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legislacao aduaneira comparada (1)

Unidade sobre regulamento aduaneiro e comércio exterior: apresenta estrutura e funções do regulamento, organização do território aduaneiro (portos, aeroportos, pontos de fronteira, recintos), modalidades de despacho, sistemas informatizados, função do despachante, valor e classificação fiscal (incl. Mercosul), etapas de despacho e registros para importação.

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UNIDADE 2
REGULAMENTO ADUANEIRO E O COMÉRCIO 
EXTERIOR
EsTA UNIDADE TEM pOR ObjETIvOs:
Nessa unidade vamos:
●	compreender a estrutura e as funções do regulamento aduaneiro. 
Estas administrativas e tributárias, além de identificar o conceito e 
as formas de organização do território aduaneiro: portos, aeroportos 
e pontos de fronteira alfandegados, além dos recintos alfandegados 
e manifesto de carga;
● distinguir as habilitações dos demais intervenientes para o contexto 
aduaneiro e suas modalidades: ordinária, simplificada, especial e 
restrita; 
● conhecer os sistemas informatizados vinculados ao comércio 
exterior e as funções do despachante aduaneiro e compreender 
como é estabelecido o valor aduaneiro na classificação fiscal, 
diferenciando a nomenclatura utilizada no Mercosul;
● identificar o tratamento administrativo do despacho aduaneiro de 
exportação, ou seja, os procedimentos operacionais que envolvem a 
concordância, a implementação e a observação de particularidades 
a que as exportações estão sujeitas;
● apontar as etapas do despacho aduaneiro de exportação e 
sua sistematização. As etapas referentes desde o Registro da 
Declaração de Despacho de Exportação (DDE) até a etapa de 
averbação da mercadoria;
● demonstrar os registros necessários para que o importador possa 
iniciar o procedimento de importação; 
● distinguir a nomenclatura ou classificação fiscal com o objetivo de 
ordenar as mercadorias através de códigos no que se refere à sua 
natureza e características e apontar os documentos utilizados para 
ingressar no país mercadorias oriundas do exterior.
TÓpICO 1 – DIspOsIÇÕEs ADUANEIRAs
TÓpICO 2 – DEspACHO ADUANEIRO DE EXpORTAÇÃO
TÓpICO 3 – DEspACHO ADUANEIRO DE IMpORTAÇÃO
pLANO DE EsTUDOs
Esta unidade está dividida em três tópicos e em cada um deles 
você encontrará atividades visando à compreensão dos conteúdos 
apresentados.
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DIspOsIÇÕEs ADUANEIRAs
1 INTRODUÇÃO
TÓpICO 1
UNIDADE 2
O Brasil, assim como os demais Estados que compõem a sociedade internacional, 
tende a defender seus interesses comerciais no sentido de garantir que os exercícios 
de comercialização não causem prejuízos aos atores domésticos e, ao mesmo tempo, 
salvaguardem os interesses econômicos e de soberania da nação. Trata-se de uma ação 
regulatória que intenciona estabelecer um ambiente confortável com o mínimo de conflitos 
possível para os agentes comerciais no sistema comercial internacional.
As regulações das trocas comerciais no Brasil acontecem através de seu sistema 
aduaneiro, o qual funciona como uma malha circundante ao território nacional, estabelecendo 
as regras e a permissão ou não do que entra e sai do país.
Ao contrário do que muitos operadores e viventes do comércio exterior possam 
imaginar, as questões relacionadas à legislação aduaneira brasileira têm mantido um caráter 
bastante constante já há muitos anos. Suas quatro décadas de existência são marcadas por 
essa característica, na qual muitos de seus institutos jurídicos já são utilizados da mesma 
forma há anos. As mudanças ocorridas se deram de maneira a adaptar esses institutos às 
novas realidades e práticas operacionais do comércio exterior. Além da consequente mudança 
tecnológica e informatização dos sistemas que operacionalizam as questões e exercícios 
aduaneiros.
Quando nos referimos às questões do direito aduaneiro, temos que levar em conta 
que este é um ramo autônomo do direito que deriva das práticas, usos e costumes dentro do 
comércio exterior. Tal relação é possibilitada pela necessidade e pela vontade da realização 
de um contrato internacional que ensejará a satisfação de compradores e vendedores situados 
em territórios aduaneiros diferentes.
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 O que remete essa característica que confere ao direito aduaneiro o caráter de uma 
disciplina autônoma do direito é a especificidade de suas normas, as quais são aplicadas pelo 
poder público (direito administrativo), porém derivam da lex mercatoria. Ainda, os usos e 
costumes do comércio exterior, assim como os acordos internacionais, são as bases para a 
aplicação da legislação fiscal e tributária no país. 
O que reflete o direito aduaneiro no Brasil é o Regulamento Aduaneiro, criado pelo 
Decreto-Lei n◦ 37/66 e regulado pelo Decreto n◦ 6.759/09, o qual contempla todas as situações 
e regimes aduaneiros. 
Este pode ser considerado como um manual da administração aduaneira, o qual requer 
a utilização de instruções normativas e atos declaratórios na intenção de aplicar o regulamento 
e detalhar sua natureza normativa. 
Os princípios da legislação aduaneira incorporam os princípios de direito público 
interno: da soberania; da legalidade; da supremacia do interesse público; da moralidade; da 
submissão do Estado à ordem jurídica; da igualdade dos particulares perante o Estado; do 
devido processo legal; da publicidade; da responsabilidade objetiva. 
Caro(a) acadêmico(a), contextualizamos a lógica do direito aduaneiro e a partir de 
agora estaremos estudando algumas especificidades. Vamos a elas!
2 EsTRUTURA DO REGULAMENTO ADUANEIRO
O Regulamento Aduaneiro, Decreto nº 6.759, de fevereiro de 2009, DOU 06/02/2009, 
que sofreu alterações pela entrada em vigor da Lei nº 7.213/2010, Decreto nº 7.296/2010 e 
Decreto nº 7.315/2010. Todos estes textos legais regulamentam a administração das atividades 
aduaneiras, a fiscalização das operações de comércio exterior, sendo o mesmo decretado pelo 
presidente da República. (art. 1º).
O Regulamento Aduaneiro está dividido em oito livros, dispostos em títulos, capítulos, 
artigos e parágrafos. A estrutura do mesmo pode ser resumida como:
•	 Livro I, “Da Jurisdição Aduaneira e do Controle Aduaneiro de Veículos”, trata de estabelecer 
uma base de controle aos fluxos de mercadorias pela aduana. Estabelece os locais de saída 
e entrada no território nacional, os controles a serem aplicados aos transportes e demais 
veículos, armazenamento e toda documentação necessária para a dinâmica das trocas 
comerciais.
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•	 Livro II, “Dos Impostos de Importação e de Exportação”, trata desses tributos: incidência, fato 
gerador, contribuintes, base de cálculo, pagamento e isenções. Também reúne as formas 
especiais de tributação aplicadas à bagagem, remessas postais e remessas expressas.
•	 Livro III, “Dos Demais Impostos e das Taxas de Contribuições, Devidos na Importação”. 
Este se refere aos tributos domésticos administrados pela Secretaria da Receita Federal do 
Brasil nas transações de importação: IPI, PIS/PASEP, COFINS, CIDE-Combustíveis, Taxa 
do SISCOMEX.
•	 Livro IV, “Dos Regimes Aduaneiros Especiais e dos Aplicados em Áreas Especiais”. Refere-se 
aos regimes aduaneiros que permitem suspensão do recolhimento dos tributos, parcialmente 
ou na sua integralidade.
•	 Livro V, “Controle Aduaneiro de Mercadorias”. Regula o despacho aduaneiro, normatizando-o 
na dinâmica de importação/exportação e no processo de revisão. Explica os procedimentos 
de como agir em caso de mercadorias abandonadas, provenientes de naufrágios, avarias, 
extravios e define as normas sobre os tráfegos de cabotagem e postal.
•		Livro VI, “Das Infrações e Penalidades”. Este livro orienta sobre quais as penalidades a 
serem aplicadas às diversas infrações, assim como a gradação das mesmas.
•	 Livro VII, “Do crédito Tributário,do Processo Fiscal e do Controle Administrativo Específico”. 
Trata das normas de lançamento de crédito tributário, decadência, prescrição, processo 
fiscal, processos de aplicação e de exigência dos direitos antidumping e compensatórios, 
além dos controles administrativos existentes.
•	 Livro VIII, “Das Disposições Finais e Transitórias”. Este livro versa sobre a isenção e redução 
de impostos sobre produtos industrializados para as empresas nos ramos de informática e 
automação que investem na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias da informação.
FONTE: Resumo explicativo adaptado pela autora do Regulamento Aduaneiro.
2.1 FUNÇÕES ADMINISTRATIVA E TRIBUTÁRIA
Ao se fazer o controle aduaneiro das mercadorias, temos que realizar as duas funções 
concomitantes: tributária e administrativa.
A função tributária: como o próprio nome indica, refere-se à arrecadação dos tributos 
concernentes ao comércio exterior. Nessa etapa deve-se incluir não somente os Impostos de 
Importação e Exportação, como também os tributos domésticos às respectivas modalidades.
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A função administrativa: como mencionado na introdução deste caderno, exerce a 
função de monitoramento, de polícia, a qual irá controlar a entrada e saída dos produtos dentro 
do território aduaneiro, nas especificidades dos objetivos em que os mesmos foram importados 
ou exportados.
A função administrativa da aduana faz-se de grande importância, pois, mais do que um 
monitoramento ligado ao cumprimento do recolhimento dos impostos (função tributária que 
exerce paralelamente), promove significantes ações de segurança para o país.
UNI
SAIBA MAIS
O QUE É TRIBUTO? 
O conceito de tributo está previsto no Código Tributário Nacional: 
“Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, paga 
em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não 
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada 
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. 
Logo, examinando o conceito legal de tributo, concluímos que é 
toda contribuição em dinheiro, paga pelo cidadão através de lei que 
o criou, para atender às atividades-fins do Estado, isto é, realizar 
o bem comum. 
FONTE: Conhecendo os Tributos.
 Disponível em: <http://www.receita.pb.gov.br/edufiscal/edu_02.htm>. 
Acesso em: 12 ago. 2012.
Dentre essas ações de segurança, podemos citar: 
- o controle de pragas oriundas de cargas trazidas de outras localidades; 
- combate ao tráfego de materiais ilícitos como armas, drogas e substâncias perigosas;
- assegurar o tesouro nacional e prevenir que patrimônios histórico-culturais, de fauna e flora 
sejam indevidamente subtraídos do território nacional.
2.2 O TERRITÓRIO ADUANEIRO
Segundo o art. 2º do Decreto-Lei nº 6.759/2009 da jurisdição aduaneira (poder de 
aplicar o direito aduaneiro), o território aduaneiro compreende todo o território nacional. 
Ou seja, no interior dos limites da estrutura política e administrativa, o Estado brasileiro, será 
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exercido o direito aduaneiro.
A jurisdição dos serviços aduaneiros, abrangida pelo Decreto-Lei nº 37, de 18 de 
novembro de 1966, art. 33, é dividida em duas seções: zona primária e zona secundária. A 
primeira compreende a área ocupada pelos portos, aeroportos e demais pontos de fronteira 
(pontos de carga e/ou descarga, embarque de passageiros provenientes de outros países). 
Por sua vez, a zona secundária corresponde ao restante da zona aduaneira, todas as outras 
partes do território nacional, incluindo as águas territoriais e o seu espaço aéreo. 
Na zona primária é feito o controle dos veículos, sendo que o controle das mercadorias 
é feito tanto nas zonas primária quanto secundária. Ainda sobre as zonas do território aduaneiro, 
as mesmas possuem atividades específicas, ou restritas a cada uma, fazendo-se necessária 
a verificação de cada caso particular.
“As unidades da zona primária correspondem às unidades aduaneiras possuidoras da 
jurisdição sobre os pontos de entrada e saída de veículos: aeroporto, porto, ponto de fronteira, 
etc. Já as unidades de zona secundária podem ser especializadas (alfândegas ou inspetorias 
da Receita Federal) ou mistas (delegacias da Receita Federal)”. (ROCHA, 2005, p . 21). 
2.3 PORTOS, AEROPORTOS E PONTOS DE 
 FRONTEIRA ALFANDEGADOS
Em sua interpretação do capítulo II do Regulamento Aduaneiro, Rocha (2005) apresenta 
uma síntese do papel desses pontos de passagem de mercadorias e pessoas:
Os portos, aeroportos e pontos de fronteira são locais onde se processam os 
controles de entrada e saída de veículos, de pessoas ou de mercadorias, que 
estão entrando ou saindo do território nacional. Nestes locais são processados 
os controles de veículos ou mercadorias, podendo ter locais destinados ao 
armazenamento dos veículos. (ROCHA, 2005, p. 21).
Assim, temos a especificação de cada um dos seguintes pontos da zona primária do 
território aduaneiro:
2.3.1 Portos marítimos
O transporte marítimo é o modal mais utilizado no comércio internacional, sendo que 
sua atividade está associada à movimentação de cargas em navios de diferentes tipos e 
dimensões e possuindo rotas que ligam os portos e regiões de todo o globo. No Brasil, o modal 
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Com uma costa de 8,5 mil quilômetros navegáveis, o Brasil possui 
um setor portuário que movimenta anualmente cerca de 700 milhões 
de toneladas das mais diversas mercadorias e responde, sozinho, 
por mais de 90% das exportações.
FONTE: Secretaria dos Portos 2011
O transporte marítimo permite a otimização do transporte global e o funcionamento da 
complexa cadeia logística, ao integrar os outros modais de transporte, como o ferroviário e 
o rodoviário. A necessidade de transportar por via marítima deriva do comércio de diferentes 
tipos de cargas, seus volumes, forma de distribuição por parcelas a transportar, local de 
recebimento e entrega, tempo utilizado no trânsito entre dois pontos e, principalmente, o custo 
desse transporte.
FONTE: Adaptado de: <http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_1563/artigo_sobre_modal_
maritima>. Acesso em: 5 out. 2012.
Os portos, além de desempenharem o papel de ligação entre os modais terrestres e 
marítimos, têm uma função adicional de amortecer o impacto do fluxo de cargas no sistema 
viário local, através da armazenagem e da distribuição física.
FONTE: Disponível em: <www.geografiaememoria.ig.ufu.br/downloads.php?cat_id=1...id...>. Acesso 
em: 5 out. 2012.
O sistema portuário do Brasil é composto pelo montante de 37 portos públicos, entre 
marítimos e fluviais, dos quais 18 são delegados, concedidos ou têm sua operação autorizada à 
administração dos governos estaduais e municipais. Existem ainda 42 terminais de uso privativo 
e três complexos portuários que operam sob concessão à iniciativa privada.
FONTE: Disponível em: <http://www.comexblog.com.br/logistica/portos-afogados>. Acesso em: 5 out. 
2012.
São pontos de passagem (entrada e saída de mercadorias e/ou pessoas) por via aquática, 
ou seja, utilizam do transporte marítimo para embarque, desembarque e movimentação de 
cargas. Dentre os inúmeros atores que operam e convivem dentro desta estrutura alfandegária, 
marítimo responde por mais de 90% do transporte internacional dos produtos comercializados 
nas trocas exteriores.
FONTE: Adaptado de: <http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_1563/artigo_sobre_modal_
maritima>. Acesso em: 5 out. 2012.
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DA
podemos citar: as três esferas políticas (Governos Federal, Estadual e Municipal), as autoridades 
portuárias, os armadores, transportadores, operadores portuários, trabalhadores, donos de 
mercadorias, os agentes, despachantes aduaneiros e consignatários.
A partir da Lei de Modernização dos Portos (Lei n◦ 8.630/1993), emergiu uma nova 
organização administrativa para o setor portuário brasileiro. Os principais objetivos associados à 
implementação desta são: conceder a operação portuária e o arrendamento de áreas portuárias, 
gerando recursos para o governo; incentivar a concorrência entre os portos e terminais, de 
modo a reduzir custos e obter maior eficiência; e acabar com o monopólio dos trabalhadores 
portuários. (CURCINO, 2007).
FONTE: Disponível em: <www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/tds/td_1423.pdf>. Acesso em: 5 
out. 2012.
Assim, a nova estrutura do sistema portuário brasileiro, no que diz respeito à 
administração, instituiu os seguintes atores:
•	 Autoridade portuária (Ap): esta administra o porto organizado, gera seu patrimônio e 
controla as demais entidades públicas e privadas atuantes no porto.
•	 O Conselho da Autoridade portuária (CAp): trata-se de um órgão de administração, 
planejamento e fiscalização ao qual a administradora do porto se encontra subordinada. 
Este, por sua vez, é formado por quatro blocos de atores participantes do porto:
	bloco do poder público (bpp).
	bloco dos Operadores portuários (bOp).
	bloco da Classe dos Trabalhadores portuários (bCTp). 
	bloco dos Usuários dos serviços portuários (bUsp).
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FIGURA 1- LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS MARÍTIMOS E FLUVIAIS DO BRASIL
FONTE: ANTAQ. Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Disponível em: <http://www.antaq.
gov.br/portal/localizaportos.html>. Acesso em: 20 jul. 2012.
Em relação à operação do serviço portuário, temos os seguintes atores, subordinados 
à autoridade portuária:
•	 Operador portuário (Op): trata-se do órgão executivo de gerência, fiscalização, 
regulamentação, organização e promoção da atividade portuária.
•	 Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO): promove a gestão de recursos humanos efetivos 
e prestadores de serviços, administrando a contratação, a escala e a alocação de:
	Trabalhadores portuários (Tp).
	Trabalhadores portuários avulsos (TpA).
O organograma a seguir resume a organização dos portos segundo sua administração 
e operacionalização. 
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FIGURA 2 - ORGANOGRAMA DA ORGANIZAÇÃO DOS PORTOS SEGUNDO SUA 
ADMINISTRAÇÃO E OPERACIONALIZAÇÃO
FONTE: Figura própria baseada nos estudos do LIVRO 6 do IPEA (2010)
2.3.2 Aeroportos
A globalização tem propiciado com que o transporte aéreo de passageiros e cargas 
tenha uma função primordial nos fluxos internacionais. 
Em relação às cargas, há uma indução nas cadeias logísticas complexas voltadas 
para o atendimento de clientes que passaram a comprar pela internet e também para aquelas 
mercadorias que demandam velocidade de entrega, justificando as transferências aéreas. 
Os aeroportos têm destinado cada vez maiores áreas para a transferência e embarque 
de cargas, valendo-se dos grandes avanços ocorridos na tecnologia aeronáutica.
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ACADÊMICO(A), BUSQUE SABER MAIS
Acesse o link: <http://www.receita.fazenda.gov.br/aduana/
viajantes/viajantechegbrasilsaber.htm> da Receita Federal e 
conheça o que o viajante que chega ao Brasil precisa saber.
No transporte de passageiros, por sua vez, também houve grande crescimento do 
número de transações e movimentação, devido ao aumento na produtividade das companhias 
e o consequente barateamento das passagens aéreas.
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Essa difusão do hábito de transportar mercadorias pelo modal aéreo e as recorrentes e 
cada vez mais necessárias viagens de negócios, assim como uma promissora alavancada do 
turismo, propiciaram maior presença e agregação de valor à estrutura aeroportuária no Brasil. 
A existência de infraestruturas adequadas, sistemas operacionais eficientes e empresas 
nacionais privadas de porte para a logística e o transporte é hoje condição essencial para que 
as negociações entre países e blocos possam ser feitas em bases de maior reciprocidade. 
(BARAT, 2007).
FONTE: Disponível em: <www.v-brazil.com/world-cup/documents/ipea-airports.pdf>. Acesso em: 5 
out. 2012.
O Brasil possui 4.263 aeroportos e aeródromos, sendo a segunda maior rede do mundo, 
apenas superado pelos Estados Unidos, com 14.497. Dos 67 aeroportos operados pela Infraero, 
31 são internacionais e 36 domésticos. 
FONTE: LOGÍSTICA E TRANSPORTE NO BRASIL. Disponível em: <http://www.dcomercio.com.br/
especiais/outros/digesto/digesto_20_especial/03a.htm>. Acesso em: 25 set. 2012.
Eles movimentaram, em 2008, um total de 113,3 milhões de passageiros e 1,5 milhão de 
toneladas de cargas, inclusive mala postal. O número de passageiros em tráfego internacional 
foi de 13,3 milhões. Na movimentação de cargas, 852,2 mil toneladas corresponderam ao 
tráfego internacional em 2008.
FONTE: IPEA. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/39065989/19/Infraestrutura-aeroportuaria-no-
Brasil>. Acesso: em 25 set. 2012. 
No Brasil, a administração dos aeroportos compete à Infraero, Empresa brasileira de 
Infraestrutura Aeroportuária, a qual é vinculada ao comando da Aeronáutica. 
Dentro dos aeroportos há uma infraestrutura de áreas cobertas e descobertas delimitadas 
para o recebimento, guarda, armazenagem, controle, movimentação e entrega de carga para 
transporte.
 Essa infraestrutura denomina-se TECA=Terminais de Carga, na qual todo material 
descarregado no aeroporto, seja qual for o modal de transporte, lá deve ser recebido, manuseado 
e armazenado.
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2.4 RECINTOS ALFANDEGADOS
O conceito de recinto alfandegário refere-se ao local onde deve ser realizado o trabalho 
aduaneiro de controle fiscal de mercadorias, possibilitando a melhor fiscalização aduaneira. 
Este abrange espaços da zona primária (portos, aeroportos e pontos de fronteira) e de zona 
secundária (terminais alfandegados). 
É o que nos ensina o art. 9º do Regulamento Aduaneiro (Decreto n◦ 6.759/09):
Art. 9◦ Os recintos alfandegados serão assim declarados pela autoridade 
aduaneira competente, na zona primária ou na zona secundária, a fim de que 
neles possam ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem 
e despacho aduaneiro de:
I - mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob 
regime aduaneiro especial;
II - bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados; e
III - remessas postais internacionais.
Parágrafo único. Poderão ainda ser alfandegados, em zona primária, recintos destinados 
à instalação de lojas francas. (BRASIL, 2012).
Assim, os recintos alfandegados são reservados ao trânsito e estocagem de mercadorias 
a entrar ou sair do país, à fiscalização de bagagens provenientes do e procedentes para o 
exterior, e as dependências de lojas francas.
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O regime aduaneiro especial de loja franca é o que permite a 
estabelecimento instalado em zona primária de porto ou aeroporto 
alfandegado vender mercadoria nacional ou estrangeira a passageiro 
em viagem internacional, contra pagamento em moeda nacional 
ou estrangeira. (art. 1º Instrução Normativa RFB nº 863, de 17 de 
julho de 2008).
 Nas zonas secundárias temos os terminais alfandegados, os quais são dotados 
de áreas para armazenagem, pátio de contêineres, perfeitocontrole de entrada e saída da 
carga e local para os serviços aduaneiros. 
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2.5 CONTROLE ADUANEIRO DE VEÍCULOS
Com a finalidade de controlar a entrada e saída de mercadorias, a aduana exerce um 
rígido monitoramento do trânsito de veículos, os quais são utilizados para o transporte desses 
bens. Os veículos provenientes ou que têm destino ao exterior somente podem fazer a transição 
por meio dos portos, aeroportos ou pontos de fronteira alfandegados. 
UNI
A exceção a essa regra é o caso dos naufrágios.
No intuito de prevenir que se burle essa regra, temos a proibição do posicionamento de 
uma embarcação a certa distância de outra, evitando assim a possibilidade de um transbordo 
de carga ou pessoa. (art. 617, III).
A autoridade aduaneira pode, através do ato de fiscalização visita aduaneira, visitar o 
veículo proveniente do exterior e receber do responsável a documentação relativa ao veículo, 
sua carga e demais elementos presentes no mesmo. Depois de constatada a regularidade, é 
emitido o termo de entrada.
O regulamento aduaneiro não explicita quais veículos devem receber a visita aduaneira, 
no entanto, este ato só é realizado em navios, sendo dispensado na maioria das vezes.
O acesso da carga a esses terminais é feito através do regime de trânsito aduaneiro. 
Tais terminais podem ser de uso público ou de uso privativo.
Os terminais alfandegados devem pagar a taxa do FUNDAF (Fundo Especial de 
Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização). 
Este fundo foi criado pelo Decreto-Lei n◦ 1.437/55, que cuida da base de cálculo do 
IPI na importação, mas que no art. 6° o dispõe:
Fica instituído no Ministério da Fazenda o Fundo Especial de Desenvolvimen-
to e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização – FUNDAF, destinado 
a fornecer recursos para financiar o reaparelhamento e reequipamento da 
Secretaria da Receita Federal, a atender aos demais encargos específicos 
inerentes ao desenvolvimento e aperfeiçoamento das atividades de fiscalização 
dos tributos federais e, especialmente, a intensificar a repressão às infrações 
relativas a mercadorias estrangeiras e a outras modalidades de fraude fiscal 
ou cambial, inclusive mediante a instituição de sistemas especiais de controle 
do valor externo de mercadorias e de exames laboratoriais. (BRASIL, 2012).
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2.6 MANIFESTO DE CARGA
Segundo o artigo 39 do Regulamento Aduaneiro, a mercadoria transportada deve estar 
registrada no manifesto de carga ou em outras declarações equivalentes. 
No artigo 40 versa que o manifesto de carga geralmente engloba toda a carga e 
independe do fato desta ser entregue em um único ou vários destinos. Ou seja, haverá um 
manifesto de carga para cada local, no exterior, onde o veículo houver recebido carga destinada 
a esse ponto de descarga.
A folha de descarga é assinalada pelo transportador e depositário no momento em 
que a mercadoria é descarregada, sendo essencial para fiscalização aduaneira.
Os manifestos, geralmente, listam a quantidade de peças, peso, nome e endereço do 
destinatário. Na conferência final de manifesto é apurado se as quantidades e a integridade 
das mercadorias estão corretas. 
Segundo o Regulamento Aduaneiro, a conferência deveria ser feita ao serem 
contrastadas as folhas de descarga e o manifesto. No entanto, com o advento do Mantra 
e do siscarga, essa prática caiu em desuso e hoje em dia é feita automaticamente por esses 
sistemas informatizados.
UNI
Mantra - Manifesto de carga informatizado. Trata-se do conjunto 
de registros relativos à importação destinada a determinado ponto 
alfandegado de descarga de aeroporto, tais como o registro de 
saída e chegada da aeronave, dados sobre a carga, número do 
conhecimento de carga, beneficiário, consolidador e desconsolidador. 
A ementa e o artigo 1º da IN SRF 102/94 sinalizam que o MANTRA 
corresponde ao MANIFESTO DE CARGA no transporte aéreo.
O sIsCOMEX CARGA (sIsCARGA) equivale ao manifesto de carga 
eletrônico na importação e exportação por modal marítimo.
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3 vALOR ADUANEIRO
Este item busca explicar como é feito o estabelecimento do valor mais próximo do preço 
efetivo de uma mercadoria sem que este prejudique a arrecadação dos impostos. A forma de 
estabelecer o valor aduaneiro também contribui para solucionar os casos em que não há preço 
de venda, seja nas doações, locações e empréstimos.
Assim, o valor aduaneiro é a base de cálculo do Imposto de Importação. O valor 
aduaneiro é apurado na forma prevista no Acordo Sobre a Implementação do Artigo VII do 
GATT (Acordo de valoração Aduaneira ou AvA-GATT), aprovado pelo Decreto Legislativo 
n° 30/94 e promulgado pelo Decreto Executivo nº 1.355/94, o qual possui status de lei e 
estabelece as normas fundamentais sobre valoração aduaneira no Brasil. A aplicação do AVA-
GATT, atualmente, é disciplinada pelos artigos 76 a 83 do Decreto n◦ 4.543/02 e pela Instrução 
Normativa SRF nº 327/03. (PORTAL DO COMÉRCIO EXTERIOR, 2012).
FONTE: Disponível em: <www.notafiscalfacil.com.br/nota-fiscal-de-importacao/>. Acesso em: 5 out. 
2012.
Desta forma, o AVA-GATT estabelece seis métodos para a determinação do valor 
aduaneiro das mercadorias importadas, sendo que sempre que não for possível a utilização 
do primeiro método de valoração, passa-se ao método seguinte, sucessivamente, até que se 
chegue ao determinante do valor aduaneiro.
Na Rodada do Uruguai em 1994, o acordo tornou-se parte integrante do Acordo Geral 
sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio – (GATT), tornando-se obrigatório para todos os 
membros da Organização Mundial de Comércio (OMC). 
Os métodos de valoração previstos pelo Acordo de Valoração Aduaneira são:
•	 1º Método - método do valor da transação.
•	 2º Método - método do valor de transação de mercadorias idênticas.
•	 3º Método - método do valor de transação de mercadorias similares.
•	 4º Método - método do valor de revenda (ou método do valor dedutivo).
•	 5º Método - método do custo de produção (ou método do valor computado).
•	 6º Método - método do último recurso (ou método pelo critério da razoabilidade).
O primeiro método, do valor da transação, compreende o preço efetivamente pago 
ou a pagar pelas mercadorias, acrescido do custo do transporte da mercadoria até o porto, 
aeroporto ou ponto de fronteira alfandegado, somado aos gastos relativos à carga, descarga, 
manuseio e ao seguro da mercadoria durante o trajeto (AVA, art. 1°). O valor da transação tem 
sua aplicabilidade condicionada a não ocorrência de algumas circunstâncias, como restrições 
ao seu uso pelo comprador.
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AVA (ACORDO DE VALORAÇÃO ADUANEIRA).
Caso o valor aduaneiro não puder ser determinado pelo primeiro método, o valor de 
transação passa a ser adotado pelo método das mercadorias idênticas, no qual tal valor será 
o mesmo aplicado na importação e exportação de mesmo produto para determinado país. 
Tomemos um exemplo de um benfeitor que deseja doar para um indivíduo em outro país 
um automóvel. Como não há preço de venda, também não é necessário considerar vinculação 
entre as partes. Houve certa quantidade de importações do mesmo carro por uma revendedora. 
O preço unitário aplicado à revendedora poderá ser aplicado, considerado o desconto que a 
revendedora recebeu da fábrica pelo número de importações. Caso seja encontrado mais de 
um valor de transação, opta-se pelo mais baixo deles na determinação do valoraduaneiro.
Se o método de mercadorias idênticas não puder determinar o valor de transação, será 
recorrido ao valor de transação de mercadorias semelhantes. 
Elucidando: uma fábrica vende com exclusividade para uma empresa do mesmo 
grupo determinada mercadoria, cujo preço tenha sido afetado por essa vinculação. Não será 
encontrada nenhuma importação de produto idêntico, pois só existe um importador. Dessa 
forma, buscar-se-á importações de produtos contendo características semelhantes ao produto 
comercializado. Também nesse caso, se houver valores diferentes, opta-se pelo valor mais 
baixo na determinação do valor aduaneiro.
Tendo o terceiro método falhado na determinação do valor aduaneiro, passa-se a adotar 
o método do valor deduzido, o qual é deduzido com base no preço pelo qual as mercadorias 
importadas são vendidas no mercado interno a pessoas não vinculadas e com uma série de 
deduções, como: tributos internos, comissões, custos de transporte e seguro dentro do país 
importador etc. Ou seja, toma-se como base o preço de venda no país importador deduzindo 
as despesas e custos nesse país para estimar o preço de exportação. Esse método pode 
ser aplicado depois do quinto método, invertendo assim a ordem seguida, sem prejuízo 
(AvA, art. 5º).
Caso o importador não tenha sucesso nos métodos anteriores ou queira inverter a ordem 
do quarto com o quinto método, o do valor computado, este irá proceder na quantificação 
da soma do custo ou valor dos insumos e da fabricação ou processamento empregados na 
confecção das mercadorias importadas de mesma espécie que as mercadorias a serem 
valorizadas, das despesas gerais, do custo de transporte e seguro para se tentar obter um 
valor aproximado de compra e venda para exportação. Trata-se do caminho contrário feito 
ao método do valor deduzido. 
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O sexto e último método de valorização aduaneiro é determinado pelos critérios 
razoáveis, condizentes com os princípios do artigo VII do GATT 1994 e com base nos dados 
disponíveis no país de importação. (AVA, art. 7º).
 É um valor determinado com base em critérios razoáveis, com vedações como: não 
poder ser baseado em valor mínimo no preço de venda no país de importação de mercadorias 
produzidas neste, não poder ser o mais alto entre dois valores possíveis, não poder ser baseado 
nos preços do mercado interno do país de exportação, entre outras proibições.
FONTE: Adaptado de: <pt.scribd.com/doc/.../SEXTO-METODO-–-CRITERIOS-RAZOAVEI...>. Acesso 
em: 5 out. 2012.
O que vem nos ajudar é uma flexibilização da utilização de algum dos métodos anteriores 
como critério razoável. Seja em buscar transações de mercadorias idênticas ou semelhantes 
num período maior do que o previsto na aplicação dos métodos 2 e 3, sendo esse valor ajustado 
pela taxa de inflação do período, gerando uma alternativa razoável na valorização do preço 
aduaneiro. 
O que deve ser enfatizado no processo de construção do valor aduaneiro é que 
o mesmo deve ser explícito para o importador, sendo algo previsível e não deixando 
margem para arbitrariedade de pensamentos.
4 CLAssIFICAÇÃO FIsCAL
A Classificação Fiscal de mercadorias é um importante instrumento que não somente 
determina os tributos envolvidos nas operações de importação e exportação, e de saída de 
produtos industrializados, mas também tem a finalidade de controle estatístico e determinação 
do tratamento administrativo requerido para determinado produto. (RECEITA FEDERAL, 2012).
FONTE: Disponível em: <qmsconsultoria.com/...fiscal-de-mercadorias/saiba-o-que-e-classificac...>. 
Acesso em: 5 out. 2012.
O Imposto de Importação é calculado através da multiplicação do valor aduaneiro da 
mercadoria pela alíquota do tributo. Tendo a base do cálculo uma situação invariável, devem-
se discriminar as diversas mercadorias na obtenção de diferentes alíquotas aplicáveis, sendo 
essa uma alternativa, uma ferramenta necessária para intervenção na economia do país.
A tarifa é representada pela tabela de alíquotas às diferentes mercadorias. No Brasil 
é usada a TEC, Tarifa Externa Comum, a qual é válida em todo o Mercosul. A TEC associa 
uma alíquota para cada código de classificação fiscal. E cada código de classificação fiscal é 
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4.1 NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL
A NCM, Nomenclatura Comum do Mercosul, corresponde a uma lista de mercadorias, 
as quais são dispostas em ordem hierárquica, divididas em capítulos e agrupadas em seções, 
método baseado no sH (sistema Harmonizado).
UNI
Sistema Harmonizado de Designação e Codificação 
de Mercadorias é uma nomenclatura aduaneira, utilizada 
internacionalmente como um sistema padronizado de codificação e 
classificação de produtos de importação e exportação, desenvolvido 
e mantido pela Organização Mundial das Alfândegas.
obtido pela tabela da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), a qual associa os grupos 
de mercadorias a códigos. Ou seja, para determinar a alíquota para importação, precisa-se 
primeiro classificar a NCM do produto e então consultar a TEC.
Há uma divisão em alguns capítulos, subcapítulos, o que auxilia na pesquisa e facilita 
encontrar a classificação desejada. Os capítulos são numerados com dois algarismos de 00 a 99.
FIGURA 3 - ESTRUTURA SISTEMÁTICA DE CLASSIFICAÇÃO DOS CÓDIGOS NA 
NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL (NCM)
FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2012)
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Dentro do capítulo há posições expressas em quatro algarismos, sendo os primeiros 
dígitos o número do capítulo. Por sua vez, as posições estão divididas em subposições de 
primeiro nível, com um algarismo, e estas, em subposições de segundo nível, também com 
um algarismo. 
Acima, temos página retirada do site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e 
Comércio Exterior, com figura que ilustra e melhor explicita a NCM.
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Para manter-se informado acerca das situações que 
envolvem o contexto do Mercosul, acesse o site: <http://
www.mercosul.gov.br/>, página brasileira que traz relatos 
do que acontece neste segmento de negociação. Aproprie-
se deste conteúdo.
4.1.1 Estrutura e composição do NCM
Dos oito dígitos que compõem a NCM (conforme figura acima), os seis primeiros são 
formados pelo Sistema Harmonizado, enquanto o sétimo e oitavo dígitos correspondem a 
desdobramentos específicos atribuídos no âmbito do Mercosul.
4.1.2 Regras de Classificação na NCM
Com base na interpretação de Werneck (2008), apresentamos as regras de Classificação 
na NCM.
4.1.2.1 Regra Geral de Interpretação nº 1
RGI-1. Os títulos das seções, capítulos e subcapítulos têm apenas valor indicativo. 
Para os efeitos legais, a classificação é determinada pelos textos das posições e das notas 
de seção e de capítulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e 
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notas, pelas regras seguintes...
FONTE: Disponível em: <http://sijut.fazenda.gov.br/netahtml/sijut/SijutIntAsp/REGRAS_GERAIS.
htm>. Acesso em: 5 out. 2012.
 
Os nomes das seções, capítulos e subcapítulos não servem como base de classificação. 
Deve-se primeiro pesquisar em que seções o artigo poderia ser classificado e verificar se as 
notas das seções confirmam ou refutam as escolhas feitas. 
Posteriormente, deve-se averiguar em que capítulos das seções o artigo poderia ser 
classificado com base em seus títulos, verificando se as notas dos capítulos confirmam ou 
refutamas opções realizadas. Da mesma forma, deve-se examinar os subcapítulos, se os 
mesmos existirem. Por último, deve-se apurar em que posições dos capítulos e subcapítulos 
o artigo se encaixa, conferindo as notas dos capítulos.
Exemplo:
Seja classificar cavalos de circo. Seria natural classificá-los na seção I, “animais 
vivos e produtos do reino animal”, capítulo 1, “animais vivos”, posição 0101, 
“animais vivos das espécies cavalar, asinina e muar”. Mas a nota 1 do capítu-
lo exclui os animais da posição 9508, que se refere a “carrosséis, balanços, 
instalações de tiro ao alvo e outras diversões de parques e feiras; circos e 
coleções de animais ambulantes; teatros ambulantes”, que é a posição certa. 
(WERNECK, 2008, p. 155).
4.1.2.2 Regra Geral de Interpretação nº 2
RGI-2-a. Qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo 
mesmo incompleto ou inacabado, desde que apresente, no estado em que se encontram, as 
características essenciais do artigo completo ou acabado. Abrange igualmente o artigo completo 
ou acabado, ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes, mesmo que 
se apresente desmontado ou por montar.
FONTE: Disponível em: <www.receita.fazenda.gov.br/.../TIPI%20-%20C%20-...>. Acesso em: 5 out. 
2012.
A nomenclatura pode incluir artigos nela não literalmente descritos através da ampliação 
do significado de cada posição. Trata-se de abrir a nomenclatura. A característica essencial é 
aquilo que determina a diferença de um artigo ao outro. Assim, um bloco de mármore só será 
classificado como escultura se o mesmo não mais se prestar a outras finalidades. (WERNECK, 
2008, p.155).
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4.1.2.3 Regra Geral de Interpretação nº 3
A ampliação dos significados faz com que encontremos muitas possibilidades de se 
classificar um artigo, no entanto, com a regra três temos uma sequência de critérios para 
desempate.
RGI-3. Quando pareça que a mercadoria pode classificar-se em duas ou mais posições 
por aplicação da Regra 2 b) ou por qualquer outra razão, a classificação deve efetuar-se da 
forma seguinte:
FONTE: Adaptado de: <sijut.fazenda.gov.br/netahtml/sijut/.../REGRAS_GERAIS.htm>. Acesso em: 5 
out. 2012. 
O primeiro critério de desempate é a posição mais específica em que o artigo se encontra 
diante as diferentes possibilidades.
RGI-3-a. A posição mais específica prevalece sobre as mais genéricas. Todavia, quando 
duas ou mais posições se refiram, cada uma delas, a apenas uma parte das matérias constitutivas 
de um produto misturado ou de um artigo composto, ou a apenas um dos componentes de 
sortidos acondicionados para venda a retalho, tais posições devem considerar-se, em relação 
a esses produtos ou artigos, como igualmente específicos, ainda que uma delas apresente 
uma descrição mais precisa ou completa da mercadoria:
FONTE: Disponível em: <sijut.fazenda.gov.br/netahtml/sijut/.../REGRAS_GERAIS.htm>. Acesso em: 5 
out. 2012.
“Ainda no que diz respeito à ampliação de significados, a regra 2-B trata como iguais no 
que se refere à classificação os artigos puros ou misturados, constituídos inteira ou parcialmente 
de uma matéria”. (WERNECK, 2008, p.156).
RGI-2-b. Qualquer referência a uma matéria em determinada posição diz respeito a 
essa matéria, quer em estado puro, quer misturada ou associada a outras matérias. Da mesma 
forma, qualquer referência a obras de uma matéria determinada abrange as obras constituídas 
inteira ou parcialmente por essa matéria. A classificação destes produtos misturados ou artigos 
compostos efetua-se conforme os princípios enunciados na Regra 3.
FONTE: Disponível em: <sijut.fazenda.gov.br/netahtml/sijut/.../REGRAS_GERAIS.htm>. Acesso em: 5 
out. 2012.
Exemplo:
“A farinha de trigo, mesmo misturada com fermento, poderá ser classificada em 1101, 
“farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio”. (WERNECK, 2008, p. 156).
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Exemplo:
Um parafuso de fixação do bloco do motor na carroceria poderia ser classificado 
em 8708, “partes e acessórios dos veículos automóveis das posições 8701 
a 87.05”, mas classifica-se em 7318, “parafusos, pinos ou pernos, roscados, 
porcas, tira-fundos, ganchos roscados, rebites, chavetas, cavilhas, contrapinos 
ou troços, arruelas (incluídas as de pressão) e artefatos semelhantes, de ferro 
fundido, ferro ou aço. (WERNECK, 2008, p.157).
Algumas vezes, o que é levado em conta é apenas a parte do produto na posição da 
classificação. Isto é elucidado na parte b da regra 3:
RGI-3-b. Os produtos misturados, as obras compostas de matérias diferentes ou 
constituídas pela reunião de artigos diferentes e as mercadorias apresentadas em sortidos 
acondicionados para venda a retalho, cuja classificação não se possa efetuar pela aplicação 
da Regra 3 a), classificam-se pela matéria ou artigo que lhes confira a característica essencial, 
quando for possível realizar esta determinação:
FONTE: Disponível em: <sijut.fazenda.gov.br/netahtml/sijut/.../REGRAS_GERAIS.htm>. Acesso em: 5 
out. 2012.
Exemplo:
Um sortido contendo uma garrafa de champanhe e duas taças. As taças 
classificam-se na posição 7013, “objetos de vidro para serviço de mesa, co-
zinha, toucador, escritório, ornamentação de interiores ou usos semelhantes, 
exceto os das posições 7010 ou 7018”, o champanhe na 2204, “vinhos de uvas 
frescas, incluídos os vinhos enriquecidos com álcool; mostos de uva, excluídos 
os da posição 20.09” Considera-se o mais específico o champanhe, as taças 
servindo para permitir sua degustação, de modo que o sortido classifica-se 
em 2204. (WERNECK, 2008, p.157).
Não obstante, alguns sortidos são compostos por produtos totalmente diferentes e 
desconexos. Neste sentido, a regra 3-c nos ajuda a resolver este problema:
RGI-3-c. Nos casos em que as Regras 3 a) e 3 b) não permitam efetuar a classificação, 
a mercadoria classifica-se na posição situada em último lugar na ordem numérica, dentre as 
suscetíveis de validamente se tomarem em consideração.
FONTE: Disponível em: <www.receita.fazenda.gov.br/.../TIPI%20-%20C%20-...>. Acesso em: 5 out. 
2012.
Exemplo:
Um sortido contendo uma caneta e um isqueiro. A caneta classifica-se em 9608, 
“canetas esferográficas; canetas e marcadores, com ponta de feltro ou com 
outras pontas porosas; canetas tinteiro e outras canetas; estiletes para dupli-
cadores; lapiseiras; canetas portas-pena, porta lápis e artigos semelhantes; 
suas partes (incluindo tampas e prendedores), exceto os artigos da posição 
9609”; e isqueiro na 9613, “isqueiros e outros acendedores, mesmo mecânicos 
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4.1.2.4 Regra Geral de Interpretação nº 4
Ainda que as regras anteriores deem conta de abarcar vários problemas de ordem que 
tendem a surgir na escolha da NCM, ainda restou a preocupação de que algum artigo ficasse 
sem meios de classificação. Neste sentido, a regra número 4:
RGI-4. As mercadorias que não possam ser classificadas por aplicação das regras 
acima enunciadas classificam-se na posição correspondente aos artigos mais semelhantes.
FONTE: Disponível em: <sijut.fazenda.gov.br/netahtml/sijut/.../REGRAS_GERAIS.htm>. Acesso em: 5 
out. 2012.
Exemplo:
A nomenclatura é bastante aberta. Se descobríssemos um dragão vivo, aquele animal 
mitológico que voa e solta fogo pelas ventas, ele poderia ser classificado em 0106, “outros 
animais vivos”. (WERNECK, 2008, p. 158).
4.1.2.5 Regra Geral de Interpretação nº 5
Quando se trata de embalagens, existem regras especiais. Caso estas estejam 
vazias, estas serão classificadasconforme sua natureza: garrafas, caixas, 
estojos, etc. Não obstante, se as mesmas estiverem cheias, a classificação 
recairá sobre o conteúdo. Há casos como dispostos na RGI-5-b, em que o 
interessado pode classificar separadamente o continente e o conteúdo, como 
no caso de botijões de gás. (WERNECK, 2008, p.158).
RGI-5. Além das disposições precedentes, as mercadorias abaixo mencionadas estão 
sujeitas às regras seguintes:
RGI-5- a. Os estojos para aparelhos fotográficos, para instrumentos musicais, para 
armas, para instrumentos de desenho, para joias e receptáculos semelhantes, especialmente 
fabricados para conterem um artigo determinado ou um sortido, e suscetíveis de um uso 
prolongado, quando apresentados com os artigos a que se destinam, classificam-se com estes 
últimos, desde que sejam do tipo normalmente vendido com tais artigos. Esta regra, todavia, 
não diz respeito aos receptáculos que confiram ao conjunto a sua característica essencial. 
FONTE: Disponível em: <web.videoaulasonline.com.br/.../comercio_internacional_08.pdf>. Acesso 
em: 5 out. 2012.
ou elétricos, e suas partes, exceto pedras e pavios”. A posição será a maior 
numericamente, ou seja, 9613. (WERNECK, 2008, p. 157).
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4.1.2.6 Regra Geral Complementar nº 6
Segundo a interpretação de Werneck (2008): “após e somente nesse momento, a 
classificação do artigo na posição deverá repetir o processo para identificar as subposições 
de primeiro e segundo nível”. (WERNECK, 2008, p. 158).
RGI-6. A classificação de mercadorias nas subposições de uma mesma posição é 
determinada, para efeitos legais, pelos textos dessas subposições e das notas de subposição 
respectivas, assim como, mutatis mutandis, pelas regras precedentes, entendendo-se que 
apenas são comparáveis subposições do mesmo nível. Para os fins da presente regra, as 
notas de seção e de capítulo são também aplicáveis, salvo disposições em contrário.
FONTE: Disponível em: <adonisw.tripod.com/prova_oficial_19062000.htm>. Acesso em: 5 out. 2012.
RGI-5-b. Sem prejuízo do disposto na Regra 5 a), as embalagens contendo mercadorias 
classificam-se com estas últimas quando sejam do tipo normalmente utilizado para o seu 
acondicionamento. Todavia, esta disposição não é obrigatória quando as embalagens sejam 
claramente suscetíveis de utilização repetida.
 
FONTE: Disponível em: <www.receita.fazenda.gov.br/.../TIPI%20-%20C%20-...>. Acesso em: 5 out. 
2012.
4.1.2.7 Regra Geral Complementar nº 1
Depois da classificação da mercadoria no SH (seis primeiros algarismos), deve-se 
identificar o item e subitem conforme as regras gerais de interpretação:
RGC-1. As Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado se aplicarão, 
"mutatis mutandis", para determinar dentro de cada posição ou subposição o item aplicável e, 
dentro deste último, o subitem correspondente, entendendo-se que apenas são comparáveis 
desdobramentos regionais (itens e subitens) do mesmo nível.
FONTE: Disponível em: <www6.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id...>. Acesso em: 
5 out. 2012.
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4.1.2.8 Regra Geral Complementar nº 2
Quando se tem um regime de exportação ou admissão temporária, ou seja, quando a 
embalagem vai cheia e volta vazia, a RGI-5-b torna-se sem efeito:
RGC-2. As embalagens contendo mercadorias e que sejam claramente suscetíveis de 
utilização repetida, mencionadas na Regra 5 b), seguirão seu próprio regime de classificação 
sempre que estejam submetidas aos regimes aduaneiros especiais de admissão temporária ou 
de exportação temporária. Caso contrário, seguirão o regime de classificação das mercadorias.
FONTE: Disponível em: <www6.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?...255249>. 
Acesso em: 5 out. 2012.
4.2 NOTAS EXPLICATIVAS DO SISTEMA 
 HARMONIZADO
As Notas Explicativas do sistema Harmonizado (NEsH) compreendem as 
notas de seção, de capítulo e de subposição. Trata-se de material extenso e 
pormenorizado, que estabelece, detalhadamente, o alcance e conteúdo da 
nomenclatura abrangida pelo SH. (BRASIL, 2012).
ATE
NÇÃ
O!
As notas são organizadas na ordem crescente das classificações 
e trazem exemplos e descrições da NCM. A publicação 
encontra-se disponível no seguinte endereço eletrônico: 
Notas Explicativas do Sistema Harmonizado. Disponível em: 
<http://www.fiscosoft.com.br/nesh/nesh.htm>.
5 HAbILITAÇÃO DOs DEMAIs INTERvENIENTEs
No processo de importação e exportação, os agentes comerciais devem interagir com a 
Alfândega apresentando um representante de suas empresas, ou de pessoa física, de maneira 
a conferir ao mesmo autoridade de agir em seu nome. Isto se faz necessário no exercício do 
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desembaraço aduaneiro e na aplicação dos regimes aduaneiros especiais.
Neste sentido, tem-se o processo de habilitar o responsável legal da empresa perante 
a aduana, o qual irá nomear os representantes, que agirão no processo de desembaraço 
aduaneiro. É importante salientar que o responsável legal atuando com esse cargo não 
pode exercer as atividades do desembaraço aduaneiro, a menos que ele próprio se 
nomeie também representante.
Quando se tratar de pessoa física, através da declaração de renda anual é verificado 
quais operações ela pode realizar. Deve-se lembrar que a pessoa física não pode 
comercializar, salvo artesão ou produtor rural. Quando a pessoa física é habilitada, ela 
poderá atuar diretamente ou escolher um despachante aduaneiro para representá-la. 
A pessoa jurídica deve provar que possui condições financeiras para reali-
zar as operações pretendentes, demonstrando a relação da empresa com o 
responsável indicado através de seu estatuto ou contrato social. A escolha 
dos representantes da organização deve recair nos seus dirigentes máximos. 
(WERNECK, 2008, p. 161).
Ao serem habilitados, os responsáveis legais recebem senhas com as quais acessam 
um programa informatizado disponibilizado na rede mundial de computadores, e nomeiam os 
representantes da empresa, que podem ser colaboradores de carteira assinada, despachantes 
aduaneiros ou mesmo os sócios e dirigentes da organização. Caso a empresa opte em 
terceirizar seus serviços, deve optar pelo despachante aduaneiro, não podendo contratar 
advogados ou contadores, pois os mesmos não são autorizados a atuar nessa área.
Os representantes nomeados devem se identificar perante a secretaria da Receita 
Federal do Brasil para que possam receber suas senhas de atuação, que são pessoais e 
intransferíveis. 
Além da capacidade financeira, o representante legal deverá comprovar a 
existência da organização e sua regularidade fiscal e do cumprimento das obrigações 
acessórias, além de todos os sócios propostos.
Se a empresa tiver intenção de atuar com o processo de importação por meio de outra 
empresa, nas condições de importação por encomenda ou por importação por conta e 
ordem, ambas devem ser habilitadas.
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Importação por encomenda. Uma empresa contrata outra 
(importadora) para que esta adquira mercadorias no exterior, as 
interne e depois as venda para a empresa contratante. O risco do 
negócio é para a empresa importadora.
Importação por conta e ordem. Uma empresa (importadora por 
conta e ordem) contrata uma empresa intermediária para que esta 
interne no país a mercadoria que a importadoraadquiriu, cobrando 
desta os serviços prestados. O risco do negócio é da empresa 
importadora por conta e ordem.
As modalidades de habilitação, em função das características organizacionais, podem 
ser descritas, segundo Werneck (2008), como: ordinária, simplificada, especial e restrita.
•	 Modalidade ordinária: trata-se da mais complexa. Empresas que pretendem operar grandes 
volumes financeiros, tendo que fornecer uma grande quantidade de informações para que 
a habilitação lhes seja conferida.
•	 Modalidade simplificada: esta modalidade é reservada às pessoas físicas, às empresas 
públicas, entidades sem fins lucrativos, sociedades de economia mista, sociedades anônimas 
de capital aberto, às empresas que pretendem atuar no comércio exterior com operações de 
pequena monta ou para incorporar ao seu ativo permanente, para empresas encomendantes, 
ou apresentem mensalmente a DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), 
ou para as empresas autorizadas a utilizar a Linha Azul (Despacho Aduaneiro Expresso).
•	 Modalidade especial: com procedimentos ainda mais simples que a modalidade simplificada, 
é destinada aos órgãos da administração pública direta, autarquias e fundações públicas, 
órgãos públicos autônomos e organismos internacionais.
•	 Modalidade restrita: para pessoa física ou jurídica que já tenha operado anteriormente no 
comércio exterior, servindo para realizações de consultas ou retificação de declarações. 
Também é utilizada em situação em que a pessoa jurídica não existe mais, pois foi incorporada 
por outra empresa e esta necessita corrigir uma declaração anterior. A habilitação é feita 
com o CNPJ da empresa extinta. 
Através do aplicativo Cadastro de Representante Legal da página da Receita Federal 
na internet, o representante é habilitado pelo responsável legal. Não obstante, o cadastro 
não é suficiente, sendo que o representante deve se apresentar até uma unidade aduaneira e 
retirar sua senha ao mostrar a documentação que lhe vincule à empresa a ser representada.
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Os demais interventores no comércio exterior, despachantes, transportadores, servidores 
dos órgãos públicos e depositários, devem se habilitar para poderem operar com os sistemas 
informatizados de comércio exterior.
6 sIsTEMAs INFORMATIZADOs
Com o objetivo de aumentar a confiabilidade e a rapidez dos despachos aduaneiros, 
foi criado o sIsCOMEX (sistema Integrado de Comércio Exterior), que atende tanto às 
transações de importação quanto de exportação. Trata-se de um sistema informatizado que 
interliga exportadores, importadores, despachantes aduaneiros, comissários, transportadores e 
outras entidades ao Decex - Departamento de Operações de Comércio Exterior, Banco Central 
e à Secretaria da Receita Federal.
O SISCOMEX foi implantado em 1993 para agilizar e desburocratizar as operações de 
exportação. As entidades interessadas em exportar necessitam de uma senha para operar o 
SISCOMEX, para o registro de suas operações, ou para autorizar bancos, corretoras de câmbio 
e despachantes aduaneiros, que disponham de senha, a efetuar registros no SISCOMEX. 
(BRASIL, 2012).
Os sistemas têm ampliado cada vez mais a quantidade e confiabilidade de suas 
informações, reduzindo as falsificações e otimizando o tempo das operações, cujas informações 
são armazenadas e monitoradas cuidadosamente. Há, da mesma maneira, um aumento na 
integração com outros sistemas que tende a facilitar a operacionalização dos diversos agentes 
econômicos e governamentais e dificultando a ação de sonegadores e contrabandistas.
A empresa interessada em efetuar o cadastro deve procurar a sECEX ou a Delegacia 
da Receita Federal. É requerida da empresa a apresentação do contrato ou estatuto social, 
cartão CGC, CPF do responsável pela empresa.
Além do SISCOMEX, existem o sisbacen, sistema do Banco Central responsável 
pelo controle dos pagamentos e recebimentos; o Mantra, já mencionado, o qual permite o 
monitoramento da movimentação de carga; e o Mercante, responsável pela arrecadação do 
AFRMM.
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De acordo com o Decreto-Lei nº 2.404/87, o AFRMM é o Adicional 
de Frete para Renovação da Marinha Mercante - uma contribuição 
que visa ao desenvolvimento da marinha mercante e da indústria 
de construção e reparação naval brasileira. A tributação varia de 
10% a 40%, com um prazo de 10 dias para o recolhimento após a 
entrada da embarcação no porto de descarga.
Uma questão importante que é ressaltada na página eletrônica do Ministério do 
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, sobre o sIsCOMEX, é que o brasil é 
o único país no mundo a dispor de um sistema de registro de exportações totalmente 
informatizado. 
7 O DEspACHANTE ADUANEIRO
Esse ator operacional do comércio exterior é um profissional registrado na Secretaria 
da Receita Federal do Brasil, o qual representa o exportador ou importador perante a Receita 
Federal no processo de desembaraço aduaneiro.
Como visto anteriormente, o desembaraço aduaneiro pode ser feito pelo próprio 
interessado na importação ou exportação, caso seja pessoa física, ou através de seus 
funcionários quando se tratar de uma pessoa jurídica. No entanto, caso queira terceirizar o 
serviço, o único profissional que se pode contratar para o serviço é o despachante aduaneiro 
registrado.
A empresa que realiza os despachos aduaneiros representando terceiros que desejam 
importar ou exportar é chamada comissária de despachos, que por procuração subestabelece 
o serviço do despacho ao despachante aduaneiro.
Há também a figura do ajudante de despachante aduaneiro, o qual também é 
registrado na Secretaria da Receita Federal, e auxilia o despachante aduaneiro, 
acumulando experiência e desenvolve sua carreira como um próximo despa-
chante. Este tem como atribuições: preparação, entrada e acompanhamento 
da tramitação de documentos que tenham por objeto o despacho aduaneiro, 
assistência à verificação da mercadoria na conferência aduaneira; assistência 
na retirada de amostras para exames técnicos e parciais; recebimentos de 
mercadorias ou de bens desembaraçados, solicitação de vistoria aduaneira. 
(WERNECK, 2008, p.165).
Por fim, o despachante aduaneiro tem competência para realizar todas as 
atividades do ajudante, além de desistir de vistoria aduaneira, subscrever 
documentos que sirvam de base ao despacho aduaneiro e termos de respon-
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sabilidade. Também tem a incumbência de receber intimações, notificações, 
autos de infração, despachos, decisões e demais atos e termos processuais 
relacionados com o procedimento fiscal. (WERNECK, 2008, p. 165).
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Neste tópico você:
● Compreendeu a estrutura e as funções do regulamento aduaneiro estas administrativas e 
tributárias.
● Identificou o conceito e as formas de organização do território aduaneiro: portos, aeroportos 
e pontos de fronteira alfandegados, além dos recintos alfandegados e manifesto de carga.
● Compreendeu como é estabelecido o valor aduaneiro, a classificação fiscal, diferenciando 
a nomenclatura utilizada no Mercosul.
● Distinguiu as habilitações dos demais intervenientes para o contexto aduaneiro, e suas 
modalidades: ordinária, simplificada, especial e restrita.
● Conheceu os sistemas informatizados vinculados ao comércio exterior e as funções do 
despachante aduaneiro.
REsUMO DO TÓpICO 1
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1 Qual a importância do Regulamento Aduaneiro para a economia do país e também 
para os indivíduos que atuam no comércio exterior?
2 Quais as funções que o Regulamento Aduaneiro exerce? Explique cada uma: Qual 
é a mais importante, em sua opinião?
3 Comente a afirmação: “O controle das mercadorias se dá exclusivamente na zona 
primária (portos, aeroportos e recintos alfandegados) de onde saem e entram todas 
as mercadorias”:
4 Como o manifesto de carga se relaciona com a folha de descarga? Qual a tendência 
destes dois documentos?
5 O Valor aduaneiro é passível de construção sob a utilização de seis métodos, sendo 
que segue-se uma ordem de utilização dos mesmos. Além da sequência dessa ordem, 
qual o outro fator importante para o estabelecimento do mesmo?
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DEspACHO ADUANEIRO DE EXpORTAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
TÓpICO 2
UNIDADE 2
Esse tópico tem por finalidade discorrer sobre a sistematização das exportações no 
que se refere aos aspectos administrativos, operacionais e financeiros. Para início de nossos 
estudos, no entanto, faz-se necessário entender o que significa exportar e para que esse 
exercício comercial é realizado. 
Segundo Faro (2012, p. 70):
Exportar pode ser entendido como a transferência de riquezas de um país 
para outro, materializada pela remessa de bens, ou pelos efeitos gerados no 
exterior, em decorrência da execução de serviços (mesmo que essa atividade 
tenha sido realizada integralmente no território nacional).
 
Trata-se de uma operação na qual um produto que se encontrava no território alfandegário 
de um país é levado para outro distinto. Esse procedimento independe da natureza do produto 
e do motivo que levou à sua externalização.
As exportações podem ocorrer mediante um pagamento, ou não, e ser de natureza 
temporária ou definitiva. Também possuem procedimentos variados para que a mercadoria 
possa seguir seu destino licitamente. Os procedimentos são necessários de forma a adequar 
os seus custos à efetividade da fiscalização.
Quanto aos procedimentos, Werneck (2008) nos resume da seguinte forma:
Existem procedimentos específicos para bagagem acompanhada, para re-
messas postais ou expressas. Mesmo o procedimento mais geral, com base 
em declaração de exportação (DDE) e registros de exportação (REs), eletrô-
nicas, por meio do Siscomex, admite a modalidade simplificada, amparada 
por Declaração Simplificada de Exportação (DSE), também eletrônica, e outra 
modalidade ainda mais simples, com base em declaração simplificada de 
exportação (DSE), em papel. (WERNECK, 2008, p. 2001).
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“No Brasil, as exportações estão quase livres de restrições, classificando-se em quatro 
grandes grupos: livres; sujeitas a limitações; suspensas e proibidas”. (FARO E FARO, 
2012, p. 67). 
As exportações livres são as que não necessitam observações de qualquer tipo de 
procedimento especial. Algumas exportações requerem procedimentos especiais, dependendo 
de uma prévia análise de algum órgão anuente, ou observar algum procedimento especial. 
São as exportações sujeitas a limitações.
Já as exportações suspensas são as que não podem ser autorizadas devido a políticas 
aplicadas que tenham o objetivo de regulação do mercado interno, ou por algum compromisso 
internacional que o Brasil tenha assumido. 
Por fim, as exportações proibidas, como o próprio nome indica, não podem ser 
operacionalizadas, seja por acordo interno ou internacional.
Apresentamos conceitos vinculados à exportação e passaremos agora a verificar o 
conjunto de ações e atividades que a envolvem e as regras que a determinam.
Bons estudos!
2 TRATAMENTO ADMINIsTRATIvO
Os procedimentos operacionais que envolvem a concordância, a implementação e 
a observação de particularidades a que as exportações estão sujeitas são chamados de 
tratamento administrativo.
Existem operações de exportação que não estão voltadas ao comércio, ou seja, não 
possuem expectativa de retorno. Elucidando esse tratamento administrativo, exemplificamos 
com materiais de competição esportiva que foram enviados para uma competição no exterior.
Outro tipo de tratamento administrativo é a exportação em consignação, na qual os 
materiais podem ser enviados ao exterior para que a venda ocorra posteriormente, sem que 
antes seja feita uma negociação prévia. 
“Existem alguns produtos que não podem obedecer a esse tipo de tratamento, como a 
soja, o álcool etílico e cigarros (com tabaco)”. (FARO E FARO, 2012, p. 68). 
O exportador tem 720 dias, contados a partir do embarque da mercadoria, para 
comprovar a efetiva venda da mesma no exterior ou retornar a mesma para o país. Pode 
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haver prorrogação deste prazo de permanência da mercadoria em consignação, não obstante, 
o não cumprimento deste compromisso pode gerar sanções ao exportador, de acordo com a 
legislação vigente.
As mercadorias destinadas ao uso e consumo a bordo, tais como combustível, 
lubrificantes etc., utilizadas em transportes de tráfego internacional, correspondem, para os 
efeitos fiscais, a uma exportação (exportação para uso e consumo de bordo). As mesmas 
também requerem um Registro de Exportação (RE), o qual poderá ser obtido depois do 
fornecimento do material até o último dia útil do mês subsequente.
A exportação destinada a feiras, exposições e certames semelhantes permite o 
embarque das mercadorias sem comprovação de pagamento. Em até 365 dias, contados do 
embarque das mercadorias, o exportador deve promover o retorno das mesmas ao país ou 
regularizar as possíveis vendas ocorridas nesse tempo. O não cumprimento das especificações 
desse tratamento administrativo gerará sanções ao exportador.
As exportações com descontos são aquelas amparadas em RE, em que o exportador 
pretenda conceder um desconto pela mercadoria, sendo autorizado pelo DECEX. O exportador 
formula o pleito ao departamento, apresentando informações detalhadas sobre o que motiva 
esse desconto, de maneira a justificá-lo. 
Devem ser fornecidas cópias das faturas comerciais e conhecimentos de embarque, 
assim como correspondências trocadas com o importador sobre o desconto.
Há também a exportação de material usado, quando devem ser observadas as normas 
gerais de sua composição sujeitas ao despacho aduaneiro de exportação.
“Em relação à exportação comercial, deve-se antes de tudo verificar como enquadrar 
a operação na legislação, procurando, em princípio, utilizar o procedimento mais favorável”. 
(WERNECK, 2008, p. 201).
O objetivo maior no enquadramento do procedimento de exportação está em desonerar 
e facilitar a exportação, garantindo assim um aumento das vendas, melhorando a balança 
comercial. Justifica-se a esse objetivo a existência de poucas mercadorias sujeitas ao Imposto 
de Exportação ou outros procedimentos administrativos.
O procedimento geral na exportação comercial é o seguinte: fechar o negócio com 
o importador; formular o registro de exportação, RE (obter uma autorização para exportar o 
produto); formular a Declaração de Exportação (pode englobar vários REs); desembaraçar a 
mercadoria na alfândega; embarcar a mercadoria. 
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3 DOCUMENTOs pARA EXpORTAÇÃO
Um bom resultado em negócios internacionais advém da circunstância dedominar bem 
os documentos do comércio exterior. Não é diferente no ato de exportar uma mercadoria, a 
qual, apesar de seguir uma padronização internacional de documentos, pode requerer uma 
especificidade em seu tratamento. Assim, temos uma série de documentos que podem ter 
caráter administrativo, comercial, financeiro, contábil ou fiscal.
3.1 DOCUMENTOS ELETRÔNICOS
As exportações são licenciadas por um conjunto de documentos obtidos no módulo 
exportação do SISCOMEX, no qual serão feitas, além de sua operação, retificações em qualquer 
tempo, emissão de extratos, consultas sobre o status (em análise, aprovado, negado etc).
 Os documentos eletrônicos são:
	Registro de Exportação (RE).
	Registro de Operação de Crédito (RC).
	Registro de Exportação Simplificada (RES).
	Declaração de Despacho de Exportação (DDE).
	Declaração Simplificada de Exportação (DSE).
	Comprovante de Exportação (CE).
3.1.1 Registro de Exportação (RE)
O Registro de Exportação (RE) trata-se de “um conjunto de informações de natureza 
comercial, financeira, cambial e fiscal que caracteriza a exportação de uma mercadoria e define 
seu enquadramento legal”. (DIAS; RODRIGUES, 2010, p.189).
É o conjunto de informações necessárias para desembaraço da mercadoria nos portos, 
aeroportos e pontos de fronteiras, e também para que os agentes financeiros fechem o câmbio 
e efetuem os pagamentos das exportações.
“Em suma, o RE corresponde ao licenciamento da exportação. Este detalha todas as 
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características da operação, discriminando se será realizada com cobertura cambial ou não, 
se sua condução envolve algum mecanismo de crédito etc”. (FARO E FARO, 2012, p. 47).
NO
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Caro(a) acadêmico(a)!
Todas as mercadorias exportadas pelo Brasil necessitam que sejam 
emitidos os Registros de Exportações, exceto aquelas mercadorias 
ou operações relacionadas na Portaria SCE nº 2, de 22/12/92, 
Anexo A (casos especiais, como emissão de bagagem de viajante ao 
exterior, urnas funerais, animais domésticos, objetos sem cobertura 
cambial e sem finalidade comercial).
FIGURA 4 – MODELO DE REGISTRO DE EXPORTAÇÃO - RE
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FONTE: CENTRO DAS INDÚSTRIAS DO VALE DO RIO GRANDE - CIGRADisponível em: 
<http://www.cigra.com.br/aprendaexportar/paginas/comExportar/pp_regExpModelo.
html>. Acesso em: 20 jul. 2012.
3.1.2 Registro de Operação de Crédito (RC)
O RC é um documento eletrônico que contém informações cambiais e financeiras 
referentes a exportações com prazo maior de 180 dias para pagamento (exportações 
financiadas). Seu preenchimento é feito antes do RE. Entretanto, o RC deverá ser registrado 
posteriormente ao RE quando a exportação for realizada em consignação ou destinada a 
feiras e exposições, e posteriormente ocorrer negociação com prazo de pagamento superior 
a 360 dias. (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, 
2012). 
A validação do mesmo é confirmada pelo Banco do Brasil ou DECEX (de acordo com 
o tipo de enquadramento da operação), e o Siscomex fornece ao exportador um número para 
cada RC emitido.
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SAIBA MAIS!
O passo a passo do Registro de Operação de Crédito pode 
ser visualizado no sítio eletrônico da Receita Federal, 
com o endereço: <http://www.receita.fazenda.gov.br/
manuaisweb/exportacao/guia/telas-por-assunto/de/
registro-operacao-credito-rc.htm>.
3.1.3 Registro de Exportação Simplificado (RES)
O RES corresponde a um Registro de Exportação para facilitar as operações em que 
empresas atuem num montante de até US$ 50 mil. As informações e dados exigíveis são 
menores e os procedimentos operacionais mais simples do que as demais exportações. Além 
do valor máximo das operações, não pode ser aplicado nas operações sujeitas ao Imposto 
de Exportação ou a procedimentos especiais; financiadas; contingenciadas em função de 
compromissos internacionais assumidos pelo país ou aquelas conduzidas ao amparo do 
Regime Automotivo.
3.1.4 Declaração de Despacho de Exportação (DDE)
Documento eletrônico que provoca junto à Receita Federal o início do despacho 
aduaneiro de exportação. Através de sua emissão inicia-se a possibilidade de adotar os 
procedimentos alfandegários referentes ao desembaraço aduaneiro da mercadoria (exame 
documental, verificação de mercadoria, autorização para embarque ou transposição de fronteira, 
emissão do comprovante de exportação).
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Instrumento de política setorial que estabelece parâmetros para 
a realização de transações internacionais de compra e venda 
envolvendo o setor automotivo. (FARO E FARO, 2012).
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Em cada DDE, um ou mais Registros de Exportação podem ser consolidados, caso 
envolvam operações de um mesmo exportador, negociados em mesma moeda e condição 
de venda. Para isso, os REs devem estar vinculados às mesmas unidades de despacho e de 
embarque da RFB (local de conferência e desembaraço da mercadoria a ser exportada). 
FIGURA 5 – MODELO DDD
FONTE: BRASIL. MDIC- Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Disponível em: <http://
www.aprendendoaexportar.gov.br/sitio/paginas/comExportar/pp_fatComComInvDModelo.html>. 
Acesso em: 19 jul. 2012. 
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3.1.5 Declaração Simplificada de Exportação (DSE)
Trata-se de uma alternativa à DDE, permitindo à repartição aduaneira da Receita Federal 
jurisdicionante iniciar o despacho aduaneiro de exportação de mercadorias. É passível de 
utilização em casos que admitem um procedimento simplificado, como: importação de bens 
até o limite de US$ 50 mil; exportação de bens integrantes de bagagem desacompanhada; 
exportação de amostras sem valor comercial, animais domésticos sem cobertura cambial e 
finalidade comercial.
3.1.6 Comprovante de Exportação (CE)
Este documento é emitido pela unidade aduaneira da Receita Federal via Siscomex, 
o qual sintetiza todos os dados e registros vinculados a uma exortação. É obtido ao final do 
despacho aduaneiro de exportação. (FARO E FARO, 2012, p. 50). 
UNI
A maneira de solicitar a CE está descrita passo a passo no site 
eletrônico da Receita Federal na página disponível em:
<http://www.receita.fazenda.gov.br/manuaisweb/exportacao/guia/
telas-por-assunto/de/registro-operacao-credito-rc.htm>. Acesso 
em: 6 out. 2012.
3.2 OUTROS DOCUMENTOS
Durante a preparação das mercadorias, outros documentos são emitidos e solicitados, 
tais como:
 Fatura Proforma.
	Fatura Comercial (Commercial Invoice).
	Nota Fiscal.
 Romaneio (Packing list).
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 Conhecimento de embarque.
 Contrato de câmbio.
 Apólice de seguro.
 Fatura consular.
 Certificados (de origem, fitossanitário etc.).
3.2.1 Fatura Proforma
A Fatura Proforma é o primeiro documento oficial, porém sem valor comercial. 
Também é conhecida como Pro Forma Invoice, sendo que nesta constam todos os elementos 
indispensáveis para ser considerado um documento, incluindo as condições passíveis de serem 
praticadas na venda. Também são encontradas na Proforma as características da mercadoria, 
como quantidades, valores, descrição, enfim, tudo o que o vendedor está oferecendo para o 
importador. Tal documento é enviado ao importador quando este demonstra manifesto interesse 
sobre a mercadoria, ou seja,trata-se de uma cotação de um negócio. Trata-se da base do 
contrato preliminar, sendo que sua geração não incide compromisso efetivo a qualquer uma 
das partes.
Assim, uma Fatura Proforma deve conter obrigatoriamente:
	A denominação: FATURA PROFORMA ou PROFORMA INVOICE.
	Caracterização adequada do destinatário, comprador em potencial.
	Descrição da mercadoria ou produto.
	Modalidade de venda (Incoterms).
	Condições de pagamento.
	Quantidade do produto.
	Preço do produto.
	Embalagem de apresentação e de transporte.
	Volumes.
	Transporte e seguro internacional.
	Prazo de entrega.
	Prazo de validade da cotação.
Após a confecção da Fatura Proforma, faz-se necessário um bom contrato que esclareça 
todas as dúvidas que possam existir entre as partes. O exportador receberá um pedido de 
compra ou uma carta de crédito de um banco estrangeiro, ou seja, documentos que confirmem a 
aquisição da mercadoria. O exportador deve conferir os dados da carta de crédito ou no pedido 
da mercadoria, contrastando-os com a Fatura Proforma ou o contrato de compra e venda.
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3.2.2 Fatura comercial
Também conhecida como Commercial Invoice, trata-se de um documento que representa 
a realização do negócio e essencial para o desembaraço aduaneiro de exportação e importação. 
Trata-se da confirmação do pedido feito na Fatura Proforma. Esta deve ser emitida no idioma 
do importador ou em inglês.
 Nela devem constar, segundo Dias e Rodrigues (2010):
	Modalidade de pagamento.
	Modalidade de transporte.
	Local de embarque e desembarque.
	Número e data do conhecimento de embarque.
	Nome da empresa de transporte.
	Descrição da mercadoria.
	Peso bruto e líquido.
	Tipo de embalagem, número e marca de volumes.
	Preços unitário e total.
	Valor total da mercadoria.
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O Modelo da Fatura Comercial é o mesmo apresentado na 
Fatura Proforma, modificando apenas a sua Denominação 
(título).
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FIGURA 6 – FATURA PROFORMA
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FONTE: BRASIL. MDIC- Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Disponível 
em: <http://www.aprendendoaexportar.gov.br/sitio/paginas/comExportar/pp_
fatComComInvDModelo.html>. Acesso em: 19 jul 2012.
3.2.3 Nota fiscal
A nota fiscal tem validade dentro do território nacional. Esta é emitida e acompanha a 
mercadoria desde o local em que a mesma foi produzida até o local onde será desembaraçada 
para o exterior. Tem por finalidade comprovar a regularidade fiscal da mercadoria, mencionando 
que a mesma destina-se à exportação. A nota fiscal deve ser emitida na moeda nacional 
com base no preço FOB (Free On Board), por questões de ordem legal. Tratando-se de 
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uma exportação direta, a nota é emitida em nome da empresa importadora. No caso de uma 
exportação indireta, a trading company ou o operador que realizará a importação deve ter o 
nome emitido em nota.
3.2.4 Romaneio (packing list)
Trata-se da identificação da mercadoria, suas quantidades, volumes, referências, peso 
bruto e líquido, marca etc., enfim, a listagem ocasionada na preparação das mercadorias a 
exportar. Trata-se de um documento informal, que serve como referência para conferência da 
mercadoria pelo importador e fiscal da alfândega, tanto na origem quanto no destino da mesma.
 
Segundo Rodrigues (1996), o romaneio deve conter:
	Número do documento.
	Nome e endereço do exportador.
	Data de emissão.
	Descrição da mercadoria, quantidade, unidade, peso bruto, peso líquido.
	Local de embarque e desembarque.
	Nome da transportadora e data de embarque.
	Número de volumes, identificação dos volumes por ordem numérica, tipo de embalagem, 
peso bruto e líquido por volume, e dimensões em metros cúbicos.
FONTE: Disponível em: <201.2.114.147/bds/bds.nsf/DowContador?OpenAgent&unid...>. Acesso em: 
6 out. 2012.
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FONTE: BRASIL. MDIC- Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Disponível em: 
<http://www.aprendendoaexportar.gov.br/sitio/paginas/comExportar/pp_romEmbPacLisModelo.html>. 
Acesso em: 20 jul. 2012.
FIGURA 7 – ROMANEIO DE EMBARQUE
3.2.5 Conhecimento de embarque
Este documento é emitido pela companhia de transporte do produto negociado, 
atestando o recebimento da carga, suas condições de transporte e a sua obrigação de entrega 
ao destino estabelecido de acordo com as vias de seu translado (aéreo, marítimo, rodoviário 
e ferroviário).
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Tal documento tem uma tripla função, podendo ser considerado um recibo de 
mercadorias, um contrato de entrega e um documento de propriedade. (BANCO DO BRASIL, 
2010). “Devido a essas características, é considerado um título de crédito. Trata-se de um 
documento essencial para a negociação junto aos bancos com os quais estarão sendo feitos 
a operação e o fechamento do câmbio”. (DIAS; RODRIGUES, 2010, p.195).
Ainda, este é o único documento que concede posse da carga à empresa ou pessoa 
em que o nome nele está consignado. Quando o mesmo está consignado a um banco para 
garantia do pagamento ao exportador, tal banco deve endossar o Conhecimento Internacional de 
Embarque, transferindo para o importador o recebimento da carga. O conhecimento é redigido 
em língua inglesa e expressa a garantia aos bancos de que a mercadoria foi embarcada para 
o exterior.
De acordo com o modal em que a mercadoria será transportada, este recebe diferentes 
nomes. No caso do modal marítimo, o conhecimento de embarque é chamado de bL (Bill 
of Landing). No transporte aéreo, recebe a denominação de AWb (Airway Bill). Nos modais 
rodoviário e ferroviário recebe, respectivamente, os nomes de CRT (Conhecimento de Transporte 
Internacional por Rodovias) e TIF (Conhecimento Internacional de Transporte Ferroviário).
3.2.6 Contrato de câmbio, apólice de seguro e 
 fatura consular
O contrato de câmbio refere-se à compra e venda de moeda estrangeira na negociação 
entre o exportador e o banco operador, na qual pode ou não haver intermediação de corretora, 
firmado no sistema de intermediação do Banco Central (Sisbacen). O exportador tem o 
compromisso de transferir ao banco operador em moeda local o valor em moeda estrangeira 
da operação de exportação. 
A letra de câmbio (bill of Exchange), saque (Draft) ou cambial refere-se ao título de 
crédito, de saque internacional, que equivale a uma duplicata com aceite. Esta possui um 
modelo oficial, impressa em inglês, a qual é emitida pelo exportador (credor) contra o importador 
(devedor), a ordem do beneficiário indicado no prazo determinado. A letra de câmbio ocorre nas 
operações sob a modalidade de cobrança e nas operações amparadas por carta de crédito. 
(BANCO DO BRASIL, 2010).
A Apólice de Seguro é um documento emitido pela companhia seguradora com base 
na proposta do exportador ou importador. Esta cobre os riscos de transporte da mercadoria, 
e quando se tratar de um seguro de crédito, também cobre os riscos comerciais, políticos e 
extraordinários. Existem dois tipos de apólices de seguro: apólice aberta e apólice avulsa.
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 A primeira comporta mais de uma operação de seguro em um único documento e éutilizada mediante uma averbação para cada operação a ser coberta. A apólice avulsa, por sua 
vez, cobre uma única operação de exportação e dispensa averbações.
FONTE: Disponível em: <www.educacional.com.br/upload/.../RCE%20Guia%20Comex.doc>. Acesso 
em: 6 out. 2012.
“A fatura consular objetiva atender às formalidades alfandegárias do despacho aduaneiro 
de importação. Poderá ser obtida junto às câmaras de comércio que representem os interesses 
do país importador no Brasil”. (FARO E FARO, 2012, p. 74-75).
FONTE: BRASIL. MDIC- Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Disponível em: <http://
www.aprendendoaexportar.gov.br/sitio/paginas/comExportar/pp_romEmbPacLisModelo.
html>. Acesso em: 20 jul. 2012.
FIGURA 8 – CONHECIMENTO DE EMBARQUE
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3.2.7 Certificados e demais comprovantes
Determinados países exigem documentos referentes a algumas mercadorias que serão 
importadas. Desta maneira, o exportador deve estar ciente e observar a emissão de certificados 
que atestem diversas características do produto, como: qualidade, padrões fitossanitários, 
especificações, índice de nacionalização etc.
“Tais certificados são imposições das legislações nacionais ou estrangeiras provenientes 
de negociações bi ou multilaterais”. (DIAS E RODRIGUES, 2010, p. 196).
Nas linhas que se seguem temos alguns exemplos dos certificados existentes no 
processo de despacho aduaneiro de exportação. 
3.2.7.1 Certificados de origem
O certificado de origem é o documento que atesta a origem e a procedência da 
mercadoria a ser exportada, assegurando que foi elaborada utilizando-se os critérios de 
produção previamente estabelecidos e cumpre com as exigências dos países importadores. 
Através deste certificado, os parceiros comerciais envolvidos na comercialização da 
mercadoria são assegurados e são beneficiados por concessão de preferência tarifária resultante 
do acordo comercial. O comércio internacional utiliza o certificado de origem preferencial 
impresso em papel. 
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O certificado de origem somente poderá ser emitido a partir da 
data da Fatura Comercial correspondente, ou durante os 60 dias 
consecutivos, sempre que não supere os dez dias úteis posteriores 
ao embarque. (FECOMÉRCIO MINAS, 2012).
Há diferentes certificados de origem, que irão se distinguir a partir de particularidades 
referentes ao produto ou ao mercado consumidor.
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3.2.7.1.1 Certificado de origem padrão ou comum
O certificado de origem comum ou padrão é utilizado somente para comprovar a 
origem da mercadoria, quando a legislação do país importador ou o próprio comprador assim 
o exigir, independentemente da concessão de preferência tarifária (benefícios fiscais) na 
importação daquela mercadoria. 
FONTE: Disponível em: <www.fecomerciomg.org.br/index.php?arquivo...certorigem_oque...>. Acesso 
em: 6 out. 201.
3.2.7.1.2 Certificado de Origem SGP – 
 Formulário A (Form A)
Este certificado é emitido com o propósito de possibilitar a redução ou isenção do Imposto 
de Importação aos produtos provenientes de países em desenvolvimento, beneficiados pelo 
mecanismo Sistema Geral de Preferências (sGp). Este, preenchido pelo exportador e emitido 
pelas agências habilitadas do Banco do Brasil, quando a mercadoria pertencer ao grupo de 
produtos amparados pelo SGP. Em exportações para Estados Unidos da América, Canadá, 
Porto Rico e Nova Zelândia, o exportador pode emitir o certificado diretamente sem a chancela 
governamental.
3.2.7.1.3 Certificado de origem SGPC
O certificado de origem do Sistema Global de Preferências Comerciais é um documento 
preenchido pelo exportador e emitido pela Confederação Nacional das Indústrias ou por 
entidades a ela filiadas (federações estaduais de Indústria). Este permite que sejam obtidas 
margens preferenciais na aplicação do Imposto de Importação incidente sobre as mercadorias 
negociadas aos países do sistema. (FARO E FARO, 2012; BANCO DO BRASIL, 2010).
3.2.7.1.4 Certificado de Origem Mercosul
Este certificado é emitido pelas federações estaduais de Indústria, Comércio e Agricultura, 
além das entidades credenciadas pelo Governo Federal, atestando a origem e procedência 
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das mercadorias e, principalmente, possibilitando a obtenção de tratamento preferencial pelos 
países do bloco do Mercosul.
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O Mercado Comum do Sul (Mercosul) é um amplo projeto de 
integração concebido por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. 
Envolve dimensões econômicas, políticas e sociais, o que se pode 
inferir da diversidade de órgãos que ora o compõem, os quais 
cuidam de temas tão variados quanto agricultura familiar ou cinema, 
por exemplo. No aspecto econômico, o Mercosul assume, hoje, o 
caráter de união aduaneira, mas seu fim último é constituir-se em 
verdadeiro Mercado Comum, seguindo os objetivos estabelecidos 
no Tratado de Assunção, por meio do qual o bloco foi fundado, em 
1991. (MERCOSUL, 2012). 
Disponível em: <http://www.mercosul.gov.br/>. Acesso em: 20 
jul. 2012.
O formulário do Certificado de Origem MERCOSUL deverá ser apresentado ante 
a autoridade aduaneira, confeccionado mediante qualquer processo de impressão, sempre 
que sejam atendidas todas as exigências de medida, de formato (IsO/A4 - 210 x 297mm) e 
numeração correlativa. De acordo com a normativa jurídica ou administrativa de cada Estado 
parte e com a prática existente em cada um deles, os formulários de Certificados de Origem 
poderão ser pré-numerados. O mesmo não será aceito entre outras versões em fotocópia ou 
transmitidos por fax. (FECOMÉRCIO MINAS, 2012).
FONTE: Disponível em: <www.fecomerciomg.org.br/index.php?arquivo...certorigem_oque...>. Acesso 
em: 6 out. 2012.
Para que as mercadorias objeto de intercâmbio possam beneficiar-se dos tratamentos 
preferenciais pactuados nesses acordos, o exportador deverá fazer com que os documentos 
de exportação sejam acompanhados do Certificado de Origem adotado pela Mercosul, 
comprovando previamente perante a entidade certificadora que as mercadorias vendidas 
cumprem com os requisitos de origem preestabelecidos nos respectivos acordos firmados 
entre os países membros. (FECOMÉRCIO MINAS, 2012).
3.2.7.1.5 Certificado de origem ALADI
O certificado de origem deverá ser expedido pelas Confederações Nacionais da 
Agricultura, Indústria ou Comércio em formulário padrão aprovado pela ALADI com o objetivo de 
comprovar a origem brasileira das mercadorias exportadas para fins de percepção de tratamento 
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preferencial (benefícios fiscais) nos demais países importadores integrantes da associação. 
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A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) é um 
organismo intergovernamental que, continuando com o processo 
iniciado pela Associação Latino-Americana de Livre Comércio 
(ALALC) em 1960, promove a expansão da integração da região, 
com vistas a garantir seu desenvolvimento econômico e social e 
tendo como meta final a criação de um mercado comum latino-
americano. (ALADI, 2012).
As normas de origem da ALADI seguem o estipulado na Resolução do Comitê de 
Representantes de nº 78, de 24 de novembro de 1987, que cuida do ESTABELECIMENTO 
DO REGIME GERAL DE ORIGEM. Entretanto, as normas que devem constar dos Certificados 
de Origem, no campo apropriado, estão definidas nos textos dos acordos. (FECOMÉRCIO 
MINAS, 2012).
3.2.7.1.6 Outros certificados
No tratamento administrativo do despacho aduaneirode exportação existem outros 
documentos que poderão ser exigidos, de acordo com as legislações do país do importador 
em questão. Seguem então, resumidamente, alguns destes documentos:
A União Europeia exige o comprovante de origem de carnes de ave e seus derivados, 
para fins de tratamento tarifário preferencial. Este bloco econômico também requer um 
certificado de autenticidade-artesanato para comprovar a origem brasileira de certos produtos 
feitos de juta, seda e algodão. A UE também exige nas exportações de fumo o certificado de 
autenticidade do tabaco, o qual pode ser obtido nas entidades credenciadas pelo Ministério 
de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. (FARO; FARO, 2012).
Os certificados fitossanitário e de sanidade animal são emitidos pelas entidades 
vinculadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atestando sobre a origem 
e sanidade dos produtos agrícolas e florestais/animais. (FARO; FARO, 2012).
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4 FORMAÇÃO DE pREÇO NA EXpORTAÇÃO
Talvez o passo mais difícil de ser tomado no instante em que o empreendedor pretende 
exportar sua mercadoria seja o momento de fixação de preço da mesma no mercado externo. 
Esse exercício compete muitos estudos e uma intensa preparação, no sentido de fazer com que 
a mercadoria possa ser bem aceita no exterior, gerando competitividade aos demais produtos 
no mercado e, principalmente, ser rentável ao exportador. 
Segundo Faro e Faro (2012):
É preciso determinar qual preço pode ser praticado de forma a imprimir competi-
tividade ao produto no mercado externo, e, ao mesmo tempo, não comprometer 
a saúde econômica e financeira do exportador. (FARO; FARO, 2012, p. 77). 
Para o exercício da formação dos preços no mercado internacional deve-se ter os 
preços praticados no âmbito interno como um referencial. No entanto, os preços no mercado 
interno não podem ser utilizados em cotações internacionais. Isto se dá porque a agregação 
ou subtração de alguns elementos na base de cálculo dos preços muda de acordo com cada 
mercado.
Na figura a seguir, Faro e Faro (2012) demonstram como é constituído o preço de venda 
no mercado interno.
FONTE: Adaptado de Faro e Faro (2012, p. 77)
FIGURA 9 - ESQUEMA DEMONSTRATIVO DA CONSTITUIÇÃO DO PREÇO DE VENDA NO 
MERCADO INTERNO
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Destarte, é de suma importância o cálculo do preço FOB da mercadoria a ser exportada. 
Com esse cálculo tem-se a análise do impacto do preço FOB no mercado externo em três 
cenários:
	PREÇO FOB < preço no mercado externo.
	PREÇO FOB> preço no mercado externo.
	PREÇO FOB = preço no mercado externo.
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FOB significa em inglês Free On Board, que, traduzindo para a 
língua portuguesa, Livre a Bordo. Ou seja, o preço FOB representa 
o preço ofertado cobrindo todas as despesas e riscos do produto 
até que este ultrapasse a amurada do navio no país de embarque, 
sem a contratação do frete internacional (BRASIL, MINISTÉRIO 
DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. APRENDENDO 
A EXPORTAR, 2012).
Quando o preço da mercadoria no local de embarque for menor que o preço exercido no 
mercado externo, poderá ser considerada a sua elevação, ou seja, tem-se o cenário propício 
para ampliação da margem de lucro da empresa exportadora.
Quando o preço no local do embarque for maior que o praticado no exterior, deverão 
ser reduzidos os custos de produção, pois este não está competitivo no mercado almejado, 
inviabilizando o processo de exportação da mercadoria.
Quando o preço no local do embarque for igual ao preço praticado no mercado exterior, 
tem-se o cenário que reflete as condições mínimas para que a empresa exportadora continue 
atuando no mercado internacional.
Assim, o preço de exportação das mercadorias depende da apuração do preço interno 
das mesmas. Tem-se:
● PREÇO INTERNO = custo industrial (matéria-prima + mão de obra + custos indiretos fabris) 
+ despesas comerciais + despesas administrativas + despesas financeiras + tributos (ICMS; 
IPI; PIS; COFINS) + LUCRO.
Para se conseguir o preço de exportação, ao preço interno serão acrescidas as despesas 
com a exportação (Frete + Seguro + Embalagens especiais + Demais custos) e retirados os 
tributos referentes ao preço local, os quais deixam de ser cobrados como forma de incentivo 
às exportações. São retiradas ainda as despesas incidentes nas vendas internas, como 
comissões, por exemplo. 
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FONTE: Faro; Faro (2012, p. 78)
FIGURA 10 - ESQUEMA DEMONSTRATIVO DA CONSTITUIÇÃO DO PREÇO DE VENDA NO 
MERCADO EXTERNO
5 TIpOs DE EXpORTAÇÃO
As empresas brasileiras contam com diferentes maneiras para realizar suas exportações, 
dependendo de como o empresário traçará o plano de venda de suas mercadorias. Este plano 
levará em consideração o conhecimento das operações e custos, os quais foram apresentados 
no capítulo anterior referente à formação de preços no mercado externo, sendo que o produto 
precisa possuir um preço competitivo.
Os modos de exportar são:
	Exportação direta.
	Exportação indireta.
	Exportação por consórcios.
A exportação por consórcios pode ser subdividida em:
●	Consórcio de promoção de exportações.
●	Consórcio de vendas.
●	Consórcio de área ou país.
Segundo Dias e Rodrigues (2010), existe ainda a exportação de amostras e duas 
modalidades especiais de exportação que são objeto de regulação específica, já mencionadas 
no início do Tópico 2: exportações temporárias e exportações em consignação.
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5.1 EXPORTAÇÃO DIRETA
“Corresponde à operação em que a mercadoria exportada é faturada pelo próprio produtor/
comerciante ao importador”. (DIAS E RODRIGUES, 2010, p. 201). A empresa é ciente de todo 
o processo de exportação, sendo que mesmo que o produtor/comerciante utilize de um agente 
comercial para a exportação, essa operação não se descaracteriza de uma exportação direta.
 
Na exportação direta, a mercadoria é isenta do Imposto sobre produtos Industrializados 
(IpI) e não ocorre incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e serviços (ICMs).
5.2 EXPORTAÇÃO INDIRETA
Trata-se de operações realizadas por intermédio de empresas situadas e 
estabelecidas no Brasil, as quais adquirem mercadorias para então exportá-las. Tais 
empresas podem ser:
	 Trading companies: em termos fiscais, a venda da mercadoria pela produtora/
comerciante a uma trading é equiparada a uma operação de exportação.
	 Empresas comerciais exclusivamente exportadoras.
	 Empresas comerciais que operam no mercado interno e externo.
	 Outro estabelecimento da empresa produtora.
5.3 CONSÓRCIOS DE EXPORTAÇÃO
“Os consórcios são associações de empresas juridicamente constituídas, que somam 
esforços e/ou estabelecem uma divisão interna de trabalho com vistas à redução de custos, 
aumento da oferta de produtos destinados ao mercado externo e ampliação das exportações”. 
(DIAS; RODRIGUES, 2010, p. 202).
Estes são formados por empresas que possuem mercadorias complementares umas 
às outras ou mesmo empresas concorrentes que desejam dividir os custos e entrar de certa 
forma equilibradas no mercado externo.
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Algumas motivações para a realização de consórcios são:
	A dependência de poucos provedores da mercadoria.
	Escassez de pessoal qualificado nas técnicas de comércio exterior.
	Falta de informação sobreos mercados.
	Falta de capital para investir.
	Falta de poder contratual com fornecedores, bancos e entidades governamentais.
	Falta de volume de produção para interessar grandes compradores.
	Falta de uma marca própria.
5.3.1 Consórcio de promoção de exportações
Nesse tipo de consórcio, as empresas que dele participam é que promovem as vendas 
no mercado externo. A finalidade desse consórcio é desenvolver atividade de capacitação, 
treinamento e promoção de negócios. É recomendável para empresas que já possuem 
experiência em comércio exterior. (BRASIL, 2012). 
5.3.2 Consórcio de vendas
As exportações são realizadas pelo consórcio, por intermédio de uma empresa 
comercial exportadora. Este tipo de exportação é recomendável para empresas que 
não possuem experiência em comércio exterior.
FONTE: Disponível em: <www.exportplastic.com.br/admin/.../ExportacaoPassoAPasso_Novo.p...>. 
Acesso em: 8 out. 2012.
5.3.3 Consórcio de área ou país
Esse tipo de consórcio reúne empresas que desejam concentrar suas vendas em um 
único país ou em uma região determinada. O consórcio pode ser de promoção de exportações 
ou de vendas. Ainda, estes consórcios podem ser mono ou multissetoriais.
	Consórcio monossetorial: agrega empresas de um mesmo setor.
	Consórcio multissetorial: os produtos das empresas integrantes podem ser complementares 
(mesma cadeia produtiva) ou diferentes, destinados ou não a um mesmo cliente.
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5.4 EXPORTAÇÃO DE AMOSTRAS
As normas administrativas que cercam as exportações de amostras fazem com que as 
mesmas tenham um caráter específico. Trata-se de uma remessa ao exterior sem cobertura 
cambial.
Dias e Rodrigues (2010) observam que as exportações de amostras devem ser 
analisadas sob dois aspectos:
1º Até US$ 5.000,00 (cinco mil dólares americanos ou equivalentes em outra moeda), mediante 
a elaboração de RE, feito na forma simplificada, com código 99101 de enquadramento da 
operação.
2º Idêntico ao primeiro aspecto, porém dispensando a emissão de RE e respeitando as 
particularidades a seguir:
● Amostras representadas por quantidades, fragmentos ou partes de qualquer mercadoria 
estritamente necessária para dar a conhecer sua natureza, espécie e qualidade.
● As exportações de pequenas encomendas sem fins comerciais e sem cobertura cambial 
também estão dispensadas de emissão de RE.
6 DEspACHO ADUANEIRO DE EXpORTAÇÃO
O despacho aduaneiro de exportação corresponde ao procedimento fiscal para 
desembaraçar a mercadoria destinada ao exterior. O mesmo é formulado com 
base na Declaração para Despacho de Exportação (DDE) e instruído com 
a primeira via da nota fiscal, conhecimento e manifesto de carga, sendo que 
a entrega dos documentos deve ser no prazo máximo de 15 dias contados do 
início do despacho. (WERNECK, 2008, p. 203).
6.1 ETAPAS DO DESPACHO ADUANEIRO 
 DE EXPORTAÇÃO
O despacho aduaneiro de exportação é desenvolvido em cinco etapas, conforme 
enumerado por Faro e Faro (2012):
1. Registro da Declaração de Despacho de Exportação (DDE).
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2. Confirmação da presença de carga e recepção de documentos.
3. Parametrização e distribuição da DDE.
4. Desembaraço aduaneiro e registro dos dados de embarque.
5. Averbação de embarque/emissão do Comprovante de Exportação (CE).
Após o Registro de Exportação (RE), no Siscomex, inicia-se o registro da Declaração 
de Despacho de Exportação (DDE), ou poderá alternativamente ser utilizada uma Declaração 
Simplificada de Exportação (DsE).
O procedimento fiscal é formalizado com a confirmação da presença da carga para 
fiscalização e a entrega dos documentos do despacho à autoridade aduaneira. A confirmação 
da carga pode ser feita pelo depositário ou pelo exportador em recinto alfandegado ou não. 
A fiscalização é realizada por amostragem indicada automaticamente pelo Siscomex. Os 
parâmetros dessa fiscalização são estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal (sRF), 
considerando aspectos da mercadoria, tais como: volume, valor da exportação, características 
da mercadoria, origem e procedência do produto, e regularidade do exportador.
Essa parametrização é feita mediante a designação da mercadoria para um dos três 
canais de conferência: verde, laranja ou vermelho. No canal verde são dispensados o 
exame documental e a verificação física da mercadoria. Ou seja, o Siscomex realiza todo o 
desembaraço aduaneiro de exportação, automaticamente. No canal laranja realiza-se o exame 
documental e é dispensada a verificação física da mercadoria. No canal vermelho, o exame 
documental, assim como a verificação física da mercadoria é feita pela aduana.
Uma vez concluído o processo de conferência de mercadoria nos indicados canais, 
registra-se o desembaraço aduaneiro de exportação, habilitando a mesma para o embarque. 
Então se efetua o registro dos dados de embarque.
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Quando o embarque for aéreo, marítimo ou ferroviário, o 
transportador deverá efetuar os registros dos dados do embarque 
no Siscomex após a sua realização, considerando para esse efeito 
o manifesto e conhecimento de carga. Entretanto, quando forem 
utilizados os transportes rodoviário, fluvial ou lacustre, a autoridade 
aduaneira somente receberá os documentos após o registro no 
Siscomex dos dados relativos ao embarque. Dessa forma, fica 
evidente que o momento do registro do embarque no Sistema 
depende, portanto, do modal de transporte utilizado. (FARO;FARO, 
2012, p. 72)
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Finalmente, a última etapa do processo do despacho aduaneiro é representada pela 
averbação de embarque, que está referida à confirmação pelas autoridades aduaneiras 
do embarque da mercadoria ou da transposição de fronteira. Não conflitando os dados de 
desembaraço da DDE, o Siscomex operacionaliza essa etapa automaticamente. Caso os 
dados divirjam, a repartição aduaneira faz a conferência dos documentos apresentados com 
os dados do desembaraço e do embarque, manualmente. Ao fim da averbação, o Siscomex 
disponibiliza ao exportador o Comprovante de Exportação (CE).
6.2 ETAPAS DE UMA EXPORTAÇÃO
Após analisar todo o processo do despacho aduaneiro de exportação, numa visão mais 
abrangente, tem-se o passo a passo de uma exportação em todas as etapas para que o aluno 
ou o aspirante a exportar possa se guiar. Sobre a objetividade de Faro; Faro (2012), a quem 
recorremos inúmeras vezes nesse tópico, os procedimentos administrativos e operacionais 
que envolvem a sistemática das exportações se apresentam:
1)	Cadastramento: uma empresa brasileira é habilitada à atividade exportadora através 
da sua inscrição em dois cadastros com fins específicos, o Registro de Exportadores 
e Importadores (REI) e o Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes 
Aduaneiros (RADAR), sob a gestão do MDIC/SECEX e do MF/RFB.
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O cadastro no REI é feito automaticamente na primeira operação 
e é realizado com fins comerciais. O RADAR permite um maior 
controle do Estado no combate às fraudes no comércio exterior.
2) Análise mercadológica: através da avaliação potencial do mercado consumidor, consideram-
se os preços praticados no local, a capacidade de consumo, exigências de mercado, além 
de outros fatores que influenciaram na decisão da empresa exportadora.
3) seleção do canal de venda: o exportador decidirá entre uma venda direta ou por 
intermediários. Essa opção poderá influenciar o desempenho comercial da empresa.
4) Negociação: nesta fase há o contato com os importadores na busca de suas necessidades. 
Há uma troca deinformações entre as partes, com o conhecimento das empresas e 
mercadorias, definições de preços, realização das cotações e emissão da fatura Proforma.
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5) Fechamento do negócio: trata-se da concretização da venda e caracteriza-se pela 
formalização de um contrato comercial, produção da mercadoria e suas especificidades. 
Deve-se observar sempre a legislação cambial vigente.
6) sIsCOMEX e documentos de exportação: há a obtenção dos registros eletrônicos, assim 
como os demais documentos de exportação que irão guiar o despacho aduaneiro.
7) Despacho aduaneiro de exportação e embarque: nesta etapa tem-se a execução do 
processo fiscal que compreende o desembaraço aduaneiro para o exterior com a averbação 
para embarque. Também é nessa etapa que a mercadoria deixa o território nacional.
8) Acompanhamento pós-venda: o desinteresse, nessa etapa, pode causar problemas na 
internacionalização da mercadoria. Faz-se necessário acompanhar todo o processo logístico 
na operação comercial, de forma a confirmar que a mercadoria foi entregue em sua integridade 
ao importador, fortalecendo assim o vínculo entre as partes e a potencialidade para futuros 
negócios entre as mesmas. É interessante que o exportador firme seu compromisso em 
relação a um suporte técnico no pós-venda, como forma de adensar ainda mais a relação 
com o importador.
9) Controle documental: nesta etapa, “tem-se o arquivamento documental da operação de 
exportação, observando os prazos fixados pelos dispositivos regulamentares para a sua 
manutenção e guarda, para atendimento de ordem fiscal, tributária e contábil”. (FARO; FARO, 
2012, p. 79-80).
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Neste tópico você:
● Identificou o tratamento administrativo do despacho aduaneiro de exportação, ou seja, os 
procedimentos operacionais que envolvem a concordância, a implementação e a observação 
de particularidades a que as exportações estão sujeitas. 
● Distinguiu os documentos necessários ao despacho aduaneiro de exportação. Neste tópico 
são listados e apresentados tanto os documentos eletrônicos que o exportador deve se 
submeter para o exercício, quanto os demais documentos de negociação, operacionalização, 
embarque e averbação da mercadoria.
● Observou como são formados os preços para exportação. Através da análise do preço interno 
da mercadoria, o caminho para se chegar a um preço competitivo no mercado exterior.
● Compreendeu os tipos de exportação existentes e como deve ser a escolha do exportador 
por alguma delas. Apresentação das exportações diretas, indiretas e consórcios.
● Apontou as etapas do despacho aduaneiro de exportação e sua sistematização. As etapas 
referentes desde o Registro da Declaração de Despacho de Exportação (DDE) até a etapa 
de averbação da mercadoria.
● Assinalou as etapas do processo de exportação. Uma síntese de como é executada uma 
exportação, desde o momento em que a empresa se habilita a exportar até o momento que 
se refere ao controle documental.
REsUMO DO TÓpICO 2
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1 A exportação pode ser compreendida como forma de transferência de riquezas de um 
país para outro. Com relação a este contexto, associe os itens, utilizando o código a 
seguir:
I- Exportações livres.
II- Exportações sujeitas a limitações.
III- Exportações proibidas.
IV- Exportações suspensas.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) III – II – IV – I.
b) ( ) I – II – III – IV.
c) ( ) IV – III – I – II.
d) ( ) III – IV – II – I.
2 Para que se efetive o procedimento da exportação, alguns processos estão vinculados 
à sua organização. Dentre eles temos o despacho aduaneiro de exportação. O que 
é e de que forma é formalizado?
3 O ato de exportar envolve o conhecimento de diversas práticas, para que os processos 
e procedimentos alcancem os objetivos daqueles que optam por esta forma de vocação 
de sua empresa. Conhecemos no território brasileiro algumas formas de exportar, 
quais são elas?
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DEspACHO ADUANEIRO DE IMpORTAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
TÓpICO 3
UNIDADE 2
Como já mencionado, o comércio internacional é essencial para todos os países, em 
diferentes graus de desenvolvimento, pois contribui com as atividades de circulação de capitais 
e com o próprio desenvolvimento econômico. Neste tópico tem-se a pretensão de se trabalhar 
o despacho aduaneiro referente às importações, sendo que para isso faz-se necessária uma 
conceitualização do que seria uma importação e qual a sua importância para os países.
Segundo Werneck (2008), a importação pode ser descrita como a operação pela qual um 
bem material é trazido para o país, a título definitivo ou temporariamente. Ricardo; Fátima; 
Faro (2012) observam que a importação seria o ingresso, no país, de riquezas originárias do 
exterior, materializadas por bens ou, ainda, pelos efeitos da execução de serviços.
Segundo Maria Rebono (2010), em seu capítulo no livro de Dias e Rodrigues (2010):
A importação tem a finalidade de suprir possíveis falhas na estrutura econô-
mica, colaborando na complementação dos produtos disponíveis à população 
de um país, ou de bens de capital necessários às empresas, cumprindo o 
papel de modernização da economia por estimular a competição e permitir a 
comparação de processos e produtos. (REBONO, 2010, p. 212)
Assim, pode-se notar que nenhum país consegue estar à parte do processo de 
importação, pois depende de recursos que não se encontram em seu território nacional. O que 
se tem é uma especialização natural dos segmentos produtivos em que estes são eficientes, 
gerando excedentes que lhe permitirão comprar o que não é produzido em seu território.
Serão abordados, nesse tópico, os aspectos administrativos, financeiros e operacionais 
que permeiam o despacho aduaneiro de importação. Nesse sentido, serão estudadas as 
maneiras como uma mercadoria possa entrar regularmente no país e os seus procedimentos 
geridos e operacionalizados pelo interessado nesse exercício.
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2 REGIsTROs pARA IMpORTAÇÃO
Em se tratando de uma importação, tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas 
podem efetuar essa operação. No entanto, há uma série de especificidades que devem ser 
observadas a cada pessoa. Uma pessoa física, por exemplo, poderá importar desde que seja 
para uso próprio e as quantidades não caracterizem objeto de revenda ou outra operação 
comercial. O produtor rural também poderá importar seus insumos, desde que comprove que 
está devidamente registrado.
Uma pessoa jurídica, seja comercial ou industrial, caso queira importar, deverá alterar 
seu contrato ou estatuto social, incluindo a importação aos seus objetivos sociais. Para iniciar 
o exercício de importação devem ser realizados dois tipos de registros básicos que qualificarão 
as empresas para tal.
2.1 REGISTRO DE IMPORTADOR
A empresa deve estar cadastrada no Registro de Exportadores e Importadores (REI) 
da secretaria de Comércio Exterior (secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria 
e Comércio Exterior (MDIC) - de acordo com a Portaria 280, de 12/07/95. O registro é feito 
através do Siscomex, automaticamente, durante o registro da primeira operação de importação. 
Neste momento, deve-se informar no sistema o CGC, a constituição societária, o capital social 
e os demais dados cadastraissolicitados.
 
FONTE: Disponível me: <http://www.dirad.fiocruz.br/?q=node/143>. Acesso em: 8 out. 2012.
As pessoas físicas (artesãos, produtores rurais, artistas plásticos) também deverão ser 
registradas como importadores, providenciando seu cadastramento diretamente no DECEX.
2.2 REGISTRO NO SISTEMA INTEGRADO DE 
 COMÉRCIO EXTERIOR (SISCOMEX)
Como visto em tópicos anteriores, o Siscomex corresponde ao sistema informatizado 
da secretaria da Receita Federal (sRF), sendo que as atividades de importação também 
deverão ser orientadas pelo mesmo. É através do Siscomex que o importador registra todas as 
informações da operação comercial e da mercadoria, para que sejam emitidos o Licenciamento 
Não Automático de Importação (LI), Declaração de Importação (DI), Registro de Operações 
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Financeiras (ROF) e, ainda, a consulta e as retificações do Extrato da DI.
O Siscomex integra as atividades da Secex, da SRF e do banco Central do brasil 
(bacen), nos procedimentos e controles das operações de comércio exterior. Após o registro 
do desembaraço da mercadoria no sistema, a SRF emite o Comprovante de Importação (CI).
 
FONTE: Disponível em: <www.dirad.fiocruz.br/?q=node/143>. Acesso em: 8 out. 2012.
Em 2002, a SRF passou a adotar mudanças à habilitação dos agentes de 
comércio exterior, com a criação do Registro de Rastreamento da Atuação dos 
Intervenientes Aduaneiros da Receita Federal, RADAR. Esse sistema integra 
todos os outros existentes e efetua a interposição automática de dados, capaz 
de comparar volumes de importações e exportações, faturamento, patrimônio 
da empresa e dos sócios, movimento financeiro e outras informações para 
fiscalização mais eficaz da Receita. (DIAS; RODRIGUES, 2010, p. 239).
Para que a empresa se habilite a importar, deve solicitar o credenciamento ao sistema 
junto à SRF apresentando o documento referente ao anexo IV da instrução normativa IN SRF 
70/96, sob o título "Inclusão/Exclusão de Representante Legal", devidamente preenchido. 
Com a apresentação do mesmo, a empresa receberá uma senha, permitindo seu acesso e 
inclusões de seus dados no sistema. Esta senha estará vinculada ao CPF do exportador ou 
ao seu representante.
FONTE: Adaptado de: <www.acetradeways.com.br/tools_imppassoapasso.html>. Acesso em: 8 out. 
2012.
O importador poderá dispor de um terminal próprio ou acessar o sistema através do 
terminal de um despachante aduaneiro ou, ainda, em locais disponibilizados pelo SRF em 
portos e aeroportos.
3 CLAssIFICAÇÃO FIsCAL DAs MERCADORIAs
Terminada a parte de habilitação e conclusão dos registros, faz-se necessário que o 
importador conheça as normas que regulam o comércio internacional. Como visto no primeiro 
tópico desta unidade, o instrumento da atividade dessa classificação de mercadorias é realizado 
através da Nomenclatura ou Classificação Fiscal (NCM ou NALADI).
A nomenclatura ou classificação fiscal tem por objetivo ordenar as mercadorias através 
de códigos no que se refere à sua natureza e características. Isto é necessário para que se 
tenham as informações básicas para a concretização de uma exitosa transação comercial, 
além de indicar a incidência de impostos e normas administrativas.
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4 DOCUMENTOs pARA IMpORTAÇÃO
Assim como no processo de exportação, é essencial ao agente de comércio 
exterior o conhecimento dos documentos utilizados no sentido de ingressar 
no país mercadorias oriundas do exterior. Esses documentos têm finalidades 
diversas e distintas, compreendendo as dimensões administrativas, comerciais, 
cambiais, contábeis e fiscais. (FARO; FARO, 2012, p. 87).
 
Os documentos eletrônicos obtidos no Siscomex são: Declaração de Importação 
(DI), Declaração Simplificada de Importação (DsI - quando aplicável), Licenciamento de 
Importação (LI) e o Comprovante de Importação (CI). Os demais documentos utilizados no 
processo de importação guardam os mesmos congêneres emitidos na exportação.
Então, a seguir serão apresentados os documentos necessários para a importação e 
o seu despacho aduaneiro.
4.1 DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO
Feitos os registros da empresa, o Siscomex gerará o Extrato da Declaração de 
Importação (DI), com um resumo das informações da operação. Este é o documento base do 
processo de despacho de importação, pois comprova que a transação está autorizada.
FONTE: Adaptado de: <www.dirad.fiocruz.br/?q=node/143>. Acesso em: 8 out. 2012.
“Este documento representa uma série de informações sobre cada mercadoria a ser 
importada, tomadas do Siscomex, contendo os dados necessários para o fechamento do 
contrato de câmbio, o valor dos impostos e as taxas a serem pagas”. (DIAS; RODRIGUES, 
2010, p. 254).
Existem alguns tipos de Declaração de Importação, conforme apresentado por Dias e 
Rodrigues (2010):
a) Declaração de Importação Comum: esta prevê a nacionalização total da mercadoria e 
pode ser utilizada nos terminais alfandegados e nas zonas primárias. O prazo máximo para 
nacionalização da mercadoria é de 90 dias, com exceção do porto seco, em que o prazo é 
de 120 dias.
b) Declaração de Importação Antecipada: esta DI poderá ser registrada na unidade da Receita 
Federal de despacho antes da chegada da mercadoria do exterior. Beneficiam-se deste tipo 
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de DI as mercadorias inflamáveis, corrosivas, radioativas, que representam algum tipo de 
periculosidade, animais vivos e frutas frescas.
c) Declaração Simplificada de Importação, DSI: esta é utilizada como documento básico 
para casos tais como: amostras sem valor comercial, matérias-primas, insumos e produtos 
acabados sem cobertura cambial, catálogos e folhetos, manuais, encomendas internacionais, 
remessas postais a pessoa física, bagagem desacompanhada, doações etc.
 O importador, ou seu representante legal, deve imprimi-la em duas vias, sendo que a primeira 
deve ser apresentada à unidade da Receita Federal junto de alguns documentos (os quais 
já foram apresentados no tópico anterior desta unidade) que instruem a DI:
	Conhecimento de embarque original.
	Fatura comercial.
	Comprovante do recolhimento de impostos (Documento de Arrecadação de Receitas Federais 
- DARF).
	Romaneio de Embarque (Packing List).
	Os documentos exigidos por força de acordos internacionais ou legislação específica. 
Certificados de origem e demais certificados.
4.2 LICENCIAMENTO DAS IMPORTAÇÕES
As importações, de maneira geral, seguem dispensadas de licenciamento, sendo que 
os importadores devem providenciar a Declaração de Importação (DI), no Siscomex, para que 
seja iniciado o processo de despacho aduaneiro de importação.
No entanto, a sistemática de tratamento administrativo aplicado às importações define 
as situações em que o licenciamento torna-se previsto, classificado em três modalidades:
	Dispensadas de licenciamento.
	Licenciamento automático.
	Licenciamento não automático.
4.2.1 Dispensadas de licenciamento
As importações dispensadas de licenciamento são aquelas que não são obrigadas à 
observação de procedimentos especiais. Segundo o Portal de Comércio Exterior do Ministério 
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do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, estão dispensadas de licenciamento as seguintes 
importações:
 I - Sob os regimes de entrepostos aduaneiro e industrial, inclusive sob controle 
 aduaneiro informatizado.
 II - Sob o regime de admissão temporária, inclusive de bens amparados pelo 
 Regime AduaneiroEspecial de Exportação e Importação de Bens Destinados 
 às Atividades de Pesquisa e de Lavra das Jazidas de Petróleo e de Gás 
 Natural (Repetro).
 III - Sob os regimes aduaneiros especiais nas modalidades de loja franca, 
 depósito afiançado, depósito franco e depósito especial.
 IV - Com redução da alíquota de Imposto de Importação decorrente da 
 aplicação de “ex-tarifário”.
 V - Mercadorias industrializadas, destinadas a consumo no recinto de 
 congressos, feiras e exposições internacionais e eventos assemelhados.
 VI - Peças e acessórios, abrangidas por contrato de garantia.
 VII - Doações, exceto de bens usados.
 VIII - Filmes cinematográficos.
 IX - Retorno de material remetido ao exterior para fins de testes, exames e/ 
 ou pesquisas, com finalidade industrial os científica.
 X - Amostras.
 XI - Arrendamento mercantil (leasing), arrendamento simples, aluguel ou 
 afretamento.
 XII - Investimento de capital estrangeiro.
 XIII - Produtos e situações que não estejam sujeitos a licenciamento 
 automático e não automático.
 XIV - Sob o regime de admissão temporária ou reimportação, quando 
 usados, reutilizáveis e não destinados à comercialização, de recipientes, 
 embalagens, envoltórios, carretéis, separadores, racks, clip locks, termógrafos 
 e outros bens retornáveis com finalidade semelhante destes, destinados 
 ao transporte, acondicionamento, preservação, manuseio ou registro de 
 variações de temperatura de mercadoria importada, exportada, a importar ou 
 a exportar.
 XV - Nacionalização de máquinas e equipamentos que tenham ingressado 
 no país ao amparo do regime aduaneiro especial de admissão temporária para 
 utilização econômica, aprovado pela RFB, na condição de novas.
FONTE: Disponível em: <http://www.comexbrasil.gov.br/conteudo/ver/chave/importacoes-
dispensadas-de-licenciamento>. Acesso em: 8 out. 2012.
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Na hipótese de o tratamento administrativo do Siscomex 
acarretar licenciamento (automático ou não automático) para as 
importações definidas nos incisos I a II e IV a XV, a necessidade 
de licenciamento prevalecerá sobre a dispensa. (MINISTÉRIO DO 
DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO, 2012).
4.2.2 Licenciamento automático
Este é o procedimento mais comum no que se refere ao registro de uma importação, 
sendo feito automaticamente durante a formulação da DI com a chegada da mercadoria no país. 
São aplicadas as importações conduzidas ao regime aduaneiro de drawback, ou operações 
previstas na tabela de tratamento administrativo do Siscomex.
UNI
O regime aduaneiro de Drawback consiste na suspensão ou 
eliminação de tributos incidentes sobre insumos importados para 
utilização em produtos a serem exportados. Trata-se de um regime 
especial de incentivo às exportações.
Cabe ao importador registrar as informações comerciais, financeiras, cambiais e fiscais 
da operação no Siscomex. Vale frisar que somente com a DI processada poderá ser feito o 
despacho aduaneiro de importação.
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Ainda que o licenciamento seja automático, é preciso verificar até 
o momento do desembaraço os casos sujeitos a procedimentos 
especiais, entre eles:
	Exigências sanitárias ou zoosanitárias estabelecidas pelo 
Ministério da Agricultura e Abastecimento para produtos de 
origem vegetal ou animal.
	Exigências estabelecidas pelo IBAMA para borracha natural, 
sintética ou artificial.
	Número de registro da empresa e/ou produto para amianto, 
defensivos agrícolas, produtos farmacêuticos, produtos de 
perfumaria e correlatos da área médico-hospitalar.
4.2.3 Licenciamento não automático (LI)
“As importações sujeitas ao Licenciamento não automático (LI) são aquelas que devem 
observar algum procedimento especial, ou dependam da intervenção de algum órgão anuente”. 
(FARO; FARO, 2012, p. 82).
Neste procedimento, o importador deve prestar informações mais detalhadas de sua 
carga, sendo que a LI é solicitada antes do desembaraço da importação da mercadoria, e em 
alguns casos ela pode ser solicitada antes do embarque da mercadoria, no exterior.
FONTE: Disponível em: <http://www.greenservicos.com.br/ferramentas_importacao.asp?ex=3>. 
Acesso em: 8 out. 2012.
O processo para aquisição do licenciamento é feito via Siscomex, sendo que o formulário 
da LI é preenchido off-line e transmitido para o computador central do SERPRO, individualmente 
ou em lotes. O sistema fará a verificação dos campos e dará a Aceitação do LI, fornecendo o 
número de Registro do LI e indicando a qual análise a operação será submetida. (FUNDAÇÃO 
OSWALDO CRUZ, 2012).
FONTE: Adaptado de: <www.fasul.edu.br/pasta_professor/download=9052>. Acesso em: 8 out. 2012.
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SERPRO, Serviço Federal de Processamento de Dados. Uma 
empresa pública de prestação de serviços em tecnologia da 
informação. Criado com o objetivo de modernizar e agilizar os 
setores estratégicos da administração pública. (SERPRO, 2012). 
Disponível em: <https://www.serpro.gov.br/conteudo-oserpro/a-
empresa-1>. Acesso em: 20 jul. 2012.
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O registro não significa autorização para importação, sendo que o 
solicitante deve aguardar o deferimento do órgão anuente, que só 
então concederá a LI. De posse deste documento, o importador 
tem 60 dias para embarcar a mercadoria ou solicitar o despacho 
aduaneiro. Importante lembrar ainda que os dados da LI migram 
automaticamente para a DI.
Este tipo de licenciamento é requerido para mercadorias com características peculiares 
e que estão sujeitas a controles especiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) ou de 
outro órgão anuente. As mercadorias sujeitas a esse tipo de licenciamento são:
FONTE: Disponível em: <http://www.acetradeways.com.br/tools_imppassoapasso.html>. Acesso em: 
8 out. 2012.
4.2.3.1 Antes do despacho aduaneiro
	Importações através do regime de drawback.
	Importações sob o amparo dos Decretos-Leis 1.219 (15/05/72) e 2.433 (19/05/88). 
	Transações sob o amparo da Lei n◦ 8.010 (29/03/90), que estabelece o Conselho Nacional 
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
	Compras externas para a Zona Franca de Manaus.
	Operações com destinos às Áreas de Livre Comércio (Tabatinga-AM; Guajará-Mirin-RO; 
Macapá e Santana-AP.
 Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Epitaciolândia - AC).
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4.2.3.2 Antes do embarque da mercadoria
	Mercadorias sujeitas a quotas (tarifária e não tarifária).
	Sujeitas a exame de similaridade.
	Material usado.
	Importações de produtos da lista de ex-tarifários com alíquotas reduzidas a zero.
	Operações sem cobertura cambial de obras audiovisuais em CD-ROM; amostras com valor 
inferior a US$ 1.000; donativos; substituição de mercadorias; leasing; aluguel ou afretamento; 
investimentos de capitais estrangeiros; operações em reais e admissão temporária de obras 
audiovisuais.
	Importações originárias do Iraque.
	Entorpecentes e psicotrópicos.
	Produtos para pesquisa clínica.
	Armas, munições e correlatos.
	Produtos radioativos.
	Petróleo e seus derivados.
	Medicamentos com plasma, sangue humano e soro anti-hemofílico.
	Produtos nocivos ao meio ambiente.
	Peles e couros de animais silvestres.
	Aeronaves.
	Mercadorias com controle de preços e prazos de pagamento.
 
FONTE: Disponível em: <http://www.acetradeways.com.br/tools_imppassoapasso.html>. Acesso em: 
8 out. 2012.
4.3 COMPROVANTEDE IMPORTAÇÃO (CI)
O comprovante de importação representa o documento que promove definitivamente a 
nacionalização de uma mercadoria importada. Trata-se de um documento eletrônico, emitido 
pela Secretaria da Receita Federal, após o registro de desembaraço e do pagamento de 
impostos, quando exigíveis. 
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FONTE: Haroldo Guieros (2012)
FIGURA 11 – MODELO DE COMPROVANTE DE IMPORTAÇÃO
5 CÂMbIO E CONDIÇÕEs DE pAGAMENTO
A cobertura cambial corresponde ao pagamento da mercadoria no exterior, mediante 
contratação de câmbio. Ou seja, compra de moeda estrangeira para saldar a dívida da 
importação. No Brasil, apenas os bancos e algumas instituições são autorizados pelo BACEN 
a efetuar este tipo de operação. Ademais, toda operação de câmbio deve ser efetuada por 
meio de Contrato de Câmbio, ou seja, um documento que formaliza a operação de pagamento, 
sendo um comprovante que deverá ser apresentado à fiscalização.
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Referente ao regime cambial, há duas modalidades de importação: com ou sem 
cobertura cambial. 
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Informações retiradas do sítio eletrônico da FIRST PRIME 
ASSESSORIA ADUANEIRA. Disponível em <http://www.firstprime.
com.br/imp_sem_cob_camb.asp>. Acesso em 20 em Jun. 2012.
Nas operações sem cobertura cambial não há pagamentos da mercadoria diretamente 
ao exterior. O procedimento é feito mediante pagamento com moeda nacional, no qual não 
ocorre a contratação de câmbio. São consideradas importações sem cobertura cambial:
1.	Sem ônus:
	Investimento estrangeiro.
	Doação.
	Empréstimo.
	Remessas para testes ou doações.
2.	Com ônus:
	Aluguel. 
	Empréstimo a título oneroso.
	Leasing.
	Importação em moeda nacional.
FONTE: Disponível em: <http://www.facebook.com/notes/china-link-trading/como-importar-passo-vi-
c%C3%A2mbio-e-condi%C3%A7%C3%B5es-de-pagamento/312056615549700>. Acesso 
em: 8 out. 2012.
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Existem casos especiais, como as mercadorias transferidas 
para entrepostos aduaneiros, as Estações Aduaneiras Interior 
(Eadis). São consideradas importações sem cobertura cambial e 
posteriormente, no ato da nacionalização, ou seja, na aquisição de 
propriedade da mercadoria, passam a ser operações com cobertura 
cambial. (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 2012).
FONTE: Disponível em: <http://www.facebook.com/notes/
china-link-trading/como-importar-passo-vi-c%C3%A2mbio-e-
condi%C3%A7%C3%B5es-de-pagamento/312056615549700>. 
Acesso em: 8 out. 2012.
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Informações retiradas do sítio eletrônico da FIRST PRIME 
ASSESSORIA ADUANEIRA. Disponível em <http://www.firstprime.
com.br/imp_sem_cob_camb.asp>. Acesso em 20 em Jun. 2012.
As importações com cobertura cambial são todas as operações que envolvem 
remessa de recursos ao exterior, como forma de pagamento à apropriação de um bem, as 
quais podem ser à vista ou a prazo.
Em operações com prazo de pagamento até 360 dias, as indicações podem ser feitas 
diretamente na Declaração de Importação (DI). 
No caso de importações financiadas, as remessas de juros devem ser pactuadas entre 
as partes, porém celebradas na mesma moeda do financiamento e com apresentação de aviso 
de cobrança ou documento que comprove:
- o valor remetido; 
- cópia do CI; 
- aviso de desembolso da entidade credora e comprovante de pagamento de IR ou isenção.
FONTE: Disponível em: <www.fasul.edu.br/pasta_professor/download=9052>. Acesso em: 8 out. 
2012.
 Para mercadorias importadas em caráter definitivo, os juros começam a correr a partir 
da data de embarque. Para as destinadas à entrepostagem aduaneira, a partir do ato da 
nacionalização. (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 2012).
FONTE: Disponível em: <http://chinalinktrading.com/blog/como-importar-da-china-guia-passo-a-
passo-parte-33/>. Acesso em: 8 out. 2012.
Para as importações com prazos acima de 360 dias é necessário o Registro de 
Operações Financeiras (ROF) no Banco Central, antes da confecção da DI, assim como as 
remessas de juros.
Existem, como regra geral, três formas de pagamento:
● Pagamento antecipado: o importador remete o valor da importação ao exterior antes do 
embarque da mercadoria. Trata-se de uma operação de risco para o importador, em que 
o pagamento pode ser feito até 180 dias antes da data prevista para o embarque ou da 
nacionalização da mercadoria.
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O importador apresenta ao banco a fatura Proforma e o contrato comercial, os quais 
apresentam os valores da transação, as condições pactuadas para a antecipação e o prazo 
de entrega da carga. Caso a mercadoria esteja sujeita a aprovação de LI antes do embarque, 
deve ser apresentado o número dela. Na ocasião do registro da DI deve ser informado o 
pagamento antecipado.
A partir da data prevista para embarque ou nacionalização, o importador tem 60 dias 
para realizar o desembaraço aduaneiro e a vinculação do contrato de câmbio à DI.
● Cobrança: na cobrança, o exportador encaminha a mercadoria e só após o recebimento 
o importador envia o pagamento. A cobrança pode ser através de remessa sem saque; à 
vista; e a prazo.
 
FONTE: Disponível em: <http://www.acetradeways.com.br/tools_imppassoapasso.html>. Acesso em: 
8 out. 2012.
- No primeiro tipo de cobrança, remessa sem saque: as transações acontecem diretamente 
entre exportador e importador, o qual despacha a mercadoria, envia os documentos ao 
importador e este, após receber a carga, efetua o pagamento. O risco, neste caso, fica com 
o exportador, sendo comum entre empresas coligadas. A vantagem desse tipo de cobrança 
é que a documentação chega mais rápido ao importador, o qual pode agilizar o desembaraço 
da mercadoria. 
- Na cobrança à vista ou cobrança documentária à vista: o exportador embarca a mercadoria, 
encaminha a documentação e a cambial ao banco que realizará a cobrança. O importador 
faz o pagamento, retira os documentos e só então pode desembaraçar a mercadoria.
- Na cobrança a prazo ou cobrança documental a prazo: tem-se um procedimento semelhante 
ao da cobrança à vista. O que difere é que, no destino, o importador assina o "aceite do 
saque" e só então recebe os documentos para fazer o desembaraço. A liquidação cambial 
é feita na data do vencimento do saque.
 
FONTE: Adaptado de: <http://translatorscafe.com/tcTerms/FR/thQuestion.aspx?id=67850>. Acesso 
em: 8 out. 2012.
● Carta de Crédito (Letter of Credit - L/C): esta modalidade é a mais onerosa e mais segura, 
pois envolve pelo menos quatro bancos para operar no comércio internacional. O banco 
emitente da carta de crédito garante, em nome do importador, o pagamento das divisas ao 
exportador, desde que sejam respeitados os termos e condições descritos no documento. 
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6 FORMAÇÃO DOs CUsTOs NA IMpORTAÇÃO
No processo de importação, a tributação tem como finalidade a instrumentação política, 
regulando as relações de mercado e monitorando o desenvolvimento dos setores produtivos 
do país. Segundo Faro; Faro (2012):
É efetuada de forma cumulativa e sucessiva, isto é, considerando o montante 
correspondente ao somatório do valor da importação acrescido do tributo 
anteriormente cobrado, a partir da cobrança do Imposto de Importação (II), 
seguido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços. (ICMS) (FARO; FARO, 2012, p. 87-88).
Ainda há outros tributosaplicados à importação, como o AFRMM (Adicional ao Frete 
para Renovação da Marinha Mercante), o qual foi explicado no primeiro tópico desta unidade; 
taxa de capatazia, taxa de armazenagem, entre outros.
UNI
Taxa de capatazia se refere aos serviços de movimentação de 
mercadorias em terra ou de terra para o navio e vice-versa.
A seguir, temos a representação, na figura, na qual Faro e Faro (2012) esquematizam 
o custo de importação:
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FONTE: Faro; Faro (2012)
FIGURA 12 – CUSTO DE INPORTAÇÃO
6.1 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO (II)
O Imposto de Importação é um tributo cobrado pela União que incide diretamente 
sobre a entrada da mercadoria no país, uma vez que o fato gerador é a data de registro da DI.
Para isso, consideram-se mercadorias estrangeiras as mercadorias nacionais ou 
nacionalizadas que tenham sido exportadas e que estejam retornando ao país, salvo as 
situações especiais em que as mercadorias foram enviadas em consignação e não foram 
vendidas, ou que tenham sido devolvidas por defeito, para reparo ou substituição.
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A referência ou base para o cálculo do II depende da tarifa a ser aplicada na cobrança, 
sendo específica ou ad valorem. Ou seja, numa importação em que a mercadoria seja 
negociada em função do peso, a base do cálculo do II não será pelo valor da transação, mas 
pela quantificação da mercadoria em sua unidade de medida. Já a tarifa ad valorem representa 
a base de cálculo em função do valor aduaneiro da mercadoria, determinada pela alíquota 
prevista na TEC.
A cobrança do imposto é efetuada à razão de um percentual em relação ao valor 
aduaneiro da mercadoria de acordo com o local de desembarque, incluindo o frete e o seguro. 
6.2 IMPOSTO SOBRE PRODUTOS 
 INDUSTRIALIZADOS (IPI)
Trata-se do tributo sobre os produtos industrializados nacionais ou estrangeiros, cuja 
cobrança compete à União, incidindo sobre o montante correspondente à soma do valor 
aduaneiro apurado, acrescido do total relativo do Imposto de Importação. O fato gerador deste 
imposto ocorre com o desembaraço aduaneiro do produto importado. A alíquota utilizada varia, 
conforme o produto.
As alíquotas estão dispostas na TIpI (Tabela de Incidência do Imposto sobre produtos 
Industrializados). Na importação, a base de cálculo é o preço de venda da mercadoria, 
acrescido do II, frete, seguro e demais taxas exigidas. Este imposto tem por finalidade estimular 
ou frear o consumo de um produto na alteração de suas alíquotas.
FONTE: Adaptado de: <www.grupos.com.br/group/mkt.etec/Messages.html?...>. Acesso em: 8 out. 
2012.
6.3 IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE 
 MERCADORIAS OU SERVIÇOS (ICMS)
Este imposto é de competência estadual e também tem como fato gerador o desembaraço 
da mercadoria. A base de cálculo inclui o valor aduaneiro, acrescido do II, do IPI e Imposto 
sobre Operações Cambiais e despesas aduaneiras.
 
 As alíquotas variam de acordo com o produto. Na maior parte dos estados, as alíquotas 
são de 17% e 18%, mas podem variar ainda entre 12% e 25%.
FONTE: Adaptado de: <http://www.acetradeways.com.br/tools_imppassoapasso.html>. Acesso em: 8 
out. 2012.
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6.4 ADICIONAL AO FRETE PARA A 
 RENOVAÇÃO DA MARINHA MERCANTE (AFRMM)
Já mencionado no primeiro tópico dessa unidade, o Adicional de Frete para Renovação 
da Marinha Mercante (AFRMM) é um tributo incidente sobre as importações realizadas 
pelo modal marítimo, correspondente a 25% sobre o frete marítimo e demais despesas de 
manipulação das cargas nos portos. O AFRMM é recolhido pelo armador e destinado ao Fundo 
de Marinha Mercante, que tem como objetivo renovar e recuperar a frota naval mercante do país.
 
FONTE: Adaptado de: < http://www.dirad.fiocruz.br/?q=node/143>. Acesso em: 8 out. 2012.
6.5 TAXA DE CAPATAZIA E ARMAZENAGEM
Com o intuito de remunerar os recintos alfandegados, ou seja, os portos e aeroportos, 
são cobradas taxas referentes à movimentação e manuseio das mercadorias que chegam e 
acomodam-se nesses estabelecimentos. A taxa de capatazia refere-se a essa movimentação 
e ao manuseio das mercadorias, também é conhecida nos termos inglês Wharfage, Handling 
ou THC (Terminal Handling Charge).
A remuneração aos portos e aeroportos pelo serviço de depósito e controle de 
mercadorias que entram no país é obtida pela taxa de armazenagem, também conhecida no 
termo inglês de Storage cost ou Storage fee.
UNI
A cobrança das taxas de capatazia e de armazenagem é variável 
de acordo com cada recinto alfandegado utilizado.
7 DRAWbACK: UM REGIME ADUANEIRO 
 EspECIAL DE IMpORTAÇÃO
Trata-se de um procedimento especial de importação que possibilita ao produtor 
nacional importar insumos sem a incidência de impostos, mediante a utilização dos mesmos 
na confecção de mercadorias que terão como destino a exportação. 
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O Regime Aduaneiro Especial de Drawback está descrito no Regulamento Aduaneiro 
e na Portaria 4/97 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no qual consta a sistemática 
operacional e administrativa do benefício. (RECEITA FEDERAL, 2012).
O Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex) tem a autonomia 
para a concessão, acompanhamento e verificação do compromisso de exportar da empresa 
produtora que importou os insumos.
O sistema Drawback Eletrônico, implantado desde novembro de 2001 em módulo 
específico do sIsCOMEX, foi desenvolvido pela sECEX e a sERpRO e concedido a empresas 
industriais ou comerciais com o intuito de exportar produtos beneficiados de insumos importados. 
As principais funções do sistema são:
a) o registro de todas as etapas do processo de concessão do drawback em documento 
eletrônico (solicitação, autorização, consultas, alterações, baixa);
b) tratamento administrativo automático nas operações parametrizadas;
c) acompanhamento das importações e exportações vinculadas ao sistema. 
FONTE: Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/aduana/drawback/regime.htm>. Acesso 
em: 8 out. 2012.
Existem duas modalidades de drawback.
7.1 DRAWBACK SUSPENSÃO
Esta modalidade deve ser pleiteada pela empresa produtora vinculada ao compromisso 
de exportação, antes da importação dos insumos. Tem-se o prazo de exportar a mercadoria 
beneficiada de um ano, podendo ser prorrogado por igual período. No entanto, há casos em 
que a produção da mercadoria requer um período extenso, cabendo a essa situação o prazo 
máximo de cinco anos após a importação do insumo.
Para a habilitação do benefício, a empresa produtora deverá apresentar o "pedido de 
Drawback", formulário específico que dará origem ao Ato Concessório no qual é fixado o prazo 
de cumprimento. Na chegada da importação, a empresa firma Termo de Responsabilidade 
junto à Receita Federal para a suspensão dos impostos. (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 
2012).
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7.2 DRAWBACK ISENÇÃO
Trata-se da modalidade destinada à reposição de estoques dos insumos utilizados 
na confecção de mercadorias que já foram exportadas. Assim como na suspensão, são 
necessárias à expedição do pedido de Drawback e do Ato Concessório documentos 
que comprovem a exportação e os respectivos Comprovantes de Importações (CI). 
(FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 2012).
UNI
A empresa deve, tanto na modalidade de isenção como na de 
suspensão de tributos, utilizar o Relatório Unificado de Drawback 
para informaros documentos registrados no SISCOMEX, tais como: 
o RE (Registro de Exportação), a DI (Declaração de Importação), o 
RES (Registro de Exportação Simplificado), bem como manter em 
seu poder as notas fiscais de venda no mercado interno. (RECEITA 
FEDERAL, 2012).
8 DEspACHO ADUANEIRO DE IMpORTAÇÃO
O despacho aduaneiro de importação é o processo de ações que permitirão a liberação 
da mercadoria para sua entrada em território nacional. Este é concluído com a conferência 
aduaneira da mercadoria, permitindo a entrega desta ao importador.
8.1 ETAPAS DO DESPACHO ADUANEIRO 
 DE IMPORTAÇÃO
O despacho aduaneiro de importação é desenvolvido em cinco etapas:
1. Formulação da DI após a chegada da mercadoria ao território nacional.
2. Pagamento dos tributos incidentes à importação.
3. Apresentação dos documentos de importação.
4. Parametrização da mercadoria.
5. Emissão do Comprovante de Importação (C.I.) pela Secretaria da Receita Federal.
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Como será visto posteriormente nesse capítulo, existe a modalidade 
de despacho antecipado em que a DI é formulada antes da chegada 
da mercadoria em território nacional.
O importador ou seu representante (legalizado), através da documentação correspondente 
à importação LI (quando for o caso), conhecimento de embarque, fatura comercial e demais 
documentos específicos à mercadoria, elaborará a DI ou DSI no registro do Siscomex.
O preenchimento da DI é feito off-line através do Siscomex, sendo que cada DI 
corresponde a um conhecimento de embarque. Para cada mercadoria deve ser formulada 
uma adição na DI, a qual gerará um número sequencial agregado à mesma pelo sistema. 
Com o preenchimento dos campos no modo off-line, deve-se transmitir a DI para o computador 
central do Serpro para conferência dos dados ou para registro. 
Mediante o pagamento dos impostos concernentes à importação (II, IPI, ICMS, taxa do 
Siscomex), efetuará o registro, caracterizando o início do despacho aduaneiro de importação.
NO
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O procedimento só pode ter início após a chegada da mercadoria 
na unidade da Receita Federal onde será processado. Com o 
Sistema de Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento 
(Mantra), pode-se considerar como chegada o momento em que é 
possível vincular, no sistema, a DI ao conhecimento de embarque. 
(FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 2012).
Após a DI ser elaborada e os impostos pagos, o Siscomex automaticamente seleciona 
a parametrização da mercadoria, indicando-a ao canal de conferência aduaneira com as 
seguintes possibilidades:
● Canal verde: o registro do desembaraço aduaneiro é automático, ou seja, a mercadoria já 
está liberada para ser retirada do local de armazenamento na alfândega ou no porto seco. 
Em alguns casos, o inspetor da alfândega ou um auditor da Receita Federal efetua a “malha 
fina”, selecionando um percentual de processos em canal verde para inspeção física e 
documental.
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● Canal amarelo: o registro do desembaraço aduaneiro é mediante a verificação documental 
da mercadoria, a qual, não apresentando irregularidades, estará liberada. O auditor fiscal 
pode solicitar a conferência física da mercadoria sem apresentar qualquer justificativa.
● Canal vermelho: neste canal é realizado tanto o exame documental quanto a verificação 
física da mercadoria para o seu desembaraço.
● Canal cinza: sendo a DI selecionada para o canal cinza, é realizada a verificação documental 
e física da mercadoria e a aplicação de procedimento especial de controle aduaneiro que 
tem por finalidade verificar elementos indiciários de fraude. 
NO
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Quando o despacho é selecionado para os canais amarelo, vermelho 
ou cinza, é necessário que o importador apresente à Alfândega 
todos os documentos necessários à sua análise.
O ato final do Despacho Aduaneiro, uma vez atendidas as exigências fiscais 
inerentes à importação, é a emissão do Comprovante de Importação (C.I.) pela 
Secretaria da Receita Federal, e a mercadoria entregue ao importador.
FONTE: Disponível em: <logisunip.files.wordpress.com/2011/09/importac3a7c3b5es.ppt>. Acesso em: 
8 out. 2012.
Como mencionado no início deste capítulo, o procedimento do desembaraço aduaneiro 
de importação só pode ter início após a chegada da mercadoria na unidade da Receita Federal 
onde será processado. No entanto, há casos em que se deve aplicar o Despacho Antecipado 
(RECEITA FEDERAL, IN 69 - DISCIPLINA O DESPACHO ADUANEIRO DE IMPORTAÇÃO, 
1996):
1.	Granel descarregado em oleodutos, silos ou depósitos apropriados.
2. Inflamáveis ou mercadorias que apresentem risco.
3. Plantas e animais vivos e produtos perecíveis.
4. Papel para impressão.
5. Mercadorias transportadas via terrestre, fluvial ou lacustre.
6. Mercadorias endereçadas a órgãos de administração pública.
FONTE: Disponível em: <www.fasul.edu.br/pasta_professor/download=9052>. Acesso em: 8 out. 
2012.
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As mercadorias que estiverem em recintos alfandegados têm até 
90 dias para iniciar o despacho, sendo que as retiradas para zona 
secundária têm prazo de 45 dias. Caso esses prazos não sejam 
cumpridos, ou o processo fique paralisado por mais de 60 dias, as 
cargas ficam sujeitas às penas de perdimento. (RECEITA FEDERAL, 
IN 69 - DISCIPLINA O DESPACHO ADUANEIRO DE IMPORTAÇÃO, 
1996). 
FONTE: Disponível em: <www.fasul.edu.br/pasta_professor/
download=9052>. Acesso em: 8 out. 2012.
8.2 ETAPAS DE UMA IMPORTAÇÃO
Apresentado o processo do despacho aduaneiro de importação, tem-se um resumo 
de como segue o processo de importação de uma mercadoria. Tal metodologia serve como 
um guia dos procedimentos básicos e registros que devem ser providenciados pela empresa 
importadora e seus agentes. 
A listagem desses procedimentos propostos por Faro; Faro (2012) procura separar 
cada etapa, para que o aluno e interessado no processo de importação possa consultar a 
particularidade do exercício. 
1) Cadastramento: a habilitação da empresa nacional interessada no exercício de importação 
inicia-se com a sua inscrição e cadastro em dois registros: Registro de Exportadores 
e Importadores (REI) e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros 
(RADAR), os quais se encontram sob gestão do MDIC/SECEX e MF/RFB.
2) Negociação preliminar: trata-se do contato inicial com o vendedor da mercadoria, no 
qual serão estabelecidas as definições do que se procura importar, além das condições de 
transporte, de pagamento, documentação, embalagens especiais etc. Nesse momento é 
emitida a fatura Proforma.
3) Avaliação mercadológica: neste momento é verificado o correto enquadramento da 
mercadoria na TEC, o que permitirá a formação dos custos da importação e também as 
perspectivas de comercialização da mercadoria no mercado interno.
4) Concretização das negociações: refere-se à concretização da compra/venda da mercadoria, 
em que são assinados os contratos comerciais e emitidas as faturas comerciais. A parte final 
desta etapa é o embarque da mercadoria com destino ao exterior.
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5) pagamento da importação: os pagamentos irão sofrer variação de acordo com a modalidade 
escolhida. Visto anteriormente no tem 5 deste tópico, a ordem dos passos e procedimentos 
pode ser guiada de acordo com a negociação estabelecida.
6) Licenciamento: nas operações sujeitas a licenciamento não automático é necessária a 
obtenção da LI antes do embarque das mercadorias.
7) Embarque: nesta etapatem-se a autorização para o exportador embarcar as mercadorias.
8) Despacho aduaneiro de importação: é formulada a DI com a chegada da mercadoria 
ao território nacional, posteriormente são pagos os tributos incidentes na operação de 
importação; há a apresentação dos documentos de importação; a obtenção do CI; e, por 
último, a retirada da mercadoria.
9) Controle documental: a última etapa é a do arquivamento dos documentos de importação, 
observando as exigências de ordem fiscal, tributária e contábil.
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LEITURA COMpLEMENTAR
pORTARIA MF Nº 440, DE 30 DE jULHO DE 2010
DOU de 2.8.2010
CApÍTULO I
DAs DIspOsIÇÕEs pRELIMINAREs
Art. 1º Os bens de viajante procedente do exterior, a ele destinado ou em trânsito de saída do 
país ou de chegada a este, serão submetidos ao tratamento tributário estabelecido nesta 
Portaria.
Art. 2º Para os efeitos desta Portaria, entende-se por:
I - bens de viajante: os bens portados por viajante ou que, em razão da sua viagem, sejam 
para ele encaminhados ao país ou por ele remetidos ao exterior, ainda que em trânsito pelo 
território aduaneiro, por qualquer meio de transporte;
II - bagagem: os bens novos ou usados que um viajante, em compatibilidade com as 
circunstâncias de sua viagem, puder destinar para seu uso ou consumo pessoal, bem como 
para presentear, sempre que, pela sua quantidade, natureza ou variedade, não permitirem 
presumir importação ou exportação com fins comerciais ou industriais;
III - bagagem acompanhada: a que o viajante levar consigo e no mesmo meio de transporte 
em que viaje, exceto quando vier em condição de carga;
IV - bagagem desacompanhada: a que chegar ao território aduaneiro ou dele sair, antes ou 
depois do viajante, ou que com ele chegue, mas em condição de carga;
V - bens de uso ou consumo pessoal: os artigos de vestuário, higiene e demais bens de caráter 
manifestamente pessoal, em natureza e quantidade compatíveis com as circunstâncias da 
viagem; e
VI - bens de caráter manifestamente pessoal: aqueles que o viajante possa necessitar para uso 
próprio, considerando as circunstâncias da viagem e a sua condição física, bem como os 
bens portáteis destinados a atividades profissionais a serem executadas durante a viagem, 
excluídos máquinas, aparelhos e outros objetos que requeiram alguma instalação para seu 
uso e máquinas filmadoras e computadores pessoais.
Parágrafo único. Não se enquadram no conceito de bagagem constante no inciso II do caput, 
os seguintes bens:
I - veículos automotores em geral, motocicletas, motonetas, bicicletas com motor, motores 
para embarcação, motos aquáticas e similares, casas rodantes (motor homes), aeronaves 
e embarcações de todo tipo; e
Dispõe sobre o tratamento tributário relativo a bens de viajante.
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II - partes e peças dos bens relacionados no inciso I, exceto os bens unitários, de valor inferior 
aos limites de isenção, relacionados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).
Art. 3º É proibida a importação, mediante a utilização dos procedimentos aduaneiros e tributários 
próprios para as bagagens previstos nesta Portaria, de mercadorias que não se enquadrem 
no conceito de bagagem ou que estejam sujeitas a proibições ou restrições de caráter não 
econômico.
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplicará aos bens integrantes de bagagem sujeitos 
a controles específicos, quando houver anuência do órgão regulador competente.
CApÍTULO II
DO TRATAMENTO TRIbUTÁRIO NA IMpORTAÇÃO
seção I
Da Não Incidência
Art. 4º Não haverá incidência de tributos no retorno ao país de bens nacionais ou nacionalizados 
de viajante residente no Brasil.
§ 1º O disposto no caput aplicar-se-á inclusive a animais de vida doméstica.
§ 2º No caso de bens de origem estrangeira, a autoridade aduaneira poderá solicitar a 
comprovação da respectiva nacionalização, para verificação da não incidência.
seção II
Da suspensão
Art. 5º Poderão ingressar no país com suspensão do pagamento de tributos os bens aos quais 
se aplique o regime de admissão temporária ou de trânsito aduaneiro.
seção III
Da Isenção
Art. 6º Será concedida isenção do Imposto de Importação (II), do Imposto sobre Produtos 
Industrializados (IPI), da contribuição para os programas de integração social e de formação 
do patrimônio do servidor público incidente na importação de produtos estrangeiros ou serviços 
(Contribuição para o PIS/Pasep-Importação) e da contribuição social para o financiamento 
da seguridade social devida pelo importador de bens estrangeiros ou serviços do exterior 
(Cofins-Importação) incidentes sobre a importação de bagagem de viajantes, observados 
os termos e condições estabelecidos nesta Seção.
§ 1º A isenção a que se refere o caput, estabelecida em favor do viajante, é individual e 
intransferível, observado o disposto no inciso II do caput do art. 2º desta Portaria e no art. 
160 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 - Regulamento Aduaneiro (RA/2009).
§ 2º Independentemente da fruição da isenção de que trata o caput, o viajante poderá adquirir 
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bens em loja franca em território brasileiro, por ocasião de sua chegada ao país, com 
isenção, até o limite de valor global de US$ 500,00 (quinhentos dólares dos Estados Unidos 
da América) ou o equivalente em outra moeda, observado o disposto na Portaria MF nº 112, 
de 10 de junho de 2008, e em sua regulamentação.
subseção I
Da Isenção de Caráter Geral
Art. 7º O viajante procedente do exterior poderá trazer em sua bagagem acompanhada, com 
a isenção dos tributos a que se refere o art. 6º:
I - livros, folhetos e periódicos;
II - bens de uso ou consumo pessoal; e
III - outros bens, observado o disposto nos §§ 1º a 5º, e os limites de valor global de:
a) US$ 500,00 (quinhentos dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra 
moeda, quando o viajante ingressar no país por via aérea ou marítima; e
b) US$ 300,00 (trezentos dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra 
moeda, quando o viajante ingressar no país por via terrestre, fluvial ou lacustre.
§ 1º Os bens a que se refere o inciso III do caput, para fruição da isenção, submetem-se ainda 
aos seguintes limites quantitativos:
I - bebidas alcoólicas: 12 (doze) litros, no total;
II - cigarros: 10 (dez) maços, no total, contendo, cada um, 20 (vinte) unidades;
III - charutos ou cigarrilhas: 25 (vinte e cinco) unidades, no total;
IV - fumo: 250 (duzentos e cinquenta) gramas, no total;
V - bens não relacionados nos incisos I a IV, de valor unitário inferior a US$ 10,00 (dez dólares 
dos Estados Unidos da América): 20 (vinte) unidades, no total, desde que não haja mais do 
que 10 (dez) unidades idênticas; e
VI - bens não relacionados nos incisos I a V: 20 (vinte) unidades, no total, desde que não haja 
mais do que 3 (três) unidades idênticas.
§ 2º Os limites quantitativos de que tratam os incisos V e VI do § 1º referem-se à unidade nas 
quais os bens são usualmente comercializados, ainda que apresentados em conjunto ou 
sortidos.
§ 3º A RFB poderá estabelecer limites quantitativos diferenciados tendo em conta o tipo de 
mercadoria, a via de ingresso do viajante e as características regionais ou locais.
§ 4º O direito a isenção a que se refere o inciso III do caput somente poderá ser exercido uma 
vez a cada intervalo de 1 (um) mês.
§ 5º O controle da fruição do direito a que se refere o § 4º independerá da existência de tributos 
a recolher em relação aos bens do viajante.
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Art. 8º A bagagem desacompanhada é isenta de tributos relativamente a roupas e bens de uso 
pessoal, usados, livros, folhetos e periódicos, não se beneficiando dos limites de isenção 
previstos no inciso III do art. 7º.
Parágrafo único. Para fruição da isenção, a bagagem desacompanhada deverá:
I - chegar ao território aduaneiro dentro dos 3 (três) meses anteriores ou até os 6 (seis) meses 
posteriores à chegada do viajante; e
II - provir do local ou de um dos locais de estada ou de procedência do viajante.
subseção II
Da Isenção de Caráter Especial
Art. 9º Os residentes no exterior que ingressem no país para nele residir de forma permanente, 
e os brasileiros que retornem ao país, provenientes do exterior, depois de lá residirem há 
mais de 1 (um) ano, poderão ingressar no território aduaneiro os seguintes bens, novos ou 
usados, isentos de tributos:
I - móveis e outros bens de uso doméstico; e
II - ferramentas, máquinas, aparelhos e instrumentos necessários ao exercício de sua profissão, 
arte ou ofício, individualmente considerados.
§ 1º A fruição da isenção para os bens referidos no inciso II do caput estará sujeita à prévia 
comprovação da atividade desenvolvida pelo viajante e, no caso de residente no exterior 
que regresse, do decurso do prazo estabelecido no caput.
§ 2º No caso de estrangeiro, enquanto não lhe for concedido o visto permanente, seus bens 
poderão ingressar no território aduaneiro sob o regime de admissão temporária.
§ 3º O disposto neste artigo não prejudica a aplicação dos tratamentos tributários gerais 
de isenção e de tributação especial para viajantes procedentes do exterior, referidos, 
respectivamente, nos arts. 7º e 12 desta Portaria.
Art. 10. A bagagem de tripulante, assim considerada a pessoa que esteja a serviço no veículo 
durante o percurso da viagem, estará isenta de tributos somente quanto a roupas e outros 
bens de uso pessoal, livros, folhetos e periódicos, não se beneficiando o tripulante dos limites 
de isenção previstos nesta Portaria.
§ 1º Sem prejuízo do disposto no caput, a bagagem dos tripulantes dos navios de longo 
curso procedentes do exterior será submetida aos tratamentos de isenção e de tributação 
especial referidos, respectivamente, nos arts. 7º e 12 desta Portaria, quando os tripulantes 
desembarcarem definitivamente no país.
§ 2º Na hipótese a que se refere o § 1º, o direito à isenção de que trata o inciso III do caput do 
art. 7º somente poderá ser exercido uma vez a cada intervalo de 1 (um) ano.
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§ 3º O tratamento previsto neste artigo estende-se à bagagem de viajante, civil ou militar, 
embarcado em veículo militar procedente do exterior.
Art. 11. O disposto nesta Subseção não prejudicará a aplicação das isenções de caráter 
especial para viajantes procedentes do exterior previstas nos arts. 142, 143, 163 e 187 do 
Decreto nº 6.759, de 2009 (RA/2009).
seção Iv
Da Tributação Especial
Art. 12. O regime de tributação especial é o que permite o despacho de bens integrantes de 
bagagem mediante a exigência somente do Imposto de Importação, calculado pela aplicação 
da alíquota de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor tributável dos bens.
§ 1º O valor tributável a que se refere o caput corresponde ao valor:
I - global que exceder o limite de isenção previsto para:
a) a via de transporte, expresso no inciso III do caput do art. 7º; e
b) aquisição de bens em loja franca de chegada no país, a que se refere o § 2º do art. 6º; ou
II - dos bens a que se refere o inciso III do caput do art. 7º, integrantes de bagagem:
a) desacompanhada, atendidos os requisitos de que trata o parágrafo único do art. 8º;
b) acompanhada de viajante que já tiver usufruído a isenção de tributos dentro do período a 
que se refere o § 4º do art. 7º;
c) de tripulante; e
d) de viajante, civil ou militar, embarcado em veículo militar procedente do exterior.
§ 2º Aos bens do viajante que excederem os limites quantitativos de que tratam os §§ 1º a 3º 
do art. 7º, aplicar-se-á o regime previsto no art. 13.
§ 3º Os bens tributados pelo regime de que trata o caput são isentos do IPI, da Contribuição 
para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação.
§ 4º O disposto neste artigo não se aplicará aos bens de viajante de que trata o art.13.
seção v
Da Tributação Comum
Art. 13. Aplicar-se-á o regime comum de importação aos bens trazidos por viajante:
I - que não se enquadrem como bagagem, conforme disposto no inciso II do caput e no parágrafo 
único do art. 2º, e no art. 3º;
II - que excedam os limites quantitativos de que tratam os §§ 1º a 3º do art. 7º; ou
III - integrantes de bagagem desacompanhada, quando não atendidas as condições 
estabelecidas no parágrafo único do art. 8º.
§ 1º As pessoas físicas somente podem importar mercadorias para uso próprio, nos termos do 
art. 161 do Decreto nº 6.759, de 2009 (RA/2009), com a redação dada pelo art. 1º do Decreto 
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nº 7.213, de 15 de junho de 2010, e observada a regulamentação a ser expedida pela RFB, 
no âmbito de sua competência.
§ 2º O disposto no § 1º não se aplica se o viajante, antes do início de qualquer procedimento 
fiscal, informar que os bens destinam-se a pessoa jurídica determinada, estabelecida no país, 
à qual incumbe promover o despacho aduaneiro para uso ou consumo próprio.
CApÍTULO III
DO TRATAMENTO TRIbUTÁRIO NA EXpORTAÇÃO
Art. 14. Os bens integrantes de bagagem de viajante, acompanhada ou desacompanhada, 
que se destine ao exterior estão isentos de tributos.
Art. 15. Será dado o tratamento de bagagem a outros bens adquiridos no país, levados 
pessoalmente pelo viajante para o exterior, até o limite de US$ 2.000,00 (dois mil dólares dos 
Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra moeda, observado o disposto no art. 
225 do Decreto nº 6.759, de 2009 (RA/2009), com a redação dada pelo art. 1º do Decreto nº 
7.213, de 2010.
Art. 16. Aplicar-se-á o regime comum de exportação aos bens levados por viajante que não 
se enquadrem como bagagem, conforme disposto no parágrafo único do art. 2º e no art. 3º.
CApÍTULO Iv
DAs DIspOsIÇÕEs FINAIs
Art. 17. O recolhimento de bens a depósito de mercadorias apreendidas, por necessidade 
logística da administração aduaneira, não prejudica a contagem dos prazos referidos na 
alínea "c" do inciso II do caput e no § 3º do art. 642 do Decreto no 6.759, de 2009 (RA/2009).
Art. 18. A RFB, no âmbito de sua competência, disciplinará os procedimentos para a aplicação 
do disposto nesta Portaria.
Art. 19. Esta Portaria entra em vigor no dia 1º de outubro de 2010.
Art. 20. Ficam revogadas a Portaria MF nº 39, de 3 de fevereiro de 1995, e a Portaria MF no 
141, de 12 de abril de 1995.
 
FONTE: Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/Portarias/2010/
MinisteriodaFazenda/portmf440.htm>. Acesso em: 9 out. 2012.
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Neste tópico você:
● Identificou os registros necessários para que o importador possa iniciar o procedimento de 
importação. 
● Distinguiu a nomenclatura ou classificação fiscal com o objetivo de ordenar as mercadorias 
através de códigos no que se refere à sua natureza e características.
● Apontou os documentos utilizados no sentido de ingressar no país mercadorias oriundas do 
exterior.
● Compreendeu a cobertura cambial e as formas de pagamento da mercadoria no exterior e 
a formação dos custos na importação, os impostos incidentes na importação.
● Entendeuo regime aduaneiro especial de drawback na importação como forma de incentivar 
as exportações nacionais.
● Assinalou as etapas do despacho aduaneiro de importação e as etapas do processo de 
importação. 
REsUMO DO TÓpICO 3
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AUT
OAT
IVID
ADE �
1 Após o processo de despacho aduaneiro de importação, segue um processo de 
importação de mercadoria que tem procedimentos básicos e registros que necessitam 
ser realizados. Com relação às etapas de uma importação, associe os itens, utilizando 
o código a seguir:
I- Negociações preliminares.
II-Controle documental.
III-Licenciamento.
IV-Concretização das negociações.
( ) Serão definidas as formas de pagamento, os produtos, as embalagens, os preços
 do que será importado.
( ) Consiste na observação das exigências fiscais, tributárias e contábeis, no momento 
 do arquivamento.
( ) Quando necessário, é indispensável que se obtenha o licenciamento em momento
 anterior à importação.
( ) Neste momento serão assinados os contratos e emitidas as notas fiscais que
 formalizarão a importação.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) IV – III – II – I.
b) ( ) III – IV – II – I.
c) ( ) I – II – IV – III.
d) ( ) I – II – III – IV.
2 Os processos e procedimentos de importação integram o despacho aduaneiro de 
importação. Qual o significado deste contexto?
3 O Extrato da Declaração de Importação contém um resumo das informações 
da importação. É o documento base do processo de despacho de importação, 
comprovando que a transação está autorizada. Com relação a estas declarações, 
conceitue Declaração de Importação Comum e Antecipada.
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AVA
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Prezado(a) acadêmico(a), agora que chegamos ao final da 
Unidade 2, você deverá fazer a Avaliação referente a esta unidade.
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