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UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL – UFFS FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO CONFORTO AMBIENTAL: LUMÍNICO PROFESSORA: ANA MARIA SCHUCH ARAÚJO ESTUDO SOBRE COR Karim Conteratto Karolyne Viebrantz Luiz Júnior Thaís Fernanda Barauna Erechim, Outubro de 2015 INTRODUÇÃO A cor é uma energia que só é possível de ser vista pela ação da luz, sem luz a cor deixa de existir, por isso não as vemos no escuro. Nenhum objeto possui cor própria, a cor que vemos é resultado da luz incidindo sobre o objeto, a cor dele é resultado da luz que ele reflete e absorve. Até o século XIX as cores existentes eram muito menos do que as que conhecemos hoje, e elas eram orgânicas. Por isso era muito mais difícil a sua aquisição, e só quem tinha mais poder aquisitivo tinha a oportunidade de adquirir. A utilização de derivados do alcatrão, e de óxidos metálicos, alteraram o processo de elaboração das cores, e tornaram possível que mais tonalidades pudessem ser reproduzidas. PERCEPÇÃO DAS CORES A cor é uma informação visual, uma sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão e decodificada pelo cérebro. A visão faz a ligação entre o homem e o mundo para que ele veja as cores do universo. Quando se fala de cor, sendo uma percepção visual, fazemos uma distinção entre a cor obtida aditivamente (chamada cor luz) ou a cor obtida subtrativamente (cor pigmento). As cores primárias (também conhecidas como as "cores puras") do sistema de cor luz são o amarelo, o azul e o vermelho (originárias de pigmentos naturais, vegetal e mineral) e também conhecidas em padrão como RGB. As cores do sistema de cor pigmento são ciano, magenta, amarelo (em padrão, CMY). Cada uma delas não é o resultado da combinação dos outros. COR LUZ A luz incidente sobre os elementos físicos e químicos cria o espetáculo das cores por efeito de absorção, dispersão, reflexão e refração. Isaac Newton comprovou que as cores são propriedade da luz e não dos corpos refratores ao mostrar as cores do espectro solar, saídas de um prisma, para então atravessarem um segundo prisma invertido, que refaziam a luz branca original. A partir do arco-íris de Newton, que compõe a luz branca, o cientista Thomas Young definiu as três cores básicas da síntese aditiva (cor luz): vermelho, verde e azul. COR PIGMENTO Os pigmentos ou substâncias coloridas contidas nos vernizes, tintas, aquarela, tintas para tecido e tintas de impressão possuem um poder seletor sobre as radiações luminosas que os atingem. Cada pigmento absorve, reflete ou refrata a luz incidente. Assim, por exemplo, uma superfície que vemos como vermelha é o resultado da absorção de todos os comprimentos de onda, exceto os correspondentes aos do vermelho. Adicionando pigmentos com características de seleção diferentes, obtém-se uma maior subtração de radiações, até o caso da absorção total, que corresponde à visão do preto. Esse fenômeno físico da absorção parcial ou total das radiações luminosas é denominado síntese subtrativa, e suas cores básicas (amarelo, o ciano e o magenta) ao serem misturadas proporcionam uma vastíssima gama de tonalidades. No anos cinquenta, a Deutsches Institut für Normung (DIN) definiu as cores ciano, magenta e amarelo como as cores básicas de impressão. Considerando o grau de impureza dos pigmentos, que impossibilita uma combinação perfeita de cores, acrescentou-se o preto como quarta cor de impressão. Com essas quatro cores, imprimem-se, por combinação, milhares de cores, em um processo chamado de quadricromia ou CMYK (C de Cyan, M de Magenta, Y de Yellow e K de Black). ESTRELA DE CORES Estrela de cores é uma ferramenta usada para entender melhor as regras e conceitos utilizados pelos coloristas. Ela funciona como elemento de consulta parecido com uma tabela ou um gráfico para que o trabalho de coloração chegue aos tons desejados. A ideia inicial se dá com a contraposição de triângulos, o triangulo base é composto pelas cores primárias. O segundo é composto pelas cores secundárias que são cores formadas pela mistura das primárias como segue o exemplo abaixo. O terceiro passo se dá com a junção dos triângulos antes apresentados e o triangulo com as cores terciárias formando assim uma espécie de estrela. As cores terciárias diferentemente das secundárias são formadas pela união do triangulo das cores primárias e o triangulo das cores secundárias. As cores opostas na estrela são nada mais ou nada menos que a mistura das cores primarias sendo assim o violeta neutraliza o amarelo misturando elas se revelando o marrom. Para entender melhor como esta estrela funciona a melhor forma é colocar estes exemplos em prática que ai ficara mais fácil de perceber essa relação entre as cores. COMBINAÇÕES CROMÁTICAS Para a combinação cromática é necessário entender a harmonia monocromática e levar em consideração aspectos como conceito de tom, tonalidade, valor ou escala tonal, luminosidade e saturação. Harmonia Monocromática: É a harmonia resultante de uma mesma cor da roda das cores. As tonalidades podem mudar, mas todas ficam no mesmo matiz da roda das cores. O esquema ou harmonia monocromática utiliza variações de luminosidade e saturação de uma mesma cor. Estas harmonias luzem simples e elegantes, de fácil percepção ao observador especialmente quando se trata de tons azuis e verdes. A cor principal pode ser combinada com cores neutras, preto e branco, no entanto pode ser difícil quando se utiliza esta harmonia, ressaltar os elementos mais importantes. Prós: A harmonia monocromática é simples de utilizar e sempre luz balançada e visualmente apelativa. Contras: Este esquema carece de contraste. Não é uma harmonia tão vibrante como a harmonia de complementares. Harmonia Análoga: É a harmonia formada de uma cor primária combinada com duas cores vizinhas na roda das cores. Uma cor é utilizada como a dominante enquanto que as adjacentes são utilizadas para enriquecer a harmonia. Prós: As harmonias análogas são tão fáceis de criar quanto às monocromáticas, no entanto são mais ricas. Contras: Um esquema de cores análogas carece de cor de contraste. Não é uma harmonia tão vibrante como a harmonia de complementares. Harmonia Complementar: É a harmonia que ocorre quando combinamos cores opostas na roda das cores. Em outras palavras, são cores que se encontram simétricas com respeito ao centro da roda. O Matiz varia em 180 º entre um e outro. Esta harmonia funciona ainda melhor se são combinadas cores frias e cores quentes, como por exemplo, vermelho com verde- azul ou azul com amarelo. Uma harmonia complementar é intrinsecamente uma harmonia de contraste. E importante aquando utilizar esta harmonia, escolher uma cor dominante, e utilizar a complementar para acentos e toques de destaque. Como por exemplo, utilizar uma cor para fundo e a outra para destacar os elementos de importância. Prós: A harmonia de contraste oferece uma combinação de alto contraste ideal para atrair a máxima atenção do espectador. Contras: Este esquema é mais difícil de balançar que os esquemas análogos ou monocromáticos, especialmente quando são utilizadas cores quentes não saturadas. Harmonia Triádica: É a harmonia onde usamos três cores equidistantesno círculo cromático como por exemplo: azul, amarelo e vermelho. Esse tipo de combinação consegue dar um efeito visual muito atraente. Esta harmonia é muito popular entre os artistas porque oferece um alto contraste visual, ao mesmo tempo em que conserva o balanço e a riqueza das cores. Esta harmonia não é tão contrastante como o esquema de complementares, mas aparece mais balançado e harmonioso. Prós: Esta harmonia triádico oferece alto contraste mantendo a harmonia. Contras: Não é um esquema de tanto contraste como o esquema complementar. Harmonia do Complemento Dividido: É a harmonia conseguida através da mistura de uma tonalidade da escala com as duas vizinhas da cor diretamente oposta a primeira. Esta é uma variante da combinação de harmonia de complementares. Que utiliza uma cor como principal e as duas cores adjacentes ao seu complementar. Esta é uma harmonia que oferece um grande contraste sem a tensão do esquema complementar. Prós: Esta harmonia oferece mais nuances que o esquema complementar ao tempo que retém a força e contraste visual. Contras: Esta harmonia é mais difícil de balançar que as harmonias análogas ou monocromáticas Harmonia Dupla Complementar: Como o nome indica, refere-se a harmonia conseguida por dois pares de cores complementares entre si. Denominado por alguns como tetradas, estas combinações são as mais ricas de todas as harmonias, porque utiliza quarto cores sendo elas complementares em pares. É, no entanto uma harmonia muito difícil de trabalhar. Se as quatro cores são utilizadas em iguais proporções, a harmonia parecerá desequilibrada, pelo qual deverá sempre ser escolhida uma cor como a dominante e com esta dominar as restantes. Prós: Este esquema oferece uma maior variedade na sua combinação que qualquer das harmonias mencionadas. Contras: E a harmonia mais difícil de trabalhar. Harmonia Acromática: É a harmonia conseguida pela utilização de cores neutras, ou seja as cores situadas na zona central do círculo cromático, próximos ao centro deste, que perderam tanta saturação que não se aprecia nelas o matiz original. Harmonias da Natureza: Algumas combinações da natureza funcionam muito bem embora as cores que formam o esquema ou harmonia, não constituam nenhum esquema específico conhecido na teoria das cores. Podemos nos referir, por exemplo, ao esquema de cores de primavera ou esquema de cores de outono. LEI DO CONTRASTE SIMULTÂNEO Lei do contraste simultâneo das cores, publicada por Michel Eugène Chevreul: Michel Eugène Chevreul era um químico que dirigia as célebres oficinas de tapeçarias Gobelins, em Paris. Ao investigar a aparente falta de vivacidade de certas tintas, Chevreul concluiu que o problema não estava nas cores, mas nos tons que eram dispostos ao seu redor. As cores se influenciavam reciprocamente. Formulou, assim, o que chamou de “lei do contraste simultâneo das cores”. Cores complementares são sempre harmônicas entre si, e exaltam-se reciprocamente. Para compreendermos seu raciocínio, precisamos entender o que são tons complementares. O espectro solar é composto de sete cores: violeta, índigo, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Sendo o índigo uma variedade de azul, reduz-se este número para seis cores. Destas seis, três são cores primárias – vermelho, amarelo e azul – e três são cores secundárias – laranja, verde e violeta. Uma cor secundária é formada pela mistura de dois tons primários. Vermelho + amarelo = laranja (cor secundária) Amarelo + azul = verde (cor secundária) Azul + vermelho = violeta (cor secundária) Uma cor secundária possui como tom complementar a cor primária que não faz parte de sua composição. Para se obter laranja (vermelho+amarelo), não se usa azul. Portanto, o tom complementar do laranja é o azul. Para se obter verde (amarelo+azul), não se usa vermelho. Portanto, o tom complementar do verde é o vermelho. Para se obter violeta (azul+vermelho) não se usa amarelo. Portanto, o tom complementar do violeta é o amarelo. Assim, pintar um tom de vermelho próximo a um tom de verde torna o vermelho mais vermelho e o verde mais verde, em uma harmonia perfeita. A teoria de Chevreul, publicada em 1839, influenciou de forma definitiva os pintores do final do século XIX, dentre eles os impressionistas, neo-impressionistas e pós-impressionistas. DIMENSÃO E ESQUEMAS DE CORES Cores análogas são cores que estão de ambos os lados de uma cor dominante que têm na sua formação a mesma base. Exemplo de um ambiente com cores análogas: Cores complementares são as cores que estão em frente uma da outra. São contrastantes, mas que combinam entre si, por serem complementares. A mistura de duas cores complementares tem a cinza como resultado. Exemplo de um ambiente com cores complementares: Cores monocromáticas é um esquema em que se utiliza uma só cor em diferentes tonalidades como segue o exemplo abaixo. Exemplo de ambiente com cores monocromáticas: A dimensão das cores se dá ao espectro de cores puras existentes. O valor de cada tonalidade é determinado pela adição de branco para criar um tom, preto para criar uma sombra ou cinza para criar um tom. Existe também a saturação que é considerada a tonalidade de sua forma mais pura. Existe também uma classificação das cores como cores frias onde o azul e o verde são predominantes e trazem frescor e acalmam a mente, corpo e espírito. Por isso que quando estamos diante do mar, das montanhas, nos sentimos bem, nos inspiramos, fazendo rejuvenescer nossos sentidos. Esses tons são indicados para se usar em ambientes onde se quer que a serenidade prevaleça. E cores quentes onde o vermelho, laranja e o amarelo emitem energia e intensidade que as cores frias não possuem. Ideal para usar em ambientes que precisam de estímulo e atividade, como por exemplo uma cozinha, sala de jogos infantil, espaço para exercícios. PSICOLOGIA E ANÁLISE DO USO DAS CORES NOS AMBIENTES No período modernista dos anos 40 e 50 do século XX, com o surgimento de uma nova técnica construtiva e sua disseminação na arquitetura, o concreto aparente e posteriormente o aço, ocasionou um monocromatismo cinzento deprimente ao nosso redor. Já no período contemporâneo, surge uma preocupação em tornar espaços e ambientes mais agradáveis e assim se utilize cada vez mais o tratamento de cores. Cada indivíduo reage de diferentes formas a determinada cor, para tanto, atribuímos certos significados a determinadas cores. As cores constituem estímulos psicológicos que acabam influenciando o indivíduo, seja para gostar ou não de algo, seja para sentir-se bem ou não em um determinado espaço. Muitas preferências por certas cores surgem de vivências e experiências agradáveis, ou não, tidas no passado, que o nosso cérebro acaba associando e, portanto, torna-se difícil mudar a preferência sobre as mesmas. A influência das cores nos ambientes vai depender então dos estímulos psicológicos que elas têm sobre nós, e esse impacto depende de fatores individuais, vai depender das experiências de cada pessoa. A tonalidade mais viva ou mais suave também vai influir se elas estarão presentes com destaque ou apenas em pequenos detalhes. Geralmente as pessoas sentem prazer com a cor, os olhos necessitam dela tanto quanto da luz. Tomemos como exemplo a satisfação de um dia ensolarado quando vemos o sol iluminando uma paisagem, tornando as cores visíveis, e tornando o dia vivo e alegre, e para essas mesmas pessoas os dias nublados são dias tristes. Já paraalgumas pessoas, os dias nublados e cinzentos são dias mais agradáveis. A cor então pode estimular, animar, como também irritar, deprimir. Porém, de maneira geral, e a partir de estudos já comprovados cada cor remete a emoções e sensações diferentes, e por isso é importante considerar seus efeitos na hora de escolher as cores a serem usadas na ambientação. VERDE: É a cor da esperança. Transmite harmonia, relaxamento e frescor. Está associada a auto-estima pois nos faz avançar. Em tons claros é indicado em ambientes de estudo, trabalho e salas de espera. Em escuros transmite a sensação de força e estabilidade. AMARELO: A cor da alegria. Estimula a criatividade e a comunicação. Ajuda na aprendizagem e ativa a mente para novas ideias. Por estar associada à luz do sol, transmite energia, luz e calor. Essa cor alimenta o ego, mas usada em demasia pode tornar as pessoas egocêntricas. Os tons mais escuros são sofisticados e elegantes, mas podem exercer um efeito negativo como pessimismo e negatividade se usado em demasia. LARANJA: Cor vibrante e está ligado ao movimento e ação. Os tons mais claros aumentam o bem estar, a expressividade e a criatividade. Os tons escuros devem ser usados com moderação, pois pode causar uma sensação de desamparo e insegurança. Vai muito bem em ambientes sociais pois elevam o espírito e estimulam a diversão. VERMELHO: Por ser uma cor estimulante é preciso saber onde usá-la. Não é indicada em ambientes onde pessoas permanecerão por longo tempo, pois pode tornar o ambiente estressante e irritante. Deve-se ter cuidado em sua aplicação na cozinha, pois estimula o apetite (por isso são usadas em restaurantes). AZUL: É uma cor terapêutica, que relaxa e acalma. Está ligado à lealdade, respeito e responsabilidade. Por seu efeito relaxante e tranquilizador, é perfeito para pintar as paredes de dormitórios, escritórios e as salas de refeições diárias. Tons escuros e acinzentados podem induzir à introspecção, à tristeza e depressão. ROXO: Tem uma vibração muito rápida e estimula o lado artístico. Está ligada à intuição, espiritualidade, sensibilidade e sofisticação. Em matizes fortes podem deprimir. O violeta claro deve ser usado com cuidado, pois desencorajam o trabalho físico e provoca desinteresse. O lavanda é delicada e eleva a autoestima, portanto ótimo para ser usado em closets. Em dormitórios refresca e tranquiliza. A partir de muitas experiências, concluiu-se também que a super estimulação com cores fortes, excesso de informação visual e alto brilho podem interferir na concentração e causar fadiga. Também ambientes com baixa estimulação visual e acromáticos (sem cor) são desconfortáveis. As cores saturadas podem ser adequadas para alguns elementos de destaque desde que não ocupem permanentemente a maior parte do campo visual. O uso correto das cores pode aumentar a eficiência nas atividades, reduzir ou aumentar a intensidade de luz, diminuir o esforço visual, ampliar ou reduzir espaços, aprimorar a segurança. Portanto, cabe ao decorador ou ao arquiteto na hora de projetar, utilizar de forma correta esses artifícios para tornar ambientes agradáveis e saudáveis aos olhos do expectador. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: SIFNIFICADO PSICOLÓGICO DAS CORES. Disponível em: <http://www.miltondesigner.com.br/significado-psicologico-das-cores/> Último acesso em: 07/10/2015. A INFLUÊNCIA DAS CORES NOS AMBIENTES. Disponível em: <http://casaadorada.blogspot.com.br/2013/05/a-influencia-da-cor-nos- ambientes.html> Último acesso em: 07/10/2015. [INFOGRÁFICO] A PSICOLOGIA DAS CORES NO MARKETING E NO DIA-A-DIA. Disponível em: < http://viverdeblog.com/psicologia-das-cores/> Último acesso em: 07/10/2015. A INFLUÊNCIA PSICOLÓGICA DAS CORES. Disponível em: < http://minhacasaminhacara.com.br/a-influencia-psicologica-das-cores/> Último acesso em: 07/10/2015. O QUE É COR, COR-LUZ, COR-PIGMENTO E CORES DE IMPRESSÃO. Disponível em: <http://www.ideiavisual.com/www2/?page_id=399> Último acesso em: 07/10/2015. 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