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36 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS THE EXTRACTION OF ERUPTED TEETH - MECHANICS OF TEETH EXTRACTION WITH FORCEPS Clóvis MARZOLA * João Lopes TOLEDO FILHO ** ____________________________________________ * Professor Titular Aposentado de Cirurgia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP. Presidente da Academia Tiradentes de Odontologia e Diretor da Revista de Odontologia da Academia Tiradentes de Odontologia. Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia BMF. Membro Titular da Academia Brasileira de Odontologia. Personalidade do ano na Odontologia no Brasil pela Associação Brasileira de Odontologia Estética (SBOE). drclovys@uol.com.br ** Professor Titular Aposentado de Cirurgia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP. Professor do Curso de Residência e Especialização da APCD Regional de Bauru. 37 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. RESUMO O principal objetivo da Odontologia, como já foi visto anteriormente, é aquele de salvar um dente e, não a realização de completas mutilações, principalmente quando se tratar de crianças. São discutidas neste trabalho as forças de deslocamento e de manutenção exercidas aos fórceps na mecânica das exodontias. Além disso, são mostradas as funções dos movimentos de impulsão, lateralidade, rotação e expulsão para a extração de um dente. Tudo isto é apresentado com vistas à Física mostrando todos os objetivos e relacionamentos. ABSTRACT The main goal of Dentistry, as has been seen previously, is that of saving a tooth and not the realization of complete mutilation, especially when dealing with children. Are discussed here the forces of displacement and maintenance performed on the mechanics of the forceps extractions. Moreover, the functions are shown on the movement of impulsion, laterality, rotation and expulsion for the extraction of a tooth. All this is presented with a view to showing all the physics goals and relationships. Unitermos: Exodontia; Dentes irrompidos; Mecânica da Exodontia com fórceps. Uniterms: Teeth extraction; Erupted teeth; Mechanics of teeth extraction with forceps. INTRODUÇÃO O principal objetivo da Odontologia, como já foi visto anteriormente, é aquele de salvar um dente e, não a realização de completas mutilações, principalmente quando se tratar de crianças (Fig. 1). Fig. 1 – Nota-se inicialmente a dificuldade em se estabelecer uma condição de higiene correta e a limitação do tipo de tratamento a seguir-se. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. 38 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. Figs. 2 e 3 - Aspectos intrabucais de uma criança com 13 anos que teve todos seus dentes extraídos, notando-se a total mutilação, dando a uma criança uma característica totalmente senil. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. TÉCNICA EXODÔNTICA Realizada a anestesia, como primeiro passo para a extração dental é necessário, em todos os casos, que se realize a sindesmotomia. Anteriormente à sindesmotomia, as papilas gengivais interdentais devem ser incisadas com uma lâmina de bisturi n° 11, para ser evitado seu desgarramento. Pela sindesmotomia, as fibras gengivais e cristodentais são cuidadosamente desinseridas por movimentos de lateralidade, contornando- se todo o dente a ser extraído. A ponta ativa do sindesmótomo, podendo ser a espátula n° 7 não deve ser aprofundada demasiadamente no espaço periodontal, evitando-se movimentos intempestivos em sua introdução (Fig. 4) (MARZOLA, 2000; 2005 e 2008). Após a incisão das papilas e a sindesmotomia, deve-se verificar atentamente se as fibras foram corretamente desinseridas, bem como se a posição do paciente e do operador estão perfeitamente saudáveis para as manobras seguintes. 39 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. Fig. 4 – A sindesmotomia mostrada esquematicamente quando através de movimentos de lateralidade cuidadosos as fibras gengivais e crestodentais são desinseridas, contornando o dente a ser extraído. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. Nesta sequência, a próxima manobra é a preensão do dente pelas pontas ativas do fórceps (SANTOS PINTO; MARZOLA, 1960 e MARZOLA, 2000; 2005 e 2008). O fórceps deve ser selecionado corretamente, de acordo com o dente a ser extraído. Esta tomada pelo fórceps deve ser realizada ao nível do colo dental ou num ponto situado mais próximo ao ápice radicular, introduzindo-se sua ponta ativa entre o alvéolo e o dente, primeiro na superfície lingual e a seguir na labial. As pontas ativas devem evitar os tecidos moles, permanecendo num mesmo plano perpendicular ao longo eixo dental, durante todo decurso da intervenção (Figs. 5 e 6). Fig. 5 – Vista esquemática lateral da colocação do fórceps num dente, inicialmente pela face lingual (1) e depois pela vestibular (2). Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. Fig. 6 - Vista da colocação do fórceps num dente pela frente, devendo ser adaptado corretamente. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. 2 1 40 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. Para os tempos seguintes da mecânica da exodontia (SANTOS PINTO; MARZOLA, 1960) foram introduzidas modificações em todas as técnicas cirúrgicas exodônticas, baseados em considerações puramente de ordem física, iniciando pelo termo original empregado - “mecânica da exodontia” - adotado porque “mecânica é o ramo da Física que trata da ação das forças, seja para estabelecer na Estática as condições de equilíbrio, ou para estudar na Dinâmica as relações entre as forças e seus movimentos resultantes” (MARZOLA, 2000; 2005 e 2008). MECÂNICA DA EXODONTIA FORÇAS Para que as pontas ativas do fórceps se mantenham firmemente unidas ao dente, para eliminá-lo de seu alvéolo, devem ser conferidas a seus braços duas forças: 1. força de deslocamento e, 2. força de manutenção de seus braços. A força de deslocamento (F) é aquela conferida ao fórceps para deslocar o dente de um ponto A’ para B’, em todos os movimentos exodônticos. É uma força ativa, dinâmica (Figs. 7 e 8).Fig. 7 – As forças que atuam por meio do fórceps sobre o dente, com sua resultante luxação e dilatação alveolar, diante da pressão exercida. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. Fig. 8 - Observa-se também a colocação das pontas ativas do fórceps atuando perpendicularmente ao longo eixo dental. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. A força de manutenção dos braços do fórceps é aquela que deve manter em posição seus braços em todo o decurso da extração (Fig. 9). Esta força de manutenção não deve ser menor que a força de A’ B’ F1 F2 F 41 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. deslocamento dental, pois as pontas ativas do fórceps sofreriam um deslizamento, com o aparecimento de dois planos de aplicação em relação ao longo eixo dental (Fig. 9). Não deve ser maior que a resistência à fratura do dente em questão (Fig. 10). Assim, apreendido corretamente o dente, com as forças de manutenção e deslocamento já agindo de maneira adequada, passa-se aos movimentos da exodontia. Fig. 9 – A força de manutenção conferida aos braços do fórceps mostrando que quando não ocorre, há o aparecimento de outra força (F’2). A correta preensão do dente pelas pontas ativas do fórceps. A força de deslocamento (F) conferida ao fórceps para deslocar o dente de A’ para B’, em todas as fases da mecânica da exodontia, ou seja, em todos seus movimentos exodônticos. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. Fig. 10 - A força do deslocamento conferida ao fórceps para deslocar o dente de A para B em todas as fases da mecânica da exodontia. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. MOVIMENTOS Para a extração dental, devem ser considerados os seguintes movimentos: Impulsão, Lateralidade, Rotação e, Expulsão ou de extração. Luxação é o nome dado ao conjunto dos movimentos de lateralidade e de rotação. O movimento de impulsão é a manobra cirúrgica exodôntica pela qual o dente é impelido ou impulsionado contra o fundo de seu alvéolo ou ainda, em direção ao ápice alveolar (Fig. 11), visando: 1. rompimento das fibras alvéolo-dentais e, 2. criação de um ponto de apoio para o ápice radicular. O rompimento das fibras do ligamento alvéolo dental prende-se ao A’ B’ F2 F’2 F1 FM M A B B 42 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. fato de que o dente se encontra, normalmente, fixado por estes ligamentos. Como se pode prever, um dos impedimentos mecânicos à extração dental é ocasionado por estas fibras. O movimento de impulsão conferido ao dente leva-o à eliminação deste impedimento, pela dupla ação de esmagamento das fibras apicais e, dilaceração das fibras mediais e cervicais (Figs. 12, 13 e 14). Igualmente, a dilaceração das fibras mediais e cervicais ocorre quando, a distensão produzida nestas fibras, ultrapasse seus limites de elasticidade. Fig. 11 – O movimento de impulsão. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. Fig. 12 – O movimento de impulsão provocando o esmagamento das fibras apicais e a dilaceração das fibras mediais e cervicais. Fig. 13 - Os movimentos desordenados sofridos pelo dente, se não estiver devidamente apoiado no ápice radicular pelo movimento de impulsão. Fig. 14 - O movimento pendular característico de uma perfeita técnica exodôntica, bem ordenado, pela correta aplicação do movimento de impulsão. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. A A B A A’ A’’ F F B 43 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. No ato da exodontia, em que o dente suportará uma série de deslocamentos, se ele não estiver apoiado em estrutura resistente sofrerá deslocamentos desordenados, sem que haja rendimento deste trabalho mecânico e, dificilmente será dilatado o alvéolo (Fig. 13). No passo seguinte da exodontia, o dente sofrerá um movimento pendular, que não será obtido se o ápice radicular não estiver apoiado em seu respectivo ápice alveolar (Fig. 14). Pode-se deduzir que este movimento de impulsão é um preparo ao movimento de lateralidade e todos os movimentos sequentes devem apoiar-se neste movimento. Desta maneira, este movimento pode ser considerado com a manobra fundamental da mecânica da exodontia, visto que todos os movimentos desta mecânica vão depender da ação correta dele. Pelo movimento de lateralidade dilata-se o alvéolo num sentido vestíbulo-lingual para a extração dental (Fig. 15). Este movimento nunca deve ser executado no sentido mésio-distal. Neste movimento de lateralidade (ML), as pontas ativas do fórceps continuam num mesmo plano perpendicular (F1 e F2) ao longo eixo dental (E) (Fig. 16). Com isto, a força de manutenção dos braços do fórceps (F) transmite às suas pontas ativas duas forças (F1 e F2) que, sendo iguais e em sentido contrário, se anulam no sentido do deslocamento dental, com a resultante correspondente. Assim, somente a força (F) conferida ao fórceps pelo movimento de lateralidade (ML) poderá deslocá-lo. No movimento de impulsão, o ápice radicular terá seu ponto máximo de aplicação de resolução destas forças, situado no ápice alveolar (A). Assim, o dente será deslocado de uma posição A para outra B, contra as tábuas ósseas externa (RD) e interna (RE) do alvéolo, pelo movimento de lateralidade (Figs. 17 e 18). Fig. 15 – O movimento de lateralidade. Fig. 16 - No movimento de lateralidade as pontas ativas do fórceps continuam num mesmo plano perpendicular ao longo eixo dental. Fig. 17 - Apoiado neste ápice radicular o dente será deslocado contra as tábuas ósseas interna e externa do alvéolo. Fig. 18 - A dilatação será maior para a tábua óssea externa, a mais delgada, conforme o tipo de dente. Fontes: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. A B F F1 F2 E RE RD F1 F2 A B B F RD A B B RE F 44 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. Desta maneira, a força (F) transmitida pelo movimento de lateralidade ao dente atuará contra estas tábuas ósseas, deslocando-se com a resultante dilatação alveolar. Deduz-se que para que ocorra esta dilatação, a força (F) criada pelo movimento de lateralidade deva ser relativamente maior que a resistência imposta pelas tábuas ósseas mais espessas (RE) e delgada (RD). Como a tábua óssea externa, mais delgada na grande maioria dos dentes (RD), tem uma resistência menor que a interna (RE), sua dilataçãoserá maior para uma mesma força (F) (Fig. 18): RE > RD RD < = > Dil O objetivo do movimento de lateralidade é, pois, aquele de dilatar o alvéolo com amplitude tal que seja possível a exodontia. A dilatação deverá ser assim, maior para a tábua óssea menos espessa (RD), que para a maxila é a externa, além dos dentes anteriores inferiores e, no sentido da tábua óssea interna para pré-molares e molares inferiores, através dos movimentos de lateralidade, com maior amplitude em direção a esta tábua, a interna (RE). O movimento de rotação é a manobra exodôntica pela qual o dente a ser extraído deverá sofrer uma pequena rotação, discreta mesmo, em torno de seu longo eixo (Fig. 19), visando a dilatação do alvéolo e a eliminação do impedimento mecânico representado pelas fibras remanescentes do ligamento alvéolo dental (Figs. 20, 21, 22 e 23). Este movimento, que é discreto, deverá ser realizado sempre após o movimento de impulsão e, apoiado neste movimento, devendo ser sempre precedido pelo movimento de lateralidade e, somente executado em dentes com raízes cônicas, sem displasias apicais e unirradiculares. Fig. 19 – O movimento de rotação. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. A B 45 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. Figs. 20, 21, 22 e 23 – O movimento de rotação visto esquematicamente em dentes com raízes cônicas, com a consequente eliminação do impedimento representado pelas fibras remanescentes do ligamento periodontal (Figs. 22 e 23) e pelo restante das fibras periodontais. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. A B F1 F2 F3 F4 A’’ A’ A’’ C A’ D C D DIL 46 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. A dilatação alveolar já foi considerada com relação ao movimento de lateralidade, ao ser ampliada no sentido vestíbulo lingual (Figs. 24 e 25). No movimento de rotação, o dente impelido contra as paredes mésio-distais do alvéolo, aumentará esta dilatação (Fig. 26). Este movimento de rotação levará o dente ainda, de encontro às fibras do ligamento alvéolo dental, sendo por meio dele, esmagadas e dilaceradas. Figs. 24, 25 e 26 - Aspectos esquemáticos da realização do movimento de rotação, sempre em dentes unirradiculares e com raízes cônicas. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. O movimento de extração ou de expulsão, decorrente da tração dental, é aquele que realmente caracteriza o ato de extração. Por este movimento o dente, com as fibras já desinseridas e luxado, é extraído (Figs. 27 e 28). 47 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. Figs. 27 e 28 - O movimento de expulsão visto esquematicamente e ao vivo. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. Para isto, é importante o conhecimento da inclinação do longo eixo dental relacionado com o arco alveolar, no ato da extração propriamente dita (Quadro I). Este conhecimento é necessário a fim de serem evitados acidentes como as fraturas alveolares, do túber da maxilar e da mandibular. Estas considerações devem ser realizadas e aplicadas para a extração de qualquer dente ou raiz que esteja normalmente implantado nos arcos dentais, variando-se, conseqüentemente, sua aplicação de acordo com as técnicas exodônticas. Quadro V. 1 - Graus de inclinação dental relacionado com os arcos alveolares (APRILE, 1954). Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. DENTE INCLINAÇÃO GRAU S Incisivo medial superior Vestibular 17° Incisivo lateral superior Vestibular 20° Canino superior Vestibular 17° Primeiro Pré-molar superior Vestibular 11° Segundo Pré-molar superior Vestibular 7° Primeiro Molar superior Vestibular 15° Segundo Molar superior Vestibular 11° Terceiro Molar superior Vestibular 17° Incisivo medial inferior Vestibular 15° Incisivo lateral inferior Vestibular 2° Canino inferior Vestibular 2° Primeiro Pré-molar inferior Lingual 3° Segundo Pré-molar inferior Lingual 9° Primeiro molar inferior Lingual 13° Segundo molar inferior Lingual 12° Terceiro molar inferior Lingual 25° A B 48 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. Para a grande maioria dos dentes são seguidos estes movimentos, podendo-se notar que na extração de incisivos e caninos superiores, podem ser efetuados todos os movimentos, seguindo-se evidentemente o planejamento radiográfico (Fig. 29). Para os primeiros pré- molares superiores (Fig. 30), molares superiores (Fig. 31) e, nos molares inferiores, não podem ser utilizados os movimentos de rotação. Nota-se que nos incisivos, caninos e segundos pré-molares superiores, todos estes movimentos podem estar associados. Figs. 29, 30 e 31 - Aspectos esquemáticos da realização dos movimentos que um incisivo, um pré-molar e um molar, podem sofrer no ato de uma exodontia. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. Nos primeiros pré-molares e molares superiores, o movimento de rotação não deve ser aplicado, sendo que os movimentos de lateralidade deverão estar em perfeita associação com o movimento de impulsão. Evidentemente, para a realização destes movimentos torna-se necessário exame detalhado da radiografia do elemento em questão. Nos dentes inferiores, o movimento de rotação deve ser executado com certa amplitude apenas nos caninos e pré-molares, muito discretamente nos incisivos e, nunca nos molares. Da mesma forma que nos superiores, os movimentos deverão sempre ser realizados em correta associação e sincronização. Após toda exodontia o alvéolo deverá ser irrigado, apenas curetado quando houver necessidade, as tábuas ósseas comprimidas, suturado, além de ser observada a cicatrização adequada da região quando da retirada dos pontos (Figs. 32 e 33). Figs. 32 e 33 - Aspectos do dente extraído e da sutura em X do alvéolo. Fonte: MARZOLA, C. Fundamentos de Cirurgia Buco Maxilo Facial. São Paulo: Ed. BigForms, 2008, 6 vs. 49 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. DISCUSSÃO As forçasde deslocamento e de manutenção utilizadas para o deslocamento de um dente, bem como a ampliação do alvéolo sugerem que quando bem realizadas impedem qualquer tipo de acidente e qualquer destruição do rebordo alveolar, tão necessário para a formação de um processo de reparo adequado para a colocação de implantes (GIETZ, 1946; MEAD, 1948; SANTOS-PINTO; MARZOLA, C, 1960; SANTOS PINTO; MARZOLA, 1962; RIES CENTENO, 1964; GRAZIANI, 1968; WALKER, 1970; HOWE, 1971; KRUGER, 1974; CARVALHO; OKAMOTO, 1987 e MARZOLA, 2008). Os movimentos perfeitos numa exodontia possibilitam uma cirurgia correta e, sem nenhum tipo de acidente (GIETZ, 1946; MEAD, 1948; SANTOS-PINTO; MARZOLA, C, 1960; SANTOS PINTO; MARZOLA, 1962; RIES CENTENO, 1964; GRAZIANI, 1968; WALKER, 1970; HOWE, 1971; KRUGER, 1974; CARVALHO; OKAMOTO, 1987 e MARZOLA, 2008). Assim, pela movimentação de impulsão, cria-se um ponto de apoio no ápice do alvéolo possibilitando que todos os outros movimentos sejam executados de maneira perfeita, sendo corretamente pendulares. Pela movimentação de lateralidade sempre no sentido vestíbulo-lingual, dilata-se o alvéolo o suficiente para possibilitar a extração perfeita sem nenhum tipo de acidente. As fibras periodontais são esmagadas e, assim, o dente é corretamente extraído. Essa movimentação sempre é executada no sentido mais amplo para aquela tábua mais delgada, permitindo melhor dilatação do alvéolo. Por este motivo que a maior movimentação para se extrair um primeiro molar inferior sempre deverá ser o movimento mais amplo no sentido lingual, que é a tábua menos resistente. A movimentação de rotação sempre em dentes uniradiculares e com raízes cônicas, também facilita a extração de dentes com raízes robustas e, muito bem inseridas em seus alvéolos como os caninos. A movimentação de extração sempre é a última fase, levando-se sempre em consideração que o dente já está praticamente livre de seus ligamentos e, completamente fora do alvéolo (AVELLANAL, 1946; GIETZ, 1946; MEAD, 1948; BERGER, 1950; CHOMPRET et al. 1951; FELDMAN, 1951; APRILE, 1954; MAUREL, 1959; ARCHER, 1966; SANTOS-PINTO; MARZOLA, C, 1960; SANTOS PINTO; MARZOLA, 1962; THOMA, 1963; RIES CENTENO, 1964; MOORE, 1965; PETERSON; ELLIS III; HUPP, 1965; COOK, 1966; GINESTET; FREZIERES; PONS et al., 1967; GRAZIANI, 1968; WALKER, 1970; HOWE, 1971; KRUGER, 1974; CARVALHO; OKAMOTO, 1987; ZANINI, 1990 e MARZOLA, 2008). Todos os aspectos que devem ser perfeitamente analisados em todas as fases de uma exodontia para que um dente seja extraído e, não arrancado. Maior motivo da extração é uma cirurgia perfeita para possibilitar um processo de reparo alveolar digno, que venha sustentar um rebordo em perfeitas condições para a aplicação de um implante (AVELLANAL, 1946; GIETZ, 1946; MEAD, 1948; BERGER, 1950; CHOMPRET et al. 1951; FELDMAN, 1951; APRILE, 1954; MAUREL, 1959; ARCHER, 1966; SANTOS-PINTO; MARZOLA, C, 1960; SANTOS PINTO; MARZOLA, 1962; THOMA, 1963; RIES CENTENO, 1964; MOORE, 1965; PETERSON; ELLIS 50 A EXTRAÇÃO DE DENTES IRROMPIDOS - MECÂNICA DA EXODONTIA COM FÓRCEPS MARZOLA, C.; TOLEDO-FILHO, J. L. A extração de dentes irrompidos – Mecânica da exodontia com fórceps. Rev. Odontologia (ATO), Bauru, SP., v. 14, n. 1, p. 36-52, jan., 2014. III; HUPP, 1965; COOK, 1966; GINESTET; FREZIERES; PONS et al., 1967; GRAZIANI, 1968; WALKER, 1970; HOWE, 1971; KRUGER, 1974; CARVALHO; OKAMOTO, 1987; ZANINI, 1990 e MARZOLA, 2008). CONCLUSÕES Por todas estas ocorrências pode-se concluir que: 1. As forças de deslocamento e manutenção são completamente importantes e necessárias para a extração de um elemento dental. 2. Os movimentos de impulsão, lateralidade, rotação e extração são dignos de nota para a perfeita exodontia. 3. O processo de reparo correto de um alvéolo se inicia quando as forças de deslocamento e manutenção e as movimentações consequentes são efetuados com correta naturalidade e atenção. REFERÊNCIAS * APRILE, E. C. Anatomia y fisiologia patológica bucodental. Buenos Aires: Ed. Ateneo, 1954. ARCHER, W. H. A manual of oral surgery. 4a ed. Philadelphia: Ed. W. B. Saunders Co. 1966. AVELLANAL, C. D. Cirugía odontomaxilar. Buenos Aires: Ed. Ediar, 1946. BERGER, A. Exodoncia: princípios e técnicas. Rio de Janeiro: Ed. Científica, 1950. BYRD, D. L. Exodontia: modern concepts. Dental Clinics North Amer., v. 15, p. 273-98, 1971. CARVALHO, J. G. Disciplinamento da exodontia em saúde pública. 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