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Diversidade de Aves Era Mesozóica: Período Triássico (245 ma) – aparecimento dos 1º mamíferos verdadeiros Período Jurássico (208 ma) – aparecimento das 1ª aves O registro fóssil das aves começa com o Archaeopteryx em sedimentos do Jurássico, na Alemanha (com penas típicas de aves voadoras). Era Mesozóica: Período Cretáceo (144 ma) – extinção de aves arcaicas e 1ª irradiação das verdadeiras aves voadoras – maioria de aves aquáticas (Charadriiformes, como gaivotas, e Procellariiformes, como albatroz, podem ser seguidas até o Cretáceo). Era Cenozóica: Período Terciário (65 ma) - 2ª irradiação – aves bastante diversificadas (poucas famílias de aves aquáticas adicionais, maioria Passeriformes). Diversidade de Aves. Origem e Evolução Diferenças com as aves: Asas Dentes Especialização nos dentes Pterosauria Similaridade entre aves e Dinossauros (Theropoda) Dromeossauro Pescoço alongado Ossos pneumáticos ocos Pé tridáctilo Postura digitígrada Archaeopteryx Ave moderna Evolução de Especialização para o Vôo Tendência associada ao aumento da capacidade de vôo Redução das garras Desenvolvimeno do hálux oponível Desenvolvimento do esterno Redução da cauda Fusão do esqueleto Aves, penas e vôo não são sinônimos: vôo evoluiu em 3 grupos separados (pterossauros, aves e morcegos) Dinossauros tiveram penas e vôo batido Evolução de Especialização para o Vôo Desenvolvimento do esterno Redução da cauda Fusão do esqueleto Tendência associada ao aumento da capacidade de vôo Evolução do Vôo Como teria evoluído o vôo ?? Três hipóteses Hipótese arborícola Hipótese terrestre Hipótese alternativa Evolução do Vôo Como teria evoluído o vôo?? Hipótese arborícola = das árvores para baixo Planeio Débil vôo batido Vôo batido potente Problema: A linhagem de origem das aves consistia de formas bípedes cursoras, predadores terrestres. Evolução do Vôo Hipótese terrestre = do chão para cima Corredores bípedes velozes Uso das asas como planadores (1º) Uso para vôo batido na corrida (2º) Vôo potente no ar (3º) Problema: Batimento das asas não é um mecanismo eficiente para aumentar a velocidade na corrida. Como teria evoluído o vôo?? Evolução do Vôo Como teria evoluído o vôo?? Hipótese alternativa Asas incipientes das proto-aves evoluíram como: Armadilhas para derrubar presas contra o substrato Apêndices vibráteis, auxiliando no salto horizontal sobre a presa Alongamento das penas, conduzindo ao vôo batido RÉPTIL TERRÍCOLA AVE VOADORA CINTURA ESCAPULAR forte estreita ESTERNO quilha frágil ESPINHA DORSAL curta e rígida longa e flexível RÉPTIL TERRÍCOLA AVE VOADORA MEMBRO ANTERIOR cauda para equilíbrio PELVE E CAUDA pata asa cauda para sustentar penas de vôo A adaptação ao vôo impôs certa uniformidade na estrutura básica e na fisiologia de todas as aves. Penas e vôo Asas e vôo Estrutura e Fisiologia Esqueleto Músculos Respiração Alimentação Excreção Circulação Especializações para o vôo Penas e Vôo Formação das penas reentrâncias ou folículos na pele escamas córneas modificadas escamas córneas nos pés, pernas e bico realiza uma muda por ano num processo gradual Composição das penas beta-queratina (90%) lipídeos (1%) água (8%) proteínas e pigmentos (1%) Penas e Vôo Arranjo das penas em regiões (pterilas), separadas por aptérias (áreas de pele sem penas) distribuição uniforme das penas nas ratitas e pingüins. Penas e Vôo Estrutura cálamo – base implantada no folículo raque – eixo central barbas e bárbulas – ramificações laterais bárbulas com ganchos (hâmulus) vexilo As aves realinham as bárbulas deslizando sobre elas seu bico levemente entreaberto. Tipos de penas – Penas de vôo vexilo bem desenvolvido textura penácea rêmiges – asa rectrizes – cauda Tipos de penas - Penas de contorno Parte proximal - textura plumácea Parte distal - textura penácea Penas e Vôo Penas e Vôo Tipos de penas – Semiplumas raque grande vexilo plumáceo sob as de contorno isolante térmico Tipos de penas - Plumas textura plumácea isolamento térmico penas do recém-nascido plumas de pó (garças) Penas e Vôo Tipos de penas – Filoplumas finas, capilares poucas barbas e bárbulas na ponta com terminações nervosas informações sobre posição das penas de contorno Tipos de penas - Cerdas raque rígida (com melanina) base do bico, ao redor dos olhos protege narinas e olhos órgão sensorial tátil auxílio na captura aérea Asas e Vôo Funcionam como aerofólio: rêmiges primárias - inseridas nos ossos da mão = propulsão de movimento para frente rêmiges secundárias - inseridas nos ossos do antebraço = ascensão ou sustentação Asas e Vôo Tipos de vôo: planado - aproveita correntes ascendentes de ar batido - desempenho automático, não aprendido, que se aprimora com a prática – bastante complexo. O tamanho e o formato da asa e dos segmentos esqueléticos (braço, antebraço e mão) influenciam as características do vôo: Tamanho dos segmentos Beija-flor batidas rápidas e potentes das rêmiges primárias – ossos da mão mais longos Fragata com vôos potentes e planados – mão e antebraço proporcionais. Albatroz planador de altitude – antebraço longo com muitas rêmiges secundárias Formato das asas Longas e estreitas Planeio em altitude dinâmico Elípticas, curtas e arqueadas Vôo lento-aves florestas Ponta afilada Alta velocidade-migradoras Arqueada, com fendas profundas Planeio em altitude estático Estrutura e Fisiologia Modificações relacionadas com redução no peso e alto metabolismo Esqueleto Músculos Respiração Alimentação Excreção Circulação Adaptação ao vôo impôs certa unformidade na estrutura e na fisiologia de todas as aves. 1 2 3 4 5 6 Esqueleto coluna vertebral rígida - ponto de apoio para a ação das asas e da cintura pélvica. esterno expandido em quilha – para acomodar os músculos do vôo ossos da mão modificados – para sustentar as penas da asa. pescoço longo – cabeça e pescoço muito móveis – ajeitar e lubrificar as penas. crânio – grande tamanho da caixa craniana e órbitas (cérebro grande e visão importante). vértebras caudais – pigóstilo para sustentação das penas da cauda. Úmero Ossos pneumáticos ocos e cheios de ar, presentes no crânio, esterno, cintura escapular e úmero LEVEZA Músculos Principais músculos do vôo: grande peitoral supracoracóideo Músculos Aves corredoras e voadoras apresentam diferenças no volume relativo dos músculos das pernas e do vôo. AVES Músculosvôo Músculospernas Fortesvoadoras(beija-flor,andorinha) 30% 2% Predadoras(gavião,coruja) 20% 10% Músculo escuro – com mioglobina - alto metabolismo aeróbico Músculo branco – sem mioglobina – baixo metabolismo aeróbico Respiração •Pulmão pequeno e compacto Ventilado por movimento das costelas e do esterno •Conectado aos sacos aéreos Sacos aéreos: Maior volume de ar Maior leveza Termorregulação Respiração Referências POUGH, F.H., JANIS, C.M. & HEISER, J.B. 2008. A vida dos vertebrados. 4ª. Ed., São Paulo, Ateneu, 684p. PETERSON, R.T. 1969. As aves. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 208p.