e E t e E t e E t ω ω ω= − °= − ° = sen( 2) sen( 2)d k n n h h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ Exemplo • Um estator trifásico de dois pólos tem bobinas com um passo de 5/6. – Quais são os fatores de passo para as harmônicas presentes nas bobinas da máquina. Solução • Estator 3φ; P=2 . bobinas com um passo de 5/6. Quais são os fatores de passo para as harmônicas presentes na máquina. – Passo polar em graus mecânicos: – Ângulo de passo mecânico da bobina é: – Ângulo em graus elétricos: ρp = θm. (2 pólos) • 360 360 180 2p P ρ ° °= = = ° 5 180 150 6m θ = ⋅ ° = ° 1180 115 50 1 080 80 m p ρ θ ρ ° = ⋅ ° = ⋅ ° = ° ° Solução – Fundamental sen( ) 0,966 sen( ) 5° harmônica sen( ) 0,259 7° har 1 3° harmônic m a 3 0,70 ônica 7 5 7 9° harmônica 9 0,707 75 75 75 75sen( ) 0,259 sen( 75 ) p p p p p k k k k k = × = = × = = × = = × = = × ° = − ° ° ° − ° Harmônicas de n múltiplo de três não estão presente na saída trifásica 150ρ = °sen( ) 2p k h ρ= ⋅ sen( 75 ) sen( 75 )pk h h= ⋅ ° = ⋅ ° sen( )75pk h= ⋅ ° Solução 5 9 1 3 7 0,966 5° 0,259 7° 3° 0,707 9° 0, 0,259 707 p p p p p k k k k k = = = = −= − Distribuição de enrolamentos em um número fracionário de ranhuras • Da análise da distribuição do enrolamento, é clara a necessidade de se aumentar o número de ranhuras por pólo por fase [ n =r/(P×fases) ] para reduzir o efeito do harmônico de ranhura; • Para um número fixo de pólos, o aumento de n implica no aumento do número de ranhuras: – Para um número elevado de pólos, mesmo n=2 pode ser problemático; • A seleção de h=1 implica em alto conteúdo harmônico; • Uso de valor fracionário de ranhuras sen( 2) sen( 2)d k n n h h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ Distribuição de enrolamentos em um número fracionário de ranhuras • Para manter a simetria de fases, o número de ranhuras deve ser um múltiplo do número de fases; • O númerode ranhuras não precisa ser um múltiplo do número de pólos; • Exemplo: máquina trifásica (3φ), P = 10 pólos: – n = 1: 30 ranhuras; – n = 2: 60 ranhuras!!! Muito alto para uma máquina pequena; – Usando r = 42 ranhuras, [ n=r/(P×fases) ] : – n = 42/(3*10) = 7/5 ranhuras por fase ou (7/5)*3 = 21/5 ranhuras por 5 pólos (P/2): • O enrolamento tem que ser distribuído em 21 ranhuras para 5 pólos sendo repetido após o enrolamento dos primeiros 5 pólos. sen( 2) sen( 2)d k n n h h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ Distribuição de enrolamentos em um número fracionário de ranhuras • Exemplo: máquina trifásica (3φ), P = 10 pólos; r = 42 ranhuras • 10 5 2 7 3 4n = = × inteiro e primos entre si. inteirofases m mrn z zP → = = >→× 180 elet. r P γ °= 180 =42,85 1 ° e 4 t 2 0 el .γ °= 7 5 m z = = 7 7 sen( 2 ) 9,558 sen( 42,85 42,8 )55 2 5 dk × ⋅ = = ⋅ ⋅ sen( ) 2 sen( ) 2 d z m m k z γ γ ⋅ = ⋅ sen( 2 ) sen( 2 )d z hm z mk h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ Distribuição de enrolamentos em um número fracionário de ranhuras • Passo polar: • Escolhendo uma passo da bobina de 4 ranhuras • Passo da ranhura: • Passo da bobina: • Ângulo de encurtamento: • Fator de passo: • ranhuras pól×ranhura o410 ,2p rρ = = 180 elet.m r P γ °= 4ρ γ= × 360 360 10 36 mecp P ρ ° °= = = ° 180β ρ= − 171,43180 8,57β = − = ° =171,4 42, 3°4 .85 eletρ = × sen( ) 2p k hρ= 171,4se 3n( ) 0,9972 2 (1) pk = = ⋅ 8,57cos 0,997 2p k = = 180 =42,85 1 ° e 4 t 2 0 el .γ °= cos 2p k β= Exemplo • Uma máquina trifásica, armadura com 6 pólos, 96 ranhuras, é enrolada com bobinas tendo um passo fraccionário 13/16 (utiliza 13 ranhuras –> passo encurtado, de 16 ranhuras –> passo completo). • Calcule o fator de distribuição (kd) Solução • Fator de distribuição 69 180 11 6 ,25γ °= = ° 180 q P γ °= sen( 2 )16 1 0,9551 sen( 2 ) 11, 25 11, 3 3 1 1 256d k ×= = × ⋅× ⋅⋅ 3 196 6 6 3 n = = sen( 2 ) sen( 2 )d z hm z mk h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ fasesP n q z m = = × 6 3 1m z = = 1h = • O estator de uma máquina síncrona trifásica, de dois pólos é ligada em Y, é usado para construir um gerador. • As bobinas são de camada dupla, com 4 bobinas de estator por fase, distribuídas. • Cada bobina consiste em 10 espiras. Os enrolamentos têm um passo de 150° elétricas. • O rotor (e o campo magnético) está girando a 3000 rpm e o fluxo por polo nesta máquina é 0,019 Wb. • a) Qual é o fator kd e kp fundamental • • Exemplo b) Qual é a redução que o enrolamento de passo encurtado dá para a componente de quinta harmônica, em relação à redução da fundamental. c) Qual a harmônica mais problemática? Solução • (a) Qual é o fator de passo fundamental • Fator de distribuição kd fundamental. • 150° sen( ) 2p k h ρ= ⋅ 1h = 1 15sen( ) 0,9 90 5 2 1 6pk ° = ⋅ = sen( 2 ) sen( 2 )d z hm z mk h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ fasesP n q z m = = × 180 q P γ °= 1h = 2 212 13 n = = × 1z = 12 80 30 2 1γ °= = ° 1sen( 2 ) s 2 e 1 n 3 ( 0 3 22 )0 11d k ⋅= ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ 2m = 0,9659dk = Solução • (b) Fator de passo para a componente de 5ta harmônica • c)harmônicas de difícil manipulação: • ranhura 1 ranhuras2 P h M ×× ±= ranhura ( ) 2 ( )2 112 1 13e1 1h = × ± = 5h = 5 15sen( ) 0,2 80 8 2 5 5pk ° = ⋅ = 5 1 0, 2588 0,2680 26,8% 0,9659 p p k k = = = sen( ) 2p k h ρ= ⋅ fases r mn P z = = sen( 2) sen( 2)d n n k γ γ ⋅ ⋅ = sen( ) 2p k ρ= enr d pk k k= ×360 [ mec]p Pρ ° = ° θm: ângulo mecânico coberto pela bobina ρp: passo polar da máquina 180 P m ρ ρ θ = × ° soma da induzida nas bobinas por f aritmetica fem fem ase soma da induzida nas bobinas por fasorial fased E k nE φ φ = = cos 2p k β= 1 soma da nos lados da bob aritmetic ina 2 soma tensão tensãoda nos dois dois fasorial lados da bina bo a C p Ek E = = sen( ) 2p k hρ= 180 elet. r P γ °= ranhura 1 ranhuras2 P h M ×× ±= sen( 2 ) sen( 2 )d z hm z mk h γ γ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ 2 m Pρ θ= × sen( ) 2p P mk θ ρ π = × Saturação Magnética • As características das máquinas elétricas dependem do material magnético • A medida que o fluxo magnético é aumentado, o material começa a saturar • Sua permeabilidade magnética diminui • Efetividade na contribuição da densidade de fluxo magnético diminui. • A saturação influencia apreciavelmente as características da máquina • As características de saturação das máquinas rotativas são representadas tipicamente na forma de uma característica de circuito aberto ou a vazio ou Curva de magnetização ou curva de saturação. Saturação Magnética Excitação de campo em ampères- espiras ou em ampères de campo Te ns ão d e cir cu ito a be rt o Linha de entreferro Característica de circuito aberto • A curva de saturação é obtida operando a máquina em velocidade constante e medindo a tensão de armadura de circuito aberto em função da corrente de campo. • Linha que corresponde aos níveis baixos de fluxo dentro da máquina – Relutância do entreferro é desprezível Saturação magnética Excitação de campo em ampères- espiras ou em ampères de campo Te ns ão d e cir cu ito a be rt o Linha de entreferro Característica de circuito aberto • Fluxo concatenados das fases de armadura a, b, c e do enrolamento de campo f, expressos em termos de indutâncias e correntes: • Tensões induzidas obtidas por Faraday. • Com tensão CC constante no enrolamento de campo, tem-se: Indutância mútua entre estator e rotor aa ab ac af ba bb bc bf ca cb cc cf fa fb fc ff f f f f a a a a c c c c ca f b b b b b i i i i i ii i i i i ii i i i λ λ λ λ = + + + = + + + = + + + = + + + f f f VI R = • Com um estator cilíndrico, a indutância própria do enrolamento de campo não depende de θm. – Efeitos dos harmônicos desprezados • Onde: – Lff , Lf0 , Lf1: indutâncias que não depende de θm. – Lf0: parcela de Lff devida à componente fundamental espacial de fluxo de entreferro – Lf1: é responsável pelo fluxo de dispersão do enrolamento de campo. Indutância própria do rotor ff ff f0 f1L L L= = + Fluxo de dispersão é o fluxo que se perde (similar que nos transformadores • Em condições de transitórios ou de desequilíbrio, os fluxos concatenados dos enrolamentos da expressão de λf , variam com o tempo e as tensões induzidas nos circuitos do rotor têm um efeito sobre o desempenho da máquina. • Mas com correntes 3φ de armadura (estator), a tensão induzida no enrolamento de campo é zero. • Indutância própria do rotor ff ff f0 f1L L L= = + fa fb fc ffbf fa ci i i iλ = + + + f f fI V R= Com tensão CC constante no enrolamento de campo, tem-se: • A indutância mútua entre o enrolamento de campo f (rotor) e a fase a (estator) , af, varia periodicamentecom θm.(entre eixo do rotor e do campo da fase a) – Rotor girando a velocidade síncrona: – δ0 é o ângulo do rotor no tempo t=0 – ωe=(pólos/2)ωsinc é a frequência elétrica – δe0 é o ângulo elétrico do rotor em t=0 Indutância mútua entre estator e rotor af f mea af cosL θ= = m sinc 0tω δθ = + mme 02 ee P tθθ ω δ= = + af a 0fa f cos( )e etL ω δ= += mθ rotor sincω ω= bf bf mecos( 120 )L θ= − ° cf cf mecos( 120 )L θ= + ° • Indutâncias próprias do estator serão constantes: – Laa0: Indutância própria devido ao fluxo fundamental espacial do entreferro – La1: componente adicional devido ao fluxo dispersivo. • Indutância mútua entre as fases supondo que dependa exclusivamente do fluxo fundamental espacial de entreferro: • 3φ : Desfasadas de 120°α=±120°. Indutância do estator e síncrona caa bb c aaL L L= = = = +a aa0 1 ab cosL α= aa0 ab ac af ba bc bf ca cb cf fa f bb b fc aa cc ff c c c c a a a a a b b f f f f b b fc b i i i i i i i i i i i i i ii i λ λ λ λ = + + + = + + + = + + + = + + + • Indutâncias próprias do estator serão constantes: • 3φ : Desfasadas de 120°α=±120° • A indutância mútua de armadura são iguais • Indutância do estator e síncrona caa bb c aaL L L= = = = +a aa0 1 acab 1 ba ca bc cb aa 02 L= = = = = = − ab cosL α= aa0 1 ab 2ba cos( 12 )0L L± °= = = −aa0 aa0 1 ac 2ca cos( 12 )0L L± °= = = −aa0 aa0 1 bc 2cb cos( 12 )0L L± °= = = −aa0 aa0 120+ ° 120− ° ab ac af ba bc bf ca cb cf fa f bb b fc aa cc ff c c c c a a a a a b b f f f f b b fc b i i i i i i i i i i i i i ii i λ λ λ λ = + + + = + + + = + + + = + + + • Indutâncias próprias do estator serão constantes: • Do fluxo concatenado da fase a: • Indutância do estator e síncrona caa bb c aaL L L= = = = +a aa0 1 acab aa 0ba ca bc cb 1 2 L= = = = = = − ab cosL α= aa0 aa ab ac af ba bb bc bf ca cb cc cf fa fb fc ff f f f f a a a a c c c c ca f b b b b b i i i i i ii i i i i ii i i i λ λ λ λ = + + + = + + + = + + + = + + + aa ab ac afb fca ai i i iλ = + + + aa ab f1 a0 a( ) ( )c fa ba L iL i iiλ = + + + + aa0 aa0a af1 1( ) ( ) 2 ba fa c L L i iL iiλ = + − + + Indutância do estator e síncrona • Fluxo concatenado fase a: • Corrente trifásica em equilíbrio: • Indutância síncrona (LS) indutância efetiva vista pela fase a quando a máquina está funcionando em regime permanente e condições elétricas equilibradas. b c 0ai i i+ + = b c ai i i+ = − aa0 aa0a a b a f1 c f 1 2 ( ) ( )a i iL L i iLλ = ++ +− aa0 aaa af f0a1( ) 1 2a a L L i i iLλ += ++ a a f0 1 a afa( ) 3 2a L i iLλ = ++ a af fSa L i iλ = + 3 aa02 a1SL L L= + af : indutância mútua entre o enrolamento de campo f (rotor) e a fase a (estator) Laa0: Indutância própria do fluxo fundamental do entreferro. La1: componente devido ao fluxo dispersivo Indutância do estator e síncrona • Fluxo concatenado fase a: • Tensão terminal pode ser definido, na fase a: • – a a a adv R i dt λ = + aa f a a f a ( ) ( ) S di tL d iv R i dt dt = + + aaf f 0fa cos( )e eL tω δ= += ( ) af f 0f f fa af 0 sco es n(( ) ( ) ) e ee e eL t d d L i dt d i t ti ω ω δω δ= ⋅ +=+ − a a a aa f ( )( ) ( () )S di tv t R i t dt eL t= + + Tensão gerada ou tensão interna 3 aa02 a1SL L L= +a af fSa L i iλ = + 0af af f s) en( )( e e eit Le tω ω δ− += af : indutância mútua entre o enrolamento de campo f (rotor) e a fase a (estator) Laa0: Indutância própria do fluxo fundamental do entreferro. La1: componente devido ao fluxo dispersivo δe0 é o ângulo elétrico do rotor em t=0. CIRCUITO EQUIVALENTE Circuito equivalente • Tensão terminal na fase a em função do tempo a a afa a( ( )) ( )) (S dv t R i t dt i t e tL= + + A A A S A AR jX φ= + + =V I I E V a,maxa cos(( )) eti It ω δ+= a,max 2 AI I= a a,max sen( )e e di I t dt ω ω δ= − + S e SX Lω= A AI δ= ∠I A e Ajω=I' I 0af af f sen) ( )( ee eit L te ωω δ− += af afeX Lω= 90A e AIω δ= ∠ +°I' δe0 é o ângulo elétrico do rotor em t=0 af f ,max af f ,max 2 2 e A XL I I E ω = = af f 0 0902A e e A e L i jEω δ δ= ∠ + ° = ∠E 0A A ejE δ= ∠E Circuito equivalente • Tensão terminal na fase a em função do tempo • Tensão da forma fasorial: a a a aa f ( )( ) ( () )S di tv t R i t dt eL t= + + a1SX X Xϕ= + ( )A A A AR j X Xφ ϕ= + + +a1V I I E A AI δ= ∠I af f 0( ) sen( )af e e ee t L i tω ω δ= − + af f 2A X IE = af afeX Lω= 0A A ejE δ= ∠E Motor δe0 é o ângulo elétrico do rotor em t=0 3 aa02 a1SL L L= + 3 aa02 eX Lϕ ω=a1 a1eX Lω= Xa1 é a reatância de dispersão da armadura X ϕ é a reatância de magnetização efetiva ou reatância de reação de armadura a,maxa cos(( )) eti It ω δ+= Circuito equivalente - Motor a1SX X Xϕ= + ( )A A A AR j X Xφ ϕ= + + +a1V I I E A AI δ= ∠I af f 2A X IE = af afeX Lω= 0A A ejE δ= ∠E δe0 é o ângulo elétrico do rotor em t=0 3 aa02 a1SL L L= + 3 aa02 eX Lϕ ω=a1 a1eX Lω= Xa1 é a reatância de dispersão da armadura X ϕ é a reatância de magnetização efetiva ou reatância de reação de armadura a,maxa cos(( )) eti It ω δ+= ER é a tensão interna gerada pelo fluxo resultante de entreferro e usualmente é referida como tensão de entreferro ou tensão por “detrás” da reatância de dispersão Exemplo • Observa-se que um motor síncrono trifásico de 60 Hz tem uma tensão de linha de 460 V nos terminais e uma corrente terminal de 120 A com um fator de potência de 0,95 indutivo. Nessas condições de operação, a corrente de campo é 47 A. A reatância síncrona da máquina Xs é igual a 1,68 Ω (0,794 pu, em uma base trifásica de 460 V e 100 kVA). Suponha que a resistência de armadura seja desprezível. Calcule – (a) a tensão interna gerada EA em volts – (b) o valor da indutância mútua LAF, entre o campo e a armadura. – (c) a potência de entrada elétrica do motor em kW e em HP Solução • (a) Do circuito equivalente: EA RAjXS IA Vφ 0V E I IA S A A AjX Rφ = + + E V IA S AjXφ= − 460 265,6V 3 Vφ = = 120IA θ= ∠ − acos(FP) acos(0,95) 18,2θ = = = ° 120 18,2IA = ∠ − ° 265,6 0 (1,68)(120 18,2 )EA j= ∠ ° − ∠ − ° (201,6 71,80 )265,6EA ∠= ° − °∠ 62,967265, 191,5146EA j−= − 278,815 43,38EA = ∠ − ( )A A A AR j X Xφ ϕ= + + +a1V I I E SX X Xϕ= +a1 Solução • (b) o valor da indutância mútua LAF, entre o campo e a armadura. • (c) a potência de entrada elétrica do motor em kW e em HP af afeX Lω= af f 2A X IE = 278,815 43,38EA = ∠ − af f 2 A e EL Iω = af 2(278,815) 22,3mH 2 (60) 47 L π = = × e 2 fω π= entrada 3 3 265,6 120 0,95a aP V I FP= × = × × × entrada 1HP90,8kW 90,8 122HP 0,745kW P = = × = Circuito equivalente - Gerador • Reatância síncrona:• Indutância síncrona LS : • Reatância de dispersão da armadura: • Reatância de magnetização efetiva ou autoindução do estator ou armadura • A A A A AjX jX Rφ ϕ− −= −V E I I I V E I IA S A A AjX Rφ = − − 3 0 12S aa aL L L= +S SX Lω= 3 02( )aaX L Xϕ ϕω= = a1 a1X L Xω= = ER é a tensão interna gerada pelo fluxo resultante de entreferro e usualmente é referida como tensão de entreferro ou tensão por “detrás” da reatância de dispersão a1SX X Xϕ= + SX X Xϕ= +a1Laa0: Indutância própria do fluxo fundamental do entreferro. La1: componente devido ao fluxo dispersivo Circuito equivalente - Motor • Reatância síncrona: • Indutância síncrona LS : • Laa0: Indutância própria devido ao fluxo fundamental espacial do entreferro • La1: componente adicional devido ao fluxo dispersivo. • Reatância de dispersão da armadura: • Reatância de magnetização efetiva ou autoindução do estator ou armadura • A A A AA jX jX Rφ ϕ= + + +IV I IE A S A A AjX Rφ = + +V E I I 3 0 12S aa aL L L= +S SX Lω= 3 02( )aa AX L Xϕ ω= = a1 a1X L Xω= = EA RAjXa1 IA Vφ jX ϕ + _ ER + _ a1SX X Xϕ= + ER é a tensão interna gerada pelo fluxo resultante de entreferro e usualmente é referida como tensão de entreferro ou tensão por “detrás” da reatância de dispersão Circuito equivalente - Motor • Indutância síncrona LS : • Reatância de dispersão da armadura: • Reatância de magnetização efetiva ou autoindução do estator ou armadura: • A A A AA jX jX Rφ ϕ= + + +IV I IE A S A A AjX Rφ = + +V E I I 3 0 12S aa aL L L= + S SX Lω= 3 02( )aa AX L Xϕ ω= = a1 a1X L Xω= = EA RAjXa1 IA Vφ jX ϕ + _ ER + _ a1SX X Xϕ= + ER é a tensão interna gerada pelo fluxo resultante de entreferro e usualmente é referida como tensão de entreferro ou tensão por “detrás” da reatância de dispersão Reatância de armadura 3 02( )aaX L Xϕ ϕω= = Reatância de dispersão L1a. a1 a1X L Xω= = Valores das grandezas • Resistência de armadura: – RA=0,01 pu • Reatância de dispersão da armadura: – Xa1 = 0,1 a 0,2 pu. • Reatância síncrona: – XS = 1,0 a 2,0 pu • Quando a maquina diminui: – RA aumenta – XS decresce. – Maquina de pequeno porte : • RA ≈ 0,05 pu • XS ≈ 0,5 pu EA RAjXa1 IA Vφ jX ϕ + _ ER + _ EA RAjXa1 IA Vφ jX ϕ + _ ER + _ Tensão induzida ou interna af fa af 0cos( )e eL tω δ= = + af f af ( )d ie dt = fase enr2AE N k fπ φ= enr d pk k k= AE K ωφ= af é a indutância mútua entre o enrolamento de campo f (estator) e a fase a (rotor) af f 2A L IE ω= af af 0 f( cos( ) )e e de L t i dt ω δ= + ⋅ af af f 0sen( )e e ee L i tω ω δ= − + 2 fase enr2A N kE ωφ= dL N di φ = L N i φ∆ = ∆ af fase f L kN I φ∆ = ∆ 2 af f2 ( )AE L Iω∆ = ∆ fase f2 f 2 ( ) )AE kN I Iφω ∆ ∆ ∆ ∆ = 2 fase2 ( )A kNE ω φ∆ = ∆ 2 fase2A kNE ωφ= AE K ωφ= Circuito equivalente • Tensão gerada interna: EA • Tensão de saída do gerador: Vφ – EA = Vφ quando a corrente de armadura: IA= 0 • Fatores da diferencia entre EA e Vφ: – A distorção do campo magnético do entreferro pela corrente que flui no estator denominado reação de armadura – A autoindutância das bobinas da armadura – A resistência das bobinas da armadura – O efeito do formato dos pólos salientes do rotor. • Caso de pólos não salientes ou lisos este efeito é desprezível sjX Tensão interna gerada • ω: velocidade mecânica do rotor em radianos por segundos elétricos • kenr: constante de enrolamento (kenr=kd×kp) • Nefase: total de espiras em série no enrolamento de campo • Φ: fluxo polar (fluxo debaixo de cada fase polar: Φ=2rlBM) • K: constante que representa os aspectos construtivos da máquina e fase enr2A kE N fπ φ= enr d pk k k=e fase enr 2 )2( 2A N fkE φ π= AE K ωφ= e fase enr 2K N k= Tensão interna gerada • Tensão interna gerada EA é diretamente proporcional ao fluxo e à velocidade. • O fluxo depende da corrente que flui no circuito de campo do rotor IF relaciona-se com Φ. • AE K ωφ= φ FI AE FI sinc (constante)ω ω= Reação de armadura - gerador • Quando o rotor gira induz uma tensão EA nos enrolamentos do rotor. • Ao estar conectada a uma carga existira uma corrente no estator IA esta produz um campo magnético • O campo magnético de estator (BS) distorce o campo magnético original do rotor (BR), alterando a tensão de fase resultante efeito chamado de reação de armadura – corrente de armadura (estator) afeta o campo magnético que o produziu. Reação de armadura - gerador Campo magnético girante (gerada pela corrente If) produz a tensão EA gerada internamente. Tensão resultante produz fluxo de corrente atrasado IA, quando ligada a uma carga reativa atrasada. Corrente do estator IA produz seu próprio campo magnético BS produz sua própria tensão Eest no estator. RB RB RB SB Reação de armadura - gerador • O campo magnético BS é somado a BR, distorcendo-o e resultando Blíq. • A tensão Eest é somada a EA, produzindo Vφ na saída da fase. estEEV Aφ = + líq B BB R S= + Grandezas elétricas Grandezas magnéticas RB SB Reação de armadura - gerador estEEV Aφ = + líq B BB R S= + δ: ângulo interno ou ângulo de conjugado da máquina est AXj= − IE Eest é proporcional à corrente IA (perpendiculares) seja X uma constante de proporcionalidade: Tensão de reação de armadura líqB BS BR δ AE estE φV AI AA jXφ = −V IE jX φV AI + _ AE • Circuito completo de um gerador síncrono trifásico – Raj: Resistência ajustável para controlar o fluxo da corrente – VF: Tensão de campo – RF: Resistência de campo – LF: autoindutância de campo • Circuito equivalente - gerador EA1 RAjXS IA1 Vφ1 EA2 RAjXS IA2 Vφ2 EA3 RAjXS IA3 Vφ3 RF LF VF + _ + _ + + _ _ RajIF A S A A AjX Rφ = − −V E I I • Circuito completo de um gerador síncrono trifásico – VF: Tensão de campo – RF: Resistência de campo ajustável – LF: autoindutância de campo • Circuito equivalente - gerador EA1 RAjXS IA1 Vφ1 EA2 RAjXS IA2 Vφ2 EA3 RAjXS IA3 Vφ3 RF LF VF + _ + _ + + _ _ IF A S A A AjX Rφ = − −V E I I Circuito equivalente - gerador + _ + _ +_ AR AR AR SjX SjX SjX 3EA 2EA 1EA + _ + _ + _ AR AR AR SjX SjX SjX 3EA 1EA 2EA Circuito equivalente por fase - gerador • Diagrama fasorial – Circuito fechado • RF LF VF + _ EA RAjXS IA Vφ + _ IF IA Vφ IA AR IS AjX EA δ Diagrama fasorial - gerador • Fator de potência atrasado (carga indutiva) • Fator de potência adiantado (carga capacitiva) • IA Vφ IA AR IS AjX EA δ IA Vφ IA AR IS AjX EA δ • A impedância síncrona (ZS) e a resistência efetiva (RA) por fase são determinadas através de ensaios específicos método da impedância síncrona. • A impedância síncrona pode ser encontrada das características da máquinas. • Estas curvas características podem ser obtidas dos ensaios de circuito aberto (CAV – curva de circuito aberto)e ensaio de curto circuito (CCC – curva de curto-circuito) Impedância síncrona S A SZ R jX= + θ A S AI Z E= A SI X A AI R AI θ SZ AR SX Impedância síncrona • Para determinar as características de tensão de um gerador de 500 MVA, é razoavelmente difícil. • Costuma-se testar máquinas de grande porte através de uma técnica “convencional” a vazio, simulando as condições de carga – Utilizando apenas uma parcela de potência que seria requerida para o carregamento direto. • O método de impedância síncrona consiste dos testes de circuito aberto e curto circuito. ENSAIOS DA MÁQUINA SÍNCRONA >> PARÂMETROS DA MÁQUINA << Três tipos de Ensaios Medida da resistência (efetiva) por fase da armadura CA ou CC Ensaio de corrente contínua Ensaio de curto-circuito Ensaio de circuito aberto • Ensaio a corrente contínua – Usa-se uma fonte de corrente contínua de baixa tensão – Uso do método voltímetro- amperímetro • Ensaio de corrente alternada – Uso de fonte em corrente alternada – Uso de wattímetro – • Resistência efetiva por fase da armadura – Em corrente alternada inclui as perdas por acoplamento magnético na estrutura e no ferro conduz a valores não reais Ensaio a corrente contínua 1 Voltímetro V( ) 2 Amperímetro 2ACC R = = CA CCFatR R≅ × 1,2 1,8Fat< < 1,5CA CCR R≅ × Ensaio a vazio ou de circuito aberto • Ensaio a vazio ou de circuito aberto – Características de saturação a vazio • característica a circuito aberto: CCA • característica a vazio: CAV – Perdas rotacionais sem carga • O gerador é colocado a girar na velocidade nominal, • os terminais são desconectados de todas as cargas; e – Terminais abertos: IA = 0 EA = Vφ • a corrente de campo é ajustada para zero – IF = 0 • Obtém-se uma curva de magnetização a vazio excitando independentemente a máquina (variação de IF), e acionando- o à velocidade síncrona • Uma amperímetro de corrente contínua medira a corrente IF • Um voltímetro CA é ligado a quaisquer dois terminais do estator, tendo a tensão de linha VL. Ensaio de Circuito aberto • Faz-se varias medidas, partindo de IF=0, e registrando EA. – Obtendo uma curva de magnetização fIregulação motor fI ocV LocV V= 3 o A cVE Vφ= = • No inicio quase toda a força magnetomotriz FMM está no entreferro e o incremento de fluxo resultante é linear. • Quando o ferro finalmente satura, a relutância do ferro aumenta drasticamente e o fluxo aumento muito mais vagarosamente com o aumento da FMM. Ensaio a vazio ou de circuito aberto (ou )A TE V ,AFI Linha de entreferro CAV V 0 b a Tensão nominal Corrente de campo 3 o A cVE Vφ= = • Se a potência mecânica requerida para impulsionar a máquina síncrona a vazio for medida, as perdas rotacionais a vazio podem ser obtidas – Perdas associadas à rotação e ao atrito nos mancais e com a ventilação – Perdas no núcleo correspondentes aos fluxo presente na máquina na ausência de carga. • Na velocidade síncrona: – As perdas por atrito nos mancais e com o ar são constantes • Quando o campo é excitado, a potência mecânica iguala-se, a vazio, à soma das perdas por atrito mais as do núcleo. Ensaio a vazio ou de circuito aberto Tensão a vazio Pe rd as a v az io n o nú cl eo vzV mecP campo excitado a vazio mec perda perdas atrito núcleo P P P= + Exemplo • Um ensaio a vazio, realizado em um gerador síncrono trifásico de 60 Hz, mostra que uma tensão nominal a vazio de 13,8 kV é produzida por uma corrente de campo If=318 A. • Extrapolando a linha de entreferro a partir de um conjunto de medidas feitas na máquina, pode-se mostrar que a corrente de campo correspondente a 13,8 kV sobre a linha de entreferro é 263 A. • Calcule os valores, saturado e não saturado, de Laf. • af é a indutância mútua entre o enrolamento de campo f (estator) e a fase a (rotor) af f 2AE X I= • Da tensão interna (tensão induzida) EA: • Tensão de fase: – Valor saturado de Laf: – Valor não saturado de Laf: – Solução af f 2A X IE = af af f 2 AEX L I ω= = af f 2 2 AEL f Iπ = 13,8kV 3 7,97 kVAE = = (ou )A TE V ,AFI Linha de entreferro CAV V 0 263 318 Tensão nominal Corrente de campo18%↑ Xaf : reatância mútua entre o enrolamento de campo f (rotor) e a fase a (estator). sat 3 af 2(7,97 10 ) 94mH 2 (60 3) 8( )1 L π− × = = × 3 af 2(7,97 10 ) 114mH 2 (60) 263( )nsat L π− × = = × A reatância mútua na região da saturação, Xaf_sat, é menor que a não saturada Xñ_sat. • Obtém-se uma curva curto circuito excitando independentemente a máquina (com IF =0), e acionando-o à velocidade síncrona • Coloque em curto circuito os terminais do gerador – Usando conjunto de amperímetros • A corrente de armadura IA (ou corrente de linha IL) é medida, enquanto a corrente Ensaio de Curto-circuito • A corrente de campo IF é incrementada • Gerando uma curva denominada de característica de curto circuito: CCC. fIregulação motor fI 1 2 3A A A 3sc I + += A1 A2 A3 • Obtém-se uma curva CCC com as leituras de pares de correntes – Corrente continua de campo IF vs. Corrente alternada de armadura IA • A curva obtida é levada até a curva anterior do ensaio a vazio. • Toda a tensão gerada por fase (EA) é empregada para equilibrar a queda na impedância síncrona interna (EA = IA×ZS) Ensaio de Curto-circuito ,AAI ,AFI CCC V 0 Corrente de campo Característica de curto-circuito As curvas CAV e CCC , AAI ,AFI CCC (ou )A TE V CAV V 0 fI Corrente de campo [A] Linha de entreferro nI Vφ ZS Te ns ão g er ad a po r f as e [V ] • IA: corrente a plena carga ou nominal por fase • EA: tensão de circuito aberto produzida pela mesma corrente de campo que fez circular a corrente nominal por fase, no ensaio de curto circuito • ZS: é a impedância síncrona por fase Impedância síncrona A A S A S A E I Z EZ I = = • XS: reatância síncrona por fase • ZS: é a impedância síncrona por fase, determinada pelo ensaio de curto-circuito • RA: resistência efetiva da armadura por fase, determinada pelo ensaio de resistência a CC. Impedância síncrona X Z RS S A= − A A A S S A EE I Z Z I = ⇒ = 1,5CA CCR R≅ × V 2× CC CC CC R I = No ensaio a curto-circuito IA 0Vφ = IA AR IS AjX EA I AA A S E R jX = + V E I IA S A A AjX Rφ = − − E I IA S A A AjX R= + 2 2 A A A S EI R X = + Impedância interna da máquina: ZS A SR jX= + Ensaio a curto-circuito IA 0Vφ = IA AR IS AjX EA ER a1IAjX 2 2 A A A S EI R jX = + ZS A SR jX= + Como Xs >> RA Zs = Xs ,vzA S A A VEX I I φ≈ = A A A EZ I = ER é a tensão interna gerada pelo fluxo resultante de entreferro e usualmente é referida como tensão de entreferro ou tensão por “detrás” da reatância de dispersão Em muitas máquinas síncronas, a resistência de armadura é desprezível e a reatância de dispersão Xa1 varia entre 0,10 e 0,20 pu; um valor típico está em torno de 0,15 pu SjX • Xs >> RA Zs = Xs • 1) Obter EA a partir da CAV (Vφ,vz) para aquela corrente de campo IF.• 2) Obter IA,cc a partir de CCC para aquela corrente de campo IF. • 3) Então: • Reatância Síncrona Xs (ou )A TE V ,AFI Linha de entreferro CAV V 0'f Excitação de campo CCC 0 ,AAI ,vzVφ ,A ccI Te ns ão a v az io (o rd en ad as p ar a CA V ) Co rre nt e de a rm ad ur a de c ur to -c irc ui to (o rd en ad as p ar a CC C) af af f 2 AEX L I ω= = , , vzA S A A cc VEX I I φ≈ = ,vz Vφ ,A ccI IA,cc: máquina não está saturada Vφ,vz: máquina parcialmente saturada Tensão na linha de entreferro • XS com valor exato até o ponto de saturação (não saturada: XS,ñ • XS,ñ da máquina: • O valor aproximado da XS varia com o grau de saturação da CAV. • de modo que o valor da XS a ser usado em um dado problema deve ser calculado para a carga aproximada que está sendo aplicada à máquina. Ensaio a curto-circuito , , vz S A cc V X I φ≈ (ou )A TE V ,AFI Linha de entreferro CAV V 0'f Excitação de campo CCC 0 ,AAI ,vzVφ ,A ccI Te ns ão a v az io (o rd en ad as p ar a CA V ) Co rre nt e de a rm ad ur a de c ur to -c irc ui to (o rd en ad as p ar a CC C) ,CAV , ,CCC S ñ AI V X φ≈ SX Desprezando a resistência de armadura. Característica a vazio e a curto-circuito (ou )A TE V ,AFI Linha de CAV V 0' aI ′ f Excitação de campo CCC ,vzVφ 0 ,AAI ,nomVφ ,nomaI f ′ entreferro Te ns ão a v az io (o rd en ad as p ar a CA V ) Co rre nt e de a rm ad ur a de c ur to -c irc ui to (o rd en ad as pa ra C CC ) desprezívelAR Algumas vezes quando se opera na tensão terminal nominal ou próxima dela, assuma- se que a máquina seja equivalente a uma máquina não saturada , z ,ñ v S a V X I φ ′ ≈ ,nom a S I X Vφ≈ ′ ,nom 'a S V X I φ= ,nomVφ aI ′ • Razão ou relação de curto circuito RCC: é a relação das correntes de campo. – If: corrente de campo onde se obtêm a tensão nominal da curva a vazio CAV. – I’f: corrente de campo onde se obtêm a corrente nominal da curva de curto circuito CCC • Razão ou relação de curto-circuito ,AFI CAV V 0 'fI Excitação de campo CCC ,nominalVφ 0 ,AAI ,vzVφ ,A ccI ,nominalAI 'AI ' fI Te ns ão a v az io Co rre nt e de a rm ad ur a de c ur to -c irc ui to C_ ' C_ f f R C I C I = = CAV CCC _ 1 puS C X RC = C_CAV: If a vazio; C_CCC: I’f em curto circuito , / , /' non nom CAf p C V C V f p I C I RCC I → → = O inverso da RCC é a reatância síncrona em p.u.: • Razão ou relação de curto circuito RCC: é a relação das correntes de campo. – If: corrente de campo onde se obtêm a tensão nominal da curva a vazio CAV. – I’f: corrente de campo onde se obtêm a corrente nominal da curva de curto circuito CCC • Razão ou relação de curto-circuito ,AFI CAV V 0 'fI Excitação de campo CCC ,nominalVφ 0 ,AAI ,vzVφ ,A ccI ,nominalAI 'AI ' fI Te ns ão a v az io Co rre nt e de a rm ad ur a de c ur to -c irc ui to C_ ' C_ f f R C I C I = = CAV CCC _ 1 puS C X RC = C_CAV: If a vazio; C_CCC: I’f em curto circuito , / , /' non nom CAf p C V C V f p I C I RCC I → → = O inverso da RCC é a reatância síncrona em p.u.: Exemplo • Os seguintes dados foram tomados das características a vazio e de curto circuito de uma máquina síncrona trifásica ligada em Y de 45 kVA, 220 V (tensão de linha), 6 pólos e 60 Hz. • Característica a vazio: – Tensão de linha = 220 V corrente de campo = 2,84 A • Característica de curto-circuito: – Corrente de armadura, A 118 152 – Corrente de campo, A 2,20 2,84 • Da linha de entreferro: – Corrente de campo = 2,20 A Tensão de linha = 202 V • Calcule o valor não saturado da reatância síncrona, o seu valor saturado na tensão nominal de acordo com: XS=VA,nom/I’A e a relação de curto-circuito. • Expresse a reatância síncrona em ohm por fase e por unidade, tomando as especificações nominais da máquina como base • Da linha de entreferro: – Corrente de campo = 2,20 A – Tensão de linha = 202 V • Para a mesma corrente de campo (curva CCC): • Reatância síncrona: • Corrente de armadura nominal: • Solução , 202 116,7 V 3vz Vφ = = , 118AA ccI = 116,7 0,987 fase 118S X ≈ = Ω ,nominal 45000 118A 3 220A I = = ×,nominal 3A LI S V= ×3 A LS I V= × × Te ns ão a v az io ,AFI CAV V 0 '2,84 Excitação de campo CCC ,nominalVφ 0 ,AAI 220 3 118 ,nominalAI p 'AI 202 3 2,20 152 Co rre nt e de a rm ad ur a de c ur to -c irc ui to Solução • Reatância síncrona para valores em pu: – Corrente nominal: Tensão nominal de fase: • Valores em pu: • Reatância síncrona: – , 202 3 116,7 VvzVφ = = , _ 118 1pu 118A cc pu I = = , _ _ , _ 0,92 0,92 pu 1 vz pu S pu A cc pu V X I φ≈ = = , 118AA ccI = , _ 116,7 0,92pu 127vz pu Vφ = = ,nominal 118AAI = ,nominal 220 3 127 VVφ = = Solução • Reatância síncrona saturada: • Em valores pu: • Usando a razão de curto-circuito RCC: • ,nominal ' A S A V X I = 220 3 0,836 fase 152S X = = Ω ,AFI CAV V 0 'fI Excitação de campo CCC ,nominalVφ 0 ,AAI ,vzVφ ,A ccI ,nominalAI p 'AI ' fI Te ns ão a v az io Co rre nt e de a rm ad ur a de C C _ ,nominal ' 152' 1, 29 118 A A pu A II I = = = 1 0,775pu 1,29S X = = 2,84RCC 1, 29 2,20 = = _ 1 1 0,775pu RCC 1,29S pu X = = = Exemplo • Um gerador síncrono de 200 kVA, 480 V, 50 Hz, ligado em Y e com uma corrente nominal de campo de 5 A foi submetido a ensaios, tendo-se obtido os seguintes dados: – 1) Para IF nominal, VT,VZ foi medida como sendo 540 V. – 2) Para IF nominal, IL,CC foi encontrada como sendo 300 A. – 3) Quando uma tensão de corrente contínua de 10 V foi aplicada a dois dos terminais, uma corrente de 25 A foi medida calculo de RA. • Encontre os valores da resistência de armadura e da reatância síncrona aproximada em ohms que seriam usados no modelo do gerador nas condições nominais. • Medida da resistência (efetiva) por fase da armadura CA ou CC • O gerador está ligado em Y, de modo que a corrente contínua no teste de resistência flui a traves de dois enrolamentos: Solução + _ + _ +_ AR AR AR SjX SjX SjX 3EA 2EA 1EA CA CCR Fat R≅ × 1,2 1,8Fat< < 2 CCA CC VR I = • A tensão gerada interna, com a corrente de campo nominal é: • A corrente de curto-circuito IA = IL (gerador em Y) • Solução 0, 24AR = Ω , , 3 L VZ A VZ V E Vφ= = 540 311,8V 3A E = = , , 300AA CC L CCI I= = 10 0,2 2 (2)(25) CC A CC V VR I A = = = Ω ,AFI CAV V 0 'fI Excitação de campo CCC ,nominalVφ 0 ,AAI ,vzVφ ,A ccI ,nominalAI p 'AI ' fI Te ns ão a v az io Co rre nt e de a rm ad ur a de C C CA CCR Fat R≅ × 1,2 ,81 Fat< < Solução • A reatância síncrona, com corrente nominal: • Reatância síncrona aproximada: Erro mínimo de 1,02 a 1,04 2 2 A A A S EI R jX = + I AA A S E R jX = + 2 2 311,8V 1,039 300A A A S A ER jX I + = = = Ω 2 2(0, 2 ) 1,039SXΩ + = Ω 2 2 2(1,039 ) (0,2 ) 1,08 0,04SX = Ω − Ω = − 1,02SX = Ω ,VZ S A V X I φ≈ 311,8V 1,04 300AS X ≈ = Ω REGULAÇÃO DE TENSÃO E DE VELOCIDADE Regulação de tensão e de velocidade • Regulação de tensão • Regulação de velocidade: • Velocidade de um gerador síncrono: • fe: Frequência elétrica em Hz. • nm: velocidade mecânica do campo magnético, em rpm • P: números de pólos vz pc pc V V 100% V RT − = × vz pc pc - 100%RV η η η = × vz pc pc - 100%RV ω ω ω = × [Hz] 120 m e n Pf = • GS operando com um FP atrasado (R-L), apresenta uma RT muito positiva • GS operando com um FP unitário (R) tem uma pequena RT positiva • GS operando com um FP adiantado (R-C), apresenta frequentemente uma RT negativa • Regulação de tensão vz pc pc RT 100% V V V − = × vz , ' RT 100% 'FP ind V V V φ φ − = × vz , ' RT 100% 'FP res V V V φ φ − = × vz , ' RT 100% 'FP cap V V V φ φ − = × vz( ' )V V φ< vz( ' )V V φ> vz( ' )V V φ> IA Vφ IA AR IS AjX EA δ IA Vφ IA AR IS AjX EA δ IA Vφ IA AR IS AjX EA δ Fator de potência atrasado (carga indutiva) Fator de potência adiantado (carga capacitiva) Fator de potência unitário (carga resistiva) Exemplo • Uma máquina síncrona, trifásica de 100 kVA, 1100 V foi testado de acordo com os procedimentos indicado, para que fosse determinada a sua regulação sob as várias condições de carga e fator de potência. Os dados obtidos foram: • Se a máquina esta ligada em Y, calcule – (a) a resistência efetiva, a reatância e a impedância síncrona por fase – (b) A regulação de tensão para FP de 0,8 em avanço e em atraso. Solução • (a) a resistência efetiva, a reatância e a impedância síncrona por fase. Ensaio de corrente contínua (Maquina em Y): • Ensaio da vazio e curto circuito: • , 100000 52,5 3 3 1100A n L SI A V = = = × 1 Volt . 6( ) 0,3 / . 2 Amp. 2×10CC R enrr= = = Ω 1,5 1,5 0,3 0,45 / faseCA CCR R≅ × = × = Ω 420 4,62 / 3 52,5 A A A S S A EE I Z Z fase I = ⇒ = = = Ω × X Z RS S A= − 2 2 2 2(4,62) (0,45) 4,61 /S S AX Z R fase= − = − = Ω Te ns ão a v az io , AFI CAV V 0 'Excitação de campo CCC ,nomVφ 0 ,AAI ,nomAI p 'AI Co rre nt e de a rm ad ur a de cu rto -c irc ui to Solução • (b) A regulação de tensão para FP de 0,8 em avanço e em atraso • Para FP=0,8 em atraso: • 1100 635V/ fase 3 3 LVVφ = = = (52,5)(0,45) 23,6V/ faseA AI R = = (52,5)(4,61) 242V/ faseA SI X = = A S AjZφ= +E V I ( cos ) ( sen )EA A A A SV I R j V I Xφ φθ θ= + + + ((635)(0,8) 23,6) ((635)(0,6) 242)EA j= + + + 530 623 818 50EA j= + = ∠ vz pc pc RT 100% V V V − = × 818 635RT 100% 29,1% 635 − = × = vzRT 100%n n V V V − = × 52,5 0= ∠ °AI Solução • Maquina em Y: • (b) • Para FP=0,8 em adiantado: • 1100 635V/ fase 3 3 LVVφ = = = (52,5)(0,45) 23,6V/ faseA AI R = = (52,5)(4,61) 242V/ faseA SI X = = E V IA S AjXφ= + ( cos ) ( sen )EA A A A SV I R j V I Xφ φθ θ= + + − ((635)(0,8) 23,6) ((635)(0,6) 242)EA j= + + − 530 139 548 15EA j= + = ∠ vz pc pc RT 100% V V V − = × 548 635RT 100% 13,65% 635 − = × = − vzRT 100%n n V V V − = × Potência e conjugado em geradores • A fonte da potência mecânica, a máquina motriz, pode ser um motor diesel, uma turbina a vapor, uma turbina hidráulica ou qualquer dispositivo similar. • Qualquer que seja a fonte, ela deve ter a propriedade básica de que sua velocidade seja quase constante independentemente da potência demandada • Se não fosse assim, a frequência do sistema de potência resultante variaria. Não seria síncrono. Fluxos e Perdas de potência em máquinas • Eficiência: • Perdas nas Máquinas – Perdas elétricas ou no cobre (I2R) – Perdas no núcleo: por histerese e parasita (metal) • No rotor variação quadrática da densidade de fluxo magnético: B2 • No estator variação com a velocidade de rotação dos campos magnéticos: n1,5 – Perdas mecânicas: atrito (enrolamentos e ventilação) perdas rotacionais a vazio da máquina – Perdas suplementares: aquelas que não podem ser colocadas nas outras categorias ( ≈ 1% da carga total) entrada perdas entrada 100% P P P η − = × saída entrada 100%P P η = × 23PCE A AP I R= 2 PCR F FP I R= Diagrama de fluxo: perdas - Gerador 23PCE A AP I R= 2 PCR F FP I R= entrada ap mP τ ω= Perdas suplementares Perdas mecânicas Perdas no núcleo Perdas I2R conv ind mP τ ω= saídaP = 3 cosAV Iφ θ 3 cosL LV I θ Potência convertida saída 3 senAQ V Iφ θ= saída 3 senL LQ V I θ= Máquina Síncrona - Gerador fIregulação motor fI AI apτ indτ Vφ saída 3 cosAV IP φ θ= LV 3 3 cosL AP IVφ θ= Z θ∠ fR AR 23PCE A AP I R= 2 PCR F FP I R= Perdas I2R entrada a mpP τ ω= conv d minP τ ω= Diagrama de fluxo: perdas - Motor conv ind mP τ ω= 23PCE A AP I R= 2 PCR F FP I R= saídaP Perdas suplementares mecânicas Perdas no núcleo Perdas I2R entrada 3 cosAP V Iφ θ= 3 cosL LV I θ= conv ind mP τ ω= ind mτ ω carga mτ ω= Perdas Potência convertida Máquina Síncrona - Motor conv d minP τ ω= fIregulação carga AI indτ Vφ 3 3 cosAVP Iφφ θ= LV 3 3 cosL AP IVφ θ= fR AR 23PCE A AP I R= 2 PCR F FP I R= Perdas I2R 0V ∠ ° entrada 3 cosAIP Vφ θ= cargasaída mP τ ω= fI conv ind mP τ ω=entrada ap mP τ ω= saída 3 cosL LP V I θ= conv 3 cosA AP E I γ= E I A A γ → saída 3 cosAP V Iφ θ= Linha Fase saída 3 senAQ V Iφ θ= saída 3 senL LQ V I θ= Potência e conjugado em geradores • Já que a resistência XS é muito maior que a resistência de armadura RA: • Potência Convertida: • conv 3 senA S V E P X φ δ= S AX R>> IA Vφ IS AjX EA δ γ θ senAE δ cosS AX I θ= O a b c θ cosAE γ cosVφ θ= cos senA A S EI X θ δ = conv 3 cosA AP E I γ= sen cosA S AE X Iδ θ= cos cosAE Vφγ θ= conv cos3 AP V Iφ θ= Potência e conjugado em geradores • Limite de estabilidade estática: – Normalmente os geradores reais não chegam próximos a esse limite. – As máquinas reais apresentam ângulos típicos de conjugado (ou torque), δ, a plena carga de 20° a 30°. conv 3 senA S V E P X φ δ= max, 90P δ = ° max 3 A S V E P X φ= Potência e conjugado em geradores ind liqB BRkτ = × senind liqRkB Bτ δ= × estEEV Aφ = +líq B BB R S= + O campo magnético BS é somado a BR, distorcendo-o e resultando Blíq. A tensão Eest é somada a EA,produzindo Vφ na saída da fase δ conv ind mP τ ω= conv 3 senA S V E P X φ δ= conv ind m P τ ω = ind 3 senA m S V E X φτ δ ω = Potência e conjugado em geradores • As máquinas reais apresentam ângulos típicos de conjugado (ou torque), δ, a plena carga de 20 a 30 graus. • A potência e o conjugado máximo absoluto instantâneo que a máquina pode fornecer são no mínimo o dobro (sen(30°) = 0,5 τmax=2×τind) de seus valores a plena carga. • Potência e conjugado essenciais para a estabilidade dos sistemas elétricos de potência. conv 3 senA S V E P X φ δ= max, 90P δ = ° ind 3 senA Sm V E X φτ ω δ= max, 90δτ = ° conv d minP τ ω= GERADOR SÍNCRONO EM OPERAÇÃO • O comportamento de um gerador síncrono sob carga varia grandemente, conforme o fator de potência da carga – Operando em paralelo com outros geradores Gerador síncrono em operação – Operando isoladamente Carga Gerador Ger 2 Carga Ger 1 Gera dor Gerador Operando Isolado • Todas as características de terminal são obtidas assumindo- se velocidade constante • Assume-se que o fluxo no rotor dos geradores é constante, a não ser que suas correntes de campo sejam explicitamente alteradas. • Um incremento de carga é um aumento de potência ativa (P) e/ou reativa (Q) solicitada do gerador. – Incremento de carga aumenta a corrente de carga (IA) solicitada do gerador – Como a resistência de campo não foi alterada, a corrente de campo é constante fluxo φ é constante. – Como a máquina motriz mantem constante a velocidade ω, o valor da tensão gerada EA = Kφω é constante Carga Gerador A E K ωφ= . . F cteI cteω → → Carga Gerador A E K ωφ= . . F cteI cteω → → IA Vφ IS AjX EA δ V'φ I'A E'A I'S AjX 'δθ IA Vφ IS AjX EA δ V'φI'A E'A I'S AjX 'δ RF LF VF + _ EA=EA∠δ RAjXS IA Vφ + _ IF 0Ω Z∠θ carga IA Vφ IS AjX EA δ θ V'φ I'A E'A I'S AjX 'δ V E I IA S A A AjX Rφ = − − E V IA S AjXφ= + A AE E′ = Z θ= ∠ +Z 0Z= ∠ °Z Z θ= ∠ −Z Z θ= ∠Z Gerador Operando Isolado • Normalmente, é desejável manter constante a tensão fornecida a uma carga, mesmo quando a própria carga se altera. variar EA para compensar a mudança da carga. • Supondo uma carga atrasada (indutiva) • EA = Kφω, a frequência não varia ω=cte. EA deve ser controlada pelo fluxo φ – φ↑ ⇒ EA↑ fluxo controlada pela corrente de campo, IF – IF↑ ⇒ φ ↑ Para aumentar a IF temos que diminuir a resistência de campo (RF) – RF ↓ ⇒ IF↑ – RF ↑ ⇒ IF↓ • Gerador Operando Isolado • Uma diminuição da resistência de campo (RF ↓ ) do gerador aumentar sua corrente de campo (IF↑ ) • Um incremento na corrente de campo (IF↑ ) aumenta o fluxo da máquina (φ↑ ) • Um incremento de fluxo (φ↑ ) aumenta a tensão gerada interna (EA ↑ ) • Um incremento em (EA ↑ ) aumenta Vφ e a tensão de terminal VT do gerador. • O processo pode ser invertido para diminuir a tensão terminal. • Um gerador síncrono de 480 V, 60 Hz, ligado em ∆ e de 4 pólos tem um CAV mostrada na figura. Reatância síncrona de 0,1Ω e resistência de armadura de 0,015Ω. A plena carga, a máquina fornece 1200 A com FP 0,8 atrasado. Em condições de plena carga, as perdas por atrito e ventilação são 40 kW e as perdas no núcleo são 30 kW. Ignore perdas no circuito de campo – (a) qual é a velocidade de rota- Exemplo Exemplo – (a) qual é a velocidade de rotação desse gerador – (b) Quanta corrente de campo deve ser fornecida ao gerador para que a tensão de terminal seja de 480 V a vazio. – (c) Se o gerador for ligado a uma carga que solicita 1200 A com FP 0,8 atrasado, quanta corrente de campo será necessária para manter a tensão de terminal em 480 V. – (d) Quanta potência o gerador está fornecendo agora? Qual é a eficiência total dessa máquina (Perda suplementares desprezíveis). – (e) Se a carga do gerador for repentinamente desligada da linha, que acontecerá à sua tensão de terminal. – (f) suponha que o gerador seja ligado a uma carga que solicita 1200 A com FP 0,8 adiantado. Quanta corrente de campo será necessária para manter VT em 480V. Diagrama de fluxo: perdas - Gerador 23PCE A AP I R= 2 PCR F FP I R= entrada ap mP τ ω= Perdas suplementares Perdas mecânicas Perdas no núcleo Perdas I2R ind mτ ω conv ind mP τ ω= saídaP 3 cosAV Iφ θ 3 cosL LV I θ Potência convertida • Gerador ligado em ∆: • Pólos P=4, f=60Hz • (a) Velocidade de rotação: • (b) IF para VT,vz = 480V • Circuito aberto IA= 0, Vφ=EA=480 V • IF = 4,5 A Solução se 120 mn Pf = se120 [rpm] Pm fn = 120(60) 1800 rpm 4m n = = Corrente de campo IF Te ns ão d e te rm in al a va zio , V . RF LF VF + _ EA=EA∠δ RAjXS IA Vφ + _ IF 0,015Ω Z∠θ carga 0,1Ω TV Vφ = 3LI Iφ= • Gerador ligado em ∆ • (c) gerador ligado a uma carga: solicita 1200A com FP 0,8 (ind.). quanta IF será necessária para manter VT=480V • Se VT = 480V = Vφ. Solução RF LF VF + _ EA=EA∠δ RAjXS IA Vφ + _ IF 0,015Ω Z∠θ carga 0,1Ω IA Vφ IA AR IS AjX EA δ θ 3L AI I= 3 1200 3 692,8A LI I A= = = 692,8 36,87IA = ∠ − ° acos(FP = 0,8) 36,87θ = = ° V E I IA S A A AjX Rφ = − − TV Vφ = 3LI Iφ= 480 0 ( 0,1 0,015 (692,8 36,87)E )A j= ∠ + + ∠ − Solução 692,8 36,87IA = ∠ − ° 480 0 ( 0,1 0,015 (692,8 36,87) A j = ∠ + + + ∠ − E ) 529,9 49,2 532,2 5,3)EA j= + = ∠ Corrente de campo IF Te ns ão d e te rm in al a va zio , V . 532,2AE = 5,7FI = Solução • (d) Quanta potência o gerador está fornecendo agora? Qual é a eficiência total dessa máquina: • perdas perdas_elétr perdas_núcleo perdas_mec perdas_suplemP P P P P= + + + 2 perdas 3 30 40 0 91,6kWA AP I R= + + + = 798 89,75% 889,6 kW kW η = = saída 798kWP = saída saída entrada saída perdas( ) P P P P P η = = + saída 3 cosL LP V I θ= saída 3(480)(1200)cos36,87P = ° Solução • (e) Se a carga do gerador for repentinamente desligada da linha, que acontecerá à sua tensão de terminal: – Carga desligada: a corrente IA= 0, tornando EA=Vφ, como a corrente IF não mudou |EA| não mudou, logo Vφ=VT devem subir para igualar |EA| – Se a carga for desligada Vφ=VT sobem a 532,2V. • (f) gerador ligado a uma carga que solicita 1200 A com FP 0,8 adiantado. Quanta corrente de campo será necessária para manter VT em 480V • 692,8 36,87IA = ∠ ° 3 1200 3 692,8A LI I A= = = acos(FP = 0,8) 36,87θ = = ° V E I IA S A A AjX Rφ = − − 532,2VVφ = • Para Solução Corrente de campo IF Te ns ão d e te rm in al a va zio , V . 451AE = 4,05FI ≈ 446,7 61,7A j= +E V E I IA S A A AjX Rφ = − − E V I IA S A A AjX Rφ= + + 480 0 ( 0,1 0,015 (692,8 36,87) A j = ∠ + + + ∠ E ) 450,94 7,86 )A = ∠ °E Especificações nominais de um gerador • Especificações nominais de um gerador síncrono são: – Tensão – Frequência – Velocidade – Potência aparente – Fator de potência – Corrente de campo e – Fator de serviço. GERADOR SÍNCRONO OPERANDO EM PARALELO Operação em Paralelo• Entre as vantagem que se têm na operação em paralelo: – Diversos geradores podem alimentar uma carga maior do que apenas uma máquina isolada – A presença de muitos geradores em paralelo permite que um ou mais deles sejam removidos para desligamento e manutenção preventiva. – Quando apenas um gerador está sendo usado e não está operando próximo da plena carga, ele será relativamente ineficiente. Condições para ligação em paralelo • As tensões eficazes de linha dos dois geradores devem ser iguais • Devem ter a mesma sequência de fases (+ ‘abc’ ou – ‘acb’) • Os ângulos de fase das duas fases ‘a’ devem ser iguais • A frequência do novo gerador deve ser ligeiramente superior à frequência do sistema que já está em operação. Carga Ger1 Gerador a b c c b a Sequências de fases VA VC VB ω VA VB VC ω Sequência de fases: ABCABC ABC – BCA - CAB Sequência de fases: ACBACB ACB – CBA – BAC Para corrigir o problema de sequência de fase, entre duas máquinas, inverte-se as ligações de duas fases de uma das máquinas Ligação em paralelo • 1ro: ajusta-se a corrente de campo de Ger2 até que a tensão terminal seja igual à tensão de linha do sistema • 2do: compara-se a sequencia de fases do Ger2 com a do sistema, devem ter a mesma sequência • 3ro: A frequência do Ger2 é a justada a uma frequência ligeiramente superior à do sistema – Assim o Ger2 fornece potência como gerador, em vez de consumi-la como motor. Se as frequências dos geradores não estiverem muito próximas uma da outra quando os geradores são ligados entre si, ocorrerão grandes transitórios de potência até que os geradores se estabilizem em uma frequência comum. Máquina motriz • Todos os geradores são acionados por uma máquina motriz – Mais comum é a turbina a vapor – Outras: maquina diesel turbina a gás, turbina hidráulica e turbina eólica. • A medida que aumenta a potência retirada (aumento da demanda de potência) da máquina motriz, a velocidade com que giram diminui. – Diminuição não linear, mas o mecanismo dos reguladores de velocidade os torna quase linear. Frequência vs. Potência • A queda de velocidade (QV) de uma máquina motriz: – A maioria das máquinas motrizes de geradores apresentam QV de 2% a 4% • Relação entre a velocidade do eixo com a frequência: – a saída de potência de um gerador está relacionada com sua frequência. 100%vz pc pc n n QV n − = × 120 pólosm s s e n f P = nvz: velocidade a vazio da máquina motriz npc: velocidade a plena carga da máquina motriz Velocidade vs. Frequência nn vzn pcn pcP Potência kW Potência kW vzf sisf pcP ( )P vz sisP s f f= −• P: saída de potência do gerador • fvz: frequência a vazio do gerador • fsis: frequência de operação do sistema • sP: inclinação da curva, em kW/Hz ou MW/Hz. • Q: saída de potência reativa do gerador • VTvz: tensão terminal a vazio do gerador • VTpc: tensão terminal a plena carga (do sistema) Tensão vs. Potência Reativa kvar Q TpcV pcQ TvzV [V]TV consumida fornecida kvar Q− Tensãoterminal vs. Potência reativa Exemplo • A Figura mostra um gerador alimentando uma carga de 1000 kW. Uma segunda carga deve ser ligada em paralelo com a primeira. O gerador tem uma frequência sem carga de 61,0 Hz e uma inclinação sP de 1 MW/Hz. A carga 2 consome uma potência ativa de 800 kW, com FP 0,707 atrasado. – (a ) Antes que a chave seja fechada, qual é a frequência de operação do sistema – (b ) Depois que a carga 2 é ligada, qual é a frequência de operação do sistema – (c ) Depois que a carga 2 é ligada que ação o operador poderá realizar para que a frequência do sistema retorne a 60 Hz. Carga 1 Carga 2 Ger1 • (a ) Antes que a chave seja fechada, qual é a frequência de operação do sistema. – carga 1 já ligada consome 1000 kW – Inclinação sP=1MW/Hz; fvz=61Hz. • (b ) Depois que a carga 2 é ligada, qual é a frequência de operação do sistema – P = 1800 kW; sP=1MW/Hz; fvz=61Hz. • Solução Carga 1 Carga 2 Ger1 ( )P vz sisP s f f= − Potência kW vzf pcf pcP 2pcf 1000kW61 1MW/ Hzsis vz P Pf f s = − = − 61 60 z1 Hsisf = − = 1800kW61 1MW/ Hzsis vz P Pf f s = − = − 61 1, 59,2Hz8sisf == − • (c ) Depois que a carga 2 é ligada que ação o operador poderá realizar para que a frequência do sistema retorne a 60 Hz. – Depois que a carga é ligada a frequência cai para 59,2 Hz. – Para restabelecer a frequência própria de operação do sistema, o operador deve reajustar o regulador de velocidade, incrementando o ponto de frequência a vazio em 0,8 Hz (= 60-59,2), isto é elevar a 61,8 = fvz2 Solução kW vzf pcP 2pcP pcf 2vzf Carga 1 Carga 2 Ger1 59,2sisf = 60sisf = Paralelo a grandes sistemas de potência • O sistema de grande porte mantem a tensão e a frequência constante. • Barramento infinito: é um sistema de potência tão grande que sua tensão e sua frequência não variam, independentemente de quanta potência ativa ou reativa é retirada ou fornecida ao sistema. • Cargas Barramento infinito Ger1 GP kW vzf ef GPbar infP bar infP kW cargaP Paralelo a grandes sistemas de potência Cargas Barramento infinito Ger1 GP kW vzf ef GPbar infP bar infP kW GP kW vzf ef GPbar infP bar infP kW 0 consumindoGP < ⇒ 1 consumindoG sisf f< ⇒1 fornecendoG sisf f> ⇒ Como motor Gerador Cargas Barramento infinito Ger1 Aumentando a velocidade do gerador 1 da maq. motriz Potência de carga constante = Pbar+PG GP kW vzf ef 1GPbar1P bar infP kW 2GP 3GPbar 2P bar3P Gerador operando com FP ligeiramente adiantado (consume VAR Q) IA I'A I"A E"A E'A EA Vφ 1GP∝ 2GP∝ 3GP∝ δ 'δ "δ Aumentando a velocidade do gerador Aumentando o ponto de ajuste do regulador Cargas Barramento infinito Ger1 2GQ∝3G Q∝ EAsenδ ∝ PG constante( e não variam)A FE K Iω ω= Φ → sen aumentaAE δ ↑ A A AE E E′ ′′= = Potência e conjugado em geradores • S AX R>> cos senA A S EI X θ δ =sen cosA S AE X Iδ θ=cos cosAE Vφγ θ= IA Vφ IS AjX EA δ γ θ senAE δ cosS AX I θ= O a b c θ cosAE γ cosVφ θ= Cargas Barramento infinito Ger1 Aumentando a corrente de campo do gerador Gerador fornecera potência reativa EAsenδ ∝ PG é constante IAcosθ e EAsenδ não se alteram IAsenθ e EAcosδ se alteram ;A AE K se Eω= Φ Φ ↑⇒ ↑ O aumento da corrente de campo IF em um gerador síncrono, em paralelo com barramento infinito, faz aumentar a saída de potência reativa do gerador. IA I'A I"A E"AE'AEA Vφ P∝ 2GQ∝ 3GQ∝ IS AjX I"S AjX θ 'θ "θ Gerador paralelo a Barramento – ∞ • A frequência e a tensão de terminal do gerador são controladas pelo sistema onde está ligado – Frequência (f [Hz] ) e Tensão (VTvz) constantes • O ponto de ajuste no regulador do gerador controla a potência ativa fornecida pelo gerador ao sistema – Variando a n [rpm] ou f [Hz] controla P • A corrente de campo (IF[A]) do gerador controla a potência reativa fornecida pelo gerador ao sistema. Gerador paralelo a Barramento – ∞ GQ ,VTV 1Qkvar 2Q kvar3Q GQ ,VTV kvar 1Q kvar2Q Tensão do barramentoinfinito Tensão do barramento infinito Geradores similares em paralelo • A potência total fornecida pelos geradores deve ser igual à carga total consumida: fsis e VT não estão condicionadas a serem constantes. • Ajustando P, sem alterar fsis : Simultaneamente, aumente o ponto de ajuste no regulador de um gerador e diminua o ponto do outro gerador • Ajustando fsis sem alterar o compartilhamento de P: Simultaneamente aumente ou diminua os pontos de ajuste em ambos os reguladores. • Geradores similares em paralelo • A potência total fornecida pelos geradores deve ser igual à carga total consumida: fsis e VT não estão condicionadas a serem constantes. • Ajustando Q, sem alterar VT : Simultaneamente aumente a corrente de campo de um gerador e diminua a corrente do outro • Ajustando VT sem alterar compartimento de Q: Simultaneamente, aumente ou diminua as correntes de campos de ambos os geradores • • A figura mostra dois geradores alimentando uma carga. O Gerador 1 tem uma frequência a vazio de 61,5 Hz e uma inclinação sp1 de 1 MW/Hz. O Gerador 2 tem uma frequência a vazio de 61,0 Hz e uma inclinação sp2 de 1MW/Hz. Os dois geradores estão abastecendo uma carga real totalizando 2,5 MW, com FP 0,8 atrasado. • (a) Em que frequência esse sistema opera e quanta potência é fornecida por casa um dos dois geradores? • (b) Agora, suponha que uma carga adicional de 1MW seja adicionada a esse sistema de potência. Qual será a nova frequência do sistema e quanta potência G1 e G2 fornecerão. Exercício • (c) com o sistema na configuração descrita na parte b, quais serão a frequência do sistema e as potências dos geradores se o ponto de ajuste no regulador de G2, for incrementado em 0,5 Hz. Solução CURVA DE CAPABILIDADE OU CAPACIDADE DO GERADOR SÍNCRONO Curvas de capacidade do gerador síncrono • Os limites de aquecimento do estator e do rotor juntamente com qualquer limitação externa podem ser expressos em forma gráfica por um diagrama de capacidade. • Diagrama de capacidade é m gráfico da potência complexa S = P + jQ. – Obtido do diagrama fasorial do gerador – Assume-se que a tensão Vφ é constante com a tensão nominal da máquina. Curva de capacidade IA EA Vφ δ θ Volt Volt θ 3 A E S E V D X φ= IA EA δ θ kW kvar 23 S V X φ 3 senAQ V Iφ θ= 3 cosAV Iφ θ= P = 3 S V X φ× = 3 AS V Iφ=RF LF VF + _ EA=EA∠δ RAjXS IA Vφ + _ IF Z∠θ carga 3 A E S E V D X φ= IA δ θ kW kvar 23 S V X φ 3 senAQ V Iφ θ= 3 senAP V Iφ θ= 3 AS V Iφ= 90° espelho 3 A E S E V D X φ= IA δ θ kW kvar 23 S V X φ 3 senAQ V Iφ θ= 3 AS V Iφ= 3 senAP V Iφ θ= Limite corrente do motor Limite corrente do estator Origem do círculo da corrente do rotor 3 cosAP V Iφ θ= 3 senAQ V Iφ θ= 3 AS V Iφ= 3 cos 3 ( cos ) A S A S P V I V P X I X φ φ θ θ = = 3 sen 3 ( sen ) A S A S Q V I V Q X I X φ φ θ θ = = 3 A E S E V D X φ= Limite corrente do motor Limite corrente do estator , kvarQ P kW Origem do círculo da corrente do rotor 3 S V Q X φ= − δ θ 3 cosAP V Iφ θ= 3 senAQ V Iφ θ= 3 AS V Iφ= 3 cos 3 ( cos ) A S A S P V I V P X I X φ φ θ θ = = 3 sen 3 ( sen ) A S A S Q V I V Q X I X φ φ θ θ = = 3 A E S E V D X φ= Limite corrente do motor Limite corrente do estator , kvarQ P kW Origem do círculo da corrente do rotor 3 S V Q X φ= − Limite de potência da máquina motriz 3 cosAP V Iφ θ= 3 senAQ V Iφ θ= 3 AS V Iφ= 3 cos 3 ( cos ) A S A S P V I V P X I X φ φ θ θ = = 3 sen 3 ( sen ) A S A S Q V I V Q X I X φ φ θ θ = = 3 A E S E V D X φ= Limite corrente do motor Limite corrente do estator , kvarQ P kW Origem do círculo da corrente do rotor 3 S V Q X φ= − Limite de potência da máquina motriz Área de operação seguro para a maq. síncrona Exemplo • Um gerador síncrono de 480 V, 50 Hz, ligado em Y e de 6 pólos tem uma especificação nominal de 50 kVA, com FP 0,8 atrasado. Sua reatância síncrona é 1,0 Ω por fase. Assuma que esse gerador está ligado a uma turbina a vapor, capaz de fornecer até 45 kW. As perdas por atrito e ventilação são 1,5 kW e as perdas no núcleo são 1,0 kW. – (a ) Construa a curva de capacidade desse gerador, incluindo o limite de potência da máquina motriz – (b ) Esse gerador fornece uma corrente de linha de 56 A, com FP 0,7 atrasado, por que? – (c ) Qual é o valor máximo de potência reativa que esse gerador pode produzir – (d ) Se o gerador fornece 30 kW de potência ativa, qual será o valor máximo de potência reativa que pode ser fornecido simultaneamente. • (a ) Construa a curva de capacidade desse gerador, incluindo o limite de potência da máquina motriz – Para a curva, precisa-se realizar alguns cálculos – Tensão da máquina: • – Corrente, FP=0,8: – A potência aparente máxima permitida é 50 kVA, o que permite especificar a IA,max segura. – O centro dos círculos de EA está em: – Solução , ,max3nom nom AS V Iφ= , 480 277 3 3 T nom VV Vφ = = = ,max 60 36,87IA A= ∠ − ° ,max ,3 nom A nom S I Vφ = 3 SQ V Xφ= − ,max 50 60 (3)(277)A kVAI A= = (3)(277) 230 kvar 1,0 Q = − = − • Tensão máxima de armadura: EA,max: • Distância proporcional: • Potência de saída máxima disponível para uma potência da máquina motriz de 45 kW: • Solução , kvarQ P kW 3 S V Q X φ= − E V IA S AjXφ= + ⋅ 277 0 (1,0)(60 36,87) 317 8,7EA j= ∠ + ∠ − = ∠ 3 A E S E V D X φ= IA δ θ kW kvar 23 S V X φ 3 senAQ V Iφ θ= 3 senAP V Iφ θ= 3 AS V Iφ= 3 3(317)(277) 263 kvar 1,0 A E S E V D X φ= = = max,saída max,entrada perdas mec perdas núcleoP P P P= − − max,saída 45 1,5 1,0 42,5P kW kW kW kW= − − = Diagrama de fluxo: perdas - Gerador 23PCE A AP I R= 2 PCR F FP I R= entrada ap mP τ ω= Perdas suplementares Perdas mecânicas Perdas no núcleo Perdas I2R ind mτ ω conv ind mP τ ω= saídaP 3 cosAV Iφ θ 3 cosL LV I θ Potência convertida • (b ) Esse gerador pode fornecer uma corrente de linha de 56 A, com FP 0,7 = cos(θ) atrasado, por que? – Calculo da potência ativa,θ=45,6 – Calculo da potência reativa: – De acordo com a curva: • P está dentro da área segura • Q esta fora da área 3 cosAP V Iφ θ= 3 senAQ V Iφ θ= 3(277)(56)(0,7) 32,6kWP = = 3(277)(56)(0,714) 33,2kvarQ = = , kvarQ P kW 3 S V Q X φ= − 230− 50 50 33 263 50− 42,5 50 max,saída 42,5P kW= 263 kvarED = Ponto de operação • (c ) Qual é o valor máximo de potência reativa que esse gerador pode produzir – De acordo com a figura, a potência reativa máxima a gerar pela máquina é – Qmax = 33 kvar. • (d ) Se fornece 30 kW, qual será o valor máximo de Q que pode fornecer simultaneamente. – Calculo da potência reativa: – P=30; – No triangulo: • , kvarQ P kW 3 S V Q X φ= − 230− 50 50 33 263 50− 3050−Q 263 2 2263 30 230 31,3kvarQ = − − = MOTOR SÍNCRONO Circuito equivalente - Motor • Reatância síncrona: • Indutância síncrona LS : • Laa0: Indutância própria devido ao fluxo fundamental espacial do entreferro • La1: componente adicional devido ao fluxo dispersivo. • Reatância de dispersão da armadura: • Reatância de magnetização efetiva ou autoindução do estator ou armadura • V E I I IA A A A A AjX jX Rφ = + + + V E I IA S A A AjX Rφ = + + S AX X X= + 3 0 12S aa aL L L= +S SX Lω= 3 02( )aa AX L Xϕ ω= = a1 a1X L Xω= = EA RAjXa1 IA Vφ jXA + _ ER + _ • Circuito completo de um gerador síncrono trifásico – Raj: Resistência ajustável para controlar o fluxo da corrente – VF: Tensão de campo – RF: Resistência de campo – LF: autoindutância de campo • Circuito equivalente - motor EA1 RAjXS IA1 Vφ1 EA2 RAjXS IA2 Vφ2 EA3 RAjXS IA3 Vφ3 RF LF VF + _ + _ + + _ _ RajIF E V I IA S A A AjX Rφ= − −V E I IA S A A AjX Rφ = + + Circuito equivalente por fase - motor RF LF VF + _ EA RAjXS IA Vφ + _ IF V E I IA S A A AjX Rφ = + + E V I IA S A A AjX Rφ= − − IA Vφ IA AR IS AjX EA δ θ • Os motores síncronos fornecem potência às cargas que pelo geral funcionam a velocidade constante. • Os motores são ligados a sistemas de potência que são muito maiores – Conectados a sistemas que atuam como barramentos infinitos – tensão terminal constante – frequência do sistema constante • A velocidade do motor síncrono será constante independentemente da carga: • Operação do motor síncrono em regime 100%vz pc pc n n RV n − = × 120 se m f n P = 0%RV = indτ maxτ nominalτ sincn mn Conjugado vs. velocidade 120 se m fn P = rpm Hz Operação do motor síncrono em regime • Conjugado normais a plena carga é muito inferior a do valor máximo Tipicamente 1/3 do conjugado máximo. • Quando o conjugado no eixo excede o τmax , o rotor poderá perder o sincronismo com o estator. – A perda de sincronismo é depois do que o τmax é excedido conhecida como polos deslizantes, B Bind R Skτ = × liq senind RkB Bτ δ= 3 senA ind Sm V E X φ δ ω τ = sinconv in cd 3 senA S V E P X φ δ ωτ= = max 90 3 A Sm V E X φ δ ω τ = ° = indτ maxτ nominalτ sincn mn Conjugado vs. velocidade 120 se m fn P = 2m smfω π= 2 60 sm m nπ ω =[Hz]2sm sef fP = Efeitos das mudanças de carga no motor EA RAjXS IA Vφ + _ E V I IA S A A AjX Rφ= − − IA Vφ IS AjX EA δ θ 0AR ≈ 1IA Vφ 4EA 3EA 2EA 1EA 2IA 3IA 4IA 1P∝ 2P∝ 3P∝ 4P∝ Se a carga aumenta, inicialmente o rotor diminui a velocidade o ângulo δ fica maior O τind aumenta. 3 senA ind m S V E X φ δτ ω = Efeitos das mudanças de carga no motor 1IA Vφ 4EA 3EA 2EA 1EA 2IA 3IA 4IA 1P∝ 2P∝ 3P∝ 4P∝ E V I IA S A A AjX Rφ= − − infinitaconstante(bar )Vφ → sinc infinitaconstante(bar )ω → constante( e não variam)A FE K Iω ω= Φ → ( sen ) e ( cos ) aumentamA AE Iδ θ↑ ↑ constantequandoa carga éalteradaAE → ( sen )e ( cos ) a PotênciaA AE Iδ θ ∝ Potência aumenta→ Diagrama de fluxo: perdas - Motor conv ind mP τ ω= 23PCE A AP I R= 2 PCR F FP I R= saídaP Perdas suplementares mecânicas Perdas no núcleo Perdas I2R entrada 3 cosAP V Iφ θ= 3 cosL LV I θ= conv ind mP τ ω= ind mτ ω carga mτ ω= Perdas Potência convertida Exemplo • Um motor síncrono de 208 V 45 HP, FP 0,8 adiantado, ligado em ∆ e 60 Hz tem uma reatância síncrona de 2,5 Ω e uma resistência de armadura desprezível. Suas perdas por atrito e ventilação são 1,5 kW e as perdas no núcleo são 1,0 kW. Inicialmente o eixo esta impulsionando uma carga de 15 HP e o fator de potência do motor é de 0,8 adiantado. – (a ) desenhe o diagrama fasorial desse motor e encontre os valores de IA, IL e EA. – (b ) Agora assuma que a carga no eixo seja aumentada para 30 HP. Desenhe o comportamento do diagrama fasorial em resposta a esse crescimento. – (c ) Encontre IA, IL e EA após a alteração de carga. Qual é o novo fator de potência. Solução • (a ) desenhe o diagrama fasorial desse motor e encontre os valores de IA, IL e EA . – Inicialmente: – Corrente de linha: – • (15HP)(0,746kW/ HP) 11,19kWsaídaP = = , ,núcleo ,elétrentrada perdas mec perdas perdassaídaP P P PP= + + + 11,19kW 1,5kW 1,0kW 0kW 13,69kW entrada entrada P P = + + + = 13,69 47,5 3(208)(0,8)linha I A= = EA RAjXS IA Vφ + _ IA Vφ IS AjX EA δ θ 3 cos entrada linha T P I V θ = 27,4 36,87AI A= ∠ ° 3A linhaI I=Motor ligado em ∆, FP=cos(θ) = 0,8 (θ=36,87) Solução • (a ) desenhe o diagrama fasorial desse motor e encontre os valores de IA, IL e EA . • EA RAjXS IA Vφ + _ 0R ≈ E V I IA S A A AjX Rφ= − − 27,4 36,87AI A= ∠ ° • (b ) Agora assuma que a carga no eixo seja aumentada para 30 HP. Desenhe o comportamento do diagrama fasorial em resposta a esse crescimento. – Quando a potência no eixo é aumentada para 30 HP, o eixo desacelera momentaneamente e a tensão gerada interna EA oscila para um ângulo maior (δ’>δ), mantendo constante o módulo. Solução δ δ ′ A AE E′ = 255 12,4AE = ∠ − 255 δ∠ ′ Se a carga aumenta, inicialmente o rotor diminui a velocidade o ângulo δ fica maior O τind aumenta. 3 senA ind m S V E X φ δτ ω = Solução • (c ) Encontre IA, IL e EA após a alteração de carga. Qual é o novo fator de potência. – Com a carga alterada: • (30HP)(0,746kW/ HP) 22,4kWsaídaP = = 1,5kW 1,0kW 0kW 24,88kW22,4kWentradaP = + + + = ind sinc conv 3 senA S V E X P φ δ τ ω= = asen( ) 3 (2,5 )( )asen( ) 3(208V)(255V 8 ) 24,8 kW convS A PX V Eφ δ δ = Ω ′ =′ asen(0,391) 23δ ′ = = ° 255 23A′ = ∠ − °E δ δ ′ A AE E′ = 255 23∠ − Solução • (c ) Encontre IA, IL e EA após a alteração de carga. Qual é o novo fator de potência. – Com a carga alterada: • 255 23EA = ∠ − ° E V I IA S A A AjX Rφ= − − V E I AA S AjX R φ −= − 208 0 255 23 41,2 2,5 15A j ∠ − ∠ = = ∠ °I 3(41,2) 73 1,4linha AI I A= = = cos( ) 0,966,15FP adiantado= =° Motor em conexão em ∆ Efeitos das mudanças de IF A S A A AjX Rφ= − −E V I I IA Vφ IS AjX EA δθ RF LF VF + _ EA RAjXS IA Vφ + _ IF 0AR ≈ Como uma mudança de IF não afeta a velocidade no eixo a potência ativa não muda constante(bar )Vφ ∞→ aumenta se aumentaA FE K Iω= Φ → ↑→ Φ( ) ( cos ) e ( sen ) aumentamA AE Iδ θ↑ ↑ ( cos )e ( sen ) aA AE I Qδ θ ∝ diminuiA AE I ↓⇒↑ sinc constante(bar )ω ∞→ Motor operando inicialmente com FP atrasado • Como valores baixos de EA, a IA está atrasada e o motor é uma carga indutiva (R+jX) consume potência reativa. • IF é aumentada, IA se alinha a Vφ, aqui o motor é uma carga resistiva (R) • • IF continua aumentando, IA fica adiantada e o motor se torna uma carga capacitiva (R-jX) fornece potência reativa. • Efeitos das mudanças de corrente de campo ( cos ) e ( se) )) ( n (A AE Iδ θ↓ ↓↑ ↑ ( cos )e ( sen ) aA AE I Qδ θ ∝ ) ()(A AE I⇒↓ ↓↑ ↑ P∝ (cte.)P∝ (cte.) Curva V do motor síncrono Fator de potência em atraso Fator de potência adiantado FP=1,0 Motor subexcitado Motor sobre- excitado Fornece Q consome Q Motor sobre-exitado Motor sub-exitado 2 1P P> Limite de estabilidade Motor Subexcitado e Sobre-excitado Exemplo • O motor síncrono de 208 V, 45 HP, FP 0,8 adiantado, ligado em ∆ e 60 Hz tem uma reatância síncrona de 2,5 Ω e uma resistência de armadura desprezível. Suas perdas por atrito e ventilação são 1,5 kW e as perdas no núcleo são 1,0 kW. Esta alimentando uma carga de 15 HP com um FP inicial de 0,85 atrasado. A corrente de campo nessas condições é 4,0 A. – (a ) desenhe o diagrama fasorial inicial desse motor e encontre os valores de IA e EA. – (b ) Se o fluxo do motor for incrementado em 25 %, desenhe o novo diagrama fasorial do motor. Quais são agora os valores de IA e EA e o FP do motor. Solução • (a ) desenhe o diagrama fasorial inicial desse motor e encontre os valores de IA e EA. – Inicialmente: – Corrente de linha: • Motor ligado em ∆, então a corrente de armadura: FP=cos(θ) = 0,85 θ=31,79 » (15HP)(0,746kW/ HP) 11,19kWsaídaP = = , ,núcleo ,elétrentrada saída perdas mec perdas perdasP P P P P= + + + 11,19kW 1,5kW 1,0kW 0kW 13,69kWentradaP = + + + = 13,69 44,69 3 cos 3(208)(0,85) entrada linha T PI A V θ = = = 44,69 25,8 3 3 linha A II A= = = 25,8 31,8AI A= ∠ ° Solução • (a ) desenhe o diagrama fasorial inicial desse motor e encontre os valores de IA e EA. • Solução • (b ) Se o fluxo do motor for incrementado em 25 %, desenhe o novo diagrama fasorial do motor. Quais são agora os valores de IA e EA e o FP do motor. – Se o fluxo for incrementada em 25%, a tensão EA será incrementada em 25% – A potência subministrada à carga deve permanecer constante: – O ângulo: • AE K ω= Φ 2 227,5 13,9EA = ∠ − Solução • (b ) Se o fluxo do motor for incrementado em 25 %, desenhe o novo diagrama fasorial do motor. Quais são agora os valores de IA e EA e o FP do motor. – A corrente de armadura: • E V I IA S A A AjX Rφ= − − V EI AA S AjX R φ −= − 208 0 227,5 13,9 22,5 2,5 13,2A j ∠ − ∠ − = = ∠ °I cos( ) 0,974a13,2 diantadoFP °= = • O barramento infinito da figura, opera em 480 V. A carga 1 é um motor de indução que consome 100 kW, com FP 0,78 atrasado, e a carga 2 é um motor de indução que consome 200 kW, com FP 0,8 atrasado. A carga 3 é um motor síncrono cujo consumo de potência ativa é 150 kW. • (a ) Se o motor síncrono for ajustado para operar com FP 0,85 atrasado, qual será a corrente na linha de transmissão nesse sistema Exemplo • (b ) ajustado para FP 0,85 adiantado, qual será a corrente na linha de transmissão nesse sistema • Exemplo • (c ) Assumindo que as perdas na linha é dada por: – Então, compare as perdas na linha nos casos ( a ) e ( b ) • SOLUÇÃO: – (a ) Se o motor síncrono for ajustado para operar com FP 0,85 atrasado, qual será a corrente na linha de transmissão nesse sistema • 23PL L LP I R= Solução Solução tot 450kWP = tot 323,2kVARQ = Solução • (b ) Se o motor síncrono for ajustado para operar com FP 0,85 adiantado, qual será a corrente na linha de transmissão nesse sistema • tot 450kWP = Solução • (c ) Assuma que as perdas na linha é dada por: de que forma as perdas na linha compara se nos dois casos (a ) e (b ) – Caso (a ) – Caso (b ) • Observe que, no caso (b), as perdas na linha de transmissão são 28% menores do que no primeiro, ao passo que a potência fornecida às cargas é a mesma. 23PL L LP I R= • A carga da maioria dos sistemas típicos de potência constitui-se de motores de indução. – Os fatores de potência (FP) desses sistemas são quase sempre atrasados. • Dispor de um ou mais cargas adiantadas (motor síncrono sobre-excitado) no sistema de potência pode ser útil. Motor síncrono – Uso de motores para aumentar o FP é denominado correção de fator de potência. Motor síncrono sobre-excitado • Dispor de uma ou mais cargas adiantadas pode ser útil: • 1. Uma carga adiantada pode fornecer potência reativa Q para as cargas atrasadas vizinhas, em vez de ela vir do gerador. – a corrente da linha de transmissão é reduzida e as perdas do sistema de potência são muito inferiores. • 2. Como as linhas de transmissão transportam menos corrente, elas podem ser menores para um dado fluxo de potência nominal. – Uma corrente nominal inferior reduz o custo de um sistema de potência. • 3. operar um motor síncrono com um FP adiantado significa que o motor deverá funcionar sobre-excitado. – Aumenta o conjugado máximo do motor, reduzindo a possibilidade do valor máximo seja excedido. Partida de Motores Síncronos • Partida através de um motor auxiliar. – O motor síncrono é conectado a um motor auxiliar (motor de indução trifásico), que o levará perto da velocidade síncrona. – Neste momento desliga-se o motor auxiliar e liga-se o motor síncrono com campo energizado, estabelecendo assim o sincronismo. • Partida através da variação da frequência. – Neste caso a frequência da tensão aplicada ao motor é variada de zero ao valor nominal e, a velocidade do motor se mantém em sincronismo durante todo o período de partida. Partida de Motores Síncronos • Um motor síncrono que possui uma gaiola de partida em seu rotor (enrolamentos amortecedores), pode ser acionado normalmente como MIT método mais comum. • O enrolamento de campo é curto circuitado ou conectado a uma resistência (R ≈ 10×RF). • Quando o rotor atingir a velocidade perto da síncrona é aplicado o campo. – Neste momento o motor alcança facilmente a velocidade síncrona Geradores e motores síncronos Gerador Sobre-excitado Gerador Subexcitado Geradores e motores síncronos Motor Sobre-excitado Motor Subexcitado • Com motor auxiliar: empregado para atingir a velocidade síncrona e, a partir daí, pode ser feita a conexão com a rede elétrica. • Com motor de indução: Os motores síncronos com gaiola de amortecimento podem partir como motores de indução – O enrolamento de campo deve ser curto-circuitado para facilitar a operação da partida. Partida de motor sincrono • Conversor eletrônico: os inversores permitem o controle do nível da tensão e da frequência de alimentação do motor – O torque elétrico produzido não sofre redução. Faculdade de Engenharia�Departamento de Engenharia Elétrica Pré-requisito: CEME - I Maquina Síncrona Máquinas Síncronas - MS Número do slide 9 Máquinas Síncronas Número do slide 11 Maquina Síncrona Rotor de turbo-gerador (rotor liso) Rotor de pólos saliéntes Maquina síncrona Maquina síncronas – imãs permanente Maquina síncrona especiais Máquinas síncronas supercondutoras Maquina CC Uma espira em campo magnético Força e Tensão induzida Tensão induzida . Tensão induzida: eind = (v B)l Tensão induzida: eind = (v B)l Fem induzida num ciclo Tensão induzida: eind = (v B)l Tensão induzida: eind = (v B)l Tensão induzida Conjugado induzido Find=i(lB) Conjugado induzido: Conjugado induzido F = i (l B) Conjugado induzido Conjugado induzido Conjugado induzido Conjugado induzido para máquinas real Número do slide 40 Máquinasíncrona de 2 pólos Máquina síncrona de 2 pólos Maquina síncrona de pólos lisos Maquina síncrona de 2 pólos lisos Máquina síncrona de 4 pólos Máquina síncrona de 4 polos Máquina Síncrono de pólos salientes Sistema Trifásico Sistema trifásico Sistema trifásico – de 2 pólos Máquinas Síncronas Trifásicas Sistema trifásico de 4 pólos Número do slide 55 FMM em Enrolamentos Distribuidos FMM em Enrolamentos Distribuídos FMM em Enrolamentos Distribuídos Máquina de forma plana FMM em Enrolamentos Distribuídos Construindo a função Número do slide 62 Número do slide 63 FMM com enrolamentos de 2 camadas Exemplo Exemplo Solução Solução Solução Solução Exemplo Solução Solução FMM: Enrolamentos distribuídos no rotor FMM em Enrolamentos Distribuídos FMM em Enrolamentos Distribuídos FMM em Enrolamentos Distribuídos Campo magnético Campo magnético 4 pólos lisos Campo Magnético no entreferro Campo no entreferro uniforme Campo no entreferro uniforme Exemplo Solução Solução Exemplo Solução Campo Magnético Girante Campo B em enrolamento 3 Campo B em enrolamento 3 Campo B em enrolamento 3 Campo B em enrolamento 3 Campo B em enrolamento 3 FMM com inversão de campo FMM com inversão de campo Frequência e Tensão gerada Máquina Síncronas Frequência da tensão gerada Frequência e velocidade de rotação Frequência e velocidade de rotação Máquinas síncronas Número do slide 123 Velocidades síncronas Frequência da tensão gerada Frequência e velocidade de rotação Exemplo Frequência e velocidade de rotação Solução Exercício Exemplo Tensão induzida – Maq. Síncrona Tensão induzida em máquinas CA Tensão induzida: eind = (v B)l Tensão induzida em máquinas CA Tensão induzida em máquinas CA Tensão induzida em máquinas CA 3ph Tensão eficaz em um estator trifásico Exemplo Solução Solução Conjugado Induzido Conjugado induzido em uma máquina CA Conjugado induzido Conjugado induzido em uma máquina CA Conjugado induzido em uma máquina CA Conjugado induzido em uma máquina CA Conjugado induzido em uma máquina CA Conjugado induzido em uma máquina CA Conjugado induzido em uma máquina CA Paso de uma bobina Número do slide 161 Passo de uma bobina Encurtamento de passo Bobina de passo encurtado Passo encurtado Paso polar Fator de passo kp Fator de passo kp. Fator de passo kp Exemplo Exemplo Solução Fator de Passo kp Tensão induzida – passo encurtado Tensão induzida do passo encurtado Tensão induzida do passo encurtado Tensão induzida do passo encurtado Tensão induzida do passo encurtado Exemplo Solução Solução Solução Fator de Distribuição kd Fator de Distribuição Fator de Distribuição kd Fator de Distribuição kd Fator de Distribuição kd Fator de Distribuição kd Exemplo Solução Exemplo Solução Solução Exemplo Solução Exemplo Solução Exemplo Solução Exemplo Solução Solução Solução Número do slide 209 Harmônicos em Enrolamentos Harmônicas Harmônicas nas ranhuras Harmônicas nas ranhuras Exemplo Efeitos dos Harmónicos de Ranhura Exemplo Solução Tensão induzida - harmônicos Exemplo Solução Solução Solução Distribuição de enrolamentos em um número fracionário de ranhuras Distribuição de enrolamentos em um número fracionário de ranhuras Distribuição de enrolamentos em um número fracionário de ranhuras Distribuição de enrolamentos em um número fracionário de ranhuras Exemplo Solução Exemplo Solução Solução Número do slide 233 Número do slide 246 Saturação Magnética Saturação Magnética Saturação magnética Indutância mútua entre estator e rotor Indutância própria do rotor Indutância própria do rotor Indutância mútua entre estator e rotor Indutância do estator e síncrona Indutância do estator e síncrona Indutância do estator e síncrona Indutância do estator e síncrona Indutância do estator e síncrona Circuito Equivalente Circuito equivalente Circuito equivalente Circuito equivalente - Motor Exemplo Solução Solução Circuito equivalente - Gerador Circuito equivalente - Motor Circuito equivalente - Motor Reatância de armadura Reatância de dispersão L1a. Valores das grandezas Tensão induzida ou interna Circuito equivalente Tensão interna gerada Tensão interna gerada Reação de armadura - gerador Reação de armadura - gerador Reação de armadura - gerador Reação de armadura - gerador Circuito equivalente - gerador Circuito equivalente - gerador Circuito equivalente - gerador Circuito equivalente por fase - gerador Diagrama fasorial - gerador Impedância síncrona Impedância síncrona Ensaios da máquina síncrona�>> parâmetros da máquina << Três tipos de Ensaios Ensaio a corrente contínua Ensaio a vazio ou de circuito aberto Ensaio de Circuito aberto Ensaio a vazio ou de circuito aberto Ensaio a vazio ou de circuito aberto Exemplo Solução Ensaio de Curto-circuito Ensaio de Curto-circuito As curvas CAV e CCC Impedância síncrona Impedância síncrona No ensaio a curto-circuito Ensaio a curto-circuito Reatância Síncrona Xs Ensaio a curto-circuito Característica a vazio e a curto-circuito Razão ou relação de curto-circuito Razão ou relação de curto-circuito Exemplo Solução Solução Solução Exemplo Solução Solução Solução Regulação de tensão e de velocidade Regulação de tensão e de velocidade Regulação de tensão Número do slide 333 Exemplo Solução Solução Solução Potência e conjugado em geradores Fluxos e Perdas de potência em máquinas Diagrama de fluxo: perdas - Gerador Máquina Síncrona - Gerador Diagrama de fluxo: perdas - Motor Máquina Síncrona - Motor Número do slide 348 Potência e conjugado em geradores Potência e conjugado em geradores Potência e conjugado em geradores Potência e conjugado em geradores Gerador Síncrono em operação Gerador síncrono em operação Gerador Operando Isolado Número do slide 361 Gerador Operando Isolado Gerador Operando Isolado Exemplo Exemplo Diagrama de fluxo: perdas - Gerador Solução Solução Solução Solução Solução Solução Especificações nominais de um gerador Gerador Síncrono Operando em Paralelo Operação em Paralelo Condições para ligação em paralelo Sequências de fases Ligação em paralelo Máquina motriz Frequência vs. Potência Velocidade vs. Frequência Tensão vs. Potência Reativa Exemplo Solução Solução Paralelo a grandes sistemas de potência Paralelo a grandes sistemas de potência Número do slide 400 Número do slide 401 Número do slide 403 Potência e conjugado em geradores Número do slide 405 Gerador paralelo a Barramento – Gerador paralelo a Barramento – Número do slide 408 Geradores similares em paralelo Geradores similares em paralelo Exercício Solução Curva de capabilidade ou capacidade do Gerador síncrono Curvas de capacidade do gerador síncrono Curva de capacidade Número do slide 421 Número do slide 422 Número do slide 423 Número do slide 427 Número do slide 428 Exemplo Solução Solução Diagrama de fluxo: perdas - Gerador Número do slide 433 Número do slide 434 Motor Síncrono Circuito equivalente - Motor Circuito equivalente - motor Circuito equivalente por fase - motor Operação do motor síncrono em regime Operação do motor síncrono em regime Efeitos das mudanças de carga no motor Efeitos das mudanças de carga no motor Diagrama de fluxo: perdas - Motor Exemplo Solução Solução Solução Solução Solução Efeitos das mudanças de IF Efeitos das mudanças de corrente de campo Curva V do motor síncrono Motor Subexcitado e Sobre-excitado Exemplo Solução Solução Solução Solução Exemplo Exemplo Solução Solução Solução Solução Motor síncrono Motor síncrono sobre-excitadoPartida de Motores Síncronos Partida de Motores Síncronos Geradores e motores síncronos Geradores e motores síncronos Partida de motor sincrono