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CURSO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA 
SEMINÁRIO GOSPEL 
 
ÍNDICE: 
Palavra do Presidente; 
Curiosidades; 
 
PRIMEIRO MÓDULO 
Página 16 
Teologia Sistemática; 
Natureza da doutrina; 
Doutrina de Deus; 
Atributos naturais; 
Triunidade; 
Atributos de Deus 
Nomes de Deus; 
Obras de Deus; 
Doutrina da Trindade; 
 
SEGUNDO MÓDULO 
Página 117 
Doutrina dos Anjos; 
Doutrina do Homem; 
Doutrina de Cristo; 
Doutrina do Pecado; 
 
 
TERCEIRO MÓDULO 
Página 218 
Doutrina da Salvação; 
Doutrina da Igreja; 
Escatologia; 
 
QUARTO MÓDULO 
Página 294 
Antigo e Novo Testamento; 
Igreja; 
Teologia de João e outros; 
Doutrina do Espírito Santo; 
Ensino Apostólico; 
 
QUINTO MÓDULO 
Página 340 
Homossexualidade; 
Sexo pré, extra e união estável; 
Trindade Santa; 
Bibliologia; 
Amar Israel; 
História da criação e da Igreja; 
História de Israel, nazismo e repatriação; 
Tempo dos gentios pós Israel; 
Tempo dos gentios e missões urgentes; 
Arrebatamento; 
 
Tribunal De Cristo; 
Bodas Do Cordeiro; 
Grande Tribulação; 
Milênio; 
4ª e Última Guerra Mundial; 
Juízo Final: 
Novo Céu e Nova Terra; 
Prosperidadeespiritual; 
 
SEXTO MÓDULO 
Página 454 
Provas 
Bibliografias 
Revista UniGospel 
 
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM 
RESPONSABILIDADE 
 
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM ORAÇÃO. 
 
A Palavra de Deus é discernida espiritualmente. Por isso, 
devemos orar pedindo a Deus que abra os nossos olhos para podermos ver 
as maravilhas de sua lei (I Coríntios 2.14; Salmos 119.18). Entender a Bíblia 
é uma virtude espiritual que somente Deus pode nos dar (Efésios 1.17-19). 
 
 
 A qualidade de nosso estudo teológico passa pela qualidade de 
nossa espiritualidade, que se manifesta numa vida de dependência de Deus 
pela oração. 
 
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM HUMILDADE. 
 
A Bíblia diz que “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede 
graça aos humildes” (I Pedro 5.5). À medida que aprendemos das 
Escrituras, devemos ter o cuidado de não nos orgulharmos, assumindo 
assim uma atitude de superioridade em relação àqueles que não conhecem 
o que temos estudado. Para evitar o orgulho, devemos associar o 
conhecimento ao amor (I Coríntios 8.1). 
 
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM A RAZÃO. 
 
Podemos e devemos usar nossa razão para estudar e tirar 
conclusões do estudo das Escrituras Sagradas, mas nunca fazer deduções 
que contradiga o que a própria Bíblia diz. Nossas conclusões lógicas podem 
muitas vezes ser errôneas, pois os pensamentos de Deus são mais altos 
que os nossos pensamentos (Isaias 55.8-9). 
 
A Bíblia é a essência da verdade, e todo o seu conteúdo é justo e 
permanente (Salmos 119.160). Toda conclusão lógica que tivermos ao 
estudar teologia, deve estar em harmonia com toda a Bíblia. Caso contrário, 
nossa lógica está enganada, pois a Bíblia não se contradiz jamais. 
 
 
 
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM A AJUDA DE OUTROS. 
 
Deus estabeleceu mestres na igreja e seminários de teologia (I 
Coríntios 12.28). Isso significa que devemos ler livros escritos por teólogos e 
seminários preparados como o Seminário Gospel. Conversar com outros 
cristãos sobre teologia é também uma excelente maneira de conhecer mais 
sobre Deus. 
 
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COMPILANDO PASSAGENS 
BÍBLICAS. 
 
O uso de uma boa concordância bíblica nos ajudará a procurar 
palavras-chave sobre determinado assunto. Resumir versículos relevantes e 
estudar passagens difíceis também ajuda. É grande a alegria ao descobrir 
temas bíblicos. É a recompensa do próprio estudo. 
 
DEVEMOS ESTUDAR TEOLOGIA COM ALEGRIA. 
 
Não podemos estudar teologia de forma fria, pois ela trata do 
Deus vivo e de suas maravilhas. O estudo da Bíblia é uma maneira de amar 
a Deus de todo o coração (Deuteronômio 6.5), pois seus ensinamentos “dão 
alegria ao coração”, são grandes riquezas (Salmos 19.8; 119.14). 
 
 
No estudo da teologia somos levados a dizer: “Ó profundidade da 
riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os 
seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu a mente do 
Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Quem primeiro lhe deu, para que ele 
o recompense? Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja 
a glória para sempre! Amém” (Romanos 11.33-36). 
 
CURIOSIDADES BÍBLICAS: 
 
A palavra Bíblia vem do grego, através do latim, e significa: livros. 
 
Os primeiros materiais utilizados para as escrituras foram: a 
pedra, usada por Moisés para receber os dez mandamentos (Êxodo 24:12 e 
34:1); o papiro, material extraído de uma planta aquática desse mesmo 
nome (Jó 8:11; Isaías 18:2); de papiro deriva o termo papel (II João 12) e o 
pergaminho, pele de animais, curtida e preparada para escrita, usado a partir 
do início do século i, na Ásia menor (II Timóteo 4:13). 
 
A Bíblia inteira foi escrita num período que abrange mais de 1600 
anos. 
 
A Bíblia foi o primeiro livro impresso no mundo após a invenção 
do prelo, em 1452 em Mainz, Alemanha. 
 
 
A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748, a tradução 
foi feita a partir da vulgata latina e iniciou-se com d. Diniz (1279-1325). 
 
A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário 
parisiense Stephen langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de 
cantuária pouco tempo depois. 
 
A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor 
parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar 
a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus; 
 
O versículo central da Bíblia é o Salmos 118:8, o qual divide a 
mesma ao meio. 
 
Os livros de Ester e cantares de Salomão não possuem a palavra 
“Deus”. A frase “não temas”, ocorre 365 vezes em toda a Bíblia, o que dá 
uma para cada dia do ano! Há mais de 8 mil promessas na Bíblia. 
 
A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor 
parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar 
a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus; 
O versículo central da Bíblia é o Salmos 118:8, o qual divide a 
mesma ao meio. 
 
Os livros de Ester e cantares de Salomão não possuem a palavra 
“Deus”. 
 
 
A frase “não temas”, ocorre 365 vezes em toda a Bíblia, o que dá 
uma para cada dia do ano! 
 
Há mais de 8 mil promessas na Bíblia. 
 
O antigo testamento encerra citando a palavra “maldição”, o novo 
testamento encerra citando “a graça de nosso Senhor Jesus Cristo”. 
 
A Bíblia completa pode ser lida em 70 horas e 40 minutos, na 
cadência de leitura de púlpito. O antigo testamento leva 52 horas e 20 
minutos. O novo testamento, 18 horas e 20 minutos. Para ler a Bíblia toda 
em um ano basta ler 5 capítulos aos domingos e 3 nos demais dias da 
semana. 
 
COMO PODEMOS SABER SE A BÍBLIA É 
INFALÍVEL? 
A PRÓPRIA BÍBLIA O AFIRMA: 
 
A Bíblia afirma em várias passagens acerca de si mesma que ela 
é a palavra de Deus e não contem erros (II Timóteo 3:16-17; II Pedro 1:20-
21; Mateus 24:35) 
 
A expressão "assim diz o Senhor" e equivalentes encontram-se 
cerca de 3.800 vezes na Bíblia. 
 
 
Se alguma falha for encontrada na Bíblia, será sempre do lado 
humano, como tradução mal feita, grafia inexata, interpretação forçada, má 
compreensão de quem estuda, falsa aplicação quanto aos sentidos do texto, 
etc. saibamos refletir como Agostinho, que disse: “num caso desse, deve 
haver erro do copista, que não consigo entender...” 
 
A BÍBLIA FAZ REFERÊNCIAA FATOS ATUAIS: 
 
A primeira citação da redondeza da terra é feita na Bíblia, e não 
por Galileu Galileu (Isaías40: 22). 
 
O trânsito pesado e veloz, os cruzamentos e os faróis acesos 
aparecem descritos exatamente como são hoje (Naum 2:4). 
 
A mensagem através de "out-doors" é uma citação bíblica 
detalhada (Habacuque 2: 2). 
 
A primeira referência a impressões digitais aparece no livro mais 
antigo da Bíblia (Jó 37:7). 
 
 
A UNIDADE DA BÍBLIA É UM MILAGRE: 
 
Unidade da Bíblia só pode ser explicada como um milagre. Há 
nela 66 livros, escritos por cerca de 40 escritores, cobrindo um período de 16 
 
séculos. Esses homens tinham diferentes atividades e escreveram sob 
diferentes situações. 
 
Na maior parte dos casos não se conhecem e nada sabiam sobre 
o que já havia sido escrito pelos outros. Tudo isto somando num livro 
puramente humano daria uma babel indecifrável! 
 
A BÍBLIA TEM UM ÚNICO TEMA CENTRAL: 
 
É o Senhor Jesus Cristo. Ele mesmo declara em Lucas 24: 27, 44 
e João5:39. Considerando Cristo como o tema central da Bíblia, os 66 livros 
apontam para Ele: 
 
Gênesis: Jesus é o descendente da mulher (3:15) 
Êxodo: é o Cordeiro Pascal (12:5-13) 
Levíticos: é o sacrifício expiatório (4:14,21) 
Números: é a rocha ferida (20:7-13) 
Deuteronômio: é o profeta (18:15) 
Josué: é o príncipe dos exércitos do Senhor (5:14) 
Juízes: é o libertador (3:9) 
Rute: é o parente divino (3:12) 
Reis e Crônicas: é o rei prometido (I Reis 4:34) 
Ester: é a providência divina (4:14) 
Jó: é o nosso redentor (19:25) 
Salmos: é o nosso socorro e alegria (46:1) 
Provérbios: é a sabedoria de Deus (8:22-36) 
 
Cantares: é o nosso amado (2:8) 
Eclesiastes: é o pregador perfeito (12:10) 
Profetas: é o messias prometido (Mateus 2:6) 
Evangelhos: é o salvador do mundo (João 3) 
Atos: é o Cristo ressurgido (2:24) 
Epístolas: é a cabeça da Igreja (Efésios4:14) 
Apocalipse: é o alfa e o ômega (22:13) 
 
Podemos afirmar que a Bíblia é a palavra de Deus, nossa única 
regra de fé e prática infalível, nenhuma de suas promessas jamais falhou e 
seguir suas orientações é garantia de sucesso em todas as áreas da vida. 
 
 
PALAVRA DO PRESIDENTE 
 
Seja bem vindo ao mais respeitado manual teológico do CURSO 
INTERNACIONAL DE TEOLOGIA! Você está fazendo parte dos milhões de 
alunos que optaram pela vitória, sucesso e prosperidade espiritual que já 
fizeram esse curso nos últimos 30 anos em centenas de países. 
 
Cada pessoa tem que procurar crescer diariamente na cultura 
espiritual, conhecimento, graça, fé, amor e no bom senso e, ser muito 
dinâmico, fazendo semanalmente cursos, devocionais, jejuns, orações e, 
sobretudo ser um obcecado pela Bíblia e comunhão com Deus. 
 
 
Somente o correto de forma correta leva ao sucesso, na 
consciência e submissão ao Espírito Santo que rege a Igreja. Sempre deve 
procurar se aperfeiçoar na profundeza do conhecimento, da emoção e da 
razão, porque são meios que aumenta a força e consolida a personalidade e 
a moral para vencer as batalhas especialmente emocionais e viver 
consistentemente em um Porto Seguro. 
 
Sonhe com a sabedoria, poder espiritual, prosperidade, sorte e 
liberdade, ouse sonhar, pois você nunca vai além de seus sonhos, mas no 
limite que projetar os seus sonhos e, seja persistente! A sua vida terá duas 
fases distintas, uma até a leitura desse curso e outra após essa leitura. 
 
O seu crescimento na fé e em todas as áreas será fantástico e, 
você vai querer recomendar para todos da sua família e para os seus 
amigos essa obra rara e único método didático de cultura e ajuda que 
somente existe aqui na FACULDADE 
GOSPELwww.SeminárioGospel.com.br. Afinal estamos vivendo tempos de 
sede espiritual, onde heresias têm procurado se instalar no meio da Igreja. 
 
Precisamos exercer influências com nosso testemunho perante os 
que dispomos a ensinar a Palavra de Deus. Esse treinamento compacto e 
objetivo da Teologia Sistemática é muito importante porque nos dará ampla 
visão da teologia Divina, atrairá futuros líderes ao aprendizado e criará um 
ambiente mais espiritual na nossa Igreja (Koinonia). Aprendizados errados 
geram desastres e resistência à Obra de Deus. 
 
 
Temos capacidade, em Deus, de mudarmos o mundo, 
começando do mundo interior das consciências humanas dos alunos, que se 
tornarão futuros evangelizadores capacitados na Palavra de Deus. 
 
Não preguemos a verdade para ferirmos os outros ou para 
destruir, mas para ajudar e corrigir as almas, com amor, esperando que 
Deus lhes conceda o entendimento do Reino dos Céus. É importante que 
cada pessoa tenha esse curso, e que também responda as questões para 
didaticamente aprender mais e, ser transformado completamente a filosofia 
de vida, e afinal conseguir o respectivo Certificado, credencial e histórico 
(opcional) para enriquecer o seu currículo e portar a prova material em sua 
pasta eclesiástica para exibir a todos que o cercam. 
 
Ao final do curso você tem a opção do receber o Certificado, 
Credencial e participar da festa de Formatura e Colação de Grau e, para 
quem já é obreiro a Unção e Consagração para: Teólogo, Diácono, 
Presbítero, Evangelista, Capelão, Psicanalista, Pastor, Bispo e apóstolo 
e filiação na Convenção Geral e ao Conselho Federal de Pastor para 
obtenção da Credencial de Autoridade Eclesiástica. 
 
Organizamos a documentos para abrir igreja (ata, estatuto e 
CNPJ), rádios comunitária FM com requerimento para a ANATEL, ONG 
e clínica para viciados. 
 
Entre em contato com os nossos consultores por meio de nossos 
sites e peça os novos lançamentos. Quem para de ler para de crescer, de 
 
vencer e de conquistar. Que Deus te dê vida longa e saúde, sabedoria e 
conhecimento. 
 
Autor Presidente Pt. Ap. Pr. Dr. Omar M.B, D.D e, PhD. 
 
 
 
PRIMEIRO MÓDULO 
 
INTRODUÇÃO À TEOLOGIA SISTEMÁTICA 
 
A Teologia Sistemática é uma importante ferramenta em nos 
ajudar a compreender e ensinar a Bíblia de uma forma organizada. 
 
DEFINIÇÃO DE TEOLOGIA SISTEMÁTICA 
 
A palavra “teologia” é derivada dos termos gregos theos, que 
significa “Deus” e jogos, que significa “palavra”, “discurso”, “tratado” ou 
“estudo”. A Teologia pode então ser conceituada, do modo mais simples, 
como “a ciência do estudo de Deus”. 
 
O seu campo é estendido não apenas à pessoa de Deus, mas 
também às Suas obras, de forma que ela tem sido chamada de “o estudo de 
Deus e de sua relação para com o Universo”, ”Sistematizar”, por sua vez, é 
 
“reduzir diversos elementos a um sistema” ou “agrupar em um corpo de 
doutrina”. 
 
Sistemático, portanto, é aquilo que segue um sistema, uma 
ordenação, um método. 
 
Quando se aplica o adjetivo a essa disciplina da enciclopédia 
teológica não se quer dizer que outras disciplinas (como a exegese ou a 
teologia bíblica) não seguem qualquer sistema, mas que é a Teologia 
Sistemática que procura oferecer a verdade acerca de Deus e sua obra, 
apresentada na Bíblia, como um todo, como um sistema unificado. 
 
Teologia Sistemática é qualquer estudo que responda à pergunta: 
“O que a Bíblia toda nos ensina hoje?” sobre qualquer assunto. (John 
Frame, WestministerSeminary, Escondido, Califórnia – EUA). Essa definição 
índica que Teologia Sistemática envolve coletar e compreender todas as 
passagens relevantes na Bíblia sobre vários assuntos e então resumir seus 
ensinos claramente de modo que conheçamos aquilo que cremos sobre 
cada assunto. 
 
OUTRAS DEFINIÇÕES DE TEOLOGIA 
 
CHAFER: 
 
 
Teologia sistemática pode ser definida como a coleção,cientificamente arrumada, comparada, exibida e defendida de todos os fatos 
de toda e qualquer fonte referentes a Deus e às Suas obras. Ela é temática 
porque segue uma forma de tese humanamente idealizada, e apresenta e 
verifica a verdade como verdade (Lewis Sperry Chafer). 
 
HODGE: 
 
A teologia sistemática tem por objetivo sistematizar os fatos da 
Bíblia, e averiguar os princípios ou verdades gerais que tais fatos envolvem 
(Charles Hodge). 
 
THOMAS: 
 
A ciência é a expressão técnica das leis da natureza; a teologia é 
a expressão técnica da revelação de Deus. Faz parte da teologia examinar 
todos os fatos espirituais da revelação, calcular o seu valor e arranjá-los em 
um corpo de ensinamentos. A doutrina, assim, corresponde às 
generalizações da ciência (W. H. Griffith Thomas). 
 
STRONG: 
 
A ciência de Deus e dos relacionamentos de Deus com o 
universo (A. H. Strong). 
 
SHEDD: 
 
 
Uma ciência que se preocupa com o infinito e o finito, com Deus e 
o universo. O material, portanto, que abrange é mais vasto do que qualquer 
outra ciência. Também é a mais necessária de todas as ciências (W. G. T. 
Shedd). 
 
 
DEFINIÇÕES ERRADAS: 
 
Para definir teologia foram empregados alguns termos 
enganadores e injustificados. Já se declarou que ela é "a ciência da religião"; 
mas o termo religião de maneira nenhuma é um sinônimo da Pessoa de 
Deus e de toda a Sua obra. 
 
Da mesma forma já se disse que ela é "o tratamento científico 
daquelas verdades que se encontram na Bíblia; mas esta ciência, embora 
extraia porção maior do seu material das Escrituras, extrai também o seu 
material de toda e qualquer fonte. 
 
A teologia sistemática também tem sido definida como o 
arranjoordeiro da doutrina cristã; mas como o cristianismo representa 
apenas uma simples fração de todo o campo da verdade relativa à Pessoa 
de Deus e o Seu universo, esta definição não é adequada. 
 
 
OUTRAS ÀREAS DA TEOLOGIA ABORDADAS EM CURSOS 
DE BACHAREIS EM TEOLOGIA DO SEMINÁRIOGOSPEL. 
 
 
TEOLOGIA BÍBLICA: 
 
Investiga a verdade de Deus e o Seu universo no seu 
desenvolvimento divinamente ordenado e no seu ambiente histórico 
conforme nos apresentados diversos livros da Bíblia. 
 
 A teologia bíblica é a exposição do conteúdo doutrinário e ético 
da Bíblia, conforme originalmente revelada. A teologia bíblica extrai o seu 
material exclusivamente da Bíblia, seu período compreende somente até o 
final da era apostólica. 
 
 
TEOLOGIA DOGMÁTICA: 
 
É a sistematização e defesa das doutrinas expressas nos 
símbolos da Igreja. Assim temos "Dogmática Cristã", por H. Martensen, com 
uma exposição e defesa da doutrina luterana; "Teologia Dogmática", por 
Wm. G. T. Shedd, como uma exposição da Confissão de Westminster e de 
outros símbolos presbiterianos; e "Teologia Sistemática", por Louis Berkhof, 
como uma exposição da teologia reformada. 
 
 
 
TEOLOGIA EXEGÉTICA: 
Estuda o Texto Sagrado e assuntos relacionados, através do 
estudo das línguas originais, da arqueologia bíblica, da hermenêutica bíblica 
e da teologia bíblica. 
 
 
TEOLOGIA HISTÓRICA: 
 
Considera o desenvolvimento histórico da doutrina, mas também 
investiga as variações sectárias e heréticas da verdade. Ela abrange história 
bíblica, história da Igreja, história das missões, história da doutrina e história 
dos credos e confissões. A teologia histórica tem seu período compreendido 
desde a era apostólica até os dias atuais. 
 
 
TEOLOGIA NATURAL: 
 
Estuda fatos que se referem a Deus e Seu universo que se 
encontra revelado na natureza. 
 
 
TEOLOGIA PRÁTICA: 
 
Trata da aplicação da verdade aos corações dos homens trazidas 
pelos outros ramos da teologia, sobretudo a sistemática. Ela busca aplicar à 
 
vida prática os ensinamentos das outras teologias, para edificação, 
educação, e aprimoramento do serviço dos homens. Ela abrange os cursos 
de homilética, administração da igreja, liderança liturgia, educação cristã e 
missões. 
 
 
OBJETIVO DA TEOLOGIA 
 
“A coleção, o arranjológico, a comparação, a exposição e a 
defesa de todos os fatos de todas as fontes com respeito a Deus e Suas 
relações com o Universo”. (Paul Davidson, Vol. I, p. 2). 
 
“O papel da Teologia como ciência não é criar fatos, mas 
descobri-los e apresentar a relação deles entre si. Os fatos com que lida a 
Teologia estão na Bíblia” (Paul Davidson, idem). 
 
 
LIMITAÇÕES AO CONHECIMENTO TEOLÓGICO 
 
 
Limitações da mente humana (Romanos11:33; II Pedro 3:16); 
Limitações da linguagem humana (II Coríntios 12:4); Restrições colocadas 
pelo próprio Deus (Deuteronômio 29:29; Provérbios 25:2; Marcos 13:32; Jô 
16:12; Atos 1:7). 
 
 
Para chegarmos à organização que temos hoje, foram 
necessários anos de estudos e combate às heresias. Após a era apostólica 
(morte dos apóstolos)surgiram figuras de muita importância no cenário 
cristão, os apologistas, estudiosos cristãos que defendiam a fé diante das 
heresias que surgiam em sua época, como Justino Mártir, Tertuliano, Irineu 
entre outros (100 – 451 d.C.). Essa apologética contribuiu em muito para a 
organização das doutrinas bíblicas como as temos hoje. 
 
 
A NATUREZA DA DOUTRINA 
 
 
A Bíblia Sagrada dá grande relevância à doutrina, e afirma 
fornecer o material próprio para seu conteúdo. Ela é enfática em sua 
condenação contra o que é falso. 
 
Adverte contra as "doutrinas dos homens" (Colossenses2.22); 
contra a "doutrina dos fariseus" (Mateus16.12); contra os "ensinos de 
demônios" (I Timóteo 4.1); contra os que ensinam "doutrinas que são 
preceitos de homens" (Marcos7.7); contra os que "são levados ao redor por 
todo vento de doutrina" (Efésios4.14). 
 
No entanto, se por um lado a Bíblia condena o falso profeta, por 
outro exorta e recomenda a verdadeira doutrina. Entre outras coisas para a 
doutrina que "da Escritura é... útil para o ensino" (II Timóteo. 3.16). 
 
 
Portanto, nas Escrituras a doutrina é reputada como "boa" (I 
Timóteo 4.6); "sã" (I Timóteo 1.10); "segundo a piedade" (I Timóteo 6.3); "de 
Deus" (Tito2.10), e "de Cristo" (II João 9). 
 
Para alguns cristãos, a palavra "doutrina" pode se mostrar um 
tanto ameaçadora. Ela evoca visões de crenças muito técnicas, difíceis e 
abstratas, talvez apresentadas de forma dogmática. Doutrina, entretanto, 
não é isso. 
 
A doutrina cristã é apenas a declaração das crenças mais 
fundamentais do cristão: crenças sobre a natureza de Deus; sobre sua ação; 
sobre nós, que somos suas criaturas; e sobre o que Deus fez para nos trazer 
à comunhão com ele. Longe de serem áridas ou abstratas, são as espécies 
mais importantes de verdades. 
 
São declarações sobre as questões fundamentais da vida, ou 
seja, quem sou eu? Qual é o sentido último do universo? Para onde vou? A 
doutrina cristã, portanto, constitui-se das respostas que o cristão dá àquelas 
perguntas que todos os seres humanos fazem. 
 
A doutrina lida como verdades gerais ou atemporais sobre Deus e 
sobre o restante da realidade. Não é apenas um estudo de eventos 
históricos específicos tais como o que Deus fez, mas da própria natureza do 
Deus que atua na história. 
 
 
Crenças doutrinárias corretas são essenciais no relacionamento 
entre o cristão e Deus. Assim, por exemplo, o autor de Hebreus disse: “De 
fato, sem fé é impossível agradar a Deus, portanto é necessário que aquele 
que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador 
dos que o buscam" (Hebreus11.6). 
 
Também importante para um relacionamento adequadocom Deus 
é a crença na humanidade de Jesus; João escreveu: "Nisto reconheceis o 
Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne 
é de Deus" (I João 4.2). 
 
Paulo destacou a importância da crença na ressurreição de 
Cristo: "Se você confessar com a boca que Jesus é Senhor e crer em seu 
coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o 
coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação" 
(Romanos 10.9,10). 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA TEOLOGIA 
 
É comum em nossas igrejas, principalmente as pentecostais, 
existir um sentimento de negativismo em relação à teologia, certa vez ouvi 
um obreiro dizer o seguinte: “eu não compro uma Bíblia de estudo porque 
contém teologia de homens”, Bíblias de estudo à parte, esta opinião 
equivocada tem contribuído para que o ensino teológico seja colocado à 
margem, talvez por um desconhecimento da teologia e seus efeitos na vida 
 
cristã individual e da igreja. A importância da teologia se dá em alguns 
aspectos: 
 
SATISFAZ A MENTE HUMANA 
 
Deus quando criou o homem, deu-lhe uma capacidade especial, o 
intelecto, a razão, ou raciocínio, é da mente humana querer entender o que 
está ao seu redor, o homem não concebe viver sem entender a vida, já dizia 
o filósofo Sócrates “uma vida sem reflexão não merece ser vivida”. 
 
A teologia como ciência humana, vem para tentar preencher a 
lacuna do entendimento humano acerca de Deus, fundamentando-se no que 
Ele revelou em sua Palavra, a Bíblia, que é a fonte primária da teologia 
(Mateus 22.37). 
 
 
 AJUDA NA FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO 
 
A teologia injeta em nosso intelecto um conhecimento sobre Deus 
que influi no desenvolvimento do nosso caráter cristão, moldando a nossa 
mente para tornar-se parecida com a de Cristo, ter uma mente cristã é ver o 
mundo com a lente dos ensinamentos de Cristo. 
 
“Ter a mente cristã é compreender o mundo ao nosso redor, 
influenciados pela verdade de Deus, a ponto de, mesmo imperfeitamente, 
pensarmos os pensamentos de Deus a respeito de qualquer assunto: desde 
 
o salário digno de uma empregada doméstica que tem duas crianças para 
cuidar e alimentar até as implicações éticas da biogenética. Entre outras 
coisas, ter a mente cristã é também fazer a análise de um filme ou de uma 
de um conto seriado, à luz do ensino do evangelho.” (R. RAMOS, 2003, p. 
20). 
 
SERVE PARA PUREZA E DEFESA DO CRISTIANISMO 
 
Ao longo da história da Igreja, surgiram, e ainda surgem muitas 
teorias, doutrinas, correntes, heresias e afins. Para que a igreja esteja 
preparada para combater isso e manter uma doutrina bíblica pura, sua 
teologia precisa estar fundamenta da Bíblia, alguns movimentos religiosos 
têm sua doutrina fundamentada em teorias que foram combatidas ainda 
pelos pais da Igreja, a doutrina da trindade é um exemplo disso. 
 
CONTRIBUI PARA O AVANÇO DO EVANGELHO 
 
 
A Igreja avança de forma sadia quando compreende o significado 
do evangelho, sendo capaz de dar uma explicação inteligível da verdade a 
outrem. Os líderes da Igreja têm a responsabilidade de cuidar do 
desenvolvimento do rebanho (Ef4.11-14). 
 
 
FUNDAMENTA A PRÁTICA CRISTÃ 
 
 
Para o cristão é imprescindível entender as escrituras para por em 
prática os seus mandamentos, a qualidade da nossa espiritualidade é 
proporcional à qualidade do nosso entendimento da Bíblia. 
 
 
AS ESCRITURAS 
 
II Timóteo 3.16,17 “Toda Escritura divinamente inspirada é 
proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, 
para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda 
boa obra.” 
 
O termo “Escritura”, conforme se encontra em 2 Timóteo 3.16, 
refere-se principalmente aos escritos do Antigo Testamento (3.15). Há 
evidências, porém, de que escritos do Novo Testamento já eram 
considerados Escritura divinamente inspirada por volta do período em que 
Paulo escreveu 2 Timóteo (I Timóteo 5.18, Lucas 10.7; II Pedro 3.15,16). 
 
Para nós, hoje, a Escritura refere-se aos escritos divinamente 
inspirados tanto do Antigo Testamento quanto do Novo Testamento. São (os 
escritos) a mensagem original de Deus para a humanidade, e o único 
testemunho infalível da graça salvífica de Deus para todas as pessoas. 
 
Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus. A palavra 
“inspirada” (gr. theopneustos) provém de duas palavras gregas: Theos, que 
 
significa “Deus”, e pneuo, que significa “respirar”. Sendo assim, “inspirado” 
significa “respirado por Deus”. 
 
Toda a Escritura, portanto, é respirada por Deus; é a própria vida 
e Palavra de Deus. A Bíblia, nas palavras dos seus manuscritos originais, 
não contém erro; sendo absolutamente verdadeira, fidedigna e infalível. 
 
Esta verdade permanece inabalável, não somente quando a Bíblia 
trata da salvação, dos valores éticos e da moral, como também está isenta 
de erro em tudo aquilo que ela trata, inclusive a história e o cosmos cf. II 
Pedro 1.20,21; veja também a atitude do salmista para com as Escrituras no 
Salmos 119). 
 
Os escritores do Antigo Testamento estavam conscientes de que 
o que disseram ao povo e o que escreveram é a Palavra de Deus (ver 
Deuteronômio 18.18; II Samuel 23.2). Repetidamente os profetas iniciavam 
suas mensagens com a expressão: 
 
“Assim diz o Senhor”. 
Jesus também ensinou que a Escritura é a inspirada Palavra de 
Deus até em seus mínimos detalhes (Mateus 5.18). 
 
Afirmou, também, que tudo quanto Ele disse foi recebido da parte 
do Pai e é verdadeiro (João 5.19, 30,31; 7.16; 8.26). Ele falou da revelação 
divina ainda futura (a verdade revelada do restante do Novo Testamento), da 
 
parte do Espírito Santo através dos apóstolos (João 16.13; 14.16,17; 
15.26,27). 
 
Negar a inspiração plenária das Sagradas Escrituras, portanto, é 
desprezar o testemunho fundamental de Jesus Cristo (Mateus 5.18; 15.3-6; 
Lucas 16.17; 24 25-27, 44,45; João 10.35), do Espírito Santo (João 15.26; 
16.13; I Coríntios 2.12-13; I Timóteo 4.1) e dos apóstolos (3.16; II Pedro 
1.20,21). Além disso, limitar ou descartar a sua inerrância é depreciar sua 
autoridade divina. 
 
Na sua ação de inspirar os escritores pelo seu Espírito, Deus, 
sem violar a personalidade deles, agiu neles de tal maneira que escreveram 
sem erro (3.16; II Pedro 1.20,21; I Coríntios 2.12,13). 
 
A inspirada Palavra de Deus é a expressão da sabedoria e do 
caráter de Deus e pode, portanto, transmitir sabedoria e vida espiritual 
através da fé em Cristo (Mateus 4.4; João 6.63; 2 Timóteo 3.15; I Pedro 
2.2). 
 
As Sagradas Escrituras são o testemunho infalível e verdadeiro 
de Deus, na sua atividade salvífica a favor da humanidade, em Cristo Jesus. 
Por isso, as Escrituras são incomparáveis, eternamente completas e 
incomparavelmente obrigatórias. Nenhuma palavra de homens ou 
declarações de instituições religiosas igualam-se à autoridade delas. 
 
 
Qualquer doutrina, comentário, interpretação, explicação e 
tradição deve ser julgado e validado pelas palavras e mensagem das 
Sagradas Escrituras (Deuteronômio 13.3). 
 
As Sagradas Escrituras como a Palavra de Deus devem ser 
recebidas, cridas e obedecidas como a autoridade suprema em todas as 
coisas pertencentes à vida e à piedade (Mateus 5.17-19; João 14.21; 15.10; 
II Timóteo 3.15,16; Êxodo 20.3). 
 
Na Igreja, a Bíblia deve ser a autoridade final em todas as 
questões de ensino, de repreensão, de correção, de doutrina e de instrução 
na justiça (II Timóteo 3.16,17). Ninguém pode submeter-se ao senhorio de 
Cristo sem estar submisso a Deuse à sua Palavra como a autoridade 
máxima (João 8.31,32, 37). 
 
Só podemos entender devidamente a Bíblia se estivermos em 
harmonia com o Espírito Santo. É Ele quem abre as nossas mentes para 
compreendermos o seu sentido, e quem dá testemunho em nosso interior da 
sua autoridade (I Coríntios 2.12). 
 
Devemos nos firmar na inspirada Palavra de Deus para vencer o 
poder do pecado, de Satanás e do mundo em nossas vidas (Mateus 4.4;Ef 
6.12,17; Tiago 1.21). 
 
 
Todos devem amar, estimar e proteger as Escrituras como um 
tesouro, tendo-as como a única verdade de Deus para um mundo perdido e 
moribundo. 
 
Devemos manter puras as suas doutrinas, observando fielmente 
os seus ensinos, proclamando a sua mensagem salvífica, confiando-as a 
homens fiéis, e defendendo-as contra todos que procuram destruir ou 
distorcer suas verdades eternas (ver Filipenses 1.16; 2 Timóteo 1.13,14 
notas; 2.2;Judas 3). Ninguém tem autoridade de acrescentar ou subtrair 
qualquer coisa da Escritura (Deuteronômio 4.2; Apocalipse 22.19). 
 
Um fato final a ser observado aqui. A Bíblia é infalível na sua 
inspiração somente no texto original dos livros que lhe são inerentes. Logo, 
sempre que acharmos nas Escrituras alguma coisa que parece errada, ao 
invés de pressupor que o escritor daquele texto bíblico cometeu um engano, 
devemos ter em mente três possibilidades no tocante a um tal suposto 
problema: 
 
(a) As cópias existentes do manuscrito bíblico original 
podem conter inexatidão; 
 
(b) As traduções atualmente existentes do texto bíblico 
grego ou hebraico podem conter falhas; ou 
 
(c) A nossa própria compreensão do texto bíblico pode ser 
incompleta ou incorreta. 
 
 
 
A DOUTRINA DE DEUS 
 
DEFINIÇÕES BÍBLICAS: 
 
As expressões "Deus é Espírito" (João4: 24) e "Deus é Luz " ( I 
João 1:5), são expressões da natureza essencial de Deus, enquanto que a 
expressão "Deus é amor" ( I João 4:7) é expressão de Sua personalidade. (I 
Timóteo 6:16). 
 
DEFINIÇÃO CRISTÃ DO BREVE CATECISMO: 
 
Deus é um Espírito, infinito, eterno e imutável em Seu Ser, 
sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade. 
 
DEFINIÇÃO FILOSÓFICA DE PLATÃO: 
 
Deus é o começo, o meio e o fim de todas as coisas. Ele é a 
mente ou razão suprema; a causa eficiente de todas as coisas; eterno, 
imutável, onisciente, onipotente; tudo permeia e tudo controla; é justo, santo, 
sábio e bom; o absolutamente perfeito, o começo de toda a verdade, a fonte 
de toda a lei e justiça, a origem de toda a ordem e beleza e, especialmente, 
a causa de todo o bem. 
 
 
DEFINIÇÃO COMBINADA: Deus é um espírito infinito e perfeito 
em quem todas as coisas têm sua origem, sustentação e fim (João4:24; 
Neemias 9:6; Apocalipse 1:8; Isaías 48:12; Apocalipse 1:17). 
 
 
A EXISTÊNCIA DE DEUS 
 
TEORIAS SOBRE A EXISTÊNCIA DE DEUS: 
 
ATEÍSMO: 
Nega a existência teórica e prática de Deus. 
 
DEÍSMO: 
Deus criou, mas se retirou e deixa a criação à sua própria sorte. 
Não interfere. 
 
PANTEÍSMO: 
Deus é uma força impessoal que está presente em tudo. TEÍSMO: 
Existe um Deus, vivo e pessoal, que criou e governa todas as coisas. 
 
Não se pode duvidar da existência de ateus práticos, visto que 
tanto a Escritura como a experiência a atestam. A respeito dos ímpios o 
Salmos 14.1 declara: “Diz o insensato no seu coração: não há Deus” 
 
(Salmos 10.4b). E Paulo lembra aosEfésiosque eles tinham estado 
anteriormente “sem Deus no mundo”,Efésios 2.12. A experiência também dá 
abundante da presença deles no mundo. 
 
Eles não são necessariamente ímpios notórios aos olhos dos 
homens, mas podem pertencer aos assim chamados “homens decentes do 
mundo”, embora consideravelmente indiferentes para com as coisas 
espirituais. Tais pessoas muitas vezes têm a consciência do fato de que 
estão em desarmonia com Deus, tremem ao pensar em defrontá-lo e 
procuram esquecê-lo. 
 
Parecem ter um secreto prazer em exibir o seu ateísmo quando 
tudo vai bem, mas é sabido que dobram os seus joelhos em oração quando 
sua vida entra repentinamente em perigo. Na época presente, milhares 
desses ateus práticos pertencem à Associação Americana para o Progresso 
do Ateísmo. 
 
Para nós a existência de Deus é a grande pressuposição da 
teologia. Não há sentido em falar-se do conhecimento de Deus, se não se 
admite que Deus existe. A pressuposição da teologia cristã é um tipo muito 
definido. 
 
A suposição não é apenas de que há alguma coisa, alguma ideia 
ou ideal, algum poder ou tendência com propósito, a que se possa aplicar o 
nome de Deus, mas que há um ser pessoal auto-consciente, auto-existente, 
 
que é a origem de todas as coisas e que transcende a criação inteira, mas 
ao mesmo tempo é imanente em cada parte da criação. 
 
Pode-se levantar a questão se esta suposição é razoável, questão 
que pode ser respondida na afirmativa. Não significa, contudo, que a 
existência de Deus é passível de uma demonstração lógica que não deixa 
lugar nenhum para dúvida; mas significa, sim, que, embora verdade da 
existência de Deus seja aceita pela fé, esta fé, se baseia numa informação 
confiável. 
 
Embora a teologia reformada considere a existência de Deus 
como pressuposição inteiramente razoável, não se arroga a capacidade de 
demonstrar isto por meio de uma argumentação racional. Dr. Kuyper fala 
como segue da tentativa de fazê-lo: “A tentativa de provar a existência de 
Deus ou é inútil ou é um fracasso. É inútil se o pesquisador acredita que 
Deus recompensa aqueles que O procuram. É um fracasso se, se trata de 
uma tentativa de forçar, mediante argumentação, ao reconhecimento, num 
sentido lógico, uma pessoa que não tem esta pistis”. 
 
 
ACEITAR A EXISTENCIA DE DEUS PELA FÉ 
 
O Cristão aceita a verdade da existência de Deus pela fé. Mas 
esta fé não é uma fé cega, mas fé baseada em provas, e as provas se 
acham, primariamente, na Escritura como a Palavra de Deus inspirada, e, 
secundariamente, na revelação de Deus na natureza. 
 
 
A prova bíblica sobre este ponto não nos vem na forma de uma 
declaração explícita, e muito menos na forma de um argumento lógico. 
Nesse sentido a Bíblia não prova a existência de Deus. 
 
O que mais se aproxima de uma declaração talvez seja o que 
lemos em Hebreus 11:6 “… é necessário que aquele que se aproxima de 
Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. A 
Bíblia pressupõe a existência de Deus em sua declaração inicial, “No 
princípio criou Deus os céus e a terra”. 
 
Ela não somente descreve a Deus como o Criador de todas as 
coisas, mas também como o Sustentador de todas as Suas criaturas. E 
como o Governador de indivíduos e nações. Ela testifica o fato de que Deus 
opera todas as coisas de acordo com o conselho da Sua vontade, e revela a 
gradativa realização do Seu grandioso propósito de redenção. 
 
O preparo para esta obra, especialmente na escolha e direção do 
povo de Israel na velha aliança, vê-se claramente no Velho Testamento, e a 
sua culminação inicial na Pessoa e Obra de Cristo ergue-se com grande 
clareza nas páginas do Novo testamento. 
 
Vê-se Deus em quase todas as páginas da Escritura Sagrada em 
que Ele se revela em palavras e atos. Esta revelação de Deus constitui a 
base da nossa fé na existência de Deus, e a torna uma fé inteiramente 
 
razoável. Deve-se notar, que é somente pela fé que aceitamos a revelação 
de Deus e que obtemos uma real compreensão do seu conteúdo. 
 
Disse Jesus, “Se alguém quiser fazer a vontade d’Ele, conhecerá 
a respeito da doutrina, se elaé de Deus ou se eu falo por mim mesmo”, João 
7.17. É este conhecimento intensivo, resultante de íntima comunhão com 
Deus, que Oséias tem em mente quando diz: “Conheçamos, e prossigamos 
em conhecer ao Senhor”, Oséias 6.3. 
 
O incrédulo não tem nenhuma real compreensão da palavra de 
Deus. As palavras de Paulo são pertinentes nesta conexão: “Onde está o 
sábio? Onde o escriba? Onde o inquiridor deste século? Porventura não 
tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de 
Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus 
salvar os que creem, pela loucura da pregação”, 1 Coríntios 1.20, 21. 
 
PROVAS RACIONAIS DA EXISTÊNCIA DE DEUS. 
 
No transcurso do tempo foram elaborados alguns argumentos em 
favor da existência de Deus. Acharam ponto de apoio na teologia, 
especialmente pela influência de Wolff. Alguns deles já tinham sido 
sugeridos, em essência, por Platão e Aristóteles, e outros foram 
acrescentados modernamente por estudiosos da filosofia da religião. 
Somente os mais comuns podem ser apresentados aqui. 
 
O ARGUMENTO ONTOLÓGI CORÍNTIOS 
 
 
Este argumento foi apresentado em várias formas por Anselmo, 
Descartes, Samuel Clark, e outros. Foi apresentado em sua mais perfeita 
forma por Anselmo. Este argumenta que o homem tem a ideia de um ser 
absolutamente perfeito; que a existência é atributo de perfeição; e que, 
portanto, um ser absolutamente perfeito tem que existir. Mas é evidente que 
não podemos tirar uma conclusão quanto à existência real partindo de um 
pensamento abstrato. 
 
O fato de que temos uma ideia de Deus ainda não prova a Sua 
existência objetiva. Além disto, este argumento pressupõe tacitamente como 
já existente na mente humana o próprio conhecimento da existência de Deus 
que teria que derivar de uma demonstração lógica. 
 
Kant declarou, com ênfase, insustentável este argumento, mas 
Hegel o aclamou como um grande argumento em favor da existência de 
Deus. Alguns idealistas modernos sugeriram que ele poderia ser proposto de 
forma um tanto diferente, como a que Hocking chamou, “O registro da 
experiência”. Em virtude podemos dizer: “Tenho ideia de Deus: portanto, 
tenho experiência de Deus”. 
 
 
O ARGUMENTO COSMOLÓGI CORÍNTIOS 
 
Este argumento tem aparecido em diversas formas. Em geral se 
apresenta como segue: Cada coisa existente no mundo tem que ter uma 
 
causa adequada; sendo assim, o universo também tem que ter uma causa 
adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande. Contudo, o argumento 
não produz convicção, em geral. 
 
Hume questionou a própria lei de causa efeito, e Kant assinalou 
que, se tudo que existe tem uma causa adequada, isto se aplica também a 
Deus, e, assim, somos suposição de que o cosmo teve uma causa única, 
uma causa pessoal e absoluta, e, portanto, não prova a existência de Deus. 
Esta dificuldade levou a uma construção ligeiramente diversa do argumento 
como, por exemplo, a que B.P.Bowne fez. 
 
O universo material aparece como sistema interativo e, portanto, 
como uma unidade que consiste de várias partes. Daí, deve haver um 
Agente Integrante que veicule a interação das várias partes ou constitua a 
base dinâmica da existência delas. 
 
 
O ARGUMENTO TELEOLÓGI CORÍNTIOS 
 
Este argumento também é causal e, na verdade, é apenas uma 
extensão do imediatamente anterior. Pode ser exposto da seguinte forma: 
Em toda parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e 
assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado 
para a produção de um mundo como este. 
 
 
 Kant considera este argumento o melhor dos três que 
mencionamos, mas alega que ele não prova a existência de Deus, nem de 
um criador, mas somente a de um grande arquiteto que modelou o mundo. 
 
É superior ao argumento cosmológico no sentido de que explicita 
aquilo que não é firmado no anterior, a saber, que o mundo contém 
evidências de inteligência e propósito. Não se segue necessariamente que 
este ser é o Criador do mundo. 
 
“A prova teológica”. Diz Wright. “indica apenas a provável 
existência de uma mente que, ao menos em considerável medida, controla o 
processo do mundo, suficiente para explicar a quantidade de teleologia que 
nele transparece”. 
 
Hegel considerava este argumento válido, mas o tratava como um 
argumento subordinado. Os teólogos sociais dos nossos dias rejeitam-no, 
juntamente com todos os outros argumentos, como puro refugo, mas os 
neoteístas o aceitam. 
 
 
O ARGUMENTO MORAL. 
 
Como os outros argumentos, este também assumiu diferentes 
formas. Kant tomou seu ponto de partida no imperativo categórico, e deste 
deferiu a existência de alguém que, como legislador e juiz, tem absoluto 
direito de dominar o homem. Em sua opinião, este argumento é muito 
 
superior a qualquer dos outros. É o argumento em que se apóia 
principalmente, em sua tentativa de provar a existência de Deus. 
 
Esta pode ser uma das razões pelas quais este argumento é mais 
geralmente reconhecido do que qualquer outro, embora nem sempre com a 
mesma formulação. Alguns argumentam baseados na desigualdade muitas 
vezes observada entre a conduta moral dos homens e a prosperidade que 
eles gozam na vida presente, e acham que isso requer um ajustamento no 
futuro que, por sua vez, exige um árbitro justo. 
 
 A teologia moderna também o usa amplamente, em especial na 
forma de que o reconhecimento que o homem tem do Sumo Bem e a sua 
busca de uma ideal moral exigem e necessitam a existência de um ser santo 
e justo, não torna obrigatória a crença em um Deus, em um Criador ou em 
um Ser de infinitas perfeições. 
 
O ARGUMENTO HISTÓRICO OU ETNOLÓGI CORÍNTIOS 
 
Em geral este argumento toma a seguinte forma: Entre todos os 
povos e tribos da terra há um sentimento religioso que se revela em cultos 
exteriores. Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer à própria 
natureza do homem. 
 
E se a natureza do homem naturalmente leva ao culto religioso, 
isto só pode achar sua explicação num ser superior que constituiu o homem 
um ser religioso. Todavia, em resposta a este argumento, pode-se dizer que 
 
este fenômeno universal pode ter-se originado num erro ou numa 
compreensão errônea de um dos primitivos progenitores da raça humana, e 
que o culto religioso referido aparece com mais vigor entre as raças 
primitivas e desaparece à medida que elas se tornam civilizadas. 
 
Ao avaliar estes argumentos racionais, deve-se assinalar antes de 
tudo que os crentes não precisam deles. Sua convicção a respeito da 
existência de Deus não depende deles, mas, sim, da confiante aceitação da 
auto-revelação de Deus na Escritura. 
 
Se muitos em nossos dias estão querendo firmar sua fé na 
existência de Deus nesses argumentos racionais, isto se deve em grande 
medida ao fato de que eles se negam a aceitar o testemunho da palavra de 
Deus. Além disso, ao usar estes argumentos na tentativa de convencer 
pessoas incrédulas, será bom ter em mente que de nenhum deles se pode 
dizer que transmite convicção absoluta. 
 
Ninguém fez mais para desacreditá-los que Kant. Desde o tempo 
dele, muitos filósofos e teólogos os têm descartado como completamente 
inúteis, mas hoje os referidos argumentos estão recuperando apoio e o seu 
número está crescendo. 
 
E o fato de que em nossos dias tanta gente acha neles indicações 
satisfatórias da existência de Deus, parece indicar que eles não são 
inteiramente vazios de valor. Têm algum valor para os próprios crentes, mas 
devem ser denominados testimonia, e não argumentos. 
 
 
Eles são importantescomo interpretações da revelação geral de 
Deus e como elementos que demonstram o caráter razoável da fé em um 
ser divino. Além disso, podem prestar algum serviço na confrontação com os 
adversários. Embora não provem a existência de Deus além da possibilidade 
de dúvida e a ponto de obrigar o assentimento, podem ser elaborados de 
maneira que estabeleçam uma forte probabilidade e, por isso, poderão 
silenciar muitos incrédulos. 
 
CONCLUSÃO: 
 
Nada podemos saber de Deus, se Ele mesmo não quiser revelar. 
Todo nosso conhecimento de Deus é derivado de sua auto-revelação na 
natureza e nas escrituras sagradas, precisamos de um relacionamento 
pessoal íntimo com ELE. 
 
ESSÊNCIA, NATUREZA DE DEUS: 
Quando falamos em essência de Deus, queremos significar tudo o 
que é essencial ao Seu Ser como Deus, isto é, substância e atributos. 
 
SUBSTÂNCIA DE DEUS: 
Há duas substâncias: matéria e espírito. 
Deus é uma substância simples: A substância de Deus é puro 
espírito, sem mistura com a matéria (João4:24). 
 
 
ATRIBUTOS DE DEUS: 
Sua substância é Espírito e Seus atributos são as qualidades ou 
propriedades dessa substância. Atributos é a manifestação do Ser de Deus. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOS: 
NATURAIS E MORAIS: 
Também chamados de "intransitivos e transitivos", 
"incomunicáveis e comunicáveis", "absolutos e relativos", "negativos e 
positivos" ou "imanentes e emanentes". 
 
ATRIBUTOS NATURAIS: 
VIDA: 
 
Deus tem vida; Ele ouve, vê, sente e age, portanto é um Ser vivo 
(João10:10; Salmos 94:9,l0; II Crônicas 16:9; Atos 14:15; I Tessalonicenses 
1:9). Quando a Bíblia fala do olho, do ouvido, da mão de Deus, etc., fala 
metaforicamente. A isto se dá o nome de antropomorfismo. Deus é vida 
(João5:26; 14:26) e o princípio de vida (Atos 17:25,28). 
 
ESPIRITUALIDADE: 
 
Deus, sendo Espírito, é incorpóreo, invisível, sem substância 
material, sem partes ou paixões físicas e, portanto, é livre de todas as 
limitações temporais (João 4:24; Deuteronômio 4:15-19,23; Hebreus 12:9; 
 
Isaías 40:25; Lucas 24:39; Colossenses 1:15; I Timóteo .1:17; II Coríntios 
.3:17). 
 
PERSONALIDADE: 
Existência dotada de auto-consciência e auto-determinação 
(Êxodo3:14; Isaías 46:11). 
 
a) Volição ou vontade = querer (Isaías 46:10; Apocalipse 4:11). 
 
b) Razão ou intelecto = pensar (Isaías 14:24; Salmos 92:5; Isaías 
55:8). 
 
Emoção ou sensibilidade = sentir (Gêneses 6:6, I Reis 11:9, 
Deuteronômio 6:15; Provérbios 6:16; Tiago 4:5). 
 
TRI-UNIDADE: 
UNIDADE DE SER: 
 
Há no Ser divino apenas uma essência indivisível. Deus é um em 
sua natureza constitucional. A palavra hebraica que significa um no sentido 
absoluto é yacheed (Gêneses 22:2), isto é, uma unidade numérica simples. 
Essa palavra não é empregada para expressar a unidade da divindade. A 
unidade da divindade é ensinada nas palavras de Jesus: Eu e o Pai somos 
um. (João10:30). 
 
 
Jesus está falando da unidade da essência e não de unidade de 
propósito. (João 17:11,21-23, IJoão 5:7). 
 
 
TRINDADE DE PERSONALIDADE: 
 
Há três Pessoas no Ser divino: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A 
palavra hebraica que significa um no sentido de único é echad que se refere 
a uma unidade composta. Esta palavra é empregada para expressar a 
unidade da divindade. Esta palavra é usada em Deuteronômio 6:4; Gêneses 
2:24 e Zacarias 14:9 Veja também (Deuteronômio 4:35;32:39; I Crônicas 
29:1; Isaías 43:10;44:6;45:5; I Reis8:60; Marcos 10:9;12:29; I Coríntios 8:5,6; 
I Timóteo .2:5; Tiago 2:19; João 17:3; Gálatas 3:20;Ef4:6). 
 
ELOHIM: 
 
Este nome está no plural e não concorda com o verbo no singular 
quando designativo de Deus (Gêneses 1:26;3:22; 11:6,7;20:13;48:15; Isaías 
6:8) 
 
HÁ DISTINÇÃO DE PESSOAS NA DIVINDADE: 
 
Algumas passagens mostram uma das Pessoas divinas se 
referindo à outra (Gêneses 19:24; Oséias.1:7; Zacarias 3:1,2; II Timóteo 
.1:18; Salmos 110:1; Hebreus 1:9). 
 
 
 
AUTO EXISTÊNCIA 
 
Um grande teólogo por nome Eusébio Sofrônio Jerônimo disse: 
Deus é a origem de Si mesmo e a causa de Sua própria substância. 
Jerônimo estava errado, pois Deus não tem causa de existência, pois não 
criou a Si mesmo e não foi causado por outra coisa ou por Si mesmo; Ele 
nunca teve início. 
 
Ele é o Eterno EU SOU (Êxodo3:14), portanto Deus é 
absolutamente independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade 
e perpetuidade de Seu Ser. Deus é a razão de sua própria existência 
(João5:26; Atos 17:24-28; I Timóteo .6:15,16). 
 
INFINIDADE OU PERFEIÇÃO 
 
É o atributo pelo qual Deus é isento de toda e qualquer limitação 
em seu Ser e em seus atributos (Jó.11:7-10; Mateus 5:48). A infinidade de 
Deus se contrasta com o mundo finito em sua relação tempo-espaço. 
 
 
ETERNIDADE 
 
A infinidade de Deus em relação ao tempo é denominada 
eternidade. Deus é Eterno (Salmos90:2; 102:12,24-27; Salmos 93:2; 
 
Apocalipse 1:8; Deuteronômio 33:27; Hebreus 1:12). A eternidade de Deus 
não significa apenas duração prolongada, para frente e para traz, mas sim 
que Deus transcende a todas as limitações temporais (IIPedro 3:8) 
existentes em sucessões de tempo. 
 
Deus preenche o tempo. Nossa vida se divide em passado, 
presente e futuro. Mas não há essa divisão na vida de Deus. Ele é o Eterno 
EU SOU. Deus é elevado acima de todos os limites temporais e de toda a 
sucessão de momentos, e tem a totalidade de sua existência num único 
presente indivisível (Isaías 57:15). 
 
 
IMENSIDÃO 
 
A infinidade de Deus em relação ao espaço é denominada 
imensidão ou imensidade. Deus é imenso (Grande ou Majestoso; Jó 36:5,26; 
Jó.37:22,23; Jeremias 22:18; Salmos 145:3). Imensidão é a perfeição de 
Deus pela qual Ele transcende (ultrapassa) todas as limitações espaciais e, 
contudo está presente em todos os pontos do espaço com todo o seu Ser 
PESSOAL (não é panteísmo). 
 
 
A imensidão de Deus é intensiva e não extensiva, isto é, não 
significa extensão ilimitada no espaço, como no panteísmo. A imensidão de 
Deus é transcendente no espaço (intramundano ou imanente = dentro do 
mundo – Salmos139:7-12; Jeremias 23:23,24) e fora do espaço 
 
(supramundano = acima do mundo; extramundano = além do mundo; 
emanente = fora do mundo - I Reis8:27; Isaías 57:15). 
 
ONIPRESENÇA: 
 
É quase sinônimo de imensidão: A imensidade denota a 
transcendência no espaço enquanto que a onipresença denota a imanência 
no espaço. Deus é imanente em todas as Suas criaturas e em toda a 
criação. 
 
A imanência não deve ser confundida com o panteísmo (tudo é 
Deus) ou com o deísmo que ensina que Deus está presente no mundo 
apenas com seu poder (per portentiam) e não com a essência e natureza de 
ser Ser (per essentiam et naturam) e que age sobre o mundo à distância. 
 
Deus ocupa o espaço repletivamente porque preenche todo o 
espaço e não está ausente em nenhuma parte dele, mas tampouco está 
mais presente numa parte que noutra (Salmos 139:11,12). 
 
Deus ocupa o espaço variavelmente porque Ele não habita na 
terra do mesmo modo que habita no céu, nem nos animais como habita nos 
homens, nem nos ímpios como habita nos piedosos, nem na Igreja como 
habita em Cristo (Isaías 66:1; Atos 17:27,28; CompareEfésios1:23 com 
Colossenses 2:9). 
 
 
 
IMUTABILIDADE: 
 
É o atributo pelo qual não encontramos nenhuma mudança em 
Deus, em sua natureza, em seus atributos e em seu conselho. 
 
A "BASE" PARA A IMUTABILIDADE DE DEUS: 
 
É Sua simplicidade, eternidade, auto-existência e perfeição. 
Simplicidade porque sendo Deus uma substância simples,indivisível, sem 
mistura, não está sujeito a variação (Tiago 1:17). 
 
 Eternidade porque Deus não está sujeito às variações e 
circunstâncias do tempo, por isso Ele não muda (Salmos 102:26,27; 
Hebreus 1:12 e 13:8). Auto-existência porque uma vez que Deus não é 
causado, mas existe em Si mesmo, então Ele tem que existir da forma como 
existe, portanto sempre o mesmo (Êxodo3:14). 
 
E perfeição porque toda mudança tem que ser para melhor ou 
pior e sendo Deus absolutamente perfeito jamais poderá ser mais sábio, 
mais santo, mais justo, mais misericordioso, e nem menos. Por isso Deus é 
imutável como a rocha (Deuteronômio 32:4). 
 
IMUTABILIDADE NÃO SIGNIFICA IMOBILIDADE: 
 
Nosso Deus é um Deus de ação e muito dinâmico (Isaías 43:13). 
 
 
IMUTABILIDADE IMPLICA EM NÃO ARREPENDIMENTO: 
 
Alguns versículos falam de Deus como se Ele se arrependesse 
(Êxodo32:14, II Samuel 24:16, Jeremias 18:8; Joel 2:13), trata-se de 
antropomorfismo (Números 23:19; Romanos 11:29; I Samuel 15:29; Salmos 
110:4). 
 
IMUTABILIDADE DE DEUS EM SUA NATUREZA: 
 
Deus é perfeito em sua natureza por isso não muda nem para 
melhor nem para pior (Malaquias 3:6). 
 
IMUTABILIDADE DE DEUS EM SEUS ATRIBUTOS: 
 
Deus é imutável em suas promessas (I Reis8:56; II Coríntios 
.1:20); em sua misericórdia (Salmos 103:17; Isaías 54:10); em sua justiça 
(Ezequiel 8:18); em seu amor (Gêneses 18:25,26). 
 
 
ONISCIÊNCIA 
 
Atributo pelo qual Deus, de maneira inteiramente única, conhece-
se a Si próprio e a todas as coisas possíveis e reais num só ato eterno e 
simples. O conhecimento de Deus tem suas características: 
 
 
 
 
É ARQUÉTIPO: 
 
Deus conhece o universo como ele existe em Sua própria ideia 
anterior à sua existência como realidade finita no tempo e no espaço; e este 
conhecimento não é obtido de fora, como o nosso (Romanos 11:33,34). 
 
É INATO E IMEDIATO: 
 
Não resulta de observação ou de processo de raciocínio (Jó 
37:16) 
 
É SIMULTÂNEO: 
 
Não é sucessivo, pois Deus conhece as coisas de uma vez em 
sua totalidade, e não de forma fragmentada uma após outra (Isaías40:28). 
 
É COMPLETO: 
 
Deus não conhece apenas parcialmente, mas plenamente 
consciente (Salmos 147:5). 
 
 
CONHECIMENTO NECESSÁRIO: 
 
 
Conhecimento que Deus tem de Si mesmo e de todas as coisas 
possíveis, um conhecimento que repousa na consciência de sua 
onipotência. É chamado necessário porque não é determinado por uma ação 
da vontade divina. 
 
Por exemplo: O conhecimento do mal é um conhecimento 
necessário porque não é da vontade de Deus que o mal lhe seja conhecido 
(Habacuque 1:13) Deus não pode nem quer ver o mal, mas o conhece, não 
por experiência, que envolve uma ação de Sua vontade, mas sim por 
simples inteligência, por ser ato do intelecto divino (observa II Coríntios 5:21 
onde o termo grego ginosko é usado). 
 
CONHECIMENTO LIVRE: 
 
É aquele que Deus tem de todas as coisas reais, isto é, das 
coisas que existiram no passado, que existem no presente e existirão no 
futuro. É também chamado visionis, isto é, conhecimento de vista. 
 
 
PRESCIÊNCIA: 
 
Significa conhecimento prévio; conhecimento de antemão. Como 
Deus pode conhecer previamente as ações livres dos homens? Deus 
decretou todas as coisas, e as decretou com suas causas e condições na 
exata ordem em que ocorrem, portanto sua presciência de coisas 
 
contingentes (I Samuel 23:12; II Reis13:19; Jeremias 38:17-20; Ezequiel 3:6 
e Mateus 11:21) apoia-se em seu decreto. 
 
Deus não originou o mal, mas o conheceu nas ações livres do 
homem (conhecimento necessário), o decretou e preconheceu os homens. 
Portanto a ordem é: conhecimento necessário, decreto, presciência. A 
presciência de Deus é muito mais do que saber o que vai acontecer no 
futuro, e seu uso no Novo Testamento é empregado como na LXX que inclui 
Sua escolha efetiva (Números 16:5; Juízes 9:6; Amós 3:2). 
 
Veja Romanos 8:29; I Pedro 1:2; Gálatas 4:9. Como se processou 
o conhecimento necessário de Deus nas livres ações dos homens antes 
mesmo que Ele as decretasse? A liberdade humana não é uma coisa 
inteiramente indeterminada, solta no ar, que pende numa ou noutra direção, 
mas é determinada por nossas próprias considerações intelectuais e caráter 
(lubentiarationalis = auto-determinação racional). Liberdade não é 
arbitrariedade e em toda ação racional há um porquê, uma razão que decide 
a ação. 
 
Portanto o homem verdadeiramente livre não é o homem incerto e 
imprevisível, mas o homem seguro. A liberdade tem suas leis - leis 
espirituais - e a Mente Onisciente sabem quais são (João 2:24,25). Em 
resumo, a presciência é um conhecimento livre (scientia libera) e, 
logicamente procede do decreto, "... segundo o decreto sua vontade" 
(Efésios1:11). 
 
 
 
SABEDORIA: 
 
A sabedoria de Deus é a Sua inteligência como manifestada na 
adaptação de meios e fins. Deus sempre busca os melhores fins e os 
melhores meios possíveis para a consecução dos seus propósitos. H.B. 
Smith define a sabedoria de Deus como o Seu atributo através do qual Ele 
produz os melhores resultados possível com os melhores meios possíveis 
 
Uma definição ainda melhor há de incluir a glorificação de Deus: 
Sabedoria é a perfeição de Deus pela qual Ele aplica o seu conhecimento à 
consecução dos seus fins de um modo que o glorifica o máximo (Romanos 
ll:33-36;Efésios 1:11,12; Colossenses 1:16). 
 
Encontramos a sabedoria de Deus na criação (Salmos 19:1-7; 
Salmos 104), na redenção (I Coríntios 2:7; Efésios 3:10) . A sabedoria é 
personificada na Pessoa do Senhor Jesus (Provérbios 8 e I Coríntios 1:30; 
Jó.9:4; veja também Jó 12:13,16). 
 
 
ONIPOTÊNCIA 
 
É o atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado 
para fazer qualquer coisa que Ele queira. 
 
 
A onipotência de Deus não significa o exercício para fazer aquilo 
que é incoerente com a natureza das coisas, como, por exemplo, fazer que 
um fato do passado não tenha acontecido, ou traçar entre dois pontos uma 
linha mais curta do que uma reta. Deus possui todo o poder que é coerente 
com Sua perfeição infinita, todo o poder para fazer tudo aquilo que é digno 
d’Ele. O poder de Deus é distinguido de duas maneiras: 
 
Potentia Dei absoluta = absoluto poder de Deus 
 
Potentia Dei ordinata = poder ordenado de Deus. 
 
HODGE E SHEDD 
 
Definem o poder absoluto de Deus comoa eficiência divina, 
exercida sem a intervenção de causas secundárias, e o poder ordenado 
comoa eficiência de Deus, exercida pela ordenada operação de causas 
secundárias. 
 
CHANOCK 
 
Define o poder absoluto como aquele pelo qual Deus é capaz de 
fazer o que Ele não fará, mas que tem possibilidade de ser feito, e o poder 
ordenado como o poder pelo qual Deus faz o que decretou fazer, isto é, o 
que Ele ordenou ou marcou para ser posto em exercício; os quais não são 
poderes distintos, mas um e o mesmo poder. 
 
 
O seu poder ordenado é parte do seu poder absoluto, pois se Ele 
não tivesse poder para fazer tudo que pudesse desejar, não teria poder para 
fazer tudo o que Ele deseja. Podemos, portanto, definir o poder ordenado de 
Deus como a perfeição pela qual Ele, mediante o simples exercício de Sua 
vontade, pode realizar tudo quanto está presente em Sua vontade ou 
conselho. 
 
E' óbvio, porém, que Deus pode realizar coisas que a Sua 
vontade não desejou realizar (Gêneses 18:14; Jeremias 32:27; Zacarias 8:6; 
Mateus 3:9; Mateus 26:53). Entretanto há muitas coisas que Deus não pode 
realizar: Ele não pode mentir, pecar, mudar ou negar-se a Si mesmo(Números 23:19; I Samuel 15:29; II Timóteo 2:13; Hebreus 6:18; Tiago 
1:13,17; Hebreus 1:13; Tito 1:3), isto porque não há poder absoluto em 
Deus, divorciado de Sua perfeições, e em virtude do qual Ele pudesse fazer 
todo tipo de coisas contraditórias entre Si (Jó11:7). Deus faz somente aquilo 
que quer fazer (Salmos 115:3; Salmos 135:6). 
 
EL-SHADDAI: 
 
A onipotência de Deus se expressa no nome hebraico El-Shaddai 
traduzido por Todo-Poderoso (Gêneses 17:1; Êxodo6:3; Jó.37:23 etc.). 
 
EM TODAS AS COISAS: 
 
A onipotência de Deus abrange todas as coisas (I Crônicas 
29:12), o domínio sobre a natureza (Salmos 107:25-29; Naum1:5,6; Salmos 
 
33:6-9; Isaías 40:26; Mateus 8:27; Jeremias 32:17;Romanos 1:20), o 
domínio sobre a experiência humana (Salmos 91:1; Daniel 4:19-37; 
Êxodo7:1-5; Tiago 4:12-15; Provérbios .21:1; Jó 9:12; Mateus 19:26; Lucas 
1:37), o domínio sobre as regiões celestiais (Daniel 4:35; Hebreus 1:13,14; 
Jó 1:12; Jó2:6). 
 
 
NA CRIAÇÃO, NA PROVIDÊNCIA E NA REDENÇÃO: 
 
Deus manifestou o seu poder na criação (Romanos 4:17; Isaías 
44:24), nas obras da providência (I Crônicas 29:11,12) e na redenção 
(Romanos 1:16; I Coríntios 1:24). 
 
 
SOBERANIA OU SUPREMACIA 
 
Atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas 
as coisas criadas, determinando-lhe o fim que desejar (Gêneses 14:19; 
Neemias 9:6; Êxodo18:11; Deuteronômio 10:14,17; I Crônicas 29:11; II 
Crônicas 20:6; Jeremias 27:5; Atos 17:24-26; Judas 4; Salmos 22:28; 
47:2,3,8; 50:10-12; 95:3-5; 135:5; 145:11-13; Apocalipse 19:6). 
 
VONTADE OU AUTO-DETERMINAÇÃO: 
 
A perfeição de Deus pela qual Ele, num ato sumamente simples, 
dirige-se à Si mesmo como o Sumo Bem (deleita-se em Si mesmo como tal) 
 
e às Suas criaturas por amor do Seu nome (Isaías 48:9,11,14; Ezequiel 
20:9,14,22,44; Ezequiel 36:21-23). 
 
A vontade de Deus recebe variadas classificações, pois à ela são 
aplicadas diferentes palavras hebraicas (chaphets, tsebhu, ratson) e gregas 
(boule, thelema). 
 
 
VONTADE PRECEPTIVA: 
 
Na qual Deus estabeleceu preceitos morais para reger a vida de 
Suas criaturas racionais. Esta vontade pode ser desobedecida com 
freqüência (Atos13:22; I João 2:17; Deuteronômio 8:20). 
 
 
VONTADE DECRETÓRIA: 
 
Pela qual Deus projeta ou decreta tudo o que virá a acontecer, 
quer pretenda realizá-lo causativamente, quer permita que venha a ocorrer 
por meio da livre ação de suas criaturas (Atos 2:23; Isaías 46:9-11). A 
vontade decretória é sempre obedecida. A vontade decretória e a vontade 
preceptiva relacionam-se ao propósito em realizar algo. 
 
 
VONTADE DE EUDOKIA: 
 
 
Na qual Deus deleita-se com prazer em realizar um fato e com 
desejode ver alguma coisa feita. Esta vontade, embora não se relacione com 
o propósito de fazer algo, mas sim com o prazer de fazer algo, contudo 
corresponde àquilo que será realizado com certeza, tal como acontece com 
a vontade decretória (Salmos 115:3; Isaías 44:28; Isaías 55:11). 
 
 
VONTADE DE EURESTIA: 
 
Na qual Deus deleita-se com prazer ao vê-la cumprida por Suas 
criaturas. Esta vontade abrange aquilo que a Deus apraz que Suas criaturas 
façam, mas que pode ser desobedecido, tal como acontece com a vontade 
preceptiva (Isaías 65:12). 
 
 
A VONTADE DE EUDOKIA: 
 
Não se refere somente ao bem, e nela não está sempre presente 
o elemento de deleite (Mateus 11:26). A vontade de eudokia e a vontade de 
eurestia relacionam-se ao prazer em realizar algo. 
 
 
VONTADE DE BENEPLACITUM: 
 
Também chamada Vontade Secreta. Abrange todo o conselho 
secreto e oculto de Deus. Quando esta vontade nos é revelada, ela torna-se 
 
na Vontade do Signum ou Vontade Revelada. A distinção entre a vontade de 
beneplacitum e a vontade de signum encontra-se em Deuteronomio.29:29. 
 
 
A VONTADE SECRETA: 
 
É mencionada em Salmos115:3; Daniel 4:17,25,32,35; Romanos 
9:18,19; Romanos 11:33,34; Efésios 1:5,9,11, enquanto que a vontade 
revelada é mencionada em Mateus 7:21; Mateus 12:50; João 4:34; João 
7:17; Romanos 12:2. Esta vontade está mui perto de nós (Deuteronômio 
30:14; Romanos 10:8). A vontade secreta de Deus pertence a todas as 
coisas que Ele quer efetuar ou permitir, tal como acontece na vontade 
decretória, sendo portanto, absolutamente fixa e irrevogável. 
 
 
LIBERDADE: 
 
A perfeição de Deus no exercício de Sua vontade. Deus age 
necessária e livremente. Assim como há conhecimento necessário e 
conhecimento livre, há também uma voluntas necessária = vontade 
necessária e uma voluntas libera = vontade livre. Na vontade necessária 
Deus não está sob nenhuma compulsão, mas age de acordo com a lei do 
Seu Ser, pois Ele necessariamente quer a Si próprio e quer a Sua natureza 
santa. 
 
 
Deus necessariamente se ama a Si próprio e Suas perfeições. As 
Suas criaturas são objetos de Sua vontade livre, pois Deus determina 
voluntariamente o que e quem Ele criará; e os tempos, lugares e 
circunstâncias de suas vidas. Ele traça as veredas de todas as Suas 
criaturas, determina o seu destino e as utiliza para Seus propósitos (Jó.ll:10; 
Jó23:13,14; Jó33:13. Provérbios 16:4; Provérbios 21:1; Isaías 10:15; Isaías 
29:16; Isaías 45:9; Mateus 20:15; Apocalipse 4:11; Romanos 9:15-22; I 
Coríntios 12:11). 
 
 
20 CURIOSIDADES BÍBLICAS QUE PODEM 
MUDAR A SUA VIDA! VOCÊ SÁBIA QUE: 
 
1) Na Bíblia tem 2 livros que levam os nomes de duas mulheres que são 
“Ester” e “Rute”; 
 
2) No livro de Ester não menciona o nome de Deus; 
 
3) O maior versículo da Bíblia tem 92 palavras e está em Ester 8.9; 
 
4) O menor versículo da Bíblia tem 10 letras e está em Êxodo 20.13 “Não 
Matarás”; 
 
 
5) O 2° menor versículo da Bíblia tem 11 letras e está em João 11.35 
“Jesus Chorou”; 
 
6) A Bíblia foi escrita por 40 homens e ao longo de 1.536 anos. Iniciou com 
o Pentateuco de Moisés no Sinai em 1.440 a.C. e terminou com o 
quarteto do Apóstolo João:Apocalipse; I João ; IIJoão e IIIJoão no ano 
96 d.C.; 
 
7) A Terra tem 7 bilhões de pessoas e apenas 5% é Cristã ou seja apenas 
350 milhões vão para o Céu (além de 10% de inocentes); 
 
8) Adão e Eva foram criados há 8.101(2015); da criação ao dilúvio 
passaram 1.656 anos; do dilúvio a Cristo foram 4.430 anos e, de Cristo 
até hoje são 2.015 anos. Porém os elementos usados para formar a 
Terra e a criação de animais e vegetais são bem mais antigos e pode 
chegar a 100 mil anos ou mais e, que o dia da criação desses elementos 
e animais pode não ser de 24 horas de 60 minutos do relógio solar de 
hoje; 
 
9) O homem que mais viveu na Terra foi “Metusela” ou “Matusalém” era 
avô de Noé e, morreu afogado no dilúvio porque não creu na pregação 
do neto; hoje a Arca da Salvação é Cristo e o betume é o Seu sangue; 
 
10) Os Cristãos não podem ouvir ou cantar músicas mundanas: 1º porque 
não louva a Deus, 2º porque louva a carne e os demônios e, 3º porque 
sempre tem mensagens subliminar, psicografada e sensual; 
 
 
11) A Figueira brotou as folhas em 1.948, ou seja, Israel renasceu e já 
estamos no momento propício para o Arrebatamento. Onde os mortos 
em Cristo ressuscitarão primeiro e juntamente com os Cristãos vivos vão 
subir para a Jerusalém Celeste, passar 3,5 anos no Tribunal de Cristo 
para receber coroas e galardões e depois 3,5 anos nas Bodas do 
Cordeiro que é festa de casamento entre a Igreja e Cristo. Toda pessoa 
que hoje morre com Cristo o seu espírito vai repousar no Paraíso 
Celeste ou Seio de Abraão; 
 
12) A Grande Tribulação será a 3ª Guerra Mundial, liderados pelo 
Anticristo ea Besta/Falso Profeta e começará após a subida da Igreja 
Cristã. Na Terra em 7 anos todas as pessoas infiéis sofrerão o castigo e 
punições com pragas, ferrões de escorpiões, trombetas e selos. Vai 
chover pedras de 30 quilos e o povo será carimbado com o 666, 
castigados e mortos. Armagedom será a batalha final dos países contra 
Israel 
 
13) O Milênio será um período de mil anos de paz na Terra para os 
Judeus, onde os animais serão mansos, não haverá: armas e guerras, 
moedas, doença e noite e, as mulheres terão de 30 a 150 filhos; 
 
14) O Pouco de Tempo será a 4º e última Guerra na Terra após o Milênio, 
com duração de 6 a 12 meses, e fogo vai descer do Céu e devorar os 
Judeus rebeldes para após serem julgados no Juízo Final; 
 
 
15) A Nova Terra de Apocalipse21 será para os Judeus obedientes, 
reconstrução do Jardim do Éden e, a Igreja estará na Jerusalém Celeste 
com corpos espirituais e cantando ao redor do trono de Deus para 
sempre; 
 
16) No Juízo Final do Trono Branco, todas as pessoas que morrem sem 
Cristo, os seus espíritos já estão hoje sofrendo no Inferno e, serão 
ressuscitados e receberão corpos imortais, doentes e feios da forma que 
morreram e receberão a sentença do castigo eterno e serão lançados no 
Lago de Fogo que arde mais que o Inferno. Serão condenados pela obra 
de: não ter crido no Senhor Jesus e na Bíblia que é Palavra de Deus, 
não ter se arrependido, confessado e abandonado os pecados, não ter 
se batizado e não ter frequentado uma igreja; 
 
17) Quem não consegue dominar e eliminar o desejoda carne de 
prostituir, beber, fumar, dançar e odiar é porque ainda não tem a 
salvação e ainda não foi selado pelo Espírito Santo, e, ainda não tem o 
nome escrito no Livro da Vida no Céu e, para ser franco é porque ainda 
está possesso e oprimido por demônios; 
 
18) Deus aprova, venera e apóia o sexo no leito sem mácula, ou seja, de 
pares casados no civil e se possível na igreja; e reprova e castiga já 
agora e também depois no Inferno aos que se dão à prostituição, ou 
seja, o sexo praticado antes ou fora do casamento e entre amasiados 
(Hebreus 13.4); Deus, diz na Bíblia, que reprova a união de pessoas do 
 
mesmo sexo, porém está pronto para perdoar e salvar a alma de 
homossexuais e de lésbicas e de todos os prostitutos. 
 
19) Que o maior diálogo do Senhor Jesus registrado na Bíblia foi com 
uma Prostituta, liberou perdão e ela tornou-se a primeira missionária e 
ganhou toda uma cidade para Jesus (João4). O importante é o 
arrependimento e fazer propósito de mudança de vida e, então para 
aquele que se arrepende, confessa, pede perdão e muda totalmente de 
vida não tem nenhuma condenação. João 8.11 Vai e não peques mais; 
 
20) No sangue de Cristo, todos os seus pecados pretos como a escarlata 
ficam branco como a neve e, os vermelhos como o carmesim ficam 
como a branca lã. Isaias 1.18. Jesus cura todo tipo de doença, 
depressão, angústia, enxuga as lágrimas, liberta de opressão maligna, 
dá vitória, alegria, muita paz e leva ao Céu. 
 
REFLEXÃO: 
 
Querido estudante, hoje é o dia de você encontrar-se ou 
reconciliar-se com o Senhor Jesus ou falar do amor dEle para sua família e 
amigos! Venha agora para a presença de Deus, o Arrebatamento está 
chegando e amanhã poderá ser tarde demais! 
E para você que já é cristão, continue firme nas promessas, 
perdoe tudo e a todos! Abraços! Tenha um bom dia, lhe desejosaúde, vida 
longa e muita sabedoria espiritual. Pr.Omar. 
 
 
Essas 20 curiosidades foram apenas para 
descontrair e quebrar a rotina dos estudos, agora 
pode voltar àsequência, grato, Deus te abençoe. 
 
 
ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS 
 
SANTIDADE: 
 
É a perfeição de Deus, em virtude da qual Ele eternamente quer 
manter e mantém a Sua excelência moral, aborrece o pecado, e exige 
pureza moral em suas criaturas. Ser Santo vem do hebraico qadash que 
significa cortar ou separar. Neste sentido também o Novo testamento utiliza 
as palavras gregas hagiazo e hagios. A santidade de Deus possui dois 
diferentes aspectos, podendo ser positiva ou negativa (Hebreus 1:9;Amós 
5:15; Romanos 12:9). 
 
SANTIDADE POSITIVA: 
 
Expressa excelência moral de Deus na qual Ele é absolutamente 
perfeito, puro e íntegro em Sua natureza e Seu caráter (IJoão1:5; Isaías 
57:15; I Pedro 1:15,16; Habacuque 1:13). A santidade positiva é amor ao 
bem. 
 
 
 
SANTIDADE NEGATIVA: 
 
Significa que Deus é inteiramente separado de tudo quanto é mal 
e de tudo quanto o aborrece (Levítico 11:43-45; Deuteronômio 23:14; 
Jó.34:10; Provérbios .15:9,26; Isaías 59:1,2; Lucas 20:26; Habacuque 1:13; 
Provérbios .6:16-19; Deuteronômio 25:16; Salmos 5:4-6). A santidade 
negativa é ódio ao mal. Além de possuir dois aspectos a santidade de Deus 
possui também duas maneiras diferentes de manifestar-se: 
 
 
RETIDÃO: 
 
Também chamada justiça absoluta, é a retidão da natureza divina, 
em virtude da qual Ele é infinitamente Reto em Si mesmo (santidade 
legislativa). Salmos 145:17; Jeremias 12:1; João17:25; Salmos 116:5; 
Esdras 9:15. 
 
 
JUSTIÇA: 
 
Também chamada justiça relativa, é a execução da retidão ou a 
expressão da justiça absoluta (santidade judicial). Strong a chama de 
santidade transitiva. A retidão é a fonte da Santidade de Deus, a justiça é a 
demonstração de Sua santidade. 
 
 
A justiça de Deus pode ser retributiva e remunerativa. A justiça 
retributiva se divide em punitiva e corretiva. A justiça punitiva é aquela pela 
qual Deus pune os pecadores pela transgressão de Suas leis. Esta justiça 
de Deus exige a execução das penalidades impostas por Suas leis (Salmos 
3:5;11:4-7 Deuteronômio 32:4; Daniel 9:12,14; Êxodo9:23-27;34:7). A justiça 
corretiva é aquela pela qual Deus "pune" Seus filhos para corrigi-los 
(Hebreus 12:6,7). 
 
Aqueles que não são Seus filhos, Deus pune como um Juiz 
Severo (Romanos 11:22; Hebreus 10:31), mas aos Seus filhos, Deus "pune" 
(corrige) como um Pai Amoroso (Jeremias 10:24;30:11;46:28; Salmos 
89:30-33; I Crônicas 21:13) A justiça remunerativa é aquela pela qual Deus 
recompensa, com Suas bênçãos, aos homens pela obediência de Suas leis 
(Hebreus 6:10; II Timóteo .4:8; I Coríntios 4:5;3:11-15; Romanos 2:6-10; 
IIJoão 8) 
 
 
IRA: 
 
Esta deve ser considerada como um aspecto negativo da 
santidade de Deus, pois em Sua ira Deus aborrece o pecado e odeia tudo 
quanto contraria Sua santidade (Deuteronômio 32:39-41; Romanos 11:22; 
Salmos 95:11; Deuteronômio 1:34-37; Salmos 95:11). Podemos, então, 
dizer que a ira é a manifestação da santidade negativa de Deus (Romanos 
 
1:18; II Tessalonicenses 1:5-10; Romanos 5:9 etc.). A ira é também 
designada de severidade (Romanos 11:22). 
 
BONDADE: 
 
É uma concepção genérica incluindo diversas variedades que se 
distinguem de acordo com os seus objetos. Bondade é perfeição absoluta e 
felicidade perfeita em Si mesmo (Marcos 10:18; Lucas 18:18,19; Salmos 
33:5; Salmos 119:68; Salmos 107:8; Naum1:7). 
 
A BONDADE IMPLICA NA DISPOSIÇÃO DE TRANSMITIR 
FELICIDADE. 
 
BENEVOLÊNCIA: 
 
É a bondade de Deus para com Suas criaturas em geral. E' a 
perfeição de Deus que O leva a tratar benévola e generosamente todas as 
Suas criaturas (Salmos 145:9,15,16; Salmos 36:6;104:21; Mateus 
5:45;6:26; Lucas 6:35; Atos 14:17). 
 
 
THIESSEN 
 
Define benevolência como a afeição que Deus sente e manifesta 
para com Suas criaturas sensíveis e racionaIsaías Ela resulta do fato de que 
a criatura é obra Sua; Ele não pode odiar qualquer coisa que tenha feito 
 
(Jó14:15) mas apenas àquilo que foi acrescentadoà Sua obra, que é o 
pecado (Eclesiastes 7:29). 
 
BENEFICÊNCIA: 
 
Enquanto que a benevolência é a bondade de Deus considerada 
em sua intenção ou disposição, a beneficência é a bondade em ação, 
quando seus atributos são conferidos. 
 
COMPLACÊNCIA: 
 
É a aprovação às boas ações ou disposições. É aquilo em Deus 
que aprova todas as Suas próprias perfeições como também aquilo que se 
conforma com Ele (Salmos 35:27; Salmos 51:6; Isaías 42:1; Mateus 3:17; 
Hebreus 13:16). 
 
LONGANIMIDADE OU PACIÊNCIA: 
 
O hebraico emprega a palavra erek'aph que significa grande de 
rosto e daí também lento para a ira. O grego emprega makrothymia que 
significa ira longe. Portanto longanimidade é o aspecto da bondade de Deus 
em virtude do qual Ele tolera os pecadores, a despeito de sua prolongada 
desobediência. A longanimidade revela-se no adiamento do merecido 
julgamento (Êxodo34:6; Salmos 86:15; Romanos 2:4; Romanos 9:22; I 
Pedro 3:20; II Pedro 3:15) 
 
 
MISERICÓRDIA: 
 
Também expressa pelos sinônimos compaixão, compassividade, 
piedade, benignidade, clemência e generosidade. No hebraico usa-se as 
palavras chesed e racham e no grego eleos. É a bondade de Deus 
demonstrada para com os que se acham na miséria ou na desgraça, 
independentemente dos seus méritos (Deuteronômio 5:10; Salmos 57:10; 
Salmos 86:5; I Crônicas 16:34; II Crônicas 7:6; Salmos 116:5; Salmos 136; 
Esdras 3:11; Salmos 145:9; Ezequiel 18:23,32; Êxodo33:11; Lucas 6:35; 
Salmos 143:12; Jó 6:14). 
 
A paciência difere da misericórdia apenas na consideração formal 
do objeto, pois a misericórdia considera a criatura como infeliz, a paciência 
considera a criatura como criminosa; a misericórdia tem pena do ser humano 
em sua infelicidade, a paciência tolera o pecado que gerou a infelicidade. 
 
A paciência difere da misericórdia apenas na consideração formal 
do objeto, pois a misericórdia considera a criatura como infeliz, a paciência 
considera a criatura como criminosa; a misericórdia tem pena do ser humano 
em sua infelicidade, a paciência tolera o pecado que gerou a infelicidade. 
 
A infelicidade e sofrimento deriva-se de um justo desagrado 
divino, portanto exercer misericórdia é o ato divino de livrar o pecador do 
sofrimento pelo qual ele justamente e merecidamente deveria passar, como 
consequência do desagrado divino. 
 
 
 
GRAÇA: 
 
É a bondade de Deus exercida em prol da pessoa indigNaum 
Portanto graça é o ato divino de conceder ao pecador toda a bondade de 
Deus a qual ele não merece receber (Êxodo33:19). Na misericórdia Deus 
suspende o sofrimento merecido, na graça Deus concede bênçãos não 
merecidas. Todo pecador merece ir para o inferno; assim Deus exerce Sua 
misericórdia livrando o pecador da condenação. 
 
Nenhum pecador merece ir para o paraíso; assim Deus exerce a 
Sua graça doando ao pecador o privilégio de ir gratuitamente para o paraíso. 
Essa diferença entre misericórdia e graça é notada em relação aos anjos 
que não caíramos. 
 
Deus nunca exerceu misericórdia para com eles, posto que jamais 
tiveram necessidade dela, pois não pecaram, nem ficaram debaixo dos 
efeitos da maldição. Todavia eles são objetos da livre e soberana graça de 
Deus pela qual foram eleitos (I Timóteo. 5:21) e preservados eternamente de 
pecado e colocados em posição de honra (Daniel 7:10; I Pedro 3:22). 
 
 
AMOR: 
 
A perfeição da natureza divina pela qual Ele é continuamente 
impelido a se comunicar. É, entretanto, não apenas um impulso emocional, 
 
mas uma afeição racional e voluntária, sendo fundamentada na verdade e 
santidade e no exercício da livre escolha. Este amor encontra seus objetos 
primários nas diversas Pessoas da Trindade. Assim, o universo e o homem 
são desnecessários para o exercício do amor de Deus. 
 
Amor é, portanto, a perfeição de Deus pela qual Ele é movido 
eternamente à Sua própria comunicação. Ele ama a Si mesmo, Suas 
virtudes, Sua obra e Seus dons. 
 
 
VERDADE: 
 
 
É a consonância daquilo que é asseverado com o que pensa a 
Pessoa que fez a asseveração. Neste sentido a verdade é um atributo 
exclusivamente divino, pois com frequência os homens erram nos 
testemunhos que prestam, simplesmente por estarem equivocados a 
respeito dos fatos, ou então por pura incapacidade fracassam em promessas 
que fizeram com honestas intenções. 
 
Mas a onisciência de Deus impede que Ele chegue a cometer 
qualquer equívoco, e a Sua onipotência e imutabilidade asseguram o 
cumprimento de Suas intenções (Deuteronômio 32:4; Salmos 119:142; João 
8:26; Romanos 3:4; Tito 1:2; Números 23:19; Hebreus 6:18; Apocalipse 3:7; 
João 17:3; IJoão 5:20; Jeremias 10:10; João 3:33; I Tessalonicenses 1:9; 
Apocalipse 6:10; Salmos 31:5; Jeremias 5:3; Isaías 25:1). Ao exercê-la para 
 
com a criatura, a verdade de Deus é conhecida como sua veracidade e 
fidelidade. 
 
 
VERACIDADE: 
 
Consiste nas declarações que Deus faz a respeito das coisas, 
conforme elas são, e se relaciona com o que Ele revelou sobre Si mesmo. A 
veracidade fundamenta-se na onisciência de Deus. 
 
 
FIDELIDADE: 
 
Consiste no exato cumprimento de Suas promessas ou ameaças. 
A fidelidade fundamenta-se na Sua onipotência e imutabilidade 
(Deuteronômio 7:9; Salmos 36:5;I Coríntios 1:9; Hebreus 10:23; 
Deuteronômio 4:24; II Timóteo .2:13; Salmos 89:8; Jeremias 3:23; Salmos 
119:138; Salmos 119:75; Salmos 89:32,33; I Tessalonicenses 5:24; I Pedro 
4:19; Hebreus 10:23). 
 
 
NOMES DE DEUS 
 
 
 
Este é o chamado Tetragrama Sagrado יהוה YHVH ou YHWH 
(transliteração mais adotada pelos estudiosos), é literalmente O Nome de 
Deus, na grafia original, refere-se ao nome do Deus de Israel em forma 
escrita já transliterada (substituição dos símbolos gráficos hebraicos por 
letras do alfabeto ocidental atual – A, B, C...); etimologicamente tetragrama é 
uma palavra de origem grega que significa quatro letras (Tetra = quatro / 
gramma = letra). 
 
Esta forma de escrita (e leitura) é feita de trás para frente em 
relação às formas de escritas ocidentaIsaías Originariamente, em aramaico 
(hebraico), as palavras são escritas e lidas horizontalmente, da direita para 
esquerda; ou seja, HVHY. Formado por quatro consoantes hebraicas — Yud 
( ( י Hêi (ה) Vav (ו) Hêi (ה) ; o Tetragrama YHVH tem sido latinizado para 
JHVH já por muitos séculos. 
 
A forma da expressão ao declarar o nome de Deus YHVH (ou 
JHVH na forma latinizada) deixou de ser utilizada há milhares de anos na 
pronúncia correta do hebraico original (que é declarada como uma língua 
quase que completamente extinta. 
 
Os homens deixaram de pronunciar O Nome de Deus por medo 
de pecar por pronunciar O Nome de Deus em vão - "Não tomarás o nome de 
YHWH, teu Deus, em vão, pois YHWH não considerará impune aquele que 
tomar seu nome em vão." (Êxodo 20:7) - e com isso perderam a capacidade 
de pronunciar de forma satisfatória e correta, pois a língua (que quem 
pronunciava O Nome de Deus no idioma original) precisaria se curvar 
 
(dobrar dentro da boca) de uma forma muito difícil, para muitos impossível 
de ser pronunciada corretamente. 
 
Para alguns eruditos o nome YHVH pode se identificar mais com 
as palavras: YaHVeH (vertido em português para Javé), ou YeHoVaH 
(vertido em português para Jeová). Essas palavras são transliterações 
possíveis nas línguas portuguesas e espanholas; já outros eruditos a forma 
mais correta de escrever O Nome de Deus seria Javé (Yahvéh ou JaHWeH). 
 
 Ainda alguns destes estudiosos concordam que a pronúncia 
Jeová (YeHoVaH ou JeHoVáH), seria a mais a forma mais corretade 
pronunciar O Nome de Deus, sendo este o pensamento mais aceito pelos 
teólogos da atualidade. 
 
Contudo o significado exato do Tetragrama YHVH ainda é objeto 
de controvérsia entre os especialistas. Em Êxodo 3:14, YHVH disse a 
Moises: “Ehiéhashérehiéh” Segundo muitas traduções da Bíblia, esta 
expressão, encontrada no texto hebraico significa: “EU SOU O QUE SOU”. E 
disse mais: "Assim dirás aos filhos de Israel: 'EU SOU' me enviou até vós.". 
 
Esta expressão “EU SOU O QUE SOU” é usada como título para 
Deus, para indicar que Ele realmente existe antes que houvesse dia (Isaias 
48. 17); isso corresponde às expressões: "Eu sou aquele que é", "Eu sou o 
existente". YHVH assim confirma a Sua própria existência. 
 
 
O Tetragrama YHWH na maioria das versões bíblicas utilizadas 
no século XX e XXI foi substituído pela palavra SENHOR com todas as 
letras maiúsculas, para evitar erros e problemas gramaticais. 
 
O certo mesmo é que a pronúncia verdadeiramente correta d’O 
Nome de Deus (YHVH) se perdeu no tempo e hoje nenhum ser humano 
sabe exatamente como pronunciar este Nome. Mesmo assim os nomes Javé 
e Jeová são formas que os homens encontraram para tentar pronunciar e 
invocar O Nome de Deus Pai. 
 
Devemos também considerar que quando uma criança de 04 
(quatro) anos se dirige a seu pai terreno, ela não o chama pelo nome e por 
sua vez o genitor dessa criança não vai deixar de dar-lhe atenção porque ela 
não sabe pronunciar o seu nome. Deste modo, é importante dizer que 
sabendo ou não pronunciar corretamente O Nome d’Ele, todas as pessoas 
que se dirigirem a Deus, com um espírito quebrantado e um coração 
contrito, chamando-O de PAI, serão ouvidas por Ele, porque independente 
do Seu Nome, ELE gosta de Ser Chamado assim. 
 
Alguns dos nomes de Deus dizem respeito a Ele como sujeito: 
Jeová, Senhor, Deus; outros são atribuídos como predicados que falam 
d’Ele ou a Ele, como: Santo, justo, bom, etc. Alguns nomes expressam a 
relação entre Deus e as criaturas: Criador, Sustentador, Governador, etc. 
Alguns nomes são comuns às três pessoas, como; Jeová, Deus, Pai, 
Espírito. E outros são nomes próprios usados para expressarem Sua obra e 
Seu caráter. 
 
 
O nome de Deus é o que Ele é: representação do Seu caráter. 
Mas o Criador é tão grande que nome algum jamais será adequado à Sua 
grandeza. Se o céu dos céus não O pode conter, como pode um nome 
descrever o Criador? Portanto, a Bíblia contém vários nomes de Deus que O 
revelam em diferentes aspectos de Sua maravilhosa personalidade. 
 
ELOÌM 
 
Este é o primeiro nome de Deus encontrado nas Escrituras 
(Gênesis 1:1), e aqui o nome encontra-se em sua forma plural, mas o verbo 
continua no singular, indicando a pluralidade das pessoas na unidade do 
Ser. 
 
O nome de Deus é o que Ele é: representação do Seu caráter. 
Mas o Criador é tão grande que nome algum jamais será adequado à Sua 
grandeza. Se o céu dos céus não O pode conter, como pode um nome 
descrever o Criador? Portanto, a Bíblia contém vários nomes de Deus que O 
revelam em diferentes aspectos de Sua maravilhosa personalidade. 
 
Este nome denota a grandeza e o poder de Deus. Este nome 
encontra-se somente no relato da criação (Gênesis 1:1-2:4); é o Seu nome 
de criação. Eloím é sempre traduzido no português, como Deus em nossa 
Bíblia. De acordo com a opinião mais ponderada entre os estudiosos, esta 
palavra é derivada duma raiz na língua árabe que significa "adorar". 
 
 
Esta opinião é fortalecida quando observamos que a mesma 
palavra é usada inapropriadamente para anjos, dos homens, e falsas 
divindades. Nos Salmos8:5 a palavra anjos é eloím no texto original, e 
vemos que certas vezes os anjos são impropriamente louvados. 
 
No Salmo82:1,6 eloím é traduzido deuses, e é usado para 
homens. Em Jeremias 10:10-12 temos o verdadeiro Deus (eloím) 
contrastado com os "deuses" (eloím) que não fizeram os céus nem a terra, 
implicando assim que ninguém, não ser Deus, é objeto próprio de adoração. 
 
 
EL-SHADAI 
 
Este nome composto é traduzido "Deus o Todo poderoso" (El é 
Deus e Shadai é Todo poderoso). O título El é Deus no singular, e significa 
forte ou poderoso. El é traduzido 250 vezes no Velho Testamento como 
Deus. Este título é geralmente associado com algum atributo ou perfeição de 
Deus, como; Deus Todo Poderoso (Gênesis 17:3); Deus Eterno (Gênesis 
21:33); Deus zeloso (Êxodo 20:5); Deus vivo (Josué 3:10). 
 
Shadai, sempre traduzido Todo-poderoso, significa suficiente ou 
rico em recursos. Pensa-se que a palavra é derivada duma outra que 
significa seios. A palavra seio nas Escrituras simboliza bênção e nutrição. Na 
pronúncia da última bênção de Jacó sobre José quando morria, entre outras 
coisas disse: "Pelo Deus (El) de teu pai o qual te ajudará, e pelo Todo-
poderoso (Shadai), o qual te abençoará com bênçãos dos céus de cima, 
 
com bênçãos do abismo que está debaixo, com bênçãos dos peitos e da 
madre". Gênesis 49:25. 
 
Isaías, ao descrever a excelência futura e as bênçãos de Israel, 
diz: "E mamarás o leite das nações, e te alimentarás dos peitos dos reis; e 
saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Possante 
de Jacó". Isaías 60:16. O povo de Deus será sustentado pelos recursos das 
nações e dos reis porque seu Deus é El-Shadai - O poderoso para 
abençoar. 
 
Satanás tenta competir com Deus e é um falsificador de Suas 
obras. Portanto, podemos esperar encontrar nas religiões pagãs imitações 
de Deus em vários aspectos de seu caráter e governo. Este fato é bem 
demonstrado na seguinte citação tirada do livro de Nathan J. Stone 
concernente aos nomes de Deus no Velho Testamento. 
 
"Tal conceito de um deus ou divindade não era estranha nem 
incomum aos antigos. Os ídolos dos antigos pagãos são às vezes chamados 
por nomes que indicam seu poder em suprir as necessidades dos seus 
adoradores. Sem dúvida, porque eram considerados como grandes agentes 
da natureza ou dos céus, dando chuva, fazendo com que da terra brotassem 
águas, para trazer abundância e frutos para manter e nutrir a vida. 
 
Havia muitos ídolos com peitos, adorados entre os pagãos. Um 
historiador mostra que o corpo inteiro da deusa egípcia, Isis, era coberto de 
peitos, porque todas as coisas são sustentadas e nutridas pela terra ou 
 
natureza. O mesmo se vê com a deusa Diana dos efésiosno capítulo 19 de 
Atos, pois Diana simbolizava a natureza e todo o mundo, com todos os seus 
produtos. 
 
Este nome de Deus primeiramente aparece em conexão com 
Abrão. Gênesis 17:1-2. Anos antes e em diferentes ocasiões, Deus 
prometera a Abraão que faria dele uma grande nação e uma numerosa 
descendência. Os anos se passaram e o filho prometido a Sara e Abrão não 
vinha. 
 
Foi então que ele recorreu aquele expediente carnal que trouxe 
Ismael e o Islamismo ao mundo. E a promessa de Deus ainda não havia se 
cumprido. E agora, de acordo com as leis da natureza, era muito tarde: 
Abrão contava com 99 anos de idade e Sara com 90. A esta altura é que 
Deus lhe aparece como o Deus Todo-poderoso (El-Shadai) e repete Sua 
promessa. 
 
E aqui é que seu nome foi mudado de Abrão a Abraão, que 
significa "pai de muitas nações". Aqui temos uma promessa desconcertante, 
mas Abraão não vacilou, pois ele "era forte na fé, dando glória a Deus". 
Romanos 4:20. A fé forte de Abraão era baseada sobre esta nova revelação 
de Deus como Deus Todo-poderoso (El-Shadai). 
 
"Ele não considerou mais seu corpo como morto... nem a madre 
de Sara como infrutífera"; pois seus pensamentos estavam sobre um Deus 
Todo-suficiente. Esta é uma bela ilustração da diferença entrea lei da 
 
natureza e o Deus da natureza. As leis da natureza não podiam produzir um 
Isaque, mas isto não era problema para o Deus da natureza. Não importa, 
se todas as coisas forem contra Deus; Ele é Todo-suficiente nele mesmo. 
 
ADONAI 
 
Este nome de Deus está no plural, denotando assim a pluralidade 
das pessoas na Divindade. É traduzido como Senhor em nossa Bíblia e 
denota uma relação de Senhor e escravo. Quando usado no possessivo, 
indica a posse e autoridade de Deus. A escravidão é uma bênção quando 
Deus é o Dono e Senhor. Nos dias de Abraão, a escravidão era uma relação 
entre homem e homem e não era um mal implacável. 
 
O escravo comprado tinha a proteção e os privilégios não 
gozados pelos empregados assalariados. O escravo comprado devia ser 
circuncidado e tinha permissão de participar da Páscoa. Êxodo 12:44. 
 
Esta palavra no singular (Adon) refere-se a homem mais de 
duzentas vezes no Velho Testamento e é traduzida várias vezes como; 
Senhor, Mestre, Dono. Este nome de Deus é usado pela primeira vez no 
Velho Testamento em conexão com Abraão. Abraão foi o primeiro a chamar 
Deus de Adonai. 
 
Abraão como dono de escravos reconhecia Deus como seu 
mestre e proprietário. Quando Abraão retorna da sua vitória sobre os reis, 
 
depois de ter libertado Ló, o rei de Sodoma queria gratificá-lo, mas ele 
recusou recompensas. 
 
E "depois destas coisas veio a palavra do Senhor (Jeová) a 
Abraão dizendo: "Não temas, Abraão, Eu sou teu escudo e tua grande 
recompensa, e Abraão disse: Senhor Deus" (Adonai Jeová). Ele que possuía 
escravos reconhecia a si próprio como escravo de Deus. 
 
JEOVÁ 
 
Este é o mais famoso dentre os nomes de Deus e é predicado 
dele como um Ser necessário e auto-existente. O significado é: AQUELE 
QUE SEMPRE FOI, SEMPRE É E SEMPRE SERÁ. Temos assim traduzido 
em Apocalipse 1:4: "Daquele que é, e que era, e que há de vir". 
 
Jeová é o nome pessoal, próprio e incomunicável de Deus. No 
Salmos 83:18 lemos: "Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome 
Jeová, és o Altíssimo sobre toda a terra". Os outros nomes de Deus são às 
vezes empregados a criaturas, mas o nome Jeová é usado exclusivamente 
para o Deus vivo e verdadeiro. 
 
Os judeus tinham uma reverência supersticiosa por este nome e 
não o pronunciavam quando na leitura, antes o substituíam por Adonai ou 
Eloím. Este é o nome de Deus no concerto com o homem. Este nome 
aparece aproximadamente sete mil vezes e na maioria é traduzido como 
 
"Senhor". Como já dissemos ele inclui todos os tempos; passado, presente e 
futuro. O nome vem de uma raiz que significa "Ser." 
 
A. W. Pink tem comentários esclarecedores sobre a relação entre 
Eloim e Jeová em seu livro: A Inspiração Divina da Bíblia, e citamos: "Os 
nomes Eloim e Jeová são encontrados nas páginas do Velho Testamento 
diversas mil vezes, mas nunca são usados de modo negligente nem 
alternadamente. 
 
Cada um destes nomes tem um propósito e significado definido, e 
se os substituirmos um pelo outro a beleza e a perfeição de muitas 
passagens seriam destruídas. Como ilustração: A palavra "Deus" aparece 
em todo o capítulo de Gênesis 1, mas "Senhor Deus" no capítulo 2. Se 
nestas duas passagens os nomes fossem invertidos; falha e defeito seriam o 
resultado. "Deus" é o título de criação, enquanto que "Senhor" implica 
relação de concerto e mostra Deus tratando com Seu povo. 
 
Portanto, em Gênesis 1, "Deus" é usado, no capítulo 2 "Senhor 
Deus" é empregado e através do resto do Velho Testamento estes dois 
nomes são usados discriminadamente e em harmonia com seus significados 
neste dois primeiros capítulos da Bíblia. 
 
Um ou dois exemplos serão o suficiente. "E entraram para Noé na 
arca, dois a dois de toda carne que havia espírito de vida. E os que 
entraram, macho e fêmea de toda carne entraram, como Deus (Eloím, C. D. 
Cole) lhe tinha ordenado; "Deus", porque era o Criador exigindo o respeito 
 
de Suas criaturas; mas no restante do mesmo versículo, lemos: "e o Senhor 
(Jeová, C. D. C.) fechou-a por fora, (Gênesis 7:15-16) isto porque a ação de 
Deus para com Noé estava baseado na relação de concerto. 
 
Quando saiu para enfrentar Golias, Davi disse: "Neste dia o 
Senhor (Jeová) te entregará na minha mão (porque Davi tinha um concerto 
com Deus) e ferir-te-ei, e te tirarei a cabeça, e os corpos do arraial dos 
filisteus darei hoje mesmo às aves dos céus e às bestas da terra; e toda a 
terra saberá que há Deus (Eloím) em Israel; E saberá toda esta congregação 
(que estava em relação de concerto com Ele) que o Senhor (Jeová) salva 
não com espada nem com lança". 1 Samuel 17:46-47. Mais uma vez: 
"Sucedeu pois que, vendo as capitães dos carros a Josafá disseram: 
 
É o rei de Israel e o cercaram para pelejarem, porém Josafá 
clamou, e o Senhor (Jeová) o ajudou. E Deus (Eloim) os desviou dele". II 
Crônicas ônicas 18:31. E assim temos exemplos através todo o Velho 
Testamento. 
 
OS TÍTULOS DE JEOVÁ 
 
O nome Jeová é muitas vezes usado de modo composto com 
outros nomes para apresentar o verdadeiro Deus em algum aspecto de Seu 
caráter, satisfazendo certas necessidades de Seu povo. 
 
Existem quatorze destes títulos de Jeová no Velho Testamento, 
mas neste volume não há espaço para se tratar de cada um separadamente. 
 
Teremos que nos satisfazer com uma apresentação dos títulos e algumas 
referências onde são usados: 
 
JEOVÁ-HOSENU, "Jeová nosso criador". Salmos 95:6. 
 
JEOVÁ-JIRÉ, "Jeová proverá". Gênesis 22:14. 
 
JEOVÁ-RAFÁ, "Jeová que te cura". Êxodo 15:26. 
 
JEOVÁ-NISSI, "Jeová, minha bandeira". Êxodo 17:15. 
 
JEOVÁ-M?KADDÉS, "Jeová que te santifica". Levítico 20:8. 
 
JEOVÁ-ELOENU, "Jeová nosso Deus". Salmos 99:5 e 8. 
 
JEOVÁ-ELOEKA, "Jeová teu Deus". Êxodo 20:2,5,7. 
 
JEOVÁ-ELOAI, "Jeová meu Deus". Zacarias 14:5. 
 
JEOVÁ-SHALOM, "Jeová envia paz". Juízes 6:24. 
 
JEOVÁ-TSEBAOTE, "Jeová das hostes". 1 Samuel 1:3. 
 
JEOVÁ-ROÍ, "Jeová é meu pastor". Salmos 23:1. 
 
JEOVÁ-HELEIÓN, "Jeová o altíssimo". Salmos 7:17; 47:2. 
 
 
JEOVÁ-TSIDKENU, "Jeová nossa justiça". Jeremias 23:6. 
 
JEOVÁ-SHAMÁ, "Jeová está lá". Ezequiel 48:35. 
 
 
 
OS NOMES DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO 
 
 
TEOS. 
 
No Novo Testamento grego este é geralmente o nome de Deus, e 
corresponde a Eloim no Velho Testamento hebraI Coríntios É usado para 
todas as três pessoas da Trindade, mas especialmente para Deus, o Pai. 
 
PATER. 
 
Este nome corresponde ao Jeová do V. T., e denota a relação que 
temos com Deus através de Cristo. É usado para Deus duzentas e sessenta 
e cinco vezes e é sempre traduzido como Pai. 
 
 
DÉSPOTES. 
 
 
(Déspota no português). Este título denota Deus em Sua 
soberania absoluta, e é semelhante a Adonai do Velho Testamento 
Encontramos este nome apenas cinco vezes no Novo Testamento, Lucas 
2:29; Atos 4:24; II Pedro 2:1; Judas 4; Apocalipse 6:10. 
 
 
KÚRIOS. 
 
Este nome é encontrado centenas de vezes e traduzido como; 
Senhor (referendo a Jesus), senhor (referendo ao homem), Mestre 
(referendo a Jesus),mestre (referendo ao homem) e dono. Em citações do 
hebraico usa-se muitas vezes em lugar de Jeová. É um título do Senhor 
Jesus como mestre e dono. 
 
 
CHRISTUS. 
 
Esta palavra significa o Ungido e é traduzida Cristo. Deriva-se da 
palavra "chrio" que significa ungir. É o nome oficial do Messias ou Salvador 
que era por muito tempo esperado. O Novo Testamento utiliza este nome 
exclusivamente referindo-se a Jesus de Nazaré. 
 
Destes nomes todos do Ser Supremo, aprendemos que Ele é oSer eterno, imutável, auto-existente, auto-suficiente, todo-suficiente e é o 
supremo objeto de temor, confiança, adoração e obediência. 
 
 
 
AS OBRAS DE DEUS 
 
O DECRETO DE DEUS 
 
É o eterno propósito de Deus, segundo o conselho da sua 
vontade, pelo qual, para a sua própria glória, ele determinou tudo o que 
acontece. 
 
O DECRETO DE DEUS É SOMENTE UM: 
Embora muitas vezes usemos esse termo no plural, em sua 
própria natureza o decreto é somente um único ato de Deus. Esse ato é 
imediato e simultâneo, não sucessivo como o nosso, e a sua compreensão é 
sempre completa. Não existem, pois, uma série de decretos de Deus, mas 
somente um plano que abrange tudo o que se passa. 
 
 
A RELAÇÃO DO DECRETO COM O CONHECIMENTO DE 
DEUS: 
 
O decreto de Deus tem a mais estreita relação com o seu 
conhecimento. O decreto de Deus não refere-se ao ser essencial de Deus, 
nem às suas atividades imanentes dentro do ser divino. 
 
 
Deus não decretou ser santo e justo, nem existir como três 
pessoas numa essência, nem gerar o filho. Essas coisas são como são 
necessariamente e não dependem da vontade optativa de Deus. 
 
Aquilo que é essencial ao ser divino não pode fazer parte do 
conteúdo do decreto. O decreto não se limita aos atos realizados 
pessoalmente por Deus, mas abrange também as ações das suas criaturas 
livres. 
 
Algumas coisas Deus faz pessoalmente, outras ele faz com que 
aconteçam por meios secundários, os quais ele vitaliza e sustenta pelo seu 
poder. 
 
O DECRETO NÃO É O ATO PROPRIAMENTE DITO: 
 
Deve-se fazer distinção entre o decreto e sua execução. O 
decreto para criar não é a criação em si, nem o decreto para justificar é a 
justificação em si. Ordenar Deus o universo de tal modo que o homem 
seguirá certo curso de ação, também é bem diferente de ordenar-lhe que aja 
desse modo. O decreto não é dirigido ao homem e não é de natureza 
estatutária, tampouco impõe compulsão ou obrigação à livre vontade do 
homem. 
 
 
AS CARACTERÍSTICAS DO DECRETO DIVINO: 
 
 
TEM SEU FUNDAMENTO NA SABEDORIA DIVINA 
 
(Efésios. 3:10,11, Salmos . 104:24, Provérbios 3:19, Jeremias 
10:12, 51:15, Salmos . 33:11, Provérbios . 19:21.) 
 
É ETERNO 
 
(Atos. 15:18,Efésios. 1:4, II Timóteo 1:9.) 
 
EFICAZ 
 
(Salmos 33:11, Isaías 46:10.) 
 
É IMUTÁVEL 
 
(Jó 23:13,14, Lucas 22:22, Atos 2:23.) 
 
É UNIVERSAL E TOTALMENTE ABRANGENTE 
 
(Efésios1:11,Efésios. 2:10, Provérbios . 16:4, Atos 4:27,28, 
Gêneses 45:8, 50:20, Salmos . 119:89-91, II Tessalonicenses 2:13,Efésios. 
1:4, Jó 14:5, Salmos 39:4, Atos 17:26). 
 
OBJEÇÕES À DOUTRINA DO DECRETO: 
 
 
É INCOERENTE COM A LIBERDADE MORAL DO HOMEM 
 
A Bíblia revela que Deus decretou a liberdade do homem e este, 
no pleno uso de sua liberdade sempre leva a efeitos o decreto absoluto de 
Deus. Êxodo: foi decretado que Jesus seria crucificado, todavia os homens 
foram perfeitamente livres em seu procedimento e responsabilizados por 
este crime. 
 
Ademais, o decreto divino só dá certeza aos eventos, mas não 
implica que Deus os realizará ativamente. A questão é: a certeza prévia de 
Deus se coaduna com a livre ação. O fato de se estar razoavelmente certos 
quanto ao curso de ação que alguém que conhecemos seguirá não implica 
em infringir sua liberdade. 
 
 
O DECRETO ELIMINA A TODOS OS MOTIVOS PARA 
ESFORÇO 
 
O decreto divino não é dirigido para o homem como uma regra de 
ação, visto que o conteúdo dele só se torna conhecido pela sua 
concretização, e depois desta. 
 
Há, porém uma regra de ação incorporada na lei e no evangelho e 
essa sim deve ser seguida à risca. o decreto não inclui somente os diversos 
 
fatos da vida humana, mas também as livres ações humanas, logicamente 
anteriores aos resultados e destinadas a produzi-lo. 
 
Em Atos27 era absolutamente certo que todos os que estavam no 
navio com Paulo seriam salvos, mas era igualmente certo que, para 
assegurar este fim, os marinheiros tinham que permanecer a bordo. 
 
A CRIAÇÃO 
 
O estudo do decreto nos leva naturalmente à consideração da sua 
execução, e esta começa com a obra da criação. O conhecimento desta 
doutrina só se aceita pela fé. (Hebreus11:3). 
 
Em distinção à geração do filho, que foi um ato necessário do pai, 
a criação do mundo foi um ato livre do Deus triúno. A criação esteve 
eternamente na vontade de Deus e, portanto, não produziu mudança nele. 
 
Antes da criação o tempo não existia, dado que o mundo foi 
trazido à existência juntamente “com o tempo, antes que no tempo”. A Igreja, 
de um modo geral, sustenta que o mundo foi criado em seis dias comuns, no 
entanto alguns vultos da história da igreja, como Agostinho, afirmavam que 
os dias seriam dias eternos, já que “para o Senhor um dia é como mil anos”. 
 
Alguns também sugerem que transcorreu um longo período de 
tempo entre a criação primária de Gêneses 1:1,2 e a criação secundária dos 
 
versículos subsequentes. A Bíblia está repleta de provas sobre a criação do 
mundo por parte de Deus: 
 
Passagens que salientam a onipotência de Deus na obra 
dacriação. (Isaías40:26,28, Amós 4:13) 
 
Passagens que indicam sua exaltação acima da natureza. 
(Salmos90:2, 102:26,27, Atos 17:24) 
 
Passagens que se referem à sabedoria de Deus na obra da 
criação. (Isaías 40:12-14, Jeremias 10:12-16, João 1:3) 
 
Passagens que vêem a criação do ponto de vista da 
soberania e do propósito de Deus. (Isaías43:7, Romanos1:25). 
 
Passagens que falam da criação como a obra fundamental de 
Deus. (I Coríntios11:9, Colossenses1:16). 
 
Passagens que revelam explicitamente Deus como o criador. 
(Neemias9:6, Isaías42:5, 45:18, Apocalipse 4:11, 10:6). 
 
A crença da Igreja na criação do mundo vem expressa já no 
primeiro artigo confissão de fé apostólica: “creio em Deus Pai, todo-
poderoso, criador dos céus e da terra”. 
 
 
A Igreja primitiva entendia o verbo “criar” no sentido estrito de 
“produzir do nada alguma coisa”. No entanto deve-se notar que nem sempre 
a escritura usa a palavra hebráica “bará” e o termo grego “ktizein” nesse 
sentido absoluto. 
 
Também emprega esses termos para denotar uma criação 
secundária, na qual Deus fez uso de material já existente, mas que não 
podia causar por si mesmo o resultado indicado. (Gêneses 1:21,27, 5:1, 
Isaías 45:7,12, 54:16, Amós 4:13, I Coríntios 11:9, Apocalipse 10:6). 
 
Dois outros termos são utilizados como sinônimos de termo 
“criar”: fazer, do hebraico “asah” e do grego “poiein” e formar, do hebraico 
“yatsar” e do grego “plasso”. 
 
DEFINIÇÃO: 
 
A criação é o livre ato de Deus pelo qual ele, segundo a sua 
vontade soberana e para a sua própria glória, produziu no princípio todo o 
universo, visível e invisível, em parte do nada e em parte de material que, 
por sua natureza, nada poderia produzir, e assim lhe deu uma existência 
distinta da sua própria, e, ainda assim dele dependente. 
 
 
A CRIAÇÃO É UM ATO DO DEUS TRIÚNO: 
 
 
Embora o Pai esteja em primeiro plano na obra da criação (I 
Coríntios 8:6), esta é também reconhecida como obra do Filho (João 1:3) e 
do Espírito Santo (Gêneses 1:2, Jó 26:13). Todas as coisas são, de uma só 
vez, oriundas do Pai, por meio do Filho e no Espírito Santo. Pode-se dizer, 
de modo geral, que o ser provém do Pai, a ideia provém do Filho e a vida 
provém do Espírito Santo. 
 
 
A CRIAÇÃO É UM ATO LIVRE DE DEUS: 
 
A Bíblia nos ensina que Deus criou todas as coisas segundo o 
conselho da sua vontade. (Efésios 1:11, Apocalipse 4:11) e que ele é auto-
suficientee não depende de suas criaturas, de modo nenhum. (Jó 22:2,3, 
Atos 17:25) 
 
A CRIAÇÃO É UM ATO TEMPORAL DE DEUS: 
 
A Bíblia começa com a singela declaração: “no princípio criou 
Deus os céus e a terra”. (Gêneses 1:1) o termo hebraico “bereshith” (no 
princípio) é indefinido e, naturalmente, surge a questão: princípio de quê? 
Parece melhor tomar a expressão no sentido absoluto, como uma indicação 
do início de todas as coisas temporais e do próprio tempo. não é correto 
presumir que já existia o tempo quando Deus criou o mundo e que ele, em 
certo ponto desse tempo existente, deu “princípio” a produção do universo. 
Está claro na escritura que o mundo teve começo em passagens como 
Salmos90:2, 102:25, Mateus19:4,8, Marcos 10:6, João 1:1,2, Hebreus 1:10. 
 
 
O FIM ÚLTIMO DA CRIAÇÃO: 
 
São duas as teorias sobre qual teria sido a finalidade das coisas 
criadas: 
 
A FELICIDADE DA HUMANIDADE 
 
 
Alguns teólogos afirmam que a bondade de Deus o induziu a criar 
o mundo. Ele desejava se comunicar com suas criaturas e a felicidade 
destas era o fim que ele tinha em vista. No entanto é certo que esse fim 
ainda não foi alcançado, levando em consideração todos os sofrimentos que 
há no mundo. 
 
Não podemos imaginar que um Deus sábio e onipotente 
escolhesse um fim destinado a falhar no todo ou em parte. (Jó 23:13). Mas 
vai se concretizar na Jerusalém Celeste e na Nova Terra e Novo Céu. 
 
 
A GLÓRIA DECLARATIVA DE DEUS 
 
A Igreja de Jesus Cristo encontrou o verdadeiro fim da criação, 
não em alguma coisa que esteja fora de Deus, mas em Deus mesmo. O fim 
supremo de Deus na criação é a manifestação de sua glória. (Isaías43:7, 
60:21, 61:3, Lucas 2:14, Romanos 9:17, 11:36, I Coríntios 15:2). 
 
 
A INTERPRETAÇÃO DE GÊNESES 1:1,2: 
 
Alguns interpretam Gênesis 1:1 com um título do restante da 
criação, não possuindo um sentido independente, mas isso é objetável por, 
pelo menos, duas razões: 
 
1. Porque a narração subsequente está ligada ao primeiro 
versículo pela partícula “e (waw), o que não 
aconteceria se fosse um título. 
 
2. Nos versículos seguintes não contêm o relato da criação dos 
céus. 
 
A interpretação mais aceita é que Gêneses 1:1 registra a criação 
original e imediata do universo, chamado “céus e terra”. Nessa expressão, a 
palavra céus refere-se à ordem invisível das coisas, (não deve ser 
confundido com os céus cósmicos, como nuvens, astros e estrelas) e a 
palavra terra refere-se à ordem visível original. 
 
Dos que aceitam essa teoria, muitos acham que a terra era um 
lugar de habitação de anjos, vindo a se tornar um caos com a rebelião de 
lúcifer e a expulsão dos rebeldes (vs. 2). A terra então foi transformada 
numa habitação adequada para os homens. 
 
O CONCEITO DE QUE FORAM DIAS LITERAIS: 
 
 
Apesar de sempre ter havido os defensores de que foram longos 
períodos de tempo, a ideia predominante na Igreja sempre foi que os dias 
de Gêneses capítulo 1 devem ser entendidos como dias literais, eis as 
razões: 
 
Em seu significado primário, a palavra “yom” denota um dia 
natural, e é boa regra de exegese não abandonar o sentido original de uma 
palavra. 
 
O autor de gênesis parece ter-nos aprisionado absolutamente na 
interpretação literal acrescentando, quanto a cada dia, as palavras: “houve 
tarde e manhã”, cada dia teve uma tarde e uma manhã, coisa que 
dificilmente se aplicaria num período de mil anos. 
 
 Se cada dia fosse um longo período de tempo, o que seria da 
vegetação depois que esta foi criada? 
 
Em Êxodo 20:9-11 ordena-se a Israel que trabalhe seis dias e 
descanse no sétimo, porque Jeová fez os céus e a terra em seis dias e 
descansou no sétimo, presume-se nesse texto que os dias eram da mesma 
espécie tanto para Deus como para os homens. 
 
Os últimos três dias certamente foram dias comuns, pois foram 
determinados pelo sol, embora se possa admitir que os dias anteriores 
tenham sido um pouco diferentes em termos de duração, é extremamente 
 
improvável que diferissem como períodos de milhares de anos, mas não é 
impossível. 
 
A OBRA DOS DIAS SEPARADOS: 
 
O PRIMEIRO DIA: 
 
Foi criada a luz, e pela separação de luz e trevas, o dia e a noite 
foram constituídos. Muitos contestam esse versículo devido ao sol só ter 
sido criado no quarto dia. Porém a própria ciência mostra que a luz não 
emana do sol, mas é refletida por ele, como ondas de éter produzidas por 
elétrons energéticos. o próprio sol é descrito como luzeiro. 
 
 
O SEGUNDO DIA: 
 
A obra do segundo dia também foi de separação, o firmamento foi 
estabelecido com a divisão das águas de cima e as águas debaixo, as águas 
de cima são as nuvens e, não, o mar de vidro ou o rio da vida como dizem 
alguns. 
 
O TERCEIRO DIA: 
 
A separação é levada avante com a divisão entre mar e terra 
seca. Acrescido a isso, foi estabelecido o reino vegetal de plantas e árvores 
 
em três grandes classes: “deshe”, plantas que não dão flores e não frutificam 
umas das outras de maneira usual, “esebh”, vegetais e grãos que dão 
sementes e “ets Peri” árvores frutíferas, que dão fruto segundo a sua 
espécie. 
 
O versículo 12 mostra que as diferentes espécies de plantas 
foram criados por Deus, e não que se desenvolveram umas das outras. 
 
 
O QUARTO DIA: 
 
Sol, lua e estrelas são criados com uma variedade de propósitos: 
dividir dia e noite, servir de sinais, ou seja, pontos cardeais, servir de 
estações, dividindo dias, semanas, meses e anos, transmitir luz a terra 
possibilitando a existência de vida orgânica. 
 
 
O QUINTO DIA: 
 
Criação das aves e dos peixes, habitantes das águas e dos ares. 
Também criados segundo a sua espécie, não evoluindo uns dos outros. 
 
 
O SEXTO DIA: 
 
 
Descreve a criação dos animais, empregando mais uma vez o 
termo "produza a terra...". não se deve entender que os animais brotaram 
naturalmente da terra, mas que foram criados pala palavra de Deus, de 
maneira definida conforme diz o versículo 25, onde diz que Deus fez os 
animais selváticos, domésticos e todos os répteis da terra, conforme a sua 
espécie. 
 
A criação do homem se distingue pelo solene conselho que lhe 
precede “façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Os dois termos 
“imagem e semelhança” (tselem e demuth) não significam exatamente a 
mesma coisa, mas a ideia é que a imagem é de todos os modos 
semelhantes ao original. O homem em todo o seu ser é a própria imagem de 
Deus. 
 
 
O SÉTIMO DIA: 
 
 
O descanso de Deus é como o repouso do artista que, após 
completar a sua obra prima, agora a observa com profunda admiração e 
deleite, e se satisfaz perfeitamente contemplando sua produção. “viu Deus 
todo quanto fizera, e eis que era muito bom”. Ela respondeu bem ao 
propósito de Deus e correspondeu ao ideal divino. Daí, Deus de regozija 
com a sua criação, pois reconhece nela o reflexo das suas gloriosas 
perfeições. 
 
 
 
 
A DOUTRINA DA TRINDADE 
 
INTRODUÇÃO: 
 
Embora a palavra “TRINDADE” não apareça nenhuma vez nas 
escrituras, são abundantes às vezes em que ela nos apresenta Deus como 
uma pluralidade de pessoas, mesmo sendo ele uma só essência Divina. 
 
 
A TRINDADE DEFINIDA 
 
Talvez o sentido da Trindade de Deus nunca foi afirmado melhor 
do que está por A. H. Strong – "em a natureza do Deus único há três 
distinções eternas que se nos representam sob a figura de pessoas e estas 
três são iguais" (SystematicTheology, pág. 144). 
 
Os princípios do Seminário estabelecem a doutrina da Trindade 
como segue: "Deusnos é revelado como Pai, Filho e Espírito Santo, cada 
um com atributos pessoais distintos, mas sem divisões de natureza, 
essência ou ser". 
 
A TRINDADE CONSISTE DE TRÊS DISTINÇÕES. 
 
 
A doutrina da Trindade não quer dizer que Deus meramente Se 
manifesta em três diferentes maneiras. Há três distinções atuais na 
Divindade. A verdade disto aparecerá mais claramente Depois 
 
ESTAS TRÊS DISTINÇÕES SÃO ETERNAS 
 
Isto está provado, de um lado, pela imutabilidade de Deus. Se já 
houve um tempo em que estas distinções não existiram, então, quando 
vieram a existir, Deus mudou. Provado está outra vez pelas Escrituras, as 
quais afirmam ou implicam a eternidade do Filho e do Espírito Santo. Vide 
João1:1,2; Apocalipse 22:13,14; Hebreus 9:14. 
 
"Não é resposta a isto, que as expressões "gerado" e "procedido 
de" envolvem, a ideiada existência antecedente do que gera e de 
quem há processão, porque estes são termos da linguagem humana 
aplicados a ações divinas e devem ser entendidos ajustadamente a 
Deus. Não há aqui dificuldade maior do que em outros casos em que 
este princípio está prontamente reconhecido (Boyce, Abstract 
ofSystematicTheology, págs. 138, 139). 
 
 
ESTAS TRÊS DISTINÇÕES NOS SÃO REPRESENTADAS SOB 
A FIGURA DE PESSOAS, MAS NÃO HÁ DIVISÃO DE NATUREZA, 
ESSENCIA OU SER. 
 
 
A Doutrina da Trindade não quer dizer triteismo. Quando falamos 
das distinções da Divindade como pessoas, devemos entender que usamos 
o termo figuradamente. Não há três pessoas na Divindade no mesmo 
sentido em que três seres humanos são pessoas. No caso de três seres 
humanos há divisão de natureza, essência e ser, mas Deus não é assim. Tal 
concepção de Deus está proibida pelo ensino da Escritura quanto à unidade 
de Deus. 
 
OS TRÊS MEMBROS DA TRINDADE SÃO IGUAISAÍAS 
 
Muitos dos mesmos atributos atribuem-se a cada membro da 
Trindade e os atributos assim atribuídos são tais como não podiam ser 
possuídos sem todos os outros atributos divinos. A igualdade dos membros 
da Trindade mostra-se ainda pelo fato de cada um deles ser reconhecido 
como Deus, como veremos Depois 
 
A TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO: 
 
O termo plural “ELOHIM” é usado muitas vezes no antigo 
testamento como designativo de DEUS e é um forte argumento a favor da 
TRINDADE (Gênesis 14:19-20, Números 24:16, Isaías 14:14); 
 
Deus fala de si mesmo no plural (Gênesis 1:26, 11:7); 
A presença das três pessoas na criação (Gênesis 1:1, 1:2, 
João1:1-2); 
 
O anjo de Jeová (JESUS), ora é citado como o próprio DEUS, Ora 
é distinto d’Ele (Gênesis 16:7,9,13, Malaquias 3:1). 
 
 
A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO: 
 
Se no antigo testamento Jeová é apresentado como o redentor e 
salvador de seu povo (Jó 19:25, Salmos 19:14), no novo testamento o Filho 
é que tem essa capacidade (Mateus 1:21). Se no antigo testamento é Jeová 
quem habita em Israel (Salmos74:2, Zacarias 2:10,11), no novo testamento 
é o Espírito Santo quem habita na Igreja (Romanos 8:9). 
 
 O novo testamento revela Deus enviando seu Filho ao mundo 
(João 3:16) e o Pai e o Filho enviando o Espírito Santo (João 14:26, 15:26). 
 
O novo testamento mostra o pai dirigindo-se ao Filho (Marcos 
1:11), o Filho ao Pai (Mateus 11:25), o Espírito Santo ao Pai (Romanos 
8:36). 
 
No batismo de Jesus o Pai fala e o Espírito desce em forma de 
pomba (Mateus 3:16,17). 
 
O batismo cristão deve ser em nome do Pai, do Filho e do Espírito 
Santo (Mateus 28:19). 
 
 
A única passagem que fala explicitamente da tri-unidade de Deus 
é I João5:7, mas não devemos construir doutrinas usando só textos que 
aparecem na Bíblia entre colchetes, pois os mesmos não aparecem em 
todos os manuscritos originais. 
 
COMO ENTENDER A TRINDADE? 
 
HÁ NO SER DIVINO APENAS UMA ESSÊNCIA INDIVISÍVEL 
 
Deus é um em seu ser essencial, ou seja, em sua natureza 
constitucional. (Deuteronômio 6:4; Tiago 2:19) 
 
NESTE ÚNICO SER DIVINO HÁ TRÊS PESSOAS OU 
SUBSISTÊNCIAS INDIVIDUAIS: O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO. 
 
Em Deus não temos três indivíduos separados uns dos outros, 
mas somente auto-distinções pessoais dentro da única essência divina. As 
três subsistências são relacionadas umas com as outras e distintas entre 
elas por suas propriedades incomunicáveis (Mateus 3:16; 4:1; João 1:18; 
5:20-22). 
 
TODA A INDIVISÍVEL ESSÊNCIA DE DEUS PERTENCE 
IGUALMENTE A CADA UMA DAS TRÊS PESSOAS 
 
 
Isso quer dizer que a essência não é dividida entre as três 
pessoas, mas está com a totalidade absoluta da sua perfeição em cada uma 
das pessoas. 
 
A SUBSISTÊNCIA E AS OPERAÇÕES DAS TRÊS PESSOAS 
DO SER DIVINO SÃO ASSINALADAS POR CERTA ORDEM DEFINIDA 
 
Quanto à subsistência pessoal o Pai é a primeira pessoa, o Filho 
é a segunda pessoa e o Espírito Santo é a terceira, esta ordem não significa 
prioridade de tempo ou de dignidade, mas somente à derivação lógica: o Pai 
não é gerado por nenhuma das duas pessoas, nem delas procede; o Filho é 
eternamente gerado pelo Pai (contudo sempre existiu e nunca foi criado) e o 
Espírito Santo da mesma forma procede do Pai e do Filho desde toda a 
eternidade. 
 
HÁ CERTOS ATRIBUTOS PESSOAIS PELOS QUAIS SE 
DISTINGUEM AS TRÊS PESSOAS 
 
Conquanto sejam obras das três pessoas conjuntamente, atribui-
se a criação primariamente ao Pai, a redenção ao Filho e a santificação ao 
Espírito Santo. 
 
 
ANALOGIAS: 
 
 
A árvore: com a sua raiz, o seu tronco e seus ramos (mesma 
essência, várias partes); 
A água: em seus estados líquido, sólido e gasoso (mesma 
essência, várias formas); 
 
AS OBRAS ATRIBUÍDAS PARTICULARMENTE 
AO PAI: 
 
Em algumas obras do Deus trino o Pai está em primeiro plano: 
 
Planejamento da obra da redenção (Salmos2:7-9, Isaías40:6-9); 
 
Criação e providência, principalmente em seus estágios iniciais (I 
Coríntios 8:6); 
 
É aquele que recebe e responde as orações dos santos (João 
15:16,23, Mateus 6:6,9). 
 
A DIVINDADE DO FILHO: 
 
OS ARGUMENTOS DA BÍBLIA A FAVOR DA 
DIVINDADE DO FILHO SÃO: 
 
 
Ela o assevera explicitamente (João1:1, 20:28, Romanos 9:5, 
Filipenses 2:6, Tito 2:13, I João 5:20); Ela aplica a Ele nomes Divinos 
(Isaías 9:6, 40:3, Jeremias 23:5, 6, Joel 2:32, I Timóteo 3:16); 
 
 
ELA ATRIBUI A ELE PERFEIÇÕES DIVINAS, TAIS COMO: 
 
EXISTÊNCIA ETERNA 
(Apocalipse 1:8, 22:13) 
 
 
ONIPRESENÇA 
(Mateus 18:20, 28:20, João 3:13) 
 
 
ONISCIÊNCIA 
(João2:24, 25, 21:17, Apocalipse 2:23) 
 
 
ONIPOTÊNCIA 
(Filipenses 3:21) 
 
 
IMUTABILIDADE 
(Hebreus 1:10-12, 13:8) 
 
 
ELA FALA DELE COMO REALIZANDO OBRAS 
DIVINAS, TAIS COMO: 
 
 
CRIAÇÃO 
(João1:3,10, Colossenses 1:16, Hebreus 1:2,10) 
 
 
PROVIDÊNCIA 
(Lucas 10:22, João 3:35, 17:2, Efésios1:22, Colossenses 1:17) 
 
 
PERDÃO DE PECADOS 
(Mateus 9:2-7, Marcos 2:7-10, Colossenses 3:13) 
 
 
RESSURREIÇÃO E JUÍZO 
(Mateus 25:31,32, Atos 10:42, 17:31, II Timóteo 4:1) 
 
 
AS OBRAS ATRIBUÍDAS PARTICULARMENTE AO FILHO: 
 
Mediação, não só na esfera espiritual como na esfera natural (I 
Coríntios 8:6) Atributos de misericórdia e graça (II Coríntios 13:13,Ef5:2,25) 
 
 
 
A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO: 
A Bíblia lhe dá designativos de pessoa (João 14:26, 15:26, 16:7 o 
chama de “parakletos”, que só admite como tradução “consolador”). 
 
 
SÃO LHE ATRIBUÍDOS CARACTERÍSTICAS 
DE PESSOA, TAIS COMO: 
 
INTELIGÊNCIA 
(Romanos 8:16) 
 
 
VONTADE 
(Atos 16:7, I Coríntios 12:11) 
 
 
SENTIMENTOS 
(Isaías63:10, Efésios4:30)Ele realiza atos próprios de pessoa, como sondar, falar, testificar, 
ordenar, revelar, lutar, criar, interceder, vivificar, etc. (gênesis 1:2, 6:3, Lucas 
12:12, João 16:8, Atos 8:29, 13:2, Romanos 8:11, I Coríntios 2:10,11). 
 
ELE É COLOCADO LADO A LADO COM OUTRAS PESSOAS: 
 
 
COM OS APÓSTOLOS 
(Atos 15:28) 
 
COM CRISTO 
(João 16:14) 
 
COM O PAI E O FILHO 
(Mateus 28:19, II Coríntios 13:13, I Pedro 1:1,2, Judas 20,21) 
 
 
A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO: 
 
Pode se estabelecer a veracidade da divindade do espírito com 
base nas escrituras: 
 
São lhe dados nomes Divinos (Êxodo 17:7, Hebreus 3:7-9, Atos 
5:3,4, I Coríntios 3:16, II Timóteo 3:16, II Pedro 1:21). 
 
SÃO LHE ATRIBUÍDAS PERFEIÇÕES DIVINAS, COMO: 
 
ONIPRESENÇA 
(Salmos139:7-10) 
 
 
 
ONISCIÊNCIA 
(Isaías40:13,14, Romanos 11:34, I Coríntios 2:10,11, Romanos 
15:19) 
 
ONIPOTÊNCIA 
(I Coríntios 12:11) 
 
 
ETERNIDADE 
(Hebreus 9:14) 
 
 
ELE REALIZA OBRAS DIVINAS, COMO: 
 
CRIAÇÃO 
(Gênesis 1:2, Jó 26:13, 33:4) 
 
REGENERAÇÃO 
(João3:5,6, Tito 3:5) 
 
 
RESSURREIÇÃO 
(Romanos 8:11) - É lhe prestada honra divina (Mateus 28:19, 
Romanos 9:1, II Coríntios 13:13). 
 
 
 
CONCLUSÃO: 
 
Embora seja muito difícil que nossa mente consiga discernir o 
mistério da TRINDADE, essa verdade é absoluta na Bíblia e precisamos crer 
nela, ainda que pela fé, a igreja confessa que a Trindade é um ministério ou 
mistério que transcende a compreensão do homem. Certamente 
entenderemos perfeitamente quando estivermos face a face com o Senhor. 
 
 
SEGUNDO MÓDULO 
 
A DOUTRINA DOS ANJOS 
ANGELOLOGIA 
 
INTRODUÇÃO 
 
A doutrina dos anjos é fundamentalmente o estudo dos ministros 
da providência de Deus (são os agentes especiais de Deus). Como em toda 
 
doutrina, há uma negligência muito grande desta, nas igrejas e entre os 
Teólogos. 
 
Considerado pelos estudiosos contemporâneos como a mais 
notável e difícil das matérias. Marco da implantação de grandes seitas e 
heresias, do mundo atual. 
 
VEJAMOS TRÊS ASPECTOS DE NEGLIGÊNCIA DESTA 
DOUTRINA: 
 
PRIMEIRO. 
 
Desde a antigüidade, os gnósticos prestavam adoração aos anjos 
(Cl 2:18); depois então, na Idade Média, com as crenças absurdas dos 
rituais de bruxarias com culto aos anjos, e agora em nossos dias, os estudos 
cabalísticos personalizados no meio esotérico e místico, ensinam novamente 
o culto aos anjos, por meio de bruxos sofisticados e modernos. 
 
Sabendo que antes de tudo, a existência e ministério dos anjos 
são fartamente ensinados nas escrituras, por isso, não podemos 
negligenciar os ensinamentos sagrados. 
 
 
SEGUNDO. 
 
 
A evidência de possessão demoníaca e adoração a demônios de 
forma veemente em nossos dias. O apóstolo Paulo parece travar grande luta 
com a grande idolatria que considerava adoração a demônios (I Coríntios 
10:19-21 ). 
 
Nos últimos dias, esta adoração aos demônios e a ídolos deve 
aumentar bastante (Apocalipse 9:20-21 G.Trib.). A negligência deixa de 
existir para dar lugar à um crescente pensamento sobre o assunto, 
especialmente do lado do mal. Não podemos negligenciar tal doutrina. 
 
 
TERCEIRO. 
 
A prática acentuada do espiritismo que crescerá 
assustadoramente nos últimos dias, conduzindo homens, mulheres e 
crianças a profundos caminhos de trevas e cegueira espiritual (I Timóteo. 
4:1-2). 
 
E ainda a obra de satanás e dos espíritos maléficos, atrapalhando 
o progresso da graça em nossos próprios corações e a obra de Deus no 
mundo (Efésios 6:12 ). 
 
Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de 
recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam 
em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos 
imperceptíveis. 
 
 
 Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, 
outros, porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas pessoas 
questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se 
encontram e o que fazem. 
 
A Bíblia afirma que existem e que os rebeldes foram 
amaldiçoados e ficam atormentando o povo e, os bons acampam ao redor 
dos que temem a Deus e os guardamos. 
 
A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece 
confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que 
há outra classe de seres Diferentes do homem. Esses seres habitam nos 
céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos 
invisíveis de Deus. 
 
Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo 
divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da 
humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também 
aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram 
servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra 
seu governo. 
 
A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois 
os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa 
 
doutrina permite-nos conhecer a origem, existência, natureza, queda, 
classificação, obra e destino dos anjos. 
 
 
A ORIGEM DOS ANJOS 
 
A época de sua criação não é indicada com precisão em parte 
alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos 
céus (Gênesis 1:1). Pode ser que tenham sido criados por Deus 
imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de 
acordo com Jó 38:4-7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele 
lançava os fundamentos da terra. 
 
Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos 
versículos que falam de sua criação (Neemias 9:6, 
Salmos148:2,5;Colossenses 1:16). Embora não seja citado número definido 
na Bíblia, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande (Daniel 
7:10; Mateus26:53; Hebreus 12:22). 
 
Contudo teólogos analisando os livros proféticos encontraram 66 
bilhões, 1/3 caiu, ou seja, 22 bilhões e 2/3 acampam ao redor do crente e, 
como tem 5% de crentes na terra e mais os inocentes, são ao todo cerca de 
um bilhão de crentes, dando 40 anjos para guardar cada crente. 
 
 
TERMINOLOGIA 
 
 
 
O termo anjoda língua portuguesa tem origem na palavra latina 
angelu, que por sua vez se deriva do termo aggelov (aggelos) do grego. Em 
hebreu, a palavra traduzida como anjoé K)lm (mal'ak). 
 
A palavra malak ocorre 214 vezes no Antigo Testamento, e a 
palavra aggelos ocorre 188 vezes no Novo Testamento, sendo que ambas 
tem o significado de mensageiro, representante, enviado ou embaixador. 
 
Pela terminologia também podemos entender que os anjos têm 
gênero masculino, pois são assim invariavelmente referidos. Não cabe, 
portanto, a ideia de que anjos não teriam gênero definido. Se assim o fosse, 
seriam estes representados por palavras de gênero neutro nas línguas de 
origem, ou em ocasiões seriam representados utilizando-se palavras de 
gênero masculino e em outras de gênero feminino; fatos estes que nunca 
ocorrem. 
 
 
A NATUREZA DOS ANJOS 
 
SÃO SERES ESPIRITUAIS E INCORPÓREOS. 
 
Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, 
eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e 
desaparecem, e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar 
 
meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma 
de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do 
homem (Gênesis 19:1-3). 
 
Que os anjos são incorpóreos está claro em Efésios6.12, onde 
Paulo diz que"a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra 
os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, 
contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes". Outras 
referências: Salmos104:4; Hebreus1:7,14;Atos 19:12; Lucas 7:21; 8:2; 
11:26; Mateus 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis (Cl 
1:16). 
 
 
SÃO UM EXÉRCITO E NÃO UMA RAÇA. 
 
As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do 
plano de Deus para os anjos (Mateus 22:30; Lucas 20:34-36), portanto não 
se caracteriza uma raça. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são 
chamados de "filhos de Deus" (Gênesis 6:2,4; Jó 1:6; 2:1; 38:7) mas nunca 
lemos a respeito dos "filhos dos anjos". 
 
Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade 
não tem sexo, não propagam sua espécie (Lucas20:34-35). 
 
Várias passagens das Escrituras indicam que há um número 
muito grande de anjos (Daniel 7:10; Mateus26:53; Salmos 68:17; Lucas 
 
2:13; Hebreus 12:22), e são repetidamente mencionados como exércitos do 
céus ou de Deus. 
 
No Getsêmani, Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los 
dos que vieram prendê-lo: "Acaso pensas que não posso rogar ao meu Pai, 
e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos"? 
(Mateus26:53). Portanto, seu criador e mestre é descrito como "Senhor dos 
Exércitos". 
 
É evidente que eles são criaturas e, portanto limitados e finitos. 
Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o 
homem, não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente. 
 
SÃO SERES RACIONAIS MORAIS E IMORTAISAÍAS 
 
Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes 
dotados de vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece 
inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (II Samuel14:20; 
Mateus24:36 ,Efésios 3:10; I Pedro 1:12; II Pedro 2:11). 
 
Embora não sejam oniscientes, são superiores aos homens em 
conhecimento (Mateus 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação 
moral; são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência. 
 
A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como "santos 
anjos" (Mateus 25:31; Marcos 8:38; Lucas 9:26;Atos 10:22; Apocalipse 
 
14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (João 8:44; I 
João 3:8-10). 
 
 
A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos 
bons não estão sujeitos a morte (Lucas20:35-36), além de serem dotados de 
poder formando o exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre 
prontos para fazer o que o Senhor mandar (Salmos 103:20;Colossenses 
1:16;Efésios 1:21; 3:10; Hebreus 1:14) enquanto que os anjos maus formam 
o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lucas 
11:21; II Tessalonicenses 2:9; I Pedro 5:8). 
 
Ilustrações do poder de um anjosão encontradas na libertação 
dos apóstolos da prisão (Atos 5:19; 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 
toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mateus 28:2). 
 
A CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS 
 
ANJOS BONS E ANJOS MAUS 
 
Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Porém no 
dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito 
bom. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original 
(João 8:44; II Pedro 2:4;Judas 6). 
 
 
Os anjos bons são chamados "anjos eleitos" (I Timóteo 5:21) e 
evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua 
posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e 
agora são incapazes de pecar . São chamados também de "santos anjos ou 
anjos de luz" (II Coríntios11:14). 
 
Sempre contemplam a face Deus (Lucas9:26), e tem vida imortal 
(Lucas 20:36). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus (Ne 9:6; 
Filipenses 2:9-11; Hebreus 1:6; Jó 38:7; Is 6:3; Salmos 103:20; 148:2 
Apocalipse 5:11). 
 
QUATRO TIPOS DE ANJOS BONS: 
 
ANJOS BONS. 
 
Tanto no grego quanto no hebraico a palavra "anjo" significa 
"mensageiro". São exércitos como seres alados (Daniel 9:21; Apocalipse 
14:6) para nos favorecer. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são 
enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hebreus1:14). 
Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lucas15:10), exercem 
vigilância protetora sobre os crentes (Salmos 34:7; 91:11), protegem os 
pequeninos (Mateus18:10), estão presentes na Igreja (I Timóteo 5:21) 
recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus 
(Efésios3:10; I Pedro 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão 
 
(Lucas 16:22,23). A ideiade que alguns deles servem de anjos da guarda de 
crentes individuais não tem apoio nas Escrituras. 
 
A declaração de Mateus 18:10 é geral demais, embora pareça 
indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das 
criancinhas.Atos 12:15 tampouco o prova, pois esta passagem mostra 
apenas que, naquele período primitivo havia alguns, mesmo entre 
discípulos, que acreditavam em anjos guardiões, e no geral guarda a todos 
os crentes de igual forma. 
 
Embora os anjos não constituam um organismo, evidentemente 
são organizados de algum modo. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome 
geral "anjo", a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe 
de anjos. 
 
O termo grego "angelos" (anjos = mensageiros) também e 
freqüentemente aplicado a homens (Mateus 11:10; Marcos 1:2; Lucas 7:24; 
9:52; Gálatas 4:14). Não há nas Escrituras um nome geral, especificamente 
distintivo, para todos os seres espirituais. 
 
 Eles são chamados filhos de Deus, (Jó 1:6; 2:1) espíritos 
(Hebreus1:14), santos (Salmos 89:5,7; Zacarias 14:5; Daniel 8:13 ), 
vigilantes (Daniel 4:13,17). Contudo, há nomes específicos que indicam 
diferentes classes de anjos. 
 
ANJOS BONS: QUERUBINS. 
 
 
São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gênesis 
3:24), observam o propiciatório (Êxodo 25:18,20; Salmos 80:1; 99:1; Is 
37:16; Hebreus 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para 
descer à terra (II Samuel 22:11; Salmos 18:10). 
 
Como demonstração do seu poder de majestade, em Ezequiel 1º 
e Apocalipse 4º são representados simbolicamente como seres vivos em 
várias formas. Mais do que outras criaturas, eles foram destinados a revelar 
o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus 
no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra. 
 
 
ANJOS BONS: SERAFINS. 
 
Mencionados somente em Isaias 6:2,6, constituem uma classe de 
anjos muito próxima dos querubins. São representados simbolicamente em 
forma humana com seis asas cobrindo o rosto, os pés e duas prontas para 
execução das ordens do Senhor. Permanecem servidores em torno do trono 
do Deus poderoso, cantam louvores a Ele e são considerados os nobres 
entre os anjos. 
 
 
ANJOS BONS: ARCANJOS. 
 
 
O termo arcanjosó ocorre duas vezes nas escrituras (I 
Tessalonicenses 4:16;Judas 9), mas há outras referências para ao menos 
um arcanjo, Miguel. Ele é o único a ser chamado de arcanjoe aparece 
comandando seus próprios anjos (Apocalipse 12.7) e como príncipe do povo 
de Israel (Daniel 10:13,21; 12.1). 
 
A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele 
é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus (Lucas 
1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com 
relações ao reino de Deus (Daniel 8:16; 9:21). 
 
 
PRINCIPADOS, POTESTADES, TRONOS E DOMÍNIOS. 
 
A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de 
autoridadesno mundo angélico, como principados e potestades (Efésios 
3:10;Colossenses 2:10), tronos (Colossenses 1:16), domínios 
(Efésios1:21;Colossenses 1:16 ) e poderes (Efésios1:21, I Pedro 3:22). 
 
Estes nomes não indicam espécies de anjos, mas diferenças de 
classe ou de dignidade entre eles. Embora emEfésios 1:21 a referência 
parece incluir tanto anjos bons quanto os maus, nas outras passagens essa 
terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus Romanos 
8:38;Efésios6:12;Colossenses 2:15). Veja mais abaixo. 
 
 
 
ANJOS MAUS 
 
Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e como o homem 
dotado de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram 
lançados fora do céu (II Pedro 2:4;Judas 6). O pecado, no qual eles e seu 
chefe caíram foi o orgulho. 
 
Segundo as Escrituras, os anjos maus passam o tempo no inferno 
(II Pedro 2:4) e no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (João 
12:31; 14:30; II Coríntios 4:4; Apocalipse 12:4,7-9). Enganando os homens 
por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (II 
Coríntios4:3,4;Efésios2:2; 6:11,12); este poder está aniquilado para aqueles 
que são fieis a Cristo, pela redenção que ele consumou (Apocalipse 5:9; 
7:13,14). 
 
Os anjos não são contemplados no plano da redenção (I 
Pedro1:12), mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus 
(Mateus25:41). 
 
Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de 
Satanás, que são opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos 
obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus. 
 
O texto deEfésios 6:12 traz uma noção de como são organizados 
os anjos caídos: 
 
 
 
ANJOS MAUS PRINCIPADOS 
 
No grego “archás” essa palavra é usada para descrever uma série 
de “líderes, reis, majestades ou governadores”. Isso mostra que o reino 
satânico está bem organizado. Satanás é o chefe e sob seu domínio está 
uma fila de espíritos de altas posições. 
 
Algumas passagens do antigo testamento nos dão base para 
supormos que esses príncipes são colocados sobre regiões específicas, 
com o único objetivo de fazer o mal (Daniel 10:13; Ezequiel 28:2). 
 
Isso talvez explique por que determinadas regiões apresentem 
sistematicamente o mesmo tipo de problema no decorrer de sua história: 
corrupção, violência, divórcio, prostituição, homossexualismo, suicídio, 
desemprego, seca, etc. esse pode ter sido o motivo por que os demônios 
que saíram do gadareno pediram para não serem mandados para fora do 
país (Marcos 5:9, 10). 
 
ANJOS MAUS POTESTADES 
 
No grego “exousías” é a palavra traduzida por “autoridades”. Os 
espíritos imundos estão investidos de autoridade para realizar seu propósito 
maligno. Essa autoridade vem do seu chefe (o diabo), obviamente por 
permissão de Deus, e foi dada por causa do pecado. 
 
 
Dentro do propósito eterno de Deus, está previsto que até que a 
criação seja redimida completamente, o que se dará após o arrebatamento 
da Igreja, satanás tem autoridade para agir (I João5:19; Apocalipse 12:12). 
No entanto o crente tem autoridade maior, inclusive sobre os espíritos 
imundos (Lucas 10:17-19), porque na vida do crente tem o Espírito Santo e 
ao redor os anjos de Deus. 
 
 
ANJOS MAUS DOMINADORES DESTE MUNDO 
 
No grego “kosmokrátoras” que também é traduzido por “príncipes 
deste século” ou “deuses deste século” (II Coríntios 4:4). Quando Adão caiu 
por seu próprio pecado, satanás ganhou domínio sobre o mundo. Em 
Mateus 4:9 ele oferece a Jesus a glória deste mundo se recebesse 
adoração. 
 
Não vemos Jesus respondendo que ele não poderia oferecer isso, 
que não era dele, mas resistindo à sua proposta pela palavra de Deus 
dizendo que preferia oferecer culto a Deus. 
 
 
ANJOS MAUS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL 
 
No grego “dunamys” que pode ser traduzido como “poderes”. 
Esse texto mostra que os poderes das trevas estão unidos num só propósito: 
 
o mal. Jesus já havia alertado em João10:10 que “o ladrão vem somente 
para roubar, matar e destruir”. Ainda que satanás se disfarce em anjode luz 
e atraia muitas pessoas, seu propósito é sempre maligno. 
 
 
A QUEDA DOS ANJOS MAUS 
 
O FATO DA SUA QUEDA 
 
Os anjos foram criados em estado de perfeição. No capitulo 1º de 
Gênesis, lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. No último 
versículo deste capitulo lemos "Viu Deus tudo o quanto fizera, e eis que era 
muito bom". 
 
Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando 
originalmente criados. Algumas pessoas acham que Ezequiel 28:15 se 
refere a Satanás. 
 
Um prova que ele é definitivamente mostrado como tendo sido 
criado perfeito. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como 
maus (Salmos78:49; Mateus 25:41; Apocalipse 9:11; Apocalipse 12:7-9). Isto 
se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação 
apropriada (Judas 6) e pecado (II Pedro 2:4). Não há dúvida que Satanás 
tenha sido o chefe da apostasia. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a 
sua queda. 
 
 
 
A ÉPOCA DE SUA QUEDA 
 
Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos 
anjos, mas deixa claro que se deu antes da queda do homem, já que 
Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar 
(Gênesis3). 
 
A CAUSA DE SUA QUEDA. 
 
De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram 
originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar 
ou não. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas 
coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Em outras palavras, sua 
vontade era autônoma. 
 
Portanto, conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua 
revolta deliberada e auto determinada contra Deus. Grande prosperidade e 
beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Em Ezequiel 28:11-
19, o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a 
essas coisas. Ambição desmedida e o desejode ser mais que Deus parecem 
ser outra causa. O rei da Babilônia é acusada de ter essa ambição, ele 
também parece simbolizar Satanás (Isaías 14.13-14). 
 
 
Em qualquer um dos casos o egoísmo, descontentamento com 
aquilo que tinha e o desejode ter tudo o que os outros tinham, foi a causa da 
queda de Satanás e de outros anjos que o seguirmos. 
 
O RESULTADO DE SUA QUEDA 
 
Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram 
corruptos em natureza e conduta (Mateus 10:1; Efésios6:11-12; Apocalipse 
12:9); Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia 
do julgamento (II Pedro 2:4). 
 
Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida 
oposição à obra dos anjos bons (Apocalipse 12:7-9; Daniel 
10:12,13,20,21;Judas 9); Pode também ter havido um efeitos sobre a criação 
original. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gênesis 3:17-19) e a 
criação está gemendo por causa da queda Romanos 8:19-22). 
 
Não é improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido 
algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis; Eles 
serão, no futuro, atirados para a terra (Apocalipse 12:8-9), e após seu 
julgamento (I Coríntios 6:3), no lago de fogo e enxofre (Mateus 25:41; II 
Pedro 2:4;Judas 6). 
 
OS DEMÔNIOS 
 
 
Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de 
corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônios. Os 
efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras 
enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso 
(Mateus 9:33; 12:22; Marcos 5:4,5). 
 
O indivíduosob a influência de um demônio não é senhor de si 
mesmo; o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade; 
leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo-o às 
vezes de uma força sobrenatural. 
 
Quando examinam as Escrituras, algumas pessoas ficam em 
dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou 
não; mas não há dúvida de que na Bíblia, há ensino positivo concernente a 
cada um dos dois grupos. 
 
Ainda que alguns falem em "diabos", como se houvesse muitos 
de sua espécie, tal expressão é incorreta. Há muitos "demônios", mas existe 
um único "diabo". Diabo é a transliteração do vocábulo grego "diabolos", 
nome que significa "acusador" e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a 
Satanás. "Demônio" é a transliteração de "daimon" ou "daimonion". O 
Lúcifer. 
 
A NATUREZA DOS DEMÔNIOS 
 
 
São seres inteligentes (Mateus 8:29,31; I Timóteo 4:1-3; I João 
4:1 e Tiago 2:19), 
 
Possuem características de ações pessoais o que demonstra que 
possuem personalidade (Marcos1:24; Marcos 5:6,7; Marcos 8:16; Lucas 
8:18-31); 
 
São seres espirituais (Lucas9:38,39,42; Hebreus 1:13,14; 
Hebreus 2:16; Mateus 8:16; Lucas 10:17,20); 
 
São reputadosidênticos aos espíritos imundos, no Novo 
Testamento; 
 
São seres numerosos (Marcos5:9) de tal modo que tornam 
Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes; 
 
São seres vis e perversos - baixos em conduta (Lucas9:39; 
Marcos 1:27; I Timóteo 4:1; Mateus 4:3); 
 
São servis e obsequiosos (Mateus 12:24-27). 
 
São seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição, 
ignóbeis em suas ações, e sujeitos a Satanás. 
 
 
AS ATIVIDADES DOS DEMÔNIOS 
 
 
Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais 
(Marcos5:8, 11-13); Afligem aos homens mental e fisicamente (Mateus 
12:22; Marcos 5:4,5); Produzem impureza moral (Marcos 5:2;Efésios2:2); 
 
 
SATANÁS 
 
ORIGEM DE SATANÁS 
 
Alguns leigos afirmam que Satanás não existe, mas observando-
se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: "Quem continua a 
fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe?" 
Quem afirma que não existe é porque está cheio e possesso dele. 
 
Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos 
anjos decaídos. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do 
mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltou contra Deus e 
cairmos. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer ("o 
que leva a luz"), o mais glorioso dos anjos. 
 
Mas ele orgulhosamente aspirou a ser "como o Altíssimo" e caiu 
"na condenação (Ezequiel 28:12,19; Isaías 14:12-15). O nome "Satanás" 
revela-o como "o adversário", não do homem em primeiro lugar, mas de 
 
Deus. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus, forja a 
destruição, razão pela qual é chamado Apolion (destruidor), Apocalipse 9:11, 
e ataca Jesus, quando Este empreende a obra de restauração. 
 
Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou "diabolos" 
(acusador), acusando continuamente o povo de Deus, Apocalipse 12:10. Ele 
é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gênesis 3:1,4; 
João 8:44; II Coríntios 11:3; I João 3:8; Apocalipse 12:9; 20:2,10) e aparece 
como reconhecido chefe dos que caíram (Mateus 25:41; 9:34; Efésios2:2). 
Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em 
sua queda, e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu 
reino. 
 
É também chamado "príncipe deste mundo" (João 12:31; 14:30; 
16:11) e até mesmo "deus deste século" (II Coríntios 4:4). Não significa que 
ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém, e Ele deu toda 
autoridade a Cristo, mas o sentido é que Satanás tem sob controle este 
mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus (Efésios2:2). 
 
Ele é mais que humano, mas não é divino; tem poder, mas não é 
onipotente; exerce influência em grande escala, mas restrita (Mateus 12:29; 
Apocalipse 20:2), e está destinado a ser lançado no abismo (Apocalipse 
20:10). 
 
CARÁTER DE SATANÁS 
 
 
PRESUNÇOSO 
(Mateus 4:4,5); 
 
ORGULHOSO 
(I Timóteo 3:6; Ezequiel 28:17); 
 
PODEROSO 
(Efésios2:2); 
 
MALIGNO 
(Jó 2:4); 
 
ASTUTO 
(Gênesis 3:1; II Coríntios 11:3); 
 
ENGANADOR 
(Efésios6:11); 
 
FEROZ E CRUEL 
(I Pedro 5:8). 
 
 
 
ATIVIDADES DOS ANJOS MAUS: 
 
 
 
A NATUREZA DAS ATIVIDADES: 
 
PERTURBAR A OBRA DE DEUS 
(I Tessalonicenses 2:18); 
 
 
OPOR-SE AO EVANGELHO 
(Mateus 13:19; II Coríntios 4:4); 
 
 
DOMINAR, CEGAR, ENGANAR E LAÇAR OS ÍMPIOS 
(Lucas22:3; II Coríntios4:4; Apocalipse 20:7,8; I Timóteo 3:7); 
 
 
AFLIGIR E TENTAR OS SANTOS DE DEUS 
(I Tessalonicenses 3:5). 
 
 
O MOTIVO DE SUAS ATIVIDADES: 
 
Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho 
de Deus. Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o 
 
sal da terra o seu sabor, o homem torna-se vítima em suas mãos 
inescrupulosas. 
 
 
SUAS ATIVIDADES SÃO RESTRITAS: 
 
Ao mesmo tempo em que reconhecemos que Satanás é forte, 
devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que creem 
em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (João 12:31), e é forte somente para 
aqueles que cedem à tentação. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde 
(Tiago4:7). Não pode tentar (Mateus 4:1), afligir (I Tessalonicenses 3:5), 
matar (Jó 2:6), nem tocar no crente sem a permissão de Deus. 
 
 
SUA ATUAÇÃO 
 
Não limita suas operações aos ímpios e depravados. Muitas 
vezes age nos círculos mais elevados como "um anjode luz" (II 
Coríntios11:14). 
 
Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela 
sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6), e pelo uso dos termos 
"doutrina de demônios" (I Timóteo 4:1) e "a sinagoga de Satanás" 
(Apocalipse 2:9). Frequentemente seus agentes se fazem passar como 
"ministros de justiça" (II Coríntios11:15). 
 
 
 
O SERVIÇO DOS ANJOS BONS 
 
SERVIÇO COMUM: 
 
É definido como serviço comum dos anjos seus louvores a Deus 
dia e noite (Isaías6:3, Salmos103:20, Apocalipse 5:11), dão assistência aos 
herdeiros da salvação (Hebreus 1:14), protegem os crentes (Salmos 34:7), 
protegem os pequeninos (Mateus 18:10), estão presentes na Igreja (II 
Coríntios 11:10, I Timóteo 5:21) e encaminham os crentes ao céu (Lucas 
16:22). 
 
SERVIÇO ESPECIAL: 
 
A queda do homem tornou necessária a atuação extraordinária 
dos anjos. Muitas vezes eles são intermediários das revelações especiais de 
Deus a seu povo e executam o juízo sobre seus inimigos. 
 
É certo que os anjos estão a serviço do ser humano (Hebreus 
1:14), mas não se deve usar os textos de Mateus 18:10 e Atos 12:15 para 
tentar argumentar sobre a existência de anjos da guarda específicos para 
cada um. Também não pode ao homem dar ordens diretamente aos anjos, 
pois é o Senhor quem dá ordens aos seus anjos a nosso respeito (Salmos 
91:11). 
 
 
 
DERROTA DOS ANJOS MAUS 
 
Deus decretou sua derrota (Gênesis 3:14,15). No princípio foi 
expulso do céu; durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à 
terra (Apocalipse 12:7-9); durante o milênio será aprisionado no abismo 
(Apocalipse 20:1-3), e depois de mil anos será lançado no lago de fogo 
(Apocalipse 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a 
derrota final do mal. 
 
 
 A DOUTRINA DO HOMEM 
 
ANTROPOLOGIA 
 
Esse termo é usado tanto na Teologia (homem emrelação a 
Deus), como na Ciência (História Natural da Raça, Psicologia, Sociologia, 
Ética, Anatomia, Fisiologia e História Natural). 
 
O conhecimento dessa doutrina servirá de alicerce para entender 
melhor as doutrinas sobre o “pecado”, o “juízo” e a “salvação”, as quais se 
baseiam no homem. 
 
CRIACIONISMO X EVOLUCIONISMO 
 
 
Hoje em dia, provavelmente nenhuma questão é mais debatida 
em diferentes esferas da sociedade do que a origem do homem. O debate 
sobre a inerrância das Escrituras acertadamente tem incluído uma discussão 
sobre a historicidade da narrativa que Gênesis faz da criação. Muitos pontos 
de vista diferentes procuram ser aceitos, alguns defendidos inclusive por 
evangélicos. 
 
 
EVOLUÇÃO ATEÍSTA: 
 
Evolução significa simplesmente uma mudança em qualquer 
direção. Mas quando essa palavra é usada para se referir às origens do 
homem, seu significado envolve a origem com base em um processo 
natural, tanto no surgimento da primeira substância viva quanto no de novas 
espécies. 
 
Essa teoria afirma que, bilhões de anos atrás, substâncias 
químicas existentes no mar, influenciadas pelo Sol e pela energia cósmica, 
acabaram unindo-se por obra do acaso e dando origem a organismo 
unicelulares. Desde então, vêm se desenvolvendo por intermédio de 
mutações benéficas e de seleção natural, formando todas as plantas, 
animais e pessoas. 
 
 
EVOLUÇÃO TEÍSTA: 
 
 
Afirma que Deus direcionou, usou e controlou o processo da 
evolução natural para “criar” o mundo e tudo o que nele existe. 
Normalmente, essa visão inclui as seguintes ideia s: os dias da criação de 
Gênesis 1, na verdade, foram eras; o processo evolutivo estava envolvido na 
criação de Adão; a Terra e as formas pré-humanas são extremamente 
antigas. 
 
CRIAÇÃO: 
 
Ainda que existam variantes no conceito de criacionismo, a 
principal característica desse ponto de vista é que ele tem a Bíblia como sua 
única base. A ciência pode contribuir para nosso entendimento, mas jamais 
deve controlar ou mudar nossa interpretação das Escrituras para acomodar 
suas descobertas. 
 
A Bíblia claramente nos ensina que o homem foi uma criação 
especial de Deus. Nunca existiu uma criatura subumana ou um processo de 
evolução. Gênesis 1:26-27: “...Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à 
imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” 
 
Os criacionistas possuem diferentes pontos de vista em relação 
aos dias da criação, mas para alguém ser um criacionista é preciso acreditar 
que o registro bíblico é historicamente factual e que Adão foi o primeiro 
homem. 
 
 
Embora a Bíblia não seja um livro exclusivo de Ciência, isso não 
significa que ela não seja precisa quando revela verdades científicas. Com 
certeza, tudo o que ela revela sobre qualquer área do conhecimento é 
verídico, preciso e confiável. A Bíblia responde a todas as perguntas que 
desejamos fazer a respeito das origens, o que ela revela deve ser 
reconhecido como verdade. 
 
Somente o registro bíblico nos dá informações precisas sobre a 
origem da humanidade. Duas características principais do ato da criação do 
homem destacam-se no texto. 
 
Foi planejada por Deus (Gênesis 1:26); Ocorreu de forma direta, 
especial e imediata (Gênesis 1:27; 2:7) Imago dei (A Imagem de Deus no 
Homem). 
 
Da mesma forma que se discute a origem do homem, discute-se 
também o propósito da criação do mesmo, de todas as criaturas que Deus 
fez só de uma delas, o homem diz-se ter sido feita “à imagem de Deus”. O 
que isso significa? 
 
Podemos usar a seguinte definição: O fato de ser o homem à 
imagem de Deus significa que ele é semelhante a Deus e o representa. 
 
Quando Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme 
a nossa semelhança”, isso significa que ele pretende fazer uma criatura 
semelhante a si. As palavras hebraicas que exprimem “imagem” e 
 
“semelhança” se referem a algo similar, mas não idêntico, à coisa que 
representa ou de que é uma “imagem”. A palavra imagem também pode ser 
usada para exprimir algo que representa outra coisa. 
 
Os teólogos gastam muito tempo tentando especificar uma 
característica do homem ou bem poucas delas, em que se vê 
primordialmente a imagem de Deus. Alguns já cogitam que a imagem de 
Deus consiste na capacidade intelectual do homem, ou no seu poder de 
tomar decisões morais e fazer escolhas voluntárias. 
 
Outros conceberam que a imagem de Deus era uma referência à 
pureza moral original do homem, ou ao fato de termos sido criados homem e 
mulher, ou ao domínio humano sobre a terra. 
 
Dentro dessa discussão, melhor seria concentrar a atenção 
primeiramente nos significados das palavras “imagem” e “semelhança”. 
Esses termos tinham significados bastante claros para os primeiros leitores: 
 
IMAGEM: (no Hebraico = Tselem; no Grego = Eikon; no Latim = 
Imago) significa: molde, modelo, imagem, representação. Uma 
representação formada, concreta. 
 
SEMELHANÇA: (no Hebraico = Damuth; no Grego = Homoiosis; 
no Latim = Similitudo) significa: similitude, semelhança. Uma similaridade 
abstrata, imaterial, ideal. 
 
 
 Embora alguns venham tentando fazer uma distinção entre as 
duas palavras para ensinar que existem dois aspectos na imagem de Deus, 
nenhum contraste grande entre eles tem apoio na linguística. Os termos são 
sinônimos potenciais/facultativos. 
 
O uso ocasional dos dois termos juntos sugere um reforço de um 
termo por sua associação com outro. Ao usar as duas palavras juntas, o 
autor bíblico parece estar tentando expressar uma ideia muito difícil, na qual 
deseja deixar claro que o homem, de alguma maneira, é o reflexo concreto 
de Deus, mas, ao mesmo tempo, deseja espiritualizar isso, em direção à 
abstração. Para os primeiros leitores, Gênesis 1:26 significava 
simplesmente: 
 
“Façamos o homem como nós, para que nos represente”. 
 
Como “imagem” e “semelhança” já carregavam esses 
significados, as Escrituras não precisam dizer algo como: 
 
“O fato de ser o homem à imagem de Deus significa que o homem 
é como Deus nos seguintes aspectos: capacidade intelectual, pureza moral, 
natureza espiritual, domínio sobre a terra, criatividade, capacidade de tomar 
decisões éticas, capacidade relacional e imortalidade. 
 
Tal explicação é desnecessária, não só porque os termos tinham 
significados claros, mas também porque nenhuma lista desse tipo faria 
justiça ao tema: o texto precisa afirmar que o homem é como Deus, e o 
 
restante das Escrituras fornece mais detalhes que explicam esse ponto. De 
fato, na leitura do restante da Bíblia, percebemos que uma compreensão da 
plena semelhança do homem a Deus exigiria uma plena compreensão de 
quem é Deus no seu ser e nos seus atos, e uma plena compreensão de 
quem é o homem e o que faz. 
 
Quanto mais sabemos sobre Deus e o homem, mais semelhanças 
reconhecemos, e mais plenamente compreendemos o que as Escrituras 
querem dizer ao afirmar que o homem existe à semelhança de Deus. A 
expressão se refere a todo aspecto em que o homem é como Deus. Na 
verdade, em toda a Escritura, o alvo do homem é o de ser semelhante a 
Deus. 
 
 
HOMEM X MULHER 
 
Um dos aspectos da criação do ser humano à imagem de Deus 
foi sua feitura como homem e mulher (Gênesis 1:27). O mesmo elo entre 
criação à imagem de Deus e criação como homem e mulher se faz em 
Gênesis 5:1-2. Embora a criação do ser humano como homem e mulher não 
seja o único aspecto da nossa criação à imagem de Deus, ele é tão 
significativo que as Escrituras o mencionam logo no mesmo versículo em 
que descrevem a criação do homem por Deus.Podemos resumir da seguinte maneira os aspectos segundo os 
quais a criação dos dois sexos representa algo da nossa criação à imagem 
de Deus: 
 
A criação do ser humano como homem e mulher revela a imagem 
de Deus em (1) relações interpessoais harmoniosas, (2) igualdade em 
termos de pessoalidade e de importância e (3) diferença de papéis e 
autoridade. 
 
A ESTRUTURA DO HOMEM 
 
De quantas partes compõe-se o homem? Todos concordam que 
temos um corpo físico. A maioria das pessoas sente que também tem uma 
parte imaterial – uma “alma” que sobreviverá à morte do corpo. 
 
Mas aqui termina a concordância. Algumas pessoas creem que, 
além do “corpo” e da “alma”, temos uma terceira parte, um “espírito” que se 
relaciona mais diretamente com Deus. 
 
A concepção de que o homem é constituído de três partes chama-
se tricotomia. Ideiacomum no ensino bíblico evangélico. Segundo muitos 
tricotomistas, a alma e o espírito do homem abarca o seu intelecto, as suas 
emoções e a sua vontade. Eles sustentam que todas as pessoas têm alma e 
espírito, e que os diferentes elementos da alma podem ou servir a Deus ou 
ceder ao pecado. 
 
 
O espírito do homem age na faculdade humana superior que em 
contato com o Espírito Santo, arrepende e a pessoa torna-se cristã. O 
espírito de uma pessoa seria aquela parte dela que mais diretamente adora 
e ora a Deus. 
 
Outros dizem que o “espírito” não é uma parte distinta do homem, 
mas simplesmente outra palavra que exprime “alma”, e que ambos os 
termos são usados indistintamente nas Escrituras para falar da parte 
imaterial do homem, a parte que sobrevive após a morte do corpo. A ideia 
de que o homem é composto de duas partes chama-se dicotomia. Aqueles 
que sustentam essa ideiamuitas vezes admitem que as Escrituras usam a 
palavra espírito mais frequentemente com referência à nossa relação com 
Deus, mas que esse uso não é uniforme e que a palavra alma é também 
usada em todos os sentidos em que se pode usar espírito. 
 
As duas opiniões têm defensores no mundo cristão de hoje. 
Embora a dicotomia tenha sido mais geralmente sustentada ao longo da 
história da Igreja, a tricotomia também teve e tem muitos defensores e, todos 
chegaram a conclusão que é a correta. 
 
 
ORIGEM DA ALMA E DO ESPÍRITO 
 
Sabemos que a primeira alma veio a existir como resultado de 
Deus ter soprado no homem o Espírito de vida. Então surge uma pergunta: 
 
Como chegaram a existir as demais almas desde esse tempo? Em que 
momento a alma é formada? Contudo a pessoa quando nasce recebe o 
Espírito que torna sendo imortal e tem então espírito e alma. E por meio do 
espírito será imortal com Deus se crer em Jesus ou, com Satanás se for um 
ateu. 
A respeito da origem da alma academicamente existem três 
teorias principais: 
 
PREEXISTÊNCIA 
 
Deus teria criado todas as almas antes da queda e antes de 
cessar a sua atividade criadora. Desse estoque de almas Deus daria a cada 
corpo uma alma. 
 
DEFESA: 
 
A origem do Imaterial não pode ser material. 
 
DIFICULDADES: 
 
A preexistência não tem respaldo nas Escrituras. Tem 
associações com teorias não-Bíblicas como transmigração da alma e 
reencarnação. Contradiz os ensinos de Paulo de que todo pecado e morte é 
resultado do pecado de Adão (I Coríntios 15:21-22). 
 
 
 
CRIACIONISMO 
 
Deus estaria criando cada alma em algum momento da 
fecundação, unindo-se ao corpo imediatamente. A alma se tornaria 
pecaminosa por causa do contato com a natureza humana, pela culpa 
herdada dela. 
 
DEFESA: 
 
Passagem das Escrituras que falam de Deus como criador da 
alma e do espírito: Números 16:22; Salmos 104:30; Eclesiastes 12:7; 
Zacarias 12:1; Hebreus 12:9. A alma (imaterial) não pode ser meramente 
transmitida. Explica porque Cristo não assumiu a natureza pecaminosa de 
Maria. 
 
DIFICULDADES: 
 
A atividade criadora de Deus cessou no sexto dia em Gênesis 2:1 
– 3, e não pode ser que Deus crie uma alma diariamente, a cada hora e 
momento. Por que Deus criaria uma alma pura para colocá-la numa situação 
de pecado e provável condenação eterna? 
 
TRADUCIONISMO 
 
A Raça Humana foi criada em Adão, tanto o corpo como a alma, e 
os dois são propagados a partir dele pelo processo de geração natural. 
 
 
DEFESA: 
 
Esta teoria se harmoniza perfeitamente com as Escrituras, com a 
Teologia e com uma concepção correta da natureza humana.No Salmo 51 
Davi reconhece que herdou a alma depravada de sua mãe; em Gênesis 
46:26, almas que descenderam de Jacó; em Atos 17:26, Paulo nos ensina 
que Deus “de uma vez fez toda a raça humana”. É mais bem explicado o 
“pecado hereditário” e a “transmissão da natureza pecaminosa”. 
 
DIFICULDADES: 
 
Quem é responsável pela comunicação ou transmissão da alma? 
Como acontece a formação da alma? Como Cristo nasceu sem pecado? 
 
 
SIGNIFICADO TEOLÓGICO DA CRIAÇÃO DO HOMEM 
 
O fato de terem sido criados significa que eles não têm existência 
independente. Tudo o que temos e somos vem do Criador. Toda nossa vida 
é por direito dele. 
 
Humanidade faz parte da criação; isto nos diz que deve haver 
harmonia entre nós e o restante da criação. A ecologia ganha um significado 
rico (Mandado Cultural). 
 
 
Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Dos animais diz-
se que foram feitos. Isso significa que os homens não alcançam a plenitude 
quando todas as suas necessidades animais são satisfeitas. Há um 
elemento transcendente. 
 
Há um vínculo comum entre todos os seres humanos. 
 
Há limitações definidas sobre a humanidade. Somos criaturas, 
finitas. Nosso conhecimento é incompleto. Somos mortais. Só Deus é 
inerentemente eterno. Qualquer possibilidade de viver para sempre depende 
de Deus. 
 
A limitação não é inerentemente má (Gênesis 1:31). 
 
O homem é algo maravilhoso. Apesar de criaturas somos a mais 
elevada dentre elas. Fomos feitos pelo melhor e pelo mais sábio dos seres! 
Somos origem da Fonte, da vontade e das mãos de Deus. 
 
ALIANÇAS ENTRE DEUS E O HOMEM 
 
Como Deus se relaciona com o homem? Desde a criação do 
mundo o relacionamento entre Deus e o homem tem sido definido por 
promessas e requisitos específicos. Deus revela às pessoas como ele 
deseja que ajam e também faz promessas de como agirá com eles em 
várias circunstâncias. A Bíblia contém vários tratados a respeito das 
provisões que definem as diferentes formas de relacionamento entre Deus e 
 
o homem que ocorrem nas Escrituras, e frequentemente chama esses 
tratados de alianças. Podemos apresentar a seguinte definição das alianças 
entre Deus e o homem nas Escrituras: “Uma aliança é um acordo imutável e 
divinamente imposto entre Deus e o homem, que estipula as condições no 
relacionamento entre as partes.” 
 
 
OUTRAS DEFINIÇÕES: 
 
AURÉLIO: 
 
“Do francês alliance”. Ato ou efeitos de aliar(-se). Ajuste, acordo, 
pacto. União por casamento. Cada um dos pactos que, segundo as 
Escrituras, Deus fez com os homens. 
 
ENCICLOPÉDIA HISTÓRICO-TEOLÓGICA: 
 
“Um pacto ou contrato entre duas partes, que as obriga 
mutuamente a assumir compromissos de cada uma em prol da outra. 
Teologicamente (usado a respeito dos relacionamentos entre Deus e o 
homem) denota um compromisso gracioso da parte de Deus no sentido de 
benevidiar e abençoar o homem, e especificamente, aqueles homens que, 
pela fé, recebem as promessas e se obrigam a cumprir os deveres 
envolvidos neste compromisso”. 
 
DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA: 
 
 
No grego é “ditheke” (dia + tithemi, “por, colocar, expor, dispor” =“Expor mediante um testamento”). Significa, portanto, uma decisão 
irrevogável, que não pode ser cancelada por pessoa alguma. Uma condição 
prévia da suaEficácia diante da lei é a morte do testador (“Porque onde há 
testamento é necessário que intervenha a morte do testador” – Hebreus 
9:16). 
 
AS ALIANÇAS DE DEUS 
 
POR QUE DEUS FAZ ALIANÇA COM O HOMEM? 
 
Porque através das alianças Deus expressa seu pensamento, 
seus propósitos. 
 
Porque mediante alianças com o homem Deus lhe aumenta a fé. 
 
Para dar-lhe garantia. “Ao fazer uma aliança, Ele informa 
claramente ao homem qual o intento do coração divino.” (WatchmanNee). 
 
AS PRINCIPAIS ALIANÇAS ENTRE DEUS E O HOMEM 
 
Adão: Gênesis 2:15 – 17. 
Noé: Gênesis 6:18. 
Abraão: Gênesis 17:1 – 8. 
 
Moisés: Êxodo 19:5 – 6. 
Davi: Salmos 89:20 – 37 (2 Samuel 7:12 – 17). 
 
 
OUTRA FORMA DE DIVIDIR AS ALIANÇAS 
Aliança das Obras 
Aliança da Redenção 
Aliança da Graça 
 
Um elemento muito importante nas alianças que Deus tinha em 
Israel achava-se no duplo aspecto da condicionalidade e da 
incondicionalidade. 
 
As Suas promessas solenes, que tinham a natureza de um 
juramento obrigatório, deviam ser consideradas passíveis do não-
cumprimento, caso os homens deixassem de viver à altura das suas 
obrigações para com Deus? Ou havia um sentido em que os compromissos 
que Deus assumiu segundo a aliança tinham absoluta certeza de 
cumprimento, sem levar em conta a infidelidade do homem? A resposta a 
esta pergunta tão debatida parece ser: 
(1) que as promessas feitas por Jeová na aliança da graça 
representam decretos que Ele certamente realizará, quando as condições 
forem propícias ao seu cumprimento; 
(2) que o benefício pessoal – e especialmente o benefício 
espiritual e eterno – da promessa de Deus será creditado somente àqueles 
 
indivíduos do povo, da aliança divina que manifestarem uma fé verdadeira e 
viva (demonstrada por uma vida piedosa). 
 
Sendo assim, o primeiro aspecto é ressaltado pela forma inicial da 
aliança com Abraão, em Gênesis 12:1 – 3; não há sombra de dúvida de que 
Deus não deixará de fazer Abraão uma grande nação, de tornar grande o 
seu nome e de abençoar todas as nações da terra através dele e da sua 
posteridade. É assim que o plano de Deus é exposto desde o início; nada o 
frustrará. 
 
Por outro lado, os filhos de Abraão devem receber os benefícios 
pessoais somente na medida em que manifestarem a fé e a obediência de 
Abraão; assim diz Êxodo 19:5. 
 
Ou seja, Deus cuidará para que o Seu plano de redenção seja 
levado a efeitos na história, mas também fará com que nenhum transgressor 
das exigências de santidade participe dos benefícios eternos da aliança. 
Nenhum filho da aliança que Lhe apresente um coração infiel será incluído 
nas bênçãos da Aliança. (Enciclopédia Histórico-Teológica) 
 
 
NOVA ALIANÇA 
 
É digno de nota que, embora “aliança” ocorra quase 300 vezes no 
AT, ocorre somente 33 vezes no NT. Quase metade destas ocorrências se 
 
acham em citações do AT, e outras 5 claramente se aludem a declarações 
no ATOS 
 
A NOVA ALIANÇA É SUPERIOR PORQUE O MEDIADOR É 
SUPERIOR. 
 
Hebreus 8:6. “Posto que uma aliança envolve duas partes 
contratantes, o mediador é intermediário cuja tarefa é manter as partes em 
comunhão uma com a outra. Num caso em que Deus é uma das partes e o 
homem é a outra, a ideia da aliança é inevitavelmente unilateral. A 
apostasia é sempre do lado do homem, e, portanto, a tarefa do mediador é 
principalmente agir em prol do homem diante de Deus, embora também 
deva agir em prol de Deus diante dos homens” (Donald Guthrie). 
 
A NOVA ALIANÇA É SUPERIOR PORQUE É INSTITUÍDA COM 
BASE EM SUPERIORES PROMESSAS. 
 
Regeneração 
Purificação 
Justificação 
Vida e Poder 
 
O que significa “receber” a Jesus? Podemos afirmar que “receber” 
a Jesus é fazer uma aliança com Ele, o que implica em fidelidade até o fim. 
“Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele 
 
radicados e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, 
crescendo em ações de graça” (Colossenses 2:6-7). 
 
 
 
A DOUTRINA DE CRISTO 
 
DEFINIÇÃO 
 
Cristologia é o estudo da Doutrina de Cristo segundo as 
Escrituras. "Jesus" quer dizer "Javé é Salvador"; é a forma grega de "Josué" 
(Mateus1.21). "Cristo" quer dizer "Ungido"; é o mesmo que o termo hebraico 
MESSIAS. 
 
 
 QUEM É JESUS CRISTO 
 
Jesus Cristo é a segunda pessoa da Trindade. Através dele o 
universo foi criado e é mantido em existência (João 1.3;Colossenses 1.16-
17). Ele é o ANJOdo Senhor que aparece (Gênesis18). Esvaziou-se da sua 
glória e se humilhou, tomando a forma de ser humano (Filipenses 2.6-11). O 
seu ministério terreno durou mais ou menos 3 anos e meio. Jesus ensinou a 
verdade de Deus por preceitos e por parábolas. 
 
 
Ele fez milagres, curando enfermos e endemoninhados, fazendo 
sempre o bem. Foi rejeitado pela maioria do povo e pelas autoridades, 
sendo submetido à morte de cruz. Foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro 
dia. 
 
Depois subiu ao céu, onde está para interceder pelos seus 
(Hebreus7.25). E o salvo está unido com Cristo, que vive nele pelo seu 
Espírito.(Romanos8.9-11; Gálatas 2.20; 4.6; Filipenses 1.19). Na sua 
segunda vinda Jesus Cristo julgará os vivos e os mortos (II Timóteo 
4.1). 
 
VERSÍCULO 
 
“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo 
era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, 
como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João1:1 e 
14) 
 
SIGNIFICADO 
 
NO PRINCÍPIO 
Refere-se sem dúvida a Gênesis 1:1. Fala da pré-existência de 
Jesus. Quando da criação, o Logos (Cristo) já existia. O Logos é eterno e a 
fonte (origem) de toda a criação. 
 
... ERA O VERBO, ... 
 
O termo “Verbo”, do grego (logos), significa “Palavra”. Ao chamar 
Jesus de a“Palavra”, Joãoo considera a encarnação de toda revelação divina 
nas Escrituras, e assim declara que apenas os que aceitam Jesus honram 
plenamente a lei. Como os judeus consideravam a Palavra divina, distinta de 
Deus Pai, esse foi o termo mais acessível que João encontrou para 
descrever Jesus. 
 
... E O VERBO ESTAVA COM DEUS, ... 
O Logos e Deus não são a mesma pessoa. A expressão 
diferencia os dois. A Palavra (Logos) e Deus não são idênticos. 
 
... E O VERBO ERA DEUS. 
O Logos é Deus, não meramente um ser “divino”, é o próprio 
Deus. Apesar de não ser a mesma pessoa, eles são um. O apóstolo João 
está refutando a ideia de que a Palavra (Logos) é uma emanação de Deus, 
distinta da Divindade. O Logos é a perfeita expressão de Deus, tudo o que 
Deus é, fica expresso no Logo. Jesus Cristo é o agente da criação. 
 
Por isso é que criação e salvação estão estreitamente ligados no 
Novo Testamento. Ambas têm a ver com a auto comunicação de Deus. O 
Logos é, também, o sustentador da existência das coisas criadas; nada está 
fora da Sua atividade criativa e sustentadora. 
 
 
MINISTÉRIO DO CRISTO (PRÉ-ENCARNADO) NO ANTIGO 
TESTAMENTO 
 
 
As teofanias ocorridas no Antigo Testamento referem-se às 
manifestações do Verbo antes da Sua encarnação, veja: 
 
Cuidou de Agar 
(Gênesis 16:7-14); 
 
Avisou Abraão da destruição de Sodoma e resgatou Isaque antes de 
morrer 
(Gênesis 18:1; 22:11-13); 
 
Falou a Jacó, do topo da escada. 
(Gênesis 28:13), 
 
Guardou-o das trapaças de Labão 
(Gênesis 31:11-13) 
 
Deixou Jacó lutar consigo 
(Gênesis 32:24-32); 
 
Mandou Moisés santificarseus pés 
(Êxodo 3:4-5), 
 
Foi na frente de Israel 
(Êxodo 14:19), 
 
 
Prometeu proteção no caminhar 
(Êxodo 23:20) 
 
Protegeu Moisés ao passar Sua glória 
(Êxodo 33:22,34); 
 
Encorajou Josué antes da batalha contra Jericó 
(Josué 5:13-15), 
 
Chamou Gideão 
(Juízes 6:11-24) 
 
Deu Sansão aos seus pais, e os instruiu. 
(Juízes 13); 
 
Trouxe pestilência pelo censo de Davi 
(I Crônicas 21); 
 
Confortou Elias 
(I Reis 19:5-18); 
 
Dizimou os assírios 
(II Reis 19:35); 
 
Fez Isaíasentender Sua glória e santidade 
(Isaías6:1-13); 
 
 
Guardou três jovens hebreus na fornalha de fogo 
(Daniel 3:24-25); 
 
Guardou Daniel no covil dos leões 
(Daniel 6:22) 
 
Revelou-lhe Seu reino 
(Daniel 7:13-14); 
 
Apareceu a Zacarias 
(Zacarias 1:11; 3:11) 
 
Revelou que protege Jerusalém 
(Zacarias 1:8-13), 
 
Mede(medir) 
(Zacarias 2:8-11), 
 
Purifica 
(Zacarias 3:10) 
 
Edifica 
(Zacarias 6:12-15). 
 
 
 
A NATUREZA DE CRISTO 
 
O ponto máximo de nossa fé repousa no fato de Jesus ser 
realmente Deus em carne humana, e não simplesmente um homem 
extraordinário, apesar de ser a pessoa mais incomum que já existiu. 
 
 
A NATUREZA HUMANA DE CRISTO 
 
1) Ascendência Humana 
 
2) Feito de Mulher (Gálatas 4:4; Mateus 1:8). 
 
3) FEITO DA SEMENTE (ESPERMA) DE DAVI: 
 
a) Sem (Gênesis9:27). 
 
b) Abraão (Gênesis12:1-3). 
 
c) Isaque (Gênesis26:2-5). 
 
d) Jacó (Gênesis28:13-15). 
 
e) Judá (Gênesis49:10). 
 
 
f) Davi (II Samuel 7:12-16). 
 
 
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NATURAIS: 
 
Vigor Físico 
(Lucas 2:52). 
 
Faculdades Mentais 
(Lucas 2:40). 
 
 
APARÊNCIA PESSOAL 
(João4:9). 
 
 
NATUREZA HUMANA COMPLETA: 
 
Corpo 
(Mateus 26:12). 
 
Alma 
(Mateus 26:38). 
 
Espírito 
 
(Lucas 23:46). 
 
 
LIMITAÇÕES HUMANAS: 
 
LIMITAÇÕES FÍSICAS: 
 
Fadiga 
(João4:6; Isaías 40:28). 
 
Sono 
(Mateus 8:24; Salmos 121:4,5). 
 
Fome 
(Mateus 21:18). 
 
Sede 
(João19:28). 
 
Sofrimento e Dor 
(Lucas 22:44). 
 
Sujeição à Morte 
(I Coríntios 15:3). 
 
 
 
LIMITAÇÕES INTELECTUAIS: 
 
Precisava Crescer em Conhecimento 
(Lucas 2:52). 
 
Precisava Adquirir Conhecimento pela Observação 
(Marcos 11:13). 
 
Possuía Conhecimento Limitado 
(Marcos 13:32). 
 
 
LIMITAÇÕES ESPIRITUAIS: 
 
Dependia das Orações 
(Marcos 1:35). 
 
Dependia do Espírito Santo 
(Atos 10:38; Mateus 12:28). 
 
 
NOMES HUMANOS: 
 
Jesus 
(Mateus 1:21). 
 
 
Filho do Homem 
(Lucas 19:10). 
 
O Nazareno 
(Atos 2:22). 
 
O Profeta 
(Mateus 21:11). 
 
O Carpinteiro 
(Marcos 6:3). 
 
O Homem 
(João19:5; I Timóteo .2:5). 
 
 
RELAÇÃO HUMANA COM DEUS: 
 
Como Mediador e Sacerdote; Como representante da 
humanidade Jesus falava com Deus (Marcos 15:34). 
 
Kenosis: Auto esvaziamento de Jesus Cristo, uma auto renúncia 
dos atributos divinos. Jesus pôs de lado a forma de Deus, mas ao fazê-lo 
não se despiu de Sua natureza divina; não houve auto extinção. Também o 
Ser divino não se tornou humano; Sua personalidade continuou a mesma, e 
 
reteve a consciência de ser Deus (João 3:13). O propósito da kenosis foi a 
redenção. Na kenosis Jesus deixou o uso independente do Seu poder para 
depender do Espírito Santo. 
 
 
 
A NATUREZA DIVINA DE CRISTO 
 
 
NOMES DIVINOS: 
 
Deus 
(João1:1; João 1:18 (ARA); João 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13; Hebreus 
1:8). 
 
Filho de Deus 
(Mateus 8:29;16:16;27:40; Marcos 14:61,62; João 5:25;10:36; 
 
Alfa e Ômega 
(Apocalipse 1:8,17;22:13; Isaías 44:6). 
 
O Santo 
(Atos 3:14; Isaías 41:14; Os.11:9). 
 
 
Pai da Eternidade e Maravilhoso 
(Isaías 9:6; Juízes 13:18). 
 
Deus Forte 
(Isaías 9:6; Isaías 10:21). 
 
Senhor da Glória 
(I Coríntios 2:8; Tiago 1:21; Salmos 24:8-10). 
 
Senhor 
(Atos 9:17;16:31; Lucas 2:11; Romanos 10:9; Filipenses 2:11). O termo 
"Senhor" em grego é Kurios, e significa Chefe superior, Mestre, e como tal 
era empregado à pessoas humanas, aos imperadores de Roma. Entretanto 
eles eram considerados deuses, e somente à eles era permitido aplicar este 
título, no sentido de divindade (Atos 2:36; II Coríntios .4:5; Efésios4:5; II 
Pedro 2:1; Apocalipse 19:16). 
 
 
PELO CULTO DIVINO QUE LHE É ATRIBUIDO: 
 
Somente Deus pode ser adorado 
(Mateus 4:10). 
 
Jesus aceitou e não impediu Sua adoração 
(Mateus 14:33; Lucas 5:8;24:52). 
 
 
O Pai deseja que o Filho seja adorado 
(Hebreus 1:6; João5:22,23; compare Isaías 45:21-23 com 
Filipenses 2:10,11). 
 
A Igreja primitiva o adorou e orava Ele (Atos 7:59,60; II Coríntios 
.12:8-10). 
 
 
PELOS OFÍCIOS DIVINOS QUE LHE FORAM ATRIBUÍDOS: 
 
Criador 
(João1:3; Hebreus 1:8-10; Colossenses 1:16). 
 
Preservador 
(Colossenses 1:17). 
 
Perdoador de pecados 
(Marcos 2:5,7,11; Lucas 7:49). 
 
Jesus é Jeová Encarnado 
(Compare Isaías 40:3,4 com João 1:23; Isaías 8:13,14 com I 
Pedro 2:7,8 e Atos 4:11; I Pedro 2:6 com Isaías 28:16 e Salmos 118:22; 
Números 21:6,7 com I Coríntios 10:9(ARA = Senhor; ARC = Cristo; no grego 
= Criston); Salmos 102:22-27 com Hebreus 1:10-12; Isaías 60:19 com Lucas 
2:32; Zacarias 3:1,2). 
 
 
 
Pela associação de Jesus, o Filho, com o nome de Deus Pai 
(II Coríntios 13:14; I Coríntios 12:4-6; I Tessalonicenses 3:11; 
Romanos 1:7; Tiago 1:1; II Pedro 1:1; Apocalipse 7:10; Colossenses 2:2; 
João 17:3; Mateus 28:19). 
 
 
ATRIBUTOS DIVINOS: 
 
 
ATRIBUTOS DE NATUREZA: 
 
Onisciência 
(João1:47-51;4:16-19,29;6:64;16:30;8:55; João 10:15;21:6,17; Mateus 
11:27;12:25;17:27; Colossenses 2:3). 
 
Onipresença 
(João 3:13;14:23 Mateus 18:20;28:20; Efésios1:23). 
 
Onipotência 
(Mateus 8:26,27;28:28; Hebreus 1:3; Apocalipse 1:8). 
 
Eternidade 
 
(João 8:58;17:5,24; Colossenses 1:17; Hebreus 1:8;13:8; Apocalipse 1:8; 
Isaías 9:6; Miquéias 5:2). 
 
Vida 
(João10:17,18;11:25;14:6). 
 
Imutabilidade 
(Hebreus 1:11;13:8; Salmos 102:26,27). 
 
Auto Existência 
(João1:1,2). 
 
Espiritualidade 
(II Coríntios 3:17,18). 
 
 
ATRIBUTOS MORAIS: 
 
SANTIDADE 
(Atos 3:14;4:27; João 8:12; Lucas 1:35; Hebreus 7:26; IJoão 1:5; Apocalipse 
3:7;15:4; Daniel 9:24). 
 
BONDADE 
(João10:11,14; I Pedro 2:3; II Coríntios .10:1). 
 
 
VERDADE 
(Mateus 22:16; João 1:14;14:6; Apocalipse 19:11;3:7; IJoão 5:20). 
 
 
TÍTULOS DADOS IGUALMENTE A DEUS 
PAI E A JESUS CRISTO: 
 
DEUS: 
Deus Pai (Deuteronômio 4:39; II Samuel 7:22; I Reis8:60; II Reis19:15; I 
Crônicas 17:20; Salmos 86:10; Isaías 45:6;46:9; Marcos 12:32), 
Jesus Cristo (Compare Isaías 40:3 com João 1:23 e 3:28; Salmos 45:6,7 
com Hebreus 1:8,9; João 1:1; Romanos 9:5; Tito 2:13; IJoão 5:20). 
 
ÚNICO DEUS VERDADEIRO: 
Deus Pai (João17:3), 
Jesus Cristo (IJoão5:20). 
 
DEUS FORTE: 
Deus Pai (Neemias 9:32), 
Jesus Cristo (Isaías 9:6). 
 
DEUS SALVADOR: 
Deus Pai (Isaías 45:15,21; Lucas 1:47: Tito 3:4), 
Jesus Cristo (II Pedro 1:1; Tito 2:13; Judas 25). 
 
 
JEOVÁ: 
Deus Pai (Êxodo3:15), 
Jesus Cristo (Compare Isaías 40:3 com Mateus 3:3 e João 1:23). 
 
JEOVÁ DOS EXÉRCITOS: 
Deus Pai (I Crônicas 17:24; Salmos 84:3; Isaías 51:15; Jeremias 
32:18;46:18), 
Jesus Cristo (Compare Salmos24:10 e Isaías 6:1-5 com João 12:41; Isaías 
54:5). 
 
SENHOR: 
Deus Pai(Mateus 11:25;21:9;22:37; Marcos 11:9;12:29; Romanos 10:12; 
Apocalipse 11:15), 
Jesus Cristo (Lucas 2:11; João 20:28; Atos 10:36; I Coríntios 2:8;8:6;12:3,5; 
Filipenses 2:11;Efésios4:5). 
 
ÚNICO SENHOR: 
Deus Pai (Marcos 12:29; Deuteronômio 6:4), 
Jesus Cristo (I Coríntios 8:6; Efésios4:5). 
 
JEOVÁ E SALVADOR, SENHOR E SALVADOR: 
Deus Pai (Isaías 43:11;60:16; Os.13:4), 
Jesus Cristo (II Pedro 1:11;2:20;3:18). 
 
SALVADOR: 
 
Deus Pai (Isaías 43:3,11;60:16; I Timóteo .1:1;2:3; Tito 1:3;2:10;3:4; Judas 
25), 
Jesus Cristo (Lucas 1:69;2:11; Atos 5:31;Efésios5:23; Filipenses 3:20; II 
Timóteo .1:10; Tito 1:4;3:6). 
 
ÚNICO SALVADOR: 
Deus Pai (Isaías 43:11; Os.13:4), 
Jesus Cristo (Atos 4:12; I Timóteo .2:5,6). 
 
SALVADOR DE TODOS OS HOMENS E DO MUNDO: 
Deus Pai (I Timóteo.4:10), 
Jesus Cristo (IJoão4:14). 
 
O SANTO DE ISRAEL: 
Deus Pai (Salmos71:22;89:18; Isaías 1:4; Isaías 45:11), 
Jesus Cristo (Isaías 41:14;43:3;47:4;54:5). 
 
REI DOS REIS, SENHOR DOS SENHORES: 
Deus Pai (Deuteronômio 10:17; I Timóteo .6:15,16), 
Jesus Cristo (Apocalipse 17:14;19:16). 
 
EU SOU: 
Deus Pai (Êxodo3:14), 
Jesus Cristo (João8:58). 
 
O PRIMEIRO E O ÚLTIMO: 
 
Deus Pai (Isaías 41:4;44:6;48:12) 
Jesus Cristo (Apocalipse 1:11,17;2:8;22:13). 
 
O ESPOSO DE ISRAEL E DA IGREJA: 
Deus Pai (Isaías 54:5;62:5; Jeremias 3:14; Os.2:16), 
Jesus Cristo (João3:9; II Coríntios 11:2; Apocalipse 19:7;21:9). 
 
O PASTOR: 
Deus Pai (Salmos23:1), 
Jesus Cristo (João10:11,14; Hebreus 13:20). 
 
 
OBRAS ATRIBUÍDAS IGUALMENTE 
A DEUS E A JESUS CRISTO: 
 
CRIOU O MUNDO E TODAS AS COISAS: 
Deus Pai (Neemias 9:6; Salmos146:6; Isaías 44:24; Jeremias 
27:5; Atos 14:15;17:24), 
Jesus Cristo (Salmos 33:6; João 1:3,10; I Coríntios 8:6; 
Efésios3:9; Colossenses 1:16; Hebreus 1:2,10). 
 
 
SUSTENTA E PRESERVA TODAS AS COISAS: 
Deus Pai (Salmos104:5-9; Jeremias 5:22;31:35), 
 
Jesus Cristo (Colossenses 1:17; Hebreus 1:3; Judas 1) 
 
 
RESSUSCITOU CRISTO: 
Deus Pai (Atos 2:24; Efésios1:20), 
Jesus Cristo (João2:19;10:18). 
 
 
RESSUSCITOU MORTOS: 
Deus Pai (Romanos 4:17; I Coríntios 6:14; II Coríntios .1:9;4:14), 
Jesus Cristo (João5:21,28,29;6:39,40,44,54;11:25; Filipenses 
3:20,21). 
 
 
É O AUTOR DA REGENERAÇÃO: 
Deus Pai (IJoão5:18), 
Jesus Cristo (IJoão2:29). 
 
 
OS OFÍCIOS DE CRISTO 
 
 
PROFETA 
 
 
Como Profeta Jesus pregou a salvação. 
(Isaias 61. 1-2; Lucas 4.17-19). 
 
Como Profeta Jesus anunciou o reino. 
(Mateus4.17). 
 
Como Profeta Jesus predisse o futuro. 
(Mateus24 – 25). 
 
 
SACERDOTE 
 
Jesus Cristo é o eterno Grande Sacerdote, que se ofereceu a si 
mesmo como sacrifício perfeito a Deus a fim de tirar os pecados da 
humanidade. É por meio dele que Deus faz uma nova e perfeita aliança com 
o seu povo. E é por meio de Jesus Cristo que se consegue a salvação 
eterna (Hebreus 9.11 – 27). 
 
 
REI 
 
PROFETIZADO(II Samuel 7.12 – 16): "Quando teus dias se 
cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o 
teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este 
 
edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do 
seu reino. 
 
Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, 
castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. Mas 
a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem 
tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para 
sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre." Preste 
atenção às palavras grifadas. 
 
CUMPRIDO(Lucas1.30–33): "Maria, não temas; porque achaste 
graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem 
chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do 
Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para 
sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.". Preste atenção 
novamente às palavras giifadas. 
 
ESTABELECIDO. Daniel 2.44;Apocalipse 11.15; 12.10; 19.16; 20. 
1-4;Salmos2. 4-9; 
 
 
A OBRA DE CRISTO 
 
 
SUA MORTE. 
 
 
Sua importância 
(ICoríntios 15.3) 
 
Seu significado 
(II Coríntios5.21) 
 
 
SUA RESSURREIÇÃO 
 
O fato 
(ICoríntios 15.20) 
 
A evidência. 
(Mateus28. 1-6) 
 
O significado 
(Romanos1.4) 
 
 
SUA ASCENÇÃO 
(Atos 1.9) 
 
 
 A UNIPERSONALIDADE DE JESUS CRISTO 
 
 
 Ficou provado que Jesus Cristo possui duas naturezas, a divina e 
a humana. No entanto, embora tenha duas naturezas, Ele não possui duas 
personalidades ou Pessoas, sendo uma Pessoa divina e outra humana, mas 
uma só e apenas uma. Jesus Cristo é uma só Pessoa em duas naturezas 
distintas, porém unidas. 
 
Mas, infelizmente, ao longo do tempo surgiram falsas teorias 
sobra a união hipostática de Jesus. Essas falsas teorias geram diversos 
movimentos heréticos, dentre os quais podemos citar: 
 
DOCETISMO 
 
Crença de que se a matéria é má, logo Cristo não podia ter um 
corpo humano. O homem Jesus, era na verdade, uma sombra ou um 
fantasma, com a aparência de um corpo material, ou Cristo tomou o corpo 
humano de Jesus apenas por pouco tempo, entre o batismo do homem 
Jesus, e o começo de seu sofrimento na cruz. 
 
 O decetismo leva esse nome por causa do verbo grego dokéo 
que significa "parecer, passar por". Sua tese central é que Jesus só parecia 
ser homem. 
 
EBIONISMO 
 
 
Nega a preexistência, divindade e encarnação de Cristo. Jesus 
seria apenas o homem escolhido que viveu mais elevada mente, e, ao ser 
batizado, recebeu o Espírito Santo e conscientizou-se de que era o Messias. 
 
NESTORIUS 
 
Afirma haver duas pessoas distintas no Cristo. Jesus seria 
somente um homem, “superhabitado- cheio” do Espírito Santo. 
 
CERENTIANISMO. 
 
Afirma que Cristo ganhou a divindade na imersão e perdeu-a 
antes demorrer. 
 
APOLINARISMO 
 
Afirma que Cristo teve corpo real (animal), mas não tinha espírito 
nem mente humana. O Logos veio preencher o lugar deles tornando Jesus 
dividido em homem (imperfeito) “folheado” da divindade. Portanto, Jesus não 
possuía uma vontade humana. 
 
Por conseguinte, não podia pecar, pois sua pessoa era totalmente 
controlada por sua alma divina. Consequentemente, a doutrina apolinarista 
foi condenada no Concílio de Constantinopla em 381. 
 
 
A VERDADEIRA TEORIA SOBRE A 
HUMANIDADE DE JESUS 
JEOVISMO 
Jesus é o Deus Jeová Encarnado, Colossenses 1:19; 
2:9, 100 % Homem (I Timóteo .2:5) e 100 % Divino (Apocalipse 
1:8). 
 
 
A DOUTRINA DO PECADO 
HAMARTIOLOGIA 
 
ORIGEM DO MAL 
 
 
O problema do mal que há no mundo sempre foi considerado um 
dos mais profundos problemas da filosofia e da Teologia. É um problema 
que se impõe naturalmente à atenção do homem, visto que o poder do mal é 
forte e universal, é uma doença sempre presente na vida em todas as 
 
manifestações desta, e é matéria da experiência diária na vida de todos os 
homens. 
 
Como podemos então explicar o relacionamento entre Deus e o 
mal? Alguns afirmam o mal e negam a realidade de Deus (Ateísmo). Outros 
afirmam a Deus e negam a realidade do mal Panteísmo). Outros, no entanto, 
procuram afirmar um em oposição eterna com o outro (Dualismo). 
 
Já o Teísmo explica o relacionamento entre Deus e o mal com um 
Deus infinitamente bom e poderoso que permitiu o mal para produzir um 
bem maior. Ou seja, esse mundo livre éa melhor maneira de produzir o 
melhor mundo. 
 
Deus não é o autor do mal. Ele livremente criou o mundo, não 
porque precisava fazê-lo, mas sim, porque desejava criar. Deus criou 
criaturas semelhantes a Ele mesmo, que poderiam amá-lo livremente. No 
entanto, essas criaturas poderiam também odiá-lo. Ele deseja que todos os 
homens o amem, mas não forçará nenhum deles a amá-lo contra sua 
vontade. 
 
Deus persuadirá os homens a amá-lo tanto quanto for possível. 
Ele outorgará àqueles que não querem amá-lo a escolha livre deles 
eternamente (ou seja, o inferno). Finalmente, o amor de Deus é 
engrandecido quando retribuímos seu amor (visto que primeiramente nos 
amou), bem como quando não o retribuímos. Ele demonstra assim quão 
grandioso Ele é amando até mesmo aqueles que O odeiam. 
 
 
No final, Deus terá compartilhado Seu amor com todos os 
homens. Ele terá salvo tantos quanto podia salvar sem violar o livre arbítrio 
dos homens. John W. 
 
Wenham afirma: “A devoção de um ser livre é de um nível mais 
elevado... A outorga de liberdade de escolha ao homem envolve a 
possibilidade (na presciência de Deus envolve certeza) de pecar, com todas 
suas horríveis consequências. 
 
Todavia, parece que esta liberdade foi um pré-requisito para um 
conhecimento profundo de Deus. A devoção de um ser livre e racional é de 
um nível mais elevado e mais bela do que a de um animal, muito embora o 
amor entre os seres humanos e os animais possa ser notável. 
 
Entretanto, esta liberdade humana envolve a possibilidade de 
crueldade, imoralidade, ódio, e guerra... todavia, apesar de todas essas 
coisas, nenhum homem convertido desejaria mudar sua situação para a de 
um animal ou de uma máquina. 
 
DADOS BÍBLICOS A RESPEITO DA ORIGEM DO PECADO. 
 
Na escritura, o mal moral existente no mundo, transparece 
claramente no pecado, isto é, como transgressão da lei de Deus. 
 
NÃO SE PODE CONSIDERAR DEUS COMO O SEU AUTOR. 
 
 
O decreto eterno de Deus evidentemente deu a certeza da 
entrada do pecado no mundo, mas não se pode interpretar isso de modo 
que faça de Deus a causa do pecado no sentido de ser Ele o seu autor 
responsável. Esta ideia é claramente excluída pela Escritura. 
 
Longe de Deus o praticar ele a perversidade e do Todo-poderoso 
o cometer injustiça... (Jó 34:10). Ele é o Santo Deus... (Isaias 6:3). Ele não 
pode ser tentado pelo mal e ele próprio não tenta a ninguém... (Tiago1:13). 
Quando criou o homem, criou-o bom e à sua imagem. Ele positivamente 
odeia o pecado, (Deuteronômio 25:16 ,Salmos 5:4 , 11:5 , Zacarias 8:17 , 
Lucas 16:15) e em Cristo fez provisão para libertar do pecado do homem. 
 
 
O PECADO SE ORIGINOU NO MUNDO ANGÉLI CORÍNTIOS 
 
A Bíblia nos ensina que na tentativa de investigar a origem do 
pecado devemos retornar à queda do homem, na descrição de Gênesis3 e 
fixar a atenção em algo que sucedeu no mundo angélico. Deus criou um 
grande número de anjos, e estes eram todos bons, quando saíram das mãos 
do seu Criador, (Gênesis1:31). 
 
Mas ocorreu uma queda no mundo angélico, queda na qual 
legiões de anjos se apartaram de Deus (Ezequiel 28:15; Ezequiel 23:13 – 
17; Isaias 14:12 – 15). A ocasião exata dessa queda não é indicada, mas em 
 
(João 8:44) Jesus fala do diabo como assassino desde o princípio e em (I 
João 3:8 ) diz: o Diabo peca desde o princípio. 
 
A ORIGEM DO PECADO NA RAÇA HUMANAUM 
 
Com respeito à origem do pecado na história da humanidade, a 
Bíblia ensina que ele teve início com a transgressão de Adão no paraíso e, 
portanto, com um ato perfeitamente voluntário da parte do homem. O 
tentador veio do mundo dos espíritos com a sugestão de que o homem, 
colocando-se em oposição a Deus, poderia tornar-se semelhante a Deus. 
 
Adão se rendeu à tentação e cometeu o primeiro pecado, 
comendo do fruto proibido. Esse pecado trouxe consigo corrupção 
permanente, corrupção que dada a solidariedade da raça humana, teria 
efeitos não somente sobre Adão, mas também sobre todos os seus 
descendentes. 
 
Como resultado da queda, o pai da raça só pode transmitir uma 
natureza depravada aos pósteros. Dessa fonte não Santa o pecado fluí 
numa corrente impura passando para todas as gerações de homens 
corrompendo tudo e todos com que entra em contato. É exatamente esse 
estado de coisas que torna tão pertinente a pergunta de Jó: “Quem da 
imundície poderá tirar cousa pura? Ninguém” (Jó 14:4). 
 
Adão pecou não somente como pai da raça humana, mas 
também como chefe representativo de todos os seus descendentes, e, 
 
portanto, a culpa do seu pecado é posta na conta deles, pelo que todos são 
possíveis de punição e morte. É primariamente nesse sentido que o Pecado 
de Adão é o pecado de todos. É o que Paulo ensina em Romanos 5:12). 
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo 
pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque 
todos pecaram.” 
 
Adão era o representante de toda a raça. Adão pecou, e como 
representante transmitiu seu pecado a toda raça (Oséias 6:7). Adão continha 
nele toda a posteridade da raça, por isso, o seu pecado foi imputado a todos, 
porque todos estavam em Adão. 
 
Por causa do pecado de Adão a culpa foi imputada imediatamente 
à raça humana, e por sermos da mesma raça de Adão a natureza 
pecaminosa é transmitida por “hereditariedade”. 
 
Deus atribui a todos os homens a condição de pecadores, 
culpados em Adão, exatamente como adjudica a todos os crentes a 
condição de justos em Jesus Cristo. É o que Paulo quer dizer, quando 
afirma: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os 
homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a 
graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. 
 
Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos se 
tornaram pecadores; assim também por meio da obediência de um só, 
muitos se tornarão justos.” Romanos 5:18,19). 
 
 
O primeiro homem desobedeceu à vontade de Deus, e trouxe 
sobre si e sobre todos os seus descendentes as consequências da sua 
desobediência. Aquele estado de comunhão perfeita entre Deus e o homem 
foi quebrado, formando uma barreira (pecado) entre a criatura e o criador. 
 
A NATUREZA DO PECADO OU DA QUEDA DO HOMEM. 
 
O pecado é uma transgressão, um erro de caminho ou alvo 
(tortuosidade ou perversidade), contrário à “retidão” que é um andar reto 
num ideal ou alvo colocado por Deus. 
 
SEU CARÁTER FORMAL: 
 
Pode-se dizer que numa perspectiva puramente formal, o primeiro 
pecado do homem consistiu em comer ele dá arvore do conhecimento do 
bem e do mal. 
 
Quer dizer que não seria pecaminoso, se Deus não tivesse dito: 
“Da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás.” 
 
 
A ordem dada por Deus para não se comer do fruto da árvore 
serviu simplesmente ao propósito de por à prova a obediência do homem. 
Foi um teste de pura obediência desde que Deus de modo nenhum procurou 
justificar ou explicar a proibição. 
 
 
SEU CARÁTER ESSENCIAL E MATERIAL: 
 
O primeiro pecado do homem foi um pecado típico, isto é, um 
pecado no qual a essência real do pecado se revela claramente. A essência 
desse pecado está no fato de que Adão se colocou em oposição a Deus, 
recusou-se a sujeitar a sua vontade a vontade de Deus de modo que Deus 
determinasse o curso da sua vida, e tentou ativamente tomar a coisa toda 
das mãos de Deus e determinar ele próprio o futuro. 
 
Naturalmente pode-se distinguir diferentes elementos do seu 
primeiro pecado: No intelecto, revelou-se como incredulidade e orgulho na 
vontade como o desejodeser como Deus, e nos sentimentos como uma 
ímpia satisfação ao comer do fruto proibido. 
 
A QUEDA – O PECADO ORIGINAL 
 
A CULPA ORIGINAL: 
 
A palavra “culpa” expressa a relação que há entre o pecado e a 
justiça, ou, como o colocam os teólogos mais antigos, e a penalidade da lei. 
É a condenação a qual todo homem está sujeito por causa do pecado. 
Quem é culpado está numa relação penal com a lei. Podemos falar da culpa 
em dois sentidos, a saber, como reatusculpae (réu convicto) e como 
reatuspoenae (réu passível de condenação). 
 
 
O sentido habitual, porém, em que falamos de culpa na teologia, é 
o de reatuspoenae. Com isto se quer dizer merecimento de punição, ou 
obrigação de prestar satisfação à justiça de Deus pela violação da lei, feita 
por determinação pessoal. Isso é evidenciado pelo fato de que, como a 
Bíblia ensina, a morte, como castigo do pecado, passou de Adão a todos os 
seus descendentes: Romanos 5:12 - 19,Ef 2:3, I Coríntios 15:22). 
 
 
DEPRAVAÇÃO TOTAL: 
 
O significado Teológico da palavra é “que todos os homens são 
por natureza pecadores, totalmente depravados‘, ou seja, todas as 
inclinações mentais (que são o princípio das ações externas) são 
completamente corrompidas. Em vista do seu caráter impregnante, a 
corrupção herdada toma o nome de depravação total; muitas vezes esta 
frase é mal compreendida, e portanto requer cuidados discriminação. 
 
Esta depravação total é negada pelos pelagianos, pelos 
socinianos e pelos arminianos do século dezessete, mas é ensinada 
claramente na Escritura. (João 5:42,Romanos 7:18, 23, 8:7,Efésios 4:18, II 
Timóteo 3:2 – 4, Tito 1:15, Hebreus 3:12). 
 
 
O CONCEITO BÍBLICO DE PECADO. 
 
 
Errar Alvo, dívida, transgressão, queda, derrota (Gênesis 6:5; I 
João1:18 Hebreus 12:5). A história da raça humana que se apresenta nas 
Escrituras é primordialmente a história do homem num estado de pecado e 
rebelião contra Deus e do plano redentor de Deus para levar o homem de 
volta a Ele. Portanto, convém agora ponderar acerca da natureza do pecado 
que separa o homem de Deus. 
 
O conceito bíblico de pecado vem do estudo das palavras usadas 
nos dois testamentos para falar do pecado. Existem pelo menos oito 
palavras básicas para falar de pecado no Antigo Testamento e uma dúzia no 
Novo Testamento. Assim teríamos uma definição correta e final, ainda que 
muito longa. 
 
Talvez seja uma melhor ideia defini-lo da seguinte forma: Pecado 
é errar o alvo, maldade, rebelião, iniquidade, desviar-se do caminho, 
impiedade, desgarrar-se, crime, desobediência à Lei, transgressão, 
ignorância e queda. 
 
De maneira mais sucinta, pecado geralmente é definido como 
transgressão à Lei (I João 3:4). Essa é uma definição correta quando 
entendermos o pecado em seu sentido mais amplo, ou seja, afastamento 
dos padrões estabelecidos por Deus. Augustus Strong apresenta um bom 
exemplo quando define pecado como “inconformidade à Lei moral de Deus, 
seja por meio de atos, disposição ou estado”. 
 
 
Pecado também pode ser definido como algo contra o caráter de 
Deus. Buswell define assim: “Pecado pode ser definido como qualquer coisa 
na criatura que não expresse ou que seja contrário ao caráter santo do 
Criador”. Certamente a principal característica do pecado é que ele é 
direcionado contra Deus. 
 
Qualquer definição que deixe de refletir isso não é bíblica. O lugar 
comum que considera os pecados divididos em categorias, como pecados 
contra a pessoa, contra os outros e contra Deus, acaba não enfatizando que, 
no final, todo pecado é contra Deus. 
 
Não nos esqueçamos de que o pecado é terrível aos olhos de um 
Deus santo. 
 
Habacuque disse de forma sucinta: “Tu és tão puro de olhos, que 
não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar”. (Habacuque 
1:13). Lembre-se de que o pecado é tão destrutivo que somente a morte do 
Filho de Deus pode retirá-lo (Jô 1:29). 
 
CONCEITO DE PECADO: 
 
É a falta de conformidade com a lei de Deus, em estado, 
disposição ou conduta. 
 
PARA INDICAR ISSO, A BÍBLIA USA VÁRIOS TERMOS, TAIS 
COMO: 
 
 
Pecado 
(Salmos51.2;Romanos6.2); 
 
Desobediência 
(Hebreus2.2); 
 
Transgressão 
(Salmos51.1; Hebreus 2.2); 
 
Iniquidade 
(Salmos51.2; Mateus 7.23); 
 
Mal, maldade, malignidade 
(Provérbios 17.11;Romanos 1.29) 
 
Perversidade 
(Provérbios 6.14;Atos 3.26); 
 
Rebelião, rebeldia 
(I Samuel15.23;Jeremias 14.7); 
 
Engano 
(Sofonias 1.9; 2;Isaias 2.10); 
 
Injustiça 
 
(Jeremias 22.13;Romanos 1.18); 
 
Erro, falta 
(Salmos19.12;Romanos1.27); 
 
Impiedade 
(Provérbios 8.7;Romanos1.18); 
 
Concupiscência 
(Isaias 57.5; I João 2.16); 
 
Depravidade, depravação 
(Ezequiel 16.27,43,58). 
 
O diabo quer que pequemos, afirmando que não estamos 
crescendo na presença de Deus ou estamos falhando. Verdadeiro 
crescimento contra o pecado é cooperar com o Espírito Santo batalhando. 
 
EXISTEM GRAUS DE PECADO? 
 
Serão alguns pecados piores do que os outros? A pergunta pode 
ser respondida de modo afirmativo ou negativo, dependendo do sentido que 
se lhe dê. 
 
CULPA LEGAL: 
 
 
No tocante à nossa posição legal perante Deus, qualquer pecado, 
mesmo aquilo que nos pareça um pecado leve, torna-nos legalmente 
culpados perante Deus, e, portanto, dignos de castigo eterno. Adão e Eva 
aprenderam isso no jardim do Éden, onde Deus lhes disse que um só ato de 
desobediência resultaria na pena de morte. 
 
 
E Paulo afirma que “o julgamento derivou de uma só ofensa, para 
a condenação”. Esse único pecado tornou Adão e Eva pecadores perante 
Deus, já incapazes de permanecer na santa presença divina. Portanto, em 
termos de culpa legal, todos os pecados são igualmente maus, pois nos 
fazem legalmente culpados perante Deus e nos constituem pecadores. 
 
CONSEQUÊNCIAS NA VIDA E NO RELACIONAMENTO COM 
DEUS: 
 
Por outro lado, alguns pecados são piores do que outros, pois 
trazem consequências mais danosas para nós e para os outros e, no tocante 
ao nosso relacionamento pessoal com Deus Pai, provocam-lhe desprazer e 
geram ruptura mais grave na nossa comunhão com Ele. 
 
Segundo as Escrituras, porém, todos os pecados são “mortais”, 
pois mesmo o mais leve deles nos torna legalmente culpados perante Deus 
e merecedores do castigo eterno. No entanto, até o mais grave dos pecados 
é perdoado quando a pessoa se entrega a Cristo em busca de salvação. Ou 
 
seja, os pecados podem variar segundo as consequências e o grau em que 
perturbam nosso relacionamento com Deus. No entanto, pecado, é pecado! 
 
PECADO IMPERDOÁVEL 
 
Diversas passagens da escritura falam de um pecado que não 
pode ser perdoado, após o qual é impossível a mudança do coração e pelo 
qual não é necessário orar. É geralmente conhecido como pecado ou 
blasfêmia contra o Espírito Santo. 
 
O Salvador fala explicitamente dele em (Mateus12:31 – 32) e 
passagens paralelas, e em geral se pensa que (Hebreus 6:4 – 6, 10:26 – 27 
e I João 5:16), também se referem a esse pecado. 
 
CONSEQUÊNCIAS DO PECADO 
 
A Bíblia nos ensina que o pecado afetou toda a criação de Deus, 
trazendo consequências tanto no céu como na terra. 
 
NO CÉU: O pecado de Satanás afetou as regiões celestes 
contaminando aos anjos caídos que lutam contra os crentes (Ef6:11 – 12). 
 
NA TERRA: Por causa do pecado de Adão houve rompimentos 
nos relacionamentos do homem. 
 
Do homem com Deus: 
 
Gênesis 3:8 – 10 (se esconderam de Deus) 
 
Do homem com Ele mesmo: 
Gênesis 3:10 – 16 (Tiveram medo)Do homem com seu semelhante (Humanidade): 
Eclesiastes 7:20; Gênesis 3:16 (Adão culpou Eva) 
 
Do Homem com a Natureza: 
Gênesis 3:17 – 18; 9:1 – 3; Romanos 8:18 – 23 (Espinhos e Abrolhos) 
 
 
MORTE ESPIRITUAL 
 
O pecado separa de Deus o homem, e isso quer dizer morte, pois 
é só na comunhão com o Deus vivo que o homem pode viver de verdade. A 
morte entrou no mundo por meio do pecado Romanos 5:12), e que o salário 
do pecado é a morte (Romanos 6:23). A penalidade do pecado certamente 
inclui a morte física, mas inclui muito mais que isso, a separação espiritual e 
sofrimento eterno. 
 
PALAVRA PECADO NO ANTIGO TESTAMENTO: 
 
* hajxchaTitoa ah ou tajxchaTitoa th - pecado, envolvendo 
condição de pecado, culpa pelo pecado, punição, oferta e purificação dos 
pecados de impureza cerimonial . (Gênesis 4:7), procedente de chata - 
 
pecar, falhar, perder o rumo, errar o alvo ou o caminho do correto e do 
dever, incorrendo em culpa, para sofrer penalidade pelo pecado, perder o 
direito. 
 
* evppesha„ - transgressão, rebelião contra indivíduos, nação 
contra nação ou contra Deus. (Jó.34:6); 
 
* hum matstsah - conflito, contenda (Provérbios 17:19), vem de 
natsah-devastado, desolado, em ruínas e estar como montes arruinados. 
 
NATUREZA DO PECADO NO ANTIGO TESTAMENTO: 
 
Existe uma variedade de termos, estudando-se o hebraico para 
expressar esse mal da ordem moral. 
 
NA ESFERA MORAL: 
 
Errar o alvo, reunindo 3 ideia s: • errar como arqueiro erra o alvo; • 
errar como viajante erra caminho; • errar como ser achado em falta na 
balança; (Gênesis4:7)-Pecado é a besta pronta para tragar; 
 
Tortuosidade ou perversidade, contrário de retidão, tornando-se 
não reto e sem ideal reto; c) Mal, pensamento de violência ou infração, 
violando a lei de Deus. O pecado sem perdão é a incredulidade 
(Mateus12.31-32). 
 
 
NA ESFERA DA CONDUTA FRATERNAL: 
 
Violência ou conduta injuriosa, homem maltrata/oprime os seus 
(Gênesis6:11 e Provérbios 16:29); 
 
NA ESFERA DA SANTIDADE: 
 
Ofensor já teve comunhão com Deus; como cada israelita era 
santo e sacerdote, mas profanaram e tornaram imunda a Lei, sendo 
irreligiosos, transgressores e criminosos. 
 
NA ESFERA DA VERDADE: 
 
Inútil e fraudulento; falar e tratar falsidade, representar e dar falso 
testemunho, numa vaidade vazia e sem valor, onde a mentira iniciou o 1º 
pecado e o 1º pecador, pois todo o pecado contêm elemento do engano 
(Hebreus 3:13). 
 
NA ESFERA DA SABEDORIA: 
 
Impiedade por não pensar não querer pensar corretamente, para 
descuido e ignorância. 
 
O homem natural não desenvolveu na direção do bem, mas se 
inclina naturalmente para o mal, ouvindo, mas esquecendo, conduzido para 
 
o pecado (Mateus 7:26). O castigo do pecado é a morte física, espiritual e 
eterna (Romanos6.23). 
 
O homem sem entendimento precipita em julgar coisas que não 
sabe,ímpio; nega o que é dado de graça (Provérbios 8:1-10); 
 
O insensato se prende às coisas da carne e não se disciplina, 
podendo fazer o bem (Provérbios 15:20); 
 
O homem ímpio justifica a impiedade com argumentos racionais 
ateísticos; escarnece infiel (Salmos1:1 e Provérbios 14:6). 
 
PALAVRA PECADO NO NOVO TESTAMENTO (EM GREGO): 
 
Amartiahamartia- não ter parte; errar o alvo; desviar-se do 
caminho de retidão e honra, fazer ou andar no erro; desviar-se da lei de 
Deus, violar a lei de Deus, uma ofensa, violação da lei divina em 
pensamento ou em ação ou coletivamente, o conjunto de pecados 
cometidos seja por uma única pessoa ou várias. (Mateus 12:31); 
 
krisis - separação, divisão, repartição, julgamento, sentença de 
condenação, julgamento condenatório, condenação e punição por colégio 
dos juízes (um tribunal de sete homens nas várias cidades da Palestina; 
distinto do Sinédrio, que tinha sua sede em Jerusalém) (Marcos 3:29). Da 
morte espiritual/eterna escapa quem chega a Jesus. Romanos3.21; 8.39). 
 
 
NATUREZA DO PECADO NO NOVO TESTAMENTO: 
 
• Errar o Alvo, na mesma ideia do Antigo Testamento; 
 
• Dívida, para não guardar dos mandamentos de Deus e o 
homem é incapaz de pagar e necessita de uma remissão ou fiador. 
 
• Desordem, pois o pecado é iniquidade; o pecador rebelde, 
idólatra quebra o mandamento por sua vontade, fazendo uma lei para si e 
constituindo o seu “EU” como uma divindade, numa obstinação; 
 
• Desobediência, ou ouvir mal, sem atenção. (Hebreus 2:2 e 
Lucas 8:18); 
 
• Transgressão, ir além do limite (Romanos 4:15); 
 
• Queda, cair para um lado sem conduta, no pecado 
(Efésios1:7); 
 
• Derrota, rejeitando Jesus e perdendo o propósito (Romanos 
11:12); 
 
• Impiedade, sem adoração ou reverência (Romanos 1:18 e II 
Timóteo 2:16), dando pouca ou nenhuma importância a Deus ou às coisas 
sagradas, sem temor/reverência; 
 
 
• Erro, decisões erradas para desconhecer, quando o homem 
decide fazer o mal, sem avaliar consequências, mais do que falta pela 
debilidade. 
 
 
 
CONSEQUÊNCIAS DO PECADO NA PESSOA: 
 
Pecado é ato; rebelião contra a lei e pecaminoso contra Deus, 
tendo 2 resultados: resultados dos atos e castigos futuros: 
 
FRAQUEZA ESPIRITUAL: 
 
• DESFIGURA IMAGEM DIVINA 
 
Traz vergonha perante Deus. 
(Isaías 59:2; Tiago 3:9); 
 
Será repreendido pelo mundo 
(Provérbios 3:35;I Coríntios 15:34). 
 
• PECADO INERENTE/ORIGINAL 
 
Traz engano 
(Isaías64:7; Salmos 66:18). 
 
 
Inclinado para pecar 
(Salmos51:5), 
 
Difere de pecado atual (efeito da queda), sendo maldito, estranho, 
enganoso, inimigo, escravo, morto e filho da ira. Deus vai lhe levar em 
abismos profundos 
(Salmos107:26-28). 
 
• DISCÓRDIA INTERNA 
 
Perdemos a comunhão com Deus. Desarmonia; divisão interna e 
fragilidade (conflitos); transforma a pessoa em perigosa de se estar perto 
pois a qualquer instante pode descer sobre ela a ira divina. 
(Mateus 8:28; Mateus 9:36;I Samuel 31:4;Salmos 78:31;Romanos 
1:18; João 3:36). 
 
PECADO NO CORPO (MANIFESTAÇÃO): 
 
• BOCA IMPURA 
 
Querer amoldar a Palavra à sua própria vontade 
(Salmos50: 16; Isaías 53: 9; Tiago 3:6; Isaías 58:9; Salmos 50:19-
23). 
 
• OUVIDOS IMPUROS 
 
 
Querer ouvir apenas o que lhe agrada 
(Isaías 50:4-5; II Timóteo 4:3; I Reis 22:13; II Crônicas .28:12) 
 
• OLHOS IMPUROS 
 
Julgar mentalmente as pessoas pelo que se vê 
(Isaías 11:3; Salmos50:20-21; Apocalipse 3:18); 
 
• NARIZ IMPURO 
 
Símbolo de pessoas empinadas e orgulhosas 
(Isaías 65:5; Isaías 3:16-25; Ezequiel 8:17); 
 
• CABEÇA IMPURA 
 
Menear a cabeça, reprovando as coisas de Deus. 
(Jó.16:4; Isaías 1:5); 
 
• CORAÇÃO IMPURO 
 
Pessoa maliciosa que guarda mágoas 
(Salmos78:18; Salmos 95:8; Mateus 19:8; Romanos 1:24; 
Ezequiel 14:3). 
 
 
Dureza de coração tem haver com desprezar ouvir e rejeitar a 
Palavra de Deus (Provérbios 29:1), de 3 maneiras: 1ª Negligenciar na 
oração e leitura; 2ª Fofocar no meio da Igreja e 3ª acalentar pecados 
secretos (Mateus 24:19). 
 
Envolve 2 tipos de pessoas: 1ª Os que gostam de ouvir a Palavra 
de Deus e apreciam o culto, mas não praticam (Ezequiel 33: 31-32) e 2ª os 
que apenas querem sair do aperto, pedindo oração. 
 
• PESCOÇO IMPURO 
 
Pessoa que carrega e confia em fardos pesados de pecado 
(Isaías 10:27; Ezequiel 21:29); 
 
• BRAÇOS IMPUROS 
 
Ficar de braços cruzados sem nada fazer para Jesus 
(Provérbios 6:10; Marcos 10:16; Lucas 2:28). 
 
• MÃOS IMPURAS 
 
Agir com roubo, violência e impureza 
(Jó.16:17;Salmos 7:3; Salmos 26:10; Salmos 28:4; Salmos 
106:42); 
 
• ESTÔMAGOS IMPUROS 
 
 
Cheios de iniquidade; desejam prostituir-se no mundo 
(Ezequiel 7:19; Lucas 15:16;I Coríntios 6:13). 
 
• RINS IMPUROS 
 
Quando não se expeli de si, o que não presta, guarda o mal, 
como vingança. 
(Jeremias 20:12) 
 
• VENTRES IMPUROS 
 
Quando apenas se pensa na glória terrestre, como o deus da 
prosperidade (GÁLATAS 1:15) e adeptos da teologia da prosperidade. 
 
• PERNAS IMPURAS 
 
Quando não se encurva diante de Deus nem se ajoelha diante 
dele. 
(Provérbios 26:7; Ezequiel 21:7) 
 
• PÉS IMPUROS 
 
Quando se vacila, pisando nos outros, de modo impuro 
(Jó.12:5; Jó.18:8; Provérbios 6:18; Ezequiel 34:18-19). 
 
 
• CORPO IMPURO 
 
Desonrar, prostituir-se em sensualidade escarnecedora e ímpia 
(Romanos 1:24-27;I Coríntios 6:15; Judas 1:19) 
 
CASTIGO POSITIVO: 
 
Separado da fonte da vida, pela MORTE: 3 Fases: 1) morte 
espiritual na vida (Ef2:1); 2) morte física (Hebreus 9:27) e 3) 2a. morte 
(Apocalipse 21:8). 
 
OUTRAS CONSEQUÊNCIAS: 
 
• EFEITO DO PECADO NOS ANIMAIS; DOENÇAS E MORTE 
(Gênesis6:11; Gênesis6:19-20; Gênesis3:14; Levítico 4:3; Levítico 
4:27-28; Eclesiastes 3:18); 
 
• EFEITOS NA TERRA E MEIO AMBIENTE 
(Fome, furacão, falta de água e enchentes, tsunamis; Poluição – 
(Jeremias 5:28-29; Gálatas 6:7; Salmos 18:7; Gênesis 3:17; Romanos 1:26-
32; Sofonias 1:3); 
 
• EFEITOS DO PECADO NAS NAÇÕES (GUERRAS E 
DESENTENDIMENTOS) 
 
(Jeremias 30:12; I Reis .8:46; Sofonias 2:11; II Reis .17:11; 
Amós 9:9). 
 
 
COISAS BOAS QUE DEIXAM AS PESSOAS 
FORA DO CÉU: 
 
• TER ZELO PELAS COISAS BOAS, DEIXANDO DE LADO AS 
COISAS DE DEUS 
(Mateus 6:33; Colossenses 3:2-3; Hebreus 10:25). 
 
• TER DESATENÇÃO À PALAVRA E SER ABSORVIDO 
PELOS PRÓPRIOS INTERESSES 
(Lucas 17:30; Jeremias 2:31-32); 
 
• ESTAR TÃO OCUPADO COM AS COISAS DE DEUS QUE 
NÃO HÁ TEMPO PARA BUSCÁ-LO. 
(Salmos32:6; Salmos 69:13); 
 
• DAR ATENÇÃO PARCIAL A JESUS 
(Colossenses1:18; Lucas 14:16-24); 
 
• COLOCAR A FAMÍLIA ANTES DO SENHOR 
(Hebreus 11:7; Efésios2:19); 
 
 
• NÃO SER APAIXONADO POR JESUS, NÃO SE 
PROTEGENDO O TEMPO TODO AO SEU LADO. 
(Jeremias 2:31-32; Lucas 14:24). 
 
PERGUNTA-SE: 
 
QUANDO CHEGAR O DIA, JESUS NOS CONHECERÁ? 
(João8:55; Mateus 7:23; Lucas 13:27); 
 
PERMANÊNCIA NO PECADO: 
 
POR QUE OS CRISTÃOS PERMANECEM NA PRÁTICA DO 
PECADO? 
 
• Não têm temor a Deus pela falta de graça e por não 
entenderem o completo perigo do pecado e suas consequências 
(Provérbios 16:6; Provérbios 3:7; Apocalipse 3:15; Provérbios 
4:23). 
 
• São superconfiante em si mesmo achando-se superior às 
tentações 
(II Coríntios .1:3-7). 
 
• Têm o pecado oculto arraigado há anos dentro de seu 
coração. 
 
(Salmos32:5; 38:3). 
 
OBSERVAÇÃO: 
 
 * DEUS CONDENA MAIS OS PERVERSOS PECADOS DOS 
CRISTÃOS QUE DOS ÍMPIOS. 
(Deuteronômio 1:37;Jeremias 1:16). 
 
* QUANTO MAIS TEMPO NO PECADO, MAIS SE ENDURECE. 
(Hebreus 3:12-13); 
 
* QUANTO MAIS PERMANECE NO PECADO, ENFRENTA A 
VARA DE DEUS. 
 (Salmos89:30-34); 
 
* QUANTO MAIS PERMANECE NO PECADO, ENFRENTA 
ESVAZIAMENTO DE PAZ E FORÇA. 
(Salmos31:10; Salmos 38:3); 
 
* QUANTO MAIS PERMANECE NO PECADO, ENFRENTA 
CRESCENTE DÚVIDA E INCREDULIDADE. 
(I Samuel13:13-14). 
 
 
PECADOS PRINCIPAIS: 
 
 
IRA 
Raiva, cólera ou agressividade exagerada em querer destruir os 
outros. 
 (Jó.5:2); 
 
GULA 
Querer assimilar tudo, engolindo e não digerindo. 
(Isaías 56:11); 
 
INVEJA 
Desgosto e pesar pelos bens dos outros; o outro é mais que eu. 
(Provérbios 14:30); 
 
ORGULHO 
Ser melhor que outros (Salmos90:10); 
 
AVAREZA 
Não confiar em ninguém 
(Isaías 57:17); 
 
PREGUIÇA 
Não querer aprender nada 
(Eclesiastes 10:8); 
 
LUXÚRIA 
 
(desfrutar do poder de dominar)prazer pelo excesso 
(Jeremias 11:15); 
 
IDOLATRIA 
Não querer a Deus de modo exclusivo. 
(II Reis17:41; Deuteronômio 32:17; I Coríntios 10:20; I Coríntios 
10:14; Josué 24:15; II Crônicas .24:18). 
 
 
 
TERCEIRO MÓDULO 
 
A DOUTRINA DA SALVAÇÃO 
 
SOTERIOLOGIA 
 
DEFINIÇÃO: 
 
Soteriologia é a união entre dois termos gregos "Soteria" que 
significa Salvação e "Logia" que significa Estudo. 
 
 
Portanto Soteriologia é o Estudo da Salvação. 
 
INTRODUÇÃO: 
 
É fundamental que tenhamos convicção da nossa salvação. A 
Bíblia garante que podemos ter convicção da vida eterna. Sem esta 
convicção é impossível viver a vida cristã. Ao fazer o estudo, examine como 
está a sua convicção a luz da Palavra de Deus. 
 
BREVE EXEGESE DE SALVAÇÃO 
 
De uma forma simples, podemos dizer que “salvação é o fato do 
homem ser salvo do poder e dos efeitos do pecado”. 
 
O vocábulo português se deriva do latim salvare, “salvar” e de 
salus, “saúde”, “ajuda”, e traduz o termo hebraico yeshu‘a e cognatos 
(largura, facilidade, segurança) e o vocábulo grego sõteria, e cognatos (cura, 
recuperação, redenção, remédio, salvação, bem estar). 
 
Significa a ação ou o resultado de livramento ou preservação de 
algum perigo ou enfermidade, subentendendo segurança, saúde e 
prosperidade. Nas Escrituras, o movimento parte dos aspectos mais físicos 
para o livramento moral e espiritual. 
 
Assim é que as porções mais antigas do Antigo Testamento dão 
ênfase aos meios dos servos individuais de Deus escaparem das mãos de 
 
seus inimigos, a emancipação de Seu povo da escravidão e o 
estabelecimento dos mesmos numa terra de abundância; já as porções 
posteriores dão maior ênfase às condições e qualidades morais e religiosas 
da bem-aventurança, e estende suas amenidades além das fronteiras 
nacionais (O Novo Dicionário da Bíblia, Vol-II, p 1464 – 5). 
 
Em primeira instância, o verbo sõzõ, “salvar” bem como o 
substantivo sõtêria, “salvação”, denotam o “salvamento” e a “libertação” no 
sentido de evitar algum perigo que ameaça a vida. Pode ocorrer na guerra 
ou em alto mar. Aquilo de que se recebe o livramento pode, no entanto, ser 
uma doença. 
 
Onde não se menciona qualquer perigo imediato, também podem 
significar “conservar” ou “preservar”. O verbo e o substantivo podem até 
significar “voltar com segurança” para casa. Na LXX sõzõ traduz nada 
menos do que 15 verbos hebraicos diferentes, mas os mais importantes são 
yãsa, que se emprega no hiphil para “libertar” e “salvar”, e mãlat, niphal, 
“escapulir”, “escapar”, “salvar”. E embora Iahweh empregue agentes 
humanos, o israelita piedoso tinha consciência do fato do livramento vir do 
próprio Iahweh (Salmos 12:1; 121: 1-2); 
 
Mas o conteúdo exato dessa libertação ou salvação varia de 
acordo com o contexto e as circunstâncias. 
 
No Novo Testamento, o verbo sozõ ocorre 106 vezes, e o 
substantivo sõtêria, 45 vezes. Sendo que a graça de Deus é a grande fonte 
 
de salvação (Efésios 2:8 – 9), e o Filho de Deus é o Salvador do Mundo 
(Lucas2:11; I João 4:14). 
 
A VERDADEIRA IDEIA DA SALVAÇÃO 
 
Há diversas ideia s a respeito da salvação. Vamos mencionar 
algumas das mais importantes e apontar a que está mais de acordo com a 
ideia apresentada por Jesus Cristo. 
 
A SALVAÇÃO E O PASSADO 
 
Atos 17:30 Mas Deus, não levando em conta os tempos da 
ignorância, manda agora que todos os homens em todos os lugares se 
arrependamos. Suponhamos que uma pessoa que não saiba nadar esteja 
prestes a afogar-se; mas, felizmente alguém o salva. A salvaçãonada tem 
haver com o passado da pessoa salva. 
 
A SALVAÇÃO E O FUTURO 
 
Imaginemos agora, um condenado a morte, porém perdoado por 
alguém cheio de bondade e amor. Este perdão garante ao condenado o 
livramento do castigo merecido. Esta salvação visou o livramento do castigo 
futuro 
A SALVAÇÃO DE JESUS 
 
 
Lucas 9:24 Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-
la-á; porém qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará. 
Suponhamos que temos um único grão de arroz no mundo em nossas mãos. 
Para salvar esta semente o que temos que fazer? A melhor maneira de 
salvá-lo é plantando-o, pois se colhera centenas deles 
 
A verdadeira ideiada salvação é, aquela que contempla mais 
aquilo para o que somos salvos do que aquilo de que fomos salvos. 
 
A salvação ensinada por Jesus acentua mais o céu com toda a 
sua glória do que o inferno com todo o seu horror. Não somos salvos para 
escaparmos da morte, mas para gozarmos a vida eterna. 
 
I João3:2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é 
manifestado o que havemos de ser. 
 
ELEMENTOS BÁSICOS PARA A SALVAÇÃO 
 
Romanos3:24-25 E são justificados gratuitamente pela sua Graça, 
pela redenção que há em Cristo Jesus. Deus o propôs para propiciação pela 
Fé no seu Sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos 
pecados dantes cometidos sob a tolerância de Deus. 
Os elementos básicos estabelecidos para salvação conforme 
escrito pelo Apóstolo Paulo aos Romanos são: 
 
A GRAÇA 
 
 
Tito 2:11 Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação 
a todos os homens. Graça significa, primeiramente, favor, ou a disposição 
bondosa da parte de Deus. (Favor não merecido). A graça de Deus aos 
pecadores revela-se no fato de que ele mesmo pela expiação de Cristo, 
pagou toda a pena do pecado. Por conseguinte, ele pode justamente 
perdoar o pecado sem levar em conta os merecimentos ou não 
merecimentos. A graça manifesta-se independente das obras dos homens. A 
graça é conhecida como Fonte da Salvação. 
 
O SANGUE 
 
I João1:7 O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de 
todo pecado. Em virtude do sacrifício de Cristo no calvário, o crente é 
separado para Deus, seus pecados perdoados e sua alma purificada. 
Sangue é conhecido como a Base da Salvação. 
 
 
A FÉ 
 
Efésios2:8-9 Pois é pela graça que sois salvos, por meio da Fé; e 
isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém 
se glorie. Pela fé reconhece o homem a necessidade de salvação, e pela 
mesma fé é ele levado a crer em Cristo Jesus. 
 
 
Hebreus 11:6 Ora, sem Fé é impossível agradar a Deus, porque é 
necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que 
é galardoador dos que o buscam. A Fé conduz-nos ao Salvador, a Fé coloca 
a verdade na mente e Cristo no coração. A Fé é a ponte que dá passagem 
ao mundo espiritual, por isso concluímos que a Fé é o Meio para a Salvação. 
 
A NATUREZA DA SALVAÇÃO 
 
ASPECTOS DA SALVAÇÃO 
 
JUSTIFICAÇÃO 
 
Justificar é um termo judicial que significa absolver, declarar justo. 
O réu, ao invés de receber sentença condenatória, ele recebe a sentença de 
absolvição. Esta absolvição é dom gratuito de Deus, colocado a nossa 
disposição pela fé. 
 
Essa doutrina assim se define: "Justificação" é um ato da livre 
graça de Deus pelo qual ele perdoa todos os nossos e nos aceita como 
justos aos seus olhos somente por nos ser imputados a justiça de Cristo, 
que se recebe pela Fé. Justificação é mais que perdão dos pecados, é a 
remoção da condenação. 
 
 
Deus apaga os pecados, e, em seguida, nos trata como se nunca 
tivéssemos cometido um só pecado. Portanto Justificação é o Ato de Deus 
tornar justo o pecador. (Romanos 3 : 24,30) Sendo justificados 
gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus... 
Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. 
 
A justificação é realizada no homem quando este passa a crer no 
Senhor Jesus Cristo como Salvador, logo que ele crê em Jesus, Deus o 
declara livre da condenação. 
 
CRISTO NOSSA IMPUTAÇÃO(Romanos4:6)...Bem-aventurado o 
homem a quem Deus imputa justiça sem as obras,... Imputar é atribuir a 
alguém a responsabilidade pelos atos de outro. Isto é Jesus Cristo assumiu 
nossos pecados, Deus permitiu que Jesus pagasse nosso débito. 
 
CRISTO NOSSA SUBSTITUIÇÃO(Gálatas 3:13) Cristo nos 
resgatou da maldição da lei, fazendo ele próprio maldição em nosso lugar,... 
Como nosso substituto, Cristo Jesus ganhou esta justiça para nós, morrendo 
em nosso lugar, a fim de nos salvar e garantir o perdão dos nossos pecados. 
Somos agora aceitos por Deus, porque nos foi creditada a perfeita Justiça de 
Cristo. 
 
JUSTIÇA DE CRISTO(I Coríntios 1:30) Mas vós sois dele, em 
Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, Justiça, e 
santificação, e redenção. Esta justiça foi adquirida pela morte expiatória de 
Cristo. Sua morte foi ato perfeito de justiça, porque satisfez a lei de Deus. 
 
Foi também um ato perfeito de obediência. Tudo isto foi feito por nós e posto 
a nosso crédito. 
 
REGENERAÇÃO REGENERAR SIGNIFICA 
 
Restaurar o que está destruído. Quando se trata do ser humano, 
Regeneração é uma mudança radical, operada pelo Espírito Santo na alma 
do homem. Esta Regeneração atinge, portanto todas as faculdades do 
homem, ou seja: Intelecto, Volição e a Sensibilidade. 
 
O homem regenerado não faz tanta questão de satisfazer à sua 
própria vontade como de satisfazer à de Deus. Na Regeneração, ele passa a 
pensar de modo diferente, sentir de modo diferente e querer de modo 
diferente: tudo se transforma. II Coríntios 5:17 Portanto, se alguém está em 
Cristo, Nova Criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo. A 
Bíblia descreve a regeneração como: 
 
NASCIMENTO(João 3:3) Jesus respondeu, e disse: Na verdade, 
na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino 
de Deus. Uma pessoa, para pertencer a aliança feita a Israel e gozar de 
todos os seus direitos, precisava somente nascer de pais judaicos. 
 
Para pertencer ao reino do Messias, contudo, uma pessoa 
precisa nascer de novo. Ezequiel 36:26 Dar-vos-ei um coração novo, e 
porei dentro em vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra, e 
vos darei um coração de carne. Vivificação A essência da regeneração é um 
 
nova vida concedida por Deus, mediante Jesus Cristo e pela operação do 
Espírito Santo. 
 
João10:10 ... Eu vim para que tenham vida, e a tenham com 
abundância. Viver É estar com vida. Vivificar É dar vida. Vivificação: É o Ato, 
a Ação ou o efeitos de viver. É usufruir da vida espiritual que Deus 
concedeu. 
 
PURIFICAÇÃO: 
 
Ato ou efeitos de purificar. (Tito 3:5) Não por obras de justiça que 
houvéssemos feitos, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou 
mediante a lavagem da regeneração e renovação pelo Espírito Santo. A 
alma foi lavada completamente das imundícias da vida de outrora. 
 
SANTIFICAÇÃO 
 
Santificar é tornar sagrado, separar, consagrar, fazer santo. A 
Palavra santo tem muitos significados: 
 
SEPARAÇÃO: 
 
Representa o que está separado de tudo quanto seja terreno e 
humano. (I Pedro 3:11) Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e 
siga-a. 
 
 
DEDICAÇÃO: 
 
Representa o que está dedicado a Deus, no sentido ser sua 
propriedade. (Romanos12:1) Portanto, rogo-vos, irmãos, pela compaixão de 
Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e 
agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 
 
PURIFICAÇÃO:Algo que separado e dedicado tem de ser purificado, para melhor 
ser apresentado. (imaculado) (II Coríntios 7:1)Ora, amados, visto que temos 
tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como 
do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus. 
 
CONSAGRAÇÃO: 
 
No sentido de viver uma vida santa e justa. (Levítico 11:44) Eu 
sou o Senhor vosso Deus; consagrai-vos, e sede santos, porque eu sou 
santo. 
 
Muito acentuada se acha no Velho Testamento a ideia de que a 
santificação consta de uma relação especial com Deus. As coisas 
consagradas ao Senhor eram consideradas santas: Arca do Concerto, O 
Templo, O Tabernáculo, O Altar, Os Vasos, Os Sacerdotes. 
 
 
No Novo Testamento, a ideiaé a de que a santificação consiste 
no processo do homem ser perfeito como Ele é perfeito. 
 
Jesus ensinou que o homem deve procurar aperfeiçoar-se cada 
vez mais "Bem-aventurado os limpos de coração, porque eles verão a 
Deus". 
 
DIANTE DO EXPOSTO, PODEMOS 
ESTABELECER O SEGUINTE: 
 
SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO. 
 
O crente precisa esforçar-se para progredir em santificação. II 
Coríntios 7:1 Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos 
de toda a impureza tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa 
santificação no temor de Deus. O processo de santificação pode ser 
comparado ao crescimento de uma pessoa, porém condicionado à sua 
vontade. 
 
OS MEIOS DIVINOS DE SANTIFICAÇÃO 
 
O Sangue de Cristo 
(I João 1:7) O sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de 
todo o pecado. 
 
 
O Espírito Santo 
(Filipenses 1:6) Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em 
vós começou boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo. 
 
A Palavra de Deus 
(João 17:17) Santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade. 
 
VEJAMOS A SEGUIR O QUE O ESPÍRITO 
SANTO SANTIFICA NO CRENTE 
 
I Tessalonicenses. 5:23 O mesmo Deus de Paz vos santifique 
completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente 
conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo 
(prova bíblica da tricotomia). 
 
O CORPO 
Romanos 12:1... que apresenteis os vossos corpos como 
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 
 
A ALMA 
I Pedro 1:22 Tendo purificado as vossas almas 
 
ESPÍRITO 
Salmos 78:8 ... Geração de coração instável, e cujoespírito não foi 
fiel a Deus. Glorificação. Glorificar significa honrar, dar glória. 
 
 
Deus em seu plano de salvação, manifestou a sua glória através 
de Cristo Jesus, o pecador pode experimentar esta manifestação pelo 
Espírito Santo. 
 
O ato final do processo da salvação será a glorificação do crente 
por Deus. 
 
A Glória de Deus em Nós. Em todo o tempo a glória de Deus 
demonstra poder, autoridade, virtude e acima de tudo consagração. 
 
É manifestada através da fé. 
 
Foi nos dada através de Jesus e serve para manter a unidade da 
Igreja. 
 
Jô. 17:24 Pai, quero que onde eu estiver, estejam também comigo 
aqueles que me deste, para que vejam a minha glória, a glória que me 
deste, porque me amaste antes da criação do mundo. 
 
A Glorificação do Corpo Romanos8:30 E aos que predestinou, a 
estes também chamou, e, aos que chamou, a estes também justificou; e, ao 
que justificou, a estes também glorificou. 
 
A Glorificação do corpo se dará por ocasião do arrebatamento, 
nosso corpo será transformado em um corpo glorioso. Neste ato, se dará a 
 
glorificação, quando estaremos em corpo incorruptível, e assim, estaremos 
para sempre com o Senhor. 
 
Conhecemos que a glória da roseira é a rosa e que a de 
qualquer árvore são os frutos; mas a glória do crente o que será? 
 
I Coríntios 13:12 Agora vemos em espelho, de maneira obscura; 
então veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei como 
também sou conhecido. 
 
Romanos 8 : 18 Porque para mim tenho por certo que as aflições 
deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há 
de ser revelada. 
 
A GLORIFICAÇÃO É O OBJETIVO DE NOSSO SERVIÇO 
REALIZADO 
 
I Coríntios 15:58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e 
constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no 
Senhor, o vosso trabalho não é vão. 
 
O trabalho do cristão deve ser realizado da melhor forma possível. 
 
Com Amor, dedicação, voluntário, humilde, alegria, sacrificial, 
sabedoria etc. . 
 
 
ARREPENDIMENTO 
 
Formada por duas palavras gregas (meta + nous), 
“arrependimento” não significa como muitos pensam um rosto cuja face 
correm lágrimas de remorso, e cujos lábios proferem promessas de 
mudança e um voto de jamais cair no mesmo pecado. Na Palavra de Deus 
descobrimos que a palavra quer dizer “mudança de mente”. 
 
“Esta experiência tem sido descrita como sendo o ato pelo qual o 
pecador, ao aceitar a Cristo, dá uma meia volta no rumo em que seguia na 
vida até então, e avança em direção diametralmente oposta. Isto significa 
uma mudança total de conduta ou procedimento. É o primeiro passo para a 
salvação. É a volta do pecador a Deus.” 
 
VEJAMOS OUTRAS DEFINIÇÕES: 
 
É a mudança de pensamento para com o pecado e para com a 
vontade de Deus, o que conduz a uma transformação de sentimento e de 
propósito a seu respeito. 
 
É a verdadeira tristeza pelo pecado, incluindo um esforço sincero 
para abandoná-lo. 
 
É a confissão da culpa produzida pelo Espírito Santo ao aplicar a 
Lei Divina no coração. 
 
 
O Senhor Jesus nos dá uma ótima ilustração do conceito de 
arrependimento em Mateus 21:28-30. 
 
SUA NECESSIDADE 
 
Jesus começou Seu ministério pregando arrependimento (Marcos 
1:14-15). E isso seria mais que suficiente para comprovar a necessidade de 
arrependimento por parte do homem. Mas a Igreja Primitiva também 
anunciava a mesma mensagem (Atos 2:38; 17:30; 20:21; 26:20). E foi 
também uma ordem deixada pelo Senhor Jesus (Lucas24:47). 
 
“Deus só pode perdoar o pecador quando ele sinceramente se 
arrepende. Isto é forte o bastante para que continuemos a pregar a 
necessidade de arrependimento e a necessidade do homem ter a mesma 
atitude que Deus tem em relação ao pecado (Lucas 13:3-5; I Timóteo 2:4; II 
Pedro 3:9)”. 
 
SUA NATUREZA 
 
Em II Coríntios 7:10, Paulo nos mostra que há uma relação entre 
tristeza e arrependimento quando diz: “Porque a tristeza segundo Deus 
produz arrependimento para a salvação...”. Você pode observar neste verso 
que tristeza e arrependimento não são de modo algum a mesma coisa. 
 
A tristeza realiza a sua obra, e quando isso acontece o resultado 
é o arrependimento e a consequência dessa mudança de opinião é a 
 
salvação. O apóstolo estabeleceu dessa forma uma progressão: tristeza, 
arrependimento e salvação. 
 
Neste verso descobrimos que arrependimento não é sentir 
somente tristeza pelos pecados, mas viver uma vida diferente. Cremos que o 
verdadeiro arrependimento envolve três faculdades básicas do homem: seu 
intelecto, suas emoções e sua vontade. 
 
O INTELECTO 
 
Arrepender-se significa mudar de pensamento. Langston afirmou 
que“intelectualmente falando, o arrependimento é uma mudança na maneira 
de pensarmos em Deus, em nosso pecado e em nossas relações com o 
nosso próximo”. Há uma radical mudança na maneira de pensar. O filho 
pródigo é um clássico exemplo disso. 
 
AS EMOÇÕES 
 
Arrepender-se significa mudar de sentimentos. “O homem 
arrependido deixa de amar ou apreciar o que antes amava ou apreciava. O 
prazer deixa de fixar-se nas coisas terrenas para descansarnas celestiais.. 
O arrependimento chora seus pecados, mas chora ainda mais a falsa atitude 
que antes tinha para com Deus...” O arrependimento verdadeiro fixa os olhos 
do arrependido mais em 
 
 
Deus do que no pecado cometido (Langston). No Salmos 51 Davi, 
chora por seus pecados, mas lamenta muito mais a sua infidelidade diante 
de Deus. "Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; 
apaga as minhas transgressões segundo a multidão das tuas misericórdias. 
Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que mau à tua vista, para que 
sejas justificado quando falares e puro quando julgares". 
 
A VONTADE 
 
Arrepender-se significa mudar de propósitos. “Antes de 
arrepender-se, o homem quer fazer a própria vontade, quer dirigir-se a si 
mesmo, quer andar no seu próprio caminho. No arrependimento, porém, ele 
quer fazer a vontade de Deus, quer ser dirigido por Ele, porque está 
convencidodequeavontadeeadireção de Deus são melhores...” (Langston). 
Após o arrependimento, Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, 
e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Salmos 51:10). 
 
SUA PRATICIDADE 
 
Na prática, o arrependimento que é causado pela “tristeza 
segundo Deus”, é gerada por obra do Espírito Santo (Jô 16:8-11). Ao ouvir a 
mensagem do Evangelho (Atos 37-41) o homem sente-se tocado pelo dedo 
de Deus e, se o coração for fértil, a semente produzirá bons frutos (Mateus 
13:23). 
 
SEUS RESULTADOS 
 
 
O texto de Atos 3:19 é claro em mostrar um dos principais 
resultados do arrependimento: cancelamento dos pecados, que é outro 
modo de dizer que são perdoados os seus pecados (Colossenses 2:14). 
 
A alegria entre os anjos é um outro resultado do arrependimento 
(Lucas 15:7). 
 
Sem o arrependimento, o Espírito Santo não virá habitar em 
qualquer coração humano (Atos 2:38; Efésios 1:13). 
 
EXEGESE DOS TERMOS FÉ-CRER 
 
Originalmente, pistis significava o relacionamento fiel de partes de 
um contrato e a fidedignidade das suas promessas. Vieram a significar, num 
sentido mais lato, a credibilidade de declarações, relatórios e narrativas em 
geral, sejam sacros, sejam seculares. 
 
No grego do Novo Testamento, obtiveram uma importância 
especial e conteúdo específico através da sua aplicação ao relacionamento 
com Deus em Cristo: a aceitação e reconhecimento, em plena confiança, 
daquilo que Deus fez ou prometeu através d’Ele. 
 
GREGO SECULAR 
 
 
Na literatura grega clássica, pistis significa a “confiança” que um 
homem pode ter nas pessoas ou nos deuses. Da mesma forma, pisteuõ 
significa confiar em alguém ou nalguma coisa. 
 
Originalmente, o grupo de palavras significava conduta que 
honrava um contrato ou obrigação. Daí a experiência da fidelidade e da 
infidelidade pertence à ideiada fé, desde o início. 
 
No grego secular, portanto, este grupo de termos representa um 
largo espectro de ideia s. Emprega-se para expressar relacionamentos entre 
um homem e outro, e também para expressar o relacionamento como divino. 
 
ANTIGO TESTAMENTO 
 
Em hebraico, a raiz aman, no niphal, significa: ser leal, digno de 
confiança, fiel. 
 
Pode se aplicar aos homens (Números12:7; servos – I Samuel 
22:14; a uma testemunha – Isaias 8:2; a um mensageiro – Provérbios 25:13; 
aos profetas – I Samuel 3:20). Pode, no entanto, também ser aplicado ao 
próprio Deus, que guarda Sua aliança e dá graça àqueles que o amam 
(Deuteronômio 7:9). 
 
No Antigo Testamentoo termo fé, é encontrado apenas duas 
vezes (Deuteronômio 32:20 e Habacuque 2:4). Isso não significa, entretanto, 
que a fé não seja elemento importante no ensino do Antigo Testamento, pois 
 
ainda que a palavra não seja frequente, a ideia , o é. É usualmente expressa 
por verbos tais como “crer”, “confiar” ou “esperar”, os quais ocorrem com 
abundância. 
 
NOVO TESTAMENTO 
 
No NT, a fé é altamente proeminente. O substantivo pistis e o 
verbo pisteuõ ocorrem ambos mais de 240 vezes, enquanto que o adjetivo 
pistos ocorre sessenta e sete vezes. No Novo Testamento, o pensamento 
que Deus enviou Seu Filho para ser Salvador do mundo, é central. Cristo 
realizou a salvação do homem ao morrer expiatoriamente na cruz do 
Calvário. 
 
No quarto Evangelho, as formas de pensamento são diferentes de 
outras partes do Novo Testamento. A fé surge do testemunho, que é 
autenticado por Deus, e nela os sinais também desempenham um papel (Jô 
1:7). 
 
Por isso, quem é da verdade escuta esta chamada da parte de 
Deus (Jô 18:37). A fé e o conhecimento (Jô 6:69), o conhecimento e a fé (Jô 
17:8), não são dois processos mutuamente independentes; pelo contrário, 
são coordenadas instrutivas que falam, a partir de pontos de vistas 
diferentes, do recebimento do testemunho. 
 
 
Há íntima conexão entre a fé e a vida. Aquele que crê no Filho 
tem a promessa de que não perecerá mas que, pelo contrário, terá a vida 
eterna (Jô 6:16, 36; 11:25). 
 
Portanto, a fé é atitude mediante a qual o homem abandona toda 
a confiança em seus próprios esforços para obter a salvação, quer sejam 
eles ações de piedade, de bondade ética, ou seja o que for. 
 
Em João , a fé ocupa um lugar importantíssimo, pois ali o verbo 
pisteuõ é encontrado noventa e oito vezes. Curioso é que o substantivo 
pistis fé, nunca é encontrado. Isso possivelmente se deve ao seu uso em 
círculos de tipo gnóstI Coríntios 
 
O enorme uso de pisteuõ em João se deve ao próprio objetivo 
claramente revelado no Evangelho em João 20:31. 
 
A fé não consiste meramente em aceitar certas coisas como 
verdadeiras, mas consiste em confiar numa Pessoa, e essa Pessoa é Jesus 
Cristo. E como a fé é fundamental ao Cristianismo, os cristãos são 
simplesmente chamados crentes. E crer implica em: 
 
• Confiar (Jô 4:50) 
 
• Seguir (Jô 8:12) 
 
• Servir (Jô 13:12-15; 21:15-17) 
 
 
• Obedecer (Jô 14:23-24) 
 
 
A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO 
 
É possível alguém que aceitou à Cristo como salvador cair da 
graça? 
 
Os que seguem a doutrina de Calvino dizem que não e os que 
seguem a de Armínio diz que sim. 
 
 ESTUDEMOS ENTÃO AS DUAS DOUTRINAS: 
 
O CALVINISMO 
 
A salvação é inteiramente de Deus; o homem absolutamente 
nada tem a ver com a sua salvação. 
 
Romanos 8:35 Quem nos separará do amor de Cristo ? Será 
tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou 
espada? 
 
Isto porque a sua vontade se corrompeu com o pecado. Desta 
forma o homem não pode se arrepender sem a ajuda de Deus. 
 
 
Efésios1:4-5 Assim como nos escolheu nele antes da fundação do 
mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor. Nos 
predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, 
segundo o beneplácito de sua vontade. 
 
A doutrina calvinista ensina que Deus predestinou alguns para 
serem salvos e outros para serem perdidos. A predestinação é o eterno 
decreto de Deus, pelo qual ele decidiu o que será de cada um. 
 
O ARMINIANISMO 
 
A vontade de Deus é que todos os homens sejam Salvos, porque 
Cristo morreu por todos. 
I Timóteo 2:4 O qual deseja que todos os homens sejam salvos e 
cheguem ao pleno conhecimento da verdade. 
 
As Escrituras ensinam uma predestinação, mas não individual. 
Ele predestina a todos os que querem ser salvos. 
 
Tito 2:11 Portanto a graça de Deus se manifestou salvadora a 
todos os homens. 
 
O homem pode escolher aceitar a graça de Deus, ou pode 
resistir-lhe e rejeitá-la. Seu direito de livre arbítrio sempre permanece. 
 
 
REGENERAÇÃO 
 
Do lado divino,a mudança de coração é chamada de 
regeneração, de novo nascimento; do lado humano, é chamada de 
conversão. Na regeneração, a alma é passiva; na conversão, é ativa. 
 
Podemos definir a concessão de uma nova natureza (II Pedro 
1:4) ou coração (Jeremias 24:7; Ezequiel 11:19; 36:26), e a produção de 
uma nova criação (II Coríntios 5:17; Efésios 2:10; 4:24). No entanto, a 
regeneração não é uma mudança as substâncias da alma. Hodge o diz 
muito bem: 
 
Como a mudança não é na substância nem no mero exercício da 
alma, ela ocorre naquelas disposições, princípios, gostos ou hábitos 
imanentes aos quais todo o exercício consciente está subordinado, e que 
determinam o caráter do homem e de todas as suas ações. 
 
A NECESSIDADE DA REGENERAÇÃO 
 
A Escritura declara repetidamente que o homem tem que ser 
regenerado antes de poder ver a Deus. Estas afirmações da Palavra de 
Deus são reforçadas pela razão e pela consciência. 
 
A santidade é uma condição indispensável para sermos aceitos 
na comunhão com Deus. Mas toda a humanidade é pecadora por natureza, 
e quando chega a consciência moral, torna-se culpada de transgressão real. 
 
Portanto, em seu estado natural, a humanidade não pode ter comunhão com 
Deus. Agora, esta mudança moral no homem somente pode ser feita por um 
ato do Espírito de Deus. 
 
Ele regenera o coração e comunica a este a vida e a natureza de 
Deus. As Escrituras mostram esta experiência como sendo um novo 
nascimento, pelo qual o homem se transforma em Filho de Deus (Jô 1:12; 
3:3 – 5; I João 3:1). 
 
POR NATUREZA, OS HOMENS SÃO: 
 
(1) Filhos da ira Efésios2:3; 
(2) Filhos da desobediência Efésios 2:2; 
(3) Filhos do Mundo – Lucas 16:8; 
(4)Filhos do Diabo – Mateus 13:38; 23:15;Atos 13:10; I João 3:10. 
 
Esta última expressão é usada especialmente para os que 
rejeitaram a Cristo, em João8:44. Somente o novo nascimento pode produzir 
uma natureza santa dentro dos pecadores de modo a tornar possível a 
comunhão com Deus. 
 
 
OS MEIOS DA REGENERAÇÃO 
 
 
A Escritura apresenta a regeneração como obra de Deus. Mas há 
numerosos meios e agências envolvidos na experiência, que faremos bem 
em notar. 
 
A VONTADE DE DEUS. 
 
Somos nascidos “da vontade de Deus” (Jô 1:13). As palavras de 
Tiago esclarecem ainda mais: “Pois, segundo seu querer, ele nos gerou pela 
palavra da verdade” (Tiago1:18). 
 
A MORTE E RESSURREIÇÃO. 
 
Precisamos nos lembrar de que o novo nascimento é 
condicionado à fé no Cristo crucificado (Jô 3:14-16); e que a ressurreição de 
Cristo está igualmente envolvida em nossa regeneração (I Pedro 1:3). 
 
A PALAVRA DE DEUS. 
 
É um dos principais agentes para a nossa regeneração, como já 
vimos em Tiago 1:18. O mesmo pensamento é expresso em Jô 3:5; I Pedro 
1:23. Que a água a que se refere João 3:5 não é o batismo é evidenciado 
pelo fato de que em Efésios 5:26 a nossa purificação é relacionada à 
Palavra. Deve-se explicar Tito 3:5 da mesma maneira, pois é claro que a 
água não tem poder regenerador. 
 
 
Paulo havia gerado os coríntios mediante o Evangelho (I Coríntios 
4:15), mas havia batizado apenas alguns deles (I Coríntios 1:14-16). Zaqueu 
(Lucas19:9), o ladrão arrependido (Lucas23:42-43, e Cornélio (Atos 10:47) 
foram declarados salvos antes de terem sido batizados. 
 
BATIZADOS 
 
ESPÍRITO SANTO 
 
O AgenteEficaz real na regeneração é o Espírito Santo (Jô 3:5; 
Tito 3:5). A verdade não constrange a vontade por si só; além disso, o 
coração não regenerado odeia a verdade até ser trabalhado pelo Espírito 
Santo. O Senhor 
 
Jesus disse acerca do Espírito Santo, em João 16:8: “Quando ele 
vier convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. 
 
Portanto, podemos afirmar que o Espírito Santo é tanto um 
Advogado quanto um Acusador. O rabino Eliezer bem Jacob diz: “Quem 
cumpre um mandamento” conseguiu um advogado para si, e quem 
transgride um mandamento – conseguiu um acusador para si. Diz Strong: 
 
Não é um simples aumento na claridade que vai permitir que um 
cego veja; a enfermidade do olho tem que ser curada primeiro antes que os 
objetos externos se tornem visíveis.. Apesar de trabalhada juntamente com a 
 
apresentação da verdade ao intelecto, a regeneração difere da persuasão 
moral por ser um ato imediato de Deus. 
 
Talvez seja de palavras como estas que afirmamos que alguns 
são“convencidos”, mas não “convertidos”. 
 
RESULTADOS DA REGENERAÇÃO 
 
Aquele que é nascido de Deus vence a tentação (I João 3:9; 
5:4,18). O tempo presente em que todos esses verbos são usados indica 
uma vida de vitória contínua. 
 
A pessoa regenerada ama aos irmãos (I João 5:1), à Palavra de 
Deus (Salmos119:97; I Pedro 2:2), seus inimigos (Mateus 5:43 – 48), e as 
almas perdidas (II Coríntios 5:14). 
 
A pessoa regenerada também goza de certos privilégios como 
Filho de Deus, como a satisfação de suas necessidades (Mateus 6:31-32), 
de uma revelação da vontade do Pai (I Coríntios 2:10-12), e de ser guardada 
(I João 5:18). 
O homem que é nascido de Deus é herdeiro de Deus e co-
herdeiro com Cristo Romanos8:16-17). 
 
Embora o entrar realmente no gozo da herança ainda esteja 
quase no futuro, o filho de Deus já agora tem um penhor dessa herança na 
dádiva do Espírito Santo (Efésios 1:13-14). 
 
 
É claro que estes resultados não são diferentes visíveis aos olhos 
do mundo, mas são, não obstante, muito reais para aquele que nasceu para 
a família de Deus. 
 
 
NOVO NASCIMENTO 
 
O que é? O Novo Nascimento é um milagre do Espírito Santo 
operado na natureza do indivíduo, transformando-o completamente. De fato 
o Novo Testamento é um novo começo. Por mais maculado que seja o seu 
passado; por mais deformado que seja o seu presente; por mais sombrio 
que pareça o seu futuro, há uma saída, há uma possibilidade de começar 
tudo de novo, pelo NOVO NASCIMENTO. Não é esta uma notícia 
maravilhosa? 
 
Portanto, o Novo Nascimento é obra do Espírito Santo, não 
representa fruto do esforço ou boas qualidades do homem. Não há mérito 
humano na operação (João3:6-7). 
O batismo não efetua Novo Nascimento. É falsa a doutrina que 
prega a regeneração pelo batismo nas águas. 
 
Não se adquire por hereditariedade (João1:12-13). A Igreja não 
tem poder de operar o Novo Nascimento. Como disse alguém: 
 
 
“Não serás um automóvel pelo fato de teres nascido em uma 
garagem”. 
 
Ninguém nasce de novo por pertencer a esta ou àquela Igreja. 
 
Nenhum rito religioso, afinal, será capaz de efetuar o Novo 
Nascimento. 
 
Não representa fruto de resoluções humanas. Assim como o 
nascimento físico depende de fatores fora do eu, na regeneração o eu é 
passivo, ele recebe o Novo Nascimento (Jô 1:12-13). 
 
O Novo Nascimento é a penetração da vida divina no ser humano. 
O estado de pecado é um estado de morte, morte espiritual (Efésios 2:1). O 
Novo Nascimento opera uma nova vida no ser humano. Como se vê, o 
fenômeno é inexplicável em seu alcance mais profundo. 
 
O próprio Nicodemos que era príncipe, um sábio, e mestre em 
Jerusalém, não entenderam isso pela mera exposição em palavras (João3:4, 
8, 9). Jesus insistiu na necessidade de experimentar o novo Nascimento. Em 
matéria de religião, de vida espiritual, o caminho para a compreensão é 
viver, experimentar primeiro para depois entender. A mera especulação 
mental não penetra os mistérios espirituais. 
 
A doutrina do Novo Testamento é amplamente encontrada nas 
Escrituras tanto no Novo, como no Antigo Testamento. É apresentada, às 
 
vezes, com palavras diferentes,mas a verdade é a mesma: que o homem 
não pode mover a si mesmo na direção do propósito de Deus; que como 
essa natureza total está comprometida com a corrupção do pecado é-lhe 
impossível andar retamente no caminho de Deus. É necessária uma 
mudança de natureza e é Deus quem nele opera a transformação, tornando-
o um novo ser em Cristo. 
 
Há vários textos que merecem consideração e estudo para o 
conhecimento da doutrina, mas o capítulo 3 do Evangelho de Joãoé o que 
mais longamente expõe o tema do Novo Nascimento. É o texto mais 
impressionante de toda a Bíblia; nenhum crente o pode ignorar como fato, 
muito menos na sua interpretação, pois a aplicação de seu eterno princípio 
de regeneração pela fé depende à entrada de qualquer um no Reino dos 
Céus. 
 
ANTES DE EXPOR A DOUTRINA PROPRIAMENTE, 
ESCLAREÇAMOS. 
 
ALGUMAS EXPRESSÕES USADAS NO TEXTO: 
 
FARISEUS 
 
Constituíam umas três principais seitas do Judaísmo e era a 
melhor, ou a mais severa (Atos 26:5). Os Judeus foram combatidos por feroz 
perseguição de AntíocoEpifanes, rei da Síria, depois da volta do Cativeiro 
 
BabilônI Coríntios Os mais patriotas se organizaram em partido para 
resistirem à infiltração do Helenismo. 
 
Isso em 175 – 164 a. C. Logo, os fariseus tiveram uma nobre 
origem: visavam preservar a religião de Israel, as Escrituras Hebraicas, 
estimular o amor pátrio, etc. Mas seu nome aparece só lá pelos anos 135-
105 a. C. 
 
Os fariseus criam na imortalidade da alma, na ressurreição do 
corpo, na existência do espírito, nas recompensas e castigos na vida futura 
(céu e inferno). E nisso se opunham aos saduceus que não aceitavam nem 
uma nem outra destas coisas (Atos 23:6-6). 
 
Mas em matéria de religião não basta ter conceitos teológicos 
corretos, é preciso ter uma vida consentânea com aquilo que se crê. 
 
 Enfatizaram em extremo as formas externas de religião tornando-
se legalistas. Chegaram a transformar a religião num montão de formalismos 
sem vida. Opuseram-se ferrenhamente a Jesus. Foram duramente acusados 
por JoãoBatista e por Jesus. 
 
Apesar de tudo, tiveram em seu meio homens de grande 
capacidade intelectual e social: tais como Gamaliel (Atos 5:34; 22:3); Saulo 
de Tarso (Filipenses 3:5), que veio a se converter mais tarde (Atos 9:1 – 
22), e a ser chamado para o apostolado; Nicodemos (Jô 3:1), e outros de 
muito boa vontade (Atos 5:34; Jô 7:50). 
 
Os fariseus julgavam que por muito falarem seriam ouvidos em 
suas orações (Mateus6:7). 
 
NICODEMOS 
 
Agostinho descreve-o como “um dos crentes em quem Jesus não 
podia confiar logo” (Jô 2:24). A tradição rabínica o descreve como um dos 
três homens mais ricos de Jerusalém. Era de uma alta autoridade no 
Sinédrio, corpo legislativo, judicial e executivo entre os judeus. 
 
Aparentemente no início desta entrevista ele está convencido, 
mas não convertido. Jesus repudia o regime religioso do indivíduo 
Nicodemos e de toda a sua elite religiosa, e exige dele radical 
transformação, se quer entrar no Reino dos Céus. 
 
É mencionado três vezes no Evangelho de João. A primeira vez, 
visitando Jesus de noite (Jô 3:1-15); a segunda, protestando contra a 
condenação de Jesus sem o ouvirem. Nicodemos estava tão impressionado 
com as palavras de Jesus que seu desejoera que seus colegas o ouvissem 
também (Jô 7:50-51); e a terceira vez, trazendo especiarias para ungir o 
corpo de Jesus em seu sepultamento (Jô 19:38-39). 
 
DE NOITE 
 
 
João 3:2, nos diz que Nicodemos “foi ter com Jesus de noite”. Por 
que de noite? Por que temia o povo? Envergonhava-se de Jesus? Ou 
apenas procurava uma entrevista mais longe do burburinho da multidão? 
 
Parece que o problema era mesmo um temor político e social. 
Não queria prejudicar sua posição (Jô 3:10). O texto expõe, sem rodeios, o 
motivo “por medo dos judeus” (Jô 19:38 – 39), em relação a José de 
Arimatéia,e Nicodemos? “A sinceridade militava contra a timidez e a timidez 
contra a sinceridade no coração de Nicodemos” (O. Boyer). 
 
Pelo menos mostrou devoção a Jesus. Muitos que hoje censuram 
por ter procurado Jesus de noite, têm outros preconceitos que os arrastam 
de Jesus de dia e de noite, vivem longe d’Ele. Afinal, foi Nicodemos que 
cuidou (juntamente com José de Arimatéia), do corpo de Jesus e do seu 
sepultamento (Jô 19:38-39). 
 
“Rabi, SABEMOS que és Mestre...” “o verbo está no plural” 
“sabemos”. Em nome de quem fala Nicodemos? Nicodemos fala por seu 
grupo. Era membro do Sinédrio e delegado único dos chefes dos judeus 
para saber de suas pretensões. 
 
O magno tribunal já havia investigado oficialmente acerca de João 
Batista (João 1:19-31) nunca fez isso com relação a Jesus. E Nicodemos se 
queixa disso mais tarde (Jô 7:50), querendo que Jesus fosse ouvido em 
juízo. Ele mesmo ficara impressionado com a pessoa e o ensino de Jesus de 
 
ter estado com ele naquela noite memorável, posto que já estivesse 
anteriormente deslumbrado com seus milagres. 
 
REINO DE DEUS 
 
Os Judeus esperavam e criam que seria assinalada a vinda do 
Reino por manifestações de pompa e poderio político e militar. O Reino de 
Deus era a época Messiânica. Jesus aqui proclama uma ordem espiritual 
invisível aos olhos e aos sentidos. 
 
A regeneração é isso – o arrependimento para a remissão de 
pecados e a renovação pelo Espírito Santo; e esta experiência dupla é 
indispensável para a entrada no Reino dos Céus. O Reino dos Céus é o 
domínio de Deus e de Cristo e do Espírito Santo sobre a vida do discípulo e 
da Igreja (Lucas 17:20-21). 
 
É a vontade de Deus se consumando. É chamado o “Supremo 
Bem”. Não há nada melhor ou equivalente ao Reino de Deus na vida. 
 
 
NASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO 
 
Muitas são as interpretações que tem sido dada a estas palavras. 
 
 
C. H. Wright, erudito anglicano, interpreta como sinônimas as 
expressões. Assim, para ele, nascer da água e do Espírito é uma e a mesma 
coisa. Jesus apenas enfatiza a necessidade de nascer de cima. 
 
Outros evangélicos aceitam que a expressão toma o sinal 
(batismo) pelo significado (arrependimento), assim, nascer da água seria 
“nascer do arrependimento”. 
 
Há quem interprete “nascer da água”, como o primeiro 
nascimento, pelo aspecto impressionante do parto 
 
Há os que fogem da ideia do Reino Espiritual e o identificam com 
as Igrejas, e dão ao batismo o valor de entrar nas igrejas, admitem nisso 
equivalência com entrar no Reino. 
 
Além de uma outra mais generalizada, tanto quanto mais falsa 
ideia sacramenta lista que interpreta a expressão “nascer da água”, como 
uma referência do Mestre ao batismo. É a ideia católica da Regeneração 
Batismal, através do sacramento chamado batismo. 
 
SEGUINDO TAYLOR, OPOMOS AS SEGUINTES 
REFUTAÇÕES: 
 
Taylor não concorda que sejam sinônimas as expressões, embora 
admitindo a probabilidade de que o fossem. E, contudo, pode-se optar pela 
interpretação bastante inteligente do Dr. Wright, sem ferir qualquer doutrina 
 
bíblica, sem cair no sacramentalismoanti-bíblI Coríntios Pode-se, pois 
admitir as duas expressões “nascer da água e do Espírito”, apenas como 
repetição da ideia para enfatizar a necessidade de uma transformação a 
operar por Deus. Neste caso as duas são uma e a mesma coisa – nascer de 
novo, nascer de cima. 
É arriscado supor que Nicodemos devesse entender como 
arrependimento o nascer da água, ou como batismo ou qualquer forma de 
nascimento, muito menos ligá-lo à ideia de entrar na igreja. 
 
A IDEIA SACRAMENTALISTA, QUE ADMITE O “NASCER DA 
ÁGUA” COMO SENDO O BATISMO REQUISITO AO NOVO 
NASCIMENTO, ÉCONTRADITÓRIA:Quando afirma que o único batismo conhecido era o de João; 
 
Que este era destituído da graça salvadora e do Espírito 
regenerador; 
 
Que o batismo cristão só começaria no dia de Pentecoste, de 
conformidade com o Concílio de Trento. 
 
É o mesmo que admitir que Jesus estivesse a afirmar algo mais 
ou menos assim: Nicodemos, se você não nascer de novo não poderá entrar 
no Reino dos Céus; entretanto, como você bem sabe isso é coisa 
absolutamente impossível no presente, pois o batismo ainda não foi 
 
instituído. Mas nós sabemos que Jesus tem melhor bom senso, do que o 
mero pregador. 
 
Quando admite que o batismo é o meio pelo qual se opera o Novo 
Nascimento. É ou não contraditório? 
 
Além de tudo isso, a ideiasacramenta lista entra em contradição 
com todo o ensino claro das Escrituras sobre a doutrina bíblica do batismo, 
que não tem o poder de operar a regeneração; o batismo não salva. É para 
ser ministrado a pessoas que já tenham tido a experiência do Novo 
Nascimento. 
 
A participação dos ritos sacramentais de qualquer igreja religiosa 
não abre a porta a ninguém para entrar no Reino de Deus, mas só pelo 
arrependimento e fé, caminhos bíblicos da regeneração. Pois, se fosse de 
outro modo (pelo batismo), não seria razoável censurar Nicodemos por não 
entender o ensino de Jesus. Sabemos, pois, que nascer da água, não é o 
mesmo que batismo. 
 
Mas, então, o que queria Jesus dizer com a expressão ―nascer 
da água e do Espírito? Um dos fatores indispensáveis na regeneração do 
pecador é a Palavra de Deus, o Evangelho. Vários textos ensinam isto: Jô 
15:3; Efésios5:26; Hebreus 4:12; 10:22; Tiago 1:21; I Pedro 1:22-23; etc. É 
doutrina bíblica inegável que o Espírito Santo regenera pela Palavra. 
 
 
 
 
 
 
TAYLOR, DEPOIS DE LONGA ANÁLISE E MUITAS CITAÇÕES, 
CONCLUI: 
 
Essas considerações me levam a afirmar que aqui, como nas 
outras passagens estudadas nas páginas do Evangelho de João , Jesus 
ensina um Novo Nascimento com dois fatores sublimes: o poder purificador 
do Evangelho de salvação pelo sangue de Jesus e a obra vitalizadora do 
Espírito Santo que acompanha a pregação e opera no pecador ouvinte a 
graça e a Nova Vida. 
 
Esta interpretação concorda com outros textos mais claros da 
Palavra de Deus e justifica a circunstância de haver Jesus censurado a 
Nicodemos por não haver entendido o Seu ensino. E Nicodemos era 
profundo conhecedor dos textos vetero-testamentários, tais como Isaias 
44:3; Ezequiel 36:25-26; etc.; que tratam da regeneração como operação 
divina pelo Seu poder e pela Sua palavra. 
 
Água, simbolizapois, a purificação efetuada no crente pelo 
Evangelho de Jesus, fator sublime na regeneração – Evangelho da 
purificação operada no pecador pelo sangue remidor de Jesus. 
 
Observe o versículo 6 do capítulo 3 do Evangelho de João : Todo 
o que é nascido do Espírito é espírito. Não apenas o crente batizado. Todo o 
 
crente tem a vida eterna, antes do seu batismo, quando crê. Haja vista o 
caso do ladrão convertido à cruz foi salvo sem batismo, quando lhe 
prometeu Jesus: Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso (Lucas 23:43). Não 
é possível, pois, que Jesus estivesse falando de batismo como meio de 
Nascer de Novo. 
 
EVIDÊNCIAS DO NOVO NASCIMENTO 
 
Uma nova visão e compreensão espiritual 
(II Coríntios 4:6; Efésios 1:18; I Coríntios 2:14) 
 
O coração sofre uma revolução 
(Ezequiel 36:26; Efésios 4:20-24) 
 
Uma vontade transformada 
(Efésios 5:15-17) 
 
Uma atitude diferente para com o pecado 
(Romanos6:1-23) 
 
Uma disposição de obedecer a Deus 
(I João 2:6) 
 
Um coração habitado por Cristo 
(Jô 14:23;Colossenses 1:27) 
 
 
Uma vida separada do mundo 
(Tiago4:4; I João 2:15-17) 
 
Luz do Mundo 
(Mateus5:14-16) 
 
Sal da Terra 
(Mateus5:13) 
 
Bom Perfume 
(II Coríntios15:16 ) 
 
JUSTIFICAÇÃO 
 
Por natureza, o homem não somente é filho do mal, mas é 
também um transgressor e um criminoso (Romanos3:23; 5:6-
10;Colossenses 1:21; Tito 3:3). Na regeneração, o homem recebe uma 
nova vida e uma nova natureza; na justificação, uma nova posição. A 
justificação pode ser definida como o ato de Deus pelo qual Ele declara justo 
aquele que crê em Cristo. O Breve Catecismo afirma: 
 
Justificação é um ato da livre graça de Deus, pelo qual ele perdoa 
todos os nossos pecados e nos aceita como justos a seus olhos, somente 
pela justiça de Cristo a nós imputada e recebida pela fé. 
 
 
A JUSTIFICAÇÃO É UM ATO DECLARATIVO. NÃO É ALGO 
OPERADO NO HOMEM, MAS SIM ALGO DECLARADO A RESPEITO DO 
HOMEM. 
 
A REMISSÃO DA PENAUM 
 
A pena para o pecado é a morte (Romanos 5:12-14; 6:23). Se o 
homem for ser salvo, esta pena terá que ser removida primeiro. Foi removida 
pela morte de Cristo, e é na morte de Cristo, que sofreu o castigo de nossos 
pecados em Seu próprio corpo no madeiro (I Pedro 2:24). 
 
 
A IMPUTAÇÃO DA JUSTIÇA. 
 
Como justificação é acertar a pessoa com a Lei, precisamos 
observar, como diz Strong, que “a lei requer não simplesmente a ausência 
de ofensa negativamente, mas toda maneira de obediência e semelhança a 
Deus positivamente”. Em outras palavras, o pecador precisa não apenas ser 
perdoado por seus pecados passados, mas também receber uma justiça 
positiva antes de poder ter comunhão com Deus. Esta necessidade é 
satisfeita na imputação da justiça de Cristo ao crente. 
 
Imputar é debitar a alguém (Salmos 32:2;Romanos 1:17; I 
Coríntios 1:30; II Coríntios 5:21; Filemon18). Devemos observar que este 
não é o atributo de Deus, pois a nossa fé nada tem a ver com ele; mas sim a 
justiça que Deus providenciou para aquele que crê em Cristo. Assim, Deus 
 
nos restaura ao favor imputando-nos a justiça de Cristo. Esta é a veste 
nupcial que está pronta para todo aquele que aceita o convite para o 
banquete (Mateus 22:11-12; Lucas 15:22-24). 
 
O MÉTODO DA JUSTIFICAÇÃO 
 
Não é pelas obras da Lei (Romanos3:20; Gálatas 2:16). Os 
homens não são salvos por fazerem o melhor que podem, mas são salvos 
por crerem naquele que fez o melhor. A justificação pela Lei só acontece 
através do cumprimento total da mesma! 
 
Pela Graça de Deus 
Romanos3:24; Tito 3:7. 
 
Pelo Sangue de Cristo 
Romanos5:9. 
 
Pela Fé 
Romanos3:26-30; 4:5-12; 5:1; Gálatas 3:8, 24. 
 
 
ADOÇÃO 
 
A doutrina da adoção é puramente paulina. Os outros autores do 
NT associam as bênçãos que Paulo relaciona à adoção com as doutrinas da 
regeneração e da justificação. 
 
 
A palavra grega traduzida como adoção (huiothesia), somente 
ocorre cinco vezes nas Escrituras, e todas elas nos escritos de Paulo : 
(Romanos 8:15, 23; 9:4; Gálatas 4:5; Efésios 1:5). 
 
Uma vez é aplicado a Israel como nação (Romanos9:4); uma vez 
relaciona a completa realização da adoção à vinda futura de Cristo 
(Romanos 8:23); e três vezes, declara ser ela um fato presente na vida do 
Cristão. 
 
DEFINIÇÃO 
 
Como a palavra grega (huiothesia) indica, adoção é literalmente 
colocar na posição de filho. Scofield diz: 
 
Adoção, “colocar na posição de filho” não é tanto uma palavra de 
relacionamento como de posição. A relação de filho do crente para com 
Deus resulta do novo nascimento (Jô 1:12-13), ao passo que adoção é o ato 
de Deus pelo qual aquele que já é filho, através de redenção da lei, é 
colocado na posição de filho adulto (Gálatas 4:1 – 5). 
 
O Espírito que habita no crente o leva à percepção disto em sua 
experiência presente (Gálatas 4:6); mas a plena manifestação de sua filiação 
aguarda a ressurreição, transformaçãoe trasladação dos santos, e é 
chamada de “redenção do corpo” Romanos8:23; I Tessalonicenses 4:14 – 
17; Efésios 1:4; I João 3:2). 
 
 
Quer-nos parecer que Paulo considerava os crentes do Antigo 
Testamento como “filhos” embora “de menor idade”; mas os crentes do Novo 
Testamento ele considerava tanto como “filhos” quanto “filhos adultos”. 
 
As principais vantagens da filiação, segundo Paulo, são a 
libertação da Lei (Gálatas 4:3-5) e a posse do Espírito Santo, o Espírito de 
Filiação (Gálatas 4:6). Resumindo: na regeneração, recebemos nova vida; 
na justificação, uma nova reputação; na adoção, uma nova posição. 
 
O TEMPO DA ADOÇÃO 
 
A ADOÇÃO TEM UM RELACIONAMENTO TRÍPLICE DE 
TEMPO: 
 
Nos conselhos de Deus, foi um ato do passado eterno (Efésios 
1:5). Antes mesmo de começar a raça hebraica, sim antes da criação, Ele 
nos predestinou para esta posição (Hebreus11:39-40). Na experiência 
pessoal ela se torna verdadeira para o crente na hora em que ele aceita a 
Jesus Cristo (Gálatas 3:26). 
 
 Mas a percepção plena da filiação aguarda a vinda de Cristo. É 
naquela hora que a adoção será plenamente consumida (Romanos 8:23). 
 
OS RESULTADOS DA ADOÇÃO 
 
 
Talvez o primeiro dentre eles seja a libertação da lei Romanos 
8:15; Gálatas 4:4-5). O crente já não está debaixo de “guardiões”. 
 
O penhor da herança, que é o Espírito Santo (Gálatas 4:6-7; 
Efésios 1:11-14). O Pai ajuda o filho adulto a começar com a investidura do 
Espírito. É o pagamento inicial da herança total que ele receberá quando 
Cristo vier. 
 
SANTIFICAÇÃO 
 
SANTIDADE DE DEUS 
 
A palavra hebraica para santo é quadash, derivada da raiz quad, 
que significa “cortar” ou “separar”. A ideia básica de santidade de Deus não 
é tanto uma qualidade moral de Deus, mas, sim, a posição ou relação entre 
Deus e alguma coisa ou pessoa. É dupla a ideia bíblica da santidade de 
Deus. 
 
Ele é absolutamente distinto de todas as suas criaturas e exaltado 
sobre elas em infinita majestade. 
 
Há um aspecto especificamente ético, e isto significa que em 
virtude de Sua santidade Deus não tem comunhão com o pecado (Jô 34:10; 
Habacuque 1:13; I João 1:5). 
 
 
DEFINIÇÃO DE SANTIFICAÇÃO 
 
SEPARAÇÃO PARA DEUS. 
 
A separação para Deus pressupõe separação da impureza. Isto 
se refere a coisas, lugares ou pessoas (II Coríntios6:14 – 7:1). 
 
IMPUTAÇÃO DE CRISTO COMO NOSSA SANTIDADE. 
 
A imputação de Cristo como nossa santidade acompanha a 
imputação de Cristo como nossa justiça. Ele se tornou justiça e santificação 
para nós (I Coríntios 1:30). Paulo diz que somos “santificados em Cristo 
Jesus” (I Coríntios 1:2;Atos 26:18; Efésios 5:26). 
 
Assim, o crente é reconhecido como santo bem como justo por 
estar revestido com a santidade de Cristo. 
 
Neste sentido, todos os crentes são chamados de santos sem 
levar em consideração suas conquistas espirituais (Romanos 1:7; I Coríntios 
1:2; Efésios 1:1; Filipenses 1:1;Colossenses 1:1). É a conhecida 
“santificação posicional”. 
 
PURIFICAÇÃO DO MAL MORAL. 
 
 
Esta é a “santificação progressiva”. A pergunta do salmista é: “de 
que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?”. Tem como 
resposta, “observando-o segundo a Tua Palavra” (Salmos119:9). É um 
processo contínuo. 
 
CONFORMIDADE COM A IMAGEM DE CRISTO. 
 
A conformidade com a imagem de Cristo é o aspecto positivo da 
santificação, assim como a purificação é o negativo, a separação e 
imputação são o posicional. 
 
Alguns textos básicos para esta verdade são: (Romanos8:9; II 
Coríntios3:18; Gálatas 5:22-23; Filipenses 1:6; 3:10; I João 3:2). Claramente 
este é um processo que se estende por toda a vida e que só será 
consumado por completo quando estivermos com o Senhor. 
 
OS MEIOS DE SANTIFICAÇÃO 
 
“Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” 
(Levítico 19:2; I Pedro1:16). Evidentemente que estamos nos referindo à 
“santificação progressiva”. O primeiro meio de santificação é a Palavra de 
Deus, ou seja, a meditação e a obediência à mesma (Salmos119:9; Jô 15:3; 
17:17; Efésios 5:26; II Timóteo 3:16; I Pedro 1:22 – 23). 
 
 
O segundo meio de santificação é a prática da auto disciplina 
através de jejum, oração, meditação, estudos, etc. (I Coríntios 9:27). E o 
terceiro meio seria por meio do poder do Espírito Santo Romanos 8:13). 
 
 
PERSEVERANÇA 
 
“Se compreendida corretamente, esta doutrina oferece muito 
conforto; mas não deve-se abusar dela ou interpretá-la mal. As Escrituras 
ensinam que todos aqueles que, mediante a fé, são unidos a Cristo, que 
foram justificados pela graça de Deus e regenerados por Seu Espírito, 
jamais cairão total ou finalmente do estado de graça, mas certamente nele 
perseverarão até o final. 
 
Isto não significa que jamais escorregarão, jamais pecarão; ou 
que todo aquele que professa ser salvo, está salvo para a eternidade. 
Simplesmente significa que eles jamais cairão totalmente do estado da graça 
ao qual foram trazidos, nem deixarão de, no fim, levantar-se de novo quando 
escorregarem. 
 
A doutrina da segurança eterna só é aplicável àqueles que 
tiveram uma experiência vital de salvação” (Henry Clarence Thiessen, 
Palestras em Teologia Sistemática). 
 
 
POSIÇÕES FAVORÁVEIS À DOUTRINA 
 
 
O Propósito de Deus 
(Isaias 14:24;Romanos 8:35 – 39) 
 
A Mediação de Cristo 
(Hebreus7:25) 
 
A contínua capacidade de Deus de nos guardar 
(Filipenses 1:6; II Timóteo1:12;Judas 24) 
 
A natureza da mudança no crente 
(II Coríntios5:15) 
 
 
POSIÇÕES CONTRÁRIAS À DOUTRINA 
 
Introduz à Frouxidão e Indolência 
 
Rouba a Liberdade do Homem 
 
As Escrituras ensinam o contrário 
(Jô 15:1 – 6; Mateus24:13; Hebreus 6:4 – 6) 
 
Não pretendemos que esta seja uma conclusão completa sobre o 
assunto. 
 
 
ENTRETANTO, O QUE QUEREMOS É RESSALTAR ALGUNS 
FATOS: 
 
As Escrituras mostram que a união do crente com Cristo é 
expressa de diversas formas: 
 
A união entre o edifício e seu fundamento 
(Efésios 2:20 – 22;Colossenses 2:27; I Pedro 2:4 – 5); 
 
A união entre marido e mulher 
(Romanos7:4; Efésios5:31 – 32;Apocalipse 19:7 – 9); 
 
A união entre o Pastor e as ovelhas 
(Jô 10:27 – 28); 
 
A união entre a videira e seus ramos 
(Jô 15:1 – 6); 
 
A união entre a cabeça e o corpo 
(I Coríntios 12:12; Efésios 1:22 – 23). 
 
Nosso relacionamento com Cristo é também descrito em termos 
de “Aliança” (Mateus26:28; I Coríntios 11:25). Aliança é “um pacto ou 
contrato entre duas partes, que as obriga mutuamente a assumir 
compromissos cada uma em prol da outra. Teologicamente denota um 
 
compromisso gracioso da parte de Deus no sentido de beneficiar e abençoar 
o homem e, especificamente, aqueles homens que, pela fé, recebem as 
promessas e se obrigam a cumprir os deveres envolvidos neste 
compromisso” (Enciclopédia Histórico-Teológica). O que é um crente? A 
palavra grega (pistos) para “crente” é a mesma para “fiel”. 
 
 
O PROBLEMA DA APOSTASIA 
 
Hebreus 6:4 – 8 é a passagem mais difícil da carta, e tem dado 
espaço para muita polêmica através dos séculos. Contudo, é bom lembrar 
que o propósito das Escrituras não é confundir a mente de ninguém, e sim 
iluminar, esclarecer (Salmos119:105; Jô 1:4; 8:12). 
 
Para aqueles que acreditam na possibilidade de apostasia 
pessoal, Hebreus 6:4-8 é obviamente uma das passagens mais importantes. 
É tão importante como Hebreus 10:26 – 31 e II Pedro 2:20 – 22; isto sem 
mencionar outras passagens significantes que providenciam a base para oensino deste assunto. 
 
Cremos que uma série de perguntas devem ser levantadas para 
que possamos entender melhor este parágrafo (Hebreus 6:4 – 8). 
 
Qual é o tema de Hebreus? Já sabemos que a superioridade do 
evangelho de Cristo é um tema relevante em Hebreus. Mas, se observarmos 
bem, verificaremos que há várias advertências dentro desta carta, que 
 
estimulam os leitores a firmarem-se na fé (Hebreus 2:1; 3:6, 12, 14; 4:14; 
6:12; 10:23, 26-31, 35-39). Portanto, a pergunta: qual a razão de ser de 
todas essas advertências? Por que avisar alguém de um perigo se é 
impossível que ele seja ferido por este? 
 
Hebreus 6:4 – 5 descreve a verdadeira experiência de salvação? 
A resposta só poderá ser dada mediante uma séria exegese do referido 
texto. 
 
A Bíblia Viva diz: “Quando a terra de um lavrador recebeu muitas 
chuvas e surgiram boas colheitas, aquela terra obteve a bênção de Deus 
sobre ela. Porém se continuar dando safras de ervas daninhas e espinhos, 
essa terra é considerada imprestável, e está pronta para ser condenada e 
queimada”. 
 
Conclusão: Nossa rebeldia (apostasia) pode mudar a história da 
nossa salvação. 
 
 
A DOUTRINA DA IGREJA 
 
 
A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS 
 
 
ESCATOLOGIA 
 
A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE JERUSALÉM 
 
A reconstrução do templo de Jerusalém já é debatida pelas 
autoridades de Israel. Donativos já estão chegando para isso. O parlamento 
de Israel já se ocupa do assunto. Essa construção pode ser muito rápida 
devido às moderníssimas técnicas empregadas em construção. 
 
Quando na guerra de 1967, Israel retomou a parte antiga de 
Jerusalém, que encerra o remanescente das muralhas do templo, um idoso 
historiador judeu (citado pela revista TIME), disse: “Agora chegamos ao 
mesmo ponto em que Davi chegou quando conquistou Jerusalém. Da 
conquista de Jerusalém por Davi, até o momento em que Salomão construiu 
o templo, houve apenas uma geração. Assim será também Conosco”. 
 
O templo em consideração aqui é o da Tribulação (II 
Tessalonicenses2.4; Mateus24.15), que será destruído naqueles mesmos 
dias. O profeta Zacarias diz que “a cidade será tomada”. Apocalipse 11.1,2 
também fala da destruição desse templo. A passagem em apreço fala de 
medição do sentido de destruição. 
 
E também o caso de Salmos 60.6 e Lamentações 2.8. A 
destruição deste templo poderá ser causada também por terremoto, como os 
 
mencionados em Apocalipse 11.13 e 16.18,19. O retorno total dos judeus à 
sua terra, dar-se-á por ocasião da revelação de Cristo para o 
estabelecimento do Milênio - um reino teocrático proeminentemente judaico 
(Mateus 24.3 1; Isaias 11.11,12). 
 
PREDOMINÂNCIA DE UMA CONFEDERAÇÃO DE NAÇÕES 
 
No dia 23 de maio de 1957, foi assinado um tratado em Roma, o 
qual, sem dúvida, foi o primeiro passo do cumprimento de uma antiga 
profecia de Daniel sobre a existência de urna confederação de nações, 
como única forma de expressão do poder gentílico mundial. A profecia está 
no capítulo 2, e se repete no capítulo 7 de Daniel. 
 
No Apocalipse, ela é vista à partir do capítulo 13. fundamental do 
tratado é a unificação da Europa mediante a formação dos Estados Unidos 
da Europa. Os seis países membros fundadores foram: Itália, França, 
Alemanha Ocidental, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Novos membros 
foram admitidos mais tarde. O dito tratado teve vigência a partir de 1º de 
abril de 1958. 
 
 
SIGNIFICADO PROFÉTICO DESTA CONFEDERAÇÃO DE 
NAÇÕES. 
 
Esta coalização de nações a ser formada, segundo a profecia, na 
área geográfica do antigo Império Romano, está predita em Daniel 2.33,41-
 
44; 7.7,8,24,25; Apocalipse 13.3,7; 17.12,13. Não se trata de uma 
restauração literal e total do antigo Império Romano, tal como ele existiu, 
mas uma forma de expressão final dele, pois, conforme a palavra profética 
em Daniel 2.34, a pedra feriu a estátua, nos pés não nas pernas. 
 
As duas pernas representam o Império Romano dividido em dois, 
fato que teve lugar em 395 d.C. O império ocidental, com sede em Roma e, 
o oriental, com sede em Constantinopla. Foi nessa condição que ele deixou 
de existir como duas pernas. O império ocidental caiu em 476, e o oriental, 
em 1453 d.C. 
 
A profecia bíblica destaca: “as pernas de ferro, os pés em parte 
de ferro, em parte de barro” (Daniel 2.3 3). O Império Romano sob a forma 
das duas pernas, da profecia, já ocorreu, mas sob a forma de dez dedos dos 
pés (artelhos), nunca existiu. 
 
Portanto, está claro que Daniel 2.41-44 ainda não se cumpriu. 
Não é o caso dos versículos 3 2-40 que já pertencem à história. Basta ler os 
versículos 40 e 41 para notar que, entre estes dois, há um hiato de tempo. 
 
DESTRUIÇÃO DA NAÇÃO DO “NORTE” E SEUS SATÉLITES. 
 
O aluno deverá, ao iniciar a leitura deste Texto, ler por inteiro os 
capítulos 38 e 39 de Ezequiel e o capítulo 2 de Joel. Temos nessas 
profecias a descrição da invasão de Israel por uma nação do “Norte”, nos 
 
dias finais da era atual. Ver as expressões “no fim dos anos”, e “nos últimos 
dias”, em Ezequiel 38.8,16. 
 
A INTERVENÇÃO DIVINA 
 
O invasor e seus aliados serão totalmente derrotados e 
arruinados no próprio território de Israel, por intervenção divina direta. Nos 
montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão 
contigo; a toda espécie de aves de rapina e aos animais do campo eu te 
darei, para que te devorem. 
 
Cairás em campo aberto, porque eu falei, diz o Senhor Deus. (Ez 
39.4,5). Deus intervirá porque Israel é o Seu povo e Sua possessão. Em 
Ezequiel 38.16, Deus chama Israel de “o meu povo”, e “a minha terra”. Isto é 
altamente significativo e deveria servir de aviso a todos aqueles que se 
levantam contra Israel. Deus afirmou a Abraão no passado: 
 
Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência 
no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e Dá 
tua descendência. Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas 
peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu 
Deus. (Gênesis 17.7,8). 
 
Esta nação, de que trata as profecias já mencionadas, deverá, na 
época da invasão em apreço, ser muito poderosa belicamente, sabendo que 
a nação de Israel, desde há muito é líder reconhecida em matéria de 
 
estratégia de ataque e defesa. Nesse tempo Israel deve estar muito mais 
consolidada e fortalecida como nação, do que atualmente, e certamente 
possuindo maior território do que o atual (conforme Ezequiel 3 8.8). Alguns 
estudantes da Bíblia julgam ser Gogue e Magogue símbolos dos poderes do 
mal contra o povo de Deus nos últimos dias, mas nesses capítulos de 
Ezequiel (38 e 39) vemos tratar-se claramente de povos e nações reais. 
 
Também em Gênesis 10.2 onde temos o rol das nações troncos 
originaram os demais povos, e também em I Crônicas 1.5, vemos que trata-
se de povos reais e não simples símbolos do mal. 
 
O fato importante nesses dois capítulos de Ezequiel é que Deus 
assegura que estará ao lado de Israel e intervirá sobrenaturalmente, 
abatendo esses inimigos do Seu povo: Gogue, o líder que intenta destruir 
Israel, juntamente com a coalizão de nações sob sua liderança. Duas vezes 
Deus afirma na citada profecia: Eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe 
de Meseque e Tubal. (Ezequiel 38.3; 39.1). 
 
Os países atuais que situam-se ao norte geográfico de Israel são 
os que compõem a CEI (Comunidade dos Estados Independentes), a ex-
União Soviética. Esse bloco de nações adotavam o comunismo ateu até 
recentemente como sistema político de governo, e ainda relutam nesse 
sentido.Metamorfoses políticas em grande escala vêm ocorrendo naquela 
parte do mundo, como é o caso da já citada CEI e também da UE (União 
Européia), antes conhecida como MARCOS E (Mercado Comum Europeu). 
 
GOGUE INVADIRÁ ISRAEL 
 
O estudo meticuloso das profecias mencionadas no início deste 
Texto mostra que Gogue - a nação ou bloco de nações do norte da Terra, 
em relação à Israel, invadirá esse pais nos últimos dias. A Bíblia localiza 
Gogue ao norte de Israel (Ezequiel 38.6,1 5; 39.2; Joel 2.20). 
 
Essa poderosa nação do norte será ajudada nessa invasão por 
nações européias, asiáticas e africanas. Veja a lista completa desses 
atacantes: Magogue, Meseque, Tubal (Ezequiel 3 8.2,3). Persas, etíopes, 
Pute, Gômer, Togarma, e muitos povos (Ezequiel 38.5,6). Líbios (Daniel 
11.43). 
 
Pelo estudo dos capítulos 38 e 39 de Ezequiel, e 10 de Gênesis, 
vemos que muitos nomes geográficos estão hoje modificados devido a 
evolução das línguas e os problemas de tradução e transliteração. O estudo 
comparativo da etnologia antiga e moderna dessas regiões, facilitará a 
identificação das mesmas: 
 
Gogue. Magogue. Meseque. Tubal (Ezequiel 3 8.2,3). No 
versículo 2, a Tradução Brasileira, emprega a expressão príncipe de Rós, 
sendo Rôs uma transliteração direta do hebraico, que muitos pensam 
 
significar Rússia, neste contexto da profecia de Ezequiel. As versões de 
Almeida Atualizada e Corrigida, empregam a expressão “príncipe e chefe”. 
 
Gogue, o próprio texto bíblico explica que se trata do governante 
de Meseque e Tubal, da terra de Magogue. 
 
Magogue. Meseque, Tubal. Regiões primitivas ocupadas pelos 
citas e tártaros, grandes remos do passado, correspondendo hoje à moderna 
CEI (Comunidade dos Estados Independentes). Josefo declara que 
Magogue ocupa a região das citas e tártaros (Josefo, Vol.1.6.1). Meseque 
converteu-se graficamente em Tubal é o moderno nome de Tobolsk, uma 
das principais cidades russas. 
 
Gômer, Togarma (Ez 38.6). Gômer veio a Germânia e 
modernamente a Alemanha, corresponde a Armênia e Turquia. 
 
Persas, etíopes. Pute (Ezequiel 3 8.5). A Pérsia tem o moderno 
nome Ira. Ela adotou este nome em 1935. Em 1932 ela firmou um acordo 
com Moscou, que em caso de guerra as forças da Rússia terão permissão 
de cruzar seu território para atacar a Mesopotâmia. Segundo esta profecia 
de Ezequiel 3 8.5, o Irá tornar-se-á comunista ou pró-comunista. A Etiópia 
moderna é fácil localizar pelo seu outro nome: Abissínia. 
 
A Etiópia original ficava na bacia dos rios Tigre e Eufrates 
(Gênesis2.14). Daí seus habitantes emigraram para a África e fundaram o 
extenso reino da Etiópia, do qual hoje a Abissinia é uma pequena fração. 
 
Etiópia é palavra grega; em hebraico é Cuxe ou Cush. Os etíopes originaram 
muitos povos africanos. Pute é a atual Líbia, vizinha do Egito. 
 
A Pute primitiva era uma região muito mais extensa. Esses dois 
últimos povos (líbios e etíopes) são também mencionados na profecia de 
Daniel 11.43, pertinente ao assunto em pauta. 
 
MOTIVOS DA INVASÃO DE ISRAEL POR GOGUE 
 
Os motivos da invasão de Israel por Gogue serão principalmente 
dois: as riquezas de Israel, inclusive as do Mar Morto (Ezequiel 38.11,12), e 
a posição estratégica que Israel ocupa. “Assim diz o Senhor Deus: Esta é 
Jerusalém; pu-la no meio das nações e terras que estão ao redor dela.” 
(Ezequiel 5.5). 
 
Gogue será derrotado no próprio país de Israel (Ezequiel 39.4,5). 
Será uma sobrenatural intervenção divina (Ezequiel 38.1 9,20). Haverá 
também rebelião entre as próprias tropas atacantes (Ezequiel 38.2 1). 
Tremendos flagelos sobrenaturais atingirão em cheio o inimigo (Ezequiel 3 
8.22). O morticínio será incaLucasulável (Ezequiel 39.1 2). 
 
Muitos confundem esta guerra de Gogue e seus aliados contra 
Israel, com a Batalha de Armagedom, de que tratamos noutra Lição. Há 
muita diferença entre os dois conflitos. O ataque de Gogue contra Israel 
começará no início da 70ª semana de Daniel 9.27, isto é, no início da 
Grande Tribulação (ou um pouco antes). Já o Armagedom ocorrerá no final 
 
da semaNaum Na invasão de Israel por Gogue, apenas um grupo de nações 
participará; já no Armagedom participarão todas as nações (Apocalipse 
16.14; 19.19; Joel3.2; Zacarias 12.3b; 14.2-4,9). 
 
Na época da invasão de Israel por Gogue, o bloco de dez nações, 
na área do antigo Império Romano, já está formado, e o Anticristo em 
evidência, ocultando sua verdadeira identidade e propósito. 
 
A queda total e irrecuperável de Gogue e seus aliados, originará 
um tremendo vazio e desequilíbrio na liderança do poder político e bélico 
mundial. O vazio deixado pela queda de Gogue deixará o caminho aberto 
para o surgimento imediato do Anticristo no cenário mundial, como líder e 
salvador da crítica situação mundial. 
 
OS 144.000 JUDEUS SALVOS DURANTE A GRANDE 
TRIBULAÇÃO 
 
Esta obra começará nesse tempo. Serão selados por anjos de 
Deus. Esse selo, refere-se certamente ao que está descrito em Apocalipse 
14.1, isto é, os 144.000 são representantes das tribos. Certamente dentre 
eles sairão os missionários que levarão ao mundo a Palavra de Deus, 
conforme afirma a profecia de Isaias 66.1 9. 
 
Eles substituirão a Igreja na obra de testemunhar de Deus. Deus 
nunca ficou sem testemunho, nem mesmo durante a apostasia de Israel (I 
Reis 19.19; Romanos 11.5). A mensagem que eles pregarão não é o 
 
Evangelho que conhecemos, mas o chamado evangelho do reino (Mateus 
24.14), o qual anuncia a iminente volta do Salvador à Terra e o julgamento 
das nações impenitentes. 
 
Esse Evangelho foi anunciado por JoãoBatista (Mateus3.2), por 
Jesus (Mateus4.23), e pelos doze apóstolos (Mateus10.7); mas, como os 
judeus rejeitaram o Rei, o Evangelho passou a ser anunciado a todas as 
nações (Mateus 28.19). 
 
A GRANDE TRIBULAÇÃO 
 
O TIPO DE PAZ QUE A TERRA GOZARÁ NESSA ÉPOCA 
 
As passagens bíblicas supracitadas e outras semelhantes, falam 
da paz e prosperidade que a Terra experimentará no princípio do governo 
centralizado da Besta. Daniel 11.36 diz que o seu governo será próspero. 
Ela convencerá o mundo de que está raiando a era da paz e do progresso 
com que a humanidade sonhava. A política, a religião, a economia, e a 
ciência, serão suas metas principais. 
 
A ciência atingirá um ponto nunca alcançado todo esse progresso 
será falso, porque será superficial e durará pouco. Logo depois, a Besta 
revelará seu verdadeiro caráter maligno, ao mesmo tempo em que os juízos 
desencadeados do Céu, sob os selos, as trombetas e as taças registrados 
 
nos capítulos 6 a 18 de Aocalipse, porão tudo a descoberto, mostrando que 
as multidões foram completamente iludidas. 
 
O NÚMERO DA BESTA: 666 
 
A Besta terá um nome, no momento desconhecido. O número 
resultante desse nome será 666 (Apocalipse 13.17,18). 
 
Três coisas a Bíblia diz sobre a Besta: seu nome, número e 
marca. No momento, só o seu número nos é revelado: 666. A pessoa e o 
nome serão revelados após o arrebatamento da Igreja (II 
Tessalonicenses2.7,8). Portanto, os que estão aguardando o arrebatamento 
da Igreja, não necessitam saber disso agora; os que aqui ficarem saberão... 
 
O número repartido três vezes no nome da Besta, fala da 
suprema exaltação do homem, cujonúmero na numerologia bíblica é 6. As 
três vezes, pode significar o homem exaltando-se a si mesmo como se fosse 
Deus, como está dito em II Tessalonicenses 2.4. O número do Deus trino é 
3. 
 
Quanto a Besta ter número, convém notar que as nações mais 
adiantadas projetam pôr em prática um sistema de números permanentes 
para todos os cidadãos, a partirdo nascimento ou da naturalização, visando 
o controle total da população. Os computadores já estão fazendo isso, 
controlando animais e mercadorias. Entramos na era em que tudo será 
 
controlado à base de números. Em todos os países já há muita coisa 
controlada à base de números permanentes. 
 
ASSIM SERÁ A GRANDE TRIBULAÇÃO 
 
A palavra tribulação significa literalmente comprimir com força, 
como se faz com as uvas no lagar, ou com a cana de açúcar na moenda. A 
tribulação aqui tratada, abrange o período da ascendência e governo do 
Anticristo. O termo tribulum, da latim, também leva ao mesmo sentido. 
 
 
DURAÇÃO DA GRANDE TRIBULAÇÃO 
 
 
A Grande Tribulação abrangerá um período de sete anos, dos 
quais os piores serão os últimos três anos e meio. Quanto a esse período, 
diz a Escritura: 
 
Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do 
Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão 
entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade dum tempo. 
(Daniel 7.25). 
 
Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e 
autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias 
 
contra Deus> para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os 
que habitam no céu. (Apocalipse 13.5,6). 
 
O sofrimento nesse tempo será de tal monta que, se durasse mais 
tempo ninguém escaparia com vida. Porque nesse tempo haverá grande 
tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e 
nem haveráJamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, e ninguém 
seria salvo, mas, por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados. 
(Mateus24.21,22). 
 
 
A PIOR FASE DA GRANDE TRIBULAÇÃO 
 
A primeira menção bíblica da tribulação está em Deuteronômio 
4.30: Quando estiveres em angústia, e todas estas cousas te sobrevierem 
nos últimos dias, e te voltares para o Senhor teu Deus, e lhe atenderes a 
voz. Outras passagens que podem ser lidas agora são: Deuteronômio 31.29; 
Isaias 13.9-13; 34.8; Ezequiel 20.33-37;Jeremias 30.5,11; Daniel 12.1; JJ 
1.15. 
 
Como já dissemos a pior fase da Grande Tribulação, será quando 
o Anticristo romper sua aliança feita com os judeus, e começar a persegui-
los. Tal fato ocorrerá quando ele exigir adoração e os judeus recusarem 
oferecê-la. Os santos perseguidos pela Besta, referidos em Daniel 7.2 1,25 e 
Apocalipse 13.7, são, em primeiro plano. 
 
 
Ao romper sua aliança com os judeus, o Anticristo romperá 
também com a igreja apóstata, da qual ele recebeu apoio enquanto 
necessitou da sua influência para galgar o poder, e a destruirá (Apocalipse 
17.16). Ele destruirá a igreja falsa para implantar a nova forma de adoração 
dele mesmo. 
 
Apesar de a Grande Tribulação visar em primeiro lugar os judeus, 
o mundo todo sofrerá os seus efeitos (Jeremias 25.29-32;Apocalipse 13.7,8). 
Deus entrará em juízo com o Seu antigo povo, para expurgá-lo e levá-lo ao 
arrependimento e conversão (Ezequiel 20.33-39;Jeremias 30.7; 
Zacarias14.2a; 13.8,9 12.9;Romanos 11.26,27; Mateus 23.39). 
 
A descrição mais detalhada e completa que temos da Grande 
Tribulação é a que se encontra em Apocalipse, capítulos 6 a 18. Os 
capítulos 6 a 9 abrangem a primeira parte, chamada Tribulação. Os 
capítulos 10 a 18 abrangem a segunda parte, denominada Grande 
Tribulação. 
 
Esta última parte é referida em Apocalipse e Daniel como 
quarenta e dois meses, um tempo, dois tempos emetade de um tempo e mil 
duzentos e sessenta dias (Apocalipse 11.2,3; 12.6,7,14; 13.5; Daniel 7.25). 
 
É nesse tempo de justiça divina que as sete piores pragas, sob as 
taças de juízo, serão derramadas na Terra, como vemos em Apocalipse, 
capítulos 15 e 16. Nesse tempo, as forças da natureza que operam nos 
Céus entrarão em convulsão (Mateus24.29; Joel 2.20). É interessante notar 
 
em Apocalipse, a partir do capítulo 6, quantas vezes os Céus são 
mencionados como palcoso de tremendos eventos. 
 
Em Isaias 13.11, Deus afirma: Castigarei o mundo por sua 
maldade, e os perversos por causa da sua iniquidade; farei cessar a 
arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos violentos. 
 
Talvez porque nesse tempo de apostasia, o povo não crerá no 
Inferno (como milhões fazem hoje), haverá nesse mesmo tempo uma 
amostra do Inferno para eles, durante cinco meses. Apocalipse 9.1-6 dá 
conta disso. 
 
HAVERA SALVAÇÃO DURANTE A GRANDE TRIBULAÇÃO? 
 
Quase nada, vez que se com o selo e presença do Espírito Santo 
o índice é mínimo, quanto mais sem a presença d’Ele. Uma única passagem 
como a de Apocalipse 7.14 bastaria para isso. Respondi-lhe: meu Senhor tu 
o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, 
lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro. A melhor 
tradução deste texto é a de Almeida Revista e Atualizada. 
 
Agora, uma coisa é certa: as condições espirituais prevalecentes 
durante a Tribulação, não serão favoráveis como hoje. Tremendas trevas 
espirituais envolverão o mundo. Haverá também oposição sem paralelo. Não 
poderá ser de outra maneira, pois trata-se do reino do Anticristo. 
 
 
Poderá então haver, sim, salvos, especialmente judeus, mas 
ficarão aqui para o milênio e depois a nova terra, se não forem devorados 
por juízo de fogo na 4ª guerra mundial. 
 
AS DUAS TESTEMUNHAS 
(Apocalipse 11) 
 
Durante os negros dias da Tribulação haverá duas testemunhas 
especiais da verdade divina, profetizando aqui na Terra (Apocalipse 11.3-
12). Esses dois homens serão intocáveis até que cumpram a sua missão 
(Apocalipse 11.7). Ambos serão mortos pela Besta. Comparando-se 
Zacarias 4.11-14 com Apocalipse 11.4, vê-se que essas duas testemunhas 
estão agora no Céu. 
 
Podem ser Enoque e Elias, do Antigo Testamento. Ambos não 
passaram pela morte (Gênesis5.24 e II Reis2.11). Moisés não pode ser um 
deles, pois morreu (Deuteronômio 34.5,6). E, aos homens está ordenado 
morrerem apenas uma vez (Hebreus9.27); ao passo que essas testemunhas 
ainda morrerão aqui. 
 
O fato não é relevante para a Igreja do Senhor, uma vez que 
quando essas duas testemunhas atuarem aqui, a Igreja já estará com Cristo 
na glória. Certamente a permanência de Enoque e Elias no Céu (se são 
eles), em corpos físicos, são casos especiais. 
 
 
As palavras Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá 
desceu, a saber o Filho do homem, de João 3.13, têm sentido diferente 
daquele que geralmente se pensa. Significam subir ao Céu por seu próprio 
poder. 
 
O MILÊNIO EM RELAÇÃO À IGREJA 
 
No Milênio a Igreja estará glorificada com Cristo. Ela é o Seu povo 
especial, como povo espiritual. O qual se deu a si mesmo por nós, para nos 
remir de toda a iniquidade e purificar para si um povo especial, zeloso de 
boas obras. (Tito2.14 - ARC). 
 
Já Israel é um povo especial de Deus, para uma missão terrena. 
Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te 
escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há 
sobre a terra. (Deuteronômio 7.6). 
 
 
A IGREJA ESTARÁ GLORIFICADA NO MILÊNIO 
 
A Igreja estará glorificada com Cristo na Jerusalém Celeste (Cl 
3.4; I Pedro 5.1;Romanos 8.17,18). Vemos assim, mais uma vez, que o 
Milênio será uma época de manifestação da glória de Deus: glória da 
Jerusalém celeste, glória no templo milenial, e glória na Igreja. Essa glória 
divina, o homem perdeu ao cair Romanos3.23), mas com o advento de 
Jesus em Belém, ela começou a ser-lhe restaurada (Lucas 2.9,14). 
 
 
Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto 
da sua prisão e sairá a seduziras nações que há nos quatro cantos da terra, 
Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é 
como a areia do mar (Apocalipse 20.7,8). 
 
QUEM É GOGUE E MAGOGUE, EM APOCALIPSE 20.8? 
 
Gogue e Magogue, em Apocalipse 20.8, são as nações rebeladas 
contra Deus, instigadas por Satanás, e conduzindo um furioso ataque contra 
os Santos. 
 
POR QUE SATANÁS SERA SOLTO 
 
Após mil anos de paz, justiça e prosperidade para todos, sem o 
Tentador, este volta às suas atividades malignas. 
 
O porquê dessa soltura momentânea vejamos algo do por que 
disso; dessa liberdade tão curta de Satanás: 
 
Provar os que nasceram durante o Milênio. Lembremo-nos de que 
nem Jesus foi isento de tentação. 
 
Revelar que o coração humano não convertido, permanece 
inalterado, mesmo sob o reino pessoal do Filho de Deus. Hoje em dia o 
homem culpa o diabo por suas maldades, infortúnios, transgressões e 
 
quedas. Durante o Milênio não haverá diabo nenhum para tentar, mas ver-
se-á que os mil anos de bênçãos inigualáveis sob Cristo, não transformará o 
homem. O problema não é de ambiente; é de coração. 
 
Demonstrar que Satanás é totalmente incorrigível. Veja que após 
passar mil anos na prisão, Satanás é o mesmo de sempre. 
 
Será essa uma revolta mundial. Aqueles que atualmente gostam 
de revoltas e de promovê-las, assim como contendas, divisões, rebeliões, 
saibam que tudo isso procede do Inferno. Essa última revolta de Satanás 
será imediatamente neutralizada e os revoltosos, exterminados (Apocalipse 
20.9). 
 
Demonstrar pela última vez quão pecaminosa é a natureza 
humana, e que o homem por si mesmo jamais se salvará, mesmo sob as 
melhores condições. O homem falhou antes, sob todas as condições 
favoráveis possíveis; sob a Lei e a Graça, e, agora sob as condições 
gloriosas do Milênio. 
 
Esse fracasso final do homem é uma explicação de Tiago 1.14, 
onde vemos que o mal é residente, imanente em nós. Somos pecadores por 
natureza. A inclinação para pecar é imanente no homem, desde que nasce 
(Salmos58.3; 51.5). Só o sangue de Jesus Cristo pode purificar-nos de todo 
pecado (I João 1.7). 
 
 
 
O JULGAMENTO DOS ANJOS CAÍDOS 
 
É consentâneo crer que os anjos decaídos, tanto os livres que 
trabalham agora para Satanás, como os aprisionados ... para o juízo do 
grande Dia... (Judas 6) e ainda os demônios, serão julgados juntamente, 
com o diabo, a quem eles acompanharam, obedeceram e serviram (Ap 
20.10; II Pedro 2.4;Judas v. 6; Lucas 8.3 1; Mateus 8.29). 
 
A Igreja certamente estará associada neste juízo, pois travou 
renhido combate contra o diabo e suas hostes. E, pois justo que a Igreja os 
julgue também. Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?... (I 
Coríntios 6.3). Este evento marcará o ponto final da libertação de ação do 
diabo, dos anjos decaídos e dos demônios. É o final da sua carreira maligna 
(Mateus25.41). 
 
O JUÍZO FINAL 
 
Nessa ocasião os ímpios falecidos, de todas as épocas, 
ressuscitarão com seus corpos literais e imortais, porém carregados de 
pecado (Apocalipse 20.1 1-15; Mateus 10.28). Esse julgamento será para 
aplicação de sentenças, pois o pecador já está condenado desde quando 
não crê no Filho de Deus como seu Salvador. João 3.18, diz: Quem nele 
crê não é julgado; o que não crê á está julgado, porquanto não crê no 
nome do unigênito Filho de Deus. 
 
 
O GRANDE TRONO BRANCO 
 
Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja 
presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 
 
Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé 
diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, 
foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o 
que se achava escrito nos livros. 
 
 
(Apocalipse 20.1 1,12). 1. De cuja presença fugiram a terra e o 
céu (Atos 20.11). Assim como o sol, ao nascer, ofusca a lua e as estrelas, e 
estes parecem recuar para o infinito, e não podem ser vistos devido a 
superior claridade do sol, o mesmo ocorrerá com a Terra e o Céu quando o 
Filho de Deus se manifestar na Sua excelsa glória para julgar os mortos. 
 
É a glória que eles (os mortos) se privaram de participar quando 
em vida escolheram viver no pecado. No Juízo das Nações, que ocorreu 
antes do Milênio, Jesus fez o mesmo ante os vivos, aparecendo cheio de 
glória e majestade (Mateus24.30; 25.31). 2. Os mortos, os grandes e os 
pequenos, postos em pé diante do trono (Apocalipse 20.12). 
 
Grandes e pequenos aí, têm a ver com importância, posição, 
prestígio, influência, e não com tamanho ou idade. Veja à luz do original os 
 
seguintes contextos:Apocalipse 11.18; 13.16; 19.5,18; Mateus10.42;Atos 
8.10; 26.22. 
 
O JULGAMENTO E OS LIVROS NO CÉU 
 
Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi 
aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que 
se achava escrito nos livros. (Apocalipse 20.12). 
 
 
 
 
QUARTO MÓDULO 
 
ESTUDO DO ANTIGOTESTAMENTO 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O Cristianismo, desde o seu início, focalizou principalmente a 
pessoa de Cristo, antes que os seus ensinos. Essa pessoa sempre ocupou o 
primeiro plano, o que muito natural, especialmente nas epístolas do apóstolo 
 
Paulo, onde se encontram doutrinas tão maravilhosas acerca da pessoa de 
Cristo. Isto, porém, em nada pode diminuir a grandeza do corpo de doutrinas 
que Cristo mesmo ensinou. 
 
Este exame ligeiro das ideia s que constituem o mundo intelectual 
e religioso em que Jesus esteve, mostraram quão ingrata era a terra em que 
Ele havia de lançar as sementes do verdadeiro Reino de Deus. Não é de 
admirar, pois, o não ser compreendidas pelo povo. 
 
DEFINIÇÃO 
 
Teologia do Novo Testamento é o ramo das disciplinas cristãs que 
seguem determinados temas através de todos os autores do Novo 
Testamento, e que depois funde esses quadros individuais num só conjunto 
abrangente. Estuda, portanto, a revelação progressiva de Deus em termos 
da situação vivencial na ocasião da escrita, e depois delineia o fio 
subjacente que une todos os dados. 
 
A HISTÓRIA DA TEOLOGIA NO NOVO TESTAMENTO 
 
Analisaremos o processo progressivo da Teologia do Novo 
Testamento, no transcorrer da história. 
 
A IDADE MÉDIA 
 
 
Durante a Idade Média, o estudo bíblico esteve completamente 
subordinado ao dogma eclesiástico. I Coríntios A teologia Bíblica foi usada 
apenas para reforçar os ensinos dogmáticos da Igreja, os quais eram 
fundamentados na Bíblia e na tradição da Igreja. A Bíblia era interpretada 
pela tradição histórica e a Igreja a considerava como fonte da teologia 
dogmática. 
 
A REFORMA. 
 
Os reformadores reagiram contra o caráter não Bíblico da teologia 
dogmática e insistiram em que a teologia deve estar fundamentada apenas 
na Bíblia. Berkhof1 diz que o lema dos reformadores era: "A Igreja não 
determina o que as Escrituras ensinam, mas as Escrituras determinam o que 
a Igreja deve ensinar". O princípio fundamental era: 
"ScripturaScripturaeinterpres, isto é, a Escritura é intérprete da Escritura".2 
 
O ENSINO DE JESUS SEGUNDO OS EVAGELHOS SINÓTICOS 
 
A ATITUDE DE JESUS PARA COM O JUDAÍSMO 
 
Considerando porém, que havia no judaísmo duas correntes bem 
diversas, e que a grande maioria do povo acompanhava uma dessas 
correntes, a qual se ia desviando cada vez mais do eterno propósito de 
Deus. 
Já foi observado que Cristo baseou os seus ensinos no Antigo 
Testamento. Ele veio, não para principiar uma coisa nova, mas para 
 
continuar uma obrajá bem adiantada. Cristo não trouxe o propósito de 
introduzir uma religião nova; 
 
A RELIGIÃO JUDAICA ERA PROVISÓRIA E PREPARATÓRIA 
 
Na sua grande obra de salvação Deus sempre adaptou a sua 
ação às condições em que se achava o povo que queria salvar. Isto era 
necessário porque a salvação é sempre um ato moral, inteiramente ao 
Alcance das pessoas a salvar. A religião judaica era por natureza provisória 
e preparatória, foi adaptada ao povo daquele tempo, Mateus5.27-29,39,39. 
 
JESUS CUMPRIU A LEI NA SUA VIDA 
 
Em primeiro lugar, Jesus cumpriu perfeitamente a lei na sua vida 
pessoal. Tudo o que a lei exigia e tinha como alvo Ele satisfez e realizou 
plenamente na sua vida; seu caráter satisfez o mais alto ideal da lei. Nunca 
transgrediu a lei porque nunca viveu no baixo plano em que ela operava. 
 
A RELAÇÃO DO ANTIGO PARA O NOVO 
 
Diante disto perguntará alguém: "Então o Antigo Testamento 
perdeu o seu valor?" De modo nenhum. Será que a flor nada tem com o 
fruto? Como é que se há de compreender o fruto sem a flor? Como é que se 
há de compreender o homem sem o presente sem o passado? A objeção 
não tem razão de ser. O plano de Deus é um só. O princípio é tão 
necessário como o fim para a compreensão do plano todo. 
 
 
A CONCEPÇÃO DOS JUDEUS A RESPEITO DO REINO DE 
DEUS 
 
O pensamento religioso do povo judaico estava saturado com a 
ideiade um Reino de Deus. A ideiade uma teocracia achava-se impregnada 
na vida da nação judaica, influenciando todo o povo, Êxodo 19.5,6. Apesar 
desta expressão, "o Reino de Deus" não ocorrer no Antigo Testamento, a 
ideiaverifica-se em toda a extensão da atividade profética. 
 
A literatura rabínica desenvolveu uma escatologia semelhante, 
mas fez um pouco mais uso do termo "o reino dos céus". O Reino de Deus 
foi considerado como o domínio de Deus - o exercício de sua soberania. 
 
O REINO DOS CÉUS 
 
A expressão "o reino dos céus", aparece em Mateus, onde é 
mencionada cerca de trinta e quatro vezes. Várias vezes em Mateus, e em 
vários lugares no restante do Novo Testamento, a expressão "reino de 
Deus", é usada. O “reino dos céus", é uma expressão semítica, na qual o 
vocábulo "céus" é um termo usado em substituição ao nome "divino" - Lucas 
15.18. Na realidade, ambas as expressões "o reino de Deus" e "o reino dos 
céus", raramente foram usadas na literatura judaica antes dos dias de Jesus. 
 
O FILHO DE DEUS 
 
 
A expressão messiânica Filho de Deus, é a mais importante no 
estudo da auto-revelação de Jesus. Na história do pensamento teológico, 
esta expressão conota a divindade essencial de Jesus Cristo. Ele é o Filho 
de Deus, ou seja, Deus o Filho, a Segunda pessoa da trindade divina. 
 
O título mais comum pelo qual Jesus é designado nos evangelhos 
sinóticos é o de "Filho do Homem". É somente no evangelho de João, que 
encontramos frequentemente o outro título de "Filho de Deus". 
 
 
O SIGNIFICADO DA FRASE "FILHO DE DEUS" 
 
 
HÁ PELO MENOS QUATRO MODOS DIFERENTES: 
 
 
Uma criatura de Deus pode ser denominada o filho de Deus em 
virtude de dever sua existência à atividade criativa imediata de Deus - Lucas 
3.38; Êxodo 4.22; 
 
Esta expressão pode ser usado para descrever a relação que os 
homens podem manter com Deus como os objetos peculiares do seu 
cuidado amoroso. Êxodo 4.22, em todo o Novo Testamento, este conceito é 
carregado de um significado mais profundo, ao se fazer menção dos cristãos 
 
em termos da filiação para com Deus, quer por nascimento, João 3.3; 1.2; ou 
pela adoção,Romanos8.14,19; Gálatas 3.26; 4.5. 
 
Este terceiro significado é messiânico; o rei da linhagem de Davi é 
designado de filho de Deus, II Samuel 7.14. 
 
E o quarto é teológico. Esta expressão Filho de Deus na teologia 
cristã, veio a ter um significado mais elevado; Jesus é o Filho de Deus 
porque ele é Deus e participa da natureza divina. 
 
Este é o propósito do apóstolo João ao escrever seu evangelho. 
 
Fazendo uma análise mais consciente, vemos que Jesus, como o 
Filho de Deus, o Logos, era pessoalmente preexistente, ele era Deus, e 
encarnou-se com o propósito de revelar Deus aos homens. 
 
O HOMEM IMORTAL 
 
Jesus também ensinou que o homem era imortal, embora não 
falasse muito da vida além-túmulo. Porém, o que Ele disse é o suficiente 
para estabelecer o fato da existência de uma vida além desta. (Marcos 
12.18-27). 
 
JESUS CORRIGE DOIS ERROS DOS SADUCEUS: 
 
 
Refuta a ideia de que a vida além túmulo seja uma alongamento 
aqui na terra. Corrige sua falsa concepção dos mortos nos tempos passados 
- v. 27. 
 
O PECADO 
 
Vejamos agora o que Jesus diz acerca do pecado. Como no caso 
deo homem, Jesus não discute a origem ou a natureza do pecado; mas 
reconhece que o pecado é problema muito sério. 
 
O PECADO É UNIVERSAL 
 
Jesus ensinou que o pecado é universal. É verdade que Ele fala 
de certas pessoas que não necessitam de arrependimento, mas essas 
pessoas eram justas só aos seus próprios olhos, (Lucas15.7; 11.4; Mateus 
7.11). 
 
O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO 
 
Note-se, portanto, que o único pecado que não pode ser 
perdoado é o pecado contra o Espírito Santo, o qual consiste em negar ao 
Espírito Santo o poder de regenerar a alma do homem. 
 
Aquele que negasse ao pão o poder de matar a fome, à água o 
poder de matar a sede e, consequentemente, não se utilizasse desses 
 
elementos e no caso de outros não haver, morreria irremediavelmente de 
fome e sede. 
 
 
A VERDADEIRA JUSTIÇA 
 
A LEI É A BASE ANTIGA DA JUSTIÇA 
 
Quando Jesus veio ao mundo, prevalecia a ideia de uma justiça 
muito diferente daquela que Ele viera pregar e exemplificar na sua vida. A 
justiça do fariseu era uma justiça legalista, adquirida pelo indivíduo mediante 
obediência às exigências da letra da lei. 
 
Era a justiça própria da pessoa que a possuía.Para o fariseu a lei 
era a pedra de toque de tudo. Quem estava bem com a lei e as suas 
exigências, estava bem em tudo. 
 
JESUS MUDOU A BASE 
 
Quando, porém, Jesus veio, substituiu essa relação para com a 
lei, isto é, a relação pessoal que o homem tem para com Deus e para com a 
humanidade - Lucas10.26,27. Em vez da lei então, como base da justiça, 
temos as duas grandes relações pessoais, uma com Deus e outra com a 
humanidade. Jesus estabeleceu, portanto, a justiça em outras bases, em 
 
bases pessoais. Substituiu a relação legalista pela relação pessoal; a lei, 
por Deus e a humanidade. 
 
O AMOR É A ESSÊNCIA DA JUSTIÇA 
 
No transferir a questão da justiça de uma relação legal para uma 
relação pessoal, Jesus afirmou que o coração é a usina donde sai a força 
que dá cumprimento às exigências das relações pessoais, segundo Deus, 
que é o amor. (Lucas10.27; Mateus5.23,24,48). Segundo a concepção de 
Cristo não só todo o mandamento, mas toda a lei resumem-se no amor. 
(Mateus22.36-40). 
 
 
A VERDADEIRA JUSTIÇA 
 
É evidente destas considerações que Jesus achava a verdadeira 
justiça, não nos simples atos, mas nos móveis desses atos, na condição do 
coração do que executava. 
 
É verdade que Cristo exige bom procedimento, porém, reconhece 
que o bom caráter é a base e exclusiva garantia de boa conduta. Quem não 
é bom de coração não pode realmente praticar o bem, Mateus7.17,18. 
 
A LEI CUMPRIDA 
 
 
É fácil ver deste ponto de vista, a ideia de Jesus quanto ao 
cumprimento da lei. Já discutimos. É verdade, este assunto, porém, é bem 
oportuno lembrarmo-nos que o cumprimento da lei por Jesus, alcançou 
exatamente tudo quanto a lei visava. A lei,por exemplo, visava o 
estabelecimento de boas relações entre os indivíduos, ou a humanidade em 
geral. 
A LEI RITUAL 
 
Era justamente essa lei ritual que mais pesava, e influenciava a 
vida judaica, no tempo de Cristo. - Mateus23.4,24; 5.23,24. Ele veio para 
cumprir e não para destruir. Jesus visava sempre a condição do coração, 
que realmente servia de fundo a todas as questões da lei. Jesus queria 
converter em realidade o ideal da lei. 
 
A SALVAÇÃO MESSIÂNICA 
 
A ideiade mais realcee que nos aparece no Novo Testamento é a 
da Salvação. (Lucas19.10). Esta salvação é oferecida por Jesus Cristo 
debaixo de certas condições. 
 
A missão messiânica de Jesus tinha como seu objetivo a 
preparação dos homens para o Reino de Deus futuro. Jesus constantemente 
lançou os seus olhares para a vinda do Reino escatológico, quando o 
julgamento final irá efetivar uma separação entre os homens, justos entrando 
para a vida e bênção do Reino, e os ímpios para o estado de punição. A 
 
igreja primitiva considerou a morte de Jesus como um dos eventos mais 
essenciais à realização de sua missão. (ICoríntios 15.1-3). 
 
O EVENTO DA CRUCIFICAÇÃO 
 
Historicamente, a morte de Jesus foi uma tragédia relativa a um 
homem que foi apanhado pelos poderes da força política. Jesus havia 
incorrido na hostilidade mortal dos escribas e fariseus por rejeitar a 
interpretação que faziam da lei, o que implicava na destruição do 
fundamento do judaísmo rabínico como um todo. 
 
Como mestre religioso, ele foi uma ameaça à religião farisaica e 
sua popularidade com o povo o tornou paulatinamente perigoso, João 
11.47,48. Quando o sinédrio condenou Jesus sob acusação de blasfêmia, 
Marcos14.64, estavam agindo de acordo com a compreensão que os seus 
membros possuíam do Antigo Testamento. 
 
PREDIÇÕES DA PAIXÃO 
 
Os evangelhos representam Jesus como predizendo claramente a 
sua paixão. O registro do Evangelho faz da confissão e Pedro, em Cesaréia 
de Filipe, um ponto divisório em seu ministério. Esta instrução sobre a sua 
morte iminente tornou-se um elemento importante no ensino dos dias 
subseqüentes, (Marcos9.12,31; 10.33; Mateus17.12; 20.18,19; Lucas17.25). 
 
A MORTE DE JESUS É MESSIÂNICA 
 
 
Essa conclusão é parcialmente deduzida da evidência já citada de 
que Jesus considerou a sua morte como elemento essencial em seu 
ministério totalmente em parte da linguagem usada em suas predições a 
respeito dos seus sofrimentos, Marcos8.31. A dádiva de sua vida é o 
objetivo para o qual Jesus veio; a consumação e o propósito de sua missão 
messiânica são incorporados no ato de entregar a sua vida, Marcos 10.45. 
 
A MORTE DE JESUS É EXPIATÓRIA 
 
O significado redentor da morte de Jesus pode ser observado na 
declaração sobre o seu caráter expiatório encontrado em, Marcos10.45. Aqui 
estão inserido dois conceitos: 
 
 
A VIDA - o filho do homem dará a sua vida (psyche), por muitos; 
 
O RESGATE - e a ideiade resgate é (lutron), que envolvia o preço 
para redimir um escravo da servidão. Este conceito era comum no mundo 
helenista. 
 
A MORTE DE JESUS É SUBSTITUTIVA 
 
A morte de Jesus não é somente redentora; a expiação é 
realizada por meio da substituição. Um elemento substitutivo deve ser 
 
reconhecido tanto no conceito geral envolvido como na linguagem particular 
empregada. 
 
A MORTE DE JESUS É SACRIFICIAL 
 
A morte de Cristo não apenas redime por meio da substituição; é 
também uma morte sacrificial. A descrição do servo sofredor em Isaías53, 
tem em vista o servo de Deus derramando sua alma como uma oferta pelo 
pecado, Is 53.10. 
 
A MORTE DE JESUS É ESCATOLÓGICA 
 
A morte de Jesus tem um significado escatológico, Marcos 14.25. 
Sua morte cria uma nova esfera de comunhão, que será completamente 
realizada apenas no Reino de Deus escatologia. (I Coríntios 11.26). 
 
A objeção de que este ensino sobre uma morte sacrificial e 
redentora dificilmente pode ser considerado como parte autêntica do ensino 
do Senhor, porque não tem consonância com o corpo de seu ensino a 
respeito da natureza de Deus e não pode ser afirmada e mantida de modo 
bem sucedido. 
 
A MORTE DE JESUS UMA VITÓRIA 
 
Algumas poucas declarações encontradas em João suscitam um 
outro aspecto no que tange ao significado da morte de Jesus. Já vimos que 
 
no âmago da missão de Jesus estava uma luta espiritual com os poderes do 
mal. A morte de Jesus significa que o dominador deste mundo é "lançado 
para fora”, ou expulso - João 12.31. 
 
A IGREJA 
 
Em nosso estudo sobre o reino de Deus aprendemos que o reino 
era - e ainda é - um reino espiritual. Segundo a ideia predileta de Jesus, o 
reino não está tanto sobre nós como em nós. 
 
INDICAÇÕES DE QUE JESUS PRETENDIA CONSTRUIR A 
IGREJA 
 
Muito cedo no seu ministério, Jesus revelou a sua intenção de 
formar ou fundar uma sociedade composta das pessoas dentro do reino de 
Deus; porque Ele sabia que a vida pujante e poderosa da comunhão do 
homem com Deus, tinha necessidade de possuir um meio pelo qual pudesse 
manifestar-se clara eficazmente ao mundo. 
 
A Igreja é o plano de Deus para unir toda a raça humana numa 
nova raça salva, por Jesus Cristo. 
 
É A primeira indicação de que Jesus tencionava fundar a Igreja, 
achar-se no modo d’Ele chamar alguns dos seus discípulos para O seguirem 
nas suas viagens evangelísticas - Marcos1.18-20. 
 
 
É Essa intenção de fundar uma igreja tornou-se ainda mais clara 
quando Jesus escolheu doze homens para estarem constantemente com Ele 
- Lucas6.12-16 
 
É Também as exigências feitas por Jesus aos seus seguidores 
mostram que as suas intenções eram muito sérias e severas - Mateus 8.19-
22; 10.37-39. 
 
A TEOLOGIA DE JOÃO 
 
A DIVERSIDADE E UNIDADE DA BÍBLIA 
 
Quem tiver examinado, ainda que não muito profundamente, a 
Bíblia, há de ter notado duas coisas: a sua diversidade e a sua unidade. Do 
ponto de vista da sua diversidade o Novo Testamento divide-se 
naturalmente em seis grandes divisões: 
 
Os Evangelhos; 
 
O 4º Evangelho e as cartas de João; 
 
Os Atos dos Apóstolos, as cartas de Pedro e Tiago; 
 
As cartas do apóstolo Paulo; 
 
 
A carta aos Hebreus; 
 
O Apocalipse. 
 
 
É tarefa da Teologia Bíblica definir bem as peculiaridades de cada 
uma destas grandes divisões, explicando os diversos tipos de ensino e os 
pontos de vista que se encontram nas Escrituras Sagradas. 
 
A PESSOA DE CRISTO, O CENTRO DE SUA TEOLOGIA 
 
Destas peculiaridades a primeira que queremos notar, é que para 
Joãoa pessoa de Cristo é o centro de tudo. Na realidade Cristo é o centro de 
toda a teologia das diversas porções, ou livros, que compõem a Bíblia; há, 
porém, algumas diferenças no conceito. 
 
Na teologia de Paulo, a obra de Cristo, especialmente o sacrifício 
da cruz, é onde este vê toda a glória de Deus - Gálatas 6.14; 
 
Mas a ênfase de Joãoé na própria pessoa de Cristo que se vê 
realmente a face e a glória de Deus. "quem me vê a mim vê o Pai" - João 
14.9b. É a grande impressão que a própria pessoa de Cristo fez em João , 
que domina toda a sua teologia. 
 
O DUALISMO JOANINO 
 
 
Outra peculiaridade de Joãoera a de pensar por antíteses e 
contrastes. Uma espécie de dualismo caracteriza os seus escritos. É bom 
notar, porém, que o seu dualismo não é um dualismo metafísico, mas um 
dualismo moral, que todo o mundo pode observar na vida cotidiana e 
também na história da raça humana, desde o seu começo. 
 
OS DOIS MUNDOS 
 
O dualismo dos Evangelhos Sinóticos é horizontal: um contrasteentre duas eras - a era presente e a era vindoura. 
 
O dualismo de João é vertical, um contrastes entre dois mundos - 
o mundo superior (de cima) e o mundo inferior (de baixo) - João 8.23. Os 
Sinóticos contrastam esta era com a era vindoura, e sabemos através do 
uso Paulino, que "este mundo", pode ser um equivalente à expressão "esta 
era", em contraste com o mundo de cima. "Este mundo" é visto como mal, 
tendo o diabo como seu governante, 16.11. Jesus veio para ser a luz deste 
mundo, 11.9. A autoridade de sua missão não procede "deste mundo", mas 
do mundo de cima - de Deus, 18.36. 
 
OUTRAS EXPRESSÕES DUALÍSTICAS EM JOÃO: 
 
Trevas e Luz - 1.5; 8.12; 9.5; 11.9; 12.35,36,46. 
 
Carne e Espírito - 1.13,14; 3.6,12; 4.24; 6.63. 
 
 
Kosmos - é importante compreender o uso que ele faz da palavra 
"mundo", kosmoskosmos - "ordem criada", 17.5,24; e a "terra em particular", 
11.9; 16.21; 21.25. 
 
O universo, o mundo (a soma das coisas criadas); a terra 
habitadas; os habitantes da terra toda; a raça humana; "a massa da 
humanidade ímpia, alienada de Deus e hostil à causa de Cristo" - Thayer; 
"afazeres mundanos, o agregado de bens, riquezas, vantagens, prazeres, 
etc., que embora ocos, vãos e passageiros estimulam a cobiça e constituem 
obstáculo a Cristo" - Thayer; "o padrão da vida pagã" - Hort; "adorno". 
W.C.TAYLOR. Dicionário do Novo Testamento Grego. (doravante 
denominado de DNTIAGO ). Esdras JUERP. 1991., p. 121. 
 
Por metonímia, kosmos pode designar não apenas o mundo, mas 
também aqueles que habitam o mundo: o gênero humano, 12.19; 18.20; 7.4; 
14.22, observe esta expressão: "o mundo inteiro vai após ele", 12.19, 
significa que Jesus assegura uma grande resposta. 
 
 PECADO É DESCRENÇA 
 
Descrença em Cristo é uma outra manifestação de uma aversão 
básica por Deus. A presença de Jesus entre os homens trouxe a aversão 
deles por Deus a uma crise de tal forma que ela tornou-se claramente 
evidenciada como aversão por Cristo, 3.22-24; 8.24. Sendo assim, o pecado 
da descrença inflexível, por si mesma condena o homem a uma separação 
 
eterna de Deus. Por esta razão, o crer em Cristo (“pisteuoeis "), 20.31, 
recebe forte ênfase. 
 
Em Joãoa palavra é encontrada treze vezes nas palavras de 
Jesus e vinte e nove vezes na interpretação de João . Descrença é essência 
do pecado,16.9; 3.36. 
 
A CONCEPÇÃO DA RELIGIÃO 
 
Resulta claro à luz destas considerações que João nos deu uma 
concepção puramente espiritual e ética da religião, e não uma concepção de 
formalidades e cerimônias. Como já notamos, o seu evangelho ensina que 
"Deus é Espírito", e qualquer um em qualquer tempo e lugar, pode adorá-lo 
desde que o faça "em espírito e verdade". Quase nada João disse a 
respeito das instituições, nem da Igreja. Não mencionou a instituição da 
Ceia, e as referências que fez ao batismo estavam quase todas relacionadas 
com o batismo de João. 
 
A RELAÇÃO DE JESUS PARA COM DEUS 
 
INTRODUÇÃO 
 
O próprio evangelista declara o propósito de seu escrito: "Mas 
estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de 
Deus e, crendo, tenham vida em seu nome". 20.31. Se o tempo presente foi 
 
adotado, o propósito de Joãoé confirmar os cristãos em sua fé em Jesus 
como o Messias e Filho de Deus face às interpretações errôneas que 
estavam surgindo na Igreja. A CRISTOLOGIA é central ao livro, pois a vida 
eterna depende de um correto relacionamento com Jesus Cristo. 
 
A DOUTRINA DO VERBO OU LOGOS 
 
Uma das doutrinas mais distintivas do 4o Evangelho é a doutrina 
do Logos, ou do Verbo - 1.1,14. O termo "Verbo", é empregado por João 
para designar a preexistência de Jesus, e porque ele não tomou tempo para 
explicá-lo torna-se evidente que ele já era mais ou menos conhecido do 
povo naquele tempo. 
 
A FRASE "FILHO DE DEUS" SIGNIFICA RELAÇÃO ESPECIAL 
 
O título Filho de Deus, com suas modificações, é aplicado a Jesus 
cerca de trinta vezes no evangelho de João, umas vinte nas suas epístola. 
 
Ninguém pode ler o Evangelho de João sem chegar à conclusão 
de que a relação entre Jesus e o Pai é toda especial, é uma relação natural 
e metafísica, e não simplesmente uma ralação moral ou ética. Os homens 
podem ser feitos filhos de Deus, mas Jesus foi, é e será sempre Filho de 
Deus. 1.12; 10.30; 17.5,21; 
 
 
 
A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO 
 
INTRODUÇÃO 
 
Uma das diferenças mais destacadas entre os Sinóticos e o 
Quarto Evangelho é o lugar que João da ao Espírito Santo, especialmente 
no sermão do cenáculo com seu ensino singular a respeito do Paráclito. 
 
PNEUMA NA RELIGIÃO HELENISTA 
 
Há, certamente, grande variedade na religião helenista. Os gregos 
geralmente pensaram a respeito do elemento mais essencial do ser 
humanocomopsyche, não pneuma. No dualismo grego, psyche é 
contrastado com o corpo da mesma forma como o mundo noumenal é 
contrastado com o mundo phenomenal. 
 
No pensamento gnóstico, o poder era concebido como se fora 
uma substância, e pneuma incluía o conceito de substância básica da vida. 
Deus é espiritual. No ato da criação, parte de sua substância espiritual unir-
se com a matéria; mas essa parte ainda está por libertar-se. Redenção 
significa o reajuntamento de todas as partículas do pneuma. 
 
OS NOMES DADOS AO ESPÍRITO SANTO 
 
 
Vamos considerar em primeiro lugar os nomes pelos quais é 
chamado o Espírito Santo. Além da designação conhecida de Espírito Santo, 
há ainda o Parácleto, termo este que na tradução de Almeida é consolador, 
14.16,26. O termo consolador (segundo a tradução de Almeida), vem de 
duas palavras latinas:com e fortis, igual a confortares. O termo significa 
aquele que fortalece, que conforta. 
 
Termo "parácleto", que é o termo original, é uma palavra grega 
que se encontra também aplicada a Jesus, e vertida por Almeida com a 
significação de "Advogado", em 1a João 2.1. 
A MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO 
 
Consideremos agora um pouco a questão da missão de Espírito 
Santo. Quanto a ele mesmo, sabemos já é uma pessoa distinta, embora 
intimamente relacionada com Jesus. Qual, porém, é a sua Missão? 
 
HÁ TRÊS PONTOS A CONSIDERAR NO ESTUDO DESTA 
QUESTÃO: 
 
1. qual é a missão do Espírito Santo em relação ao trabalho de 
Cristo? 
 
2. Qual é a missão do Espírito Santo em relação aos crentes? 
 
3. Qual é a missão do Espírito Santo em relação ao mundo? 
 
 
 
1) Em relação ao trabalho de Cristo, o Espírito Santo é enviando 
em nome de Jesus. Além de ser enviado em nome de Jesus, o Espírito 
Santo tem ainda a missão de relembrar aos crentes tudo aquilo que Jesus 
havia dito. 
 
2) Em relação aos crentes foi mudar o fundamento ou base da 
sua fé. Era, pois, necessário que a fé dos homens se transferisse do visível 
para o invisível, do material para o espiritual. 
 
3) Em relação com o mundo. Isto é, claramente exposto em João 
16.8-11. O termo "convencerá", é um termo legal. O trabalho do advogado 
de acusação é fazer a acusação do réu, com as provas em mão. 
 
 
 
O PRIMITIVO ENSINO APOSTÓLICO 
 
A TEOLOGIA DOS "ATOS DOS APÓSTOLOS" 
 
INTRODUÇÃO 
 
O livro de Atos tem como propósito fornecer um esboço da 
história da Igreja, começando nos seus dias mais primitivos, em Jerusalém, 
até a chegada de seu maior herói - Paulo - na principal cidade do Império 
 
Romano. O livro fornece um programa do evangelho desde Jerusalém, na 
via Samaria e Antioquia, até a Ásia Menor, Grécia e, finalmente, Itália. Atos 
registra um número de sermões de Pedro, Estevão e Paulo, que nos 
fornecem as informações para o estudoda fé da igreja primitiva. Uma vez 
que tais sermões, particularmente os de Pedro, são, de modo ostensivo, a 
fonte primária para as crenças da Igreja em Jerusalém. 
 
NO PRINCÍPIO NÃO HAVIA SEPARAÇÃO 
COMPLETA 
 
ENTRE O CRISTIANISMO E O JUDAÍSMO 
 
Os primeiros discípulos então continuaram judeus, praticando as 
cerimônias da religião dos seus pais.(Atos 16.3; 21.20-28). 
 
A RESSURREIÇÃO DEU-LHES MAIS CORAGEM 
 
Os discípulos de Jesus apegaram-se firmemente à esperança do 
breve estabelecimento do Reino de Deus. Haviam argumentado sobre quem 
teria o status mais elevado no reino, Mateus 18.1. justamente, quando era 
maior o seu desânimo, correu a notícia de que Jesus ressuscitara, Lucas 
24.9-11. Parece que foi nesta passagem dos Atos dos Apóstolos que os 
discípulos pela primeira vez procuraram entender a ideia da necessidade da 
morte do Messias. 
 
 
O KERYGMA ESCATOLÓGICO 
 
• A era do cumprimento apareceu, Atos2.16; 3.18,24; 
 
• Este surgimento da era messiânica aconteceu através do 
ministério, morte, e ressurreição de Jesus, Atos2123; 
 
• Por causa da ressurreição, Jesus foi exaltado à direita de Deus, 
como o cabeça messiânico do novo Israel, 2.33-36; 3.13; 
 
• O Espírito Santo, na Igreja, é sinal do presente poder e glória 
de Cristo, 3.21. 
 
 
O JESUS HISTÓRICO 
 
O kerygma primitivo tem seu ponto final na morte e exaltação de 
Jesus. O kerygma da igreja proclamou o destino de um homem real, o Jesus 
de Nazaré,Atos2.22. No dia de Pentecostes, Pedro falou de uma pessoa a 
quem ele e seus ouvintes conheceram com base na experiência e 
observação pessoal, 10.38,39. 
 
A SALVAÇÃO 
 
 
Como Messias, Jesus é o portador da salvação, 4.12. Esta 
salvação é considerada tanto pessoal como nacional; inclui tanto o bem 
temporal como o bem espiritual, 2.38,39; 3.23. 
 
O PRINCÍPIO BÁSICO DA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA 
 
É bom notar nesta conexidade que o princípio básico da 
organização da Igreja primitiva foi a necessidade de cuidar do serviço 
crescente. Havendo necessidade de fazer certo serviço a Igreja podia, de 
acordo com este princípio, efetuar a organização que cuidasse de tal 
serviço. 
1. A Vida da Igreja Primitiva - A experiência do Pentecoste não 
levou os primeiros cristão a romper com o judaísmo, 2.46,47; 5.13. 
 
2. Batismo - A ekklesia recebia, em sua comunhão os que 
aceitassem a proclamação de Jesus como o Messias, se arrependessem e 
recebessem o batismo em água, João 3.22; 4.1,2;Atos 2.38,41; 8.12,36,37; 
10.47,48; 9.18; 16.14,15. 
 
3. A Comunhão Cristã - Um dos elementos mais admiráveis, na 
vida das igrejas primitivas, era o sentido de comunhão, 2.42,44,47; 5.4; 6.2; 
 
4. A Organização da Ekklesia - Examinando a organização da 
ekklesia, precisamos reconhecer o aparecimento de líderes da Igreja além 
do período mais primitivo. A ekklesia não era como hoje: uma instituição 
organizada. Dos doze, três - Pedro, Tiago e João- ocuparam um papel de 
 
proeminência, como líderes sobre os outros nove, 1.13; 6.1,2,8ss; por 
ocasião do concílio de Jerusalém, 15.2,22; 16.4; 
 
A TEOLOGIA DA EPÍSTOLA DE TIAGO 
 
INTRODUÇÃO 
 
O AUTOR - Esta epístola foi escrita por Tiago, irmão carnal de 
Jesus Cristo, Gálatas 1.19; Tiago1.1. A epístola veio preencher certas 
lacunas que o livro de Atos dos apóstolos deixara, pois não há porção 
Bíblica que exiba a relação entre os ensinos de Jesus e os dos seus 
primeiros discípulos melhor do que esta. 
 
A QUEM FOI DIRIGIDA - É evidente que os crentes a quem a 
epístola foi dirigida eram pessoas pobres, 2.15. Também nota-se que estes 
dispersos estavam sendo oprimidos pelos seus senhores, 2.6. O evangelho 
pode revelar que rico é aquele que o é para com Deus, e pobre é aquele que 
só possui os bens da terra, 1.9-11. 
 
 
O PROPÓSITO DA CARTA 
 
Consolar os oprimidos. Em geral, seu propósito é prático. Tiago 
vive na expectativa dos últimos dias - um tempo, conclui, em que a 
acumulação de tesouros terrenos será sem sentido. O retorno iminente 
(parousia) do Senhor é ainda uma esperança viva, 5.7-9. Tais referências de 
 
passagem deixam claro que a escatologia desempenha um importante papel 
no pensamento de Tiago. 
 
A IDEIADA LEI 
 
Deus, sendo perfeitamente bom, exige bondade do homem, e 
essa exigência está na sua lei. Esta lei para Tiago é a lei mosaica, 2.11,12. 
 
A IDEIADA JUSTIÇA 
 
Em Tiago temos a doutrina de justiça, apresentada em termos do 
Antigo Testamento, porém, de pleno acordo com os ensinos espirituais de 
Jesus Cristo. Isto naturalmente procede do uso e da concepção que Tiago 
tem da lei divina, 4.12; 5.7. 
 
A IDEIA DE SALVAÇÃO 
 
Estas considerações preparam o caminho para o estudo da ideia 
de Tiago sobre a salvação. A base da salvação e a boa vontade, a própria 
graça de Deus, 1.18,22,23. 
 
TIAGO E PAULO 
 
O assunto que tem dado mais que falar em relação à epístola de 
Tiago é o da justificação. Pare existir na epístola de Tiago um conflito com 
os ensinos de Paulo. Tiago diz que é inútil afirmar que uma fé que não se 
 
pode provar, ou uma fé que não produz obra nenhuma possa salvar a alma. 
2.20. Tiago em sua discussão não está falando de obras de mérito, obras 
em relação à lei, obras que precedem a salvação; mas está falando de obras 
motivadas pelo amor, obras que surgem ou aparecem em relações pessoais, 
obras da pessoa já salva. 
 
A TEOLOGIA DA PRIMEIRA EPÍSTOLA 
DE PEDRO 
 
INTRODUÇÃO 
 
A epístola de Pedro declara ter sido escrita pelo apóstolo Pedro, 
1.1, umancião, que foi testemunha ocular dos sofrimentos de Cristo, 5.1. Ele 
tem um companheiro seu filho Marcos 5.13. Uma forte tradição atribui esta 
epístola ao apóstolo Pedro que usou, como seu amanuense, ou secretário, 
Silvano (Silas; 5.12). 
 
DUALISMO PETRINO 
 
O eruditismo recente tem enfatizado a similaridade na comum 
divisão de Pedro e dos sermões em Atos. O presente, no entanto, é a tensão 
escatológica entre o presente e o futuro, que não é meramente cronológica, 
mas também soteriológica, 1.11. A morte de Cristo não foi um mero evento 
histórico, mas um evento predestinado por Deus antes da fundação do 
mundo, 1.20. Através de sua morte, Cristo inaugurou o fim dos tempos, 1.20. 
 
 
A RESSURREIÇÃO DE CRISTO 
 
Partilha deste caráter escatológico, pois o Cristo ressuscitado foi 
para o céu, Efésios 1.22. Isto significa que Cristo já assumiu sua lei 
messiânica à mão direita de Deus, onde ele tem que reinar ICoríntios 15.25. 
 
A ressurreição de Cristo não é simplesmente um evento do 
passado; é um evento em virtude do qual todo aquele que crê pode, em 
tempo subsequente, entrar em novidade de vida, através da proclamação 
das boas-novas, 1.23. 
 
ESCATOLOGIA 
 
Assim, a escatologia desempenha um grande papel na epístola. 
Pedro não usa a palavra (parousia), mas fala, várias vezes, da revelação 
(apokalypsis), de Cristo, 1.7,13; 4.13; 5.4. O contraste entre o mundo mau e 
o céu é particularmente forte e desempenha um papel essencial no 
pensamento petrino, 1.14,15,18,20; 5.9; 4.3; 2.5,9,11; 3.1; 2.18. 
 
DEUS 
 
O conceito de Deus por parte de Pedro contém a matéria-prima 
da teologia trinitária, mas sua expressão é, em geral, prática, e não teórica. 
Sua introdução contém referência a Deus: o Pai, ao Espírito Santo e a Jesus 
Cristo, 1.2. 
 
 
CRISTOLOGIA 
 
Pedro mantém, claramente, uma alta Cristologia, embora ele não 
fale de Cristo como o Filho, a par com o Pai. 1.20. Os crentes também foram 
predestinados, 1.2,25; 3.12. 
 
A VIDA CRISTÃ 
 
Há duas ênfasesnotáveis, em Pedro, quanto á vida cristã. A 
primeira é a firmeza no sofrimento. Sofrer é a experiência normal do crente, 
porque o mundo, para ele, é uma terra estranha, 4.13. A Segunda é a do 
bom comportamento (o verbo agathopoieo, fazer o bem, ocorre quatro vezes 
em Pedro – 2.15,20; 3.6,17 – mas em nenhum lugar em Pedro). 
 
 
A TEOLOGIA DAS EPÍSTOLAS: 
 
JUDAS E SEGUNDA DE PEDRO 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
Devido à íntima relação entre a epístola de Judas e a 2a de 
Pedro, vamos estudá-las em conjunto. Ambas tratam de certos erros e 
abusos que surgiram, devido a uma perversão do evangelho. 
 
Naturalmente não devemos esperar encontrar muita discussão 
doutrinária, como por exemplo, nas cartas do apóstolo Paulo, porque o fim 
destas epístolas é, não tanto ensinar como corrigir. Por esta razão não há 
também uma ordem formal ou lógica na discussão. Portanto, vamos estudá-
las do princípio ao fim, sem tentar organizar a matéria ao redor de temas 
específicos, de modo sistematizado como em geral acontece com os 
escritos sagrados. 
 
JUDAS 
 
O AUTOR 
 
Judas chama-se servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, 1.1. 
Sendo ele irmão de Tiago e Tiago irmão de Jesus, logo ele era também 
irmão de Cristo. Judas escreveu aos chamados e santificados. O assunto de 
que ele trata é a salvação que tanto ele como os chamados estão gozando. 
O fim da epístola é exortar os chamados para que os frutos da salvação não 
sejam perdidos, 1.3. 
 
 
EXORTAÇÃO - Falsos mestres chegam à Igreja, que negam o 
nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo, v.4; que rejeitaram toda 
autoridade e ultrajaram os anjos, v. 8; que são escarnecedores, v.18; 
 
Os dois itens de interesse teológico são: 
 
1. A referência de Judas aos anjos que não guardaram o seu 
principado, v.6; II Pedro 2.4; 
 
2. E o seu uso da literatura apócrifa, v. 14. 
 
A SEGUNDA EPÍSTOLA DE PEDRO 
 
AUTOR 
 
Declara vir do punho do apóstolo Simão Pedro, 1.1, que foi 
testemunha ocular da majestade de Jesus, em sua transfiguração, 1.16-18, 
pouco antes de sua morte (de Pedro), 1.14. 
 
Começa com uma descrição da salvação, em que o cristianismo é 
considerado como o cumprimento da profecia. 
 
O termo chave nesta epístola não é esperança, como na primeira 
carta de Pedro, mas conhecimento, 1.13. A redenção por meio de Cristo 
Jesus é mencionada uma só vez nesta carta, e assim mesmo em mera 
 
alusão, 2.1. O autor escreve aos crentes novos, isto é, os que aceitaram 
Cristo pela pregação que, devido a perseguição, saíram de Jerusalém, 
Atos8.4. 
 
VIRTUDES CRISTÃS 
 
Nos versos 5.7 do primeiro capítulo temos uma lista das virtudes 
que deviam adornar o caráter do crente. Os que cultivam estas virtudes 
terão em abundância este conhecimento tão precioso e tão desejável, 1.8. 
Os que não têm estas virtudes perderão o discernimento espiritual e voltarão 
à vida velha, 1.9. 
 
UMA EXORTAÇÃO 
 
Em vista deste fato, o autor exorta os crentes a seguirem uma 
vida pura e santa, 3.14,15. A epístola conclui com mais uma exortação, 3.17-
18. 
 
A TEOLOGIA DE PAULO 
 
INTRODUÇÃO 
 
A teologia de Paulo não pode ser bem compreendida à parte de 
sua personalidade e história. Mas do que a de qualquer outro apóstolo, a 
sua história e experiência religiosa influíram na formação da sua teologia. A 
 
primeira coisa que precisamos fazer, pois, é dar em ligeiros traços a sua 
biografia. 
 
 
ORIGEM E CARACTERÍSTICAS 
 
Desde a sua mocidade Paulo manifestou um espírito religioso 
arrebatado até o fanatismo. Expunha francamente as suas convicções, e 
sinceramente vivia segundo aquilo que cria. Paulo nascera dentro da religião 
judaica, Filipenses 3.5,6. Foi educado dentro dessa religião; considerava as 
doutrinas do cristianismo falsas e perigosas. 
 
O messias do cristianismo, Jesus Cristo, era para Paulo um 
impostor, e de forma alguma correspondia às esperanças e concepções do 
povo judaico. Ter fé neste Messias era atraiçoar o culto do judaísmo, 
desprezar as leis de Moisés, e desprezas as mais brilhantes esperanças do 
judaísmo. 
 
Homem de grande zelo e ardor, dedicava-se de todo o coração a 
qualquer ideiaque abraçasse. Não ficava jamais em meios termos, era 
ardente ou frio; morno nunca. 
 
PAULO COMO JUDEU E A LEI 
 
Esta hipótese de uma ascendência judaica nasce das 
pressuposições teológicas subjacentes de Paulo. Ele era um monoteísta 
 
inflexível, Gálatas 3.20;Romanos3.30; e rejeitava severamente a religião 
pagã,Colossenses 2.8; a idolatria, ICoríntios 10.14,21; e a 
imoralidade,Romanos1.26ss. Ele menciona o Antigo Testamento como a 
Sagrada Escritura,Romanos1.2; 4.3; a Palavra de Deus divinamente 
inspirada, IITimóteo3.16. 
 
Como rabino judeu, Paulo partilhava inquestionavelmente da fé 
judia na centralidade da Lei. Mesmo quando cristão, ele afirmou que a Lei é 
espiritual,Romanos7.14, santa e boa,Romanos7.12. A Lei, para um fariseu, 
era tanto a Lei escrita deMoisés como as tradições orais dos pais, Gálatas 
1.14. 
 
O judaísmo tinha perdido o sentido da revelação de Deus e a sua 
fala através da voz viva da profecia. A doutrina judaica da revelação 
centralizava todo o conhecimento de Deus e sua vontade na Lei. 
 
 Como rabino judeu, zeloso pela Lei, Saulo estava igualmente 
entusiasmado em exterminar este novo movimento religioso que exaltava a 
memória de Jesus de Nazaré. O livro de Atos localiza Paulo em Jerusalém 
de algum modo participando na morte de Estevão,Atos 7.58. 
 
A SUA TEOLOGIA 
 
A sua teologia não é a teologia acanhada dos judeus da 
Palestina. Devido às suas experiências com o povo grego, era mais liberal, 
menos preso pelo nacionalismo dos judeus da Palestina. Como já 
 
observamos, tinha a religiosidade do judeu, o discernimento do grego e a 
energia do romano. E é por isso que notamos nele, um grande fervor 
religioso, uma grande penetração nas doutrinas e no espírito do cristianismo, 
e uma energia nunca vista nos anais de qualquer religião. 
 
PAULO, O APÓSTOLO 
 
O senso de autoridade de Paulo não é particularmente seu, mas 
foi-lhe conferido, como apóstolo, pelo Senhor. É como apóstolo que Paulo 
reivindica uma alta autoridade. Sua experiência no caminho de Damasco 
não apenas o fez reconhecer Jesus como Messias ressuscitado e 
glorificado,Atos 9.15,16; 22.15; 26.17,18. 
 
Como apóstolo, Paulo não mantinha uma autoridade exclusiva, 
mas uma autoridade que dividia com os outros apóstolos. Em sua lista de 
lideres na igreja, Paulo citou apóstolos em primeiro lugar, ICoríntios 12.28; 
Efésios 4.11. As qualidades primárias de um apóstolo eram que ele fosse 
testemunha ocular da ressurreição,Atos 1.22; ICoríntios 9.1, e que 
recebesse um chamado distinto e incumbência do Senhor. 
 
 O HOMEM SEM CRISTO 
 
A opinião de Paulo sobre o homem e o mundo ilustra sua visão 
escatológica básica. Ele sempre foi interpretado contra o pano de fundo do 
dualismo helenístico, que envolvia um dualismo cosmológico e bastante 
associado a um dualismo antropológico. 
 
 
1. O dualismo cosmológico – contrastava dois níveis de 
existência: o terreno e o divino; 
 
2. O dualismo antropológico – contrastava duas partes do 
homem: seu corpo e sua alma. 
 
2.1. O mundo – kosmos é uma palavra grega que não tem 
equivalentes nem em hebraico nem em aramaico, 1a Co 1.20; 3.19; 2.6. 
 
2.2. Poderes Espirituais – Paulo não se refere apenas a 
anjos bons e maus, a Satanás e aos demônios; ele usa um outro grupo de 
palavras, para designar as fileiras de espíritos angélicos. A terminologia é 
que se segue:a. Potestades ou domínio (arche), 1a Co 15.24;Ef 
1.21;Colossenses 2.10; 
 
b. Potestades (archai); RSV, principados,Ef 3.10; 
6.12;Colossenses 1.16; 2.15;Romanos 8.38. 
 
c. Dominações (kyriotes),Colossenses 6.2. 
 
CONSCIÊNCIA 
 
 
Não apenas tem os homens a responsabilidade de cultuar a 
Deus, também a responsabilidade de fazer o bem, por causa da consciência 
(Romanos 2.14,15). 
 
PECADO 
 
A natureza do pecado pode ser vista a partir de um estudo de 
diversas palavras usadas por Paulo, mas a palavra mais profendamente 
teológica para pecado é asebia, traduzida como impiedade emRomanos 
1.18. 
 
LEI 
 
Paulo não consider 
a a Lei meramente como padrão divino para a conduta humana, 
nem como parte da Sagrada Escritura, embora a Lei tenha origem divina e, 
portanto, sendo boa. 
 
CARNE 
 
Um dos inimigos finais do homem fora de Cristo, que apenas 
precisa ser mencionado aqui, é a carne. Como veremos em capítulos 
posteriores, carne, em Paulo, tem um uso distinto; designa o homem em sua 
queda, sua pecabilidade e sua rebelião. Gálatas 5.17; 6.8. 
 
A PESSOA DE CRISTO 
 
 
Cristo, O Messias 
(9.5; 10.6; ICoríntios 10.4; 15.22; IICoríntios 4.4; 5.10.) 
 
O Messias é Jesus 
(ICoríntios 11.23;Romanos1.3; Gálatas 1.19;Romanos15.8; 
Filipenses 2.7) 
 
Jesus, O Senhor 
(Romanos10.9; ICoríntios 12.3; IICoríntios 4.5; Mateus7.21) 
 
Jesus como o Filho de Deus 
(Romanos1.3,4; 8.3; Gálatas 4.5;Colossenses 1.13;) 
 
Cristo, O último Adão 
(Romanos5.12; ICoríntios 15.45-47; Filipenses 2.6;) 
 
 
A OBRA DE CRISTO: EXPIAÇÃO 
 
O AMOR DE DEUS – Embora tanto o Novo Testamento como o 
Antigo, tem como base para a obra reconciliadora de Cristo, a ira de Deus, 
isto não tem que, de modo algum, ser interpretado como a transformação da 
ira de Deus em amor, IICoríntios 5.19;Romanos 3.21; 8.3,32; 
 
Expiatória 
 
(Romanos3.25; 8.3; ICoríntios 5.7; Efésios5.2;) 
 
Vicária 
(Marcos10.45;Romanos5.8; ITessalonicenses 5.10; Efésios 5.2; 
Gálatas 3.13;) 
 
Substitutiva 
(IICoríntios 5.14,21; Gálatas 2.20; I Timóteo 2.6; Efésios 2.8,9; ) 
 
Propiciatória 
(Romanos1.18,32; 3.20,24,25; 6.23; I Tessalonicenses 5.9; 
Hebreus9.5; Êxodo 25.17-20.) 
 
Redentora 
(Marcos10.45; I Timóteo 2.6; ICoríntios 7.22,23; Gálatas 
3.13;Efésios 1.7; Tito2.14;) 
 
 
A OBRA DE CRISTO: 
 
JUSTIFICAÇÃO E RECONCILIAÇÃO 
 
A Importância da Doutrina 
(Romanos4.7;Colossenses 1.14; 2.13; Efésios 4.32) 
 
 
O Embasamento da Justificação 
(Gálatas 2.21. Basicamente, justiça, é um conceito de 
relacionamento. É justo quem cumprir as exigências colocadas sobre si pelo 
relacionamento em que se encontra). 
 
A Justificação é Escatológica 
(Romanos2.13; 5.1,9; 8.1; Gálatas 5.5; Mateus 12.36,37; 
ICoríntios 6.11) 
 
Imputação 
(Romanos4.5,8; IICoríntios 5.21). 
 
 
RECONCILIAÇÃO 
 
Reconciliação é uma doutrina estreitamente aliada à da 
justificação. A justificação é absolvição, do pecador, de todo pecado; a 
reconciliação e a restauração do homem justificado ao relacionamento com 
Deus. 
 
Reconciliação Objetiva 
Romanos5.8,10,11) 
 
A Necessidade de Reconciliação 
(Colossenses 1.21;Romanos 5.10) 
 
 
O Caráter da Reconciliação 
(IICoríntios 5.19) 
 
Os Resultados da reconciliação 
(Traz paz com Deus,Romanos5.1; está livre da ira de Deus, 
Efésios 2.14-16) 
 
 
A TEOLOGIA DO APOCALIPSE 
 
INTRODUÇÃO 
 
O livro do Apocalipse pretende ser uma revelação dos eventos 
que ocorrerão no fim do século e do estabelecimento do Reino de Deus. A 
teologia básica do livro tem emergido. A abordagem mais fácil do apocalipse 
é seguir sua própria tradição particular, como a opinião verdadeira, e ignorar 
as outras; mas o intérprete inteligente tem que se familiarizar com os vários 
métodos de interpretação, para que possa criticar e purificar sua própria 
opinião. 
 
O CONTEÚDO DO APOCALIPSE 
 
A primeira visão – 1.9-3.22 
 
Cristo é visto em pé, em meio a sete candeeiros, 1,12; Segunda 
visão – 4.1-16.21 
 
Retrata o trono celestial com um livro selado com sete selos na 
mão de Deus. 
 
Terceira visão –17.1-21.8 
 
É a grande prostituta, Babilônia. 
 
 
MÉTODO DE INTERPRETAÇÃO 
 
Interpretação preterista; 
 
O método histórico; 
 
O método simbólico ou idealista; 
 
Interpretação futurista extrema: O dispensacionalismo; 
 
O ponto de vista futurista moderado; 
 
O PROBLEMA DO MAL 
 
 
O Apocalipse prevê um curto período de terrível mal na história no 
fim dos tempos. Como Mateus 24.15 e II Tessalonicenses 2.3, ele fala de um 
personagem maligno. 
 
O REINO VINDOURO 
 
Sua vinda é mostrada como destruição do mal – 19.11-16; 
 
Há um reino temporário, de mil anos - 20.4; 
 
A primeira ressurreição – 20.5; 
 
A Segunda ressurreição – 20.11-15; 
 
O julgamento é duplo: obras e o livro da vida –Romanos 2.6-11. 
 
 
 
NUNCA PARE DE ESTUDAR TEOLOGIA 
 
A teologia não termina em conhecimento 
teórico e abstrato, antes se planifica no 
conhecimento prático e existencial de Deus através 
 
das Escrituras e da iluminação do Espírito. Conhecer 
a Deus é obedecer a seus mandamentos. Fazer 
teologia é tarefa da Igreja; não é um estudo 
descompromissado feito por transeuntes acadêmicos 
(MAIA, 2007, p. 9). 
 
Cabe aos líderes cristãos investir no ensino 
teológico para que haja o aperfeiçoamento dos 
santos (Efésios 4.14), e a Teologia Sistemática está 
presente na vida da Igreja como uma ferramenta 
poderosa para a compreensão das Sagradas 
Escrituras. 
 
 
 
QUINTO MÓDULO 
 
 
HOMOSSEXUALISMO, O QUE A BÍBLIA DIZ? 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Desde os primórdios da humanidade, as sociedades convivem 
com os mais variados tipos de comportamentos sexuais. O relato bíblico da 
Criação em Gênesis1 e 2 mostra que Deus formou o homem e a mulher 
para viverem em comunhão íntima, tornado-se “uma só carne”. 
 
Porém o pecado infiltrou-se nos relacionamentos sexuais entre 
os seres humanos de tal forma que hoje a sociedade convive com uma 
variação enorme de perversões sexuais, tais como: narcisismo, 
homossexualismo, masturbação, sadismo, masoquismo, exibicionismo, 
pedofilia, gerontofilia, fetichismo, travestismo, incesto, pluralismo, necrofilia, 
bestialidade, zoofilia, voyeurismo, sexopatia acústica, renifleurismo, 
coprofagia, froTitoerurismo, entre outros. 
 
Não vamos entrar nos detalhes das diversas anomalias sexuais, 
limitando-se apenas ao estudo do homossexualismo, pois este é o tema 
tratado pelo apóstolo Paulo emRomanos1:26 e 27. 
 
O estudo será dividido nas seguintes seções: Estudo da 
referência paulina em Romanos; conceito e causas da homossexualidade; 
os motivos pelos quais Deus condena este comportamento sexual; terapia 
para a regeneração daqueles que apresentam este desvio da sua 
sexualidade. Ao final, será apresentado um resumo e as conclusões 
encontradas. 
 
 
COMENTÁRIO SOBRE ROMANOS 1:26-27 
 
Encontra-se a declaração de Paulo nas seguintes palavras: 
 
"Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque 
até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por 
outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando 
o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua 
sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si 
mesmos, a merecida punição do seu erro." Romanos 1:26-27 
 
Há um consenso geral de que Paulo referia-se aqui à prática dolesbianismo e do homossexualismo masculino. A palavra “natural” 
(kataphysin) em oposição à “contrária à natureza” (para physin) era usada 
no tempo de Paulo com muita frequência como uma maneira de estabelecer 
distinção entre comportamento heterossexual e homossexual. 
 
Harrison acrescenta que “Paulo usa linguagem direta, para 
condenar a perversão do sexo fora do seu justo lugar: dentro do 
relacionamento conjugal”. Outro teólogo afirma que a contaminação do 
corpo humano é claramente manifestada no homossexualismo, pois ele é 
obviamente antinatural, contrário à natureza sexual. 
 
A prática do homossexualismo era comum no mundo pagão, 
tendo forte presença na sociedade em geral, sendo designado como o 
“pecado grego”. Paulo escreveu sua epístola aos Romanos na cidade de 
 
Corinto, a capital dos vícios gregos, e certamente já vira ali evidências sobre 
as práticas homossexuais. 
 
No verso 27 Paulo emprega o termo arsen 3 vezes, traduzidos 
na ARA por “homens”. O substantivo arsenokoites (“homossexual 
masculino”, “pederasta”) é empregado pelo apóstolo como alguém que não 
herdará a salvação por estar sob a condenação de Deus (I Coríntios 6:9; I 
Timóteo 1:10). 
 
Brown ainda acrescenta que aqui a perversão sexual é vista 
como resultado de (e, até certo ponto, um julgamento sobre) o pecado do 
homem em adorar a criatura ao invés do criador. 
 
CONCEITO E CAUSAS DA HOMOSSEXUALIDADE 
 
Uma vez comprovado que o tema que Paulo abordou 
emRomanos1:26-27 foi mesmo a homossexualidade, tanto masculina 
quanto feminina, faz-se necessário um maior aprofundamento sobre o 
estudo deste comportamento sexual. 
 
O homossexual é considerado uma pessoa com tendência a 
dirigir o desejosexual para outra pessoa do mesmo sexo, ou seja, ele (ou 
ela) sente atração erótico-sexual por parceiro do mesmo sexo. Maranon 
apresenta uma definição mais completa sobre a homossexualidade nas 
seguintes palavras: 
 
 
Por mais classificações que se façam desta anormalidade, a 
base patogenética é sempre a mesma: uma sexualidade recuada, de 
polivalência infantil que, por circunstâncias externas, condiciona sob 
diferentes formas seu objetivo erótico em sentido homossexual. 
 
Baseando-se no relatório de Kinsey, os homossexuais 
pretendem que sua condição seja considerada “uma espécie de forma 
alternativa de sexualidade, homóloga e simétrica à heterossexualidade”. 
 
Bergler, porém, vê a homossexualidade como uma espécie de 
“síndrome neurótica”, caracterizada por alguns estigmas bem definidos, a 
saber: uma elevada dose de masoquismo psíquico, levando o homossexual 
a situações de desconfianças e humilhações; medo, ódio, fuga em relação 
ao sexo oposto; insatisfação constante e insaciabilidade sexual; 
megalomania; depressão; sentimento patológico de culpa; ciúme irracional; e 
inadmissibilidade psicopática. 
 
As pesquisas com relação às causas da homossexualidade 
ainda não são consideradas de todo consistentes; porém, elas podem ajudar 
na orientação de uma profilaxia social com relação ao homossexualismo. 
 
Gius afirma que “não se verificam quadros de aberração 
cromossômica ligados primitivamente à homossexualidade”, o que descarta 
sua origem genética, pois “em todos os casos de homossexualidade 
masculina examinados, o sexo genético correspondia ao sexo fenotípico 
 
(respectivo) e faltavam sinais de qualquer alteração cromossômica 
verdadeira”. 
 
Mesmo os defensores da origem genética da homossexualidade 
admitem que a eventual “predisposição inata” só se transforma em efetivo 
desejohomossexual por força de fatores desencadeadores de natureza 
psicossocial, dentre os quais: obsessiva ligação com uma mãe autoritária ou 
possessiva; falta de uma figura paterna significativa como modelo de 
identificação; experiências de iniciação na infância ou adolescência; e 
fixação ou regressão da personalidade a níveis auto-eróticos, com 
supervalorização do falo (órgão sexual masculino). 
 
O homossexual é um homem ressentido por acreditar que não 
tem o corpo que sua mente mereceria. Freud também considerava que o 
meio onde as crianças se desenvolvem é fator determinante de sua 
sexualidade. 
 
SNOEK DIVIDE ESTES FATORES DETERMINANTES EM 
TRÊS CATEGORIAS: 
 
1. Fisiológicos - Nenhuma das teorias (genética, hormonal, 
morfológica) foi comprovada; 
 
2. Familiares - Uma mãe dominante, juntamente com um pai 
apagado; uma supermãe, tão envolvente que para o filho só existe uma 
mulher, que é ela; a mãe frustrada no seu relacionamento com o marido, 
 
incutindo na cabeça das filhas que homem nenhum tem valor; um superpai 
que exige uma virilidade impossível de ser alcançada pelo filho; os pais 
desejam um menino, mas nasce uma menina; 
 
3. Sociais – O unissexismo, que ocorre na forma do 
segregacionismo ou do igualitarismo; o anarquismo; e a sedução por 
adultos. 
 
POR QUE DEUS CONDENA O HOMOSSEXUALISMO? 
 
O homossexualismo não é doença, e na Bíblia ele é descrito 
como até mais do que um pecado: é uma perversão e abominação diante de 
Deus. Não sou eu quem afirma isso, mas o mesmo livro que você tem aí 
com você e costuma ler. Veja bem que estou me referindo à prática, não à 
pessoa do homossexual. 
 
Deus ama cada pessoa, independente de como ela seja, mas 
não ama práticas que são contrárias à Sua própria natureza. É importante 
que você entenda isto, pois a primeira reação que temos contra Deus é a de 
tentarmos nos defender de algo que Ele condena, achando que não somos 
amados. O testemunho abaixo é de alguém que conheceu este amor: 
 
 
"Espero que você compreenda que não importa o quão longe 
você tenha ido em seu estilo de vida homosexual, nunca é tarde 
demais para mudar, nunca é tarde demais para voltar ao lar. Deus 
 
tem o poder de reformá-lo completamente em corpo, alma e 
espírito. Por causa do que Deus fez por mim, o velho Jerry 
Arteburn acabou. Ele se foi. E sou uma nova pessoa através do 
poder de Deus. Creio que você queira mudar. Espero que você 
sinta que deva mudar. Você precisa tentar. Existe um caminho 
melhor. Deus tem um plano melhor. Com a decisão de buscar a 
vontade de Deus para sua vida, ela pode ser uma vida com 
significado." Jerry Arterburn, falecido em 13 de Junho de 1988 
aos 38 anos, de AIDS. 
 
Deus abençoou o homem e a mulher e lhes deu o mandamento 
de serem fecundos e multiplicarem-se (Gênesis1:28). O casamento é a 
“união de duas pessoas que originalmente foram uma, depois foram 
separadas uma da outra, e agora no encontro sexual do casamento se 
uniram novamente”. Lovelace acrescenta dizendo que “não é por acidente 
que toda forma de expressão sexual fora da aliança do casamento seja 
explícita ou implicitamente condenada no restante das Escrituras”. 
 
A sociedade atual está cada vez mais perdendo de vista o 
princípio que Deus definiu para a união sexual entre os seres humanos: um 
homem e uma mulher, unidos pelo compromisso eterno do matrimônio. Em 
virtude deste crescente desvio do padrão idealizado por Deus no princípio, é 
que têm surgido todas estas anomalias sexuais descritas até aqui. Hoje já se 
convive até mesmo com o “casamento” entre homossexuais e a adoção de 
filhos por estes “casais”. 
 
 
O propósito de Deus é que o homem junte-se com a mulher e os 
dois formem “uma só carne” (Gênesis2:24), constituindo-se numa família 
heterossexual, na qual os filhos poderão ser educados em meio a um 
ambiente sadio e livre de preconceitos. 
 
Este ideal está totalmente corrompido na sociedade moderna, e 
as relações sexuais passaram a ser apenas um meio de obter prazer a 
qualquer custo, sem atentarpara as orientações dadas por Deus no 
passado, e para os perigos de não seguir estas orientações. A atual 
sociedade já aprendeu a conviver pacificamente com o outrora chamado 
“pecado grego”, vendo os homossexuais como apenas “um pouco 
diferentes”. 
 
Deus condena o homossexualismo porque ele é totalmente 
contrário ao propósito original das relações sexuais: procriação e/ou prazer. 
Segundo Boice, apenas em se olhar para a anatomia dos órgãos sexuais do 
homem e da mulher já deveria haver argumento suficiente para convencer 
de que as práticas homossexuais não são normais. Tanto o Judaísmo 
quanto o Cristianismo sempre reconheceram esse fato, defendendo que o 
homossexual está sob a condenação de Deus. 
 
LIBERTAÇÃO DO HOMOSSEXUAL 
 
Após verificar que o homossexualismo está arraigado fortemente 
na sociedade hodierna, faz-se necessário apresentar ao portador desta 
anomalia sexual um meio de regeneração e retorno ao ideal divino. A terapia 
 
de aconselhamento para o homossexual consiste em “escutar a quem pede 
ajuda, a fim de facilitar-lhe a decifração, por ele mesmo, de seu próprio 
discurso... levando a uma convivência mais saudável consigo mesmo e, em 
vários casos, chega-se à heterossexualidade”. 
 
Talvez o maior problema a princípio seja romper as barreiras da 
solidão e da incomunicabilidade que a sociedade erige em relação aos 
homossexuais. Gatti defende que o ponto de partida deve ser a total 
aceitação do homossexual como pessoa, a plena compreensão de seu 
drama, e a mais leal solidariedade os seus sofrimentos e os seus problemas. 
Para o auxílio pastoral ao homossexual são sugeridos os seguintes passos: 
 
1 - Reconhecer que a prática homossexual é pecaminosa e que 
não faz parte do ideal de Deus para a vida Romanos1:24-27; I Coríntios 6:9-
11;Salmos 32:5; Gênesis2:22-24). 
 
2 - Aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador e melhor amigo 
(Atos 2:37, 38). 
 
3 - Reconhecer seu valor contemplando a cruz. Ele valeu o 
sangue de Deus (Atos 20:28). 
 
4 - Orar ao Espírito Santo para que seja seu Conselheiro em 
todos os momentos em que se sentir tentado a praticar o ato homossexual 
(João 14:16). 
 
 
5 - Se cair, não desanimar: Deus entende suas fraquezas e lhe 
dará forças para se levantar e seguir adiante (Isaias 27:5). O sacrifício 
substitutivo de Jesus garante o perdão! (I Coríntios6:11). 
 
6 - O Dr. Jay Adams recomenda que seja feita uma Estruturação 
Total na vida. Do contrário, as áreas deficientes enfraquecerão sua força de 
vontade para resistir. Resumidamente, deve investir muito: 
 
6.1 - Na saúde física, adotando hábitos saudáveis como 
exercício físico, regime alimentar saudável, e sono de qualidade. Sem sono 
e exercício adequados, a capacidade de resistir às tentações fica bastante 
diminuída. 
 
6.2 - Na vida familiar. Isso envolve dar perdão e ser perdoado (a) 
por alguma coisa. 
 
6.3 - Nas atividades sociais saudáveis. 
 
6.4 - Na vida financeira. O estresse das dívidas atrapalha a 
qualquer pessoa na luta para conseguir mudanças. 
 
6.5 - No trabalho/escola. 
 
6.6 - Na oração e estudo da Bíblia. 
 
PARA REFLETIR 
 
 
A mídia, por algum motivo, não se interessa em tratar a questão 
homossexual sob um prisma científico, mas de modo ideológico, cínico e 
distorcido, baseando-se em meias-verdades e falso conhecimento científico 
para operar seu relativismo moral. 
 
Qual o interesse destes grupos em um doutrinamento 
sistemático das massas com relação à aceitação da questão homossexual 
como natural? Por que motivo o mesmo grupo que tenta submeter o 
discurso homoafetivo como de irrestrita concordância e aceitação, é o 
mesmo que ridiculariza publicamente os (inconvenientes) valores cristãos? 
 
Dr. Judd Marmor, ex-presidente da Associação Americana de 
Psiquiatria e apoiador do ativismo homossexual, afirma que a não 
conformidade de gênero induzida biologicamente é uma fator facilitador, que 
estabelece os fundamentos da homossexualidade, mas não um fator 
determinante para a homossexualidade. Portanto, na opinião dele, ninguém 
nasce homossexual. 
 
Ele diz que a homossexualidade não é “de maneira inevitável 
[...], pois, como muitas vezes já se notou, meninos constitucionalmente 
‘efeminados’ ou meninas ‘masculinizadas’ podem desenvolver 
relacionamentos heterossexuais normais quando o meioambiente familiar e 
as oportunidades para a identificação apropriada de papel de gênero são 
favoráveis” 
 
 
O Dr. Robert Stoller, pesquisador pioneiro dos transtornos de 
identidade de gênero em meninos e meninas, diz que se a pessoa deseja 
promover a identidade de gênero de uma menina, deve haver uma 
intimidade calorosa entre mãe e filha, e a presença de um pai que não 
promova identificação da filha consigo mesmo. Um relacionamento saudável 
com a mãe fornece a base mais importante para a incorporação da 
feminilidade e da heterossexualidade. 
 
No estudo feito por Stoller, de um grupo de mulheres muito 
masculinizadas, ele, em geral, encontrou muito pouca proximidade 
emocional com a mãe e relacionamento demais com o pai. Em alguns 
casos, o pai ficou desapontado de ter uma filha e tratava-a como se fosse 
um filho, o que resultava na “escolha forçada” de abandonar suas aspirações 
femininas para ganhar o amor de seu pai. 
 
O Sociólogo Steven Goldberg diz: “Não conheço ninguém da 
área que argumente que a homossexualidade pode ser explicada sem 
referência a fatores ambientais 
 
 
HÁ ARGUMENTOS A FAVOR DA HOMOSSEXUALIDADE? 
 
Não há na Bíblia Sagrada nada que seja favorável a pratica da 
homossexualidade. 
 
 
O Dr. John StoTito em sua obra Os Cristãos e os Desafios 
Contemporâneos, p.p. 482-495, lista e refuta os seguintes argumentos: 
 
a) O Argumento da Escritura e a Cultura. Acredita-se que os 
escritores bíblicos tinham seus horizontes limitados pela própria experiência 
deles e cultura. Portanto, sendo que eles nunca haviam falado em 
“orientação homossexual”, eles conheciam apenas certas práticas 
homossexuais dentro de um contexto de paganismo, e desconheciam o fato 
de que dois homens e duas mulheres do mesmo sexo pudessem se 
apaixonar, se amar e ter um relacionamento compatível como o casamento. 
 
1. Refutação: Os textos em que os autores bíblicos condenam a 
homossexualidade, se analisados com base na instituição divina original do 
casamento, comprovam que o princípio das relações heterossexuais é 
universal. 
 
2. Considerando Gênesis 1 e 2 (entre outros textos da bíblicos) 
vemos que para a Bíblia, independente do contexto cultural, considera as 
relações homossexuais incompatíveis com a ordem da criação – monogamia 
heterossexual. “E uma vez que essa ordem (monogamia heterossexual) foi 
estabelecida pela criação, não pela cultura, sua validade é permanente e 
universal 
 
B) O Argumento da Criação e da Natureza. Muitos alegam que 
a pessoa é homossexual por que (1) Deus a fez assim; e que (2) a 
 
homossexualidade é algo natural por ser difundida e presenciada entre os 
animais. 
 
1. Refutação: Como vimos anteriormente, a ciência não é a 
favor da ideia de que as pessoas nasçam homossexuais. Além disso, o 
argumento de que a prática homossexual é comum entre os animais é ainda 
bastante debatido entre os zoologistas, jamais sendo comprovada tal 
ocorrência em situações normais (fora de situações forçadas de cativeiro, 
entre animais exclusivamente de mesmo sexo). Mais importante ainda: o 
comportamento animal não estabelece padrões para o comportamento 
humano! Quem estabelece é Deus - Gênesis 2:22-24. 
 
2. Em Romanos 1:24-27 lemos que a Bíbliaconsidera a 
homossexualidade contrária à natureza. Richard B.Hays explica que os 
termos opostos “natural” (Kataphysin) e “contrário à natureza” (para physin) 
eram “muito frequentemente usados [...] como um modo de distinguir entre o 
comportamento heterossexual e o homossexual” 
 
EXISTE REALMENTE UMA PESSOA EX-HOMOSSEXUAL? 
 
Sim, existe. Entretanto, a maioria das pessoas deixa a prática 
homossexual e continua com os desejos. Recomendamos programa de 
Darleide, onde ela entrevista Ronald Woosley, ex-gay. Recomendamos 
também os seguintes sites que trabalham com homossexuais dentro de uma 
perspectiva amorosa e cristã: www.exodus.org.br - www.cppc.org.br 
 
 
Para o homossexual, como para qualquer outro homem ou 
mulher, no fim é apenas a graça do Espírito Santo com seus misteriosos 
dinamismos que é capaz de extinguir a pratica do homossexual. Acima de 
todos os meios educativos e terapêuticos, é sempre na graça de Deus que o 
homem pecador deve confiar. 
 
A igreja deve ser o conduto para a ajuda aos homossexuais que 
desejarem um retorno aos desejos sexuais naturais de cada ser humano. 
Ele afirma que “a igreja será o último reduto para a consolidação dos 
conceitos familiares” nos próximos anos. 
 
CONCLUSÃO SOBRE HOMOSSEXUALISMO 
 
O homossexualismo está presente na história humana desde o 
seu princípio. Biblicamente, encontra-se referências à homossexualidade já 
no relato de Sodoma e Gomorra (Gênesis19:4-5), de onde advém o termo 
“sodomia” como referência à homossexualidade e outras anomalias do 
gênero; bem como no período dos Juízes (Juízes 19:22). 
 
Moisés também fez referências a esta prática sexual entre o 
povo de Israel (Levítico 18:22; 20:13), condenando-a e considerando-a 
abominável aos olhos de Deus, punível mesmo com a morte. 
 
No Novo Testamento, a referência clássica à homossexualidade, 
tanto feminina quanto masculina, encontra-se na epístola de Paulo aos 
 
(Romanos1:26 e 27). Porém, o apóstolo também faz outras referências à 
condenação divina sobre esta prática (I Coríntios6:9-10; I Timóteo 1:9-11). 
 
Através dos estudos e pesquisas científicas consultadas, 
verifica-se que é reduzida a probabilidade de que as tendências 
homossexuais sejam o resultado de uma “deformação genética” ou algum 
caractere hereditário. 
 
Ao contrário, é grande o número de estudiosos da 
psicologia humana que acreditam que este comportamento sexual 
advém de fatores psicossociais vividos na infância (até os 5 anos de 
idade, principalmente), e que acarretam traumas e complexos que 
podem levar o indivíduo a desenvolver o homossexualismo durante 
sua vida. 
 
Apesar de Deus condenar este comportamento anômalo, em 
virtude de desvirtuar-se do Seu propósito para o relacionamento sexual e 
matrimonial, Ele concede ao homossexual desejoso de regenerar-se uma 
opção de cura, que está disponível através de Sua infinita graça e 
misericórdia pelas mazelas que atingem a humanidade. 
 
Como representantes de Deus e instrumentos Seus para 
distribuição de Sua graça ao mundo pecador, os cristão não devem olhar o 
homossexualismo como uma doença típica de pessoas “despudoradas”; 
mas devem encarar o problema com o mesmo amor fraternal e solidariedade 
que Jesus demonstrou em Seu convívio com o ser humano. Resta ao cristão 
 
ouvir e atentar ao conselho do próprio apóstolo Paulo: “Tudo posso, nAquele 
que me fortalece” (Filipenses 4:13). 
 
A Bíblia deixa claro que Deus criou o sexo para ser feito apenas 
entre um homem e uma mulher, e apenas se forem casados. (Gênesis 1:27, 
28; Levítico 18:22; Provérbios 5:18, 19) A Bíblia condena a fornicação, quer 
entre pessoas do mesmo sexo quer entre pessoas de sexos 
diferentes.Gálatas 5:19-21. 
 
SE ALGUÉM PERGUNTAR: “O QUE VOCÊ ACHA DA 
HOMOSSEXUALIDADE?” 
 
Você pode responder: “Eu não odeio os homossexuais, mas 
não apoio o que eles fazem.” 
 
✔Lembre-se: Se você segue os princípios de moral da Bíblia, 
então esse é seu estilo de vida, e você tem o direito de segui-lo. (Josué 
24:15) Não tenha vergonha do seu conceito. Salmos 119:46. 
 
 
SE ALGUÉM PERGUNTAR: NÃO É DEVER DOS CRISTÃOS 
TRATAR TODAS AS PESSOAS COM RESPEITO, NÃO IMPORTA A 
ORIENTAÇÃO SEXUAL DELAS? 
 
Você pode responder: Claro que sim. A Bíblia diz: “Honrai a 
homens de toda sorte”, ou, como diz a Bíblia Fácil de Ler: “Respeitem todas 
 
as pessoas.” (I Pedro 2:17) Assim, os cristãos não são homofóbicos, ou seja, 
não odeiam os homossexuais. Eles são bondosos com todas as pessoas, 
incluindo os gays. Mateus 7:12. 
 
 
SE ALGUÉM PERGUNTAR: “VOCÊ NÃO ACHA QUE SUA 
OPINIÃO SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE INCENTIVA O 
PRECONCEITO CONTRA OS GAYS?” 
 
Você pode responder: “De forma alguma. Eu rejeito a conduta 
homossexual, não as pessoas homossexuais.” 
 
✔ Você pode dizer também: “Por exemplo, eu decidi não 
fumar. Na verdade, tenho nojosó de pensar em fazer isso. Mas suponhamos 
que você fume e pense diferente de mim. Eu não teria nenhum preconceito 
contra você por causa da sua opinião, e tenho certeza que você não teria 
nenhum preconceito contra mim por causa da minha opinião, não é 
verdade? O mesmo se aplica à nossa diferença de opinião sobre a 
homossexualidade.” 
 
 
SE ALGUÉM PERGUNTAR: JESUS NÃO PREGAVA A 
TOLERÂNCIA? ENTÃO VOCÊ NÃO ACHA QUE OS CRISTÃOS 
DEVERIAM TOLERAR A HOMOSSEXUALIDADE? 
 
 
Você pode responder: Jesus não incentivou seus seguidores a 
aceitar todo e qualquer estilo de vida. Na realidade, ele ensinou que o 
caminho para a salvação está aberto para “todo aquele que nele exercer fé”. 
(João3:16) Um modo de exercer fé em Jesus é seguir os princípios de moral 
de Deus, que proíbem certos tipos de conduta, incluindo a 
homossexualidade. Romanos 1:26, 27. 
 
Quando se trata da opinião da maioria, os cristãos têm a 
coragem de não seguir a multidão 
 
SE ALGUÉM DISSER: “OS HOMOSSEXUAIS NÃO 
CONSEGUEM MUDAR; ELES NASCERAM ASSIM.” 
 
Você pode responder: “A Bíblia não fala dos fatores biológicos 
envolvidos na homossexualidade, embora reconheça que algumas 
tendências sejam bem fortes. (II Coríntios 10:4, 5) Mesmo que alguns sintam 
certa atração por pessoas do mesmo sexo, a Bíblia diz que os cristãos 
devem rejeitar atos homossexuais.” 
 
✔Sugestão: Em vez de se envolver num debate sobre as 
causas dos desejos homossexuais, enfatize que a Bíblia proíbe a conduta 
homossexual. Você poderia fazer a seguinte comparação: “Muitos alegam 
que um comportamento violento pode ter uma causa genética e, por isso, 
algumas pessoas são predispostas à violência. (Provérbios 29:22) E se isso 
for verdade? Você talvez saiba que a Bíblia condena acessos de ira. 
 
(Salmos 37:8; Efésios4:31) Então, será que ela está errada só porque alguns 
têm a inclinação de ser violentos?” 
 
SE ALGUÉM PERGUNTAR: COMO DEUS PODE EXIGIR QUE 
ALGUÉM QUE SENTE ATRAÇÃO POR PESSOAS DO MESMO SEXO 
EVITE A HOMOSSEXUALIDADE? ISSO PARECE CRUEL. 
 
Você pode responder: Esse raciocínio se baseia na ideia 
equivocada de que os humanos devem agir de acordo com seus impulsos 
sexuais. A Bíblia dignifica os humanos por garantir que eles podem escolher 
não agir segundo seus desejos sexuais impróprios, se realmente quiserem. 
Colossenses 3:5. 
 
 
SE ALGUÉM DISSER: “MESMO NÃO SENDO GAY, VOCÊ 
DEVERIA MUDAR SEU CONCEITO SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE.” 
 
Você pode responder: “Imagine que eu não aprovo apostar 
dinheiro, mas você aprova. Faria sentido você insistir que eu mudasse minha 
opinião, só porque milhões de pessoas fazem apostas?” 
 
✔ Lembre-se: A maioria das pessoas (incluindo os 
homossexuais) segue algum tipode código de ética. Isso as faz odiar certas 
coisas — como fraude, injustiça ou guerras. A Bíblia proíbe essas coisas, 
mas também condena alguns tipos de conduta sexual, incluindo a 
homossexualidade. — 1 Coríntios 6:9-11. 
 
 
A Bíblia não exige demais de nós e não promove o preconceito. 
Ela apenas orienta aqueles que sentem atração pelo mesmo sexo que 
façam a mesma coisa que é exigida dos que sentem atração pelo sexo 
oposto: ‘fugir da fornicação’. — 1 Coríntios 6:18. 
 
A verdade é que milhões de heterossexuais que querem seguir 
os padrões da Bíblia exercem autodomínio apesar de quaisquer tentações 
que talvez enfrentem. Isso inclui muitos que são solteiros com poucas 
chances de se casar e muitos que são casados com alguém deficiente 
impossibilitado de realizar suas funções sexuais. Eles levam uma vida feliz 
mesmo sem satisfazer seus desejos sexuais. Aqueles que têm inclinações 
homossexuais podem fazer o mesmo se quiserem realmente agradar a 
Deus. Deuteronômio30:19. 
 
 
SEXO PRÉ-CONJUGAL 
SEXO EXTRACONJUGAL 
UNIÃO ESTÁVEL 
 
PORQUE AMASIADOS E QUEM PRATICA O JUGO DESIGUAL 
E O SEXO PRÉ E EXTRA NÃO SERÃO ARREBATADOS? 
 
 
Certa ocasião, um pastor indagou como ficaria o arrebatamento 
dos jovens que estão ficando no sexo pré-conjugal e dos adultos que estão 
amasiados ou praticando o sexo fora do casamento. 
 
Analisando Hebreus 13.4, descobre-se que a palavra “ficar” que 
culmina com o ficar no sexo livre, que a sociedade moderna e depravada 
arrumou para tentar abrandar o pecado é um sinônimo de adultério e 
prostituição, então pecado, e tais pessoas serão julgadas, e quem deseja ser 
arrebatado não pode, em hipótese alguma, ficar no leito maculado e sujo. 
 
Certo que o jovem deve preocupar-se em estudar, trabalhar e 
casar, mas sempre, em paralelo, se envolver também com as atividades da 
igreja e todas as semanas para criar continuamente uma resistência contras 
os desejos da carne. 
 
 
COMO DEVEM SER O NAMORO E AMIGOS DE QUEM QUER 
CHEGAR AO CÉU E SE LIVRAR DO FOGO DO INFERNO? 
 
Namorar, casar-se e ter amigos mais chegados, somente com a 
pessoa da mesma fé, pois o Senhor Jesus em II Coríntios 6.14 a 17 proíbe o 
jugo desigual e, jugo desigual é a primeira arma que o demônio usa para 
derrubar um jovem crente. 
 
Jugo desigual é o primeiro passo para uma eternidade sem Deus! 
Quem tem Jesus no coração é dominado pelo Espírito Santo, e o outro é 
 
dominado pelos desejos da carne, especialmente o amor erótico e quer sexo 
já no primeiro encontro. O Senhor Jesus adverte severamente para todos os 
fiéis a não se prenderem no jugo desigual. 
 
O jovem deve estudar muito Provérbios 7 e, literalmente correr 
para desviar-se da prostituição. 
 
O Oleiro sabe o que faz, e porque faz, e por quanto tempo deve 
continuar fazendo; quanto mais moldado e mais temperado no fogo, mais 
perfeito ficará o vaso; a tribulação quebranta e gera paciência e 
perseverança e, afinal você dará a volta por cima e vencerá tudo e as pedras 
de tropeço que os inimigos colocam tornam-se degraus para subir ao pódio 
dos campeões. 
 
Deus tem um carinho muito especial com o seu povo e sempre 
concede vitórias e bênçãos ao necessitado bem maiores que a proporção ou 
tamanho das provas, e coisas tão misteriosas, que a pessoa nunca se 
espera ou não merece sempre acontece. 
 
 
COMO É A SUA INTIMIDADE COM DEUS? 
 
Minha experiência com Deus é muito bonita, Ele me trata com 
muito carinho e sei que é com uma especialidade diferente e não admito que 
tenha alguém mais beneficiado que eu; por isso eu afirmo e, com toda 
 
convicção, que depois que passei a amar o Senhor Jesus, me tornei sem 
nenhuma dúvida, uma das pessoas mais feliz da Terra. 
 
Cada um tem a sua intimidade com Deus e a minha está sendo 
fantástica e sei que sou tratado com diferenciação, hoje sinto que Deus tem 
alegrado mais a mim do que a muitas de minhas companheiras. 
 
 
QUAL O MELHOR CONSELHO PARA OS JOVENS E PAIS? 
 
Quanto aos jovens, aconselho que fiquem junto com a igreja 
ouvindo os conselhos dos mais experientes. Os pais têm de voltar a ser 
adolescentes e acompanhar os seus filhos em tudo e ter o maior ciúme dos 
mesmos. 
 
O jovem é muito tentado e visado pelo maligno, razão maior para 
pais e igreja viver mais próximo e junto dos filhos e acompanhar todos os 
seus passos dia e noite. Pais devem abraçar os filhos bem de perto para, 
além de ser um gesto afetivo, ainda tentar captar cheiro de álcool ou cigarro 
para sempre orientar quantos a esses malefícios tanto na esfera física 
quanto na espiritual e, ainda sempre esclarecer que esses vícios são os 
primeiros passos para entrar e andar no caminho letal e sem retorno do 
mundo das drogas. 
 
É muito importante que os pais ensinem os filhos desde criança o 
caminho em que devem andar, e quem não fizer hoje o verdadeiro papel de 
 
mãe ou de pai e, se não acompanhar todos os passos do filho, o mundo, 
com certeza vai adotá-lo e o mundo é cruel, selvagem, rebelde, violento e 
agressivo e poderá desviá-lo da igreja, ensiná-lo a usar drogas, prostituir-se 
e participar de todo azar de violência. 
 
Todos os dias presenciamos milhares de mães e muitas até são 
cristãs, chorarem lágrimas amargas de arrependimento por não terem 
acompanhado e, se importado com seus filhos quando ainda mais jovens. A 
mãe deve ler a Bíblia com o filho, assentar-se junto com ele nos bancos da 
escola dominical e dos demais cultos da igreja, selecionar as festas e 
demais lugares para ele frequentar e se possível acompanhá-lo. 
 
Os filhos devem honrar os pais para terem mais dias de 
felicidade, de sabedoria, saúde, fé e afinal viverem mais na Terra e depois 
eternamente nos Céus, é promessa bíblica. 
 
Infelizmente, a sociedade está corrompida. Os filmes, as novelas 
imorais e o mau uso da Internet estão dominando e ensinando a cultura do 
pecado do sexo livre, da mãe solteira e da naturalidade do álcool e das 
drogas. 
 
Deve ser fiscalizado diariamente a Internet dos adolescentes. 
Tenho conhecimento de muitos jovens, nestes últimos tempos que estão se 
esfriando na fé e se desviando devido o excesso de imoralidade da internet. 
É momento de a igreja ministrar e combater esses vícios com a juventude, 
todos os meses, sem trégua. 
 
 
 
O QUE É SEXO EXTRA E PRÉ E PORQUE O NAMORO E 
NOIVADO NÃO PODE SER MUITO DEMORADO? 
 
Deus proíbe o sexo tanto extra quanto pré-conjugal. E os casais 
que já passam de seis meses de noivados devem tomar uma posição de 
caráter e de temor a Deus e casar ou terminar, chega de querer enganar as 
famílias e a Igreja, isso é um verdadeiro risco de sofrimento no inferno 
eterno que está correndo essas vidas! É casar ou largar, se forem esperar 
condições financeiras nunca se casam, as condições vão aparecendo é aos 
poucos e durante o casamento mesmo. 
 
Quanto aos casados, é uma bênção orarem juntos, fazer o culto 
doméstico ou célula com todos os filhos e, os pais serem exemplos e nunca 
praticarem o sexo fora do leito conjugal. O filho imita o pai. A ovelha imita o 
pastor. A mulher rixosa destrói o lar e o homem infiel divide a família. 
 
Em determinados momentos para fugir das tentações, o jovem 
tem de passar até por cego, surdo, manter distância, escolher e saber em 
qual pessoa pode dar um abraço amigo ou o beijocristão intitulado na Bíblia 
como ósculo. 
 
Deus sempre dá graça e força para fugirmos do mal, assim como 
fez com José no Egito. Como dizia o renomado escritor Jaime Kemp da 
 
Presbiteriana: “para não praticar o sexo fora do leito conjugal, a pessoa

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