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Forma do tórax variações em relação idade, sexo e ao biótipo Presença ou não de abaulamentos e depressões ex: tumores, hipertrofia de VD, atelectasia Tipo ou padrão respiratório respiração torácica ou costal respiração toracoabdominal (diafragmática) respiração mista respiração paradoxal (patológico) Ritmos respiratórios anormais Respiração dispnéica (dispnéia) Platipnéia → posição ereta Ortopnéia → posição deitada Trepopnéia → decúbito lateral REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DOS RITMOS RESPIRATÓRIOS REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DOS RITMOS RESPIRATÓRIOS Frequência respiratória Adultos → 12 a 20 rpm Taquipnéia → > 20 rpm Bradipnéia → < 10 rpm Apnéia → Parada respiratória > 15 seg Eupnéia → Fr normal Tiragem Fenômeno fisiológico ligeira depressão durante a inspiração nas regiões axilares e infra- axilares dos espaços intercostais Fenômeno patológico quando existe um obstáculo na via aérea, dificultando a penetração do ar, a parte correspondente do pulmão não se expande Pode ser localizada, unilateral, bilateral Expansibilidade dos pulmões Melhor avaliada pela a palpação Inspeção do pescoço uso de musculatura acessória, sinal precoce de obstrução das vias aéreas Achados •Simétrica (normal ou diminuída) •Assimétrica Objetivos Detectar alterações estruturais e/ou funcionais do tórax Relacionar com os achados clínicos encontrados durante a inspeção Estrutura da parede torácica Expansibilidade torácica Frêmito tóraco-vocal (FTV) Frêmito toraco-vocal vibrações originadas pelas cordas vocais durante a fonação, transmitidas (propagadas) ao longo da árvore brônquica e parênquima pulmonar, e captadas na superfície da parede torácica Achados normal aumentado → consolidações pulmonares, pneumonias, atelectasia diminuído → DP, pneumotórax, espessamento pleural, enfisema, obesos ou musculosos, ressecções pulmonares (pneumectomia) Baseia-se no seguinte princípio: “Ao se golpear um ponto qualquer do organismo, originam-se vibrações que têm características próprias quanto à intensidade, timbre e tonalidade, na dependência da estrutura anatômica percutida” Sons obtidos Maciço (tampo de uma mesa ou uma parede) Timpânico (caixa vazia ou um pequeno tambor) Claro pulmonar (um livro grosso sobre a mesa) Maciço → regiões desprovidas do ar ex: coxa, ao nível do fígado, do coração, do baço Timpânico → área que contém ar, recoberta por uma membrana flexível ex: abdome QSD (fígado e duodeno) = maciço/submaciço QSE (estômago) = timpânico QID (ceco) = timpânico QIE (sigmóide)= maciço Som claro pulmonar → quando se golpeia um tórax normal ex: ar dentro dos alvéolos e demais estruturas pulmonares Tipos Direta Dígito-digital Punho-percussão Borda da mão Pulmonar exame dos pulmões, para ouvir ruídos respiratórios normais e patológicos Cardíaca bulhas cardíacas normais e alterações, sopros e outros ruídos Abdominal detecção de ruídos hidroaéreos Sons normais Bronquial: som traqueal audível na zona de projeção de brônquios de maior calibre, na face anterior do tórax, nas proximidades do esterno. Broncovesicular: somam-se as características brônquicas com do murmúrio vesicular, nem tão forte com a bronquial e nem tão suave com a vesicular. Vesicular ou som pulmonar: é formado pela passagem do ar pelo parênquima pulmonar (como dos bronquíolos para os alvéolos). Sons anormais roncos sibilos crepitações atrito pleural Região axilar • fita métrica passando pelos cavos axilares ao nível da terceira costela Região xifóide • passando sobre o apêndice xifóide ao nível da sétima cartilagem costal Região basal • passando sobre as 12ª costelas Região umbilical • passando sobre a cicatriz umbilical Cirtometria - procedimentos Sinais Vitais • Pressão Arterial (PA) • Frequência Cardíaca (FC) • Frequência Respiratória (FR) • Temperatura Corporal (Tº) • Dor Constituem indicadores de saúde geral ou estado fisiológico PORTO, 2005 Pressão Arterial • Força que o sangue exerce contra a parede do vaso. • Sistólica: contração ventricular. • Diastólica: relaxamento ventricular. • Estetoscópio. • Esfigmomanômetro (manguito, pêra e manômetro). Manguito de tamanho adequado - cobrir 2/3 da parte superior do braço ou da perna e circular todo o membro. Equipamentos de Verificação de Pressão Verificação da Pressão Arterial • Menor tempo possível • Artéria braquial = local mais comum • Posição dos braços SONS DE KOROTKOFF • Pressão sistólica - primeiro som de percussão, claro, débil e rítmico , que ↑ em intensidade. • Período que o sangue flui através da artéria (fase 1). • Pressão diastólica - quando os sons desaparecem (fase 5). Classificação da Pressão Arterial IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial Adultos acima de 18 anos Pressão sistólica Pressão diastólica Classificação < 130 < 85 Normal 131-139 86-89 Normal limítrofe 140-159 90-99 Hipertensão leve 1 160-179 100-109 Hipertensão moderada 2 = ou > 180 > 110 Hipertensão grave 3 Frequência Cardíaca (Pulso) • Pode ser mensurada, de forma manual, em qualquer lugar do corpo onde pode ser detectada a pulsação arterial. • Pulso: ciclo de expansão e relaxamento das artérias do corpo. Pontos de Aferição do Pulso • Temporal: Superior e lateral ao canto externo do olho. • Braquial: Face medial da cavidade antecubital (PA). • Femoral: Região inguinal - Parada cardíaca e circulação do MI. • Pedal: Face dorsal do pé - circulação do MI. • Carotídea: Abaixo do lobo da orelha, em cada lado do pescoço. • Radial: Face radial do punho na base do polegar • Poplítea: Atrás do joelho. Parâmetros de Pulso • Recém-nascido → 120 a 140 bpm. • Lactente → 100 a 120bpm. • Segunda infância e adolescência → 80 a 100 bpm. • Adulto → 60 a 100 bpm. • A frequência do pulso ↓ com a idade até a vida adulta. Respiração • A respiração constitui uma das funções vitais do organismo. • O controle compreende a verificação da frequência e outras características como ritmo e profundidade. Respiração • INSPIRAÇÃO: – Contração dos músculos intercostais e diafragmáticos • Diafragma desce • Costelas se elevam • Esterno => para cima e para fora • EXPIRAÇÃO – Passivo – Músculos relaxam Parâmetros de Avaliação Frequência • Número de respirações por minuto. • Contar as inspirações ou as expirações, e não ambas. Profundidade • Quantidade (volume) de ar trocado em cada respiração. • Avaliada pela observação dos movimentos torácicos. • VC normal do adulto de 500 ml. • Geralmente descrita como superficial e profunda. Parâmetros de Avaliação Ritmo • Refere-se a regularidade das inspirações e expirações • É descrito como regular ou irregular. Idade • Recém-nascidos → 40 a 45 rpm. • Lactentes → 25 a 35 rpm. • Pré-escolares→ 20 a 35 rpm. • Escolares → 18 a 35 rpm. • Adultos → 14 a 20 rpm. Temperatura • Equilíbrio entre calor produzido ou adquirido pelo corpo e quantidade perdida. • Apesar das mudanças no ambiente externo, a temperatura corporal permanece relativamente constante. • Sistema Regulador • Manter temperatura corporal interna relativamente constante. • Coordenar produção de calor e processos de perda. Temperatura corporal Quando aumentada • Ajuda o corpo a combater doença ou infecção. • Pirexia → aumento da temperatura corporal normal (febre). • Hiperpirexia e hipertermia → febre extremamente alta (↑ 41,1ºC). Temperatura corporal Quando reduzida • Exposição ao frio extremo → ↓ a taxa metabólica e temperatura corporal baixa (hipotermia). • A função do centro termorregulador fica comprometida quando a temperatura cai abaixo de 34,4ºC e perdida abaixo de 29,4ºC. • Axilar → 35,5ºC a 37ºC (média 36ºC - 36,5ºC). • Oral → 36 a 37,4ºC. • Retal → 36 a 37,5ºC (0,5ºC maior que axilar). • Membrana Timpânica 36,2º a 37,8º C. Considerações: • Variação no decorrer do dia (fatores ambientais). • Variável durante o tempo de vida (↓ com a idade). Locais de Verificação e Valores Normais