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GESTÃO 2007/2009 
 
 
 
 
 
 
 
 
Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA 
Presidente - TJMT 
 
 
 
 
 
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO 
Vice-Presidente - TJMT 
 
 
 
 
 
 
Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI 
Corregedor-Geral da Justiça 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COORDENADOR DA AÇÃO 
 
DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA 
Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça 
 
 
 
 
 
 
 
 
LIDER DA AÇÃO 
 
AURINEIDE MARIANO PEREIRA 
Analista Judiciário – CGJ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EQUIPE DE SERVIDORES 
 
 
Alciane Rodrigues Alves de Assis 
Aurineide Mariano Pereira 
Carlos Henrique F. Foz 
Doralice Mendonça faust 
Ducineia dos Santos Morimã 
Gézica Pereira R. Oliveira 
Guilhermina Machado Abade 
Heloísa Helena Soares de Siqueira 
João Gualberto Neto 
Lúcia Helena Soares Leite 
Mareli Grando 
Margareth Sulamirti Ferreira Paes 
Marly Maria da Silva Garcia 
Maria Heloísa Micheloni 
Maria de Lourdes Duarte 
Natalíria Gouveia da silva 
Ricardo Nogueira de Souza 
Rosmeire de Castilho Ribeiro 
Thais Cristianne Ferreira 
Valcides Ferreira de Assis 
Vera Maria Signori 
Vilma Carfane Zocal 
Vitório César Munsignato 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLABORADORES: 
 
EQUIPE DO 
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA 
DAPI 
 
INSTRUTORES INTERNOS 
 
 
 
Aurineide Mariano Pereira 
Carlos Henrique F. Foz 
Doralice Mendonça faust 
Gézica Pereira R. Oliveira 
Guilhermina Machado Abade 
Heloísa Helena Soares de Siqueira 
João Gualberto Neto 
Lúcia Helena Soares Leite 
Mareli Grando 
Margareth Sulamirti Ferreira Paes 
Maria Heloísa Micheloni 
Maria de Lourdes Duarte 
Natalíria Gouveia da silva 
Ricardo Nogueira de Souza 
Rosmeire de Castilho Ribeiro 
Thais Cristianne Ferreira 
Vera Maria Signori 
Vilma Carfane Zocal 
Vitório César Munsignato 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
01 - AUTORIZAÇÃO PARA VIAGEM (art. 83-ECA). ..................................................... 7 
 
 
02 - VIAGENS INTERNACIONAIS................................................................................. 14 
03 - OBTENÇÃO DE PASSAPORTE............................................................................... 18 
04 - FLUXOGRAMA - ALVARÁ DE SUPRIMENTO PATERNO E/OU MATERNO 
PARA AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM E EMISSÃO DE PASSAPORTE............... 22 
05 - CADASTRO DE PRETENDENTES A ADOÇÃO.................................................... 24 
06 - CADASTRO DE PRETENDENTES A ADOÇÃO.................................................... 28 
07 - ADOÇÃO (art. 39- ECA)............................................................................................ 36 
08 - PROCEDIMENTOS DAS AÇÕES DE ADOÇÃO (art. 39 - ECA)........................... 40 
09 - ADOÇÃO INTERNACIONAL (art. 51 – ECA) ........................................................ 47 
10 - ESTÁGIO DE CONVIVÊNCIA EM ADOÇÃO INTERNACIONAL ...................... 48 
11 - PROCEDIMENTO DE AÇÃO DE SUSPENSÃO E PERDA DO PODER 
FAMILIAR.................................................................................................................. 49 
12 - PROCEDIMENTOS DA AÇAO AÇÃO DE SUSPENSÃO E PERDA DE .............. 53 
13 - PROCEDIMENTO DA AÇÃO DE MEDIDA PROTETIVA (art. 98 – ECA) .......... 58 
14 - PROCEDIMENTO DA AÇÃO DE MEDIDA PROTETIVA (art. 98 – ECA) .......... 61 
15 - AÇÃO DE GUARA (art. 33 e 34 - ECA) ................................................................... 66 
16 - PROCEDIMENTO DE AÇÃO DE GUARDA (art. 33 e 34 - ECA).......................... 68 
17 - DESTITUIÇÃO DA TUTELA ................................................................................... 72 
18 - ATOS INFRACIONAIS ............................................................................................. 76 
19 - PROCEDIMENTOS DE FEITOS – INFRACIONAIS .............................................. 81 
20 - GUIA DE MEDIDA SÓCIO EDUCATIVA (art. 186 § 1º - ECA) ............................ 94 
21 - PROCEDIMENTOS DE GUIA DE EXECUÇÃO DE MEDIDA SÓCIO-
EDUCATIVA (art. 186 § 1º – ECA)........................................................................... 96 
22 - APURAÇÃO DE INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE IRREGULARIDADES 
EM ENTIDADES DE ATENDIMENTO (ECA – art. 191 e seguintes)..................... 99 
23 - APURAÇÃO DE INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA ÀS NORMAS DE PROTEÇÃO 
(art. 194 – ECA) ........................................................................................................ 102 
24 - AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO DE MENOR (art. 839 a 841 – CPC). ........... 105 
25 - AÇÃO MANDAMENTAL ....................................................................................... 109 
26 - RECURSOS .............................................................................................................. 118 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
01 - AUTORIZAÇÃO PARA VIAGEM (art. 83-ECA). 
 
PROCEDIMENTOS DA INFÂNCIA E JUVENTUDE 
Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. 
Protocolado o 
Pedido de 
Autorização para 
Viagem
 
Vistas ao MP para 
parecer. 
 
 
Concluso ao Juiz 
para Sentença. 
 
 
Expedição Alvará 
para Viagem. 
 
Arquivar. 
 
 
8 
 
AUTORIZAÇÃO PARA VIAGEM NO TERRITÓRIO NACIONAL 
CONCEITO: Autorização Judicial para que criança/adolescente possa 
empreender viagem desacompanhada dos pais no território Nacional. 
Considera-se criança, para os efeitos da Lei, a pessoa até doze anos de idade 
incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
 
1 - Do Pedido de Autorização: 
Distribuído o Pedido de Alvará (com cópias dos documentos do solicitante e da 
criança que fará a viagem) 
 
2 – Vistas ao Ministério Público para o parecer: 
1.1.1.1 – CNGC – Prov. 53/07 - Distribuído, registrado e autuado o 
pedido, independentemente de despacho, impulsioná-lo por certidão, 
abrindo-se vista ao Ministério Público para manifestação, no prazo de 24 (vinte 
quatro) horas. 
 
NÃO necessitam de autorização judicial (§ 1º, art.83, Lei 8069/90, 
ECA): 
 
I) - Adolescentes (maiores de 12 anos): basta a apresentação de documento 
de identificação ORIGINAL (RG ou certidão de nascimento). 
II) - Crianças que viajam na companhia de parente até 3º grau – pai, mãe, 
irmão maior de 18 anos, avô (ó) ou tio (a). Basta comprovar o parentesco 
mediante de documento ORIGINAL de ambos. 
III) - Crianças que viajam na companhia de pessoa maior, que não sejam os 
parentes enumerados acima. Basta que pai, mãe ou responsável autorizem 
expressamente. 
IV) - Crianças que viajam para municípios limítrofes à sua residência, dentro 
do mesmo Estado ou Região Metropolitana. 
 
9 
 
NECESSITAM de autorização judicial (Art. 83 Lei 8069/90, ECA): 
 
I) - Crianças (menores de 12 anos) que viajam DESACOMPANHADAS de 
pessoa maior. 
 
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS (originais e cópias): 
Documentos do requerente (pai, mãe ou responsável). 
# Carteira de Identidade 
# CPF 
# Comprovante de residência 
Documentos da criança 
# Certidão de Nascimento 
ou 
# Carteira de Identidade 
# 2 fotos 3x4 
I) - As autorizações para viagens domésticas são emitidas no momento da 
solicitação. 
II) - Ambos os pais devem comparecer à Vara da Infância e da Juventude. 
Caso um deles esteja ausente, deve enviar pelo genitor presente autorização 
para a viagem com firma reconhecida em cartório. Se um dos genitores estiver 
no exterior, é necessária sua autorização de viagem feita no Consulado 
Brasileiro ou com firma reconhecida em notário público do país em que o 
mesmo se encontre.III) - Caso a criança/adolescente viaje com acompanhante, apresentar cópia 
da identidade e comprovante de residência deste. 
– Na hipótese de falecimento de um dos genitores, apresentar certidão de 
óbito (original e cópia). 
 
 
10 
IV) - Se o motivo da viagem for participação em curso, intercâmbio, 
campeonatos esportivos ou similares, apresentar documento comprobatório. 
 
V) - Para a concessão de Autorização de Viagem com validade para dois anos 
é necessário que o pedido seja justificado e assinado por ambos os genitores, 
ou responsáveis. 
 
VI) - A autorização de viagem só poderá ser retirada pelo requerente ou por 
pessoa expressamente autorizada por ele. 
 
OBS: Caso um dos pais se encontre em local incerto e não sabido, deve ser 
requerido suprimento judicial junto à Vara competente, que emitirá o alvará 
autorizando a viagem. 
 
4 - Sentença 
5 - Alvará 
5 - Arquivar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
AUTORIZAÇÃO PARA VIAGEM INTERNACIONAL (ART. 84 – ECA). 
Autorização de Viagem Internacional cumulada ou não com pedido de 
Expedição de Passaporte. 
 
Não é necessária autorização para viagem internacional, quando o adolescente 
tiver 18 (dezoito) anos completos. 
 
1 – Do Pedido de autorização de viagem: 
Distribuído o Pedido de Autorização (com cópias dos documentos do solicitante 
e da criança que fará a viagem) 
 
art. 84 – ECA - Quando se tratar de viagem ao exterior, a autorização é 
dispensável, se a criança ou adolescente: 
I) - estiver acompanhado de ambos os pais ou responsável; 
II) - viajar na companhia de um dos pais, autorizado expressamente pelo 
outro mediante de documento com firma reconhecida. 
 
1º caso: Se um dos genitores está ausente ou encontra-se em local 
incerto e não sabido: 
I) - a pessoa que solicita a autorização deve juntar ao processo xerox dos 
seguintes documentos: 
- das testemunhas: identidade e comprovante de residência. 
- da criança ou adolescente: Certidão de Nascimento 
- de quem requer: Identidade e comprovante de residência. 
- deve apresentar duas testemunhas que farão declaração escrita com 
reconhecimento de firmas, informando o que souberem sobre o paradeiro do 
genitor ausente. 
 
 
12 
2º caso: Se um dos genitores não quer autorizar a viagem ou não pode 
consenti-la com a viagem por estar ausente: 
- devem ser juntados os documentos citados acima 
- deve ser identificado o genitor quer não consente (sua qualificação e 
endereço) e relatados os fatos e motivos por que ele não consente. 
 
Art. 85. Sem prévia e expressa autorização judicial, nenhuma criança ou 
adolescente nascido em território nacional poderá sair do País em companhia 
de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior. 
OBSERVAÇÕES 
I - Os pedidos devem ser apresentados com antecedência de pelo menos dez 
dias em relação à data da viagem. Se for alegada urgência na apreciação do 
pedido, deve ser comprovada a data da viagem marcada (apresentando cópia 
do bilhete de passagem ou equivalente) 
II) - Toda assinatura deve ser idêntica a do documento de identidade 
apresentado. 
III) - Devem ser apresentados comprovantes de residência. 
IV) - Os documentos provenientes do estrangeiro deverão estar oficialmente 
traduzidos (por tradutor juramentado). 
V) - Para a criança ou adolescente que residir no exterior com um dos 
genitores, deve-se seguir os procedimentos legais informados nos respectivos 
consulados. 
VI) - Quando um ou os dois genitores não está presente, deve ser apresentada 
sua autorização expressa para a viagem do filho, em documento com firma 
reconhecida em Cartório por autenticidade ou autorização feita no Consulado 
do local onde ele se encontra no momento. 
VII) - Se os menores de 18 anos, desacompanhados de um ou de ambos os 
genitores, ainda não têm passaporte, devem apresentar autorização expressa 
do pai e/ou mãe ausente(s) específica para aquisição e retirada do passaporte, 
com firma reconhecida em cartório, por autenticidade, no requerimento para 
passaporte, com os respectivos números das cédulas de identidade, órgão 
 
13 
emissor, data de emissão e assinaturas. 
VIII) - No recebimento do Passaporte da pessoa menor de 18 anos, é 
obrigatória a sua presença com um dos pais ou o representante legal. 
IX) - Quando um ou os dois genitores não está presente para autorizar a 
viagem ou a emissão de passaporte, e os interessados não têm a autorização 
deles, citada no item 6, há necessidade de uma ação judicial - Alvará Judicial 
de Suprimento Paterno e/ou Materno para Autorização de Viagem 
Internacional e/ou Expedição de Passaporte. Esse processo deve ser feito na 
Vara competente, porque se destina a suprir consentimentos exigidos por lei. 
 
Mudanças no embarque de menores para o Exterior 
Desde o dia 02 de janeiro de 2007 estão em vigor novas medidas para o 
embarque de menores que viajam desacompanhados para o exterior. 
 
A partir desta data, conforme artigo 83, 84 e 85 do Estatuto da Criança e do 
Adolescente – E.C.A. – Lei Federal nº 8.069/90, as autorizações assinadas 
pelos pais com firma reconhecida em cartório só serão aceitas desde que um 
dos pais esteja viajando com o menor. Em caso contrário, de menores 
desacompanhados, faz-se necessária autorização judicial obtida no Juizado de 
Menores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
02 - VIAGENS INTERNACIONAIS 
 
NÃO É NECESSÁRIO AUTORIZAÇÃO DO JUIZADO, SE A CRIANÇA OU 
ADOLESCENTE: 
viajar acompanhado de ambos os pais; 
viajar acompanhado de apenas um dos pais, autorizado pelo outro, mediante de 
documento com firma reconhecida; 
não é necessário autorização para viagem internacional, quando o adolescente 
tiver 18 (dezoito) anos completos. 
 
 
Modelo Autorização de Viagem Internacional 
(desacompanhado dos genitores) 
 
Eu, ____________________________________________portador (a) do 
Rg___________________cpf________________________e eu portador do 
Rg___________________cpf__________________residentes 
a__________________________________autorizamos nosso(a) filho (a) 
menor_______________________________________portador(a) do 
RG________________________e Passaporte nº 
_____________________________a viajar ___________________________ 
de__________________________________portador(a) do 
RG__________________e Passaporte nº ________________________no período 
de_________________________________com destino 
a_____________________________________________________ 
 
_________________________________,____-/_____/_________ 
 
 
15 
Assinatura do Pai 
Assinatura da mãe 
 
AUTORIZAÇÃO PARA VIAGEM INTERNACIONAL 
(acompanhado de um dos genitores) 
EU, 
_____________________________________________________________ 
(estado civil e profissão) ____________________________________________ 
Endereço_________________________________________________________ 
nos termos do art. 84, inciso II, da Lei Federal n° 8060/90 – Estatuto da Criança e do 
Adolescente, autorizo a (o) meu (minha) filho(a) 
________________________________________________________________, 
viajar com destino a cidade de ______________________________________, na 
companhia do seu(sua) genitor (a) __________________________________ 
_________________________________, portador do documento n° 
___________________________, com data de embarque prevista para o dia 
______________________ e retorno previsto para ____________________. 
 
 
16 
 
Primavera do Leste, MT ______________________________ 
 
 
Assinatura com firma reconhecida 
 
 
OBS: Esteformulário deverá ser utilizado exclusivamente pelo Pai ou pela Mãe da 
criança ou do adolescente que irá viajar, quando a viagem for realizada na companhia 
de um destes; ficando a cargo do que não viajar, o preenchimento e a assinatura desta 
autorização. 
 
 
ESESTAD ESTADO DE MATO GROSSO 
 PODER JUDICIÁRIO 
 COMARCA DE Primavera do Leste - MT 
 JUÍZO DA Primeira Vara 
 
 
 
 
ALVARÁ DE AUTORIZAÇÃO PARA VIAGEM - Nº 001/2008 
 
 
JUíZO DA Primeira Vara DA COMARCA DE Primavera do Leste - MT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O R I G E M 
 
 
 
 
 
 
 
N.º DO ESPÉCIE 
PARTE AUTORA/CREDORA
JUÍZO EXPEDIDOR 
AUTORIZADO(S)
FINALIDADE 
DESTINATÁRIO(S) 
N.º DO PROCESSO 
 
 
17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A autenticidade deste alvará poderá ser certificada no endereço ou por meio do telefone indicado abaixo. 
 
 
Sede do Juízo e Informações: Rua Benjamin Cerutti Nº 252 
Bairro: Castelândia 
Cidade: Primavera do Leste-MT Cep:78850000 
Fone: (66) 3498-1738. 
 
A(s) pessoa(s) acima nominada(s) e qualificada(s), física(s) ou jurídica(s), fica(m) autorizada(s), pelo presente, a praticar(em) o(s) ato(s) 
acima especificado(s) no campo “FINALIDADE”. 
 
Primavera do Leste - MT, 12 de novembro de 2008. 
 
Flávio Miraglia Fernandes 
 Juiz de Direito 
 
 Selo de autenticidade 
 
 
2 - Vistas ao Ministério Público para o parecer: 
1.1.1.1 – CNGC – Prov. 53/07 - Distribuído, registrado e autuado o 
pedido, independentemente de despacho, impulsioná-lo por certidão, 
abrindo-se vista ao Ministério Público para manifestação, no prazo de 24 (vinte 
quatro horas). 
 
3 - Sentença 
Conforme art. 83 do Estatuto da Criança e do Adolescente. 
 
4 – Alvará (com foto do menor e selo de autenticidade). 
5 - arquiva 
CERTIFICO ser autêntica a assinatura 
acima, do(a) MM.(ª) Juiz(a) de Direito 
desta Comarca, Dr.(a) Flávio Miraglia 
Fernandes. 
Vera Maria Signori 
 Escrivã(o) Designada(o) 
 
 
PARTE RÉ/DEVEDORA 
OBSERVAÇÕES 
 
18 
 
03 - OBTENÇÃO DE PASSAPORTE 
O interessado na obtenção do Passaporte deve procurar quaisquer das 
unidades descentralizadas ou postos de atendimento do Departamento de 
Polícia Federal ou postos de atendimento dos Correios e preencher os 
requisitos. Em agência dos Correios e Telégrafos poderão ser obtidas 
informações sobre o kit adquirível para remessa de documentos e preencher os 
seguintes requisitos: 
- provar que é brasileiro, nato ou naturalizado; 
 - apresentar os seguintes documentos originais: 
 
1) - Carteira de identidade ou, na falta desta, certidão de nascimento; 
Título de Eleitor e comprovante de que votou na última eleição; na falta dos 
comprovantes, declaração da Justiça Eleitoral da Zona de sua votação de estar 
quite com as obrigações eleitorais; 
Certificado de Reservista, para os requerentes do sexo masculino com idade 18 
anos, ou declaração da Junta Militar de que está quite com esta; 
Certificado de Naturalização, para os Naturalizados; 
2) - (duas) fotografias tamanho 5 x 7 cm, datadas (dia, mês e ano, sendo o 
ano com quatro dígitos) de no máximo há seis meses, fundo branco, de frente 
que identifique plenamente o requerente; 
3) - Formulário de requerimento de Passaporte modelo 219, à venda em 
papelarias, preenchido à máquina ou em letra de forma legível, com caneta 
esferográfica azul ou preta; 
4Comprovante de pagamento da taxa em REAIS (R$ 89,71), conforme tabela 
das receitas existente na própria guia GRU (Guia de Recolhimento da União), 
por intermédio da guia GRU (Guia de Recolhimento da União), em 02 (duas) 
vias, com apresentação do CPF do requerente, código da receita e da unidade 
arrecadadora; 
 
19 
apresentar o Passaporte anterior, quando houver (válido ou não), pois a não 
apresentação deste, por qualquer motivo, implica em pagamento da taxa em 
dobro. 
OBSERVAÇÃO: 
 Os menores de 18 anos devem ter autorização dos pais ou representantes 
legais, específicas para passaporte, no requerimento para passaporte (campo 
33), com os respectivos números das cédulas de identidade, órgão emissor e 
assinatura dos pais. 
Se, ao requerer o passaporte para o menor um dos pais estiver ausente do 
domicilio ou não puder acompanhar o filho, deverá preencher autorização 
específica conforme modelo abaixo, reconhecer a firma e juntar ao 
requerimento de passaporte com cópia autenticada da respectiva Carteira de 
Identidade. 
 
20 
 
AUTORIZAÇÃO PARA PASSAPORTE 
 
 
Eu, ________(nome completo)___________, portador(a) 
da Carteira de Identidade nº __________, expedida pela 
____/____ e do CPF nº __________, residente à 
_________________________, autorizo a 
_______________________________________ Carteira 
de Identidade nº _________ expedida pela _____/_____, 
a requerer passaporte em nome do meu filho(a) menor 
_______________________________________________, 
Local e Data 
__________________________________ 
Assinatura 
Assinar e reconhecer firma 
 
 
3.2) - Se ambos os pais estiverem ausentes do domicílio, deverão designar 
outrem, por procuração particular, com firmas reconhecidas com poderes para 
acompanhá-lo e representá-lo perante o órgão expedidor, assinar o 
requerimento e o recibo do passaporte. Essa procuração supre a autorização 
dos pais para obter o passaporte, mas não supre a autorização para viajar 
desacompanhado, a qual tem que ser específica e com validade máxima de 
seis meses. 
 
3.3) - Obs: a Autorização de Viagem não pode ter prazo de validade superior 
ao que é fixado nas autorizações expedidas pelo Juiz da Infância e da 
 
21 
Juventude do local do domicílio dos pais ou responsáveis. 
 
3.4) - Se o menor viajar para o exterior desacompanhado de um ou de ambos 
os pais, estes deverão preencher e assinar autorização de viagem com firma 
reconhecida em cartório. 
 
3.5) - Se a pessoa que requer o passaporte para o menor possui Termo 
Judicial de Guarda, Tutela ou Curatela definitivos, basta apresentar cópia 
autenticada do Termo para tirar o passaporte ou para viajar. Não é necessária 
autorização judicial, nem dos pais biológicos. 
3.6) - A falta da autorização de um ou de ambos os pais ou do representante 
legal, será suprida pelo Juiz da Infância e Adolescência. 
3.7) - No recebimento do Passaporte do menor, é obrigatória a sua presença 
com um dos pais ou o representante legal. 
4. Em caso de óbito de um dos pais, apresentar a Certidão de Óbito 
original. Será consignada no passaporte a condição do genitor falecido, para 
dispensar autorizações futuras em seu nome. 
 
5. Para o pagamento da taxa do passaporte do menor, deverá ser 
utilizado o CPF de um dos pais ou do representante legal. 
 
 
 
 
 
 
 
22 
04 - FLUXOGRAMA - ALVARÁ DE SUPRIMENTO PATERNO E/OU 
MATERNO PARA AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM E EMISSÃO DE 
PASSAPORTE 
 
 
 
Requerimento. 
 
Vistas ao MP para 
parecer. 
 
 
Concluso ao Juiz 
para Sentença. 
 
 
Expedição do 
Alvará. 
 
Arquivar. 
 
23 
Alvará de Suprimento Paterno e/ou Materno para Autorização de 
Viagem e emissão de Passaporte 
 
1 – Do Pedido Inicial: 
I) Para obtenção da autorização de viagem internacional e expedição de 
passaporte, um dos pais deverá apresentar requerimento para o pedido de 
Alvará de Suprimento Paterno e/ou Materno, contendo a qualificação da 
criança ou do adolescente, informando a finalidade da viagem, o tempo de 
permanência no exterior,o país de destino e a qualificação do acompanhante, 
se for o caso. 
II) Ao requerimento será juntada cópia da certidão de nascimento do menor e, 
se for o caso, da certidão de guarda ou tutela. 
III) Os interessados deverão dirigir-se à Vara da Infância e da Juventude com 
a necessária antecedência, a fim de evitar transtornos decorrentes de pedidos 
de última hora. 
IV) No caso de um ou ambos os pais acharem-se em local incerto ou residindo 
fora do Brasil, o requerente deverá apresentar requerimento próprio, por 
intermédio de advogado, com declaração firmada por duas testemunhas que 
tenham conhecimento do fato, ou declaração dos genitores, ainda que por fax 
dirigido a este Juízo, autorizando a viagem. 
V Na hipótese de discordância de um dos pais, o exame da concessão ou não 
da autorização dependerá da oitiva dos genitores. 
2 - Vista ao MP 
3 - Sentença 
4 - Alvará 
5 – Arquivar 
 
 
 
 
 
 
24 
05 - CADASTRO DE PRETENDENTES A 
ADOÇÃO
 
Carga a equipe Interprofissional para o Estudo 
psicossocial no prazo de cinco (05) dias. (Port. 05/00 
– CEJA-MT - art. 3º § 2º). 
 
Carga ao representante do Ministério Público para o 
Parecer em cinco (05). (Port. 05/00 – CEJA-MT – art. 
3º). 
 
Concluso ao Juiz para decidir em igual prazo (ECA, 
art. 50, § 1º). 
 
Sentença homologatória. 
 
 
Lançar no Livro da Secretaria em ordem cronológica 
da homologação da inscrição. (art. 5º Port. 05/00 – 
CEJA-MT). 
 
Ofício à CEJA, encaminhando cópia da sentença e 
cópia do Cadastro. (art. 5º - Port. 05/00 – CEJA-MT). 
 
Arquivar. 
Pedido Inicial 
Requerimento padrão elaborado pela CEJA, (4.6.2.2 
– CNGC) acompanhado de cópia dos documentos 
exigidos, dirigidos ao Juiz. (Port. 05/00 – CEJA-MT -
art.2º).
 
25 
PROCEDIMENTOS DO CADASTRO DE PRETENDENTES 
 A ADOÇÃO (CNGC - 4.6.1) 
 
Conceito: É o ato pelo qual o casal ou a pessoa interessada em adotar poderá 
se inscrever para inclusão dos dados pessoais do pretendente no Cadastro 
Geral Unificado (Prov. nº 19/96/CGJ, art. 4', "caput"). 
 
1 - Do Requerimento Inicial 
Port. 05/00 – CEJA-MT -Art. 2º - O interessado deverá se inscrever no 
Cadastro de Pretendentes a Adoção (CPA), na comarca de seu domicílio, 
valendo esta inscrição para todo o Estado de Mato Grosso. 
 
2 - Da inscrição: 
4.6.2.2 – CNGC - O pedido de inscrição no cadastro de pretendentes 
estaduais será formulado mediante requerimento padrão elaborado pela 
CEJA (modelo abaixo) e dirigido ao Juiz, contendo a qualificação completa 
do(s) requerente(s) e a exposição circunstanciada dos motivos do pedido. 
Poderá ser preenchido pessoalmente pelo interessado ou, quando a parte 
preferir, pelo Assistente Social, na sua falta, pelo psicólogo, e na ausência de 
ambos, pelo (a) escrivão (ã), devendo o requerimento ser apresentado 
diretamente à escrivania, acompanhado dos documentos: 
 
3 - Documentos exigidos: 
I) - identificação pessoal; 
II) - certidão de casamento (se casado), declaração de convivência estável, 
sendo que nestes casos acompanhadas de declaração de anuência do outro 
cônjuge ou companheiro; certidão de nascimento - quando solteiro (ECA, art. 
165, I); 
 
26 
III) - comprovante de residência (com indicação de telefones e outros meios 
de contatos tais como: fax, e-mail etc); 
IV) - declaração de renda (familiar); 
V) - outros , a critério do interessado, comprobatórios da sua aptidão para 
adotar. 
 
4.6.2.3 – CNGC - O requerente poderá manifestar-se, em relação ao futuro 
adotando, preferência por idade, sexo, cor, raça, saúde física e mental e outras 
características pessoais, devendo, quando for o caso, satisfazer os requisitos 
do art. 165, II a V, do ECA. 
 
Port. 05/00 - CEJA-MT -§ 3º- O pretendente deverá juntar declaração de 
desistência, caso pretenda ter seu nome excluído do cadastro, deferida sua 
exclusão, o fato deverá ser informado imediatamente a CEJA-MT. 
 
4 - Do Estudo: 
Port. 05/00 - CEJA-MT -Art. 3º - Recebido o requerimento será com isenção de 
custas ou pagamento de despesas de qualquer natureza (ECA, art. 141, §2º), 
sendo imediatamente enviado ao setor técnico do Juizado, independentemente 
de despacho, para realização do estudo psicossocial, no prazo de cinco (05) 
dias. 
 
5 - Vista ao MP para o Parecer: 
Com o retorno dos autos, será juntado o Laudo – estudo social, e encaminhar 
 ao Ministério Público, para o parecer, no prazo de cinco (05) dias; com 
parecer favorável, será juntado aos autos. 
 
6 – Sentença Homologatória: 
Far-se-á conclusão ao Magistrado para a sentença homologatória, decidindo 
em igual prazo (ECA, art. 50, § 1º), que será registrada e após deverá ser 
 
27 
 
oficiado à CEJA encaminhando-se cópia do Cadastro de Pretendentes a Adoção 
acompanhada da sentença homologatória. 
 
4.6.5.5 - Tratando-se de casal de nacionalidade mista (um estrangeiro e outro 
brasileiro), residente no Brasil, com visto de permanência, sua habilitação 
processar-se-á perante a Comarca de seu domicílio (RI/CEJA-MT, artigo 26, 
parágrafo único). 
 
4.6.6 - O banco de dados de pessoas julgadas inidôneas somente poderá ser 
consultado em casos específicos, exclusivamente pelos Juízes, ou pelo 
Ministério Público, em caráter reservado, sendo vedado o fornecimento a 
pessoas estranhas, a qualquer título, da relação dos assim considerados. 
 
06 - CADASTRO DE PRETENDENTES A ADOÇÃO 
 
EXECENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE 
........................................................................................... 
 
 
 
NOME: ___________________________________________________________________ SEXO: _______________________ 
FILIAÇÃO: _____________________________________________________________________________________________ 
ESTADO CIVIL: ___________________________________ NATURALIDADE: ____________________________________ 
RG. N.: ____________________________________________ C.P.F.: ______________________________________________ 
DATA DE NASCIMENTO: __________________________ GRAU DE INSTRUÇÃO: ________________________________ 
 
LOCAL DE TRABALHO: _____________________________________ PROFISSÃO: ________________________________ 
ENDEREÇO: ____________________________________________________________________________ Nº: ____________ 
BAIRRO: _____________________________ CEP.: ________________________ TELEFONE: ________________________ 
 
NOME: __________________________________________________________________ SEXO: ________________________ 
ANEXO DO ITEM 4.6.2.2 
 
28 
FILIAÇÃO: _____________________________________________________________________________________________ 
ESTADO CIVIL: ___________________________________ NATURALIDADE: ____________________________________ 
RG. N.: ____________________________________________ C.P.F.: ______________________________________________ 
DATA DE NASCIMENTO: __________________________ GRAU DE INSTRUÇÃO: ________________________________ 
 
LOCAL DE TRABALHO: _____________________________________ PROFISSÃO: ________________________________ 
ENDEREÇO: __________________________________________________________________ Nº: ________________ 
BAIRRO: ___________________________________________ CEP.: __________________ TELEFONE: ________________ 
 
ENDEREÇO RES.: __________________________________________ Nº: __________ BAIRRO: ______________________ 
TELEFONE: ______________________________________________ CEP.: ________________________________________ 
PONTO DE REFERÊNCIA: _______________________________________________________________________________ 
 
 
INFORMAÇÕES GERAISCASADOS? ___________ HÁ QUANTOS ANOS? _____________________ RENDA FAMILIAR ______________________ 
UNIÃO ESTÁVEL? ______________ HÁ QUANTOS ANOS? ________________ RENDA FAMILIAR _________________ 
SOLTEIRO?____________________ IDADE ____________________________ RENDA _____________________________ 
FILHOS BIOLÓGICOS _________________ QUANTOS? ____________ FAIXA ETÁRIA ___________________________ 
FILHOS ADOTIVOS ____________________ QUANTOS? ___________ FAIXA ETÁRIA ____________________________ 
SEM FILHOS ___________________________________________________________________________________________ 
CASA PRÓPRIA _____________ ALUGADA _______________ CEDIDA __________________ FINANCIADA __________ 
MOTIVO DA ADOÇÃO ___________________________________________________________________________________ 
 
INFORMAÇÕES SOBRE A CRIANÇA PRETENDIDA 
 
IDADE _____________________________ SEXO ______________________________ COR __________________________ 
ACEITA GRUPO DE IRMÃOS? ____________________________________ ACEITA GÊMEOS? _____________________ 
ACEITA CRIANÇAS COM PROBLEMAS FÍSICOS? ___________________ MENTAIS? _____________________________ 
PRETENDE ADOTAR NA COMARCA? _________________________ EM OUTRA COMARCA? _____________________ 
 
29 
OBSERVAÇÃO___________________________________________________________________________________________ 
 
 
 O(s) acima qualificado(s) requer(em) a inscrição como pretendente(s) à adoção de 
crianças e adolescentes, na faixa etária e características supra, nesta Comarca com validade para todo o Estado, juntando documentação 
exigida na Portaria nº 05/00. 
 
 Nestes termos 
 pede deferimento. 
 Local e data 
 Assinatura dos requerentes 
 
4.6.3.2 - CNGC - Havendo criança ou adolescente cadastrado na comarca, 
para adoção, a equipe interprofissional comunicará às pessoas inscritas no 
cadastro de pretendentes desta, mediante consulta formal, com prazo 
improrrogável de 05 (cinco) dias para resposta, observando a ordem de 
cadastramento e segundo a preferência eventualmente manifestada (Portaria 
05/00/CEJA-MT, artigo 9º). 
 
4.6.3.3 – CNGC - Uma vez adotada a criança ou adotado o adolescente, na 
Comarca, dar-se-á baixa no cadastro local, bem como no cadastro geral 
unificado mediante comunicação à CEJA/MT que deferiu a medida (RI/CEJA-
MT, artigo 31). 
 
4.6.2.7 – CNGC - A inscrição não será deferida ao interessado que não 
satisfizer os requisitos legais da adoção (ECA, artigos 42 e §§; 43, 44 etc) ou 
que revele, por qualquer modo, 
incompatibilidade com a natureza da medida, ou não ofereça ambiente familiar 
adequado (ECA, artigo 29). Do indeferimento cabe recurso à Comissão, no 
prazo de 10 (dez) dias contados da intimação pessoal (artigo 4º da Portaria 
05/00/CEJA-MT e artigo 33, § 1º, do RI/CEJA-MT). 
 
30 
 
4.6.2.8 - CNGC - 0 indeferimento do pedido de inscrição, do qual será 
também cientificado o requerente, não impedirá futura solicitação na comarca. 
Comunicar-se-á à CEJA/MT a respeito das pessoas tidas como inidôneas para 
adotar (Portaria 05/00/CEJA-MT, artigo 5º, § 2º). 
 
 
7 - Da Inscrição dos Pretendentes no Livro da Secretaria: 
4.6.2.9 – CNGC - O Cadastro de Pretendentes à Adoção será lançado em 
ordem cronológica da 
homologação da inscrição. Em caso de várias inscrições homologadas na 
mesma data será observada a ordem de registro. Após o registro das sentenças, deverão 
ser certificados no procedimento o número do livro, da folha e número de 
ordem respectivo. É da responsabilidade da equipe interdisciplinar a indicação 
da criança ao interessado. 
 
8 - Ofício à Ceja – encaminhando cópia da Sentença e Cadastro. 
4.6.2.6 – CNGC - Deferido o pedido, far-se-á a inscrição local, enviando-se o 
formulário padrão de Cadastro de Pretendentes à Adoção-CPA à CEJA-MT, para 
inclusão dos dados no CGU, ficando o pretendente habilitado para adoção em 
todo o Estado de Mato Grosso. 
9 - Arquiva 
CADASTRO CASADO 
4.6.7 – CNGC - Tratando-se de Cadastro Casado, após a sentença que deferiu 
a adoção transitar em julgado, deverá ser enviado à CEJA/MT o formulário de 
Cadastro Casado, conforme formulário padrão disponibilizado pela 
Corregedoria-Geral da Justiça, juntamente com a cópia da sentença. 
 
 
 
31 
 
CADASTRO CASADO 
 
I. Comarca Informante: ____________ Data Enc. Fórum: 
___________ Fone: ____________________ 
II . Dados da Criança: 
A – Nome: ___________________________________________________________________________ 
Data de nascimento: _____________________ Idade: _____________________________________ 
B – Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino 
C – Cor: ( ) Branca ( ) Negra ( ) Mulata ( ) Amarela ( ) Ruiva 
D – Com Registro de Nascimento? _________________ Sem Registro de Nascimento? ______________ 
E – Certidão de Nascimento Nº. ___________________ Cartório Expedidor: ______________________ 
 ( ) Apenas em nome da mãe ( ) Em nome dos pais 
F – Nome do pai: _______________________________ Mãe: __________________________________ 
G – Endereço dos pais: _____________________________________________ Nº: _________________ 
Bairro: _______________________ Cep.: ____________________ Cidade: ___________________ 
Ponto de Referência: ________________________________________________________________ 
H – Situação de Saúde: 
 ( ) Com problema físico tratável ( ) Com problema físico irreversível 
 ( ) Com problema mental tratável ( ) Com problema mental irreversível 
 ( ) Sem problemas de saúde 
 
III. À disposição para Adoção em virtude de 
 ( ) Abandono na Maternidade 
 ( ) Entrega espontânea dos pais/responsáveis 
 ( ) Interna em Abrigo 
 ( ) Destituição do pátrio poder 
 ( ) Estar aos cuidados do Adotante (neste caso deverá ser preenchido o campo IV deste formulário) 
Outras razões: ________________________________________________________________________ 
IV. Dados do Adotante (a ser preenchido apenas quando for adotante) 
A – Nome: __________________________________________________________________________ 
Data de nascimento: ________________ Cor: _______________ Escolaridade: ________________ 
Profissão: _________________________ Local de Trabalho: ______________________________ 
ANEXO DO ITEM 4.6.7 
 
32 
(nome) (cargo) 
Tempo de Trabalho: ___________________ Renda Mensal: ________________________________ 
B – Esposa: __________________________________________________________________________ 
Data de nascimento: _____________ Cor: ________________ Escolaridade: __________________ 
Profissão: ____________________ Local de Trabalho: ____________________________________ 
Tempo de Trabalho: _________________________ Renda Mensal: __________________________ 
C – Endereço do casal: ___________________________________ CEP: _________________________ 
Bairro: ______________________ Cidade: ___________________________________UF: _______ 
Contato Fone: _____________________ Res.: __________________ Com.: ___________________ 
D – Quanto a Residência: ____________________________ N. Dependências: ____________________ 
 ( ) Própria ( ) Alugada ( ) Cedida 
E – Composição Familiar: 
 ( ) Com filhos biológicos Quantos?_____________ 
 ( ) Com filhos adotivos Quantos?______________ 
 ( ) Sem filhos 
F – Data da Inscrição: _____________________.Responsável pela Inscrição: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCEDIMENTO PARA O ESTRANGEIRO ADQUIRIR HABILITAÇÃO 
COMO PROCER PARA ADQUIRIR A ABILITAÇÃO DE ADOÇÃO: 
 
33 
art. 14 – Port. 05/00 - A habilitação de pretendentes estrangeiros será 
requerida à CEJA - MT em cumprimento ao art. 52, parágrafo único da Lei 
8.069/90. 
 
O estrangeiro interessado em adotar em Mato Grosso comparece à sede da 
Comissão, instalada no 1º piso do prédio do Tribunal de Justiça, protocoliza o 
seu pedido de expedição do Certificado, com os seguintes documentos: 
 
1 - Do Pedido Inicial: 
Requerimento contendo a qualificação completa dos requerentes, exposição 
dos fatos e fundamentos do pedido, podendo ser formulado diretamente pelos 
interessados ou pelo representante de organismo internacional credenciado na 
Autoridade Central em Brasília/DF, com a respectiva procuração; 
Declaração da Autoridade competente do respectivo país de residência ou 
domicílio dos pretendentes, comprovando a habilitação destes para adotar, 
segundo as leis do seu país (ECA, art. 51, § 1º); quando for o caso, 
autorização para promover a adoção de brasileiros; 
Texto da legislação estrangeira relativa à adoção, acompanhado da prova da 
respectiva vigência, observado o disposto no art. 51, § 3º, do ECA; 
 
2 - Dos Requisitos: 
art. 51 - Port. 05/00 - Cuidando-se de pedido de adoção formulado por 
estrangeiro residente ou domiciliado fora do País, observar-se-á o disposto no 
art. 31. 
§ 1º. O candidato deverá comprovar, mediante documento expedido pela 
autoridade competente do respectivo domicílio, estar devidamente habilitado à 
adoção, consoante as leis do seu país, bem como apresentar estudo 
psicossocial elaborado por agência especializada e credenciada no país de 
origem. 
 
34 
§ 2º. A autoridade judiciária, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, 
poderá determinar a apresentação do texto pertinente à legislação estrangeira, 
acompanhado de prova da respectiva vigência. 
§ 3º. Os documentos em língua estrangeira serão juntados aos autos, 
devidamente autenticados pela autoridade consular, observados os tratados e 
convenções internacionais, e acompanhados da respectiva tradução, por 
tradutor público juramentado. 
§ 4º. Antes de consumada a adoção não será permitida a saída do adotando do 
território nacional. 
 
3 - Estudo psicossocial: 
Elaborado no lugar de residência dos pretendentes, por órgão governamental, 
agência especializada e credenciada ou por determinação da autoridade 
judiciária competente do País de origem (ECA, art. 51, § 1º); 
 
 
4 - Documentos exigidos: 
I) - Cópia do passaporte e outros documentos de identificação; 
II) - Atestado de sanidade física e mental; 
III) - Certidão de antecedentes criminais; 
IV) - Certidão de casamento ou comprovação de união estável entre homem e 
mulher, no caso de união estável, legislação pertinente do país de origem dos 
requerentes; 
V) - Declaração de rendimentos; 
VI) - Declaração firmando ter plena ciência de que o procedimento judicial de 
adoção no Brasil é gratuito e de que a medida, a partir do trânsito em julgado 
da sentença, possui caráter irrevogável e irretratável. 
VII) - Declaração comprometendo-se a não estabelecer nenhum contato, no 
Brasil, com os pais biológicos do adotando ou com qualquer pessoa que tenha 
a guarda dele, antes que: 
- tenha sido expedido o certificado de habilitação; 
 
35 
- tenha o competente Juízo da Infância e da Juventude examinado 
adequadamente a possibilidade de colocação do adotando em lar substituto 
nacional; 
- tenha o mesmo Juízo definido estar a criança ou adolescente em condições 
de ser adotado por estrangeiros. 
VIII) - Fotos dos pretendentes em seu ambiente familiar. 
Todos os documentos em língua estrangeira deverão estar devidamente 
autenticados pela autoridade consular, bem como acompanhados das 
respectivas traduções, feitas por tradutor público juramentado. 
 
art. 51 – ECA - § 3º. Os documentos em língua estrangeira serão juntados aos 
autos, devidamente autenticados pela autoridade consular, observados os 
tratados e convenções internacionais, e acompanhados da respectiva tradução, 
por tradutor público juramentado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
07 - ADOÇÃO (art. 39- ECA) 
 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 S N 
 A A 
 
 
 
 
Pedido Inicial 
(Art. 165 – 
ECA). 
Designar audiência para oitiva dos pais (art. 166, Parágrafo 
único, ECA) 
Determinar a realização de estudo psicossocial ou perícia 
Definir estágio de convivência se for o caso (art. 167, ECA). 
Despacho 
Inicial. 
Há 
consentimento 
dos pais? 
Seguir o rito 
disposto nos arts. 
155 a 163, ECA. 
Audiência se 
realizou? 
Oitiva dos pais. 
Houve o 
pedido de 
Guarda 
Provisória. 
Redesignar 
audiência. 
 
37 
 
 A A 
 
 
 
 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ouvir o adotando. 
 Vistas ao MP por 05 
dias (art. 168. ECA). 
Redesignar a 
audiência. 
Realizou 
audiência? 
Intimar 
Pretendentes 
para assinar 
Termo de 
compromisso. 
Designar 
audiência para 
oitiva do adotante, 
se possível. 
Determinar a inscrição 
da sentença no registro 
Civil (art. 47, ECA). 
Sentença em 
05 dias (art. 
168, ECA). 
Juntar estudo 
psicossocial. 
Lavrar o Termo e 
colher a assinatura 
dos Pretendentes. 
Enviar ao MP (em 05 
dias) (art. 168, ECA). 
Enviar ao 
Juiz. 
 
38 
 B 
 B 
 
 
 
 
 B 
 
 
 N S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
C 
Certificar tempestividade 
Intimar para as contra-
razões. (3.17.2 - CNGC). 
Arquivar. 
Houve 
recurso? 
Enviar ao 
Juiz. 
Juízo de 
retratação (05 
dias). 
 
39 
 
 
 C 
 S N 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Retratou-se? 
Mandar remeter os autos à 
superior Instância em 24h 
(art. 198, VIII, ECA). 
Houve manifestação 
pela subida dos autos? 
Sentencia 
novamente. 
Remeter a 2ª 
Instância. 
Retornando, 
cumprir o 
acórdão. 
Cumprir 
decisão. 
Arquivar. 
Remeter a 2ª Instância. 
 
Retornando, 
cumprir o 
acórdão. 
Aguardar a 
manifestação 
das partes 
(art. 198VIII, 
ECA). 
 
40 
08 - PROCEDIMENTOS DAS AÇÕES DE ADOÇÃO (art. 39 - ECA) 
Conceito: Adoção é um procedimento legal que consiste em transferir todos 
os direitos e deveres de pais biológicos para uma família substituta, conferindo 
para criança/adolescente todos os direitos e deveres de filho. 
 
art. 39 – ECA - Parágrafo único. É vedada a adoção por procuração. 
 
Podem adotar: 
art. 42 – ECA - Podem adotar os maiores de vinte e um anos, 
independentemente de estado civil. 
 § 1º. Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
§ 2º. A adoção por ambos os cônjuges ou concubinos poderá ser formalizada, 
desde que um deles tenha completado vinte e um anos de idade, comprovada 
a estabilidade da família. 
§ 3º. O adotante há de ser, pelo menos, dezesseisanos mais velho do que o 
adotando. 
§ 4º. Os divorciados e os judicialmente separados poderão adotar 
conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas, e 
desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância da 
sociedade conjugal. 
§ 5º. A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca 
manifestação de vontade, vier a falecer no curso do procedimento, antes de 
prolatada a sentença. 
 
Podem ser adotados: 
Toda criança ou adolescente até 18 (dezoito) anos de idade. 
 
Poderá ser adotado o maior de 18 (dezoito) anos (art. 1.623, Parágrafo Único 
do Código Civil). 
 
41 
Art. 1.623 - Parágrafo único. A adoção de maiores de dezoito anos dependerá, 
igualmente, da assistência efetiva do Poder Público e de sentença constitutiva. 
art. 40 – ECA - O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data 
do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes. 
 
Importante consignar: 
O adotando maior de 12 (doze) anos deve concordar com a adoção 
A adoção é irrevogável 
Garante igualdade de direitos e deveres, salvo os impedimentos matrimoniais. 
Garante plenitude dos direitos sucessórios 
Os pais biológicos do adotando devem consentir na adoção, se não tiverem 
sido destituídos do poder familiar. 
art. 1.619. O adotante há de ser pelo menos dezesseis anos mais velho que o 
adotado. - Art. 42, § 3º, do ECA. - Art. 369 do CC/1916. 
 
art. 48 – ECA - A adoção é irrevogável. 
 
Mesmo que os adotantes venham a ter filhos, aos quais o adotado está 
equiparado, tendo os mesmos deveres e direitos, proibindo-se qualquer 
discriminação. 
 
art. 49 – ECA - A morte dos adotantes não restabelece o pátrio poder dos pais 
naturais. 
 
art. 46 – ECA - A adoção será precedida de estágio de convivência com a 
criança ou adolescente, pelo prazo que a autoridade judiciária fixar, 
observadas as peculiaridades do caso. 
§ 1º. O estágio de convivência poderá ser dispensado se o adotando não tiver 
mais de um ano de idade ou se, qualquer que seja a sua idade, já estiver na 
companhia do adotante durante tempo suficiente para se poder avaliar a 
conveniência da constituição do vínculo. 
 
42 
 
art. 45 – ECA - A adoção depende do consentimento dos pais ou do 
representante legal do adotando. 
1 - Da Inicial: 
A petição inicial poderá ser formulada diretamente em cartório, assinada pelos 
próprios requerentes, redigida pela própria pessoa. 
 
Requisitos da Inicial - Art. 165 - ECA: 
São requisitos para a concessão de pedidos de colocação em família substituta: 
I - qualificação completa do requerente e de seu eventual cônjuge, ou 
companheiro, com expressa anuência deste; 
II - indicação de eventual parentesco do requerente e de seu cônjuge, ou 
companheiro, com a criança ou adolescente, especificando se tem ou não 
parente vivo; 
III - qualificação completa da criança ou adolescente e de seus pais, se 
conhecidos; 
IV - indicação do cartório onde foi inscrito o nascimento, anexando, se 
possível, uma cópia da respectiva certidão; 
V - declaração sobre a existência de bens, direitos ou rendimentos relativos à 
criança ou ao adolescente. 
Parágrafo único. Em se tratando de adoção, observar-se-ão também os 
requisitos específicos. 
2- Certidão de Impulsionamento: 
CNGC - 1.1.1.1 – (Prov. 53/07) - Distribuído, registrado e autuado o 
pedido, independentemente de despacho, impulsioná-lo por certidão, 
abrindo-se vista ao Ministério Público para manifestação, no prazo de 24 (vinte 
quatro horas). 
3 - Despacho 
4 - Citação 
5 - Prazo para resposta 
10 (dez) dias. 
 
43 
6 - Do Estudo Social: 
Determinar a realização de estudo psicossocial ou perícia. 
art. 167 – ECA - A autoridade judiciária, de ofício ou a requerimento das partes 
ou do Ministério Público, determinará a realização de estudo social ou, se 
possível, perícia por equipe interprofissional, decidindo sobre a concessão de 
guarda provisória, bem como, no caso de adoção, sobre o estágio de 
convivência. 
 
Art. 168 – ECA - Apresentado o relatório social ou o laudo pericial, e ouvida, 
sempre que possível, a criança ou o adolescente, dar-se-á vista dos autos ao 
Ministério Público, pelo prazo de cinco dias, decidindo a autoridade judiciária 
em igual prazo 
Definir estágio de convivência se for o caso (art. 167, ECA). 
 
7 - Da Audiência: 
Cap. 4 seção 1, item 3 da CNGC - A oitiva pessoal dos adotantes e dos 
representantes legais do adotando constitui medida de cautela e do 
convencimento de que não deva ser dispensada. 
Se houver consentimento dos pais, seguir o rito disposto nos art. 166, 
parágrafo único. Na hipótese de concordância dos pais, eles serão ouvidos 
pela autoridade judiciária e pelo representante do Ministério Público, tomando-
se por termo as declarações. 
No caso de adoção de adolescente, este também deverá ser ouvido 
(art. 45, par. 2º do ECA): 
§ 2º. Em se tratando de adotando maior de doze anos de idade, será também 
necessário o seu consentimento. 
 
8 - Realizou a Audiência: 
Art. 166 – ECA - Parágrafo único. Na hipótese de concordância dos pais, eles 
serão ouvidos pela autoridade judiciária e pelo representante do Ministério 
Público, tomando-se por termo as declarações. 
 
44 
- Mandar abrir vista ao MP, por 05 dias (art. 168, ECA). 
 - Enviar ao Juiz 
 - Sentença em 05 dias (art. 168, ECA) 
 - Determinar a inscrição da sentença no registro civil (art. 47, ECA). 
 
9 - Da Sentença: 
art. 47 – ECA - O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial, que 
deverá ser inscrita no registro civil, mediante mandado do qual não se 
fornecerá certidão. 
§ 1º. A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o 
nome de seus ascendentes. 
§ 2º. O mandado judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do 
adotado. 
§ 3º. Nenhuma observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões 
do registro. 
§ 4º. A critério da autoridade judiciária, poderá ser fornecida certidão para a 
salvaguarda de direitos. 
§ 5º. A sentença conferirá ao adotado o nome do adotante e, a pedido deste, 
poderá determinar a modificação do prenome. 
§ 6º. A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da 
sentença, exceto na hipótese prevista no art. 42, § 5º, caso em que terá força 
retroativa à data do óbito. 
 
10 - Prazo para o trânsito em julgado: 
 - 10 (dez) dias. 
 
Cap. 4 – seção 1 – item 4 - da CNGC - Os Juízes do Estado de Mato Grosso 
ficam obrigados a remeter à CEJA/MT, dentro dos dez dias subseqüentes à 
prolação, as sentenças deferindo adoção de crianças por estrangeiros e as 
proferidas nos feitos de adoção, guarda (criança em situação de risco) e 
destituição do poder familiar, após o trânsito em julgado. 
 
45 
 
11 - Da inscrição da sentença no Registro civil (art. 47 – ECA) 
Cap. 4 – seção 1 – item 5 - da CNGC - No caso de adoção, o novo assento 
de nascimento do menor adotado deve ser lavrado no Registro Civil, no 
Cartório da comarca onde foi deferida, devendo, no caso de o menor ter sido 
registrado em Cartório de outra comarca, ser deprecado o cancelamento do 
assento primitivo. 
 
12 - Do Recurso: 
- Se houve recurso 
- Certidão de Impulsionamento - intimar a parte contrária para as contra-
razões (CNGC item 3.17.2 - Prov. 53/2007). 
 
13 - Concluso ao Juiz retratação (05 dias), (art. 198, VII, ECA). 
 
14 - Retratou-se? 
- Sentencia novamente 
- Intimar 
Aguardar a manifestação das partes (art. 198, VIII, ECA) 
 
15 - Não houve manifestação: 
 Pela subida – certificar o trânsito em julgado– cumprir decisão – Arquivar 
 
16 - Houve manifestação: 
- Pela subida – remeter a 2ª instância 
- Retornando, cumprir o acórdão 
 
 
 
 
 
 
46 
 
09 - ADOÇÃO INTERNACIONAL (art. 51 – ECA) 
art. 14 – Port. 005/00 § 1º. Não havendo nacionais interessados, será 
viabilizada a adoção internacional, mediante indicação pela CEJA ao 
estrangeiro habilitado, da criança ou adolescente em condições de ser adotado. 
§ 2º Os estrangeiros deverão anexar à petição de adoção, certidão de decisão 
concessiva de habilitação emitida pela CEJA, devendo o magistrado solicitar o 
envio do certificado de habilitação, bem como da certidão de inexistência de 
pretendente nacional para a criança indicada à adoção. 
 
art. 31 – ECA - A colocação em família substituta estrangeira constitui medida 
excepcional, somente admissível na modalidade de adoção. 
Tratando-se de adoção internacional, recomenda-se. 
I) - Certificar-se de que foram esgotadas todas as possibilidades de colocação 
da criança ou do adolescente em família substituta brasileira, mediante da 
obtenção de certidão, junto ao cartório competente, da inexistência de pessoas 
ou casais nacionais cadastrados interessados em adotar, bem como junto ao 
Cadastro Central mantido pela CEJA; 
 
II) - Zelar para que haja transparência na escolha do pretendente estrangeiro 
e respeito à ordem de inscrição junto à Comissão Judiciária de Adoção 
Internacional (CEJA); 
III) - Observar a juntada do procedimento original do pedido de habilitação 
concedido pela CEJA; 
IV) - Recorrer da decisão que conceder a custódia de criança a estrangeiro 
residente no exterior que não comprove estar habilitado à adoção perante a 
CEJA, zelando para que, quando do recebimento do recurso, seja observado o 
disposto no art. 198, inciso VI, da Lei n.º 8.069/90. 
 
47 
10 - ESTÁGIO DE CONVIVÊNCIA EM ADOÇÃO INTERNACIONAL 
 Sendo o caso de adoção internacional, zelar para que o estágio de convivência 
seja cumprido integralmente em território nacional, nos moldes do artigo 46, § 
2°, - ECA. 
art. 46 - § 2º - ECA. Em caso de adoção por estrangeiro residente ou 
domiciliado fora do País, o estágio de convivência, cumprido no território 
nacional, será de no mínimo quinze dias para crianças de até dois anos de 
idade, e de no mínimo trinta dias quando se tratar de adotando acima de dois 
anos de idade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
11 - PROCEDIMENTO DE AÇÃO DE SUSPENSÃO E PERDA DO PODER 
FAMILIAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A 
 
 
 
Concede 
Liminar 
Pedido Inicial 
(art. 156, 
ECA). 
Despacho 
inicial, abrindo 
vistas ao MP, se 
não for o ao 
autor. 
 
-Mandar citar (art. 158 – ECA), 
para resposta e apresentação do 
rol de testemunhas e 
documentos. 
- Nomear um Defensor dativo, 
se o réu não possuir condições 
financeiras. (art. 159, ECA) 
-Determinar o estudo 
psicossocial. (art. 161 § 1º , 
ECA) 
- designar audiência de 
instrução. (art. 162, ECA).
Encaminhar para o estudo 
psicossocial. 
Lavrar o Termo de 
Responsabilidade se for o caso (art. 
157, ECA).
Houve pedido 
de liminar? 
(art. 157, 
ECA) 
Mandar 
cumprir 
 
49 
 
 
 
 
 
A 
 
SN N 
 
 
S 
 
 
 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 N 
 
 
 
 
 B 
Enviar 
ao Juiz 
Determinar a 
citação por edital 
Enviar ao MP (05 
dias) se não for o autor 
da ação 
 
Audiência foi 
realizada? 
Sentença (05 
dias). (art. 163, 
ECA) 
Houve 
Contestação? 
 
Houve citação pessoal 
(art. 158, ECA)? 
 
Certificar tempestividade 
Juntar relatório do estudo social 
do caso (art. 161, § 1º ECA). 
Enviar 
ao Juiz 
Nomear curadores 
Intimar curadores 
Enviar ao 
Juiz 
Enviar ao MP (05 
dias) se não for o 
autor da ação 
Aguardar realização 
de audiência 
Redesignar 
audiência 
Realizar audiência de Instrução e 
Julgamento 
Oitiva das testemunhas 
Parecer técnico oral (quando não for 
apresentado por escrito). 
Debates orais (20’ + 10’). (art. 161 
§ 2º., ECA). 
 
50 
 
 B 
 
 
 N S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 S 
 
 N 
 
 
 
 C 
 
Houve recurso? 
(art. 198, ECA) 
Certificar 
tempestividade 
Intimar para as 
contra-razões 
(3.17.2 - CNGC, 
Prov. 53/2007). 
Recurso foi recebido? 
 
Aguardar o decurso do prazo 
recursal 
Em caso de procedência, 
inscrever. 
 
Arquivar. 
Arquivar 
Concluso ao Juiz 
Sentença 
proferida em 
audiência ou em 
05 dias. (art. 
161 § 2º - 
ECA).
 
51 
 
 C 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 N S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aguardar manifestação das partes 
(art. 198, VIII, ECA). 
Retornando cumprir o 
acórdão 
Retratou-se 
Arquivar 
Remeter os autos à superior 
instância, em 24h (art. 198, VIII, 
ECA) 2ª Instância. 
Juízo de retratação 
(05 dias) (art. 198, 
VII, ECA). 
Houve 
manifestação 
Remeter a 2ª 
Instância 
Retornando 
cumprir 
acórdão 
Sentencia 
novamente 
 
52 
 
 
12 - PROCEDIMENTOS DA AÇAO AÇÃO DE SUSPENSÃO E PERDA DE 
PÁTRIO PODER (art. 155- ECA) 
Conceito: A destituição (perda) de pátrio poder é solução nos casos em que 
menores correm risco de vida, por negligência dos pais, porque atinge em 
cheio o pátrio poder. Assim, deve ser utilizada apenas em casos muito 
especiais, apenas quando não se encontrar solução consensual, adequada e 
fiscalizada pelo Poder Público, para controlar o conflito entre os detentores do 
pátrio poder e o filho. 
 
art. 155 -ECA - O procedimento para a perda ou a suspensão do pátrio poder 
terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo 
interesse. 
Verifica-se, ainda, a obrigatoriedade de participação do Ministério Público nos 
processos em que se discute pátrio poder (art. 82, II, CPC). 
 
1 - Da Inicial: 
A petição inicial indicará: 
I - a autoridade judiciária a que for dirigida; 
II - o nome, o estado civil, a profissão e a residência do requerente e do 
requerido, dispensada a qualificação em se tratando de pedido formulado por 
representante do Ministério Público; 
III - a exposição sumária do fato e o pedido; 
IV - as provas que serão produzidas, oferecendo, desde logo, o rol de 
testemunhas e documentos. 
 
2 - Despacho inicial 
Se houver Pedido de liminar 
 
53 
3 - Se concedeu liminar: 
art. 157 – ECA - Havendo motivo grave, poderá a autoridade judiciária, ouvido 
o Ministério Público, decretar a suspensão do pátrio poder, liminar ou 
incidentalmente, até o julgamento definitivo da causa, ficando a criança ou 
adolescente confiado a pessoa idônea, mediante termo de responsabilidade. 
 
4 - Da Citação: 
art. 158 – ECA - O requerido será citado para, no prazo de dez dias, oferecer 
resposta escrita, indicando as provas a serem produzidas e oferecendo desde 
logo o rol de testemunhas e documentos. 
 
5 - Prazo para a resposta do requerido: 
10 (dez) dias 
 
6 – Da nomeação de Defensor dativo (se o réu não possuir condições 
financeiras),Art. 159 – ECA - Se o requerido não tiver possibilidade de 
constituir advogado, sem prejuízo do próprio sustento e de sua família, poderá 
requerer, em cartório, que lhe seja nomeado dativo, ao qual incumbirá a 
apresentação de resposta, contando-se o prazo a partir da intimação do 
despacho de nomeação. 
 
7 - Do estudo psicossocial: 
A requerimento de qualquer das partes, do Ministério Público, ou de ofício, a 
autoridade judiciária poderá determinar a realização de estudo social ou, se 
possível, de perícia por equipe interprofissional. 
 
8 - Vista ao MP: 
4.8.5.1 - CNGC - Quando for ordenada a realização de estudo social ou perícia 
por equipe interprofissional, assim que apresentado o resultado, será dada 
vista dos autos, em seqüência, à parte requerente, à parte requerida e ao 
 
54 
Ministério Público, para manifestação em cinco dias, se outro prazo não for 
fixado pelo juiz. 
 
9 - Se for citado e contestar: 
– Certificar tempestividade e encaminhar ao MP, (Prov. 53/2007CNGC -1.5.2). 
10 - Prazo para contestar: 10 (dez) dias. 
art. 161 – ECA - Não sendo contestado o pedido, a autoridade judiciária dará 
vista dos autos do Ministério Público, por cinco dias, salvo quando este for o 
requerente, decidindo em igual prazo. 
 
11 - Se não for citado: 
Enviar ao Juiz para determinar citação por edital (art. 158 - Parágrafo único - 
ECA). (Deverão ser esgotados todos os meios para a citação pessoal) 
 
12 - Concluso ao Juiz para nomear curador (Art. 159 – ECA) 
Intimar curador. 
 
13 - Se for citado e não houver contestação: 
art. 161 – ECA - Não sendo contestado o pedido, a autoridade judiciária dará 
vista dos autos ao Ministério Público, por cinco dias, salvo quando este for o 
requerente, decidindo em igual prazo. 
 
14 - Se for citado e houver contestação: 
art. 162 - ECA - Apresentada a resposta, a autoridade judiciária dará vista dos 
autos ao Ministério Público, por cinco dias, salvo quando este for o requerente, 
designando, desde logo, audiência de instrução e julgamento. 
 
15 - Da audiência de instrução: 
art. 162 § 2º - ECA - Na audiência, presentes as partes e o Ministério Público, 
serão ouvidas as testemunhas, colhendo-se oralmente o parecer técnico, salvo 
quando apresentado por escrito, manifestando-se sucessivamente o 
 
55 
requerente, o requerido e o Ministério Público, pelo tempo de vinte minutos 
cada um, prorrogável por mais dez. A decisão será proferida na audiência, 
podendo a autoridade judiciária, excepcionalmente, designar data para sua 
leitura no prazo máximo de cinco dias. 
 
 
16 - Da Sentença: 
Aguardar o decurso do prazo recursal 
Em caso de procedência inscrever Publicar, registrar. 
 
17 - Prazo para o trânsito em julgado: 
10 (dez) dias 
 
18 - Não Havendo recurso: 
 Da sentença que decretar a perda ou a suspensão do pátrio poder será 
averbada à margem do registro de nascimento da criança ou adolescente. 
 
19 - Havendo Recurso: 
Juntar as razões 
Certificar a tempestividade 
 
20 - Certidão de Impulsionamento: 
Intimar o recorrido para contra-razões (CNGC – 3.17,2 – Prov. 53/2007). 
 
21 - Concluso ao Juiz: 
Retratação do Juízo, prazo 05 (cinco) dias (art. 198, VII ECA)VII - antes de 
determinar a remessa dos autos à superior instância, no caso de apelação, ou 
do instrumento, no caso de agravo, a autoridade judiciária proferirá despacho 
fundamentado, mantendo ou reformando a decisão, no prazo de cinco dias; 
 
22 - Se houve retratação 
 
56 
Sentencia novamente 
Intima as partes 
Aguarda manifestação das partes (art. 198, VIII ECA) 
 
23 - Se houver manifestação 
CUMPRIR DECISÃO 
Arquivar 
24 - Se não houve retratação 
Remeter os autos à superior instância, em 24horas (art. 198, VIII ECA). 
Mantida a decisão apelada ou agravada, serão remetidos os autos ou o 
instrumento à superior instância dentro de vinte e quatro horas, 
independentemente de novo pedido do recorrente; se a reformar, a remessa 
dos autos dependerá de pedido expresso da parte interessada ou do Ministério 
Público, no prazo de cinco dias, contados da intimação. 
 
25 – Retornando, cumprir o acórdão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
13 - PROCEDIMENTO DA AÇÃO DE MEDIDA PROTETIVA (art. 98 – ECA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A 
 
Da inicial: A Medida Protetiva a ser aplicada à 
criança será pelo Conselho Tutelar mediante de 
procedimento próprio em que o Ministério 
Público ajuizará a ação na Vara da Infância e 
Juventude.
Concluso ao Juiz
Abrigamento (no caso de Destituição 
de Pátrio Poder) 
A citação do (s) genitor (es) para apresentar, querendo, defesa 
no prazo legal; de 10 dias, conforme o (art. 158 - ECA). 
Aplicação das medidas, (art. 100 Art. 102- ECA). 
Designação de audiência de Admoestação. 
Estudo Social: A autoridade judiciária, de ofício 
ou a requerimento do Ministério Público, 
determinará a realização de estudo social por 
equipe interprofissional, decidindo sobre a 
concessão de Destituição de Pátrio Poder.
Vistas ao MP
Sentença 
 
58 
 A 
 
 
 
 S N 
 
 
 N S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 B 
Certificar tempestividade 
Intimar para as contra-
razões ( CNGC - 3.17.2 
– Prov. 53/2007). 
 
Arquivar. 
 
Enviar ao 
Juiz 
Juízo de 
retratação (05 
dias). 
 
Destituiu do Pátrio Poder? 
Intima 
Aguardar o trânsito em Julgado. 
 
Houve 
Recurso? 
Será dado cumprimento, com a 
inclusão do nome da criança ou 
adolescente no cadastro de 
adoção, 
para fins de colocação junto a 
casal habilitado para adoção ou 
junto a 
interessados com vínculo de 
parentesco, afinidade e/ou 
afetividade. Havendo 
interessados na adoção, a 
criança será 
colocada em família substituta e 
desligada do abrigo. 
 
59 
 B 
 S N 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Retratou-se? 
Mandar remeter os autos à 
superior Instância em 24h 
(art. 198, VIII, ECA). 
 
Houve manifestação 
pela subida dos autos? 
Sentencia 
novamente. 
Remeter a 2ª 
Instância. 
Retornando, 
cumprir o 
acórdão. 
 
Cumprir 
decisão. 
 
Arquivar. 
 
Remeter a 2ª Instância. 
Retornando, 
cumprir o 
acórdão. 
Aguardar a 
manifestação 
das partes 
(art. 198VIII, 
ECA). 
 
60 
14 - PROCEDIMENTO DA AÇÃO DE MEDIDA PROTETIVA (art. 98 – ECA) 
 
Conceito: Medida aplicada quando for constatado que os direitos à criança e 
ao adolescente forem ameaçados. 
Art. 98 Art. 102- ECA - As medidas de proteção à criança e ao adolescente são 
aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou 
violados: 
I - por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; 
II - por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável; 
III - em razão de sua conduta. 
As medidas de proteção podem ser aplicadas: 
1. Isolada; 
2. Cumulativamente; 
3. Substituídas a qualquer tempo (Art. 99 – ECA). 
1 - Da inicial: 
A Medida Protetiva a ser aplicada à criança, o será pelo Conselho Tutelar 
mediante de procedimento próprio em que o Ministério Público ajuizará a ação 
na Vara da Infância e Juventude. 
O pedido inicial deverá conter: 
I) - Pedido liminar da suspensão do Poder Familiar; 
II) - A aplicação das medidas de proteção para os menores descritos no (art. 
101); 
 
61 
III) - A citaçãodo (s) genitor (es) para apresentar, querendo, defesa no prazo 
legal; de 10 dias, conforme o (art. 158 do ECA); 
IV) - Nomeação de defensor dativo (art. 159 do ECA); 
V) - Requerer a aplicação da medida de proteção aos pais 
descritos no (art. 129 – ECA); 
VI) - A designação de audiência para oitiva do (s) genitor (es), das 
testemunhas; 
VII) - Que (os) menores sejam ouvidos; 
VIII) - Sejam requisitadas as certidões de nascimento do (s) menores ao 
cartório (art. 160 do ECA); 
IX) - Ou determinada à lavratura do registro de nascimento sendo o caso de 
algum não possuir; 
X) -O caso seja acompanhado de uma assistente social, tanto no que se refere 
ao (s) genitor (es), quanto ao (s) menor (es); 
XI) - A inserção em programa social para família; 
XII) - A realização de estudo psicossocial do presente caso por Equipe Técnica; 
XIII) - A suspensão do Poder Familiar da requerida. 
2 - Da decisão/Citação: 
 O requerido será citado para, no prazo de dez dias, oferecer resposta escrita, 
indicando as provas a serem produzidas e oferecendo desde logo o rol de 
testemunhas e documentos conforme o (art. 158 - ECA). 
Art. 100 Art. 102- ECA - Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as 
necessidades pedagógicas, preferindo-se aquelas que visem ao fortalecimento 
dos vínculos familiares e comunitários. 
 
 
 
62 
3 - Da Audiência de Admoestação: 
Art. 101 Art. 102 - ECA - Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 
98, a autoridade competente poderá determinar, dentre outras, as seguintes 
medidas: 
I - encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de 
responsabilidade; 
II - orientação, apoio e acompanhamento temporários; 
III - matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino 
fundamental; 
IV - inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança 
e ao adolescente; 
V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime 
hospitalar ou ambulatorial; 
VI - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e 
tratamento a alcoólatras e toxicômanos; 
VII - abrigo em entidade; 
VIII - colocação em família substituta. 
Cabe ao conselho Tutelar aplicá-las. 
4 - DO ABRIGAMENTO (no caso de Destituição de Pátrio Poder): 
Art. 101 – ECA - Parágrafo único. O abrigo é medida provisória e excepcional, 
utilizável como forma de transição para a colocação em família substituta, não 
implicando privação de liberdade. 
 
63 
Art. 102- ECA - As medidas de proteção de que trata este Capítulo serão 
acompanhadas da regularização do registro civil. 
§ 1º. Verificada a inexistência de registro anterior, o assento de nascimento da 
criança ou adolescente será feito à vista dos elementos disponíveis, mediante 
requisição da autoridade judiciária. 
§ 2º. Os registros e certidões necessárias à regularização de que trata este 
artigo são isentos de multas, custas e emolumentos, gozando de absoluta 
prioridade. 
5 - Do Estudo Psicossocial: 
A autoridade judiciária, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, 
determinará a realização de estudo social por equipe interprofissional, 
decidindo sobre a concessão de Destituição de Pátrio Poder. 
 
6 - Da Vista ao MP: 
Juntado o relatório da equipe interprofissional, será dada vista ao MP. 
 
7 - Da Sentença: 
 
Sem suspensão de Pátrio Poder, o Juiz determinará aos pais o cumprimento 
das Medidas impostas pelo Juízo; caso não cumpram o determinado, será 
aplicada multa administrativa (art. 249 – ECA). 
8 - Da Multa: 
Art. 249. Descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao pátrio 
poder ou decorrente de tutela ou guarda, bem assim determinação da 
autoridade judiciária ou Conselho Tutelar: 
Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em 
caso de reincidência. 
 
 
64 
9 - Arquiva. 
 
10- DA SENTENÇA DEFERINDO A DESTITUIÇÃO DE PÁTRIO PODER. 
 
11 - Do Recurso: 
Se houve recurso 
Certidão de Impulsionamento - intimar a parte contrária para as contra-
razões (CNGC item 3.17.2 - Prov. 53/2007). 
 
12 - Concluso ao Juiz: 
Retratação (05 dias), (art. 198, VII, ECA). 
13 - Retratou-se? 
Sentencia novamente 
Intimar 
Aguardar a manifestação das partes (art. 198, VIII, ECA). 
 
14 - Não houve manifestação: 
 Pela subida – certificar o trânsito em julgado – cumprir decisão – Arquivar 
 
15 - Houve manifestação: 
Pela subida – remeter a 2ª instância 
Retornando, cumprir o acórdão. 
Mantida a sentença, será dado cumprimento, com a inclusão do nome da 
criança ou adolescente no cadastro de adoção, para fins de colocação junto a 
casal habilitado para adoção ou junto à interessados com vínculo de 
parentesco, afinidade e/ou afetividade. Havendo interessados na adoção, a 
criança será colocada em família substituta e desligada do abrigo. No caso de 
inexistência de interessados, após consultado o cadastro local, e estadual, a 
colocação em família substituta será buscada mediante da adoção 
internacional. 
 
16 - Arquiva. 
 
65 
15 - AÇÃO DE GUARA (art. 33 e 34 - ECA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 N S 
 A A 
 
Pedido inicial 
Vista ao MP - Impulsionamento por 
certidão (Prov. 53/2007). (art. 168- ECA). 
Quando 
proposta pelo 
MP 
Decisão Interlocutória 
Citação e 
Guarda Provisória 
Requerente 
assinar Termo 
de 
Compromisso 
(art. 32 – ECA).
Estudo psicossocial 
(art. 167 – ECA). 
Diligências 
Audiência 
Memoriais Debates Orais 
Sentença 
Houve Recurso 
 
66 
 A A 
 
 
 
 
 
 N S 
 
 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 N S 
 
 
 
 
Certificar tempestividade 
Intimar o recorrido para as 
contra-razões (3.17.2 - CNGC). 
 
Retratou-se 
Arquivar 
 
Mandar remeter os autos à superior 
instância em 24h (art. 198, VIII, ECA) 
2ª Instância. 
 
Termo de compromisso 
Definitivo 
Juízo de retratação 
(05 dias) (art. 198, 
VII, ECA). 
Remeter os autos à superior 
instância 
Houve 
manifestação 
Remeter a 2ª 
Instância Retornando 
cumprir 
acórdão 
Certificar tempestividade - Concluso 
ao Juiz 
Arquivar 
Sentencia 
novamente 
 
 Arquivar 
 
Recurso foi recebido 
 
Retornando 
cumprir 
acórdão 
Aguardar manifestação das partes 
(art. 198, VIII, ECA). 
 
67 
16 - PROCEDIMENTO DE AÇÃO DE GUARDA (art. 33 e 34 - ECA) 
art. 33 – ECA - A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e 
educacional à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de 
opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
 
1 - Pedido Inicial: 
O requerente distribuirá a Ação de Pedido de Guarda 
 
2 - Vista ao MP (quando a ação não for proposta pelo MP): 
Impulsionar os autos por Certidão (Prov. 53/2007). 
 
3 - Despacho Inicial: 
Decisão Interlocutória, deferindo a guarda provisória e determinando a citação 
do(o) requerido (a). 
art. 33 § 1º– ECA - A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo 
ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos procedimentos de tutela e 
adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. 
 
4 - Termo de Compromisso: 
art. 32 – ECA - Ao assumir a guarda ou a tutela, o responsável prestará 
compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo, mediante termos 
nos autos. 
 
5 - Estudo Psicossocial: 
art. 167 – ECA - A autoridade judiciária, de ofício ou a requerimento das partes 
ou do MinistérioPúblico, determinará a realização de estudo social ou, se 
possível, perícia por equipe interprofissional, decidindo sobre a concessão de 
guarda provisória, bem como, no caso de adoção, sobre o estágio de 
convivência. 
 
68 
6 – Vista ao MP: 
art. 168 – ECA - Apresentado o relatório social ou o laudo pericial, e ouvida, 
sempre que possível, a criança ou o adolescente, dar-se-á vista dos autos ao 
Ministério Público, pelo prazo de cinco dias, decidindo a autoridade judiciária 
em igual prazo. 
 
art. 35 – ECA - A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato 
judicial fundamentado, ouvido o Ministério Público. 
 
7 – Audiência: 
art. 33 § 2º - ECA - Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos 
de tutela e adoção, para atender a situações peculiares ou suprir a falta 
eventual dos pais ou responsável, podendo ser deferido o direito de 
representação para a prática de atos determinados. 
 
art. 33 § 3º - ECA - A guarda confere à criança ou ao adolescente a condição 
de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive 
previdenciários. 
art. 34. O Poder Público estimulará, através de assistência jurídica, incentivos 
fiscais e subsídios, o acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou 
adolescente órfão ou abandonado. 
 
8 – Sentença: 
art. 170– ECA - Concedida a guarda ou a tutela, observar-se-á o disposto no 
art. 32, e, quanto à adoção, o contido no art. 47. 
 
art. 169 – ECA - Parágrafo único. A perda ou a modificação da guarda poderá 
ser decretada nos mesmos autos do procedimento, observado o disposto no 
art. 35. 
 
 
69 
art. 35- ECA - A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato 
judicial fundamentado, ouvido o Ministério Público. 
9 - Arquiva 
GUARDA COMPARTILHADA 
 
CONCEITO: 
A expressão guarda deriva do alemão wargem, do inglês warden e do francês 
garde, podendo ser interpretada de forma genérica para expressar vigilância, 
proteção, segurança, um direito-dever que os pais ou um dos pais estão 
incumbidos de exercer em favor de seus filhos. 
A expressão guarda, instituto altamente ligado ao pátrio poder, conforme se vê 
pelos art. 384, II do CC e 21 e 22 do ECA, nos remete a uma forte idéia de 
posse do menor, em virtude do art. 33, § 1º do ECA. 
 
Por guarda compartilhada, também identificada por guarda conjunta (joint 
custody, no direito anglo-saxão), entende-se um sistema onde os filhos de pais 
separados permanecem sob a autoridade equivalente de ambos os genitores, 
que vêm a tomar em conjunto decisões importantes quanto ao seu bem estar, 
educação e criação. 
 
Por guarda compartilhada, entende-se um sistema onde os filhos de pais 
separados permanecem sob a autoridade equivalente de ambos os pais, que 
continuam a tomar as importantes decisões na criação de seus filhos 
conjuntamente, buscando-se assemelhar o tanto quanto possível as relações 
pré e pós-separação, ainda que o menor fique sob a guarda física de apenas 
um dos pais; 
Não se deve confundir o conceito de guarda compartilhada com os de guarda 
alternada (divisão eqüitativa do tempo com os filhos, entre os cônjuges), 
aninhamento (os pais é que mudam-se para a mesma casa dos filhos, 
periodicamente), e a tradicional guarda dividida (sistema de visitação); 
 
70 
O compartilhamento da guarda não necessariamente implica na partição da 
guarda física, devido à preocupação de se evitarem prejuízos à saúde 
emocional e mental do menor; 
A guarda compartilhada consiste na responsabilidade tanto do pai como da 
mãe sobre as atividades diárias do filho, que passa a ter duas casas, sendo 
que esse filho permanecerá um tempo na casa de um e na seqüência na casa 
do outro, isso tudo a ser determinado em comum acordo pelo casal. 
 
"A guarda compartilhada de filhos menores, é o instituto que visa a 
participação em nível de igualdade dos genitores nas decisões que se 
relacionam aos filhos, é a contribuição justa dos pais, na educação e formação, 
saúde moral e espiritual dos filhos, até que estes atinjam a capacidade plena, 
em caso de ruptura da sociedade familiar, sem detrimento, ou privilégio de 
nenhuma das partes. (...) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
17 - DESTITUIÇÃO DA TUTELA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Petição Inicial (art. 165, ECA). 
 
Vista ao MP para o parecer 
Decisão 
Interlocutória 
 
Quando proposta pelo 
MP 
 
Estudo 
Psicossocial 
 
Diligências 
 
Audiência 
 
Memoriais 
 
Debates Orais 
 
Sentença 
 
72 
DESTITUIÇÃO DA TUTELA 
Conceito: 
 Instituto de caráter assistencial que tem por escopo substituir o pátrio poder. 
Protege o menor não emancipado e seus bens, se seus pais falecerem ou 
forem suspensos ou destituídos do poder paternal, dando-lhe assistência e 
representação na órbita jurídica, ao investir pessoa idônea (tutor) nos poderes 
imprescindíveis para tanto. A tutela é, portanto, um complexo de direitos e 
obrigações conferido pela lei a um terceiro, para que administre os bens e 
proteja a pessoa de menor que não se ache sob pátrio poder (DINIOZ, Maria 
Helena. Dicionário Jurídico. V.4, p 650) 
 
art. 164 – ECA - Na destituição da tutela, observar-se-á o procedimento para a 
remoção de tutor previsto na lei processual civil e, no que couber, o disposto 
na seção anterior. 
DA COLOCAÇÃO EM FAMÍLIA SUBSTITUTA 
1 - Do Pedido Inicial: 
art. 165 – ECA - São requisitos para a concessão de pedidos de colocação em 
família substituta: 
I - qualificação completa do requerente e de seu eventual cônjuge, ou 
companheiro, com expressa anuência deste; 
II - indicação de eventual parentesco do requerente e de seu cônjuge, ou 
companheiro, com a criança ou adolescente, especificando se tem ou não 
parente vivo; 
III - qualificação completa da criança ou adolescente e de seus pais, se 
conhecidos; 
IV - indicação do cartório onde foi inscrito nascimento, anexando, se possível, 
uma cópia da respectiva certidão; 
 
73 
V - declaração sobre a existência de bens, direitos ou rendimentos relativos à 
criança ou ao adolescente. 
Parágrafo único. Em se tratando de adoção, observar-se-ão também os 
requisitos específicos. 
 
art. 166 – ECA -. Se os pais forem falecidos, tiverem sido destituídos ou 
suspensos do pátrio poder, ou houverem aderido expressamente ao pedido de 
colocação em família substituta, este poderá ser formulado diretamente em 
cartório, em petição assinada pelos próprios requerentes. 
 
2 - Da Audiência: 
art. 166 – ECA - Parágrafo único. Na hipótese de concordância dos pais, eles 
serão ouvidos pela autoridade judiciária e pelo representante do Ministério 
Público, tomando-se por termo as declarações. 
 
 
3 - Do Estudo Social: 
art. 167 – ECA - A autoridade judiciária, de ofício ou a requerimento das partes 
ou do Ministério Público, determinará a realização de estudo social ou, se 
possível, perícia por equipe interprofissional, decidindo sobre a concessão de 
guarda provisória, bem como, no caso de adoção, sobre o estágio de 
convivência. 
 
4 - Vistas ao MP: 
art. 168 – ECA - Apresentado o relatório social ou o laudo pericial, e ouvida, 
sempre que possível, a criança ou o adolescente, dar-se-á vista dos autos ao 
Ministério Público, pelo prazo de cinco dias, decidindo a autoridade judiciária 
em igual prazo. 
 
art. 169– ECA - Nas hipóteses em que a destituição da tutela, a perda ou a 
suspensão do pátrio poder constituir pressuposto lógico da medida principal de 
 
74 
colocaçãoem família substituta, será observado o procedimento contraditório 
previsto nas seções II e III deste Capítulo. 
 
art. 169 – ECA - Parágrafo único. A perda ou a modificação da guarda poderá 
ser decretada nos mesmos autos do procedimento, observado o disposto no 
art. 35. 
 
art. 35- ECA - A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato 
judicial fundamentado, ouvido o Ministério Público. 
 
art. 170– ECA - Concedida a guarda ou a tutela observar-se-á o disposto no 
art. 32, e, quando à adoção, o contido no art. 47. 
 
5 - Termo de Compromisso: 
art. 32 – ECA - Ao assumir a guarda ou a tutela, o responsável prestará 
compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo, mediante termos 
nos autos. 
 
6 – Sentença: 
art. 170 – ECA - Concedida a guarda ou a tutela, observar-se-á o disposto no 
art. 32, e, quando à adoção, o contido no art. 47. 
7 - arquiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
75 
 
18 - ATOS INFRACIONAIS 
 
 
 
 
 
 
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 A 
 
 
Arquivamento 
Procedimento Inicial - Se, afastada a hipótese de flagrante, houver 
indícios de participação de adolescentes na prática de ato infracional, a 
autoridade policial encaminhará ao representante do Ministério Público 
relatório das investigações e demais documentos. (art. 177, ECA) 
MP oferece o 
arquivamento a remissão 
ou a representação (art. 
180, I, II e III, ECA). 
Concluso ao Juiz 
Remissão 
Representação 
Sentença 
Arquiva 
- Art. 184- ECA - Oferecida a 
representação, a autoridade 
judiciária designará audiência 
de apresentação do 
adolescente, decidindo, desde 
logo, sobre a decretação ou 
manutenção da internação, 
observado o disposto no art. 
108 e parágrafo. 
Homologa? (art. 
181, § 1º, ECA 
Recebe 
Homologa 
Discordando, a autoridade judiciária fará remessa dos autos ao 
Procurador-Geral de Justiça, mediante despacho 
fundamentado, e este oferecerá representação, designará outro 
membro do Ministério Público para apresentá-la, ou ratificará o 
arquivamento ou a remissão, que só então estará a autoridade 
judiciária obrigada a homologar. (art. 181 § 2º, ECA) 
Arquiva 
Apresentado o adolescente, o representante do Ministério Público, no mesmo dia e à vista do auto de 
apreensão, boletim de ocorrência ou relatório policial, devidamente autuados pelo cartório judicial e 
com informação sobre os antecedentes do adolescente, procederá a imediata e informalmente à sua 
oitiva e, em sendo possível, de seus pais ou responsável, vítima e testemunhas. (art. 179, ECA) 
 Se, por qualquer razão, o representante do Ministério Público não 
promover o arquivamento ou conceder a remissão, oferecerá 
representação à autoridade judiciária, propondo a instauração de 
procedimento para aplicação da medida sócio-educativa que se 
afigurar a mais adequada. (art. 182, – ECA) 
 
76 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 S N 
 
 
 
 
 B B 
Foi decretada 
internação? 
Aguardar a realização 
de audiência. 
Determinar 
liberação sob o 
termo de entrega 
Audiência de 
apresentação 
Adolescente foi
encontrado 
Determinar busca e 
apreensão (art. 184, § 
3º, ECA). 
Sobrestar o feito e 
aguardar 
Adolescente 
compareceu? 
Pais ou responsáveis 
compareceram? 
Interrogar o adolescente (art. 186, ECA) 
Nomear ou mandar intimar defensor para oferecer defesa 
prévia e arrolar testemunhas (art. 186 e 186 §§ 2º e 3º, 
ECA). 
Determinar a realização do estudo psicossocial (art. 186, 
ECA) 
Nomeação de curador 
especial (art. 184, § 2º, 
ECA) 
Requisitar 
Adolescente. 
-Notificar os pais ou 
responsáveis 
Requisitar escolta 
Designar 
audiência de 
continuação (art. 
186, § 4º - ECA) 
Realizou 
Audiência? 
Requisitar adolescente 
Requisitar escolta. 
Intimar ass. Social e 
Psicólogo. 
Diligência 
Positiva? 
 
77 
 
 
 B B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
S S 
 
 
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 S 
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 N S 
 
 
 
 
 
- Ouvir as testemunhas. 
- Manifestação oral do MP e da defesa 
(20’ + 10’) (art. 186, § 4º, ECA). 
Redesignar 
audiência. 
Proferir sentença em 
audiência. 
Sentença impôs medida 
sócio-educativa restritiva de 
liberdade? (art. 190, ECA). 
Em audiência 
- Intimar o Defensor 
- Intimar os pais 
- Intimar o adolescente se deseja 
recorrer.
Publicar e Registrar 
Sentença. 
Houve Recurso? 
O Recurso foi 
Recebido? 
Arquivar Abrir vista ao 
recorrido o para 
contra-razões. 
Devolver à Escrivania 
Aguardar decurso do 
Prazo recursal. 
Arquivar. 
Certificada a tempestividade do recurso, 
dispensado o cumprimento do disposto no 
artigo 511, do CPC. 
-Intimar a parte contrária a contra arrazoar 
-Fazer os autos conclusos. 
(CNGC -3.17.2) 
 
78 
 
 
 
 
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Juízo de 
retratação (05 
dias), (art. 198, 
VII, ECA). 
Retratou-se? 
Sentencia 
novamente. 
Remeter os 
autos à 
superior 
Instância. 
Publicar e Registrar. 
Aguardar manifestação das 
partes (art. 198 VIII, ECA). 
Houve manifestação
pela subida? 
Arquivar. Remeter a 2ª 
Instância. 
Retornando, 
cumprir o 
acórdão. 
 
79 
 
19 - PROCEDIMENTOS DE FEITOS – INFRACIONAIS 
ECA - LEI FEDERAL 8.069 DE 13.07.90 
Conceito: Ato infracional são todas aquelas condutas descritas como crime ou 
contravenção penal no Código Penal e na legislação penal (artigo 103 do ECA). 
 
art. 103 – ECA - Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou 
contravenção penal. 
 
art. 104 – ECA - São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, 
sujeitos às medidas previstas nesta Lei. 
 
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade do 
adolescente à data do fato. 
 
art. 105 – ECA - Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as 
medidas previstas no art. 101. 
 
1 - Da Apreensão: 
art. 172. – ECA - O adolescente apreendido em flagrante de ato infracional 
será, desde logo, encaminhado à autoridade policial competente. 
 
Parágrafo único. Havendo repartição policial especializada para atendimento de 
adolescente e em se tratando de ato infracional praticado em co-autoria com 
maior, prevalecerá a atribuição de repartição especializada, que, após as 
providências necessárias e conforme o caso encaminhará o aolescente à 
repartição policial própria. 
 
2 – Sindicância 
 
80 
- Oriunda da Delegacia. 
- Juntada de certidão de antecedentes de atos infracionais, fornecida pelo 
próprio Cartório Distribuidor. 
- Certidão de recebimento de armas e objetos apreendidos. 
 
3 - Vistas ao MP: 
art. 180 – ECA - O representante do Ministério Público poderá: 
I - promover o arquivamento dos autos; 
II - conceder a remissão; 
III - representar à autoridade judiciária para aplicação de medida sócio-
educativa. 
 
art. 126 – ECA - Antes de iniciado o procedimento judicial para apuração de 
ato infracional, o representante do Ministério Público poderá conceder a 
remissão, como forma de exclusão do processo,atendendo às circunstâncias e 
conseqüências do fato, ao contexto social, bem como à personalidade do 
adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. 
Parágrafo único. Iniciado o procedimento, a concessão da remissão pela 
autoridade judiciária importará na suspensão ou extinção do processo. 
 
art. 127– ECA - A remissão não implica necessariamente o reconhecimento ou 
comprovação da responsabilidade, nem prevalece para efeito de antecedentes, 
podendo incluir eventualmente a aplicação de qualquer das medidas previstas 
em lei, exceto a colocação em regime de semi-liberdade e a internação. 
 
art. 128– ECA - A medida aplicada por força da remissão poderá ser revista 
judicialmente, a qualquer tempo, mediante pedido expresso do adolescente ou 
de seu representante legal, ou do Ministério Público. 
 
art. 181– ECA - Promovido o arquivamento dos autos ou concedida a remissão 
pelo representante do Ministério Público, mediante termo fundamentado, que 
 
81 
conterá o resumo dos fatos, os autos serão conclusos à autoridade judiciária 
para homologação. 
 
 
4 – Despacho/decisão: 
- No caso do art. 181, ECA, os autos serão enviados à autoridade judiciária 
para homologação do arquivamento ou da remissão. 
 
 - Sentença Homologando arquivamento dos autos: 
- Arquivar 
 
5 - Prazos para promover o arquivamento: 
- Após, Ciência do Ministério Público. 
- Prazo de 10 (dez) dias depois da ciência do Ministério Público 
- No caso de advogado constituído o prazo é de 10 (dez) dias. 
 
art. 182– ECA - Se, por qualquer razão, o representante do Ministério Público 
não promover o arquivamento ou conceder a remissão, oferecerá 
representação à autoridade judiciária, propondo a instauração de procedimento 
para aplicação da medida sócio-educativa que se afigurar a mais adequada. 
§ 1º. A representação será oferecida por petição, que conterá o breve resumo 
dos fatos e a classificação do ato infracional e, quando necessário, o rol de 
testemunhas, podendo ser deduzida oralmente, em sessão diária instalada 
pela autoridade judiciária. 
§ 2º. A representação independe de prova pré-constituída da autoria e 
materialidade. 
 
- No caso do art. 182, ECA a será remetido os autos de sindicância ao cartório 
distribuidor, para baixa da sindicância e devida distribuição do ato infracional. 
- Devolvidos os autos pelo distribuidor, será procedido a baixa da sindicância 
no Sistema Apolo e no livro de registro e anotação no livro devido. 
 
82 
- Será registrando em livro próprio (Registro de atos infracionais), bem como 
autuação, colocando a capa, a representação e os autos de sindicância 
enumerando. 
- Após, carga, conclusão ao Juiz para recebimento de representação e 
designação de audiência da apresentação, decidindo desde logo sobre a 
decretação ou manutenção da internação. 
6 - Oferecimento de Representação: 
- No caso do artigo 182, ECA. 
- A representação será oferecida por petição, que conterá o breve resumo dos 
fatos e a classificação do ato infracional e, quando necessário, o rol de 
testemunhas, podendo ser deduzida oralmente, em sessão diária instalada 
pela autoridade judiciária. 
- 
4.8.21.1 - Sendo oferecida a Representação, os autos serão remetidos ao 
Cartório Distribuidor para as anotações de praxe e, se necessário, conforme o 
caso, as exclusões pertinentes. A distribuição independe de qualquer 
recolhimento. 
 - Remeter os autos de sindicância ao cartório distribuidor, para a baixa da 
sindicância e devida distribuição do ato infracional. 
- Devolvidos os autos pelo distribuidor, proceder a baixa da sindicância no 
sistema Apolo e no livro de registro e anotação no livro devido. 
- Colocar a capa, a representação e os autos de sindicância, permanecendo a 
mesma numeração (o que mudará é o tipo do ato infracional no cadastro). 
- Sendo imediatamente encaminhada ao juiz para a designação da audiência 
de apresentação do adolescente e decisão acerca de eventual necessidade de 
internação provisória, cabendo ao (à) escrivão (ã) cuidar para que o 
representado e seus pais ou responsáveis sejam cientificados do teor da 
representação e notificados a comparecerem à audiência, acompanhados de 
advogado. 
 
83 
art. 183 - ECA - O prazo máximo e improrrogável para a conclusão do 
procedimento, estando o adolescente internado provisoriamente, será de 
quarenta e cinco dias. 
 
7 - Da Audiência e Apresentação (art. 184 – ECA): 
Art. 184 - ECA Oferecida a representação, a autoridade judiciária designará 
audiência de apresentação do adolescente, decidindo, desde logo, sobre a 
decretação ou manutenção da internação, observado o disposto no art. 108 e 
parágrafo. 
 § 1º. O adolescente e seus pais ou responsável serão cientificados do teor da 
representação, e notificados a comparecer à audiência, acompanhados de 
advogado. 
§ 2º. Se os pais ou responsável não forem localizados, a autoridade judiciária 
dará curador especial ao adolescente. 
 
8 - Da Busca e apreensão: 
art. 184 - § 3º. ECA - Não sendo localizado o adolescente, a autoridade 
judiciária expedirá mandado de busca e apreensão, determinando o 
sobrestamento do feito, até a efetiva apresentação. 
 
4.8.39 - Nos procedimentos instaurados para apuração de ato infracional, nas 
hipóteses em que, oferecida a representação, não for localizado o adolescente, 
após a decretação da busca e apreensão (art. 184, § 3º, do ECA), proceder ao 
arquivamento de feitos que estejam paralisados ou suspensos, excluindo-os do 
relatório estatístico, sem baixa na distribuição (arquivo provisório). 
4.8.39.1 - Cumpridas todas as formalidades legais e determinações contidas 
na decisão,deverão os autos ser arquivados em total segredo de justiça. 
 
 
84 
Art. 184 § 4º - ECA - Estando o adolescente internado, será requisitada a sua 
apresentação, sem prejuízo da notificação dos pais ou responsável. 
Art. 186 - ECA - Comparecendo o adolescente, seus pais ou responsável, a 
autoridade judiciária procederá à oitiva dos mesmos, podendo solicitar opinião 
de profissional qualificado. 
Art. 186 § 1º - ECA - Se a autoridade judiciária entender adequada a remissão, 
ouvirá o representante do Ministério Público, proferindo decisão. 
 
4.8.28.3 - No caso de representação de adolescente que já tenha outro(s) 
procedimento(s) para apuração de ato infracional, deverão todos ser 
encaminhados ao Juiz para exame na audiência de apresentação, com o 
objetivo de realização de todos os atos 
de instrução, se possível, no mesmo dia e horário. 
 
9 - Audiência em Continuação: (art. 186 - § 4º. ECA) 
art. 186 – ECA - Comparecendo o adolescente, seus pais ou responsável, a 
autoridade judiciária procederá à oitiva dos mesmos, podendo solicitar opinião 
de profissional qualificado. 
- Na audiência em continuação, ouvidas as testemunhas arroladas na 
representação e na defesa prévia, cumpridas as diligências e juntado o 
relatório da equipe interprofissional, será dada a palavra ao representante do 
Ministério Público e ao defensor, sucessivamente, pelo tempo de vinte minutos 
para cada um, prorrogável por mais dez, a critério da autoridade judiciária, 
que em seguida proferirá decisão. 
ART. 186 § 1º - ECA - Se a autoridade judiciária entender adequada a 
remissão, ouvirá o representante do Ministério Público, proferindo decisão. 
10- Sentença Homologando Remissão (art. 181, § 1º, ECA): 
 
85 
Art. 188 – ECA - A remissão, como forma de extinção ou suspensão do 
processo, poderá ser aplicada em qualquer fase do procedimento, antes da 
sentença. 
art. 189 – ECA - A autoridade judiciária não aplicará qualquer medida, desde 
que reconheçana sentença: 
I - estar provada a inexistência do fato; 
II - não haver prova da existência do fato; 
III - não constituir o fato ato infracional; 
IV - não existir prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional. 
Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, estando o adolescente internado, 
será imediatamente colocado em liberdade. 
art. 190 – ECA - A intimação da sentença que aplicar medida de internação ou 
regime de semi-liberdade será feita: 
I - ao adolescente e ao seu defensor; 
II - quando não for encontrado o adolescente, a seus pais ou responsável, sem 
prejuízo do defensor. 
§ 1º. Sendo outra a medida aplicada, a intimação far-se-á unicamente na 
pessoa do defensor. 
§ 2º. Recaindo a intimação na pessoa do adolescente, deverá este manifestar 
se deseja ou não recorrer da sentença. 
 
11- Sentença com aplicação de medida de internação ou em regime de 
semiliberdade- (art. 186 – ECA): 
art. 186 – ECA - § 2º. Sendo o fato grave, passível de aplicação de medida de 
internação ou colocação em regime de semi-liberdade, a autoridade judiciária, 
verificando que o adolescente não possui advogado constituído, nomeará 
defensor, designando, desde logo, audiência em continuação, podendo 
determinar a realização de diligências e estudo do caso. 
 
86 
- Expedição de mandado de intimação ao adolescente e ao seu defensor 
(devendo constar no mandado que o adolescente deverá se manifestar se 
deseja ou não recorrer da sentença). 
 
12 - Audiência Apresentação: 
Expedição de mandado de citação e notificação ao adolescente e seus 
genitores ou responsáveis. 
 
Advertência: 
art. 115 – ECA - A advertência consistirá em admoestação verbal, que será 
reduzida a termo e assinada. 
art. 116 - ECA - Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a 
autoridade poderá determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a 
coisa, promova o ressarcimento do dano, ou, por outra forma, compense o 
prejuízo da vítima. 
Parágrafo único. Havendo manifesta impossibilidade, a medida poderá ser 
substituída por outra adequada. 
13 - Da condução coercitiva: 
art. 187 – ECA- Se o adolescente, devidamente notificado, não comparecer, 
injustificadamente, à audiência de apresentação, à autoridade judiciária 
designará nova data, determinando sua condução coercitiva. 
 
art. 188 – ECA- A remissão, como forma de extinção ou suspensão do 
processo, poderá ser aplicada em qualquer fase do procedimento, antes da 
sentença. 
 
art. 189 – ECA- A autoridade judiciária não aplicará qualquer medida, desde 
que reconheça na sentença: 
I - estar provada a inexistência do fato; 
II - não haver prova da existência do fato; 
III - não constituir o fato ato infracional; 
 
87 
IV - não existir prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional. 
Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, estando o adolescente internado, 
será imediatamente colocado em liberdade. 
art. 190 – ECA- A intimação da sentença que aplicar medida de internação ou 
regime de semi-liberdade será feita: 
I - ao adolescente e ao seu defensor; 
II - quando não for encontrado o adolescente, a seus pais ou responsável, sem 
prejuízo do defensor. 
§ 1º. Sendo outra a medida aplicada, a intimação far-se-á unicamente na 
pessoa do defensor. 
§ 2º. Recaindo a intimação na pessoa do adolescente, deverá este manifestar 
se deseja ou não recorrer da sentença. 
- Ciência do Ministério Público e Defensoria Pública (esta, quando não houver 
advogado constituído nos autos). 
- 
 
14 - Apresentação de Memoriais: 
- Caso não seja proferida a sentença em audiência, o Juiz abrirá prazo para as 
partes apresentarem memoriais, devendo a Secretaria proceder à intimação do 
Ministério Público e o defensor do adolescente para apresentação. Com a 
juntada dos memoriais, o feito será remetido ao Juiz, para prolação de 
sentença. 
 
15 - Prolatada a sentença: 
 - Publicação e Registro de sentença (seguir normas adotadas). 
 - Intimação do Ministério Público e do advogado constituído ou defensor 
nomeado do adolescente. 
 - Intimação do adolescente e de seus pais ou responsáveis. 
 
 16 - Sentença aplicando medida sócio-educativa: 
 
88 
- Após todos intimados da sentença, e vencido o prazo para interposição de 
recurso, deverá ser expedida guia de execução de medida (seja de Liberdade 
Assistida, Prestação de serviço à comunidade ou de internação, o que só não 
será feito quando houver sentença suspendendo os autos até o término da 
medida). 
- 
17 - Da Liberdade assistida: 
art. 118 – ECA - A liberdade assistida será adotada sempre que se afigurar a 
medida mais adequada para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o 
adolescente. 
§ 1º. A autoridade designará pessoa capacitada para acompanhar o caso, a 
qual poderá ser recomendada por entidade ou programa de atendimento. 
§ 2º. A liberdade assistida será fixada pelo prazo mínimo de seis meses, 
podendo a qualquer tempo ser prorrogada, revogada ou substituída por outra 
medida, ouvido o orientador, o Ministério Público e o defensor. 
art. 119 – ECA - Incumbe ao orientador, com o apoio e a supervisão da 
autoridade competente, a realização dos seguintes encargos, entre outros: 
I) - promover socialmente o adolescente e sua família, fornecendo-lhes 
orientação e inserindo-os, se necessário, em programa oficial ou comunitário 
de auxílio e assistência social; 
II) - supervisionar a freqüência e o aproveitamento escolar do adolescente, 
promovendo, inclusive, sua matrícula; 
III) - diligenciar no sentido da profissionalização do adolescente e de sua 
inserção no mercado de trabalho; 
IV - apresentar relatório do caso. 
 
 
18 - Da Aplicação de Medidas: 
art. 112 – ECA- Verificada a prática de ato infracional, a autoridade 
competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas: 
I) - advertência; 
 
89 
II) - obrigação de reparar o dano; 
III) - prestação de serviços à comunidade; 
IV)- liberdade assistida; 
V) - inserção em regime de semi-liberdade; 
VI) - internação em estabelecimento educacional; 
VII) - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI. 
§ 1º. A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade de 
cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da infração. 
§ 2º. Em hipótese alguma e sob pretexto algum, será admitida a prestação de 
trabalho forçado. 
§ 3º. Os adolescentes portadores de doença ou deficiência mental receberão 
tratamento individual e especializado, em local adequado às suas condições. 
art. 113 – ECA- Aplica-se a este Capítulo o disposto nos art. 99 e 100. 
 
art. 114 – ECA- A imposição das medidas previstas nos incisos II a VI do art. 
112 
pressupõe a existência de provas suficientes da autoria e da materialidade da 
infração, ressalvada a hipótese de remissão, nos termos do art. 127. 
Parágrafo único. A advertência poderá ser aplicada sempre que houver prova 
da materialidade e indícios suficientes da autoria. 
Não sendo localizado o adolescente para cumprimento da sentença, expedir-
se-á mandado de busca e apreensão, com sobrestamento do feito até efetiva 
apreensão. 
DA INTERNAÇÃO 
art. 121 – ECA - A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita 
aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de 
pessoa em desenvolvimento. 
§ 1º. Será permitida a realização de atividades externas, a critério da equipe 
técnica da entidade, salvo expressa determinação judicial em contrário. 
 
90 
§ 2º. A medida não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção 
ser reavaliada, mediante decisão fundamentada, no máximo a cada seis 
meses.§3º. Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá 
a três anos. 
 
Observação: 
Cumprida a sentença ou expedida a guia para cumprimento da medida 
sócio-educativa, os autos serão remetidos ao Distribuidor para as devidas 
anotações e baixas, procedendo de igual maneira a Secretaria, com 
lançamento no sistema Apolo e no Livro de Registro de Feitos. 
 
 
 
DA AÇÃO DE REMISSÃO 
 
art. 126 – ECA - Antes de iniciado o procedimento judicial para apuração de 
ato infracional, o representante do Ministério Público poderá conceder a 
remissão, como forma de exclusão do processo, atendendo às circunstâncias e 
conseqüências do fato, ao contexto social, bem como à personalidade do 
adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. 
 
Parágrafo único. Iniciado o procedimento, a concessão da remissão pela 
autoridade judiciária importará na suspensão ou extinção do processo. 
 
art. 127 – ECA - A remissão não implica necessariamente o reconhecimento ou 
comprovação da responsabilidade, nem prevalece para efeito de antecedentes, 
podendo incluir eventualmente a aplicação de qualquer das medidas previstas 
em lei, exceto a colocação em regime de semi-liberdade e a internação. 
 
 
91 
art. 128 – ECA - A medida aplicada por força da remissão poderá ser revista 
judicialmente, a qualquer tempo, mediante pedido expresso do adolescente ou 
de seu representante legal, ou do Ministério Público. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
92 
20 - GUIA DE MEDIDA SÓCIO EDUCATIVA (art. 186 § 1º - ECA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A 
 
 
Guia - Em cada processo sentenciado com aplicação 
de medida sócio-educativa deverá 
ser extraída a correspondente guia de execução. 
(4.8.29.1- CNGC) 
Sentença 
homologatória 
 
Recurso - recebido apenas no efeito devolutivo, será 
expedida Guia de Execução de Medida Sócio-Educativa 
Provisória. 
 
Da Medida Sócio-Educativa - Aplicada 
medida sócio-educativa, será encaminhado cópia da 
Guia de Execução ao órgão de execução, instruída 
com os documentos execução, no prazo de 10 (dez) 
dias, para início do cumprimento da medida. 
 
Da Internação - Aplicada medida sócio-educativa de 
privação de liberdade, estando o adolescente em 
liberdade, será expedido o mandado de busca e 
apreensão do adolescente, com prazo para 
cumprimento. 
 
93 
 
 
 A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Do Estudo Psicossocial - Os relatórios e estudos 
apresentados pela equipe interprofissional para fins de 
progressão de medida sócio-educativa deverão ser 
juntados aos respectivos autos, para posterior conclusão ao 
Juiz. (4.8.29.2 - CNGC). 
 
Do Prazo - Decorrido o prazo, será solicitado 
informações quanto ao cumprimento da medida 
aplicada ao adolescente. 
Sentença - Sobrevindo sentença 
condenatória ou remissão concedida a 
um determinado adolescente, deverá 
ser juntar a nova Guia de Execução, 
acompanhada dos documentos 
referidos no item 2, no processo de 
execução já existente. 
 
94 
21 - PROCEDIMENTOS DE GUIA DE EXECUÇÃO DE MEDIDA SÓCIO-
EDUCATIVA (art. 186 § 1º – ECA). 
 
CONCEITO: A medida sócio-educativa não guarda caráter de expiação pelo 
crime cometido, e se diferencia da pena criminal justamente por visar 
intrinsecamente à recuperação social do infrator. 
 
1 - Do cumprimento das medidas sócio-educativas: 
4.8.29 - As sindicâncias que forem encaminhadas pelo Ministério Público, com 
proposta de concessão de remissão condicionada à aplicação de medida sócio-
educativa (art.186, § 1º, ECA), assim que homologadas pelo juiz, deverão ser 
imediatamente transformadas em executivos de medida sócio-educativa, com 
anotação na capa dos autos e no sistema Apolo. 
 
4.8.29.1 - Em cada processo sentenciado com aplicação de medida sócio-
educativa deverá ser extraída a correspondente guia de execução. Em caso de 
adolescente que tiver mais de um processo, as medidas sócio-educativas 
aplicadas devem ser unificadas em um único feito. 
 
2 - Do Recurso: 
Havendo recurso contra a decisão que aplicar medida sócio-educativa de meio 
aberto ou de privação da liberdade, recebido apenas no efeito devolutivo, será 
expedida Guia de Execução de Medida Sócio-Educativa Provisória, a ser 
instruída com os documentos indicados e com cópia da decisão prevista no art. 
198, inciso VII, do Estatuto da Criança e do Adolescente. 
 
3 - Da Guia: 
Será expedida a Guia de Execução de Medida Sócio-Educativa que deverá ser 
autuada em autos apartados como execução de medida sócio educativa, 
formada por cópias da representação, sentença, acórdão ou certidão do 
 
95 
trânsito em julgado, se houver, bem como da certidão de nascimento do 
adolescente ou de qualquer outro documento que comprove a sua idade, 
estudo social, e outras reputadas indispensáveis. 
 
4 - Da Medida Sócio-Educativa: 
Aplicada medida sócio-educativa de meio aberto, será encaminhada cópia da 
Guia de Execução ao órgão de execução, instruída com os documentos 
referidos no item 2, e providenciar-se-á a intimação do adolescente e de seus 
pais ou responsáveis legais, a fim de que compareçam ao Juízo ou órgão de 
execução, no prazo máximo de 10 (dez) dias, para início do cumprimento da 
medida. 
 
5 - Da Internação: 
Aplicada medida sócio-educativa de privação de liberdade, estando o 
adolescente em liberdade, será expedido o mandado de busca e apreensão do 
adolescente, com prazo para cumprimento. 
Apreendido, o adolescente deverá ser encaminhado ao órgão de execução, 
juntamente com cópia da Guia de Execução, instruída com os documentos 
referidos no item 2. Será certificado acerca da existência do processo de 
execução nos autos originários, juntando cópia da Guia de Execução, 
procedendo ao arquivamento destes em relação ao adolescente. 
6 - Do Prazo: 
Decorrido o prazo, serão solicitadas informações quanto ao cumprimento da 
medida aplicada ao adolescente. 
 
7 - Do Estudo Psicossocial: 
4.8.29.2 - Os relatórios e estudos apresentados pela equipe interprofissional 
para fins de progressão de medida sócio-educativa deverão ser juntados aos 
respectivos autos, para posterior conclusão ao Juiz. 
 
 
 
96 
 
 
8 - Da Sentença: 
Sobrevindo sentença condenatória ou remissão concedida a um determinado 
adolescente, deverá ser juntada a nova Guia de Execução, acompanhada dos 
documentos referidos no item 2, no processo de execução já existente. 
Será certificada a existência do processo de execução nos autos originários, 
juntando cópia da Guia de Execução, procedendo ao arquivamento destes em 
relação ao adolescente. 
Será encaminhará uma cópia da nova Guia de Execução, bem como da decisão 
de unificação ou modificação das medidas ao órgão de execução. 
A execução de todas as medidas sócio-educativas aplicadas a um determinado 
adolescente será processada em um único processo de execução de medida 
sócio-educativa (Guia de Execução Unificada). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 
22 - APURAÇÃO DE INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE 
IRREGULARIDADES EM ENTIDADES DE ATENDIMENTO (ECA – art. 191 
e seguintes) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento inicial 
(art. 191 – ECA). 
Concluso ao Juiz. 
MP (art 191, § único– 
ECA). 
Citação (art. 192- 
ECA). 
Contestação (art. 193 – 
ECA). 
Audiência de Instrução 
e Julgamento (art. 193- 
ECA). 
Alegações Finais pelas 
partes e MP § 2º art. 
193 – (ECA), prazo 05 
(cinco) dias. 
Sentença (art. 193 § 3º 
- ECA). 
Arquiva. 
 
98 
 
Procedimentos - Apuração de Infrações Administrativas e de 
Irregularidades em Entidades de Atendimento (ECA, art. 191 e 
seguintes). 
 
 Conceito: Instauração de procedimento para a apuração de irregularidades 
em entidades governamental e não governamental, acerca de ato ou 
documento de procedimento policial, administrativo ou judicial que envolva 
criança ou adolescente. 
 
1 - Da Inicial: 
art. 191– ECA - O procedimento de apuração de irregularidades em entidade 
governamental e não-governamental terá início mediante portaria da 
autoridade judiciária ou representação do Ministério Público ou do Conselho 
Tutelar, onde conste, necessariamente, resumo dos fatos. 
 
art. 191 – ECA - Parágrafo único. Havendo motivo grave, poderá a autoridade 
judiciária, ouvido o Ministério Público, decretar liminarmente o afastamento 
provisório do dirigente da entidade, mediante decisão fundamentada. 
 
2 - Da citação: 
art. 192– ECA - O dirigente da entidade será citado para, no prazo de dez dias, 
oferecer resposta escrita, podendo juntar documentos e indicar as provas a 
produzir. 
 
3 - Da contestação e audiência: 
art. 193 – ECA - Apresentada ou não a resposta, e sendo necessária, a 
autoridade judiciária designará audiência de instrução e julgamento, intimando 
as partes. 
 
 
 
99 
 
 
4 - Das alegações finais: 
art. 193 § 1º ECA. Salvo manifestação em audiência, as partes e o Ministério 
Público terão cinco dias para oferecer alegações finais, decidindo a autoridade 
judiciária em igual prazo. 
art. 193 § 2º - ECA. Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de 
dirigente de entidade governamental, a autoridade judiciária oficiará à 
autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado, marcando 
prazo para a substituição. 
 
5 - Das Medidas e Sentença: 
art. 193 § 3º - ECA. Antes de aplicar qualquer das medidas, a autoridade 
judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. 
Satisfeitas as exigências, o processo será extinto, sem julgamento de mérito. 
 
6 - Da multa: 
art. 193 § 4º - ECA. A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da 
entidade ou programa de atendimento. 
7 - Arquiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
100 
 
23 - APURAÇÃO DE INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA ÀS NORMAS DE 
PROTEÇÃO (art. 194 – ECA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento Inicial (art. 
194, ECA) 
 
Citação (art. 195, I-II-II-IV - 
ECA). 
 
Contestação (art. 195, ECA) 
 
Apresentou contestação 
(art. 196, ECA) 
 
Audiência de Instrução e 
Julgamento (art. 197, 
ECA) 
 
Vista ao MP 05 (cinco) 
 
Prova oral MP e 
Procurador do 
requerido, 20’ + 10’ 
 
Sentença (art. 197, 
ECA) 
 
Arquivar. 
 
101 
 
APURAÇÃO DE INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA ÀS NORMAS DE 
PROTEÇÃO (art. 194- ECA) 
 
Conceito: É configurado como Infração Administrativa o ato em que o 
responsável por estabelecimento comercial ou empresário, deixa de 
observar o que dispõe a lei sobre acesso de crianças e adolescentes a 
locais de diversão ou participação em espetáculo. 
 
1 - Da inicial: 
4.8.40 - A representação formulada pelo Ministério Público ou pelo Conselho 
Tutelar, ou ainda o auto de infração elaborado por servidor efetivo ou 
voluntário credenciado (inspetor de menores), objetivando a imposição de 
penalidade administrativa por infração às normas de proteção à criança e ao 
adolescente previstas diretamente na lei, ou nas portarias ou alvarás judiciais 
(art. 149, ECA), deverão ser distribuídos, registrados e autuado, 
respectivamente, como Representação ou Procedimento de Apuração de 
Infração Administrativa. 
 
art. 194– ECA - § 1º. No procedimento iniciado com o auto de infração, 
poderão ser usadas fórmulas impressas, especificando-se a natureza e as 
circunstâncias da infração. 
§ 2º. Sempre que possível, à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do 
auto, certificando-se, em caso contrário, dos motivos do retardamento. 
 
2 - Da citação e prazo para contestação: 
art. 195– ECA - O requerido terá prazo de dez dias para apresentação de 
defesa, contado da data da intimação, que será feita: 
 
102 
I - pelo autuante, no próprio auto, quando este for lavrado na presença do 
requerido; 
II - por oficial de justiça ou funcionário legalmente habilitado, que entregará 
cópia do auto ou da representação ao requerido, ou a seu representante legal, 
lavrando certidão; 
III - por via postal, com aviso de recebimento, se não for encontrado o 
requerido ou seu representante legal; 
IV - por edital, com prazo de trinta dias, se incerto ou não sabido o paradeiro 
do requerido ou de seu representante legal. 
 
3 - Não apresentada contestação: 
art. 196 – ECA - Não sendo apresentada a defesa no prazo legal, a autoridade 
judiciária dará vista dos autos ao Ministério Público, por cinco dias, decidindo 
em igual prazo. 
 
4 - Da audiência e da Sentença: 
art. 197– ECA - Apresentada a defesa, a autoridade judiciária procederá na 
conformidade do artigo anterior, ou, sendo necessário, designará audiência de 
instrução e julgamento. 
Parágrafo único. Colhida a prova oral, manifestar-se-ão sucessivamente o 
Ministério Público e o procurador do requerido, pelo tempo de vinte minutos 
para cada um, prorrogável por mais dez, a critério da autoridade judiciária, 
que em seguida proferirá sentença. 
 
 
 
 
 
 
 
 
103 
24 - AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO DE MENOR (art. 839 a 841 – CPC). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A 
Pedido Inicial exporá 
justificativas da medida 
liminar, da ciência de estar a 
pessoa no lugar designado (art. 
840 – CPC). 
Juiz designará audiência de 
justificação prévia se for 
indispensável (art. 804 – 
CPC). 
Na audiência se provar o alegado 
expedir Mandado de busca e 
apreensão, (art. 841 – CPC), 
 e, se for o caso do menor e a(o) 
requerido(a) estarem em trânsito 
oficiar para GER (Grupo Especial de 
Resgate) para apreensão. 
Do Mandado de Busca e Apreensão - O mandado será 
cumprido por dois oficiais de justiça, um dos quais o lerá 
ao morador, intimando-o a abrir as portas. 
§ 1º. Não atendidos, os oficiais de justiça arrombarão as 
portas externas, bem como as internas e quaisquer móveis 
onde presumam que esteja oculta a pessoa ou a coisa 
procurada. 
§ 2º. Os oficiais de justiça far-se-ão acompanhar de duas 
testemunhas. (art. 842 CPC). 
 
Ciência MP. 
 
104 
 
 
 
 
 
 
 A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cumprida a liminar de busca e apreensão, o 
menor deverá ser entregue a parte requerente. 
 
O requerido será citado, qualquer 
que seja o procedimento cautelar, 
para, no prazo de 5 (cinco) dias, 
contestar o pedido, indicando as 
provas que pretende produzir (art. 
802 - CPC). 
Não sendo contestado o pedido, 
presumir-se-ão aceitos pelo 
requerido, como verdadeiros, os 
fatos alegados pelo requerente (arts. 
285 e 319); caso em que o juiz 
decidirádentro em 5 (cinco) dias. 
 Se o requerido contestar no prazo 
legal, o juiz designará audiência 
de instrução e julgamento, 
havendo prova a ser nela 
produzida. (art. 803 - Parágrafo 
único - CPC). 
 
Sentença. 
 
Arquivar. 
 
Vista MP. 
 
105 
 
PROCEDIMENTOS - AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO DE MENOR (art. 839 
a 841 – CPC). 
 
art. 839 – CPC - O juiz pode decretar a busca e apreensão de pessoas ou de 
coisas 
 
1 - Do Pedido Inicial: 
Art. 840 – CPC - Na petição inicial exporá o requerente as razões justificativas 
da medida e da ciência de estar a pessoa ou a coisa no lugar designado. 
 
2 - Da audiência: 
 Juiz designará audiência de justificação prévia se for indispensável (art. 804 – 
CPC) 
Na audiência, se provar o alegado, expedir Mandado de busca e apreensão, 
(art. 841 – CPC), e, se for o caso do menor e a(o) requerido(a)a estarem em 
trânsito, oficiar para GER (Grupo Especial de Resgate), para apreensão 
 
3 - Ciência MP 
 
4 - Do Mandado: 
art. 841 - CPC - A justificação prévia far-se-á em segredo de justiça, se for 
indispensável. Provado quanto baste o alegado, expedir-se-á o mandado que 
conterá: 
I - a indicação da casa ou do lugar em que deve efetuar-se a diligência; 
II - a descrição da pessoa ou da coisa procurada e o destino a lhe dar; 
III - a assinatura do juiz, de quem emanar a ordem. 
art. 842 – CPC - O mandado será cumprido por dois oficiais de justiça, um dos 
quais o lerá ao morador, intimando-o a abrir as portas. 
§ 1º. Não atendidos, os oficiais de justiça arrombarão as portas externas, bem 
 
106 
como as internas e quaisquer móveis onde presumam que esteja oculta a 
pessoa ou a coisa procurada. 
§ 2º. Os oficiais de justiça far-se-ão acompanhar de duas testemunhas. 
art. 843 – CPC - Finda a diligência, lavrarão os oficiais de justiça auto 
circunstanciado, assinando-o com as testemunhas. 
 
5 - Da citação: 
art. 802 - CPC - O requerido será citado, qualquer que seja o procedimento 
cautelar, para, no prazo de 5 (cinco) dias, contestar o pedido, indicando as 
provas que pretende produzir. 
 
6 - Do prazo para resposta: 
art. 802 - CPC - Parágrafo único - Conta-se o prazo, da juntada aos autos do 
mandado: 
I - de citação devidamente cumprida; 
II - da execução da medida cautelar, quando concedida liminarmente ou após 
justificação prévia. 
 
art. 803 – CPC - Não sendo contestado o pedido, presumir-se-ão aceitos pelo 
requerido, como verdadeiros, os fatos alegados pelo requerente (arts. 285 e 
319); caso em que o juiz decidirá dentro em 5 (cinco) dias. 
 
7 - Vistas MP 
 
8 - Da audiência de Instrução e Julgamento: 
Se o requerido contestar no prazo legal, o juiz designará audiência de 
instrução e julgamento, havendo prova a ser nela produzida. (art. 803 - 
Parágrafo único). 
9 - Sentença 
10 – Arquivar 
 
107 
25 - AÇÃO MANDAMENTAL 
 PROTEÇÃO JUDICIAL DOS INTERESSES INDIVIDUAIS, DIFUSOS E 
COLETIVOS (Art. 208 a 224 – ECA). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A 
 
Da Inicial - As ações serão propostas no foro do local onde 
ocorreu ou deva ocorrer a ação ou omissão, cujo juízo terá 
competência absoluta para processar a causa, ressalvadas a 
competência da Justiça Federal e a competência originária 
dos Tribunais Superiores. (art. 209 - ECA). 
 
Poderão ingressar com Ação Mandamental – 
O Ministério Público; 
- A União, os Estados, os Municípios, o Distrito Federal 
e os Territórios; 
- As associações legalmente constituídas há pelo menos 
um ano e que incluam entre seus fins institucionais a 
defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei, 
dispensada a autorização da assembléia, se houver 
prévia autorização estatutária (art. 210 – ECA). 
 
Caberá ação mandamental - art. 212 – ECA § 1º. Aplicam-se às ações 
previstas neste Capítulo as normas do Código de Processo Civil. 
§ 2º. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente 
de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público, que 
lesem direito líquido e certo previsto nesta Lei, caberá ação 
mandamental, que se regerá pelas normas da lei do mandado de 
segurança. 
 
Ação mandamental regerá pelas normas da lei 
do mandado de segurança: 
art. 212 – ECA § 2º. Contra atos ilegais ou 
abusivos de autoridade pública ou agente de 
pessoa jurídica no exercício de atribuições do 
Poder Público, que lesem direito líquido e certo 
previsto nesta Lei, caberá ação mandamental, 
que se regerá pelas normas da lei do mandado 
de segurança. 
 
108 
 A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Do Deferimento da Tutela: 
O juiz concederá a tutela específica da obrigação ou 
determinará providências que assegurem o resultado 
prático equivalente ao do adimplemento. (art. 213 – ECA). 
 
Da citação - É lícito ao juiz conceder a tutela 
liminarmente ou após justificação prévia, 
citando o réu. (art. 213 – ECA). 
 
Da Sentença - art. 213 – ECA § 2º. O juiz poderá, 
na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença, 
impor multa diária ao réu, independentemente de 
pedido do autor, se for suficiente ou compatível 
com a obrigação, fixando prazo razoável para o 
cumprimento do preceito. 
Da multa - art. 213 – ECA § 3º. A multa só será exigível do 
réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao 
autor, mas será devido desde o dia em que se houver 
configurado o descumprimento. 
 
Do Recurso - O juiz poderá conferir efeito suspensivo 
aos recursos, para evitar dano irreparável à parte. (art. 
215 – ECA). 
 
Da apuração da responsabilidade civil e administrativa - 
Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao 
Poder Público, o juiz determinará a remessa de peças à 
autoridade competente, para apuração da responsabilidade civil 
e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. 
(art. 216 - ECA.). 
B
 
109 
 
 B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Da condenação aos honorários - O juiz condenará a associação autora 
a pagar ao réu os honorários advocatícios arbitrados na conformidade 
do § 4º do art. 20 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código 
de Processo Civil, quando reconhecer que a pretensão é 
manifestamente infundada. (art. 218 - ECA). 
 
Do prazo para execução - Decorridos sessenta dias do trânsito em 
julgado da sentença condenatória sem que a associação autora lhe 
promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada 
igual iniciativa aos demais legitimados. (art. 217 - ECA). 
 
Provocação do Ministério Público na Ação Civil - 
Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá 
provocar a iniciativa do Ministério Público, 
prestando-lhe informações sobre fatos que 
constituam objeto de ação civil, e indicando-lhe os 
elementos de convicção. 
Art. 221. Se, no exercício de suas funções, os juizes 
e tribunais tiverem conhecimento de fatos que 
possam ensejar a propositura de ação civil, 
remeterão peças ao Ministério Público para as 
providências cabíveis. (art. 220 - ECA.). 
Da instauração de inquérito Civil - O Ministério Público 
poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou 
requisitar, de qualquer pessoa, organismo público ou 
particular, certidões, informações, exames ou perícias, no 
prazo que assinalar, o qual não poderá ser inferior a dez dias 
úteis. (art. 223 - ECA. § 1º ao 5º). 
 
110 
 
PROCEDIMENTO – AÇÃO MANDAMENTAL 
 PROTEÇÃO JUDICIALDOS INTERESSES INDIVIDUAIS, DIFUSOS E 
COLETIVOS (Art. 208 a 224 – ECA). 
Conceito: Proteção judicial de interesses individuais, difusos ou coletivos, 
próprios da infância e da adolescência, protegidos pela Constituição, significa a 
relevância de ordem material ou também instrumental, subjetivada ou não 
subjetivada, conferida pelo direito positivo a determinadas situações 
respeitantes ao indivíduo isolado, ao grupo ou à coletividade maior. 
 
art. 208 – ECA - Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de 
responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados à criança e ao 
adolescente, referentes ao não-oferecimento ou oferta irregular: 
I – do ensino obrigatório; 
II – de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência; 
III – de atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de 
idade; 
IV – de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
V – de programas suplementares de oferta de material didático-escolar, 
transporte e assistência à saúde do educando do ensino fundamental; 
VI – de serviço de assistência social visando à proteção à família, à 
maternidade, à infância e à adolescência, bem como ao amparo às crianças e 
adolescentes que dele necessitem; 
VII – de acesso às ações e serviços de saúde; 
VIII – de escolarização e profissionalização dos adolescentes privados de 
liberdade. 
 
111 
Parágrafo único. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção 
judicial outros interesses individuais, difusos ou coletivos, próprios da infância 
e da adolescência, protegidos pela Constituição e pela Lei. 
 
 
 
1 - Da Inicial: 
Nas ações de que trata este Capítulo, não haverá adiantamento de custas, 
emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras despesas (art. 219 – 
ECA). 
 
art. 209 – ECA - As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do 
local onde ocorreu ou deva ocorrer a ação ou omissão, cujo juízo terá 
competência absoluta para processar a causa, ressalvadas a competência da 
Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. 
 
art. 222 – ECA - Para instruir a petição inicial, o interessado poderá requerer 
às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias, 
que serão fornecidas no prazo de quinze dias. 
2 - Poderão ingressar com Ação Mandamental: (quem pode ser o autor da 
ação) 
art. 210 – ECA - Para as ações cíveis fundadas em interesses coletivos ou 
difusos, consideram-se legitimados concorrentemente: 
I – o Ministério Público; 
II – a União, os Estados, os Municípios, o Distrito Federal e os Territórios; 
III – as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que 
incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos 
protegidos por esta Lei, dispensada a autorização da assembléia, se houver 
prévia autorização estatutária. 
 
112 
§ 1º. Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da 
União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei. 
§ 2º. Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada, 
o Ministério Público ou outro legitimado poderá assumir a titularidade ativa. 
art. 211 – ECA - Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos 
interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências 
legais, o qual terá eficácia de título executivo extrajudicial. 
 
 
3 - Ação mandamental regerá pelas normas da lei do mandado de 
segurança: 
art. 212 – ECA - Para defesa dos direitos e interesses protegidos por esta Lei, 
são admissíveis todas as espécies de ações pertinentes. 
§ 1º. Aplicam-se às ações previstas neste Capítulo as normas do Código de 
Processo Civil. 
§ 2º. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de 
pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público, que lesem direito 
líquido e certo previsto nesta Lei, caberá ação mandamental, que se regerá 
pelas normas da lei do mandado de segurança. 
O Mandado de segurança é regido pela lei 1.533/51, deve ser impetrado até 
120 dias a contar da ciência do ato ilegal ou abusivo (exceto nas práticas 
reiteradas, em que o prazo se renova constantemente), contra a autoridade. 
Ex: Mandado de Segurança contra diretor de escola que indefere matricula de 
criança, que pretende ingressar na primeira série, aos seis anos. A 
jurisprudência já consagrou este direito, em nome do direito à educação e 
avaliada a capacidade intelectual e emocional da criança (por psicólogo e até 
mesmo, assistente social). 
 
4 - Do Deferimento da Tutela: 
 
113 
art. 213 – ECA - Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação 
de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou 
determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do 
adimplemento. 
 
5 - Da Citação: 
art. 213 § 1º - ECA – Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo 
justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a 
tutela liminarmente ou após justificação prévia, citando o réu. 
 
 
 
6 - Da Sentença: 
Art. 213 § 2º - ECA - O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou na 
sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, 
se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando prazo razoável para o 
cumprimento do preceito. 
 
7 - Da multa: 
Art. § 3º ECA - A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da 
sentença favorável ao autor, mas será devida desde o dia em que se houver 
configurado o descumprimento. 
art. 214 – ECA - Os valores das multas reverterão ao fundo gerido pelo 
Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do respectivo município. 
§ 1º. As multas não recolhidas até trinta dias após o trânsito em julgado da 
decisão serão exigidas através de execução promovida pelo Ministério Público, 
nos mesmos autos, facultada igual iniciativa aos demais legitimados. 
§ 2º. Enquanto o fundo não for regulamentado, o dinheiro ficará depositado 
em estabelecimento oficial de crédito, em conta com correção monetária. 
 
114 
 
8 - Do Recurso: 
art. 215 – ECA - O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos, para 
evitar dano irreparável à parte. 
 
9 - Da apuração da responsabilidade civil e administrativa: 
art. 216 – ECA - Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao 
Poder Público, o juiz determinará a remessa de peças à autoridade 
competente, para apuração da responsabilidade civil e administrativa do 
agente a que se atribua a ação ou omissão. 
 
10 - Do prazo para execução: 
art. 217 - ECA - Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença 
condenatória sem que a associação autora lhe promova a execução, deverá 
fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa aos demais legitimados. 
11 - Da condenação aos honorários: 
art. 218 – ECA - O juiz condenará a associação autora a pagar ao réu os 
honorários advocatícios arbitrados na conformidade do § 4º do art. 20 da Lei 
nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, quando 
reconhecer que a pretensão é manifestamente infundada. 
Parágrafo único. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os 
diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente 
condenados ao décuplo das custas, sem prejuízo de responsabilidade por 
perdas e danos. 
 
12 - Provocação do Ministério Público na Ação civil: 
art. 220 – ECA - Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar 
a iniciativa do Ministério Público, prestando-lhe informações sobre fatos que 
constituam objeto de ação civil,e indicando-lhe os elementos de convicção. 
 
115 
art. 221 – ECA - Se, no exercício de suas funções, os juizes e tribunais tiverem 
conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura de ação civil, 
remeterão peças ao Ministério Público para as providências cabíveis. 
 
13 - Da instauração de inquérito civil: 
art. 223 – ECA - O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, 
inquérito civil, ou requisitar, de qualquer pessoa, organismo público ou 
particular, certidões, informações, exames ou perícias, no prazo que assinalar, 
o qual não poderá ser inferior a dez dias úteis. 
§ 1º. Se o órgão do Ministério Público, esgotadas todas as diligências, se 
convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação cível 
promoverá o arquivamento dos autos do inquérito civil ou das peças 
informativas, fazendo-o fundamentadamente. 
§ 2º. Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão 
remetidos, sob pena de se incorrer em falta grave, no prazo de três dias, ao 
Conselho Superior do Ministério Público. 
§ 3º. Até que seja homologada ou rejeitada a promoção de arquivamento, em 
sessão do Conselho Superior do Ministério Público, poderão as associações 
legitimadas apresentar razões escritas ou documentos, que serão juntados aos 
autos do inquérito ou anexados às peças de informação. 
§ 4º. A promoção de arquivamento será submetida a exame e deliberação do 
Conselho Superior do Ministério Público, conforme dispuser o seu Regimento. 
§ 5º. Deixando o Conselho Superior de homologar a promoção de 
arquivamento, designará, desde logo, outro órgão do Ministério Público para o 
ajuizamento da ação. 
art. 224 – ECA - Aplicam-se subsidiariamente, no que couber, as disposições 
da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. 
 
 
 
 
 
116 
 
26 - RECURSOS 
 
 
 N S 
 
 
 
 
 
 S N 
 
 
 
 
 N S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Retratou-se 
Arquivar 
 
Mandar remeter os autos à superior 
instância em 24h (art. 198, VIII, ECA) 
2ª Instância. 
Juízo de retratação 
(05 dias) (art. 198, 
VII, ECA) 
Remeter os autos à superior 
instância 
Houve 
manifestação 
Remeter a 2ª 
Instância Retornando 
cumprir 
acórdão 
Arquivar. 
Sentencia 
novamente 
 
Recurso foi recebido 
Retornando 
cumprir 
acórdão 
Aguardar manifestação das partes 
(art. 198, VIII, ECA). 
 
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