Prévia do material em texto
1 PAÇO ALFÂNDEGA: ANÁLISE DA INTERVENÇÃO A PARTIR DA INTERPRETAÇÃO DA TEORIA DE GIOVANNI CARBONARA ACERCA DO RESTAURO¹ BELLADONA, A. M. A.; MÔNEGO, R. Z.; MONTAGNER, F.4; QUERUZ, F.5 1Artigo apresentado à disciplina de Técnicas de Restauro, do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, Santa Maria, RS, Brasil. 2Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo, Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, Santa Maria, RS, Brasil. 3Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo, Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, Santa Maria, RS, Brasil. 4Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo, Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, Santa Maria, RS, Brasil. 5Professor Orientador, Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: anambelladona@gmail.com; raquel.monego@hotmail.com; franmontagner@yahoo.com.br; f.queruz@gmail.com. RESUMO Giovanni Carbonara é um arquiteto italiano, histórico da arquitetura e teórico da restauração. Aderiu à linha crítico-conservativa do restauro, que é calcada na teoria brandiana e na releitura de aspectos do chamado restauro crítico. Na postura crítico-conservativa tem-se em pauta noções de distinção entre passado e presente, assim como levanta-se a necessidade da investigação e entendimento histórico e estético da obra a ser restaurada. Carbonara aponta também o papel da reutilização, reabilitação e recuperação: A primeira é o meio mais eficaz para a preservação de um bem, pois um monumento sem uso se deteriora rapidamente enquanto que aquele mantido em funcionamento perdura. A recuperação parte da premissa da reutilização que resulta na conservação da obra. Por fim, tem-se a apresentação do projeto de restauro do atual Paço Alfândega, em Recife, construção datada de meados de 1700, na qual é possível visualizar alguns dos princípios defendidos por Carbonara, tais como a reutilização do espaço e diferenciação dos momentos históricos das intervenções. Palavras-chave: Giovanni Carbonara, restauro crítico-conservativo, Paço Alfândega. 1. INTRODUÇÃO O seguinte artigo consiste em uma pesquisa sobre a visão do arquiteto Giovanni Carbonara - histórico da arquitetura e teórico do restauro – e uma análise sobre a obra de restauração da antiga alfândega de Recife (atual shopping Paço Alfândega) tendo em consideração a opinião do arquiteto. Desta forma, uma vez entendido que Carbonara faz parte da linha crítico- conservativa da restauração, nota-se que as intervenções na obra em questão 2 correspondem ao seu pensamento, do mesmo modo que à ideologia de outros teóricos, como Brandi. 2. METODOLOGIA Na presente investigação foi empregada a metodologia qualitativa, por meio do método descritivo. Inicialmente buscou-se em literatura especializada informações pertinentes ao objeto de estudo. Assim, efetuou-se uma compilação bibliográfica acerca da visão de Giovanni Carbonara sobre a teoria da preservação e do restauro, quais os procedimentos adequados e resultados satisfatórios. Num segundo momento foi realizada a análise de uma obra de restauração brasileira, comparando as intervenções nela realizadas com os princípios defendidos por Carbonara. As fontes de pesquisa se constituíram em livros, dissertações de mestrado e doutorado, além e artigos científicos do campo da restauração. 3. REVISÃO DE LITERATURA Giovanni Carbonara (Roma, 1942) é um arquiteto italiano, histórico da arquitetura e teórico da restauração. O trabalho científico de Carbonara concentra-se principalmente no estudo da história da arquitetura e da teoria da restauração e renovação. Nesta área o arquiteto publicou diversos livros com abordagem, em muitos caos, calcada na análise de outros arquitetos restauradores, dentre eles Brandi, do qual Giovanni Carbonara é seguidor de muitos princípios da linha de pensamento. A teoria brandiana afirma que: (...) a restauração deve visar ao restabelecimento da unidade potencial da obra-de-arte, desde que isso seja possível, sem cometer um falso artístico ou um falso histórico, e sem cancelar nenhum traço da passagem da obra- de-arte no tempo. (BRANDI, 2004, pg. 33) Desse modo, as intervenções deveriam se guiar por uma crítica de valor em relação ao significado histórico do objeto, considerando-se o seu estado físico e amaradas à um vasto conhecimento técnico, histórico, estilístico e filosófico da obra em questão. Para Brandi "(...) as intervenções deveriam tornar os acréscimos facilmente reconhecíveis, mesmo para um leigo, e que fossem reversíveis, permitindo sua retirada em caso de uma eventual intervenção futura" (ROCHA, 2008, pg. 31). A partir desses critérios, evita-se que a obra receba danos que podem perdurar por muitas gerações. 3 Segundo Carsalade (2007) Giovannni Carbonara aderiu à linha crítico-conservativa do restauro, que considera o restauro um ato de cultura, renega o ripristino (reconstituição identica do objeto restaurado, que acaba falsificando a realidade e "enganando" o observador, fazendo-o acreditar que a porção acrescida é original), e levanta questões como a importância do juízo crítico e do entendimento histórico e estético da obra de intervenção. Essa linha pertence às tendências atuais do restauro que, de acordo com Kühl (2005), está alicerçada na teoria brandiana e na releitura de aspectos do chamado restauro crítico. A restauração assume postura conservativa e propõe, quando necessário, o uso de recursos criativos na reintegração de lacunas quando os elementos remanescentes forem insuficientes no fornecimento dos traços para a restituição as partes faltantes durante uma obra de restauro. A vertente crítico-conservativa deve ter juízo-crítico baseado na história da arte e da estética. Para Carbonara: O dilema, Conservação ou Intervenção, histórica ou estética na restauração, não é uma atitude de escolha, valorizar um ou outro. O dilema precisa ser resolvido a cada momento por ações críticas e escolhas necessariamente subjetivas, mas não necessariamente infundadas ou arbitrárias. Se for absolutamente impossível voltar atrás no tempo (buscar a intenção original do artista), poderia não ser possível e desejável, pelo trabalho e reusando de fragmentos antigos como incentivo e pontos de partida e ir para uma nova criação original que deveria também respeitar a necessidade de conservação? O resultado poderá certamente ser uma imagem diferente e não uma substituição pelo original perdido. O novo contexto deriva de trocar (transformar) o objeto degradado em um novo trabalho artístico e então o objeto original faz parte da estrutura do novo no qual está inserido mantendo sua independente legibilidade e unindo-se com outros novos elementos”.(CARBONARA, 1996 apud NEVES, 2010, pg.61) Kühl (1998) proporciona uma ampliação da visão de Carbonara, ao explanar que a partir de meados dos anos 60 houve um acréscimo do que é considerado patrimônio histórico. Abandonou-se o princípio de preservar somente os grandes monumentos dotados de expressivo valor estético, e passou-se a considerar também os ambientes urbanos, rurais e qualquer exemplar detentor de valor histórico. Esta atitude estabeleceu-se inicialmente nas cidades européias, pois o patrimônio perdeu o caráter de ser somente um testemunho das gerações passadas, adquirindo também valores sociais e econômicos, através, por exemplo, do incentivo ao turismo. Nesse contexto, os debates de preservação ganharam novos métodos, como Reutilização, Reabilitação e Recuperação. A opinião de Carbonara é que a "Reutilização é o 4 meio mais eficaz para a preservação de um bem, pois um monumento sem uso se deteriora rapidamente enquanto que aquele mantido em funcionamento pode durar séculos" (KÜHL, 1998, pg.209). Contudo, a reutilização é somente o meio,mas não a finalidade da intervenção. Marco e Zein (2007, pg.6) também expõem a diferenciação proposta por Giovanni Carbonara entre os termos reutilização, reabilitação e recuperação: Considerada o meio mais eficaz para evitar a degradação física do bem, a reutilização foi comparada com a aplicação da medicina preventiva, favorecendo um processo periódico de manutenção para evitar uma intervenção mais traumática - a restauração, que deve ser preferentemente evitada. A recuperação resulta de uma concepção diferente que coloca a reutilização como primeira premissa do trabalho de intervenção, situando a conservação apenas como eventual conseqüência. Cunha (2010) aponta o posicionamento de Carbonara acerca das intervenções em pré-existência, para uma aproximação entre ela e o contemporâneo: As ações de inserções contemporâneas em áreas ou em bens históricos podem seguir as sugestões da própria obra a ser restaurada, agindo em consonância com esta, ou ainda, de modo dissonante, estabelecendo um contraste. Todavia, essas adições devem ser claramente distinguíveis e efetuadas de modo reversível, sem destruir a matéria original e estudando atentamente a forma de menor impacto e dano ao bem. A partir de agora, tem-se a apresentação da obra de restauração da antiga alfândega de Recife, que é o atual shopping Paço Alfândega: Segundo Simis (2005, apud Moreira; Zarate, 2010) a edificação foi construída no início do século XVIII e seus usos anteriores foram diversos: O prédio abrigou o convento dos padres da Ordem de São Felipe de Néri, depois se tornou a Alfândega de Pernambuco e após o incêndio de 1922, transformou-se em um armazém utilizado pelos usineiros de açúcar. De maneira geral o prédio apresentava um razoável estado de conservação, apesar da descaracterização em função dos usos. As aberturas, vãos de portas, janelas e arcadas estavam em bom estado, embora partes delas tenham sido modificadas ou arrancadas. A cobertura original do edíficio em telhas do tipo colonial apresentava trechos com telhas de cimento amianto. Além disso, as peças de madeira encontravam-se degradadas pela ação dos cupins. Os pisos mais antigos do edíficio ainda se apresentavam em bom estado de conservação: mosaicos, soalhos de madeira e de pedra, falso mármore de lioz, mas existiam muitos trechos em cimentado recente e de má execução. 5 Observando a planta (figura 01), percebe-se que no pavimento térrreo foram criadas salas para atender as necessidades de escritórios. Para tal, arcadas foram entaipadas e paredes de construção mais recentes interceptaram vãos antigos. Quando o prédio serviu para guardar sacas de açucar e foi necessário maior espaço em altura, e não se hesitou em demolir os pavimentos superiores e entaipar inúmenros vãos. Figura 01: Planta Baixa pav. Térreo do edíficio em análise. Fonte: SIMIS (2005, apud MOREIRA; ZARATE, 2010) Dentre os valores identificados da Alfândega, cabe ressaltar três que lhe conferem significância cultural exemplar. Em primeiro lugar, seu valor histórico e sua capacidade de se adaptar aos diferentes usos ao longo do tempo. Em segundo, seu valor artístico, pelo conjunto de elementos estéticos de vários períodos. E em terceiro, cabe enfatizar seu valor paisagístico, compondo uma fachada para o rio Capibaribe com outros edifícios vizinhos. O projeto de intervenção do Shopping Paço Alfândega data de 2000, sendo uma obra de iniciativa privada sob-responsabilidade da Alfândega Empreendimentos e Participações Ltda. Fazem parte do projeto, o shopping, cujo autor é o arquiteto Carlos Fernando Pontual, dois edifícios garagem, projetados pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e uma central de ar condicionado. Figura 02: Perspectiva virtual da intervenção do Paço da Alfândega; Figura 03: Planta de situação do Paço, edifícios garagem e central de ar. Fonte: TRINDADE (2005, apud MOREIRA; ZARATE, 2010) 6 De acordo Serapião (2004) a transformação de prédios antigos em centros de compras é temática presente no Brasil - onde é exemplo o Shopping Light, de Carlos Faggin, em São Paulo. Esse tipo de intervenção é bastante utilizada para revitalizar áreas degradadas, transita entre a preservação de elementos históricos fundamentais e o arranjo interno que viabilize o empreendimento. Destinado às classes média e alta, o centro de compras Paço Alfândega promete ser a âncora da revitalização da porção sul da ilha do Recife, centro histórico da capital pernambucana. No caso do Paço Alfândega, a mudança de uso de um edifício do século XVIII, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), submeteu o projeto a uma série de exigências. Como resultado, o partido arquitetônico foi definido pelo contraste dos elementos antigos com os atuais. As novas intervenções estão aparentes, inclusive o próprio mecanismo de funcionamento de novos equipamentos, como é o caso do elevador panorâmico, inserido em um grande vazio iluminado por uma cúpula moderna (figura 04 e 05). Figura 04: Escadas rolantes e elevador panorâmico interligam todos os pisos; Figura 05: Equipamentos do elevador panorâmico estão à mostra. Fonte: SERAPIÃO (2004) As paredes originais desnudadas - apesar de tratar-se, historicamente, de edifício rebocado - pontuam o interior com trechos de alvenaria (de tijolos ou de pedras e tijolos) e revelam elementos do passado e da técnica construtiva. Como o volume ocupa uma quadra inteira, foi possível abrir quatro entradas, voltadas para faces diferentes. Os acessos leste e oeste rasgam a antiga alvenaria com um desenho “inusitado, uma caligrafia nova”, segundo 7 o arquiteto. No entanto, manteve-se aparente o ritmo das janelas de antigas celas de convento. A estrutura interna é nova, uma vez que não mais existiam os velhos pavimentos em assoalho (que, de qualquer forma, seriam inadequados ao programa). Pontual criou uma malha estrutural metálica independente da antiga alvenaria, mas, para “buscar uma ordem arquitetônica”, utilizou os mesmos eixos das arcadas sobreviventes. O aço foi escolhido por gerar menos impacto nos elementos preexistentes. O Paço Alfândega possui 82 lojas e quatro pavimentos. Os três primeiros são ocupados pelas unidades de comércio, com núcleo de serviços na porção sudeste do volume. Nesse grande vazio - que é o ponto de convergência do fluxo, segundo Pontual -, destacam-se a nova cúpula, que o ilumina, e a alvenaria antiga, com dois conjuntos de três arcadas sobrepostas. A praça de alimentação, no segundo andar, é o outro grande largo do conjunto. Figuras 06, 07 e 08: Plantas baixas dos pavimentos: Térreo, 1º e 3º pavimentos. Fonte: SERAPIÃO (2004) O pé-direito mais alto do térreo possibilitou a criação de um andar técnico intermediário, no perímetro da construção. O Paço Alfândega liga-se ao edifício-garagem por meio de uma passarela no primeiro andar, que aproveita o vão de uma grande arcada 8 construída para acesso de locomotivas e caminhões, na época em que o edifício foi depósito de açúcar. O terceiro andar, por sua vez, possui cobertura plana, situada entre dois elementos preexistentes, mais altos e lineares, que ladeiam as porções norte e sul. A cúpula, que ilumina o vazio central, faz parte dessa cobertura. Nesse piso estão três restaurantes e uma galeria de arte, circundados por um terraço de onde se pode visualizar o rio e o mar. O Paço Alfândega é dividido em quatro volumes. Dois deles são edifícios de múltiplo uso: garagens, centro de convenção e locais de eventos. A intervenção foi finalizada no ano de 2004. Figura 06: O Paço Alfândega na margem do rio Capibaribe; à esquerda está a catedral e à direita, o edifício-garagem. Fonte: SERAPIÃO (2004) É importantesalientar que na intervenção analisada, constatam-se alguns princípios defendidos por Giovanni Carbonara. Como é o caso da reutilização do espaço, visto que até o momento a edificação estava abandonada e a mercê da deteriorização. Para o teórico, a melhor maneira para conservar uma edificação é atribuindo novos usos para a mesma. Percebe-se também a visível distinção entre a pré-existência e o novo elemento construído. Desse modo, os usuários do espaço poderão diferenciar facilmente o que é original e o que foi acrescido posteriormente, conforme defendia Carbonara, as intervensões deveriam ser reversíveis, possibilitando sua remoção no caso de uma futura intervenção. No caso do Paço Alfândega, foi utilizada uma estrutura metálica independente da original em todos os acrescimos do projeto. O que proporciona um menor impacto nos elementos pré- existentes. Supõe-se que as alterações em alguns elementos da obra original, como a retirada do reboco e dos assoalhos dos pavimentos são consequência do incêndio de 1922. Isso vai ao encontro das idéias de Carbonara, quando os elementos remanescentes estão demasiadamente danificados para uma reconstituição, onde o arquiteto deve ter a sensibilidade e a criatividade para solucionar o problema, sem realizar nenhuma ocultação dos fatos históricos ali ocorridos. 9 4. CONCLUSÃO A teoria crítico-conservativa pode ser caracterizada como uma das melhores opções quando se fala em intervenção, pois fomenta a proposição de um uso para o espaço a ser restaurado. Desta forma, evita-se a acentuada degradação física do patrimônio histórico, pois a reutilização do espaço exige uma manutenção periódica, que mantém um bom estado de conservação do local. Todavia, nos casos em que a edificação permanecerá inutilizada, é inevitável um processo de degradação mais acelerado, de maneira que só será feita outra intervenção quando a situação estiver precária ou próxima a isto, fato que é altamente impactante e prejudicial à obra. Outro ponto forte na visão crítico-conservativa é o princípio de manter o existente e construir o novo independente dele, sem mascarar a edificação e mantendo a história. Contemplando tal ideologia, na restauração da antiga alfândega de Recife, os elementos pré-existentes foram conservados e os elementos danificados, como reboco e assoalho foram solucionados de forma criativa, sem gerar nenhuma falsificação da realidade ou cancelar a sua passagem no tempo. As intervenções feitas são fruto de um olhar crítico e criativo, de maneira que as novas adições fazem contraste com o antigo e são totalmente reversíveis, bem como prega a linha em questão. REFERÊNCIAS BRANDI, Cesare. Teoria da Restauração. Tradução Beatriz Mugayar Kühl; Apresentação Giovanni Carbonara. São Paulo: Ateliê Editorial, 2004. CARSALADE, Flavio de Lemos. Desenho Contextual: Uma abordagem fenomenológico- existencial ao problema da intervenção e restauro em lugares especiais feitos pelo homem. Tese (Doutorado em Concentração, Conservação e Restauro) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2007. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/RAAO- 7J7HZK/1/tese.pdf> Acesso 03 maio 2012. CASTRO, Maria Ângela Reis de. A dupla instância do bem integrado : análise dos critérios de restauração sob a ótica das artes e da arquitetura sobre o ornamento aplicado. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Arquitetura, 2009. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/MMMD-8Q7N45> Acesso 02 maio 2012. CUNHA, Claudia dos Reis. Restauração: diálogos entre teoria e prática no Brasil nas experiências do Iphan. Tese (doutorado), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. Disponível em:<http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde- 26052010-090302/pt-br.php> Acesso 03 maio 2012. 10 KÜHL, Beatriz Mugayar. Arquitetura do Ferro e Arquitetura Ferroviária em São Paulo: Reflexões sobre a sua preservação. São Paulo: Ateliê Editorial: Fapesp: Secretaria da Cultura, 1998. ______. História e Ética na Conservação e na Restauração de Monumentos Históricos. R. CPC, São Paulo, v.1, n.1, p. 16-40, nov. 2005. Disponível em: <http://www.revistasusp.sibi.usp.br/pdf/cpc/n1/a03n1.pdf> Acesso 07 maio 2012. ______. Preservação do Patrimônio Arquitetônico da Industrialização: Problemas Teóricos do Restauro. São Paulo: Ateliê Editorial, 2008. MARCO, Anita Di; ZEIN, Ruth Verde. A rosa por outro nome tão doce...seria? Anais do 7º Seminário do.co,mo.mo_brasil. Porto Alegre: 2007. Disponível em: <http://www.docomomo.org.br/seminario%207%20pdfs/049.pdf> Acesso 07 maio 2012. MOREIRA, Fernando Diniz; ZARATE, Diana Lira. Conservação da autenticidade em centros históricos: Um estudo sobre o Pólo Alfândega no Recife. Centro de estudos avançados da conservação integrada – CECI, Texto para Discussão vol. 48, Série 2, Gestão de Restauro, Olinda, 2010.Disponível em: <http://www.ceci-br.org/ceci/en/publicacoes/59/533-textos-para-discussao-v- 48.html> Acesso 07 maio 2012. NEVES, Anamaria Ruegger Almeida. Um banquete de idéias: O juízo crítico na restauração do afresco de Andrea Mantegna. Dissertação (Doutorado em Artes), Universidade Federal de Minas Gerais, 2010. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/JSSS- 894NVT/1/um_banquete_de_ideias.pdf > Acesso 07 maio 2012. PEREZ, Vanessa Baggio Franco. Subsídios para o estudo da história da preservação do patrimônio cultural no Brasil : os conflitos de uma trajetória. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Arquitetura, 2009. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/RAAO-7YHE7C> Acesso 02 maio 2012. ROCHA, Christiana Arruda Lee da. O livro como obra-de-arte: Critérios teóricos para conservação de obras raras. Monografia (Pós-Graduação em Gestão e Conservação de Bens Culturais), Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: <http://www.bn.br/portal/arquivos/pdf/ChristianaRocha.pdf> Acesso 07 maio 2012. SERAPIÃO, Fernando. Centro de compras Paço Alfândega. Projeto Design, Edição 290, Abril de 2004. Disponível em <http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/pontual-arquitetos-centro-de-04-05- 2004.html> Acesso 07 maio 2012.