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Folheto sobre Pressão Venosa Central (PVC): define a PVC, explica fisiologia e finalidade, descreve técnicas de mensuração (coluna de água e transdutor), acesso e posicionamento do cateter, valores normais, cuidados e lista de materiais com montagem.

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Prévia do material em texto

Pressão Venosa Central - PVC Tabosa AV. 
 
 
ENFERMAGEM 
ANDREUTT VASCONCELOS TABOSA 
 
 
 
 
 
 
 
PRESSÃO VENOSA CENTRAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outubro/2015 
 
 
Pressão Venosa Central - PVC Tabosa AV. 
 
 
SUMÁRIO 
 
Pressão Venosa Central – PVC............................................................................ 03 
Material Necessário Para Se Montar A PVC (Col. De Água)................................ 05 
Encontrando E Registrando O Valor Da PVC....................................................... 07 
Cuidados Importantes............................................................................................ 07 
Referências Bibliográficas..................................................................................... 08 
 
 
Pressão Venosa Central - PVC Tabosa AV. 
2015 3 
 
PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC) 
 
A pressão venosa central (PVC) é a medida de pressão do átrio direito refere-
se à pré-carga do ventrículo direito (VD), ou seja, a capacidade de enchimento do 
ventrículo direito ao final da diástole e representa a medida de capacidade que o 
coração tem em bombear o sangue venoso e é uma medida hemodinâmica 
frequente na UTI. A PVC é determinada pela interação entre o volume intravascular, 
função do ventrículo direito, tônus vasomotor e pressão intratorácica. 
A Pressão Venosa Central (PVC) é a variável mais utilizada para estimar o 
estado volêmico. Introduzida em 1962, consistiu em importante avanço para a 
análise da volemia e função cardíaca. A pressão dentro do átrio direito ou veia cava 
consiste na mais importante de todas as pressões venosas, pois fornece 
informações de três parâmetros: volume sanguíneo, eficácia do coração como 
bomba e tônus vascular. E o principal propósito de mensurar a PVC é estimar a 
pressão diastólica final do ventrículo direito. Em pacientes com reserva cardíaca e 
resistência vascular pulmonar normal, a PVC pode orientar o manuseio 
hemodinâmico global. Outra grande utilidade da PVC é a possibilidade de colheita 
de exames laboratoriais com frequência sem incomodar o paciente com punções 
venosas. 
A PVC é obtida através de um cateter locado na veia cava superior, o cateter 
central com uma ou duas vias; para mensurar a PVC o mais indicado é o cateter de 
duas vias (duplo lúmen). As principais vias de acesso utilizadas são a braquial, 
subclávia e jugular. E assim, a mensuração da PVC é realizada através de uma 
coluna de água ligada a um transdutor de pressão ou manualmente a uma régua. A 
zeragem da linha de pressão venosa central é feita da mesma forma que a pressão 
arterial invasiva, alinhado a linha média axilar. O método de mensuração da PVC 
com coluna de água, devido à sua extrema simplicidade e baixo custo, é bastante 
popular e largamente utilizado. A PVC é um dado extremamente útil na avaliação 
das condições cardiocirculatórias de pacientes em estado crítico. 
 
Pressão Venosa Central - PVC Tabosa AV. 
2015 4 
 
Para a mensuração da PVC, é necessário o posicionamento de um cateter 
em veia central (veia cava superior), comumente utilizando-se de punção percutânea 
de veia subclávia ou veia jugular interna. É checado radiologicamente para certificar-
se que o cateter esteja bem posicionado e não esteja dentro do átrio direito. Pode-se 
utilizar para a mensuração da PVC, um manômetro de água graduado em cm ou um 
transdutor eletrônico calibrado em mmHg. Espera-se que haja oscilação da coluna 
d'água ou do gráfico no monitor, acompanhando os movimentos respiratórios do 
paciente. 
Caso a conexão escolhida seja continua, ou seja, com transdutor de pressão, 
após a passagem do cateter central, conexão ao transdutor de pressão e ao monitor 
multiparamétrico, observa-se na tela do monitor uma curva característica do átrio 
direito. Não se pode esquecer que para pacientes intubados a medida da pressão 
venosa central deve ser realizada ao final da expiração, para pacientes em 
ventilação espontânea deve ser realizada no final da inspiração. 
Os valores normais da PVC são 2-8 mmHg (uso de transdutor de pressão) ou 
3-11 cm H2O (uso da régua com solução salina). Os valores abaixo do normal 
podem sugerir hipovolemia e valores mais altos podem sugerir sobrecarga 
volumétrica ou falência ventricular, mas devem ser avaliados com outros 
parâmetros. Entretanto o uso da PVC apresenta algumas limitações e por isso não 
deve ser o único parâmetro de volemia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nível “ZERO”, coloca-se 
nesse nível a escala em 
“10” para não perder 
valores que poderão ser 
abaixo de “0”, ou seja, 
valores negativos. 
Pressão Venosa Central - PVC Tabosa AV. 
2015 5 
 
MATERIAL NECESSÁRIO PARA SE MONTAR A PVC EM COLUNA DE ÁGUA: 
• 01 Equipo de Monitorizarão de PVC 
• 01 Frasco de Solução Fisiológica de 100 ou de 250 ml 
• Fita Adesiva 
• Escala Métrica (vem com o equipo) 
• Régua de Nível 
• Caneta (ex: caneta para CD). 
 
MONTANDO O SISTEMA DE COLUNA D'ÁGUA: 
• Separar o material, 
• Levar até o paciente, 
• Fechar os demais equipos do paciente e aguardar, 
• Conectar o equipo de monitoramento do PVC fechando o clip, 
• Conectar à solução fisiológica, 
• Retirar todo o ar do equipo (das duas vias: a longa e a curta), 
• Colocar em um suporte para soluções, 
• Colocar o paciente em linha reta na cama reta sem travesseiros, 
• Colocar a régua de nível próximo ao 5°espaço intercostal, linha axilar media, 
• Encontrar a linha "zero” de referência usando a régua de nível, 
Pressão Venosa Central - PVC Tabosa AV. 
2015 6 
 
• Marcar no suporte de soluções, a altura encontrada que corresponde a linha 
"zero" e marcar, 
• Fixar com fita adesiva a Escala Métrica (vem junto ao equipo), 
• Começar no nº. 10 (para não perder o valor negativo), 
• O Dez corresponderá ao valor zero, 
• Deixar a fita completamente estendida, 
• Fixar o cateter do equipo do soro junto a escala também completamente 
estendido, 
• Manter em 10 (a cama tem ajustes de altura, podendo interferir na aferição da 
PVC), 
• Pegar a região do equipo em que ele se divide em duas vias, 
• Aproximar esta região do equipo a Escala Métrica no nº. 0, 
• Conectar a via mais longa no paciente, 
• Deixar a via curta fixada junto à Escala Métrica, 
• Fixar de modo que fiquem juntos o prolongamento curto do equipo e a Escala 
Métrica. 
 
Figura 01 Figura 02 
Figura 03 Figura 04 
Pressão Venosa Central - PVC Tabosa AV. 
2015 7 
 
O ponto que parece corresponder com mais exatidão à desembocadura das 
veias cavas no átrio direito é a linha axilar média, é o ponto de referência mais 
utilizado nas mensurações de PVC. As equipes de enfermagem devem estabelecer 
uma rotina padronizada quando vão realizar as mensurações de pressão 
intravascular, para que sejam mais precisas e confiáveis as medidas da PVC. 
Coloca-se o paciente em decúbito dorsal horizontal. Encontra-se a linha "zero" 
através da linha axilar média, observando em que número se encontra diante à 
escala do equipo de PVC. (Convém encontrar o "zero" todas as vezes em que se 
forem realizar as medidas, pois existem algumas camas que tem regulagem de 
altura, e pode ter sido alterada). 
ENCONTRANDO E REGISTRANDO O VALOR DA PVC 
• Seguem-se todos os passos para se encontrar o valor "zero" da PVC. 
• Abra o equipo para que se preencha a via da coluna com solução fisiológica. 
• Então abra a via do paciente, fazendo descer a solução da coluna graduada, 
observando até que entre em equilíbrio com a PVC, anotando-se esse valor. 
• Agora, diminua esse valor com o "zero" de referência e se obtém o valor da PVC. 
 
CUIDADOS IMPORTANTES 
Verifique se existem outras soluções correndo no mesmo acesso venosocentral. Caso existam, feche todas, deixando apenas a via do equipo da PVC. Ao 
término da aferição, retorne o gotejamento normal das outras infusões (caso 
existam). Outras infusões alteram o valor real da PVC. Fique atento aos valores da 
PVC. Valores muito baixos podem indicar baixa volemia, e valores muito altos, 
sobrecarga hídrica. 
Normalmente a coluna d'água ou as curvas em monitor oscilam de acordo 
com a respiração do paciente. Caso isso não ocorra, investigue a possibilidade do 
cateter estar dobrado ou não totalmente pérvio. O balanço hídrico é importante. 
Registre a cada 24 horas na folha de controle hídrico, o volume de solução infundido 
nas aferições da PVC. 
Pressão Venosa Central - PVC Tabosa AV. 
2015 8 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
1. Enf. Priscilla. (site) Enfermagem, Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: http:// 
portaldeenfermagem.blogspot.com.br/2008/07/presso-venosa-central-pvc.html, 
Acessado em: 30/10/2015. 
2. Colunista Portal Educação – Fev/2013. Disponível em: http://www.portaleducacao 
.com.br/educacao/artigos/32376/pressao-venosa-central-pvc, Acessado em: 
30/10/2015. 
3. Prof. Assbu M, Prof. Moraes AA, Profª. Mattede MG, Enf. Santos GH. Aspirantes a 
ser médicos, Jan/2011. Disponível em: http://aspiranteamedico.blogspot.com.br 
/2011/01/monitoramento-de-pressao-venosa-central.html. Acessado: 30/10/2015. 
4. Galvão ECF, Püschel VAA. Aplicativo multimídia em plataforma móvel para o 
ensino da mensuração da pressão venosa central. Programa de Pós-Graduação 
na Saúde do Adulto da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, 
2012. Rev Esc Enferm USP 2012; 46(Esp):107-15. 
5. Lins RCF, Barbosa MJN, Lira MCC, Sanches LMP. Caracterização da Aferição da 
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6. Soares SML. Procedimento de Enfermagem na Monitorização da Pressão Venosa 
Central com Transdutor Pressão (PVC). Procedimento Operacional Padrão - POP 
CTI Adulto - 013, IpseMG, Jan, 2013. 
7. Silva JA, Grossi ACM, Haddad MCL, Marcon SS. Avaliação da Qualidade das 
Anotações de Enfermagem em Unidade Semi-Intensiva. Unidades semi-
intensivas: qualidade das anotações de enfermagem. Esc Anna Nery (impr.) 2012 
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8. Coren-DF Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal, Nascimento 
SM, Coren-DF 67.434, ENF Membro da CTA. Parecer Técnico (03/2015); 
Competência da equipe de enfermagem na averiguação da Pressão Venosa 
Central (PVC). Maio, 2015.

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