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SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO SIMPÁTICO (medo intenso): inibe a vontade de ir ao banheiro. Inibe musculatura lisa. - estresse, fuga ou luta. Quando o SNAS é usado, existe maior dificuldade para digerir e absorver várias substâncias (vitaminas e aminoácidos), mas em momentos de estresse a glicose e os lipídeos (que são vias de energia rápidas), são digeridos com maior rapidez. SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO- relaxamento- melhora a digestão. Em um momento de estresse: Musculatura lisa diminui contração e esfíncteres aumentam a contração. AULA 02-05 MASTIGAÇÃO: Processo mecânico que tritura os alimentos com os dentes, misturando-o a saliva por meio dos movimentos da língua. A principal função da mastigação é degradar o alimento sólido em partículas pequenas ou deformar o alimento sólido. Tem vários estudos que falam que quanto mais você mastiga, aumenta a saciedadede e a deglutição fica mais confortável. MÚSCULOS ENVOLVIDOS Fechamento: masseter, temporal e pterigóideo medial Abertura: pterigóideo lateral e digástrico. DENTES Incisivos: Cortar. Caninos: rasgar. Pré-molares: Amassar. Molares: Triturar (principais na mastigação). PROCESSO MECÂNICO O final da mastigação ocorre quando os dentes ocluem com máxima intercuspidação. A língua ajuda no processo de mastigação. O principal constituinte da língua é músculo, de forma que ela ajuda a colocar o alimento nos dentes. Palato e bochecha também são importantes CONTROLE NEURAL: Depois de colocar o alimento de maneira voluntária, o processo é controlado neuralmente pelo centro mastigatório, que está no SNC, ele organiza a parte motora conforme as informações que recebe do bolo alimentar por parte sensorial e motora. Nas informações motoras temos a participação do nervo trigêmeo, glossofaríngeo, facial e ramo maxilar e mandibular são os neuronios eferentes. Já na parte das informações sensoriais estão os mesencefálico, facial e solitário, além do núcleo sensorial do trigêmeo RECEPTORES SENSORIAIS: São transmitidas por quimiorreceptores. Existem 2 locais principais de quimiorreceptores: - na língua (nas papilas gustativas, na parte dos botões gustativos). Os sabores são distribuídos da seguinte forma: doce nas pontas da língua, azedo nas laterais, amargo na parte de trás da língua. -na cavidade nasal: Por isso que a gente não sente o sabor quando estamos gripados. Em conjunto com os quimiorreceptores da língua, eles enviam informações para a mesma área do cérebro, o que produz a percepção dos sabores. FASES DA DIGESTÃO: SALIVAÇÃO- FASE CEFÁLICA: As funções da saliva são- defesa, digestão do amido, degradação do alimento, umedece o alimento, protege e lubrifica a cavidade oral. A função de defesa ocorre pois a salivação lava a microbiota da boca (paciente sem saliva adequada tem mais bactérias e mais cáries), atua no tamponamento e na manutenção do pH da cavidade oral. Estímulos sensoriais ativam o parassimpático que atua produzindo e secretando a saliva. Essa saliva é produzida pelas glândulas salivares que são: -Parótida (amilase) -Sublingual (muco) -Submandibular (enzimas e muco) Existe uma produção diária de cerca de 1500 ml por dia de saliva. A principal enzima é a amilase salivar (ptialina), entretanto a lipase também é secretada. A mucina é importante para a lubrificação da cavidade oral. Além disso a saliva é importante para a percepção de alguns sabores, pois alguns alimentos só tem seus sabores percebidos após a degradação pela saliva. Quando ocorre estimulação do sistema nervoso simpático, muda o tipo de secreção (ele fica mais rico em enzimas e muco e menos rico em água, entretanto não inibe a produção de saliva). -FASE BUCAL: Voluntária, participação da língua de querer empurrar (participação do nervo hipoglosso), mais importante para a deglutição do que para a mastigação. DEGLUTIÇÃO: O bolo alimentar na cavidade oral é empurrado para que vá para o esôfago (com a ajuda da língua). É um processo misto (tem uma parte voluntária e uma reflexa). -FASE FARÍNGEA: Involuntária, muito rápida. Cordas vocais se aproximam, laringe é puxada para frente, epiglote tampa as vias aéreas e alimento desce para a região do esôfago. -FASE ESOFÁGICA: Esfincter gastroesofágico se abre e bolo chega no interior da câmara gástrica (SNE). OBS: Tanto o plexo submucoso quanto o entérico estão presentes na boca, existem muitos mais neurônios sensitivos na boca. Tanto na camada do plexo submucoso quanto o entérico podem inervar o SNC através dos nervos faciais ou inervar a medula. Primeiro reflexo vai até o SNPS e volta ou vai até a medula e volta. AULA 03-05 ANATOMIA DO NERVO TRIGÊMEO Trigêmeo não vem do mesoderma, é 90% sensitivo. O Nervo trigêmeo (NC V) emerge da ponte em duas raízes, uma pequena raiz motora e uma grande raiz sensitiva. A raiz sensitiva forma o gânglio trigêmeo, que se ramifica em 3 RAMOS: -OFTALMICO - MAXILAR -MANDIBULAR. Todos os ramos do trigêmeo apresentam o ramo meníngeo. Existe uma condição especial no ramo mandibular, que é chamada ramo meníngeo recorrente. Essa condição ocorre porque todos os ramos meníngeos são originados pra dentro do crânio, entretanto no ramo mandibular é orig inado pra fora do crânio. RAMO MENÍNGEO RECORRENTE É RAMO DO MANDIBULAR. O CORPO DO NEURÔNIO OU PERICÁRIO SEMPRE ESTÁ NO SNC, MAS 1% PODE ESTAR NO SN PERIFÉRICO. Quando ele não está no SNC ele está nos gânglios. Definição de gânglio: Qualquer acúmulo de nervos/corpos dos neurônios fora do SNC. O trigêmeo está dentro do crânio mas fora do SNC, por isso é considerado gânglio trigêmeo. RAMO DO TRIGÊMEO MAXILAR Toda a parte superior é responsabilidade do maxilar: -Dente -Gengiva vestibular (entre lábio e dente) -Gengiva palatina (é a mucosa de palato) DENTES: Inervação de dente superior sempre é feita pelo nervo alveolar superior (plexo alveolar superior). O nervo alveolar superior tem anterior, médio e posterior. De maneira geral: - Incisivo central, lateral e canino: alveolar superior anterior . - Pré molares: nervo alveolar superior médio. -Molares (1o 2o e 3o): nervo alveolar superior posterior. *OBS. (EXCEÇÕES) -O primeiro molar superior tem 3 raízes, por isso apresenta inervação especial. A raiz mésiovestibular é inervada pelo alveolar superior médio. Portanto o primeiro molar tem inervação conjunta dos nervos alveolar superior médio e alveolar superior posterior. -A maioria dos indivíduos apresenta a divisão de inervação dos ramos do nervo alveolar superior da seguinte forma: Alveolar superior anterior, alveolar superior médio e alveolar superior posterior. Porém em 25 a 30% da população há ausência do nervo alveolar superior médio. Sendo assim, quem inerva pré molar é alveolar superior anterior e alveolar superior posterior (ou plexo alveolar superior). GENGIVA VESTIBULAR A gengiva vestibular dos dentes superiores é responsabilidade do ramo gengival. Temos dois ramos gengivais: - Ramo gengival anterior (vem do nervo que passa no forame infra orbital chamado nervo infra orbital), ele faz a inervação da gengiva vestibular até a região dos pré-molares, ou seja, inerva a região do incisivo central, lateral, canino, primeiro e segundo pré molar. -Ramo gengival posterior (originado pelo nervo alveolar superior posterior), inerva gengiva vestibular de molares. GENGIVA PALATINA A gengiva palatina em região de dente é inervada por 2 nervos. - NERVO NASOPALATINO:Sai do forame incisivo (entre os incisivos centrais), atravessa a cavidade nasal inteira, vem da parede lateral do septo nasal). O nasopalatino inerva gengiva palatina de canino a canino (gengiva palatina e mucosa do palato ósseo). -NERVO PALATINO MAIOR: Sai do forame palatino maior e inerva pré molares e molares. (O nervo palatino menor inerva o palato menor, o palato muscular ou palato mole). NERVO MANDIBULAR (V3)- Inerva a parte inferior DENTES INFERIORES A parte dos dentes inferiores é inervada pelo nervo alveolar inferior (ramo do nervo mandibular). OBS. (tretas anatômicas): Existe um canal dentro da mandíbula (que não se comunica no critério de normalidade), para alguns autores se essa estrutura está dentro do canal tem o mesmo nome. O nervo alveolar inferior entra nesse canal, na região do mento ele se ramifica e origina um ramo chamado nervo mentual. A parte do nervo alveolar inferior que se segue pode chamar nervo incisivo (para os dentistas), ou continuar chamando nervo alveolar inferior (para outros autores). LÍNGUA RESUMO: DISFAGIAS E ANATOMIA APLICADA EXAMES COMPLEMENTARES: RX de tórax: Arco aórtico um pouco fora da normalidade. Ecocardiograma: Nasolaringoscopia: RX contrastado Trânsito da faringe ok, porém na parte inferior observa-se estreitamento do esôfago. DIAGNÓSTICO: Disfagia (diiculdade de deglutição) secundária (causada por) a aneurisma da aorta ascendente e arco aórtico. ESTREITAMENTO FISIOLÓGICO DO ESÔFAGO: Hiato diafrágmatico 3 fases da deglutição: oral- voluntária; faríngea- voluntária e involuntária; esofágia- involuntária. FASE FARÍNGEA: Contração da base da língua, peristalse faríngea (contração do constrictor superior, médio e inferior) empurrando o bolo alimentar no sentido distal. Elevação da laríngea- Proteção da via ´aérea e abertura passiva, relaxamento ativo do constrictor faríngeo. FASE ESOFÁGICA Abertura passiva relaxamnto do CF (...) MECANISMOS NEURAIS DA DEGLUTIÇÃO. Deglutição: Condição inata- fundamental para manutenão da vida. Núcleos corticais são importantes. RAMO FACIAL E DEGLUTIÇÃO: Osso temporal do lado direito, gânglio geniculado, nervo estapédio (deglutição). Ramo nervo corda do tímpano, ele tem a ver com a sensibilidade gusatória da língua, faz a sensibilidade nos ramos anteriores da língua. O glosso faríngeo faz a sensibilidade gustatória do terço posterior da língua. O glosso faríngeo também tem uma sensibilidade geral, ele desce do forame jugular (tem veia juguLar 9o 10o e 11o par). Emite ramos sensitivos na base da língua. Em uma amigdalite o que doi é o nervo glossofaríngeo (9o par), tem um ramo que pode provocar uma dor no ouvido em caso de inflamação na garganta, laringe supra glotica e base da língua, isso ocorre porque ele passa pela parte do tímpano. O VAGO é o grande responsável pela fase da deglutição, principalmente fase esofágica. Ramo laríngeo superior- deglutição se subdivide em ramo externo e interno. O ramo interno se espalha pela mucosa da supra glote e faz a sensibilidade da laringe. O movimento de fechamento da prega vocal vem pelo laríngeo recorrente. O nervo laríngeo superior interno inerva mucosa da supra glote. Laríngeo recorrente principalmente do lado direito faz inervação motora da prega vocal. QUANDO passa para o movimento involuntário na fase faríngea da deglutição eu tenho constricção do constrictor superior médio e inferior. Eu tenho contração maior das fibras musculares no musculo crico faringeo. No 3o superior do esôfago predomina fibras estriadas e no 3o distal fibras predominantemente lisas. No nível c6 c7 tenho esôfago, a porção membranosa da traqueia passa na frente do esôfago. O VAGO desce por todo o trato digestório. Tem terminações que fazem inervação em todo o esôfago, tanto cervical, quanto torácico e abdominal. O vago ao contrário da ação no coração (depressora), no sistema gástrico tem ação estimulante, toda vez que libera acetilcolina estimula e faz contração. Tem importância tanto motora quanto sensitiva. No esôfago não tem uma camada serosa propriamente dita. Na camada submucosa tem o plexo submucoso que faz informação sensorial. Azia, queimação é informação que vem para o SNC por meio do plexo submucoso. O esôfago tem diversos segmentos (esôfago cervical, torácico e terminal). Estreitamentos esofágicos: C6, T4, T11 (diafragmático). A relação do esôfago com a aorta é íntima, então uma dilatação importante da aorta faz compressão extrínseca do esôfago. Outra causa de compressão extrínseca são os linfonomas. Drenagem venosa do esôfago: Lado direito (veia ázigos ...) tumores no esôfago cervical no esôfago .... ESFINCTER INFERIOR DO ESÔFAGO: Região de extrema importância em casos de refluxo gastro-esofágico. A mucosa gástrica é preparada para pH ácido, a mucosa do esôfago não. Temos uma região importante chamada hiato esofágico, nessa região existe o esfíncter inferior do esôfago que é um conglomerado de fibras musculares e associada a isso existe o ângulo de hiss. Essa região é chamada de válvula e esfíncter esofágico inferior. Quando o esôfago contrai o esfíncter relaxa, terminada a passagem do alimento ele se contrai para impedir refluxo. Mas em algumas situações isso não acontece. Região muito importante é o ligamento frenoesofágico que é o principal elo de ligação entre esôfago e diafragma. Linha zeta é bem nítida e indica transição entre mucosa esofágica e gástrica. A hérnia de hiato acontece nessa região, o grande problema é que as fibras musculares tem sua função atrofiada o que permite refluxo. Após muitos refluxos pode ocorrer esôfago de Barret que é uma metaplasia do esÔfago, ele fica com a mucosa de características da mucosa intestinal. Pode ser um fator de risco para câncer esofágico. Em recém nascidos pode ocorrer refluxo gastroesofágico fisiológico porque o estômago ainda está inteiro na cavidade abdominal, normalmente não se trata. PERISTALSE ESOFÁGICA: O estímulo é a presença do bolo alimentar dilatando o esôfago. Essas são as ondas primárias, as secundárias ocorrem depois que o esôfago dilatou e promove clareamento esofágico, o que permite a limpeza do esôfago. Existem ondas terciárias que são ondas patológicas, que vão ocntra as ondas fisiológicas, é comum em casos de refluxo. DISFAGIA OROFARÍNGEA: Dificuldade na deglutição de alimentos ou saliva, etiologia multifatorial e consequeências graves: Deficits nutricionais, desidratação, etc. Após AVE é comum pneumonia aspirativa . Para que aconteça BCP aspirativa: Baixa imunidade, mal transporte hemoxilar, quantidade e qualidade do material aspirado OBS: INTEGRADA: FISSURA DE PALATO (HISTOLOGIA + ANATOMIA + FISIOLOGIA). ESTUDAR CASOS CLÍNICOS.