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Livro Eletrônico
Aula 00
Conhecimentos Específicos p/ CLDF (Consultor Técnico-Legislativo - Bibliotecário)
Pós-Edital
Professor: Janaina Costa
00000000000 - DEMO
BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF 
TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS 
Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 
Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 1 
professorajanainacosta@gmail.com 
AULA 00 ± DOCUMENTAÇÃO GERAL E JURÍDICA, DOU E 
DJ 
 
 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
Introdução à aula 00 
1. Documentação 05 
1.1 Conceitos e Finalidades 05 
1.2 Questões comentadas - Documentação 11 
2. Documentação Geral e Jurídica 14 
2.1 Finalidades da Documentação Geral 14 
2.2 Finalidades da Documentação Jurídica 15 
2.3 Legislação 17 
2.4 Jurisprudência 27 
2.5 Doutrina 28 
2.6 Questões comentadas ± Documentação Jurídica 30 
3. Diário Oficial da União e Diário da Justiça 33 
3.1 Diário Oficial da União 33 
3.2 Diário da Justiça 35 
3.3 Questões comentadas ± DOU 34 
4. Lista de questões 37 
5. Gabarito 41 
6. Referências utilizadas 42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
00000000000 - DEMO
BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF 
TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS 
Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 
Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 2 
professorajanainacosta@gmail.com 
INTRODUÇÃO À AULA 00 
 
 
 
 
Fonte: www.cl.df.gov.br/ 
 
Caros alunos e colegas de profissão! 
 
Sejam bem-vindos ao curso de Biblioteconomia para o concurso da Câmara 
Legislativa do DF! Este é um Órgão de grande importância, que oferece 
oportunidades de trabalho ímpares, com ótima remuneração e uma carga horária 
dos sonhos! Quem não quer ganhar um bom salário e trabalhar 30 horas semanais, 
não é? 
Porém, como esse é o sonho de muitos de nós bibliotecários, essa é a hora de 
priorizarmos o tempo de preparação e fazer com que esta seja a mais completa 
possível antes da prova! 
 
00000000000 - DEMO
BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF 
TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS 
Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 
Prof. Janaina Costa www.estrategiaconcursos.com.br 3 
professorajanainacosta@gmail.com 
Iniciaremos a nossa aula 00 com conceitos gerais de Documentação, as 
Finalidades da Documentação Geral e Jurídica, Estruturas do Diário Oficial da 
União e do Diário da Justiça, acompanhados de questões respondidas e da lista de 
questões ao final da apostila. 
 
A estrutura do Diário Oficial do Distrito Federal - DODF e do Diário da 
Câmara Legislativa ± DCL também fazem parte deste curso, mas serão abordados 
na aula 10, juntamente com as Fontes de Informação Jurídicas. 
 
RÁPIDA ANÁLISE DE EDITAL: 
 
O novo edital da CLDF, datado do dia 30 de maio de 2018 trouxe boas 
novidades em geral para o candidato. A escolha da língua inglesa OU língua 
espanhola é um alívio para muitos e a prova discursiva ser realizada em data 
divergente da prova objetiva é simplesmente um presente! 
 
Na nossa área especifica da Biblioteconomia também ganhamos um super 
presente, pois não houve mudanças no cronograma de estudos do edital anterior. 
Ou seja, aquele candidato que já estava se preparando antes não precisará modificar 
seu cronograma. 
 
Como não houve mudanças, trago então uma rápida análise do conteúdo 
programático, conforme já apresentado pelo edital anterior: 
 
Documentação: conceitos básicos e finalidades da documentação geral e 
jurídica. Biblioteconomia e Ciência da Informação: conceitos básicos e 
finalidades. Organização e administração de bibliotecas: planejamento, 
teorias de administração, administração de recursos humanos, físicos, 
financeiros e materiais; centros de documentação e serviços de 
informação: planejamento, redes e sistemas. Cooperação 
interbibliotecária. Estrutura organizacional. Princípios e funções 
administrativas. Avaliação de serviços. Estatísticas da biblioteca. 
Marketing de biblioteca. Grandes áreas funcionais da biblioteca. 
Planejamento e automação de bibliotecas. Noções de informática: 
dispositivos de memória, de entrada e saída de dados. Catalogação: 
AACR2, FRBR e RDA. Catalogação descritiva de diversos tipos de 
materiais, incluindo multimeios e recursos eletrônicos, entradas e 
cabeçalhos. Catálogos: tipos e funções. Conceito de bancos de dados, 
bases de dados e bibliotecas digitais. Formatos de intercâmbio de 
dados. MARC 21. Dublin Core. Conhecimento dos principais sistemas 
de gerenciamento de informação nacionais e internacionais. 
Classificação Decimal Universal- CDU: estrutura, princípios, índices 
Explora bastante 
a área 
administrativa 
da biblioteca 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CLDF 
TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS 
Prof. Janaina Costa ʹ Aula 00 
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principais e emprego das tabelas auxiliares. Indexação: conceito, linguagens 
de indexação, descritores e especificadores, processos e tipos de indexação. 
Normas técnicas da ABNT para a área de documentação: referência 
bibliográfica, resumo, sumário, preparação de índice, abreviação de títulos 
de periódicos e publicações seriadas e normalização de publicações. 
Bibliografia: conceituação, classificação e objetivos. Desenvolvimento de 
coleções: Conceitos, políticas de seleção e aquisição, avaliação e 
desbastamento, censura e direito autoral. Tipologia e identificação das 
principais fontes de informação bibliográfica, impressas e eletrônicas, 
na área jurídica. Bases de dados de legislação federal e do Distrito 
Federal. Estrutura e características das publicações: Diário Oficial da 
União - DOU, Diário da Justiça, Diário Oficial do Distrito Federal - DODF 
e Diário da Câmara Legislativa - DCL. Serviços de referência: Atendimento 
ao usuário. Estratégia de busca de informação: planejamento e etapas de 
elaboração. Pesquisa em bases de dados. Lei distrital nº 4.990/2012, que 
regula o acesso a informações no Distrito Federal. Estudo de usuário: 
técnicas. Serviços de alerta e divulgação de publicações, inclusive DSI - 
Disseminação Seletiva da Informação. (BRASIL, 2017) 
 
 Podemos observar que este conteúdo é conservador, cobrando matérias 
clássicas tais como Catalogação (com o RDA), Classificação (CDU), Indexação e 
Desenvolvimento de Coleções e inclui, também, alguns assuntos da vanguarda, 
tais como a bibliografia e as políticas de seleção e aquisição. 
 
 Os itens de maior peso deste edital são aqueles que contemplam a área 
administrativa da biblioteca, seguidas das atividades de pesquisa em fontes de 
informação jurídica, da catalogação e dos itens da informática bibliotecária, os 
quais destaquei em vermelho. A maioria das questões deste concurso 
provavelmente serão nessas áreas! 
 
 Como não temos muito tempo a perder (são muitas matérias para estudar!) 
iniciaremos a Aula 00 do Curso de Biblioteconomia para CÂMARA LEGISLATIVA 
DO DF! 
 
 
 
 
 
BIBLIOTECÁRIOS RUMO À 
 
 
 
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DOCUMENTAÇÃO 
 
1.1- CONCEITOS E FINALIDADES 
 
O QUE É DOCUMENTO? 
 
Segundo Rondinelli (2011), o pensamento humano tem sido registrado por 
meio de sinais gráficos (alfabeto, número, traço), em diferentes formas (textos 
avulsos, livros, fotografias, esculturas, discos) e em vários tipos de suporte (pedra, 
tecido, couro, papel, plástico, metal), num processo dinâmico de comunicação de 
vivências, fatos e descobertas ao longo das gerações. Em geral, tais registros são 
entendidos como documentos, ou, mais recentemente, como informação. 
 
O documentopode ser conceituado segundo a abordagem filosófica e a 
abordagem entitiva. 
 
Na abordagem filosófica documento vem do latim documentum que tem ³>���@�
a mesma raiz de docere, ³HQVLQDU(?�� R� TXH�outorga ao documento o significado de 
ensino >���@´� Quanto ao sufixo mento��HP�ODWLP�PHQWXP��OKH�DWULEXL�³>���@�XP�VHQWLGR�
LQVWUXPHQWDO´�R�TXDO�p�UHLWHUDGR�SRU�%XFNODQG (1991) ao conferir-lhe o significado de 
³meios´�� $VVLP�� SDUD� R� DXWRU� LQJOrV�� ³>���@� GRFXPHQWR(였 RULJLQDOPHQWH� GHQRWDYD� XP�
meio de ensinar ou informar�� VHMD� XPD� OLomR�� XPD� H[SHULrQFLD� RX� XP� WH[WR´��
(RONDINELLI, 2011) 
 
 
Fonte: Rondinelli (2011) 
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Na abordagem entitiva, o documento entidade implica em que o presente item 
seja subdividido nas duas áreas do conhecimento escolhidas para empreendê-lo, 
quais sejam a Ciência da Informação e a Arquivologia. O objetivo dessa partição é 
demonstrar mais claramente as diferenças e/ou semelhanças no entendimento 
dessas duas áreas sobre o que vem a ser documento. (RONDINELLI, 2011) 
 
 Os pioneiros da documentação são os advogados belgas chamados Paul Otlet 
e Henri La Fontaine. Especificamente Paul Otlet (que necessitava consultar diversas 
fontes de informação na sua área do direito) iniciou os trabalhos de síntese e 
classificação com seus próprios materiais e acabou estabelecendo as bases de 
conversão em sistemas de classificação biblioteco-bibliográfica. 
 
 Ambos Otlet e La Fontaine foram os mentores do Instituto Internacional de 
Bibliografia (IIB), criado em 1895 na Bélgica, e do Repertório Bibliográfico 
Universal (RBU), cujo projeto foi proposto no mesmo ano e chegou a ter 16 milhões 
de fichas em 1934. O sonho de Otlet era o de oferecer um índice de assuntos por 
meio do RBU que permitiria ir (por assunto) ao coração do conhecimento. Este sonho 
relacionava-se à ideia de que o acesso ao conhecimento por todos os povos levaria 
a uma maior compreensão da concepção de alteridade, no sentido do conhecimento 
das diferenças, o que possibilitaria a paz mundial. 
 
 A obra fundamental de Otlet é o Tratado de Documentação, de 1934 que 
pode ser entendida como inauguradora da abordagem tríade ancorada nas atividades 
de organização e recuperação da informação bibliográfica, arquivística e 
museológica. 
 
 Otlet considerou como documentos não somente livros e manuscritos, mas 
também arquivos, mapas, esquemas, ideogramas, diagramas, desenhos e 
reproduções dos mesmos, fotografias de objetos reais, entre outros. 
 
 Também no início do seu Tratado, consta a bandeira (ainda atual) da 
Documentação como a da necessidade de tornar acessível a quantidade de 
informação publicada�� SURGX]LQGR� ³>���@� XP� WRGR� KRPRJrQHR� GHVWDV� PDVVDV�
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LQFRHUHQWHV�>���@´��SDUD�R�TXH�VHULDP�QHFHVViULRV�QRYRV�SURFHGLPHQWRV��GLVWLQWRV�GD�
Biblioteconomia, conforme eram aplicados até aquele momento (OTLET, 1996, p.6) 
 
 Otlet descreve a Documentação como sendo constituída por uma série de 
operações distribuídas, hoje, entre pessoas e organismos diferentes. O autor, o 
copista, o impressor, o editor, o livreiro, o bibliotecário, o documentador, o bibliógrafo, 
o crítico, o analista, o compilador, o leitor, o pesquisador, o trabalhador intelectual. A 
Documentação acompanha o documento desde o instante em que ele surge da pena 
do autor até o momento em que impressiona o cérebro do leitor (OTLET, 1937). 
 
 Ortega (2009) fala que (...). a Documentação, por sua vez, consolidou-se 
como o conjunto de técnicas (e seus fundamentos) de representação de 
conteúdos de documentos, em suas diversas tipologias e em qualquer suporte, 
visando recuperação, acesso e uso destes conteúdos. 
 
Observem na tabela a seguir a contribuição que cada autor trouxe para a 
Documentação: 
 
 
AUTOR 
 
 
CONTRIBUIÇÃO PARA A ÁREA 
Bradford (1951) 
Químico e bibliotecário, chegou a ser vice-presidente da FID, 
diretor da Comissão Internacional da CDU.Sua obra principal 
é Documentation (1948), grande continuador da obra de Otlet e 
contribuiu para o aperfeiçoamento e ampliação das tabelas 
da CDU.Na parte teórica de sua obra define a Documentação não 
como uma ciênciamas como a técnica que se encarrega de reunir 
e classificar os diferentes registros.Enquanto a Bibliografia 
tradicional oferece meras listas de livros, a Documentação dedica-
se ao material mais efêmero (tese, publicações periódicas...), ele 
fala do documentalista como analista desses documentos 
efêmeros.Mantém que a Documentação é a técnica e 
a Biblioteconomia é a ciência superior. 
 
Shera (1966) 
Sua obra mais importante é Documentation (1951). Para este 
autor, biblioteconomia e documentação começam por ser 
essencialmente a mesma coisa, verificando-se, no entanto, com o 
tempo, um aperfeiçoamento da técnica por parte dos 
documentalistas, com vistas à organização, utilização e reprodução 
do seu "material" para proporcionar um acesso rápido à 
informação, o que se traduziu numa separação entre dois grupos 
de profissionais, considerando, contudo, que: "documentação não 
sugere uma nova ciência que se sobrepõe aos bibliotecários (...)." 
 
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Suzanne Briet (1951, 1960, 
2006) 
A Documentação de1951, um dos tratados de Documentação 
sobre o processo. Propõe-se a definição de conceito de 
Documentação como: ³WRGD informação conservada e registrada 
em qualquer tipo de VXSRUWH´� Entende por documento ³TXDOTXHU�
elemento concreto ou simbólico, conservado, ou registrado para 
fins de representar, reconstituir ou provar um fenômeno físico ou 
LQWHOHFWXDO´ 
 
José López Yepes 
Ele analisou o Tratado de Documentação de Otlet. Destaca que, na 
primeira parte do Tratado, Otletexpôe os fundamentos de seu 
conceito de Documentação, de Documento e das relações 
conexas. O livro é o termo convencional expresso para designar 
todo tipo de documento que, de outra parte, apresenta uma dupla 
face: a) como resultado de uma criação intelectual do homem, e b) 
uma vez reproduzido, como objeto de cultura e civilização. 
 
André Cannone 
Na Bélgica, produziu uma edição fac-similar do Tratado de 
Documentação em 1989 e buscou retomar os trabalhos de Otlet 
 
Robert Hayes 
Em sua obra, na que utiliza pela primeira vez o termo em inglês 
³&LrQFLDV� GD� ,QIRUPDomR´� �������� IDOD� GD� QHFHVVLGDGH� GH�
informação por parte da sociedade que podem assumir as 
bibliotecas, mas sempre vai unida ao desenvolvimento das 
tecnologias, nos Centros de Informação se geram os novos 
Centros de Informação: bancos de dados, embora parece que dá 
importância aos Centros de Documentação. Fala que estes e a 
Ciência da Informação são parte integrante de uma ciência maior 
que é a Biblioteconomia, para todos eles, a Documentação e a 
Ciência da Informação fazem parte dela. 
 
Rayward (1967, 1975) 
Tem publicado em idioma inglês sobre a obra de Otlet, buscando 
identificar os possíveis significados deste tema nos contextos 
atuais.é um dos responsáveis pela divulgação da Documentação 
neste idioma no contexto de seus estudos históricos sobre Ciência 
da Informação. 
 
Michael Buckland (1991) 
Fala que os fundamentos e técnicas propostos por Otlet e 
sedimentados especialmente do finaldo Século XIX aos anos 1930 
receberam várias contribuições no seio da Europa até os dias 
atuais, mas muitas delas foram perdidas na devastação deste 
continente durante a Segunda Guerra Mundial. Sua visão é da 
informação-como-coisa: livros, textos, fotografias, edifícios, 
pessoas, eventos apontam para alguma informação, logo 
FRQVWLWXHP�HYLGrQFLD�ItVLFD��GRFXPHQWR��RX�VHMD��³FRLVD�a partir da 
TXDO�VH�SRGH�DSUHQGHU´�� 
 
Fonte: tabela realizada da união de várias referências que se encontram ao final deste pdf. 
 
 
 
 
 
 
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A literatura traz alguns autores (além dos pioneiros Paul Otlet e Henri La Fontaine) 
aos quais foram desenvolvendo o conceito de Documentação e tornando sua 
abordagem mais ampla. É importante sabermos um pouco sobre o que cada um 
colaborou para a história e evolução dos conceitos de Documentação. 
 
 Paul Otlet e Henri La Fontaine são conhecidos no Brasil principalmente por 
serem os mentores da CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL, que é baseada em 
Dewey, mas tem suas tabelas auxiliares expandidas. A CDU é amplamente utilizada 
nas bibliotecas brasileiras e mundiais. 
 
 Os advogados pioneiros da Documentação, Paul Otlet e Henri La Fontaine 
também criaram a Federação Internacional de Documentação (FID), em Bruxelas. 
Eles a criaram em 1895 com sede em Haia e acabou herdando o Instituto 
Internacional de Bibliografia, tendo sido responsável pela mudança do termo 
Bibliografia por Documentação. 
 
 Os advogados visavam criar 5 repertórios com a criação da FID. São eles: 
 
x Repertório Universal de Direito 
x Repertório Universal para as Ciências Sociais 
x Repertório de Direito Comparado 
x Repertório de Estatística Comparada 
x Repertório Geral por nome de autores (seu grande projeto) 
 
 A Federação Internacional de Documentação (uma vez formalizada) 
publicou estatutos onde se estabeleciam os seguintes fins: 
 
x Aperfeiçoar e unificar os métodos bibliográficos e em especial a classificação. 
x Organizar a cooperação para elaborar obras e coleções como o Repertório 
Bibliográfico Universal. 
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x Estabelecer um centro internacional de coordenação. 
x Permitir aos intelectuais utilizarem as coleções por meio de cópias e resumos. 
x Multiplicar os serviços bibliográficos e documentários em todos os países. 
 
Podemos dizer que muito antes do Traité de Documentation, Otlet já havia 
apresentado seu conceito de documento. Isto porque em 1908, o Instituto 
Internacional de Bibliografia- IIB6 que, juntamente com Henri La Fontaine, havia 
ajudado a criar, definiu documento como: 
 
 [...] tudo aquilo que representa ou expressa, por meio de sinais 
gráficos (escrita, pintura, diagramas, mapas, imagens, símbolos) um 
objeto, um feito, uma ideia, ou uma impressão. Textos impressos 
(livros, revistas, jornais) hoje constituem a mais numerosa categoria 
deles. (CLEVELAND apud RONDINELLI, 2011) 
 
 O objetivo da Federação Internacional de Documentação é promover a 
investigação e o desenvolvimento da documentação internacional. Isto 
compreende organizar, ordenar, registrar e difundir a informação em qualquer 
suporte e em qualquer âmbito científico. 
 
 
BIBLIOTECONOMIA X DOCUMENTAÇÃO X CIENCIA DA INFORMAÇÃO 
 
O termo Biblioteconomia é utilizado, de modo restritivo, para indicar a 
atividade de gestão e custódia de acervos de bibliotecas. A Documentação, por sua 
vez, consolidou-se como o conjunto de técnicas (e seus fundamentos) de 
representação de conteúdos de documentos, em suas diversas tipologias e em 
qualquer suporte, visando recuperação, acesso e uso destes conteúdos. A 
expressão Biblioteconomia e Documentação passou a ser adotada no sentido de 
reunião, de modo articulado, das características básicas de cada uma delas, embora 
a segunda, por definição, englobe a primeira. Atualmente a teoria mais apoiada é a 
de que a Documentação e a Biblioteconomia são parte da Ciência da Informação 
que têm por objeto o estudo da informação, e a Documentação é parte deste 
processo. (ORTEGA, 2009) 
 
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Segundo Freire (2006), este novo paradigma informacional deslocou o foco de 
autores e coleções para o conteúdo dos documentos, para a informação em si, 
desde a produção do conhecimento até a sua representação [re-significação], 
organização e distribuição pelos canais formais de comunicação científica. Neste 
sentido, o usuário começa a se deslocar da periferia para o centro do processo de 
comunicação da informação, e a informação começa a se constituir como campo 
de atividade científica. 
 
1.2- QUESTÕES COMENTADAS ± DOCUMENTAÇÃO 
 
 
Observem essa questão cobrada no concurso para o Tribunal Regional do 
Trabalho da 17ª Região, realizado pela Fundação Carlos Chagas: 
 
1. (TRT6/FCC/2012) Em relação à Documentação, considere: 
 
I. A área consolidou-se como um conjunto de técnicas de representação de 
conteúdos de documentos em suas diversas tipologias e em qualquer suporte, 
visando à recuperação, ao acesso e ao uso destes conteúdos. 
 
II. Há um eixo evolutivo que liga biblioteconomia, documentação e ciência da 
informação, sendo que a documentação veio substituir a biblioteconomia e foi 
substituída pela ciência da informação. 
 
III. Como um novo paradigma informacional, a documentação deslocou o foco 
de autores e coleções para o usuário, incluindo-o no processo de produção do 
conhecimento e de organização e distribuição da informação. 
 
IV. O ideário de Otlet e La Fontaine sobre o valor e a universalidade da 
documentação pode ser considerado como origem para a ciência da 
informação. 
 
Está correto o que se afirma APENAS em 
00000000000 - DEMO
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(A) I e III. 
(B) I e IV. 
(C) II e IV. 
(D) II e III. 
(E) III e IV. 
COMENTÁRIO DO ITEM I: O item I afirma que documentação consiste em técnicas 
que representam os conteúdos dos documentos de vários tipos e qualquer suporte, 
visando, claro, a sua recuperação. Esse conceito é bem conhecido de nós 
bibliotecários e podemos até confundi-lo com o conceito de catalogação. Foi por isso 
que Otlet e La Fontaine acabaram criando a CDU. Além disso, a resposta para esse 
primeiro item está no artigo de Ortega (2009) (vide referências) e a Banca FCC copiou 
e colou o conceito. Como o trecho está exatamente igual ao do artigo, sem qualquer 
alteração, então o item está CORRETO. Diante dessa conclusão e observando os 
demais itens da questão, podemos eliminar os itens C, D e E e nos concentrarmos 
nos itens A e B. Ou seja, OU o item III está correto OU o item IV está correto. 
 
COMENTÁRIO DO ITEM II : Esse item pode ser excluído logo de cara, mas vamos 
ver onde está o erro. No texto de Ortega (2009), Documentação engloba 
Biblioteconomia e ambas são parte da Ciência da Informação. As três têm por objeto 
de estudo a informação. Com o texto podemos ver que nenhuma das três disciplinas 
SUBSTITUEM a outra, mas sim, reúnem, englobam, estudam e integram a outra. Item 
ERRADO. 
 
COMENTÁRIODO ITEM III: De acordo com o texto de Freire (2006) com o novo 
paradigma, a documentação NÃO deslocou o foco para o usuário, mas para o 
conteúdo dos documentos. É só lembrarmos sempre o conceito de documentação 
que consiste em técnicas para representação do conteúdo dos documentos. Item 
ERRADO. 
 
COMENTÁRIO DO ITEM IV: Pelas outras assertivas da questão, este item está 
CORRETO. E, sim, a documentação surgiu antes da Ciência da Informação e seus 
conceitos estão inseridos completamente na CI, podendo ser considerada como sua 
origem. 
RESPOSTA DA QUESTÃO 1: Letra B 
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2. (MIN. SAÚDE/CESPE/2013) O objetivo da criação da Federação Internacional 
de Documentação (FID) foi resolver os problemas de acesso à documentação 
científica. 
COMENTÁRIO: essa questão trata da Federação Internacional de Informação e 
Documentação (FID), e questiona o seu objetivo principal e o público ao qual visa 
atender. Paul Otlet e Henri La Fontaine, por meio da criação da FID, pretenderam 
criar Repositórios visando atender as necessidades de informação de cunho 
científico. O objetivo final da FID era permitir aos intelectuais (pesquisadores, 
estudiosos que faz ciência) utilizarem as coleções. Além disso, no novo paradigma 
da documentação, o foco da informação passou a ser sua distribuição em canais 
formais de comunicação científica, para atender o ramo científico. Questão 
CORRETA. 
 
3. (MIN. SAUDE/CESPE/2013) No âmbito de atuação da documentação, estão o 
tratamento e a organização de documentos arquivísticos, de documentos 
museológicos, de imagens, diagramas, mapas, figuras, símbolos, bem como as 
técnicas de microfilmagem. 
COMENTÁRIO: Segundo Yassuda (2009), " a questão da documentação em 
museus, tema que desperta certas inquietudes no âmbito da Ciência da Informação, 
não se enquadra em sistemas codificados como se dá na documentação em 
bibliotecas e arquivos." Podemos afirmar que a organização e tratamento de 
documentos arquivísticos é próprio da Arquivologia e a de documentos museológicos 
é próprio da Museologia. Questão ERRADA! 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DOCUMENTAÇÃO GERAL E JURÍDICA 
 
2.1- FINALIDADES DA DOCUMENTAÇÃO GERAL 
 
 
 A documentação geral seria a ciência que fornece as bases teóricas e práticas 
da atividade de transição das fontes ao serviço da obtenção do novo conhecimento. 
Não obstante e de modo mais concreto, documentação geral também é entendida 
(sem sair da órbita geral) como a disciplina documental encarregada do estudo dos 
contextos organizativos como sistemas, redes e unidades de documentação onde 
tem local o desenvolvimento dos processos documentários em seus diferentes níveis. 
 
 Essa abertura do conceito de documento conduziu a sua classificação em 
duas formas distintas: o documento em sentido restrito e o documento em sentido 
amplo. No sentido restrito o documento é o livro, folheto, revista, relatório, entre 
outros exemplos. Acredita-se que este sentido é o mais disseminado, em razão da 
materialidade concedida ao documento convencional. No sentido amplo o documento 
pode ser visto como bem cultural, ou seja, um monumento, um sítio paisagístico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Documentos em SENTIDO RESTRITO englobam livro, folheto, revista, relatório, etc, 
que são documentos mais disseminados. Documentos em SENTIDO AMPLO são os 
de âmbito cultural, tais como monumentos, paisagens, etc! 
 
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 2.2- FINALIDADES DA DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA 
 
 
 
 
O direito surgiu junto com os primeiros agrupamentos humanos sob a forma 
de costumes, os quais, posteriormente, evoluíram para se tornarem normas 
obrigatórias. A sua evolução histórica está mesclada com a da sociedade como um 
todo, sendo, portanto, entendido como uma norma social. Nos seus primórdios, de 
forma paulatina, a sociedade foi criando regras relacionadas com a convivência dos 
seus membros, regulando a convivência entre pessoas e os componentes de seus 
grupos. (CUNHA, 2010). 
 
A ciência romana observou a necessidade de classificar o direito como forma 
de diferenciar os seus vários ramos de atuação. Passos e Barros (2009, p. 1) 
apresentam a divisão do direito, em direito público e privado. Pertence ao direito 
público interno: o direito constitucional, direito administrativo, direito financeiro, 
direito tributário, direito processual e direito penal. No direito público externo tem-
se o direito internacional público. No direito privado comum tem-se o direito civil e o 
direito privado especial que envolve o direito comercial, direito do trabalho e direito 
internacional privado. 
 
Passos e Barros (2009) explicam que a informação jurídica pode ser gerada, 
registrada e recuperada, em três formas distintas: 
 
x Analítica (por meio da doutrina); 
x Normativa (pela legislação) e 
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x Interpretativa (com o emprego da jurisprudência). 
 
A documentação jurídica é entendida por Atienza (1979) como sendo: 
 
³D� reunião, análise e indexação da doutrina, da legislação (leis, 
decretos, decretos-leis, atos, resoluções, portarias, projetos de leis ou 
de decretos legislativos ou de resoluções legislativas, ordens internas, 
circulares, reposições de motivos, etc.) da jurisprudência (acórdãos, 
pareceres, recursos, decisões, etc.) e de todos os documentos oficiais 
relativos a atos normativos RX�DGPLQLVWUDWLYRV´� 
 
 
AUTOR CONCEITO DE INFORMAÇÃO JURÍDICA 
PASSOS, 1994, p. 363 
 
Toda unidade de conhecimento humano que tem a finalidade 
de embasar manifestações de pensamento de jurisconsultos, 
advogados, legisladores, desembargadores, juízes e todos 
aqueles que lidam com a matéria jurídica, quando procuram 
estudar (do ponto de vista legal) ou regulamentar situações, 
relações e comportamentos humanos, ou ainda quando 
interpretam e aplicam dispositivos legais 
 
ALONSO, 1998 apud 
REZENDE, A., 2004 
, p. 175. 
Informação jurídica, sob o aspecto genérico, pode ser 
conceituada como qualquer dado ou fato, extraído de toda e 
qualquer forma de conhecimentos da área jurídica, obtido por 
todo e qualquer meio disponibilizado e que pode ser usado, 
transferido ou comunicado sem a preocupação de estar 
integrado a um contexto. É um dado ou qualquer elemento 
identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a 
uma compreensão de determinado fato ou situação. 
Informação jurídica, sob o aspecto de documentação 
organizada, é o produto da análise dos dados existentes em 
toda e qualquer forma de conhecimentos obtidos na área 
jurídica, devidamente registrados, classificados, 
organizados, relacionados e interpretados dentro de um 
contexto para transmitir conhecimento e permitir a tomada de 
decisões de forma otimizada. A disponibilidade desses 
dados, devidamente trabalhados, é feita através de meios 
manuais/mecânicos/magnéticos aos interessados. 
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OLIVEIRA, 2006, p. 6-7 
 
Trata de conteúdos especializados e sob a ótica do seu 
gerenciamento, esta tem a responsabilidade de nortear as 
decisões dos magistrados e demais serventuários, nos 
processos e atividades jurisdicionais, a fim de prestar 
serviços de informação com a maior especificidade e 
eficiência possível. 
SARMENTO et al, 
2005 apud OLIVEIRA, 
2006, 
p. 6 
 
A informação jurídica sob o ponto de vista do valor agregado, 
enfatiza aspectos novos Sobre a relevância da informação. 
Uma unidade de documentação de um tribunal gerencia o 
recurso informação documental 
para dar suporte à tomada de decisão dos magistrados, na 
elaboração de votos e decisões. 
Fonte: Perillo (2012). 
 
 Cada uma das fontes do Direito produz, de forma peculiar, informação. E para 
que esta informação possa ser comunicada, é necessária sua materialização em um 
documento. Para Nascimento e Guimarães (2004, p.33), por documento jurídico 
entende-VH�R�³FRQMXQWR�GH�HVSpFLHV�GRFXPHQWDLV�JHUDGDV�SHOR�H�RX�SDUD�R�'LUHLWR´��
TXH�³GL]�UHVSHLWR�jV�UHODo}HV�MXUtGLFDV�H[LVWHQWHV�HQWUH�RV�LQGLYtGXRV�RX�GHVWHV�SDUD�
com o Estado e vice-YHUVD´��$�GRFXPHQWDomR�MXUtGLFD�p�FRPXPHQWH�dividida em três 
categorias: Legislação, Jurisprudência e Doutrina. (TORRES ; ALMEIDA, 2013) 
 
 
2.3- LEGISLAÇÃO 
 
As Leis exercem papel primordial, pois, segundo Mendes & Foster Júnior (p. 77-
78), tornam possível o exercício da Constituição, criando os fundamentos da justiça 
e segurança que assegurem um desenvolvimento social harmônico, e 
desempenhando as funções de: 
x ,QWHJUDomR�� DR� ³FRPSHQVDU� DV� GLIHUHQoDV� MXUtGLFR-políticas no quadro de 
IRUPDomR�GD�YRQWDGH�GR�(VWDGR´� 
x 3ODQLILFDomR�� VHQGR� ³R� LQVWUXPHQWR� básico de organização, definição e 
GLVWULEXLomR�GH�FRPSHWrQFLDV´� 
x 3URWHomR�³FRQWUD�R�DUEtWULR��DR�YLQFXODU�RV�SUySULRV�yUJmRV�GR�(VWDGR´� 
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x 5HJXODomR��³DR�GLUHFLRQDU�FRQGXWDV�PHGLDQWH�PRGHORV´� 
x ,QRYDomR�³QD�RUGHP�MXUtGLFD�H�QR�SODQR�VRFLDO´� 
 
Segundo Passos e Barros (2009), legislação é o conjunto de leis de um 
Estado, entendimento pelas leis de acordo com a finalidade, regras sociais 
obrigatórias, impostas por uma autoridade pública, de forma permanente e que 
são sancionadas pela força. 
 
A legislação, também denominada conjunto de leis, refere-se á reunião de atos 
normativos emanados de autoridade competente. Esses atos são de diversos tipos 
e possuem uma hierarquia. A seguir são mencionados e definidos os mais utilizados, 
segundo Cunha (2010). 
 
x Constituição: a lei fundamental e suprema de um Estado, que contém as 
normas respeitantes à formação dos poderes públicos, forma de governo, 
distribuição de competências, direitos e deveres dos cidadãos. Sinônimo de 
carta constitucional, carta magina, lei maior. 
x Código: coleção de leis; conjunto metódico e sistemático de disposições legais 
relativas a um assunto ou a um ramo do direito. Sinônimo de regras e preceitos. 
x Decreto: ato administrativo da competência exclusiva do chefe do poder 
executivo destinado a prover situações gerais ou individuais, abstratamente 
previstas, de modo expresso ou implícito na lei. 
x Decreto legislativo: ato destinado a regular matérias de competência 
exclusiva do Congresso Nacional que tenha efeitos externos a ele. 
x Decreto-lei: ato que chefe do poder executivo expede, com força de lei, por 
absorver, anormalmente, as funções próprias do legislativo. Essa norma legal 
vigorou antes da Constituição Federal de 1988. 
x Edital: ato escrito oficial em que há determinação, aviso, postura, citação, etc., 
e que se afixa em lugares públicos ou se anuncia na imprensa, para 
conhecimento geral, ou de alguns interessados, ou, ainda, de pessoa 
determinada cujo destino se ignora. 
x Emenda constitucional: é uma modificação no texto da Constituição que deve 
ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em votação 
nominal, por três quintos dos votos dos membros de cada casa legislativa. 
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Estão autorizadas no art. 60 da Constituição, e são a forma legítima e 
secundária de alterar as disposições constitucionais vigentes. 
x Instrução normativa: ato normativo de um órgão governamental para certos 
ramos de atividades; na área de telecomunicações, por exemplo, as instruções 
normativas da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) .Ela é 
expedida no sentido de interpretar a lei. 
x Lei: regra geral e permanente a que todos estão submetidos. 
x Lei complementar: tipo de lei que ostenta a rigidez dos preceitos 
constitucionais, e tampouco comporta a revogação por força de qualquer lei 
ordinária superveniente; busca resguardar certas matérias de caráter 
paraconstitucional contra mudanças céleres ou apressadas, sem lhes imprimir 
uma rigidez exagerada, que dificultaria sua modificação. 
x Lei delegada: ato normativo editado pelo presidente da República em virtude 
de autorização do poder legislativo, expedida mediante resolução e dentro do 
limites nela traçados. 
x Lei ordinária: ato normativo ativo primário que contém, em regra, normas 
gerais e abstratas. 
x Medida provisória: ato normativo com força de lei que pode ser editado pelo 
Presidente da República em caso de relevância e urgência. 
x Portaria: documento emitido por autoridade administrativa contendo ordens e 
instruções sobre aplicação de leis, decretos ou recomendações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Vejamos os conceitos das leis e normas, segundo Passos (2004), 
obedecendo à hierarquia: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Observem os conceitos de cada um e suas características, segundo Passos 
(2004): 
 
CONSTITUIÇÃO: o primeiro na hierarquia, dispõe sobre a organização 
política, institui os poderes públicos, regula as suas funções e delineia os direitos e 
deveres essenciais dos cidadãos de uma nação soberana. Nenhuma Lei pode 
contrariar, revogar ou modificar qualquer disposição da Constituição. Há, porém, 
normais constitucionais cuja aplicabilidade ou exequibilidade exigem 
CONSTITUIÇÃO 
 
EMENDAS CONSTITUCIONAIS 
 
MEDIDAS PROVISÓRIAS 
 
DECRETOS 
 
RESOLUÇÃO / PORTARIA 
 
CÓDIGO 
 
CONSOLIDAÇÃO 
 
ESTATUTO / REGULAMENTO / 
REGIMENTO 
 
ORDEM DE SERVIÇO / CIRCULAR / 
DESPACHO 
 
DELIBERAÇÃO 
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regulamentação. Essa regulamentação expressa-se através de leis orgânicas ou de 
leis ordinárias. 
 
EMENDAS CONSTITUCIONAIS em sentido lato, têm o conceito de correção 
de defeito, de erro, de alteração do texto original, para melhor atender a uma situação 
criada. As Emendas Constitucionais são textos que alteram, parcialmente, 
disposições da Constituição vigente, a fim de torná-la mais viável, ou de incorporar-
lhe disposições apropriadas aodesenvolvimento técnico e social da Nação. (...) todas 
as regras constitucionais são susceptíveis de serem emendadas. 
 
Lei Complementar, são espécies de leis ordinárias tendo valor 
infraconstitucional, destina-se a completar os dispositivos não executórios da 
constituição. 
 
Lei Delegada: a elaboração dessas leis implica a delegação de poderes, 
atribuída pelo Congresso Nacional ao presidente da República ou a comissão 
especial do próprio Parlamento. 
 
Lei Ordinária, é assim denominada no processo legislativo (arts. 59, III e 61 
caput, da CF) para distingui-la da lei complementar ou delegada, já que na prática, é 
denominada simplesmente lei. É votada mediante processo ordinário. 
 
MEDIDAS PROVISÓRIAS: É uma medida baixada pelo Presidente da 
República, com força de lei, porém diferente da Lei Delegada. A medida provisória é 
a sucessora velada do velho decreto-lei, previsto nos arts. 46, V, e 55, da Constituição 
de 1967, ora revogada. 
 
É um ato unipessoal do presidente da República, com força imediata de lei, 
sem a participação do Poder Legislativo, que somente será chamado a discuti-la e 
aprová-la em momento posterior. O pressuposto da MP, de acordo com o artigo 62 
da Constituição Federal é urgência e relevância, cumulativamente. (WIKIPEDIA, 
[s.n]). 
 
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DECRETO: Ato administrativo emanado do Poder Executivo, com fim de 
regulamentar a lei propriamente dita, ou de ensejar, a tal Poder, a realização dos atos 
inerentes à sua competência. O decreto pode ser autônomo ou regulamentar. 
 
DECRETO LEGISLATIVO: Visa a regular matérias do Congresso Nacional no 
âmbito administrativo. O decreto legislativo é ato de natureza administrativa que 
traduz deliberação do Congresso Nacional sobre matéria de sua competência. O 
projeto de lei definitivamente aprovado no âmbito do Legislativo constitui um decreto 
legislativo, que somente transformar-se-á em lei se for sancionado pelo Presidente 
da República. 
 
DECRETO RESERVADO: Há assuntos, especialmente na área militar, que 
devem ser regulados pelo Poder Executivo, mas que não devem ser divulgados, por 
motivos de segurança nacional. 
 
DECRETO SEM NÚMERO: Atos do Poder Executivo, de caráter 
administrativo, mas interessando apenas a um indivíduo ou grupo de indivíduos, como 
nomeações, designações, promoções, exonerações, aposentadoria e reformas de 
funcionários, ministros ou secretários, embaixadores, delegados e militares; 
concessões de naturalização de perda de nacionalidade ou de direitos políticos e 
outros semelhantes. São sempre mencionados, quando no âmbito Federal, como 
³'HFUHWR�GR�3UHVLGHQWH�GD�5HS~EOLFD´� 
 
RESOLUÇÃO: É assim que, geralmente, é empregado no sentido de extinção 
ou de revogação, quando se refere aos direitos ou obrigações. É resolução o 
desaparecimento, a rescisão, a anulação ou o rompimento do que era feito ou 
ajustado. 
 
PORTARIA: Ato administrativo que consistente na determinação de 
providência para o bom andamento do serviço público. 
 
CÓDIGO: Na terminologia jurídica significa coleção de leis. E assim, é 
denominação que se dá a todo conjunto de leis compostas pela autoridade 
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competente, normalmente pelo Poder Legislativo, enfaixadas num só corpo e 
destinadas a reger a matéria, que faz parte, ou que é objeto de um ramo de direito. 
 
 CONSOLIDAÇÃO: Consolidar, tornar firme, fortificar. Reelaboração de 
material legislativo preexistente, dotado de nova redação e de unificação num só 
diploma legislativo. 
 
 ESTATUTO: Significa estabelecer, constituir, fundar, em sentido amplo, 
entende-se a lei ou regulamento, em que se fixam os princípios institucionais ou 
orgânicos de uma coletividade ou corporação pública ou particular. 
 
 REGULAMENTO: O regulamento, revela-se o ato emanado do poder 
executivo com o objetivo de ampliar ou estabelecer as medidas e providências 
indispensáveis ao cumprimento da lei. Pode designar também o conjunto de regras, 
de caráter legislativo, instituído pelo poder executivo. 
 
 REGIMENTO: É juridicamente tomado na acepção de ordenação ou conjunto 
de regras que se dispõe como regime de alguma coisa, notadamente sobre o 
desempenho de cargos ou ofícios. 
 
 ORDEM DE SERVIÇO: Ato administrativo de efeito interno representada por 
determinações especiais destinadas a regular procedimentos para a execução de 
serviços ou tarefas. 
 
 CIRCULAR: Ato administrativo de caráter geral, uniforme, endereçado a todos 
os órgãos que tenham a mesma condição, a mesma função e que pertençam à 
mesma categoria, tendo caráter obrigatório somente para com os subordinados a uma 
autoridade e nenhuma influência exercem sobre os tribunais. 
 
 DESPACHO: São atos de ordenação de processos, não têm carga decisória, 
não são objeto de recurso. Em sentido amplo, a decisão de autoridade judiciária ou 
administrativa competente, a respeito de ato ou fato que lhes sejam trazidos ao 
conhecimento. 
 
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 DELIBERAÇÃO: é aplicado e, para indicar toda resolução ou decisão, tomada 
por uma pessoa ou por uma assembleia, mediante prévia discussão e exame da 
matéria, assim submetida a esse veredicto. 
 
 
ATO NORMATIVO / ATO LEGAL / NORMA JURÍDICA 
 
A norma jurídica foi definida por Gusmão (2003, p. 80) como ³D proporção 
normativa inserida em uma fórmula jurídica (lei, regulamento, tratado 
internacionalmente etc.), garantida pelo poder público (direito interno) ou pelas 
organizações internacionais (direito internacional).´ 
 
Segundo a lei complementar nº 95, de 26/2/1998, a lei deverá ser estruturada 
em três partes: parte preliminar, parte normativa e parte final. 
 
Parte preliminar. Compreende a epígrafe, a ementa, o preâmbulo, o 
enunciado do objeto e a indicação do âmbito de aplicação das disposições 
normativas. 
 
x Epígrafe. Deve ser grafada em caracteres maiúsculos, proporciona 
identificação única à norma. É formada pelo título designativo da espécie 
normativa, número e data. 
x Ementa��³>���@SDUWH�GR�DWR�TXH�VLQWHWL]D�R�FRQWH~GR�GD�OHi, a fim de permitir, de 
PRGR�LPHGLDWR��R�FRQKHFLPHQWR�GD�PDWpULD�OHJLVODWLYD´� 
x Preâmbulo. Indica o órgão ou instituição competente para a prática do ato e 
sua base legal. 
x Âmbito da aplicação. O primeiro artigo do texto indicará o objeto da lei e o 
respectivo âmbito de aplicação. 
 
Parte normativa. Compreende o texto das normas de conteúdo substantivo 
relacionadas com a matéria regulada. 
 
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Parte final. Abrange as disposições sobre as medidas para implementação das 
normas de conteúdo substantivo, as disposições transitórias, se for o caso, a cláusula 
de vigência e a revogação, quando couber. 
 
Cláusula de revogação. Depois da lei complementar nº 95, de 26/2/1998, não se 
DGPLWH�PDLV�D�FODXVXOD�FRPR�µ5HYRJDP-VH�DV�GLVSRVLo}HV�HP�FRQWUiULR¶��e�PHOKRU��
portanto, HPSUHJDU� D� ³FOiXVXOD� HVSHFtILFD�� TXH� ± além de cumprir a finalidade de 
marcar o encerramento do texto legislativo± remete com precisão aos dispositivos 
UHYRJDGRV´��%UDVLO��3UHVLGrQFLD�����������S�������(OD�p�HVSHFtILFD�TXDQGR�H[SOLFLWD�D�OHL�
ou leis que são revogadas. 
 
Cláusula de vigência. Determina a data em que a norma entra em vigor. Mas, se 
não houver essa indicação explícita no texto, será aplicado o que determina o artigo 
�ž� GD� /HL� GH� ,QWURGXomR� DR� &yGLJR� &LYLO�� VHJXQGR� R� TXDO�� ³VDOYR� GLVSRVLomR� HP�
contrário, a lei começa a vigorar em WRGR�R�SDtV����GLDV�DSyV�D�VXD�SXEOLFDomR´��%UDVLO��
Presidência..., 2002, p. 96). 
 
Fecho. Consagrou-se que o fecho dos atos legislativos haveria de conter 
referência aos fatos marcantes de nossa história: Declaração da Independência e 
Proclamação da República (Brasil. Presidência..., 2002, p. 96). 
 
Assinatura e referenda. Para terem validade, os atos normativos devem ser 
assinados pela autoridade competente. Trata-se de prática amplamente consolidada 
no direito constitucional e administrativo. As leis devem ser referendadas pelos 
ministros de Estado que respondam pela matéria (Constituição, artigo 87, parágrafo 
único, I), que assumem, assim, a co-responsabilidade por sua execução e 
observância. 
 
 
AGRUPAMENTO DE ARTIGOS 
 
 A dimensão de determinados textos legais exige uma sistematização 
adequada. No direito brasileiro consagra-se a seguinte prática para a divisão das leis 
mais extensas: 
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x Um conjunto de artigos compõe uma SEÇÃO; 
x Uma seção é composta por várias SUBSEÇÕES; 
x Um conjunto é seções constitui um CAPÍTULO; 
x Um conjunto de capítulos constitui um TÍTULO; 
x Um conjunto de títulos constitui um LIVRO. 
 
Se a estrutura alentada do texto requerer desdobramentos, adotam-se as 
PARTES, que denominam Parte Geral e Parte Especial. 
 
Os atos legais possuem características próprias tendo assim um caráter 
especial: 
 
x São textos com tópicos (artigos, incisos, alíneas e parágrafos) cada um com 
uma função; 
x Possuem caráter imperativo; 
x Informação com validade geográfica e temporal delimitada; 
x Possuem regras próprias de redação; 
 
O texto dos atos legais são divididos em: 
 
 
ͻsua numeração até o artigo nono é contada como ordinal, a partir do 
dez utiliza-se algarismo arábico. 9º, 10, 11...;
ͻCAPUT: enunciado do artigo, sem numeração. 
ͻÉ a primeira divisão do artigo e sua numeração é feita da mesma 
forma que a dos artigos. 
ͻIndicados por algarismos romanos e são os elementos enumerativos 
de artigos. 
Artigo 
ͻindicados por letras e desdobramentos dos artigos e dos parágrafos.
Parágrafo 
ͻindicados por algarismos arábicos são desdobramentos dos caput.
Incisos 
Alíneas
Itens
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2.4- JURISPRUDÊNCIA 
 
 
Em sentido amplo, é o conjunto de decisões proferidas pelos tribunais nos 
casos concretos sob sua responsabilidade; em sentido restrito, refere-se à decisão 
dos tribunais sobre um determinado ponto de direito. (CUNHA, 2010) 
 
Segundo Passos e Bastos (2009), jurisprudência é o modo pelo qual os 
tribunais interpretam e aplicam as lenis. (SILVA, 1999, apud PASSOS, 2004). As 
obras de jurisprudência são imprescindíveis para uma biblioteca jurídica, pois é 
através destas que os usuários fundamentam seus pareceres e pesquisas. 
 
Os tipos mais comuns de jurisprudência são: 
 
x Acórdão: decisão do tribunal; peça escrita com o resultado de julgamento 
proferido por um colegiado (grupo de juízes ou ministros). Compõe-se de 
relatório (exposição geral sobre o assunto), boto (fundamentação da decisão 
tomada) e dispositivo ( a decisão propriamente dita). Nos casos de dissídios 
coletivos, os acórdãos são também chamados de sentença normativa. 
x Decisão monocrática: decisão final em um processo, tomada por um juiz ou, 
no caso do Supremo Tribunal Federal (STF), por um ministro. No STF, podem 
ser decididos monocraticamente pedidos ou recursos manifestamente 
intempestivos, incabíveis ou improcedentes, ou que contrariem a 
jurisprudência predominante no tribunal ou, ainda, em que for evidente sua 
incompetência. 
x Sentença: decisão proferida por um juiz num processo. Na Justiça do 
Trabalho, existe, porém, a figura da sentença normativa, que não é proferida 
por juiz singular e, sim, por um colegiado, nos casos de dissídio coletivo. 
x Súmula: resumo da orientação jurisprudencial de um tribunal para casos 
análogos. 
x Súmula vinculante: súmula aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, de 
ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, 
depois de reiteradas decisões sobre matéria constitucional, que, a partir de sua 
publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais 
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órgãos do poder judiciário e à administração pública direta e indireta, nas 
esferas federal, estadual e municipal. Também poderá ser revisada ou 
cancelada pela suprema corte, na forma estabelecida em lei. 
 
2.5- DOUTRINA 
 
 
A produção documental na área de doutrina é registrada em livros, antigos 
de periódicos, textos diversos (impressos ou disponíveis na internet), vídeos e 
outras formas de registro do conhecimento. Essa produção pode ser buscada nas 
bibliotecas, nas livrarias e na internet. (CUNHA, 2010) 
 
A informação jurídica talvez seja uma das maiores produtoras de 
documentos no Brasil. Esse volume de produção é motivado pelo número de 
advogados brasileiros, pela quantidade de cursos jurídicos e também pela rápida 
obsolescência desse tipo de informação. Por exemplo, após a publicação, em 1988, 
da nova Constituição, as obras de direito tiveram que se adaptar a esse novo diploma. 
A mesma coisa ocorre quando os códigos sofrem alterações. Assim, é comum o 
lançamento de nova edição de uma obra jurídica em pequenos intervalos de tempo. 
Portanto, é uma área que exige do bibliotecário uma constante atualização. (CUNHA, 
2010) 
 
Segundo Passos e Bastos (2009), doutrina é o conjunto de princípios 
expostos nos livros de direito, em que se firmam teorias ou se fazem 
interpretações sobre ciência jurídica. (PLÁCIDO ; SILVA, 1999, apud PASSOS, 
2004). (...) além de constituir espaço para análise, reflexão, e discussão da 
legislação e da jurisprudência, apontando suas virtudes e imperfeições, tem 
também por objetivo facilitar a compreensão dos textos e documentos legais, 
servindo como embasamento teórico para a própria atuação jurídico-legislativa. Se 
revela por meio de documentos como livros, artigos de pesquisas, teses, etc. 
 
 No contexto da Doutrina, a, além de livros e artigos, há uma tipologia 
documental que merece ser destacada, esta tipologia é o parecer jurídico. O parecer 
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é utilizado pelos advogados quando ingressam com algum recurso e precisam 
sustentar a tese que pretendem defender em juízo. Quanto a estrutura, o parecer 
possui as seguintes partes: 
 
x Consulta: onde o parecerista diz o que os advogados X e Y solicitam sua 
opinião sobre determinada questão jurídica. 
x Antecedentes ou Histórico:o parecerista faz um breve relato dos fatos 
ocorridos. 
x Quesitos ou Parecer: apresentam-se as perguntas para as quais os 
consulentes buscam respostas; para cada pergunta segue a resposta do 
parecerista, que usa os artefatos da doutrina, legislação e jurisprudência para 
responder às perguntas do consulente. 
x Conclusão ou Respostas: apresenta sucintamente cada resposta dada. Após 
a conclusão há a data e o nome do parecerista. 
 
TRÊS PODERES 
 
Observem os conceitos dos termos de direito, segundo Passos (2004): 
 
 Nos regimes democráticos, três poderes apresentam-se bem definidos e 
atuantes: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Ao Poder 
Executivo compete exercer o comando da nação, conforme aos limites estabelecidos 
pela Constituição ou Carta Magna do país. O Poder Judiciário tem a incumbência de 
aplicar a lei em casos concretos, para assegurar a justiça e a realização dos direitos 
individuais e coletivos no processo das relações sociais, além de velar pelo respeito 
e cumprimento do ordenamento constitucional. Quanto ao Poder Legislativo, a ele 
compete produzir e manter o sistema normativo, ou seja, o conjunto de leis que 
asseguram a soberania da justiça para todos - cidadãos, instituições públicas e 
empresas privadas. 
 
 
 
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2.6- QUESTÕES COMENTADAS ± DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA 
 
1. (MIN.SAUDE/CESPE/2013) A documentação em sentido amplo trata não 
somente das três idades dos documentos- corrente, intermediária e permanente 
- mas também dos instrumentos de gestão documental. 
COMENTÁRIO: A banca quis confundir o candidato misturando as características de 
documentos em geral com documentos arquivísticos, pois os documentos 
classificados como correntes, intermediários e permanentes lembram características 
de documentos de Arquivo. Questão ERRADA. Sobre a teoria das três idades 
abordada na questão, eis um trecho do artigo de Medeiros e Amaral (2010). 
 
(...) teoria das três idades é representada pelas três fases do 
arquivamento por que passam os documentos em traslado por 
ARQUIVOS corrente, intermediário e permanente. 
(MEDEIROS; AMARAL, 2010). 
 
 
2. (MPU/CESPE/2013) Em um ato legal, a referência ao enunciado de cada artigo, 
denominada de caput, é feita em algarismos romanos. 
COMENTÁRIO: A questão 5 afirma que a referência ao enunciado de cada artigo, 
denominada de caput, é feita em algarismos romanos. Vimos na teoria que caput é o 
enunciado do artigo e não tem numeração. Os desdobramentos do caput são os itens 
e esses são indicados por algarismos arábicos. A questão está ERRADA pois o caput 
não possui algarismos romanos. 
 
 
3. (TRT17/CESPE/2009) Os códigos reúnem, em uma só publicação, um 
conjunto de leis destinadas a reger matéria que faz parte ou é objeto de um 
ramo do direito. 
COMENTÁRIO: Código é todo conjunto de leis enfaixadas num só corpo e destinadas 
a reger a matéria, que faz parte, ou que é objeto de um ramo de direito. Essa definição 
é exatamente igual a da questão. Questão CORRETA. 
 
 
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4. (TRT3/FCC/2015) A doutrina é uma forma da informação jurídica que 
(A) exerce poder de coerção sobre os indivíduos na sociedade. 
(B) serve de embasamento teórico para a atuação jurídico-legislativa. 
(C) se expressa por meio de acórdãos, ações, sentenças e recursos. 
(D) emana de determinado tribunal ou instância de julgamento. 
(E) compreende o processo de elaboração das normas jurídicas. 
COMENTÁRIO: A doutrina, segundo Passos e Bastos (2009), serve como 
³HPEDVDPHQWR� WHyULFR� SDUD� D� SUySULD� DWXDomR� MXUtGLFR-OHJLVODWLYD´. O conceito 
completo está na página 26 desta apostila. Resposta: letra B. 
 
 
5. (CPRM/CESPE/2013) As medidas provisórias decorrem de atos legislativos 
de competência exclusiva do Congresso Nacional. 
COMENTÁRIO: 6HJXQGR�&XQKD� �������D�PHGLGD�SURYLVyULD�p� ³ato normativo com 
força de lei que pode ser editado pelo Presidente da República em caso de relevância 
e urgência´. Ou seja, a medida provisória é um ato unipessoal do Presidente da 
República e não do Congresso Nacional. Questão Errada. 
 
 
6. (TJDF/CESPE/2015) A doutrina, base para a formação de leis e da 
jurisprudência, é a fonte principal da informação jurídica. 
COMENTÁRIO: Segundo Barros (2004 apud PASSOS, 2004), a principal fonte de 
informação jurídica é a Legislação (a Lei), seguida da Jurisprudência (decisões de 
juízes e Tribunais) e a doutrina é aquela que traz interpretação de autores, juristas e 
escritores acerca de uma norma ou decisão jurídica. Questão Errada. 
 
 
7. (STJ/CESPE/2012) Contratos, petições, relatórios, pareceres internos e 
respostas às consultas de clientes são considerados fontes jurisprudenciais. 
COMENTÁRIO: Conforme teoria apresentada na página 25, as fontes 
jurisprudenciais são os acórdãos, as decisões monocráticas, as sentenças, as 
súmulas e as súmulas vinculantes. Questão Errada. 
 
 
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8. (MPU/CESPE/2013) Entende-se por doutrina o pensamento jurídico 
sistematizado em que se teoriza acerca do conhecimento jurídico expresso em 
publicações. 
COMENTÁRIO: Vimos que a doutrina serve como embasamento teórico para a 
própria atuação jurídico-legislativa e se revela por meio de documentos (publicações) 
como livros, artigos de pesquisas, teses, etc. Em outras palavras, a doutrina reflete o 
pensamento jurídico em teoria e expresso em publicações. Questão CORRETA. 
 
 
 
LEITURA OBRIGATÓRIA! 
 
 
 
 
 
PASSOS, Edilenice (org). Informação jurídica: teoria e 
prática. Brasília: Thesaurus, 2004. 
 
 
 
 
 
PASSOS, Edilenice ; BARROS, Lucivaldo Vasconcelos. 
Fontes de informação para pesquisa em direito. Brasília: 
Briquet de Lemos, 2009. 
 
 
 
SILVA, Andréia Gonçalves. Fontes de informação jurídica: 
conceitos e técnicas de leitura para o profissional da 
informação. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. 
 
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DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO E DIÁRIO DA JUSTIÇA 
 
3.1 DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO 
 
 
Os Diários Oficiais são fontes primárias da informação jurídica; neles são 
publicados todos os atos oficiais da administração pública, os quais passam a ter 
validade jurídica a partir dessa publicação. 
 
O Diário Oficial da União (DOU) é um dos veículos de comunicação pelo qual 
a Imprensa Nacional tem de tornar público todo e qualquer assunto acerca do âmbito 
federal. Hoje o DOU pode ser acessado virtualmente pela internet e fisicamente pela 
compra em bancas de jornais. (WIKIPEDIA, [s.d]). 
 
A Imprensa Nacional é subordinada à Presidência da República Federativa 
do Brasil e também disponibiliza um serviço que facilita o acompanhamento de 
matérias de interesse, chamado In Busca Total. Por meio dele, o usuário pode 
cadastrar um termo a ser constantemente procurado em uma das publicações e 
receber um aviso por e-mail quando este for encontrado. 
 
O Diário Oficial é composto por três seções 
 
CONTEÚDO DOS JORNAIS OFICIAISJornal Parte Conteúdo Exemplos 
Diário Oficial da 
União 
Seção 1 Atos normativos de interesse 
geral, se encontra divididas 
pelos órgãos que compõe a 
administração pública 
federativa (Senado Federal, 
Congresso Federal, 
Presidência, Ministérios) , e 
subdividida pelas 
secretárias, departamentos, 
Leis, decretos, 
resoluções, instruções 
normativas, portarias e 
outros. 
 
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etc. que compõe os órgãos 
da administração pública 
(Universidades, etc.). 
Diário Oficial da 
União 
Seção 2 Atos de interesse dos 
servidores da Administração 
Pública Federal 
Nela é possível se 
encontra despachos, 
portarias, portaria 
interministerial, dentre 
outros atos. 
Diário Oficial da 
União 
Seção 3 A Seção 3 do Diário Oficial 
da União - DOU é o local 
destinado à publicação de 
contratos (inclui-se aqui 
também a licitação), avisos, 
editais e ineditoriais 
 
Contratos, editais, 
avisos e ineditoriais 
(atos de governos 
estaduais, municipais e 
de terceiros que, por 
determinação legal, 
requeiram publicação). 
 
 
Fonte: WIKIPEDIA (2012). 
 
O Diário Oficial foi criado por meio da Lei Imperial Nº 1.177, sancionada em 
9 de setembro de 1862 e o primeiro número circulou em 1 de outubro de 1862, quando 
o governo brasileiro, através de uma deliberação do Marquês de Olinda, passa a 
divulgar os atos legais através do Diário Oficial. 
 
Em 15 de setembro de 1911 ocorreu um incêndio que destruiu boa parte das 
instalações do Diário Oficial, inclusive arquivos de documentos, publicações e o 
preciosíssimo acervo de sua biblioteca. 
 
Em 1940, o Presidente Getúlio Vargas inaugurou uma nova sede para 
substituir a antiga, que ficou pequena. 
 
Em 1994, a Imprensa Nacional passou a utilizar recursos de informática. 
 
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O Diário Oficial da União é o instrumento de acesso universal e de validação 
dos atos administrativos do Estado. Instrumento que garante transparência em 
nome do interesse público. Também publica atos da iniciativa privada. 
 
Quando se fala em leis federais, todos sabem que o local de sua publicação 
é um só: o Diário Oficial da União, diariamente editado, impresso e disponibilizado 
física e eletronicamente pela bicentenária Imprensa Nacional, um dos três órgãos 
mais antigos do País. A Imprensa Nacional é órgão da Casa Civil da Presidência 
da República. 
 
O Diário Oficial da União registra diariamente a vida administrativa do Brasil. 
Eis alguns exemplos históricos desse registro: Proclamação da República, em 16 
de novembro de 1889 (Decreto Federal n° 1), Lei n° 6.683 (de Anistia ), de 28 de 
agosto de 1979, Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei nº 5.452, de 1º 
de maio de 1943), a lei nº 3353 (de 13 de maio de 1.888), que declarou extinta a 
escravidão no Brasil e a Lei n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, que regulamenta o 
artigo 37, inciso XXI, do Constituição Federal, e que instituiu normas para licitações e 
contratos da Administração Pública ± que, em seus artigos sexto e 61, obriga 
que contratos e aditamentos na órbita da União sejam publicados, de forma 
resumida, no Diário Oficial da União ± condição indispensável para sua eficácia . 
 
O E-DIÁRIOS são as assinaturas em versão eletrônica do DOU, com a 
publicação em formato pdf, sendo comercializadas com as periodicidades semestral 
e anual. 
 
3.2- DIÁRIO DA JUSTIÇA 
 
 
Diário de Justiça era composto por três seções e trazia Publicações dos atos 
de caráter judicial, que foram editados, impressos, disponibilizados e distribuídos pela 
Imprensa Nacional até 31 de dezembro de 2010. Utilizava descritores do tesauro do 
Senado Federal. 
 
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3.4- QUESTÕES COMENTADAS ± DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO E DIÁRIO DA 
JUSTIÇA 
 
1. (CPRM/CESPE/2013) Os atos relativos aos servidores civis bem como os 
avisos de concorrência, as tomadas de preço e os atos resultantes de 
processos licitatórios são dispostos na Seção 2 do Diário Oficial da União. 
COMENTÁRIO: A seção 2 do DOU trata dos Atos de interesse dos servidores da 
Administração Pública Federal, mas a seção que trata dos avisos de concorrência, as 
tomadas de preço e os atos resultantes de processos licitatórios é a seção 3. Questão 
ERRADA. 
 
2. (CPRM/CESPE/2013) Ineditoriais, avisos, editais e contratos são publicados 
na seção 3 do DOU. 
COMENTÁRIO: A seção 3 do DOU é o local destinado à publicação de contratos 
(inclui-se aqui também a licitação), avisos, editais e ineditoriais. Questão CORRETA. 
 
3. (CPRM/CESPE/2013) O número do diário e o ano da edição são grafados no 
rodapé de todas as páginas do DOU. 
COMENTÁRIO: O número do diário e o ano da edição são grafados no cabeçalho de 
todas as páginas do DOU. Questão ERRADA. 
 
4. (CPRM/CESPE/2013) A versão eletrônica do DOU é um documento assinado 
digitalmente. 
COMENTÁRIO: O E-Diários consiste no Diário Oficial da União com assinatura digital. 
Questão CORRETA. 
 
5. (CPRM/CESPE/2013) A seção 1 do DOU publica, exclusivamente, atos de 
interesse dos servidores ativos da administração pública federal. 
COMENTÁRIO: A Seção 1 trata dos atos normativos de interesse geral, se encontra 
divididas pelos órgãos que compõe a administração pública federativa. A seção que 
trata dos servidores é a seção 2. Questão ERRADA. 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
 
 
 
1. (TJAC/CESPE/2012) A finalidade da documentação é, de modo geral, 
transformar as possibilidades que o indivíduo tem para obter informações de 
seu interesse em probabilidades suficientes. 
 
 
2. (TJDF/CESPE/2015) Um sistema especialista jurídico é um conjunto de 
programas de computador associado a uma base de conhecimento que permite 
o diagnóstico, a extração de conclusões ou a apresentação de planos de ação 
no âmbito da área jurídica. 
 
 
3. (CPRM/CESPE/2013) A informação jurídica analítica é aquela produzida pelo 
Estado e disponibilizada na base de dados da Presidência da República. 
 
 
4. (CRPRM/CESPE/2013) A recuperação da informação é a finalidade do trabalho 
de documentação, cujo ciclo se inicia na fase de aquisição do documento. 
 
 
5. (MPU/CESPE/2013) Constituem jurisprudência acerca de determinado tema 
jurídico as decisões relativas a esse tema emanadas dos diversos tribunais. 
 
 
6. (MPU/CESPE/2013) No âmbito federal, constituem documentação jurídica os 
seguintes diplomas legais: Constituição Federal, emenda constitucional e lei 
complementar. 
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7. (STJ/CESPE/2012) Na condição específica de documento, o acórdão 
enquadra-se no âmbito dos atos normativos ² também denominados atos 
deliberativos-normativos ², que consistem nos atos oriundos de deliberações 
de órgãos da administração pública, geralmente colegiados,nos quais constam 
regras e normas de cumprimento. 
 
 
8 (STM/CESPE/2011) Trabalhos teóricos que visam a interpretação de leis e 
processos jurídicos são conhecimentos registrados em livros conhecidos por 
normativa, produzidas pelo poder público competente. 
 
 
9. (MPU/CESPE/2013) No âmbito federal, constituem documentação jurídica os 
seguintes diplomas legais: Constituição Federal, emenda constitucional e lei 
complementar. 
 
 
10. (CNJ/CESPE/2013) Vade-mécuns são as obras de referência que auxiliam o 
bibliotecário jurídico, os estudantes e os profissionais do direito em suas 
pesquisas. Nessas obras, devido ao padrão nelas adotado, não pode constar 
jurisprudência, mas apenas a legislação. 
 
 
11. (MPE-AP/FCC/2012) A principal função da ementa jurisprudencial é 
a) faciliar o processo de recuperação da informação. 
b) apresentar a decisão no âmbito de uma questão judicial 
c) divulgar uma determinada jurisprudência 
d) servir de base para a indexação de atos legais 
e) orientar sobre uma questão em que o direito oferece lacuna 
 
 
 
+ 
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12. (TJPE-PE/FCC/2012) Em relação à documentação jurídica, considere: 
I. A informação jurídica pode ser gerada, registrada e recuperada em três formas 
básicas: descritiva (doutrina), normativa (legislação) e interpretativa (jurisprudência). 
II. A legislação é representada pelo conjunto das normas jurídicas propriamente ditas 
e pela documentação referente ao processo de sua elaboração. 
III. O acórdão, documento típico da documentação normativa, é a resolução ou 
decisão tomada coletivamente pelos tribunais de justiça. 
IV. Um dos principais instrumentos de controle da informação jurídica interpretativa é 
a Bibliografia Brasileira de Direito. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II 
b) I e III 
c) II e IV 
d) I, II e IV 
e) II, III e IV 
 
 
13. (TJRJ-RJ/FCC/2012) Em relação à documentação jurídica, considere: 
I. A jurisprudência fornece subsídios para a sustentação das teses jurídicas, sendo 
constituída pelas decisões judiciais e pela documentação relativa ao processo de 
tomada dessas decisões. 
II. Para fins de sua recuperação, a essência da informação jurisprudencial está no 
conteúdo das normas jurídicas. 
III. Como resumo do acórdão, a ementa deve refletir, de forma concisa, a identificação 
do fato ocorrido, do direito discutido, do posicionamento adotado pelo tribunal e dos 
argumentos elencados para embasar tal entendimento. 
 IV. Entre os instrumentos de controle da informação jurídica interpretativa, estão as 
coletâneas de legislação referente a um determinado assunto. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III 
b) I e IV 
c) II e III 
d) II e IV 
e) III e IV 
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14. (TJAC/CESPE/2012) A documentação jurídica classifica-se em três tipos: 
jurisprudência, doutrina e documentação notarial. 
 
 
15. (STM/CESPE/2011) A informação legal, que regula a vida em sociedade, 
difere da informação jurídica analítica por possuir caráter geral, ser 
insubstituível e aplicável de forma indistinta. 
 
 
16. (STM/CESPE/2011) Uma sentença promulgada por um juiz, isto é, um tipo de 
jurisprudência como acórdãos e súmulas vinculantes, é estruturada em artigos, 
parágrafos e letras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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01. CERTO 11. Letra A 
02. CERTO 12. Letra A 
03. ERRADO 13. Letra A 
04. ERRADO 14. ERRADO 
05. CERTO 15. ERRADO 
06. CERTO 16. ERRADO 
07. CERTO 17. -- 
08. ERRADO 18. -- 
09. CERTO 19. -- 
10. ERRADO 20. -- 
 
 
 
Sintam-se a vontade para enviarem mais questões 
(atuais) sobre esses assuntos! 
 
Para passar, o segredo é praticar! 
 
 
 
 
 
 
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 Referências utilizadas: 
 
ATIENZA, Cecília A. Documentação jurídica: introdução à análise e indexação de atos legais. Rio de 
Janeiro: Achiamé, 1979. 
 
CUNHA, Murilo Bastos da. Manual de fontes de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2010. 
 
FREIRE, Gustavo Henrique. Ciência da Informação: temática, história e fundamentos. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/pci/v11n1/v11n1a02. Acesso em: 02 fev. 2017. 
 
GUINCHAT, Claire ; MENOU, Michel. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e 
documentação. Brasília: IBICT, 1994. 
 
INTRODUÇÃO à disciplina de documentação geral. Disponível em: 
http://www.resumosetrabalhos.com.br/documentacao-geral_3.html. Acesso em: 5 dez. 2016. 
 
ORTEGA, Cristina Dotta. A documentação como uma das origens da ciência da informação e base 
fértil para sua fundamentação. BJIS, v.3, n.1, p.3-35, jan./jun. 2009. 
 
PASSOS, Edilenice (org). Informação jurídica: teoria e prática. Brasília: Thesaurus, 2004. 
 
______ . BARROS, Lucivaldo V. Fontes de informação para pesquisa em direito. Brasília: Briquet de 
Lemos, 2009. 
 
PERILLO, Amanda Cavalcante. Fontes de informação jurídica: avaliação do Portal da Câmara dos 
Deputados. Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/bitstream/ri/4200/3/TCCG%20-
%20Biblioteconomia%20-%20Amanda%20Cavalcante%20Perillo.pdf. Acesso em: 02 fev. 2017. 
 
ROBREDO, Jaime. Da Ciência da informação revisitada aos sistemas humanos de informação. Brasília: 
Thesaurus, 2003. 
 
RONDINELLI, Rosely Curi. O conceito de documento arquivístico frente à realidade digital: uma revisitação 
necessária. Tese (Doutorado em Ciência da Informação), Programa de Pós-Graduação em Ciência da 
Informação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2011. 
 
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