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Haletos de Alquila: Obtenções e Reações de Substituição Nucleofílica Alifática e de Eliminação
1. Estrutura de Haletos de Alquila
O átomo de halogênio de um haleto de alquila está ligado a um átomo de carbono de hibridização sp3, o qual possui uma geometria tetraédrica. Como o halogenio é mais eletronegativo, a ligação do mesmo com o carbono é polarizada. Com isso, o halogênio possui uma carga parcial negativa, e o carbono uma carga parcial positiva.
 	Devido à diferença do tamanho dos halogênios, o tamanho e a força da ligação dos mesmos com o carbono sofre alteração. Como o átomo de iodo é maior, o tamanho da ligação é maior, porém a força diminui. Já o flúor, que possui um tamanho menor, o tamanho da ligação com o carbono é menor, e a força da ligação é maior.
2. Obtenção de Haletos de Alquila
Os haletos de alquila podem ser preparados a partir de alcoóis por substituição nucleofílica, a partir de alcanos por radicais livres e a partir dos alcenos por adição de haletos de hidrogênio. Com isso, os mesmos se tornam disponíveis como materiais de partida para a preparação de diversos compostos orgânicos funcionalmente substituídos.
2.1. Reações de alcoóis com cloreto de tionila ou haletos de fósforo
	A reação começa com um ataque nucleofílico da hidroxila do álcool ao enxofre polarizado, com a saída do íon cloreto. Em seguida, ocorre uma desprotonação, e rearranjo interno com ruptura da ligação, formando-se o haleto de alquila e óxido de enxofre.
	A reação começa com um ataque nucleofílico da hidroxila do álcool ao PCl3, onde após as etapas de desprotonação, ataque do íon cloreto e ruptura de ligação, obtém-se o haleto de alquila e ácido fosfórico.
3. Reações de Substituição Nucleofílica
	As reações de substituição nucleofílica tem origem histórica, uma vez que esta é uma das classes de reações das mais estudadas pelos químicos, tanto ao nível teórico, mas principalmente devido à importância em síntese orgânica.
Neste tipo de reação, uma espécie com carga negativa ou com um par de elétrons não compartilhados (Nucleófilo) reage com o haleto de alquila. Quando a reação ocorre, o nucleófilo substitui o halogenio, que é chamado de grupo de saída ou grupo abandonador. Em adição, a ligação carbono-halogenio sofre heterólise, e a carga negativa ou o par de elétrons não compartilhado do nucleófilo é usado para formar uma nova ligação covalente.
3.1. Nucleófilo
	O nucleófilo (Reagente que procura uma carga positiva) é qualquer íon negativo, ou molécula neutra com par de elétrons não compartilhado. Os ânions, através de seus sais de lítio, sódio e potássio, são os nucleófilos mais utilizados, onde podemos citar os íons alcóxido (MOR), carboxilato (MOOR), hidrogenossulfeto (MSH), cianeto (MCN) e azoteto (MN3). Quando o nucleófilo é um átomo neutro, sempre é necessária uma etapa de desprotonação para completar a reação de substituição nucleofílica, como é o caso da síntese de um álcool a partir da reação do haleto de alquila com a água. Esta reação ocorre em dois estágios, onde o primeiro envolve a substituição nucleofílica (etapa determinante da velocidade da reação), e o segundo é uma reação ácido-base de Bronsted rápida.
3.2. Grupo de Saída
	Um bom grupo de saída é o substituinte que pode deixar o substrato como uma molécula neutra ou um ânion fracamente básico e relativamente estável. Os halogenios em haletos de alquila são bons grupos de saída.
3.3. Cinética de uma Reação de Substituição Nucleofílica de Segunda Ordem (SN2)
	Numa reação entre o brometo de metila e o hidróxido de sódio, podemos calcular a velocidade da reação determinando a concentração dos reagentes no início e após um tempo específico, determinando assim a velocidade com que os mesmos desaparecem.
	Nesta reação, quando se dobra a concentração do brometo de metila, a velocidade da reação dobra. Quando se dobra a concentração do hidróxido de sódio, a velocidade da reação também dobra. Quando se dobram ambas as concentrações dos reagentes, a velocidade da reação aumenta em 4 vezes. Podemos observar que a velocidade da reação é diretamente proporcional a concentração de ambos os reagentes. Por isso, a reação é dita de segunda ordem ou bimolecular (SN2).
Um fato interessante é que a concentração do íon sódio não altera a velocidade de reação. Em estudos adicionando mais sais de sódio, não conduziu à variação de velocidade, o que caracteriza o cátion Na+ como “íon espectador”. Na verdade é o íon hidróxido que reage como nucleófilo. Podemos observar ainda há uma atração entre os dipolos formados nestas moléculas, conduzindo a uma atração das espécies até o início da colisão molecular.
3.4. Mecanismo de uma Reação de Substituição Nucleofílica de Segunda Ordem (SN2)
	O nucleófilo se aproxima pelo lado de trás do carbono do haleto de alquila, ou seja, do lado oposto ao halogenio. A medida que a reação progride, a ligação entre o nucleófilo e o carbono se fortalece, e a ligação entre o carbono e o grupo de saída se enfraquece. Com isso, o átomo de carbono tem sua configuração invertida. A reação ocorre em uma única etapa, sem a formação de intermediários.
No estado de transição, que dura 10-12 segundos, tanto o nucleófilo quanto o grupo de saída estão parcialmente ligados ao átomo de carbono estando ambos envolvidos no estado de transição, explicando a cinética da reação de segunda ordem. A reação é denominada de Reação cincronizada, pois a formação e quebra de ligação ocorrem simultaneamente. Em outras palavras, a “quantidade” de elétrons “doados” a partir do hidróxido para o carbono do Brometo de metila, seria a mesma “quantidade” de elétrons que “escoaria” do carbono para o grupo abandonador (Brometo), até que toda ligação C-O tenha sido feita e toda ligação C-Br tenha sido rompida.
Algumas questões podem ser levantadas levando-se em conta apenas a teoria da ligação da valência:
Por que ocorre uma transferência de carga entre uma espécie negativa e uma molécula neutra, se esta última encontra-se com todos os octetos completos?
Onde serão alocados os elétrons do íon hidróxido, uma vez que o brometo de metila encontra-se repleto de elétrons?
Por que o ataque o íon hidróxido acontece pelo lado posto ao grupo abandonador? Não poderia ocorrer no centro da ligação C-Br?
Para responder estas questões, podemos usar a teoria dos orbitais moleculares de fronteira (FMO), onde o orbital molecular de mais alta energia que contém elétrons (HOMO) do nucleófilo interage com o orbital de mais baixa energia que não contem elétrons (LUMO) do eletrófilo.
A reação ocorre devido à interação de dois elétrons entre o HOMO do nucleófilo em fluxo com o LUMO do eletrófilo. A importância da definição de orbital molecular vazio LUMO fica evidente neste caso, uma vez que se este
LUMO não fosse proposto, não teríamos como explicar “o fluxo dos elétrons” nos orbitais. Quando observamos o mapa de distribuição de carga em um HOMO, temos na região de maior volume do orbital a probabilidade de encontrar os dois elétrons. Entretanto, uma vez que o LUMO é vazio em elétrons, o volume neste orbital molecular é a região no espaço de maior carência de elétrons e é a região de maior probabilidade de alocarmos os elétrons
oriundos do nucleófilo. Note que a mesma fase do HOMO interage com a região de maior volume de mesma fase do LUMO, explicando o porquê da reação do nucleófilo ocorra pelolado oposto do grupo abandonador.
Na reação da água com o iodeto de metila, conduzindo ao metanol e ao ácido iodídrico, Cálculos teóricos baseados na teoria dos orbitais moleculares em nível semi-empírico AM1 mostram que a transferência de elétrons entre o HOMO da água com o LUMO do iodeto de metila necessita de 13.3750 eV . Por outro lado, a reação entre o HOMO do iodeto de metila e o LUMO da água despenderia de 15.6063 eV de energia. As moléculas logicamente escolhem o caminho de mais baixa energia e desta maneira á água reage doando elétrons do seu HOMO (que tem elétrons!), sendo o nucleófilo da reação e o iodeto de metila é o eletrófiloda reação, recebendo elétrons no orbital vazio de mais baixa energia (LUMO).
	
3.5. Teoria do Estado de Transição
	Numa reação exotérmica, a energia dos reagentes é maior que a energia dos produtos. Porém, existe uma barreira energética entre os reagentes e os produtos, que é chamada Energia Livre de Ativação. O topo da colina de energia corresponde ao Estado de Transição. A diferença de energia entre os reagentes e Estado de Transição é chamada de Energia de Ativação. Esta é a energia necessária para aproximar os reagentes e para realizar as quebras parciais das ligações. A existencia da energia de ativação explica o fato da maioria das reações ocorrerem mais rapidamente em temperaturas mais altas, pois ao aumentar a temperatura, aumenta-se o número de colisões entre os reagentes que juntos possuem energia suficiente para romper a barreira reacional.
	Se a reação é endotérmica, a Energia de Ativação será ainda maior.
3.6. Estereoquímica de uma Reação de Substituição Nucleofílica de Segunda Ordem (SN2)
	Como dito anteriormente, o ataque do nucleófilo pelo lado oposto do halogenio promove uma inversão na configuração do carbono. Podemos observar o fato quando o haleto de alquila possui o carbono ligado ao halogenio como assimétrico, ou em haletos de alquila cíclicos.
3.7. Reação de Substituição Nucleofílica de Primeira Ordem (SN1)
	A reação de substituição nucleofílica de primeira ordem acontece, por exemplo, quando o cloreto de tert-butila reage com a água, fornecendo o álcool tert-butílico e ácido clorídrico. A velocidade desta reação depende da concentração do cloreto de tert-butila, mas não depende da concentração da água. Dobrando-se a concentração do cloreto, dobra-se a velocidade da reação, porém dobrando-se a concentração do nucleófilo, a velocidade da reação não se altera.
	Neste caso, a reação é de primeira ordem ou unimolecular (SN1), pois apenas o cloreto de tert-butila participa do estado de transição na etapa lenta da reação. A reação de SN1 ocorre em tres etapas, onde a primeira é a etapa limitante, que determina a velocidade da reação.
3.8. Mecanismo de uma Reação de Substituição Nucleofílica de Primeira Ordem (SN1)
	Na primeira etapa, o cloreto de tert-butila se ioniza, formando o cátion tert-butila (com um carbocátion terciário) e o íon cloreto, através de uma clivagem heterolítica da ligação C-Cl. Os dois íons são estabilizados pelo solvente através de solvatação. Esta etapa possui uma alta energia de ativação, pois a formação dos íons é um processo altamente endotérmico.
	Na segunda etapa, uma molécula de água atua como base de Lewis e doa um par de elétrons ou ataca o carbocátion (ácido de Lewis) formando o íon tert-butiloxônico. Na terceira etapa, uma molécula de água captura um próton (atuando como uma base de Bronsted) do íon tert-butiloxônico, formando o álcool tert-butílico e um íon hidrônio.
	Vale salientar que o carbocátion formado possui uma estrutura trigonal planar, semelhante a estrutura do Trifluoreto de boro (BF3), pois o mesmo possui uma hibridização sp2, onde o orbital p não contém elétrons.
Rearranjos e Estabilidade dos Carbocátions em Reações SN1
	Os carbocátions terciários são os mais estáveis, e o cátion metila é o menos estável.
	A estabilidade dos carbocátions pode ser explicada pela hiperconjugação (interação de um orbital ligante com um orbital p). No cátion tert-butila, a densidade eletronica de uma das ligações sigma C-H do grupo metila flui para o orbital p do carbocátion através de uma superposição parcial, promovendo uma dispersão da carga positiva, aumentando a estabilidade da molécula. Os carbocátions terciários possuem tres possibilidades de hiperconjugação, os secundários duas, os primários uma, e o cátion metila não tem possibilidade de hiperconjugação. Por este motivo explica-se a ordem de estabilidade acima.
	Neste sentido, quanto mais estável for o carbocátion, mais reativo o haleto de alquila.
Terciário > Secundário > Primário > Metila
	Podemos dizer que, de uma forma geral, os haletos de metila e primário nunca reagem por SN1, e os haletos terciários nunca reagem por SN2.
	Na reação de hidrólise do 2-bromo-3-metilbutano, obtém-se como produto o 2-metil-2-butanol. Observando-se o mecanismo reacional, inicialmente ocorre a ionização do haleto de alquila, seguida de uma transposição de hidreto que converte um carbocátion secundário em terciário mais estável, o qual reage com a água para formar o respectivo álcool.
Racemização em Reações SN1
	Racemização é quando, após uma reação, um composto oticamente ativo se transforma numa mistura racemica. Se o composto original perde sua atividade ótica no curso da reação (fornece uma mistura de enatiomeros 50:50), chama-se Racemização completa. Se o composto original perde apenas metade de sua atividade otica, chama-se Racemização parcial.
	Nas reações SN1, a racemização ocorre quando o halogenio sai de um carbono estereogênico no haleto de alquila. Como exemplo, temos a reação do (S)-3-bromo-3-metilexano oticamente ativo reage com a água formando uma mistura racemica do 3-metil-3-hexanol. A razão é que o carbocátion intermediário formado possui uma configuração trigonal, e a molécula da água ataca o carbocátion pelos dois lados com a mesma velocidade, devendo formar assim os enantiômeros em quantidades iguais.
	Porém, a obtenção de uma mistura 1:1 de enantiômeros raramente acontece. Mesmo a ionização estando completa, o grupo de saída que estava ligado ao carbono bloqueia parcialmente a aproximação do nucleófilo na direção de sua saída. Neste período, observamos mais uma inversão que retenção da configuração. Após o grupo de saída ter se difundido, as duas faces do carbocátion estão igualmente acessíveis, então quantidades iguais dos enantiômeros são produzidas. Como exemplo, a hidrólise do (R)-2-bromo-octano fornece 83% de (S)-2-octanol e 17% de (R)-2-octanol.
Solvólise
	Reação no qual o nucleófilo é uma molécula do solvente. Se o solvente é a água, a reação se chama hidrólise. Se o solvente é o metanol, a reação se chama metanólise.
Mecanismo da reação do cloreto de tert-butila com o ácido fórmico:
Fatores que Afetam as Velocidades das Reações SN1 e SN2
	Os principais fatores são:
Estrutura do substrato
Concentração e reatividade do nucleófilo
Efeito do solvente
Natureza do grupo abandonador
1. Estrutura do Substrato
	Nas reações SN2, os haletos de metila reagem mais rapidamente, e os haletos terciários reagem tão lentamente que podem ser considerados inertes. Os haletos de neopentila também podem ser considerados inertes, conforme a tabela a seguir:
	Substrato
	Velocidade Relativa
	Haleto de metila
	30
	Haleto primário
	1
	Haleto secundário
	0,03
	Haleto de neopentila
	0,00001
	Haleto terciário
	0
	Esta ordem de reatividade ocorre devido ao impedimento estérico, ou seja, o arranjo espacial dos átomos ou substituintes do sítio reagente. O efeito estérico aumenta a energia livre de ativação do estado de transição, consequentemente afetando a velocidade da reação.
, 
	Para uma reação SN1, os únicos compostos que reagem por este mecanismo são aqueles que formam carbocátions relativamente estáveis. No caso, os haletos de alquila terciários, os haletos alílicos e os haletos bezílicos reagem pelo mecanismio SN1, pois a presença de carbocátions estáveis significa que a energia de ativação na etapa lenta da reação será baixa o suficiente para que a reação ocorra numa velocidade razoável.
	De acordo com o Postilado de Hammond-Leffler quando a reação é endotérmica, a energia do estado de transição é muito próxima da energia do protudo da reação ou da etapa da reação. No caso da reação SN1 realisada pelo haleto de alquila terciário, a hiperconjugação que estabiliza o carbocátion formado na primeira etapa da reação também estabiliza o estado de transição, onde é o momento no qual a carga positiva está sendo formada.
2. Concentração e Força do Nucleófilo
	Para uma reação SN1, como o nucleófilo nãoparticipa do estado de transição, a força e concentração do mesmo não afeta a velocidade da reação. Para uma reação SN2, quanto maior a concentração do nucleófilo, maior a velocidade da reação.
	Com relação a força do nucleófilo:
Um nucleófilo carregado negativamente é sempre um nucleófilo mais reativo que seu ácido conjugado. Por exemplo, o íon hidróxido (OH-) é mais reativo que a água, e um íon alcóxido (RO-) é mais reativo que o álcool correspondente (ROH).
Para compostos nucleófilos no qual o átomo nucleófilo é o mesmo, as nucleofilias assemelham-se às basicidades.
3. a) Efeito do Solvente nas Reações SN 2
	Os solventes prótipos, como a água ou álcool, podem formar pontes de hidrogenio com os nucleófilos. Neste caso, o solvente impede a reação de substituição do nucleófilo, pois o mesmo deve se desprender do solvente para se aproximar do substrato (haleto de alquila). 
	Se o nucleófilo for um íon fluoreto, o mesmo vai ser melhor solvatado que um íon iodeto, sendo menos reativo numa reação de substituição, pois é o menor anion haleto tendo sua carga negativa concentrada.
Ordem de reatividade : I– > Br– > Cl– > F–
	Se compararmos os nucleófilos de enxofre e oxigenio, como o átomo de enxofre é maior, os tiós (R-SH) são mais nucleófilos que os álcoois (R-OH) e os anions RS- são mais forte que os anions RO-.
Nucleofilia em solventes prótipos: SH– > CN– > I– > HO– > N3– > Br– >CH3CO2– > Cl–> F– > H2O
	Solventes Apróticos Polares são aqueles que não possuem hidrogenio ligado a um átomo eletronegativo. Como exemplos, temos:
Dimetilformamida	Dimetilsulfóxido	Dimetilacetamida	Hexametilfosforamida	
	Nestes solventes, em adição, os seus centros positivos estão protegidos por efeitos estéricos, onde os mesmos não podem solvatar os anions (nucleófilos) em qualquer extensão apreciável, tornando os mesmos bastante reativos. Para os solventes aprótipos, a ordem de reatividade dos íons haleto é oposta em relação aos solventes prótipos:
	A utilização de solventes aprótipos polares em reações SN2 pode aumentar a velocidade da reação em um milhão de vezes. Como exemplo, podemos citar que a reação de obtenção do cianeto de hexila (a partir de brometo de hexila e cianeto de sódio) em metanol aquoso apresenta um tempo reacional de mais de 20 horas, com rendimento de 71%. A substituição por DMSO acarreta num tempo reacional de 20 minutos, e rendimento de 91%.
3. b) Efeito do Solvente nas Reações SN1
	Solventes aprótipos polares (altas constantes dielétricas) aumentam enormemente a velocidade de ionização dos haletos de alquila numa reação SN1, devido a sua habilidade a sua eficiente habilidade de solvatar cátions. Com isso, o solvente estabiliza tanto o estado de transição quanto o produto da etapa formado, que é o carbocátion.
4. Natureza do Grupo de Saída
	Nas reações SN1 e SN2, o grupo de saída sai com o par de elétrons que o ligava ao carbono, e os melhores grupos de saída são aqueles que se transformam em anions relativamente estáveis (bases fracas) ou moléculas neutras. Bases fracas conseguem estabilizar a carga negativa, e esta estabilização diminui a energia de ativação (ou estabiliza o estado de transição), aumentando assim a velocidade da reação.
	Para os halogenios, a ordem de melhor grupo de saída é o oposto da basicidade:
Ordem de melhor grupo de saída: I– > Br– > Cl– > F–
Ordem de basicidade : F–>> Cl–> Br–> I–
	Podemos explicar também o fato de que o iodo tem a ligação mais fraca com o carbono, e o flúor tem a ligação mais forte.
Os íons triflato, mesilato e tosilato são bases fracas e bons grupos de saída, pois os mesmos são bases conjugadas de ácidos bastante fortes, bem como a deslocalização da carga negativa torna os mesmos nucleófilos fracos. O íon trifluorometanosulfonato (ou íon triflato) CF3SO3– é um dos melhores grupos de saída conhecidos. Ambos são obtidos a partir da reação de alcoóis com cloretos de sulfonilas.
	O íon hidróxido é uma base forte, e por isso o mesmo não se comporta como um bom grupo de saída na reação de um álcool com um nucleófilo. Os íons hidreto (H-) e alcaneto (R-) se comportam da mesma forma. Porém, se o álcool é dissolvido num ácido forte, o ácido protona a hidroxila do álcool, e o grupo de saída sai como uma molécula de água (molécula neutra).
	Os epóxidos são uma exceção, já que a tensão do anel é aliviada por um ataque nucleofílico, sendo opcional uma ativação por ácido.
Transformações de Grupos funcionais Usando Reações SN2
	As reações SN2 constituem uma poderosa ferramenta na construção de moléculas via interconversão de grupos funcionais, muito usada na síntese orgânica.
	Podemos citar ainda os nucleófilos Organometálicos, Carbânions na posição à aldeídos, cetonas e ésteres e hidretos, fornecendo assim hidrocarbonetos, aldeídos, cetonas, ésteres e alcanos.
Reações de Substituição Nucleofílica na Síntese Orgânica
Síntese de éteres de Williamson:
Reação de Finkelstein – Reação clássica de conversão de cloreto ou brometo de alquila em iodeto de alquila. Uma alternativa de uso desta reação é a conversão de álccois em haletos de alquila, inicialmente reagindo-se o álcool com um cloreto de sulfonila, seguido da reação de substituição:
Preparação de hidroxilaminas a partir de alcoóis:
Preparação de cianeto de ciclopentila a partir de cianeto de sódio e cloreto de ciclopentila:
Substituição Nucleofílica Catalisada por Enzima
	Freqüentemente, reações de substituição nucleofílica catalisadas por enzimas acontecem no organismo humano. Como exemplo, podemos citar que a atividade genotóxica do diclorometano está relacionada com a bioativação deste por glutationa transferases, onde a primeira etapa se dá atrtav és de uma substituição nucleofílica de um dos átomos de cloro por glutationa, onde o adulto formado pode sofrer condensação com bases nitrogenadas do DNA, gerando o conjugado BASE-GLUTATIONA, levando à morte celular.
Caráter Inerte dos Haletos Vinílicos e Fenílicos
	Haletos vinílicos são aqueles em que o halogênio está ligado a um carbono de uma dupla ligação, e haletos benzílicos são aqueles que o halogênio está ligado ao anel benzeno. Os mesmos são inertes a reações SN1 porque os cátions vinílicos e benzílicos são altamente instáveis, e são inertes a reações SN2 porque a ligação carbono-halogenio dos haletos em questão são mais fortes que a dos haletos de alquila, e os elétrons repelem o nucleófilo num ataque por trás.
Reações de Eliminação nos Haletos de Alquila
	Reações de eliminação são aquelas em que fragmentos de átomos adjacentes são eliminados, formando-se uma ligação dupla.
Desidroalogenação
	A reação de desidroalogenação ocorre quando um haloalcano (cloroalcano, bromoalcano ou iodoalcano) são aquecidos na presença de uma base forte (íon alcóxido), ocorrendo a eliminação de cloreto, brometo ou iodeto de hidrogenio e formação de Alcenos. Estas reações também podem ser chamadas de eliminações β (porque o hidrogenio eliminado está ligado ao carbono β) ou eliminações 1,2.
Bases Utilizadas na Desidroalogenação
	Os alcóxidos de sódio e de potássio são as bases mais utilizadas na desidroalogenação, as quais podem ser preparadas a partir da reação do metal com um excesso de álcool (etanol ou metanol).
Mecanismo da Reação E2
	Como exemplo tem a reação do brometo de isopropila com etóxido de sódio.
C2H5O– + CH3CHBrCH3 CH2=CHCH3 + C2H5OH + Br–
	Inicialmente o íon etóxido remove o proton do carbono β, e ao mesmo tempo os elétrons da ligação Cβ-H começam a se mover para formar a dupla ligação C-C, e o halogenio começa a sair com o par de elétrons da ligação com o carbono . No estado de transição, as ligações parciais se estendem desde o oxigenio da base, através do esqueleto de carbono, até o halogenio. Por fim, a dupla ligação C-C é totalmente formada, onde cada carbono adquire uma geometria trigonal planar.
Mecanismo da Reação E1
	Como exemplo temos a reação do cloreto de tert-butila com a água.
	Ajudado pelosolvente, o átomo de cloro sai com o par de elétrons que o ligava ao carbono, produzindo o carbocátion terciário estável, pois o mesmo está solvatado pelo solvente. Após, uma molécula de água remove um dos hidrogenios do carbono β do carbocátion. Ao mesmo tempo, o par de elétrons se desloca para formar a dupla ligação C-C, produzindo o respectivo alceno.
Substituição X Eliminação
	Os dois fatores principais que determinam se acontecerá uma substituição ou eliminação são: A estrutura do haleto de alquila e do nucleófilo e a basicidade do nucleófilo.
SN2 X E2
	Quando o substrato é um haleto primário e a base é desimpedida, a substituição é favorável, pois o nucleófilo pode se aproximar facilmente do carbono contendo o grupo abandonador.
	Para haletos secundários, bases fortes favorecem a eliminação, pois já existe um impedimento estérico no substrato que dificulta a substituição.
	Para haletos terciários, o impedimento estérico é grande, e a SN2 não ocorre.
	Um aumento da temperatura favorece a eliminação, pois a eliminação tem uma energia de ativação maior (porque mais mudanças de ligações ocorrem), e com o aumento da energia mais moléculas conseguem transpor a barreira de energia da reação de eliminação.
Tamanho do Nucleófilo
	Bases fortes estericamente impedidas favorecem a reação de eliminação, pois a mesmas não podem se aproximar do carbono ligado ao halogenio do substrato (mesmo este sendo um haleto de alquila primário).
Haletos Terciários: SN1 X E1
	Uma vez que as duas reações se processam através da formação do mesmo intermediário (carbocátion terciário), os dois tipos respondem de forma igual aos fatores que afetam a reatividade.

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