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NOÇÕES DE IDENTIFICAÇÃO – PAPILOSCOPISTA PF 2012 
PROFESSOR: ALEXANDRE BRAGA 
 
Prof. Alexandre Braga www.pontodosconcursos.com.br 1
Olá, parceiros! A prova tá chegando e vocês estão ficando desesperados, por 
isso, vou dar aqui o bizú de Noções de Identificação. 
São os pontos que eu acho mais importante vocês saberem, já que têm grande 
chance de serem cobrados em prova, por isso, decorem TUDO o que estiver 
aqui: 
 
1 - Lei 12.037/2009 (identificação criminal do civilmente identificado) 
 
Hipóteses em que o civilmente identificado será submetido à 
identificação criminal de acordo com a Lei 12.037/2009: 
- quando houver rasura ou indício de falsificação no documento; 
- quando o documento for insuficiente para identificar cabalmente o 
indiciado; 
- quando o indiciado portar documentos de identidade distintos, com 
informações conflitantes entre si; 
- quando a identificação criminal for essencial às investigações policiais, 
segundo despacho da autoridade judiciária competente 
- quando houver informação nos registros policiais sobre o uso de outros 
nomes ou diferentes qualificações; 
- quando o documento estiver muito mal conservado, ou muito velho. 
 
O sujeito pode requerer a retirada da identificação fotográfica do inquérito ou 
processo, desde que apresente sua identificação civil, se e somente se não 
houver oferecimento da denúncia, houver rejeição da denúncia, houver 
arquivamento definitivo do inquérito ou absolvição do réu passada em 
julgado. 
 
2 - Lei nº 9454/1997 (número único do registro de identidade civil) 
O RIC é um número pelo qual cada brasileiro, nato ou naturalizado, será 
identificado em relações públicas ou privadas. 
O Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil é um banco de 
dados que conterá o número único de Registro de Identidade Civil e os dados 
de identificação da pessoa. 
Um órgão central do Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil 
definido pelo Poder Executivo centralizará as atividades de implementação, 
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coordenação e controle do Cadastro Nacional de Registro de Identificação 
Civil. 
Enquanto o Poder Executivo Federal implementará, coordenará, controlará e 
disciplinará a forma de compartilhamento o Cadastro do RIC; os Estados e 
DF, em convênio com a União, ficarão responsáveis pela operacionalização 
e atualização, nos respectivos territórios, do Cadastro Nacional de Registro 
de Identificação Civil, em regime de compartilhamento com o órgão central. 
 
3 - Lei nº 7116/1983 (expedição e validade nacional das carteiras de 
identidade) 
A Carteira de Identidade é emitida por órgãos de Identificação dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Territórios e tem fé pública e validade em todo o 
território nacional. 
Para a emissão da Carteira de Identidade só é necessária a apresentação da 
Certidão de Nascimento ou de Casamento (para a mulher que se casa e 
muda de nome). 
O Certificado de Naturalização deverá ser apresentado pelo estrangeiro 
naturalizado quando solicitar a expedição de Carteira de Identidade. 
A Carteira de Identidade pode conter PIS, PASEP, CPF e outros dados 
aprovados para inclusão pelo Poder Executivo Federal. 
A Carteira de Identidade do português beneficiado pelo Devido ao Estatuto 
da Igualdade deverá fazer referência à sua nacionalidade e à Convenção 
promulgada pelo Decreto nº 70.391, de 12 de abril de 1972. 
As informações constantes na Carteira de Identidade dispensam a 
apresentação do documento que as originou. 
 
4 - Características morfológicas de identificação: gênero, raça, idade, 
estatura, malformações, sinais profissionais, sinais individuais, 
tatuagens 
São 5 os requisitos que se deseja que um método de identificação apresente: 
Unicidade ou individualidade: a característica tem que ser única do 
indivíduo, não pode estar presente em outro; 
Imutabilidade: a característica deve se manter constante ao longo dos anos e 
não pode variar; 
Perenidade: a característica deve resistir à ação do tempo. O desenho 
datiloscópico, por exemplo surge no 6º mês de vida intrauterina e permanece 
até algum tempo após a morte; 
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Viabilidade ou praticabilidade: possibilidade de se aferir a característica 
rotineiramente; 
Classificabilidade: trata-se de uma característica do processo de 
identificação ligada ao arquivamento e recuperação da informação com 
rapidez. 
 
5 - Identidade policial e Judiciária 
A identidade policial ou judiciária envolve os seguintes métodos de 
identificação (alguns já estão em desuso), podendo ser usados em conjunto ou 
individualmente: 
Nome ou Onomástico (dados alfanuméricos); 
Ferrete (marcação com ferro quente em criminosos e escravos); 
Assinalamento sucinto (resumo de descrição); 
Antropometria (baseado nas medidas de partes do corpo - Bertilonagem); 
Bertilonagem (será estudado mais à frente); 
Fotografia simples; 
Fotografia sinalética (foto de frente e de perfil – será estudado mais à 
frente); 
Assinalamento descritivo (descrição mais detalhada, produzindo “Retrato 
Falado”); 
Dactiloscopia/Papiloscopia (impressões digitais – será estudado na Aula 2) 
Poroscopia (forma e posição das impressões dos poros da pele); 
AFIS (Automated Fingerprint Identification System – computador que compara 
impressões digitais). 
 
5.1 Bertiolagem (Bertilonagem ou Bertilhonagem) 
Método de identificação criminal com base em dimensões e características 
individuais do identificado, como cor de cabelo e olhos e fotografias (frente e 
perfil). Essas informações eram registradas em cartões, que eram 
posteriormente arquivados e possibilitavam consulta posterior. 
Dividindo cada uma das medidas em pequenos, médios e grandes grupos, 
Bertillon conseguiu uma maneira eficiente de arquivamento e consulta das 
informações, de modo que criou inicialmente 243 distintas categorias. 
Posteriormente, associando cores de olhos e cabelos, chegou a 1701 grupos. 
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A padronização trazida pelo sistema Bertillon no mundo civilizado significou 
que pela primeira vez na história qualquer pessoa uma vez identificada e 
devidamente classificada poderia ser novamente identificada no futuro. 
O sucesso do sistema Bertillon é baseado em 3 princípios básicos: 
A fixidez do esqueleto humano a partir dos 20 anos de idade; 
A variabilidade das dimensões dos esqueletos de uma pessoa para outra; 
A facilidade e precisão na aferição de medidas e características. 
 
O sistema (antropométrico) de Bertillon consistia em 3 tipos de 
assinalamento: 
Assinalamento descritivo ou retrato falado; 
O assinalamento descritivo ou retrato falado referia-se à descrição do 
identificado, considerando as notações cromáticas (cores), as notações 
morfológicas (formas) e os traços complementares (detalhes). 
Assinalamento de marcas particulares; 
Anotação de marcas que só aquele indivíduo identificado possuía. 
Assinalamento antropométrico. 
O assinalamento antropométrico referia-se à tomada de medidas de onze 
partes do corpo: 
Diâmetro Antero-posterior da cabeça 
Diâmetro transversal da cabeça 
Comprimento da orelha direita 
Diâmetro bi-zigomático 
Comprimento do pé esquerdo 
Comprimento do dedo médio esquerdo 
Comprimento do dedo mínimo esquerdo 
Comprimento do antebraço esquerdo (do cotovelo à ponta do dedo 
médio) 
Envergadura dos braços 
Estatura 
Largura do tronco (busto) 
 
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Dificuldades do sistema Bertillon: 
Aplicava-se somente aos adultos de 20 a 65 anos; 
Dificuldade em aplicar-se o método às mulheres; 
As mesmas medidas apresentavam variedade nos resultados, mesmo se 
extraídas da mesma pessoa por dois peritos diferentes ou duas vezes pelo 
mesmo perito; 
Não havia correspondência direta dos termos para classificação nos vários 
países (cada país chamava uma característica com um nome diferente); 
Dois indivíduos diferentes poderiam apresentar valores 
antropométricos iguais. 
 
5.2 Retrato Falado 
O termo “Retrato Falado” tem 2 significados distintos: um relacionado à 
Bertilonagem, outro relacionado à uma técnica de identificação. 
O significado da Bertillonagem refere-se à anotação das características do 
sujeito. 
O relacionado à técnica de identificação refere-se ao método pelo qual uma 
pessoa é descrita a um Papiloscopista para que se produza um desenho, uma 
Representação Facial Humana (nome mais adequado para Retrato Falado). 
O objetivo do retrato falado (enquanto técnica de identificação – 
Representação Facial Humana) é reduzir o universo de suspeitos. Ele pode ser 
de feito com base em 3 métodos: artístico, técnico e misto. 
No método artístico, o desenhista procura reproduzir artisticamente o que 
está sendo descrito pelo entrevistado, sem se basear em métodos. Entre as 
desvantagens mais importantes, destaca-se a necessidade de um desenhista 
altamente talentoso e especializado, além de toques pessoais e subjetivos de 
cada desenhista. 
No método técnico, o rosto é formado com o uso de “Kits” de montagem de 
peças (antes do advento dos computadores) ou programas de computadores, 
que apresentam uma séria de peças, pedaços de rosto humano, catalogados 
conforme as características descritas pelo entrevistado. A grande vantagem é 
que o entrevistado vê um as variações de peças de rosto e escolhe as mais 
compatíveis com a imagem que ele tem na sua memória. A maior 
desvantagem, por outro lado, é que o número de imagens de peças de rosto é 
limitado, não abrangendo todas as variações possíveis. 
No método misto, temos a aplicação dos dois métodos anteriormente 
descritos. Primeiramente usa-se o método técnico para a escolha das peças, 
depois disso, os ajustes são feitos no desenho. 
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5.3 Fotografia sinalética 
A Fotografia Sinalética, tal como proposta por Bertillon, é a fotografia de frente 
e de perfil, que permite a visualização das características mais significativas do 
rosto humano. 
 
6 Papiloscopia 
Ciência que trata da identificação humana por meio das papilas 
dérmicas. 
Identificação humana é a atividade de identificar uma pessoa, ou seja, 
determinar sua identidade. 
As papilas dérmicas atuam como uma interface entre a derme e a epiderme. A 
sua presença ali produz as Cristas Papilares ou Linhas Papilares. 
As Cristas Papilares ou Linhas Papilares são as milhares de saliências 
observáveis a olho nu existentes da região palmar até as extremidades dos 
dedos, ou na região plantar. Essas sim, estão do lado de fora da pele. São elas 
que produzem o desenho digital. Entre duas cristas papilares existe o que 
chamamos de Sulco Interpapilar. 
A Papiloscopia usualmente é dividida em quatro áreas de estudo: 
Quiroscopia: identificação por meio das impressões palmares (palma da 
mão); 
Podoscopia: identificação por meio das impressões plantares (planta do pé); 
Poroscopia: identificação por meio dos poros das linhas papilares; 
Datiloscopia: identificação humana por meio das impressões digitais. 
O desenho digital é a estrutura que se forma com o arranjo das linhas 
papilares e dos sulcos papilares presentes nos dedos. Surge no 6º mês de vida 
intrauterina e dura até um pouco depois da morte. 
As impressões datiloscópicas são as marcas deixadas pelo desenho digital. 
São formadas basicamente por água e sais minerais (originados do suor) e 
gordura (originada do sebo produzido nas glândulas sebáceas), além de outras 
substâncias em menores quantidades como aminoácidos. 
Sistema de linha é o conjunto de linhas que ocupam a mesma posição em 
relação às linhas diretrizes e que apresentam, geralmente, o mesmo 
desenvolvimento. Em geral, são 3 os tipos de sistema de linhas: sistema 
basilar, sistema marginal e sistema nuclear. 
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O sistema basilar é formado pelas linhas presentes entre a prega 
interfalangeana (linha verde), até a diretriz basilar (linha vermelha).
O sistema marginal é formado pelas linhas presentes a partir da diretriz 
marginal (linha azul). 
O sistema nuclear é formado pelas linhas presentes entre as linhas diretrizes 
basilar e marginal. 
O arco é o datilograma adéltico (sem delta), constituído de linhas, mais ou 
menos paralelas, que atravessam ou tendem a atravessar o campo digital, 
podendo inclusive apresentar linhas verticais ou angulares.
A presilha interna é a impressão digital que apresenta um delta à direita do 
observador (da impressão digital!) e um núcleo c
do lado esquerdo, vão ao centro do desenho, e retornam ou tendem a retornar 
para a esquerda, formando o que chamamos de laçadas.
A presilha externa é a impressão digital que apresenta um delta à esquerda 
do observador (da impressão digital!) e um núcleo composto de linhas que 
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é formado pelas linhas presentes entre a prega 
interfalangeana (linha verde), até a diretriz basilar (linha vermelha).
é formado pelas linhas presentes a partir da diretriz 
é formado pelas linhas presentes entre as linhas diretrizes 
é o datilograma adéltico (sem delta), constituído de linhas, mais ou 
s paralelas, que atravessam ou tendem a atravessar o campo digital, 
podendo inclusive apresentar linhas verticais ou angulares. 
 
é a impressão digital que apresenta um delta à direita do 
observador (da impressão digital!) e um núcleo composto de linhas que partem 
do lado esquerdo, vão ao centro do desenho, e retornam ou tendem a retornar 
para a esquerda, formando o que chamamos de laçadas. 
 
é a impressão digital que apresenta um delta à esquerda 
pressão digital!) e um núcleo composto de linhas que 
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é formado pelas linhas presentes entre a prega 
interfalangeana (linha verde), até a diretriz basilar (linha vermelha). 
é formado pelas linhas presentes a partir da diretriz 
é formado pelas linhas presentes entre as linhas diretrizes 
é o datilograma adéltico (sem delta), constituído de linhas, mais ou 
s paralelas, que atravessam ou tendem a atravessar o campo digital, 
é a impressão digital que apresenta um delta à direita do 
omposto de linhas que partem 
do lado esquerdo, vão ao centro do desenho, e retornam ou tendem a retornar 
 
é a impressão digital que apresenta um delta à esquerda 
pressão digital!) e um núcleo composto de linhas que 
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partem do lado direito, vão ao centro do desenho, e retornam ou tendem a 
retornar para a direita, formando o que chamamos de laçadas.
Para ser considerado presilha (interna ou externa), o datilograma 
apresentar delta e laçada independentes entre si.
O verticilo é a impressão digital que apresenta dois deltas, um à esquerda e 
outro à direita do núcleo, que pode ter forma variada. Deve haver pelo menos 
uma linha curva à frente de cada delta. Conscurva sobre a qual incidir perpendicularmente qualquer apêndice apontando 
para o delta. 
Além dos 4 tipos fundamentais, também podemos ter o tipo anômalo, que é 
aquele que não se encaixa em nenhum dos tipos fundamentais, e os
acidentais. Os tipos acidentais são aqueles em que há marcas permanentes 
motivadas por corte, pústula, queimadura, esmagamento, deformação etc, ou 
ainda amputação da falangeta ou de parte dela, impossibilitando sua 
classificação primária. 
6.2 Sistema datiloscópico de Vucetich
O sistema Vucetich foi desenvolvido pelo croata naturalizado argentino Juan 
Vucetich (1858-1925). Ele foi o criador do primeiro sistema de identificação 
humana com base em impressões digitais. Vucetich juntou as pesquisas de 
Francis Galton, um pesquisador brilhante de sua época que criou o primeiro 
sistema de classificação de impressões digitais, baseado em 3 desenhos 
básicos – laçadas (L), arco (A) e verticilo (W) 
de Bertillon (aquele que estudamos
classificação e arquivamento de impressões digitais, que recebeu 
primeiramente o nome de “Icnofalangometria” e posteriormente passou a se 
chamar Datiloscopia. 
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partem do lado direito, vão ao centro do desenho, e retornam ou tendem a 
retornar para a direita, formando o que chamamos de laçadas.
 
Para ser considerado presilha (interna ou externa), o datilograma 
laçada independentes entre si. 
é a impressão digital que apresenta dois deltas, um à esquerda e 
outro à direita do núcleo, que pode ter forma variada. Deve haver pelo menos 
uma linha curva à frente de cada delta. Consideramos prejudicada a linha 
curva sobre a qual incidir perpendicularmente qualquer apêndice apontando 
 
Além dos 4 tipos fundamentais, também podemos ter o tipo anômalo, que é 
aquele que não se encaixa em nenhum dos tipos fundamentais, e os
acidentais. Os tipos acidentais são aqueles em que há marcas permanentes 
motivadas por corte, pústula, queimadura, esmagamento, deformação etc, ou 
ainda amputação da falangeta ou de parte dela, impossibilitando sua 
a datiloscópico de Vucetich 
O sistema Vucetich foi desenvolvido pelo croata naturalizado argentino Juan 
1925). Ele foi o criador do primeiro sistema de identificação 
humana com base em impressões digitais. Vucetich juntou as pesquisas de 
ncis Galton, um pesquisador brilhante de sua época que criou o primeiro 
sistema de classificação de impressões digitais, baseado em 3 desenhos 
laçadas (L), arco (A) e verticilo (W) - e do sistema Antropométrico 
de Bertillon (aquele que estudamos na aula passada), e criou um método de 
classificação e arquivamento de impressões digitais, que recebeu 
primeiramente o nome de “Icnofalangometria” e posteriormente passou a se 
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partem do lado direito, vão ao centro do desenho, e retornam ou tendem a 
retornar para a direita, formando o que chamamos de laçadas. 
 
Para ser considerado presilha (interna ou externa), o datilograma precisa 
é a impressão digital que apresenta dois deltas, um à esquerda e 
outro à direita do núcleo, que pode ter forma variada. Deve haver pelo menos 
ideramos prejudicada a linha 
curva sobre a qual incidir perpendicularmente qualquer apêndice apontando 
Além dos 4 tipos fundamentais, também podemos ter o tipo anômalo, que é 
aquele que não se encaixa em nenhum dos tipos fundamentais, e os tipos 
acidentais. Os tipos acidentais são aqueles em que há marcas permanentes 
motivadas por corte, pústula, queimadura, esmagamento, deformação etc, ou 
ainda amputação da falangeta ou de parte dela, impossibilitando sua 
O sistema Vucetich foi desenvolvido pelo croata naturalizado argentino Juan 
1925). Ele foi o criador do primeiro sistema de identificação 
humana com base em impressões digitais. Vucetich juntou as pesquisas de 
ncis Galton, um pesquisador brilhante de sua época que criou o primeiro 
sistema de classificação de impressões digitais, baseado em 3 desenhos 
e do sistema Antropométrico 
na aula passada), e criou um método de 
classificação e arquivamento de impressões digitais, que recebeu 
primeiramente o nome de “Icnofalangometria” e posteriormente passou a se 
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A ideia central do sistema Vucetich era coletar as impressões digitais dos dez 
dedos da pessoa, classificá-las segundo um dos tipos fundamentais (arco, 
presilha interna, presilha externa e verticilo) e depois subclassificá-las dentre 
um dos subtipos que citarei adiante. Dessa forma, obteve fórmulas 
datiloscópicas para cada pessoa. Cada fórmula ficava arquivada em locais 
específicos numa gaveta, que podia ser consultada facilmente para confronto 
de impressões digitais e identificação, já que precisaria fazer o confronto 
somente com algumas das fichas. Ou seja, o método Vucetich permitiu reduzir 
o universo de comparação. Não seria mais necessário comparar as impressões 
de toda a população, mas somente daquela amostra que tivesse os mesmos 
dedos que a pessoa que se pretendia identificar. 
Atualmente foram acrescentados mais 3 tipos fundamentais ao modelo original 
de Vucetich, o Anômalo, a Cicatriz e a Amputação, que recebem atualmente os 
códigos 5, 6 e 7. 
A superioridade do sistema Datiloscópico sobre o Antropométrico (esse teve 
falhas de identificação, conforme mencionei na aula passada) levou à 
substituição deste sistema por aquele, em 01 de janeiro de 1896, como 
método de identificação no Escritório de La Plata. 
TIPO POLEGAR DEMAIS DEDOS SUBTIPOS 
Arco A 1 
Abobadado ou normal 
Inclinado à esquerda 
Inclinado à direita 
Angular 
Demais variedades 
Presilhas 
 
Interna 
 
Externa 
 
 
I 
 
E 
 
 
2 
 
3 
Normal 
Invadida 
Interrogante 
Ganchosa 
Demais variedades 
Verticilo V 4 
Normal (concêntrico ou espiral) 
Sinuoso 
Ovoidal 
Ganchoso 
Demais variedades 
Jeito fácil de decorar a tabela: escreva 4321 e depois VÉIA. 
Usando os símbolos da tabela acima, criamos as fórmulas que serão usadas 
para arquivar as impressões digitais de cada indivíduo. As fórmulas têm o 
seguinte formato: 
PolD,IndD,MédD,AnD,MínD|PolE,IndE,MédE,AnE,MínE 
,em que Pol é polegar, Ind é indicador, Méd é médio, An é anular e Mín é 
mínimo. D é da mão direita e E é da mão esquerda. Reparem que os dedos 
direitos estão do lado esquerdo da fórmula. 
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Exemplo: a fórmula V1234|A4321 refere-se a uma pessoa com as impressões 
digitais classificadas assim: 
 Mão esquerda Mão direita 
Polegar A: arco V: verticilo 
Indicador 4: verticilo 1: arco 
Médio 3: presilha externa 2: presilha interna 
Anular 2: presilha interna 3: presilha externa 
Mínimo 1: arco 4: verticilo 
 
Espero que todos tenham aprendido bastante com essas aulas e desejo de 
coração que o conteúdo passado aqui para vocês caia na prova. Aliás, ficarei 
muito contente se caírem 10 questões na prova e as 10 estiverem contidas 
nesse material. Ficarei mais contente ainda ao saber que muitos de vocês 
foram aprovados e esse material contribuiu de alguma forma para isso. 
Assim, desejo a todos muita calma e tranquilidade e uma ótima prova. 
Só uma coisa que gostaria de compartilhar com vocês: a prova de 
Papiloscopista Policial Federal é sim realmente muito difícil. Mas não vai ser 
difícil só para você. É difícil para todo mundo. Os que estão mais preparados, 
como você, que chegou ao final desse curso, terão mais chances de sucesso. 
Quando eu fiz o meu concurso, saí da prova e parecia que tinha levado uma 
surra. Quase chorei na hora da prova. A impressão que eu tive foi de que euestudei à toa. O negócio foi tão complicado que eu quase entreguei a prova 
sem nem fazer a redação. Ainda bem que não fiz isso, caso contrário, não 
estaria aqui dando aula para vocês. Todos tiveram a mesma impressão: foi 
difícil. O seu trabalho agora é estudar e fazer o difícil ficar fácil. 
Quando mais você estudar, mais sorte você terá! 
Então, estude. Estude e... estude! 
Abraços, 
Professor Alexandre Braga, seu futuro colega de PF.

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