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Agnaldo Silva 1111 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
1122 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
1.1 - CONCEITO DE CONTABILIDADE 
 
O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na Cidade do Rio de 
Janeiro, de 17 a 25 de agosto de 1924, formulou um conceito oficial para 
CONTABILIDADE. “Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de 
controle e de registro relativas à Administração Econômica.” 
 
Segundo a CVM - Comissão de Valores Mobiliários, através da deliberação 29/86, 
Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus 
usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de 
produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização. 
 
Segundo Hilário Franco (1990), "Contabilidade é a ciência que estuda, controla e 
interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração 
expositiva e a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do 
patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial." 
 
Pela amplitude do campo de atuação da Contabilidade, os conceitos apresentados podem 
ser os mais variados possíveis e devem trazer implícitas as preocupações com os campos 
sociais e ecológicos, além, obviamente, dos aspectos econômico-financeiros que são 
resultados do movimento da riqueza aziendal. Abaixo, alguns conceitos formulados pelos 
integrantes do DCC – Departamento de Ciências Contábeis da FACAPE: 
 
A Contabilidade -> É a ciência que estuda, controla e interpreta as variações e composições 
do Patrimônio das entidades, objetivando o controle, o fornecimento de informações gerenciais e o 
planejamento. Célio Cruz 
 
A Contabilidade -> É o instrumento que fornece mediante registros e demonstrações 
expositivas, esclarecimentos definitivos para seus sócios e a sociedade. Paulo Andrade 
 
A Contabilidade -> É a ciência que estuda e acompanha a evolução patrimonial de uma 
entidade, observando os seus aspectos qualitativos e quantitativos. Rinaldo Remígio 
 
A Contabilidade -> É a ciência social que trata da sistematização quantitativa e qualitativa 
das informações relativas a gestão, evolução e controle da riqueza aziendal. Wilson Rolin 
 
A Contabilidade -> É a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades, mediante 
o registro dos fatos contábeis, com objetivos, de demonstrar e interpretar os dados econômicos 
resultantes de uma capacidade empresarial e também prestar informações suficientes a tomada da 
melhor decisão que atenda os objetivos da entidade. José Luiz 
 
A Contabilidade -> É a ciência que estuda, registra, acompanha e controla os fatos 
contábeis no mundo dos negócios. José Florêncio 
 
A Contabilidade -> É a ciência que objetiva o controle das mutações econômicas e 
financeiras do patrimônio com vistas à maximização da riqueza aziendal. Agnaldo Batista 
 
A Contabilidade -> É a ciência social que estuda a situação e evolução do patrimônio das 
células sociais com o intuito de gerar informações para o seu crescimento e de toda sociedade. 
Valdenir Britto 
 
 Agnaldo Silva 1133 
1.2 - CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE 
 
O campo de aplicação da Contabilidade abrange todas as entidades econômico-
administrativas, até mesmo as pessoas de direito público, como a União, os Estados, os 
Municípios, as Autarquias etc.. 
 
O campo de aplicação da contabilidade são as células sociais que dão movimento ao 
Patrimônio, ou, mais tradicionalmente, aziendas1. 
 
 Para o professor Célio Cruz (1995), Aziendas são as entidades econômico-
administrativas, isto é, são todos os entes que, para atingirem seu objetivo, seja ele econômico 
ou social, possuem um Patrimônio e necessitam de uma gestão sobre o mesmo. 
 
 AZIENDAS 
 
ELEMENTOS ESSENCIAIS 
 
¾ PATRIMÔNIO 
¾ GESTÃO 
¾ TRABALHO 
 
A Contabilidade pode ser aplicada à todas as entidades econômico-administrativas. 
Aplica-se tanto às sociedades mercantis como às sociedades civis, inclusive as associações 
civis ou mesmo aquelas sem finalidade lucrativa. 
Ressalte-se que o campo de atuação da Contabilidade não se restringe aos grandes 
empreendimentos, aplica-se o conhecimento contábil aos micros e pequeno negócios e 
também no controle do patrimônio das pessoas físicas (ou pessoa natural). 
Segundo Ernesto J. da Silva (2002), A Contabilidade pode ser estudada de modo geral 
(para todas as empresas) ou em particular (aplicada em certo ramo de atividade ou setor da 
economia). Assim, no estudo da Contabilidade pode-se enfocar, dentre outros, os seguintes 
ramos: 
 
9 Contabilidade Comercial e de Serviços; 
9 Contabilidade Industrial; 
9 Contabilidade Bancária; 
9 Contabilidade Hospitalar; 
9 Contabilidade Pública; 
9 Contabilidade de Cooperativas; 
9 Contabilidade Securitária; 
9 Contabilidade de Transportes (rodoviário, marítimo, aéreo); 
9 Contabilidade de Atividade Rural – agropecuária; 
9 Contabilidade de Autônomos; 
9 Contabilidade das Pessoas Físicas. 
 
 
1 Palavra de origem italiana que em português é equivalente a FAZENDA ou, em sentido etimológico significa 
“coisa de fazer”. 
CAPÍTULO 1 CONCEITOS INTRODUTÓRIOS 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
1144 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
1.3 - FINALIDADE DA CONTABILIDADE 
 
A função fundamental da Contabilidade é fornecer informação útil para a tomada de 
decisões econômicas. Neste aspecto destacam-se duas funções que julgamos imprescindíveis 
ao lidar com Contabilidade. 
 
FUNÇÃO ECONÔMICA: Apurar o resultado do período, o qual pode se apresentar na 
forma de lucro ou prejuízo. 
 
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA: Controlar o patrimônio da entidade, tanto sobre o 
aspecto estático (posição em dado momento, ex: o balanço patrimonial) como dinâmico 
(representa o movimento ou as mudanças qualitativas e quantitativas dos elementos). 
 
Segundo a doutrina contábil “a finalidade da contabilidade é registrar, controlar e 
demonstrar os fatos que afetam o patrimônio, objetivando fornecer informações sobre sua composição 
e variações, bem como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial. A 
contabilidade desempenha, em qualquer organismo econômico, o mesmo papel que a História na vida 
da humanidade. Sem ela não seria possível conhecer o passado nem o presente da vida econômica da 
entidade, não sendo também possível fazer previsões para o futuro nem elaborar planos para a 
orientação administrativa”. 
 
A contabilidade tem por finalidade o registro dos fatos e a produção das informações 
que possibilitem ao administrador do patrimônio o planejamento e o controle das suas ações. 
 
PLANEJAR é decidir, entre as diversas alternativas, pela hipótese que se apresenta 
como sendo a melhor situação na busca do cumprimento dos objetivos sociais e econômicos 
da entidade. Também pode ser representada pela melhor hipótese na busca de atingir a maior 
eficiência e eficácia ao determinar a linha de ação para o futuro. 
 
CONTROLAR é verificar se os elementos materiais e humanos na entidade estão de 
acordo com os planos e políticas traçadas. 
 
Através do controle do patrimônio, a contabilidade disponibiliza informações aos 
agentes interessados em mensurar a situação patrimonial e o desempenho da entidade. A partir 
do Planejamento e do Controle, pode-se derivaralguns objetivos da Contabilidade: 
ƒ Apresentar o desempenho da empresa em um dado período; 
ƒ Apresentar a posição da empresa em dado momento; 
ƒ Conhecer as fontes de financiamento e as aplicações de recursos existentes; 
ƒ Demonstrar a situação econômica, financeira e patrimonial da entidade; 
ƒ Permitir que os fatos ocorridos sejam corretamente interpretados, tenham eles 
afetado qualitativa ou quantitativamente o patrimônio; 
ƒ Apresentar as situações de liquidez, rentabilidade e solvência da empresa, 
permitindo sua comparação com as demais pertencentes ao mesmo grupo; 
ƒ Transformar os dados (os registros efetuados) em informações que se apresentem 
como poderoso instrumento para a tomada de decisões. 
 
 
 Agnaldo Silva 1155 
1.4 - IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE 
 
Segundo Ching, et al. (2003), para poder trabalhar de maneira efetiva, as pessoas em 
uma organização precisam constantemente de informações a respeito do montante de recursos 
envolvidos e utilizados, da situação da dívida contraída para financia-los e dos resultados 
econômicos obtidos com a utilização destes recursos. 
 
Os bancos e demais entes que investiram dinheiro nesta organização necessitam de 
informações sobre seu desempenho para fazer os julgamentos pertinentes. 
 
Toda e qualquer organização, independentemente do tamanho, com ou sem fins 
lucrativos, utiliza recursos diversos como: pessoas, materiais, equipamentos, área física, etc. 
 
Estamos vivenciando a Era da Informação, e isto é o principal produto da 
Contabilidade, portanto, fazer Contabilidade é a única maneira de estar verdadeiramente 
inserido no mundo dos negócios. 
 
A contabilidade organizada é indispensável para que a empresa realize negócios com o 
Governo (participando de contratos e licitações), com os bancos, com fornecedores, etc.. Além 
desta necessidade convencional, observa-se a expansão do mercado de ações no Brasil, e neste 
aspecto a Contabilidade se apresenta como o grande pilar na veracidade da informação e 
conseqüentemente na credibilidade da companhia perante seus investidores. 
 
Nos últimos anos, o SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas 
Empresas, vem realizando pesquisas para detectar o índice de mortalidade (fechamento) das 
empresas no primeiro ano de vida (abertura), na mais recente pesquisa os números apontam 
que cerca de 48% dos negócios são fechados antes de completar 12 meses de funcionamento. 
A principal causa desta mortalidade é a falta de planejamento e controle dos negócios: em 
suma, é a falta de Contabilidade. 
 
Para o BNB – Banco do Nordeste do Brasil (2003)2, a Contabilidade apresentada para 
fins gerenciais é imprescindível nas atividades empresarias, pois, a área financeira assume, a 
cada dia, funções mais amplas de coordenação entre o operacional e as expectativas dos 
acionistas na busca de resultados com menores riscos. Ainda segundo o BNB, a empresa deve, 
inicialmente, com a assessoria de um escritório de contabilidade, organizar e manter o seu 
sistema contábil, com o objetivo de controlar e registrar as variações econômicas, financeiras 
e patrimoniais do empreendimento, obtendo, a partir desses registros, todas as informações 
gerenciais úteis para a análise e a tomada de decisões. 
 
Os profissionais com conhecimentos de contabilidade estão capacitados para exercerem 
funções de fiscalização, controle e tomada de decisões nas empresas públicas ou privadas. Nas 
empresas públicas a demanda é bastante considerada nos cargos de Auditor Fiscal e Técnico 
de Rendas nas diversas esferas dos governos: Federal, Estadual e Municipal. 
 
Os Bacharéis em Contabilidade podem exercer suas funções como profissional liberal, 
auditor, perito, consultor, etc.. sendo esta profissão uma das mais valorizadas nos últimos 
anos, em função da velocidade com que as empresas necessitam das informações relativas aos 
controles de custos, orçamentos, política de preços, etc.. 
 
2 Agenda do Empreendedor 2003, pág: 148 
CAPÍTULO 1 CONCEITOS INTRODUTÓRIOS 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
1166 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
1.5 - USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL 
 
A contabilidade é a linguagem dos negócios, é através do Sistema de Informação 
Contábil que são processadas as ações da empresa que servirão de base para identificar 
(diagnosticar) problemas e apresentar a solução (prognosticar) para os mesmos. É neste 
sentido que a Contabilidade é constantemente chamada de medicina das pessoas jurídicas. 
 
Os usuários da Contabilidade são as pessoas físicas ou jurídicas interessadas pelas 
informações produzidas e disponibilizadas nos relatórios e demonstrativos contábeis, com o 
propósito de tomar decisão. Portanto, os usuários da Contabilidade são todas as pessoas 
interessadas nas informações contábeis e que necessitem conhecimento da situação econômica 
e financeira da entidade. 
 
Para Ching, et al. (2003), quanto mais importante a decisão, maior a necessidade de 
informação. O autor ainda classifica os usuários da informação contábil em: pessoas físicas, 
administradores, acionistas, instituições financeiras, demais credores, funcionários, 
concorrentes, autoridades fiscais e agências reguladoras. 
 
Pessoas Físicas: (estudantes, professores, profissionais liberais, autônomos, etc.) usam a 
contabilidade para administrar sua conta bancária, seu orçamento familiar, seus investimentos, 
para contrair e/ou financiar suas dívidas, etc.. 
 
Administradores: para acompanhar o desempenho das empresas e tomar decisões 
acerca de indagações do tipo, qual produto comercializar?, qual o custo de produção mensal?, 
qual a lucratividade da atividade?, quanto remunerar os funcionários?, etc.. 
 
Acionistas: para decidir em qual negócio investir e qual a rentabilidade desejada. Este 
grupo de usuários da Contabilidade deverá ter grande conhecimento das informações 
contábeis para visualizar, inclusive, a ações futuras de modo a lhes assegurar o retorno do 
capital investido. 
 
Instituições Financeiras e Demais Credores: para conhecer a capacidade de 
pagamento das dívidas contraídas, sejam elas de curto ou longo prazo, e decidir por financiar 
ou não a atividade, por vender a prazo ou a vista, etc.. 
 
Funcionários: para decidir por uma proposta de emprego, para decidir sobre uma 
remuneração variável em função das vendas, para calcular sua participação em planos de 
distribuição de lucros a funcionários e também para verificar os investimentos da empresa em 
aspectos sociais do tipo: creche, transporte, educação, etc.. 
 
Concorrentes: para comparar seus resultados e identificar as ações que levaram as 
empresas do mesmo ramo de atividade a ter sucesso ou insucesso. 
 
Autoridades Fiscais: para calcular e verificar o pagamento dos tributos e do 
cumprimento das obrigações acessórias. 
 
Agências Reguladoras: a exemplo de sindicatos, conselhos de classe empresarial, 
agências governamentais, etc.. que usam a contabilidade para verificar se as exigências para 
funcionamento estão sendo cumpridas de acordo com as regras estabelecidas, assim como 
para servir de base para futuras negociações com o setor. 
 Agnaldo Silva 1177 
1.6 - OBJETO DA CONTABILIDADE 
 
Para entender o objeto da Contabilidade, recorre-se inicialmente aos conceitos de objeto 
apresentados nos dicionários. Houaiss (2000) define objeto como: 
1. coisa mental ou física para a qual converge o pensamento, um sentimento ou uma ação; 
2. móvel de um ato; agente, motivo, causa; 
3. assunto sobre o qual versa uma pesquisa ou ciência. 
 
Todos os escritores, escolas do pensamento contábil, correntes e doutrinas definem o 
PATRIMÔNIOcomo o OBJETO da CONTABILIDADE. 
 
O Patrimônio é definido como sendo o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma 
entidade (ver capítulo 2, desta obra). 
 
Para Lopes de Sá (2002), a Contabilidade sofreu diretamente o impacto da evolução e a 
informação, extremamente facilitada, passou a requerer maior vigor na explicação e 
interpretação dos fenômenos demonstrados. Destaque principal passou a merecer o exame dos 
fenômenos ambientais, ou sejam os que envolvem a célula social, na qual está contido o 
patrimônio. 
 
 
1.7 - TÉCNICAS CONTÁBEIS 
 
Para Célio Cruz (1995), as técnicas contábeis (assim reconhecidas inclusive para 
concursos públicos) são: 
 
ESCRITURAÇÃO 
É a técnica que oferece os meios e métodos utilizados nos registros dos fatos contábeis 
relacionados com o patrimônio. 
A escrituração deve ser mantida em registros permanentes e ainda obedecer aos preceitos da 
legislação comercial e da lei 6404/76 
 
 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
Técnica que se encarrega de expor os fatos contábeis, através de relatórios visando facilitar a 
interpretação da composição dos fatos que afetam o patrimônio. Ex.: Balanço Patrimonial, 
Demonstração de Resultado do Exercício, Fluxo de Caixa, etc. 
 
 ANÁLISE DE BALANÇOS 
Técnica especializada que oferece métodos de decomposição, comparação e interpretação das 
Demonstrações Contábeis, visando estudar o Patrimônio. 
 
AUDITORIA 
Consiste no exame de documentos, livros e registros, com a finalidade de verificar se os registros e 
as demonstrações Contábeis representam a posição real e se estão de acordo com os princípios de 
contabilidade geralmente aceitos. É a técnica que confirma a exatidão dos registros e das 
Demonstrações Contábeis. 
CAPÍTULO 1 CONCEITOS INTRODUTÓRIOS 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
1188 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
1.8 - RESUMO 
 
O conceito de Contabilidade deve explicitar ou deixar entendido as seguintes palavras: 
Ciência, Patrimônio, Planejamento e Controle. 
 
Por ser aplicada ao controle das entidades com patrimônio a ser gerido, a Contabilidade 
tem seu campo de atuação bastante extenso, tornando-se imprescindível em todos os negócios 
comerciais ou filantrópicos, públicos ou privados, sejam eles de pequeno porte ou de mega 
organizações. 
 
A Contabilidade tem funções econômicas e administrativas. A função econômica esta 
relacionada ao fato da apresentação de lucro ou prejuízo pela movimentação dos componentes 
patrimoniais. A função administrativa é o controle, propriamente dito, das ações executadas 
pelos gestores da entidade. 
 
A Finalidade da Contabilidade é Planejar e Controlar o patrimônio. Para se obter 
planejamento e controle a empresa deve ter um bom sistema de informação contábil, capaz de 
registrar os fatos ocorridos e produzir informações úteis aos usuários da Contabilidade que os 
possibilitem a tomada das decisões pertinentes. 
 
Na era da informação, a Contabilidade está para as organizações como o centro de 
produção da melhor mercadoria de todos os tempos: o conhecimento. 
 
Os usuários da informação contábil são todos os agentes interessados no conhecimento 
para a tomada de decisões. Mesmo parecendo estranho, utilizam-se da Contabilidade os 
parceiros e concorrentes da entidade, cada um com seus interesses específicos. 
 
O Patrimônio é o Objeto da Contabilidade por ser a causa para a qual converge o 
pensamento e as ações dos administradores da entidade a ser gerida. 
 
As técnicas contábeis, assim reconhecidas para concursos, são: Escrituração; 
Demonstrações Contábeis; Análise de Balanços e Auditoria. 
 
 
1.9 - QUESTÕES PARA REFLEXÃO 
 
1. Formule o seu próprio conceito de Contabilidade. 
2. Explique o motivo pelo qual o Campo de Atuação da Contabilidade e, 
conseqüentemente, do Contador são tão abrangentes. 
3. Apresente outros objetivos da Contabilidade, além dos explicitados no item 1.3. 
4. Explique os motivos pelos quais a Contabilidade é imprescindível nas entidades. 
5. Quem são os principais interessados na Contabilidade como instrumento para 
tomada de decisão? Descreva os motivos. 
6. Qual a importância do Patrimônio para a Contabilidade e a importância da 
Contabilidade para o Patrimônio? 
7. Faça considerações acerca das técnicas contábeis. 
 Agnaldo Silva 1199 
1.10 - QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
01 (TTN-SP/92) - O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na Cidade do Rio de 
Janeiro, de 17 a 25 de agosto de 1924, formulou um conceito oficial para CONTABILIDADE. 
Assinale a opção que indica esse conceito oficial. 
a) Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio do ponto de vista econômico e financeiro, 
observando seus aspectos quantitativo e específico e as variações por ele sofridas. 
b) Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro 
relativas à Administração Econômica. 
c) Contabilidade é a metodologia especial concebida para captar, registrar, reunir e interpretar os 
fenômenos que afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômicas de qualquer ente. 
d) Contabilidade é a arte de registrar todas as transações de uma companhia que possam ser 
expressas em termos monetários e de informar os reflexos dessas transações na situação econômico-
financeira dessa companhia. 
e) Contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades, mediante registro, 
demonstração expositiva, confirmação, análise e interpretação dos fatos nele ocorridos. 
 
2 - (ESAF) A contabilidade tem por objeto 
a) a empresa 
b) a pessoa física e jurídica 
c) a apuração de resultado de uma entidade 
d) o patrimônio 
e) os lançamentos a débito de uma conta e a crédito de outra conta 
 
03 - (ESAF) A finalidade da contabilidade é 
a) determinar o resultado das entidades 
b) atender à legislação comercial e fiscal, que exige das empresas a elaboração das chamadas 
demonstrações financeiras 
c) controlar o patrimônio das entidades, apurar o resultado e prestar informações sobre a situação 
patrimonial e o resultado das entidades aos usuários da informação contábil 
d) registrar os custos, as despesas, as receitas e apurar o resultado das entidades 
e) estabelecer as relações de débito e de crédito do proprietário com os agentes consignatários e 
agentes correspondentes 
 
04 - (TFR/ESAF) A palavra azienda é comumente usada em Contabilidade como sinônimo de fazenda, 
na concepção de: 
a) conjunto de bens e direitos 
b) mercadorias 
c) finanças públicas 
d) grande propriedade rural 
e) patrimônio, considerado juntamente com a pessoa que tem sobre ele poderes de administração e 
disponibilidade 
 
05 - (ESAF) - O campo de aplicação da contabilidade é a Azienda. A azienda é um ente cuja existência 
se verifica a partir da reunião dos seguintes elementos essenciais: 
a) Patrimônio, Trabalho e Organização 
b) Patrimônio, Trabalho e Administração 
c) Contabilidade, Patrimônio e Gestão 
d) Planejamento, Organização e Controle 
e) Registro, Orientação e Controle 
 
 
 
 
CAPÍTULO 1 CONCEITOS INTRODUTÓRIOS 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
2200 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
06 – (CFC) As afirmativas abaixo estão corretas no que dizem respeito à Contabilidade como 
conhecimento, exceto: 
a) A contabilidade possui objeto próprio – o Patrimônio das Entidades – e consiste em conhecimentos 
obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas, em 
nívelqualitativo semelhante às demais ciências sociais. 
b) Na contabilidade, o objeto é sempre o Patrimônio de uma Entidade, definido como um conjunto de 
bens, direitos e obrigações. 
c) A contabilidade produz informações quantitativas aplicadas a uma Entidade, possibilitando ao 
usuário avaliar a situação e as tendências com o menor grau de dificuldade possível. 
d) Na contabilidade, o essencial é que o patrimônio não disponha da autonomia em relação aos 
demais patrimônios existentes, o que significa que a Entidade não pode se dispor dele livremente. 
 
07- (PETROBRÁS/Cesgranrio) As técnicas de que a Contabilidade se utiliza para alcançar seus 
objetivos são: 
a) Escrituração, planejamento, coordenação e controle 
b) Escrituração, balanços, inventário e orçamentos 
c) Contabilização, auditoria, controle e análise de balanços 
d) Auditoria, análise de balanços, planejamento e controle 
e) análise de balanços, demonstrações, auditoria e escrituração. 
 
08 – (PETROBRAS/Cesgranrio) As duas finalidade básicas para o uso das informações contábeis são: 
a) controle e planejamento 
b) controle e acompanhamento 
c) acompanhamento e planejamento 
d) análise e planejamento 
e) análise e controle. 
 
09 – (TFC/ESAF) Decomposição, comparação e interpretação dos demonstrativos do estado 
patrimonial e do resultado econômico de uma entidade é: 
a) função econômica da contabilidade 
b) função administrativa da contabilidade. 
c) objeto da contabilidade 
d) técnica contábil chamada Análise de Balanços 
e) finalidade da contabilidade 
 
10 - (FURNAS/Cesgranrio) Relativamente à entidade objeto da contabilização, a Contabilidade é um 
sistema de informação. 
a) Destinado a prover seus usuários de demonstrações e análises de natureza econômica e financeira 
b) Destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira 
e física. 
c) E de avaliação, destinado a prover seus usuários de demonstrações e análises de natureza 
econômica e financeira. 
d) E de avaliação, destinado a prover seus usuários de demonstrações e análises de natureza 
econômica, financeira e física. 
e) E de avaliação, destinado a prover seus usuários de demonstrações e análises de natureza 
econômica, financeira, física e de produtividade. 
 
11 - (PETROBRAS/Cesgranrio) Para confirmar a exatidão dos registros e demonstrações contábeis de 
uma empresa, dentro dos princípios da contabilidade, utilizamos a técnica contábil referente a: 
a) auditoria 
b) concorrências 
c) finanças 
d) análise 
e) contas 
 Agnaldo Silva 2211 
12 - (CFC/Exame Suficiência) Considerando: 
A contabilidade estuda e controla o patrimônio, registrando todas as ocorrências nele verificadas. 
Estudar e controlar o patrimônio, para fornecer informações sobre sua composição e variações, bem 
como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial. 
As afirmativas correspondem, respectivamente: 
a) à finalidade e ao conceito da contabilidade; 
b) ao objeto e à finalidade da contabilidade; 
c) ao campo de aplicação e ao objeto da contabilidade; 
d) ao campo de aplicação e ao conceito de contabilidade. 
 
13 - (CFC/Exame Suficiência) Os ramos aplicados à Contabilidade são: 
a) apenas as entidades econômico-administrativas com fins lucrativos; 
b) apenas as entidades econômico-administrativas sem fins lucrativos; 
c) todas as entidades econômico-administrativas, com ou sem fins lucrativos; 
d) as entidades econômico-administrativas com ou sem fins lucrativos, que exerçam uma atividade 
econômica visando atingir determinada finalidade. 
 
14 - (CFC/Exame Suficiência) Quanto ao usuário Fornecedores, pode-se afirmar que: 
a) preocupam-se com a informação contábil do ponto de vista social; 
b) preocupam-se com a informação contábil no sentido de garantir o recebimento de seus créditos; 
c) preocupam-se com a informação contábil no sentido de avaliar o risco de seus investimentos; 
d) preocupam-se com a informação contábil para estabelecer políticas públicas. 
 
15 - (CFC/Exame Suficiência) Quanto às informações contábeis, não é correto afirmar: 
a) devem ser amplas e fidedignas; 
b) devem ser suficientes para avaliação da situação patrimonial e das mutações sofridas pelo 
patrimônio da entidade; 
c) somente são expressas por meio das demonstrações contábeis; 
d) devem permitir inferências sobre o futuro da entidade. 
 
16 - (CFC/Exame Suficiência) O objetivo fundamental da Contabilidade é: 
a) atender apenas os interesses de instituições financeiras e fornecedores; 
b) atender os interesses das instituições financeiras, fornecedores e fisco; 
c) respaldar as informações prestadas à Receita Federal; 
d) prover os usuários das demonstrações contábeis com informações que os ajudem a tomar decisões. 
 
17 - (CFC/Exame Suficiência) Relativamente aos usuários das informações contábeis, pode-se 
considerar que: 
a) podem ser tanto internos quanto externos, com interesses diversos; 
b) podem ser tanto internos quanto externos, sempre com interesses semelhantes; 
c) somente são internos; 
d) somente são externos. 
 
18 - (CFC/Exame Suficiência)De acordo com estudos epistemológicos, a Contabilidade é classificada 
como pertencente ao grupo das ciências: 
a) sociais; 
b) exatas; 
c) naturais; 
d) patrimoniais. 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 1 CONCEITOS INTRODUTÓRIOS 
 
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2222 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
1.11 - INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
Nota: as indicações bibliográficas a seguir, funcionam como um guia de obras 
“fundamentais” para a complementação do aprendizado do assunto contido neste capítulo. É 
imprescindível a leitura destas ou outras obras para a consolidação do aprendizado. A escolha 
das obras obedece ao critério de qualidade técnica e didática, além da facilidade de acesso às 
obras. 
 
BARROS, Sidney Ferro, Contabilidade Básica. coleção prática IOB, São Paulo: 
Thomson – IOB, 2003 
_________ Entendendo a Contabilidade, coleção prática IOB. São Paulo: Thomson – 
IOB, 2003. 
CHING, Yuh Hong, MARQUES, Fernando e PRADO, Lucilene. Contabilidade e 
Finanças para Não Especialistas. São Paulo: Prentice Hall, 2003. 
CRUZ, Célio, Contabilidade Geral: manual de estudos para concursos públicos. 
Petrolina: Aprovação Concursos, 1995. 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
concursos. São Paulo: Impetus, 2001. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São 
Paulo: Atlas, 1998. 
MARION, José Carlos, Contabilidade Básica, exercício, 2 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
_________ Contabilidade Básica, texto, 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 
 B D C E B D E A B 
 10 11 12 13 14 15 16 17 18 
 E A C D B C D A A 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS 
 Agnaldo Silva 2233 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PA
TR
IM
Ô
N
IO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
2244 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
2.1 - DEFINIÇÃO DE PATRIMÔNIO 
 
Como visto, em Contabilidade, o Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações 
de propriedade de um ente carente de gestão. 
 
BENS: São coisas capazes de satisfazer as necessidades humanas e suscetíveis de 
avaliação econômica. 
 
Sob o ponto de vista contábil, pode-se definir como Bem tudo aquilo que uma empresa 
possui, seja para consumo, transformação, numerário, de renda, de venda ou troca e fixos. 
 
• BENS DE CONSUMO: São bens não duráveis, isto é, bens que são consumidos 
imediatamentepela sua utilização. Ex.: Material de expediente, Material de 
Limpeza. Na contabilidade esses bens são registrados em conta denominada de 
ESTOQUE ALMOXARIFADO. 
• BENS DE TRANSFORMAÇÃO: São bens utilizados na Fabricação de outros 
produtos. Ex.: A farinha de trigo utilizada pela fábrica de biscoitos. Esses bens 
são registrados na Contabilidade em conta denominada de ESTOQUE DE 
MATÉRIAS-PRIMAS. 
• BENS NUMERÁRIOS: São os bens já convertidos em espécie. Ex.: Dinheiro em 
Caixa ou Banco. 
• BENS DE RENDA: São os investimentos efetuados em ativos que, embora não 
sejam utilizados pela entidade para realização do seu objeto social, geram rendas 
secundárias. Ex.: Ações de Coligadas, Imóveis não de uso, etc. Esses bens são 
registrados na contabilidade, geralmente, em contas do grupo Ativo Permanente 
INVESTIMENTO. 
• BENS DE VENDA: São bens produzidos para venda ou adquiridos de terceiros 
para revenda. Ex.: Produtos Acabados, Mercadorias. 
• BENS FIXOS: São bens duráveis que a entidade utiliza na sua estrutura com a 
finalidade de, através do seu uso, realizar o seu objeto social. Ex.:Veículos, 
Móveis e Utensílios, Imóveis, Instalações Fabris, etc. Esses bens são 
contabilizados em contas do grupo Ativo Permanente IMOBILIZADO. 
Os bens podem ser classificados segundo o modo como são considerados. Neste caso, a 
classificação os divide em: 
• BENS MATERIAIS; 
• BENS IMATERIAIS. 
 
BENS TANGÍVEIS, CORPÓREOS OU MATERIAIS, como o próprio nome diz, são 
aqueles que possuem corpo, matéria. Por sua vez, dividem-se em: 
a. Bens móveis: os que podem ser removidos do seu lugar. Exemplos: mesas, veículos, 
máquinas de escrever, dinheiro, mercadorias etc.; 
b. Bens imóveis: os que não podem ser deslocados do seu lugar natural. Exemplos: 
casas, terrenos, edifícios etc. 
 Agnaldo Silva 2255 
BENS INTANGÍVEIS, INCORPÓREOS OU IMATERIAIS: são aqueles Bens que 
não possuem corpo, não têm matéria. Em sua maioria das vezes se apresentam na forma de 
gastos que a empresa faz, os quais, por sua natureza, devem ser considerados parte do seu 
Patrimônio. Exemplos: 
• Benfeitorias em Imóveis de Terceiros – são os gastos com reformas que o 
inquilino (tem a posse e não a propriedade) realiza em imóveis de terceiros 
com o objetivo de otimizar o funcionamento da entidade. 
• Fundo de Comércio – é o ponto comercial, assim entendido como o valor 
formado pela fama conseguida através da clientela daquele estabelecimento 
pela sua localização e tempo de funcionamento. 
• Patentes – decorrente de alguma invenção. Tem seu valor definido pelo 
somatório dos gastos com seu registro e as despesas de pesquisas para a sua 
obtenção. 
 
 DIREITOS: são bens pertencentes a um ente e que se encontram em poder de 
terceiros. São representados na composição Patrimonial como valores a receber e 
normalmente são apresentados coma identificação do bem seguida da expressão a receber. 
Ex.: Duplicatas a receber, Alugueis a receber, etc.. 
 
Observe que os Direitos são os valores a receber decorrentes da atividade da Empresa 
e que são necessários à realização do objeto social. Origina-se das operações realizadas 
cotidianamente, do próprio funcionamento da empresa e por isso são normalmente chamados 
de créditos de funcionamento. São representados pelas duplicatas a receber decorrentes das 
vendas a prazo, pelos créditos referentes a devedores que mantêm relações com a Empresa, 
tais como, diretores, empregados, representantes, etc. 
 
OBRIGAÇÕES: São valores a pagar na forma de dívidas ou dividendos resultantes de 
compromissos assumidos pela empresa. As obrigações podem ser subdividas em: 
• Obrigações exigíveis; aquelas que têm prazo certo para liquidação. Essas 
Obrigações geralmente aparecem com os nomes dos elementos seguidos da 
expressão a pagar, exemplos: duplicatas a pagar; alugueis a pagar, salários a 
pagar, impostos a pagar ou impostos a recolher, etc.. 
• Obrigações não exigíveis; aquelas que não possuem prazo determinado para 
liquidação. Normalmente são as obrigações da empresa para com seus 
investidores (proprietários) e se apresentam na forma de capital, reservas ou 
lucros acumulados para futuras distribuições ou aumento do capital. 
 
Desta forma, o Patrimônio pode ser representado de forma simples por: 
 
PATRIMÔNIO = 
 
Como os Bens e Direitos são a parte positiva, e as obrigações constituem a parte negativa 
do Patrimônio, esta representação também estará bem apresentada na forma abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
PATRIMÔNIO 
BENS + DIREITOS + OBRIGAÇÕES 
OBRIGAÇÕES BENS + 
DIREITOS 
CAPÍTULO 2 PATRIMÔNIO 
 
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2.2 - COMPONENTES PATRIMONIAIS 
 
O Patrimônio divide-se em duas partes: 
• A parte positiva, composta pelos bens e direitos à qual denomina-se ATIVO. 
• A parte negativa, composta pelas obrigações com terceiros e com os 
proprietários, à qual denomina-se PASSIVO. 
 
O Patrimônio agora pode ser representado da seguinte forma: 
 
 PATRIMÔNIO 
 
ELEMENTOS POSITIVOS ELEMENTOS NEGATIVOS 
 
ATIVO PASSIVO 
 
 
BENS + OBRIGAÇÕES COM TERCEIROS + 
 
DIREITOS OBRIGAÇÕES COM PROPRIETÁRIOS 
 
 
O ATIVO é o conjunto de bens e direitos de uma entidade, é a parte positiva do 
patrimônio, constituída pelas aplicações de recursos e por isso, de natureza devedora. 
 
O PASSIVO é o conjunto de obrigações de uma entidade, é a parte negativa do 
patrimônio, constituída pelas origens de recursos (fontes) e por isso, de natureza credora. 
 
O Passivo se subdivide em dois grandes grupos: 
• Passivo Exigível – são as obrigações com terceiros, aquelas com prazo 
determinado para pagamento. Ex: Fornecedores por duplicatas a pagar; Salários 
a pagar; Empréstimos. 
• Patrimônio Liquido - são as obrigações com os proprietários, portanto, não 
apresentam prazo determinado para pagamento. Este grupo também pode ser 
denominado de: Passivo Não Exigível; Situação Liquida; Recursos Próprios ou 
Capital Próprio. O valor do Patrimônio Liquido pode ser obtido pela diferença 
entre o Ativo e o Passivo Exigível. 
 
Agora se pode apresentar uma nova representação gráfica do Patrimônio: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PATRIMÔNIO 
ATIVO PASSIVO 
BENS + 
DIREITOS 
OBRIGAÇÕES 
EXIGÍVEIS
PATRIMÔNIO
LIQUIDO
 Agnaldo Silva 2277 
Os componentes patrimoniais podem ser vistos sobre dois aspectos: 
• ASPECTO QUALITATIVO - Os componentes patrimoniais são divididos 
de acordo com a sua respectiva natureza e representados através de contas 
como: Numerários (caixa); Mercadorias, Clientes, etc 
• ASPECTO QUANTITATIVO - O aspecto quantitativo evidencia a 
quantidade monetária de cada um dos elementos patrimoniais nos seguintes 
termos: Numerários (caixa) R$ 200,00; Mercadorias R$ 600,00, Clientes R$ 
800,00, etc. 
 
Veja a representação gráfica do Patrimônio: 
PATRIMÔNIO 
 ATIVO PASSIVO 
Bens Exigível 
 Numerários 200,00 Fornecedores 1.300,00 
 Mercadorias 600,00 Salários a pagar 600,00 
 Veículos 1.800,00 Empréstimos a pagar 2.000,00 
 Imóveis 2.400,00 Tributos a pagar 100,00 
Direitos Pat. Liquido 
 Bancos 1.200,00 Capital 2.600,00 
 Clientes 800,00 Reservas 400,00 
 Total = 7.000,00 Total = 7.000,00 
 
A escolha do lado esquerdo para representar o Ativo ou aplicações de recursos e do 
lado direito para representar o Passivo ou origens de recursos, foi feita por convenção. A 
este modelo de apresentação é denominado de razonete em T pela semelhança com a letra. 
Em Contabilidade diz-se que não há origem sem aplicação assimcomo não há 
aplicação sem origem de mesma proporção. Na prática, isto implica em dizer que se um 
Veículo tem valor R$ 1.800,00 você necessita de R$ 1.800,00 no Banco ou no Caixa para 
adquirir este veículo ou assumir uma Obrigação de R$ 1.800,00 com prazo determinado 
para pagar a dívida. Neste caso, a aplicação do recurso se daria em veículo e a origem seria 
uma das alternativas entre caixa, banco ou contas a pagar, ou ainda uma combinação de 
números de modo que uma parte fosse paga a vista e o restante a prazo. 
Em suma, a Contabilidade tem necessidade de identificar todos os fatos que resultem 
em origens e aplicações de recursos, a escrituração contábil é feita indicando-se o efeito 
(onde o recurso foi aplicado) e a causa (onde se originou o recurso). E se todas as origens 
geram aplicações de igual valor, teremos que: 
 
 
 
 
TOTAL DAS ORIGENS = TOTAL DAS APLICAÇÕES 
CAPÍTULO 2 PATRIMÔNIO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
2288 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
A igualdade entre as origens de recursos e as aplicações de recursos, complementada 
pelo fato de que o Ativo é grupo primário das aplicações de recursos, assim como o 
Passivo é grupo primário de origens de recursos, dá sustentação à equação fundamental do 
patrimônio, assim expressa: Ativo é igual a Passivo Exigível mais o Patrimônio Liquido. 
Com o jogo de sinais, esta equação também poderá ser expressa como sendo o Patrimônio 
Liquido igual ao Ativo menos o Passivo. 
 
 
 
 
= + 
 
 
 
 
 
 
 
 = 
 
 
 
É importante ressaltar que o artigo 178 da Lei 6404/76 considera o Patrimônio 
Liquido como parte integrante do Passivo. Por isso, é comum encontrar na literatura a 
equação assim representada: Ativo é igual a Passivo. Passivo aqui entendido como sendo o 
conjunto de obrigações com terceiros e proprietários. A forma acima representada é 
baseada na doutrina contábil, a qual reconhece o Passivo como Capital de Terceiros, assim 
entendido como aquelas obrigações com prazo determinado para pagamento. 
 
Os componentes patrimoniais podem ser vistos sobre outros aspectos, a saber: 
 
Aspecto Jurídico: nele o patrimônio é definido como o complexo das relações 
jurídicas de uma pessoa, que tem algum valor econômico, assim, o patrimônio é o 
conjunto de direitos e obrigações de uma pessoa física ou jurídica. 
 
Aspecto Financeiro: é o conjunto das disponibilidades que a empresa possui, com 
ênfase ao fluxo de ingressos de recursos e aplicações em determinado período. 
 
Aspecto Administrativo: são os elementos da estática e da dinâmica patrimonial 
sob a ótica da administração. 
 
Aspecto Econômico: o mesmo que aspecto contábil, compreende o conjunto de 
bens, direitos e obrigações. 
 
Aspecto Específico: com ênfase na natureza dos elementos. Ex. imóveis, caixa, etc.. 
 
Vale lembrar que em qualquer dos aspectos acima, deve-se considerar suas partes 
positivas e negativas, ou seja, o Ativo e o Passivo. 
 
 
ATIVO 
PASSIVO 
EXIGÍVEL
PATRIMÔNIO
LIQUIDO
APLICAÇÕES DE 
RECURSOS 
ORIGENS DE 
RECURSOS 
 Agnaldo Silva 2299 
2.3 - CAPITAL 
 
CAPITAL - Na acepção econômica, capital é o conjunto de recursos aplicados numa 
Empresa visando a produção de outros bens. Os bens e direitos (ATIVO), são os capitais 
aplicados. As Obrigações e o Patrimônio Líquido (PASSIVO) representam os capitais obtidos. 
 
A palavra Capital é utilizada também, na Contabilidade, para representar a importância 
entregue pelos sócios à sociedade para a aplicação efetiva nas suas atividades. 
 
CAPITAL NOMINAL: é o capital inicial até que sejam modificados os atos 
constitutivos da Empresa. Em outras palavras, é o capital realizado fixado no contrato social 
ou estatuto. 
 
CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: é o total de recursos a 
disposição da empresa, ou seja, é o Patrimônio bruto da empresa, representado pela soma do 
Ativo. Podemos também encontrar o capital total a disposição da empresa através da soma do 
capital de terceiros mais o capital próprio. 
 
CAPITAL PRÓPRIO: São os recursos originados dos sócios na forma de capital 
social e os recursos originados da própria atividade patrimonial, como lucros e reservas. Na 
Contabilidade o Capital Próprio é representado pelo grupo de contas denominado Patrimônio 
Líquido. 
 
CAPITAL DE TERCEIROS: São os recursos obtidos de terceiros, representando 
obrigações. 
 
CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO: é o montante de recursos que os sócios se 
comprometem a entregar para a sociedade na forma de Capital Social, firmado através de um 
contrato que deverá ser arquivado no órgão peculiar de registro. 
 
CAPITAL SOCIAL INTEGRALIZADO OU REALIZADO é o Capital Social que já 
está materializado, ou seja, é o montante de recursos que os sócios já entregaram efetivamente 
para a empresa. No Balanço Patrimonial, o capital social realizado é igual a diferença entre o 
capital social subscrito e o capital social a integralizar. 
 
CAPITAL AUTORIZADO: preconizado no artigo 168 da Lei 6404/76, consiste em 
criar um mecanismo no estatuto que conceda autorização para aumento de capital sem a 
necessidade de reforma estatutária. Isso ocorre porque qualquer mudança na Constituição do 
Capital Social só pode ser feita através de uma alteração do Estatuto, Contrato ou Registro da 
empresa na Junta Comercial ou Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas. 
 
CAPITAL SOCIAL A INTEGRALIZAR OU A REALIZAR: é o capital subscrito e 
não realizado, isto é, é a parte do capital que os sócios se comprometeram a entregar para a 
empresa, mas ainda não materializaram esse compromisso. 
 
Faz-se mister ressaltar que há entre Capital e Patrimônio uma diferença, pois em termos 
mais amplos as duas terminologias são constantemente tomadas como sinônimas. Em 
Contabilidade, Capital pode assumir todos os significados acima, enquanto que Patrimônio é 
sempre o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma pessoa física ou jurídica. 
 
CAPÍTULO 2 PATRIMÔNIO 
 
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2.4 - SITUAÇÃO LIQUIDA PATRIMONIAL 
 
Observe a figura abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A figura indica que: 
• O Ativo total é igual ao passivo total; 
• O Ativo total é igual ao conjunto de bens e direitos; 
• O Ativo total ou o conjunto de bens e direitos são equivalentes às aplicações 
primárias; 
• O Passivo total é igual ao Passivo Exigível mais o Patrimônio Liquido; 
• O Passivo total ou o Passivo Exigível mais o Patrimônio Liquido equivalem às 
origens primárias; 
• O conjunto de bens e direitos é igual ao somatório das obrigações exigíveis e não 
exigíveis ou do Passivo Exigível mais o Patrimônio Liquido; 
• O total das aplicações de recursos é igual ao total das origens de recursos. 
 
Os elementos patrimoniais poderão assumir os seguintes valores: 
 
 
 
 
 
 
 
Veja que o Ativo e o Passivo não assumem valores inferiores a zero, esta seria a 
situação impossível. No entanto o Patrimônio Liquido pode assumir qualquer valor, ou seja, 
pode ser maior, igual ou menor que zero. 
 
O Patrimônio Liquido é a parte diferencial entre o Ativo e o Passivo Exigível. Ele 
também representa a obrigação da empresa para com os sócios-proprietários. A posição do 
Patrimônio Liquido é que determina a Situação Liquida. 
 
 
São sinônimos de PATRIMÔNIO LIQUIDO: 
 
 
 
ATIVO PASSIVO TOTAL 
BENS + DIREITOS PASSIVO EXIG. + P.LIQ 
APLICAÇÕES ORIGENS 
ATIVO > ou = ZEROPASSIVO > ou = ZERO
PATRIMÔNIO LIQUIDO > ou = ou < ZERO
CAPITAIS PRÓPRIOS 
RECURSOS PRÓPRIOS 
SITUAÇÃO LIQUIDA 
PASSIVO NÃO EXIGÍVEL 
 Agnaldo Silva 3311 
O Patrimônio Liquido pode apresentar-se do lado esquerdo (positivo ou superavitário), 
do lado direito (negativo ou deficitário) ou simplesmente não aparecer (nulo ou compensado). 
 
1ª - Situação Liquida SUPERAVITÁRIA ou POSITIVA. Indica a existência de 
Patrimônio Liquido (positivo) e que o Ativo é maior que as obrigações exigíveis. Esta situação 
também pode ser chamada de Situação Liquida Ativa ou Favorável. 
 
 
 
 
 
 
 
2ª - Situação Liquida DEFICITÁRIA ou NEGATIVA. Indica que o Ativo é menor que o 
Passivo Exigível e, portanto, o Patrimônio Liquido assume valores negativos. Esta situação 
também pode ser chamada de Situação Liquida Desfavorável ou simplesmente de PASSIVO 
A DESCOBERTO. 
 
 
 
 
 
 
 
3ª - Situação Liquida NULA ou COMPENSADA. Indica que o Ativo é igual ao Passivo 
Exigível e portanto o Patrimônio Liquido é igual a zero. Neste caso inexiste o Capital Próprio. 
 
 
 
 
 
 
 
4ª - Situação Liquida de CONSTITUIÇÃO. Assim denominada pois é uma situação 
normalmente encontrada no ato da constituição (abertura) da empresas, através da 
integralização de capital. Indica que a entidade não possui nenhuma dívida com terceiros. 
Portanto esta é a melhor situação liquida possível. 
 
 
 
 
 
 
5ª - Situação Liquida de LIQUIDAÇÃO. Assim denominada pois é uma situação 
somente encontrada quando a entidade está em liquidação e insolvente. Indica a ausência de 
elementos do Ativo, portanto esta é a pior situação possível. 
 
 
 
 
 
PASSIVO 
EXIGÍVEL 
PATRIMÔNIO 
LIQUIDO 
 
 
ATIVO 
 
PASSIVO 
EXIGÍVEL 
 
ATIVO 
PATRIMÔNIO 
LIQUIDO 
 
ATIVO 
 
PASSIVO 
EXIGÍVEL 
SITUAÇÃO LIQUIDA 
POSITIVA 
SITUAÇÃO LIQUIDA 
NEGATIVA 
SITUAÇÃO LIQUIDA 
NULA OU COMPENSADA 
 
ATIVO 
 
PATRIMÔNIO
LIQUIDO 
 
PATRIMÔNIO 
LIQUIDO 
 
PASSIVO 
EXIGÍVEL 
SITUAÇÃO LIQUIDA 
NORMAL - DESEJADA 
SITUAÇÃO LIQUIDA 
ANORMAL - INDESEJADA
CAPÍTULO 2 PATRIMÔNIO 
 
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2.5 - RESUMO 
 
Bens são coisas capazes de satisfazer as necessidades humanas e suscetíveis de 
avaliação econômica. Desta forma, o Ar que respiramos ainda não é um bem econômico por 
não existir um mecanismo de avaliação deste bem. Os bens são classificados quanto à forma 
em materiais e imateriais. Os primeiros são aqueles com existência física, enquanto os 
segundos são aqueles de existência apenas jurídica, não possuindo forma ou corpo. 
 
Além dos bens, o Patrimônio é composto pelos direitos e obrigações de uma entidade. 
Os direitos representam os valores a receber provenientes de operações com pessoas 
relacionadas com o objeto social da entidade. As obrigações são os valores a pagar ou as 
dívidas contraídas pela entidade. Assim, a equação fundamental do Patrimônio é apresentada 
da seguinte forma: Patrimônio = Bens + Direitos + Obrigações. 
 
Os elementos patrimoniais são divididos em dois grandes grupos: o Ativo recebe os 
elementos positivos, compreende o conjunto de bens e direitos; o Passivo recebe os elementos 
negativos, compreende o conjunto de obrigações que por sua vez se subdivide em obrigações 
exigíveis (passivo exigível) e obrigações não exigíveis (patrimônio liquido). 
 
Assim como em Física não há ação sem reação, em Contabilidade não há origem sem 
aplicação. Todos os fatos contábeis geram uma origem e uma aplicação e ambas devem ser 
registradas pela Contabilidade da seguinte forma: as origens são registradas através dos 
créditos e as aplicações são registradas através dos débitos. Nesta lógica diz-se que o Ativo 
tem natureza devedora, pois recebe as aplicações de recursos; o Passivo tem natureza credora 
pois a princípio financia as operações da entidade, tornando-se fonte ou origem de recursos, 
portanto, tornando-se credor da entidade e assim recebendo lançamentos a crédito em primeiro 
momento. 
 
Se não há origens sem aplicações, não haverá débitos sem créditos (e vice-versa), então 
o tal de débitos será sempre igual ao total de créditos e desta forma o total dos elementos 
Ativos será sempre igual ao total dos componentes do Passivo. 
 
O Ativo também pode ser chamado de Capital Total à disposição da entidade, pois nele 
são congregados todos os bens, numerários, físicos ou intangíveis que formam em seu 
conjunto a força de trabalho da entidade. A palavra Capital pode ser empregada de diversas 
formas para expressar o montante de recursos empregados por um ente para fomentar alguma 
atividade. 
 
Os elementos do Ativo e do Passivo podem assumir valores nulos (zero) ou positivos (a 
partir da unidade). Os elementos do Patrimônio Liquido assumem qualquer valor, inclusive 
negativos, situação esta a qual denomina-se: Passivo a Descoberto. 
 
As situações liquidas patrimoniais são: superavitária, deficitária e compensada. A melhor 
situação superavitária é quando o Passivo é igual a zero; Das deficitárias, a pior situação 
possível é que apresenta Ativo igual a zero. Lembre que Ativo e Passivo não podem ser 
inferiores a zero e que por conseqüência não haverá em um mesmo Patrimônio o Ativo e o 
Passivo iguais a zero. 
 
 
 
 Agnaldo Silva 3333 
2.6 - QUESTÕES PARA REFLEXÃO 
 
1. Sendo o Patrimônio o conjunto de bens, direitos mais obrigações, justifique o 
fato de as obrigações se apresentarem positivamente na definição de 
Patrimônio. Ou seja, porque Patrimônio não é o conjunto de bens mais direitos 
menos obrigações? 
2. Qual a importância dos bens fixos nas empresas? 
3. Diferencie os bens materiais dos imateriais, dando exemplos e comentando 
cada um deles. 
4. A respeito dos direitos e obrigações das empresas, dê alguns exemplos e 
comente cada um deles. 
5. Justifique o fato de o Ativo ter natureza devedora e o Passivo ter natureza 
credora. 
6. Apresente um gráfico patrimonial enfocando os aspectos qualitativos e 
quantitativos dos componentes patrimoniais. 
7. Crie exemplos de fatos contábeis e identifique as origens e aplicações dos 
recursos. 
8. Crie um exemplo para ilustrar a ocorrência de um Capital Autorizado. 
9. Por que o Ativo e o Passivo não podem assumir valores negativos?. justifique. 
10. Apresente os componentes patrimoniais com seus devidos valores, para ilustrar 
cada uma das situações liquidas apresentada. 
 
2.7 - QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
1 – (ESAF/AFOR, 1998) Na representação gráfica do estado patrimonial de uma entidade coloca-se 
normalmente o ativo do lado esquerdo e o passivo exigível e o patrimônio líquido do lado direito. Às 
vezes, entretanto, o patrimônio líquido aparece do lado esquerdo. Isso ocorre quando: 
a) não há passivo exigível 
b) o passivo exigível é maior do que o patrimônio líquido 
c) o ativo é maior do que o patrimônio líquido 
d) o passivo exigível é maior do que o ativo 
e) o ativo é maior do que o passivo exigível 
 
2 – (ESAF/MARE, 1996) Se a situação líquida de um patrimônio tiver valor negativo, isso significa 
dizer que, nesse patrimônio, há inexistência de: 
a) Ativo; 
b) Passivo exigível; 
c) Passivo descoberto; 
d) Riqueza própria; 
e) Riqueza de terceiros. 
 
3 – (K7 Concursos, 2000:3) Abaixo são dadas diversas situações patrimoniais. Assinale a que indica a 
pior situação econômica da empresa: 
a) Situação Líquida igual a zero; b) Situação Líquida igual ao Ativo; 
c) Situação Líquida igual ao Passivo Exigível; d) Passivo Exigível maior do que o Ativo. 
e) Situação Líquida Positiva, mas menor que o Passivo Exigível; 
CAPÍTULO2 PATRIMÔNIO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
3344 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
4 – (ESAF/TTN) Se o Passivo Exigível de uma empresa é de R$ 19.650,00 e o Patrimônio Líquido é 
de R$ 9.850,00, o valor do seu capital próprio será 
a) R$ 29.500,00 
b) zero 
c) R$ 9.800,00 
d) R$ 9.850,00 
e) R$ 19.650,00 
 
5 – (TTN/92-SP) Eis os componentes patrimoniais da empresa Semínola Ltda.: (em R$) 
Dinheiro em caixa 50.000,00 
Bens para revender 90.000,00 
Impostos a Recolher 15.000,00 
Títulos a pagar 55.000,00 
Capital Social 95.000,00 
Veículos de uso 40.000,00 
Dívidas com Fornecedores 35.000,00 
Títulos a Receber 60.000,00 
 
Com os dados acima, pode-se afirmar que o Capital Próprio e o Capital alheio neste patrimônio são, 
respectivamente, 
 R$ R$ 
a) 95.000,00 e 105.000,00 
b) l35.000,00 e 90.000,00 
c) l35.000,00 e 105.000,00 
d) 240.000,00 e 105.000,00 
e) 240.000,00 e 200.000,00 
 
6 – (AFTN/91) Máquina destinada a produção de calçados é, para a industria calçadista, um bem 
a) de renda, produzindo bens de venda 
b) fixo, produzindo bens de renda 
c) fixo, porque é utilizado mais tempo que o bem de renda 
d) fixo de renda 
e) fixo produzindo bens de venda 
 
7 – (ESAF-AFOR/98) Em relação ao patrimônio de uma entidade é correto afirmar: 
a) se houver acréscimo do ativo, o patrimônio líquido também será acrescido 
b) se houver acréscimo de 20% no ativo e de 20% no passivo exigível, o patrimônio líquido não será 
alterado 
c) o patrimônio líquido pode ser aumentado ainda que haja redução do ativo 
d) se o passivo exigível for maior do que o patrimônio líquido, surge a figura do passivo descoberto 
e) o ativo e o patrimônio líquido só podem ter valor positivo; o passivo exigível pode ter valor positivo 
ou negativo 
 
8 – (K7 Concursos, 2000:17) A expressão “Passivo a Descoberto” significa: 
a) que a empresa apresentou Prejuízo no exercício; 
b) que a empresa apresentou Lucro inferior ao previsto nos estatutos; 
c) que a empresa faliu; 
d) que o Passivo é menor que o Patrimônio Líquido; 
e) que o Exigível é superior ao Patrimônio Aplicado. 
 
 
 
 
 Agnaldo Silva 3355 
9 – (Braga/Soares, 2000:20) O que é Patrimônio? 
a) é um conjunto de elementos, com conteúdo econômico, avaliáveis em moeda, pertencentes a uma 
entidade, que explora ou o utiliza com um objetivo determinado 
b) é todo o material vendável que uma entidade tem em seus estoques 
c) é o conjunto de bens e direitos de uma determinada pessoa jurídica sem a finalidade de lucros 
d) é o capital que uma empresa desfruta para efetuar suas compras e vendas 
 
10 – (Olivares, 1999:19) Em relação ao Patrimônio de uma entidade é certo afirmar que: 
a) nenhum dos seus elementos componentes pode ter valor negativo; 
b) o Ativo pode ser maior do que o Passivo Exigível e a Situação Líquida juntos; 
c) a Situação Líquida pode ser maior do que o Ativo; 
d) o Passivo Exigível pode ser maior do que o somatório de Ativo e a Situação Líquida; 
e) Ativo, Passivo Exigível e Situação Líquida podem ter valores iguais, mesmo que diferentes de zero. 
 
11 – (K7 Concursos, 2000:6) A situação patrimonial denominada Passivo a Descoberto configura 
inexistência de: 
a) bens e direitos; 
b) obrigações; 
c) capital próprio; 
d) capital de terceiros; 
e) capital à disposição da empresa 
 
12 – (Braga/Soares, 2000:21) Qual a principal característica dos capitais próprios e de terceiros? 
a) é a obtenção de empréstimos bancários para a empresa 
b) é a aplicação de juros recebidos por aplicações financeiras 
c) é a aplicação de receitas operacionais da empresa 
d) é a aplicação em suas operações principais e acessórias, visando obter o máximo de rendimento. 
 
13 – (CFC/Exame Suficiência) O conjunto de bens, direitos e obrigações, vinculado a uma pessoa 
física ou jurídica é denominado: 
a) Situação Líquida; 
b) Capital Próprio; 
c) Patrimônio; 
d) Patrimônio Líquido. 
 
14 – (CFC/Exame Suficiência) Uma empresa possui “Passivo a Descoberto” quando: 
a) o Ativo Circulante for menor que o Passivo Circulante. 
b) o seu Ativo for menor que o Passivo. 
c) apresentar má situação de liquidez financeira. 
d) o seu Ativo for maior que o Passivo. 
 
15 – (Olivares, 1999:16) Ativo menos Passivo é considerado: 
a) Passivo real; 
b) Recursos de terceiros; 
c) Recursos alheios; 
d) Recursos próprios; 
e) n.d.a 
 
16 – (Olivares, 1999:16) Quanto a Patrimônio Líquido nulo podemos afirmar que: 
a) O Capital Próprio é igual ao de terceiros; 
b) O Passivo é menor que os Direitos; 
c) Os Bens e Direitos são maiores que as Obrigações; 
d) A diferença entre as disponibilidades e os Capitais Próprios é negativa; 
e) O Ativo é igual ao Capital Alheio. 
CAPÍTULO 2 PATRIMÔNIO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
3366 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
17 - (Olivares, 1999:156) As causas principais que fazem variar o Patrimônio Líquido são: 
a) o investimento inicial de Capital e seus aumentos posteriores ou desinvestimentos feitos na entidade, 
bem como o resultado obtido do confronto entre as contas de Receitas e Despesas dentro do período 
contábil 
b) As incorporações ao Capital das reservas de Capital, das reservas de reavaliação, das reservas de 
lucros e dos lucros acumulados, registrados no último balanço patrimonial 
c) A obtenção de financiamentos a curto ou longo prazo com correção monetária pós-fixada ou pré-
fixada ou qualquer outra modalidade de financiamento, inclusive no Exterior 
d) As alienações à vista ou a curto prazo do ativo de investimentos, imobilizado ou diferido, as quais 
alteram consequentemente o Capital circulante líquido 
e) Obtenções de contratos de fornecimentos de mercadorias, produtos ou prestação de serviços seja 
para o Governo, seja para empresas particulares 
 
18 – (Olivares, 1999:16) A empresa terá Patrimônio Líquido quando: 
a) O Passivo tiver maior valor do que o Ativo; 
b) O Ativo tiver valor inferior ao do Passivo; 
c) O Ativo tiver valor igual ao do Passivo; 
d) O Ativo tiver valor maior do que o Passivo; 
e) n.d.a 
 
19 – (TFC/ESAF, 1996) Pedro e Paulo constituíram uma empresa para explorar o comércio de gêneros 
alimentícios. Subscreveram capital de 100.000,00, integralizado em 20%. Para a integralização, os 
sócios fizeram empréstimo bancário, individualmente. A empresa adquiriu bens de uso, no valor de 
30.000, utilizando para pagamento os recursos oriundos da integralização do capital e títulos de crédito 
emitidos em favor dos vendedores. Adquiriu, ainda, a prazo, mercadorias para revenda, no valor de 
20.000,00. Assim sendo, o Capital Próprio da nova sociedade é de: 
a) zero. 
b) 20.000,00 
c) 30.000,00. 
d) 50.000,00. 
e) 100.000,00. 
 
20 – (CFC/Exame Suficiência) Das alternativas abaixo, assinale aquela que não é sinônimo de 
Patrimônio Liquido: 
a) Situação líquida. 
b) Capital Próprio. 
c) Patrimônio. 
d) Obrigações não exigíveis. 
 
21 - (AFTN/91) Um apartamento, adquirido e alugado por empresa industrial, é bem: 
a) do ativo diferido 
b) Fixo 
c) Numerário 
d) de renda 
e) de venda 
 
22 - (ESAF) Se a soma do ativo de uma entidade for igual à do passivo exigível, podemos afirmar que 
seu patrimônio líquido é: 
a) superavitário 
b) deficitário 
c) nulo 
d) igual à soma do ativo 
 e) igualà soma do passivo 
 
 Agnaldo Silva 3377 
23 - (TTN/90) Considerando: CP = Capital próprio; CTe = Capital de Terceiros; CN = Capital 
Nominal; CTo = Capital Total à disposição da empresa; 
PL = Patrimônio Líquido e A = Ativo, pode-se afirmar que CTo é igual a 
a) CP + CTe - Slp 
b) PL + Cte 
c) CP + CTe + SLp 
d) A - SLp 
e) CP + CTe + CN 
 
24 - (TFC/93) Se Patrimônio Líquido (PL) é a diferença algébrica entre o Ativo (A) e o Passivo (P), 
os elementos patrimoniais poderão assumir somente os seguintes valores: 
a) A > = 0; P > = 0; PL > =< 0 
b) A > 0; P > 0; PL > 0 
c) A > = 0; P > 0; PL > 0 
d) A > 0; P > = 0; PL > = < 0 
e) A > = 0; P > = 0; PL > = 0 
 
Legenda: 
> : maior do que 
< : menor do que 
> = : maior do que ou igual a 
> = < : maior ou menor do que ou igual a 
 
25 - (AFTN/85) Assinale a alternativa que indique situação Patrimonial Inconcebível: 
a) Situação Líquida igual ao Ativo 
b) Situação Líquida negativa e maior do que o Ativo 
c) Situação Líquida menor do que o Ativo 
d) Situação Líquida maior do que o Passivo Exigível. 
e) Situação Líquida menor do que o Passivo Exigível 
 
26 - Relacione adequadamente: 
(R) EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS 
(S) VEÍCULOS 
(T) CAIXA 
(U) CAPITAL 
(1) FONTE DE RECURSOS 
(2) APLICAÇÃO DE RECURSOS 
 
a) 2R 2S 1T 1U 
b) 1R 2S 1T 1U 
c) 2R 1S 2T 2U 
d) 1R 2S 2T 1U 
e) 1R 1S 1T 2U 
 
27 - (ESAF) A configuração do estado patrimonial representada pelo gráfico onde A representa o 
Ativo e P o Passivo Exigível, revela: 
 
 
a) Inexistência de riqueza própria 
b) má situação financeira 
c) situação financeira equilibrada 
d) propriedade plena do Ativo 
 e) boa situação financeira 
 
A P
CAPÍTULO 2 PATRIMÔNIO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
3388 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
2.8 - INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
A indicação bibliográfica é uma sugestão para que o leitor busque outras fontes para a 
consolidação do aprendizado. 
 
 
CRUZ, Célio, Contabilidade Geral: manual de estudos para concursos públicos. 
Petrolina: Aprovação Concursos, 1995. 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
concursos. São Paulo: Ímpetus, 2001. 
GONÇALVES, Eugênio Celso. BAPTISTA, Antonio Eustáquio. Contabilidade Geral. 
4 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São 
Paulo: Atlas, 1998. 
MARION, José Carlos, Contabilidade Básica, exercício, 2 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
_________ Contabilidade Básica, texto, 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 
D D C D C E C E A 
10 11 12 13 14 15 16 17 18 
D C D C B D E A D 
19 20 21 22 23 24 25 26 27 
B C D C B A B D A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS 
 Agnaldo Silva 3399 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
B
A
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CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
4400 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
3.1 – CONCEITO 
 
O SEBRAE e o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) no livro Manual de 
Procedimentos Contábeis para Micro e Pequenas Empresas (2002) definem o Balanço 
Patrimonial como sendo a demonstração contábil destinada a evidenciar, quantitativamente e 
qualitativamente, em determinada data, a posição patrimonial e financeira da entidade. 
 
O Balanço Patrimonial é uma das principais demonstrações contábeis, seu objetivo é 
demonstrar a posição da entidade em determinado momento. O Balanço é uma espécie de 
radiografia da empresa em uma data específica, ou seja, é uma posição estática dos 
componentes patrimoniais. 
 
O nome Balanço vem de equilíbrio (balança) e fundamenta-se na equação patrimonial 
apresentada no capítulo anterior que diz: ATIVO TOTAL é igual a PASSIVO TOTAL. 
 
De maneira geral, as empresas elaboram seus Balanços pela necessidade de apresentar 
graficamente o seu Patrimônio. As principais razões para a elaboração do Balanço são de 
ordem fiscal, societária, gerencial e para a obtenção de crédito junto a bancos e fornecedores. 
 
Sob o ponto de vista profissional, o CFC através da resolução 785 (publicado no DOU – 
Diário Oficial da União em 1-8-1995) estabelece atributos para o conjunto das informações 
contábeis, das quais faz parte o Balanço Patrimonial. Ver: www.cfc.org.br 
 
 
3.2 - OBRIGATORIEDADE 
 
O Balanço Patrimonial é parte integrante do conjunto de demonstrações contábeis ou 
financeiras obrigatórias pela Lei 6404/76, que descreve: 
 
Art. 176 Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na 
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que 
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações 
ocorridas no exercício: 
I balanço patrimonial; 
II demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; 
III demonstração do resultado do exercício; e 
IV demonstração das origens e aplicações de recursos. 
 
Também o novo código civil introduziu matéria regulamentando a elaboração do Balanço 
Patrimonial, que deve ser elaborado com base nos registros dos fatos contábeis regularmente 
escriturados. 
 
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema 
de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus 
livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente 
o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
 
Mesmo com a clareza da regulamentação legal em exigir a elaboração do Balanço, 
registre-se que o grande beneficiado pela elaboração das demonstrações contábeis é o próprio 
empresário que ao interpretar a situação econômico-financeira e patrimonial do seu 
empreendimento estará visualizando a eficiência e a eficácia das suas ações. 
 Agnaldo Silva 4411 
3.3 - EXERCÍCIO SOCIAL 
 
A Lei nº 6.404/76 estabelece: 
Exercício Social 
Art. 175. O exercício social terá duração de um ano e a data do término será fixada no estatuto. 
Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o 
exercício social poderá ter duração diversa. 
 
Observe que a lei estabelece o período de doze meses para que a diretoria da empresa 
elabore, com base na contabilidade, as demonstrações financeiras. Este período é denominado 
exercício financeiro, exercício social ou período contábil. Veja que não há necessidade que 
o exercício social coincida com o ano civil, porém a prática do empresariado brasileiro é de 
que o exercício social coincida com o ano calendário. 
 
Definida a data de encerramento do exercício social, esta não pode ser alterada, exceto em 
condições supervenientes e com a respectiva alteração no instrumento original (contrato social 
ou ata de constituição). 
 
As Sociedades Anônimas de Capital Aberto e as Instituições Financeiras, estão vinculadas 
às deliberações da CVM – Comissão de Valores Mobiliários. A CVM determina que estas 
instituições devem atualizar suas demonstrações financeiras trimestralmente. 
 
Evidentemente que para atender às necessidades gerenciais (usuários internos) e auxiliar a 
administração da empresa na tomada de decisões, a Contabilidade deverá apresentar relatórios 
contábeis emperíodos mais curtos (bimestral, mensal, quinzenal, semanal), isto é possível 
pela agilidade de processamento dos dados contábeis, assim atribuídas à tecnologia 
empregada aos atuais sistemas de processamento das informações contábeis. 
 
 
3.4 - ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL 
 
De forma simplificada, o balanço é o retrato dos elementos Ativos e Passivos. Consiste 
em apresentar do lado esquerdo o conjunto de bens e direitos a receber (Ativo) e do lado 
direito as obrigações com terceiros e com os proprietários (Passivo). 
 
 BALANÇO PATRIMONIAL – EMPRESA MODELO em 31-12-03 
ATIVO PASSIVO 
Bens numerários 2.000 Fornecedores 1.500 
Títulos a receber 3.200 Empréstimos 5.600 
Mercadorias 1.800 Salários a pagar 900 
Veículos 3.000 Tributos a pagar 2.000 
Maquinas 5.000 
Imóveis 15.000 Capital Social 20.000 
 
Total Ativo 30.000 Total Passivo 30.000 
 
Obviamente que para ser analisado por parte de uma grande diversidade de usuários, o 
Balanço precisa ser elaborado de acordo com as normas técnicas e padrões estabelecidos por 
lei. Há no mundo vários órgãos tentando implantar um padrão internacional de contabilidade. 
CAPÍTULO 3 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
4422 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
No Brasil, a Lei 6404/76 estabelece uma seqüência de apresentação do Balanço 
Patrimonial. Antes do texto legal, conheça alguns termos técnicos. 
• Ordem decrescente do grau de liquidez: quer dizer que os elementos serão agrupados de 
acordo com sua capacidade de transformar-se em dinheiro (tornar-se liquido). Desta 
forma o Balanço trará uma seqüência que inicialmente contemplará dos bens numerários 
e por fim os bens imóveis, teoricamente os mais difíceis de vender e transformar em 
dinheiro. Liquidez se opõe a exigibilidade, que seria a ordem de liquidação das dívidas. 
• Circulante: é algo que está em giro, circulando. Na empresa, são os elementos que 
entram e saem com certa rapidez. 
• Realizável a longo prazo: que se realizará, estará à disposição, será recebido em um 
período distante, chamado de longo prazo. Longo prazo é o período compreendido após 
o término do exercício social seguinte. 
• Diferido: significa postergado, deixado para depois. Acontece com algumas despesas 
realizadas no período que antecede o funcionamento (operações) da empresa. Por não 
ter receitas correspondentes, posterga-se a despesa. 
• Resultados de exercícios futuros: são receitas e custos destas receitas que tenham sido 
recebidos e pagos, porém a entrega do bem se dará em exercício futuro. 
 
Balanço Patrimonial 
Grupo de Contas 
Art. 178 No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do 
patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise 
da situação financeira da companhia. 
§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos 
elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: 
a) ativo circulante; 
b) ativo realizável a longo prazo; 
c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido. 
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: 
a) passivo circulante; 
b) passivo exigível a longo prazo; 
c) resultados de exercícios futuros; 
d patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, reservas de 
reavaliação, reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados. 
 
 BALANÇO PATRIMONIAL – EMPRESA MODELO EM 31-12-2003 
 ATIVO PASSIVO 
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE 
 Caixa 1.300 Fornecedores 2.800 
 Bancos 2.200 Tributos a pagar 1.700 
 Clientes 3.400 Salários a pagar 1.300 
 Mercadorias 1.900 Obrigações trabalhistas 600 
ATIVO REALIZ. LGO PZO Empréstimos bancários 5.000 
 Créditos longo pzo 800 
ATIVO PERMANENTE PASSIVO EXIGÍVEL A LGO PZO 
 INVESTIMENTOS Financiamentos lgo pzo 3.300 
 Bens de renda 2.500 RESULTADO EXERC. FUTUROS 
 IMOBILIZADO Receita futura 1.300 
 Maquinas 4.100 
 Imóveis 6.700 PATRIMÔNIO LIQUIDO 
 DIFERIDO Capital 6.000 
 Gastos diferidos 100 Reservas 1.000 
 
 TOTAL ATIVO 23.000 TOTAL PASSIVO 23.000 
 Agnaldo Silva 4433 
3.5 - LANÇAMENTOS POR BALANÇOS SUCESSIVOS 
 
Este tópico objetiva a fixação dos conhecimentos adquiridos e a preparação para o 
estudo da dinâmica patrimonial. Antes, Lembre-se: 
• No Ativo serão lançados apenas os bens e direitos; no Passivo Exigível serão 
lançadas apenas as obrigações com terceiros e no Patrimônio Liquido serão lançadas 
todas as contas relacionadas com os proprietários-acionistas, inclusive o saldo dos 
ganhos e perdas (receitas e despesas) o qual chamamos de resultado. O resultado 
será lucro quando os ganhos forem maiores que as perdas; será prejuízo quando as 
perdas ultrapassarem os ganhos. 
• O Ativo é por natureza um grupo de aplicação de recursos, observe que as 
aplicações sempre aumentam o saldo das contas de bens e direitos. Obviamente que 
as origens diminuem os saldos das contas do Ativo, 
• O Passivo é o grupo das origens ou fontes de recursos. Desta forma, sempre que a 
entidade assumir alguma obrigação com terceiros ou com proprietários ela estará 
aumentado o saldo das contas do grupo Passivo. Quando estas obrigações forem 
quitadas, os saldos serão baixados pois acontece a situação de aplicação de recursos 
em conta de Passivo. 
 
Natureza das Contas Débito-
Aplicações 
Crédito-
Origens 
Contas de Ativo Aumento Diminuição 
Contas de Passivo e Patrimônio 
Líquido 
Diminuição Aumento 
Contas de Resultado Despesa Receita 
 
 
Caso 1. Um empresário constitui uma empresa com capital de R$ 10.000. Para tanto foi 
necessária uma transferência da sua conta pessoal para a conta bancária da empresa no valor 
do capital. 
Note: é fundamental a separação do que é do proprietário e o que faz parte da empresa. 
Nesta situação a empresa recebeu o recurso do proprietário (origem) e depositou no banco 
(aplicação). Então a conta capital social, no Passivo, aumentou pela origem e a conta banco 
movimento, no ativo, aumentou pela aplicação. Ambas passaram de zero para R$ 10.000, e o 
retrato da situação patrimonial ficou assim. 
ATIVO PASSIVO 
Bens numerários 10.000 
 Capital Social 10.000 
Total Ativo 10.000 Total Passivo 10.000 
 
Caso 2. Os gestores da empresa vão ao banco e contraem um empréstimo de R$ 5.000. o qual 
foi lançado na conta corrente bancária. 
Note: a empresa contraiu uma dívida, esta obrigação será lançada no Passivo como origem de 
recurso e aumentará o saldo do grupo. Veja também que o numerário destinou-se á conta corrente 
bancária, o que a fez aumentar de saldo por conta da aplicação do recurso. 
ATIVO PASSIVO 
Bens numerários 15.000 Empréstimo 5.000 
 Capital Social 10.000 
Total Ativo 15.000 Total Passivo 15.000 
 
CAPÍTULO 3 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
4444 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Caso 3. Com o recurso do banco, a empresa adquire mercadoria no valor de R$ 4.000, 
para revenda.. 
Note: Houve movimentação em duas contas de ativo. Banco (direito) e mercadoria (bem). 
Neste caso a mercadoria foi comprada (aplicação) terá seu saldo aumentado e o banco cedeu o 
recurso (origem) terá seu saldo diminuído. 
ATIVO PASSIVO 
Bens numerários 11.000 Empréstimo 5.000 
Mercadoria 4.000 Capital Social 10.000 
Total Ativo 15.000 Total Passivo 15.000 
 
Caso 4. Pagamento de parte do empréstimo valor de R$ 2.000, conforme cheque. 
Note: a aplicação é em obrigações e a origem é um direito.Ambas terão saldos 
diminuídos. 
 ATIVO PASSIVO 
Bens numerários 9.000 Empréstimo 3.000 
Mercadoria 4.000 Capital Social 10.000 
Total Ativo 13.000 Total Passivo 13.000 
 
Caso 5. Aquisição de maquinas por R$ 12.000 para pagamento em duplicatas mensais 
num total de 12 parcelas. 
Note: A operação envolve uma fonte (fornecedor) e uma aplicação (maquinas), portanto a 
conta maquina será debitada e a conta fornecedor será creditada. 
ATIVO PASSIVO 
Bens numerários 9.000 Fornecedor 12.000 
Mercadoria 4.000 Empréstimo 3.000 
Maquinas 12.000 Capital Social 10.000 
Total Ativo 25.000 Total Passivo 25.000 
 
Caso 6. A empresa vende a prazo o total das mercadorias em estoque (R$ 4.000), por 
R$ 7.000, registrou R$ 2.000, de tributos a pagar pela operação e, desta forma, obtendo um 
ganho liquido de R$ 1.000. 
Note: esta operação envolve várias contas que podem ser resumidas em: no Ativo; 
aumento de clientes pelas contas a receber R$ 7.000 e baixa de mercadorias R$ 4.000. No 
Passivo; aumento de tributos a pagar R$ 2.000 e aumento de Patrimônio Liquido pelo lucro na 
operação de R$ 1.000, resultado do ganho da venda de R$ 3.000 (R$ 7.000 – R$ 4.000) menos 
a despesa com o tributo nas vendas no valor de R$ 2.000. 
ATIVO PASSIVO 
Bens numerários 9.000 Fornecedor 12.000 
Clientes 7.000 Tributos a pagar 2.000 
Mercadoria 0 Empréstimo 3.000 
Maquinas 12.000 Capital Social 10.000 
 Lucro 1.000 
Total Ativo 28.000 Total Passivo 28.000 
 Agnaldo Silva 4455 
3.6 - RESUMO 
 
O Balanço Patrimonial, assim como as demais informações contábeis, devem propiciar 
aos usuários uma base segura às suas decisões, pela compreensão do estado em que se 
encontra a entidade, seu desempenho, sua evolução, riscos e oportunidades que oferece. 
 
Segundo o CFC, a informação contábil deve ser, em geral e antes de tudo, veraz e 
eqüitativa, de forma a satisfazer as necessidades comuns a um grande número de diferentes 
usuários, não podendo privilegiar deliberadamente a nenhum deles, considerando o fato de 
que os interesses nem sempre são coincidentes. 
 
O Balanço abriga as contas patrimoniais, ou seja, as contas de Ativo e Passivo. No ativo 
as contas são dispostas em ordem de liquidez, ou ordem de transformação de recursos em bens 
numerários, por isso todo balanço inicia com a conta caixa (bens numerários) por já ser 
liquida; No passivo as contas são dispostas em ordem de exigibilidade, que seria a ordem de 
preferência de pagamento ou liquidação da dívida. 
 
A apresentação do Balanço Patrimonial é obrigatória para todas as empresas, salvo 
aquelas amparadas pelo regime de micro-empreendimentos, e deve ser “levantado” 
anualmente ou em períodos inferiores como é o caso das empresas ligadas ao sistema 
financeiro e das sociedades anônimas de capital aberto, estas vinculadas à CVM. 
 
O exercício social, por sua vez, terá duração de doze meses e não necessariamente 
deverá coincidir com o ano civil. Neste ponto é interessante frisar os conceitos de circulante e 
realizável a longo prazo. Circulantes são os bens e direitos que serão convertidos em dinheiro 
“bem numerário” até o exercício social seguinte. Os demais direitos a receber após o exercício 
social seguinte serão considerados como realizáveis a longo prazo. Então, caso o exercício 
social da empresa coincida com o ano civil, e estivermos em abril do ano 1, as vendas a prazo 
recebíveis até 31 de dezembro do ano 2 serão consideradas duplicatas a receber circulante. 
Porém, se esta mesma venda tiver vencimento a partir de 01 de janeiro do ano 3, a duplicata a 
receber será considerada como realizável a longo prazo. 
 
O Ativo é subdividido em três grandes grupos: o Ativo Circulante; o Ativo Realizável a 
Longo Prazo e o Ativo Permanente. O Ativo Permanente por sua vez, divide-se em três sub-
grupos a saber: Investimentos, Imobilizado e Diferido. 
 
O Passivo, de acordo com a Lei 6404/76, divide-se em quatro grupos: o Passivo 
Circulante, o Passivo Exigível a Longo Prazo, os Resultados e Exercícios Futuros e o 
Patrimônio Liquido. O Patrimônio Liquido se sub-divide em: Capital Social, Reservas de 
Capital, Reservas de Reavaliação, Reservas de Lucros e Lucros ou Prejuízos Acumulados. 
 
Os elementos do Ativo têm natureza devedora por receberem aplicações de recursos. 
Aumentam de saldo pelos débitos em conta, os débitos tem o mesmo raciocínio de que a conta 
deve a alguém que os financiou. 
 
Os elementos do Passivo têm natureza credora por serem fonte ou origens de recursos. 
Aumentam de saldo pelos créditos em suas contas, os créditos significam que a conta 
emprestou recursos a alguém. 
 
 
CAPÍTULO 3 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
4466 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
3.7 - QUESTÕES PARA REFLEXÃO 
 
1. Formule um conceito para o Balanço Patrimonial. 
2. Fundamente a obrigatoriedade das Demonstrações Financeiras e de modo especial o 
Balanço Patrimonial. 
3. Diga da importância para o administrador em levantar balanços para fins gerenciais. 
4. Que vantagens têm os empresários que coincidem o exercício social com o ano civil. 
5. Transcreva para seu material de estudo um balanço real de uma empresa, que esteja 
publicado em jornal ou na internet. 
6. O que você entende por resultados de exercícios futuros? 
7. Apresente os balanços sucessivamente após as seguintes operações (tente fazer o 
passo a passo e explicitar as origens e aplicações): 
a. Sócio integraliza Capital Social na ordem de R$ 30.000, aplicados no caixa 
da empresa. 
b. Abertura de conta corrente bancária com depósito inicial de R$ 25.000. 
c. Aquisição de máquinas para uso, no valor de R$ 40.000, sendo que R$ 5.000, 
serão pagos no ato com cheque e o restante em 10 parcelas iguais. 
d. Compra de mercadoria para revenda no valor de R$ 20.000, para pagamento 
em 90 dias conforme duplicata. 
e. Contratação de financiamento para Imóvel de Uso, no valor de R$ 50.000, a 
ser liquidado em 25 parcelas, das quais 15 são de curto prazo e 10 são de 
longo prazo. 
f. Venda de parte da mercadoria em estoque (50%). valor da mercadoria R$ 
10.000 e valor da venda R$ 16.000 para recebimento em duplicata para 30 
dias. Na operação desconsidere a incidência de tributos. 
g. Pagamento de despesas com: salário R$ 1.500; energia R$ 500, e impostos 
R$ 1.000. conforme cheque. 
h. Pagamento de duplicata de valor nominal R$ 3.500, conforme cheque. 
i. Pagamento da 1ª parcela do financiamento, valor de R$ 2.000, conforme 
numerário em espécie. 
j. Aplicação de R$ 5.000 em caderneta de poupança, recurso oriundo do banco 
movimento. 
 
3.8 - QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
1 – (CFC Suficiência) As informações contábeis devem permitir ao usuário, como partícipe do mundo 
econômico, avaliar a situação e a tendência da Entidade, exceto: 
a) Observar e avaliar o comportamento. 
b) Alterar os resultados, quando comparados com os de outros períodos passados. 
c) Avaliar seus resultados à luz dos objetivos estabelecidos. 
d) Projetar seu futuro nos marcos políticos, sociais e econômicos em que se insere. 
 
 Agnaldo Silva 4477 
2 - (CFC Suficiência) O Balanço Patrimonial destina-se a evidenciar: 
a) A situação exclusivamente qualitativa da empresa ao final de cada exercício social. 
b) A situação do lucro ou prejuízo da empresa em 31 de dezembro de cada ano. 
c) O patrimônio e o patrimônio líquido da entidade, quantitativa e qualitativamente, em determinada 
data. 
d) A situação financeira líquida da entidade, quantitativa e qualitativamente, em determinada data. 
 
3 - (CFC Suficiência) Durante o mês de setembro, uma empresa foi registrada na Junta Comercial e 
captou recursos totais de R$64.000,00,sendo R$40.000,00 dos sócios sob a forma de Capital 
Registrado e R$24.000,00 de terceiros, destes 2/3 a título de financiamentos de longo prazo e 1/3 como 
receitas. Os referidos recursos foram aplicados no mesmo mês, sendo R$23.800,00 em Mercadorias 
para Revenda; R$9.590,00 em Aplicações Financeiras de Curto Prazo, R$6.135,00 na compra de 
Máquinas e Equipamentos, R$18.350,00 na concessão de Empréstimos a Terceiros e o restante em 
despesas. 
Assim, o total do Patrimônio Líquido será: 
a) R$41.875,00 
b) R$64.000,00 
c) R$57.875,00 
d) R$56.000,00 
 
4 - (CFC Suficiência) A Norma Brasileira de Contabilidade reconhece o Balanço Patrimonial com a 
seguinte estrutura: 
a) Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. 
b) Ativo e Passivo. 
c) Ativo, Passivo e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 
d) Ativo, Passivo, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração das Origens e Aplicações 
de Recursos e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 
 
5 - (CFC Suficiência) Os grupos de contas que compõem o ativo são: 
a) Realizável a Longo Prazo, Patrimônio Líquido, Permanente. 
b) Circulante, Exigível a Longo Prazo, Permanente. 
c) Circulante, Realizável a Longo Prazo, Permanente. 
d) Circulante, Realizável a Longo Prazo, Resultado de Exercícios Futuros. 
 
6 – (CFC Suficiência) O Ativo é composto dos grupos de contas: 
a) Circulante, Permanente e Resultados de Exercícios Futuros. 
b) Realizável a Curto Prazo, Permanente e Patrimônio Líquido. 
c) Circulante, Realizável a Longo Prazo e Permanente. 
d) Circulante, Exigível a Longo Prazo e Permanente. 
 
7 -(CFC Suficiência) O Ativo Permanente é formado pelos subgrupos de contas: 
a) Investimento, Imobilizado e Diferido. 
b) Imobilizado, Depreciação Acumulada e Diferido. 
c) Imobilizado, Realizável a Longo Prazo e Diferido. 
d) Investimento, Imobilizado e Tangível. 
 
8 - (CFC Suficiência) O Balanço Patrimonial na data de sua elaboração é uma Demonstração Contábil 
que reflete uma situação: 
a)estática. 
b)dinâmica. 
c)estático-dinâmica. 
d)transitória. 
 
 
CAPÍTULO 3 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
4488 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
9 - (CFC Suficiência) A compra de mercadorias a prazo: 
a)aumenta o ativo circulante e diminui a dívida da empresa com os fornecedores. 
b)não aumenta nem diminui o ativo. 
c)aumenta o ativo e o passivo. 
d)gera modificações na riqueza da organização. 
 
 
10 - (CFC Suficiência) Considerando: 
 
AC = Ativo Circulante 
PC = Passivo Circulante 
PL = Patrimônio Líquido 
ELP = Exigível a Longo Prazo 
RLP = Realizável a Longo Prazo 
AP = Ativo Permanente 
 
Sendo o Capital Circulante Líquido obtido pela fórmula AC – PC, qual das equações abaixo 
torna-se equivalente: 
 
a) AC + PC 
b) PL – AP 
c) Ativo – Passivo 
d) PL + ELP – AP – RLP 
 
11 - (K7 Concursos, 2000:6) O balanço patrimonial de uma empresa estava assim constituído: 
Ativo 
Circulante $ 3.000,00 
Realizável a longo prazo $ 1.000,00 
Permanente $ 9.000,00 
Total do Ativo $ 13.000,00 
 
Passivo 
Circulante $ 2.000,00 
Exigível a longo prazo $ 1.500,00 
Patrimônio líquido $ 9.500,00 
Total do Passivo $ 13.000,00 
 
Pode-se afirmar que: 
a) capital próprio é de $ 13.000,00; 
b) capital de terceiros é de $ 1.500,00 
c) bens disponíveis e realizáveis a curto prazo é de $ 3.000,00; 
d) capital nominal é de $ 9.500,00; 
e) capital à disposição da empresa é de $ 9.500,00 
 
12 – (K7 Concursos, 2000:28) Indique a alternativa que contém os grupos de contas na cometa 
disposição em que devem ser apresentados no balanço patrimonial, de acordo com a Lei nº 6.404/76: 
a) Ativo circulante, Ativo realizável a longo prazo, Ativo permanente e Despesas, no Ativo; Passivo 
circulante, Passivo exigível a longo prazo, Patrimônio líquido e Receitas, no Passivo; 
b) Ativo disponível, Ativo realizável a longo prazo e Ativo permanente, no Ativo; Não-Exigível e 
Exigível, no Passivo; 
c) Circulante, Realizável a longo prazo, Pendente e Permanente, no Ativo; 
d) Circulante, Exigível a longo prazo, Resultados de exercícios futuros e Patrimônio líquido, no 
Passivo; 
e) Circulante, Exigível a longo prazo e Permanente, no Ativo 
 Agnaldo Silva 4499 
13 - (CFC/UnB, 2000) O Balanço Patrimonial é uma Demonstração Contábil que reflete uma situação: 
a) de equilíbrio 
b) de movimento 
c) financeira 
d) estática. 
 
14 - (CESPE/UnB, 1997) O patrimônio líquido é a parcela do patrimônio que registra o capital social, 
as reservas de capital, a reserva de reavaliação, as reservas de lucros e os lucros ou prejuízos 
acumulados e representa a diferença entre: 
a) os bens e direitos e as obrigações. 
b) os ativos monetários e os passivos monetários. 
c) o ativo circulante e o passivo circulante. 
d) os ativos e o passivo circulante. 
e) o passivo circulante e o passivo exigível a longo prazo. 
 
15 - (Braga/Soares, 2000;33) O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil que apresenta: 
a) Ativo, Passivo, receitas e despesas em determinado momento; 
b) Ativo, Passivo, despesas patrimoniais e receitas operacionais; 
c) Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido e despesas e receitas; 
d) Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido da empresa em determinado momento. 
 
16 - (Braga/Soares, 2000:32) Tem por objetivo demonstrar a situação patrimonial da empresa em 
determinada data, normalmente ao término de cada exercício social. Estamos referindo-nos ao: 
a) Balancete de Verificação; 
b) Balanço Patrimonial; 
c) Balanço Provisório; 
d) Balancete Provisório. 
 
17 - (Braga/Soares, 2000:34) O Ativo Permanente é um grupo de aplicações de recursos de: 
a) conversibilidade imediata; 
b) maior conversibilidade; 
c) conversibilidade impossível; 
d) menor conversibilidade. 
 
18 - (K7 Concursos, 2000:5) A equação contábil envolve os conceitos de Ativo, Passivo e Situação 
Líquida, Receitas e Despesas, expressos de forma matemática, considerando que os elementos 
devedores são positivos e os elementos credores são negativos. Desse modo, considerando a natureza 
devedora ou credora dos elementos constantes de um balancete, pode-se dizer que a equação contábil 
geral é a seguinte: 
a) bens + direitos – passivo – patrimônio líquido + receitas – despesas = 0 
b) bens + direitos – passivo + patrimônio líquido + receitas – despesas = 0 
c) bens + direitos – passivo + patrimônio líquido – receitas + despesas = 0 
d) bens + direitos – passivo – patrimônio líquido – receitas – despesas = 0 
e) bens + direitos – passivo – patrimônio líquido – receitas + despesas = 0 
 
19 - (ESAF) Balanço Patrimonial é a representação: 
a) Das variações positivas e negativas do patrimônio, evidenciando a variação sofrida por sua situação 
líquida. 
b) Da receita e despesa prevista para determinado período. 
c) Do movimento de numerário em determinado período. 
d) Sintética dos elementos que formam o patrimônio, evidenciando a equação existente entre os 
capitais obtidos e os aplicados no complexo patrimonial. 
e) Das variações positivas e negativas do patrimônio, evidenciando o resultado econômico do 
exercício. 
CAPÍTULO 3 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
5500 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
20 - (MPU-ESAF-1993) Considere os seguintes dados: 
 
Balanço Patrimonial em 31-12-92 
Ativo 
Caixa 20 
Bancos 30 
Aplicações financeiras de curto prazo 200 
Mercadorias 300 
Duplicatas a Receber 50 
Veículos de Uso 80 
Depreciação Acumulada (20)
 660 
 
Passivo Exigível 
Fornecedores 200 
Salários a Pagar 60 
Impostos a Pagar 40 
 
Patrimônio Líquido 
Capital 300Lucros Acumulados 60 
 660 
 
De 1º a 10 de janeiro de 1993, ocorreram os seguintes fatos: 
1. Venda do único veículo, a prazo, (60 dias) por 50. 
2. Pagamento, em cheque, dos salários a pagar e impostos a pagar. 
3. Venda de mercadorias, a vista, por 400, com lucro de 100. 
4. Depósito bancário de 400. 
Os dados acima indicam que, em 10-01-93, após todas as operações descritas, o Ativo Circulante, o 
Passivo Exigível e o Patrimônio Líquido eram, respectivamente, de: 
a) 660; 300 e 360. 
b) 650; 200 e 450. 
c) 650; 450 e 200. 
d) 600; 250 e 450. 
e) 600; 250 e 360. 
 
21 - (FISCAL INSS/97) No balanço patrimonial, a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos e o 
resultado de exercícios futuros representa o patrimônio líquido que é o valor contábil pertencente aos 
acionistas ou sócios. De acordo com a Lei n.º 6.404/76, o patrimônio líquido não pode incluir: 
a) capital social, que representa valores recebidos pela empresa ou valores por ela gerados que estão 
formalmente incorporados ao capital social. 
b) reservas de capital, que representam valores recebidos, inexigíveis e que não transitam por contas de 
resultado. 
c) provisões para contingências, representando prováveis compromissos futuros, de fatos contábeis 
ocorridos. 
d) reservas de lucros, representando lucros obtidos pela empresa e retidos com finalidades específicas. 
e)estoques de ouro, representando as reservas reais da empresa para garantir ou lastrear os títulos 
emitidos e adquiridos no mercado de valores mobiliários. 
 
22 - (CFC/UnB, 2001) A compra de um imóvel para uso da empresa constitui: 
a) origem de recursos; 
b) aplicação de recursos; 
c) aumento do capital circulante líquido; 
d) redução do capital próprio 
 Agnaldo Silva 5511 
 
23 - (TTN-ESAF-1992) O Balanço Patrimonial de uma empresa estava assim constituído: 
 
Ativo Circulante 3.000 
Ativo Realizável a Lgo Pzo 1.000 
Ativo Permanente 9.000 
Passivo Circulante 
(Impostos a Recolher) 2.000 
Passivo Exigível a Lgo Pzo (Financiamento) 1.500 
Patrimônio Líquido 9.500 
 
Pode-se, assim, afirmar que: 
a) Seu capital próprio é de 13.000. 
b) O capital de terceiros é de 1.500. 
c) O conjunto de bens disponíveis e realizáveis a curto prazo é de 3.000. 
d) O capital nominal é de 9.500. 
O capital à disposição da empresa é de 9.500. 
 
24 - (CFC Suficiência) As contribuições de sócios ou acionistas para aumento de capital representam: 
a) redução do passivo circulante; 
b) aplicações de recursos; 
c) origens de recursos; 
d) redução do capital circulante líquido. 
 
25 (CFC Suficiência) A obtenção de financiamentos a longo prazo para as operações da empresa 
representa: 
a) origem de recursos; 
b) aplicação de recursos; 
c) redução do capital circulante líquido; 
d) aumento do passivo circulante. 
 
26 - (Braga/Soares, 2000:45) A compra de um imóvel para uso da empresa constitui em imóveis: 
a) aplicação de recursos; 
b) origens de recursos; 
c) capital circulante líquido; 
d) reserva de lucros a realizar. 
 
27 - (Braga/Soares, 2000:31) A legislação societária determina que, ao término de cada exercício 
social, a administração da empresa faça elaborar, com base em sua escrituração contábil, 
demonstrações contábeis que deverão exprimir com clareza a situação do: 
a) patrimônio da empresa e seus valores a débitos e créditos; 
b) os valores lançados a crédito de seu Passivo Circulante; 
c) Patrimônio Líquido da empresa e as mutações ocorridas no exercício; 
d) patrimônio da empresa e as mutações ocorridas no exercício. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 3 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
5522 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
3.9 - INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
 
FAVERO, Hamilton Luiz, Et ali. Contabilidade:Teoria e Prática. Volumes 1 e 2. 2 ed. 
São Paulo Atlas. 1997. 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
concursos. São Paulo: Ímpetus, 2001. 
GONÇALVES, Eugênio Celso. BAPTISTA, Antonio Eustáquio. Contabilidade Geral. 
4 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São 
Paulo: Atlas, 1998. 
MARION, José Carlos. SOARES, Adenilson Honorio. Contabilidade como 
Instrumento para Tomada de Decisões. São Paulo: Alínea, 2000 
________________ Contabilidade Básica, exercício, 2 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
________________ Contabilidade Básica, texto, 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
VILHENA, Leonardo de Almeida. Contabilidade para Concursos Públicos. 2 
ed São Paulo. Atlas. 1997. 
 
 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 
B C A A C C A A C 
10 11 12 13 14 15 16 17 18 
D C B D A D B D A 
19 20 21 22 23 24 25 26 27 
D B E B C C A A D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS 
 Agnaldo Silva 5533 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
R
ES
U
LT
A
D
O
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
5544 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
4.1 - CONCEITO 
 
Toda empresa ao ser constituída deve declarar um objetivo social. Nas empresas 
comerciais esse objetivo é comprar e vender mercadorias, nas industrias é produzir algum 
produto, nas prestadoras de serviços é oferecer mão de obra especializada, etc.. 
 
Eis então que ao buscar a realização do objeto social as empresas assumem “risco” de 
ganhar ou perder recursos. Ao oferecer uma mercadoria ou serviços, o vendedor estipula um 
preço (de acordo com as condições de oferta e procura do bem) do qual ele espera que seja 
suficiente para cobrir seus custos e despesas. 
 
Quando o valor da venda (receita) for suficiente para cobrir todos os gastos com custos e 
despesas e ainda sobrar recursos, estaremos falando em ganho ou lucro. Se ao contrário, o 
valor da venda não for suficiente para pagar todos os custos e despesas, estaremos diante da 
situação de perda ou prejuízo. 
 
A esta relação lucro ou prejuízo, chama-se de Resultado. Resultado é o ganho ou a perda 
da empresa em determinado período ou exercício. Resultado do exercício é o saldo da 
diferença entre as Receitas e as Despesas mais Custos. 
 
Vimos no capítulo anterior (item balanços sucessivos) que as receitas e despesas afetam 
diretamente o Patrimônio Liquido. É que quando o empreendedor investe na empresa ele está 
arriscando um resultado. Nestes termos, entende-se as Receitas como acréscimos aos lucros e 
as Despesas como fator de diminuição dos lucros. Assim: 
 
 
 
 
 
 
 
E o resultado positivo (lucro) aumenta o Patrimônio Liquido, assim como o resultado 
negativo diminui o Patrimônio Liquido. 
 
As contas de Receitas, Custos e Despesas são ‘TEMPORÁRIAS’ pois a cada período ou 
exercício é apurado o resultado, que via de regra é conseguido “zerando-se” estas contas 
transitórias e o que sobra denomina-se Resultado, que é transferido para o Patrimônio Liquido 
conta lucro ou prejuízo, de qualquer forma, aumentando ou diminuindo o Capital do 
Proprietário. Também denominado de retorno dos acionistas ou compensação por participar 
do negócio. 
 
O lucro, ou parte dele, deve ser distribuído periodicamente aos acionistas. Tudo depende 
do contrato social ou do estatuto da companhia. 
 
Esta relação de Receitas, Custos e Despesas deve ser elucidada através dos relatórios de 
demonstração do resultado. As companhias abertas e as instituições financeiras são regidas 
pela Lei 6404/76 e publicam periodicamente a Demonstração do Resultado do Exercício. As 
sociedades de capital, são regidas pela Lei 10.406/02 (novocódigo civil) e estão obrigadas a 
elaborar o Balanço de Resultado Econômico. Como adiante. 
 
RECEITAS 
DESPESAS 
 
PATRIMÔNIO 
LIQUIDO 
AUMENTAM 
DIMINUEM 
 Agnaldo Silva 5555 
4.2 – DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 
 
Também obrigatório, a DRE – Demonstração do Resultado do Exercício apura e 
apresenta a posição econômico-financeira da empresa em um determinado período. È a 
dinâmica da empresa que vislumbra os encaixes e desencaixes de recursos na 
produção/comercialização de um bem ou serviço e elucida o redito, ou simplesmente 
resultado. 
 
A apresentação da DRE é feita de maneira dedutiva ou vertical, sua seqüência obedece 
aos preceitos legais da Lei 6404/76, como segue: 
 
SEÇÃO V 
Demonstração do Resultado do Exercício 
Art. 187 A demonstração do resultado do exercício discriminará: 
I a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os 
impostos; 
II a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos 
e o lucro bruto; 
III as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as 
despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; 
IV o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais; 
(Redação dada pela Lei n.º 9.249, de 26.12.1995) 
V o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o 
imposto; 
VI as participações de debêntures, empregados, administradores e partes 
beneficiárias, e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou 
previdência de empregados; 
VII o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital 
social. 
§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: 
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua 
realização em moeda; e 
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a 
essas receitas e rendimentos. 
§ 2º O aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas avaliações, 
registrados como reserva de reavaliação (artigo 182, § 3º), somente depois de 
realizado poderá ser computado como lucro para efeito de distribuição de dividendos 
ou participações. 
 
Veja que a Lei está recheada de termos técnicos e faz uma relação de mais ou menos, o 
que leva o estudante-principiante a achar o assunto de certa forma complicado, porém, com o 
destrinchar de alguns termos e a visualização do modelo da DRE esta primeira impressão 
perderá o sentido. 
 
Receita Bruta de Vendas e Serviços: compreende o valor total das notas fiscais de 
vendas e serviços prestados pela pessoa jurídica no período. Dela são diminuídas as vendas 
canceladas, as devoluções de vendas, os abatimentos concedidos sobre as vendas, os 
descontos comerciais e os tributos sobre as vendas, a exemplo do ICMS, PIS, COFINS, ISS. 
A este conjunto de diminuições da Receita Bruta denomina-se de Deduções da Receita Bruta. 
O IPI poderá fazer parte das deduções, desde que esteja incluído na Receita Bruta e isto é 
opcional. 
 
CAPÍTULO 4 RESULTADO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
5566 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Receita Liquida de Vendas e Serviços: é a RBV diminuída das DRB. Da receita liquida 
de vendas e serviços, diminui-se o Custo das Mercadorias e Serviços, este por sua vez é a 
soma dos valores pagos para adquirir ou produzir os bens de venda. 
 
Lucro Bruto: assim denominado pela Lei, pode aparecer na literatura como: Resultado 
com Mercadorias, Resultado Operacional Bruto ou Resultado Bruto. Trata-se da diferença 
entre a Receita Liquida e o Custo das Mercadorias e Serviços. Observe que há a possibilidade 
de haver prejuízo e por isso a nomenclatura “popular” recomendar o uso de Resultado.. 
 
As Despesas Operacionais: segregadas em quatro grupos: as despesas de vendas, o 
resultado financeiro (despesas deduzidas pelas receitas), as despesas gerais e administrativas e 
outras despesas operacionais. 
 
O Lucro ou Prejuízo Operacional: também pode ser chamado de Resultado 
Operacional, que equivale ao Resultado Bruto diminuído do total das Despesas Operacionais. 
 
As Receitas e Despesas Não Operacionais: são aquelas receitas e despesas que não 
fazem parte da busca pelo objetivo social da empresa. São aquelas situações anormais, que 
não acontecem com freqüência, por isso classificadas como não operacionais. 
 
O Resultado do Exercício Antes do Imposto de Renda: é o Lucro ou Prejuízo 
Operacional diminuído das despesas não operacionais e acrescido pelas receitas não 
operacionais. Do Resultado do Exercício do Imposto de Renda diminui-se os valores das 
provisões para Contribuição Social do Lucro Liquido e para o Imposto de Renda, quando 
então se apresenta o Lucro Depois do Imposto de Renda o qual é ponto de partida para o 
cálculo das participações de terceiros no lucro da empresa. 
 
As Participações de Terceiros no Lucro: debêntures; empregados; administradores; 
partes beneficiárias e fundo de assistência e previdência de empregados. São participações 
criadas pelo estatuto ou contrato social das empresas e objetivam a distribuição de lucros 
como se fossem comissões pelo desempenho da empresa. A metodologia de cálculo também é 
determinada pela Lei das S/As (6404/76) e deve obedecer a seqüência apresentada. 
 
Lucro Liquido do Exercício: enfim o Resultado Liquido do exercício, que vai ser 
transferido para o Patrimônio Liquido. Vale ressaltar que a Lei ainda cita que as receitas e 
despesas pagas ou incorridas devem ser computadas independentemente da sua realização em 
moeda. Na verdade a Lei está ratificando o uso e aplicação de um dos principais princípios 
contábeis; o Princípio da Competência. 
 
Abreviações de terminologias da DRE – Demonstração do Resultado do Exercício. 
• RBV – Receita Bruta de Vendas. 
• DRB – Deduções da Receita Bruta de Vendas. 
• RL – Receita Liquida das Vendas. 
• CMV – Custo das Mercadorias Vendidas e Serviços Prestados. 
• LB ou RCM – Lucro Bruto ou Resultado com Mercadoria. 
• DOP – Despesas Operacionais (diminuídas das receitas operacionais). 
• ROP – Resultado Operacional. 
 
 
 Agnaldo Silva 5577 
Com as abreviações, veja algumas equações elaboradas a partir da estrutura da Demonstração 
do Resultado do Exercício. 
 
RL = RBV – DRB 
 
RCM ou LB = RL – CMV ou RCM ou LB = RBV – DRB – CMV 
 
ROP = RCM – DOP ou ROP = RL – CMV – DOP 
 
Agora visualize uma DRE – Demonstração do Resultado do Exercício. 
 
 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 
 
1 RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS 9.200 
 Vendas de mercadorias 6.500 
 Serviços prestados 2.700 
2 DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA 2.850 
 Vendas canceladas 300 
 Devoluções 120 
 Descontos e abatimentos 230 
 Tributos sobre vendas 2.200 
3 (=1-2) RECEITA LIQUIDA 6.350
4 CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA 2.550 
 Custo das mercadorias vendidas 1.800 
 Custo dos serviços prestados 750 
5 (=3-4) LUCRO BRUTO OU RESULTADO COM MERCADORIAS 3.800
6 DESPESAS OPERACIONAIS 2.200 
 Despesas de vendas 550 
 Resultado financeiro liquido -130 * 
 Despesas gerais e administrativas 1.700 
 Outras rec. e desp. operacionais 80 
7 (=5-6) RESULTADO OPERACIONAL 1.600
8 RECEITAS E DESPESAS NÃO OPERACIONAIS 250 
 Ganhos não operacionais 420 
 Perdas não operacionais 170 
9 (=7+/-8) LUCRO ANTES DA CSLL E DO IR 1.850
10 PROVISÕES PARA CSLL E IR 650 
 Provisão para CSLL 200 
 Provisão para Irenda 450 
11 (=9-10) LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES DE 3ºs 1.200
12 PARTICIPAÇÃO DE TERCEIROS NO LUCRO 400 
 Participação de debenturistas180 
 Participação de empregados 220 
13 (=11-12) LUCRO LIIQUIDO DO EXERCÍCIO 800
 Lucro liquido dividido pelo nº de ações = lucro por ação 
 
*Indica que as receitas superaram as despesas. 
CAPÍTULO 4 RESULTADO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
5588 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
4.3 – BALANÇO DE RESULTADO ECONÔMICO 
 
Na Lei 10.406/02, o novo Código Civil, O Demonstrativo de Resultado Econômico veio 
preencher uma lacuna em termos de obrigatoriedade de apresentação das peças contábeis por 
parte das empresas constituídas de forma simples ou de sociedades por quotas de 
responsabilidade limitada. Estas que representam a grande maioria das empresas constituídas 
no Brasil. 
 
Veja a seqüência de artigos do Código Civil, que trata da obrigatoriedade do BRE -
Balanço de Resultado Econômico. 
 
Art. 1.020. Os administradores são obrigados a prestar aos sócios contas justificadas de 
sua administração, e apresentar-lhes o inventário anualmente, bem como o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico. 
 
Art. 1.065. Ao término de cada exercício social, proceder-se-á à elaboração do 
inventário, do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico. 
 
Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que 
registre: 
I - a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis, pelo respectivo saldo, 
em forma de balancetes diários; 
 
II - o balanço patrimonial e o de resultado econômico, no encerramento do exercício. 
 
Art. 1.189. O balanço de resultado econômico, ou demonstração da conta de lucros e 
perdas, acompanhará o balanço patrimonial e dele constarão crédito e débito, na 
forma da lei especial. 
 
Veja que o próprio Código também usa a nomenclatura Demonstração da Conta de 
Lucros e Perdas. A Lei insiste no fato de que a apresentação deve ser feita na forma de débitos 
e créditos. Para o Doutor LOPES DE SÀ (2002) a forma de apresentação em “débitos e 
créditos” aumenta, em muito, o valor do demonstrado, oferecendo maior clareza e 
competência. 
 
O Balanço de Resultado Econômico registra o resultado de forma contábil. Dele se 
espera que haja maior facilidade de interpretação em relação à DRE. O que proporciona esta 
facilidade é o confronto das contas de receitas e despesas sob a forma de balanço o que passa 
a idéia de equilíbrio e serenidade, requisitos estes indispensáveis na apuração do redito e na 
proposta de destinação do saldo dos Lucros e Perdas da entidade. 
 
O artigo 1.189, remete para uma lei especial a regulamentação da forma de apresentação 
do BRE. Como ainda não foi regulamentado, apresenta-se uma “especulação” do que seria o 
BRE. 
 
Nesta forma de apresentação procurou-se manter a estrutura até então utilizada pelas 
empresas, apenas indicando os elementos “Essenciais” que são os débitos e créditos e 
incluindo elementos “Auxiliares” como saldos e percentuais, no propósito de atender às regras 
gerais de transparência e maior poder de informação aos usuários das demonstrações 
contábeis. 
 
 Agnaldo Silva 5599 
BALANÇO DE RESULTADO ECONÔMICO 
 
 CRÉDITOS DÉBITOS TOTAIS SALDOS % 
DA INTERMEDIAÇÃO COM MERCADORIAS E SERVIÇOS 
 Receita de Mercadorias 4.000 
 Receita de Serviços 2.600 
 RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS 6.600 
 Receitas Canceladas e Devoluções 500 
 Descontos e Abatimentos 200 
 Tributos Sobre as Receitas 1.500 
 DEDUÇÕES DAS VENDAS E SERVIÇOS -2.200 
 RECEITA LIQUIDA DAS VENDAS 4.400 100%
 Custo da Mercadoria Vendida 2.300 
 Custo dos Serviços Prestados 800 
 CUSTO DAS MERCADORIAS E SERVIÇOS -3.100 
 RESULTADO OPERACIONAL BRUTO 1.300 30%
RENDAS E GASTOS OPERACIONAIS 
 Despesas com Vendas 600 
 Despesas Administrativas 900 
 Depreciações/Amortizações/Exaustões 100 
 Alugueis Recebidos 500 
 Dividendos Recebidos 350 
 SALDO DE RENDAS E GASTOS OPERACIONAIS -750 
 Despesas Financeiras 250 
 Receitas Financeiras 200 
 SALDO DA MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA -50 
 RESULTADO OPERACIONAL 500 11%
RENDAS E GASTOS NÃO OPERACIONAIS 
 Ganho na Alienação de Ativos 130 
 Variações Monetárias Positivas 120 
 Perdas na Alienação de Ativos 70 
 Variações Monetárias Negativas 180 
 Outras Rendas e Gastos Não Operacionais 50 
 SALDO DE RENDAS E GASTOS NÃO OPERACIONAIS -50 
 RESULTADO DA ADMINISTRAÇÃO ECONÔMICA 450 10%
PROVISÕES DE TRIBUTOS SOBRE O RESULTADO 
 CSLL Provisionada 30 
 IMPOSTO DE RENDA Provisionado 70 
 PROVISÕES SOBRE O LUCRO -100 
 LUCRO LIQUIDO APÓS TRIBUTAÇÃO DO IR 350 8%
 
PARTICIPAÇÃO DE TERCEIROS SOBRE O LUCRO 
 Participações de Empregados 20 
 Participações de Administradores 15 
 Outras Participações Sobre o Lucro 5 
 TOTAL DAS PARTICIPAÇÕES DE TERCEIROS -40 
 LUCRO A SER DISTRIBUÍDO 310 7%
 
PROPOSTA DE DESTINAÇÃO DO RESULTADO 
 Constituição de Reservas 80 
 Reversão de Reservas 20 
 MOVIMENTAÇÃO DAS RESERVAS -60 
 Rendimentos a Distribuir 250 6%
 
 TOTAIS DE CRÉDITOS E DÉBITOS 7.920 7.920 
CAPÍTULO 4 RESULTADO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
6600 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
4.4 - RESUMO 
 
Resultado é a diferença entre as Receitas (credoras) e as Despesas (devedoras). O resultado 
pode ser positivo (credor ou lucro) quando as receitas forem maiores que as despesas, assim 
como pode ser (devedor ou prejuízo) quando as despesas superarem as receitas. 
 
Sendo o Resultado o valor do retorno do capital investido pelos acionistas, pode-se dizer 
que as receitas aumentam o capital próprio, assim como as despesas diminuem o capital 
próprio. 
 
As Receitas e Despesas são temporárias, permanecem abertas apenas durante o período 
contábil ou exercício social. Ao final de cada período elas são encerradas e o resultado 
transferido para o Patrimônio Liquido. 
 
O Demonstrativo do Resultado do Exercício – DRE é a forma de demonstrar a 
composição do resultado preconizada pela Lei 6404/76 na qual estão subordinadas as 
instituições financeiras e as companhias formadas por ações vinculadas a CVM – Comissão de 
Valores Mobiliários. 
 
O Balanço de Resultado Econômico – BRE é a forma de demonstrar a composição dos 
ganhos e perdas (receitas e despesas) em linguagem mais “contábil” utilizando-se de colunas 
de débito e crédito para representar as receitas e despesas do período. O BRE é obrigatório 
para as empresas constituídas na forma de sociedades limitadas. 
 
O Código Civil remeteu para uma lei complementar a regulamentação do modelo de 
apresentação do BRE, mas deixa claro que a composição deve obedecer a forma de débitos e 
créditos, assim como os preceitos contábeis mundialmente conhecidos. 
 
 
 
4.5 - QUESTÕES PARA REFLEXÃO 
 
1. Relate o processo de aumentos e diminuições do Patrimônio Liquido em função 
das receitas e despesas. 
2. Quais são os principais usuários da Demonstração de Resultado? 
3. Você acha que um pequeno empreendimento teria dificuldades em apresentar 
ao DRE? Justifique. 
4. Quais os pontos positivos e pontos negativos da estrutura da DRE determinada 
pela Lei das S/As. 
5. Apresente uma definição para Balanço de Resultado Econômico. 
6. Faça um resumo dos termos nos artigos que regulamentam o Balanço de 
resultado Econômico. 
7. Aponte as vantagens da estrutura do BRE sobre a DRE. 
 
 
 
 Agnaldo Silva 6611 
4.6 - QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
1 - (Silva & Silva)As receitas e as despesas têm, respectivamente, a propriedade de: 
a) diminuir e aumentar o Patrimônio Líquido; 
b) não alterar o Patrimônio Líquido; 
c) aumentar e diminuir o Patrimônio Líquido; 
d) diminuir e diminuir o Patrimônio Líquido; 
e) Apenas transitar pelo Patrimônio líquido 
 
2 - (Silva & Silva)) Para a apuração do Resultado do Exercício as contas de Resultado são encerradas 
da seguinte forma: 
a) as despesas são debitadas e as receitas são creditadas; 
b) as receitas são debitadas e as despesas são debitadas; 
c) não há necessidade de lançamentos para isto; 
d) as despesas são creditadas e as receitas são debitadas; 
e) as despesas vão para o ativo e as receitas para o passivo 
 
3 - (BACEN, 1997) O objetivo da demonstração do resultado do exercício é fornecer aos usuários das 
demonstrações financeiras da empresa os dados básicos e essenciais da formação do resultado do 
exercício. O art. 187 da Lei das Sociedades por Ações disciplina a apresentação dessa demonstração, 
visando atender a tal objetivo. A esse respeito, julgue os itens a seguir: 
(1) Na demonstração de resultado, as despesas financeiras devem ser dispostas depois do resultado 
operacional. 
(2) A receita líquida de vendas é a obtida a partir da receita bruta de vendas após as deduções das 
vendas, dos abatimentos e dos impostos. 
(3) As participações de debêntures, empregados e administradores devem ser reconhecidas após o 
lucro líquido. 
(4) A demonstração do resultado discriminará lucro ou prejuízo líquido do exercício por ação do 
capital social. 
(5) As despesas com vendas devem ser demonstradas antes do lucro bruto. 
a) E – C – E – C – E 
b) E – C – C – E - E 
c) C – C – E – C – C 
d) E – E – C – E – C 
e) C – E – E – C - E 
 
4 - (AFCE/TCU) Na demonstração do resultado, de acordo com a Lei nº 6.404/76, o lucro ou prejuízo 
líquido do exercício é uma rubrica apresentada após 
1) a participação de empregados. 
2) os dividendos. 
3) a constituição da reserva legal. 
4) a participação de debêntures. 
5) a participação de administradores. 
a) E – E – E – C – C b) C – E – E – E – C 
c) E – C – C – E – E d) C – E – E – C – C 
e) C – C – E –C - E 
 
5 - (Silva & Silva) A Demonstração contábil que relata o montante de despesas administrativas 
incorridas durante o ano: 
a) balanço patrimonial 
b) demonstração do resultado do exercício 
c) demonstração das mutações do patrimônio líquido 
d) notas explicativas 
CAPÍTULO 4 RESULTADO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
6622 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
e) todas atendem ao enunciado 
6 - (Silva & Silva) A Demonstração contábil que informa a composição do lucro que a entidade 
apurou durante o exercício social: 
a) balanço patrimonial 
b) demonstração do resultado do exercício 
c) demonstração das origens e aplicações de recursos 
d) notas explicativas 
e) todas atendem ao enunciado 
 
7 - (Silva & Silva) Indique qual a opção correta: 
A demonstração do resultado do exercício discriminará em ordem decrescente e dedutiva: 
I – o lucro bruto, as receitas e despesas não operacionais e o saldo das contas patrimoniais 
II – a receita líquida de vendas e serviços, a receita bruta, o custo das mercadorias e serviços vendidos 
e o lucro bruto; 
III – a receita bruta, as despesas com vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as 
despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; 
IV – a receita bruta de vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; 
a) afirmativa IV está correta; 
b) afirmativa II está correta; 
c) afirmativa III está correta; 
d) afirmativa I está correta 
e) n.d.a. 
 
8 - (Silva & Silva) Na determinação do resultado do exercício serão computados: 
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independente da sua realização em moeda; 
b) os custos, despesas, encargos e perdas, não pagos ou não incorridos, correspondentes a essas 
receitas e rendimentos; 
c) somente as receitas; 
d) somente os encargos e perdas incorridos; 
e) todas as receitas, despesas e custos pagos naquele período. 
 
9 - (Silva & Silva) As empresas prestadoras de serviços sujeitam-se ao pagamento do Imposto sobre 
Serviços (ISS). Na Demonstração do resultado do Exercício dessas empresas o ISS incidente sobre os 
serviços prestados. 
a) não figura expressamente, porque é deduzido do valor da receita bruta de serviços 
b) não figura expressamente, porque o seu valor é repassado aos usuários dos serviços 
c) figura como parcela redutora da receita bruta de serviços 
d) é incluído no valor do custo dos serviços vendidos 
e) figura como despesa operacional da empresa 
 
10 - (CFC/UnB, 2000) A Demonstração do Resultado: 
a) Destacará o lucro ou prejuízo acumulado devidamente deduzido do imposto de renda. 
b) Evidenciará, observado o Princípio da Competência, a formação dos vários níveis de resultados 
mediante confronto entre as receitas, e os correspondentes custos e despesas. 
c) Evidenciará, observado o Princípio da Continuidade, a formação dos vários níveis de resultados 
mediante confronto entre as receitas, e os correspondentes custos e despesas. 
d) Destacará as receitas, os custos e despesas, dependendo de seu recebimento e pagamento. 
 
11 - (Silva & Silva) A destinação do lucro é feita de acordo com: 
a) as despesas e receitas; 
b) os saldos devedores e credores do resultado; 
c) os valores que terão suas contas de receitas e despesas; 
d) o lucro líquido do exercício; 
 Agnaldo Silva 6633 
e) o saldo das reservas de lucros a distribuir 
 
12 - (Silva & Silva) O lucro operacional líquido resulta da: 
a) diferença entre o lucro bruto e o lucro líquido; 
b) soma do lucro líquido mais o custo de mercadorias vendidas; 
c) diferença entre o lucro operacional líquido e as despesas brutas; 
d) diferença entre o lucro bruto e as despesas operacionais. 
 
13 - (Silva & Silva) A CPMF, na demonstração do resultado do exercício representa: 
a) despesa financeira 
b) despesa geral 
c) despesa tributária 
d) despesa comercial 
e) deduções de vendas 
 
14 - (Silva & Silva) Na determinação do resultado do exercício serão computados: 
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independente da sua realização em moeda 
b) as receitas e os rendimentos realizados no período 
c) as receitas realizadas no período 
d) os custos, despesas, encargos e perdas pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e 
rendimentos; 
e) as alternativas “a” e “d” cumulativamente são as corretas 
 
15 - (Silva & Silva)Não entram na composição do lucro operacional 
a) o resultado bruto das vendas e serviços 
b) a diferença entre as receitas e despesas financeiras 
c) o resultado que tenha considerado o custo dos produtos vendidos 
d) todas as anteriores estão corretas 
e) nenhuma resposta satisfaz 
 
16 - (MPU/ESAF, 1993:86) É considerada Não Operacional a receita decorrente: 
a) De aplicação financeira. 
b) De aluguel de imóvel. 
c) Do recebimento de dividendos. 
d) Da reversão da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. 
e) Da venda de bem do Ativo Imobilizado 
 
17 - (MTb-1994:211) A Demonstração de Resultado do Exercício tem a sua apresentação disciplinada 
pela Lei nº 6.404./76. Assim, após a apresentação do lucro operacional, para se obter o resultado antes 
do imposto de renda, deve-se: 
a) Deduzir as despesas não operacionais e somar as receitas não operacionais. 
b) Considerar as despesas e receitas não operacionais, o saldo da conta de correção monetária, as 
participações de terceiros e as contribuições sociais. 
c) Considerar as despesas e receitas não operacionais, o saldo da conta de correção monetária e as 
participações de terceiros. 
d) Considerar as despesas e receitas nãooperacionais, o saldo da conta de correção monetária e as 
contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. 
e) não há resposta que atenda ao enunciado 
 
CAPÍTULO 4 RESULTADO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
6644 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
18 - (ESAF:215) Da escrituração comercial e outros papéis da Cia. Nacional foram extraídos, 
relativamente ao exercício social findo em 31/12/XX, os seguintes dados: 
 
CONTAS Valor 
- Custo das Mercadorias Vendidas 14.000
- ICMS sobre Vendas 5.000
- Resultado com Mercadorias (L.B.) 12.500
- Vendas Canceladas 1.000
- Outros Impostos s/Venda 375
 
A Receita Bruta de Vendas indicada na Demonstração do Resultado do Exercício, daquela data, com 
base nos elementos fornecidos, foi de: 
a) 26.500 
b) 33.500 
c) 32.500 
d) 32.875 
e) 33.875 
 
19 - (AFC/ESAF, 1992:223) Dados extraídos do balancete final, em 31-12-91, da empresa Cartafat 
Comércio e Serviços S.A. (antes do encerramento das contas de resultado). 
 
Contas Valor 
- Receita da revenda de Mercadorias 40.000 
- Receita da Prestação de Serviços 12.000 
- Vendas canceladas 3.000 
- ICMS Sobre vendas e Serviços 10.000 
- Demais impostos sobre vendas e 
serviços 2.000 
- Receitas financeiras 4.000 
- Variações Monetárias Ativas 5.000 
- Encargos Financeiros 6.000 
- Receita da Venda de Imobilizado 100 
 
A soma algébrica dos valores, entre os acima relacionados, que devem ser considerados na apuração da 
Receita Líquida é 
a) 39.000 
b) 40.000 
c) 40.100 
d) 46.100 
e) 37.000 
 
20 - (AFCE/TCU, 1996:224) Para cada opção assinale C (certo) ou E (errado). 
Na demonstração do resultado, de acordo com a Lei nº 6.404/76, o lucro ou prejuízo líquido do 
exercício é uma rubrica apresentada após: 
( ) A participação de empregados 
( ) Os dividendos 
( ) A constituição da reserva legal 
( ) A participação dos debêntures 
( ) A participação de administradores 
 
a) C E E C C 
b) C C E E C 
c) E E C C C 
d) E C C E E 
 Agnaldo Silva 6655 
Observe a legenda para responder às próximas questões: 
• RBV – Receita Bruta de Vendas. 
• DRB – Deduções da Receita Bruta de Vendas. 
• RL – Receita Liquida das Vendas. 
• CMV – Custo das Mercadorias Vendidas e Serviços Prestados. 
• LB ou RCM – Lucro Bruto ou Resultado com Mercadoria. 
• DOP – Despesas Operacionais (diminuídas das receitas operacionais). 
• ROP – Resultado Operacional. 
 
21 - (Silva & Silva) Sendo a RL igual a R$ 2.000, as DOP R$ 1.200, as DRB R$ 600. Qual é o 
Lucro ou Prejuízo Operacional. 
a) lucro operacional de R$ 200 b) prejuízo operacional de R$ 800 
c) lucro operacional de R$ 800 d) os dados são insuficientes para a resposta 
 
22 - (Silva & Silva) Dado: ROP R$ -100; RBV R$ 1.300, CMV R$ 500 e DRB R$ 800, podemos 
afirmar que as DOP foram na ordem de. 
a) R$ 200 b) R$ 100 
c) R$ zero d) Os dados são insuficientes para a resposta. 
 
23- (Silva & Silva) No período em que a DRB foi R$ 400, a RL foi R$ 600 e o RCM foi R$ 500, 
podemos afirmar que. 
a) O ROP foi de R$ 500 e a DOP foi de R$ 200 
b) Que RBV foi de R$ 2.600 e o ROP é zero. 
c) Que a RBV foi de R$ 1.000 e o CMV foi de R$ 500; 
d) Nenhuma das respostas anteriores é verdadeira 
 
24- (Silva & Silva) Quando o Lucro Bruto for R$ 600, o Lucro Liquido do Exercício for de R$ 200; 
as despesas não operacionais superarem as receitas em R$ 50; o IR e a CSLL somarem 150 e não 
houver participação nos lucros, poderemos afirmar. 
a) as DOP são de R$ 1.000 b) as DOP são de R$ 200; 
c) as DOP são de R$ 400 d) NDR anteriores 
 
25 - (Silva & Silva) Sendo a RBV R$ 2.000, o LB R$ 300 e o CMV R$ 1200, pode-se afirmar que: 
a) a DOP é R$ 500 b) o ROP é de R$ (500) 
c) a RL é de R$ 1.500 d) NDR anteriores 
 
26- (Silva & Silva) Quando o Prejuízo Bruto for R$ 300, as DOP forem de R$ 700 e o ROP for 
positivo em R$ 400 poderemos afirmar que: 
a) as DOP são de R$ 600 b) as DOP são de R$ 800 
c) as DOP são de R$ 400 c) NDR anteriores 
 
 
27- (Silva & Silva) Se a RBV for de R$ 5.000, o RCM for de R$ (2.000) e o CMV for de R$ 3.500, 
poderemos afirmar que: 
a) as devoluções de vendas, descontos abatimentos e tributos totalizaram R$ 2.000 
b) as devoluções de vendas, vendas canceladas, descontos e tributos totalizaram R$ 2.500 
c) o conjunto das deduções da receita bruta totalizou R$ 3.000 
d) o conjunto das deduções da receita bruta totalizou R$ 3.500 
e) NDR anteriores. 
CAPÍTULO 4 RESULTADO 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
6666 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
4.7 - INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
 
FAVERO, Hamilton Luiz, et al. Contabilidade:Teoria e Prática. Volumes 1 e 2. 2 ed. 
São Paulo Atlas. 1997. 
FORTES, José Carlos, FORTES, Maice Nobre.Legislação da Profissão Contábil. Livro 
Eletrônico. Fortaleza: Fortes, 2003. 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
concursos. São Paulo: Ímpetus, 2001. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe FEA USP. Manual de Contabilidade das Sociedades 
por Ações, 7 ed. São Paulo: Atlas 2003. 
_______________. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
MARION, José Carlos. SOARES, Adenilson Honorio. Contabilidade como 
Instrumento para Tomada de Decisões. São Paulo: Alínea, 2000 
________________ Contabilidade Básica, texto, 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
PEREZ JR. José Hernandez, BEGALLI, Glaucos Antonio. Elaboração das 
Demonstrações Contábeis. São Paulo: Atlas, 1999. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 
C D A D B B A A C 
10 11 12 13 14 15 16 17 18 
B D D A E E E A D 
19 20 21 22 23 24 25 26 27 
E A C B C B C A D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS 
 Agnaldo Silva 6677 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SI
ST
EM
A
 D
E 
C
O
N
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S 
E 
PL
A
N
O
 D
E 
C
O
N
TA
S
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
6688 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
5.1 - CONCEITO E FUNÇÃO DAS CONTAS 
 
CONCEITOS: 
a) Contas são as representações dos registros de débitos e créditos da mesma 
natureza ou espécie, com a finalidade de identificar e qualificar os componentes 
patrimoniais e de resultados. 
b) Contas são os agrupamentos dos elementos semelhantes integrantes do 
patrimônio, onde são registrados os aumentos e reduções de valores. 
c) Contas são as unidades contábeis onde são registrados os fatos contábeis de 
acordo com a natureza do acontecimento. 
d) Conta é a personificação do fato contábil através do registro dos débitos e 
créditos da mesma natureza, de forma a possibilitar o estudo da dinâmica dos 
acontecimentos. 
 
FUNÇÃO DAS CONTAS: 
Na contabilidade pode-se encontrar os seguintes agrupamentos: Bens, Direitos, 
Obrigações com Terceiros, Obrigações com o Proprietário, Receitas e Despesas. Estes 
agrupamentos são constituídos de elementos aos quais denominam-se contas. 
São as contas que recebem os lançamentos contábeis e delas derivam-se todas as 
funções da contabilidade. Pode-se dizer que as contas são para a contabilidade o mesmo que 
as células são para o corpo humano. 
A conta é identificada através de um título específico, de forma a identificar com clareza 
o agrupamento a que pertence e o fato que pretende registrar. 
É vedado o usode títulos genéricos para as contas. Assim, expressões como Valores a 
Receber; Receitas Diversas; Contas Correntes, etc. não podem ser utilizadas. 
As contas são abertas no momento da necessidade do registro do fato. Por isso, a conta 
Fornecedores por Duplicatas, por exemplo, somente será aberta quando a entidade contrair 
uma obrigação a pagar mediante duplicata. Daí por diante esta conta abrigará todas as 
obrigações a pagar por fornecimentos de bens e serviços mediante duplicatas. 
A classificação das contas é feita em agrupamentos (graus). Esta subdivisão é feita em 
obediência aos preceitos legais e de acordo com o porte e a necessidade da empresa. Os 
elementos são ordenados em níveis e sub-níveis dos grupos patrimoniais e por isso qualquer 
alteração na conta (débitos e créditos) influenciará os níveis superiores. Exemplo: 
 
1. Ativo 
1.1. Ativo Circulante 
1.1.1. Disponibilidades 
1.1.1.1. Caixa 
Conjunto dos Bens e Direitos da Entidade 
Sub-grupo que congrega os bens e direitos de maior movimento 
Divisão do Circulante. Representa os elementos de maior liquidez 
Conta: elemento representativo da moeda em tesouraria (bem) 
Conta: elemento representativo do saldo bancário (direito) 
 Agnaldo Silva 6699 
1.1.1.2. Bancos 
5.2 - ESTRUTURA DAS CONTAS 
 
Por representarem o registro das origens e aplicações dos recursos da mesma natureza 
ou espécie, as contas necessitam de requisitos mínimos e são representadas por uma ficha em 
forma de quadro com colunas, também denominada de razão ou podem ser representadas de 
maneira simplificada/resumida na forma de T, aí denominada de razonete. 
 
ELEMENTOS ESSENCIAIS: 
1. TÍTULO Nome da conta representada pela ficha; 
2. DATA Citação do dia/mês/ano em que se verificou a operação; 
3. HISTÓRICO É o relato do fato acontecido; 
4. VALORES A DÉBITO Descrição das aplicações de recursos (lado esquerdo); 
5. VALORES A CRÉDITO Descrição das origens de recursos (lado direito); 
6. SALDO A diferença entre os débitos e créditos. Os saldos das contas podem ser 
devedor, credor ou nulo. Devedor quando o total dos débitos for maior que o total de 
créditos; Credor quando o total de créditos for maior que o total de débitos e Nulo, 
quando os totais de débito e crédito forem iguais. 
 
MODELO DE CONTA EM RAZÃO. 
Título da Conta Código Contábil 
Data Histórico Débito Crédito Saldo D/C 
 
 
 
 
EXEMPLO: 
Título da Conta Banco 
Movimento 
 Código Contábil 1.1.1.2 
Data Histórico Débito Crédito Saldo D/C 
15/02/04 Depósito 10.000,00 10.000,00 D 
17/02/04 Cheque nº 037 2.500,00 7.500,00 D 
 
 
 
RAZONETE é a forma simplificada de representar uma conta. Basicamente necessita do 
título, das colunas de débito à esquerda e crédito à direita, além do saldo devedor ou credor, 
conforme o caso. 
 
MODELO DE CONTA EM RAZONETE e EXEMPLO DE CONTA EM RAZONETE 
 Título Banco Movimento 
 DÉBITOS CRÉDITOS DÉBITOS CRÉDITOS 
 1 10.000,00 
 2.500,00 2 
 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
7700 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 Saldo 7.500,00 
5.3 - TEORIA DAS CONTAS 
 
Na Teoria Contábil existem várias escolas que ao longo da História produziram estudos 
no sentido de aprimorar a Contabilidade como Ciência. A Teoria das Contas sofreu várias 
interpretações por estas escolas, das quais não se pode deixar de destacar as teorias formadas 
pelas escolas: Personalística; Materialistica e a Patrimonialista. 
 
TEORIA PERSONALÍSTICA. Nesta teoria as contas assumem a configuração de 
pessoa, personalidade própria. As contas se subdividem nos seguintes grupos: 
a) Contas do Proprietário 
b) Contas dos Agentes Consignatários 
c) Contas dos Agentes Correspondentes 
 
As Contas do Proprietário representam o capital social e suas variações. São as contas 
da pessoa do proprietário, nelas incluídas as oscilações positivas e negativas geradas pelas 
receitas e despesas. 
 
As Contas dos Agentes Consignatários representam os bens da entidade. As pessoas dos 
agentes consignatários são os responsáveis pela guarda e conservação dos bens pertencentes 
ao proprietário. 
 
As Contas dos Agentes Correspondentes representam os direitos e obrigações da 
entidade perante terceiros. Ressalte-se que os direitos e obrigações são registrados na 
contabilidade em nome de pessoas, as quais mantém relação de débito ou crédito com a 
entidade. No Ativo são registrados os direitos com natureza devedora, significando que as 
pessoas (terceiros) devem à entidade. No Passivo as obrigações são registradas com natureza 
credora, o que significa que as pessoas (terceiros) têm crédito com a entidade. 
 
TEORIA MATERIALISTA. Nesta teoria as contas assumem a configuração de 
materiais (valores materiais), contrastando fortemente com a teoria personalistica. Pela teoria 
materialista as contas classificam-se em: 
a) Contas Integrais 
b) Contas Diferenciais 
 
As Contas Integrais representam valores patrimoniais (bens, direitos e obrigações a 
pagar). São as contas do Ativo e do Passivo Exigível. 
 
As Contas Diferenciais representam o patrimônio liquido e suas variações na forma de 
receitas e despesas. 
 
TEORIA PATRIMONIALISTA. Nesta teoria há a distinção entre as contas que 
representam a estática patrimonial e as contas que representam a dinâmica patrimonial que 
determina a situação liquida em dado momento. A Teoria Patrimonialista assume o patrimônio 
como objeto da contabilidade. Dela deriva-se a corrente Neo-Patrimonialista de origem 
brasileira, que se dedica ao estudo do fenômeno da transformação do patrimônio pelo 
movimento dos componentes patrimoniais. A Teoria Patrimonialista classifica as contas em: 
a) Contas Patrimoniais 
b) Contas de Resultado 
 Agnaldo Silva 7711 
 
 
As Contas Patrimoniais representam os elementos do Ativo (bens e direitos), do Passivo 
(obrigações a pagar) e do Patrimônio Liquido (situação liquida) que formam o complexo 
patrimonial e refletem a posição estática do patrimônio. 
 
As Contas de Resultado representam as variações patrimoniais registradas pelas receitas 
e despesas contraídas pela entidade e que demonstram o resultado do exercício. As contas de 
resultado representam a dinâmica (movimento) da entidade, são os aumentos e diminuições 
sofridas pelo patrimônio e que geram o resultado positivo ou negativo em um determinado 
período. 
 
 
5.4 - MECANISMO DE DÉBITO E CRÉDITO 
 
Para melhor entender o mecanismo de débito e crédito das contas, recorre-se à Teoria 
Personalistica onde cada conta assume a função de pessoa com sua individualidade. Assim, as 
contas ativas que representam elementos patrimoniais positivos (bens e direitos) são pessoas 
que devem à entidade. Ex. Clientes por Duplicatas, a conta Clientes deve à entidade e esta por 
sua vez tem a receber (direito). Então sua natureza é devedora. 
 
As contas passivas representam elementos patrimoniais negativos. São creditadas pelas 
origens de recursos, ou seja, quando o patrimônio assume obrigações; são debitadas quando 
representar, em um fato contábil, aplicações de recursos; isto é, debita-se por ocasião da 
liquidação das obrigações. O patrimônio líquido como complemento do Passivo para igualar 
ao Ativo, obedece ao mesmo mecanismo das demais contas passivas, ou seja, suas contas são 
creditadas quando há aumento do patrimônio líquido e debitadas quando há redução. Tanto as 
contas de passivo quanto as contas do patrimônio liquido tem natureza credora. 
 
As contas de despesas reduzem o patrimônio líquido. São sempre debitadas; todavia, 
poderão ser creditadas nas situações de estorno de lançamentoe por ocasião de encerramento 
das contas de resultado para apuração do lucro ou prejuízo do exercício. A natureza do saldo 
das contas de despesa é sempre devedora. 
 
As contas de receitas aumentam o patrimônio líquido. São sempre creditadas; porém, 
poderão ser debitadas nas situações de estorno de lançamento e por ocasião de encerramento 
das contas de resultado para apuração do lucro ou prejuízo do exercício. A natureza do saldo 
das contas de receita é sempre credora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATUREZA DAS CONTAS 
NATUREZA DEVEDORA NATUREZA CREDORA 
CONTAS DO ATIVO CONTAS DO PASSIVO E DO 
PATRIMÔNIO LIQUIDO 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
7722 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
Esquema básico do mecanismo de débito e crédito, segundo o prof. Célio Cruz (1995). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
V 
 
 
 
 
 
 
 
Assim: 
¾ DÉBITOS em contas do Ativo ou Despesas, que possuem natureza devedora, 
aumentam os saldos das contas destes grupos. 
¾ DÉBITOS em contas do Passivo, Patrimônio Liquido ou Receitas, que possuem 
natureza credora, diminuem os saldos das contas destes grupos. 
¾ CRÉDITOS em contas do Ativo ou Despesas, que possuem natureza devedora, 
diminuem os saldos das contas destes grupos. 
CONTAS DE DESPESAS CONTAS DE RECEITAS 
 
 
D 
E 
B 
I 
T 
A 
 
 
 
NA 
APLICAÇÃO 
DE 
RECUROS 
NO 
ATIVO 
NO 
PASSIVO 
EM 
DESPESA
AO ENTRAR BENS OU 
ADQUIRIR DIREITOS 
AO LIQUIDAR UMA 
OBRIGAÇÃO 
AO EFETUAR UMA 
DESPESA 
 
 
C 
R 
E 
D 
I 
T 
A 
 
 
 
NA 
ORIGEM 
DE 
RECUROS 
NO 
ATIVO 
NO 
PASSIVO 
EM 
RECEITA
AO SAIR BENS OU 
REALIZAR DIREITOS 
AO ASSUMIR UMA 
OBRIGAÇÃO 
AO REALIZAR UMA 
RECEITA 
DÉBITO 
(aplicações) 
CRÉDITO 
(origens) 
CONTA
CONTA CREDORA
CONTA
CONTA CREDORA
AUMENTA O
DIMINUI O SALDO
DIMINUI O SALDO
AUMENTA O
 Agnaldo Silva 7733 
¾ CRÉDITOS em contas do Passivo, Patrimônio Liquido ou Receitas, que 
possuem natureza credora, aumentam os saldos das contas destes grupos 
 
5.5 - CONTAS RETIFICADORAS 
 
Viu-se que as contas do ativo possuem saldos devedores, tendo, portanto, natureza 
devedora. Porém, existem contas credoras que são classificadas no ativo, cuja função é 
retificar ou reduzir o ativo; essas contas são denominadas de contas redutoras ou retificadoras 
do ativo. Da mesma forma, o passivo e o patrimônio liquido que possuem saldos credores e 
natureza credora, também acatam algumas contas com a função retificadora com saldo 
devedor e com a função de reduzir o saldo do grupo a que pertence. 
 
As contas retificadoras são consideradas patrimoniais, porém, seus saldos são negativos 
em relação ao grupo a que pertencem. Ex. o ativo tem natureza devedora, portanto suas 
retificadoras têm saldo credor. 
 
Como o próprio nome sugere, as contas retificadoras têm a função de retificar algo. 
Como exemplo: Estoque de Mercadorias, é um bem, portanto do ativo e de natureza devedora, 
mas o valor registrado pela compra pode estar superior ao valor atual (mercado), assim, cria-
se a conta retificadora chamada Ajuste do Estoque a Valor Presente, com natureza credora 
cuja função é dar ao grupo de contas de estoques o real valor. Veja abaixo. 
 
Estoque de Mercadoria para Revenda 10.500,00 
Ajuste de Estoque a Valor Presente (2.500,00) 
Saldo de Estoques 8.000,00 
 
O exemplo acima significa que as mercadorias foram adquiridas por $ 10.500,00, porém 
houve uma queda no valor destas mercadorias de forma que elas agora são encontradas no 
mercado ao custo de $ 8.000,00. Portando há a necessidade de realizar o lançamento de ajuste 
no saldo de estoques, via conta retificadora, para que o mesmo expresse a realidade do 
mercado. Isto acontece pela necessidade em atender aos Princípios Contábeis que serão 
estudados mais adiante. 
 
Alguns exemplos de contas retificadoras: 
 
No Ativo: 
9 Provisão de ajuste do valor de estoques ao valor de mercado; 
9 Provisão para devedores duvidosos; 
9 Duplicatas descontadas; 
9 Provisão para perdas prováveis na realização de investimentos; 
9 Deságio a amortizar na realização de investimentos; 
9 Depreciação acumulada; 
9 Amortização acumulada; 
9 Exaustão acumulada. 
 
No Passivo: 
9 Salário família a compensar; 
9 Custos da receita futura. 
 
No Patrimônio Liquido: 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
7744 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
9 Capital a realizar; 
9 Ações em tesouraria 
 
5.6 - PLANO DE CONTAS 
 
Segundo Lopes de Sá (1998), “Plano de Contas é uma peça na técnica contábil que 
estabelece previamente a conduta a ser adotada na escrituração, através da exposição das contas em 
seus títulos, funções, funcionamento, grupamentos, análises, derivações, dilatações e reduções. ... as 
partes essenciais da sua composição são: Princípios Gerais; Elenco de Contas; Função das Contas; 
Funcionamento das Contas; Normas de Avaliação e apuração; Demonstrativos e Explicações 
Adicionais.” 
 
O Plano de Contas destina-se a orientar os trabalhos da escrituração contábil por 
estabelecer previamente a utilização das contas. Para tanto, se faz necessário a elaboração de 
um Elenco de Contas e de um Manual das Contas. Ao elaborar o Plano de Contas, o Contador 
deve considerar as peculiaridades da empresa/entidade e fazer do Plano de Contas uma 
ferramenta gerencial. 
 
Sem pretensão de apresentar um modelo-padrão, o que seria inviável pela diversidade 
de seguimentos econômicos e sociais das empresas, apresenta-se, abaixo, um Elenco de 
Contas elaborado com base nos preceitos da Lei das Sociedades por Ações. 
 
LEI 6404/76 
Art. 179 As contas serão classificadas do seguinte modo: 
I no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício 
social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; 
II no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do 
exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou 
empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas 
ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na 
exploração do objeto da companhia; 
III em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos 
de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à 
manutenção da atividade da companhia ou da empresa; 
IV no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens destinados à 
manutenção das atividades da companhia e da empresa, ou exercidos com essa 
finalidade, inclusive os de propriedade industrial ou comercial; 
V no ativo diferido: as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a 
formação do resultado de mais de um exercício social, inclusive os juros pagos ou 
creditados aos acionistas durante o período que anteceder o início das operações 
sociais. 
Parágrafo único. 
Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o 
exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo 
desse ciclo. 
Passivo Exigível 
Art. 180 As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de 
direitos do ativo permanente, serão classificadas no passivo circulante, quando se 
vencerem no exercício seguinte, e no passivo exigível a longo prazo, se tiverem 
vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafoúnico do artigo 179. 
Resultados de Exercícios Futuros 
Art. 181 Serão classificadas como resultados de exercício futuro as receitas de 
exercícios futuros, diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes. 
 Agnaldo Silva 7755 
Patrimônio Líquido 
Art. 182 A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a 
parcela ainda não realizada 
 ELENCO DE CONTAS 
1. ATIVO 
1.1 ATIVO CIRCULANTE 
1.1.1 DISPONIBILIDADES 
 1.1.1.001 CAIXA 
 1.1.1.002 BANCOS 
 1.1.1.003 APLICAÇÕES DE RESGATE IMEDIATO 
1.1.2 DIREITOS REALIZÁVEIS A CURTO PRAZO 
 1.1.2.001 ADMINISTRADORAS DE CARTÃO DE CRÉDITO 
 1.1.2.002 CLIENTES NACIONAIS 
 1.1.2.003 DUPLICATAS DESCONTADAS 
 1.1.2.004 PROVISÃO PARA PERDAS NO RECEBIMENTO DE CREDITOS 
 1.1.2.005 CLIENTES NO EXTERIOR 
 1.1.2.006 APLICAÇÕES FINANCEIRAS CIRCULANTES 
 1.1.2.007 ADIANTAMENTOS A FUNCONÁRIOS 
 1.1.2.008 TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES A COMPENSAR 
1.1.3 ESTOQUES 
 1.1.3.001 ESTOQUE DE MERCADORIAS PARA REVENDA 
 1.1.3.002 ESTOQUE EM ALMOXARIFADO 
1.1.4 DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE 
 1.1.4.001 SEGUROS A APROPRIAR 
 1.1.4.002 ALUGUEIS ANTECIPADOS A APROPRIAR 
1.2 ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 
1.2.1 DIREITOS REALIZÁVEIS A LONGO PRAZO 
 1.2.1.001 TÍTULOS A RECEBER DE CLIENTES 
 1.2.1.002 DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE 
1.2.2 DIREITOS A RECEBER DE PESSOAS LIGADAS 
 1.2.2.001 EMPRÉSTIMOS A SÓCIOS 
 1.2.2.002 EMPRÉSTIMOS A COLIGADAS 
1.3 ATIVO PERMANENTE 
1.3.1 INVESTIMENTOS 
 1.3.1.001 PARTICIPAÇÕES EM COLIGADAS 
 1.3.1.002 IMÓVEL PARA ALUGUEL 
 1.3.1.003 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA DE IMOVEL ALUGUEL 
1.3.2 IMOBILIZADO 
 1.3.2.001 MÓVEIS E UTENSÍLIOS 
 1.3.2.002 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA DE MOVEIS E UTENS 
 1.3.2.003 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 
 1.3.2.004 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA DE MAQ E EQUIPAM 
 1.3.2.005 VEÍCULOS 
 1.3.2.006 DEPRECIAÇÃO ACUM. DE VEÍCULOS 
 1.3.2.007 RESERVAS MINERAIS 
 1.3.2.008 EXAUSTÃO ACUMULADA DE RESERVAS MINERAIS 
 1.3.2.009 IMOVEIS 
 1.3.2.010 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA DE IMÓVEIS DE USO 
1.3.3 DIFERIDO 
 1.3.3.001 GASTOS PRÉ OPERACIONAIS 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
7766 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 1.3.3.002 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA DE GASTOS PRÉ OPERACIONAIS 
 1.3.3.003 PESQUISA E ELABORAÇÃO DE PRODUTOS 
 1.3.3.004 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA DE PESQ DE PRODUT 
2. PASSIVO 
2. 1CIRCULANTE 
2.1.1 FORNECEDORES 
 2.1.1.001 FORNECEDORES DE MERCADORIAS PARA REVENDA 
 2.1.1.002 OUTROS FORNECEDORES DE BENS E SERVIÇOS 
2.1.2 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS 
 2.1.2.001 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS BANCÁRIOS 
 2.1.2.002 CONTRATOS DE LEASING 
 2.1.2.003 ADIANTAMENTOS DE CLIENTES 
2.1.3 OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS 
 2.1.3.001 SALÁRIOS A PAGAR 
 2.1.3.002 FÉRIAS A PAGAR 
 2.1.3.003 DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO A PAGAR 
 2.1.3.004 F.G.T.S A PAGAR 
 2.1.3.005 I.R.R.F A RECOLHER 
 2.1.3.006 INSS EMPRESA 
 2.1.3.007 INSS FUNCIONÁRIOS 
 2.1.3.008 INSS-INCENTIVOS DO GOVERNO 
2.1.4 OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS 
 2.1.4.001 ICMS A PAGAR 
 2.1.4.002 I.S.S A PAGAR 
 2.1.4.003 IPI A PAGAR 
 2.1.4.004 PIS A PAGAR 
 2.1.4.005 COFINS A PAGAR 
 2.1.4.006 I.R SOBRE LUCRO A PAGAR 
 2.1.4.007 C.S.L. A PAGAR 
2.1.5 DEMAIS CONTAS A PAGAR 
 2.1.5.008 AGUA E ENERGIA ELÉTRICA A PAGAR 
 2.1.5.009 TELEFONE A PAGAR 
 2.1.5.010 ALUGUEIS A PAGAR 
 2.1.5.011 DIVIDENDOS E PARTICIPAÇOES A DISTRIBUIR 
2.2 PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 
2.2.1 OBRIGAÇÕES COM TERCEIROS 
 2.2.1.001 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS BANCÁRIOS 
2.2.2 OBRIGAÇÕES COM PESSOAS LIGADAS 
 2.2.2.001 EMPRÉSTIMOS DE SÓCIOS 
 2.2.2.002 EMPRÉSTIMOS DE COLIGADAS 
2.3 RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 
2.3.1 RECEITAS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 
2.3.2 CUSTO DAS RECEITAS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 
2.4 PATRIMÔNIO LIQUIDO 
2.4.1 CAPITAL 
 2.4.1.001 CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO 
 2.4.1.002 CAPITAL A INTEGRALIZAR 
2.4.2 RESERVAS 
 2.4.2.001 RESERVAS DE CAPITAL 
 2.4.2.002 RESERVAS DE LUCROS 
 Agnaldo Silva 7777 
 2.4.2.003 RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 
2.4.3 LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS 
 2.4.3.001 LUCROS NÃO DISTRIBUÍDOS 
3 . RESULTADO DO EXERCÍCIO 
3.1 RESULTADO BRUTO COM MERCADORIAS E SERVIÇOS 
3.1.1 RECEITAS BRUTAS DE VENDAS E SERVIÇOS 
 3.1.1.001 RECEITA DE VENDA MERCADORIAS 
 3.1.1.002 RECEITA DE SERVIÇOS 
3.1.2 DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA 
 3.1.2.001 DEVOLUÇÕES DE VENDAS 
 3.1.2.002 DESCONTOS SOBRE VENDAS 
 3.1.2.003 ABATIMENTOS SOBRE VENDAS 
 3.1.2.004 IPI SOBRE VENDAS 
 3.1.2.005 ICMS SOBRE VENDAS 
 3.1.2.006 IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS 
 3.1.2.007 PIS SOBRE FATURAMENTO 
 3.1.2.008 COFINS SOBRE FATURAMENTO 
3.1.3 CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA E SERVIÇOS PRESTADOS 
 3.1.3.001 CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS 
 3.1.3.002 CUSTO DOS SERVIÇOS PRESTADOS 
3.2 DESPESAS OPERACIONAIS 
3.2.1 DE VENDAS 
 3.2.1.001 COMISSÕES DE VENDAS 
 3.2.1.002 FRETES E CARRETO SSOBRE VENDAS 
 3.2.1.003 PROMOÇÃO E PROPAGANDA 
 3.2.1.004 PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS 
 3.2.1.005 TAXA DE ADMNISTRADORA DE CARTÃO-CRÉDITO 
3.2.2 RESULTADO FINANCEIRO LIQUIDO 
 3.2.2.001 JUROS PASSIVOS 
 3.2.2.002 TARIFAS BANCÁRIAS 
 3.2.2.003 DESCONTOS CONCEDIDOS 
 3.2.2.004 CORREÇÃO MONETÁRIA DE OBRIGAÇÕES 
 3.2.2.005 VARIAÇÃO CAMBIAL NEGATIVA 
 3.2.2.006 OUTRAS DESPESAS FINANCEIRAS 
 3.2.2.007 JUROS ATIVOS 
 3.2.2.008 DESCONTOS OBTIDOS 
 3.2.2.009 CORREÇÃO MONETÁRIA DE CRÉDITOS 
 3.2.2.010 VARIAÇÃO CAMBIAL POSITIVA 
 3.2.2.011 OUTRAS RECEITAS FINANCEIRAS 
3.2.3 DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS 
 3.2.3.001 SALÁRIOS E ENCARGOS COM PESSOAL 
 3.2.3.002 MATERIAL DE EXPEDIENTE 
 3.2.3.003 AGUA, ENERGIA E TELEFONE 
 3.2.3.004 ALUGUEIS PASSIVOS 
 3.2.3.005 SEGUROS 
 3.2.3.006 DEPRECIAÇÕES/AMORTIZAÇÕES/EXAUSTÕES 
 3.2.3.007 INVESTIMENTOS EM MEIO AMBIENTE 
 3.2.3.008 INVESTIMENTOS SOCIAIS E CULTURAIS 
 3.2.3.009 OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS 
3.2.4 OUTRAS DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
7788 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 3.2.4.001 RESULTADO NEGATIVO NA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 
 3.2.4.002 RESULTADO POSITIVO NA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 
 3.2.4.003 DIVIDENDOS RECEBIDOS 
 3.2.4.004 ALUGUEIS ATIVOS 
3.3 DESPESAS E RECEITAS NÃO OPERACIONAIS 
3.3.1 DESPESAS NÃO OPERACIONAIS 
 3.3.1.001 PERDAS DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE BENS 
3.3.2 RECEITAS NÃO OPERACIONAIS 
 3.3.2.001 GANHO DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE BENS 
3.4 ENCARGOS SOBRE O LUCRO 
3.4.1 PROVISÃO PARA I.R E C.S.L 
 3.4.1.001 PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA 
 3.4.1.002 PROVISÃO PARA C.S.L. 
3.5 PARTICIPAÇÕES NO RESULTADO 
3.5.1 PARTICIPAÇÃO DE TERCEIROS NO LUCRO 
 3.5.1.001 PARTICIPAÇÕES DE DEBÊNTURES 
 3.5.1.002 PARTICIPAÇÕES DE EMPREGADOS 
 3.5.1.003 PARTICIPAÇÕES DE ADMINISTRADORES 
 3.5.1.004 PARTICIPAÇÕES DE FUNDO DE ASSISTÊNCIA 
3.6 RESULTADO DO EXERCÍCIO 
3.6.1 DESTINAÇÃO DO RESULTADO 
 3.6.1.001 CONTA DE ENCERRAMENTO DO RESULTADO 
 
 
 
 
 
MANUAL DAS CONTAS (apenas para exemplificar algumas contas) 
 
CAIXA. Código 1.1.1.001 Ativo; Circulante; Disponibilidades. 
Função: Abrigar os numerários em tesouraria. (dinheiro no caixa da empresa) 
Natureza: Devedora. 
Debitada: Recebimento de duplicatas; Vendas à vista em dinheiro; saques bancários; etc. 
Creditada: Emtodos os desembolsos em dinheiro - pagamentos de: títulos, despesas, etc. 
 
BANCOS. Código 1.1.1.002 Ativo; Circulante; Disponibilidades. 
Função: Abrigar toda a movimentação bancária da empresa. (banco conta movimento) 
Natureza: Devedora. 
Debitada: Pelos valores depositados em banco e pela aquisição de empréstimos. 
Creditada: Pelos pagamentos em cheques ou diminuições na conta corrente. 
 
CLIENTES NACIONAIS. Código 1.1.2.002 Ativo; Circulante; Direitos. 
Função: Abrigar os valores a receber provenientes de vendas a prazo. 
Natureza: Devedora. 
Debitada: No ato da venda a prazo para recebimento até exercício social seguinte. 
Creditada: Pelo recebimento da duplicata; quando o cliente resgata a duplicata. 
 
ESTOQUE MERC. REVENDA. Código 1.1.3.001 Ativo; Circulante; Estoques. 
Função: Abrigar os valores das mercadorias destinadas a venda. 
Natureza: Devedora. 
 Agnaldo Silva 7799 
Debitada: Nas compras de mercadorias. 
Creditada: Nas vendas de mercadorias; nas percas por avarias ou sinistros. 
 
SEGUROS A APROPRIAR. Código 1.1.4.001 Ativo; Circulante; Desp. Exerc. Seg. 
Função: Abrigar os valores relativos a seguros pagos com competência futura. 
Natureza: Devedora. 
Debitada: No ato da contratação e pagamento do seguro. 
Creditada: Mensalmente pela apropriação mensal de parcela proporcional ao n° meses. 
 
VEÍCULOS. Código 1.3.2.005 Ativo; Permanente; Imobilizado. 
Função: Abrigar os valores de aquisição dos veículos de uso na empresa. 
Natureza: Devedora. 
Debitada: Na compra do veículo ou em reavaliações do mesmo. 
Creditada: Na venda de veículos ou baixa por desuso, avaria ou sinistro. 
 
DEPRECIAÇÃO ACUM. VEÍCULOS. Código 1.3.2.006 Ativo; Perm.; Imobilizado 
Função: Retificar o valor dos veículos pelas percas de valor pelo uso ou obsolescência. 
Natureza: Credora. 
Debitada: Na baixa do bem pela venda, desuso, avaria, sinistro, etc. 
Creditada: Mensalmente, na apropriação das parcelas de depreciação do bem. 
 
GASTOS PRÉ-OPERACIONAIS. Código 1.3.3.001 Ativo; Permanente; Diferido 
Função: Registrar as aplicações de recursos em despesas na fase pré-operacional. 
Natureza: Devedora. 
Debitada: No ato do pagamento das despesas de implantação. 
Creditada: Para extinção do valor aplicado, pela amortização ou desistência do projeto. 
 
FORNECEDORES DE MERC. REV. Código 2.1.1.001 Passivo; Circulante; Fornec. 
Função: Abrigar as obrigações relativas às compras de mercadoria a prazo. 
Natureza: Credora. 
Debitada: No pagamento das duplicatas. 
Creditada: No ato da aquisição da mercadoria com aceite de duplicata circulante. 
 
SALÁRIOS A PAGAR. Código 2.1.3.001 Passivo; Circulante; Obrig. trabalhistas 
Função: Abrigar os valores a pagar a funcionários pelos serviços prestados. 
Natureza: Credora. 
Debitada: No pagamento dos salários. 
Creditada: Nas provisões da folha de pagamento. 
 
ICMS A PAGAR. Código 2.1.4.001 Passivo; Circulante; Obrigações Fiscais 
Função: Abrigar os valores a pagar ao governo pelo ICMS. 
Natureza: Credora. 
Debitada: No pagamento do valor do tributo. 
Creditada: No fato gerador do tributo, vendas de mercadorias e serviços. 
 
CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO. Código 2.4.1.001 Passivo; Pat.Liquido; Capital 
Função: Registrar o valor do capital prometido pelos sócios ou acionistas 
Natureza: Credora. 
Debitada: Na diminuição do Capital Social 
Creditada: No ato da formação do Capital ou nas alterações positivas do mesmo. 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
8800 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
 
RECEITA DE VENDAS MERC. Código 3.1.1.001 Resultado; RBVS; Receitas Vendas. 
Função: Registrar os valores de todas as vendas de mercadorias. 
Natureza: Credora. 
Debitada: Apenas no encerramento do exercício. 
Creditada: Em todas as vendas de mercadorias a prazo ou a vista. 
 
PROMOÇÃO E PROPAGANDA. Código 3.2.1.003 Resultado; DO; Vendas 
Função: Registrar os gastos com promoção e propaganda realizados pelo setor vendas. 
Natureza: Devedora. 
Debitada: No reconhecimento da dívida pelas provisões ou pagamentos. 
Creditada: Nos estornos de lançamentos errados e no encerramento do exercício 
 
JUROS ATIVOS. Código 3.2.2.007 Resultado; DO; Resultado Financeiro 
Função: Registrar os recebimentos de juros de clientes por atraso no pagt° de dupls. 
Natureza: Credora. 
Debitada: Nos estornos de lançamentos indevidos e no encerramento do exercício. 
Creditada: No reconhecimento dos juros pela provisão ou recebimento do mesmo. 
 
 
 
 
 
5.7 - RESUMO 
 
Conta é, segundo Lopes de Sá (1998), a expressão qualitativa e quantitativa, estática e 
dinâmica, de fatos patrimoniais da mesma natureza, ocorridos ou por ocorrer, em uma 
empresa ou em uma entidade. A função de uma conta é sua ação, o papel que desempenha na 
escrituração dos fatos nela registrados. 
 
Os elementos mínimos de uma conta apresentada em forma de razão são: Título da 
conta; Data dos acontecimentos dos fatos; Histórico da ocorrência dos fatos; Valores a débito, 
lançados no lado esquerdo; Valores a crédito, lançados no lado direito e o Saldo da conta. As 
contas também podem ser expressas em razonetes, este por sua vez é o diminutivo do razão 
expresso na forma de T. 
 
As principais Teorias das Contas são: Personalistica, Materialistica e Patrimonialista. 
 
A Teoria Personalistica trata as contas como pessoas na sua relação com a empresa, nela 
as contas são classificadas em: contas do proprietário; contas dos agentes consignatários e 
contas dos agentes correspondentes. 
 
A Teoria Materialistica se opõe à Teoria Personalistica por não dar aspecto de pessoas 
às contas e sim de materiais. Na Teoria Materialistica as contas são classificadas em contas 
integrais e contas diferenciais. 
 
A Teoria Patrimonialista é a que faz clara distinção entre a estática e a dinâmica da 
empresa. Nela as contas são classificadas em contas patrimoniais e contas de resultado. As 
 Agnaldo Silva 8811 
contas patrimoniais são as contas de Ativo, Passivo e Situação Liquida, estas representado a 
estática da empresa. As contas de resultado são as contas de receitas e despesas, dando idéia 
de movimento, portanto a dinâmica da entidade. 
As contas patrimoniais permanecerão “abertas” (em uso) por tempo indeterminado, ao 
passo que as contas de resultado, receitas e despesas, serão encerradas no final de cada 
exercício social (capitulo 7). Encerradas para que se apure o resultado daquele período. Para 
tanto, se faz necessário que os saldos de todas as contas de receitas e despesas sejam 
transferidos para uma conta denominada conta de encerramento do exercício. Após a 
apuração, o resultado vai para o patrimônio liquido e assim equilibrar a balança e voltar ao 
estado estático. 
 
O Plano de Contas é o conjunto ordenado das contas utilizadas pela entidade. Sua 
composição requer no mínimo um Elenco de Contas e um Manual das Contas. O Elenco é a 
disposição ordenada e codificada das contas, com obediência aos preceitos legais e à 
necessidade gerencial da entidade e ainda de acordo com o porte e objetivos sociais e 
econômicos. O Manual das Contas descreve os princípios gerais, as funções de cada uma das 
contas, o funcionamento, as normas de avaliação e apuração, faz demonstrativos e dá 
explicações adicionais necessárias para que o usuário do Elenco de Contas possa classificar as 
contas a serem escrituradas. 
 
Cada empresa deverá elaborar seu próprio plano de contas, pois o plano expressará 
aspectos específicos da entidade e servirá como importante instrumento na tomada das 
decisões e no controle interno, além de ser o principal instrumento do sistema contábil. 
 
 
 
 
5.8 - QUESTÕES PARA REFLEXÃO 
 
1. Crie seu conceito de conta. 
2. Quais os elementos essenciaisde uma conta? 
3. Qual a importância e a função das contas na entidade? 
4. Relate com minúcias o mecanismo de débito e crédito. 
5. Diferencie as teorias das contas das escolas personalistica e a materialistica. 
6. Qual a importância da teoria das contas da escola patrimonialistica na contabilidade 
contemporânea. 
7. Imagine que você vai fazer a contabilidade da sua pessoa ou da sua família. Elabore 
um elenco de contas e um manual das contas que represente este ente. 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
8822 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
5.9 - QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
1 - (MPU/ESAF, 1993) Contas: 
- Reserva Legal. ( ) 
- Duplicatas a Receber. ( ) 
- Veículos. ( ) 
- Doações e Subversões para investimentos. ( ) 
- Almoxarifado de Materiais ( ) 
- ICMS a Recuperar ( ) 
- Marcas e Patentes ( ) 
- Aplicações Financeiras ( ) 
- Provisão para o I.de Renda ( ) 
- Encargos Sociais a Recolher ( ) 
- Fornecedores ( ) 
-Despesas a Apropriar ( ) 
Classifique as contas patrimoniais acima relacionadas de acordo com a natureza dos elementos que 
nelas são registrados e, em seguida, sinalize a opção que indica, pela ordem, as quantidades exatas de 
contas do Ativo (A), do Passivo (P) e do Patrimônio Líquido (PL). 
a) 8, 3 e 1. 
b) 7, 3 e 2. 
c) 6, 4 e 2. 
d) 5, 5 e 2. 
e) 7, 4 e 1. 
 
2 - (AFC/ESAF, 1992:) 
Contas: 
- Conservação de Imóveis. 
- Depreciação Acumulada de Veículos. 
- Receita de Exercícios Futuros. 
- Encargos de Exaustão. 
- Duplicatas Descontadas. 
- Seguros a vencer. 
Constam da relação acima exatamente: 
a) 4 (quatro) contas patrimoniais. 
b) 3 (três) contas diferenciais. 
c) 3 (três) contas patrimoniais. 
d) 4 (quatro) contas de resultado. 
e) 5 (cinco) contas patrimoniais. 
 
3 - (AFCE/TCU, 1996) Para cada opção assinale C (certo) ou E (errado). 
Pertence ao conjunto de Contas do Passivo a conta denominada: 
( ) Fornecedores. 
( ) Obrigações Fiscais. 
( ) Duplicatas a Receber. 
( ) Títulos a Pagar. 
( ) Benfeitorias em Propriedades de Terceiros 
 
A seqüência correta é: 
a) CEECC 
b) CCEEC 
c) ECEEC 
 Agnaldo Silva 8833 
d) CCEEC 
e) NDA 
 
4 - (TTN/ESAF, 1992) As contas são analíticas ou sintéticas, conforme exijam, ou não, 
desdobramentos ou subdivisões. São contas analíticas: 
a) Contas Correntes e Caixa. 
b) Bancos c/Movimento e Fornecedores. 
c) Veículos e Duplicatas a Receber. 
d) Duplicatas a Pagar e Provisão para Imposto de Renda. 
e) Baixa e Bancos c/Movimento. 
 
5 - (CFC Suficiência, 2001) Empréstimos concedidos pela sociedade controladora às sociedades 
coligadas e controladas, que não se caracterizem como transações usuais da companhia, devem ser 
classificadas no Balanço Patrimonial, no seguinte grupo de contas: 
a) Passivo Exigível a Longo Prazo; 
b) Ativo Realizável a Longo Prazo; 
c) Ativo Circulante; 
d) Passivo circulante. 
 
6 - (AFC/MF, 2000) A consolidação do pensamento contábil pautou-se em diversos estudos e 
correntes doutrinárias, entre as quais se destaca uma teoria de cunho jurídico chamada de “Teoria 
Personalista das Contas”, que divide os componentes do sistema contábil em contas de agentes 
consignatários, contas de agentes correspondentes e contas de proprietário. 
Assinale entre as opções abaixo aquela que, segundo a Teoria Personalista, contém apenas contas do 
proprietário. 
a) Juros ativos, Salários a pagar, Capital social, Lucros acumulados, Ações de coligadas; 
b) Juros a receber, Salários, Capital social, Móveis e utensílios, Imposto a recolher; 
c) Juros passivos, Salários, Capital social, Impostos, Reservas de contingências; 
d) Patentes, Capital social, Juros a pagar, Impostos, Reservas de reavaliação; 
e) Depreciação acumulada, Impostos a recolher, Juros a receber, Cliente e Duplicatas a pagar 
 
7 - (AFTN/ESAF, 2000) Os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e 
que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa, segundo o texto da Lei 
6.404/76, são classificados como: 
a) Investimentos; 
b) Contas a Receber; 
c) Diferido; 
d) Imobilizados; 
 
8 - (Silva & Silva) No Ativo Circulante as contas serão classificadas: 
a) as disponibilidades, as exigibilidades e os estoques; 
b) as disponibilidades, as realizações até o exercício seguinte e as despesas do exercício seguinte; 
c) as disponibilidades, os estoques e os investimentos essenciais; 
d) as exigibilidades, as realizações de curto prazo e as imobilizações; 
e) as despesas diferidas, os bens para venda e as imobilizações. 
 
9 - (K7 Concursos, 2000:17) Uma certa empresa possui um terreno utilizado para estacionamento de 
seus clientes, outro para utilização como depósito e um terceiro que não é utilizado pela empresa e 
nem ela pretende vende-lo. Assim, temos respectivamente: 
a) os dois primeiros são classificados no Ativo Permanente e o terceiro no Ativo Realizável a Longo 
Prazo; 
b) os dois primeiros são classificados no Ativo Permanente e o terceiro no Ativo Circulante; 
c) os três são classificados no Ativo Permanente; 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
8844 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
d) os dois primeiros são classificados no Ativo Permanente, Investimentos e o terceiro no Patrimônio 
Líquido; 
e) o primeiro é classificado no Ativo Permanente, o segundo no Ativo Realizável a Longo Prazo e o 
terceiro no Ativo Circulante. 
10 - (K7 Concursos, 2000:18) De acordo com a questão anterior, pode-se afirmar que os Bens são 
classificados, respectivamente no: 
a) Imobilizado – imobilizado e diferido; 
b) Imobilizado – imobilizado e investimentos; 
c) Imobilizado – investimentos e investimentos; 
d) Investimentos – imobilizado – imobilizado; 
e) Diferido – imobilizado – imobilizado. 
 
11 - (Silva & Silva) Observe as contas abaixo: 
Receitas financeiras, receitas não-operacionais, receitas recebidas antecipadamente, receitas de 
exercícios futuros, variações monetárias passivas. 
No rol das contas listadas pode-se afirmar que existem: 
a) três contas de resultado indicadoras de receita e duas contas patrimoniais; 
b) duas contas de resultado indicadoras de receita e três contas patrimoniais; 
c) duas contas de resultado indicadoras de receita, uma indicadora de despesa e duas contas 
patrimoniais; 
d) cinco contas de resultado indicadoras de receita; 
e) quatro contas de resultado indicadoras de receita e uma indicadora de despesa. 
 
12 - (Silva & Silva) A conta Capital: 
a) representa as disponibilidades em caixa e bancos; 
b) representa o Ativo total; 
c) é assim denominada por ser a principal conta do patrimônio; 
d) é parte integrante do resultado do exercício; 
e) é parte integrante da situação líquida. 
 
13 - (Silva & Silva) Assinale a conta que apresenta saldo credor: 
a) Prejuízos acumulados; 
b) Empréstimos bancários; 
c) Estoques em almoxarifado; 
d) Seguros a apropriar; 
e) Alugueis a vencer. 
 
14 - (Silva & Silva) Assinale a alternativa que contenha apenas contas do Ativo. 
a) Empréstimos de diretores, Estoques de mercadorias, Duplicatas a receber, Máquinas; 
b) Adiantamento a fornecedores, Duplicatas a pagar, Máquinas; 
c) Empréstimos de diretores, Adiantamentos a fornecedores, Máquinas; 
d) Empréstimos a diretores, Benfeitorias em imóveis de terceiros,Máquinas, Instalações; 
e) Adiantamento a empregados, Adiantamento a fornecedores, Adiantamento de diretores. 
 
15 - (Silva & Silva) Em conformidade com a Lei nº 6.404/76, as contas de Despesas do Exercício 
Seguinte e Provisão para pagamento de férias são classificadas, respectivamente, no: 
a) Ativo Realizável no Exercício Seguinte e Passivo exigível circulante; 
b) Resultado do exercício e Ativo circulante; 
c) Ativo circulante e Resultado de exercício futuro; 
d) Ativo diferido e Passivo circulante; 
e) Ativo circulante e Passivo circulante. 
 
 Agnaldo Silva 8855 
16 - (Silva & Silva) O saldo da conta ICMS a Recuperar representa: 
a) débito ou dívida da empresa com o Governo; 
b) crédito da empresa com clientes pelas vendas com destaque de ICMS; 
c) crédito da empresa com fornecedores pelas notas sem destaque de ICMS; 
d) crédito da empresa com o Governo 
e) débito da empresa com fornecedores 
17 - (Silva & Silva) Para atender à ordem decrescente de liquidez, preconizada pela Lei nº 6.404/76, 
as contas Bancos c/Movimento, Duplicatas a receber e Estoque de mercadorias, devem ser dispostas 
no plano de contas na seguinte ordem: 
a) Bancos c/movimento, Duplicatas a receber, Estoque de mercadorias; 
b) Bancos c/movimento, Estoque de mercadorias, Duplicatas a receber; 
c) Estoque de mercadorias, Bancos c/movimento, Duplicatas a receber; 
d) Duplicatas a receber, Bancos c/movimento, Estoque de mercadorias; 
e) Duplicatas a receber, Estoque de mercadorias, Bancos c/movimento 
 
18 - (Silva & Silva) Deduzindo da Receita Bruta das Vendas os impostos incidentes sobre as vendas, 
os abatimentos concedidos incondicionalmente e as vendas canceladas, obtém-se: 
a) o resultado líquido em vendas 
b) o lucro bruto; 
c) o lucro operacional líquido; 
d) a receita líquida das vendas; 
e) o resultado com mercadorias; 
 
19 - (Silva & Silva) Classifica-se como conta de resultado: 
a) Perdas na equivalência patrimonial; 
b) Prejuízos Acumulados; 
c) Dividendos a Distribuir; 
d) Amortização Acumulada de Bens Intangíveis; 
e) Despesas Antecipadas 
 
20- (ESAF/TRF, 2000) Os títulos que estão relacionados abaixo em ordem alfabética constam do 
Plano de Contas da empresa S/A Mera & Simples. 
Ações de Coligadas, Ações em Tesouraria, Capital a Integralizar, Capital Social, Depósito Bancário, 
Despesas Antecipadas, Duplicatas Descontadas, Duplicatas a Pagar, Duplicatas a Receber, 
Empréstimos Bancários, Estoque de Mercadorias, Receitas Antecipadas, Vendas de mercadorias 
Observando-se a relação acima podemos dizer que ela contém: 
a) 1 conta de passivo, 5 contas de ativo e 7 contas de patrimônio líquido 
b) 2 contas integrais credoras, 5 contas integrais devedoras e 6 contas diferenciais 
c) 3 contas de resultado e 10 contas patrimoniais 
d) 3 contas de agente consignatário, 4 contas de agente correspondente e 6 contas do proprietário 
e) 6 contas de saldos credores e 7 contas de saldos devedores 
 
21 - (Silva & Silva) O Ativo circulante é composto: 
a) pelos bens e direitos em movimento 
b) pelos bens e direitos exigíveis, até o término do exercício seguinte 
c) pelos bens e direitos em circulação e os bens numerários 
d) pelos bens numerários, os bens e direitos realizáveis até o término do exercício seguinte e pelas 
despesas pagas antecipadamente. 
 
22 - (Silva & Silva) O Passivo Exigível a Longo Prazo é composto: 
a) pelas obrigações exigíveis, após o término do exercício seguinte 
b) pelos direitos e obrigações exigíveis após o término do exercício seguinte 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
8866 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
c) pelas obrigações sem vencimento determinado 
d) As obrigações exigíveis, até o término do exercício seguinte 
 
23 - (Silva & Silva) Determinação dada aos elementos patrimoniais reunidos em classes, de acordo 
com um atributo comum, recebendo denominação específica. 
a) conta patrimonial; b) título de conta; 
c) título dos valores das despesas e receitas; d) título dos valores dos ativos e passivos. 
 
24 - (Silva & Silva) O agrupamento das contas que serão utilizadas para registrar as operações de uma 
empresa, é denominado de: 
a) contas patrimoniais; 
b) planos contábeis; 
c) elenco de contas; 
d) títulos de valores patrimoniais; 
e) manual das contas. 
 
25 - (Silva & Silva) um plano de contas completo e bem elaborado deve conter: 
a) instruções pormenorizadas sobre as funções e funcionamento das contas que o integram; 
b) todos os valores lançados no débito e no crédito; 
c) todas as instruções para lançamento de despesas e receitas; 
d) todas as instruções que sejam úteis para o lançamento do permanente. 
e) Apenas um elenco de todas as contas utilizadas na empresa. 
 
26 - (Silva & Silva) as participações societárias em empresas coligadas ou controladas serão 
classificadas no: 
a) no passivo exigível – curto prazo 
b) no ativo permanente – imobilizado 
c) no ativo permanente – investimentos 
d) no passivo circulante – investimentos 
e) no patrimônio liquido 
 
27 - (CFC Suficiência) O Ativo permanente é formado pelos subgrupos de contas: 
a) Investimento, imobilizado e diferido 
b) Imobilizado, depreciação acumulada e diferido 
c) Imobilizado, realizável a longo prazo e diferido 
d) Investimento, imobilizado e tangível 
 
28 - (CFC Suficiência) São classificadas como Despesas Administrativas os gastos com: 
a) pessoal de administração, assessoria contábil e honorários do conselho fiscal; 
b) pessoal da fábrica, encargos sociais, comissão bancária; 
c) pessoal de vendas, comissões, aluguel. 
d) pessoal de escritório, aluguel de máquinas industriais, assinaturas de revistas. 
 
29 - (CFC Suficiência) São classificados no Ativo Permanente – subgrupo Diferido: 
a) Aluguéis pagos antecipadamente. 
b) Mercadorias para revenda. 
c) Seguros pagos antecipadamente. 
d) Gastos de reorganização. 
 
30 – (CFC Suficiência) São contas típicas do Ativo Permanente, exceto: 
a) Bens em Operação e Pesquisa para Desenvolvimento de Produtos. 
b) Despesas Antecipadas; Empréstimos Compulsórios sobre Combustíveis. 
c) Participações Permanentes em Outras Sociedades; Participações em Fundos de Investimentos. 
 Agnaldo Silva 8877 
d) Terrenos e Imóveis para Futura Utilização; Imóveis não de Uso. 
 
31 - (CFC Suficiência) Das contas abaixo apresentadas, NÃO se classifica no Ativo a Provisão para: 
a) Imposto de Renda. 
b) Créditos de Liquidação Duvidosa. 
c) Ajuste dos Estoques ao Valor de Mercado. 
d) Ajuste de Investimentos Permanentes. 
 
 
32 - (CFC Suficiência) Gastos pré-operacionais com instalação de fábrica, são classificados: 
a) No Resultado de Exercícios Futuros. 
b) No Circulante. 
c) No Diferido. 
d) Nos Investimentos. 
 
33 - (CFC Suficiência) Os Empréstimos a Acionistas, que não decorrem de negócios usuais na 
exploração do objeto da companhia, são demonstrados no Balanço Patrimonial através do: 
a) Ativo Circulante. 
b) Realizável a Longo Prazo. 
c) Capital a Integralizar. 
d) Resultado de Exercícios Futuros. 
 
34 - (CFC Suficiência) Indique a seqüência de contas que representa capitais de terceiros: 
a) Salários a Pagar, INSS a Recolher e FGTS a Recuperar. 
b) Clientes, Adiantamentos a Fornecedores e Impostos a Recuperar. 
c) Capital Social, Reserva Legal e Lucros ou Prejuízos Acumulados. 
d) Fornecedores, Adiantamentos de Clientes e Impostos a Pagar. 
 
35 - (CFC Suficiência) O desconto obtido no pagamento de uma duplicata é considerado: 
a) Despesa 
b) Receita 
c) Despesa ou Receita, dependendo da operação realizada 
d) Não é considerado na escrituração da empresa, pois deve-se registrar o valor bruto da operação, 
conforme estipulado nos Princípios Fundamentais de Contabilidade. 
 
36 - (Braga/Soares, 2000:33) Quais os gruposque integram o Passivo? 
a) Circulante, Resultado do Exercício Futuro e Patrimônio Líquido; 
b) Patrimônio Líquido, Resultado de Exercício Futuro e Exigível a Curto Prazo; 
c) Circulante, Exigível a Longo Prazo, Resultado de Exercício Futuro e Patrimônio Líquido; 
d) Circulante, Realizável a Longo Prazo, Despesas do Exercício Seguinte e Patrimônio Líquido. 
 
37 - (Braga/Soares, 2000:37) Integram o Patrimônio Líquido as contas representativas do: 
a) Capital de Terceiros; 
b) Capital Próprio; 
c) Passivo Circulante; 
d) Passivo Exigível. 
 
38 - (Braga/Soares, 2000:37) O Patrimônio Líquido compreende os seguintes subgrupos de contas: 
a) Capital Social, Reservas de Capital, Reservas de Lucros e Lucros Acumulados; 
b) Capital Realizado, Reservas de Capital, Reservas de Reavaliação, Reservas de Lucros e Lucros ou 
Prejuízos Acumulados; 
c) Capital Realizado, Reservas e Lucros ou Prejuízos Acumulados; 
d) Capital Social, Reservas e Lucros ou Prejuízos Acumulados. 
 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
8888 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
39- (CESPE/UnB, 1997) Em uma empresa constituída sob a forma de sociedade por ações, os direitos 
derivados de vendas, adiantamentos e empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores, 
acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração 
do objeto da companhia, serão contabilizadas no 
a) ativo realizável a longo prazo 
b) ativo circulante 
c) passivo exigível a longo prazo 
d) patrimônio líquido 
e) ativo diferido 
40 - (Olivares, 1999:22) Contas de um plano de contas de uma Cia. Comercial: 
1) Serviços Prestados por Terceiros 
2) Juros Passivos 
3) Prêmios de Seguros a Vencer 
4) Adiantamentos de Clientes 
5) Empréstimos Compulsórios 
6) Honorários da Diretoria 
7) Provisão p/ Imposto de Renda a Recolher 
8) Fornecedores 
9) Créditos de Coligadas/Controladas 
Se apresentarem saldo, devem constar do Balanço Patrimonial, sem exceção alguma, as contas 
referentes aos números: 
a) 1, 3, 4, 5, 8 e 9 
b) 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 
c) 3, 4, 5, 7, 8 e 9 
d) 1, 3, 4, 7 e 8 
e) 2, 3, 4, 5 e 8 
 
41 - (Silva & Silva) 
1) Adiantamento de clientes 
2) Bancos 
3) Caixa 
4) Duplicatas a pagar 
5) Edifício para alugueis 
6) Fornecedores 
7) Máquinas fabris 
8) Mercadorias 
9) Nota Promissória a pagar 
10) Receitas de vendas 
11) Salários a pagar 
12) Terrenos 
 
Levando-se em conta os dados acima, assinale a opção que indica, pelos números de ordem, 
exclusivamente contas que se classificam no ativo: 
a) 1,3, 4, 7, 10 
b) 2, 3, 5, 7, 8, 12 
c) 3, 6, 7, 9, 12 
d) 2, 3, 4, 7, 10, 12 
e) 1, 2, 3, 5, 8, 11, 12 
 
42 - (Olivares, 1999:35) Os planos de contas estão representados por 4 grandes grupos: 
a) contas de Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido e Receitas; 
b) contas de Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido e Resultado; 
c) contas de Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido e Despesas; 
d) contas de Ativo, Passivo, Despesas e Receitas; 
 Agnaldo Silva 8899 
e) contas de Ativo, Passivo, Resultado e Patrimônio Líquido. 
 
43 - (Olivares, 1999:35) São contas diferenciais: 
a) Despesas, Mercadorias e Caixa; 
b) Devedores duvidosos, Salários e Juros; 
c) Receita de aluguel, Caixa e Juros ativos; 
d) Juros a pagar, Despesas de aluguel e Receitas de serviços; 
e) Despesas de financiamentos, Juros a receber e Juros passivos. 
 
44 - (Olivares, 1999:35) Segundo a escola personalística é conta de correspondente: 
a) Caixa 
b) Mercadorias 
c) Capital 
d) Títulos a pagar 
e) Reserva legal 
 
45 - (Olivares, 1999:35) Fazer a relação das contas: 
1 – Patrimoniais 2 – Diferenciais 3 – Retificadoras 
( ) Capital 
( ) Juros a pagar 
( ) Despesas de aluguel 
( ) Provisão p/ devedores duvidosos 
( ) Títulos a receber 
a) 1 – 2 – 1 – 3 – 1 b) 1 – 1 – 3 – 1 – 2 
c) 1 – 3 – 2 – 1 – 1 d) 2 – 1 – 3 – 1 – 1 
e) 1 – 1 – 2 – 3 – 1 
 
46 - (Olivares, 1999:35) É função das contas de resultado: 
a) dar apoio as contas integrais; 
b) apurar e destinar os lucros ou prejuízos; 
c) apurar o resultado da correção monetária do balanço; 
d) apurar o rédito originário da transações com mercadorias; 
e) registrar as variações negativas e positivas do PL. 
 
47 - (Olivares, 1999:35) Qual a origem de saldo das contas retificadoras de ativo? 
a) credoras e devedoras de acordo com o lançamento 
b) saldo devedor por serem retificadoras 
c) saldo nulo quando retornam ao balanço 
d) saldo devedor por serem também de resultado 
e) n.d.a 
 
48 - (Olivares, 1999:36) Uma conta é creditada quando: 
a) aumenta responsabilidade 
b) diminui direitos 
c) diminui responsabilidade 
d) adquire direitos 
e) as alternativas “a” e “b” estão certas 
 
49 - (Olivares, 1999:36) Apontar a alternativa errada: 
São contas de proprietário de acordo com a escola personalista. 
a) Lucros acumulados 
b) Mercadorias 
c) Capital 
d) Reserva legal 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
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9900 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
e) Prejuízo acumulado 
 
50 - (Olivares, 1999:36) O saldo credor da conta Caixa: 
a) é inadmissível numa escrituração regular e correta; 
b) pode ocorrer nos casos de fornecimento de vales a empregados; 
c) pode ocorrer nos casos de omissão de escrituração de compra á vista; 
d) pode ocorrer nos casos de lançamento em duplicatas de vendas á vista; 
e) pode ocorrer nos casos de desfalques de dinheiro sofridos pela empresa. 
 
51 - (Olivares, 1999:39) Assinale a opção que identifica pelos números de ordem, exclusivamente, 
contas que têm saldo de natureza devedora constantes da relação a seguir: 
1 – Caixa 
2 – Duplicatas a pagar 
3 – Duplicatas a receber 
4 – Duplicatas descontadas 
5 – Imóveis de uso 
6 – Máquinas 
7 – Móveis e utensílios 
8 – Notas promissórias a pagar 
9 – Salários pagos antecipadamente 
10 – Veículos de uso 
a) 1, 3, 5, 7, 9 
b) 2, 4, 6, 8, 10 
c) 1, 2, 3, 4, 5 
d) 6, 7, 8, 9, 10 
e) 3, 4, 5, 6, 7 
 
52 - (Olivares, 1999:41) Não se classifica no Ativo: 
a) Depreciação 
b) Provisão para Imposto de Renda 
c) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 
d) Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado 
e) Provisão para Perdas em Investimentos 
 
53 - (Olivares, 1999:47) Quanto à classificação da conta “ Impostos a Recolher “, pode-se dizer que ela 
é uma conta: 
a) integral de saldo credor 
b) integral de saldo devedor 
c) patrimonial de saldo devedor 
d) diferencial de saldo credor 
e) diferencial de saldo devedor 
 
54 - (Olivares, 1999:47) Assinale a alternativa que contém a assertiva correta: 
a) A conta “ Salários a Pagar “ é uma conta de despesa, pois representa a parte dos salários que ainda 
não foi paga. 
b) A conta “ Fornecedores ” tem saldo credor, porque representa um débito da empresa. 
c) A conta “ Fornecedores “ representa uma dívida da empresa, por isso é uma conta de saldo devedor. 
d) A conta “ Clientes “ tem saldo devedor, porque representa um débito da empresa. 
e) A conta “ Clientes “ representa um direito da empresa, por isso é uma conta de saldo credor. 
 
55 - (Olivares, 1999:47) Segundo a Teoria Personalista, as contas são classificadas em: 
a) contas integrais e contas diferenciais 
b) contas do proprietário e contas de agentes consignatários 
c) contas do proprietário e contas de agentes 
 Agnaldo Silva 9911 
d) contas patrimoniais e contas de resultado 
e) contas patrimoniais, contas de agentes consignatários e contas de agentes correspondentes 
 
56 - (Olivares, 1999:48) Assinale a alternativa que contenha exclusivamente contas de resultado: 
a) comprasde mercadorias, ICMS s/ vendas, vendas 
b) encargos de depreciação, depreciação acumulada de veículos, receitas de comissões 
c) despesas gerais, despesas pré-operacionais, despesas bancárias 
d) juros a vencer, juros obtidos, despesas de juros 
e) despesas de salários, salários a pagar, encargos sociais 
57 - (Olivares, 1999:49) Na relação abaixo: 
Receitas financeiras, Ordenados a pagar, Despesas pagas antecipadamente, Estoques de mercadorias e 
Fornecedores temos: 
a) uma conta patrimonial e quatro integrais. 
b) duas contas de resultado e três patrimoniais. 
c) três contas diferenciais e duas de resultado 
d) uma conta de resultado e quatro patrimoniais. 
e) três contas de resultado e duas patrimoniais. 
 
58 - (Olivares, 1999:49) Assinale a alternativa que contém contas cujos saldos no Balanço Patrimonial 
são devedores: 
a) Fornecedores e Honorários a pagar. 
b) Duplicatas a receber e Móveis e Utensílios. 
c) Lucros Acumulados e Contas a Pagar. 
d) Capital social subscrito e ICMS a recolher. 
e) Duplicatas a pagar e Aluguéis a pagar. 
 
59 - (Silva & Silva) As contas do Ativo deverão ser dispostas em: 
a) ordem cronológica de assunto; 
b) em ordem decrescente de seu grau de liquidez; 
c) ordem alfabética; 
d) ordem alfanumérica 
e) ordem crescente de valor e utilidade na empresa. 
 
60 - (Silva & Silva) as contas do Passivo deverão ser apresentadas: 
a) em ordem decrescente de exigibilidade; 
b) em ordem crescente de vencimento; 
c) de forma a facilitar o trabalho dos auditores; 
d) com preferência de pagamento para fornecedores e governo; 
e) da forma que o contador analise as obrigações a vencer. 
 
61 - (Silva & Silva) Das contas que integram a Situação Líquida, qual é a que funciona como 
retificadora? 
a) Capital subscrito; 
b) Reservas de capital; 
c) Ações em tesouraria; 
d) Reservas de lucros; 
e) Ágio na emissão de ações. 
 
62 - (Silva & Silva) Assinale a alternativa que apresenta apenas contas do Ativo Circulante: 
a) Caixa; Estoques e Aplicações Financeiras a Longo Prazo; 
b) Banco movimento; Imóveis de venda e Imóveis de Uso; 
c) Estoque em almoxarifado; Ferramentas e Investimentos em coligadas; 
d) Estoque de mercadorias; Duplicatas a receber e Alugueis a apropriar; 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
9922 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
e) Banco movimento; Estoques; Imóveis de uso. 
 
63 - (TCI, 1991) São contas de natureza retificadora do passivo: 
a) capital a integralizar, provisão para participação de partes beneficiárias, ações em tesouraria 
b) ações em tesouraria, provisão de 13º salário, provisão para créditos de liquidação duvidosa. 
c) provisão de férias, ações em tesouraria, capital a integralizar. 
d) prejuízos acumulados, capital a subscrever, deságio a apropriar na emissão de debêntures 
e) provisão para participações e gratificações de administradores, capital a integralizar, ações em 
tesouraria 
 
64 - (Silva & Silva) As contribuições para o INSS, na Demonstração do Resultado do Exercício, são 
contas classificadas no grupo de: 
a) Despesas administrativas 
b) outras Despesas operacionais 
c) Despesas financeiras, excedentes às receitas financeiras 
d) Despesas não – operacionais 
e) Despesas a apropriar. 
 
65 - (CESPE/UnB, 1997) Aos componentes patrimoniais e aos elementos de resultado atribui-se o 
nome técnico de: 
a) consolidação dos elementos patrimoniais. b) adjudicação contábil. 
c) elemento. d) componente. e) conta. 
 
66 - (CESPE/UnB, 1997) As contas representativas de bens e direitos a se realizarem no exercício 
social subseqüente, em relação ao balanço que se elabora, serão classificadas: 
a) no ativo permanente 
b) no ativo diferido 
c) em resultado de exercício futuro 
d) no ativo circulante 
e) no passivo circulante 
 
 67 - (CESPE/UnB, 1997) As aplicações de recursos em despesas contribuirão para a formação do 
resultado de mais de um exercício social, inclusive os juros pagos ou creditados aos acionistas durante 
o período que anteceder o início das operações sociais, devem ser classificadas 
a) em despesas do período seguinte 
b) no ativo diferido 
c) em resultado de exercício futuros 
d) no ativo realizável a longo prazo 
e) em contas do resultado do período 
 
68 - (CESPE/UnB, 1997) As participações de debenturistas, empregados e administradores nos lucros 
da empresa devem ser classificadas 
a) como dedução das reservas de lucros 
b) evidenciadas na demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados 
c) como parte dos dividendos distribuídos no mesmo período contábil 
d) como dedução do lucro operacional 
e) no resultado do exercício 
 
69 - (CESPE/UnB, 1997) Na elaboração da demonstração do resultado do exercício, o resultado 
operacional deve aparecer após 
a) as despesas administrativas 
b) a provisão para imposto de renda 
c) as despesas não – operacionais 
d) os dividendos distribuídos 
 Agnaldo Silva 9933 
e) as participações de partes beneficiárias no resultado 
 
70 - (MTb, 1994) De acordo com a Lei nº 6.404/76, as contas no ativo circulante serão classificadas do 
seguinte modo: 
a) as disponibilidades, os valores a receber e os estoques. 
b) as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações 
de recursos em despesas do exercício seguinte. 
c) as disponibilidades, os direitos realizáveis durante o exercício e as aplicações de recursos em 
despesas do exercício seguinte. 
d) as disponibilidades, os valores a receber, os estoques e as despesas antecipadas. 
71 - (ESAF, 1997) No balanço de encerramento do exercício social, um financiamento bancário de $ 
1.200 pagável em três prestações semestrais de igual valor, contratado dois meses antes, deve assim 
figurar: 
a) 1.200 no Passivo Exigível a Longo Prazo. 
b) 800 no Passivo Circulante e 400 no Passivo Exigível a Longo Prazo. 
c) 800 no Passivo Exigível a Longo Prazo e 400 no Passivo Circulante. 
d) 1.200 no Passivo Circulante. 
e) 600 no Passivo Circulante e 600 no Passivo Exigível a Longo Prazo. 
 
72 - (ESAF, 1997) Uma empresa contratou com uma seguradora contra incêndio de suas instalações 
pelo período de 01/07/95 a 30/06/97. O prêmio (valor pago) foi de 7.200. No balanço patrimonial 
encerrado em 31/12/95, a empresa, que havia apropriado corretamente a despesa do exercício, fez 
configurar, também corretamente, no Ativo Circulante, por conta dessa operação, o valor de: 
a) 300 
b) 1.800 
c) 3.600 
d) 5.400 
e) 7.200 
 
73 - (TTN/ESAF, 1992) Um débito efetuado origina aumento de saldo da conta: 
a ) Duplicatas a Pagar. 
b) Provisão para o Imposto de Renda. 
c) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa. 
d) Depreciação Acumulada de Veículos. 
e) Juros passivos 
 
74 - (MTb, 1994) De conformidade com a Lei nº 6.404/76, no passivo, as contas serão classificadas 
nos seguintes grupos: 
a) Passivo circulante, passivo exigível a longo prazo e resultado de exercícios futuros. 
b) Passivo circulante, passivo exigível e resultado de exercícios futuros. 
c) Passivo circulante, passivo exigível a longo prazo, resultados de exercícios futuros e patrimônio 
líquido. 
d) Passivo circulante, passivo exigível a longo prazo, resultados de exercícios futuros e patrimônio 
líquido, dividido em capital, reservas de lucros, reservas de reavaliação, reservas de capital e lucros ou 
prejuízos acumulados. 
e) Passivo circulante, passivo exigível a longo prazo, resultados de exercícios futuros e patrimônio 
líquido, dividido em capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, reservas de lucros e 
lucros ou prejuízos acumulados. 
 
75 - (ESAF) Capital e Capital a realizar são contas do Patrimônio Líquido. Em relação a elas é correto 
afirmar: 
a) Ambas possuem saldo devedor.b) Ambas possuem saldo credor. 
c) A primeira tem saldo credor e a segunda, saldo devedor. 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
9944 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
d) A primeira tem saldo devedor e a segunda saldo credor. 
e) A primeira é retificadora da segunda. 
 
76 - (ESAF) São contas patrimoniais as que indicam: 
a) O custo de produção de uma indústria. 
b) Os impostos já pagos incidentes sobre vendas. 
c) As vendas realizadas num período. 
d) O ICMS a recolher ao Estado. 
e) O encargo de depreciação de bens do Ativo Permanente. 
 
 
77 - (BACEN-1994) Segundo a Lei nº 6.404/76, Despesas Financeiras devem ser classificadas como: 
a) Custos. 
b) Despesas operacionais. 
c) Despesas extraordinárias. 
d) Receitas Financeiras líquidas. 
e) Resultados não operacionais. 
 
78 - (ESAF) Não devem ter saldo devedor as seguintes contas: 
a) Caixas e Veículos. 
b) Ações para Revenda e Mercadorias. 
c) Capital e Reserva Legal. 
d) Valores Mobiliários e Contas a Receber. 
 
79 - (BACEN, 1994) Assinale a opção que apresenta o grupo de contas em que os direitos realizáveis 
até o encerramento do exercício seguinte são classificados no Balanço Patrimonial, na forma da Lei nº 
6.404/76. 
a) Ativo Permanente – Investimentos. 
b) Ativo Realizável a Longo Prazo. 
c) Passivo Realizável a Longo Prazo. 
d) Ativo Circulante. 
e) Ativo Diferido. 
 
80 - (ESAF) As contas Caixas e Fornecedores têm seus saldos aumentados quando são: 
a) Respectivamente, debitadas e creditadas. 
b) Debitadas. 
c) Creditadas. 
d) Respectivamente, creditadas e debitadas 
 
81 - (ESAF) Em relação às contas classificadas no Ativo, num balanço patrimonial, é correto afirmar: 
a) Todas elas devem ter saldo devedor. 
b) Representam os bens, direitos e obrigações da empresa. 
c) Têm normalmente saldo devedor; algumas, porém, podem apresentar-se com saldo credor. 
d) Registram as fontes de recursos utilizados pela empresa para realização de suas atividades. 
e) Devem ser dispostas em ordem crescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados. 
 
82 - (MPU/ESAF, 1993) Assinale a opção que não contém Conta Retificadora do Ativo ou do 
patrimônio Líquido: 
a) Provisão para créditos de Liquidação Duvidosa. 
b) Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios. 
c) Provisão do Imposto de Renda sobre Lucro Inflacionário a realizar. 
d) Ações em Tesouraria. 
e) Provisão para Perdas Prováveis na realização de Investimentos em Participações Societárias 
 
 Agnaldo Silva 9955 
83 - (ESAF) Em relação à conta ICMS a Recuperar, é correto afirmar que o seu saldo representa: 
a) Direito da empresa, devendo ser classificado no Ativo Circulante. 
b) Obrigação da empresa, devendo ser classificado no Passivo Circulante. 
c) Obrigação da empresa, devendo ser classificado em Resultados de Exercícios Futuros. 
d) Passivo não exigível, devendo ser classificado no Patrimônio Líquido. 
e) Direito da empresa, devendo, por isso, reduzir o valor do ICMS escriturado como despesa no 
período base. 
 
 
 
84 - (ESAF) Assinale a opção que contenha exclusivamente contas retificadoras: 
a) Encargos de Depreciação – Depreciação Acumulada de Veículos – Provisão para Férias. 
b) Depreciação Acumulada de Veículos – Provisão para Perdas Prováveis em Investimentos – 
Duplicatas Descontadas. 
c) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa – Provisão para Ajustes ao Valor de Mercado – 
Provisão para 13º Salário. 
d) Duplicatas Descontadas – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa – Provisão para Férias. 
e) Ações em Tesouraria – Provisão para Ajustes ao Valor de Mercado – Encargos de Depreciação. 
 
85 - (ESAF) De conformidade com a Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações), classificam-se 
no mesmo grupo as contas: 
a) Encargos de Depreciação de Veículos e Depreciação Acumulada de Veículos. 
b) Provisão para Perdas Prováveis na Realização de Investimentos e Provisão para Créditos de 
Liquidação Duvidosa. 
c) Juros a Vencer e Juros a Acionistas na Fase de Implantação. 
d) Provisão para Perdas Prováveis na Realização de Investimentos e Depreciação Acumulada de 
Veículos. 
e) Duplicatas Descontas e Duplicatas a 
saldo credor. 
 
86 - (ESAF) Contas retificadoras são aquelas que, no Balanço Patrimonial, retificam outras de valor 
igual ou maior. É o caso, por exemplo, de: 
a) Fornecedores. 
b) Capital Social. 
c) Duplicatas Descontadas. 
d) Contas a pagar. 
e) ICMS a recolher. 
 
87 - (ESAF) Assinale a alternativa que contenha exclusivamente contas de resultado: 
a) Compras de Mercadorias – ICMS Incidente s/ Vendas – Vendas. 
b) Encargos de Depreciação – Depreciação Acumulada de Veículos – receitas de Comissões. 
c) Despesas Gerais – Despesas Pré-operacionais – Despesas Bancárias. 
d) Juros a Vencer – Juros Obtidos – Despesas de Juros. 
e) Despesas de Salários – Salários a Pagar – Encargos Sociais. 
 
88 - (ESAF) Assinale a alternativa correta: 
a) A conta Salários a Pagar é uma conta de despesa, pois representa a parte dos salários que ainda não 
foi paga. 
b) A conta Fornecedores tem saldo credor, porque representa um débito da empresa. 
c) A conta Clientes tem saldo devedor, porque representa um débito da empresa. 
d) A conta Fornecedores representa uma dívida da empresa, por isso é uma conta de saldo devedor. 
e) A conta Clientes representa um direito da empresa, por isso é uma conta de 
 
89 - (TFC/ESAF, 1996) A conta Marcas e Patentes é representativa de: 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
9966 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
a) Bem do ativo permanente-imobilizado, sujeito a depreciação. 
b) Bem do ativo permanente-investimentos, sujeito a depreciação. 
c) Direito do ativo permanente-imobilizado, sujeito a amortização. 
d) Direito do ativo permanente-investimentos, sujeito a amortização. 
e) Bem ou direito do ativo diferido, sujeito a exaustão. 
 
90 - (AFTN ESAF, 2000) Aplicações em Investimentos Temporários que apresentam características de 
liquidez imediata são classificadas no Ativo como: 
a) Valores Realizáveis b) Não Circulante c) Disponível 
d) Permanente e) Investimentos 
 
91 - (ESAF) As provisões podem ser classificadas como obrigações ou como retificadoras do ativo. 
Como contas retificadoras do Ativo no Balanço Patrimonial, temos: 
a) Provisão para Perdas prováveis em Investimentos, Provisão para Imposto de Renda e Provisão para 
Férias. 
b) Provisão para Perdas Prováveis em Investimentos, Provisão para Ajuste ao Valor do Mercado e 
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. 
c) Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado, Provisão para Gratificação, de Empregados e Provisão 
para Créditos de Liquidação Duvidosa. 
d) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa, Provisão para Pagamento do 13º Salário e Provisão 
para Ajuste ao Valor de Mercado. 
e) Provisão para Imposto de Renda, Provisão para Férias e Provisão para Pagamento do 13º Salário. 
 
92 - (Silva & Silva) Assinale a alternativa em que a conta não deve ser classificada no Ativo 
Circulante: 
a) Direitos Realizáveis a Curto Prazo. 
b) Despesas Apropriáveis no curso do exercício seguinte. 
c) Estoques. 
d) Adiantamentos efetuados a empresas coligadas. 
e) Aplicações em caderneta de poupança. 
 
93 - (ESAF) As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte deverão ser classificadas no: 
a) Grupo de contas do Resultado de Exercícios Futuros. 
b) Ativo Realizável a Longo Prazo. 
c) Ativo Permanente. 
d) Ativo Diferido. 
e) Ativo Circulante. 
 
94 - (ESAF) No Balanço Patrimonial, as contas representativas das disponibilidades, dos direitos 
realizáveis no curso do exercíciosocial subseqüente e das aplicações de recursos em despesas do 
exercício seguinte são classificadas no: 
a) Passivo Circulante. 
b) Ativo Circulante. 
c) Realizável a Longo Prazo. 
d) Ativo Permanente. 
 
 Agnaldo Silva 9977 
95 - (ESAF) De acordo com a Lei nº 6.404/76, serão classificadas no Patrimônio Líquido, entre outras, 
as contas representativas: 
a) Das reservas oriundas de lucros obtidos pela Companhia. 
b) Das inversões fixas. 
c) Dos investimentos temporários. 
d) Dos depósitos a prazo fixo. 
e) Das duplicatas a receber. 
 
96 - (ESAF) No Balanço Patrimonial, as contas Depreciações Acumulada de Veículos e Ações em 
Tesouraria são apresentadas, respectivamente, nos grupos de contas: 
a) Ativo Circulante e Passivo Circulante. 
b) Ativo Permanente e Patrimônio Líquido. 
c) Realizável a Longo Prazo e Exigível a Longo Prazo. 
d) Patrimônio Líquido e Resultados de Exercícios Futuros. 
e) Ativo Permanente e Ativo Circulante. 
 
97 - (AFTN/ESAF, 1996) No grupo Resultado de Exercícios Futuros, devem ser incluídos: 
a) Os valores não pertencentes ao exercício atual, que afetem apenas os exercícios seguintes e 
representem obrigações futuras derivadas de antecipação de valores genuínos de despesas ou de 
receitas. 
b) Os valores recebidos que afetarão exercícios futuros, sobre os quais não pese nenhuma 
obrigatoriedade futura de entrega de bens e serviços ou de devolução pela entidade. 
c) Os valores recebidos que afetarão exercícios futuros, sobre os quais pese a obrigatoriedade de 
entrega de bens e serviços e que em hipótese nenhuma impliquem devolução de valor financeiro. 
d) Os valores pertencentes a diversos exercícios, passíveis de devolução e que representem obrigações 
futuras de entrega de bens e serviços, que serão apropriados para o resultado conforme o fato gerador. 
e) Valores que devem ser apropriados à competência de cada exercícios, exclusivamente como 
receitas, e que sejam passíveis de devolução ou, ainda, representem obrigações futuras de entrega de 
bens e serviços. 
 
98 - (AFTN-ESAF-1996) o Ativo Permanente Imobilizado é formado: 
a) Apenas por bens intangíveis e diretos da entidade utilizados em suas atividades. 
b) Por todos os bens tangíveis e intangíveis, além dos direitos de longo prazo da entidade. 
c) Apenas por bens tangíveis utilizados no desenvolvimento de suas atividades. 
d) Por bens e direitos e da entidade utilizados no desenvolvimento de suas atividades. 
e) Somente por bens depreciáveis utilizados no desenvolvimento das atividades da entidade. 
 
99 - (AFTN/ESAF, 1996) Quando adquiridos com caráter de permanente, são classificados com Ativo-
Permanente-Investimentos: 
a) Participações societárias e os bens de uso intangíveis. 
b) Bens de uso intangíveis e os direitos de longo prazo. 
c) Bens tangíveis não utilizados nas atividades da empresa. 
d) Bens tangíveis utilizados nas atividades da empresa. 
e) Bens de uso tangíveis e os direitos de longo prazo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 5 SISTEMA DE CONTAS E PLANO DE CONTAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
9988 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.10 - INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
concursos. São Paulo: Ímpetus, 2001. 
FORTES, José Carlos, FORTES, Maice Nobre.Legislação da Profissão Contábil. Livro 
Eletrônico. Fortaleza: Fortes, 2003. 
FRANCO, Hilário. Contabilidade Geral. 23 ed. São Paulo: Atlas, 1996. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe FEA USP. Manual de Contabilidade das Sociedades 
por Ações, 7 ed. São Paulo: Atlas 2003. 
_______________. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
MARION, José Carlos. SOARES, Adenilson Honorio. Contabilidade como 
Instrumento para Tomada de Decisões. São Paulo: Alínea, 2000 
________________ Contabilidade Básica, texto, 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
SÁ, Antonio Lopes de. Plano de Contas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
SANTOS, José Luiz dos. SCHMIDT, Paulo. Introdução à Contabilidade. São Paulo: 
Atlas, 2003. 
STICKNEY, Clyde P. WEIL, Roman L. Contabilidade Financeira. São Paulo: Atlas 
2001. 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 
B A E B B C A B C 
10 11 12 13 14 15 16 17 18 
B C E B D E D A D 
19 20 21 22 23 24 25 26 27 
A E D A A C A C A 
28 29 30 31 32 33 34 35 36 
A D B A C B D B C 
37 38 39 40 41 42 43 44 45 
B D A C B D B D E 
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS 
 Agnaldo Silva 9999 
46 47 48 49 50 51 52 53 54 
B E E B A A B C B 
55 56 57 58 59 60 61 62 63 
C A D B B A C D D 
64 65 66 67 68 69 70 71 72 
A E D B E A B B C 
73 74 75 76 77 78 79 80 81 
E E C D B C D A C 
82 83 84 85 86 87 88 89 90 
C A B D C A B C C 
91 92 93 94 95 96 97 98 99 
B D E B A B B D C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ES
C
R
IT
U
R
A
Ç
Ã
O
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
110000 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
 
 
 
 
 
6.1 – CONCEITOS 
 
Escrituração é a técnica contábil encarregada de registrar as mutações patrimoniais em 
livros apropriados, com vistas a conservar a história da entidade e possibilitar o controle do 
patrimônio. 
 
A Escrituração é a base para elaboração das demonstrações contábeis. É também a 
principal fonte de informações fiscais, mas sobretudo, a escrituração é a base de informações 
para a tomada de decisões. 
 Agnaldo Silva 110011 
 
A Escrituração é o registro dos Fatos Contábeis. Fatos Contábeis são os acontecimentos 
que alteram o patrimônio quantitativamente e/ou qualitativamente. Os Atos Administrativos 
são os acontecimentos que não afetam o patrimônio. Assim, uma compra de mercadorias 
altera o patrimônio, mas a requisição de um novo funcionário não afeta o patrimônio, 
portanto, a compra de mercadoria é um Fato Contábil e a requisição do funcionário é um Ato 
Administrativo. 
 
A Escrituração é a responsável por transformar Dados em Informações. É o principal elo 
do Sistema de Informações Contábeis - SIC por possibilitar o controle e a análise da gestão 
patrimonial, atendendo às diversas demandas dos usuários das informações contábeis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6.2 – ASPECTOS LEGAIS 
 
Antes de abordar os aspectos legais, é importante ressaltar que sem escrituração não há 
contabilidade, sem contabilidade não há gestão e sem gestão o empresário fica sujeito a 
grandes problemas em função da responsabilidade assumida com governo, fornecedores e 
funcionários. Não fazer escrituração é aventurar-se e são poucas as chances de sucesso. 
 
A legislação estabelece tratamentos diferentes para as empresas em função do seu porte 
e ramos de atividade. As micro e pequenas empresas têm atenção especial no sistema 
ESCRITURAÇÃO 
(Processamento) 
FATOS CONTÁBEIS 
(Acontecimentos) 
INFORMAÇÕES 
FISCAIS E GERENCIAIS 
DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS 
USUÁRIOS DAS INFORMAÇÕES 
CONTÁBEIS CAPÍTULO 6 ESCRITURAÇÃO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
110022 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
tributário, estando dispensadas de algumas formalidades, no entanto devem escriturar os fatos 
contábeis, pois a contabilidade não é feita exclusivamente para o fisco. 
 
A Contabilidade é o principal instrumento da gestão patrimonial e deve atender aos 
interesses de todos os usuários da informação contábil. Obviamente que a principal aplicação 
da contabilidade éo campo gerencial, mas pela grande diversidade de usuários ela deve 
assumir uma posição de independência. Notadamente, há conflitos entre as necessidades dos 
empresários e as necessidades do governo na produção das informações contábeis. Por uma 
parte, a contabilidade é reconhecida pela grande importância em todas as entidades, por outra 
parte, recebe uma demasiada carga de regulamentações governamentais. 
 
As instituições financeiras e as companhias de capital aberto estão sujeitas às 
regulamentações da Lei 6404/76 e vinculadas às normas expedidas pela Comissão de Valores 
Mobiliários. Em princípio essas instituições são mais regulamentadas por exercerem 
importante papel na economia através da capitação de recursos no mercado financeiro, 
mediante a venda de ações nas Bolsas de Valores. Daí a necessidade e a importância da 
auditoria independente para assegurar a veracidade e transparência das peças contábeis. 
 
LEI 6404/76 - Escrituração 
Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com 
obediência aos preceitos da legislação comercial e desta lei e aos princípios de 
contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis 
uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de 
competência. 
§ 1o As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de 
métodos ou critérios contábeis, de efeitos relevantes, deverão indicá-la em nota e 
ressaltar esses efeitos. 
§ 2o A companhia observará em registros auxiliares, sem modificação da escrituração 
mercantil e das demonstrações reguladas nesta lei, as disposições da lei tributária, ou 
de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam 
métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem a elaboração de outras 
demonstrações financeiras. 
§ 3o As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as 
normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, e serão obrigatoriamente 
auditadas por auditores independentes registrados na mesma comissão. 
§ 4o As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por 
contabilistas legalmente habilitados. 
 
Estas companhias estão sujeitas à tributação pelo regime de lucro real e por isso 
recebem maior atenção da Legislação do Imposto de Renda que determina critérios 
específicos de escrituração. 
As demais empresas estão sujeitas ao Código Civil que, com muita propriedade, 
destinou um capítulo inteiro para tratar da escrituração. 
 
CÓDIGO CIVIL - CAPÍTULO IV - DA ESCRITURAÇÃO (Arts. 1.179 a 1.195) 
 
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema 
de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus 
livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente 
o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
 Agnaldo Silva 110033 
§ 1º Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros ficam a critério dos 
interessados. 
§ 2º É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere o 
art. 970. 
 Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que 
pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. 
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o 
lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. 
Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as 
fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público de 
Empresas Mercantis. 
Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário, ou 
a sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios. 
Art. 1.182. Sem prejuízo do disposto no art. 1.174, a escrituração ficará sob a 
responsabilidade de contabilista legalmente habilitado, salvo se nenhum houver na 
localidade. 
Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em 
forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, 
nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens. 
Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, que 
constem de livro próprio, regularmente autenticado. 
Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do 
documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações 
relativas ao exercício da empresa. 
§ 1º Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam o 
período de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou 
realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares 
regularmente autenticados, para registro individualizado, e conservados os 
documentos que permitam a sua perfeita verificação. 
§ 2º Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, 
devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente 
habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária. 
Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de 
lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e 
Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele. 
Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que 
registre: 
I - a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis, pelo respectivo saldo, 
em forma de balancetes diários; 
II - o balanço patrimonial e o de resultado econômico, no encerramento do exercício. 
6.3 – MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO 
 
Métodos de escrituração é a forma de registrar os fatos contábeis. São 2 os métodos de 
escrituração utilizados pelas entidades. 
 
a) MÉTODO PARTIDA SIMPLES – É o registro de apenas um componente 
patrimonial, também chamado de Unigrafia por estar preocupado apenas com o controle de 
uma conta. 
 
CAPÍTULO 6 ESCRITURAÇÃO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
110044 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Poderão realizar lançamentos com partida simples, embora não recomendável, as 
empresas amparadas pelo artigo 970 do código civil. 
 
“ A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao 
pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.” 
 
No Método de Escrituração em Partidas Simples, as entidades normalmente escrituram 
apenas o Livro Caixa com o objetivo exclusivo de controlar o dinheiro. Acontece que o 
restante do patrimônio fica desprotegido e a própria conta caixa vulnerável a erros e dolo. 
 
b) MÉTODO PARTIDA DOBRADA – É o método universalmente adotado, conhecido 
por digrafia por identificar registrar em cada fato contábil as origens e aplicações de recursos. 
 
Este método foi propagado em 1914, na Itália, pelo frade franciscano Luca Pacioli. As 
partidas dobradas permitem o controle de todo o patrimônio. 
 
O Método de Escrituração por Partidas Dobradas é considerado “perfeito” pelos 
contabilistas e deve ser utilizado por todas as entidades independentemente do porte ou 
objetivo social. 
 
Nas Partidas Dobradas a escrituração é bilateral, ou seja, para cada operação haverá um 
ou mais débitos e um ou mais créditos, de forma que a soma dos débitos seja igual à soma dos 
créditos. 
 
Corolários do Método das Partidas Dobradas, segundo o prof. Célio Cruz (1995). 
a) A soma dos débitos é sempre igual à soma dos créditos; 
b) a soma dos saldos devedores é sempre igual à soma dos saldos credores; 
c) as aplicações de capital, registradas a débito das contas ativas, são sempreiguais à soma 
dos capitais fornecidos ao patrimônio, creditados nas contas passivas, donde ser o ATIVO 
sempre igual ao PASSIVO; 
d) a diferença entre a soma dos bens e dos direitos (parte positiva do patrimônio) e a soma das 
obrigações (parte negativa) indica a substância líquida patrimonial, que representa o crédito 
dos titulares, e se chama patrimônio líquido; 
e) as despesas, sempre debitadas, contribuem para redução do patrimônio líquido. 
f) as receitas, sempre creditadas, contribuem para aumento do patrimônio líquido. 
g) a demonstração contábil da situação patrimonial (ativo e passivo), chamada BALANÇO 
PATRIMONIAL, apresenta sempre a forma de equação, em virtude da contraposição de débitos 
e créditos, inerente a todos os registros contábeis; 
h) a diferença entre as despesas e as receitas (lucro ou prejuízo) completará a equação 
patrimonial, indicando aumento ou diminuição do patrimônio líquido. 
6.4 - SISTEMAS DE ESCRITURAÇÃO 
 
Os sistemas de escrituração contábil podem ser dos tipos: 
1. Maquinizado 
2. Mecânico 
3. Manual 
4. Informatizado 
 
 Agnaldo Silva 110055 
Os sistemas Maquinizados e Mecânicos utilizam máquinas de escrever tradicionais e 
foram praticamente dizimados dos escritórios de contabilidade pela complexidade de operação 
e pela manutenção complicada destas maquinas. O Sistema Mecânico difere do Maquinizado 
por utilizar maquinas com capacidade de realizar somas e apresentar totais em fichas. 
 
O Sistema Manual consiste na escrituração dos livros e peças contábeis com canetas 
esferográficas comuns. É uma verdadeira Arte que resiste ao longo do tempo, normalmente 
utilizadas pelas entidades que escrituram apenas o livro caixa. 
 
O Sistema Informatizado utiliza computadores e por isso considerado mais prático por 
racionalizar e agilizar os procedimentos. Este sistema revolucionou o trabalho do Contador, 
que passou a contar com poderosas ferramentas em programas especialmente desenvolvidos 
com esta finalidade. 
 
O Sistema Informatizado foi o grande responsável pela libertação do Contador das 
atividades burocráticas, hoje este profissional assume o seu verdadeiro papel de fornecer 
informações para a tomada de decisões, atuando diretamente no conselho de administração 
das empresas. 
 
6.5 – LIVROS DE ESCRITURAÇÃO 
 
Pela legislação, a escrituração deve seguir ordem uniforme, com a utilização de livros e 
papeis adequados, com obediência aos princípios de contabilidade. 
 
Pelo Código Civil, as empresas estão sujeitas à manutenção dos seguintes livros: 
• Diário - Art. nº 1.180; 
• Balancetes Diários e Balanços - Art. 1.186; 
• Livro de registro de códigos e abreviaturas, Art. nº 1.183 ; 
• Livro de registro de inventário, Art. nsº 1.181 e 1.187; 
• Livro de Atas da Administração - Art. nº 1.062; 
• Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal - Art.nº 1.069; 
• Livro de Atas da Assembléia – Art. nº1.075; 
 
O Código Civil não aboliu o Livro de Registro de Duplicatas, exigido pela Lei nº 
5.474/69, obrigatório às empresas que vendem a prazo superior a 30 dias. 
 
De forma geral, os livros podem ser divididos em quatro categorias: 
• Livros Contábeis; 
• Livros Fiscais; 
• Livros Sociais e 
• Livros Trabalhistas. 
Os Livros Contábeis mais utilizados são: 
 
1. LIVRO DIÁRIO – Tem a função de abrigar todos os fatos em ordem cronológica, 
dia-a-dia. É obrigatório pelo Decreto-Lei 486/69, pela Lei 6404/76 e mais recentemente pela 
Lei 10.406/02, o novo Código Civil. Conceituado como um dos principais livros da 
escrituração contábil, o Diário requer formalidades intrínsecas (maneira de escriturar) e 
extrínsecas (relativas ao seu conteúdo). 
 
CAPÍTULO 6 ESCRITURAÇÃO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
110066 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
São formalidades intrínsecas do Livro Diário: 
9 Os registros devem ser em ordem cronológica dos fatos; 
9 Seguir método uniforme de escrituração de acordo com os princípios contábeis; 
9 Escriturar em língua nacional e moeda nacional vigente e de forma mercantil; 
9 Não permitir rasuras, emendas e nem borrões; 
9 Não permitir espaços em branco, ocupação das margens e entrelinhas. 
 
São formalidades extrínsecas do Livro Diário: 
9 Ser encadernado e as páginas numeradas; 
9 Ser registrado e autenticado na Junta Comercial do Estado (empresas comerciais) 
ou Cartório de Registro de Títulos e Documentos (sociedades civis); 
9 Possuir Termos de Abertura e Encerramento, constando dados da empresa, 
número de ordem do livro e a quantidade de folhas; 
9 Conter o Balanço Patrimonial e o Balanço de Resultado Econômico; 
9 Ser assinado por contabilista legalmente habilitado e pelo empresário ou 
sociedade empresária. 
 
O Livro Diário pode ser escriturado de forma manual ou informatizado, e também pode 
ser substituído por fichas ou balancetes diários, desde que sejam cumpridas as mesmas 
formalidades extrínsecas exigidas para o Livro. É admitida a escrituração resumida do Livro 
Diário, por totais que não excedam a um mês. Normalmente se faz escrituração resumida para 
contas de muita movimentação ou realizada fora do estabelecimento principal, neste caso é 
obrigatória a manutenção de livro auxiliar para registro individualizado. 
 
Exemplo de Livro Diário. 
 Livro Diário n° XX Folha n° XX 
DATA CONTA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO 
28.01.2004 Mercadoria Valor referente à aquisição de 
120 unidades de mercadorias 
para revenda 
12.000,00 
28.01.2004 Fornecedores Pelo aceita da duplicata n° 322 
do fornecedor X na aquisição de 
mercadorias para revenda. 
 12.000,00
29.01.2004 Bancos Movimento Pelo depósito efetuado pelo 
cliente X para quitação da 
duplicata 075 com juros. 
7.600,00 
29.01.2004 Juros Recebidos Importe referente aos juros 
recebidos do cliente X na 
liquidação da duplicata 075 
 100,00
29.01.2004 Clientes Pela liquidação da duplicata 075 
do cliente X, com vencimento 
em 15 de janeiro/04 
 7.500,00
 
 
2. LIVRO RAZÃO – Tem a função de abrigar todos os fatos de uma mesma conta. Por 
meio dele, o usuário pode identificar a posição de cada conta. É facultativo segundo a 
legislação comercial e obrigatório pelo regulamento do imposto de renda para as empresas que 
declararem pelo sistema de lucro real (Lei 8.218/91, artigo 18). Assim como o Diário, o Razão 
é um dos principais livros da escrituração contábil, os fatos são registrados por espécie de 
conta. O razão registra todos os fatos escriturados no Diário, só que de forma individualizada. 
 
 Agnaldo Silva 110077 
O Razão pode ser substituído por fichas e não carece de autenticação pela Junta 
Comercial ou Cartório. 
 
Cada registro feito no Razão deve indicar o número do lançamento no Diário. Com o 
advento da escrituração informatizada, é possível a reprodução de outras informações do 
Diário, a exemplo do histórico e da conta que fez contrapartida com a ficha Razão. 
 
Também são considerados importantes pela contabilidade os livros: CAIXA e CONTAS 
CORRENTES. 
 
Outras espécies de livros: 
 
LIVROS FISCAIS 
 Registro de Apuração do ICMS 
 Registro de Inventário 
 Registro de Entrada de Mercadorias 
 Registro de Saída de Mercadorias 
 Registro de Impressão de Documentos Fiscais 
 
LIVROS SOCIAIS 
 Livro de Atas da Assembléia Geral 
 Livro de Presença de Acionistas 
 Livro de Atas da Reunião da Diretoria 
 Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal 
 Livro de Registro de Ações 
 Livro de Registro de Partes Beneficiárias 
 
LIVROS TRABALHISTAS 
 Livro de Registro de Empregados 
 Livro de Inspeção do Trabalho 
 
 
Os livros de escrituração servem para dirimir perante juizes e tribunais as questões 
previstasem lei. 
 
Quando necessária, o juiz poderá autorizar a exibição integral ou parcial dos papeis, 
fichas ou livros de escrituração para resolver questões relacionadas à sucessão, comunhão ou 
sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em situação de falência. Nestes 
casos, o juiz ou tribunal ordenará, por medida cautelar ou de ação, que os livros de qualquer 
das partes, ou de ambas, sejam examinados na presença do empresário ou da sociedade 
empresária, ou de pessoas por estes nomeados, para deles se extrair o que interessa à questão. 
 
 
6.6 – REGIMES DE ESCRITURAÇÃO 
 
Nas entidades existem três maneiras de realizar a escrituração. São os Regimes de 
Escrituração a saber: 
1. Regime de Caixa; 
2. Regime de Competência e 
3. Regime Misto. 
CAPÍTULO 6 ESCRITURAÇÃO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
110088 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
O que diferencia um regime dos demais é o momento do reconhecimento das receitas e 
despesas. Para exemplificar, tomemos como exemplo a contratação de um seguro onde a 
contratante paga uma única parcela na assinatura do contrato e tem seu bem segurado por um 
ano. 
 
Note que a segurada desembolsou um recurso que trará benefícios por um ano, tem-se 
portanto a aplicação de recursos em despesas, no entanto esta despesa não é exclusivamente 
daquele mês do desembolso e sim de um período de doze meses. 
 
Note, também, que do lado da seguradora houve o ingresso de uma receita de seguros 
em um único mês, porém esta receita só será efetivamente um ganho após passados doze 
meses e nenhuma avaria aconteça no objeto segurado ou ainda se a contratante segurada não 
desistir ou interromper o período de contrato. 
 
O REGIME DE CAIXA considera que as receitas e despesas devem ser contabilizadas 
integralmente no momento do desembolso ou recebimento dos recursos. Assim, no exemplo 
acima a empresa registraria no ato do pagamento o desembolso do recurso e a aplicação em 
despesa de seguro, colocando o valor total como despesa daquele mês. Este regime só é 
aplicado em entidades sem fim lucrativo. 
 
O REGIME DE COMPETÊNCIA, preconizado pela Lei 6404/76 (art. 177 “.....registrar 
as mutações patrimoniais segundo o Regime de Competência.”) e pelas regulamentações do 
Conselho Federal de Contabilidade, considera que as receitas e despesas devem ser 
contabilizadas durante o período em que estiverem fazendo efeito. Assim, no exemplo citado é 
necessário um rateio (divisão) do valor da despesa pelo período de vigência do contrato para 
que a cada mês seja reconhecida uma parcela desta despesa até que termine o prazo do 
contrato. 
 
Ainda de acordo com o exemplo acima, para realizar o lançamento do pagamento do 
seguro é necessário que sejam reconhecidos a origem do recurso e que a aplicação seja em 
despesas antecipadas. Conta esta do ativo circulante por representar um direito da empresa em 
estar segurada pelo período do contrato. Daí por diante, a cada mês é retirada uma parcela 
desta despesa antecipada e colocada no resultado como despesa daquele mês. 
 
O Regime de Competência justifica a utilização de contas de despesas e receitas 
antecipadas, assim como as provisões de despesas a serem liquidadas em exercícios 
posteriores. 
 
O REGIME MISTO é utilizado na contabilidade pública e consiste em mesclar a 
aplicação dos regimes de caixa e competência. Utiliza-se o regime de caixa para as receitas e 
de competência para as despesas. 
 
6.7 – RESUMO 
 
A escrituração deve ser completa, em idioma e moeda nacionais, em forma mercantil 
com individualização e clareza, com obediência aos preceitos da legislação comercial, fiscal-
tributária, ao direito de empresa preconizado pelo código civil ou pela Lei 6404/76 e ainda aos 
princípios, normas e regulamentações expedidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e 
Pela Comissão de Valores Mobiliários. 
 Agnaldo Silva 110099 
 
A Lei 10.406/02 – Novo Código Civil, veio preencher uma grande lacuna no direito 
brasileiro no tocante à escrituração e regulamentação das práticas contábeis nas empresas de 
sociedade limitada. Estas representam a grande maioria das empresas nacionais, no entanto 
estavam sem regulamentação nesta área. 
 
Para uma melhor eficácia e eficiência da contabilidade, a escrituração deve ser feita por 
completo, em partidas dobradas, em sistema informatizado e uso de todos os livros contábeis 
necessários ao levantamento das demonstrações contábeis, de forma a atender ao diferenciado 
público usuário das informações contábeis, inclusive os juízes e tribunais nas questões de 
litígio. 
 
 
6.8 – QUESTÕES PARA REFLEXÃO 
 
1. O que é escrituração? 
2. Qual o papel da escrituração no Sistema de Informação Contábil – SIC.? 
3. Qual a importância da escrituração nas micros e pequenas empresas? 
4. Qual a função dos auditores independentes na escrituração das empresas de capital 
aberto? 
5. O que leva o ordenamento jurídico a exigir as assinaturas do empresário e do 
contabilista na produção das peças contábeis? 
6. Comente a afirmativa do artigo 1.179 do CC “o empresário e a sociedade 
empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade....” 
7. Faça um comparativo das vantagens e desvantagens entre os métodos de 
escrituração em partidas simples e partidas dobradas. 
8. Em tempos modernos, qual a importância de realizar a escrituração contábil por 
sistema informatizado? 
9. Comente resumidamente as funções e formalidades dos livros Diário e Razão. 
10. Casos de falência, problemas de sociedade, de administração, etc. são comuns em 
pequenos e mega empreendimentos. O Código Civil, faculta aos empresários rurais e 
ao pequeno empresário, a manutenção completa da escrituração contábil. Como se 
sairia estes empresários, não mantendo eles a escrituração completa da empresa, 
perante juízes ou tribunais nas questões inicialmente descritas? 
6.9 – QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
1- (CFC – Suficiência) A primeira obra publicada sobre o método das partidas dobradas foi de autoria 
de: 
a) Besta 
b) Cotruglio 
c) Lopes de Sá 
CAPÍTULO 6 ESCRITURAÇÃO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
111100 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
d) Pacioli 
 
2 - (CFC – Suficiência) Quanto à escrituração contábil, é CORRETO afirmar que: 
a) A Entidade está dispensada de manter em boa ordem a documentação contábil, se dispuser de um 
eficiente sistema de microfilmagem de documentos. 
b) A documentação contábil é considerada hábil quando revestida das características endógenas e 
exógenas essenciais, aceitas pelos “usos e costumes”. 
c) As contas de compensação constituem sistema próprio, podendo, nos casos em que o registro exigir, 
terem como contrapartida contas que modificam a situação patrimonial. 
d) Os lançamentos no “Diário” obedecerão à ordem cronológica, com individuação, clareza e 
referência ao documento probante, incluídas as operações de natureza aleatória. 
 
3 - (CFC – Suficiência) O Método das Partidas Dobradas significa: 
a) Há dois débitos e dois créditos em cada lançamento. 
b) Para todo débito há o dobro de créditos. 
c) Há sempre um débito e um crédito dobrados. 
d) Para todo débito corresponde crédito de igual valor. 
 
4 - (CFC – Suficiência) O Diário e o Razão constituem: 
a) Os registros auxiliares das variações patrimoniais. 
b) Os registros permanentes da Entidade. 
c) Os fundamentos para apuração de impostos. 
d) Os dados básicos para abertura de concordata. 
 
5 – Marque a alternativa falsa. Escrituração é...a) Técnica contábil que registra as mutações patrimoniais; 
b) É o registro dos fatos contábeis em livros apropriados; 
c) O registro de todos os atos da empresa; 
d) Técnica de registrar os fatos com vistas a preservar a história da empresa; 
e) É o registro dos fatos em ordem cronológica com vistas ao conjunto das peças contábeis. 
 
6 – Assinale a alternativa em que ambas as entidades estão sujeitas à Lei 6404/76. 
a) Cooperativas e Bancos; 
b) Sociedades Limitadas e Sociedades de Capital Aberto; 
c) Cooperativas e Sociedades de Capital Aberto; 
d) Bancos e Sociedades de Capital Aberto; 
e) Sociedades Limitadas e Cooperativas. 
 
7- Assinale a alternativa falsa. Segundo o Art. 177 da Lei 6404/76: 
a) a escrituração das companhias obedecerá aos preceitos da legislação comercial; 
b) as disposições da lei tributária serão observados em registros auxiliares sem modificação na 
escrituração preconizada pela legislação comercial e pela Lei 6404/76 
c) A escrituração obedecerá aos princípios de contabilidade geralmente aceitos; 
d) As demonstrações financeiras serão assinados apenas por contabilista legalmente habilitado. 
e) As demonstrações financeiras das companhias abertas obedecem às normas da CVM. 
 
 
Para as questões de 8 a 14 (todas desta página), assinale a alternativa falsa: 
 
8 – De acordo com o código civil, os empresários são obrigados a seguir um sistema de contabilidade: 
a) Informatizado; 
b) Uniforme de seus livros; 
c) Com base na escrituração; 
d) Correspondente com a documentação respectiva; 
 Agnaldo Silva 111111 
e) Mecanizado ou não. 
 
9 – De acordo com o código civil, é admitida a escrituração resumida do Diário, desde que entre 
outras: 
a) Com totais que não excedam a trinta dias; 
b) Para contas com grande movimentação; 
c) Sejam realizadas em fichas especialmente desenvolvidas para este fim; 
d) Sejam utilizados livros auxiliares devidamente autenticados; 
e) Para contas cuja movimentação seja feita fora do estabelecimento principal. 
 
10 – Os sistemas de escrituração contábil podem ser do tipo: 
a) Informatizado; 
b) Mecânico; 
c) Maquinizado; 
d) Manual; 
e) Elétricos. 
 
11 – São espécies de livros contábeis: 
a) Diário; 
b) Razão; 
c) Livro Caixa; 
d) Livro de Atas; 
e) Livro Contas Correntes. 
 
12 - Pelo código civil, as empresas estão sujeitas à manutenção dos seguintes livros, entre outros. 
a) Livro de Atas da Administração; 
b) Livro Razão; 
c) Livro Diário; 
d) Livro de Registro de Inventário; 
e) Livro de Atas da Assembléia. 
 
13 - São formalidades intrínsecas do Livro Diário, entre outras: 
a) Não permitir espaços em brancos e entrelinhas; 
b) seguir método uniforme de escrituração, de acordo com os princípios contábeis; 
c) Escriturar em língua e moeda nacional vigente; 
d) Registrar os fatos em ordem cronológica; 
e) Registro na Junta Comercial ou Cartório. 
 
14 – São formalidades extrínsecas do Livro Diário: 
a) Ser assinado pelo chefe da Junta Comercial ou pelo 1° tabelião do Cartório, conforme o caso; 
b) Ser encadernado e as páginas numeradas; 
c) Possuir termos de abertura e encerramento, constando os dados da empresa, o número de ordem do 
Livro e a quantidade de folhas; 
d) Conter o Balanço Patrimonial e o Balanço de Resultado Econômico; 
e) Ser assinado por contabilista legalmente habilitado. 
 
 
15- (Olivares, 1999:102) Uma despesa não paga no exercício de sua competência: 
a) não gera nada porque uma despesa tem que ser paga no ato 
b) gera um direito de pagar 
c) gera uma obrigação de receber 
d) é transformada em receita do exercício seguinte 
e) todas as respostas estão erradas 
 
CAPÍTULO 6 ESCRITURAÇÃO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
111122 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
16- (Olivares, 1999:102) No exercício financeiro de 1998 a Cia Comercial Cantarely, cujo período-
base estendeu-se de 01/07/96 a 30/06/97, contratou um seguro de suas instalações, nas seguintes 
condições: 
Risco coberto: $ 100.000,00 
Valor do prêmio: $ 1.200,00 
Data do pagamento: 02/01/97 
Período de cobertura: 01/03/97 a 31/12/97 
Conta debitada pelo pagamento: “Seguros a Vencer” 
No Balanço Patrimonial daquele exercício, a conta retrocitada, tendo em vista que as apropriações das 
parcelas incorridas foram feitas de forma correta, apresentou um saldo de: 
a) $ 720.000,00 d) $ 400.000,00 
b) $ 480.000,00 e) zero 
c) $ 600.000,00 
 
17- (Olivares , 1999:103) A firma Comercial Irmãos & Irmãos teve o seguinte fluxo de liquidação de 
Receitas e Despesas ( em $ ): 
Despesas Relativas: Dez 98 
 Pagas em: Dez 98 45.000,00 
Despesas Relativas: Jan 99 
 Pagas em: Dez 98 54.000,00 
Despesas Relativas: Dez 98 
 Pagas em: Jan 99 36.000,00 
Receitas Relativas: Dez 98 
 Recebidas em: Jan 99 27.000,00 
Receitas Relativas: Jan 99 
 Recebidas em: Dez 98 63.000,00 
Receitas Relativas: Dez 98 
 Recebidas em: Dez 98 51.000,00 
Com base apenas nestas informações pode-se dizer que a firma obteve, respectivamente, pelo Regime 
de Caixa e pelo Regime de Competência, os seguintes resultados em 1988: 
a) prejuízo de $ 3.000,00 e lucro de $ 6.000,00; 
b) lucro de $ 15.000,00 e prejuízo de $ 3.000,00; 
c) lucro de $ 6.000,00 e prejuízo de $ 3.000,00; 
d) lucro de $ 15.000,00 e lucro de $ 15.000,00; 
e) prejuízo de $ 3.000,00 e lucro $ 15.000,00. 
 
18- Determinada empresa, pouco antes do término do exercício, emitiu uma nota fiscal de vendas de 
valor expressivo, cujos produtos foram efetivamente entregues ao cliente no exercício atual, no entanto 
a duplicata só foi entregue no exercício seguinte, assim como seu vencimento. O reconhecimento da 
receita de vendas correspondente ocorrerá no exercício em que se efetivou: 
a) o pagamento pelo cliente; 
b) a emissão do pedido; 
c) a entrega dos produtos ao cliente; 
d) a entrega da duplicata ao cliente; 
e) ao vencimento da duplicata. 
 
 
6.10 – INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
FAVERO, Hamilton Luiz, Et ali. Contabilidade:Teoria e Prática. Volumes 1 e 2. 2 ed. 
São Paulo Atlas. 1997. 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
concursos. São Paulo: Ímpetus, 2001. 
 Agnaldo Silva 111133 
FORTES, José Carlos, FORTES, Maice Nobre.Legislação da Profissão Contábil. Livro 
Eletrônico. Fortaleza: Fortes, 2003. 
GONÇALVES, Eugênio Celso. BAPTISTA, Antonio Eustáquio. Contabilidade Geral. 
4 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São 
Paulo: Atlas, 1998. 
MARION, José Carlos. SOARES, Adenilson Honorio. Contabilidade como 
Instrumento para Tomada de Decisões. São Paulo: Alínea, 2000 
MENDES, Guilherme Adolfo dos Santos. Contabilidade Geral. 2 ed. Araçatuba. Novas 
Conquistas, 2003. 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
SÁ, Antonio Lopes de. Plano de Contas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
SANTOS, José Luiz dos. SCHMIDT, Paulo. Introdução à Contabilidade. São Paulo: 
Atlas, 2003. 
STICKNEY, Clyde P. WEIL, Roman L. Contabilidade Financeira. São Paulo: Atlas 
2001. 
VILHENA, Leonardo de Almeida. Contabilidade para Concursos Públicos. 2 
ed. São Paulo.Atlas. 1997. 
 
 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 
D D D B C D D A C 
10 11 12 13 14 15 16 17 18 
E D B E A E A B C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M
EN
TO
 
TA
D
O
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
111144 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.1 – OBJETIVO DO BALANCETE 
 
Segundo o Conselho Federalde Contabilidade – CFC, “o Balancete de Verificação do 
razão é a relação de contas, com seus respectivos saldos, extraídos dos registros contábeis 
em determinada data.” 
 
 Agnaldo Silva 111155 
De forma geral, o Balancete objetiva verificar se o total de saldos devedores é igual ao 
total de saldos credores. 
 
O balancete apresenta o saldo de todas as fichas razão das contas em determinado 
momento. É o estágio intermediário entre a escrituração e a preparação das demonstrações 
contábeis. 
 
 
 
 
 
 
A norma relativa ao Balancete, NBC T 2.7, determina os elementos mínimos que devem 
constar do Balancete, sendo eles: 
a) Identificação da Entidade; 
b) Data a que se refere; 
c) Abrangência; 
d) Identificação das contas e seus respectivos grupos; 
e) Saldos das contas, identificando se devedores ou credores; 
f) Soma dos saldos devedores e credores. 
 
A norma também determina que o balancete deve ser levantado, no mínimo, 
mensalmente e que os balancetes que se destinarem a fins externos (bancos, fornecedores, 
governo, etc.) deverão conter nome e assinatura do contabilista responsável, sua categoria 
profissional e o número do registro no CRC. 
 
O Balancete de verificação pode ser levantado a qualquer momento. Comumente, 
costuma-se levantar o Balancete em dois momentos. 
a) Balancete de Verificação Inicial – é o Balancete levantado antes da apuração e 
encerramento do resultado do exercício. Sua abrangência inclui as contas de 
despesas e receitas. È chamado de inicial por estar sujeito a ajustes como 
depreciações, rateios, provisões, etc. 
b) Balancete de Verificação Final – é o Balancete levantado após a apuração, 
distribuição e encerramento do resultado do exercício. Sua abrangência não 
inclui as contas de despesas e receitas, visto que seus saldos estarão zerados 
pelo encerramento e transferência para o Patrimônio Liquido. 
 
O novo Código Civil também inovou ao estabelecer que as empresas que adotarem os 
lançamentos em fichas poderão substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e 
Balanços. Obviamente que as formalidades do Diário são mantidas para o Balancete Diário. 
 
O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo a registrar a posição 
dia-a-dia de cada uma das contas pelos respectivos saldos. 
 
7.2 – ESTRUTURA DO BALANCETE 
 
Há diversas formas de apresentação do Balancete de Verificação. A norma diz que o 
grau de detalhamento do Balancete deverá ser consentâneo com sua finalidade. 
 
 
LIVRO RAZÃO 
 
BALANCETE 
 
DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS 
CAPÍTULO 7 BALANCETE E ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
111166 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Obedecidos os requisitos mínimos para um balancete, o mesmo poderá ser apresentado 
em colunas e por elas diferenciado. Não há critérios para ordenar as contas por grupos ou 
natureza, embora os programas de informática o façam automaticamente. 
 
Balancete de duas colunas: Onde além da coluna de contas, apresenta-se apenas a coluna 
de saldos final das contas subdividida em devedoras e credoras. Ex. 
 
CONTAS DÉBITO CRÉDITO 
Bancos conta movimento 8.000
Caixa – fundo fixo 2.000
Capital 15.000
Custo da mercadoria Vendida 3.500
Fornecedores 4.000
ICMS sobre vendas 1.000
Imóveis 13.000
Mercadorias de revenda - estoque 2.500
Receita de Vendas 11.000
TOTAIS 30.000 30.000
 
Balancete de quatro colunas; Onde além da coluna de contas, apresenta-se as colunas de 
saldos iniciais, total dos débitos no período, totais dos créditos no período e saldo final da 
conta. 
CONTAS INICIAL DÉBITO CRÉDITO FINAL 
Bancos conta movimento 1.000 -D 9.000 2.000 8.000 - D
Caixa – fundo fixo 500 - D 1.500 0 2.000- D
Capital 15.000 - C 0 0 15.000- C
CMV 0 3.500 0 3.500- D
Fornecedores 6.000 - C 4.000 2.000 4.000- C
ICMS sobre vendas 0 1.000 0 1.000- D
Imóveis 10.000 - D 3.000 0 13.000- D
Merc. de revenda - estoque 9.500 - D 1.500 8.500 2.500- D
Receita de Vendas 0 0 11.000 11.000- C
TOTAIS 0 23.500 23.500 0
 
Balancete de seis colunas: em relação ao balancete de quatro colunas, subdivide cada 
uma das colunas de saldo inicial e final em duas, para melhor detalhar a natureza do saldo das 
contas. 
 
Relação das Saldo inicial Total do Total do Saldo final 
Contas devedor credor débito crédito devedor credor 
Caixa –fundo fixo 500 1.500 2.000 
Fornecedores 6.000 4.000 2.000 4.000
Merc rev. estoques 6.500 1.500 8.500 2.500 
 
7.3 – ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO 
 
Como abordado no capítulo 4, as contas de Receitas e Despesas formam o conjunto das 
contas de resultado e possuem uma característica fundamental: São confrontadas e delas se 
apura o resultado do exercício, que poderá ser lucro-ganho quando as Receitas superarem as 
 Agnaldo Silva 111177 
Despesas ou poderá ser perda-prejuízo quando o somatório das Despesas superar o total das 
Receitas. 
 
Também foi dito que as contas de Receitas e Despesas são TRANSITÓRIAS ou seja, são 
ENCERRADAS ao final de cada exercício social ou período contábil. 
 
Para encerrar as contas de Resultado é bastante realizar um lançamento no valor do 
saldo da conta da seguinte forma: 
a) as contas de Despesas apresentam saldo devedor – realizar-se um crédito no 
valor do saldo apurado no período. 
b) As contas de Receitas apresentam saldo credor – realiza-se um débito no valor 
do saldo apurado no período. 
 
 De forma bastante simplificada, tomemos por exemplo uma conta de Receita e outra 
de Despesa, com seus respectivos saldos. 
 
 RECEITA DE VENDAS DESPESA SALÁRIOS 
 11.000 1.500 
 1.200 
 11.000 2.700 
 
 Para que o saldo final seja zero, é necessário um lançamento chamado lançamento de 
encerramento, o que torna os totais de débitos e créditos iguais, portanto saldo zero. 
 RECEITA DE VENDAS DESPESA SALÁRIOS 
 11.000 1.500 
 E 11.000 1.200 2.700 E 
 11.000 11.000 2.700 2.700 
 
 A contrapartida destes lançamentos é feita na conta de Encerramento do Resultado. 
 ENCERRAMENTO DO RESULTADO 
Pelas despesas 2.700 11.000 Pelas receitas 
 
 8.300 
 
 Se por acaso este período apresentasse apenas esta Receita e esta Despesa, o 
Encerramento do Resultado teria saldo credor e conseqüentemente um lucro de $ 8.300. 
 
7.4 – TRANSFERÊNCIA DO RESULTADO PARA O PATRIMÔNIO LIQUIDO 
 
Assim como as demais contas de resultado, a conta Encerramento do Resultado é 
transitória e sua finalidade é apenas apurar o resultado do exercício. Da mesma forma que as 
Despesas e Receitas, o saldo da conta Encerramento do Resultado será transferido para a conta 
Resultado do Exercício no grupo Patrimônio Liquido e poderá ter ainda outras destinações a 
critério dos proprietários do empreendimento, assim determinado em assembléia. 
7.5 – RESUMO 
 
A Contabilidade registra os fatos no livro Diário, do Diário se extrai as fichas Razão, do 
Razão se elabora o Balancete de Verificação e este serve de base para a elaboração das 
demonstrações contábeis. 
CAPÍTULO 7 BALANCETE E ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
111188 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
O Balancete de verificação tem grande aceitação pelos usuários da Contabilidade por ser 
um instrumento e fácil entendimento. Para o contabilista é a forma de verificar se todas as 
contas estão relacionadas, pois do contrário o somatório da coluna de débitos não estará de 
acordo com a coluna de créditos. 
 
A grosso modo, podemos dizer que o Balancete de Verificação é o Elenco de Contas 
com os seus saldos. Pela norma expedida pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade, o 
Balancete deveser levantado pelo menos mensalmente. 
 
O Código Civil introduziu matéria criando a possibilidade de substituição do livro 
Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços. Na prática, seria registrar os fatos, atualizar 
o livro Razão e fechar Balancete e Balanço diariamente. Isto já pareceu impossível, mas com 
a contabilidade informatizada passou a ser uma tarefa comum, com a vantagem de o tomador 
das decisões poder visualizar em tempo real os efeitos das suas deliberações. 
 
O Balancete é apresentado de diversas formas, as mais comuns são os de duas, quatro e 
seis colunas. O que diferencia um dos outros é o grau de detalhamento dos saldos das contas. 
 
O grupo das contas de resultado é composto pelas Receitas e Despesas. É característica 
destas contas ser transitória, ou seja, são encerradas ao final de cada período contábil (dia, 
mês, trimestre, semestre, ano, etc..). Quem determina o período contábil é a administração da 
empresa, que pondera as necessidades da informação contábil com o custo para obtê-las. Vale 
lembrar que a legislação determina a apresentação das demonstrações contábeis a cada 12 
meses e que as empresas vinculadas à CVM – Comissão de Valores Mobiliários têm que 
apresentar o conjunto das demonstrações contábeis a cada trimestre. 
 
Apurado o resultado do exercício, seu saldo será transferido para o Patrimônio Liquido 
na forma de lucro ou prejuízo do exercício, aumentando ou diminuindo a situação liquida. 
 
 
7.6 – QUESTÕES PARA REFLEXÃO 
 
1. Formule seu conceito de Balancete de Verificação. 
2. Disserte sobre o objetivo e a importância do Balancete. 
3. Sobre a possibilidades de substituição do Diário pelo Balancete Diário e Balanços, 
faça considerações apontando vantagens e desvantagens. 
4. Dentre as formas de Balancetes (duas, quatro e seis colunas) escolha a que você 
achar mais interessante e justifique a sua decisão. 
5. Explique o processo de encerramento das contas de resultado. 
6. Explique o processo de transferência do resultado do exercício para o Patrimônio 
Liquido. 
 
7.7 – QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
1- (ESAF) Num balancete de verificação, devem igualar-se os saldos: 
a) Devedores das contas patrimoniais somados às contas de despesa com os saldos credores das contas 
patrimoniais somados às contas de receita. 
 Agnaldo Silva 111199 
b) Devedores e credores das contas patrimoniais. 
c) Devedores das contas patrimoniais somados às contas de despesa com os saldos credores das contas 
patrimoniais. 
d) Devedores de contas patrimoniais somados às contas de receita com os saldos credores das contas 
patrimoniais somados às contas de despesa. 
e) Das contas de despesa e receita 
 
2- (ESAF) O balancete de verificação da empresa Alfa apresenta as seguintes contas e respectivos 
saldos em 31/12/88: 
Mercadorias (estoques) 4.500 
Móveis e Utensílios 2.750 
Material de Consumo (estoques) 800 
Contas a Pagar 4.250 
Receita de Aluguel 1.700 
Contas a Receber 1.250 
Despesas de Juros 1.150 
Imposto a Recolher 1.350 
Capital Social 3.400 
Prejuízos Acumulados 250 
Com base nas informações acima, pode-se afirmar com segurança que, em 31/12/88, a empresa Alfa 
tinha um Capital Próprio no valor de: 
a) 3.150 
b) 3.700 
c) 3.950 
d) 2.350 
e) 2.900. 
 
3- (ESAF) No balancete levantado em 31/03/87, apresentavam-se os seguintes saldos de contas: 
Caixa 70 
Bancos c/Movimento 230 
Duplicatas a receber (60 dias) 1.000 
Capital Social 1.150 
Móveis e Utensílios 200 
Fornecedores 400 
Lucros ou Prejuízos Acumulados 350 
Ordenados a Pagar 50 
Veículos 450 
Em abril de 1987 foram feitas as seguintes operações: 
- Compra, a vista, de materiais de escritório, no valor de 10, lançados em almoxarifado.. 
- Depósito bancário no valor de 50. 
- Recebimento de duplicatas no valor de 100. 
Considerando-se os dados iniciais, após as operações descritas, o valor do Ativo Circulante era de: 
a) 1.950. 
b) 2.110. 
c) 1.790. 
d) 1.300. 
e) 1.140. 
 
4- (ESAF/AFTN, 1998) No dia primeiro do mês quatro a firma Violetas S/A demonstrou a seguinte 
situação patrimonial: 
Ativo circulante $ 2.300,00 
Ativo permanente $ 2.300,00 
Passivo circulante $ 2.300,00 
Patrimônio líquido $ 2.300,00 
CAPÍTULO 7 BALANCETE E ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
112200 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Durante o referido mês a empresa executou e contabilizou diversas partidas contábeis, chegando ao 
último dia com a seguinte situação patrimonial: 
Ativo circulante $ 1.100,00 
Ativo permanente $ 4.800,00 
Passivo circulante $ 3.400,00 
Patrimônio líquido $ 2.500,00 
No período não houve aumento de capital por subscrição e integralização de ações novas. Diante 
destas informações, podemos dizer que a Violetas S/A, no mês de abril acima referido, apurou: 
a) perdas de $ 1.200,00, como mostra a redução do Ativo Circulante; 
b) perdas de $ 1.100,00, como mostra o aumento do Passivo Circulante; 
c) ganhos de $ 200,00, como mostra o aumento do Patrimônio Líquido; 
d) ganhos de $ 1.300,00, como mostra o aumento do Ativo Total; 
e) nem ganhos nem perdas já que o patrimônio permanece balanceado. 
 
(ESAF AFOR/98) Observe a relação de contas abaixo com os respectivos saldos, para responder às 
duas questões seguintes: 
 
- Caixa 1.000
- Fornecedores 3.000
- Mercadorias 5.000
- Duplicatas a Receber 10.000
- Capital Realizado 20.000
- Veículos de Uso 4.000
- Máquinas e Equipamentos de Uso 3.000
- Provisão para Créditos de 
Liquidação Duvidosa 1.000
- Lucros Acumulados 2.000
- Ações em Tesouraria 1.000
- Impostos a Recolher 2.000
- Duplicatas Descontadas 3.000
- Imóveis de Uso 10.000
 
5- O balancete não fecha porque houve a omissão de uma conta. Sabendo-se que o valor do 
Patrimônio Líquido é de 21.000 e que 2/3 dele estão empregados em bens de uso permanente, pode-se 
dizer com segurança que a conta omitida pertence ao grupo do: 
a) Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo 
b) Passivo Circulante 
c) Passivo Exigível a Longo Prazo 
d) Patrimônio Líquido 
e) Ativo Permanente 
 
6- A conta omitida na relação que precede a questão anterior tem saldo de 
a) 1.000 
b) 2.000 
c) 3.000 
d) 6.000 
e) 7.000 
 
7- (ESAF/AFTN, 1998) O Balancete levantado em 31/12 apresenta a seguinte posição: 
Contas Saldos 
 Devedores Credores 
Caixa 50,00 
Fornecedores 150,00 
 Agnaldo Silva 112211 
Contas a Pagar 100,00
Duplicatas a Receber 100,00 
Móveis e Utensílios 250,00 
Estoques 50,00 
Bancos conta Movimento 25,00 
Vendas 1.200,00
Despesas Antecipadas 25,00 
Salários 100,00 
Custo das Mercadorias Vendidas 500,00 
Capital Social 200,00
Lucros Acumulados 50,00
Impostos 100,00 
Impressos e materiais para escritório 100,00 
Energia 50,00 
Despesas Diversas 150,00 
Receitas de Juros 50,00
Descontos Concedidos 50,00 
Instalações 200,00 
 
TOTAL 1.750,00 1.750,00
O encerramento das contas de resultado relacionadas acima demonstra que houve um lucro líquido de: 
a) $ 50,00; 
b) $ 250,00; 
c) $ 200,00; 
d) $ 150,00; 
e) $ 450,00 
 
8- (TFC/2000) A empresa Júpiter S/A promoveu a contabilização completa de seus atos e fatos 
administrativos quando mandou levantar o balancete de verificação, nele não incluiu as seguintes 
contas e respectivos saldos: 
Ações em Tesouraria $ 600,00 
Amortização Acumulada$ 160,00 
Capital a Realizar $ 800,00 
Depreciação Acumulada $ 450,00 
Duplicatas Descontadas $ 400,00 
Prejuízos Acumulados $ 110,00 
Provisão para FGTS $ 222,00 
Provisão para Férias $ 111,00 
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa $ 200,00 
Provisão para Imposto de Renda $ 500,00 
Provisão para Perdas em Investimento $ 300,00 
Provisão para Ajuste ao Preço de Mercado $ 100,00 
A inclusão das contas acima e respectivos saldos, já contabilizados, na montagem estrutural das 
demonstrações contábeis provocará todas as alterações abaixo, exceto: 
a) os saldos devedores aumentarão em $ 1.510,00; 
b) os saldos credores aumentarão em $ 2.443,00; 
c) o Ativo permanente ficará reduzido em $ 910,00; 
d) o Passivo circulante ficará aumentado em $ 443,00; 
e) o Ativo circulante ficará reduzido em $ 700,00 
9- (CFC – Suficiência) As contas de resultado ( despesas, perdas, receitas e ganhos ) aumentam por 
débitos e créditos respectivamente. A Demonstração de Resultado do Exercício – DRE constitui um 
relatório contábil que incorpora essas contas, refletindo: 
a) as despesas, as perdas , as receitas e ganhos incorridos entre dois momentos diferentes e 
consecutivos. 
CAPÍTULO 7 BALANCETE E ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
112222 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
b) o patrimônio líquido em determinado momento e a sua distribuição. 
c) as despesas pagas , as receitas recebidas e o ativo disponível entre dois momentos diferentes e 
consecutivos, e a sua distribuição. 
d) a variação da situação financeira entre dois momentos diferentes e consecutivos, e a sua 
distribuição. 
 
 (CFC/Suficiência) Com base no balancete abaixo, após a apuração do resultado do exercício, responda 
as quatro próximas questões: 
 
 Empresa S/A 
Balancete de Verificação em 30.06.2001 (R$) 
SALDOS FINAIS CONTAS Devedores Credores 
Bancos conta Movimento 50,00 
Caixa 100,00 
Capital Social 250,00 
Clientes 90,00 
Custo com Mercadorias Vendidas 325,00 
Depreciações Acumuladas 15,00 
Despesas com Aluguéis 60,00 
Despesas com Energia Elétrica 35,00 
Despesas com Vendas 75,00 
Despesas com Comunicações 35,00 
Devolução de Vendas 15,00 
Estoque de Mercadorias 85,00 
Fornecedores 65,00 
Impostos sobre Vendas 90,00 
Móveis e Utensílios 25,00 
Salários a Pagar 10,00 
Veículos 70,00 
Vendas de Mercadorias 715,00 
TOTAL 1.055,00 1.055,00 
 
10 - O valor do Capital Próprio e de Terceiros, respectivamente: 
a) $ 250,00 e $ 65,00 b) $ 250,00 e $ 75,00 
c) $ 330,00 e $ 65,00 d) $ 330,00 e $ 75,00 
 
11 - O valor das Deduções de Vendas e do Resultado Bruto, respectivamente: 
a) $ 105,00 e $ 285,00 b) $ 105,00 e $ 610,00 
c) $ 180,00 e $ 210,00 d) $ 180,00 e $ 360,00 
 
12 - O valor das Despesas e do Resultado Operacional, respectivamente: 
a) $ 120,00 e $ 90,00 b) $ 130,00 e $ 80,00 
c) $ 195,00 e $ 90,00 d) $ 205,00 e $ 80,00 
 
13 - O valor do Imobilizado e do Patrimônio Líquido, respectivamente: 
a) $ 80,00 e $ 250,00 b) $ 80,00 e $ 330,00 
c) $ 95,00 e $ 250,00 d) $ 95,00 e $ 330,00 
 
14 - (TCI, 1991) Balancete de Verificação elaborado em 31/12/X3 em $: 
 
CONTAS Saldo devedor Saldo credor 
Caixa 10.000,00 - 
Bancos 7.000,00 - 
 Agnaldo Silva 112233 
Duplicatas a Receber 86.000,00 - 
Duplicatas Descontadas - 22.000,00
Provisão para Devedores Duvidosos - 500,00
Mercadorias 84.300,00 - 
Seguro a Apropriar 4.800,00 - 
Duplicata a Receber LP 30.000,00 - 
Promissória a Receber LP 25.000,00 - 
Part. Soc. Controladas 48.000,00 - 
Máquinas 25.000,00 - 
Dep. Acum. Máquinas - 5.000,00
Empréstimos a Pagar - 12.000,00
Salários a Pagar - 3.000,00
Financiamento a Pagar LP - 10.000,00
Capital - 205.000,00
Reservas - 12.000,00
Ações em Tesouraria 2.000,00 - 
Lucro ou Prejuízo Acumulado - 17.400,00
Custo da Mercadoria Vendida 106.700,00 - 
ICMS s/ vendas 38.700,00 - 
Salários 16.000,00 - 
Aluguel 13.000,00 - 
Juros Ativos - 3.600,00
Descontos Concedidos 1.400,00 - 
Serviços de Terceiros 7.600,00 - 
Vendas - 215.000,00
TOTAL 505.500,00 505.500,00
 
Com base no balancete acima o total dos Ativos Realizáveis e o Resultado Bruto são, respectivamente: 
a) 55.000,00 e 69.600,00 b) 55.000,00 e 108.300,00 
c) 169.000,00 e 108.300,00 d) 224.600,00 e 69.600,00 
e) 224.600,00 e 108.300,00 
 
15 - (TFC/2000) O balancete levantado no final do período apresenta a seguinte posição: 
 
Caixa 100 Fornecedores 300 
Duplicatas a Receber 200 Móveis e Utensílios 700 
Bancos 50 Receitas de Serviços 1.400 
Despesas Antecipadas 50 Lucros Acumulados 100 
Salários e Ordenados 200 Impostos Municipais 200 
Capital 500 Materiais Consumidos 200 
Despesa de Energia 100 Juros Passivos 120 
Despesas Diversas 300 Juros Ativos 80 
Receitas Financeiras 100 Instalações 400 
Descontos Concedidos 100 SOMA 5.800 
 
O encerramento das contas de receitas e despesas, informará que houve um lucro líquido de: 
a) 320; b) 360; c) 420; d) 440; e) 460 
 
 
16 - (K7 Concursos, 2000:49) O aprendiz de contador da empresa Gama, para fazer o balancete, 
elaborou em rascunho a seguinte relação de contas e saldos: 
 
Saldo Contas 
Devedor Credor 
CAPÍTULO 7 BALANCETE E ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
112244 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Despesa de juros 1.000,00 
Aluguéis passivos 1.000,00 
Receita de comissões 2.000,00 
Caixa 3.000,00 
Mercadorias 4.000,00 
Clientes 5.000,00 
Depreciação acumulada 6.000,00 
Depreciação 7.000,00 
Adiantamento a fornecedores 8.000,00 
Fornecedores 9.000,00 
Salários 10.000,00 
Lucros acumulados 11.000,00 
Juros ativos 12.000,00 
Capital social 13.000,00 
Veículos 14.000,00 
 
Considerando que o valor de cada saldo está certo, se as contas acima forem classificadas 
corretamente, pode-se afirmar que: 
a) o balancete não fecha, pois há uma diferença de $ 4.000,00 entre os saldos devedores e credores, 
com o crédito a maior; 
b) o balancete fecha com a soma de $ 53.000,00, tanto nos saldos devedores como nos credores; 
c) o balancete não pode fechar, pois os saldos das contas Depreciação, Depreciação Acumulada e 
Aluguéis Passivos estão classificados com inversão de posição; 
d) o balancete fecha com a soma de $ 47.000,00 tanto nos saldos devedores como nos credores; 
e) o balancete não pode fechar, pois os saldos das contas Adiantamentos a Fornecedores, Salários e 
Aluguéis Passivos estão classificados com inversão de posição 
 
17 – (Olivares, 1999:158) A empresa Beta S/A, apresenta, em 31/12 a seguinte posição de saldos: 
 
Caixa $ 1.000,00 
Duplicatas a Receber $ 20.000,00 
Ações de Coligadas $ 5.000,00 
Capital a Realizar $ 4.000,00 
Salários $ 1.300,00 
Provisão para Imposto de Renda $ 400,00 
Duplicatas a Pagar $ 14.800,00 
Salários a Pagar $ 600,00 
Reserva Legal $ 1.100,00 
Lucros Acumulados $ 800,00 
Mercadorias $ 6.700,00 
Despesas Antecipadas $ 300,00 
Móveis e Utensílios $ 10.000,00 
Aluguéis Passivos $ 200,00 
Duplicatas Descontadas $ 1.500,00 
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa $ 500,00 
Depreciação Acumulada $ 2.000,00 
Capital Social $ 24.000,00 
Juros Ativos $ 1.600,00 
Impostos a Recolher $ 1.200,00 
Com base nas contas e saldos acima, pode-se afirmar que o total dos saldos credores do balancete e o 
valor do Ativo Circulante no Balanço Patrimonial da empresa Beta S/A, são respectivamente: 
a) $ 46.500,00 e $ 26.000,00 
b) $ 48.500,00 e $ 28.000,00 
 Agnaldo Silva 112255 
c) $ 48.500,00 e $ 26.000,00 
d) $ 46.500,00 e $ 27.500,00 
e) $ 44.500,00 e $ 27.500,00 
 
18 - (K7 Concursos, 2000:50) A partir do balancete elaborado pela Cia. Comercial, foi montadoo 
seguinte Balanço Patrimonial: 
 
ATIVO PASSIVO 
 Circulante Circulante 
 Caixa 1.000 Duplicatas a pagar 5.000
 Mercadorias 6.000 Duplicatas descontadas 3.000
 Duplicatas a receber 7.000 Impostos a recolher 2.500
 Capital a realizar 1.500 Patrimônio Líquido 
 Permanente Capital social 21.000
 Veículos 15.000 Lucros Acumulados 2.000
 Móveis e utensílios 10.000 
 Depreciação Acumulada (7.000) 
 
TOTAL DO ATIVO 33.500 TOTAL DO PASSIVO 33.500
 
Analisando a natureza das contas que integram o balanço acima e considerando que o saldo de cada 
conta está correto, podemos afirmar que: 
a) o Balanço Patrimonial está corretamente apresentado, pois está fechado com o somatório de 33.500. 
AC (15.500) + AP (18.000) = 33.500 
PC (10.500) + PL (23.000) = 33.500 
b) o Balanço Patrimonial está errado, pois a conta Capital a Realizar deve reduzir o Capital Social. O 
correto seria: 
AC (14.000) + AP (18.000) = 32.000 
PC (10.500) + PL (21.500) = 32.000 
c) o Balanço Patrimonial está errado, pois a conta Duplicatas Descontadas deve reduzir Duplicatas a 
Receber. O correto seria: 
AC (12.500) + AP (18.000) = 30.500 
PC ( 7.500) + PL (23.000) = 30.500 
d) o Balanço Patrimonial está errado, pois a conta Duplicatas Descontadas deve reduzir Duplicatas a 
pagar e a conta Capital a Realizar deve reduzir Capital Social. O correto seria: 
AC (14.000) + AP (18.000) = 32.000 
PC ( 4.500) + PL (21.500) = 26.000 
e) o Balanço Patrimonial está errado, pois a conta Duplicatas Descontadas deve reduzir Duplicatas a 
Receber e a conta Capital a Realizar deve reduzir Capital Social. O correto seria: 
AC (11.000) + AP (18.000) = 29.000 
PC ( 7.500) + PL (21.500) = 29.000 
 
 
(K7 Concursos, 2000:52) Para levantar um Balanço Patrimonial Segundo a Lei 6.404/76 foram 
fornecidos a um candidato a contador de uma sociedade mercantil os seguintes dados: 
 
Contas Saldos ($) 
Valores mobiliários 510,00
CAPÍTULO 7 BALANCETE E ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
112266 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Caixa 20,00 
Bancos c/Movimento 90,00 
Contas a receber 10,00 
Clientes (Duplicatas a receber) 400,00 
Estoques de mercadoria para revenda 200,00 
Duplicatas descontadas 120,00 
Edifícios 700,00 
Participação (Permanente em sociedade de controlada) 200,00 
Móveis, utensílios e instalações 300,00 
Prêmio de seguros a vencer 12,00 
Depreciação acumulada de edifícios 400,00 
Depreciação acumulada de móveis, utensílios e instalações 60,00 
Provisão para devedores duvidosos 6,00 
Contas a pagar 70,00 
Empréstimo a sociedade controlada 100,00 
Fornecedores (Duplicatas a pagar) 150,00 
Capital social realizado 800,00 
Reserva da C. Monetária do Capital social realizado 55,00 
Lucros acumulados 468,00 
Ações em tesouraria 22,00 
Impostos, taxas e contribuições a recolher 45,00 
Provisão para a contribuição social sobre o lucro 63,00 
Provisão para Imposto de renda 170,00 
Reserva legal 27,00 
Dividendos a pagar 130,00 
 
Observações: Todos os direitos e obrigações são, pela ordem, realizáveis e vencíveis a curto prazo. 
Prêmios de seguro a vencer representam aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. O 
empréstimo à controlada não constitui negócio usual. 
Com base no Balanço Patrimonial levantado responda às quatro questões abaixo: 
 
19 - O Ativo Circulante importou em: 
a) $ 1.242,00; b) $ 1.216,00; c) $ 1.138,00; 
d) $ 1.236,00; e) $ 1.116,00. 
 
20 - O Passivo Circulante importou em: 
a) $ 498,00; b) $ 628,00; c) $ 634,00; 
d) $ 748,00; e) $ 754,00. 
 
21 - O Patrimônio Líquido importou em: 
a) $ 1.350,00; b) $ 1.328,00; c) $ 1.956,00; 
d) $ 1.458,00; e) $ 1.498,00. 
 
22 - O Ativo permanente importou em: 
a) $ 940,00; b) $ 1.200,00; c) $ 540,00; 
d) $ 1.000,00; e) $ 740,00. 
 
 
 
23 - (Olivares, 1999:157) Do Balanço Patrimonial da Cia. Comercial de Móveis de Aço, levantado em 
31/12/98 é publicado no Jornal dos Balanços de 28/04/99, foram extraídos, de forma desordenada e 
sem preocupação com a natureza dos saldos, os seguintes itens: 
 
Títulos Valores em ($) 
 Agnaldo Silva 112277 
Empréstimos a Sociedade Controlada 12.000,00 
Aplicações Financeiras - curto prazo 70.000,00 
Estoques 90.000,00 
Terrenos 20.000,00 
Despesa do Exercício Seguinte 5.000,00 
Edifícios 30.000,00 
Imóveis destinados a venda 10.000,00 
Veículos 8.000,00 
Caixa 2.000,00 
Bancos c/ Movimento 4.000,00 
Móveis e Utensílios 16.000,00 
Instalações 26.000,00 
Clientes – curto prazo 100.000,00 
Provisão para Créd. de Liquidação Duvidosa 3.000,00 
Participações Permanentes em Controlada 40.000,00 
Depreciação Acumulada 52.000,00 
Duplicatas Descontadas 25.000,00 
Empréstimos a Acionistas 1.000,00 
Com base nesses itens, assinale a alternativa que contém, pela ordem, os valores correspondentes ao 
Ativo Circulante e ao Ativo Permanente. 
a) $ 278.000,00 e $ 98.000,00 
b) $ 265.000,00 e $ 140.000,00 
c) $ 253.000,00 e $ 88.000,00 
d) $ 256.000,00 e $ 93.000,00 
e) $ 266.000,00 e $ 150.000,00 
 
24 - (CONTADOR-MARE/ESAF, 1996) 
Número 1 Número 2 CONTAS 
Débito Crédito Débito Crédito 
Caixa 5.000 2.000 
Bancos 5.000 6.000 
Clientes 110.000 112.000 
Duplicatas Descontadas 2.000 3.000
Mercadorias 20.000 25.000 
Instalações 15.000 15.000 
Capital Subscrito 200.000 200.000
Capital a Realizar 60.000 60.000 
Lucros Acumulados 10.000 12.000
Receita de Serviços 10.000 15.000
Despesas Diversas 7.000 10.000 
 
A situação líquida do Patrimônio, comparando-se o balancete número 1 com o número 2, passou de: 
a) 222.000 para 230.000 
b) 153.000 para 157.000 
c) 150.000 para 152.000 
d) 210.000 para 212.000 
e) 220.000 para 227.000 
 
 
(TTN/ESAF, 1992) Observe os balancetes de verificação abaixo reproduzidos, para responder às seis 
questões a seguir: 
CONTAS JAN/92 FEV/92 
Caixa 100 150 
Bancos c/movimento 200 400 
CAPÍTULO 7 BALANCETE E ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
112288 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Receitas de serviços 3.000 7.500 
Duplicatas a receber (90 dias) 1.000 1.500 
Capital social 10.000 10.000 
Despesas com pessoal 1.500 3.500 
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 250 200 
Despesas financeiras 100 250 
Salários a pagar 2.000 450 
Imóveis 10.000 10.000 
Veículos 2.350 2.350 
 
25 - A Situação Líquida, no mês de fevereiro: 
a) Não sofreu alteração. b) Foi aumentada em 4.500 c) Foi aumentada em 4.450 
d) Foi aumentada em 2.350 e) Foi reduzida em 2.150 
 
26 - A variação de Situação Líquida no mês de fevereiro fez com que ela se tornasse, em relação ao 
Ativo Permanente, de: 
a) igual para maior b) menor para maior c) igual para menor 
d) maior para menor e) menor para igual 
 
27 - Pelas contas relacionadas, pode-se chegar à conclusão de que foram elas extraídas da escrituração 
de uma empresa: 
a) Prestadora de serviços e aplicadora no mercado de capitais. 
b) Comercial, dedicada preponderantemente à revenda de produtos manufaturados. 
c) Prestadora de serviços, que trabalha exclusivamente mediante pagamento à vista. 
d) Prestadora de serviços, que trabalha mediante pagamento a prazo. 
e) Que se dedica à revenda de mercadorias e à prestação de serviços. 
 
28 - Da relação de contas discriminadas não apareceriam num balanço patrimonial: 
a) receitas de serviços, despesas com pessoal e salários a pagar. 
b) provisão para créditos de liquidação duvidosa, despesas com pessoal e despesas financeiras. 
c) despesas financeiras, duplicatas a receber e receitas de serviços. 
d) receitas de serviços, despesas com pessoal e despesas financeiras.e) provisão para créditos de liquidação duvidosa, despesas com pessoal e salários a pagar. 
 
29 - Num balanço patrimonial elaborado de acordo com a Lei 6.404/76 e com utilização exclusiva das 
contas relacionadas nos balancetes de jan e fev de 1992, serão elas dispostas na seguinte ordem: 
a) Caixa, Banco c/movimento, Duplicatas a receber e Provisão para créditos de liquidação duvidosa. 
b) Caixa, Banco c/movimento, Duplicatas a receber e Imóveis. 
c) Caixa, Banco c/movimento, Imóveis e Veículos. 
d) Caixa, Duplicatas a receber, Provisão para créditos de liquidação duvidosa e Banco c/movimento. 
e) Banco c/movimento, Caixa, Duplicatas a receber, Veículos e Imóveis. 
 
30 - A redução do saldo da conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ocorrida no mês de 
fevereiro é indício de que houve: 
a) Reversão parcial da provisão existente. 
b) Constituição de nova provisão. 
c) Lançamento a débito da conta de valor não recebido de clientes 
d) Estorno de lançamento anterior 
e) Retificação do balancete do mês de janeiro 
7.8 – INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
FAVERO, Hamilton Luiz, Et ali. Contabilidade:Teoria e Prática. Volumes 1 e 2. 2 ed. 
São Paulo Atlas. 1997. 
 Agnaldo Silva 112299 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
concursos. São Paulo: Ímpetus, 2001. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São 
Paulo: Atlas, 1998. 
MARION, José Carlos. SOARES, Adenilson Honorio. Contabilidade como 
Instrumento para Tomada de Decisões. São Paulo: Alínea, 2000 
________________ Contabilidade Básica, exercício, 2 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
________________ Contabilidade Básica, texto, 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
NETO, Pedro Coelho – organizador. Manual de Procediementos Contábeis para Micro e 
Pequenas Empresas. Brasília, SEBRAE-CFC. 2002. 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
VILHENA, Leonardo de Almeida. Contabilidade para Concursos Públicos. 2 
ed São Paulo. Atlas. 1997. 
 
 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
A B D C E C D D A D 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
A D B D B B C E E B 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
B D C B D B D D A C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
113300 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8.1 – FORMAS E FÓRMULAS DE LANÇAMENTOS 
 
Lançamento é o registro em ordem cronológica dos fatos contábeis em livros 
apropriados e com obediência ao método das partidas dobradas. 
 
 Agnaldo Silva 113311 
Ao conjunto dos lançamentos denominamos Escrituração. 
 
Os elementos essenciais de um lançamento contábil são: 
9 Local e data; 
9 Contas e valores a débito; 
9 Contas e valores a crédito; 
9 Histórico 
 
Para desempenhar a função histórica, a contabilidade utiliza-se da ordem cronológica, 
do local da data e do próprio histórico registrado no lançamento. Para desempenhar a função 
monetária, a contabilidade utiliza-se das contas e valores grafados em moeda pelo lançamento 
contábil. 
 
Os lançamentos podem ser expressos de duas formas: 
 
a) De forma contemporânea: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) De forma tradicional: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na forma tradicional a preposição “a” indica que todas as contas a partir dela são contas 
que receberão lançamentos a crédito enquanto que as contas anteriores são debitadas. 
 
A forma contemporânea é utilizada nas entidades que possuem sistema de contabilidade 
informatizado. É mais prática para realizar as digitações e fazer conferências dos dados. 
 
A forma tradicional é utilizada pelas entidades que realizam escrituração manual dos 
livros contábeis. Esta forma é muito utilizada em questões de concursos públicos. 
 
 
Em obediência ao método das partidas dobradas, cada lançamento deve ter contas 
debitadas e contas creditadas, o total de débitos será sempre igual ao total de créditos. Porém, 
o número de contas debitadas ou creditadas é indiferente para o lançamento. Assim teremos 
quatro fórmulas de lançamentos, a saber: 
 
Petrolina, 28 de janeiro de 2004 
D- ESTOQUE DE MERCADORIA PARA REVENDA 4.000 
C- BANCOS CONTA MOVIMENTO 1.000 
C- FORNECEDOR 3.000 
Pela compra ao fornecedor “fulano” de 250 unidades de mercadorias 
para revenda. No ato, foram pagos 25% em cheque e o restante em 
duplicatas para 30 e 60 dias. 
Petrolina, 28 de janeiro de 2004 
ESTOQUE DE MERCADORIA PARA REVENDA 4.000 
a BANCOS CONTA MOVIMENTO 1.000 
 FORNECEDOR 3.000 
Pela compra ao fornecedor “fulano” de 250 unidades de mercadorias 
para revenda. No ato, foram pagos 25% em cheque e o restante em 
duplicatas para 30 e 60 dias. 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
113322 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Lançamentos de Primeira Fórmula (fórmula simples): Há apenas uma conta debitada e 
uma conta creditada. 
 
 
 
 
 ou 
 
 
 
 
 
Lançamentos de Segunda Fórmula (fórmula composta): Há apenas uma conta debitada e 
duas ou mais contas creditadas. 
 
 
 
 
 ou 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lançamentos de Terceira Fórmula (fórmula composta): Há duas ou mais contas 
debitadas e apenas uma conta creditada. 
 
 
 
 
 
 
 ou 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lançamentos de Quarta Fórmula (fórmula complexa): Há duas ou mais contas 
debitadas e duas ou mais contas creditadas. 
 
 
Juazeiro, 01/fev/2004 
D- Veículos 8.000 
C- Bancos 8.000 
Referente a aquisição de 
veículo para uso, conforme 
nota fiscal XX. 
Juazeiro, 01/fev/2004 
 Veículos 
a Bancos 
Referente a aquisição de 
veículo para uso, conforme 
nota fiscal XX. 
Valor....................R$ 8.000 
Casa Nova, 02/fev/2004 
D- Imóveis de uso 20.000 
C- Bancos 6.000 
C- Dupl a Pagar 14.000 
Ref. a compra de imóveis para 
uso conforme contrato XX. Na 
operação foram aceitas 
duplicatas com vencimento 
para 30 e 60 dias. 
Casa Nova, 02/fev/2004 
 Imóveis de uso 
a Diversos 
 Bancos 6.000 
 Dupl a Pagar 14.000 
Ref. a compra de imóveis para 
uso conforme contrato XX. Na 
operação foram aceitas 
duplicatas com vencimento 
para 30 e 60 dias. 
Valor total.............R$ 20.000 
Sobradinho, 04/fev/2004 
D- INSS a pagar 2.000 
D- FGTS a pagar 1.000 
D- ICMS a pagar 4.000 
C- Bancos 7.000 
Importe referente liquidação 
das obrigações com INSS, 
FGTS e ICMS conforme 
cheque n° XZY. 
Sobradinho, 04/fev/2004 
Diversos 
 INSS a pagar 2.000 
 FGTS a pagar 1.000 
 ICMS a pagar 4.000 
a Bancos 
Importe referente liquidação 
das obrigações com INSS, 
FGTS e ICMS conforme 
cheque n° XZY. 
Valor.................R$ 7.000 
Sr. Bonfim, 06/fev/2004 
D- Mercadoria 8.000 
D- ICMS a recuperar 2.000 
C – Fornecedor 5.000 
C- Bancos 5.000 
Valores referentes a aquisição 
de mercadoria para revenda
Sr. Bonfim, 06/fev/2004 
 Diversos 
 Mercadoria 8.000 
 ICMS a recuperar 2.000 
a Diversos 
 Fornecedor 5.000 
Bancos 5 000
 Agnaldo Silva 113333 
 
 
 
 
 ou 
 
 
 
 
 
 
 
 
8.2 – CLASSIFICAÇÃO DOS FATOS CONTÁBEIS 
 
Fatos contábeis são as decisões administrativas que alteram qualitativamente ou 
quantitativamente o patrimônio. Os fatos contábeis que não alteram a situação liquida 
(patrimônio liquido) são os chamados de qualitativos, permutativos ou de compensativos. 
Aqueles fatos que alteram a situação liquida (aumentando ou diminuindo) são os chamados 
fatos modificativos.Desta forma, os Fatos Contábeis podem ser assim classificados: 
 
¾ Permutativos 
 aumentativos 
¾ Modificativos diminutivos 
 
¾ Mistos aumentativos 
 diminutivos 
 
Os Fatos Permutativos são aqueles que não alteram a situação liquida, configura apenas 
uma troca de elementos patrimoniais. Ex. pagamento de duplicata; recebimento de duplicata; 
aquisição de veículos. Note que estas operações apenas compensam os elementos Ativos e 
Passivos sem mexer em receitas e despesas do período. 
 
Os Fatos Modificativos são aqueles que alteram positivamente ou negativamente a 
situação liquida. Exemplos de Fatos Modificativos Aumentativos: recebimento de juros; 
recebimento de alugueis (receitas do período). Exemplos de Fatos Modificativos Diminutivos: 
pagamento de telefone; salários, etc. (qualquer despesa do período). 
 
Os Fatos Mistos ou Compostos são aqueles que reúnem as características dos outros 
dois tipos. Além de permutar elementos do ativo, os fatos mistos provocam alteração na 
situação liquida. Ex. venda de mercadoria com lucro; pagamento de duplicata com juros; etc.. 
Note que além da troca de elementos patrimoniais Ativos e Passivos, as operações são 
compostas de receitas ou despesas. 
 
 
8.3 – LANÇAMENTOS SUCESSIVOS 
 
Passaremos a realizar alguns lançamentos de fatos contábeis para que o leitor identifique 
o funcionamento das contas e tenha uma visão sistêmica da escrituração. Os fatos 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
113344 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
selecionados são continuativos para que se observem os efeitos na estrutura patrimonial e de 
resultados. 
 
a) INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL 
 
Fato 01: Reuniram-se em sociedade dois amigos para constituir empresa para 
comercializar alimentos. O sócio A integralizou R$ 10.000 em dinheiro e o sócio B 
integralizou R$ 20.000 prontamente depositados na conta corrente bancária da empresa. 
 
O fato será assim registrado no livro Diário. 
D- Caixa 10.000 
D- Banco movimento 20.000 
C- Capital social 30.000 
 
Os livro Razão das Contas será assim composto. 
 Caixa Bancos Movimento Capital Social 
1 10.000 1 20.000 30.000 1 
 
 
O Balancete estará neste instante da seguinte forma: 
CONTA DEVEDOR CREDOR 
Caixa 10.000
Banco movimento 20.000
Capital social 30.000
Totais 30.000 30.000
 
b) AQUISIÇÃO DE BENS DE USO 
 
Fato 02: Aquisição de Imóvel para abrigar a sede da empresa. O Valor de negociação do 
Imóvel foi de R$ 50.000, dos quais 10% serão pagos de imediato em dinheiro e o restante em 
10 Notas Promissórias mensais e sucessivas. 
 
O registro no Diário. 
D- Imóveis de uso 50.000 
C- Caixa 5.000 
C- Notas promissórias a pagar 45.000 
 
A composição do livro Razão: 
 Caixa Banco Movimento Imóveis de Uso 
1 10.000 5.000 2 1 20.000 2 50.000 
 
 
 NP a Pagar Capital Social 
 45.000 2 30.000 1 
 
c) AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS PARA REVENDA 
 
 Agnaldo Silva 113355 
Fato 03: Compra de mercadoria para revenda valor da fatura R$ 4.000. No valor da 
fatura estão incluídos R$ 600 de ICMS recuperável. O Pagamento se dará em 30 dias 
conforme aceite de duplicata. 
 
O registro no Diário: 
D- Estoque de Mercadoria para Revenda 3.400 
D- ICMS a recuperar 600 
C- Fornecedores por Duplicatas 4.000 
 
A composição do livro Razão 
 Caixa Banco Movimento Est. Mercadorias Rev. 
1 10.000 5.000 2 1 20.000 3 3.400 
 
 
ICMS a Recuperar Imóveis de Uso NP a Pagar 
 3 600 2 50.000 45.000 2 
 
Fornecedores Capital Social 
 4.000 3 30.000 1 
 
 
d) PAGAMENTO DE DESPESAS. 
 
Fato 04: Emissão de cheque para pagamento de faturas de Energia R$ 300 e Telefone 
R$ 700 referentes ao consumo do mês. 
 
O registro no Diário: 
D- Energia (despesa) 300 
D- Telefone (despesa) 700 
C- Bancos Movimento 1.000 
 
A composição do livro Razão 
 Caixa Banco Movimento Est. Mercadorias Rev. 
1 10.000 5.000 2 1 20.000 1.000 4 3 3.400 
 
 
ICMS a Recuperar Imóveis de Uso NP a Pagar 
 3 600 2 50.000 45.000 2 
 
Fornecedores Capital Social 
 4.000 3 30.000 1 
 
 Energia Telefone 
4 300 4 700 
 
 
 
e) VENDA DE MERCADORIAS 
 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
113366 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Fato 05: Venda de 50% da mercadoria em estoque (valor 3.400, 50% =1.700), conforme 
nota fiscal de venda a consumidor valor R$ 5.000. na fatura há destaque de ICMS sobre a 
venda no valor de R$ 1.100. O recebimento do total da NF se dará da seguinte forma: R$ 
2.000 a vista em dinheiro e R$ 3.000 em duplicata para 30 dias. 
 
De forma segregada, o registro no Diário se fará em três etapas: 
O lançamento da venda; 
D- Caixa 2.000 
D- Clientes por duplicatas 3.000 
C- Vendas 5.000 
O lançamento da baixa no estoque; 
D- Custo da mercadoria vendida 1.700 
C- Estoque de Merc. Para revenda 1.700 
O lançamento do tributo. 
D- ICMS sobre vendas (DRB) 1.100 
C- ICMS a pagar 1.100 
 
A composição do livro Razão 
 Caixa Banco Movimento Est. Mercadorias Rev. 
1 10.000 5.000 2 1 20.000 1.000 4 3 3.400 1.700 5 
5 2.000 
ICMS a Recuperar Clientes p/ Dupls Imóveis de Uso 
 3 600 5 3.000 2 50.000 
 
 NP a Pagar ICMS a pagar Fornecedores 
 45.000 2 1.100 5 4.000 3 
 
 Capital Social Vendas ICMS s/ Vendas 
 30.000 1 5.000 5 5 1.100 
 
CMV Telefone Energia 
5 1.700 4 700 4 300 
 
 
O Balancete neste momento pode ser assim expresso: 
CONTAS DEVEDORAS CONTAS CREDORAS
Caixa 7.000 NP a pagar 45.000
Banco Movimento 19.000 ICMS a pagar 1.100
Est. Mercadorias 1.700 Fornecedores 4.000
ICMS a recuperar 600 Capital Social 30.000
Clientes por dupls 3.000 Vendas 5.000
Imóveis de uso 50.000 
ICMS sobre vendas 1.100 
CMV 1.700 
Telefone 700 
Energia 300 
TOTAL 85.100 TOTAL 85.100
f) PROVISÕES 
 
 Agnaldo Silva 113377 
As Provisões são realizadas para atender ao princípio contábil da competência. Implica 
em reconhecer receitas e despesas já incorridas (acontecidas) porém ainda não recebidas ou 
pagas. De forma geral, as provisões envolvem uma conta de resultado e outra de Ativo ou 
Passivo. 
 
No Ativo, as provisões mais comuns são as que dão origens às contas retificadoras do 
Ativo. Ex. provisão para devedores duvidosos; provisão para ajuste de estoques a valor de 
mercado; provisão para perdas prováveis na realização de investimentos, etc.. 
 
Fato 06: Provisionar: Salários R$ 500; Férias R$ 200; FGTS R$ 50 e INSS R$ 150, 
incorridos no mês atual e pagamento previsto para o mês seguinte. 
 
O registro no livro Diário: 
D- Salários (despesa) 500 
D- Férias (despesa) 200 
D- FGTS (despesa) 50 
D- INSS (despesa) 150 
C- Salários a pagar 500 
C- Férias a pagar 200 
C- FGTS a recolher 50 
C- INSS a recolher 150 
 
A composição do livro Razão 
 Caixa Banco Movimento Est. Mercadorias Rev. 
1 10.000 5.000 2 1 20.000 1.000 4 3 3.400 1.700 5 
5 2.000 
ICMS a Recuperar Clientes p/ Dupls Imóveis de Uso 
 3 600 5 3.000 2 50.000 
 
 NP a Pagar ICMS a pagar Fornecedores 
 45.000 2 1.100 5 4.000 3Salários a pagar Férias a pagar FGTS a recolher 
 500 6 200 6 50 6 
 
INSS a recolher Capital Social 
 150 6 30.000 1 
 
Vendas ICMS s/ Vendas CMV 
 5.000 5 5 1.100 5 1.700 
 
Salários Telefone Energia 
6 500 4 700 4 300 
 
Férias FGTS INSS 
 6 200 6 50 6 150 
 
g) PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS DE DUPLICATAS E NOTAS 
 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
113388 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
Fato 07: Pagamento parcial da dupl de Fornecedores, valor pago R$ 2.000 em cheque. 
 
O registro no Diário: 
D- Fornecedores 2.000 
C- Banco Movimento 2.000 
 
Fato 08: Recebimento de duplicata valor nominal de R$ 3.000 acrescida de juros R$ 200 
conforme recebimento de numerário em espécie. 
 
O registro no Diário: 
D- Caixa 3.200 
C- Clientes por dupls 3.000 
C- Juros recebidos 200 
 
Fato 09: pagamento em cheque de Nota Promissória valor R$ 4.500 
 
O registro no Diário: 
D- Notas Promissórias a Pagar 4.500 
C- Banco Movimento 4.500 
 
A composição do livro Razão agora é a seguinte: 
 Caixa Banco Movimento Est. Mercadorias Rev. 
1 10.000 5.000 2 1 20.000 1.000 4 3 3.400 1.700 5 
5 2.000 2.000 7 
8 3.200 4.500 9 
ICMS a Recuperar Clientes p/ Dupls Imóveis de Uso 
 3 600 5 3.000 3.000 8 2 50.000 
 
 NP a Pagar ICMS a pagar Fornecedores 
9 4.500 45.000 2 1.100 5 7 2.000 4.000 3 
 
Salários a pagar Férias a pagar FGTS a recolher 
 500 6 200 6 50 6 
 
INSS a recolher Capital Social Juros Recebidos 
 150 6 30.000 1 200 8 
 
Vendas ICMS s/ Vendas CMV 
 5.000 5 5 1.100 5 1.700 
 
Salários Telefone Energia 
6 500 4 700 4 300 
 
Férias FGTS INSS 
 6 200 6 50 6 150 
 
 
O Balancete neste momento estaria da seguinte forma: 
CONTAS DEVEDORAS CONTAS CREDORAS
 Agnaldo Silva 113399 
Caixa 10.200 NP a pagar 40.500
Banco Movimento 12.500 ICMS a pagar 1.100
Est. Mercadorias 1.700 Fornecedores 2.000
ICMS a recuperar 600 Salários a pagar 500
Clientes por dupls 0 Férias a pagar 200
Imóveis de uso 50.000 FGTS a recolher 50
ICMS sobre vendas 1.100 INSS a recolher 150
CMV 1.700 Capital Social 30.000
Salários 500 Vendas 5.000
Telefone 700 Juros recebidos 200
Energia 300 
Férias 200 
FGTS 50 
INSS 150 
TOTAL 79.700 TOTAL 79.700
 
h) ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO 
 
Fato 10: encerrar as contas de receitas e despesas para apurar o resultado. 
 
O lançamento no Diário pode ser realizado em duas etapas: 
Encerramento das receitas. 
D- Vendas 5.000 
D- Juros recebidos 200 
C- Conta encerramento 5.200 
Encerramento das despesas 
D- Conta encerramento 4.700 
C- ICMS sobre vendas 1.100 
C- CMV 1.700 
C- Salários 500 
C- Telefone 700 
C- Energia 300 
C- Férias 200 
C- FGTS 50 
C- INSS 150 
 
Neste instante a conta Encerramento do Resultado estará assim: 
 
 Encerramento do Resultado 
10 4.700 5.200 10 
 
 500 Saldo Credor 
 
Seu saldo também será encerrado em favor da conta Resultado do Exercício no 
Patrimônio Liquido, mediante o seguinte lançamento: 
 
 
Fato 11: Transferência do Resultado para o Patrimônio Liquido. 
 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
114400 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
O Registro no Diário é: 
D- Encerramento do Resultado 500 
C- Resultado do Exercício 500 
 
A composição do livro Razão agora é a seguinte: 
 Caixa Banco Movimento Est. Mercadorias Rev. 
1 10.000 5.000 2 1 20.000 1.000 4 3 3.400 1.700 5 
5 2.000 2.000 7 
8 3.200 4.500 9 
ICMS a Recuperar Clientes p/ Dupls Imóveis de Uso 
 3 600 5 3.000 3.000 8 2 50.000 
 
 NP a Pagar ICMS a pagar Fornecedores 
9 4.500 45.000 2 1.100 5 7 2.000 4.000 3 
 
Salários a pagar Férias a pagar FGTS a recolher 
 500 6 200 6 50 6 
 
INSS a recolher Capital Social Resultado Exercicio 
 150 6 30.000 1 500 11 
 
Vendas ICMS s/ Vendas CMV 
10 5000 5.000 5 5 1.100 1.100 10 5 1.700 1.700 10 
 
Salários Telefone Energia 
6 500 500 10 4 700 700 10 4 300 300 10 
 
Férias FGTS INSS 
 6 200 200 10 6 50 50 10 6 150 150 10 
 
Juros Recebidos Encer. Resultado 
10 200 200 8 10 4.700 5.200 10 
 11 500 
 
O Balancete neste momento é apresentado da seguinte forma: 
CONTAS DEVEDORAS CONTAS CREDORAS
Caixa 10.200 NP a pagar 40.500
Banco Movimento 12.500 ICMS a pagar 1.100
Est. Mercadorias 1.700 Fornecedores 2.000
ICMS a recuperar 600 Salários a pagar 500
Imóveis de uso 50.000 Férias a pagar 200
 FGTS a recolher 50
 INSS a recolher 150
 Capital Social 30.000
 Resultado Exercício 500
 
TOTAL 75.000 TOTAL 75.000
 Agnaldo Silva 114411 
Não havendo mais nenhuma operação a realizar-se neste exercício social (período 
contábil) a diretoria de finanças e controle providenciará as demonstrações contábeis com 
base na escrituração realizada. 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
 
 ATIVO PASSIVO 
Ativo Circulante Passivo Circulante 
 Caixa 10.200 NP a pagar 40.500 
 Banco Movimento 12.500 ICMS a pagar 1.100 
 Est. Mercadorias 1.700 Fornecedores 2.000 
 Salários a pagar 500 
 Férias a pagar 200 
 FGTS a recolher 50 
 INSS a recolher 150 
Ativo Permanente Patrimônio Liquido 
 Imóveis 50.000 Capital Social 30.500 
 Lucro 500 
 
 TOTAL 75.000 TOTAL 75.000 
 
 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO ou com adaptações para 
BALANÇO DE RESULTADO ECONÔMICO 
 
Receita Bruta de Vendas e Serviços 
Vendas de mercadorias 5.000 
Deduções da Vendas 
 ICMS sobre vendas 1.100 
Receita Liquida de Vendas 3.900 
Custo das Mercadorias Vendidas 1.700 
Resultado Operacional Bruto 2.200 
Despesas Operacionais 1.900 
 Salários 500 
 Telefone 700 
 Energia 300 
 Férias 200 
 FGTS 50 
 INSS 150 
Receitas Operacionais 200 
 Juros Recebidos 200 
Resultado Operacional 500 
Resultado do Exercício 500 
 
 
 
 
 
 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
114422 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
8.4 – ERROS DE ESCRITURAÇÃO - CORREÇÕES 
 
O artigo 1.183 do Código Civil estabelece algumas das formalidades intrínsecas da 
escrituração contábil, entre as quais estão: não permitir rasuras, emendas, borrões, espaços em 
branco, ocupação das margens e entrelinhas. 
 
São exemplos de erros comumente cometidos na escrituração das peças contábeis: 
¾ Erro de classificação das contas debitadas ou creditadas; 
¾ Inversão de contas ou de valores; 
¾ Duplicidade de lançamentos; 
¾ Valores maiores ou menores que os corretos; 
¾ Omissão de lançamentos; 
¾ Históricos incorretos. 
 
Quando ocorrem erros na escrituração os mesmos devem ser corrigidos obviamente, e 
para não ocorrerem rasuras, borrões, etc. o responsável pela escrituração usará de uma das 
seguintes situações: 
¾ ESTORNO: é a anulação do lançamento através do registro de outro lançamento 
invertido em relação ao que se deseja estornar, ou seja, as contas debitadasserão 
creditadas e vice-versa. Feito o estorno, o contabilista deve efetuar o lançamento 
correto. 
¾ RESSALVA: é a forma de correção da redação feita no histórico do lançamento 
antes do seu encerramento, usando-se uma das expressões: “isto é”, “digo”, 
“aliás”, “em tempo”, etc. e repetindo-se a expressão correta. 
¾ COMPLEMENTO: é realizado para complementar valores lançados a menor ou 
lançados a menor. Para complementar valores lançados a menor é bastante 
repetir todas as contas e preencher os valores relativos à diferença. Para 
complementar valores lançados a maior é necessário um “estorno parcial” 
invertendo-se as contas debitadas e creditadas e lançando-se o valor 
complementar. 
¾ TRANSFERÊNCIA: é utilizada para corrigir os erros de classificação das 
contas. Para exemplificar, suponha que determinado lançamento tenha feito um 
débito da conta caixa quando deveria utilizar a conta bancos. O lançamento de 
transferência consiste em retirar da conta caixa o valor debitado, fazendo-se nela 
um crédito e a contrapartida é um crédito de igual valor na conta bancos. 
 
Quando há salto de linhas, estas devem ser preenchidas com traços horizontais. Se 
acontecer salto de páginas, estas devem ser preenchidas com traços diagonais. 
 
Os lançamentos omitidos, assim que detectados, devem ser registrados com observações 
no histórico da data de ocorrência do fato e a sua condição de regularizador da situação. 
 
Nos casos de duplicidade de lançamentos a correção é feita com estorno de um dos 
lançamentos efetuados. 
 
Assim como os lançamentos, as correções de erros devem ser feitas por contabilista 
legalmente habilitado. 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 114433 
8.5 – RESUMO 
 
Para desempenhar as funções histórica e monetária a contabilidade utiliza-se dos 
lançamentos. Este por sua vez, é o registro dos acontecimentos de modificam o patrimônio em 
seus aspectos qualitativos ou quantitativos. São elementos essenciais do lançamento: local e 
data; contas utilizadas; valores a débito; valores a crédito e histórico. 
 
A legislação da profissão contábil estabelece que os lançamentos devem ser elaborados 
com obediência aos preceitos do método das partidas dobradas onde o valor total debitado 
corresponde ao valor total creditado independentemente da quantidade de contas utilizadas. 
Desta forma, os lançamentos podem ser classificados em quatro fórmulas: 
• Os lançamentos de primeira fórmula são aqueles que recebem apenas uma conta 
debitada e uma conta creditada. 
• Os lançamentos de segunda fórmula são aqueles que recebem apenas uma conta 
debitada e duas ou mais contas creditadas. 
• Os lançamentos de terceira fórmula são aqueles que recebem duas ou mais 
contas debitadas e apenas uma conta credtada. 
• Os lançamentos de quarta fórmula, também chamados de complexos, são aqueles 
que recebem duas ou mais contas debitadas e também duas ou mais contas 
creditadas. 
 
Um “macete” para fixar as fórmulas de lançamentos: 1ª fórmula é 11 (1D e 1C); 2ª 
fórmula é 12 (1D e 2C); 3ª fórmula é 21 (2D e 1C) e a 4ª fórmula é 22 (2D e 2C). 
 
Os fatos contábeis são classificados em: 
• Permutativos – quando a alteração patrimonial é apenas qualitativa ou uma troca 
de elementos patrimoniais. 
• Modificativos – quando a situação liquida é alterada. Há ganho ou perda que 
provocam a alteração do patrimônio liquido. Sendo positiva esta alteração, diz-se 
que o fato é modificativo aumentativo. Sendo negativa a mudança na situação 
liquida, diz-se que o fato é modificativo diminutivo. 
• Mistos – quando as duas situações anteriores acontecem no mesmo lançamento. 
 
 
8.6 – QUESTÕES PARA REFLEXÃO 
 
1. Trace comentários sobre as funções histórica e econômica dos lançamentos 
contábeis. 
2. Aponte aspectos positivos e negativos da escrituração tradicional aplicada aos 
dias atuas. 
3. Exemplifique cada uma das fórmulas de lançamentos. 
4. Exemplifique cada uma das cinco possibilidades de acontecimento de fatos 
contábeis. 
5. Quais são os erros comumente cometidos ao escriturar os fatos contábeis. 
6. Das formas de correção de lançamentos, faça um comparativo entre estorno e 
ressalva. 
7. Das formas de correção de lançamentos, faça um comparativo entre 
complemento e transferência 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
114444 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
8.7 – EXERCÍCIOS PRÁTICOS 
 
EXERCÍCIO 01 
 
SALDOS INICIAIS 
 
BANCO MOVIMENTO 9.000 
CAIXA 1.000 
CAPITAL SÓCIO A 7.000 
CAPITAL SÓCIO C 5.000 
EMPRÉSTIMO A SÓCIO 500 
EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS 12.000 
EQUIPAMENTOS 2.000 
FÉRIAS A PAGAR 3.000 
FORNECEDORES POR DUPLICATA 10.000 
ICMS A PAGAR 2.000 
IMOVEIS DE USO 15.000 
MAQUINAS 6.000 
MERCADORIA PARA REVENDA 2.000 
SALÁRIOS A PAGAR 1.000 
CLIENTES POR DUPLICATA 4.500 
 
 
PEDE-SE: 
 
1. ARRUMAR AS CONTAS ACIMA, SUBDIVIDINDO-AS EM BENS, DIREITOS E 
OBRIGAÇÕES. LEMBRE-SE AS CONTAS DE ATIVO TEM SALDO DEVEDOR E AS 
PASSIVO E PATRIMÔNIO LIQUIDO, SALDO CREDOR. 
 
2. ABRIR OS RAZONETES DAS CONTAS APRESENTADAS 
 
3. LANÇAR NOS DIÁRIOS OS SEGUINTES FATOS 
A) Compra de mercadoria para revenda R$ 5.000 para pagamento em 40 dias, conforme 
aceite de Nota Promissória. 
B) Pagamento de duplicata valor nominal R$ 2.000 conforme cheque 
C) Recebimento de duplicata valor nominal R$ 3.500, sendo R$ 1.500 no caixa e restante 
no banco movimento. 
D) Aquisição de terrenos de uso por R$ 12.000, para pagamento da seguinte forma: 10% 
em dinheiro; 20% em cheque e restante aceite de nota promissória para 90 dias. 
E) Aquisição de veículo de uso R$ 8.000, para pagamento em 30 dias conforme duplicata. 
F) Emissão de cheque para pagamento de: R$ 1.000 de ICMS a Pagar; R$ 1.000 de 
Salários a Pagar e por fim, R$ 2.000 de Empréstimos Bancários. 
G) Integralização de R$ 20.000 do sócio C, sendo: R$ 5.000 no Caixa; R$ 7.000 no Banco 
e R$ 8.000 em Imóveis de Renda. 
H) Recebimento do empréstimo feito ao sócio no valor de R$ 500, conforme depósito no 
Banco. 
 
4. ATUALIZAR OS RAZONETES; 
5. CLASSIFICAR OS LANÇAMENTOS QUANTO A FÓRMULA E FATOS; 
6. APRESENTAR O BALANÇO FINAL DA EMPRESA. 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 114455 
EXERCÍCIO 02. 
 
Sejam os seguintes fatos acontecidos no ano de 2005. 
 
02/01/05- Três pessoas constituíram uma sociedade mercantil, subscrevendo um capital total 
de R$ 300.000,. da seguinte forma. 
O sócio A integralizou no ato R$ 100.000, em dinheiro. 
O sócio B integralizou R$ 150.000 da seguinte forma: R$ 50.000, em imóvel para uso, R$ 
50.000, em imóvel para aluguel e R$ 50.000, em mercadoria para revenda. 
O sócio C fará integralização futura. 
 
20/01/05- Abertura de conta corrente junto ao Banco do Brasil R$ 40.000, 
 
31/01/05- Obtenção de empréstimo bancário R$ 100.000 (venctº 4 parcelas anuais) 
 
13/02/05- Compra de mercadoria para revenda R$ 15.000, a prazo com duplicata. 
 
08/05/05- Pagamento em cheque de duplicata valor nominal R$ 5.000. 
 
10/07/98- integralização de capital por parte do sócio C, R$ 50.000, numerário depositado no 
banco. 
 
02/08/98- Emissão de cheque para cobertura (suprimento) de caixa R$ 60.000. 
 
03/09/98- Aquisição de mercadoria para revenda pagamento da seguinte forma: 
 R$ 10.000, pagos no ato em dinheiro. 
 R$ 50.000, pagos com cheque pré-datado para 60 dias. 
 R$ 80.000, duplicata com vencimento para dezembro ano 2009. 
 
15/10/98- Recebimento de duplicata valor nominal R$ 5.000. 
 
29/11/98- Adiantamentos em dinheiro: R$ 10.000 aos funcionários e R$ 5.000 para os sócios 
(este último lançar no realizávellongo prazo). 
 
PEDE-SE 
1- Elaborar os lançamentos contábeis em diário, destacando detalhadamente as origens e 
aplicações de recursos; as contas debitadas e creditadas; os valores e por fim 
identificar qual a fórmula de lançamento. 
2- Apresentar os razonetes das contas envolvidas. 
3- Elaborar o gráfico patrimonial, demonstrando de forma classificada os Bens, os 
Direitos, as Obrigações e o Patrimônio Líquido. 
4- Responder: 
 a- Qual o valor do capital próprio; 
 b- Qual o valor do capital de terceiros; 
 c- Qual o valor do capital total à disposição da empresa; 
 d- Qual o valor do Patrimônio Bruto. 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
114466 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
EXERCÍCIO 03 
 
A partir dos saldos iniciais, lançar as operações abaixo em diário e razonetes, classificar os 
lançamentos quanto aos fatos e quanto à fórmula. Ao final, apurar o resultado, transferir 
para o PL e apresentar o balanço de resultado econômico e o balanço patrimonial da 
companhia 
 
Saldos iniciais no mês de novembro no ano 2004 
BANCOS 200,00 FORN P/ DUPLS 1.366,00
MERCADORIA 550,00 EMPRÉSTIMOS BANC 1.800,00
IMÓVEIS 6.000,00 CAPITAL 2.000,00
C.M.V 5.328,00 REC. BRUTA VENDAS 7.200,00
ICMS S/ VENDAS 864,00 JUROS RECEBIDOS 576,00
TOTAL DEVEDORAS 12.942,00 TOTAL CREDORAS 12.942,00 
 
 Fatos do mês de novembro de 2004. 
a) Aquisição de um veículo por $ 600 para pagamento em 10 prestações fixas a 
partir do mês seguinte, conforme aceite de duplicatas. 
b) Compra de mercadoria $ 500 para pagamento em 30 dias, conforme cheque. 
c) Venda de mercadoria $ 1.000 para recebimento 50% a vista no banco e restante 
a prazo com duplicata. Pela operação incidiu ICMS $ 150, e CMV 250. 
d) Pagamento de duplicata valor nominal $ 60, com juros de $ 3, conforme 
emissão de cheque. 
e) Recebimento de dupl valor nominal $ 500, com juros de $ 10, conforme 
depósito no banco movimento. 
f) Pagamento de parcela do empréstimo bancário $ 100, mais juros do período $ 
20, conforme emissão de cheque. 
g) Provisionar para pagamento no mês seguinte: salários $ 300; água $ 17; energia 
$ 40; INSS $ 60; COFINS $ 45; telefone$ 105; Imposto de Renda $ 20. 
Neste ponto, apresente o balancete das contas. 
Fatos do mês de dezembro de 2004. 
h) Compra de mercadoria para revenda no valor de $ 2.000, dos quais $ 400 
referem-se a CMS recuperável, conforme destacado na NF. O pagamento se 
fará em duas duplicatas de igual valor e vencimento para 30 e 60 dias. 
i) Venda de mercadoria por $ 3.000, com recebimento à vista no banco. Pela 
operação incidiram $ 600 de ICMS a pagar e o CMV foi de $ 1.400. 
j) Emissão de cheque para pagamento de obrigações provisionadas no mês 
anterior: salários $ 300; água $ 17; energia $ 40; INSS $ 60; COFINS $ 45; 
telefone$ 105; Imposto de Renda $ 20. 
k) Aquisição de: Móveis e Utensílios $ 2.500 e Máquinas $ 3.500. Esta aquisição 
se tornou possível pela aquisição de financiamento bancário para pagamento 
em 60 parcelas mensais e sucessivas a partir do mês seguinte. 
l) Provisionar: salários $ 330; água $ 20; energia $ 30; INSS $ 65; COFINS $ 
60; telefone$ 35; Imposto de Renda $ 80. 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 114477 
EXERCÍCIO 04 
 
Escriturar somente os fatos contábeis acontecidos em janeiro de 200X: 
 
a) Os primos, Letícia e Bruno, reuniram-se em sociedade para montar um 
pequeno ponto de venda de cervejas na praia do Rodeadouro. Para tanto, 
Letícia e Bruno integralizaram em dinheiro $ 600 e $ 400 respectivamente. 
b) Alugaram o ponto comercial e contrataram um garçom. 
c) Os sócios adquiriram um freezer por $ 1.200, dando $ 200 de entrada e 
assumindo cinco parcelas iguais e mensais do restante. 
d) No distribuidor da cerveja A, os sócios compraram 50 caixas ao preço de $ 19, 
cada caixa, para pagamento em 15 dias conforme duplicata. 
e) No distribuidor da cerveja B, os sócios compraram 30 caixas ao preço de $ 20, 
cada caixa, pagando a vista. 
f) Para funcionamento do comércio, pagaram uma taxa de $ 20, para inspeção do 
corpo de bombeiros. 
g) Durante o mês foram vendidas: 40 caixas da cerveja A ao preço de $ 55, cada 
caixa e 25 caixas da cerveja B ao preço de $ 50, cada caixa. Das vendas, 
verificou-se que $ 300 estavam em cheques pré-datados e que $ 200 eram de 
notas promissórias. O restante foi vendido à vista. 
h) Pelo levantamento feito, Letícia e Bruno verificaram que faltara 2 caixas da 
cerveja A e 3 caixa da cerveja B. A constatação foi de que esta mercadoria foi 
extraviada. 
i) Foram ao distribuidor da cerveja A e pagaram a duplicata que deviam, 
acrescida de juros de $ 72, pelo atraso no pagamento. 
j) Pagamento do aluguel $ 200. 
k) Pagamento do garçom $ 400. 
l) Pagamento da fatura de energia $ 120. 
m) Pagamento da conta de água $ 80 
n) Provisão para pagamento do Simples $ 200. 
 
Ao final do mês, os sócios queriam saber qual era o patrimônio da empresa naquele 
momento, qual era o capital de cada um deles agora e qual das duas marcas de cervejas 
lhes deu maior lucro. Por isso, solicitaram de um especialista a escrituração completa 
dos fatos e a demonstração das peças contábeis que esclarecessem suas dúvidas. 
 
Pede-se: 
Elaborar um plano de contas; 
Lançar manualmente o livro diário; 
Classificar cada lançamento quanto ao fato e fórmulas; 
Apresentar o livro Razão e o Balancete de verificação; 
Apresentar o Balanço de Resultado Econômico e 
Apresentar o Balanço Patrimonial. 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
114488 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
8.8 - ESTUDO DE CASO 
 
 Escriturar os fatos na ordem apresentada utilizando-se do plano de contas 
proposto no capítulo 5, devendo apresentar os Balanços de Resultados e Patrimonial a 
cada mês. EMPRESA COMERCIAL SÃO FRANCISCO LTDA. 
 
*para facilitar as operações não serão consideradas as incidências de Pis e Cofins. 
 
PARTE 1 
Fatos contábeis do mês de julho de 2005. 
1. Subscrição de capital social no valor de $ 200.000 
2. Integralização de capital social da seguinte forma: 
a. Dinheiro no caixa $ 10.000 
b. Depósito no banco $ 100.000 
c. Imóveis de Uso $ 50.000 
d. Veículo de Uso $ 20.000 
e. Móveis e utensílios $ 12.000 
f. Reservas minerais $ 8.000 
3. Compra de mercadoria para revenda: valor total das mercadorias $ 10.000 incluídos o 
ICMS recuperável no valor de $ 1.700. O pagamento se fará em 30 dias conforme 
aceite de duplicata. 
4. Contratação de empréstimo bancário no valor de $ 30.000 para pagamento em trinta 
parcelas iguais a partir do mês seguinte. Conforme deposito bancário. 
5. Desconto na conta bancária de taxa de IOF pela liberação do empréstimo. Valor do 
IOF $ 600. 
6. Venda de mercadoria por $ 2.000 com destaque de ICMS $ 200 e custo apurado em $ 
700. O recebimento da venda se fará em 10 dias. 
7. Aplicação de recursos na conta poupança na ordem de $ 50.000 oriundos da conta 
movimento bancário. 
8. Compra de mercadoria para revenda: valor total da NF $ 2.800, com ICMS 
recuperável de $ 400. o pagamento se deu à vista em cheque. 
9. Venda de mercadoria por $ 15.000 com ICMS de $ 1.900 e custo calculado em $ 
5.000. O recebimento da venda se fará em três duplicatas mensais. 
10. Aquisição de Imóveis a ser destinado para aluguel. Valor do Imóvel $ 40.000 para 
pagamento em uma única parcela após 20 meses. 
11. Apropriação dos juros mensais creditados na conta poupança. Novo saldo é de $ 
50.500, portanto um ganho de $ 500 de juros creditados. 
12. Pagamento em cheque de seguro: valor do prêmio $ 2.400 prazo de vigência 24 meses 
a partir do dia primeiro do mês seguinte. 
13. Depreciar: Imóveis de uso$ 67; Veículos de uso $ 334; Móveis e utensílios $ 100; 
Imóveis de renda $ 134. 
14. Pagamento de despesas do mês: água $ 120; energia $ 145 e telefone $ 100. conforme 
dinheiro do caixa. 
15. Provisionar: salários a pagar $ 1.000; férias a pagar $ 110 ; décimo terceiro a pagar $ 
84, FGTS a recolher $ 80, e INSS a recolher $ 126. 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 114499 
PARTE 2 
Fatos contábeis do mês de agosto de 2005 
16. Venda de mercadoria por $ 12.000 com ICMS destacado de $ 1.400 e CMV apurado 
de $ 4.000. recebimento da seguinte forma: $ 3.000 no banco movimento e restante e 
três duplicatas mensais iguais. 
17. Pagamento em dinheiro de frete valor $ 400, para entrega da mercadoria acima. 
18. Pagamento da duplicata da operação 3. valor $ 10.000 conforme cheque. 
19. Pagamento de parcela do empréstimo bancário da operação 4. valor $ 1.000 mais juros 
do mês de $ 600. conforme cheque. 
20. Pagamento de provisões: salários a pagar $ 1.000; FGTS a recolher $ 80, e INSS a 
recolher $ 126. conforme cheque. 
21. Recebimento de duplicata da operação 16. valor nominal $ 3.000. Pela quitação 
antecipada, concedeu-se um desconto de $ 120. sendo que o valor de $ 2.880 foi 
aplicado no caixa. 
22. Compra de mercadoria para revenda: valor da NF $ 20.000 com ICMS a recuperar no 
valor de $ 3.000 conforme aceite de duplicata vencimento em 90 dias. 
23. Recebimento de duplicata da operação 6. valor nominal $ 2.000 acrescida de $ 200 de 
juros pelo atraso. Recurso aplicado no caixa. 
24. Resgate de $ 10.000 da conta poupança para a conta corrente bancária. 
25. Recebimento de duplicata da operação 9. valor nominal $ 5.000 conforme depósito 
bancário. 
26. Compra de mercadoria para revenda: valor da NF $ 14.000 com ICMS recuperável de 
$ 2.000, conforme cheque. 
27. Recebimento de $ 500 relativos ao aluguel mensal do Imóvel de renda. Aplicados no 
caixa. 
28. Apropriação dos juros mensais da poupança $ 400. crediconta poupança. 
29. Apropriação de despesas com seguros pagos antecipandamente. Parcela do mês $ 100. 
30. Depreciar: Imóveis de uso $ 67; Veículos de uso $ 334; Móveis e utensílios $ 100; 
Imóveis de renda $ 134. 
31. Pagamento de despesas do mês conforme dinheiro do caixa. 
a. água $ 180; 
b. energia $ 170, 
c. comissões de vendas $ 500 e 
d. telefone $ 300. 
32. Provisionar: 
a. salários a pagar $ 1.200; 
b. férias a pagar $ 130 ; 
c. décimo terceiro a pagar $ 100; 
d. FGTS a recolher $ 150, e 
e. INSS a recolher $ 170. 
 
 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
115500 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 PARTE 3 
Fatos contábeis do mês de setembro de 2005 
33. Pagamento de parcela do empréstimo bancário da operação 4. valor $ 1.000 mais juros 
do mês de $ 580. conforme cheque. 
34. Venda de mercadoria por $ 4.000 com ICMS a pagar $ 600 e CMV de $ 2.000, 
recebimento à vista no caixa. 
35. Recebimento de $ 500 relativos ao aluguel mensal do Imóvel de renda. Aplicados no 
caixa. 
36. Recebimento de $ 5.000, referente a adiantamento de cliente para pagamento em 
mercadorias. Conforme depósito bancário. 
37. Apropriação dos juros mensais da poupança $ 350. crediconta poupança. 
38. Pagamento de provisões: salários a pagar $ 1.200; FGTS a recolher $ 150, e INSS a 
recolher $ 170. conforme cheque. 
39. Apropriação de despesas com seguros pagos antecipandamente. Parcela do mês $ 100. 
40. Depreciar: Imóveis de uso $ 67; Veículos de uso $ 334; Móveis e utensílios $ 100; 
Imóveis de renda $ 134. 
41. Pagamento de despesas do mês conforme cheque. 
a. água $ 120; 
b. energia $ 185 e 
c. telefone $ 300. 
42. Provisionar: 
a. salários a pagar $ 1.500; 
b. férias a pagar $ 220 ; 
c. décimo terceiro a pagar $ 200, 
d. FGTS a recolher $ 180, e 
e. INSS a recolher $ 300. 
 
PARTE 4 
Fatos contábeis do mês de outubro de 2005 
43. Pagamento de parcela do empréstimo bancário da operação 4. valor $ 1.000 mais juros 
do mês na ordem de $ 590. conforme cheque. 
44. Venda de mercadoria valor da NF $ 18.000 com ICMS de $ 2.000 e CMV de $ 8.000 
para recebimento à vista no banco movimento. 
45. Recebimento de duplicata da operação 9. valor nominal $ 5.000, acrescida de juros no 
valor de $ 150. conforme depósito bancário. 
46. Recebimento de $ 500 relativos ao aluguel mensal do Imóvel de renda. Aplicados no 
caixa. 
47. Recebimento de duplicata da operação 16. valor nominal $ 3.000 aplicados no caixa. 
48. Pagamento de provisões: salários a pagar $ 1.500; FGTS a recolher $ 180, e INSS a 
recolher $ 300. em dinheiro. 
49. Apropriação dos juros mensais da poupança $ 200. crediconta poupança. 
50. Apropriação de despesas com seguros pagos antecipandamente. Parcela do mês $ 100. 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 115511 
51. Depreciar: Imóveis de uso $ 67; Veículos de uso $ 334; Móveis e utensílios $ 100; 
Imóveis de renda $ 134. 
52. Pagamento de despesas do mês, mediante dinheiro do caixa. 
a. água $ 200; 
b. energia $ 330 e 
c. telefone $ 300.. 
53. Provisionar: salários a pagar $ 1.500; férias a pagar $ 220 ; décimo terceiro a pagar $ 
200, FGTS a recolher $ 180, e INSS a recolher $ 300. 
 
PARTE 5 
Fatos contábeis do mês de novembro de 2005 
54. Pagamento de parcela do empréstimo bancário da operação 4. valor $ 1.000 mais juros 
do mês de $ 610. conforme cheque. 
55. Pagamento de provisões: salários a pagar $ 1.500; FGTS a recolher $ 180, e INSS a 
recolher $ 300. em dinheiro 
56. Apropriação dos juros mensais da poupança $ 450. crediconta poupança. 
57. Apropriação de despesas com seguros pagos antecipandamente. Parcela do mês $ 100. 
58. Depreciar: Imóveis de uso $ 67; Veículos de uso $ 334; Móveis e utensílios $ 100; 
Imóveis de renda $ 134. 
59. Venda de mercadoria valor NF $ 12.000 com ICMS $ 1.000 e CMV $ 5.000. 
recebimento em 30 dias conforme duplicata. 
60. pagamento de IPTU, valor $ 600, em cheque. 
61. Ajuda comunitária, remessa de cestas básicas à comunidade carente-creche. Valor total 
$ 1.500. conforme recursos do caixa. 
62. Investimento de $ 20.000 na empresa Comercial Juazeiro que passa a ser sua coligada. 
Conforme cheque. 
63. Gasto pré-operacional de $ 4.000 em projeto de implantação de novo empreendimento. 
Conforme cheque. 
64. Recebimento de $ 500 relativos ao aluguel mensal do Imóvel de renda. Aplicados no 
caixa. 
65. Empréstimo de $ 2.000 à empresa Comercial Juazeiro, conforme cheque. 
66. Pagamento de despesas do mês conforme cheque 
a. água $ 160; 
b. energia $ 140 e 
c. telefone $ 500.. 
67. pagamento de CPMF, valor $ 300 sacados da conta corrente bancária. 
68. Provisionar: 
a. salários a pagar $ 2.000; 
b. férias a pagar $ 220 ; 
c. décimo terceiro a pagar $ 170, 
d. FGTS a recolher $ 160, e 
e. INSS a recolher $ 260. 
 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
115522 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 PARTE 6 
Fatos contábeis do mês de dezembro de 2005 
69. Pagamento de parcela do empréstimo bancário da operação 4. valor $ 1.000 mais juros 
do mês de $ 550. conforme cheque. 
70. Venda de mercadoria valor da NF $ 30.000 com ICMS a pagar $ 5.000 e CMV 
calculado em $ 15.000 recebimento 50% à vista no banco e restante em duplicata para 
30 dias. 
71. Pagamento em cheque de frete valor $ 2.000 para transporte da mercadoria acima. 
72. Pagamento de cestas natalinas para funcionários. Valor total $ 3.000. conf. Cheque. 
73. Pagamento de provisões: salários a pagar $ 2.000; FGTS a recolher $ 160, e INSS a 
recolher $ 260, em cheque. 
74. Recebimento de duplicata da operação9. valor nominal $ 5.000, acrescida de juros no 
valor de $ 170. conforme depósito bancário. 
75. Recebimento de duplicata de valor nominal $ 12.000, conforme deposito bancário. 
76. Pagamento em dinheiro de décimo terceiro: valor total $ 1.000 dos quais $ 754 já 
estão provisionados e os demais $ 246 referem-se ao mês atual. 
77. Pagamento de duplicata de valor nominal $ 20.000 conforme cheque. 
78. Apropriação dos juros mensais da poupança $ 300. crediconta poupança. 
79. Recebimento de duplicata da operação 16. valor nominal $ 3.000 com juros de $ 200 
pelo atraso no pagamento. O valor de $ 3.200 foi aplicado no caixa. 
80. Apropriação de despesas com seguros pagos antecipadamente. Parcela do mês $ 100. 
81. Aquisição de veículo para uso. Valor $ 25.000, conforme cheque. 
82. Depreciar: Imóveis de uso $ 67; Veículos de uso $ 750; Móveis e utensílios $ 100; 
Imóveis de renda $ 134. 
83. Recebimento de $ 500 relativos ao aluguel mensal do Imóvel de renda. Aplicados no 
caixa. 
84. Recebimento de dividendos distribuídos pela empresa Comercial Juazeiro, valor $ 
1.300 conforme depósito bancário. 
85. Pagamento de despesas do mês conforme dinheiro do caixa. 
a. água $ 220; 
b. material de expediente $ 200; 
c. energia $ 190 e 
d. telefone $ 200. 
86. Provisionar: 
a. salários a pagar $ 2.000; 
b. férias a pagar $ 220 ; 
c. FGTS a recolher $ 160, e 
d. INSS a recolher $ 260. 
87. Provisionar Imposto de Renda $ 1.500. e Contribuição Social Sobre o Lucro $ 1.200 
88. Provisionar Participação de empregados no lucro $ 600 
89. Provisionar Participação de administradores no lucro $ 800. 
90. Transferir o saldo de tributos a compensar (ICMS) para a conta ICMS a pagar. 
 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 115533 
8.9 – QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
1 - (TTN, 1990) A emissão de um cheque no valor de 500 para pagamento de uma duplicata, com juros 
de 25%, deve receber o lançamento: 
a) Diversos 
 a Banco c/Movimento 
 Duplicatas a pagar 400 
 Juros passivos 100 500 
 
b) Duplicatas a pagar 
 a Diversos 
 a Banco c/Movimento 500 
 a Despesas de juros 100 600 
 
c) Diversos 
 a Banco c/Movimento 
 Duplicatas a pagar 500 
 Despesas de juros 125 625 
 
d) Banco c/Movimento 
 a Diversos 
 a Duplicatas a pagar 400 
 a Juros passivos 100 500 
 
e) Diversos 
 a Duplicatas a pagar 
 Banco c/Movimento 500 
 Despesas de juros 100 600 
 
2 - (TTN, 1990) Uma empresa que adquiriu um carro para seu próprio uso, pagando uma entrada de 
20% e o restante em duplicatas de 20.000, deverá fazer o lançamento: 
a) Diversos 
 a Dupls. a pagar 
 Caixa 5.000 
 Veículos 20.000 25.000 
 
b) Veículos 
 a Diversos 
 Caixa 5.000 
 a Dupls. a pagar 20.000 25.000 
 
c) Diversos 
 a Dupls. a pagar 
 Caixa 4.000 
 Veículos 16.000 20.000 
 
d) Veículos 
 a Diversos 
 a Caixa 4.000 
 a Dupls. a pagar 20.000 24.000 
 
e) Veículos 
 a Diversos 
 a Caixa 4.000 
 a Dupls. a pagar 16.000 20.000 
 
 
 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
115544 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
3 - (ESAF/TFC, 2000) Aponte o lançamento correto, considerando que o histórico estão certos e 
adequados: 
a) Diversos 
 a Caixa 
 pelo recebimento de duplicatas, como segue: 
 Duplicatas a Receber 
 valor principal do título 300,00 
 Juros Ativos 
 valor dos juros incorridos 30,00 
 330,00 
b) Duplicatas a Pagar 
 a Diversos 
 pelo pagamento de duplicatas, como segue: 
 a Caixa 
 valor líquido do título 270,00 
 a Descontos Passivos 
 valor dos descontos obtidos no pagamento 30,00 
 300,00 
c) Diversos 
 a Diversos 
 valor das vendas de mercadorias isentas de tributação realizadas nesta data, como segue: 
 Caixa 
 valor recebido como entrada e sinal de pagamento 100,00 
 Clientes 
 valor financeiro na operação, para 30 e 60 dias 400,00 500,00 
 a Mercadorias 
 valor de custo que ora se baixa do estoque 350,00 
 a Resultado com Mercadorias 
 valor do lucro alcançado nesta venda 150,00 500,00 
 
d) Caixa 
 a Bancos c/Movimento 
 valor do nosso depósito bancário nesta data 250,00 
 
e) Comissões Ativas 
 a Caixa 
 valor das despesas de comissão, pago nesta data 60,00 
 
4 - (AFP/ESAF, 2001) Caracteriza fato contábil misto diminutivo a operação representada pelo 
lançamento 
a) D = Fornecedores 
 C = Banco c/Movimento 
 C = Abatimentos s/ Compras 
b) D = Caixa 
 C = Duplicatas a Receber 
 C = Receitas Financeiras 
c) D = Veículos 
 C = Caixa 
 C = Títulos a Pagar 
 C = Veículos – antigos 
d) D = Empréstimos de Sócios 
 C = Capital a Integralizar 
e) D = Empréstimos Bancários 
 D = Encargos financeiros sobre dívidas repactuadas 
 C = Títulos a pagar 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 115555 
5 - (Olivares, 1999:42) O recebimento de um cheque de cliente, um pagamento de uma duplicata no 
valor de $ 20.000,00, com juros de 20%, deve ser escriturado na empresa recebedora como segue: 
a) Diversos 
 a Bancos c/ Movimento 
 Duplicatas a receber 20.000,00 
 Juros Passivos 4.000,00 
 24.000,00 
b) Bancos c/ Movimento 
 a Diversos 
 a Duplicatas a receber 20.000,00 
 a Juros ativos 4.000,00 
 24.000,00 
c) Diversos 
 a Duplicatas a receber 
 Caixa 20.000,00 
 Juros Passivos 4.000,00 
 24.000,00 
d) Caixa 
 a Diversos 
 a Duplicatas a receber 20.000,00 
 a Juros ativos 4.000,00 
 24.000,00 
e) Duplicatas a receber 
 a Diversos 
 a Bancos c/ movimento 20.000,00 
 a Juros passivos 4.000,00 
 24.000,00 
 
6 – (Olivares, 1999:45) 
1 – Caixa 
 a Despesas Gerais 
 
2 – Salários 
 a Caixa 
 
3 – Caixa 
 a Bancos 
 
4 – Mercadorias 
 a Caixa 
 
5 – Bancos 
 a Caixa 
 
6 – Salários 
 a Salários a Pagar 
Os lançamentos acima servem para registrar os seguintes eventos: 
a) o de nº 3 se refere a depósito em conta corrente bancária e o de nº 5 a saque em conta bancária 
b) o de nº 1 se refere a pagamento de despesas gerais e o de nº 2 a pagamentos de salários 
c) o de nº 4 se refere a aquisição de mercadorias e o nº 5 a saque em conta corrente bancária 
d) o de nº 6 se refere a pagamentos de salários e o de nº 3 a saques em conta corrente bancária 
e) o de nº 5 se refere a depósito em conta corrente bancária e o de nº 4 a aquisição de mercadorias para 
revenda 
 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
115566 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
7 - (Olivares, 1999:45) Em 01/10/2000 foram descontadas duplicatas em Banco. Uma duplicata no 
valor de $ 10.000,00, com vencimento para 10/11/2000, não foi liquidadae o Banco transferiu para 
cobrança simples, no dia do vencimento. Em 01/12/2000, após conseguir um abatimento de 30% no 
valor da duplicata, o cliente liquidou a dívida junto ao Banco, pagando ainda juros de $ 70,00. O 
registro contábil da operação realizada no dia 01/12/2000 foi assim feito pelo emitente da duplicata: 
a) Diversos 
 a Diversos 
 Abatimentos Concedidos 3.000,00 
 Bancos 7.070,00 
 a Duplicatas a Receber 10.000,00 
 a Juros Ativos 70,00 
b) Diversos 
 a Diversos 
 Duplicatas Descontadas 10.000,00 
 Juros Ativos 70,00 
 a Bancos 7.070,00 
 a Abat. Concedidos 3.000,00 
c) Diversos 
 a Diversos 
 Bancos 7.070,00 
 Abatimentos Auferidos 3.000,00 
 a Dupls Descontadas 10.000,00 
 a Juros Ativos 70,00 
d) Duplicatas Descontadas 10.000,00 
 a Diversos 
 a Bancos 7.000,00 
 a Abatimentos Auferidos 3.000,00 
e) Diversos 
 a Diversos 
 Duplicatas a Receber 10.000,00 
 Juros Ativos 70,00 
 a Abatimentos Obtidos 3.000,00 
 a Bancos 7.070,00 
 
8 - (Olivares, 1999:103) Considerando todos os históricos corretos, observe os lançamentos e assinale 
aquele que está errado: 
a) Mercadorias 
 a Duplicatas a Receber 
 Valor referente a compra de 100 unidades do bem X ao custo unitário de $ 100,00 com aceite de 
Duplicatas $ 10.000,00 
b) Duplicatas a Pagar 
 a Caixa 
 para pagamento de duplicata 1345, valor $ 10.000,00 
c) Bancos c/ Movimento 
 a Caixa 
 Valor depositado na conta, no valor de $ 10.000,00 
d) Impostos e Taxas 
 a Bancos c/ Movimento 
 Valor referente ao Imposto Predial pago na data $ 10.000,00 
e) Caixa 
 a Clientes 
 Valor recebido de José Bento conforme s/ cheque 137.945 para quitação s/ débito $ 10.000,00 
 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 115577 
9 - (CFC/Suficiência, 2000) Quando do pagamento de uma duplicata, verificou-se que o valor lançado 
na escrituração contábil estava a menor. Para acerto deverá ser providenciado um lançamento de: 
a) Complementação; 
b) Suplementação; 
c) Transferência; 
d) Exclusão. 
 
10 - (Olivares, 1999:44) Lançamentos (só contas e valores) 
1) Comissões s/ vendas 
 a Bancos c/ Movimento 500,00 
2) Bancos c/ Movimento 
 a Duplicatas a receber 800,00 
3) Bancos c/ Movimento 
 a Receitas Aluguéis Equip. 60,00 
4) Obrigações Fiscais 
 a Bancos c/ Movimento 200,00 
5) Bancos c/ Movimento 
 a Fundo de Com. Adquirido 5.000,00 
 
Os lançamentos acima, apresentados de forma simplificada, não se referem a estornos, retificações, 
transferências, complementasses ou venda de direitos. 
Assim sendo, está errado em função da natureza e finalidade das contas envolvidas, o registro contábil 
de número: 
a) 1 
b) 2 
c) 3 
d) 4 
e) 5 
 
11 - (Olivares, 1999:46) O lançamento: 
Diversos 
a Bancos c/ Movimento 
a) é de 2º fórmula e pode corresponder a aviso de débito do banco e a cheque emitido pela empresa; 
b) é de 2º fórmula e pode corresponder a depósito bancário realizados e a cheques emitidos pela 
empresa; 
c) é de 3º fórmula e pode corresponder a juros debitados pelo banco e a cheques emitidos pela 
empresa; 
d) é de 3º fórmula e pode corresponder a aviso de crédito do banco e a depósitos efetuados pela 
empresa; 
e) é de 3º fórmula e pode corresponder à emissão de cheques da empresa sacados contra mais de um 
estabelecimento bancário. 
 
12 - (ESAF, 1997) A compra de equipamento para uso da própria empresa, pagando-se uma entrada 
em dinheiro e aceitando-se duplicatas pelo valor restante, será contabilizada através de um único 
lançamento de: 
a) segunda fórmula b) primeira fórmula 
c) fórmula simples d) terceira fórmula 
e) quarta fórmula 
 
13- (ESAF, 1997) Um lançamento que contém uma só conta devedora e duas contas credoras é 
denominado de: 
a) segunda fórmula b) primeira fórmula 
c) terceira fórmula d) quarta fórmula 
e) quinta fórmula 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
115588 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
14 - (TTN/ESAF, 1994) Recife, 13 de julho de 1994. 
D – Duplicatas a Pagar 
Valor da duplicata nº 73/94 da Setex S/A, substituída por 
uma nota promissória vencível em 13/09/94. 700
D – Juros Passivos 
4% sobre o valor da duplicata 73/94 da Setex S/A, substituída 
por uma nota promissória vencível em 13/09/94. 28
C – Notas Promissórias a Pagar 
Nosso aceite de nota promissória em favor da Setex S/A, 
vencível em 13/09/94, emitida em substituição à duplicata nº 
73, vencida hoje, mais juros de 2% ao mês 728
 
Obs: a situação líquida da empresa que efetuou o lançamento continuou, após o mesmo, positiva. 
O lançamento contábil transcrito (feito no livro Diário): 
a) É de segunda fórmula e aumentou a situação líquida. 
b) Observou o método das partidas dobradas e aumentou a situação líquida. 
c) Observou o método das partidas simples, a função histórica e a função monetária. 
d) É de segunda fórmula e reduziu a situação líquida. 
e) É de terceira fórmula e reduziu a situação líquida. 
 
15 - (ESAF, 1997) Para registrar contabilmente o recebimento de uma duplicata com juros de mora, 
numa única partida de Diário, usa-se lançamento: 
a) misto b) primeira fórmula 
c) segunda fórmula d) terceira fórmula 
e) quarta fórmula 
 
16 - (AFTN ESAF/2000) A transferência de recursos de caixa feita pela matriz para suas filiais gera o 
seguinte lançamento contábil, em cada uma das filiais. 
a) Conta Corrente Matriz 
 a Caixa 
b) Caixa 
 a Conta Corrente Matriz 
c) Caixa 
 a Conta Corrente Filial 
d) Conta Corrente Matriz 
 a Capital 
e) Capital 
 a Caixa 
 
17 - (Olivares, 1999:101) Quando houver erro de inversão de contas, a correção será feita através de: 
a) estorno parcial 
b) baixa na conta indevida 
c) lançamento complementar 
d) estorno total com valor em dobro 
e) estorno múltiplo 
 
18 - (TTN, 1997) Na conferência física do dinheiro depositado em cofre verificou-se que havia ali $ 
300,00, enquanto que o saldo contábil da conta Caixa era de $ 400,00. Justificou-se a divergência com 
a seguinte constatação: 
a) houve emissão de escrituração de vendas no valor de $ 100,00 
b) uma nota de compra de $ 50,00 foi escriturada como sendo de venda 
c) um adiantamento salarial de $ 100,00 foi escriturado duas vezes 
d) um cheque emitido para suprimento de caixa, do valor de $ 100,00, não foi escriturado 
e) houve omissão de escrituração de compras no valor de $ 50,00 
CAPÍTULO 8 LANÇAMENTOS – OPERAÇÕES TÍPICAS 
 Agnaldo Silva 115599 
 
8.10 – INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
CRUZ, Célio, Contabilidade Geral: manual de estudos para concursos públicos. 
Petrolina: Aprovação Concursos, 1995. 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
concursos. São Paulo: Ímpetus, 2001. 
FORTES, José Carlos, FORTES, Maice Nobre.Legislação da Profissão Contábil. Livro 
Eletrônico. Fortaleza: Fortes, 2003. 
FRANCO, Hilário. Contabilidade Geral. 23 ed. São Paulo: Atlas, 1996. 
GONÇALVES, Eugênio Celso. BAPTISTA, Antonio Eustáquio. Contabilidade Geral. 
4 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São 
Paulo: Atlas, 1998. 
__________, Sérgio de, e Equipe FEA USP. Manual de Contabilidade das Sociedades 
por Ações, 7 ed. São Paulo: Atlas 2003. 
MARION, José Carlos, Contabilidade Básica, exercício, 2 ed. São Paulo:Atlas, 1998. 
________, José Carlos. SOARES, Adenilson Honorio. Contabilidade como 
Instrumento para Tomada de Decisões. São Paulo: Alínea, 2000 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
SÁ, Antonio Lopes de. Plano de Contas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
SANTOS, José Luiz dos. SCHMIDT, Paulo. Introdução à Contabilidade. São Paulo: 
Atlas, 2003. 
STICKNEY, Clyde P. WEIL, Roman L. Contabilidade Financeira. São Paulo: Atlas 
2001. 
 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 
A B C E D E A A A 
10 11 12 13 14 15 16 17 18 
E C A A E A B D B 
 
 
 
 
 
GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAÇÃO – COLEÇÃO FACAPE DCC 
116600 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuççããoo àà CCoonnttaabbiilliiddaaddee 
 
 
Bibliografia Consultada 
 __________________________ 
 
 
 
BANCO DO NORDESTE DO BRASIL – BNB. Agenda do Empreendedor. Fortaleza: 
BNB, 2003. 
BARROS, Sidney Ferro, Contabilidade Básica. coleção prática IOB, São Paulo: 
Thomson – IOB, 2003 
_________ Entendendo a Contabilidade, coleção prática IOB. São Paulo: Thomson – 
IOB, 2003. 
BARROW, Colin. Como Gerenciar as Finanças no Seu Próprio Negócio. Tradução de 
Eliana Rocha. São Paulo: Publifolha, 2001. 
BRAGA, Hugo Rocha, SOARES, José Ribamar Cardoso. Demonstrações Financeiras 
estrutura análise e interpretação (livro de exercícios). 2 ed. São Paulo: Atlas, 2000. 
BRASIL. Código Civil. Organizado por Lázaro Rosa da Silva e Valmir Bezerra de 
Brito. São Paulo: IOB, 2003. 
BRASIL. Lei 6404/76. Organizado por J. Wilson Granjeiro. 5 ed. Brasília: Vest-Com, 
1997. 
CHING, Yuh Hong, MARQUES, Fernando e PRADO, Lucilene. Contabilidade e 
Finanças para Não Especialistas. São Paulo: Prentice Hall, 2003. 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE – CFC. Normas Brasileiras de 
Contabilidade. Brasília, 2004. Disponível em <http://www.cfc.org.br> acesso em 10 
fev. 2004. 
CRUZ, Célio, Contabilidade Geral: manual de estudos para concursos públicos. 
Petrolina: Aprovação Concursos, 1995. 
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM. Normas de Apresentação das 
Demonstrações Financeiras. Rio de Janeiro, 2004. Disponível em 
<http://www.cvm.gov.br> acesso em 30 de jan. 2004. 
FAVERO, Hamilton Luiz, Et ali. Contabilidade:Teoria e Prática. Volumes 1 e 2. 2 ed. 
São Paulo Atlas. 1997. 
FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questões. Série provas e 
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FERREIRA, Genival e COLAÇO, Angelly. Dez Lições Para o Êxito de uma Empresa. 
Recife: Flamar, 2002. 
FORTES, José Carlos, FORTES, Maice Nobre.Legislação da Profissão Contábil. Livro 
Eletrônico. Fortaleza: Fortes, 2003. 
FRANCO, Hilário. Contabilidade Geral. 23 ed. São Paulo: Atlas, 1996. 
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4 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
HOUAISS. Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa. São Paulo, 2000. 
 Agnaldo Silva 116611 
IUDÍCIBUS, Sérgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutória, 9 ed. São 
Paulo: Atlas, 1998. 
_________, e Equipe FEA USP. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, 7 
ed. São Paulo: Atlas 2003. 
K7 CONCURSOS. Organizador Marcos J. Freire Guimarães. Contabilidade Geral para 
Concursos. Porto Alegre: K7, 1998. 
MARION, José Carlos, Contabilidade Básica, exercício, 2 ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
_________ Contabilidade Básica, texto, 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
_________. SOARES, Adenilson Honorio. Contabilidade como Instrumento para 
Tomada de Decisões. São Paulo: Alínea, 2000 
MENDES, Guilherme Adolfo dos Santos. Contabilidade Geral. 2 ed. Araçatuba. Novas 
Conquistas, 2003. 
NETO, Pedro Coelho – organizador. Manual de Procediementos Contábeis para Micro 
e Pequenas Empresas. Brasília, SEBRAE-CFC. 2002. 
NEVES, Silvério, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Básica. 11 ed. São 
Paulo: Frase, 2003. 
OLIVARES, Marcos J. Contabilidade para Concursos – questões resolvidas. Apostila 
de curso. Porto Alegre: K7, 1999. 
OLIVEIRA, Álvaro Guimarães. Contabilidade Financeira para Executivos. E ed. Rio 
de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1999. 
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Comercial Fácil. 11 ed. São Paulo: Saraiva, 
1996. 
SÁ, Antonio Lopes de. Plano de Contas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
___________. Bases Conceituais da Teoria Neopatrimonialista. Disponível em 
<http://lopesdesa.com.br> acesso em 13 de dez. 2002. 
SANTOS, José Luiz dos. SCHMIDT, Paulo. Introdução à Contabilidade. São Paulo: 
Atlas, 2003. 
SOUZA, Acilon Batista de. Contabilidade de Empresas Comerciais. São Paulo: Atlas, 
2002. 
SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS – 
SEBRAE. Pesquisas. Disponível em <http://www.sebrae.gov.br> acesso em 13 de 
jan.2004. 
SILVA, Agnaldo Batista. SILVA, José Luiz. Introdução à Contabilidade. Apostila de 
Curso. Petrolina: Facape, 2002. 
SILVA, Ernesto J. Contabilidade Geral para Administradores e Secretários 
Executivos. Guarapuava: Faculdade Campo Real, 2002. 
STICKNEY, Clyde P. WEIL, Roman L. Contabilidade Financeira. São Paulo: Atlas 
2001. 
VILHENA, Leonardo de Almeida. Contabilidade para Concursos Públicos. 2 
ed. São Paulo. Atlas. 1997.

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