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ISOLADA DE
MÓDULO 01
Compreensão e Interpretação
de Textos
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APRESENTAÇÃO
Olá, pessoal,
Estamos iniciando a Turma Isolada de Língua Portuguesa Professor Adeildo Júnior.
Trata-se de um curso modular, em que você irá estudar o Português com foco total em
concursos públicos. O curso se divide em 6 módulos, cada um com 2 meses de duração.
Neste primeiro módulo, iremos trabalhar com a compreensão e a interpretação de tex-
tos, e apresentaremos conceitos-chaves importantes para entendermos as análises que
serão realizadas, e servirão de suporte inclusive para outras provas, como as de Direito.
Trata-se de um conjunto de informações iniciais fundamentais, pois servem de suportes
a uma série raciocínios, que embasam as competências de leitura e interpretação de
textos.
Ao final desse estudo, você saberá o que é compreender e o que é interpretar um texto;
como identificar as ideias de um texto; como reconhecer informações explícitas e implí-
citas; como avaliar conclusões, inferências e deduções concebidas a partir da leitura
dos textos; como reconhecer erros de extrapolação, de redução e de contradição.
Atenção às explicações e bons estudos!
Professor Adeildo Júnior
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CONCEITOS-CHAVES
TEXTO
É um conjunto de ideias organizadas e relaciona-
das entre si, formando um todo significativo capaz de pro-
duzir interação comunicativa (capacidade de codificar e
decodificar).
CONTEXTO
É um texto é constituído por diversas frases. Em
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-
se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições
para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa
interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que o re-
lacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma
frase for retirada de seu contexto original e analisada se-
paradamente, poderá ter um significado diferente da-
quele inicial.
INTERTEXTO
Comumente, os textos apresentam referências di-
retas ou indiretas a outros autores através de citações.
Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.
COMPREENSÃO DE TEXTO
A base conceitual da interpretação de texto é a
compreensão. A etimologia, ainda que não seja um re-
curso confiável para estabelecer o significado das pala-
vras, pode ser útil aqui, para mostrar a diferença entre
compreender e interpretar. “Compreender” vem de duas
palavras latinas: “cum”, que significa “junto” e “prehen-
dere” que significa “pegar”. Compreender é, portanto,
“pegar junto”. Essa ideia de juntar é óbvia em uma das
principais acepções do verbo compreender: ser composto
de dois ou mais elementos, ou seja, abarcar, envolver,
abranger, incluir.
Compreender um texto escrito significa, por tudo
isso, extrair a informação necessária da maneira mais efi-
ciente possível. Por exemplo, aplicamos diferentes estra-
tégias de leitura quando olhamos a página de classifica-
dos de um jornal à procura de um tipo particular de apar-
tamento e quando cuidadosamente lemos um artigo cien-
tífico de especial interesse. Entretanto, localizar o classifi-
cado relevante e compreender a nova informação contida
no artigo demonstra que o objetivo de leitura foi alcan-
çado com sucesso. No primeiro caso, um leitor competente
rapidamente rejeitará a informação irrelevante e encon-
trará o que está procurando. No segundo caso, não é su-
ficiente entender a ideia geral do texto: uma compreensão
mais detalhada é necessária. É, portanto, essencial levar
estes elementos em consideração.
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
O primeiro objetivo de uma interpretação de um
texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí,
localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações,
as argumentações, ou explicações, que levem ao esclare-
cimento das questões apresentadas na prova.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais
de uma argumentação, de um processo, de uma época
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os
quais definem o tempo).
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou
de diferenças entre as situações do texto.
3. Comentar – é relacionar o conteúdo apresentado com
uma realidade, opinando a respeito.
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundá-
rias em um só parágrafo.
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
Exemplo:
Título do texto Paráfrases
“O homem unido” A integração do mundo
A integração da humanidade
A união do homem
Homem + homem = mundo
A macharada se uniu (sátira)
INTERTEXTUALIDADE
A Linguística Textual, disciplina que aborda os es-
tudos sobre o texto, tem se dedicado bastante à análise
de um de seus grandes temas: a intertextualidade.
A intertextualidade ocorre quando um texto está
inserido em outro texto, podendo acontecer de maneira
implícita (sem citação expressa da fonte) ou explícita
(quando há citação da fonte do intertexto). Muitos compo-
sitores e escritores brasileiros utilizaram-se desse recurso,
elaborando um texto novo a partir de um texto já existente,
os chamados textos fontes, considerados fundamentais
em uma determinada cultura por fazerem parte da memó-
ria coletiva de uma sociedade.
Pensemos na estrutura da palavra intertextuali-
dade: o sufixo inter, de origem latina, refere-se a uma no-
ção de relação, dependência. Dessa forma, podemos di-
zer que a intertextualidade acontece quando os textos
conversam entre si, estabelecendo assim uma relação
dialógica, representada em citações, paródias ou pará-
frases. Sua importância é inquestionável para a leitura e
a produção de sentidos, pois realça o estudo da coerência
através do conhecimento declarativo ou através do conhe-
cimento construído a partir de nossas vivências.
Para conseguirmos perceber o intertexto e a poli-
fonia presente nas vozes do discurso, é necessária uma
ampla bagagem de leitura, o que permitirá a você, caro
leitor, ser capaz de realizar inferências e ligações entre
diferentes textos, seja na superfície, seja nas entrelinhas.
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Nesta seção, você encontrará diversos artigos relaciona-
dos com o tema, podendo, assim, aprimorar seus conhe-
cimentos.
CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR
Fazem-se necessários:
a) Conhecimento histórico-literário (escolas e gêneros li-
terários, estrutura do texto), leitura e prática;
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
texto) e semântico;
OBSERVAÇÃO – Na Semântica (significado das pala-
vras) incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e
conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de
linguagem, entre outros.
c) Capacidade de observação e de síntese e
d) Capacidade de raciocínio.
INTERPRETAR x COMPREENDER
Interpretar significa Compreender significa
- Reconhecer o que o texto
permite dizer.
- Explicar, comentar, julgar,
tirar conclusões, deduzir.
Tipos de enunciados
Através do texto, infere-se
que…
É possível deduzir que…
O autor permite concluir
que…
Qual é a intenção do autor
ao afirmar que…
De acordo com o texto, é cor-
reta ou errada a afirma-
ção…
Conclui-se / Deduz-se / In-
fere-se da leitura do texto
que...
- Reconhecer o que o texto
diz, explícita ou implicita-
mente.
- Intelecção, entendimento,
atenção ao que realmente
está escrito.
Tipos de enunciados:
O texto diz que…
É sugerido pelo autor que…
O narrador afirma...
Nas palavras do autor...
Segundo o autor,...
Para o autor...
Conclui-se / Deduz-se / In-
fere-se na leiturado texto
que...
ERROS DE INTERPRETAÇÃO
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
erros de interpretação. Os mais frequentes são:
a) Extrapolação (viagem)
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias
que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do
tema quer pela imaginação.
b) Redução
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de
ideias, o que pode ser insuficiente para o total do enten-
dimento do tema desenvolvido.
c) Contradição
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candi-
dato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, conse-
quentemente, errando a questão.
OBSERVAÇÃO – Muitos pensam que há a ótica do escritor
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova
de concurso qualquer, o que deve ser levado em conside-
ração é o que o AUTOR DIZ e nada mais.
COESÃO – é o emprego de mecanismo de sintaxe que re-
lacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através
de um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um
pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o
que se vai dizer e o que já foi dito.
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-
dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do
pronome oblíquo átono. Este depende da regência do
verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer
também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
semântico, por isso a necessidade de adequação ao an-
tecedente.
EXERCÍCIOS
TEXTO 1
A vírgula não foi feita para humilhar ninguém
Era Borjalino Ferraz e perdeu o primeiro emprego
na Prefeitura de Macajuba por coisas de pontuação. Certa
vez, o diretor do Serviço de Obras chamou o amanuense
para uma conversa de fim de expediente. E aconselhativo:
─ Seu Borjalino, tenha cuidado com as vírgulas.
Desse jeito, o amigo acaba com o estoque e a comarca
não tem dinheiro para comprar vírgulas novas.
Fez outros ofícios, semeou vírgulas empenadas
por todos os lados e foi despedido. Como era sujeito de
brio, tomou aulas de gramática, de modo a colocar as vír-
gulas em seus devidos lugares. Estudou e progrediu. Mais
do que isso, saiu das páginas da gramática, escrevendo
bonito, com rendilhados no estilo. Cravava vírgulas e cra-
ses como ourives crava as pedras. O que fazia o coletor
federal Zozó Laranjeira apurar os óculos e dizer com orgu-
lho:
─ Não tem como o Borjalino para uma vírgula e
mesmo para uma crase. Nem o presidente da República!
E assim, um porco espinho de vírgulas e crases,
Borjalino foi trabalhar, como escriturário, na Divisão de
Rendas de São Miguel do Cupim. Ficou logo encarregado
dos ofícios, não só por ter prática de escrever como pela
fama de virgulista. Mas, com dois meses de caneta, era
despedido. O encarregado das Rendas, funcionário sem
vírgulas e sem crases, foi franco:
─ Seu Borjalino, sua competência é demais para
repartição tão miúda. O amigo é um homem de instrução.
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É um dicionário. Quando o contribuinte recebe um ofício
de sua lavra cuida que é ordem de prisão. O Coronel Bal-
duíno dos Santos quase teve um sopro no coração ao ler
uma peça saída de sua caneta. Pensou que fosse ofensa,
pelo que passou um telegrama desaforado ao Senhor Go-
vernador do Estado. Veja bem! O Senhor Governador.
E por colocar bem as vírgulas e citar Nabucodono-
sor em ofício de pequena corretagem, o esplêndido
Borjalino foi colocado à disposição do olho da rua. Com
uma citação no Diário Oficial e duas gramáticas debaixo
do braço.
CARVALHO, José Cândido de. In: Os mágicos municipais.
Rio de Janeiro. José Olympio, 198. p. 44-5.
01. Com o trecho do 1º parágrafo “E aconselhativo:”,
percebe-se que
A) o chefe de Borjalino não tinha pretensões de prejudicá-
lo.
B) o superior de Borjalino era membro pertencente ao con-
selho da empresa.
C) Borjalino possuía um chefe autoritário e pouco conse-
lheiro.
D) em tom áspero, o chefe se dirigia a Borjalino, repreen-
dendo-o em todos os seus atos.
E) Borjalino era irreverente e pouco adepto aos conselhos
do chefe.
02. Através da passagem “Fez outros ofícios, semeou vír-
gulas empenadas por todos os lados...”, o autor demons-
tra que
A) de fato, Borjalino não era adepto ao uso dos sinais de
pontuação.
B) Borjalino redigia ofícios, sem dar importância às nor-
mas gramaticais da língua.
C) naquele momento da redação, Borjalino usou excessi-
vamente as vírgulas.
D) sempre redigia os ofícios utilizando, de forma escassa,
os sinais de pontuação.
E) Borjalino utilizava comedidamente os sinais de pontu-
ação.
TEXTO 2
Entre 11 de junho e 11 de julho de 2010, pessoas do
mundo inteiro assistirão aos jogos da Copa do Mundo de
Futebol. O evento será realizado pela primeira vez, no
continente africano, tendo a África do Sul como país-sede.
Apesar de o torneio durar apenas um mês, os preparativos
demoram anos e exigem muito esforço, tanto físico quanto
financeiro.
A escolha da África do Sul foi anunciada em maio
de 2004, quando o país derrotou Marrocos por quatorze
votos contra dez. Para a escolha, os 24 membros do Co-
mitê Executivo da FIFA (Federação Internacional de Fute-
bol) analisaram aspectos, como turismo, segurança, está-
dios, infraestrutura, transporte, rede hoteleira, entre ou-
tros. Geralmente, os países que organizam a Copa seleci-
onam 12 cidades-sede para abrigarem os jogos. Em vir-
tude de a África do Sul não ser uma potência econômica,
a FIFA permitiu a escolha de apenas nove cidades, sendo
que Johanesburgo terá dois estádios. As outras oito são:
Cidade do Cabo, Durban, Nelspruit, Polokwane, Rustem-
burgo, Pretória, Bloemfontein e Port Elizabeth.
Obras do principal estádio, o Soccer City, duraram três anos
O principal estádio do Mundial de 2010 é o Soccer
City (Cidade do Futebol, em português), que está locali-
zado em Johanesburgo. Ele foi construído em substituição
ao antigo FNB Stadium, ampliando a capacidade de 88
mil para 94.700 espectadores, tornando-se o maior do con-
tinente africano. As obras duraram três anos e custaram
cerca de 800 milhões de reais.
Historicamente, a localização do Soccer City é
bastante importante. Foi no antigo estádio que, em 1990,
Nelson Mandela fez o seu primeiro discurso após sair da
prisão. O outro estádio de Johanesburgo, o Ellis Park, per-
tence a um time de rugby. Em 1995, o Ellis Park recebeu a
final do mundial rugby, principal esporte do país, vencida
pela própria África do Sul e retratada por meio do filme
Invictus, em 2009. Este evento foi muito importante para a
integração racial, pois atraiu torcedores negros para um
esporte considerado de brancos.
03. Nesta COPA 2010, a Fifa adotou uma postura dife-
renciada em relação a outras copas mundiais que está
declarada na alternativa
A) “Para a escolha, os 24 membros do Comitê Executivo
da FIFA (Federação Internacional de Futebol) analisaram
aspectos, como turismo, segurança, estádios, infraestru-
tura, transporte, rede hoteleira, entre outros”.
B) “Em virtude de a África do Sul não ser uma potência
econômica, a FIFA permitiu a escolha de apenas nove ci-
dades, sendo que Johanesburgo terá dois estádios”.
C) “O principal estádio do Mundial de 2010 é o Soccer City
(Cidade do Futebol, em português), que está localizado
em Johanesburgo”.
D “Apesar de o torneio durar apenas um mês, os prepara-
tivos demoram anos e exigem muito esforço, tanto físico
quanto financeiro”.
E) “O evento será realizado pela primeira vez, no conti-
nente africano, tendo a África do Sul como país -sede”.
04. Sobre os dois estádios localizados em Johanes-
burgo, existe uma INFORMAÇÃO INCORRETA contidaem uma das alternativas abaixo. Assinale-a.
A) O Soccer City foi o lugar onde Nelson Mandela proferiu
seu primeiro discurso após a saída da prisão.
B) O Soccer City é o estádio mundial mais importante da
COPA 2010.
C) O Ellis Park é o maior estádio do continente africano.
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D) O Ellis Park pertence a um time de rugby.
E) O Soccer City substituiu o antigo FNB Stadium.
05. Sobre o texto 2, existe em uma das alternativas
abaixo uma mensagem que NÃO se encontra nele de-
clarada. Assinale-a.
A) Em 2004, a África do Sul foi escolhida como país -sede
para o mundial 2010, ao derrotar Marrocos por quatorze
votos contra dez.
B) É a primeira vez que a copa do futebol se realizará no
continente africano.
C) Vários esforços, tanto físicos como financeiros, são dis-
pendidos para a realização da Copa Mundial.
D) Para a realização da Copa Mundial 2010, o Comitê da
FIFA, formado por 21 membros, analisou, apenas, ques-
tões ligadas à segurança e ao transporte.
E) Em 2009, o filme Invictus retratou a final mundial de
rugby, realizada no ano de 1995.
TEXTO 3
João, Francisco, Antônio
João, Francisco, Antônio põem-se a contar-me a
sua vida. Moram tão longe, no subúrbio, precisam sair tão
cedo de casa para chegar pontualmente a seu serviço. Já
viveram aglomerados num quarto, com mulher, filhos, a
boa sogra que os ajuda, o cão amigo à porta... A noite
deixa cair sobre eles o sono tranquilo dos justos. O sono
tranquilo que nunca se sabe se algum louco vem destruir,
porque o noticiário dos jornais está repleto de aconteci-
mentos inexplicáveis e amargos.
João, Francisco, Antônio vieram a este mundo,
meu Deus, entre mil dificuldades. Mas cresceram, com os
pés descalços pelas ruas, como os imagino, e os prováveis
suspensórios - talvez de barbante - escorregando-lhes pe-
los ombros. É triste, eu sei, a pobreza, mas tenho visto ri-
quezas muito mais tristes para os meus olhos, com vidas
frias, sem nenhuma participação do que existe, no mundo,
de humano e de circunstante. (...)
João, Francisco, Antônio amam, casam, acham
que a vida é assim mesmo, que se vai melhorando aos
poucos. Desejam ser pontuais, corretos, exatos no seu ser-
viço. É dura a vida, mas aceitam-na. Desde pequenos, so-
zinhos sentiram sua condição humana e, acima dela, uma
outra condição a que cada qual se dedica, por ver depois
da vida a morte e sentir a responsabilidade de viver.
João, Francisco, Antônio conversam comigo, vesti-
dos de macacão azul, com perneiras, lavando vidraças,
passando feltros no assoalho, consertando fechos de por-
tas. Não lhes sinto amargura. Relatam-se, descrevem as
modestas construções que eles mesmos levantaram com
suas mãos, graças a pequenas economias, a algum favor,
a algum benefício. E não sabem com que amor os estou
escutando, como penso que este Brasil imenso não é feito
só do que acontece em grandes proporções, mas destas
pequenas, ininterruptas, perseverantes atividades que se
desenvolvem na obscuridade e de que as outras, sem as
enunciar, dependem.
Por isso, as enuncio, porque sei que, na sombra, se
desenvolve este trabalho humilde de Antônio, Francisco,
João.
(Cecília Meireles. Janela mágica. São Paulo, Moderna, 1983.)
06. Pela compreensão do texto, podemos inferir que
I. os personagens que dão título ao texto são pessoas po-
bres que, desde a infância, enfrentam dificuldades para
sobreviver.
II. João, Francisco, Antônio mesmo entre mil dificuldades
não são pessoas infames.
III. os personagens, à noite, dormem sempre inquietos, em-
bora nunca saibam se o despertar será perturbado por de-
linquentes que moram no subúrbio.
IV. João, Francisco, Antônio são pontuais e responsáveis
no trabalho, já que chegam muito cedo.
Somente está CORRETO o que se afirma em
A) I.
B) II.
C) I e II.
D) I e III.
E) I e IV.
07. Sobre João, Francisco, Antônio, é INCORRETO afir-
mar que
A) chegam pontualmente todos os dias ao trabalho.
B) erguem suas residências modestas com suas próprias
mãos.
C) não perderam a humanidade nem a dignidade.
D) não exteriorizam tristeza por viver em meio às adversi-
dades.
E) representam milhares de brasileiros que, sem tristezas
nem reclamações, sobrevivem.
TEXTO 4
Saímos, eu, Pharoux e Cortines, pelos corredores
escuros do Lar Onze de Maio. Pharoux leva na mão o es-
tilete de aço. Seu único olho brilha forte; ele está tenso,
mas tem um ar profissional de quem sabe o que fazer. Va-
mos para a outra ala, subimos um andar. O Lar está tran-
quilo, mas se ouve o som das televisões funcionando. Su-
bimos uma escadinha. É a torre do Diretor. Chegamos a
uma porta.
É aqui, diz Pharoux.
Pharoux tira um arame do bolso, ajoelha-se. Du-
rante um longo tempo enfia e tira o arame do buraco da
fechadura. Ouve-se o barulho da lingueta correndo no
caixilho.
Pharoux sorri. Vamos entrar. Mas a porta não
abre. Deve estar trancada por dentro.
Num impulso bato na porta, com força.
Nada acontece.
Bato novamente.
Do lado de dentro ouvimos a voz irritada do Dire-
tor.
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O que é?
Senhor Diretor, digo com voz meio abafada, uma
emergência.
O Diretor abre a porta. Pharoux agarra-o, Cortines
segura-o pelo pescoço, numa gravata. Pharoux pica com
o estilete o rosto do Diretor, fazendo brotar uma gota de
sangue.
FONSECA, Rubem. O cobrador. In: OLIVEIRA, Clenir Bellezi de.
Arte Literária Portugal Brasil. São Paulo: Moderna, s.d. p. 605.
08. De acordo com o texto, assinale a alternativa cor-
reta.
A) Duas realidades são apresentadas paralelamente,
sendo a segunda detalhada pelo narrador à maneira de
uma cena cinematográfica com recuos temporais iguais.
B) Duas realidades similares são apresentadas pelo nar-
rador; a primeira delas ocupa um espaço insignificante
da narrativa em detrimento da segunda que ganha força
narrativa.
C) Duas realidades são focadas pelo narrador; a primeira
mostra a situação de marginais dominados pela vin-
gança contra o sistema social, enquanto a segunda apre-
senta o poder sendo rechaçado.
D) Uma das realidades apresentadas pelo narrador
cresce em reflexão sobre o sistema carcerário, enquanto
a outra perde força de narratividade devido à concisão de
linguagem.
E) Uma das realidades do texto se omite a verdade sobre
a aplicação da justiça nos presídios; por sua vez, a outra
é apresentada em discurso direto livre tradicional.
TEXTO 5
INCLUSÃO DIGITAL, PROGRAMA DE ÍNDIO
CONECTADO À WEB
ILHÉUS (Bahia) – Quem visitar a Aldeia de Itapoã
em Olivença, distrito de Ilhéus, cidade do sul da Bahia, lo-
calizada a 465 quilômetros de Salvador, vai encontrar ín-
dios que frequentam escolas, surfam nas praias ilheenses
e navegam na Internet. Se essa imagem não era possível
há alguns anos, hoje faz parte da realidade de grande
parte das tribos indígenas.
Na aldeia de Itapoã, as residências são de taipa,
mas os telhados, de amianto. Em vez de fogueiras, energia
elétrica. Não foi apenas o urbanismo e outras facilidades
do mundo moderno que invadiram as aldeias indígenas.
Hoje, a inclusão digital também é realidade.
Sete nações indígenas estão em processo de inclu-
são digital por meio do site Índios On Line (www.in-
dios.org.br), um portal de diálogo intercultural.
O site Índios On Line é uma forma de fazer com
que o próprio índio seja o seu historiador, fotógrafo e seu
próprio jornalista”, afirma Jaborandy Yandé, índio tupi-
nambá de Olivença e um dos coordenadores do projeto.
Para o gestor da rede, Alexandre Pankararu, do
Estado de Pernambuco, o site é uma grande conquista
para os índios. “Só o fato de a gente mostrar nossa cara,
comoa gente vive hoje, já é uma grande mudança na
forma como as pessoas nos olham”, diz Alexandre Panka-
raru.
Oliveira, Camila. Agência A Tarde. Jornal do Commercio. Caderno C.
28 de março de 2010. p.16.
09. Após a leitura do texto, percebe-se que
A) a autora buscou tecer comentários que, apenas, refle-
tissem o comportamento do índio face à era digital.
B) em diversas passagens, produz comparações entre di-
versas tribos indígenas.
C) a pretensão da autora é a de transmitir ao leitor algu-
mas das mudanças vivenciadas pelo indígena no mundo
moderno.
D) o índio é um ser dotado de espírito passivo, desprovido
de sentimentos de ambição.
E) a tecnologia é algo de pouca importância para o povo
indígena.
10. Segundo o texto, na atualidade, as aldeias indíge-
nas têm vivenciado algumas transformações. Assinale
a alternativa que contém algumas delas mencionadas
no texto 5.
A) Residências de taipa, índios surfistas.
B) Telhados de amianto, fogueiras.
C) Índios na escola, residências de taipa.
D) Urbanismo e inclusão digital.
E) Inclusão digital e fogueiras.
11. Em relação ao site Índios On Line, é CORRETO afir-
mar que ele
A) denota um retrocesso para a vida indígena.
B) representa uma relevante conquista para o povo indí-
gena.
C) precisa constantemente da presença de historiadores
e fotógrafos para se manter vivo.
D) é um meio de divulgar as mudanças ocorridas apenas
entre os índios Pankararu.
E) revela aspectos indígenas concernentes ao século pas-
sado.
TEXTO 6
O silêncio já se tornou para mim uma necessidade
física espiritual. Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da
depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após
havê-lo praticado por certo tempo, descobri, todavia, seu
valor espiritual. E de repente dei conta de que eram esses
momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus.
Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio.
(Mahatma Gandhi)
12. Gandhi fez uma significativa descoberta que está
contida em uma das alternativas abaixo. Assinale-a.
A) Em convívio com outras pessoas, poderia delas apren-
der mais sobre a vida.
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B) A depressão é algo momentâneo que exige comunica-
ção plena com outras pessoas.
C) O silêncio impedia-o de crescer diante de Deus, porque
deixava de conviver com os outros.
D) O valor das coisas depende da realidade de cada um.
E) O valor espiritual do silêncio: através dele, percebeu
uma melhor comunicação com Deus.
13. Uma das alternativas contém uma mensagem que
NÃO está declarada no texto 6. Assinale-a.
A) Gandhi vivenciava momentos depressivos.
B) Nos momentos de depressão, Gandhi buscava a com-
panhia dos amigos para dialogar e aliviar o sofrimento.
C) Em determinadas fases da depressão, Gandhi recorria
à escrita para aliviar a dor.
D) Gandhi percebeu o valor espiritual do silêncio como
um meio de se aproximar de Deus.
E) Gandhi passou a reconhecer o silêncio como uma ne-
cessidade física espiritual.
TEXTO 7
Suape, ao contrário do que muita gente pensa,
não é uma sigla. Ele remonta à língua dos índios Caetés
da tribo tupi-guarani da região, que usava a palavra para
designar os “caminhos sinuosos” da região, atravessada
pelos rios Massangana, Ipojuca e Tatuoca.
Os atrativos que fazem do porto algo viável para
os investidores nacionais e estrangeiros são inúmeros. A
localização privilegiada permite às empresas escoarem e
receberem produtos através das rotas que levam a mais
de 160 portos no mundo todo, sem falar nos investimentos
em pesquisas, promovidas pelas universidades da região,
que buscam o desenvolvimento e a modernização da pro-
dução.
Disponível no site www.pe360graus.globo.com
14. Segundo o texto,
A) o termo Suape é uma sigla utilizada para denominar
caminhos sinuosos.
B) a região de Suape se apresenta geograficamente
plana, desprovida de acidentes geográficos relevantes.
C) Suape é área imprópria a pesquisas e grandes inves-
timentos.
D) as universidades próximas a Suape têm o propósito de
desenvolver e modernizar a produção.
E) são insignificantes os atrativos existentes em Suape.
15. Assinale a alternativa que contém uma mensagem
NÃO contida no texto 7.
A) A região de Suape era atravessada pelos rios Massan-
gana, Ipojuca e Tatuoca.
B) Suape tem conexão com um contingente de 160 portos
do mundo inteiro.
C) A região de Suape é alvo de interesse apenas para os
investidores estrangeiros.
D) As universidades que cercam a região de Suape reali-
zam diversas pesquisas na região.
E) A localização de Suape permite a importação e expor-
tação de produtos a um montante de 160 portos no mundo
inteiro.
TEXTO 8
BRASIL, MOSTRA TUA CARA
(...)
A parte que nos coube no latifúndio dessas rela-
ções foi um projeto econômico incapaz de integrar à cida-
dania massas excluídas de um consumo ao menos de-
cente. E a crença míope de que reduzir juros e corrigir
câmbio poderia ser feito antes de se desorganizar o sis-
tema produtivo nacional; de que a integração crescente
do país ao mercado de economia mundial seria suficiente
para assegurar nosso desenvolvimento; de que o fata-
lismo histórico seria suficiente para nos converter em
grande potência.
Um pedaço do país crescentemente se integra na
economia e na cultura dos países ricos, enquanto o outro
pedaço batalha pela sobrevivência diária. Somos ao
mesmo tempo modernos e atrasados, ricos e carentes, au-
tossuficientes e dependentes. Pensar o futuro, por tudo
isso, deveria ter como referência básica a inclusão. Inclu-
são tecnológica e econômica, é certo. Mas, também, so-
cial. Só que perdemos, como povo, o sentimento do cole-
tivo. E o amanhã é incerto.
Nosso futuro tem como cenário um choque de rea-
lismo nas sociais-democracias do primeiro mundo, a dete-
rioração da economia socialista no segundo mundo, e o
fim do ciclo nacional-desenvolvimentista no terceiro
mundo, sem que se saiba bem se caminharemos em dire-
ção à consumação da globalização, a integrações regio-
nais, ou mesmo, a algum tipo de retorno aos nacionalis-
mos.
Chegamos a um novo tempo. E há razões para oti-
mismo. É preciso que a razão vença o preconceito. Que a
confiança no futuro vença a nostalgia do passado. Que o
fazer bem vença as (apenas) boas intenções. Que o ho-
mem, barro trágico rareado de estrelas, reine imponente e
majestoso sobre o mercado, a força bruta, os pequenos in-
teresses e tudo o mais quanto exista neste vasto e insen-
sato mundo. Para todo o sempre. Amém.
FILHO, José Paulo Cavalcanti. In: Escritas Atemporais.
Ed.Bagaço. Recife, 200.p.1 Adaptado.
16. No trecho compreendendo A parte que nos coube até
E o amanhã é incerto,
A) o autor se reporta a um passado e à rica herança dei-
xada para toda a população brasileira.
B) o autor aponta uma série de procedimentos que resul-
tariam em benefícios ao país.
C) de linguagem vulgar, o texto agride o leitor, causando,
até mesmo, repúdio.
D) inexistem meios ou procedimentos que restaurem a
“saúde” do nosso país.
9 professor@adeildojunior.com.br 98 9 8197 8782
E) há uma comparação entre o hoje e o futuro do país.
17. No segundo trecho do texto 8, o autor declara
A) a necessidade de haver inclusão como forma de proje-
tar um futuro otimista ao país.
B) que o país não apresenta diferenças que ameaçam o
progresso da nação.
C) que ao país falta organização e disciplina quanto à
distribuição das tarefas.
D) ser radicalmente contrário à inclusão social no país.
E) que o sentimento de coletividade é transbordante em
todo o país.
18. Com o último trecho, o autor nos transmite
A) a visão de um horizonte de cenários pessimistas e trá-
gicos a toda a nação.
B)a importância de desacreditar em mudanças profícuas
ao país.
C) que o tempo de nostalgia é algo que se perpetuará no
futuro.
D) a necessidade de não sermos solidários aos dirigentes
da nação.
E) uma visão otimista para a realidade de vida dos brasi-
leiros.
19. Ainda no último trecho, percebe-se o quanto o autor
A) depreciou o homem em toda a sua essência.
B) valorizou o homem como elemento vital promotor de
mudanças benéficas a todo o contexto nacional.
C) repudiou o indivíduo, por julgá-lo incapaz de promover
mudanças.
D) enfatizou as diferenças sociais e a impossibilidade de
se viabilizarem mudanças.
E) enalteceu o homem e todo o seu potencial para desin-
tegrar relações sociais.
20. Com o trecho “Chegamos a um novo tempo”, en-
tende-se que
A) todo o cenário mantém-se inalterado.
B) o passado caminha atrelado ao presente, sem existi-
rem mudanças.
C) se trata de uma nova fase, numa perspectiva otimista.
D) o futuro não vislumbra horizontes “azuis” à população
envolvida.
E) o tempo novo se preocupará em imitar sempre o tempo
velho.
TEXTO 9
Disponível em: www.facebook.com.
21. Para Shakespeare,
A) é rápida a percepção humana de que as amizades
são essenciais apenas durante uma determinada fase
de nossas vidas.
B) ao homem cabe delimitar o período de manter ou não
as amizades em suas vidas.
C) o essencial na vida não é o lado material, e sim, o hu-
mano.
D) a velhice é o momento de resgatar os bens materiais
que nos são preciosos.
E) nem sempre nos apercebemos das pessoas que nos
são gratas.
22. Existe em uma das alternativas, uma ideia NÃO de-
clarada no texto 9. Assinale-a.
A) Para serem sólidas, as amizades precisam ser manti-
das a distância.
B) Com o tempo, entendemos que, mesmo distantes, as
amizades se mantêm.
C) Compreendemos quando amadurecemos que o tempo
é incapaz de separar amizades.
D) Na vida, o essencial são as pessoas que fazem parte
de sua vida.
E) Os objetos e as coisas não são essenciais na sua vida.
TEXTO 10
A praga das mensagens indesejadas
Quem quer que utilize o correio eletrônico ou na-
vegue na Internet sabe o quanto é irritante o recebimento
de mensagens não solicitadas, geralmente de caráter co-
mercial, às vezes infestadas por programas maliciosos,
destinados à apropriação de dados para fins fraudulen-
tos. Pois agora essa praga se espalha pelos telefones ce-
lulares. Spam, como é conhecida mundialmente essa prá-
tica, provém do termo inglês span, que, na sua forma ver-
bal, tem o significado de ‘estender ao redor, propagar’. Os
internautas atribuem à expressão o sentido da emissão
de mensagens comerciais em profusão, seja pelo correio
eletrônico (e-mail), seja pelos programas de comunicação
instantânea, ou pela abertura automática de janelas nas
páginas da teia de navegação (web), nos canais de con-
versação (chats) e nos celulares, por meio de mensagens
de texto (sms).
Nos Estados Unidos, essa última modalidade de
spam, as mensagens indesejadas de texto para celulares,
começa a causar maior preocupação, pois, ao incoveni-
ente da perda de tempo com a abertura e a exclusão,
soma-se o prejuízo financeiro, já que algumas operadoras
cobram por sms recebido. O problema é que esse meio
passou a ser maciçamente usado para propaganda. Den-
tre os danos causados pelo recebimento maciço de men-
sagens indesejadas pelo ceclular contam-se, ainda, o ru-
ído decorrente de repetidos alarmes sonoros e o preenchi-
mento do espaço de armazenamento de dados no apare-
lho, causando, se atingido o limite máximo, o travamento
de funções. É inegável, portanto, que essa prática dos
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emitentes de mensagens comerciais causa prejuízos aos
destinatários e se reveste, pelo menos, de imprudência.
(...)
Mas o usuário do celular tem ao seu dispor o po-
der de acionar a Justiça para cobrar do emitente da men-
sagem e da empresa de telefonia, em caso de recusa em
bloquear o envio de mensagens comerciais não solicita-
das, a reparação de danos materiais e morais, estes pelo
sofrimento acarretado pelo recebimento de spam. (...)
Além disso, a Polícia Federal tem instaurado diversos in-
quéritos para apurar a invasão de computadores para ob-
tenção de senhas e dados dos usuários com o intuito de
realizar saques em contas bancárias ou a utilização de
cartões de créditos clonados.
Já são dezenas de processos penais em curso,
com acusados presos, mas a prática continua se alas-
trando. O internauta pode colaborar na repressão desses
crimes, comunicando à autoridade policial o recebimento
de mensagens suspeitas. O endereço eletrônico disponí-
vel para informação dessa natureza é o da Divisão de Co-
municação Social do DPF: dcs@dpf.gov.br
Lázaro Guimarães. Diário de Pernambuco,
25 de maio de 2008, p. A15. Adaptado.
23. Do ponto de vista temático, o texto 10 aborda, priori-
tariamente:
A) as mais recentes novidades tecnológicas na área da
telefonia celular.
B) as ações que podem ser impetradas por internautas,
na Polícia Federal.
C) o prejuízo financeiro e moral dos usuários de celulares,
nos Estados Unidos.
D) as medidas necessárias para os internautas nunca re-
ceberem spams.
E) as consequências, para o usuário, do envio de mensa-
gens não desejadas.
24. É correto afirmar que o texto 10 tem, como principais
funções:
A) atestar e criticar.
B) comentar e informar.
C) prescrever e ensinar.
D) explicar e avaliar.
E) instruir e contestar.
25. Acerca da organização geral do Texto 10, analise o
que se afirma a seguir.
I. No primeiro parágrafo, o autor traça um panorama do
assunto a ser tratado, de maneira que o tema fica, aqui,
claramente introduzido.
II. No segundo parágrafo, o autor introduz um ponto de
vista contrário ao que havia apresentado anteriormente,
para poder, em seguida, cotejar posicionamentos distin-
tos.
III. Nos dois últimos parágrafos, o autor aponta caminhos
por meio dos quais os leitores podem defender-se em re-
lação ao problema apresentado ao longo do texto.
IV. O Texto 10 é um bom exemplo de texto inconcluso, ou
seja, podemos perceber, nele, pistas explícitas de que ele
terá uma continuação.
Estão corretas:
A) I, II, III e IV.
B) I e II, apenas.
C) I e III, apenas.
D) II e III, apenas.
E) II e IV, apenas.
26. Assinale a alternativa que corresponde ao sentido
do título do texto 10.
A) As mensagens indesejadas são uma praga.
B) Há praga nas mensagens indesejadas.
C) É indesejado receber praga nas mensagens.
D) Mensagens com praga são indesejáveis.
E) Nas mensagens, a praga é indesejada.
“Além disso, a Polícia Federal tem instaurado di-
versos inquéritos para apurar a invasão de computadores
para obtenção de senhas e dados dos usuários com o in-
tuito de realizar saques em contas bancárias ou a utiliza-
ção de cartões de créditos clonados.”
27. A análise das relações lógico-semânticas desse tre-
cho nos permite afirmar corretamente que, nele, preva-
lecem as relações de:
A) causa.
B) tempo.
C) finalidade.
D) adição.
E) condição.
“Quem quer que utilize o correio eletrônico ou na-
vegue na Internet sabe o quanto é irritante o recebimento
de mensagens não solicitadas”.
28. Nesse trecho, o segmento destacado tem o mesmo
sentido de:
A) se alguém deseja utilizar.
B) qualquer pessoa que utilize.
C) quando alguém utiliza.
D) depois de utilizar.
E) ao se utilizar.
TEXTO 11
Como não se tornar um spammer
Muitas pessoas, mesmo sem perceber, em algum
momento já enviaram uma corrente da sorte, uma lenda
urbana ou algo parecido. Para não se tornar um spam-
mer, mesmo entre amigos, é importante respeitar algu-
mas dicas, como seguir as normas da etiqueta (Neti-
queta); procurar informaçõesa respeito dos diversos e-
mails que você receber, para não correr o risco de reini-
ciar a propagação de lendas urbanas ou boatos; antes de
enviar um e-mail, refletir se seu conteúdo será útil ou de
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interesse do grupo para o qual pretende remetê-lo; não
usar listas de mala direta ou particulares de amigos de
terceiros para enviar propaganda ou quaisquer divulga-
ções pessoais e procurar refletir antes de repassar e-mails
suspeitos, tais como: boatos, lendas urbanas e, até
mesmo, golpes. A regra geral é: na dúvida, não envie.
Disponível em: http://www.antispam.br.
Acesso em 30-05-2008. Adaptado.
29. As informações dos Textos 10 e 11 nos ajudam a in-
ferir que ‘spammer’ significa:
A) alguém que já enviou uma corrente da sorte, uma
lenda urbana ou algo parecido.
B) um internauta que, com freqüência, recebe spam via
mensagens comerciais em profusão.
C) o usuário do celular que não sabe como acionar a Jus-
tiça, em caso de receber spam.
D) alguém que, entre amigos, não costuma seguir as nor-
mas de etiqueta da Net.
E) alguém que envia spam em suas mensagens, ainda
que sem a intenção de fazê-lo.
30. O Texto 11 nos permite concluir que, para não se tor-
nar um spammer, uma pessoa deve ser, principalmente:
A) tranquila.
B) capacitada.
C) respeitadora.
D) prudente.
E) sensível.
TEXTO 12
HISTÓRIA DA CIDADE DE GOIANA
Inicialmente habitado por índios Caetés e Poti-
guares, a fundação do município de Goiana é anterior a
1570. (...) Nela aconteceu a Epopeia das Heroínas de Te-
jucupapo.
Este último acontecimento teve início, em 1645,
quando invasores holandeses, ameaçados pela Insurrei-
ção Pernambucana, liderada por André Vidal de Negrei-
ros, refugiaram-se no Forte Orange, em Itamaracá. (...)
Com a umidade do local, foram acometidos pelo escor-
buto, doença causada pela falta de vitamina C no orga-
nismo.
A solução era ir até a Vila de Tejucupapo, em Goi-
ana, onde os cajueiros da região, que eram utilizados
como remédio para a doença, estavam em fase de frutifi-
cação. Comandados pelo Almirante Lichthant, cerca de
600 holandeses partiram, pelo mar, em direção ao local.
Para se defenderem da invasão, os cem homens que ha-
bitavam Tejucupapo montaram uma trincheira, levando
mulheres e crianças para a luta.
Durante o confronto, 23 holandeses foram mortos,
despertando a fúria dos inimigos. Percebendo a superio-
ridade holandesa, Maria Camarão, de crucifixo em pu-
nho, percorreu a vila convocando as mulheres a pegarem
em armas e ajudarem os homens na luta contra as tropas
inimigas. No dia 24 de abril de 1646, munidas de paus,
pedras, panelas, pimenta e água fervente, as mulheres de
Tejucupapo venceram os holandeses que ameaçavam
suas terras e famílias.
O episódio marcou a história brasileira como uma
das poucas batalhas a envolver a participação coletiva
de mulheres.
Administrativamente, o município é formado pelos
distritos sede, Pontas de Pedra e Tejucupapo, além dos
povoados de Frecheiras, Melões, Gambá, Ibeapicu, Barra
de Catuama, Atapuz, Carne de Vaca, São Lourenço e
Carrapicho.
Anualmente, no dia 05 de maio, Goiana come-
mora a sua emancipação política. O padroeiro da cidade
é São Sebastião.
(Fonte: http//www.ferias.tur.br/informações/5261/goiana-pe.html.
Acesso em 03/07/2010)
31. “A Epopeia das Heroínas de Tejucopapo”, mencio-
nada no primeiro parágrafo do texto 12, estabelece re-
lações referenciais com os seguintes termos:
A) a Insurreição Pernambucana (parágrafo 2); o confronto
(parágrafo 4); o episódio da história brasileira (parágrafo
5).
B) a Insurreição Pernambucana (parágrafo 2); a fúria dos
inimigos (parágrafo 4); o episódio da história brasileira
(parágrafo 5).
C) a Insurreição Pernambucana (parágrafo 2); Maria Ca-
marão (parágrafo 4); o episódio da história brasileira (pa-
rágrafo 5).
D) a luta (parágrafo 3); o confronto (parágrafo 4); o episó-
dio da história brasileira (parágrafo 5).
E) a luta (parágrafo 3); a fúria dos inimigos (parágrafo 4);
o episódio da história brasileira (parágrafo 5).
32. O segundo parágrafo do texto 12 é marcado pelo tipo
textual:
A) argumentativo
B) descritivo
C) dialógico
D) injuntivo
E) narrativo
TEXTO 13
Mulher (Erasmo Carlos)
Composição: Erasmocarlos – Narinha
Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...
Vejam como é forte
A que eu conheço
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Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...
Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...
O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...
Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção
Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...
33. O diálogo entre os textos 12 e 13 implica uma relação
que retrata o forte perfil feminino, respectivamente, na:
A) atuação da mulher em Goiana x atuação da mulher
na escola
B) atuação da mulher na Insurreição Pernambucana x
atuação da mulher na composição da canção
C) atuação da mulher na invasão holandesa x atuação
da mulher na relação matrimonial
D) atuação da mulher na luta contra a doença x atuação
da mulher no ato de dar luz
E) atuação da mulher na luta territorial x atuação da mu-
lher na luta doméstica
34. Com o uso do verbo no modo imperativo, o autor do
texto 13 procura chamar a atenção dos interlocutores.
Esse contato pode ser identificado no fragmento:
A) “Dizem que a mulher/ É o sexo frágil” (primeira estrofe).
B) “ Vejam como é forte/ A que eu conheço” (segunda es-
trofe).
C) “ Quero uma mulher só minha” (terceira estrofe).
D) “O outro já reclama/ A sua mão” (quarta estrofe).
E) “Mulher! Mulher!/ Na escola/ Em que você foi/ Ensina/
Jamais tirei um 10” (sexta estrofe).
35. As elipses constituem recursos muito utilizados com
a finalidade de não explicitar tudo que se quer dizer. No
enunciado “Vejam como é forte/ A que eu conheço”
(texto 13), o termo elíptico é:
A) força
B) mentira
C) mulher
D) rotina
E) sapiência
36. Os versos da música (texto 2) que melhor correspon-
dem semanticamente ao fato de o autor reconhecer que
não tem força suficiente para se igualar à mulher é:
A) “Dizem que a mulher/ É o sexo frágil/ Mas que mentira/
Absurda!”
B) “Na escola/ Em que você foi/ Ensinada/ Jamais tirei um
10”
C) “Quatro homens dependentes e carentes da força da
mulher...”
D) “Sou forte/ Mas não chego/ A seus pés...”
E) “Sua sapiência/ Não tem preço”
37. O gênero textual canção faz parte do acervo cultural
artístico da sociedade e se destina a uma determinada
função comunicativa. Nesse sentido, a letra musical da
canção de Erasmo Carlos (texto 13) comunica:
A) crítica social
B) curiosidadeC) denúncia
D) idealismo
E) sentimento
TEXTO 14
Retrato da indiferença
Com o foco dos debates sobre resíduos urbanos
centrado na reciclagem, pouca atenção se tem dado a ou-
tra enorme - e perigosa - montanha de sujeira: os restos
de alimento que vão para a lixeira. Dados recentemente
divulgados pela FAO, o órgão das Nações Unidas que
trata de alimentação e agricultura, mostram que a cada
ano 1,3 bilhão de toneladas de comida, cerca de um terço
de tudo o que se produz, são perdidas ou por manipula-
ção indevida, ou por ser jogadas fora.
No Brasil, são mais de 25 milhões de toneladas de
alimentos que vão parar no lixo todo ano, montante equi-
valente a 12 bilhões de reais e suficiente para alimentar
30 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, desperdiça-
se ainda mais: a EPA, agência de proteção do meio am-
biente, calcula que 30 milhões de toneladas de comida
sejam eliminadas – de longe a maior parcela dos resíduos
sólidos, em peso. Nas grandes cidades, os latões de res-
taurantes estão sempre lotados.
13 professor@adeildojunior.com.br 98 9 8197 8782
Por mais espantosos que sejam os números ape-
nas pelo desperdício, restos de comida têm outro efeito
deletério: lançados nos aterros, alimentos em geral se
biodegradam, mas em contrapartida produzem gás me-
tano, um dos grandes responsáveis pelo efeito estufa (23
vezes mais danoso do que o gás carbônico). Uma ma-
neira simples de reverter o desperdício seria o encami-
nhamento dos restos aproveitáveis para comunidades ca-
rentes, prática pouco usada. Outra é a compostagem,
como é chamado o conjunto de técnicas para transformar
resto de comida em adubo, também pouco praticada - nos
Estados Unidos, a reciclagem de alimentos por este e ou-
tros métodos é de 2% do lixo total.
BYDLOWSKI, Lizia, Veja, edição especial
– Sustentabilidade, dez. 2011. Adaptado.
38. Após a leitura do texto 14, pode-se afirmar que ele:
1) expõe a indiferença pela destinação dos restos de ali-
mentos.
2) apresenta dados que comprovam o enorme desperdício
de alimentos.
3) aponta o Brasil como o país mais esbanjador de ali-
mentos.
4) sugere inusitadas soluções para reverter o desperdício
de alimentos.
5) apresenta o percentual de reciclagem de alimentos nos
Estados Unidos
Está correto apenas o que se afirma em:
A) 1, 2 e 4.
B) 2, 3 e 4.
C) 1, 2, 3 e 5.
D) 1, 3, 4 e 5.
E) 1, 2 e 5.
39. A expressão ”outro efeito deletério” (l.14), refere-se
à:
A) biodegradação dos alimentos.
B) produção de gás metano.
C) elevação do efeito estufa.
D) transformação de alimentos em adubo.
E) nova técnica de reaproveitamento.
TEXTO 15
De náufrago a milionário da reciclagem
Quando o vietnamita Thái Quang Nghiã chegou
ao Brasil, em fevereiro de 1979, não entendia nem falava
uma única palavra em português. Meses antes, ele fora
resgatado em alto-mar no Sudeste Asiático por um navio
da Petrobras. Thái decidiu fugir de sua terra natal para
escapar da perseguição do governo comunista. "Falei mal
do regime e fui parar no campo de concentração", diz.
Com o exílio concedido pelo Brasil, o vietnamita abrigou-
se em uma favela no Rio de Janeiro. Ele partiu logo depois
para São Paulo, onde viveu de pequenos bicos em várias
empresas.
Sua vida mudou quando recebeu algumas má-
quinas de costura como garantia de um empréstimo que
não fora pago por uma colega de trabalho. Thái passou
a fabricar bolsas. O negócio cresceu de tal forma que ele
teve a ideia de produzir calçados a partir de pneus, seme-
lhantes aos que eram usados pelos combatentes na
Guerra do Vietnã. Thái fundou a Goóc, que produz 300
milhões de pares de sandália por ano usando 800000 qui-
los de pneus velhos, principalmente de caminhões. Em
2009, o faturamento da companhia foi de 30 milhões de
reais.
BARRUCHO, Luís Guilherme, Veja,
Edição especial – Sustentabilidade, dez. 2011. Adaptado
40. A história acima, veiculada na revista Veja, tem
como finalidade:
A) incentivar a vinda de vietnamitas para o Brasil.
B) estimular a reciclagem de pneus dos caminhões.
C) recomendar o bom negócio da reciclagem de lixo.
D) mostrar o coreano como exemplo de empresário.
E) dar exemplo de negócio sustentável e muito rentável.
41. Após a leitura do texto, é correto afirmar que o asiá-
tico Thái Quang Nghiã:
A) foi expulso de seu país por ter ideias comunistas.
B) veio para o Brasil pensando ser empresário.
C) fabricou bolsas a partir de pneus de caminhão.
D) mudou sua vida com um empréstimo de um colega.
E) tornou-se milionário com a reciclagem de pneus.
42. A empresa criada pelo vietnamita é exemplo de de-
senvolvimento:
A) confiável.
B) sustentável.
C) biodegradável.
D) responsável.
E) inviável.
43. “(...)viveu de pequenos bicos (...)” é o mesmo que “vi-
veu de...
A) favores.
B) caridade.
C) biscates.
D) préstimos.
E) Benefícios.
TEXTO 16
O retorno dos brasileiros
Ao final do século XX, alterou-se o fluxo migratório
no Brasil: ao invés de receber a força de trabalho dos imi-
grantes (o que sempre ocorreu e possibilitou a formação
multiétnica do nosso povo), o País passou a exportar mão-
de-obra. Na década de 80, por causa da recessão econô-
14 professor@adeildojunior.com.br 98 9 8197 8782
mica, acompanhada de elevada inflação, poucas oportu-
nidades de trabalho e baixos salários, estima-se que 2,6
milhões de cidadãos emigraram, número que aumentou
gradualmente, até chegar nossa “diáspora” a cerca de
2% da população total.
Em anos recentes, porém, com o crescimento da
economia brasileira, aliado às crises que afetam os polos
de desenvolvimento mundial, o número de emigrantes
caiu significativamente. Assistimos, assim, a uma nova in-
versão dos fluxos migratórios, caracterizada não apenas
pelo retorno dos brasileiros, mas também pela entrada de
novos imigrantes que estão desembarcando no Brasil.
A nacionalidade brasileira encontra-se dentre
aquelas que mais têm solicitado apoio do Programa de
Retorno Voluntário da Organização Internacional para as
Migrações (OIM). Geralmente, o projeto inicial dos emi-
grantes brasileiros é o de ficar pouco tempo no exterior,
investir no Brasil e retornar logo que consigam fazer al-
guma poupança, conforme comprovam as remessas de
dinheiro. Enquanto a Europa e os EUA registram milhões
de desempregados, o Brasil tem hoje taxas de desem-
prego de aproximadamente 6%, consideradas próximas
do chamado pleno emprego.
Por outro lado, segundo dados do Ministério da
Justiça, o número de estrangeiros em situação regular no
Brasil aumentou em 52,4% no último semestre e continua
crescendo. Passou de 961 mil registros em 2010 para 1,466
milhão até junho de 2011. Parece um número elevado,
mas ainda é muito inferior à força de trabalho que o Brasil
pode absorver, tendo em vista a forte demanda de empre-
sas brasileiras por profissionais de alta qualificação.
Além dos aspectos econômicos, fatores políticos e
sociais relevantes, como a crescente visibilidade interna-
cional do País, os grandes eventos esportivos programa-
dos para os próximos anos, a tradição de receptividade e
a plena democracia fazem do Brasil um país de portas
abertas para o imigrante. Como diz o Secretário Nacional
de Justiça, Paulo Abrão, "o Brasil tem tradição de recepti-
vidade. Somos vistos como um país aberto, democrático,
receptivo. O Brasil sempre foi um país de imigração”.
Embaixador Luiz Henrique Fonseca. http://milao.itamaraty.gov.br/pt-
br/mensagens_do_consul-geral.xml. Acesso em 26/05/2012. Adaptado.
44. O texto 16 dá ao leitor uma visão clara, principal-
mente:
A) das consequências de uma formação multiétnica para
a nação brasileira.
B) das cidades brasileiras em que há mais oportunidadesde emprego.
C) das últimas mudanças ocorridas no movimento migra-
tório em nosso país.
D) de como se dá a valorização da nacionalidade brasi-
leira no exterior.
E) das consequências, para a nossa economia, de sermos
um país aberto à imigração.
45. No final do 1º §, lê-se: “até chegar nossa “diáspora”
a cerca de 2% da população total.” Acerca do emprego
do termo destacado, é correto afirmar que:
A) o autor tem consciência de que o está utilizando em
contexto no qual ele normalmente não é utilizado; daí a
opção por empregá-lo entre aspas.
B) ele está sendo empregado com valor hiperbólico, para
expressar a ideia de “ponto máximo do desespero” a que
chegaram os brasileiros.
C) a escolha desse termo, cujo emprego se restringe aos
judeus, indica que o autor é profundo conhecedor da his-
tória desse povo.
D) com ele, o autor pretendeu expressar a ideia de “quan-
tidade máxima”. As aspas revelam que se trata de um es-
trangeirismo.
E) com esse termo, o autor pretendeu se referir ao estado
de tristeza coletiva, consequência de um povo perder o
sentimento de nacionalidade.
46. Em relação ao futuro, o autor demonstra otimismo,
pois, segundo ele:
A) o Brasil tem plenas condições de empregar qualquer
imigrante que aqui chegue, ainda que sem qualificação.
B) a previsão de que grandes eventos esportivos aconte-
çam em nosso país é o único fator capaz de aumentar a
entrada de imigrantes.
C) as grandes remessas de dinheiro enviadas pelos bra-
sileiros que estão fora do País confirmam que a poupança
tende a se estabilizar.
D) as taxas de desemprego no Brasil são, atualmente, se-
melhantes às da Europa e dos EUA, as quais são consi-
deradas próximas do “pleno emprego”.
E) diversos aspectos do Brasil, dentre os quais os políticos,
os sociais e os econômicos, contribuem para incrementar
a imigração.
TEXTO 16
(Imagem disponível em www.leonidantas.blogspot.com.
Acesso em 26/05/2012.)
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47. A resposta da mãe revela que ela não consegue per-
ceber, principalmente, que:
A) seu filho, como qualquer criança, tem necessidade de
socialização.
B) um direito básico de seu filho está sendo desrespei-
tado.
C) seu filho demonstra um grande potencial para a escrita
literária.
D) depende inteiramente dela o processo de alfabetiza-
ção de seu filho.
E) o ensino público, no País, está carente de crianças que,
de fato, querem aprender.
TEXTO 17
É à língua que recorremos sempre que buscamos
o estabelecimento de um equilíbrio entre o meio social e
a nossa atividade: no diálogo com as pessoas que nos
cercam na leitura do livro, do jornal, no acesso aos diver-
sos meios de comunicação. Se quisermos, por exemplo,
alcançar um determinado momento do passado, é tam-
bém à língua que apelamos: podemos ler um texto antigo
(um relato sobre o mundo grego ou um romance de Ma-
chado de Assis) sem abandonar nossa circunstância his-
tórica. É a língua, portanto, que nos permite esse cruza-
mento de experiências entre o hoje e o ontem.
Mas não é só aí que reside a importância da lín-
gua: é ela que possibilita, no seu mais expressivo sentido,
a identidade que assumimos ante os nossos atos e a
nossa fala. É a língua, no nosso caso, a língua portu-
guesa, que nos faz brasileiros ou portugueses, ou africa-
nos. É ela que nos identifica, é ela que dá significado às
nossas alegrias e tristezas: é ela, enfim, que nos reco-
nhece.
Nesse rol de aspectos positivos envolvendo a lín-
gua, acrescente-se que o conhecimento linguístico está
associado ao poder. Numa sociedade em que a vida se
regula pela escrita, pelo livro, pelo cheque, pelo docu-
mento, o domínio linguístico passa a ser não só um obje-
tivo, mas uma necessidade. É através da língua que se
alcançam os objetivos pessoais e sociais, num caminho
que começa na escola e se expande para a vida.
(SANTOS, V. In Mundo Jovem. p.6-7)
48. O texto 17, tem como finalidade principal:
A) Salientar a importância da cultura grega, sem conside-
rar as circunstâncias.
B) Enaltecer a função da escola na formação linguística,
principalmente, oral.
C) Ressaltar as diferentes funções que os usos da língua
falada ou escrita desempenham na vida das pessoas.
D) Destacar a pluralidade linguística nos países de dife-
rentes continentes.
E) Mostrar a importância da escrita em livro, cheque e do-
cumento.
49. Acerca do texto, pode-se afirmar que é uma estru-
tura predominantemente:
A) narrativa
B) descritiva
C) instrucional
D) dissertativa
E) expositiva
50. Quanto ao uso recorrente de construções na pri-
meira pessoa, é correto afirmar que:
A) empobrece o texto.
B) é inadequado ao gênero textual utilizado.
C) distancia o leitor da abordagem.
D) possibilita a inserção do leitor no texto.
E) desvia-se da norma padrão.
51. São conclusões autorizadas pelo texto 17, EXCETO:
A) Existem ressalvas, em relação à língua oral, pois a lín-
gua escrita destaca-se como elemento que identifica nos-
sas particularidades nacionais.
B) Pelo exercício da linguagem verbal, podemos neutrali-
zar as disparidades entre o coletivo e o particular.
C) Entre as funções atribuídas às línguas, merece desta-
que a possibilidade de se poderem alcançar experiências
historicamente remotas.
D) O texto é explícito quanto à vinculação entre poder e
conhecimento linguístico.
E) Numa sociedade regulada pela escrita, o conheci-
mento linguístico, além de ser um objetivo, é também uma
necessidade.
TEXTO 18
Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se faz com o trigo e com a terra
BREINER, S. de M. In: Rocha, R. e Flora, A. Escrever e
criar... É só começar! São Paulo: FTD, 1966, p.31.
53. O texto 18 tem como objetivo principal:
A) emitir um julgamento de forma criativa.
B) informar acerca do valor das palavras.
C) explicitar uma opinião sobre a força das palavras.
D) explicar o sentido das palavras.
E) instruir o leitor acerca do uso das palavras.
54. O texto 18 veicula uma ideia que:
A) valoriza as atitudes demagógicas.
B) ressalta o papel do demagogo.
C) enaltece a demagogia.
D) despreza as estratégias demagógicas.
E) enfatiza positivamente
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TEXTO 19
O Brasil tem um número de alcoólatras estimados
em 15 milhões, o dobro da população da Suíça. Mas a
realidade pode ser ainda pior. Os médicos da Associação
Brasileira de estudos de álcool e outras drogas, que se
dedicam a estudar dependência química no Brasil, esti-
mam que, na verdade, 10% dos 192 milhões de brasilei-
ros, ou 19 milhões, tenham problemas graves com a be-
bida. O alcoolismo mata 32 mil pessoas, por ano Brasil,
está por trás de 60% das mortes no trânsito e 72% dos ho-
micídios. {...} Outra vertente estatística que preocupa os
médicos está entre os jovens. Eles estão apreendendo a
beber muito cedo. Uma pesquisa recente, realizada pela
Unifesp em São Paulo com 661 adolescentes, detectou
que 5% dos jovens entre 14 e 17 bebem uma vez por se-
mana ou mais e consomem cinco ou mais doses em cada
ocasião.....
Revista Época, 12 de setembro de 2011/n* 695.
55. Com relação às ideias apresentadas no texto, pode-
se afirmar que:
A) O problema com o álcool não é uma realidade no Bra-
sil.
B) O Brasil tem mais alcoólatras que a Suíça.
C) Os jovens fazem parte das estatísticas, em relação ao
consumo do álcool.
D) Os dados apresentados não são confiáveis, pois não
são resultados de estudos.
E) As pesquisas apontam os jovens como consumidores
eventuais de bebidas alcoólicas
56. O termo “detectou” pode ser substituído,sem com-
prometer as ideias por:
A) Estimou
B) Possibilitou
C) Descobriu
D) Compreendeu
E) Avaliou.
57. O texto veiculado na Revista “Época” é predominan-
temente:
A) Descritivo
B) Instrucional
C) Dialogal
D) Informativo
E) Dissertativo.
TEXTO 20
Conceitos Básicos - Linguagem
O homem precisa se comunicar. A comunicação é
a base da vida em sociedade. Dessa necessidade hu-
mana nasceu a linguagem.
Para se comunicar, o homem elaborou formas de
representação da realidade, recriou-a por meio de sinais
ou signos. Criou signos não verbais, como o desenho, a
dança, a pintura, e criou o signo verbal, a palavra.
Os signos são organizados em códigos, e todo có-
digo criado para estabelecer comunicação entre as pes-
soas é linguagem. O código não é um conjunto qualquer
de signos, é um conjunto organizado, possui regras, é um
sistema, por isso ele permite a comunicação, por isso é
linguagem. O homem criou dois tipos de código ou lingua-
gem: a linguagem não verbal, formada de signos não ver-
bais, e a linguagem verbal, formada de palavras.
A linguagem verbal é a mais utilizada pelo ho-
mem. É com a palavra que o homem explica os signos não
verbais como o desenho, a dança a pintura, as expressões
matemáticas, os sinais de trânsitos etc. É principalmente
com a palavra que o homem se comunica com o mundo
que o cerca, retorna fatos passados e elabora projetos fu-
turos.
(Adaptado de Paschoalim e Spadoto, p.20, 2008).
58. O Texto 20 tem o propósito textual de:
A) dar instruções.
B) apresentar uma opinião.
C) narrar um acontecimento.
D) expor informações.
E) descrever um fato.
59. Ao considerar o conteúdo textual, NÃO é pertinente
afirmar:
A) a linguagem surgiu de uma necessidade humana.
B) a linguagem está estritamente relacionada ao uso da
palavra.
C) existem formas de representar a realidade, como os
signos.
D) a comunicação do homem com o mundo não se resume
ao uso da palavra.
E) a linguagem vai além de um conjunto de códigos, é um
sistema.
60. No que diz respeito à linguagem utilizada no texto,
pode-se afirmar que é:
A) informal
B) não padrão
C) padrão formal
D) rebuscada
E) literária