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PROFESSORA: Oc. MSc. Taiana Guimarães Araujo taianagaraujo@gmail.com CONTEÚDO PROPOSTO OCEANOGRAFIA GEOLÓGICA: Origem da terra, da atmosfera e dos oceanos; Estrutura e composição do interior e da superfície terrestres; Teoria da Deriva Continental e Tectônica de placas atual divisão dos continentes e oceanos; Geomorfologia dos oceanos e feições oceânicas: da margem continental às fossas submarinas; Sedimentos marinhos e dinâmica de praias; Técnicas de estudo e equipamentos da área da Oceanografia Geológica. Conteúdo proposto Oceanografia geológica: Origem da terra ,da atmosfera e dos oceanos; Estrutura e composição do interior e da superfície terrestres; Tectônica de placas e Teoria da Deriva Continental atual divisão dos continentes e oceanos; Geomorfologia dos oceanos e feições oceânicas: da margem continental às fossas submarinas; Sedimentos marinhos; Técnicas de estudo e equipamentos da área da Oceanografia Geológica. Principais feições oceânicas É comum imaginar o leito oceânico como uma gigantesca banheira; que o continente termina logo depois da zona de surf (ou seja, onde as ondas quebram); ou ainda que o ponto mais profundo do oceano fica próximo ao seu centro; No entanto, não é bem assim. Estudos batimétricos* provam que o leito oceânico é completamente irregular, que o continente pode se estender por quilômetros sob a superfície do mar e que as regiões mais profundas dos oceanos se encontram em regiões específicas e não necessariamente no meio dos oceanos; Mas como será que se formaram as feições do planeta e dos oceanos? Em primeiro lugar, devemos lembrar que a superfície da Terra não está organizada estaticamente por continentes e oceanos e sim por um mosaico dinâmico de placas tectônicas... *BATIMETRIA = medida da profundidade das massas de água (oceanos, mares, lagos etc.) para determinação da topografia do seu leito. FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Placas_tect2_pt_BR.svg Principais feições oceânicas Geologicamente falando, a transição entre continente e oceano ocorre quando as rochas graníticas espessas e menos densas da crosta continental dão lugar às rochas basálticas finas e mais densas do assoalho oceânico; Próximo à costa, as características do assoalho oceânico são semelhantes aquelas do continente adjacente. A transição para o basalto marca o verdadeiro limite do continente e divide o assoalho oceânico em duas grandes regiões: Margem continental: borda exterior submersa do continente; Bacia oceânica : o assoalho oceânica para além dela. Principais feições oceânicas Margem continental (ativa e passiva): Plataforma continental; Talude continental; Sopé do talude. Bacia oceânica Leito ou assoalho oceânico: Dorsais ou cordilheiras mesoceânicas; Fossas ou trincheiras abissais; Ilhas e arquipélagos vulcânicos; “Hot Spots”; Origem das feições oceânicas Deslocamento das placas tectônicas origem de quase todas as feições existentes LIMITES OU ZONA DE DIVERGÊNCIA; LIMITES OU ZONA DE CONVERGÊNCIA; LIMITES OU FALHAS TRANSFORMANTES (OU CONSERVATIVAS; FONTE: http://tiraduvidas.webnode.com/a4// Origem das feições oceânicas LIMITES OU ZONA DE DIVERGÊNCIA formação de crosta oceânica ou espalhamento do assoalho oceânico formam: as dorsais submarinhas ou cordilheiras mesoceânicas; assoalho ou leito oceânico; margens continentais passivas. FONTE: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Solo/Solo1.php Zonas de divergência Zonas de divergência CURIOSIDADE A taxa de expansão do Oceano Atlântico é em média de 5 cm/ano. Quando Colombo o navegou pela primeira vez (ainda no séc. XV), esse jovem oceano era aproximadamente 25 m mais estreito do que nos dias de hoje. FONTE: http://www.geomundo.com.br/meio-ambiente-40107.htm 1. Deformação e estiramento da Pangeia. 2. Formação de um rift valley (vale rift). 3. Invasão do rift pelo oceano. 4. Oceano jovem. Zonas de divergência FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Placas_tect2_pt_BR.svg Origem das feições oceânicas LIMITES OU ZONA DE CONVERGÊNCIA reciclagem da crosta, a placa oceânica (menos espessa, mas mais densa) mergulha SOB a placa continental (mais espessa, mas menos densa) áreas de subducção formam: as fossas oceânicas na porção da placa oceânica, em função do processo de subducção; arcos de ilhas e cordilheiras na porção da placa continental, devido ao soerguimento (dobramento, enrugamento) de terra; margens continentais ativas. FONTE: http://www.geomundo.com.br/meio-ambiente-40107.htm Zonas de convergência Zonas de convergência Zonas de convergência X “Hot Spots” X Zonas de convergência Origem das feições oceânicas Existem ainda LIMITES OU FALHAS TRANSFORMANTES (OU CONSERVATIVAS), ao longo das quais as placas deslizam. Nessas áreas não há nem construção, nem destruição/reciclagem da litosfera, mas também são zonas de instabilidade e intensa atividade sísmica pode acorrer a formação de: fraturas ou falhas na crosta; fendas ou chaminés hidrotermais. Zonas de falhas transformantes Zonas de falhas transformantes A falha de Santo André é uma das poucas falhas transformantes expostas (emersas) Zonas de limites de placas tectônicas FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Placas_tect2_pt_BR.svg Principais feições oceânicas Margem continental (ativa e passiva): Plataforma continental; Talude continental; Sopé do talude; - Cânions submarinhos. Bacia oceânica Leito ou assoalho oceânico: Dorsais ou cordilheiras mesoceânicas; Fossas ou trincheiras abissais; Ilhas e arquipélagos vulcânicos; “Hot Spots”; Principais feições oceânicas Margem continental: borda submersa do continente; Margem continental passiva: próximas às placas divergentes, pois apresentam relativamente pouca atividade vulcânica e terremotos; Margem continental ativa: próximas às placas convergentes, por motivos inversos aos anteriores; Plataforma continental: extensão submersa rasa de um continente. Essa região pode conter montanhas, depressões, depósitos de petróleo e minerais semelhantes aos do continente. Composta por material resultante da erosão da massa continental (os rios desempenham importante papel nesse transporte sedimentar). A área da plataforma continental corresponde a 7,4% da área dos oceanos; - Plataforma continental de margens passivas mais largas; - Plataforma continental de margens ativas mais estreitas. Principais feições oceânicas Margem continental: borda submersa do continente; Talude continental: transição entre a plataforma continental e o assoalho oceânico profundo. Apresenta declividade superior à da plataforma continental (a declividade passa de 1:1000 (plataforma) para 1:40 (talude)) e largura média de 20 km. Pode varia de margens continentais passivas para margens ativas; Sopé do talude: base do talude continental, verdadeiro limite de um continente. Encontra-se a aproximadamente 3,7 km de profundidade e é a partir daí que se inicia o assoalho oceânico (a crosta oceânica); - Cânions submarinhos: antigos vales de rios que foram alagados. Cortam a plataforma e o talude continental, terminando, geralmente, no assoalho oceânico em um leque sedimentar. Mantidos “abertos” porcorrentes de turbidez. Principais feições oceânicas Bacia oceânica: o assoalho oceânico para além da margem continental (bacia oceânica profunda) Leito ou assoalho oceânico: fundo ou planície oceânica; Dorsais ou cordilheiras mesoceânicas: cadeias de montanhas oceânicas ocorrente nos limites de placas tectônicas divergentes. Zona de formação de assoalho oceânico, centro de expansão ativo da crosta oceânica. A Islândia, o arquipélago dos Açores e a Ilha de Páscoa são dorsais que emergiram Fossas ou trincheiras abissais: regiões de alta profundidade características de zonas de convergência entre placas continentais e oceânicas (zonas de subducção). São formadas no lado da placa que subducta, ou seja, na placa oceânica. Principais feições oceânicas Bacia oceânica: o assoalho oceânico para além da margem continental Ilhas e arquipélagos vulcânicos: formados por atividade vulcânica ocorrida no meio dos oceanos. Tal atividade pode ser decorrente de zonas de convergência entre duas placas oceânicas e, nesse caso as ilhas serão formadas do lado da placa que sobrepuser a outra ou ainda de “hot spots”. - Montes submarinos: elevações formadas por vulcões que não emergiram; - “Guyots”: montes submarinos de topo chato que antigamente se encontravam próximos a superfície e que ao longo dos anos sovreram ação erosiva das ondas. “Hot Spots”: zona de intensa atividade vulcânica, mas que ocorrem distantes dos limites das placas tectônicas, sendo derivada de um “afinamento” da crosta nessa região. Quando ocorrem no meio dos oceanos, podem ser consideradas áreas de “berçário” de ilhas. Corte transversal de uma bacia oceânica típica Corte transversal de uma bacia oceânica típica Corte transversal de uma bacia oceânica típica - Cânion submarino Conteúdo proposto Oceanografia geológica: Origem da terra ,da atmosfera e dos oceanos; Estrutura e composição do interior e da superfície terrestres; Tectônica de placas e Teoria da Deriva Continental atual divisão dos continentes e oceanos; Geomorfologia dos oceanos e feições oceânicas: da margem continental às fossas submarinas; Sedimentos marinhos; Técnicas de estudo e equipamentos da área da Oceanografia Geológica. Sedimentos marinhos SEDIMENTO: material granular não consolidado, constituído por partículas inorgânicas e orgânicas. Essas partículas podem ser resultantes de processos de erosão e intemperismo de rochas matrizes, de atividades vulcânicas,de atividades biológica e/ou até mesmo do espaço. INTEMPERISMO: decomposição química e desintegração mecânica dos constituintes minerais provenientes das rochas, provocadas por processos físicos, químicos e/ou biológicos. Sedimentos marinhos O assoalho oceânico recebe continuamente uma chuva de sedimentos e essa taxa de sedimentação varia de lugar para lugar, podendo ir de poucos centímetros por ano até a espessura de uma moeda a cada 1000 anos; Assim, a camada de sedimentos do fundo oceânico varia quanto à espessura, podendo atingir 4 km, dependendo da área ou das condições locais sua espessura média é de cerca de 300 m; Grande parte desse sedimento tem origem no intemperismo terrestre e chega ao ambiente marinho transportado em solução, em suspensão (tb. pelo vento) ou por tração junto ao fundo (tb. pelo gelo). Sedimentos marinhos E pra que estudar os sedimentos? Conhecer os sedimentos – a sua composição, os processos envolvidos com o seu transporte, sua origem, etc. – pode nos auxiliar a entender a história geológica de uma determinada região; Os sedimentos podem ser classificados quanto a sua origem em: Sedimentos litogênicos ou terrígenos; Sedimentos biogênicos; Sedimentos autigênicos ou hidrogênicos; Sedimentos cosmogênicos: derivados de material oriundo do espaço, meteoritos (muito raros). Sedimentos marinhos SEDIMENTOS LITOGÊNICOS OU TERRÍGENOS: derivados de material mineral continental. Os principais constituintes desses sedimentos são quartzos e feldspatos, minerais mais comuns nas rochas terrestres. São transportados principalmente pelos rios e encontram-se predominantemente depositados nas margens continentais. Aqueles que alcançam a região da bacia oceânica são os que apresentam menor tamanho de grão. Assim, os sedimentos litogênicos também podem ser classificados quanto ao seu tamanho: Sedimentos marinhos Nos oceanos, a maioria dos sedimentos é constituída pelas partículas mais finas: de areia a argila. Em geral, quanto mais fina for a partícula, mais facilmente ela poderá ser transportada pelas correntes e ondas. Sedimentos marinhos SEDIMENTOS BIOGÊNICOS: derivados de processos/material biológico. São predominantes nas bacias oceânicas, uma vez que nas margens continentais a grande entrada de material terrígeno acaba “mascarando” a parcela de contribuição biogênica. As vasas calcárias (i.e. carbonato de cálcio, carapaças de CaCO3, conchas e ossos) e silicosas (de sílica, carapaças de SiO2) são os principais depósitos de sedimentos biogênicos. Assa vasas são formadas por sedimentos de origem pelágica e biogênica, assim o seu suprimento é dependente, em última instância, da produtividade primária local. Sedimentos marinhos SEDIMENTOS AUTIGÊNICOS OU HIDROGÊNICOS: derivados de soluções por meio de processos químicos. Pequenos nódulos, com tamanho médio de 6 cm que se desenvolveram por adsorção de forma concêntrica ao redor de um núcleo central de composição variável (ex. um dente de tubarão); São formados no mesmo ambiente onde são encontrados (i.e. são autóctones e não alóctones como os litogênicos), geralmente precipitados diretamente da água do mar (Ex.: fontes ou fendas hidrotermais); Podem ser compostos por grande variedade de elementos: cobre, cobalto, ferro, níquel, manganês, etc e apresentam interesse econômico; Sua taxa de crescimento é extremamente lenta (1-4 mm/milhão de anos); Os nódulos de manganês e as fosforitas são exemplos de sedimentos autigênicos. Divisão dos sedimentos quanto a origem BIBLIOGRAFIA CONSULTADA • João M. Miragaia SCHMIEGELOW. O planeta azul: uma introdução às ciências marinhas. Rio de Janeiro: Interciência, 2004. • Tom GARRISON. Fundamentos de oceanografia. Tradução da 4. edição norte-americana (vários autores). São Paulo: Cengage Learning, 2010. • Aulas do Prof. Eduardo Marone, Curso de Oceanografia, da Universidade Federal do Paraná. • Imagens e informações da internet. OBRIGADA e BOA NOITE !!!