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Ética, Abordo e Reprodução Assistida Discentes: Andressa Coelho, Fábia Lopes, Milene Carvalho, Karina Martins, Silvia Rodrigues. Disciplina: Deontologia e Ética em Enfermagem. Docente: Enfª Ma. Thainara Araujo Franklin Reprodução Assistida É um conjunto de técnicas utilizadas por médicos especialistas, que tem como principal objetivo tentar viabilizar a gestação em mulheres com dificuldades de engravidar. Situações Especiais Tratamento com sêmen, óvulo, embrião doado. Inseminação de mulher solteira. Gestação de substituição. Concepção “post mortem”. Casais homoafetivos. Ética Resolução CFM 2.013/2.013 Código de Ética Médica: resolução 1.931/2009. Legal Constituição Federal Declaração Universal do Direitos Humanos e do Genoma. Código Civil e Penal. Lei do Planejamento Familiar. Lei 11.105/2.005: Biossegurança. Decreto 5.591/2005 Normas da Anvisa (RDC 23). Consentimento Informado Legitimação do Ato Médico. Proteção Ética e Legal para médicos e pacientes. Manifestação de Vontade. Aborto É a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com anexos ovulares. O feto com menos de 500g ou 20 semanas de gestação é considerado aborto. Grave problema de saúde pública, que apresenta reflexos nas taxas de mortalidade materna. Aborto Pode ser provocado quando a interrupção da gravidez é decisão transformada em alguma ação com essa finalidade, ou espontâneo, quando a perda do feto não é consequência de manipulação voluntária. O aborto inseguro... A Organização Mundial da Saúde define como aborto inseguro o procedimento de interrupção da gravidez indesejada por pessoas sem perícia técnica ou em ambiente sem o padrão médico básico. Traz consequências desastrosas para a sociedade, afetando negativamente as mulheres e suas famílias, os sistemas de saúde pública e a própria produtividade econômica. Aborto no Brasil Atualmente no Brasil o aborto é considerado crime, exceto em duas situações: Estupro Risco de vida materno Terceira possibilidade quando da constatação anomalias fetais. Aspectos Jurídicos Decreto 3.688 de 3 de outubro de 1941: Art.18 a 23 – Pune qualquer prática de aborto, inclusive sem o conhecimento da gestante, com exceção dos abortos realizados pelos motivos citados no artigo 128 abaixo: Art. 128 – Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário - entende-se por gravidez de alto risco: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro: II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal”. III - há fundada probabilidade, atestada por dois outros médicos, de o nascituro apresentar graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais. Resolução COFEN N° 564/2017 Das Proibições: Art. 73 Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a interromper a gestação, exceto nos casos permitidos pela legislação vigente. Paragrafo único. Nos casos permitidos pela legislação a gestação, o profissional devera decidir de acordo com a sua consciência sobre sua participação, desde que seja garantida a continuidade da assistência. O Procedimento de Justificação e Autorização da Interrupção da Gravidez Portaria nº 1508/2005- Ministério Público ...nos casos previstos em lei compõe-se de quatro fases: Relato circunstanciado do evento, realizado pela própria gestante, perante dois profissionais de saúde do serviço. Intervenção do médico que emitirá parecer técnico após detalhada anamnese, exame físico geral, exame ginecológico, avaliação do laudo ultrassonográfico e dos demais exames complementares que porventura houver. Assinatura da gestante no Termo de Responsabilidade ou, se for incapaz, também de seu representante legal, e esse Termo conterá advertência expressa sobre a previsão dos crimes de falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e de aborto (art. 124 do Código Penal), caso não tenha sido vítima de violência sexual. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Conclusão Os aspectos emocionais desencadeados pelo abortamento e pela reprodução assistida são inúmeros. Os motivos que os desencadeiam são sempre muito particulares, mas todos levam ao mesmo fim - final de um sonho, de uma gestação, de uma etapa, de uma angústia. Envolve questões morais, éticas, religiosas e outras que tornam o assunto polêmico e complexo. Referências Disponível em: https://www.ufrgs.br/bioetica/abortobr.htm. Acesso em 05/04/2018. BENUTE, Gláucia Rosana Guerra. NOMUR, Roseli Mieko Yamamoto. Et al. Abortamento espontâneo e provocado: ansiedade, depressão e culpa. Rev. Assoc. Med. Bras. 2009; 55(3): 322-7. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. PORTARIA Nº 1.508, DE 1º DE SETEMBRO DE 2005. www.direitonet.com.br –Acesso em 10-04-2018 www.planalto.gov.br –Acesso em 10-04-2018