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CURSO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA
SEMINÁRIO GOSPEL
ÍNDICE:
Palavra do Presidente;
Curiosidades;
PRIMEIRO MÓDULO
Página 16
Teologia Sistemática;
Natureza da doutrina;
Doutrina de Deus;
Atributos naturais;
Triunidade;
Atributos de Deus
Nomes de Deus;
Obras de Deus;
Doutrina da Trindade;
SEGUNDO MÓDULO
Página 117
Doutrina dos Anjos;
Doutrina do Homem;
Doutrina de Cristo;
Doutrina do Pecado;
TERCEIRO MÓDULO
Página 218
Doutrina da Salvação;
Doutrina da Igreja;
Escatologia;
QUARTO MÓDULO
Página 294
Antigo e Novo Testamento;
Igreja;
Teologia de João e outros;
Doutrina do Espírito Santo;
Ensino Apostólico;
QUINTO MÓDULO
Página 340
Homossexualidade;
Sexo pré, extra e união estável;
Trindade Santa;
Bibliologia;
Amar Israel;
História da criação e da Igreja;
História de Israel, nazismo e repatriação;
Tempo dos gentios pós Israel;
Tempo dos gentios e missões urgentes;
Arrebatamento;
Tribunal De Cristo;
Bodas Do Cordeiro;
Grande Tribulação;
Milênio;
4ª e Última Guerra Mundial;
Juízo Final:
Novo Céu e Nova Terra;
Prosperidadeespiritual;
SEXTO MÓDULO
Página 454
Provas
Bibliografias
Revista UniGospel
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM
RESPONSABILIDADE
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM ORAÇÃO.
A Palavra de Deus é discernida espiritualmente. Por isso,
devemos orar pedindo a Deus que abra os nossos olhos para podermos ver
as maravilhas de sua lei (I Coríntios 2.14; Salmos 119.18). Entender a Bíblia
é uma virtude espiritual que somente Deus pode nos dar (Efésios 1.17-19).
A qualidade de nosso estudo teológico passa pela qualidade de
nossa espiritualidade, que se manifesta numa vida de dependência de Deus
pela oração.
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM HUMILDADE.
A Bíblia diz que “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede
graça aos humildes” (I Pedro 5.5). À medida que aprendemos das
Escrituras, devemos ter o cuidado de não nos orgulharmos, assumindo
assim uma atitude de superioridade em relação àqueles que não conhecem
o que temos estudado. Para evitar o orgulho, devemos associar o
conhecimento ao amor (I Coríntios 8.1).
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM A RAZÃO.
Podemos e devemos usar nossa razão para estudar e tirar
conclusões do estudo das Escrituras Sagradas, mas nunca fazer deduções
que contradiga o que a própria Bíblia diz. Nossas conclusões lógicas podem
muitas vezes ser errôneas, pois os pensamentos de Deus são mais altos
que os nossos pensamentos (Isaias 55.8-9).
A Bíblia é a essência da verdade, e todo o seu conteúdo é justo e
permanente (Salmos 119.160). Toda conclusão lógica que tivermos ao
estudar teologia, deve estar em harmonia com toda a Bíblia. Caso contrário,
nossa lógica está enganada, pois a Bíblia não se contradiz jamais.
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM A AJUDA DE OUTROS.
Deus estabeleceu mestres na igreja e seminários de teologia (I
Coríntios 12.28). Isso significa que devemos ler livros escritos por teólogos e
seminários preparados como o Seminário Gospel. Conversar com outros
cristãos sobre teologia é também uma excelente maneira de conhecer mais
sobre Deus.
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COMPILANDO PASSAGENS
BÍBLICAS.
O uso de uma boa concordância bíblica nos ajudará a procurar
palavras-chave sobre determinado assunto. Resumir versículos relevantes e
estudar passagens difíceis também ajuda. É grande a alegria ao descobrir
temas bíblicos. É a recompensa do próprio estudo.
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM ALEGRIA.
Não podemos estudar teologia de forma fria, pois ela trata do
Deus vivo e de suas maravilhas. O estudo da Bíblia é uma maneira de amar
a Deus de todo o coração (Deuteronômio 6.5), pois seus ensinamentos “dão
alegria ao coração”, são grandes riquezas (Salmos 19.8; 119.14).
No estudo da teologia somos levados a dizer: “Ó profundidade da
riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os
seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu a mente do
Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Quem primeiro lhe deu, para que ele
o recompense? Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja
a glória para sempre! Amém” (Romanos 11.33-36).
CURIOSIDADES BÍBLICAS:
A palavra Bíblia vem do grego, através do latim, e significa: livros.
Os primeiros materiais utilizados para as escrituras foram: a
pedra, usada por Moisés para receber os dez mandamentos (Êxodo 24:12 e
34:1); o papiro, material extraído de uma planta aquática desse mesmo
nome (Jó 8:11; Isaías 18:2); de papiro deriva o termo papel (II João 12) e o
pergaminho, pele de animais, curtida e preparada para escrita, usado a partir
do início do século i, na Ásia menor (II Timóteo 4:13).
A Bíblia inteira foi escrita num período que abrange mais de 1600
anos.
A Bíblia foi o primeiro livro impresso no mundo após a invenção
do prelo, em 1452 em Mainz, Alemanha.
A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748, a tradução
foi feita a partir da vulgata latina e iniciou-se com d. Diniz (1279-1325).
A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário
parisiense Stephen langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de
cantuária pouco tempo depois.
A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor
parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar
a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus;
O versículo central da Bíblia é o Salmos 118:8, o qual divide a
mesma ao meio.
Os livros de Ester e cantares de Salomão não possuem a palavra
“Deus”. A frase “não temas”, ocorre 365 vezes em toda a Bíblia, o que dá
uma para cada dia do ano! Há mais de 8 mil promessas na Bíblia.
A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor
parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar
a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus;
O versículo central da Bíblia é o Salmos 118:8, o qual divide a
mesma ao meio.
Os livros de Ester e cantares de Salomão não possuem a palavra
“Deus”.
A frase “não temas”, ocorre 365 vezes em toda a Bíblia, o que dá
uma para cada dia do ano!
Há mais de 8 mil promessas na Bíblia.
O antigo testamento encerra citando a palavra “maldição”, o novo
testamento encerra citando “a graça de nosso Senhor Jesus Cristo”.
A Bíblia completa pode ser lida em 70 horas e 40 minutos, na
cadência de leitura de púlpito. O antigo testamento leva 52 horas e 20
minutos. O novo testamento, 18 horas e 20 minutos. Para ler a Bíblia toda
em um ano basta ler 5 capítulos aos domingos e 3 nos demais dias da
semana.
COMO PODEMOS SABER SE A BÍBLIA É
INFALÍVEL?
A PRÓPRIA BÍBLIA O AFIRMA:
A Bíblia afirma em várias passagens acerca de si mesma que ela
é a palavra de Deus e não contem erros (II Timóteo 3:16-17; II Pedro 1:20-
21; Mateus 24:35)
A expressão "assim diz o Senhor" e equivalentes encontram-se
cerca de 3.800 vezes na Bíblia.
Se alguma falha for encontrada na Bíblia, será sempre do lado
humano, como tradução mal feita, grafia inexata, interpretação forçada, má
compreensão de quem estuda, falsa aplicação quanto aos sentidos do texto,
etc. saibamos refletir como Agostinho, que disse: “num caso desse, deve
haver erro do copista, que não consigo entender...”
A BÍBLIA FAZ REFERÊNCIAA FATOS ATUAIS:
A primeira citação da redondeza da terra é feita na Bíblia, e não
por Galileu Galileu (Isaías40: 22).
O trânsito pesado e veloz, os cruzamentos e os faróis acesos
aparecem descritos exatamente como são hoje (Naum 2:4).
A mensagem através de "out-doors" é uma citação bíblica
detalhada (Habacuque 2: 2).
A primeira referência a impressões digitais aparece no livro mais
antigo da Bíblia (Jó 37:7).
A UNIDADE DA BÍBLIA É UM MILAGRE:
Unidade da Bíblia só pode ser explicada como um milagre. Há
nela 66 livros, escritos por cerca de 40 escritores, cobrindo um período de 16
séculos. Esses homens tinham diferentes atividades e escreveram sob
diferentes situações.
Na maior parte dos casos não se conhecem e nada sabiam sobre
o que já havia sido escrito pelos outros. Tudo isto somando num livro
puramente humano daria uma babel indecifrável!
A BÍBLIA TEM UM ÚNICO TEMA CENTRAL:
É o Senhor Jesus Cristo. Ele mesmo declara em Lucas 24: 27, 44
e João5:39. Considerando Cristo como o tema central da Bíblia, os 66 livros
apontam para Ele:
Gênesis: Jesus é o descendente da mulher (3:15)
Êxodo: é o Cordeiro Pascal (12:5-13)
Levíticos: é o sacrifício expiatório (4:14,21)
Números: é a rocha ferida (20:7-13)
Deuteronômio: é o profeta (18:15)
Josué: é o príncipe dos exércitos do Senhor (5:14)
Juízes: é o libertador (3:9)
Rute: é o parente divino (3:12)
Reis e Crônicas: é o rei prometido (I Reis 4:34)
Ester: é a providência divina (4:14)
Jó: é o nosso redentor (19:25)
Salmos: é o nosso socorro e alegria (46:1)
Provérbios: é a sabedoria de Deus (8:22-36)
Cantares: é o nosso amado (2:8)
Eclesiastes: é o pregador perfeito (12:10)
Profetas: é o messias prometido (Mateus 2:6)
Evangelhos: é o salvador do mundo (João 3)
Atos: é o Cristo ressurgido (2:24)
Epístolas: é a cabeça da Igreja (Efésios4:14)
Apocalipse: é o alfa e o ômega (22:13)
Podemos afirmar que a Bíblia é a palavra de Deus, nossa única
regra de fé e prática infalível, nenhuma de suas promessas jamais falhou e
seguir suas orientações é garantia de sucesso em todas as áreas da vida.
PALAVRA DO PRESIDENTE
Seja bem vindo ao mais respeitado manual teológico do CURSO
INTERNACIONAL DE TEOLOGIA! Você está fazendo parte dos milhões de
alunos que optaram pela vitória, sucesso e prosperidade espiritual que já
fizeram esse curso nos últimos 30 anos em centenas de países.
Cada pessoa tem que procurar crescer diariamente na cultura
espiritual, conhecimento, graça, fé, amor e no bom senso e, ser muito
dinâmico, fazendo semanalmente cursos, devocionais, jejuns, orações e,
sobretudo ser um obcecado pela Bíblia e comunhão com Deus.
Somente o correto de forma correta leva ao sucesso, na
consciência e submissão ao Espírito Santo que rege a Igreja. Sempre deve
procurar se aperfeiçoar na profundeza do conhecimento, da emoção e da
razão, porque são meios que aumenta a força e consolida a personalidade e
a moral para vencer as batalhas especialmente emocionais e viver
consistentemente em um Porto Seguro.
Sonhe com a sabedoria, poder espiritual, prosperidade, sorte e
liberdade, ouse sonhar, pois você nunca vai além de seus sonhos, mas no
limite que projetar os seus sonhos e, seja persistente! A sua vida terá duas
fases distintas, uma até a leitura desse curso e outra após essa leitura.
O seu crescimento na fé e em todas as áreas será fantástico e,
você vai querer recomendar para todos da sua família e para os seus
amigos essa obra rara e único método didático de cultura e ajuda que
somente existe aqui na FACULDADE
GOSPELwww.SeminárioGospel.com.br. Afinal estamos vivendo tempos de
sede espiritual, onde heresias têm procurado se instalar no meio da Igreja.
Precisamos exercer influências com nosso testemunho perante os
que dispomos a ensinar a Palavra de Deus. Esse treinamento compacto e
objetivo da Teologia Sistemática é muito importante porque nos dará ampla
visão da teologia Divina, atrairá futuros líderes ao aprendizado e criará um
ambiente mais espiritual na nossa Igreja (Koinonia). Aprendizados errados
geram desastres e resistência à Obra de Deus.
Temos capacidade, em Deus, de mudarmos o mundo,
começando do mundo interior das consciências humanas dos alunos, que se
tornarão futuros evangelizadores capacitados na Palavra de Deus.
Não preguemos a verdade para ferirmos os outros ou para
destruir, mas para ajudar e corrigir as almas, com amor, esperando que
Deus lhes conceda o entendimento do Reino dos Céus. É importante que
cada pessoa tenha esse curso, e que também responda as questões para
didaticamente aprender mais e, ser transformado completamente a filosofia
de vida, e afinal conseguir o respectivo Certificado, credencial e histórico
(opcional) para enriquecer o seu currículo e portar a prova material em sua
pasta eclesiástica para exibir a todos que o cercam.
Ao final do curso você tem a opção do receber o Certificado,
Credencial e participar da festa de Formatura e Colação de Grau e, para
quem já é obreiro a Unção e Consagração para: Teólogo, Diácono,
Presbítero, Evangelista, Capelão, Psicanalista, Pastor, Bispo e apóstolo
e filiação na Convenção Geral e ao Conselho Federal de Pastor para
obtenção da Credencial de Autoridade Eclesiástica.
Organizamos a documentos para abrir igreja (ata, estatuto e
CNPJ), rádios comunitária FM com requerimento para a ANATEL, ONG
e clínica para viciados.
Entre em contato com os nossos consultores por meio de nossos
sites e peça os novos lançamentos. Quem para de ler para de crescer, de
vencer e de conquistar. Que Deus te dê vida longa e saúde, sabedoria e
conhecimento.
Autor Presidente Pt. Ap. Pr. Dr. Omar M.B, D.D e, PhD.
PRIMEIRO MÓDULO
INTRODUÇÃO À TEOLOGIA SISTEMÁTICA
A Teologia Sistemática é uma importante ferramenta em nos
ajudar a compreender e ensinar a Bíblia de uma forma organizada.
DEFINIÇÃO DE TEOLOGIA SISTEMÁTICA
A palavra “teologia” é derivada dos termos gregos theos, que
significa “Deus” e jogos, que significa “palavra”, “discurso”, “tratado” ou
“estudo”. A Teologia pode então ser conceituada, do modo mais simples,
como “a ciência do estudo de Deus”.
O seu campo é estendido não apenas à pessoa de Deus, mas
também às Suas obras, de forma que ela tem sido chamada de “o estudo de
Deus e de sua relação para com o Universo”, ”Sistematizar”, por sua vez, é
“reduzir diversos elementos a um sistema” ou “agrupar em um corpo de
doutrina”.
Sistemático, portanto, é aquilo que segue um sistema, uma
ordenação, um método.
Quando se aplica o adjetivo a essa disciplina da enciclopédia
teológica não se quer dizer que outras disciplinas (como a exegese ou a
teologia bíblica) não seguem qualquer sistema, mas que é a Teologia
Sistemática que procura oferecer a verdade acerca de Deus e sua obra,
apresentada na Bíblia, como um todo, como um sistema unificado.
Teologia Sistemática é qualquer estudo que responda à pergunta:
“O que a Bíblia toda nos ensina hoje?” sobre qualquer assunto. (John
Frame, WestministerSeminary, Escondido, Califórnia – EUA). Essa definição
índica que Teologia Sistemática envolve coletar e compreender todas as
passagens relevantes na Bíblia sobre vários assuntos e então resumir seus
ensinos claramente de modo que conheçamos aquilo que cremos sobre
cada assunto.
OUTRAS DEFINIÇÕES DE TEOLOGIA
CHAFER:
Teologia sistemática pode ser definida como a coleção,cientificamente arrumada, comparada, exibida e defendida de todos os fatos
de toda e qualquer fonte referentes a Deus e às Suas obras. Ela é temática
porque segue uma forma de tese humanamente idealizada, e apresenta e
verifica a verdade como verdade (Lewis Sperry Chafer).
HODGE:
A teologia sistemática tem por objetivo sistematizar os fatos da
Bíblia, e averiguar os princípios ou verdades gerais que tais fatos envolvem
(Charles Hodge).
THOMAS:
A ciência é a expressão técnica das leis da natureza; a teologia é
a expressão técnica da revelação de Deus. Faz parte da teologia examinar
todos os fatos espirituais da revelação, calcular o seu valor e arranjá-los em
um corpo de ensinamentos. A doutrina, assim, corresponde às
generalizações da ciência (W. H. Griffith Thomas).
STRONG:
A ciência de Deus e dos relacionamentos de Deus com o
universo (A. H. Strong).
SHEDD:
Uma ciência que se preocupa com o infinito e o finito, com Deus e
o universo. O material, portanto, que abrange é mais vasto do que qualquer
outra ciência. Também é a mais necessária de todas as ciências (W. G. T.
Shedd).
DEFINIÇÕES ERRADAS:
Para definir teologia foram empregados alguns termos
enganadores e injustificados. Já se declarou que ela é "a ciência da religião";
mas o termo religião de maneira nenhuma é um sinônimo da Pessoa de
Deus e de toda a Sua obra.
Da mesma forma já se disse que ela é "o tratamento científico
daquelas verdades que se encontram na Bíblia; mas esta ciência, embora
extraia porção maior do seu material das Escrituras, extrai também o seu
material de toda e qualquer fonte.
A teologia sistemática também tem sido definida como o
arranjoordeiro da doutrina cristã; mas como o cristianismo representa
apenas uma simples fração de todo o campo da verdade relativa à Pessoa
de Deus e o Seu universo, esta definição não é adequada.
OUTRAS ÀREAS DA TEOLOGIA ABORDADAS EM CURSOS
DE BACHAREIS EM TEOLOGIA DO SEMINÁRIOGOSPEL.
TEOLOGIA BÍBLICA:
Investiga a verdade de Deus e o Seu universo no seu
desenvolvimento divinamente ordenado e no seu ambiente histórico
conforme nos apresentados diversos livros da Bíblia.
A teologia bíblica é a exposição do conteúdo doutrinário e ético
da Bíblia, conforme originalmente revelada. A teologia bíblica extrai o seu
material exclusivamente da Bíblia, seu período compreende somente até o
final da era apostólica.
TEOLOGIA DOGMÁTICA:
É a sistematização e defesa das doutrinas expressas nos
símbolos da Igreja. Assim temos "Dogmática Cristã", por H. Martensen, com
uma exposição e defesa da doutrina luterana; "Teologia Dogmática", por
Wm. G. T. Shedd, como uma exposição da Confissão de Westminster e de
outros símbolos presbiterianos; e "Teologia Sistemática", por Louis Berkhof,
como uma exposição da teologia reformada.
TEOLOGIA EXEGÉTICA:
Estuda o Texto Sagrado e assuntos relacionados, através do
estudo das línguas originais, da arqueologia bíblica, da hermenêutica bíblica
e da teologia bíblica.
TEOLOGIA HISTÓRICA:
Considera o desenvolvimento histórico da doutrina, mas também
investiga as variações sectárias e heréticas da verdade. Ela abrange história
bíblica, história da Igreja, história das missões, história da doutrina e história
dos credos e confissões. A teologia histórica tem seu período compreendido
desde a era apostólica até os dias atuais.
TEOLOGIA NATURAL:
Estuda fatos que se referem a Deus e Seu universo que se
encontra revelado na natureza.
TEOLOGIA PRÁTICA:
Trata da aplicação da verdade aos corações dos homens trazidas
pelos outros ramos da teologia, sobretudo a sistemática. Ela busca aplicar à
vida prática os ensinamentos das outras teologias, para edificação,
educação, e aprimoramento do serviço dos homens. Ela abrange os cursos
de homilética, administração da igreja, liderança liturgia, educação cristã e
missões.
OBJETIVO DA TEOLOGIA
“A coleção, o arranjológico, a comparação, a exposição e a
defesa de todos os fatos de todas as fontes com respeito a Deus e Suas
relações com o Universo”. (Paul Davidson, Vol. I, p. 2).
“O papel da Teologia como ciência não é criar fatos, mas
descobri-los e apresentar a relação deles entre si. Os fatos com que lida a
Teologia estão na Bíblia” (Paul Davidson, idem).
LIMITAÇÕES AO CONHECIMENTO TEOLÓGICO
Limitações da mente humana (Romanos11:33; II Pedro 3:16);
Limitações da linguagem humana (II Coríntios 12:4); Restrições colocadas
pelo próprio Deus (Deuteronômio 29:29; Provérbios 25:2; Marcos 13:32; Jô
16:12; Atos 1:7).
Para chegarmos à organização que temos hoje, foram
necessários anos de estudos e combate às heresias. Após a era apostólica
(morte dos apóstolos)surgiram figuras de muita importância no cenário
cristão, os apologistas, estudiosos cristãos que defendiam a fé diante das
heresias que surgiam em sua época, como Justino Mártir, Tertuliano, Irineu
entre outros (100 – 451 d.C.). Essa apologética contribuiu em muito para a
organização das doutrinas bíblicas como as temos hoje.
A NATUREZA DA DOUTRINA
A Bíblia Sagrada dá grande relevância à doutrina, e afirma
fornecer o material próprio para seu conteúdo. Ela é enfática em sua
condenação contra o que é falso.
Adverte contra as "doutrinas dos homens" (Colossenses2.22);
contra a "doutrina dos fariseus" (Mateus16.12); contra os "ensinos de
demônios" (I Timóteo 4.1); contra os que ensinam "doutrinas que são
preceitos de homens" (Marcos7.7); contra os que "são levados ao redor por
todo vento de doutrina" (Efésios4.14).
No entanto, se por um lado a Bíblia condena o falso profeta, por
outro exorta e recomenda a verdadeira doutrina. Entre outras coisas para a
doutrina que "da Escritura é... útil para o ensino" (II Timóteo. 3.16).
Portanto, nas Escrituras a doutrina é reputada como "boa" (I
Timóteo 4.6); "sã" (I Timóteo 1.10); "segundo a piedade" (I Timóteo 6.3); "de
Deus" (Tito2.10), e "de Cristo" (II João 9).
Para alguns cristãos, a palavra "doutrina" pode se mostrar um
tanto ameaçadora. Ela evoca visões de crenças muito técnicas, difíceis e
abstratas, talvez apresentadas de forma dogmática. Doutrina, entretanto,
não é isso.
A doutrina cristã é apenas a declaração das crenças mais
fundamentais do cristão: crenças sobre a natureza de Deus; sobre sua ação;
sobre nós, que somos suas criaturas; e sobre o que Deus fez para nos trazer
à comunhão com ele. Longe de serem áridas ou abstratas, são as espécies
mais importantes de verdades.
São declarações sobre as questões fundamentais da vida, ou
seja, quem sou eu? Qual é o sentido último do universo? Para onde vou? A
doutrina cristã, portanto, constitui-se das respostas que o cristão dá àquelas
perguntas que todos os seres humanos fazem.
A doutrina lida como verdades gerais ou atemporais sobre Deus e
sobre o restante da realidade. Não é apenas um estudo de eventos
históricos específicos tais como o que Deus fez, mas da própria natureza do
Deus que atua na história.
Crenças doutrinárias corretas são essenciais no relacionamento
entre o cristão e Deus. Assim, por exemplo, o autor de Hebreus disse: “De
fato, sem fé é impossível agradar a Deus, portanto é necessário que aquele
que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador
dos que o buscam" (Hebreus11.6).
Também importante para um relacionamento adequadocom Deus
é a crença na humanidade de Jesus; João escreveu: "Nisto reconheceis o
Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne
é de Deus" (I João 4.2).
Paulo destacou a importância da crença na ressurreição de
Cristo: "Se você confessar com a boca que Jesus é Senhor e crer em seu
coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o
coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação"
(Romanos 10.9,10).
A IMPORTÂNCIA DA TEOLOGIA
É comum em nossas igrejas, principalmente as pentecostais,
existir um sentimento de negativismo em relação à teologia, certa vez ouvi
um obreiro dizer o seguinte: “eu não compro uma Bíblia de estudo porque
contém teologia de homens”, Bíblias de estudo à parte, esta opinião
equivocada tem contribuído para que o ensino teológico seja colocado à
margem, talvez por um desconhecimento da teologia e seus efeitos na vida
cristã individual e da igreja. A importância da teologia se dá em alguns
aspectos:
SATISFAZ A MENTE HUMANA
Deus quando criou o homem, deu-lhe uma capacidade especial, o
intelecto, a razão, ou raciocínio, é da mente humana querer entender o que
está ao seu redor, o homem não concebe viver sem entender a vida, já dizia
o filósofo Sócrates “uma vida sem reflexão não merece ser vivida”.
A teologia como ciência humana, vem para tentar preencher a
lacuna do entendimento humano acerca de Deus, fundamentando-se no que
Ele revelou em sua Palavra, a Bíblia, que é a fonte primária da teologia
(Mateus 22.37).
AJUDA NA FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
A teologia injeta em nosso intelecto um conhecimento sobre Deus
que influi no desenvolvimento do nosso caráter cristão, moldando a nossa
mente para tornar-se parecida com a de Cristo, ter uma mente cristã é ver o
mundo com a lente dos ensinamentos de Cristo.
“Ter a mente cristã é compreender o mundo ao nosso redor,
influenciados pela verdade de Deus, a ponto de, mesmo imperfeitamente,
pensarmos os pensamentos de Deus a respeito de qualquer assunto: desde
o salário digno de uma empregada doméstica que tem duas crianças para
cuidar e alimentar até as implicações éticas da biogenética. Entre outras
coisas, ter a mente cristã é também fazer a análise de um filme ou de uma
de um conto seriado, à luz do ensino do evangelho.” (R. RAMOS, 2003, p.
20).
SERVE PARA PUREZA E DEFESA DO CRISTIANISMO
Ao longo da história da Igreja, surgiram, e ainda surgem muitas
teorias, doutrinas, correntes, heresias e afins. Para que a igreja esteja
preparada para combater isso e manter uma doutrina bíblica pura, sua
teologia precisa estar fundamenta da Bíblia, alguns movimentos religiosos
têm sua doutrina fundamentada em teorias que foram combatidas ainda
pelos pais da Igreja, a doutrina da trindade é um exemplo disso.
CONTRIBUI PARA O AVANÇO DO EVANGELHO
A Igreja avança de forma sadia quando compreende o significado
do evangelho, sendo capaz de dar uma explicação inteligível da verdade a
outrem. Os líderes da Igreja têm a responsabilidade de cuidar do
desenvolvimento do rebanho (Ef4.11-14).
FUNDAMENTA A PRÁTICA CRISTÃ
Para o cristão é imprescindível entender as escrituras para por em
prática os seus mandamentos, a qualidade da nossa espiritualidade é
proporcional à qualidade do nosso entendimento da Bíblia.
AS ESCRITURAS
II Timóteo 3.16,17 “Toda Escritura divinamente inspirada é
proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça,
para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda
boa obra.”
O termo “Escritura”, conforme se encontra em 2 Timóteo 3.16,
refere-se principalmente aos escritos do Antigo Testamento (3.15). Há
evidências, porém, de que escritos do Novo Testamento já eram
considerados Escritura divinamente inspirada por volta do período em que
Paulo escreveu 2 Timóteo (I Timóteo 5.18, Lucas 10.7; II Pedro 3.15,16).
Para nós, hoje, a Escritura refere-se aos escritos divinamente
inspirados tanto do Antigo Testamento quanto do Novo Testamento. São (os
escritos) a mensagem original de Deus para a humanidade, e o único
testemunho infalível da graça salvífica de Deus para todas as pessoas.
Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus. A palavra
“inspirada” (gr. theopneustos) provém de duas palavras gregas: Theos, que
significa “Deus”, e pneuo, que significa “respirar”. Sendo assim, “inspirado”
significa “respirado por Deus”.
Toda a Escritura, portanto, é respirada por Deus; é a própria vida
e Palavra de Deus. A Bíblia, nas palavras dos seus manuscritos originais,
não contém erro; sendo absolutamente verdadeira, fidedigna e infalível.
Esta verdade permanece inabalável, não somente quando a Bíblia
trata da salvação, dos valores éticos e da moral, como também está isenta
de erro em tudo aquilo que ela trata, inclusive a história e o cosmos cf. II
Pedro 1.20,21; veja também a atitude do salmista para com as Escrituras no
Salmos 119).
Os escritores do Antigo Testamento estavam conscientes de que
o que disseram ao povo e o que escreveram é a Palavra de Deus (ver
Deuteronômio 18.18; II Samuel 23.2). Repetidamente os profetas iniciavam
suas mensagens com a expressão:
“Assim diz o Senhor”.
Jesus também ensinou que a Escritura é a inspirada Palavra de
Deus até em seus mínimos detalhes (Mateus 5.18).
Afirmou, também, que tudo quanto Ele disse foi recebido da parte
do Pai e é verdadeiro (João 5.19, 30,31; 7.16; 8.26). Ele falou da revelação
divina ainda futura (a verdade revelada do restante do Novo Testamento), da
parte do Espírito Santo através dos apóstolos (João 16.13; 14.16,17;
15.26,27).
Negar a inspiração plenária das Sagradas Escrituras, portanto, é
desprezar o testemunho fundamental de Jesus Cristo (Mateus 5.18; 15.3-6;
Lucas 16.17; 24 25-27, 44,45; João 10.35), do Espírito Santo (João 15.26;
16.13; I Coríntios 2.12-13; I Timóteo 4.1) e dos apóstolos (3.16; II Pedro
1.20,21). Além disso, limitar ou descartar a sua inerrância é depreciar sua
autoridade divina.
Na sua ação de inspirar os escritores pelo seu Espírito, Deus,
sem violar a personalidade deles, agiu neles de tal maneira que escreveram
sem erro (3.16; II Pedro 1.20,21; I Coríntios 2.12,13).
A inspirada Palavra de Deus é a expressão da sabedoria e do
caráter de Deus e pode, portanto, transmitir sabedoria e vida espiritual
através da fé em Cristo (Mateus 4.4; João 6.63; 2 Timóteo 3.15; I Pedro
2.2).
As Sagradas Escrituras são o testemunho infalível e verdadeiro
de Deus, na sua atividade salvífica a favor da humanidade, em Cristo Jesus.
Por isso, as Escrituras são incomparáveis, eternamente completas e
incomparavelmente obrigatórias. Nenhuma palavra de homens ou
declarações de instituições religiosas igualam-se à autoridade delas.
Qualquer doutrina, comentário, interpretação, explicação e
tradição deve ser julgado e validado pelas palavras e mensagem das
Sagradas Escrituras (Deuteronômio 13.3).
As Sagradas Escrituras como a Palavra de Deus devem ser
recebidas, cridas e obedecidas como a autoridade suprema em todas as
coisas pertencentes à vida e à piedade (Mateus 5.17-19; João 14.21; 15.10;
II Timóteo 3.15,16; Êxodo 20.3).
Na Igreja, a Bíblia deve ser a autoridade final em todas as
questões de ensino, de repreensão, de correção, de doutrina e de instrução
na justiça (II Timóteo 3.16,17). Ninguém pode submeter-se ao senhorio de
Cristo sem estar submisso a Deuse à sua Palavra como a autoridade
máxima (João 8.31,32, 37).
Só podemos entender devidamente a Bíblia se estivermos em
harmonia com o Espírito Santo. É Ele quem abre as nossas mentes para
compreendermos o seu sentido, e quem dá testemunho em nosso interior da
sua autoridade (I Coríntios 2.12).
Devemos nos firmar na inspirada Palavra de Deus para vencer o
poder do pecado, de Satanás e do mundo em nossas vidas (Mateus 4.4;Ef
6.12,17; Tiago 1.21).
Todos devem amar, estimar e proteger as Escrituras como um
tesouro, tendo-as como a única verdade de Deus para um mundo perdido e
moribundo.
Devemos manter puras as suas doutrinas, observando fielmente
os seus ensinos, proclamando a sua mensagem salvífica, confiando-as a
homens fiéis, e defendendo-as contra todos que procuram destruir ou
distorcer suas verdades eternas (ver Filipenses 1.16; 2 Timóteo 1.13,14
notas; 2.2;Judas 3). Ninguém tem autoridade de acrescentar ou subtrair
qualquer coisa da Escritura (Deuteronômio 4.2; Apocalipse 22.19).
Um fato final a ser observado aqui. A Bíblia é infalível na sua
inspiração somente no texto original dos livros que lhe são inerentes. Logo,
sempre que acharmos nas Escrituras alguma coisa que parece errada, ao
invés de pressupor que o escritor daquele texto bíblico cometeu um engano,
devemos ter em mente três possibilidades no tocante a um tal suposto
problema:
(a) As cópias existentes do manuscrito bíblico original
podem conter inexatidão;
(b) As traduções atualmente existentes do texto bíblico
grego ou hebraico podem conter falhas; ou
(c) A nossa própria compreensão do texto bíblico pode ser
incompleta ou incorreta.
A DOUTRINA DE DEUS
DEFINIÇÕES BÍBLICAS:
As expressões "Deus é Espírito" (João4: 24) e "Deus é Luz " ( I
João 1:5), são expressões da natureza essencial de Deus, enquanto que a
expressão "Deus é amor" ( I João 4:7) é expressão de Sua personalidade. (I
Timóteo 6:16).
DEFINIÇÃO CRISTÃ DO BREVE CATECISMO:
Deus é um Espírito, infinito, eterno e imutável em Seu Ser,
sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.
DEFINIÇÃO FILOSÓFICA DE PLATÃO:
Deus é o começo, o meio e o fim de todas as coisas. Ele é a
mente ou razão suprema; a causa eficiente de todas as coisas; eterno,
imutável, onisciente, onipotente; tudo permeia e tudo controla; é justo, santo,
sábio e bom; o absolutamente perfeito, o começo de toda a verdade, a fonte
de toda a lei e justiça, a origem de toda a ordem e beleza e, especialmente,
a causa de todo o bem.
DEFINIÇÃO COMBINADA: Deus é um espírito infinito e perfeito
em quem todas as coisas têm sua origem, sustentação e fim (João4:24;
Neemias 9:6; Apocalipse 1:8; Isaías 48:12; Apocalipse 1:17).
A EXISTÊNCIA DE DEUS
TEORIAS SOBRE A EXISTÊNCIA DE DEUS:
ATEÍSMO:
Nega a existência teórica e prática de Deus.
DEÍSMO:
Deus criou, mas se retirou e deixa a criação à sua própria sorte.
Não interfere.
PANTEÍSMO:
Deus é uma força impessoal que está presente em tudo. TEÍSMO:
Existe um Deus, vivo e pessoal, que criou e governa todas as coisas.
Não se pode duvidar da existência de ateus práticos, visto que
tanto a Escritura como a experiência a atestam. A respeito dos ímpios o
Salmos 14.1 declara: “Diz o insensato no seu coração: não há Deus”
(Salmos 10.4b). E Paulo lembra aosEfésiosque eles tinham estado
anteriormente “sem Deus no mundo”,Efésios 2.12. A experiência também dá
abundante da presença deles no mundo.
Eles não são necessariamente ímpios notórios aos olhos dos
homens, mas podem pertencer aos assim chamados “homens decentes do
mundo”, embora consideravelmente indiferentes para com as coisas
espirituais. Tais pessoas muitas vezes têm a consciência do fato de que
estão em desarmonia com Deus, tremem ao pensar em defrontá-lo e
procuram esquecê-lo.
Parecem ter um secreto prazer em exibir o seu ateísmo quando
tudo vai bem, mas é sabido que dobram os seus joelhos em oração quando
sua vida entra repentinamente em perigo. Na época presente, milhares
desses ateus práticos pertencem à Associação Americana para o Progresso
do Ateísmo.
Para nós a existência de Deus é a grande pressuposição da
teologia. Não há sentido em falar-se do conhecimento de Deus, se não se
admite que Deus existe. A pressuposição da teologia cristã é um tipo muito
definido.
A suposição não é apenas de que há alguma coisa, alguma ideia
ou ideal, algum poder ou tendência com propósito, a que se possa aplicar o
nome de Deus, mas que há um ser pessoal auto-consciente, auto-existente,
que é a origem de todas as coisas e que transcende a criação inteira, mas
ao mesmo tempo é imanente em cada parte da criação.
Pode-se levantar a questão se esta suposição é razoável, questão
que pode ser respondida na afirmativa. Não significa, contudo, que a
existência de Deus é passível de uma demonstração lógica que não deixa
lugar nenhum para dúvida; mas significa, sim, que, embora verdade da
existência de Deus seja aceita pela fé, esta fé, se baseia numa informação
confiável.
Embora a teologia reformada considere a existência de Deus
como pressuposição inteiramente razoável, não se arroga a capacidade de
demonstrar isto por meio de uma argumentação racional. Dr. Kuyper fala
como segue da tentativa de fazê-lo: “A tentativa de provar a existência de
Deus ou é inútil ou é um fracasso. É inútil se o pesquisador acredita que
Deus recompensa aqueles que O procuram. É um fracasso se, se trata de
uma tentativa de forçar, mediante argumentação, ao reconhecimento, num
sentido lógico, uma pessoa que não tem esta pistis”.
ACEITAR A EXISTENCIA DE DEUS PELA FÉ
O Cristão aceita a verdade da existência de Deus pela fé. Mas
esta fé não é uma fé cega, mas fé baseada em provas, e as provas se
acham, primariamente, na Escritura como a Palavra de Deus inspirada, e,
secundariamente, na revelação de Deus na natureza.
A prova bíblica sobre este ponto não nos vem na forma de uma
declaração explícita, e muito menos na forma de um argumento lógico.
Nesse sentido a Bíblia não prova a existência de Deus.
O que mais se aproxima de uma declaração talvez seja o que
lemos em Hebreus 11:6 “… é necessário que aquele que se aproxima de
Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. A
Bíblia pressupõe a existência de Deus em sua declaração inicial, “No
princípio criou Deus os céus e a terra”.
Ela não somente descreve a Deus como o Criador de todas as
coisas, mas também como o Sustentador de todas as Suas criaturas. E
como o Governador de indivíduos e nações. Ela testifica o fato de que Deus
opera todas as coisas de acordo com o conselho da Sua vontade, e revela a
gradativa realização do Seu grandioso propósito de redenção.
O preparo para esta obra, especialmente na escolha e direção do
povo de Israel na velha aliança, vê-se claramente no Velho Testamento, e a
sua culminação inicial na Pessoa e Obra de Cristo ergue-se com grande
clareza nas páginas do Novo testamento.
Vê-se Deus em quase todas as páginas da Escritura Sagrada em
que Ele se revela em palavras e atos. Esta revelação de Deus constitui a
base da nossa fé na existência de Deus, e a torna uma fé inteiramente
razoável. Deve-se notar, que é somente pela fé que aceitamos a revelação
de Deus e que obtemos uma real compreensão do seu conteúdo.
Disse Jesus, “Se alguém quiser fazer a vontade d’Ele, conhecerá
a respeito da doutrina, se elaé de Deus ou se eu falo por mim mesmo”, João
7.17. É este conhecimento intensivo, resultante de íntima comunhão com
Deus, que Oséias tem em mente quando diz: “Conheçamos, e prossigamos
em conhecer ao Senhor”, Oséias 6.3.
O incrédulo não tem nenhuma real compreensão da palavra de
Deus. As palavras de Paulo são pertinentes nesta conexão: “Onde está o
sábio? Onde o escriba? Onde o inquiridor deste século? Porventura não
tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de
Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus
salvar os que creem, pela loucura da pregação”, 1 Coríntios 1.20, 21.
PROVAS RACIONAIS DA EXISTÊNCIA DE DEUS.
No transcurso do tempo foram elaborados alguns argumentos em
favor da existência de Deus. Acharam ponto de apoio na teologia,
especialmente pela influência de Wolff. Alguns deles já tinham sido
sugeridos, em essência, por Platão e Aristóteles, e outros foram
acrescentados modernamente por estudiosos da filosofia da religião.
Somente os mais comuns podem ser apresentados aqui.
O ARGUMENTO ONTOLÓGI CORÍNTIOS
Este argumento foi apresentado em várias formas por Anselmo,
Descartes, Samuel Clark, e outros. Foi apresentado em sua mais perfeita
forma por Anselmo. Este argumenta que o homem tem a ideia de um ser
absolutamente perfeito; que a existência é atributo de perfeição; e que,
portanto, um ser absolutamente perfeito tem que existir. Mas é evidente que
não podemos tirar uma conclusão quanto à existência real partindo de um
pensamento abstrato.
O fato de que temos uma ideia de Deus ainda não prova a Sua
existência objetiva. Além disto, este argumento pressupõe tacitamente como
já existente na mente humana o próprio conhecimento da existência de Deus
que teria que derivar de uma demonstração lógica.
Kant declarou, com ênfase, insustentável este argumento, mas
Hegel o aclamou como um grande argumento em favor da existência de
Deus. Alguns idealistas modernos sugeriram que ele poderia ser proposto de
forma um tanto diferente, como a que Hocking chamou, “O registro da
experiência”. Em virtude podemos dizer: “Tenho ideia de Deus: portanto,
tenho experiência de Deus”.
O ARGUMENTO COSMOLÓGI CORÍNTIOS
Este argumento tem aparecido em diversas formas. Em geral se
apresenta como segue: Cada coisa existente no mundo tem que ter uma
causa adequada; sendo assim, o universo também tem que ter uma causa
adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande. Contudo, o argumento
não produz convicção, em geral.
Hume questionou a própria lei de causa efeito, e Kant assinalou
que, se tudo que existe tem uma causa adequada, isto se aplica também a
Deus, e, assim, somos suposição de que o cosmo teve uma causa única,
uma causa pessoal e absoluta, e, portanto, não prova a existência de Deus.
Esta dificuldade levou a uma construção ligeiramente diversa do argumento
como, por exemplo, a que B.P.Bowne fez.
O universo material aparece como sistema interativo e, portanto,
como uma unidade que consiste de várias partes. Daí, deve haver um
Agente Integrante que veicule a interação das várias partes ou constitua a
base dinâmica da existência delas.
O ARGUMENTO TELEOLÓGI CORÍNTIOS
Este argumento também é causal e, na verdade, é apenas uma
extensão do imediatamente anterior. Pode ser exposto da seguinte forma:
Em toda parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e
assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado
para a produção de um mundo como este.
Kant considera este argumento o melhor dos três que
mencionamos, mas alega que ele não prova a existência de Deus, nem de
um criador, mas somente a de um grande arquiteto que modelou o mundo.
É superior ao argumento cosmológico no sentido de que explicita
aquilo que não é firmado no anterior, a saber, que o mundo contém
evidências de inteligência e propósito. Não se segue necessariamente que
este ser é o Criador do mundo.
“A prova teológica”. Diz Wright. “indica apenas a provável
existência de uma mente que, ao menos em considerável medida, controla o
processo do mundo, suficiente para explicar a quantidade de teleologia que
nele transparece”.
Hegel considerava este argumento válido, mas o tratava como um
argumento subordinado. Os teólogos sociais dos nossos dias rejeitam-no,
juntamente com todos os outros argumentos, como puro refugo, mas os
neoteístas o aceitam.
O ARGUMENTO MORAL.
Como os outros argumentos, este também assumiu diferentes
formas. Kant tomou seu ponto de partida no imperativo categórico, e deste
deferiu a existência de alguém que, como legislador e juiz, tem absoluto
direito de dominar o homem. Em sua opinião, este argumento é muito
superior a qualquer dos outros. É o argumento em que se apóia
principalmente, em sua tentativa de provar a existência de Deus.
Esta pode ser uma das razões pelas quais este argumento é mais
geralmente reconhecido do que qualquer outro, embora nem sempre com a
mesma formulação. Alguns argumentam baseados na desigualdade muitas
vezes observada entre a conduta moral dos homens e a prosperidade que
eles gozam na vida presente, e acham que isso requer um ajustamento no
futuro que, por sua vez, exige um árbitro justo.
A teologia moderna também o usa amplamente, em especial na
forma de que o reconhecimento que o homem tem do Sumo Bem e a sua
busca de uma ideal moral exigem e necessitam a existência de um ser santo
e justo, não torna obrigatória a crença em um Deus, em um Criador ou em
um Ser de infinitas perfeições.
O ARGUMENTO HISTÓRICO OU ETNOLÓGI CORÍNTIOS
Em geral este argumento toma a seguinte forma: Entre todos os
povos e tribos da terra há um sentimento religioso que se revela em cultos
exteriores. Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer à própria
natureza do homem.
E se a natureza do homem naturalmente leva ao culto religioso,
isto só pode achar sua explicação num ser superior que constituiu o homem
um ser religioso. Todavia, em resposta a este argumento, pode-se dizer que
este fenômeno universal pode ter-se originado num erro ou numa
compreensão errônea de um dos primitivos progenitores da raça humana, e
que o culto religioso referido aparece com mais vigor entre as raças
primitivas e desaparece à medida que elas se tornam civilizadas.
Ao avaliar estes argumentos racionais, deve-se assinalar antes de
tudo que os crentes não precisam deles. Sua convicção a respeito da
existência de Deus não depende deles, mas, sim, da confiante aceitação da
auto-revelação de Deus na Escritura.
Se muitos em nossos dias estão querendo firmar sua fé na
existência de Deus nesses argumentos racionais, isto se deve em grande
medida ao fato de que eles se negam a aceitar o testemunho da palavra de
Deus. Além disso, ao usar estes argumentos na tentativa de convencer
pessoas incrédulas, será bom ter em mente que de nenhum deles se pode
dizer que transmite convicção absoluta.
Ninguém fez mais para desacreditá-los que Kant. Desde o tempo
dele, muitos filósofos e teólogos os têm descartado como completamente
inúteis, mas hoje os referidos argumentos estão recuperando apoio e o seu
número está crescendo.
E o fato de que em nossos dias tanta gente acha neles indicações
satisfatórias da existência de Deus, parece indicar que eles não são
inteiramente vazios de valor. Têm algum valor para os próprios crentes, mas
devem ser denominados testimonia, e não argumentos.
Eles são importantescomo interpretações da revelação geral de
Deus e como elementos que demonstram o caráter razoável da fé em um
ser divino. Além disso, podem prestar algum serviço na confrontação com os
adversários. Embora não provem a existência de Deus além da possibilidade
de dúvida e a ponto de obrigar o assentimento, podem ser elaborados de
maneira que estabeleçam uma forte probabilidade e, por isso, poderão
silenciar muitos incrédulos.
CONCLUSÃO:
Nada podemos saber de Deus, se Ele mesmo não quiser revelar.
Todo nosso conhecimento de Deus é derivado de sua auto-revelação na
natureza e nas escrituras sagradas, precisamos de um relacionamento
pessoal íntimo com ELE.
ESSÊNCIA, NATUREZA DE DEUS:
Quando falamos em essência de Deus, queremos significar tudo o
que é essencial ao Seu Ser como Deus, isto é, substância e atributos.
SUBSTÂNCIA DE DEUS:
Há duas substâncias: matéria e espírito.
Deus é uma substância simples: A substância de Deus é puro
espírito, sem mistura com a matéria (João4:24).
ATRIBUTOS DE DEUS:
Sua substância é Espírito e Seus atributos são as qualidades ou
propriedades dessa substância. Atributos é a manifestação do Ser de Deus.
CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOS:
NATURAIS E MORAIS:
Também chamados de "intransitivos e transitivos",
"incomunicáveis e comunicáveis", "absolutos e relativos", "negativos e
positivos" ou "imanentes e emanentes".
ATRIBUTOS NATURAIS:
VIDA:
Deus tem vida; Ele ouve, vê, sente e age, portanto é um Ser vivo
(João10:10; Salmos 94:9,l0; II Crônicas 16:9; Atos 14:15; I Tessalonicenses
1:9). Quando a Bíblia fala do olho, do ouvido, da mão de Deus, etc., fala
metaforicamente. A isto se dá o nome de antropomorfismo. Deus é vida
(João5:26; 14:26) e o princípio de vida (Atos 17:25,28).
ESPIRITUALIDADE:
Deus, sendo Espírito, é incorpóreo, invisível, sem substância
material, sem partes ou paixões físicas e, portanto, é livre de todas as
limitações temporais (João 4:24; Deuteronômio 4:15-19,23; Hebreus 12:9;
Isaías 40:25; Lucas 24:39; Colossenses 1:15; I Timóteo .1:17; II Coríntios
.3:17).
PERSONALIDADE:
Existência dotada de auto-consciência e auto-determinação
(Êxodo3:14; Isaías 46:11).
a) Volição ou vontade = querer (Isaías 46:10; Apocalipse 4:11).
b) Razão ou intelecto = pensar (Isaías 14:24; Salmos 92:5; Isaías
55:8).
Emoção ou sensibilidade = sentir (Gêneses 6:6, I Reis 11:9,
Deuteronômio 6:15; Provérbios 6:16; Tiago 4:5).
TRI-UNIDADE:
UNIDADE DE SER:
Há no Ser divino apenas uma essência indivisível. Deus é um em
sua natureza constitucional. A palavra hebraica que significa um no sentido
absoluto é yacheed (Gêneses 22:2), isto é, uma unidade numérica simples.
Essa palavra não é empregada para expressar a unidade da divindade. A
unidade da divindade é ensinada nas palavras de Jesus: Eu e o Pai somos
um. (João10:30).
Jesus está falando da unidade da essência e não de unidade de
propósito. (João 17:11,21-23, IJoão 5:7).
TRINDADE DE PERSONALIDADE:
Há três Pessoas no Ser divino: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A
palavra hebraica que significa um no sentido de único é echad que se refere
a uma unidade composta. Esta palavra é empregada para expressar a
unidade da divindade. Esta palavra é usada em Deuteronômio 6:4; Gêneses
2:24 e Zacarias 14:9 Veja também (Deuteronômio 4:35;32:39; I Crônicas
29:1; Isaías 43:10;44:6;45:5; I Reis8:60; Marcos 10:9;12:29; I Coríntios 8:5,6;
I Timóteo .2:5; Tiago 2:19; João 17:3; Gálatas 3:20;Ef4:6).
ELOHIM:
Este nome está no plural e não concorda com o verbo no singular
quando designativo de Deus (Gêneses 1:26;3:22; 11:6,7;20:13;48:15; Isaías
6:8)
HÁ DISTINÇÃO DE PESSOAS NA DIVINDADE:
Algumas passagens mostram uma das Pessoas divinas se
referindo à outra (Gêneses 19:24; Oséias.1:7; Zacarias 3:1,2; II Timóteo
.1:18; Salmos 110:1; Hebreus 1:9).
AUTO EXISTÊNCIA
Um grande teólogo por nome Eusébio Sofrônio Jerônimo disse:
Deus é a origem de Si mesmo e a causa de Sua própria substância.
Jerônimo estava errado, pois Deus não tem causa de existência, pois não
criou a Si mesmo e não foi causado por outra coisa ou por Si mesmo; Ele
nunca teve início.
Ele é o Eterno EU SOU (Êxodo3:14), portanto Deus é
absolutamente independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade
e perpetuidade de Seu Ser. Deus é a razão de sua própria existência
(João5:26; Atos 17:24-28; I Timóteo .6:15,16).
INFINIDADE OU PERFEIÇÃO
É o atributo pelo qual Deus é isento de toda e qualquer limitação
em seu Ser e em seus atributos (Jó.11:7-10; Mateus 5:48). A infinidade de
Deus se contrasta com o mundo finito em sua relação tempo-espaço.
ETERNIDADE
A infinidade de Deus em relação ao tempo é denominada
eternidade. Deus é Eterno (Salmos90:2; 102:12,24-27; Salmos 93:2;
Apocalipse 1:8; Deuteronômio 33:27; Hebreus 1:12). A eternidade de Deus
não significa apenas duração prolongada, para frente e para traz, mas sim
que Deus transcende a todas as limitações temporais (IIPedro 3:8)
existentes em sucessões de tempo.
Deus preenche o tempo. Nossa vida se divide em passado,
presente e futuro. Mas não há essa divisão na vida de Deus. Ele é o Eterno
EU SOU. Deus é elevado acima de todos os limites temporais e de toda a
sucessão de momentos, e tem a totalidade de sua existência num único
presente indivisível (Isaías 57:15).
IMENSIDÃO
A infinidade de Deus em relação ao espaço é denominada
imensidão ou imensidade. Deus é imenso (Grande ou Majestoso; Jó 36:5,26;
Jó.37:22,23; Jeremias 22:18; Salmos 145:3). Imensidão é a perfeição de
Deus pela qual Ele transcende (ultrapassa) todas as limitações espaciais e,
contudo está presente em todos os pontos do espaço com todo o seu Ser
PESSOAL (não é panteísmo).
A imensidão de Deus é intensiva e não extensiva, isto é, não
significa extensão ilimitada no espaço, como no panteísmo. A imensidão de
Deus é transcendente no espaço (intramundano ou imanente = dentro do
mundo – Salmos139:7-12; Jeremias 23:23,24) e fora do espaço
(supramundano = acima do mundo; extramundano = além do mundo;
emanente = fora do mundo - I Reis8:27; Isaías 57:15).
ONIPRESENÇA:
É quase sinônimo de imensidão: A imensidade denota a
transcendência no espaço enquanto que a onipresença denota a imanência
no espaço. Deus é imanente em todas as Suas criaturas e em toda a
criação.
A imanência não deve ser confundida com o panteísmo (tudo é
Deus) ou com o deísmo que ensina que Deus está presente no mundo
apenas com seu poder (per portentiam) e não com a essência e natureza de
ser Ser (per essentiam et naturam) e que age sobre o mundo à distância.
Deus ocupa o espaço repletivamente porque preenche todo o
espaço e não está ausente em nenhuma parte dele, mas tampouco está
mais presente numa parte que noutra (Salmos 139:11,12).
Deus ocupa o espaço variavelmente porque Ele não habita na
terra do mesmo modo que habita no céu, nem nos animais como habita nos
homens, nem nos ímpios como habita nos piedosos, nem na Igreja como
habita em Cristo (Isaías 66:1; Atos 17:27,28; CompareEfésios1:23 com
Colossenses 2:9).
IMUTABILIDADE:
É o atributo pelo qual não encontramos nenhuma mudança em
Deus, em sua natureza, em seus atributos e em seu conselho.
A "BASE" PARA A IMUTABILIDADE DE DEUS:
É Sua simplicidade, eternidade, auto-existência e perfeição.
Simplicidade porque sendo Deus uma substância simples,indivisível, sem
mistura, não está sujeito a variação (Tiago 1:17).
Eternidade porque Deus não está sujeito às variações e
circunstâncias do tempo, por isso Ele não muda (Salmos 102:26,27;
Hebreus 1:12 e 13:8). Auto-existência porque uma vez que Deus não é
causado, mas existe em Si mesmo, então Ele tem que existir da forma como
existe, portanto sempre o mesmo (Êxodo3:14).
E perfeição porque toda mudança tem que ser para melhor ou
pior e sendo Deus absolutamente perfeito jamais poderá ser mais sábio,
mais santo, mais justo, mais misericordioso, e nem menos. Por isso Deus é
imutável como a rocha (Deuteronômio 32:4).
IMUTABILIDADE NÃO SIGNIFICA IMOBILIDADE:
Nosso Deus é um Deus de ação e muito dinâmico (Isaías 43:13).
IMUTABILIDADE IMPLICA EM NÃO ARREPENDIMENTO:
Alguns versículos falam de Deus como se Ele se arrependesse
(Êxodo32:14, II Samuel 24:16, Jeremias 18:8; Joel 2:13), trata-se de
antropomorfismo (Números 23:19; Romanos 11:29; I Samuel 15:29; Salmos
110:4).
IMUTABILIDADE DE DEUS EM SUA NATUREZA:
Deus é perfeito em sua natureza por isso não muda nem para
melhor nem para pior (Malaquias 3:6).
IMUTABILIDADE DE DEUS EM SEUS ATRIBUTOS:
Deus é imutável em suas promessas (I Reis8:56; II Coríntios
.1:20); em sua misericórdia (Salmos 103:17; Isaías 54:10); em sua justiça
(Ezequiel 8:18); em seu amor (Gêneses 18:25,26).
ONISCIÊNCIA
Atributo pelo qual Deus, de maneira inteiramente única, conhece-
se a Si próprio e a todas as coisas possíveis e reais num só ato eterno e
simples. O conhecimento de Deus tem suas características:
É ARQUÉTIPO:
Deus conhece o universo como ele existe em Sua própria ideia
anterior à sua existência como realidade finita no tempo e no espaço; e este
conhecimento não é obtido de fora, como o nosso (Romanos 11:33,34).
É INATO E IMEDIATO:
Não resulta de observação ou de processo de raciocínio (Jó
37:16)
É SIMULTÂNEO:
Não é sucessivo, pois Deus conhece as coisas de uma vez em
sua totalidade, e não de forma fragmentada uma após outra (Isaías40:28).
É COMPLETO:
Deus não conhece apenas parcialmente, mas plenamente
consciente (Salmos 147:5).
CONHECIMENTO NECESSÁRIO:
Conhecimento que Deus tem de Si mesmo e de todas as coisas
possíveis, um conhecimento que repousa na consciência de sua
onipotência. É chamado necessário porque não é determinado por uma ação
da vontade divina.
Por exemplo: O conhecimento do mal é um conhecimento
necessário porque não é da vontade de Deus que o mal lhe seja conhecido
(Habacuque 1:13) Deus não pode nem quer ver o mal, mas o conhece, não
por experiência, que envolve uma ação de Sua vontade, mas sim por
simples inteligência, por ser ato do intelecto divino (observa II Coríntios 5:21
onde o termo grego ginosko é usado).
CONHECIMENTO LIVRE:
É aquele que Deus tem de todas as coisas reais, isto é, das
coisas que existiram no passado, que existem no presente e existirão no
futuro. É também chamado visionis, isto é, conhecimento de vista.
PRESCIÊNCIA:
Significa conhecimento prévio; conhecimento de antemão. Como
Deus pode conhecer previamente as ações livres dos homens? Deus
decretou todas as coisas, e as decretou com suas causas e condições na
exata ordem em que ocorrem, portanto sua presciência de coisas
contingentes (I Samuel 23:12; II Reis13:19; Jeremias 38:17-20; Ezequiel 3:6
e Mateus 11:21) apoia-se em seu decreto.
Deus não originou o mal, mas o conheceu nas ações livres do
homem (conhecimento necessário), o decretou e preconheceu os homens.
Portanto a ordem é: conhecimento necessário, decreto, presciência. A
presciência de Deus é muito mais do que saber o que vai acontecer no
futuro, e seu uso no Novo Testamento é empregado como na LXX que inclui
Sua escolha efetiva (Números 16:5; Juízes 9:6; Amós 3:2).
Veja Romanos 8:29; I Pedro 1:2; Gálatas 4:9. Como se processou
o conhecimento necessário de Deus nas livres ações dos homens antes
mesmo que Ele as decretasse? A liberdade humana não é uma coisa
inteiramente indeterminada, solta no ar, que pende numa ou noutra direção,
mas é determinada por nossas próprias considerações intelectuais e caráter
(lubentiarationalis = auto-determinação racional). Liberdade não é
arbitrariedade e em toda ação racional há um porquê, uma razão que decide
a ação.
Portanto o homem verdadeiramente livre não é o homem incerto e
imprevisível, mas o homem seguro. A liberdade tem suas leis - leis
espirituais - e a Mente Onisciente sabem quais são (João 2:24,25). Em
resumo, a presciência é um conhecimento livre (scientia libera) e,
logicamente procede do decreto, "... segundo o decreto sua vontade"
(Efésios1:11).
SABEDORIA:
A sabedoria de Deus é a Sua inteligência como manifestada na
adaptação de meios e fins. Deus sempre busca os melhores fins e os
melhores meios possíveis para a consecução dos seus propósitos. H.B.
Smith define a sabedoria de Deus como o Seu atributo através do qual Ele
produz os melhores resultados possível com os melhores meios possíveis
Uma definição ainda melhor há de incluir a glorificação de Deus:
Sabedoria é a perfeição de Deus pela qual Ele aplica o seu conhecimento à
consecução dos seus fins de um modo que o glorifica o máximo (Romanos
ll:33-36;Efésios 1:11,12; Colossenses 1:16).
Encontramos a sabedoria de Deus na criação (Salmos 19:1-7;
Salmos 104), na redenção (I Coríntios 2:7; Efésios 3:10) . A sabedoria é
personificada na Pessoa do Senhor Jesus (Provérbios 8 e I Coríntios 1:30;
Jó.9:4; veja também Jó 12:13,16).
ONIPOTÊNCIA
É o atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado
para fazer qualquer coisa que Ele queira.
A onipotência de Deus não significa o exercício para fazer aquilo
que é incoerente com a natureza das coisas, como, por exemplo, fazer que
um fato do passado não tenha acontecido, ou traçar entre dois pontos uma
linha mais curta do que uma reta. Deus possui todo o poder que é coerente
com Sua perfeição infinita, todo o poder para fazer tudo aquilo que é digno
d’Ele. O poder de Deus é distinguido de duas maneiras:
Potentia Dei absoluta = absoluto poder de Deus
Potentia Dei ordinata = poder ordenado de Deus.
HODGE E SHEDD
Definem o poder absoluto de Deus comoa eficiência divina,
exercida sem a intervenção de causas secundárias, e o poder ordenado
comoa eficiência de Deus, exercida pela ordenada operação de causas
secundárias.
CHANOCK
Define o poder absoluto como aquele pelo qual Deus é capaz de
fazer o que Ele não fará, mas que tem possibilidade de ser feito, e o poder
ordenado como o poder pelo qual Deus faz o que decretou fazer, isto é, o
que Ele ordenou ou marcou para ser posto em exercício; os quais não são
poderes distintos, mas um e o mesmo poder.
O seu poder ordenado é parte do seu poder absoluto, pois se Ele
não tivesse poder para fazer tudo que pudesse desejar, não teria poder para
fazer tudo o que Ele deseja. Podemos, portanto, definir o poder ordenado de
Deus como a perfeição pela qual Ele, mediante o simples exercício de Sua
vontade, pode realizar tudo quanto está presente em Sua vontade ou
conselho.
E' óbvio, porém, que Deus pode realizar coisas que a Sua
vontade não desejou realizar (Gêneses 18:14; Jeremias 32:27; Zacarias 8:6;
Mateus 3:9; Mateus 26:53). Entretanto há muitas coisas que Deus não pode
realizar: Ele não pode mentir, pecar, mudar ou negar-se a Si mesmo(Números 23:19; I Samuel 15:29; II Timóteo 2:13; Hebreus 6:18; Tiago
1:13,17; Hebreus 1:13; Tito 1:3), isto porque não há poder absoluto em
Deus, divorciado de Sua perfeições, e em virtude do qual Ele pudesse fazer
todo tipo de coisas contraditórias entre Si (Jó11:7). Deus faz somente aquilo
que quer fazer (Salmos 115:3; Salmos 135:6).
EL-SHADDAI:
A onipotência de Deus se expressa no nome hebraico El-Shaddai
traduzido por Todo-Poderoso (Gêneses 17:1; Êxodo6:3; Jó.37:23 etc.).
EM TODAS AS COISAS:
A onipotência de Deus abrange todas as coisas (I Crônicas
29:12), o domínio sobre a natureza (Salmos 107:25-29; Naum1:5,6; Salmos
33:6-9; Isaías 40:26; Mateus 8:27; Jeremias 32:17;Romanos 1:20), o
domínio sobre a experiência humana (Salmos 91:1; Daniel 4:19-37;
Êxodo7:1-5; Tiago 4:12-15; Provérbios .21:1; Jó 9:12; Mateus 19:26; Lucas
1:37), o domínio sobre as regiões celestiais (Daniel 4:35; Hebreus 1:13,14;
Jó 1:12; Jó2:6).
NA CRIAÇÃO, NA PROVIDÊNCIA E NA REDENÇÃO:
Deus manifestou o seu poder na criação (Romanos 4:17; Isaías
44:24), nas obras da providência (I Crônicas 29:11,12) e na redenção
(Romanos 1:16; I Coríntios 1:24).
SOBERANIA OU SUPREMACIA
Atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas
as coisas criadas, determinando-lhe o fim que desejar (Gêneses 14:19;
Neemias 9:6; Êxodo18:11; Deuteronômio 10:14,17; I Crônicas 29:11; II
Crônicas 20:6; Jeremias 27:5; Atos 17:24-26; Judas 4; Salmos 22:28;
47:2,3,8; 50:10-12; 95:3-5; 135:5; 145:11-13; Apocalipse 19:6).
VONTADE OU AUTO-DETERMINAÇÃO:
A perfeição de Deus pela qual Ele, num ato sumamente simples,
dirige-se à Si mesmo como o Sumo Bem (deleita-se em Si mesmo como tal)
e às Suas criaturas por amor do Seu nome (Isaías 48:9,11,14; Ezequiel
20:9,14,22,44; Ezequiel 36:21-23).
A vontade de Deus recebe variadas classificações, pois à ela são
aplicadas diferentes palavras hebraicas (chaphets, tsebhu, ratson) e gregas
(boule, thelema).
VONTADE PRECEPTIVA:
Na qual Deus estabeleceu preceitos morais para reger a vida de
Suas criaturas racionais. Esta vontade pode ser desobedecida com
freqüência (Atos13:22; I João 2:17; Deuteronômio 8:20).
VONTADE DECRETÓRIA:
Pela qual Deus projeta ou decreta tudo o que virá a acontecer,
quer pretenda realizá-lo causativamente, quer permita que venha a ocorrer
por meio da livre ação de suas criaturas (Atos 2:23; Isaías 46:9-11). A
vontade decretória é sempre obedecida. A vontade decretória e a vontade
preceptiva relacionam-se ao propósito em realizar algo.
VONTADE DE EUDOKIA:
Na qual Deus deleita-se com prazer em realizar um fato e com
desejode ver alguma coisa feita. Esta vontade, embora não se relacione com
o propósito de fazer algo, mas sim com o prazer de fazer algo, contudo
corresponde àquilo que será realizado com certeza, tal como acontece com
a vontade decretória (Salmos 115:3; Isaías 44:28; Isaías 55:11).
VONTADE DE EURESTIA:
Na qual Deus deleita-se com prazer ao vê-la cumprida por Suas
criaturas. Esta vontade abrange aquilo que a Deus apraz que Suas criaturas
façam, mas que pode ser desobedecido, tal como acontece com a vontade
preceptiva (Isaías 65:12).
A VONTADE DE EUDOKIA:
Não se refere somente ao bem, e nela não está sempre presente
o elemento de deleite (Mateus 11:26). A vontade de eudokia e a vontade de
eurestia relacionam-se ao prazer em realizar algo.
VONTADE DE BENEPLACITUM:
Também chamada Vontade Secreta. Abrange todo o conselho
secreto e oculto de Deus. Quando esta vontade nos é revelada, ela torna-se
na Vontade do Signum ou Vontade Revelada. A distinção entre a vontade de
beneplacitum e a vontade de signum encontra-se em Deuteronomio.29:29.
A VONTADE SECRETA:
É mencionada em Salmos115:3; Daniel 4:17,25,32,35; Romanos
9:18,19; Romanos 11:33,34; Efésios 1:5,9,11, enquanto que a vontade
revelada é mencionada em Mateus 7:21; Mateus 12:50; João 4:34; João
7:17; Romanos 12:2. Esta vontade está mui perto de nós (Deuteronômio
30:14; Romanos 10:8). A vontade secreta de Deus pertence a todas as
coisas que Ele quer efetuar ou permitir, tal como acontece na vontade
decretória, sendo portanto, absolutamente fixa e irrevogável.
LIBERDADE:
A perfeição de Deus no exercício de Sua vontade. Deus age
necessária e livremente. Assim como há conhecimento necessário e
conhecimento livre, há também uma voluntas necessária = vontade
necessária e uma voluntas libera = vontade livre. Na vontade necessária
Deus não está sob nenhuma compulsão, mas age de acordo com a lei do
Seu Ser, pois Ele necessariamente quer a Si próprio e quer a Sua natureza
santa.
Deus necessariamente se ama a Si próprio e Suas perfeições. As
Suas criaturas são objetos de Sua vontade livre, pois Deus determina
voluntariamente o que e quem Ele criará; e os tempos, lugares e
circunstâncias de suas vidas. Ele traça as veredas de todas as Suas
criaturas, determina o seu destino e as utiliza para Seus propósitos (Jó.ll:10;
Jó23:13,14; Jó33:13. Provérbios 16:4; Provérbios 21:1; Isaías 10:15; Isaías
29:16; Isaías 45:9; Mateus 20:15; Apocalipse 4:11; Romanos 9:15-22; I
Coríntios 12:11).
20 CURIOSIDADES BÍBLICAS QUE PODEM
MUDAR A SUA VIDA! VOCÊ SÁBIA QUE:
1) Na Bíblia tem 2 livros que levam os nomes de duas mulheres que são
“Ester” e “Rute”;
2) No livro de Ester não menciona o nome de Deus;
3) O maior versículo da Bíblia tem 92 palavras e está em Ester 8.9;
4) O menor versículo da Bíblia tem 10 letras e está em Êxodo 20.13 “Não
Matarás”;
5) O 2° menor versículo da Bíblia tem 11 letras e está em João 11.35
“Jesus Chorou”;
6) A Bíblia foi escrita por 40 homens e ao longo de 1.536 anos. Iniciou com
o Pentateuco de Moisés no Sinai em 1.440 a.C. e terminou com o
quarteto do Apóstolo João:Apocalipse; I João ; IIJoão e IIIJoão no ano
96 d.C.;
7) A Terra tem 7 bilhões de pessoas e apenas 5% é Cristã ou seja apenas
350 milhões vão para o Céu (além de 10% de inocentes);
8) Adão e Eva foram criados há 8.101(2015); da criação ao dilúvio
passaram 1.656 anos; do dilúvio a Cristo foram 4.430 anos e, de Cristo
até hoje são 2.015 anos. Porém os elementos usados para formar a
Terra e a criação de animais e vegetais são bem mais antigos e pode
chegar a 100 mil anos ou mais e, que o dia da criação desses elementos
e animais pode não ser de 24 horas de 60 minutos do relógio solar de
hoje;
9) O homem que mais viveu na Terra foi “Metusela” ou “Matusalém” era
avô de Noé e, morreu afogado no dilúvio porque não creu na pregação
do neto; hoje a Arca da Salvação é Cristo e o betume é o Seu sangue;
10) Os Cristãos não podem ouvir ou cantar músicas mundanas: 1º porque
não louva a Deus, 2º porque louva a carne e os demônios e, 3º porque
sempre tem mensagens subliminar, psicografada e sensual;
11) A Figueira brotou as folhas em 1.948, ou seja, Israel renasceu e já
estamos no momento propício para o Arrebatamento. Onde os mortos
em Cristo ressuscitarão primeiro e juntamente com os Cristãos vivos vão
subir para a Jerusalém Celeste, passar 3,5 anos no Tribunal de Cristo
para receber coroas e galardões e depois 3,5 anos nas Bodas do
Cordeiro que é festa de casamento entre a Igreja e Cristo. Toda pessoa
que hoje morre com Cristo o seu espírito vai repousar no Paraíso
Celeste ou Seio de Abraão;
12) A Grande Tribulação será a 3ª Guerra Mundial, liderados pelo
Anticristo ea Besta/Falso Profeta e começará após a subida da Igreja
Cristã. Na Terra em 7 anos todas as pessoas infiéis sofrerão o castigo e
punições com pragas, ferrões de escorpiões, trombetas e selos. Vai
chover pedras de 30 quilos e o povo será carimbado com o 666,
castigados e mortos. Armagedom será a batalha final dos países contra
Israel
13) O Milênio será um período de mil anos de paz na Terra para os
Judeus, onde os animais serão mansos, não haverá: armas e guerras,
moedas, doença e noite e, as mulheres terão de 30 a 150 filhos;
14) O Pouco de Tempo será a 4º e última Guerra na Terra após o Milênio,
com duração de 6 a 12 meses, e fogo vai descer do Céu e devorar os
Judeus rebeldes para após serem julgados no Juízo Final;
15) A Nova Terra de Apocalipse21 será para os Judeus obedientes,
reconstrução do Jardim do Éden e, a Igreja estará na Jerusalém Celeste
com corpos espirituais e cantando ao redor do trono de Deus para
sempre;
16) No Juízo Final do Trono Branco, todas as pessoas que morrem sem
Cristo, os seus espíritos já estão hoje sofrendo no Inferno e, serão
ressuscitados e receberão corpos imortais, doentes e feios da forma que
morreram e receberão a sentença do castigo eterno e serão lançados no
Lago de Fogo que arde mais que o Inferno. Serão condenados pela obra
de: não ter crido no Senhor Jesus e na Bíblia que é Palavra de Deus,
não ter se arrependido, confessado e abandonado os pecados, não ter
se batizado e não ter frequentado uma igreja;
17) Quem não consegue dominar e eliminar o desejoda carne de
prostituir, beber, fumar, dançar e odiar é porque ainda não tem a
salvação e ainda não foi selado pelo Espírito Santo, e, ainda não tem o
nome escrito no Livro da Vida no Céu e, para ser franco é porque ainda
está possesso e oprimido por demônios;
18) Deus aprova, venera e apóia o sexo no leito sem mácula, ou seja, de
pares casados no civil e se possível na igreja; e reprova e castiga já
agora e também depois no Inferno aos que se dão à prostituição, ou
seja, o sexo praticado antes ou fora do casamento e entre amasiados
(Hebreus 13.4); Deus, diz na Bíblia, que reprova a união de pessoas do
mesmo sexo, porém está pronto para perdoar e salvar a alma de
homossexuais e de lésbicas e de todos os prostitutos.
19) Que o maior diálogo do Senhor Jesus registrado na Bíblia foi com
uma Prostituta, liberou perdão e ela tornou-se a primeira missionária e
ganhou toda uma cidade para Jesus (João4). O importante é o
arrependimento e fazer propósito de mudança de vida e, então para
aquele que se arrepende, confessa, pede perdão e muda totalmente de
vida não tem nenhuma condenação. João 8.11 Vai e não peques mais;
20) No sangue de Cristo, todos os seus pecados pretos como a escarlata
ficam branco como a neve e, os vermelhos como o carmesim ficam
como a branca lã. Isaias 1.18. Jesus cura todo tipo de doença,
depressão, angústia, enxuga as lágrimas, liberta de opressão maligna,
dá vitória, alegria, muita paz e leva ao Céu.
REFLEXÃO:
Querido estudante, hoje é o dia de você encontrar-se ou
reconciliar-se com o Senhor Jesus ou falar do amor dEle para sua família e
amigos! Venha agora para a presença de Deus, o Arrebatamento está
chegando e amanhã poderá ser tarde demais!
E para você que já é cristão, continue firme nas promessas,
perdoe tudo e a todos! Abraços! Tenha um bom dia, lhe desejosaúde, vida
longa e muita sabedoria espiritual. Pr.Omar.
Essas 20 curiosidades foram apenas para
descontrair e quebrar a rotina dos estudos, agora
pode voltar àsequência, grato, Deus te abençoe.
ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS
SANTIDADE:
É a perfeição de Deus, em virtude da qual Ele eternamente quer
manter e mantém a Sua excelência moral, aborrece o pecado, e exige
pureza moral em suas criaturas. Ser Santo vem do hebraico qadash que
significa cortar ou separar. Neste sentido também o Novo testamento utiliza
as palavras gregas hagiazo e hagios. A santidade de Deus possui dois
diferentes aspectos, podendo ser positiva ou negativa (Hebreus 1:9;Amós
5:15; Romanos 12:9).
SANTIDADE POSITIVA:
Expressa excelência moral de Deus na qual Ele é absolutamente
perfeito, puro e íntegro em Sua natureza e Seu caráter (IJoão1:5; Isaías
57:15; I Pedro 1:15,16; Habacuque 1:13). A santidade positiva é amor ao
bem.
SANTIDADE NEGATIVA:
Significa que Deus é inteiramente separado de tudo quanto é mal
e de tudo quanto o aborrece (Levítico 11:43-45; Deuteronômio 23:14;
Jó.34:10; Provérbios .15:9,26; Isaías 59:1,2; Lucas 20:26; Habacuque 1:13;
Provérbios .6:16-19; Deuteronômio 25:16; Salmos 5:4-6). A santidade
negativa é ódio ao mal. Além de possuir dois aspectos a santidade de Deus
possui também duas maneiras diferentes de manifestar-se:
RETIDÃO:
Também chamada justiça absoluta, é a retidão da natureza divina,
em virtude da qual Ele é infinitamente Reto em Si mesmo (santidade
legislativa). Salmos 145:17; Jeremias 12:1; João17:25; Salmos 116:5;
Esdras 9:15.
JUSTIÇA:
Também chamada justiça relativa, é a execução da retidão ou a
expressão da justiça absoluta (santidade judicial). Strong a chama de
santidade transitiva. A retidão é a fonte da Santidade de Deus, a justiça é a
demonstração de Sua santidade.
A justiça de Deus pode ser retributiva e remunerativa. A justiça
retributiva se divide em punitiva e corretiva. A justiça punitiva é aquela pela
qual Deus pune os pecadores pela transgressão de Suas leis. Esta justiça
de Deus exige a execução das penalidades impostas por Suas leis (Salmos
3:5;11:4-7 Deuteronômio 32:4; Daniel 9:12,14; Êxodo9:23-27;34:7). A justiça
corretiva é aquela pela qual Deus "pune" Seus filhos para corrigi-los
(Hebreus 12:6,7).
Aqueles que não são Seus filhos, Deus pune como um Juiz
Severo (Romanos 11:22; Hebreus 10:31), mas aos Seus filhos, Deus "pune"
(corrige) como um Pai Amoroso (Jeremias 10:24;30:11;46:28; Salmos
89:30-33; I Crônicas 21:13) A justiça remunerativa é aquela pela qual Deus
recompensa, com Suas bênçãos, aos homens pela obediência de Suas leis
(Hebreus 6:10; II Timóteo .4:8; I Coríntios 4:5;3:11-15; Romanos 2:6-10;
IIJoão 8)
IRA:
Esta deve ser considerada como um aspecto negativo da
santidade de Deus, pois em Sua ira Deus aborrece o pecado e odeia tudo
quanto contraria Sua santidade (Deuteronômio 32:39-41; Romanos 11:22;
Salmos 95:11; Deuteronômio 1:34-37; Salmos 95:11). Podemos, então,
dizer que a ira é a manifestação da santidade negativa de Deus (Romanos
1:18; II Tessalonicenses 1:5-10; Romanos 5:9 etc.). A ira é também
designada de severidade (Romanos 11:22).
BONDADE:
É uma concepção genérica incluindo diversas variedades que se
distinguem de acordo com os seus objetos. Bondade é perfeição absoluta e
felicidade perfeita em Si mesmo (Marcos 10:18; Lucas 18:18,19; Salmos
33:5; Salmos 119:68; Salmos 107:8; Naum1:7).
A BONDADE IMPLICA NA DISPOSIÇÃO DE TRANSMITIR
FELICIDADE.
BENEVOLÊNCIA:
É a bondade de Deus para com Suas criaturas em geral. E' a
perfeição de Deus que O leva a tratar benévola e generosamente todas as
Suas criaturas (Salmos 145:9,15,16; Salmos 36:6;104:21; Mateus
5:45;6:26; Lucas 6:35; Atos 14:17).
THIESSEN
Define benevolência como a afeição que Deus sente e manifesta
para com Suas criaturas sensíveis e racionaIsaías Ela resulta do fato de que
a criatura é obra Sua; Ele não pode odiar qualquer coisa que tenha feito
(Jó14:15) mas apenas àquilo que foi acrescentadoà Sua obra, que é o
pecado (Eclesiastes 7:29).
BENEFICÊNCIA:
Enquanto que a benevolência é a bondade de Deus considerada
em sua intenção ou disposição, a beneficência é a bondade em ação,
quando seus atributos são conferidos.
COMPLACÊNCIA:
É a aprovação às boas ações ou disposições. É aquilo em Deus
que aprova todas as Suas próprias perfeições como também aquilo que se
conforma com Ele (Salmos 35:27; Salmos 51:6; Isaías 42:1; Mateus 3:17;
Hebreus 13:16).
LONGANIMIDADE OU PACIÊNCIA:
O hebraico emprega a palavra erek'aph que significa grande de
rosto e daí também lento para a ira. O grego emprega makrothymia que
significa ira longe. Portanto longanimidade é o aspecto da bondade de Deus
em virtude do qual Ele tolera os pecadores, a despeito de sua prolongada
desobediência. A longanimidade revela-se no adiamento do merecido
julgamento (Êxodo34:6; Salmos 86:15; Romanos 2:4; Romanos 9:22; I
Pedro 3:20; II Pedro 3:15)
MISERICÓRDIA:
Também expressa pelos sinônimos compaixão, compassividade,
piedade, benignidade, clemência e generosidade. No hebraico usa-se as
palavras chesed e racham e no grego eleos. É a bondade de Deus
demonstrada para com os que se acham na miséria ou na desgraça,
independentemente dos seus méritos (Deuteronômio 5:10; Salmos 57:10;
Salmos 86:5; I Crônicas 16:34; II Crônicas 7:6; Salmos 116:5; Salmos 136;
Esdras 3:11; Salmos 145:9; Ezequiel 18:23,32; Êxodo33:11; Lucas 6:35;
Salmos 143:12; Jó 6:14).
A paciência difere da misericórdia apenas na consideração formal
do objeto, pois a misericórdia considera a criatura como infeliz, a paciência
considera a criatura como criminosa; a misericórdia tem pena do ser humano
em sua infelicidade, a paciência tolera o pecado que gerou a infelicidade.
A paciência difere da misericórdia apenas na consideração formal
do objeto, pois a misericórdia considera a criatura como infeliz, a paciência
considera a criatura como criminosa; a misericórdia tem pena do ser humano
em sua infelicidade, a paciência tolera o pecado que gerou a infelicidade.
A infelicidade e sofrimento deriva-se de um justo desagrado
divino, portanto exercer misericórdia é o ato divino de livrar o pecador do
sofrimento pelo qual ele justamente e merecidamente deveria passar, como
consequência do desagrado divino.
GRAÇA:
É a bondade de Deus exercida em prol da pessoa indigNaum
Portanto graça é o ato divino de conceder ao pecador toda a bondade de
Deus a qual ele não merece receber (Êxodo33:19). Na misericórdia Deus
suspende o sofrimento merecido, na graça Deus concede bênçãos não
merecidas. Todo pecador merece ir para o inferno; assim Deus exerce Sua
misericórdia livrando o pecador da condenação.
Nenhum pecador merece ir para o paraíso; assim Deus exerce a
Sua graça doando ao pecador o privilégio de ir gratuitamente para o paraíso.
Essa diferença entre misericórdia e graça é notada em relação aos anjos
que não caíramos.
Deus nunca exerceu misericórdia para com eles, posto que jamais
tiveram necessidade dela, pois não pecaram, nem ficaram debaixo dos
efeitos da maldição. Todavia eles são objetos da livre e soberana graça de
Deus pela qual foram eleitos (I Timóteo. 5:21) e preservados eternamente de
pecado e colocados em posição de honra (Daniel 7:10; I Pedro 3:22).
AMOR:
A perfeição da natureza divina pela qual Ele é continuamente
impelido a se comunicar. É, entretanto, não apenas um impulso emocional,
mas uma afeição racional e voluntária, sendo fundamentada na verdade e
santidade e no exercício da livre escolha. Este amor encontra seus objetos
primários nas diversas Pessoas da Trindade. Assim, o universo e o homem
são desnecessários para o exercício do amor de Deus.
Amor é, portanto, a perfeição de Deus pela qual Ele é movido
eternamente à Sua própria comunicação. Ele ama a Si mesmo, Suas
virtudes, Sua obra e Seus dons.
VERDADE:
É a consonância daquilo que é asseverado com o que pensa a
Pessoa que fez a asseveração. Neste sentido a verdade é um atributo
exclusivamente divino, pois com frequência os homens erram nos
testemunhos que prestam, simplesmente por estarem equivocados a
respeito dos fatos, ou então por pura incapacidade fracassam em promessas
que fizeram com honestas intenções.
Mas a onisciência de Deus impede que Ele chegue a cometer
qualquer equívoco, e a Sua onipotência e imutabilidade asseguram o
cumprimento de Suas intenções (Deuteronômio 32:4; Salmos 119:142; João
8:26; Romanos 3:4; Tito 1:2; Números 23:19; Hebreus 6:18; Apocalipse 3:7;
João 17:3; IJoão 5:20; Jeremias 10:10; João 3:33; I Tessalonicenses 1:9;
Apocalipse 6:10; Salmos 31:5; Jeremias 5:3; Isaías 25:1). Ao exercê-la para
com a criatura, a verdade de Deus é conhecida como sua veracidade e
fidelidade.
VERACIDADE:
Consiste nas declarações que Deus faz a respeito das coisas,
conforme elas são, e se relaciona com o que Ele revelou sobre Si mesmo. A
veracidade fundamenta-se na onisciência de Deus.
FIDELIDADE:
Consiste no exato cumprimento de Suas promessas ou ameaças.
A fidelidade fundamenta-se na Sua onipotência e imutabilidade
(Deuteronômio 7:9; Salmos 36:5;I Coríntios 1:9; Hebreus 10:23;
Deuteronômio 4:24; II Timóteo .2:13; Salmos 89:8; Jeremias 3:23; Salmos
119:138; Salmos 119:75; Salmos 89:32,33; I Tessalonicenses 5:24; I Pedro
4:19; Hebreus 10:23).
NOMES DE DEUS
Este é o chamado Tetragrama Sagrado יהוה YHVH ou YHWH
(transliteração mais adotada pelos estudiosos), é literalmente O Nome de
Deus, na grafia original, refere-se ao nome do Deus de Israel em forma
escrita já transliterada (substituição dos símbolos gráficos hebraicos por
letras do alfabeto ocidental atual – A, B, C...); etimologicamente tetragrama é
uma palavra de origem grega que significa quatro letras (Tetra = quatro /
gramma = letra).
Esta forma de escrita (e leitura) é feita de trás para frente em
relação às formas de escritas ocidentaIsaías Originariamente, em aramaico
(hebraico), as palavras são escritas e lidas horizontalmente, da direita para
esquerda; ou seja, HVHY. Formado por quatro consoantes hebraicas — Yud
( ( י Hêi (ה) Vav (ו) Hêi (ה) ; o Tetragrama YHVH tem sido latinizado para
JHVH já por muitos séculos.
A forma da expressão ao declarar o nome de Deus YHVH (ou
JHVH na forma latinizada) deixou de ser utilizada há milhares de anos na
pronúncia correta do hebraico original (que é declarada como uma língua
quase que completamente extinta.
Os homens deixaram de pronunciar O Nome de Deus por medo
de pecar por pronunciar O Nome de Deus em vão - "Não tomarás o nome de
YHWH, teu Deus, em vão, pois YHWH não considerará impune aquele que
tomar seu nome em vão." (Êxodo 20:7) - e com isso perderam a capacidade
de pronunciar de forma satisfatória e correta, pois a língua (que quem
pronunciava O Nome de Deus no idioma original) precisaria se curvar
(dobrar dentro da boca) de uma forma muito difícil, para muitos impossível
de ser pronunciada corretamente.
Para alguns eruditos o nome YHVH pode se identificar mais com
as palavras: YaHVeH (vertido em português para Javé), ou YeHoVaH
(vertido em português para Jeová). Essas palavras são transliterações
possíveis nas línguas portuguesas e espanholas; já outros eruditos a forma
mais correta de escrever O Nome de Deus seria Javé (Yahvéh ou JaHWeH).
Ainda alguns destes estudiosos concordam que a pronúncia
Jeová (YeHoVaH ou JeHoVáH), seria a mais a forma mais corretade
pronunciar O Nome de Deus, sendo este o pensamento mais aceito pelos
teólogos da atualidade.
Contudo o significado exato do Tetragrama YHVH ainda é objeto
de controvérsia entre os especialistas. Em Êxodo 3:14, YHVH disse a
Moises: “Ehiéhashérehiéh” Segundo muitas traduções da Bíblia, esta
expressão, encontrada no texto hebraico significa: “EU SOU O QUE SOU”. E
disse mais: "Assim dirás aos filhos de Israel: 'EU SOU' me enviou até vós.".
Esta expressão “EU SOU O QUE SOU” é usada como título para
Deus, para indicar que Ele realmente existe antes que houvesse dia (Isaias
48. 17); isso corresponde às expressões: "Eu sou aquele que é", "Eu sou o
existente". YHVH assim confirma a Sua própria existência.
O Tetragrama YHWH na maioria das versões bíblicas utilizadas
no século XX e XXI foi substituído pela palavra SENHOR com todas as
letras maiúsculas, para evitar erros e problemas gramaticais.
O certo mesmo é que a pronúncia verdadeiramente correta d’O
Nome de Deus (YHVH) se perdeu no tempo e hoje nenhum ser humano
sabe exatamente como pronunciar este Nome. Mesmo assim os nomes Javé
e Jeová são formas que os homens encontraram para tentar pronunciar e
invocar O Nome de Deus Pai.
Devemos também considerar que quando uma criança de 04
(quatro) anos se dirige a seu pai terreno, ela não o chama pelo nome e por
sua vez o genitor dessa criança não vai deixar de dar-lhe atenção porque ela
não sabe pronunciar o seu nome. Deste modo, é importante dizer que
sabendo ou não pronunciar corretamente O Nome d’Ele, todas as pessoas
que se dirigirem a Deus, com um espírito quebrantado e um coração
contrito, chamando-O de PAI, serão ouvidas por Ele, porque independente
do Seu Nome, ELE gosta de Ser Chamado assim.
Alguns dos nomes de Deus dizem respeito a Ele como sujeito:
Jeová, Senhor, Deus; outros são atribuídos como predicados que falam
d’Ele ou a Ele, como: Santo, justo, bom, etc. Alguns nomes expressam a
relação entre Deus e as criaturas: Criador, Sustentador, Governador, etc.
Alguns nomes são comuns às três pessoas, como; Jeová, Deus, Pai,
Espírito. E outros são nomes próprios usados para expressarem Sua obra e
Seu caráter.
O nome de Deus é o que Ele é: representação do Seu caráter.
Mas o Criador é tão grande que nome algum jamais será adequado à Sua
grandeza. Se o céu dos céus não O pode conter, como pode um nome
descrever o Criador? Portanto, a Bíblia contém vários nomes de Deus que O
revelam em diferentes aspectos de Sua maravilhosa personalidade.
ELOÌM
Este é o primeiro nome de Deus encontrado nas Escrituras
(Gênesis 1:1), e aqui o nome encontra-se em sua forma plural, mas o verbo
continua no singular, indicando a pluralidade das pessoas na unidade do
Ser.
O nome de Deus é o que Ele é: representação do Seu caráter.
Mas o Criador é tão grande que nome algum jamais será adequado à Sua
grandeza. Se o céu dos céus não O pode conter, como pode um nome
descrever o Criador? Portanto, a Bíblia contém vários nomes de Deus que O
revelam em diferentes aspectos de Sua maravilhosa personalidade.
Este nome denota a grandeza e o poder de Deus. Este nome
encontra-se somente no relato da criação (Gênesis 1:1-2:4); é o Seu nome
de criação. Eloím é sempre traduzido no português, como Deus em nossa
Bíblia. De acordo com a opinião mais ponderada entre os estudiosos, esta
palavra é derivada duma raiz na língua árabe que significa "adorar".
Esta opinião é fortalecida quando observamos que a mesma
palavra é usada inapropriadamente para anjos, dos homens, e falsas
divindades. Nos Salmos8:5 a palavra anjos é eloím no texto original, e
vemos que certas vezes os anjos são impropriamente louvados.
No Salmo82:1,6 eloím é traduzido deuses, e é usado para
homens. Em Jeremias 10:10-12 temos o verdadeiro Deus (eloím)
contrastado com os "deuses" (eloím) que não fizeram os céus nem a terra,
implicando assim que ninguém, não ser Deus, é objeto próprio de adoração.
EL-SHADAI
Este nome composto é traduzido "Deus o Todo poderoso" (El é
Deus e Shadai é Todo poderoso). O título El é Deus no singular, e significa
forte ou poderoso. El é traduzido 250 vezes no Velho Testamento como
Deus. Este título é geralmente associado com algum atributo ou perfeição de
Deus, como; Deus Todo Poderoso (Gênesis 17:3); Deus Eterno (Gênesis
21:33); Deus zeloso (Êxodo 20:5); Deus vivo (Josué 3:10).
Shadai, sempre traduzido Todo-poderoso, significa suficiente ou
rico em recursos. Pensa-se que a palavra é derivada duma outra que
significa seios. A palavra seio nas Escrituras simboliza bênção e nutrição. Na
pronúncia da última bênção de Jacó sobre José quando morria, entre outras
coisas disse: "Pelo Deus (El) de teu pai o qual te ajudará, e pelo Todo-
poderoso (Shadai), o qual te abençoará com bênçãos dos céus de cima,
com bênçãos do abismo que está debaixo, com bênçãos dos peitos e da
madre". Gênesis 49:25.
Isaías, ao descrever a excelência futura e as bênçãos de Israel,
diz: "E mamarás o leite das nações, e te alimentarás dos peitos dos reis; e
saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Possante
de Jacó". Isaías 60:16. O povo de Deus será sustentado pelos recursos das
nações e dos reis porque seu Deus é El-Shadai - O poderoso para
abençoar.
Satanás tenta competir com Deus e é um falsificador de Suas
obras. Portanto, podemos esperar encontrar nas religiões pagãs imitações
de Deus em vários aspectos de seu caráter e governo. Este fato é bem
demonstrado na seguinte citação tirada do livro de Nathan J. Stone
concernente aos nomes de Deus no Velho Testamento.
"Tal conceito de um deus ou divindade não era estranha nem
incomum aos antigos. Os ídolos dos antigos pagãos são às vezes chamados
por nomes que indicam seu poder em suprir as necessidades dos seus
adoradores. Sem dúvida, porque eram considerados como grandes agentes
da natureza ou dos céus, dando chuva, fazendo com que da terra brotassem
águas, para trazer abundância e frutos para manter e nutrir a vida.
Havia muitos ídolos com peitos, adorados entre os pagãos. Um
historiador mostra que o corpo inteiro da deusa egípcia, Isis, era coberto de
peitos, porque todas as coisas são sustentadas e nutridas pela terra ou
natureza. O mesmo se vê com a deusa Diana dos efésiosno capítulo 19 de
Atos, pois Diana simbolizava a natureza e todo o mundo, com todos os seus
produtos.
Este nome de Deus primeiramente aparece em conexão com
Abrão. Gênesis 17:1-2. Anos antes e em diferentes ocasiões, Deus
prometera a Abraão que faria dele uma grande nação e uma numerosa
descendência. Os anos se passaram e o filho prometido a Sara e Abrão não
vinha.
Foi então que ele recorreu aquele expediente carnal que trouxe
Ismael e o Islamismo ao mundo. E a promessa de Deus ainda não havia se
cumprido. E agora, de acordo com as leis da natureza, era muito tarde:
Abrão contava com 99 anos de idade e Sara com 90. A esta altura é que
Deus lhe aparece como o Deus Todo-poderoso (El-Shadai) e repete Sua
promessa.
E aqui é que seu nome foi mudado de Abrão a Abraão, que
significa "pai de muitas nações". Aqui temos uma promessa desconcertante,
mas Abraão não vacilou, pois ele "era forte na fé, dando glória a Deus".
Romanos 4:20. A fé forte de Abraão era baseada sobre esta nova revelação
de Deus como Deus Todo-poderoso (El-Shadai).
"Ele não considerou mais seu corpo como morto... nem a madre
de Sara como infrutífera"; pois seus pensamentos estavam sobre um Deus
Todo-suficiente. Esta é uma bela ilustração da diferença entrea lei da
natureza e o Deus da natureza. As leis da natureza não podiam produzir um
Isaque, mas isto não era problema para o Deus da natureza. Não importa,
se todas as coisas forem contra Deus; Ele é Todo-suficiente nele mesmo.
ADONAI
Este nome de Deus está no plural, denotando assim a pluralidade
das pessoas na Divindade. É traduzido como Senhor em nossa Bíblia e
denota uma relação de Senhor e escravo. Quando usado no possessivo,
indica a posse e autoridade de Deus. A escravidão é uma bênção quando
Deus é o Dono e Senhor. Nos dias de Abraão, a escravidão era uma relação
entre homem e homem e não era um mal implacável.
O escravo comprado tinha a proteção e os privilégios não
gozados pelos empregados assalariados. O escravo comprado devia ser
circuncidado e tinha permissão de participar da Páscoa. Êxodo 12:44.
Esta palavra no singular (Adon) refere-se a homem mais de
duzentas vezes no Velho Testamento e é traduzida várias vezes como;
Senhor, Mestre, Dono. Este nome de Deus é usado pela primeira vez no
Velho Testamento em conexão com Abraão. Abraão foi o primeiro a chamar
Deus de Adonai.
Abraão como dono de escravos reconhecia Deus como seu
mestre e proprietário. Quando Abraão retorna da sua vitória sobre os reis,
depois de ter libertado Ló, o rei de Sodoma queria gratificá-lo, mas ele
recusou recompensas.
E "depois destas coisas veio a palavra do Senhor (Jeová) a
Abraão dizendo: "Não temas, Abraão, Eu sou teu escudo e tua grande
recompensa, e Abraão disse: Senhor Deus" (Adonai Jeová). Ele que possuía
escravos reconhecia a si próprio como escravo de Deus.
JEOVÁ
Este é o mais famoso dentre os nomes de Deus e é predicado
dele como um Ser necessário e auto-existente. O significado é: AQUELE
QUE SEMPRE FOI, SEMPRE É E SEMPRE SERÁ. Temos assim traduzido
em Apocalipse 1:4: "Daquele que é, e que era, e que há de vir".
Jeová é o nome pessoal, próprio e incomunicável de Deus. No
Salmos 83:18 lemos: "Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome
Jeová, és o Altíssimo sobre toda a terra". Os outros nomes de Deus são às
vezes empregados a criaturas, mas o nome Jeová é usado exclusivamente
para o Deus vivo e verdadeiro.
Os judeus tinham uma reverência supersticiosa por este nome e
não o pronunciavam quando na leitura, antes o substituíam por Adonai ou
Eloím. Este é o nome de Deus no concerto com o homem. Este nome
aparece aproximadamente sete mil vezes e na maioria é traduzido como
"Senhor". Como já dissemos ele inclui todos os tempos; passado, presente e
futuro. O nome vem de uma raiz que significa "Ser."
A. W. Pink tem comentários esclarecedores sobre a relação entre
Eloim e Jeová em seu livro: A Inspiração Divina da Bíblia, e citamos: "Os
nomes Eloim e Jeová são encontrados nas páginas do Velho Testamento
diversas mil vezes, mas nunca são usados de modo negligente nem
alternadamente.
Cada um destes nomes tem um propósito e significado definido, e
se os substituirmos um pelo outro a beleza e a perfeição de muitas
passagens seriam destruídas. Como ilustração: A palavra "Deus" aparece
em todo o capítulo de Gênesis 1, mas "Senhor Deus" no capítulo 2. Se
nestas duas passagens os nomes fossem invertidos; falha e defeito seriam o
resultado. "Deus" é o título de criação, enquanto que "Senhor" implica
relação de concerto e mostra Deus tratando com Seu povo.
Portanto, em Gênesis 1, "Deus" é usado, no capítulo 2 "Senhor
Deus" é empregado e através do resto do Velho Testamento estes dois
nomes são usados discriminadamente e em harmonia com seus significados
neste dois primeiros capítulos da Bíblia.
Um ou dois exemplos serão o suficiente. "E entraram para Noé na
arca, dois a dois de toda carne que havia espírito de vida. E os que
entraram, macho e fêmea de toda carne entraram, como Deus (Eloím, C. D.
Cole) lhe tinha ordenado; "Deus", porque era o Criador exigindo o respeito
de Suas criaturas; mas no restante do mesmo versículo, lemos: "e o Senhor
(Jeová, C. D. C.) fechou-a por fora, (Gênesis 7:15-16) isto porque a ação de
Deus para com Noé estava baseado na relação de concerto.
Quando saiu para enfrentar Golias, Davi disse: "Neste dia o
Senhor (Jeová) te entregará na minha mão (porque Davi tinha um concerto
com Deus) e ferir-te-ei, e te tirarei a cabeça, e os corpos do arraial dos
filisteus darei hoje mesmo às aves dos céus e às bestas da terra; e toda a
terra saberá que há Deus (Eloím) em Israel; E saberá toda esta congregação
(que estava em relação de concerto com Ele) que o Senhor (Jeová) salva
não com espada nem com lança". 1 Samuel 17:46-47. Mais uma vez:
"Sucedeu pois que, vendo as capitães dos carros a Josafá disseram:
É o rei de Israel e o cercaram para pelejarem, porém Josafá
clamou, e o Senhor (Jeová) o ajudou. E Deus (Eloim) os desviou dele". II
Crônicas ônicas 18:31. E assim temos exemplos através todo o Velho
Testamento.
OS TÍTULOS DE JEOVÁ
O nome Jeová é muitas vezes usado de modo composto com
outros nomes para apresentar o verdadeiro Deus em algum aspecto de Seu
caráter, satisfazendo certas necessidades de Seu povo.
Existem quatorze destes títulos de Jeová no Velho Testamento,
mas neste volume não há espaço para se tratar de cada um separadamente.
Teremos que nos satisfazer com uma apresentação dos títulos e algumas
referências onde são usados:
JEOVÁ-HOSENU, "Jeová nosso criador". Salmos 95:6.
JEOVÁ-JIRÉ, "Jeová proverá". Gênesis 22:14.
JEOVÁ-RAFÁ, "Jeová que te cura". Êxodo 15:26.
JEOVÁ-NISSI, "Jeová, minha bandeira". Êxodo 17:15.
JEOVÁ-M?KADDÉS, "Jeová que te santifica". Levítico 20:8.
JEOVÁ-ELOENU, "Jeová nosso Deus". Salmos 99:5 e 8.
JEOVÁ-ELOEKA, "Jeová teu Deus". Êxodo 20:2,5,7.
JEOVÁ-ELOAI, "Jeová meu Deus". Zacarias 14:5.
JEOVÁ-SHALOM, "Jeová envia paz". Juízes 6:24.
JEOVÁ-TSEBAOTE, "Jeová das hostes". 1 Samuel 1:3.
JEOVÁ-ROÍ, "Jeová é meu pastor". Salmos 23:1.
JEOVÁ-HELEIÓN, "Jeová o altíssimo". Salmos 7:17; 47:2.
JEOVÁ-TSIDKENU, "Jeová nossa justiça". Jeremias 23:6.
JEOVÁ-SHAMÁ, "Jeová está lá". Ezequiel 48:35.
OS NOMES DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
TEOS.
No Novo Testamento grego este é geralmente o nome de Deus, e
corresponde a Eloim no Velho Testamento hebraI Coríntios É usado para
todas as três pessoas da Trindade, mas especialmente para Deus, o Pai.
PATER.
Este nome corresponde ao Jeová do V. T., e denota a relação que
temos com Deus através de Cristo. É usado para Deus duzentas e sessenta
e cinco vezes e é sempre traduzido como Pai.
DÉSPOTES.
(Déspota no português). Este título denota Deus em Sua
soberania absoluta, e é semelhante a Adonai do Velho Testamento
Encontramos este nome apenas cinco vezes no Novo Testamento, Lucas
2:29; Atos 4:24; II Pedro 2:1; Judas 4; Apocalipse 6:10.
KÚRIOS.
Este nome é encontrado centenas de vezes e traduzido como;
Senhor (referendo a Jesus), senhor (referendo ao homem), Mestre
(referendo a Jesus),mestre (referendo ao homem) e dono. Em citações do
hebraico usa-se muitas vezes em lugar de Jeová. É um título do Senhor
Jesus como mestre e dono.
CHRISTUS.
Esta palavra significa o Ungido e é traduzida Cristo. Deriva-se da
palavra "chrio" que significa ungir. É o nome oficial do Messias ou Salvador
que era por muito tempo esperado. O Novo Testamento utiliza este nome
exclusivamente referindo-se a Jesus de Nazaré.
Destes nomes todos do Ser Supremo, aprendemos que Ele é oSer eterno, imutável, auto-existente, auto-suficiente, todo-suficiente e é o
supremo objeto de temor, confiança, adoração e obediência.
AS OBRAS DE DEUS
O DECRETO DE DEUS
É o eterno propósito de Deus, segundo o conselho da sua
vontade, pelo qual, para a sua própria glória, ele determinou tudo o que
acontece.
O DECRETO DE DEUS É SOMENTE UM:
Embora muitas vezes usemos esse termo no plural, em sua
própria natureza o decreto é somente um único ato de Deus. Esse ato é
imediato e simultâneo, não sucessivo como o nosso, e a sua compreensão é
sempre completa. Não existem, pois, uma série de decretos de Deus, mas
somente um plano que abrange tudo o que se passa.
A RELAÇÃO DO DECRETO COM O CONHECIMENTO DE
DEUS:
O decreto de Deus tem a mais estreita relação com o seu
conhecimento. O decreto de Deus não refere-se ao ser essencial de Deus,
nem às suas atividades imanentes dentro do ser divino.
Deus não decretou ser santo e justo, nem existir como três
pessoas numa essência, nem gerar o filho. Essas coisas são como são
necessariamente e não dependem da vontade optativa de Deus.
Aquilo que é essencial ao ser divino não pode fazer parte do
conteúdo do decreto. O decreto não se limita aos atos realizados
pessoalmente por Deus, mas abrange também as ações das suas criaturas
livres.
Algumas coisas Deus faz pessoalmente, outras ele faz com que
aconteçam por meios secundários, os quais ele vitaliza e sustenta pelo seu
poder.
O DECRETO NÃO É O ATO PROPRIAMENTE DITO:
Deve-se fazer distinção entre o decreto e sua execução. O
decreto para criar não é a criação em si, nem o decreto para justificar é a
justificação em si. Ordenar Deus o universo de tal modo que o homem
seguirá certo curso de ação, também é bem diferente de ordenar-lhe que aja
desse modo. O decreto não é dirigido ao homem e não é de natureza
estatutária, tampouco impõe compulsão ou obrigação à livre vontade do
homem.
AS CARACTERÍSTICAS DO DECRETO DIVINO:
TEM SEU FUNDAMENTO NA SABEDORIA DIVINA
(Efésios. 3:10,11, Salmos . 104:24, Provérbios 3:19, Jeremias
10:12, 51:15, Salmos . 33:11, Provérbios . 19:21.)
É ETERNO
(Atos. 15:18,Efésios. 1:4, II Timóteo 1:9.)
EFICAZ
(Salmos 33:11, Isaías 46:10.)
É IMUTÁVEL
(Jó 23:13,14, Lucas 22:22, Atos 2:23.)
É UNIVERSAL E TOTALMENTE ABRANGENTE
(Efésios1:11,Efésios. 2:10, Provérbios . 16:4, Atos 4:27,28,
Gêneses 45:8, 50:20, Salmos . 119:89-91, II Tessalonicenses 2:13,Efésios.
1:4, Jó 14:5, Salmos 39:4, Atos 17:26).
OBJEÇÕES À DOUTRINA DO DECRETO:
É INCOERENTE COM A LIBERDADE MORAL DO HOMEM
A Bíblia revela que Deus decretou a liberdade do homem e este,
no pleno uso de sua liberdade sempre leva a efeitos o decreto absoluto de
Deus. Êxodo: foi decretado que Jesus seria crucificado, todavia os homens
foram perfeitamente livres em seu procedimento e responsabilizados por
este crime.
Ademais, o decreto divino só dá certeza aos eventos, mas não
implica que Deus os realizará ativamente. A questão é: a certeza prévia de
Deus se coaduna com a livre ação. O fato de se estar razoavelmente certos
quanto ao curso de ação que alguém que conhecemos seguirá não implica
em infringir sua liberdade.
O DECRETO ELIMINA A TODOS OS MOTIVOS PARA
ESFORÇO
O decreto divino não é dirigido para o homem como uma regra de
ação, visto que o conteúdo dele só se torna conhecido pela sua
concretização, e depois desta.
Há, porém uma regra de ação incorporada na lei e no evangelho e
essa sim deve ser seguida à risca. o decreto não inclui somente os diversos
fatos da vida humana, mas também as livres ações humanas, logicamente
anteriores aos resultados e destinadas a produzi-lo.
Em Atos27 era absolutamente certo que todos os que estavam no
navio com Paulo seriam salvos, mas era igualmente certo que, para
assegurar este fim, os marinheiros tinham que permanecer a bordo.
A CRIAÇÃO
O estudo do decreto nos leva naturalmente à consideração da sua
execução, e esta começa com a obra da criação. O conhecimento desta
doutrina só se aceita pela fé. (Hebreus11:3).
Em distinção à geração do filho, que foi um ato necessário do pai,
a criação do mundo foi um ato livre do Deus triúno. A criação esteve
eternamente na vontade de Deus e, portanto, não produziu mudança nele.
Antes da criação o tempo não existia, dado que o mundo foi
trazido à existência juntamente “com o tempo, antes que no tempo”. A Igreja,
de um modo geral, sustenta que o mundo foi criado em seis dias comuns, no
entanto alguns vultos da história da igreja, como Agostinho, afirmavam que
os dias seriam dias eternos, já que “para o Senhor um dia é como mil anos”.
Alguns também sugerem que transcorreu um longo período de
tempo entre a criação primária de Gêneses 1:1,2 e a criação secundária dos
versículos subsequentes. A Bíblia está repleta de provas sobre a criação do
mundo por parte de Deus:
Passagens que salientam a onipotência de Deus na obra
dacriação. (Isaías40:26,28, Amós 4:13)
Passagens que indicam sua exaltação acima da natureza.
(Salmos90:2, 102:26,27, Atos 17:24)
Passagens que se referem à sabedoria de Deus na obra da
criação. (Isaías 40:12-14, Jeremias 10:12-16, João 1:3)
Passagens que vêem a criação do ponto de vista da
soberania e do propósito de Deus. (Isaías43:7, Romanos1:25).
Passagens que falam da criação como a obra fundamental de
Deus. (I Coríntios11:9, Colossenses1:16).
Passagens que revelam explicitamente Deus como o criador.
(Neemias9:6, Isaías42:5, 45:18, Apocalipse 4:11, 10:6).
A crença da Igreja na criação do mundo vem expressa já no
primeiro artigo confissão de fé apostólica: “creio em Deus Pai, todo-
poderoso, criador dos céus e da terra”.
A Igreja primitiva entendia o verbo “criar” no sentido estrito de
“produzir do nada alguma coisa”. No entanto deve-se notar que nem sempre
a escritura usa a palavra hebráica “bará” e o termo grego “ktizein” nesse
sentido absoluto.
Também emprega esses termos para denotar uma criação
secundária, na qual Deus fez uso de material já existente, mas que não
podia causar por si mesmo o resultado indicado. (Gêneses 1:21,27, 5:1,
Isaías 45:7,12, 54:16, Amós 4:13, I Coríntios 11:9, Apocalipse 10:6).
Dois outros termos são utilizados como sinônimos de termo
“criar”: fazer, do hebraico “asah” e do grego “poiein” e formar, do hebraico
“yatsar” e do grego “plasso”.
DEFINIÇÃO:
A criação é o livre ato de Deus pelo qual ele, segundo a sua
vontade soberana e para a sua própria glória, produziu no princípio todo o
universo, visível e invisível, em parte do nada e em parte de material que,
por sua natureza, nada poderia produzir, e assim lhe deu uma existência
distinta da sua própria, e, ainda assim dele dependente.
A CRIAÇÃO É UM ATO DO DEUS TRIÚNO:
Embora o Pai esteja em primeiro plano na obra da criação (I
Coríntios 8:6), esta é também reconhecida como obra do Filho (João 1:3) e
do Espírito Santo (Gêneses 1:2, Jó 26:13). Todas as coisas são, de uma só
vez, oriundas do Pai, por meio do Filho e no Espírito Santo. Pode-se dizer,
de modo geral, que o ser provém do Pai, a ideia provém do Filho e a vida
provém do Espírito Santo.
A CRIAÇÃO É UM ATO LIVRE DE DEUS:
A Bíblia nos ensina que Deus criou todas as coisas segundo o
conselho da sua vontade. (Efésios 1:11, Apocalipse 4:11) e que ele é auto-
suficientee não depende de suas criaturas, de modo nenhum. (Jó 22:2,3,
Atos 17:25)
A CRIAÇÃO É UM ATO TEMPORAL DE DEUS:
A Bíblia começa com a singela declaração: “no princípio criou
Deus os céus e a terra”. (Gêneses 1:1) o termo hebraico “bereshith” (no
princípio) é indefinido e, naturalmente, surge a questão: princípio de quê?
Parece melhor tomar a expressão no sentido absoluto, como uma indicação
do início de todas as coisas temporais e do próprio tempo. não é correto
presumir que já existia o tempo quando Deus criou o mundo e que ele, em
certo ponto desse tempo existente, deu “princípio” a produção do universo.
Está claro na escritura que o mundo teve começo em passagens como
Salmos90:2, 102:25, Mateus19:4,8, Marcos 10:6, João 1:1,2, Hebreus 1:10.
O FIM ÚLTIMO DA CRIAÇÃO:
São duas as teorias sobre qual teria sido a finalidade das coisas
criadas:
A FELICIDADE DA HUMANIDADE
Alguns teólogos afirmam que a bondade de Deus o induziu a criar
o mundo. Ele desejava se comunicar com suas criaturas e a felicidade
destas era o fim que ele tinha em vista. No entanto é certo que esse fim
ainda não foi alcançado, levando em consideração todos os sofrimentos que
há no mundo.
Não podemos imaginar que um Deus sábio e onipotente
escolhesse um fim destinado a falhar no todo ou em parte. (Jó 23:13). Mas
vai se concretizar na Jerusalém Celeste e na Nova Terra e Novo Céu.
A GLÓRIA DECLARATIVA DE DEUS
A Igreja de Jesus Cristo encontrou o verdadeiro fim da criação,
não em alguma coisa que esteja fora de Deus, mas em Deus mesmo. O fim
supremo de Deus na criação é a manifestação de sua glória. (Isaías43:7,
60:21, 61:3, Lucas 2:14, Romanos 9:17, 11:36, I Coríntios 15:2).
A INTERPRETAÇÃO DE GÊNESES 1:1,2:
Alguns interpretam Gênesis 1:1 com um título do restante da
criação, não possuindo um sentido independente, mas isso é objetável por,
pelo menos, duas razões:
1. Porque a narração subsequente está ligada ao primeiro
versículo pela partícula “e (waw), o que não
aconteceria se fosse um título.
2. Nos versículos seguintes não contêm o relato da criação dos
céus.
A interpretação mais aceita é que Gêneses 1:1 registra a criação
original e imediata do universo, chamado “céus e terra”. Nessa expressão, a
palavra céus refere-se à ordem invisível das coisas, (não deve ser
confundido com os céus cósmicos, como nuvens, astros e estrelas) e a
palavra terra refere-se à ordem visível original.
Dos que aceitam essa teoria, muitos acham que a terra era um
lugar de habitação de anjos, vindo a se tornar um caos com a rebelião de
lúcifer e a expulsão dos rebeldes (vs. 2). A terra então foi transformada
numa habitação adequada para os homens.
O CONCEITO DE QUE FORAM DIAS LITERAIS:
Apesar de sempre ter havido os defensores de que foram longos
períodos de tempo, a ideia predominante na Igreja sempre foi que os dias
de Gêneses capítulo 1 devem ser entendidos como dias literais, eis as
razões:
Em seu significado primário, a palavra “yom” denota um dia
natural, e é boa regra de exegese não abandonar o sentido original de uma
palavra.
O autor de gênesis parece ter-nos aprisionado absolutamente na
interpretação literal acrescentando, quanto a cada dia, as palavras: “houve
tarde e manhã”, cada dia teve uma tarde e uma manhã, coisa que
dificilmente se aplicaria num período de mil anos.
Se cada dia fosse um longo período de tempo, o que seria da
vegetação depois que esta foi criada?
Em Êxodo 20:9-11 ordena-se a Israel que trabalhe seis dias e
descanse no sétimo, porque Jeová fez os céus e a terra em seis dias e
descansou no sétimo, presume-se nesse texto que os dias eram da mesma
espécie tanto para Deus como para os homens.
Os últimos três dias certamente foram dias comuns, pois foram
determinados pelo sol, embora se possa admitir que os dias anteriores
tenham sido um pouco diferentes em termos de duração, é extremamente
improvável que diferissem como períodos de milhares de anos, mas não é
impossível.
A OBRA DOS DIAS SEPARADOS:
O PRIMEIRO DIA:
Foi criada a luz, e pela separação de luz e trevas, o dia e a noite
foram constituídos. Muitos contestam esse versículo devido ao sol só ter
sido criado no quarto dia. Porém a própria ciência mostra que a luz não
emana do sol, mas é refletida por ele, como ondas de éter produzidas por
elétrons energéticos. o próprio sol é descrito como luzeiro.
O SEGUNDO DIA:
A obra do segundo dia também foi de separação, o firmamento foi
estabelecido com a divisão das águas de cima e as águas debaixo, as águas
de cima são as nuvens e, não, o mar de vidro ou o rio da vida como dizem
alguns.
O TERCEIRO DIA:
A separação é levada avante com a divisão entre mar e terra
seca. Acrescido a isso, foi estabelecido o reino vegetal de plantas e árvores
em três grandes classes: “deshe”, plantas que não dão flores e não frutificam
umas das outras de maneira usual, “esebh”, vegetais e grãos que dão
sementes e “ets Peri” árvores frutíferas, que dão fruto segundo a sua
espécie.
O versículo 12 mostra que as diferentes espécies de plantas
foram criados por Deus, e não que se desenvolveram umas das outras.
O QUARTO DIA:
Sol, lua e estrelas são criados com uma variedade de propósitos:
dividir dia e noite, servir de sinais, ou seja, pontos cardeais, servir de
estações, dividindo dias, semanas, meses e anos, transmitir luz a terra
possibilitando a existência de vida orgânica.
O QUINTO DIA:
Criação das aves e dos peixes, habitantes das águas e dos ares.
Também criados segundo a sua espécie, não evoluindo uns dos outros.
O SEXTO DIA:
Descreve a criação dos animais, empregando mais uma vez o
termo "produza a terra...". não se deve entender que os animais brotaram
naturalmente da terra, mas que foram criados pala palavra de Deus, de
maneira definida conforme diz o versículo 25, onde diz que Deus fez os
animais selváticos, domésticos e todos os répteis da terra, conforme a sua
espécie.
A criação do homem se distingue pelo solene conselho que lhe
precede “façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Os dois termos
“imagem e semelhança” (tselem e demuth) não significam exatamente a
mesma coisa, mas a ideia é que a imagem é de todos os modos
semelhantes ao original. O homem em todo o seu ser é a própria imagem de
Deus.
O SÉTIMO DIA:
O descanso de Deus é como o repouso do artista que, após
completar a sua obra prima, agora a observa com profunda admiração e
deleite, e se satisfaz perfeitamente contemplando sua produção. “viu Deus
todo quanto fizera, e eis que era muito bom”. Ela respondeu bem ao
propósito de Deus e correspondeu ao ideal divino. Daí, Deus de regozija
com a sua criação, pois reconhece nela o reflexo das suas gloriosas
perfeições.
A DOUTRINA DA TRINDADE
INTRODUÇÃO:
Embora a palavra “TRINDADE” não apareça nenhuma vez nas
escrituras, são abundantes às vezes em que ela nos apresenta Deus como
uma pluralidade de pessoas, mesmo sendo ele uma só essência Divina.
A TRINDADE DEFINIDA
Talvez o sentido da Trindade de Deus nunca foi afirmado melhor
do que está por A. H. Strong – "em a natureza do Deus único há três
distinções eternas que se nos representam sob a figura de pessoas e estas
três são iguais" (SystematicTheology, pág. 144).
Os princípios do Seminário estabelecem a doutrina da Trindade
como segue: "Deusnos é revelado como Pai, Filho e Espírito Santo, cada
um com atributos pessoais distintos, mas sem divisões de natureza,
essência ou ser".
A TRINDADE CONSISTE DE TRÊS DISTINÇÕES.
A doutrina da Trindade não quer dizer que Deus meramente Se
manifesta em três diferentes maneiras. Há três distinções atuais na
Divindade. A verdade disto aparecerá mais claramente Depois
ESTAS TRÊS DISTINÇÕES SÃO ETERNAS
Isto está provado, de um lado, pela imutabilidade de Deus. Se já
houve um tempo em que estas distinções não existiram, então, quando
vieram a existir, Deus mudou. Provado está outra vez pelas Escrituras, as
quais afirmam ou implicam a eternidade do Filho e do Espírito Santo. Vide
João1:1,2; Apocalipse 22:13,14; Hebreus 9:14.
"Não é resposta a isto, que as expressões "gerado" e "procedido
de" envolvem, a ideiada existência antecedente do que gera e de
quem há processão, porque estes são termos da linguagem humana
aplicados a ações divinas e devem ser entendidos ajustadamente a
Deus. Não há aqui dificuldade maior do que em outros casos em que
este princípio está prontamente reconhecido (Boyce, Abstract
ofSystematicTheology, págs. 138, 139).
ESTAS TRÊS DISTINÇÕES NOS SÃO REPRESENTADAS SOB
A FIGURA DE PESSOAS, MAS NÃO HÁ DIVISÃO DE NATUREZA,
ESSENCIA OU SER.
A Doutrina da Trindade não quer dizer triteismo. Quando falamos
das distinções da Divindade como pessoas, devemos entender que usamos
o termo figuradamente. Não há três pessoas na Divindade no mesmo
sentido em que três seres humanos são pessoas. No caso de três seres
humanos há divisão de natureza, essência e ser, mas Deus não é assim. Tal
concepção de Deus está proibida pelo ensino da Escritura quanto à unidade
de Deus.
OS TRÊS MEMBROS DA TRINDADE SÃO IGUAISAÍAS
Muitos dos mesmos atributos atribuem-se a cada membro da
Trindade e os atributos assim atribuídos são tais como não podiam ser
possuídos sem todos os outros atributos divinos. A igualdade dos membros
da Trindade mostra-se ainda pelo fato de cada um deles ser reconhecido
como Deus, como veremos Depois
A TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO:
O termo plural “ELOHIM” é usado muitas vezes no antigo
testamento como designativo de DEUS e é um forte argumento a favor da
TRINDADE (Gênesis 14:19-20, Números 24:16, Isaías 14:14);
Deus fala de si mesmo no plural (Gênesis 1:26, 11:7);
A presença das três pessoas na criação (Gênesis 1:1, 1:2,
João1:1-2);
O anjo de Jeová (JESUS), ora é citado como o próprio DEUS, Ora
é distinto d’Ele (Gênesis 16:7,9,13, Malaquias 3:1).
A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO:
Se no antigo testamento Jeová é apresentado como o redentor e
salvador de seu povo (Jó 19:25, Salmos 19:14), no novo testamento o Filho
é que tem essa capacidade (Mateus 1:21). Se no antigo testamento é Jeová
quem habita em Israel (Salmos74:2, Zacarias 2:10,11), no novo testamento
é o Espírito Santo quem habita na Igreja (Romanos 8:9).
O novo testamento revela Deus enviando seu Filho ao mundo
(João 3:16) e o Pai e o Filho enviando o Espírito Santo (João 14:26, 15:26).
O novo testamento mostra o pai dirigindo-se ao Filho (Marcos
1:11), o Filho ao Pai (Mateus 11:25), o Espírito Santo ao Pai (Romanos
8:36).
No batismo de Jesus o Pai fala e o Espírito desce em forma de
pomba (Mateus 3:16,17).
O batismo cristão deve ser em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo (Mateus 28:19).
A única passagem que fala explicitamente da tri-unidade de Deus
é I João5:7, mas não devemos construir doutrinas usando só textos que
aparecem na Bíblia entre colchetes, pois os mesmos não aparecem em
todos os manuscritos originais.
COMO ENTENDER A TRINDADE?
HÁ NO SER DIVINO APENAS UMA ESSÊNCIA INDIVISÍVEL
Deus é um em seu ser essencial, ou seja, em sua natureza
constitucional. (Deuteronômio 6:4; Tiago 2:19)
NESTE ÚNICO SER DIVINO HÁ TRÊS PESSOAS OU
SUBSISTÊNCIAS INDIVIDUAIS: O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO.
Em Deus não temos três indivíduos separados uns dos outros,
mas somente auto-distinções pessoais dentro da única essência divina. As
três subsistências são relacionadas umas com as outras e distintas entre
elas por suas propriedades incomunicáveis (Mateus 3:16; 4:1; João 1:18;
5:20-22).
TODA A INDIVISÍVEL ESSÊNCIA DE DEUS PERTENCE
IGUALMENTE A CADA UMA DAS TRÊS PESSOAS
Isso quer dizer que a essência não é dividida entre as três
pessoas, mas está com a totalidade absoluta da sua perfeição em cada uma
das pessoas.
A SUBSISTÊNCIA E AS OPERAÇÕES DAS TRÊS PESSOAS
DO SER DIVINO SÃO ASSINALADAS POR CERTA ORDEM DEFINIDA
Quanto à subsistência pessoal o Pai é a primeira pessoa, o Filho
é a segunda pessoa e o Espírito Santo é a terceira, esta ordem não significa
prioridade de tempo ou de dignidade, mas somente à derivação lógica: o Pai
não é gerado por nenhuma das duas pessoas, nem delas procede; o Filho é
eternamente gerado pelo Pai (contudo sempre existiu e nunca foi criado) e o
Espírito Santo da mesma forma procede do Pai e do Filho desde toda a
eternidade.
HÁ CERTOS ATRIBUTOS PESSOAIS PELOS QUAIS SE
DISTINGUEM AS TRÊS PESSOAS
Conquanto sejam obras das três pessoas conjuntamente, atribui-
se a criação primariamente ao Pai, a redenção ao Filho e a santificação ao
Espírito Santo.
ANALOGIAS:
A árvore: com a sua raiz, o seu tronco e seus ramos (mesma
essência, várias partes);
A água: em seus estados líquido, sólido e gasoso (mesma
essência, várias formas);
AS OBRAS ATRIBUÍDAS PARTICULARMENTE
AO PAI:
Em algumas obras do Deus trino o Pai está em primeiro plano:
Planejamento da obra da redenção (Salmos2:7-9, Isaías40:6-9);
Criação e providência, principalmente em seus estágios iniciais (I
Coríntios 8:6);
É aquele que recebe e responde as orações dos santos (João
15:16,23, Mateus 6:6,9).
A DIVINDADE DO FILHO:
OS ARGUMENTOS DA BÍBLIA A FAVOR DA
DIVINDADE DO FILHO SÃO:
Ela o assevera explicitamente (João1:1, 20:28, Romanos 9:5,
Filipenses 2:6, Tito 2:13, I João 5:20); Ela aplica a Ele nomes Divinos
(Isaías 9:6, 40:3, Jeremias 23:5, 6, Joel 2:32, I Timóteo 3:16);
ELA ATRIBUI A ELE PERFEIÇÕES DIVINAS, TAIS COMO:
EXISTÊNCIA ETERNA
(Apocalipse 1:8, 22:13)
ONIPRESENÇA
(Mateus 18:20, 28:20, João 3:13)
ONISCIÊNCIA
(João2:24, 25, 21:17, Apocalipse 2:23)
ONIPOTÊNCIA
(Filipenses 3:21)
IMUTABILIDADE
(Hebreus 1:10-12, 13:8)
ELA FALA DELE COMO REALIZANDO OBRAS
DIVINAS, TAIS COMO:
CRIAÇÃO
(João1:3,10, Colossenses 1:16, Hebreus 1:2,10)
PROVIDÊNCIA
(Lucas 10:22, João 3:35, 17:2, Efésios1:22, Colossenses 1:17)
PERDÃO DE PECADOS
(Mateus 9:2-7, Marcos 2:7-10, Colossenses 3:13)
RESSURREIÇÃO E JUÍZO
(Mateus 25:31,32, Atos 10:42, 17:31, II Timóteo 4:1)
AS OBRAS ATRIBUÍDAS PARTICULARMENTE AO FILHO:
Mediação, não só na esfera espiritual como na esfera natural (I
Coríntios 8:6) Atributos de misericórdia e graça (II Coríntios 13:13,Ef5:2,25)
A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO:
A Bíblia lhe dá designativos de pessoa (João 14:26, 15:26, 16:7 o
chama de “parakletos”, que só admite como tradução “consolador”).
SÃO LHE ATRIBUÍDOS CARACTERÍSTICAS
DE PESSOA, TAIS COMO:
INTELIGÊNCIA
(Romanos 8:16)
VONTADE
(Atos 16:7, I Coríntios 12:11)
SENTIMENTOS
(Isaías63:10, Efésios4:30)Ele realiza atos próprios de pessoa, como sondar, falar, testificar,
ordenar, revelar, lutar, criar, interceder, vivificar, etc. (gênesis 1:2, 6:3, Lucas
12:12, João 16:8, Atos 8:29, 13:2, Romanos 8:11, I Coríntios 2:10,11).
ELE É COLOCADO LADO A LADO COM OUTRAS PESSOAS:
COM OS APÓSTOLOS
(Atos 15:28)
COM CRISTO
(João 16:14)
COM O PAI E O FILHO
(Mateus 28:19, II Coríntios 13:13, I Pedro 1:1,2, Judas 20,21)
A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO:
Pode se estabelecer a veracidade da divindade do espírito com
base nas escrituras:
São lhe dados nomes Divinos (Êxodo 17:7, Hebreus 3:7-9, Atos
5:3,4, I Coríntios 3:16, II Timóteo 3:16, II Pedro 1:21).
SÃO LHE ATRIBUÍDAS PERFEIÇÕES DIVINAS, COMO:
ONIPRESENÇA
(Salmos139:7-10)
ONISCIÊNCIA
(Isaías40:13,14, Romanos 11:34, I Coríntios 2:10,11, Romanos
15:19)
ONIPOTÊNCIA
(I Coríntios 12:11)
ETERNIDADE
(Hebreus 9:14)
ELE REALIZA OBRAS DIVINAS, COMO:
CRIAÇÃO
(Gênesis 1:2, Jó 26:13, 33:4)
REGENERAÇÃO
(João3:5,6, Tito 3:5)
RESSURREIÇÃO
(Romanos 8:11) - É lhe prestada honra divina (Mateus 28:19,
Romanos 9:1, II Coríntios 13:13).
CONCLUSÃO:
Embora seja muito difícil que nossa mente consiga discernir o
mistério da TRINDADE, essa verdade é absoluta na Bíblia e precisamos crer
nela, ainda que pela fé, a igreja confessa que a Trindade é um ministério ou
mistério que transcende a compreensão do homem. Certamente
entenderemos perfeitamente quando estivermos face a face com o Senhor.
SEGUNDO MÓDULO
A DOUTRINA DOS ANJOS
ANGELOLOGIA
INTRODUÇÃO
A doutrina dos anjos é fundamentalmente o estudo dos ministros
da providência de Deus (são os agentes especiais de Deus). Como em toda
doutrina, há uma negligência muito grande desta, nas igrejas e entre os
Teólogos.
Considerado pelos estudiosos contemporâneos como a mais
notável e difícil das matérias. Marco da implantação de grandes seitas e
heresias, do mundo atual.
VEJAMOS TRÊS ASPECTOS DE NEGLIGÊNCIA DESTA
DOUTRINA:
PRIMEIRO.
Desde a antigüidade, os gnósticos prestavam adoração aos anjos
(Cl 2:18); depois então, na Idade Média, com as crenças absurdas dos
rituais de bruxarias com culto aos anjos, e agora em nossos dias, os estudos
cabalísticos personalizados no meio esotérico e místico, ensinam novamente
o culto aos anjos, por meio de bruxos sofisticados e modernos.
Sabendo que antes de tudo, a existência e ministério dos anjos
são fartamente ensinados nas escrituras, por isso, não podemos
negligenciar os ensinamentos sagrados.
SEGUNDO.
A evidência de possessão demoníaca e adoração a demônios de
forma veemente em nossos dias. O apóstolo Paulo parece travar grande luta
com a grande idolatria que considerava adoração a demônios (I Coríntios
10:19-21 ).
Nos últimos dias, esta adoração aos demônios e a ídolos deve
aumentar bastante (Apocalipse 9:20-21 G.Trib.). A negligência deixa de
existir para dar lugar à um crescente pensamento sobre o assunto,
especialmente do lado do mal. Não podemos negligenciar tal doutrina.
TERCEIRO.
A prática acentuada do espiritismo que crescerá
assustadoramente nos últimos dias, conduzindo homens, mulheres e
crianças a profundos caminhos de trevas e cegueira espiritual (I Timóteo.
4:1-2).
E ainda a obra de satanás e dos espíritos maléficos, atrapalhando
o progresso da graça em nossos próprios corações e a obra de Deus no
mundo (Efésios 6:12 ).
Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de
recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam
em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos
imperceptíveis.
Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar,
outros, porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas pessoas
questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se
encontram e o que fazem.
A Bíblia afirma que existem e que os rebeldes foram
amaldiçoados e ficam atormentando o povo e, os bons acampam ao redor
dos que temem a Deus e os guardamos.
A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece
confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que
há outra classe de seres Diferentes do homem. Esses seres habitam nos
céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos
invisíveis de Deus.
Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo
divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da
humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também
aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram
servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra
seu governo.
A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois
os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa
doutrina permite-nos conhecer a origem, existência, natureza, queda,
classificação, obra e destino dos anjos.
A ORIGEM DOS ANJOS
A época de sua criação não é indicada com precisão em parte
alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos
céus (Gênesis 1:1). Pode ser que tenham sido criados por Deus
imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de
acordo com Jó 38:4-7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele
lançava os fundamentos da terra.
Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos
versículos que falam de sua criação (Neemias 9:6,
Salmos148:2,5;Colossenses 1:16). Embora não seja citado número definido
na Bíblia, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande (Daniel
7:10; Mateus26:53; Hebreus 12:22).
Contudo teólogos analisando os livros proféticos encontraram 66
bilhões, 1/3 caiu, ou seja, 22 bilhões e 2/3 acampam ao redor do crente e,
como tem 5% de crentes na terra e mais os inocentes, são ao todo cerca de
um bilhão de crentes, dando 40 anjos para guardar cada crente.
TERMINOLOGIA
O termo anjoda língua portuguesa tem origem na palavra latina
angelu, que por sua vez se deriva do termo aggelov (aggelos) do grego. Em
hebreu, a palavra traduzida como anjoé K)lm (mal'ak).
A palavra malak ocorre 214 vezes no Antigo Testamento, e a
palavra aggelos ocorre 188 vezes no Novo Testamento, sendo que ambas
tem o significado de mensageiro, representante, enviado ou embaixador.
Pela terminologia também podemos entender que os anjos têm
gênero masculino, pois são assim invariavelmente referidos. Não cabe,
portanto, a ideia de que anjos não teriam gênero definido. Se assim o fosse,
seriam estes representados por palavras de gênero neutro nas línguas de
origem, ou em ocasiões seriam representados utilizando-se palavras de
gênero masculino e em outras de gênero feminino; fatos estes que nunca
ocorrem.
A NATUREZA DOS ANJOS
SÃO SERES ESPIRITUAIS E INCORPÓREOS.
Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens,
eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e
desaparecem, e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar
meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma
de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do
homem (Gênesis 19:1-3).
Que os anjos são incorpóreos está claro em Efésios6.12, onde
Paulo diz que"a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra
os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso,
contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes". Outras
referências: Salmos104:4; Hebreus1:7,14;Atos 19:12; Lucas 7:21; 8:2;
11:26; Mateus 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis (Cl
1:16).
SÃO UM EXÉRCITO E NÃO UMA RAÇA.
As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do
plano de Deus para os anjos (Mateus 22:30; Lucas 20:34-36), portanto não
se caracteriza uma raça. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são
chamados de "filhos de Deus" (Gênesis 6:2,4; Jó 1:6; 2:1; 38:7) mas nunca
lemos a respeito dos "filhos dos anjos".
Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade
não tem sexo, não propagam sua espécie (Lucas20:34-35).
Várias passagens das Escrituras indicam que há um número
muito grande de anjos (Daniel 7:10; Mateus26:53; Salmos 68:17; Lucas
2:13; Hebreus 12:22), e são repetidamente mencionados como exércitos do
céus ou de Deus.
No Getsêmani, Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los
dos que vieram prendê-lo: "Acaso pensas que não posso rogar ao meu Pai,
e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos"?
(Mateus26:53). Portanto, seu criador e mestre é descrito como "Senhor dos
Exércitos".
É evidente que eles são criaturas e, portanto limitados e finitos.
Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o
homem, não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente.
SÃO SERES RACIONAIS MORAIS E IMORTAISAÍAS
Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes
dotados de vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece
inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (II Samuel14:20;
Mateus24:36 ,Efésios 3:10; I Pedro 1:12; II Pedro 2:11).
Embora não sejam oniscientes, são superiores aos homens em
conhecimento (Mateus 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação
moral; são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência.
A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como "santos
anjos" (Mateus 25:31; Marcos 8:38; Lucas 9:26;Atos 10:22; Apocalipse
14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (João 8:44; I
João 3:8-10).
A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos
bons não estão sujeitos a morte (Lucas20:35-36), além de serem dotados de
poder formando o exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre
prontos para fazer o que o Senhor mandar (Salmos 103:20;Colossenses
1:16;Efésios 1:21; 3:10; Hebreus 1:14) enquanto que os anjos maus formam
o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lucas
11:21; II Tessalonicenses 2:9; I Pedro 5:8).
Ilustrações do poder de um anjosão encontradas na libertação
dos apóstolos da prisão (Atos 5:19; 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4
toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mateus 28:2).
A CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS
ANJOS BONS E ANJOS MAUS
Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Porém no
dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito
bom. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original
(João 8:44; II Pedro 2:4;Judas 6).
Os anjos bons são chamados "anjos eleitos" (I Timóteo 5:21) e
evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua
posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e
agora são incapazes de pecar . São chamados também de "santos anjos ou
anjos de luz" (II Coríntios11:14).
Sempre contemplam a face Deus (Lucas9:26), e tem vida imortal
(Lucas 20:36). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus (Ne 9:6;
Filipenses 2:9-11; Hebreus 1:6; Jó 38:7; Is 6:3; Salmos 103:20; 148:2
Apocalipse 5:11).
QUATRO TIPOS DE ANJOS BONS:
ANJOS BONS.
Tanto no grego quanto no hebraico a palavra "anjo" significa
"mensageiro". São exércitos como seres alados (Daniel 9:21; Apocalipse
14:6) para nos favorecer. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são
enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hebreus1:14).
Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lucas15:10), exercem
vigilância protetora sobre os crentes (Salmos 34:7; 91:11), protegem os
pequeninos (Mateus18:10), estão presentes na Igreja (I Timóteo 5:21)
recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus
(Efésios3:10; I Pedro 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão
(Lucas 16:22,23). A ideiade que alguns deles servem de anjos da guarda de
crentes individuais não tem apoio nas Escrituras.
A declaração de Mateus 18:10 é geral demais, embora pareça
indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das
criancinhas.Atos 12:15 tampouco o prova, pois esta passagem mostra
apenas que, naquele período primitivo havia alguns, mesmo entre
discípulos, que acreditavam em anjos guardiões, e no geral guarda a todos
os crentes de igual forma.
Embora os anjos não constituam um organismo, evidentemente
são organizados de algum modo. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome
geral "anjo", a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe
de anjos.
O termo grego "angelos" (anjos = mensageiros) também e
freqüentemente aplicado a homens (Mateus 11:10; Marcos 1:2; Lucas 7:24;
9:52; Gálatas 4:14). Não há nas Escrituras um nome geral, especificamente
distintivo, para todos os seres espirituais.
Eles são chamados filhos de Deus, (Jó 1:6; 2:1) espíritos
(Hebreus1:14), santos (Salmos 89:5,7; Zacarias 14:5; Daniel 8:13 ),
vigilantes (Daniel 4:13,17). Contudo, há nomes específicos que indicam
diferentes classes de anjos.
ANJOS BONS: QUERUBINS.
São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gênesis
3:24), observam o propiciatório (Êxodo 25:18,20; Salmos 80:1; 99:1; Is
37:16; Hebreus 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para
descer à terra (II Samuel 22:11; Salmos 18:10).
Como demonstração do seu poder de majestade, em Ezequiel 1º
e Apocalipse 4º são representados simbolicamente como seres vivos em
várias formas. Mais do que outras criaturas, eles foram destinados a revelar
o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus
no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra.
ANJOS BONS: SERAFINS.
Mencionados somente em Isaias 6:2,6, constituem uma classe de
anjos muito próxima dos querubins. São representados simbolicamente em
forma humana com seis asas cobrindo o rosto, os pés e duas prontas para
execução das ordens do Senhor. Permanecem servidores em torno do trono
do Deus poderoso, cantam louvores a Ele e são considerados os nobres
entre os anjos.
ANJOS BONS: ARCANJOS.
O termo arcanjosó ocorre duas vezes nas escrituras (I
Tessalonicenses 4:16;Judas 9), mas há outras referências para ao menos
um arcanjo, Miguel. Ele é o único a ser chamado de arcanjoe aparece
comandando seus próprios anjos (Apocalipse 12.7) e como príncipe do povo
de Israel (Daniel 10:13,21; 12.1).
A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele
é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus (Lucas
1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com
relações ao reino de Deus (Daniel 8:16; 9:21).
PRINCIPADOS, POTESTADES, TRONOS E DOMÍNIOS.
A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de
autoridadesno mundo angélico, como principados e potestades (Efésios
3:10;Colossenses 2:10), tronos (Colossenses 1:16), domínios
(Efésios1:21;Colossenses 1:16 ) e poderes (Efésios1:21, I Pedro 3:22).
Estes nomes não indicam espécies de anjos, mas diferenças de
classe ou de dignidade entre eles. Embora emEfésios 1:21 a referência
parece incluir tanto anjos bons quanto os maus, nas outras passagens essa
terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus Romanos
8:38;Efésios6:12;Colossenses 2:15). Veja mais abaixo.
ANJOS MAUS
Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e como o homem
dotado de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram
lançados fora do céu (II Pedro 2:4;Judas 6). O pecado, no qual eles e seu
chefe caíram foi o orgulho.
Segundo as Escrituras, os anjos maus passam o tempo no inferno
(II Pedro 2:4) e no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (João
12:31; 14:30; II Coríntios 4:4; Apocalipse 12:4,7-9). Enganando os homens
por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (II
Coríntios4:3,4;Efésios2:2; 6:11,12); este poder está aniquilado para aqueles
que são fieis a Cristo, pela redenção que ele consumou (Apocalipse 5:9;
7:13,14).
Os anjos não são contemplados no plano da redenção (I
Pedro1:12), mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus
(Mateus25:41).
Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de
Satanás, que são opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos
obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus.
O texto deEfésios 6:12 traz uma noção de como são organizados
os anjos caídos:
ANJOS MAUS PRINCIPADOS
No grego “archás” essa palavra é usada para descrever uma série
de “líderes, reis, majestades ou governadores”. Isso mostra que o reino
satânico está bem organizado. Satanás é o chefe e sob seu domínio está
uma fila de espíritos de altas posições.
Algumas passagens do antigo testamento nos dão base para
supormos que esses príncipes são colocados sobre regiões específicas,
com o único objetivo de fazer o mal (Daniel 10:13; Ezequiel 28:2).
Isso talvez explique por que determinadas regiões apresentem
sistematicamente o mesmo tipo de problema no decorrer de sua história:
corrupção, violência, divórcio, prostituição, homossexualismo, suicídio,
desemprego, seca, etc. esse pode ter sido o motivo por que os demônios
que saíram do gadareno pediram para não serem mandados para fora do
país (Marcos 5:9, 10).
ANJOS MAUS POTESTADES
No grego “exousías” é a palavra traduzida por “autoridades”. Os
espíritos imundos estão investidos de autoridade para realizar seu propósito
maligno. Essa autoridade vem do seu chefe (o diabo), obviamente por
permissão de Deus, e foi dada por causa do pecado.
Dentro do propósito eterno de Deus, está previsto que até que a
criação seja redimida completamente, o que se dará após o arrebatamento
da Igreja, satanás tem autoridade para agir (I João5:19; Apocalipse 12:12).
No entanto o crente tem autoridade maior, inclusive sobre os espíritos
imundos (Lucas 10:17-19), porque na vida do crente tem o Espírito Santo e
ao redor os anjos de Deus.
ANJOS MAUS DOMINADORES DESTE MUNDO
No grego “kosmokrátoras” que também é traduzido por “príncipes
deste século” ou “deuses deste século” (II Coríntios 4:4). Quando Adão caiu
por seu próprio pecado, satanás ganhou domínio sobre o mundo. Em
Mateus 4:9 ele oferece a Jesus a glória deste mundo se recebesse
adoração.
Não vemos Jesus respondendo que ele não poderia oferecer isso,
que não era dele, mas resistindo à sua proposta pela palavra de Deus
dizendo que preferia oferecer culto a Deus.
ANJOS MAUS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL
No grego “dunamys” que pode ser traduzido como “poderes”.
Esse texto mostra que os poderes das trevas estão unidos num só propósito:
o mal. Jesus já havia alertado em João10:10 que “o ladrão vem somente
para roubar, matar e destruir”. Ainda que satanás se disfarce em anjode luz
e atraia muitas pessoas, seu propósito é sempre maligno.
A QUEDA DOS ANJOS MAUS
O FATO DA SUA QUEDA
Os anjos foram criados em estado de perfeição. No capitulo 1º de
Gênesis, lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. No último
versículo deste capitulo lemos "Viu Deus tudo o quanto fizera, e eis que era
muito bom".
Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando
originalmente criados. Algumas pessoas acham que Ezequiel 28:15 se
refere a Satanás.
Um prova que ele é definitivamente mostrado como tendo sido
criado perfeito. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como
maus (Salmos78:49; Mateus 25:41; Apocalipse 9:11; Apocalipse 12:7-9). Isto
se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação
apropriada (Judas 6) e pecado (II Pedro 2:4). Não há dúvida que Satanás
tenha sido o chefe da apostasia. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a
sua queda.
A ÉPOCA DE SUA QUEDA
Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos
anjos, mas deixa claro que se deu antes da queda do homem, já que
Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar
(Gênesis3).
A CAUSA DE SUA QUEDA.
De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram
originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar
ou não. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas
coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Em outras palavras, sua
vontade era autônoma.
Portanto, conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua
revolta deliberada e auto determinada contra Deus. Grande prosperidade e
beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Em Ezequiel 28:11-
19, o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a
essas coisas. Ambição desmedida e o desejode ser mais que Deus parecem
ser outra causa. O rei da Babilônia é acusada de ter essa ambição, ele
também parece simbolizar Satanás (Isaías 14.13-14).
Em qualquer um dos casos o egoísmo, descontentamento com
aquilo que tinha e o desejode ter tudo o que os outros tinham, foi a causa da
queda de Satanás e de outros anjos que o seguirmos.
O RESULTADO DE SUA QUEDA
Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram
corruptos em natureza e conduta (Mateus 10:1; Efésios6:11-12; Apocalipse
12:9); Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia
do julgamento (II Pedro 2:4).
Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida
oposição à obra dos anjos bons (Apocalipse 12:7-9; Daniel
10:12,13,20,21;Judas 9); Pode também ter havido um efeitos sobre a criação
original. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gênesis 3:17-19) e a
criação está gemendo por causa da queda Romanos 8:19-22).
Não é improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido
algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis; Eles
serão, no futuro, atirados para a terra (Apocalipse 12:8-9), e após seu
julgamento (I Coríntios 6:3), no lago de fogo e enxofre (Mateus 25:41; II
Pedro 2:4;Judas 6).
OS DEMÔNIOS
Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de
corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônios. Os
efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras
enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso
(Mateus 9:33; 12:22; Marcos 5:4,5).
O indivíduosob a influência de um demônio não é senhor de si
mesmo; o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade;
leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo-o às
vezes de uma força sobrenatural.
Quando examinam as Escrituras, algumas pessoas ficam em
dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou
não; mas não há dúvida de que na Bíblia, há ensino positivo concernente a
cada um dos dois grupos.
Ainda que alguns falem em "diabos", como se houvesse muitos
de sua espécie, tal expressão é incorreta. Há muitos "demônios", mas existe
um único "diabo". Diabo é a transliteração do vocábulo grego "diabolos",
nome que significa "acusador" e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a
Satanás. "Demônio" é a transliteração de "daimon" ou "daimonion". O
Lúcifer.
A NATUREZA DOS DEMÔNIOS
São seres inteligentes (Mateus 8:29,31; I Timóteo 4:1-3; I João
4:1 e Tiago 2:19),
Possuem características de ações pessoais o que demonstra que
possuem personalidade (Marcos1:24; Marcos 5:6,7; Marcos 8:16; Lucas
8:18-31);
São seres espirituais (Lucas9:38,39,42; Hebreus 1:13,14;
Hebreus 2:16; Mateus 8:16; Lucas 10:17,20);
São reputadosidênticos aos espíritos imundos, no Novo
Testamento;
São seres numerosos (Marcos5:9) de tal modo que tornam
Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes;
São seres vis e perversos - baixos em conduta (Lucas9:39;
Marcos 1:27; I Timóteo 4:1; Mateus 4:3);
São servis e obsequiosos (Mateus 12:24-27).
São seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição,
ignóbeis em suas ações, e sujeitos a Satanás.
AS ATIVIDADES DOS DEMÔNIOS
Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais
(Marcos5:8, 11-13); Afligem aos homens mental e fisicamente (Mateus
12:22; Marcos 5:4,5); Produzem impureza moral (Marcos 5:2;Efésios2:2);
SATANÁS
ORIGEM DE SATANÁS
Alguns leigos afirmam que Satanás não existe, mas observando-
se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: "Quem continua a
fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe?"
Quem afirma que não existe é porque está cheio e possesso dele.
Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos
anjos decaídos. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do
mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltou contra Deus e
cairmos. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer ("o
que leva a luz"), o mais glorioso dos anjos.
Mas ele orgulhosamente aspirou a ser "como o Altíssimo" e caiu
"na condenação (Ezequiel 28:12,19; Isaías 14:12-15). O nome "Satanás"
revela-o como "o adversário", não do homem em primeiro lugar, mas de
Deus. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus, forja a
destruição, razão pela qual é chamado Apolion (destruidor), Apocalipse 9:11,
e ataca Jesus, quando Este empreende a obra de restauração.
Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou "diabolos"
(acusador), acusando continuamente o povo de Deus, Apocalipse 12:10. Ele
é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gênesis 3:1,4;
João 8:44; II Coríntios 11:3; I João 3:8; Apocalipse 12:9; 20:2,10) e aparece
como reconhecido chefe dos que caíram (Mateus 25:41; 9:34; Efésios2:2).
Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em
sua queda, e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu
reino.
É também chamado "príncipe deste mundo" (João 12:31; 14:30;
16:11) e até mesmo "deus deste século" (II Coríntios 4:4). Não significa que
ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém, e Ele deu toda
autoridade a Cristo, mas o sentido é que Satanás tem sob controle este
mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus (Efésios2:2).
Ele é mais que humano, mas não é divino; tem poder, mas não é
onipotente; exerce influência em grande escala, mas restrita (Mateus 12:29;
Apocalipse 20:2), e está destinado a ser lançado no abismo (Apocalipse
20:10).
CARÁTER DE SATANÁS
PRESUNÇOSO
(Mateus 4:4,5);
ORGULHOSO
(I Timóteo 3:6; Ezequiel 28:17);
PODEROSO
(Efésios2:2);
MALIGNO
(Jó 2:4);
ASTUTO
(Gênesis 3:1; II Coríntios 11:3);
ENGANADOR
(Efésios6:11);
FEROZ E CRUEL
(I Pedro 5:8).
ATIVIDADES DOS ANJOS MAUS:
A NATUREZA DAS ATIVIDADES:
PERTURBAR A OBRA DE DEUS
(I Tessalonicenses 2:18);
OPOR-SE AO EVANGELHO
(Mateus 13:19; II Coríntios 4:4);
DOMINAR, CEGAR, ENGANAR E LAÇAR OS ÍMPIOS
(Lucas22:3; II Coríntios4:4; Apocalipse 20:7,8; I Timóteo 3:7);
AFLIGIR E TENTAR OS SANTOS DE DEUS
(I Tessalonicenses 3:5).
O MOTIVO DE SUAS ATIVIDADES:
Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho
de Deus. Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o
sal da terra o seu sabor, o homem torna-se vítima em suas mãos
inescrupulosas.
SUAS ATIVIDADES SÃO RESTRITAS:
Ao mesmo tempo em que reconhecemos que Satanás é forte,
devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que creem
em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (João 12:31), e é forte somente para
aqueles que cedem à tentação. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde
(Tiago4:7). Não pode tentar (Mateus 4:1), afligir (I Tessalonicenses 3:5),
matar (Jó 2:6), nem tocar no crente sem a permissão de Deus.
SUA ATUAÇÃO
Não limita suas operações aos ímpios e depravados. Muitas
vezes age nos círculos mais elevados como "um anjode luz" (II
Coríntios11:14).
Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela
sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6), e pelo uso dos termos
"doutrina de demônios" (I Timóteo 4:1) e "a sinagoga de Satanás"
(Apocalipse 2:9). Frequentemente seus agentes se fazem passar como
"ministros de justiça" (II Coríntios11:15).
O SERVIÇO DOS ANJOS BONS
SERVIÇO COMUM:
É definido como serviço comum dos anjos seus louvores a Deus
dia e noite (Isaías6:3, Salmos103:20, Apocalipse 5:11), dão assistência aos
herdeiros da salvação (Hebreus 1:14), protegem os crentes (Salmos 34:7),
protegem os pequeninos (Mateus 18:10), estão presentes na Igreja (II
Coríntios 11:10, I Timóteo 5:21) e encaminham os crentes ao céu (Lucas
16:22).
SERVIÇO ESPECIAL:
A queda do homem tornou necessária a atuação extraordinária
dos anjos. Muitas vezes eles são intermediários das revelações especiais de
Deus a seu povo e executam o juízo sobre seus inimigos.
É certo que os anjos estão a serviço do ser humano (Hebreus
1:14), mas não se deve usar os textos de Mateus 18:10 e Atos 12:15 para
tentar argumentar sobre a existência de anjos da guarda específicos para
cada um. Também não pode ao homem dar ordens diretamente aos anjos,
pois é o Senhor quem dá ordens aos seus anjos a nosso respeito (Salmos
91:11).
DERROTA DOS ANJOS MAUS
Deus decretou sua derrota (Gênesis 3:14,15). No princípio foi
expulso do céu; durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à
terra (Apocalipse 12:7-9); durante o milênio será aprisionado no abismo
(Apocalipse 20:1-3), e depois de mil anos será lançado no lago de fogo
(Apocalipse 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a
derrota final do mal.
A DOUTRINA DO HOMEM
ANTROPOLOGIA
Esse termo é usado tanto na Teologia (homem emrelação a
Deus), como na Ciência (História Natural da Raça, Psicologia, Sociologia,
Ética, Anatomia, Fisiologia e História Natural).
O conhecimento dessa doutrina servirá de alicerce para entender
melhor as doutrinas sobre o “pecado”, o “juízo” e a “salvação”, as quais se
baseiam no homem.
CRIACIONISMO X EVOLUCIONISMO
Hoje em dia, provavelmente nenhuma questão é mais debatida
em diferentes esferas da sociedade do que a origem do homem. O debate
sobre a inerrância das Escrituras acertadamente tem incluído uma discussão
sobre a historicidade da narrativa que Gênesis faz da criação. Muitos pontos
de vista diferentes procuram ser aceitos, alguns defendidos inclusive por
evangélicos.
EVOLUÇÃO ATEÍSTA:
Evolução significa simplesmente uma mudança em qualquer
direção. Mas quando essa palavra é usada para se referir às origens do
homem, seu significado envolve a origem com base em um processo
natural, tanto no surgimento da primeira substância viva quanto no de novas
espécies.
Essa teoria afirma que, bilhões de anos atrás, substâncias
químicas existentes no mar, influenciadas pelo Sol e pela energia cósmica,
acabaram unindo-se por obra do acaso e dando origem a organismo
unicelulares. Desde então, vêm se desenvolvendo por intermédio de
mutações benéficas e de seleção natural, formando todas as plantas,
animais e pessoas.
EVOLUÇÃO TEÍSTA:
Afirma que Deus direcionou, usou e controlou o processo da
evolução natural para “criar” o mundo e tudo o que nele existe.
Normalmente, essa visão inclui as seguintes ideia s: os dias da criação de
Gênesis 1, na verdade, foram eras; o processo evolutivo estava envolvido na
criação de Adão; a Terra e as formas pré-humanas são extremamente
antigas.
CRIAÇÃO:
Ainda que existam variantes no conceito de criacionismo, a
principal característica desse ponto de vista é que ele tem a Bíblia como sua
única base. A ciência pode contribuir para nosso entendimento, mas jamais
deve controlar ou mudar nossa interpretação das Escrituras para acomodar
suas descobertas.
A Bíblia claramente nos ensina que o homem foi uma criação
especial de Deus. Nunca existiu uma criatura subumana ou um processo de
evolução. Gênesis 1:26-27: “...Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à
imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
Os criacionistas possuem diferentes pontos de vista em relação
aos dias da criação, mas para alguém ser um criacionista é preciso acreditar
que o registro bíblico é historicamente factual e que Adão foi o primeiro
homem.
Embora a Bíblia não seja um livro exclusivo de Ciência, isso não
significa que ela não seja precisa quando revela verdades científicas. Com
certeza, tudo o que ela revela sobre qualquer área do conhecimento é
verídico, preciso e confiável. A Bíblia responde a todas as perguntas que
desejamos fazer a respeito das origens, o que ela revela deve ser
reconhecido como verdade.
Somente o registro bíblico nos dá informações precisas sobre a
origem da humanidade. Duas características principais do ato da criação do
homem destacam-se no texto.
Foi planejada por Deus (Gênesis 1:26); Ocorreu de forma direta,
especial e imediata (Gênesis 1:27; 2:7) Imago dei (A Imagem de Deus no
Homem).
Da mesma forma que se discute a origem do homem, discute-se
também o propósito da criação do mesmo, de todas as criaturas que Deus
fez só de uma delas, o homem diz-se ter sido feita “à imagem de Deus”. O
que isso significa?
Podemos usar a seguinte definição: O fato de ser o homem à
imagem de Deus significa que ele é semelhante a Deus e o representa.
Quando Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme
a nossa semelhança”, isso significa que ele pretende fazer uma criatura
semelhante a si. As palavras hebraicas que exprimem “imagem” e
“semelhança” se referem a algo similar, mas não idêntico, à coisa que
representa ou de que é uma “imagem”. A palavra imagem também pode ser
usada para exprimir algo que representa outra coisa.
Os teólogos gastam muito tempo tentando especificar uma
característica do homem ou bem poucas delas, em que se vê
primordialmente a imagem de Deus. Alguns já cogitam que a imagem de
Deus consiste na capacidade intelectual do homem, ou no seu poder de
tomar decisões morais e fazer escolhas voluntárias.
Outros conceberam que a imagem de Deus era uma referência à
pureza moral original do homem, ou ao fato de termos sido criados homem e
mulher, ou ao domínio humano sobre a terra.
Dentro dessa discussão, melhor seria concentrar a atenção
primeiramente nos significados das palavras “imagem” e “semelhança”.
Esses termos tinham significados bastante claros para os primeiros leitores:
IMAGEM: (no Hebraico = Tselem; no Grego = Eikon; no Latim =
Imago) significa: molde, modelo, imagem, representação. Uma
representação formada, concreta.
SEMELHANÇA: (no Hebraico = Damuth; no Grego = Homoiosis;
no Latim = Similitudo) significa: similitude, semelhança. Uma similaridade
abstrata, imaterial, ideal.
Embora alguns venham tentando fazer uma distinção entre as
duas palavras para ensinar que existem dois aspectos na imagem de Deus,
nenhum contraste grande entre eles tem apoio na linguística. Os termos são
sinônimos potenciais/facultativos.
O uso ocasional dos dois termos juntos sugere um reforço de um
termo por sua associação com outro. Ao usar as duas palavras juntas, o
autor bíblico parece estar tentando expressar uma ideia muito difícil, na qual
deseja deixar claro que o homem, de alguma maneira, é o reflexo concreto
de Deus, mas, ao mesmo tempo, deseja espiritualizar isso, em direção à
abstração. Para os primeiros leitores, Gênesis 1:26 significava
simplesmente:
“Façamos o homem como nós, para que nos represente”.
Como “imagem” e “semelhança” já carregavam esses
significados, as Escrituras não precisam dizer algo como:
“O fato de ser o homem à imagem de Deus significa que o homem
é como Deus nos seguintes aspectos: capacidade intelectual, pureza moral,
natureza espiritual, domínio sobre a terra, criatividade, capacidade de tomar
decisões éticas, capacidade relacional e imortalidade.
Tal explicação é desnecessária, não só porque os termos tinham
significados claros, mas também porque nenhuma lista desse tipo faria
justiça ao tema: o texto precisa afirmar que o homem é como Deus, e o
restante das Escrituras fornece mais detalhes que explicam esse ponto. De
fato, na leitura do restante da Bíblia, percebemos que uma compreensão da
plena semelhança do homem a Deus exigiria uma plena compreensão de
quem é Deus no seu ser e nos seus atos, e uma plena compreensão de
quem é o homem e o que faz.
Quanto mais sabemos sobre Deus e o homem, mais semelhanças
reconhecemos, e mais plenamente compreendemos o que as Escrituras
querem dizer ao afirmar que o homem existe à semelhança de Deus. A
expressão se refere a todo aspecto em que o homem é como Deus. Na
verdade, em toda a Escritura, o alvo do homem é o de ser semelhante a
Deus.
HOMEM X MULHER
Um dos aspectos da criação do ser humano à imagem de Deus
foi sua feitura como homem e mulher (Gênesis 1:27). O mesmo elo entre
criação à imagem de Deus e criação como homem e mulher se faz em
Gênesis 5:1-2. Embora a criação do ser humano como homem e mulher não
seja o único aspecto da nossa criação à imagem de Deus, ele é tão
significativo que as Escrituras o mencionam logo no mesmo versículo em
que descrevem a criação do homem por Deus.Podemos resumir da seguinte maneira os aspectos segundo os
quais a criação dos dois sexos representa algo da nossa criação à imagem
de Deus:
A criação do ser humano como homem e mulher revela a imagem
de Deus em (1) relações interpessoais harmoniosas, (2) igualdade em
termos de pessoalidade e de importância e (3) diferença de papéis e
autoridade.
A ESTRUTURA DO HOMEM
De quantas partes compõe-se o homem? Todos concordam que
temos um corpo físico. A maioria das pessoas sente que também tem uma
parte imaterial – uma “alma” que sobreviverá à morte do corpo.
Mas aqui termina a concordância. Algumas pessoas creem que,
além do “corpo” e da “alma”, temos uma terceira parte, um “espírito” que se
relaciona mais diretamente com Deus.
A concepção de que o homem é constituído de três partes chama-
se tricotomia. Ideiacomum no ensino bíblico evangélico. Segundo muitos
tricotomistas, a alma e o espírito do homem abarca o seu intelecto, as suas
emoções e a sua vontade. Eles sustentam que todas as pessoas têm alma e
espírito, e que os diferentes elementos da alma podem ou servir a Deus ou
ceder ao pecado.
O espírito do homem age na faculdade humana superior que em
contato com o Espírito Santo, arrepende e a pessoa torna-se cristã. O
espírito de uma pessoa seria aquela parte dela que mais diretamente adora
e ora a Deus.
Outros dizem que o “espírito” não é uma parte distinta do homem,
mas simplesmente outra palavra que exprime “alma”, e que ambos os
termos são usados indistintamente nas Escrituras para falar da parte
imaterial do homem, a parte que sobrevive após a morte do corpo. A ideia
de que o homem é composto de duas partes chama-se dicotomia. Aqueles
que sustentam essa ideiamuitas vezes admitem que as Escrituras usam a
palavra espírito mais frequentemente com referência à nossa relação com
Deus, mas que esse uso não é uniforme e que a palavra alma é também
usada em todos os sentidos em que se pode usar espírito.
As duas opiniões têm defensores no mundo cristão de hoje.
Embora a dicotomia tenha sido mais geralmente sustentada ao longo da
história da Igreja, a tricotomia também teve e tem muitos defensores e, todos
chegaram a conclusão que é a correta.
ORIGEM DA ALMA E DO ESPÍRITO
Sabemos que a primeira alma veio a existir como resultado de
Deus ter soprado no homem o Espírito de vida. Então surge uma pergunta:
Como chegaram a existir as demais almas desde esse tempo? Em que
momento a alma é formada? Contudo a pessoa quando nasce recebe o
Espírito que torna sendo imortal e tem então espírito e alma. E por meio do
espírito será imortal com Deus se crer em Jesus ou, com Satanás se for um
ateu.
A respeito da origem da alma academicamente existem três
teorias principais:
PREEXISTÊNCIA
Deus teria criado todas as almas antes da queda e antes de
cessar a sua atividade criadora. Desse estoque de almas Deus daria a cada
corpo uma alma.
DEFESA:
A origem do Imaterial não pode ser material.
DIFICULDADES:
A preexistência não tem respaldo nas Escrituras. Tem
associações com teorias não-Bíblicas como transmigração da alma e
reencarnação. Contradiz os ensinos de Paulo de que todo pecado e morte é
resultado do pecado de Adão (I Coríntios 15:21-22).
CRIACIONISMO
Deus estaria criando cada alma em algum momento da
fecundação, unindo-se ao corpo imediatamente. A alma se tornaria
pecaminosa por causa do contato com a natureza humana, pela culpa
herdada dela.
DEFESA:
Passagem das Escrituras que falam de Deus como criador da
alma e do espírito: Números 16:22; Salmos 104:30; Eclesiastes 12:7;
Zacarias 12:1; Hebreus 12:9. A alma (imaterial) não pode ser meramente
transmitida. Explica porque Cristo não assumiu a natureza pecaminosa de
Maria.
DIFICULDADES:
A atividade criadora de Deus cessou no sexto dia em Gênesis 2:1
– 3, e não pode ser que Deus crie uma alma diariamente, a cada hora e
momento. Por que Deus criaria uma alma pura para colocá-la numa situação
de pecado e provável condenação eterna?
TRADUCIONISMO
A Raça Humana foi criada em Adão, tanto o corpo como a alma, e
os dois são propagados a partir dele pelo processo de geração natural.
DEFESA:
Esta teoria se harmoniza perfeitamente com as Escrituras, com a
Teologia e com uma concepção correta da natureza humana.No Salmo 51
Davi reconhece que herdou a alma depravada de sua mãe; em Gênesis
46:26, almas que descenderam de Jacó; em Atos 17:26, Paulo nos ensina
que Deus “de uma vez fez toda a raça humana”. É mais bem explicado o
“pecado hereditário” e a “transmissão da natureza pecaminosa”.
DIFICULDADES:
Quem é responsável pela comunicação ou transmissão da alma?
Como acontece a formação da alma? Como Cristo nasceu sem pecado?
SIGNIFICADO TEOLÓGICO DA CRIAÇÃO DO HOMEM
O fato de terem sido criados significa que eles não têm existência
independente. Tudo o que temos e somos vem do Criador. Toda nossa vida
é por direito dele.
Humanidade faz parte da criação; isto nos diz que deve haver
harmonia entre nós e o restante da criação. A ecologia ganha um significado
rico (Mandado Cultural).
Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Dos animais diz-
se que foram feitos. Isso significa que os homens não alcançam a plenitude
quando todas as suas necessidades animais são satisfeitas. Há um
elemento transcendente.
Há um vínculo comum entre todos os seres humanos.
Há limitações definidas sobre a humanidade. Somos criaturas,
finitas. Nosso conhecimento é incompleto. Somos mortais. Só Deus é
inerentemente eterno. Qualquer possibilidade de viver para sempre depende
de Deus.
A limitação não é inerentemente má (Gênesis 1:31).
O homem é algo maravilhoso. Apesar de criaturas somos a mais
elevada dentre elas. Fomos feitos pelo melhor e pelo mais sábio dos seres!
Somos origem da Fonte, da vontade e das mãos de Deus.
ALIANÇAS ENTRE DEUS E O HOMEM
Como Deus se relaciona com o homem? Desde a criação do
mundo o relacionamento entre Deus e o homem tem sido definido por
promessas e requisitos específicos. Deus revela às pessoas como ele
deseja que ajam e também faz promessas de como agirá com eles em
várias circunstâncias. A Bíblia contém vários tratados a respeito das
provisões que definem as diferentes formas de relacionamento entre Deus e
o homem que ocorrem nas Escrituras, e frequentemente chama esses
tratados de alianças. Podemos apresentar a seguinte definição das alianças
entre Deus e o homem nas Escrituras: “Uma aliança é um acordo imutável e
divinamente imposto entre Deus e o homem, que estipula as condições no
relacionamento entre as partes.”
OUTRAS DEFINIÇÕES:
AURÉLIO:
“Do francês alliance”. Ato ou efeitos de aliar(-se). Ajuste, acordo,
pacto. União por casamento. Cada um dos pactos que, segundo as
Escrituras, Deus fez com os homens.
ENCICLOPÉDIA HISTÓRICO-TEOLÓGICA:
“Um pacto ou contrato entre duas partes, que as obriga
mutuamente a assumir compromissos de cada uma em prol da outra.
Teologicamente (usado a respeito dos relacionamentos entre Deus e o
homem) denota um compromisso gracioso da parte de Deus no sentido de
benevidiar e abençoar o homem, e especificamente, aqueles homens que,
pela fé, recebem as promessas e se obrigam a cumprir os deveres
envolvidos neste compromisso”.
DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA:
No grego é “ditheke” (dia + tithemi, “por, colocar, expor, dispor” =“Expor mediante um testamento”). Significa, portanto, uma decisão
irrevogável, que não pode ser cancelada por pessoa alguma. Uma condição
prévia da suaEficácia diante da lei é a morte do testador (“Porque onde há
testamento é necessário que intervenha a morte do testador” – Hebreus
9:16).
AS ALIANÇAS DE DEUS
POR QUE DEUS FAZ ALIANÇA COM O HOMEM?
Porque através das alianças Deus expressa seu pensamento,
seus propósitos.
Porque mediante alianças com o homem Deus lhe aumenta a fé.
Para dar-lhe garantia. “Ao fazer uma aliança, Ele informa
claramente ao homem qual o intento do coração divino.” (WatchmanNee).
AS PRINCIPAIS ALIANÇAS ENTRE DEUS E O HOMEM
Adão: Gênesis 2:15 – 17.
Noé: Gênesis 6:18.
Abraão: Gênesis 17:1 – 8.
Moisés: Êxodo 19:5 – 6.
Davi: Salmos 89:20 – 37 (2 Samuel 7:12 – 17).
OUTRA FORMA DE DIVIDIR AS ALIANÇAS
Aliança das Obras
Aliança da Redenção
Aliança da Graça
Um elemento muito importante nas alianças que Deus tinha em
Israel achava-se no duplo aspecto da condicionalidade e da
incondicionalidade.
As Suas promessas solenes, que tinham a natureza de um
juramento obrigatório, deviam ser consideradas passíveis do não-
cumprimento, caso os homens deixassem de viver à altura das suas
obrigações para com Deus? Ou havia um sentido em que os compromissos
que Deus assumiu segundo a aliança tinham absoluta certeza de
cumprimento, sem levar em conta a infidelidade do homem? A resposta a
esta pergunta tão debatida parece ser:
(1) que as promessas feitas por Jeová na aliança da graça
representam decretos que Ele certamente realizará, quando as condições
forem propícias ao seu cumprimento;
(2) que o benefício pessoal – e especialmente o benefício
espiritual e eterno – da promessa de Deus será creditado somente àqueles
indivíduos do povo, da aliança divina que manifestarem uma fé verdadeira e
viva (demonstrada por uma vida piedosa).
Sendo assim, o primeiro aspecto é ressaltado pela forma inicial da
aliança com Abraão, em Gênesis 12:1 – 3; não há sombra de dúvida de que
Deus não deixará de fazer Abraão uma grande nação, de tornar grande o
seu nome e de abençoar todas as nações da terra através dele e da sua
posteridade. É assim que o plano de Deus é exposto desde o início; nada o
frustrará.
Por outro lado, os filhos de Abraão devem receber os benefícios
pessoais somente na medida em que manifestarem a fé e a obediência de
Abraão; assim diz Êxodo 19:5.
Ou seja, Deus cuidará para que o Seu plano de redenção seja
levado a efeitos na história, mas também fará com que nenhum transgressor
das exigências de santidade participe dos benefícios eternos da aliança.
Nenhum filho da aliança que Lhe apresente um coração infiel será incluído
nas bênçãos da Aliança. (Enciclopédia Histórico-Teológica)
NOVA ALIANÇA
É digno de nota que, embora “aliança” ocorra quase 300 vezes no
AT, ocorre somente 33 vezes no NT. Quase metade destas ocorrências se
acham em citações do AT, e outras 5 claramente se aludem a declarações
no ATOS
A NOVA ALIANÇA É SUPERIOR PORQUE O MEDIADOR É
SUPERIOR.
Hebreus 8:6. “Posto que uma aliança envolve duas partes
contratantes, o mediador é intermediário cuja tarefa é manter as partes em
comunhão uma com a outra. Num caso em que Deus é uma das partes e o
homem é a outra, a ideia da aliança é inevitavelmente unilateral. A
apostasia é sempre do lado do homem, e, portanto, a tarefa do mediador é
principalmente agir em prol do homem diante de Deus, embora também
deva agir em prol de Deus diante dos homens” (Donald Guthrie).
A NOVA ALIANÇA É SUPERIOR PORQUE É INSTITUÍDA COM
BASE EM SUPERIORES PROMESSAS.
Regeneração
Purificação
Justificação
Vida e Poder
O que significa “receber” a Jesus? Podemos afirmar que “receber”
a Jesus é fazer uma aliança com Ele, o que implica em fidelidade até o fim.
“Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele
radicados e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos,
crescendo em ações de graça” (Colossenses 2:6-7).
A DOUTRINA DE CRISTO
DEFINIÇÃO
Cristologia é o estudo da Doutrina de Cristo segundo as
Escrituras. "Jesus" quer dizer "Javé é Salvador"; é a forma grega de "Josué"
(Mateus1.21). "Cristo" quer dizer "Ungido"; é o mesmo que o termo hebraico
MESSIAS.
QUEM É JESUS CRISTO
Jesus Cristo é a segunda pessoa da Trindade. Através dele o
universo foi criado e é mantido em existência (João 1.3;Colossenses 1.16-
17). Ele é o ANJOdo Senhor que aparece (Gênesis18). Esvaziou-se da sua
glória e se humilhou, tomando a forma de ser humano (Filipenses 2.6-11). O
seu ministério terreno durou mais ou menos 3 anos e meio. Jesus ensinou a
verdade de Deus por preceitos e por parábolas.
Ele fez milagres, curando enfermos e endemoninhados, fazendo
sempre o bem. Foi rejeitado pela maioria do povo e pelas autoridades,
sendo submetido à morte de cruz. Foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro
dia.
Depois subiu ao céu, onde está para interceder pelos seus
(Hebreus7.25). E o salvo está unido com Cristo, que vive nele pelo seu
Espírito.(Romanos8.9-11; Gálatas 2.20; 4.6; Filipenses 1.19). Na sua
segunda vinda Jesus Cristo julgará os vivos e os mortos (II Timóteo
4.1).
VERSÍCULO
“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória,
como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João1:1 e
14)
SIGNIFICADO
NO PRINCÍPIO
Refere-se sem dúvida a Gênesis 1:1. Fala da pré-existência de
Jesus. Quando da criação, o Logos (Cristo) já existia. O Logos é eterno e a
fonte (origem) de toda a criação.
... ERA O VERBO, ...
O termo “Verbo”, do grego (logos), significa “Palavra”. Ao chamar
Jesus de a“Palavra”, Joãoo considera a encarnação de toda revelação divina
nas Escrituras, e assim declara que apenas os que aceitam Jesus honram
plenamente a lei. Como os judeus consideravam a Palavra divina, distinta de
Deus Pai, esse foi o termo mais acessível que João encontrou para
descrever Jesus.
... E O VERBO ESTAVA COM DEUS, ...
O Logos e Deus não são a mesma pessoa. A expressão
diferencia os dois. A Palavra (Logos) e Deus não são idênticos.
... E O VERBO ERA DEUS.
O Logos é Deus, não meramente um ser “divino”, é o próprio
Deus. Apesar de não ser a mesma pessoa, eles são um. O apóstolo João
está refutando a ideia de que a Palavra (Logos) é uma emanação de Deus,
distinta da Divindade. O Logos é a perfeita expressão de Deus, tudo o que
Deus é, fica expresso no Logo. Jesus Cristo é o agente da criação.
Por isso é que criação e salvação estão estreitamente ligados no
Novo Testamento. Ambas têm a ver com a auto comunicação de Deus. O
Logos é, também, o sustentador da existência das coisas criadas; nada está
fora da Sua atividade criativa e sustentadora.
MINISTÉRIO DO CRISTO (PRÉ-ENCARNADO) NO ANTIGO
TESTAMENTO
As teofanias ocorridas no Antigo Testamento referem-se às
manifestações do Verbo antes da Sua encarnação, veja:
Cuidou de Agar
(Gênesis 16:7-14);
Avisou Abraão da destruição de Sodoma e resgatou Isaque antes de
morrer
(Gênesis 18:1; 22:11-13);
Falou a Jacó, do topo da escada.
(Gênesis 28:13),
Guardou-o das trapaças de Labão
(Gênesis 31:11-13)
Deixou Jacó lutar consigo
(Gênesis 32:24-32);
Mandou Moisés santificarseus pés
(Êxodo 3:4-5),
Foi na frente de Israel
(Êxodo 14:19),
Prometeu proteção no caminhar
(Êxodo 23:20)
Protegeu Moisés ao passar Sua glória
(Êxodo 33:22,34);
Encorajou Josué antes da batalha contra Jericó
(Josué 5:13-15),
Chamou Gideão
(Juízes 6:11-24)
Deu Sansão aos seus pais, e os instruiu.
(Juízes 13);
Trouxe pestilência pelo censo de Davi
(I Crônicas 21);
Confortou Elias
(I Reis 19:5-18);
Dizimou os assírios
(II Reis 19:35);
Fez Isaíasentender Sua glória e santidade
(Isaías6:1-13);
Guardou três jovens hebreus na fornalha de fogo
(Daniel 3:24-25);
Guardou Daniel no covil dos leões
(Daniel 6:22)
Revelou-lhe Seu reino
(Daniel 7:13-14);
Apareceu a Zacarias
(Zacarias 1:11; 3:11)
Revelou que protege Jerusalém
(Zacarias 1:8-13),
Mede(medir)
(Zacarias 2:8-11),
Purifica
(Zacarias 3:10)
Edifica
(Zacarias 6:12-15).
A NATUREZA DE CRISTO
O ponto máximo de nossa fé repousa no fato de Jesus ser
realmente Deus em carne humana, e não simplesmente um homem
extraordinário, apesar de ser a pessoa mais incomum que já existiu.
A NATUREZA HUMANA DE CRISTO
1) Ascendência Humana
2) Feito de Mulher (Gálatas 4:4; Mateus 1:8).
3) FEITO DA SEMENTE (ESPERMA) DE DAVI:
a) Sem (Gênesis9:27).
b) Abraão (Gênesis12:1-3).
c) Isaque (Gênesis26:2-5).
d) Jacó (Gênesis28:13-15).
e) Judá (Gênesis49:10).
f) Davi (II Samuel 7:12-16).
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NATURAIS:
Vigor Físico
(Lucas 2:52).
Faculdades Mentais
(Lucas 2:40).
APARÊNCIA PESSOAL
(João4:9).
NATUREZA HUMANA COMPLETA:
Corpo
(Mateus 26:12).
Alma
(Mateus 26:38).
Espírito
(Lucas 23:46).
LIMITAÇÕES HUMANAS:
LIMITAÇÕES FÍSICAS:
Fadiga
(João4:6; Isaías 40:28).
Sono
(Mateus 8:24; Salmos 121:4,5).
Fome
(Mateus 21:18).
Sede
(João19:28).
Sofrimento e Dor
(Lucas 22:44).
Sujeição à Morte
(I Coríntios 15:3).
LIMITAÇÕES INTELECTUAIS:
Precisava Crescer em Conhecimento
(Lucas 2:52).
Precisava Adquirir Conhecimento pela Observação
(Marcos 11:13).
Possuía Conhecimento Limitado
(Marcos 13:32).
LIMITAÇÕES ESPIRITUAIS:
Dependia das Orações
(Marcos 1:35).
Dependia do Espírito Santo
(Atos 10:38; Mateus 12:28).
NOMES HUMANOS:
Jesus
(Mateus 1:21).
Filho do Homem
(Lucas 19:10).
O Nazareno
(Atos 2:22).
O Profeta
(Mateus 21:11).
O Carpinteiro
(Marcos 6:3).
O Homem
(João19:5; I Timóteo .2:5).
RELAÇÃO HUMANA COM DEUS:
Como Mediador e Sacerdote; Como representante da
humanidade Jesus falava com Deus (Marcos 15:34).
Kenosis: Auto esvaziamento de Jesus Cristo, uma auto renúncia
dos atributos divinos. Jesus pôs de lado a forma de Deus, mas ao fazê-lo
não se despiu de Sua natureza divina; não houve auto extinção. Também o
Ser divino não se tornou humano; Sua personalidade continuou a mesma, e
reteve a consciência de ser Deus (João 3:13). O propósito da kenosis foi a
redenção. Na kenosis Jesus deixou o uso independente do Seu poder para
depender do Espírito Santo.
A NATUREZA DIVINA DE CRISTO
NOMES DIVINOS:
Deus
(João1:1; João 1:18 (ARA); João 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13; Hebreus
1:8).
Filho de Deus
(Mateus 8:29;16:16;27:40; Marcos 14:61,62; João 5:25;10:36;
Alfa e Ômega
(Apocalipse 1:8,17;22:13; Isaías 44:6).
O Santo
(Atos 3:14; Isaías 41:14; Os.11:9).
Pai da Eternidade e Maravilhoso
(Isaías 9:6; Juízes 13:18).
Deus Forte
(Isaías 9:6; Isaías 10:21).
Senhor da Glória
(I Coríntios 2:8; Tiago 1:21; Salmos 24:8-10).
Senhor
(Atos 9:17;16:31; Lucas 2:11; Romanos 10:9; Filipenses 2:11). O termo
"Senhor" em grego é Kurios, e significa Chefe superior, Mestre, e como tal
era empregado à pessoas humanas, aos imperadores de Roma. Entretanto
eles eram considerados deuses, e somente à eles era permitido aplicar este
título, no sentido de divindade (Atos 2:36; II Coríntios .4:5; Efésios4:5; II
Pedro 2:1; Apocalipse 19:16).
PELO CULTO DIVINO QUE LHE É ATRIBUIDO:
Somente Deus pode ser adorado
(Mateus 4:10).
Jesus aceitou e não impediu Sua adoração
(Mateus 14:33; Lucas 5:8;24:52).
O Pai deseja que o Filho seja adorado
(Hebreus 1:6; João5:22,23; compare Isaías 45:21-23 com
Filipenses 2:10,11).
A Igreja primitiva o adorou e orava Ele (Atos 7:59,60; II Coríntios
.12:8-10).
PELOS OFÍCIOS DIVINOS QUE LHE FORAM ATRIBUÍDOS:
Criador
(João1:3; Hebreus 1:8-10; Colossenses 1:16).
Preservador
(Colossenses 1:17).
Perdoador de pecados
(Marcos 2:5,7,11; Lucas 7:49).
Jesus é Jeová Encarnado
(Compare Isaías 40:3,4 com João 1:23; Isaías 8:13,14 com I
Pedro 2:7,8 e Atos 4:11; I Pedro 2:6 com Isaías 28:16 e Salmos 118:22;
Números 21:6,7 com I Coríntios 10:9(ARA = Senhor; ARC = Cristo; no grego
= Criston); Salmos 102:22-27 com Hebreus 1:10-12; Isaías 60:19 com Lucas
2:32; Zacarias 3:1,2).
Pela associação de Jesus, o Filho, com o nome de Deus Pai
(II Coríntios 13:14; I Coríntios 12:4-6; I Tessalonicenses 3:11;
Romanos 1:7; Tiago 1:1; II Pedro 1:1; Apocalipse 7:10; Colossenses 2:2;
João 17:3; Mateus 28:19).
ATRIBUTOS DIVINOS:
ATRIBUTOS DE NATUREZA:
Onisciência
(João1:47-51;4:16-19,29;6:64;16:30;8:55; João 10:15;21:6,17; Mateus
11:27;12:25;17:27; Colossenses 2:3).
Onipresença
(João 3:13;14:23 Mateus 18:20;28:20; Efésios1:23).
Onipotência
(Mateus 8:26,27;28:28; Hebreus 1:3; Apocalipse 1:8).
Eternidade
(João 8:58;17:5,24; Colossenses 1:17; Hebreus 1:8;13:8; Apocalipse 1:8;
Isaías 9:6; Miquéias 5:2).
Vida
(João10:17,18;11:25;14:6).
Imutabilidade
(Hebreus 1:11;13:8; Salmos 102:26,27).
Auto Existência
(João1:1,2).
Espiritualidade
(II Coríntios 3:17,18).
ATRIBUTOS MORAIS:
SANTIDADE
(Atos 3:14;4:27; João 8:12; Lucas 1:35; Hebreus 7:26; IJoão 1:5; Apocalipse
3:7;15:4; Daniel 9:24).
BONDADE
(João10:11,14; I Pedro 2:3; II Coríntios .10:1).
VERDADE
(Mateus 22:16; João 1:14;14:6; Apocalipse 19:11;3:7; IJoão 5:20).
TÍTULOS DADOS IGUALMENTE A DEUS
PAI E A JESUS CRISTO:
DEUS:
Deus Pai (Deuteronômio 4:39; II Samuel 7:22; I Reis8:60; II Reis19:15; I
Crônicas 17:20; Salmos 86:10; Isaías 45:6;46:9; Marcos 12:32),
Jesus Cristo (Compare Isaías 40:3 com João 1:23 e 3:28; Salmos 45:6,7
com Hebreus 1:8,9; João 1:1; Romanos 9:5; Tito 2:13; IJoão 5:20).
ÚNICO DEUS VERDADEIRO:
Deus Pai (João17:3),
Jesus Cristo (IJoão5:20).
DEUS FORTE:
Deus Pai (Neemias 9:32),
Jesus Cristo (Isaías 9:6).
DEUS SALVADOR:
Deus Pai (Isaías 45:15,21; Lucas 1:47: Tito 3:4),
Jesus Cristo (II Pedro 1:1; Tito 2:13; Judas 25).
JEOVÁ:
Deus Pai (Êxodo3:15),
Jesus Cristo (Compare Isaías 40:3 com Mateus 3:3 e João 1:23).
JEOVÁ DOS EXÉRCITOS:
Deus Pai (I Crônicas 17:24; Salmos 84:3; Isaías 51:15; Jeremias
32:18;46:18),
Jesus Cristo (Compare Salmos24:10 e Isaías 6:1-5 com João 12:41; Isaías
54:5).
SENHOR:
Deus Pai(Mateus 11:25;21:9;22:37; Marcos 11:9;12:29; Romanos 10:12;
Apocalipse 11:15),
Jesus Cristo (Lucas 2:11; João 20:28; Atos 10:36; I Coríntios 2:8;8:6;12:3,5;
Filipenses 2:11;Efésios4:5).
ÚNICO SENHOR:
Deus Pai (Marcos 12:29; Deuteronômio 6:4),
Jesus Cristo (I Coríntios 8:6; Efésios4:5).
JEOVÁ E SALVADOR, SENHOR E SALVADOR:
Deus Pai (Isaías 43:11;60:16; Os.13:4),
Jesus Cristo (II Pedro 1:11;2:20;3:18).
SALVADOR:
Deus Pai (Isaías 43:3,11;60:16; I Timóteo .1:1;2:3; Tito 1:3;2:10;3:4; Judas
25),
Jesus Cristo (Lucas 1:69;2:11; Atos 5:31;Efésios5:23; Filipenses 3:20; II
Timóteo .1:10; Tito 1:4;3:6).
ÚNICO SALVADOR:
Deus Pai (Isaías 43:11; Os.13:4),
Jesus Cristo (Atos 4:12; I Timóteo .2:5,6).
SALVADOR DE TODOS OS HOMENS E DO MUNDO:
Deus Pai (I Timóteo.4:10),
Jesus Cristo (IJoão4:14).
O SANTO DE ISRAEL:
Deus Pai (Salmos71:22;89:18; Isaías 1:4; Isaías 45:11),
Jesus Cristo (Isaías 41:14;43:3;47:4;54:5).
REI DOS REIS, SENHOR DOS SENHORES:
Deus Pai (Deuteronômio 10:17; I Timóteo .6:15,16),
Jesus Cristo (Apocalipse 17:14;19:16).
EU SOU:
Deus Pai (Êxodo3:14),
Jesus Cristo (João8:58).
O PRIMEIRO E O ÚLTIMO:
Deus Pai (Isaías 41:4;44:6;48:12)
Jesus Cristo (Apocalipse 1:11,17;2:8;22:13).
O ESPOSO DE ISRAEL E DA IGREJA:
Deus Pai (Isaías 54:5;62:5; Jeremias 3:14; Os.2:16),
Jesus Cristo (João3:9; II Coríntios 11:2; Apocalipse 19:7;21:9).
O PASTOR:
Deus Pai (Salmos23:1),
Jesus Cristo (João10:11,14; Hebreus 13:20).
OBRAS ATRIBUÍDAS IGUALMENTE
A DEUS E A JESUS CRISTO:
CRIOU O MUNDO E TODAS AS COISAS:
Deus Pai (Neemias 9:6; Salmos146:6; Isaías 44:24; Jeremias
27:5; Atos 14:15;17:24),
Jesus Cristo (Salmos 33:6; João 1:3,10; I Coríntios 8:6;
Efésios3:9; Colossenses 1:16; Hebreus 1:2,10).
SUSTENTA E PRESERVA TODAS AS COISAS:
Deus Pai (Salmos104:5-9; Jeremias 5:22;31:35),
Jesus Cristo (Colossenses 1:17; Hebreus 1:3; Judas 1)
RESSUSCITOU CRISTO:
Deus Pai (Atos 2:24; Efésios1:20),
Jesus Cristo (João2:19;10:18).
RESSUSCITOU MORTOS:
Deus Pai (Romanos 4:17; I Coríntios 6:14; II Coríntios .1:9;4:14),
Jesus Cristo (João5:21,28,29;6:39,40,44,54;11:25; Filipenses
3:20,21).
É O AUTOR DA REGENERAÇÃO:
Deus Pai (IJoão5:18),
Jesus Cristo (IJoão2:29).
OS OFÍCIOS DE CRISTO
PROFETA
Como Profeta Jesus pregou a salvação.
(Isaias 61. 1-2; Lucas 4.17-19).
Como Profeta Jesus anunciou o reino.
(Mateus4.17).
Como Profeta Jesus predisse o futuro.
(Mateus24 – 25).
SACERDOTE
Jesus Cristo é o eterno Grande Sacerdote, que se ofereceu a si
mesmo como sacrifício perfeito a Deus a fim de tirar os pecados da
humanidade. É por meio dele que Deus faz uma nova e perfeita aliança com
o seu povo. E é por meio de Jesus Cristo que se consegue a salvação
eterna (Hebreus 9.11 – 27).
REI
PROFETIZADO(II Samuel 7.12 – 16): "Quando teus dias se
cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o
teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este
edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do
seu reino.
Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir,
castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. Mas
a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem
tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para
sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre." Preste
atenção às palavras grifadas.
CUMPRIDO(Lucas1.30–33): "Maria, não temas; porque achaste
graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem
chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do
Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para
sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.". Preste atenção
novamente às palavras giifadas.
ESTABELECIDO. Daniel 2.44;Apocalipse 11.15; 12.10; 19.16; 20.
1-4;Salmos2. 4-9;
A OBRA DE CRISTO
SUA MORTE.
Sua importância
(ICoríntios 15.3)
Seu significado
(II Coríntios5.21)
SUA RESSURREIÇÃO
O fato
(ICoríntios 15.20)
A evidência.
(Mateus28. 1-6)
O significado
(Romanos1.4)
SUA ASCENÇÃO
(Atos 1.9)
A UNIPERSONALIDADE DE JESUS CRISTO
Ficou provado que Jesus Cristo possui duas naturezas, a divina e
a humana. No entanto, embora tenha duas naturezas, Ele não possui duas
personalidades ou Pessoas, sendo uma Pessoa divina e outra humana, mas
uma só e apenas uma. Jesus Cristo é uma só Pessoa em duas naturezas
distintas, porém unidas.
Mas, infelizmente, ao longo do tempo surgiram falsas teorias
sobra a união hipostática de Jesus. Essas falsas teorias geram diversos
movimentos heréticos, dentre os quais podemos citar:
DOCETISMO
Crença de que se a matéria é má, logo Cristo não podia ter um
corpo humano. O homem Jesus, era na verdade, uma sombra ou um
fantasma, com a aparência de um corpo material, ou Cristo tomou o corpo
humano de Jesus apenas por pouco tempo, entre o batismo do homem
Jesus, e o começo de seu sofrimento na cruz.
O decetismo leva esse nome por causa do verbo grego dokéo
que significa "parecer, passar por". Sua tese central é que Jesus só parecia
ser homem.
EBIONISMO
Nega a preexistência, divindade e encarnação de Cristo. Jesus
seria apenas o homem escolhido que viveu mais elevada mente, e, ao ser
batizado, recebeu o Espírito Santo e conscientizou-se de que era o Messias.
NESTORIUS
Afirma haver duas pessoas distintas no Cristo. Jesus seria
somente um homem, “superhabitado- cheio” do Espírito Santo.
CERENTIANISMO.
Afirma que Cristo ganhou a divindade na imersão e perdeu-a
antes demorrer.
APOLINARISMO
Afirma que Cristo teve corpo real (animal), mas não tinha espírito
nem mente humana. O Logos veio preencher o lugar deles tornando Jesus
dividido em homem (imperfeito) “folheado” da divindade. Portanto, Jesus não
possuía uma vontade humana.
Por conseguinte, não podia pecar, pois sua pessoa era totalmente
controlada por sua alma divina. Consequentemente, a doutrina apolinarista
foi condenada no Concílio de Constantinopla em 381.
A VERDADEIRA TEORIA SOBRE A
HUMANIDADE DE JESUS
JEOVISMO
Jesus é o Deus Jeová Encarnado, Colossenses 1:19;
2:9, 100 % Homem (I Timóteo .2:5) e 100 % Divino (Apocalipse
1:8).
A DOUTRINA DO PECADO
HAMARTIOLOGIA
ORIGEM DO MAL
O problema do mal que há no mundo sempre foi considerado um
dos mais profundos problemas da filosofia e da Teologia. É um problema
que se impõe naturalmente à atenção do homem, visto que o poder do mal é
forte e universal, é uma doença sempre presente na vida em todas as
manifestações desta, e é matéria da experiência diária na vida de todos os
homens.
Como podemos então explicar o relacionamento entre Deus e o
mal? Alguns afirmam o mal e negam a realidade de Deus (Ateísmo). Outros
afirmam a Deus e negam a realidade do mal Panteísmo). Outros, no entanto,
procuram afirmar um em oposição eterna com o outro (Dualismo).
Já o Teísmo explica o relacionamento entre Deus e o mal com um
Deus infinitamente bom e poderoso que permitiu o mal para produzir um
bem maior. Ou seja, esse mundo livre éa melhor maneira de produzir o
melhor mundo.
Deus não é o autor do mal. Ele livremente criou o mundo, não
porque precisava fazê-lo, mas sim, porque desejava criar. Deus criou
criaturas semelhantes a Ele mesmo, que poderiam amá-lo livremente. No
entanto, essas criaturas poderiam também odiá-lo. Ele deseja que todos os
homens o amem, mas não forçará nenhum deles a amá-lo contra sua
vontade.
Deus persuadirá os homens a amá-lo tanto quanto for possível.
Ele outorgará àqueles que não querem amá-lo a escolha livre deles
eternamente (ou seja, o inferno). Finalmente, o amor de Deus é
engrandecido quando retribuímos seu amor (visto que primeiramente nos
amou), bem como quando não o retribuímos. Ele demonstra assim quão
grandioso Ele é amando até mesmo aqueles que O odeiam.
No final, Deus terá compartilhado Seu amor com todos os
homens. Ele terá salvo tantos quanto podia salvar sem violar o livre arbítrio
dos homens. John W.
Wenham afirma: “A devoção de um ser livre é de um nível mais
elevado... A outorga de liberdade de escolha ao homem envolve a
possibilidade (na presciência de Deus envolve certeza) de pecar, com todas
suas horríveis consequências.
Todavia, parece que esta liberdade foi um pré-requisito para um
conhecimento profundo de Deus. A devoção de um ser livre e racional é de
um nível mais elevado e mais bela do que a de um animal, muito embora o
amor entre os seres humanos e os animais possa ser notável.
Entretanto, esta liberdade humana envolve a possibilidade de
crueldade, imoralidade, ódio, e guerra... todavia, apesar de todas essas
coisas, nenhum homem convertido desejaria mudar sua situação para a de
um animal ou de uma máquina.
DADOS BÍBLICOS A RESPEITO DA ORIGEM DO PECADO.
Na escritura, o mal moral existente no mundo, transparece
claramente no pecado, isto é, como transgressão da lei de Deus.
NÃO SE PODE CONSIDERAR DEUS COMO O SEU AUTOR.
O decreto eterno de Deus evidentemente deu a certeza da
entrada do pecado no mundo, mas não se pode interpretar isso de modo
que faça de Deus a causa do pecado no sentido de ser Ele o seu autor
responsável. Esta ideia é claramente excluída pela Escritura.
Longe de Deus o praticar ele a perversidade e do Todo-poderoso
o cometer injustiça... (Jó 34:10). Ele é o Santo Deus... (Isaias 6:3). Ele não
pode ser tentado pelo mal e ele próprio não tenta a ninguém... (Tiago1:13).
Quando criou o homem, criou-o bom e à sua imagem. Ele positivamente
odeia o pecado, (Deuteronômio 25:16 ,Salmos 5:4 , 11:5 , Zacarias 8:17 ,
Lucas 16:15) e em Cristo fez provisão para libertar do pecado do homem.
O PECADO SE ORIGINOU NO MUNDO ANGÉLI CORÍNTIOS
A Bíblia nos ensina que na tentativa de investigar a origem do
pecado devemos retornar à queda do homem, na descrição de Gênesis3 e
fixar a atenção em algo que sucedeu no mundo angélico. Deus criou um
grande número de anjos, e estes eram todos bons, quando saíram das mãos
do seu Criador, (Gênesis1:31).
Mas ocorreu uma queda no mundo angélico, queda na qual
legiões de anjos se apartaram de Deus (Ezequiel 28:15; Ezequiel 23:13 –
17; Isaias 14:12 – 15). A ocasião exata dessa queda não é indicada, mas em
(João 8:44) Jesus fala do diabo como assassino desde o princípio e em (I
João 3:8 ) diz: o Diabo peca desde o princípio.
A ORIGEM DO PECADO NA RAÇA HUMANAUM
Com respeito à origem do pecado na história da humanidade, a
Bíblia ensina que ele teve início com a transgressão de Adão no paraíso e,
portanto, com um ato perfeitamente voluntário da parte do homem. O
tentador veio do mundo dos espíritos com a sugestão de que o homem,
colocando-se em oposição a Deus, poderia tornar-se semelhante a Deus.
Adão se rendeu à tentação e cometeu o primeiro pecado,
comendo do fruto proibido. Esse pecado trouxe consigo corrupção
permanente, corrupção que dada a solidariedade da raça humana, teria
efeitos não somente sobre Adão, mas também sobre todos os seus
descendentes.
Como resultado da queda, o pai da raça só pode transmitir uma
natureza depravada aos pósteros. Dessa fonte não Santa o pecado fluí
numa corrente impura passando para todas as gerações de homens
corrompendo tudo e todos com que entra em contato. É exatamente esse
estado de coisas que torna tão pertinente a pergunta de Jó: “Quem da
imundície poderá tirar cousa pura? Ninguém” (Jó 14:4).
Adão pecou não somente como pai da raça humana, mas
também como chefe representativo de todos os seus descendentes, e,
portanto, a culpa do seu pecado é posta na conta deles, pelo que todos são
possíveis de punição e morte. É primariamente nesse sentido que o Pecado
de Adão é o pecado de todos. É o que Paulo ensina em Romanos 5:12).
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo
pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque
todos pecaram.”
Adão era o representante de toda a raça. Adão pecou, e como
representante transmitiu seu pecado a toda raça (Oséias 6:7). Adão continha
nele toda a posteridade da raça, por isso, o seu pecado foi imputado a todos,
porque todos estavam em Adão.
Por causa do pecado de Adão a culpa foi imputada imediatamente
à raça humana, e por sermos da mesma raça de Adão a natureza
pecaminosa é transmitida por “hereditariedade”.
Deus atribui a todos os homens a condição de pecadores,
culpados em Adão, exatamente como adjudica a todos os crentes a
condição de justos em Jesus Cristo. É o que Paulo quer dizer, quando
afirma: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os
homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a
graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.
Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos se
tornaram pecadores; assim também por meio da obediência de um só,
muitos se tornarão justos.” Romanos 5:18,19).
O primeiro homem desobedeceu à vontade de Deus, e trouxe
sobre si e sobre todos os seus descendentes as consequências da sua
desobediência. Aquele estado de comunhão perfeita entre Deus e o homem
foi quebrado, formando uma barreira (pecado) entre a criatura e o criador.
A NATUREZA DO PECADO OU DA QUEDA DO HOMEM.
O pecado é uma transgressão, um erro de caminho ou alvo
(tortuosidade ou perversidade), contrário à “retidão” que é um andar reto
num ideal ou alvo colocado por Deus.
SEU CARÁTER FORMAL:
Pode-se dizer que numa perspectiva puramente formal, o primeiro
pecado do homem consistiu em comer ele dá arvore do conhecimento do
bem e do mal.
Quer dizer que não seria pecaminoso, se Deus não tivesse dito:
“Da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás.”
A ordem dada por Deus para não se comer do fruto da árvore
serviu simplesmente ao propósito de por à prova a obediência do homem.
Foi um teste de pura obediência desde que Deus de modo nenhum procurou
justificar ou explicar a proibição.
SEU CARÁTER ESSENCIAL E MATERIAL:
O primeiro pecado do homem foi um pecado típico, isto é, um
pecado no qual a essência real do pecado se revela claramente. A essência
desse pecado está no fato de que Adão se colocou em oposição a Deus,
recusou-se a sujeitar a sua vontade a vontade de Deus de modo que Deus
determinasse o curso da sua vida, e tentou ativamente tomar a coisa toda
das mãos de Deus e determinar ele próprio o futuro.
Naturalmente pode-se distinguir diferentes elementos do seu
primeiro pecado: No intelecto, revelou-se como incredulidade e orgulho na
vontade como o desejodeser como Deus, e nos sentimentos como uma
ímpia satisfação ao comer do fruto proibido.
A QUEDA – O PECADO ORIGINAL
A CULPA ORIGINAL:
A palavra “culpa” expressa a relação que há entre o pecado e a
justiça, ou, como o colocam os teólogos mais antigos, e a penalidade da lei.
É a condenação a qual todo homem está sujeito por causa do pecado.
Quem é culpado está numa relação penal com a lei. Podemos falar da culpa
em dois sentidos, a saber, como reatusculpae (réu convicto) e como
reatuspoenae (réu passível de condenação).
O sentido habitual, porém, em que falamos de culpa na teologia, é
o de reatuspoenae. Com isto se quer dizer merecimento de punição, ou
obrigação de prestar satisfação à justiça de Deus pela violação da lei, feita
por determinação pessoal. Isso é evidenciado pelo fato de que, como a
Bíblia ensina, a morte, como castigo do pecado, passou de Adão a todos os
seus descendentes: Romanos 5:12 - 19,Ef 2:3, I Coríntios 15:22).
DEPRAVAÇÃO TOTAL:
O significado Teológico da palavra é “que todos os homens são
por natureza pecadores, totalmente depravados‘, ou seja, todas as
inclinações mentais (que são o princípio das ações externas) são
completamente corrompidas. Em vista do seu caráter impregnante, a
corrupção herdada toma o nome de depravação total; muitas vezes esta
frase é mal compreendida, e portanto requer cuidados discriminação.
Esta depravação total é negada pelos pelagianos, pelos
socinianos e pelos arminianos do século dezessete, mas é ensinada
claramente na Escritura. (João 5:42,Romanos 7:18, 23, 8:7,Efésios 4:18, II
Timóteo 3:2 – 4, Tito 1:15, Hebreus 3:12).
O CONCEITO BÍBLICO DE PECADO.
Errar Alvo, dívida, transgressão, queda, derrota (Gênesis 6:5; I
João1:18 Hebreus 12:5). A história da raça humana que se apresenta nas
Escrituras é primordialmente a história do homem num estado de pecado e
rebelião contra Deus e do plano redentor de Deus para levar o homem de
volta a Ele. Portanto, convém agora ponderar acerca da natureza do pecado
que separa o homem de Deus.
O conceito bíblico de pecado vem do estudo das palavras usadas
nos dois testamentos para falar do pecado. Existem pelo menos oito
palavras básicas para falar de pecado no Antigo Testamento e uma dúzia no
Novo Testamento. Assim teríamos uma definição correta e final, ainda que
muito longa.
Talvez seja uma melhor ideia defini-lo da seguinte forma: Pecado
é errar o alvo, maldade, rebelião, iniquidade, desviar-se do caminho,
impiedade, desgarrar-se, crime, desobediência à Lei, transgressão,
ignorância e queda.
De maneira mais sucinta, pecado geralmente é definido como
transgressão à Lei (I João 3:4). Essa é uma definição correta quando
entendermos o pecado em seu sentido mais amplo, ou seja, afastamento
dos padrões estabelecidos por Deus. Augustus Strong apresenta um bom
exemplo quando define pecado como “inconformidade à Lei moral de Deus,
seja por meio de atos, disposição ou estado”.
Pecado também pode ser definido como algo contra o caráter de
Deus. Buswell define assim: “Pecado pode ser definido como qualquer coisa
na criatura que não expresse ou que seja contrário ao caráter santo do
Criador”. Certamente a principal característica do pecado é que ele é
direcionado contra Deus.
Qualquer definição que deixe de refletir isso não é bíblica. O lugar
comum que considera os pecados divididos em categorias, como pecados
contra a pessoa, contra os outros e contra Deus, acaba não enfatizando que,
no final, todo pecado é contra Deus.
Não nos esqueçamos de que o pecado é terrível aos olhos de um
Deus santo.
Habacuque disse de forma sucinta: “Tu és tão puro de olhos, que
não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar”. (Habacuque
1:13). Lembre-se de que o pecado é tão destrutivo que somente a morte do
Filho de Deus pode retirá-lo (Jô 1:29).
CONCEITO DE PECADO:
É a falta de conformidade com a lei de Deus, em estado,
disposição ou conduta.
PARA INDICAR ISSO, A BÍBLIA USA VÁRIOS TERMOS, TAIS
COMO:
Pecado
(Salmos51.2;Romanos6.2);
Desobediência
(Hebreus2.2);
Transgressão
(Salmos51.1; Hebreus 2.2);
Iniquidade
(Salmos51.2; Mateus 7.23);
Mal, maldade, malignidade
(Provérbios 17.11;Romanos 1.29)
Perversidade
(Provérbios 6.14;Atos 3.26);
Rebelião, rebeldia
(I Samuel15.23;Jeremias 14.7);
Engano
(Sofonias 1.9; 2;Isaias 2.10);
Injustiça
(Jeremias 22.13;Romanos 1.18);
Erro, falta
(Salmos19.12;Romanos1.27);
Impiedade
(Provérbios 8.7;Romanos1.18);
Concupiscência
(Isaias 57.5; I João 2.16);
Depravidade, depravação
(Ezequiel 16.27,43,58).
O diabo quer que pequemos, afirmando que não estamos
crescendo na presença de Deus ou estamos falhando. Verdadeiro
crescimento contra o pecado é cooperar com o Espírito Santo batalhando.
EXISTEM GRAUS DE PECADO?
Serão alguns pecados piores do que os outros? A pergunta pode
ser respondida de modo afirmativo ou negativo, dependendo do sentido que
se lhe dê.
CULPA LEGAL:
No tocante à nossa posição legal perante Deus, qualquer pecado,
mesmo aquilo que nos pareça um pecado leve, torna-nos legalmente
culpados perante Deus, e, portanto, dignos de castigo eterno. Adão e Eva
aprenderam isso no jardim do Éden, onde Deus lhes disse que um só ato de
desobediência resultaria na pena de morte.
E Paulo afirma que “o julgamento derivou de uma só ofensa, para
a condenação”. Esse único pecado tornou Adão e Eva pecadores perante
Deus, já incapazes de permanecer na santa presença divina. Portanto, em
termos de culpa legal, todos os pecados são igualmente maus, pois nos
fazem legalmente culpados perante Deus e nos constituem pecadores.
CONSEQUÊNCIAS NA VIDA E NO RELACIONAMENTO COM
DEUS:
Por outro lado, alguns pecados são piores do que outros, pois
trazem consequências mais danosas para nós e para os outros e, no tocante
ao nosso relacionamento pessoal com Deus Pai, provocam-lhe desprazer e
geram ruptura mais grave na nossa comunhão com Ele.
Segundo as Escrituras, porém, todos os pecados são “mortais”,
pois mesmo o mais leve deles nos torna legalmente culpados perante Deus
e merecedores do castigo eterno. No entanto, até o mais grave dos pecados
é perdoado quando a pessoa se entrega a Cristo em busca de salvação. Ou
seja, os pecados podem variar segundo as consequências e o grau em que
perturbam nosso relacionamento com Deus. No entanto, pecado, é pecado!
PECADO IMPERDOÁVEL
Diversas passagens da escritura falam de um pecado que não
pode ser perdoado, após o qual é impossível a mudança do coração e pelo
qual não é necessário orar. É geralmente conhecido como pecado ou
blasfêmia contra o Espírito Santo.
O Salvador fala explicitamente dele em (Mateus12:31 – 32) e
passagens paralelas, e em geral se pensa que (Hebreus 6:4 – 6, 10:26 – 27
e I João 5:16), também se referem a esse pecado.
CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
A Bíblia nos ensina que o pecado afetou toda a criação de Deus,
trazendo consequências tanto no céu como na terra.
NO CÉU: O pecado de Satanás afetou as regiões celestes
contaminando aos anjos caídos que lutam contra os crentes (Ef6:11 – 12).
NA TERRA: Por causa do pecado de Adão houve rompimentos
nos relacionamentos do homem.
Do homem com Deus:
Gênesis 3:8 – 10 (se esconderam de Deus)
Do homem com Ele mesmo:
Gênesis 3:10 – 16 (Tiveram medo)Do homem com seu semelhante (Humanidade):
Eclesiastes 7:20; Gênesis 3:16 (Adão culpou Eva)
Do Homem com a Natureza:
Gênesis 3:17 – 18; 9:1 – 3; Romanos 8:18 – 23 (Espinhos e Abrolhos)
MORTE ESPIRITUAL
O pecado separa de Deus o homem, e isso quer dizer morte, pois
é só na comunhão com o Deus vivo que o homem pode viver de verdade. A
morte entrou no mundo por meio do pecado Romanos 5:12), e que o salário
do pecado é a morte (Romanos 6:23). A penalidade do pecado certamente
inclui a morte física, mas inclui muito mais que isso, a separação espiritual e
sofrimento eterno.
PALAVRA PECADO NO ANTIGO TESTAMENTO:
* hajxchaTitoa ah ou tajxchaTitoa th - pecado, envolvendo
condição de pecado, culpa pelo pecado, punição, oferta e purificação dos
pecados de impureza cerimonial . (Gênesis 4:7), procedente de chata -
pecar, falhar, perder o rumo, errar o alvo ou o caminho do correto e do
dever, incorrendo em culpa, para sofrer penalidade pelo pecado, perder o
direito.
* evppesha„ - transgressão, rebelião contra indivíduos, nação
contra nação ou contra Deus. (Jó.34:6);
* hum matstsah - conflito, contenda (Provérbios 17:19), vem de
natsah-devastado, desolado, em ruínas e estar como montes arruinados.
NATUREZA DO PECADO NO ANTIGO TESTAMENTO:
Existe uma variedade de termos, estudando-se o hebraico para
expressar esse mal da ordem moral.
NA ESFERA MORAL:
Errar o alvo, reunindo 3 ideia s: • errar como arqueiro erra o alvo; •
errar como viajante erra caminho; • errar como ser achado em falta na
balança; (Gênesis4:7)-Pecado é a besta pronta para tragar;
Tortuosidade ou perversidade, contrário de retidão, tornando-se
não reto e sem ideal reto; c) Mal, pensamento de violência ou infração,
violando a lei de Deus. O pecado sem perdão é a incredulidade
(Mateus12.31-32).
NA ESFERA DA CONDUTA FRATERNAL:
Violência ou conduta injuriosa, homem maltrata/oprime os seus
(Gênesis6:11 e Provérbios 16:29);
NA ESFERA DA SANTIDADE:
Ofensor já teve comunhão com Deus; como cada israelita era
santo e sacerdote, mas profanaram e tornaram imunda a Lei, sendo
irreligiosos, transgressores e criminosos.
NA ESFERA DA VERDADE:
Inútil e fraudulento; falar e tratar falsidade, representar e dar falso
testemunho, numa vaidade vazia e sem valor, onde a mentira iniciou o 1º
pecado e o 1º pecador, pois todo o pecado contêm elemento do engano
(Hebreus 3:13).
NA ESFERA DA SABEDORIA:
Impiedade por não pensar não querer pensar corretamente, para
descuido e ignorância.
O homem natural não desenvolveu na direção do bem, mas se
inclina naturalmente para o mal, ouvindo, mas esquecendo, conduzido para
o pecado (Mateus 7:26). O castigo do pecado é a morte física, espiritual e
eterna (Romanos6.23).
O homem sem entendimento precipita em julgar coisas que não
sabe,ímpio; nega o que é dado de graça (Provérbios 8:1-10);
O insensato se prende às coisas da carne e não se disciplina,
podendo fazer o bem (Provérbios 15:20);
O homem ímpio justifica a impiedade com argumentos racionais
ateísticos; escarnece infiel (Salmos1:1 e Provérbios 14:6).
PALAVRA PECADO NO NOVO TESTAMENTO (EM GREGO):
Amartiahamartia- não ter parte; errar o alvo; desviar-se do
caminho de retidão e honra, fazer ou andar no erro; desviar-se da lei de
Deus, violar a lei de Deus, uma ofensa, violação da lei divina em
pensamento ou em ação ou coletivamente, o conjunto de pecados
cometidos seja por uma única pessoa ou várias. (Mateus 12:31);
krisis - separação, divisão, repartição, julgamento, sentença de
condenação, julgamento condenatório, condenação e punição por colégio
dos juízes (um tribunal de sete homens nas várias cidades da Palestina;
distinto do Sinédrio, que tinha sua sede em Jerusalém) (Marcos 3:29). Da
morte espiritual/eterna escapa quem chega a Jesus. Romanos3.21; 8.39).
NATUREZA DO PECADO NO NOVO TESTAMENTO:
• Errar o Alvo, na mesma ideia do Antigo Testamento;
• Dívida, para não guardar dos mandamentos de Deus e o
homem é incapaz de pagar e necessita de uma remissão ou fiador.
• Desordem, pois o pecado é iniquidade; o pecador rebelde,
idólatra quebra o mandamento por sua vontade, fazendo uma lei para si e
constituindo o seu “EU” como uma divindade, numa obstinação;
• Desobediência, ou ouvir mal, sem atenção. (Hebreus 2:2 e
Lucas 8:18);
• Transgressão, ir além do limite (Romanos 4:15);
• Queda, cair para um lado sem conduta, no pecado
(Efésios1:7);
• Derrota, rejeitando Jesus e perdendo o propósito (Romanos
11:12);
• Impiedade, sem adoração ou reverência (Romanos 1:18 e II
Timóteo 2:16), dando pouca ou nenhuma importância a Deus ou às coisas
sagradas, sem temor/reverência;
• Erro, decisões erradas para desconhecer, quando o homem
decide fazer o mal, sem avaliar consequências, mais do que falta pela
debilidade.
CONSEQUÊNCIAS DO PECADO NA PESSOA:
Pecado é ato; rebelião contra a lei e pecaminoso contra Deus,
tendo 2 resultados: resultados dos atos e castigos futuros:
FRAQUEZA ESPIRITUAL:
• DESFIGURA IMAGEM DIVINA
Traz vergonha perante Deus.
(Isaías 59:2; Tiago 3:9);
Será repreendido pelo mundo
(Provérbios 3:35;I Coríntios 15:34).
• PECADO INERENTE/ORIGINAL
Traz engano
(Isaías64:7; Salmos 66:18).
Inclinado para pecar
(Salmos51:5),
Difere de pecado atual (efeito da queda), sendo maldito, estranho,
enganoso, inimigo, escravo, morto e filho da ira. Deus vai lhe levar em
abismos profundos
(Salmos107:26-28).
• DISCÓRDIA INTERNA
Perdemos a comunhão com Deus. Desarmonia; divisão interna e
fragilidade (conflitos); transforma a pessoa em perigosa de se estar perto
pois a qualquer instante pode descer sobre ela a ira divina.
(Mateus 8:28; Mateus 9:36;I Samuel 31:4;Salmos 78:31;Romanos
1:18; João 3:36).
PECADO NO CORPO (MANIFESTAÇÃO):
• BOCA IMPURA
Querer amoldar a Palavra à sua própria vontade
(Salmos50: 16; Isaías 53: 9; Tiago 3:6; Isaías 58:9; Salmos 50:19-
23).
• OUVIDOS IMPUROS
Querer ouvir apenas o que lhe agrada
(Isaías 50:4-5; II Timóteo 4:3; I Reis 22:13; II Crônicas .28:12)
• OLHOS IMPUROS
Julgar mentalmente as pessoas pelo que se vê
(Isaías 11:3; Salmos50:20-21; Apocalipse 3:18);
• NARIZ IMPURO
Símbolo de pessoas empinadas e orgulhosas
(Isaías 65:5; Isaías 3:16-25; Ezequiel 8:17);
• CABEÇA IMPURA
Menear a cabeça, reprovando as coisas de Deus.
(Jó.16:4; Isaías 1:5);
• CORAÇÃO IMPURO
Pessoa maliciosa que guarda mágoas
(Salmos78:18; Salmos 95:8; Mateus 19:8; Romanos 1:24;
Ezequiel 14:3).
Dureza de coração tem haver com desprezar ouvir e rejeitar a
Palavra de Deus (Provérbios 29:1), de 3 maneiras: 1ª Negligenciar na
oração e leitura; 2ª Fofocar no meio da Igreja e 3ª acalentar pecados
secretos (Mateus 24:19).
Envolve 2 tipos de pessoas: 1ª Os que gostam de ouvir a Palavra
de Deus e apreciam o culto, mas não praticam (Ezequiel 33: 31-32) e 2ª os
que apenas querem sair do aperto, pedindo oração.
• PESCOÇO IMPURO
Pessoa que carrega e confia em fardos pesados de pecado
(Isaías 10:27; Ezequiel 21:29);
• BRAÇOS IMPUROS
Ficar de braços cruzados sem nada fazer para Jesus
(Provérbios 6:10; Marcos 10:16; Lucas 2:28).
• MÃOS IMPURAS
Agir com roubo, violência e impureza
(Jó.16:17;Salmos 7:3; Salmos 26:10; Salmos 28:4; Salmos
106:42);
• ESTÔMAGOS IMPUROS
Cheios de iniquidade; desejam prostituir-se no mundo
(Ezequiel 7:19; Lucas 15:16;I Coríntios 6:13).
• RINS IMPUROS
Quando não se expeli de si, o que não presta, guarda o mal,
como vingança.
(Jeremias 20:12)
• VENTRES IMPUROS
Quando apenas se pensa na glória terrestre, como o deus da
prosperidade (GÁLATAS 1:15) e adeptos da teologia da prosperidade.
• PERNAS IMPURAS
Quando não se encurva diante de Deus nem se ajoelha diante
dele.
(Provérbios 26:7; Ezequiel 21:7)
• PÉS IMPUROS
Quando se vacila, pisando nos outros, de modo impuro
(Jó.12:5; Jó.18:8; Provérbios 6:18; Ezequiel 34:18-19).
• CORPO IMPURO
Desonrar, prostituir-se em sensualidade escarnecedora e ímpia
(Romanos 1:24-27;I Coríntios 6:15; Judas 1:19)
CASTIGO POSITIVO:
Separado da fonte da vida, pela MORTE: 3 Fases: 1) morte
espiritual na vida (Ef2:1); 2) morte física (Hebreus 9:27) e 3) 2a. morte
(Apocalipse 21:8).
OUTRAS CONSEQUÊNCIAS:
• EFEITO DO PECADO NOS ANIMAIS; DOENÇAS E MORTE
(Gênesis6:11; Gênesis6:19-20; Gênesis3:14; Levítico 4:3; Levítico
4:27-28; Eclesiastes 3:18);
• EFEITOS NA TERRA E MEIO AMBIENTE
(Fome, furacão, falta de água e enchentes, tsunamis; Poluição –
(Jeremias 5:28-29; Gálatas 6:7; Salmos 18:7; Gênesis 3:17; Romanos 1:26-
32; Sofonias 1:3);
• EFEITOS DO PECADO NAS NAÇÕES (GUERRAS E
DESENTENDIMENTOS)
(Jeremias 30:12; I Reis .8:46; Sofonias 2:11; II Reis .17:11;
Amós 9:9).
COISAS BOAS QUE DEIXAM AS PESSOAS
FORA DO CÉU:
• TER ZELO PELAS COISAS BOAS, DEIXANDO DE LADO AS
COISAS DE DEUS
(Mateus 6:33; Colossenses 3:2-3; Hebreus 10:25).
• TER DESATENÇÃO À PALAVRA E SER ABSORVIDO
PELOS PRÓPRIOS INTERESSES
(Lucas 17:30; Jeremias 2:31-32);
• ESTAR TÃO OCUPADO COM AS COISAS DE DEUS QUE
NÃO HÁ TEMPO PARA BUSCÁ-LO.
(Salmos32:6; Salmos 69:13);
• DAR ATENÇÃO PARCIAL A JESUS
(Colossenses1:18; Lucas 14:16-24);
• COLOCAR A FAMÍLIA ANTES DO SENHOR
(Hebreus 11:7; Efésios2:19);
• NÃO SER APAIXONADO POR JESUS, NÃO SE
PROTEGENDO O TEMPO TODO AO SEU LADO.
(Jeremias 2:31-32; Lucas 14:24).
PERGUNTA-SE:
QUANDO CHEGAR O DIA, JESUS NOS CONHECERÁ?
(João8:55; Mateus 7:23; Lucas 13:27);
PERMANÊNCIA NO PECADO:
POR QUE OS CRISTÃOS PERMANECEM NA PRÁTICA DO
PECADO?
• Não têm temor a Deus pela falta de graça e por não
entenderem o completo perigo do pecado e suas consequências
(Provérbios 16:6; Provérbios 3:7; Apocalipse 3:15; Provérbios
4:23).
• São superconfiante em si mesmo achando-se superior às
tentações
(II Coríntios .1:3-7).
• Têm o pecado oculto arraigado há anos dentro de seu
coração.
(Salmos32:5; 38:3).
OBSERVAÇÃO:
* DEUS CONDENA MAIS OS PERVERSOS PECADOS DOS
CRISTÃOS QUE DOS ÍMPIOS.
(Deuteronômio 1:37;Jeremias 1:16).
* QUANTO MAIS TEMPO NO PECADO, MAIS SE ENDURECE.
(Hebreus 3:12-13);
* QUANTO MAIS PERMANECE NO PECADO, ENFRENTA A
VARA DE DEUS.
(Salmos89:30-34);
* QUANTO MAIS PERMANECE NO PECADO, ENFRENTA
ESVAZIAMENTO DE PAZ E FORÇA.
(Salmos31:10; Salmos 38:3);
* QUANTO MAIS PERMANECE NO PECADO, ENFRENTA
CRESCENTE DÚVIDA E INCREDULIDADE.
(I Samuel13:13-14).
PECADOS PRINCIPAIS:
IRA
Raiva, cólera ou agressividade exagerada em querer destruir os
outros.
(Jó.5:2);
GULA
Querer assimilar tudo, engolindo e não digerindo.
(Isaías 56:11);
INVEJA
Desgosto e pesar pelos bens dos outros; o outro é mais que eu.
(Provérbios 14:30);
ORGULHO
Ser melhor que outros (Salmos90:10);
AVAREZA
Não confiar em ninguém
(Isaías 57:17);
PREGUIÇA
Não querer aprender nada
(Eclesiastes 10:8);
LUXÚRIA
(desfrutar do poder de dominar)prazer pelo excesso
(Jeremias 11:15);
IDOLATRIA
Não querer a Deus de modo exclusivo.
(II Reis17:41; Deuteronômio 32:17; I Coríntios 10:20; I Coríntios
10:14; Josué 24:15; II Crônicas .24:18).
TERCEIRO MÓDULO
A DOUTRINA DA SALVAÇÃO
SOTERIOLOGIA
DEFINIÇÃO:
Soteriologia é a união entre dois termos gregos "Soteria" que
significa Salvação e "Logia" que significa Estudo.
Portanto Soteriologia é o Estudo da Salvação.
INTRODUÇÃO:
É fundamental que tenhamos convicção da nossa salvação. A
Bíblia garante que podemos ter convicção da vida eterna. Sem esta
convicção é impossível viver a vida cristã. Ao fazer o estudo, examine como
está a sua convicção a luz da Palavra de Deus.
BREVE EXEGESE DE SALVAÇÃO
De uma forma simples, podemos dizer que “salvação é o fato do
homem ser salvo do poder e dos efeitos do pecado”.
O vocábulo português se deriva do latim salvare, “salvar” e de
salus, “saúde”, “ajuda”, e traduz o termo hebraico yeshu‘a e cognatos
(largura, facilidade, segurança) e o vocábulo grego sõteria, e cognatos (cura,
recuperação, redenção, remédio, salvação, bem estar).
Significa a ação ou o resultado de livramento ou preservação de
algum perigo ou enfermidade, subentendendo segurança, saúde e
prosperidade. Nas Escrituras, o movimento parte dos aspectos mais físicos
para o livramento moral e espiritual.
Assim é que as porções mais antigas do Antigo Testamento dão
ênfase aos meios dos servos individuais de Deus escaparem das mãos de
seus inimigos, a emancipação de Seu povo da escravidão e o
estabelecimento dos mesmos numa terra de abundância; já as porções
posteriores dão maior ênfase às condições e qualidades morais e religiosas
da bem-aventurança, e estende suas amenidades além das fronteiras
nacionais (O Novo Dicionário da Bíblia, Vol-II, p 1464 – 5).
Em primeira instância, o verbo sõzõ, “salvar” bem como o
substantivo sõtêria, “salvação”, denotam o “salvamento” e a “libertação” no
sentido de evitar algum perigo que ameaça a vida. Pode ocorrer na guerra
ou em alto mar. Aquilo de que se recebe o livramento pode, no entanto, ser
uma doença.
Onde não se menciona qualquer perigo imediato, também podem
significar “conservar” ou “preservar”. O verbo e o substantivo podem até
significar “voltar com segurança” para casa. Na LXX sõzõ traduz nada
menos do que 15 verbos hebraicos diferentes, mas os mais importantes são
yãsa, que se emprega no hiphil para “libertar” e “salvar”, e mãlat, niphal,
“escapulir”, “escapar”, “salvar”. E embora Iahweh empregue agentes
humanos, o israelita piedoso tinha consciência do fato do livramento vir do
próprio Iahweh (Salmos 12:1; 121: 1-2);
Mas o conteúdo exato dessa libertação ou salvação varia de
acordo com o contexto e as circunstâncias.
No Novo Testamento, o verbo sozõ ocorre 106 vezes, e o
substantivo sõtêria, 45 vezes. Sendo que a graça de Deus é a grande fonte
de salvação (Efésios 2:8 – 9), e o Filho de Deus é o Salvador do Mundo
(Lucas2:11; I João 4:14).
A VERDADEIRA IDEIA DA SALVAÇÃO
Há diversas ideia s a respeito da salvação. Vamos mencionar
algumas das mais importantes e apontar a que está mais de acordo com a
ideia apresentada por Jesus Cristo.
A SALVAÇÃO E O PASSADO
Atos 17:30 Mas Deus, não levando em conta os tempos da
ignorância, manda agora que todos os homens em todos os lugares se
arrependamos. Suponhamos que uma pessoa que não saiba nadar esteja
prestes a afogar-se; mas, felizmente alguém o salva. A salvaçãonada tem
haver com o passado da pessoa salva.
A SALVAÇÃO E O FUTURO
Imaginemos agora, um condenado a morte, porém perdoado por
alguém cheio de bondade e amor. Este perdão garante ao condenado o
livramento do castigo merecido. Esta salvação visou o livramento do castigo
futuro
A SALVAÇÃO DE JESUS
Lucas 9:24 Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-
la-á; porém qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará.
Suponhamos que temos um único grão de arroz no mundo em nossas mãos.
Para salvar esta semente o que temos que fazer? A melhor maneira de
salvá-lo é plantando-o, pois se colhera centenas deles
A verdadeira ideiada salvação é, aquela que contempla mais
aquilo para o que somos salvos do que aquilo de que fomos salvos.
A salvação ensinada por Jesus acentua mais o céu com toda a
sua glória do que o inferno com todo o seu horror. Não somos salvos para
escaparmos da morte, mas para gozarmos a vida eterna.
I João3:2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é
manifestado o que havemos de ser.
ELEMENTOS BÁSICOS PARA A SALVAÇÃO
Romanos3:24-25 E são justificados gratuitamente pela sua Graça,
pela redenção que há em Cristo Jesus. Deus o propôs para propiciação pela
Fé no seu Sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos
pecados dantes cometidos sob a tolerância de Deus.
Os elementos básicos estabelecidos para salvação conforme
escrito pelo Apóstolo Paulo aos Romanos são:
A GRAÇA
Tito 2:11 Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação
a todos os homens. Graça significa, primeiramente, favor, ou a disposição
bondosa da parte de Deus. (Favor não merecido). A graça de Deus aos
pecadores revela-se no fato de que ele mesmo pela expiação de Cristo,
pagou toda a pena do pecado. Por conseguinte, ele pode justamente
perdoar o pecado sem levar em conta os merecimentos ou não
merecimentos. A graça manifesta-se independente das obras dos homens. A
graça é conhecida como Fonte da Salvação.
O SANGUE
I João1:7 O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de
todo pecado. Em virtude do sacrifício de Cristo no calvário, o crente é
separado para Deus, seus pecados perdoados e sua alma purificada.
Sangue é conhecido como a Base da Salvação.
A FÉ
Efésios2:8-9 Pois é pela graça que sois salvos, por meio da Fé; e
isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém
se glorie. Pela fé reconhece o homem a necessidade de salvação, e pela
mesma fé é ele levado a crer em Cristo Jesus.
Hebreus 11:6 Ora, sem Fé é impossível agradar a Deus, porque é
necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que
é galardoador dos que o buscam. A Fé conduz-nos ao Salvador, a Fé coloca
a verdade na mente e Cristo no coração. A Fé é a ponte que dá passagem
ao mundo espiritual, por isso concluímos que a Fé é o Meio para a Salvação.
A NATUREZA DA SALVAÇÃO
ASPECTOS DA SALVAÇÃO
JUSTIFICAÇÃO
Justificar é um termo judicial que significa absolver, declarar justo.
O réu, ao invés de receber sentença condenatória, ele recebe a sentença de
absolvição. Esta absolvição é dom gratuito de Deus, colocado a nossa
disposição pela fé.
Essa doutrina assim se define: "Justificação" é um ato da livre
graça de Deus pelo qual ele perdoa todos os nossos e nos aceita como
justos aos seus olhos somente por nos ser imputados a justiça de Cristo,
que se recebe pela Fé. Justificação é mais que perdão dos pecados, é a
remoção da condenação.
Deus apaga os pecados, e, em seguida, nos trata como se nunca
tivéssemos cometido um só pecado. Portanto Justificação é o Ato de Deus
tornar justo o pecador. (Romanos 3 : 24,30) Sendo justificados
gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus...
Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.
A justificação é realizada no homem quando este passa a crer no
Senhor Jesus Cristo como Salvador, logo que ele crê em Jesus, Deus o
declara livre da condenação.
CRISTO NOSSA IMPUTAÇÃO(Romanos4:6)...Bem-aventurado o
homem a quem Deus imputa justiça sem as obras,... Imputar é atribuir a
alguém a responsabilidade pelos atos de outro. Isto é Jesus Cristo assumiu
nossos pecados, Deus permitiu que Jesus pagasse nosso débito.
CRISTO NOSSA SUBSTITUIÇÃO(Gálatas 3:13) Cristo nos
resgatou da maldição da lei, fazendo ele próprio maldição em nosso lugar,...
Como nosso substituto, Cristo Jesus ganhou esta justiça para nós, morrendo
em nosso lugar, a fim de nos salvar e garantir o perdão dos nossos pecados.
Somos agora aceitos por Deus, porque nos foi creditada a perfeita Justiça de
Cristo.
JUSTIÇA DE CRISTO(I Coríntios 1:30) Mas vós sois dele, em
Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, Justiça, e
santificação, e redenção. Esta justiça foi adquirida pela morte expiatória de
Cristo. Sua morte foi ato perfeito de justiça, porque satisfez a lei de Deus.
Foi também um ato perfeito de obediência. Tudo isto foi feito por nós e posto
a nosso crédito.
REGENERAÇÃO REGENERAR SIGNIFICA
Restaurar o que está destruído. Quando se trata do ser humano,
Regeneração é uma mudança radical, operada pelo Espírito Santo na alma
do homem. Esta Regeneração atinge, portanto todas as faculdades do
homem, ou seja: Intelecto, Volição e a Sensibilidade.
O homem regenerado não faz tanta questão de satisfazer à sua
própria vontade como de satisfazer à de Deus. Na Regeneração, ele passa a
pensar de modo diferente, sentir de modo diferente e querer de modo
diferente: tudo se transforma. II Coríntios 5:17 Portanto, se alguém está em
Cristo, Nova Criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo. A
Bíblia descreve a regeneração como:
NASCIMENTO(João 3:3) Jesus respondeu, e disse: Na verdade,
na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino
de Deus. Uma pessoa, para pertencer a aliança feita a Israel e gozar de
todos os seus direitos, precisava somente nascer de pais judaicos.
Para pertencer ao reino do Messias, contudo, uma pessoa
precisa nascer de novo. Ezequiel 36:26 Dar-vos-ei um coração novo, e
porei dentro em vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra, e
vos darei um coração de carne. Vivificação A essência da regeneração é um
nova vida concedida por Deus, mediante Jesus Cristo e pela operação do
Espírito Santo.
João10:10 ... Eu vim para que tenham vida, e a tenham com
abundância. Viver É estar com vida. Vivificar É dar vida. Vivificação: É o Ato,
a Ação ou o efeitos de viver. É usufruir da vida espiritual que Deus
concedeu.
PURIFICAÇÃO:
Ato ou efeitos de purificar. (Tito 3:5) Não por obras de justiça que
houvéssemos feitos, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou
mediante a lavagem da regeneração e renovação pelo Espírito Santo. A
alma foi lavada completamente das imundícias da vida de outrora.
SANTIFICAÇÃO
Santificar é tornar sagrado, separar, consagrar, fazer santo. A
Palavra santo tem muitos significados:
SEPARAÇÃO:
Representa o que está separado de tudo quanto seja terreno e
humano. (I Pedro 3:11) Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e
siga-a.
DEDICAÇÃO:
Representa o que está dedicado a Deus, no sentido ser sua
propriedade. (Romanos12:1) Portanto, rogo-vos, irmãos, pela compaixão de
Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
PURIFICAÇÃO:Algo que separado e dedicado tem de ser purificado, para melhor
ser apresentado. (imaculado) (II Coríntios 7:1)Ora, amados, visto que temos
tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como
do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus.
CONSAGRAÇÃO:
No sentido de viver uma vida santa e justa. (Levítico 11:44) Eu
sou o Senhor vosso Deus; consagrai-vos, e sede santos, porque eu sou
santo.
Muito acentuada se acha no Velho Testamento a ideia de que a
santificação consta de uma relação especial com Deus. As coisas
consagradas ao Senhor eram consideradas santas: Arca do Concerto, O
Templo, O Tabernáculo, O Altar, Os Vasos, Os Sacerdotes.
No Novo Testamento, a ideiaé a de que a santificação consiste
no processo do homem ser perfeito como Ele é perfeito.
Jesus ensinou que o homem deve procurar aperfeiçoar-se cada
vez mais "Bem-aventurado os limpos de coração, porque eles verão a
Deus".
DIANTE DO EXPOSTO, PODEMOS
ESTABELECER O SEGUINTE:
SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO.
O crente precisa esforçar-se para progredir em santificação. II
Coríntios 7:1 Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos
de toda a impureza tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa
santificação no temor de Deus. O processo de santificação pode ser
comparado ao crescimento de uma pessoa, porém condicionado à sua
vontade.
OS MEIOS DIVINOS DE SANTIFICAÇÃO
O Sangue de Cristo
(I João 1:7) O sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de
todo o pecado.
O Espírito Santo
(Filipenses 1:6) Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em
vós começou boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo.
A Palavra de Deus
(João 17:17) Santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade.
VEJAMOS A SEGUIR O QUE O ESPÍRITO
SANTO SANTIFICA NO CRENTE
I Tessalonicenses. 5:23 O mesmo Deus de Paz vos santifique
completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente
conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo
(prova bíblica da tricotomia).
O CORPO
Romanos 12:1... que apresenteis os vossos corpos como
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
A ALMA
I Pedro 1:22 Tendo purificado as vossas almas
ESPÍRITO
Salmos 78:8 ... Geração de coração instável, e cujoespírito não foi
fiel a Deus. Glorificação. Glorificar significa honrar, dar glória.
Deus em seu plano de salvação, manifestou a sua glória através
de Cristo Jesus, o pecador pode experimentar esta manifestação pelo
Espírito Santo.
O ato final do processo da salvação será a glorificação do crente
por Deus.
A Glória de Deus em Nós. Em todo o tempo a glória de Deus
demonstra poder, autoridade, virtude e acima de tudo consagração.
É manifestada através da fé.
Foi nos dada através de Jesus e serve para manter a unidade da
Igreja.
Jô. 17:24 Pai, quero que onde eu estiver, estejam também comigo
aqueles que me deste, para que vejam a minha glória, a glória que me
deste, porque me amaste antes da criação do mundo.
A Glorificação do Corpo Romanos8:30 E aos que predestinou, a
estes também chamou, e, aos que chamou, a estes também justificou; e, ao
que justificou, a estes também glorificou.
A Glorificação do corpo se dará por ocasião do arrebatamento,
nosso corpo será transformado em um corpo glorioso. Neste ato, se dará a
glorificação, quando estaremos em corpo incorruptível, e assim, estaremos
para sempre com o Senhor.
Conhecemos que a glória da roseira é a rosa e que a de
qualquer árvore são os frutos; mas a glória do crente o que será?
I Coríntios 13:12 Agora vemos em espelho, de maneira obscura;
então veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei como
também sou conhecido.
Romanos 8 : 18 Porque para mim tenho por certo que as aflições
deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há
de ser revelada.
A GLORIFICAÇÃO É O OBJETIVO DE NOSSO SERVIÇO
REALIZADO
I Coríntios 15:58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e
constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no
Senhor, o vosso trabalho não é vão.
O trabalho do cristão deve ser realizado da melhor forma possível.
Com Amor, dedicação, voluntário, humilde, alegria, sacrificial,
sabedoria etc. .
ARREPENDIMENTO
Formada por duas palavras gregas (meta + nous),
“arrependimento” não significa como muitos pensam um rosto cuja face
correm lágrimas de remorso, e cujos lábios proferem promessas de
mudança e um voto de jamais cair no mesmo pecado. Na Palavra de Deus
descobrimos que a palavra quer dizer “mudança de mente”.
“Esta experiência tem sido descrita como sendo o ato pelo qual o
pecador, ao aceitar a Cristo, dá uma meia volta no rumo em que seguia na
vida até então, e avança em direção diametralmente oposta. Isto significa
uma mudança total de conduta ou procedimento. É o primeiro passo para a
salvação. É a volta do pecador a Deus.”
VEJAMOS OUTRAS DEFINIÇÕES:
É a mudança de pensamento para com o pecado e para com a
vontade de Deus, o que conduz a uma transformação de sentimento e de
propósito a seu respeito.
É a verdadeira tristeza pelo pecado, incluindo um esforço sincero
para abandoná-lo.
É a confissão da culpa produzida pelo Espírito Santo ao aplicar a
Lei Divina no coração.
O Senhor Jesus nos dá uma ótima ilustração do conceito de
arrependimento em Mateus 21:28-30.
SUA NECESSIDADE
Jesus começou Seu ministério pregando arrependimento (Marcos
1:14-15). E isso seria mais que suficiente para comprovar a necessidade de
arrependimento por parte do homem. Mas a Igreja Primitiva também
anunciava a mesma mensagem (Atos 2:38; 17:30; 20:21; 26:20). E foi
também uma ordem deixada pelo Senhor Jesus (Lucas24:47).
“Deus só pode perdoar o pecador quando ele sinceramente se
arrepende. Isto é forte o bastante para que continuemos a pregar a
necessidade de arrependimento e a necessidade do homem ter a mesma
atitude que Deus tem em relação ao pecado (Lucas 13:3-5; I Timóteo 2:4; II
Pedro 3:9)”.
SUA NATUREZA
Em II Coríntios 7:10, Paulo nos mostra que há uma relação entre
tristeza e arrependimento quando diz: “Porque a tristeza segundo Deus
produz arrependimento para a salvação...”. Você pode observar neste verso
que tristeza e arrependimento não são de modo algum a mesma coisa.
A tristeza realiza a sua obra, e quando isso acontece o resultado
é o arrependimento e a consequência dessa mudança de opinião é a
salvação. O apóstolo estabeleceu dessa forma uma progressão: tristeza,
arrependimento e salvação.
Neste verso descobrimos que arrependimento não é sentir
somente tristeza pelos pecados, mas viver uma vida diferente. Cremos que o
verdadeiro arrependimento envolve três faculdades básicas do homem: seu
intelecto, suas emoções e sua vontade.
O INTELECTO
Arrepender-se significa mudar de pensamento. Langston afirmou
que“intelectualmente falando, o arrependimento é uma mudança na maneira
de pensarmos em Deus, em nosso pecado e em nossas relações com o
nosso próximo”. Há uma radical mudança na maneira de pensar. O filho
pródigo é um clássico exemplo disso.
AS EMOÇÕES
Arrepender-se significa mudar de sentimentos. “O homem
arrependido deixa de amar ou apreciar o que antes amava ou apreciava. O
prazer deixa de fixar-se nas coisas terrenas para descansarnas celestiais..
O arrependimento chora seus pecados, mas chora ainda mais a falsa atitude
que antes tinha para com Deus...” O arrependimento verdadeiro fixa os olhos
do arrependido mais em
Deus do que no pecado cometido (Langston). No Salmos 51 Davi,
chora por seus pecados, mas lamenta muito mais a sua infidelidade diante
de Deus. "Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade;
apaga as minhas transgressões segundo a multidão das tuas misericórdias.
Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que mau à tua vista, para que
sejas justificado quando falares e puro quando julgares".
A VONTADE
Arrepender-se significa mudar de propósitos. “Antes de
arrepender-se, o homem quer fazer a própria vontade, quer dirigir-se a si
mesmo, quer andar no seu próprio caminho. No arrependimento, porém, ele
quer fazer a vontade de Deus, quer ser dirigido por Ele, porque está
convencidodequeavontadeeadireção de Deus são melhores...” (Langston).
Após o arrependimento, Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro,
e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Salmos 51:10).
SUA PRATICIDADE
Na prática, o arrependimento que é causado pela “tristeza
segundo Deus”, é gerada por obra do Espírito Santo (Jô 16:8-11). Ao ouvir a
mensagem do Evangelho (Atos 37-41) o homem sente-se tocado pelo dedo
de Deus e, se o coração for fértil, a semente produzirá bons frutos (Mateus
13:23).
SEUS RESULTADOS
O texto de Atos 3:19 é claro em mostrar um dos principais
resultados do arrependimento: cancelamento dos pecados, que é outro
modo de dizer que são perdoados os seus pecados (Colossenses 2:14).
A alegria entre os anjos é um outro resultado do arrependimento
(Lucas 15:7).
Sem o arrependimento, o Espírito Santo não virá habitar em
qualquer coração humano (Atos 2:38; Efésios 1:13).
EXEGESE DOS TERMOS FÉ-CRER
Originalmente, pistis significava o relacionamento fiel de partes de
um contrato e a fidedignidade das suas promessas. Vieram a significar, num
sentido mais lato, a credibilidade de declarações, relatórios e narrativas em
geral, sejam sacros, sejam seculares.
No grego do Novo Testamento, obtiveram uma importância
especial e conteúdo específico através da sua aplicação ao relacionamento
com Deus em Cristo: a aceitação e reconhecimento, em plena confiança,
daquilo que Deus fez ou prometeu através d’Ele.
GREGO SECULAR
Na literatura grega clássica, pistis significa a “confiança” que um
homem pode ter nas pessoas ou nos deuses. Da mesma forma, pisteuõ
significa confiar em alguém ou nalguma coisa.
Originalmente, o grupo de palavras significava conduta que
honrava um contrato ou obrigação. Daí a experiência da fidelidade e da
infidelidade pertence à ideiada fé, desde o início.
No grego secular, portanto, este grupo de termos representa um
largo espectro de ideia s. Emprega-se para expressar relacionamentos entre
um homem e outro, e também para expressar o relacionamento como divino.
ANTIGO TESTAMENTO
Em hebraico, a raiz aman, no niphal, significa: ser leal, digno de
confiança, fiel.
Pode se aplicar aos homens (Números12:7; servos – I Samuel
22:14; a uma testemunha – Isaias 8:2; a um mensageiro – Provérbios 25:13;
aos profetas – I Samuel 3:20). Pode, no entanto, também ser aplicado ao
próprio Deus, que guarda Sua aliança e dá graça àqueles que o amam
(Deuteronômio 7:9).
No Antigo Testamentoo termo fé, é encontrado apenas duas
vezes (Deuteronômio 32:20 e Habacuque 2:4). Isso não significa, entretanto,
que a fé não seja elemento importante no ensino do Antigo Testamento, pois
ainda que a palavra não seja frequente, a ideia , o é. É usualmente expressa
por verbos tais como “crer”, “confiar” ou “esperar”, os quais ocorrem com
abundância.
NOVO TESTAMENTO
No NT, a fé é altamente proeminente. O substantivo pistis e o
verbo pisteuõ ocorrem ambos mais de 240 vezes, enquanto que o adjetivo
pistos ocorre sessenta e sete vezes. No Novo Testamento, o pensamento
que Deus enviou Seu Filho para ser Salvador do mundo, é central. Cristo
realizou a salvação do homem ao morrer expiatoriamente na cruz do
Calvário.
No quarto Evangelho, as formas de pensamento são diferentes de
outras partes do Novo Testamento. A fé surge do testemunho, que é
autenticado por Deus, e nela os sinais também desempenham um papel (Jô
1:7).
Por isso, quem é da verdade escuta esta chamada da parte de
Deus (Jô 18:37). A fé e o conhecimento (Jô 6:69), o conhecimento e a fé (Jô
17:8), não são dois processos mutuamente independentes; pelo contrário,
são coordenadas instrutivas que falam, a partir de pontos de vistas
diferentes, do recebimento do testemunho.
Há íntima conexão entre a fé e a vida. Aquele que crê no Filho
tem a promessa de que não perecerá mas que, pelo contrário, terá a vida
eterna (Jô 6:16, 36; 11:25).
Portanto, a fé é atitude mediante a qual o homem abandona toda
a confiança em seus próprios esforços para obter a salvação, quer sejam
eles ações de piedade, de bondade ética, ou seja o que for.
Em João , a fé ocupa um lugar importantíssimo, pois ali o verbo
pisteuõ é encontrado noventa e oito vezes. Curioso é que o substantivo
pistis fé, nunca é encontrado. Isso possivelmente se deve ao seu uso em
círculos de tipo gnóstI Coríntios
O enorme uso de pisteuõ em João se deve ao próprio objetivo
claramente revelado no Evangelho em João 20:31.
A fé não consiste meramente em aceitar certas coisas como
verdadeiras, mas consiste em confiar numa Pessoa, e essa Pessoa é Jesus
Cristo. E como a fé é fundamental ao Cristianismo, os cristãos são
simplesmente chamados crentes. E crer implica em:
• Confiar (Jô 4:50)
• Seguir (Jô 8:12)
• Servir (Jô 13:12-15; 21:15-17)
• Obedecer (Jô 14:23-24)
A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO
É possível alguém que aceitou à Cristo como salvador cair da
graça?
Os que seguem a doutrina de Calvino dizem que não e os que
seguem a de Armínio diz que sim.
ESTUDEMOS ENTÃO AS DUAS DOUTRINAS:
O CALVINISMO
A salvação é inteiramente de Deus; o homem absolutamente
nada tem a ver com a sua salvação.
Romanos 8:35 Quem nos separará do amor de Cristo ? Será
tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou
espada?
Isto porque a sua vontade se corrompeu com o pecado. Desta
forma o homem não pode se arrepender sem a ajuda de Deus.
Efésios1:4-5 Assim como nos escolheu nele antes da fundação do
mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor. Nos
predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo,
segundo o beneplácito de sua vontade.
A doutrina calvinista ensina que Deus predestinou alguns para
serem salvos e outros para serem perdidos. A predestinação é o eterno
decreto de Deus, pelo qual ele decidiu o que será de cada um.
O ARMINIANISMO
A vontade de Deus é que todos os homens sejam Salvos, porque
Cristo morreu por todos.
I Timóteo 2:4 O qual deseja que todos os homens sejam salvos e
cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
As Escrituras ensinam uma predestinação, mas não individual.
Ele predestina a todos os que querem ser salvos.
Tito 2:11 Portanto a graça de Deus se manifestou salvadora a
todos os homens.
O homem pode escolher aceitar a graça de Deus, ou pode
resistir-lhe e rejeitá-la. Seu direito de livre arbítrio sempre permanece.
REGENERAÇÃO
Do lado divino,a mudança de coração é chamada de
regeneração, de novo nascimento; do lado humano, é chamada de
conversão. Na regeneração, a alma é passiva; na conversão, é ativa.
Podemos definir a concessão de uma nova natureza (II Pedro
1:4) ou coração (Jeremias 24:7; Ezequiel 11:19; 36:26), e a produção de
uma nova criação (II Coríntios 5:17; Efésios 2:10; 4:24). No entanto, a
regeneração não é uma mudança as substâncias da alma. Hodge o diz
muito bem:
Como a mudança não é na substância nem no mero exercício da
alma, ela ocorre naquelas disposições, princípios, gostos ou hábitos
imanentes aos quais todo o exercício consciente está subordinado, e que
determinam o caráter do homem e de todas as suas ações.
A NECESSIDADE DA REGENERAÇÃO
A Escritura declara repetidamente que o homem tem que ser
regenerado antes de poder ver a Deus. Estas afirmações da Palavra de
Deus são reforçadas pela razão e pela consciência.
A santidade é uma condição indispensável para sermos aceitos
na comunhão com Deus. Mas toda a humanidade é pecadora por natureza,
e quando chega a consciência moral, torna-se culpada de transgressão real.
Portanto, em seu estado natural, a humanidade não pode ter comunhão com
Deus. Agora, esta mudança moral no homem somente pode ser feita por um
ato do Espírito de Deus.
Ele regenera o coração e comunica a este a vida e a natureza de
Deus. As Escrituras mostram esta experiência como sendo um novo
nascimento, pelo qual o homem se transforma em Filho de Deus (Jô 1:12;
3:3 – 5; I João 3:1).
POR NATUREZA, OS HOMENS SÃO:
(1) Filhos da ira Efésios2:3;
(2) Filhos da desobediência Efésios 2:2;
(3) Filhos do Mundo – Lucas 16:8;
(4)Filhos do Diabo – Mateus 13:38; 23:15;Atos 13:10; I João 3:10.
Esta última expressão é usada especialmente para os que
rejeitaram a Cristo, em João8:44. Somente o novo nascimento pode produzir
uma natureza santa dentro dos pecadores de modo a tornar possível a
comunhão com Deus.
OS MEIOS DA REGENERAÇÃO
A Escritura apresenta a regeneração como obra de Deus. Mas há
numerosos meios e agências envolvidos na experiência, que faremos bem
em notar.
A VONTADE DE DEUS.
Somos nascidos “da vontade de Deus” (Jô 1:13). As palavras de
Tiago esclarecem ainda mais: “Pois, segundo seu querer, ele nos gerou pela
palavra da verdade” (Tiago1:18).
A MORTE E RESSURREIÇÃO.
Precisamos nos lembrar de que o novo nascimento é
condicionado à fé no Cristo crucificado (Jô 3:14-16); e que a ressurreição de
Cristo está igualmente envolvida em nossa regeneração (I Pedro 1:3).
A PALAVRA DE DEUS.
É um dos principais agentes para a nossa regeneração, como já
vimos em Tiago 1:18. O mesmo pensamento é expresso em Jô 3:5; I Pedro
1:23. Que a água a que se refere João 3:5 não é o batismo é evidenciado
pelo fato de que em Efésios 5:26 a nossa purificação é relacionada à
Palavra. Deve-se explicar Tito 3:5 da mesma maneira, pois é claro que a
água não tem poder regenerador.
Paulo havia gerado os coríntios mediante o Evangelho (I Coríntios
4:15), mas havia batizado apenas alguns deles (I Coríntios 1:14-16). Zaqueu
(Lucas19:9), o ladrão arrependido (Lucas23:42-43, e Cornélio (Atos 10:47)
foram declarados salvos antes de terem sido batizados.
BATIZADOS
ESPÍRITO SANTO
O AgenteEficaz real na regeneração é o Espírito Santo (Jô 3:5;
Tito 3:5). A verdade não constrange a vontade por si só; além disso, o
coração não regenerado odeia a verdade até ser trabalhado pelo Espírito
Santo. O Senhor
Jesus disse acerca do Espírito Santo, em João 16:8: “Quando ele
vier convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”.
Portanto, podemos afirmar que o Espírito Santo é tanto um
Advogado quanto um Acusador. O rabino Eliezer bem Jacob diz: “Quem
cumpre um mandamento” conseguiu um advogado para si, e quem
transgride um mandamento – conseguiu um acusador para si. Diz Strong:
Não é um simples aumento na claridade que vai permitir que um
cego veja; a enfermidade do olho tem que ser curada primeiro antes que os
objetos externos se tornem visíveis.. Apesar de trabalhada juntamente com a
apresentação da verdade ao intelecto, a regeneração difere da persuasão
moral por ser um ato imediato de Deus.
Talvez seja de palavras como estas que afirmamos que alguns
são“convencidos”, mas não “convertidos”.
RESULTADOS DA REGENERAÇÃO
Aquele que é nascido de Deus vence a tentação (I João 3:9;
5:4,18). O tempo presente em que todos esses verbos são usados indica
uma vida de vitória contínua.
A pessoa regenerada ama aos irmãos (I João 5:1), à Palavra de
Deus (Salmos119:97; I Pedro 2:2), seus inimigos (Mateus 5:43 – 48), e as
almas perdidas (II Coríntios 5:14).
A pessoa regenerada também goza de certos privilégios como
Filho de Deus, como a satisfação de suas necessidades (Mateus 6:31-32),
de uma revelação da vontade do Pai (I Coríntios 2:10-12), e de ser guardada
(I João 5:18).
O homem que é nascido de Deus é herdeiro de Deus e co-
herdeiro com Cristo Romanos8:16-17).
Embora o entrar realmente no gozo da herança ainda esteja
quase no futuro, o filho de Deus já agora tem um penhor dessa herança na
dádiva do Espírito Santo (Efésios 1:13-14).
É claro que estes resultados não são diferentes visíveis aos olhos
do mundo, mas são, não obstante, muito reais para aquele que nasceu para
a família de Deus.
NOVO NASCIMENTO
O que é? O Novo Nascimento é um milagre do Espírito Santo
operado na natureza do indivíduo, transformando-o completamente. De fato
o Novo Testamento é um novo começo. Por mais maculado que seja o seu
passado; por mais deformado que seja o seu presente; por mais sombrio
que pareça o seu futuro, há uma saída, há uma possibilidade de começar
tudo de novo, pelo NOVO NASCIMENTO. Não é esta uma notícia
maravilhosa?
Portanto, o Novo Nascimento é obra do Espírito Santo, não
representa fruto do esforço ou boas qualidades do homem. Não há mérito
humano na operação (João3:6-7).
O batismo não efetua Novo Nascimento. É falsa a doutrina que
prega a regeneração pelo batismo nas águas.
Não se adquire por hereditariedade (João1:12-13). A Igreja não
tem poder de operar o Novo Nascimento. Como disse alguém:
“Não serás um automóvel pelo fato de teres nascido em uma
garagem”.
Ninguém nasce de novo por pertencer a esta ou àquela Igreja.
Nenhum rito religioso, afinal, será capaz de efetuar o Novo
Nascimento.
Não representa fruto de resoluções humanas. Assim como o
nascimento físico depende de fatores fora do eu, na regeneração o eu é
passivo, ele recebe o Novo Nascimento (Jô 1:12-13).
O Novo Nascimento é a penetração da vida divina no ser humano.
O estado de pecado é um estado de morte, morte espiritual (Efésios 2:1). O
Novo Nascimento opera uma nova vida no ser humano. Como se vê, o
fenômeno é inexplicável em seu alcance mais profundo.
O próprio Nicodemos que era príncipe, um sábio, e mestre em
Jerusalém, não entenderam isso pela mera exposição em palavras (João3:4,
8, 9). Jesus insistiu na necessidade de experimentar o novo Nascimento. Em
matéria de religião, de vida espiritual, o caminho para a compreensão é
viver, experimentar primeiro para depois entender. A mera especulação
mental não penetra os mistérios espirituais.
A doutrina do Novo Testamento é amplamente encontrada nas
Escrituras tanto no Novo, como no Antigo Testamento. É apresentada, às
vezes, com palavras diferentes,mas a verdade é a mesma: que o homem
não pode mover a si mesmo na direção do propósito de Deus; que como
essa natureza total está comprometida com a corrupção do pecado é-lhe
impossível andar retamente no caminho de Deus. É necessária uma
mudança de natureza e é Deus quem nele opera a transformação, tornando-
o um novo ser em Cristo.
Há vários textos que merecem consideração e estudo para o
conhecimento da doutrina, mas o capítulo 3 do Evangelho de Joãoé o que
mais longamente expõe o tema do Novo Nascimento. É o texto mais
impressionante de toda a Bíblia; nenhum crente o pode ignorar como fato,
muito menos na sua interpretação, pois a aplicação de seu eterno princípio
de regeneração pela fé depende à entrada de qualquer um no Reino dos
Céus.
ANTES DE EXPOR A DOUTRINA PROPRIAMENTE,
ESCLAREÇAMOS.
ALGUMAS EXPRESSÕES USADAS NO TEXTO:
FARISEUS
Constituíam umas três principais seitas do Judaísmo e era a
melhor, ou a mais severa (Atos 26:5). Os Judeus foram combatidos por feroz
perseguição de AntíocoEpifanes, rei da Síria, depois da volta do Cativeiro
BabilônI Coríntios Os mais patriotas se organizaram em partido para
resistirem à infiltração do Helenismo.
Isso em 175 – 164 a. C. Logo, os fariseus tiveram uma nobre
origem: visavam preservar a religião de Israel, as Escrituras Hebraicas,
estimular o amor pátrio, etc. Mas seu nome aparece só lá pelos anos 135-
105 a. C.
Os fariseus criam na imortalidade da alma, na ressurreição do
corpo, na existência do espírito, nas recompensas e castigos na vida futura
(céu e inferno). E nisso se opunham aos saduceus que não aceitavam nem
uma nem outra destas coisas (Atos 23:6-6).
Mas em matéria de religião não basta ter conceitos teológicos
corretos, é preciso ter uma vida consentânea com aquilo que se crê.
Enfatizaram em extremo as formas externas de religião tornando-
se legalistas. Chegaram a transformar a religião num montão de formalismos
sem vida. Opuseram-se ferrenhamente a Jesus. Foram duramente acusados
por JoãoBatista e por Jesus.
Apesar de tudo, tiveram em seu meio homens de grande
capacidade intelectual e social: tais como Gamaliel (Atos 5:34; 22:3); Saulo
de Tarso (Filipenses 3:5), que veio a se converter mais tarde (Atos 9:1 –
22), e a ser chamado para o apostolado; Nicodemos (Jô 3:1), e outros de
muito boa vontade (Atos 5:34; Jô 7:50).
Os fariseus julgavam que por muito falarem seriam ouvidos em
suas orações (Mateus6:7).
NICODEMOS
Agostinho descreve-o como “um dos crentes em quem Jesus não
podia confiar logo” (Jô 2:24). A tradição rabínica o descreve como um dos
três homens mais ricos de Jerusalém. Era de uma alta autoridade no
Sinédrio, corpo legislativo, judicial e executivo entre os judeus.
Aparentemente no início desta entrevista ele está convencido,
mas não convertido. Jesus repudia o regime religioso do indivíduo
Nicodemos e de toda a sua elite religiosa, e exige dele radical
transformação, se quer entrar no Reino dos Céus.
É mencionado três vezes no Evangelho de João. A primeira vez,
visitando Jesus de noite (Jô 3:1-15); a segunda, protestando contra a
condenação de Jesus sem o ouvirem. Nicodemos estava tão impressionado
com as palavras de Jesus que seu desejoera que seus colegas o ouvissem
também (Jô 7:50-51); e a terceira vez, trazendo especiarias para ungir o
corpo de Jesus em seu sepultamento (Jô 19:38-39).
DE NOITE
João 3:2, nos diz que Nicodemos “foi ter com Jesus de noite”. Por
que de noite? Por que temia o povo? Envergonhava-se de Jesus? Ou
apenas procurava uma entrevista mais longe do burburinho da multidão?
Parece que o problema era mesmo um temor político e social.
Não queria prejudicar sua posição (Jô 3:10). O texto expõe, sem rodeios, o
motivo “por medo dos judeus” (Jô 19:38 – 39), em relação a José de
Arimatéia,e Nicodemos? “A sinceridade militava contra a timidez e a timidez
contra a sinceridade no coração de Nicodemos” (O. Boyer).
Pelo menos mostrou devoção a Jesus. Muitos que hoje censuram
por ter procurado Jesus de noite, têm outros preconceitos que os arrastam
de Jesus de dia e de noite, vivem longe d’Ele. Afinal, foi Nicodemos que
cuidou (juntamente com José de Arimatéia), do corpo de Jesus e do seu
sepultamento (Jô 19:38-39).
“Rabi, SABEMOS que és Mestre...” “o verbo está no plural”
“sabemos”. Em nome de quem fala Nicodemos? Nicodemos fala por seu
grupo. Era membro do Sinédrio e delegado único dos chefes dos judeus
para saber de suas pretensões.
O magno tribunal já havia investigado oficialmente acerca de João
Batista (João 1:19-31) nunca fez isso com relação a Jesus. E Nicodemos se
queixa disso mais tarde (Jô 7:50), querendo que Jesus fosse ouvido em
juízo. Ele mesmo ficara impressionado com a pessoa e o ensino de Jesus de
ter estado com ele naquela noite memorável, posto que já estivesse
anteriormente deslumbrado com seus milagres.
REINO DE DEUS
Os Judeus esperavam e criam que seria assinalada a vinda do
Reino por manifestações de pompa e poderio político e militar. O Reino de
Deus era a época Messiânica. Jesus aqui proclama uma ordem espiritual
invisível aos olhos e aos sentidos.
A regeneração é isso – o arrependimento para a remissão de
pecados e a renovação pelo Espírito Santo; e esta experiência dupla é
indispensável para a entrada no Reino dos Céus. O Reino dos Céus é o
domínio de Deus e de Cristo e do Espírito Santo sobre a vida do discípulo e
da Igreja (Lucas 17:20-21).
É a vontade de Deus se consumando. É chamado o “Supremo
Bem”. Não há nada melhor ou equivalente ao Reino de Deus na vida.
NASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO
Muitas são as interpretações que tem sido dada a estas palavras.
C. H. Wright, erudito anglicano, interpreta como sinônimas as
expressões. Assim, para ele, nascer da água e do Espírito é uma e a mesma
coisa. Jesus apenas enfatiza a necessidade de nascer de cima.
Outros evangélicos aceitam que a expressão toma o sinal
(batismo) pelo significado (arrependimento), assim, nascer da água seria
“nascer do arrependimento”.
Há quem interprete “nascer da água”, como o primeiro
nascimento, pelo aspecto impressionante do parto
Há os que fogem da ideia do Reino Espiritual e o identificam com
as Igrejas, e dão ao batismo o valor de entrar nas igrejas, admitem nisso
equivalência com entrar no Reino.
Além de uma outra mais generalizada, tanto quanto mais falsa
ideia sacramenta lista que interpreta a expressão “nascer da água”, como
uma referência do Mestre ao batismo. É a ideia católica da Regeneração
Batismal, através do sacramento chamado batismo.
SEGUINDO TAYLOR, OPOMOS AS SEGUINTES
REFUTAÇÕES:
Taylor não concorda que sejam sinônimas as expressões, embora
admitindo a probabilidade de que o fossem. E, contudo, pode-se optar pela
interpretação bastante inteligente do Dr. Wright, sem ferir qualquer doutrina
bíblica, sem cair no sacramentalismoanti-bíblI Coríntios Pode-se, pois
admitir as duas expressões “nascer da água e do Espírito”, apenas como
repetição da ideia para enfatizar a necessidade de uma transformação a
operar por Deus. Neste caso as duas são uma e a mesma coisa – nascer de
novo, nascer de cima.
É arriscado supor que Nicodemos devesse entender como
arrependimento o nascer da água, ou como batismo ou qualquer forma de
nascimento, muito menos ligá-lo à ideia de entrar na igreja.
A IDEIA SACRAMENTALISTA, QUE ADMITE O “NASCER DA
ÁGUA” COMO SENDO O BATISMO REQUISITO AO NOVO
NASCIMENTO, ÉCONTRADITÓRIA:Quando afirma que o único batismo conhecido era o de João;
Que este era destituído da graça salvadora e do Espírito
regenerador;
Que o batismo cristão só começaria no dia de Pentecoste, de
conformidade com o Concílio de Trento.
É o mesmo que admitir que Jesus estivesse a afirmar algo mais
ou menos assim: Nicodemos, se você não nascer de novo não poderá entrar
no Reino dos Céus; entretanto, como você bem sabe isso é coisa
absolutamente impossível no presente, pois o batismo ainda não foi
instituído. Mas nós sabemos que Jesus tem melhor bom senso, do que o
mero pregador.
Quando admite que o batismo é o meio pelo qual se opera o Novo
Nascimento. É ou não contraditório?
Além de tudo isso, a ideiasacramenta lista entra em contradição
com todo o ensino claro das Escrituras sobre a doutrina bíblica do batismo,
que não tem o poder de operar a regeneração; o batismo não salva. É para
ser ministrado a pessoas que já tenham tido a experiência do Novo
Nascimento.
A participação dos ritos sacramentais de qualquer igreja religiosa
não abre a porta a ninguém para entrar no Reino de Deus, mas só pelo
arrependimento e fé, caminhos bíblicos da regeneração. Pois, se fosse de
outro modo (pelo batismo), não seria razoável censurar Nicodemos por não
entender o ensino de Jesus. Sabemos, pois, que nascer da água, não é o
mesmo que batismo.
Mas, então, o que queria Jesus dizer com a expressão ―nascer
da água e do Espírito? Um dos fatores indispensáveis na regeneração do
pecador é a Palavra de Deus, o Evangelho. Vários textos ensinam isto: Jô
15:3; Efésios5:26; Hebreus 4:12; 10:22; Tiago 1:21; I Pedro 1:22-23; etc. É
doutrina bíblica inegável que o Espírito Santo regenera pela Palavra.
TAYLOR, DEPOIS DE LONGA ANÁLISE E MUITAS CITAÇÕES,
CONCLUI:
Essas considerações me levam a afirmar que aqui, como nas
outras passagens estudadas nas páginas do Evangelho de João , Jesus
ensina um Novo Nascimento com dois fatores sublimes: o poder purificador
do Evangelho de salvação pelo sangue de Jesus e a obra vitalizadora do
Espírito Santo que acompanha a pregação e opera no pecador ouvinte a
graça e a Nova Vida.
Esta interpretação concorda com outros textos mais claros da
Palavra de Deus e justifica a circunstância de haver Jesus censurado a
Nicodemos por não haver entendido o Seu ensino. E Nicodemos era
profundo conhecedor dos textos vetero-testamentários, tais como Isaias
44:3; Ezequiel 36:25-26; etc.; que tratam da regeneração como operação
divina pelo Seu poder e pela Sua palavra.
Água, simbolizapois, a purificação efetuada no crente pelo
Evangelho de Jesus, fator sublime na regeneração – Evangelho da
purificação operada no pecador pelo sangue remidor de Jesus.
Observe o versículo 6 do capítulo 3 do Evangelho de João : Todo
o que é nascido do Espírito é espírito. Não apenas o crente batizado. Todo o
crente tem a vida eterna, antes do seu batismo, quando crê. Haja vista o
caso do ladrão convertido à cruz foi salvo sem batismo, quando lhe
prometeu Jesus: Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso (Lucas 23:43). Não
é possível, pois, que Jesus estivesse falando de batismo como meio de
Nascer de Novo.
EVIDÊNCIAS DO NOVO NASCIMENTO
Uma nova visão e compreensão espiritual
(II Coríntios 4:6; Efésios 1:18; I Coríntios 2:14)
O coração sofre uma revolução
(Ezequiel 36:26; Efésios 4:20-24)
Uma vontade transformada
(Efésios 5:15-17)
Uma atitude diferente para com o pecado
(Romanos6:1-23)
Uma disposição de obedecer a Deus
(I João 2:6)
Um coração habitado por Cristo
(Jô 14:23;Colossenses 1:27)
Uma vida separada do mundo
(Tiago4:4; I João 2:15-17)
Luz do Mundo
(Mateus5:14-16)
Sal da Terra
(Mateus5:13)
Bom Perfume
(II Coríntios15:16 )
JUSTIFICAÇÃO
Por natureza, o homem não somente é filho do mal, mas é
também um transgressor e um criminoso (Romanos3:23; 5:6-
10;Colossenses 1:21; Tito 3:3). Na regeneração, o homem recebe uma
nova vida e uma nova natureza; na justificação, uma nova posição. A
justificação pode ser definida como o ato de Deus pelo qual Ele declara justo
aquele que crê em Cristo. O Breve Catecismo afirma:
Justificação é um ato da livre graça de Deus, pelo qual ele perdoa
todos os nossos pecados e nos aceita como justos a seus olhos, somente
pela justiça de Cristo a nós imputada e recebida pela fé.
A JUSTIFICAÇÃO É UM ATO DECLARATIVO. NÃO É ALGO
OPERADO NO HOMEM, MAS SIM ALGO DECLARADO A RESPEITO DO
HOMEM.
A REMISSÃO DA PENAUM
A pena para o pecado é a morte (Romanos 5:12-14; 6:23). Se o
homem for ser salvo, esta pena terá que ser removida primeiro. Foi removida
pela morte de Cristo, e é na morte de Cristo, que sofreu o castigo de nossos
pecados em Seu próprio corpo no madeiro (I Pedro 2:24).
A IMPUTAÇÃO DA JUSTIÇA.
Como justificação é acertar a pessoa com a Lei, precisamos
observar, como diz Strong, que “a lei requer não simplesmente a ausência
de ofensa negativamente, mas toda maneira de obediência e semelhança a
Deus positivamente”. Em outras palavras, o pecador precisa não apenas ser
perdoado por seus pecados passados, mas também receber uma justiça
positiva antes de poder ter comunhão com Deus. Esta necessidade é
satisfeita na imputação da justiça de Cristo ao crente.
Imputar é debitar a alguém (Salmos 32:2;Romanos 1:17; I
Coríntios 1:30; II Coríntios 5:21; Filemon18). Devemos observar que este
não é o atributo de Deus, pois a nossa fé nada tem a ver com ele; mas sim a
justiça que Deus providenciou para aquele que crê em Cristo. Assim, Deus
nos restaura ao favor imputando-nos a justiça de Cristo. Esta é a veste
nupcial que está pronta para todo aquele que aceita o convite para o
banquete (Mateus 22:11-12; Lucas 15:22-24).
O MÉTODO DA JUSTIFICAÇÃO
Não é pelas obras da Lei (Romanos3:20; Gálatas 2:16). Os
homens não são salvos por fazerem o melhor que podem, mas são salvos
por crerem naquele que fez o melhor. A justificação pela Lei só acontece
através do cumprimento total da mesma!
Pela Graça de Deus
Romanos3:24; Tito 3:7.
Pelo Sangue de Cristo
Romanos5:9.
Pela Fé
Romanos3:26-30; 4:5-12; 5:1; Gálatas 3:8, 24.
ADOÇÃO
A doutrina da adoção é puramente paulina. Os outros autores do
NT associam as bênçãos que Paulo relaciona à adoção com as doutrinas da
regeneração e da justificação.
A palavra grega traduzida como adoção (huiothesia), somente
ocorre cinco vezes nas Escrituras, e todas elas nos escritos de Paulo :
(Romanos 8:15, 23; 9:4; Gálatas 4:5; Efésios 1:5).
Uma vez é aplicado a Israel como nação (Romanos9:4); uma vez
relaciona a completa realização da adoção à vinda futura de Cristo
(Romanos 8:23); e três vezes, declara ser ela um fato presente na vida do
Cristão.
DEFINIÇÃO
Como a palavra grega (huiothesia) indica, adoção é literalmente
colocar na posição de filho. Scofield diz:
Adoção, “colocar na posição de filho” não é tanto uma palavra de
relacionamento como de posição. A relação de filho do crente para com
Deus resulta do novo nascimento (Jô 1:12-13), ao passo que adoção é o ato
de Deus pelo qual aquele que já é filho, através de redenção da lei, é
colocado na posição de filho adulto (Gálatas 4:1 – 5).
O Espírito que habita no crente o leva à percepção disto em sua
experiência presente (Gálatas 4:6); mas a plena manifestação de sua filiação
aguarda a ressurreição, transformaçãoe trasladação dos santos, e é
chamada de “redenção do corpo” Romanos8:23; I Tessalonicenses 4:14 –
17; Efésios 1:4; I João 3:2).
Quer-nos parecer que Paulo considerava os crentes do Antigo
Testamento como “filhos” embora “de menor idade”; mas os crentes do Novo
Testamento ele considerava tanto como “filhos” quanto “filhos adultos”.
As principais vantagens da filiação, segundo Paulo, são a
libertação da Lei (Gálatas 4:3-5) e a posse do Espírito Santo, o Espírito de
Filiação (Gálatas 4:6). Resumindo: na regeneração, recebemos nova vida;
na justificação, uma nova reputação; na adoção, uma nova posição.
O TEMPO DA ADOÇÃO
A ADOÇÃO TEM UM RELACIONAMENTO TRÍPLICE DE
TEMPO:
Nos conselhos de Deus, foi um ato do passado eterno (Efésios
1:5). Antes mesmo de começar a raça hebraica, sim antes da criação, Ele
nos predestinou para esta posição (Hebreus11:39-40). Na experiência
pessoal ela se torna verdadeira para o crente na hora em que ele aceita a
Jesus Cristo (Gálatas 3:26).
Mas a percepção plena da filiação aguarda a vinda de Cristo. É
naquela hora que a adoção será plenamente consumida (Romanos 8:23).
OS RESULTADOS DA ADOÇÃO
Talvez o primeiro dentre eles seja a libertação da lei Romanos
8:15; Gálatas 4:4-5). O crente já não está debaixo de “guardiões”.
O penhor da herança, que é o Espírito Santo (Gálatas 4:6-7;
Efésios 1:11-14). O Pai ajuda o filho adulto a começar com a investidura do
Espírito. É o pagamento inicial da herança total que ele receberá quando
Cristo vier.
SANTIFICAÇÃO
SANTIDADE DE DEUS
A palavra hebraica para santo é quadash, derivada da raiz quad,
que significa “cortar” ou “separar”. A ideia básica de santidade de Deus não
é tanto uma qualidade moral de Deus, mas, sim, a posição ou relação entre
Deus e alguma coisa ou pessoa. É dupla a ideia bíblica da santidade de
Deus.
Ele é absolutamente distinto de todas as suas criaturas e exaltado
sobre elas em infinita majestade.
Há um aspecto especificamente ético, e isto significa que em
virtude de Sua santidade Deus não tem comunhão com o pecado (Jô 34:10;
Habacuque 1:13; I João 1:5).
DEFINIÇÃO DE SANTIFICAÇÃO
SEPARAÇÃO PARA DEUS.
A separação para Deus pressupõe separação da impureza. Isto
se refere a coisas, lugares ou pessoas (II Coríntios6:14 – 7:1).
IMPUTAÇÃO DE CRISTO COMO NOSSA SANTIDADE.
A imputação de Cristo como nossa santidade acompanha a
imputação de Cristo como nossa justiça. Ele se tornou justiça e santificação
para nós (I Coríntios 1:30). Paulo diz que somos “santificados em Cristo
Jesus” (I Coríntios 1:2;Atos 26:18; Efésios 5:26).
Assim, o crente é reconhecido como santo bem como justo por
estar revestido com a santidade de Cristo.
Neste sentido, todos os crentes são chamados de santos sem
levar em consideração suas conquistas espirituais (Romanos 1:7; I Coríntios
1:2; Efésios 1:1; Filipenses 1:1;Colossenses 1:1). É a conhecida
“santificação posicional”.
PURIFICAÇÃO DO MAL MORAL.
Esta é a “santificação progressiva”. A pergunta do salmista é: “de
que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?”. Tem como
resposta, “observando-o segundo a Tua Palavra” (Salmos119:9). É um
processo contínuo.
CONFORMIDADE COM A IMAGEM DE CRISTO.
A conformidade com a imagem de Cristo é o aspecto positivo da
santificação, assim como a purificação é o negativo, a separação e
imputação são o posicional.
Alguns textos básicos para esta verdade são: (Romanos8:9; II
Coríntios3:18; Gálatas 5:22-23; Filipenses 1:6; 3:10; I João 3:2). Claramente
este é um processo que se estende por toda a vida e que só será
consumado por completo quando estivermos com o Senhor.
OS MEIOS DE SANTIFICAÇÃO
“Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”
(Levítico 19:2; I Pedro1:16). Evidentemente que estamos nos referindo à
“santificação progressiva”. O primeiro meio de santificação é a Palavra de
Deus, ou seja, a meditação e a obediência à mesma (Salmos119:9; Jô 15:3;
17:17; Efésios 5:26; II Timóteo 3:16; I Pedro 1:22 – 23).
O segundo meio de santificação é a prática da auto disciplina
através de jejum, oração, meditação, estudos, etc. (I Coríntios 9:27). E o
terceiro meio seria por meio do poder do Espírito Santo Romanos 8:13).
PERSEVERANÇA
“Se compreendida corretamente, esta doutrina oferece muito
conforto; mas não deve-se abusar dela ou interpretá-la mal. As Escrituras
ensinam que todos aqueles que, mediante a fé, são unidos a Cristo, que
foram justificados pela graça de Deus e regenerados por Seu Espírito,
jamais cairão total ou finalmente do estado de graça, mas certamente nele
perseverarão até o final.
Isto não significa que jamais escorregarão, jamais pecarão; ou
que todo aquele que professa ser salvo, está salvo para a eternidade.
Simplesmente significa que eles jamais cairão totalmente do estado da graça
ao qual foram trazidos, nem deixarão de, no fim, levantar-se de novo quando
escorregarem.
A doutrina da segurança eterna só é aplicável àqueles que
tiveram uma experiência vital de salvação” (Henry Clarence Thiessen,
Palestras em Teologia Sistemática).
POSIÇÕES FAVORÁVEIS À DOUTRINA
O Propósito de Deus
(Isaias 14:24;Romanos 8:35 – 39)
A Mediação de Cristo
(Hebreus7:25)
A contínua capacidade de Deus de nos guardar
(Filipenses 1:6; II Timóteo1:12;Judas 24)
A natureza da mudança no crente
(II Coríntios5:15)
POSIÇÕES CONTRÁRIAS À DOUTRINA
Introduz à Frouxidão e Indolência
Rouba a Liberdade do Homem
As Escrituras ensinam o contrário
(Jô 15:1 – 6; Mateus24:13; Hebreus 6:4 – 6)
Não pretendemos que esta seja uma conclusão completa sobre o
assunto.
ENTRETANTO, O QUE QUEREMOS É RESSALTAR ALGUNS
FATOS:
As Escrituras mostram que a união do crente com Cristo é
expressa de diversas formas:
A união entre o edifício e seu fundamento
(Efésios 2:20 – 22;Colossenses 2:27; I Pedro 2:4 – 5);
A união entre marido e mulher
(Romanos7:4; Efésios5:31 – 32;Apocalipse 19:7 – 9);
A união entre o Pastor e as ovelhas
(Jô 10:27 – 28);
A união entre a videira e seus ramos
(Jô 15:1 – 6);
A união entre a cabeça e o corpo
(I Coríntios 12:12; Efésios 1:22 – 23).
Nosso relacionamento com Cristo é também descrito em termos
de “Aliança” (Mateus26:28; I Coríntios 11:25). Aliança é “um pacto ou
contrato entre duas partes, que as obriga mutuamente a assumir
compromissos cada uma em prol da outra. Teologicamente denota um
compromisso gracioso da parte de Deus no sentido de beneficiar e abençoar
o homem e, especificamente, aqueles homens que, pela fé, recebem as
promessas e se obrigam a cumprir os deveres envolvidos neste
compromisso” (Enciclopédia Histórico-Teológica). O que é um crente? A
palavra grega (pistos) para “crente” é a mesma para “fiel”.
O PROBLEMA DA APOSTASIA
Hebreus 6:4 – 8 é a passagem mais difícil da carta, e tem dado
espaço para muita polêmica através dos séculos. Contudo, é bom lembrar
que o propósito das Escrituras não é confundir a mente de ninguém, e sim
iluminar, esclarecer (Salmos119:105; Jô 1:4; 8:12).
Para aqueles que acreditam na possibilidade de apostasia
pessoal, Hebreus 6:4-8 é obviamente uma das passagens mais importantes.
É tão importante como Hebreus 10:26 – 31 e II Pedro 2:20 – 22; isto sem
mencionar outras passagens significantes que providenciam a base para oensino deste assunto.
Cremos que uma série de perguntas devem ser levantadas para
que possamos entender melhor este parágrafo (Hebreus 6:4 – 8).
Qual é o tema de Hebreus? Já sabemos que a superioridade do
evangelho de Cristo é um tema relevante em Hebreus. Mas, se observarmos
bem, verificaremos que há várias advertências dentro desta carta, que
estimulam os leitores a firmarem-se na fé (Hebreus 2:1; 3:6, 12, 14; 4:14;
6:12; 10:23, 26-31, 35-39). Portanto, a pergunta: qual a razão de ser de
todas essas advertências? Por que avisar alguém de um perigo se é
impossível que ele seja ferido por este?
Hebreus 6:4 – 5 descreve a verdadeira experiência de salvação?
A resposta só poderá ser dada mediante uma séria exegese do referido
texto.
A Bíblia Viva diz: “Quando a terra de um lavrador recebeu muitas
chuvas e surgiram boas colheitas, aquela terra obteve a bênção de Deus
sobre ela. Porém se continuar dando safras de ervas daninhas e espinhos,
essa terra é considerada imprestável, e está pronta para ser condenada e
queimada”.
Conclusão: Nossa rebeldia (apostasia) pode mudar a história da
nossa salvação.
A DOUTRINA DA IGREJA
A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS
ESCATOLOGIA
A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE JERUSALÉM
A reconstrução do templo de Jerusalém já é debatida pelas
autoridades de Israel. Donativos já estão chegando para isso. O parlamento
de Israel já se ocupa do assunto. Essa construção pode ser muito rápida
devido às moderníssimas técnicas empregadas em construção.
Quando na guerra de 1967, Israel retomou a parte antiga de
Jerusalém, que encerra o remanescente das muralhas do templo, um idoso
historiador judeu (citado pela revista TIME), disse: “Agora chegamos ao
mesmo ponto em que Davi chegou quando conquistou Jerusalém. Da
conquista de Jerusalém por Davi, até o momento em que Salomão construiu
o templo, houve apenas uma geração. Assim será também Conosco”.
O templo em consideração aqui é o da Tribulação (II
Tessalonicenses2.4; Mateus24.15), que será destruído naqueles mesmos
dias. O profeta Zacarias diz que “a cidade será tomada”. Apocalipse 11.1,2
também fala da destruição desse templo. A passagem em apreço fala de
medição do sentido de destruição.
E também o caso de Salmos 60.6 e Lamentações 2.8. A
destruição deste templo poderá ser causada também por terremoto, como os
mencionados em Apocalipse 11.13 e 16.18,19. O retorno total dos judeus à
sua terra, dar-se-á por ocasião da revelação de Cristo para o
estabelecimento do Milênio - um reino teocrático proeminentemente judaico
(Mateus 24.3 1; Isaias 11.11,12).
PREDOMINÂNCIA DE UMA CONFEDERAÇÃO DE NAÇÕES
No dia 23 de maio de 1957, foi assinado um tratado em Roma, o
qual, sem dúvida, foi o primeiro passo do cumprimento de uma antiga
profecia de Daniel sobre a existência de urna confederação de nações,
como única forma de expressão do poder gentílico mundial. A profecia está
no capítulo 2, e se repete no capítulo 7 de Daniel.
No Apocalipse, ela é vista à partir do capítulo 13. fundamental do
tratado é a unificação da Europa mediante a formação dos Estados Unidos
da Europa. Os seis países membros fundadores foram: Itália, França,
Alemanha Ocidental, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Novos membros
foram admitidos mais tarde. O dito tratado teve vigência a partir de 1º de
abril de 1958.
SIGNIFICADO PROFÉTICO DESTA CONFEDERAÇÃO DE
NAÇÕES.
Esta coalização de nações a ser formada, segundo a profecia, na
área geográfica do antigo Império Romano, está predita em Daniel 2.33,41-
44; 7.7,8,24,25; Apocalipse 13.3,7; 17.12,13. Não se trata de uma
restauração literal e total do antigo Império Romano, tal como ele existiu,
mas uma forma de expressão final dele, pois, conforme a palavra profética
em Daniel 2.34, a pedra feriu a estátua, nos pés não nas pernas.
As duas pernas representam o Império Romano dividido em dois,
fato que teve lugar em 395 d.C. O império ocidental, com sede em Roma e,
o oriental, com sede em Constantinopla. Foi nessa condição que ele deixou
de existir como duas pernas. O império ocidental caiu em 476, e o oriental,
em 1453 d.C.
A profecia bíblica destaca: “as pernas de ferro, os pés em parte
de ferro, em parte de barro” (Daniel 2.3 3). O Império Romano sob a forma
das duas pernas, da profecia, já ocorreu, mas sob a forma de dez dedos dos
pés (artelhos), nunca existiu.
Portanto, está claro que Daniel 2.41-44 ainda não se cumpriu.
Não é o caso dos versículos 3 2-40 que já pertencem à história. Basta ler os
versículos 40 e 41 para notar que, entre estes dois, há um hiato de tempo.
DESTRUIÇÃO DA NAÇÃO DO “NORTE” E SEUS SATÉLITES.
O aluno deverá, ao iniciar a leitura deste Texto, ler por inteiro os
capítulos 38 e 39 de Ezequiel e o capítulo 2 de Joel. Temos nessas
profecias a descrição da invasão de Israel por uma nação do “Norte”, nos
dias finais da era atual. Ver as expressões “no fim dos anos”, e “nos últimos
dias”, em Ezequiel 38.8,16.
A INTERVENÇÃO DIVINA
O invasor e seus aliados serão totalmente derrotados e
arruinados no próprio território de Israel, por intervenção divina direta. Nos
montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão
contigo; a toda espécie de aves de rapina e aos animais do campo eu te
darei, para que te devorem.
Cairás em campo aberto, porque eu falei, diz o Senhor Deus. (Ez
39.4,5). Deus intervirá porque Israel é o Seu povo e Sua possessão. Em
Ezequiel 38.16, Deus chama Israel de “o meu povo”, e “a minha terra”. Isto é
altamente significativo e deveria servir de aviso a todos aqueles que se
levantam contra Israel. Deus afirmou a Abraão no passado:
Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência
no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e Dá
tua descendência. Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas
peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu
Deus. (Gênesis 17.7,8).
Esta nação, de que trata as profecias já mencionadas, deverá, na
época da invasão em apreço, ser muito poderosa belicamente, sabendo que
a nação de Israel, desde há muito é líder reconhecida em matéria de
estratégia de ataque e defesa. Nesse tempo Israel deve estar muito mais
consolidada e fortalecida como nação, do que atualmente, e certamente
possuindo maior território do que o atual (conforme Ezequiel 3 8.8). Alguns
estudantes da Bíblia julgam ser Gogue e Magogue símbolos dos poderes do
mal contra o povo de Deus nos últimos dias, mas nesses capítulos de
Ezequiel (38 e 39) vemos tratar-se claramente de povos e nações reais.
Também em Gênesis 10.2 onde temos o rol das nações troncos
originaram os demais povos, e também em I Crônicas 1.5, vemos que trata-
se de povos reais e não simples símbolos do mal.
O fato importante nesses dois capítulos de Ezequiel é que Deus
assegura que estará ao lado de Israel e intervirá sobrenaturalmente,
abatendo esses inimigos do Seu povo: Gogue, o líder que intenta destruir
Israel, juntamente com a coalizão de nações sob sua liderança. Duas vezes
Deus afirma na citada profecia: Eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe
de Meseque e Tubal. (Ezequiel 38.3; 39.1).
Os países atuais que situam-se ao norte geográfico de Israel são
os que compõem a CEI (Comunidade dos Estados Independentes), a ex-
União Soviética. Esse bloco de nações adotavam o comunismo ateu até
recentemente como sistema político de governo, e ainda relutam nesse
sentido.Metamorfoses políticas em grande escala vêm ocorrendo naquela
parte do mundo, como é o caso da já citada CEI e também da UE (União
Européia), antes conhecida como MARCOS E (Mercado Comum Europeu).
GOGUE INVADIRÁ ISRAEL
O estudo meticuloso das profecias mencionadas no início deste
Texto mostra que Gogue - a nação ou bloco de nações do norte da Terra,
em relação à Israel, invadirá esse pais nos últimos dias. A Bíblia localiza
Gogue ao norte de Israel (Ezequiel 38.6,1 5; 39.2; Joel 2.20).
Essa poderosa nação do norte será ajudada nessa invasão por
nações européias, asiáticas e africanas. Veja a lista completa desses
atacantes: Magogue, Meseque, Tubal (Ezequiel 3 8.2,3). Persas, etíopes,
Pute, Gômer, Togarma, e muitos povos (Ezequiel 38.5,6). Líbios (Daniel
11.43).
Pelo estudo dos capítulos 38 e 39 de Ezequiel, e 10 de Gênesis,
vemos que muitos nomes geográficos estão hoje modificados devido a
evolução das línguas e os problemas de tradução e transliteração. O estudo
comparativo da etnologia antiga e moderna dessas regiões, facilitará a
identificação das mesmas:
Gogue. Magogue. Meseque. Tubal (Ezequiel 3 8.2,3). No
versículo 2, a Tradução Brasileira, emprega a expressão príncipe de Rós,
sendo Rôs uma transliteração direta do hebraico, que muitos pensam
significar Rússia, neste contexto da profecia de Ezequiel. As versões de
Almeida Atualizada e Corrigida, empregam a expressão “príncipe e chefe”.
Gogue, o próprio texto bíblico explica que se trata do governante
de Meseque e Tubal, da terra de Magogue.
Magogue. Meseque, Tubal. Regiões primitivas ocupadas pelos
citas e tártaros, grandes remos do passado, correspondendo hoje à moderna
CEI (Comunidade dos Estados Independentes). Josefo declara que
Magogue ocupa a região das citas e tártaros (Josefo, Vol.1.6.1). Meseque
converteu-se graficamente em Tubal é o moderno nome de Tobolsk, uma
das principais cidades russas.
Gômer, Togarma (Ez 38.6). Gômer veio a Germânia e
modernamente a Alemanha, corresponde a Armênia e Turquia.
Persas, etíopes. Pute (Ezequiel 3 8.5). A Pérsia tem o moderno
nome Ira. Ela adotou este nome em 1935. Em 1932 ela firmou um acordo
com Moscou, que em caso de guerra as forças da Rússia terão permissão
de cruzar seu território para atacar a Mesopotâmia. Segundo esta profecia
de Ezequiel 3 8.5, o Irá tornar-se-á comunista ou pró-comunista. A Etiópia
moderna é fácil localizar pelo seu outro nome: Abissínia.
A Etiópia original ficava na bacia dos rios Tigre e Eufrates
(Gênesis2.14). Daí seus habitantes emigraram para a África e fundaram o
extenso reino da Etiópia, do qual hoje a Abissinia é uma pequena fração.
Etiópia é palavra grega; em hebraico é Cuxe ou Cush. Os etíopes originaram
muitos povos africanos. Pute é a atual Líbia, vizinha do Egito.
A Pute primitiva era uma região muito mais extensa. Esses dois
últimos povos (líbios e etíopes) são também mencionados na profecia de
Daniel 11.43, pertinente ao assunto em pauta.
MOTIVOS DA INVASÃO DE ISRAEL POR GOGUE
Os motivos da invasão de Israel por Gogue serão principalmente
dois: as riquezas de Israel, inclusive as do Mar Morto (Ezequiel 38.11,12), e
a posição estratégica que Israel ocupa. “Assim diz o Senhor Deus: Esta é
Jerusalém; pu-la no meio das nações e terras que estão ao redor dela.”
(Ezequiel 5.5).
Gogue será derrotado no próprio país de Israel (Ezequiel 39.4,5).
Será uma sobrenatural intervenção divina (Ezequiel 38.1 9,20). Haverá
também rebelião entre as próprias tropas atacantes (Ezequiel 38.2 1).
Tremendos flagelos sobrenaturais atingirão em cheio o inimigo (Ezequiel 3
8.22). O morticínio será incaLucasulável (Ezequiel 39.1 2).
Muitos confundem esta guerra de Gogue e seus aliados contra
Israel, com a Batalha de Armagedom, de que tratamos noutra Lição. Há
muita diferença entre os dois conflitos. O ataque de Gogue contra Israel
começará no início da 70ª semana de Daniel 9.27, isto é, no início da
Grande Tribulação (ou um pouco antes). Já o Armagedom ocorrerá no final
da semaNaum Na invasão de Israel por Gogue, apenas um grupo de nações
participará; já no Armagedom participarão todas as nações (Apocalipse
16.14; 19.19; Joel3.2; Zacarias 12.3b; 14.2-4,9).
Na época da invasão de Israel por Gogue, o bloco de dez nações,
na área do antigo Império Romano, já está formado, e o Anticristo em
evidência, ocultando sua verdadeira identidade e propósito.
A queda total e irrecuperável de Gogue e seus aliados, originará
um tremendo vazio e desequilíbrio na liderança do poder político e bélico
mundial. O vazio deixado pela queda de Gogue deixará o caminho aberto
para o surgimento imediato do Anticristo no cenário mundial, como líder e
salvador da crítica situação mundial.
OS 144.000 JUDEUS SALVOS DURANTE A GRANDE
TRIBULAÇÃO
Esta obra começará nesse tempo. Serão selados por anjos de
Deus. Esse selo, refere-se certamente ao que está descrito em Apocalipse
14.1, isto é, os 144.000 são representantes das tribos. Certamente dentre
eles sairão os missionários que levarão ao mundo a Palavra de Deus,
conforme afirma a profecia de Isaias 66.1 9.
Eles substituirão a Igreja na obra de testemunhar de Deus. Deus
nunca ficou sem testemunho, nem mesmo durante a apostasia de Israel (I
Reis 19.19; Romanos 11.5). A mensagem que eles pregarão não é o
Evangelho que conhecemos, mas o chamado evangelho do reino (Mateus
24.14), o qual anuncia a iminente volta do Salvador à Terra e o julgamento
das nações impenitentes.
Esse Evangelho foi anunciado por JoãoBatista (Mateus3.2), por
Jesus (Mateus4.23), e pelos doze apóstolos (Mateus10.7); mas, como os
judeus rejeitaram o Rei, o Evangelho passou a ser anunciado a todas as
nações (Mateus 28.19).
A GRANDE TRIBULAÇÃO
O TIPO DE PAZ QUE A TERRA GOZARÁ NESSA ÉPOCA
As passagens bíblicas supracitadas e outras semelhantes, falam
da paz e prosperidade que a Terra experimentará no princípio do governo
centralizado da Besta. Daniel 11.36 diz que o seu governo será próspero.
Ela convencerá o mundo de que está raiando a era da paz e do progresso
com que a humanidade sonhava. A política, a religião, a economia, e a
ciência, serão suas metas principais.
A ciência atingirá um ponto nunca alcançado todo esse progresso
será falso, porque será superficial e durará pouco. Logo depois, a Besta
revelará seu verdadeiro caráter maligno, ao mesmo tempo em que os juízos
desencadeados do Céu, sob os selos, as trombetas e as taças registrados
nos capítulos 6 a 18 de Aocalipse, porão tudo a descoberto, mostrando que
as multidões foram completamente iludidas.
O NÚMERO DA BESTA: 666
A Besta terá um nome, no momento desconhecido. O número
resultante desse nome será 666 (Apocalipse 13.17,18).
Três coisas a Bíblia diz sobre a Besta: seu nome, número e
marca. No momento, só o seu número nos é revelado: 666. A pessoa e o
nome serão revelados após o arrebatamento da Igreja (II
Tessalonicenses2.7,8). Portanto, os que estão aguardando o arrebatamento
da Igreja, não necessitam saber disso agora; os que aqui ficarem saberão...
O número repartido três vezes no nome da Besta, fala da
suprema exaltação do homem, cujonúmero na numerologia bíblica é 6. As
três vezes, pode significar o homem exaltando-se a si mesmo como se fosse
Deus, como está dito em II Tessalonicenses 2.4. O número do Deus trino é
3.
Quanto a Besta ter número, convém notar que as nações mais
adiantadas projetam pôr em prática um sistema de números permanentes
para todos os cidadãos, a partirdo nascimento ou da naturalização, visando
o controle total da população. Os computadores já estão fazendo isso,
controlando animais e mercadorias. Entramos na era em que tudo será
controlado à base de números. Em todos os países já há muita coisa
controlada à base de números permanentes.
ASSIM SERÁ A GRANDE TRIBULAÇÃO
A palavra tribulação significa literalmente comprimir com força,
como se faz com as uvas no lagar, ou com a cana de açúcar na moenda. A
tribulação aqui tratada, abrange o período da ascendência e governo do
Anticristo. O termo tribulum, da latim, também leva ao mesmo sentido.
DURAÇÃO DA GRANDE TRIBULAÇÃO
A Grande Tribulação abrangerá um período de sete anos, dos
quais os piores serão os últimos três anos e meio. Quanto a esse período,
diz a Escritura:
Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do
Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão
entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade dum tempo.
(Daniel 7.25).
Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e
autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias
contra Deus> para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os
que habitam no céu. (Apocalipse 13.5,6).
O sofrimento nesse tempo será de tal monta que, se durasse mais
tempo ninguém escaparia com vida. Porque nesse tempo haverá grande
tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e
nem haveráJamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, e ninguém
seria salvo, mas, por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados.
(Mateus24.21,22).
A PIOR FASE DA GRANDE TRIBULAÇÃO
A primeira menção bíblica da tribulação está em Deuteronômio
4.30: Quando estiveres em angústia, e todas estas cousas te sobrevierem
nos últimos dias, e te voltares para o Senhor teu Deus, e lhe atenderes a
voz. Outras passagens que podem ser lidas agora são: Deuteronômio 31.29;
Isaias 13.9-13; 34.8; Ezequiel 20.33-37;Jeremias 30.5,11; Daniel 12.1; JJ
1.15.
Como já dissemos a pior fase da Grande Tribulação, será quando
o Anticristo romper sua aliança feita com os judeus, e começar a persegui-
los. Tal fato ocorrerá quando ele exigir adoração e os judeus recusarem
oferecê-la. Os santos perseguidos pela Besta, referidos em Daniel 7.2 1,25 e
Apocalipse 13.7, são, em primeiro plano.
Ao romper sua aliança com os judeus, o Anticristo romperá
também com a igreja apóstata, da qual ele recebeu apoio enquanto
necessitou da sua influência para galgar o poder, e a destruirá (Apocalipse
17.16). Ele destruirá a igreja falsa para implantar a nova forma de adoração
dele mesmo.
Apesar de a Grande Tribulação visar em primeiro lugar os judeus,
o mundo todo sofrerá os seus efeitos (Jeremias 25.29-32;Apocalipse 13.7,8).
Deus entrará em juízo com o Seu antigo povo, para expurgá-lo e levá-lo ao
arrependimento e conversão (Ezequiel 20.33-39;Jeremias 30.7;
Zacarias14.2a; 13.8,9 12.9;Romanos 11.26,27; Mateus 23.39).
A descrição mais detalhada e completa que temos da Grande
Tribulação é a que se encontra em Apocalipse, capítulos 6 a 18. Os
capítulos 6 a 9 abrangem a primeira parte, chamada Tribulação. Os
capítulos 10 a 18 abrangem a segunda parte, denominada Grande
Tribulação.
Esta última parte é referida em Apocalipse e Daniel como
quarenta e dois meses, um tempo, dois tempos emetade de um tempo e mil
duzentos e sessenta dias (Apocalipse 11.2,3; 12.6,7,14; 13.5; Daniel 7.25).
É nesse tempo de justiça divina que as sete piores pragas, sob as
taças de juízo, serão derramadas na Terra, como vemos em Apocalipse,
capítulos 15 e 16. Nesse tempo, as forças da natureza que operam nos
Céus entrarão em convulsão (Mateus24.29; Joel 2.20). É interessante notar
em Apocalipse, a partir do capítulo 6, quantas vezes os Céus são
mencionados como palcoso de tremendos eventos.
Em Isaias 13.11, Deus afirma: Castigarei o mundo por sua
maldade, e os perversos por causa da sua iniquidade; farei cessar a
arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos violentos.
Talvez porque nesse tempo de apostasia, o povo não crerá no
Inferno (como milhões fazem hoje), haverá nesse mesmo tempo uma
amostra do Inferno para eles, durante cinco meses. Apocalipse 9.1-6 dá
conta disso.
HAVERA SALVAÇÃO DURANTE A GRANDE TRIBULAÇÃO?
Quase nada, vez que se com o selo e presença do Espírito Santo
o índice é mínimo, quanto mais sem a presença d’Ele. Uma única passagem
como a de Apocalipse 7.14 bastaria para isso. Respondi-lhe: meu Senhor tu
o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação,
lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro. A melhor
tradução deste texto é a de Almeida Revista e Atualizada.
Agora, uma coisa é certa: as condições espirituais prevalecentes
durante a Tribulação, não serão favoráveis como hoje. Tremendas trevas
espirituais envolverão o mundo. Haverá também oposição sem paralelo. Não
poderá ser de outra maneira, pois trata-se do reino do Anticristo.
Poderá então haver, sim, salvos, especialmente judeus, mas
ficarão aqui para o milênio e depois a nova terra, se não forem devorados
por juízo de fogo na 4ª guerra mundial.
AS DUAS TESTEMUNHAS
(Apocalipse 11)
Durante os negros dias da Tribulação haverá duas testemunhas
especiais da verdade divina, profetizando aqui na Terra (Apocalipse 11.3-
12). Esses dois homens serão intocáveis até que cumpram a sua missão
(Apocalipse 11.7). Ambos serão mortos pela Besta. Comparando-se
Zacarias 4.11-14 com Apocalipse 11.4, vê-se que essas duas testemunhas
estão agora no Céu.
Podem ser Enoque e Elias, do Antigo Testamento. Ambos não
passaram pela morte (Gênesis5.24 e II Reis2.11). Moisés não pode ser um
deles, pois morreu (Deuteronômio 34.5,6). E, aos homens está ordenado
morrerem apenas uma vez (Hebreus9.27); ao passo que essas testemunhas
ainda morrerão aqui.
O fato não é relevante para a Igreja do Senhor, uma vez que
quando essas duas testemunhas atuarem aqui, a Igreja já estará com Cristo
na glória. Certamente a permanência de Enoque e Elias no Céu (se são
eles), em corpos físicos, são casos especiais.
As palavras Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá
desceu, a saber o Filho do homem, de João 3.13, têm sentido diferente
daquele que geralmente se pensa. Significam subir ao Céu por seu próprio
poder.
O MILÊNIO EM RELAÇÃO À IGREJA
No Milênio a Igreja estará glorificada com Cristo. Ela é o Seu povo
especial, como povo espiritual. O qual se deu a si mesmo por nós, para nos
remir de toda a iniquidade e purificar para si um povo especial, zeloso de
boas obras. (Tito2.14 - ARC).
Já Israel é um povo especial de Deus, para uma missão terrena.
Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te
escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há
sobre a terra. (Deuteronômio 7.6).
A IGREJA ESTARÁ GLORIFICADA NO MILÊNIO
A Igreja estará glorificada com Cristo na Jerusalém Celeste (Cl
3.4; I Pedro 5.1;Romanos 8.17,18). Vemos assim, mais uma vez, que o
Milênio será uma época de manifestação da glória de Deus: glória da
Jerusalém celeste, glória no templo milenial, e glória na Igreja. Essa glória
divina, o homem perdeu ao cair Romanos3.23), mas com o advento de
Jesus em Belém, ela começou a ser-lhe restaurada (Lucas 2.9,14).
Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto
da sua prisão e sairá a seduziras nações que há nos quatro cantos da terra,
Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é
como a areia do mar (Apocalipse 20.7,8).
QUEM É GOGUE E MAGOGUE, EM APOCALIPSE 20.8?
Gogue e Magogue, em Apocalipse 20.8, são as nações rebeladas
contra Deus, instigadas por Satanás, e conduzindo um furioso ataque contra
os Santos.
POR QUE SATANÁS SERA SOLTO
Após mil anos de paz, justiça e prosperidade para todos, sem o
Tentador, este volta às suas atividades malignas.
O porquê dessa soltura momentânea vejamos algo do por que
disso; dessa liberdade tão curta de Satanás:
Provar os que nasceram durante o Milênio. Lembremo-nos de que
nem Jesus foi isento de tentação.
Revelar que o coração humano não convertido, permanece
inalterado, mesmo sob o reino pessoal do Filho de Deus. Hoje em dia o
homem culpa o diabo por suas maldades, infortúnios, transgressões e
quedas. Durante o Milênio não haverá diabo nenhum para tentar, mas ver-
se-á que os mil anos de bênçãos inigualáveis sob Cristo, não transformará o
homem. O problema não é de ambiente; é de coração.
Demonstrar que Satanás é totalmente incorrigível. Veja que após
passar mil anos na prisão, Satanás é o mesmo de sempre.
Será essa uma revolta mundial. Aqueles que atualmente gostam
de revoltas e de promovê-las, assim como contendas, divisões, rebeliões,
saibam que tudo isso procede do Inferno. Essa última revolta de Satanás
será imediatamente neutralizada e os revoltosos, exterminados (Apocalipse
20.9).
Demonstrar pela última vez quão pecaminosa é a natureza
humana, e que o homem por si mesmo jamais se salvará, mesmo sob as
melhores condições. O homem falhou antes, sob todas as condições
favoráveis possíveis; sob a Lei e a Graça, e, agora sob as condições
gloriosas do Milênio.
Esse fracasso final do homem é uma explicação de Tiago 1.14,
onde vemos que o mal é residente, imanente em nós. Somos pecadores por
natureza. A inclinação para pecar é imanente no homem, desde que nasce
(Salmos58.3; 51.5). Só o sangue de Jesus Cristo pode purificar-nos de todo
pecado (I João 1.7).
O JULGAMENTO DOS ANJOS CAÍDOS
É consentâneo crer que os anjos decaídos, tanto os livres que
trabalham agora para Satanás, como os aprisionados ... para o juízo do
grande Dia... (Judas 6) e ainda os demônios, serão julgados juntamente,
com o diabo, a quem eles acompanharam, obedeceram e serviram (Ap
20.10; II Pedro 2.4;Judas v. 6; Lucas 8.3 1; Mateus 8.29).
A Igreja certamente estará associada neste juízo, pois travou
renhido combate contra o diabo e suas hostes. E, pois justo que a Igreja os
julgue também. Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?... (I
Coríntios 6.3). Este evento marcará o ponto final da libertação de ação do
diabo, dos anjos decaídos e dos demônios. É o final da sua carreira maligna
(Mateus25.41).
O JUÍZO FINAL
Nessa ocasião os ímpios falecidos, de todas as épocas,
ressuscitarão com seus corpos literais e imortais, porém carregados de
pecado (Apocalipse 20.1 1-15; Mateus 10.28). Esse julgamento será para
aplicação de sentenças, pois o pecador já está condenado desde quando
não crê no Filho de Deus como seu Salvador. João 3.18, diz: Quem nele
crê não é julgado; o que não crê á está julgado, porquanto não crê no
nome do unigênito Filho de Deus.
O GRANDE TRONO BRANCO
Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja
presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.
Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé
diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida,
foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o
que se achava escrito nos livros.
(Apocalipse 20.1 1,12). 1. De cuja presença fugiram a terra e o
céu (Atos 20.11). Assim como o sol, ao nascer, ofusca a lua e as estrelas, e
estes parecem recuar para o infinito, e não podem ser vistos devido a
superior claridade do sol, o mesmo ocorrerá com a Terra e o Céu quando o
Filho de Deus se manifestar na Sua excelsa glória para julgar os mortos.
É a glória que eles (os mortos) se privaram de participar quando
em vida escolheram viver no pecado. No Juízo das Nações, que ocorreu
antes do Milênio, Jesus fez o mesmo ante os vivos, aparecendo cheio de
glória e majestade (Mateus24.30; 25.31). 2. Os mortos, os grandes e os
pequenos, postos em pé diante do trono (Apocalipse 20.12).
Grandes e pequenos aí, têm a ver com importância, posição,
prestígio, influência, e não com tamanho ou idade. Veja à luz do original os
seguintes contextos:Apocalipse 11.18; 13.16; 19.5,18; Mateus10.42;Atos
8.10; 26.22.
O JULGAMENTO E OS LIVROS NO CÉU
Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi
aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que
se achava escrito nos livros. (Apocalipse 20.12).
QUARTO MÓDULO
ESTUDO DO ANTIGOTESTAMENTO
INTRODUÇÃO
O Cristianismo, desde o seu início, focalizou principalmente a
pessoa de Cristo, antes que os seus ensinos. Essa pessoa sempre ocupou o
primeiro plano, o que muito natural, especialmente nas epístolas do apóstolo
Paulo, onde se encontram doutrinas tão maravilhosas acerca da pessoa de
Cristo. Isto, porém, em nada pode diminuir a grandeza do corpo de doutrinas
que Cristo mesmo ensinou.
Este exame ligeiro das ideia s que constituem o mundo intelectual
e religioso em que Jesus esteve, mostraram quão ingrata era a terra em que
Ele havia de lançar as sementes do verdadeiro Reino de Deus. Não é de
admirar, pois, o não ser compreendidas pelo povo.
DEFINIÇÃO
Teologia do Novo Testamento é o ramo das disciplinas cristãs que
seguem determinados temas através de todos os autores do Novo
Testamento, e que depois funde esses quadros individuais num só conjunto
abrangente. Estuda, portanto, a revelação progressiva de Deus em termos
da situação vivencial na ocasião da escrita, e depois delineia o fio
subjacente que une todos os dados.
A HISTÓRIA DA TEOLOGIA NO NOVO TESTAMENTO
Analisaremos o processo progressivo da Teologia do Novo
Testamento, no transcorrer da história.
A IDADE MÉDIA
Durante a Idade Média, o estudo bíblico esteve completamente
subordinado ao dogma eclesiástico. I Coríntios A teologia Bíblica foi usada
apenas para reforçar os ensinos dogmáticos da Igreja, os quais eram
fundamentados na Bíblia e na tradição da Igreja. A Bíblia era interpretada
pela tradição histórica e a Igreja a considerava como fonte da teologia
dogmática.
A REFORMA.
Os reformadores reagiram contra o caráter não Bíblico da teologia
dogmática e insistiram em que a teologia deve estar fundamentada apenas
na Bíblia. Berkhof1 diz que o lema dos reformadores era: "A Igreja não
determina o que as Escrituras ensinam, mas as Escrituras determinam o que
a Igreja deve ensinar". O princípio fundamental era:
"ScripturaScripturaeinterpres, isto é, a Escritura é intérprete da Escritura".2
O ENSINO DE JESUS SEGUNDO OS EVAGELHOS SINÓTICOS
A ATITUDE DE JESUS PARA COM O JUDAÍSMO
Considerando porém, que havia no judaísmo duas correntes bem
diversas, e que a grande maioria do povo acompanhava uma dessas
correntes, a qual se ia desviando cada vez mais do eterno propósito de
Deus.
Já foi observado que Cristo baseou os seus ensinos no Antigo
Testamento. Ele veio, não para principiar uma coisa nova, mas para
continuar uma obrajá bem adiantada. Cristo não trouxe o propósito de
introduzir uma religião nova;
A RELIGIÃO JUDAICA ERA PROVISÓRIA E PREPARATÓRIA
Na sua grande obra de salvação Deus sempre adaptou a sua
ação às condições em que se achava o povo que queria salvar. Isto era
necessário porque a salvação é sempre um ato moral, inteiramente ao
Alcance das pessoas a salvar. A religião judaica era por natureza provisória
e preparatória, foi adaptada ao povo daquele tempo, Mateus5.27-29,39,39.
JESUS CUMPRIU A LEI NA SUA VIDA
Em primeiro lugar, Jesus cumpriu perfeitamente a lei na sua vida
pessoal. Tudo o que a lei exigia e tinha como alvo Ele satisfez e realizou
plenamente na sua vida; seu caráter satisfez o mais alto ideal da lei. Nunca
transgrediu a lei porque nunca viveu no baixo plano em que ela operava.
A RELAÇÃO DO ANTIGO PARA O NOVO
Diante disto perguntará alguém: "Então o Antigo Testamento
perdeu o seu valor?" De modo nenhum. Será que a flor nada tem com o
fruto? Como é que se há de compreender o fruto sem a flor? Como é que se
há de compreender o homem sem o presente sem o passado? A objeção
não tem razão de ser. O plano de Deus é um só. O princípio é tão
necessário como o fim para a compreensão do plano todo.
A CONCEPÇÃO DOS JUDEUS A RESPEITO DO REINO DE
DEUS
O pensamento religioso do povo judaico estava saturado com a
ideiade um Reino de Deus. A ideiade uma teocracia achava-se impregnada
na vida da nação judaica, influenciando todo o povo, Êxodo 19.5,6. Apesar
desta expressão, "o Reino de Deus" não ocorrer no Antigo Testamento, a
ideiaverifica-se em toda a extensão da atividade profética.
A literatura rabínica desenvolveu uma escatologia semelhante,
mas fez um pouco mais uso do termo "o reino dos céus". O Reino de Deus
foi considerado como o domínio de Deus - o exercício de sua soberania.
O REINO DOS CÉUS
A expressão "o reino dos céus", aparece em Mateus, onde é
mencionada cerca de trinta e quatro vezes. Várias vezes em Mateus, e em
vários lugares no restante do Novo Testamento, a expressão "reino de
Deus", é usada. O “reino dos céus", é uma expressão semítica, na qual o
vocábulo "céus" é um termo usado em substituição ao nome "divino" - Lucas
15.18. Na realidade, ambas as expressões "o reino de Deus" e "o reino dos
céus", raramente foram usadas na literatura judaica antes dos dias de Jesus.
O FILHO DE DEUS
A expressão messiânica Filho de Deus, é a mais importante no
estudo da auto-revelação de Jesus. Na história do pensamento teológico,
esta expressão conota a divindade essencial de Jesus Cristo. Ele é o Filho
de Deus, ou seja, Deus o Filho, a Segunda pessoa da trindade divina.
O título mais comum pelo qual Jesus é designado nos evangelhos
sinóticos é o de "Filho do Homem". É somente no evangelho de João, que
encontramos frequentemente o outro título de "Filho de Deus".
O SIGNIFICADO DA FRASE "FILHO DE DEUS"
HÁ PELO MENOS QUATRO MODOS DIFERENTES:
Uma criatura de Deus pode ser denominada o filho de Deus em
virtude de dever sua existência à atividade criativa imediata de Deus - Lucas
3.38; Êxodo 4.22;
Esta expressão pode ser usado para descrever a relação que os
homens podem manter com Deus como os objetos peculiares do seu
cuidado amoroso. Êxodo 4.22, em todo o Novo Testamento, este conceito é
carregado de um significado mais profundo, ao se fazer menção dos cristãos
em termos da filiação para com Deus, quer por nascimento, João 3.3; 1.2; ou
pela adoção,Romanos8.14,19; Gálatas 3.26; 4.5.
Este terceiro significado é messiânico; o rei da linhagem de Davi é
designado de filho de Deus, II Samuel 7.14.
E o quarto é teológico. Esta expressão Filho de Deus na teologia
cristã, veio a ter um significado mais elevado; Jesus é o Filho de Deus
porque ele é Deus e participa da natureza divina.
Este é o propósito do apóstolo João ao escrever seu evangelho.
Fazendo uma análise mais consciente, vemos que Jesus, como o
Filho de Deus, o Logos, era pessoalmente preexistente, ele era Deus, e
encarnou-se com o propósito de revelar Deus aos homens.
O HOMEM IMORTAL
Jesus também ensinou que o homem era imortal, embora não
falasse muito da vida além-túmulo. Porém, o que Ele disse é o suficiente
para estabelecer o fato da existência de uma vida além desta. (Marcos
12.18-27).
JESUS CORRIGE DOIS ERROS DOS SADUCEUS:
Refuta a ideia de que a vida além túmulo seja uma alongamento
aqui na terra. Corrige sua falsa concepção dos mortos nos tempos passados
- v. 27.
O PECADO
Vejamos agora o que Jesus diz acerca do pecado. Como no caso
deo homem, Jesus não discute a origem ou a natureza do pecado; mas
reconhece que o pecado é problema muito sério.
O PECADO É UNIVERSAL
Jesus ensinou que o pecado é universal. É verdade que Ele fala
de certas pessoas que não necessitam de arrependimento, mas essas
pessoas eram justas só aos seus próprios olhos, (Lucas15.7; 11.4; Mateus
7.11).
O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO
Note-se, portanto, que o único pecado que não pode ser
perdoado é o pecado contra o Espírito Santo, o qual consiste em negar ao
Espírito Santo o poder de regenerar a alma do homem.
Aquele que negasse ao pão o poder de matar a fome, à água o
poder de matar a sede e, consequentemente, não se utilizasse desses
elementos e no caso de outros não haver, morreria irremediavelmente de
fome e sede.
A VERDADEIRA JUSTIÇA
A LEI É A BASE ANTIGA DA JUSTIÇA
Quando Jesus veio ao mundo, prevalecia a ideia de uma justiça
muito diferente daquela que Ele viera pregar e exemplificar na sua vida. A
justiça do fariseu era uma justiça legalista, adquirida pelo indivíduo mediante
obediência às exigências da letra da lei.
Era a justiça própria da pessoa que a possuía.Para o fariseu a lei
era a pedra de toque de tudo. Quem estava bem com a lei e as suas
exigências, estava bem em tudo.
JESUS MUDOU A BASE
Quando, porém, Jesus veio, substituiu essa relação para com a
lei, isto é, a relação pessoal que o homem tem para com Deus e para com a
humanidade - Lucas10.26,27. Em vez da lei então, como base da justiça,
temos as duas grandes relações pessoais, uma com Deus e outra com a
humanidade. Jesus estabeleceu, portanto, a justiça em outras bases, em
bases pessoais. Substituiu a relação legalista pela relação pessoal; a lei,
por Deus e a humanidade.
O AMOR É A ESSÊNCIA DA JUSTIÇA
No transferir a questão da justiça de uma relação legal para uma
relação pessoal, Jesus afirmou que o coração é a usina donde sai a força
que dá cumprimento às exigências das relações pessoais, segundo Deus,
que é o amor. (Lucas10.27; Mateus5.23,24,48). Segundo a concepção de
Cristo não só todo o mandamento, mas toda a lei resumem-se no amor.
(Mateus22.36-40).
A VERDADEIRA JUSTIÇA
É evidente destas considerações que Jesus achava a verdadeira
justiça, não nos simples atos, mas nos móveis desses atos, na condição do
coração do que executava.
É verdade que Cristo exige bom procedimento, porém, reconhece
que o bom caráter é a base e exclusiva garantia de boa conduta. Quem não
é bom de coração não pode realmente praticar o bem, Mateus7.17,18.
A LEI CUMPRIDA
É fácil ver deste ponto de vista, a ideia de Jesus quanto ao
cumprimento da lei. Já discutimos. É verdade, este assunto, porém, é bem
oportuno lembrarmo-nos que o cumprimento da lei por Jesus, alcançou
exatamente tudo quanto a lei visava. A lei,por exemplo, visava o
estabelecimento de boas relações entre os indivíduos, ou a humanidade em
geral.
A LEI RITUAL
Era justamente essa lei ritual que mais pesava, e influenciava a
vida judaica, no tempo de Cristo. - Mateus23.4,24; 5.23,24. Ele veio para
cumprir e não para destruir. Jesus visava sempre a condição do coração,
que realmente servia de fundo a todas as questões da lei. Jesus queria
converter em realidade o ideal da lei.
A SALVAÇÃO MESSIÂNICA
A ideiade mais realcee que nos aparece no Novo Testamento é a
da Salvação. (Lucas19.10). Esta salvação é oferecida por Jesus Cristo
debaixo de certas condições.
A missão messiânica de Jesus tinha como seu objetivo a
preparação dos homens para o Reino de Deus futuro. Jesus constantemente
lançou os seus olhares para a vinda do Reino escatológico, quando o
julgamento final irá efetivar uma separação entre os homens, justos entrando
para a vida e bênção do Reino, e os ímpios para o estado de punição. A
igreja primitiva considerou a morte de Jesus como um dos eventos mais
essenciais à realização de sua missão. (ICoríntios 15.1-3).
O EVENTO DA CRUCIFICAÇÃO
Historicamente, a morte de Jesus foi uma tragédia relativa a um
homem que foi apanhado pelos poderes da força política. Jesus havia
incorrido na hostilidade mortal dos escribas e fariseus por rejeitar a
interpretação que faziam da lei, o que implicava na destruição do
fundamento do judaísmo rabínico como um todo.
Como mestre religioso, ele foi uma ameaça à religião farisaica e
sua popularidade com o povo o tornou paulatinamente perigoso, João
11.47,48. Quando o sinédrio condenou Jesus sob acusação de blasfêmia,
Marcos14.64, estavam agindo de acordo com a compreensão que os seus
membros possuíam do Antigo Testamento.
PREDIÇÕES DA PAIXÃO
Os evangelhos representam Jesus como predizendo claramente a
sua paixão. O registro do Evangelho faz da confissão e Pedro, em Cesaréia
de Filipe, um ponto divisório em seu ministério. Esta instrução sobre a sua
morte iminente tornou-se um elemento importante no ensino dos dias
subseqüentes, (Marcos9.12,31; 10.33; Mateus17.12; 20.18,19; Lucas17.25).
A MORTE DE JESUS É MESSIÂNICA
Essa conclusão é parcialmente deduzida da evidência já citada de
que Jesus considerou a sua morte como elemento essencial em seu
ministério totalmente em parte da linguagem usada em suas predições a
respeito dos seus sofrimentos, Marcos8.31. A dádiva de sua vida é o
objetivo para o qual Jesus veio; a consumação e o propósito de sua missão
messiânica são incorporados no ato de entregar a sua vida, Marcos 10.45.
A MORTE DE JESUS É EXPIATÓRIA
O significado redentor da morte de Jesus pode ser observado na
declaração sobre o seu caráter expiatório encontrado em, Marcos10.45. Aqui
estão inserido dois conceitos:
A VIDA - o filho do homem dará a sua vida (psyche), por muitos;
O RESGATE - e a ideiade resgate é (lutron), que envolvia o preço
para redimir um escravo da servidão. Este conceito era comum no mundo
helenista.
A MORTE DE JESUS É SUBSTITUTIVA
A morte de Jesus não é somente redentora; a expiação é
realizada por meio da substituição. Um elemento substitutivo deve ser
reconhecido tanto no conceito geral envolvido como na linguagem particular
empregada.
A MORTE DE JESUS É SACRIFICIAL
A morte de Cristo não apenas redime por meio da substituição; é
também uma morte sacrificial. A descrição do servo sofredor em Isaías53,
tem em vista o servo de Deus derramando sua alma como uma oferta pelo
pecado, Is 53.10.
A MORTE DE JESUS É ESCATOLÓGICA
A morte de Jesus tem um significado escatológico, Marcos 14.25.
Sua morte cria uma nova esfera de comunhão, que será completamente
realizada apenas no Reino de Deus escatologia. (I Coríntios 11.26).
A objeção de que este ensino sobre uma morte sacrificial e
redentora dificilmente pode ser considerado como parte autêntica do ensino
do Senhor, porque não tem consonância com o corpo de seu ensino a
respeito da natureza de Deus e não pode ser afirmada e mantida de modo
bem sucedido.
A MORTE DE JESUS UMA VITÓRIA
Algumas poucas declarações encontradas em João suscitam um
outro aspecto no que tange ao significado da morte de Jesus. Já vimos que
no âmago da missão de Jesus estava uma luta espiritual com os poderes do
mal. A morte de Jesus significa que o dominador deste mundo é "lançado
para fora”, ou expulso - João 12.31.
A IGREJA
Em nosso estudo sobre o reino de Deus aprendemos que o reino
era - e ainda é - um reino espiritual. Segundo a ideia predileta de Jesus, o
reino não está tanto sobre nós como em nós.
INDICAÇÕES DE QUE JESUS PRETENDIA CONSTRUIR A
IGREJA
Muito cedo no seu ministério, Jesus revelou a sua intenção de
formar ou fundar uma sociedade composta das pessoas dentro do reino de
Deus; porque Ele sabia que a vida pujante e poderosa da comunhão do
homem com Deus, tinha necessidade de possuir um meio pelo qual pudesse
manifestar-se clara eficazmente ao mundo.
A Igreja é o plano de Deus para unir toda a raça humana numa
nova raça salva, por Jesus Cristo.
É A primeira indicação de que Jesus tencionava fundar a Igreja,
achar-se no modo d’Ele chamar alguns dos seus discípulos para O seguirem
nas suas viagens evangelísticas - Marcos1.18-20.
É Essa intenção de fundar uma igreja tornou-se ainda mais clara
quando Jesus escolheu doze homens para estarem constantemente com Ele
- Lucas6.12-16
É Também as exigências feitas por Jesus aos seus seguidores
mostram que as suas intenções eram muito sérias e severas - Mateus 8.19-
22; 10.37-39.
A TEOLOGIA DE JOÃO
A DIVERSIDADE E UNIDADE DA BÍBLIA
Quem tiver examinado, ainda que não muito profundamente, a
Bíblia, há de ter notado duas coisas: a sua diversidade e a sua unidade. Do
ponto de vista da sua diversidade o Novo Testamento divide-se
naturalmente em seis grandes divisões:
Os Evangelhos;
O 4º Evangelho e as cartas de João;
Os Atos dos Apóstolos, as cartas de Pedro e Tiago;
As cartas do apóstolo Paulo;
A carta aos Hebreus;
O Apocalipse.
É tarefa da Teologia Bíblica definir bem as peculiaridades de cada
uma destas grandes divisões, explicando os diversos tipos de ensino e os
pontos de vista que se encontram nas Escrituras Sagradas.
A PESSOA DE CRISTO, O CENTRO DE SUA TEOLOGIA
Destas peculiaridades a primeira que queremos notar, é que para
Joãoa pessoa de Cristo é o centro de tudo. Na realidade Cristo é o centro de
toda a teologia das diversas porções, ou livros, que compõem a Bíblia; há,
porém, algumas diferenças no conceito.
Na teologia de Paulo, a obra de Cristo, especialmente o sacrifício
da cruz, é onde este vê toda a glória de Deus - Gálatas 6.14;
Mas a ênfase de Joãoé na própria pessoa de Cristo que se vê
realmente a face e a glória de Deus. "quem me vê a mim vê o Pai" - João
14.9b. É a grande impressão que a própria pessoa de Cristo fez em João ,
que domina toda a sua teologia.
O DUALISMO JOANINO
Outra peculiaridade de Joãoera a de pensar por antíteses e
contrastes. Uma espécie de dualismo caracteriza os seus escritos. É bom
notar, porém, que o seu dualismo não é um dualismo metafísico, mas um
dualismo moral, que todo o mundo pode observar na vida cotidiana e
também na história da raça humana, desde o seu começo.
OS DOIS MUNDOS
O dualismo dos Evangelhos Sinóticos é horizontal: um contrasteentre duas eras - a era presente e a era vindoura.
O dualismo de João é vertical, um contrastes entre dois mundos -
o mundo superior (de cima) e o mundo inferior (de baixo) - João 8.23. Os
Sinóticos contrastam esta era com a era vindoura, e sabemos através do
uso Paulino, que "este mundo", pode ser um equivalente à expressão "esta
era", em contraste com o mundo de cima. "Este mundo" é visto como mal,
tendo o diabo como seu governante, 16.11. Jesus veio para ser a luz deste
mundo, 11.9. A autoridade de sua missão não procede "deste mundo", mas
do mundo de cima - de Deus, 18.36.
OUTRAS EXPRESSÕES DUALÍSTICAS EM JOÃO:
Trevas e Luz - 1.5; 8.12; 9.5; 11.9; 12.35,36,46.
Carne e Espírito - 1.13,14; 3.6,12; 4.24; 6.63.
Kosmos - é importante compreender o uso que ele faz da palavra
"mundo", kosmoskosmos - "ordem criada", 17.5,24; e a "terra em particular",
11.9; 16.21; 21.25.
O universo, o mundo (a soma das coisas criadas); a terra
habitadas; os habitantes da terra toda; a raça humana; "a massa da
humanidade ímpia, alienada de Deus e hostil à causa de Cristo" - Thayer;
"afazeres mundanos, o agregado de bens, riquezas, vantagens, prazeres,
etc., que embora ocos, vãos e passageiros estimulam a cobiça e constituem
obstáculo a Cristo" - Thayer; "o padrão da vida pagã" - Hort; "adorno".
W.C.TAYLOR. Dicionário do Novo Testamento Grego. (doravante
denominado de DNTIAGO ). Esdras JUERP. 1991., p. 121.
Por metonímia, kosmos pode designar não apenas o mundo, mas
também aqueles que habitam o mundo: o gênero humano, 12.19; 18.20; 7.4;
14.22, observe esta expressão: "o mundo inteiro vai após ele", 12.19,
significa que Jesus assegura uma grande resposta.
PECADO É DESCRENÇA
Descrença em Cristo é uma outra manifestação de uma aversão
básica por Deus. A presença de Jesus entre os homens trouxe a aversão
deles por Deus a uma crise de tal forma que ela tornou-se claramente
evidenciada como aversão por Cristo, 3.22-24; 8.24. Sendo assim, o pecado
da descrença inflexível, por si mesma condena o homem a uma separação
eterna de Deus. Por esta razão, o crer em Cristo (“pisteuoeis "), 20.31,
recebe forte ênfase.
Em Joãoa palavra é encontrada treze vezes nas palavras de
Jesus e vinte e nove vezes na interpretação de João . Descrença é essência
do pecado,16.9; 3.36.
A CONCEPÇÃO DA RELIGIÃO
Resulta claro à luz destas considerações que João nos deu uma
concepção puramente espiritual e ética da religião, e não uma concepção de
formalidades e cerimônias. Como já notamos, o seu evangelho ensina que
"Deus é Espírito", e qualquer um em qualquer tempo e lugar, pode adorá-lo
desde que o faça "em espírito e verdade". Quase nada João disse a
respeito das instituições, nem da Igreja. Não mencionou a instituição da
Ceia, e as referências que fez ao batismo estavam quase todas relacionadas
com o batismo de João.
A RELAÇÃO DE JESUS PARA COM DEUS
INTRODUÇÃO
O próprio evangelista declara o propósito de seu escrito: "Mas
estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de
Deus e, crendo, tenham vida em seu nome". 20.31. Se o tempo presente foi
adotado, o propósito de Joãoé confirmar os cristãos em sua fé em Jesus
como o Messias e Filho de Deus face às interpretações errôneas que
estavam surgindo na Igreja. A CRISTOLOGIA é central ao livro, pois a vida
eterna depende de um correto relacionamento com Jesus Cristo.
A DOUTRINA DO VERBO OU LOGOS
Uma das doutrinas mais distintivas do 4o Evangelho é a doutrina
do Logos, ou do Verbo - 1.1,14. O termo "Verbo", é empregado por João
para designar a preexistência de Jesus, e porque ele não tomou tempo para
explicá-lo torna-se evidente que ele já era mais ou menos conhecido do
povo naquele tempo.
A FRASE "FILHO DE DEUS" SIGNIFICA RELAÇÃO ESPECIAL
O título Filho de Deus, com suas modificações, é aplicado a Jesus
cerca de trinta vezes no evangelho de João, umas vinte nas suas epístola.
Ninguém pode ler o Evangelho de João sem chegar à conclusão
de que a relação entre Jesus e o Pai é toda especial, é uma relação natural
e metafísica, e não simplesmente uma ralação moral ou ética. Os homens
podem ser feitos filhos de Deus, mas Jesus foi, é e será sempre Filho de
Deus. 1.12; 10.30; 17.5,21;
A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO
INTRODUÇÃO
Uma das diferenças mais destacadas entre os Sinóticos e o
Quarto Evangelho é o lugar que João da ao Espírito Santo, especialmente
no sermão do cenáculo com seu ensino singular a respeito do Paráclito.
PNEUMA NA RELIGIÃO HELENISTA
Há, certamente, grande variedade na religião helenista. Os gregos
geralmente pensaram a respeito do elemento mais essencial do ser
humanocomopsyche, não pneuma. No dualismo grego, psyche é
contrastado com o corpo da mesma forma como o mundo noumenal é
contrastado com o mundo phenomenal.
No pensamento gnóstico, o poder era concebido como se fora
uma substância, e pneuma incluía o conceito de substância básica da vida.
Deus é espiritual. No ato da criação, parte de sua substância espiritual unir-
se com a matéria; mas essa parte ainda está por libertar-se. Redenção
significa o reajuntamento de todas as partículas do pneuma.
OS NOMES DADOS AO ESPÍRITO SANTO
Vamos considerar em primeiro lugar os nomes pelos quais é
chamado o Espírito Santo. Além da designação conhecida de Espírito Santo,
há ainda o Parácleto, termo este que na tradução de Almeida é consolador,
14.16,26. O termo consolador (segundo a tradução de Almeida), vem de
duas palavras latinas:com e fortis, igual a confortares. O termo significa
aquele que fortalece, que conforta.
Termo "parácleto", que é o termo original, é uma palavra grega
que se encontra também aplicada a Jesus, e vertida por Almeida com a
significação de "Advogado", em 1a João 2.1.
A MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO
Consideremos agora um pouco a questão da missão de Espírito
Santo. Quanto a ele mesmo, sabemos já é uma pessoa distinta, embora
intimamente relacionada com Jesus. Qual, porém, é a sua Missão?
HÁ TRÊS PONTOS A CONSIDERAR NO ESTUDO DESTA
QUESTÃO:
1. qual é a missão do Espírito Santo em relação ao trabalho de
Cristo?
2. Qual é a missão do Espírito Santo em relação aos crentes?
3. Qual é a missão do Espírito Santo em relação ao mundo?
1) Em relação ao trabalho de Cristo, o Espírito Santo é enviando
em nome de Jesus. Além de ser enviado em nome de Jesus, o Espírito
Santo tem ainda a missão de relembrar aos crentes tudo aquilo que Jesus
havia dito.
2) Em relação aos crentes foi mudar o fundamento ou base da
sua fé. Era, pois, necessário que a fé dos homens se transferisse do visível
para o invisível, do material para o espiritual.
3) Em relação com o mundo. Isto é, claramente exposto em João
16.8-11. O termo "convencerá", é um termo legal. O trabalho do advogado
de acusação é fazer a acusação do réu, com as provas em mão.
O PRIMITIVO ENSINO APOSTÓLICO
A TEOLOGIA DOS "ATOS DOS APÓSTOLOS"
INTRODUÇÃO
O livro de Atos tem como propósito fornecer um esboço da
história da Igreja, começando nos seus dias mais primitivos, em Jerusalém,
até a chegada de seu maior herói - Paulo - na principal cidade do Império
Romano. O livro fornece um programa do evangelho desde Jerusalém, na
via Samaria e Antioquia, até a Ásia Menor, Grécia e, finalmente, Itália. Atos
registra um número de sermões de Pedro, Estevão e Paulo, que nos
fornecem as informações para o estudoda fé da igreja primitiva. Uma vez
que tais sermões, particularmente os de Pedro, são, de modo ostensivo, a
fonte primária para as crenças da Igreja em Jerusalém.
NO PRINCÍPIO NÃO HAVIA SEPARAÇÃO
COMPLETA
ENTRE O CRISTIANISMO E O JUDAÍSMO
Os primeiros discípulos então continuaram judeus, praticando as
cerimônias da religião dos seus pais.(Atos 16.3; 21.20-28).
A RESSURREIÇÃO DEU-LHES MAIS CORAGEM
Os discípulos de Jesus apegaram-se firmemente à esperança do
breve estabelecimento do Reino de Deus. Haviam argumentado sobre quem
teria o status mais elevado no reino, Mateus 18.1. justamente, quando era
maior o seu desânimo, correu a notícia de que Jesus ressuscitara, Lucas
24.9-11. Parece que foi nesta passagem dos Atos dos Apóstolos que os
discípulos pela primeira vez procuraram entender a ideia da necessidade da
morte do Messias.
O KERYGMA ESCATOLÓGICO
• A era do cumprimento apareceu, Atos2.16; 3.18,24;
• Este surgimento da era messiânica aconteceu através do
ministério, morte, e ressurreição de Jesus, Atos2123;
• Por causa da ressurreição, Jesus foi exaltado à direita de Deus,
como o cabeça messiânico do novo Israel, 2.33-36; 3.13;
• O Espírito Santo, na Igreja, é sinal do presente poder e glória
de Cristo, 3.21.
O JESUS HISTÓRICO
O kerygma primitivo tem seu ponto final na morte e exaltação de
Jesus. O kerygma da igreja proclamou o destino de um homem real, o Jesus
de Nazaré,Atos2.22. No dia de Pentecostes, Pedro falou de uma pessoa a
quem ele e seus ouvintes conheceram com base na experiência e
observação pessoal, 10.38,39.
A SALVAÇÃO
Como Messias, Jesus é o portador da salvação, 4.12. Esta
salvação é considerada tanto pessoal como nacional; inclui tanto o bem
temporal como o bem espiritual, 2.38,39; 3.23.
O PRINCÍPIO BÁSICO DA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA
É bom notar nesta conexidade que o princípio básico da
organização da Igreja primitiva foi a necessidade de cuidar do serviço
crescente. Havendo necessidade de fazer certo serviço a Igreja podia, de
acordo com este princípio, efetuar a organização que cuidasse de tal
serviço.
1. A Vida da Igreja Primitiva - A experiência do Pentecoste não
levou os primeiros cristão a romper com o judaísmo, 2.46,47; 5.13.
2. Batismo - A ekklesia recebia, em sua comunhão os que
aceitassem a proclamação de Jesus como o Messias, se arrependessem e
recebessem o batismo em água, João 3.22; 4.1,2;Atos 2.38,41; 8.12,36,37;
10.47,48; 9.18; 16.14,15.
3. A Comunhão Cristã - Um dos elementos mais admiráveis, na
vida das igrejas primitivas, era o sentido de comunhão, 2.42,44,47; 5.4; 6.2;
4. A Organização da Ekklesia - Examinando a organização da
ekklesia, precisamos reconhecer o aparecimento de líderes da Igreja além
do período mais primitivo. A ekklesia não era como hoje: uma instituição
organizada. Dos doze, três - Pedro, Tiago e João- ocuparam um papel de
proeminência, como líderes sobre os outros nove, 1.13; 6.1,2,8ss; por
ocasião do concílio de Jerusalém, 15.2,22; 16.4;
A TEOLOGIA DA EPÍSTOLA DE TIAGO
INTRODUÇÃO
O AUTOR - Esta epístola foi escrita por Tiago, irmão carnal de
Jesus Cristo, Gálatas 1.19; Tiago1.1. A epístola veio preencher certas
lacunas que o livro de Atos dos apóstolos deixara, pois não há porção
Bíblica que exiba a relação entre os ensinos de Jesus e os dos seus
primeiros discípulos melhor do que esta.
A QUEM FOI DIRIGIDA - É evidente que os crentes a quem a
epístola foi dirigida eram pessoas pobres, 2.15. Também nota-se que estes
dispersos estavam sendo oprimidos pelos seus senhores, 2.6. O evangelho
pode revelar que rico é aquele que o é para com Deus, e pobre é aquele que
só possui os bens da terra, 1.9-11.
O PROPÓSITO DA CARTA
Consolar os oprimidos. Em geral, seu propósito é prático. Tiago
vive na expectativa dos últimos dias - um tempo, conclui, em que a
acumulação de tesouros terrenos será sem sentido. O retorno iminente
(parousia) do Senhor é ainda uma esperança viva, 5.7-9. Tais referências de
passagem deixam claro que a escatologia desempenha um importante papel
no pensamento de Tiago.
A IDEIADA LEI
Deus, sendo perfeitamente bom, exige bondade do homem, e
essa exigência está na sua lei. Esta lei para Tiago é a lei mosaica, 2.11,12.
A IDEIADA JUSTIÇA
Em Tiago temos a doutrina de justiça, apresentada em termos do
Antigo Testamento, porém, de pleno acordo com os ensinos espirituais de
Jesus Cristo. Isto naturalmente procede do uso e da concepção que Tiago
tem da lei divina, 4.12; 5.7.
A IDEIA DE SALVAÇÃO
Estas considerações preparam o caminho para o estudo da ideia
de Tiago sobre a salvação. A base da salvação e a boa vontade, a própria
graça de Deus, 1.18,22,23.
TIAGO E PAULO
O assunto que tem dado mais que falar em relação à epístola de
Tiago é o da justificação. Pare existir na epístola de Tiago um conflito com
os ensinos de Paulo. Tiago diz que é inútil afirmar que uma fé que não se
pode provar, ou uma fé que não produz obra nenhuma possa salvar a alma.
2.20. Tiago em sua discussão não está falando de obras de mérito, obras
em relação à lei, obras que precedem a salvação; mas está falando de obras
motivadas pelo amor, obras que surgem ou aparecem em relações pessoais,
obras da pessoa já salva.
A TEOLOGIA DA PRIMEIRA EPÍSTOLA
DE PEDRO
INTRODUÇÃO
A epístola de Pedro declara ter sido escrita pelo apóstolo Pedro,
1.1, umancião, que foi testemunha ocular dos sofrimentos de Cristo, 5.1. Ele
tem um companheiro seu filho Marcos 5.13. Uma forte tradição atribui esta
epístola ao apóstolo Pedro que usou, como seu amanuense, ou secretário,
Silvano (Silas; 5.12).
DUALISMO PETRINO
O eruditismo recente tem enfatizado a similaridade na comum
divisão de Pedro e dos sermões em Atos. O presente, no entanto, é a tensão
escatológica entre o presente e o futuro, que não é meramente cronológica,
mas também soteriológica, 1.11. A morte de Cristo não foi um mero evento
histórico, mas um evento predestinado por Deus antes da fundação do
mundo, 1.20. Através de sua morte, Cristo inaugurou o fim dos tempos, 1.20.
A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Partilha deste caráter escatológico, pois o Cristo ressuscitado foi
para o céu, Efésios 1.22. Isto significa que Cristo já assumiu sua lei
messiânica à mão direita de Deus, onde ele tem que reinar ICoríntios 15.25.
A ressurreição de Cristo não é simplesmente um evento do
passado; é um evento em virtude do qual todo aquele que crê pode, em
tempo subsequente, entrar em novidade de vida, através da proclamação
das boas-novas, 1.23.
ESCATOLOGIA
Assim, a escatologia desempenha um grande papel na epístola.
Pedro não usa a palavra (parousia), mas fala, várias vezes, da revelação
(apokalypsis), de Cristo, 1.7,13; 4.13; 5.4. O contraste entre o mundo mau e
o céu é particularmente forte e desempenha um papel essencial no
pensamento petrino, 1.14,15,18,20; 5.9; 4.3; 2.5,9,11; 3.1; 2.18.
DEUS
O conceito de Deus por parte de Pedro contém a matéria-prima
da teologia trinitária, mas sua expressão é, em geral, prática, e não teórica.
Sua introdução contém referência a Deus: o Pai, ao Espírito Santo e a Jesus
Cristo, 1.2.
CRISTOLOGIA
Pedro mantém, claramente, uma alta Cristologia, embora ele não
fale de Cristo como o Filho, a par com o Pai. 1.20. Os crentes também foram
predestinados, 1.2,25; 3.12.
A VIDA CRISTÃ
Há duas ênfasesnotáveis, em Pedro, quanto á vida cristã. A
primeira é a firmeza no sofrimento. Sofrer é a experiência normal do crente,
porque o mundo, para ele, é uma terra estranha, 4.13. A Segunda é a do
bom comportamento (o verbo agathopoieo, fazer o bem, ocorre quatro vezes
em Pedro – 2.15,20; 3.6,17 – mas em nenhum lugar em Pedro).
A TEOLOGIA DAS EPÍSTOLAS:
JUDAS E SEGUNDA DE PEDRO
INTRODUÇÃO
Devido à íntima relação entre a epístola de Judas e a 2a de
Pedro, vamos estudá-las em conjunto. Ambas tratam de certos erros e
abusos que surgiram, devido a uma perversão do evangelho.
Naturalmente não devemos esperar encontrar muita discussão
doutrinária, como por exemplo, nas cartas do apóstolo Paulo, porque o fim
destas epístolas é, não tanto ensinar como corrigir. Por esta razão não há
também uma ordem formal ou lógica na discussão. Portanto, vamos estudá-
las do princípio ao fim, sem tentar organizar a matéria ao redor de temas
específicos, de modo sistematizado como em geral acontece com os
escritos sagrados.
JUDAS
O AUTOR
Judas chama-se servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, 1.1.
Sendo ele irmão de Tiago e Tiago irmão de Jesus, logo ele era também
irmão de Cristo. Judas escreveu aos chamados e santificados. O assunto de
que ele trata é a salvação que tanto ele como os chamados estão gozando.
O fim da epístola é exortar os chamados para que os frutos da salvação não
sejam perdidos, 1.3.
EXORTAÇÃO - Falsos mestres chegam à Igreja, que negam o
nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo, v.4; que rejeitaram toda
autoridade e ultrajaram os anjos, v. 8; que são escarnecedores, v.18;
Os dois itens de interesse teológico são:
1. A referência de Judas aos anjos que não guardaram o seu
principado, v.6; II Pedro 2.4;
2. E o seu uso da literatura apócrifa, v. 14.
A SEGUNDA EPÍSTOLA DE PEDRO
AUTOR
Declara vir do punho do apóstolo Simão Pedro, 1.1, que foi
testemunha ocular da majestade de Jesus, em sua transfiguração, 1.16-18,
pouco antes de sua morte (de Pedro), 1.14.
Começa com uma descrição da salvação, em que o cristianismo é
considerado como o cumprimento da profecia.
O termo chave nesta epístola não é esperança, como na primeira
carta de Pedro, mas conhecimento, 1.13. A redenção por meio de Cristo
Jesus é mencionada uma só vez nesta carta, e assim mesmo em mera
alusão, 2.1. O autor escreve aos crentes novos, isto é, os que aceitaram
Cristo pela pregação que, devido a perseguição, saíram de Jerusalém,
Atos8.4.
VIRTUDES CRISTÃS
Nos versos 5.7 do primeiro capítulo temos uma lista das virtudes
que deviam adornar o caráter do crente. Os que cultivam estas virtudes
terão em abundância este conhecimento tão precioso e tão desejável, 1.8.
Os que não têm estas virtudes perderão o discernimento espiritual e voltarão
à vida velha, 1.9.
UMA EXORTAÇÃO
Em vista deste fato, o autor exorta os crentes a seguirem uma
vida pura e santa, 3.14,15. A epístola conclui com mais uma exortação, 3.17-
18.
A TEOLOGIA DE PAULO
INTRODUÇÃO
A teologia de Paulo não pode ser bem compreendida à parte de
sua personalidade e história. Mas do que a de qualquer outro apóstolo, a
sua história e experiência religiosa influíram na formação da sua teologia. A
primeira coisa que precisamos fazer, pois, é dar em ligeiros traços a sua
biografia.
ORIGEM E CARACTERÍSTICAS
Desde a sua mocidade Paulo manifestou um espírito religioso
arrebatado até o fanatismo. Expunha francamente as suas convicções, e
sinceramente vivia segundo aquilo que cria. Paulo nascera dentro da religião
judaica, Filipenses 3.5,6. Foi educado dentro dessa religião; considerava as
doutrinas do cristianismo falsas e perigosas.
O messias do cristianismo, Jesus Cristo, era para Paulo um
impostor, e de forma alguma correspondia às esperanças e concepções do
povo judaico. Ter fé neste Messias era atraiçoar o culto do judaísmo,
desprezar as leis de Moisés, e desprezas as mais brilhantes esperanças do
judaísmo.
Homem de grande zelo e ardor, dedicava-se de todo o coração a
qualquer ideiaque abraçasse. Não ficava jamais em meios termos, era
ardente ou frio; morno nunca.
PAULO COMO JUDEU E A LEI
Esta hipótese de uma ascendência judaica nasce das
pressuposições teológicas subjacentes de Paulo. Ele era um monoteísta
inflexível, Gálatas 3.20;Romanos3.30; e rejeitava severamente a religião
pagã,Colossenses 2.8; a idolatria, ICoríntios 10.14,21; e a
imoralidade,Romanos1.26ss. Ele menciona o Antigo Testamento como a
Sagrada Escritura,Romanos1.2; 4.3; a Palavra de Deus divinamente
inspirada, IITimóteo3.16.
Como rabino judeu, Paulo partilhava inquestionavelmente da fé
judia na centralidade da Lei. Mesmo quando cristão, ele afirmou que a Lei é
espiritual,Romanos7.14, santa e boa,Romanos7.12. A Lei, para um fariseu,
era tanto a Lei escrita deMoisés como as tradições orais dos pais, Gálatas
1.14.
O judaísmo tinha perdido o sentido da revelação de Deus e a sua
fala através da voz viva da profecia. A doutrina judaica da revelação
centralizava todo o conhecimento de Deus e sua vontade na Lei.
Como rabino judeu, zeloso pela Lei, Saulo estava igualmente
entusiasmado em exterminar este novo movimento religioso que exaltava a
memória de Jesus de Nazaré. O livro de Atos localiza Paulo em Jerusalém
de algum modo participando na morte de Estevão,Atos 7.58.
A SUA TEOLOGIA
A sua teologia não é a teologia acanhada dos judeus da
Palestina. Devido às suas experiências com o povo grego, era mais liberal,
menos preso pelo nacionalismo dos judeus da Palestina. Como já
observamos, tinha a religiosidade do judeu, o discernimento do grego e a
energia do romano. E é por isso que notamos nele, um grande fervor
religioso, uma grande penetração nas doutrinas e no espírito do cristianismo,
e uma energia nunca vista nos anais de qualquer religião.
PAULO, O APÓSTOLO
O senso de autoridade de Paulo não é particularmente seu, mas
foi-lhe conferido, como apóstolo, pelo Senhor. É como apóstolo que Paulo
reivindica uma alta autoridade. Sua experiência no caminho de Damasco
não apenas o fez reconhecer Jesus como Messias ressuscitado e
glorificado,Atos 9.15,16; 22.15; 26.17,18.
Como apóstolo, Paulo não mantinha uma autoridade exclusiva,
mas uma autoridade que dividia com os outros apóstolos. Em sua lista de
lideres na igreja, Paulo citou apóstolos em primeiro lugar, ICoríntios 12.28;
Efésios 4.11. As qualidades primárias de um apóstolo eram que ele fosse
testemunha ocular da ressurreição,Atos 1.22; ICoríntios 9.1, e que
recebesse um chamado distinto e incumbência do Senhor.
O HOMEM SEM CRISTO
A opinião de Paulo sobre o homem e o mundo ilustra sua visão
escatológica básica. Ele sempre foi interpretado contra o pano de fundo do
dualismo helenístico, que envolvia um dualismo cosmológico e bastante
associado a um dualismo antropológico.
1. O dualismo cosmológico – contrastava dois níveis de
existência: o terreno e o divino;
2. O dualismo antropológico – contrastava duas partes do
homem: seu corpo e sua alma.
2.1. O mundo – kosmos é uma palavra grega que não tem
equivalentes nem em hebraico nem em aramaico, 1a Co 1.20; 3.19; 2.6.
2.2. Poderes Espirituais – Paulo não se refere apenas a
anjos bons e maus, a Satanás e aos demônios; ele usa um outro grupo de
palavras, para designar as fileiras de espíritos angélicos. A terminologia é
que se segue:a. Potestades ou domínio (arche), 1a Co 15.24;Ef
1.21;Colossenses 2.10;
b. Potestades (archai); RSV, principados,Ef 3.10;
6.12;Colossenses 1.16; 2.15;Romanos 8.38.
c. Dominações (kyriotes),Colossenses 6.2.
CONSCIÊNCIA
Não apenas tem os homens a responsabilidade de cultuar a
Deus, também a responsabilidade de fazer o bem, por causa da consciência
(Romanos 2.14,15).
PECADO
A natureza do pecado pode ser vista a partir de um estudo de
diversas palavras usadas por Paulo, mas a palavra mais profendamente
teológica para pecado é asebia, traduzida como impiedade emRomanos
1.18.
LEI
Paulo não consider
a a Lei meramente como padrão divino para a conduta humana,
nem como parte da Sagrada Escritura, embora a Lei tenha origem divina e,
portanto, sendo boa.
CARNE
Um dos inimigos finais do homem fora de Cristo, que apenas
precisa ser mencionado aqui, é a carne. Como veremos em capítulos
posteriores, carne, em Paulo, tem um uso distinto; designa o homem em sua
queda, sua pecabilidade e sua rebelião. Gálatas 5.17; 6.8.
A PESSOA DE CRISTO
Cristo, O Messias
(9.5; 10.6; ICoríntios 10.4; 15.22; IICoríntios 4.4; 5.10.)
O Messias é Jesus
(ICoríntios 11.23;Romanos1.3; Gálatas 1.19;Romanos15.8;
Filipenses 2.7)
Jesus, O Senhor
(Romanos10.9; ICoríntios 12.3; IICoríntios 4.5; Mateus7.21)
Jesus como o Filho de Deus
(Romanos1.3,4; 8.3; Gálatas 4.5;Colossenses 1.13;)
Cristo, O último Adão
(Romanos5.12; ICoríntios 15.45-47; Filipenses 2.6;)
A OBRA DE CRISTO: EXPIAÇÃO
O AMOR DE DEUS – Embora tanto o Novo Testamento como o
Antigo, tem como base para a obra reconciliadora de Cristo, a ira de Deus,
isto não tem que, de modo algum, ser interpretado como a transformação da
ira de Deus em amor, IICoríntios 5.19;Romanos 3.21; 8.3,32;
Expiatória
(Romanos3.25; 8.3; ICoríntios 5.7; Efésios5.2;)
Vicária
(Marcos10.45;Romanos5.8; ITessalonicenses 5.10; Efésios 5.2;
Gálatas 3.13;)
Substitutiva
(IICoríntios 5.14,21; Gálatas 2.20; I Timóteo 2.6; Efésios 2.8,9; )
Propiciatória
(Romanos1.18,32; 3.20,24,25; 6.23; I Tessalonicenses 5.9;
Hebreus9.5; Êxodo 25.17-20.)
Redentora
(Marcos10.45; I Timóteo 2.6; ICoríntios 7.22,23; Gálatas
3.13;Efésios 1.7; Tito2.14;)
A OBRA DE CRISTO:
JUSTIFICAÇÃO E RECONCILIAÇÃO
A Importância da Doutrina
(Romanos4.7;Colossenses 1.14; 2.13; Efésios 4.32)
O Embasamento da Justificação
(Gálatas 2.21. Basicamente, justiça, é um conceito de
relacionamento. É justo quem cumprir as exigências colocadas sobre si pelo
relacionamento em que se encontra).
A Justificação é Escatológica
(Romanos2.13; 5.1,9; 8.1; Gálatas 5.5; Mateus 12.36,37;
ICoríntios 6.11)
Imputação
(Romanos4.5,8; IICoríntios 5.21).
RECONCILIAÇÃO
Reconciliação é uma doutrina estreitamente aliada à da
justificação. A justificação é absolvição, do pecador, de todo pecado; a
reconciliação e a restauração do homem justificado ao relacionamento com
Deus.
Reconciliação Objetiva
Romanos5.8,10,11)
A Necessidade de Reconciliação
(Colossenses 1.21;Romanos 5.10)
O Caráter da Reconciliação
(IICoríntios 5.19)
Os Resultados da reconciliação
(Traz paz com Deus,Romanos5.1; está livre da ira de Deus,
Efésios 2.14-16)
A TEOLOGIA DO APOCALIPSE
INTRODUÇÃO
O livro do Apocalipse pretende ser uma revelação dos eventos
que ocorrerão no fim do século e do estabelecimento do Reino de Deus. A
teologia básica do livro tem emergido. A abordagem mais fácil do apocalipse
é seguir sua própria tradição particular, como a opinião verdadeira, e ignorar
as outras; mas o intérprete inteligente tem que se familiarizar com os vários
métodos de interpretação, para que possa criticar e purificar sua própria
opinião.
O CONTEÚDO DO APOCALIPSE
A primeira visão – 1.9-3.22
Cristo é visto em pé, em meio a sete candeeiros, 1,12; Segunda
visão – 4.1-16.21
Retrata o trono celestial com um livro selado com sete selos na
mão de Deus.
Terceira visão –17.1-21.8
É a grande prostituta, Babilônia.
MÉTODO DE INTERPRETAÇÃO
Interpretação preterista;
O método histórico;
O método simbólico ou idealista;
Interpretação futurista extrema: O dispensacionalismo;
O ponto de vista futurista moderado;
O PROBLEMA DO MAL
O Apocalipse prevê um curto período de terrível mal na história no
fim dos tempos. Como Mateus 24.15 e II Tessalonicenses 2.3, ele fala de um
personagem maligno.
O REINO VINDOURO
Sua vinda é mostrada como destruição do mal – 19.11-16;
Há um reino temporário, de mil anos - 20.4;
A primeira ressurreição – 20.5;
A Segunda ressurreição – 20.11-15;
O julgamento é duplo: obras e o livro da vida –Romanos 2.6-11.
NUNCA PARE DE ESTUDAR TEOLOGIA
A teologia não termina em conhecimento
teórico e abstrato, antes se planifica no
conhecimento prático e existencial de Deus através
das Escrituras e da iluminação do Espírito. Conhecer
a Deus é obedecer a seus mandamentos. Fazer
teologia é tarefa da Igreja; não é um estudo
descompromissado feito por transeuntes acadêmicos
(MAIA, 2007, p. 9).
Cabe aos líderes cristãos investir no ensino
teológico para que haja o aperfeiçoamento dos
santos (Efésios 4.14), e a Teologia Sistemática está
presente na vida da Igreja como uma ferramenta
poderosa para a compreensão das Sagradas
Escrituras.
QUINTO MÓDULO
HOMOSSEXUALISMO, O QUE A BÍBLIA DIZ?
INTRODUÇÃO
Desde os primórdios da humanidade, as sociedades convivem
com os mais variados tipos de comportamentos sexuais. O relato bíblico da
Criação em Gênesis1 e 2 mostra que Deus formou o homem e a mulher
para viverem em comunhão íntima, tornado-se “uma só carne”.
Porém o pecado infiltrou-se nos relacionamentos sexuais entre
os seres humanos de tal forma que hoje a sociedade convive com uma
variação enorme de perversões sexuais, tais como: narcisismo,
homossexualismo, masturbação, sadismo, masoquismo, exibicionismo,
pedofilia, gerontofilia, fetichismo, travestismo, incesto, pluralismo, necrofilia,
bestialidade, zoofilia, voyeurismo, sexopatia acústica, renifleurismo,
coprofagia, froTitoerurismo, entre outros.
Não vamos entrar nos detalhes das diversas anomalias sexuais,
limitando-se apenas ao estudo do homossexualismo, pois este é o tema
tratado pelo apóstolo Paulo emRomanos1:26 e 27.
O estudo será dividido nas seguintes seções: Estudo da
referência paulina em Romanos; conceito e causas da homossexualidade;
os motivos pelos quais Deus condena este comportamento sexual; terapia
para a regeneração daqueles que apresentam este desvio da sua
sexualidade. Ao final, será apresentado um resumo e as conclusões
encontradas.
COMENTÁRIO SOBRE ROMANOS 1:26-27
Encontra-se a declaração de Paulo nas seguintes palavras:
"Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque
até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por
outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando
o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua
sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si
mesmos, a merecida punição do seu erro." Romanos 1:26-27
Há um consenso geral de que Paulo referia-se aqui à prática dolesbianismo e do homossexualismo masculino. A palavra “natural”
(kataphysin) em oposição à “contrária à natureza” (para physin) era usada
no tempo de Paulo com muita frequência como uma maneira de estabelecer
distinção entre comportamento heterossexual e homossexual.
Harrison acrescenta que “Paulo usa linguagem direta, para
condenar a perversão do sexo fora do seu justo lugar: dentro do
relacionamento conjugal”. Outro teólogo afirma que a contaminação do
corpo humano é claramente manifestada no homossexualismo, pois ele é
obviamente antinatural, contrário à natureza sexual.
A prática do homossexualismo era comum no mundo pagão,
tendo forte presença na sociedade em geral, sendo designado como o
“pecado grego”. Paulo escreveu sua epístola aos Romanos na cidade de
Corinto, a capital dos vícios gregos, e certamente já vira ali evidências sobre
as práticas homossexuais.
No verso 27 Paulo emprega o termo arsen 3 vezes, traduzidos
na ARA por “homens”. O substantivo arsenokoites (“homossexual
masculino”, “pederasta”) é empregado pelo apóstolo como alguém que não
herdará a salvação por estar sob a condenação de Deus (I Coríntios 6:9; I
Timóteo 1:10).
Brown ainda acrescenta que aqui a perversão sexual é vista
como resultado de (e, até certo ponto, um julgamento sobre) o pecado do
homem em adorar a criatura ao invés do criador.
CONCEITO E CAUSAS DA HOMOSSEXUALIDADE
Uma vez comprovado que o tema que Paulo abordou
emRomanos1:26-27 foi mesmo a homossexualidade, tanto masculina
quanto feminina, faz-se necessário um maior aprofundamento sobre o
estudo deste comportamento sexual.
O homossexual é considerado uma pessoa com tendência a
dirigir o desejosexual para outra pessoa do mesmo sexo, ou seja, ele (ou
ela) sente atração erótico-sexual por parceiro do mesmo sexo. Maranon
apresenta uma definição mais completa sobre a homossexualidade nas
seguintes palavras:
Por mais classificações que se façam desta anormalidade, a
base patogenética é sempre a mesma: uma sexualidade recuada, de
polivalência infantil que, por circunstâncias externas, condiciona sob
diferentes formas seu objetivo erótico em sentido homossexual.
Baseando-se no relatório de Kinsey, os homossexuais
pretendem que sua condição seja considerada “uma espécie de forma
alternativa de sexualidade, homóloga e simétrica à heterossexualidade”.
Bergler, porém, vê a homossexualidade como uma espécie de
“síndrome neurótica”, caracterizada por alguns estigmas bem definidos, a
saber: uma elevada dose de masoquismo psíquico, levando o homossexual
a situações de desconfianças e humilhações; medo, ódio, fuga em relação
ao sexo oposto; insatisfação constante e insaciabilidade sexual;
megalomania; depressão; sentimento patológico de culpa; ciúme irracional; e
inadmissibilidade psicopática.
As pesquisas com relação às causas da homossexualidade
ainda não são consideradas de todo consistentes; porém, elas podem ajudar
na orientação de uma profilaxia social com relação ao homossexualismo.
Gius afirma que “não se verificam quadros de aberração
cromossômica ligados primitivamente à homossexualidade”, o que descarta
sua origem genética, pois “em todos os casos de homossexualidade
masculina examinados, o sexo genético correspondia ao sexo fenotípico
(respectivo) e faltavam sinais de qualquer alteração cromossômica
verdadeira”.
Mesmo os defensores da origem genética da homossexualidade
admitem que a eventual “predisposição inata” só se transforma em efetivo
desejohomossexual por força de fatores desencadeadores de natureza
psicossocial, dentre os quais: obsessiva ligação com uma mãe autoritária ou
possessiva; falta de uma figura paterna significativa como modelo de
identificação; experiências de iniciação na infância ou adolescência; e
fixação ou regressão da personalidade a níveis auto-eróticos, com
supervalorização do falo (órgão sexual masculino).
O homossexual é um homem ressentido por acreditar que não
tem o corpo que sua mente mereceria. Freud também considerava que o
meio onde as crianças se desenvolvem é fator determinante de sua
sexualidade.
SNOEK DIVIDE ESTES FATORES DETERMINANTES EM
TRÊS CATEGORIAS:
1. Fisiológicos - Nenhuma das teorias (genética, hormonal,
morfológica) foi comprovada;
2. Familiares - Uma mãe dominante, juntamente com um pai
apagado; uma supermãe, tão envolvente que para o filho só existe uma
mulher, que é ela; a mãe frustrada no seu relacionamento com o marido,
incutindo na cabeça das filhas que homem nenhum tem valor; um superpai
que exige uma virilidade impossível de ser alcançada pelo filho; os pais
desejam um menino, mas nasce uma menina;
3. Sociais – O unissexismo, que ocorre na forma do
segregacionismo ou do igualitarismo; o anarquismo; e a sedução por
adultos.
POR QUE DEUS CONDENA O HOMOSSEXUALISMO?
O homossexualismo não é doença, e na Bíblia ele é descrito
como até mais do que um pecado: é uma perversão e abominação diante de
Deus. Não sou eu quem afirma isso, mas o mesmo livro que você tem aí
com você e costuma ler. Veja bem que estou me referindo à prática, não à
pessoa do homossexual.
Deus ama cada pessoa, independente de como ela seja, mas
não ama práticas que são contrárias à Sua própria natureza. É importante
que você entenda isto, pois a primeira reação que temos contra Deus é a de
tentarmos nos defender de algo que Ele condena, achando que não somos
amados. O testemunho abaixo é de alguém que conheceu este amor:
"Espero que você compreenda que não importa o quão longe
você tenha ido em seu estilo de vida homosexual, nunca é tarde
demais para mudar, nunca é tarde demais para voltar ao lar. Deus
tem o poder de reformá-lo completamente em corpo, alma e
espírito. Por causa do que Deus fez por mim, o velho Jerry
Arteburn acabou. Ele se foi. E sou uma nova pessoa através do
poder de Deus. Creio que você queira mudar. Espero que você
sinta que deva mudar. Você precisa tentar. Existe um caminho
melhor. Deus tem um plano melhor. Com a decisão de buscar a
vontade de Deus para sua vida, ela pode ser uma vida com
significado." Jerry Arterburn, falecido em 13 de Junho de 1988
aos 38 anos, de AIDS.
Deus abençoou o homem e a mulher e lhes deu o mandamento
de serem fecundos e multiplicarem-se (Gênesis1:28). O casamento é a
“união de duas pessoas que originalmente foram uma, depois foram
separadas uma da outra, e agora no encontro sexual do casamento se
uniram novamente”. Lovelace acrescenta dizendo que “não é por acidente
que toda forma de expressão sexual fora da aliança do casamento seja
explícita ou implicitamente condenada no restante das Escrituras”.
A sociedade atual está cada vez mais perdendo de vista o
princípio que Deus definiu para a união sexual entre os seres humanos: um
homem e uma mulher, unidos pelo compromisso eterno do matrimônio. Em
virtude deste crescente desvio do padrão idealizado por Deus no princípio, é
que têm surgido todas estas anomalias sexuais descritas até aqui. Hoje já se
convive até mesmo com o “casamento” entre homossexuais e a adoção de
filhos por estes “casais”.
O propósito de Deus é que o homem junte-se com a mulher e os
dois formem “uma só carne” (Gênesis2:24), constituindo-se numa família
heterossexual, na qual os filhos poderão ser educados em meio a um
ambiente sadio e livre de preconceitos.
Este ideal está totalmente corrompido na sociedade moderna, e
as relações sexuais passaram a ser apenas um meio de obter prazer a
qualquer custo, sem atentarpara as orientações dadas por Deus no
passado, e para os perigos de não seguir estas orientações. A atual
sociedade já aprendeu a conviver pacificamente com o outrora chamado
“pecado grego”, vendo os homossexuais como apenas “um pouco
diferentes”.
Deus condena o homossexualismo porque ele é totalmente
contrário ao propósito original das relações sexuais: procriação e/ou prazer.
Segundo Boice, apenas em se olhar para a anatomia dos órgãos sexuais do
homem e da mulher já deveria haver argumento suficiente para convencer
de que as práticas homossexuais não são normais. Tanto o Judaísmo
quanto o Cristianismo sempre reconheceram esse fato, defendendo que o
homossexual está sob a condenação de Deus.
LIBERTAÇÃO DO HOMOSSEXUAL
Após verificar que o homossexualismo está arraigado fortemente
na sociedade hodierna, faz-se necessário apresentar ao portador desta
anomalia sexual um meio de regeneração e retorno ao ideal divino. A terapia
de aconselhamento para o homossexual consiste em “escutar a quem pede
ajuda, a fim de facilitar-lhe a decifração, por ele mesmo, de seu próprio
discurso... levando a uma convivência mais saudável consigo mesmo e, em
vários casos, chega-se à heterossexualidade”.
Talvez o maior problema a princípio seja romper as barreiras da
solidão e da incomunicabilidade que a sociedade erige em relação aos
homossexuais. Gatti defende que o ponto de partida deve ser a total
aceitação do homossexual como pessoa, a plena compreensão de seu
drama, e a mais leal solidariedade os seus sofrimentos e os seus problemas.
Para o auxílio pastoral ao homossexual são sugeridos os seguintes passos:
1 - Reconhecer que a prática homossexual é pecaminosa e que
não faz parte do ideal de Deus para a vida Romanos1:24-27; I Coríntios 6:9-
11;Salmos 32:5; Gênesis2:22-24).
2 - Aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador e melhor amigo
(Atos 2:37, 38).
3 - Reconhecer seu valor contemplando a cruz. Ele valeu o
sangue de Deus (Atos 20:28).
4 - Orar ao Espírito Santo para que seja seu Conselheiro em
todos os momentos em que se sentir tentado a praticar o ato homossexual
(João 14:16).
5 - Se cair, não desanimar: Deus entende suas fraquezas e lhe
dará forças para se levantar e seguir adiante (Isaias 27:5). O sacrifício
substitutivo de Jesus garante o perdão! (I Coríntios6:11).
6 - O Dr. Jay Adams recomenda que seja feita uma Estruturação
Total na vida. Do contrário, as áreas deficientes enfraquecerão sua força de
vontade para resistir. Resumidamente, deve investir muito:
6.1 - Na saúde física, adotando hábitos saudáveis como
exercício físico, regime alimentar saudável, e sono de qualidade. Sem sono
e exercício adequados, a capacidade de resistir às tentações fica bastante
diminuída.
6.2 - Na vida familiar. Isso envolve dar perdão e ser perdoado (a)
por alguma coisa.
6.3 - Nas atividades sociais saudáveis.
6.4 - Na vida financeira. O estresse das dívidas atrapalha a
qualquer pessoa na luta para conseguir mudanças.
6.5 - No trabalho/escola.
6.6 - Na oração e estudo da Bíblia.
PARA REFLETIR
A mídia, por algum motivo, não se interessa em tratar a questão
homossexual sob um prisma científico, mas de modo ideológico, cínico e
distorcido, baseando-se em meias-verdades e falso conhecimento científico
para operar seu relativismo moral.
Qual o interesse destes grupos em um doutrinamento
sistemático das massas com relação à aceitação da questão homossexual
como natural? Por que motivo o mesmo grupo que tenta submeter o
discurso homoafetivo como de irrestrita concordância e aceitação, é o
mesmo que ridiculariza publicamente os (inconvenientes) valores cristãos?
Dr. Judd Marmor, ex-presidente da Associação Americana de
Psiquiatria e apoiador do ativismo homossexual, afirma que a não
conformidade de gênero induzida biologicamente é uma fator facilitador, que
estabelece os fundamentos da homossexualidade, mas não um fator
determinante para a homossexualidade. Portanto, na opinião dele, ninguém
nasce homossexual.
Ele diz que a homossexualidade não é “de maneira inevitável
[...], pois, como muitas vezes já se notou, meninos constitucionalmente
‘efeminados’ ou meninas ‘masculinizadas’ podem desenvolver
relacionamentos heterossexuais normais quando o meioambiente familiar e
as oportunidades para a identificação apropriada de papel de gênero são
favoráveis”
O Dr. Robert Stoller, pesquisador pioneiro dos transtornos de
identidade de gênero em meninos e meninas, diz que se a pessoa deseja
promover a identidade de gênero de uma menina, deve haver uma
intimidade calorosa entre mãe e filha, e a presença de um pai que não
promova identificação da filha consigo mesmo. Um relacionamento saudável
com a mãe fornece a base mais importante para a incorporação da
feminilidade e da heterossexualidade.
No estudo feito por Stoller, de um grupo de mulheres muito
masculinizadas, ele, em geral, encontrou muito pouca proximidade
emocional com a mãe e relacionamento demais com o pai. Em alguns
casos, o pai ficou desapontado de ter uma filha e tratava-a como se fosse
um filho, o que resultava na “escolha forçada” de abandonar suas aspirações
femininas para ganhar o amor de seu pai.
O Sociólogo Steven Goldberg diz: “Não conheço ninguém da
área que argumente que a homossexualidade pode ser explicada sem
referência a fatores ambientais
HÁ ARGUMENTOS A FAVOR DA HOMOSSEXUALIDADE?
Não há na Bíblia Sagrada nada que seja favorável a pratica da
homossexualidade.
O Dr. John StoTito em sua obra Os Cristãos e os Desafios
Contemporâneos, p.p. 482-495, lista e refuta os seguintes argumentos:
a) O Argumento da Escritura e a Cultura. Acredita-se que os
escritores bíblicos tinham seus horizontes limitados pela própria experiência
deles e cultura. Portanto, sendo que eles nunca haviam falado em
“orientação homossexual”, eles conheciam apenas certas práticas
homossexuais dentro de um contexto de paganismo, e desconheciam o fato
de que dois homens e duas mulheres do mesmo sexo pudessem se
apaixonar, se amar e ter um relacionamento compatível como o casamento.
1. Refutação: Os textos em que os autores bíblicos condenam a
homossexualidade, se analisados com base na instituição divina original do
casamento, comprovam que o princípio das relações heterossexuais é
universal.
2. Considerando Gênesis 1 e 2 (entre outros textos da bíblicos)
vemos que para a Bíblia, independente do contexto cultural, considera as
relações homossexuais incompatíveis com a ordem da criação – monogamia
heterossexual. “E uma vez que essa ordem (monogamia heterossexual) foi
estabelecida pela criação, não pela cultura, sua validade é permanente e
universal
B) O Argumento da Criação e da Natureza. Muitos alegam que
a pessoa é homossexual por que (1) Deus a fez assim; e que (2) a
homossexualidade é algo natural por ser difundida e presenciada entre os
animais.
1. Refutação: Como vimos anteriormente, a ciência não é a
favor da ideia de que as pessoas nasçam homossexuais. Além disso, o
argumento de que a prática homossexual é comum entre os animais é ainda
bastante debatido entre os zoologistas, jamais sendo comprovada tal
ocorrência em situações normais (fora de situações forçadas de cativeiro,
entre animais exclusivamente de mesmo sexo). Mais importante ainda: o
comportamento animal não estabelece padrões para o comportamento
humano! Quem estabelece é Deus - Gênesis 2:22-24.
2. Em Romanos 1:24-27 lemos que a Bíbliaconsidera a
homossexualidade contrária à natureza. Richard B.Hays explica que os
termos opostos “natural” (Kataphysin) e “contrário à natureza” (para physin)
eram “muito frequentemente usados [...] como um modo de distinguir entre o
comportamento heterossexual e o homossexual”
EXISTE REALMENTE UMA PESSOA EX-HOMOSSEXUAL?
Sim, existe. Entretanto, a maioria das pessoas deixa a prática
homossexual e continua com os desejos. Recomendamos programa de
Darleide, onde ela entrevista Ronald Woosley, ex-gay. Recomendamos
também os seguintes sites que trabalham com homossexuais dentro de uma
perspectiva amorosa e cristã: www.exodus.org.br - www.cppc.org.br
Para o homossexual, como para qualquer outro homem ou
mulher, no fim é apenas a graça do Espírito Santo com seus misteriosos
dinamismos que é capaz de extinguir a pratica do homossexual. Acima de
todos os meios educativos e terapêuticos, é sempre na graça de Deus que o
homem pecador deve confiar.
A igreja deve ser o conduto para a ajuda aos homossexuais que
desejarem um retorno aos desejos sexuais naturais de cada ser humano.
Ele afirma que “a igreja será o último reduto para a consolidação dos
conceitos familiares” nos próximos anos.
CONCLUSÃO SOBRE HOMOSSEXUALISMO
O homossexualismo está presente na história humana desde o
seu princípio. Biblicamente, encontra-se referências à homossexualidade já
no relato de Sodoma e Gomorra (Gênesis19:4-5), de onde advém o termo
“sodomia” como referência à homossexualidade e outras anomalias do
gênero; bem como no período dos Juízes (Juízes 19:22).
Moisés também fez referências a esta prática sexual entre o
povo de Israel (Levítico 18:22; 20:13), condenando-a e considerando-a
abominável aos olhos de Deus, punível mesmo com a morte.
No Novo Testamento, a referência clássica à homossexualidade,
tanto feminina quanto masculina, encontra-se na epístola de Paulo aos
(Romanos1:26 e 27). Porém, o apóstolo também faz outras referências à
condenação divina sobre esta prática (I Coríntios6:9-10; I Timóteo 1:9-11).
Através dos estudos e pesquisas científicas consultadas,
verifica-se que é reduzida a probabilidade de que as tendências
homossexuais sejam o resultado de uma “deformação genética” ou algum
caractere hereditário.
Ao contrário, é grande o número de estudiosos da
psicologia humana que acreditam que este comportamento sexual
advém de fatores psicossociais vividos na infância (até os 5 anos de
idade, principalmente), e que acarretam traumas e complexos que
podem levar o indivíduo a desenvolver o homossexualismo durante
sua vida.
Apesar de Deus condenar este comportamento anômalo, em
virtude de desvirtuar-se do Seu propósito para o relacionamento sexual e
matrimonial, Ele concede ao homossexual desejoso de regenerar-se uma
opção de cura, que está disponível através de Sua infinita graça e
misericórdia pelas mazelas que atingem a humanidade.
Como representantes de Deus e instrumentos Seus para
distribuição de Sua graça ao mundo pecador, os cristão não devem olhar o
homossexualismo como uma doença típica de pessoas “despudoradas”;
mas devem encarar o problema com o mesmo amor fraternal e solidariedade
que Jesus demonstrou em Seu convívio com o ser humano. Resta ao cristão
ouvir e atentar ao conselho do próprio apóstolo Paulo: “Tudo posso, nAquele
que me fortalece” (Filipenses 4:13).
A Bíblia deixa claro que Deus criou o sexo para ser feito apenas
entre um homem e uma mulher, e apenas se forem casados. (Gênesis 1:27,
28; Levítico 18:22; Provérbios 5:18, 19) A Bíblia condena a fornicação, quer
entre pessoas do mesmo sexo quer entre pessoas de sexos
diferentes.Gálatas 5:19-21.
SE ALGUÉM PERGUNTAR: “O QUE VOCÊ ACHA DA
HOMOSSEXUALIDADE?”
Você pode responder: “Eu não odeio os homossexuais, mas
não apoio o que eles fazem.”
✔Lembre-se: Se você segue os princípios de moral da Bíblia,
então esse é seu estilo de vida, e você tem o direito de segui-lo. (Josué
24:15) Não tenha vergonha do seu conceito. Salmos 119:46.
SE ALGUÉM PERGUNTAR: NÃO É DEVER DOS CRISTÃOS
TRATAR TODAS AS PESSOAS COM RESPEITO, NÃO IMPORTA A
ORIENTAÇÃO SEXUAL DELAS?
Você pode responder: Claro que sim. A Bíblia diz: “Honrai a
homens de toda sorte”, ou, como diz a Bíblia Fácil de Ler: “Respeitem todas
as pessoas.” (I Pedro 2:17) Assim, os cristãos não são homofóbicos, ou seja,
não odeiam os homossexuais. Eles são bondosos com todas as pessoas,
incluindo os gays. Mateus 7:12.
SE ALGUÉM PERGUNTAR: “VOCÊ NÃO ACHA QUE SUA
OPINIÃO SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE INCENTIVA O
PRECONCEITO CONTRA OS GAYS?”
Você pode responder: “De forma alguma. Eu rejeito a conduta
homossexual, não as pessoas homossexuais.”
✔ Você pode dizer também: “Por exemplo, eu decidi não
fumar. Na verdade, tenho nojosó de pensar em fazer isso. Mas suponhamos
que você fume e pense diferente de mim. Eu não teria nenhum preconceito
contra você por causa da sua opinião, e tenho certeza que você não teria
nenhum preconceito contra mim por causa da minha opinião, não é
verdade? O mesmo se aplica à nossa diferença de opinião sobre a
homossexualidade.”
SE ALGUÉM PERGUNTAR: JESUS NÃO PREGAVA A
TOLERÂNCIA? ENTÃO VOCÊ NÃO ACHA QUE OS CRISTÃOS
DEVERIAM TOLERAR A HOMOSSEXUALIDADE?
Você pode responder: Jesus não incentivou seus seguidores a
aceitar todo e qualquer estilo de vida. Na realidade, ele ensinou que o
caminho para a salvação está aberto para “todo aquele que nele exercer fé”.
(João3:16) Um modo de exercer fé em Jesus é seguir os princípios de moral
de Deus, que proíbem certos tipos de conduta, incluindo a
homossexualidade. Romanos 1:26, 27.
Quando se trata da opinião da maioria, os cristãos têm a
coragem de não seguir a multidão
SE ALGUÉM DISSER: “OS HOMOSSEXUAIS NÃO
CONSEGUEM MUDAR; ELES NASCERAM ASSIM.”
Você pode responder: “A Bíblia não fala dos fatores biológicos
envolvidos na homossexualidade, embora reconheça que algumas
tendências sejam bem fortes. (II Coríntios 10:4, 5) Mesmo que alguns sintam
certa atração por pessoas do mesmo sexo, a Bíblia diz que os cristãos
devem rejeitar atos homossexuais.”
✔Sugestão: Em vez de se envolver num debate sobre as
causas dos desejos homossexuais, enfatize que a Bíblia proíbe a conduta
homossexual. Você poderia fazer a seguinte comparação: “Muitos alegam
que um comportamento violento pode ter uma causa genética e, por isso,
algumas pessoas são predispostas à violência. (Provérbios 29:22) E se isso
for verdade? Você talvez saiba que a Bíblia condena acessos de ira.
(Salmos 37:8; Efésios4:31) Então, será que ela está errada só porque alguns
têm a inclinação de ser violentos?”
SE ALGUÉM PERGUNTAR: COMO DEUS PODE EXIGIR QUE
ALGUÉM QUE SENTE ATRAÇÃO POR PESSOAS DO MESMO SEXO
EVITE A HOMOSSEXUALIDADE? ISSO PARECE CRUEL.
Você pode responder: Esse raciocínio se baseia na ideia
equivocada de que os humanos devem agir de acordo com seus impulsos
sexuais. A Bíblia dignifica os humanos por garantir que eles podem escolher
não agir segundo seus desejos sexuais impróprios, se realmente quiserem.
Colossenses 3:5.
SE ALGUÉM DISSER: “MESMO NÃO SENDO GAY, VOCÊ
DEVERIA MUDAR SEU CONCEITO SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE.”
Você pode responder: “Imagine que eu não aprovo apostar
dinheiro, mas você aprova. Faria sentido você insistir que eu mudasse minha
opinião, só porque milhões de pessoas fazem apostas?”
✔ Lembre-se: A maioria das pessoas (incluindo os
homossexuais) segue algum tipode código de ética. Isso as faz odiar certas
coisas — como fraude, injustiça ou guerras. A Bíblia proíbe essas coisas,
mas também condena alguns tipos de conduta sexual, incluindo a
homossexualidade. — 1 Coríntios 6:9-11.
A Bíblia não exige demais de nós e não promove o preconceito.
Ela apenas orienta aqueles que sentem atração pelo mesmo sexo que
façam a mesma coisa que é exigida dos que sentem atração pelo sexo
oposto: ‘fugir da fornicação’. — 1 Coríntios 6:18.
A verdade é que milhões de heterossexuais que querem seguir
os padrões da Bíblia exercem autodomínio apesar de quaisquer tentações
que talvez enfrentem. Isso inclui muitos que são solteiros com poucas
chances de se casar e muitos que são casados com alguém deficiente
impossibilitado de realizar suas funções sexuais. Eles levam uma vida feliz
mesmo sem satisfazer seus desejos sexuais. Aqueles que têm inclinações
homossexuais podem fazer o mesmo se quiserem realmente agradar a
Deus. Deuteronômio30:19.
SEXO PRÉ-CONJUGAL
SEXO EXTRACONJUGAL
UNIÃO ESTÁVEL
PORQUE AMASIADOS E QUEM PRATICA O JUGO DESIGUAL
E O SEXO PRÉ E EXTRA NÃO SERÃO ARREBATADOS?
Certa ocasião, um pastor indagou como ficaria o arrebatamento
dos jovens que estão ficando no sexo pré-conjugal e dos adultos que estão
amasiados ou praticando o sexo fora do casamento.
Analisando Hebreus 13.4, descobre-se que a palavra “ficar” que
culmina com o ficar no sexo livre, que a sociedade moderna e depravada
arrumou para tentar abrandar o pecado é um sinônimo de adultério e
prostituição, então pecado, e tais pessoas serão julgadas, e quem deseja ser
arrebatado não pode, em hipótese alguma, ficar no leito maculado e sujo.
Certo que o jovem deve preocupar-se em estudar, trabalhar e
casar, mas sempre, em paralelo, se envolver também com as atividades da
igreja e todas as semanas para criar continuamente uma resistência contras
os desejos da carne.
COMO DEVEM SER O NAMORO E AMIGOS DE QUEM QUER
CHEGAR AO CÉU E SE LIVRAR DO FOGO DO INFERNO?
Namorar, casar-se e ter amigos mais chegados, somente com a
pessoa da mesma fé, pois o Senhor Jesus em II Coríntios 6.14 a 17 proíbe o
jugo desigual e, jugo desigual é a primeira arma que o demônio usa para
derrubar um jovem crente.
Jugo desigual é o primeiro passo para uma eternidade sem Deus!
Quem tem Jesus no coração é dominado pelo Espírito Santo, e o outro é
dominado pelos desejos da carne, especialmente o amor erótico e quer sexo
já no primeiro encontro. O Senhor Jesus adverte severamente para todos os
fiéis a não se prenderem no jugo desigual.
O jovem deve estudar muito Provérbios 7 e, literalmente correr
para desviar-se da prostituição.
O Oleiro sabe o que faz, e porque faz, e por quanto tempo deve
continuar fazendo; quanto mais moldado e mais temperado no fogo, mais
perfeito ficará o vaso; a tribulação quebranta e gera paciência e
perseverança e, afinal você dará a volta por cima e vencerá tudo e as pedras
de tropeço que os inimigos colocam tornam-se degraus para subir ao pódio
dos campeões.
Deus tem um carinho muito especial com o seu povo e sempre
concede vitórias e bênçãos ao necessitado bem maiores que a proporção ou
tamanho das provas, e coisas tão misteriosas, que a pessoa nunca se
espera ou não merece sempre acontece.
COMO É A SUA INTIMIDADE COM DEUS?
Minha experiência com Deus é muito bonita, Ele me trata com
muito carinho e sei que é com uma especialidade diferente e não admito que
tenha alguém mais beneficiado que eu; por isso eu afirmo e, com toda
convicção, que depois que passei a amar o Senhor Jesus, me tornei sem
nenhuma dúvida, uma das pessoas mais feliz da Terra.
Cada um tem a sua intimidade com Deus e a minha está sendo
fantástica e sei que sou tratado com diferenciação, hoje sinto que Deus tem
alegrado mais a mim do que a muitas de minhas companheiras.
QUAL O MELHOR CONSELHO PARA OS JOVENS E PAIS?
Quanto aos jovens, aconselho que fiquem junto com a igreja
ouvindo os conselhos dos mais experientes. Os pais têm de voltar a ser
adolescentes e acompanhar os seus filhos em tudo e ter o maior ciúme dos
mesmos.
O jovem é muito tentado e visado pelo maligno, razão maior para
pais e igreja viver mais próximo e junto dos filhos e acompanhar todos os
seus passos dia e noite. Pais devem abraçar os filhos bem de perto para,
além de ser um gesto afetivo, ainda tentar captar cheiro de álcool ou cigarro
para sempre orientar quantos a esses malefícios tanto na esfera física
quanto na espiritual e, ainda sempre esclarecer que esses vícios são os
primeiros passos para entrar e andar no caminho letal e sem retorno do
mundo das drogas.
É muito importante que os pais ensinem os filhos desde criança o
caminho em que devem andar, e quem não fizer hoje o verdadeiro papel de
mãe ou de pai e, se não acompanhar todos os passos do filho, o mundo,
com certeza vai adotá-lo e o mundo é cruel, selvagem, rebelde, violento e
agressivo e poderá desviá-lo da igreja, ensiná-lo a usar drogas, prostituir-se
e participar de todo azar de violência.
Todos os dias presenciamos milhares de mães e muitas até são
cristãs, chorarem lágrimas amargas de arrependimento por não terem
acompanhado e, se importado com seus filhos quando ainda mais jovens. A
mãe deve ler a Bíblia com o filho, assentar-se junto com ele nos bancos da
escola dominical e dos demais cultos da igreja, selecionar as festas e
demais lugares para ele frequentar e se possível acompanhá-lo.
Os filhos devem honrar os pais para terem mais dias de
felicidade, de sabedoria, saúde, fé e afinal viverem mais na Terra e depois
eternamente nos Céus, é promessa bíblica.
Infelizmente, a sociedade está corrompida. Os filmes, as novelas
imorais e o mau uso da Internet estão dominando e ensinando a cultura do
pecado do sexo livre, da mãe solteira e da naturalidade do álcool e das
drogas.
Deve ser fiscalizado diariamente a Internet dos adolescentes.
Tenho conhecimento de muitos jovens, nestes últimos tempos que estão se
esfriando na fé e se desviando devido o excesso de imoralidade da internet.
É momento de a igreja ministrar e combater esses vícios com a juventude,
todos os meses, sem trégua.
O QUE É SEXO EXTRA E PRÉ E PORQUE O NAMORO E
NOIVADO NÃO PODE SER MUITO DEMORADO?
Deus proíbe o sexo tanto extra quanto pré-conjugal. E os casais
que já passam de seis meses de noivados devem tomar uma posição de
caráter e de temor a Deus e casar ou terminar, chega de querer enganar as
famílias e a Igreja, isso é um verdadeiro risco de sofrimento no inferno
eterno que está correndo essas vidas! É casar ou largar, se forem esperar
condições financeiras nunca se casam, as condições vão aparecendo é aos
poucos e durante o casamento mesmo.
Quanto aos casados, é uma bênção orarem juntos, fazer o culto
doméstico ou célula com todos os filhos e, os pais serem exemplos e nunca
praticarem o sexo fora do leito conjugal. O filho imita o pai. A ovelha imita o
pastor. A mulher rixosa destrói o lar e o homem infiel divide a família.
Em determinados momentos para fugir das tentações, o jovem
tem de passar até por cego, surdo, manter distância, escolher e saber em
qual pessoa pode dar um abraço amigo ou o beijocristão intitulado na Bíblia
como ósculo.
Deus sempre dá graça e força para fugirmos do mal, assim como
fez com José no Egito. Como dizia o renomado escritor Jaime Kemp da
Presbiteriana: “para não praticar o sexo fora do leito conjugal, a pessoa