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1
Economia 5
Prof. Ms. Laerte J. Aliotti e
Prof. Ms. Daniel Ribeiro Jr.
INTRODUÇÃO
O objetivo básico da empresa é a maximização de seus resultados 
quando da realização de sua atividade produtiva. Assim sendo, ela 
procurará sempre obter a máxima produção possível em face da 
utilização certa de fatores de produção.
A otimização é possível quando for possível alcançar um dos dois 
objetivos abaixo:
a) maximizar a produção para um dado custo; ou
b) minimizar o custo total para um dado nível de produção.
CUSTO TOTAL DE PRODUÇÃO
Definição: o total das despesas realizadas pela firma com a 
utilização da combinação mais econômica dos fatores, por meio da 
qual é obtida determinada quantidade do produto.
5 Teoria dos Custos 
CUSTOS X DESPESAS
Na teoria microeconômica tradicional, não é feita uma 
distinção rigorosa entre os conceitos de custos e 
despesas, como é feito na Contabilidade.
A definição contábil coloca que custos são os gastos 
associados ao processo de fabricação de produtos, 
enquanto despesas são associadas ao exercício social e 
alocadas para o resultado geral do período (como 
despesas financeiras, comerciais e administrativas).
Custos de Oportunidade x Custos Contábeis
2
Custos Contábeis: envolvem dispêndio monetário. É o custo 
explícito, considerado na contabilidade privada.
Custos de Oportunidade: são custos implícitos, que não envolvem 
desembolso. Os custos de oportunidade privados são os valores dos 
insumos que pertencem à empresa e são usados no processo 
produtivo. Esses valores são estimados a partir do que poderia ser 
ganho, no melhor uso alternativo (custos alternativos).
a) Capital em caixa na empresa: o custo de oportunidade é o que a 
empresa poderia estar ganhando, aplicando, por exemplo, no 
mercado financeiro
b) Quando a empresa tem prédio próprio, ela deve imputar um custo 
de oportunidade, correspondente ao que receberia se alugasse o 
prédio.
Custos de Oportunidade x Custos Contábeis
Avaliação privada: avaliação financeira, específica da empresa. Por 
exemplo, o aumento da produção de um determinado bem 
(automóvel);
Avaliação social: custos (ou benefícios) para toda a sociedade, 
derivados da produção da empresa. Por exemplo, a poluição advinda 
do aumento do número de automóveis (externalidade negativa).
Externalidades: diferença entre a ótica privada e a ótica social. 
Alterações de custos e benefícios para a sociedade, derivadas da 
produção da empresa, ou então as alterações de custos e receitas da 
empresa, devidas a fatores externos à empresa.
•Externalidades positivas
•Externalidades negativas
Custos de Produção: Avaliação privada e avaliação social
Custo Fixo Total (CFT): mantém-se fixo, quando a produção 
varia.
Ex.: Aluguéis, depreciação, etc.
Custo Variável Total (CVT): varia com a produção, ou seja, 
depende da quantidade produzida. 
Ex.: gastos c/ folha de pagamento, despesas com matérias-
primas, etc.
Custo Total (CT): soma do custo variável total com o custo fixo
total.
Custos de Produção: Custos a Curto Prazo
CT CVT CFT= +
( )CVT f q=
3
Custos de Produção: Custos a Curto Prazo
Custos Totais ($)
q
CFT
CVT
CT CVT CFT= +
OBS:
Lei dos Rendimentos DecrescentesLei dos Rendimentos Decrescentes = Lei dos = Lei dos 
Custos CrescentesCustos Crescentes
Graficamente:
Custo Fixo Médio (CFMe):
Custo Variável Médio (CVMe):
Custo Médio (CMe ou CTMe):
CTMe = CVMe + CFMe
Custos de Produção: Custos a Curto Prazo
CFTCFMe
q
=
CVTCVMe
q
=
CTCTMe
q
=
Em certo ponto, satura-se a
utilização do capital (que é fixo) e 
a admissão de mais mão-de-obra 
não trará aumentos proporcionais 
de produção (custos médios ou
unitários começam a elevar-se).
Custos de Produção: Custos a Curto Prazo
Custos Médios ($)
q
CFMe
CVMe
CTMe O formato de U das 
curvas CTMe e CVMe “a 
curto prazo” também se 
deve à lei dos 
rendimentos 
decrescentes, ou lei dos 
custos crescentes.
Custos médios 
declinantes:
Pouca mão-de-obra 
p/ grande capital.
Vantajoso absorver 
mão-de-obra e 
aumentar a produção, 
pois o custo médio cai.
4
Custo Marginal: difrentemente dos custos médios, os 
custos marginais referem-se às variações de custo, 
quando se altera a produção, ou seja, é o custo de se 
produzir uma unidade extra de produto.
Custos de Produção: Custos a Curto Prazo
 ou 
CT dCTCMg CMg
q dq
∆
= =
∆
Custos Mg ($)
q
CMg OBS:
Os custos 
marginais não
são influenciados 
pelos custos 
fixos (invariáveis
a curto prazo).
Quando o custo marginal supera o custo médio (total ou variável), 
significa que o custo médio estará crescendo. Ao mesmo tempo, se o 
custo marginal for inferior ao médio, o médio só poderá cair.
Conclusão: quando o custo marginal for igual ao custo médio (total 
ou variável), o marginal estará cortando o médio no ponto mínimo do 
custo médio. 
Custos de Produção: Relação entre Custo Marginal e os 
Custos Médios Total e Variável (Custos a Curto Prazo)
Custos Médios e
Marginais ($)
q
CMg
CTMe
CVMe
No longo prazo não existem custos fixos, todos os 
custos são variáveis, sendo assim, um agente 
econômico:
1. Opera no curto prazo e;
2. Planeja no longo prazo.
Os empresários têm um elenco de possibilidades de
produção de curto prazo, com diferentes escalas de
produção (tamanho), que podem escolher. 
Custos de Produção: Custos a Longo Prazo
5
5,00 30,00 35,00 55245210357
5,83 25,83 31,67 40190155356
7,00 23,00 30,00 30150115355
8,75 21,25 30,00 2512085354
11,67 20,00 31,67 209560353
17,50 20,00 37,50 167540352
35,00 24,00 59,00 245924351
-
000350350
2 / 13 / 14 / 1∆4 / ∆12 + 3
77654321
CFMeCVMeCMCMgCTCVCFq
Custo Fixo 
Médio
Custo Variável 
Médio
Custo 
Médio
Custo 
Marginal
Custo 
Total
Custo 
Variável
Custo 
Fixo
Quantida
de
Observando o quadro anterior, elabore a seguinte atividade:
1. Em uma folha de papel milimetrado construa, na primeira 
metade, os custos totais e na segunda os custos médios e custo 
marginal. Não esquecendo a proporcionalidade gráfica.
2. Exercite e analise os preços que se pode adotar.
3. Exercite até que nível de preços a empresa pode suportar.
q
CFT
CVT
CT CVT CFT= +
q
CFMe
CVMe
CTMe
Exemplo:
Bibliografia:
NOGAMI, Otto e PASSOS, Carlos Roberto. Princípios de Economia. São 
Paulo: Editora Thompson Pioneira, 2001. 
VASCONCELOS, Marco Antonio e GARCIA, Manuel E. Fundamentos de 
Economia. São Paulo: Editora saraiva, 2000.
EQUIPE DE PROFESSORES DA USP. Manual de Economia. São Paulo: 
Editora Saraiva, 2003.
SAMUELSON, P. A. Introdução à Análise Econômica I e II. Rio de 
Janeiro: Agir, 1975.
MORCILIO, F. M. e TROSTER, R. L. Introdução à Economia. São 
Paulo: Makron Books, 1994.
JORGE, F. T. e MOREIRA, J. O. C. Economia: Notas Introdutórias. São 
Paulo: Ed. Atlas, 2ª ed. 2000.

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