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PROTOZOÁRIOS FLAGELADOS PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO TRICHOMONAS FOETUS *Tricomonose Bovina *Trocomoníase Felina - Patogênico - Tem baixa resistência no ambiente - PREPÚCIO E VAGINA (bovinos) - ÍLEO DISTAL E COLÓN (felinos) - 3-5 flagelos anteriores - Membrana ondulante - Axóstilo – bastão hialino com função esquelética. - Não forma cistos - Ciclo direto: Monoxeno - Trofozoíta - Fissão binária - BOVINOS: transmissão durante a cópula natural ou fômites, touros sempre infectados, já vacas se retiradas da reprodução adquirem imunidade após 4 meses. - FELINOS: transmissão orofecal, fômites ou contato com as fezes (superlotações). - BOVINA: Touros - assintomáticos á corrimentos associados à nódulos prepuciais, não adquirem imunidade (abate). Vacas - causa abortos, infertilidade, vaginite, infecção uterina, reabsorção embrionária, esterilidade permanente e morte. - FELINA: de assintomáticos a diarreia intermitente, fezes mal cheirosas e mal formadas, irritação perianal, ocasionalmente fezes com muco e sangue vivo - BOVINA: cultivo ou swab de secreção prepucial ou vaginal ou fazer lavado prepucial; restos placentários ou fetos abortados, Fazer PCR ou imunofluoresc. - FELINA: flutuação fecal, esfregaço fecal 10ml solução salina PCR, excluir co- infecção, cultura fecal. GIARDIA SPP. *Giardíase - INTESTINO DELGADO - Duas formas evolutivas: cisto (ovoides com dois trofozoítos incompletos) e trofozoíto - Bilateralmente simétrico - 8 flagelos - Disco suctorial – facilita fixação na células epiteliais da mucosa intestinal. - Monoxeno - Orofecal (fezes, água, alimentos ou fômites com cistos, que são resistentes) - Ingestão do cisto > estômago (casca quase rompida) > libera trofozoítos > se dividem > se alimentam > encistam, formando o cisto que irá sair nas fezes. - PPP – 5 a 14 DIAS - A adesão na mucosa: lesão mecânica - Atrofia de vilosidades intestinais, resultando na má absorção intestinal - Filhotes, imunossuprimidos, canis e gatis – diarreia aguda - Adultos – diarreia persistente, intermitente ou autolimitante, perda de peso, desconforto e dor abdominal, anemia, fezes fétidas e mal formadas. - Esteatorreia – gordura nas fezes, falso negativo. - cistos nas fezes (quantidade sem relevância); Esfregaço em salina (+lugol), Centrifugação com FAUST ou açúcar (evitam distorção), PCR, diagnostico imunológico, ELISA, ou SNAP Giardia test. LEISHMANIA SPP. *Leishmaniose - Intracelulares de macrófagos (oval) - Difícil distinguir espécies com base morfológica - L. chagasi: leishmaniose visceral, infecção sistêmica. - L. braziliensis: leishmaniose cutânea, lesões no local da picada do vetor. - Duas formas evolutivas: amastigota e promastigota - Vetor ingere amastigota > promastigota > fissão binária > migram p/ peça bucal (probóscida) > inocula no Hospedeiro o promastigota > que penetram OU são fagocitados por macrófagos > retornam a forma amastigota > reprodução assexuada simples lisando o macrófago e infectando novos - CÃES: filhotes e idosos mais suscetíveis, as vezes, plasmócitos e linfócitos destroem os microrganismos e macrófagos infectados > animal imune à reinfecção. Sintomas: meses ou anos. - Cutânea: úlceras superficiais, frequentemente em lábios e pálpebras, com resolução espontânea. - Visceral: dermatites, uveítes, glomerulonefrite, co-infecção com outros agentes infecciosos, blefarite, caquexia, onicogrifose, dermatopatias. - lesão cutânea - PRC (medula óssea) - imunohistoquímica - cultura e xenodiagnóstico (pesquisa) PROTOZOÁRIOS – ESPOROZOÁRIOS: Coccídias - Família Eimeriidae PARASITA CARACTERÍSTICAS MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO EIMERIA *Eimeriose *Coccidiose em Ruminantes e Aviária BOVINOS: Eimeria bovis: PORÇÃO FINAL DO ÍLEO, CECO E CÓLON Eimeria zurnii: INTESTINO DELGADO E GROSSO (nas criptas) PEQUENOS RUMINANTES: E. caprina e E. caprovina: Caprinos E. ovina e E. ovinoidalis: Ovinos EQUINOS: E. leuckarti (APATOGÊNICA) AVIÁRIA: E. máxima – JEJUNO E. necatrix e E. acervulina: DUODENO - ocorre em aves mais velhas; podem causar diarreia sanguinolenta (rara), apatia perda de penas. PPP – 4 a 7 dias E. tenella: CECO - ocorre em pintinhos de 3 a 7 semanas; podem causar diarreia sanguinolenta, apatia e perda de penas. PPP – 7 dias BOVINOS: Os oocistos permanecem viáveis por anos no ambiente, e esporulam quando tem alta umidade e baixa temperatura. Geralmente assintomática, mas causa prejuízo financeiro pois causa atraso no desenvolvimento; Diarreia suave ou hemorrágica; Desitratação (infecção maciça ou estresse); Geralmente acomete animais com menos de um ano ou dois anos (ocasional), de 2-3 semanas após o desmame, agrupamento de animais e estresse (condições climáticas extremas, subnutrição, transporte e infecção concomitante). PPP: 12-21 dias. Esporulação: 1-4 dias PEQ. RUMINANTES: aparecem de 2-3 semanas após o desmame: diarreia aquosa e pastosa AVIÁRIA: varia entre as diferentes espécies, causando enormes prejuízos na produção avícola (frango de corte), onde os custos indiretos e diretos são: Menor ganho de peso, Aumento da mortalidade, Gastos com quimioterápicos, Drogas e/ou vacinas na prevenção e tratamento de infecções secundárias . BOVINOS: fazer contagem de oocistos fecais no coproparasitológico de flutuação com açúcar ou raspado da mucosa (necropsia) CYSTOISOSPORA (IOSPORA) *Cistoisosporose (Isosporose) CÃES: Cystoisospora canis e C. ohioensis GATOS: Cystoisospora felis e C. rivolta - Esporozoítos encistam em roedores e pássaros - Localização – INTESTINO DELGADO E GROSSO SUÍNOS: Cystoisospora suis CÃES E GATOS: Principalmente em neonatos, filhotes com menos de um mês, ou animais em canis ou gatis (imunossupressão e/ou superlotação), causando: - Diarreia líquida raramente hemorrágica - Diarreia que se manifesta em períodos de estresse – Vômito - Desconforto abdominal - Inapetência - Perda de peso – Desidratação – Anorexia - Morte em casos severos que podem proceder eliminação dos oocistos (bem resistentes no ambiente). SUÍNOS: principalmente leitões: alta morbidade e baixa mortalidade (prejuízo financeiro pois reduzem as vilosidades intestinais - perda de peso). A imunidade aumenta com a idade. PPP – 5 dias. Eliminação de oocistos – 1-3 semanas. Manifestam: Diarreia amarelada e fétida - Perda de peso (destruição de vilosidades intestinais) - Raramente provoca óbito (desenvolve imunidade) - identificar oocistos nas fezes com exames coproparasitológicos de flutuação como solução saturada de açúcar (Sheather), solução saturada de sal (WILLIS) ou sulfato de zinco (FAUST). - Fazer quantificação de oocistos (>5000), ou fazer raspado da mucosa intestinal e técnica de coloração (necropsia). - Família Sarcocystidae PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO TOXOPLASMA GONDII *Toxoplasmose - Oportunista (gestantes e imunossuprimidos) - HD: Somente felinos - HI: mamíferos (inclusive o homem) e aves - A maioria dos gatos se contamina logo após o desmame ou durante a caça. Cisto (bradizoítas) ingerido pelo gato > Reprodução assexuada no interior das células epiteliais > esquizontes > merozoítas > reprodução sexuada > Gametócitos > oocistos não esporulados nas fezes > Esporogonia no solo > oocistos esporulados (1-5 dias) > HI ingere > cistos com bradizoítos no tecido do HI > Gato OU Homem ingere – Taquizoítas (se multiplicam em diversos órgãos) transmitidos pela placenta - Cada cisto contém 2 esporocistos com 4 esporozoítos cada - oocisto nãoesporulado: mais sensível a desinfetantes e destruição ambiental, já os esporulados sobrevivem por vários meses no ambiente, e são resistentes a maioria dos desinfetantes. Felinos: Milhões de oocistos são eliminados nas fezes de felinos assintomáticos no ambiente (ciclo enteroepitelial), que ocorre: 3-10 dias após ingestão de cistos teciduais; 18- 48 dias após a ingestão de oocistos (primeira infecção) Geralmente assintomáticos - Infecções brandas, tais como febre, dor muscular, uveíte, convulsões, alterações neurológicas e gastrintestinais - Pode ser fatal, frequentemente na infecção via transplacentária causando: Alterações pulmonares; Hepáticas; Neurológicas; Pancreáticas ; HI: Alterações respiratórias, gastrintestinais ou neuromusculares, e generalizada, mais frequente em filhotes (< 1 ano) - Febre - Dispneia - Vômito -Diarreia - Icterícia - Cegueira e microcefalia (homem) - Abortos (bovino, ovino e quino) - Óbito - Testes sorológicos (nenhum teste isolado é sensível o suficiente) - IgM x IgG, amostras pareadas - ELISA, imunofluorescencia indireta, teste de microaglutinação etc. PREVENÇÃO - Evitar carne crua ou mal cozida, e leite não pasteurizado - Alimentar felinos com alimento industrializado - luvas - Lavar mãos - Remoção frequente de fezes e limpeza de pás, liteiras, etc. - Descartar fezes de gatos em locais apropriados - Lavar alface e verduras - Evitar que cães brinquem com fezes de gatos (vetores mecânicos) - Eliminar insetos (vetores mecânicos) e roedores (hospedeiros paratênicos) - Evitar proximidade de gatos com animais de produção e estoque de alimentos ou locais públicos recreativos com terra. PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO SARCOCYSTIS NEURONA - Doença neurológica fatal de equinos - Acomete animais entre 2 meses e 24 anos - Raças puro sangue e quarto de milha - HD: gambá - HI: cavalo - Ciclo indireto: HD contamina ambiente e no HI o cisto se instala no sistema nervoso que ocorre somente reprodução sexuada - Oocisto liberado já esporulado - S. Cruzi: muda de H – em bovinos: febre, anemia, linfadenopatia, anorexia, diarreia, fraqueza, queda de pelo - Sinais de acometimento do tronco encefálico e encéfalo - Paralisia facial, atrofia da língua, atrofia dos músculos da face; Disfagia; Cegueira; Depressão, ataxia(sem equilíbrio/coordenação), alterações de comportamento - Clinicamente difícil pela semelhança com outras doenças - Detecção de anticorpos no líquor, PCR - Aumento da CPK (creatinina fosfoquinase) - Necropsia - Família Cryptospodidae PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO CRYPTOSPORIDIUM SPP. - Sem especificidade de hospedeiro - Esporulação no hospedeiro - Localização: intestino delgado - C. parvum; C. felis, C. canis, C. suis, C. hominis - Contaminação da água na natureza, piscinas, rios, lagoas e represas - Esporulação ocorre no hospedeiro, ausência de esporocisto - Trofozoítos e merozoítos não invadem a célula do hospedeiro, permanecem na borda das microvilosidades - Auto infecção (excistação) - Infecção primária ou secundária - Condições sanitárias e superlotações - Atrofia vilosidades, hiperplasia da cripta e infiltrado inflamatório dificulta absorção de nutrientes - Oocistos em água, alimentos (presas) ou fezes ou durante grooming (@ se limpar) - oocistos resistentes - Assintomáticos, diarreia crônica/intermitente princip. em neonatos, filhotes e @ imunossuprimidos, perda de peso, anorexia; comum coinfecção com outros protozoários ou vírus ou linfomas Esfregaço fecal em salina; Centrifugo flutuação com açúcar; Técnica de Kinyoun; Ziehl- Neelsen modificada; Safranina modificada; PCR; ELISA Ag e Acs; Imunofluorescência OUTROS PROTOZOÁRIOS PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO HISTOMONAS MELEAGRIDIS - "Cabeça preta" - Pseudópodes, flagelos – pleomorfismo; corpo amebóide arredondado, um núcleo e um flagelo - H: aves de produção e caça (perus, galinhas...) - Se localiza no fígado e ceco - Nematóide cecal (Heterakis gallinarum) ingere trofozoítos de Histomonas que se multiplicam nas suas células intestinais - ovo (infectado) Reprodução assexuada: não ocorre formação de cistos - Enterohepatite infecciosa de perus – mortalidade pode chegar 100%! - Penas arrepiadas, apatia- óbito - Frangos (assintomáticos) - Parasitas no parênquima hepático (coloração por PAS) - Necropsia: lesões necróticas em ceco e fígado NEOSPORA CANINUM - HD: cão e canídeos (coiotes) -HI: mamíferos e aves - Ciclo heteroxeno facultativo - Reprodução Sexuada: epitélio intestinal dos HD (cão); Assexuada: dos HI (bovinos, ovinos, equinos e caprinos) - Transmissão: Cistos teciduais (carnivorismo); Oocistos (ambiente); transplacentária (vertical) Bovinos: Abortos Cães (infecção congênita de jovens): Paralisia ascendente progressiva com ataxia (posteriores), atrofia muscular, dificuldade de deglutição, dermatite (incomum) - Sorologia pareada - PCR - Imunoistoquímica CYTAUXZOON FELIS - Intra-eritrocitários de macrófagos - Piroplasma (febre) - Reservatórios: Lince - Ciclo de vida não é completamente conhecido - Maioria dos casos: EUA, gatos com acesso à rua -Transmissão: picada do carrapato Doença geralmente fatal em gatos: Letargia e inapetência, febre alta, anemia, Desidratação, icterícia, esplenomegalia e Hepatomegalia, dificuldade respiratória PLASMODIUM - Causador de malária - Picada de mosq. fêmea > esporozoítos > fígado > merozoítos > hemácia > gametócitos > fecundação > oocisto - estômago > esporozoítos - Dores de cabeça, febre, tosse seca, calafrios, suores, dor muscular, fadiga, icterícia, falência hepática/renal, náuseas, vômitos HEMATOZOÁRIOS PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO BABESIA SPP. *Babesiose *Piroplasmose - Piriformes (piroplasma), redondos ou ovais - Parasitas de eritrócitos, outras cels sanguíneas dos mamíferos - Sequestro órgãos linfoides Bovinos: Babesia bovis, Babesia bigemina; Equinos: Babesia caballi; Cães: Babesia canis, Babesia gibsoni; Ovinos: Babesia ovis; Suínos: Babesia trautimanni; Gatos: Babesia felis; Homem: hospedeiro acidental - Hospedeiro vertebrado: reprodução assexuada nos eritrócitos (fissão binária, endodiogenia, merogonia) - Hospedeiro invertebrado (carrapato): lumen intestinal (reprodução sexuada) esporozoitos migram para ovários e para gl salivar Febre, apatia, hiporexia ou apetite seletivo - podem ficar cronicamente infectados; Anemia autoimune (sist.. tenta destruir protozoário e destróis própias cls), hemoglobinúria - Periférica (alta parasitemia) OU Viscerotrópica (sem pode causar sem alta parasitemia - os animais podem sofrer infecções letais com formação de trombo cerebral sem apresentar anemia) EQUINO: + Anaplasma marginali/B. caballi – incubação até 30 dias, menos patogênica/ B. equi – infecções persistentes -> Agudos: Febre, inapetência, dispnéia, edema, icterícia, prostração (raro em áreas endêmicas); Sub-agudos: manifestação menos intensa, intermitente; Crônicos: mais comum, sintomas inespecíficos; Portador assintomático: pode reverter para quadros agudos ou sub-agudos em situações de estresse ou doenças intercorrentes; Quadros sub-clínicos: redução da performance em animais de competição, comprometimento do potencial atlético do animal; BOVINO: + Anaplasma marginali/B. bigemina - Induz anemia severa, alta parasitemia, intensa lise de hemácias, icterícia, hemoglobinúria, acidose metabólica; mortalidadeem animais não tratados 50 a 90%/ B. bovis - febre, icterícia, diarreia, abortamentos, agressividade ou apatia extrema, paresia e convulsões, distúrbios de coagulação (hipercoagulabilidade); anemia, hemoglobinúria CÃO: B. canis - Destruição de eritrócitos infectados e sua remoção pelo sistema mononuclear fagocítico; assintomáticos (anos), Febre, vomito, anorexia geralmente brandos, mucosas ictéricas e ou anêmicas - hipóxia, desidratação, perda de peso, coagulação intravascular disseminada (CID), insuficiência renal aguda, esplenomegalia, hemoglobinúria, vasculite cerebral, hiperexcitabilidade e incoordenação FELINA: B. felis, B. Cati, B. canis - Letargia, anorexia, fraqueza, - Hemograma (esfregaço recente) anemia, trombocitopenia, métodos diretos - Esfregaço sanguíneo periférico ponta de orelha (menores capilares - pico febril) - PCR - Necrópsia e histopatológico - Testes sorológicos (fase crônica ou assintomáticos, baixa parasitemia): Imunofluorescência indireta, ELISA pelame sujo, diarreia, anemia Febre e icterícia são menos frequentes (mais frequente anemia infecções por Mycoplasma haemofelis) PARASITA CARACTERÍSTICAS MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO HEPATOZOON CANIS *Hepatozoonose - Infectam leucócitos e depois migram para os tecidos (baixa parasitemia) - HI: vertebrados - HD (invertebrado): carrapatos (ácaros, mosquitos, piolhos, pulgas) - Parasitismo isolado: geralmente assintomático - Pode ocorrer associado a Toxoplasma gondii, Ehrlichia canis, Babesia canis, Haemobartonella canis e parvovírus - Anorexia, emagrecimento, dores musculares, vomito, diarreia, corrimento ocular, fraqueza dos membros posteriores, hiperestesia paraespinal -> doença de caráter crônico e debilitante - Exame físico: palidez de mucosas, febre - Exames laboratoriais: Anemia regenerativa, leucocitose por neutrofilia, linfopenia e monocitose, hiperglobulinemia, hipoalbuminemia, aumento de GGT e creatino-quinase - Esfregaço sanguineo de orelha com Giemsa, (ver cápsula) - Imunofluorescência indireta, do western blot e biópsia, PCR RANGELIA VITALII - Associada a quadros graves (febre hemorrágica) - Parasita de eritrócitos, leucócitos, monócitos e células endoteliais - Reservatórios: animais silvestres - Sul e sudeste - Vetor: Rhipicephalus sanguineus e Amblyomma aureolatum - Sangramento acentuado nas orelhas - Nambiuvu das tripas: diarreia sanguinolenta, orelha - Alta letalidade – 33% Febre, apatia, anorexia, perda de peso, desidratação, dispneia, esplenomegalia, hepatomegalia, linfadenomegalia, petéquias, equimose, icterícia, palidez das mucosas, diarreia sanguinolenta, além de sangramentos persistentes por narinas, boca, olhos, além de orelhas e anus - Esfregaço sanguíneo: células infectadas, anemia, trombocitopenia severos - PCR TRYPANOSSOMA SPP. *Tripanossomíase - Maioria necessita vetores (saliva-prurido-inoculação) - T. equiperdum (exceção): Transmissão direta venérea - Grupo salivaria: por picada (maioria patogênico) - Grupo Stercoraria: pela pele ou mucosa lesionada do H com fezes do artrópode (maioria não patogênicos) T. vivax: Grupo salivaria/Ruminantes selvagens (reservatórios) e domésticos / Vetores – Stomoxys calcitrans (moscas hematófagas) e Tabanídeos (mutucas) -> Manifestações: Assintomáticos, forma aguda ou crônica: Febre; Letargia; Anorexia; Diarreia; Anemia; Conjuntivite; Aborto; Hemorragia; Óbito. T. evansi: Grupo salivaria/Equinos (relatos em cães e ruminantes) / Reservatórios – capivara e morcegos hematófagos/ Vetores - Stomoxys calcitrans, Tabanídeos e morcegos hematófagos -> Manifestações: Febre; Edema subcutâneo; Anemia; Cegueira; Letargia; Alterações hemostáticas; Paralisia progressiva dos membros posteriores (mal das cadeiras). T. equiperdum: Grupo stercoraria /Equinos e asininos/Manifestações: Secreção da mucosa genital; Edema dos órgãos genitais; Prurido; Despigmentação das áreas circunvizinhas; Paralisia dos músculos faciais e oculares; Aborto. T. brucei; T. congolense (homem): Animais domésticos (bovinos e carnívoros)/Doença de chagas/África T. cruzi: Protozoário flagelado/ No sangue dos mamíferos = tripomastigota (flagelada, muito móvel); nos tecidos = amastigota (sem flagelo)/ Vetor - Triatoma infestans (barbeiro)/ Reservatório – Gambás/ Transmissão via – Vetorial (fezes dos triatomíneos, penetram pelo orifício da picada ou por solução de continuidade deixada pelo ato de coçar, ou através de penetração ativa em mucosas bucal e ocular); Oral; Transfusional / Transplante; Vertical ou congênita; Acidental (contato de feridas ou mucosas com material contaminado) Esfregaços sanguíneos corados com Giemsa; RIFI, ELISA; Ritmos cardíacos anormais, insuficiência cardíaca congestiva, com disfunção ventricular direita (miocardite chagásica ocorre apenas no homem e no cão) ÁCAROS - Escavadores - Família Sarcoptidae PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO SARCOPTES SCABIEI *Sarna Sarcóptica - Mede até 4mm - Arredondado com patas curtas - Possui estrias transversais - Escamas dorsais triangulares 1) Adultos fazem cópula na superfície da pele 2) Fêmea fertilizada cava galerias no estrato córneo, nutre-se de líquido de tecidos lesados e fica ovipondo 3) Ovos (3-5dias) se tornam larvas hexápodes que escavam camada superficial criando bolsas de muda 4) Ninfas octópodes se escondem nas dobras ou andam 5) Adultos na superfície - 17 a 21 dias CÃES: hipersensibilidade cutânea aos alérgenos do ácaro causando - Prurido intenso, levando a lesões por auto- traumatismo GATOS: raro, queda de pelos das orelhas, face, pescoço e abdômen. SUÍNOS: transmite durante aleitamento ou monta, as lesões principalmente em orelhas, também em olhos, axila, jarrete, dorso, flanco e abdômen, ocorrendo Lesões eritematosas, pápulas, crostas e escoriações, com prurido intenso e diminuição de crescimento. BOVINOS: ocorre alopecia, crostas e hiperqueratose em pescoço e cauda, além de: Prurido intenso levando à queda na produção de leite, e depreciação do couro por arranhaduras e fricção. OVINOS: regiões sem lã como face, orelhas, axila e virilha, causando: o Eritema, escamas e prurido intenso levando a emagrecimento progressivo e iquietação. HOMEM: possui própria linhagem, mas são facilmente infectados por animais (cães), ocorre lesões no braço, toráx e abdômem, formando pápulas avermelhadas e prurido. Os ácaros não penetram a pele nem se multiplicam, no caso de hipersensibilidade pós-contato ocorre prurido transitório. CÃES: Lesões / prurido; EPRC = raspado de pele: Com potassa (hidróxido de potássio 10%), Difícil encontro raspados múltiplos ou diagnóstico terapêutico; Reflexo oto-podal positivo – 75 a 90% dos casos SUÍNOS: Raspado pele ou exame do cerume da orelha BOVINOS: raspado de pele (diferenciar de Chorioptes sp.) NOTOEDRES CATI *Sarna notoédrica (escabiose felina) - Gato, mas é transitório em cães, coelhos e o homem. - Semelhante ao S. scabiei, mas é menor - Corpo estriado - Sem espinhos - Fêmeas ficam aglomeradas (ninhos) Semelhante ao S. scabiei, mas fêmeas ficam aglomeradas (ninhos) - Altamente contagiosa - Prurido intenso - Lesões aparecem primeiramente na borda medial do pavilhão auricular, depois se dissemina para cabeça, pescoço, pata e períneo. - Apresentam pele recoberta por crostas densas, aderentes, amarelas ou acizentadas, com alopecia, eritema e escoriações por auto traumatismo. - EPRC: Confirma diagnóstico, Maior positividade que escabiose canina (“ninhos” de ácaros), Ácaros menores / exame com pouca luz PARASITA CARACTERÍSTICASCICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO KNEMIDOCOPTES SP. *Sarna Cnemidocóptica - Único gênero escavador de aves domésticas ou ornamentais - Hospedeiro aviário é suficiente para identificar - Semelhante ao S. scabiei, mas possui - Estrias concêntricas - Ânus dorsal Semelhante ao do S. scabiei K. mutans – causa derfomidades nas patas e claudicação (perna escamosa) K. gallinae – escava hastes das pernas causando dor e irritação, a ave arranca suas penas (sarna desplumante) K. pilae – observada em psitacídeos e canários, ataca áreas nuas ou levemente emplumadas como bico, face, pescoço, parte interna das asas, e patas, além de ocorrer deformação do bico e dedos (face escamosa). - Família Demodicidae PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO DEMODEX SP. *Sarna Demodécica - Mamíferos domésticos, principalmente o cão, e pode afetar o homem. -Transmissão vertical, durante amamentação nos primeiros dias de vida - Mede até 0,2mm - Corpo afilado e alongado - 4 pares de patas - Se localiza em folículos pilosos e glândulas sebáceas. Ovo > larva > ninfa > adulto - Vivem como comensais na pele, em grande quantidade nos folículos pilosos CÃES: Ácaros somados a deficiência hereditária de linfócitos T - Localizada: afeta face e membros torácicos - Generalizada: lesões disseminadas com piodermite secundária (Staphyloccocus intermedius). Ausência de prurido, ou prurido moderado com piodermite, alopecia, eritema, crostas, pápulas, fistulas com secreção piosanguinolenta. - CAPRINOS E BOVINOS: forma nódulos na pele (+ ou – 1cm) com material caseoso e milhares de ácaros, causando lesões no couro e perda econômica. Lesões localizadas no focinho, pescoço e dorso. - OUTRAS ESPÉCIES: incomum, só em caso de imunossupressão Raspado de pele profundo – diversos estágios ÁCAROS – Não escavadores - Família Psoroptidae PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO PSOROPTES SP. *Sarna Psoróptica Possui como hospedeiros: ovinos, bovinos, equinos e coelhos depende da espécie (P. ovis, P. equi, e P. cuniculi) - Mede até 0,75mm - Formato oval - Patas projetadas além da margem do corpo - Peças bucais pontiagudas - Pedicelos triarticulados com ventosas nas extremidades - Macho – tubérculos abdominais arredondados - Ao contrário dos escavadores, possuem peças bucais perfurantes e mastigadoras que lesam a pele. Ovo > larva > ninfa > adulto OVINOS – na primavera, ocorre em axilas, virilha, orelhas e região periocular. No inverno ocorre generalização das lesões, que são vesículas com exsudato seroso e crostas amarelas causando: Prurido intenso; Inquietação; Inapetência levando a perda e baixo ganho de peso; Perda de lã ou lã úmida e descolorida BOVINOS – lesões no abdômem e cauda, pois a transmissão comum é durante a monta. Pode haver transmissão para ovinos, mas a linhagem heteróloga sobrevive pouco tempo. Ocorre vesículas e crostas com prurido causando: Inquietação; Diminuição no ganho de peso; Debilidade COELHOS – afeta orelhas e outras regiões, podendo estar quiescente ou bloqueando canal auditivo com crostas acizentadas ou amareladas, causando alopecia, crostas e escoriações (arranhaduras). OVINOS: - Sazonalidade: inverno - lesões - Fácil indução do reflexo de mordiscar - Raspado de pele: Diferenciar do Chorioptes sp. – comum em ovinos, menos patogênico COELHOS: raspado de pele CHOTIOPTES BOVIS *Sarna Corióptica - Única espécie para diversos hospedeiros bovinos, ovinos, caprinos e equinos - Formato oval - Patas projetadas além da margem do corpo - Peças bucais arredondadas - Pedicelos curtos e não articulados com ventosas em forma de taça - Machos – tubérculos truncados Ovo > larva > ninfa > adulto - Nutre-se apenas de escamas e crostas, mastigando sem perfurar a pele. BOVINOS – lesões discretas e localizadas, com lenta disseminação, no pescoço, cauda, úbere e membros, causando prurido com lesões ao couro por fricção e arranhaduras. OVINOS – lesões em bolsa escrotal, membros e face. EQUINOS – lesões em membros, principalmente jarrete, ocorrendo prurido intenso levando a autotraumatismo. PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO OTODECTES SP. *Sarna Otodécica - Hospedeiros: cães, gatos, furão, raposa - Otodectes cynotis = Sarna otodécica - Localizam-se preferencialmente na orelha externa. - Altamente contagioso - contato direto - Semelhante ao Psoroptes sp. e Chorioptes sp. - Corpo oval - Patas salientes - Pedicelos não articulados Ovo > larva > ninfa > adulto - Dura 3 semanas - Nutre-se de crostas e escamas dentro da orelha Otite externa parasitária (otoacaríase), com grande quantidade de cerume acastanhado no conduto auditivo, causando: - Meneios de cabeça - Prurido intenso, levando a escoriações na base do pavilhão auricular, otohematomas - Infecção bacteriana secundária (otite purulenta) - Manifestações clínicas - Visualização macroscópica (durante otoscopia) ou microscópica (exame parasitológico do cerume) - Família Cheyletidae PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO Psorergates ovis *Sarna Ovina - Causador da sarna de ovinos, comum em raças de lã fina - Transmissão por contato quando a lã está curta - Pequeno - Circular - Patas robustas Ovo > larva > ninfa > adulto - Nutrem-se da pele - Prurido - Alopecia - Lã pálida e quebradiça - Velo emaranhado (dificulta tosquia ou é descartado) - Raspado profundo de pele CHEYLETIELLA SP. *Sarna por Cheyletiella - “caspa ambulante” - Principalmente em cães (C. yasguri) e gatos (C. blakei), e frequentemente em coelhos (C. parasitivorax). - Zoonose - Corpo acinturado, mede até 4mm - Palpos dilatados que terminam numa garra prênsil - Pelos no corpo entre 2º e 3º pares de patas - Patas terminam em pentes Ovo > larva > ninfa > adulto - Dura 2 semanas - Altamente contagiosa, mas pouco patogênica - Causam discreta alopecia e formação de escamas (confundidas com o próprio ácaro), pouca reação cutânea ou prurido. - Humano – é uma zoonose, transmitida por contato, causando uma grave irritação cutânea, intenso prurido e lesões com eritema, vesículas e pústulas. É autolimitante, logo trata-se o hospedeiro animal - Presença de crostas ou escamas em excesso - Observação das escamas (removidas com pente) em papel escuro (movimento dos ácaros) - Não é necessário raspado (ácaros superficiais) - Família Dermanyssidae PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA DIAGNÓSTICO DERMANYSSUS GALLINAE - Ácaro vermelho das aves, infesta aves domésticas e silvestes, ocasionalmente mamíferos - Grande, mede 1,5cm - Longas patas (semelhante aracnídeo) - Hematófagos - Branco-acizentada, tornando-se vermelho ao ingurgitar sangue Ovo > larva > ninfa > adulto Grande parte fora do hospedeiro - Ovos em frestas de aviários de madeira - Vivem meses sem se alimentar Adultos e ninfas visitam aves a noite para se alimentar (hematófagos) - Causa irritação e inquietação - Infestações maciças: o anemia grave as vezes fatal - Vetor da Borrelia anserina causadora da espiroquetose aviária. CARRAPATOS - Família Ixodidae PARASITA CARACTERÍSTICAS MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA IXODES RICINUS - Carrapato-feijão do castor; - Trioxenos; - Primavera e outono, (umidade acima de 90%) - Fêmea ingurgitada - 1cm - Macho de 2 a 3mm - Saliva contém hialuronidase e anticoagulante - Qualíceras – laceram pele - Dentes –fixam os carrapatos no tecido - Ciclo de 3 anos São hematófagos, e além de anemia podem transmitir: - Babesia divergens (bovinos) - Vírus da encefalomielite (ovinos e bovinos) - Borrelia burgdorferi (doença de Lyme no homem) - Staphyloccocus aureus Lesões na pele por peças bucais denteadas causam: - Nódulos no couro (desvalorização) - Infecções por moscas IXODES CANISUGA Comum em canis, em frestas de pisos e paredes - Alopecia - Prurido - Anemia - Algumas espécies possuem toxina que causa paralisia ascendente motora aguda DERMACENTOR SP. - Trioxenos; - Ornamentados com olhos e festões D. variabilises – vetor da: - Anaplasma marginale (bovinos) - Ricketsia Rickettsii (febre da montanhas rochosas = febre maculosa) D. nitens – vetor da: - Babesiose equina (mais comum no brasil) HAEMAPHYSALIS PUNCTATA Vetor da: - Babesiose e anaplasmose em bovinos e ovinos (Babesia biguemina, Anaplasma marginale e A. centrale) AMBLYOMMA CAJANENSE - Carrapato estrela - Importante na América do Sul - Grandes olhos e festões - Patas com faixas coloridas - Picadas dolorosas, devido as grandes peças bucais; - Vetor da Ricketsia Rickettsii (febre maculosa no homem) RHIPICEPHALUS SP. - Dioxenos ou trioxenos R. appendiculatus – vetor de doenças em bovinos e ovinos R. sanguineus – américa do sul, trioxeno, principal carrapato dos cães, conhecido como “carrapato marrom”. Transmite Babesia canis e Erlichia canis, além de poder causar anemia e paralisia do carrapato. R. microplus (Boophilus) – não possui olhos ou festões, são monoxenos, em regiões tropicais (américa do sul). Transmite Babesia sp. e Anaplasma marginale em bovinos. - Família Argasidae PARASITA CARACTERÍSTICAS MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA ARGAS PERSICUS - Carrapato de aves domésticas; - Estágios intermediários (larvas e ninfas) em frestas de aviários. À noite sugam sangue de aves causando: - Insônia - Queda de produtividade - Anemia e morte - Transmite Borrelia anserina (espiroquetose aviária) e bouba aviária OTOBIUS MEGNINI - Carrapato de cães, bovinos, equinos (fenda de conchos) e homem. Parasita de orelhas, causa: - Otite - Anemia PULGAS PARASITA CARACTERÍSTICAS MANIFESTAÇÕES/PATOGENIA CTENOCEPHALIDES SP É um gênero importante em cães e gatos (C. canis e C. felis). Hospedeiro Intermediário de: - Dipetalonema sp - pulga adulta ingere filarídeo no repasto sanguíneo. - Dipylidium caninum – ovos ingeridos por lavas da pulga, tem desenvolvimento simultâneo, onde a pulga adulta tem cisticercóide . PULEX IRRITANS Pulga do homem que pode infectar cães e gatos, envolvida DAPP. Hospedeiro Intermediário de: - Dypilidium caninum SPILOPSYLLUS CUNICULI - Ocorre em orelhas de coelhos ou borda de orelhas de cães e gatos; - Tem hábitos mais sedentários. Vetor da Mixomatose. XENOPSYLLA CHEOPIS - Pulga de roedores; Principal vetor da: - Yersinia pestis – agente da peste bubônica no homem TUNGA PENETRANS - Pulga penetrante de mamíferos; A fêmea pode penetrar a pele formando nódulos - homem: pé (bicho-de-pé) - Suínos: patas e escroto CERATOPHYLLUS GALLINAE Pulga mais comum de aves domésticas, ocasionalmente acomete homem e animais de estimação. Causa: - Irritação - Inquietude - Anemia ECHIDNOPHAGA GALLINACEA - Pulga penetrante de aves; - Forma nódulos na crista e barbela de aves, levando a ulceração da pele. - Larvas eclodidas terminam seu desenvolvimento no ambiente. PIOLHOS ESPÉCIE PARASITA CARACTERÍSTICAS BOVINOS Mastigador: - Damalinia bovis Sugadores: - Linognathus sp. - Haematopinus sp. - Solenoptes sp. - Espécie de mamífero mais propensa, tendo diversos gêneros, com localizações preferenciais, mas em infestações intensas se disseminam por todo o corpo. - Tem sazonalidade em países temperados, com maior infestação no final do inverno e inicio da primavera. Seu habitat ideal é a pelagem com máxima espessura em animais estabulados. Na primavera e verão ocorre diminuição devido as altas temperaturas e luz solar. OVINOS Mastigador: - Damalinia sp.: causa irritação, anorexia e perda de peso, o prurido leva a enovelamento de lã (perda econômica), lesões na pele e miíases Sugadores: - Linognathus pedalis (piolho da pata) - L. ovillus (piolho da face) - Transmissão ocorre por contato corpóreo em aglomerações, feiras e no inverno devido ao velo denso. SUÍNOS Sugador: - Haematopinus suis: Localiza-se no pescoço, flancos e membros pélvicos; Infestações leves é bem tolerado, já maciças pode levar a anemia, além da espécie ser vetor do vírus da varíola suína. A transmissão ocorre por: - Contato em animais confinados para engorda - Porcas lactentes para filhotes - Instalações mal higienizadas. EQUINOS Mastigador: - Damalinia equi: pequeno, amarelo e causa dermatites Sugador: - Haematopinus asini: grande, castanho-amarelado e causa anemia - Infestam locais com mais pelos como crista, base da cauda e boleto, podendo ocorrer disseminação. - Transmissão por contato e fômites, se multiplicando mais em animais sem cuidados, a infestação é maior no final do inverno e inicio da primavera. CÃES E GATOS Mastigadores: - Trichodectes canis: pequeno e amarelo de cães, causa prurido, alopecia e escoriações. Hospedeiro intermediário do dipylidium caninum - Felicola subrostratus: de gatos - Linognathus setosus: maior e azulado de cães, causa anemia. Tem maior predisposição animais mal-cuidados, abandonados, desnutridos, animais com pelame longo e jovens. AVES Mastigadores: - Lipeurus sp.: cinzento, de movimento lento, infesta asas e cabeça. - Menacanthus sp.: piolho mais patogênico de aves, infesta peito e coxas - Aves domésticas possuem mais de 40 espécies de piolhos malófagos - Ocorre mais em instalações inadequadas, superlotadas e sem higiene. - As espécies têm diferentes graus de patogenicidade, podendo causar inquietação, anorexia, arrancamento de penas, queda na produção de ovos e perda de peso. MOSQUITOS – Subordem Nematocera PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO PATOGENIA CONTROLE CULICOIDES SP. -“Mosquito-pólvora” - Pequenos (1,5 a 5 mm) - Fêmeas alimentam-se no homem e animais domésticos transmissão doenças - Cabeça pequena, asas manchadas - Repouso pernas em “tesoura fechada” - Probóscide curta e perfurante - Antenas plumosas (machos) ou pilosas (fêmeas) Ovos: Escuros, forma de banana, postos em solo úmido ou matéria vegetal em decomposição Larvas: Quatro estágios larvais; Movimentos natatórios sinuosos; Alimenta-se vegetação em decomposição Pupas: Castanhas, margens das águas; Sifão respiratório Adultos – fêmeas hematófagas - Fonte de irritação (grande quantidade) - Transmissão doenças: Vírus da Língua azul (ovinos) – arbovírus; Filarídeos: Dipetalonema sp. Onchocerca sp. - “Sarna branda” em equinos: Sazonal, intensamente pruriginosa; reação hipersensibilidade; Lesões em cernelha e base cauda - Difícil (habitat) - Destruição criadouros por drenagem ou pulverização com inseticidas - Repelentes ou telas finas nas instalações - Telas com inseticidas SIMULIUM SP. - “Borrachudos” - Hospedeiros: mamíferos e aves - Picadas dolorosas: transmissão doenças - Moscas negras, corpo robusto (1,5 a 5 mm), tórax arqueado - Asas incolores (tesoura fechada em repouso) - Olhos dicópticos (fêmeas) ou holópticos (machos) - Antenas segmentadas, curtas, sem pêlos Ovos: postos em pedras ou vegetação parcialmente submersa; Incubação dias a semanas (temp.) Larvas: Até oito estágios (Semanas a meses); Clara, com cabeçaescura; Dilatação parte posterior; Aderidas por ganchos às pedras/plantas Pupas: Casulos acastanhados cônicos; Aderidos objetos submersos Adultos : Emergem da água e alçam vôo; Fêmeas hematófagas (mais ativas pela manhã e início noite); Sazonalidade > calor - Ataque maciço em bovinos: edema de laringe e petéquias generalizadas - Picadas dolorosas afetam pastejo e ↓ produção - Aves: anemia - Transmissão doenças: vírus da Encefalite equina do Leste; Protozoários aviários (Leucocytozoon sp.); Filarídeos – Onchocerca gutturosa (bovinos) - Inseticidas em criadouros ou cursos de água (destruição larvas) e tópico nos animais PHLEBOTOMUS SP. - “Mosquito-palha” ou flebotomíneos - Vetores da Leishmaniose - H: mamíferos, aves e répteis - Pequenos (até 5mm), pilosos, grandes olhos negros, longas pernas - Peças bucais verticais, adaptadas para picar-sugar - Antenas longas e pilosas Ovos: Oviposição em fendas, piso ou cama de folhas; Necessitam umidade para sobreviver Larvas: Quatro estágios Larvas maduras: cabeça negra e corpo cinza Pupas Adultos: Alimentação principalmente noturna (dia – áreas sombreadas); Sazonalidade (> estação chuvas) - Irritação pelas picadas - Único vetor de Leishmania tropica (leishmaniose cutânea) e Leishmania donovani (visceral) - Cães: importantes hospedeiros reservatórios de Leishmania sp. - Instalações: inseticidas e telas finas - Animais: inseticidas ou repelentes PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO PATOGENIA CONTROLE ANOPHELES SP. CULEX SP. e AEDES SP. - Família Culicidae - H: mamíferos, aves e répteis - Dípteros pequenos e delgados, longas patas - Asas cruzadas em repouso - Probóscide adaptada para perfuração-sucção, liberando anticoagulante - Antenas longas e pilosas Ovos: Escuros e alongados; Postos na superfície da água Larvas: Quatro estágios aquáticos (respiram por espiráculos) Pupa: Aquáticas; Sifão respiratório e nadadeiras terminais Adultos: Voam ou são levados pelo vento; Hábitos alimentares noturnos; Picam homem através das roupas Transmissão doenças: - Dirofilaria immitis em cães - Plasmodium sp. (agente da malária) em homem e aves - Arbovírus da Encefalite equina do Leste - Homem: Febre amarela e Dengue (Aedes aegypti) e Filarídeos MOSCAS – Subordem Cyclorrapha PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO PATOGENIA CONTROLE MUSCA SP. Família MUSCIDAE - Musca domestica e Musca autumnalis (mosca da face) - Mundial - Hospedeiros: diversas espécies - Não são parasitas obrigatórios - Cinza, listas longitudinais no tórax; Peças bucais adaptadas para sucção - Extremidades das patas = coxins com pêlos pegajosos (adesão) - Alimentam-se em feridas sépticas e matéria orgânica em decomposição: bactérias patogênicas - Curta duração (eclosão ovo em 12 h) - Oviposição em fezes ou matéria orgânica em decomposição - Irritação do hospedeiro Transmite: - Vírus, bactérias e protozoários: mastite, conjuntivite, carbúnculo hemático - Helmintos (mosca nutre-se de fezes com ovos) - HI de Habronema sp. (larvas depositadas em lesões: “feridas de verão” em equinos) - HI de Raillietina sp. (aves) Musca autumnalis - Alimenta-se secreções olhos, nariz e boca irritação - Transmite conjuntivite aos bovinos - HI de Thelazia sp. (parasita ocular) - Telas e grades de eletrocussão - Remoção esterco em grandes pilhas -> fermentação -> destruição estágios em desenvolvimento - Inseticidas em instalações e “pour-on” em bovinos e equinos Inseticidas em iscas líquidas (xaropes açucarados) - Brincos ou cabrestos com piretróides STOMOXYS Família MUSCIDAE - Stomoxys calcitrans (“mosca dos estábulos”) - H: maioria animais e homem - cinza, listras no tórax, abdômen com manchas escuras - Probóscide saliente, para frente Ovos eclodem (1 a 4 dias) - larvas pupas - adultos (vivem 1 mês, próximos aos estábulos) - Machos e fêmeas hematófagos - Oviposição em matéria vegetal em decomposição - Picadas dolorosas: diminuição produção leite e carne (Até 3 min sugando sangue) -Transmissão de Tripanossomos e outros microrganismos - HI de Habronema sp. (nematóide que causa “feridas de verão” em equinos) PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO PATOGENIA CONTROLE HAEMATOBIA Família MUSCIDAE - Haematobia irritans: “mosca do chifre” - Hospedeiros: bovinos e bubalinos - Pequenos, probóscide longa e projetada para frente - Oviposição em fezes frescas - Ovos eclodem rapidamente, larvas maduras em 4 dias, pupas - Adultos permanecem no hospedeiro, saindo apenas para outro ou para ovipor - Alimentam-se aos milhares (diversos locais corpo) - Repousam ao redor do chifre e cabeça Picadas: - Irritação e diminuição produção - Feridas que atraem moscas causadoras de miíases Transmitem Stephanofilaria sp. (filarídeo cutâneo de bovinos) - Mais fácil que outros muscídeos, pois passam muito tempo em seu hospedeiro - Brincos impregnados com inseticidas - Piretróides em “pour- on” Família CALLIPHORIDAE - “Moscas varejeiras” - Calliphora sp., Lucilia sp., Phormia sp., Cochliomyia hominivorax - Hospedeiros: todos animais (principalmente ovinos) Adultos – até 1 cm, brilho metálico azul ou verde Larvas – segmentadas com ganchos orais - Fatores predisponentes: alta temp, chuva, lesões, acúmulo de urina e fezes - Oviposição em feridas, velo sujo ou animais mortos (adulto atraído pelo odor da matéria em decomposição) -> larvas causam miíase - Larvas sofrem duas mudas, caem no solo e pupam (até 7 dias) - adultos (vive até 30 dias) - Climas quentes: maior número de gerações/ano - Mosca adulta (primária) deposita ovos nos pêlos ou lã -> larvas penetram pele (ganchos orais e enzimas proteolíticas) - Moscas secundárias atraídas pelo odor do tecido em decomposição larvas e ampliam a lesão - Irritação e desconforto Infecção bacteriana secundária (sepse) apatia e anorexia, fraqueza e morte - Assepsia lesões pele e profilaxia com inseticidas - Prevenir diarréias (vermifugação) - Remoção excesso de lã da virilha e rg. perianal - Enterrar ou queimar carcaças - Criação seletiva de ovinos Merino com pele lisa região traseira - EUA – esterilização machos por irradiação HYPODERMA BOVIS Família OESTRIDAE - “Mosca do tumor” dos bovinos (ocasionalmente, ovinos e equinos) - Adultos parecem abelhas, com pêlos alaranjados - Larvas em forma de barril, segmentadas, com fileira de espinhos Ovos fixados aos pelos > larvas se arrastam e penetram pele > migram para esôfago ou gordura próxima ao canal medular > muda para L2 e L3, formando tumefações sob a pele do dorso (“tumores”) > Larvas perfuram pele exteriorizando espiráculos > caem ao solo > pupas em vegetações > adultos - Larvas mortas próximo ao canal espinal: toxina paraplegia - Larvas na parede esôfago: estreitamento e regurgitação - Nódulos cutâneos: depreciação e condenação de carcaças - Adultos assustam animais com seus zumbidos - Queda produção leite e ganho de peso - Organofosforados “pour-on” - Ivermectina SC DERMATOBIA HOMINIS Família OESTRIDAE - Mosca do berne ou dermatobiose - Homem, aves, mamíferos domésticos e silvestres - Brilho metálico azulado, peças bucais vestigiais Fêmea adulta (ovos no abdômen) prendese a um inseto no qual ovipõe (mosquito) > mosquito pousa em animal sangue quente > Larvas L1 eclodem e penetra no SC > L2 L3 (abertura na pele para respirar) > Caem ao solo > pupa > adultos Larvas no SC formam nódulos: - Homem: membrose couro cabeludo - Bovinos: Nódulos em pescoço, dorso, flancos e cauda, com infecção secundária; Lesão e depreciação do couro; Dor e desconforto: diminui ganho de peso - Ivermectina - Organofosforados: pulverização, banhos, “pour-on” PARASITA CARACTERÍSTICAS CICLO PATOGENIA CONTROLE OESTRUS OVIS Família OESTRIDAE - “Bernes nasais”: larvas nas vias aéreas dos hospedeiros (ovinos e caprinos) - Adultos: manchas brancas no abdômen - Larvas: 3 cm, faixas transversais escuras dorsais Fêmeas vivíparas lançam jato de líquido contendo larvas, durante vôo > L1 narinas - migram para seios nasais (nutrem-se de muco) > L2 > L3 > voltam para narinas e caem no solo > pupa > adulto - Infecções leves: secreção nasal e espirros - Infecções maciças: infecção bacteriana cerebral (encefalite) - letargia, andar em círculos, incoordenação - Assustam animais: diminui ganho de peso GASTEROPHILUS INTESTINALIS Família OESTRIDAE - “Bernes” no estômago de equinos - Adultos: robustos e escuros, 1 a 2 cm, faixas escuras nas asas - Larvas: no estômago e eliminada nas fezes; Laranja- avermelhadas Ovos postos nos pêlos > Larvas arrastam- se até boca ou transferidas para língua durante lambedura > Penetram mucosa oral > faringe > esôfago > estômago (fixam-se ao epitélio gástrico) > Após 12 meses (maduras), desprendem-se e são eliminadas nas fezes > Pupas no solo (1 a 2m) > adultos - Adultos: irritam animais - Larvas na cavidade oral: estomatite e ulceração língua - Larvas na mucosa gástrica: inflamação (gastrite) e úlceras – cólicas - Homem e outros animais: larvas migram pela pele (erupção cutânea) - Realizado no inverno (evita adultos no verão) - Banhos com água + inseticida (remoção ovos)