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#28 – PRINCÍPIOS EXPLÍCITOS E IMPLÍCITOS DA 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – 25.09.13 – Entendeu 
Direito ou quer que eu desenhe? 
Posted on 25 de setembro de 2013 by Marcos Paulo 
 
 
 
 
 
 
Legalidade : Traduz que o administrador, em todas as suas atividades, se 
sujeita aos mandamentos da lei e as exigências do bem comum. Tal princípio é 
uma das principais garantias de respeito aos direito individuais, haja vista que a 
lei tanto define as limitações da atuação administrativa que tenha por objeto 
restrições, isto ocorre em prol da coletividade. Assim sendo, a administração 
Publica tem o dever de aplicar a lei e de velar pelo cumprimento da mesma; não 
pode atuar contra lei, nem mesmo acima da lei e não pode a negligenciar. 
Impessoalidade, este vela que toda e qualquer atuação do administrador deve 
atender ao interesse coletivo. O mesmo tem que ter seu norte em critérios 
objetivos, não fazendo alusões a critérios pessoais ou partidários. Este principio 
é decorrente de que os atos devem ser, sempre, dados á entidade ou órgãos que 
os titula e não ao agente pública que o colocou em uso, isso quer dizer que o 
mérito dos atos pertencem á Administração e não a aqueles que os praticam. 
Moralidade, esta tem seu significado baseado na moral administrativa, onde o 
administrados não aplica somente a lei, mas vai além, aplicando substância. 
Trata-se não da moral comum, mas da moral administrativa, usando a ética 
profissional, ou seja, tais atos devem ter licitude e honestidade. 
Publicidade,é usada para efeitos externos dos atos administrativos. Dar 
publicidade a tais atos é informar, orientar e educar a população administrada a 
respeito da Administração. Outra vertente é a transparência. 
Eficiência, este encontra-se implícito no principio da Moralidade 
Administrativa. Ele é usado para limitar a discricionariedade do administrador, 
levando-o a escolher a melhor opção, ela é obtenção do melhor resultado com o 
uso racional dos meios. 
_____________________________ 
Princípio do Controle Judicial: também conhecido como principio da 
inafastabilidade da tutela jurisdicional, ou seja todos os atos administrativos 
estão sujeitos ao crivo judicial. 
Princípio da Razoabilidad: a Administração Pública tem um fim social e por 
isso os poderes dados a ela deve ser exercidos nos limites ao atendimento do fim 
da coletividade. As opções imorais e ilegítimas não podem ser cogitadas. 
Princípio da Igualdade, ou seja isonomia, todos são iguais perante a lei e 
também perante a Administração Pública. Vale frisar que tal princípio não esta 
inserido no rol dos princípios administrativos. 
Princípio da Supremacia do Interesse Público versa sobre a soberania do 
interesse da coletividade e é uma dos objetivos fundamentais da república 
brasileira. O interesse da sociedade, então prevalece sobre o individual, tendo 
em vista que, ao se constituírem o Estado, abrem mão de interesse próprio, em 
favor do bem em comum. Porém, não se pode esquecer a vontade da minoria, 
pois vivemos em um Estado Democrático de Direito. 
Princípio da Especialidade, este referente as entidades( autarquias, 
fundações públicas, empresas públicas, entre outras) que integram a 
Administração Pública, este será usado para limitação das entidades, para que 
elas não se afastem de sua verdadeira finalidade. 
Principio do poder-dever, é o poder-dever que a Administração tem de agir 
dentro de sua competência legal. 
Princípio da Continuidade do Serviço Público: o serviço público vem 
com a proposta de atender os fins sociais. Não se pode integrar contra a 
Administração a Exceção do Contrato Não Cumprido. 
Princípio da Proporcionalidade, esse age em conjunto com o da 
Razoabilidade, pois os dois visam adotar medidas que atingem , aos fins 
almejados, a sociedade. Este é utilizado mais na força policial, em que o Estado 
impõe restrições aos administradores. 
Principio da autotutela dá o poder que a Administração tem de anular seus 
próprios atos, pois eles devem zelar pela legalidade e eficiência dos mesmos. 
Princípio da Indisponibilidade diz que, todos os bens e interesses 
gerenciados pela Administração Pública e seus agentes pertencem ao povo. Isso 
quer dizer que, nenhum agente público pode por em prática qualquer ato que 
implique em renúncia de direitos ou prejuízos para a sociedade. 
Princípio da Segurança Jurídica, quando o cidadão sente a sua segurança 
ameaçada, poderá invocar este princípio que oferece aos seus administradores a 
garantia de uma estabilidade nas relações jurídicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Planejamento 
Estudo e estabelecimento de diretrizes e metas que deverão orientar a ação 
governamental, por meio de um plano geral de governo, programas globais, 
setoriais e regionais de duração plurianual, de orçamento-programa anual e de 
programação financeira de desembolso. 
Coordenação 
Harmoniza todas atividades da Administração, submete-as ao que fora 
planejado e visa poupar desperdício. Na Administração superior, a coordenação 
é de competência da Casa Civil da Presidência da República. O objetivo é 
propiciar soluções integradas e em sincronia com a política geral e setorial do 
Governo. 
Descentralização 
Descongestiona a Administração Federal por meio de: 
Desconcentração Administrativa: divide funções entre vários órgãos 
(despersonalizados) de mesma Administração, sem ferir a hierarquia; 
Delegação de execução de serviço: Pode ser particular ou pessoa 
administrativa, mediante convênio ou consórcio; 
Execução indireta: mediante contratação de particulares; precedido de 
licitação, salvo nos casos de dispensa por impossibilidade de competição. 
Delegação de Competência 
autoridades da Administração transferem atribuições decisórias a seus 
subordinados, mediante ato próprio que indique a autoridade delegante, a 
delegada e o objeto da delegação. Tem caráter facultativo e transitório, 
apoiando-se em razões de oportunidade, conveniência e capacidade do 
delegado. Apenas é delegável a competência para prática de atos e decisões 
administrativas. 
Não pode ser delegado: 
Atos de natureza política (sanção e veto); 
Poder de tributar; 
Edição de atos de caráter normativo decisão de recursos administrativos; 
Matérias de competência exclusiva dos órgãos ou autoridade. 
Controle 
No âmbito da Administração direta, prevê-se os seguintes controles: 
Controle de execução e normas específicas é feito pela chefia competente; 
Controle do atendimento das normas gerais reguladoras do exercício das 
atividades auxiliares são organizadas sob a forma de sistemas (pessoal, 
auditoria) realizada pelos órgãos próprios de cada sistema; 
Controle de aplicação dos dinheiros públicos é o próprio sistema de 
contabilidade e auditoria realizado, em cada Ministério, pela respectiva 
Secretaria de Controle Interno.

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