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NOBs - NOAS 
ROSÁLIA LIMA 
(PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS) 
DESCENTRALIZAÇÃO 
O poder e a responsabilidade são distribuídos entre os três 
níveis de governo, objetivando mais eficiência, controle e 
qualidade nos serviços do SUS. 
Ministério da Saúde 
Secretaria Estadual de Saúde 
Secretaria Municipal de Saúde 
PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS 
DESCENTRALIZAÇÃO 
MUNICIPALIZAÇÃO MUNICIPALIZAÇÃO 
5.570 municípios 
Brasileiros 
(IBGE, 2016) 
FINANCIAMENTO DO SUS 
1990 2000 1995 
80% 
DOS FINANCIAMENTO 
FINANCIAMENTO DO SUS 
Financiamento das ações e serviços do SUS através de 
recursos próprios da União, estados, Distrito Federal e 
municípios. 
ALÉM DE OUTRAS FONTES COMPLEMENTARES. 
 
Emenda Constitucional nº 29 de 2000: 
 
 UNIÃO: 5% (corrigida pela inflação e PIB) 
ESTADOS: 12% 
MUNICÍPIOS: 15% 
FS 
FS Fundo de Saúde 
 
Conta especial que engloba todos os 
recursos destinados à saúde, provenientes 
das diferentes esferas do governo. 
É previsto pela Lei 8.142/90 sobre o 
repasse financeiro para o SUS. 
FNS FES FMS 
Transferência 
REGULAR e AUTOMÁTICA 
FS 
CONTABILIDADE 
LICITAÇÃO TESOURARIA 
PRESTAÇÃO DE 
CONTAS 
FINANCIAMENTO DO SUS 
(COMO FUNCIONA?) 
• Assinatura de termo de compromisso entre 
gestores; 
 
• Apresentação da produção através do 
sistema de informação do programa 
implantado. 
DOIS MESES SEM INFORMAR 
OCASIONARÁ EM BLOQUEIO DO RECURSO 
FINANCIAMENTO DO SUS 
(PROGRAMAS FINANCIADOS) 
COM RECURSOS FEDERAIS 
 
FARMÁCIA POPULAR: ampliar acesso a medicamentos essenciais; 
 
HIPERDIA: acompanhar as ações de hipertensão e diabetes desenvolvidas. 
 
COM RECURSOS ESTADUAIS 
 
MAIS VIDA: melhorar a atenção à saúde do idoso 
 
SAÚDE EM CASA: qualificar as ações da atenção primária à saúde 
(estrutura física e atendimentos) 
É POSSÍVEL? 
SIM! 
 
Remuneração por serviços ofertados aos credenciados pelo SUS 
é realizada, mas precisa-se respeitar alguns preceitos: 
FINANCIAMENTO DO SUS 
(ENTIDADES PRIVADAS) 
PLANO DE 
TRABALHO 
CONTA ESPECIAL 
PARA LICITAÇÃO 
Lei 8.080 
(Art. 35) 
 
Fala sobre critérios para repasse financeiros aos municípios, onde: 
 50% do valor deve ser distribuído aos municípios de acordo com o 
número de habitantes; 
 Os outros 50% serão repassados de acordo com alguns requisitos: 
 
I - perfil demográfico da região; 
II - perfil epidemiológico da população a ser coberta; 
III - características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área; 
IV - desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior; 
V - níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e municipais; 
VI - previsão do plano quinquenal de investimentos da rede; 
VII - ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas de 
governo. 
NORMAS 
OPERACIONAIS 
BÁSICAS (NOBs) 
 
1. Estado habitual, conforme à regra estabelecida. 
2. Aquilo que regula procedimentos ou atos; regra, 
princípio, padrão, lei. 
3. padrão estabelecido, costume. 
 
São normas utilizadas para a definição de estratégias e 
movimentos tático-operacionais que reorientam a 
operacionalidade do SUS, a partir da avaliação periódica de 
sua implantação e desempenho. 
NOBs 
TÁ, MAS QUAL A IMPORTÂNCIA DELAS? 
Definir as competências de cada esfera e as condições 
necessárias para que estados e municípios possam 
assumir as atribuições no SUS. 
NOBs 
(OBJETIVOS) 
• Induzir e estimular mudanças; 
 
• Aprofundar e reorientar a implementação do SUS; 
 
• Definir novos objetivos estratégicos, prioridades, diretrizes, 
e movimentos táticos-operacionais; 
 
• Regular as relações entre seus gestores; 
 
• Normalizar o SUS 
NOB 93 
NOB 96 
GRANDE ÊXITO DE 93 PARA 96 
NOB 91 NOB 92 
NOAS 2001 NOAS 2002 
NOB 01/91 
Aprovada pela Resolução nº 258 e editada pelo Instituto 
Nacional de Assistência Médica e Previdenciária (INAMPS). 
 
FORAM CRIADOS: 
 
• Sistema de Informação Hospitalar (SIH) 
• Autorização de Internação Hospitalar (AIH) 
• Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) 
• Unidade de Cobertura Ambulatorial (UCA) 
 
Para cada estado, foi definido um valor per capita, definidas por alguns critérios, 
como: tamanho da população, desempenho dos serviços e série histórica. 
NOB 01/91 
IMPORTANTES DEFINIÇÕES DE REPASSES DOS CONVÊNIOS 
ENTRE GESTORES 
 
• Formação de Conselhos de Saúde; 
• Criação dos Fundos de Saúde; 
• Elaboração de plano municipal; 
• Instrumentos protocolados de acompanhamento, controle e 
avaliação das ações e serviços. 
Apesar da NOB 91 ter sido de 
grande importância para a 
efetivação da DESCENTRALIZAÇÃO 
do SUS nos municípios, a sua edição 
evidencia uma grande força 
existente na estrutura centralizada 
do INAMPS. 
NOB 01/92 
Aprovada pela Resolução nº 234 e expedida pela Secretaria 
Nacional de Assistência à Saúde e pelo INAMPS. 
 
 
 
FORAM CRIADOS: 
 
• Alocação de recursos do INAMPS para constituir o FNS. 
• Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS) 
• Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) 
 
POUCAS INOVAÇÕES ENTRE A NOB 91 E NOB 92 
1993 1.074 municípios 
enquadrados na condição 
de municipalização 
4.974 (IBGE, 1993) 
TOTAL: 
Final de 
18% 
82% 
9ª CNS: “Saúde: Municipalização é o caminho” 
NOB 01/93 
Aprovada pela Portaria nº 545 e expedida pelo Ministério da 
Saúde, após aprovação do Conselho Nacional de Saúde. 
 
 
FORAM CRIADOS: 
• Comissão Intergestores Tripartite (CIT) 
• Comissão Intergestores Bipartite (BIT) 
 
• MODELOS DE GESTÃO 
 
CIT 
(Comissão Intergestores Tripartite) 
 
Instância que reúne gestores das 
três esferas de governo, com 
representantes do MS, CONASS e 
do CONASEMS. 
CIB 
(Comissão Intergestores Bipartite) 
 
Instância que reúne o gestor 
estadual e os gestores municipais e 
com representantes da SES e do 
COSEMS. 
MS 
CONASS 
CONASEMS 
SES 
COSEMS 
NOB 01/93 
Foram criadas 3 modalidades de gestão. 
 
INCIPIENTE 
PARCIAL SEMI-PLENA 
• Incipiente 
• Parcial 
• Semi-plena 
 
ESFERA 
DE GESTÃO 
CONDIÇÕES 
DE GESTÃO 
RESPONSABILIDADE DE ACORDO COM A MODALIDADE 
Municipal 
Incipiente 
• Programação e autorização da utilização das Autorização de 
Internações Hospitalares e dos procedimentos ambulatoriais; 
• Controle e avaliação dos serviços hospitalares e ambulatoriais públicos 
e privados. 
Parcial 
• Além das atribuições da gestão incipiente, a responsabilidade 
pela gerência das unidades ambulatoriais pública do 
município. 
Semiplena 
• Responsabilidade completa pela completa prestação de 
serviços dos municípios, incluindo: planejamento, cadastramento, 
contratação, controle e pagamento de prestadores 
ambulatoriais e hospitalares; 
• Gerência de toda a rede pública do município; 
• Execução e controle das ações de saúde, nutrição, vigilância 
epidemiológica e sanitária, além da saúde do trabalhador. 
MUNICÍPIO 
FNS 
FMS 
FUNDO A FUNDO 
NOB 01/96 
Aprovada pela Portaria nº 2.203 e expedida pelo MS. 
 
 
 
 
FORAM CRIADOS: 
• Revogou o uso das gestões administrativas da NOB 93: 
incipiente, parcial e semiplena. 
• Duas formas de gestão para o município: 
1) Gestão Plena da AB e 2) Gestão Plena do Sistema Municipal 
• Duas formas de gestão o estado: 
1) Gestão Avançada do Sistema Estadual e 2) Gestão Plena da SES. 
 
Primeira NOB que traz o caráter de dois novos Programas do MS: Programa de 
Saúde da Família e o Programa de Agentes Comunitáriosde Saúde. V
IA
S
 D
E 
IN
C
EN
TI
V
O
 
Só iniciada em 1998 
GESTÃO PLENA DA ATENÇÃO BÁSICA 
Credencia o gestor do município para responder pelas ações da AB (as ações de 
maior complexidade ficarão a cargo do Estado). 
 
O GESTOR FICA RESPONSÁVEL POR: 
 
• Elaborar a programação municipal dos serviços básicos, inclusive domiciliares; 
• Criar o sistema de referência do município; 
• Contratar prestadores de serviços, controlar suas atividades e pagar-lhes; 
• Introduzir a prática de cadastro de novos usuários do SUS; 
• Operar e fomentar os Sistemas de Saúde (juntamente com a SES); 
• Executar ações de Vigilância Sanitária e Epidemiológica. 
 
Piso Assistencial Básico (PAB) 
Piso Assistencial Básico (PAB) 
Um montante de recursos financeiros para fins de custeio das ações e 
procedimentos da AB, definido a partir de um valor per capita 
nacional, multiplicado pela população do município. 
NA PRÁTICA: 
valor per capita nacional x pop. total município 
 
R$500 x 25.067 = 12.533.500,00 
(Renda per capita) 
(nº hab. pop.) 
PA
B
 F
IX
O
 
PAB Variável 
Sempre que um município desenvolver algum programa 
e ação, é recebido um incentivo. 
 
Exemplo: PSF (à época), ESF (hoje), ACS, farmácias 
 populares. 
Fração Assistencial 
Especializada 
Custeio de serviços ambulatoriais, medicamentos e 
insumos excepcionais. 
GESTÃO PLENA DO SISTEMA MUNICIPAL 
Credencia o gestor municipal a responder pelas ações e serviços de saúde 
hospitalares e de maior complexidade do município. 
 
O GESTOR MUNICIPAL ASSUME AS ATRIBUIÇÕES DE: 
 
• Gerir as unidades ambulatoriais e hospitalares próprias e do estado; 
• Introduzir a prática de cadastro nacional de usuários do SUS; 
• Trabalhar conjuntamente com as AB para o perfeito funcionamento 
 dos serviços. 
 
Recursos do MS para o Plano Municipal aprovado 
pelo Conselho Municipal de Saúde 
GESTÃO AVANÇADA DO SISTEMA ESTADUAL 
E GESTÃO PLENA DO SISTEMA ESTADUAL 
Ambas as gestões auxiliarão as formas plenas de gestões à nível de AB e municipal, 
sobretudo no que diz respeito à: 
 
• APOIO LOGÍSTICO 
• AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA CONSOLIDAÇÃO DOS SISTEMAS DE SAÚDE 
• PROMOVER CONDIÇÕES E INCENTIVAR A MUNICIPALIZAÇÃO 
 
VALORIZAÇÃO DE IMPACTOS POSITIVOS 
Anos 2000 = vigência da NOB 96 vigente. 
 
99% (5.516 municípios) dos municípios brasileiros 
habilitaram-se nas condições necessárias para algum tipo 
de gestão. 
89% em 
Gestão 
Plena da 
Atenção 
Básica 
10,1% 
em Gestão 
Plena de 
Sistema 
Municipal 
QUAIS OS PROBLEMAS DETECTADOS? 
 
 
1. Definição das responsabilidades; 
2. Planejamento e organização do sistema; 
3. Resolutividade e acesso a serviços. 
NOAS 2001 e NOAS 2002 
NOAS 2001 e 2002 
Aprovada pela Portaria nº 95/2001. 
Instituída pela Portaria nº 373/2002. 
 
 
O objetivo da NOAS é promover maior equidade na alocação 
de recursos e no acesso da população às ações e serviços de 
saúde em todos os níveis de atenção. 
 
Institui o Plano Diretor de Regionalização (PDR) como instrumento 
de ordenamento do processo de regionalização e hierarquização 
da assistência em cada Estado. 
REGIONALIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA 
 
ESTABELECEU COMPETÊNCIAS PARA AS SES: 
 
• Elaborar o Plano Diretor de Regionalização (PDR) 
Ações básicas mais próximas do domicílio 
Referências (intermunicipais, nos casos de não habilitação) 
 
• Ampliar o acesso e a qualidade da Atenção Básica 
Estratégias mínimas, como assumir, no mínimo: 
Controle de TB, eliminação da hanse, controle da HAS e DM, 
saúde da criança, mulher, saúde bucal e perfil epidemiológico. 
• Qualificar as microrregiões na Assistência à Saúde 
Definir um conjunto mínimo de procedimentos de média 
complexidade com referência intermunicipal. 
 
• Organizar os serviços de média complexidade 
Os que podem ser oferecidos em nível regional ou estadual 
 
FORTALECIMENTO DA CAPACIDADE DE GESTÃO DO SUS 
 
• Processo de programação da assistência, estabelecendo 
competência nacional ao MS (fomentação) e compromisso 
com os prazos pelas SMS (execução). As SMS devem 
elaborar os planos gestores e serem aprovados pelas CIT. 
 
• Responsabilidades de cada nível de gestão ao acesso 
integral do usuário ao SUS. 
 
• Controle, avaliação e regulação da assistência pelos 
gestores encarregados, estimulando a participação dos que 
não são habilitados. 
 
O PDR deve ser elaborado na perspectiva de garantir o acesso 
aos cidadãos, o mais próximo possível de sua residência, a 
um conjunto de ações e serviços vinculados à: 
 
 
(a) assistência pré-natal, parto e puerpério; 
(b) acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil; 
(c) cobertura universal do esquema preconizado pelo PNI para 
todas as faixas etárias; 
(d) ações de promoção da saúde e prevenção de doenças; 
(e) tratamento de intercorrências mais comuns na infância; 
(f) atendimento de afecções agudas de maior incidência; 
 
 
(g) acompanhamento de pessoas com doenças crônicas de alta 
prevalência; 
(h) tratamento clínico e cirúrgico de casos de pequenas urgências 
ambulatoriais; 
(i) tratamento dos distúrbios mentais e psicossociais mais 
frequentes; 
(j) controle de doenças bucais mais comuns; 
(k) suprimento e distribuição dos medicamentos da farmácia 
básica. 
 
 
 
OBRIGADA!

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