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1 PROVA DE SELEÇÃO – MECÂNICA DOS SOLOS – RESOLUÇÕES SUMÁRIO 1 PROVA 01 ............................................................................................................................... 1 2 PROVA 02 ............................................................................................................................... 2 3 PROVA 03 ............................................................................................................................... 6 4 PROVA 04 ............................................................................................................................. 10 5 PROVA 05 ............................................................................................................................. 17 6 PROVA 06 ............................................................................................................................. 20 7 PROVA 07 ............................................................................................................................. 23 8 PROVA 08 ............................................................................................................................. 26 1 PROVA 01 1. O comportamento das partículas com superfícies especificas distintas é diferenciado, pois com a desagregação e a composição das rochas, as partículas irão possuir constituição mineralógica que influem no comportamento das areias e argilas, principalmente perante a água. Além disso, existem imperfeições na composição mineralógica da argila que deixam seu comportamento ainda mais complexo. Como exemplo, as caulinitas e esmectitas presentes nas argilas apresentam grande diferença de superfície especifica, sendo a superfície das partículas de esmectitas 100 vezes maior do que das partículas de caulinita, indicando diferença de comportamento entre solos com distintos minerais-argilas. (PINTO, pag. 5) 2. Umidade, peso específico dos grãos, peso específico natural. (PINTO, pag. 26) 3. Coeficiente de uniformidade: (PINTO, pag. 54) 𝐶𝑢 = 𝑑60 𝑑10 𝑑60 = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 60% 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑10 = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 10% 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑛𝑡𝑒 2 Sabendo que: CU < 5 – Muito uniforme 5 < CU < 15 – Uniformidade média CU > 15 - Desuniforme Obs. : CU < 2 – Areias uniformes Temos: SOLO D60 D10 CU Classificação A 8,5 0,012 708 Desuniforme B 1 0,018 55,5 Desuniforme C 0,5 0,24 2,1 Muito uniforme 4. O ponto máximo representa uma densidade seca máxima, à qual corresponde uma umidade ótima. Uma maior energia de compactação conduz a uma maior densidade seca máxima e uma menor umidade ótima, deslocando a curva para a esquerda e para o alto. (PINTO, pag. 66 e 70) 5. Tensão total vertical = tensão efetiva + poropressão Tensão efetiva = 20kN/m³ x 10m = 200kN/m². ????????? 2 PROVA 02 1. O solo tem sua origem imediata ou remota na decomposição das rochas pela ação das intempéries. A decomposição é decorrente de agentes físicos e químicos. Variações de temperatura provocam trincas, nas quais penetra a água, atacando quimicamente os minerais. Os fatores que influenciam na formação dos solos são: A natureza da rocha mãe; O clima da região; O agente intempérico de transporte; A topografia da região; Os processos orgânicos. Os solos podem ser divididos em três grupos: a) Residuais; Solos que resultam da decomposição e alteração das rochas “in situ” e que permanecem sobre a rocha de origem. 3 b) Transportados; São solos sedimentados por um agente transportador, podendo ser classificado de acordo com esse agente, como segue: Aluvião: Solo que foi transportado devido à ação da água; Eólicos: Solo transportado pelo vento; Colúvio ou Talus: Solo depositado pela ação da gravidade ou peso próprio; Glaciais: Solo deslocado devido ao movimento de geleiras. c) Solos Orgânicos A formação dos solos orgânicos ocorre pela impregnação de matéria orgânica em sedimentos pré-existentes ou pela transformação carbonífera de matérias, geralmente de origem vegetal, no material sedimentado. Tipos: Húmus: material escuro e relativamente estável, parte dos produtos da decomposição da matéria orgânica. Impregna permanentemente somente os solos finos, por sua baixa permeabilidade. Turfa: material fibroso essencialmente de carbono, formado quando ocorre grande deposição de folhas, caules e troncos no solo existente. A turfa possui densidade melhor que outros solos orgânicos. Quanto a identificação tátil-visual dos grãos de um solo, é fundamental que ele se encontre bastante úmido. A partícula arenosa revestida é facilmente reconhecida pelo tato, enquanto a aglomeração de partículas argilosas se transforma em uma pasta fina. 2. 4 Pedregulho = 100% - 100% = 0% Areia Grossa = 100% -100% = 0% Areia Média = 100% - 92% = 8% Areia Fina = 92% - 80% = 12% Silte = 80% - 18% = 62% Argila = 18% - 0% = 18% 3. a) Reduzir futuros recalques, aumentar a rigidez e a resistência do solo, reduzir a permeabilidade, etc. (PINTO, pag. 65) b) No ensaio de Proctor normal, o solo é compactado em um molde com volume de 944cm³. O diâmetro do molde é de 101,6mm. Durante o ensaio em laboratório. O molde é fixado a uma chapa de apoio no fundo e a uma extensão do topo. O solo é misturado com várias quantidades de água e, depois, compactado em 3 camadas iguais, por um soquete que golpeia 26 vezes cada camada. A massa do soquete é de 2,5 Kg e a altura da queda é de 30,5 cm. Para cada teste, p peso específico natural de compactação, γ, pode ser calculado por: 𝛾 = 𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑎𝑐𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑛𝑜 𝑚𝑜𝑙𝑑𝑒 𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 Em cada ensaio, o teor de umidade do solo compactado pode ser determinado no laboratório. Com o teor de umidade conhecido, o peso específico seco pode ser calculado por: 𝛾𝑑 = 𝛾 1 + 𝑢𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 Plota-se os valores de γd com seus correspondentes teores de umidade, obtendo o peso específico seco máximo e a umidade ótima do solo. 4. 𝜎𝑣 = 𝜎′𝑣 + 𝑢 Tensão total = 3x15+1x16+0,6x14+0,4x20 = 77,4 kPa Poro-pressão = (5-3)x10 = 20 kPa Tensão Efetiva = 77,4 – 20 = 57,4 kPa 5 5. Coesão é aquela resistência que a fração argilosa empresta ao solo, pela qual ele se torna capaz de se manter coeso, em forma de torrões ou blocos, ou pode ser cortado em formas diversas e manter essa forma. Ângulo de atrito pode ser entendido como o ângulo máximo que a força transmitida pelo corpo à superfície pode fazer com ao plano de contato sem que ocorra deslizamento. O deslocamento envolve um grande número de grãos de solos, que podem deslizar entre si ou rolar uns sobre os outros, acomodando-se em vazios que encontram no percurso. 6. 𝑃𝑎𝑟𝑔𝑖𝑙𝑎 = 𝐸𝑚𝑝𝑢𝑥𝑜 𝑑′𝑎𝑔𝑢𝑎 (17,5 − 10)𝑥ℎ = 6,5𝑥10 ℎ = 65 7,6 = 8,55 𝑚 7. Adensamento = ESTUDAR! 8. Não. No plano de máxima tensão cisalhante, a tensão normal proporciona uma resistência maior do que a tensão cisalhante atuante. 9. A coesão aparente é, na realidade, um fenômeno de atrito, qual a tensão normal que a determina é consequente da pressão capilar. Com a saturação do solo, a parcela da resistência desaparece, daí chama-se coesão aparente. Embora, mais visível nas areias, por exemplo, nas esculturas de areia feitas nas praias, é nas argilas que a coesão aparente adquire maiores valores. 6 10. Solo LL LP IPIC Classificação A 70 40 30 0,83 Rija B 55 30 25 0,4 Mole OBS.: Quanto maior o IC mais sólidos. 3 PROVA 03 1. Solo residual é bem graduado, pois possui desde a rocha mãe variação no tamanho dos seus grãos, como mostrado no perfil. Solo sedimentar ou transportado é mal graduado, pois apresenta um tamanho predominante, a depender do sedimento. 2. Analise granulométrica, limite de liquidez e limite de plasticidade. Limite de Liquidez: O limite de liquidez é definido como o teor de umidade do solo no qual uma ranhura nele feita requer 26 golpes para se fechar numa concha. Para tal é utilizado o aparelho de Casagrande. Diversas tentativas são realizadas, com o solo em diferentes teores de umidade, anotando-se o número de golpes para fechar a ranhura, obtendo-se o limite de liquidez (LL) pela interpolação dos resultados no gráfico semi-logarítmico golpes x umidade. 7 Limite de Plasticidade: O limite de plasticidade (LP) é definido como o menor teor de umidade com o qual se consegue moldar um cilindro com 3 mm de diâmetro e 10cm de comprimento (Figura 10), rolando-se o solo com a palma da mão sobre uma placa de vidro esmerilhado. Análise Granulométrica: Peneiramento + sedimentação. 3. Com o recalque ocorre, consequentemente, a redução do índice de vazios, sendo índice de vazios a relação entre volume de vazios e volume de sólidos, sabendo que o volume de sólidos se mantém constante, tem-se a diminuição do volume de volumes, o que ocasiona um aumento no grau de saturação, pois este é a relação do volume de água e o volume de vazios, que é inversamente proporcional ao grau de saturação. Já a umidade, que é a relação do peso da água e o peso de sólidos, terá uma diminuição, pois com o recalque parte da água contida nos vazios dos solos foi expulsa, reduzindo sua massa. 4. O grau de saturação tem uma influencia significativa na permeabilidade. Quanto maior a saturação maior será a facilidade de percolação; consequentemente, maior será o coeficiente de permeabilidade. Quando o solo se encontra acima do nível d’água, diversas as condições podem ocorrer., Conforme mostra a Figura 22 o solo pode se encontrar como: Solo seco; Solo parcialmente saturado, devido a processos de infiltração (evaporação) e/ou capilaridade; Solo saturado por capilaridade; O fenômeno de ascensão de fluidos através de tubos capilares é denominado de capilaridade. Os vazios de solo são pequenos e podem ser associados a tubos capilares, ainda que irregulares. 8 5. A tensão superficial da água tende a aproximar as partículas, ou seja, aumenta a tensão efetiva. A ascensão capilar é inversamente proporcional ao tamanho dos grãos, logo é maior em solos argilosos. Este fenômeno físico é conseqüência da tensão superficial (Ts) que ocorre entre interfaces líquido-gás. Nesta interface, o líquido se comporta como se estivesse coberto por uma membrana elástica em um estado de tensão constante. 6. 9 9. Processo gradual dependente do tempo de variação de volume do solo devido à drenagem da água dos poros, compressão e aumento de tensões efetivas com a consequente diminuição de pressão neutra. Quando: ∆u = 0 → O adensamento primário cessa e toda a tensão é suportada pelo esqueleto sólido; ∆u → excesso de pressão neutra Sendo o solo saturado e as partículas de água e sólidos incompressíveis, toda variação de volume deverá ocorrer em função da variação do índice de vazios. Esta variação somente ocorrerá por expulsão de água dos vazios (processo de compressão) ou absorção de água para dentro dos vazios (processo de expansão). Logo, para que o solo se deforme é necessário que haja um processo de fluxo de água em seu interior. Processo de adensamento dos solos faz analogia a mola, mostrado abaixo. 10. Energias de compactação diferentes e maiores que a normal causam um aumento da densidade seca e redução da umidade ótima, deslocando as curvas de compactação para cima e para a esquerda, como é visto na figura. 10 4 PROVA 04 1. Estudar! 2. a) SOLO A SOLO B PEDREGULHO 100-85=15% 100-90=10% AREIA GROSSA 85-60=25% 90-25=65% AREIA MEDIA 60-35=25% 25-0=25% AREIA FINA 35-20=15% 0 SILTE 25-8=17% 0 ARGILA 8-0=8% 0 b) LL=25%; IP=25-10=15% CL – Argila de baixa compressibilidade. 3. Em 1925, Karl Terzaghi definiu que o comportamento dos solos saturados quando à compressibilidade e à resistência ao cisalhamento depende fundamentalmente da pressão média intergranular denominado de tensão efetiva (tensão grão a grão), foi 11 uma das maiores contribuições à engenharia e é considerado o marco fundamental do estabelecimento da Mecânica dos Solos com bases científicas independentes. A comprovação desse princípio foi feita por Terzaghi de maneira muito simples, utilizando um tanque com solo saturado e água. Aumentando o nível da água no tanque, a pressão total (σv0) também aumenta no solo. Entretanto, não se observa qualquer diminuição de volume no solo, o que vem comprovar que seu comportamento é totalmente independente das tensões totais. Nos solos saturados (S = 100%) parte das tensões normais é suportada pelo esqueleto sólido (grãos) e parte pela fase líquida (água), portanto, tem-se que: σ = σ’ + u onde: σ = tensão total; σ’ = tensão efetiva; u = pressão neutra Exemplo didático a seguir: 4. Da tensão superficial da água surge uma força P que aproxima as partículas, ou seja, a água capilar presente nos solos tende a aumentar a tensão efetiva do solo, pois resultam das forças transmitidas grão a grão. Essa tensão efetiva confere ao solo uma coesão aparente. 5. Resposta na própria prova! Verificar essa resolução com alguém... 6. A tensão efetiva ao longo de toda a espessura irá diminuindo até o instante em que se torne nula. Nesta situação, as forças transmitidas de grão para grão vão se anulando 12 até chegar em zero. Os grãos permanecem, teoricamente, nas mesmas posições, mas não transmitem forças através dos pontos de contato. A ação do peso dos grãos se contrapõe à ação de arraste por atrito da água que percola para cima. Como a resistência das areias é proporcional à tensão efetiva, quando esta se anula, a areia perde completamente sua resistência. A areia fica num estado definido com areia movediça. Para se conhecer o gradiente que provoca o estado da areia movediça, pode-se determinar o valor que conduz o gradiente que conduz a tensão efetiva a zero, na expressão abaixo determinada: 0LiL Wsub 0)i(L wSUB w sub C i Este gradiente é chamado gradiente crítico. Seu valor é da ordem de um, pois o peso específico submerso dos solos é da ordem do peso específico da água. 7. Permeabilidade é a propriedade que os solos tem de permitir o escoamento de água através dos seus vazios. A sua avaliação é feita através do coeficiente de permeabilidade. a) Permeâmetro de Carga Constante O permeâmetro de carga constante é utilizado toda vez que temos que medir a permeabilidade dos solos granulares (solos com razoável quantidade de areia e/ou pedregulho), os quais apresentam valores de permeabilidade elevados. O permeâmetro pode ser visto na Figura 2. Este ensaio consta de dois reservatórios onde os níveis de água são mantidos constantes, como mostra a Figura 2. Mantida a carga h, durante um certotempo, a água percolada é colhida e o seu volume é medido. Conhecidas a vazão e as dimensões do corpo de prova (comprimento L e a área da seção transversal A), calcula-se o valor da permeabilidade, k, através da equação: t Ah qL k 13 Figura 2: Permeâmetro de Carga Constante Onde: q - é a quantidade de água medida na proveta (cm3); L - é o comprimento da amostra medido no sentido do fluxo (cm); A - área da seção transversal da amostra (cm2); h - diferença do nível entre o reservatório superior e o inferior (cm); t - é o tempo medido entre o inicio e o fim do ensaio (s); b) Permeâmetro de Carga Variável Quando o coeficiente de permeabilidade é muito baixo, a determinação pelo permeâmetro de carga constante é pouco precisa. Emprega-se, então, o de carga variável, como esquematizado na Figura 3. No ensaio de permeabilidade a carga variável, medem-se os valores h obtidos para diversos valores de tempo decorrido desde o início do ensaio. São anotados os valores da temperatura quando da efetuação de cada medida. O coeficiente de permeabilidade do solos é então calculado fazendo-se uso da lei da Darcy: AL h kq e levando-se em conta que a vazão de água passando pelo solo é igual a vazão da água que passa pela bureta, que pode ser expressa como: dt adh q (conservação da energia). 14 Igualando-se as duas expressões de vazão tem-se: AL h k dt dh a que integrada da condição inicial (h = hi, t = 0) à condição final (h = hf, t = tf): 1t 0t dt L kA1h 0h h dh a conduz a: t L kA 1h 0h lna , explicitando-se o valor de k: 1h 0h ln tA aL k ou 1h 0h log tA aL 3,2k Figura 3: Permeâmetro de Carga Variável Onde: a - área interna do tubo de carga (cm2) A - seção transversal da amostra (cm2) L - altura do corpo de prova (cm) h0 - distância inicial do nível d`água para o reservatório inferior (cm) h1 - distância para o tempo 1, do nível d`água para o reservatório inferior (cm) t - intervalo de tempo para o nível d`água passar de h0 para h1 (cm) 8. a) Processo de Adensamento: Entende-se por adensamento de solo a diminuição dos seus vazios com o tempo, devido a saída da água do seu interior. 15 Este processo pode ocorrer devido a um acréscimo de solicitação sobre o solo, seja pela edificação de uma estrutura, construção de um aterro, rebaixamento do nível de água do lençol freático ou drenagem do solo, entre outros. Devido a sua heterogeneidade, grau de saturação, umidade, fração mineral predominante, o solo apresenta vários tipos de deformação quando solicitado e, cada tipo, exige uma metodologia própria para a sua avaliação. b) Os processos de compressão podem ocorrer por compactação (redução de volume devido ao ar contido nos vazios do solo) e pelo adensamento (redução do volume de água contido nos vazios do solo). Compressibilidade: Relação independente do tempo entre variação de volume (deformação) e tensão efetiva. É a propriedade que os solos têm de serem suscetíveis à compressão. Adensamento: Processo dependente do tempo de variação de volume (deformação) do solo devido à drenagem da água dos poros. 9. a) A compactação é um método de estabilização de solos que se dá por aplicação de alguma forma de energia (impacto, vibração, compressão estática ou dinâmica). Seu efeito confere ao solo um aumento de seu peso específico e resistência ao cisalhamento, e uma diminuição do índice de vazios, permeabilidade e compressibilidade. Através do ensaio de compactação é possível obter a correlação entre o teor de umidade e o peso específico seco de um solo quando compactado com determinada energia. O ensaio mais comum é o de Proctor (Normal, Intermediário ou Modificado), que é realizado através de sucessivos impactos de um soquete padronizado na amostra. Procedimento de compactação em laboratório: - Adiciona-se água à amostra até se verificar uma certa consistência. Deve-se atentar para uma perfeita homogeneização da amostra; - Compacta-se a amostra no molde cilíndrico em 3 camadas iguais (cada uma cobrindo aproximadamente um terço do molde), aplicando-se em cada uma delas 25 golpes distribuídos uniformemente sobre a superfície da camada, com o soquete caindo de 0,305m; - Remove-se o colarinho e a base, aplaina-se a superfície do material à altura do molde e pesa-se o conjunto cilindro + solo úmido compactado; - Retira-se a amostra do molde com auxílio do extrator, e partindo-a ao meio, coleta- se uma pequena quantidade para a determinação da umidade; - Desmancha-se o material compactado até que possa ser passado pela peneira no .4 (4,8mm), misturando-o em seguida ao restante da amostra inicial (para o caso de reuso do material); - Adiciona-se água à amostra homogeneizando-a (normalmente acrecenta-se água numa quantidade da órdem de 2% da massa original de solo, em peso). Repete-se o processo pelo menos por mais quatro vezes. 16 Procedimento de compactação em campo: O processo de compactação no campo pode ocorrer de quatro maneiras: Por compressão, onde a força vertical é o peso próprio do equipamento. Corresponde aos compressores de rodas metálicas com elevado peso e pequena superfície de contato. Indicado para solos granulares, macadames e britas graduadas, sendo que para solos com baixa capacidade de suporte inicial a compactação não fica homogênea; • Por amassamento, onde atuam a força vertical (peso) e a força horizontal (efeitos dinâmicos). Consiste nos rolos pneumáticos com rodas oscilantes e nos rolos pé de- carneiro, sendo que o processo gera um adensamento mais rápido do solo; • Por vibração, onde a força vertical é aplicada com frequências maiores que 500 golpes/min. Existem vários tipos de equipamentos com a freqüência variando entre 900 e 2000 golpes/min, sendo que a situação ideal ocorre quando a compactação do rolo se combina com a oscilação do material; • Por impacto. Semelhante ao processo por vibração, sendo que a freqüência é menor que 500 golpes/min. Consiste em equipamentos do tio sapo mecânico e bate-estacas, utilizados em locais de difícil acesso. A escolha do equipamento que irá ser utilizado no campo depende principalmente do tipo de material que se deseja compactar. Os principais equipamentos utilizados são: Rolos lisos de rodas de aço Consistem no equipamento mais antigo. Os fatores que interferem na compactação são a carga por unidade de largura das rodas, largura e diâmetro das rodas. São utilizados para compactar pedregulhos, areias bem graduadas, misturas de areia a argila de média plasticidade e para a compactação de acabamento. Não são recomendados para areias uniformes e solos finos com elevada plasticidade, podendo ocorrer má compactação das camadas inferiores. • Rolos pneumáticos: Existem rolos rebocados com um eixo (mais pesados), rebocados com dois eixos (leves; 8 a 13 t) e auto-propulsores (8 a 36 t). São aplicados para solos arenosos ou pouco coesivos, devendo-se ter cuidados especiais com a velocidade de operação (5 a 8 km/h). Os principais fatores que interferem na compactação são a pressão de enchimento dos pneus, área de contato entre pneu e superfície e a pressão de contato. 17 Na seleção do tipo de equipamento a ser utilizado deve-se observar o espaçamento entre rodas, peso bruto e número de rodas. • Rolos pé-de-carneiro: Estes rolos são compostos de cilindros metálicosocos com “patas” adaptadas (15 a 25 cm). Geralmente, as filas com as “patas” são alternadas com 4 “patas” por fila e o diâmetro do tambor varia entre 1,0 e 1,5 m. Este tipo de equipamento gera maior porcentagem de vazios que os rolos pneumáticos e lisos. Os fatores que interferem na compactação são a pressão dos pés-de- carnerio,extensão da camada comprimida pelo rolo, peso total do rolo, área de contato de cada pé, número de pés em contato com a camada num dado tempo e o número total de pés por tambor. • Rolos vibratórios: Podem ser compostos por um ou dois cilindros, rebocados ou não e são eficientes para materiais não coesivos. Os fatores que interferem são a freqüência de vibração (1750 vpm a 3000 vpm), amplitude (0,3 mm a 0,7 mm), força dinâmica, força estática, formas e dimensões da área de contato e estabilidade do equipamento. Existem outros tipos de equipamentos como o rolo de grelha, as placas vibratórias, os rolos combinados e os soquetes mecânicos. b) Aumento da resistência; diminuição da deformabilidade; diminuição da permeabilidade, etc. 5 PROVA 05 1. MINERAIS CONSTITUINTES DOS SOLOS GROSSOS E SILTES Os solos grossos são constituídos basicamente de SILICATOS apresentam também na sua composição ÓXIDOS, CARBONATOS E SULFATOS. Silicato é um composto salino resultante do óxido silício, são abundantes na natureza e formam os FELDSPATOS, MICAS e QUARTZO e SERPENTINA. ÓXIDOS Composto de metalóide e oxigênio, não se une com a água. Hematita (Fe2O3), Magnetita (Fe2O4) e Limonita (Fe2O3. H2O). CARBONATOS Calcita (CaCO3), Dolomita [(CO3)2CaMg]. A calcita é o segundo mineral mais abundante na crosta terrestre (). 18 MINERAIS CONSTITUINTES DOS SOLOS ARGILOSOS As argilas são constituídas basicamente por silicatos de alumínio hidratados, podendo apresentar silicatos de magnésio, ferro ou outros metais. Os minerais que formam as frações finas pertencem a três grupos: CAULINITA, ILITA e MONTMORILONITA. 3.3.3.1 CAULINITA São formadas por unidades estruturais de silício e alumínio, que se unem alternadamente, conferindo-lhes uma estrutura rígida. São relativamente estáveis em presença de água. 3.3.3.2 ILITAS São estruturalmente semelhantes as Montmorilonitas. As substituições isomórficas (não alteram o arranjo dos átomos) que ocorrem tornam ela menos expansiva. 3.3.3.3 MONTMORILONITAS Unidades estruturais de alumínio entre duas unidades de silício, e entre as unidades existem n moléculas de água. São instáveis em presença de água. Ex: BENTONITA. 2. a) Bentonita ou bentonite é a designação dada uma mistura de argilas geralmente impura, de grãos muito finos. O tamanho das partículas é seguramente inferior a 0,03% do grão médio da caolinita. Consiste principalmente de MONTMORILLONITE (60 a 80%) podendo conter outras argilas em maior ou menor proporção (nomeadamente illita e caulinita) além de quartzo, feldspatos, pirita ou calcita. Forma-se geralmente por alteração de cinzas vulcânicas. Contém muitas bases e ferro. b) Montmorillonita pertence ao grupo das esmectitas, independentemente de sua origem ou ocorrência. Possuem como principais características principais o alto poder de inchamento, até 20 vezes seu volume inicial, atingindo espaços interplanares de até 100 Â?, elevada superfície (até 800 m²/g), com capacidade de troca catiônica (CTC) na faixa de 60 a 170 meq/100g e tixotropia. Características peculiares como estas lhe conferem propriedades muito específicas, que lhe permitem aplicações nas mais diversos áreas. Em engenharia civil e trabalhos com fundações, para sustentação de terra, na forma de lodo bentonítico; Em construção, como material de selamento; Na elaboração de graxas lubrificantes; No tratamento de solo, para melhorar a condutividade do mesmo, melhorando o aterramento das redes de distribuição de energia elétrica. 3. a) 19 5.. A tensão efetiva ao longo de toda a espessura irá diminuindo até o instante em que se torne nula. Nesta situação, as forças transmitidas de grão para grão vão se anulando até chegar em zero. Os grãos permanecem, teoricamente, nas mesmas posições, mas não transmitem forças através dos pontos de contato. A ação do peso dos grãos se contrapõe à ação de arraste por atrito da água que percola para cima. Como a resistência das areias é proporcional à tensão efetiva, quando esta se anula, a areia perde completamente sua resistência. A areia fica num estado definido com areia movediça. Para se conhecer o gradiente que provoca o estado da areia movediça, pode-se determinar o valor que conduz o gradiente que conduz a tensão efetiva a zero, na expressão abaixo determinada: 0LiL Wsub 0)i(L wSUB w sub C i Este gradiente é chamado gradiente crítico. Seu valor é da ordem de um, pois o peso específico submerso dos solos é da ordem do peso específico da água. 6.. Da tensão superficial da água surge uma força P que aproxima as partículas, ou seja, a água capilar presente nos solos tende a aumentar a tensão efetiva do solo, pois resultam das forças transmitidas grão a grão. Essa tensão efetiva confere ao solo uma coesão aparente. 7.. Resolução na própria prova. 8.. Prova 04 – Questão 9. Exemplos: Aterros, pavimentos, barragens, recalques em edificações, etc. SOLO PEDREGULHO 100-94=6% AREIA GROSSA 94-89=5% AREIA MEDIA 89-69=20% AREIA FINA 69-65=4% SILTE 65-0=65% ARGILA 0% 20 6 PROVA 06 01. a) Na compactação, as quantidades de partículas e de água permanecem constantes; o aumento da massa específica corresponde à eliminação de ar dos vazios. Há, portanto, para a energia aplicada, um certo teor de umidade, denominado umidade ótima, que conduz a uma massa específica máxima, ou uma densidade máxima. Os solos não devem ser compactados abaixo da umidade ótima, por que ela corresponde a umidade que fornece estabilidade ao solo. Não basta que o solo adquira boas propriedades de resistência e deformação, elas devem permanecer durante todo o tempo de vida útil da obra. b) Não, pois a densidade seca máxima seria menor que a densidade seca de campo, o que não pode ocorrer, devido a densidade seca máxima ser o valor onde tem-se a umidade ótima. Pag. 66, Pinto. 02.Compactação Expulsão de ar, ou seja, redução do índice de vazios. Adensamento Expulsão de água. 03.. Nas areias o tamanho dos vazios é maior, e ainda o índice de vazios é elevado, gerando deformações rápidas. Enquanto nas argilas saturadas, os recalques são lentos, pois é necessária a saída da água nos vazios do solo, além disso o índice de vazios é menor. 04.. Estudar ainda e pensar! 05. Não é possível calcular poropressão com medidores de nível d’agua, pois a poropressão é calculdada através do peso especifico da água e a profundidade da camada em relação ao nível da água. Se conhecer apenas a altura do nível da água, não tem como obter a profunfidade, não sendo possível, consequentemente, obter a poropressão. 06. 𝜏 = 𝑐′ + 𝜎′𝑡𝑔 Ø τ = 10 + σ′ ∗ 1 Logo: 𝑐′ = 10 𝑡𝑔Ø = 1 Ø = 45° 07. Exercício 6.13. pág. 125, Pinto. Refazer! 21 08. Em 1925, Karl Terzaghi definiu que o comportamento dos solos saturados quando à compressibilidade e à resistência ao cisalhamento depende fundamentalmente da pressão média intergranular denominado de tensão efetiva (tensão grão a grão), foi uma das maiores contribuições à engenharia e é consideradoo marco fundamental do estabelecimento da Mecânica dos Solos com bases científicas independentes. A comprovação desse princípio foi feita por Terzaghi de maneira muito simples, utilizando um tanque com solo saturado e água. Aumentando o nível da água no tanque, a pressão total (σv0) também aumenta no solo. Entretanto, não se observa qualquer diminuição de volume no solo, o que vem comprovar que seu comportamento é totalmente independente das tensões totais. Nos solos saturados (S = 100%) parte das tensões normais é suportada pelo esqueleto sólido (grãos) e parte pela fase líquida (água), portanto, tem-se que: σ = σ’ + u onde: σ = tensão total; σ’ = tensão efetiva; u = pressão neutra 09. a) O ensaio de compressão triaxial convencional consiste na aplicação de um estado hidrostático de tensões e de um carregamento axial sobre um corpo de prova cilíndrico do solo. Para isto, o corpo de prova é colocado dentro de uma câmara de ensaio, cujo esquema é mostrado na figura 5. 15, e envolto por uma membrana de borracha. A câmara é cheia de água, à qual se aplica uma pressão, que é chamada pressão confinante ou pressão de confinamento do ensaio. A pressão confinante atua em todas as direções, inclusive na direção vertical. O corpo de prova fica sob um estado hidrostático de tensões. b) Ensaio adensado drenado ou ensaio drenado (ensaio CD): A característica fundamental desse ensaio, que também é conhecido como ensaio tipo CD – consolidad drained ou tipo S – slow (lento), é que as tensões aplicadas na amostra são efetivas (tensões atuam no arcabouço estrutural dos solos). São ensaios em que há permanente drenagem do corpo de prova. Aplica-se a pressão confinante e espera-se que o corpo de prova adense, ou seja, que a pressão neutra se dissipe. A seguir, a tensão axial é aumentada lentamente, para que a água sob pressão possa sair. Desta forma, a pressão neutra durante todo o carregamento é praticamente nula, e as tensões totais aplicadas indicam as tensões efetivas que estavam ocorrendo, sendo portanto os parâmetros determinados em termos de tensões efetivas (TTE). A referencia “lento” não se refere à velocidade de carregamento, mas sim à condição de ser tão lento quanto necessário para a dissipação das pressões neutras; se o solo for muito permeável, o ensaio pode ser realizado em poucos minutos, mas, para argilas, o carregamento axial requer 20 dias ou mais. Ensaio adensado não-drenado (ensaio CU): Nesse tipo de ensaio, também conhecido como ensaio tipo CU – consolidad undrained ou tipo R – rapid (rápido) ou ainda rápido pré-adensado, a amostra se consolida primeiramente sob a pressão hidrostática σ3, como no ensaio lento. Em seguida, após aplicação lenta de σ3, a amostra é levada a ruptura por uma rápida aplicação da carga axial σ1 de maneira que não se permita a variação de volume, na fase de aplicação de σ1, sem a saída de água (ensaio lento para σ3 e ensaio rápido para σ3). A condição essencial desse 22 ensaio é não permitir nenhum adensamento adicional na amostra durante a fase de aplicação da carga axial até a ruptura (σ1). Logo, após aplicar σ3, fecha-se as válvulas de saída de água pelas pedras porosas dando garantia da condição pré- estabelecida, independente da velocidade em que essa carga axial seja aplicada. Na segunda etapa do ensaio, aplicação de σ1, pode-se pensar que a água dos vazios é que irá receber toda a carga de pressão em forma de pressão neutra, mas, no real isso não se dá, pois, parte dessa pressão axial é recebida pela fase sólida do solo, pois a amostra não está totalmente confinada lateralmente (como no caso do ensaio de adensamento). Como no triaxial a amostra só está envolvida por uma delgada membrana de latex, há, portanto, condição da estrutura granular absorver esforços cortantes desde o início do ensaio. No ensaio a pressão neutra age-ocorre em seu valor absoluto, podendo ser medida. Este ensaio indica a resistência não drenada em função da tensão de adensamento. Se as pressões neutras forem medidas, a resistência em termos de tensões efetivas também é determinada, razão pela qual ele é muito empregado, pois permite determinar a envoltória de resistência em termos de tensão efetiva (TTE) num prazo muito menor do que o ensaio CD ou ainda em termos de tensões totais (TTT). Ensaio não-adensado não-drenado ou ensaio não-drenado (ensaio UU): Neste ensaio, também denominado ensaio tipo UU – unconsolid undrained ou tipo Q – quick (imediato), não se permite em nenhuma etapa adensamento (consolidação) da amostra. As válvulas de comunicação entre as pedras porosas e os buretos de medição serão fechadas impedindo a drenagem da mesma durante as aplicações das tensões. No ensaio, aplica-se a pressão hidrostática σ3 e, de imediato, se rompe o corpo de prova com a aplicação da pressão axial σ1, em velocidades padronizadas. Não se conhecem as pressões efetivas em nenhuma das fase de execução do ensaio nem tão pouco sua distribuição. O ensaio é geralmente interpretado em termos de tensões totais (TTT). 10. PLASTICIDADE: Define-se plasticidade como sendo a propriedade dos solos finos que consiste na maior ou menor capacidade de serem moldados sob certas condições de umidade. Segundo a ABNT/NBR 7250/82, a plasticidade é a propriedade de solos finos, entre largos limites de umidade, de se submeterem a grandes deformações permanentes, sem sofrer ruptura, fissuramento ou variação de volume apreciável. As partículas que apresentam plasticidade são, principalmente, os argilo-minerais. Os minerais como o quartzo e o feldspato não desenvolvem misturas plásticas, mesmo que suas partículas tenham diâmetros menores do que 0,002mm. A influência do teor de umidade nos solos finos pode ser facilmente avaliada pela análise da estrutura destes tipos de solos. As ligações entre as partículas ou grupo de partículas são fortemente dependentes da distância. Portanto, as propriedades de resistência e compressibilidade são influenciadas por variações no arranjo geométrico das partículas. Quanto maior o teor de umidade implica em menor resistência. A plasticidade de um solo é devida aos argilo-minerais, às micas e aos húmus existentes. O teor de argilo-minerais na fração argila dos solos é, quase sempre, 23 muito superior aos de mica e de húmus e, portanto, o estudo dos argilo-minerais deve merecer destaque. CONSISTÊNCIA: No inicio do século XX, um químico sueco Albert Atterberg, realizou pesquisas sobre as propriedades dos solos finos (consistência). Segundo ele, os solos finos apresentam variações de estado de consistência em função do teor de umidade. Isto é, os solos apresentam características de consistência diferentes conforme os teores de umidade que possuem. Há teores de umidade limite que foram definidos como limites de consistência ou limites de Atterberg. O termo consistência refere-se primariamente ao grau de resistência e plasticidade do solo que dependem das ligações internas entre as partículas do solo. Os solos ditos coesivos possuem uma consistência plástica entre certos teores limites de umidade. Abaixo destes teores eles apresentam uma consistência sólida e acima uma consistência liquida. Pode-se ainda distinguir entre os estados de consistência plástica e sólida, uma consistência semi-sólida. Uma massa de solo argiloso no estado líquido (por exemplo, lama) não possui forma própria e tem resistência ao cisalhamento nula. Retirando-se água aos poucos, por secamento da amostra, a partir de um teor de umidade esta massa de solo torna-se plástica, quando para um teor de umidade constante poderá ter sua forma alterada, sem apresentar uma variação sensível do volume, rupturaou fissuramento. Continuando o secamento da amostra, atinge-se um teor de umidade no qual o solo deixa de ser plástico e adquire a aparência de sólido, mas ainda apresentando uma variação de volume para teores de umidade decrescentes, porém mantendo-se saturado, se encontrando no estado semi-sólido. Finalmente, a partir de um teor de umidade, amostra começará a secar, mas a volume constante, até o secamento total, tendo atingido o estado sólido. 7 PROVA 07 1. Os argilominerais do grupo das ilitas são cristais lamelares, que possuem rigidez das ligações entre camadas e dificuldade à penetração de água e íons. Presença de K+. Baixa expansão, absorção d’água e plasticidade. Já os argilominerais do grupo das montmorilonitas são pequenos cristais, com possibilidade de quebra dos grãos por adsorção d’água, ocasionando grande área superficial. Elevada capacidade de expansão e contração, elevada plasticidade e pegajosidade (úmidos), sujeitos a fendilhamentos e de consistência dura (secos). 2. 24 3. RECALQUE IMEDIATO Imediatamente após o carregamento; RECALQUE POR ADENSAMENTO PRIMÁRIO Processo de compressão do solo, com redução de volume, devido a expulsão de água em seus vazios; RECALQUE POR ADENSAMENTO SECUNDÁRIO Processo de compressão do solo, com redução de volume, devido a expulsão e/ou a deformação da água adsorvida pelos grãos do solo. 4. a) Deve aumentar a umidade do solo até atingir a umidade ótima. b.) Deve-se misturar o solo de modo a secá-lo até que a umidade seja menor que a umidade ótima, daí então é acrescentada a água necessária para atingir a umidade ótima. 5. Prova 03. Questão 5. 6. Resolução na própria prova. 7. O ensaio de cisalhamento direto tem por objetivo a definição dos parâmetros de resistência ao cisalhamento dos solos (COESÃO E ÂNGULO DE ATRITO). Aplica-se uma tensão normal num plano e verifica-se a tensão cisalhante que provoca a ruptura. O ensaio de compressão triaxial tem por objetivo a determinação de parâmetros de resistência ao cisalhamento dos solos em termos de tensões efetivas e tensões totais. O ensaio de compressão simples obtem valores extremamente limitados na sua interpretação e utilização prática em geotecnia aplicados para identificar as consistências das argilas e quando ensaiadas em amostras naturais e amolgadas nos dão condição de determinar a sensibilidade das argilas. 25 8.. De modo geral liquefação (ou mais estritamente fluxo por liquefação) designa o grupo de fenômenos que apresentam em comum o surgimento de altas poropressões em areias saturadas, devidas a carregamentos estáticos ou cíclicos, sob volume constante, enquanto que mobilidade cíclica designa a progressiva deformação de areias saturadas quando sujeitas a carregamentos cíclicos sob teor de umidade constante. O fenômeno da liquefação ocorre em areias fofas. A liquefação ocorre pela diminuição da resistência efetiva e da rigidez dos solos sob ação de forças externas cíclicas ou monotônicas. Esse fenômeno manifesta-se geralmente em materiais saturados que, submetidos a tensões cisalhantes, apresentam tendência de contração de volume. Como os poros do solo encontram-se totalmente preenchidos por água, e o tempo necessário para drenagem é comparativamente maior do que o tempo de aplicação do carregamento, esta tendência de contração de volume na condição não- drenada corresponde a um aumento do valor pressão do fluido presente nos poros do solo. A liquefação do solo descreve o comportamento de solos que, quando carregados, repentinamente sofrem uma transição de um estado sólido para um estado líquido, ou ficam com a consistência de um líquido grosso. A liquefação[1] é mais ocorrente no desprendimento para moderar solos granulados saturados com drenagem pobre, como em areias finas ou areia e cascalho ou contendo fendas de sedimentos impermeáveis[2]. 9.. Sendo σ3=50kPa e σ1=50+100= 150kPa, a máxima tensão de cisalhamento é igual a (150-50)/2=50kPa. Ocorre em planos que formam 45° com os planos principais. 26 8 PROVA 08 1. a) Solo sedimentar ou transportado é mal graduado, pois apresenta um tamanho predominante, a depender do sedimento. Podem ser classificados em: Aluvião: Solo que foi transportado devido à ação da água; Eólicos: Solo transportado pelo vento; Colúvio ou Talus: Solo depositado pela ação da gravidade ou peso próprio; Glaciais: Solo deslocado devido ao movimento de geleiras. b.) Solo residual é bem graduado, pois possui desde a rocha mãe variação no tamanho dos seus grãos, como mostrado no perfil. 2. Coeficiente de uniformidade: (PINTO, pag. 54) 𝐶𝑢 = 𝑑60 𝑑10 𝑑60 = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 60% 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑛𝑡𝑒 27 𝑑10 = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 10% 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑛𝑡𝑒 CU < 5 – Muito uniforme 5 < CU < 15 – Uniformidade média CU > 15 - Desuniforme Obs. : CU < 2 – Areias uniformes SOLO D60 D10 CU Classificação A 0,6 0,08 7,5 Uniformidade Média B 0,8 0,018 4,4 Muito uniforme C 4,5 0,45 10 Uniformidade Média 3. Resposta: 4000m³. Resolução na própria prova. 7..a) Ensaio lento ou com drenagem (S ou CD) - Terreno argiloso abaixo das fundações de edifícios com camadas de areia intercaladas. - Problemas de empuxo de terras e estabilidade de taludes em solos argilosos, para obras definitivas. - Ensaios de solos arenosos. Ensaio rápido ou sem drenagem (Q ou UU) - Terreno argiloso abaixo das fundações de edifícios. - Problemas de empuxo de terras e estabilidade de taludes em solos argilosos, para obras temporárias. - Barragens de terra Ensaio rápido com pré-adensamento (R ou CU) - Em barragens de terra quando houver possibilidade de um rápido rebaixamento do nível d’água do reservatório. b.) Se as pressões neutras forem medidas, é possível determinar a envoltória em termos de tensão efetiva num prazo muito menor do que o ensaio CD. 9.. a) Solo homogêneo; b) Solo saturado; 28 c) Compressibilidade dos grãos sólidos e da água são desprezíveis em relação à compressibilidade do solo; d) As deformações do solo são consideradas infinitesimais em relação a espessura da camada compressível, de forma que esta é considerada constante; e) Compressão é unidimensional; f) Fluxo da água é unidimensional; g) Fluxo pela lei de Darcy; h) Parâmetros físicos considerados constantes, como ( kv) e (av); i) Única relação linear, independente do tempo, entre o índice de vazios e a tensão vertical efetiva, durante o processo de adensamento; j) Domínio de pequenos deslocamentos e pequenas deformações. 29 10..