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Resistência dos Materiais � Prof : Rodolfo Suanno � E-mail: rsuanno@gmail.com � Site: https://sites.google.com/site/resistenciadosmateriaisuerj/ Horários: 1 Período 2 Período 3/7/2012 Resistência dos Materiais 1 �Horários: 1 Período 2 Período Quarta - M1-M3 Quarta – N1-N3 Quinta - M1-M3 Sexta – T6-N2 Objetivos desta Aula Após esta aula os estudantes serão capazes de: � Explicar a importância da Resistência dos Materiais no estudo da engenharia civil/mecânica. � Listar os conceitos fundamentais da Resistência dos 3/7/2012 Resistência dos Materiais 2 � Listar os conceitos fundamentais da Resistência dos Materiais. � Distinguir entre problemas de concepção e de análise. � Reconhecer considerações de Resistência e Rigidez. � Desenhar Diagramas de Corpo Livre (D.C.L.). � Resolver problemas de equilíbrio estático. � Calcular resultantes internas em um ponto específico. Mecânica Ramo da Ciência que se preocupa com o estado de repouso ou movimento 3/7/2012 Resistência dos Materiais 3 o estado de repouso ou movimento de corpos submetidos à forças. Mecânica Mecânica dos Sólidos Mecânica dos Fluídos Mecânica 3/7/2012 Resistência dos Materiais 4 Estática Cinemática Dinâmica Corpos Rígidos Corpos Deformáveis Mecânica dos Sólidos Mecânica dos Fluídos Nomes Para a Disciplina �Resistência dos Materiais �Mecânica dos Materiais �Introdução à Mecânica dos Sólidos 3/7/2012 Resistência dos Materiais 5 �Introdução à Mecânica dos Sólidos �Mecânica dos Corpos Deformáveis Equilíbrio de Um Corpo Rígido Objetivos � Desenvolver equações de equilíbrio para um corpo rígido. 3/7/2012 Resistência dos Materiais 6 corpo rígido. � Introduzir o conceito de diagrama de corpo livre (D.C.L.) para um corpo rígido. � Mostrar como resolver problemas de equilíbrio de corpos rígidos utilizando as equações de equilíbrio. Equilíbrio de Um Corpo Rígido Equações vetoriais de equilíbrio 0F =∑ 3/7/2012 Resistência dos Materiais 7 0M 0F O = = ∑ ∑ Procedimento para a Elaboração de um Diagrama de Corpo Livre 1. Selecionar eixos coordenados. 2. Desenhar esboço da estrutura analisada livre das suas restrições ou ligações 3. Mostrar todas as forças e momentos atuando sobre o corpo. Incluir cargas aplicadas e 3/7/2012 Resistência dos Materiais 8 sobre o corpo. Incluir cargas aplicadas e reações. 4. Identificar cada carregamento e fornecer dimensões. Rotular forças e momentos com as magnitudes e direções apropriadas. Rotular incógnitas Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 9 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre Efeito do Efeito da carga aplicada agindo sobre a viga 3/7/2012 Resistência dos Materiais 10 Efeito do suporte fixo atuando sobre a viga Efeito da gravidade sobre a viga (peso próprio) Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 11 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 12 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 13 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 14 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 15 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre Efeito de B agindo sobre A Efeito da chapa inclinada sobre A 3/7/2012 Resistência dos Materiais 16 Efeito da gravidade (peso) sobre A Efeito da chapa inferior sobre A Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 17 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 18 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 19 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 20 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 21 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 22 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 23 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 24 Exemplo de Diagrama de Corpo Livre 3/7/2012 Resistência dos Materiais 25 Nota : Forças internas de uma barra sobre outra são forças colineares iguais e opostas, as quais não devem ser incluídas uma vez que elas se anulam Pontos Importantes 1. Nenhum problema de equilíbrio deve ser resolvido sem a elaboração prévia de um D.C.L. apropriado. 2. Se um suporte restringe uma translação em uma determinada direção, então ele exerce 3/7/2012 Resistência dos Materiais 26 uma determinada direção, então ele exerce uma força no corpo nesta direção. 3. Se um suporte restringe uma rotação do corpo, então ele exerce um momento sobre o corpo. 4. Estudar a tabela fornecida acima para entender as reações de apoio. Engenharia Estrutural �Introdução à Engenharia Estrutural �Forças em Estruturas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 27 �Sistemas Estruturais �Materiais Típicos na Engenharia Civil Engenharia Estrutural � Qual a função de um engenheiro estrutural? ִUm engenheiro de estruturas projeta sistemas estruturais e elementos estruturais em edifícios, 3/7/2012 Resistência dos Materiais 28 estruturais e elementos estruturais em edifícios, pontes, estádios, túneis e outras obras de engenharia civil (esqueleto) ִProjeto(Design): processo de determinação da geometria, material e dimensão de elementos estruturais para resistir as forças que atuam em uma estrutura Processo do Projeto Estrutural � Identificar o problema (desafio) � Explorar soluções alternativas ִPesquisar experiência do passado ִ“Brainstorm” ִProjeto preliminar das soluções mais promissoras 3/7/2012 Resistência dos Materiais 29 ִProjeto preliminar das soluções mais promissoras � Analisar e projetar uma ou mais soluções viáveis � Testar e avaliar a solução ִTeste Experimental (protótipo) ou teste de campo ִAvaliação pelos pares � Desenvolver solução utilizando recursos disponíveis (materiais, equipamentos, mão-de-obra) Processo do Projeto Estrutural � Selecionar material para construção � Determinar sistema estrutural apropriado para o caso particular 3/7/2012 Resistência dos Materiais 30 particular � Determinar forças atuando na estrutura � Dimensionar (calcular dimensões) os elementos e conexões para evitar falha (colapso) ou deformação excessiva Exemplos de Estruturas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 31 Forças Agindo nas Estruturas � Forças induzidas pela gravidade ִCargas Permanentes(Dead Loads): peso próprio da estrutura e acessórios ִCargas variáveis (Live loads): cargas móveis (por ex.. 3/7/2012 Resistência dos Materiais 32 ִCargas variáveis (Live loads): cargas móveis (por ex.. ocupantes, veículos, etc..) � Forças induzidas pelo vento � Forças induzidas por terremoto � Forças induzidas por variação de temperatura � Pressões de Fluídos (Empuxos) � Outros Forças Agindo nas Estruturas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 33 Vertical: Gravidade Lateral: Vento, Terremoto Estabilidade Global 3/7/2012 Resistência dos Materiais 34 Escorregamento TombamentoEscorregamento Tombamento Forças em Elementos Estruturais 100 kg 100 kg 100 kg 3/7/2012 Resistência dos Materiais 35 Compression 100 kg Tension CompressionTension CompressãoTração Forças em Elementos Estruturais (cont.) 100 kg Flexão 3/7/2012 Resistência dos Materiais 36 Flexão Torção Sistemas Estruturais Típicos (1) 3/7/2012 Resistência dos Materiais 37 Arco Sistemas Estruturais Típicos (2) Treliças3/7/2012 Resistência dos Materiais 38 C T CC T Forças nos membros da Treliça Treliças Sistemas Estruturais Típicos (3) 3/7/2012 Resistência dos Materiais 39 Quadro Sistemas Estruturais Típicos (4) 3/7/2012 Resistência dos Materiais 40 Placas Planas Sistemas Estruturais Típicos (5) 3/7/2012 Resistência dos Materiais 41 Placas Dobradas Sistemas Estruturais Típicos (6) 3/7/2012 Resistência dos Materiais 42 Cascas Conceitos da Resistência dos Materiais 3/7/2012 Resistência dos Materiais 43 Definição de Tensão T Exemplo (Unidades Inglesas): T = 1,000 lb (1 kip) A = 10 in2. Tensão = 1,000/10 = 100 lb/in2 Exemplo (Unidades SI): Seção Transv. Tensão = Força/Área 3/7/2012 Resistência dos Materiais 44 Seção Transv. T Exemplo (Unidades SI): 1 lb = 4.448 N (Newton) 1 in = 25.4 mm T = 1,000 lb x 4.448 N/lb = 4448 N A = 10 in2 x (25.4 mm)2 = 6450 mm2 (1 in)2 Tensão = 4448/6450 = 0.69 N/mm2 (MPa)T Definição de Deformação ∆L T Deformação = ∆∆∆∆L / Lo Exemplo: Lo = 1000 mm ∆∆∆∆L = 12 mm 3/7/2012 Resistência dos Materiais 45T Lo ∆∆∆∆L = 12 mm Deformação = 12 / 1000 = 0.012 mm/mm Deformação é adimensional!! (independente unidades SI ou Inglesas) Comportamento Tensão-Deformação de Materiais Elásticos-Lineares Tensão 3/7/2012 Resistência dos Materiais 46 Deformação E E = Módulo de Elasticidade = Tensão / Deformação Materiais Utilizados na Engenharia Civil � Pedras e Alvenaria � Metais ִFerro Fundido 3/7/2012 Resistência dos Materiais 47 ִFerro Fundido ִAço ִAlumínio � Concreto � Madeira Propriedades dos Materiais � Aço ִTensão Máxima: 275 – 900 MPa ִDeformação Máxima: 0.2 – 0.4 ִMódulo de Elasticidade: 200000 MPa � Concreto 3/7/2012 Resistência dos Materiais 48 � Concreto ִTensão Máxima : 20 – 90 MPa ִDeformação Máxima : 0.004 ִMódulo de Elasticidade : 20000 – 35000 MPa � Madeira Valores dependem do tipo de madeira. Por exemplo: ִTensão de Tração : 8 MPa ִTensão de Compressão : 10 MPa ִMódulo de Elasticidade: 10000 MPa Suportes bi-dimensionais Reações de Apoio Regra Geral: Se um suporte previne a translação de um corpo em uma direção 3/7/2012 Resistência dos Materiais 49 translação de um corpo em uma direção específica, então como conseqüência uma força surgirá nesta mesma direção. De forma análoga se uma rotação é impedida, um momento correspondente surgirá como reação a esta restrição. Suportes Típicos 3/7/2012 Resistência dos Materiais 50 Suportes Típicos 3/7/2012 Resistência dos Materiais 51 Apoio do 1° gênero 3/7/2012 Resistência dos Materiais 52 pino 3/7/2012 Resistência dos Materiais 53 ou Suporte Fixo ou engaste 3/7/2012 Resistência dos Materiais 54 Cabo 3/7/2012 Resistência dos Materiais 55 Apoio Intermediário 3/7/2012 Resistência dos Materiais 56 Console 3/7/2012 Resistência dos Materiais 57 Ligação Rotulada 3/7/2012 Resistência dos Materiais 58 Ligação Rotulada (Treliça) 3/7/2012 Resistência dos Materiais 59 Ligação Rotulada (Treliça) 3/7/2012 Resistência dos Materiais 60 3/7/2012 Resistência dos Materiais 61 Ligação Rotulada (Treliça) 3/7/2012 Resistência dos Materiais 62 3/7/2012 Resistência dos Materiais 63 Fixo 3/7/2012 Resistência dos Materiais 64 Modelagem 3/7/2012 Resistência dos Materiais 65 Modelagem 3/7/2012 Resistência dos Materiais 66 Evolução Histórica � Início do Século XVII – Galileu – efeitos de cargas em hastes e vigas � Início do Século XVIII – Métodos para descrições das propriedades mecânicas dos 3/7/2012 Resistência dos Materiais 67 descrições das propriedades mecânicas dos materiais � Estudos experimentais e teóricos desenvolvidos por Saint-Venant, Poisson, Lamé e Navier � Século XIX e XX, Teoria da Elasticidade e Plasticidade Evolução Histórica 3/7/2012 Resistência dos Materiais 68 Viga de Galileu - 1638 Estruturas Históricas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 69 Estruturas Históricas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 70 Estruturas Históricas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 71 Panteão - Roma Estruturas Históricas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 72 Estruturas Históricas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 73 La Sagrada Familia - Barcelona Estruturas Funiculares 3/7/2012 Resistência dos Materiais 74 Estruturas Funiculares 3/7/2012 Resistência dos Materiais 75 Estruturas Funiculares 3/7/2012 Resistência dos Materiais 76 Estruturas Funiculares 3/7/2012 Resistência dos Materiais 77 Estruturas Funiculares 3/7/2012 Resistência dos Materiais 78 Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 79 Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 80 Concepção Estrutural Carga 3/7/2012 Resistência dos Materiais 81 Arranjo Estrutural : Tábuas apoiadas sobre vigas Concepção Estrutural Largura Unitária 3/7/2012 Resistência dos Materiais 82 Tábua típica : As cargas e reações se tornam cargas nas vigas Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 83 Cargas Suportadas pelas Vigas A Viga central recebe reações das tábuas dos dois lados Concepção Estrutural Área carregada assumida suportada pela viga B Carga Área carregada assumida suportada pela viga A 3/7/2012 Resistência dos Materiais 84 Cargas Suportadas pelas Vigas Área carregada assumida suportada pela viga C Áreas de Contribuição : para cada viga é assumida a suportação de uma determinada área como indicado. Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 85 Faixas de carga : Comprimento Unitário de Carga= (largura da faixa de carga) x (área unitária de carga) Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 86 Representação diagramática das vigas e cargas. A “carga/unidade de comprimento”, ou wa, em lb/ft ou N/m, é freqüentemente denotado simplesmente como w. Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 87 Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 88 Terças Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 89 Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 90 Treliça de telhado Piso - Deck Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 91 Longarinas Piso - Deck Transversinas Concepção Estrutural 3/7/2012 Resistência dos Materiais 92 Treliça de Ponte Estruturas Modernas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 93 Estruturas Modernas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 94 Estruturas Modernas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 95 Estruturas Modernas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 96 Estruturas Modernas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 97 Estruturas Modernas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 98 Estruturas Modernas 3/7/2012 Resistência dos Materiais 99