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CLARETIANO – CENTRO UNIVERSITÁRIO CURSO DE 
GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA – BACHAREL – NOTURNO 
 
 
PROFESSORA: TAMIRES DOS SANTOS 
 
ALUNO (A): JULIA GABRIELA RIBEIRO RA: 8036933 
ALUNO (A): JESSICA FERNANDA DE SOUZA RA:8026473 
ALUNO (A): MARIANA DA SILVA PORTO RA: 8026507 
ALUNO (A) THAIS ARCON MACHADO BINATTO RA: 8026566 
ALUNO (A) VERA LIGIA SCOPINHO CHRISTOFOLETTI RA: 803694 
 
 
TOXICIDADE POR METAIS PESADOS 
 
 
RELATÓRIO DE ATIVIDADES PRÁTICAS DA 
DISCIPLINA TOXICOLOGIA E ANÁLISE AMBIENTAL, 
MINISTRADA PELA PROFESSORA TAMIRES DOS 
SANTOS AOS ALUNOS DO 2º ANO DE BIOMEDICINA. 
 
 
 
 
 
3° SEMESTRE 
RIO CLARO – SP/2018 
SUMÁRIO 
1. Introdução ........................................................................................................ 1 
 
2. Objetivos .......................................................................................................... 1 
 
3. Material ............................................................................................................ 1 
 
4. Métodos ........................................................................................................... 2 
 
5. Resultado e Discussão .................................................................................... 3 
 
6. Conclusões ...................................................................................................... 6 
 
7. Bibliografia ....................................................................................................... 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
 
1 Graduandos do Curso de Biomedicina – Claretiano Faculdade – Rio Claro / SP 
biomedicina@claretiano.edu.br 
 
1. INTRODUÇÃO 
Desde épocas mais remotas o cobre tem sido utilizado para as mais diversas 
finalidades que englobam a fabricação de ferramentas, adornos, moedas e construção 
civil, mas foi a partir de meados do século XVIII que começou a ser observado e 
estudada as reações de hipercupremia e hipocrupemia em seres vivos, primeiramente 
em bovinos e depois em 1921 em humanos. 
 
O excesso de cobre solúvel no organismo humano (hipercupremia) pode ser 
tóxico devido à afinidade do cobre com grupos S-H de muitas proteínas e 
enzimas, causando doenças como epilepsia, melanomas, artrite reumatoide 
e doenças psiquiátricas. (PEREIRA et al., 2003). 
 
 
O cobre tem um papel importante no metabolismo celular, mais especificamente nas 
biomoléculas, sendo responsável pelo transporte de elétrons e oxigênio, o que 
comprova sua importância desde que em quantidades necessárias para o bom 
funcionamento dos sistemas dos seres vivos, já que sabemos da sua presença natural 
tanto no reino animal, vegetal e mineral. Naturalmente o cobre é absorvido excretado 
pelos rins, em mulheres pode também se excretado no sangue menstrual, porém em 
excesso, os rins não conseguem eliminar e a substância fica livre na corrente 
sanguínea, como exemplo podemos citar a Doença de Wilson que se caracteriza por 
dilatação da cápsula do fígado e de suas funções bioquímicas, alterações musculares 
e nervosas. 
Este trabalho mostra a utilização de cobre (na forma de sulfato) no desenvolvimento 
de cebolas (Allium cepa) em variadas concentrações e os efeitos de dose 
dependentes em cada amostra. O cobre em excesso causa translocação e 
desequilíbrio de absorção de nutrientes minerais nas plantas sendo muito utilizado 
como fungicida pulverizado nas partes aéreas das plantas, porém, posteriormente age 
como contaminante do solo. 
2. OBJETIVO 
Compreender a relação dose-resposta dos agentes tóxicos e a interferência de metais 
potencialmente tóxicos sobre determinados organismo em soluções aquosas. 
3. MATERIAL 
 Sulfato de cobre (CuSO4.5H20) 
 Água mineral 
2 
 
1 Graduandos do Curso de Biomedicina – Claretiano Faculdade – Rio Claro / SP 
biomedicina@claretiano.edu.br 
 
 Bulbos de cebola com diâmetro de 3,5 a 4,0 cm, secos e sem formação de 
folhas e/ou raízes 
 Copos de plásticos descartáveis de 80mL 
 Palitos de dente 
 Recipientes de medida com volume de 1L 
 Becker 
 Balança com uma casa decimal 
 Pipetas 
 Espátulas 
 Régua escolar 
 Luvas de procedimento 
4. MÉTODOS 
1. Preparou-se uma solução de aproximadamente 100mg/L de Cu pesado 0,4 g 
de CuSO4.5H20 dissolvida em 1L de água mineral. 
2. Numeramos os oitos copos plásticos descartáveis de 1 a 8. 
3. A partir da solução do item 1, efetuou-se oito soluções com concentrações de 
aproximadamente 0,04; 0,06; 0,08; 0,10; 0,20; 0,40; 1,00 mg/L e uma solução 
de controle negativo constituída de água mineral pura. Para medir os volumes 
necessários para o preparo dessas soluções, seguimos o esquema 
apresentado na Tabela 1. 
4. Com o auxílio de uma pipeta, foi transferido o volume indicado para um copo 
medidor e completamos o volume até 100mL com a água mineral. Misturamos 
bem. 
5. Enchemos os copos até a borda com as soluções 1 a 8, respectivamente. 
Colocamos em cada copo uma cebola e apenas a região radicular ficou em 
contato com as soluções. No caso como usamos copos descartáveis, utilizamos 
palitos de dentes como suporte para os bulbos de cebola. 
6. Os bulbos foram deixados em contato com as soluções por sete dias para 
aguardar o crescimento das raízes. O local de montagem de experimento tinha 
iluminação natural e ficou longe de áreas com calor excessivo. Repusemos o 
volume de agua mineral perdido por evaporação ou a absorção da água pela 
cebola. 
3 
 
1 Graduandos do Curso de Biomedicina – Claretiano Faculdade – Rio Claro / SP 
biomedicina@claretiano.edu.br 
 
7. Após os sete dias, retiramos as cebolas das soluções e, com uma régua, 
medimos o comprimento médio das raízes. 
Tabela 1: Relação da diluição das soluções. 
Solução Concentração de Cu (mg/L Volume de solução (100 mg/L de Cu) 
1 0 0 
2 0,04 0,4 
3 0,06 0,6 
4 0,08 0,8 
5 0,10 1,00 
6 0,20 2,00 
7 0,40 4,00 
8 1,00 10,00 
Fonte: PALÁCIO, S. M.; DA CUNHA, M. B.; ESPINOZA-QUINONES, F. R.; NOGUEIRA, D. A. 
Toxicidade De Metais em Soluções Aquosas: Um Bioensaio Para Sala De Aula. Química Nova na 
Escola, vol. 35, 2, p. 79-83, 2013. 
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Neste experimento utilizou-se como organismo-teste bulbos de cebola Allium cepa. 
As Allium cepa pertencem a família das Amaryllidaceae, as plantas jovens, com o 
bulbo pouco desenvolvido e sem flor, são chamadas também de cebolo. 
Durante os sete dias a amostra 4 fungou, por conta disso foi descartada e usamos 
como exemplo a amostra 4 do grupo C. Portanto após o tempo determinado, retiramos 
os bulbos de cebolas das soluções e medimos o comprimento das raízes. Verificamos 
o crescimento das amostras de maneira não uniforme e não desejável. Como 
demostrado na figura 1. 
Figura 1: Aparência das raízes após a exposição às diferentes concentrações de Cu. 
4 
 
1 Graduandos do Curso de Biomedicina – Claretiano Faculdade – Rio Claro / SP 
biomedicina@claretiano.edu.br 
 
Segundo o estudo controle disponibilizado o crescimento das raízes deveriam diminuir 
a partir de uma concentração de aproximadamente de 0,04 mg/L de Cu na solução. 
Porém não obtivemos esses resultados. (PALÁCIO et al., 2013) 
Nas amostras 1 e 2 quase não apresentou crescimento das raízes, já nas amostras 
3, 4 e 5 era para ocorrer a inibição no crescimento das raízes, porém mostraram maior 
crescimento das raízes. As amostras 6, 7 e 8 apresentaram redução no crescimento 
como o esperado. Na tabela 2 podemos observar o crescimento das raízes (em cm) 
com as suas respectivas contrações de Cu. 
Tabela 2: Comprimento das raízes (em cm) e variações no crescimento.Solução 
Concentração de 
Cu (mg/L 
Comprimento da 
raiz (cm) 
Inibição do 
crescimento (%) 
1 0 0,5 64 
2 0,04 0,6 57 
3 0,06 1,4 0 
4 0,08 0,9 35 
5 0,10 0,7 50 
6 0,20 0,2 86 
7 0,40 0,4 71 
8 1,00 0 100 
 
As variações no crescimento das raízes, pode ter ocorrido por alguns erros na citados 
abaixo: 
Amostra 1: cebola mais imersa do que o necessário (os palitos não aguentaram o 
peso e ela cedeu); 
Amostra 2: cebola mais imersa do que o necessário (os palitos não aguentaram o 
peso e ela cedeu); 
Amostra 3: teve o crescimento mais adequado quando comparado à amostra 
controle; 
Amostra 4: a cebola criou fungo 
Amostra 5: a cebola imergiu dentro da solução; 
Amostra 6: quase não houve crescimento, acredita-se que se deve à má solubilização 
do sulfato de cobre na água; 
5 
 
1 Graduandos do Curso de Biomedicina – Claretiano Faculdade – Rio Claro / SP 
biomedicina@claretiano.edu.br 
 
Amostra 7: quase não houve crescimento, acredita-se que se deve à má solubilização 
do sulfato de cobre na água; 
Amostra 8: cebola mais imersa do que o necessário (os palitos não aguentaram o 
peso e ela cedeu). 
 
A solução de CuSO4.5H20 dissolvida em 1L de água mineral foi realizada horas antes 
do experimento, ao longo da preparação das soluções com concentrações de Cu, 
pode ter ocorrido a decantação do soluto de CuSO4. Se o cobre é aplicado em água 
com pH alcalino, sua precipitação é maior (MARTINS, 2004). Pode ter ocorrido 
também a contaminação das amostras com excesso de sulfato de cobre. 
Seria necessário fazer uma triplicata desse teste para poder avaliar com maior certeza 
os problemas citados e em cada teste procurar sanar os erros supostamente 
cometidos. 
O cobre é comumente encontrado em diversos compartimentos dos ecossistemas, 
sendo um poluente de importância significativa (TEISSEIRE et al., 1998). O sulfato de 
cobre tem um largo emprego nos processos da agricultura, usado como fungicida e 
como suplemento alimentar na dieta humana. O sulfato de cobre, quando em altas 
concentrações no solo ou na água, é toxico para os seres vivos, no caso das plantas 
anula o crescimento vegetal. 
O cobre por ser um metal pesado tem uma alta toxicidade e capacidade de 
bioacumulação, e pode ocasionar o estresse oxidativo nas plantas, onde induzem a 
peroxidação de lipídios, danos no DNA e alteram a homeostasia de diversos minerais 
essenciais. Complementarmente, o estresse oxidativo afeta diversas rotas 
metabólicas, incluindo aquelas envolvidas no reparo de danos ao DNA (PRÁ et al., 
2006). 
Com o uso frequente dos agrotóxicos nas plantações, a intoxicação nos seres 
humanos tem uma prevalência altíssimas, principalmente na agricultura familiar, na 
qual há uma superestimação no uso de EPI’s. 
O produto responsável pelo maior número de ocorrências é o fungicida, onde com o 
uso irregular dos EPI’s, pode acarreta intoxicações leve-moderadas e em alguns 
casos intoxicações graves, deixando sequelas severas nos agricultores. 
 
6 
 
1 Graduandos do Curso de Biomedicina – Claretiano Faculdade – Rio Claro / SP 
biomedicina@claretiano.edu.br 
 
6. CONCLUSÃO 
Partindo do princípio de que a cebola faz parte da alimentação humana, podemos 
então concluir que dosagens elevadas do sulfato de cobre é tóxica não apenas para 
o material em estudo, e ao meio ambiente, mas também para o consumo humano, 
pois na grande maioria dos seres vivos o cobre é responsável pelo transporte de 
oxigênio celular e o excesso pode levar às várias doenças nos seres humanos. Pode 
também ocorrer o mau desenvolvimento das plantas, a contaminação dos solos e das 
águas superficiais e subterrâneas. Além disso os agricultores têm sua saúde 
prejudicada pelo o uso irregular dos EPI’s e do sulfato de cobre utilizado como 
fungicida, onde pode provocar intoxicações agudas, causando sequelas permanentes 
nos trabalhadores agrícolas. 
7. BIBLIOGRAFIA 
1. MARTINS, M. L. (2004). Cuidados Básicos e Alternativas No Tratamento De 
Enfermidades De Peixe Na Aqüicultura Brasileira. p.335-368. Disponível em: 
https://www.researchgate.net/publication/272785238_Cuidados_Basicos_e_Al
ternativas_no_Tratamento_de_Enfermidades_de_Peixes_na_Aquicultura_Bra
sileira. Acesso em: 12 abr. 2018 às 21h38min. 
2. FREITAS, T. A., SILVA, J. V. S., FERNANDES, J. S., MANGABEIRA, P. A. O., 
JESUS, R. M. Efeitos Da Toxicidade Do Cobre Na Nutrição Mineral De Plantas 
Jovens De Inga subsnuda subsp. luschnathiana (FABACEAE). Disponível em: 
https://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/64CNBot/resumo-ins19950-
id4407. Acesso em: 24 abr. 2018 às 11h22min. 
3. JUNIOR, D. M., HIPPLER, F. W. R., WILLIAMS, L. E. Como a Toxicidade Por 
Cobre Afeta a Absorção De Nitrogênio Em Arabidopsis. Disponível em: 
http://www.bv.fapesp.br/pt/bolsas/157424/como-a-toxicidade-por-cobre-afeta-
a-absorcao-de-nitrogenio-em-arabidopsis/. Acesso em: 28 abr. 2018 às 
22h57min. 
4. PEREIRA, N. E, AZEVEDO, S. M., CARDOSO, M. G., RIBEIRO, C. F. S., 
SILVA, V. F., AGUIAR, F. C. Levantamento Da Contaminação Por Cobre Nas 
Aguardentes De Cana-De-Açúcar Produzidas Em Minas Gerais. Ciênc. 
agrotec. Lavras. Vol. 27, n.3, p.618-624, maio/jun., 2003. Acesso em: 29 abr. 
2018 às 00h11min. 
7 
 
1 Graduandos do Curso de Biomedicina – Claretiano Faculdade – Rio Claro / SP 
biomedicina@claretiano.edu.br 
 
5. PRÁ, D., GUECHEVA, T., FRANKE, S. I. R., KNAKIEVICZ, T., ERDTMANN, B. 
& HENRIQUES, J. A. P. Toxicidade e Genotoxicidade do Sulfato de Cobre Em 
Planárias de Água Doce e Camundongos. J. Braz. Soc. Ecotoxicol. Vol. 1, n. 2, 
p. 171-175, 2006. Acesso em: 28 abr. 2018 às 00h30min. 
6. GOES, A., MARTINS, R. D., REIS, R. F. Efeito De Fungicidas Cúpricos, 
Aplicados Isoladamente Ou Em Combinação Com MANCOZEB, Na Expressão 
De Sintomas De Fitotoxicidade e Controle Da Ferrugem Causada Por Puccinia 
psidii Em Goiabeira. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbf/v26n2/21815. 
Acesso em: 29 abr. 2018 às 01h33min. 
7. TEISSEIRE, H., COUDERCHET, M. & VERNET, G. Toxic Responses And 
Catalase Activity Of Lemna Minor L. Exposed To Folpet, Copper, And Their 
Combination. Ecotox. Environ. Safety. 40: p.194-200, 1998. Disponível em: 
https://translate.google.com.br/translate?hl=ptBR&sl=en&u=http://europepmc.
org/abstract/med/9679681&prev=search. Acesso em: 29 abr. 2018 às 2h30min. 
8. FARIA, N. M. X., FACCHINI, L. A., FASSA, A. G., TOMASI, E. Trabalho Rural 
e Intoxicações Por Agrotóxicos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(5): p. 
1298-1308, set-out, 2004. Acesso em: 29 abr. 2018 às 03h10min. 
9. PALÁCIO, S. M.; DA CUNHA, M. B.; ESPINOZA-QUINONES, F. R.; 
NOGUEIRA, D. A. Toxicidade De Metais em Soluções Aquosas: Um Bioensaio 
Para Sala De Aula. Química Nova na Escola, vol. 35, 2, p. 79-83, 2013. Acesso 
em: 12 abr. 2018 às 08h38min.

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