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Prévia do material em texto

Universidade Federal de Pelotas
Instituto de Biologia
Departamento de Morfologia
Disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos
Sistema Nervoso
Conexões e Reflexos
Responsável - Prof. Althen Teixeira Filho
1
Somestesia
do latim “soma”, que quer dizer corpo e “aesthesia”, que significa sensibilidade, é a capacidade que homens e animais tem de receber e perceber informações sobre as diferentes partes do seu corpo. 
2
Pares cranianos
I – 	N. Olfatório
II – 	N. Óptico
III – 	N. Oculomotor
IV –	N. Troclear
V – 	N. Trigêmeo
VI – 	N. Abducente
VII – 	N. Facial
VIII – 	N. Vestíbulo-coclear
IX – 	N. Glossofaríngeo
X – 	N. Vago
XI – 	N. Acessório
XII – 	N. Hipoglosso
3
Área olfativa
Humanos 10 cm2
Cães 170 cm2 – com 100 vezes mais receptores por cm2 (hiperósmicos)
Olfação
4
5
Lateral
↓
Lobo piriforme
Cílios olfatórios mucosa
↓
Bulbo olfatório
↓
Pedúnculo olfatório
↓
Tractos olfatórios 
Medial
↓
Rinencéfalo límbico
Olfação
Córtex
Hipocampo
Totalmente homolateral
Falta um relé talâmico
6
Olfação - Rinencéfalo
Nervo olfatório
Bulbo olfatório
Pedúnculo olfatório
Tracto olfatório lateral
Uncus
7
Sistema Nervoso
Visão
Retina
Nervo óptico
Quiasma óptico
Tracto óptico
Tálamo
Radiações talâmicas
Córtex visual 
http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=7029
8
Colículo rostral
Acomodação da imagem
Retina
↓
Nervo óptico
↓
Quiasma óptico
↓
Tracto óptico 
Tálamo
↓
Radiações talâmicas
↓
Córtex visual – occipital
Formação da imagem
Área pré-tectal
Reflexo visual
Processo visual
9
10
Sistema Nervoso
Reflexo fotomotor direto
Retina
Nervo óptico
Tracto óptico
Área pré-tectal
Núcleo Edinger-Westphal
Parassimpático do N. oculomotor (III par) 
Gânglio ciliar
Músculo esfíncter da pupila
Miose
11
Sistema Nervoso
Reflexo fotomotor indireto ou consensual
Retina
Nervo óptico
Tracto óptico
Área pré-tectal
Núcleo Edinger-Westphal oposto
Parassimpático do N. oculomotor (III par) 
Gânglio ciliar
Músculo esfíncter da pupila
Miose
12
Sistema Nervoso
Reflexo de Piscar / ameaço
Retina
Nervo óptico
Quiasma óptico
Tracto óptico
Tálamo
Radiações talâmicas
Córtex visual
Núcleos dos nervos faciais
Nervos faciais
Músculos orbiculares dos olhos
Fechamento das pálpebras
13
Sistema Nervoso
Reflexo da fixação
III
IV
VI
14
Sistema Nervoso
Reflexo da fixação
Retina
Nervo óptico
Quiasma óptico
Tracto óptico
Colículo rostral
Tálamo
Radiações talâmicas
Córtex visual
Pares cranianos III, IV e VI
III
IV
VI
15
Sistema Nervoso
Nervo trigêmeo – V par (gânglio trigeminal de Gasser/semilunar)
Raiz sensitiva
	1. Nervo oftálmico
	2. Nervo maxilar	
	3. Nervo mandibular
.
.
.
.
16
17
Sistema Nervoso
Reflexo corneano
Córnea
Ramo oftálmico (V)
Gânglio trigeminal
Núcleo sensitivo do V
Núcleos do VII
Nervos faciais (VII)
Mm. Orbiculares dos olhos
Fechamento das pálpebras
18
Sistema Nervoso
Nervo trigêmeo – V par (gânglio trigeminal de Gasser/semilunar)
Raiz sensitiva
	1. Nervo oftálmico
	2. Nervo maxilar	
	3. Nervo mandibular
Composto por fibras aferentes somáticas gerais
Conduzem impulsos proprioceptivos (músc. mastigadores e art. têmporo-madibular)
Conduzem impulsos exteroceptivos (dor, temperatura, pressão, tato)
Da conjuntiva ocular.
Parte da mucosa (ectodérmica) da narina, boca e seios paranasais.
Dos dentes.
2/3 anteriores da língua.
Maior parte da dura-máter encefálica.
19
Sistema Nervoso
20
Sistema Nervoso
VII – Nervo facial (misto)
Motor da mímica facial
Sensibilidade da língua
Glândulas salivares, lacrimal
21
Sistema Nervoso
VII – Nervo facial (misto)
Motor da mímica facial
Sensibilidade da língua
Glândulas salivares, lacrimal
Doce
Salgado
Ácido
Amargo
22
Sistema Nervoso
VIII – Nervo Vestíbulococlear (sensitivo)
Núcleos cocleares – audição
Núcleos vestibulares - Equilíbrio e postura
Orelha interna
Gânglio vestibular – informa posição e movimentos da cabeça
Fascículo vestíbulo-cerebelar
	-via inconsciente informa sobre a posição da cabeça retransmitidas desde a orelha interna, para que o cerebelo atue no equilíbrio
- Via consciente vai ao córtex cerebral
23
Sistema Nervoso
IX – Nervo Glossofaríngeo (misto)
	Junto com o N. Vago e Acessório formam o contingente parassimpático
Sensibilidade da orelha média, terço caudal da língua e (com o vago) da faringe
Motor da faringe e língua
24
Sistema Nervoso
X – Nervo vago (misto)
Mais longo
Misto (essencialmente sensitivo)
Aferência desde a laringe, faringe, traquéia, esôfago, vísceras do tórax e abdomen
Eferência – parassimpática, em vísceras abdominais e torácicas
em músculos da laringe e faringe
25
Aproximadamente 75% dos neurônios são aferentes
26
27
Sistema Nervoso
XI – Nervo Espinhal acessório (motor)
	Junto com o Vago inerva vísceras torácicas
	Inerva a laringe
28
Sistema Nervoso
XII – Nervo hipoglosso (misto)
	1. Inerva músculos intrínsecos e extrínsecos da língua
29
Sistema Nervoso
Reflexo do vômito
	1. Vômito em cães
	2. Vômito em eqüinos
	3. Regurgitação em bovinos
30
Reflexo do vômito
Estômago
Estímulo mucosa gástrica
Aferência X 
Núclo tracto solitário 
Centro do vômito
Núcleo do vago – contração parede gástrica, relaxamento do cárdia
Tracto retículo-espinhal (simpático) – nn. Esplênicos – Gânglios celíacos – fibras pós-gangl. fechamento do piloro
Tracto retículo-espinhal – n. frênico, contração do diafragma
Tracto retículo-espinhal – nn. Tóraco-abdominais, mm. parede abdominal
Núcleo n. hipoglosso – protrusão da língua
31
Sistema Nervoso
Medula espinhal
	1. Dilatações
		Cervical – C6, 7, 8, T1
		Lombar – L4, 5
	Cauda eqüina
32
Síndrome da cauda eqüina
É uma séria alteração neurológica na qual há perda aguda da função e atividade neuronal relacionadas ao canal espinhal abaixo do cone medular.
33
Síndrome da cauda eqüina
Nervos isquiáticos originados em L6-L7-S1
Inervação - glúteo, bíceps femoral, semitendinoso, semimembranoso, tibial cranial e gastrocnêmio
Lesões – diminuição da propriocepção, paresia, ataxia, hipotonia, atrofia dos músculos acima, além de áreas de parestesia e anestesia;
Nervos pudendos originados em S2 e S3
Inervação - esfíncteres uretral e anal, músculos da vulva, pênis, prepúcio e escroto
Lesões - incontinências
34
Síndrome da cauda eqüina
Nervos pélvicos – origem em S2 e S3 
Inervação - vísceras pélvicas e órgãos genitais. 
Lesões - podem ocorrer anormalidades voluntárias e reflexas da vesícula urinária, uretra, ânus, resultando em incontinência urinária e fecal e dificuldade de ereção e ejaculação.
Nervos caudais – originados em Cc1 a Cc5
Inervação – músculos da cauda
Lesões - paralisia parcial ou completa exclusivamente da cauda
35
Síndrome da cauda eqüina
- Dor aparente à palpação da região lombossacral, à extensão caudal dos membros pélvicos ou quando o cão eleva a cauda;
- Dificuldade para mover ou levantar;
- Claudicação do membro pélvico - geralmente de um lado só;
- Atrofia muscular dos membros pélvicos;
- Paresia da cauda (diminuição da força musc.);
- Desgaste das unhas e/ou dedos;
- Incontinência urinária, fecal, micção inadequada (o cão não consegue assumir a posição correta)
- Automutilação do períneo, da cauda ou dos membros pélvicos (parestesia);
- Parafimose (raro).
36
37
Caminhada – Primeiro passo
Tracto córtico-espinhal – primeiro passo (consciente); NMS. 
	Trajeto - córtex, cápsula interna, pirâmide, NMI
	Ação – ativa o NMI
Tracto córtico-ponto-cerebelar – concomitante ao primeiro, inicia informação para o segundo passo.
	Trajeto – córtex, cápsula interna, ponte (sinapse), decussação, cerebelo (n. denteado)	
Ação – elabora e planeja o movimento.
Tracto dento-tálamo-cortical
	Trajeto – n. denteado, DECUSSAÇÃO, tálamo, córtex
	Ação – envia o plano motor do movimento atéo córtex 
38
39
Caminhada – Segundo passo
Tracto interpósito-tálamo-cortical 
	Trajeto – n. interpósito, DECUSSAÇÃO, tálamo, córtex
	Ação - mesmo sem movimentos atua sobre neurônios motores, mantendo o tônus muscular (decerebelização ocasiona perda de tônus).
Tracto interpósito-rubro-espinhal 
	Trajeto – n. interpósito, DECUSSAÇÃO, n. rubro, DECUSSAÇÃO, medula espinhal, NMI.
	Ação – controla os músculos distais dos membros, responsáveis por movimentos delicados.
40
Sistema Nervoso
41
Sistema Nervoso
42
Cerebelo
Conexões extrínsicas (eferentes)
Fibras fastígio-vestibulares – atuam sobre musculatura axial e proximal dos membros / equilíbrio e postura
43
Cerebelo
Conexões extrínsicas (eferentes)
Fibras fastígio-vestibulares – atuam sobre musculatura axial e proximal dos membros / equilíbrio e postura
Fibras interpósito-rubro-espinhais – controle caminhada
Fibras interpósito-tálamo-corticais – retroinformação ao córtex
44
Cerebelo
Conexões extrínsicas (aferentes)
De origem vestibular
De origem medular
De origem pontina 
45
Cerebelo – Fibras de origem Vestibular
Equilíbrio e postura - Cerebelo
Fibras aferentes
Fascículo vestíbulo-cerebelar – núcleo vestibular da orelha interna, cerebelo
Tracto espino-cerebelar rostral – medula espinhal
Tracto espino-cerebelar caudal – medula espinhal
Fibras ponto-cerebelares (caminhada)
46
Cerebelo – Fibras de origem Medular
Postura
Tracto espino-cerebelar caudal – 
	Trajeto – funículo lateral, pedúnculo cerebelar caudal, cerebelo.
	Ação – propriocepção inconscientes de fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos.
Tracto espino-cerebelar rostral
	Trajeto –funículo lateral, pedúnculo cerebelar rostral (principalmente), n. interpósito.
	Ação – faz a “leitura” do tracto córtico-epinhal e informa ao cerebelo as características do movimento executado, atuando no núcleo interpósito.
47
Paresia – diminuição da força muscular (hemiparesia)
Paralisia (plegia)(hemiplegia)
Arreflexia
Hiporreflexia
Hiper-reflexia
Síndrome do NMI
	Paralisias flácidas
	Hiporreflexia
	Hipotonia 
Síndrome do NMS
	Paralisias espásticas 
	Hiper-reflexia
	Hipertonia 
48
Dor somática
Dor superficial – (cutânea ou mucosas) cortes, queimaduras de primeiro grau, escoriações 
Dor profunda – músculos, tendões, ligamentos, ossos, articulações, vasos sanguíneos, fáscias
Dor visceral
1. Dor em cavidades – difícil de localizar, com irradiações
49
Síndrome da cauda eqüina
Propriocepção – também denominada como cinestesia, é o termo utilizado para nomear a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão.
Paresia - Diminuição da força em um ou mais grupos musculares. Paralisia temporária; paralisia parcial.
Ataxia - Perda da faculdade de coordenar os movimentos voluntários. .
Hipotonia – Diminuição da tensão, da contração normal de músculo ou grupo
Parestesia – formigamento; são sensações cutâneas subjetivas (ex., frio, calor, formigamento, pressão etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação. Podem ocorrer caso algum nervo sensorial seja afetado, seja por contato ou pelo rompimento das terminações nervosas
 Anestesia – Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica
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