Prévia do material em texto
Drenagem Linfática Manual Disciplina: Recursos Terapêuticos Manuais I Professora: Paula Soares HISTÓRIA: Hipócrates (450 a.C.) – Vesalius (século XVI) Primeiras dissecações. Século XVII – Estudaram a linfa e os vasos linfáticos. Emil Vodder e sua esposa desenvolveram na Dinamarca o primeiro método em 1932, ainda experimental baseada apenas nos trabalhos e experiências do próprio Vodder e sua equipe. Waldtraud Winter foi a primeira profissional a trabalhar com drenagem linfática manual no Brasil. Ministrou o seu primeiro curso em 79, em Belo Horizonte . “Conjunto de Manobras suaves e superficiais, que mobiliza uma corrente de líquido que está dentro de um vaso linfático, drenando os líquidos excedentes que circundam células, mantendo o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais, onde o líquido drenado retorna para corrente sanguínea”. DEFINIÇÃO: • Principal função: Remoção de líquidos e proteínas dos espaços intersticiais. Proteger o organismo contra macromoléculas estranhas, vírus, bactérias e eliminar células alteradas e células do sangue envelhecidas ou danificadas • É constituído por um conjunto particular de capilares linfáticos, vasos coletores e troncos (ductos) linfáticos; linfonodos e órgãos linfáticos • Função na limpeza (Linfa, vasos linfáticos, linfonodos e os linfócitos de ação fagocitária) • Função na defesa (Linfa, linfonodos, linfócitos, tonsilas, timo e baço) SISTEMA LINFÁTICO: Possui três funções inter-relacionadas: Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais; Absorção dos ácidos graxos e transporte subsequente da gordura para o sistema circulatório; Produção de células imunes (como linfócitos, monócitos e células produtoras de anticorpos conhecidas como plasmócitos). Linfa: É o líquido que passa por todos esses órgãos e estruturas. Esse líquido tem constituição parecida com a do sangue, no entanto, não possui hemácias. Os Vasos Linfáticos têm a função de drenar o excesso de líquido que sai do sangue e banha as células. Linfonodos: Filtro da Linfa, removendo partículas estranhas. Pré-coletores: Os Vasos linfáticos pré-coletores recebem a linfa dos capilares que se dirige para a rede dos coletores. Coletores: Levam a linfa até gânglios (coletores aferentes). Os Coletores eferentes é quando saem dos gânglios. Canal Torácico: Localiza-se no tórax. Receptor da linfa. Anatomia de canais linfáticos: Capilar, pré-coletor, coletor, gânglio e canal torácico. SISTEMA CARDIOVASCULAR: Ducto torácico:(recebe a linfa procedente da parte inferior do corpo, do lado esquerdo do pescoço e da cabeça, do membro superior esquerdo e de partes do tórax). É o maior vaso linfático do corpo. Ducto linfático:(recebe a linfa procedente do lado direito do pescoço e da cabeça, do membro superior direito e de parte do tórax). FUNÇÕES: Devolver para a circulação o excesso de líquido das células e dos tecidos num processo contínuo; Levar de volta à circulação proteínas que às vezes saem dos capilares sanguíneos; Desintoxicação do organismo; Reestabelece ou acelera a circulação linfática Ativa o sistema imunológico Atua no relaxamento e analgesia. EFEITOS FISIOLÓGICOS: Promove a desintoxicação dos meios intersticiais; Aumenta a velocidade de transporte da linfa; Aumento da quantidade de linfa processada nos linfonodos; Aumenta a filtração e reabsorção de proteínas; Promove aumento da diurese pelo aumento de líquidos excretados; Aumenta a motricidade intestinal; Acentua a defesa imunológica; Favorece a eliminação de ácido lático em excesso. INDICAÇÕES: Pós- Mastectomia Cirurgias estéticas Insônia Edemas Fibro Edema Gelóide (Celulite) Linfedemas Edemas Gestantes Pós-Traumatismos Insuficiência Renal Crônica Processos infecciosos Disfunção da Tireoide (descontrolada) Hipertensão arterial (descontrolada) Neoplasias Malignas Erisipela Edema Agudo de Pulmão Processo Inflamatório Agudo Hiperalgia Placa de Ateroma Insuficiência Cardíaca Congestiva ( Edema Generalizado). Flebites, Trombose e tromboflebites. CONTRA- INDICAÇÕES: Localização: Localizado Generalizado Consistência: Edema mole Edema duro Intensidade: Depressão Local (Sinal de Godet ou cacifo / fóvea). Graduar em cruzes ( + a ++++) CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS EDEMAS: Fatores que influenciam o edema: Nutrição Calor Postura Pressão Postura que influenciam no comportamento do edema: Sentada (fechamento do ângulo coxofemoral ) Posição ortostática (ação da gravidade) • Diminuição da capacidade de transporte de líquido pelo sistema linfático. O local sofre com parestesias e aumento de seu volume natural. • O edema linfático acontece em decorrência de um acúmulo de líquidos que facilitam a compressão vascular e vice-versa. Nesse ciclo vicioso, tem-se a fibrose tecidual. LINFEDEMA: Mastectomia: Linfedema - Pós Mastectomia ENFAIXAMENTO E MEIAS: Edema Varicoso: Flebite: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA: Doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias. Sintomas mais comuns são edema e dor. Teste de Homans: Métodos: Emil Vodder: É composto de quatro manobras com características diferentes de aplicação: círculos estacionários, técnica de bombeamento, técnica de mobilização e técnica rotatória. Michael Foldi: Foi aluno do dr Vodder. Logo após criou o seu método conhecido como TERAPIA FÍSICA COMPLEXA (TFC) , que consiste em DLM, bandagens compressivas e meias de contenção. Foi quem desenvolveu a drenagem linfática reversa, baseado nas anastomoses linfáticas. Isto tornou o seu método a base dos tratamentos pós cirúrgicos e dos tratamentos de linfedemas. As principais manobras são: bombeamento em bracelete, círculos estacionários, pinçamento com mobilização tecidual, mobilização articular e movimento combinado. Albert Leduc: Grande pesquisador da drenagem, simplificou e popularizou seu método entre profissionais da Saúde. Associa o uso de meias compressivas e bandagens elásticas no tratamento de linfedemas. As manobras é constituída de quatro manobras específicas: círculos com os dedos, círculos com os polegares, pressão em bracelete e movimento combinado, com destaque ao bracelete, que serão distribuídas por todas as regiões. Estas manobras podem ser executadas de dois modos, conforme a finalidade : evacuação e captação. Manobras: Evacuação – Esvaziamento prévio das vias pelas quais a linfa terá que fluir. Preconiza-se iniciar pelo segmento proximal. Captação – É realizada diretamente sobre o segmento edemaciado, visando aumentar a captação da linfa pelos linfocapilares. É realizada da região distal para proximal de cada membro. Pressão sobre os linfonodos: Bombeamento e círculos em torno dos linfonodos. Manobra de círculo com os dedos: Movimentos circulares com os dedos, exceto polegar, no sentido da circulação linfática de retorno. Pressão em Bracelete – Movimentos de pressão com a mão aberta e com deslocamento no sentido da circulação linfática de retorno. Compressão e descompressão: Movimentos de comprimir e descomprimir com as mãos no sentido da circulação linfática de retorno.Mão em concha: Movimentos de comprimir e descomprimir com as mãos em concha no sentido da circulação linfática de retorno. Manobras: Manobras: Drenagem Linfática Reversa: Utilizada no Tratamento pós cirúrgicos com cicatrizes recentes. Ocorre alteração da anatomia dos vasos arteriais, venosos e linfáticos no pós operatório. Manobras realizadas no sentido oposto da cicatriz cirúrgica Técnica Ritmo lento Pressão suave Movimentos respiratórios profundos para ativar a cisterna do quilo e ducto torácico. Direção proximal para distal ( em relação ao segmento) sempre no sentido de um grupo ganglionar mais próximo. Avaliação: Inspeção da Pele – Localização do Edema, aparência e coloração da pele. Palpação da Pele – Pesquisa da Textura, elasticidade, Temperatura da pele, sensibilidade, existência de dor, retração cicatricial, aderências. Perimetria – Medida da Região a ser tratada. As medidas tomadas na região não afetada são consideradas padrão. Orientações Básicas: Superfície firme; Paciente confortável; Paciente tem que vestir o mínimo de roupa possível, como biquínis e sunga; Drenagem fluida e rítmica, mantendo sempre uma mão em contato com o corpo; Mãos do terapeuta limpas e unhas cortadas, lavando antes e depois do tratamento; Em alguns casos o uso de óleos pode ajudar. Enfaixamento compressivo (Inelastoterapia): Definição: Recurso Terapêutico Manual simples, barato, rápido, objetivo e seguro. Utilizado tanto pré quanto pós cinesioterapêutico, facilitando o trabalho de reabilitação. Objetivo: Induzir líquidos residuais predominantemente linfático e também venosos a retornarem a circulação de retorno sem atrito. Complicações: Alergia a atadura de crepom. Aplicação: Aplicar a atadura de distal para proximal uma volta por cima da metade da volta anterior. Referências: GUIRRO, Elaine; GUIRRO, Rinaldo. Fisioterapia dermato-funcional. 3. ed. Barueri, São Paulo: Manole, 2010. GODOY, J. M. P.; GODOY, M. F. G. Drenagem linfática manual: novo conceito, J VascBr, v. 3, n. 1, p. 77-80, mar.2004. IZIDORO, Danielle; TARANHA, Karina de Abreu; MELO, Luciana Siqueira Machado de; FIGUEIREDO, Milenna. A importância da drenagem linfática manual no tratamento de linfedema pós mastectomia. Uma revisão da literatura. EFDeportes Revista Digital. Buenos Aires - Año 21 - Nº 216 - Mayo de 2016. OLIVEIRA; A.A.R; LASNOR, J.B; GOMES, M.S. A Inelastoterapia nos Distúrbios Hemodinâmicos dos Membros Inferiores. Anais Do Encontro De Iniciação Científica Da Universidade Severino Sombra. VASOURAS, RJ, 2007.