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EXODONTIA A exodontia é o ato cirúrgico que corresponde a uma extração de dente, ou seja, é remover, extrair, “tirar” ou “arrancar” um dente." A extração dentária é uma pequena cirurgia ou operação, referida como um dos procedimentos estomatológicos mais ancestrais de que há registo. A necessidade de extração de dentes ocorre no adulto com relativa frequência em consequência de diversos problemas dentários. Na criança, nos dentes decíduos ou dente de leite ou temporários a extração de dentes pode também ser necessária em determinadas circunstâncias. A extração pode ser efetuada em qualquer um dos dentes (incisivo, canino, pré-molar ou molar). Devido a alguns problemas de erupção o dente do siso ou terceiro molar (superior ou inferior) é um dos dentes, muitas vezes, indicado para exodontia. Na maior parte das vezes, a extração envolve apenas um único dente, mas em muitos casos podem ser extraídos dois ou mais dentes na mesma consulta cirúrgica sem qualquer contraindicação (exodontia múltipla). Quando extrair um dente? Existem várias razões que podem implicar a extração de um dente, sendo a cárie dentária a mais frequente, quando já não seja viável ou compensatório recuperar o dente cariado, (popularmente chamado de “dente podre”). Outras causas que podem levar à extração de um dente incluem: Dente fraturado (“partido ou quebrado”), quer na coroa ou fraturado na raiz. Por vezes ocorre mesmo fratura total da coroa, implicando a exodontia de raiz residual, ou exodontia de resto radicular caso não tenha a possibilidade de colocar pino e coroa. Dente com necrose pulpar, caso não resulte ou não se pondere o tratamento endodontico; Dentes desvitalizados com insucesso, e que não se pondere o seu retratamento endodôntico; Dentes com mobilidade muito acentuada, normalmente consequência de periodontite avançada; Dente do siso, incluso ou semi-incluso (ou outros dentes inclusos), que estejam a implicar sintomatologia ou para prevenir eventuais problemas relacionados. Contudo, nem só quando os dentes apresentam determinado problema é que é considerada a sua extração. Por vezes, mesmo estando saudáveis poderá ser ponderada a exodontia programada de determinados dentes, como acontece por exemplo em certos tratamentos ortodônticos, nomeadamente para permitir o alinhamento dentário nos casos em que existe falta de espaço. De igual forma, os dentes supranumerários, que são dentes excedentários, ou seja, que excedem o número normal de dentes, popularmente designados “dentes a mais” são também indicados para extração, caso estejam ou possam vir a implicar problemas estéticos e/ou de oclusão. Regra geral, os procedimentos inerentes à extração de um dente supranumerário obedecem aos mesmos critérios de qualquer outro dente. No caso do bebé ou criança, nos casos de dentes decíduos (dentes de leite ou dentes temporários), mesmo que saudáveis, podem ter indicação para extração, principalmente se já se verificar a erupção do dente definitivo correspondente. O dente do siso erupciona ou ”nasce” normalmente entre os 17 e os 21 anos de idade, mas é relativamente frequente que esse início de erupção ocorra após esse intervalo de idades. Em condições normais o dente do siso vai nascendo progressivamente sem qualquer tipo de sintomatologia, tal como os outros dentes, até à sua completa erupção. Temos 4 dentes sisos, 2 superiores e 2 inferiores que nascem de forma aleatória, e ficam localizados atrás de todos os outros dentes, no término das arcadas dentárias em ambos os lados. O tempo que o dente demora a nascer depende em parte do espaço existente nessas áreas. Os dentes do siso ou terceiros molares são os últimos dentes a nascer ou erupcionar. Como o dente do siso nasce mais tarde, por volta dos 17-21 anos de idade, é por vezes também conhecido popularmente por “dente do juízo”, em alusão à maturidade que é alcançada com o natural evoluir da idade. A expressão “dente queiro” é também utilizada popularmente em algumas regiões para nos referirmos ao dente do siso. Contudo, existem casos em que se verifica uma agenesia dos sisos, ou seja, uma ausência da formação do gérmen que origina o dente, o que consequentemente implicará a não existência dos dentes do siso. Problemas com o dente siso Podem ocorrer problemas com o dente do siso, principalmente associados à sua erupção parcial ou incompleta, nomeadamente uma forte inflamação dos tecidos moles circundantes, chamada de pericoronarite ou infeção pericoronária. Nestas situações em que ocorrem problemas na erupção do dente do siso, sintomas como dor forte, gengiva inflamada ou “gengiva inchada” por edema ou abcesso, assim como limitação ao abrir a boca (trismo) e mau-hálito (halitose) são comuns ocorrerem. Ou seja, é verificada uma situação em que os tecidos moles ao redor do dente do siso se tornam inflamados devido à erupção do dente. No caso de impactação dentária, o dente do siso pode causar dor de cabeça ou enxaquecas, dores nos maxilares e, por vezes, provocar também dor de ouvido. Em determinadas circunstâncias pode verificar-se uma situação em que o dente do siso entorta os outros, nomeadamente os dentes da frente, devido à pressão que exerce durante a sua erupção e que se reflete até à região anterior. Extração do siso - riscos, complicações Atualmente existem técnicas e medicações que facilitam a extração do siso, minimizando o aparecimento de riscos e complicações associados à cirurgia, contudo existe sempre a possibilidade de estes virem a ocorrer. Dentro destes riscos, a possibilidade de lesar o nervo dentário é aquele que mais causa preocupação pelas consequências associadas, nomeadamente o surgimento de parestesia que se traduz numa perda de sensibilidade e sensação de formigueiro e inchaço, sintomas parecidos com a sensação de anestesia mas menos pronunciada. Esta parestesia é reversível, no entanto, pode durar dias, semanas ou meses a passar, consoante o grau de lesão do nervo dentário. Caso se verifique mesmo um corte ou secção completa desse nervo, então ficamos perante uma situação mais grave correspondente a uma paralisia da área afetada. Outra das possíveis complicações, mas muito raras, é a possibilidade de fratura da mandibula, por força excessiva e/ou osteotomia (remoção de osso) que a cirurgia pode envolver. Após a extração do siso, e à imagem de qualquer outro dente, pode ocorrer uma alveolite, que ocorre quando se verifica uma infeção do alvéolo, ou seja, no interior do espaço ósseo deixado aberto pela remoção do dente, correspondente ao local onde as raízes estavam implantadas. Nestes casos, para além do rigor na toma da medicação e dos outros cuidados mencionados, por vezes é necessária a visita ao médico dentista para tratamento do local, que passa normalmente pela irrigação com antissético e curetagem ou raspagem do interior do alvéolo. Extração de dente - passo a passo A exodontia, tal como qualquer outro procedimento cirúrgico, obedece a um determinado protocolo, sendo que em traços gerais podemos descrever os seguintes passos: Planeamento prévio, que pode incluir a realização de um raio x para avaliar a posição e forma da ou das raízes e estruturas adjacentes (poderá também ser ponderada prescrição de medicamentos prévia à extração); Promover as condições de assepsia inerentes à cirurgia em questão; Aplicação de anestesia, normalmente local infiltrativa; Descolamento da gengiva; Luxação do dente (promover a sua mobilidade com ajuda de alavancas próprias para o efeito); Extração propriamente dita com o auxílio de “fórceps” (boticões), caso o dente não possa ser removido apenas com trabalho de alavanca; Promover a hemóstase para facilitar a coagulação imediata e prevenção de hemorragias (“para não sangrar ou fazer parar sangramento após a extração”); Sutura do alvéolo dentário (“dar pontos”), exceto se não necessário; Explicação ao doente das atitudes no pós-operatório. Normalmente a exodontia de dente monorradicular (dente com uma só raiz), tende a ser mais fácil e a cicatrizar mais rápido quandocomparada à exodontia de dente multirradicular (dente com mais de uma raiz), mas, por si só, essa particularidade não determina o tempo de cicatrização, pois a mesma depende de muitos outros fatores. O que é exodontia? A exodontia é o ato cirúrgico que corresponde a uma extração de dente, ou seja, é remover, extrair, “tirar” ou “arrancar” um dente." A extração dentária é uma pequena cirurgia ou operação, referida como um dos procedimentos estomatológicos mais ancestrais de que há registo. A necessidade de extração de dentes ocorre no adulto com relativa frequência em consequência de diversos problemas dentários. Na criança, nos dentes decíduos ou dente de leite ou temporários a extração de dentes pode também ser necessária em determinadas circunstâncias. A extração pode ser efetuada em qualquer um dos dentes (incisivo, canino, pré-molar ou molar). Devido a alguns prolemas de erupção o dente do siso ou terceiro molar (superior ou inferior) é um dos dentes, muitas vezes, indicado para exodontia. Na maior parte das vezes, a extração envolve apenas um único dente, mas em muitos casos podem ser extraídos dois ou mais dentes na mesma consulta cirúrgica sem qualquer contraindicação (exodontia múltipla). Parte inferior do formulário Quando extrair um dente? Existem várias razões que podem implicar a extração de um dente, sendo a cárie dentária a mais frequente, quando já não seja viável ou compensatório recuperar o dente cariado, (popularmente chamado de “dente podre”). Outras causas que podem levar à extração de um dente incluem: Dente fraturado (“partido ou quebrado”), quer na coroa ou fraturado na raiz. Por vezes ocorre mesmo fratura total da coroa, implicando a exodontia de raiz residual, ou exodontia de resto radicular; Dente com necrose pulpar, caso não resulte ou não se pondere o tratamento endodôntico ou de canal; Dentes desvitalizados com insucesso, e que não se pondere o seu retratamento endodôntico; Dentes com mobilidade muito acentuada (“dentes a abanar”), normalmente consequência de periodontite avançada; Dente do siso, incluso ou semi-incluso (ou outros dentes inclusos), que estejam a implicar sintomatologia ou para prevenir eventuais problemas relacionados. Contudo, nem só quando os dentes apresentam determinado problema é que é considerada a sua extração. Por vezes, mesmo estando saudáveis poderá ser ponderada a exodontia programada de determinados dentes, como acontece por exemplo em certos tratamentos ortodônticos, nomeadamente para permitir o alinhamento dentário nos casos em que existe falta de espaço. De igual forma, os dentes supranumerários, que são dentes excedentários, ou seja, que excedem o número normal de dentes, popularmente designados “dentes a mais” são também indicados para extração, caso estejam ou possam vir a implicar problemas estéticos e/ou de oclusão. Regra geral, os procedimentos inerentes à extração de um dente supranumerário obedecem aos mesmos critérios de qualquer outro dente. No caso do bebé ou criança, nos casos de dentes decíduos (dentes de leite ou dentes temporários), mesmo que saudáveis, podem ter indicação para extração, principalmente se já se verificar a erupção do dente definitivo correspondente. Contraindicações na exodontia Na maioria dos casos não existem impedimentos à extração dos dentes, mesmo nos casos de dente inflamado ou dente infecionado, podendo o procedimento ser efetuado com segurança, desde que não se verifique nenhuma contraindicação específica para o fazer. É também viável e até, por vezes, pertinente a extração de dente na gravidez, pois se existe algum dente com infeção, para além dos problemas que pode causar à grávida, a saúde do feto pode ser também prejudicada. Existem, contudo, referências para que esse procedimento seja efetuado apenas após os três primeiros meses de gestação. A mulher menstruada pode extrair dentes sem qualquer problema durante o período menstrual, pois por si só, a menstruação não constitui qualquer contraindicação. Existem, contudo, situações muito específicas e extremamente importantes, em que já se torna imperioso adiar a extração dentária e que incluem: Pacientes que estejam a ser submetidos a tratamentos de radioterapia e/ou quimioterapia ou que os tenham terminado há menos de meio ano; Pessoas diabéticas não compensadas; Pessoas imunocomprometidas; Doenças hemorrágicas sem prévio controlo; Leucemia ou anemias graves; Certas doenças, como a sífilis e a tuberculose, por exemplo, quando não devidamente acompanhadas e controladas. Outra situação onde se torna prudente adiar a extração, embora bem menos relevante mas também a ter em conta, é o caso da extração de dente com abcesso, procedendo-se normalmente à prescrição prévia de antibióticos para controlo da infeção. No caso de pessoas que tomam anticoagulantes, poderão ter que suspender a sua toma por um período indicado pelo médico ou substituir por anticoagulantes de baixo peso molecular (normalmente injeções subcutâneas) para evitar ou diminuir o risco de hemorragia pós-extração. Extração de dente - passo a passo A exodontia, tal como qualquer outro procedimento cirúrgico, obedece a um determinado protocolo, sendo que em traços gerais podemos descrever os seguintes passos: Planeamento prévio, que pode incluir a realização de um raio x para avaliar a posição e forma da ou das raízes e estruturas adjacentes (poderá também ser ponderada prescrição de medicamentos prévia à extração); Promover as condições de assepsia inerentes à cirurgia em questão; Aplicação de anestesia, normalmente local infiltrativa; Descolamento da gengiva; Luxação do dente (promover a sua mobilidade com ajuda de alavancas próprias para o efeito); Extração propriamente dita com o auxílio de “fórceps” (boticões), caso o dente não possa ser removido apenas com trabalho de alavanca; Promover a hemóstase para facilitar a coagulação imediata e prevenção de hemorragias (“para não sangrar ou fazer parar sangramento após a extração”); Sutura do alvéolo dentário (“dar pontos”), exceto se não necessário; Explicação ao doente das atitudes no pós-operatório. Normalmente a exodontia de dente monorradicular (dente com uma só raiz), tende a ser mais fácil e a cicatrizar mais rápido quando comparada à exodontia de dente multirradicular (dente com mais de uma raiz), mas, por si só, essa particularidade não determina o tempo de cicatrização, pois a mesma depende de muitos outros fatores. Parte inferior do formulário Extrair um dente dói? A cirurgia para extrair um dente não dói, uma vez que este ato é efetuado sob anestesia que hoje em dia é bastante eficaz. Ou seja, o efeito da anestesia permite que a extração do dente se efectue sem doer, apesar da dor ser um sintoma que poder ser tolerado de forma muito diferente de pessoa para pessoa Cuidados no pós-operatório Após a extração de um ou mais dentes deverão ser tomados os devidos cuidados para que a cicatrização ocorra normalmente, evitando complicações que podem culminar numa infecção após a extração de dente (alveolite), provocando dores bastante fortes. Assim, deverão ser tomados os seguintes cuidados após a extração de um dente: Evitar ao máximo a ingestão de alimentos ou bebidas muito quentes, assim como evitar permanecer ao sol ou sob outras fontes de calor; Se possível comer um gelado, de preferência de gelo após a extração; Evitar fumar; Se possível colocar bolsa de gelo na face por períodos de 15 minutos, principalmente durante as primeiras 24 horas para evitar ou reduzir o inchaço; Evitar comer alimentos duros nos primeiros dias; Evitar bochechos nas primeiras 24 horas para evitar a destruição do coágulo; Após a extração do dente a recuperação é rápida, não sendo necessário qualquer repouso, contudo deve evitar esforços físicos intensos, principalmente no dia da extração, como por exemplo corrida, natação, musculação, entre outros; Evitar ficar deitado logo após a cirurgia, e se possível dormir com uma almofada mais alta ou com a cabeceira da cama ligeiramente elevada para evitarum maior sangramento alveolar; Tomar devidamente a medicação ou remédio prescrita pelo médico dentista, que pode passar apenas pela toma de analgésicos, de modo a aliviar a dor após extração de dente, mas também por anti-inflamatórios e/ou Antibiótico; Manter uma higienização oral mais cuidada, sem descurar minimamente a zona da extração. É normal que se verifique alguma inflamação após a extração de dente, mas raramente o rosto ou a face fica visivelmente “inchada”. Em relação ao tempo que demora para cicatrizar, após a extração de um dente, este varia, habitualmente, entre 7 a 10 dias, se falarmos apenas da cicatrização ao nível dos tecidos moles. Uma cicatrização completa poderá demorar cerca de dois meses ou mais. De qualquer modo, o tempo de cicatrização depende da complexidade da própria exodontia e em grande parte dos cuidados pós-operatórios descritos. Reabilitação (soluções para compensar os dentes extraídos) A extração de um dente pode acarretar consequências posteriores indesejáveis, tais como: a perda de outros dentes, principalmente os adjacentes porque tendem a inclinar para o espaço excedente e a ficarem com mobilidade. Pode ocorrer a abertura de espaços entre os dentes (diastemas), problemas articulares, dificuldade na mastigação e até eventualmente ocorrer problemas na fonética, entre outras. Por isso, é importante compensar os dentes extraídos, de forma a reabilitar convenientemente a estética e a funcionalidade dentária, exceto nos casos onde isso não seja pretendido, como é o caso dos dentes do siso, dentes de leite, dentes extraídos por razões ortodônticas ou noutros casos específicos. Para o efeito podemos recorrer às seguintes soluções de reabilitação: Próteses dentárias removíveis (acrílicas ou esqueléticas); Próteses dentárias fixas (pontes); Implantes dentários com posterior colocação de prótese sobre implantes, ou implante imediato. Contraindicações na exodontia Na maioria dos casos não existem impedimentos à extração dos dentes, mesmo nos casos de dente inflamado ou dente infecionado, podendo o procedimento ser efetuado com segurança, desde que não se verifique nenhuma contraindicação específica para o fazer. É também viável e até, por vezes, pertinente a extração de dente na gravidez, pois se existe algum dente com infeção, para além dos problemas que pode causar à grávida, a saúde do feto pode ser também prejudicada. Existem, contudo, referências para que esse procedimento seja efetuado apenas após os três primeiros meses de gestação. A mulher menstruada pode extrair dentes sem qualquer problema durante o período menstrual, pois por si só, a menstruação não constitui qualquer contraindicação. Existem, contudo, situações muito específicas e extremamente importantes, em que já se torna imperioso adiar a extração dentária e que incluem: Pacientes que estejam a ser submetidos a tratamentos de radioterapia e/ou quimioterapia ou que os tenham terminado há menos de meio ano; Pessoas diabéticas não compensadas; Pessoas imunocomprometidas; Doenças hemorrágicas sem prévio controlo; Leucemia ou anemias graves; Certas doenças, como a sífilis e a tuberculose, por exemplo, quando não devidamente acompanhadas e controladas. Outra situação onde se torna prudente adiar a extração, embora bem menos relevante mas também a ter em conta, é o caso da extração de dente com abcesso, procedendo-se normalmente à prescrição prévia de antibióticos para controlo da infeção. No caso de pessoas que tomam anticoagulantes, poderão ter que suspender a sua toma por um período indicado pelo médico ou substituir por anticoagulantes de baixo peso molecular (normalmente injeções subcutâneas) para evitar ou diminuir o risco de hemorragia pós-extração.