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SOCIEDADE
O homem é um ser social e desde
o início de sua existência na terra
tem vivido em sociedade.
Esta foi a forma que ele encontrou
para melhor suprir algumas de
suas necessidades coletivas, tais
como segurança.
HOMEM
SER SOCIAL
ESTADO	– SOCIEDADE	
ORGANIZADA
COM O CRESCIMENTO DAS
AGLOMERAÇÕES HUMANAS, A
SOCIEDADE FOI SE TORNANDO CADA
VEZ MAIS COMPLEXA, HAVENDO
NECESSIDADE DA CRIAÇÃO DE UM
ENTE COM PODERES DE ORGANIZAR
E EXECUTAR AS TAREFAS DE
INTERESSE COLETIVO.
FUNÇÃO	DO	ESTADO
O ESTADO VISA PROPORCIONAR O BEM
ESTAR À SOCIEDADE ATRAVÉS DA
PROMOÇÃO DA SAÚDE, SEGURANÇA,
EDUCAÇÃO, ETC.
BEM ESTAR
ORDEM SOCIAL
ESTABELECER RESTRIÇÕES
DETERMINAR LIMITES
ESTADO	
• ORGANIZAÇÃO
A organização da sociedade se verifica
através da edição de normas de toda espécie.
• DIVISÃO DE PODERES
Executivo, Legislativo e Judiciário
• NECESSIDADES
Recursos materiais e humanos
É impossível conceber ( imaginar ) a
existência de uma sociedade sem o direito:
•“Ubi societas, ibi jus”
• “Onde está a sociedade, está 
o direito.
•Onde está o direito, está a 
sociedade.”
DIREITO
DETERMINA 
REGRAS 
DA VIDA EM 
SOCIEDADE
DIREITO
É O CONJUNTO DE NORMAS 
GERAIS E POSITIVAS, 
QUE REGULAM A VIDA SOCIAL
(Radbruch)
DIREITO
Conceito básico de direito:
— A palavra “direito” vem do latim directum, que supõe a
idéia de regra, direção.
— Juridicamente se considera direito como norma de
conduta social, garantida pelo poder político e
organizadora da sociedade em suas partes fundamentais,
de modo a serem atingidas determinadas finalidades.
É UM REGRAMENTO DE 
CONDUTA
— O direito não existe sem sociedade.
— Como norma de conduta, o direito atribui faculdade ou poderes
a uma parte e impõem a outra, obrigações.
— Portanto, o Direito se expressa por meio de normas que
enlaçam o direito de uma parte, com o dever de outra.
— O direito é parte integrante da vida diária.
— As regras de conduta ou normas obrigatórias são necessárias
para extinguir conflitos e criar uma certa ordem entre as
diversas pessoas de uma mesma sociedade.
O Direito não constitui um fim, mas um meio
(direitos e deveres) para tornar possível a
convivência e o progresso social.
Sua característica é essencialmente humana,
instrumento para o convívio social
DIREITO
Sentido Comum Jurídico
DIREITO POSITIVO
DIREITO NATURAL
Idéia abstrata do direito - inspiração
Ordenamento jurídico em vigor
Direito Natural
O homem sempre teve consciência de direitos fundamentais decorrentes de
sua natureza, que não viessem de pactos, contratos, convenções ou tratados.
De uma certa forma existem tendências gerais, comuns a todos os homens, de
iguais emoções, impulsionando-os. Atos humanos seriam acolhidos ou
repudiados por uma consciência coletiva, capaz, naturalmente de separar o
bem, do mal. O certo do errado, o direito do torto, o justo do injusto.
O direito natural é a idéia abstrata de direito, ou seja, aquilo que corresponde
ao sentimento de justiça da comunidade.
Os gregos criticavam as leis e mostravam-se céticos ao direito, porque diziam
eles que as leis eram feitas exclusivamente com motivações políticas, e
ditadas por elas.
É famosa a passagem, que afirmavam que aquilo que é natural é em todos os
lugares. O mesmo fogo, diziam, que arde na Grécia arde na Pérsia, porém as
leis vigentes na Grécia divergem daquelas vigentes na Pérsia. Logo o fogo é
natural; o direito, simplesmente artificial.
Direito Positivo
Ao contrário do direito natural, o Direito Positivo é aquele
conjunto de regras elaborados e vigentes num determinado
país em determinada época. São as normas, as leis, todo o
sistema normativo posto, ou seja, vigente no país.
Exemplo: Código Civil, Código Penal, Código Comercial,
Código de Defesa do Consumidor, Leis esparsas...
DIREITO POSITIVO & DIREITO NATURAL
O direito positivo, por exemplo, uma lei, não obriga ao
pagamento de duplicata prescrita, ao passo que para o
direito natural esse pagamento seria devido e correto.
Direito comporta cinco realidades diferentes:
· Norma: a regra social obrigatória.
· Faculdade: a prerrogativa que o Estado tem de criar leis.
· Justo: o que é devido por justiça.
· Ciência: a sistematização teórica e racional do Direito.
· Fato Social: o está ligado aos fatos sociais – econômicos, 
artísticos, culturais, esportivos, etc.
Norma
É o mandamento de um comportamento normal, extraído do senso
comum de justiça de cada coletividade. Ex: pertence ao senso comum
que não se deve matar, roubar, furtar ou estuprar, logo a ordem natural
de conduta é não matar, não furtar, não estuprar, e assim por diante. A
norma, portanto, é uma regra proibitiva não escrita, que se extrai do
espírito dos membros da sociedade, isto é, do senso de justiça do povo.
Lei
É a regra escrita feita pelo legislador com a finalidade de tornar
expresso o comportamento considerado indesejável e perigoso pela
sociedade. É o meio pelo qual a norma aparece e torna obrigatória
sua observância. De acordo com o princípio da reserva legal, não
há crime sem lei que o descreva. Assim, a lei é descritiva e
não proibitiva. A norma sim é que proíbe.
LEI 
Leis são as regras que se estabelecem para disciplinar o
comportamento do homem na sociedade, realizando o
ideal de justiça, solucionando equilibradamente os
interesses individuais em conflito.
A lei se caracteriza pela bilateralidade, ou seja, por
enlaçar o direito de uma parte com o dever de outra, por
disciplinar uma relação social entre duas ou mais
pessoas (físicas ou jurídicas), na qual uma parte tem a
faculdade de exigir a observância do dever jurídico
imposto pela norma à outra parte.
LEI
A norma jurídica exerce pressão social sobre seus
destinatários, obrigando-os a observá-la. A ameaça de
aplicação de uma sanção, coloca o destinatário da
norma no seguinte dilema: observar espontaneamente
a regra de direito ou sofrer uma sanção aplicada pelo
Estado.
As normas jurídicas são diferentes das normas morais
ou religiosas, pois as últimas você aceita por sua
vontade, sem coerção.
LEI
São características das Leis:
— a) Estabelecer justiça – a lei tem por finalidade principal
estabelecer justiça entre os homens, seu fundamento é dar a
cada um o que é seu.
— b) Impor deveres a uma parte – a lei impõe o cumprimento
de um dever ou obrigação a uma das partes. Aquele que
assumiu um compromisso terá de cumpri-lo da forma e dentro
do prazo estabelecido.
LEI
— c) Atribuir direitos à outra parte – à parte lesada poderá
exigir o cumprimento da obrigação imposta à outra parte.
Diante do descumprimento, o que foi lesado pode exigir o
cumprimento da obrigação na forma e no prazo
estabelecido.
— d) Poder ser imposta pelo uso da força – se a norma
jurídica não for obedecida, o Estado poderá impô-la pelo
uso da força, visto que à parte prejudicada tem o direito de
pedir a aplicação das sanções previstas. Exemplos:
Condenação por perdas e danos ou medida de busca e
apreensão.
LEI
— e) São de conhecimento geral – Há presunção absoluta
de que toda população conhece as normas.
Art. 3º da LICC – “Ninguém se escusa de cumprir a lei,
alegando que não a conhece”.
LEIS
Quanto a origem legislativa:
—A) Federais;
—B) Estaduais;
—C)Municipais. 
FONTES DO DIREITO
Fonte material: é o motivo pelo qual se cria uma
norma jurídica.
O Direito não é um produto arbitrário da vontade do
legislador, mas uma criação que se lastreia no querer
social. É a sociedade como centro de relações de vida,
como sede de acontecimentos que envolvem o
homem, quem fornece ao legislador os elementos
necessários à formação dos estatutos jurídicos.
FONTES DO DIREITO
Como causa produtora do Direito, as fontes materiais
são constituídas pelos fatos sociais, pelos problemas queemergem na sociedade e são condicionados pelos
chamados fatores do Direito, como a Moral, a
Economia, a Geografia, etc.
As normas sempre nascem após os fatos.
As regras ou normas do Direito não nascem ao acaso,
mas sim da própria realidade de uma sociedade,
refletindo o seu sistema de valores e tendo por
finalidade estabelecer, para as pessoas que formam a
sociedade, ordem, equilíbrio e harmonia.
FONTES DE DIREITO
Fontes formais: são meios pelos quais o Direito se
manifesta, são os meios pelos quais o Direito pode ser
conhecido.
Fontes formais são os meios de expressão do direito, as
formas pelas quais as normas jurídicas se exteriorizam.
As principais fontes formais do Direito são:
a lei, o costume, a doutrina e a jurisprudência
FONTES DO DIREITO
Vejamos:
a) Lei – é a norma jurídica escrita, obrigatória e executória,
elaborada pelo legislador, ou seja, por órgãos do Estado,
dotados de poder legislativo (assembléias legislativas, chefe de
Estado). É, portanto, fruto de elaboração consciente e refletida.
b) Costume – é o comportamento das pessoas de uma
sociedade. O costume nasce de uma prática geral,
espontaneamente, sem leis escritas, e que as pessoas respeitam
como uma regra natural e não prevista em lei.
FONTES DO DIREITO
Jurisprudência – todo processo tem uma sentença final,
que poderá ser alvo de recurso à uma instância superior,
ou seja, ao tribunal, que é composto por um colegiado de
juízes superiores àqueles que julgou, chamados
desembargadores. A decisão dos desembargadores, se por
várias vezes entendem a mesma decisão, passam a ser
respeitadas como normas jurídicas.
FONTES DO DIREITO
d) Doutrina – é o conjunto de estudos sobre o direito.
Consiste nas lições e estudos originados dos pareceres dos
juristas ou jurisconsultos de notório saber jurídico, que
servem de base ao sistema do direito.
Esse trabalho consiste em livros, comentários, aulas,
pareceres, monografias, etc., que abordem o estudo de
determinado assunto de direito.
PRINCIPAIS RAMOS DO 
DIREITO
A divisão fundamental do direito é: 
Direito Público e Direito Privado
O interesse protegido pelo direito determina a 
sua natureza.
PRINCIPAIS RAMOS DO 
DIREITO
Direito público é o direito composto, inteiro ou
predominantemente, por normas de ordem pública.
Direito privado é o composto, inteiro ou
predominantemente, por normas de ordem privada.
DIREITO PÚBLICO E 
PRIVADO
Normas de ordem pública são normas
imperativas, de obrigatoriedade inafastável.
Normas de ordem privada são normas de
caráter supletivo, que vigoram apenas enquanto
à vontade dos interessados não dispuser de
modo diferente do previsto pelo legislador.
DIREITO PÚBLICO E 
PRIVADO
A punição por tentativa de homicídio, por
exemplo, é inafastável, mesmo havendo
concordância da vítima, por se tratar de norma
de ordem pública, prevista no Código Penal.
Já a divisão das despesas com a construção de
um muro divisório pode ser dispensada, por
acordo ou omissão dos interessados por se tratar
de norma de ordem privada.
DIREITO PÚBLICO E 
PRIVADO
DIREITO PÚBLICO (exemplos)
Interno = Direito Constitucional
Direito Administrativo
Direito Penal
Direito Tributário
Direito Ambiental
Externo = Direito Internacional Publico
DIREITO PÚBLICO E PRIVADO
DIREITO PRIVADO (exemplos)
Direito Civil
Direito Empresarial
Direito do Consumidor 
DIREITO	PÚBLICO	E	PRIVADO
Exceto para fins didáticos, encontra-se
superada a distinção entre direito público
e privado, segundo a qual aquele tem por
objeto o interesse da coletividade e este
possui a finalidade de satisfazer as
necessidades ou utilidades particulares