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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA HIDRÁULICA E AMBIENTAL PRÁTICA 07: ENSAIO DE COMPACTAÇÃO – PROCTOR NORMAL PRÁTICA 08: ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE SUPORTE CALIFÓRNIA (ISC) PRÁTICA 09: DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA COM EMPREGO DO FRASCO DE AREIA Aluno: Greylson Nunes Aguiar Matrícula: 384968 Professor: Francisco Chagas da Silva Filho Turma: T03 Disciplina: Mecânica dos Solos I Curso: Engenharia Civil FORTALEZA, 2018 2 Sumário 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..................................................................................... 3 2.1. COMPACTAÇÃO ................................................................................................. 3 2.2. ÍNDICE DE SUPORTE CALIFÓRNIA (ISC) .............................................................. 4 2.3. FRASCO DE AREIA ............................................................................................... 6 3. MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................................ 6 4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .................................................... 7 4.1. ENSAIO DE COMPACTAÇÃO – PROCTOR NORMAL............................................ 7 4.2. ÍNDICE DE SUPORTE CALIFÓRNIA – ISC OU CBR ................................................ 8 4.3. DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA COM FRASCO DE AREIA .................... 9 5. CONCLUSÃO ............................................................................................................ 10 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 11 3 1. INTRODUÇÃO Estudar o solo na qual se está trabalhando é imprescindível na construção civil, assim como para diversas outras áreas. Dessa maneira, este relatório tem como objetivo detalhar os métodos utilizados para caracterizar um determinado solo extraído para estudo, neste relatório será detalhado três ensaios que se referem as seguintes práticas: Prática 07: Ensaio de compactação – Proctor Normal, realizada no dia 08/05/2018; Prática 08: Ensaio de determinação do Índice de Suporte Califórnia (ISC) ou CBR, realizada no dia 17/04/2018; Prática 09: Determinação da massa específica com emprego do frasco de areia, realizada no dia 22/05/2018. Todos os ensaios ocorreram no Laboratório de Mecânica dos Solos da Universidade Federal do Ceará. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1. COMPACTAÇÃO Entende-se por compactação de um solo, o processo manual ou mecânico que visa reduzir o volume de seus vazios e, assim, aumentar sua resistência, tornando-o mais estável. Trata-se de uma operação simples e de grande importância pelos seus consideráveis efeitos sobre a estabilização de maciços terrosos, relacionando-se, intimamente, com os problemas de pavimentação e barragens de terra. A compactação de um solo visa melhorar suas características, não só quanto à resistência, mas, também, nos aspectos: permeabilidade, compressibilidade e absorção d'água. No estado atual de conhecimento sobre o assunto, sabe-se que o aumento do peso específico de um solo, produzido pela compactação, depende fundamentalmente da energia dispendida e do teor de umidade do solo. Observe-se que na "compactação" há expulsão de ar, e no "adensamento" a expulsão é da água. Quando se realiza a compactação de um solo, sob diferentes condições de umidade e para uma determinada energia de compactação, a curva de variação dos pesos específicos Ɣ, em função da umidade h, tem o aspecto indicado na Fig. 2.1. Esta curva nos mostra que há um determinado ponto, para o qual Ɣs é máximo. A umidade correspondente a este ponto de peso especifico aparente máximo (Ɣs máx.) é denominada umidade ótima (hot). Para cada solo, sob uma dada energia de compactação, existem, então, um hot e um Ɣs máx. O comportamento do solo, indicado na Fig. 2.1 pode ser explicado considerando que à medida que cresce o teor de umidade, até um certo valor (hot), o solo torna-se mais trabalhável, daí resultando Ɣs maiores e teores de ar menores. Como, porém, não é possível expulsar todo o ar existente nos vazios do solo, a curva de compactação não poderá nunca alcançar a curva de 4 saturação (que é, teoricamente, a curva de Var = O), justificando-se, assim, a partir de Ɣs máx. o ramo descendente. Fig. 2.1. Curva de compactação Fonte: CAPUTO, H.P. Mecânica dos Solos e suas aplicações. Para comprovar se a compactação está sendo feita devidamente, deve-se determinar sistematicamente a umidade e o peso específico aparente do material. Chama-se porcentagem ou grau de compactação ao quociente do peso específico aparente obtido no campo, pelo peso específico máximo obtido no laboratório: Gc = Ɣ𝑠 (𝑐𝑎𝑚𝑝𝑜) Ɣ𝑠,𝑚á𝑥 (𝑙𝑎𝑏𝑜𝑟𝑎𝑡ó𝑟𝑖𝑜) ×100 Não sendo atingida a compactação desejada, a qual não deverá ser inferior a determinado valor do grau de compactação (fixado pela especificação adotada), o material será revolvido e recompactado. 2.2. ÍNDICE DE SUPORTE CALIFÓRNIA (ISC) Os ensaios são realizados com a amostra de solo compactada em condições padronizadas, dentro de um molde cilíndrico com, aproximadamente, 15 cm de diâmetro e 17,5 cm de altura, provido de um colarinho de extensão com 5 cm de altura. Como fundo falso deste cilindro, durante a compactação, usa-se o chamado “disco espaçador” (Fig. 2.2) Fig. 2.2.1. Disco espaçador. Para determinação do ISC, segue-se o seguinte procedimento: 5 a) Preparam-se três corpos de prova com a umidade ótima, sendo que um com 55 golpes, outro com 26 e o terceiro com 12; determinam-se as umidades e os pesos específicos dos mesmos; b) Satura-se cada uma dessas amostras durante 4 dias; assim procedendo, procura-se reproduzir a condição mais desfavorável que possa ocorrer, que é a de eventual saturação do material in loco; c) Mede-se a resistência à penetração de cada uma delas, mediante o puncionamento (Fig. 1 2-7), na face superior da amostra, de um pistão com, aproximadamente, 5 em de diâmetro, sob uma velocidade de penetração de 1,25 mm/min. Fig. 2.2.2. Defletômetro. As cargas correspondentes são determinadas através das leituras do micrômetro (com sensibilidade de 0,001 mm) integrante do anel dinamométrico, que compõe o aparelho. Por meio destas leituras e da curva de aferição do anel, conhecem-se as cargas atuantes no pistão, as quais, divididas pela sua área, fornecerão as pressões aplicadas à amostra. Traça-se, a seguir, a curva pressão-penetração. As pressões, assim obtidas, expressas em porcentagens das "pressões padrões", denominam-se Índices de Suporte Califórnia (I.S.C.) ou índices californianos de capacidade de carga (C.B.R.). O ISC é determinado, portanto, a partir da seguinte expressão: 6 Na qual os valores de pressão padrão são: O ensaio também nos permite calcular o índice de expansão do solo durante o período de saturação, tal índice pode ser determinado a partir da seguinte fórmula: 𝐸𝑥𝑝𝑎𝑛𝑠ã𝑜 (%) = (𝑙𝑒𝑖𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 − 𝑙𝑒𝑖𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙) 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑣𝑎 𝑥 100 2.3. FRASCO DE AREIA No controle da compactaçãono campo, é regra geral tomar-se um ensaio de laboratório como referência e verificar o que é obtido no campo, com equipamento, comparando estes resultados com os de laboratório, dentro de certas especificações. As condições de rolamento de uma estrada, durante sua vida de serviço, guardam uma estreita relação com a uniformidade de compactação. Para o corpo dos aterros o grau mínimo de compactação é de 95% e para a camada final é de 100% em relação ao proctor normal, com uma tolerância de - 3% no teor de umidade, comparando com a umidade ótima, deverá ser feita uma determinação da massa específica de campo para cada 1000m3 de solo compactado. Já para a camada final do aterro para cada 200m3 de solo compactado será feita uma determinação da massa específica de campo. Essa determinação é feita realizando o ensaio de determinação de massa específica com emprego do frasco de areia. 3. MATERIAIS E MÉTODOS Todas as amostras utilizadas são de origem indeterminada e foram coletadas pelo Laboratório de Mecânica dos Solos da UFC. No ensaio de compactação – proctor normal, a metodologia utilizada teve como base a NBR 7182, neste ensaio utilizou-se um cilindro com volume de 997 cm3 em três camadas sucessivas, com a aplicação de 26 golpes com um soquete de peso de 3 kg a uma altura de queda de 30 cm. O método de ensaio referente prática do Índice de Suporte Califórnia – ISC ou CBR foi baseado na NBR 9895, com a utilização da energia normal, 5 camadas com 12 golpes cada, e, posteriormente, utilizou-se um corpo de prova completamente saturado que estava no tanque por 4 dias para determinação da expansão do material, assim como sua resistência. 7 Já para determinação da massa específica com emprego do frasco de areia, a norma de referência utilizada foi a NBR 7185. Alguns itens não seguiram rigidamente a norma, como a realização de três procedimentos com subsequente média aritmética para determinação da massa de areia no funil, no ensaio este procedimento foi realizado apenas uma vez; assim como a determinação da umidade, na qual não se utilizou a estufa. 4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 4.1.ENSAIO DE COMPACTAÇÃO – PROCTOR NORMAL Para traçar a curva de compactação é necessário obter a umidade (𝑤) e a massa específica seca (𝜌𝑑). Para determinação da umidade, foram retiradas cinco pequenas amostras durante o ensaio do Proctor. Os resultados estão dispostos na Tabela 1. Já para a obtenção da massa específica seca, foi utilizada a seguinte equação: 𝜌𝑑 = 𝑀𝑢 ∗ 100 𝑉(100 + 𝑤) Onde: 𝜌𝑑: massa específica seca; 𝑀𝑢: massa úmida do solo compactado; 𝑉: volume útil do molde cilíndrico; 𝑤: teor de umidade do solo compactado. O peso e o volume do cilindro são, respectivamente, 2121g e 997 cm³. Tabela 01. Resultados: ensaio de compactação – proctor normal. PONTOS 1 2 3 4 5 MASSA DA AMOSTRA + CILINDRO (g) 3893 4055 4102 4120 4100 MASSA DO CILINDRO (g) 2121 2121 2121 2121 2121 V. DO CILINDRO (cm3) 997 997 997 997 997 CÁPSULA Nº 43 52 71 7 66 MASSA BRUTO ÚMIDA (g) 66.05 76.87 80.36 93.4 73.13 MASSA BRUTA SECA (g) 60.56 68.02 70.65 81.08 61.77 MASSA DA CÁPSULA (g) 13.16 10.56 13.7 16.61 9.98 UMIDADE 11.58 14.96 17.05 19.11 21.93 PESO ESPECÍFICO APARENTE SECO (g/cm³) 1.5929 1.6874 1.6975 1.6833 1.6279 Fonte: Autoral. 8 Com este resultado traçou-se a seguinte curva de compactação: Gráfico 01. Curva de compactação. 4.2. ÍNDICE DE SUPORTE CALIFÓRNIA – ISC OU CBR De acordo com a norma a área do pistão é 19,32 cm². A partir das leituras feitas em laboratório, das conversões e das pressões obteve-se a seguinte tabela. Tabela 02. Resultados: Ensaio Índice de Suporte Califórnia (CBR) Tempo (min) Penetração (mm) Leitura (mm) Cte. do Anel (Kgf) Carga (N) Pressão (Kgf/cm2) 0,5 0,63 41 0,0817 3,3497 1,743 1 1,27 73 0,0817 5,9641 3,103 1,5 1,9 101 0,0817 8,2517 4,293 2 2,54 123 0,0817 10,0491 5,228 2,5 3,17 149 0,0817 12,1733 6,333 3 3,81 172 0,0817 14,0524 7,311 3,5 4,44 190 0,0817 15,523 8,076 4 5,08 212 0,0817 17,3204 9,011 5 6,35 253 0,0817 20,6701 10,753 6 7,62 291 0,0817 23,7747 12,368 7 8,89 323 0,0817 26,3891 13,729 8 10,16 360 0,0817 29,412 15,301 9 11,43 392 0,0817 32,0264 16,661 10 12,7 430 0,0817 35,131 18,276 1,58 1,6 1,62 1,64 1,66 1,68 1,7 1,72 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 M as sa e sp e cí fi ca s e ca ( g/ cm ³) Umindade (%) CURVA DE COMPACTAÇÃO 9 Em seguida, a seguinte curva, carga x penetração, foi elaborada. Curva 02. Pressão x penetração. Para determinação do CBR foram utilizadas as penetrações de 2,54 e 5,08, como determina a norma, não foi necessário fazer correções pois não houve nenhum ponto de inflexão. CBR = 5,23 6,90 𝑥 100 = 75,79 % CBR = 9,01 10,35 𝑥 100 = 87,05 % Ao determinar a expansão, temos: 𝐸𝑥𝑝𝑎𝑛𝑠ã𝑜 (%) = (7,03−7,00) 115 𝑥 100 = 0,026 % 4.3. DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA COM FRASCO DE AREIA No ensaio de determinação da massa específica os resultados obtidos foram dispostos na tabela a seguir: Tabela 03. Resultados: Ensaio de determinação de massa específica Massa do frasco de areia (g) Antes A 6000 Depois B 3690 Diferença A – B 2310 0,000 2,000 4,000 6,000 8,000 10,000 12,000 14,000 16,000 18,000 20,000 0 2 4 6 8 10 12 14 Pressão x Penetração 10 Massa da areia no funil (g) Antes A 6000 Depois D 5515 Diferença A – D = C 485 Massa da areia no furo (g) Mareia = A – B – C 1825 Massa específica da areia (g/cm³) Mcil + areia (g) E 3439 Mcil (g) F 2121 Vcil (cm³) G 997 𝞺areia (g/cm³) 𝞺areia = (𝐸−𝐹) 𝐺 1,32 Volume no furo (cm³) V = Mareia / 𝞺areia 1382 Massa do solo úmido (g) Mh 2315 Umidade (%) W 8% Massa específica seca “in situ” (g/cm³) 𝞺d = 𝞺areia · 𝑀ℎ 𝑀𝑎𝑟𝑒𝑖𝑎 · 100 100+𝑤 1,55 Ensaio de laboratório Wot (%) 11 𝞺dmax (g/cm³) 1,7 Grau de compactação – GC (%) 𝞺d/ 𝞺dmax · 100 91,18 A partir do grau de compactação obtido, cerca de 91%, podemos analisar que tal solo não é adequado, por exemplo, a um aterro de edificações, que exige um grau de compactação mínimo de 95%. 5. CONCLUSÃO O ensaio de compactação – proctor normal foi realizado com base na norma NBR 7182/2006, porém acredita-se que houve erros que influenciaram negativamente na construção da curva de compactação. No entanto, ao realizar os ajustes necessários, foi possível chegar à uma curva de compactação satisfatória. Assim, encontrou-se os valores da umidade ótima e massa específica seca máxima que definem o melhor grau de compactação do solo de forma que esse tenha menos permeabilidade e uma maior resistência. O ensaio de determinação do índice de suporte Califórnia é outro parâmetro muito importante para compreensão das características do solo para pavimentação pois este mede a 11 resistência a penetração que o solo tem a brita padronizada, além do mais, o ensaio possibilita obter outro parâmetro essencial para a durabilidade do solo, que é o índice de expansibilidade do solo. Na determinação da massa específica do solo, pode-se perceber que a utilização do método do frasco de areia é essencial, pois possibilita determinar este valor “in situ”, no campo, possibilitando, assim, que seja determinada posteriormente o grau de compactação do solo, que como verificou-se é imprescindível para a construção civil. Sobre a metodologia realizada,foi possível verificar que possíveis erros podem ter ocorridos, devido, dentre outras razões, a não realização de três procedimentos para determinação da massa da areia no funil como determina a norma. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ➢ NBR 7182 ➢ NBR 9895 ➢ NBR 7185 ➢ CAPUTO, H.P. Mecânica dos Solos e suas aplicações. Rio de Janeiro, 2000.