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Livro Eletrônico Aula 00 Conhecimentos Específicos p/ CLDF (Consultor Técnico-Legislativo - Bibliotecário) Pós-Edital Professor: Janaina Costa 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 1 professorajanainacosta@gmail.com AULA 00 ± DOCUMENTAÇÃO GERAL E JURÍDICA, DOU E DJ SUMÁRIO PÁGINA Introdução à aula 00 1. Documentação 05 1.1 Conceitos e Finalidades 05 1.2 Questões comentadas - Documentação 11 2. Documentação Geral e Jurídica 14 2.1 Finalidades da Documentação Geral 14 2.2 Finalidades da Documentação Jurídica 15 2.3 Legislação 17 2.4 Jurisprudência 27 2.5 Doutrina 28 2.6 Questões comentadas ± Documentação Jurídica 30 3. Diário Oficial da União e Diário da Justiça 33 3.1 Diário Oficial da União 33 3.2 Diário da Justiça 35 3.3 Questões comentadas ± DOU 34 4. Lista de questões 37 5. Gabarito 41 6. Referências utilizadas 42 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 2 professorajanainacosta@gmail.com INTRODUÇÃO À AULA 00 Fonte: www.cl.df.gov.br/ Caros alunos e colegas de profissão! Sejam bem-vindos ao curso de Biblioteconomia para o concurso da Câmara Legislativa do DF! Este é um Órgão de grande importância, que oferece oportunidades de trabalho ímpares, com ótima remuneração e uma carga horária dos sonhos! Quem não quer ganhar um bom salário e trabalhar 30 horas semanais, não é? Porém, como esse é o sonho de muitos de nós bibliotecários, essa é a hora de priorizarmos o tempo de preparação e fazer com que esta seja a mais completa possível antes da prova! 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 3 professorajanainacosta@gmail.com Iniciaremos a nossa aula 00 com conceitos gerais de Documentação, as Finalidades da Documentação Geral e Jurídica, Estruturas do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça, acompanhados de questões respondidas e da lista de questões ao final da apostila. A estrutura do Diário Oficial do Distrito Federal - DODF e do Diário da Câmara Legislativa ± DCL também fazem parte deste curso, mas serão abordados na aula 10, juntamente com as Fontes de Informação Jurídicas. RÁPIDA ANÁLISE DE EDITAL: O novo edital da CLDF, datado do dia 30 de maio de 2018 trouxe boas novidades em geral para o candidato. A escolha da língua inglesa OU língua espanhola é um alívio para muitos e a prova discursiva ser realizada em data divergente da prova objetiva é simplesmente um presente! Na nossa área especifica da Biblioteconomia também ganhamos um super presente, pois não houve mudanças no cronograma de estudos do edital anterior. Ou seja, aquele candidato que já estava se preparando antes não precisará modificar seu cronograma. Como não houve mudanças, trago então uma rápida análise do conteúdo programático, conforme já apresentado pelo edital anterior: Documentação: conceitos básicos e finalidades da documentação geral e jurídica. Biblioteconomia e Ciência da Informação: conceitos básicos e finalidades. Organização e administração de bibliotecas: planejamento, teorias de administração, administração de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais; centros de documentação e serviços de informação: planejamento, redes e sistemas. Cooperação interbibliotecária. Estrutura organizacional. Princípios e funções administrativas. Avaliação de serviços. Estatísticas da biblioteca. Marketing de biblioteca. Grandes áreas funcionais da biblioteca. Planejamento e automação de bibliotecas. Noções de informática: dispositivos de memória, de entrada e saída de dados. Catalogação: AACR2, FRBR e RDA. Catalogação descritiva de diversos tipos de materiais, incluindo multimeios e recursos eletrônicos, entradas e cabeçalhos. Catálogos: tipos e funções. Conceito de bancos de dados, bases de dados e bibliotecas digitais. Formatos de intercâmbio de dados. MARC 21. Dublin Core. Conhecimento dos principais sistemas de gerenciamento de informação nacionais e internacionais. Classificação Decimal Universal- CDU: estrutura, princípios, índices Explora bastante a área administrativa da biblioteca 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 4 professorajanainacosta@gmail.com principais e emprego das tabelas auxiliares. Indexação: conceito, linguagens de indexação, descritores e especificadores, processos e tipos de indexação. Normas técnicas da ABNT para a área de documentação: referência bibliográfica, resumo, sumário, preparação de índice, abreviação de títulos de periódicos e publicações seriadas e normalização de publicações. Bibliografia: conceituação, classificação e objetivos. Desenvolvimento de coleções: Conceitos, políticas de seleção e aquisição, avaliação e desbastamento, censura e direito autoral. Tipologia e identificação das principais fontes de informação bibliográfica, impressas e eletrônicas, na área jurídica. Bases de dados de legislação federal e do Distrito Federal. Estrutura e características das publicações: Diário Oficial da União - DOU, Diário da Justiça, Diário Oficial do Distrito Federal - DODF e Diário da Câmara Legislativa - DCL. Serviços de referência: Atendimento ao usuário. Estratégia de busca de informação: planejamento e etapas de elaboração. Pesquisa em bases de dados. Lei distrital nº 4.990/2012, que regula o acesso a informações no Distrito Federal. Estudo de usuário: técnicas. Serviços de alerta e divulgação de publicações, inclusive DSI - Disseminação Seletiva da Informação. (BRASIL, 2017) Podemos observar que este conteúdo é conservador, cobrando matérias clássicas tais como Catalogação (com o RDA), Classificação (CDU), Indexação e Desenvolvimento de Coleções e inclui, também, alguns assuntos da vanguarda, tais como a bibliografia e as políticas de seleção e aquisição. Os itens de maior peso deste edital são aqueles que contemplam a área administrativa da biblioteca, seguidas das atividades de pesquisa em fontes de informação jurídica, da catalogação e dos itens da informática bibliotecária, os quais destaquei em vermelho. A maioria das questões deste concurso provavelmente serão nessas áreas! Como não temos muito tempo a perder (são muitas matérias para estudar!) iniciaremos a Aula 00 do Curso de Biblioteconomia para CÂMARA LEGISLATIVA DO DF! BIBLIOTECÁRIOS RUMO À 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 5 professorajanainacosta@gmail.com DOCUMENTAÇÃO 1.1- CONCEITOS E FINALIDADES O QUE É DOCUMENTO? Segundo Rondinelli (2011), o pensamento humano tem sido registrado por meio de sinais gráficos (alfabeto, número, traço), em diferentes formas (textos avulsos, livros, fotografias, esculturas, discos) e em vários tipos de suporte (pedra, tecido, couro, papel, plástico, metal), num processo dinâmico de comunicação de vivências, fatos e descobertas ao longo das gerações. Em geral, tais registros são entendidos como documentos, ou, mais recentemente, como informação. O documentopode ser conceituado segundo a abordagem filosófica e a abordagem entitiva. Na abordagem filosófica documento vem do latim documentum que tem ³>���@� a mesma raiz de docere, ³HQVLQDU(?�� R� TXH�outorga ao documento o significado de ensino >���@´� Quanto ao sufixo mento��HP�ODWLP�PHQWXP��OKH�DWULEXL�³>���@�XP�VHQWLGR� LQVWUXPHQWDO´�R�TXDO�p�UHLWHUDGR�SRU�%XFNODQG (1991) ao conferir-lhe o significado de ³meios´�� $VVLP�� SDUD� R� DXWRU� LQJOrV�� ³>���@� GRFXPHQWR(였 RULJLQDOPHQWH� GHQRWDYD� XP� meio de ensinar ou informar�� VHMD� XPD� OLomR�� XPD� H[SHULrQFLD� RX� XP� WH[WR´�� (RONDINELLI, 2011) Fonte: Rondinelli (2011) 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 6 professorajanainacosta@gmail.com Na abordagem entitiva, o documento entidade implica em que o presente item seja subdividido nas duas áreas do conhecimento escolhidas para empreendê-lo, quais sejam a Ciência da Informação e a Arquivologia. O objetivo dessa partição é demonstrar mais claramente as diferenças e/ou semelhanças no entendimento dessas duas áreas sobre o que vem a ser documento. (RONDINELLI, 2011) Os pioneiros da documentação são os advogados belgas chamados Paul Otlet e Henri La Fontaine. Especificamente Paul Otlet (que necessitava consultar diversas fontes de informação na sua área do direito) iniciou os trabalhos de síntese e classificação com seus próprios materiais e acabou estabelecendo as bases de conversão em sistemas de classificação biblioteco-bibliográfica. Ambos Otlet e La Fontaine foram os mentores do Instituto Internacional de Bibliografia (IIB), criado em 1895 na Bélgica, e do Repertório Bibliográfico Universal (RBU), cujo projeto foi proposto no mesmo ano e chegou a ter 16 milhões de fichas em 1934. O sonho de Otlet era o de oferecer um índice de assuntos por meio do RBU que permitiria ir (por assunto) ao coração do conhecimento. Este sonho relacionava-se à ideia de que o acesso ao conhecimento por todos os povos levaria a uma maior compreensão da concepção de alteridade, no sentido do conhecimento das diferenças, o que possibilitaria a paz mundial. A obra fundamental de Otlet é o Tratado de Documentação, de 1934 que pode ser entendida como inauguradora da abordagem tríade ancorada nas atividades de organização e recuperação da informação bibliográfica, arquivística e museológica. Otlet considerou como documentos não somente livros e manuscritos, mas também arquivos, mapas, esquemas, ideogramas, diagramas, desenhos e reproduções dos mesmos, fotografias de objetos reais, entre outros. Também no início do seu Tratado, consta a bandeira (ainda atual) da Documentação como a da necessidade de tornar acessível a quantidade de informação publicada�� SURGX]LQGR� ³>���@� XP� WRGR� KRPRJrQHR� GHVWDV� PDVVDV� 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 7 professorajanainacosta@gmail.com LQFRHUHQWHV�>���@´��SDUD�R�TXH�VHULDP�QHFHVViULRV�QRYRV�SURFHGLPHQWRV��GLVWLQWRV�GD� Biblioteconomia, conforme eram aplicados até aquele momento (OTLET, 1996, p.6) Otlet descreve a Documentação como sendo constituída por uma série de operações distribuídas, hoje, entre pessoas e organismos diferentes. O autor, o copista, o impressor, o editor, o livreiro, o bibliotecário, o documentador, o bibliógrafo, o crítico, o analista, o compilador, o leitor, o pesquisador, o trabalhador intelectual. A Documentação acompanha o documento desde o instante em que ele surge da pena do autor até o momento em que impressiona o cérebro do leitor (OTLET, 1937). Ortega (2009) fala que (...). a Documentação, por sua vez, consolidou-se como o conjunto de técnicas (e seus fundamentos) de representação de conteúdos de documentos, em suas diversas tipologias e em qualquer suporte, visando recuperação, acesso e uso destes conteúdos. Observem na tabela a seguir a contribuição que cada autor trouxe para a Documentação: AUTOR CONTRIBUIÇÃO PARA A ÁREA Bradford (1951) Químico e bibliotecário, chegou a ser vice-presidente da FID, diretor da Comissão Internacional da CDU.Sua obra principal é Documentation (1948), grande continuador da obra de Otlet e contribuiu para o aperfeiçoamento e ampliação das tabelas da CDU.Na parte teórica de sua obra define a Documentação não como uma ciênciamas como a técnica que se encarrega de reunir e classificar os diferentes registros.Enquanto a Bibliografia tradicional oferece meras listas de livros, a Documentação dedica- se ao material mais efêmero (tese, publicações periódicas...), ele fala do documentalista como analista desses documentos efêmeros.Mantém que a Documentação é a técnica e a Biblioteconomia é a ciência superior. Shera (1966) Sua obra mais importante é Documentation (1951). Para este autor, biblioteconomia e documentação começam por ser essencialmente a mesma coisa, verificando-se, no entanto, com o tempo, um aperfeiçoamento da técnica por parte dos documentalistas, com vistas à organização, utilização e reprodução do seu "material" para proporcionar um acesso rápido à informação, o que se traduziu numa separação entre dois grupos de profissionais, considerando, contudo, que: "documentação não sugere uma nova ciência que se sobrepõe aos bibliotecários (...)." 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 8 professorajanainacosta@gmail.com Suzanne Briet (1951, 1960, 2006) A Documentação de1951, um dos tratados de Documentação sobre o processo. Propõe-se a definição de conceito de Documentação como: ³WRGD informação conservada e registrada em qualquer tipo de VXSRUWH´� Entende por documento ³TXDOTXHU� elemento concreto ou simbólico, conservado, ou registrado para fins de representar, reconstituir ou provar um fenômeno físico ou LQWHOHFWXDO´ José López Yepes Ele analisou o Tratado de Documentação de Otlet. Destaca que, na primeira parte do Tratado, Otletexpôe os fundamentos de seu conceito de Documentação, de Documento e das relações conexas. O livro é o termo convencional expresso para designar todo tipo de documento que, de outra parte, apresenta uma dupla face: a) como resultado de uma criação intelectual do homem, e b) uma vez reproduzido, como objeto de cultura e civilização. André Cannone Na Bélgica, produziu uma edição fac-similar do Tratado de Documentação em 1989 e buscou retomar os trabalhos de Otlet Robert Hayes Em sua obra, na que utiliza pela primeira vez o termo em inglês ³&LrQFLDV� GD� ,QIRUPDomR´� �������� IDOD� GD� QHFHVVLGDGH� GH� informação por parte da sociedade que podem assumir as bibliotecas, mas sempre vai unida ao desenvolvimento das tecnologias, nos Centros de Informação se geram os novos Centros de Informação: bancos de dados, embora parece que dá importância aos Centros de Documentação. Fala que estes e a Ciência da Informação são parte integrante de uma ciência maior que é a Biblioteconomia, para todos eles, a Documentação e a Ciência da Informação fazem parte dela. Rayward (1967, 1975) Tem publicado em idioma inglês sobre a obra de Otlet, buscando identificar os possíveis significados deste tema nos contextos atuais.é um dos responsáveis pela divulgação da Documentação neste idioma no contexto de seus estudos históricos sobre Ciência da Informação. Michael Buckland (1991) Fala que os fundamentos e técnicas propostos por Otlet e sedimentados especialmente do finaldo Século XIX aos anos 1930 receberam várias contribuições no seio da Europa até os dias atuais, mas muitas delas foram perdidas na devastação deste continente durante a Segunda Guerra Mundial. Sua visão é da informação-como-coisa: livros, textos, fotografias, edifícios, pessoas, eventos apontam para alguma informação, logo FRQVWLWXHP�HYLGrQFLD�ItVLFD��GRFXPHQWR��RX�VHMD��³FRLVD�a partir da TXDO�VH�SRGH�DSUHQGHU´�� Fonte: tabela realizada da união de várias referências que se encontram ao final deste pdf. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 9 professorajanainacosta@gmail.com A literatura traz alguns autores (além dos pioneiros Paul Otlet e Henri La Fontaine) aos quais foram desenvolvendo o conceito de Documentação e tornando sua abordagem mais ampla. É importante sabermos um pouco sobre o que cada um colaborou para a história e evolução dos conceitos de Documentação. Paul Otlet e Henri La Fontaine são conhecidos no Brasil principalmente por serem os mentores da CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL, que é baseada em Dewey, mas tem suas tabelas auxiliares expandidas. A CDU é amplamente utilizada nas bibliotecas brasileiras e mundiais. Os advogados pioneiros da Documentação, Paul Otlet e Henri La Fontaine também criaram a Federação Internacional de Documentação (FID), em Bruxelas. Eles a criaram em 1895 com sede em Haia e acabou herdando o Instituto Internacional de Bibliografia, tendo sido responsável pela mudança do termo Bibliografia por Documentação. Os advogados visavam criar 5 repertórios com a criação da FID. São eles: x Repertório Universal de Direito x Repertório Universal para as Ciências Sociais x Repertório de Direito Comparado x Repertório de Estatística Comparada x Repertório Geral por nome de autores (seu grande projeto) A Federação Internacional de Documentação (uma vez formalizada) publicou estatutos onde se estabeleciam os seguintes fins: x Aperfeiçoar e unificar os métodos bibliográficos e em especial a classificação. x Organizar a cooperação para elaborar obras e coleções como o Repertório Bibliográfico Universal. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 10 professorajanainacosta@gmail.com x Estabelecer um centro internacional de coordenação. x Permitir aos intelectuais utilizarem as coleções por meio de cópias e resumos. x Multiplicar os serviços bibliográficos e documentários em todos os países. Podemos dizer que muito antes do Traité de Documentation, Otlet já havia apresentado seu conceito de documento. Isto porque em 1908, o Instituto Internacional de Bibliografia- IIB6 que, juntamente com Henri La Fontaine, havia ajudado a criar, definiu documento como: [...] tudo aquilo que representa ou expressa, por meio de sinais gráficos (escrita, pintura, diagramas, mapas, imagens, símbolos) um objeto, um feito, uma ideia, ou uma impressão. Textos impressos (livros, revistas, jornais) hoje constituem a mais numerosa categoria deles. (CLEVELAND apud RONDINELLI, 2011) O objetivo da Federação Internacional de Documentação é promover a investigação e o desenvolvimento da documentação internacional. Isto compreende organizar, ordenar, registrar e difundir a informação em qualquer suporte e em qualquer âmbito científico. BIBLIOTECONOMIA X DOCUMENTAÇÃO X CIENCIA DA INFORMAÇÃO O termo Biblioteconomia é utilizado, de modo restritivo, para indicar a atividade de gestão e custódia de acervos de bibliotecas. A Documentação, por sua vez, consolidou-se como o conjunto de técnicas (e seus fundamentos) de representação de conteúdos de documentos, em suas diversas tipologias e em qualquer suporte, visando recuperação, acesso e uso destes conteúdos. A expressão Biblioteconomia e Documentação passou a ser adotada no sentido de reunião, de modo articulado, das características básicas de cada uma delas, embora a segunda, por definição, englobe a primeira. Atualmente a teoria mais apoiada é a de que a Documentação e a Biblioteconomia são parte da Ciência da Informação que têm por objeto o estudo da informação, e a Documentação é parte deste processo. (ORTEGA, 2009) 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 11 professorajanainacosta@gmail.com Segundo Freire (2006), este novo paradigma informacional deslocou o foco de autores e coleções para o conteúdo dos documentos, para a informação em si, desde a produção do conhecimento até a sua representação [re-significação], organização e distribuição pelos canais formais de comunicação científica. Neste sentido, o usuário começa a se deslocar da periferia para o centro do processo de comunicação da informação, e a informação começa a se constituir como campo de atividade científica. 1.2- QUESTÕES COMENTADAS ± DOCUMENTAÇÃO Observem essa questão cobrada no concurso para o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, realizado pela Fundação Carlos Chagas: 1. (TRT6/FCC/2012) Em relação à Documentação, considere: I. A área consolidou-se como um conjunto de técnicas de representação de conteúdos de documentos em suas diversas tipologias e em qualquer suporte, visando à recuperação, ao acesso e ao uso destes conteúdos. II. Há um eixo evolutivo que liga biblioteconomia, documentação e ciência da informação, sendo que a documentação veio substituir a biblioteconomia e foi substituída pela ciência da informação. III. Como um novo paradigma informacional, a documentação deslocou o foco de autores e coleções para o usuário, incluindo-o no processo de produção do conhecimento e de organização e distribuição da informação. IV. O ideário de Otlet e La Fontaine sobre o valor e a universalidade da documentação pode ser considerado como origem para a ciência da informação. Está correto o que se afirma APENAS em 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 12 professorajanainacosta@gmail.com (A) I e III. (B) I e IV. (C) II e IV. (D) II e III. (E) III e IV. COMENTÁRIO DO ITEM I: O item I afirma que documentação consiste em técnicas que representam os conteúdos dos documentos de vários tipos e qualquer suporte, visando, claro, a sua recuperação. Esse conceito é bem conhecido de nós bibliotecários e podemos até confundi-lo com o conceito de catalogação. Foi por isso que Otlet e La Fontaine acabaram criando a CDU. Além disso, a resposta para esse primeiro item está no artigo de Ortega (2009) (vide referências) e a Banca FCC copiou e colou o conceito. Como o trecho está exatamente igual ao do artigo, sem qualquer alteração, então o item está CORRETO. Diante dessa conclusão e observando os demais itens da questão, podemos eliminar os itens C, D e E e nos concentrarmos nos itens A e B. Ou seja, OU o item III está correto OU o item IV está correto. COMENTÁRIO DO ITEM II : Esse item pode ser excluído logo de cara, mas vamos ver onde está o erro. No texto de Ortega (2009), Documentação engloba Biblioteconomia e ambas são parte da Ciência da Informação. As três têm por objeto de estudo a informação. Com o texto podemos ver que nenhuma das três disciplinas SUBSTITUEM a outra, mas sim, reúnem, englobam, estudam e integram a outra. Item ERRADO. COMENTÁRIODO ITEM III: De acordo com o texto de Freire (2006) com o novo paradigma, a documentação NÃO deslocou o foco para o usuário, mas para o conteúdo dos documentos. É só lembrarmos sempre o conceito de documentação que consiste em técnicas para representação do conteúdo dos documentos. Item ERRADO. COMENTÁRIO DO ITEM IV: Pelas outras assertivas da questão, este item está CORRETO. E, sim, a documentação surgiu antes da Ciência da Informação e seus conceitos estão inseridos completamente na CI, podendo ser considerada como sua origem. RESPOSTA DA QUESTÃO 1: Letra B 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 13 professorajanainacosta@gmail.com 2. (MIN. SAÚDE/CESPE/2013) O objetivo da criação da Federação Internacional de Documentação (FID) foi resolver os problemas de acesso à documentação científica. COMENTÁRIO: essa questão trata da Federação Internacional de Informação e Documentação (FID), e questiona o seu objetivo principal e o público ao qual visa atender. Paul Otlet e Henri La Fontaine, por meio da criação da FID, pretenderam criar Repositórios visando atender as necessidades de informação de cunho científico. O objetivo final da FID era permitir aos intelectuais (pesquisadores, estudiosos que faz ciência) utilizarem as coleções. Além disso, no novo paradigma da documentação, o foco da informação passou a ser sua distribuição em canais formais de comunicação científica, para atender o ramo científico. Questão CORRETA. 3. (MIN. SAUDE/CESPE/2013) No âmbito de atuação da documentação, estão o tratamento e a organização de documentos arquivísticos, de documentos museológicos, de imagens, diagramas, mapas, figuras, símbolos, bem como as técnicas de microfilmagem. COMENTÁRIO: Segundo Yassuda (2009), " a questão da documentação em museus, tema que desperta certas inquietudes no âmbito da Ciência da Informação, não se enquadra em sistemas codificados como se dá na documentação em bibliotecas e arquivos." Podemos afirmar que a organização e tratamento de documentos arquivísticos é próprio da Arquivologia e a de documentos museológicos é próprio da Museologia. Questão ERRADA! 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 14 professorajanainacosta@gmail.com DOCUMENTAÇÃO GERAL E JURÍDICA 2.1- FINALIDADES DA DOCUMENTAÇÃO GERAL A documentação geral seria a ciência que fornece as bases teóricas e práticas da atividade de transição das fontes ao serviço da obtenção do novo conhecimento. Não obstante e de modo mais concreto, documentação geral também é entendida (sem sair da órbita geral) como a disciplina documental encarregada do estudo dos contextos organizativos como sistemas, redes e unidades de documentação onde tem local o desenvolvimento dos processos documentários em seus diferentes níveis. Essa abertura do conceito de documento conduziu a sua classificação em duas formas distintas: o documento em sentido restrito e o documento em sentido amplo. No sentido restrito o documento é o livro, folheto, revista, relatório, entre outros exemplos. Acredita-se que este sentido é o mais disseminado, em razão da materialidade concedida ao documento convencional. No sentido amplo o documento pode ser visto como bem cultural, ou seja, um monumento, um sítio paisagístico. Documentos em SENTIDO RESTRITO englobam livro, folheto, revista, relatório, etc, que são documentos mais disseminados. Documentos em SENTIDO AMPLO são os de âmbito cultural, tais como monumentos, paisagens, etc! 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 15 professorajanainacosta@gmail.com 2.2- FINALIDADES DA DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA O direito surgiu junto com os primeiros agrupamentos humanos sob a forma de costumes, os quais, posteriormente, evoluíram para se tornarem normas obrigatórias. A sua evolução histórica está mesclada com a da sociedade como um todo, sendo, portanto, entendido como uma norma social. Nos seus primórdios, de forma paulatina, a sociedade foi criando regras relacionadas com a convivência dos seus membros, regulando a convivência entre pessoas e os componentes de seus grupos. (CUNHA, 2010). A ciência romana observou a necessidade de classificar o direito como forma de diferenciar os seus vários ramos de atuação. Passos e Barros (2009, p. 1) apresentam a divisão do direito, em direito público e privado. Pertence ao direito público interno: o direito constitucional, direito administrativo, direito financeiro, direito tributário, direito processual e direito penal. No direito público externo tem- se o direito internacional público. No direito privado comum tem-se o direito civil e o direito privado especial que envolve o direito comercial, direito do trabalho e direito internacional privado. Passos e Barros (2009) explicam que a informação jurídica pode ser gerada, registrada e recuperada, em três formas distintas: x Analítica (por meio da doutrina); x Normativa (pela legislação) e 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 16 professorajanainacosta@gmail.com x Interpretativa (com o emprego da jurisprudência). A documentação jurídica é entendida por Atienza (1979) como sendo: ³D� reunião, análise e indexação da doutrina, da legislação (leis, decretos, decretos-leis, atos, resoluções, portarias, projetos de leis ou de decretos legislativos ou de resoluções legislativas, ordens internas, circulares, reposições de motivos, etc.) da jurisprudência (acórdãos, pareceres, recursos, decisões, etc.) e de todos os documentos oficiais relativos a atos normativos RX�DGPLQLVWUDWLYRV´� AUTOR CONCEITO DE INFORMAÇÃO JURÍDICA PASSOS, 1994, p. 363 Toda unidade de conhecimento humano que tem a finalidade de embasar manifestações de pensamento de jurisconsultos, advogados, legisladores, desembargadores, juízes e todos aqueles que lidam com a matéria jurídica, quando procuram estudar (do ponto de vista legal) ou regulamentar situações, relações e comportamentos humanos, ou ainda quando interpretam e aplicam dispositivos legais ALONSO, 1998 apud REZENDE, A., 2004 , p. 175. Informação jurídica, sob o aspecto genérico, pode ser conceituada como qualquer dado ou fato, extraído de toda e qualquer forma de conhecimentos da área jurídica, obtido por todo e qualquer meio disponibilizado e que pode ser usado, transferido ou comunicado sem a preocupação de estar integrado a um contexto. É um dado ou qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação. Informação jurídica, sob o aspecto de documentação organizada, é o produto da análise dos dados existentes em toda e qualquer forma de conhecimentos obtidos na área jurídica, devidamente registrados, classificados, organizados, relacionados e interpretados dentro de um contexto para transmitir conhecimento e permitir a tomada de decisões de forma otimizada. A disponibilidade desses dados, devidamente trabalhados, é feita através de meios manuais/mecânicos/magnéticos aos interessados. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof.Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 17 professorajanainacosta@gmail.com OLIVEIRA, 2006, p. 6-7 Trata de conteúdos especializados e sob a ótica do seu gerenciamento, esta tem a responsabilidade de nortear as decisões dos magistrados e demais serventuários, nos processos e atividades jurisdicionais, a fim de prestar serviços de informação com a maior especificidade e eficiência possível. SARMENTO et al, 2005 apud OLIVEIRA, 2006, p. 6 A informação jurídica sob o ponto de vista do valor agregado, enfatiza aspectos novos Sobre a relevância da informação. Uma unidade de documentação de um tribunal gerencia o recurso informação documental para dar suporte à tomada de decisão dos magistrados, na elaboração de votos e decisões. Fonte: Perillo (2012). Cada uma das fontes do Direito produz, de forma peculiar, informação. E para que esta informação possa ser comunicada, é necessária sua materialização em um documento. Para Nascimento e Guimarães (2004, p.33), por documento jurídico entende-VH�R�³FRQMXQWR�GH�HVSpFLHV�GRFXPHQWDLV�JHUDGDV�SHOR�H�RX�SDUD�R�'LUHLWR´�� TXH�³GL]�UHVSHLWR�jV�UHODo}HV�MXUtGLFDV�H[LVWHQWHV�HQWUH�RV�LQGLYtGXRV�RX�GHVWHV�SDUD� com o Estado e vice-YHUVD´��$�GRFXPHQWDomR�MXUtGLFD�p�FRPXPHQWH�dividida em três categorias: Legislação, Jurisprudência e Doutrina. (TORRES ; ALMEIDA, 2013) 2.3- LEGISLAÇÃO As Leis exercem papel primordial, pois, segundo Mendes & Foster Júnior (p. 77- 78), tornam possível o exercício da Constituição, criando os fundamentos da justiça e segurança que assegurem um desenvolvimento social harmônico, e desempenhando as funções de: x ,QWHJUDomR�� DR� ³FRPSHQVDU� DV� GLIHUHQoDV� MXUtGLFR-políticas no quadro de IRUPDomR�GD�YRQWDGH�GR�(VWDGR´� x 3ODQLILFDomR�� VHQGR� ³R� LQVWUXPHQWR� básico de organização, definição e GLVWULEXLomR�GH�FRPSHWrQFLDV´� x 3URWHomR�³FRQWUD�R�DUEtWULR��DR�YLQFXODU�RV�SUySULRV�yUJmRV�GR�(VWDGR´� 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 18 professorajanainacosta@gmail.com x 5HJXODomR��³DR�GLUHFLRQDU�FRQGXWDV�PHGLDQWH�PRGHORV´� x ,QRYDomR�³QD�RUGHP�MXUtGLFD�H�QR�SODQR�VRFLDO´� Segundo Passos e Barros (2009), legislação é o conjunto de leis de um Estado, entendimento pelas leis de acordo com a finalidade, regras sociais obrigatórias, impostas por uma autoridade pública, de forma permanente e que são sancionadas pela força. A legislação, também denominada conjunto de leis, refere-se á reunião de atos normativos emanados de autoridade competente. Esses atos são de diversos tipos e possuem uma hierarquia. A seguir são mencionados e definidos os mais utilizados, segundo Cunha (2010). x Constituição: a lei fundamental e suprema de um Estado, que contém as normas respeitantes à formação dos poderes públicos, forma de governo, distribuição de competências, direitos e deveres dos cidadãos. Sinônimo de carta constitucional, carta magina, lei maior. x Código: coleção de leis; conjunto metódico e sistemático de disposições legais relativas a um assunto ou a um ramo do direito. Sinônimo de regras e preceitos. x Decreto: ato administrativo da competência exclusiva do chefe do poder executivo destinado a prover situações gerais ou individuais, abstratamente previstas, de modo expresso ou implícito na lei. x Decreto legislativo: ato destinado a regular matérias de competência exclusiva do Congresso Nacional que tenha efeitos externos a ele. x Decreto-lei: ato que chefe do poder executivo expede, com força de lei, por absorver, anormalmente, as funções próprias do legislativo. Essa norma legal vigorou antes da Constituição Federal de 1988. x Edital: ato escrito oficial em que há determinação, aviso, postura, citação, etc., e que se afixa em lugares públicos ou se anuncia na imprensa, para conhecimento geral, ou de alguns interessados, ou, ainda, de pessoa determinada cujo destino se ignora. x Emenda constitucional: é uma modificação no texto da Constituição que deve ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em votação nominal, por três quintos dos votos dos membros de cada casa legislativa. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 19 professorajanainacosta@gmail.com Estão autorizadas no art. 60 da Constituição, e são a forma legítima e secundária de alterar as disposições constitucionais vigentes. x Instrução normativa: ato normativo de um órgão governamental para certos ramos de atividades; na área de telecomunicações, por exemplo, as instruções normativas da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) .Ela é expedida no sentido de interpretar a lei. x Lei: regra geral e permanente a que todos estão submetidos. x Lei complementar: tipo de lei que ostenta a rigidez dos preceitos constitucionais, e tampouco comporta a revogação por força de qualquer lei ordinária superveniente; busca resguardar certas matérias de caráter paraconstitucional contra mudanças céleres ou apressadas, sem lhes imprimir uma rigidez exagerada, que dificultaria sua modificação. x Lei delegada: ato normativo editado pelo presidente da República em virtude de autorização do poder legislativo, expedida mediante resolução e dentro do limites nela traçados. x Lei ordinária: ato normativo ativo primário que contém, em regra, normas gerais e abstratas. x Medida provisória: ato normativo com força de lei que pode ser editado pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência. x Portaria: documento emitido por autoridade administrativa contendo ordens e instruções sobre aplicação de leis, decretos ou recomendações. 00000000000 - DEMO 0 BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 20 professorajanainacosta@gmail.com Vejamos os conceitos das leis e normas, segundo Passos (2004), obedecendo à hierarquia: Observem os conceitos de cada um e suas características, segundo Passos (2004): CONSTITUIÇÃO: o primeiro na hierarquia, dispõe sobre a organização política, institui os poderes públicos, regula as suas funções e delineia os direitos e deveres essenciais dos cidadãos de uma nação soberana. Nenhuma Lei pode contrariar, revogar ou modificar qualquer disposição da Constituição. Há, porém, normais constitucionais cuja aplicabilidade ou exequibilidade exigem CONSTITUIÇÃO EMENDAS CONSTITUCIONAIS MEDIDAS PROVISÓRIAS DECRETOS RESOLUÇÃO / PORTARIA CÓDIGO CONSOLIDAÇÃO ESTATUTO / REGULAMENTO / REGIMENTO ORDEM DE SERVIÇO / CIRCULAR / DESPACHO DELIBERAÇÃO 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 21 professorajanainacosta@gmail.com regulamentação. Essa regulamentação expressa-se através de leis orgânicas ou de leis ordinárias. EMENDAS CONSTITUCIONAIS em sentido lato, têm o conceito de correção de defeito, de erro, de alteração do texto original, para melhor atender a uma situação criada. As Emendas Constitucionais são textos que alteram, parcialmente, disposições da Constituição vigente, a fim de torná-la mais viável, ou de incorporar- lhe disposições apropriadas aodesenvolvimento técnico e social da Nação. (...) todas as regras constitucionais são susceptíveis de serem emendadas. Lei Complementar, são espécies de leis ordinárias tendo valor infraconstitucional, destina-se a completar os dispositivos não executórios da constituição. Lei Delegada: a elaboração dessas leis implica a delegação de poderes, atribuída pelo Congresso Nacional ao presidente da República ou a comissão especial do próprio Parlamento. Lei Ordinária, é assim denominada no processo legislativo (arts. 59, III e 61 caput, da CF) para distingui-la da lei complementar ou delegada, já que na prática, é denominada simplesmente lei. É votada mediante processo ordinário. MEDIDAS PROVISÓRIAS: É uma medida baixada pelo Presidente da República, com força de lei, porém diferente da Lei Delegada. A medida provisória é a sucessora velada do velho decreto-lei, previsto nos arts. 46, V, e 55, da Constituição de 1967, ora revogada. É um ato unipessoal do presidente da República, com força imediata de lei, sem a participação do Poder Legislativo, que somente será chamado a discuti-la e aprová-la em momento posterior. O pressuposto da MP, de acordo com o artigo 62 da Constituição Federal é urgência e relevância, cumulativamente. (WIKIPEDIA, [s.n]). 00000000000 - DEMO ==0== BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 22 professorajanainacosta@gmail.com DECRETO: Ato administrativo emanado do Poder Executivo, com fim de regulamentar a lei propriamente dita, ou de ensejar, a tal Poder, a realização dos atos inerentes à sua competência. O decreto pode ser autônomo ou regulamentar. DECRETO LEGISLATIVO: Visa a regular matérias do Congresso Nacional no âmbito administrativo. O decreto legislativo é ato de natureza administrativa que traduz deliberação do Congresso Nacional sobre matéria de sua competência. O projeto de lei definitivamente aprovado no âmbito do Legislativo constitui um decreto legislativo, que somente transformar-se-á em lei se for sancionado pelo Presidente da República. DECRETO RESERVADO: Há assuntos, especialmente na área militar, que devem ser regulados pelo Poder Executivo, mas que não devem ser divulgados, por motivos de segurança nacional. DECRETO SEM NÚMERO: Atos do Poder Executivo, de caráter administrativo, mas interessando apenas a um indivíduo ou grupo de indivíduos, como nomeações, designações, promoções, exonerações, aposentadoria e reformas de funcionários, ministros ou secretários, embaixadores, delegados e militares; concessões de naturalização de perda de nacionalidade ou de direitos políticos e outros semelhantes. São sempre mencionados, quando no âmbito Federal, como ³'HFUHWR�GR�3UHVLGHQWH�GD�5HS~EOLFD´� RESOLUÇÃO: É assim que, geralmente, é empregado no sentido de extinção ou de revogação, quando se refere aos direitos ou obrigações. É resolução o desaparecimento, a rescisão, a anulação ou o rompimento do que era feito ou ajustado. PORTARIA: Ato administrativo que consistente na determinação de providência para o bom andamento do serviço público. CÓDIGO: Na terminologia jurídica significa coleção de leis. E assim, é denominação que se dá a todo conjunto de leis compostas pela autoridade 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 23 professorajanainacosta@gmail.com competente, normalmente pelo Poder Legislativo, enfaixadas num só corpo e destinadas a reger a matéria, que faz parte, ou que é objeto de um ramo de direito. CONSOLIDAÇÃO: Consolidar, tornar firme, fortificar. Reelaboração de material legislativo preexistente, dotado de nova redação e de unificação num só diploma legislativo. ESTATUTO: Significa estabelecer, constituir, fundar, em sentido amplo, entende-se a lei ou regulamento, em que se fixam os princípios institucionais ou orgânicos de uma coletividade ou corporação pública ou particular. REGULAMENTO: O regulamento, revela-se o ato emanado do poder executivo com o objetivo de ampliar ou estabelecer as medidas e providências indispensáveis ao cumprimento da lei. Pode designar também o conjunto de regras, de caráter legislativo, instituído pelo poder executivo. REGIMENTO: É juridicamente tomado na acepção de ordenação ou conjunto de regras que se dispõe como regime de alguma coisa, notadamente sobre o desempenho de cargos ou ofícios. ORDEM DE SERVIÇO: Ato administrativo de efeito interno representada por determinações especiais destinadas a regular procedimentos para a execução de serviços ou tarefas. CIRCULAR: Ato administrativo de caráter geral, uniforme, endereçado a todos os órgãos que tenham a mesma condição, a mesma função e que pertençam à mesma categoria, tendo caráter obrigatório somente para com os subordinados a uma autoridade e nenhuma influência exercem sobre os tribunais. DESPACHO: São atos de ordenação de processos, não têm carga decisória, não são objeto de recurso. Em sentido amplo, a decisão de autoridade judiciária ou administrativa competente, a respeito de ato ou fato que lhes sejam trazidos ao conhecimento. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 24 professorajanainacosta@gmail.com DELIBERAÇÃO: é aplicado e, para indicar toda resolução ou decisão, tomada por uma pessoa ou por uma assembleia, mediante prévia discussão e exame da matéria, assim submetida a esse veredicto. ATO NORMATIVO / ATO LEGAL / NORMA JURÍDICA A norma jurídica foi definida por Gusmão (2003, p. 80) como ³D proporção normativa inserida em uma fórmula jurídica (lei, regulamento, tratado internacionalmente etc.), garantida pelo poder público (direito interno) ou pelas organizações internacionais (direito internacional).´ Segundo a lei complementar nº 95, de 26/2/1998, a lei deverá ser estruturada em três partes: parte preliminar, parte normativa e parte final. Parte preliminar. Compreende a epígrafe, a ementa, o preâmbulo, o enunciado do objeto e a indicação do âmbito de aplicação das disposições normativas. x Epígrafe. Deve ser grafada em caracteres maiúsculos, proporciona identificação única à norma. É formada pelo título designativo da espécie normativa, número e data. x Ementa��³>���@SDUWH�GR�DWR�TXH�VLQWHWL]D�R�FRQWH~GR�GD�OHi, a fim de permitir, de PRGR�LPHGLDWR��R�FRQKHFLPHQWR�GD�PDWpULD�OHJLVODWLYD´� x Preâmbulo. Indica o órgão ou instituição competente para a prática do ato e sua base legal. x Âmbito da aplicação. O primeiro artigo do texto indicará o objeto da lei e o respectivo âmbito de aplicação. Parte normativa. Compreende o texto das normas de conteúdo substantivo relacionadas com a matéria regulada. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 25 professorajanainacosta@gmail.com Parte final. Abrange as disposições sobre as medidas para implementação das normas de conteúdo substantivo, as disposições transitórias, se for o caso, a cláusula de vigência e a revogação, quando couber. Cláusula de revogação. Depois da lei complementar nº 95, de 26/2/1998, não se DGPLWH�PDLV�D�FODXVXOD�FRPR�µ5HYRJDP-VH�DV�GLVSRVLo}HV�HP�FRQWUiULR¶��e�PHOKRU�� portanto, HPSUHJDU� D� ³FOiXVXOD� HVSHFtILFD�� TXH� ± além de cumprir a finalidade de marcar o encerramento do texto legislativo± remete com precisão aos dispositivos UHYRJDGRV´��%UDVLO��3UHVLGrQFLD�����������S�������(OD�p�HVSHFtILFD�TXDQGR�H[SOLFLWD�D�OHL� ou leis que são revogadas. Cláusula de vigência. Determina a data em que a norma entra em vigor. Mas, se não houver essa indicação explícita no texto, será aplicado o que determina o artigo �� GD� /HL� GH� ,QWURGXomR� DR� &yGLJR� &LYLO�� VHJXQGR� R� TXDO�� ³VDOYR� GLVSRVLomR� HP� contrário, a lei começa a vigorar em WRGR�R�SDtV����GLDV�DSyV�D�VXD�SXEOLFDomR´��%UDVLO�� Presidência..., 2002, p. 96). Fecho. Consagrou-se que o fecho dos atos legislativos haveria de conter referência aos fatos marcantes de nossa história: Declaração da Independência e Proclamação da República (Brasil. Presidência..., 2002, p. 96). Assinatura e referenda. Para terem validade, os atos normativos devem ser assinados pela autoridade competente. Trata-se de prática amplamente consolidada no direito constitucional e administrativo. As leis devem ser referendadas pelos ministros de Estado que respondam pela matéria (Constituição, artigo 87, parágrafo único, I), que assumem, assim, a co-responsabilidade por sua execução e observância. AGRUPAMENTO DE ARTIGOS A dimensão de determinados textos legais exige uma sistematização adequada. No direito brasileiro consagra-se a seguinte prática para a divisão das leis mais extensas: 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 26 professorajanainacosta@gmail.com x Um conjunto de artigos compõe uma SEÇÃO; x Uma seção é composta por várias SUBSEÇÕES; x Um conjunto é seções constitui um CAPÍTULO; x Um conjunto de capítulos constitui um TÍTULO; x Um conjunto de títulos constitui um LIVRO. Se a estrutura alentada do texto requerer desdobramentos, adotam-se as PARTES, que denominam Parte Geral e Parte Especial. Os atos legais possuem características próprias tendo assim um caráter especial: x São textos com tópicos (artigos, incisos, alíneas e parágrafos) cada um com uma função; x Possuem caráter imperativo; x Informação com validade geográfica e temporal delimitada; x Possuem regras próprias de redação; O texto dos atos legais são divididos em: ͻsua numeração até o artigo nono é contada como ordinal, a partir do dez utiliza-se algarismo arábico. 9º, 10, 11...; ͻCAPUT: enunciado do artigo, sem numeração. ͻÉ a primeira divisão do artigo e sua numeração é feita da mesma forma que a dos artigos. ͻIndicados por algarismos romanos e são os elementos enumerativos de artigos. Artigo ͻindicados por letras e desdobramentos dos artigos e dos parágrafos. Parágrafo ͻindicados por algarismos arábicos são desdobramentos dos caput. Incisos Alíneas Itens 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 27 professorajanainacosta@gmail.com 2.4- JURISPRUDÊNCIA Em sentido amplo, é o conjunto de decisões proferidas pelos tribunais nos casos concretos sob sua responsabilidade; em sentido restrito, refere-se à decisão dos tribunais sobre um determinado ponto de direito. (CUNHA, 2010) Segundo Passos e Bastos (2009), jurisprudência é o modo pelo qual os tribunais interpretam e aplicam as lenis. (SILVA, 1999, apud PASSOS, 2004). As obras de jurisprudência são imprescindíveis para uma biblioteca jurídica, pois é através destas que os usuários fundamentam seus pareceres e pesquisas. Os tipos mais comuns de jurisprudência são: x Acórdão: decisão do tribunal; peça escrita com o resultado de julgamento proferido por um colegiado (grupo de juízes ou ministros). Compõe-se de relatório (exposição geral sobre o assunto), boto (fundamentação da decisão tomada) e dispositivo ( a decisão propriamente dita). Nos casos de dissídios coletivos, os acórdãos são também chamados de sentença normativa. x Decisão monocrática: decisão final em um processo, tomada por um juiz ou, no caso do Supremo Tribunal Federal (STF), por um ministro. No STF, podem ser decididos monocraticamente pedidos ou recursos manifestamente intempestivos, incabíveis ou improcedentes, ou que contrariem a jurisprudência predominante no tribunal ou, ainda, em que for evidente sua incompetência. x Sentença: decisão proferida por um juiz num processo. Na Justiça do Trabalho, existe, porém, a figura da sentença normativa, que não é proferida por juiz singular e, sim, por um colegiado, nos casos de dissídio coletivo. x Súmula: resumo da orientação jurisprudencial de um tribunal para casos análogos. x Súmula vinculante: súmula aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, depois de reiteradas decisões sobre matéria constitucional, que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 28 professorajanainacosta@gmail.com órgãos do poder judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Também poderá ser revisada ou cancelada pela suprema corte, na forma estabelecida em lei. 2.5- DOUTRINA A produção documental na área de doutrina é registrada em livros, antigos de periódicos, textos diversos (impressos ou disponíveis na internet), vídeos e outras formas de registro do conhecimento. Essa produção pode ser buscada nas bibliotecas, nas livrarias e na internet. (CUNHA, 2010) A informação jurídica talvez seja uma das maiores produtoras de documentos no Brasil. Esse volume de produção é motivado pelo número de advogados brasileiros, pela quantidade de cursos jurídicos e também pela rápida obsolescência desse tipo de informação. Por exemplo, após a publicação, em 1988, da nova Constituição, as obras de direito tiveram que se adaptar a esse novo diploma. A mesma coisa ocorre quando os códigos sofrem alterações. Assim, é comum o lançamento de nova edição de uma obra jurídica em pequenos intervalos de tempo. Portanto, é uma área que exige do bibliotecário uma constante atualização. (CUNHA, 2010) Segundo Passos e Bastos (2009), doutrina é o conjunto de princípios expostos nos livros de direito, em que se firmam teorias ou se fazem interpretações sobre ciência jurídica. (PLÁCIDO ; SILVA, 1999, apud PASSOS, 2004). (...) além de constituir espaço para análise, reflexão, e discussão da legislação e da jurisprudência, apontando suas virtudes e imperfeições, tem também por objetivo facilitar a compreensão dos textos e documentos legais, servindo como embasamento teórico para a própria atuação jurídico-legislativa. Se revela por meio de documentos como livros, artigos de pesquisas, teses, etc. No contexto da Doutrina, a, além de livros e artigos, há uma tipologia documental que merece ser destacada, esta tipologia é o parecer jurídico. O parecer 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 29 professorajanainacosta@gmail.com é utilizado pelos advogados quando ingressam com algum recurso e precisam sustentar a tese que pretendem defender em juízo. Quanto a estrutura, o parecer possui as seguintes partes: x Consulta: onde o parecerista diz o que os advogados X e Y solicitam sua opinião sobre determinada questão jurídica. x Antecedentes ou Histórico:o parecerista faz um breve relato dos fatos ocorridos. x Quesitos ou Parecer: apresentam-se as perguntas para as quais os consulentes buscam respostas; para cada pergunta segue a resposta do parecerista, que usa os artefatos da doutrina, legislação e jurisprudência para responder às perguntas do consulente. x Conclusão ou Respostas: apresenta sucintamente cada resposta dada. Após a conclusão há a data e o nome do parecerista. TRÊS PODERES Observem os conceitos dos termos de direito, segundo Passos (2004): Nos regimes democráticos, três poderes apresentam-se bem definidos e atuantes: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Ao Poder Executivo compete exercer o comando da nação, conforme aos limites estabelecidos pela Constituição ou Carta Magna do país. O Poder Judiciário tem a incumbência de aplicar a lei em casos concretos, para assegurar a justiça e a realização dos direitos individuais e coletivos no processo das relações sociais, além de velar pelo respeito e cumprimento do ordenamento constitucional. Quanto ao Poder Legislativo, a ele compete produzir e manter o sistema normativo, ou seja, o conjunto de leis que asseguram a soberania da justiça para todos - cidadãos, instituições públicas e empresas privadas. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 30 professorajanainacosta@gmail.com 2.6- QUESTÕES COMENTADAS ± DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA 1. (MIN.SAUDE/CESPE/2013) A documentação em sentido amplo trata não somente das três idades dos documentos- corrente, intermediária e permanente - mas também dos instrumentos de gestão documental. COMENTÁRIO: A banca quis confundir o candidato misturando as características de documentos em geral com documentos arquivísticos, pois os documentos classificados como correntes, intermediários e permanentes lembram características de documentos de Arquivo. Questão ERRADA. Sobre a teoria das três idades abordada na questão, eis um trecho do artigo de Medeiros e Amaral (2010). (...) teoria das três idades é representada pelas três fases do arquivamento por que passam os documentos em traslado por ARQUIVOS corrente, intermediário e permanente. (MEDEIROS; AMARAL, 2010). 2. (MPU/CESPE/2013) Em um ato legal, a referência ao enunciado de cada artigo, denominada de caput, é feita em algarismos romanos. COMENTÁRIO: A questão 5 afirma que a referência ao enunciado de cada artigo, denominada de caput, é feita em algarismos romanos. Vimos na teoria que caput é o enunciado do artigo e não tem numeração. Os desdobramentos do caput são os itens e esses são indicados por algarismos arábicos. A questão está ERRADA pois o caput não possui algarismos romanos. 3. (TRT17/CESPE/2009) Os códigos reúnem, em uma só publicação, um conjunto de leis destinadas a reger matéria que faz parte ou é objeto de um ramo do direito. COMENTÁRIO: Código é todo conjunto de leis enfaixadas num só corpo e destinadas a reger a matéria, que faz parte, ou que é objeto de um ramo de direito. Essa definição é exatamente igual a da questão. Questão CORRETA. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 31 professorajanainacosta@gmail.com 4. (TRT3/FCC/2015) A doutrina é uma forma da informação jurídica que (A) exerce poder de coerção sobre os indivíduos na sociedade. (B) serve de embasamento teórico para a atuação jurídico-legislativa. (C) se expressa por meio de acórdãos, ações, sentenças e recursos. (D) emana de determinado tribunal ou instância de julgamento. (E) compreende o processo de elaboração das normas jurídicas. COMENTÁRIO: A doutrina, segundo Passos e Bastos (2009), serve como ³HPEDVDPHQWR� WHyULFR� SDUD� D� SUySULD� DWXDomR� MXUtGLFR-OHJLVODWLYD´. O conceito completo está na página 26 desta apostila. Resposta: letra B. 5. (CPRM/CESPE/2013) As medidas provisórias decorrem de atos legislativos de competência exclusiva do Congresso Nacional. COMENTÁRIO: 6HJXQGR�&XQKD� �������D�PHGLGD�SURYLVyULD�p� ³ato normativo com força de lei que pode ser editado pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência´. Ou seja, a medida provisória é um ato unipessoal do Presidente da República e não do Congresso Nacional. Questão Errada. 6. (TJDF/CESPE/2015) A doutrina, base para a formação de leis e da jurisprudência, é a fonte principal da informação jurídica. COMENTÁRIO: Segundo Barros (2004 apud PASSOS, 2004), a principal fonte de informação jurídica é a Legislação (a Lei), seguida da Jurisprudência (decisões de juízes e Tribunais) e a doutrina é aquela que traz interpretação de autores, juristas e escritores acerca de uma norma ou decisão jurídica. Questão Errada. 7. (STJ/CESPE/2012) Contratos, petições, relatórios, pareceres internos e respostas às consultas de clientes são considerados fontes jurisprudenciais. COMENTÁRIO: Conforme teoria apresentada na página 25, as fontes jurisprudenciais são os acórdãos, as decisões monocráticas, as sentenças, as súmulas e as súmulas vinculantes. Questão Errada. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 32 professorajanainacosta@gmail.com 8. (MPU/CESPE/2013) Entende-se por doutrina o pensamento jurídico sistematizado em que se teoriza acerca do conhecimento jurídico expresso em publicações. COMENTÁRIO: Vimos que a doutrina serve como embasamento teórico para a própria atuação jurídico-legislativa e se revela por meio de documentos (publicações) como livros, artigos de pesquisas, teses, etc. Em outras palavras, a doutrina reflete o pensamento jurídico em teoria e expresso em publicações. Questão CORRETA. LEITURA OBRIGATÓRIA! PASSOS, Edilenice (org). Informação jurídica: teoria e prática. Brasília: Thesaurus, 2004. PASSOS, Edilenice ; BARROS, Lucivaldo Vasconcelos. Fontes de informação para pesquisa em direito. Brasília: Briquet de Lemos, 2009. SILVA, Andréia Gonçalves. Fontes de informação jurídica: conceitos e técnicas de leitura para o profissional da informação. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 33 professorajanainacosta@gmail.com DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO E DIÁRIO DA JUSTIÇA 3.1 DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Os Diários Oficiais são fontes primárias da informação jurídica; neles são publicados todos os atos oficiais da administração pública, os quais passam a ter validade jurídica a partir dessa publicação. O Diário Oficial da União (DOU) é um dos veículos de comunicação pelo qual a Imprensa Nacional tem de tornar público todo e qualquer assunto acerca do âmbito federal. Hoje o DOU pode ser acessado virtualmente pela internet e fisicamente pela compra em bancas de jornais. (WIKIPEDIA, [s.d]). A Imprensa Nacional é subordinada à Presidência da República Federativa do Brasil e também disponibiliza um serviço que facilita o acompanhamento de matérias de interesse, chamado In Busca Total. Por meio dele, o usuário pode cadastrar um termo a ser constantemente procurado em uma das publicações e receber um aviso por e-mail quando este for encontrado. O Diário Oficial é composto por três seções CONTEÚDO DOS JORNAIS OFICIAISJornal Parte Conteúdo Exemplos Diário Oficial da União Seção 1 Atos normativos de interesse geral, se encontra divididas pelos órgãos que compõe a administração pública federativa (Senado Federal, Congresso Federal, Presidência, Ministérios) , e subdividida pelas secretárias, departamentos, Leis, decretos, resoluções, instruções normativas, portarias e outros. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 34 professorajanainacosta@gmail.com etc. que compõe os órgãos da administração pública (Universidades, etc.). Diário Oficial da União Seção 2 Atos de interesse dos servidores da Administração Pública Federal Nela é possível se encontra despachos, portarias, portaria interministerial, dentre outros atos. Diário Oficial da União Seção 3 A Seção 3 do Diário Oficial da União - DOU é o local destinado à publicação de contratos (inclui-se aqui também a licitação), avisos, editais e ineditoriais Contratos, editais, avisos e ineditoriais (atos de governos estaduais, municipais e de terceiros que, por determinação legal, requeiram publicação). Fonte: WIKIPEDIA (2012). O Diário Oficial foi criado por meio da Lei Imperial Nº 1.177, sancionada em 9 de setembro de 1862 e o primeiro número circulou em 1 de outubro de 1862, quando o governo brasileiro, através de uma deliberação do Marquês de Olinda, passa a divulgar os atos legais através do Diário Oficial. Em 15 de setembro de 1911 ocorreu um incêndio que destruiu boa parte das instalações do Diário Oficial, inclusive arquivos de documentos, publicações e o preciosíssimo acervo de sua biblioteca. Em 1940, o Presidente Getúlio Vargas inaugurou uma nova sede para substituir a antiga, que ficou pequena. Em 1994, a Imprensa Nacional passou a utilizar recursos de informática. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 35 professorajanainacosta@gmail.com O Diário Oficial da União é o instrumento de acesso universal e de validação dos atos administrativos do Estado. Instrumento que garante transparência em nome do interesse público. Também publica atos da iniciativa privada. Quando se fala em leis federais, todos sabem que o local de sua publicação é um só: o Diário Oficial da União, diariamente editado, impresso e disponibilizado física e eletronicamente pela bicentenária Imprensa Nacional, um dos três órgãos mais antigos do País. A Imprensa Nacional é órgão da Casa Civil da Presidência da República. O Diário Oficial da União registra diariamente a vida administrativa do Brasil. Eis alguns exemplos históricos desse registro: Proclamação da República, em 16 de novembro de 1889 (Decreto Federal n° 1), Lei n° 6.683 (de Anistia ), de 28 de agosto de 1979, Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943), a lei nº 3353 (de 13 de maio de 1.888), que declarou extinta a escravidão no Brasil e a Lei n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, que regulamenta o artigo 37, inciso XXI, do Constituição Federal, e que instituiu normas para licitações e contratos da Administração Pública ± que, em seus artigos sexto e 61, obriga que contratos e aditamentos na órbita da União sejam publicados, de forma resumida, no Diário Oficial da União ± condição indispensável para sua eficácia . O E-DIÁRIOS são as assinaturas em versão eletrônica do DOU, com a publicação em formato pdf, sendo comercializadas com as periodicidades semestral e anual. 3.2- DIÁRIO DA JUSTIÇA Diário de Justiça era composto por três seções e trazia Publicações dos atos de caráter judicial, que foram editados, impressos, disponibilizados e distribuídos pela Imprensa Nacional até 31 de dezembro de 2010. Utilizava descritores do tesauro do Senado Federal. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 36 professorajanainacosta@gmail.com 3.4- QUESTÕES COMENTADAS ± DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO E DIÁRIO DA JUSTIÇA 1. (CPRM/CESPE/2013) Os atos relativos aos servidores civis bem como os avisos de concorrência, as tomadas de preço e os atos resultantes de processos licitatórios são dispostos na Seção 2 do Diário Oficial da União. COMENTÁRIO: A seção 2 do DOU trata dos Atos de interesse dos servidores da Administração Pública Federal, mas a seção que trata dos avisos de concorrência, as tomadas de preço e os atos resultantes de processos licitatórios é a seção 3. Questão ERRADA. 2. (CPRM/CESPE/2013) Ineditoriais, avisos, editais e contratos são publicados na seção 3 do DOU. COMENTÁRIO: A seção 3 do DOU é o local destinado à publicação de contratos (inclui-se aqui também a licitação), avisos, editais e ineditoriais. Questão CORRETA. 3. (CPRM/CESPE/2013) O número do diário e o ano da edição são grafados no rodapé de todas as páginas do DOU. COMENTÁRIO: O número do diário e o ano da edição são grafados no cabeçalho de todas as páginas do DOU. Questão ERRADA. 4. (CPRM/CESPE/2013) A versão eletrônica do DOU é um documento assinado digitalmente. COMENTÁRIO: O E-Diários consiste no Diário Oficial da União com assinatura digital. Questão CORRETA. 5. (CPRM/CESPE/2013) A seção 1 do DOU publica, exclusivamente, atos de interesse dos servidores ativos da administração pública federal. COMENTÁRIO: A Seção 1 trata dos atos normativos de interesse geral, se encontra divididas pelos órgãos que compõe a administração pública federativa. A seção que trata dos servidores é a seção 2. Questão ERRADA. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 37 professorajanainacosta@gmail.com LISTA DE QUESTÕES 1. (TJAC/CESPE/2012) A finalidade da documentação é, de modo geral, transformar as possibilidades que o indivíduo tem para obter informações de seu interesse em probabilidades suficientes. 2. (TJDF/CESPE/2015) Um sistema especialista jurídico é um conjunto de programas de computador associado a uma base de conhecimento que permite o diagnóstico, a extração de conclusões ou a apresentação de planos de ação no âmbito da área jurídica. 3. (CPRM/CESPE/2013) A informação jurídica analítica é aquela produzida pelo Estado e disponibilizada na base de dados da Presidência da República. 4. (CRPRM/CESPE/2013) A recuperação da informação é a finalidade do trabalho de documentação, cujo ciclo se inicia na fase de aquisição do documento. 5. (MPU/CESPE/2013) Constituem jurisprudência acerca de determinado tema jurídico as decisões relativas a esse tema emanadas dos diversos tribunais. 6. (MPU/CESPE/2013) No âmbito federal, constituem documentação jurídica os seguintes diplomas legais: Constituição Federal, emenda constitucional e lei complementar. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 38 professorajanainacosta@gmail.com 7. (STJ/CESPE/2012) Na condição específica de documento, o acórdão enquadra-se no âmbito dos atos normativos ² também denominados atos deliberativos-normativos ², que consistem nos atos oriundos de deliberações de órgãos da administração pública, geralmente colegiados,nos quais constam regras e normas de cumprimento. 8 (STM/CESPE/2011) Trabalhos teóricos que visam a interpretação de leis e processos jurídicos são conhecimentos registrados em livros conhecidos por normativa, produzidas pelo poder público competente. 9. (MPU/CESPE/2013) No âmbito federal, constituem documentação jurídica os seguintes diplomas legais: Constituição Federal, emenda constitucional e lei complementar. 10. (CNJ/CESPE/2013) Vade-mécuns são as obras de referência que auxiliam o bibliotecário jurídico, os estudantes e os profissionais do direito em suas pesquisas. Nessas obras, devido ao padrão nelas adotado, não pode constar jurisprudência, mas apenas a legislação. 11. (MPE-AP/FCC/2012) A principal função da ementa jurisprudencial é a) faciliar o processo de recuperação da informação. b) apresentar a decisão no âmbito de uma questão judicial c) divulgar uma determinada jurisprudência d) servir de base para a indexação de atos legais e) orientar sobre uma questão em que o direito oferece lacuna + 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 39 professorajanainacosta@gmail.com 12. (TJPE-PE/FCC/2012) Em relação à documentação jurídica, considere: I. A informação jurídica pode ser gerada, registrada e recuperada em três formas básicas: descritiva (doutrina), normativa (legislação) e interpretativa (jurisprudência). II. A legislação é representada pelo conjunto das normas jurídicas propriamente ditas e pela documentação referente ao processo de sua elaboração. III. O acórdão, documento típico da documentação normativa, é a resolução ou decisão tomada coletivamente pelos tribunais de justiça. IV. Um dos principais instrumentos de controle da informação jurídica interpretativa é a Bibliografia Brasileira de Direito. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e II b) I e III c) II e IV d) I, II e IV e) II, III e IV 13. (TJRJ-RJ/FCC/2012) Em relação à documentação jurídica, considere: I. A jurisprudência fornece subsídios para a sustentação das teses jurídicas, sendo constituída pelas decisões judiciais e pela documentação relativa ao processo de tomada dessas decisões. II. Para fins de sua recuperação, a essência da informação jurisprudencial está no conteúdo das normas jurídicas. III. Como resumo do acórdão, a ementa deve refletir, de forma concisa, a identificação do fato ocorrido, do direito discutido, do posicionamento adotado pelo tribunal e dos argumentos elencados para embasar tal entendimento. IV. Entre os instrumentos de controle da informação jurídica interpretativa, estão as coletâneas de legislação referente a um determinado assunto. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e III b) I e IV c) II e III d) II e IV e) III e IV 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 40 professorajanainacosta@gmail.com 14. (TJAC/CESPE/2012) A documentação jurídica classifica-se em três tipos: jurisprudência, doutrina e documentação notarial. 15. (STM/CESPE/2011) A informação legal, que regula a vida em sociedade, difere da informação jurídica analítica por possuir caráter geral, ser insubstituível e aplicável de forma indistinta. 16. (STM/CESPE/2011) Uma sentença promulgada por um juiz, isto é, um tipo de jurisprudência como acórdãos e súmulas vinculantes, é estruturada em artigos, parágrafos e letras. 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 41 professorajanainacosta@gmail.com 01. CERTO 11. Letra A 02. CERTO 12. Letra A 03. ERRADO 13. Letra A 04. ERRADO 14. ERRADO 05. CERTO 15. ERRADO 06. CERTO 16. ERRADO 07. CERTO 17. -- 08. ERRADO 18. -- 09. CERTO 19. -- 10. ERRADO 20. -- Sintam-se a vontade para enviarem mais questões (atuais) sobre esses assuntos! Para passar, o segredo é praticar! 00000000000 - DEMO BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 42 professorajanainacosta@gmail.com Referências utilizadas: ATIENZA, Cecília A. Documentação jurídica: introdução à análise e indexação de atos legais. Rio de Janeiro: Achiamé, 1979. CUNHA, Murilo Bastos da. Manual de fontes de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2010. FREIRE, Gustavo Henrique. Ciência da Informação: temática, história e fundamentos. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pci/v11n1/v11n1a02. Acesso em: 02 fev. 2017. GUINCHAT, Claire ; MENOU, Michel. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e documentação. Brasília: IBICT, 1994. INTRODUÇÃO à disciplina de documentação geral. Disponível em: http://www.resumosetrabalhos.com.br/documentacao-geral_3.html. Acesso em: 5 dez. 2016. ORTEGA, Cristina Dotta. A documentação como uma das origens da ciência da informação e base fértil para sua fundamentação. BJIS, v.3, n.1, p.3-35, jan./jun. 2009. PASSOS, Edilenice (org). Informação jurídica: teoria e prática. Brasília: Thesaurus, 2004. ______ . BARROS, Lucivaldo V. Fontes de informação para pesquisa em direito. Brasília: Briquet de Lemos, 2009. PERILLO, Amanda Cavalcante. Fontes de informação jurídica: avaliação do Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/bitstream/ri/4200/3/TCCG%20- %20Biblioteconomia%20-%20Amanda%20Cavalcante%20Perillo.pdf. Acesso em: 02 fev. 2017. ROBREDO, Jaime. Da Ciência da informação revisitada aos sistemas humanos de informação. Brasília: Thesaurus, 2003. RONDINELLI, Rosely Curi. O conceito de documento arquivístico frente à realidade digital: uma revisitação necessária. Tese (Doutorado em Ciência da Informação), Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2011. SILVA, Andréia Gonçalves. Fontes de informação jurídica: conceitos e técnicas de leitura para o profissional da informação. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. TORRES, Simone ; ALMEIDA, Maurício B. de. Documentação Jurídica: reflexões sobre a função social do documento legislativo. 2013. Disponível em: http://mba.eci.ufmg.br/downloads/Trabalho%20Isko- Brasil%202013%20web.pdf. 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